UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP ATENÇÃO À SAÚDE – A CORRELAÇÃO DO PROGRAMA DA CAURN COM A ANS Luciana de Medeiros Santos Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado no Pós-Graduação (MBA) em Gestão de Planos de Saúde. Área de concentração: Atenção à Saúde Orientador: Profa. Ana Lúcia Spina Natal (RN) 2010 1 RESUMO A avaliação do desempenho das operadoras de saúde é realizada a partir das orientações da ANS. Quatro dimensões distintas são avaliadas, sendo uma delas a Qualidade da Atenção à Saúde, que avalia ações de promoção, prevenção, assistência à saúde e o impacto destas ações na saúde dos beneficiários dos planos. O estudo verificou a correlação do programa de Atenção à Saúde “De bem com a Vida” da CAURN com as orientações do Programa de Qualificação da ANS. O método utilizado foi análise dos dados fornecidos pelo projeto da CAURN, correlacionado material disponível no “site” da ANS que dispõe as novas recomendações. O tema de Atenção e Promoção da Saúde é polêmico. Assim, é necessário verificar se novos programas de cuidados com a saúde, como o da CAURN, estão nos moldes das orientações feitas pela ANS. A intenção é contribuir para a discussão de medidas que viabilizem o trabalho desses programas, para que as estratégias utilizadas em Atenção a saúde atendam a nova organização do modelo assistencial de saúde. Palavras-chave: Atenção à Saúde, Promoção da Saúde, Qualificação. ABSTRACT The evaluation of the performance of health providers is held on the guidelines of the ANS. Four different sizes are evaluated, one of the Quality of Health Care, which evaluates health promotion, prevention, health care and the impact of these actions on the health of the plan beneficiaries. The study found the correlation of the Program for Health Care "De Bem com a Vida” of CAURN with the guidelines of the Qualification Program of the ANS. The method used was analysis of data provided by the project CAURN, correlated material available on the site that the ANS has the recommendations. The theme of Care and Health Promotion is controversial. Thus, it is necessary to determine whether new programs for health care, such as CAURN are along the lines of the guidelines made by the ANS. The intention is to contribute to the discussion of measures to enable the work of these programs, so that the strategies used in Health care meet the new organization of the health care model. Key words: Health Care, Health Promotion, Qualification. 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 03 REVISÃO DE LITERATURA E DISCUSSÃO 06 I- ANS e a Atenção à Saúde 06 II- O Programa de Atenção da Saúde da CAURN – De Bem com a Vida 08 CONSIDERAÇÕES FINAIS 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 12 3 INTRODUÇÃO O moderno conceito de Promoção da Saúde vem sendo desenvolvido e tem colaborado na recuperação da ética e da qualidade de vida dos indivíduos. O marco conceitual desse termo esta na Carta de Ottawa, documento escrito como resultado da I Conferencia Internacional sobre Promoção da Saúde, em 1986, no Canadá. De acordo com o documento, a “Promoção da Saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo”. É um processo que demanda a ação de todas as esferas envolvidas: governo, setores sociais e econômicos, indústria, mídia, etc, e principalmente o setor saúde. O documento destaca a importância do papel do setor da saúde, de buscar uma postura mais abrangente, e não provendo serviços clínicos e de urgência (CARTA DE OTTAWA, 1986). Após várias conferências internacionais realizadas nesses últimos vinte anos, percebe-se que há uma abordagem positiva do conceito, que pode ser aplicada através de atividades de prevenção, tratamento, reabilitação e em assistências em longo prazo. Preconiza-se que as ações garantam a qualidade de vida dos indivíduos e das coletividades. (WESRPHAL, 2009) A abordagem também tem sido ampliada e adequada na área do Setor da Saúde Suplementar1, onde, através dos programas de promoção e prevenção, busca-se um novo modelo assistencial centrado não mais na perspectiva da doença, e sim na qualidade de vida e saúde dos beneficiários. Tal situação traduz o reconhecimento de que o setor de assistência suplementar pode se direcionar ao cuidado e a produção de saúde, o que contribui para o impacto positivo dessas ações no âmbito da população em geral. O Setor da Saúde Suplementar, em que se enquadram também as operadoras, foi levado a cumprir as normas trazidas pela Lei nº 9656, de 1998, sob a 1 O setor de Saúde Suplementar reúne empresas operadoras de planos de saúde, médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais, além de hospitais, laboratórios e clínicas em uma rede prestadora de serviços de saúde que atende aos consumidores de planos privados de assistência à saúde. (Fonte: ANS) Para entender o Setor de Saúde Suplementar, acessar o “site” da ANS: www.ans.gov.br 4 regulação da Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), autarquia criada em 2000, pela Lei nº 9.9612. A Lei 9656/1998 “tem amplo campo de incidência alcançando todos os planos e seguros que já operavam bem como os que pretenderem atuar no mercado de saúde suplementar disciplinando a atuação das operadoras (autogestões, administradoras, cooperativas médicas, cooperativas odontológicas, filantropia, medicinas de grupo, odontologias de grupo) e seguradoras especializadas em saúde” (BRASIL, 2001). A Lei 9.961, da criação da ANS, em seu artigo 4º, estabelece que uma das atribuições da ANS é “fixar as normas para a constituição, organização, funcionamento e fiscalização das operadoras de planos de saúde, incluindo os conteúdos e modelos assistenciais” (BRASIL, 2000). Um dos desafios atuais da Agencia Nacional de Saúde é a mudança do seu foco de regulação, e a perspectiva é a Qualificação do setor de Atenção à Saúde, em que estão envolvidos os programas de promoção e de cuidado. A nova perspectiva no processo de regulação da ANS esta baseada na Política de Qualificação da Saúde Suplementar, que esta instituída pela Resolução Normativa – RN nº 139 de 2006, alterada e completada pela RN 193 de junho de 2009. A ANS tem orientado e apostado na “reversão do modelo de atenção à saúde vigente e na possibilidade de se reorganizar a prestação de serviços no Setor da Saúde Suplementar. Segundo Teixeira (2000), “o modelo vigente está centrado na atenção à demanda espontânea , de atendimento a doentes”. A autora acrescenta a necessidade de “incluir ações de prevenção de riscos e agravos e de promoção da saúde, para além dos muros das unidades de saúde, isto é, nos territórios onde vive e trabalha a população da área de abrangência dos serviços”. No Manual Técnico da ANS (2007) o modelo de Atenção, na Saúde Suplementar, é apresentado como um modelo desarticulado das ações integradoras e centralizado na assistência médico-hospitalar especializada, caracterizado como caro, pouco eficiente e pouco cuidador. A Atenção da Saúde é um dos itens prioritários do Programa de Qualificação da ANS, e a ênfase dada pela Agência Nacional de Saúde a esse aspecto está de acordo com a decisão governamental do Ministério da Saúde de 2 A Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde. A atuação da ANS visa promover o equilíbrio nas relações entre todas as partes interessadas na saúde suplementar, e construir, em parceria com a sociedade, um mercado sólido, equilibrado e socialmente justo. (Fonte: www.ans.gov.br) 5 garantir prioridade a esta área. Uma das metas do Programa de Qualificação é a orientação para que as operadoras atuem como gestoras e realizem ações necessárias à promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças dos beneficiários. (BRASIL, 2009) Algumas operadoras têm apresentado estratégias para alcançar esse processo de mudança do modelo assistencial, procurando seguir as orientações da ANS nessa área de programas de Promoção da Saúde. Para o estudo em questão procurou-se analisar a estratégia que vem sendo implementada pela Caixa Assistencial Universitária do Rio Grande do Norte CAURN, operadora de saúde de modalidade auto-gestão, localizada no município de Natal, e a correlação existente com as orientações do programa de Qualificação da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde. O programa “De Bem com a Vida” é a estratégia de promoção e prevenção que a CAURN adotou na área de Atenção à Saúde. Esse projeto esta voltado para práticas de melhoria da qualidade de vida dos beneficiários, com idade acima de 50 anos, e promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças. No entanto é importante verificar se há correlação desse programa com as indicações do programa de Qualificação da ANS. O tema de Atenção e Promoção da Saúde é polêmico. Assim, é necessário verificar se novos programas de cuidados com a saúde, como o da CAURN, estão de acordo com as orientações feitas pela ANS. A intenção é contribuir para a discussão de medidas que viabilizem o trabalho desses programas, para que as estratégias utilizadas em Atenção a saúde atendam a nova reorganização do modelo assistencial de saúde. O presente artigo é um estudo de caso que correlaciona o projeto da CAURN com orientações à saúde suplementar feitas pela ANS. 6 REVISÃO DE LITERATURA E DISCUSSÃO Tendo em vista o objetivo acima referido, a estrutura deste artigo desenvolve-se a partir da apresentação sucinta da ANS e da sua Política de Qualificação da Saúde Suplementar, com destaque para o Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças, o qual sinaliza para a importância do incentivo a adoção de programas por parte das operadoras. Na continuidade, serão apresentados os aspectos centrais do Programa de Atenção a Saúde da CAURN – O Programa “De Bem com a Vida”, e em seguida é feita a análise da correlação existente entre as duas propostas – CAURN e ANS. I- ANS e a Atenção à Saúde O Programa de Qualificação e Atenção da Saúde Suplementar remete a discussão inicialmente ao contexto de criação da ANS. A Agência Nacional de Saúde, formada através de uma medida provisória nº 2.012-2, de 30 de dezembro de 1999, do Ministério da Saúde, surgiu decorrente da necessidade de se regular o campo de serviços de assistência à saúde em plena expansão no Brasil, até fins da década de 1990, em um contexto de baixa regulação institucional. Seria necessário um órgão capaz de equilibrar, regulamentar e instituir regras para o bom funcionamento do setor de saúde suplementar no país, pois, apesar da saúde ser um dever do Estado, admitia-se que as ações e serviços de saúde fossem prestados pela iniciativa privada (BRASIL, 2001). De acordo com a própria Lei 9.961/2000 de criação da ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar foi denominada uma autarquia vinculada ao Ministério da Saúde, com atuação em todo o território brasileiro e com amplo poder de regular, normatizar, controlar e fiscalizar as atividades envolvidas com a assistência suplementar à saúde (BRASIL, 2001). 7 A finalidade principal da ANS foi a de promover a defesa do interesse público nesse âmbito, regulando as diversas modalidades - sejam elas as empresas de medicina de grupo, seguradoras, cooperativas medicas e odontológicas, empresas de autogestão -, principalmente nos aspectos referentes às relações entre as operadoras com os prestadores de serviços e os consumidores. A intenção é zelar pelo cumprimento da Lei 9656/1998 para garantir o desenvolvimento das ações de saúde no Brasil (NASCIMENTO, 2008). Anteriormente às novas regras, o contexto da saúde suplementar no país apresentava mecanismos frágeis de regulamentação e também muitas opções desfavoráveis na assistência, sobretudo para o consumidor (COSTA, 2008). Segundo Costa (2008), um dos principais objetivos da Agência foi o de buscar o equilíbrio entre operadoras de planos de saúde, consumidores e prestadores de serviços, mesmo sabendo que em algumas situações uma das partes poderia ser prejudicada com as regulamentações. Pois se sabe que as ações de controle e regulação da Lei geraram conflitos entre as operadoras privadas e os seus beneficiários, principalmente sobre as mudanças nos tipos de contratos de planos de saúde. Os contratos celebrados a partir da vigência da lei tiveram muitos benefícios para os usuários das operadoras de saúde, trazendo para a prática o princípio da dignidade humana, que já estava esculpido na Constituição Federal, em que reza o art.196: “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. O trabalho de acompanhar e monitorar as operadoras tornou-se importante, sobretudo pelo fato de proteger e garantir direitos à saúde dos beneficiários - esse considerado o lado mais “frágil” das relações. Mas gerou também preocupação para as operadoras, no sentido do desequilíbrio econômicofinanceiro de suas empresas (BRASIL, 2009). Apesar dos contornos atuais de melhoria no sistema de saúde, ainda existem problemas que devem ser destacados, como: a restrição de planos financeiramente mais acessíveis, devido a amplitude de cobertura; a grande quantidade de planos antigos no mercado, que estão fora da regulamentação da Lei; a preocupação das operadoras quanto ao desequilíbrio econômico-financeiro, 8 devido aos: aumentos de coberturas e obrigações, aumento de custos tecnológicos, controle dos serviços médicos e auditoriais, etc. Para reverter o quadro econômico-financeiro do setor da Saúde Suplementar e o modelo assistencial vigente - modelo biomédico, centrado na lógica do mercado e da tecnologia e na cura de doença -, a ANS apresenta o programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças. O programa visa a integralidade da Atenção à Saúde e a implementação de modelos baseados na qualidade e na produção do cuidado e da prevenção. Busca organizar o setor em um ambiente de produção de ações de saúde, com o estabelecimento de vínculo entre profissional de saúde e beneficiários e, responsabilização das operadoras pela gestão da saúde de seus beneficiários (ANS, 2007). Para a ANS um programa de promoção à saúde, implementado por uma operadora, deve possuir um conjunto de atividades ordenadas e sistematizadas, não só para o controle de doenças e agravos, mas, principalmente, para o cuidado e prevenção. O programa deverá estar direcionado para todos os beneficiários do plano ou aos indivíduos com perfil epidemiológico, com ação e coordenação multiprofissional. Deve também garantir o acompanhamento específico de seus beneficiários, bem como a avaliação e monitoramento através de indicadores de saúde3. II- O Programa de Atenção da Saúde da CAURN – De Bem com a Vida4 A CAURN - Caixa Assistencial Universitária do RN, operadora de saúde denominada auto-gestão, foi fundada pelos servidores da UFRN para controlar e organizar, dentro de suas possibilidades financeiras e econômicas, o serviço próprio de atendimento à saúde para seus associados. Ela compreende um atendimento global a todos os associados, envolvendo tanto quanto possível as diversas modalidades de tratamento curativo e preventivo 5. 3 Fonte: sitio da ANS: www.ans.gov.br O programa “De Bem com a Vida” surgiu em 2003 e no ano de 2009 foi reestruturado. 5 Fonte: sitio da CAURN: www.caurn.com.br 4 9 Apesar de não ter fim lucrativo, essa empresa também precisa que seus gestores tenham conhecimento dos possíveis riscos potenciais e reais a que poderá vir a estar exposta. Para isso, e preocupada com quantidade de pessoas na faixa de idade acima de 50 anos, procurou traçar estratégias e medidas racionalizadoras que pudessem propiciar redução dos gastos, porém sem causar prejuízo na eficácia e na efetividade da atenção à saúde dos associados. A CAURN, que atualmente conta com 30.91% dos seus associados, com idade igual ou superior a 50 anos, fez a opção de implantar o Programa de Coordenação de Cuidados “De Bem com a Vida”, na área de Atenção à Saúde, para esta faixa etária. A intenção é buscar formas menos caras e mais eficazes de lidar com a saúde do idoso, dando ênfase a um trabalho multiprofissional e interdisciplinar6. O programa envolve orientações, esclarecimentos, auxilio ao beneficiário na utilização da assistência médica e na adesão ao tratamento através do acompanhamento com equipe profissional, motivando a melhoria do estilo e qualidade de vida. O padrão de morbimortalidade que caracteriza este grupo - centrado principalmente nas doenças crônico degenerativas -, mais o padrão de utilização dos Serviços de Saúde que esta população apresenta, preocupa não só os gestores de saúde dos serviços públicos mas também os gestores de saúde suplementar. Todas estas situações apontam para um projeto de intervenção, no qual se desenvolva práticas que possam aumentar o intervalo entre a doença crônica e incapacitante e a capacidade laborativa dessa clientela. Ao diminuir o ônus social que essas condições representam, aumenta-se a possibilidade de uma vida socialmente ativa do grupo. Segundo Buss (2000), “proporcionar saúde significa, além de evitar doenças e prolongar a vida, assegurar meios e situações que ampliem a qualidade da vida "vivida", ou seja, ampliem a capacidade de autonomia e o padrão de bem-estar que, por sua vez, são valores socialmente definidos, importando em valores e escolhas”. Com esse programa a CAURN define uma estratégia adequada para as medidas de assistência, prevenção e promoção de saúde específicas, como forma de contribuir para a mudança do modelo assistencial. 6 Dados coletados do projeto do programa “De Bem com a Vida” da CAURN. 10 Cabe destacar que o programa “De Bem com a Vida” vem atendendo aos critérios técnicos recomendados pela ANS. O programa atende aos critérios básicos: está na área de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso; foi realizado um estudo de base para identificação do grupo-alvo; tem atuação de equipe multiprofissional; trabalha com atividades individuais e de grupos, com visitas domiciliares e oficinas; conta com eventos sociais e educativos para integração do grupo participante, etc. Apesar das dificuldades encontradas pela coordenação do programa – apoio logístico de informática e recursos financeiros -, o trabalho está nas bases das recomendações da ANS. O programa vem se consolidando e se preparando para as novas etapas, que estão nos parâmetros sugeridos pela Agencia Nacional de Saúde7. O objetivo é que o programa possa estar garantindo o acompanhamento específico dos beneficiários, com avaliações e monitoramento através de indicadores de saúde. Assim, as estratégias e as atividades implantadas pelo programa de Atenção à Saúde “De Bem com a Vida” mostram forte correlação com as solicitações feitas pela ANS. Para a Agencia Nacional de Saúde é importante a participação das operadoras no processo de implantação e adaptação de programas e atividades na área de promoção da saúde, mesmo que ainda seja de forma fragmentada8. 7 Para maiores informações, consultar os “Parâmetros Técnicos para a Implementação de Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar” no sitio: www.ans.gov.br 8 A DIPRO - Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos, representada pela Gerência-Geral Técnico-Assistencial dos Produtos (GGTAP), “elaborou a primeira versão do Manual Técnico de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças na Saúde Suplementar, que teve como objetivo principal estimular a mudança do modelo de atenção à saúde no setor, através da adoção, pelas operadoras de planos privados de saúde, de programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças”. Fonte:www.ans.gov.br 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo nos permite concluir que o plano de ação estruturado por meio do programa “De bem com a Vida” cumpre as exigências básicas feitas pela ANS ações e atividades ordenadas e sistematizadas para o cuidado e prevenção e para o controle de doenças e agravos; atuação na área de atenção à saúde do Adulto e do Idoso; ação e coordenação multiprofissional; acompanhamento específico da clientela. Novos estudos sobre a possibilidade de execução do projeto “De Bem com a Vida” devem ser realizados para observar a viabilidade de sua aplicabilidade diante das exigências da ANS. 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Medida Provisória nº 2.177- 44, de 24 de agosto de 2001. Material da 4ª aula da Disciplina Fundamentos EconômicoFinanceiros, ministrada na aula no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu TeleVirtual em Gestão de Planos de Saúde – UNIDERP/REDE LFG. BRASIL. Agência Nacional de Saúde Suplementar. 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