UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
CÂMPUS JUSSARA
LICENCIATURA EM HISTÓRIA
DAYANA DE SOUZA SANTOS
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
OBRIGATÓRIO II
JUSSARA – GO
2015
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DAYANA DE SOUZA SANTOS
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
OBRIGATÓRIO II
Trabalho apresentado para fins de avaliação
parcial de Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II do 4º ano do curso de
Licenciatura em História da Universidade
Estadual de Goiás, Câmpus Jussara, sob
orientação da professora Simone Luz da Silva.
Jussara-Go
2015
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Não há saber mais ou menos: há saberes
diferenciados!
Paulo Freire
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Dedico este trabalho a Deus, pois sem Ele nada seria possível, a minha família em
especial o meu namorado Robson Camelo que sempre me ajudou com palavras de
incentivo e apoio, aos meus amigos em especial minhas amigas e companheiras Elizângela
e Késsia que sempre estiveram ao meu lado me dando forças, a professora de estágio
supervisionado II Simone Luz da Silva, enfim dedico a todas as pessoas que direta ou
indiretamente foram a minha sustentação e força de vontade para chegar até aqui.
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AGRADECIMENTOS
Agradeço em primeiro lugar a Deus que me iluminou durante toda a jornada desta
longa caminhada, agradeço a toda minha família que com muito carinho e apoio não
mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa da minha vida, aos meus amigos e
colegas pelo incentivo a mim prestado. Quero em especial agradecer meu namorado
Robson Camelo que de uma forma especial e carinhosa, sempre me dando forças, coragem
e me dando total apoio nos momentos difíceis e também as minhas amigas e companheiras
Elizângela Marcelina de Araújo e Késsia Aparecida Camelo que sempre me ajudaram
quando precisei.
A todos os meus professores do curso de História que foram importantes na minha
vida acadêmica em especial a minha professora de Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II Simone Luz da Silva que muito me ajudou tendo paciência e confiança ao
longo das supervisões do trabalho realizado, onde pude compartilhar com ela o que hoje se
tornou meu relatório final de Estágio. Finalmente quero agradecer a todos que direta ou
indiretamente me deram forças, o meu muito obrigado a todos.
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO..................................................................................................................07
CAPÍTULO I: DIAGNÓSTICO ESCOLAR ..................................................................10
CAPÍTULO II: DOCÊNCIA PARTICIPATIVA...........................................................19
2.1 Docência Participativa: observação acompanhamento e auxílio na escolacampo.............................................................................................................................20
2.2 Docência Participativa: micro-aula..............................................................................23
2.3 Docência Participativa: Sentindo na pele....................................................................25
CAPÍTULO III: REGÊNCIA...........................................................................................29
3.1 Regência: Preparando a Regência...............................................................................30
3.2 Regência: Chega o Grande Dia....................................................................................31
CAPÍTULO
IV:
PROJETO
OEVE
(Oficinas
para
Enem
e
Vestibulares
2015).....................................................................................................................................40
4.1 Execução Da Oficina....................................................................................................43
CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................48
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................49
ANEXOS.............................................................................................................................51
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INTRODUÇÃO
O presente relatório vem com o objetivo de apresentar as etapas vivenciadas
durante o processo do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório II da Universidade
Estadual de Goiás, Câmpus Jussara, que aconteceu durante todo este ano de 2015.
É importante ressaltar que o Estágio Supervisionado pode ser caracterizado como
um momento de grande contribuição para a formação dos acadêmicos do curso de
Licenciatura em História, que pretendem ser futuros profissionais na área da educação,
pois nós estagiários podemos estar em contato com a Instituição de Ensino. A Escola
campo designada para as atividades de Estágio descritas no presente trabalho foi o Colégio
Estadual Jandira Ponciano dos Passos.
As situações vividas e presenciadas durante todos os momentos nos possibilitou
perceber como é o dia a dia de uma sala de aula, o estágio para a Licenciatura em História
tem como principal objetivo a formação de professores qualificados que desempenhe um
trabalho condizente com a luta por uma educação significativa e que contribua para a vida
dos alunos. Esse também é o momento em que colocamos em prática as discussões teóricas
que aprendemos na Universidade, bem como as experiências que desenvolvemos durante
todo o processo das atividades empreendidas ao longo do ano.
As atividades
desenvolvidas pelo Estágio nesse ano foram organizadas e assim estabelecidas:
Diagnóstico Escolar, Docência Participativa, Oficina e Regência, Orientação Pedagógica e
Produção Acadêmica, contabilizando um total de 200 horas.
Nas etapas que serão descritas posteriormente tivemos como base vários textos de
diferentes autores os quais trabalham temas diferentes, que são eles: Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio (Ministério da Educação), Projeto Político Pedagógico
(Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos), Educação não é Missão (Ademir Luiz),
foram trabalhado os capítulos: Entre a formação básica e a pesquisa acadêmica; Tudo é
História; o que ensinar no mundo multicultural e Conclusões e perspectivas, do livro
Ensinar História no século XXI: em busca do tempo entendido de (Marcos Silva); O
parafuso da didática da História (Rafael Saddi), e também o filme Escola da Vida, ao longo
de todo o 1º bimestre.
Partimos então para o segundo bimestre, onde foi trabalhado os textos Ensinar a
Pesquisar: como e para quê? (Maria Eliza André Dalmazo André), Aprendizagem em
História (Circe Bittencourt), A pesquisa e a produção de conhecimentos em sala de aula
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(Selva Guimarães Fonseca).
No terceiro bimestre trabalhamos mais alguns textos começando com o que tinha
por título: Por uma História prazerosa e consequente (Jaime Pinsky e Carla Bassanezi
Pinsky); Como nos tornamos professores de História: a formação inicial e continuada
(Selva Guimarães Fonseca); A aprendizagem histórica (Marlene Cainelli e Maria
Auxiliadora Schimidt). No quarto bimestre apoiamos em todos os textos usados no
decorrer de todo o ano letivo de 2015, mais o Apertem os cintos, chegou o dia da prova e
também Tecnologia e sala de aula. (Leandro Karnal) e também, Elaboração de
instrumentos avaliativos (Lúcia Maria de Assis). Cabe ressaltar que os textos foram de
grande importância para que os acadêmicos tivessem um maior suporte teórico em relação
ao que seria trabalhado em cada etapa.
Em cada etapa será apontado o que foi desenvolvido durante todo o trabalho nesse
ano de 2015, o primeiro capítulo do trabalho abordará o Diagnóstico Escolar, momento em
que os acadêmicos visitaram a escola campo – Estadual Jandira Ponciano dos Passos, no
intuito de conhecer todas as dependências da Unidade Escolar. Essa etapa de atividades
contabiliza uma carga horária de 60 horas. Essa etapa tem como objetivo conhecermos o
regimento interno do Colégio e o Projeto Político Pedagógico.
A segunda etapa constitui a Docência Participativa, onde cada aluno estagiário
tinha uma data marcada para estar na escola campo acompanhando o professor titular em
sala de aula, auxiliando e observando como era a sala de aula o que acontecia e como o
professor trabalhava com a turma, logo em seguida foi nos designada a micro aula,
tínhamos como tarefa ministrar uma aula de acordo com o tema escolhido, onde
preparamos o material que seria usado e depois executamos a micro aula, com avaliação
dos colegas e da professora titular do Estágio. Todas as atividades dessa etapa
contabilizaram um total de 60 horas.
A terceira etapa descreve detalhadamente todo o processo de pesquisa, preparação,
planejamento e elaboração para a execução da Regência. Esse momento, no qual é
contabilizado 10 horas, constitui-se como uma das principais atividades de todo o processo
de Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório II, uma vez que possibilita aos
estagiários a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos na Universidade.
A quarta etapa se dá com o planejamento e execução das oficinas do VII OEVE
(Oficinas para Enem e Vestibulares 2015) que foram ministradas no Câmpus Jussara,
contabilizando 50 horas totais de atividade. A descrição e reflexão do projeto do VII
OEVE de História, contribuiu significativamente para o presente trabalho, uma vez que,
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apresenta as experiências partilhadas e adquiridas por todos os estagiários frente o
desenvolvimento do labor em equipe contextualizado com as necessidades dos discentes. O
intuito do projeto consistiu em colaborar com o processo de preparação dos discentes do 3°
ano do Ensino Médio de Jussara e região para a realização dos vestibulares nacionais e,
principalmente, o ENEM.
De acordo com as características abordadas o presente trabalho almeja colaborar
para as discussões em âmbito acadêmico sobre o processo de Estágio tão importante para a
formação de professores no Brasil. A licenciatura precisa fortalecer essas atividades e
promover debates fecundos que ajude a colaborar para o avanço qualitativo da formação de
docentes de História.
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CAPÍTULO I - DIAGNÓSTICO ESCOLAR DO COLÉGIO ESTADUAL JANDIRA
PONCIANO DOS PASSOS
No dia 04 de março de 2015 às 14:00 horas, nós alunos do 4° ano do Curso de
Licenciatura em História demos início em nosso Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II, reunindo no Campus Jussara, houve a apresentação do Estágio Curricular
Supervisionado Obrigatório II, onde foi mostrado os objetivos, as metodologias de Ensino,
os Critérios de Avaliação, sendo assim foram abordados todas as questões a serem
seguidas.
Os conteúdos/cronogramas a serem trabalhados foram expostos e apresentados
sendo que a turma do 4° ano de História é composta por 16 alunos que foram divididos em
duas Unidades Escolares, sendo Colégio Estadual Jandira Ponciano do Passos e CPMG
(Colégio Militar).
Ficou definida a data que os estagiários do Colégio Estadual Jandira Ponciano dos
Passos faria a visita à escola-campo, na data proposta estávamos lá para que pudesse ser
cumprida a primeira etapa de muitas que estariam por vir.
A visita à escola-campo citada anteriormente aconteceu no dia 09 de abril de 2015
pelos alunos do 4° ano de História, orientada pela professora Simone Luz da Silva, tendo
inicio às 14 horas e se estendendo até as 16:30 horas com o objetivo de fazer o Diagnóstico
escolar, que corresponde a uma carga horária de 20 horas sendo 18 horas para pesquisa
documental e 2 horas para realização do diagnóstico escolar da escola-campo, sendo que a
carga horária total corresponde a 200 horas, onde o objetivo da mesma é que o grupo de
alunos conheça com mais aprofundamento a escola que lhes servirá durante o decorrer do
ano letivo de 2015, no Estágio Supervisionado II onde temos como meta buscar o
aperfeiçoamento obtendo informações de como é a realidade e a prática de um ambiente
escolar. Iremos usar como fonte o roteiro que foi cedido pela professora orientadora
acrescido de algumas questões formuladas pelos estagiários, onde as mesmas estavam
relacionadas ao Ensino de História, a organização e funcionamento da Unidade Escolar e
as informações dos documentos como: o Projeto Político Pedagógico (PPP) em que o
mesmo é abordado com o objetivo de ajudar a resolver algumas questões que são
questionadas pela escola, o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) onde são
registrados os gastos da escola, o Regimento Escolar que são os documentos necessários
para o desenvolvimento pedagógico de uma escola juntamente com os textos teóricos dos
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autores Ademir Luiz, Marcos Silva, e também com as Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio e o Plano Nacional de Educação que foram discutidos em sala de aula
e será de grande auxílio para a elaboração deste relatório.
Fomos recebidas pela coordenadora do turno vespertino Luzia José da Silva, que
nos recepcionou muito bem logo em seguida fomos para uma sala reservada, onde
aguardamos as professoras que ministram as aulas da disciplina de História tanto no
período matutino professora Maria do Socorro Alves Candollini e no período vespertino
professora Adenisia Alves, o intuito era que as mesmas respondessem o questionário
elaborado a primeira professora citada não pode participar das perguntas, pois a mesma no
período vespertino acompanha um aluno com deficiência e isso a impossibilitou de se
ausentar da sala de aula. Tivemos contato então com a professora do Ensino Médio
vespertino, onde a mesma se dispôs a responder as perguntas que seriam feitas a ela, onde
as mesmas ficaram divididas entre os estagiários ali presentes, cada um fazia uma pergunta
e posteriormente a professora titular respondia.
O Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos, encontra-se situado na Praça
Goiás – Bairro Goiás em uma área urbana, em uma zona periférica no município de Jussara
Goiás, foi criado pela Lei N° 8.408 de 19/01/1978, é mantido pelo poder público e
administrado pela Secretaria Estadual de Educação e Subsecretaria da Educação de
Jussara. O colégio começa a funcionar no ano de 1971, na época o então prefeito senhor
Waldemar Moiana resolveu homenagear a senhora Jandira, assim que ela morreu, pois a
mesma era uma pessoa bastante conhecida na cidade, ela recebia todos em sua casa com
imensa alegria e bastante atenção procurando ajudar a todos, ela também era mãe do
primeiro médico que a cidade teve no ano de 1961, Dr. Aydes Ponciano Dias.
Atualmente o Colégio encontra-se sob a direção do Professor Cláudio Barros
Guimarães, Maria Madalena de Souza, e a secretária Neuza Maria Costa, tendo uma
coordenadora em cada turno: Matutino: Alzira Pinheiro de Matos Souza, Vespertino: Luzia
José da Silva, Noturno; Lucy Jane Garcia, formando assim a equipe gestora do Colégio.
A escola funciona nos períodos matutino, vespertino e noturno, em que é composta
por níveis de escolaridade do Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano), Ensino Médio
Profissionalizante Técnico em Vendas, Técnico em Agronegócios e atualmente com a
novidade do Curso Técnico em Informática, e também o EJA1 - III Etapa, em que jovens e
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Educação para Jovens e Adultos, onde se atende pessoas que deixaram de estudar a muito tempo ou
que estão afastados da escola por um período superior a 01 (um) ano.
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adultos tem a oportunidade de ter acesso e poderem permanecer na escola, sendo que a
mesma sempre esta buscando condições de igualdade para todas as pessoas.
Sendo que como é citado no PPP do colégio ele também é:
Consciente de sua função social, o Colégio Jandira Ponciano dos Passos,
se torna também uma escola inclusiva. E o que uma escola inclusiva?
Escola Inclusiva é uma escola aberta para a diversidade humana, tendo
como princípio democrática a educação para todos, não apenas para
alguns deles, os alunos com deficiências. É uma escola que prisma por
um ensino de qualidade para todos os alunos, provocando e exigindo
novos posicionamentos, sendo um motivo a mais para que o ensino se
modernize uma política da qual ela não passa de executora (PPP, Colégio
Jandira, 2015, p. 05).
O Colégio possui salas de recursos que auxiliam no trabalho do professor,
também conta com mapas, livros, internet livre para todos os alunos (para que possa ser
feito pesquisas de dentro da própria sala de aula), data-show entre outros. O colégio está
sempre tentando suprir as necessidades apresentada pela comunidade onde se inclui pais e
alunos, em que atualmente as salas se encontram com um número bem elevado de alunos
que chega de 35 a 45 alunos por sal a, sendo que os mesmos são divididos pela série que
estão cursando. Os alunos atendidos pela escola a maioria cerca de 70% são da zona rural,
sendo adolescentes e jovens que buscam uma escola que lhes dêem chances pra
ingressarem no mercado de trabalho e que também esteja se relacionando com os alunos
nas suas experiências de vida.
Destacam-se sua ansiedade em relação ao futuro, sua necessidade de se
fazer ouvir e sua valorização da sociabilidade. Além das vivências
próprias da juventude, o jovem está inserido em processos que
questionam e promovem sua preparação para assumir o papel de adulto,
tanto no plano profissional quanto no social e familiar (DCN, 2013, p.
155).
Muito dos jovens estudantes do Ensino Médio abandonam a escola quando
conseguem emprego, pois consideram que não tem tempo, tem que trabalharem muito pra
suprir os gastos que suas famílias necessitam e chegam no horário de irem pra escola se
encontram cansados sem ânimo.
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O desencaixe entre a escola e os jovens não deve ser visto como
decorrente, nem de uma suposta incompetência da instituição, nem de um
suposto desinteresse dos estudantes. As análises se tornam produtivas á
medida que enfoquem a relação entre os sujeitos e a escola no âmbito de
um quadro mais amplo, considerando as transformações sociais em curso.
Essas transformações estão produzindo sujeitos com estilos de vida,
valores e práticas sociais que os tomam muito distintos das gerações
anteriores (Dayrell, 2007). Entender tal processo de transformação é
relevante para a compreensão das dificuldades hoje constatadas nas
relações entre os jovens e as escolas. (DCN, 2013, p. 155).
Como citado anteriormente à escola também conta com o Ensino Médio
Profissionalizante Noturno Técnico em Vendas, apesar de ter o funcionamento das aulas
no período noturno isso não interfere em ser sim um local de incentivo, desafios e
construções de conhecimentos e também de transformações sociais. Os estudantes desse
período na maioria das vezes retornam para dar continuidade aos estudos depois de estar
um bom tempo afastado da escola, talvez por reprovação, também tem os que estão dando
continuidade sem nenhum tipo de interrupção. Faz-se necessário haver um diálogo entre
professor/aluno fazendo com que o mesmo sinta incentivo e prazer em estar em ambiente
escolar que lhe proporcione um conhecimento e desperte no mesmo um olhar para o
futuro.
A grande diferença entre os estudantes do período diurno é que eles têm o estudo
como principal atividade, já os do período noturno colocam o trabalho em primeiro lugar,
pois antes de serem estudantes são primeiro trabalhadores, mas que mantêm vivo o sonho
de um dia ter um futuro melhor, que mesmo estando muito tempo afastado da escola, vê
nela a forma de concretizarem seus sonhos.
Os que estudam e trabalham em geral, enfrentam dificuldades para
conciliar as duas tarefas. Todos têm consciência de que as escolas
noturnas convivem com maiores dificuldades do que as do período diurno
e isso é um fator de desestímulo. Segundo Arroyo (1986, in Togni e
carvalho, 2008), ao tratar do ‘’aluno (estudante)-trabalhador’’, estamos
nos referindo a um trabalhador que estuda, ou seja, jovens que antes, de
serem estudantes, são trabalhadores e que ‘’dessa diferenciação, não
deveria decorrer qualquer interpretação que indique uma valorização
diferente, por parte dos estudantes, da escolarização, mas sim,
especificidades nas relações estabelecidas na escola’’(Oliveira e Sousa,
DCN, 2008, p. 158).
Com a diferenciação dos estudantes do Ensino Médio Noturno, se faz necessário
que haja uma organização se adequando as condições desses alunos, dando a eles, suporte
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para que continuem na escola, tendo sucessos nos estudos e alcançando seus objetivos.
Há bastante participação da família durante o tempo todo, a coordenação também
sempre está em contato com as mesmas através de contatos telefônicos, visitas
domiciliares, a coordenadora deu ênfase que na maioria das vezes a escola tem como
medidas para que haja o envolvimento da sociedade nas atividades escolares através de
convites, divulgação em carros de som, através das redes sociais (Facebook e Whatsapp).
O colégio conta com o Conselho Escolar e também com o conselho de classe, que é
realizado bimestralmente sob a responsabilidade da equipe pedagógica juntamente com a
gestão do colégio, com esses encontros é possível expor junto aos pais como anda a vida
escolar e o aproveitamento de seus filhos, (alunos). Em relação ao processo disciplinar
relacionado ao Colégio, primeiramente a coordenação pedagógica tentar resolver com o
próprio aluno onde é redigido um relatório do acontecimento e assinado pelo mesmo,
senão houver êxito com relação a esse aluno, o responsável pelo aluno é convidado a
comparecer ao Colégio para que a situação seja resolvida, havendo interferência do diretor
e também da vice-diretora.
Observa-se que há algumas dificuldades encontradas em relação à aprendizagem
dos alunos, sendo que o Colégio tentar suprir essas necessidades com reforço escolar entre
outras medidas para serem ajudados. As reuniões pedagógicas são realizadas mensalmente,
onde contam com a participação de todos os professores, os professores fazem o
planejamento, buscando planejar de acordo coma realidade de cada turma, onde se têm a
liberdade de falarem e discutirem os problemas e soluções encontrados em sala de aula, e
os resultados dessas reuniões podem ser comprovados através das notas obtidas e também
das recuperações aplicadas. O Colégio elabora os documentos visando atender as
demandas de cada disciplina, em especial a de História, sendo que quando há a construção
do PDE são construídos projetos relacionados à disciplina como viagem ao memorial do
cerrado ao planetário entre outros. Visando assim uma grande interação dos conteúdos
aplicados dentro de sala de aula, com os objetivos propostos fora dela.
Entre as metas constantes no PDE para a disciplina de História, encontra-se
trabalhar a Matriz Curricular (Currículo Referência) atingindo as metas propostas pelos
mesmos, sendo que a Reorientação Curricular do Estado de Goiás tem sido trabalhada
seguindo os conteúdos propostos, porém acontece uma grande oscilação entre a Matriz
Curricular e o Livro Didático, sendo assim as questões de reorientações não se dialogam e
os professores consideram que o Currículo de Referência é considerado uma imposição aos
professores.
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Para que haja um bom desenvolvimento da escola é necessário que um ajude o
outro, e é pensando dessa forma que o colégio encontra com uma grande equipe do Corpo
Docente, onde se divide em Apoio, Técnica-Administrativa e Coordenação Pedagógica,
também conta com o Conselho Escolar Rosilene Rosa Borges Souza2, onde uns auxiliam
os outros na busca de um só objetivo.
Em relação ao PDE e ao PPP, eles são considerados documentos obrigatórios pelas
escolas, sendo que a cada início do ano letivo é feita reuniões com todos os funcionários
para que haja uma análise dos documentos acima citados, essa reunião tem por objetivo
acrescentar ou retirar o que não ajudou nos planos e projetos do colégio.
O colégio tenta desenvolver uma gestão seguindo as normas do Regimento Escolar
interno, tentando implantar o respeito e a democracia nas decisões que são tomadas pelo
diretor em relação aos outros funcionários da escola, o diretor tem a função de administrar,
monitorar, sendo assim ele se torna um líder, não tendo apenas autoridade legal do seu
cargo, mas uma autoridade que vai crescendo através de seu bom desempenho em relação
às funções desempenhadas pelo mesmo, tem como responsabilidade marcar reuniões com
os pais dos alunos, repassarem informações da SRE3 para os professores, entre outras,
tornando-se assim o intermediador entre sua equipe.
Em relação a quantidades de vagas que são oferecidas pelo Colégio, essas já vêm
destinadas pela Secretaria do Colégio e pela SRE, já a comissão gestora tem como função
organizar horários, que são feitos pela secretária e pela vice-diretora, que também
distribuem as disciplinas de acordo com a grade curricular do Estado, as distribuições das
disciplinas para os professores são feitas de acordo com a formação de cada um, pode
acontecer do aluno ser matriculado em um turno e depois ter que ser remanejado pra outro,
isso acontece sempre que há a necessidade de atender os alunos que necessitam do
transporte escolar.
Quando a professora da disciplina de História do Ensino Médio foi questionada
como avalia seu desempenho profissional diante de seus alunos e vice-versa, tivemos como
resposta que ainda se pode melhorar e que possui um lado crítico indo além do livro
didático, alguns alunos conseguem acompanhar o que é proposto e outros são totalmente
carentes, destacando que a carência de alguns se limitam ao mau domínio da Língua
Portuguesa. Foi relatado que os professores do Ensino Médio recebem uma bolsa de
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Nome dado ao Conselho em homenagem a uma funcionária aposentada do colégio, que nos dias
atuais ainda participa das atividades como amiga da escola, (voluntária).
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Secretaria Regional de Educação
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incentivo no valor de 400,00 reais que são destinados a eles com o intuito de uma melhor
formação para eles, que é dominado por PACTO4 pelo Ensino Médio.
Em relação à escolha do Livro Didático se preocupam se contém questões
relacionadas ao ENEM5, se é de linguagem fácil e prática, com palavras complexas,
glossário, sugestões de filmes, lembrando que o Colégio no ano letivo de 2015, recebeu
poucos livros, por isso os alunos tem que trabalharem em duplas. As estratégias
empregadas durante as aulas da História para que haja uma boa relação professor-aluno e
para que aconteça um bom aprendizado, é levada em consideração a turma, a quantidade
de alunos, sendo que até o tom de voz varia de turma para turma, na sala de aula os
conteúdos são trabalhados através de análise de imagens, análises de filmes e vídeos, a
professora ressalta que quando a turma é composta por menos alunos são considerados que
se conseguem dar mais atenção á eles.
Com a implantação da lei nº 10.639/2003 que torna obrigatório o Ensino de África
nas escolas foi perguntado como a professora trabalhava em sala de aula a disciplina citada
acima, onde foi relatado que se trabalha com mapas, onde era designado aos alunos que os
mesmos destacassem as regiões e identificassem os países, também se trabalha com vídeos,
imagens, entre outros métodos, sendo que vale lembrar que no Colégio não existe uma
disciplina específica na área de África, que só se trabalha quando a mesma vem junto com
outros conteúdos e a extensão da mesma não é possível, pois o professor tem como
obrigação seguir a Matriz Curricular.
O professor de história e seus alunos podem e devem trabalhar com livros
didáticos e não-didáticos, filmes de ficção e documentário, histórias em
quadrinhos, músicas erudita e música popular, paisagem e edificações,
objetos tridimensionais, diferentes modalidades de imaginário social,
computadores, jogos etc. Tudo é historia, o que amplia ao infinito o leque
de temas e problemáticas de conhecimento a serem estudados e de
materiais de época (documentos históricos) para a discussão (SILVA,
2007, p. 125-126).
Em relação aos portadores de necessidades especiais a disciplina de História lida
com eles através de atividades avaliativas que são na maioria das vezes adaptadas, mas na
hora de avaliar são avaliados de forma igual, pois buscam a inclusão, sendo que alguns
trabalhos não se desenvolvem tendo como principal causa as dificuldades enfrentadas, mas
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Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa.
Exame Nacional do Ensino Médio.
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a professora em seus relatos enfatizou que sempre avalia o pouco que o aluno consegue
fazer, fala também da importância de haver um maior investimento na área do AEE 6 por
parte do Governo.
Para o atendimento desses objetivos, devem as escolas definir formas
inclusivas de atendimento de seus estudantes, devendo os sistemas de
ensino dar o necessário apoio para a implantação de salas de recursos
multifuncionais; a formação continuada de professores para o
atendimento educacional especializado e a formação de gestores,
educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva; a
adequação arquitetônica de prédios escolares e a elaboração, produção e
distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade, bem como a
estruturação de núcleos de acessibilidade com vistas á implementação e á
integração das diferentes ações institucionais de inclusão de forma a
prover condições para o desenvolvimento acadêmico dos educandos,
propiciando sua plena e efetiva participação e inclusão na sociedade
(DCN, 2013, p. 161.).
Não pode haver barreiras em relação aos alunos com deficiências, pois precisam de
incentivos para que haja uma igualdade em relação ás oportunidades com as demais
pessoas, tendo os mesmos direitos de suas próprias escolhas, sendo assim as instituições de
ensino jamais podem barrar o acesso ao Ensino Médio por terem algum tipo de deficiência,
se isso vier a acontecer, o ato configura violação da dignidade dos próprios alunos.
No texto de Saddi “O parafuso da didática da história” é colocado de acordo com
Cerri que “Os alunos e professores também são formados por uma consciência histórica
produzida nos meios sociais, e não somente na história produzida na escola”, (Saddi, 2012,
p. 216). A escola também é influenciada por uma história produzida fora da escola, e por
isso se faz necessário fazer um paralelo do cotidiano do aluno fora e dentro da escola que
isso faz parte da construção histórica, isso ao longo da fala da professora de história é
pontuado.
Para o ensino de história, a proposta curricular prevê, como em todo
documento, o aperfeiçoamento de competências e habilidades em seus
alunos. Assim, para que se desenvolvam os conhecimentos históricos nos
estudantes, é necessário desenvolver competências de “representação e
comunicação, investigação e compreensão e contextualização cultural”, o
que implica o aluno saber ler, analisar, contextualizar e interpretar fontes
documentais, dentre outras habilidades (SILVA, 2007, p. 60).
A citação acima nos deixa claro que ministrar as aulas da disciplina de História é
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Atendimento Educacional Especializado.
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uma tarefa que exige muita dedicação, onde professores estão sempre buscando inovações
para suas aulas, tentando sair por cima das dificuldades que aparecerão ao longo dessa
jornada, mas que ao chegar ao fim da mesma é muito gratificante olhar para trás e perceber
o grande sucesso.
Podemos pontuar aqui o filme “A escola da vida” que foi de suma importância para
mim em relação essa profissão de ser professor um profissional na área da educação, onde
é visto que para sermos um professor “nota dez da escola” se faz necessário ser você
mesmo independente dos problemas que temos fora da escola, é necessário fazer o melhor
para que nosso aluno aprenda. Não existe uma regra para ser um excelente professor ou
tentar copiar o outro colega de profissão para tentar nós sobressair. O segredo para ser um
bom profissional é adquirido ao longo da sua carreira nesse processo de aprendizado terá
momentos de altos e baixos, mas se faz necessário manter o foco para alcançarmos nossos
objetivos, pois dessa maneira teremos o ato de ensinar como algo prazeroso e gratificante.
Como o texto de Ademir Luiz “Educação não missão”, pode-se perceber que nós,
na condição de professores temos que fazer o melhor para que nosso aluno realmente
aprenda não ter essa profissão como um “fardo” que temos que carregar todos os dias. Mas
que de fato venhamos vestir a camisa de profissionais da educação e passarmos a valorizar
nosso trabalhado e sempre dar o nosso melhor para o nosso aluno, só assim essa idéia que
somos educadores venha cair por terra, porque somos profissionais da educação com o
intuito de ensinar, passar conhecimento e não educar o nosso aluno, visto que a posição de
educar fica na responsabilidade dos pais e responsáveis.
O Diagnóstico Escolar nos possibilitou conhecer como realmente são as realidades
de uma Instituição Escolar, identificando assim quais são os critérios usados pela mesma,
mesmo diante de todos os desafios enfrentados para o desempenho escolar, a instituição
está de parabéns, pois apesar dos obstáculos ela se mantém viva, contando com toda sua
equipe: o Gestor, administrativa, pedagógica, professores, alunos e toda comunidade.
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CAPÍTULO II - DOCÊNCIA PARTICIPATIVA
Este relatório consiste na segunda etapa do Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Jussara, do 4° ano do Curso de
Licenciatura em História, referente à Docência Participativa no Ensino Médio tendo como
objetivo observar algumas professoras do Ensino Médio na Disciplina do Ensino de
História e seus afins na escola-campo Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos, com
o propósito de auxiliá-las e observá-las ministrando suas aulas nos períodos matutinos e
vespertinos, buscando serem observados seus métodos de ensino, a absorção dos alunos em
relação ao conteúdo ministrado e a compreensão do tema proposto pelas professoras,
observando também a relação entre os alunos e a professora no âmbito escolar. E a
docência participativa é o momento no qual os acadêmicos estagiários vão á escola campo
assistirem as aulas das professoras regentes observando sua didática além de colaborar
juntamente com a turma através de todas as atividades propostas, o acadêmico também é
um suporte no ensino aprendizagem, pois neste período teremos mais contato com os
alunos podendo diagnosticar seus níveis de aprendizagem e colhendo informações
relevantes acerca dos estudantes, e isso auxiliará na elaboração do material e na escolha da
metodologia mais adequada para nossa regência.
A partir da observação temos como proposta fazer uma análise dos métodos e
recursos utilizados tanto na observação quanto nas micro-aulas que se realizará na própria
unidade e contando como apoio dos textos dos autores Marli Eliza Dalmazo Afonso de
André, Ensinar a Pesquisa: Como e para Quê, Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino
de História: fundamentos e métodos e também Selva Guimarães da Fonseca, A pesquisa e
a produção de conhecimentos em sala de aula, os DCNS e o PPP. No Colégio Estadual
Jandira Ponciano dos Passos no período matutino as aulas de História, Filosofia e
Sociologia são ministradas pela professora Maria do Socorro, Geografia professora
Rosiney Gomes, tive a oportunidade de observar aulas das disciplinas citada acima, optei
também em assistir aulas no período vespertino ministradas pela professora Adenísia
Alves, para perceber como eram as aulas ministradas nos dois períodos.
A docência participativa observação escola-campo, corresponde há uma carga
horária de 60 horas, onde 10 horas é o acompanhamento e auxilio do professor titular, já a
docência participativa micro-aulas correspondem a 50 horas, divididas 30 horas para
elaboração e execução da micro-aula e 20 horas para acompanhar, avaliar e relatar a micro-
20
aula dos meus colegas, sendo que as micro-aulas são aulas práticas da Disciplina de
Didática e Metodologia do Ensino de História II ministrada pela mesma professora.
Na docência participativa na escola campo, o aluno estagiário passa a compreender
como é o dia a dia do professor em uma sala de aula, analisando as dificuldades que são
encontradas na Unidade Escolar.
Na docência participativa micro-aula, nós alunos-estagiários tivemos como objetivo
a apresentação de uma aula de História, ocupando a posição de professor titular, tendo
como apoio o livro didático da série escolhida de acordo com o Currículo de Referência de
Educação, planejando sua aula e ministrando-a no tempo limite de 40 minutos para os
colegas da sala do 4º ano de História, orientado pela professora de Estágio para a
preparação e planejamento da mesma. Para desenvolvimento da aula é feito a confecção de
um plano de aula que consta o tema escolhido e a série a ser trabalhada para desenvolver
dentro dele seus objetivos, metodologias e avaliações do tema escolhido, podendo ter o
auxílio de outros materiais de apoio para facilitar a aprendizagem dos alunos e para
enriquecer a aula e não tornar algo monótono como acontecia em outras épocas, onde
apenas os professores falavam.
A avaliação das micro-aulas acontecera através de uma ficha avaliativa e do
posicionamento oral dos alunos do 4º ano de História e o posicionamento da professora
orientadora do Estágio Supervisionado II em relação à aula ministrada, sendo apontados
alguns pontos a serem melhorados para a aula da Regência e para tornarmos um futuro
profissional adequado ao ambiente escolar, apontando como deve ser o comportamento em
relação à aula e aos alunos, no sentido de integração entre o professor e o conteúdo.
2.1 Docência Participativa: observação, acompanhamento e auxílio na escola-campo
No Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos fui bem recepcionada pelo corpo
escolar da escola, onde apresentei a minha proposta de Estágio em relação á Docência
Participativa e foi marcada minha primeira observação que teve início no dia 05 de maio,
onde fiz o acompanhamento de uma aula juntamente com a professora Maria do Socorro
no período matutino na turma do 1° ano Médio Profissionalizante Técnico em Informática,
as aulas deram início as 07h00 até as 07h50min. A observação tem como proposta
observar 10 aulas contemplando a disciplina de História e seus afins, acompanhando as
21
professoras titulares que no meu caso foram às professoras Maria do Socorro e Rosiney
Gomes no turno matutino e Adenísia Alves no período vespertino, sendo realizadas nos
dias 05, 07e 08, de maio e 03,10 e 12 de junho que correspondem às turmas do 1°A, 2°A E
3° ano A do Ensino Médio Profissionalizante matutino e 2° A período vespertino.
No dia 07-05-2015 foi observada uma 1h/aula com duração de 50 minutos no
primeiro horário, na turma do 1°ano médio A técnico em informática, na disciplina de
História com o seguinte conteúdo: História Política dos Povos Hebreus, onde a aula foi
expositiva dialogada com a retomada do conteúdo, ao final da aula foi pedido aos alunos
que fizessem um resumo do conteúdo estudado para que o mesmo os ajudasse a estudar
para a atividade avaliativa sendo possível notar que poucos alunos possuíam o livro
didático.
Ainda na mesma sala, terceiro horário, só que agora com o conteúdo de Geografia
aula ministrada pela professora Rosiney Gomes, o conteúdo apresentado foi sobre a Crosta
terrestre, onde o conteúdo foi passado na lousa e copiado no caderno pelos alunos, não
havendo discussão em relação ao conteúdo.
Agora foi a vez de assistir aula no 3°ano do Ensino Médio Técnico em Vendas,
disciplina Filosofia, primeiro contato com a turma onde provavelmente irei trabalhar a
regência, o conteúdo apresentado foi pensamento político sobre alguns pensadores dando
ênfase para Maquiavel, Platão e Aristóteles, havendo a discussão entre os planos políticos
de cada um, houve a interação entre alunos e professor.
No dia 08-05-2015 novamente retornei a Unidade Escolar, para mais uma
observação dessa vez terceiro horário na turma do 2°ano do Ensino Médio Técnico em
Vendas, disciplina de História, onde foi dada a continuidade ao conteúdo Iluminismo que
foi introduzido na aula passada, foram passados alguns exercícios do livro didático para
que os alunos os executassem, houve uma grande inquietação dos alunos em relação às
atividades propostas, mas logo se aquietaram em seus lugares e realizaram as atividades
propostas.
Na mesma sala só que agora na disciplina de Filosofia, houve a retomada do
conteúdo foram levantadas questões relacionadas ao que seria Verdade, a diferença entre
Verdade e Veracidade continuação do debate e exposição de ideias relacionadas ao
mesmo, foi passado na lousa um pequeno texto para que as ideias apresentadas fossem
melhores assimiladas os alunos os transcreveram para o caderno. No quinto horário estive
presente na turma do 3°ano do ensino médio Técnico em Vendas, disciplina de História,
onde foi retomado o conteúdo dos governos totalitários, foram abordadas as obras de
22
Hitler, a professora trabalhou em forma de ditado, pois nenhum aluno havia levado o livro
didático, foram passadas algumas questões na lousa para serem respondidas em casa e
apresentadas na próxima aula para serem corrigidas.
No dia 08 de maio tive o prazer de assistir uma aula no 2° horário na turma do2°
ano do Ensino Médio Técnico em Agronegócios no período vespertino, na disciplina de
História, ministrada pela professora Adenísia Alves, foi apresentado um debate com o tema
Iluminismo, onde se formou duplas para que o mesmo acontecesse, as duplas tinham 10
minutos para abordar as ideias que eram defendidas pelo pensador que foi indicado pra eles
falarem, os pensadores em destaques eram: Locke, Voltaire e Montesquieu, onde cada um
abordaria seus pontos de vista em relação ao pensador, logo após a apresentação houve
uma socialização entre todos os alunos da sala, foi possível perceber que havia uma boa
interação com o professor.
No dia 03 de junho foi realizada a Festa Junina, onde tive o prazer de colaborar em
algumas tarefas que foram realizadas pela equipe da escola-campo, a mim coube a
confecção de bandeirinhas para usar como enfeite da quadra, se realizaria o evento,
confecção das fichas que seriam vendidas no período que aconteceria a festa, das
lembrançinhas que seriam colocadas sobre as mesas. No período noturno fiquei
responsável pela vendas das fichas na área de alimentação, gostei das tarefas que a mim
foram designadas, pois no acontecimento da festa junina estive em contato com os alunos e
seus pais, em um ambiente totalmente diferente da sala de aula.
De volta à sala de aula agora no dia 10 de junho de 2015, assistindo a mais uma
aula na turma do 3° ano do Ensino Médio Técnico em Vendas, disciplina de História, a
professora não se sentia bem de saúde pediu aos alunos que pegassem seus livros didáticos
e formulassem possíveis questões relacionadas à Segunda Guerra Mundial que poderiam
fazer parte da atividade avaliativa que seria aplicada na semana seguinte. No dia 12 de
junho retornei a sala citada anteriormente para a conclusão das aulas que foram designadas
fechando o total de 10 aulas, nesse dia foi feita pela professora uma revisão do conteúdo
Segunda Guerra Mundial, que seria cobrado na Atividade Avaliativa.
Durante todas as observações feitas, foi possível perceber que as professoras
tinham total domínio do conteúdo, mas às vezes eram atrapalhadas pelos alunos
indisciplinados. Foi possível perceber nas aulas observadas que as professoras usaram o
método de leitura que às vezes era feita por elas e às vezes pelos próprios alunos. Os
recursos didáticos utilizados foram à lousa, o giz e o livro didático e os recursos humanos:
aluno e professor, sendo possível observar a diferença em níveis de aprendizagem entre os
23
alunos de uma mesma sala de aula, sendo que alguns se apresentavam desinteressados e
com dificuldade para aprender devido às conversas paralelas.
Depois de muitas observações, pude concluir que a fase do Estágio Supervisionado
II foi uma experiência muito positiva, pois tive contato com a realidade na escola e com a
sala de aula, o que me trouxe bastante maturidade, vale lembrar que tem algumas coisas
que podem ser revistas, contribuindo para nossa melhoria, principalmente em relação às
aulas. Essa luta não é nada fácil, pois sabemos e estamos cientes das condições precárias
que as escolas enfrentam e também o apoio de outros órgãos superiores que hoje se
encontra com muitas dificuldades, mas tenho ciência que com meu esforço posso ministrar
aulas mais dinâmicas e que cause a estimulação dos alunos provocando o interesse pelo
Ensino de História, mostrando a eles uma História diferente, cativante e interessante com o
auxílio de documentos para que sejam capazes de identificar a História não somente como
uma matéria que estuda o passado em épocas distantes, mas sim como algo que está
presente em nosso dia a dia, levando o aluno a imaginar e criar outra visão para um
determinado fato da realidade.
2.2 Docência Participativa – micro-aula
Nesta segunda fase do Estágio Supervisionado II as micro-aulas têm a carga horária
de 50 horas para a elaboração e apresentação das aulas realizadas em sala de aula Câmpus
Jussara, tendo como objetivo que o aluno se familiarize com a sala de aula na condição de
professor titular tendo a oportunidade de fazer um ensaio para sua Regência, pois ao
término da aula a professora de Estágio Supervisionado II Simone Luz da Silva faz sua
avaliação com pontos a serem melhorados para a próxima aula.
Para o início das micro-aulas é necessário que haja uma orientação para a
elaboração do plano de aula, onde nele aborda-se o tema, a série que iremos trabalhar os
objetivos daquele conteúdo, o desenvolvimento da metodologia e a avaliação no final da
aula, sendo a aula elaborada de acordo o livro didático da escola, podendo ser utilizado o
apoio de outros recursos, pois segundo Saddi, a disciplina de História lida com
metodologia, teoria e prática. “Podemos dizer assim, em sua área, mas desenvolvida, a
didática da história lida com a teoria, metodologia e a prática do ensino de história (...)”
(SADDI, 2012, p. 216). É neste sentido que são planejadas as micro-aulas, onde nós alunos
24
estagiários temos que ter domínio de conteúdo, contextualizando nossas ideias e
transmitindo o conteúdo com firmeza, para que o conteúdo se torne algo interessante para
os alunos que neste momento são representados pelos acadêmicos do 4º ano de História. O
professor deve ter propostas claras sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de
possibilitar o planejamento de atividades de ensino para a aprendizagem de maneira
adequada e coerente com seus objetivos.
As apresentações das micro-aulas aconteceram na Universidade Estadual de Goiás,
Câmpus Jussara sob a orientação da professora de Estágio Supervisionado II e tiveram
início no dia 05 de maio de 2015.
Nesse mesmo dia foram apresentadas as duas primeiras micro aulas com os
seguintes temas: “O Egito Antigo” e “Neocolonialismo”. No dia 12 de maio estava
previsto a apresentação de mais duas micro aulas, porém um dos estagiários desistiu e só
houve uma apresentação com o tema “África: das primeiras civilizações ao contato com os
europeus”. Dia 19 de maio de 2015 foi apresentado os temas “A era Vargas” e “A
Revolução Francesa”. Dia 26 de maio de 2015 ficaram definido os temas sobre “A
Primeira Guerra Mundial” e “Revolução Industrial”. No dia 02 de junho por motivos de
forças maiores só houve uma apresentação com o tema “Reformas Religiosas – Calvino”.
Como na apresentação das aulas vários alunos foram convocados a apresentar
novamente à temática, inclusive eu, pois a professora percebeu que as aulas deixaram a
desejar, dando ênfase ao potencial de cada aluno. Com isso no dia 08 de junho alguns
alunos que não havia conseguido atingir os objetivos propostos, apresentaram novamente
no total foram quatro apresentações. No dia 09 de junho foram apresentados mais outros
novos temas “Expansão Marítima e Comercial” e “O Segundo Reinado”.No dia 15 de
junho foi a vez de mais quatro estagiários apresentarem suas micro- aulas,sendo duas
reprovações e duas com os temas “O Feudalismo”e “A Ditadura Militar no Brasil”. No dia
16 de junho de 2015 foi feita mais duas apresentações com os seguintes temas: “Transição
da Monarquia para República” e “República Velha”. E, finalmente, à última apresentação
foi realizada no dia 22 de junho de 2015 com o tema “Reforma Religiosa - Lutero”, onde
essa mesma aluna foi convidada a uma nova apresentação que será no dia 22 de agosto às
16 horas, sendo que a mesma não conseguiu alcançar os objetivos propostos ficando assim
para a conclusão no ano seguinte. Um dos nossos colegas foi convidado a apresentar a sua
proposta de trabalho para a banca examinadora onde o mesmo não obteve êxito, ficando
assim para concluir essa etapa no ano posterior, agora totalizamos dois alunos com os
objetivos não alcançados.
25
As micro-aulas foram bem organizadas, apesar de o nervosismo tomar conta dos
alunos, alguns se mostraram bem como professores titulares, todos com uma postura de
profissional interagindo com os alunos, dominando o conteúdo de acordo com as dicas que
recebemos da professora nas orientações, pois cada um de nós aluno estagiário teve o
momento de discutir o conteúdo com a professora onde ela nos orientava e tirava nossas
dúvidas. Os métodos utilizados nas micro-aulas foram variados como: imagens, slides,
mapas, esquema feito pelos próprios alunos vídeos, lousa, laser apagador, onde cada aluno
buscou trazer algo interessante que estimulasse os alunos, podendo observar algumas
técnicas para serem utilizadas quando for para a sala de aula.
Em relação ao processo de avaliação é possível perceber que o mesmo foi feito através
de fichas onde cabia a nós acadêmicos pontuar os pontos especificados na ficha de
avaliação de micro aula a avaliação também aconteceu oralmente quando ao termino de
cada exposição o estagiário que quisesse falar tinha a palavra onde era apontado os pontos
positivos e o que precisava ser melhorado, sendo que esses apontamentos eram de grande
relevância na vida acadêmica de cada um.
2.3 Docência Participativa- Sentindo na Pele
No dia 04 de maio encontrei com a professora Simone Luz para que acontecesse a
minha primeira orientação, onde tive como base o Currículo Referência do Estado de
Goiás, onde busquei no mesmo as estratégias a serem usadas para o tema escolhido e os
conceitos que deveria usar. Segundo André, “A pesquisa pode tornar o sujeito-professor
capaz de refletir sobre sua prática profissional e de buscar formas que o ajude a aperfeiçoar
cada vez mais seu trabalho docente...” (ANDRÈ, 2012, p.123), onde pude abordar o tema
da micro-aula, observamos o livro didático para a apresentação da mesma. O conteúdo da
minha micro-aula foi à Era Vargas (3° Ano do Ensino Médio), pois é um conteúdo que me
identifiquei, tive minha orientação via e-mail e também pessoalmente horária, sendo que
após a correção do meu plano de aula, a professora me orientou em relação a alguns erros e
dúvidas que tive sobre a execução das aulas, me passando algumas dicas para a
apresentação da mesma que ocorreu no dia 19 de maio no auditório tendo início às
20h50min durando 40 minutos, onde iniciei a aula fazendo algumas perguntas para os
alunos, tentando trazer coisas do dia a dia se relacionando com acontecimentos passados
26
usei os recursos de data-show, (slides, imagens, vídeos) onde iniciei minha explicação,
mostrando bastante nervosa com voz trêmula e não consegui passar para meus alunos o
que havia sido planejado, com isso fui convidada refazer a micro- aula, no mesmo
momento foi feita a avaliação da minha aula, iniciando com a avaliação oral dos meus
colegas e logo após a professora fez suas considerações.
Como fui convidada a refazer a micro-aula, pois não alcancei os objetivos que
havia sidos propostos, sendo não tive segurança em relação ao conteúdo proposto com tive
outra orientação, onde a professora Simone Luz fez as considerações nos pontos que
precisariam ser melhorados, acatei todos os seus posicionamentos buscando melhorias para
uma melhor exposição e foi remarcada uma nova data para minha nova apresentação que
foi dia 08-06-2015.
Novamente estava eu preparada para mais uma apresentação, iniciando a aula
fazendo uma divisão na lousa escrevendo meu nome, a data e a disciplina que estaria
ministrando e o conteúdo a ser trabalhado, depois cumprimentei com uma boa noite a
todos os alunos presentes na sala de aula, dei inicio a explicação do conteúdo ‘’Era
Vargas’’ onde fui buscando que os alunos também participassem da aula dando
contribuições que seriam necessárias para o bom rendimento da aula não ficando uma
coisa monótona só o professor falando e o aluno ali sentado na cadeira às vezes prestando
atenção ora conversando e atrapalhando a aula, é necessário que os alunos também
participem da aula, pois segundo a autora André:
(...) vale à pena destaca que a participação ativa dos alunos no próprio
processo de produção de conhecimentos não preside da atuação do
professor, que tem papel importante no planejamento, na supervisão das
atividades e na sua avaliação. É o professor que coordena todo o
processo; é dele que brotam os estímulos iniciais; é ele que orienta os
alunos na busca de fontes, na escolha de métodos e na seleção de
informações relevantes; é ele que os ajuda a sistematizar os dados e a
avaliar os resultados (ANDRÈ, 2012, p. 123).
É claro que os alunos não aprenderão o conteúdo num estalar de dedos, pois é
necessário que tragam consigo uma bagagem de conhecimento das séries anteriores, pois
conhecimento se adquire durante todo o período de vida, uma vez que, cada aluno tem sua
diferente forma de assimilação em relação ao conteúdo explicado em sala de aula. Essa
especificidade em relação assimilação do conteúdo por cada indivíduo é abordado por
Bittencourt da seguinte maneira:
27
As estruturas cognitivas dos indivíduos são adquiridas ao longo da vida
em estágios delimitados pela maturidade biológica e, em face do meio
assimilam os “objetos’’(materiais ou ideais) de acordos com as estruturas
internas orgânicas. Ao se situar diante de um “objeto’’, cada indivíduo
acomoda-o de acordo com as condições disponíveis e organizando o
pensamento para a assimilação (BITTENCOURT, 2004, p. 185).
Pautados no que diz Bittencourt, é muito importante levar em consideração a bagagem de
conhecimento que os alunos já possuem em sua vida escolar e principalmente em sua experiência
de vida prática, para conseguirmos realizar uma contextualização do conteúdo exposto com algo
que faça sentido para eles. Sem relacionar o conteúdo que será ministrado com algo concreto e
significativo da vida dos alunos poderemos correr o risco de produzir falácias que não se
concretizem em conhecimento assimilado pelos alunos.
Fiz o uso de slides pedindo a contribuição dos alunos em relação à leitura dos
mesmos é possível percebe que quando há interação entre o aluno e o professor é possível
perceber que a um melhor rendimento em relação à aula pude perceber no momento
durante a aula quando passei para os alunos um breve relato de Olga Prestes, pude perceber
que naquele momento a atenção deles estava voltada para o que estava sendo explicado.
Em relação a minha apresentação considerei a mesma bastante satisfatória, pois dei
o máximo do meu esforço para conseguir alcançar os objetivos que a mim foram propostos
como aluna estagiária.
Esta segunda etapa do Estágio Supervisionado II foi muito importante para o meu
desenvolvimento como futuro profissional de História, pois ao observar as aulas de história
e ministrar a micro-aula tive a oportunidade de presenciar a realidade escolar valorizando o
conhecimento adquirido nas aulas da Universidade que serviram como base para a
aplicação do conteúdo de História do Brasil. Percebi a realidade da sala de aula que está
longe daquela que o professor espera para uma escola melhor e que com a ajuda do corpo
docente, gestor e administrativo ela pode melhorar, pois a educação depende do corpo
docente da escola que conduz os alunos a serem cidadãos críticos e formadores de opinião,
tendo consciência de que o estudo é algo essencial a sua vida. Para mim a cada dia que
passa aprendo mais com as aulas de Didática e Metodologia de Ensino de História II e das
orientações do Estágio Supervisionado II, pois um ensina a teoria e o outro nos leva para a
prática em sala de aula, sendo algo indispensável para a formação de um bom profissional.
A prática no estágio nos dá muita experiência, mesmo que ás vezes considerou
como coisas sem valores, mas que nunca deixam de ser importantes. Pretendo me
empenhar ao máximo para que eu possa fazer parte da história educacional, pois acredito
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que para ser um bom profissional, primeiro é necessário querer ser, amar o ato de ensinar,
estar sempre buscando formações que poderão futuramente ser usada em sala de aula com
os alunos.
Finalizando mais essa Etapa posso definir que, o Estágio Supervisionado é o início
da preparação, e cabe a nós que tem o sonho que eu citei acima de se empenharem para
serem diferentes, levando aos seus futuros alunos um ensino de qualidade, que contribuam
para a formação dos mesmos em um futuro bem próximo.
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CAPÍTULO III - REGÊNCIA
Este capítulo consiste na terceira etapa do Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II, da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Jussara, dos acadêmicos do 4°
ano do curso de Licenciatura em História, que se refere à Regência, que consiste em uma
carga horária de 10 horas, onde a mesma consiste em ministrar duas horas aula no Colégio
Estadual Jandira Ponciano dos Passos, para os alunos do Ensino Médio. Através desde
relatório demonstrarei todo o processo realizado para fins avaliativo do 3º bimestre, que
faz parte de todo o processo de preparação para nos tornarmos futuros professores de
História.
Ao iniciar o 3º bimestre, no dia 10 de agosto de 2015, tivemos a primeira
orientação, iniciando-se a elaboração da regência com os acadêmicos na própria unidade,
onde a professora de Estágio Supervisionado II Simone Luz da Silva, nos orientou a visitar
o Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos e procurar a professora regente para saber
o conteúdo da série que iríamos trabalhar e escolher os respectivos horários a serem
ministradas as aulas. Estive na escola campo para falar com a professora titular Maria do
Socorro Alves e saber o conteúdo que teria que trabalhar em sala de aula, na etapa da
Regência, onde o mesmo ficou definido como a “Guerra Fria”.
De acordo com Pinsky e Pinsky é necessário que os professores de História
busquem novas fontes de estudos para incorporar em suas aulas, uma vez que, é observado
a existência de inúmeros docentes que na busca por metodologias inovadoras e dinâmicas
acabam caindo no campo do achismo, supervalorizando, portanto, as pesquisas de internet
em sites não confiáveis no lugar das pesquisas bibliográficas de corpo e que dão
consistência ao seu trabalho. Essa característica é abordada pelos autores Pinsky e Pinsky
da seguinte forma:
Procurando acompanhar as mudanças, os novos tempos, muitos
professores acabam comprando a idéia de que tudo que não é muito veloz
é chato. Na sala de aula, o pensamento analítico é substituído por
“achismo”, alunos trocam a investigação bibliográfica por informações
superficiais dos sites “de pesquisa” pasteurizados, vídeos são usados para
substituir (e não complementar) livros. E o passado, visto como algo
passado, portanto superado, tem tanto interesse quanto o jornal do dia
anterior (PINSKY e PINSKY, 2008, p. 17).
Segundo os autores os professores consideram que ao deixar o livro didático de
lado, e optar por fontes não seguras, que às vezes não transmitem realmente a realidade de
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como os fatos realmente aconteceram, é importante que saibam buscar as fontes que
usaram como informações para seus estudos.
Ao saber o conteúdo com a professora regente de História, fiz algumas pesquisas
sobre o tema e estudei sobre os conceitos que estavam inseridos no conteúdo proposto,
para não ficar presa somente ao livro didático, pois deveria ter consciência que ali naquele
momento eu no papel de uma futura professora, era responsável pela transmissão do
conteúdo para os alunos e não somente uma informação, pois não podemos confundir
conhecimento com informação sendo que a história é referência e por isso é preciso que
seja bem ensinada, “sendo que historiador/professor sem utopia é cronista e, sem conteúdo
nem cronista pode ser” (PINSKY e PINSKY, 2008, p. 19).
Um professor mal preparado ele não consegue ir pra sala de aula e exercer seu
papel trabalhando boas aulas, pode ter em sua mão os melhores livros que não consegue
desempenhar um bom papel, é necessário que esse professor tenha conteúdo,
responsabilidade, com isso ele terá claro em sua mente o que e como ensinar para seus
alunos.
Com as mudanças de práticas de ensino, o mesmo deve ser focado em uma
transmissão voltada ao conhecimento prévio que os alunos têm sobre o conteúdo e claro
transmitir a eles, de acordo com sua linguagem, olhando para a fase seguinte após a escola,
que no caso será a universidade, colocando o aluno a refletir e interagir nas aulas, assim a
escola se envolve no debate atual e forma alunos com senso crítico e defensor de suas
próprias opiniões.
3.1 Preparando a Regência
Então começa a leitura do conteúdo para o plano de aula, passo a passo do que seria
aplicado em sala, o que seria usado de recursos, metodologias entres os demais itens
pedidos para um plano de aula, onde o mesmo foi apresentado para a professora de estágio,
o plano foi corrigido e devolvido para que fosse feita as devidas correções no mesmo,
busquei em meu plano de aula, trabalhar uma aula que chamasse a atenção dos alunos.
Nesta fase de preparação para a regência tivemos início à orientação, que a partir do
momento que seria marcado as aulas já iriam sendo marcado o dia em que a professora de
estágio Simone Luz faria a correção do plano de aula e do material utilizado. A minha aula
31
foi marcada para o dia 02 de setembro de dois mil e quinze, onde foi apresentado para a
professora de estágio o plano de aula já elaborado, as ideias como expor as aulas, os slides
que iria usar para a apresentação da aula.
O plano de aula foi elaborado de acordo com o que foi nos apresentado na aula de
didática, pois como sabemos a teoria da Disciplina de Didática e Metodologia do Ensino
de História colocamos em prática no Estágio, assim seguindo a temática trazida no livro
didático tive que elaborar a aula e apresentá-lo a professora de estágio no dia que foi
marcado minha orientação, dia 19 de agosto de 2015, esta fase do Estágio Supervisionado
II consiste em 10 horas, sendo 8 horas de produção do material utilizado na regência,
estudo do conteúdo, e 2 horas para a execução que é a apresentação das aulas no Colégio
Estadual Jandira Ponciano dos Passos. O plano de aula também tinha suas correções via
email, onde foram feitas todas as pontuações, em relação ao que estava bom e o que
precisava ser alterado, foi observada também a atividade elaborada que seria usada em sala
de aula fazendo os devidos reajustes para um bom desenvolvimento da aula.
3.2 Chega o grande dia....
Tudo planejado, chega o grande dia, minha regência ocorreu no dia 02 de setembro
de 2015, a aula teve início as 7:00 horas, na turma de 3° ano “A” do Ensino Médio, no
período matutino Técnico em Vendas, que contava com um número de 10 alunos
presentes, com o seguinte tema “A Guerra Fria”, tendo como professora titular Maria do
Socorro Alves Candolini e professora do estágio Simone Luz, avaliando minha aula
relacionada à regência. Enfim começa a aula sendo que a mesma foi ministrada no
primeiro e no quarto horário, sendo que as aulas tiveram duração de 1 hora e 40 min. foi
seguindo o plano de aula. A aula se inicia com os alunos adentrando em sua sala de aula,
onde a professora titular explicou qual era meu papel como estagiária naquele momento,
disse que eu era da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Jussara do 4°ano de
Licenciatura em História, fui bem recebida pelos mesmos, sendo que a maioria dos alunos
me conhecia devido eu exercer uma profissão na escola campo já citada anteriormente.
Cumprimentei a todos dando bom dia e apresentando o primeiro slide que estava
relacionado a conteúdo que seria trabalho com eles, apresentei o primeiro slide que
mostrava de um lado a bandeira dos Estados Unidos (representando o capitalismo) e do
32
outro lado a União Soviética (representando o socialismo), que trazia a data do início e o
fim da guerra fria.
Logo após apresentei a cartografia do mapa mundi, onde mostrei aos alunos a
divisão das superpotências que iríamos trabalhar durante a aula, situando-os no espaço e
tempo para que houvesse uma melhor localização por parte dos mesmos.
Usei o data show como um dos recursos, onde foi apresentando alguns slides
relacionados ao conteúdo, muitos professores acreditam que o uso de computador com
slides em sala de aula pode vir a atrapalhar o rendimento dos alunos, mas quando o intuito
é inovar e usar novas metodologias, vale algumas modificações, segundo a autora Selva
Guimarães (2010), quando os alunos acham que a história não é interessante, cabe a nós
professores despertar neles o interesse em aprender a história, por isso a necessidade do
uso de novas fontes e tecnologias, Karnal também defende o uso de recursos tecnológicos:
Há algo que valia na Academia de Platão ou no Liceu de Aristóteles e
vale hoje, no século XXI: uma boa aula é aquela que faz pensar, provoca
reflexão e traz, com isso, uma nova percepção das coisas. Uma boa aula
atinge seu objetivo, seduz e instiga. Uma boa aula diz, de forma clara e
sintética. O que deve ser dito. O elemento central de uma boa aula
envolve o conhecimento já formado (vocabulários, procedimentos,
habilidades etc.) e sua interação com novos procedimentos do aluno.
Uma boa aula transforma quem se envolve nela. Sempre é necessário
repetir: uma boa aula não precisa de tecnologia. A tecnologia é uma
ferramenta privilegiada, jamais o objetivo em si. O computador funciona
como alavanca: move melhor a pedra pesada, mas o objetivo continua
sendo mover a pedra (KARNAL, 2012, p. 94).
Podemos perceber que ambos os autores são a favor dos usos de recursos para que
haja o interesse e participação dos alunos na sala de aula, pois esses recursos vêm para sala
de aula com o intuito de inovações e não de atrapalhar em momento algum e cabe aos
professores usá-los da melhor forma para que não venha a atrapalhar nem a vida do
professor nem a do aluno.
Dando continuidade a aula apresentei aos alunos a diferença entre o capitalismo
(Estados Unidos) e o socialismo (União Soviética) sendo que para adentrar ao conteúdo
guerra fria era necessário que os alunos soubessem entender as diferenças de ambos, usei o
slide que apresentava as diferenças entre o capitalismo e o socialismo, onde pedi para que
um dos alunos lessem para que também participassem da aula.
Como foi apresentado um slide com escrita e imagem após a leitura foi feita análise
da imagem e houve a participação de boa parte dos alunos. Logo depois da leitura das
33
diferenças entre as duas superpotências, expliquei algumas consequências deixadas pela
segunda guerra mundial, onde foi ocasionada a guerra fria e o seu início no ano de 1945.
Apresentei um slide usando o conceito de guerra fria e porque recebeu esse nome
com um fundo bem chamativo, buscando sempre chamar a atenção deles para estarem
participando da aula, esclarecendo as dúvidas que fossem surgindo. As superpotências não
guerrearam diretamente, foram os países aliados como Coreia, Vietnã e outras que foram
abordadas, mas adiante no decorrer da aula que entraram nas guerras representando- as. Às
vezes surgia uma vez ou outra uma pergunta ou alguma dúvida em relação ao conteúdo
estudado e também a conteúdos já vistos em outras aulas e isso eu considerava como ponto
bastante positivo. Pois demonstravam que os alunos estavam atentos as minhas explicações
e por isso perguntavam com o intuído se sanarem suas dúvidas.
Foi explicado sobre a divisão da Alemanha, quando Berlin se encontrava em crise e
era a capital da Alemanha, devido à grande hostilidade que havia entre os países
comunistas e socialistas, acabou resultando na divisão da mesma, que ficou dividida da
seguinte forma: de um lado a República Federal da Alemanha que tinha como capital
Bonn, que era controlado pelos Estados Unidos (capitalista), e de outro lado República
Democrática Alemã que tinha como capital Berlim, que era controlado pela União
Soviética (socialista).
Com essa divisão os refugiados ficavam atravessando de um lado para o outro, e
para evitar que esse acontecimento procedesse no ano de 1961 foi determinado à
construção do muro de Berlim, com isso houve a separação de centenas de famílias, sendo
que a construção desse muro foi considerada um dos principais símbolos da guerra fria,
lembrando que a divisão aconteceu no ano de 1949 e a construção do muro ocorreu em
1961, depois de passado 12 anos de divisão. Logo em seguida apresentei uma cartografia
mostrando como que ficou a divisão da Alemanha para o melhor entendimento dos alunos.
Abordei o processo da criação de algumas organizações como o FMI (Fundo
Monetário Internacional), FAO (Organização para Agricultura e Alimentação), UNICEF
(Fundo das Nações Unidas para a Infância), BIRD (Banco Internacional para Reconstrução
e Desenvolvimento), OIT (Organização Internacional para o Trabalho), UNESCO
(Organização para Educação, Ciência e Cultura), mas a que foi mais dada ênfase com os
alunos foi a criação da ONU (Organização das Nações Unidas), onde a mesma foi criada
no ano de 1945, na Conferência de São Francisco, onde a ONU vinha para substituir a
Liga das nações, e visava garantir a paz e lutar pelo fim das misérias do mundo.
Como havia os países que passavam por grandes dificuldades financeiras após a
34
segunda guerra mundial, as superpotências que sempre estavam em constantes conflitos,
criaram planos para ajudarem esses países, no ano de 1947 os Estados Unidos cria o Plano
Marshall, que era um plano econômico de auxílio aos países europeus (ocidentais), e que
com a criação de plano tentavam reduzir uma possível influencia da União Soviética.
Sendo que a União Soviética nunca queria ficar atrás também criou um plano que recebeu
o nome de Plano Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua) era a versão
soviética do plano Marshall. Ambos os planos tinham por objetivos ajudarem os países
aliados a se superarem da crise econômica deixada pela segunda guerra mundial.
No decorrer da aula também foi introduzido a corrida armamentista e a corrida
espacial, onde expliquei que como já havia dito no início da aula Estados Unidos e União
Soviética nunca travaram uma guerra direta, apesar da rivalidade que existiam entre ambos
jamais tinham se enfrentado usando armas. Apesar de não terem se enfrentados
diretamente as duas potências participaram de guerras, revoluções e golpes contra
governos em países menores.
Houve a Guerra da Coreia (1950-1953), que seria uma das guerras que seria
trabalhada mais afundo naquela aula, abordei com eles sobre outras guerras como a guerra
do Vietnã (1955-1975), Revolução Cubana (1959), Revolução Chinesa (1949) entre outros.
Quando expliquei sobre esse trecho do conteúdo, foi feita a análise de algumas imagens
relacionadas às guerras citadas, notando uma participação satisfatória por parte dos alunos.
Pedi para que um aluno lesse a definição de corrida armamentista, que
estava no slide, logo depois da leitura expliquei a definição, fizemos juntas as análises das
imagens contidas no slide e me aprofundei mais falando que e era um termo que era
utilizado para designar pesados investimentos em pesquisas e tecnologias bélicas (guerra)
feito pelas duas potências que disputavam a hegemonia mundial, e que precisavam
demonstrar a sua superioridade quanto os seus adversários, produzindo assim armas em
grande quantidade e cada vez mais poderosas.
Como as potências Estados Unidos e União Soviética sempre estavam em disputa
total, expliquei aos alunos que no ano de 1945 os EUA eram os únicos a deter a tecnologia
da bomba atômica (usadas no Japão), sendo que 1949, os russos explodiram sua primeira
bomba nuclear, começava então a corrida nuclear, depois desse episodio a União Soviética
comunicara também possuir sua bomba H, com isso o mundo vivia o terror de uma
possível guerra nuclear que pudesse arrasar todo o planeta.
Após abordar a corrida armamentista foi à vez de abordar as corridas espaciais,
como Estados Unidos e a União Soviética sempre estavam em total disputas, tanto em
35
armas quanto em tecnologia diversificada como, por exemplo, os foguetes. Enquanto um
país fabricava um foguete para chegar a lua, o outro preparava outro foguete, para levar o
homem á lua.
Foram abordadas juntamente com os alunos algumas datas com algumas imagens
curiosas em relação ao envio de animais e pessoas ao espaço, sempre pedia para que eles
lessem os slides para que a aula não se tornasse cansativa e só eu falando, analisamos
algumas imagens e fizemos as leituras das datas, onde nos slides continha a imagem
juntamente com a data do acontecimento que havia ido a lua.
Passa se 50 minutos e toca a sirene encerra a primeira aula, sendo que no quarto
horário retornaria para a sala novamente, sai da sala e eu fui conversar com a professora
Simone Luz, onde a mesma fez algumas orientações a aula anterior e o que precisaria ser
melhorado na aula posterior, ”apropriando-se das ideias históricas de forma cada vez mais
complexa, no sentido de construção...” (SCHMIDT, CAINELLI, 2010, p. 60) fazendo
algumas correções de algumas colocações que foram faladas erradas, as contribuições
somam muito para mim, pois com elas só tenho a crescer.
Passado algum tempo é hora de voltar à sala de aula, agora para concluir a aula, fiz
uma breve retomada do conteúdo por parte dos alunos demos continuidade no conteúdo
introduzindo a guerra da Coreia, onde nessas alturas da guerra fria tanto as tropas dos EUA
como tropas da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) ocuparam a Coreia e
dividiram a em dois blocos: o bloco do norte e o bloco do sul, estabelecendo como área de
limite o paralelo de n° 38.
Para que houvesse um melhor entendimento do que seria esse paralelo de n° 38 usei
um slide com a cartografia de um mapa que mostrava onde este se situava, apresentei as
causas e o desenrolar da guerra, sendo que o início da guerra ocorreu no ano de 1950, que
os norte-coreanos tentou invadir a Coreia do Sul com o objetivo de obrigarem estes a
aceitarem e a se submeteram ao sistema comunista, não aceitando o que fora imposto
inicia-se a guerra. Os sangrentos conflitos provocaram a morte de mais de 4 milhões de
pessoas. Abordei com eles outras guerras e revoluções conforme mencionado
anteriormente, mas foi bem superficialmente, devido o tempo não permitir aprofundar as
demais guerras e revoluções.
Conforme ia falando, perguntava se os alunos tinham dúvidas se o conteúdo estava
ficando claro, porque sabia que não bastava estar ali falando tinha que estar havendo um
entendimento por parte deles.
36
O professor de história, com sua maneira própria de ser, pensar, agir e
ensinar, transforma seu conjunto de complexos saberes em
conhecimentos efetivamente ensináveis, faz com que o aluno não apenas
compreenda, mas assimile, incorpore e reflita sobre esses ensinamentos
de variadas formas. É uma reinvenção permanente (FONSECA, 2010, p.
71).
Segundo a autora não basta apenas ensinar o conteúdo aos seus alunos é necessário
que haja assimilação e reflexão por parte deles. Muitas vezes o aluno não interage ou
participa do processo de ensino aprendizagem dificultando assim compreender se ele
conseguiu aprender o que foi ensinado. Essa característica é abordada por Selva quando ela
afirma ser necessário que o aluno reflita sobre esses ensinamentos, mostrando assim que
conseguiu aprender.
Depois de quase todo o conteúdo explicado estávamos chegando ao fim, partindo
agora para o fim da guerra fria, sendo que a mesmo começou a esfriar durante a década de
1980, mas foi em 1989 que ocorre a queda do muro de Berlim que foi o ato simbólico que
decretou o encerramento de décadas de disputas econômicas, ideológicas e militares entre
o bloco capitalista que era comandado pelos Estados Unidos, e o bloco socialista que era
comandado pela União Soviética, os fatos foram acontecendo com uma sequência, após a
queda do muro de Berlim houve a reunificação da Alemanha (oriental com ocidental).
Dei ênfase explicando que a crise nos países socialistas funcionou como um
catalisador do fim da guerra fria. Os países do bloco socialista incluindo a União Soviética
estavam passando por uma grave crise econômica durante a década de 1980, pois a URSS
havia tido um alto gasto com a corrida armamentista. A falta de concorrência, os baixos
salários e a falta de produtos foram alguns dos fatores que causaram essa crise econômica.
A falta de democracia também gerava uma grande insatisfação por parte da
população. Foi questionado se a guerra fria ainda existe, respondi a eles que sim, pois
apesar da Guerra Fria ter tido seu fim simbólico ela ainda continua nos dias atuais,
exemplo disso temos Estados Unidos e Cuba que só agora esta voltando a ter diplomacia,
outro exemplo são os conflitos do Oriente Médio, onde Rússia e EUA enviaram tropas para
o local, lembrando que os dois países querem o fim dos conflitos, mas enquanto um apoia
o ditador o outro apoia as ideias dos extremistas rebeldes, e encerrei a explicação do
conteúdo relacionado á aula.
Encerrando a explicação do conteúdo foi aplicada uma atividade relacionada ao
conteúdo que havia sido trabalhado com eles, nesse caso Guerra Fria, li para os alunos o
que era pedido em cada questão, logo depois começaram a responder, conforme as dúvidas
37
iam surgindo ajudava-os a saná-las.
No processo de avaliação dos alunos foram resolvidas as atividades em sala, onde
as levei para casa, fiz as correções pontuando os erros, para que quando as atividades
fossem devolvidas aos alunos os mesmos pudessem fazer as devidas identificações, foi
possível perceber vários erros ortográficos, frases sem nexos, mas no geral demonstraram
terem assimilado bem a minha explicação no decorrer da aula, as aulas aplicadas foram
muito bem de acordo com minhas expectativas, os alunos também participaram da aula,
conseguindo atingir meus objetivos.
Pois quando falamos na disciplina de História em uma escola muitas das vezes os
alunos ignoram, e não sentem atração nenhum em saber nada relacionado ao passado, mas
cabe a mim e aos meus colegas professores estar passando por inovações que seja capaz de
instigar meu aluno a se apaixonar pela disciplina de História, na citação das autoras
Schmidt e Cainelli relatam que:
Aprender História pressupõe a construção de uma relação diferenciada
com o passado. De modo geral, a forma escolar do conhecimento
histórico tem mostrado o passado como algo dado e sem relação com o
presente, ou seja, como um passado morto (SCHMIDT; CAINELLI,
2009, p. 70).
Precisamos estimular nossos alunos a pensar que a história não está morta, que ela
esta viva no nosso presente e que depende apenas de nós para que a mesma possa revivêla, pois inúmeras vezes os discentes estão acostumados com aulas de história monótonas,
chatas, sem vida, frente à leitura e reprodução de livros didáticos. Isso faz com que eles
acreditem que a disciplina não possui relação com a sua vida e que muito menos podem os
ajudar no cotidiano em que estão inseridos.
A professora Simone não pode acompanhar o término da minha aula, pois tinha que
acompanhar outra estagiária em outra Unidade Escolar, mas depois nos encontramos na
Unidade, onde sentamos e conversamos sobre o meu desenvolvimento em relação a
regência, onde a mesma fez algumas pontuações, me dando os parabéns pois havia me
esforçado bastante, e como me esforcei só eu sei das noites mal dormidas estudando o
conteúdo buscando fontes, das crises de enxaquecas e dos obstáculos que apareceram mas
que nenhum deles foram capazes de me pararem, com força e garra consegui alcançar
meus objetivos.
Fui parabenizada também em relação a minha posição como professora e aplicação
do conteúdo, consegui fazer um bom fechamento do mesmo, levando compreensão aos
38
alunos, foi possível perceber que eles também tiveram um bom comportamento, pois em
nenhum momento houve interferências em relação a indisciplina dos alunos dentro da sala
de aula.
As horas que foram disponibilizadas para a elaboração do material da regência e
também para o estudo dos conteúdos, nos deu a chance de estar no papel de professores,
tivemos que elaborar o plano de aula, estudar os conteúdos para podermos saber fazer a
contextualização do conteúdo com a nossa realidade, tornando assim a história viva, fazer
a utilização dos recursos didáticos que forem necessários para o assunto, saber aplicá-los
em sala de aula e claro que já tínhamos uma noção de como seria nossa aula, pois fizemos
este processo na elaboração e execução das micro-aulas na segunda etapa do estágio, junto
com a docência participativa que observamos o professor regente em ação na sala de aula.
A elaboração desta etapa se deu ao longo de um trabalho feito com dedicação para
uma ótima execução da aula para que não fique uma aula monótona e não deixemos a
desejar em relação ao conteúdo, pois é neste momento que mostramos nosso potencial em
relação ao domínio de conteúdo e de sala e abrimos a porta para nosso futuro profissional.
Essa etapa do estágio veio para complementar o meu desejo de ser professora, pois
a caminhada não é nada fácil é árdua, mas como tenho conhecimento que nenhuma
profissão é fácil, e se cheguei até onde estou hoje é porque sei que sou capaz e como a
autora Selva Guimarães ressalta a nossa formação ela começa na academia, mas se
processa por toda a nossa a vida estamos sempre em constantes aprendizados. Quando
ingressei na academia jamais imaginaria que chegaria onde estou hoje, pois durante essa
caminhada você encontra diversos obstáculos que as vezes da vontade de desistir, mas a
força e a vontade de ser professora é maior e nos dá forças para seguir em frente, então
coloco a citação abaixo para uma melhor reflexão pois a mesma me chamou muita atenção.
Tornou-se lugar-comum afirmar que a formação do professor de história
se processa ao longo de toda sua vida pessoal e profissional, nos diversos,
tempos e espaços socioeducativos. Entretanto, é, sobretudo na formação
inicial, nos cursos superiores de graduação, que os saberes históricos e
pedagógicos são mobilizados, problematizados, sistematizados e
incorporados á experiência de construção do saber docente. Trata-se de
um importante momento de construção de identidade pessoal e
profissional do professor, espaço de construção de maneiras de ser e estar
na futura profissão (FONSECA, 2010, p. 60).
A citação me toca quando a autora relata que quando se ingressa na academia o
aluno começa a construir sua própria identidade, tanto a pessoal quanto a profissional, isso
39
é muito gratificante para um acadêmico ao final de quatro anos, olhar para trás e lembrarse do seu primeiro ano de academia e ver que foi naquele ano que tudo foi definido, isso
tudo é muito gratificante. Pois tenho em mente que a partir do momento que escolhi ser
transmissora do conhecimento relacionado à história, tenho a convicção que pretendo ser
professora mesmo sabendo que não é fácil.
No livro de Leandro Karnal “Conversa com um jovem professor” ele trás um
capítulo, que vem justamente falar sobre essa questão, onde ele faz a pergunta “Por que
continuo sendo professor? Sei que essa profissão não é fácil, pra mim nenhuma profissão é
fácil e temos que fazer aquilo que nos faz bem, que sentimos bem e como diz Karnal em
resposta do título do seu capítulo “Porque faço a diferença na vida de muita gente”
(KARNAL, 2012, p. 133).
É fazendo a diferença na vida de muita gente que devemos enfrentar os obstáculos
que aparecem durante toda nossa caminhada e então ao concluir mais essa fase me sinto
preparada para se tiver oportunidade assumir sim uma sala de aula, pois agora sim tenho
mais garra e vontade de estar em sala, pois sei que sendo professora estarei transmitindo
conhecimento e também estarei em constantes aprendizados tanto com os alunos e também
com os meus colegas professores, compartilhando as lutas e também as vitórias alcançadas.
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CAPÍTULO IV - PROJETO VII OEVE (OFICINAS PARA ENEM E
VESTIBULARES 2015)
Esse relatório consiste na quarta etapa do Estágio Curricular Supervisionado
Obrigatório II, da turma do 4º ano do Curso de Licenciatura em História da Universidade
Estadual de Goiás, Câmpus Jussara com a carga horária de 50 horas para a produção e
execução do projeto de oficina OEVE “Oficina para Enem e Vestibulares”, ministrada na
própria universidade, no período Vespertino no dia 06 de outubro de dois mil e quinze,
sendo os temas escolhidos por nós acadêmicos e a professora de Estágio Supervisionado
Simone Luz da Silva, os eixos escolhidos foram levados em conta de acordo com a
necessidade encontrada pelos alunos do Ensino Médio em relação há algumas temáticas
que provavelmente poderiam ser abordadas no Enem e Vestibulares, sendo que são
computadas horas no nosso Estágio Supervisionado II e também uma oportunidade para
termos um maior contato com os alunos.
Sendo que a proposta dessa etapa do estágio é oferecer uma oficina aos alunos com
temas interessantes e chamativos, mas para que essa oficina acontecesse era preciso em
primeiro lugar que fosse construído um projeto, sendo que o mesmo foi escrito por toda
turma, houve algumas dificuldades em relação a escrita, pois a turma não conseguia se
comunicar de uma forma clara para a confecção do mesmo, mas isso aconteceu só por
parte de alguns acadêmicos, mas no final tudo se ajeitou.
Através do projeto foi possível expor uma estrutura organizada, onde
demonstramos preocupação desde o cabeçalho, tema, até as linguagens era necessário que
naquele momento usássemos a criatividade em relação à confecção de cada slide, de cada
material que usaríamos na oficina, pois tínhamos que confeccionar um material para os
alunos do Ensino Médio que chamasse a atenção deles para os eixos temáticos que seriam
abordados durante aquela tarde, nos encontramos em muitas reuniões (orientações) para
que houvesse essas discussões, onde o autor Karnal aborda que:
Em todas as reuniões e em todos os manuais com recomendações
para professores há a indicação: sejam criativos. Criatividade deriva de
uma capacidade de inventar, de não repetir, de surpreender e de ser
original. Se eu devo ser original, devo repetir o quê? (KARNAL, 2012, p.
42).
41
Era necessário naquele momento a união nas orientações que eram marcadas, para
que pudéssemos colocar nossa criatividade em prática, sendo que tínhamos como objetivo
promover uma tarde de oficinas significativas, que ajudassem a todos os discentes na
preparação para o processo de avaliação do ENEM e dos vestibulares nacionais. Com um
objetivo específico, o trabalho em grupo constituiu-se a principal atividade a ser
desempenhada nessa etapa. A sintonia foi muito importante para a execução de um
excelente trabalho, que proporcionasse aos alunos o contato com conteúdos importantes e
condizentes com as avaliações seletivas para o ensino superior.
Outra condição importante para que essa metodologia possa ter efeitos
realmente profundos é que os professores responsáveis pelo programa de
formação planejem seu trabalho em conjunto, respeitando as
especificidades das áreas de conhecimento, mas aproveitando os pontos
de interseção. É evidente que, passando pela experiência de trabalho
conjunto, os professores poderão mais fácil e naturalmente transferi - lá
para as suas salas de aula (ANDRÈ, 2012, p. 125).
É importante ressaltar que o trabalho em equipe era de grande importância, pois
naquele momento o que se almejava era alcançar o sucesso e com um esforço coletivo tudo
se tornaria mais prazeroso e com a união de todos alcançaríamos os objetivos lançados a
nossa equipe, conforme a autora mesmo diz tudo se torna mais fácil quando juntamos as
experiências vividas por cada um da equipe e assim juntos às levamos para a sala de aula,
buscando assim somá-la as vidas de nossos alunos.
A oficina seria composta de conteúdos, e atividades relacionadas aos temas, onde
tivemos apoio de alguns textos teóricos de Leandro Karnal, entre outros autores que foram
estudados durante todo o ano letivo de 2015, pois a maioria deles nos dá bases e
relacionam o tema ser professor e como aplicar novos métodos em sala de aula levando as
tecnologias e também a contextualidade para a sala de aula, sendo que os temas escolhidos
foram de acordo com a dificuldade com que muitos alunos chegam ao ensino médio com
déficit na aprendizagem.
A partir da escolha dos temas procuramos planejar as aulas com conteúdos que
enriquece o conhecimento dos alunos que logo estariam fazendo grandes provas, com o
intuito de estarem ingressando na universidade, sendo uma dessas provas o Enem, o nosso
principal foco desta oficina, no entanto este processo se deu principalmente a partir do
planejamento que se iniciou dia 10/08/2015 com até sua realização dia 06/10/2015.
42
Cada grupo ficou responsável por elaborar as questões do Enem e dos Vestibulares
que seriam aplicadas para os vários alunos do Ensino Médio das escolas da cidade de
Jussara e cidades vizinhas. Para o auxílio de questões Karnal fala algo de suma
importância, onde diz que “Uma avaliação ruim pode implodir todo o esforço que você
realizou ao longo do bimestre ou trimestre. É um momento que exige o máximo da sua
capacidade profissional e sabedoria” (KARNAL, 2012, p. 79). A preocupação do grupo era
em preparar aquelas questões de forma com que os alunos refletissem sobre os eixos que
haviam sido discutidos pelos estagiários e que os ajudassem na preparação para o Enem e
também para o Vestibular.
A turma de estagiários foi dividida em quatro grupos composto com três estagiários
cada. Esses quatro grupos apresentaram temas como: Questão Racial no século XX;
Movimentos Revolucionários Ambientais a partir de 1970 e no Brasil 1990; Primeira
Guerra Mundial (1914-1918) e Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e o tema trabalhado
pelo meu grupo que foi A Guerra Fria (1945 - 1991). Lembrando que antes os temas
haviam sido divididos em dois eixos temáticos sendo eles: I - Movimentos
Revolucionários Sociais e II - As Grandes Guerras do século XX.
Sendo que na primeira orientação que tivemos no dia 10 de agosto quando toda a
oficina começou a ser planejada houve uma divisão diferente em relação ao temas que
seriam trabalhados, sendo que os eixos temáticos a serem trabalhados permaneceram os
mesmo sendo eles: Movimentos Revolucionários Sociais e As Grandes Guerras do Século
XX, os temas escolhidos de primeiro momento foram: A questão racial no Brasil no século
XX, Movimentos revolucionários ambientais a partir da década de 1970, Movimentos
operários e suas conquistas legais no Brasil, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra
Mundial e Guerra Fria, os acadêmicos foram divididos apenas em duplas.
Seguindo para a segunda orientação que aconteceu no dia 24 de agosto, nessa data
estava prevista a entrega do projeto, porém a mesma não foi possível devido os acadêmicos
terem levadas para a sala de aulas novas idéias relacionadas à extinção de alguns eixos
temáticos, sendo assim houve a reorganização dos grupos sendo agora em vez de duplas
seria trios houve a extinção do tema “Movimentos operários e suas conquistas legais no
Brasil” que havia sido citado anteriormente, houve intervenção da professora Simone em
relação à divisão dos grupos, pois houve grande tumulto nessa hora.
Com os temas já divididos era hora de colocar mãos a obra então, a partir daí
procuramos textos que nos auxiliassem no planejamento da oficina, pois por mais que cada
aluno estagiário carregue com si próprio sua bagagem de conhecimentos é necessário que
43
sempre esteja se aprimorando em relação aos seus conhecimentos, buscando novas fontes
para estarmos levando para nossos alunos em sala de aula. Fonseca diz que “O inventário”
ou “reservatório” de saberes docentes investigados na atualidade deixa cada vez mais
explícito que saber alguma coisa já não é mais suficiente para o ensino, é preciso saber
ensinar e construir (FONSECA, 2010, p. 64).
Como bem afirma Fonseca o processo de elaboração e de preparação da Oficina
deve sempre se pautar no domínio de conteúdo do docente, porém além de dominarmos o
conteúdo que vamos ensinar precisamos também saber como ensiná-lo. Fonseca demonstra
na citação acima que a didática de ensino de história é um aspecto muito importante para o
trabalho do professor. Dessa forma, todos os estagiários da oficina se empenharam para
conseguir um bom preparo tanto de domínio de conteúdo como de didática.
No dia 29 de agosto houve uma reunião com o objetivo de elaborar o projeto por
parte de todos os acadêmicos e também posteriormente as devidas correções para a entrega
do mesmo. Seguindo com as orientações dia 01 de setembro houve um reunião para que
houvesse a correção do projeto, dia no dia 14 de setembro mais uma orientação quando a
professora Simone deu algumas sugestões para que o projeto fosse melhorado, sendo que
tinha pontos que não estavam bons e necessitava de melhoramentos.
Outra orientação aconteceu no dia 21 de setembro para que finalmente fosse
possível finalizar o projeto, claro que sempre tinha uma “coisinha” para arrumar, mas aos
poucos íamos conseguindo, finalizando, nesse dia foi repassado aos acadêmicos mais
algumas informações relacionadas à oficina para os acadêmicos.
Quase finalizando as orientações fomos para o dia 28 de setembro, onde todos os
grupos fizeram uma breve simulação de suas oficinas apresentando todo o material que
seria usado, no dia 05 de outubro houve a orientação par os últimos detalhes da Oficina
que aconteceria no dia posterior, 06 de outubro dia da execução da oficina.
4.1. Execução da Oficina
No dia seis de outubro de dois mil e quinze, chegamos à Unidade as 12:00 hrs como
havíamos combinados com o professora para receber os alunos na sala e organizar o data
show que iríamos utilizar, sendo que quando chegamos cada grupo foi pra sala que iria
44
ministrar a aula e quando foi 13:00 hrs começamos a apresentar a oficina, iniciando com a
nossa apresentação dos acadêmicos e o objetivo da oficina.
De acordo com o cronograma que havia sido dividido, os alunos do 3° Ano do
Ensino Médio eram alunos da cidade de Jussara e das cidades vizinhas, as salas contariam
com 35 a 40 alunos cada, um número bastante elevado, depois de longos dias de estudos
nós acadêmicos temos a consciência que estaríamos transmitindo conhecimentos para
outras pessoas e que esses conhecimentos seriam de grande importância na vida escolar
dos alunos.
No início da oficina conforme divisão da equipe entre eu e minhas colegas
estagiárias Tayana e Elizângela. começa então a explicação do conteúdo Guerra Fria, por
mim, optamos em usar slides por ser um dos recursos que mais prende a atenção do aluno
em relação a prestar atenção nas explicações, diante de todo planejamento elaborado agora
sairíamos da teoria e colocaremos em prática tudo aquilo que foi elaborado, podia perceber
entre os trios métodos diferentes ao aplicar o conteúdo, pois cada uma tinha um jeito de se
expressar para que os alunos presentes pudessem pegar o máximo de fatos importantes que
pudessem ajudá-los no Enem e também nos diversos Vestibulares.
A introdução do conteúdo foi feita por mim, onde cumprimentei a todos os alunos
presentes comecei a apresentação do tema Guerra Fria, apresentei slides onde continha a
bandeira das duas super potências que emergiram da segunda guerra mundial sendo elas
Estados Unidos da América (capitalista) e União Soviética (Socialista) que trazia a data do
início e o fim da guerra fria.
Apresentei a cartografia do mapa mundi, onde mostrei aos alunos a divisão das
superpotências que iríamos trabalhar durante aquele momento, situando-os no espaço e
tempo para que houvesse uma melhor localização por parte dos mesmos.
Dando continuidade a aula apresentei aos alunos a diferença entre o capitalismo (Estados
Unidos) e o socialismo (União Soviética) sendo que para adentrar ao conteúdo guerra fria
era necessário que os alunos soubessem entender as diferenças de ambos, usei o slide que
apresentava as diferenças entre o capitalismo e o socialismo, onde pedi para que um dos
alunos lessem para que também participassem da aula.
Depois da leitura das diferenças entre as duas superpotências, expliquei algumas
consequências deixadas pela segunda guerra mundial, onde foi ocasionada a guerra fria e o
seu início no ano de 1945. Apresentei um slide usando o conceito de guerra fria e porque
recebeu esse nome com um fundo bem chamativo, buscando sempre chamar a atenção
deles para estarem participando da aula, esclarecendo as dúvidas que fossem surgindo.
45
Expliquei que não significava que porque durante o período em que as super potências
estavam em guerras que não se enfrentaram usando armamentos bélicos e que não houve
guerras, mas houve guerras sim, mas foram guerras indiretas, com países aliados como
Coreia, eles próprios não se enfrentaram diretamente mas tiveram os seu representantes
como o Vietnã e outras que foram abordadas pelas demais colegas da equipe. Às vezes
surgia uma pergunta ou alguma dúvida em relação ao conteúdo, mas sempre estávamos
abertas a saná-las e responder as questões que ali eram levantadas pelos alunos do Ensino
Médio.
Foi explicado sobre a divisão da Alemanha, quando Berlin se encontrava em crise,
sendo a capital da Alemanha, devido à grande hostilidade que havia entre os países
capitalistas e socialistas, acabou resultando na divisão da mesma, que ficou dividida da
seguinte forma: de um lado a República Federal da Alemanha que tinha como capital
Bonn, que era controlado pelos Estados Unidos (capitalista), e de outro lado República
Democrática Alemã que tinha como capital Berlim, que era controlado pela União
Soviética (socialista).
Com essa divisão os refugiados ficavam atravessando de um lado para o outro, e
para evitar que esse acontecimento procedesse no ano de 1961 foi determinado à
construção do muro de Berlim, com isso houve a separação de centenas de famílias, sendo
que a construção desse muro foi considerada um dos principais símbolos da guerra fria,
lembrando que a divisão aconteceu no ano de 1949 e a construção do muro ocorreu em
1961, depois de passado 12 anos de divisão. Logo em seguida apresentei uma cartografia
mostrando como que ficou a divisão da Alemanha para o melhor entendimento dos alunos.
Em seguida a estagiária Tayana deu continuidade as explicações introduzindo a
corrida armamentista e também a espacial, usando imagens onde os alunos interagiram de
uma forma muito boa com a mesma o tempo foi passando sendo que só tínhamos 45
minutos pra explicar e aplicar as atividades relacionados ao conteúdo a nós destinados, a
colega Elizângela abordou o fim da Guerra Fria e levantou a hipótese se realmente a
Guerra acabou? Onde falaram que não que a Guerra continua no Oriente Médio e a
estagiária também demonstrou bastante interação e uma boa explicação para esclarecer as
dúvidas com os alunos.
Finalizando a explicação do conteúdo era hora dos alunos fazer os exercícios que
estavam no caderno de questões que foram adquiridos no início da oficina pelos estudantes
do Ensino Médio, optamos em dar alguns minutos para que eles fizessem a leitura das
46
questões e respondessem, logo após a resolução das atividades fizemos as correções
juntamente com eles.
Vencendo o tempo estipulando para cada equipe agradecemos a todos os alunos
pela atenção e colaboração de todos e que tivéssemos contribuindo de alguma forma para o
aprendizado de todos eles. No entanto tudo aconteceu de acordo com o que foi planejado, o
conteúdo foi bem explicado, consegui tirar as dúvidas dos alunos e o final foi o que os
deixaram mais interessados, pois fiz uma contextualização dentre passado e presente. No
final da oficina foi possível perceber que os alunos compreenderam o objetivo da mesma
que foi o de organizar suas ideias e compreender como foi o início da Guerra Fria, pois ao
fazermos a correção das atividades podemos perceber o conhecimento adquirido pelos
mesmos, tanto eles aprenderam como nós também, pois essa oficina foi uma troca de
experiência entre ambos.
Lembrando que percorremos as quatro salas que foram dividas em formas de rodízio
ficamos 45 minutos em uma sala, vencia aquele tempo e já passávamos para a próxima e
assim foi até completar todas as salas que estava prevista para apresentarmos o nosso
conteúdo.
Durante as entradas e saídas nas salas podia perceber que uma turma era diferente da
outra, visto que ministrei aula em quatro turmas diferentes, onde uns se mostravam mais
interessados, outros se mostravam já conhecedores daquele determinado assunto, já outros
estavam ali só pra passarem o tempo ou simples diversão, umas eram mais quietas apenas
observavam as explicações e menos participativa nas aulas e outras mais agitadas e
elétricas participando dialogando e proporcionando um verdadeiro debate em cima do
conteúdo, tirando suas dúvidas e fazendo uma melhor compreensão do tema.
No entanto cabe a nós profissionais levar a sala mais quieta a interagir mais com as
aulas, pois o professor não pode deixar a aula ficar muito monótona, apenas ele falando,
pois a aula se torna chata e rotineira, o professor deve fazer com que os alunos participem
da aula e no meu caso para que aula ficasse mais participativa lançava perguntas aos
alunos para que os mesmos participassem e tirassem suas dúvidas sobre o conteúdo, com
isso a aula ficou mais participativa.
Cada turma foi uma experiência diferente, então podemos citar quando o autor
Leandro Karnal, diz que: “professor pode e deve fazer melhor tudo àquilo que tenta
ensinar”. E daí a importância de se ter um domínio de conteúdo visto que muitos desses
alunos são pré-vestibulandos e também estão se preparando para o Enem, em alguns
momentos eles dialogavam e discutiam sobre o tema com as estagiárias mostrando que
47
possuíam bagagem relacionada ao conteúdo explicado visto serem estudantes do 3°Ano do
Ensino Médio.
Foi distribuído um questionário para os alunos avaliarem a oficina, onde as perguntas
foram distribuídas para os alunos da oficina para avaliarem nosso desempenho, se foi
satisfatório ou não, respondendo se ela teria correspondido suas expectativas, justificando e
especificando cada momento, se a oficina havia contribuído para a formação deles e para
que eles fizessem sugestões, comentários e observações não precisando se identificar
foram avaliadas algumas respostas, onde a maioria avaliou a oficina como sendo bastante
aproveitável, contribuindo bastante para seu conhecimento, tendo alguns alunos que se
identificou com algum conteúdo e outros não, relatando que pode ter sido a forma do
professor explicar o conteúdo.
Analisando as questões respondidas, percebi que em sua maioria todos destacaram
que tiraram suas dúvidas, que aprenderam algo mais e que a oficina havia sido ótima,
alguns alunos relataram que nem todos os estagiários “se mostraram empenhados”, e
dando sugestões para que os “palestrantes ficassem mais tranquilos” 7.
Quando a oficina se finalizou, fizemos uma conclusão do trabalho na própria
unidade, onde a professora de Estágio Simone, fez alguns levantamentos sobre as oficinas
fazendo apontamentos dos pontos positivos e dos pontos negativos fazendo uma
contextualização entre os estagiários.
Houve a participação de 134 alunos, que foram divididos em 4 salas, tendo em cada
sala um trio de estagiários, o tempo foi de 4 horários tendo um intervalo cada trio
ministrava uma aula de 45 minutos de explicação juntamente com as atividades. Para os
acadêmicos essa experiência foi muito boa, pois cada grupo conseguiu o resultado que
queria alcançar, pois devido nosso nervosismo todos saíram muito bem, essa oficina teve
um papel fundamental além de estarmos mais junto dos alunos fez com que pudéssemos
apresentar a Guerra Fria dentro de um contexto histórico, levando a eles um pensamento
mais crítico sobre todo o processo como ele ocorreu.
7
Fala do aluno Ensino Médio participante do Projeto OEVE.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluir o Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório II foi possível
perceber que todas as etapas deste foram de suma importância no processo de formação de
todos os alunos estagiários, sendo que essas etapas estão diretamente ligadas entre a teoria
e a prática. Foi através dessas atividades que percebi realmente o que é a prática de um
professor em sala de aula, sendo que às vezes o professor regente é julgado e condenado
pela forma que age dentro da sala de aula, sendo que quando sentimos na pele a verdadeira
realidade vivida é que somos capazes de perceber as dificuldades enfrentadas pelos
mesmos. Foi através das etapas vividas no decorrer do ano letivo de 2015, que obtive
experiências tanto pessoais como profissionais, pois a partir do momento que estávamos
aprendendo, também estamos adquirindo experiências que serão levadas por toda a nossa
vida.
Devo pontuar o que aprendi de positivo e também reconhecer minhas fragilidades
frente a todas as instabilidades e dificuldades superadas ao longo desse ano, pois todas elas
contribuíram para minha formação tanto profissional como pessoal. Considero a prática
docente apresentada pelo Estágio como algo que me mostrou que a relação entre práticateoria é tão importante quanto à relação entre professor-aluno, sendo que a mesma
proporciona um aprendizado mútuo, possibilitando principalmente aos alunos uma mente
sempre aberta a novos conhecimentos, lembrando que devemos usar métodos para que as
aulas sejam dinâmicas e seja focada no tema a ser proposto e ensinado, e para que isso
ocorra é de suma importância o planejamento do que será realizado.
O Estágio foi de grande importância para a construção profissional da minha
carreira na docência, me proporcionou observar o comportamento, tanto dos professores da
rede de Ensino Médio, quanto dos alunos e, principalmente, as relações estabelecidas no
ambiente escolar. Foi muito bom conviver com nossos colegas estagiários de todas as
etapas citadas anteriormente, creio que todos como eu aprenderam muito uns com os
outros. Todas as dificuldades encontradas serviram para me fortalecer e proporcionar um
rico aprendizado, que vai ser sempre muito importante em todas as atividades
desenvolvidas na minha futura capacitação profissional. As superações serviram como
experiência para os futuros desafios que estarão por vir e ficará para sempre guardados em
minha memória.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ANDRÉ, Marli E. D. A. de. Ensinar a pesquisar: como e para quê? In: VEIGA, I. P. A
(Org.). Lições de Didática. 5° ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. p. 123 – 134. (Coleção
Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
BITTENCOURT, C. M. F. Aprendizagens em História. In: ______ Ensino de História:
fundamentos e métodos. SP: Cortez, 2004. p. 183 – 221. (Coleção docência em formação.
Série ensino fundamental. Coord. Antônio J. Severino, Selma G. Pimenta).
BITTENCOURT, Circe Fernandes. Livros Didáticos de História: Práticas e Formação
Docente. In: SANTOS, Licínio de Castro Paixão (Org.). Convergências e Tensões no
Campo da Formação e do Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
COTRIM, Gilberto. História Global. 3° ano. 2ª ed. São Paulo: Saraiva 2013.
DCNs, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Ministério da Educação
Brasil. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. (p. 144-201).
FILME: A Escola da vida. (Projeto de Extensão- profª Andréia e alunas Campus São Luis
de Montes Belos e acadêmicos 3º e 4º ano Campus de Jussara).
FONSECA, Selva Guimarães. A pesquisa e a produção de conhecimentos em sala de aula.
In: _____. Didática e prática de ensino de história: experiências, reflexões e
aprendizados. Campinas, SP: Papirus, 2003. p. 117-134. (Coleção Magistério: Formação e
Trabalho Pedagógico).
______. Como nos tornamos professores de História: a formação inicial e continuada. In:
______. Didática e prática de ensino de história: experiências, reflexões e
aprendizados. Campinas, SP: Papirus, 2003. p. 59-87. (Coleção Magistério: Formação e
Trabalho Pedagógico).
GOIÁS, Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação, Goiânia, Seduc,
2012.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia
de Letras, 1995, p. 223-228.
KARNAL, Leandro. Conversas com um jovem professor. São Paulo: Contexto, 2012
LUIZ, Ademir. Artigo: Educação não é missão. Bula Revista; 2013.
PPP. Projeto Político Pedagógico. Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos. Jussara:
Goiás, 2015.
50
PINSKY, Carla Bassanezi e PINSKY Jaime. Por uma História prazerosa e consequente. In:
KARNAL, Leandro (org). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5ª.
ed. São Paulo: Contexto, 2008, p. (17-36).
REGULAMENTO
DE
ESTÁGIO
CURRICULAR
SUPERVISIONADO
OBRIGATÓRIO. Universidade Estadual de Goiás, Câmpus - Jussara. 2014. p. 01-14.
SADDI, Rafael. O parafuso da didática da história: o objeto de pesquisa e o campo de
investigação de uma didática da história ampliada. 2012, p. 211 – 220. (Artigo disponível
no site: www. uem.br acta).
SCHMIDT e CAINELLI. A aprendizagem histórica. In: ______. Ensinar história. São
Paulo: Scipione, 2009. p. 65-81. (Coleção Pensamento na sala de aula).
SILVA, Marcos. Conclusões e Perspectivas. In: SILVA, Marcos e FONSECA, Selva
Guimarães. Ensinar História no século XXI: em busca do tempo entendido. Campinas,
SP: Papirus, 2007. p. 125-141.
______. Entre a formação básica e a pesquisa acadêmica. In: SILVA, Marcos e
FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no século XXI: em busca do tempo
entendido. Campinas, SP: Papirus, 2007. p. 13-41.
______. Tudo é História: o que ensinar no mundo multicultural. In: SILVA, Marcos e
FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no século XXI: em busca do tempo
entendido. Campinas, SP: Papirus, 2007. p. 43-64.
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ANEXOS
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
CÂMPUS JUSSARA
CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO
DIAGNÓSTICO ESCOLAR
Dados Gerais
1.1-Nome do estabelecimento:________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Endereço:_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
1.2 – A entidade mantenedora é: Municipal ( )
Estadual ( )
Fundação ( )
Convênio ( )
1.3–As
séries
oferecidas
no
Ensino
Fundamental
II
fase
e
Ensino
Médio
são:____________________________________________________________________________________
Atendendo aproximadamente por série o número de alunos:_______________________________________
Sendo o período de funcionamento: matutino ( )
vespertino ( )
noturno ( )
1.4 – Relate o histórico de fundação da Escola:
1.5 – A escola possui recursos/salas que auxiliem no trabalho do Professor? Com que frequência estes
equipamentos são utilizados? A escola acredita que favorecem a aprendizagem?
1.6 – Comente sobre as características dos alunos atendidos pela escola? Há participação das famílias na vida
escolar dos alunos? Como são as reuniões de pais?
1.7 - Quais são as medidas empregadas na escola para envolver a participação da sociedade nas atividades
escolares?
1.8 – Comente sobre o processo disciplinar da escola?
1.9 – Quais as principais dificuldades encontradas quanto a aprendizagem? E quais estratégias e,ou projetos
adotados para a recuperação dos alunos com dificuldades de aprendizagem?
1.10 – Sabemos que o planejamento são as expressões daquilo que se esperam ou considera importante para
uma boa formação educacional de nossas crianças e jovens. Nos quais tem como princípio criar cidadãos
conscientes de seus direitos e deveres. A partir desta premissa as reuniões pedagógicas são frequentes? Os
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professores participam? Há comprovação de resultados quanto aos assuntos discutidos nelas? Como a escola
comprova estes resultados? Comente sobre isso.
1.11 - Como a escola avalia os Estágios Supervisionados da UEG, fundamentalmente no que tange à História?
Têm contribuído para o processo de ensino aprendizagem? No que poderiam melhorar?
2 - Projeto Político Pedagógico (PPP) e Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE)
2.1 – O PPP se encontra: em construção( )
pronto( )
em execução( )
inexistente( )
2.2 – O PDE se encontra: em construção( )
pronto( )
em execução( )
inexistente( )
2.3 - Comente como a instituição elabora os documentos, visando atender as demandas de cada disciplina, em
especial a de História.
2.4 – Quais as metas constantes no PDE da escola para a disciplina de História?
2.5 – De que maneira a Reorientação Curricular do Estado de GO têm sido trabalhada? Como as questões
propostas dialogam ou não com o livro didático escolhido? Ainda, como a proposta de História nesta escola,
atende ao que o PCN, Currículo de Referência, Diretrizes Curriculares propõem?
3 – Professor de História
3.1 - Você, professor de História, como avalia seu desempenho profissional diante seus alunos, e como avalia o
desempenho de seus alunos perante ao seu trabalho.
3.2 – Quais os critérios para a escolha dos livros didáticos de História? Os livros didáticos selecionados
atendem as expectativas pedagógicas?
3.3 – Quais são as estratégias empregadas durante as aulas de História para que haja uma boa relação professoraluno e o aprendizado aconteça?
3.4 – Como os estudos sobre a África tem sido efetivados? A partir de que material?
3.5 – Como a disciplina de História tem lidado com os alunos portadores de necessidades especiais?
3.6 - Qual a maior dificuldade encontrada pelo professor no Ensino de História em um Curso
Profissionalizante?
3.7 - Em relação ao Ensino Médio Profissionalizante como que são divididas as disciplinas de
História?
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PLANO DE AULA – MICRO AULA
 UEG - Câmpus Jussara
 Ano: 2015
 Semestre: 1°semestre
 Turno: Noturno
 Disciplina: História
 Tempo: 40 min
 Data: 08/06/2015
 Professora Titular: Simone Luz da Silva
 Professor Estagiário: Dayana de Souza Santos
Tema
 Era Vargas (1930-1937)
Conteúdo
 Governo Provisório
 Governo Constitucional
Conceito
 História, Governo, Poder.
Expectativas de Aprendizagem ou Objetivos
 Apresentar Conteúdo, reforçando aspectos importantes que o aluno compreenda como
ocorreu o processo histórico demonstrando participação em sala de aula.
 Entender a importância da luta pela liberdade e igualdade dos direitos.
 Valorizar a ação dos movimentos sociais em prol da democracia e da igualdade de direitos.
Habilidades
 Compreender os governos ocorridos durante o período da Era Vargas, no período de
1930 a 1937.
 Reconhecer os benefícios da revolução que marca o início de um governo ditatorial.
 Entender os principais investimentos do governo Vargas na educação, economia entre
outros aspectos.
Metodologia:
1°Momento: A aula se iniciará cumprimentando todos os alunos com Boa Noite,
apresentando o plano que será usado no decorrer da aula, e o conteúdo que será abordado.
2° Momento: Explicar os governos que existiu no período que Vargas esteve no poder,
explicando as causas, conseqüências e contribuições dos mesmos para a sociedade,
haverá análise de algumas imagens juntamente com os alunos.
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3°Momento: Apresentar um pequeno vídeo sobre Olga Benário, onde haverá uma
discussão em relação ao papel que a mulher exercia.
4°Momento: Retomada rápida de todo o conteúdo explicado, esclarecendo dúvidas que
surgiram durante as explicações e conclusões finais.
Recursos
 Humano: professor, alunos.
 Didáticos: Data-show (slides, imagens), vídeo lousa, giz, apagador, computador, laser,
vídeo, caixa de som.
Avaliação
 Serão avaliados continuamente durante toda a aula, observando a participação de todos.
Referências Bibliográficas
 COTRIM, Gilberto. História Global. 3° ano. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
 BARBOSA, Elaine Senise. Coleção Panorama da História.
2005.
Curitiba: Positivo,
 ALVES, Alexandre. Conexões com a História. 3 ano,.1 ed. São Paulo: Moderna
2010.
 FAUSTO, Boris. Expansão do café e política cafeeira. In: Historia Geral da
Civilização Brasileira. São Paulo: Difel, 1985. p-247.
 GOIÁS, Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação, Goiânia, Seduc,
2012.
 NERECI, Imídeo Giuseppe. Introdução e Supervisão Escolar. 5ª ed. São Paulo:
Atlas, 1986.
 LUZ, Simone da Silva. (Plano de Aula). Adaptado em maio/2010.
 MASETO, Marcos. Didática: aula como centro. FTD.
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Breve resumo da biografia de Getúlio Vargas apresentada ao alunos do Ensino Médio
Profissionalizante Técnico em Vendas.
Foi usada a linha do tempo para que os alunos pudessem se situar melhor no tempo que
seria estudado.
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PLANO DE AULA – REGÊNCIA
 Instituição: Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos
 Ano: 2015
 Semestre: 2°semestre
 Turno: Matutino
 Disciplina: História
 Série: 3°Ano do Ensino Médio Profissionalizante Técnico em Vendas
 Tempo: 1 hora e 40 minutos
 Data: 02/09/2015
 Professora Titular: Maria do Socorro Alves Candolini
 Professora de Estágio: Simone Luz da Silva
 Professora Estagiária: Dayana de Souza Santos
Tema
 A Guerra Fria
Conteúdo
 Divisão da Alemanha
 Plano Marshall
 Criação da ONU
 Corrida Armamentista
 Corrida Espacial
 Guerra da Correia
 Fim da Guerra
Conceito
 Processo Histórico; Tempo; Memória
Expectativas de Aprendizagem ou Objetivos
 Apresentar conteúdo, reforçando aspectos importantes que o aluno compreenda como
ocorreu o processo histórico demonstrando participação em sala de aula.
 Contextualizar a guerra fria entre os EUA e URSS.
 Analisar os avanços da Guerra Fria relacionando os avanços ocorridos.
 Discutir o fim do conflito e suas consequências e as mudanças que ocorreram.
Habilidades
 Compreender a formação das alianças e conflitos no contexto de disputa por hegemonia.
 Comparar os movimentos sociais que contribuíram para as mudanças em processos de
disputa pelo poder.
 Entender como se deu o processo da guerra fria em seu contexto ideológico.
Metodologia:
1°Momento: A aula se iniciará cumprimentando todos os alunos com Bom Dia,
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apresentando o conteúdo que será abordado durante a aula, onde será feita através de
slides. Fazer uma breve retomada das consequências deixadas pela segunda guerra
mundial, para a partir disso expor os objetivos propostos para a aula.
2° Momento: Situar os alunos no conteúdo, buscando a participação dos mesmos sobre o
conteúdo lembrando que eles terão como material de apoio o próprio livro didático.
Apresentar o conteúdo explicando a divisão da Alemanha, fazendo análise de imagens,
com a construção do muro de Berlim, o que foi o Plano Marshall, como surgiu à criação
da ONU e o que a mesma buscava.
3°Momento: Explicar o que foi a corrida armamentista, e o que visava à corrida espacial,
logo após falar da guerra da Coreia, onde a guerra fria passava por um dos seus períodos
mais críticos, e como aconteceu o fim da guerra fria.
4°Momento: Retomada rápida de todo o conteúdo explicado, esclarecendo dúvidas que
surgiram durante as explicações e conclusões finais.
Recursos
 Humano: professor, alunos.
 Didáticos: Data show (slides, imagens, cartografia), computador, laser.
Avaliação
 Serão avaliados continuamente durante toda a aula, observando a participação de todos,
será aplicada uma atividade contendo questões objetivas e discursivas que terá como
peso o valor de 5,0 pontos, onde será corrigida e depois devolvida aos alunos.
Referências Bibliográficas
 ALVES, Alexandre. Conexões com a História. 3º ano. 1ª ed. São Paulo: Moderna,
2010.
 BARBOSA, Elaine Senise. Coleção Panorama da História.
2005.
Curitiba: Positivo,
 COTRIM, Gilberto. História Global. 3° ano. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
 GOIÁS, Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação, Goiânia, Seduc,
2012.
 HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo:
Cia de Letras, 1995, p. 223-228.
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Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos
Jussara, 02 de setembro de 2015.
Disciplina: História
Série: 3°ano Médio Técnico em Vendas
Professor Titular: Maria do Socorro Alves
Professora de Estágio: Simone Luz da Silva
Professora de Estágio: Dayana de Souza Santos
Aluno (a)______________________________________________Nº __________
Valor 5,0 Nota ____________
ATIVIDADES AVALIATIVAS
1-Guerra Fria foi o nome dado a um conflito após a Segunda Guerra Mundial
(1945) envolvendo dois países que adotavam sistemas político-econômicos opostos:
capitalismo e socialismo. Os dois países protagonistas da Guerra Fria são: (0,5 pt)
a) Estados Unidos e Japão.
b) Inglaterra e União Soviética.
c) União Soviética e Itália.
d) Estados Unidos e União Soviética.
2. Qual das alternativas abaixo explica melhor a expressão "Guerra Fria”. (0,5 pt)
A - Guerra entre EUA e URSS, onde as batalhas ocorreram em áreas de clima frio.
B - Guerra ocorrida na década de 1950, entre EUA e URSS, em que ocorreu uso de
armas nucleares.
C- Disputa ideológica entre os Estados Unidos (capitalismo) e a URSS (socialismo)
sem guerras de fato, ou seja, sem embate militar direto entre os dois países.
D - Disputa ideológica entre Alemanha e Inglaterra, durante a Segunda Guerra
Mundial.
3. Um dos símbolos da Guerra Fria foi a construção do Muro de Berlim. Qual
das alternativas abaixo explica a existência desse muro? (0,5 pt)
A - O Muro de Berlim foi construído na década de 1940 para impedir a invasão da
capital alemã pelo exército aliado.
B - O Muro de Berlim foi uma linha imaginária para dividir as duas Alemanhas
(uma socialista e outra capitalista).
C - Em 1961 foi construído o Muro de Berlim, para dividir a Alemanha em duas
partes: uma capitalista e outra socialista.
D - O Muro de Berlim foi construído, com financiamento soviético, ao redor da
cidade para proteger a capital alemã da influência capitalista.
4. Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União
Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (...)
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dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70.
Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação
internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS. (0,5 pt)
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1995).
O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como
aquele momento histórico em que houve:
a) Corrida armamentista entre as potências imperialistas européias ocasionando a
Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista, durante
os anos 30.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências
orientais, como a China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra
Mundial.
5- Estudamos em nossas aulas a Guerra Fria de 1945 a 1991, e para responder
as questões seguintes será necessário você fazer uma análise da charge abaixo que
está retratando este conflito. (2,0 pts)
a) Refletindo sobre o contexto da Guerra Fria, a quem os dois homens estariam
representando?
b) Sobre o que eles estão sentados?
c) Qual o sentido crítico desde elemento na charge?
d) Qual o significado da “queda de braço” e do dedo em posição de “apertar o
botão”?
http://historiaporimagem.blogspot.com.br/2011/08/guerra-fria-em-charges.html
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6- Depois de estudarmos sobre a Guerra Fria, discorra sobre as principais
características da mesma, abordando o que a caracterizou. (1,0 pt)
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Mapa mundi usado para que chamasse a atenção dos alunos em localizar os Estados
Unidos e União Soviética, havendo a participação de todos.
Apresentação das características dos países que seriam trabalhados sendo eles,
Estados Unidos e União Soviética, explicando para eles a diferença entre eles pois um
era capitalista e o outro socialista.
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Foi trabalhado o conceito de Guerra Fria e explicado o motivo de receber esse nome.
Foi apresentado também aos alunos o conceito histórico da Guerra Fria.
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
CÂMPUS JUSSARA
LICENCIATURA EM HISTÓRIA
OFICINA PARA ENEM E VESTIBULAR 2015
JUSSARA - GO
2015
102
Dayana de Souza Santos
Elizangela Marcelina de Araújo
Jeniffer A. de Oliveira
Juliana Vieira Marques
Késsia Aparecida Camelo
Maria Aparecida de Oliveira
Maria Margarida Gonçalvez Barbosa
Nayrhainne Sousa Duarte
Paulo Ricardo P. da Cruz
Sheila Aparecida Alcântara Barros
Suelma de Jesus Gonçalves
Tayana de Souza Santos Martins
OFICINA PARA ENEM E VESTIBULAR 2015
Trabalho elaborado para fins de avaliação
parcial nas atividades curriculares do Estágio
Curricular Supervisionado Obrigatório II, sob
orientação da professora Simone Luz da Silva.
Jussara – GO
2015
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TEMA: (OEVE) OFICINA PARA O ENEM E VESTIBULAR 2015
JUSTIFICATIVA
A Oficina de Estágio do quarto ano estabelece que façamos um trabalho voltado
para o ENEM e Vestibular, com o tema: VII Oficina para ENEM e Vestibular 2015. Para a
realização desta oficina foram escolhidos alguns eixos temáticos e conteúdos para serem
trabalhados durante um dia na Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Jussara. Na
Ocasião, foram escolhidos dois eixos temáticos, sendo o primeiro denominado:
“Movimentos Revolucionários” subdividido em dois conteúdos: Questão Racial no século
XX; Movimentos Revolucionários Ambientais a partir de 1970. O segundo eixo temático
denominado “As Grandes Guerras do Século XX”, foi subdividido em três conteúdos:
Primeira Guerra Mundial; Segunda Guerra Mundial; Guerra Fria. A intenção com esta
oficina é complementar os conhecimentos dos alunos concluintes de Ensino Médio e
garantir que estes tenham o melhor desenvolvimento possível em suas notas do ENEM e
também dos vestibulares. Para os estagiários professores, este trabalho representa uma
importante etapa do seu processo de formação intelectual. Além disso, é uma etapa do
Estágio II, que visa cumprir 50 horas de carga horária.
Dentro do primeiro eixo “Movimentos Revolucionários”, tem-se dois temas. O
primeiro visa discutir as Questões Raciais no Brasil do século XX, que fazem referência ao
problema social da escravidão negra, seja física ou ideológica, e às necessidades de se criar
um novo sistema de proteção legal dessa parcela da população que mais cresce atualmente.
Além disso, espera-se que este trabalho possa demonstrar a necessidade da criação de
políticas públicas e afirmativas.
Na história do Brasil, percebe-se que foram criadas várias leis sobre a questão
racial. Dentre elas, a lei Feijó de 1831 que proibia o tráfico negreiro, a lei Eusébio de
Queirós de 1850 que proibia o comércio de escravos destinado a abastecer o mercado
brasileiro. Também existia a lei do Ventre Livre de 1871 que concedia liberdade para os
filhos de escravos nascidos no Brasil; a lei dos Sexagenários de 1885, no qual propunha
que os escravos acima de 60 anos de idade fossem libertos. E por fim, a promulgação da lei
Áurea de 1888 que desestruturou o regime escravocrata empregado. Como pode-se
perceber, o escravo era legalmente considerado uma mercadoria. Até a Igreja Católica
tinha suas dúvidas se os escravos possuíssem ou não almas.
104
Isso não significa que a escravidão acabou, que não existe preconceito ou racismo.
Os negros que foram escravizados no período da colonização continuaram sofrendo
restrições, mesmo depois da criação dessas leis. Socialmente se tinha um grande problema
social, visto que os mesmos não eram aceitos de bom grado na sociedade brasileira, pelo
simples fato de ser negro era considerado preguiçoso, inferior, entre outros, dificultando
arrumar empregos e a interagir.
Percebe-se que a História e as Culturas Afro-brasileiras e africanas, precisam ser
protegidas e difundidas na sociedade, pois fazem parte da história do próprio Brasil. Uma
iniciativa em prol dessa questão veio no dia 09 de janeiro de 2003, quando foi publicada a
lei nº 10. 639/2003 que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-brasileiras
nas escolas brasileiras. A mera existência de uma lei não significa que a mesma será
cumprida. Apesar de sua grande importância, o assunto vinha sendo procrastinado dentro
das escolas, ora por falta de preparo e especializações nessa área para professores, ou por
falta de recursos e materiais. Mas certamente implicará em uma atenção maior sobre a
temática.
Até a Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu artigo 215, se compromete
na missão de proteger e divulgar a História desses povos que foram responsáveis pela
formação inicial do Brasil.
Art. 215 - O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos
direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e
incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
[...]
§º1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas
populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos
participantes do processo civilizatório nacional.
§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas
de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de
duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e
à integração das ações do poder público que conduzem à:
(Acrescentado pela EC 48/2005).
I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;
(Incluído pela EC 48/2005)
105
II -
produção,
promoção
e
difusão
de
bens
culturais; (Incluído pela EC 48/2005)
III - formação de pessoal qualificado para a gestão da
cultura em suas múltiplas dimensões; (Incluído pela EC 48/2005)
IV - democratização do acesso aos bens de cultura;
(Incluído pela EC 48/2005)
V - valorização da diversidade étnica e regional. (Incluído pela EC
48/2005)
(BRASIL,
<http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigobd.asp?item=%2
01940>. Acessado em 22/09/2014.).
Essas leis dão amparo para educadores ensinarem a diversidade na sala de aula. Isso
colabora para criar uma sociedade mais humana e aberta às diferenças culturais. Seria
também um meio de proporcionar uma abertura para novas histórias, uma alternativa
eficaz de combater a discriminação, o preconceito e o racismo.
Sabe-se que a sociedade está imbricada com vários arquétipos europeus
historicamente construídos, no entanto, estes dois textos oficiais dá abertura aos
professores para trabalharem em suas aulas fatores que venham despertar nos alunos o
conhecimento crítico, o respeito, além de desconstruir esse preconceito racial doentio visto
na sociedade contemporânea.
A segunda temática: “História Ambiental”, foi pensada para a oficina como uma
forma de colocar os alunos do Ensino Médio diante desta realidade que não é oferecida nas
escolas, mesmo sendo cobrados em Vestibulares e ENEM. Até pouco tempo as
preocupações, os debates e discussões sobre os aspectos ambientais do nosso planeta, eram
assunto importante somente para os cientistas naturais. Nas chamadas Ciências Humanas e
principalmente na História esse objeto de estudo parecia estar bem longe de seu interesse.
Mas por volta da década de 1960 a distância dos problemas naturais em relação às Ciências
Humanas começou a diminuir consideravelmente, até se fundirem formando um campo de
estudo consolidado e em crescimento, chamado de História Ambiental.
O polêmico poder destrutivo da ação humana despertou inúmeras reflexões e novas
conjecturas surgiram no cenário político, social, econômico e educacional do mundo. O
postulado de Marc Bloch nunca imaginaria ser acrescido de um novo elemento que se
tornaria importante para os historiadores – o ambiente. Assim, a História passa a estudar
não apenas as ações do homem no tempo, mas também sua interferência no espaço e/ou no
106
ambiente. Refletir sobre a emergência dessa nova forma do pensamento histórico, é
importante e necessária para melhor compreensão das pretensões da História Ambiental.
Para instigar o pensamento da importância da história ambiental na vida humana, e
em todos os outros aspectos citados acima, temos a pergunta de Donald Worster “Quantos
seres humanos a biosfera pode suportar sem entrar em colapso sob o impacto da poluição e
do consumismo?” (WORSTER, 1990, p. 24). Esse é sem dúvida o principal ponto de
partida para estabelecer análises.
Esse constante questionamento é preponderante na análise que está sendo
empreendida. Problematizar a ideia de colapso e destruição do planeta em que vivemos é
uma ação cada vez mais necessária e presente nas discussões realizadas em todo mundo. É
inegável o fim da humanidade decorrente dos problemas ambientais, o que implica na
necessidade e importância de investigação desse campo.
O segundo eixo “As grandes guerras do século XX”, possui duas temáticas:
Primeira e Segunda Guerra Mundial; Guerra Fria. A primeira temática “Primeira e
Segunda Guerra Mundial” visa discutir assuntos que podem ampliar a compreensão deste
contexto histórico, demonstrando que a história não pode ser entendida de outra forma a
não ser como um processo que acarreta consequências, mudanças e resignificações, que
permeiam em nossa atualidade. Na oficina mostraremos as principais causas da Primeira
Guerra Mundial e que acabou justificando o surgimento da segunda Guerra Mundial.
Enfocaremos como principal causa para o surgimento das grandes guerras a disputa
imperialista entre as potências do continente Europeu, ou seja, o conflito ocorreu em
função do choque de interesses econômicos e políticos entre os países do continente. As
superpotências europeias formaram alianças com o objetivo de unir forças para lutar em
prol de interesses econômicos e políticos. Os países que participaram das duas grandes
guerras globais foram: Sérvia, Rússia, França, Bélgica, Inglaterra, Itália, Romênia e
Estados Unidos, esses países uniram forças formando a tríplice Entente.
E do outro lado tivemos mais países poderosos e imperialistas sendo: Império
Áustria-Hungria, Alemanha, Turquia e Bulgária esses países uniram forças para lutar nas
duas grandes Guerras Mundiais formando a Tríplice Aliança.
O estopim para o início da Guerra foi o chamado “crime de Sarajevo”, quando o
arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, e sua esposa foram
assassinados por um jovem nacionalista sérvio, dia 28 de junho de 1914. Este crime foi o
pretexto para que fosse acionada a política de alianças na Europa e, depois, outros países
do mundo entrassem em guerra.
107
A grande importância de se trabalhar a temática de “Primeira e Segunda guerra
mundial” é principalmente de colocar os alunos diante de uma realidade muito importante
que redefiniu partes dos limites territoriais em escala mundial emergindo uma nova
organização política.
Com a duração de cerca de seis anos (1914-1945) envolvendo vários países e com
algumas de suas causas originadas da primeira guerra mundial, a Segunda Guerra Mundial
foi um momento de grandes desastres com cerca de 55 milhões de mortes e prejuízos
incalculáveis. Os problemas aos quais estavam sendo impostos aos alemães pelo Tratado
de Versalhes que se originou na Primeira Guerra Mundial, a existência de Adollf Hitler
visto como o salvador para todos aqueles problemas econômicos e políticos da Alemanha
após a primeira guerra mundial, foram algumas das causas do surgimento da segunda
Guerra. “Já em 1931, Trotski havia predito: se Hitler assumir o poder, desencadeará uma
guerra contra a União Soviética” (MANDEL, 1986, p. 22). Mandel em seu livro O
Significado da Segunda Guerra Mundial trabalha todos os fatores que levaram a esta
guerra e mostra como descrito acima que o primordial foi o fato de Hitler conseguir
assumir o poder na Alemanha, principalmente por sua forma de governar.
Como ponto fundamental os fatores que levaram com que as rivalidades de Hitler e
os outros países como a Alemanha, se tornaram em dimensão mundial serão elencados
sendo que todos engendram as proporções que esta guerra chegou enfocando a questão dos
campos de concentração criados por Adolf Hitler, como uma das principais consequências
deste acontecimento histórico, e que nos possibilita mostrar os desfechos da sociedade
atual em torno dos resultados desse grande acontecimento.
A segunda temática: “A Guerra Fria”, tem por objetivo levar aos alunos um breve
conhecimento do que foi a Guerra Fria, suas causas e consequências. Tendo seu início com
o fim da segunda guerra mundial e a divisão de dois blocos econômicos de um lado a
URSS – com o regime socialista e do outro o EUA – com regime capitalista, será
trabalhada a corrida armamentista, corrida espacial a divisão da Alemanha com muro de
Berlim.
A guerra durou por cerca de 46 anos (1945 - 1991) tinha como objetivo a
dominação da economia, a conquista de novos territórios. O termo guerra fria não significa
que não houve confrontos assim como na primeira e segunda guerra mundial, pois dentro
desse contexto histórico houve vários confrontos armados causando mortes e destruição
que refletem até os dias atuais.
Serão elencados a rivalidade entre as duas potências e a proporção que findou esse
108
conflito acreditando ter contribuído para o aprendizado dos alunos que participarão do VII
OEVE- Oficinas para ENEM e Vestibular. E por fim acredita-se que este tema ajudará
bastante nas avaliações dos alunos que farão as provas do ENEM e de Vestibulares para
ingressar em cursos superiores, sendo que serão trabalhados como já dito atividades
abordando os pontos mais importantes deste processo, fazendo assim com que eles já
tenham uma experiência prática na resolução dessas atividades em data anterior as
avaliações.
OBJETIVOS
Por meio desta oficina, objetiva-se no geral, trabalhar alguns assuntos relevantes
dentro da História. Especificamente, espera-se:
 Proporcionar ao aluno um momento de reflexão sobre as práticas racistas da
sociedade brasileira;
 Compreender a persistência do racismo no Brasil como fenômeno historicamente
ativo na sociedade;
 Refletir sobre a importância dos movimentos negros na luta pelo reconhecimento
cultural e valorização de sua identidade racial;
 Problematizar a necessidade da criação das políticas de ações afirmativas;
 Desenvolver capacidades críticas contrárias ao racismo e o preconceito.
 Apresentar a importância da História Ambiental para compreensão da relação
homem X natureza.
 Caracterizar a importância do campo de História ambiental para o enriquecimento
das discussões históricas contemporâneas.
 Conceituar as contribuições que a História pode fornecer no tocante a solução dos
constantes problemas ambientais que emergem na sociedade atual.
 Conscientizar os alunos sobre os impactos gerados pelo modo de produção
capitalista na natureza.
 Promover uma análise sobre o processo de criação do Partido Verde no Brasil como
um importante movimento político que incorporou as preocupações ambientais a
partir da década de 1980.
 Identificar as principais conferências ambientais que influenciaram os movimentos
ambientais no Brasil e no mundo.
109
 Desenvolver uma consciência histórica ambiental, visando quebrar os paradigmas
que antagonizam homem e natureza.
 Perceber a influência do imperialismo no contexto da Primeira Guerra Mundial
(1914-1918).
 Caracterizar os fatores que levaram ao início da Primeira Grande Guerra em 1914.
 Explicar as principais consequências das duas grandes guerras.
 Esclarecer o que foi o Imperialismo e qual foi à contribuição deste para “A Primeira
e Segunda Guerra Mundial”.
 Discutir a existência dos campos de concentração e quais os estragos causados por
estes durante a Segunda Guerra Mundial.
 Apresentar o tema, reforçando aspectos importantes para que o aluno compreenda
como ocorreu o processo histórico da guerra fria.
 Conceituar a guerra fria entre as superpotências EUA e URSS.
 Compreender os movimentos sociais que contribuíram para as mudanças em
processos de disputa pelo poder.
 Explicar como se deu o processo da guerra fria em seu contexto ideológico.
 Discutir o fim do conflito e suas consequências e as mudanças que ocorreram.
CONTEÚDOS
 Movimentos Revolucionários Sociais.
o Questão Racial no Brasil no Século XX;
- Política de ações afirmativas.
- Frente Negra Brasileira.
- O resgate da identidade negra pela educação.
o Movimentos Revolucionários Ambientais a partir de 1970;
- As contribuições da História Ambiental para o alargamento das discussões
históricas contemporâneas.
- A criação do Partido Verde no Brasil na década de 1980 e seus impactos
políticos e sociais.
- A importância da conscientização histórico ambiental para a concepção
homem integrante da natureza.
110
 As Grandes Guerras do século XX:
o Primeira e Segunda Guerra Mundial;
- Causas da Primeira Guerra Mundial;
- Práticas Imperialistas;
- Causas da Segunda Guerra Mundial;
- Consequências das duas grandes guerras;
- Campos de Concentração;
o Guerra Fria;
- Divisão da Alemanha;
- Criação da ONU;
- Corrida Armamentista;
- Corrida Espacial;
- Fim da Guerra;
METODOLOGIA
A metodologia proposta para a execução da oficina será diversificada e visará
sempre conseguir uma aprendizagem significativa e proficiente. Neste trabalho, os
acadêmicos estagiários terão uma grande responsabilidade, pois serão aplicadas oficinas do
VII OEVE (Oficina para Enem e Vestibular), para os alunos do Ensino Médio das escolas8
pertinente a Subsecretaria Regional de Educação de Jussara. Estas oficinas serão de grande
importância para os alunos, pois através delas será realizado um estudo de assuntos
históricos e atuais que podem estar nas provas de vestibulares e do Enem do decorrente
ano.
Desse modo, serão aplicadas questões que serão analisadas junto com os discentes.
Cada grupo de estagiários desenvolverá um eixo em particular, e neste caso específico, o
grupo composto por Jeniffer Amaral, Paulo Ricardo e Suelma de Jesus desenvolverá a
temática: Questão Racial no Brasil no Século XX. Para isso, o uso de imagens será um
8
Colégio Estadual Alfredo Nasser (Britânia) – 10 vagas; Colégio Estadual Dom Bosco – 30 vagas;
Colégio Estadual Francisco Modesto da Silva – 15 vagas; Colégio Estadual Gabriel José de Moura – 15 vagas;
Colégio Estadual Ilídia Maria Perillo Caiado – 15 vagas; Colégio Estadual Jandira Ponciano dos Passos – 10
vagas; Colégio Estadual Marechal Ribas Junior – 10 vagas; Colégio Estadual Marechal Rondon – 05 vagas;
Colégio Estadual Pedro Ludovico Teixeira – 30 vagas; Colégio Estadual Alfredo Nasser (Novo Brasil) – 25
vagas; Colégio Estadual Bacilândia – 05 vagas; Colégio Estadual José Dilma – 05 vagas.
111
recurso didático importante. A imagem é uma forma de representar e explicar através da
visão elementos históricos para os discentes atuais, que estão cada vez mais envolvidos nos
recursos tecnológicos e audiovisuais.
As questões serão contextualizadas de acordo com a temática proposta,
problematizando os movimentos negros na busca pelo reconhecimento de sua identidade
racial e importância cultural. Diante disso a pesquisa de Mário Theodoro nos diz:
Para enfrentar a desigualdade e a discriminação racial, as políticas
universais devem ser complementadas com outras de cunho mais
específicos: as ações afirmativas. As ações afirmativas constituem uma
nova geração de políticas sociais cujo objetivo é o enfrentamento de
desigualdades causadas pelo preconceito e pela discriminação
(THEODORO, 2010, p. 17).
Por meio dessa citação vemos que as ações afirmativas são extremamente
importantes porque visam abrir um espaço necessário para uma população que durante o
período de sua trajetória de vida, seu acesso social foi impedido pelo preconceito e a
discriminação racial. Assim constitui o mecanismo de equalização de oportunidades em
uma sociedade que viveu marginalizada durante boa parte da história.
Outra questão importante de ser destacada é a desigualdade social que fica em
evidencia. É visto a discriminação em diversas áreas, mas principalmente quando nos
referimos a área educacional, os negros geralmente tem menos estudos do que os brancos.
Nos dados do Ipea, vemos que:
A população negra tem, em média, quase dois anos a menos de estudo
que a população branca (8,3 anos contra 6,6 anos); o percentual de
analfabetismo entre os negros é mais que o dobro do que entre os brancos
(13,6% contra 6,2%) (THEODORO, 2010, s/p).
A partir disso vemos que a discriminação racial a cada dia alimenta a desigualdade
de classe no Brasil. Como podemos perceber, a população negra vive em desvantagem em
relação à população branca, isso em trabalhos, estudos e outros. Por exemplo, os jovens
estudantes sofrem com o racismo nas escolas, e por terem que trabalhar na maioria das
vezes, eles não conseguem elevar seus estudos.
Essa também é uma das propostas para os discentes durante o desenvolvimento da
oficina. Além disso, será proposta uma questão voltada para tais ações afirmativas. Vale à
pena ressaltar que no Brasil, um dos principais instrumentos da política de ações afirmativa
é o programa de cotas para estudantes negros, levando estes às universidades. Assim as
112
costas funcionam como um amplificador de oportunidade. Isso nos mostra que tais ações
são fundamentais para a sociedade. Dessa forma o principal objetivo é a socialização e
integração, com os discentes para que estes compreendam as questões ou movimentos
raciais do século XX que fizeram a diferença na sociedade. Para melhor compreensão
organizacional da oficina, determinaremos os seguintes momentos:

1° momento: Será feita a introdução da oficina, contendo a apresentação do tema e
sua relevância social. A introdução será seguida de uma discussão sobre o tema de
questão racial no século XX no qual este proporcionará o levantamento de
conhecimento prévio dos alunos, sobre o referido conteúdo. Dessa forma o recurso
de imagens em slides será explorado nessa parte da oficina, constituindo outra
importante ferramenta pedagógica e didática para a compreensão e a aprendizagem
significativa.

2° momento: O segundo momento será aplicada as questões propostas aos alunos
para que estes iniciem suas reflexões sobre o tema abordado, e assim possam
responder de modo satisfatório, e para que teste seus conhecimentos de modo a
prepará-los para as questões do Enem e Vestibular.

3° momento: Será destinada à finalização das discussões, socializando as questões
respondidas pelos alunos. Este momento será muito importante porque retomará a
importância dos principais processos, leis e movimentos voltados a questões raciais
e de que forma isso foi visto e efetivado no século XX, colaborando para o
enfraquecimento do racismo.
Em consonância com o primeiro Eixo temático designado como: “Movimentos
Revolucionários sociais” faz-se necessário a abordagem dos conteúdos que apresentam a
incorporação dos assuntos ambientais no campo de pesquisa histórico. Essa abordagem
constitui-se como, embora recente, um importante campo da História contemporânea – A
História Ambiental. Dessa forma os movimentos revolucionários ambientais consolidados
a partir da década de 1970 serão contemplados nas discussões históricas empreendidas na
presente oficina, com o intuito de alargar e enriquecer os debates históricos da
contemporaneidade.
A importância da escolha e incorporação desse conteúdo na presente oficina é
facilmente justificada e compreendida se levarmos em consideração o caráter emergencial
da necessidade de conscientização ambiental que precisamos. Com a intensificação dos
113
desastres ambientais, e principalmente a desenfreada exploração capitalista dos recursos
naturais do planeta, a História não pode omitir-se dessa responsabilidade social.
É com esse objetivo que se pretende apresentar e analisar a emergência e
consolidação do recente campo de História Ambiental. Uma das principais características
de seu surgimento pode ser assim caracterizada: Mediante as efervescências e debates
acalorados que envolveram a temática ambiental ao nível mundial a partir da década de
1970, as “rotuladas” ciências humanas, não puderam mais se omitir. Tornou-se inegável
para as humanidades e principalmente para a História analisar a delicada relação
homem/natureza, uma vez que os problemas ambientais assolaram de forma preocupante
as estruturas do globo.
O polêmico poder destrutivo da ação humana despertou inúmeras reflexões e novas
conjecturas surgiram no cenário político, social, econômico e educacional do mundo. O
postulado de Marc Bloch nunca imaginaria ser acrescido de um novo elemento que se
tornaria importante para os historiadores – o ambiente. Assim, a História passa a estudar
não apenas as ações do homem no tempo, mas também sua interferência no espaço e/ou no
ambiente. Refletir sobre a emergência dessa nova forma do pensamento histórico é,
portanto, de imprescindível importância para a preparação dos jovens para o exercício da
cidadania e da realização do Enem e Vestibulares, uma vez que no seu atual formato
incorpora todos os problemas contemporâneos que vivenciamos.
Mediante essas características, a presente oficina, que será realizada pelas
acadêmicas Nayrhainne Souza Duarte, Sheila Aparecida Alcântara Barros e Maria
Aparecida de Oliveira, buscar-se-á analisar, refletir, problematizar e apresentar a
importância da História ambiental para as discussões históricas e os movimentos
revolucionários sociais que abordaram as questões ambientais a partir de 1970 no Brasil.
Um recorte necessário de abordagem dará ênfase para a criação do Partido Verde
(43) brasileiro na década de 1980. Criado por Fernando Gabeira e companhia, o Partido
Verde é a principal representação política oficial das questões ambientais em nossa
conjuntura. Seu processo de criação é um importante aspecto de análise, uma vez que
interrelaciona inúmeros debates políticos e sociais no Brasil.
Partindo
dessas
premissas
a
oficina
que
contemplara
os
Movimentos
Revolucionários Ambientais no Brasil a partir de 1970, ministrado pelas acadêmicas
Nayrhainne Duarte, Sheila Aparecida e Maria Aparecida será organizado em quatro
momentos distintos, no intuído de cumprir com eficiência os objetivos propostos.
Utilizando uma metodologia diversificada, todos os recursos serão amplamente destinados
114
a eficaz aprendizagem dos discentes, principalmente para a resolução das atividades
propostas ao término da oficina. Dessa forma os momentos ficarão assim dispostos:
 1° momento: O primeiro momento, intitulado como: “As contribuições da História
Ambiental para o alargamento das discussões históricas contemporâneas”, será
destinado a introdução do conteúdo, bem como um breve levantamento do possível
conhecimento prévio que os discentes podem possuir. Essa etapa é fundamental
para que os discentes compreendam do que se tratará a oficina a ser ministrada e
principalmente incorporem os seus conhecimentos para a promoção de uma
aprendizagem significativa, contextualizada e que possua sentido para eles. Toda a
introdução será exposta com a preocupação de que os discentes compreendam ao
certo o que é História Ambiental e porque essa temática foi selecionada no lugar
dos tradicionais conteúdos históricos. Durante esse processo, que será ministrado
pela acadêmica Nayrhainne Duarte, será utilizada a projeção de slides, para que
imagens e fragmentos de textos sejam analisados com eficiência promovendo um
instigante debate sobre os polêmicos temas ambientais. Tempo previsto: 10
minutos
 2° momento: O segundo momento, intitulado como: “A criação do Partido Verde
no Brasil na década de 1980 e seus impactos políticos e sociais”, constituíra-se pelo
aprofundamento e análise no recorte temático selecionado dos movimentos
revolucionários ambientais no Brasil. Para isso será analisado a criação do Partido
Verde brasileiro na década de 80, bem como quais eram as relações da política
brasileira desse período com as questões ambientais, como o povo brasileiro se
organizava para lutar em prol da conscientização ambiental e se é que existia esse
interesse. Dentro dessa perspectiva será empreendida uma breve discussão sobre
como modo de produção capitalista se relaciona com o contexto político para a
criação desse partido e dos movimentos ambientais desse período. Essa etapa, que
será ministrada pela acadêmica Maria Aparecida de Oliveira, também será efetuada
através de slides, que contemplaram os conceitos abordados. Tempo previsto: 10
minutos.
 3° momento: O terceiro e penúltimo momento da presente oficina temática,
intitulado como: “A importância da conscientização histórico ambiental para a
concepção homem integrante da natureza”, se constituíra através da conclusão geral
do conteúdo abordado, enfatizando a atualidade desses movimentos ambientais e a
115
importância da construção de uma educação histórica que desperte uma
conscientização ambiental para o complemento da cidadania. Essa etapa será
ministrada pela acadêmica Sheila Aparecida e estimulará a efetiva participação dos
discentes, visando o diagnóstico e a avaliação oral do trabalho realizado. Essa etapa
é preponderante para o processo de avaliação do trabalho desempenhado pelas
estagiárias e principalmente para o processo de reflexão sobre a importância do
ensino de história. Tempo previsto: 10 minutos.
 4° momento: o quarto e último momento, após a conclusão empreendida
anteriormente, se pautará na leitura reflexiva e apresentação das duas questões
objetivas que contemplam o modelo do Enem e dos Vestibulares para que os
discentes possam responder. As questões serão refletidas e analisadas, visando o
sucesso nas avaliações externas e a aprendizagem dos discentes. Após a resolução
das atividades será feita a correção de ambas. Nessa etapa, por constituir-se como o
fechamento do trabalho proposto, tanto a apresentação das atividades elaboradas,
quanto sua correção será empreendida em conjunto pelas três acadêmicas
responsáveis: Nayrhainne Duarte, Sheila Alcântara e Maria Aparecida de Oliveira.
Tempo previsto: 15 minutos, sendo 5 minutos para resolução e 10 minutos para a
leitura e correção.
O conteúdo de Primeira e Segunda Guerra Mundial que será trabalhado em forma de
questões, com estruturas semelhantes às dos vestibulares e do ENEM visará dar um
entendimento da localização espacial e temporal deste acontecimento, assim como
esclarecer-lhes as causas, desenvolvimento e resultados das duas grandes guerras.
O motivo era que essa guerra, ao contrário das anteriores tipicamente
travados em torno de objetivos específicos e limitados, travava- se por
metas ilimitadas. Na era dos impérios a políticas e a economia se haviam
fundido. A rivalidade política internacional se modelava no crescimento e
competição econômicos, mas o traço característico disso era precisamente
não ter limites (HOBSBAWN, 1995, p. 37).
Consideradas como as maiores guerras ocorridas no mundo em um período que ocorre
de 1914 a 1945, o discentes irão abordar alguns pontos sobre a primeira e segunda guerra
mundial, sabemos que essas guerras se derivaram de alianças, nas quais a segunda guerra é
consequência da primeira iremos abordar assim o estopim da guerra, o desenvolvimento e
as consequências.
Pensando no conteúdo escolhido sobre a Primeira e Segunda Guerra Mundial de 1914-
116
1945. Como são 45 minutos para ministrar o conteúdo referente ao tema escolhido pelas
acadêmicas estagiárias, pensamos na seguinte maneira. Trabalharemos com três momentos,
sendo:

1° momento: Iniciaremos apresentando as professoras estagiárias para os alunos,
assim como o tema que será trabalhado “Primeira e Segunda Guerra mundial”.
Faremos a introdução do conteúdo falando sobre a relevância deste tema na
sociedade. E abordaremos em aspectos gerais as causas e consequências da
Primeira e Segunda Guerra mundial.

2° momento: Faremos a discussão do conteúdo, neste momento utilizaremos
slides, imagens e um vídeo que abordarão os temas selecionados dentro da Primeira
e Segunda Guerra Mundial (1914- 1945). Abordaremos especificamente a questão
do Imperialismo, como uma das causas da Guerra e como uma das consequências
os campos de concentração. Esclareceremos o que foi o Imperialismo e qual foi à
contribuição do Imperialismo para “A Primeira e Segunda Guerra Mundial”. E
consequentemente o que eram os campos de concentração e quais os estragos
causados por estes durante a Segunda Guerra Mundial.

3° momento: Iniciaremos a leitura das duas questões abordadas, permitindo que os
alunos reflitam sobre a explicação do conteúdo apresentado durante a aula, os
alunos terão 10 minutos para responderem as duas questões, após o término às
professoras estagiárias farão a discussão das atividades com os alunos realizando
assim a correção das perguntas.
As acadêmicas estagiárias, Dayana, Elisangela e Tayana do 4° ano de Licenciatura
em história da UEG- Câmpus Jussara trabalharão a temática Guerra Fria na VII OEVE,
tendo como público alvo os alunos dos terceiros anos do ensino médio de Jussara e cidades
vizinhas, com o intuito de colaborar com a aprendizagem dos mesmos.
Tendo em vista o cenário após a Segunda Guerra Mundial com a decadência
das grandes potências européias, o capitalismo mundial foi ocupado pelos EUA (Estados
Unidos da América), que financiou boa parte da recuperação econômica dos países
europeus mantendo-os assim sob seu domínio. Já a URSS (União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas) também destruída economicamente pela guerra, rejeitou a ajuda
financeira oferecida pelo governo dos Estados Unidos, liderando assim o bloco dos países
socialistas. E assim Estados Unidos e União Soviética tornaram os grandes líderes
117
mundiais do pós-guerra.
De acordo com Hobsbawm apesar da Guerra Fria não ter sido um fato só:
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não
formam um período homogêneo único na história do mundo” (HOBSBAWM, 1995, p.
223). Desse modo, se torna importante a compreensão das alianças formadas, dos conflitos
na disputa por hegemonia, dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças na
disputa do poder e das consequentes alterações que ocorreram para o fim do processo
ideológico.
As estagiárias responsáveis por essa temática irão trabalhar da seguinte forma:

1° momento: A oficina se iniciará cumprimentando todos os alunos com Boa
Tarde, apresentando o tema que será trabalhado, onde será feita através de slides.
Fazer uma breve retomada das consequências deixadas pela segunda guerra
mundial, para a partir disso expor os objetivos propostos para a oficina.

2° momento: Situar os alunos no conteúdo, lembrando que eles terão como
material de apoio, uma apostila. Apresentar o conteúdo explicando a divisão da
Alemanha, fazendo análise de imagens, com a construção do muro de Berlim, o que
foi o Plano Marshall, como surgiu à criação da ONU e o que a mesma buscava.

3° momento: Explicar o que foi a corrida armamentista, e o que visava à corrida
espacial, logo após falar da guerra da Coréia, guerra do Vietnã entre outros
conflitos que também serão abordados, onde a guerra fria passava por um dos seus
períodos mais críticos, e como aconteceu o fim da guerra fria. E por fim fazer a
retomada rápida de todo o conteúdo explicado, aplicação das atividades da apostila
em que nesse momento os alunos terão oportunidades de esclarecer as dúvidas que
surgirão durante as explicações e conclusões finais.
RECURSOS

Humano:
o Professora de Estágio: Simone Luz da Silva;
o Professores Estagiários:

Dayana de Souza Santos;

Elizangela Marcelina de Araújo;
118


Jeniffer Amaral de Oliveira;

Juliana Vieira Marques;

Késsia Aparecida Camelo

Maria Aparecida de Oliveira;

Maria Margarida Gonçalvez Barbosa;

Nayrhainne Sousa Duarte;

Paulo Ricardo P. da Cruz;

Sheila Aparecida Alcântara Barros;

Suelma de Jesus Gonçalves;

Tayana de Souza Santos Martins;
Didáticos:
o Data show (slides, imagens, charges, cartografia), computador, laser, caixa de
som.
PÚBLICO ALVO
 Alunos 3° ano Ensino Médio da Subsecretaria Regional de Educação de Jussara;
CRONOGRAMA
DIA
Atividades executadas – Total de 50 horas.
Orientação: 20 horas;
Planejamento e Correções: 25 horas;
Aplicação: 5 horas;
10 de agosto
Organização das temáticas por partes dos
acadêmicos e da professora orientadora de estágio.
Momento
em
que
elencamos
temáticas,
e
escolhemos quais conteúdos seriam trabalhados na
VII Oficina de ENEM e Vestibular 2015.
24 de agosto
Era prevista a entrega do projeto, no entanto
não foi possível, devido às ideias trazidas pelos
acadêmicos de extinguir alguns eixos temáticos para
melhor atender a demanda da oficina, reorganizando
119
os grupos em duplas nas quais seriam locada cada
dupla com um eixo temático. Permitindo assim uma
melhor organização para o dia da aplicação da
oficina.
29 de setembro
Reunião dos acadêmicos na unidade para
elaboração e organização do projeto. O qual seria
entregue posteriormente para correções.
01 de setembro
Orientações na universidade no período
noturno para a correção do projeto, e também para
confecção da apostila que seria usada pelos alunos
do 3° ano do ensino médio.
14 de setembro
Entrega do projeto
correções
e
sugestões
com
de
as
primeiras
melhoramentos.
Orientações sobre a oficina e de como deveríamos
organizar o material a ser trabalhado no dia 06 de
outubro de 2015 (dia da aplicação da oficina).
21 de setembro
Orientação para finalização do projeto que
estava em andamento. Avisos sobre a quantidade de
alunos que viriam e de quais cidades, e organização
da capa da apostila que será disponibilizada para os
alunos no dia das atividades da oficina.
28 de setembro
Simulação da oficina, momento em que
demonstramos todos os materiais que seriam
trabalhados na oficina, como slides, imagens,
charge, vídeo, atividades e domínio de conteúdo.
05 de outubro
Trabalho
Coletivo
e
organização
dos
trabalhos finais.
06 de outubro
Está
prevista
a
execução
da
oficina,
momento em que colocaremos em prática tudo que
organizamos e planejamos. Após a oficina reunimos
juntamente com a professora para a realização da
auto avaliação.
120
CONCLUSÃO
Assim, está oficina, além ser uma atividade curricular do quarto bimestre
desenvolvida pelos acadêmicos do Estágio Supervisionado II, deve ser entendido também
como um importante mecanismo de ensino a ser empregado no VII OEVE da UEG,
Câmpus Jussara, que proporcionará ao aluno um momento de reflexão histórica sobre sua
matriz cultural e desenvolver a alteridade.
Diante das necessidades de formar uma boa compreensão por parte dos discentes
sobre as questões raciais do Brasil no século XX, esta oficina demonstrou a importância
das lutas dos negros para conseguir resgatar sua identidade na sociedade brasileira, pois
após serem escravizados por mais de três séculos e conseguir sua liberdade ainda não
conseguiram o respeito necessário para viver com dignidade.
Visando promover maior igualdade social, o governo vem trabalhando as tentativas
de implantar as políticas de ações afirmativas, sendo que estas visam ampliar as
possibilidades de se ter chances maiores para os negros conseguirem ter as mesmas
oportunidades que os brancos, sendo nas cadeiras de uma universidade ou em uma loja
vendendo veículos de luxo.
Para isso foi citado também à necessidade de se trabalhar a lei 10.639/2003, que é
mais uma tentativa de acabar com o racismo na nossa sociedade, pois é a partir desta que
se tornou obrigatória a inserção da cultura afro-brasileira e africana nos currículos
escolares, reconhecendo as diversidades culturais da população brasileira. Desta forma, os
professores tem um amparo legal para trabalhar com seus discentes as diferenças da
sociedade, sendo que deve ser explicado e ensinado a necessidade de aceitar as diferenças
e de respeitar o outro.
Sabemos que as questões raciais do século XX é um assunto muito interessante e
muito citado no ENEM, nos vestibulares do país. Por este motivo os estagiários
desenvolveram esta oficina, trabalhando esta temática de forma esclarecedora e ampliada,
a fim de sanar as dúvidas e possibilitar mais conhecimentos para os novos vestibulandos.
Outro importante elemento que deve ser analisado no novo modelo de acesso
fornecido a educação superior no Brasil, o ENEM, é seu caráter pragmático,
contemporâneo e inovador. Todos os modelos dos últimos anos de avaliação apresentam
abordagens extremamente relacionadas com o contexto social, cultural, histórico em que a
sociedade brasileira está inserida nos dias atuais. Mediante esse caráter, a oficina que
121
contempla os inovadores temas ambientais no contexto histórico, é preponderante para
preparar os discentes referentes aos temas ambientais que possivelmente serão assunto do
ENEM e Vestibulares 2015.
Os problemas ambientais, as catástrofes naturais, principalmente os meios de
produção capitalistas desordenados, o medo e incertezas sobre os rumos da vida no planeta
Terra em constante destruição, transformaram os temas ambientais em figurinhas
carimbadas nas últimas avaliações. Essa abordagem é de suma importância, não somente
no processo estreitamente avaliativo, mas também na promoção de um ensino de história
cada vez mais condizente com as necessidades humanas atuais, contextualizado, vivo e
produtor de conscientizações históricas que transformam a sociedade.
Diante da necessidade de compreender e auxiliar na formação de conhecimento dos
alunos que estão se preparando para efetuarem vestibulares e Enem, pensamos assim em
trabalhar com a temática Primeira e Segunda Guerra Mundial, na qual os alunos possam
compreender de que maneira ocorreu esse processo, conhecido como as duas Grandes
Guerras Mundiais.
Por isso trabalharemos com eles o início da Primeira e Segunda Guerra, as causas
dessas guerras, as consequências de maneira que faça o aluno compreender o processo
histórico que fizeram germinar as únicas guerras que aconteceram em nível mundial e
quais as suas contribuições para a sociedade em que vivemos. Sabemos assim que este
tema é muito trabalhado e discutido em questões de Enem e Vestibulares, por esse motivo
desenvolvemos essa temática ao qual trabalharemos visando à construção do conhecimento
do aluno.
Sempre pautados no clive de análises históricas reflexivas, faz-se extremamente
necessário
contemplar
os
acontecimentos
e
desmembramentos
históricos
que
desenrolaram-se posterior a Segunda Guerra Mundial. A segunda parte do século XX, com
o desenrolar da Guerra Fria revela elementos de análise que são fundamentais para que os
discentes compreendam com propriedade a estrutura social que eles vivem.
É através das reflexões históricas promovidas sobre esses elementos que podemos
compreender com eficiência o monopólio capitalista sobre os sistemas econômicos,
políticos e sociais do mundo. Compreender a emergência do imperialismo norteamericano, a expansão maciça do desenvolvimento tecnológico, industrial, bélico além dos
impactos ideológicos que se fazem presentes vivamente em todos os meandros sociais
cotidianos. Portanto, as reflexões promovidas sobre o desenrolar da Guerra Fria na história
da humanidade, assim como de todas as outras temáticas já elencadas, desempenham uma
122
função muito mais nobre e importante que a pragmática busca pela aprovação nos
vestibulares e no Enem. Todas as discussões, análises e reflexões aqui propostas visam
despertar uma consciência histórica, algo que realmente transforme o modo de enxergar e
compreender a vida prática desses alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BITTENCOURT, Circe Fernandes. Livros Didáticos de História: Práticas e Formação
Docente. In: SANTOS, Licínio de Castro Paixão (Org). Convergências e Tensões no
Campo da Formação e do Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
COTRIM, Gilberto. História Global. 3° ano. 2ª ed. São Paulo: Saraiva 2013.
FLORIANI, Dimas. Conhecimento, meio ambiente e globalização. Curitiba: Juruá,
2011.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.
GOIÁS, Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação, Goiânia, Seduc,
2012.
HISSA, Carlos Eduardo Viana (org). Saberes ambientais: desafios para o conhecimento
disciplinar. Belo Horizonte: Editora UFMG. 2008.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia
de Letras, 1995, p. 223-228.
MANDEL, Ernest. O Significado da Segunda Guerra Mundial. 1ª ed. São Paulo;
Ática, 1989.
MARTINEZ, Paulo Henrique. História Ambiental no Brasil. São Paulo: Cortez, 2006.
RODRIGO, Luiz César B. A Primeira Guerra Mundial. 4ª ed. São Paulo. Universidade
Estadual de Campinas, 2010.
THEODORO, Mário. Desigualdade Racial e Políticas Públicas no Brasil. Brasília, 2010.
THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
WORSTER, Donald. Para fazer História Ambiental. Rio de Janeiro: Estudos
Históricos, 1988, p. 201.
123
Fontes Eletrônicas Consultadas
BRASIL.
A
CONSTITUIÇÃO
E
O
SUPREMO.
Disponível
em:
<http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigobd.asp?item=%201940>. Acessado em
22/09/2014.
A IMPLEMENTAÇÃO DA LDB ALTERADA PELA LEI 10.639/2003 NA
EDUCAÇÃO BÁSICA. Disponível em: <www.acaoeducativa.org.br/fdh/?p=1644>.
Acessado dia 15/04/2014.
BRASIL. Lei n 10. 639, de 9 de janeiro de 2003. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm>. Acessado em 20/09/2014.
BRASIL. Lei nº 11. 645, de 10 março de 2008. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm>. Acessado
em 22/09/2014.
SANTOS, Jocéli Domanski Gomes dos. A Lei 10.639/03 e a Importância de sua
Implementação
na
Educação
Básica.
Disponível
em:
<http://www.nre.seed.pr.gov.br/uniaodavitoria/arquivos/File/Equipe/Disciplinas/Biologia/
A_LEI_10639_03_E_A_IMPORTANCIA_DE_SUA_IMPLEMENTACAO.pdf>.
Acessado em 19/09/14.
ANEXOS:
124
QUESTÃO RACIAL NO SÉCULO XX:
*Racismo;
*Frente Negra Brasileira;
*Resgate da Identidade Racial.
Realização: Acadêmicos do IV ano do Curso
de Licenciatura em História.
Local: UEG, Câmpus Jussara.
Dia 06-10-15.
Professores: Jeniffer A. de Oliveira;
Suelma de J. Gonçalves;
Paulo Ricardo P. da Cruz.
Racismo - fenômeno social ativo no Brasil
 Nasce no Brasil associado à escravidão e após a abolição, se estruturou como discurso;
 Base nas teses de inferioridade biológica dos negros;
 Na sociedade brasileira: o projeto de branqueamento vigorou até os anos 30 do século XX;
 O racismo opera um mecanismo de desqualificação dos não-brancos na competição pelas
posições mais almejadas (JACCOUD, 2008, p. 52).
 Discriminação racial: restringe a igualdade de oportunidades. Mantém a população negra
nas piores posições da sociedade brasileira (JACCOUD, 2008, p. 58).
 Sua crítica: últimas décadas do século XX, quando a denúncia da discriminação como
prática social sistemática, feita pelo Movimento Negro, somou-se às análises sobre as
desigualdades raciais entendidas não como simples produto de históricos acúmulos no
campo da pobreza e da educação, mas como reflexos dos mecanismos discriminatórios
(JACCOUD, 2008, p. 45. Grifo meu).
125
CONSCIÊNCIA HISTÓRICA AMBIENTAL
HOMEM X NATUREZA
126
CAUSAS DA SEGUNDA
GUERRA
• Tratado de Versalhes (Fim da • Invasão da Polônia pela
primeira Guerra Mundial);
Alemanha nazista no ano de
1939 tendo como reação
• Eixo: Alemanha; Itália;
imediata declarações de
Japão;
guerra à Alemanha pela
• Aliança: Inglaterra; URSS;
França e Inglaterra
França e EUA.
• Ascensão de
Hitler no
poder;
• Governo totalitarista;
CONSEQUÊNCIAS
e • Morte de cerca de 2 milhões
de poloneses, 4 milhões de
pessoas com problemas de
saúde (deficientes físicos e
• O Japão, último país a
mentais) e um número
assinar o tratado de rendição
exorbitante de 6 milhões de
sofreu um ataque nuclear
judeus no massacre que ficou
conhecido
como
lançado pelos EUA na cidade
de Hiroshima e Nagasaki.
Holocausto.
• Arrasou
as
nações
perdedoras
e
outras
• Criação da Organização
envolvidas
destruindo
das Nações Unidas (ONU).
cidades inteiras e a vida de
milhares de cidadãos.
• Rendição
de
Alemanha .
Itália
127
128
CÁMPUS – JUSSARA-GO
LICENCIATURA EM HISTÓRIA
VII OEVE - OFICINA PARA ENEM E VESTIBULAR 2015
129
VII OEVE - OFICINA PARA ENEM E VESTIBULAR
2015
REFLETINDO OS EIXOS TEMÁTICOS DE HISTÓRIA
I - Movimentos Revolucionários Sociais:
- Questão Racial no século XX.
- Movimentos Revolucionários Ambientais a partir de 1970 e no Brasil
1990.
II - As Grandes Guerras do século XX:
- Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).
- Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).
- A Guerra Fria (1945 – 1991).
1- Parecer CNE/CP nº 3/2004, que instituiu as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Procurava-se oferecer uma resposta, entre outras, na área da educação, à
demanda da população afro-descendente, no sentido de políticas de ações
afirmativas. Propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a formação de
atitude, posturas que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnicoracial descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus,
asiáticos para interagirem na construção de uma nação democrática, em que
todos igualmente tenham seus direitos garantidos.
(BRASIL - Conselho Nacional de
Educação.
Disponível em: WWW.semesp.org.br. Acesso 02 de setembro
2015).
A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma política pública e
associa o princípio da inclusão social:
a) prática de valorização identitária.
b) medidas de compensação econômica .
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.
Observações:________________________________________________
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2 - Art. 1º - Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo
o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra
Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da
sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus
direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.
(Diário Oficial do Estado de São Paulo, 1931).
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB
caracterizava-se como uma organização:
a) política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no
Brasil.
b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da
abolição.
c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as
oligarquias regionais.
d) democrático-liberal, envolvida
conduzida a partir de São Paulo.
na
Revolução
Constitucionalista
e) internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações
africanas em situação de diáspora.
Observações:________________________________________________
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3 - Analise a imagem abaixo em seguida leia o fragmento do texto:
“Assim, a despeito do pecado
original, o direito humano ao
domínio permanecia intacto. Ele era
ainda “o lugar-tenente e vigário de
Deus Todo-Poderoso”. “Todas as
criaturas foram feitas para o homem,
sujeitas a seu governo e destinados
ao seu uso”
THOMAS, Keith. O homem e
o mundo natural. São Paulo:
Companhia das Letras. 1988.
A incorporação dos assuntos ambientais no clive dos debates e discussões
do campo histórico contemporâneo constituiu-se como uma importante ferramenta
para o alargamento das possibilidades de compreensão dos problemas
ambientais da sociedade moderna, principalmente no tocante aos elementos que
comportam a ideologia do homem como dominador do seu meio natural
(natureza).
Sobre a relação da imagem com o fragmento do texto apresentado pode-se
afirmar que essa dominação possui uma gênese:
a) ecologicamente construída, uma vez que é nítida a influência da
ecologia na divulgação ideológica que o homem é superior ao seu meio natural e,
portanto deve dominá-lo.
b) sociologicamente construída e impregnada, na medida que as teorias
sociológicas empreendidas por Karl Marx sempre estimularam o modo de
produção capitalista, intensificando portanto, a necessidade do domínio do
homem sobre o meio natural.
c) religiosamente e culturalmente construída, provindas de uma modernidade ocidental
cristã, que na visão totalmente bíblica e religiosa apresentada por Thomas apresenta o
homem criado por Deus para dominar todas as outras coisas que existissem na Terra.
d) cientificamente construída, ao passo que através de pesquisas empíricas e verificáveis
constataram que o meio natural possuía tamanho poder de regeneração que nenhuma ação
humana seria capaz de prejudicá-lo ou dominá-lo.
132
e) simbologicamente construída, pois é do caráter humano dominar o meio natural para
alimentar suas esferas de poder e se consolidar numa sociedade antropocêntrica e
inabalável.
Observações:________________________________________________
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4 - Analise o fragmento abaixo:
“Quantos seres humanos a biosfera pode suportar sem entrar em colapso sob o impacto
da poluição e do consumismo?”
(WORSTER, Donald. 1990, p.24)
A frase acima é de um dos maiores representantes da História Ambiental na
atualidade, Donald Worster, que com seu caráter inovador instigou os tradicionais
historiadores a sair ao ar livre para alargar as fronteiras de análise da pesquisa histórica em
todo mundo. Esse constante questionamento é preponderante para a importância da
incorporação dos temas ambientais nas produções históricas. Problematizar a ideia de
colapso e destruição do planeta em que vivemos faz-se cada dia mais necessária e presente
nas discussões realizadas a âmbito mundial, pois:
a) a partir delas que a sociedade pode perceber a ineficiência da história ao tentar sanar
problemas que não fazem parte do seu campo de especificidade.
b) a partir delas que será desconstruída a concepção estereotipada de que o planeta está
passando por um processo de destruição e colapso ambiental.
c) a partir delas que será estimulado a intensificação capitalista, que necessariamente não
deve atrapalhar suas prioridades em detrimento dos discursos sustentáveis em ascensão.
133
d) a partir delas que se faz possível a construção de uma consciência histórica ambiental,
na qual os antagonismos entre Homem X Natureza sejam abolidos.
e) somente a partir delas que se reafirmam os elementos religiosos e culturais de
justificativa para a dominação humana sobre o meio natural.
Observações:_____________________________________________________
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5 - (PUC- Campinas) Em relação às causas da Primeira Guerra Mundial. A
desigualdade de desenvolvimento das nações capitalistas europeias
acentuou a rivalidade imperialista. A disputa colonial marcada por um
nacionalismo agressivo e pela corrida armamentista expandiu os pontos de
atrito entre as potências. Observe a gravura, considerando a influência do
imperialismo no contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), podemos
apontar que são fatores que o justificam, EXCETO:
134
https://sombrasdopassado.wordpress.com/2013/04/03/o-imperialismoataca-o-mundo
a) A necessidade de controlar regiões produtoras de matérias-primas essenciais à
indústria capitalista.
b) A ideologia da superioridade racial dos povos europeus que “levariam aos
povos atrasados” os benefícios da civilização superior.
c) A conquista de pontos estratégicos para defesa de colônias existentes ou da
própria metrópole.
d) A necessidade de exportar capitais para áreas pobres do mundo no sentido de
ajudá-las a superar seu atraso econômico.
e) A retração dos mercados europeus, após a crise que impulsionou a Europa e
EUA a buscar mercados consumidores.
Observações:________________________________________________
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6 - A viagem levou uns vinte minutos. O caminhão não parou; via-se um grande portão e,
em cima do portão, uma frase bem iluminada (cuja lembrança ainda hoje me atormenta
nos sonhos): ARBEIT MACHT FREI – o trabalho liberta. Descemos, fazem-nos entrar
numa sala ampla, nua e fracamente aquecida. Que sede!
O leve zumbido da água nos canos da calefação nos enlouquece: faz quatro dias que não
bebemos nada. Há uma torneira e, acima, um cartaz: proibido beber, água poluída (...).
Isto é o inferno. Hoje, em nossos dias, o inferno deve ser assim: uma sala grande e vazia, e
nós, cansados, de pé, diante de uma torneira gotejante, mas que não tem água potável,
esperando algo certamente terrível acontecer, e nada acontece, e continua não
acontecendo nada. (LEVI, Primo. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988. p. 20.)
A descrição acima – de um prisioneiro chegando a Auschwitz – revela angústia e horror.
Os campos de concentração nazistas eram:
a) Lugares de reabilitação de doentes mentais, criminosos comuns e prisioneiros políticos,
adversários do Nazismo.
b) Instalados apenas na Alemanha e, neles, foram alojados, durante a Segunda Guerra
Mundial, judeus, homossexuais e comunistas.
c) Lugares de execução sumária e imediata de inimigos nacionais alemães e de pessoas que
se recusavam a trabalhar.
d) Instalados para acolher os imigrantes que, vindos da Europa Oriental, tentavam penetrar
no território do Terceiro Reich sem autorização.
e) Lugares onde os considerados “indesejáveis” eram submetidos a
humilhações, trabalhos forçados ou execuções em massa.
Observações:________________________________________________
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7- (ENEM 2009) O fim da Guerra Fria e da bipolaridade, entre as décadas de
1980 e 1990, gerou expectativas de que seria instaurada uma ordem
internacional marcada pela redução de conflitos e pela multipolaridade. O
panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta:
a) o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas
étnicas, ao extremismo religioso e ao fortalecimento de ameaças como o
terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
b) o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das
grandes potências, o que se traduziu em maior estabilidade nos continentes
europeu e asiático, que tinham sido palco da Guerra Fria.
c) o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções militares
em regiões assoladas por conflitos passaram a ser realizadas pela Organização
das Nações Unidas (ONU), com maior envolvimento de países emergentes.
d) a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a
possibilidade de um conflito nuclear como ameaça global, devido à crescente
consciência política internacional acerca desse perigo.
e) a condição dos EUA como única superpotência, mas que se submetem
às decisões da ONU no que concerne às ações militares.
Observações:________________________________________________
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8- Leia atentamente a citação abaixo e analise a imagem que retrata
um período histórico de grandes tensões ideológicas.
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da
União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo.
(...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década
de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela
situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS”
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1995).
O período citado no texto é conhecido por “Guerra Fria” e pode ser
definido como aquele momento histórico em que houve:
a) Corrida armamentista entre as potências imperialistas européias
ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas
do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista,
durante os anos 30.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as
potências orientais, como a China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da
Segunda Guerra Mundial.
Observações:________________________________________________
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Realização
Estagiários do 4º ano de Licenciatura em História
Dayana de Souza Santos
Elizangela Marcelina de Araújo
Jeniffer Amaral de Oliveira
Juliana Vieira Marques
Késsia Aparecida Camelo
Maria Aparecida de Oliveira Santos
Maria Margarida Gonçalvez Barbosa
Nayrhainne Sousa Duarte
Paulo Ricardo P. da Cruz
Sheila Aparecida Alcântara Barros
Suelma de Jesus Gonçalves
Tayana de Souza Santos Martins
Professora de Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório II
Simone Luz da Silva
Jussara – Goiás
06/10/2015
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