CORRESPONDENTES BANCÁRIOS: INSTRUMENTO PARA A INCLUSÃO FINANCEIRA E O DESENVOLVIMENTO LOCAL ORLI JOSÉ BATISTA – [email protected] Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Administração - PPGMAD Universidade Federal de Rondônia – UNIR TOMÁS DANIEL MENÉNDEZ RODRÍGUEZ – [email protected] Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Administração – PPGMAD Universidade Federal de Rondônia – UNIR RESUMO O objetivo desse artigo é discutir como os Correspondentes Bancários contribuem para a inclusão financeira e o desenvolvimento local. Para alcançar este objetivo foram pesquisadas publicações nacionais e internacionais, desde a implantação do novo modelo de correspondente no Brasil, acentuando as contribuições dadas pelos quatro principais competidores que atendem todos os incisos da Resolução 3110/03 do Banco Central do Brasil. A regulamentação governamental criou condições para que instituições financeiras se fizessem presentes em todo o território Nacional. Os custos de instalações de Correspondentes, mais baixos que os das agências tradicionais, bem como baixos custos por dispensar mão-de-obra de funcionário da instituição financeira permite criar portfólio de produtos mais baratos, dando acesso a um público antes não bancarizado. A presença do Correspondente nas regiões remotas e de difícil acesso permite que os recursos recebidos pelos beneficiários circulem em sua própria cidade, contribuindo para o desenvolvimento local. É a forma mais eficaz para oferta de serviços bancários em regiões pouco desenvolvidas. Palavras-chave: Correspondente Bancário; Inclusão Financeira; Desenvolvimento Local. ABSTRACT The purpose of this paper is to discuss how the banking correspondents contribute to financial inclusion and local development. Were researched national and international publications since the deployment of the new model Brazilian correspondent , highlighting the contributions made by the four major competitors that serve all sections of the Resolution 3110/03 of the Banco Central do Brazil. The Brazilian Government has created conditions for financial institutions stay present throughout the national territory. The costs of facilities of correspondents, lower than those of traditional agencies as well as lower costs by dispensing manpower employee of the financial institution's allows create products cheaper, giving access to an people poor and unbanked. The presence of correspondent in remote and inaccessible allows funds received circulate in their own city, contributing to local development. It is the most effective way to offer banking services in underdeveloped regions. Keywords: Correspondent Banking; Financial Inclusion; Local Development. VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br 1. INTRODUÇÃO Nos últimos dez anos, no Brasil, ocorreu um crescimento extraordinário da rede bancária, por meio de lojas de varejos dos mais diversos ramos de atividades. Esse movimento aconteceu numa proporção bem superior quando comparado ao crescimento do número de agências e postos de atendimento bancário (PAB). Preocupado com o desenvolvimento social, o Governo Brasileiro, foi um dos grandes causadores do crescimento desse canal de atendimento e distribuição de serviços financeiros, o Correspondente Bancário (CB). Com o objetivo de “bancarizar” o público de baixa renda e habitantes de locais distantes e de difícil acesso a agências bancárias, aprimorou as regulamentações existentes que alteraram o modelo tradicional de correspondente. Os CBs no Brasil foram autorizados pela Circular 220 de 15 de outubro de 1973, do Banco Central do Brasil (BCB). Em 1995 o BCB regulamentou as prestadoras de serviços relacionados com financiamento de bens de consumo pela Resolução 2.166/95. Com a finalidade de constituir um mecanismo para democratização do acesso a serviços financeiros no Brasil, consolidou as regulamentações anteriores pela nova Resolução 2.640/99. Em 2003 configurou o atual modelo de CB e aperfeiçoou o sistema com as resoluções 3.110/03 e 3.156/03. No período a partir de 1994, conhecido como pós-Real, a baixa capacidade competitiva dos bancos tornou-se evidente com o fim do uso das receitas inflacionárias que majoravam lucros e financiavam investimentos. Essa mudança provocou uma reorganização da espacialização bancária no Brasil, com grande concentração nas grandes metrópoles, em especial no Sudeste, e redução das dependências bancárias em número de municípios, principalmente nas macros regiões Norte e Nordeste, por parte dos grandes bancos privados, segundo estudos de Dias e Lenzi (2009) e Junkes (2008). Essa reorganização espacial das redes dos grandes bancos resultou na combinação de processos adaptativos e inovadores, surgindo a presença do Correspondente Bancário. Esse modelo foi incorporado pelas instituições bancárias, que encontraram nele uma forma de atendimento a um público antes não atendido, por causa dos custos em produtos desenhados para outros segmentos e também pela inviabilidade dos custos de estruturas para criar agências em locais remotos, de difícil acesso ou de pouco retorno financeiro. Algumas instituições financeiras públicas e privadas, como a Caixa Econômica Federal (CEF), Lemon Bank, Banco do Brasil (BB) e Bradesco foram pioneiros na instalação desses correspondentes. A CEF com sua rede de lojas lotéricas implantou o Caixa Aqui, e mais tarde seguiu outros competidores e implantou seu sistema de CB nos varejistas. O Bradesco, num processo de aquisição, em parceria com os Correios, fundou o Banco Postal. O Banco do Brasil criou uma subsidiária, o Banco Popular do Brasil. O Lemon Bank, empresa nova no setor bancário, iniciou suas atividades com atendimento exclusivo por CB. A posição tomada por estes principais competidores é discutida por alguns autores, no que diz respeito à importância da tecnologia empregada, a forma de constituição e participação no mercado (JAYO; DINIZ, 2009; KUMAR et al., 2006; DINIZ; POZZEBON; JAYO, 2008). Para realização dessa pesquisa buscou-se responder: Qual a importância dos Correspondentes Bancários (CBs) para a inclusão financeira e o desenvolvimento local? Para se alcançar resposta ao problema proposto definiu-se como objetivo desse artigo discutir como os CBs contribuem para a inclusão financeira e o desenvolvimento local, este estudo apresenta nas próximas seções a metodologia utilizada, um referencial sobre CBs, inclusão financeira e desenvolvimento local. Por fim discutem-se os dados pesquisados e as considerações do presente estudo. VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br 2. METODOLOGIA A abordagem dessa pesquisa é qualitativa. Segundo Richardson (2007, p. 80) “[...] estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais”. Essa pesquisa é aplicada, quanto à natureza. Segundo Vergara (2006) pesquisas dessa natureza motivam-se pela necessidade de resolver problemas concretos. Tem, portanto finalidade prática. Os procedimentos de pesquisa utilizados foram: técnicas de pesquisa bibliográfica e documental. Bibliográfica porque foram utilizadas fontes com publicações sobre CB em periódicos científicos nacionais e internacionais, artigos publicados em anais de congressos nacionais e internacionais e livros com dados recentes sobre o setor. Foram analisados documentos em bancos de dados do Banco Central do Brasil, sem tratamento analítico, para conhecer a quantidade de CBs, e quantidade de agências por região geográfica. Este trabalho analisa o papel dos CBs dos quatro principais competidores que mantiveram hegemonia nos últimos dez anos e que executavam todos os incisos da Resolução 3.110/03 do Banco Central do Brasil, nos anos 2007, 2008 e 2009, conforme apresentado no quadro 1. Quadro 1 - Principais Competidores em quantidade de pontos de correspondentes 2007 2008 2009 BANCO BRADESCO S.A. 17.521 20.092 25.360 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 13.901 13.801 22.877 LEMON BANK BANCO MULTIPLO S.A. 5.868 5.523 5.921 BB BANCO POPULAR DO BRASIL S.A. 4.791 6.144 8.866 Fonte: Elaborado pelos autores, dados do BANCO CENTRAL DO BRASIL, (2010a) 3. APRESENTAÇÃO DOS DADOS E DISCUSSÃO 3.1 Definição e evolução dos Correspondentes Bancários No Brasil, são convencionadas duas denominações para este canal de distribuição e atendimento. Alguns autores chamam de Correspondente Bancário (JAYO; DINIZ, 2009; SILVA; 2007; KUMAR et al., 2006; DIAS; LENZI, 2009; SANCHEZ; ALBERTIN, 2009; CERNEV; DINIZ; JAYO, 2009). A FEBRABAN (2009a), Feltrim, Ventura e Dodl (2009) definem esse canal como Correspondente não Bancário, por se tratar de estabelecimentos não bancários que realizam transações como pagamento de contas, saldos, etc. Exemplos: lotéricas, Correios e supermercados. Ambas as denominações seguem princípios das regulamentações 3.110/03 e 3.156/03. Para efeito desse trabalho, convenciona-se a denominação Correspondente Bancário (CB) ou simplesmente Correspondente. A atividade bancária sem filiais assistidas por agentes é relativamente nova. Existindo dois modelos emergentes, um liderado por bancos e outro por atores comerciais não bancários (Mobile Banking). Nos dois casos, são utilizadas tecnologias da informação e de comunicação. Com exceção do Brasil e das Filipinas, a atividade bancária sem filiais assistidas por agentes no varejo atinge relativamente poucos clientes e a abrangência dos serviços financeiros é limitada. (LYMAN; IVATURY; GAUTAM, 2006) Nas tradicionais agências bancárias alguns fatores têm dificultado economicamente a distribuição de serviços financeiros para a população de baixa renda no Brasil. Estes fatores VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br incluem elevados custos fixos de funcionamento dos bancos tradicionais, num país de dimensões continentais com distribuição heterogênea da população. (DINIZ; POZZEBON; JAYO, 2008) No Nordeste brasileiro, antes da formatação do atual modelo de correspondente bancário, um convênio firmado entre uma rede de farmácias e concessionárias deu origem a uma parceria para recebimentos de contas de água e luz, nos anos 90. Esse acordo foi efetuado pelo motivo da não existência de dependências bancárias em municípios da região. Em 2000, havia no nordeste pelo menos 17 empresas arrecadadoras trabalhando nesse modelo. Foi o surgimento de um modelo alternativo, antecessor dos atuais CBs. Após a regulamentação dos correspondentes bancários, gradativamente essas empresas arrecadadoras se transformaram em gestores de rede de CB. (DINIZ; JAYO, 2009) No início, a implantação de CB ocorreu apenas em pequenas cidades sem agência bancária, funcionavam em padarias ou mercearias, para fazer pagamentos e receber dinheiro. Esta forma de ampliação do atendimento através dos CBs manteve o controle da atividade com os bancos, não introduzindo forma de concorrência, porém, para os trabalhadores destes estabelecimentos foi introduzida uma nova forma de exploração, pois passaram a trabalhar como bancários, mas, sem os mesmo direitos estabelecidos em lei para a categoria, como por exemplo, a jornada de 6 horas. (SILVA, 2007) Entre os anos de 2000 e 2009 houve uma evolução média de 31,88 % ao ano no crescimento desse canal, sendo que a evolução de 2008 para 2009 correspondeu a 38,34%, variando a quantidade de pontos de correspondentes de 13.731, em 2000, para 149.507, em 2009. (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2010a) Observa-se que além do crescimento desse canal, o número de transações também evoluiu nos últimos anos. Em 2008, houve evolução de 25%, em comparação com 2007, nas transações efetuadas por meio dos Correspondentes, resultado da contínua e expressiva expansão de unidades neste canal. (FEBRABAN, 2009b) “[...] fator que contribuiu para o crescimento desse setor foi o desejo dos bancos em encontrar soluções para descongestionar agências nas áreas urbanas sem incorrer nos custos de novas instalações próprias, incluindo os elevados custos de mão-de-obra especializada decorrente da legislação trabalhista e da força dos sindicatos dos bancários”. (FELTRIM; VENTURA; DODL, 2009, p. 245) De acordo com o Banco Central do Brasil (2003) esse instrumento, que ganha força a cada ano, vem se revelando como instrumento versátil utilizado pelo Banco Central para colocar à disposição de amplas camadas da população brasileira, em todo o território nacional, os principais serviços produzidos pelas instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Alguns autores apontam algumas vantagens que ocorreram para a evolução do modelo brasileiro de correspondentes: Primeiro, uma das vantagens para a criação dos CBs, no Brasil é sua sofisticada tecnologia bancária (DINIZ; POZZEBON; JAYO, 2008; IVATURY, 2006; KUMAR et al., 2006), legado que teve a partir da década de 1990, período da hiperinflação, que exigia rápida sincronia nas transações bancárias. Ivatury cita como exemplo a rapidez do sistema de compensação brasileiro, o Bradesco como pioneiro no fornecimento de acesso no internet banking e a própria entrada do Lemon Bank, fundado por dois empresários da internet. Em segundo, também se conta como vantagem um ambiente regulatório favorável, em que não havia restrição ao manuseio de operações bancárias por instituições não bancárias (DINIZ; POZZEBON; JAYO, 2008; IVATURY, 2006; KUMAR et al., 2006). Uma promoção do governo para a inovação em canais de distribuição, encontrando um equilíbrio único em proteger os clientes e incentivar a experimentação. VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br Terceiro, os elevados custos trabalhistas e forte sindicalização instaram os bancos a prestarem serviços fora dos canais bancários formais. (IVATURY, 2006; KUMAR et al., 2006) Por último, Kumar et al., (2006) acrescenta que há forte apoio político para a expansão do acesso financeiro que tem contribuído para o rápido crescimento de correspondentes. Ivatury (2006) acresce que as altas taxas de juros no Brasil favoreceram a criação de um infraestrutura de distribuição para atingir muito mais beneficiários. Kumar et al. (2006) afirmam que CBs reduzem os custos da melhoria do acesso financeiro. Especificamente ele reduz custos variáveis, devido a parceria firmada com o varejista. Em alguns casos as taxas podem ser dividas com os correspondentes. Também reduz os elevados custos fixos associados à manutenção de agências bancárias em áreas remotas onde a densidade populacional ou atividade econômica é baixa. No Brasil o custo fixo das instalações de agências é agravado pela regulação do trabalho devido a políticas governamentais restritivas que são aplicáveis às agências bancárias e aos custos elevados dos requisitos de segurança do ramo bancário. Embora seja difícil quantificar, os exemplos estudados por estes autores sugerem uma grande redução dos custos. Foi com o uso de correspondentes que o número de municípios desassistidos de serviços financeiros diminuiu para zero. Os serviços financeiros tornaram-se disponíveis para muitas regiões remotas e para segmentos de menor poder aquisitivo, antes cronicamente carentes de serviços financeiros. (KUMAR et al., 2006) Para Kumar et al., (2006) a forma usada para prestação de serviços financeiros utilizando escritórios de poupança, banco postal e muitos outros não é nova. Já era usada em outros países e pode ser considerada uma forma de CB. No entanto, o atual modelo contempla a escala e qualidade dos serviços prestados e as novas plataformas tecnológicas. Em dezembro de 2000, apenas a CEF operava com CB, com 13.731 pontos de atendimento correspondendo a menos de treze por cento da rede de atendimento bancária. Com os novos entrantes esse número em 2004 já correspondia a quarenta e dois por cento de todos os pontos financeiros. Em dezembro de 2009 o número de pontos de atendimento já era de 149.507. A figura 1 mostra essa evolução desde 2000. Figura 1 - Evolução dos Correspondentes Bancários Fonte: Elaborado pelos autores, dados do Banco Central do Brasil (2010a). VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br No período de 2003 a 2008, o volume de transações praticadas pelos correspondentes cresceu significativamente, demonstrando a importância que o setor tem para a economia. A figura 2 mostra essa evolução, a partir de 2003, com expressivo crescimento a partir de 2005. Figura 2 - Transações dos CBs em milhões Fonte: FEBRABAN (2009b) 3.2 Inclusão Financeira Segundo Feltrim, Ventura e Dodl (2009) o BCB, no âmbito de sua competência, trabalha de forma integrada com representantes dos segmentos envolvidos com a inclusão financeira no Brasil, convicto de que um ambiente de relações financeiras sustentáveis e inclusivas promove o desenvolvimento. Essa integração é realizada tanto com o setor público como com o setor privado. O caso do modelo brasileiro de correspondentes, ao lado das cooperativas de crédito no país, é uma das iniciativas de mecanismos para “bancarização” da população, todos de teor essencialmente incluso e estimulante à salutar concorrência no Sistema Financeiro Nacional. Soares e Melo Sobrinho (2008) definem que as ações em inclusão financeiras são baseadas em três pilares: microfinanças, cooperativas e correspondentes. Soares e Melo Sobrinho (2008) consideram que talvez esse mecanismo, o correspondente bancário, seja a mais promissora forma de se melhorar a oferta de serviços financeiro para as populações com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os números alcançados chamam a atenção de entidades multilaterais como o Banco Mundial e de supervisores bancários e responsáveis por políticas de estímulo às microfinanças em outros países como África do Sul, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Índia, México e Vietnã, que buscam conhecer o modelo brasileiro. Feltrim, Ventura e Dodl ainda acrescentam que Os correspondentes não bancários têm sido uma das mais eficazes ferramentas de bancarização do Brasil. Para um país de dimensões continentais, muitas delas de difícil acesso, com pequena população e/ou de baixa renda, os correspondentes permitem superar diversos obstáculos para a expansão dos pontos de atendimento. O principal deles refere-se ao custo de instalação em locais em que a escala de negócios não compensa tal investimento. Com isso, a capilaridade ganha pelos bancos reflete-se em comodidade aos clientes, que, além de acesso aos pontos [...] VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br contam com horários flexíveis de atendimento. (FELTRIM, VENTURA e DODL, 2009, p.182) Através dos CBs, os grandes bancos, principalmente a CEF e o Bradesco desenvolveram mecanismos indiretos para atingir estratos sociais de baixa renda, em especial nas regiões Norte e Nordeste. (JUNKES, 2008) Ivatury (2006) afirma que é difícil determinar a participação de pobres como clientes dos CBs. Mas, é certo que este canal tem trazido os “sem-banco” para o sistema financeiro. Por causa das dificuldades impostas a um grupo especial de clientes que não possuem acesso a serviços financeiros, quer seja por exigências dos bancos, quer seja por inexistência de bancos nos locais onde habitam ou trabalham, os CBs tem como função de resgatar direitos básicos de cidadania a esse grupo (THOMPSON et al., 2003). Para Sanches e Albertin (2009, p.101) “o objetivo principal é capilarizar o acesso do banco a clientes de perfil diverso daquele que é comumente atendido”. Sendo esse acesso concedido através de parceria com agentes do varejo de produtos. Para Lyman, Ivatury e Gautam (2006) é uma forma de auferir lucros prestando serviços financeiros para pessoas excluídas do sistema bancário. O número de ofertas que permite o acesso dos sem-banco ao sistema financeiro, também permite maior retorno para o varejista. Para este público o atendimento pelo varejista é mais amigável que o prestado nas tradicionais agências bancárias, isso pode ter contribuído para o crescimento desse modelo. O contexto brasileiro foi favorável para a criação dos CBs, o que pode não dar certo em outros países. (KUMAR, et al., 2006) Os produtos desenvolvidos no Caixa Aqui são especialmente adaptados para os segmentos de baixa renda, através de medidas definidas em nova regulamentação (conta simplificada, somente com cartão de saque, sem exigência de saldo mínimo, sem taxas e sem necessidade de comprovação de renda). A figura do correspondente bancário constitui um veículo alternativo para o fortalecimento da cidadania e um importante mecanismo de inclusão social, possibilitando aos bancos estarem presentes em todo o país. (THOMPSOM et al., 2003, p. 9) O Banco Postal pretende caracterizar seu projeto como mecanismo de inclusão bancária, alcançando um público de 45 milhões de brasileiros sem-banco. (KUMAR et al., 2006) A rede de correspondente, através do Banco Postal, é usada para atender tanto clientes em áreas distantes, como para servir os sem-banco em regiões urbanas. De acordo com Gestores do Bradesco, os clientes de baixa renda sentem-se mais confortáveis ao entrar numa agência dos Correios, do que de uma agência tradicional, uma situação que eles chamam de “efeito porta giratória”. (KUMAR et al., 2006) Os produtos oferecidos pelo Banco Postal abrangem uma gama completa de serviços bancários: contas corrente, contas de poupança, depósitos, retiradas e saldo da conta cartões de crédito, pagamentos de contas, concessão de crédito. As taxas de seus produtos são menores que a do Bradesco, como estratégia de segmentação da holding financeira. Ao contrário do Caixa Aqui e Banco Popular o Banco Postal não vende conta simplificada. (KUMAR et al., 2006) A concentração do Banco Popular ocorre principalmente no mercado informal, oferecendo conta simplificada e microcrédito. Ao contrário da Caixa, os empréstimos constituíram grande parte de seu negócio central. (KUMAR et al., 2006) A conta simplificada pelo Banco Popular não tem taxa de manutenção mensal e oferece 12 transações grátis por mês (4 extratos, 4 saques e 4 depósitos). São também produtos do Banco Popular seguro de vida básico, e recebimento de fatura. Inicialmente na concessão de crédito é ofertada a qualquer cliente uma linha de crédito inicial de R$ 50,00, podendo ser aumentado posteriormente se atendido de acordo com os termos previamente VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br acordados. Exigindo, portanto, que o cliente não tenha cadastro restritivo em sistemas de proteção ao crédito. O Banco Popular procura através do histórico de crédito concedido a esses clientes, criar seu próprio sistema de scoring. (KUMAR et al., 2006) Os clientes-alvo do Lemon Bank são os sem-banco de densas áreas urbanas. Assim como no Banco Postal, uma gama completa de produtos é oferecida, mas com taxas mais baixas que em uma agência convencional. Também não vende a conta simplificada. São oferecidas cinco diferentes contas correntes que variam no número de transações permitidas gratuitamente, com taxa de manutenção que custam entre R$ 0 e R$ 15 por mês. Os serviços de crédito também são oferecidos e o mecanismo de controle de risco combina métodos convencionais de avaliação pelo banco com a opinião do proprietário do estabelecimento baseado na história do cliente, sendo o procedimento final de avaliação realizado pelo banco. (KUMAR, et al., 2006). 3.3 Desenvolvimento local Moura e Sayeg (2009) realizaram estudos em Autazes, no Amazonas, sobre a instalação de CB no município e os resultados obtidos concluíram que o serviço oferecido por CB transformaram de forma relevante a região. Até 2002 a população precisava realizar longos e onerosos deslocamentos por barco, para receber seus salários. Após a implantação de CB, o Banco Postal, o município iniciou um novo ciclo de prosperidade econômica. Funcionários públicos, aposentados começaram a receber seus salários na própria cidade. Os benefícios e salários que antes eram gastos em Manaus, agora circulavam dentro do próprio município. Em decorrência da implantação de CB desenvolveram-se novas atividades econômicas nos ramos de comércio e serviços. De acordo com Kumar et al., (2006) esse canal tornou-se a principal forma de acesso financeiro em áreas remotas, onde a população tinha que ir para outra cidade para receber benefícios sociais ou para fazer outros serviços bancários básicos. 3.4 A alternativa dos Correspondentes Bancários A carência de agências em diversos municípios do Brasil ainda é evidente, conforme demonstrado no quadro 2. Em dezembro de 2008, havia 838 municípios no país sem agência bancária, posto de atendimento ou posto avançado ou eletrônico (BCB, 2009 apud FELTRIM; VENTURA; DODL, 2009). Em dezembro de 2009 havia 1.991 municípios sem atendimento por agência ou PAB. Observa-se uma involução nos municípios assistidos por agências ou PAB quando comparado o período 2006-2007 e em seguida uma evolução nos anos seguintes. Quadro 2 - Municípios com atendimento bancário no País 2006 Municípios 5.580 Municípios sem agência e sem PAB 2.115 Município com uma dependência 1.969 Com uma agência 1.500 Com um PAA 469 Fonte: Banco Central do Brasil (2010b). 2007 5.580 2.271 1.941 1.465 476 2008 5.580 2.199 2.819 1.460 1.359 2009 5.580 1.991 3.204 1.515 1.689 A figura 3 apresenta a concentração das agências bancárias na Região Sudeste do País. Enquanto que em outras regiões o número de agências é bem menor. Para melhor análise o quadro 3 apresenta a quantidade de agências bancárias do Sistema Financeiro Nacional por VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br cada 1.000.000 de habitantes. Embora as demais Regiões tenham menos habitantes, a quantidade de agências por 1.000.000 de habitantes é bem menor nas Regiões Norte e Nordeste. Enquanto as regiões Sul e Sudeste detém quase 138 agências por 1.000.000 de habitantes, o Centro-Oeste ainda está acima da média nacional com quase 107 agências por 1.000.000 de habitantes. Nas regiões Norte e Nordeste a quantidade de agências são poucas quando se compara com outras regiões. Isso mostra uma lacuna no atendimento bancário para as regiões mais pobres do País. Figura 3: Agências por região geográfica 2009 Fonte: Elaborado pelos autores, dados do Banco Central do Brasil (2010c) Quadro 3 - Agências por milhões de habitantes Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Número de habitantes em (1.000.000) 15,4 53,6 80,9 27,7 13,9 191,5 Agências/ (1.000.000 hab.) 52,0 52,1 137,8 137,7 106,9 97,3 Fonte: Elaborado pelos autores, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009) e Banco Central do Brasil (2010c) À densificação das agências em alguns pontos do território correspondeu a expansão territorial e social sem precedentes das redes bancárias no território brasileiro, que voltaram a crescer graças ao desenvolvimento do correspondente bancário. (DIAS; LENZI, 2009) Num contexto de aumento da concentração bancária, bancos buscaram economias de escala e de escopo, infraestruturas que dessem suporte às operações financeiras e de capital humano. Ao mesmo tempo inovaram, ampliando seu alcance espacial numa escala sem precedentes através dos correspondentes bancários, reafirmando, assim, o quanto o domínio do espaço constitui fonte de poder para instituições bancárias e financeiras. (DIAS; LENZI, 2009, p. 115) VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br O arranjo de CBs no Brasil surge para ilustrar um modelo para alcançar escala, com a vantagem que tanto bancos públicos e privados adotaram esse modelo (KUMAR et al., 2006). A partir de 1999 o CB se tornou um recurso de competitividade importante para ampliação de escala e redução de custos de serviços pouco lucrativos para a estrutura dos bancos (JUNKES, 1999). De modo geral, pode-se dizer que o modelo de correspondente bancário atende às estratégias maiores das instituições, determinadas pela expansão de mercados e redução de custos. Além de redução de investimentos com instalações, funcionários e treinamentos, a utilização de correspondente bancário reduz consideravelmente os gastos operacionais dos serviços, além de garantir lucros aos empresários contratados, em razão do recebimento de tarifas pelos serviços prestados, e o incremento do fluxo de clientes em seus estabelecimentos, o que acarretará um aumento das vendas. (Thompsom et al., 2003, p. 9) A CEF, com sua rede de 14.268 correspondentes, em 2004, tornou-se a primeira instituição financeira a ser presente em todo o país, adotando a marca Caixa Aqui para identificar seus correspondentes. (KUMAR et al., 2006) O contrato entre Correios e o Bradesco deu início ao Banco Postal, que em 2002 iniciou suas atividades. Uma disposição contratual determinava que o Banco Postal deveria estar presente em todos os municípios brasileiros, contemplando primeiramente os municípios sem dependência bancária (IVATURY, 2006; KUMAR et al., 2006). Em 2002 o Banco Postal estava presente em nada menos que 1.000 municípios. No final de 2003 o Banco Postal já havia alcançados todos os municípios sem serviços bancários. (KUMAR et al., 2006) 3.5 Discussão A regulamentação do BCB foi fundamental para a entrada das instituições financeiras nos segmentos de baixa renda. Nos modelos tradicionais de agência bancária não era possível o desenvolvimento de produtos para atender este estrato social. O interesse do Governo Brasileiro fomentou a inovação no setor bancário permitindo que atividades bancárias fossem realizadas por empresas do varejo que praticavam atividades diferentes das atividades dos bancos. As agências tradicionais, têm custos altos com equipamentos de segurança e custos de pessoal, tecnologia, material de consumo. Esses custos são quase que totalmente eliminados quando é transferida a atividade para o CB. Não há custo com aluguel ou com imobilização, pois o custo do imóvel é do varejista, assim como o custo de pessoal. Os custos são em geral de equipamentos de Point of Sale (POS) e da tarifa de transferência que é paga ao CB. A presença de Correspondentes em todo o território Nacional permite que qualquer pessoa tenha acesso a produtos bancários. Com custos mais baixos foram criadas contas para o segmento de baixa renda. Foram desenhadas linhas de crédito com taxas mais baixas. As classes com rendas mais baixas (classe D e E) tinham grandes dificuldades a acesso a contas correntes, crédito e outros produtos bancários. O mesmo ocorria também em locais que a população tinha que se deslocar para os grandes centros para poder realizar transações bancárias. O relacionamento com o varejista é mais próximo do beneficiário, que os funcionários de agências bancárias. A simplicidade pela não existência de sistemas e equipamentos de segurança como a porta giratória também contribui para a preferência do cliente. Em seu dia a dia esses clientes não convivem em sua rotina com tais restrições. A existência de dependências em qualquer localidade permite que beneficiários de programas sociais e correntistas efetuem movimentação financeira sem a necessidade de sair VII Convibra Administração – Congresso Virtual Brasileiro de Administração – www.convibra.com.br de sua cidade. Quando se viajava para grandes cidades para receber seu salário ou proventos, gastavam parte de seus recebimentos na cidade onde recebera. As movimentações agora são realizadas na grande maioria das vezes no próprio local de domicílio do cliente. A circulação de moeda na localidade é maior. O varejista que é CB recebe tarifa para a realização do serviço. Mas o grande interesse é que no ato do recebimento seja deixado parte dos valores em seu estabelecimento. Somente nesta movimentação já se caracteriza que parte do que foi recebido fica na própria localidade. Maior quantidade de moeda em circulação significa maior demanda por produtos e serviços, contribuindo para o desenvolvimento local. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS As mudanças econômicas ocorridas no Brasil fizeram com que agências bancárias encerrassem suas atividades em muitos municípios brasileiros. Com a queda das altas inflações dos anos 80, a atividade bancária se reestruturou e a assistência bancária deixou de ser presente nos locais de baixa atratividade econômica. Os CBs é a alternativa que faz com que todo o território nacional tenha dependência bancária. O grande desenvolvimento tecnológico do sistema bancário brasileiro permite que, mesmo onde não exista tecnologia Digital Subscriber Line (DSL), alternativas como sinais de satélite sejam utilizados para a implantação dos CBs. Ainda que a exigência de presença tenha sido imposta por regulamentação governamental, o modelo se mostrou viável. O crescimento acentuado desde as primeiras instalações em 2000 e o grande crescimento do número de transações nos últimos anos mostra que o modelo é o melhor instrumento para a inclusão digital. Esse modelo permitiu que as instituições financeiras abrissem as portas para os segmentos mais pobres da população brasileira. A criação de portfólio específico para segmentos de baixa renda só foi possível com a vantagem da redução de custos pela alternativa de atendimento fora das instalações de agências tradicionais. Além dos varejistas, Casas Lotéricas e Correios adaptaram suas redes e sistemas tecnológicos para prestação de serviços bancários, o que permitiu que Caixa Econômica Federal e Bradesco fossem pioneiros, com vantagem de custo e operação em escala. Embora seja a melhor alternativa para a presença de instituições financeiras em todo o território nacional, os correspondentes possuem portfólio limitado e não podem substituir as agências bancárias em todos seus produtos e serviços, mas é evidente que há contribuição para a inclusão financeira e o desenvolvimento local. Ainda é a forma mais eficaz para oferta de serviços bancários em regiões pouco desenvolvidas. 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