A Qualidade de Vida no Trabalho dentro de uma Instituição Financeira: Caixa Econômica Federal SIMONE DE LIMA ROSA YURI KURITA AYMOTO CORNÉLIO PROCÓPIO - PARANÁ 2012. SIMONE DE LIMA ROSA YURI KURITA AYMOTO A Qualidade de Vida no Trabalho dentro de uma Instituição Financeira: Caixa Econômica Federal Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração – Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) / Campus Cornélio Procópio, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração sob orientação do Professor Me. Sérgio Roberto Ferreira. CORNÉLIO PROCÓPIO - PARANÁ 2012. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho ao meu filho, Rafael, que apesar de sentir muito a minha ausência, foi paciente para compreendê-la e nunca negou um carinho quando mais precisei. Ao meu marido, Fernando, que me incentivou a iniciar e concluir o curso, estando ao meu lado em todos os momentos, se esforçando e me auxiliando com os cuidados de nosso filho para que eu pudesse frequentar as aulas. Aos meus pais, Tomoyuki e Alice, que me deram os melhores ensinamentos da vida, sempre me apoiaram e fizeram tudo que estava ao alcance deles. Ao meu irmão, Mitsuo, que mesmo distante se faz presente e sempre me deu forças para seguir em frente. À minha companheira de estudos e amiga, Simone, pela sua amizade ao longo desses quatro anos, pela sua dedicação e esforço em ficar acordada durante as madrugadas para que fosse possível o desenvolvimento e conclusão deste trabalho. YURI KURITA AYMOTO Dedico este trabalho a primeira amiga que fiz na faculdade, a primeira pessoa que conheci e que aos poucos se tornou uma das minhas melhores amigas, e de tanto me chamar de “filha” acabou tornando-se minha “mãe”, e que hoje é minha dupla no Trabalho de Conclusão de Curso. Obrigada Yuri por tantas madrugadas acordada em prol da realização deste trabalho. SIMONE DE LIMA ROSA AGRADECIMENTOS Primeiramente, agradecemos a Deus, o Único que é digno de receber toda honra e toda glória, o autor de nossas vidas e a razão de tudo o que fazemos. Aos pais e familiares, que com todo amor e carinho nos proporcionaram essa oportunidade de um futuro melhor, que percebam hoje, em nossos atos, a nossa gratidão por compreenderem as horas de ausência. A gerência e funcionários da Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio, que abriram as portas para a realização desta pesquisa, colaborando com tudo que lhes foi solicitado. A todos da Universidade Estadual do Norte Pioneiro, campus de Cornélio Procópio que, de maneira direta e indireta, também contribuíram para a realização desse sonho. Ao professor/orientador Me. Sérgio Roberto Ferreira por ter compartilhado um pouco do seu conhecimento e sabedoria, pela sua competência profissional na orientação fornecida e principalmente pela disponibilidade em nos auxiliar em todas as etapas e dúvidas. Graças ao seu apoio, pudemos alcançar nosso objetivo principal: a formação acadêmica. Que Deus abençoe todos os momentos de sua vida! Por fim, nosso sincero agradecimento aos professores, amigos e colegas, que estiveram presentes durante esses quatro anos e que nos deram forças nessa nova conquista. Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. PADRE FÁBIO DE MELO ROSA, Simone de Lima; AYMOTO, Yuri Kurita. A Qualidade de Vida dentro de uma Instituição Financeira: Caixa Econômica Federal. 2012. 92 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso - Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP/Campus Cornélio Procópio, Cornélio Procópio, 2012. RESUMO Este trabalho demonstra a reação dos funcionários em relação às práticas da qualidade de vida aplicadas dentro da instituição financeira em estudo, como uma forma de valorização dos clientes internos, para que se sintam mais satisfeitos e comprometidos com a organização que trabalham tornando-se um diferencial de desempenho dentro e fora da instituição. Apresentando as influências que a prática da Qualidade de Vida exerce sobre os funcionários e quais são os principais fatores que os levam a automotivação, como a medicina e segurança do trabalho; treinamentos; os benefícios oferecidos pela empresa; as formas de comunicação existentes dentro da organização, fazendo com que haja maior integração entre funcionários e dirigentes; elevando assim um melhor clima organizacional e gerando um maior nível de satisfação dos funcionários. Para medir esses fatores foi aplicado um questionário dentro da instituição, que possibilitou a coleta de informações necessárias apontando os pontos de satisfação e insatisfação ocorridos dentro da mesma. Palavras chave: Automotivação. Instituição Financeira; Qualidade de vida; LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Pirâmide de Maslow – Hierarquia das necessidades...................... 18 FIGURA 2 Postura correta para utilizar o computador...................................... 24 FIGURA 3 Teoria matemática da comunicação................................................ 35 FIGURA 4 Ilustração da primeira Caixa Econômica Federal............................ 44 FIGURA 5 Ilustração da atual fachada da Caixa Econômica Federal................ 46 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 Interação entre mercado de trabalho e mercado de recursos humanos.............................................................................................. 33 QUADRO 2 Significados dos 5S............................................................................. 37 QUADRO 3 Perfil dos funcionários.......................................................................... 49 QUADRO 4 Motivação no Ambiente de Trabalho................................................... 55 QUADRO 5 Clima Organizacional.......................................................................... 61 QUADRO 6 Segurança do Trabalho....................................................................... 65 QUADRO 7 Plano de Cargos e Salários................................................................. 68 QUADRO 8 Treinamentos....................................................................................... 70 QUADRO 9 Comunicação....................................................................................... 73 QUADRO 10 Atribuição de Notas.............................................................................. 75 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 GRÁFICO 2 GRÁFICO 3 GRÁFICO 4 GRÁFICO 5 GRÁFICO 6 GRÁFICO 7 - Percentuais do sexo dos entrevistados............................................. Escolaridade...................................................................................... Tempo de empresa............................................................................ Importância do salário....................................................................... Reconhecimento da mão obra........................................................... Salário de acordo com a tabela de mercado..................................... Realização profissional...................................................................... 48 48 49 50 51 52 53 GRÁFICO 8 GRÁFICO 9 - Reconhecimento e valorização dos funcionários.............................. Fatores que levam alguém a se candidatar a uma vaga na Caixa.... 53 54 GRÁFICO 10 - Realização pessoal............................................................................ 55 GRÁFICO 11 - Relacionamento entre superior imediato e os subordinados............. 57 GRÁFICO 12 GRÁFICO 13 GRÁFICO 14 GRÁFICO 15 GRÁFICO 16 GRÁFICO 17 GRÁFICO 18 GRÁFICO 19 GRÁFICO 20 GRÁFICO 21 GRÁFICO 22 GRÁFICO 23 GRÁFICO 24 GRÁFICO 25 GRÁFICO 26 GRÁFICO 27 GRÁFICO 28 - Relacionamento entre os setores...................................................... Satisfação profissional...................................................................... Aceitação das sugestões pelo superior imediato.............................. Relacionamento entre os funcionários.............................................. Competitividade exagerada............................................................... Preocupação com acidentes de trabalho.......................................... Cuidado satisfatório com a saúde do funcionário.............................. Boas instalações físicas.................................................................... Programas de prevenção de acidentes............................................. Plano de cargos e salários divulgados aos funcionários................... Benefícios.......................................................................................... Treinamentos regulares..................................................................... Treinamento suficiente...................................................................... Divulgação dos relatórios de desempenho........................................ Programa de ouvidoria...................................................................... Sugestões e dicas aceitas................................................................. Atribuição de notas........................................................................... 57 58 59 59 60 62 63 64 65 66 67 69 70 71 72 73 74 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................... 11 1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA.............................................................. 12 1.2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA........................................................ 12 1.3 OBJETIVO DA PESQUISA.................................................................. 13 1.3.1 Objetivo Geral.................................................................................... 13 1.3.2 Objetivo Específico........................................................................... 13 1.4 JUSTIFICATIVA................................................................................... 13 1.4.1 Teórica................................................................................................ 13 1.4.2 Prática................................................................................................. 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................... 15 2.1 MOTIVAÇÃO........................................................................................ 15 2.2 QUALIDADE DE VIDA......................................................................... 19 2.3 SEGURANÇA NO TRABALHO........................................................... 20 2.3.1 Tipos de Acidente de Trabalho........................................................ 22 2.3.1.1 Stress.................................................................................................. 22 2.3.1.2 Alterações no Sono............................................................................. 23 2.3.1.3 Lesão por Esforço Repetitivo (LER).................................................... 24 2.4 CULTURA ORGAZNIZACIONAL......................................................... 25 2.5 CLIMA ORGANZACIONAL.................................................................. 26 2.6 TREINAMENTO.................................................................................. 27 2.7 PLANOS DE CARGOS E SALÁRIOS................................................. 29 2.8 ENDOMARKETING............................................................................. 30 2.9 TURNOVER........................................................................................ 32 2.10 COMUNICAÇÃO................................................................................. 35 2.11 PROGRAMA 5S.................................................................................. 36 3 METODOLOGIA................................................................................. 39 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA....................................................... 39 3.1.1 Pesquisa Bibliográfica..................................................................... 40 3.1.2 Pesquisa Descritiva.......................................................................... 40 3.1.3 Pesquisa Exploratória...................................................................... 41 3.1.4 Pesquisa Qualitativa.......................................................................... 41 3.1.5 Pesquisa Quantitativa....................................................................... 42 3.2 COLETA DE DADOS.......................................................................... 42 3.2.1 Seleção dos Entrevistados.............................................................. 43 3.2.2 População.......................................................................................... 43 3.2.3 Amostra.............................................................................................. 43 3.2.4 Limitação de Estudo 44 3.2.5 Histórico Da Empresa....................................................................... 44 3.2.6 Missão............................................................................................... 46 3.2.7 Valores Empresariais....................................................................... 46 4 ANÁLISE DE DADOS, DESENVOLVIMENTO E RESULTADO........ 47 4.1 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS........................ 47 4.1.1 Perfil dos Entrevistados................................................................... 47 4.1.2 A Opinião do Funcionário................................................................. 50 4.1.3 Com Relação à Motivação no Ambiente de Trabalho.................... 50 4.1.4 Com Relação ao Clima Organizacional........................................... 56 4.1.5 Com Relação à Segurança no Trabalho.......................................... 61 4.1.6 Com Relação ao Plano de Cargos e Salários.................................. 66 4.1.7 Com Relação ao Treinamento.......................................................... 68 4.1.8 Com Relação à Comunicação 71 4.1.9 Visão Geral Do Funcionário Em Relação A Instituição.................. 74 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................. 77 6 REFERÊNCIAS.................................................................................... 78 7 APÊNDICE........................................................................................... 84 11 1 INTRODUÇÃO A finalidade do presente trabalho é analisar as consequências da gestão empresarial baseada na aplicação da Qualidade de Vida, tornando-se imprescindível uma política de valorização dos colaboradores que faça com que eles se sintam importantes no desempenho de seu papel e consequentemente se sintam mais motivados e dedicados em trabalhar na empresa. Para isso foi utilizada, como exemplo para o estudo de caso, a Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio. O trabalho é composto por seis capítulos, distribuídos da seguinte forma: no primeiro capítulo foram feitas as considerações gerais, onde é abordada a caracterização da Qualidade de Vida Total e a situação problemática que é avaliar a qualidade de vida dos funcionários e sua implementação na empresa escolhida. Os objetivos demonstram quais os caminhos e ações a serem realizados. E a justificativa apresenta a sua importância. O segundo capítulo apresenta a revisão teórica, em que são estudados os principais conceitos de qualidade de vida, que são: motivação, segurança no trabalho, cultura organizacional, clima organizacional, treinamento, plano de cargos e salários, endomarketing, turnover, comunicação e o programa 5S; cada um destes temas tem a finalidade de auxiliar no entendimento sobre o assunto abordado, explicando o que é esta prática de Qualidade de Vida Total, sua finalidade, função e importância. No terceiro capítulo é mostrado o método utilizado, sendo a pesquisa bibliográfica e a pesquisa quantitativa, permitindo visualizar a importância da utilização de meios para obtenção de informações, bem como o questionário aplicado aos funcionários da Caixa Econômica Federal, caracterizando a instituição em estudo, e apresentando um breve histórico do surgimento da empresa até os dias atuais. O quarto capítulo apresenta a análise e a interpretação dos resultados, apresentando os dados coletados através das respostas dos entrevistados, analisando qual é o grau de satisfação da Qualidade de Vida e quais os 12 resultados e os benefícios que esta política de valorização proporciona para os funcionários e consequentemente para a empresa. No quinto capítulo estão as considerações finais, em que serão exibidos os resultados alcançados e as limitações encontradas sobre o assunto abordado. Por fim, serão apresentadas as referências utilizadas e os anexos que auxiliaram a concluir o objetivo deste trabalho. 1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA A Qualidade de Vida no Trabalho dentro de uma Instituição Financeira: Caixa Econômica Federal. 1.2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Segundo Cavassani, Barbieri e Biazin (2006) presentemente as organizações vivenciam um ambiente globalizado com muitas competições, e a procura por resultados transforma-se em um desafio, exigindo cada vez mais dos colaboradores. Corresponder às expectativas da organização e ao mesmo tempo atingir a qualidade de vida é o desafio do ser humano, que procura tudo que possa assegurar maior bem estar e a estabilidade física, psíquica e social, para conquistar uma vida mais satisfatória. Ainda na visão dos autores a saúde é determinada por diversas condições ambientais, pelas condições da vida do próprio indivíduo e pela harmonia entre elementos externos e internos do ser humano. Neste contexto, a qualidade de vida deve ser introduzida na organização, local onde as pessoas passam grande parte do seu tempo. Há concorrência e exigência no mercado, cada vez mais, devido à velocidade das informações produzidas por um mundo globalizado e pelos avanços da 13 tecnologia. A motivação e o comprometimento são essenciais para um bom profissional. Dessa forma caracteriza-se o problema deste trabalho: Como avaliar a qualidade de vida dos funcionários da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, de Cornélio Procópio – Paraná? 1.3 OBJETIVO DA PESQUISA 1.3.1 Objetivo Geral Avaliar o grau de satisfação dos funcionários da CAIXA na gestão da qualidade de vida. 1.3.2 Objetivos Específicos - Caracterizar as ações desenvolvidas pela Instituição Financeira relacionadas à promoção da qualidade de vida de seus funcionários; - Elaborar pesquisa de satisfação dos funcionários com relação à qualidade de vida na Instituição Financeira; - Analisar o grau de satisfação dos funcionários comparando com as ações da empresa; - Apresentar os resultados e propor melhorias na gestão praticada pela Caixa Econômica Federal. 1.4 JUSTIFICATIVA 1.4.1 Teórica Segundo Fernandes et al. (2009) as empresas tem pesquisado o diferencial para se transformarem em mais competitivas e também os ajustes 14 necessários diante às necessidades do ambiente organizacional. Diante disto, fala-se de qualidade de vida no trabalho como elemento essencial para o sucesso e expansão de uma empresa. A qualidade de vida no trabalho resulta de ações importantes, que envolvem aspectos profissionais, físicos, emocionais, intelectuais, espirituais e sociais. Práticas impróprias dentro da organização provocam um impacto prejudicial na saúde emocional e física dos funcionários e na saúde financeira da empresa. E para Vasconcelos (2001, apud FERNANDES et al., 2009) a qualidade de vida no trabalho constitui-se em um fator determinante do desenvolvimento humano e profissional, pois é nas organizações que o cidadão, trabalhador, encontra seu sucesso ou sua frustração, circunstâncias estas que interferem diretamente no seu bem estar, assim como no seu rendimento profissional e desempenho social. 1.4.2 Prática Segundo Fernandes et al. (2009) para se manter com estabilidade e lucratividade no mercado, tendo em vista a atual economia, não basta à empresa atestar a qualidade dos fatores técnicos do sistema de produção, é preciso também fazer um investimento nas pessoas que estão atrás de tais processos. A realização pessoal do funcionário faz a diferença, pois o bem estar no trabalho não está isolado da vida do indivíduo como um todo. Ainda para Fernandes et al. (2009) a implantação de um programa de QVT (Qualidade de Vida no Trabalho) pode modelar a cultura e o clima organizacional, mas só a construção de uma política não basta. É preciso muito mais, que virá com o processo de implementação, o qual por sua vez, promoverá mudanças profundas de crenças, valores, mitos e ritos organizacionais que se constatam estagnados nas organizações onde se afirmam antigos conceitos de que não se mudam as práticas sem a mudança de consciência, ou seja, se for fazer diferente deve-se pensar diferente também. 15 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Segundo Ettinger (2003) as organizações usam do ser humano e da sua capacidade produtiva, para atingir suas metas e objetivos. Mas não devem se esquecer de que o homem como fator produção merece a mesma atenção de outros elementos essenciais da organização. Cada ser humano tem sua própria individualidade, anseios e ambições, temores e paixões. A maioria das pessoas que trabalham e dedicam a este, a maior parte de sua atenção e de seu tempo, e suas condutas pessoais, convivência familiar e social influi constantemente na sua capacidade produtiva. Ainda para Ettinger (2003) é preciso que as pessoas se sintam bem em seu ambiente de trabalho, tenham satisfação e motivação em fazê-lo. A busca pela realização pessoal através da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) deve ser um processo gradativo/progressivo e de interesse mútuo do funcionário e do chefe organizacional. Nota-se que o chefe organizacional deve estar atento a possíveis alterações no comportamento da equipe, pois uma turma desmotivada pode ser sintomas de doenças em outras áreas do empreendimento. 2.1 MOTIVAÇÃO Segundo Bergamini et al. (2007) o elemento motivacional surgiu antes da Revolução Industrial, onde a prática de punições originalizando o medo generalizado, era a maneira de motivar os trabalhadores. Além das punições psicológicas, eram aplicadas as punições sob a forma de restrições financeiras. Para a produtividade com níveis predeterminados, sustentava-se o uso do controle sobre os subordinados. O destaque dado às medidas de compensação pelo bom comportamento era tão elevado que o contentamento capaz de ser conseguido pelo trabalho foi confundido com a própria motivação para realizá-lo. Nesse ambiente de estímulo à máxima produtividade, os 16 trabalhadores compreenderam que estavam expondo a sua própria segurança. Poderiam ganhar um salário maior, pois o incentivo econômico deveria se tornar um direto, e não uma recompensa. Os trabalhadores escolheram tomar atitudes que levassem à limitação da produtividade, defendendo a sua estabilidade no emprego. Ainda na visão do autor supõe-se que a melhor forma de motivar os funcionários seria o destaque à conduta social dos mesmos. As empresas começaram a fazer com que os funcionários percebessem o seu valor e a sua influência pessoal no trabalho. A tática administrativa deveria estimular o reconhecimento da importância da pessoa, além de procurar o contentamento das suas necessidades sociais. Outra circunstância de trabalho conduzia para a satisfação da pretensão natural dos trabalhadores para se acharem membro de um grupo social, sem esquecer-se do reconhecimento individual. Essas necessidades substituíam o efeito das recompensas em dinheiro. Conforme Bergamini et al. (2007) aos supervisores caberia deixar clara a sua preocupação com as necessidades, os desejos e os problemas dos subordinados. Os subordinados continuaram a ser manipulados, mas de forma diferente. A partir de um novo modelo para conhecer o ser humano na situação de trabalho, passou-se a ser valorizado o aumento dos canais de comunicação. Os trabalhadores deveriam ter maior conhecimento em relação à organização, podendo expor suas opiniões quanto às estratégias de produção e quanto aos procedimentos administrativos. A motivação é resultado de atitudes de uma gestão de pessoas direcionada para a satisfação e bem estar de seus funcionários, tendo por base as recompensas e benefícios - monetários ou não - oferecidos aos empregados (NAKAMURA et al., 2005). Para Machado (2008) Algumas pessoas confundem Movimento com Motivação, apesar dos dois se completarem, isoladamente possuem efeitos inversos. Ainda na visão de Machado (2008) uma pessoa é posta em movimento quando há um estimulo externo, ou seja, ela fez algo para evitar punições e/ ou ganhar recompensas, e o impulso inicial partiu de um terceiro não dela própria. 17 Se a pessoa passa a agir por sua própria iniciativa e impulsos internos, então ela está motivada. Com a verdadeira motivação em cena, é possível transformá-la em ação voluntária constante, direcionada a metas e objetivos com a ajuda de treinamentos e não há efeitos colaterais. Já no movimento, se os estímulos cessarem ou não forem progressivos, tudo volta à estaca zero, podendo até ficar pior do que estava antes, gerando insatisfação. Então é preciso cuidado e planejamento (MACHADO, 2008, p. 03). Segundo Rios (1999, p. 390) Motivar é o ato de dar motivos; causar; despertar o interesse; estimular; incentivar; exposição de motivos; espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, determinando um dado comportamento; ou processo de iniciação de uma ação consciente e voluntária. Quem motiva uma pessoa, ou seja, lhe causa incentivo, provoca nela boas vibrações, mudanças de temperamento, onde ela começa a agir em busca de novas possibilidades, de novas conquistas. Por isso uma das preocupações constantes deve ser se precaver de situações que possam desmotivar as pessoas (NAKAMURA et al., 2005). Maslow (1943, apud SABBAGH, 2010) criou uma divisão das necessidades humanas básicas em categorias que se associam entre si em uma escala hierárquica, de forma que as necessidades do conjunto inferior devem estar satisfeitas para que as do conjunto superior se manifestem. Os grupos de necessidades de Maslow se classificam em: necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e necessidades de realização, dispostas nesta ordem, de forma que as fisiológicas se encontram na base e as de realização, na parte superior. Conforme a figura abaixo. A figura 1 apresenta a classificação hierárquica das necessidades proposta por Maslow. 18 Figura 1: Pirâmide de Maslow – hierarquia das necessidades. Fonte: Por Daniel Portillo Serrano (2011) portaldomarketing.com.br/Artigos/Maslow Segundo Herzberg (1987, apud SABBAGH, 2010) existe dois tipos de fatores que afetam a satisfação e a insatisfação do homem no trabalho. Primeiro existem os fatores motivacionais, que podem conduzir à satisfação, o segundo são os fatores higiênicos, que simplesmente evitam a insatisfação. Os fatores motivacionais, intrínsecos ao trabalho, são: bem estar, reconhecimento, o próprio trabalho, responsabilidade e crescimento ou promoção. Os fatores higiênicos englobam sistemas organizacionais e sua administração, superintendência, relações interpessoais, condições de trabalho, salário, status e segurança. Já para McGregor (1957, apud SABBAGH, 2010) existem duas teorias distintas, as Teorias X e Y. Na Teoria X, o homem malandro por natureza, trabalha o mínimo possível, não possui a ganância nem gosta de compromissos, é egocêntrico e indiferente às metas da organização, áspero a mudanças, ingênuo e não muito inteligente. Por essas razões, suas ações devem ser conduzidas através da convicção, gratificação, penalidades e controle para atender aos objetivos da organização. Na Teoria Y, o homem não é por natureza inerente ou resistente às metas e objetivos organizacionais. O estímulo, o potencial de crescimento, a capacidade de assumir compromissos e a disposição em direcionar sua conduta para as metas e objetivos da organização se encontra nas pessoas, de acordo com essa teoria. 19 Entende-se que o verdadeiro incentivo motivacional necessita vir de dentro de cada um, é um anseio interno, um desejo involuntário, ninguém motiva ninguém, não é possível se ter domínio sobre as vontades de outras pessoas, mas é possível fazer mudanças tendo em vista alterações de conduta e desempenho, basta saber separar motivação genuína de movimento artificial. E somente conhecendo bem seus funcionários, saberá qual melhor método motivacional a ser aplicado, levando em conta as metas e objetivos da organização. 2.2 QUALIDADE DE VIDA Na visão de Evangelinos e Marchetti (2003) não se pode desintegrar os direitos humanos da qualidade de vida e analisa-se na percepção dos direitos essenciais do trabalhador, um progressivo cuidado com as circunstâncias do trabalho. O predomínio dos meios de produção em desvantagem da própria saúde humana é uma realidade que, infelizmente, vem sendo praticado na história da sociedade moderna. Segundo França (1997, apud VASCONCELOS, 2001, p. 25). Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) é um conjunto de ações da empresa que envolve a implantação de melhorias e inovações gerenciais e tecnológicas no ambiente de trabalho, visando propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para e durante a realização do trabalho. Conforme Cavassani, Barbieri e Biazin (2006) a QVT (Qualidade de Vida Total) propõe desenvolver um clima agradável no trabalho para as pessoas e para a situação econômica da organização. Uma de suas atribuições é a busca por um clima humanizado, onde a concepção primordial fundamenta-se em usufruir das melhores habilidades dos trabalhadores, procurando desta forma, uma estabilidade entre a tecnologia, tarefas e empregados. 20 Ainda na visão dos autores a qualidade de vida dentro da organização não se restringe apenas na prevenção dos acidentes de trabalho, ela compreende todos os setores da organização. Para isso torna-se indispensável fazer uma avaliação com certa frequência a fim de descobrir as causas da insatisfação dos funcionários, em sua vida familiar e social, pois estas retratam no ambiente de trabalho, prejudicando a qualidade da produção e o desempenho profissional. 2.3 SEGURANÇA NO TRABALHO Segundo Evangelinos e Marchetti (2003) é significativa a possibilidade de harmonizar a economia da organização com a saúde do individuo no trabalho. As doenças consideradas modernas como neuroses, stress e as lesões por esforços repetitivos (LER), vêm sendo diagnosticadas há séculos. Os problemas ligados à saúde se reforçam a partir da Revolução Industrial. As doenças do trabalho têm se ampliado em proporção a evolução e a influente força dos meios de produção, com as lamentáveis condições de trabalho e da vida nas cidades. Conforme Evangelinos e Marchetti (2003) a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o início do Tratado de Versalhes, ambicionando padronizar as divergências trabalhistas, ajustou algumas normas direcionadas à qualidade de vida e à capacidade física dos trabalhadores como: trabalho noturno para mulheres, limitação da jornada de trabalho, idade mínima para admissão de crianças, proteção à maternidade e o trabalho noturno para menores. Com a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecese o conceito de que a “saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afecções ou enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano” [...] (EVANGELINOS; MARCHETTI, 2003, p. 08). Na visão de Evangelinos e Marchetti (2003) na década de 60 a realidade do problema de qualidade de vida relacionada à saúde no trabalhado passa a 21 ser outra, desloca-se o foco dos efeitos para as causas das doenças trabalhistas. Na década de 70 o Brasil ganha a fama de campeão mundial de acidentes de trabalho. Os Sindicatos dos Trabalhadores, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Mecânicas, tiveram essencial importância na descoberta às condições inseguras e impróprias observadas no trabalho. Com a Constituição de 1988 nasceu a etapa central no nosso ordenamento jurídico relacionado à saúde do trabalhador, o que assegura aos trabalhadores a redução dos riscos decorrentes do trabalho, por meio de normas de higiene, saúde e segurança. Ainda na visão de Evangelinos e Marchetti (2003) com as realizações obtidas, aos poucos, vêm se construindo novos entendimentos, sedimentando alicerces sólidos para o completo desempenho do exercício de direito que os trabalhadores devem ter à saúde e ao trabalho imune a riscos ou às condições perigosas e insalubres que põem em perigo a vida, a saúde mental e física do trabalhador. Os cuidados com a saúde do trabalhador constituem-se, essencialmente, em amparar a vida com dignidade, e tem como meta principal a diminuição do risco de doença. As dificuldades encontradas decorrentes da segurança, à saúde, à qualidade de vida no trabalho e ao meio ambiente, vêm alcançando novas proporções e significativa importância no Governo, nas entidades organizacionais, nas centrais sindicais e na sociedade em geral. Planejamento para se construir um Brasil contemporâneo e competitivo, com a redução do número de perigos de acidentes e doenças de trabalho, com melhorias sociais na agricultura, no comércio, na indústria e nos serviços devem ser aprovados. Para isso deve haver a união de esforços de todas as áreas da sociedade e a conscientização na adoção de programas de saúde e segurança no trabalho. Trabalhador saudável e qualificado representa produtividade no mercado globalizado. Acidente de trabalho é o que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda ou ainda a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho (Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, Capitulo II, Seção I, artigo 19, apud PIZA, 1997, p. 05). 22 2.3.1 Tipos De Acidente De Trabalho 2.3.1.1 STRESS Lipp e Tanganelli (2002, apud MENEZES, 2006) designam o “stress” como reações complexas composta de alterações orgânicas e psíquicas de ajustes do organismo que ocorrem logo que o trabalhador é obrigado a enfrentar situações que ultrapassem suas competências. E como resposta, o indivíduo se adapta à nova situação, gerada pelo estímulo repentino. O stress pode apresentar ações negativas, como a fadiga, tensão muscular que pode aparecer não só quando ocorre uma experiência trágica, como a perda de um ente querido, mas também em outras situações diversas como: mudança de emprego, trabalho com excesso de tarefas que devem ser cumpridas em determinado espaço de tempo, pressão contínua no trabalho, exigências ocupacionais exageradas e outros fatores. Os principais sintomas são perda de apetite, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios de memória, emagrecimento (ou ganho de peso excessivo), suor, sensação de que está sendo observado ou perseguido no local de trabalho e, às vezes, o desenvolvimento do quadro mais grave do stress, o chamado “distúrbio do pânico”. O stress ocasiona um sério desgaste emocional que determina transtornos físicos e psíquicos, como depressão, insônia, ansiedade patológica, pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. (LIPP; TANGANELLI, 2002, apud MENEZES, 2006, p. 29). Ainda na visão do autor nem toda pessoa apresenta a mesma resposta diante do mesmo estímulo, as pessoas com esse tipo de stress não costumam responder a demanda de trabalho e geralmente torna-se irritável e mal humorada, apresentando um elevado índice de faltas / atrasos e rendimento muito abaixo do seu potencial. Para Rocha (2005) o ruído excessivo pode ocasionar o stress, motivando a irritação e podendo reduzir o grau de concentração, especialmente 23 nas atividades que apresentam certa dificuldade, o que acaba afetando o desempenho do indivíduo, levando-o à fadiga física. Rocha (2005) ainda coloca a sobrecarga de tarefas como um dos acidentes de trabalho, onde ela é considerada como um dos motivos que leva ao stress no ambiente de trabalho. Isso acontece por causa das exigências impostas e que sempre ultrapassam o extremo da capacidade de adaptação. E os fatores que resultam na sobrecarga são: urgência do tempo; responsabilidade excessiva; falta de apoio e expectativas contínuas de nós mesmos e daqueles que estão à nossa volta. 2.3.1.2 ALTERAÇÕES NO SONO Segundo Rocha (2005) as alterações no sono acontecem após o trabalhador realizar atividades em turno alternado, fazendo com que o seu desgaste seja maior e afetando seu desempenho, pois há sensação de cansaço e sono, provocando reações no corpo, e alterações tanto na vida familiar como na vida social do sujeito. Vale destacar que o bruxismo e o sonambulismo também estão relacionados ao transtorno do sono, por causa do stress que o indivíduo suporta no trabalho. Para Pinto e Mello (s. d.) os trabalhos em turnos podem ocasionar diversos distúrbios fisiológicos e psicossociais por causa das variações no ritmo biológico, falta de sincronia na vida familiar e social, levando a um quadro de má adaptação. Isto pode provocar manifestações agudas como a insônia, excesso de sonolência durante o trabalho, alterções no humor, aumento de acidentes e problemas familiares, sociais e emocionais. Depois de alguns anos trabalhando desta forma, o indivíduo começa a apresentar manifestações crônicas como desordens do sono, doenças cardiovasculares gastrointestinais, absenteísmo, e até mesmo separação e divórcio. e 24 2.3.1.3 LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO (LER) Conforme Araújo (2010) Lesão por Esforço Repetitivo (LER) relaciona-se ao desgaste em algum local do corpo humano, que ocasiona contusões no músculo e desgaste na articulação e tendão, provocando dor e infecção. A lesão é provocada pela repetição constante de um mesmo movimento durante grande período de tempo. As profissões em que há maior incidência desta lesão são as que necessitam do uso contínuo do computador, porém outros profissionais não estão livres de sofrer este tipo de lesão dependendo de como é a sua atividade profissional, como por exemplo, costureiras, motoristas, pianistas, etc. A seguinte figura (figura 2) ilustra a maneira correta de se sentar diante do computador. Figura 2 - Postura correta para utilizar o computador. Fonte: www.infoescola.com/doencas/lesao-por-esforco-repetitivo/ 25 Entende-se que a Segurança no Trabalho é um direito garantido por lei que destina-se a proporcionar conforto e segurança a qualquer trabalhador e Medicina Ocupacional é um campo da saúde interessada em proteger a vida e a integridade do empregado. O profissional responsável é o médico e enfermeiro especializado, que se empenha na prevenção dos acidentes e problemas de saúde que podem ocorrer em certos ofícios, e cuida daquele que sofre com consequências de acidentes provocados pela tarefa que executa. É obrigação do empregador ter uma equipe cuidando da segurança no trabalho, mas é também uma maneira de assegurar o negócio, pois os funcionários que trabalham com maior segurança fazem com que as relações humanas sejam melhoradas aumentando a produtividade. 2.4 CULTURA ORGANIZACIONAL Segundo Souza (2005) cultura organizacional é um composto de convicções e comportamentos estabelecidos por meio de regras, valores e possibilidades compartilhadas por todos os integrantes da organização. Cada organização desenvolve e preserva a sua própria cultura, expressando a sua identidade que é criada com o decorrer do tempo, e impregna todas as técnicas, formando um complexo de desempenhos mentais e um sistema harmonioso de significados, que alia todos os integrantes em torno das mesmas finalidades e das mesmas formas de agir. Para Robbins (1998, apud PALMA e NAKAGAMI, 2011) cultura organizacional refere-se às características que formam a cultura da empresa, que são elas: orientação para as pessoas e para os resultados, inovação e tomada de decisão, atenção a detalhes, estabilidade e agressividade. E afirma que para muitas organizações com culturas fortes, as práticas que levaram ao sucesso anterior podem levar ao fracasso quando estas práticas não combinam mais tão bem com as necessidades ambientais. O líder tem o papel de guiar a organização diante do surgimento desses novos desafios, barreiras, onde caso mude o ambiente haverá a necessidade de mudanças internas. 26 Entende-se que a cultura organizacional é imprescindível para constituir políticas e princípios, criar e manter visão e missão, unir as equipes, definir padrões e procedimentos, ajustar comportamentos, proporcionar eficiência conquistando resultados, onde cada empresa tem suas próprias características que o tornam diferente das demais. 2.5 CLIMA ORGANIZACIONAL Segundo Chiavenato (1997, p. 126, apud SOUZA, 2005, p. 26). Clima organizacional é um conjunto de propriedades mensuráveis do ambiente de trabalho percebido, direta ou indiretamente, pelos indivíduos que vivem e trabalham neste ambiente e que influencia a motivação e o comportamento dessas pessoas. Para o autor Clima Organizacional constitui um composto de emoções predominantes em certa organização que compreende a satisfação dos profissionais em sua carreira de trabalho e em aspectos afetivos / emocionais, refletindo no vínculo com os companheiros de trabalho, com todos os superiores e com os clientes de modo geral. Conforme Chiavenato (2000, apud PALMA e NAKAGAMI, 2011) o clima organizacional está particularmente associado com o nível de motivação de seus funcionários, pois quando há motivação também há maior interesse, colaboração e animação. Caso contrário haverá frustrações, barreiras que irão causar apatia, desinteresse, insatisfação, entre outros fatores. O clima organizacional é, portanto, influenciado e também influencia o estado motivacional das pessoas, é o reflexo da cultura da organização. Entende-se que o clima organizacional reflete os tipos de pessoas que a organização atrai, dos seus métodos de trabalho, dos meios de comunicação e também retrata a história de quem pratica a autoridade dentro da organização. O clima organizacional é envolvido em seu todo como o resultado de sua própria cultura, tradições e técnicas de ação de cada organização. As 27 empresas procuram atrair e manter os funcionários que se adaptam em seus padrões de comportamento. 2.6 TREINAMENTO Conforme Toledo (1977) treinamento é qualquer prática que visa à qualificação de todos os funcionários de uma organização. E como qualificação compreende-se que não é apenas o aperfeiçoamento do homem na execução de sua função, como também a integração do mesmo no espírito da empresa e, de forma indireta, a sua motivação no grupo de trabalho. Segundo Hamblin (1978) o treinamento envolve todo tipo de análise designada a auxiliar um ensinamento que será vantajoso no cumprimento de uma função atual ou futura. Para Ferreira (1979) o treinamento pode ter como propósito preparar o indivíduo para desenvolver funções que possa vir a exercer ou desenvolver suas aptidões para obter maior satisfação nas funções já realizadas. Aquino (1980) afirma que o treinamento tem o objetivo de oferecer ao colaborador maior instrução, aptidão e postura, para não dissociar das mudanças relacionadas à sua área de atuação e das transformações que o cerca. Carvalho (1994) diz que o procedimento de desenvolvimento habilita a pessoa para situações com mais complexidades na questão profissional, isto é, aumenta as possibilidades da pessoa, preparando-a para exercer funções que envolvam maior compromisso e autoridade. Para Slack (1997) não é por acaso que muitos projetos que conquistam o sucesso têm um responsável pelo treinamento como um dos principais estimuladores. A administração da qualidade total é uma transformação de comportamento, de forma que a função de desenvolvimento é essencial. Milkovich e Boudreau (2000) relatam que um processo eficiente e contínuo de projeção e análise do treinamento é fundamental para garantir o retorno satisfatório do investimento feito. 28 Para Boog (2001) o treinamento tem início como uma reação a uma deficiência ou a uma oportunidade em uma organização. Segundo Tachizawa, Ferreira e Fortuna (2001) o treinamento tem o propósito de preparar as pessoas para executar imediatamente os diferentes cargos da corporação; dando chances para o constante crescimento pessoal, não apenas na função atualmente exercida, mas também em outras que o funcionário possa vir a executar; variação nas atitudes das pessoas, com o propósito de iniciar entre elas um ambiente mais satisfatório, acrescentandolhes a motivação e tornando-as mais suscetíveis às práticas de supervisão e administração. Então, treinar um funcionário é prepará-lo para executar suas tarefas do dia a dia, aperfeiçoá-lo naquilo que ele faz, e também prepará-lo para outras tarefas que possa vir a fazer ou outros cargos que possa ocupar. Ainda para os autores, os fatores a serem considerados na aplicação de qualquer treinamento são: a adaptação do projeto às deficiências da organização; a essência do conteúdo instrutivo; a colaboração do pessoal da direção; a qualidade e preparo dos instrutores e a qualidade do pessoal a ser habilitado. Chiavenato (2002) descreve o treinamento como um método educativo de pequeno prazo, aplicado de forma sistematizada. É possível auxiliar os funcionários a desenvolver suas aptidões de várias formas, levando em consideração que cada pessoa é única e tem uma finalidade na profissão (MONTANA; CHARNOV, 2006). De acordo com essas definições, nota-se que o treinamento é fundamental para o sucesso de uma organização e influencia na satisfação de seus funcionários. Porém, é necessário que seja bem planejado. Treinar um pessoal costuma ser caro do ponto de vista financeiro, porém vale a pena fazer esse investimento, pois o mais importante de qualquer empreendimento são as pessoas, e pessoas bem treinadas e qualificadas para realizar suas atividades, trará mais lucro para a empresa. 29 2.7 PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS Os benefícios anexos com a remuneração produzem um incentivo para alcançar os objetivos almejados e as metas estabelecidas pela organização. O salário é um composto de privilégios normalmente concedido ao funcionário, conforme critérios estipulados, em razão da sua função e em valor razoável para satisfazer as próprias necessidades e as de sua família. Nesse sentido, torna-se necessário o investimento em planos apropriados para a realização de uma administração de pessoas que viabilize uma boa estrutura relacionada às tarefas, as obrigações, e as capacidades de cada função criando condições salariais justas constituindo o equilíbrio interno e externo (MAGNO, 1982). De acordo com Paschoal (1998) o salário é fundamental para o vínculo entre a organização e o colaborador, sem ignorar que o convívio entre os companheiros de trabalho e a direção, o clima da organização, a assistência fornecida pela organização e a admissão pelas tarefas realizadas também são importantes. Um dos meios de motivação dos empregados é o plano de cargos e salários. Nesse plano é especificado o assunto, a técnica de trabalho e a correlação com os outros cargos, na percepção de satisfazer todas as exigências da organização e também as condições particulares do seu ocupante. Nas entranhas, o plano de cargos apresenta como os administradores planejam os cargos de cada indivíduo e harmonizam em unidades, repartições e corporações (CHIAVENATO, 2000). Para o autor o cumprimento das funções no cargo e o clima organizacional são medidos pelo contentamento, produtividade, conduta e habilidade do indivíduo relacionado à empresa. Nos dias atuais os cargos estão sendo adaptados conforme o crescimento profissional dos funcionários e os cargos não são mais individuais, se transformando em atividades em conjunto. Ainda para Chiavenato (2008) o salário é um componente representativo na troca de dinheiro e trabalho ofertado pelo homem. O padrão de vida de cada pessoa é estabelecido pelo salário, que simboliza um complexo acordo em que o indivíduo assume um cargo e se empenha a conservar um protótipo de 30 atividades, um hábito diário e um amplo relacionamento interpessoal na organização. Para as empresas, o salário expressa uma aplicação de recursos financeiros na produção, aguardando um maior retorno a curto ou médio prazo, e também significa um custo, pois é refletido no custo do produto ou serviço final. A palavra salário é derivada do latim salarium, pois antigamente os milicianos do Império Romano eram remunerados com sal (BOOG, 2002). Na visão do autor, o salário segmenta-se em salário absoluto, que é a verdadeira quantidade de dinheiro concedida ao empregado como recompensa pelo seu trabalho, definindo dessa forma sua condição econômica perante a sociedade e a quantia de bens e serviços que pode obter. E salário relativo, que é deduzido pelo colaborador relacionado aos salários de seus colegas de trabalho. O autor ainda afirma que o equilíbrio interno sucede quando as diferenças de salário entre os encargos são relativas às exigências que suas atividades apresentam para cada ocupante. E o equilíbrio externo evidencia o ordenado dos empregados em condição adaptável ao mercado de trabalho e o segmento de operação. As organizações devem preparar o plano de cargos e salários em sintonia com a sua dimensão e as deficiências da organização. 2.8 ENDOMARKETING Segundo Souza e Santos (1992) somente com o marketing interno não são possíveis causar consequências favoráveis para a organização. Ele é consequência de uma ideologia originada para analisar o convívio do funcionário com a organização. Cerqueira (1994) define endomarketing como o marketing incorporado na organização, isto é, baseado em um composto de atitudes e formas de se informar que estão associados para que os colaboradores entendam como é importante a sua participação para atingir o sucesso. 31 Ainda na visão do mesmo autor o marketing interno tem propósito de melhorar o convívio e a informação, gerando um alicerce de estímulo para o compromisso dos funcionários com os clientes e com os métodos da organização. Bekin (1995) define o endomarketing como as atividades voltadas para o público da empresa, com o propósito de estimular, entre seus colaboradores e as repartições, habilidades voltadas a atender os consumidores. Portanto, o marketing interno é uma ampliação da habitual função do marketing, porém voltado para o interior das empresas. Kotler (1998) afirma que o endomarketing é o resultado, com êxito, das tarefas de empregar, habilitar e incentivar os colaboradores aptos que almejam atender, de forma satisfatória, os seus clientes. O autor destaca ainda que o marketing interno, o treinamento e o estímulo dos funcionários para o apropriado atendimento aos clientes, estão associados. Brum (2000) relata que o funcionário tem o poder de surpreender o cliente, mas para que isso aconteça é necessário que o funcionário seja bem treinado e informado, esteja feliz e preparado para fazer o atendimento. Ainda para o mesmo autor, o marketing interno fundamenta-se em educar, cuidar e dedicar-se aos funcionários, capacitando-os e instruindo-os para que os mesmos possam sentir-se felizes e criativos, com capacidade de cativar e surpreender os clientes. A palavra “endo” deriva do grego “endon”, que significa posição ou ação no interior, ou seja, o movimento para dentro (COBRA, 2001). Portanto, o endomarketing é o marketing voltado para o público interno, para os funcionários da organização. Para Honorato (2004) o marketing interno é o conjunto de atitudes com o escopo de satisfazer primeiramente os consumidores internos, criando o comprometimento e buscando uma maior satisfação dos consumidores externos. Já Grönroos (2009) descreve que o endomarketing acontece para fazer uma união entre os colaboradores com os seus consumidores. Com essa técnica, o colaborador une-se à organização, criando o conceito de que ele irá alcançar o seu reconhecimento conforme o crescimento da organização. O 32 autor ainda ressalta que a intenção do endomarketing é produzir, incentivar e manter uma boa relação entre todos os colaboradores da empresa, motivandoos e oferecendo um treinamento, com o intuito de manter os bons colaboradores. Zenone (2010) destaca o endomarketing como uma das quatro etapas para o estabelecimento do marketing de relacionamento, e diz que o mesmo tem a função de decidir que a organização precisa preparar os seus colaboradores em suas funções, evidenciando quais são os seus compromissos. A organização precisa oferecer um treinamento eficiente, mostrando com nitidez a importância que cada colaborador tem em sua função, resultando em um bom trabalho. Nesse sentindo, o Endomarketing ou Marketing Interno é o marketing feito especialmente para os colaboradores da empresa, com o objetivo de deixá-los satisfeitos em trabalhar na organização, fazendo com que se sintam felizes com aquilo que fazem e assim vendam seus produtos/serviços com maior credibilidade. Assim a organização irá obter melhores resultados em relação aos clientes externos, ou seja, haverá aumento das vendas e lucratividade maior. 2.9 TURNOVER Segundo Mobley (1992) o turnover é a interrupção da circunstância do componente de uma empresa por participação de uma pessoa que embolsava compensações monetárias. O turnover é definido pelo movimento dos colaboradores que ingressam e se desligam da organização. Para Chiavenato (2000, p. 178) O termo rotatividade de recursos humanos é usado para definir a flutuação de pessoal entre uma organização e seu ambiente; em outras palavras, o intercâmbio de pessoas entre a organização e o ambiente é definido pelo volume de pessoas que ingressam e que saem da organização. Geralmente, a rotatividade de pessoal é expressa por meio de uma relação percentual entre as admissões e os desligamentos com relação ao número médio de participantes da 33 organização, no decorrer de certo período de tempo. Quase sempre, a rotatividade é expressa em índices mensais ou anuais para permitir comparações, seja para desenvolver diagnósticos, seja para promover providências, seja ainda com caráter preditivo. Ainda para Chiavenato (2000, p. 179) Um dos problemas que vêm preocupando os executivos da área de recursos humanos é a intensificação das saídas ou perdas de recursos humanos, provocando a necessidade de compensá-las através da intensificação das entradas. Em outros termos, os desligamentos de pessoal precisam ser compensados através de novas admissões para se manter o nível de recursos humanos em proporções adequadas para a operação do sistema. Para Marras (2000) o turnover é um fato em muitas empresas. Pequenas ou grandes, com alto ou baixo nível de tecnologia, a admissão e a demissão de funcionários é um movimento normal em todas as empresas. Por isso existe uma parte de recursos humanos exclusivamente para abordar essa movimentação, o ato de recrutar e selecionar. Um dos benefícios que materializa a redução da rotatividade é a tendência de adotar funções e os compromissos em níveis progressivos de dificuldades (DUTRA, 2002). No quadro 1 destaca-se o fluxo de entrada e saídas de pessoal, chamado rotatividade de pessoal ou turnover. Oferta Mercado de trabalho Procura Elevada oferta de empregos. Baixa oferta de recursos humanos. Pequena interação entre MT e MRH. Pleno emprego. Elevada oferta de empregos. Elevada oferta de recursos humanos. Intensa interação entre MT e MRH. Desenvolvimento econômico e absorção de pessoal. Baixa oferta de empregos. Baixa oferta de recursos humanos. Baixa oferta de empregos. Elevada oferta de recursos humanos. Mínima interação entre MRH e MT. Recessão econômica. Pequena interação entre MRH e MT. Recessão e desemprego. Procura Oferta Mercado de RH 34 Quadro 1: Interação entre mercado de trabalho e mercado de recursos humanos. Fonte: Adaptado de Chiavenato (2000, p. 179). Conforme Chiavenato (2000, p. 180) O cálculo do índice de rotatividade de pessoal é baseado no volume de entradas e saídas de pessoal em relação aos recursos disponíveis na organização, dentro de certo período de tempo, e em termos percentuais. Ainda na visão do autor Chiavenato (2000, p. 184) A rotatividade de pessoal não é uma causa, mas o efeito, a consequência de certos fenômenos localizados interna ou externamente à organização que condicionam a atitude e o comportamento do pessoal. É, portanto, uma variável dependente (em maior ou menor grau) daqueles fenômenos internos e/ou externos à organização. Dentre os fenômenos externos, podemos citar a situação de oferta e procura de recursos humanos no mercado, a conjuntura econômica, as oportunidades de empregos no mercado de trabalho etc. Dentre os fenômenos internos que ocorrem na organização podemos citar: a política salarial da organização; a política de benefícios da organização; o tipo de supervisão exercido sobre o pessoal; as oportunidades de crescimento profissional oferecidas pela organização; o tipo de relacionamento humano dentro da organização; as condições físicas ambientais de trabalho da organização; o moral do pessoal da organização; a cultura organizacional da organização; a política de recrutamento e seleção de recursos humanos; a política disciplinar da organização; os critérios de avaliação do desempenho; e o grau de flexibilidade das políticas da organização. Ainda segundo Chiavenato (2000, p. 187) “a rotatividade de pessoal envolve custos primários, secundários e terciários [...]”. Chiavenato (2000, p. 190) relata que: A rotatividade de pessoal – pelos seus inúmeros e complexos aspectos negativos – quando acelerada, torna-se um fator de perturbação. Principalmente quando forçada pelas empresas no sentido de obtenção de falsas vantagens em curto prazo, o certo é que a médio e longo prazos a rotatividade provoca enormes prejuízos à organização, ao mercado e à economia como um todo – e, principalmente, ao empregado tomado individual ou socialmente em relação à sua família. Nesse contexto, entende-se que uma política mal determinada na área de recursos humanos é que provoca a alta rotatividade de pessoal. Por este 35 motivo há contestações e as organizações não conseguem compreender o fato de seu turnover ser elevado. 2.10 COMUNICAÇÃO Para Moritz e Pereira (2006) a comunicação é o mecanismo utilizado pela organização para trocar informações com seus membros, forma entendimentos, comanda atividades, exerce influência e socializa-se, além de gerar e manter um sistema de convicções, símbolos e valores. Os autores ainda fazem uma citação à clássica teoria da comunicação de Claude Shannon (1940) que pode ser observada na figura 3. Nessa teoria foram definidos os elementos básicos da comunicação: a fonte codifica a mensagem e transmite-a por algum canal para o receptor, que decodifica a mensagem e pode enviar ao emissor alguma realimentação. Figura 3: Teoria matemática da comunicação. Fonte: Shannon (1940, apud Soares, 2012, p. 02) Fonte (que pode ser pessoa, processo ou equipamentos que fornece as mensagens); Transmissor (processo ou equipamento que codifica a mensagem e a transmite ao canal); Canal (equipamento ou espaço intermediário entre transmissor e receptor); Receptor (processo ou equipamento que recebe e decodifica a mensagem); Destino (a pessoa, processo ou equipamento a quem é destinada a mensagem); Ruído (perturbações indesejáveis que tendem a alterar, de maneira imprevisível, a mensagem) (SHANNON, apud PIMENTA, 2007, p. 45, apud CAVALCANTE, 2008, p. 17). Segundo Mortiz e Pereira (2006) as organizações têm dois sistemas de comunicação distintos, o formal e o informal. O formal é parte da estrutura da 36 organização e abrange o relacionamento com os supervisores, grupos de trabalho, comitês permanentes e sistemas de informação da administração. O informal resulta do convívio diário dos membros da organização. Os vínculos da cadeia informal são baseados em proximidade, amizade, interesses comuns e benefícios políticos. O sistema de comunicação informal engloba a “rádio peão” e a “difusão de boatos” nas organizações. Estes canais são meios de comunicação aplicados para fazer a transmissão das informações em uma empresa. A seleção do canal de informação a ser praticado consiste no que vai ser transmitido, no resultado e no feedback esperados. Para Cenerine (2009) há algum tempo que a comunicação de qualidade passou a ser considerada como um diferencial em uma organização, pois um sistema de comunicação bem comandado auxilia no caminho para alcançar o sucesso, à medida que um sistema comunicacional com erros leva ao fracasso da organização. Portanto é preciso aperfeiçoar a comunicação entre todos os funcionários a fim de atingir a qualidade das informações, maior produtividade e comprometimento na empresa. 2.11 PROGRAMA 5S Para Campos (1992, p. 173) O programa 5S [...] visa à maneira de pensar das pessoas na direção de um melhor comportamento para toda a vida. [...] não é somente um evento episódico de limpeza, mas uma nova maneira de conduzir a empresa com ganhos efetivos de produtividade. O autor ainda diz que “a sigla 5S deriva de cinco palavras japonesas: SEIRI, SEITON, SEISOH, SEIKETSU e SHITSUKE”. É um programa direcionado a todos os colaboradores da organização; deve ser comandado pela alta administração da organização, baseando-se em educação, treinamento e prática em equipe (CAMPOS, 1992). A seguir, o quadro 2 descreve o significado dos 5S. 37 5S SEIRI (arrumação) SEITON (ordenação) SEISOH (limpeza) SEIKETSU (asseio) SHITSUKE (autodisciplina) PRODUÇÃO ADMINISTRAÇÃO Identificação dos equipamentos, ferramentas e materiais necessários e desnecessários nas oficinas e postos de trabalho. Determinação do local específico ou layout para os equipamentos serem localizados e utilizados a qualquer momento. Identificação de dados e informações necessárias e desnecessárias para decisões. Eliminação de pó, sujeira e objetos desnecessários e manutenção da limpeza nos postos de trabalho. Ações consistentes e repetitivas visando arrumação, ordenação e limpeza, e ainda manutenção de boas condições sanitárias e sem qualquer poluição. Hábito para cumprimento de regras e procedimentos especificados pelo cliente. Determinação do local de arquivo para pesquisa e utilização de dados a qualquer momento. Deve-se estabelecer um prazo de 05 minutos para se localizar um dado. Sempre atualização e renovação de dados para ter decisões corretas. Estabelecimento, preparação e implementação de informações e dados de fácil entendimento que serão muito úteis e práticas para decisões. Hábito para cumprimento dos procedimentos determinados pela empresa. Quadro 02: Significado dos 5S. Fonte: Adaptado de CAMPOS (1992, p. 174). Já para Ribeiro (1999, p. 60) os 5S são definidos da seguinte forma: Seiri (organização), no lar é incutir a ideia que cada um deve limpar o que suja. Na empresa é a forma pela qual se organiza todo o sistema administrativo, voltando às atenções para que cada um venha realmente cumprir com suas finalidades predeterminadas. Em ambos os casos mantem-se o necessário e elimina-se o supérfluo, permitindo aproveitar ao máximo o que realmente é útil. Seiton (arrumação e ordem) é estabelecer o local certo para cada coisa armazenada, com o intuito de otimizar e facilitar a sequência de atividades de qualquer pessoa no desenvolvimento de suas atribuições. Seiso (limpeza) é a análise e manutenção do asseio e da limpeza dos funcionários, dos locais, dos maquinários nos diversos e mais distintos segmentos da empresa. Envolve ainda a pintura do prédio, sua iluminação, ventilação, aproveitamento da claridade natural etc. Seiketsu (higiene e saúde) é a preocupação em manterse nas condições mais favoráveis possíveis de manutenção do viver, garantindo a saúde física e mental. Envolve o asseio pessoal, a ordem no restaurante, no escritório, na área fabril, nos banheiros e o desenvolvimento da ISO 14.000. Shitsuke (disciplina) é a busca da 38 melhoria contínua de cada membro da equipe, empregando treinamentos da força mental, física, moral, a instrução e o autoconhecimento, com vitalidade na busca do desenvolvimento pessoal, social e trabalhista. Conforme Martins (2006) o 5S foi consolidado no Japão na década de 50. Antes da adoção do programa e tradução das palavras em japonês para o português, foram realizados diversos estudos para saber os reais valores do programa. Dessa forma, o programa levou mais 4 (quatro) décadas para a sua implantação aqui no Brasil, sendo publicado de forma formal em maio de 1991. A prática regular dos 5S cumprindo as normas impostas pode contribuir para o progresso das tarefas diárias. Segundo França (2003) a introdução do 5S, tanto pode como também deve ser adaptada conforme as características e necessidades de cada organização, tendo cautela para não entrar em conflito com a cultura do local. Para que a implantação dos 5S seja um sucesso, sua aplicação deve ser iniciada no lar, ir treinando e praticando, para que em seguida seja executada nas organizações (RIBEIRO, 1999). 39 3 METODOLOGIA DE PESQUISA Neste capítulo serão explicados os procedimentos metodológicos adotados na realização deste Trabalho de Conclusão de Curso. Segundo Minayo (2002, p. 16 apud SANTANA e SILVA 2011, p. 64) “entende-se por metodologia o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade”. Já na visão de Cervo e Bervian (2002, p. 24 apud SANTANA e SILVA 2011, p. 64) “método é apenas um conjunto de ordenados procedimentos que se mostram eficientes, ao longo da história, na busca do saber”. Os procedimentos metodológicos são de grande valia para o desenvolvimento de qualquer trabalho, pois estas informações servem para esclarecer os procedimentos aplicados na coleta e tratamento dos dados retirados da empresa. 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA Os procedimentos de pesquisa foram embasados em conceitos bibliográficos retirados de materiais como livros, revistas científicas e artigos de base científica. Com a pesquisa bibliográfica obtivemos informações conceituais que nos possibilitaram a perfeita compreensão dos temas abordados e contribuíram para a elaboração do questionário onde podemos verificar a aplicação desses conceitos no ambiente organizacional de forma que possamos atingir o objetivo maior de nosso estudo, analisar a qualidade de vida na instituição financeira, identificando o comportamento dos funcionários correlacionado com as atitudes da empresa. 40 3.1.1 Pesquisa Bibliográfica É o tipo de pesquisa utilizada para adquirir conhecimento através da utilização de materiais diversos, e para realizá-la é necessário o levantamento de trabalhos de diversos autores, para comparar e assimilar os conceitos relativos ao tema em estudo (BARROS; LEHFELD, 2000 apud ANDRADE e SANTOS, 2011). Segundo Andrade (2006, apud PALMA e NAKAGAMI, 2011) nos cursos de graduação a pesquisa bibliográfica é o início para as atividades acadêmicas e por isso se torna essencial o seu uso. Diversos outros tipos de pesquisa necessitam da pesquisa bibliográfica, como: pesquisa de laboratório, de campo, e na exploratória ela é imprescindível na formulação do tema, no desenvolvimento do assunto e nas citações. 3.1.2 Pesquisa Descritiva Segundo Balbi (2009) a pesquisa descritiva analisa, aponta, correlaciona e esboça os fatos ou fenômenos de uma determinada circunstância sem manipulá-los. Procura explorar e entender as diversas situações da vida social, política, econômica e demais aspectos decorrentes da sociedade. Os procedimentos utilizados na pesquisa descritiva, geralmente, permite ao pesquisador explorar apenas uma percentagem da população alvo almejada, ou seja, há casos que não é necessário pesquisar a população alvo na sua totalidade. Na pesquisa descritiva o pesquisador não altera os fatos, mas sim os estuda, ou seja, os observa, registra, analisa, classifica e interpreta. Essa pesquisa ocorre normalmente nas Ciências Humanas e Sociais, pois são pesquisas de opinião, mercadológica ou de levantamento de dados socioeconômico e psicossociais. Além dos trabalhos científicos ela também é utilizada por empresas comerciais, institutos pedagógicos e partidos políticos. A 41 técnica de padronização de coleta de dados, por meio de questionários, é uma de suas características. (ANDRADE, 2006 apud PALMA e NAKAGAMI, 2011). 3.1.3 Pesquisa Exploratória De acordo com Moretti (2008) a pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo trabalho científico. Sua funcionalidade é proporcionar maiores informações sobre determinado assunto, facilitar a definição de um tema de trabalho, compor os objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa. No decorrer da pesquisa exploratória avalia-se a viabilidade de desenvolver uma boa pesquisa sobre deliberado assunto. Na visão de Andrade (2006, apud PALMA e NAKAGAMI, 2011) a pesquisa exploratória é a parte inicial de todo o trabalho científico, no qual o seu intuito é gerar mais informações sobre certos assuntos, ajudar no desenvolvimento do tema do trabalho, apontar os objetivos do trabalho ou ajudar na formulação das hipóteses. Por meio deste tipo de pesquisa é possível avaliar o bom desenvolvimento sobre o assunto. 3.1.4 Pesquisa Qualitativa Segundo Diehl (2004, apud SANTANA e SILVA, 2011) a pesquisa qualitativa descreve a complexidade de determinado problema, sendo necessário compreender e classificar os processos dinâmicos vividos nos grupos, contribuir no processo de mudança, possibilitando o entendimento das mais variadas particularidades dos indivíduos. Na visão de Rodrigues (2007) as informações obtidas não podem ser quantificadas, os dados obtidos são analisados indutivamente e o esclarecimento dos acontecimentos e a atribuição de significados são essenciais no processo de pesquisa qualitativa. 42 3.1.5 Pesquisa Quantitativa De acordo com Diehl (2004, apud SANTANA e SILVA, 2011) a pesquisa quantitativa pelo uso da quantificação, consiste tanto na coleta quanto no tratamento das informações, utilizando-se de dados estatísticos, idealizando resultados que previnam possíveis alterações de avaliação e interpretação, permitindo uma maior margem de segurança. Para Rodrigues (2007) a pesquisa quantitativa revela em números, as opiniões e informações para serem classificadas e analisadas. Utilizam-se técnicas estatísticas. 3.2 COLETA DE DADOS O trabalho foi elaborado através de pesquisas bibliográficas, já que sua fundamentação foi toda realizada por meio de pesquisa em obras e periódicos. A pesquisa exploratória teve o intuito de fazer um estudo mais profundo no assunto, com base na coleta de dados feita de forma quantitativa através de um questionário aplicado dentro da empresa escolhida, a pesquisa foi realizada com o objetivo de se conhecer como a QVT (Qualidade de Vida Total) está sendo direcionado dentro da empresa. A pesquisa de campo foi efetuada com os funcionários da Caixa Econômica Federal, uma instituição financeira, que forneceu dados para compreendermos os fatos que ocorrem dentro da mesma. Para coleta de dados, foi aplicado um questionário com perguntas fechadas, utilizando a escala de Likert, em que “os respondentes são solicitados não só a concordarem ou discordarem das afirmações, mas também a informarem qual o seu grau de concordância/ discordância” (MATTAR 1999, p. 216 apud PALMA e NAKAGAMI 2011, p. 39). O questionário conta com 28 questões fechadas, que foram aplicados no período de 13 a 15 de agosto de 2012, na Caixa Econômica Federal, sediada em Cornélio Procópio. Os questionários foram entregues em todas as áreas 43 administrativas, correspondente a uma população de aproximadamente 45 funcionários e obtivemos uma amostra de 22 questionários respondidos. 3.2.1 Seleção Dos Entrevistados Os entrevistados escolhidos foram os funcionários da Caixa Econômica Federal, considerados principais interessados na Qualidade de Vida. 3.2.2 População Segundo Honorato (2004, p. 101 apud PALMA e NAKAGAMI 2011, p. 48) população “é a soma de todos os elementos cujas características são de interesse do pesquisador”. Para Gil (2002, p. 91 apud PALMA e NAKAGAMI 2011, p. 48) define população como “[...] um conjunto de elementos que possuem determinadas características. Comumente fala-se de população como referência ao total de habitantes de determinado lugar”. 3.2.3 Amostra De acordo com Marconi e Lakatos (2003, p. 163 apud PALMA e NAKAGAMI 2011, p. 48) “a amostra é uma parcela convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto do universo”. A amostra estabelecida para o presente estudo serão 22 funcionários da Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio – PR. 44 3.2.4 Limitações de Estudo Como limitação de estudo, encontramos algumas dificuldades: primeiramente a troca da empresa pesquisada, fizemos contato com uma empresa de Bandeirantes - PR, onde foram acertados todos os detalhes, tempos depois o gerente em exercício de suas funções sofreu um acidente de trabalho, e o gerente substituto nos impediu de continuar a pesquisa na empresa. A partir deste fato entramos em contato com a Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio - PR, que nos recebeu de braços abertos, porém nem todos os funcionários se disponibilizaram em responder o questionário, desta forma não obtivemos a colaboração de todos, pois alguns tinham medo de responder por serem questões pessoais relacionadas ao clima organizacional. 3.2.5 Histórico Da Empresa A figura 4 apresentada na sequência mostra a fachada da primeira Caixa Econômica Federal, inaugurada em 1861. Figura 4: Ilustração da primeira Caixa C.F. Fonte: http://www12.caixa.gov.br/portal/public/acaixa/home/a_vida_pede_mais_que_um_banco/historia/ 45 No dia 12 de janeiro de 1.861, há 151 anos, Dom Pedro II firmou o Decreto nº 2.723, que deu início a Caixa Econômica da Corte. Desde então, a CAIXA acompanha o trajeto do país, participando do seu crescimento, nas transformações mais notáveis da história do país, como a troca de regimes políticos, processos de urbanização e industrialização. Com o conhecimento adquirido, em 1931 foi inaugurado operações de empréstimo por consignação para pessoas físicas; após três anos, o governo federal determinou que a instituição passasse a ser a única a fazer empréstimos sob penhor. No mesmo ano foi assinada a hipoteca para aquisição de imóveis da CAIXA do Rio de Janeiro. Em 1986, a CAIXA juntou-se ao Banco Nacional de Habitação (BNH) tornando-se a maior agente nacional em financiamentos de casa própria, de desenvolvimento urbano e principalmente do saneamento básico. No mesmo ano o BNH ficou extinto, e a CAIXA tornou-se a mais importante agente do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) passando a administrar o FGTS. Quatro anos depois iniciou ações para atrair todas as contas vinculadas do FGTS, sendo que na época, eram administradas por mais de setenta instituições bancárias. Ao longo de seu trajeto, a CAIXA vem firmando um estreito vínculo com a população atendendo às suas necessidades, como empréstimos FGTS, poupança, Seguro-Desemprego, crédito educativo, Programa de Integração Social (PIS), transferência de benefícios sociais e financiamento habitacional. Ainda deu à população brasileira a oportunidade de idealizar uma vida melhor, através de Loterias Federais. Desde sua criação, a CAIXA não parou de se desenvolver, ampliar suas áreas de atuação e de diversificar. Além de atender trabalhadores, correntistas, apostadores e beneficiários de programas sociais, e ainda apoia e acredita nas iniciativas artístico-culturais, desportivas e educacionais em todo o Brasil. Atualmente, a CAIXA é vista no mercado como um banco sólido, de grande porte e moderno. Primordial agente das políticas públicas do governo federal, a instituição atua em todo o país, sem esquecer seu principal propósito: acreditar nas pessoas. 46 A figura 5 traz a atual fachada da Caixa E. F. com suas cores padrão em azul e branco. Figura 5 – Ilustração da atual fachada da Caixa E.F. Fonte: http://www12.caixa.gov.br/portal/public/acaixa/home/a_vida_pede_mais_que_um_banco/historia/ 3.2.6 Missão Atuar no incentivo da cidadania e do crescimento da sustentabilidade do País, como instituição financeira, encarregada das políticas sociais e associada estratégica do Estado brasileiro. 3.2.7 Valores Empresariais - Nosso trabalho é importante para a sociedade; - Temos orgulho de trabalhar na CAIXA; - Juntos podemos mais; - Nossas atividades são pautadas pela ética; - Respeitamos as ideias, as opções e as diferenças de toda a sociedade; - A liderança se faz pelo exemplo; - Somos inovadores no que fazemos. 47 4 ANÁLISE DE DADOS, DESEVOLVIMENTO E RESULTADOS A análise de dados foi realizada após a coleta e estudo sobre os resultados alcançados por meio do questionário aplicado a uma população de aproximadamente 45 funcionários, e obtivemos uma amostra de 22 questionários respondidos, equivalente a 50% da população da Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio – Paraná. Após analisar os dados coletados, foram produzidos gráficos para uma melhor visualização dos resultados. Resultados estes que foram correlacionados aos objetivos de estudo. Na visão de Marconi e Lakatos (2005, p. 34 apud SANTANA e SILVA 2011, p. 71) “uma vez manipulados os dados e obtidos os resultados, o passo seguinte é a análise e interpretação destes, constituindo-se ambas no núcleo central da pesquisa”. Conforme Gil (1994, p. 168 apud SANTANA e SILVA 2011, p. 71) “a interpretação dos dados tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos”. Portanto, a pesquisa buscou alcançar os resultados, com todos os métodos e procedimentos expostos, no qual, pudessem estabelecer ideias relacionadas ao tema proposto. 4.1 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1.1 Perfil dos entrevistados No gráfico 1, apresenta-se o índice dos sexos dos funcionários da Caixa Econômica Federal. 48 Masculino Feminino 23% 17 funcionário – 77% 05 funcionários – 23% 77% Gráfico 1 – Percentuais do sexo dos entrevistados. Fonte: Das autoras. Com relação ao sexo dos entrevistados, observa-se que 77% correspondente a dezessete homens e 23% correspondem a cinco mulheres, sendo elas a minoria presente na instituição financeira. Na sequência, o gráfico 2 apresenta os valores percentuais referente ao grau de escolaridade do público alvo. Ensino médio completo 5% Superior completo Pós graduado 45% 50% 11 funcionário – 50% 10 funcionários – 45% 01 funcionário – 5% Gráfico 2 – Escolaridade. Fonte: Das autoras. Com relação ao grau de escolaridade, verificou-se que 5% possuem apenas ensino médio completo, 50% da amostra, possuem ensino superior completo, e 45% são pós-graduados. 49 Portanto 95% dos entrevistados, o equivalente a 21 funcionários, possui ensino superior, o que lhes proporciona uma cultura mais elevada, com conhecimentos técnicos e uma opinião mais crítica até mesmo sobre o mundo. O gráfico 3, apresenta o tempo que cada funcionário está presente na instituição financeira. 01 à 02 anos 4% 03 à 04 anos 32% 64% acima de 10 anos 14 funcionários – 64% 07 funcionários – 32% 01 funcionário – 4% Gráfico 3 – Tempo de empresa. Fonte: Das autoras. Com relação ao tempo de empresa, observa-se que 4% dos entrevistados trabalham na Caixa há menos de 02 anos, 32% trabalha há menos de 04 anos, e os 64% restantes estão na Caixa há mais de 10 anos. Entende-se que os funcionários que estão na Instituição há mais tempo, possuem uma vasta experiência profissional o que contribui para o andamento do atendimento, na solução de problemas rotineiros e no clima organizacional. O quadro 3 apresenta um resumo do perfil dos funcionários. Sexo Escolaridade Tempo de empresa 77% homens 95% ensino superior 64% há mais de 10 anos Quadro 3 – O perfil dos funcionários. Fonte: Das autoras. Através do quadro 3 nota-se que 77% são homens, 95% têm ensino superior e 64% dos funcionários trabalham na Caixa há mais de 10 anos. 50 4.1.2 A opinião do funcionário Após a caracterização da amostra, serão apresentados na sequência, os resultados e as análises referentes à percepção dos funcionários quanto à qualidade de vida exercida nesta instituição financeira em questão, levando em consideração os seguintes itens: motivação, clima organizacional, segurança do trabalho, plano de cargos e salário, treinamento e comunicação. 4.1.3 Com relação à motivação no ambiente de trabalho O gráfico 4 apresenta a percepção dos funcionários quanto ao salário ser um elemento que mais motiva os funcionários no ambiente de trabalho. 5% 5% Concordo totalmente Concordo Nem concordo/ nem discordo Discordo totalmente 32% 58% 13 funcionários – 58% 07 funcionários – 32% 01 funcionário – 5% Gráfico 4 – Importância do salário. Fonte: Das autoras. Observa-se no gráfico 4 que, 5% dos entrevistados concordam totalmente, 58% apenas concordam, 32% dos funcionários nem concordam / nem discordam, e 5% discorda totalmente de que o fator salário seja o elemento que mais motiva o funcionário. Segundo Paschoal (1998) o salário é fundamental para o vínculo entre a organização e o colaborador. Portanto, a remuneração salarial torna-se imprescindível em qualquer atividade laboral, e nota-se que na instituição 51 financeira pesquisada a maioria dos funcionários é da mesma opinião, mostrando assim ser este o elemento que mais os motiva. A seguir o gráfico 5 mostra a opinião dos funcionários quanto ao reconhecimento recebido, através do salário, sendo este compatível com as funções de cada um. Concordo 5% Nem concordo/ nem discordo 36% 36% Discordo Discordo totalmente 23% 08 funcionários – 36% 05 funcionários – 23% 01 funcionário – 5% Gráfico 5 – Reconhecimento da mão obra. Fonte: Das autoras. Observa-se no gráfico 5 que 36% dos entrevistados concordam, 23% dos funcionários nem concordam / nem discordam, 36% discorda e 5% discorda totalmente de que são reconhecidos pelo trabalho que fazem através do salário que recebem. Com esse gráfico percebe-se que a maioria dos funcionários entrevistados não está satisfeito com o valor do salário que recebem, acreditando que o salário seja incompatível com a função que cada um exerce. Tal pensamento pode lhe trazer desmotivação, dificultando o andamento de suas funções, refletindo assim no seu humor e no clima organizacional. O gráfico 6 mostra a opinião dos funcionários em relação ao salário recebido por cada setor, se é compatível comparado com outras instituições financeiras existentes na região. 52 Concordo totalmente 9% Concordo Nem concordo/ nem discordo 27% Discordo 9% 55% 12 funcionários – 55% 06 funcionários – 27% 02 funcionários – 9% Gráfico 6 – Salário de acordo com a tabela de mercado. Fonte: Das autoras. De acordo com esse gráfico, 9% concordam totalmente, 27% discordam, outros 9% nem concordam / nem discordam e a maioria, ou seja, 55% concordam que a instituição financeira paga um salário de acordo com a tabela de mercado para cada setor, comparando com outras instituições existentes na região. Apesar dos funcionários acreditarem que não são reconhecidos pelo trabalho que fazem através do salário que recebem, conforme gráfico 5, isto representa que os funcionários são valorizados, pois o salário pago pela Caixa é compatível com o de outras instituições financeiras. O gráfico 7 representa a opinião dos funcionários se a Caixa Econômica Federal proporciona um elevado nível de realização profissional aos funcionários. 53 Concordo 5% Nem concordo/ nem discordo 32% Discordo Discordo totalmente 36% 08 funcionários – 36% 07 funcionários – 32% 06 funcionários – 27% 01 funcionário – 5% 27% Gráfico 7 – Realização profissional Fonte: Das autoras. Observando esse gráfico percebemos que apenas 5% discorda totalmente, 27% nem concordam / nem discordam, 32% concordam e 36% discordam que a Caixa proporciona um elevado nível de realização profissional aos seus colaboradores e funcionários. Para Ettinger (2003) é preciso que as pessoas se sintam bem em seu ambiente de trabalho, tenham satisfação e motivação em fazê-lo. Os funcionários que estiverem realizados profissionalmente com certeza trarão maior produtividade no local de trabalho. O gráfico 8 ilustra a opinião dos entrevistados sobre o reconhecimento e valorização da Caixa em relação ao trabalho executado por cada um. Concordo Nem concordo/ nem discordo 5% 9% Discordo 18% 68% Gráfico 8 – Reconhecimento e valorização dos funcionários. Fonte: Das autoras. Discordo totoalmente 15 funcionários – 68% 04 funcionários – 18% 02 funcionários – 9% 01 funcionário – 5% 54 Através do gráfico 8 podemos ver que somente 5 % discorda totalmente, 9% concordam, 18% nem concordam / nem discordam e 68% discordam que a Caixa reconhece e valoriza o trabalho executado por cada funcionário. Infelizmente a instituição financeira não se preocupa em valorizar o trabalho executado por cada funcionário, na prática não demonstra reconhecimento, sua forma de valorização é pagar um salário mensal, mas deveria passar a se preocupar e demonstrar mais, pois conforme Bergamini et al. (2007) a melhor forma de motivar os funcionários seria dando destaque à conduta social dos mesmos. O gráfico 9 mostra a opinião dos funcionários de que os principais fatores que levam alguém a se candidatar a uma vaga na Caixa são: o treinamento oferecido, oportunidade de crescimento, estabilidade no emprego, salário somado a benefícios e a imagem da empresa. Concordo totalmente 4% 9% 14% Concordo Nem concordo/ nem discordo Discordo 73% 16 funcionários – 73% 03 funcionários – 14% 02 funcionários – 9% 01 funcionário – 5% Gráfico 9 – Fatores que levam alguém a se candidatar a uma vaga na Caixa. Fonte: Das autoras. Pode-se observar que 4% discorda, 9% concorda totalmente, 14% nem concorda / nem discorda e 73% concordam que são esses os motivos para que uma pessoa se candidate a uma vaga na instituição. A Caixa é uma instituição renomada e de grande peso no mercado financeiro, e ter esta instituição no currículo pode abrir muitas portas, e pra quem opta em permanecer no emprego faz isto pela estabilidade e pelas oportunidades de crescimento. 55 Já o gráfico 10 demonstra a opinião dos funcionários, em termos gerais de motivação no trabalho, se a Caixa tem se comprometido com a realização pessoal de seus colaboradores. Concordo Nem concordo/ nem discordo 27% Discordo 46% 10 funcionários – 46% 06 funcionários – 27% 27% Gráfico 10 – Realização pessoal. Fonte: Das autoras. Nota-se que 27% concordam, outros 27% nem concordam / nem discordam e 46% discordam de que a instituição financeira tem se comprometido com a realização pessoal de seus funcionários. Apesar da instituição financeira não estar muito preocupada com a realização pessoal de seus funcionários, conforme Bergamini et al. (2007) aos supervisores caberia deixar clara a sua preocupação com as necessidades, os desejos e os problemas dos subordinados. O quadro 4 traz as opiniões dos funcionários quanto à motivação no ambiente de trabalho. Importância do salário Reconhecimento da mão de obra Salário / tabela de mercado Realização profissional Concordo Totalmente Concordo Nem conc. / nem disc. Discordo Discordo totalmente 5% 58% 32% - 5% - 36% 23% 36% 5% 9% 55% 9% 27% - - 32% 27% 36% 5% 56 Reconhecimento e valorização Fatores que levam alguém a se candidatar Realização pessoal - 9% 18% 68% 5% 4% 73% 14% 4% - - 27% 27% 46% - Quadro 4 – Motivação no ambiente de trabalho. Fonte: Das autoras. De acordo com os gráficos relacionados à motivação, nota-se que os funcionários não estão motivados, pois acreditam que a instituição não proporciona elevado nível de realização profissional nem pessoal e não são reconhecidos e valorizados pelo trabalho feito por cada um, porém acreditam que o salário pago pela instituição é compatível comparado com o de outras instituições financeiras da região e os motivos para alguém se candidatar a uma vaga na Caixa são o treinamento, oportunidade de crescimento, estabilidade, salário somado a benefícios e a imagem da empresa. A motivação é resultado de atitudes de uma gestão de pessoas direcionada para a satisfação e bem estar de seus funcionários, tendo por base as recompensas e benefícios - monetários ou não - oferecidos aos empregados (NAKAMURA et al., 2005). Nesse contexto sugere-se que a instituição passe a se preocupar mais com a realização profissional e pessoal de seus funcionários e lhes ofereça os benefícios em forma de espécie, pois esse é o elemento que mais os motiva. 4.1.4 Com relação ao clima organizacional O gráfico 11 mostra se na instituição financeira há um bom relacionamento entre o superior imediato e os subordinados dentro do seu setor. 57 Concordo Nem concordo/ nem discordo 14% Discordo 54% 32% 12 funcionários – 54% 07 funcionários – 32% 03 funcionários – 14% Gráfico 11 – Relacionamento entre superior imediato e os subordinados. Fonte: Das autoras. Nota-se através do gráfico 11 que 14% discorda, 32% nem concorda / nem discorda e 54% concorda que existe um bom relacionamento entre o superior imediato e os seus subordinados. É importante que o líder tenha um bom relacionamento com seus subordinados, para que assim, ele tenha uma facilidade maior em observar se seus subordinados estão motivados no ambiente de trabalho. O gráfico 12 mostra se há um relacionamento agradável entre os empregados e os setores. Concordo totalmente Concordo 5% 4% Nem concordo/ nem discordo Discordo 41% 50% Gráfico 12 – Relacionamento entre os setores. Fonte: Das autoras. 11 funcionários – 50% 09 funcionários – 41% 01 funcionário – de 4% a 5% 58 O gráfico 12 aponta que 4% concorda totalmente, 5% discorda, 41% nem concorda / nem discorda e 50% concorda que existe um bom relacionamento entre os empregados e os setores. Este item é essencial para que a organização funcione de forma correta, pois havendo um bom relacionamento entre os empregados e setores haverá maior facilidade para que estes trabalhem em conjunto. A seguir o gráfico 13 mostra o grau de satisfação profissional, e o quanto o funcionário está realizado com seu trabalho dentro da instituição. Concordo totalmente 5% Concordo 18% Nem concordo/ nem discordo 41% 36% Discordo 09 funcionários – 41% 08 funcionários – 36% 04 funcionário – 18% 01 funcionário – de 4% a 5% Gráfico 13 – Satisfação profissional Fonte: Das autoras. O gráfico 13 mostra que 5% dos funcionários entrevistados concorda totalmente, 18% discorda, 36% nem concorda / nem discorda e 41% concorda que estão satisfeitos profissionalmente, eles sentem-se realizados com o atual trabalho. Corroborando com Chiavenato (2000, apud PALMA e NAKAGAMI, 2011) o clima organizacional está particularmente associado com o nível de motivação de seus funcionários, pois quando há motivação também há maior interesse, colaboração e animação. Caso contrário haverá frustrações, barreiras que irão causar apatia, desinteresse, insatisfação, entre outros fatores. O gráfico 14 representa as diferentes opiniões sobre o superior imediato aceitar facilmente as sugestões dadas por cada funcionário. 59 Concordo totalmente Concordo 5% 4% Nem concordo/ nem discordo 18% 32% Discordo Discordo totalmente 09 funcionários – 41% 07 funcionários – 32% 04 funcionários – 18% 01 funcionário – de 4% a 5% 41% Gráfico 14 – Aceitação das sugestões pelo superior imediato. Fonte: Das autoras. Pode-se ver no gráfico 14 que 4% concorda totalmente, 5% discorda totalmente, 18% discorda, 32% concorda e a maioria, ou seja, 41% nem concorda / nem discorda de tal afirmação. Apesar da maioria não ter uma opinião formada, 36% dos funcionários concordam que o superior imediato aceita facilmente as sugestões dadas. Esse é um ponto positivo, pois faz com que os funcionários opinem mais, auxiliando o superior a identificar os pontos que estão desagradando os funcionários dentro da instituição. O gráfico 15 retrata se o relacionamento entre todos os funcionários no ambiente de trabalho é amigável. Concordo Nem concordo/ nem discordo 9% Discordo 27% 27% Discordo totalmente 08 funcionários – 37% 06 funcionários – 27% 02 funcionários – 9% 37% Gráfico 15 – Relacionamento entre os funcionários. Fonte: Das autoras. 60 Nota-se no gráfico 15 que 9% discorda totalmente, 27% concorda, outros 27% discorda e 37% nem concorda / nem discorda que o relacionamento entre os funcionários seja amigável. Esse gráfico demonstra que não há um relacionamento amigável entre os funcionários, assim esse ponto deve ser trabalhado para que se descubram quais os aspectos que incomodam os colegas para que haja uma melhoria na convivência no ambiente de trabalho. O gráfico 16 mostra se há competitividade exagerada no ambiente de trabalho. Concordo 9% Nem concordo/ nem discordo Discordo 36% 23% Discordo totalmente 08 funcionários – 36% 07 funcionários – 32% 05 funcionários – 23% 02 funcionários – 9% 32% Gráfico 16 – Competitividade exagerada. Fonte: Das autoras. Observa-se no gráfico 16 que 9% discorda totalmente, 23% discorda, 32% nem concorda / nem discorda e 36% concorda dizendo que raramente percebe que existe competitividade exagerada entre os colegas de trabalho. É um ponto positivo haver certa competitividade no ambiente de trabalho, se não for exagerada, pois isso influencia na produtividade, fazendo com que cada funcionário faça um trabalho melhor que o outro, sendo vantajoso para a instituição. O quadro 5 demonstra as opiniões dos funcionários quanto ao clima organizacional presente na instituição. 61 Relacionamento entre superior e subordinado Relacionamento entre setores Satisfação profissional Aceitação de sugestões Relacionamento entre os funcionários Competitividade exagerada Concordo Totalmente Concordo Nem conc. / nem disc. Discordo Discordo totalmente - 54% 32% 14% - 4% 50% 41% 5% - 5% 41% 36% 18% - 4% 32% 41% 18% 5% - 27% 37% 27% 9% - 36% 32% 23% 9% Quadro 5 – Clima organizacional. Fonte: Das autoras. Nota-se que na instituição financeira em estudo há um bom clima organizacional, pois existe um bom relacionamento entre o superior imediato e os subordinados, o relacionamento entre os empregados e setores é amigável, os funcionários estão satisfeitos profissionalmente e não há competitividade exagerada, corroborando com Chiavenato (1997, p. 126 apud SOUZA 2005) que diz que o Clima Organizacional constitui um composto de emoções predominantes em certa organização que compreende a satisfação dos profissionais em sua carreira de trabalho e em aspectos afetivos / emocionais, refletindo no vínculo com os companheiros de trabalho, com todos os superiores e com os clientes de modo geral. 4.1.5 Com relação à segurança do trabalho O gráfico 17 reflete os resultados dos funcionários que opinaram se é satisfatória a preocupação com os acidentes de trabalho na empresa, tendo em vista que há um significativo cuidado com a saúde do funcionário. 62 Concordo totalmente 5% 4% Concordo 9% Nem concordo/ nem discordo Discordo Discordo totalmente 32% 50% 11 funcionários – 50% 07 funcionários – 32% 05 funcionários – 23% 02 funcionários – 9% 01 funcionário – de 4% a 5% Gráfico17 – Preocupação com acidentes de trabalho. Fonte: Das autoras. Nessa questão houve diversas opiniões, observa-se no gráfico 17 que apenas 4% concorda totalmente, 5% discorda totalmente, 9% discorda, 32% nem concorda / nem discorda e 50% dos funcionários concorda que a instituição financeira se preocupa com a saúde do funcionário. De acordo com a maioria dos funcionários a Caixa se mostra preocupada com a saúde do funcionário, mesmo que alguns dos procedimentos preventivos não sejam suficientes. Segundo Evangelinos e Marchetti (2003) é significativa a possibilidade de harmonizar a economia da organização com a saúde do indivíduo no trabalho. O gráfico 18 mostra se é satisfatório o cuidado que a instituição financeira tem com a segurança pessoal dos funcionários, através de programas de prevenção de acidentes como stress, neurose e lesões por esforços repetitivos. 63 Concordo totalmente 5% 9% Concordo Nem concordo/ nem discordo Discordo 27% Discordo totalmente 41% 09 funcionários – 41% 06 funcionários – 27% 04 funcionários – 18% 01 funcionários – de 4% a 5% 18% Gráfico 18 – Cuidado satisfatório com a saúde do funcionário. Fonte: Das autoras. Dos funcionários entrevistados, nota-se no gráfico 18, que 5% discorda totalmente, 9% concorda totalmente, 18% nem concorda / nem discorda, 27% concorda e 41% discordam que a instituição financeira tenha uma cuidado satisfatório com a saúde dos funcionários. Na instituição em estudo, há um programa de prevenção de acidentes, onde cada funcionário tem o direito de descansar por 05 (cinco) minutos a cada 01 (uma) hora trabalhada. Porém a maioria dos funcionários acredita que somente este tempo de descanso não é o suficiente para se desligar do stress institucional, e que também outras medidas poderiam ser adotadas em relação à saúde e segurança do trabalho. Rocha (2005) coloca a sobrecarga de tarefas como um dos acidentes de trabalho, onde ela é considerada como um dos motivos que leva ao stress. Isso acontece por causa das exigências impostas e que sempre ultrapassam o extremo da capacidade de adaptação. E os fatores que resultam na sobrecarga são: urgência do tempo; responsabilidade excessiva; falta de apoio e expectativas contínuas de nós mesmos e daqueles que estão a nossa volta. O gráfico 19 mostra se a instituição financeira dispõe de boas instalações físicas. 64 Concordo totalmente 5% Concordo Nem concordo/ nem discordo 27% Discordo 10 funcionários – 45% 06 funcionários – 27% 05 funcionários – 23% 01 funcionário – de 4% a 5% 45% 23% Gráfico 19 – Boas instalações físicas. Fonte: Da autora. Observa-se através do gráfico 19 que 5% dos funcionários concorda totalmente, 23% nem concorda / nem discorda, 27% discorda e 45% concorda que existe boas instalações físicas, como iluminação, ventilação e níveis adequados de ruído, proporcionando um bom ambiente de trabalho. É importante organizacional, pois que os haja boas acidentes instalações de físicas trabalho podem no ambiente ocorrer no desenvolvimento do trabalho ou pelas condições do ambiente. Para Rocha (2005) o ruído excessivo pode ocasionar o stress, motivando a irritação e podendo reduzir o grau de concentração, especialmente nas atividades que apresentam certa dificuldade, o que acaba afetando o desempenho do indivíduo, levando-o à fadiga física. Na sequência o gráfico 20 demonstra quanto à existência de programas de segurança, saúde e prevenção de acidentes, e se as informações deste programa são regularmente repassadas aos funcionários. 65 Concordo totalmente 5% 4% Concordo 9% Nem concordo/ nem discordo Discordo Discordo totalmente 23% 13 funcionários – 59% 05 funcionários – 23% 02 funcionários – 9% 01 funcionário – de 4% a 5% 59% Gráfico 20 – Programas de prevenção de acidentes. Fonte: Das autoras. Nota-se no gráfico 20 que 4% concorda totalmente, 5% discorda totalmente, 9% discorda, 23% nem concorda / nem discorda, e 59% concorda que há programas de segurança e prevenção de acidentes e as informações do programa são regularmente repassadas aos funcionários. Anualmente a instituição oferece palestras relacionadas à segurança do trabalho, para que assim, os funcionários estejam sempre informados sobre como prevenir os diversos acidentes de trabalho. É necessário ter uma equipe cuidando da segurança no trabalho, que é também uma maneira de assegurar o negócio, pois os funcionários que trabalham com maior segurança fazem com que as relações humanas sejam melhoradas aumentando a produtividade. O quadro 6 demonstra as opiniões dos funcionários referente à segurança do trabalho exercida na Instituição. Preocupação c/ acidentes Cuidado c/ a saúde do func. Boas instalações físicas Concordo Totalmente 4% Concordo Discordo 50% Nem conc. / nem disc. 32% 9% Discordo totalmente 5% 9% 27% 18% 41% 5% 5% 45% 23% 27% - 66 Programa de prevenção de acidentes 4% 59% 23% 9% 5% Quadro 6 – Segurança no trabalho. Fonte: Das autoras. A Caixa tem certos cuidados com a saúde e segurança dos seus funcionários, possuindo boas instalações físicas e programas de prevenção de acidentes, porém os funcionários não estão satisfeitos com tais medidas, acreditando que a instituição poderia se dedicar mais através de outros programas de prevenção de acidentes e garantindo uma segurança maior. 4.1.6 Com relação ao plano de cargos e salários O gráfico 21 mostra o grau de concordância quanto à existência de um plano de cargos e salários registrado pelo Ministério do Trabalho e sua plena divulgação aos funcionários. Concordo totalmente 4% concordo 23% 18% Nem concordo/ nem discordo Discordo 12 funcionários – 55% 05 funcionários – 23% 04 funcionários – 18% 01 funcionário – de 4% a 5% 55% Gráfico 21 – Plano de cargos e salários divulgado aos funcionários. Fonte: Das autoras. Observa-se no gráfico 21 que 4% discorda, 18% nem concorda / nem discorda, 23% concorda totalmente, e 55% concorda que a instituição financeira onde trabalham possui um plano de cargos e salários registrado pelo Ministério do Trabalho e plenamente divulgado a todos os funcionários. 67 Chiavenato (2000) explica que um dos meios de motivação dos empregados é o plano de cargos e salários. Nesse plano é especificado o assunto, a técnica de trabalho e a correlação com os outros cargos, na percepção de satisfazer todas as exigências da organização e também as condições particulares do seu ocupante. Nas entranhas, o plano de cargos apresenta como os administradores planejam os cargos de cada indivíduo e harmonizam em unidades, repartições e corporações. Na sequência o gráfico 22 traz a concordância quanto à divulgação dos benefícios existentes na instituição, sua divulgação e disponibilização. Concordo totalmente 5% Concordo 19% Nem concordo/ nem discordo Discordo totalmente 14% 13 funcionários – 62% 04 funcionários – 19% 03 funcionários – 14% 01 funcionário – de 4% a 5% 62% Gráfico 22 – Benefícios. Fonte: Das autoras. Nota-se que 5% concorda totalmente, 14% nem concorda / nem discorda, 19% discorda totalmente, e 62% concorda que os benefícios como vale transporte, assistência médica e / ou odontológica, seguro de vida e vale alimentação, são plenamente divulgados aos funcionários no momento da contratação e disponibilizados conforme a necessidade de cada funcionário. Os benefícios, como vale transporte e seguro de vida, são disponibilizados apenas para os funcionários que queiram adquiri-los, pois é cobrada uma taxa por cada benefício. Na visão de Magno (1982) os benefícios 68 anexos à remuneração produzem um incentivo para alcançar os objetivos almejados e as metas estabelecidas pela organização. O quadro 7 demonstra a opinião dos funcionários quanto à divulgação e utilização do plano de cargos e salários e dos benefícios na instituição. Concordo Totalmente Concordo Nem concd / nem disc Discordo Discordo totalmente 23% 55% 18% 4% - 5% 62% 14% - 19% Plano de C. e salários divulgados Benefícios Quadro 7 – Plano de Cargos e Salários. Fonte: das autoras. Em relação ao plano de cargos e salários, os funcionários estão satisfeitos, pois este é divulgado no momento da contratação, assim como os benefícios oferecidos pela instituição, corroborando com Paschoal (1998) que diz que o salário é fundamental para o vínculo entre a organização e o colaborador, sem ignorar que o convívio entre os companheiros de trabalho e a direção, o clima da organização, a assistência fornecida pela organização e a admissão pelas tarefas realizadas também são importantes. 4.1.7 Com relação ao treinamento O gráfico 23 mostra a concordância quanto à regularidade dos treinamentos disponibilizados pela aperfeiçoamento de seus funcionários. instituição para a qualificação e 69 Concordo totalmente 9% 9% Concordo Nem concordo/ nem discordo 14% Discordo Discordo totalmente 18% 50% 11 funcionários – 50% 04 funcionários – 18% 03 funcionários – 14% 02 funcionários – 9% Gráfico 23 – Treinamentos regulares. Fonte: Dos autores. No gráfico 23 percebe-se que 9% concorda totalmente, outros 9% discorda totalmente, 14% discorda, 18% nem concorda / nem discorda e 50% concorda que a instituição financeira realiza regularmente treinamento para a qualificação e aperfeiçoamento de seus funcionários. O treinamento é realizado também para os funcionários que estão trabalhando na instituição há mais tempo, pois conforme Ferreira (1979) o treinamento pode ter como propósito preparar o indivíduo para desenvolver funções que possa vir a exercer ou desenvolver suas aptidões para obter maior satisfação nas funções já realizadas. O gráfico 24 mostra a opinião dos funcionários se o treinamento que recebem é o suficiente para os funcionários executarem suas tarefas. 70 Concordo Nem concordo/ nem discordo 5% Discordo 23% Discordo totalmente 10 funcionários – 45% 06 funcionários – 27% 05 funcionários – 23% 01 funcionário – de 4% a 5% 45% 27% Gráfico 24 – Treinamento suficiente. Fonte: Das autoras. Observa-se que 5% discorda totalmente, 23% concorda, 27% nem concorda / nem discorda e 45 % discordam que o treinamento seja o suficiente. O quadro 8 demonstra a opinião dos funcionários quanto ao treinamento oferecido e exercido na instituição. Treinamentos regulares Treinamento suficiente Concordo Totalmente Concordo Nem concd / nem disc Discordo Discordo totalmente 9% 50% 18% 14% 9% - 23% 27% 45% 5% Quadro 8 – Treinamento. Fonte: das autoras. Apesar dos funcionários conseguirem obter um bom aprendizado com o treinamento que recebem antes de exercerem suas funções, a opinião dos funcionários é que esse treinamento não é o suficiente, sendo necessário um aprendizado maior no dia a dia, com o auxílio dos colegas mais experientes na instituição financeira. Sendo que, de acordo com Toledo (1977) entende-se como treinamento qualquer prática que visa à qualificação de todos os funcionários de uma organização. E como qualificação compreende-se que não é apenas o aperfeiçoamento do homem na execução de sua função, como 71 também a integração do mesmo no espírito da empresa e, de forma indireta, a sua motivação no grupo de trabalho. 4.1.8 Com relação à comunicação O gráfico 25 traz a opinião dos funcionários quanto à divulgação de relatórios de desempenho, metas cumpridas e resultados obtidos junto à instituição. Concordo totalmente 5% Concordo 18% 18% Nem concordo/ nem discordo Discordo 13 funcionários – 59% 04 funcionários – 18% 01 funcionário – de 4% a 5% 59% Gráfico 25 – Divulgação dos relatórios de desempenho. Fonte: Das autoras. No gráfico 25, apenas 5% discorda, 18% nem concorda / nem discorda, outros 18% concorda totalmente e 59%, ou seja, a maioria dos funcionários concorda que a instituição financeira divulga relatórios de desempenho, metas cumpridas e resultados obtidos junto a seus funcionários e colaboradores. É importante para os funcionários obterem um feedback da instituição em relação ao trabalho executado por cada um, onde eles encontram seus erros e acertos e metas atingidas. Na Caixa esses relatórios são disponibilizados mensalmente via internet, onde todos os funcionários podem ter acesso aos relatórios e resultados obtidos. 72 O gráfico 26 traz a opinião do funcionário quanto à existência de um programa de ouvidoria, onde os funcionários podem dar dicas e sugestões para melhoria do desempenho e das atividades exercidas. Concordo totalmente 5% 18% 18% Concordo Nem concordo/ nem discordo Discordo 13 funcionários – 59% 04 funcionários – 18% 01 funcionário – de 4% a 5% 59% Gráfico 26 – Programa de ouvidoria. Fonte: Das autoras. Nota-se no gráfico 26 que 5% discorda, 18% nem concorda / nem discorda, outros 18% discorda e 59% concorda que a instituição possui um programa de ouvidoria, onde os funcionários podem dar dicas e sugestões para a melhoria do desempenho e das atividades exercidas. É importante que haja um canal de comunicação dos funcionários com seus superiores, para que todos sigam o mesmo caminho e busquem os mesmos resultados, podendo também dar dicas e sugestões no funcionamento e no andamento das tarefas rotineiras. Na Caixa essas dicas e sugestões são feitas através de um telefone 0800. Na sequência o gráfico 27 mostra a opinião dos funcionários em relação às dicas e sugestões feitas por eles, e se suas opiniões são sempre acolhidas e implementadas na empresa. 73 Concordo 4% Nem concordo/ nem discordo 14% Discordo 27% Disccordo totalmente 12 funcionários – 55% 06 funcionários – 27% 03 funcionários – 14% 01 funcionário – de 4% a 5% 55% Gráfico 27 – Sugestões e dicas aceitas. Fonte: Das autoras. Através do gráfico 27 podemos notar que 4% discorda totalmente, 14% concorda, 27% discorda e 55% nem concorda / nem discorda que as dicas e sugestões feitas pelos funcionários da instituição financeira são sempre acolhidas e implementadas. Essa situação é preocupante, pois os funcionários nem concordam / nem discordam de tal afirmação, e se agrava ainda mais, porque a maioria dos funcionários que deram uma resposta concreta, afirmam que as dicas e sugestões dadas pelos mesmos não são aceitas. O quadro 9 demonstra a opinião dos funcionários quanto à comunicação exercida na Instituição entre os próprios funcionários, os superiores e setores. Divulgação de relatórios Programa de ouvidoria Sugestões e dicas aceitas Concordo Totalmente Concordo Nem concd / nem disc Discordo Discordo totalmente 18% 59% 18% 5% - 18% 59% 18% 5% - - 14% 55% 27% 4% Quadro 9 – Comunicação. Fonte: das autoras. Há uma boa comunicação dentro da instituição, levando-se em conta que os funcionários podem ter acesso aos relatórios de desempenho e 74 possuem um programa de ouvidoria, onde podem dar sugestões e fazer reclamações, porém nem sempre as dicas e sugestões feitas pelos funcionários são acolhidas. Para Cenerine (2009) há algum tempo que a comunicação de qualidade passou a ser considerada como um diferencial em uma organização, pois um sistema de comunicação bem comandado auxilia no caminho para alcançar o sucesso, à medida que um sistema comunicacional com erros leva ao fracasso da organização. Portanto é preciso aperfeiçoar a comunicação entre todos os funcionários a fim de atingir a qualidade das informações, maior produtividade e comprometimento na empresa. 4.1.9 Visão geral do funcionário em relação à instituição O gráfico 28 traz a opinião do funcionário traduzida em nota quanto à qualidade de vida oferecida e exercida pela instituição financeira. 5% 14% 18% 18% 45% Nota 05 Nota 06 Nota 07 Nota 08 Nota 09 10 funcionários – 45% 04 funcionários – 18% 03 funcionários – 14% 01 funcionário – de 4% a 5% Gráfico 28 – Atribuição de notas. Fonte: Das autoras. Nessa questão houve diversas respostas, podendo ser visualizada no gráfico 28, sendo que apenas 5% deu a nota 09, 14% deu nota 08, 18% deu nota 05, outros 18% deu a nota 06 e a maioria, ou seja, 45% deu a nota 07. O quadro 10 demonstra a visão geral que o funcionário tem da Instituição atribuindo-lhe uma nota. 75 Atribuição notas Nota 05 Nota 06 Nota 07 Nota 08 Nota 09 18% 18% 45% 14% 5% de Quadro 10 – Atribuição de notas. Fonte: das autoras. Esse resultado nos mostra que a maioria dos funcionários está razoavelmente satisfeito com a qualidade de vida oferecida pela instituição financeira na qual trabalha. Mesmo com alguns pontos falhos, de um modo em geral os funcionários da Caixa possuem um clima organizacional em harmonia, uma relativa preocupação da alta gerência em relação à saúde e segurança, possui um plano de cargos e salários devidamente registrado e divulgado, possuem benefícios mesmo que muitos deles inutilizados, e recebem treinamentos regulares. O único descontentamento encontrado na instituição e apontado pelos funcionários é em relação à motivação, apesar dos fatores apontados acima, muitos dos funcionários não se sentem plenamente realizados. A qualidade de vida no trabalho é uma instigação para qualquer organização nos dias atuais. É necessário que os superiores estejam sempre atentos ao bem estar dos funcionários, pois isto acaba repercutindo diretamente no desempenho destes dentro da organização. Portanto é de grande importância que a empresa se preocupe com a qualidade de vida no ambiente de trabalho, e com a realização pessoal e profissional de seus colaboradores. Seguindo esta metodologia, deixamos aqui algumas sugestões e propostas de melhorias que poderão ser utilizadas na Instituição Financeira, tais como: - Aumentar a motivação no ambiente de trabalho, proporcionando um maior nível de realização profissional e pessoal de seus funcionários, reconhecendo e valorizando mais o trabalho executado por cada um; - Criar outros programas de prevenção de acidentes; - Aplicar treinamentos com mais frequência; - Fazer reuniões informais; 76 - Implantar pesquisa de clima organizacional e; - Trabalhar com o grupo os pontos negativos, visando às ações conjuntas de acordo com as principais ferramentas da gestão de qualidade de vida total, bem como buscar ações para manter os pontos positivos. 77 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo foi elaborado para que tanto as acadêmicas quanto as pessoas que compõem a Instituição saibam da real situação em que se encontra a mesma. O gerente da instituição financeira, com esse estudo, poderá analisar os pontos fortes e principalmente os pontos fracos através da comparação dos resultados para poder fazer uma adaptação da missão e dos valores da instituição e auxiliar nas melhorias de suas ações. A pesquisa foi de grande relevância possibilitando uma visualização bastante objetiva quanto às ações necessárias para o atendimento das metas estabelecidas quanto à intenção de estudo, e também teve uma contribuição significativa para o desenvolvimento acadêmico em relação ao conhecimento teórico e prático da qualidade de vida, proporcionado uma visão diferente da convivência organizacional, possibilitando ainda, possíveis mudanças na gestão da instituição. Concluindo, agradecemos aos funcionários da instituição que se disponibilizaram a responder o questionário, nos auxiliando na realização deste trabalho. 78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDRADE, Izabel de Souza; SANTOS, Nara Rubia Machado. 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São Paulo: Atlas, 2010. tecnologia, 84 APÊNDICE QUESTIONÁRIO PARA PESQUISA Este instrumento de pesquisa faz parte do trabalho de conclusão de curso em Administração da Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP- CAMPUS CP, das acadêmicas Simone de Lima Rosa e Yuri Kurita Aymoto, sob orientação do Prof. Me. Sérgio Roberto Ferreira, tendo por objetivo avaliar a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores da Caixa Econômica Federal de Cornélio Procópio – PR, a partir das perspectivas propostas na fundamentação teórica do respectivo trabalho. Sua participação é voluntária e serão garantido o sigilo e anonimato de sua identidade, as informações contidas nesta pesquisa serão usadas apenas com afinco acadêmico. Antecipadamente agradecemos sua atenção e colaboração. I. IDENTIFICAÇÃO 01. Sexo ( ) feminino ( ) masculino 02. Assinale entre as alternativas abaixo qual corresponde à sua escolaridade: ( ) Ensino Fundamental Incompleto ( ) Ensino Fundamental Completo ( ) Ensino Médio Incompleto ( ) Ensino Médio Completo ( ) Superior Incompleto ( ) Superior completo ( ) Pós – graduado 03. Há quanto tempo você trabalha na Caixa? ( ) Menos de 01 ano ( ) 01 a 02 anos ( ) 03 a 04 anos ( ) 05 a 07 anos ( ) 08 a 10 anos ( ) Acima de 10 anos 85 II. MOTIVAÇÃO 04. No ambiente de trabalho, o salário é o elemento que mais motiva o funcionário. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 05. A instituição financeira tem um forte reconhecimento da mão de obra de seus colaboradores, pois paga um salário compatível com o trabalho executado por cada funcionário. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 06. A Caixa paga um salário de acordo com a tabela de mercado para cada setor, equiparando com as instituições financeiras existentes na região. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 07. A Caixa proporciona um elevado o nível de realização profissional aos seus funcionários e colaboradores. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 08. Todos os funcionários são reconhecidos e valorizados pela Caixa em relação ao trabalho executado por cada um. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo 86 ( ) discordo totalmente 09. Os principais fatores que levam alguém a se candidatar a uma vaga na Caixa são: o treinamento oferecido, oportunidade de crescimento, estabilidade no emprego, salário somado a benefícios e a imagem da empresa. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 10. A motivação é resultado de atitudes de uma gestão de recursos humanos voltada para a satisfação e bem estar de seus funcionários, tendo por base as recompensas e benefícios - monetários ou não - oferecidos aos empregados. E em termos gerais de motivação no trabalho, a Caixa tem se comprometido com a realização pessoal de seus colaboradores. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente III. CLIMA ORGANIZACIONAL 11. A Caixa possui um bom relacionamento entre o superior imediato e os subordinados dentro do seu setor. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 12. A Caixa possui um relacionamento agradável entre os empregados e os setores. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 13. Estou satisfeito profissionalmente. Sinto-me realizado com o meu trabalho. ( ) concordo totalmente 87 ( ( ( ( ) concordo ) nem concordo / nem discordo ) discordo ) discordo totalmente 14. Meu superior imediato aceita facilmente as sugestões que dou. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 15. O relacionamento entre todos os funcionários no ambiente de trabalho é amigável. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 16. Raramente percebo que existe competitividade exagerada no ambiente de trabalho. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente IV. SEGURANÇA DO TRABALHO (MEDICINA OCUPACIONAL) 17. É satisfatória a preocupação com os acidentes de trabalho na empresa, pois há um cuidado significativo com a saúde do funcionário. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 18. Há na Caixa um cuidado satisfatório com a segurança pessoal dos funcionários, através de programas de prevenção de acidentes como stress, neuroses e lesões por esforços repetitivos. ( ) concordo totalmente 88 ( ( ( ( ) concordo ) nem concordo / nem discordo ) discordo ) discordo totalmente 19. A instituição financeira dispõe de boas instalações físicas (iluminação, ventilação e níveis adequados de ruído), o que proporciona a seus funcionários um bom ambiente de trabalho. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 20. A Caixa dispõe de programas de segurança, saúde e prevenção de acidentes, e as informações deste programa são regularmente repassadas aos funcionários. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente V. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS 21. A instituição financeira Caixa possui um plano de cargos e salários registrado pelo Ministério do Trabalho e plenamente divulgado aos funcionários. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 22. Os benefícios como vale transporte, Assistência médica e/ou odontológica, Seguro de vida e Vale alimentação, são plenamente divulgados aos funcionários no momento da contratação, disponibilizados conforme necessidade. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 89 VI. TREINAMENTO 23. Entende-se por treinamento qualquer atividade que visa à qualificação ou aperfeiçoamento do funcionário em sua atual função ou que o prepare para executar tarefas que possa vir a exercer. Sendo assim, a Caixa realiza regularmente treinamentos para a qualificação e aperfeiçoamento de seus funcionários. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 24. O treinamento dado pela instituição financeira é o suficiente para os funcionários executarem as suas tarefas. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente VII. COMUNICAÇÃO 25. A comunicação é o mecanismo pelo qual a organização e seus membros trocam informações, formam entendimentos, coordenam atividades, exercem influência e socializam-se, além de gerarem e manterem sistemas de crenças, símbolos e valores. Sendo assim a Caixa divulga periodicamente relatórios de desempenho, metas cumpridas e resultados obtidos junto a seus funcionários e colaboradores. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 26. A Caixa possui um programa de ouvidoria, onde os funcionários podem dar dicas e sugestões para melhoria do desempenho e das atividades exercidas. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 90 27. As dicas e sugestões feitas pelos funcionários e colaboradores da Caixa, são sempre acolhidas e implementadas na empresa. ( ) concordo totalmente ( ) concordo ( ) nem concordo / nem discordo ( ) discordo ( ) discordo totalmente 28. Atribua uma nota de 0 a 10 para a Qualidade de Vida, oferecida e exercida pela Instituição Financeira – Caixa Econômica Federal. ( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( ) 7 ( ) 8 ( ) 9 ( ) 10