energia eólica
Expansão
Wobben projeta criar 200 novas vagas
Sérgio de Sousa – Diário do Nordeste – Fortaleza / CE – 02/07/2010
Fabricação de pás de maior porte, que vêm sendo cada vez mais demandadas
pelo setor, vai abrir empregos
Primeira indústria a se instalar no
Complexo Industrial e Portuário do Pecém
(Cipp), a Wobben Windpower, que fabrica
na unidade pás e torres para turbinas
eólicas, deverá abrir oportunidade de
emprego para mais 200 profissionais entre
este e o próximo ano. A planta fabril irá
começar a produzir um modelo mais
Pedro Vial, da Wobben, anuncia que começamoderno de pás para aerogeradores, a
rá a produzir modelo mais moderno de pás
chamada E-82, e irá ampliar as suas
para aerogeradores, a E-82
instalações para comportar estes novos
produtos. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Pedro Vial, essas
novas pás são uma exigência do setor por tamanhos cada vez maiores.
"Esta é uma tendência mundial. Na Europa, são ainda maiores, mas não há essa
necessidade no Brasil, onde os nossos espaços são mais amplos. E quando a pá
é muito grande ainda há o problema de transporte", explica. Este modelo possui
40 metros de comprimento, e as pás ficam colocadas em torres de até 108
metros de altura. A capacidade de produção energética é de 2.000 a 3.000
megawatts (MW). Atualmente, a empresa produz as chamadas E-70, que
possuem 35 metros de comprimento. Estas serão substituídas pelo novo modelo.
A Wobben Windpower emprega hoje 300 funcionários no Pecém, e outros 100
em assistência técnica pelo Nordeste. Além da unidade no Cipp, a empresa
também possui uma indústria em Sorocaba, onde produz, pás, torres e turbinas
eólicas, sendo a primeira fabricante deste produto da América Latina. De acordo
com o diretor-presidente, a empresa já instalou 400 MW no Brasil, e irá colocar
outros 600 MW até 2012, com contratos já assinados com empresas vencedoras
no primeiro leilão específico de energia eólica, ocorrido no ano passado. Assim,
irá somar 1 gigawatt (GW) instalado no País. Contudo, destes novos contratos,
nenhum é para construção no Ceará. Metade é para parques no vizinho Rio
Grande do Norte - que foi o Estado que contabilizou o maior número de
contratos de novos parques no leilão - e a outra metade para o Rio Grande do
Sul.
Perspectivas
Apesar disso, Vial vê os negócios no Ceará com grandes perspectivas. Mas isso,
caso os próximos leilões de energia eólica tiverem o mesmo sucesso do
observado no de 2009. Entre estas possibilidades, ele destaca a verticalização da
produção dos componentes eólicos aqui, com o início da fabricação de turbinas
eólicas.
Aerogeradores na mira
"Nós pretendemos, sim, construir aerogeradores aqui. Na verdade, esta é a
intenção desde o início da fábrica, e o terreno já foi projetado pra isso", afirma.
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Segundo ele, as turbinas começaram a serem fabricadas na unidade da empresa em Sorocaba (SP) pela maior
proximidade dos fornecedores. Para que esse plano seja concretizado, entretanto, afirma que deve existir uma
demanda para a empresa de 300 MW por ano no Estado.
Demanda
Apesar de não haver demanda para parques em terras cearenses, ele acredita que isso será possível com a
garantia dos leilões específicos anuais, com um volume mínimo de 2 mil MW contratados, como se espera
para este ano. Com isso, a unidade de Pecém passaria a fornecer o aerogeradores para todo o Norte e
Nordeste, e a de Sorocaba para o Sul e Sudeste.
Expansão
Impsa pode ter 1 GW no Ceará
Sérgio de Sousa – Diário do Nordeste – Fortaleza / CE – 02/07/2010
O Estado está na mira de várias empresas do setor, que enxergam no Ceará um terreno potencial para
crescer
O Ceará pode ser o maior beneficiado com os projetos de novos parques
eólicos que contarão com os equipamentos da argentina Impsa. Entre os
contratos feitos com a empresa considerados realmente competitivos para
os novos leilões a ocorrerem este ano, que somam mais de 2.000
megawatts (MW), pelo menos metade é para projetos no território
cearense.
A informação é do gerente comercial da Impsa, Paulo Ferreira, que falou
que a empresa vê possibilidades de negócios maiores no Ceará para o
futuro. A empresa possui 100 MW instalados no Ceará, e tem outros 200
MW para montar através dos contratos do último leilão de energia, que
devem ser entregues até 2012. Segundo ele, são sete novos parques, que
somam investimentos de R$ 1 bilhão, e devem ter suas obras iniciadas em
agosto do ano que vem.
Ferreira afirmou que a empresa percebe a possibilidade de ampliar a sua
capacidade produtiva, erguendo uma nova unidade de construção de
aerogeradores. "Nós vamos estudar a possibilidade do Ceará, claro, porque
aqui está a maior produção eólica, as possibilidades do Ceará são grandes.
Paulo Ferreira: novos parques
Mas aí vai entrar a questão da concorrência, por exemplo, com o Rio
no Estado somam R$ 1 bi com
Grande do Norte", destaca, garantindo que esta fábrica seria, seguramente,
obras a partir de agosto
erguida no Nordeste. A Impsa já possui uma fábrica de aerogeradores em
Pernambuco, no complexo industrial de Suape. Lá, a empresa está investindo R$ 300 milhões na ampliação
da unidade fabril. "Possuímos, por lá, 27 hectares, dos quais somente oito estão ocupados", diz.
Vestas
Uma outra empresa do setor que tem em sua estratégia planos para a construção de uma fábrica de
aerogeradores é a Vestas. O gerente geral da companhia, Carlos Levy, confirma o interesse da empresa, mas
afirma que a localização do empreendimento ainda não está definido. Contudo, a empresa já está
implantando uma base em Fortaleza, onde fará estoque de peças, pequenas montagens de naceles e área para
serviços e treinamento. Segundo Levy, este "será o início de um plano maior no Estado", sem detalhar,
contudo, qual seria este novo plano. "O Ceará é uma região importante para o setor de eólicas, e estamos de
olho".
Mercurius
Quem também vem se beneficiando com o novo momento que vive o setor de eólica, com mais incentivo do
governo, é a cearense Mercurius Engenharia S.A. A empresa é conhecida como a que possui o maior knowhow na construção de parques eólicos do País, atuando em todo o mercado nacional. No Estado, construiu
cinco parques: Camocim, Lagoa do Mato, Paracuru, Icaraizinho de Amontada e canoa Quebrada, todos da
Siif Énergies, com equipamentos da Suzlon. "A Mercurius vem se preparando para o aumento da demanda
do segmento", aponta o diretor técnico da empresa, Ricardo Teixeira. (SS)
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Leilão
Leilão de ICGs para eólicas será dia 3 de setembro
Danilo Oliveira – Agência CanalEnergia – 01/07/2010
Leilão de ICGs para eólicas será dia 3 de setembro
A Agência Nacional de Energia Elétrica divulgou nesta quarta-feira, 30 de junho, o edital e os documentos
relacionados à audiência pública do leilão de transmissão referente às Instalações para Conexão
Compartilhada de Geradores (ICGs) para eólicas. A minuta em análise prevê que o certame terá três lotes,
em tensão de 230 kV. No edital, está previsto que o leilão será realizado às 10 horas do dia 3 de setembro, na
BM&FBovespa, em São Paulo.
Os interessados devem se inscrever até às 14 horas do dia 1º de setembro. O aporte de garantia de proposta
deverá ser feito entre as 8 horas do dia 31 de agosto e 17 horas do dia 1º de setembro.
O lote A, com empreendimentos no Rio Grande do Norte, é composto pela Linha de Transmissão Paraíso Açu II, em 230 kV, circuito simples, com 135 quilômetros de extensão; LT Açu II - Mossoró (230 kV),
circuito simples, com 75 quilômetros de extensão; LT Extremoz II - João Câmara (230 kV), circuito
simples, com 77 quilômetros de extensão; subestação Extremoz (230 kV) e SE João Câmara (230 kV). O
lote terá como ICGs a SE coletora João Câmara (69 kV) e transformadores elevadores de 69/230 kV (2 x 180
MVA) nessa subestação.
Também compõem o lote A como Rede Básica, os trechos de linha de transmissão, em 230 kV, entre o ponto
de seccionamento da LT Campina Grande – Natal III e a SE Extremoz, com extensão aproximada de um
quilômetro, as entradas de linha correspondentes na SE Extremoz, e a aquisição dos equipamentos
necessários para
adequações nas entradas de linha das subestações Campina Grande e Natal III.
O lote B inclui a LT Igaporã - Bom Jesus da Lapa II, em 230 kV, circuito simples, com 115 quilômetros de
extensão; e SE Igaporã (230 kV). As ICGs do segundo lote são compostas pela SE coletora Igaporã e por
dois transformadores elevadores em 69/230 kV (150 MVA) e suas respectivas conexões na SE Igaporã. Os
empreendimentos desse lotes serão instalados na Bahia.
O lote C, cujos empreendimentos serão localizados no Ceará, terá a LT Sobral III - Acaraú II (230 kV), com
70 quilômetros de extensão; e SE Acaraú II (230 kV). As ICGs desse lote têm a SE coletora Acaraú II (69
kV) e os transformadores elevadores de 69/230 kV (2 x 100 MVA). A audiência, que teve início hoje, se
estende até o dia 11 de julho.
Meio Ambiente
Recessão deixa emissões estáveis
Agência Estado – 01/07/2010
Países industrializados reduziram emissões em 2009, mas nações em desenvolvimento emitiram mais; o
resultado foi a estabilidade
As emissões de gases estufa pelos países ricos cairam 7% em 2009 por causa da recessão, um número
recorde. No entanto, a diminuição foi inteiramente anulada por aumentos acentuados das emergentes China e
Índia. Os dados são da Netherlands Environmental Assessement Agency (NEAA), um dos grupos líderes em
pesquisa científica da Europa.
Em termos gerais, isso quer dizer que as emissões permaneceram estáveis pela primeira vez desde 1992. O
grupo de pesquisa baseou-se em dados de uso de energia do governo dos Estados Unidos, da União
Europeia, da British Petroleum e da indústria do cimento, entre outros.
A agência, que em 2007 foi a primeira a identificar que a China havia tomado o posto dos Estados Unidos
como o maior gerador de gases estufa do mundo, salienta que os dados não significam que os países ricos
tenham sido "absolvidos" de sua responsabilidade histórica.
"Grande parte da capacidade de produção foi suspensa, mas isso pode ser retomado conforme a economia se
for se recuperando. É provável que a recuperação da economia cause alta nas emissões dos países
industrializados. No entanto, a recessão econômica mostrou que estes países podem alcançar suas metas de
redução mais facilmente", disse a porta-voz da NEAA Anneke Oosterhuis.
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"Outra consequência desta recessão é que alguns países industrializados podem precisar negociar menos
permissões de emissão dos projetos de redução realizados em países em desenvolvimento, o que quer dizer
que vai haver menos dinheiro disponível para reduções de emissão nestes últimos", disse Oosterhuis.
A notícia da redução é um alívio para os países ricos que estão legalmente comprometidos em reduzir
emissões em 5,2% até 2012, com relação aos números de 1990. No momento, diz a NEAA, eles estão 10%
abaixo dos níveis de 1990, muito aquém da meta estipulada pelo Protocolo de Kyoto.
A pesquisa também mostra que as médias de emissões de CO2 por habitante da China e da Índia ainda estão
bem abaixo das observadas nos países industrializados. As emissões são atualmente da ordem de 1,4
tonelada por pessoa na Índia e de seis toneladas na China, ao passo que chegam a dez toneladas na Holanda e
a 17 nos Estados Unidos.
O crescimento de emissões em 9% na China ocorreu mesmo com a duplicação de sua capacidade de energia
eólica e solar pelo quinto ano seguido.
O estudo destaca o rápido crescimento das emissões globais nos últimos 40 anos. Hoje elas estão 25% mais
altas do que no ano 2000, quase 40% mais altas do que em 1990 e o dobraram com relação aos valores da
década de 70. O grande crescimento nas emissões chinesas e indianas é relativamente recente. A China
duplicou suas emissões nos últimos nove anos e as da Índia cresceram 50% no mesmo período.
Mas a recessão não afetou todos os países industrializados de maneira uniforme. A Rússia e o Japão
reduziram seu uso de energia ao máximo, mas os Estados Unidos - que é de longe o país que mais utiliza
energia no mundo - reduziu suas emissões em algo em torno de 500 milhões de toneladas em 2009. Alguns
outros países em desenvolvimento mudaram pouco em 2009. As emissões aumentaram no Irã, na Indonésia,
no Brasil, na Arábia Saudita, na África do Sul e em Taiwan.
Expansão
Fuhrländer vem para o Ceará
O Povo – Fortaleza / CE – 01/07/2010
A empresa alemã Fuhrländer, fabricante de aerogeradores completos (torres, pás e geradores), vai se instalar
no Ceará no próximo ano, informou ontem o próprio presidente da companhia, Jochim Fuhrländer.
Na primeira fase, de três previstas, o empreendimento, localizado em uma área de dois terrenos somando 15
hectares no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), vai receber um investimento de R$ 20
milhões, com capacidade máxima para atender 600 Megawatts (MW) em projetos por ano, informou.
Conforme o presidente, serão gerados de 800 a 1 mil empregos diretos, somados a 400 trainees, que serão
capacitados em um centro de treinamento, em parceria com o Governo do Estado.
Os planos da concorrente Wobben Wind Power, fábrica já instalada no CIPP, são ousados para o Ceará.
Além da fábrica, está em discussão a instalação de um parque eólico, com capacidade instalada de 60 MW. É
a segunda etapa do projeto.
Fuhrländer critica o preço da energia eólica no Brasil. Para ele, é muito barata e não incentiva novos
investimentos. “Os bancos alemães estão interessados em investir no setor no Brasil - potencialmente no
Ceará -. mas são necessários novos leilões para que novos projetos surjam”, afirmou.
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02 de Julho de 2010 - Sexta-Feira