UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ARMAZENAMENTOS DE SEMENTES DE ANGICO GURUCAIA. JOSÉ CARLOS FILHO NETO FOZ DO IGUAÇU - PR 2010 i JOSÉ CARLOS FILHO NETO COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ARMAZENAMENTOS DE SEMENTES DE ANGICO GURUCAIA. Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Orientadora: Ms Paula Vergili Pérez. Foz do Iguaçu – PR 2010 ii TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ARMAZENAMENTOS DE SEMENTES DE ANGICO GURUCAIA TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Aluno: José Carlos Filho Neto Orientadora: Ms Paula Vergili Pérez Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Ms Márcia Helena Beck Prof(ª). Ms Rodrigo Augusto Z. Pelissari Foz do Iguaçu, 06 de julho de 2010 iii A Deus Pai todo poderoso, inspiração e vida. A minha mulher e meus filhos que me incentivam todos os dias para que eu nunca desista do que eu quero. Aos amigos que fluem na caminhada com ajuda e apoio. A todos os educadores com idéias elevadas e pés em terra. iv AGRADECIMENTOS À Deus, pois sem ele nada seria possível. A minha mulher Kelly, aos meus dois maravilhosos filhos Leandro Henrique e Bruno Vinícius que sempre estiveram ao meu lado me incentivando e por toda paciência durante estes anos. À minha mãe, minhas irmãs e meu irmão pelo apoio e carinho que demonstraram neste momento da minha vida. À minha orientadora Ms Paula Vergili Pérez, pelos ensinamentos, paciência e confiança de que este trabalho seria realizado com êxito. Aos funcionários do Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, principalmente a Veridiana Araujo Alves da Costa Pereira, pela oportunidade a qual muito significou em minhas conquistas e aprendizado profissional. Agradeço a todos os funcionários da Faculdade União Dinâmica de Faculdades Cataratas, principalmente aos professores que muito contribuíram para enriquecer meus conhecimentos durante esse período. Aos colegas que caminharam juntos nessa jornada, deixo registrado meu eterno reconhecimento e gratidão. Agradeço também a todas as pessoas que me apoiaram, ajudaram e não me deixaram desanimar perante as dificuldades. v "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo... qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim!" Chico Xavier vi SUMÁRIO RESUMO.....................................................................................................................9 ABSTRACT...............................................................................................................10 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................11 2. REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................................13 2.1 A IMPORTÂNCIA DAS MATAS CILIARES. ........................................................13 2.1.1 Espécies da mata ciliar do Oeste do Paraná.. ............................................15 2.1.2 Recuperação de matas ciliares e legislação vigente ..................................17 2.1.3 Atividades recomendadas para a recuperação de formações ciliares. .......18 2.2 ANGICO GURUCAIA. .........................................................................................20 2.3 SEMENTES.........................................................................................................21 2.3.1 Dormência das sementes. ..........................................................................22 2.3.2 Germinação.................................................................................................23 2.3.3 Armazenamento de sementes.....................................................................24 2.3.4 Embalagens para armazenamento de sementes ........................................26 2.3.5 Condições para o armazenamento. ............................................................27 3. MATERIAL E MÉTODOS .....................................................................................30 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA...........................................................................30 3.2 TESTES PRELIMINARES...................................................................................31 3.3 METODOLOGIA..................................................................................................32 4. RESULTADOS DE DISCUSSÃO .........................................................................35 4.1 SUBSTRATO PAPEL GERMITEST - 2009. ........................................................36 4.2 SUBSTRATO AREIA - 2009................................................................................37 4.3 SUBSTRATO PAPEL GERMITEST - 2010. ........................................................38 4.4 GERMINAÇÃO SUBSTRATO AREIA - 2010. .....................................................40 4.5 DIFERENÇA SUSTRATO PAPEL GERMITEST/AREIA EM CÂMARA FRIA. ....41 4.6 DIFERENÇA ENTRE SUSTRATO PAPEL GERMITEST/AREIA EM SALA LABORATÓRIO. .................................................................................................42 5. CONCLUSÃO .......................................................................................................44 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS ...........................................................................45 ANEXOS ...................................................................................................................47 Anexo 1 – Principais espécies arbóreas com características de matas ciliares. .......48 vii Anexo 2 – Especificações gerais da árvore angico gurucaia . ..................................48 Anexo 3 – Vista aérea da ITAIPU BINACIONAL. ......................................................51 Anexo 4– Vista aérea do Refúgio Biológico Bela Vista. ............................................51 Anexo 5 – Sementes de Angico Gurucaia Germinadas. ...........................................52 viii LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Coleta de sementes com equipamento de corte (podão)......................... 32 Figura 2 – Gerbox (caixas transparentes) forrada com substrato areia..................... 33 Figura 3 – Sementes do experimento na câmara de germinação......................... 34 Figura 4 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em substrato de papel germitest – 2009.................................................... 37 Figura 5 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em substrato de areia – 2009..................................................................... 38 Figura 6 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em substrato de papel germitest – 2010.................................................... 39 Figura 7 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em substrato de areia – 2010..................................................................... 41 Figura 8 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em câmara fria em diferentes substratos................................................... 41 Figura 9 – % Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em câmara fria em diferentes substratos................................................... 42 Figura 10 – Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em sala do laboratório em diferentes substratos............................................... 42 Figura 11 – %Germinação de sementes de angico gurucaia armazenadas em 43 sala do laboratório em diferentes substratos....................................... LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Substrato papel germitest - 2009.............................................................36 Tabela 2 – Substrato areia - 2009 .............................................................................37 Tabela 3 - Substrato papel germitest - 2010 .............................................................39 Tabela 4 - Substrato areia - 2010..............................................................................40 9 NETO, José Carlos Filho. COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ARMAZENAMENTOS DE SEMENTES DE ANGICO GURUCAIA. Foz do Iguaçu, 2010. Projeto de Trabalho Final de Graduação - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO Os plantios com finalidade de recuperação de ecossistemas degradados, recomposição de matas ciliares e reposição da reserva legal refletem a preocupação com as questões ambientais decorrentes da devastação das florestas. Uma das maiores demandas para os programas de recomposição florestal com espécies nativas é a disponibilidade de sementes. Frequentemente, as sementes não são utilizadas imediatamente após a coleta, sendo necessário armazená-las por períodos variáveis de tempo, de acordo com a época planejada para a semeadura. O objetivo deste trabalho é analisar a viabilidade de sementes de Angico Gurucaia recém colhidas e armazenadas em Câmara fria no laboratório de sementes do Refugio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional. Palavras-Chave: Mata Ciliar – Sementes Florestais - Germinação. 10 NETO, Jose Carlos Filho. COMPARISON OF DIFFERENT STORAGE ANGICO GURUCAIA SEEDS. Foz do Iguaçu, 2010, Final Graduation Project - Dinâmica de Cataratas College. ABSTRACT The plantations with the finality of recovering the degraded ecosystem, resetting of the ciliar bushes and replacement of the legal reserve, reflects the worries about the ambient facts due to the forests devastation. One of the biggest demands for the programs of forest resetting with native species is the availability of seeds. Frequently, the seeds are not used immediately after the collection, being necessary to store them for changeable periods of time, according to the time planned for the sowing. The aim of this paper is to analyze the seeds viability of Angico Gurucaia just harvested and stored in cold Chamber in the seeds laboratory of Biological Shelter Bela Vista of Itaipu Binational. Keywords: Ciliar Bushes – Forest Seeds - Germination. 11 1 INTRODUÇÃO A evolução do homem sempre esteve ligada à floresta e ao seu extrativismo. Práticas irracionais de manejo e exploração da madeira causam diversos problemas tanto para o meio ambiente, quanto para a economia do país. O uso racional da madeira permite que se obtenha um melhor proveito sem que se causem danos ao meio ambiente. Os reflorestamentos mistos de áreas degradadas de preservação permanente são uma opção para manutenção do meio ambiente. Uma espécie ótima para este fim é o Angico Gurucaia, nome científico Parapiptadenia rígid, pois é uma árvore de madeira com alta durabilidade, com excelentes características físicas e mecânicas. A planta possui características ornamentais que a recomendam para o paisagismo em geral (EMBRAPA, 2009). O processo de seleção das espécies, bem como o local onde elas são plantadas, envolve uma série de etapas, que se baseiam em analogias climáticas e de solos entre a região de origem, ou de plantio experimentais, e as futuras áreas de plantio. Para cada situação de reflorestamento é necessária a análise das condições do meio em que as espécies de árvores serão inseridas. Daí a necessidade de se aprimorar os estudos e conhecimentos na área, para que os resultados sejam cada vez mais satisfatórios, (Galvão, 2000). Vale salientar que a biodiversidade não deve ser vista pelo aspecto somente da conservação, uma vez que ela representa a fonte de recursos naturais mais importantes do mundo. “A biodiversidade deve ser também mantida por motivos psicológicos (necessidade de admirar e observar a natureza, alem de usufruir dela), filosóficos (sustentabilidade, não violar o direito de existência das espécies) e éticos (reverência a todas as formas de vida, conceito fundamental para muitas religiões e sistemas morais).” (Braga, 2005) Atualmente, há grande preocupação em relação às sementes de espécies florestais (armazenamento x germinação), em conduzir estudos e pesquisas que forneçam informações sobre a qualidade das sementes, especialmente no que diz respeito à padronização, à agilização, ao aperfeiçoamento e ao estabelecimento dos métodos de análise (EMBRAPA, 2009). A mata ciliar é a vegetação das margens que funciona como um filtro de água em rios, córregos, riachos e lagos. Esta vegetação tem a capacidade de reter 12 sedimentos e evitar a erosão. Também absorve a água das chuvas e garante o rio cheio mesmo durante as estiagens. Para incentivar os produtores a proteger a mata ciliar, a Itaipu fornece diversas espécies de mudas para a recomposição da vegetação, a fim de minimizar os problemas de desmatamento e degradação. Os motivos acima citados ocasionaram o estudo sobre a espécie de árvore Angico Gurucaia, já que a planta é típica do Paraná, muito utilizada para o reflorestamento em todo o Estado. No caso das matas ciliares, também deve ser considerados para justificar sua preservação a manutenção da fauna ictiológica, o aumento do estoque de pescado, o aproveitamento dos recursos naturais nos seus múltiplos usos, bem como a melhoria no aspecto paisagístico e de conforto ambiental. As pressões exercidas pela expansão agrícola e pela ocupação inadequada em áreas urbanas, resultaram no desmatamento reduzindo as matas ciliares drasticamente e, quando presentes, deixando-as normalmente bastante perturbadas. O local para a realização desta pesquisa é o viveiro florestal do RBV Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, devido à importância que a Itaipu Binacional dispensa a estudos e práticas em relação ao reflorestamento, a Itaipu desenvolve o maior programa de reflorestamento do mundo já feito por uma hidrelétrica. Durante o período de estágio, como aluno acadêmico do Cursos de Engenharia Ambiental, verificou-se que uma das espécies de árvore que o Refugio Biológico Bela Vista disponibiliza para a recuperação da mata ciliar é a Angico Gurucaia, sendo assim; esta espécie foi a escolhida para o desenvolvimento deste trabalho. O presente trabalho objetivou comparar diferentes condições de armazenamento de sementes recém coletadas de Angico Gurucaia (Parapiptadenia Rigida Bentham) Brenan, em câmara fria, no laboratório de sementes do Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, avaliadas seu vigor através de testes de germinação visando encontrar o armazenamento mais viável para estas sementes. 13 2 REFERÊNCIAL TEÓRICO 2.1 IMPORTÂNCIA DAS MATAS CILIARES O nome mata ciliar vem de cílios que protegem os olhos da mesma forma que a mata protege os rios, sendo um ecossistema natural fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas, dentre as principais funções da mata ciliar é o de evitar enchentes, o assoreamento dos rios, protegerem os recursos hídricos superficiais e sub-superficiais de contaminações e, o solo contra erosões, entre outros benefícios, Brito (2006). A mata ciliar funciona como obstáculo para assoreamento dos rios, evitando o acúmulo de materiais nas barragens e fundos de rios. Somando a esta função, as matas ciliares proporcionam a manutenção da integridade da microbacia hidrográfica, representada por sua ação direta numa série de processos importantes para a estabilidade da microbacia, para manutenção da qualidade e da quantidade de água, assim como para a manutenção do próprio ecossistema aquático, Lima & Zakia (2000). Para Oliveira-Filho et al. (1995), a mata ciliar é uma das formações vegetais mais importantes para a preservação da vida e da natureza, ficam bem próximas às nascentes, córregos, rios e lagos protegendo suas margens da erosão e do ressecamento dos barrancos, evitando o estreitamento de seus leitos e facilitando a infiltração da água da chuva, que chega com maior facilidade ao lençol freático. Além disso, as matas ciliares ajudam a estabilizar a temperatura das águas e são ricas em variedade de plantas e animais silvestres, são sistemas particularmente frágeis face aos impactos promovidos pelo homem, pois convivem com a dinâmica erosiva e de sedimentação dos cursos d'água. De acordo com Brito (2006), ao cobrir o solo, assim como uma esponja, impede que a água da chuva escoe direto para o rio levando com a enxurrada a terra fértil e todo tipo de resíduos provenientes da antropização para seu leito. A mata ciliar aumenta a infiltração da água elevando o nível do lençol freático, aumentando o volume das nascentes disponibilizando água de melhor qualidade. Esta qualidade é fundamental para a conservação da biodiversidade, pois a mata ciliar forma corredores naturais que proporcionam a conexão de 14 remanescentes da vegetação nativa, facilitando o trânsito e o abrigo de animais silvestres, troca de material genético, sem as quais não se garante a renovação natural e a diversidade genética da flora e fauna. Segundo Brito (2006), a importância dos corredores ecológicos para interligarem Unidades de Conservação a fim de promover a conexão da diversidade biológica, pois essas unidades não são suficientes para a proteção e preservação dos recursos naturais e da fauna local, uma vez que os animais silvestres se dispersam entre as regiões e até entre os continentes. Com isso, vem se idealizando corredores ecológicos e zonas de amortecimento entre Unidades de Conservação para aumentar o tamanho do espaço da área protegida, objetivando assegurar as chances de sobrevivências das populações de pequeno e médio porte e sua procriação, permitindo o fluxo genético entre as populações, aumentando as chances de sobrevivência das espécies da fauna e da flora, reduzindo a pressão do entorno das Unidades de Conservação, e garantindo o processo evolutivo dos ecossistemas regionais em grande escala, facilitando a conectividade entre estas e as áreas naturais. Dentre os benefícios gerados pelas florestas, matas e vegetações Galvão (2000), os apresenta de maneira direta e indireta. Os benefícios diretos das florestas são os produtos úteis ao homem, como madeira, resinas, óleos, plantas medicinais, frutos, mel, entre outros. E os benefícios indiretos geralmente são pouco percebidos pelas pessoas e tornam-se mais apreciados quando atingem a escassez e as conseqüências indesejáveis aparecem. Porém, apresentam-se em grande número e são os serviços que as árvores ou florestas prestam, principalmente sobre os aspectos do clima, solos e recursos hídricos, mas também sobre a vida dos animais e do homem, inclusive em seus aspectos psicológicos e culturais, dentre os exemplos benéficos são: 1) Contribuição para conservação dos solos, com o desenvolvimento radicular e formação da serrapilheira; 2) Liberação de oxigênio e seqüestro de carbono, através da vegetação em seu processo de fotossíntese; 3) Controle dos ventos, as florestas ou até arvores isoladas ajudam a diminuir a velocidade dos ventos como se fossem barreiras; 15 4) Redução do risco de enchentes, com as matas ciliares preservadas, a ocorrência de danos causados diminui consideravelmente, evitando-se assim prejuízos e perdas; 5) Redução da poluição do ar e da água, o material particulado suspenso no ar é retido pelas folhas da vegetação e são transferidos ao solo pelas chuvas ou através da queda das folhas ou outras partes das plantas, ajudando a purificar o ar; 6) Polinização nos pomares, pelo fato de manter ecossistemas favoráveis para proliferação de insetos responsáveis pela polinização; 7) Manutenção de rios piscosos, pela preservação dos leitos contra o assoreamento e carreamento de partículas tóxicas resultantes das atividades agropecuárias; entre outros. 2.1.1 Espécies da mata ciliar do Oeste do Paraná De acordo com Isernhagen (2001), e informações obtidas da Embrapa Florestas (2000), algumas das principais espécies arbóreas propícias a serem introduzidas em APP – Área de Preservação Permanente, levando-se em consideração às características físico-químicas do solo local e fatores ecológicos, estão listadas no anexo 1. Dentre as várias espécies com aptidão biotécnica para recuperação da vegetação em APP’s, conforme Classificação Florestal (2007), destacaram-se algumas características em comum, como: altura média entre 10 a 20m, produção de frutos e sementes, adaptação a solos pedregosos e com poucos nutrientes, uso de espécies nativas e típicas de beira de rios e capoeiras, principalmente da região Sul do país, ser tolerantes ao frio, entre outras características. Abaixo se encontra uma breve descrição botânica de algumas espécies potenciais para recuperação de matas ciliares desta região. 1) Anadenanthera colubrina, conhecida popularmente como Angico: Árvore inerme, de até 35 m de altura, 120 cm de diâmetro, possui casca lisa de coloração pardo-escura. Suas folhas são compostas de 3 a 7 mm de comprimento por 0,5 a 1 mm de largura. Suas flores são brancas e pequenas. Os 16 frutos são legumes alongados e achatados. As flores desabrocham nos meses de novembro a março e a frutificação estende-se pelos meses de fevereiro a julho. Sua madeira é de alta durabilidade, com excelentes características físicas e mecânicas, normalmente utilizada na construção civil, em pontes e como dormentes ferroviários. A lenha é considerada de boa qualidade, a casca é rica em tanino e as flores são melíferas. A planta possui características ornamentais que a recomendam para o paisagismo em geral. Ocorre desde o Maranhão até a Argentina. Característica da mata secundária de regiões acima de 400 m de altitude. 2) Bauhinia fortificata, conhecida popularmente como Pata-de-vaca: Árvore de 10 a 15 m de altura, possui tronco geralmente tortuoso e curto de 25 a 40 cm de diâmetro, com casca externa castanho-acinzentada, marcada por fissuras longitudinais pouco profundas e ramos novos com espinhos nodais. Suas folhas são compostas, bifolioladas. Medem de 8 a 12 cm de comprimento por até 8 cm de largura. As flores são bastante vistosas, possuem pétalas longas, estreitas, estriadas e rugosas. Os frutos são legumes alongados, pontiagudos, sublenhosos, de coloração castanha, medem de 10 a 20 cm de comprimento por 1 a 2,5 cm de largura. Possuem em seu interior, sementes achatadas, ovais, escuras, de até 1,2 cm de comprimento. A floração ocorre de dezembro a fevereiro e a frutificação de junho a agosto. Ocorre desde o Piauí até o Rio Grande do Sul, nas formações florestais do complexo atlântico. 3) Luehea divaricata, conhecida popularmente como Açoita-cavalo Árvore de 10 a 30 m de altura, possui fuste de 50 a 120 cm de diâmetro, com casca externa pardo-acinzentada, com numerosos e pequenos sulcos longitudinais e, casca interna rosada até avermelhada, com textura fibrosa. Suas folhas são simples, verde-escuras, ásperas ao tato, medem de 5 a 15 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura. As flores são brancas ou róseas. O fruto é uma cápsula de até 3 cm, coberta de pilosidade de cor castanha. A floração ocorre de dezembro a fevereiro e os frutos amadurecem entre os meses de março a maio liberando sementes pretas. Ocorre desde Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, nas formações florestais do complexo atlântico e nas florestas estacionais semideciduais e deciduais, penetrando em alguns pontos no domínio do cerrado, ocorrendo nas formações florestais ciliares. No Paraná ocorre 17 principalmente na Floresta Ombrófila Mista. No Rio Grande do Sul a espécie ocorre em todas as regiões fisiográficas, habitando principalmente várzeas de rios, capoeiras e florestas de encostas. Também é indicada para recuperação de áreas degradadas por ser agressiva. Espécie secundária. 4) Cedrela fissilis, conhecida popularmente como Cedro Árvore de 15 a 30 m de altura, com tronco geralmente reto revestido de casca grossa, acinzentada, rugosa e profundamente sulcada, delimitando placas retangulares. Suas folhas são compostas, cobertos de pêlos finos e curtos e com nervura central saliente na face inferior. As flores brancas, dispostas em panículas terminais de até 20 cm de comprimento. Os frutos são cápsulas oblongas, medem de 4 a 11 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura. Floresce entre os meses de agosto e novembro e frutifica de janeiro a setembro, mais intensamente com a árvore totalmente desfolhada. Espécie com ampla distribuição geográfica na América do Sul, a registros na Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, Argentina e Brasil, onde ocorre do Acre, Mato Grosso, Bahia até o Rio Grande do Sul, dando preferência a solos férteis. Espécie secundária tardia, decídua. 5) Campomanesia xanthocarpa, conhecida popularmente como Guaviroveira Árvore de copa densa, alargada, com ramificações irregulares, mede 8 a 25 metros de altura e 30 a 50 centímetros de diâmetro. O tronco contém caneluras e sapopemas, casca coloração pardo-acinzentada, deiscente em tiras delgadas. Suas folhas são simples, medem de 3 a 10 cm de comprimento por 2,5 a 5 cm de largura,. Suas flores são hermafroditas, isoladas, brancas ou creme-esbranquiçadas, axilares. Os frutos são bagas globosas de 15 e 20 mm de diâmetro, coroadas por sépalas persistentes. A floração ocorre entre os meses de setembro e novembro e a frutificação entre novembro e fevereiro. Originária do Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil, onde a espécie ocorre de Minas Gerais, Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, sendo encontrada também nos cerrados. 2.1.2 Recuperação de matas ciliares e legislação vigente As matas ciliares exercem importante papel na proteção dos cursos hídricos contra o assoreamento e a contaminação difusa, além de, em muitos 18 casos, constituírem-se nos únicos remanescentes florestais das propriedades rurais. Estas peculiaridades conferem às matas ciliares um grande aparato de leis, decretos e resoluções visando sua recuperação e preservação (EMBRAPA, 2009). De acordo com Medauar (2006), o artigo 225 da Constituição Federal deixa claro que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Para Lopes (2002), a existência de uma legislação severa como o Código Florestal contendo os instrumentos da ação repressora contra a destruição de APP’s, entre as quais foram incluídas as matas ciliares, não impediu que estas continuassem a sofrer um processo de degradação que hoje atinge níveis críticos. A destruição das matas ciliares tem custos ambientais e sociais elevados, ocasionando distúrbios no ecossistema e a morte de inúmeros organismos. Projetos de recuperação de matas ciliares devem ser incentivados, estimulando a cooperação entre o governo estadual, prefeituras municipais, sindicatos, ONG’s, empresas públicas e privadas afetadas de alguma forma pela destruição das matas ciliares. Essa estratégia representa a troca da repressão pela persuasão e pela ação participativa (EMBRAPA, 2009). O Código Florestal através da Lei 4.771/65 inclui as matas ciliares na categoria de APP – Área de Preservação Permanente. No Artigo 2º, considera como de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situada ao longo dos rios ou de qualquer curso de água, desde o seu nível mais alto em faixa marginal. A largura da faixa de mata ciliar varia de 30 a 500m em cada margem e está relacionada com a largura do curso hídrico. A grande mudança instituída por esta Lei é a visão da água como um bem finito, dotado de valor econômico e como um bem público comum, e a utilização da bacia hidrográfica como objeto de estudo e gestão dos recursos hídricos. 2.1.3 Atividades recomendadas para a recuperação de formações ciliares De acordo com Rodrigues (2004), as atividades definidas para projetos de recuperação de áreas degradadas são variáveis e dependem do grau de intervenção 19 imposta no local. Para as formações ciliares, as atividades relacionadas com vegetação mais comumente empregada na tentativa de restauração dos processos ecológicos em ordem de prioridade são: isolamento da área, retirada dos fatores de degradação, adensamento de espécies com uso de mudas ou sementes, implantação de espécies pioneiras atrativas à fauna. Na seqüência, é apresentado um detalhamento das atividades recomendadas na recuperação de formações ciliares: Isolamento da área: uma das práticas mais simples para a recuperação de uma determinada área pode ser o seu simples isolamento, evitando a continuação do processo de degradação. Isso ocorre nos casos onde a resiliência da área foram mantidas, dadas às características do dano ambiental, preservando os processos naturais da comunidade, com a regeneração de espécies, as interações bióticas. Retirada dos fatores de degradação: a correta identificação e a retirada dos fatores causadores da degradação de uma área ciliar (ex.: moradias, fogo, extração de areia, criação de animais, espécies competidoras, entre outras), são aspectos básicos que devem ser resolvidos antes da implementação de qualquer manejo da área, visando sua restauração. Muitas vezes, a incorreta identificação das causas da degradação ou a sua incompleta eliminação, podem resultar no total ou parcial insucesso do projeto de recuperação ciliar. Adensamento de espécies com uso de mudas ou sementes: essa prática consiste no plantio de mudas ou na semeadura direta no interior de uma capoeira ou de um trecho de floresta degradado. Este procedimento visa aumentar as populações de algumas espécies de alta densidade nas formações ciliares que, em função da degradação, tiveram suas populações muito reduzidas na área, podendo estar condicionadas ao isolamento reprodutivo. Implantação de espécies pioneiras atrativas à fauna: essas espécies acabam por facilitar a sucessão, pois mantém grande interação com elementos da fauna pelo uso do local para abrigo e alimentação, atuando como polinizadores e/ou dispersores. Esses animais podem trazer consigo uma grande diversidade de propágulos que poderão se implantar na área. Gradualmente estas árvores pioneiras vão se tornando pequenas ilhas de restauração, principalmente em regiões onde a matriz ainda é florestal ou mesmo bacias hidrográficas com muitos remanescentes florestais na composição da paisagem. 20 Para Rodrigues (2004), a escolha de um modelo de restauração é um processo dinâmico em constante aprimoramento, deve levar em conta os conhecimentos básicos de ecologia, demografia, genética, bioengenharia e as informações sobre o ambiente físico e biológico da região a ser recuperada. Além dos conhecimentos científicos, a disponibilidade tecnológica é outro ponto importante a ser mencionado, envolvendo a disponibilidade de sementes, a produção de mudas e a implantação da floresta. 2.2 ANGICO GURUACAIA Como espécie não muito sensível aos fatores físicos dos solos é encontrado tanto em solos úmidos como secos, é, porém exigente à luz, motivo pelo qual nas florestas altas e densas ocorre apenas como árvore bem desenvolvida, apresentando por vez troncos muito grossos e copas bem amplas, descrição feita por Reitz apud Reis (1978). Para Maixner & Ferreira (1976), vitalidade com judicação para o tipo de cultivo e indicações sobre reprodução produz anualmente boa quantidade de frutos, cujas sementes são disseminadas pelo vento, faz-se necessário coletar os frutos ainda fechados (maduros), depois de coletados, os frutos secam abrindo e liberando as sementes. As sementes possuem longevidade prolongada quando armazenadas em câmara fria. O angico apresenta características de espécie pioneira e agressiva, ocupando posição importante na sucessão de capoeiras e florestas secundárias, lugares onde é árvore que se sobressai sobre as demais. Dos seus produtos têm-se a madeira para construções e lenha, a goma, saponina e tanino. Serve como forrageira, ornamental, medicinal e para recuperação de mata ciliar e áreas degradadas. Ocorre em matas de galeria, várzeas e margens de rios, onde pode dominar amplamente, confirmando sua preferência por solos úmidos e profundo, Carvalho (2003). Ainda segundo Maixner & Ferreira (1976), as mudinhas nos viveiros são freqüentemente atacadas pelo tombamento (Damping-off), doença que ataca o colo da planta levando-a à morte. As pequenas mudas desde cedo se desenvolvem inclinadas, o que é característico da espécie. As mudas, após um período vegetativo 21 podem alcançar alturas superiores a 1,5 metros, o que é desaconselhável, pois as mudas superiores a 40 cm já são de difícil pega no transplante. Desde tenra idade a muda desenvolve uma raiz pivotante (principal) muito acentuada em relação às secundárias (laterais), motivo da difícil pega no transplante definitivo. Para mudas produzidas no viveiro, antes de serem levadas ao campo recomenda-se a poda da raiz principal, assim como no plantio definitivo um condutor (estaca) evita o acamamento da muda, Maixner & Ferreira (1976), ainda recomendam espalhar no viveiro um pouco de terra retirada sob angicais idosos para inocular as bactérias específicas da espécie. Quando cresce em céu aberto, com luz abundante, as mudas tendem a ramificar precocemente, formando fuste de baixa altura comercial. É necessária a definição de práticas silviculturais adequadas como opções para o reflorestamento da espécie (poda alta, plantios sob cobertura, etc...). De acordo com a (EMBRAPA, 2009) o angico gurucaia, nome científico Parapiptadenia rígida, é uma espécie ótima para reflorestamentos mistos de áreas degradadas de preservação permanente, árvore que atingir até 35m de altura e DAP de até 120cm. Sua madeira é de alta durabilidade, com excelentes características físicas e mecânicas, normalmente utilizada na construção civil, em pontes e como dormentes ferroviários, a lenha é considerada de muito boa qualidade, a casca é rica em tanino, as flores são melíferas. A planta possui características ornamentais que a recomendam para o paisagismo em geral. 2.3 SEMENTES A semente é uma estrutura de propagação da planta, é a unidade reprodutiva que dá início a uma nova geração da espécie. Esta estrutura contém o embrião e protege-o contra a dessecação, danos mecânicos e ataques de organismos diversos, ÁrvoresBrasil (2009). O desenvolvimento da semente é o resultado normal do processo de polinização. Entretanto, isto nem sempre ocorre, pois após a fertilização, o embrião inicia seu crescimento, porém, às vezes, não consegue completar seu desenvolvimento. Isto pode estar relacionado com as condições fisiológicas que envolvem o endosperma. Em geral, o desenvolvimento do fruto e da semente 22 ocorrem simultaneamente e de forma sincronizada. Alguns frutos podem desenvolver sementes sem que a polinização e a fertilização tenham ocorrido, processo conhecido como partenocarpia. Existem também, frutos partenocárpicos que possuem óvulos maduros não fecundados, isto é, sem embrião. O crescimento do fruto envolve a divisão celular, elongação e diferenciação, e requer água, carboidratos, compostos nitrogenados, sais minerais e substâncias de crescimento. A escassez de um ou mais desses elementos diminui a taxa de crescimento ÁrvoresBrasil (2009). Ainda de acordo com o site ArvoreBrasil (2009), a germinação, que ocorre quando as sementes estão maduras e se as condições ambientais forem adequadas, é o processo de reativação do crescimento do embrião, culminando com o rompimento do tegumento da semente e o aparecimento de uma nova planta. As condições básicas requeridas para a germinação das sementes são a água, o oxigênio, a temperatura (20°C a 30ºC) e, para algum as espécies, a luz. As sementes de várias espécies podem ser armazenadas por longos períodos sem tratamento, como muitas leguminosas pioneiras, mas outras necessitam preparação para o armazenamento e condições ambientais especiais. Assim, além do tratamento da própria semente, são necessários embalagem e ambiente apropriados. Os principais meios utilizados para o armazenamento de sementes são a câmara fria, a câmara seca e a câmara fria seca, que se adaptam à maioria das situações, Vieira et al. ( 2002). 2.3.1 Dormência das sementes As sementes de algumas espécies, quando colocadas em condições ambientais favoráveis, não germinam, por apresentares dormência. As sementes desenvolvem a dormência como um mecanismo de sobrevivência e sua superação está relacionada a fatores que ameaçam a espécie. A dormência é um processo que distribui a germinação no tempo como resultado da estratégia evolutiva das espécies para garantir que algumas encontrem condições ambientais favoráveis para desenvolver plantas adultas, bloqueando a germinação sob condições favoráveis imediatas em diferentes graus dentro de uma população, protegendo as sementes da deterioração e sendo superada ao longo do 23 tempo e sob condições naturais de clima ou de alterações climáticas, Bianchetti (1989). Para Kramer e Koslowski (1972), a dormência impede a germinação, mas é uma adaptação para a sobrevivência das espécies a longo prazo, pois geralmente faz com que as sementes mantenham-se viáveis por maior período de tempo, sendo quebrada em situações especiais; para o silvicultor, a dormência tanto pode servir para manter as sementes por longos períodos, como pode ser um empecilho à germinação, impedindo-a ou tornando-a irregular e, como conseqüência dificultando a produção de mudas por via sexuada. Segundo Flowler e Bianchetti (2000), a dormência pode ser tegumentar ou exógena e embrionária ou endógena, podendo ocorrer independentemente uma da outra ou simultaneamente na mesma semente. Para Kramer e Koslowski (1972), a dormência de sementes pode ser causada por substâncias inibidoras, por resistência mecânica dos tecidos externos ao embrião, pela imaturidade do embrião ou pela dormência do próprio embrião. 2.3.2 Germinação O processo que inicia com a retomada do crescimento pelo embrião das sementes, desenvolvendo-se até o ponto em que forma uma nova planta com plenas condições de nutrir-se por si só, tornando-se independente, é chamado de germinação de acordo com Kramer e Kozlowski (1972). Ainda segundo os autores a germinação ocorre numa sequência de eventos fisiológicos lnfluenciada por fatores externos (ambientais: luz, temperatura, disponibilidade de água e de oxigênio) e internos (inibidores e promotores da germinação) às sementes, que podem atuar por si ou em interação com os demais. As sementes de cerca de um terço das espécies germinam imediatamente em condições favoráveis, mas as demais apresentam algum grau de dormência. O conhecimento de como os fatores internos e externos influenciam a germinação e a dormência das sementes de cada espécie é que permite controlar o armazenamento e a germinação. A germinação, após a embebicação da semente absorve a água e incha, o tegumento hidratado amolece e se rompe, os tecidos de crescimento se 24 desenvolvem com o fornecimento de alimento pelos cotilédones, a radícula emerge e se fixa, as folhas começam a se formar aumentando o potencial fotossintético da plântula, inicia-se a absorção de nutrientes do ambiente, os cotilédones sobre abscisão e a planta passa a se alimentar sozinha. Na germinação epígea, o hipocótilo alonga-se e curva-se para cima, levando os cotilédones para fora do solo, que se expandem em órgão fotossintéticos, o tegumento se desprende e a plântula forma o caule com as primeiras folhas, na hipógea, não há alongamento do hipocótilo e os cotilédones se mantém no interior do tegumento, sob a terra, a raiz primária penetra o solo para o fundo e o hipocótilo cresce para fora do solo emitindo as primeiras folhas fotossintética, Embrapa (2009). Para Embrapa Forestal (2003), a germinação epígea, do angico gurucaia com início entre 3 e 40 dias após a semeadura. O poder germinativo é alto (até 100%), média de 70%. As mudas atingem porte adequado para plantio, cerca de 5 meses após a semeadura. Mudas superiores a 40 cm de altura são de difícil pegamento no campo. Segundo Durigan et at. (1997), as mudas ficam prontas em cerca de 6 meses e não devem ser mantidas muito tempo em viveiro, pois a mortalidade de mudas grandes costuma ser alta. 2. 3.3 Armazenamento de sementes Para Bonner (1981), normalmente, as sementes não são utilizadas imediatamente após a coleta. Por isso, devem ser armazenadas para utilização futura no mesmo ano ou até nos anos seguintes, pois as espécies nativas apresentam ciclicidade de produção de sementes, caracterizada por um ano de alta produção, seguido de um ou dois de baixa produção. Em decorrência disso, existe a necessidade de se manter a germinação das sementes armazenadas, minimizando-se a velocidade de deterioração, por meio de tecnologias desenvolvidas e apropriadas a cada espécies. O objetivo a ser atingido no armazenamento de um lote de sementes é manter sua germinação. A duração do período de armazenamento depende de planejamento do uso futuro das sementes. Segundo Bonner (1981), período curto de armazenamento é normalmente até 6 meses, período médio até 5 anos, e período longo, mais de que 5 anos, que é utilizado para conservação de germoplasma. 25 Fatores que afetam a longevidade das sementes durante o armazenamento são as adversidade durante a formação e desenvolvimento da semente, as adversidades sofridas durante o período que vai da fertilização do óvulo até a coleta podem predispô-la a uma deterioração mais rápida. Essas adversidades são a falta ou excesso de chuvas, temperaturas extremas e ataque de pragas e doenças aos frutos. Viabilidade inicial da semente coletas em épocas inadequadas, imaturas ou colhidas no solo, geralmente apresentam germinação baixa e vigor baixo, enquanto as sementes maduras de uma mesma espécie mantêm a germinação e o vigor por mais tempo em armazenamento. Para sementes de várias espécies, as mais vigorosas resistem melhor do que as menos vigorosas ás condições desfavoráveis quando estocadas, Durigan et at. (1997). Para Willian (1985), injúrias térmicas durante a secagem das sementes podem predispor as sementes à deterioração durante o armazenamento. Os principais fatores envolvidos são a temperatura e o tempo de exposição. As sementes úmidas são mais sensíveis a temperaturas altas, devendo-se observar que quanto maior o grau de umidade inicial das sementes, menor deve ser a temperatura de secagem. A germinação das sementes está intimamente ligada à temperatura e umidade que, quando elevadas, aumentam sua atividade metabólica. A redução da umidade relativa e da temperatura, no ambiente de armazenamento, favorecem a conservação das sementes ortodoxas, pela redução de sua atividade metabólica. A capacidade de absorção de umidade pelas sementes varia de acordo com a composição química, a natureza e a espessura do tegumento. Para sementes ortodoxas, quando o conteúdo de umidade está entre 5% e 14%, a longevidade da semente dobra para cada 1% de redução do conteúdo de umidade e pra cãs 5ºC de redução da temperatura, dentro do ambiente de armazenamento. Entende-se como regra geral que, quanto mais baixa a temperatura do ambiente de armazenamento, tanto melhor será a conservação das sementes. De acordo com as recomendações de Fowler & Carpenezzi (1998), o armazenamento de sementes de angico gurucaia são para serem em câmara fria e embalagem de plietileno (24 micras) por 12 meses. 26 2.3.4 Embalagens para armazenar de sementes O tipo de embalagem afeta a viabilidade das sementes de muitas espécies de forma diferenciada. As embalagens para armazenamento podem ser abertas ou fechadas. As abertas são utilizadas para sementes que necessitam de aeração e as fechadas para as que são sensíveis às flutuações da umidade e não tem problemas quanto à aeração, Hong e Ellis (2003). Além disso, as embalagens podem ser permeáveis, semipermeáveis e impermeáveis, como segue: 1) Embalagens permeáveis – Sacolas de papel e sacolas plásticas de pequena espessura permitem troca de gases e de umidade com o ambiente e são adequadas para a conservação de sementes ortodoxas de tegumento duro e para as recalcitrantes que necessitam de aeração, Hong e Ellis (2003). Usadas para armazenamento por período curto de tempo, normalmente entre a colheita e o plantio subseqüente; 2) Embalagem semipermeável – Esse tipo de embalagem não impede completamente a troca de umidade entre as sementes e o ar exterior. O condicionamento neste tipo de embalagem necessita que o grau de umidade da semente seja 3% inferior ao recomendado para as sementes acondicionadas em embalagem permeável. Não se recomenda a utilização desse tipo de embalagem para acondicionar sementes por longo período de tempo. Exemplos de tipos de embalagem semipermeável: polietileno fino (12 micras) e papel aluminizado; 3) Embalagens impermeáveis – São adequadas para estocagem de sementes ortodoxas por longos períodos (de 2 a 10 anos), sob temperaturas de 0 a 10º C, com teor de umidade de 8 a 10% , Hong e Ellis (2003). Não existe troca de umidade entre a semente e o ambiente externo. Assim, não ocorre variações de grau de umidade. As sementes amiláceas deverão apresentar teor máximo de umidade de 12% e as oleaginosas de 9% para armazenamento seguro, podem ser armazenadas em: envelope de alumínio, latas, vidros com tampa possível de vedar e sacos de alumínio revestidos com polietileno, Popinigis (1985). 27 2.3.5 Condições para o armazenamento De acordo com a UFSM (2004), os princípios gerais do armazenamento de sementes são: 1) O armazenamento não melhora a qualidade das sementes, apenas as mantêm; 2) Quanto maior a temperatura e a umidade no armazenamento, maior será a atividade fisiológica da semente e mais rápida sua deterioração; 3) A umidade é mais importante do que a temperatura; 4) A umidade da semente é função da umidade relativa e em menor escala da temperatura; 5) O frio seco é a melhor condição para o armazenamento de sementes ortodoxas; 6) Sementes imaturas e danificadas não resistem bem ao armazenamento, enquanto as sementes maduras e não danificadas permanecem viáveis por mais tempo; 7) O potencial de armazenamento varia com a espécie. Para Kramer e Kozlowski (1972), pode-se acrescentar ainda que: sementes armazenadas sempre deterioram com o passar do tempo. E as condições acima são adequadas para sementes ortodoxas, enquanto para as recalcitrantes, nem sempre são aplicáveis e, destas, cada espécie tem suas exigências específicas. Espécies recalcitrantes, geralmente, necessitam manter a umidade com que foram colhidas, não suportando perdas superiores a 5% da umidade inicial para permanecerem viáveis. O ambiente adequado à conservação pode ser obtido enterrando-as em carvão úmido, serragem úmida, ou areia úmida; mas há espécies que necessitam de boa aeração e não podem ser enterradas, devendo ser acondicionadas em sacolas de papel ou em caixas abertas para possibilitar boa difusão de oxigênio, devendo ser colocadas em ambiente com elevada umidade relativa para não desidratar, Hong e Ellis (2003). As espécies intermediárias tropicais apresentam comportamento, com relação à temperatura, diferente das de clima temperado (incluindo altas altitudes nos trópicos). Sementes de espécies de comportamento intermediário podem ter longevidade média no armazenamento, contanto que o ambiente ótimo tenha sido identificado e possa ser mantido, Hong e Ellis (2003). 28 A longevidade das sementes armazenadas é influenciada principalmente pelos seguintes fatores, observados por Hong e Ellis (2003); Bonner (2001): 1) Qualidade inicial das sementes; 2) Teor de umidade da semente; 3) Tempo decorrido entre colheita e o armazenamento; 4) Tratamentos fitosanitários e térmicos aplicados; 5) Tipo de embalagem; 6) Temperatura de armazenamento; 7) Umidade relativa de armazenamento. O armazenamento deve ser realizado em diferentes condições, dependendo da espécie e das características de suas sementes. Algumas das condições de armazenamento utilizadas atualmente são descritas abaixo pelos autores , Hong e Ellis (2003), Schumacher et al. (2002). 1) Armazenamento seco com baixa temperatura – Este tipo de ambiente é adequado armazenar sementes ortodoxas. Obtém-se através de câmaras frias e desumidificadores. A temperatura de armazenamento é mantida entre 3 a 5 º C para espécies ortodoxas temperadas e entre 10 e 20º C para espécies ortodoxas tropicais com a umidade relativa do ar em torno de 45%. 2) Armazenamento úmido com baixa temperatura – É utilizado para conservar sementes recalcitrantes que necessitam de ambiente úmido, como a Araucaria angustifólia. Obtém-se através de câmaras frigoríficas ou refrigeradores. A temperatura é mantida entre -3º C e 5º C para as recalcitrantes temperadas e entre 7 e 17º C para as recalcitrantes tropicais, com a umidade relativa entre 98 e 99%, sendo que a maioria das recalcitrantes necessita de boa aeração. 3) Armazenamento à umidade e temperatura ambientais – Usa-se para sementes de espécies de tegumento duro. É necessário o uso de embalagens adequadas, preferencialmente semipermeáveis ou impermeáveis, dependendo da sensibilidade da espécie à desidratação. É recomendável para curto período de tempo. 4) Criopreservação – Tem sido utilizada para armazenamento de sementes ortodoxas a longo prazo, principalmente para conservação de germoplasma; a criopreservação (ou crioarmazenamento) é realizada a temperaturas 29 extremamente baixas, entre -80 °C e -196 °C, obtida s com nitrogênio líquido, Embrapa (2003). As sementes de angico gurucaia, nome científico Parapiptadenia rígid apresentam comportamento recalcitrante em relação ao armazenamento. O período em que as sementes dessa espécie se mantêm viáveis após a coleta dificulta sua utilização. Fowler & Carpenezzi (1998) preconizam que as sementes dessa espécie podem ser armazenadas por 12 meses em câmara fria e embalagem de polietileno, com a manutenção de 56% do poder germinativo inicial. 30 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA O Refúgio Biológico Bela Vista pertencente a Itaipu Binacional é uma unidade de proteção com 1920 hectares criada para receber milhares de plantas e animais desalojados quando da formação do reservatório da usina. Todas as edificações do espaço usam fontes alternativas de energia e foram construídas com base em conceitos de arquitetura verde. As atividades concentram-se na produção de mudas para reflorestamento, acolhimento e reprodução de animais silvestres em cativeiro e pesquisa da fauna e flora. Também são desenvolvidas ali ações de educação ambiental voltadas a escolas e a comunidades da região. A conservação do ecossistema no qual está inserida a maior hidrelétrica do mundo, Itaipu Binacional, é de muita importância. Ao longo de mais de 30 anos de história, obteve resultados de sucesso no campo da preservação ambiental. A mais antiga e bem-sucedida delas é o Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional. O RBV esta localizado na Rua Teresina, nº 62 na Vila “C” nova, em Foz do Iguaçu – PR. É uma Unidade de Conservação localizada as margens do reservatório de Itaipu, em Foz do Iguaçu – PR. Entre as atividades ambientais desenvolvidas está a produção de mudas florestais e plantas medicinais. Comprometido com o desenvolvimento sustentável, o Refúgio sempre esta em busca de novas tecnologias que contemplam o uso racional dos recursos naturais. O RBV conta também com o Centro de Educação Ambiental e Turismo, além de diferentes trilhas para visitação e educação ambiental. Nestes locais, os visitantes recebem informações sobre a fauna e flora da região e também sobre conceitos e práticas de sustentabilidade. As visitas às trilhas são realizadas em grupos acompanhados de monitores e possuem acesso para pessoas portadoras de deficiência. O viveiro florestal do RBV possui capacidade para produzir até 350.000 mudas de mais de 60 espécies florestais nativas por ano, tem sua produção de mudas em estrutura suspensa para tubetes, e conta com estufa, laboratório de sementes e galpão para as operações de beneficiamento de sementes, semeadura, 31 preparo do substrato entre outras atividades. No laboratório há duas câmaras frias para armazenamento de sementes. As embalagens utilizadas são tamboretes de papelão. Além do Refúgio Bela Vista, a Itaipu possui outras áreas de proteção ambiental, como outros refúgios biológicos, reservas e faixa de proteção do Reservatório, uma mata ciliar de 200m de largura, que percorre as margens do Lago. Juntas ocupam uma área de 100 mil hectares, onde já foram plantadas mais de 22 milhões de mudas. Desde 1979, já promoveu o plantio de mais de 44 milhões de mudas nas margens brasileira e paraguaia. Atualmente, estão em atividade três viveiros, um no Paraguai e dois no Brasil, em Foz do Iguaçu e em Santa Helena, que funciona por meio de uma parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Uma equipe especializada, colaboradores da própria Itaipu, no Refugio Biológico Bela Vista com o auxílio da bióloga brasileira Ingrid Peters Robinson, professora da Universidade de Albany, dos Estados Unidos e em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pesquisadores independentes, a Itaipu desenvolve desde 1987 mais de 40 experimentos diferentes, com mais de 180 espécies de árvores nativas e exóticas, ITAIPU (2010). 3.2 TESTES PRELIMINARES O teste de germinação visa observar a viabilidade da espécie, demonstrando assim de forma qualitativa e quantitativa o estado nutricional da semente. Os testes indicam as condições de armazenamento estão adequadas para a espécie ou se será necessário uma modificação no processo de secagem ou armazenamento. Realizou-se teste de germinação com o objetivo de obter informações sobre a qualidade das sementes estocadas, no Laboratório de Sementes do RBV, para fins de semeadura em campo e fornecer dados que possam ser usados, juntamente com outras informações, para comparar diferentes lotes de sementes. 32 O controle de estoque de sementes é realizado através de pesagens das sementes coletadas e acondicionamento, as entradas e saídas de sementes do laboratório estão em um controle de planilhas eletrônicas. A coleta realizou-se com saídas a campo. Fez-se necessária a utilização de técnicas de escalada e rapel, com o uso do “podão” figura abaixo, indispensável para a coleta de sementes, além de todos os equipamentos de segurança necessários. Figura 1: Coleta de sementes com equipamento de corte, popularmente conhecido como podão. Para garantir a diversidade do reflorestamento, especial atenção é dedicada à coleta de sementes realizada no banco de germoplasma florestal mantido no Refúgio Bela Vista. As mudas deste viveiro florestal são usadas na recomposição florestal das áreas protegidas da Itaipu e também na recuperação das matas ciliares dos rios da Bacia do Paraná 3, através do Programa Cultivando Água Boa e também doadas a prefeituras e entidades. 33 3.3 METODOLOGIA O experimento foi instalado para avaliar a eficiência do armazenamento de sementes de angico gurucaia no laboratório de sementes do Refúgio Biológico Bela Vista da Itapu Binacional. Primeiramente foram observadas todas as condições mínimas para que as sementes pudessem germinar, mantendo os equipamentos utilizados limpos e preservados, livrando assim as sementes de contaminação por fungos. As sementes utilizadas para o experimento foram colhidas no mês de março de 2009, e tomadas ao acaso para o teste de germinação. Foram submetidas a duas condições de armazenamento sendo uma em câmera fria com temperatura de 8º e umidade de 72%, e outra em ambiente do laboratório num período de 12 meses, o qual realizou-se a avaliação. Foram utilizados dois tipos diferentes de substrato: papel germitest e areia autoclavada. Na primeira condição, as sementes foram colocadas em gerbox (caixas transparentes), forrada com papel germitest 28X38 cm e 65g, dobrado em 4 partes e adicionados 30ml de água destilada e outra colocada em gerbox forrada com 150g de areia esterilizada em autoclave durante 30 minutos e adicionados 40ml de água destilada mexendo-se até obter uma mistura homogênea. Figura 2: Gerbox (caixas transparentes), forrada com substrato areia. 34 Para que a areia utilizada tivesse uma textura uniforme, foi separada e peneirada antes dos testes. A análise dos resultados foram através de cálculo do total de sementes germinadas/mês, cálculo da média, cálculo do desvio padrão (desvio padrão é uma medida do grau de dispersão dos valores em relação ao valor médio - a média), e porcentagem de germinação. Para se obter a porcentagem de germinação foi dividido o número total de sementes germinadas pelo número total de sementes da amostra, multiplicando por 100, calculada através da fórmula: % Germinação = nº. total de sementes germinadas x 100 nº. total de sementes da amostra Foram analisadas as germinações das sementes em relação ao tipo de substrato, em relação ao tempo e em relação as condições de armazenamento. O experimento foi instalado em câmara de germinação com foto período, para controlar o ambiente, em especial, a temperatura, a umidade e a luz, com uma temperatura de 30º e alternância de luz de 12 em 12 horas. O delineamento é de 8 repetições com 25 sementes cada. Figura 3: Sementes do experimento na Câmera de germinação 35 As contagens das sementes germinadas realizaram-se no 7º dia, 14º dia e 21º dia, o experimento teve inicio no dia 16/03/2009 e repetido em abril, maio e junho do mesmo ano, e também em janeiro, fevereiro e março de 2010. Para esses experimentos utilizaram-se os seguintes materiais e equipamentos: 1) Gerbox; 2) Areia autoclavada; 3) Papel germitest; 4) Água destilada; 5) Sementes; 6) Câmara com fotoperiodo. 36 4 RESULTADOS DE DISCUSSÃO Os resultados obtidos foram em relação a germinação em diferentes substratos. 4.1 SUBSTRATO PAPEL GERMITEST 2009 A tabela abaixo representa a germinação em substrato papel germitest em um período de 4 meses, onde foram analisadas as germinações das sementes armazenadas em câmara fria e sala do laboratório. Demonstra também a média, o desvio padrão e a % de germinação em cada mês. Tabela 1: Substrato papel germitest - 2009. SUBSTRATO PAPEL GERMITEST - 2009 substrato germiteste Repetições R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 Total Média Desvio pad. % Germ. Recém colhida 1º mês 2º mês 3º mês 4º mês 16/03/2009 20/04/2009 18/05/2009 22/06/2009 20/07/2009 Recém colhida Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. 23 24 24 25 22 24 25 24 191 23,88 24 23 24 25 24 23 24 22 189 23,63 18 16 19 21 15 18 16 18 141 17,63 21 24 22 24 25 24 23 22 185 23,13 9 7 5 8 7 13 8 6 63 7,88 22 23 24 20 21 24 23 21 178 22,25 2 5 3 1 4 2 3 2 22 2,75 21 20 23 19 21 22 21 20 167 20,88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 0,99 95,50 0,92 94,50 1,92 70,50 1,36 92,50 2,42 31,50 1,49 89,00 1,28 11,00 1,25 83,50 0,00 0,00 Na figura 4 está a comparação da germinação de sementes de angico gurucaia no substrato de papel germitest em ambiente controlado (câmara fria), e a germinação no substrato de papel germitest em sala do laboratório, no período de 120 dias no ano de 2009. Onde foi possível observar que as sementes armazenadas em condições do ambiente mantidas em sala do laboratório tiveram a perda completa de sua viabilidade no período de 120 dias de armazenamento. 37 Enquanto que as sementes mantidas em câmera fria (ambiente controlado), com germinação em papel germitest tiveram apenas uma perda de parte de sua viabilidade e continuam mantendo 83,5% do seu poder germinativo. Figura 4: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em substrato de papel germitest - 2009. 4.2 SUBSTRATO AREIA Na tabela a seguir esta representa a germinação em substrato areia em um período de 4 meses, onde foram analisadas as germinações das sementes armazenadas em câmara fria e sala do laboratório. Demonstra também a média , o desvio padrão e a % de germinação em cada mês. Tabela 2: Substrato areia - 2009. SUBSTRATO AREIA - 2009 substrato germiteste Repetições R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 Total Média Desvio pad. % Germ. Recém colhida 1º mês 2º mês 3º mês 4º mês 16/03/2009 20/04/2009 18/05/2009 22/06/2009 20/07/2009 Recém colhida Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. 24 25 21 22 25 24 25 23 189 23,63 25 20 24 24 23 25 23 22 186 23,25 19 14 18 20 16 15 17 19 138 17,25 21 25 23 24 22 23 24 22 184 23,00 6 8 3 5 9 12 9 7 59 7,38 22 24 18 23 24 20 23 22 176 22,00 3 2 2 4 1 1 2 1 16 2,00 20 21 23 19 21 20 20 22 166 20,75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 1,51 94,50 1,67 93,00 2,12 69,00 1,31 2,77 92,00 29,50 2,07 88,00 1,07 8,00 1,28 83,00 0,00 0,00 38 A figura 5 abaixo demonstra a comparação da germinação de sementes de angico gurucaia no substrato areia em ambiente controlado (câmara fria), e a germinação no substrato areia em sala do laboratório, no período de 120 dias no ano de 2009. Sendo possível observar que as sementes armazenadas em condições do ambiente mantidas em sala do laboratório mesmo trocando o substrato, permaneceram com a perda completa de sua viabilidade no período de 120 dias de armazenamento. Mas as sementes mantidas em câmera fria (ambiente controlado), com germinação em substrato areia tiveram apenas uma perda de parte de sua viabilidade e continuam mantendo 83% do seu poder germinativo. Figura 5: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em substrato de Areia - 2009. 4.3 SUBSTRATO PAPEL GERMITEST - 2010 Na tabela 3 está a representação da germinação em substrato papel germitest ao final de 12 meses do experimento, onde foram analisadas a germinação das sementes armazenadas em câmara fria e sala do laboratório, obtendo a quantidade de sementes germinadas em cada uma das 8 repetições. 39 Tabela 3: Substrato papel germitest - 2010. SUBSTRATO PAPEL GERMITEST - 2010 substrato germiteste Repetições Recém colhida 10º mês 11º mês 12º mês 16/03/2009 18/01/2010 22/02/2010 25/03/2010 Recém colhida R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 Total Média Desvio pad. % Germ. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. 23 24 24 25 22 24 25 24 191 23,88 15 17 21 13 18 16 19 22 141 17,63 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 13 16 13 19 15 18 16 22 132 16,50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 16 12 22 13 15 17 14 9 118 14,75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 0,99 95,50 3,02 70,50 0,00 0,00 3,07 66,00 0,00 0,00 3,85 59,00 0,00 0,00 A figura 6 representa as sementes germinadas no substrato de papel germitest em ambiente controlado (câmara fria), passado-se 12 meses permaneceram com uma grande viabilidade de seu poder geminativo inicial chegando a 59%, o que demonstrou uma ótima porcentagem de viabilidade das sementes armazenadas e câmera fria. Figura 6: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em substrato de papel germitest - 2010. 40 4.4 GERMINAÇÃO SUBSTRATO AREIA – 2010 A tabela 4 abaixo representa a germinação em substrato areia ao final de 12 meses do experimento, onde foram analisadas a germinação das sementes armazenadas em câmara fria e sala do laboratório, obtendo a quantidade de sementes germinadas em cada uma das 8 repetições. Tabela 4: Substrato areia - 2010. SUBSTRATO AREIA - 2010 substrato germiteste Recém colhida 10º mês 11º mês 12º mês 16/03/2009 18/01/2010 22/02/2010 25/03/2010 Recém Camara Amb. Camara Fria Lab. Fria Repetições colhida R1 19 0 14 23 R2 24 17 0 18 R3 24 15 0 13 R4 25 16 0 16 R5 18 0 21 22 R6 24 14 0 14 R7 18 0 17 25 R8 21 0 14 24 Total 191 138 0 127 Média 23,88 17,25 0,00 15,88 Desvio pad. 0,99 2,25 0,00 2,70 % Germ. 95,50 69,00 0,00 63,50 Amb. Lab. Camara Fria Amb. Lab. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 15 17 13 17 14 16 11 13 116 14,50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 2,14 58,00 0,00 0,00 A figura 7 mostra que as sementes germinadas no substrato areia em ambiente controlado (câmara fria), passado-se 12 meses permanecem com uma ótima poder germinativo chegando a 58%, demonstrando uma velocidade de deterioração das sementes armazenadas em câmera fria bem menor do que o ambiente externo. 41 Figura 7: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em substrato de areia - 2010. 4.5 DIFERENÇA SUBSTRATO - PAPEL GERMITEST / AREIA EM CÂMARA FRIA Figura 8: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em Câmara Fria em diferentes substratos. Acima verifica-se que a germinação das sementes em estudo, estando em substrato de papel germitest e substrato areia, ambos em câmara fria, não notou-se diferença expressiva, sendo assim, nota-se que ambas podem serem utilizadas para o teste de germinação. O gráfico abaixo esta demonstrando estes resultados em porcentagem de germinação. 42 Figura 9: % Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em Câmara Fria em diferentes substratos. 4.6 DIFERENÇA ENTRE SUBSTRATO - PAPEL GERMITEST / AREIA EM SALA LABORATÓRIO Figura 10: Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em Sala do Laboratório em diferentes substratos. Na figura 10 pode-se observar que as sementes de angico gurucaia armazenadas na sala de laboratório e germinadas em substrato papel germitest e substrato areia, tiveram a perda completa da viabilidade das sementes em apenas 120 dias, isto devido a exposição das sementes ao ambiente com temperaturas 43 variáveis. Ocasionando assim, a contaminação das sementes por fungos devido a variação da umidade em que elas foram expostas. Figura 11: % Germinação de sementes de Angico gurucaia armazenadas em Sala do Laboratório em diferentes substratos. Esta figura 11 demonstra os resultados em porcentagem de germinação, e também mostra que a perda total da vialilidade independe do substrato utilizado para a germinação. Portanto, os resultados encontrados para os tipos de substratos concordam com os resultados encontrados por Ramos & Bianchetti (1984) e Ramos et al., 1995, apud Carvalho, P. E. R. 2003. E as melhores condições de armazenamento de sementes de angico são as que envolvem o armazenamento em câmara fria. 44 5. CONCLUSÃO Tomando como base os resultados obtidos e nas condições em que o experimento foi desenvolvido, conclui-se que é eficiente o armazenamento de sementes de angico gurucaia no laboratório de sementes do Refugio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, pois os resultados encontrados nos testes de germinação indicam que o armazenamento das sementes por um período de 12 meses em câmara fria, dentro de tamburetes, foi considerado adequado. Outro aspecto importante levantado foi que com as sementes recém colhidas para comparação de germinação, estando armazenadas em câmara fria com temperaturas em torno de 8º e com umidade de 72%, manteve-se a viabilidade de 58 % da germinação das sementes de angico ao final do experimento. De modo geral, o armazenamento em condições de ambiente controlado se mostrou mais favorável ao ambiente natural do que na sala de laboratório. Diante disto, constatou-se que o armazenamento de sementes de angico gurucaia no laboratório de sementes está de acordo com o esperado para que se obtenha as sementes necessárias para a recomposição florestal das áreas protegidas da Itaipu e também na recuperação das matas ciliares dos rios da Bacia do Paraná 3, através do Programa Cultivando Água Boa e também por meio da doação de mudas para prefeituras e entidades. 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRITO, Francisco. Corredores ecológicos: uma estratégia integradora na gestão de ecossistemas. 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Lima WP & Zakia MJB (2000) Hidrologia em matas ciliares. In: Rodrigues RR & Leitão-Filho HF (eds) Mata Ciliares: conservação e recuperação. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/FAPESP. 46 LOPES, Ignez Vidigal; BASTOS FILHO, Guilherme Soria; BILLER, Dan; BALE, Malcolm. Gestão ambiental no Brasil: experiência e sucesso. 5. ed. Rio de Janeiro : FGV, 2002. MAIXNER, A.E., FERREIRA, L.A.B. Contribuição ao estudo das essências florestais e frutíferas no estado do Rio Grande do Sul. Trigo e Soja, Porto Alegre, 1976. MEDAUAR, Odete. Constituição Federal: coletânea de direito ambiental. 5. ed.rev.atual.ampl. São Paulo : Revista dos Tribunais, 2006. REITZ, R.; KLEIN, R. M.; REIS, A. Projeto madeira de Santa Catarina. Itajaí: HBR, SUDESUL, IBDF. 1978 Oliveira-Filho AT, Vilela Ea, Gavilanes ML & Carvalho DA (1995) Estudos florísticos e fitossociológicos em Remanescentes de Matas Ciliares do Alto e Médio Rio Grande. Belo Horizonte: CEMIG. RODRIGUES, Ricardo Ribeiro; LEITÃO FILHO, Hermógenes de Freitas. Matas ciliares: Conservação e recuperação. 2. ed. São Paulo : Universidade de São Paulo, Fapesp, 2004. SCHUMACHER, Mauro V.; HOPPE, Juarez M.; FARIAS, Jorge A. Manual de instruções para a coleta, beneficiamento, armazenamento e análise de sementes florestais. Santa Maria: UFSM/AFUBRA, Projeto Bolsa de Sementes de Espécies Florestais, 2002. UFSM. Armazenamento de sementes. [Santa Maria]: UFSM, 2004. Disponível em: http://www.ufsm.br/sementes/. Acesso em: 02 set. 2009. UFSM/AFUBRA, Projeto Bolsa de Sementes de Espécies Florestais, 2002. 47 ANEXOS 48 Anexo 1 Principais espécies arbóreas com características de matas ciliares para a região Os grupos ecológicos (GE), estão simbolizados da seguinte maneira: pi: pioneira; si: secundária inicial; st: secundária tardia ou clímax. Família Espécie Nome popular GE ANACARDIACEAE ASTERACEAE BOMBACACEAE CECROPIACEAE CAESALPINIACEAE “ EUPHORBIACEAE FABACEAE “ LAURACEAE MELIACEAE MIMOSACEAE “ “ “ MYRTACEAE “ “ “ “ “ “ SAPOTACEAE SOLANACEAE TILIACEAE ULMACEAE Schinus terebinthifolius Baccharis brachylaenoides Ceiba speciosa Cecropia pachystachya Bauhinia forficata Peltophorum dubium Sebastiana commersoniana Dalbergia frutescens Lonchocarpus leucanthus Ocotea pulchella Cedrela fissilis Parapiptadenia rigida Inga vera Inga virescens Inga sp. Campomanesia guazumifolia Campomanesia xanthocarpa Eugenia involucrata Eugenia pyriformis Eugenia uniflora Plinia trunciflora Psidium guajava Chrysophyllum gonocarpum Solanum sp. Luehea divaricata Trema micrantha Aroeira Vassourinha Paineira Embaúva Pata-de-vaca Canafístula Branquilho Rabo-de-Bugio Farinha-seca Canelinha Cedro Angico Ingá Ingá Ingá-do-Miúdo Sete-capotes Guaviroveira Cerejeira Uvaia Pitangueira Jabuticabeira Goiabeira Aguaí Fumo-bravo Açoita-Cavalo Crindiúva pi pi st pi pi si si si si si si, st pi, si * * * * st st st st * si st pi si, st pi Fonte: Isernhagen (2001, p. 13). Anexo 2 Especificações gerais da árvore angico gurucaia Familia: Mimosaceae Nome Científico: Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan Nomes Comuns: gurucaia, angelim amarelo, angico, angico amarelo, angico branco, angico cambi, angico cedro, angico curtume, angico fava, angico ferro, angico preto, angico rosa angico roxo, angico sujo, angico verdadeiro, angico vermelho, angico da mata, angico de curtume, angico de banhado, angico de campo, angico do curtume, angico do mato, angico dos montes, brincos de sauí, cambuí, corocaia, curupaí, frango assado, gorocaia, gorucaia, guaiçara, guarucaia, monjoleiro, picará Crescimento: árvore Grupo Ecológico: oportunista Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta de araucária 49 Distribuição Geográfica: MG MS PR RJ RS SC SP Dispersão: anemocoria Polinização: melitofilia Floração: jan fev mar set out nov dez Frutificação: mar abr mai jun jul ago set Utilização Utilizada para: Construção Carvão Resina Arborização Urbana Medicina Melífera Paisagismo Dados do Caule Tipo de Copa: corimbiforme Densidade da Madeira: 0,88 Observações: Casca interna dura, parda avermelhada, exuda goma quando ferida. Quando nova a casca apresenta uma goma amarelada, que pode substituir a goma arábica. Sua casca é rica em resina. Dados da Flor Tamanho da Flor: 0,35 Cor: amarela Estrutura: espiga Tipo: Inflorescencia Observações: Numerosas, reunidas em espigas axilares, cilíndricas, com 4 a 10 cm de comprimento. Dados da Folha Estrutura: imparipinada Tipo: Composta Forma da Folha: oblonga Tamanho da Folha: 8 x 15 Inserção: alterna Consistência: foliácea Contem: Glandulas Observações: Nervura principal submarginal, pecíolo com 2 a 4 cm de comprimento, com glândula peciolar grossa, séssil, alongada e uma a duas glândulas menores, redondas, entre os pares apicais. Dados do Fruto Tipo do Fruto: vagem Estrutura: Seco 50 Cor do Fruto: vermelha Tamanho: 12 Deiscencia: sim Periodicidade: anual Observações: Se abre ao meio por uma fenda, membranáceo, coriáceo, apresentando a ponta prolongada em acúmem de 1cm de comprimento, estípete com 7 a 10 mm de comprimento. Dados sobre Pragas e Doenças Descrição da Doença: Pragas: caruncho (Merobruchus sp) Coleóptera Bruchidae infestando frutos e sementes. Os serradores cerambicídeos: Oncideres saga e Oncideres impluviata com danos leves. Oncideres gutturator, com danos de grau variável. Doenças: "damping-off", doença fúngica que ataca o colo da planta, levando-a á morte, na fase de viveiro. Quando em maciços quase puros, é muitas vezes atacada por fungos e brocas da raiz, o que provoca a morte em reboleiras, sobrando poucos exemplares ou exemplares ocos. Dados das Sementes Forma da Semente: asa Cor da Semente: rosa Tamanho: 11 Quantidade: 6 Observações: Lisa, brilhante, comprimida, plana, ovado orbicular, geralmente com um pequeno funículo aderente, circundada por estreita ala menbranácea que se rompe com facilidade, deixando transparecer o embrião. Técnicas em Viveiro Beneficiamento: Os frutos são colhidos quando iniciam a deiscência. A semente é facilmente extraída da vagem. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 3 meses. Sementes por Kilo: 41655 Dormência: não Quebra Natural: 4 meses Quebra Câmara: 8 meses Umidade: 0% Germinação: 70 % após 30 dias Condução: pleno sol Formação: a 30 cm em 5 meses Tolerância: sim, 2 semanas após a germinação Plantio: O crescimento da gurucaia varia de lento a moderado. Em espaçamento 3 x 2 m a média da porcentagem de plantas vivas foi 50% . Em espaçamento 4 x 4 m a média da porcentagem de plantas vivas foi 47%. Conservação: Não ameaçada. Fonte: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais 51 Anexo 3 Vista aérea da ITAIPU BINACIONAL Fonte: Itaipu Binacional Anexo 4 Vista aérea - Refúgio Biológico Bela Vista Fonte: Itaipu Binacional 52 Anexo 5 Sementes de Angico Gurucaia Germinadas