REVISTA DA
Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região
Nº 74 | Jul . Ago . Set . 2007
Não deixe para última hora!
RECADASTRAMENTO
OBRIGATÓRIO 2007
Saúde: Cenas do Cotidiano
Atenção!
Extravios
Carteira Profissional:
•Renata Guedes de Souza
Cédula:
•Renata Costa Martines
Sader
•Sonia Maria de Oliveira
•Alana de Souza Paula
Taira
•Isabel Cristina Isique
Pinheiro
•Dicarla Motta Magnani
•Carla Manga Trecco
Carimbo:
•Ana Elisa Garcia Lopes
Chaves
•Isabel Padilha Vieira
•Patrícia Levoti de Mattos
•Andrea Chueiri Michelato
•Juliana Perina Gândara
•Flávia Carreira Fiori
•Vera Alice Jesus da Silva
Nesto
•Fernanda Calichman
•Soraia Romano Soares
•Ivone Ferreira Neves
•Kelly Ariane Rodrigues
Viana
•Simone Caneschi
Carimbo e Cédula:
•Teresa Elaine Avilez
Arraya de Almeida
•Andrea Paula Mancinelli
EDITORIAL
N
esta edição da Revista da Fonoaudiologia – CRFª. 2ª Região, estamos
convocando todos inscritos a realizarem o recadastramento obriga­
tório. Atualizar os dados dos que trabalham na área é um dos obje­
tivos desta coleta de informações, uma vez que o último recadastra­
mento efetivo data do ano de 1997.
Como já dissemos em várias outras ocasiões, o CRFª. 2ª Região é um órgão
fiscalizador do nosso ofício, mas é acima de tudo uma instituição que tem o
papel de orientar o fonoaudiólogo em sua trajetória profissional. E, para ambas
as abordagens, precisamos ter sempre em mãos o cadastro atualizado de seus
membros.
Para atender a todos os inscritos, o Conselho dedicou o mês de novembro
inteiro para este procedimento, que deve ser feito via o site do CRFª. 2ª Região:
www.fonosp.org.br.
A revista traz neste número uma importante reportagem sobre o envolvi­
mento da categoria nos Conselhos de Saúde. Com o depoimento da fonoaudió­
loga Claudia Pagotto Cassavia, temos um panorama das funções do Conselho
Municipal de Saúde, como funciona e quais as formas que dispomos para fiscali­
zação permanente desta instância, assim como qual o impacto dessa atitude na
saúde social.
A publicação, mais uma vez, está repleta de informações relevantes para os
fonoaudiólogos que atuam no Estado de São Paulo. Na seção Fique por Dentro,
saiba as diferenças entre a atuação do Sindicato e do Conselho; em Normas e
Leis, apresentamos na íntegra o documento que aborda a inclusão de conteúdo
voltado para a metrologia e calibração de instrumentos fundamentais na for­
mação de fonoaudiólogos. Também trazemos o registro da inauguração da nova
sede da Delegacia de Santos e um pouco do que foi discutido no II Congresso
Brasileiro de Comunicação Alternativa, entre outros temas.
Com este número, pretendemos consolidar a Revista da Fonoaudiologia CRFª. 2ª Região como publicação trimestral. E, para que ela atenda cada vez
mais as suas expectativas, não deixe de participar opinando e mandando suas
sugestões e críticas.
Boa leitura a todos!
Paulo Eduardo Damasceno Melo
Presidente do 8º Colegiado do CRFª. 2ª Região/SP
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
CONSELHO REGIONAL
DE FONOAUDIOLOGIA
2ª REGIÃO
8º COLEGIADO
PRESIDENTE
Paulo Eduardo Damasceno Melo
VICE-PRESIDENTE
Isabel Gonçalves
DIRETOR-SECRETÁRIO
Rodrigo Chinelato Frederice
DIRETORA-TESOUREIRA
Cristina Lemos Barbosa Furia
Nº 74 | Jul . Ago . Set . 2007
CONSELHEIROS: Alexsandra Aparecida Moreira • Andrea
Soares da Silva • Andrea Wander Bonamigo • Camila Carvalho
Fussi • Carolina Fanaro da Costa Damato • Claudia Silva
Pagotto Cassavia • Cristina Lemos Barbosa Furia • Daniela
Soares de Queiroz • Gisele Gotardi de Oliveira • Isabel
Gonçalves • Lica Arakawa Sugueno • Lilian Cristina Cotrim •
Maria Cristina Pedro Biz • Monica Bevilacqua • Nadia Vilela •
Paulo Eduardo Damasceno Melo • Renata Cristina Dias da Silva
• Renata Strobilius • Rodrigo Chinelato Frederice • Yalís Maria
Folmer-Johnson Pontes
SUMÁRIO
DELEGACIA DA BAIXADA SANTISTA
Rua Joaquim Távora, 93 – cj. 15 – Vila Matias
CEP 11075-300 – Santos/SP
Fone: (13) 3221-4647 – Fax: (13) 3224-4908
E-mail: [email protected]
DELEGACIA DE MARÍLIA
Rua Paes Leme, 47 – 5º andar – sala 51 – Centro
CEP 17500-150 – Marília/SP
Fone/Fax: (14) 3413-6417
E-mail: [email protected]
DELEGACIA DE RIBEIRÃO PRETO
Rua Bernardino de Campos, 1001 – 13º andar – cj. 1303
CEP 14015-130 – Ribeirão Preto/SP
Fone: (16) 3632-2555 – Fax: (16) 3941-4220
E-mail: [email protected]
DEPARTAMENTOS
CADASTRO
CONTABILIDADE
DIVULGAÇÃO
DEPTO. PESSOAL
JURÍDICO
ORIENTAÇÃO E FISC.
RECEPÇÃO
REGISTROS/TESOURARIA SECRETARIA
SUPERVISÃO
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
COMISSÕES
AUDIOLOGIA • DIVULGAÇÃO • EDUCAÇÃO • ÉTICA •
LEGISLAÇÃO E NORMAS • LICITAÇÃO • ORIENTAÇÃO E
FISCALIZAÇÃO • SAÚDE • TOMADA DE CONTAS
.05
Recadastramento
.06
Cenas do Cotidiano
.20
CFFa. emite
recomendação sobre
cursos de Fonoaudiologia
e Audiologia
COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO
Carolina Fanaro da Costa Damato - PRESIDENTE
Andrea Soares da Silva
Lilian Cristina Cotrim
Nadia Vilela
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Sérgio de Castro Rodrigues
(MTb 23.903)
PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA
Acará Gráficos & Editores – Fone: (11) 3803-8612
www.acara.com.br – [email protected]
Editora de Arte: Eliana C. Fugihara Króes
Diagramação: Daniela Yoshikawa Takabatake (MTb 50.711/SP)
Foto capa: AGB Photo/AbleStock
REDAÇÃO
Conexão Nacional
(11) 3151-5516 e 3151-5752
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Reportagem e edição: Fabiana Viana, Luísa de Oliveira e
Maria Lígia Pagenotto
IMPRESSÃO
Prol Editora Gráfica
Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região/SP
Rua Dona Germaine Burchard, 331 – Água Branca
CEP 05002-061 – São Paulo/SP
Fone/Fax: (11) 3873-3788 – www.fonosp.org.br
Envio de artigos, sugestões ou reclamações:
[email protected]
As opiniões emitidas em textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. a reprodução de textos desta
edição é permitida, exclusivamente para uso editorial, desde
que claramente identificada a fonte. Textos assinados e fotos
com crédito identificado somente podem ser reproduzidos
com autorização por escrito, de seus autores.
Tese............................................................................................11
Livros.................................................................................. 12
Prestação de Contas do Exercício de 2006........................... 13
Ações.................................................................................. 16
Fique por dentro................................................................... 18
Eventos................................................................................ 22
Notas................................................................................... 25
Cartas................................................................................. 27
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
em dia
Novembro é mês de
Recadastramento Obrigatório
Fonoaudiólogos deverão acessar o site do Conselho entre 1º e 30 de novembro
D
urante todo o mês de novembro, o CRFa – 2ª Região
vai promover o recadastramento dos profissionais de
fonoaudiologia. A atualização dos dados é obrigatória
e tem como objetivo traçar um perfil da classe, além
da revisão das informações.
Leia a principal portaria que regulamenta a medida:
PORTARIA CRFa 2ª Região 006/07
“Dispõe sobre o recadastramento obrigatório de PF e PJ
na jurisdição do CRFa – 2ª Região.”
O Presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia – 2ª
Região, no uso de suas atribuições legais e regimentais, de acordo
com a Lei 6965 de 09/12/81,
Considerando a decisão da 313ª Sessão Plenária Ordinária
realizada em 30/08/2007;
Considerando que é fato que a maioria absoluta de profis­
sionais não atualiza seu endereço profissional nos Conselhos de
Fonoaudiologia, após sua inscrição;
Considerando que o cadastro dos profissionais fonoaudiólo­
gos do CRFa 2ª Região, apresenta deformações próprias decorren­
tes do transcurso do tempo de 10 (dez) anos do último recadastra­
mento, tornando-se ineficiente pela imprecisão de seus dados, que
necessitam ser atualizados;
Considerando que a tecnologia moderna proporciona as
condições necessárias para se conhecer o real perfil do profissional
fonoaudiólogo, uma vez que, com o estudo da ciência fonoaudio­
lógica, criaram-se várias áreas de especialização específicas;
Considerando que a atualização dos dados cadastrais se tor­
nará um elemento básico para a adoção da reestrutura do campo
de ação do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo;
Considerando que a lei 6965/81 criou os Conselhos de Fo­
noaudiologia com a incumbência de fiscalizar o exercício da pro­
fissão;
Considerando que compete aos Conselhos Regionais orga­
nizar, disciplinar e manter atualizado o registro dos profissionais
e pessoas jurídicas que, se inscrevem para exercer atividades de
Fonoaudiologia;
Considerando que é de competência dos Conselhos Regio­
nais de Fonoaudiologia estimular a exação no exercício da profis­
são velando prestígio e bom conceito dos que a exercem;
Considerando que é obrigatório o registro nos Conselhos Re­
gionais das empresas ligadas à Fonoaudiologia;
Considerando que a Resolução 339/06 do CFFa determina
inclusive multas para as Pessoas Jurídicas que não comunicam al­
terações de seu registro profissional
Considerando que transgredir preceito do Código de Ética
Profissional constitui infração disciplinar; (art. 21, I Lei 6965/81)
Considerando que o profissional fonoaudiólogo que deixar
de atender às solicitações, notificações, intimações ou convoca­
ções dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia, incorre
em infração disciplinar determinada no inciso V do artigo 21 da
Lei 6965/81 c/c art. 23 caput e parágrafo único do Código de ética
da Fonoaudiologia
Considerando que manter conduta incompatível com o
exercício da profissão, fere a lei 6965/81. (art. 21, VIII)
Considerando que constitui infração disciplinar, faltar a
qualquer dever profissional prescrito na Lei 6965/81 (art. 21, VII);
RESOLVE,
Art. 1º – Instituir o recadastramento obrigatório para todas
as Pessoas Físicas e pessoas jurídicas com registro ativo, na jurisdi­
ção do CRFa 2ª Região;
Parágrafo único – O recadastramento, ora instituído, tem
por finalidade revisar e atualizar os dados existentes, mantendo,
porém, os atuais números de registros neste Conselho Regional.
Art. 2º – O Recadastramento será executado e coordenado
pelo CEALAG e supervisionado pelo CRFa 2ª Região;
Art. 3º – O recadastramento será efetuado via online, direto
do site do CRFa 2ª Região, www.fonosp.org.br, onde estarão dis­
poníveis todas as informações necessárias para sua efetivação;
Art. 4º – O recadastramento terá início no dia 01/11/2007 e o
término será no dia 30/11/2007;
Parágrafo Primeiro: O profissional fonoaudiólogo deverá,
imprescindível e obrigatoriamente, realizar o recadastramento no
período determinado no capítulo do artigo 4º
Parágrafo Segundo – Após efetivar o recadastramento, on
line, o comprovante estará disponível no site do CRFa 2ª Região;
Art. 5º – A pessoa física, inscrita neste regional, que não rea­
lizar o recadastramento no prazo previsto, estará passível de res­
ponder, perante o CRFa 2ª Região, por infração ética-disciplinar,
de acordo com o disposto nos artigos 21 e 22 da Lei 6965/81 e do
Código de Ética da Fonoaudiologia;
Art. 6º – A Pessoa Jurídica inscrita neste regional que não
realizar o recadastramento no prazo previsto, estará passível de
receber multa de acordo com o disposto na Resolução CFFa nº
339/06
Art 7º – Caberá ao Presidente do CRFa 2ª Região adotar as
medidas necessárias e indispensáveis ao cumprimento no disposto
na presente Portaria.
Art 8º – Esta Portaria entra em vigor nesta data.
•
São Paulo, 03 de setembro de 2007
PAULO EDUARDO DAMASCENO MELO, Presidente
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
Cenas do Cotidiano
Participação no Conselho Municipal de Saúde
é responsabilidade de todos
Por Claudia Pagotto Cassavia(*)
O
atual ministro da Saúde, José
tiplos eventos estabeleçam entre si
sanitária preconizava um processo ci­
Gomes Temporão, inicia seu
densas e complexas relações, que vão
vilizatório, essencial para a construção
discurso de posse, em março
da atuação propriamente dita ao pa­
da cidadania. E, dessa forma, à medida
de 2007, da seguinte forma:
pel social e político que esta desperta.
que nos constituímos e nos apropria­
“Peço que me acompanhem em uma
Diz sobre isso Temporão: “A cla-
mos de nosso papel social e político,
curta jornada. Nela, quero que projetem
reza de que somente a articulação destes
construímos uma identidade de uma
em suas mentes algumas cenas do cotidia-
atores nos diferentes espaços de construção
classe participativa e atuante, co-res­
no dos brasileiros, num dia qualquer do
do Sistema poderá torná-lo mais próximo
ponsável na promoção da cidadania
ano em curso:
do desejado remonta à realização da VIII
por meio da comunicação.
Cena 1 – Em uma reunião, o Conselho
Conferência Nacional de Saúde, em 1986.
Tal participação se constitui como
Municipal de Saúde discute a assistência
Na realidade, suas raízes remontam aos
caminho profícuo, uma jornada ao
em uma de suas áreas programáticas. O
anos 60 do século passado, com a realiza-
encontro das possibilidades, e dessa
foco é a sua maior Unidade de Emergên-
ção da 3ª Conferência Nacional de Saúde,
forma apresento um breve resumo da
cia, que sofre com escassez de insumos,
quando Wilson Fadul defendeu um ambi-
participação do Conselho Regional de
equipamentos e especialistas. Por outro
cioso projeto de municipalização abortado
Fonoaudiologia 2ª Região/SP, que teve
lado, duas unidades ambulatoriais da
pelo golpe militar de 1964. Nos anos 70 e
início há 6 anos. Se pensarmos na luta
mesma região operam sem nenhum grau
início dos anos 80, veio a estruturação do
descrita no parágrafo anterior, inicia­
de integração com o hospital. Os médicos
movimento da reforma sanitária brasilei-
da no século passado, temos muito a
e gestores dessas unidades não conseguem
ra, com o lema saúde e democracia, tempos
caminhar, mas, se projetarmos para
estabelecer entre elas um fluxo resolutivo”.
de construção da hegemonia e dos princi-
o futuro, tomamos a decisão de fa­
Embora no discurso do ministro
pais atores políticos desse processo. Após a
zer parte desta caminhada em tempo
seja descrita uma situação cotidiana,
8a Conferência Nacional de Saúde, reali-
oportuno. E, para que ela possa con­
as reuniões dos Conselhos de Saúde
zada no governo de José Sarney e presidi-
tinuar, faz-se necessário somarmos as
(Municipais, Estaduais e Nacional)
da por Sérgio Arouca, vêm a nova Consti-
forças e caminharmos juntos no mes­
ainda são um mistério a ser desven­
tuição Federal e a lei do SUS (Lei Federal
mo compasso.
dado para muitos profissionais da
No 8.080/90). A saúde passa a ser um
Em 2001 inicia-se a história de en­
saúde e, em especial, para alguns
direito de cidadania e um dever do Estado.
volvimento, luta, construção e muito
fonoaudió­logos.
Nos anos 90, finalmente um vigoroso pro-
trabalho na jornada que aproxima a
Nessa ótica, todos os atores envol­
cesso de descentralização e ampliação de
Fonoaudiologia do Controle Social,
vidos nos processos de produção de
cobertura. Por fim, recentemente com a for-
quando este Conselho Regional pas­
saúde – gestores, usuários (pacientes)
malização dos Pactos em defesa da Vida,
sou a ocupar uma vaga como membro
e profissionais de saúde – são convi­
do SUS e de Gestão, entramos em um novo
do Conselho Municipal de Saúde de
dados a assumirem seus papéis coti­
patamar de institucionalidade.”
São Paulo, representando os Conse­
dianamente, a fim de fortalecerem a
São cenas de um mesmo sistema
lhos de Fiscalização do Exercício Pro­
compreensão de que as inter-relações
com histórias diferentes, mas único
fissional da Saúde. Vaga esta que man­
e interfaces entre o conjunto de múl­
em seus princípios. Para ele, a reforma
tém até hoje.
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
AGB Photo/AbleStock
saúde
saúde
O Conselho Municipal de Saúde é
de Saúde), assim como acompanhar
no SUS, prevê cidadão que se comuni­
um órgão colegiado, deliberativo e de
seu funcionamento e fiscalizá-lo per­
ca e que, por meio do diálogo, proble­
natureza permanente, que integra a
manentemente.
matiza a sua situação, bem como a do
estrutura do poder executivo (Secre­
Além disso, tem também como
grupo populacional ao qual pertence,
tarias de Saúde). Foi criado pela Lei
objetivo promover o processo de con­
oferecendo ao gestor a avaliação direta
Federal Nº 8.142, de 28 de dezembro
trole social, devendo, por exemplo,
de como as ações de saúde impactam
de 1990, e tem como missão garantir
estimular a participação e o controle
a região e a população que representa.
o cumprimento do princípio constitu­
popular por meio da sociedade civil
De lá para cá foram muitas as par­
cional da participação da comunidade
organizada em nível de distritos e de
ticipações em reuniões do Conselho
e assegurar o controle social sobre as
unidades de saúde, além de convocar
Municipal, Conferências de Saúde,
ações e serviços de saúde.
e aprovar o regimento e organizar as
Conferências temáticas, Comissões,
Sua função é atuar na formulação
Conferências Municipais de Saúde. Os
Fóruns e Seminários. Os primeiros
e deliberação de estratégias e no con­
Conselhos de Saúde, portanto, são es­
passos foram dados, mas a caminhada
trole da execução da Política Munici­
paços políticos importantes, onde são
precisa continuar; não se pode aban­
pal de Saúde, inclusive nos aspectos
discutidas, analisadas, acompanhadas
donar o percurso da história e você
econômicos e financeiros. Deve, por­
e fiscalizadas as políticas de Saúde,
pode ajudar a escrevê-la.
tanto, contribuir para a construção do
bem como definidas suas diretrizes.
modelo de saúde SUS (Sistema Único
A Saúde integral, como é preconizada
Para saber mais: O discurso de posse do ministro da Saúde está, na íntegra, no endereço eletrônico
www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=121&infoid=769&sid=9
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Imagem de fundo: AGB Photo/AbleStock
Fotos: Rubens Gazeta
Fonoaudiólogos participam de Fórum de Saúde Pública e da
Conferência Municipal de Saúde de São Paulo
saúde
Uma retrospectiva:
Fonoaudiologia e Controle Social
Resumo da Atuação junto ao Conselho Municipal de Saúde de São Paulo
e Conferências de Saúde
Fonoaudiologia ocupa vaga no Conselho Municipal de Saúde
Maio/2001
zação das diretrizes aprovadas.
Desde o mês de maio de 2001, o Conselho Regional de
Participar é exercer o direito à cidadania, sendo funda­
Fonoaudiologia 2ª Região passou a ocupar uma vaga como
mental a integração entre as pessoas, para garantir ao usuá­
membro do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo,
rio a integralidade da atenção e o acesso aos serviços de saú­
representando os Conselhos de Fiscalização do Exercício
de, entre eles, o de Fonoaudiologia.
Profissional.
Íntegra em:
Íntegra em:
www.fonosp.org.br/revistas/edicao_54/54_saude.html
www.fonosp.org.br/revistas/edicao_40/40_politica.html
Julho-Agosto/2003
Setembro/2003
12ª Conferência Municipal de Saúde
Brasília – 3ª Conferência Nacional de Saúde Bucal
Representou o CRFa. 2ª Região/SP Silvia Pierotti. Foi
Representaram o CRFa. 2ª Região/SP nesta Conferência:
feita divulgação do trabalho da Fonoaudiologia na Saúde
Fgas. Cláudia Tacolini Manzoni, Cláudia Aparecida Ragusa,
Bucal, destacando a atuação na área de Motricidade Orofa­
Dinorah Queiroz, Branca Vaindergorn e Silvia Ligia Svezzia;
cial. Houve a aprovação de várias propostas com referência
as conselheiras Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida e Ro­
à Fonoaudiologia.
berta Alvarenga Reis; e a presidente, Thelma Costa.
Íntegra em:
Vale notar que durante a 12ª Conferência Municipal de
Saúde de São Paulo ocorreu a posse dos conselheiros do Con­
selho Municipal de Saúde. A partir de então, o CRFa./SP pas­
sou a ser representado pela fga. Claudia Paggoto Cassavia.
www.fonosp.org.br/publicar/publicacoes/57.pdf
Julho/2004
São Paulo e Brasília, respectivamente
Íntegra em:
I Conferência Estadual e a II Conferência Nacional
www.fonosp.org.br/revistas/edicao_53/53_saude.html
de Ciência, Tecnologia e Inovações em Saúde
Representaram o CRFa. 2ª Região/SP: Fgas. Claudia P.
Dezembro/2003
Brasília – 12ª Conferência Nacional de Saúde
Cassavia e Roberta Alvarenga.
A Fonoaudiologia foi incluída em diversas das 23 sub-
Representou o CRFa. 2ª Região/SP Sandra Vieira. Vale
agendas, dentre as quais destacamos: o estudo de marcado­
ressaltar a proposta de participação da Fonoaudiologia nas
res de fragilidade para os distúrbios da deglutição e audição
equipes de atendimento domiciliar e como apoio ao Progra­
relacionada à saúde do idoso, mecanismos básicos, clínica
ma de Saúde da Família, inclusive com incentivo financeiro.
e epidemiologia relacionadas à saúde auditiva e alterações
Sandra Vieira esclarece que, além das conferências, a
respiratórias obstrutivas, prevalência de perdas auditivas
participação nos Conselhos de Saúde, o conhecimento das
em crianças e adolescentes, elaboração de rotinas de diag­
políticas públicas no planejamento, execução de ações e a
nóstico e terapia das doenças da prematuridade, estudos
aproximação com os outros fonoaudiólogos, profissionais
de validação e tratamento multidisciplinar da reabilitação
de saúde e gestores são fundamentais para a operacionali­
da criança e adolescente respirador oral, alterações vocais e
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
saúde
sensoriais, incluindo a audição, em trabalhadores e estudos
sobre a importância e validade da triagem auditiva neona­
tal na prevenção e diagnóstico precoce da surdez, estudos
sobre o desenvolvimento da comunicação e disponibiliza­
ção de tecnologias em braile, LIBRAS e comunicação alter­
nativa e/ou suplementar para deficientes visuais, auditivos
e físicos/motores.
Íntegra em:
Fotos: Rubens Gazeta
www.fonosp.org.br/publicar/publicacoes/57.pdf
3ª Conferência Municipal, Estadual e Nacional
de Saúde do Trabalhador
O CRFa. – 2ª Região/SP participou das etapas municipal
e estadual destas conferências, que ocorreram nos meses de
setembro e outubro de 2005, representado pelas Fgas. Cibe­
le Siqueira e Claudia Cassavia.
Dentre as propostas apresentadas, foi aprovada a “inclu­
são do distúrbio da voz relacionado ao trabalho, no rol de
doenças relacionadas ao trabalho, junto ao INSS” e inclusão
de outros profissionais de saúde na Comissão de Perícia da
Previdência Social, para avaliar os recursos negados de ne­
xos causais relacionados ao trabalho. Estas propostas foram
consolidadas em nível estadual.
Íntegra em:
www.fonosp.org.br/publicar/publicacoes/Edicao%2065.pdf
Em 2006
•Coordenação da Comissão de Políticas de Saúde do CMSSão Paulo.
•Oficina Reginal sobre Diretrizes Nacionais para o proces­
so de Educação Permanente no Controle Social do SUS.
•Oficina Nacional Pacto pela Democratização e Qualidade
da Comunicação e Informação em Saúde.
Conselho Municipal de Saúde – SP 2007
Destaque para a Resolução aprovada pelo Conselho
3ª Conferência Estadual e Nacional de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde
Municipal de Saúde, homologada pela secretária municipal
de saúde de São Paulo, Dra. Maria Aparecida Orsini, e pu­
Etapa Estadual: Fevereiro/06 – SP
blicada no Diário Oficial do Município em junho/2007, que
Etapa Nacional: março/06 – Brasília
contempla indicadores a serem pactuados com o Estado re­
Representaram o CRFa. – 2ª Região/SP as Fgas. Claudia
lacionados à Saúde da Pessoa com Deficiência. Trata-se de
Cassavia e Sandra Vieira (Etapa Estadual) e as Fgas. Rober­
uma das primeiras propostas dessa ordem no País, com im­
ta Alvarenga e Claudia Cassavia (Etapa Nacional).
plicações diretas na atua­
As representantes destacaram, entre as propostas apro­
ção dos fonoaudiólogos
vadas, a implantação de política de recursos humanos que
a serem acompanhadas
garanta a contratação através de concurso público; garantia
pelos fonoaudiólogos e
de plano de cargos, carreira e salários do SUS; garantia de
CRFa. – 2ª Região/SP.
jornada máxima de trabalho de todas as categorias na Saú­
de de 30 horas semanais, sem redução do salário; contrata­
ção de profissionais de reabilitação; priorização para imple­
mentação da rede de saúde mental, reabilitação e assistên­
cia domiciliar; implementação da educação permanente do
profissional da saúde.
Íntegra em:
www.fonosp.org.br/publicar/publicacoes/Edicao%2066.pdf
(*) Participação:
Claudia Pagotto
Cassavia, conselheira
do CRFa., representa
os fonoaudiólogos no
Conselho Municipal
de Saúde
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
saúde
Depoimento
“Minha vivência como conselheira municipal de saúde”
Sandra Murat Paiva dos Santos
R
epresentando a Fonoaudiolo­
•Coordenação
da
Comissão
de
gia no Conselho Municipal
Acompanhamento, Fiscalização e
de Saúde de Santos, o Sindi­
Avaliação da Execução Orçamen­
cato dos Fonoaudiólogos da
tária, cujos pareceres e relatórios
Baixada Santista iniciou sua partici­
subsidiaram o Ministério Público a
pação em 1990, quando da criação do
não-aprovação de contas da Secreta­
Conselho na cidade.
ria de Saúde de Santos em 2001, e ao
A princípio, apenas como ‘ouvinte’ –
gestor municipal mobilizar recursos
mas atuante e presente em todas as
para instituições parceiras na aten­
conferências municipais e regionais –
ção aos usuários de saúde.
conseguiu em pouco tempo, no
ano de 1992, assento como mem­
•Mobilização de pré-conferências e
bro efetivo, posição assegurada até
atuação como membro da equipe de
hoje (conselheiro nato). Como 1ª
organização das Conferências Mu­
conselheira participou a colega Ma­
nicipais de Saúde, que possibilita­
ria Cristina Biz e, em 1995, quando
ram a inserção de novas ações fono­
assumi a presidência do Sindicato,
audiológicas e aumento no número
postulei a representação.
de profissionais fonoaudió­logos no
Sempre acreditei no papel rele­
vante do fonoaudiólogo no cenário
das lutas pela melhoria da assistên­
cia à saúde e implantação do SUS,
seja como representante de sindica­
to, associações, conselhos e funcio­
nalismo público. E, assim, procurei
manter o foco de ver a Fonoaudio­
logia inserida efetivamente no con­
texto da saúde coletiva, com conse­
qüente valorização de nossa profis­
são nas políticas públicas, em geral,
sem nunca assumir uma postura
eminentemente corporativista.
Durante este período de represen­
tação, tive como principais possibili­
dades de exercício como conselheira:
“Julgo ser de vital
importância ampliar
a participação do
fonoaudiólogo em todos
os espaços políticos e
instâncias decisórias
nas quais são
exercitadas a cidadania
e as formas de controle
social, potencializando
as ações dos próprios
movimentos e sua força
social e política”
10 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
quadro funcional da Prefeitura (in­
serção na Saúde Bucal, ampliação de
profissionais nas unidades de aten­
dimento à criança, Saúde da Comu­
nicação).
•Membro da Comissão de Fiscaliza­
ção dos Serviços da rede de assistên­
cia de saúde municipal, favorecen­
do condições de análise da atenção
prestada.
•Colaboradora na organização e rea­
lização de Audiências Públicas que
culminaram em proposições efeti­
vas de novas políticas em saúde e
sua implantação (Política de Aten­
ção à Saúde Auditiva).
•
mundo acadêmico
Supressão das emissões
otoacústicas e sensibilização do
reflexo acústico no distúrbio de
processamento auditivo
Tese apresentada por Fernanda Burguetti, fonoaudióloga especialista
em audiologia, para obtenção do título de Doutor em Ciências da
Reabilitação na área de Comunicação Humana na Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em março de 2007
O
processamento da infor­
mação sonora depende da
integridade das vias auditi­
vas aferentes e eferentes. O
sistema auditivo eferente pode ser
avaliado por meio de dois métodos
objetivos e não-invasivos: a obtenção
dos limiares dos reflexos acústicos, e a
supressão das emissões otoacústicas.
O objetivo desta tese foi verificar a
atividade do sistema auditivo eferen­
te, por meio da supressão das emissões
otoacústicas por transientes (EOAT) e
da sensibilização do reflexo acústico
em indivíduos com alteração de pro­
cessamento auditivo.
Foram avaliadas 50 crianças com
alteração de processamento auditi­
vo (grupo estudo) e 38 crianças sem
esta alteração (grupo controle), por
meio das EOAT evocadas por “clicks”
na ausência e presença de ruído ipsi e
contralateral, e por “tone bursts”, nas
freqüências de 1000, 2000 e 4000 Hz
na ausência e presença de ruído con­
tralateral, e de reflexo acústico nas
freqüências de 500, 1000, 2000 e 4000
Hz na ausência e presença de estímulo
facilitador ipsi e contralateral. O va­
lor da média de EOAT evocadas por
“clicks” com estímulo supressor foi de
até 1,50 dB para o grupo controle e de
até 1,26 dB para o grupo estudo. Para
as EOAT evocadas por “tone bursts”
com estímulo supressor, os valores
médios foram de até 2,69 dB para o
grupo controle e de até 2,79 dB para o
grupo estudo. Foi observado efeito de
sensibilização do reflexo acústico com
redução média de até 18,17 dB para o
grupo estudo e de até 17,38 dB para o
grupo controle. Não foi observada di­
ferença estatisticamente significante
entre as respostas do grupo controle
e do grupo estudo, para supressão de
EOAT (exceto na freqüência de 2000
Hz - “tone bursts”), e para sensibiliza­
ção do reflexo acústico.
Concluiu-se que o grupo estudo
apresentou valores reduzidos na pes­
quisa de supressão das EOAT e valo­
res aumentados na sensibilização do
reflexo acústico, em relação ao grupo
controle. O fato de o grupo estudo
ter tido menor efeito de supressão de
EOAT e maior sensibilização do refle­
xo acústico pode estar relacionado à
intensidade dos estímulos utilizados
nos dois procedimentos, e conseqüen­
temente, às diferentes funções do sis­
tema auditivo eferente ativadas.
Para a supressão, a intensidade má­
xima sugerida é de até 70 dB, para que
a função auditiva eferente possa ser
avaliada sem interferência dos mús­
culos da orelha média. No entanto,
para a realização da sensibilização, é
necessária a obtenção do limiar do re­
flexo acústico em nível de intensidade
mais elevado, atingindo uma porção
eferente mais periférica. Sendo assim,
pode-se inferir que a porção eferen­
te avaliada pela supressão de EOAT
condiz com a função de melhora da
inteligibilidade de fala em ambientes
ruidosos, uma vez que o ruído am­
biental está por volta da intensidade
utilizada no exame. Já para a sensibi­
lização, a intensidade dos estímulos
utilizados é maior e lesiva à cóclea,
quando exposta por um período longo
de tempo. Assim, pode-se inferir que a
porção eferente avaliada por este pro­
cedimento condiz com a função de
proteção coclear a sons intensos. •
Orientadora: Fga. Profª Dra. Renata Mota
Mamede Carvallo.
Banca examinadora:
Profª Dra. Alessandra Spada Durante,
Profª Dra. Eliane Schochat,
Profª Dra. Haydée Fiszbein Wertzner e Profª Dra. Liliane
Desgualdo Pereira.
Fernanda Burguetti,
fonoaudióloga
especialista em
audiologia
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
11
mundo acadêmico
LIVROS
Terapia de estimulação
auditiva
Uma coleção para
cantar e transformar
Um novo olhar
sobre a Dislexia
O livro “Processando Sons”, da fo­
Formada por um livro teórico e
No livro “A Dislexia em Ques­
noaudióloga Flávia Miriam Carneiro
outro prático, a coleção “Cantando
tão”, a fonoaudióloga e Dra. em
Rodrigues, tem como principal obje­
com os Fonemas”, da fonoaudióloga
Lingüística Giselle Massi coloca
tivo oferecer ferramentas importantes
Ana Maria de Souza Amaral, é desti­
em xeque a utilização corrente do
para a terapia de estimulação auditiva.
nada à estimulação da linguagem e da
diagnóstico de dislexia para dis­
A publicação é acompanhada de um
fala da criança.
tinguir crianças cujo aprendizado
CD com exercícios que somam um to­
No livro teórico, a autora faz uma
da escrita difere do padrão.
tal de 29 atividades que trabalham as
revisão da literatura no campo dos dis­
Ao analisar casos de alunos
habilidades de Detecção, Discrimina­
túrbios da fala, relata casos que mar­
considerados disléxicos, a autora
ção, Reconhecimento, Figura-Fundo,
caram sua história clínica e apresenta
demonstra como é frágil e arbitrá­
Atenção Auditiva Dirigida, Atenção
uma série de sugestões de atividades
ria a definição dessa suposta pa­
Auditiva Dividida, Atenção Auditiva
práticas. O trabalho é complementa­
tologia, pautada em explicações
Seletiva, Associação Auditivo-Visual,
do pelo livro prático, acompanhado
genéticas, neurológicas, metabóli­
Memória Auditiva, Ritmo e Fecha­
de um CD que reúne 24 músicas se­
cas, entre outras, permitindo que
mento Auditivo.
lecionadas. Cada uma aborda um fo­
análises do processo de apropria­
A publicação foi escrita a partir da
nema da Língua Portuguesa, além da
ção do objeto escrito permaneçam
necessidade de estimulação auditiva
oposição entre os dois grupos conso­
restritas ao signo de uma patolo­
de crianças que apresentam dificulda­
nantais.
gia individual.
de de aprendizagem em situações de
O material pode ser utilizado como
Para embasar seu estudo, Gi­
ruído. O quadro é muito freqüente
ferramenta terapêutica por fonoaudi­
selle recorre a importante ma­
em alunos com histórico de infecções
ólogos, psicopedagogos e educadores e
terial teórico, como obras dos
auditivas de repetição, com queixa de
também como atividade de lazer pelos
autores Vygotsky e Bakhtin. A
desatenção principalmente com sons
pais das crianças. A autora acredita na
partir dessa base, sustenta sua
ambientais competitivos, que pergun­
música como agente transformador e
argumentação de que o processo
tam muito “o quê?” e que se distraem
de desenvolvimento da criança.
de apropriação da escrita, como
facilmente.
Ana Maria de Souza Amaral é
qualquer prática de linguagem,
Flávia é formada pela PUC de
fonoaudióloga graduada pela Uni­
constitui-se em espaços de in­
São Paulo, tem especialização em
versidade de São Paulo em 1989 e es­
terlocução entre um eu sujeito-
Motricidade Oral pelo CEFAC e
pecialista em Audiologia com ampla
aprendiz e um outro sujeito-me­
Aprimoramento em Processa­
experiência na avaliação e terapia dos
diador, ambos mergulhados em
mento Auditivo pelo IEAA.
distúrbios da fala.
relações sociais.
12 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
O
AGB Photo/AbleStock
balanço
PRESTAÇÃO DE CONTAS
DO EXERCÍCIO DE 2006
processo de prestação de contas do exercício de 2006
a gestão dos recursos. O processo eleitoral estava de acordo com
do CRFa 2ª Região – SP, foi aprovado pelo Plenário do
o que preceitua as Normas que rege o Sistema CFFa/ CRFa.
CFFa, na 3ª Reunião da 94ª Sessão Plenária Ordinária,
Neste sentido, atestamos que a auditoria fora efetuada
realizada no dia 19 de abril de 2007, na forma regu­
atendendo-se aos Princípios Fundamentais de Contabilida­
lar, tendo em vista o disposto no relatório de auditoria assina­
de e obedecendo as NBC – Normas Brasileiras de Conta­
do pelo Sr. Carlos Roberto Rios da Silva – Contador (CRC-DF
bilidade e, com base na documentação que nos foi apre­
nº 008843/O-7) – no qual ele conclui:
sentada, podemos afirmar que os documentos têm caráter
“Diante das análises procedidas, entendemos satisfatória
intrínseco e fidedigno.”
Balanço Financeiro • Período: Jan/2006 a Dez/2006
Receita
RECEITA ORÇAMENTÁRIA
RECEITAS CORRENTES
Receita de Contribuições
Receita Patrimonial
Receitas de Serviços
Transferências Correntes
Outras Receitas Correntes
RECEITAS DE CAPITAL
Operações de Crédito
Alienação de Bens
Amortizações de Empréstimos
Transferência de Capital
Outras Receitas de Capital
RECEITA EXTRA-ORÇAMENTÁRIA
Diversos Responsáveis
Devedores da Entidade
Entidades Públicas Devedoras
Títulos Federais
Empréstimos Concedidos
Despesas a Regularizar
Despesas Judiciais
Restos a Pagar
Serviço da Dívida a Pagar
Depósitos de Diversas Origens
Consignações
Credores da Entidade
Entidades Públicas Credoras
Despesas de Pessoala Pagar
Despesas de Suprimento a Comprovar
Despesas Irregulares
Transferências Financeiras
Receita Não Classificada
Conversão Monetária
SALDOS DO EXERCÍCIO ANTERIOR
Caixa
Bancos-c/movimento
Bancos-c/arrecadação
Disponibilidade em Trânsito
Responsável por Suprimento
Bancos-c/vinculada
Bancos-c/vinculada a Aplicações
Total
2.484.665,40
2.417.665,40
1.977.210,53
133.650,31
78.490,16
228.314,40
67.000,00
67.000,00
316.866,79
3.207,39
6.901,69
8.921,59
283.555,91
13.913,54
43,13
323,54
1.373.200,57
24.859,16
21.899,71
319,61
1.326.122,09
4.174.732,76
Despesa
DESPESA ORÇAMENTÁRIA
DESPESAS CORRENTES
Despesas de Custeio
2.547.315,40
2.298.115,00
1.852.954,10
Transferências Correntes
445.160,90
DESPESAS DE CAPITAL
Investimentos
Inversões Financeiras
249.200,40
249.200,40
-
Transferências de Capital
DESPESAS EXTRA-ORÇAMENTÁRIA
Diversos Responsáveis
Devedores da Entidade
Entidades Públicas Devedoras
Títulos Federais
Empréstimos Concedidos
Despesas a Regularizar
Despesas Judiciais
Restos a Pagar
Serviço da Dívida a Pagar
Depósitos de Diversas Origens
Consignações
Credores da Entidade
Entidades Públicas Credoras
Despesas de Pessoal a Pagar
Despesas de Suprimento a Comprovar
Despesas Irregulares
Transferências Financeiras
Receita Não Classificada
Conversão Monetária
SALDOS PARA O EXERCÍCIO SEGUINTE
Caixa
Bancos-c/movimento
Bancos-c/arrecadação
Disponibilidade em Trânsito
Responsável por Suprimento
Bancos-c/vinculada
Bancos-c/vinculada a Aplicações
Total
333.893,97
1.977,24
9.548,83
2.000,00
27.630,57
280.839,09
11.300,21
355,73
242,30
1.293.523,39
22.461,98
14.739,66
1.256.321,75
4.174.732,76
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
13
balanço
Balanço Patrimonial Comparado • Período: Dez/2005 a Dez/2006
Ativo
Ativo Financeiro
Disponível
2005
2006
1.388.514,24
1.312.254,05
(76.260,19)
Total
47.078,48
37.201,64
(9.876,84)
Bancos-c/movimento
24.859,16
22.461,98
(2.397,18)
Bancos-c/arrecadação
21.899,71
14.739,66
(7.160,05)
1.326.122,09
1.256.321,75
(69.800,34)
-
-
319,61
Respons. Suprim. Fundos
Disponível Vinculado Em C/C Bancária
Bancos-c/vinculada
Bancos-c/vinculada A Aplicações
Relizável
Diversos Responsáveis
-
1.326.122,09
1.256.321,75
(69.800,34)
6.975,01
8.392,00
1.416,99
-
-
-
Devedores Da Entidade
3.036,07
1.805,92
(1.230,15)
Entidades Públicas Devedoras
3.938,94
6.586,08
2.647,14
Títulos Federais
-
-
Empréstimos Concedidos
-
-
Resultado Pendente
-
8.338,66
10.338,66
2.000,00
8.338,66
10.338,66
2.000,00
1.082.560,68
1.186.622,27
104.061,59
886.234,53
1.037.956,03
151.721,50
Bens Móveis
341.151,14
481.372,64
140.221,50
Bens Imóveis
545.083,39
556.583,39
11.500,00
196.326,15
148.666,24
(47.659,91)
196.326,15
148.666,24
(47.659,91)
Despesas A Regularizar
Despesas Judiciais
Ativo Permanente
Bens Patrimoniais
Créditos
Dívida Ativa
Outros Créditos
Valores
-
-
-
-
-
-
-
Títulos De Empresas Estatais
-
-
-
Títulos Da Dívida Pública
-
-
-
Almoxarifados
-
-
-
Outros Valores
-
-
Soma Do Ativo Real
2.471.074,92
2.498.876,32
-
Saldo Patrimonial
-
Patrimonial (Passivo Real A Descoberto)
Total
27.801,40
2.471.074,92
2.498.876,32
27.801,40
PASSIVO
2005
2006
PASSIVO FINANCEIRO
34.417,68
20.726,25
-13.691,43
34.417,68
20.726,25
-13.691,43
27.630,57
8.921,59
-18.708,98
DÍVIDA FLUTUANTE
RESTOS A PAGAR
SERVIÇOS DA DÍVIDA A PAGAR
-
DEPÓSITOS DE DIVERSAS ORIGENS
-
2813,31
2.716,82
6334,89
8948,22
2.613,33
355,73
43,13
ENTIDADES PÚBLICAS CREDORAS
RESULTADO PENDENTE
96,49
CONSIGNAÇÕES
CREDORES DA ENTIDADE
Total
-312,60
-
-
-
DESPESAS DE PESSOAL A PAGAR
-
-
-
DESPESAS DE SUPRIMENTO A COMPROVAR
-
-
-
DESPESAS IRREGULARES
-
-
-
-
-
-
DÍVIDA FUNDADA
-
-
-
DÍVIDA FUNDADA INTERNA
-
-
PASSIVO PERMANENTE
SOMA DO PASSIVO REAL
34.417,68
20.726,25
-13.691,43
SALDO PATRIMONIAL
PATRIMÔNIO (Ativo Real Líquido)
Total
14 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
2.436.657,24
2.478.150,07
2.471.074,92
2.498.876,32
41.492,83
27.801,40
balanço
Demonstrativo das Variações Patrimoniais
Período: Jan/2006 a Dez/2006
Variações Ativas
Variações Passivas
RESULTANTES EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
2.733.865,80
RESULTANTES EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
2.700.545,14
RECEITA ORÇAMENTÁRIA
2.484.665,40
DESPESA ORÇAMENTÁRIA
2.547.315,40
RECEITAS CORRENTES
2.417.665,40
DESPESAS CORRENTES
2.298.115,00
Receitas de Contribuições
Receita Patrimonial
Receitas de Serviços
Transferências Correntes
Outras Receitas Correntes
RECEITAS DE CAPITAL
Operações de Crédito
Alienações de Bens
1.977.210,53
133.650,31
78.490,16
-
Transferências Correntes
445.160,90
DESPESAS DE CAPITAL
249.200,40
Investimentos
249.200,40
Inversões Financeiras
-
67.000,00
Transferências de Capital
-
67.000,00
Amortizações de Empréstimos
-
MUTAÇÕES PATRIMONIAIS
249.200,40
Aquisição de Bens Móveis
237.700,40
Cobrança de Dívida Ativa
Construção ou Aquisição de Bens Imóveis
1.852.954,10
228.314,40
Transferências de Capital
Outras Receitas de Capital
Despesas de Custeio
MUTAÇÕES PATRIMONIAIS
153.229,74
86.229,74
11.500,00
Alienação de Bens Móveis
67.000,00
39.442,08
INDEPENDENTE DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
31.269,91
Inscrição da Dívida Ativa
38.569,83
Cancelamento de Dívida Ativa
Incorporação de Bens
0,01
INDEPENDENTE DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Restos a Pagar
Diversas
Lucro p/ Alienação de Bens Móveis
TOTAL DAS VARIAÇÕES ATIVAS
260,00
63,54
Diversas
242,30
Baixa de Bens Móveis
433,64
Perda p/ Alienação de Bens Móveis
548,70
2.773.307,88
TOTAL DAS VARIAÇÕES PASSIVAS
RESULTADO PATRIMONIAL
RESULTADO PATRIMONIAL
• DÉFICIT DO EXERCÍCIO
• SUPERAVIT DO EXERCÍCIO
2.773.307,88
Total
30.593,97
Total
2.731.815,05
41.492,83
2.773.307,88
São Paulo - SP, 31 de Dezembro de 2006
ANA LÉIA SAFRO BERENSTEIN
DIRETORA-TESOUREIRA
CRFa. 3979
CPF: 274.155.460-91
SILVIA TAVARES DE OLIVEIRA
PRESIDENTE
CRFa. 3861
CPF: 111.333.168-24
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
15
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PAULO YASSUO KOIKE
CONTADOR
CRC N.1SP139221/O-0
CPF: 759.841.568-49
ações
O QUE FAZEMOS POR VOCÊ
Acompanhe o trabalho das comissões de Legislação e Normas, Saúde e Educação
Comissão de Educação • 02/04/07 à 25/06/07
1) Execução do Planejamento 2007.
pesquisa realizada pelo CRFa./SP
missão de Legislação e Normas, vi­
2) Reunião com Assessores do Depu­
em 2004.
sando contribuir para a implemen­
tado Estadual Paulo Alexandre Bar­
4) Pesquisa referente à “Rede do Sa­
tação da Lei Estadual 10.893/01,
bosa, em parceria com a Comissão
ber”, recurso empregado pela Se­
que institui o Programa de Saúde
de Legislação e Normas, para dis­
cretaria de Estado da Educação/SP.
Vocal do Professor da Rede Esta­
cutir viabilidade de apresentação
5) Contato com organizadores do
de Projeto-Lei que disponha sobre
ENEFON – Encontro Nacional
atendimento fonoaudiológico nas
dos Estudantes de Fonoaudiolo­
escolas da rede estadual de ensino.
gia, para verificar possibilidade do
3) Levantamento dos fonoaudiólogos
CRFa./SP incluir questionário no
lotados em Secretarias Municipais
de Educação, a partir de dados de
material dos participantes.
dual de Ensino:
6.1) Reunião com a Dep. Estadual
Maria Lúcia Prandi
6.2) Envio de Ofício para a Secre­
taria de Estado da Educação
6.3) Pesquisas referentes ao tema.
6) Atuação, em parceria com a Co­
Comissão de Saúde • 02/04/07 à 25/06/07
1) Participação no Controle Social no
cio da medicina – “Ato Médico”.
junta destas entidades durante
4) Solicitação de cópia do filme: “Polí­
audiência pública que ocorreu no
1.1) Participação nas reuniões men­
ticas de Saúde no Brasil”, ao Dpto.
dia 04/07/07, na Assembléia Le­
sais do Fórum dos Conselhos
de Gestão Participativa do Minis­
gislativa, referente à Lei Estadual
de Fiscalização da Área da
tério da Saúde.
12.522/07.
Estado de São Paulo:
Saúde – Atividade Fim. Desde
5) Solicitação dos Anais da I Confe­
9) Participação na redação do docu­
agosto/07, o CRFa./SP assumiu
rência Nacional dos Direitos da
mento técnico referente à triagem
a coordenação deste Fórum.
Pessoa Idosa ao Conselho Nacional
auditiva neonatal, encaminhado
dos Direitos do Idoso.
ao grupo técnico da Secretaria de
1.2) Participação nas reuniões or­
dinárias e extraordinárias do
6) Pesquisa referente à participação
Saúde do Estado e entregue aos
Conselho Municipal de Saúde –
da Fonoaudiologia no CONADE
representantes do poder executivo
SP.
(junto ao CFFa.).
na audiência pública.
1.3) Participação nas reuniões da
7) Solicitação, por meio de ofício,
10)Pesquisas referentes aos seguin­
Câmara Técnica de Saúde
de gratuidade na inscrição de re­
tes temas: Fundação Estatal, RE­
Mental da Comissão de Po­
presentante do CRFa./SP no 12º
NAST, Planos dos Centros de Re­
líticas de Saúde do Conselho
Congresso Latino-Americano de
ferência de Saúde do Trabalhador
Estadual de Saúde – represen­
Serviços de Saúde, com o tema:
– SMS/PMSP, Política de Saúde do
tante: Fga. convidada Elaine
“Aumento da Expectativa de Vida –
Idoso, Triagem Auditiva Neonatal
Herrero.
Oportunidades e Reflexos nos
e Pacto pela Saúde.
2) Execução do Planejamento 2007
e definição de estratégias para seu
Custos da Saúde”.
11)Elaboração de texto a ser publica­
8) Participação em reunião realiza­
do na revista do CRFa./SP sobre a
da no dia 31/05/07, entre SBFa.,
participação da Fonoaudiologia no
3) Acompanhamento do trâmite do Pro­
CRFa./SP e ABA, visando debater
Controle Social.
jeto de Lei que dispõe sobre o exercí­
estratégias de participação con­
desenvolvimento.
16 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
ações
Comissão de Legislação e Normas • 02/04/07 à 25/06/07
1) Atualização do site do CRFa./SP,
link legislação.
2) Acompanhamento de publicações
no Diário Oficial da União.
3) Pesquisa nos municípios que pos­
tribuir para a regulamentação da
escolas da rede estadual de ensino.
Lei Estadual 12.522/07, que torna
8) Participação na redação do docu­
obrigatório o diagnóstico da audi­
mento técnico referente à triagem
ção em hospitais e maternidades
auditiva neonatal, encaminhado
do estado de São Paulo.
ao grupo técnico da Secretaria de
suem leis referentes à triagem au­
6) Participação em reunião realiza­
Saúde do Estado e entregue aos
ditiva neonatal com o objetivo de
da no dia 31/05/07, entre SBFa.,
representantes do poder executivo
constatar se tal legislação está sen­
CRFa./SP e ABA, visando debater
na data da audiência pública.
do implementada.
estratégias de participação conjun­
9) Acompanhamento do trâmite de
4) Reunião com deputados estaduais:
ta destas entidades durante a audi­
Projetos de Leis Federais, Estaduais
ência pública do dia 04/07/07, na
e Municipais, de interesse para a
Assembléia Legislativa, referente à
Fonoaudiologia.
4.1) Jonas Donizette
Pauta: regulamentação da Lei
Estadual 12.522/07
4.2) Maria Lúcia Prandi
Lei Estadual 12.522/07
10)Acompanhamento de Audiência
7) Reunião, em parceria com a Co­
Pública realizada na Câmara Mu­
Pauta: regulamentação/imple­
missão de Educação, com Asses­
nicipal de São Paulo referente ao
mentação da Lei Estadual
sores do Deputado Estadual Paulo
Projeto Lei 11/05, que institui a
10.893/01
Alexandre Barbosa para discutir
assistência psicopedagógica nas es­
5) Organização da Audiência Pública
viabilidade de apresentação de
colas municipais de São Paulo.
realizada na Assembléia Legislati­
Projeto-Lei que disponha sobre
va no dia 04/07/07, visando con­
atendimento fonoaudiológico nas
No próximo número,
relatos de outras comissões
•
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
17
fique por dentro
Conselho e Sindicato –
Conheça as diferenças
Um tem como principal incumbência a fiscalização do exercício profissional
do fonoaudiólogo. O outro atua nas questões salariais e trabalhistas
da categoria. Os integrantes da Comissão de Orientação e Fiscalização
explicam o que cada um destes órgãos faz pelos fonoaudiólogos
CONSELHO REGIONAL DE FONOAUDIOLOGIA
O
Conselho Regional de Fono­
ções, aplicar as penalidades cabíveis,
audiologia, autarquia federal,
expedir documentação aos profissio­
•Julgar as infrações e aplicar as pena­
é o órgão responsável pela
nais habilitados a exercer a profissão,
lidades previstas nesta Lei e em nor­
fiscalização do exercício pro­
bem como sua área de atuação.
mas complementares do Conselho
fissional do fonoaudiólogo, conforme
São algumas das funções do Con­
determina o art. 6º, da Lei 6965/81, que
selho:
dispõe sobre a regulamentação da pro­
•Fiscalizar o exercício da profissional
fissão e determina outras providências.
na área da sua jurisdição;
submetidos;
Federal;
•Arrecadar anuidades, multas, taxas e
emolumentos e adotar todas as me­
didas destinadas à efetivação de sua
Dentre as atribuições do Conselho
•Cumprir e fazer cumprir as disposi­
receita, destacando e entregando ao
encontra-se a de fazer cumprir as de­
ções desta Lei, das resoluções e de­
Conselho Federal as importâncias re­
terminações da lei 6965/81, do código
mais normas baixadas pelo Conse­
ferentes à sua participação legal;
de Ética de Fonoaudiologia e das nor­
lho Federal;
•Estimular a perfeição, capricho e
mas do Conselho Federal, orientando
•Funcionar como Conselho Regional
pontualidade no exercício da pro­
e fiscalizando o exercício profissional.
de Ética, conhecendo, processando
fissão, velando pelo prestígio e bom
Também cabe ao órgão julgar as infra­
e decidindo os casos que lhe forem
conceito dos que a exercem.
SINDICATO DOS FONOAUDIÓLOGOS
O sindicato é o órgão responsável
para atuar nas questões salariais e tra­
b) celebrar convenções coletivas de
trabalho;
balhistas da categoria. Segundo o Art.
c) eleger ou designar os representan­
513, da CLT, são prerrogativas dos sin­
tes da respectiva categoria ou pro­
dicatos:
fissão liberal;
a) representar, perante as autorida­
d) impor contribuição a todos aqueles
des administrativas e judiciárias,
que participam das categorias eco­
os interesses gerais da respectiva
nômicas ou profissionais ou das
categoria ou profissional liberal
profissões liberais representadas.
ou interesses gerais dos associados
relativos à atividade ou profissão
exercida;
a) colaborar com os poderes públicos
no desenvolvimento da solidarie­
dade social;
b) manter serviços de assistência ju­
diciária para os associados;
c) promover a conciliação dos dissí­
dios de trabalho;
d) sempre que possível, e de acordo
com as suas possibilidades, man­
ter no quadro de pessoal, convênio
Segundo o Art.514, da CLT, são de­
veres dos sindicatos:
18 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
com entidades assistenciais ou por
conta própria, um assistente social
fique por dentro
com as atribuições específicas de
promover a cooperação operacio­
nal na empresa e a integração pro­
•
fissional na classe.
Fonoaudiólogos
denunciam
empresas de RH
A Comissão de Orientação
e Fiscalização recebeu várias
Classificados
Clínica Multidisciplinar A&B Ltda.
Salas para locação • R. Machado de Assis, 480
Vila Mariana • Tel.: 5082-4023 (Metrô Ana Rosa)
e-mail: [email protected]
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Fonoaudióloga para audiologia ocupacional
Região ABCD • Enviar CV: [email protected]
denúncias referentes a algumas
empresas de recolocação profissional. Integrantes da Comissão
pesquisaram possíveis órgãos
Irene Aparecida Ferreira Mendes
Alugam-se salas por hora/período/integral.
Espaço multidisciplinar com toda infra-estrutura (Metrô Santa Cruz)
Tel.: 5579-9962, após 13h c/ Marilisa
responsáveis pela fiscalização do
setor e constataram a existência
do SINDEPRESTEM (Sindicato
das Empresas de Prestação de
Serviços a Terceiros, Colocação
e Administração de Mão de Obra
e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo).
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A Comissão orienta, portanto,
que os fonoaudiólogos interessados em firmar contratos com
empresas de recolocação profissional antes entrem em contato
com o SINDEPRESTEM, com o
Procon ou com a Delegacia do
Consumidor para verificar se há
precedentes
de
reclamações
com relação aos serviços prestados.
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Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
19
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normas e leis
CFFa emite recomendação
sobre cursos de
Fonoaudiologia e Audiologia
Documento trata da inclusão de conteúdo voltado para metrologia e
calibração de equipamentos eletroacústicos na formação dos profissionais
Leia a íntegra dos textos:
Recomendação CFFa – CS Nº 07,
de 26 de Maio de 2007
“Recomenda a inclusão de con­
teúdo voltado para a metrologia
selhos Regionais fiscalizar e orientar o
domine questões relativas à metrolo­
exercício profissional,
gia, tendo em vista que este profissio­
Considerando a necessidade de ga­
nal manuseia equipamentos eletroa­
rantir a qualidade nos serviços presta­
cústicos e, necessariamente, precisa
dos na área da saúde auditiva,
de conceitos relativos à calibração dos
e calibração de equipamentos eletroa­
Considerando os estudos realiza­
cústicos em cursos de Fonoaudiologia
dos pelo GT-3 na área de calibração de
RECOMENDA:
e especialização em Audiologia”
equipamentos eletroacústicos, coor­
Que os cursos de graduação em
O Conselho Federal de Fonoaudio­
logia, no uso de suas atribuições legais
e regimentais,
Considerando que a Lei 6965/81
denados pela ABNT desde 1998,
mesmos,
Fonoaudiologia e os cursos de espe­
Considerando constante evolução
cialização em Audiologia ofertem
dos equipamentos eletroacústicos uti­
aos seus alunos conteúdo voltado à
lizados na avaliação auditiva,
metrologia e calibração de equipa­
determina ser competência do Conse­
Considerando que é de fundamen­
lho Federal de Fonoaudiologia e Con­
tal importância que o fonoaudiólogo
mentos eletroacústicos, que deverá
abordar os seguintes conteúdos:
I – Vocabulário Metrológico
•Vocabulário Internacional de Metrologia – VIM
•Reprodutibilidade
•Calibração
•Médias
•Regulagem/Ajuste
•Medianas
•Manutenção
•Desvio padrão
•ABNT/ISO/IEC
•Incerteza de medição
•Acreditação de laboratórios/RBC
•Laudos periciais
•Rastreabilidade
•Programas de intercomparação
•Aprovação de modelos
•Desuso dos termos aferição, aferição biológica, aferi­
•Repetibilidade
20 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
ção acústica
normas e leis
II – Equipamentos
•Série IEC 60645
•Normas para audiômetros, imitanciometros e outros
•Série ISO 389
•Série IEC 60318
•Fones de ouvido compatíveis
•Série IEC para aparelhos de audição
•Classificação de aparelhos de audição
•Modelos de aparelhos de audição com aprovação de modelos
III – Cabines Audiométricas
•Ruído de fundo/relação sinal-ruído
•Técnicas de medição do ruído de fundo
•Equipamentos necessários para a medição do ruído de fundo
•Qualificação de cabines audiométricas
•Necessidade da monitoração permanente do ruído de fundo
•Cabines fixas x cabines móveis
IV – Técnicas de medições fonoaudiológicas
•Série ISSO 8253
•As curvas de limiares de Munson & Fletcher e a ISO 226
•Superposição de fones de sinais – resultado da composição dos sinais de teste com o ruído de fundo
•Limitações impostas pelo ruído de fundo no ambiente de medição – mascaramento
•Apresentação dos resultados de uma audiometria
•Confiabilidade das avaliações
•Riscos assumidos
V – Calibração de Equipamentos
•Objetivos da calibração
•Certificados de calibração
•OIML R104 e OIML R122
•Realização das calibrações
•Aparelhamento necessário a um laboratório de calibração
•Condições de aceitabilidade para a seleção de laboratórios de calibração
•Condições de aceitabilidade de certificados de calibração
•Uso das informações contidas no certificado de calibração
•Interpretação dos certificados de calibração
•Periodicidade de calibração
Brasília-DF, 26 de maio de 2007-09-25 • Comissão de Saúde do CFFa • (Recomendação aprovada durante a 96ª SPO, de 26.05.07)
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
21
eventos e ações
Palestra marca inauguração
de sede em Santos
Maria Cristina Jabbur é a nova delegada da Baixada Santista, região
que conta com 500 profissionais distribuídos num total de 41 municípios
A
palestra “Ética Profissional”,
sidente do Conselho Regional de Fo­
Norte, Litoral Sul e Vale do Ribeira. Ela
proferida pela Dra. Sandra
noaudiologia – SP, Fgo. Paulo Eduardo
substitui, no cargo, Isabel Gonçalves,
Aparecida Sá dos Santos,
Damasceno Melo, e a gerente do Con­
que exerce agora a vice-presidência do
mes­tre e professora de Di­
selho, Fga. Thelma Costa. A palestra,
órgão, na Capital.
reito Civil, marcou a inauguração das
segundo Maria Cristina, foi a primeira
“Uma das principais atividades da
instalações da sede própria da Delega­
de uma série que vem sendo realizada
delegacia tem sido a orientação ao fo­
cia da Baixada Santista em agosto, se­
desde então em Santos. Todas sempre
noaudiólogo”, disse Cristina. Dúvidas
gundo a delegada da Baixada Santista,
antecedidas de um happy hour.
relacionadas à relação com o colega e ao
Maria Cristina Jabbur.
Maria Cristina foi empossada em
trabalho em equipe são alguns dos as­
O evento contou com a presença de
maio, como delegada de uma região
suntos abordados em reuniões agenda­
muitos fonoaudiólogos e representan­
que abrange 500 profissionais, espa­
das pelos fonoaudólogos, das quais par­
tes de várias entidades profissionais.
lhados por 41 municípios, localizados,
ticipa também a fiscal Milene Valente.
Estiveram presentes, também, o pre­
além da Baixada Santista, no Litoral
Primeira delegacia criada pelo
Conselho Regional, a fim de descen­
tralizar a administração e facilitar o
atendimento ao público, a unidade de
Santos funciona à R. Joaquim Távo­
ra, 93, conjunto 15, Vila Mathias, tel.:
(13) 3221-4647.
A Delegada Maria Cristina Jabbur, a
palestrante Dra. Sandra Sá dos Santos
e o Presidente da OAB Seção-Santos
Rodrigo de Figueiredo Lyra
O Presidente do CRFa 2ª Região Paulo
Melo entre a Coordenadora da Faculdade
de Fonoaudiologia de Santos Heline
Machado, a Delegada Cristina Jabbur e
a Gerente do Conselho Thelma Costa
ATUALIZAÇÃO DE
ENDEREÇO:
A Delegacia da Baixada Santista
solicita aos fonoaudiólogos
de sua jurisdição
(Baixada Santista, Litoral Norte,
Litoral Sul e Vale do Ribeira)
que atualizem seus endereços
eletrônicos pelos emails
[email protected]
ou
[email protected],
a fim de recebam informações
Fonoaudiólogos presentes à palestra de
inauguração da Delegacia
A palestrante e a Delegada Regional
22 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
sobre ações desenvolvidas.
eventos e ações
Pauta para Conferência
Municipal de Saúde
N
o dia 28 de maio, a Dele­
Maria Cristina Jabbur e Maria Cristi­
gacia da Baixada Santista,
na Pedro Biz como delegadas represen­
representando a categoria
tantes da delegacia e do Sindicato dos
dos fonoaudiólogos, junta­
Fonoaudiólogos da Baixada Santista,
mente com o Sindicato dos Fonoau­
diólogos da Baixada Santista, Litoral
respectivamente.
Foram estes os subtemas propos­
Norte, Litoral Sul e Vale do Ribeira,
tos para discussão:
realizou a Pré-Conferência Municipal
•Saúde Funcional
de Saúde, em sua sede em Santos. Na
•Saúde do Trabalhador
ocasião, foi apresentada uma pauta,
•Saúde Bucal
levada à Conferência Municipal de
•Saúde da Criança e do Adolescente
Saúde em julho pelas fonoaudiólogas
•Controle Social
Pré-Conferência: discussão da pauta do encontro municipal mobilizou fonoaudiólogos da Baixada
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Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
23
eventos e ações
A
II Congresso Brasileiro de
Comunicação Alternativa
Universidade
Estadual
de
Campinas (Unicamp) aco­
Augmentative and Alternative Com­
com o apoio fundamental de pro­
munication (ISAAC).
fissionais de diferentes experiências
lheu, entre 15 e 19 de maio,
Segundo a prof. Dra. Regina Yu
clínicas, institucionais e acadêmicas
o II Congresso Brasileiro de
Shon Chun, da Unicamp e vice-pre­
do Estado de São Paulo, com larga vi­
Comunicação Alternativa – ISAAC
sidente da comissão organizadora do
vência no campo da CSA, e dos alunos
Brasil. O evento foi promovido pelo
congresso, a iniciativa também teve
dos cursos de Fonoaudiologia, Pedago­
CEPRE – Centro de Ensino, Pesquisa
como intenção fomentar pesquisas
gia e Engenharia Elétrica da Unicamp.
e Reabilitação Gabriel Porto – e pelo
e o desenvolvimento clínico e educa­
Também foram essenciais o apoio
Curso de Fonoaudiologia da UNI­
cional na área. Apesar de ter sido in­
financeiro de órgãos como a Faepex,
CAMP, com o objetivo de dar con­
troduzida no Brasil no final dos anos
Unicamp, Fapesp, Capes e a Prefeitu­
tinuidade ao desenvolvimento da
1970, a CSA ainda não se constituiu
ra Municipal de Campinas e do apoio
Comunicação Suplementar e/ou Al­
uma prática de amplo conhecimento
institucional da Unicamp, por meio
ternativa (CSA) no país e consolidar
no País, daí a importância desses even­
da Reitoria, da Faculdade de Ciências
a instituição do capítulo brasileiro
tos de promoção do setor.
Médicas e de outros institutos, vários
vinculado à International Society for
A organização do evento contou
presentes na abertura do evento.
Comunicação Suplementar e Alternativa: participantes também defenderam o
fomento de pesquisas e o desenvolvimento clínico e educacional
24 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
•
notas
Conselho cria oportunidade .
de negociação de débitos
Dia do Fonoaudiólogo
com Programação no
Ibirapuera
O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região iniciou, em setembro,
“Fonoaudiologia: o Brasil uni-
negociação com fonoaudiólogos que se encontram inadimplentes. O débito po-
do na Saúde da Comunicação”
derá ser pago integralmente ou em parcelas. Informamos que “constitui infração
é o tema da Campanha que o
disciplinar deixar de pagar pontualmente ao Conselho (artigo 21 inciso VI da Lei
CRFa – 2ª Região, em parceria
69/65/81)” e que “o registro poderá ser cancelado caso o débito não seja quitado
com diversas entidades do setor,
(artigo 22, parágrafo 6º da Lei 6965/81).” Além disto, o CRFa 2ª Região poderá
promoverá no dia 8 de dezem-
entrar com ação de execução fiscal perante a Justiça Federal (inciso XVIII do artigo
bro, um sábado, no Parque do
12 da Lei 6965/81) caso não seja cessado o débito.
Acesse www.fonosp.org.br e tenha mais informações! Aproveite!
Ibirapuera, na capital paulista. A
partir das 9 horas, uma extensa
programação envolverá os fono-
Dia Mundial da Voz recebe Voto de Aplauso
audiólogos e a população. Após
a caminhada de abertura, várias
O Senado Federal inseriu, em ata da sessão de 13 de abril, Voto de Aplauso
atividades serão distribuídas em
pelo Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril. Entre as justificativas pelo
tendas na Praça de Eventos do
voto, está o fato de a que “a voz está sujeita a uma série de enfermidades e é
parque, como palestras de orien-
louvável a iniciativa de uma campanha que objetiva conclamar a população para
tação, apresentação de grupos
ações educativas voltadas à conscientização vocal e suas implicações na comu-
de música e dança, oficinas e ati-
nicação, na saúde e na cultura.”
vidades voltadas para crianças e
Lei garante teste em recém-nascidos de Jaú
atividades referentes ao Dia do
Fonoaudiólogo, comemorado no
dia 9 de dezembro.
A principal proposta do evento
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adultos. A campanha integra as
O Secretário Municipal de Saúde de Jaú, Antonio Marcos Rodrigues, informa que, desde junho, o
município dispõe de lei que torna obrigatória a realização de exames de emissões otoacústicas no pe-
é conscientizar, sensibilizar e orien-
ríodo neonatal. A legislação (Lei Municipal nº 3446,
tar a população sobre as áreas da
de 07/06/2007) garante que o exame seja realizado
atuação da Fonoaudiologia nas di-
em todas as maternidades e estabelecimentos hos-
versas fases da vida. E unir cada
pitalares congêneres do município de Jaú.
vez mais a classe. A campanha,
que também promoverá a arrecadação de livros, brinquedos e alimentos em prol do “NATAL SEM
FOME”, terá a participação da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, da Abra-Gagueira, da Vez da
Voz, da ABA, entre outras.
O evento também se estenderá às cidades das Delegacias do
CRFa 2ª Região (Marília, Santos e
Ribeirão Preto).
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
25
notas
Pesquisa avalia conhecimento fonoaudiológico .
de professores
Fonoaudiologia se
despede de Maruska
A fonoaudióloga Marília Gonçalves,
de capacitar os professores a diferenciar
funcionária há 6 anos da Secretaria de
o normal do patológico e fornecer subsí-
Faleceu no dia 08 de
Educação de Marília, realizou este ano
dios para que lidem melhor com as difi-
julho, a Fga. Maruska Frei-
uma pesquisa com coordenadores pe-
culdades apresentadas por seus alunos.
re Rameck. Maruska, que
dagógicos de escolas públicas para
Segundo Marília, 41 docentes (1 ho-
fez doutorado em Lingüís-
avaliar o nível de conhecimento sobre
mem e 40 mulheres), com idades entre
tica Aplicada ao Ensino de
distúrbios da comunicação.
24 e 57 anos, receberam um questioná-
Línguas, na PUC-SP, em
O questionário antecedeu algumas
rio com 12 perguntas. “Concluímos que
2001, dedicou sua vida profissional
palestras realizadas pela fonoaudióloga,
a atuação do fonoaudiólogo nas escolas
ao estudo da voz, em especial à Voz
por solicitação das coordenadoras peda-
faz-se cada vez mais necessária, uma
da Mulher Executiva. É o que mostra
gógicas das escolas públicas. Os temas
vez que o trabalho integrado deste profis-
sua tese de doutorado “Dinâmica da
dos encontros trataram de alterações da
sional com o professor tem beneficiado
voz e do gênero: uma questão de po-
linguagem oral e escrita, com a intenção
significativamente o aluno”, diz Marília.
der”, na qual já afirmava: “A mulher
ainda não encontrou sua voz de po-
Alguns resultados da pesquisa:
• 75% relacionaram a fonoaudiologia à fala; 24% lembraram-se da escrita, 19%
da voz e 12% da audição.
• 95% acham que se fonoaudiologia e a pedagogia trabalhassem mais próximas, os alunos teriam menos dificuldades.
• Sobre as causas do distúrbio articulatório, 54% as desconhecem; 12% associaram a problemas auditivos; 10% ao modelo incorreto de fala e 2% ao uso
prolongado da chupeta.
• 22% deixaram em branco a pergunta sobre a idade em que é esperado que a
criança adquira todos os fonemas da língua portuguesa; 27% responderam 7
anos; 12% acham que é com 5 anos; 7% marcaram 8 anos e 2% pensam que
é aos 3 anos.
• 10% disseram que aprenderam a fazer transcrição fonética no curso de formação e 56% desconheciam o assunto.
• 37% disseram que já haviam recebido alguma orientação fonoaudiológica.
der”. Maruska era consultora na área
de voz e autora de vários artigos e
publicações em congressos. Perdemos a pessoa que sempre viveu e
lutou com otimismo e entusiasmo
pela vida e pela fonoaudiologia.
“A Maruska certamente neste momento deve estar colocando a conversa em dia com o Norberto (Rodrigues) e com o Mauro (Spinelli)...
Sempre empolgada, deve estar falando de tudo aquilo que estudou...
dos pacientes que atendeu... das
coisas que não concordou... daquilo
que não deu para fazer... Pelo menos
agora não sofre mais! Fique em paz,
amiga!”
Léslie Piccolotto Ferreira
“Independente da importância
dela para mim como esposa e companheira, pude observar durante os
anos como a Maruska influenciou
de forma positiva as vidas de diversas pessoas. Acredito que o espírito
dela vive nas almas destas pessoas,
como também na minha.”
Bill Hinchberger
26 Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
cartas
Parabéns pela posse
A nova Diretoria do CRFa – 2ª Região agradece os cumprimentos re­
cebidos por ocasião de sua posse enviados por Dirceu Raposo de Mello,
FALE CONOSCO
Secretária Geral da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, Maria da
Suas opiniões, críticas
e sugestões são muito
importantes para ajudar
no trabalho do Conselho.
Graça Marchina Gonçalves, Conselheira Presidente do Conselho Regional
Envie um e-mail para:
Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
Juliana R. Oliveira, Secretária Executiva do Conselho Regional de Farmá­
cia – SP, Sílvio Jorge Cecchetto e Maria Lúcia Zarvos Varellis, Presidente e
de Psicologia da 6ª Região, e Fga.Rosangela Malerba Colombi.
[email protected]
ou escreva uma carta para:
REVISTA DA
FONOAUDIOLOGIA
Projeto Pautar Brasil
Venho agradecer pela oportunidade de participar do Projeto Pautar
Brasil. Espero que, com os conhecimentos adquiridos, possa contribuir
Rua Dona Germaine Burchard, 331
CEP 05002-061
Água Branca – São Paulo/SP
para o desenvolvimento dos projetos da atual gestão.
Fga. Cibele Siqueira (CRFa – 2ª Região/SP), por e-mail
Mercado de Trabalho
Vimos parabenizar a Pesquisa
tante física, psicológica e emocional­
ria assumir esta causa e mobilizar
realizada por este Conselho, publi­
mente, por trabalhar tantas horas num
a nossa sociedade para um projeto
cada na Revista de Fonoaudiologia,
serviço com uma demanda enorme de
de Lei tão importante para a nossa
nº 72, com o título de “O Mercado
pacientes e de patologias diversas, o
categoria, da mesma forma que se
de Trabalho em Fonoaudiologia no
que dificulta um trabalho de melhor
mobilizou com o Projeto de Lei do
Estado de São Paulo”. Orientou-
qualidade.
Ato Médico?
nos concretamente sobre o nosso
Buscando informações a respeito
O Conselho Federal de Fisio­
mercado no serviço privado e pú­
do Projeto de Lei nº 2.193/2003 que
terapia e Terapia Ocupacional
blico. Mas nos surpreendemos em
circula na Câmara dos Deputados em
(COFFITO) conseguiu este be­
não conter nenhuma informação
Brasília e estabelece jornada de tra­
nefício através de Lei Federal que
a cerca da jornada de trabalho do
balho de 30 horas/semanais, conse­
estipula a jornada de trabalho no
Serviço Público, na Saúde.
guimos apenas tomar conhecimento
Serviço Público em 30 horas/sema­
de ser demorada a tramitação de um
nais há muitos anos, em 1994.
Somos fonoaudiólogas há anos
no serviço público e acreditamos
projeto.
Deixamos registrada, aqui, a
que, como nós, a maioria dos ser­
Admiramos muito o nosso Con­
nossa opinião, com a esperança de
vidores possui uma carga horária
selho, que tem garra, assume, luta e
que poderá alertar e, quem sabe,
semanal de 40 horas. Em nossa
consegue vencer muitas batalhas. Será
concretizar um sonho que espera­
opinião, esta carga é muito desgas­
que esse mesmo Conselho não deve­
mos há muitos anos.
Com grande respeito e admiração,
Fgas. Vanessa da Cunha Arroyo, Sílvia C. Pizzuto Zaqueu, Ana Cristina Viana da Silva
Revista da FONOAUDIOLOGIA | 2ª Região | nº 74 | jul.ago.set.2007
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Edição 74 - Conselho Regional de Fonoaudiologia