24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 Projeto da VII Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor Prefeitura do Município de Capitão Enéas 1. IDENTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO 1.1. Dados Cadastrais do Município Nome do Prefeito/Administrador Regional: Reinaldo Landulfo Teixeira Nome do Município/Administração Regional: Prefeitura do Município de Capitão Enéas Endereço (Rua/Av.): Rua Alencastro Guimaraes Número: Complemento: Bairro: 406 centro Estado: Região: CEP: Minas Gerais Sudeste 39450000 Fone Fax (38) 32351206 (38) 32351001 EMail Site na Internet [email protected] 2. DADOS CADASTRAIS DA EQUIPE TÉCNICA DO PROJETO Responsável Nome: Raimundo Carmo de Matos Junior Cargo: Agente de Desenvolvimento Fone: (38) 99031636 Email: [email protected] 3. DADOS ESTATISTÍCOS 3.1. Dados do Município População Responsável Nome: Amanda Amarante Oliveira Sobral Cargo: Advogada Fone: (38) 99935708 Email: [email protected] Fonte da Informação 14.206 Ano IBGE 2010 IDHM Fonte da Informação 0,667 Ano IBGE 2000 PIB (em R$) 162.741,69 Fonte da Informação Ano IBGE 2008 4. RELATOS DO PREFEITO 4.1. Como e por que tomei a decisão de apoiar as ME e EPP do meu município Ao receber o município de meu antecessor, em 01 de janeiro de 2005, deparamos com uma situação muito complicada. O desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda, eram para mim compromissos assumidos com a população durante a campanha. Porém a situação do município era tão grave, que tivemos que priorizar a reorganização e a reconstrução. Só a partir de 2006 é que a nossa Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico pôde dispensar maior atenção para as metas de desenvolvimento e geração de trabalho e renda. A partir de estudos que encomendei às secretarias municipais e também baseado no diagnóstico do SEBRAE sobre o nosso município, ficou claro para mim que teríamos um duro desafio pela frente. Aqui em Capitão Enéas, imperava um http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 1/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 conceito de que a proximidade com Montes Claros inviabilizava qualquer iniciativa empresarial. A afirmação recorrente de todos era “aqui nada dá certo. Montes Claros não deixa”, ou “A sombra de Montes Claros não deixa Capitão Enéas crescer”. Além disto, tínhamos uma economia muito concentrada e promotora de evasão de divisas. Exceto a RIMA, uma empresa metalúrgica que produz silício metálico, todas as outras empresas do município são micro e pequenas. Não havia nenhum incentivo ou apoio a elas. A própria prefeitura não comprava quase nada no comércio local. Para piorar, ficava meses sem pagar os salários dos funcionários públicos, o que praticamente, “quebrava” o comércio local. Outro problema era uma economia rural baseada em grande parte na pecuária de corte, que gera poucos empregos e não distribui a riqueza. Os grandes fazendeiros moram em Montes Claros ou em Belo Horizonte e levavam todos os lucros da atividade para longe. Portanto os motores da economia do município eram a Prefeitura a metalúrgica Rima e a pecuária de corte. Tanto que o PIB per capta de nosso município, em comparação com as demais cidades da região, é relativamente alto. R$11.084,39, o que não significa muito. Só a RIMA representava 54%(cinqüenta e quatro por cento) PIB, embora ocupe apenas 3%(três por cento) da população. Estávamos diante de um grande problema. Uma economia concentrada e doente. Em suma, a cidade estava no CTI. O quadro de pessoal da prefeitura era muito inchado e a decisão de demitir era muito dura, do ponto de vista humanitário. Demitir um pai ou mãe, sabendo que não haveria a mínima chance de recolocação no mercado de trabalho era muito difícil para mim como prefeito de uma cidade pequena. Sempre pensava nos filhos desses funcionários. Como eles iriam suprir as necessidades básicas de suas famílias? Sei que os manuais de administração pregam que devemos administrar com a razão e não com o coração. Mas não era possível fechar os olhos para a realidade daquela ocasião. Não havia trabalho e renda no município. Em conseqüência desperdiçávamos recursos públicos mantendo um quadro de pessoal elevado para as nossas necessidades. Além dos problemas próprios, também enfrentávamos outros que são comuns a todos os pequenos municípios brasileiros. Se não há arrecadação própria em função de uma economia deprimida, a situação fica ainda muito pior, uma vez que as transferências de recursos por parte do Estado e da União são insuficientes para suprir as necessidades de saúde, educação, assistência social, infra estrutura, segurança, cultura, lazer e tudo mais que a população precisa. Percebemos que não há uma política pública bem definida e coordenada, no sentido de gerar riqueza, desenvolvimento econômico e oportunidade de trabalho. A começar pelas leis. Há obrigação legal de que o prefeito aplique 15% da arrecadação na saúde, 25% na educação. Existem programas estaduais e federais para a assistência social. Se um prefeito passar quatro anos, ou oito anos em dois mandatos, e aplicar devidamente os recursos em saúde, educação e assistência social, receberá a aprovação dos tribunais de contas do estado e da união. Ou seja, terá cumprido a sua obrigação. Mas isto não basta. Para ser um bom gestor público municipal temos que fazer muito mais que apenas aplicar bem e honestamente os recursos que recebemos. Resumindo, estávamos diante de um quadro de extrema dificuldade. Aí surgem as grandes perguntas, para as quais temos que ter grandes respostas. O que fazer? Como fazer? Com quem posso contar? Será possível resolver? Penso que, juntamente com a minha equipe, tomamos a decisão correta. Vamos investir no desenvolvimento econômico e na geração de trabalho e renda. Para isto ser viável as micro e pequenas empresas serão prioridades, juntamente com a atração de novos negócios, tanto para a cidade como para a zona rural. A decisão estava tomada. 4.2. Quais foram as minhas primeiras iniciativas nesta direção e quais as dificuldades que tive que superar No primeiro mandato tivemos muitas dificuldades em função dos problemas que nos foram deixados pelo prefeito anterior. Com tantos problemas de gestão, tínhamos uma Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, que se dedicava muito mais ao planejamento e menos ao desenvolvimento. Com a nossa reeleição, definimos o desenvolvimento econômico como prioridade. A primeira medida foi promover uma reforma administrativa e criar uma Secretaria de Desenvolvimento Ambiental e Econômico, para tratar exclusivamente do desenvolvimento sustentável e da geração de trabalho e renda. Nesta mesma reforma administrativa recriamos a Secretaria de Municipal de Agricultura. A partir daí tomamos iniciativas destinadas a mudar conceitos e quebrar paradigmas. Reabrir a ACI Associação Comercial e Industrial, integrar e capacitar nossos empresários, preparálos para competir com o comércio de Montes Claros em qualidade de produtos e atendimento, e também no preço. Precisávamos fazer com que os próprios empresários passassem a acreditar na cidade e em si mesmos. A crença de que “Aqui nada dá certo por estarmos próximo a Montes Claros”, teria que passar a ser “Aqui tudo dá certo, por que estamos perto de Montes Claros” . Estamos a apenas 50 Km de Montes Claros, considerada a Capital de Norte de Minas. Nesta cidade moram quase 400 mil habitantes e estimase que a cerca de 1 milhão de pessoas, entre população residente e flutuante usem o comércio e serviços. Sendo assim a sombra que o vizinho faz sobre nós passou a ser usada como zona de conforto e não como empecilho ao desenvolvimento. Outro paradigma a ser quebrado era da divisão de nossa comunidade por motivações políticas. No passado as instituições, inclusive a ACI, não funcionavam por que o grupo de empresários ligados ao prefeito não se juntavam aos que eram da oposição. A lógica até então dominante era a de que “quem http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 2/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 ganha a eleição persegue quem perdeu e quem perdeu sabota e boicota quem ganhou”. Assim todos eram prejudicados. Todos perdiam. Mudamos também esta lógica. Proibi esta prática na minha administração. A comunidade passou a ter mais união e a acreditar em si mesma. A partir da quebra desses paradigmas e mudança de conceitos, começaram as ações práticas das duas Secretarias(Desenvolvimento Econômico e Agricultura) na busca de cumprir as suas metas, conforme a seguir: SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL ECONÔMICO : META SINTÉTICA: Criar 1.000 empregos em 4 anos. AÇÕES: Implantar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa no município; Promover uma intensa busca de novos negócios para o município; Promover a capacitação de empresários e funcionários; Promover parcerias com outras secretarias para melhorar as condições saúde, educação e segurança pública, tornando a cidade mais atrativa; Fortalecer a ACI – Associação Comercial e Industrial e outras instituições ligadas ao desenvolvimento; Inovar, especialmente na busca de desenvolvimento sustentável. SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA: META SINTÉTICA: Diversificar a produção no campo e reduzir a pobreza rural. AÇÕES: Incentivar a produção de oleaginosas para a produção de biodiesel; Incentivar a produção irrigada de frutas, hortaliças e outros produtos; Incentivar a pecuária leiteira; Melhorar as estradas rurais; Melhorar o abastecimento de água; Em parcerias com as secretarias temáticas, melhorar a saúde, a educação e a geração de empregos e renda na zona rural, como forma de melhorar a qualidade de vida no campo e reduzir o êxodo rural. Promovemos uma modernização da gestão administrativa, adotando práticas mais transparentes, redução de gastos públicos e combate sistemático à corrupção, que era muito presente nos serviço público municipal. . Preparamos áreas para ofertar à empresas e empreendedores, para atrair grandes investimentos, para que estes pudessem servir de âncora para o desenvolvimento dos pequenos negócios. Divulgamos o município através de agências de desenvolvimento privadas. Visitamos órgãos governamentais de fomento e estreitamos o relacionamento com associações e sindicatos de empresas. Conseguimos resultados muito expressivos. Já foram gerados mais de 2.000 empregos, superando em 100% a meta inicial. Conseguimos atrair para o município a MARLUVAS CALÇADOS PROFISSIONAIS, que conta hoje com mais de 500 funcionários e promoveu um grande impacto nos pequenos negócios. Novas padarias, farmácias, supermercados, mercearias, salões de beleza, restaurantes e outros surgiram e estão mudando a economia da cidade. Na zona rural um programa da prefeitura introduziu novas alternativas de produção, entre as quais citamos o café irrigado, que já gera uma grande riqueza e centenas de empregos. 4.3. Quais foram as minhas estratégias para apoiar os pequenos negócios do meu município e quais foram os pontos fracos e fortes destas estratégias Foram inúmeras as estratégias adotadas pela administração para apoiar os pequenos negócios, tanto na zona urbana, quanto na zona rural, as quais são elencadas adiante: Preparação dos MEI, ME e EPP para participação das licitações públicas; Treinamento dos funcionários públicos municipais e contadores que atuam no Município para atender as demandas dos empresários locais; O ponto forte dessas estratégias foi munir de conhecimentos específicos aqueles que servem de suporte técnico para os empresários locais. Outro ponto a ser destacado é a participação do SEBRAE nesse processo, a qual foi fundamental; Realização de audiências públicas com os empresários e população em geral para discussão do projeto de Lei Geral; O ponto forte desta ação foi envolver a população no processo legislativo, permitindo que os atingidos pela legislação pudessem opinar e ter conhecimento mais amplo acerca do assunto, além da participação maciça da ACI. O ponto fraco foi a dificuldade enfrentada pelos pequenos empresários locais com a linguagem técnicojurídica da legislação e por isso certo descrédito dos mesmos quanto à efetivação das propostas; Treinamento dos funcionários do setor de licitações para implantação da Lei Geral de Micro e Pequena Empresa; Compras públicas realizadas dentro do comércio local, por meio da participação das pequenas empresas do processo de licitação; Aumento de 2.500.000% (dois milhões e quinhentos mil por cento) no valor de compras municipais realizadas com pequenas empresas locais; Passamos de pouco mais de R$100.000,00(cem mil reais) para R$4.000.000,00(quatro milhões de reais) em 2011. O ponto forte das compras no comércio local é notório, uma vez que isso fomentou todo o comércio, aumentou o número de empregos e atraiu novos negócios para o Município; Adoção do sistema de pregão presencial nas licitações, que facilitou o acesso dos pequenos empreendedores locais e deu mais transparência. Como exemplo e como o ponto mais forte, é que em três anos consecutivos o maior fornecedor da prefeitura é adversário político do prefeito. Instalação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico em prédio exclusivamente destinado para http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 3/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 essa finalidade, o qual também abriga a ACI – Capitão Enéas, onde são atendidos os empreendedores locais em todas as duas demandas; O ponto forte é que os pequenos empresários locais têm suporte e acolhida em um ambiente próprio; Realização de compra direta do pequeno produtor rural dos alimentos produzidos para a merenda escolar. O ponto forte dessa estratégia é a certeza da destinação da produção do produtor rural, que tem o município como o seu maior, ou até o seu único consumidor, além da melhoria da qualidade da alimentação escolar. Plano GARANTIA SAFRA para os pequenos produtores rurais; Ampliação do convênio do Município com a EMATER, a qual colabora com suporte técnico para os produtores; Aderência do Município ao Programa Economia Criativa do Ministério da Cultura; Elaboração de Cartilhas voltadas para os pequenos empresários com foco em compras municipais; Realização de Palestras para os MEI, com estímulo à formalização. A atração de uma grande empresa para a cidade – MARLUVAS CALÇADOS DE SEGURANÇA – gerou aproximadamente 700 empregos diretos e estimulou enormemente o surgimento de novos pequenos negócios. A celebração de parceria com o Banco do Nordeste, através do CREDIAMIGO, para disponibilização de micro crédito aos interessados; A abertura de novas agências Bancárias na cidade, através do SICOOB – CREDINOR e BRADESCO, facilitando a operação dos pequenos negócios; Projetar e construir um espaço multiuso para eventos ligados ao agronegócio. Nele são realizados leilões de gado, esportes eqüestres como vaquejada e team pening. Realização de eventos esportivos de grande movimentação de público, como a etapa do campeonato brasileiro de parapente e etapa do campeonato norte mineiro de MotoCross. Implantação da feira livre o produtor rural aos sábados, na cidade e aos domingos nas sedes dos distritos e povoados; Oferta de cursos de capacitação nas áreas de panificação, produção de doces caseiros e cristalizados, produção de polpas de frutas, artesanato em fibras naturais, artesanato com produtos recicláveis, jardinagem e produção de mudas, costura e bordados, produção de derivados de cana de açúcar, produção de derivados de mandioca, doma de animais, inseminação artificial de bovinos, produção de queijos de derivados de leite, atendimento comercial, secretariado, técnico administrativo e informática. 4.4. Resumo dos meus planos para os pequenos negócios do meu município até o fim do meu mandato O Município de Capitão Enéas, diante de tantas ações desenvolvidas ao longo dos últimos 4 anos no fomento à economia local, sobretudo no estímulo aos pequenos empresários, tem como prioridade dar seqüência a esse projeto de desenvolvimento que já tem gerado grandes resultados, fortalecendo as iniciativas já implantadas e criando novas estratégias capazes de intensificar essa mudança de paradigma já alcançada. Um projeto pelo qual se trabalha desde o início do meu mandato é de que número próximo a 100% das compras municipais sejam realizadas dentro do comércio local. Importante destacar que o percentual de compras que hoje são realizadas in loco aumentou em 2.500.000% se comparado com o ano de 2005, motivo pelo qual é possível acreditar que a meta apontada pode ser atingida. Planejase, também na seqüência do trabalho que vem sendo paulatinamente realizado, promover ações que atinjam principalmente os potenciais MEI que ainda encontramse na informalidade, garantindo a estes a possibilidade de contratar com o Município e, sobretudo, a seguridade social. Listamos a seguir os projetos previstos para o ano de 2012: Implantação de uma escola de ensino profissionalizante em parceria com o SENAI; Implantação de uma incubadora de empresas em parceria com a FEMCFundação Educacional de Montes Claros; Atração de novos investimentos, especialmente para complementar a cadeia produtiva carne. Já temos uma pecuária de corte desenvolvida e eficiente e uma fábrica de calçados. Para completar a cadeia precisamos de um frigorífico e um curtume, que embora tenham o perfil de médias e grandes empresas, quando instalados farão surgir e fortalecer novos pequenos negócios; Implantação do distrito industrial voltado para os pequenos empreendedores, em especial os locais. A principal motivação se dá pela decisão de fazermos o plano diretor neste ano, mesmo que os municípios com menos de 20.000 habitantes não sejam obrigados a fazêlo. Ocorre que quando o plano diretor for aprovado, certamente os marceneiros, serralheiros, mecânicos e outros profissionais, que trabalham atualmente na área residencial, terão que deslocados para outra área. Fortalecimento da prática de desportos aéreos, como o Parapente, Ultraleve, Paraquedismo e Balonismo, de maneira a transformar nossa cidade em pólo regional ou estadual destes esportes. Isto vai gerar muitas oportunidades para pequenos empreendedores, tais como hotéis, pousadas, restaurantes e outros; Implantação da primeira unidade de confecção de vestuário e uniformes profissionais, em parceria com empresários do setor, para geração imediata de 50 empregos na cidade e 50 na zona rural. Esta iniciativa visa ser o embrião de uma série de empreendimentos no setor de confecções; Consolidação de um grande negócio na área de geração de energia solar. O protocolo de intenções já foi assinado com uma empresa chinesa do setor. Este mega empreendimento será de fundamental http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 4/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 importância para o surgimento do primeiro “distrito industrial verde”, a ser movido com energia solar e abrigará pequenas, médias e grandes empresas. Implantação de 4 pequenas empresas fornecedoras da MARLUVAS, já em fase de elaboração de projeto; Implantação de 1 empresa que irá reciclar os resíduos da MARLUVAS e da RIMA. Concluir a implementação completa da LEI GERAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA. Ampliar a participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais. A meta é chegar a 100%. Isto é possível. Estamos negociando um convênio com o Banco SICOOB CREDINOR, que criará uma linha de crédito destinada ao pequeno empresário que vencer as licitações. Com este aporte de capital de giro, qualquer pequeno comerciante local poderá comprar direto do fabricante e atender a prefeitura, em condições de concorrer com empresas maiores, especialmente as sediadas em Montes Claros. Ampliar a parceria com os Bancos para uma maior oferta de credito ao pequeno empreendedor; Fortalecer a parceira com a Associação Comercial e Industrial, buscando a melhor capacitação dos empresários. Preparar os micro e pequenos empresários para aproveitarem o bom momento da economia do município, de forma que possam se apoderar das oportunidades que surgirem. Promover parceria com a ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS de Capitão Enéas, visando a prospecção, identificação e apoio ao surgimento de novos empresários. 5. CATEGORIAS 5.1. Categorias Escolhidas para Participar Categoria(s) Prêmio Destaque Temático – Compras Públicas dos Pequenos Negócios locais Prêmio Destaque Temático – Lei Geral Municipal 6. AÇÕES 6.1. Descrição da Ação nº 01 6.1.1. Título da Ação COMPRAS GOVERNAMENTAIS PRIMEIRA ETAPA 6.1.2. Natureza da Ação Compras públicas locais 6.1.3. Descritivo Sintético da Ação Mesmo antes da aprovação e promulgação da Lei Geral das MPE no município, o prefeito Reinaldo Teixeira, ao assinar cheques para efetuar pagamentos a grandes fornecedores de outros municípios, manifestava sua insatisfação. Esta sua atitude demonstrava a necessidade da aprovação e implementação da Lei Geral das MPE, principalmente que o Capítulo “Compras Governamentais” iria ser cumprido com determinação. Demonstrada a firme decisão do chefe do executivo local, teríamos que dar os passos seguintes, que seriam preparar os nossos empresários para se tornarem fornecedores da prefeitura. Não havia cultura de uma relação comercial sadia e honesta com o poder público local. O prefeito anterior ficava meses sem pagar servidores e fornecedores, além de praticar e permitir a prática de atitudes ilícitas nos processos de licitação e compras. Ou seja, não havia interessados em vender de forma correta para a prefeitura. Os fornecedores eram de outras cidades e mantinham uma relação irregular com os cofres públicos. Também tínhamos um grave problema que era a divisão política da comunidade, de forma que um grupo se ocupava de prejudicar o adversário e vice e versa. Os próprios servidores públicos compartilhavam e concordavam com esta situação. Afirmar “sempre foi assim” e deixar como estava era a atitude predominante de todos. Licitações fechadas e nada transparentes, sistemas viciados, servidores desmotivados e mal informados, faziam com que poucos fornecedores estivessem presentes nos processos de compras da prefeitura. Houve necessidade de uma determinação política de mudar e de demonstrar para os empresários locais que um novo tempo havia chegado. O primeiro ano de mandato não houve nenhum avanço e pouco se comprou no comércio local . Mesmo a prefeitura buscando demonstrar transparência e honestidade nos procedimentos, a desconfiança ainda era muito grande, decorrente dos enormes problemas do passado e de prejuízos impostos aos pequenos empreendedores locais. Mesmo com um avanço pequeno, persistimos. Passamos a insistir no convite aos empresários para debater sobre a reabertura da ACI, onde teríamos um fórum para tratarmos de negócios e desenvolvimento, esquecendo a divisão política predominante. Por determinação do Prefeito Municipal a equipe da secretaria de Desenvolvimento Econômico se deslocou até Montes Claros MG, e participou de um evento na AMMASSOCIAÇÃO MINEIRA DE MUNICÍPIOS, no qual foi palestrante o Sr. Jefferson Ney do Amaral, do setor de políticas públicas do http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 5/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 SEBRAE MG, que apresentou a todos os benefícios da lei geral nos municípios. Tendo nos aproximado da comunidade empresarial, e com as informações captadas no evento da AMM/SEBRAE, definimos que era o momento de começarmos a elaborar em parceria com a ACI, a CÂMARA MUNICIPAL e outros segmentos da sociedade, os termos da lei municipal de apoio as MPE. Com o apoio do SEBRAE a lei, de forma participativa, foi elaborada, aprovada e promulgada. Passamos a capacitar os nossos servidores, primeiramente os do setor de licitações e compras. Instalamos uma nova sala, com uma equipe ampliada e divulgamos as licitações através da ACI, que repassava aos seus associados. Passamos a usar a modalidade de pregão presencial. Com a normalização da situação financeira da prefeitura, que passou a pagar os compromissos em dia, começamos a reconquistar a confiança dos fornecedores locais. Em parceria com a ACI, procuramos capacitar e preparar os pequenos comerciantes do município, para se tornarem fornecedores; A atração de novos negócios para o município, mesmo que de grande porte, como a fábrica de calçados MARLUVAS e um projeto de café irrigado na zona rural, que juntos devem gerar mais de 1.000 empregos diretos, beneficiaram muito os pequenos negócios, visto que mais de R$1.000.000,00 de recursos de salário circulam mensalmente pelo comércio local.A folha de pagamentos da Prefeitura injeta mais R$600.000,00, pagos rigorosamente em dia. As ações listadas acima foram se complementando e criando um ciclo positivo, que culminou com uma nova fase no comércio local, com a abertura de 85 novas empresas comerciais, industriais e de serviços em nosso município. 6.2. Público Alvo MPE Seq. Setor Econômico MPE Município Percentual (%) Beneficiada Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e 01 235 42 17,87 Domésticos 02 0,00 03 0,00 04 0,00 05 0,00 06 0,00 07 0,00 08 0,00 09 0,00 10 0,00 6.3. Objetivos Principais 1)Aumentar as compras da Prefeitura no Comércio Local; 2) Restabelecer a confiança da comunidade local no poder público e democratizar o acesso de todos os empresários à prefeitura; 3) Moralizar a administração pública; 4) Aumentar o número de pequenas empresas no município; 5) Aumentar o numero de postos de trabalho no município; 6.4. Histórico da Implantação JANEIRO de 2009 A determinação do prefeito municipal, para que houvesse um envolvimento de todas as Secretarias, coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para a implantação da lei geral das MPE. FEVEREIRO de 2009 – Realização de seminário de gestão publica, no Hotel Bonjuá, com a apresentação pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com a meta de implantação da Lei Geral MPE 06 de MARÇO de 2009 – Realização de audiência pública na Câmara Municipal com palestra do Dr. Jefferson Ney do Amaral, do SEBRAE, sobre a Lei Geral MPE e apresentação do documento “Política Pública Municipal de Geração de Trabalho e Renda e Desenvolvimento Econômico” pelo Secretário Walter Abreu MARÇO e ABRI Lde 2009 – Debates e reuniões com a comunidade sobre a lei geral das MPE; MAIO de 2009 Remessa da lei para a Câmara Municipal; JUNHO de 2009 Aprovação e promulgação da Lei Geral, que recebeu o número 756/2009; JULHO de 2009 Instalação da nova sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da casa do empreendedor e da sede da ACI ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAPITÃO ENÉAS. AGOSTO de 2009 – Início da capacitação dos servidores dos setores de licitação e compras; DEZEMBRO de 2009 – Realização de campanha de fortalecimento e valorização do comercio Local, em parceria com a ACI – Mensagem aos servidores públicos e funcionários das maiores empresas “ QUEM GANHA AQUI GASTA AQUI Valorize o comércio de Capitão Enéas” JANEIRO e FEVEREIRO de 2010 Comunicação aos empresários locais sobre as futuras licitações e conferência prévia dos documentos para habilitação; http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 6/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 MARÇO a DEZEMBRO 2010 – Manutenção do acompanhamento por parte do Gabinete do Prefeito e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, nos setores de licitação e compras, para o cumprimento da Lei Geral 756/2009; JANEIRO a OUTUBRO de 2011 – manutenção da Parceira com a ACI e acompanhamento e visitas aos empresários locais; NOVEMBRO de 2011 Realização do seminário COMPRAS PÚBLICAS – COMO VENDER PARA O MUNICÍPIO, Câmara Municipal para fortalecimento das ações que visam aproximar o máximo da meta de chegar o mais próximos possível de 100% de compras governamentais no município. 6.5. Resultados Alcançados 1) Aumento das compras governamentais conforme a seguir: ANO VALOR 2005 – R$ 0,00 2006 – R$ 183.029,20 2007 – R$ 137.658,65 2008 – R$ 592.853,97 2009 – R$ 1.929.763,00 2010 – R$ 2.755.408,50 2011 R$ 4.282.374,09 Em 2005 não foi feita nenhuma licitação com empresas do próprio município. Reforçando o que já foi afirmado anteriormente, não havia confiança dos empresários locais em vender para a prefeitura. Em 2006 foi iniciado um movimento de compras locais, com um ligeiro decréscimo em 2007. Daí até o final de 2011, chegaremos ao espetacular aumento de 3.110%(TREIS MIL, CENTO E DEZ POR CENTO) 2) A ACI – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAPITÃO ENÉAS foi reaberta, passando a funcionar no mesmo prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo e da Casa do Empreendedor. Conseguimos quebrar uma barreira que parecia intransponível em nossa cidade, da participação de pessoas e empresários de correntes políticas divergentes em entidades de classe. Aliados políticos e adversários passaram a ter o mesmo tratamento em todos os segmentos do serviço público, com destaque para as compras governamentais. Destaquese que entre os maiores fornecedores nos anos de 2010 e 2011 vários são adversários políticos do atual prefeito. Numero de empresas locais que contrataram com a prefeitura 2005 – 0( zero) 2006 – 7 (sete) 2007 8 (oito) 2008 – 5 (cinco) 2009 – 36 (trinta e seis) 2010 – 13(treze) 2011 42(quarenta e duas) Fonte: Setor de Licitações e Contratos 3) – Comprar no comércio local é, antes de tudo, decisão de dar maior transparência à gestão pública. Não é possível ao prefeito mal intencionado, em um pequeno município, se esforçar para que todas as compras e serviços sejam contratadas com empreendedores locais, por razões óbvias. A moralização da administração pública é, sem dúvida, um pré requisito indispensável à implementação da meta de fomento às micro e pequenas empresas através do segmento de compras governamentais. Em 2011 a prefeitura municipal contratou com 42 (quarenta e dois) empresários locais, o que exige correção e transparência. As contas do município de 2005 a 2010 já foram integralmente aprovadas pela Câmara Municipal e pelo Tribunal de Contas do Estado, sem ressalvas. Neste período fomos auditados duas vezes pelo Controladoria Geral da União, não tendo sido detcetado nenhuma irregularidade. 4) Desde o início da gestão, foram abertas 85(oitenta e cinco) novas pequenas empresas e 36 Micro empreendedores individuais. 5) O número de trabalhadores com carteira assinada em 2005 era de ......... e ........ informais e sem registro, totalizando ........... Hoje o numero é .......... . Além disto estimamos mais de ......... trabalhadores informais e ........... trabalhadores sem registro, totalizando http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 7/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 O resultado adicional da implantação da lei geral, em especial o Capítulo de compras governamentais, foi além dos resultados esperados. A geração de emprego e renda foi o efeito mais sentido em todo o município. Centenas de novos postos de trabalho foram abertos e o efeito multiplicador foi percebido em todos os segmentos. Os preços de imóveis para compra e aluguel voltaram a um patamar de realidade. A arrecadação de impostos municipais aumentou, a procura de novos empreendedores por oportunidades de investimentos está crescente. A imagem positiva do município está se tornando cada vez mais firme. Temos em fase de negociação para implantação mais 8 novos empreendimentos, que juntos deverão gerar mais de 300 empregos. A demanda por espaços para instalação de novos negócios aumentou tanto que a prefeitura decidiu desapropriar uma área de 40.000 metros quadrados para instalar um pequeno distrito industrial. O Banco BRADESCO percebeu o desenvolvimento da nossa economia e instalou uma agência da cidade. Em 2005 só tínhamos a agência do Banco do Brasil, que ameaçava constantemente, em função de resultados negativos, a fechar a suas operações. Hoje temos os dois bancos e uma agência do Banco SICOOB CREDINOR. A economia está vigorosa e forte. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA 2006 2010 Depósitos à vista R$ 662.522,00 R$1.420.489,00 Operações de Crédito R$2.810.431,00 R$5.457.736,00 Poupança R$1.729.463,00 R$4.420.145,00 Depósitos à prazo R$ 582.604,00 R$ 893.228,00 Fonte: IBGE 6.6. Investimentos Realizados 6.6.1 Receitas Seq. Parceiro Valor Percentual (%) 01 PREFEITURA MUNICIPAL 88.525,00 86,00 02 SEBRAE 5.000,00 5,00 ACI ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE 03 10.000,00 10,00 CAPITAO ENEAS Totais 103.525,00 100,00 6.6.2 Aplicações de Recursos Seq. Natureza Prórpio (%) Parceiro (%) Total (%) Realização de palestras e 01 2.500,00 2,00 5.000,00 5,00 7.500,00 7,00 seminários 02 Despesas com funcionários 83.025,00 80,00 10.000,00 10,00 93.025,00 90,00 03 Despesa com aluguel 3.000,00 3,00 3.000,00 3,00 Totais 88.525,00 85,00 15.000,00 15,00 103.525,00 100,00 6.7. Relato dos Beneficiados Nome: GYSELE RODRIGUES ROCHA BOUTIQUE DO PÃO PADARIA Telefone: (38) 99683890 Relação: FORNECEDOR DA PREFEITURA Relato: Trabalhava sozinha.Minha família me ajudava quando eles podiam. Logo coloquei uma ajudante porque ganhei a licitação da prefeitura. Hoje já tenho 4 funcionários e devo contratar mais um. Vou mudar a padaria e fazer uma reforma para aumentar a área de atendimento. Fiz Administração de Empresas e tinha um sonho de ser empresária aqui em Capitão Enéas, mas não tinha como. Tudo aqui era difícil. Mas melhorou. Tenho certeza que é por causa de uma nova mentalidade do prefeito e de sua equipe. Nome: ANDRADE E ALCÂNTARA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DEPÓSITO ALCÂNTARA Telefone: (38) 32351523 Relação: FORNECEDOR DA PREFEITURA Relato: Comecei o depósito com dificuldade.Tinha só 01 carroça e um caminhão. Neste caminhão eu levava carvão para Sete Lagoas e trazia materia de construçãol. Tinha só um lote onde funcionava minha loja e o depósito e só trabalhava minha http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 8/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 esposa e um funcionário. Hoje, depois que passei a vender para a prefeitura e o comercio daqui cresceu muito, tenho 03caminhões,02 camionetes, 06 lotes, 01 carregadeira, 07 funcionários. Está muito bom.Não posso reclamar. Nome: R A SUPERMERCADO LTDA SUPERMECADOS CARVALHAIS Telefone: (38) 32351061 Relação: FORNECEDOR DA PREFEITURA Relato: Temos outro supermercado em Janaúba. Decidimos abrir uma filial e passamos a fazer pesquisas.Visitamos muitas cidades. Percebemos que Capitão Enéas vinha se destacando. Era a única que tinha secretaria de desenvolvimento econômico e nos deu apoio. Nos atenderam muito bem.Avaliamos a geração de emprego e o aumento da renda, mas a nossa decisão foi por causa de dois fatores: O pagamento dos servidores públicos em dia e as licitações com base na lei geral, corretas e sem direcionamento. 7. AÇÕES 7.1. Descrição da Ação nº 02 7.1.1. Título da Ação IMPLANTAÇÃO DA LEI GERAL MUNICIPAL DE MICRO E PEQUENA EMPRESA – LEI 756/2009 7.1.2. Natureza da Ação Lei Geral Municipal 7.1.3. Descritivo Sintético da Ação Em 2009 foi aprovada Lei Geral de Micro e Pequena Empresa, Lei 756/2009, rica em benefícios que modificaram a vida do empreendedor local, bem como estimularam abertura de novas empresas. Dentre os mecanismos previstos na lei e já em plena execução pela administração, se destacam: DESBUROCRATIZAÇÃO – Com previsão no art. 14 da Lei Geral foi criado o Alvará de Funcionamento Provisório, o qual desburocratiza a abertura de uma MPE, o que diminuiu o prazo de concessão de alvará para no máximo de 3 (três) dias. A ação habilita a empresa para funcionamento imediato. CRIAÇÃO DA CASA DO EMPREENDEDOR – Foi criada em julho de 2009, de acordo com a previsão do Art. 2º, I, da Lei 756/2009, a Casa do Empreendedor, tendo sido locado imóvel específico para essa finalidade. A Casa do Empreendedor de Capitão Enéas concentra o atendimento aos empresários e os empreendedores no que se refere: A abertura, regularização e baixa de empresas; Disponibiliza informações sobre acesso a crédito; Disponibiliza infraestrutura para reuniões, incluindo acesso à internet pelos usuários; Disponibiliza informações para facilitar acesso das MPE aos Programas de Compras Governamentais. CRIAÇÃO DO COMITÊ MUNICIPAL DE APOIO À MPE,EPP e MEI – O comitê, previsto no Art. 2º, I, “a” da Lei Geral, foi criado pelo Decreto Municipal 69/2011 de 01 de fevereiro de 2011, com finalidade de reunir num grupo de trabalho todos os órgãos de diversas esferas governamentais que disciplinam os regulamentos a serem cumpridos pelas empresas; IMPLANTAÇÃO DO PROJETO DE PROMOÇÃO COMERCIAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (Previsão art. 2º, II, c) – Esse projeto teve atividade intensa nesse ano de 2011, na promoção da visibilidade dos produtos e serviços produzidos no Município. O Município adquiriu espaço destinado a promoção dos empreendedores locais, que tiveram oportunidade de mostrar a sua produção em feiras regionais e estaduais, por exemplo: Participação da 16ª FENICS – Feira Nacional da Indústria Comércio e de Serviços de Montes Claros, entre os dias 03 e 07 de agosto de 2011; Participação na Feira de Artesanato de Belo Horizonte; Participação na Feira da Economia Popular Solidária Montes Claros entre 15 e 17 de setembro de 2011; Diversas participações na Feira de Artesanato realizada semanalmente em Montes Claros – MG. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FAMILIAR ( Previsão art.2º, XII ) – na execução desse projeto foram realizadas inúmeras oficinas, em parceria com a SEDESE e FADENOR. As pessoas tiveram acesso a cursos de: produção de biscoito, produção de polpas de frutas, produção de doces, fabricação artesanal de produtos de limpeza, cursos de jardinagem. IMPLANTAÇÃO DA BAIXA SIMPLIFICADA (Previsão art. 19) – A partir da implantação da Lei Geral no Município, os MPE, EPP e MEI podem dar baixa nos registros municipais independente do pagamento de taxas ou multas; RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA ALVARÁ FUNCIONAMENTO (Previsão art. 28) – Através dessa medida adotada, todas as MPE tem a renovação do Alvará de Funcionamento automática, com http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 9/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 isenção de taxas correspondentes, quando permanecem na mesma atividade. INCENTIVOS FISCAIS (Previsão arts. 2935) – Estão sendo executadas diversas medidas de incentivo fiscal às pequenas empresas, o que diminuiu a onerosidade da atividade, tornando o empresário mais competitivo no mercado. São elas: Não retenção de ISSQN; Redução especial de tributos municipais; Parcelamento em até 60 (sessenta) vezes de impostos vencidos. FISCALIZAÇÃO ORIENTADORA (Previsão art. 66) – Os pequenos empresários no Município de Capitão Enéas têm a fiscalização diferenciadas, pois, instituída a fiscalização orientadora, aqueles que tem alguma irregularidade na atividade, por exemplo na questão sanitária, é visitado pelo fiscal que orienta as adaptações a serem feitas e concede prazo para a execução das medidas. É a chamada “dupla visita”. Além disso, são realizados termos de ajustamento de conduta com o empresário, que se compromete a adaptarse à legislação municipal e às sugestões da fiscalização, que concede prazo hábil para que o empresário cumpra as determinações com ele pactuadas, sem que para isso tenha que fechar o estabelecimento. Somente em casos de descumprimento é que são tomadas medidas de polícia administrativa, como aplicação de multa e suspensão do alvará de funcionamento. PROGRAMA DE INCENTIVO AO ACESSO A CRÉDITO (Previsão art. 80) – O Prefeito Municipal e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico celebraram parcerias com as instituições bancárias que atuam no Município, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e SICOOB CREDINOR, com vistas à melhoria do acesso ao crédito aos pequenos empresários. Os bancos disponibilizam todas informações acerca das linhas de crédito disponíveis para a Casa do Empreendedor e recebem os empresários e os orientam acerca da escolha da linha de crédito. 7.2. Público Alvo MPE Seq. Setor Econômico MPE Município Percentual (%) Beneficiada Comércio e Repar. de Veíc. Automotores e 01 1 1 100,00 Motocicletas; e Com. Varejo de Combustíveis 02 Comércio por Atacado e Intermediários do Comércio 1 1 100,00 Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e 03 233 40 17,17 Domésticos 04 0,00 05 0,00 06 0,00 07 0,00 08 0,00 09 0,00 10 0,00 7.3. Objetivos Principais Tornar a atividade dos pequenos empresários menos onerosa, tornandoos mais competitivos frente ao mercado e as demais empresas; Estimular a formalização dos empresários informais e fomento ao empreendedorismo; Desburocratização do processo de abertura de empresas, emissão de alvarás, renovação e baixa; Promover acesso às informações necessárias para aberturam funcionamento e baixa de empresas; Promover acesso ao crédito nas instituições financeiras; Dar visibilidades aos produtos e serviços produzidos no Município. 7.4. Histórico da Implantação Primeiramente, foram realizadas diversas reuniões entre o Prefeito, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a sociedade local e o SEBRAE, com vistas a entender a proposta da lei geral e dar início a sua implantação. Assim, o SEBRAE encaminhou ao município uma minuta de Projeto de Lei para apreciação. Na seqüência, a minuta proposta foi discutida, encaminhada à Assessoria Jurídica do Município e adaptada à realidade local. Seguidamente, o Projeto de Lei foi encaminhado à Câmara para aprovação. Antes de colocado o projeto para apreciação, realizouse uma audiência pública, com a presença dos comerciantes locais e da população em geral, para que, antes mesmo de ser aprovada a lei, ela fosse do conhecimento público, uma vez que tratase de norma de interesse público relevante. Em julho de 2009 foi instalada a Casa do Empreendedor, para atuar no atendimento dos empresários nas suas necessidades. Implantaramse, já em 2010, todas as medidas de desburocratização para obtenção de alvará, abertura e baixa de empresas, bem como os incentivos tributários, no setor de Cadastro Municipal e na Procuradoria Jurídica do Município, bem como as medidas de Fiscalização Orientadora. Durante todo esse período estão em execução os Programas de Promoção Comercial das Micro e Pequenas Empresas e Programa Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar, com realização de cursos, oficinas, participação de feiras e eventos. http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 10/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 7.5. Resultados Alcançados Aumento de 46 novas pequenas empresas no município à partir de 2009. Habilitação das empresas para funcionamento imediato, além de outras medidas de desburocratização na abertura, baixa e renovação de alvarás; Emissão de Alvarás de Funcionamento em até 24 horas; Promoção do produto local, com a comercialização dos produtos municipais em cidades da região; Melhoria nas instalações dos comércios locais por meio da fiscalização orientadora; Criação da cultura no comércio local de acessar a Casa do Empreendedor para tirar suas dúvidas e buscar orientações sobre crédito; Diminuição da onerosidade da atividade do empresário, por meio dos incentivos fiscais implementados. Economia do Município ao contratar a prestação de serviços do MEI. Isso porque a carga tributária suportada pelo prestador de serviço quando tratavase de pessoa física era significativamente maior que o ônus suportado pelo MEI ao prestar o mesmo serviço, o que refletiu diretamente no valor do serviço, gerando economia. 7.6. Investimentos Realizados 7.6.1 Receitas Seq. Parceiro Valor Percentual (%) 01 ALUGUEL DE IMÓVEL PARA A CASA DO EMPREENDEDOR 6.000,00 21,00 02 03 04 Totais SALÁRIOS DE FUNCIONÁRIOS E ESTAGIÁRIOS DESPESAS DIVERSAS TREINAMENTOS E CAPACITAÇÕES 15.000,00 4.000,00 4.000,00 29.000,00 52,00 14,00 14,00 100,00 7.6.2 Aplicações de Recursos Seq. Natureza Prórpio (%) Parceiro (%) Total (%) 01 ALUGUEL 6.000,00 21,00 6.000,00 21,00 SALÁRIOS DE 02 FUNCIONÁRIOS E 12.000,00 41,00 3.000,00 10,00 15.000,00 52,00 ESTAGIÁRIOS 03 DESPESAS DIVERSAS 3.000,00 10,00 1.000,00 3,00 4.000,00 14,00 TREINAMENTOS E 04 4.000,00 14,00 4.000,00 14,00 CAPACITAÇÕES Totais 21.000,00 72,00 8.000,00 27,00 29.000,00 101,00 7.7. Relato dos Beneficiados Nome: CARLOS ANTÔNIO ALMEIDA MATOS Telefone: (38) 99093434 Relação: MICROEMPREENDEDOR Relato: Fiquei realmente surpreso com a eficiência da Lei Geral, veio para facilitar a vida de nós comerciantes.Já tive outra empresa e lembro a burocracia que foi para abertura. Estou prestes a abrir um restaurante em Capitão Enéas, já que visualizei que a quantidade de pessoas que trabalham no município e que vem aqui por vários motivos aumenta cada dia e com isso, a demanda por restaurantes.Consegui abrir a empresa e obter o alvará de funcionamento em apenas dois dias,fiquei bastante satisfeito. Nome: DIVA APARECIDA PEREIRA DA CRUZ Telefone: (38) 99847830 Relação: ARTESÃ Relato: Sou artesã, produzo móveis de fibras naturais, e estou tendo nessa administração uma oportunidade que nunca pensei em ter. A Prefeitura ajudou a mim e aos demais artesãos do Município; ajudou comprar material pra gente trabalhar e nos levou para divulgar o nosso produto em diversas cidades. Fui para a Expominas, Fenics, Feira de Artesanato em Belo Horizonte e em Montes Claros, onde fiz boas vendas.Agora vou ter até as fotos de uma bolsa e puff que eu fiz publicada na revista do SEBRAE. http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 11/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 Nome: FLADIMIR FERREIRA ALCÂNTARA (NENGA) Telefone: (38) 32351223 Relação: FORNECEDOR DA PREFEITURA Relato: Abri a minha papelaria porque fui estimulado pelo prefeito. Depois fui convidado a entrar na licitação para vender para a prefeitura e ganhei vários ítens. Hoje tenho 3 funcionários e estou precisando aumentar para atender melhor. A lei que apoia as pequenas empresas deu certo aqui. Sei de outras pessoas que estão melhorando de vida aqui na cidade. 8. AÇÕES 8.1. Descrição da Ação nº 03 8.1.1. Título da Ação SEMINÁRIO COMPRAS PÚBLICAS – COMO VENDER PARA A PREFEITURA 8.1.2. Natureza da Ação Compras públicas locais 8.1.3. Descritivo Sintético da Ação Em 21 de novembro de 2011 foi realizado o SEMINÁRIO COMPRAS PÚBLICAS GOVERNAMENTAIS – COMO VENDER PARA A PREFEITURA, voltado para os empreendedores locais, as ME, EPP, MEI e comerciantes informais. Na programação foram realizadas diversas palestras abordando a temática das compras governamentais e o estímulo à formalização. As atividades iniciaramse com o depoimento do Prefeito Municipal Reinaldo Landulfo Teixeira sobre o histórico de criação e implantação da Lei Geral no Município, o projeto de ampliar as compras governamentais no comércio local e os resultados alcançados ao longo dos anos. O Secretário de Desenvolvimento Econômico Walter Abreu abordou os pontos mais relevantes da Lei Geral, bem como destacou o crescimento da economia local, apontando, entre os presentes, quase 40 empresários que se estabeleceram no comércio local após o inicio da execução do Projeto de Desenvolvimento Econômico focado na Geração de Emprego e Renda, desde o ano de 2009. A palestra de “Compras Governamentais”, realizada pela Gerência de Licitações, por meio de sua advogada, Dra. Nádia Patrícia com vistas a esclarecer o procedimento licitatório, as regras para participação, critérios de desempate, sobretudo os aspectos em que a lei geral o torna diferenciado para as ME,EPP e MEI. A palestra “Estímulo à formalização – Vantagens de ser um MEI” realizada pela Assessoria Jurídica do Município, pela Dra. Amanda Amarante Oliveira Sobral, tratou dos aspectos legais, tributários, da simplificação dos processos para abertura de empresas e das compras governamentais, previstos na Lei Geral Municipal, a Lei 756/2009. Ainda, abordou o tratamento previdenciário dado ao MEI. Além disso, foram realizadas apresentações pelos gerentes do Banco do Brasil e SICOOB – Credinor, agências bancárias atuantes no município, sobre as linhas de crédito disponíveis para o referido público. Ao fim do evento foi distribuída a todos os presentes uma cartilha informativa, com o título “Como Vender para a Prefeitura”, a qual elucida todo o procedimento de compras públicas municipais, o processo licitatório, o tratamento diferenciado dado às ME, EPP e MEI, a fiscalização orientadora e o processo simplificado de abertura de novas empresas. 8.2. Público Alvo MPE Seq. Setor Econômico MPE Município Percentual (%) Beneficiada Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e 01 235 70 29,79 Domésticos 02 0,00 03 0,00 04 0,00 05 0,00 06 0,00 07 0,00 08 0,00 09 0,00 10 0,00 8.3. Objetivos Principais http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 12/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 1. Aproximar os empresários locais da administração municipal e estimular os mesmos a terem o município como cliente; 2. Demonstrar aos empresários locais que o procedimento de compras pela prefeitura não é burocrático; 3. Aumentar o número de empresários locais como fornecedores da prefeitura; 4. Aumentar a competitividade dos empresários locais; 5. Demonstrar os benefícios da formalização; 6. Aumentar o número de empresários formalizados no município. 8.4. Histórico da Implantação A implantação da ação deuse início com uma reunião, em agosto de 2011, entre o Prefeito, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Assessoria Jurídica, a Gerência de Licitações e a Assessoria de Comunicação, onde se concluiu que era importante fazer uma divulgação mais ampla da Lei Geral Municipal, com foco específico nas compras governamentais. Decidiramse então os temas a serem abordados e quem seria responsável por essas apresentações. Seguidamente, foi elaborado material gráfico informativo a ser distribuídos para o público alvo: comerciantes e empreendedores municipais, formais e informais. Em outubro de 2011 produziuse uma cartilha intitulada “Como Vender para a Prefeitura”,a qual elucida todo o procedimento de compras públicas municipais, o processo licitatório, o tratamento diferenciado dado às ME, EPP e MEI, a fiscalização orientadora e o processo simplificado de abertura de novas empresas, a ser distribuída para todos os presentes no seminário, bem como no comércio local em geral. No dia 19 de novembro de 2011 foi realizado um pedágio durante a Feira Livre, no Mercado Municipal, convidando todo o comércio a participar do Seminário no dia 21/11, distribuindo convites e já elucidando as dúvidas levantadas por aqueles que se interessaram. Durante toda a semana que antecedeu o evento, do dia 14/11 ao dia 21/11 foi veiculado na rádio local um informativo convidando a população para participar do Seminário, e também foi encaminhado convite individual para os empresários registrados no cadastro municipal. A ação culminou com a realização do “Seminário Compras Públicas – Como vender para a prefeitura” no dia 21 de novembro de 2011, na Câmara Municipal de Capitão Enéas, com grande adesão do público. 8.5. Resultados Alcançados Participação de 80 empresários, sendo 100% formado por ME, EPP e MEI; Conscientização dos presentes sobre os procedimentos de compra da prefeitura, aproveitando inclusive o depoimento de empresários locais que já fornecem para a prefeitura; Aumento na formalização de negócios no município, tendo sido formalizados 06 empresas nos 30 dias subseqüentes ao evento. Grande procura dos empresários locais na semana subseqüente ao evento visando participação nas licitações; 8.6. Investimentos Realizados 8.6.1 Receitas Seq. Parceiro Valor Percentual (%) 01 PREFEITURA 1.700,00 65,00 02 CÃMARA MUNICIPAL 900,00 35,00 Totais 2.600,00 100,00 8.6.2 Aplicações de Recursos Seq. Natureza Prórpio (%) Parceiro (%) Total (%) 01 CONFECÇÃO CARTILHA 1.500,00 58,00 1.500,00 58,00 02 RÁDIO 200,00 8,00 200,00 8,00 03 LOCAL PARA REUNIÃO 200,00 8,00 200,00 8,00 04 LANCHE 400,00 15,00 400,00 15,00 05 FILMAGEM 300,00 12,00 300,00 12,00 Totais 1.700,00 66,00 900,00 35,00 2.600,00 101,00 8.7. Relato dos Beneficiados Nome: EDGAR EDSON RODRIGUES Telefone: (38) 84085845 Relação: MICROEMPRESÁRIO / PRESTADOR DE SERVIÇOS PARA A PREFEITURA Relato: Aquela reunião da Câmara foi muito importante para mim. Aprendi muita coisa sobre como ser um micro empresário e http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 13/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 vender para a prefeitura. Já presto serviço para a prefeitura como pessoa física, mas tem um imposto muito alto. Decidi passar a ser micro empreendedor individual. Vou formalizar para entrar na licitação de transporte da prefeitura e ter condição de ganhar com um preço melhor Nome: PAULO AFONSO SOARES DE OLIVEIRA Telefone: (38) 32351975 Relação: MICRO EMPRESÁRIO Relato: Eu trabalhava na informalidade, fazendo capas para colocar em mesas de restaurantes e outras coisas parecidas. Só que não tinha segurança nenhuma, e tava difícil atender alguns clientes, porque não tinha registro. Virei MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL uma semana depois do seminário, e já estou atendendo empresas de grande porte e também uma outra prefeitura da região,graças a essa lei. Isso sem contar que hoje eu conto com a seguridade social. Nome: MARCO ANTONIO MARTINS LEITE Telefone: (38) 32351161 Relação: MICRO EMPRESÁRIO Relato: Já sou fornecedor da prefeitura. A reunião daquele dia foi muito importante para eu entender melhor o processo de compra pela prefeitura depois da lei da pequena empresa. Eu acho que vou poder vender mais e ter mais lucro entendendo melhor a lei. Deixei de participar outras vezes por falta de informação. 9. AÇÕES 9.1. Descrição da Ação nº 04 9.1.1. Título da Ação COMPRAS GOVERNAMENTAIS ETAPA DOIS 9.1.2. Natureza da Ação Compras públicas locais 9.1.3. Descritivo Sintético da Ação Após a primeira fase, recuperando a confiança do empresariado local, melhorando a eficiência e a transparência dos setores de licitação e compras, capacitar os funcionários da prefeitura para implantar a lei geral, em especial o capítulo de compras públicas, começamos a segunda fase . As primeiras ações nos proporcionaram o espetacular resultado de multiplicar as compras por quase 40 vezes no comercio local. A segunda etapa busca a meta de APROXIMAR de 100% das compras no próprio município. Parece impossível, mas não é. Reunimos na Câmara Municipal, em 21.11/2011, 80 pessoas, entre elas empresários de todos os setores, para divulgar a cartilha “COMO VENDER PARA A PREFEITURA” e lançar a meta de comprar tudo que for possível no próprio município. Iniciamos um minucioso levantamento que resultou numa previsão de itens e quantidades a serem licitados em 2009l(inciso II Artigo 52 LEI 16/2009), que acontecerá na primeira quinzena de janeiro de 2012.Baseado nas contratações do ano de 2011, temos condições de aumentar em R$5milhões as compras públicas no municipio. Com a informação dos itens a serem licitados repassada com antecedência e os benefícios da lei geral, o pequeno empreendedor poderá se preparar para vencer a licitação, mesmo concorrendo com empresas maiores. Resolvida esta questão temos que equacionar o grande entrave que se impõe aos pequenos que é a falta de capital de giro. Para isto acertamos com a Presidência do Banco Cooperativo SICOOB CREDINOR a formatação de uma linha de crédito específica. O Banco vai abrir um financiamento rotativo para o empreendedor, no valor do contrato firmado com a prefeitura em decorrência do sucesso em licitação. A cada pedido de fornecimento e a respectiva emissão do empenho, o banco libera o valor correspondente ao valor dos produtos na fábrica/distribuidor e frete, debitando à conta da operação.Com o recurso o pequeno empresário efetua o pagamento direto e antecipado ao fornecedor/fabricante. Ao receber do fabricante a mercadoria o empreendedor a entrega à prefeitura, que por sua vez quita o pagamento direto à conta devedora da operação no Banco.O valor creditado cobrirá o saldo devedor e restará na conta vinculada à operação o valor correspondente ao lucro operacional do empresário. Assim sendo não há risco para nenhum dos envolvidos na operação. Ganha o fabricante que vende com recebimento antecipado, a prefeitura que compra mais barato, o empresário local que terá seu lucro operacional garantido e o Banco que aplica o recurso de forma segura. Enfim ganha o município todo, com mais impostos e empregos. Os segmentos de peças para automóveis, caminhões e tratores, de informática e móveis e o de medicamentos e equipamentos médico odontológicos, de grande significância de valores, poderão ser ocupados por empresários http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 14/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 locais, tendo a informação disponibilizada com antecedência e a oferta de capital de giro.Há uma previsão de licitação de 12.000.000,00 em obras civís para o próximo ano. Deste valor podemos usar a Lei Geral para destinar 30% em subcontratações de micro e pequenas empresas(Inciso II art. 54 Lei 16/2009). Poderemos nos aproximar dos 100% de compras locais, aumentar a participação de pequenas empresas em vendas para as grandes e estimular as subcontratações de pequenas construtoras.A soma destes esforços poderá colocar mais R$10milhões na economica local. Isto contrbuirá para um aumento de aproximadamente de 5% do nosso PIB. Acertamos com a ACI, para estimular os nossos empresários a se reunirem para disputar as licitações dos municípios vizinhos, principalmente o de Montes Claros. Já apresentamos às duas grandes empresas de nosso município o pedido de que priorizem as compras em empresas locais.Faremos em janeiro, período que precede o grande volume de licitações por parte da prefeitura, reuniões com os empresários para rever as situações fiscais de todas as empresas e o rol de produtos e serviços a serem licitados, bem como apresentar a linha de crédito a ser disponibilizada. Em um processo permanente de melhoria, o Prefeito Municipal, Reinaldo Teixeira, acompanhado do Secretário de Desenvolvimento Econômico Walter Abreu e o Chefe de Departamento de Industria e Comércio, estiveram no IV FOMENTA NACIONAL, realizado pelo SEBRAE em São Paulo, no final de novembro 2011. Participando de diversas palestras e oficinas o Prefeito e a equipe concluíram que estão no rumo certo, necessitando de alguns aprimoramentos. Por este motivo foram incluidas na Lei Orçamentária Anual, rubricas específicas para a implementação da lei geral e potencialização da casa do empreendedor. Identificamos entre as duas empresas de grande porte do município as suas necessidades presentes e futuras, e estamos estimulando os pequenos empreendores a preparem para atendêlos. Estamos também atraindo novos pequenos negócios para fornecer para a prefeitura, em segmentos ainda não presentes em nosso município(inciso III Art. 57, lei 16/2009. 9.2. Público Alvo MPE Seq. Setor Econômico MPE Município Percentual (%) Beneficiada Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e 01 217 42 19,35 Domésticos 02 Fabricação de Celulose, Papel e Produtos de Papel 1 1 100,00 03 Fabricação de Móveis e Indústrias Diversas 6 6 100,00 04 Fabricação de Produtos Têxteis 2 2 100,00 Comércio e Repar. de Veíc. Automotores e 05 2 2 100,00 Motocicletas; e Com. Varejo de Combustíveis 06 Comércio por Atacado e Intermediários do Comércio 5 5 100,00 07 Reciclagem 1 1 100,00 08 Saúde e Serviços Sociais 1 1 100,00 09 0,00 10 0,00 9.3. Objetivos Principais 1 Aproximar ao máximo de 100% de compras governamentais no comércio local; 2 Organizar os empresários locais para participar de licitações em outros municípios; 3 Estimular grandes empresas a comprar no comércio local; 4 Estimular o surgimento de novos pequenos negócios no município; 9.4. Histórico da Implantação OUTUBRO/2011 conclusão do projeto do distrito industrial de Capitão Enéas; OUTUBRO/2011 Visita a empresas em Montes Claros, Espinosa, Monte Azul, Belo Horizonte e Franca SP, para atraílas para Capitão Enéas, para aumentar a base de fornecedores para a prefeitura e empresas de grande porte; NOVEMBRO de 2011 Avaliação da primeira etapa da ação de compras governamentais; NOVEMBRO de 2011 Realização de seminário "COMO VENDER PARA A PREFEITURA" NOVEMBRO de 2011 Visita do Prefeito Municipal, Secretário e Chefe de Divisão ao FOMENTA NACIONAL em São Paulo. DEZEMBRO de 2011 Negociação com o BANCO SICOOB CREDINOR formatação de linha de crédito especial para fomentar as compras governamentais no municipio. DEZEMBRO de 2011 Distribuição da Cartilha "COMO VENDER PARA A PREFEITURA", para os comerciantes locais; DEZEMBRO de 2011 Visita dos agentes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico a todos os comerciantes do municipio, divulganto a meta de aproximar de 100% de compras no municipio. 9.5. Resultados Alcançados 1 Funcionários e empresários locais preparados para atingir a meta de aproximar de 100% de compras governametais no municipio;Acerto com a presidência do SICOOB CREDINOR a disponibilização de linha de crédito específica; 2Criação de câmara temática na ACI para reunir empresários para participar de licitações em outros http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 15/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 municipios; 3 Compromisso das empresas MARLUVAS CALÇADOS PROFISSIONAIS e RIMA INDUSTRIAL a dar preferência aos comerciantes e prestadores de serviços locais nas aquisições. 4.Acerto com as Empresas BETAMETAL, AMIL CONFECÇÕES, GRÁFICA GERA SILK, BFC BENFACAS, PHOENIX MÓVEIS E COLCHÕES, que se instalarão em Capitão Enéas para atender à prefeitura, MARLUVAS CALÇADOS PROFISSIONAIS E RIMA INDUSTRIAL, entre outros clientes. 5. Inclusão no orçamento do municipio de recursos para 2012, específicos para ações da lei geral, principalmente no fortalecimento da casa do empreendedor e apoio aos pequenos negócios 6.Acerto com a FEMC Fundação Educanional de Montes Claros para a instalação de uma Incubadora de Empresas em Capitão Enéas, visando o desenvolvimento e fortalecimento da base de fornecedores locais. 9.6. Investimentos Realizados 9.6.1 Receitas Seq. Parceiro Valor Percentual (%) 01 PREFEITURA MUNICIPAL 20.000,00 74,00 02 SEBRAE 5.000,00 19,00 03 ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL ACI 2.000,00 7,00 Totais 27.000,00 100,00 9.6.2 Aplicações de Recursos Seq. Natureza Prórpio (%) Parceiro (%) Total (%) Realização de treinamentos 01 2.000,00 7,00 7.000,00 26,00 9.000,00 33,00 e consultorias Impressão da Cartilha 02 COMO VENDER PARA A 1.500,00 6,00 1.500,00 6,00 PREFEITURA SALÁRIOS DE 03 16.500,00 61,00 16.500,00 61,00 SERVIDORES Totais 20.000,00 74,00 7.000,00 26,00 27.000,00 100,00 9.7. Relato dos Beneficiados Nome: BETAMETAL Telefone: (38) 32151551 Relação: FORNECEDOR DA MARLUVAS CALÇADOS PROFISSIONAIS Relato: Fomos procurados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e estimulados a negociar a implantação de uma unidade em Capitão Enéas, para produzir componentes metálicos para calçados. Fizemos uma visita à MARLUVAS e à prefeitura e fechamos o negócio. Vamos nos instalar lá e gerar de imediato de 40 a 50 empregos.a prefeitura vai nos doar terreno, isentar de impostos municipais e capacitar a nossa mão de obra. Nome: GRÁFICA GERA SILK Telefone: (38) 99675926 Relação: FORNECEDOR DA PREFEITURA E DA MARLUVAS CALÇADOS PROFISSIONAIS Relato: A prefeitura passou a comprar produtos de gráfica comigo. Agora vou ampliar o meu negocio e fazer uma cartonagem para vender caixas de empbalagens para a MARLUVAS. Ganhei um terreno ao lado da fábrica. Hoje eu trabalho na minha própria casa. Lá não tem espaço. Vou arrumar um financiamento para construir o galpão e comprar as máquinas da cartonagem e ampliar a minha gráfica. a prefeitura ainda compra algumas coisas da área em Montes Claros, mas com a ampliação vou ganhar a concorrência. Nome: SICOOB CREDINOR DARIO COLARES Presidente Telefone: (38) 32351980 Relação: PARCEIRO DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO OFERTA DE CRÉDITO AO PEQUENO EMPREENDEDOR Relato: Recebemos a visita do Secretário de Desenvolvimento Econômico do município de Capitão Enéas, propondo a http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 16/17 24/11/2014 www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 adequação de uma linha de credito para atender ao pequeno empreendedor que vencer a licitação da prefeitura, oferecendo capital de giro para ele suportar a operação, entre a compra do fabricante e a entrega da mercadoria e o recebimento do recursos da prefeitura. Vai ser bom para o BANCO e para todos. Vamos colocar o recursos à disposição do pequeno. http://www.pspe7.sebrae.com.br/pspe7/pspe.nsf/agt01ImpressaoHtml?openagent&id=8F353BA223E889CA83257929005FAAA3 17/17