SCHWEITZER ENGINEERING LABORATORIES, COMERCIAL LTDA.
MELHORES PRÁTICAS PARA PROTEÇÃO E CONTROLE
DO CENTRO DE CONTROLE DE MOTORES
Copyright Material IEEE
Scott Manson
H. Landis Floyd
Bob Hughes
Richard D. Kirby
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Schweitzer Engineering
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Pullman, WA 99163, USA
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DuPont
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Schweitzer Engineering
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2350 NE Hopkins Court
Pullman, WA 99163, USA
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Schweitzer Engineering
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Houston, TX 77099, USA
Sumário—Os centros de controle de motores (CCMs) de
baixa tensão são numerosos, consumindo grande parte da
interação do operador e manutenção de um sistema de
distribuição de potência industrial. A ampla interação humana
com estes circuitos de baixa tensão (menos de 1 kV) torna
um CCM de baixa tensão um local de risco potencial
significativo. O grande número de circuitos do CCM de baixa
tensão resulta em um tempo significativamente maior de
interface humana com equipamentos de CCMs de baixa
tensão quando comparado aos conjuntos de manobra e
CCMs de média tensão.
Os modernos sistemas de proteção e controle derivados
dos sistemas de potência de média tensão (1 kV a 38 kV) e
alta tensão (38 kV a 765 kV) têm muito a oferecer aos
sistemas dos CCMs de baixa tensão. O trabalho descreve os
indicadores de manutenção pró-ativa baseados nas
características de carga, características das partidas do motor
e medições térmicas. A sincronização dos tempos, protocolos
modernos baseados em Ethernet, registros de sequências de
eventos, oscilografia (COMTRADE), monitoramento e alarme
das funções de proteção, e outros recursos previamente
padronizados nos relés de proteção de média e alta tensão
são disponibilizados nos modernos relés de proteção dos
CCMs de baixa tensão. Além disso, há maior segurança
atualmente com a disponibilização de elementos de proteção
avançados e função de detecção de arco voltaico.
Este artigo foca na filosofia de um sistema abrangente de
proteção e controle de CCMs de baixa tensão.
Palavras-Chave—Confiabilidade, centro de controle de
motores (CCM), segurança, risco de arco voltaico, proteção,
automação, relés multifuncionais microprocessados.
I. INTRODUÇÃO
Não precisamos olhar além de um painel de controle de
um automóvel moderno para ver as oportunidades de
avanços práticos na proteção e controle de um motor
industrial. Um simples giro da chave de ignição inicia diversos
autodiagnósticos em dispositivos e sistemas críticos para a
segurança pessoal e confiabilidade do veículo. Os
indicadores do painel de controle fornecem o status do
sistema de frenagem antibloqueio, cilindro mestre duplo de
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freio e da pressão dos pneus. Existem indicadores de falhas
nas lâmpadas de segurança, incluindo faróis, luzes de freio,
indicadores de direção (“setas”) e lâmpadas laterais. Outros
indicadores monitoram os níveis do óleo lubrificante e do
líquido de refrigeração, que são cruciais na prevenção de
falhas dispendiosas. Um mecânico de automóveis pode
conectar instrumentos para efetuar imediatamente o
download dos dados de diagnósticos e códigos de falha
visando identificar a necessidade de manutenção ou ação
corretiva. Esses avanços nos sensores e instrumentação, os
quais permitem o monitoramento contínuo, autodiagnósticos
e registros de eventos são incorporados a milhões de
automóveis atualmente em uso, ajudando a torná-los mais
seguros e confiáveis. As tecnologias encontradas nos
automóveis estão ganhando espaço nas aplicações
industriais de forma a habilitar a melhoria da confiabilidade e
segurança, otimizar o uso de energia e matéria-prima, reduzir
os custos e melhorar a eficácia dos recursos de manutenção.
Esses avanços são especialmente aplicáveis na melhoria
da confiabilidade dos dispositivos de proteção essenciais
para redução do risco de arco voltaico. O reconhecimento do
arco voltaico como um risco elétrico incomparável levou a
uma nova expectativa para os dispositivos de proteção de
circuitos: a proteção das equipes de trabalho contra riscos de
queimaduras térmicas e explosões destrutivas. Os riscos de
arco voltaico mudaram as regras dos projetos de análise e
proteção de sistemas de potência. Isso também gerou uma
expectativa diferente para a manutenção de equipamentos
elétricos: a garantia de que as características de partida e trip
do dispositivo de proteção de sobrecorrente usadas como
base para análise dos riscos de arco voltaico e a seleção das
medidas de controle dos riscos, incluindo equipamentos de
proteção individual, operem exatamente como projetadas. Se
esses dispositivos de proteção não funcionarem conforme
projetados, a exposição à energia da explosão e térmica pode
ter ordens de grandeza maiores do que o esperado.
Infelizmente, as primeiras gerações de dispositivos de
proteção podem falhar. A falha pode passar despercebida até
a próxima inspeção de manutenção programada. Se ocorrer
um evento com arco voltaico, a energia térmica liberada pode
ter ordens de magnitude maiores do que o previsto. As
tecnologias que permitem o monitoramento remoto de
corrente, tensão, contatores e dispositivos de sobrecarga
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impactam mais do que a atenuação do arco voltaico. Essas
tecnologias também ajudam a reduzir a exposição a riscos de
choque elétrico, diminuindo a necessidade de solução de
problemas e execução de outras tarefas de manutenção que
coloquem
os
trabalhadores
próximos
a
tensões
potencialmente perigosas.
Este artigo descreve um sistema abrangente de controle e
proteção de baixa tensão (BT) para centros de controle de
motores (CCMs). Este sistema é projetado para fornecer
maior segurança, proteção mais seletiva, diagnósticos
avançados dos eventos, redução de custos e maior
confiabilidade em relação às tecnologias anteriores.
II. HISTÓRICO
Antes da década de 1990, os projetos das unidades de
CCMs eram eletromecânicos, incluindo normalmente um
contator, elementos de sobrecarga térmica e proteção contra
curto-circuito. As indicações locais e remotas eram obtidas
através de sinais e lâmpadas ligadas via conexão hardwired a
um controlador lógico programável (CLP). Em seguida, o CLP
enviava o estado dos gabinetes dos CCMs (“CCM buckets”)
para o sistema de controle dos processos (“process control
system” – PCS). A troca de mensagens do status e controle
entre os gabinetes dos CCMs e CLPs exigia uma cablagem
extensa entre o CCM, CLP e PCS para monitoramento e
controle de partida e parada. Não era incomum precisar de 16
fios para controle e medição de cada unidade de partida do
motor. Consequentemente, um CCM com 30 unidades podia
requerer 480 fios, 960 terminais, blocos terminais suficientes
e um sistema separado de controle distribuído (“distributed
control system” – DCS) interligado ao gabinete concentrador
(“marshalling cabinet”) da instalação.
Entre 1990 e 2010, o conceito de CCMs inteligentes foi
desenvolvido por vários fabricantes. As características desses
sistemas envolviam principalmente a melhoria dos
diagnósticos, redução da fiação e remoção das equipes de
trabalho da vizinhança imediata de tensões perigosas [1].
Estes projetos de CCM reduziram substancialmente a fiação
implementando
dispositivos
eletrônicos
inteligentes
(“intelligent electronic devices” – IEDs) no gabinete do CCM e
usando comunicações digitais ao invés de sinais via
conexões hardwired. A essência desses projetos mais antigos
de CCMs inteligentes baseava-se nos CLPs se comunicando
via protocolos industriais. Os IEDs de proteção, medição e
controle usados nesses projetos mais antigos (dos últimos 20
anos) eram baseados em dispositivos multifuncionais
microprocessados simples com recursos muito limitados.
A confiabilidade, funcionalidade,
programabilidade,
flexibilidade e inteligência desses IEDs de proteção, medição
e controle de CCMs inteligentes mais antigos eram muito
limitadas quando comparadas aos modernos relés de
proteção multifuncionais microprocessados usados na média
tensão (MT) e alta tensão (AT). Simultaneamente à evolução
dos sistemas de CCMs inteligentes, um conjunto muito mais
sofisticado de dispositivos eletrônicos, conjuntos de
ferramentas de software, e métodos de diagnósticos, emissão
de relatórios e comunicação foram desenvolvidos para a
indústria de proteção de sistemas de potência de MT e AT ao
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redor do mundo. Esses IEDs de proteção mais sofisticados
têm sido usados desde 1982 na indústria de proteção de MT
e AT (1 kV a 765 kV). Esses IEDs classe de transmissão
(“transmission-grade”) são submetidos a requisitos de
confiabilidade e testes ambientais severos, tais como
temperatura, choque e interferência eletromagnética. O
tempo médio entre falhas desses sistemas e produtos da
classe de transmissão ultrapassa 300 anos [2].
Os recursos e a confiabilidade dos produtos classe MT e
transmissão AT estão se tornando o novo padrão para os
produtos de proteção e controle de BT. É do maior interesse
dos profissionais da indústria trazer a confiabilidade,
segurança e redução dos custos desses produtos das classes
de transmissão e distribuição e as filosofias de integração
para os sistemas de BT.
A. Histórico da Proteção de Motores de BT
Historicamente, a proteção dos motores de BT era
efetuada por elementos de sobrecarga térmica e dispositivos
de interrupção de curto-circuito. Os elementos de sobrecarga
térmica do motor eram mais comumente relés de sobrecarga
com liga bimetálica (“melting alloy overload relays”). A
corrente do motor circulava através desta liga; se a corrente
excedesse um limite de tempo-sobrecorrente, a liga derretia.
A fusão da liga bimetálica permitia a uma roda dentada
interna girar e abrir um conjunto de contatos, abrindo assim o
contator do motor. Havia também um tempo de reset
necessário para permitir à liga esfriar e endurecer. Isso
equivalia ao tempo de resfriamento do motor.
A interrupção da corrente de curto-circuito era
normalmente efetuada por um tipo de disjuntor magnético (ou
protetor do circuito) com capacidade de interromper correntes
de faltas no cabo. Os níveis da corrente de falta que o
disjuntor tinha que interromper eram frequentemente maiores
do que o contator do motor (“starter”) podia suportar; dessa
forma, o disjuntor tinha que interromper diretamente a
corrente de defeito por conta própria. Observe que muitos
disjuntores magnéticos eram classificados para interromper a
corrente de falta plena apenas uma vez. Após a interrupção
da corrente de falta plena, não havia garantia de que estes
disjuntores pudessem novamente funcionar corretamente.
B. O que é um Relé de Proteção?
O objetivo principal de qualquer relé de proteção consiste
em identificar eventos onde seja necessária a interrupção do
fluxo de corrente. Hoje, existem no mundo três classes de
relés, indicadas a seguir [3]:
1. Relés eletromecânicos compostos de fios, magnetos,
molas, amortecedores e componentes de aço para
detecção de eventos anormais.
2. Relés de estado sólido construídos com componentes
baseados em silício montados em circuitos
analógicos (ex., amplificadores operacionais) para
detecção de eventos anormais. Todos os sinais
permanecem analógicos. Nenhum sinal é digitalizado
nestes dispositivos.
3. Relés multifunção baseados em microprocessadores
para conversão das correntes e tensões analógicas
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em sinais digitais, os quais são processados para
detecção de condições anormais. Apenas os relés
microprocessados possuem recursos avançados para
diagnósticos e comunicações.
10.
III. CARACTERISTICAS DE UM LVMR MODERNO
Esta seção explica as características básicas e o conjunto
de recursos de um moderno relé de motores de baixa tensão
(“low-voltage motor relay” – LVMR) microprocessado. A Fig. 1
mostra uma implementação típica do LVMR numa aplicação
de motor com partida direta na linha (“direct-on-line” – DOL)
11.
12.
13.
M
14.
Barra do
Motor
Fig. 1
Disjuntor
Magnético
Contator
LVMR
Motor
Aplicação de um Motor com Partida Direta
15.
A. Características dos LVMRs
Diversas características diferenciam os modernos LVMRs
multifuncionais microprocessados das tecnologias mais
antigas. Essas características incluem o seguinte:
1. Recursos de emissão de relatórios de diagnósticos de
eventos detalhados, tais como sequência de eventos
(“sequence of events” – SOE), oscilografia, relatórios
de partida e parada do motor, e perfil de carga. Esses
recursos substituem a plotagem de gráficos e os
osciloscópios.
2. Estampas de tempo incorporadas de todos os
eventos e alterações de ajustes. O protocolo de
sincronização dos tempos SNTP (“Simple Network
Time Protocol”) é usado para manter todos os LVMRs
sincronizados no tempo.
3. Fonte de alimentação integrada, que pode ser de 24 a
250 Vdc ou 110 a 240 Vac (eliminando a necessidade
de fontes de alimentação auxiliares nos gabinetes).
4. Detecção de arco-voltaico (“arc-flash detection” –
AFD) incorporada.
5. Dimensões reduzidas. Os dispositivos precisam se
encaixar nos menores gabinetes de CCM de BT.
6. Múltiplas portas seriais e Ethernet. Uma linha de
demarcação clara entre os sistemas elétricos e dos
processos é fácil de ser obtida nos produtos com
múltiplas portas de comunicação.
7. Protocolos IEC 61850 GOOSE (“Generic ObjectOriented Substation Event”) e MMS (“Manufacturing
Message Specification”) propiciam obter vantagens
da simplicidade e economia de custos das
comunicações baseadas em Ethernet.
8. Protocolos de comunicação embutidos diretamente
na placa principal da unidade. O firmware (não o
hardware) pode ser atualizado para habilitar novos
protocolos.
9. Conexões diretas nos blocos de terminais para
medição de temperatura, saídas analógicas, saídas
digitais e entradas digitais isoladas opticamente.
Todas as saídas digitais devem ser baseadas em
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contatos secos porque as saídas transistorizadas não
são adequadas para os circuitos de trip.
Diagnósticos completos incorporados para determinar
se a fonte de alimentação, microprocessador,
memória, conversores analógico-digital e outros
componentes estão funcionando corretamente.
Placas com revestimento conformal para os
ambientes corrosivos e sujos que são comuns nas
aplicações industriais de BT.
Implementação e configuração simplificada através
de uma interface homem-máquina (IHM) baseada na
web e montada na porta frontal do gabinete.
Medição incorporada com dados de harmônicos e da
fundamental.
Programabilidade similar a um CLP em miniatura,
incluindo lógica Booleana, matemática analógica,
temporizadores, contadores, e saídas analógicas e
discretas programáveis para esquemas de proteção e
controle personalizados.
Segurança em cada LVMR, o qual tem que incluir (no
mínimo) acesso com senha para vários níveis e
acesso com senha restrito para os esquemas de
proteção.
B. Proteção de Motores com Partida Direta
Os recursos de proteção do moderno LVMR
microprocessado (ver Fig. 2) fornecem normalmente as
seguintes funções [4]:
1. Remoção de offset dc e harmônicos inerente às
técnicas modernas de filtragem dos sinais ac [5].
2. Componentes simétricas completas em tempo real
com fasores na forma polar (magnitude e ângulo de
fase) e medição das tensões (V0, V1 e V2) e correntes
(I0, I1 e I2).
3. Elementos de subtensão e sobretensão (27 e 59).
4. Elementos de subfrequência e sobrefrequência (81U
e 81O).
5. Elemento de detecção de perda de carga (37CP).
6. Elemento do fator de potência (55).
7. Elemento de fase reversa (47).
8. Elemento de perda de potencial (60).
9. Elementos de sobrecorrente instantâneo e
temporizado (50 e 51).
10. Elementos térmicos (49T e 49P).
11. Elemento de detecção de rotor travado (50PLR).
12. Elemento de detecção de carga travada (“load jam”)
(50PLJ).
13. Elemento de detecção de desbalanço de corrente
(46).
14. Proteção de falha de disjuntor.
15. Motor travado.
16. Elementos de sobrecorrente de sequência-negativa
(50Q e 51Q).
17. Elementos de partida e operação do motor (14 e 66).
18. Proteção de VFD (“variable frequency drive” –
acionamento de frequência variável).
19. Elemento de detecção de arco voltaico (AFD).
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Barra
3
3
27
59
37 C
P
O
81
U
55
47
32
60
90
P
Q
50
PAF
P
51
Q
49T
66
50P
LR
50
PLJ
46
50
AFD
1
50G
50
GAF
51G
E. Proteção contra Arco Voltaico
14
49P
M
DFR
LGC
HMI
SER
WEB
MET
LDP
Fig. 2 - Funções do moderno LVMR
C. Proteção de Circuitos de Iluminação
Os LVMRs podem também ser usados para proteção de
alimentadores ou circuitos de iluminação. Na lista da Seção
III, Subseção B, observe que os elementos de proteção são
fornecidos para os esquemas de proteção básica de
alimentadores. Estão incluídas a proteção de sobrecorrente
de fase, terra e sequência-negativa; proteção de
sobrecorrente temporizada de fase, terra e sequêncianegativa; e elementos de potência direcional e AFD.
É particularmente interessante a oportunidade de melhorar
a sensibilidade dos relés para evitar ferimentos e mortes por
choque elétrico. Esquemas de proteção sofisticados
projetados para evitar a eletrocussão humana, tais como
aqueles mencionados em artigos do IEEE anteriores [6],
podem agora ser implementados por qualquer usuário. Esses
esquemas podem ser implementados usando lógicas
programáveis do LVMR, comunicação entre relés de alta
velocidade e elementos de sequência-zero sensíveis.
D. Melhorias na Proteção do Acionamento com Frequência
Variável
Muitos VFDs de baixo custo não têm recursos suficientes
para proteção, medição, automação, controle e comunicação
do motor. Os modernos LVMRs microprocessados
preenchem essas lacunas. A Fig. 3 apresenta um diagrama
unifilar típico deste sistema.
VFD
M
LVMR
Fig. 3
tanto o conteúdo de harmônicos quanto da fundamental. Isso
está em contraste com os modos normais de proteção de
alimentadores e motores que apenas usam as magnitudes da
frequência fundamental através do método já bem
estabelecido baseado nos filtros cosseno [5].
Nos motores autorrefrigerados, uma redução na
velocidade do motor reduz também o fluxo de ar de
refrigeração. A operação com velocidade reduzida sustentada
pode resultar no sobreaquecimento do motor. Os LVMRs
modernos fornecem proteção térmica através das faixas de
velocidade do VFD.
Proteção Avançada do Motor BT com VFD
Os riscos elétricos que podem resultar em ferimentos ou
morte de seres humanos vêm geralmente em duas formas:
arco voltaico e choque elétrico. Para proporcionar a máxima
segurança das equipes de trabalho, há um grande número de
esquemas disponíveis que usam as grandezas de sequênciapositiva (I1), negativa (I2) e zero (I0) calculadas no LVMR.
O elemento AFD de um relé de proteção pode
proporcionar uma redução significativa da energia incidente
perigosa de uma falta com arco [7]. A luz produzida por um
arco voltaico fornece um sinal de alta magnitude que é usado
em conjunto com um sensor de sobrecorrente para detecção
segura e confiável de uma falta com arco. Após a detecção
da condição de uma falta com arco, o relé inicia a emissão do
trip de alta velocidade de um disjuntor a montante visando
minimizar a duração da falta com arco e a energia incidente
resultante. No sistema descrito neste artigo, o LVMR é capaz
de fornecer a função completa de proteção contra arco
voltaico, incluindo a detecção da luz, detecção de
sobrecorrente e trip de alta velocidade.
A implementação típica de CCMs é vulnerável às faltas
com arco localizadas a montante do LVMR (ex., no contator,
fusível, barramento ou disjuntor). Consequentemente, é
também vantajoso detectar a sobrecorrente da falta com arco
na alimentação de entrada do barramento do motor enquanto
a luz do arco ainda estiver sendo detectada dentro do
gabinete do CCM. Além disso, os CCMs de BT normalmente
usam fusíveis, protetores dos circuitos do motor ou
disjuntores termomagnéticos dentro dos gabinetes, os quais
não são desligados por um relé de proteção (apenas o
contator é aberto por um relé). Como resultado, é necessário
dar trip no disjuntor de entrada do barramento do motor para
eliminar a falta com arco de forma confiável e segura.
Quando a luz do arco é detectada em um gabinete do
CCM, uma mensagem IEC 61850 GOOSE de alta velocidade
é enviada a partir do relé de proteção da BT para um relé a
montante associado ao disjuntor do barramento do motor
(52). Se o relé a montante detectar uma condição de
sobrecorrente coincidente com a luz do arco no gabinete do
CCM, um trip de alta velocidade é emitido para o disjuntor do
barramento do motor visando minimizar a duração da falta
com arco. A Fig. 4 apresenta um esquema típico deste
sistema.
No modo de operação com VFD, os elementos de
proteção de sobrecorrente e modelo térmico usam
magnitudes da corrente rms (“root-mean-square”), incluindo
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GOOSE
Comunicação
Relé-a-Relé
LVMR
Trip de Alta Velocidade
para Sobrecorrente e Luz
do Arco Simultâneas
Tabela I exibe o tempo total desde o início das condições de
falta até o instante de fechamento dos contatos especificados
para trip de um relé a montante. A variação entre 4 a 13
milissegundos é causada pelos ciclos de processamento
assíncrono dos relés microprocessados.
Vem de Uma Fonte de Alta Corrente
Envia o Estado da Luz
do Arco Voltaico ao
Relé do Alimentador
52 Disjuntor da Barra do Motor
Eletrodos de
Cobre com
0.75" de diâmetro
Gabinete do
Motor
Fusível
Fio Fusível
do Lado da
Fonte
Arco Voltaico
Isolador
LVMR
Fio Fusível
do Lado da
Carga
Contator
Relé com Sensor da
Luz do Arco Voltaico
Caixa de Teste de Metal
(26" × 26" × 26")
M
Fig. 5
Fig. 4
Use a Troca de Mensagens GOOSE entre os Relés
para Proteção contra Arco Voltaico
Testes efetuados com vários relés durante eventos reais
de arco voltaico provaram a necessidade de um projeto
cuidadoso dos relés para que possam suportar o ambiente
severo da nuvem de plasma do arco voltaico. Este ambiente
inclui temperaturas extremamente elevadas, luz brilhante, ar
ionizado, campos magnéticos elevados, lançamento de
materiais metálicos derretidos e choque mecânico. A Tabela I
mostra os tempos finais de detecção e trip medidos durante
testes do arco voltaico em um laboratório de alta corrente. A
metodologia de teste é similar àquela descrita em [8], usando
porém um LVMR ao invés de um relé do alimentador.
TABELA I
SUMÁRIO DOS TEMPOS DE TRIP POR ARCO VOLTAICO
USANDO GOOSE
Tempo de Trip (milissegundos)
a Partir da Aplicação da Corrente
Mínimo
4
Máximo
13
O LVMR microprocessado tem que suportar um evento
com arco voltaico por um tempo suficientemente longo para
dar trip nos disjuntores a montante. Os LVMRs precisam ser
projetados e testados de forma a suportar um evento com
arco voltaico se eles tiverem que efetivamente detectar um
arco voltaico e dar trip num disjuntor a montante. Esta é uma
tarefa onerosa que requer princípios de projetos robustos que
superem as normas industriais.
Testes abrangentes dos relés têm que ser executados em
ambientes de arcos voltaicos reais visando garantir a
suportabilidade dos mesmos. Métodos de testes típicos são
mostrados na Fig. 5. Os testes de campo comprovaram que,
mesmo em um evento de teste de arco voltaico catastrófico,
pelo menos quatro mensagens GOOSE indicando o evento
de arco voltaico são enviadas dentro de 16 milissegundos. A
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Caixa de Teste de Arco Voltaico
F. Configuração e Comissionamento dos LVMRs
Os intertravamentos para uso do operador podem não
permitir que a porta de um gabinete seja aberta enquanto
ainda houver tensão viva no gabinete. Isso significa que a
frente do relé pode não estar disponível para configuração
enquanto ele estiver no estado energizado. Todas as
configurações podem ser feitas através da rede de
comunicação quando a porta do gabinete está fechada e os
circuitos estão energizados. Isso confirma a obrigatoriedade
de existência de vários métodos simples, confiáveis e
consagrados (“time proven”) para configurar e testar o LVMR
baseado em microprocessador. Os dispositivos modernos
são configurados e comissionados através de um ou mais
dos seguintes itens:
1. Servidor web incorporado simples e amigável.
2. Configuração remota através da rede de
comunicação.
3. Diversas opções de meios de comunicação para
transmissão de arquivos, tais como os protocolos FTP
(“File Transfer Protocol”), TCP/IP (“Transmission
Control Protocol/Internet Protocol”), sessão do
terminal serial, ou Telnet TCP/IP.
4. Configuração completa sem qualquer software
através de uma IHM montada no gabinete com menu
de acionamento (“menu-driven”).
5. Transferência de ajustes através de um dispositivo
portátil (“hand-held device”).
6. Ferramentas de gerenciamento do software de
ajustes globais do relé.
7. Configuração manual usando o prompt de comandos
(via comunicação serial ou Ethernet).
G. Especificações de Equipamentos Robustos
Os LVMRs são aplicados em ambientes elétricos e físicos
agressivos; dessa forma, eles têm que suportar vibrações,
surtos elétricos, transitórios rápidos e temperaturas extremas.
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Os dispositivos têm que estar em conformidade com as
normas de testes de tipo, incluindo o seguinte:
1. Resistência à vibração, 15 g (IEC 60068-2-6:1995).
2. Resistência a choques (IEC 60255-21-2:1988).
3. Tolerância ao frio, –40°C por 16 horas
(IEC 60068-2-1:2007).
4. Calor úmido, regime (IEC 60068-2-78:2001).
5. Calor úmido, cíclico (IEC 60068-2-30:1980).
6. Calor seco (IEC 60068-2-2:2007).
7. Dielétrico (HighPot) (IEC 60255-5:2000 e
IEEE C37.90-2005).
8. Imunidade à descarga eletrostática, 15 kV
(IEC 61000-4-2:2008 e IEC 60255-22-2:2008).
9. Imunidade à radiofrequência (RF) irradiada
(IEC 61000-4-3:2008 e IEC 60255-22-3:2007).
10. Imunidade/Capacidade de resistência a surtos, modo
comum 2,5 kV (IEC 60255-22-1:2007).
11. Normas de relés de proteção IEEE C37.90 e IEC
60255.
Organizações adicionais que normalmente têm influência
sobre as instalações do LVMR são: ISO (“International
Organization for Standardization”), UL (“Underwriters
Laboratory”), CSA (“Canadian Standards Association”) e CE
(“Comissão Europeia”).
H. Diagnósticos e Autotestes Internos
Os modernos LVMRs microprocessados têm que informar
aos sistemas de monitoramento a ocorrência de problemas
internos, tais como falhas na memória interna, problemas na
fonte de alimentação, falhas nas placas de entradas/saídas
(I/Os), transformador de corrente (TC) ou transformador de
potencial (TP), imprecisões do relógio ou erros nos vetores de
processamento. Basicamente, a maior vantagem de qualquer
IED de proteção consiste em poder confirmar continuamente
se ele está funcionando corretamente.
Os LVMRs executam continuamente testes de
autodiagnose para detectar condições fora de tolerância.
Esses testes são executados simultaneamente às lógicas de
proteção e automação habilitadas e não degradam o
desempenho do dispositivo.
O LVMR reporta condições fora de tolerância através de
um alerta de status ou uma falha do status. Para as
condições que não comprometam a funcionalidade, ainda que
estejam além dos limites esperados, o LVMR declara um
alerta de status e continua a operar normalmente. Uma
condição fora de tolerância severa faz com que o LVMR
declare uma falha do status e comute o dispositivo
automaticamente para o estado de dispositivo desabilitado.
Durante o estado de dispositivo desabilitado, o LVMR
suspende os processamentos dos elementos de proteção e
lógicas de trip/fechamento e desenergiza todas as saídas de
controle.
Os diagnósticos internos do LVMR têm que discernir entre
condições de alarme do software, hardware ou firmware.
Eventos iniciados pelo usuário, tais como mudanças de
ajustes, alterações do nível de acesso e tentativas de
introdução de senhas sem sucesso também precisam ser
registrados.
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I. Diagnósticos dos Eventos
A capacidade de diagnosticar e entender as sobrecargas
do motor, trips por curto-circuito, partidas do motor e todas as
outras operações do relé provou ser fundamental na indústria
de proteção. A sincronização dos sinais de tempo de todos os
IEDs do CCM BT e da instalação industrial permite efetuar a
comparação dos relatórios de evento (oscilografia) de
perturbações e faltas no sistema de potência, registros do
Registrador Sequencial de Eventos ("Sequential Events
Recorder” – SER), relatórios com precisão nos tempos dos
registros analógicos do sistema de aquisição e supervisão de
dados (SCADA) e registros de mudanças de estado (SOE).
Ter capacidade para efetuar uma análise determinística no
domínio do tempo da causa raiz dos eventos do sistema e
combinar dados de relatórios de diferentes relés
microprocessados para cálculo em tempo real das
temporizações entre ocorrências relacionadas ao mesmo
evento provou ser de inestimável valor.
Os tipos de registros de eventos geralmente fornecidos por
um LVMR incluem o seguinte:
1. Registros oscilográficos obtidos através de um
osciloscópio incorporado. Cada evento tem um
relatório oscilográfico para análise posterior.
2. Relatórios de eventos de trip, incluindo relatórios
oscilográficos especiais de cada evento de trip ou
parada (“stall”).
3. Captura do SOE. O estado binário de mudança nas
entradas, saídas e variáveis digitais internas.
4. Medição da distorção harmônica total (“Total
Harmonic Distortion” – THD).
5. Relatório do perfil de carga, que armazena as
grandezas de medição capturadas em intervalos de
poucos segundos em memória não volátil. Isso
substitui os dispositivos de registros de gráficos de
longa duração com taxa de amostragem baixa.
6. Sumários dos eventos, que são versões reduzidas e
simplificadas dos relatórios oscilográficos
(normalmente usados para gestão não técnica).
7. Históricos de eventos, fornecendo sumários de todas
as ocorrências de carga travada (“load jam”) ou trips
por carga.
8. Relatório das estatísticas de operação do motor,
incluindo informações resumidas como dados de
operação, dados de partida e dados de alarme e/ou
trip.
9. Tendências das partidas do motor, que é um resumo
simples de todas as partidas do motor.
10. Relatório das partidas do motor, fornecendo registros
oscilográficos especiais de cada partida do motor.
J. Processamento de Dados dos IEDs de Proteção
As técnicas de proteção baseadas nos valores rms
calculados de corrente e tensão são inadequadas para as
aplicações de partida do motor. Por exemplo, os valores rms
calculados não rejeitam offset dc e harmônicos devido ao
inrush do transformador. Técnicas usadas em relés AT, tais
como a filtragem dos dados amostrados baseada nos filtros
cosseno, têm que ser usadas para evitar a operação incorreta
[email protected]
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e prejudicial dos relés BT devido aos harmônicos e sinais dc
espúrios presentes em todos os sistemas de potência [5].
IV. SISTEMA DE CONTROLE DE MOTORES
INTELIGENTE CENTRALIZADO
Um sistema de controle de motores inteligente
centralizado (“centralized smart motor control system” –
CSMCS) é recomendado para fornecer um pacote de
proteção e controle do CCM BT pré-configurado e totalmente
integrado. O CSMCS é uma solução de engenharia préconfigurada para CCMs, simplificando a configuração,
comissionamento e os testes de numerosos LVMRs. O
CSMCS substitui o extenso cabeamento entre relés, CLPs,
unidades terminais remotas (UTRs) e outros controladores
por um número reduzido de LVMRs industrialmente robustos,
usados para um determinado propósito. A comunicação com
cada LVMR é feita através de um cabo Ethernet simples,
implementando a troca de mensagens IEC 61850 GOOSE e
MMS entre cada relé e um switch gerenciado centralizado.
O CSMCS mostrado na Fig. 6 fornece aos usuários
informações instantâneas em tempo real sobre o
desempenho do motor, acesso aos IEDs de todos os CCMs
BT via IHM com tela sensível ao toque (“touchscreen”)
centralizada, além de relatórios dos históricos e análises.
Esta solução do CSMCS interconectada em rede integra o
último LVMR e o relé do alimentador de entrada, propiciando
executar funções avançadas de proteção, controle, medição e
automação de processos do motor.
Alimentação de Entrada Principal
Relé de Proteção
de Média Tensão
Protetor
do Circuito
do Motor
Disjuntor
Contator
VFD
Contator
LVMR
LVMR
LVMR
M
M
Carga do
Alimentador
Motor no Modo DOL
Gabinete 1
Fig. 6
Motor no Modo VFD
Gabinete 2
Gabinetes
Adicionais
Modo Alimentador
Gabinete 3
Diagrama Unifilar do CSMCS
Dados importantes do motor e dos processos dos
sistemas MT e BT são automaticamente reunidos,
consolidados e disponibilizados simultaneamente para o
sistema de controle dos processos (PCS), sistemas de
gerenciamento de energia (“power management systems” –
PMSs) e sistemas de gestão de ativos. A Fig. 7 apresenta a
hierarquia de comunicação simplificada do CSMCS.
O CSMCS consiste também numa solução completa de
proteção, controle e monitoramento de um CCM. Ele fornece
diagnósticos dos processos, os quais simplificam a
manutenção ao permitir que os usuários detectem e corrijam
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os problemas antes que se tornem críticos, evitando danos e
minimizando o tempo de inatividade do processo.
Sistema de
Gerenciamento
de Potência
Sistema de
Controle do
Processo
Relógio
IRIG-B
Peer to Peer
IEC 61850 MMS e
GOOSE
Relé de Proteção
do Alimentador
Controlador de
Automação
Switch Gerenciável
IHM
Local
Proteção do
Alimentador de
Entrada do CCM
Modbus® RTU
IEC 61850 MMS
e GOOSE
LVMR
Até 32
Cargas
Fig. 7
Conceito do CSMCS
A. Desempenho e Funções do CSMCS
O CSMCS usa técnicas de comunicação e integração
padronizadas que foram refinadas com base em décadas de
experiência em proteção de sistemas de energia elétrica
industrial e de concessionárias de energia elétrica. Alguns
dos atributos do CSMCS incluem o seguinte:
1. O AFD, que transmite um sinal para iniciar a emissão
do trip de um disjuntor a montante em menos de 13
milissegundos a partir do instante de detecção de um
evento com arco voltaico em qualquer ponto do CCM.
2. Comunicação Ethernet entre LVMRs.
3. Proteção de alimentadores classes MT e AT na seção
de entrada principal.
4. Controle e monitoramento de cargas individuais.
5. Dados completos de medição e status de cada carga
e de todo o barramento do motor.
6. Interface e comunicação bidirecional pré-configurada
com o PCS e PMS da instalação.
7. Sistemas da IHM pré-configurados, propiciando
visibilidade básica do sistema via diversas opções.
8. Relés, controladores e switches gerenciados
programados e pré-configurados de fábrica
especificamente para a aplicação do CSMCS.
9. Configuração automática da configuração do IEC
61850 dos IEDs quando eles forem implementados
em uma rede Ethernet.
10. Recursos de monitoramento do PMS remoto.
11. Resposta da operação de trip remoto da ordem de
subciclos dos esquemas de rejeição de cargas do
PMS remoto.
12. Acesso da engenharia a cada IED da rede Ethernet.
13. Software de diagnóstico de eventos centralizado.
14. Medição de potência instantânea de cada relé para
fornecer feedback em tempo real sobre as operações
dos processos.
15. Medição para acompanhamento dos custos de
energia dos processos e otimização do uso de
energia.
16. Dados padronizados incluindo faltas no sistema,
alarmes, capacidade térmica do motor utilizada,
[email protected]
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corrente de carga do motor, tensão no barramento,
potência, energia e carregamento porcentual,
estatísticas das operações do motor, relatórios das
partidas do motor e SER com estampas de tempo do
relé.
B. Alarmes da IHM com Múltiplos Níveis
Múltiplos níveis de alarmes do sistema são fundamentais
para a manutenção a longo prazo de um CCM. Se uma IHM
central falhar, a IHM local instalada na parte frontal do
gabinete está disponível. Instalações que requerem poucos
diagnósticos e mínima visualização podem ter apenas um
simples indicador no painel frontal. Instalações que requerem
vários diagnósticos e máxima visualização usam
normalmente um sistema de IHM centralizada. Os métodos
de alarme dos três tipos de IHM mais comuns são os
seguintes:
1. Uma IHM individual instalada em um gabinete
pequeno, fornecendo recursos da interface baseados
no custo benefício (ver Fig. 8).
2. Uma IHM individual instalada em um gabinete médio,
fornecendo amplos recursos da interface baseados
no custo benefício (ver Fig. 9).
3. Uma IHM de um sistema amplo (visualizada num
computador portátil, local ou remoto), fornecendo
controle e visualização de status de cada carga no
nível do sistema através da ferramenta drill-down
(não mostrada).
C. Arquiteturas de Comunicação
Para reduzir os custos, recomenda-se que todos os
dispositivos LVMR suportem pelo menos uma solução
Ethernet baseada na configuração “daisy-chain”, conforme
mostrado na Fig. 10. Para máxima redundância de rede e
confiabilidade, a solução preferida consiste na comunicação
do LVMR com switches duplos em um arranjo de estreladupla, conforme mostrado na Fig. 11. As redes baseadas na
configuração estrela-dupla são comuns para funções
extremamente críticas, tais como rejeição de cargas [8].
Rede
Switch Ethernet (Gerenciável)
1A 1B
LVMR
1A 1B
LVMR
Fig. 10
1A 1B
LVMR
1A 1B
LVMR
1A 1B
LVMR
1A 1B
LVMR
Arquitetura “Daisy-Chain” para Minimização dos
Custos
Rede
Switch Ethernet A
Switch Ethernet B
Motor Relay HMI
1A
ENABLED
LOCAL
TRIP
REMOTE
WARNING
SPEED1/FWD
RUNNING
SPEED2/REV
STOPPED
OVERLOAD
START
STOP
LOCAL/
REMOTE
Fig. 11
TARGET
RESET
Motor Relay HMI
26 A
34%
START
STOP
ENABLED
LOCAL
TRIP
REMOTE
WARNING
SPEED1/FWD
RUNNING
SPEED2/REV
STOPPED
OVERLOAD
LOCAL/
REMOTE
ESC
Fig. 9
ENT
TARGET
RESET
IHM de um LVMR Individual em um Gabinete Médio
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1A
1B
LVMR
1A
1B
LVMR
1A
1B
LVMR
1A
1B
LVMR
1A
1B
LVMR
Arquitetura Estrela-Dual para Máxima Confiabilidade
V. CONSIDERAÇÕES SOBRE MÃO-DE-OBRA E
ECONOMIA
Fig. 8 IHM de um LVMR Individual em um Gabinete
Pequeno
I MOTOR
Stator TCU
1B
LVMR
Devido ao volume de LVMRs instalados em diversas
plantas, o custo total de propriedade tem que ser considerado
em qualquer decisão de uso de novas tecnologias para o
LVMR ou CSMCS. Existem várias tecnologias, conceitos e
estratégias comprovadas que devem ser consideradas em
qualquer cálculo econômico ou estimativa de retorno sobre o
investimento. Estão incluídos os seguintes itens:
1. Qual é a garantia do equipamento e componentes?
2. Qual é o nível de qualidade e confiabilidade do
produto medido no campo?
3. Qual é o custo total de produção e manutenção para
um LVMR com defeito?
4. Qual é a reputação e histórico do fabricante que
fornece o sistema?
5. É possível adquirir os componentes instalados com
lógicas e configurações default da instalação do
usuário final?
6. Qual é a taxa de falhas histórica de componentes
similares da instalação do usuário final?
7. Qual tem sido o tempo de resposta do suporte ao
consumidor?
[email protected]
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8.
Existem ferramentas de diagnósticos disponíveis
suficientes para ajudar a descobrir a causa raiz dos
problemas?
9. O sistema vai evitar ferimentos das equipes de
trabalho?
10. De que forma a tecnologia se adapta ao programa de
segurança?
11. Existem equipes técnicas capacitadas disponíveis
localmente para configuração dos dispositivos?
12. Qual é o custo dos contratos de manutenção a longo
prazo?
4.
Os detectores de arco voltaico incorporados
diretamente ao LVMR e estratégias de proteção
avançadas são usadas para reduzir a energia
incidente dos eventos.
5. Métodos simples, confiáveis e comprovados para
configuração, comissionamento e comunicação com o
LVMR têm que ser suportados.
6. Os projetos robustos e a execução de testes de tipo
abrangentes dos LVMRs melhoram a confiabilidade
de um sistema CCM BT e reduz o tempo de
inatividade dos processos.
7. Um LVMR com diagnósticos incorporados e testes
internos identifica imediatamente se o sistema de
proteção e controle está operando corretamente.
8. LVMRs com diversos tipos de registros de eventos
ajudam nos diagnósticos de sobrecargas do motor,
trip por curto-circuito e problemas nas partidas do
motor.
9. A filtragem dos dados amostrados baseada em filtros
cosseno de um LVMR impede eventos espúrios
causados por técnicas de cálculos que usam
grandezas rms.
10. Os usuários finais economizam tempo e dinheiro com
uma solução CSMCS pré-configurada padrão.
11. Devido ao volume de LVMRs instalados em diversas
plantas, o custo total de propriedade tem que ser
considerado em qualquer decisão de uso de novas
tecnologias para o LVMR ou CSMCS.
VI. PADRONIZAÇÃO E SIMPLIFICAÇÃO
Em geral, as indústrias com capacitação limitada de
engenharia não possuem recursos para se dedicar ao projeto
de uma solução CSMCS detalhada. É necessário ter ampla
experiência para projetar adequadamente uma solução
completa, incluindo capacitação em lógicas programáveis,
esquemas de proteção e sistemas de comunicação. Em uma
organização, essas capacidades são frequentemente mais
utilizadas em tarefas maiores. Para resolver este problema,
muitas empresas escolheram um programa de padronização
para simplificar o projeto, aquisições, fabricação, testes,
instalação e comissionamento de tais sistemas.
Visando facilitar as necessidades dos usuários finais na
padronização, os provedores da solução CSMCS têm que ter
capacidade para adquirir todos os equipamentos associados
com configurações padronizadas que atendam aos requisitos
específicos do usuário final. Esses ajustes são geralmente
suficientes para um fabricante de CCM, sem necessidade de
engenheiros adicionais para efetuar testes de aceitação de
fábrica completos e configurar todos os ajustes de todos os
dispositivos.
Uma vez que estas soluções executadas na fábrica sejam
entregues e instaladas em uma planta, é necessário efetuar o
comissionamento do sistema para condições de campo reais.
Para uma proteção básica e rápida, é mais conveniente
introduzir os dados da placa de identificação do motor
diretamente na tela de ajustes básicos. Para requisitos de
proteção mais complexos, que são típicos de motores de
grande porte ou incomuns, é apropriado usar métodos mais
flexíveis e avançados. Por exemplo, a interface baseada na
web consiste num método fácil e conveniente para que
eletricistas e técnicos possam configurar, comissionar e
monitorar os LVMRs.
VIII. REFERÊNCIAS
[1]
[2]
[3]
[4]
VII. CONCLUSÃO
[5]
Os pontos seguintes capturam as características
essenciais de um sistema abrangente de controle e proteção
de um CCM de BT:
1. Os recursos abrangentes do LVMR aumentam a
confiabilidade, melhoram a segurança e reduzem os
custos de operação dos sistemas dos CCMs de BT.
2. O sistema reduz as falhas do motor através de
elementos de proteção avançados.
3. Os motores com partida direta, circuitos de
iluminação e os motores acionados por VFD são
protegidos por um único modelo do LVMR.
www.selinc.com.br
[6]
[7]
D. D. Blair, D. R. Doan, D. L. Jensen, and T. K. Kim,
“Integrating Networks Into Motor Control Systems,”
proceedings of the 48th Annual IEEE Petroleum and
Chemical
Industry
Conference,
Toronto,
ON,
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Protective Relays Deliver More Information and Superior
Reliability With Lower Maintenance Costs,” proceedings
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Technical Conference, Detroit, MI, August 2006.
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Group I-01, “Understanding Microprocessor-Based
Technology Applied to Relaying,” 2009. Available:
http://www.pes-psrc.org/.
IEEE Standard C37.96-2000, IEEE Guide for AC Motor
Protection.
E. O. Schweitzer, III, and D. Hou, “Filtering for Protective
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Protective Relaying Conference, Atlanta, GA, April 1993.
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Electrocution,” proceedings of the 55th Annual IEEE
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System,” proceedings of the 9th Annual Power Systems
Conference, Clemson, SC, March 2010.
E. R. Hamilton, J. Undrill, P. S. Hamer, and S. Manson,
“Considerations for Generation in an Islanded
Operation,” proceedings of the 56th Annual IEEE
Petroleum and Chemical Industry Conference, Anaheim,
CA, September 2009.
sistemas de proteção e controle de engenharia de potência
de indústrias e concessionárias de energia elétrica. Em 1995,
recebeu seu grau máster em engenharia de sistemas de
potência do Rensselaer Polytechnic Institute em Troy, New
York. Em 2004, ingressou na SEL como engenheiro de
aplicação.
Ele
pode
ser
contatado
em
[email protected].
IX. BIOGRAFIAS
Scott Manson, P.E. (S 1991, M 1993, SM 2012), recebeu
seu MSEE da University of Wisconsin–Madison em 1996 e
seu BSEE da Washington State University em 1993. Scott
trabalhou na 3M como engenheiro de sistemas de controle
por seis anos antes de ingressar na Schweitzer Engineering
Laboratories, Inc. em 2002. Ele tem experiência em projetos e
implementação de sistemas de controle para consumidores
de concessionárias de energia elétrica, refinarias, usinas de
separação de gás, minas, web lines de alta velocidade,
sistemas de controle de movimento multieixo e ferramentas
de máquinas de precisão. Scott é um engenheiro profissional
registrado em Washington, Alaska, North Dakota, Idaho e
Louisiana.
Ele
pode
ser
contatado
em
[email protected].
H. Landis “Lanny” Floyd, II, (Fellow 2000) ingressou na
DuPont em 1973. Atualmente, ele é responsável pela
melhoria de sistemas de gerenciamento, renovação de
competências, práticas de trabalho, e aplicação de
tecnologias críticas para o desempenho da segurança elétrica
de todas as operações da DuPont. Ele também é responsável
pela aplicação desses conhecimentos na segurança elétrica
dos produtos que a DuPont coloca no mercado. Publicou ou
apresentou mais de 100 artigos técnicos, artigos em revistas,
tutoriais e apresentações em workshops sobre segurança
elétrica. Ele é um profissional membro da American Society of
Safety Engineers, um profissional de segurança certificado,
um profissional de manutenção e confiabilidade certificado, e
um engenheiro profissional registrado em Delaware.
Bob Hughes recebeu seu BSEE da Montana State University
em 1985. Ele é engenheiro de marketing sênior no
departamento de sistemas de potência da Schweitzer
Engineering Laboratories, Inc. Bob tem mais de 20 anos de
experiência em automação de sistemas elétricos de potência,
incluindo proteção contra arcos voltaicos, SCADA/EMS,
automação da distribuição, controle de usinas de energia e
leitura de medidores automáticos. Ele é um engenheiro
profissional registrado e membro do IEEE, podendo ser
contatado em [email protected].
Richard D. Kirby, P.E. (S 1990, M 1996, SM 2006), recebeu
um BSEE da Oral Roberts University em Tulsa, Oklahoma,
em 1992, e é gerente regional central de serviços de
engenharia na Schweitzer Engineering Laboratories, Inc.
(SEL) em Houston, Texas. Ele é um engenheiro profissional
registrado em Louisiana, Michigan e Texas. Tem mais de 20
anos de experiência em diversas áreas, incluindo projetos de
engenharia detalhados, execução e gestão de projetos, e
www.selinc.com.br
Apresentado previamente na 60th Annual Petroleum and Chemical
Industry Technical Conference, Chicago, IL, setembro de 2013.
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20130501 • TP6584
[email protected]
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