la novitá
# 05 • ano 02 • outubro de 2010
uma revista do grupo
Programa Minha
Casa, Minha Vida
acelera o setor de
construção civil
no Nordeste
Marcos Holanda, presidente
do Sindicato da Indústria
da Construção do Estado de
Alagoas (Sinduscon-AL)
gastronomia
• mercado • contos • esporte • curiosidades
editorial
índice
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Construção civil em alta
A construção civil está trabalhando a pleno va-
por! Nem mesmo a falta de mão de obra qualificada
barrou o aquecimento do setor. Do Nordeste, que desponta e apresenta índices de crescimento acima das
outras regiões do País, aos preparativos de infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, não
há como negar: o mercado deve expandir ainda mais.
Sejam bem-vindos à mais nova - e otimista - realidade
econômica do setor no Brasil.
O “boom” do mercado de construção civil, especialmente no Nordeste, é reflexo tanto da criação de programas sociais - entre eles o Minha Casa, Minha Vida,
como da ampliação da oferta de crédito. O aquecimento é positivo sob vários aspectos: o número de empregos oferecidos pelas construtoras aumentou, assim
como o incentivo ao poder de compra. Finalmente estamos diante de um cenário em que a população economicamente menos favorecida tem a oportunidade
de projetar um sonho outrora esquecido, a compra da
casa própria.
Mas o despertar da população de baixa renda não
quer dizer que os imóveis destinados às classes A e
B tenham perdido espaço. Há opções para todos os
níveis socioeconômicos e o mercado de alto padrão
segue firme.
É com este cenário positivo e democrático que
nasce a quinta edição da La Novitá, que traz em sua
matéria de capa uma entrevista que elucida o leitor
sobre os principais temas do setor de construção civil:
a explosão do mercado versus as condições da mão
de obra. Em entrevista, Marcos Holanda presidente
do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de
Alagoas (Sinduscon-AL) e vice-presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), fala sobre os aspectos positivos e negativos do “boom” do
setor, principalmente no Nordeste.
E no ritmo de boas perspectivas, a Ibratin mostra sua
expertise no setor de revestimentos texturizados e
apresenta ao mercado a Arcádia, tinta especialmente
desenvolvida para restaurar e conservar prédios antigos e monumentos históricos.
Tecnologia da Informação (TI), equipamentos de uso
pessoal recém-lançados, comidas exóticas saboreadas
com vista para a Baía de Todos os Santos, assim como
o prazer de jogar golfe e de experimentar a potência
do esportivo Porsche 911 Turbo também são alguns dos
temas desta edição que, apesar de não ser a última do
ano, já comemora este 2010 de tantas conquistas!
Boa leitura!
Pino Cartisano e Marco Rolleri
expediente
Lá Novitá é uma
publicação da
empresa Ibratin.
Presidente
Luciano Rolleri
Diretores
Giuseppe Cartisano
Marco Rolleri
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Produção, projeto gráfico
e editoração
Jornalistas responsáveis
Colaboraram nesta edição
Dani Portela MTB 30.377
marketing
Image Comunicação
Juliana Garcia
Renata Negri
Yonara Santana
Departamento comercial e
Contato Comercial
Daniel Focas
[email protected]
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Bits e Bites – Novidades tecnológicas
Perfil – A Influência das cores por Viviane Nassif
Gourmet – Soho: Natureza e culinária japonesa
Isso é Ibratin – A tinta Arcádia
Vitrine – Tecnologia de gestão para construção civil por Fabio Mello
Fique por dentro – Crédito imobiliário por Celso Petrucci
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Reportagem de capa – Nordeste – o Eldorado da Construção
Vida Saudável – Dieta equilibrada e saudável por Fernando Silvestre
Esporte – Golfe: esporte e relacionamento por Marcelo Pardo e André Nadjarian
Acelera – Porsche 911 Turbo Cabriolet por Luiz Leopoldo Soares
Contos – Toscana: Arte requintada e cultura milenar por Luciano Rolleri
Artigo – Lições de estratégias por Luiz Trivelatto
bits e bites
Fotografia em três dimensões
A Fujifilm rompe a barreira dimensional e leva à fotografia uma nova dimensão com a câmera FinePix Real 3D W1. O equipamento captura fotos e
filmes em três dimensões e o resultado pode ser visto no próprio monitor
LCD de 2,8’’, sem a necessidade de óculos especiais. Através da união de
duas lentes Fujinon com zoom ótico de até 3x e de dois CCDs com 10 MP de
resolução cada, a nova tecnologia captura de forma independente duas
imagens da mesma cena, uma delas em 2D e a outra em 3D. Com 260 gramas, a câmera tem perfeito encaixe na mão, facilitando ainda mais o ato
de fotografar.
Informações: www.fujifilm.com.br
Design e Interatividade
A Samsung traz ao mercado um novo conceito em design e tecnologia com a TV de LED Série 9000, que reproduz imagens em 3D e possui apenas 0,79 centímetros
de espessura. Além do conteúdo já produzido na modalidade tridimensional, o produto possui a função All 3D,
que transforma qualquer imagem 2D em 3D, em tempo
real. Outro diferencial são os conteúdos dos portais disponíveis através do recurso Internet@TV.
Informações: www.samsung.com.br
Mini Smartphone
A Sony Ericsson lança o Xperia™ X10 Mini Pro, o menor smartphone do
mundo com teclado QWERTY deslizante que facilita a digitação de e-mails
e mensagens. O produto conta com sistema operacional Android, câmera
de 5.0 megapixels com foco automático, GPS,Wi Fi, display 2.6’’ e 4GB de memória cartão micro SD, além do Timescape™, aplicativo exclusivo da Sony
Ericsson que reúne em um só lugar todas as interações virtuais.
Informações: www.sonyericsson.com
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perfil
Moradias históricas
Cores quentes são usadas em ambientes amplos
Tons neutros aumentam a sensação de espaço e trazem elegância ao ambiente
Opções de cores
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As cores que nos rodeiam
Mais do que informação
de moda, as cores também
ditam a energia dos
ambientes
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Através dos tempos, notamos o quanto as tendências de moda in-
fluenciam as palhetas de cores usadas na decoração e na ambientação dos
espaços. Para atender a todos os gostos e necessidades do mercado, as cartelas de cores aumentaram e hoje oferecem uma grande variedade de tons.
Por outro lado, apesar de todas as opções e variedades de cores disponíveis, observamos que as pessoas buscam, cada vez mais, criar espaços
claros e aconchegantes em suas casas, adotando uma tendência minimalista. Afinal, a casa é o nosso espaço sagrado e nada mais justo do que se
sentir em paz e extremamente confortável dentro dela.
Os tons neutros trazem uma indiscutível elegância aos ambientes, mas,
se combinadas com outras cores, mesmo que em um pequeno detalhe,
podem mudar totalmente o nosso relacionamento com o espaço. Tendo
um papel fundamental na decoração, pois complementa a sensação esperada na ambientação, a cor pode alegrar, acalmar e estimular os sentidos.
Cada um percebe a cor de uma forma, consequentemente cada cor
causa uma sensação diferente em cada pessoa. Em alguns casos, estas
sensações podem estar relacionadas com a memória
passada ou com as referências da natureza. Por isso,
a escolha da cor para os ambientes que nos rodeiam
é um importante processo individual. A cor e o tom
certo são escolhidos baseando-se no que se espera do
ambiente a ser modificado e na personalidade de cada
tipo de pessoa.
Alguns profissionais usam a cor de forma destemida
e ousada, como o arquiteto mexicano Ricardo Legorreta, que abusa de cores quentes e cria um resultado
final incrível e único. As residências projetadas pelo
arquiteto são amplas e o uso das cores quentes é a
sua marca registrada. A grande intenção de Legorreta
é projetar espaços para fazer as pessoas felizes e não
para os arquitetos admirarem. Para ele, a arquitetura
responde às necessidades artísticas e espirituais de
todas as pessoas.
Na busca da ampliação e iluminação dos espaços,
existe no Brasil uma tendência de uso da cor de forma
mais pontual e discreta. Na verdade, essa é a resposta às
novas tendências imobiliárias para as residências, que
estão cada vez menores. Não é fácil escolher cores quentes ou tons escuros para ambientes pequenos. É preciso
tomar cuidado para não diminuir ainda mais a sensação de espaço. Por isso, para oferecer às pessoas mais opções, as palhetas de tons beges ou claros aumentaram,
mas também é possível encontrar dificuldade na hora
da escolha. Antes de escolher a cor, devemos considerar
a luminosidade do ambiente para não afetar totalmente o resultado final esperado. O ideal é testar as cores
escolhidas na própria parede a ser modificada, esperar
alguns dias para a tinta secar e, por fim, avaliar o resultado. Sempre funciona!
Escolha cores que tragam sensações boas para cada
ambiente em que você vive. No trabalho, é importante o uso de tons vibrantes, assim garantimos energia
e disposição ao longo do expediente. Em casa, pense
na sensação ideal para cada ambiente e experimente.
Mudar as cores das paredes de casa é uma experiência
deliciosa que desperta o desejo de criar um ambiente
aconchegante para toda a família. Se conseguir que todos participem dessas escolhas, será ainda melhor!
Viviane Nassif,
arquiteta e
decoradora, atua
nos segmentos
residencial e
comercial
gourmet
Soho: Natureza
e alimentação
em sinergia
Espaço sofisticado e envolvente reúne
a vista para a Baía de Todos os Santos, o
prazer de comer e a certeza de estar ao
mesmo tempo cuidando da saúde
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Harmonia e sofisticação
Ceviche
Com pratos coloridos de
encher os olhos e sabores exóticos, a
culinária japonesa conquistou o paladar do brasileiro. Não é à toa que
o Restaurante Soho, hoje estabelecido em dois endereços, nas principais
cidades litorâneas da região Nordeste – Salvador e Fortaleza –, foi eleito
por 10 anos consecutivos o melhor restaurante japonês da capital baiana,
segundo as revistas Veja e Época.
Com cardápios que variam do japonês tradicional ao japonês contemporâneo, o Soho reúne na Bahia a elegância de um ambiente com vista
relaxante para a Baía de Todos os Santos, maior baía brasileira, e no Ceará,
o requinte e o aconchego de uma arquitetura moderna.
Em Salvador, um dos pontos fortes, além da gastronomia, é o projeto
arquitetônico de David Bastos, que soube explorar a localização privilegiada da unidade baiana. O salão, climatizado, é rodeado de paredes de
vidro, enquanto a varanda avança sobre o mar em um convidativo deque.
Leve e natural, a alimentação asiática reúne ingredientes saudáveis
como frutos do mar, peixes, arroz, algas, legumes, verduras e frutas. E permite aos apreciadores da culinária oriental se alimentarem com as mais
variadas combinações exóticas enquanto cuidam da saúde.
Receitas inéditas são criadas mensalmente por um sushiman convidado e, se aprovadas pelos clientes, passam a fazer parte do cardápio, que
esbanja criatividade. Dessa constante exploração de texturas e sabores,
nasceu o “Niguiri de Salmão”, selado com azeite quente e gergelim, e o
prato “New Sushi”, que é uma amostra de dez peças feitas com peixes
frescos encontrados no dia.
Já para os pequenos amantes de peixe cru, o Soho oferece uma atenção
especial. A sugestão é o combinado “Dani”, que inclui trinta opções entre
peixes, algas e verduras em tamanhos reduzidos e proporcionais.
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Sushi temperado
Serviço
Soho Restaurante
Av. Lafaite Coutinho, 1010 – Píer D
Bahia Marina – Salvador – Bahia
(71) 3322-4554
R. Senador Virgílio Távora, 999 – Loja 06
Meireles – Fortaleza – Ceará
(85) 3224-7031
isso é ibratin
Ibratin: acompanhando o “boom” da construção civil
Empresa mantém a proposta
de valorização do atendimento
personalizado e de inovação
tecnológica
Com o fim da crise econômica mundial, o mercado
de construção civil se expandiu e se mantém em alta
desde dezembro de 2009. Para a Ibratin, o aquecimento
do segmento, especialmente no Nordeste, representa
um cenário otimista de oportunidades. Aproveitando
o “boom” do setor, a Ibratin está colocando em prática
a proposta de fabricação e comercialização de produtos técnicos com atendimento personalizado, iniciativa
idealizada pelo seu fundador, Luciano Rolleri.
O crescimento do mercado de construção civil no Nordeste, região que tem despontado no segmento, aliado ao
conceito da empresa de um trabalho próximo e integrado
com os clientes, tem garantido à Ibratin oportunidades de
fechar bons negócios e criar novas parcerias. Mesmo com
o ritmo acelerado de crescimento do setor, a companhia
cumpre a sua missão na personalização do atendimento com vantagem competitiva. “No momento em que o
mercado busca por inovação tecnológica e otimização de
processos, ir até o cliente e entender as suas necessidades,
auxiliando em uma tomada de decisão mais assertiva, faz
a Ibratin deter um grande diferencial de mercado. Temos
utilizado todo o nosso conhecimento em pesquisa de novos produtos e sistemas de aplicação. O mercado não busca apenas produtos, mas também serviços”, explica Arenã
Oliveira, diretor comercial da Ibratin Nordeste.
A oferta de crédito imobiliário pela Caixa Econômica Federal e a estabilidade de políticas governa-
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mentais, como o programa Minha Casa, Minha Vida,
despertaram a camada da população de baixa renda.
“Buscando atender este consumidor, temos desenvolvido linhas de produtos com alta performance,
que cabem dentro da realidade orçamentária do
cliente, sem esquecer da qualidade técnica necessária”, comprova o diretor.
O ano eleitoral marca o começo de uma nova etapa
para o setor. O mercado vive um momento de alerta, o
fim do governo coincide com a expectativa do fim da
isenção para o IPI. Na prática, a redução de impostos é
bem-vinda porque incentiva o consumo e o crescimento do setor. Para a Ibratin, o fato causará impacto imediato sobre o fluxo financeiro das obras por conta das
baixas margens de rentabilidade dos empreendimentos. Além disso, há um grande volume de contratos assinados com obras financiadas pela Caixa Econômica Fe-
deral que estão em andamento, mas os investimentos
públicos e privados não devem parar.“A maior dificuldade iminente no momento e que já atinge o mercado é o
prazo dilatado para fornecimento de alguns produtos e
a falta de mão de obra qualificada”, explica o executivo.
O mercado vive um momento de boas expectativas
para o setor. O crescimento em alta se torna sustentável
na medida em que a Copa de 2014 será realizada no país.
Novas demandas de infraestrutura e mercados consumidores estão surgindo. Para acompanhar o ritmo do
aquecimento é necessário, dentre outros fatores, investir em novidades tecnológicas e ter compromisso com
o cliente. “A demonstração de respeito com o cliente
vai muito além de uma bonita embalagem ou um preço baixo. A responsabilidade com o meio ambiente e a
sociedade tem que ficar clara e transparente nas ações
implementadas pela empresa”, conclui Oliveira.
Copa 2014 e
Olimpíadas 2016
Com a preparação para a Copa de 2014, nos pró-
12 cidades-sede
ximos quatro anos a construção civil promete ser o motor da economia brasileira. Construtoras e empresas de
pequeno e médio portes já se preparam para atender as
demandas que se abrirão com o evento esportivo. Para a
Ibratin, empresa líder no mercado de revestimentos texturizados, não é diferente. A companhia tanto anuncia o
seu planejamento estratégico para a Copa de 2014 como
já está se antecipando para as Olimpíadas de 2016.
De acordo com estudo desenvolvido pela Ernst & Young
em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o setor
da construção civil será o mais beneficiado com a realização da Copa de 2014 no país, tendo acréscimo de aproximadamente R$ 7 bilhões no PIB. Para a Ibratin, estudos dessa alçada comprovam que, definitivamente, as empresas
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isso é ibratin
têm de planejar antecipadamente a estratégia de mercado para o evento. “Como no xadrez, não podemos fazer
nenhum movimento sem antes analisar e estudar o jogo.
Por outro lado, também não podemos ficar somente na
análise, é preciso ação. Para isso, estamos nos preparando
e buscando o melhor caminho com o nosso departamento de estratégia e inteligência de mercado”, ensina Dijan
Barros, diretor comercial da Ibratin Campo Grande (MS).
O aquecimento do setor com a realização da Copa
2014 no país já é uma realidade. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor se mantém em
expansão desde dezembro de 2009. Para os próximos
anos é possível projetar boas perspectivas econômicas.
“Essa é a melhor década em produtividade e principalmente em oportunidade de crescimento para todos os
segmentos de mercado no Brasil. No entanto, alguns
acreditam em sorte. Nós acreditamos em preparo e
muito trabalho. Estamos nos organizando a cada dia,
buscando profissionais e estrutura para atender esta
demanda crescente e já atual”, comprova Barros.
Ao mesmo tempo em que a realização de eventos esportivos no país representa oportunidade e prosperidade para
o setor, também é possível contabilizar ameaças, como a
falta de mão de obra qualificada. Para minimizar o impacto, a Ibratin sai à frente e já executa um dos itens do seu
planejamento estratégico anual, o fomento à capacitação
profissional e à tecnologia.“Estamos em constante evolução,procurando sempre a inovação e o aprimoramento. Os
riscos sempre vão existir no mundo. Temos que estar preparados para todos os tipos de ameaças, tanto externas
como internas. Temos o nosso calendário anual de reuniões estratégicas para alinhar e principalmente corrigir as
rotas e caminhos a serem percorridos”, elucida o executivo.
O Grupo Ibratin vem crescendo acima da meta estabelecida pela diretoria. É com esse entusiasmo que a marca
almeja crescer e suprir as demandas dos próximos anos
desportivos.“Pretendemos atender essa oferta com muito planejamento e eficiência em nossa logística, principalmente. Estrategicamente, estamos investindo naquelas
regiões onde o nosso departamento de inteligência de
mercado identifica como oportuna”, revela o diretor.
Mesmo que ainda não tenha saído do papel, o legado
que as obras de infraestrutura deixarão para o Brasil já é
um tema discutido e visível. A companhia acredita que a
herança vai muito além da concretização de construções,
plainando em um futuro melhor para o país.
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Beleza e conservação
Qualidade garantida no resultado final
Versatilidade estética
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Tinta Arcádia restaura prédios e monumentos históricos
Com uma linha especialmente desenvolvi-
da para restauração, a Ibratin apresenta entre seus
produtos a tinta Arcádia, uma solução à base de silicato solúvel, minerais inertes e pigmentos isentos de
metais pesados, exclusivamente desenvolvida para
restaurar e conservar patrimônios históricos.
A tinta Arcádia tem como finalidade principal penetrar em profundidade no substrato das paredes
de alvenaria e, por meio da formação de um retículo
micro-cristalino, garantir a transpiração e a versatilidade estética. “Por deixar a parede respirar, ou seja,
deixar entrar e sair a umidade, a aplicação da Arcádia
substitui com modernidade a pintura à base de cal e
revigora com beleza a arquitetura das obras antigas”,
garante Antônio Paes, representante da Ibratin em
Porto Alegre (RS).
Há exatamente uma década, Paes trabalha como
parceiro da companhia e garante a qualidade no re-
sultado final da utilização do produto. “A Arcádia não
altera a textura do substrato, mas sim constitui um
sistema altamente transpirante e não forma bolhas
por evaporação”, explica o representante.
Além de abastecer a região de Porto Alegre com
toda a cartela de produtos Ibratin, Paes também atua
junto aos órgãos públicos, fornecendo os produtos
para a restauração de prédios e monumentos antigos. O projeto mais recente em que está envolvido
é a manutenção do prédio do Palácio Provisório, conhecido por Forte Apache, onde funciona o Memorial
do Ministério Público, localizado no centro da capital
gaúcha. Em 2002, o Palácio foi restaurado com produtos do Grupo e agora está em fase de manutenção.
Para obter excelência na qualidade do resultado
final na manutenção do Palácio, Paes forneceu também outros complementos da linha restauração. Estão
sendo usadas a Arcádia Massa Sil, a massa de correção
para regularizar pequenas imperfeições; a Arcádia
Fundo Sil, o selador pigmentado (branco) para vedar
trincas e fissuras capilares; a Arcádia Fixa Sil, o selador
incolor para fixação de superfícies fracas; e a Arcádia
Neutro Sil, mistura de fluatos para a neutralização de
superfícies com diferentes alcalinidades.
A Ibratin apresenta em seu portfólio de restauração
uma gama de produtos específicos para diferentes
tipos de ocorrência em substratos. Com um atendimento focado nas exigências do cliente, os parceiros
e representantes da empresa indicam os produtos
adequados para cada situação. Desde 2001, a qualidade dos serviços Ibratin é assegurada pela Certificação
ISO 9001. A conquista, que contou com a colaboração
de todos (diretores, representantes e colaboradores),
comprova que o sistema de gerenciamento de qualidade com foco no atendimento personalizado foi
aprovado.
vitrine
Construindo com tecnologia
Para suportar o crescimento do setor da construção, a
gestão é fundamental para garantir agilidade
Gerenciar e criar valor em uma empresa são fundamentos da adminis-
tração moderna e condições primordiais para a expansão dos negócios. Toda
decisão para a melhoria dos processos gera desembolso de dinheiro, mas
com o intuito de conquistar ganhos futuros. No mundo corporativo, qualquer
investimento – compra de equipamentos, contratações, treinamentos, entre
outros – em última instância visa o lucro imediato. E uma empresa, para se
consolidar, soma dia a dia um conjunto de decisões de investimento para
seus projetos, o que não é diferente no ramo da construção civil.
A agilidade e o controle garantem a diferença na vantagem competitiva
de uma companhia. E, diante do cenário em que estamos vivendo de crescimento do setor da construção, decidir pelo investimento numa gestão
eficaz pode se transformar num fator determinante para tirar ou não o
máximo de vantagem do “boom” de oportunidades que vêm por ai.
Na corrida contra o tempo, a Tecnologia da Informação (TI) é o passaporte
para a entrada das empresas num novo universo: o do crescimento organizado e sustentável. Para chegar a este estágio é preciso gerenciar. E no setor
da construção isso já é realidade. Hoje é possível obter soluções de classe
mundial para a administração das rotinas mais específicas que existem nos processos das empresas deste segmento.
Iniciativas de propor sistemas que contenham as
melhores práticas de gestão do mercado, somadas
a serviços que sustentem o uso dessas ferramentas,
estão cada vez mais acessíveis. A integradora Sonda Procwork, por exemplo, que reúne o maior leque
de oferta de soluções de TI, vem se despontando no
mercado de construção por conta da sua proposta
de levar ao setor um atendimento de ponta a ponta no que diz respeito às necessidades de infraestrutura tecnológica e sistêmica.
Única consultoria no Brasil a deter uma solução específica para engenharia e construção
baseada na tecnologia da SAP, líder global em
sistemas de gestão empresaria (ERP, em inglês),
a Sonda Procwork uniu os três principais pilares
Fabio Mello, diretor de
da TI para que as empresas estejam preparadas
vendas SAP da Sonda
Procwork
para atender aos novos desafios dos negócios:
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Sistema de gestão
software, equipamento e suporte. E as companhias ainda podem optar por este pacote de diversas maneiras,
seja pela aquisição completa da solução e contratação
dos serviços, ou pelo uso da tecnologia global por meio
de um plano de pagamento mensal, com parcelas fixas
pré-definidas em contrato, como se fosse uma assinatura de TV por cabo.
Para Fabio Mello, gerente de vendas SAP da Sonda Procwork, a flexibilidade das propostas criadas pela integradora permite o ingresso das companhias ao mundo
da gestão informatizada, independente de seu estágio
de maturidade. E, por ser uma solução configurada para
o setor e já utilizada por inúmeras empresas, sua implementação é rápida e sem riscos, outra vantagem para
as organizações que estão avaliando a adesão a um software de gestão.
“No Brasil somos a única integradora com capacidade
de oferecer a implementação da solução SAP específica
para este setor junto ao suporte remoto, que garante
tanto a atualização quanto a segurança do sistema,
assim como a infraestrutura completa, que pode ser
adquirida, terceirizada ou demandada como serviço
através da hospedagem do sistema em nossas dependências”, explica o executivo.
Hoje, falar da proposta de se obter uma solução de
planejamento de recursos empresariais (ERP), que tem
como característica fornecer uma plataforma tecnológica baseada em processos, vai além dos controles
contábeis precisos, da gestão do estoque e da adminis-
Software de construção
tração de pessoal. Segundo Mello, a proposta do software de gestão da SAP configurado pela Sonda Procwork
para o setor envolve características pertinentes aos três
principais segmentos deste mercado: Construção Pesada, Incorporação e Construção Imobiliária e Serviços de
Engenharia e Locação de Equipamentos.
Alguns exemplos de atividades específicas contidas
nas rotinas das áreas citadas acima e que são controladas
de forma automatizada pela solução são Gestão de Carteira e de Lucro Imobiliário, Gerenciamento de Projetos e
Investimentos, Administração de Materiais, Compras e
Manutenção, assim como Gestão de Vendas, de Serviços e
de Frotas. “É a tecnologia administrando o core business
dessas organizações”, complementa Mello.
Não há tempo a perder. Independente do segmento
da construção, quem conseguir ser mais eficiente e oferecer uma entrega rápida sairá à frente conquistando
espaços cada vez maiores neste mercado que está em
franca expansão.
Gerar lucro é necessário, mas não suficiente. Para garantir uma administração eficaz é necessário fazer do
lucro um agente que agregue outros valores à empresa
para, posteriormente, alavancar novas oportunidades.
Parece um princípio simples, mas é preciso que não o
esqueçamos. Quando organizações ficam maiores, os
processos se tornam cada vez mais complicados e, sem
preparação, certamente haverá desequilíbrio entre a
tríade processos, entrega rápida e satisfação do cliente.
Fique atento!
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fique por dentro
Caixa domina 76% do mercado de crédito imobiliário: concentração é preocupante
Reflexões oportunas
Caixa desponta e lidera
ranking de concentração
de crédito imobiliário
Fonte: Revista Construção e Mercado
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É impressionante a atuação da Caixa no segmento de crédito imo-
biliário. Segundo números divulgados em 23/8, a instituição já havia contratado o financiamento de 231 mil unidades com recursos do FGTS e 348
mil operações com recursos da Caderneta de Poupança. Em valores, estamos falando de investimentos que alcançaramR$ 15,4 bilhões (sem computar valores de subsídios) do Fundo, e R$ 19,4 bilhões da Poupança. Além
desses recursos, haviam sido contratadas 126 mil unidades do programa
Minha Casa, Minha Vida por meio do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) destinadas às famílias de até três salários de renda familiar, com a
aplicação de R$ 5,2 bilhões.
Os recursos orçamentários do FGTS foram suplementados em R$ 3 bilhões pelo Conselho Curador do FGTS para fazer frente principalmente à
demanda acelerada pelas contratações do Minha Casa, Minha Vida, acima
de três salários mínimos. Além disso, especula-se que os montantes destinados à contratação dos empreendimentos de até três salários já estão totalmente comprometidos. Vale a pena, com base nesses números, explorar
três pontos que julgamos fundamentais observar no momento: o market
share da Caixa, a reversão histórica na aplicação dos recursos do FGTS e a
Celso Petrucci,
economista-chefe do Secovi-SP,
diretor-executivo
da vice-presidência de Incorporação Imobiliária
do Sindicato e
membro titular
do Conselho
Curador do FGTS
“obstinação” em manter congelados os limites operacionais daquele Fundo.
Mesmo após quase dois anos da eclosão da crise financeira internacional, quando o governo brasileiro
acertadamente determinou que os bancos públicos
(aí inseridos Banco do Brasil e BNDES) acelerassem
sua participação no Sistema Financeiro Nacional. Só a
Caixa mantém 76% do mercado de crédito imobiliário.
Apesar de não termos idéia de qual seria a fatia ideal
para o agente, é preocupante a concentração atual.
Quanto às aplicações do FGTS, que no início da década
eram fortemente voltadas ao financiamento de imóveis
usados e de material de construção (mais de 80%), a partir de 2008/2009, com o estímulo do programa Minha
Casa, Minha Vida, as atenções passaram a se destinar ao
financiamento da produção e da aquisição de imóveis
novos. Hoje, esse percentual sobre o total de aplicações
do Fundo já ultrapassa 50% das contratações e a tendência é que continue a abocanhar cada vez mais recursos,
sem que o FGTS tenha deixado de atender as operações
de balcão. Lembramos que, para produção, as empresas
ainda contam com os recursos do FAR.
Agora, o que mais nos causa espanto é a falta de percepção do Ministério das Cidades em reconhecer que os
limites do FGTS não estão mais atendendo ao mercado
imobiliário. Os limites de R$ 130 mil, R$ 100 mil e R$ 80
mil válidos para o enquadramento das operações em
todo o Brasil, conforme a população das cidades, foram
fixados em outubro de 2007, ou seja, há quase três anos.
Os limites para concessão de descontos (subsídios) foram congelados no valor do salário mínimo de 2009, o
que provoca distorções e não-enquadramentos, mesmo para as operações realizadas no Minha Casa, Minha
Vida. Os valores fixados para aquisição de empreendimento de até três salários tornaram-se insuficientes
para contratação de novas obras.
Mesmo nos momentos em que o mercado se mostra amplamente favorável ao setor produtivo, temos a
obrigação de abordar temas que poderão, em um futuro próximo, comprometer todos os esforços do Brasil
em favor do crescimento sustentado. Precisamos refletir sobre o que é melhor para quem sonha com um
programa habitacional de Estado para que nos próximos anos seja possível reduzir, ou mesmo erradicar, o
déficit de moradias.
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capa
Nordeste, o eldorado da construção
Aquecimento imobiliário é
impulsionado pela ampliação
do mercado consumidor,
pelos programas sociais e pelo
aumento do crédito
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Há ofertas para todos:
do maior empreendimento turístico-imobiliário de padrão internacional
às habitações populares com preços a partir de R$ 40
mil. Concentrando 23% da população brasileira e metade da população mais pobre do país, o Nordeste, que
é constituído por nove Estados, recebeu os maiores investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao
todo, o Governo Federal está destinando R$ 34 bilhões
para suprir o déficit nacional de habitação na região, o
que vem atraindo grandes incorporadoras.
Antes da crise internacional de 2008, a realidade do
setor da construção civil era outra. O mercado aproveitava a oferta de crédito internacional e o câmbio favorável para atrair investidores estrangeiros para o país.
Com a crise, os recursos cessaram e o foco dos empreendimentos também rumou para outro fim.
Um exemplo dessa mudança está no projeto que
deveria ser o maior empreendimento imobiliário para
público-alvo internacional, o Arquiraz Riviera, situado
na Praia de Marambaia, no Ceará. Estimado em R$ 350
milhões, com a crise, os estrangeiros não adquiriram os
113 lotes e, para a surpresa dos administradores, 95% da
obra foi vendida para os próprios cearenses.
Na prática, a disponibilidade do crédito para financiamentos e a oferta de subsídios do governo possibilitaram o aumento da renda da população local. Em
2009, a oferta de crédito oferecida pela Caixa Econômica Federal foi de R$ 47 bilhões, o dobro de 2008.
Além disso, a implementação de investimentos de
grande porte realizados através do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento), como o Estaleiro Atlântico
Sul, em Ipojuca (PE), garante à região não só aquecimento, mas também sustentabilidade: o investimento gera
oferta de trabalho e, empregados, os funcionários poderão adquirir outros imóveis, sustentando o crescimento.
Outro fator de destaque nesse cenário foi a mobilidade social. Nos últimos seis anos, 20 milhões de brasileiros deixaram a base da pirâmide e ingressaram na
classe C. Programas de transferência de renda e recursos, como o Bolsa Família, por exemplo, ajudaram a movimentar o ciclo do consumo.
E a engrenagem econômica não parou de girar. Para
se ter uma ideia, em janeiro deste ano, o Festival da Casa
21
capa
Hoje quem recebe até três salários pode adquirir a casa
própria. Em todo o Nordeste, por ser uma região onde há
grande déficit habitacional, esses lançamentos tiveram
uma velocidade de vendas surpreendente. Especificamente em Alagoas, tivemos empreendimentos lançados dentro deste programa que tiveram todas as suas unidades comercializadas em apenas dois dias. Isso é reflexo da grande
procura por imóveis dentro dessa linha habitacional.
La Novitá Em quais regiões se concentram os maiores
investimentos?
Marcos Holanda Temos conhecimento que o
Programa Minha Casa, Minha Vida contribuiu
muito para a valorização dos preços dos
terrenos nas periferias das cidades, ou
seja, estas áreas das cidades receberam
grandes investimentos. Até mesmo
os interiores dos Estados começam
a despontar para o setor imobiliário,
recebendo lançamentos de padrões
elevados. Nos últimos anos, grandes
construtoras do Sul e Sudeste passaram a
investir também na região Nordeste porque
descobriram a potencialidade da região. Tivemos
conhecimento que só no Nordeste foram criadas 250
novas empresas de construção civil nos últimos cinco
anos, incrementando em 9% o número de empregos.
A Bahia está no topo do ranking regional com o maior
volume de recursos aplicados em obras, mas outros Estados também apresentam bons números.
Programa
Minha Casa, Minha
Vida, do Governo Federal,
Golf Aquiraz Riviera
Diversão para as crianças
Lazer e conforto
22
Conjunto residencial do programa Minha Casa, Minha Vida, em Feira de Santana
Própria, em Alagoas, ofereceu cinco mil casas e apartamentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.
Com preços que variavam entre R$ 40 mil e R$ 50 mil
e opção de financiamento de 30 anos, apenas 250 estavam disponíveis em março. Isso mostra que o impulso também chegou nas classes D e E, que não tinham
como adquirir um imóvel.
Somado a todo esse movimento, ainda temos os investimentos para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, que
deverá incrementar mais o setor nos próximos anos. Das
12 cidades escolhidas para sediar o campeonato, quatro
estão localizadas na região – Fortaleza, Natal, Recife e Salvador. O que vemos é um verdadeiro tsumani de oportunidades, mas nosso país enfrenta um gargalo para poder
abocanhar toda essa avalanche de investimentos: a falta
de trabalhadores com qualificação.
Diferente do antigo mercado, que procurava trabalhadores sem instrução, hoje os processos de qualidade, de estruturação e planejamento exigem mão de
obra especializada. As companhias do setor já estão se
mobilizando para tentarem sanar essa situação investindo em ações como a criação de Universidades Corporativas. Mas haverá tempo para preparar este novo
estereótipo de profissional ou o setor perderá o boom
de oportunidades que estamos vivendo?
Marcos Holanda
impulsionou aquecimento
do setor no Nordeste
Em 2009, apesar da crise financeira,
o setor de construção civil se ampliou e
abriu cerca de 180 mil vagas com carteira assinada. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o setor empregou mais 166 mil trabalhadores. A expectativa
é de que o mercado se mantenha aquecido. Programas de
incentivo para a compra da casa própria, como o Minha
Casa, Minha Vida, ampliam o mercado consumidor e devem assegurar fluxos anuais bilionários para o segmento. Primeira região a receber os investimentos do programa, o Nordeste apresenta índices de crescimento acima
dos outros Estados. Marcos Holanda, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas
(Sinduscon-AL) e vice-presidente da Câmara Brasileira da
Indústria da Construção (CBIC), fala à La Novitá sobre os
fatores que levaram a região a sobressair em relação às
demais e as ações do Sinduscon para enfrentar a escassez da mão de obra qualificada.
La Novitá Entre as diferentes demandas de empreendimentos imobiliários, quais estão mais aquecidas na
região Nordeste?
Marcos Holanda São as demandas dos empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, que
beneficiou pessoas que recebem até dez salários mínimos.
La Novitá Na região Nordeste, especificamente, o crescimento no setor está sendo disseminado em todas as
classes sociais? Como podemos exemplificar isso?
Marcos Holanda Com a vinda de grandes empresas
lançando empreendimentos de alto padrão, muitos
com características internacionais, o Nordeste vem há
alguns anos sendo a bola da vez do setor imobiliário.
Mas os lançamentos mais populares, muitos apoiados
pelos programas do governo, também ganharam um
novo ritmo e isso comprova que o crescimento atinge
todas as classes sociais. Aqui em Maceió, por exemplo,
os edifícios da orla marítima, que têm o metro quadrado mais caro da cidade, continuam vendendo muito e
recebendo novos empreendimentos. Já a parte alta da
cidade passou a receber os empreendimentos lançados
23
capa
de que forma os moradores e usuários podem aprender
mais sobre a questão da preservação ambiental.
Conjunto residencial Águas Claras, em Aparecida de Goiânia
dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, atraindo
as atenções do setor imobiliário local por oferecerem
áreas maiores para construções desse tipo.
La Novitá Levando em consideração que quase 10% da
população brasileira é analfabeta, ou seja, 16 milhões
de pessoas, vimos este contingente ser absorvido durante anos pela indústria da construção. Porém, agora,
a falta de mão de obra qualificada está afetando o crescimento do setor em todas as regiões. Quais medidas
devem ser tomadas para reverter essa situação?
Marcos Holanda Antes a mão de obra na construção
não recebia as devidas atenções do governo e não havia
uma preocupação com a qualificação desses profissionais. Mas a realidade do mercado mudou. Com as grandes obras do PAC, os programas habitacionais, os novos
investimentos das empresas da construção e os empreendimentos cada vez mais modernos, houve uma exigência muito maior para empregar esses profissionais.
Por isso, muitos convênios foram fechados pelas entidades do setor para oferecer cursos de capacitação.
La Novitá No Nordeste, onde o analfabetismo é o dobro da média do país e sempre foi a região de maior
emigração de mão de obra para o setor, como está sendo vivido este cenário? De que forma a Sinduscon está
auxiliando para reverter essa situação?
Marcos Holanda A Câmara Brasileira da Indústria da
Construção (CBIC) divulgou recentemente que o percentual de analfabetos no setor da construção civil do
País diminuiu mais de 60% nos últimos dez anos. No
ano 2000, o número de trabalhadores analfabetos era
24
Casas recém-entregues
de 29 mil em um universo de 1,1 milhão, ou seja, 3%. Já
em 2009, aproximadamente 23 mil trabalhadores, num
total de 2,2 milhões, não sabiam ler nem escrever. A redução desse índice conta com a contribuição do setor
da construção. No Nordeste, empresários e entidades
ligadas ao segmento têm promovido, há alguns anos,
programas de alfabetização e aperfeiçoamento educacional como forma de reduzir esse cenário histórico da
mão de obra empregada nos canteiros. Uma das principais ações do Sinduscon nessa área é exatamente a
parceria com o Senai e Sesi para levar a educação aos
canteiros de obras. O Sinduscon-AL firmou um convênio
com o Senai no início do ano para capacitar 2,4 mil trabalhadores até o final do ano. Já atingimos 80% dessa
meta. Além de ajudar a diminuir a carência de profissionais no mercado da construção civil, esta capacitação
vai ajudar também a acelerar o processo de reestruturação das cidades atingidas pelas últimas enchentes aqui
em Alagoas. Pelo sucesso desse convênio, acredito que
vamos renová-lo para ampliar o número de pessoas que
serão capacitadas. Temos orgulho de dizer que muitos
trabalhadores foram alfabetizados nos canteiros.
La Novitá Copa do mundo. O que podemos esperar
deste grande acontecimento no Brasil?
Marcos Holanda É um evento que vai marcar o setor
da construção no País, até mesmo naqueles Estados em
que não terão jogos, pois de certa forma o evento vai influenciar o turismo, a construção de novas estradas, de
novos hotéis, e tudo isso passa pela construção. Alagoas
não vai sediar os jogos, mas temos que estar preparados, até porque Recife, aqui ao lado, receberá turistas,
Opções de torres
que também poderão visitar Alagoas.
La Novitá Por conta das eleições, desde o 1º de julho as
empresas de construção civil estão proibidas de usar o
selo do programa Minha Casa, Minha Vida. Visto que
esta logomarca é uma das principais ferramentas de
marketing do setor, esta situação pode representar
queda nas vendas do mercado de construção civil?
Marcos Holanda As empresas não sentiram queda
nas vendas. Esse programa está consolidado por todas
as vantagens que ele apresenta. Alagoas, por exemplo,
foi o primeiro Estado a assinar um convênio com a Caixa Econômica Federal para participar do programa e as
empresas continuam otimistas que nos próximos anos
o setor continue aquecido.
La Novitá Quais são as novas tendências sustentáveis
que já estão presentes no mercado de construção civil do Nordeste e quais são as iniciativas da Sinduscon
para fomentar a bioconstrução?
Marcos Holanda A bioconstrução, a questão da madeira legal, o Selo Azul da Caixa Econômica Federal e até
mesmo as exigências da Caixa com a questão do PBQPH têm motivado o Sinduscon a desenvolver um trabalho de capacitação de empresas para que as mesmas recebam a certificação, o que também envolve a questão
da sustentabilidade. Hoje, em função da questão da responsabilidade socioambiental, existe uma consciência
muito maior das empresas que fazem parte da cadeia
produtiva da construção. Por isso, temos participado
de discussões sobre como as novas tecnologias podem
garantir a sustentabilidade durante a obra e também
La Novitá Com o boom da construção civil, especialmente no Nordeste, sabemos que pontualmente ocorrem carências de produtos (como o cimento). Como as
construtoras devem agir frente a essa turbulência?
Marcos Holanda Ninguém estimava que houvesse
esse boom de obras. É preciso que as empresas se programem, façam compras em longo prazo. As indústrias
têm que se ajustarem ao momento.
La Novitá O aquecimento do setor no Nordeste é mesmo uma “bolha” ou ele é sustentável, por quê?
Marcos Holanda É sustentável, mas o aquecimento depende muito do governo e das políticas públicas. A região
tem alguns setores muito fortes,a exemplo do turismo,que
fomenta a economia, atraindo turistas e gerando renda. O
turismo de segunda residência também é muito forte no
Nordeste e isso impulsiona o setor imobiliário. Uma prova
é o grande número de empresas que vêm à região e lançam
grandes empreendimentos no belo litoral nordestino.
La Novitá Quais as consequências e reflexos (positivos
e negativos) desse cenário de pleno crescimento para
as construtoras de pequeno e médio portes?
Marcos Holanda As empresas precisam estar preparadas para enfrentar as mudanças. Se o setor está aquecido é
sinal que as empresas estão fortalecidas. É preciso investir
em tecnologia e no seu recurso humano. Um cenário de
crescimento é reflexo da organização de um setor.
La Novitá Em números, o que esse movimento geral significa para a economia nacional e, em especial, para a
região Nordeste?
Marcos Holanda O setor da construção movimentou no
Nordeste R$ 18,4 bilhões,com alta de 20% sobre os valores de
incorporação e obras.Só a Bahia,que tem o maior volume de
recursos aplicados em obras,corresponde a R$ 6,5 bilhões.Já
em Pernambuco, que é o atual canteiro de obras do Nordeste, o nível de ocupação no setor registrou alta de 10%,gerando 5,8 mil novos empregos. Nos demais Estados os índices
também são positivos. Os números comprovam a força do
setor para a economia e mostram que a construção é uma
das molas propulsoras de desenvolvimento do País.
25
vida saudável
27
Alimentação saudável
Dieta equilibrada deve
ter um cardápio variado,
incluindo todos os tipos de
texturas, cores e sabores
Fernando Silvestre, empresário,
proprietário do restaurante Maha
Mantra Culinária Saudável
26
Para se ter uma alimentação saudável, a dieta
deve ser equilibrada e mesclada por alimentos funcionais, frescos, integrais e orgânicos. Além disso, é
preciso pensar em uma série de cuidados, que envolvem desde a utilização da água purificada à escolha
dos alimentos.
Uma dieta saudável deve ser tanto composta de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, cálcio e outros
minerais, como também rica em vitaminas. Para isso,
necessitamos de um cardápio variado, que tenha todos
os tipos de alimentos, respeitando as preferências individuais e valorizando os aspectos culturais, econômicos
e regionais. Assim, é importante que seja saborosa, colorida e equilibrada.
Muitos alimentos são utilizados na prevenção de doenças específicas ou para melhorar aspectos de uma
dieta, sendo considerados alimentos funcionais importantes para a saúde e consequentemente para a
qualidade de vida das pessoas, pois têm influência no
bem-estar físico e mental e no equilíbrio emocional.
Ingredientes orgânicos são alimentos sem uso de produtos químicos sintéticos, nem de organismos geneticamente modificados. Cultivados em solo saudável, com
qualidade superior a de alimentos convencionais, esses
ingredientes, além da agricultura orgânica, estão diretamente relacionados ao desenvolvimento sustentável.
As ervas e especiarias também não podem ser esquecidas. É possível preparar comidas saborosas sem ter que
apelar para a gordura e o sal em excesso. Elas aromatizam qualquer prato e, agregado a isso, ainda fornecem
compostos bioativos que só trazem benefícios à saúde.
Vale ressaltar que uma dieta adequada e variada
previne deficiências nutricionais e protege contra
doenças infecciosas porque é rica em nutrientes que
podem melhorar as defesas do organismo, da infância
à idade adulta.
esporte s/a
Golfe: esporte
e relacionamento
Além dos benefícios para a saúde,
o Golfe também proporciona
momentos para networking
Muitos conhecem esse esporte, já assistiram torneios em canais de TV a cabo ou já viram notícias a respeito de Tiger Woods, primeiro
atleta a faturar 1 bilhão de dólares, ou seja, o que mais ganhou com o esporte em todos os tempos. Fazendo uma análise, Woods desbancou dois
dos esportistas mais caros do ranking mundial, faturando com o Golfe
mais do que Michael Schumacher com a fórmula-1 e Michael Jordan com
o basquete. Aliás, Woods lidera essa lista desde 2002 e ele iniciou sua
carreira em 1996.
Mas por que o Golfe é um esporte tão popular no primeiro mundo,
como nos EUA e na Europa, mas pouco praticado e difundido no Brasil?
Nosso objetivo aqui é desmistificar alguns aspectos do esporte, mostrar
os benefícios da prática e ainda os excelentes momentos de networking
que ele proporciona.
Sem entrar nos detalhes das regras ou em termos técnicos, o Golfe é um
esporte extremamente desafiador e estimulante. A cada partida você é
instigado a melhorar suas tacadas e diminuir o número de batidas usadas para colocar a bola no buraco. Em uma partida você chega a andar até sete quilômetros, mas esta
distância pode variar de acordo com a extensão dos 18
buracos de um campo. No início, você ainda pode optar
por jogar com apenas nove buracos.
E quem pode jogar? Qualquer pessoa, independente do sexo e da idade. Por ser um esporte de baixo
impacto, a prática vem sendo muito explorada por
mulheres. Para quem quiser começar, é preciso treinar
em locais apropriados, como o Drive-Ranges e o PuttingGreens. Aqui em São Paulo existem dois locais, um próximo
ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, e outro no Alto de Pinheiros,
na Zona Oeste.
Por ser muito comum na agenda de empresários, executivos bem sucedidos e celebridades, criou-se o mito de que o Golfe é um esporte caro,
o que não é verdade. Aqueles que desejam começar no esporte, não precisam de muito, apenas vontade e um pequeno investimento nas aulas
iniciais. Os valores da aula variam conforme o local e o instrutor. Você pode
negociar valores entre 50 a 150 reais por aula, conforme freqüência e local,
entre outros fatores. Em um campo, o valor das aulas pode ser mais elevado devido à longa duração do treino.
Para começar a praticar Golfe, basta quebrar a barreira e iniciar. Além
de ser uma prática flexível, o Golfe é um esporte de relacionamento que
promove um ambiente acolhedor para reuniões informais e eventos coorporativos. Não há nada melhor que aprender e fazer bonito na sua
próxima viagem ou evento corporativo. Mais do que curtir um esporte,
o Golfe também proporciona um momento para contemplar a natureza
com tranquilidade e apreciar as belas paisagens do campo.
Vontade
e pequeno
investimento inicial são
requisitos para começar
no esporte
xxxx
Marcelo Pardo, gerente de market-
ing da Sonda Kaizen e André Nadjarian, diretor de marketing e vendas
da Sonda Kaizen
28
29
acelera
Porsche 911 Turbo Cabriolet
Há razões para você comprar um supercarro fora da Alemanha?
É fato: a Alemanha é um dos únicos países do mun-
do a não ter limites de velocidade nas estradas. Portanto,
fica a pergunta: realmente existe razão para comprar
um supercarro no Brasil? A resposta é sim. O Porsche 911
Turbo Cabriolet não é apenas um símbolo de status ou
um bem que nos sirva para aplacar aquele desejo consumista insaciável. Existem muitos outros pontos que nos
levam a desejar esse carro e que justificam a sua compra.
O design é velho conhecido e não mudou muito
desde sua apresentação, em 1974. É um primor aerodinâmico que leva em consideração o princípio do formato de gota invertida, com linhas arredondadas que
diminuem a formação de vácuo e arrasto na traseira do
carro. Além de fluir através do ar, o carro atrai porque
é harmonioso, com desenho sempre atual e contorno
definido pelas leis naturais da física.
Quando se trata de Porsches, o visual não é o mais importante. Fazendo uma analogia, o Porche 911 Cabriolet é
como se fosse a moto mais veloz do mundo com o conforto e a segurança que só o carro mais luxoso pode oferecer.
A aceleração de 0km/h a 100km/h ocorre em 3,8 segundos e a frenagem em curto espaço pode ser comparada à de uma moto esportiva, trazendo a sensação de
segurança nas ultrapassagens, assim como agilidade
no trânsito. Por ser um carro compacto, o volante esterça maravilhosamente bem. Parece até bobagem, mas ao
estacionar ou fazer uma conversão em uma rua estreita,
o motorista irá manobrar menos e sem nenhum esforço.
Luiz Leopoldo
Soares, diretor
de pós-produção
audiovisual da
Latina Estudio
30
Por ser conversível e ter dois lugares, mais uma vez
pode ser comparado a uma moto, porém, não se engane, a soma dos porta-malas alcança mais de 300 litros. O
som é Bose, o GPS é integrado ao painel, tem ParkAssist,
Airbag, espelho elétrico, piloto automático, transmissão
automática ou manual ShiftPad, DVD com capacidade
para seis discos, assento refrigerado ou aquecido... Quer
mais? Lembra do “coxim” pra segurar o motor? Esquece,
porque o 911 tem DEMS, um sistema para que a vibração
do motor não passe para o carro. Além disso, o motor
Porsche é Flat-Six, ou seja, fica posicionado horizontalmente no nível do eixo. Quando se faz uma curva, o carro
não balança e a chance de capotar é nula.
O supercarro não para por aí. O modelo tem suspensão ativa que se adequa à pista, controle de tração e um
sistema que aumenta a altura do carro para que você
não raspe o fundo.
Não bastando todo o luxo, o 911 é ecologicamente correto e apresenta baixíssimas emissões de poluentes. O
ar-condicionado é direcional e, mesmo que você esteja
em alta velocidade e com a capota aberta, a
temperatura se mantém no nível desejado.
Os habitáculos, onde ficam o passageiro e o motorista, têm composições
de aço diferentes do resto
do carro e são muito mais resistentes. No caso de colisão, a
parte dianteira do carro funciona como
um amortecedor que será amassado gradativamente, de maneira a não atingir o habitáculo,
garantindo a segurança interna.
O acabamento, em couro, é perfeito, e o design do
painel é clássico, modernizado apenas para se tornar
magnífico. Os faróis são BI-xenon e as lanternas, de led,
que iluminam e sinalizam. Além disso, o sistema antifurto da máquina tem localização via satélite.
Se toda esta tecnologia e a possibilidade de rodar a
312Km/h, velocidade que traz a sensação de estar numa
máquina sem igual, ainda não lhe convenceram de que
seria uma boa ter um desses, então, volte ao começo do
texto e reconsidere. Afinal de contas, depois de tantos
itens atraentes, quem não se sente poderoso dentro de
um símbolo de status como esse?
31
saiba mais
http://www.porsche.com.br/modelos/linha-911/911-turbo-cabriolet
contos
L’Italia: LA TOSCANA
Continuando a nossa viagem pelas belezas e peculiaridades das diversas regiões
italianas, falaremos de uma das mais belas e renomadas: A região da “Toscana”
que é situada no centro-oeste do país.
Partindo da capital “Firenze” mundialmente conhecida pelo seus monumentos artísticos, é sem dúvida
uma das mais belas e renomadas regiões da Itália.
Falar sobre a Toscana significa discorrer sobre arte
em alto nível, arte esta de natureza sugestiva, cultura
milenar, história e tradições seculares que culminam
em uma cozinha simples, porém saborosa, regada com
vinhos artesanais, de valor excepcional e do mais alto
nível mundial, cultivados ainda através de antigas práticas. Concentrar tudo isto em somente duas páginas de
uma revista não é uma tarefa fácil, mas tentarei!
Vou procurar descrever o fascínio das verdes colinas
do Chianti com suas vinhas carregadas de frutos, as
quais, em setembro se tornam amareladas e dão um
toque dourado a toda a paisagem da região (ver foto).
Vamos falar sobre a beleza do branco esplendente dos
locais de extração do mármore dos Alpes Apuane (de
onde provém o mármore de Carrara), os quais ressaltam
o verde dos bosques e o refletem no mar Tirreno.
Escrever sobre a Toscana significa salientar o perfil de
uma terra abençoada, repleta de história milenar que
iniciou-se há dezenas de séculos A.C. com a legendária
história da civilização etrusca, a qual, infelizmente foi engolfada pelos romanos, deixando-nos somente as inúmeras necrópoles, para depois passar às maravilhosas
e extremamente bem conservadas cidades medievais,
hoje ainda circundadas pelos muros originais da época.
É importante colocarmos em primeiro lugar a esplêndida cidade de Firenze, berço da cultura e da língua italiana,
jóia de arte única no mundo, um verdadeiro museu a céu
aberto o qual conserva sozinho um décimo de todas as belezas artísticas da Itália. As doces colinas que margeiam
a região, todas extremamente bem ordenadas, são uma
mistura de campos, bosques e oliveiras, exaltadas pelos
seus renomados vinhedos e majestosas casas quase sem-
32
Panorama de um vinhedo no outono
pre situadas no topo das colinas.
Precisamos também falar sobre
Siena: uma cidadezinha esplêndida a
qual foi um importante centro etrusco
e romano. Independente de Roma, depois da época medieval, Siena iniciou
um processo de prosperidade que a levou a ser a única rival de Firenze. O seu
território abrange desde as regiões do
Chianti no vale D´Elsa (aqui destacamos o pequeno Borgo di Monteriggione (ver foto), coroado no topo de uma
colina de vinhedos com as suas muralhas medievais de
1.215, as quais se encontram incrivelmente intactas até
hoje) até o Vale D´Orcia. Também não podemos deixar
para trás outras cidades como: Lucca - fechada ao seu
redor através dos seus muros robustos; Pisa – com a sua
torre pendente; Volterra – importante centro medieval;
Arezzo – situada na fronteira com a Umbria e rodeada
de pequenos centros claramente ainda provenientes
da época medieval. Não podemos deixar de comentar
sobre as numerosas necrópoles etruscas com suas tumbas semelhantes às residências da época, as quais foram
encontradas ainda repletas de enxovais, estátuas e vasos
decorados (conservados hoje em museus adjacentes),
dando testemunho de uma civilização muito evoluída
tanto do ponto de vista artístico como social e político.
Quem visita a região da Toscana não pode deixar de
ir à descoberta das especialidades enogastronômicas
Caciucco
O Burgo (Vila) de “Monteriggioni” construído em 1.215
regionais. A região de Toscana é famosa no mundo
inteiro não somente por suas belezas artísticas, mas
também pela sua maravilhosa cozinha, dotada de sabores simples e antigos. Baseia-se, principalmente, nos
ingredientes genuínos que os próprios agricultores
produzem, nas receitas que passam de pai para filho,
as quais exaltam o próprio sabor através de uma inteligente mistura das matérias-primas de base sem nenhuma elaboração excessiva. Ingredientes estes que
têm seu denominador comum no azeite de oliva, nos
cereais (principalmente o feijão), bem como através do
pão preparado sem sal, o qual é a pilastra da gastronomia local, utilizado também nos dias subsequentes ao
preparo para evitar o desperdício. De fato, reutilizam o
“pão amanhecido” na preparação de diversos pratos
como a “pappa al pomodoro”, a “ribollita” (sopa de legumes cozida pela segunda vez com este pão), o prato
típico de verão “panzanella”, mais conhecido entre nós
como “bruschetta” ou mesmo a “fettunta” (porção de
pão onde é passado o alho cru e regado com azeite de
oliva extravirgem), além do “cacciucco” (saborosa sopa
de peixe disposta sobre fatias de “pão amanhecido” podendo também ser preparado com alho cru conforme descrito acima, ver foto).
As carnes mais importantes provêm de uma raça de
bovinos chamada “chianina”, famosa pela “Bistecca
alla Fiorentina” (chuleta - bife com osso cortado grosso
e grelhado na brasa somente com os condimentos in-
dispensáveis), receita esta que parece ser proveniente
ainda dos etruscos.
É importante salientar também os frios, o “lardo di
colonnata” (uma espécie de toucinho com uma grossa
camada de gordura e pouca carne), o qual deve o seu
inconfundível sabor à sua longa permanência dentro
de recipientes de mármore de carrara repletos de temperos. Também a carne proveniente da caça ocupa um
lugar de destaque nas tradições locais, principalmente
o cinghiale (uma espécie de javali), a lebre e o pato selvagem cozidos na panela com vinhos da região. De fato,
a Toscana é a “Terra di Bacco” por excelência (Bacco era
o Deus do Vinho para os romanos) e, dentre as numerosas viniculturas, destacamos a dominante “Chianti”
conhecida em nível mundial (produção de 120 milhões
de garrafas/ano). A produção local é ligada ao vinhedo
“Sangiovese”, que troca de nome dependendo da região
em que se encontra e do modo pelo qual é cultivado:
em Montalcino se chama “Brunello”, em Scansano se
chama “Morellino” e assim por diante. Entre os vinhos
brancos recordamos o “Vernaccia di San Geminiano”, o
“Sassicaia” de Bolgheri e o “Bianco di Pitignano”, além
do “Vin Santo”,“passito” doce e seco que combina muito
bem com as sobremesas: os famosos “Biscotti di Prato”, o
“Castagnaccio” e as várias tortas e pudins locais.
O “Ricciarelli” e o “Panforte” de Siena, ambos produtos sem fermento, são ainda preparados com receitas
provenientes da época medieval.
33
Sr. Luciano Rolleri
Presidente do
Grupo Ibratin,
nasceu na Itália,
adora contar
histórias sobre a
sua terra
artigo
Ser ou não ser estrategista?
A diferença não é apenas filosófica, mas prática
Tratando-se mais de uma habilida-
idéias no papel, com olhos no futuro e ações
no presente’. Se você tem metas estratégicas para alcançar no fim do ano, comece elaborando as ações deste mês.
Depois siga elaborando e executando um plano de ações a cada mês.
Faça como os grandes estrategistas já fizeram. De Sun Tzu, do
clássico livro “A Arte da Guerra”, até
o eleito executivo do século XX, Jack
Welch, responda:
1. O que eu tenho que fazer neste mês para alcançar a meta do ano?
2. Quando essa ação vai acontecer, ou seja, em dia começo e termino neste mês?
3. Quem são as pessoas com as quais vou contar para
realizar essa ação?
4. Para quem vou fazer isso: áreas da empresa, fornecedores, clientes?
5. Como acredito que deve ser feito, passo a passo,
para dar certo?
6. Quanto tempo, investimento e retorno em dinheiro
estarão envolvidos?
7. Por que, afinal da contas, é preciso executar essa ação?
E a terceira é ‘desenvolva liderança: aprimore essa
competência junto à sua equipe, fornecedores e clientes’. Esta é, sem dúvida, a mais importante dica, pois líderes legítimos tornam os propósitos claros, alinham
sistemas, estimulam talentos e, acima de tudo, inspiram confiança pelas suas competências, credibilidade,
constância e caráter.
Ser
de a ser desenvolvida do que de regras
que ditam o que se deve fazer, se você
observar com atenção algumas definições clássicas do que é estratégia, a questão fica clara:
1. Arte militar de planejar e executar movimentos e operações
de tropas;
2. Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos
específicos;
3. Arte de utilizar adequadamente os recursos físicos,
financeiros e humanos, com a finalidade de minimizar as ameaças e maximizar as oportunidades.
Percebeu como a palavra “arte” se repete? Observe
seu significado: “capacidade natural ou adquirida que
tem o homem de pôr em prática uma idéia e os meios
necessários, valendo-se da faculdade de dominar a matéria, com vista a um resultado que pode ser obtido por
meios diferentes”.
Ser um estrategista é a arte de chegar a resultados,
por meios diferentes, utilizando recursos através de
planejamento de longo prazo e execução de ações com
objetivos específicos no curto prazo. Mas, como fazê-lo?
Aqui vão três dicas para você aplicar em seus negócios.
A primeira é ‘reveja as suas bases: tenha claro para você
e sua equipe o que mantém os alicerces da empresa’.
1. Qual é o meu negócio?
2. Qual o propósito de existência da empresa para a
qual trabalho?
3. Qual a visão de futuro que eu almejo?
4. Quais os valores que sustentam este empreendimento?
As respostas a essas perguntas devem funcionar
como um mapa, uma carta de bordo, um plano de vôo.
Algo com o qual você saiba de onde está partindo e para
onde está indo.
A segunda dica é ‘foco na execução: organize suas
estrategista
é a arte de chegar a
resultados por meios
diferentes
34
Luiz Trivelatto. Empresário, consultor,
coach e palestrante na área de gestão
empresarial. Há 19 anos atende empresas em todo Brasil
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artigo
Medida desonera
impostos para a
Copa de 2014
Crescimento ou inflação: dilema eterno
Fonte: Revista Construção Mercado
edição 110 de setembro de 2010
Com o intuito de
dar subsídio às obras para
eventos esportivos que ocorrerão no Brasil, a Receita Federal publicou em julho a Medida Provisória 497, que determina 15
mudanças tributárias. Entre elas,
está a isenção de impostos, que
chegam a R$ 35,07 milhões para
a compra de materiais e obras
de infraestrutura para a Copa
do Mundo de 2014 e Copa das
Confederações de 2013, incluindo a construção de estádios. A
aquisição de máquinas e aparelhos
também será desonerada de impostos,
como o PIS/Pasep (Programa de Interação Social),
Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Por meio dessa iniciativa, a Receita
presume que não sejam cobrados R$ 350 milhões
nos próximos quatro anos.
A desoneração de impostos também se aplica aos
projetos de restauração e edificação de estádios
aprovados pelo Ministério do Esporte. Vale lembrar que impostos sobre equipamentos não usados
para obras da Copa e contratação de mão de obra
não fazem parte das resoluções estabelecidas, portanto ainda serão cobrados. As micro e pequenas
empresas também não terão a mesma vantagem.
De acordo com informações divulgadas pelo subsecretário de Tributação e Contencioso, Sandro Serpa,
a proposta levará a uma renúncia tributária de R$
35 milhões ainda em 2010 e de R$ 350 milhões até
2014. A medida também atinge outros setores, como
o automotivo e o mercado de capitais.
Alterações na
MP 497 permitem
benefícios fiscais para
obras e compra de
materiais
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Maracanã ganha reforma
Valor médio dos imóveis
Valores em reais segundo percentual da população com acesso a esgoto
44.000
42.000
36.000
35.509,82
38.000
39.465,25
40.000
47.985,48
média
do país
34.000
32.000
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90 100
Se alguém ainda duvidava do forte ritmo de
expansão da economia brasileira, os números do primeiro trimestre trouxeram a evidência que faltava.
O PIB nos três primeiros meses de 2010 cresceu 9%
na comparação com o mesmo período de 2009. Os
números mostraram claramente a força do mercado
interno. Mesmo sabendo que a base de comparação
estava deprimida por conta da crise mundial, o resultado permanece forte, especialmente pelo aumento
dos investimentos. Nesse período, a formação bruta de
capital aumentou 26% em relação a igual período do
ano passado. A taxa de investimento do país, que caíra
para 16% em 2009, atingiu o patamar de 18%.
A recuperação do investimento é, sem dúvida, um
dos pontos mais importantes do desempenho da economia nesses primeiros meses do ano, pois a expansão
da infraestrutura e da capacidade produtiva do país
estabelecerá os limites dentro dos quais a economia
poderá crescer no futuro. Ou, em outras palavras, será
a expansão do investimento que irá garantir a sustentabilidade desse crescimento.
O problema é que o padrão chinês de crescimento pode
apresentar perigos para a estabilidade. Apesar do aperto
na política monetária, muitas são as indicações de que
a demanda cresce mais rápido do que a capacidade de
resposta da estrutura produtiva. A maturação dos investimentos requer tempo e, por enquanto, a outra face
da prosperidade tem sido maiores pressões de preços. Isso explica e reforça
a visão pessimista e cautelosa do
Comitê de Política Monetária
e a continuidade, neste momento, da elevação dos juros
básicos, de volta aos dois dígitos em junho.
Com os investimentos,
a construção está entre
os setores que mais crescem. E, junto com a recuperação plena do nível de
atividade, intensificam-se
as preocupações dos empre-
sários com a evolução dos custos setoriais. As últimas
sondagens da construção vêm acusando uma expressiva deterioração das expectativas dos empresários
em relação aos custos. E, de fato, essa percepção já é
confirmada pela evolução dos indicadores nos primeiros cinco meses do ano. De um modo geral, os preços
dos materiais e, em maior medida, da mão-de-obra, registram crescimento acumulado bastante superior ao
observado no mesmo período de 2009.
Os custos com mão-de-obra encontram-se pressionados por um mercado de trabalho bastante aquecido e
que tem favorecido as demandas salariais. A oferta de
materiais, por enquanto, não encontra problemas, mas
vale lembrar que o crescimento da construção, antes
restrito ao setor empresarial, se fortaleceu e se disseminou, contribuindo para a recuperação mais rápida dos
demais segmentos da cadeia – em especial, da indústria
de materiais. A sondagem industrial realizada pela FGV/
Ibre em maio mostrou que o nível de utilização médio da
indústria de materiais atingiu 91,65% – a mais elevada
entre os setores industriais. Por outro lado, sondagens
realizadas com dirigentes da indústria de materiais
mostram que a intenção de investir na ampliação da
capacidade aumentou firmemente nos últimos meses.
Embora a expansão por si não garanta uma evolução
mais favorável dos custos, certamente contribuirá para
dissipar o temor de falta de materiais.
O Presidente Lula disse que fará qualquer coisa para
conter a inflação. Deixar o Copom atuar é um feito
importante às vésperas de eleições nas quais a
economia é peça-chave. Em meio a um sentimento geral de ‘chegou a hora do Brasil’, os investimentos farão a diferença, assim como a
garantia dos ganhos inquestionáveis promovidos pela estabilidade de preço.
Revista Construção e Negócios
*Ana Maria Castelo é economista,
consultora da FGV Projetos. Maria
Antonieta Del Tedesco Lins é economista, professora do Instituto de Relações
Internacionais da USP
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de olho no mercado
Debaixo do tapete
Desafio para o próximo presidente: dívida de R$ 90 bilhões
Fonte: Sinduscon – SP
Os temas políticos proliferaram nos primeiros
debates e entrevistas pela TV dos candidatos ao governo
federal, autorizados pela legislação eleitoral. Mas pouco se
falou sobre economia, habitação e infraestrutura, como se
o crescimento econômico desobrigasse os candidatos de
anunciarem propostas para superar os gargalos presentes.
Uma destas questões espinhosas são os chamados restos a pagar do Orçamento, para quitar obras executadas
no exercício anterior. Preocupa que, segundo estimativa
do site Contas Abertas, os restos que ficarão em 2010 para
pagar em 2011 atingirão o recorde de R$ 90 bilhões, superando os R$ 72 bilhões que passaram de 2009 para 2010.
Com esse incremento, há risco de se comprometer
recursos para novos investimentos em 2011. Até junho
passado, o saldo de restos a pagar em investimentos
totalizava R$ 53,7 bilhões, para uma dotação de R$ 63,9
bilhões. No PAC, havia restos a pagar de R$ 30 bilhões,
para um orçamento de R$ 24 bilhões.
O desafio que o próximo presidente terá pela frente
será compatibilizar os restos a pagar com a execução
dos novos investimentos previstos no Orçamento, indispensáveis para a sustentação do crescimento.
Outro desafio será o crescente déficit na conta corrente
externa. Recentemente, o Ministério da Fazenda projetou
esse déficit para 2011 em US$ 56 bilhões (2,6% do PIB, contra
2,3% em 2010 e 1,5% em 2009). Já o Banco Central estima
que o déficit será de US$ 58 bilhões em 2011. Em termos nominais, para o ministério esse déficit ficará ao redor de US$
45,9 bilhões em 2010, abaixo dos US$ 49 bilhões aguardados pela autoridade monetária até junho. Para o ano que
vem, o governo espera um superávit na balança comercial
de US$ 9 bilhões, contra US$ 17 bilhões no presente ano.
O problema é que o déficit em conta corrente vem sendo coberto por investimentos estrangeiros formados
em sua maior parte por capitais de curto prazo e não por
Investimento Estrangeiro Direto (IED) na produção. Voláteis, esses capitais podem sumir, gerando uma crise.
Isto remete a um olhar bastante acurado para a taxa
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do câmbio, as reservas cambiais, a equação câmbio-juros, enfim, questões com as quais o próximo presidente
precisará se deparar de imediato.
Também será necessário enfrentar o crescente nível
de gasto público, o endividamento interno. Como racionalizar o gasto público e abrir o caminho para a tão
esperada redução de tributos?
Na área da habitação e infraestrutura, as interrogantes
são sobre a continuidade do PAC e do Programa Minha
Casa, Minha Vida, bem como sobre a mobilização dos recursos financeiros para viabilizar as metas estabelecidas.
Aqui entram também indagações sobre os estímulos
necessários à elevação da oferta de materiais e equipamentos para a construção civil, bem como a necessidade de incrementar a formação de profissionais qualificados para atuarem no setor.
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santha fé
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Programa Minha Casa, Minha Vida acelera o setor de