Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC Centro Tecnológico - CTC Departamento de Informática e Estatística - INE Curso Ciências da Computação – CCO Disciplina Redes de Computadores I - INE5414 Professor Carlos Becker Westphall Florianopolis, 20/12/2012 Artigo Riscos de Segurança em Cloud Computing Questões de segurança e gestão de riscos Parte 3 Aluno Fristtram Helder Fernandes 1 Matricula: 10206699 ___________________________________ 1 Graduação em Ciências da Computação –UFSC [email protected] ; [email protected] http://www.inf.ufsc.br/~fristtram/ Abstract Um dos grandes atrativos da Computação em Nuvem é sem dúvida a promessa de redução dos custos com TI, além de se delinear como sendo a oportunidade para que as empresas possam agilizar processos e aumentar a inovação tecnológica. Pesquisas apontam que o uso do modelo irá crescer até representar 60% de mercado. O interesse em aderir a tal modelo também cresce de maneira exponencial, devido à proposta de integração de serviços e uso racional dos recursos de TI pelas organizações, o que concretiza o sonho de consumo dos gestores de TI. No entanto, questões de segurança e gestão de riscos com o uso disseminado do modelo têm sido abordadas constantemente por especialistas em segurança da informação. A adesão a tais serviços obrigará às equipes de segurança de TI das companhias a estabelecer maiores controles para os serviços baseados na Nuvem. Este artigo contribui com a definição de requisitos para a gestão de riscos de segurança da informação na adoção dos serviços da Nuvem. 1. Introdução A Computação em Nuvem (Cloud Computing) é fruto da evolução e da reunião dos fundamentos técnicos de áreas como virtualização de servidores, Grid Computing (Computação em Grade), que também foi desenvolvido um protótipo para avaliar a proposta de arquitectura usando Grid-M, um middleware da pesquisa do grupo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina. Software orientado a serviços, gestão de grandes instalações (Data Centers), dentre outras. Trata-se de um modelo eficiente para utilizar softwares, acessar, armazenar e processar dados por meio de diferentes dispositivos e tecnologias web. Na prática, a Computação em Nuvem seria a transformação dos sistemas computacionais físicos de hoje em uma base virtual. De forma mais ampla, o paradigma da Computação em Nuvem parte do princípio de que todos os recursos de infraestrutura de TI (hardware, software e gestão de dados e informação), até então tratada como um ativo da empresa usuária, passam a ser acessados e administrados por estas através da internet (Nuvem) com o uso de um simples navegador da rede mundial de computadores, utilizando-se qualquer tipo de equipamento – celulares inteligentes, Notebooks, Netbooks, Desktops, iPods, Tablets, etc. Fornecedores de tecnologia passam a prover a infraestrutura e os serviços capacitados para atender a essa demanda. Nesse cenário delineia-se uma série de questões que ainda precisam ser respondidas, afim de que se possibilite a sua plena utilização e adoção sem receios pelas empresas. Este artigo está organizado da seguinte forma: 1. Introdução - Descreve um pouco sobre a computação em nuvens que é a base deste artigo. 2. Conceitos Básicos envolvidos - Descreve sobre um breve histórico da Computação em Nuvem; a) Software como Serviço que é um modelo onde o software é executado em um servidor. b) Infra-estrutura como Serviço é um modelo de serviço que fornecimento de infraestrutura computacional em ambientes virtualizados. c) Plataforma como Serviço é um modelo de serviço que caracteriza entrega de uma plataforma para desenvolvimento. 3. Aspectos Relevantes - Essa parte mostra a importancia desse trabalho, que é definição do modelo que melhor se adapte às particularidades de cada empresa, depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão desejado, podem ser divididos em seguintes partes: a) Nuvem Privada – ali mostramos a necessidade da implantação de uma nuvem privada que são empregadas políticas de acesso aos serviços, nível de gerenciamento de redes, configurações dos provedores de serviços e a utilização de tecnologias de autenticação; b) Nuvem Publica – esta parte a implantação da infra-estrutura de nuvens é disponibilizada para o público em geral; c) Nuvem Comunitário – aqui a implantação da comunidade, ocorre o compartilhamento por diversas empresas de uma nuvem e por fim. d) Nuvem Hibrida – Essa parte caracterizase pela composição de dois ou mais modelos de implantação de nuvem (comunidade privada ou pública). 4. Conclusão - Neste parte encerramos o artigo com algumas conclusões concernentes ou interessantes. E por ultimo 5. Referencia Bibliografica – Contem links que usei durante as pesquisas para materialização deste artigo. 2. Conceitos básicos envolvidos Ambientes de computação em nuvem podem ser compostos por três diferentes modelos de serviços que definem um padrão arquitetural para soluções de computação em nuvem (Armbrust et al. 2009). Riscos e benefícios globais serão diferentemente tratados, dependendo do modelo de serviço e tipo de implantação que atenderá as necessidades da empresa contratante. É importante notar que, ao se considerar os diferentes tipos de serviços e modelos de implantação, as empresas devem considerar os riscos que os acompanham. a) Software como Serviço (Software as a Service - SaaS) – Nesse modelo de serviço o software é executado em um servidor, não sendo necessário instalar o sistema no computador do cliente, basta acessá-lo por meio da internet. O modelo de serviço de SaaS ainda tem uma série de desafios a serem vencidos, dentre os quais podemos destacar os problemas regulatórios, a integração com os recursos internos da organização, a disponibilidade e mais especificamente a segurança das informações. Alguns especialistas afirmam que o mercado ao redor de SaaS envolve cifras em torno de US$ 5 e até 2011, deverá representar 25% das vendas totais para o segmento corporativo. O uso bilhões. Ainda, de acordo com o Gartner Group, SaaS representou cerca de 5% do mercado total de software em 2005 de SaaS para a automação dos processos de negócio fim-a-fim, como ordens de pagamento para grandes empresas por exemplo, deve crescer ainda mais nos próximos anos. Figura 1. Gráfico ilustrativo, software como serviço.2 b) Infra-estrutura como Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS) – Esse modelo de serviço refere-se ao fornecimento de infraestrutura computacional (geralmente em ambientes virtualizados) como um serviço. O serviço IaaS possui algumas características básicas como, fornece uma interface única para administração da infraestrutura; provisionamento dinâmico de serviços; Alta-disponibilidade; e Balanceamento de carga de máquinas virtuais, a Infraestrutura como serviço também é conhecido por um conceito que envolve a liberdade de contratrar a infraestrutura de hardwares em Cloud Computing e espaço em data center sem a necessidade da imobilização de recursos, maximizando a rentabilidade do seu negócio. c) Plataforma como Serviço (Platform as a Service - PaaS) - Esse modelo de serviço caracteriza-se pela entrega de uma plataforma para desenvolvimento, teste e disponibilização de aplicativos web com a finalidade de facilitar a implantação de aplicações sem os custos e complexidade de gerenciamento do hardware. Um fator inibidor de adoção é que aplicações desenvolvidas em uma PaaS normalmente ficam presas ao fornecedor. É preciso que futuros clientes estejam atentos a esse detalhe. E também podemos dizer que é um conceito que oferece um conjunto de hardwares e softwares em forma de serviço. Facilita a implantação de aplicações sem o custo e a complexidade de compra e gerenciamento de softwares subjacentes. __________________ 2 O gráfico demonstra que, conforme baixamos o custo de adoção, um número maior de clientes pode adotar nossa solução. E esse número tende ao infinito, uma vez que a curva não toca o eixo "x". Assim, no modelo SaaS de fornecimento de software, precisamos pensar em soluções e infra-estruturas de baixo custo, com alto aproveitamento de recursos por um número muito grande de clientes, para atingirmos um público não suportado hoje em dia, devido os custos proibitivos de entrada. Figura 2. Mostra como os três modelos estão interligados. 3. Aspectos relevantes A computação em nuvem oferece quatro (4) aspectos relevantes para sua implantação. A definição do modelo que melhor se adapte às particularidades de cada empresa, depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão desejado. Segundo o NIST (National Institute of Standards and Technology) (NIST, 2009), os modelos de implantação de computação em nuvem podem ser divididos em: privado, público, comunitário e híbrido. As principais características desses modelos serão listadas a seguir. a) Nuvem Privada (Private Cloud) – A implantação de uma nuvem privada permite que esta seja administrada pela própria empresa ou por terceiros. Neste modelo de implantação são empregadas políticas de acesso aos serviços. As técnicas utilizadas para prover tais características podem ser em nível de gerenciamento de redes, configurações dos provedores de serviços e a utilização de tecnologias de autenticação e autorização (NIST, 2009). Em comparação com outros modelos de implantação de nuvem, esse modelo é o que prover um menor risco, em detrimento de sua natureza privada. E, embora traga algumas facilidades por estar no ambiente da empresa, esse modelo exige gerenciamento interno, o que diminui a economia de recursos. Além disso, por estar diretamente atrelado aos processos corporativos, torna-se engessado em termos de automação de tarefas como atualizações. E ainda Private Cloud é um conceito tecnológico que proporciona a capacidade de criar e gerenciar uma nuvem privada em um ambiente extremamente seguro, com liberdade e grandes recursos a sua disposição. No ambiente de Private Cloud da SAN, nossos clientes podem provisionar recursos tecnológicos de primeira linha para montar a sua solução dentro de uma "nuvem privada". Figura 3. Mostra um exemplo de nuvem privada. b) Nuvem Pública (Public Cloud) - Neste modelo de implantação a infra-estrutura de nuvens é disponibilizada para o público em geral ou para grupos de indústrias (NIST, 2009), sendo acessado por qualquer usuário que conheça a localização do serviço. Por isso não podem ser aplicadas restrições de acesso quanto ao gerenciamento de redes, e menos ainda, aplicar técnicas de autenticação e autorização. O conceito de nuvens públicas proporciona as organizações mais economia de escala, uma vez que compartilha os recursos. Por outro lado, possui limites de customização relacionados justamente à segurança das informações, SLAs e políticas de acesso, uma vez que os dados podem ser armazenados em locais desconhecidos e não podem ser facilmente recuperável. E também nuvem pública provisione recursos ou estenda com segurança sua infraestrutura virtual interna para a nuvem pública com a VMware e que é os provedores de serviços com a tecnologia vCloud, que fazem parte do maior ecossistema de parceiros de computação em nuvem. Aproveite recursos de nuvem híbrida seguros com confiança e, ao mesmo tempo, forneça escolha e flexibilidade, garantindo interoperabilidade e portabilidade de cargas de trabalho entre ambientes em nuvem com uma infraestrutura VMware vCloud baseada em VMware vSphere, VMware vCenter, VMware vCloud Director e VMware vCloud Networking and Security. Figura 4. Mostra um exemplo de nuvem publica c) Nuvem Comunitária (Community Cloud) - No modelo de implantação comunidade ocorre o compartilhamento por diversas empresas de uma nuvem, sendo esta suportada por uma comunidade específica que partilha de interesses semelhantes, tais como a missão, os requisitos de segurança, política e considerações sobre flexibilidade. Este tipo de modelo de implantação pode existir localmente ou remotamente e pode ser administrado por alguma empresa da comunidade ou por terceiros (NIST, 2009), semelhante ao modelo de Nuvem Privada em relação à definição de políticas de acesso e a utilização de tecnologias de autenticação e autorização. Outro fator que merece destaque é o fato dos dados poderem ser armazenados com os dados de outros concorrentes pertencente à comunidade. Figura 5. Mostra um exemplo de acesso que pode ser de forma privada, publica, comunitária ou hibrida. d) Nuvem Híbrida (Hybrid Cloud) – Este modelo caracterizase pela composição de dois ou mais modelos de implantação de nuvem (comunidade privada ou pública) que permanecem como entidades únicas, sendo ligadas por uma tecnologia padronizada ou proprietária que permite a portabilidade de dados e de aplicações (por exemplo, nuvem de ruptura para balanceamento de carga entre nuvens) (ISACA, 2009). A adoção do modelo exige uma minuciosa classificação e rotulagem dos dados, para garantir que os mesmos estão sendo atribuídos ao tipo de nuvem correto. Um fator negativo do modelo é o alto risco, uma vez que funde diferentes formas de implantação. A infraestrutura em nuvem híbrida de alguns empresa, resultou em economias significativas, uma vez que a empresa não precisou expandir a área de cobertura de seu data center físico. Como por exemplo a Consona, uma empresa de software, adotou uma infraestrutura em nuvem híbrida para otimizar seus três data centers internos no mundo, bem como acomodar o crescimento explosivo associado à sua área de Pesquisa e Desenvolvimento e ao suporte pós-venda. Com uma infraestrutura em nuvem híbrida segura, em conformidade e gerenciada nuvem hibrida. Figura 6. Mostra um exemplo como funciona nuvem hibrida 4. Conclusões As questões fundamentais de gestão de riscos de segurança em cloud computing na adesão dos serviços da nuvem dizem respeito à identificação e implementação de estruturas organizacionais adequadas, processos e controles para manter a gestão eficaz da segurança da informação, gestão de riscos, e cumprimento. As organizações devem garantir a segurança da informação razoável em toda a cadeia de fornecimento da informação. A Gestão de Riscos dos ativos na Nuvem permite alinhar a exposição ao risco e a capacidade de gerências a tolerância ao risco do proprietário dos dados. Desta forma, caracteriza-se como principal meio de decisão e suporte para os recursos de TIC para proteger a confidencialidade, integridade, e disponibilidade dos ativos de informação na Nuvem. No entanto, para garantir a eficácia da Gestão de Riscos na Nuvem é preciso estabelecer requisitos contratuais adequados e adotar tecnologias capazes de coletar os dados necessários para informar as decisões de informação de risco (por exemplo, o uso da informação, acesso, controles de segurança, localização, etc.). Nesse processo os prestadores de serviços de Nuvem devem incluir métricas e controles para auxiliar os clientes na implementação dos seus requisitos de informação de Gestão de Risco. Atualmente entidades como o Open Cloud Manifesto, Computing Use Cases Group e o Cloud Security Alliance trabalham no desenvolvimento de padrões de segurança para computação em nuvem, levando essas pesquisas para um grande número de áreas, incluindo auditoria, aplicativos, criptografia, governança, segurança de rede, gerenciamento de risco, armazenamento e virtualização. Segundo especialistas o primeiro passo é identificar as diferenças entre a segurança local e a segurança na nuvem e examinar quais padrões existentes combinam com as operações em nuvem. No final, eles esperam chegar a padrões que permitam que as empresas possam integrar, seguramente, serviços de computação em nuvem de diferentes fornecedores e ter a garantia de que seus dados ficarão seguros na nuvem. 5. Referências bibliográficas VIEIRA, SCHULTER, WESTPHALL C. B, and C. M. WESTPHALL Intrusion Detection for Grid and Cloud Computing Federal University of Santa Catarina, Brazil, July/August 2010 http://www.inf.ufsc.br/~westphal/idscloud.pdf NEXTGENERATION (Brasil). Intel (Org.). Dialogo TI – Cloud Computing. http://www.nextgenerationcenter.com/home.aspx ISACA, Emerging Technology – “Cloud Computing: Business Benefits with Security, Governance and Assurance Perspectives.” – ISACA, Illions, USA – Oct, 2009. http://www.isaca.org WESTPHALL C. B, Grid and Cloud Computing Management and Security, tutorial presented in NOMS 2010 http://www.inf.ufsc.br/~westphal/Tutorial3-NOMS2010.pdf KAUFMAN, Lori M. et al. Data Security in the World of Cloud Computing: It all Depends. Published by the IEEE Computer and Reliability Societies, Virginia, USA, n. , p.61-64, ago. 2009. http://www.computer.org/security MARTY HUMPHREY, MEMBER, IEEE, MARY R. THOMPSON, MEMBER, IEEE, AND KEITH R. JACKSON Security for Grids http://www.inf.ufsc.br/~westphal/s4.pdf http://en.wikipedia.org/wiki/Cloudcomputing BLOG ARQUITETURA DE SOLUÇÕES Waldemir Cambiucc http://blogs.msdn.com/b/wcamb/archive/2008/03/09/saas-software-as-a-service-uma-vis-osobre-o-software-como-servi-o.aspx SAN INTERNET http://www.saninternet.com/site/ VM-WARE http://www.vmware.com