Publicação Trimestral do
COLÉGIO MANUEL BERNARDES
72
ANOS
1
DEZEMBRO 2010
FUNDADO
A 6 DE ABRIL DE 1938
Director: Câmara Pereira
[email protected]
Dezembro
Dezembro 2010
2010 •• N.º
N.º 77
77 •• ANO
ANO LXXI
LXXI (2.ª
(2.ª Série)
Série)
Feliz Natal e Próspero Ano Novo
Meus caros amigos,
O vosso jornal NOVA
FLORESTA muda, a partir
de hoje, de Director e não
é pelas melhores razões. O
Senhor Dr. Ângelo Raposo,
figura mítica do nosso Colégio,
encontra-se bastante doente
há já algum tempo e, por esta
razão, não pode continuar a dar
o seu apoio ao jornal.
Assim, a Administração
do Colégio endereçou-me o
convite de o substituir no
cargo, convite esse aceite de
imediato, uma vez que, como
antigo aluno e membro da
Administração, não me podia
negar a fazê-lo.
Não quero, porém, deixar
de prestar a minha homenagem ao Sr. Dr. Raposo, do
qual tenho a honra de ter
sido aluno e de lhe enviar
os meus desejos de melhoras,
bem como lhe agradecer, em
nome do Colégio em geral
e da Administração em particular, tudo o que fez em
prol da Instituição Manuel
Bernardes.
Gostaria, também, de enviar uma pequena mensagem
de agradecimento a todos que
têm colaborado, ao longo destes anos, com o Nova Floresta,
especialmente ao Sr. Amaro, ao
Sr. Director Pedagógico e aos
Srs. Professores e Alunos. Estas
colaborações têm feito do nosso
jornal o que ele é hoje.
Estarei sempre ao vosso
dispor, para que a publicação
se mantenha um elemento de
referência e um elo de ligação
entre a comunidade educativa – corpo docente, alunos,
trabalhadores e encarregados
do de educação.
Como se está aproximar
a época natalícia, gostaria de
vos enviar os meus sinceros
votos de um Santo Natal, com
muita saúde e todo o sucesso
para as vossas vidas
Um abraço amigo
José António da Camara
Pereira Gonçalves
Que este Natal traga a esperança de um mundo melhor são os
votos da Administração/Direcção do Colégio Manuel Bernardes
a toda a comunidade educativa e restantes amigos.
Natal, abrir
“O sinal da porta
a porta a Jesus
lembra a responsabilidade de todo o crente
quando este atravessa o seu limiar.
Passar por aquela porta significa
confessar que Jesus Cristo é o Senhor,
revigorando a fé n’Ele
para viver a vida nova que nos deu.
É uma decisão que supõe a liberdade de escolher
e ao mesmo tempo a coragem
de abandonar alguma coisa,
na certeza de adquirir a vida divina”
(cf. Mt 13, 44-46).
(João Paulo II, Incarnationis mysterium, n. 3)
Nós, os cristãos, não podemos
fechar os olhos a este ambiente
laicista que parece decidido a
fazer desaparecer tudo o que é
cristão da nossa cultura. Contudo,
não podemos esquecer a nossa
parte de culpa. Nós próprios fizemos do Natal uma festa pagã. É
preciso que, ao chegarmos a este
dia, meditemos com sinceridade
no significado que o Nascimento
do Salvador tem para nós.
Jesus nasce na pobreza e no
abandono. N’Ele Deus aproximase da nossa história e oferece-nos
o Seu amor e misericórdia. Em
Jesus, a nossa humanidade sabe-
se inundada pelo mistério de
Deus, pela Sua Luz, pela Sua
bondade.
Celebrar este dia é proclamar
que ainda é possível a esperança.
É a ocasião para a «grande mudança» como diziam os Padres da
Igreja. Deus faz-se homem para
que o homem possa participar na
própria vida de Deus. O Senhor
faz-se escravo para que o escravo
possa chegar a converter-se no
Seu Senhor.
No Natal, escutamos a mensagem do anjo, no Evangelho de
(Continua na pág. 2)
2
DEZEMBRO 2010
Natal, abrir
a porta a Jesus
(Continuação da pág. 1)
Lucas: «Hoje, (…) nasceu-vos
um Salvador: o Messias, o Senhor».
Recebamos esta mensagem
no nosso coração. O que nasce
é o Salvador. É um de nós…
Comparte a nossa sorte e conhece os nossos caminhos…
Sabe lidar com a pobreza…
Pode guiar-nos! Ao seguirmos
os Seus passos, sabemos que
somos salvos do egoísmo e da
«doença», da nossa mudez, do
nosso consumismo e do nosso
desvario. Jesus é o Messias. É o
enviado por Deus. As Suas palavras nascem do próprio Deus,
por isso estão cheias de vida
e de verdade. As suas acções
tornam evidente a compaixão
de Deus para com os pobres
e os marginalizados.
Ao Menino de Belém reconhecemo-lo como o Senhor.
Com efeito, Ele é mais que um
profeta. Comparte connosco a
humanidade mais genuína e
comparte com Deus a glória
que nos ilumina e nos diviniza. Ele é o Senhor da nossa
existência.
Ele vem visitar-nos, dando
especial atenção aos atribulados
e derrotados, para que ninguém
desista da vida, mesmo perante
as tribulações e as derrotas
da história. Por isso, mesmo
sofrendo, ou curvados sobre
o peso das derrotas da nossa
história, temos de estar vigilantes para O acolher; temos
de mudar algo ou tudo para
que este encontro aconteça
em nós; temos de olhar bem
para perceber os sinais da Sua
presença e do que quer realizar
na nossa vida; enfim, temos
de confiar porque é Ele que
sempre nos procura…
«Olha que estou à porta e
bato; se alguém ouvir a minha
voz e abrir a porta, Eu entrarei
em sua casa e cearei com ele e
ele comigo» (Ap. 3, 20). É um
dos versículos mais belos da
Bíblia. É uma experiência única
e profundamente misteriosa. É
feliz aquele a quem Jesus bate
à porta do seu coração. Sim, é
pela «porta» do coração que
entra Cristo e dá a salvação ao
homem. É no coração que se
celebra o «banquete» que sacia
a fome da Vida em abundância
e se transforma a história em
festa verdadeira.
Assim, a Boa-Nova já não será
só algo que se diz ou ouve, algo
que se transmite ou recebe; mas
será Alguém que nos ama e que
ardentemente deseja celebrar
o seu amor connosco. Por isso,
neste Natal, abre a porta da tua
vida e do teu coração a Jesus.
Num mundo que o ignora e
persegue, não podemos calar esta
Boa-nova: Jesus é o Senhor e a
nossa história foi redimida para
sempre pela humilde ternura
que nasce para a nossa salvação
e a nossa glória.
«Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se
podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda
a vida. A porta tenebrosa do
tempo, do futuro, foi aberta
de par em par. Quem tem
esperança, vive diversamente;
foi-lhe dada uma vida nova.»
(Spe Salvi 2) Por isso, alegraivos. Alegrai-vos! “Nasceu-nos
hoje um Salvador!” Pequeno,
pobre, humilde. Grande lição!
Quando os grandes da terra
procuram o poder, a riqueza,
a importância… Tu, Senhor
nasces num «curral», na situação de pobreza em que tantas
pessoas, ainda hoje, vivem sem
esperança de vida melhor.
Alegrai-vos porque o Senhor
veio ao nosso coração. Deu-nos
o seu amor e perdão, abriu-nos
ao próximo, … Nasceu!
É festa. Festa porque hoje o
mundo está um pouco melhor.
Quantos acolhem, partilham,
ajudam, celebram!...
Senhor, ajuda a que nos
abramos ao Teu AMOR para
que continuemos a viver Natal
todos os dias.
.Que o Deus Menino traga a
todos a força e a coragem para
cada um ser fiel à sua vocação
e missão. Um Santo Natal para
todos.
P. António Tavares
Bom Natal
Peter Singer, em Practical
Ethics diz-nos que: Se estivermos
à procura de um objectivo mais
abrangente do que os nossos interesses, algo que nos permitirá
interpretar as nossas vidas como
possuindo um significado para
além dos estreitos limites dos
nossos próprios estados de consciência, uma solução óbvia é adoptar
o ponto de vista ético. Este ponto
de vista ético...exige ir além de
uma perspectiva pessoal até ao
ponto de vista de um espectador
imparcial. (...) É transcender as
nossas preocupações egocêntricas e identificarmo-nos com o
ponto de vista mais objectivo
possível – (...) O ponto de vista
do Universo;
Esta é uma época especial,
é certo; é o momento do nascimento, da ascensão e de olhar o
amanhã com a esperança e a credulidade da criança que olha para
o mundo e se deixa surpreender.
Surpreender com o mundo em
redor, mágico e fantástico, que não
compreende - mas também que,
naturalmente, não se preocupa
em questionar profundamente
- o que o leva a gostar de estar
com os amigos e colegas, qual a
causa da fruição dos momentos
singulares com a família, cujas
recordações perdurarão ( vos garanto) para toda a vida, ou seja,
o que o impulsiona para estar
e fazer o que mais gosta, sem
saber a sua causa, a sua origem.
Tal como Dickens nos relata em
Um Conto de Natal, a visita às
nossas memórias é um exercício
praticamente inato, visceral, próprio do ser humano, que almeja
uma releitura dos nossos actos e
que nos abre, verdadeiramente,
outras direcções no vasto campo
de possibilidades da acção humana. Ser capaz de coligir o melhor
e o pior que fizemos no passado,
realizar a síntese desses momentos e partir para uma realidade
nova. É também o momento da
reconciliação, connosco e com os
outros, fortalecendo os laços de
amizade e filiação, ou reconectando ligações e afectos que nos
fazem, de nós Homens, animais
de uma outra espécie, talvez tão
diferente das restantes. Voltamos
pois, a Singer e seu ao ponto de
vista; num período conturbado
como é o nosso presente, qual o
valor das nossas experiências, se
não o de nos trazer a sabedoria
e o conhecimento para nos religarmos ao mundo? Não apenas
pela vontade e desejo, mas pela
iniciativa práxica, de ajudarmos
aquele que está ali mesmo ao nosso lado. É, também, o momento de
nos reunirmos, simbolicamente,
em volta da Luz, na consciência
de um corpo colectivo, que nós
somos apenas uma parte. A coesão
de uma comunidade depende
desta visão conjunta, de uma
unidade somática (da cidade),
cujo equilíbrio está dependente
das acções, individuais e colectivas. Este é um apelo de sempre,
claro está, mas que se eleva num
momento particular da História na
nossa narrativa nacional.
Se, para nós, o Natal é símbolo
de família, de reunião, de afecto,
que o seja no sentido universal
do termo, de Dádiva; não como
mera simbologia material, mas
daquilo que a própria noção evoca: O descentramento da nossa
individualidade e a entrega ao
Outro, daquilo que, maximamente, e num tempo tão verdadeiramente necessário, podemos
solidariamente: nós mesmos e,
assim, assumir o ponto de vista
do Universo.
Bom Natal!
Há estrelas e planetas no céu
Foi numa noite gelada e húmida de Novembro, depois de uma
extenuante jornada de trabalho
e aulas, que centenas de alunos
e respectivas famílias estiveram
no colégio para participar numa
sessão nocturna de observação
astronómica, com recurso a 3
telescópios pelos quais os participantes puderam observar corpos
celestes que antes só tinham visto
ampliados em fotografia.
Os benefícios pedagógicos
da actividade são evidentes, os
conteúdos científicos abordados
têm a maior relevância mas o
facto que mais surpreendeu foi a
enorme adesão à iniciativa.
O que terá levado quase 400
pais, alunos e professores a vencerem o frio e humidade da noite de
15 de Novembro, comparecendo
no colégio durante a noite? Afinal
tratou-se de uma actividade facultativa, completamente livre, onde
não haviam faltas para quem não
comparecesse, onde só ia quem
queria. A resposta a esta questão
só pode residir no interesse pela
Ciência, na capacidade de entrega
de professores/educadores e na
abnegação com que os pais dos
nossos alunos se dedicam à tarefa
de ensinar e educar. É em actividades como esta que se pode
comprovar a enorme vitalidade do
nosso Colégio, vivido com entrega
e paixão por todos os elementos
da nossa comunidade.
A sessão de observação tinha
como público alvo os 4º, 7º e 10º
ano, juntamente com as respectivas famílias. Esta escolha foi
feita com base no facto de, nesses
anos, serem leccionados conteúdos de astronomia. A divulgação
cingiu-se a essas turmas, mas a
informação rapidamente passou
aos outros anos de escolaridade,
dando-se uma passagem activa
dessa informação (mais um sinal
da vitalidade da instituição). Na
sessão apareceram funcionários
não-docentes, professores, membros da administração e Director
Pedagógico, até ex-alunos, mas
os primeiros a marcar presença
foram alguns alunos de 1ºciclo,
que permaneceram no colégio
desde o final das aulas!
Começamos por fazer observação da Lua a ampliações moderadas num primeiro telescópio,
seguindo-se a observação de Júpiter e seus satélites. Nessa altura,
na hora combinada para o início da
sessão, 19h30, encontravam-se já
mais de uma centena de pessoas
a participar nas observações e
assim foi até ao final da sessão
que se prolongou para além do
inicialmente previsto, pela chegada constante de pessoas. Com o
avançar da noite a ampliação nos
telescópios aumentou e pudemos
observar as bandas de nuvens em
Júpiter, as crateras Copernicus e
Tycho na Lua, tendo esta última
a curiosidade de ter sido criada à
apenas 100 milhões de anos e de
poder estar associada à extinção
dos dinossauros na Terra. A sessão
foi concluída observado o enxame
estelar das Pleiades e “uma “ estrela dupla, conhecida pelo nome
Albireo. À vista desarmada Albireo
parece uma simples estrela mas
com um telescópio constatou-se
que se tratam de 2 estrelas próximas de cores diferentes, provando
que as estrelas têm cor.
Para o sucesso da iniciativa
muito contribuíram alunos voluntários de 11ºano, que se mostraram incansáveis como monitores
que operavam os telescópios e
que auxiliaram a montagem e
desmontagem do material. Não
se pode menosprezar a abertura
e apoio à iniciativa por parte do
Director Pedagógico e da Administração do Colégio que acarinhou
a ideia e facultou a logística de
abertura de portas num horário
muito alargado. Para terminar
gostaria de dar uma palavra de
agradecimento ao astrónomo
Mário Ramos que deu um apoio
importante, com a sua presença
desinteressada no evento que
terminou já depois das 22h e com
+7ºC de temperatura.
[email protected]
Natal
solidário
Este ano entregamos
a receita da venda destes
postais ao SERVIÇO DE
PEDIATRIA DO INSTITUTO PORTUGUES DE
ONCOLOGIA
As crianças agradecem.
Nós também.
3
DEZEMBRO 2010
O que é o Pão por Deus?
A tradição do Pão por Deus remonta a altura em que
houve um terramoto em Lisboa a 1 de Novembro de 1755 e,
em consequência disto, houve muita pobreza e necessidade
de pedir. A partir daí, todos os anos no dia 1 de Novembro
normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham
em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres,
entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais
alguma coisa.
Em Portugal no dia de Todos os Santos , de manhã bem
cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir
o "Pão por Deus".
Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã
voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs,
doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, broas, nozes
e, às vezes, até dinheiro!
É costume os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro,
aos seus afilhados no Dia de Todos os Santos!
Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição.
E mesmo assim, só nas terras mais pequenas.
É costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para
comerem e darem.
Educadora: Isabel Lucas
O início de mais
um Ano Lectivo!...
Setembro chegou ...e com
ele um novo grupo de crianças
iniciam um percurso de crescimento / aprendizagem, partindo
à descoberta.
Assim, exploram o espaço,
criam novas amizades e experimentam muitas actividades.
Pintam com as mãos e os pés,
formando com eles imagens suas
conhecidas, colam folhas secas
das árvores e outros materiais,
fazem o Pão por Deus e festejam
o S.Martinho.
Também na sala exploram as
áreas existentes e fazem construções, expressando assim a sua
criatividade.
Educador: Isabel Lucas
A importância das visitas de estudo
no processo da aprendizagem
mento e/ou consolidação daquilo
que se está a aprender e são, por
norma, atividades recebidas com
enorme entusiasmo e euforia por
todas as crianças.
É apanágio do nosso colégio,
proporcionar que seus alunos
participem em várias visitas de
estudo a locais diversos, muitos
deles de difícil acesso a título
individual.
A pré-escola não é exceção.
Desde os 3 anos de idade, altura
em que ingressam no colégio, os
nossos pequeninos têm oportunidade de visitar locais e praticar
atividades que, fora das salas da
“infantil”, os põem em contacto
com o mundo real. Criteriosamente escolhidas pelas educadoras,
de acordo com as matérias que
estão a ser abordadas, as visitas
de estudo surgem como comple-
Mas qual será a verdadeira
importância das visitas de estudo
no processo da aprendizagem de
uma criança?
Sabe-se que a criança aprende
com a exploração do mundo que a
rodeia. É interagindo, agindo, vendo, experimentando e descobrindo, que forma o seu pensamento
sobre todas as coisas e compreende como tudo acontece e porque
acontece. Assim sendo e para
que o processo de aprendizagem
Sítio do Picapau
Amarelo
decorra com sucesso, devemos
proporcionar-lhe situações que
lhe estimulem a capacidade de
observar, a curiosidade de saber,
a atitude crítica e a vontade de
experimentar.
As visitas de estudo são um
excelente ponto de partida para
levar a criança a observar in loco,
a questionar, a experimentar e a
criticar; são uma forte contribuição
para a sua formação social e pessoal
promovendo a sua independência,
autonomia, sentido de cidadania,
espírito crítico e auto-estima; são
um meio natural para que desenvolvam a forma como se expressa
e comunica, através da relação do
seu “eu” com o meio envolvente,
da linguagem verbal e não verbal,
de várias formas de expressão e
do uso do “faz de conta”; são o
melhor método para que conheça
o mundo, com as respostas que
obtém à sua curiosidade natural e
ao seu desejo de saber porquê.
As visitas de estudo contribuem
para melhorar a aprendizagem das
crianças e a sua relação com a
realidade, fomentando a socializa-
ção, cooperação, responsabilização
e motivação. Por outro lado, em
contacto directo com o meio,
desenvolvem o espírito de investigação, observação, argumentação e
conclusão. Ao visitar uma fábrica,
um museu ou qualquer outra
realidade, as crianças despertam
para tudo o que têm à sua volta
e ao seu dispor. Cabe-nos depois
a nós mostrar-lhes que tudo isso
pode ser utilizado, de forma responsável, na sua construção e crescimento enquanto seres humanos
pertencentes a uma sociedade em
permanente transformação. Quanto mais informação armazenarem,
melhor e mais humana e conscientemente farão as suas escolhas,
mais vasto será o seu leque de
oportunidades, mais armas terão
para vencer na vida!
Melhor que muitos ensinamentos, mais eficaz que muitas
palavras, presenciar acontecimentos e vivenciar experiências
Dia 11 de Novembro
Dia de
S. Martinho
Fomos ao Teatro Politeama
ver o “ SÍTIO DO PICAPAU
AMARELO ”!
Gostámos de todas as personagens, estava muito bonito e
todos tinham roupas lindas.
As mais bonitas foram a Bruxa
Cuca e a Sereia!...
- Neste dia fomos ao Colégio
dos crescidos!
- Estavam lá os assadores com o
carrinho a assar castanhas!
- Comemos as castanhas quentinhas e que boas estavam …
Meninos da Turma B – 5 Anos
Meninos da Turma B – 5 Anos
é o caminho mais rápido para
que a criança aprenda aquilo de
que vai necessitar para ser um
adulto criativo, cívico, capaz de
responder a qualquer desafio, de
enfrentar qualquer dificuldade e
de aproveitar da melhor forma
qualquer sucesso.
Partindo de todos estes pressupostos as crianças da turma E,
4 anos, da pré-escola, durante o
presente ano lectivo, já visitaram o
Museu do Teatro, o Metropolitano
de Lisboa, ao Parque dos Moinhos
de Santana, foram ao teatro e
interagiram com um vendedor de
castanhas. Muitas outras visitas
estão programadas e irão acontecer
ao sabor das matérias que forem
surgindo na sala de aulas.
Este texto foi escrito ao abrigo do
novo Acordo Ortográfico
Ana Fernandes,
educadora dos 4 anos
4
DEZEMBRO 2010
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DEZEMBRO 2010
QUADRO DE HONRA
Saudação do Director
Em nome da Administração,
do competente corpo docente e
dos demais funcionários do Colégio Manuel Bernardes, saúdo
todos os presentes e particularmente os alunos, razão de ser
desta cerimónia do Quadro de
Honra.
Hoje celebramos o (vosso)
sucesso dos nossos alunos. Celebramos o trabalho realizado
durante o ano lectivo passado,
para que fique na nossa memória
o reconhecimento do esforço, do
trabalho que vos levou a alcançar
metas a que se propuseram.
Mas, que de que trabalho
se trata quando mencionamos
o percurso realizado pelos alunos? Referimos a memorização
de conteúdos, os puros resultados académicos, mobilizados
pelo saber científico, avaliados
apenas em alguns momentos
ao longo do ano, ou estamos
a caracterizar algo mais abrangente, uma concepção universal
ou universalizante do labor dos
nossos alunos?
Fala-se, pois, do “ Bom Trabalho”. Esta designação tem três
significados passíveis de traduzir
o termo “ Bom”:
- Poderá signifcar a excelência
em qualidade, um trabalho altamente disciplinado.
- Poderá significar a responsibilidade – já que se traduz em
cumprimento dos compromissos
assumidos e considerar as suas
implicações para a comunidade
mais ampla no meio em que se
encontra.
- Poderá, finalmente, significar
que é cativante – que é algo que
nos dá satisfação e que, mesmo
que difícil ou que obrigue a um
esforço considerável.
Neste sentido, a missão dos
educadores é preparar os jovens
para uma vida marcada pelo “
bom trabalho”, de forma a que se
possam sentir estimulados e manter essa qualidade num mundo
laboral, em prol da sociedade.
Encontramo-nos, assim, numa
acepção que valoriza o desempenho excelente, cativante e, em
última análise, ético. É, talvez,
este último, que merece a nossa
atenção, pelas suas implicações no
modo como se encara e interpreta
o universo educativo, com particular atenção aos nossos alunos.
Esta “ mente ética”, como
H Gardner designou, é essencial
na formação de alunos comprometidos com o seu projecto de
vida, do qual resultará o papel
enquanto cidadão.
A estrutura desta orientação
ética inicia-se no seio familiar. As
crianças observam atentamente
os seus pais quando estes tomam
decisões sobre aspectos do diaa-dia. Observam se os pais têm
orgulho no seu trabalho, como
falam dos seus superiores ou
colegas, se o trabalho é apenas
um meio desagradável de obter
rendimento ou se possui um
significado intrínseco. Os valores
religiosos, incorporados e defendidos abertamente, também são
estímulos importantes. Observam
o divertimento dos seus pais, se
respeitam as regras de um jogo, se
o seu objectivo é apenas a vitória
ou se tem um valor próprio para
si mesmos, independentemente
de quem ganha ou perde.
Analisam o comportamento
dos seus pais enquanto cidadãos:
falam e discutem sobre comunidade: Pretendem melhorar a
sociedade, participam voluntariamente ou a motivação (deles) é
individual e o seu envolvimento
destina-se apenas à concretização
de objectivos particulares?
Os adultos fora de casa também exercem influência e são
escrutinados da mesma forma.
Quando os jovens projectam sobre
o seu futuro profissional, prestam
atenção particular aos adultos que
exercem um trabalho que está no
seu horizonte de pretensões.
Quer estejam ou não conscientes disso, estes adultos são
modelos realistas, ou seja, transmitem as crenças, aspirações,
comportamentos de quem ocupa
tais profissões.
Por outro lado, os pares, os colegas. Desde cedo, as crianças convivem com outras que partilham
aproximadamente a mesma idade.
São fortemente influenciadas
pelos comportamentos e crenças
dos colegas, particularmente os
que são vistos como os que têm
mais prestígio, e/ou que têm mais
poder. Como tal, todos os alunos
que se encontram aqui hoje são
modelos de referência para os demais colegas. Esta escolha de pares
é particularmente importante na
adolescência. È nesta altura que os
jovens testam as diferentes opções
de vida. É importante que estes
grupos tenham uma consciência
comunitária, que se dediquem
aos estudos, ao serviço comunitário, cujas actividades tenham
consequência na construção de
uma sociedade melhor. Os pares
são fundamentais , já que o seu
sentido ético e os próprios modelos de comportamento podem
ser afectados por comportamentos
dúbios.
Mesmo com estes factores, reunidos no sentido positivo – todas
as influências atrás descritas se
exercerem na direcção do comportamento ético bem alinhado- é
possível o desvio deste percurso.
A vivência e a experiência de práticas impróprias que são toleradas
por quem nos serve de modelo
levam ao perigoso desvio de um
comportamento ético e totalmente
indesejável para o aluno trabalhador. É necessário estarmos atentos
ao percurso das comunidades.
Todas as sociedades modernas
incorporam as virtudes da verdade,
da integridade, da lealdade, da
justiça; nenhuma apoia explicitamente a falsidade, desonestidade
e a injustiça flagrante.
O conhecimento não tem uso
meramente académico; é indispensável para um olhar crítico
ao nosso redor, para enriquecer
o olhar sobre a realidade e possibilitar a recusa à imoralidade,
ao laxismo, à indiferença. Mas
tal conhecimento sem uma visão
dos que estão à nossa volta, se
perseguirmos apenas os nossos
interesses pessoais, perde-se a
orientação axiológica que sustenta
verdadeiramente uma comunidade; J. Sacks, diz-nos que “
quanto tudo o que é importante
pode ser comprado e vendido,
quando os compromissos podem
ser quebrados só porque já não
nos são vantajosos(...), quando o
nosso valor é medido em virtude
de quanto ganhamos e gastamos,
então (...) está-se a destruir as
mesmas virtudes das quais todos
dependemos a longo prazo.”
Assim, o bom trabalhador ou
estudante está dependente da sua
disposição em realizar um bom
trabalho e a continuar a tentar
alcançar esse objectivo perante
uma situação difícil. Devemos
enunciar (e fazer delas nossas
também), então, as quatro directrizes de Gardner para alcançar
este bom desempenho:
1. Missão – Na escola, fora da
escola, no trabalho, deve-se conseguir caracterizar, com clareza, o
objectivo a alcançar nas suas actividades; sem esse conhecimento
explícito dos seus propósitos, o
mais certo é permanecer sem
rumo ou caminhar em direcção
ao incerto.
2. Modelos – As referências,
os exemplos são indispensáveis.
Preferencialmente por via directa
ou então através de textos , é
necessário que os jovens tenham
como fontes de influência comportamentais indivíduos que personificam o bom trabalho. Na ausência
de tais referências, perdem-se os
modos correctos de agir.
3. O espelho individual – O
bom trabalhador olha atentamente
para o espelho e interroga-se sobre
os métodos que utiliza para alcançar os resultados desejados.
E já que estamos todos sujeitos
à auto-ilusão, é importante que
estejamos ladeados por quem,
pela sua experiência, sabedoria
e conhecimento, nos possam
ajudar a olhar com verdade e
realidade, através da franqueza
e sinceridade.
4. O espelho enquanto responsabilidade – Mesmo que os
nossos alunos estejam a realizar
um excelente trabalho individualmente, é importante estabelecer o compromisso com os
colegas, monitorizando o nosso
trabalho e o deles, aceitando a
crítica e criticando, responsável
e honestamente. Como afirmou
o dramaturgo Molière “ somos
responsáveis não só pelo que
fazemos, mas também pelo que
não fazemos”.
O trabalho da Escola é adquirir
um domínio do currículo, sejam
as literacias básicas, as disciplinas
mais importantes ou impulsionar
o pensamento sintetizador e
criativo. Na maioria das escolas,
hoje em dia, a ênfase recai quase exclusivamente na obtenção
da excelência nas actividades
académicas.
Mas, mais do que isso, a escola
e os educadores podem ajudar a
encontrar o caminho da mente
ética; os alunos têm que compreender o porquê de estarem a
aprender o que aprendem e como
este conhecimento pode ser usado
para fins construtivos. Enquanto
discentes disciplinados, é o seu
dever compreender o mundo. Mas
o real alcance de tais aprendizagens é utilizar essa compreensão
para melhorar a qualidade de
vida e de subsistência e intervir
quando essa compreensão ( ou
não compreensão) tem um uso
destrutivo. Daí, caros alunos, que
se deva dizer que a construção
de uma comunidade melhor irá
depender do vosso esforço.
Talvez, paradoxalmente, se
o esforço que vos impulsiona a
obter bons resultados for visto
como um conhecimento que deve
ser usado para fins construtivos
e, desse empenho, obterem um
prazer adicional ao trabalho escolar, considerando-o importante
em si mesmo, então irão alcançar a verdadeira faceta do Bom
Trabalho.
..
Mto Obrigado.
Hugo Quinta
Director Pedagógico
6
DEZEMBRO 2010
QUADRO DE HONRA
Despedida
Excelentíssima Administração,
caros professores, funcionários,
pais, colegas e a todos os que
um dia honraram o nome desta
casa.
Hoje cabe-me a mim um
dos papéis mais nobres que já
desempenhei na minha vida.
Dando a voz por aquela que foi
provavelmente a minha segunda
casa, pretendo transmitir um profundo agradecimento a todos os
que traçaram o meu rumo e o de
todos aqueles que hoje discursam
juntamente comigo mas, acima
de tudo, pretendo representar e
falar em nome de todos vocês,
caros colegas, porque no fundo
o Colégio é feito por nós, somos
nós que o pintamos tal como ele é
e depois guardamos esse precioso
desenho na nossa lembrança para
a posteridade. Hoje quero-vos
revelar um pouco desse meu
desenho, no qual os momentos
de felicidade se sobrepõem aos
de tristeza.
Todos nós nascemos inseridos
num mundo sem qualquer tipo
de conhecimento, sabedoria ou
virtude. Ouso mesmo dizer que
a única igualdade entre os seres
reside no nascimento. Por conseguinte o nosso desenvolvimento
leva-nos a percorrer determinados
rumos, os quais nos conduzem à
formação de uma personalidade e
carácter próprios. E, de facto, é
a consequente multiplicidade de
identidades desenvolvidas com o
crescimento que atribui cores tão
variadas ao mundo.
Ora este desenvolvimento
ou esta construção, se assim o
entenderem, não é nada mais,
nada menos, que um aglomerado
de histórias cuja maior ou menor
importância fizeram e vão fazendo
aquilo que hoje somos.
A história que hoje vos conto
tem a característica de ser comum
a todos vós que, agora, sentados
nas cadeiras onde eu e tantos
outros alunos desta casa reflectiram ou simplesmente bocejaram
com aquilo que vos é dito, me
pedem para ser extenso, para
não terem mais aulas hoje. Pois
bem, o início da história e o seu
fim têm um só nome: Colégio
Manuel Bernardes.
A fluidez, ou não, do meu
discurso é travada aqui, uma vez
que sou obrigado a deter-me no
exacto momento em que tudo começou. Perdoem-me o devaneio,
mas um dia perceberão o quão
saboroso é recordar e lembrar os
pequenos detalhes que hoje nos
fazem grandes. Mas, continuando,
foi precisamente num pequeno
detalhe que tudo começou: entrando pela porta onde, quer fosse
o Senhor Aníbal ou a Dona Rosa,
a saudação matinal dava o mote
para o dia começar em pleno. Depois chegava o toque, que tantas
vezes ecoou nas nossas cabeças,
revelando o início de uma nova
etapa. Seguiam-se os primeiros
burburinhos para a escolha de
um chefe de turma, as paixões
de um 5º ou 6º anos, os gritos
masculinos para apanhar as balizas
da quinta ou simplesmente para
avisar quando o prefeito chegasse
à porta da sala para não ficar de
castigo, perdendo um precioso
intervalo nas filas do bar.
Porém, recuando um pouco,
é preciso pegar na origem desses
mesmos murmúrios e entender
onde é que eles começaram. Tudo
se iniciou do outro lado, onde os
lápis de cor ou as canetas de feltro
foram o nosso primeiro desafio,
seguidos de desenhos, das letras
e dos números. A pouco e pouco
demos por nós a não pintar por
fora das margens, a conseguir desenhar a cara de alguém, e depois
foi um pulo até não darmos erros
ortográficos ou a ter a alegria de
chegar a uma conta de somar e
obter o resultado acertado.
Mais tarde o toque de entrada
passou a ser mais grave, perdendo
a timidez e a ingenuidade da
infância e conduzindo-nos a um
novo mundo, talvez o início do
admirável mundo novo de cada
um, em que as cores deixam de ser
baças para ganharem uma nitidez
que tem tanto de maravilhoso
como de assustador. Era a Língua
Portuguesa a deixar-nos adjectivar
aquilo que é belo ou a verbalizar
os nossos desejos, ouvindo os
constantes pedidos da sempre
querida professora Antonina,
para que o Mostrengo entrasse
para a nossa cabeça, era a Matemática a pôr ordem no universo,
equacionando um mundo exacto
e de probabilidades descrito nas
centenas de fichas elaboradas
pela estimada Professora Edwiges,
não esquecendo nunca a ternura
da professora Ana Palrão ou a
calma do professor Pinheiro, era
a História a revelar o passado e
a desvendar mistérios testados
nas 150 perguntas da professora
Margarida Remédios ou no carisma do professor Menezes, era a
Música pela mão da dócil professora Gilda Latino a dar-nos uma
sensibilidade que hoje se tende a
perder, era o Inglês a permitir-nos
comunicar em qualquer parte do
mundo com a autoridade e vocabulário indispensável da professora
Cecília ou com a amizade da
professora Fátima Silva. Seguia-se
a Geografia, com a professora Ana
Gonzalez a mostrar que o planeta
é também feito por rios e oceanos, ou ainda o Francês pela mão
do inconfundível professor João
Branco, pela querida professora
Odete ou mesmo pela sempre
amiga professora Maria dos Anjos.
Nunca esquecer a versatilidade
dos professores Aureliano e Gil
que introduziram as ciências em
todas as componentes nas nossas
vidas, ou ainda a parte artística da
nossa adolescência, levada a cabo
por professores como Saldanha,
José Filipe, Susana ou Filipa, a
par das lições informáticas pelo
professor Freixo Nunes ou pela
professora Paulete. Neste rumo,
uma hora era sempre reservada
para aprendermos que a nossa
audácia se concentra nos valores
que escolhemos para a nossa vida.
Um bem-haja ao Professor Pedro
César que, sendo um amigo,
acompanhou todas as turmas do
meu ano e, certamente, ninguém
se esquecerá de conceitos como
vocação, moral, ética ou aquilo
que nos sustenta, o amor, tão
bem ensinados por ele.
Chegado a este ponto travo
o meu texto, uma vez que fiquei sem tinta na caneta. Não
querendo perder o impulso que
levo e a vontade de continuar a
ter o Colégio vivo no meu pensamento, rapidamente encontro
7
DEZEMBRO 2010
outra e prossigo. Sou obrigado
a comparar esta minha atitude
com aquela que tomei no meu
nono ano. Altura de decisões,
na medida em que precisamos
de encontrar a alavanca certa, se
ambicionamos um dia ser adultos,
eu e certamente todos os meus
companheiros, que hoje revisitam
o Colégio, não quisemos perder
esse impulso chamado Manuel
Bernardes e tivemos a maturidade
suficiente para decidir ficar, sabendo que a verdadeira alavanca
estava aqui. Ficámos, ocupando
mais uns quartos e salas deste
autêntico lar.
Aqui, algumas rotinas
mudaram. Se uns andavam a
vaguear pela História com a companhia das professoras Patrícia ou
Cristina Mariano, outros perdiamse pelos números sob o comando
da professora Luísa Latino, outros
concentravam-se na matéria e na
energia proveniente do carismático professor Carlos Bernardino
ou pela querida professora Ana
Cristina, seguindo-se aqueles que
não temiam a crise e procuravam
no inconfundível professor Ramos
explicações que fizessem emergir
um gestor. Tudo isto, seguido de
perto pela nossa língua que nos
lembrava o património cultural e
a importância de saber escrever
e falar através de um Eça de
Queiroz ou de Pessoa. Quem
não via um Alberto Caeiro na
professora Sónia, ou um ortónimo na professora Maria João
Carvalho, ou mesmo um Álvaro
de Campos na professora Maria
João Alves?! Paralelamente, o
mote dado pelos romanos, “mente
sã num corpo são” mantinha-se,
ladeando a Filosofia que, a bem
ou a mal, fosse com o professor
Hugo Quintas, Luís Loia ou Gil,
nos tornou melhores oradores; e
a Educação Física onde nunca
ninguém se esquecerá certamente
da quinta ou do ginásio após tanto
suor lá deixado. Um bem-haja
ao professor Nuno, ao professor
Eduardo, à professora Cátia, João
Pedro ou Gonçalo. Por último,
mas não menos importante, um
obrigado muito especial a alguém
que nos marcou profundamente,
não só pela forma como aprofundou o inglês nas nossas vidas, mas
também pelos seus conselhos e
sugestões que fizeram de cada aula
uma descoberta. Falo, obviamente,
da professora Adélia.
De facto foram todas estas
aprendizagens que nos permitiram conhecer o mundo e, por
conseguinte, engrandecer, tendo
em conta que ninguém nasce na
grandeza. E assim, fui destacando
todos os criadores da nossa cultura, todos aqueles que, através da
palavra, nos ensinaram a pensar,
educando a nossa mente e os nossos valores. Falo dos professores
e peço desculpa àqueles que não
evoquei, mas o tempo que passei
nesta casa não foi o suficiente para
conhecer suficientemente todas
as pessoas. Um muito obrigado a
todos pela vossa dedicação!
Dirijo da mesma forma um
reconhecido agradecimento à
administração do Colégio, que
preza diariamente para que esta
casa mantenha aquilo que de
melhor tem e para que todos
nos sintamos bem. Continuem
a ser, numa analogia ao nosso
hino, o “farol guiando a gente
na terra”.
De seguida, as minhas palavras
são dirigidas a todos os funcionários e prefeitos que, directa
ou indirectamente, contribuíram
para o rumo que fui delineando
ao longo deste discurso. Desde a
Dona Judite ou o Senhor Amaro
que velavam pelo silêncio na
nossa estimada biblioteca, ao Stor
Miguel com a sua voz inconfundível, à ordeira Stora Manuela, ao
grande Stor Zé, às storas Natércia,
Lurdes ou Galateia que, fazendo
parte de uma geração de outras
tantas pessoas como o stor Pedro
Machado ou o Stor Fábio, ficarão
para sempre guardadas no nosso
pensamento. Da mesma forma,
mas em especial, porque sentimos por ele uma multiplicidade
de sentimentos dependendo
da idade, fosse medo, terror
inicialmente, mas logo trocados
pela amizade e companheirismo
nunca menosprezando o respeito
de sempre. De facto ficou por
falar alguém responsável por
uma disciplina que, não sendo
leccionada numa sala de aula,
está sempre presente em cada
corredor, em cada canto. Qual
professor, ele tem o nome de
Senhor Ramiro e para sempre a
sua voz imponente, o seu sorriso,
os seus avisos ou discursos a que
nos habituámos, serão sempre uma
referência para cada um de nós,
como uma lembrança que jamais
poderá ser apagada.
Uma última, mas não menos
importante palavra a todos os pais
que desde sempre fizeram de
tudo para que pudéssemos incluir
na nossa curta história de vida o
nome Colégio Manuel Bernardes.
A todos um obrigado por compreenderem os nossos trabalhos de
casa, por nos limparem os ténis,
vindos da quinta, cheios de terra
(agora isso já não acontece), por
nos deixarem almoçar no largo
do colégio, enfim por estarem
aqui hoje com o intuito de nos
aplaudir.
Ainda a propósito da história,
ela inevitavelmente tem como
desfecho um décimo segundo
ano que termina esse percurso e
fecha um pedaço da nossa identidade. Porém, ao sair existem
determinados hábitos que já não
conseguimos evitar, determinadas
ideias que nos foram incutidas, as
quais defendemos para o resto das
nossas vidas. Este é o motivo pelo
qual o Colégio nunca é passado
quando se sai, ele é presente e
futuro. E acreditem, para vos
contar esta história, confesso que
voltei ao colégio, apenas para rever
e recordar. Não deixem que a vossa
história, a de cada um de vocês
esmoreça, nunca percam esse
pedaço de vocês, chamado Colégio Manuel Bernardes, porque
no que toca a amizades criadas,
a laços nascidos entre saltos,
correrias, namoros, eles fizeram
de nós aquilo que hoje somos.
Mesmo os espaços que viram os
nossos sorrisos e os nossos choros,
fossem eles a quinta, palco de
confrontos futebolísticos sempre
com uma audiência feminina a
quem tentávamos impressionar,
ou os jardins onde nós rapazes
teimávamos em ficar, apesar da
proibição de o fazer, ou mesmo
a sala de jogos ou a própria rádio
que tantas dedicatórias transmitiu. Falo ainda dos cinemas ou dos
chás dançantes nos últimos dias
de aulas, ou nos incontornáveis arraiais, simbolizando uma das mais
valiosas tradições do Colégio. Uma
referência a todas as viagens que o
Colégio sempre nos proporcionou,
a partir do sétimo ano. A todas
as outras, fossem as fantásticas
idas a Paris com o professor João
Branco e com a professora Helena
Beja Lopes, ou mesmo as inesquecíveis estadias em Inglaterra,
com a teacher Fátima Silva. E
por fim, a viagem de finalistas.
A qual merecia praticamente
um capítulo do meu discurso,
mas não o podendo fazer restame dizer que por uma semana
Punta Cana tornou-se o Colégio
Manuel Bernardes em tudo o que
ele tem de melhor. Nós, alunos
como mote, acompanhados não
só pelo senhor Ramiro como pelo
professor Luis Loia, demos uma
volta pelo paraíso e ainda assim
fomos capazes de lhe ensinar
umas coisas que só o Colégio
proporciona.
Enfim perco-me nesta lista que revela mais mil sítios,
eventos, acontecimentos neste
colégio, mas há coisas que ficam
para sempre nossas e cada aluno
sabe onde se refugiar. Por isso
mantenho-me vosso cúmplice e
para me encontrar no meu texto,
sou obrigado a escutar o toque da
saída cuja inevitabilidade coloca
um ponto final à história que vos
contei. Quando ele acontecer a
cada um de vós, guardem-no, bem
guardado, porque um dia, como
o faço hoje, vão ser capazes de o
prolongar para se demorarem um
pouco mais num qualquer corredor do Colégio. Neste pequeno
prolongamento que permito a
mim mesmo, encontro-me nos
vossos rostos e digo-vos que não
é preciso estudar muito para ser
alguém. É preciso sim, saírem
daqui conscientes da vossa identidade. Nós temos a sorte de a
nossa ter um ponto em comum
denominado Manuel Bernardes.
E acreditem que esse é o ponto
de partida para a audácia e para
se ser original neste mundo.
Cabe-vos a todos darem ou não
continuidade à rampa que é este
Colégio. Quanto a mim, é isso que
agora vou fazer, indo a correr para
uma aula de Direito, para a qual
já estou atrasado. Muito obrigado!
Até sempre!
Guilherme Beja Lopes
8
DEZEMBRO 2010
O livro infantil “A Sementinha na Lua”
O livro infantil A Sementinha na Lua, da autoria de
Isabel Loureiro, com ilustrações de Norberto Nunes
foi lançado no passado dia 22 de Outubro, a aventura
foi no Colégio Manuel Bernardes.
“Cortei uma maçã em vários gomos. Dentro da maçã
estavam oito sementes. Queres conhecer as histórias
das oito sementinhas que cresceram dentro da maçã?
O que terá acontecido a cada uma delas?
Queres saber?...”
Visita aos laboratórios
É sempre com grande entusiasmo que o 4ºC vai aos laboratórios do colégio aprender com os “crescidos”.
Este ano já lá fomos 2 vezes!
Os colegas mais velhos parecem mesmo professores!
De bata branca, “autênticos doutores”, muito bem nos explicaram a matéria e connosco fizeram
experiências.
Obrigado a todos que nos fazem ficar mais “sábios”
Problema
Segue estas instruções cuidadosamente. Vais ter uma surpresa
no fim.
1. Multiplica o número do teu mês de nascimento por 2.
R:._______________________________________________
2. Soma 5 ao teu resultado.
R:._______________________________________________
3. Multiplica por 50.
R:._______________________________________________
4. Soma a tua idade ao resultado.
R:._______________________________________________
5. Agora subtrai 250.
R:._______________________________________________
Surpresa!
O resultado final tem no algarismo das centenas o teu mês de
nascimento. Os dois últimos algarismos indicam a tua idade.
Visita de Estudo
O 4º ano C participou no corta-mato
do colégio.
Com grande claque a apoiar os participantes, ficaram em 1º e 3º lugar a Maria Inês Morais e o
Manuel Neve
No dia 22 de Novembro, eu
fui a uma visita de estudo aos
Moinhos de Maré de Corroios.
Estes moinhos foram mandados
construir há seiscentos anos por
D. Nuno Alvares Pereira, são
muito antigos.
Quando chegámos, o monitor
Luís e a monitora Madalena contaram-nos a história dos Moinhos
de Maré de Corroios.
A seguir fomos ver uma peça
de teatro de fantoches. A peça
Às 6ª feiras o 4ºC vai ler histórias inventadas da Carochinha e do João Ratão ao 1ºB.
Para nós, é muito bom podermos ler para os nossos amiguinhos e achamos que eles também gostam de nos
ouvir.
teve alguns intervalos, um deles
foi para peneirarmos a farinha.
As mós do moinho só funcionavam com a maré-alta. Mexemos
em vários tipos de farinha.
Vimos um filme que mostrava
como é que o moinho funcionava
antigamente.
No fim subimos para o primeiro
andar e estivemos a pintar um
livrinho que a monitora nos deu.
Gostei muito desta visita de
estudo.
O 4º ano C quis partilhar com os colegas do 3ºB os
conhecimentos que adquiriram, quando no ano passado
foram ao centro de ciência viva de Constância.
Com a nossa partilha, achámos que os colegas até
foram mais motivados para a visita a Constância.
É bom partilhar!
9
DEZEMBRO 2010
CMB lidera Circuito
sub-13 da ABL
O Golfe
O CMB tem mais uma oferta em termos de actividades
extra curriculares – O Golfe. Modalidade cada vez com maior
visibilidade e olímpica em 2016, requer uma iniciação mais
cedo do que aquela que estamos habituados.
O Golfe é um desporto que promove um estilo de vida
saudável, respeitando o ambiente e vivendo a natureza.
Exige muita concentração e respeito pelos valores e ética
desportiva. Apaixonante para quem o experimenta e vê a
bola voar…
Actividade destinada prioritariamente aos alunos do 2º
ciclo, pode funcionar também com alunos do 3º ciclo.
Os responsáveis por esta actividade serão professores de
Educação Física do Colégio, praticantes e com formação e
experiência no seu ensino no meio escolar.
A equipa de Iniciados Femininos do CMB lidera sem derrotas o
Circuito sub-13 da Associação de Basquetebol de Lisboa com 4 vitórias
e 12 pontos.A próxima jornada realiza-se no dia 4 de Dezembro das
9 às 13h no Pav. Da Ajuda em Lisboa.
José Costa Dias
(Prof. Ed. Física)
Corta mato CMB
No passado dia 10 de Novembro de 2010, realizou-se o
Corta-Mato do Colégio Manuel
Bernardes, que decorreu durante a
manhã, nos campos exteriores.
Nome
INFANTIS A FEMININOS 2001
Número Ano/Turma Classificação
Maria Morais
Rafaela Duarte
Madalena Santos
Nome
1512
1276
1273
4B
4E
4C
1º
2º
3º
Nome
101
474
354
6E
5A
5D
1º
2º
3º
INFANTIS A MASCULINOS 2000
Número Ano/Turma Classificação
433
736
2
5E
5B
5A
1º
2º
3º
INFANTIS B FEMININOS- 1999/98
Número Ano/Turma Classificação
6B
6E
6B
1º
2º
3º
INFANTIS B MASCULINOS - 1999/98
Miguel Rodrigues
Sebastião Dias
Rodrigo Rosa
Número Ano/Turma Classificação
281
169
438
7B
7A
6B
1º
2º
3º
Número Ano/Turma Classificação
1º
2º
3º
221
192
564
9A
9A
9C
1º
2º
3º
JUVENIS FEMININOS - 1995/1994
Número Ano/Turma Classificação
878
60
271
11E
11D
11D
1º
2º
3º
JUVENIS MASCULINOS - 1995/1994
Número Ano/Turma Classificação
Rodrigo Batalha
Gonçalo Fogaça
Pedro Ventura
Nome
9B
9E
8A
Número Ano/Turma Classificação
Patrícia Marinho
Marta Saraiva
Rita Alvito
Nome
46
177
551
INICIADOS MASCULINOS - 1997/96
Gonçalo Seabra
Miguel Solano
Miguel Silva
Nome
foram apurados para o Corta-Mato
de Lisboa.
De seguida, serão apresentados os três primeiros classificados
de cada escalão.
INICIADOS FEMININOS - 1997/1996
Mariana Esteves
Catarina Bajanca
Ana Santos
Número Ano/Turma Classificação
Laura Manteigas
729
Maria Estevão
708
Constança Manteigas 730
Nome
1º
2º
3º
INFANTIS A FEMININOS 2000
Diogo Cabrita
Francisco Ferraz
João Correia
Nome
4C
4B
4B
Número Ano/Turma Classificação
Marta Ferreira
Mariana Antunes
Filipa cerveira
Nome
1545
1434
1189
Nome
INFANTIS A MASCULINOS 2001
Vasco Matos
Rafael Peralta
Manuel Neves
Nome
Este ano, participaram nesta
prova cerca de 200 alunos, do1º
ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo e Secundário, sendo que os primeiros
seis classificados de cada escalão
713
556
737
11A
10B
11A
1º
2º
3º
JUNIORES FEMININOS - 1993 E ANTES
Ana Luísa Alvito
Alexandra Paula
Luisa Vieira
Número Ano/Turma Classificação
277
749
261
12B
12B
12A
1º
2º
3º
O departamento de Educação Física
10
DEZEMBRO 2010
Matemática em acção no C.M.B.
De há uns tempos a esta parte,
a discussão em torno da Matemática tem-se acentuado, não no
que diz respeito à sua importância
ou ao seu lugar no ensino (cuja
matéria nem sequer se questiona), mas sim quanto à forma de
levar os alunos a adquirirem as
competências necessárias no âmbito desta disciplina de forma a
poderem aplicar tais competências
num futuro próximo, no mundo
laboral. Mais ainda: acentuou-se
a discussão acerca do que se
considera «necessário saber» em
Matemática. O Ministério da
Educação e as Universidades não
se entendem: um quer apenas
que os meninos saibam resolver
expressões numéricas como “1 + 2
=”, com base em imagens, tarefas
e actividades de investigação, materiais didácticos manipuláveis e
computadores, que mostrem bem
a diferença entre «uma unidade»
e «duas unidades» e que, com
base em ideologias motivacionais elaboradas, mostrem que é
possível calcular “1 + 2” e que
se tem que “1 + 2 = 3”. As
universidades limitam-se a exigir
que os alunos saibam Matemática,
o que vai um pouco mais além
de calcular o valor numérico de
“1 + 2”…
Tudo isto levou à criação de
um enorme fosso entre aquilo que
um aluno comum «leva consigo»
quando termina o 12º ano e aquilo
que lhe é exigido que «traga consigo» quando chega a um curso
superior. Uma determinada faixa
de “pensadores” entende que
as universidades exigem demais.
Porém, penso que se compreende
que a onda de facilitismo e de
vinte e cinco de abrilização da
Educação não leva a outro ponto
senão à falta de rigor no trabalho
e à quebra dos índices de qualidade dos serviços, em virtude da
má preparação dos profissionais
nas diversas áreas de serviço da
sociedade.
O Colégio Manuel Bernardes,
compreendendo esta realidade,
tem procurado remar contra a
maré, não se deixando levar pelas
ideologias facilitistas. Tem procurado ajudar os alunos a ultrapassar
as suas dificuldades sem as retirar
do seu caminho. Tem procurado
levar os seus alunos a chegar
onde é necessário… e não apenas
onde lhes dizem que é suficiente
ou que “basta por aqui”. Assim
sendo, ao fim de algum tempo
de preparação, foi possível criar
e desenvolver alguns projectos
ao nível do Departamento de
Matemática que vieram ajudar os
alunos a percorrer esse tal caminho
com obstáculos, cuja meta é o
sucesso de os ultrapassar e não
o aplainar da estrada.
Deu-se início, como projecto
pioneiro, ao «Projecto Pedro
Nunes», que, em regime tutorial,
leva os alunos a fazerem pequenas
investigações sobre temas diversos
da Matemática. Auxiliados de
perto por um professor, pesquisam sobre um tema a seu gosto
e podem ir além daquilo que
é possível ser feito em sala de
aula, promovendo o gosto pela
Matemática, o espírito crítico e
de investigação e aumentando
as competências específicas da
disciplina. Iniciámos o projecto
com 13 alunos e, até agora, todos têm estado empenhados e
satisfeitos.
Está, também pela primeira
vez, a ser leccionada uma disciplina extracurricular no 12º
ano, designada por «Tópicos
de Matemática Avançada», cujo
objectivo é ajudar os alunos que
têm frequência em Matemática
A a prepararem melhor o seu
acesso ao ensino superior, nomeadamente para cursos que estejam
ligados às áreas da Matemática ou
onde esta seja leccionada. Nesta
disciplina, os alunos complementam os seus estudos nos que diz
respeito “às pontas que ficam
por coser” em Matemática A e
são introduzidos em conteúdos
de domínio pré-universitário,
garantindo-lhes desde já alguns
conhecimentos e algumas rotinas
de nível superior.
Por outro lado, o Departamento promoveu em Novembro,
como vem sendo hábito, a participação dos alunos desde o 6º ano
até ao 12º ano nas Olimpíadas
Portuguesas da Matemática. Os
alunos responderam positivamente (cerca de noventa) ao convite
de participarem nesta prova. É de
destacar que a prova foi aberta
pela primeira vez aos 7º e 8º anos.
Além disso, e à semelhança do ano
anterior, o Departamento promove
ainda o «Problema do Mês», iniciativa à qual têm correspondido
diversos alunos. Destacamos a
aluna Carolina Furtado, do 5º B,
que venceu com todo o mérito
o Problema do mês de Outubro,
tendo sido congratulada com um
«Certificado de Mérito» pelo
seu desempenho na resolução do
problema desse mês. Ainda que
em Outubro não tivessem sido
entregues resoluções correctas
dos restantes problemas, foi positiva a adesão dos alunos a esta
iniciativa.
No fundo, nós, professores
de Matemática do CMB, temos
apenas procurado mostrar aos
nossos alunos que a Matemática
não é uma ciência monstruosa,
enfadonha e inútil mas que serve
para resolver problemas, que serve
e ajuda a pensar, que desenvolve o
raciocínio, o espírito crítico e nos
ajuda a olhar com maior destreza
para os problemas concretos de
muitas áreas do conhecimento.
Ou seja, de uma forma simples
procuramos mostrar que a Matemática é útil e necessária, além
de ser bonita e elegante. Como
disse o poeta Fernando Pessoa, “o
que há é pouca gente para dar por
isso”… mas talvez (pelo menos
no nosso Colégio) esta realidade
possa mudar em breve.
Ânimo! Um Santo e Feliz
Natal a todos.
O sino da Igreja de uma cidade bate as seis horas
em 15 segundos.
Problema de Matemática
Do Mês de Novembro
Ensino Básico – 5º, 6º e 7º anos
O senhor A foi à padaria e comprou metade dos
pães que lá havia mais meio pão . Depois, foi lá o
senhor B que comprou metade dos pães que ainda
lá havia mais meio pão . Por último, o senhor Cfoi à
padaria e comprou metade dos restantes pães mais
meio pão .
Sabendo que, no final, sobraram 10 pães, quantos
pães havia inicialmente na padaria?
Ensino Básico – 8º e 9º anos
Qual o menor número de inteiros positivos conse cutivos cuja soma seja igual a 1000 ?
Ensino Secundário
Na figura seguinte encontra -se um octógono regu lar inscrito numa circunferência de raio 1. Considera ainda que P é um ponto dessa circunferência .
A
B
H
G
C
P
D
F
E
2
2
Calcula o valor de PA + PB + L + PH
2
.
Problema do Mês de Novembro
VENCEDORES
2º Ciclo: 334 – Carolina Carneiro (5º A)
3º Ciclo: 126 – Filipa Inês Vilhena (8º C)
155 – Filipe Fidalgo (8º A)
O Coordenador,
Emanuel Oliveira.
Secundário: 390 – José Ricardo Ferro (12º A)
Problema de Matemática
Ensino Básico – 2º Ciclo
COLÉGIO MANUEL BERNARDES
Do Mês de Outubro
Ensino Básico – 3º Ciclo
A fracção
90
pode ser escrita na forma:
37
Problema
do Mês de Outubro
VENCEDORES
1
2+
x+
y+
Quanto tempo demora a bater as doze horas?
2º Ciclo
844 – Carolina Furtado (5º B)
1
1
z
Determina os valores de x, y e z.
3º Ciclo
Não foi entregue nenhuma
resolução correcta.
11
DEZEMBRO 2010
Ano Lectivo 2010/2011
Percurso dos Transportes
Local: Telheiras
Horário: 18h00
/Lumiar
TARDE
Quinta dos Inglesinhos
Rua Padre Américo
Rua Aristides Sousa Mendes
Azinhaga Torre do Fato
Rua Fernando Namora
Rua Prof. António Quadros
Parque dos Príncipes
Rua Simões Raposo
Rua Prof. Moisés Amzalak
Av.ª Nações Unidas
Av.ª Rainha D. Amélia
Quinta do Lambert
Rua José Costa Pereira
Rua Manuel Marques
Rua Agostinho Neto
Rua Mário Castrim
Rua David Mourão Ferreira
Parque das Conchas
Avª. M. Madalena Vieira
da Silva
Alta de Lisboa
Local:
5 de Outubro
/Areeiro
Horário: 18h00
TARDE
Paço do Lumiar
Azinhaga Torre do Fato
Av.ª das Nações Unidas
Eixo Norte-Sul
Av.ª Álvaro Pais
Avª. 5 de Outubro
Avª. Duque D’ Ávila
Avª. Conde de Valbom
Avª. João Crisóstomo
Avª. da Républica
Túnel da Av.ª João XXI
Rua Sarmento Beires
Av.ª Afonso Costa
Av.ª Padre Manuel da Nóbrega
Av.ª de Madrid
Av.ª João XXI
Local: Benfica
Horário: 7h00
Local: Benfica
Horário: 18h00
/ Alfragide
TARDE
Av.ª do Colégio Militar
Centro Comercial Colombo
Av.ª dos Lusíadas - (só até Alto dos Moinhos)
Alto dos Moinhos – Escola Delfim dos Santos (por
baixo viaduto)
Metro Alto dos Moinhos (Av.ª dos Lusíadas)
Rua Virg´lio Ferreira (esquina)
Rua Lúcio de Azevedo
Estrada da Luz
Sete-Rios – Jardim Zoológico
Twin Towers
Av.ª José Malhoa (só até meio e vira para a Av.ª Col.
Bordalo Pinheiro)
Rua Prof. Gentil Martins (Furnas)
Rua Barahona de Freitas
Estrada de Benfica (Pastelaria Califa)
Estrada de Benfica (Igreja)
Av.ª Grão Vasco
Alameda Álvaro Proença
Circulo de Leitores (Buraca – Bombas Galp)
Quinta Grande – Alfragide (Banco B.E.S.)
Quinta Grande – Alfragide (Bancos)
Local: Loures
Horário: 18h00
/ Odivelas
TARDE
Paço do Lumiar
Azinhaga dos Ulmeiros (Força Aérea)
Rua Abel Salazar (Antigo Feira Nova)
Rua Prof. Vieira de Almeida
Avenida Padre Cruz
Estrada do Desvio (Lumiar)
A8 (Loures)
Infantado - Avenida das Descobertas
Rua Vasco da Gama
Fanqueiro - Rua José Gomes Ferreira
Rua Anselmo Braancamp Ferreira
Rua do Sacramento
Rua S. João de Deus
Loures - Rua da República
Rua Augusto Marques Raso (Bombeiros)
Rua Tenente Cel. João Augusto Vieira Lopes (Liceu)
Flamenga (Centro Comercial Flamingos)
Avenida Salgado Zenha
Póvoa de Santo Adrião – Rua Henrique dos Santos
Rua Major Mousinho de Albuquerque
Odivelas - Rua Prof. Abreu Lopes
Quinta do Mendes
Quinta Nova
Rua Abel Manta
Rua Aquilino Ribeiro
Rua Guilherme Gomes Fernandes
Rua Dr. Fernando Cunha
Alameda Infante D. Henrique
/ Sete Rios / Telheiras
MANHÃ
Cemitério de Benfica
Rua Jorge Barradas
Rua das Pedralvas
Portas de Benfica
Damaia
Av.ª D. Pedro V
Av.ª Carlos Cunha Tavares
Estrada da Ponte
Alfragide
Cemitério de Benfica
Rua Jorge Barradas
Rua das Pedralvas
Portas de Benfica
Damaia
Av.ª D. Pedro V
Av.ª Carlos Cunha Tavares
Estrada da Ponte
Av.ª Quinta Grande
Av.ª das Laranjeiras
Rua da Encosta
Rua D. Luís I
Estrada I.C. 19
Sete-Rios
Twin-Towers
Av.ª José Malhoa
Rua Basílio Teles
Av.ª Columbano Bordalo Pinheiro
Rua das Laranjeiras
Alto dos Moinhos
Estrada da Luz
Alto dos Moinhos
Rua João de Freitas Branco
Estrada da Luz
Torres de Lisboa
Rua Tomás da Fonseca
Rua Fernando Namora
Rua Padre Américo
Colégio
Novos
Av.ª 5 de Outubro
Quinta do Lambert
Rua Manuel Marques
Rua Agostinho Neto
Alameda das Linhas de Torres
Lumiar
Rua António Albino Machado
(Torres de Lisboa)
Os Grandes Marcos
da História da Alimentação
Sabia que o pão já existia 10.000 anos
antes do nascimento de Cristo? E que
já se faziam pipocas 3.600 anos antes
do início da nossa Era? Ou ainda que os
hambúrgueres já se comiam no século
XIV? O Comezainas preparou para si uma
viagem através do tempo, em que mostra
a história dos alimentos até aos anos 60
do século XX. Venha saber mais sobre a
origem dos alimentos que, a cada dia,
entram na sua dieta alimentar. E, depois
de tanta fartura, nada como o bom AlkaSeltzer de 1931, não lhe parece?
Introdução
Todos necessitam de combustível para
sobreviver, mas os seres humanos são os
únicos seres vivos que aliam os gostos às
simples necessidades nutricionais. Embora
todos os animais se alimentem, apenas o
Homem cozinha os alimentos. Deste modo,
a culinária transforma-se num símbolo da
nossa humanidade, algo que nos distingue
do resto dos elementos da natureza.
A alimentação transformou-se rapidamente num dos muitos rituais comuns aos
seres humanos, variando de cultura para
cultura, mas assumindo, quase sempre,
uma actividade de grupo.
O Homem, enquanto elemento do
ecossistema, necessita de comida, e os seus
hábitos alimentares variam em função do
que o meio que o rodeia lhe pode oferecer. Contudo, também os seres humanos
foram determinantes na evolução dos alimentos, seja pela selecção e domesticação
de espécies animais e vegetais, seja pelo
desenvolvimento de todos os métodos e
instrumentos necessários à sua transformação para a dieta humana. O culminar
de todo este processo é, sem dúvida, a
proliferação dos alimentos transgénicos
e a crescente uniformização dos hábitos
alimentares dos povos.
Antes da Era Cristã
10.000 a.C. – Primórdios da Agricultura;
cultivo de cereais e fabrico rudimentar
de pão; sal, peixe e arroz já são usados
na alimentação;
8.000 a.C. – lentilhas;
7.000 a.C. – feijões;
6.500 a.C. – Domesticação generalizada
do gado, embora já existisse gado caprino
e porcino doméstico desde 9.000 a.C. e
7.000 a.C. respectivamente;
6.000 a.C. – queijo e milho;
5.500 a.C. – mel e açúcar de cana;
5.000 a.C. – azeite e abóboras;
4.000 a.C. – uvas, laranjas e melancias;
3.600 a.C. – pipocas;
3.200 a.C. – domesticação das galinhas;
3.000 a.C. – sopa, cevada, cenouras,
ervilhas, favas, cebolas, pimenta;
2.800 a.C. – rebentos de soja;
2.700 a.C. – chá;
2.600 a.C. – cogumelos;
2.500 a.C. – batatas;
2.000 a.C. – alfarroba;
1.500 a.C. – amendoim e chocolate;
1.000 a.C. – pepino e pickles;
900 a.C. – tomates verdes;
600 a.C. – couves;
500 a.C. – salsichas e alcachofras;
400 a.C. – pasta e beterraba;
300 a.C. – bananas;
200 a.C. – espargos;
65 a.C. – marmelos.
Depois de Cristo
100 d.C. – mostarda, pudins, morangos,
alcaparras, nabos, gelado;
200 d.C. – sushi;
600 d.C. – beringela;
700 d.C. – espinafres
900 d.C. – bacalhau;
1.000 d.C. – nêsperas;
1.300 d.C. – introdução do açúcar em
Inglaterra, a partir do Médio Oriente;
hambúrgueres e waffles;
1.500 d.C. – agrião e panquecas; lagosta,
perú, abacate (entre outros) começam a ser
trazidos do Novo Mundo para a Europa;
1484 d.C. – cachorro quente;
1493 d.C. – introdução de ananás na
Europa;
1517 d.C. – introdução de batata doce
na Europa;
1529 d.C. - introdução de baunilha
na Europa;
1544 d.C. - introdução de tomate na
Europa;
1554 d.C. – queijo Camembert;
1615 d.C. – introdução de café na
Europa;
1.800 d.C. – batatas fritas e bolachas
de água e sal (crackers);
1747 d.C. – açúcar de beterraba;
1756 d.C. – maionese e molho tártaro;
1762 d.C. – sanduíches;
1765 d.C. – 1.º restaurante do mundo
abre em Paris
1767 d.C. – água com gás;
1819 d.C. – spaghetti;
1830 d.C. – refrigerantes;
1850 d.C. – marshmallows;
1856 d.C. – leite condensado;
1868 d.C. – molho Tabasco;
1869 d.C. – sopa enlatada Campbell;
1870 d.C. – margarina;
1876 d.C. – Heinz Ketchup;
1886 d.C. – Coca-Cola;
1889 d.C. – Pizza (como a conhecemos
hoje em dia);
1890 d.C. – manteiga de amendoim
e chá Lipton;
1896 d.C. – Chop Suey;
1906 d.C. – atum em lata;
1904 d.C. – banana split;
1905 d.C. – chupa-chupas;
1906 d.C. – Corn Flakes Kellogg’s;
1913 d.C. – Bolachas Oreo;
1917 d.C. – Donuts e Vichyssoise;
1924 d.C. – comida congelada;
1936 d.C. – barra de chocolate Mars;
1938 d.C. – Nescafé (1.º café solúvel
instantâneo);
1941 d.C. – M&Ms;
1955 d.C. – 1.º Restaurante
MacDonald’s;
1959 d.C. – gelado Haagen-Dazs;
12
DEZEMBRO 2010
FICHA TÉCNICA
Propriedade e Administração: Colégio Manuel Bernardes
Morada: Quinta dos Azulejos - Largo Padre Augusto Gomes Pinheiro, 44 - Paço do Lumiar - 1600-549 Lisboa
Telefone: 21 757 05 01 / 21 757 05 12 - Fax: 21 757 23 11 - e-mail: [email protected] - site: cmb.pt
Direcção/Redacção: Câmara Pereira - Jorge Amaro
Composição: Regigráfica, Lda. - Dep. Legal: 19238
Premiados 2009/2010
Foram distinguidos com o Quadro de Mérito Pessoal os Alunos : Filipe Serralheiro Santos, Ana Rita Rodrigues e José Guilherme Beja Lopes
Quadro de Mérito Desportivo, os Alunos: Nuno Esteves, Pedro Teixeira e José Evangelista
Quadro de Excelência, os Alunos: Ana Margarida Pereira, Marta Filipa Gomes Melo e José Guilherme Beja Lopes
Quadro de Mérito
Desportivo
Quadro de Mérito Pessoal
Alunos que
Estes alunos mereceram tal distinção, pela forma
como se destacaram na disciplina de Educação Física,
com a sua iniciativa, empenho e qualidade de trabalho, bem como, pelas performances alcançadas nas
várias representações e competições desportivas em
que participaram, em representação do Colégio.
Desde sempre, colaborando e participando de
modo espontâneo e entusiástico em várias actividades
desportivas existentes no Colégio, foram considerados
alunos correctos, distinguindo-se pela sua educação,
conquistando simpatias gerais, o apreço e a estima
de todos.
Pelo sua dedicação, espírito de sacrifício, trabalho
de equipa e enorme capacidade de trabalho, conseguindo conciliar as suas actividades desportivas
com as várias actividades escolares, consideram-se
estes alunos um exemplo a seguir e merecedores
deste prémio.
AFj_BES_DarM_260x140_2.ai
1
1/28/10
- Menção de Muito Elevado pelo corpo disciplinar
ratificado pelo Conselho de
Turma;
- Alunos propostos pelos Conselho de Turma
do ano terminal de secundário, de acordo com o
percurso escolar do aluno;
- Alunos que se distingam pelo elevado sentido
de responsabilidade;
- Alunos que demonstrem carácter altruísta;
Quadro de Excelência
- Menção de Muito Elevado pelo corpo disciplinar;
- Alunos propostos pelo Conselho de Turma
do ano terminal de secundário, de acordo com o
percurso escolar do aluno;
- Cumpram todos os requisitos do Quadro de
Honra, acrescidos de manifesta capacidade de desempenho num sentido transdisciplinar;
- Vocação e dedicação que se projectem em
elaborações artísticas, académicas ou desportivas
simbolizantes da paideia do CMB, edificada no seu
Projecto Educativo.
- Espírito de cooperação e solidariedade que
resulte na procura do bem comum da comunidade
escolar.,
5:57 PM
Ensine o seu filho
a dar a mão
e a poupar
No poupar é que está a ajuda e na ajuda é que está o ganho. Abra ou faça um primeiro reforço numa
Conta Poupança BES Júnior com €100, receba o Baby, um porquinho mealheiro
apadrinhado pelo Cristiano Ronaldo e ensine o seu filho a poupar. Mais, até 31 de Março de 2010, por cada
Baby entregue, o BES e o Cristiano Ronaldo contribuem com €2 para uma instituição de solidariedade social
de apoio a bebés e crianças.
Abra uma conta que toma conta. Vá a bes.pt/junior e escolha a instituição que quer ajudar.
Quem sabe,
sabe e quem
abre uma conta
que toma conta
é que sabe
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Dezembro 2010 - Colégio Manuel Bernardes