Hospital Napoleão Laureano
Serviço de Ginecologia
CÂNCER DA VULVA
João Marcelo Cadete
Ginecologia & Obstetrícia
HULW
Câncer de Vulva
Introdução
É UMA PATOLOGIA DO TRATO
GENITAL FENININO
RELATIVAMENTE INCOMUM, QUE
CAUSA MULTILAÇÃO
É UMA PATOLOGIA DE
DIAGNOSTICO TARDIO
DAVIDO A IDADE, PUDOR,
ACESSO A SERVIÇOS DE
SAÚDE
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
Corresponde a cerca de 3% a 5% dos tumores
malignos do trato genital feminino e a menos de 1%
das neoplasias malignas da mulher
Para o Brasil, o IARC, órgão da OMS para o registro
do câncer no mundo, em 1992, apontava Recife
como a cidade de maior incidência do mundo,
5/6100.000
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
Na literatura, sua incidência varia entre 1 a 3 por
100.000 mulheres
Na Inglaterra, em 2001, foram diagnosticados 1.000
novos casos, e nos EUA, em 2002, 3.600 novos
casos
No Brasil, estimativas de câncer não mostram com
clareza a posição do câncer de vulva
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
Acomete as mulheres com mais freqüência na sua 6ª
década de vida e raramente é encontrado em
mulheres abaixo dos 35 anos
Pelo menos 30% dessas mulheres têm idade
superior a 70 anos, e essa porcentagem continua
crescendo em função da idade
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
90% DELAS ESTÃO ACIMA DOS 50 ANOS
Acima dos 75 anos, sua incidência é de 20/100.000.
Interessante notarmos que a porcentagem de
mulheres acometidas por esta enfermidade acima
dos 70 anos vem crescendo nos últimos anos.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
A sobrevida é dependente do estado patológico dos
linfonodos da região inguinal. Assim, ausência de
comprometimento significa sobrevida global de 5
anos livre de doença da ordem de 90%;
Havendo envolvimento linfonodal essa taxa é de
50% - 60%
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Introdução
Fatores de risco para metástase dos linfonodos são:
Avaliação clínica linfonodal,
Idade,
Grau de diferenciação,
Estádio,
Tamanho do tumor,
Profundidade de invasão estromal
Presença capilar-linfática
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Prognóstico
Estado dos linfonodos
Diâmetro da lesão primária
Pacientes com linfonodos inguinais não comprometidos e
lesões não maiores que 2 cm tiveram uma sobrevida a 5
anos de 98 %,
Aqueles com qualquer tamanho mas com 3 ou mais
linfonodos unilaterais ou 2 ou mais bilaterais, tiveram uma
taxa de sobrevida a 5 anos de 29%
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
De acordo com a Sociedade Internacional para o Estudo das
Doenças da Vulva (International Society for the Study of
Vulvar Disease ISSVD) em:
Alterações epiteliais não neoplásicas de pele e mucosa
:
Líquen Escleroso
Hiperplasia de células escamosas (antiga distrofia
hipertrófica)·
Neoplasias Intra Epiteliais Vulvares (NIV)
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma de células escamosas ou carcinoma
espino celular (C.E.C.)
Melanoma,
Carcinoma baso-celular
Sarcoma
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Líquen
Escleroso
Vulvar
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Hiperplasia Escamosa
Carcinoma in situ
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Geralmente é o carcinoma de células escamosas ou o chamado
carcinoma espino celular (C.E.C.),
melanoma,
carcinoma baso-celular,
sarcoma
adeno-carcinomas
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
TIPO NÃO ESCAMOSO
Doença de Paget da vulva
Melanoma in situ
Doença de Paget
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma de Células Basais
• É um tumor raro. É mais comum na pós-menopausa e ocorre em cerca de
2% a 4 % das neoplasias malignas da vulva;
• A superfície é de aparência granular e bem circunscrita. Na palpação é
caracteristicamente firme.
• Originam-se mais comumente nos grandes lábios e não ultrapassam dois
cm de diâmetro.
• São lesões multicêntricas e associadas a outros tumores locais. História de
radioterapia prévia aumenta o risco
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma de Células Basais
Há duas variantes deste tumor:
Carcinoma Baso Escamoso que é uma variante do carcinoma escamoso e,
Carcinoma Adenóide Cístico.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Verrucoso
Clinicamente assemelha-se ao condiloma acuminado.
Microscopicamente, é caracterizado por células epiteliais
bem diferenciadas.
A superfície é hiperqueratótica. Não há invasão do espaço
vascular.
Seu prognóstico é extremamente favorável. Está associado
ao papiloma vírus tipo 6.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Sarcoma
Leiomiosarcoma é o mais comum na vulva.
São tumores geralmente maiores que 5 cm. de diâmetro
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Melanoma Maligno Invasivo
Aparece em cerca de 3% a 10 % dos tumores malignos da vulva.
Ocorre mais em mulheres brancas, na faixa etária dos 50 anos. Pode
crescer de áreas previamente pigmentadas ou não. A lesão pode ser
plana ou elevada. O diagnóstico diferencial se faz com nevus atípicos e
melanose vulvar
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Melanoma Maligno Invasivo
quatro tipos:
disseminação superficial,
nodular,
lentiginoso acral
lêntigo
Adenocarcinoma e Carcinoma da glândula de
Adenocarcinoma e Carcinoma da glândula de Bartholin
Bartholin
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Melanoma Maligno Invasivo
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Espino Celular ou
invasor da vulva
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Espino Celular ou invasor da vulva
Piura et al.(8), em 1998, em 36 anos de observação não encontraram
nenhum caso entre as mulheres árabes-beduínas do sul de Israel, o
que poderia ser explicado pelo uso de vestidos longos sem roupas
íntimas por baixo, pelos hábitos de higiene mais cuidadosos e menor
número de intercurso sexual durante sua vida.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Espino Celular ou invasor da vulva
O tipo histológico mais freqüente, representando cerca de 90% dos
tumores vulvares, é o carcinoma de células escamosas ou epidermóide
(16, 33). A incidência do carcinoma escamoso vulvar (CEV) no Brasil é
uma das mais altas do mundo
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Espino Celular ou invasor da vulva
Estudos baseados em dados epidemiológicos, clínicos, histopatológicos e
moleculares indicam a existência de duas categorias de CEV: uma
relacionada ao papilomavírus humano (HPV) e a outra não
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
Carcinoma Espino Celular ou invasor da vulva
Há evidências de que dois tipos histológicos distintos de carcinomas
escamosos, denominados verrucóides e basalóides, enquadram-se
preferencialmente neste grupo de carcinomas vulvares
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
A segunda categoria de carcinomas escamosos vulvares, por sua vez, é
de etiologia desconhecida, não estando relacionada com o HPV
Alguns relatos demonstram, ainda, associação destes tumores com
doenças inflamatórias idiopáticas vulvares, que incluem a hiperplasia
epitelial e o líquen escleroso
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
NIV
A incidência de NIV tem apresentado um aumento constante, mais
marcante nas duas últimas décadas. Esse aumento não se reflete na
mesma proporção nos diagnósticos de carcinoma da vulva que, apesar
de ter aumentado sua incidência de 3 para 8% das neoplasias
femininas, continua raro. Entretanto, o câncer da vulva está sendo
diagnosticado em mulheres mais jovens, o que pode ser reflexo do
aumento da incidência de NIV observado nos últimos 20 anos entre
mulheres jovens;
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
NIV
Neoplasias Intra Epiteliais Vulvares (NIV) - Segundo a ISSVD, caracterizase por crescimento anormal do epitélio vulvar. Ocorre distúrbio da
maturação e agrupamentos celulares. Presença de figuras de mitose
atípicas, hipercromatismo e pleomorfismo, são comuns;
A classificação depende do comprometimento da espessura do tecido
decorrente das atipias celulares;
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
NIV
TIPO ESCAMOSO
As alterações epiteliais ocorrem:
NIV I 1/3 da espessura do epitélio em sua porção inferior.
NIV II 2/3 do epitélio está comprometido.
NIV III alteração de todas a espessura epitelial
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Classificação Histológica
TIPO ESCAMOSO
NIV I (antiga displasia ou atipia leve)
NIV II (antiga displasia ou atipia moderada)
NIV III (compreende a antiga displasia ou atipia grave e
o Carcinoma In Situ -CIS)
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Estadiamento
DEFINIÇÕES DA CLASSIFICAÇÃO T.N.M. T
Tumor Primário
Tis: Carcinoma in situ ( pré-invasivo)
T1 : Tumor confinado a vulva e/ou períneo com 2 cm ou menos no maior
diâmetro
T2 : Tumor confinado a vulva e/ou períneo maior que 2 cm no maior diâmetro.
T3 : Tumor de qualquer tamanho com comprometimento da uretra inferior e/ou
vagina e/ou ânus.
T4 : Tumor de qualquer tamanho com comprometimento da 1/3 superior da
mucosa uretral, mucosa da bexiga ou reto
e/ou fixação ao osso púbis.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Estadiamento
DEFINIÇÕES DA CLASSIFICAÇÃO T.N.M. T
N - Linfonodos Regionais
N0 : Linfonodos não palpáveis
N1 : Linfonodos regionais unilaterais metastáticos.
N2 : Linfonodos regionais bilaterais metastáticos.
M - Mestástase à distância
M0 : Ausência de metástases.
M1 : Metástases à distância (incluindo linfonodos pélvicos comprometidos).
Estadiamento do câncer de vulva segundo a F.I.G.O. Estádio 0 Tis (carcinoma in
situ)
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Estadiamento
Estádio I
Tumor confinado à vulva e/ou períneo.O tumor é menor do que 2 cm e não tem
disseminação linfonodal.
Ia - Invasão menor que 1 mm em profundidade.
Ib - Invasão maior que 1 mm em profundidade.
Estádio II
Tumor confinado a vulva e/ou períneo maior do que 2 cm, sem disseminação linfonodal.
Estádio III
Tumor de qualquer tamanho com invasão para tecidos vizinhos como : uretra, vagina, ânus.
Linfonodos unilaterais metastáticos
Estádio IV
IVa :Tumor de qualquer tamanho com invasão para: uretra superior, bexiga, reto ou ossos
pélvicos. Linfonodos bilaterais metastáticos.
IVb : Comprometimento dos linfonodos pélvicos e/ou órgãos distantes.
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
Fatores de risco e vias patogenéticas para o
carcinoma escamoso vulvar
O risco relaciona-se a aspectos
Comportamentais
Reprodutivos
Hormonais
Genéticos
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
•
•
•
•
•
Fatores que aumentam este risco:
carcinomas genitais
doenças inflamatórias crônicas vulvares
fumo
história de verrugas genitais
carcinomas vulvares incipientes,
atualmente denominados neoplasias
intra-epiteliais vulvares
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
O fator viral
O papilomavírus humano tem sido proposto como agente etiológico para
um grande espectro de doenças do trato genital, entre elas a neoplasia
escamosa vulvar (4, 16). Como no carcinoma cervical
Papilomavírus associados a câncer, como o HPV 16, tipicamente não
progridem de maneira regular em direção ao processo de maturação
viral, acumulando-se no epitélio infectado
Oncoproteínas de outros vírus de DNA, como o adenovírus e o vírus
símio 40, as proteínas E6 e E7 do HPV interagem com proteínas
reguladoras do ciclo celular, como o p53 e a proteína do retinoblastoma
(pRb)
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
Fatores do hospedeiro
A maior parte dos carcinomas vulvares (cerca de 70%) não
parece estar relacionada ao HPV (32, 57).
O grupo de tumores apresenta e é precedido por alterações
genéticas específicas verificadas por estudos de clonalidade e
perda alélica
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
Gene supressor de tumor p53
Kim et al., Lee et al. e Milde-Langosch et al. encontraram uma forte correlação
entre mutações em p53 e cânceres vulvares HPV negativos
Apesar deste fato, um estudo recente demonstrou que alterações neste gene
parecem estar envolvidas no desenvolvimento de NIV diferenciado e que a
imunocitoquímica para a proteína p53 pode ser útil no diagnóstico diferencial
desta entidade
Gene supressor de tumor PTEN
Um candidato a gene supressor de tumor designado PTEN e localizado no
cromossomo 10q23.3 tem sido demonstrado em cerca de 40% dos carcinomas
endometriais, bem como em hiperplasias de endométrio.
Ginecologia
HNL
Estadiamento - TNM
T1 = tumor interessando vulva ou períneo
com dois ou menos cm de tamanho
<2
Estadiamento - TNM
T2 = tumor interessando vulva ou períneo
com mais de dois cm de tamanho
<2
>2
Estadiamento - TNM
T 3 = tumor de qualquer tamanho, ha porém
comprometimento da uretra, vagina ou anus
<2
>2
Estadiamento - TNM
T4 = há comprometimento da mucosa da
bexiga, ou reto, ou 1/3 superior da uretra ou
tumor é fixo nos ossos
Estadiamento - TNM
N0 = não há linfonodos palpáveis
N1 = há linfonodos metastáticos unilaterais
N2 = há linfonodos bilaterais metastáticos
Estadiamento - TNM
M0 = não há metástase a distância
M1 = há metástase a distância, incluindo
linfonodos pélvicos
Correspondência
Estadio 0 = TIS
Estadio I = T1N0M0
Estadio II = T2N0M0
Estadio III = T3N0M0 ou qualquer T N1M0
Estadio IV a = qualquer T N2M0 ou
T4 qualquer N M0
Estadio IV b = qualquer M1
Correspondência
Estadio I = T1N0M0
Tumor confinado a vulva e períneo, com menos de
2 cm de tamanho e sem metástases em
linfonodos.
• (IA) invasão estromal
inferior a 1mm
(microinvasor)
• (IB) invasão estromal
superior a 1mm
<2
Correspondência
Estadio II: T2N0M0
Tumor confinado a vulva e períneo, com mais
de 2 cm de tamanho e sem metástases em
linfonodos
>2
Correspondência
Estadio III = T3N0M0 ou qualquer T N1M0
Tumor de qualquer tamanho comprometimento da uretra,
vagina ou ânus e ausência de linfonodos comprometidos
Qualquer tumor que apresente linfonodos unilaterais
comprometidos
Correspondência
Estadio IV a = qualquer T N2M0 ou
T4 qualquer N M0
Qualquer tumor que apresente linfonodos bilaterais
acometidos; T4 independente de metástases
linfonodais.
Correspondência
Estadio IVb : qualquer M1
Qualquer metástase à distância, incluindo
linfonodos pélvicos comprometidos.
Correspondência
Estadiamento - Classificação
de Clark para melanoma
vulvar
I = melanoma in situ
II = chega as papilas
dérmicas
III = se estende a
derme reticular, porém
não a invade
IV = invade a derme
reticular
V = o tumor atinge o
tecido subcutâneo
Tratamento
ESTADIO 0
Carcinoma in situ e papulose Bowenóide
Ressecção ampla da lesão ou vulvectomia
parcial, com margem de 2cm.
Caso a paciente seja idosa, opta-se pela
vulvectomia simples pela maior incidência de
malignização nesta idade.
Tratamento – Vulvectomia
simples
• Incisão fusiforme da
pele perivulvar
(acima do clitóris e
lateral aos grandes
lábios)
Tratamento - Vulvectomia
simples
• Dissecção da pele
vulvar
• Incisão circular
(lateral ao vestíbulo
vaginal e meato
urinário)
• Pinçar base do clitóris
e seccioná-lo
Tratamento - Vulvectomia
simples
Sutura pele com pele
superiormente e
pele com mucosa
lateral-inferiormente
Tratamento
ESTADIO 0
Carcinoma in situ multicêntrico em jovens
Vulvectomia com skinectomia: consiste na
vulvectomia com retirada de grande parte de
pele e manutanção do clitóris.
Quando a lesão é grande utiliza-se um retalho
de pele.
Tratamento - Skinectomia
Tratamento - Skinectomia
Incisão na
margem externa
dos grandes
lábios
Tratamento - Skinectomia
Incisão na
margem interna
preservando os
pequenos lábios
e o clitóris
Tratamento - Skinectomia
Retirada da pele
Tecido
subcutâneo
preservado
Tratamento - Skinectomia
Aspecto da área
operada
Tratamento - Skinectomia
Pós-operatório
no 45 dia
Tratamento
Estadio 0
Carcinoma in situ variedade doença de Paget
Vulvectomia simples
Complementação com linfadenectomia inguinal
superficial e /ou profunda, porque em 19% dos
casos existe carcinoma invasor concomitantes.
Tratamento
Estadio I
No microinvasor (IA)
vulvectomia simples
consiste na exérese dos grandes e pequenos
lábios, região clitoridiana com ressecção
interna da região vestibular
Não há necessidade de linfadenectomia
Tratamento
Estadio I
IB (acima de 1mm de invasão)
vulvectomia simples seguida de dissecção
ipsilateral dos linfonodos inguinais
se o tumor acometer clitóris e lábio menor,
realizar dissecção da região inguinal
bilateralmente.
Tratamento
Estadio II e III
Vulvectomia radical modificada com
linfadenectomia inguinofemoral bilateral
Retirar a vulva desde a região púbica, sulco
gênito femoral até o períneo e medialmente
até o vestíbulo vaginal, preservando a uretra
Tratamento – Vulvectomia
radical
Vulvectomia radical com
linfadenectomia
inguinofemoral
Incisão curvilínea a 2 cm da
espinha ilíaca ânterosuperior, descendo ao
longo da arcada crural,
dirigindo-se sobre o púbis
e terminar junto a outra
EIAS
Tratamento - Vulvectomia
radical
Dissecar grupos ganglionares
Isolar pedículos
isolar a veia safena
Tratamento - Vulvectomia
radical
Leva o bloco
medialmente
Seciona a safena
Envolve bloco com
compressa umedecida
com soro fisiológico
quente
Tratamento - Vulvectomia
radical
Primeiro tempo cirúrgico concluído
Tratamento - Vulvectomia
radical
Segundo tempo da cirurgia
Posição ginecológica
Observa as duas linhas de incisão:
• Externa: da incisão abdominal
para baixo circunscrevendo
grandes lábios
• Interna: circunscrevendo uretra e
vestíbulo vaginal
Tratamento - Vulvectomia
radical
Início da ressecção externa da vulva
Tratamento - Vulvectomia
radical
Secção do ramo
superior do
músculo ísquiocavernoso
Tratamento - Vulvectomia
radical
Secção do clitóris
Tratamento - Vulvectomia
radical
Completada a vulvectomia
Tratamento - Vulvectomia
radical
Sutura de
recomposição da
área cirúrgica
inicia de baixo
para cima
Tratamento - Vulvectomia
radical
Aspecto final da vulvectomia
Tratamento
Ao final
linfonodos positivos
Irradiação externa
linfadenectomia pélvica
Indicações para linfadenectomia pélvica
-Linfonodos inguinais comprometidos
-Melanoma
-Gânglio de Cloquet à congelação ou linfonodo de Jackson
positivos
Tratamento
Linfadenectomia pélvica – POUCO USADA
• alta morbimortalidade
• extensas necroses cutâneas, pneumonia, ITU
Linfonodos
inguinais +
apenas 8%
apresentamllin
fonodos
pélvicos +
Necessitam
irrdiação
externa
Tratamento
Estadio IV
radioterapia
quimioterapia
Tratamento - Radioterapia
Tratamento inicial
não é indicada
agressiva
intolerável
Pacientes sem condição de cirurgia radical
fazer vulvectomia simples com irradiação das cadeias linfonodais
inguino-ilíacas
Tratamento adjuvante : linfonodos inguinais positivos
Tratamento estadio IV
Tratamento - Quimioterapia
Bleomicina,
Metotrexato, 5fluoracil
Repetir a cada três
semanas
Garante
ressecabilidade e
atenua as dores e
secreção fétida
Tratamento
Lesões precursoras
Excisão local
fazer cortes semi-seriados da peça operatória
para afastar a possibilidade de se encontrar
alterações mais avançadas
Tratamento - Melanoma
níveis I e II de Clarck:
exérese ampla da lesão
invasão seja inferior a 0,75 mm não necessitam
de dissecção dos linfonodos
níveis III ou IV de Clarck
vulvectomia radical e linfadenectomia bilateral
Complicações do
Tratamento
Hemorragia
Necrose e infecção
Linfedema dos membros inferiores
Prolapso genital e hérnias
Aderências
Dispareunia
Complicações psíquicas
Seguimento
Trimestralmente nos dois primeiros anos
Semestralmente nos cinco anos subseqüentes
Anualmente
O seguimento consiste em citologia
cervicovaginal, colposcopia, vulvoscopia e
exame pélvico
Prognóstico
A sobrevida em cinco anos está ao redor de
50 a 75%
Quando há linfonodos pélvicos acometidos a
taxa de sobrevida em 5 anos cai para 20%
Após o tratamento observa-se recidiva em 15
a 40% dos casos
Bibliografia
H.W. HALBE – Tratado de Ginecologia
Oncoginecologia
Ginecologia e Obstetrícia – Manual para o
TEGO
SALVATORE – Ginecologia Operatória
PAULO BARROS – Atlas de Operações
Ginecológicas
FRANK H. NETTER – Atlas de Anatomia
Humana
Câncer de Vulva
Patogênese
ANATOMIA (PLANEJAMENTO CIRURGICO)
A região central consiste em: clitóris, ligamento suspensor do clitóris, intróito
vaginal e fúrcula vaginal.
A região lateral em: pequenos e grandes lábios.
Tumores localizados na região central podem drenar para região inguinal
bilateralmente. Tumores laterais drenam preferencialmente para o lado onde está
localizado o tumor
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
DRENAGEM LINFÁTICA
Diversos autores estudaram essas peculiaridades e
encontraram um emaranhado de canais de drenagem
linfática que cruzam a linha média, passando pelo monte de
Vênus e fúrcula vaginal, atingindo linfonodos inguinofemorais
superficiais e profundos e os pélvicos(1,2,11,12)
Portanto, tumor localizado na pele da vulva pode atingir
qualquer um dos pontos de drenagem linfática citados
anteriormente
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Patogênese
DRENAGEM LINFÁTICA
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Patogênese
DRENAGEM LINFÁTICA
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Patogênese
DRENAGEM LINFÁTICA
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Tratamento
O tratamento cirúrgico inadequado no inicio do século não permitia uma sobrevida
maior que 25 % a cinco anos
É essencialmente cirúrgico.
Os precursores no tratamento cirúrgico foram Taussig, Way e Green
Segundo Disaia e Creasman (1989), no início do século as mulheres eram
submetidas apenas à ressecção local.
Em 1912, Basset propôs a remoção em bloco da vulva e regiões inguinais.
Taussing (1940) e Way (1948) foram responsáveis pela divulgação das técnicas
cirúrgicas em monobloco, com retirada da vulva com amplas margens cirúrgicas
além do tumor e das regiões inguinais, utilizando incisão única.
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Tratamento
Em lesões unifocais, a vulva podia ser mantida.
A linfadenectomia pélvica podia ser abandonada. No estádio
I em lesões com profundidade de invasão menor que um mm
a linfadenectomia inguinal podia ser evitada
Em casos de tumores unilaterais e linfonodos de mesmo lado
não tumorais
a remoção dos linfonodos contro-laterais era desnecessária;
Hoje a sobrevida em cinco anos é de cerca de 70 %
Ginecologia
HNL
Câncer de Vulva
Tratamento
Hoje, contestam a necessidade da ressecção de toda a vulva e regiões inguinais.
Ainda que a taxa de sobrevida das mulheres com linfonodos inguinais negativos
seja muito boa, pacientes que desenvolvem recidivas em linfonodos não
removidos na cirurgia inicial apresentam alta mortalidade.
Assim, outros autores tentam descrever técnicas menos agressivas para a
realização da dissecção linfonodal: Micheletti et al. (2002) recomendaram não
estender a ressecção lateral além da espinha ilíaca anterior superior; Rouzier et al.
(2002)8 sugeriram a preservação da fáscia lata e veia safena e Hullu e Van Der
Zee (2003)13 advogam pela retirada e congelação do linfonodo sentinela como
técnica promissora de estadiamento.
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Tratamento
As cirurgias propostas por Taussig em 1953 e
principalmente Way em 1958
Consistiam em vulvectomias radicais com incisões amplas
Em asa de borboleta
Linfadenectomias inguinais superficiais e profunda bilaterais
e pélvica, melhoraram a sobrevida de 20% para 80%.
Ginecologia
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Câncer de Vulva
Tratamento
Complicações cirúrgicas eram enormes:
100% de deiscência da ferida operatória infecção,
Hemorragia
Trombose venosa profunda
Edema do membro inferior.
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Câncer de Vulva
Tratamento
Cirurgias mais conservadoras
Evoluímos de vulvectomias ultra-radicais para vulvectomias parciais com
linfadenectomia inguinal superficial unilateral.
Mais recentemente, o estudo do linfonodo sentinela promete diminuir ainda mais
a extensão da cirurgia
Ginecologia
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SERINGOMA
Ginecologia & Obstetrícia
HULW
SERINGOMA
Ginecologia & Obstetrícia
HULW
SERINGOMA
Ginecologia & Obstetrícia
HULW
SERINGOMA
Ginecologia & Obstetrícia
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Câncer de Vulva
Tratamento
A cirurgia pode ser:
- exérese ampla;
- vulvectomia simples;
- vulvectomia ampliada;
- vulvectomia radical.
A radioterapia:
- profilaxia de recidivas tumorais no leito da dissecção linfonodal
- recidivas localizadas de difícil acesso cirúrgico.
A quimioterapia
Tem sido cada vez mais estudada em protocolos experimentais.
Não há ainda indicação da mesma de forma adjuvante ou terapêutica
Ginecologia
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