FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO – PEDAGÓGICA TURMA - PDE/2012 Título: FUNÇÃO AFIM E O MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME: UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR Autor VERA ALICE MARIANO Disciplina/Área MATEMÁTICA Escola de Implementação COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA EFMP do Projeto e sua localização Avenida Manuel Ribas, nº 500 Município da escola JACAREZINHO Núcleo Regional Educação de JACAREZINHO Professor Orientador Instituição Superior de GEORGE FRANCISCO SANTIAGO MARTIN Ensino UENP: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ Relação Interdisciplinar FÍSICA E EDUCAÇÃO FÍSICA Resumo Esta Unidade Didática aborda o conceito de Função Afim, nas aulas de Matemática no Colégio Estadual Rui Barbosa (Jacarezinho/PR), em uma turma de 1ª série do Ensino Médio, por meio de experiências relacionadas ao Movimento Retilíneo Uniforme, buscando através da interdisciplinaridade mostrar aos alunos que a Matemática é dinâmica e fundamental para o desenvolvimento da sociedade. A Unidade Didática foi definida através do problema: Quais as reais possibilidades de se introduzir o conceito de Função Afim, na 1ª série do Ensino Médio, através da resolução de problemas, envolvendo o Movimento Retilíneo Uniforme? O objetivo geral é verificar por meio de experimentos, tabelas e construção de gráficos provenientes do estudo da função horária do Movimento Retilíneo Uniforme, como se pode contribuir para melhor articular e compreender de modo significativo o conteúdo relativo às Funções Afins. A metodologia será por abordagem qualitativa, utilizando-se de aspectos metodológicos da Modelagem Matemática, da Etnomatemática e da Resolução de Problemas no desenvolvimento das atividades. Pretende-se com essa Unidade Didática que o aluno tenha uma aprendizagem significativa sobre Função Afim e, consequentemente perceba a importância da Matemática para a sociedade. Palavras-chave Formato Didático Público Alvo do Função Afim; Interdisciplinaridade; Movimento Retilíneo Uniforme Material UNIDADE DIDÁTICA ALUNOS DA PRIMEIRA SÉRIE DO ENSINO MÉDIO 1- APRESENTAÇÃO Esta produção didático pedagógica se caracteriza como uma Unidade Didática voltada para o estudo de Função Afim por meio de uma abordagem interdisciplinar, sendo direcionada a alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Rui Barbosa EFMP, sob a Orientação do professor mestre George Francisco Santiago Martin. A escolha do tema Função Afim para a produção desta Unidade Didática, justifica-se na constatação da dificuldade encontrada pelos alunos no ensino de funções, especificamente no conceito de Função Afim. A maneira como este conceito é apresentado para os alunos é muito formal e abstrata e isso faz com que encontrem dificuldades na aprendizagem de funções, principalmente na construção e interpretação de tabelas e gráficos, devido à metodologia de ensino ainda tradicional. Pensando em amenizar este problema procura-se nesta Unidade Didática apresentar o conceito de Função Afim, utilizando-se de experiências do Movimento Retilíneo Uniforme por meio de atividades voltadas para a realidade dos alunos, uma vez que, normalmente este conceito é apresentado de forma abstrata não havendo motivação e nem significado neste estudo. Espera-se que este material possa contribuir para que o aluno perceba que a matemática não é algo pronto e acabado, isolada das outras disciplinas e sem relação com a realidade. Pretende-se também, que este estudo possa contribuir com os professores, através de sugestões de atividades onde será utilizado principalmente o conceito de Movimento Retilíneo Uniforme, um conteúdo de física, para introduzir o conteúdo de Função Afim, proporcionando a interdisciplinaridade, mostrando que a matemática é uma disciplina que está muito próxima, ou seja, tem muitas afinidades com outras áreas do currículo como a física, a química e a biologia, onde geralmente as leis naturais e físicas são expressas pela linguagem matemática. Os estudos estarão embasados principalmente nos autores Ubiratan D’Ambrósio, Maria Salett Biembengut, Nelson Hein e nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica (DCE), da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, da disciplina de Matemática, pois serão utilizados alguns elementos metodológicos da Etnomatemática, da Modelagem Matemática e da Resolução de Problemas, presentes nas Diretrizes, que servirão para contextualizar o conteúdo, partindo de situações que valorizem a realidade dos alunos envolvidos no processo, buscando dar significado ao conteúdo. É importante salientar que a simples memorização de fórmulas, leis e conceitos não levam o aluno a uma aprendizagem significativa, é preciso trabalhar as idéias, os conceitos matemáticos de modo intuitivo para depois chegar às representações formais. Observa-se que, algumas vezes, a forma como a matemática é trabalhada na sala de aula, pode levar o aluno a não se interessar pelos conteúdos abordados. Percebe-se que esse desinteresse está ligado a alguns fatores que contribuem para que essa situação aconteça. Primeiramente porque a matemática é apresentada sem a contextualização dos conteúdos e isso faz com que o aluno não tenha motivação para aprender, gerando situações que enfatizam a afirmação de muitos alunos que dizem que “a matemática é muito difícil”. Almeja-se com esse trabalho observar se esse desinteresse está ligado à forma linear e sequencial que os conteúdos são trabalhados, não proporcionando uma articulação adequada entre eles e também entre a matemática e outras ciências. Diante dessas constatações a problemática gira em torno de como possibilitar ao aluno uma aprendizagem significativa, para que ele perceba a importância do conteúdo para a sua vida em sociedade e de como lhe será útil para entender o mundo em que vive. O objetivo desta Unidade é verificar por meio de experimentos, tabelas e gráficos que a função horária do Movimento Retilíneo Uniforme é uma Função Afim, possibilitando ao aluno articular e compreender de modo significativo o conteúdo apresentado. Para que esse objetivo seja alcançado serão realizadas experiências que envolvam o M.R.U., para depois serem construídos os gráficos e a partir disto relacionar os elementos da Função Afim com os elementos do Movimento Retilíneo Uniforme. 2- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ”A Matemática é, desde os gregos, uma disciplina de foco nos sistemas educacionais, e tem sido a forma de pensamento mais estável da tradição mediterrânea que perdura até nossos dias como manifestação cultural que se impôs incontestada, às demais formas”. [...] (D’AMBRÓSIO, 1990, p.10) Este conceito de matemática, historicamente construído interfere de forma negativa, na prática pedagógica dos professores, pois foi com esta mentalidade que a maioria dos professores que hoje atuam em sala de aula foram formados. Entende-se que a matemática é tida como uma disciplina isolada, onde os conteúdos estudados são prontos e não necessariamente testados para uma efetiva comprovação. Esse caráter formal da matemática contribui para que seu ensino seja algo doloroso tanto para os professores como para os alunos, que não vêem significado no que estão aprendendo. Uma consequência visível dessa situação é o desinteresse que os alunos apresentam em relação à matemática, isso é comprovado pelas notas baixas dos alunos que acabam na maioria das vezes referindo-se à matemática como o “terror da escola”. D’AMBRÓSIO (1990) explica que a criança desde pequena é condicionada a não gostar de matemática, porque é comum ouvir dos mais velhos que matemática é muito difícil. Essa comprovação de que a causa do fracasso escolar é culpa da matemática é claramente observada na escola, e comumente se ouve alunos indagando o porquê de se estudar determinados conteúdos e onde eles serão usados. O processo de explicação do fracasso escolar tem sido uma busca de culpados – o aluno, que não tem capacidade; o professor, que é mal preparado; as secretarias de educação, que não remuneram seus professores; as universidades, que não formam bem o professor; o estudante que não aprendeu no secundário o que deveria ter aprendido e agora não consegue aprender o que seus professores universitários lhe ensinam. (CARRAHER et al.1994,p.20) Essas indagações são constantes no meio escolar, mas é difícil encontrar o culpado dessa problemática criada em torno da matemática. Ao mesmo tempo em que isso acontece na escola, sabe-se que a matemática vivenciada pelos alunos e pela sociedade fora da escola é diferente. A matemática do cotidiano é facilmente assimilada, não é preciso tanto esforço para aprendê-la. Percebe-se que isso acontece porque há significado naquilo que se está fazendo. [...]. Mas a criança que aprende a matemática na rua, o cambista analfabeto que recolhe apostas, o mestre-de-obras treinado por seu pai, todos eles são exemplos vivos de que nossas análises estão incompletas, precisam ser desafiadas, precisam ser desmanchadas e refeitas, [...] (CARRAHER et al. 1994,p.21) Entende-se através dessa afirmação que há uma matemática formal, ensinada na escola e uma matemática do cotidiano, onde se resolve situações reais e necessárias ao convívio social. Verifica-se que há uma grande dificuldade em unir essas duas concepções de matemática para que o aluno possa, na escola, ser motivado a aprendê-la. O ensino de matemática se faz, tradicionalmente, sem referência ao que os alunos já sabem. Apesar de todos reconhecermos que os alunos podem aprender sem que o façam na sala de aula, tratamos nossos alunos como se nada soubessem sobre tópicos ainda não ensinados. (CARRAHER et al. 1994,p,21). É muito importante que o professor através de um trabalho contextualizado desenvolva atividades onde seus alunos possam perceber a relevância dos conteúdos matemáticos ensinados na escola para a sociedade. É também primordial que ele entenda que a matemática existe para que outras ciências também se desenvolvam, como por exemplo: a física, a química e a biologia, visto que é a matemática que dá sustentação para que muitos estudos possam ser desenvolvidos nessas áreas. Contudo, hoje ainda existem professores que preferem pensar que a matemática é um privilégio de poucos e que a escola deve se preocupar em realizar um trabalho diferenciado proporcionando a estes um ensino de qualidade. De acordo com Ubiratan D’Ambrósio: [...]. Havia e ainda há matemáticos e mesmo educadores matemáticos que vêem a matemática como uma forma privilegiada de conhecimento, acessível apenas a alguns especialmente dotados, e cujo ensino deve ser estruturado levando em conta que apenas certas mentes, de alguma maneira “especiais” podem assimilar e apreciar a Matemática em sua plenitude. [...] (D’AMBRÓSIO,1986,p.9). Desta maneira, é preciso refletir sobre questões mais abrangentes. Podese observar na escola que existem alunos que se saem melhor na matemática: outros na literatura, mas isso não pode ser considerado um problema. É necessário entender essas diferenças e realizar um trabalho onde todos possam participar, sem exclusão, com o objetivo de que todos tenham acesso ao conhecimento. D’Ambrósio faz uma reflexão pertinente a esse assunto destacando que: [...]. Nosso enfoque questiona fundamentalmente esse ponto de vista, deslocando a questão para uma outra, isto é, perguntamos a que matemática estamos nos referindo. Ao mesmo tempo que dificilmente poderíamos negar que há mentes mais inclinadas para a Matemática, assim como há mentes mais inclinadas para a Literatura ou para a Música, (D’AMBRÓSIO,1986.p.9;10) Tendo essa visão o professor precisa direcionar o seu trabalho para uma matemática, onde os conhecimentos adquiridos pelos alunos em seu meio social sejam valorizados na escola. Deve-se ter a preocupação com a forma de abordagem dos conteúdos, para isso, o professor deve buscar conhecimento, procurando metodologias que privilegiem uma aprendizagem significativa. As Diretrizes Curriculares da Educação Básica (DCE), da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, da disciplina de Matemática, sugere a realização de um trabalho diferenciado embasado nas Tendências da Educação Matemática. De tal forma que, [...], “são apresentadas considerações sobre as tendências metodológicas que compõem o campo de estudo da Educação Matemática, as quais têm grau de importância similar entre si e complementam-se uma às outras”. (PARANÁ, 2008, p.63). Através das Diretrizes Curriculares de Educação Básica o professor pode realizar um trabalho articulado, partindo sempre de uma abordagem histórica, para que o aluno possa compreender a importância do conteúdo estudado socialmente. O estudo das Funções, tendo como foco a Função Afim, por exemplo, deve ser desenvolvido baseando-se nas Tendências da Educação Matemática, buscando trabalhar com situações problemas que possibilitem ao aluno a compreensão do conteúdo e sua importância tanto para a matemática como para outras ciências. Na Educação Básica, o aluno deve compreender que as Funções estão presentes nas diversas áreas do conhecimento e modelam matematicamente situações que, pela resolução de problemas, auxiliam o homem em suas atividades. As Funções devem ser vistas como construção histórica e dinâmica, capaz de provocar mobilidade às explorações matemáticas, por conta da variabilidade e da possibilidade de análise do seu objeto de estudo e por sua atuação em outros conteúdos específicos da Matemática. (PARANÁ, 2008, p.59). É fundamental que o trabalho pedagógico realizado pelo professor contribua para que o aluno perceba que a matemática é uma ciência exata, mas não é estática, todas as descobertas e teorias existentes partiram de uma necessidade social, e que isso a torna importante para a sociedade. De acordo com a construção histórica da matemática, foi possível organizála em campos de conhecimentos matemáticos. Nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica esses campos são denominados de conteúdos estruturantes, esses conteúdos abrangem os conteúdos básicos que devem ser trabalhados pelo professor proporcionando aos alunos a construção do conhecimento matemático de modo significativo. Mendes (2009, p.23), salienta que: A educação como área de estudos e pesquisas tem se constituído por um corpo de atividades essencialmente pluri e interdisciplinares dos mais diferentes tipos cujas finalidades principais são: desenvolver, testar e divulgar métodos inovadores de ensino; elaborar e implementar mudanças curriculares, além de desenvolver e testar materiais de apoio para o ensino da matemática. Frente a esse quadro, é urgente uma mudança de postura do professor. É um grande desafio a ser vencido, para que o processo ensino-aprendizagem aconteça de forma contextualizada e articulada. O professor deve buscar uma metodologia que atenda a essa necessidade e a Modelagem Matemática pode ser uma aliada nessa busca. No ponto de vista de Biembengut et al(2005, p.11): “A criação de modelos para interpretar os fenômenos naturais e sociais é inerente ao ser humano”. Essa afirmação mostra que na matemática também é possível estabelecer modelos e que estes são uma forma eficaz na busca de uma matemática significativa, capaz de levar o aluno a construção do conhecimento e que através dessa construção possa aprender a gostar e valorizar essa disciplina como uma ferramenta importante para a sociedade. “A modelagem matemática é, assim, uma arte, ao formular, resolver e elaborar expressões que valham não apenas para uma solução particular, mas que também sirvam, posteriormente, como suporte para outras aplicações e teorias”. (BIEMBENGUT et al, 2005, p.13). No entanto, o estudo de função é comumente apresentado aos alunos de forma abstrata, é um ensino formal, baseado no que a maioria dos livros didáticos apresenta. Sendo este um conceito importante da matemática, deve ser explorado por meio de situações que realmente levem o aluno a perceber a relação existente entre Função Afim e outros conteúdos, como por exemplo: Progressão Aritmética, Movimento Retilíneo Uniforme, sendo este último um conteúdo de física intimamente ligado ao conceito de Função Afim. Existe uma grande preocupação em se ensinar os conteúdos matemáticos tendo uma sequência obrigatória a seguir. O ensino de função, por exemplo, deve ser apresentado ao aluno somente depois que o professor trabalhar os conteúdos de Conjuntos Numéricos, Produto Cartesiano e Relações para que o aluno perceba que função é um subconjunto de uma Relação. Toda essa trajetória é feita sem mostrar aos alunos situações que possibilitem relacionar função com outras ciências como a física, a química e a biologia, além de não proporcionar aos alunos o entendimento de que existe uma relação de dependência entre as grandezas envolvidas, seja essa dependência, uma situação matemática ou não. De acordo com as Diretrizes Curriculares de Matemática: A abordagem do Conteúdo Funções no Ensino Médio, devem ser ampliadas e aprofundadas de modo que o aluno consiga identificar regularidades, estabelecer generalizações e apropriar-se da linguagem matemática para descrever e interpretar fenômenos ligados à Matemática e a outras áreas do conhecimento.[...]. (PARANÁ, 2008, p.59) Desse modo, o estudo de função deve ser apresentado de modo intuitivo, para que o aluno possa através da resolução de problemas contextualizados compreender seu significado e a partir daí fazer generalizações, conceituando assim, funções. A resolução de problema, como ponto de partida para o ensino de função é uma forma de levar o aluno a participar ativamente da construção do conhecimento, levando-o a uma aprendizagem significativa. Tendo a física uma grande afinidade com a matemática, pode-se também relacionar o conceito de Função Afim com o Movimento Retilíneo Uniforme, procurando mostrar aos alunos que a matemática é uma ciência presente em várias outras e que sua importância vai além dos conteúdos ensinados na escola, tendo como função principal formar cidadãos críticos, independentes que devem atuar na sociedade, procurando construir sua própria história. [...]. ”Aprende-se matemática não somente por sua beleza ou pela consistência de suas teorias, mas, para que, a partir dela, o homem amplie seu conhecimento e, por conseguinte, contribua para o desenvolvimento da sociedade”. (PARANÁ, 2008, p.48). Portanto, a escola deve ser um local de aprendizagem, onde tanto o professor quanto o aluno devem interagir de modo que o currículo a ser seguido não seja um problema, mas um caminho para que o aluno motivado pelo professor possa vivenciar situações significativas de aprendizagem, que lhe servirão para uma mudança de comportamento e atitude no que diz respeito à matemática, procurando desmistificar esse conceito de que a matemática é muito difícil e não tem influência nenhuma na vida da sociedade. Para que o trabalho pretendido com o conteúdo de Função Afim seja apresentado de forma contextualizada, optou-se pela realização de uma proposta interdisciplinar. Sabe-se que a matemática é uma disciplina que apresenta grande afinidade com a física e essa afinidade deve ser explorada, para que contribua de modo significativo na aprendizagem desse conteúdo. De acordo com Dante, no manual do professor: Os professores de uma mesma classe podem promover um ensino interdisciplinar por meio de um projeto de investigação, um plano de intervenção ou mesmo de uma atividade. Neste caso, são identificados os conceitos e procedimentos de cada disciplina que podem contribuir nesta tarefa, descrevendo-a, explicando-a, prevendo soluções e executando-a. Numa tarefa como essa, os conceitos podem ser formalizados, sistematizados e registrados no âmbito das disciplinas que contribuem para o seu desenvolvimento, ou seja, a interdisciplinaridade não pressupõe a diluição das disciplinas. A tarefa a ser executada é que é interdisciplinar na sua concepção, execução e avaliação. (DANTE, 2008, p. 9). Partindo dessa concepção esta Unidade Didática contemplará a interdisciplinaridade entre os conteúdos de Função Afim e o Movimento Retilíneo Uniforme, desenvolvendo atividades que envolverão os professores de Matemática, Física e Educação Física da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Rui Barbosa EFMP de Jacarezinho – PR. No planejamento realizado no início do ano letivo de 2013 serão contemplados de forma interdisciplinar os conceitos de função afim e movimento retilíneo uniforme, onde estes serão apresentados pelos professores para que em seguida sejam realizadas as atividades propostas nesta Unidade Didática de modo a promover a relação existente entre os conteúdos citados. 3- APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DE TRABALHO Primeiramente será apresentada para os alunos a proposta de trabalho, o modo como as aulas serão organizadas e principalmente a forma como o conteúdo será abordado, ou seja, o envolvimento das disciplinas de Física e Educação Física para contextualizar o conteúdo. Nas aulas de matemática será trabalhado o conceito de Função Afim e nas aulas de física o Movimento Retilíneo Uniforme. FUNÇÃO AFIM Definição: Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, qualquer função f de R em R dada por uma lei da forma f(x) = ax + b, em que a e b são números reais e a ≠ 0. Na lei f(x) = ax+b, o número a é chamado coeficiente angular de x e o número b é chamado termo constante ou independente (IEZZI et al. 2010) Exemplos: f(x) = 7x- 3, em que a = 7 e b = -3 f(x) = -2x-5, em que a =-2 e b = -5 f(x) = + , em que a = eb= f(x) = 15x, em que a = 15 e b = 0 f(x) = -x+5, em que a = -1 e b = 5 Para que o aluno consiga perceber a relação existente entre as grandezas, as variáveis dependentes e independentes, a lei de formação da função e a construção e interpretação de gráficos, serão apresentados alguns problemas que ilustrarão essas relações. PROBLEMA 1 (Adaptado de DANTE, 2008) Um representante comercial recebe, mensalmente, um salário composto de duas partes: uma parte fixa no valor de R$ 1.800,00, e uma variável, que corresponde a uma comissão de 5% (0,05) sobre o total das vendas realizadas mensalmente. Com base nos dados acima, pode-se montar uma tabela com algumas possíveis situações de vendas mensais, primeiramente respondendo as seguintes questões: Quais as grandezas envolvidas? Qual a variável dependente e a independente? Variável Variável dependente independente Vendas (R$) Salário (R$) 1.000,00 S 1.800,00 + 0,05 1.000,00 1800,00 + 50,00 2.000,00 S 1.800,00 + 0,05 1.000,00 1.800,00 + 100,00 1.900,00 5.000,00 S 1.800,00 + 0,05 1.000,00 1.800,00 + 250,00 2.050,00 8.000,00 S 1.800,00 + 0,05 1.000,00 1.800,00 + 400,00 2.200,00 1.850,00 Em seguida pode-se mostrar o modelo matemático contextualizado dessa situação: S = 1 800,00 + 0,05. v Deste modo pode-se resolver qualquer situação de venda realizada pelo representante comercial do problema. Com este modelo também é possível verificar qual é o total de vendas que ele fez durante o mês, sabendo o seu salário. Por exemplo: Salário S R$ 2.250,00 1.800,00 + 0,05 . v 2.250,00 1.800,00 + 0,05 . v 2.250,00 – 1.800,00 450,00 v v 0,05 . v 0,05 . v 450,00 / 0,05 9.000,00 PROBLEMA 2 Um motorista de táxi cobra por uma corrida na bandeira 1, um valor correspondente a R$ 5,40 mais R$ 1,80 por quilômetro rodado. Com base nesses dados: Determine o modelo matemático contextualizado dessa função. Quantos quilômetros uma pessoa percorrerá se gastar R$ 95,40 pela corrida? Quanto pagará uma pessoa que rodar 20 km nessas condições? Este problema pode ser resolvido seguindo os mesmos passos do primeiro. Descobrindo qual a variável dependente e qual a independente, em seguida montar uma tabela com algumas possíveis situações de corrida para chegar ao modelo matemático contextualizado: V 5,40 + 1,80 . d, onde v (valor da corrida) e d (distância percorrida). Nos dois problemas os modelos matemáticos contextualizados representam o modelo matemático estrutural da função afim, ou seja, y Problema 1 → S 1.800,00 + 0,05 . v, onde a Problema 2 5,40 + 1,80 . d, onde a V 0,05 e b 1,80 e b 1.800,00 5,40 ax + b. Gráfico da função afim O gráfico de uma função afim é uma reta não perpendicular ao eixo Ox. Fonte: autora D = R e a Im = R Casos particulares Função linear Um caso particular de função afim é aquele em que b = 0. Nesse caso, temos a função afim f de R em R dada pela lei f(x) = ax com a real e a ≠ 0, que recebe a denominação especial função linear.( IEZZI, et al. 2010, p.71) O gráfico de uma função linear é uma reta que passa pela origem do sistema cartesiano. Fonte: autora D = R e a Im = R Função constante Quando em y = ax + b temos a = 0, essa lei não define uma função afim, mas sim outro tipo de função denominada função constante. Portanto, chama-se função constante uma função f: R→R dada pela lei y = 0x + b, ou seja, y = b para todo x. (IEZZI, et al. 2010, p. 74). O gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo 0x. Fonte: autora MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME O professor de Física desenvolverá em suas aulas o conceito de Movimento Retilíneo Uniforme, com o objetivo de levar o aluno a: reconhecer o M.R.U; determinar a velocidade média de um móvel; construir um gráfico da variação da posição em função do tempo, partindo de uma experiência realizada no laboratório de Física; identificar por meio do gráfico S x t, o M.R.U.; estabelecer, a partir das observações, a função horária de um móvel em M.R.U. Para entender o conceito de velocidade média e instantânea, será utilizada como exemplo uma família que sai de férias e viaja com o seu carro de uma cidade A em direção as praias (cidade B), distante 600 km. Durante a viagem o velocímetro do carro registra diversas velocidades, conforme representação na trajetória abaixo: 30 min. _|_________|_________|_________|________|_______|________|___________ V=0 40 km/h 80 km/h 120 km/h 60km/h v=0 t=10h 100 km/h t=18h O carro sai da cidade A as 10 horas da manhã, faz uma parada de 30 minutos e chega à cidade B às 18 horas. Qual a velocidade desenvolvida pelo carro durante a viagem? Se utilizarmos os dados registrados no velocímetro ficará difícil responder a pergunta, pois a cada instante o velocímetro marcou velocidades diferentes. Então como responder a essa pergunta? Se dividirmos a distância total percorrida pelo carro, durante a viagem, pelo tempo total (diferença entre o tempo de chegada e o tempo de saída), sem se importar se o carro parou ou não, durante o trajeto, temos uma velocidade denominada de velocidade média, que matematicamente pode ser escrita da seguinte forma: = Portanto a velocidade média do carro é: = 600/ 8= 75 Km/h Qual o significado dessa resposta? Se o carro percorresse essa distância com uma velocidade constante de 75 km/h, ele gastaria 8 horas para ir da cidade A para a cidade B. Mas o que é velocidade instantânea? É a velocidade registrada pelo velocímetro do carro em cada posição durante o trajeto. Velocidade média ( de um corpo em determinado percurso é a relação entre o deslocamento escalar realizado pelo corpo ( ) e o tempo despendido na ação ( ). (SANT’ANNA et al. 2010, p. 37) = 1ª Lei de Newton→ Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar de estado por forças nele aplicadas. (SANT’ANNA et al. 2010, p.183). Se a resultante das forças que agem num corpo for nula este corpo estará em repouso ou em movimento com velocidade constante, esse movimento é então denominado de movimento retilíneo uniforme (M.R.U.) O M.R.U. é aquele em que a velocidade é constante e diferente de zero, como a velocidade instantânea não varia a aceleração é nula. Portanto no movimento uniforme não tem sentido usar o termo velocidade média, pois a velocidade média será sempre igual a velocidade instantânea. Partindo da fórmula da velocidade média podemos chegar à função horária do movimento retilíneo uniforme: Experimento sobre o movimento retilíneo uniforme: CARRINHO SOBRE TRILHO Figura 1 Fonte: autora Este aparelho pertence ao laboratório de física do Colégio Estadual Rui Barbosa. Descrição dos materiais: Um trilho de aço Bases niveladoras Régua milimétrica e roldana Um carrinho puxado por um fio Porta massa Cronômetro digital Sensores para marcar tempo Eletroímã Montagem: Passo 1: Ligar o par de fios AZUL e PRETO na posição inicial, fixando os conectores argola nos parafusos correspondentes. Passo 2: Ligar o par de fios VERDE e PRETO na posição final, fixando os conectores argola nos parafusos correspondentes. Passo 3: Ligar o cronômetro. Passo 4; Selecionar a chave vermelha na posição M.R.U. (parte rebaixada voltado para cima). Passo 5; Colocar o carrinho na pista e energizar a bobina que o retém, através da chave preta contida no painel frontal. Passo 6: Selecionar a escala desejada, através da chave amarela contida no painel frontal do equipamento. Passo 7: Zerar o cronômetro, através da chave cinza de reset (painel frontal). Passo 8: Acionar a chave preta (painel frontal), para a posição START. Essa ação fará com que a corrente elétrica cesse na bobina que segura o carrinho, liberando o mesmo para que siga sua trajetória sobre os trilhos. Ao passar pelo primeiro sensor, irá disparar a contagem no cronômetro. A contagem só pára a partir do momento que o carrinho cruza o segundo sensor. O tempo referente à esta distância percorrida será mostrado, em segundos, no display do equipamento. A experiência poderá ser repetida a partir dos passos descritos anteriormente. Procedimento: 1- Suspender uma das extremidades do trilho para compensar o atrito mecânico. 2- Medir a altura entre a massa que vai movimentar o carrinho e o solo. 3- Colocar o primeiro sensor mecânico na posição maior do que a altura medida no item anterior. Por exemplo: Se a altura for 18 cm a posição inicial do sensor será 20 cm. Essa condição é necessária para que o movimento seja uniforme, pois no instante em que a massa tocar no solo, cessa a força que age sobre o carrinho e o mesmo continua em movimento, com a velocidade adquirida devido a queda da massa. 4- Coloque uma massa de 50g na extremidade, livre do barbante. 5- Varie a posição do segundo sensor conforme os dados da tabela. 6- Libere o carrinho e meça o tempo gasto para percorrer o deslocamento entre os sensores mecânicos. 7- Anote o resultado na tabela. 8- Calcule o valor de ∆S e V através da fórmula: ∆S = S - e V= 9- Calcule a média aritmética das velocidades. S ∆T ∆S V 1 20 cm 30 cm 0,21s 10 cm 47,6m/s 2 20 cm 40 cm 0,42s 20 cm 47,6m/s 3 20 cm 50 cm 0,63s 30 cm 47,6m/s 4 20 cm 60 cm 0,84s 40 cm 47,6m/s 5 20 cm 70 cm 1,05s 50 cm 47,6m/s 6 20 cm 80 cm 1,25s 60 cm 48m/s → posição inicial S → posição final ∆t → variação do tempo ∆s → deslocamento entre os sensores V → velocidade → média aritmética das velocidade 47,66 m/s Construção do gráfico: Questionário: A velocidade permaneceu constante? O que conclui deste fato? Qual a média obtida? Que tipo de proporcionalidade existe entre o deslocamento e o intervalo de tempo? Qual a influência da massa colocada na extremidade do fio no resultado da experiência? Por que a massa precisa ser amparada pelo anteparo antes do carrinho atingir o primeiro sensor mecânico? Trace no papel milimetrado dois eixos ortogonais sendo 20 cm na vertical e 16 cm na horizontal. No eixo vertical representamos os valores de S e no eixo horizontal os valores de t. Lance os valores de S no eixo vertical. Lance os valores de t no eixo horizontal Ligue os pontos obtidos. Qual o aspecto do gráfico S = f(t) Qual o valor do coeficiente linear? Qual o valor do coeficiente angular? Qual a equação da função obtida no gráfico? GRÁFICO Fonte: autora Relação de igualdade entre a função y = f(x) e S = f(t) Após a realização da experiência e a construção do gráfico esse dados serão apresentados pelos alunos na aula de matemática. No gráfico S x t, o ponto onde a reta corta o eixo das posições representa a posição inicial do móvel ( ). Através do triângulo retângulo formado com as coordenadas das duas posições ocupadas pelo móvel durante o movimento é possível calcular a inclinação da reta por meio da fórmula: , onde o cateto oposto corresponde a variação da posição (∆S) e o tg x = cateto adjacente a variação do tempo (∆t). A relação mede a velocidade do móvel, logo no gráfico S x t, a velocidade do móvel corresponde à inclinação da reta. A função horária da posição do movimento retilíneo uniforme é: S= + Vt A função afim é dada pela fórmula: y = ax + b. Comparando as grandezas das duas funções chega-se as seguintes constatações: O gráfico de S = f(t) e y = f(x) são representados por uma reta, portanto são funções do 1º grau. y corresponde a grandeza física S. x corresponde a grandeza física t. a é o coeficienta angular ou a inclinação da reta, que corresponde a velocidade (V) do móvel. b é o coeficiente linear, ou seja, o ponto em que a reta intercepta o eixo y, que corresponde a posição inicial do móvel ( ). Logo podemos concluir que a função horária do movimento retilíneo uniforme S = + vt é igual a função afim f(x) = ax + b Fonte: autora ATIVIDADES PRÁTICAS NA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA Para que essa relação seja entendida pelos alunos, levando-os a perceber que a matemática está presente nas situações mais simples do nosso dia a dia e deve ser aplicada para resolver problemas do mundo real serão desenvolvidas algumas atividades com os alunos da 1ª série do Ensino Médio na aula de Educação Física com o objetivo de mostrar a relação entre o conteúdo de Física e da Matemática de modo prático, onde os alunos poderão vivenciar situações em que ocorrem o movimento retilíneo uniforme e em seguida realizar nas aulas de matemática a construção de gráficos para comprovar a relação de igualdade entre a função horária do M.R.U. e a função afim. Inicialmente a turma será dividida em equipes compostas por no máximo cinco alunos, que executarão as atividades e serão supervisionados pelos professores de Educação Física e de Física. Para a realização dessas atividades serão utilizados cones, cronômetro digital e trena. Descrição das atividades: 1ª ATIVIDADE: Os alunos estaráo dispostos em fileiras e será demarcado um espaço para que individualmente cada um realize o percurso em linha reta (ida e volta), andando e no final o aluno responsável pelas anotações, registre o tempo gasto para percorrer a distância previamente estipulada. O objetivo desta atividade será determinar a velocidade média de cada equipe. Como este conceito já foi trabalhado na aula de Física, os alunos deverão utilizar a fórmula para fazer o cálculo. 2ª ATIVIDADE: É a mesma disposição da atividade anterior, mas os alunos deverão percorrer o percurso correndo. Nesta atividade o objetivo também será determinar a velocidade média da equipe. 3ª ATIVIDADE: Cada componente da equipe percorrerá vários trajetos, em linha reta, que serão), esta atividade poderá ser realizada correndo ou andando. Cada equipe escolherá a forma como todos realizarão o percurso. demarcados com cones, este deverá manter o tamanho dos passos para que o tempo gasto seja o mesmo (condição básica para que o movimento seja uniforme Os trajetos serão demarcados da seguinte forma: 1º trajeto→ distância entre os cones: 3 m; 2º trajeto→ distância entre os cones: 4 m; 3º trajeto→ distância entre os cones: 5 m; 4º trajeto→ distância entre os cones: 6 m; 5º trajeto→ distância entre os cones: 8 m. O tempo de cada participante será medido e anotado em cada trajeto. Nesta atividade o objetivo será percorrer as distâncias com velocidade aproximadamente constante. Será possível observar se isso realmente aconteceu verificando os resultados obtidos individualmente pelos alunos. Também pode ser feita uma comparação entre os resultados de cada equipe e calcular a velocidade média de cada equipe. Após a realização dessas atividades durante a aula de Educação Física, os alunos responsáveis pelas anotações dos resultados obtidos, levarão os dados para a aula de Física, onde poderão construir uma tabela (distância x tempo), calculando a velocidade média de cada equipe e em seguida construir o gráfico com base nos resultados das tabelas. Essa atividade deverá ser apresentada na aula de matemática para que seja feita a relação entre o movimento retilíneo uniforme e a função afim sendo este mais um exemplo prático da articulação da matemática com outras disciplinas, promovendo a interdisciplinaridade. Mais problemas envolvendo o movimento retilíneo uniforme: PROBLEMA 1 (DANTE, 2008, p. 66) A tabela abaixo fornece a posição S(t), em km, ocupada por um veículo, em relação ao km 0 da estrada em que se movimenta, para vários instantes t (em h). t (h) 0,0 2,0 S(t) (km) 50 4,0 6,0 8,0 10,0 100 150 200 250 300 a) Qual a função horária que descreve a posição desse veículo em função do tempo? b) Em que instante o veículo ocupará a posição S= 500 km? a) Ao analisarmos a tabela, podemos perceber que a velocidade do veículo é constante, pois ele percorre 50 km a cada 2 h, aumentando o espaço (velocidade positiva). Como v = , temos v = = 25 km/h. No início (t = 0), o veículo ocupa a posição inicial S(0) = 50 km. Como a velocidade é constante (movimento uniforme), podemos descrever o movimento por uma função afim S(t) = v t + S(0). Assim, S(t) = 25t + 50 Para conferir basta substituir t por alguns valores da tabela e verificar se a posição S corresponde ao valor calculado. b) Para encontrarmos o instante em que o veículo ocupa a posição S = 500 km fazemos: S(t) = 25t + 50 500 = 25t + 50 25t = 450 t = 450/25 = 18h Logo, o veículo alcançará a posição S = 500 km após 18h do início do movimento. PROBLEMA 2 (DANTE, 2008, p.67) Um ponto material percorre um trajeto retilíneo com velocidade constante. A posição inicial desse ponto material no instante é =0 = 100 m e, no instante t = 5,0 s, é S = 400 m. Nessas condições determine: a) a velocidade desse ponto material; b) a função da posição em relação ao tempo; c) a posição no instante t = 10 s; d) o instante em que a posição é S = 1 000 m. PROBLEMA 3 (DANTE, 2008, p. 67) A função da posição em relação ao tempo do movimento de um ponto material é S = 50 – 10 t. Determine: a) a velocidade e a posição inicial desse ponto material; b) o gráfico da posição (S) em função do tempo (t); c) o gráfico da velocidade (v) em função do tempo (t) 4-CONSIDERAÇÕES FINAIS A implementação do projeto de pesquisa, por meio da utilização desta Unidade Didática é uma forma de verificar se a proposta pedagógica interdisciplinar realmente é possível no estudo das funções. O objetivo principal será levar o aluno a perceber que a matemática está presente nas situações mais simples do nosso dia a dia e deve ser aplicada para resolver problemas que envolvam outras ciências. Durante a aplicação do projeto poderá ocorrer situações que não estavam previstas, mas que deverão ser resolvidas para enriquecer ainda mais o trabalho e colaborar na aprendizagem dos alunos. A avaliação do trabalho será realizada durante a realização das atividades, procurando avaliar a participação dos alunos nas atividades práticas, bem como o desempenho dos mesmos na resolução dos problemas, na construção das tabelas e gráficos. Para finalizar será respondido um questionário pelos alunos para avaliar se a metodologia utilizada realmente vai fazer a diferença na aprendizagem da função afim e do movimento retilíneo uniforme. Modelo do questionário: 1- Você acha que a matemática é uma disciplina muito difícil? Por que? 2- A matemática está presente em situações do nosso dia a dia? Em caso afirmativo dê um exemplo. 3- Esta forma de trabalho ajudou a melhorar seu pensamento em relação à matemática? Por que? 4- É importante relacionar a matemática com outras disciplinas? Além da física com qual outra disciplina seria interessante relacionar? 5- A metodologia utilizada facilitou a aprendizagem de função afim? Por que? 6- Durante a realização das atividades práticas, houve situação que achou desnecessária? Em caso afirmativo, escreva qual. 7- É importante o trabalho em grupo nas aulas de matemática? Por que? 8- Dentre todas as atividades realizadas, qual foi a mais interessante? 5-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BIEMBENGUT, Maria Salett; HEIN, Nelson. Modelagem Matemática no Ensino. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2005. CARRAHER, Terezinha; CARRAHER, David; SCHLIEMANN, Ana Lúcia. Na Vida Dez, Na Escola Zero. 7 ed, São Paulo: Cortez, 1993. D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Etnomatemática. São Paulo: Ática, 1990. ______. Da Realidade à Ação: Reflexões sobre Educação e Matemática. 5 ed. Copyright, 1986. MENDES, Iran Abreu. Matemática e Investigação em sala de aula: Tecendo redes cognitivas na aprendizagem. 2 ed. São Paulo: Livraria da Física, 2009. PARANÁ, Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Matemática. Curitiba: SEED, 2008. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: Volume único. 1 ed. São Paulo: Editora Ática, 2008. IEZZI, Gelson et al. Matemática: Ciência e Aplicações. 6 ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2010. SANT’ANNA, Blaidi et al. Conexões com a Física. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2010.