Publicação Trimestral do COLÉGIO MANUEL BERNARDES 72 ANOS 1 DEZEMBRO 2010 FUNDADO A 6 DE ABRIL DE 1938 Director: Câmara Pereira [email protected] Dezembro Dezembro 2010 2010 •• N.º N.º 77 77 •• ANO ANO LXXI LXXI (2.ª (2.ª Série) Série) Feliz Natal e Próspero Ano Novo Meus caros amigos, O vosso jornal NOVA FLORESTA muda, a partir de hoje, de Director e não é pelas melhores razões. O Senhor Dr. Ângelo Raposo, figura mítica do nosso Colégio, encontra-se bastante doente há já algum tempo e, por esta razão, não pode continuar a dar o seu apoio ao jornal. Assim, a Administração do Colégio endereçou-me o convite de o substituir no cargo, convite esse aceite de imediato, uma vez que, como antigo aluno e membro da Administração, não me podia negar a fazê-lo. Não quero, porém, deixar de prestar a minha homenagem ao Sr. Dr. Raposo, do qual tenho a honra de ter sido aluno e de lhe enviar os meus desejos de melhoras, bem como lhe agradecer, em nome do Colégio em geral e da Administração em particular, tudo o que fez em prol da Instituição Manuel Bernardes. Gostaria, também, de enviar uma pequena mensagem de agradecimento a todos que têm colaborado, ao longo destes anos, com o Nova Floresta, especialmente ao Sr. Amaro, ao Sr. Director Pedagógico e aos Srs. Professores e Alunos. Estas colaborações têm feito do nosso jornal o que ele é hoje. Estarei sempre ao vosso dispor, para que a publicação se mantenha um elemento de referência e um elo de ligação entre a comunidade educativa – corpo docente, alunos, trabalhadores e encarregados do de educação. Como se está aproximar a época natalícia, gostaria de vos enviar os meus sinceros votos de um Santo Natal, com muita saúde e todo o sucesso para as vossas vidas Um abraço amigo José António da Camara Pereira Gonçalves Que este Natal traga a esperança de um mundo melhor são os votos da Administração/Direcção do Colégio Manuel Bernardes a toda a comunidade educativa e restantes amigos. Natal, abrir “O sinal da porta a porta a Jesus lembra a responsabilidade de todo o crente quando este atravessa o seu limiar. Passar por aquela porta significa confessar que Jesus Cristo é o Senhor, revigorando a fé n’Ele para viver a vida nova que nos deu. É uma decisão que supõe a liberdade de escolher e ao mesmo tempo a coragem de abandonar alguma coisa, na certeza de adquirir a vida divina” (cf. Mt 13, 44-46). (João Paulo II, Incarnationis mysterium, n. 3) Nós, os cristãos, não podemos fechar os olhos a este ambiente laicista que parece decidido a fazer desaparecer tudo o que é cristão da nossa cultura. Contudo, não podemos esquecer a nossa parte de culpa. Nós próprios fizemos do Natal uma festa pagã. É preciso que, ao chegarmos a este dia, meditemos com sinceridade no significado que o Nascimento do Salvador tem para nós. Jesus nasce na pobreza e no abandono. N’Ele Deus aproximase da nossa história e oferece-nos o Seu amor e misericórdia. Em Jesus, a nossa humanidade sabe- se inundada pelo mistério de Deus, pela Sua Luz, pela Sua bondade. Celebrar este dia é proclamar que ainda é possível a esperança. É a ocasião para a «grande mudança» como diziam os Padres da Igreja. Deus faz-se homem para que o homem possa participar na própria vida de Deus. O Senhor faz-se escravo para que o escravo possa chegar a converter-se no Seu Senhor. No Natal, escutamos a mensagem do anjo, no Evangelho de (Continua na pág. 2) 2 DEZEMBRO 2010 Natal, abrir a porta a Jesus (Continuação da pág. 1) Lucas: «Hoje, (…) nasceu-vos um Salvador: o Messias, o Senhor». Recebamos esta mensagem no nosso coração. O que nasce é o Salvador. É um de nós… Comparte a nossa sorte e conhece os nossos caminhos… Sabe lidar com a pobreza… Pode guiar-nos! Ao seguirmos os Seus passos, sabemos que somos salvos do egoísmo e da «doença», da nossa mudez, do nosso consumismo e do nosso desvario. Jesus é o Messias. É o enviado por Deus. As Suas palavras nascem do próprio Deus, por isso estão cheias de vida e de verdade. As suas acções tornam evidente a compaixão de Deus para com os pobres e os marginalizados. Ao Menino de Belém reconhecemo-lo como o Senhor. Com efeito, Ele é mais que um profeta. Comparte connosco a humanidade mais genuína e comparte com Deus a glória que nos ilumina e nos diviniza. Ele é o Senhor da nossa existência. Ele vem visitar-nos, dando especial atenção aos atribulados e derrotados, para que ninguém desista da vida, mesmo perante as tribulações e as derrotas da história. Por isso, mesmo sofrendo, ou curvados sobre o peso das derrotas da nossa história, temos de estar vigilantes para O acolher; temos de mudar algo ou tudo para que este encontro aconteça em nós; temos de olhar bem para perceber os sinais da Sua presença e do que quer realizar na nossa vida; enfim, temos de confiar porque é Ele que sempre nos procura… «Olha que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo» (Ap. 3, 20). É um dos versículos mais belos da Bíblia. É uma experiência única e profundamente misteriosa. É feliz aquele a quem Jesus bate à porta do seu coração. Sim, é pela «porta» do coração que entra Cristo e dá a salvação ao homem. É no coração que se celebra o «banquete» que sacia a fome da Vida em abundância e se transforma a história em festa verdadeira. Assim, a Boa-Nova já não será só algo que se diz ou ouve, algo que se transmite ou recebe; mas será Alguém que nos ama e que ardentemente deseja celebrar o seu amor connosco. Por isso, neste Natal, abre a porta da tua vida e do teu coração a Jesus. Num mundo que o ignora e persegue, não podemos calar esta Boa-nova: Jesus é o Senhor e a nossa história foi redimida para sempre pela humilde ternura que nasce para a nossa salvação e a nossa glória. «Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.» (Spe Salvi 2) Por isso, alegraivos. Alegrai-vos! “Nasceu-nos hoje um Salvador!” Pequeno, pobre, humilde. Grande lição! Quando os grandes da terra procuram o poder, a riqueza, a importância… Tu, Senhor nasces num «curral», na situação de pobreza em que tantas pessoas, ainda hoje, vivem sem esperança de vida melhor. Alegrai-vos porque o Senhor veio ao nosso coração. Deu-nos o seu amor e perdão, abriu-nos ao próximo, … Nasceu! É festa. Festa porque hoje o mundo está um pouco melhor. Quantos acolhem, partilham, ajudam, celebram!... Senhor, ajuda a que nos abramos ao Teu AMOR para que continuemos a viver Natal todos os dias. .Que o Deus Menino traga a todos a força e a coragem para cada um ser fiel à sua vocação e missão. Um Santo Natal para todos. P. António Tavares Bom Natal Peter Singer, em Practical Ethics diz-nos que: Se estivermos à procura de um objectivo mais abrangente do que os nossos interesses, algo que nos permitirá interpretar as nossas vidas como possuindo um significado para além dos estreitos limites dos nossos próprios estados de consciência, uma solução óbvia é adoptar o ponto de vista ético. Este ponto de vista ético...exige ir além de uma perspectiva pessoal até ao ponto de vista de um espectador imparcial. (...) É transcender as nossas preocupações egocêntricas e identificarmo-nos com o ponto de vista mais objectivo possível – (...) O ponto de vista do Universo; Esta é uma época especial, é certo; é o momento do nascimento, da ascensão e de olhar o amanhã com a esperança e a credulidade da criança que olha para o mundo e se deixa surpreender. Surpreender com o mundo em redor, mágico e fantástico, que não compreende - mas também que, naturalmente, não se preocupa em questionar profundamente - o que o leva a gostar de estar com os amigos e colegas, qual a causa da fruição dos momentos singulares com a família, cujas recordações perdurarão ( vos garanto) para toda a vida, ou seja, o que o impulsiona para estar e fazer o que mais gosta, sem saber a sua causa, a sua origem. Tal como Dickens nos relata em Um Conto de Natal, a visita às nossas memórias é um exercício praticamente inato, visceral, próprio do ser humano, que almeja uma releitura dos nossos actos e que nos abre, verdadeiramente, outras direcções no vasto campo de possibilidades da acção humana. Ser capaz de coligir o melhor e o pior que fizemos no passado, realizar a síntese desses momentos e partir para uma realidade nova. É também o momento da reconciliação, connosco e com os outros, fortalecendo os laços de amizade e filiação, ou reconectando ligações e afectos que nos fazem, de nós Homens, animais de uma outra espécie, talvez tão diferente das restantes. Voltamos pois, a Singer e seu ao ponto de vista; num período conturbado como é o nosso presente, qual o valor das nossas experiências, se não o de nos trazer a sabedoria e o conhecimento para nos religarmos ao mundo? Não apenas pela vontade e desejo, mas pela iniciativa práxica, de ajudarmos aquele que está ali mesmo ao nosso lado. É, também, o momento de nos reunirmos, simbolicamente, em volta da Luz, na consciência de um corpo colectivo, que nós somos apenas uma parte. A coesão de uma comunidade depende desta visão conjunta, de uma unidade somática (da cidade), cujo equilíbrio está dependente das acções, individuais e colectivas. Este é um apelo de sempre, claro está, mas que se eleva num momento particular da História na nossa narrativa nacional. Se, para nós, o Natal é símbolo de família, de reunião, de afecto, que o seja no sentido universal do termo, de Dádiva; não como mera simbologia material, mas daquilo que a própria noção evoca: O descentramento da nossa individualidade e a entrega ao Outro, daquilo que, maximamente, e num tempo tão verdadeiramente necessário, podemos solidariamente: nós mesmos e, assim, assumir o ponto de vista do Universo. Bom Natal! Há estrelas e planetas no céu Foi numa noite gelada e húmida de Novembro, depois de uma extenuante jornada de trabalho e aulas, que centenas de alunos e respectivas famílias estiveram no colégio para participar numa sessão nocturna de observação astronómica, com recurso a 3 telescópios pelos quais os participantes puderam observar corpos celestes que antes só tinham visto ampliados em fotografia. Os benefícios pedagógicos da actividade são evidentes, os conteúdos científicos abordados têm a maior relevância mas o facto que mais surpreendeu foi a enorme adesão à iniciativa. O que terá levado quase 400 pais, alunos e professores a vencerem o frio e humidade da noite de 15 de Novembro, comparecendo no colégio durante a noite? Afinal tratou-se de uma actividade facultativa, completamente livre, onde não haviam faltas para quem não comparecesse, onde só ia quem queria. A resposta a esta questão só pode residir no interesse pela Ciência, na capacidade de entrega de professores/educadores e na abnegação com que os pais dos nossos alunos se dedicam à tarefa de ensinar e educar. É em actividades como esta que se pode comprovar a enorme vitalidade do nosso Colégio, vivido com entrega e paixão por todos os elementos da nossa comunidade. A sessão de observação tinha como público alvo os 4º, 7º e 10º ano, juntamente com as respectivas famílias. Esta escolha foi feita com base no facto de, nesses anos, serem leccionados conteúdos de astronomia. A divulgação cingiu-se a essas turmas, mas a informação rapidamente passou aos outros anos de escolaridade, dando-se uma passagem activa dessa informação (mais um sinal da vitalidade da instituição). Na sessão apareceram funcionários não-docentes, professores, membros da administração e Director Pedagógico, até ex-alunos, mas os primeiros a marcar presença foram alguns alunos de 1ºciclo, que permaneceram no colégio desde o final das aulas! Começamos por fazer observação da Lua a ampliações moderadas num primeiro telescópio, seguindo-se a observação de Júpiter e seus satélites. Nessa altura, na hora combinada para o início da sessão, 19h30, encontravam-se já mais de uma centena de pessoas a participar nas observações e assim foi até ao final da sessão que se prolongou para além do inicialmente previsto, pela chegada constante de pessoas. Com o avançar da noite a ampliação nos telescópios aumentou e pudemos observar as bandas de nuvens em Júpiter, as crateras Copernicus e Tycho na Lua, tendo esta última a curiosidade de ter sido criada à apenas 100 milhões de anos e de poder estar associada à extinção dos dinossauros na Terra. A sessão foi concluída observado o enxame estelar das Pleiades e “uma “ estrela dupla, conhecida pelo nome Albireo. À vista desarmada Albireo parece uma simples estrela mas com um telescópio constatou-se que se tratam de 2 estrelas próximas de cores diferentes, provando que as estrelas têm cor. Para o sucesso da iniciativa muito contribuíram alunos voluntários de 11ºano, que se mostraram incansáveis como monitores que operavam os telescópios e que auxiliaram a montagem e desmontagem do material. Não se pode menosprezar a abertura e apoio à iniciativa por parte do Director Pedagógico e da Administração do Colégio que acarinhou a ideia e facultou a logística de abertura de portas num horário muito alargado. Para terminar gostaria de dar uma palavra de agradecimento ao astrónomo Mário Ramos que deu um apoio importante, com a sua presença desinteressada no evento que terminou já depois das 22h e com +7ºC de temperatura. [email protected] Natal solidário Este ano entregamos a receita da venda destes postais ao SERVIÇO DE PEDIATRIA DO INSTITUTO PORTUGUES DE ONCOLOGIA As crianças agradecem. Nós também. 3 DEZEMBRO 2010 O que é o Pão por Deus? A tradição do Pão por Deus remonta a altura em que houve um terramoto em Lisboa a 1 de Novembro de 1755 e, em consequência disto, houve muita pobreza e necessidade de pedir. A partir daí, todos os anos no dia 1 de Novembro normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa. Em Portugal no dia de Todos os Santos , de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus". Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, broas, nozes e, às vezes, até dinheiro! É costume os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro, aos seus afilhados no Dia de Todos os Santos! Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas. É costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem. Educadora: Isabel Lucas O início de mais um Ano Lectivo!... Setembro chegou ...e com ele um novo grupo de crianças iniciam um percurso de crescimento / aprendizagem, partindo à descoberta. Assim, exploram o espaço, criam novas amizades e experimentam muitas actividades. Pintam com as mãos e os pés, formando com eles imagens suas conhecidas, colam folhas secas das árvores e outros materiais, fazem o Pão por Deus e festejam o S.Martinho. Também na sala exploram as áreas existentes e fazem construções, expressando assim a sua criatividade. Educador: Isabel Lucas A importância das visitas de estudo no processo da aprendizagem mento e/ou consolidação daquilo que se está a aprender e são, por norma, atividades recebidas com enorme entusiasmo e euforia por todas as crianças. É apanágio do nosso colégio, proporcionar que seus alunos participem em várias visitas de estudo a locais diversos, muitos deles de difícil acesso a título individual. A pré-escola não é exceção. Desde os 3 anos de idade, altura em que ingressam no colégio, os nossos pequeninos têm oportunidade de visitar locais e praticar atividades que, fora das salas da “infantil”, os põem em contacto com o mundo real. Criteriosamente escolhidas pelas educadoras, de acordo com as matérias que estão a ser abordadas, as visitas de estudo surgem como comple- Mas qual será a verdadeira importância das visitas de estudo no processo da aprendizagem de uma criança? Sabe-se que a criança aprende com a exploração do mundo que a rodeia. É interagindo, agindo, vendo, experimentando e descobrindo, que forma o seu pensamento sobre todas as coisas e compreende como tudo acontece e porque acontece. Assim sendo e para que o processo de aprendizagem Sítio do Picapau Amarelo decorra com sucesso, devemos proporcionar-lhe situações que lhe estimulem a capacidade de observar, a curiosidade de saber, a atitude crítica e a vontade de experimentar. As visitas de estudo são um excelente ponto de partida para levar a criança a observar in loco, a questionar, a experimentar e a criticar; são uma forte contribuição para a sua formação social e pessoal promovendo a sua independência, autonomia, sentido de cidadania, espírito crítico e auto-estima; são um meio natural para que desenvolvam a forma como se expressa e comunica, através da relação do seu “eu” com o meio envolvente, da linguagem verbal e não verbal, de várias formas de expressão e do uso do “faz de conta”; são o melhor método para que conheça o mundo, com as respostas que obtém à sua curiosidade natural e ao seu desejo de saber porquê. As visitas de estudo contribuem para melhorar a aprendizagem das crianças e a sua relação com a realidade, fomentando a socializa- ção, cooperação, responsabilização e motivação. Por outro lado, em contacto directo com o meio, desenvolvem o espírito de investigação, observação, argumentação e conclusão. Ao visitar uma fábrica, um museu ou qualquer outra realidade, as crianças despertam para tudo o que têm à sua volta e ao seu dispor. Cabe-nos depois a nós mostrar-lhes que tudo isso pode ser utilizado, de forma responsável, na sua construção e crescimento enquanto seres humanos pertencentes a uma sociedade em permanente transformação. Quanto mais informação armazenarem, melhor e mais humana e conscientemente farão as suas escolhas, mais vasto será o seu leque de oportunidades, mais armas terão para vencer na vida! Melhor que muitos ensinamentos, mais eficaz que muitas palavras, presenciar acontecimentos e vivenciar experiências Dia 11 de Novembro Dia de S. Martinho Fomos ao Teatro Politeama ver o “ SÍTIO DO PICAPAU AMARELO ”! Gostámos de todas as personagens, estava muito bonito e todos tinham roupas lindas. As mais bonitas foram a Bruxa Cuca e a Sereia!... - Neste dia fomos ao Colégio dos crescidos! - Estavam lá os assadores com o carrinho a assar castanhas! - Comemos as castanhas quentinhas e que boas estavam … Meninos da Turma B – 5 Anos Meninos da Turma B – 5 Anos é o caminho mais rápido para que a criança aprenda aquilo de que vai necessitar para ser um adulto criativo, cívico, capaz de responder a qualquer desafio, de enfrentar qualquer dificuldade e de aproveitar da melhor forma qualquer sucesso. Partindo de todos estes pressupostos as crianças da turma E, 4 anos, da pré-escola, durante o presente ano lectivo, já visitaram o Museu do Teatro, o Metropolitano de Lisboa, ao Parque dos Moinhos de Santana, foram ao teatro e interagiram com um vendedor de castanhas. Muitas outras visitas estão programadas e irão acontecer ao sabor das matérias que forem surgindo na sala de aulas. Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico Ana Fernandes, educadora dos 4 anos 4 DEZEMBRO 2010 5 DEZEMBRO 2010 QUADRO DE HONRA Saudação do Director Em nome da Administração, do competente corpo docente e dos demais funcionários do Colégio Manuel Bernardes, saúdo todos os presentes e particularmente os alunos, razão de ser desta cerimónia do Quadro de Honra. Hoje celebramos o (vosso) sucesso dos nossos alunos. Celebramos o trabalho realizado durante o ano lectivo passado, para que fique na nossa memória o reconhecimento do esforço, do trabalho que vos levou a alcançar metas a que se propuseram. Mas, que de que trabalho se trata quando mencionamos o percurso realizado pelos alunos? Referimos a memorização de conteúdos, os puros resultados académicos, mobilizados pelo saber científico, avaliados apenas em alguns momentos ao longo do ano, ou estamos a caracterizar algo mais abrangente, uma concepção universal ou universalizante do labor dos nossos alunos? Fala-se, pois, do “ Bom Trabalho”. Esta designação tem três significados passíveis de traduzir o termo “ Bom”: - Poderá signifcar a excelência em qualidade, um trabalho altamente disciplinado. - Poderá significar a responsibilidade – já que se traduz em cumprimento dos compromissos assumidos e considerar as suas implicações para a comunidade mais ampla no meio em que se encontra. - Poderá, finalmente, significar que é cativante – que é algo que nos dá satisfação e que, mesmo que difícil ou que obrigue a um esforço considerável. Neste sentido, a missão dos educadores é preparar os jovens para uma vida marcada pelo “ bom trabalho”, de forma a que se possam sentir estimulados e manter essa qualidade num mundo laboral, em prol da sociedade. Encontramo-nos, assim, numa acepção que valoriza o desempenho excelente, cativante e, em última análise, ético. É, talvez, este último, que merece a nossa atenção, pelas suas implicações no modo como se encara e interpreta o universo educativo, com particular atenção aos nossos alunos. Esta “ mente ética”, como H Gardner designou, é essencial na formação de alunos comprometidos com o seu projecto de vida, do qual resultará o papel enquanto cidadão. A estrutura desta orientação ética inicia-se no seio familiar. As crianças observam atentamente os seus pais quando estes tomam decisões sobre aspectos do diaa-dia. Observam se os pais têm orgulho no seu trabalho, como falam dos seus superiores ou colegas, se o trabalho é apenas um meio desagradável de obter rendimento ou se possui um significado intrínseco. Os valores religiosos, incorporados e defendidos abertamente, também são estímulos importantes. Observam o divertimento dos seus pais, se respeitam as regras de um jogo, se o seu objectivo é apenas a vitória ou se tem um valor próprio para si mesmos, independentemente de quem ganha ou perde. Analisam o comportamento dos seus pais enquanto cidadãos: falam e discutem sobre comunidade: Pretendem melhorar a sociedade, participam voluntariamente ou a motivação (deles) é individual e o seu envolvimento destina-se apenas à concretização de objectivos particulares? Os adultos fora de casa também exercem influência e são escrutinados da mesma forma. Quando os jovens projectam sobre o seu futuro profissional, prestam atenção particular aos adultos que exercem um trabalho que está no seu horizonte de pretensões. Quer estejam ou não conscientes disso, estes adultos são modelos realistas, ou seja, transmitem as crenças, aspirações, comportamentos de quem ocupa tais profissões. Por outro lado, os pares, os colegas. Desde cedo, as crianças convivem com outras que partilham aproximadamente a mesma idade. São fortemente influenciadas pelos comportamentos e crenças dos colegas, particularmente os que são vistos como os que têm mais prestígio, e/ou que têm mais poder. Como tal, todos os alunos que se encontram aqui hoje são modelos de referência para os demais colegas. Esta escolha de pares é particularmente importante na adolescência. È nesta altura que os jovens testam as diferentes opções de vida. É importante que estes grupos tenham uma consciência comunitária, que se dediquem aos estudos, ao serviço comunitário, cujas actividades tenham consequência na construção de uma sociedade melhor. Os pares são fundamentais , já que o seu sentido ético e os próprios modelos de comportamento podem ser afectados por comportamentos dúbios. Mesmo com estes factores, reunidos no sentido positivo – todas as influências atrás descritas se exercerem na direcção do comportamento ético bem alinhado- é possível o desvio deste percurso. A vivência e a experiência de práticas impróprias que são toleradas por quem nos serve de modelo levam ao perigoso desvio de um comportamento ético e totalmente indesejável para o aluno trabalhador. É necessário estarmos atentos ao percurso das comunidades. Todas as sociedades modernas incorporam as virtudes da verdade, da integridade, da lealdade, da justiça; nenhuma apoia explicitamente a falsidade, desonestidade e a injustiça flagrante. O conhecimento não tem uso meramente académico; é indispensável para um olhar crítico ao nosso redor, para enriquecer o olhar sobre a realidade e possibilitar a recusa à imoralidade, ao laxismo, à indiferença. Mas tal conhecimento sem uma visão dos que estão à nossa volta, se perseguirmos apenas os nossos interesses pessoais, perde-se a orientação axiológica que sustenta verdadeiramente uma comunidade; J. Sacks, diz-nos que “ quanto tudo o que é importante pode ser comprado e vendido, quando os compromissos podem ser quebrados só porque já não nos são vantajosos(...), quando o nosso valor é medido em virtude de quanto ganhamos e gastamos, então (...) está-se a destruir as mesmas virtudes das quais todos dependemos a longo prazo.” Assim, o bom trabalhador ou estudante está dependente da sua disposição em realizar um bom trabalho e a continuar a tentar alcançar esse objectivo perante uma situação difícil. Devemos enunciar (e fazer delas nossas também), então, as quatro directrizes de Gardner para alcançar este bom desempenho: 1. Missão – Na escola, fora da escola, no trabalho, deve-se conseguir caracterizar, com clareza, o objectivo a alcançar nas suas actividades; sem esse conhecimento explícito dos seus propósitos, o mais certo é permanecer sem rumo ou caminhar em direcção ao incerto. 2. Modelos – As referências, os exemplos são indispensáveis. Preferencialmente por via directa ou então através de textos , é necessário que os jovens tenham como fontes de influência comportamentais indivíduos que personificam o bom trabalho. Na ausência de tais referências, perdem-se os modos correctos de agir. 3. O espelho individual – O bom trabalhador olha atentamente para o espelho e interroga-se sobre os métodos que utiliza para alcançar os resultados desejados. E já que estamos todos sujeitos à auto-ilusão, é importante que estejamos ladeados por quem, pela sua experiência, sabedoria e conhecimento, nos possam ajudar a olhar com verdade e realidade, através da franqueza e sinceridade. 4. O espelho enquanto responsabilidade – Mesmo que os nossos alunos estejam a realizar um excelente trabalho individualmente, é importante estabelecer o compromisso com os colegas, monitorizando o nosso trabalho e o deles, aceitando a crítica e criticando, responsável e honestamente. Como afirmou o dramaturgo Molière “ somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que não fazemos”. O trabalho da Escola é adquirir um domínio do currículo, sejam as literacias básicas, as disciplinas mais importantes ou impulsionar o pensamento sintetizador e criativo. Na maioria das escolas, hoje em dia, a ênfase recai quase exclusivamente na obtenção da excelência nas actividades académicas. Mas, mais do que isso, a escola e os educadores podem ajudar a encontrar o caminho da mente ética; os alunos têm que compreender o porquê de estarem a aprender o que aprendem e como este conhecimento pode ser usado para fins construtivos. Enquanto discentes disciplinados, é o seu dever compreender o mundo. Mas o real alcance de tais aprendizagens é utilizar essa compreensão para melhorar a qualidade de vida e de subsistência e intervir quando essa compreensão ( ou não compreensão) tem um uso destrutivo. Daí, caros alunos, que se deva dizer que a construção de uma comunidade melhor irá depender do vosso esforço. Talvez, paradoxalmente, se o esforço que vos impulsiona a obter bons resultados for visto como um conhecimento que deve ser usado para fins construtivos e, desse empenho, obterem um prazer adicional ao trabalho escolar, considerando-o importante em si mesmo, então irão alcançar a verdadeira faceta do Bom Trabalho. .. Mto Obrigado. Hugo Quinta Director Pedagógico 6 DEZEMBRO 2010 QUADRO DE HONRA Despedida Excelentíssima Administração, caros professores, funcionários, pais, colegas e a todos os que um dia honraram o nome desta casa. Hoje cabe-me a mim um dos papéis mais nobres que já desempenhei na minha vida. Dando a voz por aquela que foi provavelmente a minha segunda casa, pretendo transmitir um profundo agradecimento a todos os que traçaram o meu rumo e o de todos aqueles que hoje discursam juntamente comigo mas, acima de tudo, pretendo representar e falar em nome de todos vocês, caros colegas, porque no fundo o Colégio é feito por nós, somos nós que o pintamos tal como ele é e depois guardamos esse precioso desenho na nossa lembrança para a posteridade. Hoje quero-vos revelar um pouco desse meu desenho, no qual os momentos de felicidade se sobrepõem aos de tristeza. Todos nós nascemos inseridos num mundo sem qualquer tipo de conhecimento, sabedoria ou virtude. Ouso mesmo dizer que a única igualdade entre os seres reside no nascimento. Por conseguinte o nosso desenvolvimento leva-nos a percorrer determinados rumos, os quais nos conduzem à formação de uma personalidade e carácter próprios. E, de facto, é a consequente multiplicidade de identidades desenvolvidas com o crescimento que atribui cores tão variadas ao mundo. Ora este desenvolvimento ou esta construção, se assim o entenderem, não é nada mais, nada menos, que um aglomerado de histórias cuja maior ou menor importância fizeram e vão fazendo aquilo que hoje somos. A história que hoje vos conto tem a característica de ser comum a todos vós que, agora, sentados nas cadeiras onde eu e tantos outros alunos desta casa reflectiram ou simplesmente bocejaram com aquilo que vos é dito, me pedem para ser extenso, para não terem mais aulas hoje. Pois bem, o início da história e o seu fim têm um só nome: Colégio Manuel Bernardes. A fluidez, ou não, do meu discurso é travada aqui, uma vez que sou obrigado a deter-me no exacto momento em que tudo começou. Perdoem-me o devaneio, mas um dia perceberão o quão saboroso é recordar e lembrar os pequenos detalhes que hoje nos fazem grandes. Mas, continuando, foi precisamente num pequeno detalhe que tudo começou: entrando pela porta onde, quer fosse o Senhor Aníbal ou a Dona Rosa, a saudação matinal dava o mote para o dia começar em pleno. Depois chegava o toque, que tantas vezes ecoou nas nossas cabeças, revelando o início de uma nova etapa. Seguiam-se os primeiros burburinhos para a escolha de um chefe de turma, as paixões de um 5º ou 6º anos, os gritos masculinos para apanhar as balizas da quinta ou simplesmente para avisar quando o prefeito chegasse à porta da sala para não ficar de castigo, perdendo um precioso intervalo nas filas do bar. Porém, recuando um pouco, é preciso pegar na origem desses mesmos murmúrios e entender onde é que eles começaram. Tudo se iniciou do outro lado, onde os lápis de cor ou as canetas de feltro foram o nosso primeiro desafio, seguidos de desenhos, das letras e dos números. A pouco e pouco demos por nós a não pintar por fora das margens, a conseguir desenhar a cara de alguém, e depois foi um pulo até não darmos erros ortográficos ou a ter a alegria de chegar a uma conta de somar e obter o resultado acertado. Mais tarde o toque de entrada passou a ser mais grave, perdendo a timidez e a ingenuidade da infância e conduzindo-nos a um novo mundo, talvez o início do admirável mundo novo de cada um, em que as cores deixam de ser baças para ganharem uma nitidez que tem tanto de maravilhoso como de assustador. Era a Língua Portuguesa a deixar-nos adjectivar aquilo que é belo ou a verbalizar os nossos desejos, ouvindo os constantes pedidos da sempre querida professora Antonina, para que o Mostrengo entrasse para a nossa cabeça, era a Matemática a pôr ordem no universo, equacionando um mundo exacto e de probabilidades descrito nas centenas de fichas elaboradas pela estimada Professora Edwiges, não esquecendo nunca a ternura da professora Ana Palrão ou a calma do professor Pinheiro, era a História a revelar o passado e a desvendar mistérios testados nas 150 perguntas da professora Margarida Remédios ou no carisma do professor Menezes, era a Música pela mão da dócil professora Gilda Latino a dar-nos uma sensibilidade que hoje se tende a perder, era o Inglês a permitir-nos comunicar em qualquer parte do mundo com a autoridade e vocabulário indispensável da professora Cecília ou com a amizade da professora Fátima Silva. Seguia-se a Geografia, com a professora Ana Gonzalez a mostrar que o planeta é também feito por rios e oceanos, ou ainda o Francês pela mão do inconfundível professor João Branco, pela querida professora Odete ou mesmo pela sempre amiga professora Maria dos Anjos. Nunca esquecer a versatilidade dos professores Aureliano e Gil que introduziram as ciências em todas as componentes nas nossas vidas, ou ainda a parte artística da nossa adolescência, levada a cabo por professores como Saldanha, José Filipe, Susana ou Filipa, a par das lições informáticas pelo professor Freixo Nunes ou pela professora Paulete. Neste rumo, uma hora era sempre reservada para aprendermos que a nossa audácia se concentra nos valores que escolhemos para a nossa vida. Um bem-haja ao Professor Pedro César que, sendo um amigo, acompanhou todas as turmas do meu ano e, certamente, ninguém se esquecerá de conceitos como vocação, moral, ética ou aquilo que nos sustenta, o amor, tão bem ensinados por ele. Chegado a este ponto travo o meu texto, uma vez que fiquei sem tinta na caneta. Não querendo perder o impulso que levo e a vontade de continuar a ter o Colégio vivo no meu pensamento, rapidamente encontro 7 DEZEMBRO 2010 outra e prossigo. Sou obrigado a comparar esta minha atitude com aquela que tomei no meu nono ano. Altura de decisões, na medida em que precisamos de encontrar a alavanca certa, se ambicionamos um dia ser adultos, eu e certamente todos os meus companheiros, que hoje revisitam o Colégio, não quisemos perder esse impulso chamado Manuel Bernardes e tivemos a maturidade suficiente para decidir ficar, sabendo que a verdadeira alavanca estava aqui. Ficámos, ocupando mais uns quartos e salas deste autêntico lar. Aqui, algumas rotinas mudaram. Se uns andavam a vaguear pela História com a companhia das professoras Patrícia ou Cristina Mariano, outros perdiamse pelos números sob o comando da professora Luísa Latino, outros concentravam-se na matéria e na energia proveniente do carismático professor Carlos Bernardino ou pela querida professora Ana Cristina, seguindo-se aqueles que não temiam a crise e procuravam no inconfundível professor Ramos explicações que fizessem emergir um gestor. Tudo isto, seguido de perto pela nossa língua que nos lembrava o património cultural e a importância de saber escrever e falar através de um Eça de Queiroz ou de Pessoa. Quem não via um Alberto Caeiro na professora Sónia, ou um ortónimo na professora Maria João Carvalho, ou mesmo um Álvaro de Campos na professora Maria João Alves?! Paralelamente, o mote dado pelos romanos, “mente sã num corpo são” mantinha-se, ladeando a Filosofia que, a bem ou a mal, fosse com o professor Hugo Quintas, Luís Loia ou Gil, nos tornou melhores oradores; e a Educação Física onde nunca ninguém se esquecerá certamente da quinta ou do ginásio após tanto suor lá deixado. Um bem-haja ao professor Nuno, ao professor Eduardo, à professora Cátia, João Pedro ou Gonçalo. Por último, mas não menos importante, um obrigado muito especial a alguém que nos marcou profundamente, não só pela forma como aprofundou o inglês nas nossas vidas, mas também pelos seus conselhos e sugestões que fizeram de cada aula uma descoberta. Falo, obviamente, da professora Adélia. De facto foram todas estas aprendizagens que nos permitiram conhecer o mundo e, por conseguinte, engrandecer, tendo em conta que ninguém nasce na grandeza. E assim, fui destacando todos os criadores da nossa cultura, todos aqueles que, através da palavra, nos ensinaram a pensar, educando a nossa mente e os nossos valores. Falo dos professores e peço desculpa àqueles que não evoquei, mas o tempo que passei nesta casa não foi o suficiente para conhecer suficientemente todas as pessoas. Um muito obrigado a todos pela vossa dedicação! Dirijo da mesma forma um reconhecido agradecimento à administração do Colégio, que preza diariamente para que esta casa mantenha aquilo que de melhor tem e para que todos nos sintamos bem. Continuem a ser, numa analogia ao nosso hino, o “farol guiando a gente na terra”. De seguida, as minhas palavras são dirigidas a todos os funcionários e prefeitos que, directa ou indirectamente, contribuíram para o rumo que fui delineando ao longo deste discurso. Desde a Dona Judite ou o Senhor Amaro que velavam pelo silêncio na nossa estimada biblioteca, ao Stor Miguel com a sua voz inconfundível, à ordeira Stora Manuela, ao grande Stor Zé, às storas Natércia, Lurdes ou Galateia que, fazendo parte de uma geração de outras tantas pessoas como o stor Pedro Machado ou o Stor Fábio, ficarão para sempre guardadas no nosso pensamento. Da mesma forma, mas em especial, porque sentimos por ele uma multiplicidade de sentimentos dependendo da idade, fosse medo, terror inicialmente, mas logo trocados pela amizade e companheirismo nunca menosprezando o respeito de sempre. De facto ficou por falar alguém responsável por uma disciplina que, não sendo leccionada numa sala de aula, está sempre presente em cada corredor, em cada canto. Qual professor, ele tem o nome de Senhor Ramiro e para sempre a sua voz imponente, o seu sorriso, os seus avisos ou discursos a que nos habituámos, serão sempre uma referência para cada um de nós, como uma lembrança que jamais poderá ser apagada. Uma última, mas não menos importante palavra a todos os pais que desde sempre fizeram de tudo para que pudéssemos incluir na nossa curta história de vida o nome Colégio Manuel Bernardes. A todos um obrigado por compreenderem os nossos trabalhos de casa, por nos limparem os ténis, vindos da quinta, cheios de terra (agora isso já não acontece), por nos deixarem almoçar no largo do colégio, enfim por estarem aqui hoje com o intuito de nos aplaudir. Ainda a propósito da história, ela inevitavelmente tem como desfecho um décimo segundo ano que termina esse percurso e fecha um pedaço da nossa identidade. Porém, ao sair existem determinados hábitos que já não conseguimos evitar, determinadas ideias que nos foram incutidas, as quais defendemos para o resto das nossas vidas. Este é o motivo pelo qual o Colégio nunca é passado quando se sai, ele é presente e futuro. E acreditem, para vos contar esta história, confesso que voltei ao colégio, apenas para rever e recordar. Não deixem que a vossa história, a de cada um de vocês esmoreça, nunca percam esse pedaço de vocês, chamado Colégio Manuel Bernardes, porque no que toca a amizades criadas, a laços nascidos entre saltos, correrias, namoros, eles fizeram de nós aquilo que hoje somos. Mesmo os espaços que viram os nossos sorrisos e os nossos choros, fossem eles a quinta, palco de confrontos futebolísticos sempre com uma audiência feminina a quem tentávamos impressionar, ou os jardins onde nós rapazes teimávamos em ficar, apesar da proibição de o fazer, ou mesmo a sala de jogos ou a própria rádio que tantas dedicatórias transmitiu. Falo ainda dos cinemas ou dos chás dançantes nos últimos dias de aulas, ou nos incontornáveis arraiais, simbolizando uma das mais valiosas tradições do Colégio. Uma referência a todas as viagens que o Colégio sempre nos proporcionou, a partir do sétimo ano. A todas as outras, fossem as fantásticas idas a Paris com o professor João Branco e com a professora Helena Beja Lopes, ou mesmo as inesquecíveis estadias em Inglaterra, com a teacher Fátima Silva. E por fim, a viagem de finalistas. A qual merecia praticamente um capítulo do meu discurso, mas não o podendo fazer restame dizer que por uma semana Punta Cana tornou-se o Colégio Manuel Bernardes em tudo o que ele tem de melhor. Nós, alunos como mote, acompanhados não só pelo senhor Ramiro como pelo professor Luis Loia, demos uma volta pelo paraíso e ainda assim fomos capazes de lhe ensinar umas coisas que só o Colégio proporciona. Enfim perco-me nesta lista que revela mais mil sítios, eventos, acontecimentos neste colégio, mas há coisas que ficam para sempre nossas e cada aluno sabe onde se refugiar. Por isso mantenho-me vosso cúmplice e para me encontrar no meu texto, sou obrigado a escutar o toque da saída cuja inevitabilidade coloca um ponto final à história que vos contei. Quando ele acontecer a cada um de vós, guardem-no, bem guardado, porque um dia, como o faço hoje, vão ser capazes de o prolongar para se demorarem um pouco mais num qualquer corredor do Colégio. Neste pequeno prolongamento que permito a mim mesmo, encontro-me nos vossos rostos e digo-vos que não é preciso estudar muito para ser alguém. É preciso sim, saírem daqui conscientes da vossa identidade. Nós temos a sorte de a nossa ter um ponto em comum denominado Manuel Bernardes. E acreditem que esse é o ponto de partida para a audácia e para se ser original neste mundo. Cabe-vos a todos darem ou não continuidade à rampa que é este Colégio. Quanto a mim, é isso que agora vou fazer, indo a correr para uma aula de Direito, para a qual já estou atrasado. Muito obrigado! Até sempre! Guilherme Beja Lopes 8 DEZEMBRO 2010 O livro infantil “A Sementinha na Lua” O livro infantil A Sementinha na Lua, da autoria de Isabel Loureiro, com ilustrações de Norberto Nunes foi lançado no passado dia 22 de Outubro, a aventura foi no Colégio Manuel Bernardes. “Cortei uma maçã em vários gomos. Dentro da maçã estavam oito sementes. Queres conhecer as histórias das oito sementinhas que cresceram dentro da maçã? O que terá acontecido a cada uma delas? Queres saber?...” Visita aos laboratórios É sempre com grande entusiasmo que o 4ºC vai aos laboratórios do colégio aprender com os “crescidos”. Este ano já lá fomos 2 vezes! Os colegas mais velhos parecem mesmo professores! De bata branca, “autênticos doutores”, muito bem nos explicaram a matéria e connosco fizeram experiências. Obrigado a todos que nos fazem ficar mais “sábios” Problema Segue estas instruções cuidadosamente. Vais ter uma surpresa no fim. 1. Multiplica o número do teu mês de nascimento por 2. R:._______________________________________________ 2. Soma 5 ao teu resultado. R:._______________________________________________ 3. Multiplica por 50. R:._______________________________________________ 4. Soma a tua idade ao resultado. R:._______________________________________________ 5. Agora subtrai 250. R:._______________________________________________ Surpresa! O resultado final tem no algarismo das centenas o teu mês de nascimento. Os dois últimos algarismos indicam a tua idade. Visita de Estudo O 4º ano C participou no corta-mato do colégio. Com grande claque a apoiar os participantes, ficaram em 1º e 3º lugar a Maria Inês Morais e o Manuel Neve No dia 22 de Novembro, eu fui a uma visita de estudo aos Moinhos de Maré de Corroios. Estes moinhos foram mandados construir há seiscentos anos por D. Nuno Alvares Pereira, são muito antigos. Quando chegámos, o monitor Luís e a monitora Madalena contaram-nos a história dos Moinhos de Maré de Corroios. A seguir fomos ver uma peça de teatro de fantoches. A peça Às 6ª feiras o 4ºC vai ler histórias inventadas da Carochinha e do João Ratão ao 1ºB. Para nós, é muito bom podermos ler para os nossos amiguinhos e achamos que eles também gostam de nos ouvir. teve alguns intervalos, um deles foi para peneirarmos a farinha. As mós do moinho só funcionavam com a maré-alta. Mexemos em vários tipos de farinha. Vimos um filme que mostrava como é que o moinho funcionava antigamente. No fim subimos para o primeiro andar e estivemos a pintar um livrinho que a monitora nos deu. Gostei muito desta visita de estudo. O 4º ano C quis partilhar com os colegas do 3ºB os conhecimentos que adquiriram, quando no ano passado foram ao centro de ciência viva de Constância. Com a nossa partilha, achámos que os colegas até foram mais motivados para a visita a Constância. É bom partilhar! 9 DEZEMBRO 2010 CMB lidera Circuito sub-13 da ABL O Golfe O CMB tem mais uma oferta em termos de actividades extra curriculares – O Golfe. Modalidade cada vez com maior visibilidade e olímpica em 2016, requer uma iniciação mais cedo do que aquela que estamos habituados. O Golfe é um desporto que promove um estilo de vida saudável, respeitando o ambiente e vivendo a natureza. Exige muita concentração e respeito pelos valores e ética desportiva. Apaixonante para quem o experimenta e vê a bola voar… Actividade destinada prioritariamente aos alunos do 2º ciclo, pode funcionar também com alunos do 3º ciclo. Os responsáveis por esta actividade serão professores de Educação Física do Colégio, praticantes e com formação e experiência no seu ensino no meio escolar. A equipa de Iniciados Femininos do CMB lidera sem derrotas o Circuito sub-13 da Associação de Basquetebol de Lisboa com 4 vitórias e 12 pontos.A próxima jornada realiza-se no dia 4 de Dezembro das 9 às 13h no Pav. Da Ajuda em Lisboa. José Costa Dias (Prof. Ed. Física) Corta mato CMB No passado dia 10 de Novembro de 2010, realizou-se o Corta-Mato do Colégio Manuel Bernardes, que decorreu durante a manhã, nos campos exteriores. Nome INFANTIS A FEMININOS 2001 Número Ano/Turma Classificação Maria Morais Rafaela Duarte Madalena Santos Nome 1512 1276 1273 4B 4E 4C 1º 2º 3º Nome 101 474 354 6E 5A 5D 1º 2º 3º INFANTIS A MASCULINOS 2000 Número Ano/Turma Classificação 433 736 2 5E 5B 5A 1º 2º 3º INFANTIS B FEMININOS- 1999/98 Número Ano/Turma Classificação 6B 6E 6B 1º 2º 3º INFANTIS B MASCULINOS - 1999/98 Miguel Rodrigues Sebastião Dias Rodrigo Rosa Número Ano/Turma Classificação 281 169 438 7B 7A 6B 1º 2º 3º Número Ano/Turma Classificação 1º 2º 3º 221 192 564 9A 9A 9C 1º 2º 3º JUVENIS FEMININOS - 1995/1994 Número Ano/Turma Classificação 878 60 271 11E 11D 11D 1º 2º 3º JUVENIS MASCULINOS - 1995/1994 Número Ano/Turma Classificação Rodrigo Batalha Gonçalo Fogaça Pedro Ventura Nome 9B 9E 8A Número Ano/Turma Classificação Patrícia Marinho Marta Saraiva Rita Alvito Nome 46 177 551 INICIADOS MASCULINOS - 1997/96 Gonçalo Seabra Miguel Solano Miguel Silva Nome foram apurados para o Corta-Mato de Lisboa. De seguida, serão apresentados os três primeiros classificados de cada escalão. INICIADOS FEMININOS - 1997/1996 Mariana Esteves Catarina Bajanca Ana Santos Número Ano/Turma Classificação Laura Manteigas 729 Maria Estevão 708 Constança Manteigas 730 Nome 1º 2º 3º INFANTIS A FEMININOS 2000 Diogo Cabrita Francisco Ferraz João Correia Nome 4C 4B 4B Número Ano/Turma Classificação Marta Ferreira Mariana Antunes Filipa cerveira Nome 1545 1434 1189 Nome INFANTIS A MASCULINOS 2001 Vasco Matos Rafael Peralta Manuel Neves Nome Este ano, participaram nesta prova cerca de 200 alunos, do1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo e Secundário, sendo que os primeiros seis classificados de cada escalão 713 556 737 11A 10B 11A 1º 2º 3º JUNIORES FEMININOS - 1993 E ANTES Ana Luísa Alvito Alexandra Paula Luisa Vieira Número Ano/Turma Classificação 277 749 261 12B 12B 12A 1º 2º 3º O departamento de Educação Física 10 DEZEMBRO 2010 Matemática em acção no C.M.B. De há uns tempos a esta parte, a discussão em torno da Matemática tem-se acentuado, não no que diz respeito à sua importância ou ao seu lugar no ensino (cuja matéria nem sequer se questiona), mas sim quanto à forma de levar os alunos a adquirirem as competências necessárias no âmbito desta disciplina de forma a poderem aplicar tais competências num futuro próximo, no mundo laboral. Mais ainda: acentuou-se a discussão acerca do que se considera «necessário saber» em Matemática. O Ministério da Educação e as Universidades não se entendem: um quer apenas que os meninos saibam resolver expressões numéricas como “1 + 2 =”, com base em imagens, tarefas e actividades de investigação, materiais didácticos manipuláveis e computadores, que mostrem bem a diferença entre «uma unidade» e «duas unidades» e que, com base em ideologias motivacionais elaboradas, mostrem que é possível calcular “1 + 2” e que se tem que “1 + 2 = 3”. As universidades limitam-se a exigir que os alunos saibam Matemática, o que vai um pouco mais além de calcular o valor numérico de “1 + 2”… Tudo isto levou à criação de um enorme fosso entre aquilo que um aluno comum «leva consigo» quando termina o 12º ano e aquilo que lhe é exigido que «traga consigo» quando chega a um curso superior. Uma determinada faixa de “pensadores” entende que as universidades exigem demais. Porém, penso que se compreende que a onda de facilitismo e de vinte e cinco de abrilização da Educação não leva a outro ponto senão à falta de rigor no trabalho e à quebra dos índices de qualidade dos serviços, em virtude da má preparação dos profissionais nas diversas áreas de serviço da sociedade. O Colégio Manuel Bernardes, compreendendo esta realidade, tem procurado remar contra a maré, não se deixando levar pelas ideologias facilitistas. Tem procurado ajudar os alunos a ultrapassar as suas dificuldades sem as retirar do seu caminho. Tem procurado levar os seus alunos a chegar onde é necessário… e não apenas onde lhes dizem que é suficiente ou que “basta por aqui”. Assim sendo, ao fim de algum tempo de preparação, foi possível criar e desenvolver alguns projectos ao nível do Departamento de Matemática que vieram ajudar os alunos a percorrer esse tal caminho com obstáculos, cuja meta é o sucesso de os ultrapassar e não o aplainar da estrada. Deu-se início, como projecto pioneiro, ao «Projecto Pedro Nunes», que, em regime tutorial, leva os alunos a fazerem pequenas investigações sobre temas diversos da Matemática. Auxiliados de perto por um professor, pesquisam sobre um tema a seu gosto e podem ir além daquilo que é possível ser feito em sala de aula, promovendo o gosto pela Matemática, o espírito crítico e de investigação e aumentando as competências específicas da disciplina. Iniciámos o projecto com 13 alunos e, até agora, todos têm estado empenhados e satisfeitos. Está, também pela primeira vez, a ser leccionada uma disciplina extracurricular no 12º ano, designada por «Tópicos de Matemática Avançada», cujo objectivo é ajudar os alunos que têm frequência em Matemática A a prepararem melhor o seu acesso ao ensino superior, nomeadamente para cursos que estejam ligados às áreas da Matemática ou onde esta seja leccionada. Nesta disciplina, os alunos complementam os seus estudos nos que diz respeito “às pontas que ficam por coser” em Matemática A e são introduzidos em conteúdos de domínio pré-universitário, garantindo-lhes desde já alguns conhecimentos e algumas rotinas de nível superior. Por outro lado, o Departamento promoveu em Novembro, como vem sendo hábito, a participação dos alunos desde o 6º ano até ao 12º ano nas Olimpíadas Portuguesas da Matemática. Os alunos responderam positivamente (cerca de noventa) ao convite de participarem nesta prova. É de destacar que a prova foi aberta pela primeira vez aos 7º e 8º anos. Além disso, e à semelhança do ano anterior, o Departamento promove ainda o «Problema do Mês», iniciativa à qual têm correspondido diversos alunos. Destacamos a aluna Carolina Furtado, do 5º B, que venceu com todo o mérito o Problema do mês de Outubro, tendo sido congratulada com um «Certificado de Mérito» pelo seu desempenho na resolução do problema desse mês. Ainda que em Outubro não tivessem sido entregues resoluções correctas dos restantes problemas, foi positiva a adesão dos alunos a esta iniciativa. No fundo, nós, professores de Matemática do CMB, temos apenas procurado mostrar aos nossos alunos que a Matemática não é uma ciência monstruosa, enfadonha e inútil mas que serve para resolver problemas, que serve e ajuda a pensar, que desenvolve o raciocínio, o espírito crítico e nos ajuda a olhar com maior destreza para os problemas concretos de muitas áreas do conhecimento. Ou seja, de uma forma simples procuramos mostrar que a Matemática é útil e necessária, além de ser bonita e elegante. Como disse o poeta Fernando Pessoa, “o que há é pouca gente para dar por isso”… mas talvez (pelo menos no nosso Colégio) esta realidade possa mudar em breve. Ânimo! Um Santo e Feliz Natal a todos. O sino da Igreja de uma cidade bate as seis horas em 15 segundos. Problema de Matemática Do Mês de Novembro Ensino Básico – 5º, 6º e 7º anos O senhor A foi à padaria e comprou metade dos pães que lá havia mais meio pão . Depois, foi lá o senhor B que comprou metade dos pães que ainda lá havia mais meio pão . Por último, o senhor Cfoi à padaria e comprou metade dos restantes pães mais meio pão . Sabendo que, no final, sobraram 10 pães, quantos pães havia inicialmente na padaria? Ensino Básico – 8º e 9º anos Qual o menor número de inteiros positivos conse cutivos cuja soma seja igual a 1000 ? Ensino Secundário Na figura seguinte encontra -se um octógono regu lar inscrito numa circunferência de raio 1. Considera ainda que P é um ponto dessa circunferência . A B H G C P D F E 2 2 Calcula o valor de PA + PB + L + PH 2 . Problema do Mês de Novembro VENCEDORES 2º Ciclo: 334 – Carolina Carneiro (5º A) 3º Ciclo: 126 – Filipa Inês Vilhena (8º C) 155 – Filipe Fidalgo (8º A) O Coordenador, Emanuel Oliveira. Secundário: 390 – José Ricardo Ferro (12º A) Problema de Matemática Ensino Básico – 2º Ciclo COLÉGIO MANUEL BERNARDES Do Mês de Outubro Ensino Básico – 3º Ciclo A fracção 90 pode ser escrita na forma: 37 Problema do Mês de Outubro VENCEDORES 1 2+ x+ y+ Quanto tempo demora a bater as doze horas? 2º Ciclo 844 – Carolina Furtado (5º B) 1 1 z Determina os valores de x, y e z. 3º Ciclo Não foi entregue nenhuma resolução correcta. 11 DEZEMBRO 2010 Ano Lectivo 2010/2011 Percurso dos Transportes Local: Telheiras Horário: 18h00 /Lumiar TARDE Quinta dos Inglesinhos Rua Padre Américo Rua Aristides Sousa Mendes Azinhaga Torre do Fato Rua Fernando Namora Rua Prof. António Quadros Parque dos Príncipes Rua Simões Raposo Rua Prof. Moisés Amzalak Av.ª Nações Unidas Av.ª Rainha D. Amélia Quinta do Lambert Rua José Costa Pereira Rua Manuel Marques Rua Agostinho Neto Rua Mário Castrim Rua David Mourão Ferreira Parque das Conchas Avª. M. Madalena Vieira da Silva Alta de Lisboa Local: 5 de Outubro /Areeiro Horário: 18h00 TARDE Paço do Lumiar Azinhaga Torre do Fato Av.ª das Nações Unidas Eixo Norte-Sul Av.ª Álvaro Pais Avª. 5 de Outubro Avª. Duque D’ Ávila Avª. Conde de Valbom Avª. João Crisóstomo Avª. da Républica Túnel da Av.ª João XXI Rua Sarmento Beires Av.ª Afonso Costa Av.ª Padre Manuel da Nóbrega Av.ª de Madrid Av.ª João XXI Local: Benfica Horário: 7h00 Local: Benfica Horário: 18h00 / Alfragide TARDE Av.ª do Colégio Militar Centro Comercial Colombo Av.ª dos Lusíadas - (só até Alto dos Moinhos) Alto dos Moinhos – Escola Delfim dos Santos (por baixo viaduto) Metro Alto dos Moinhos (Av.ª dos Lusíadas) Rua Virg´lio Ferreira (esquina) Rua Lúcio de Azevedo Estrada da Luz Sete-Rios – Jardim Zoológico Twin Towers Av.ª José Malhoa (só até meio e vira para a Av.ª Col. Bordalo Pinheiro) Rua Prof. Gentil Martins (Furnas) Rua Barahona de Freitas Estrada de Benfica (Pastelaria Califa) Estrada de Benfica (Igreja) Av.ª Grão Vasco Alameda Álvaro Proença Circulo de Leitores (Buraca – Bombas Galp) Quinta Grande – Alfragide (Banco B.E.S.) Quinta Grande – Alfragide (Bancos) Local: Loures Horário: 18h00 / Odivelas TARDE Paço do Lumiar Azinhaga dos Ulmeiros (Força Aérea) Rua Abel Salazar (Antigo Feira Nova) Rua Prof. Vieira de Almeida Avenida Padre Cruz Estrada do Desvio (Lumiar) A8 (Loures) Infantado - Avenida das Descobertas Rua Vasco da Gama Fanqueiro - Rua José Gomes Ferreira Rua Anselmo Braancamp Ferreira Rua do Sacramento Rua S. João de Deus Loures - Rua da República Rua Augusto Marques Raso (Bombeiros) Rua Tenente Cel. João Augusto Vieira Lopes (Liceu) Flamenga (Centro Comercial Flamingos) Avenida Salgado Zenha Póvoa de Santo Adrião – Rua Henrique dos Santos Rua Major Mousinho de Albuquerque Odivelas - Rua Prof. Abreu Lopes Quinta do Mendes Quinta Nova Rua Abel Manta Rua Aquilino Ribeiro Rua Guilherme Gomes Fernandes Rua Dr. Fernando Cunha Alameda Infante D. Henrique / Sete Rios / Telheiras MANHÃ Cemitério de Benfica Rua Jorge Barradas Rua das Pedralvas Portas de Benfica Damaia Av.ª D. Pedro V Av.ª Carlos Cunha Tavares Estrada da Ponte Alfragide Cemitério de Benfica Rua Jorge Barradas Rua das Pedralvas Portas de Benfica Damaia Av.ª D. Pedro V Av.ª Carlos Cunha Tavares Estrada da Ponte Av.ª Quinta Grande Av.ª das Laranjeiras Rua da Encosta Rua D. Luís I Estrada I.C. 19 Sete-Rios Twin-Towers Av.ª José Malhoa Rua Basílio Teles Av.ª Columbano Bordalo Pinheiro Rua das Laranjeiras Alto dos Moinhos Estrada da Luz Alto dos Moinhos Rua João de Freitas Branco Estrada da Luz Torres de Lisboa Rua Tomás da Fonseca Rua Fernando Namora Rua Padre Américo Colégio Novos Av.ª 5 de Outubro Quinta do Lambert Rua Manuel Marques Rua Agostinho Neto Alameda das Linhas de Torres Lumiar Rua António Albino Machado (Torres de Lisboa) Os Grandes Marcos da História da Alimentação Sabia que o pão já existia 10.000 anos antes do nascimento de Cristo? E que já se faziam pipocas 3.600 anos antes do início da nossa Era? Ou ainda que os hambúrgueres já se comiam no século XIV? O Comezainas preparou para si uma viagem através do tempo, em que mostra a história dos alimentos até aos anos 60 do século XX. Venha saber mais sobre a origem dos alimentos que, a cada dia, entram na sua dieta alimentar. E, depois de tanta fartura, nada como o bom AlkaSeltzer de 1931, não lhe parece? Introdução Todos necessitam de combustível para sobreviver, mas os seres humanos são os únicos seres vivos que aliam os gostos às simples necessidades nutricionais. Embora todos os animais se alimentem, apenas o Homem cozinha os alimentos. Deste modo, a culinária transforma-se num símbolo da nossa humanidade, algo que nos distingue do resto dos elementos da natureza. A alimentação transformou-se rapidamente num dos muitos rituais comuns aos seres humanos, variando de cultura para cultura, mas assumindo, quase sempre, uma actividade de grupo. O Homem, enquanto elemento do ecossistema, necessita de comida, e os seus hábitos alimentares variam em função do que o meio que o rodeia lhe pode oferecer. Contudo, também os seres humanos foram determinantes na evolução dos alimentos, seja pela selecção e domesticação de espécies animais e vegetais, seja pelo desenvolvimento de todos os métodos e instrumentos necessários à sua transformação para a dieta humana. O culminar de todo este processo é, sem dúvida, a proliferação dos alimentos transgénicos e a crescente uniformização dos hábitos alimentares dos povos. Antes da Era Cristã 10.000 a.C. – Primórdios da Agricultura; cultivo de cereais e fabrico rudimentar de pão; sal, peixe e arroz já são usados na alimentação; 8.000 a.C. – lentilhas; 7.000 a.C. – feijões; 6.500 a.C. – Domesticação generalizada do gado, embora já existisse gado caprino e porcino doméstico desde 9.000 a.C. e 7.000 a.C. respectivamente; 6.000 a.C. – queijo e milho; 5.500 a.C. – mel e açúcar de cana; 5.000 a.C. – azeite e abóboras; 4.000 a.C. – uvas, laranjas e melancias; 3.600 a.C. – pipocas; 3.200 a.C. – domesticação das galinhas; 3.000 a.C. – sopa, cevada, cenouras, ervilhas, favas, cebolas, pimenta; 2.800 a.C. – rebentos de soja; 2.700 a.C. – chá; 2.600 a.C. – cogumelos; 2.500 a.C. – batatas; 2.000 a.C. – alfarroba; 1.500 a.C. – amendoim e chocolate; 1.000 a.C. – pepino e pickles; 900 a.C. – tomates verdes; 600 a.C. – couves; 500 a.C. – salsichas e alcachofras; 400 a.C. – pasta e beterraba; 300 a.C. – bananas; 200 a.C. – espargos; 65 a.C. – marmelos. Depois de Cristo 100 d.C. – mostarda, pudins, morangos, alcaparras, nabos, gelado; 200 d.C. – sushi; 600 d.C. – beringela; 700 d.C. – espinafres 900 d.C. – bacalhau; 1.000 d.C. – nêsperas; 1.300 d.C. – introdução do açúcar em Inglaterra, a partir do Médio Oriente; hambúrgueres e waffles; 1.500 d.C. – agrião e panquecas; lagosta, perú, abacate (entre outros) começam a ser trazidos do Novo Mundo para a Europa; 1484 d.C. – cachorro quente; 1493 d.C. – introdução de ananás na Europa; 1517 d.C. – introdução de batata doce na Europa; 1529 d.C. - introdução de baunilha na Europa; 1544 d.C. - introdução de tomate na Europa; 1554 d.C. – queijo Camembert; 1615 d.C. – introdução de café na Europa; 1.800 d.C. – batatas fritas e bolachas de água e sal (crackers); 1747 d.C. – açúcar de beterraba; 1756 d.C. – maionese e molho tártaro; 1762 d.C. – sanduíches; 1765 d.C. – 1.º restaurante do mundo abre em Paris 1767 d.C. – água com gás; 1819 d.C. – spaghetti; 1830 d.C. – refrigerantes; 1850 d.C. – marshmallows; 1856 d.C. – leite condensado; 1868 d.C. – molho Tabasco; 1869 d.C. – sopa enlatada Campbell; 1870 d.C. – margarina; 1876 d.C. – Heinz Ketchup; 1886 d.C. – Coca-Cola; 1889 d.C. – Pizza (como a conhecemos hoje em dia); 1890 d.C. – manteiga de amendoim e chá Lipton; 1896 d.C. – Chop Suey; 1906 d.C. – atum em lata; 1904 d.C. – banana split; 1905 d.C. – chupa-chupas; 1906 d.C. – Corn Flakes Kellogg’s; 1913 d.C. – Bolachas Oreo; 1917 d.C. – Donuts e Vichyssoise; 1924 d.C. – comida congelada; 1936 d.C. – barra de chocolate Mars; 1938 d.C. – Nescafé (1.º café solúvel instantâneo); 1941 d.C. – M&Ms; 1955 d.C. – 1.º Restaurante MacDonald’s; 1959 d.C. – gelado Haagen-Dazs; 12 DEZEMBRO 2010 FICHA TÉCNICA Propriedade e Administração: Colégio Manuel Bernardes Morada: Quinta dos Azulejos - Largo Padre Augusto Gomes Pinheiro, 44 - Paço do Lumiar - 1600-549 Lisboa Telefone: 21 757 05 01 / 21 757 05 12 - Fax: 21 757 23 11 - e-mail: [email protected] - site: cmb.pt Direcção/Redacção: Câmara Pereira - Jorge Amaro Composição: Regigráfica, Lda. - Dep. Legal: 19238 Premiados 2009/2010 Foram distinguidos com o Quadro de Mérito Pessoal os Alunos : Filipe Serralheiro Santos, Ana Rita Rodrigues e José Guilherme Beja Lopes Quadro de Mérito Desportivo, os Alunos: Nuno Esteves, Pedro Teixeira e José Evangelista Quadro de Excelência, os Alunos: Ana Margarida Pereira, Marta Filipa Gomes Melo e José Guilherme Beja Lopes Quadro de Mérito Desportivo Quadro de Mérito Pessoal Alunos que Estes alunos mereceram tal distinção, pela forma como se destacaram na disciplina de Educação Física, com a sua iniciativa, empenho e qualidade de trabalho, bem como, pelas performances alcançadas nas várias representações e competições desportivas em que participaram, em representação do Colégio. Desde sempre, colaborando e participando de modo espontâneo e entusiástico em várias actividades desportivas existentes no Colégio, foram considerados alunos correctos, distinguindo-se pela sua educação, conquistando simpatias gerais, o apreço e a estima de todos. Pelo sua dedicação, espírito de sacrifício, trabalho de equipa e enorme capacidade de trabalho, conseguindo conciliar as suas actividades desportivas com as várias actividades escolares, consideram-se estes alunos um exemplo a seguir e merecedores deste prémio. AFj_BES_DarM_260x140_2.ai 1 1/28/10 - Menção de Muito Elevado pelo corpo disciplinar ratificado pelo Conselho de Turma; - Alunos propostos pelos Conselho de Turma do ano terminal de secundário, de acordo com o percurso escolar do aluno; - Alunos que se distingam pelo elevado sentido de responsabilidade; - Alunos que demonstrem carácter altruísta; Quadro de Excelência - Menção de Muito Elevado pelo corpo disciplinar; - Alunos propostos pelo Conselho de Turma do ano terminal de secundário, de acordo com o percurso escolar do aluno; - Cumpram todos os requisitos do Quadro de Honra, acrescidos de manifesta capacidade de desempenho num sentido transdisciplinar; - Vocação e dedicação que se projectem em elaborações artísticas, académicas ou desportivas simbolizantes da paideia do CMB, edificada no seu Projecto Educativo. - Espírito de cooperação e solidariedade que resulte na procura do bem comum da comunidade escolar., 5:57 PM Ensine o seu filho a dar a mão e a poupar No poupar é que está a ajuda e na ajuda é que está o ganho. Abra ou faça um primeiro reforço numa Conta Poupança BES Júnior com €100, receba o Baby, um porquinho mealheiro apadrinhado pelo Cristiano Ronaldo e ensine o seu filho a poupar. Mais, até 31 de Março de 2010, por cada Baby entregue, o BES e o Cristiano Ronaldo contribuem com €2 para uma instituição de solidariedade social de apoio a bebés e crianças. Abra uma conta que toma conta. Vá a bes.pt/junior e escolha a instituição que quer ajudar. Quem sabe, sabe e quem abre uma conta que toma conta é que sabe