ano XIX n° 8 Agosto de 2015
EM FOCO

Os indicadores apresentados e comentados na presente edição do BCE ajudam a explicar
a favorável evolução do saldo da balança comercial no período mais recente. O superávit
já alcança a cifra de US$ 6,0 bilhões, consoante os últimos dados divulgados pela
SECEX/MDIC, que contabilizam o saldo acumulado até a segunda semana de agosto.

Do lado das exportações, os preços continuam a registrar queda muito intensa (-20,5%) no
acumulado até julho, não compensada pelo aumento menos expressivo das quantidades
embarcadas (6,6%). O valor exportado, portanto, mostra contração. Na margem, contudo,
a evolução dos preços de exportação mostra certa tendência de estabilização ou,
inclusive, de ligeiro aumento. O aumento do quantum exportado é observado em metade
dos setores CNAE pesquisados, mas ele é ainda muito concentrado em setores baseados
em recursos naturais ou mão de obra intensivos. A evolução na margem, portanto, é
positiva, mas não garantida, pois nossos preços de exportação estão sujeitos a volatilidade
e o incremento do quantum exportado em setores industriais é ainda muito incipiente.

Do lado das importações, os preços continuam em declínio, acumulando queda de 10,9%
nos primeiros sete meses do ano. A redução dos preços é bastante menos expressiva na
importação do que na exportação, pois o peso das commodities é muito relevante nas
vendas externas e menos expressivo nas compras. Contudo, na importação não apenas os
preços caem, as quantidades também se reduzem (-9,7%). Em consequência, a contração
em valor das importações é superior ao das exportações, e o superávit comercial tende a
aumentar.
PREÇO E QUANTUM DE EXPORTAÇÃO
Em julho o índice de preço das exportações apresentou variação positiva (0,2%) em relação ao mês
junho, mas redução acentuada (-21,4%) frente ao mesmo mês do ano passado. Esse padrão vem se
repetindo nos últimos três meses, haja vista que o indicador começou a mostrar estabilidade a partir do
mês de abril e, ao mesmo tempo, continua registrando quedas muito expressivas na comparação com o
mesmo mês de 2014.
A desagregação do índice de preços por classes de produtos mostra que a relativa estabilidade do
indicador decorre da recente evolução dos produtos básicos, cujos preços pararam de cair no último
trimestre, mostrando até ligeira recuperação. Não é essa a trajetória mostrada pelos semimanufaturados,
cuja evolução é caracterizada por queda expressiva nos últimos meses, nem pelos manufaturados, ainda
em trajetória suavemente declinante (Tabela 1).
A situação atual descreve um cenário em que os preços das commodities pararam de cair, enquanto os
preços em dólares dos produtos industriais de exportação ainda declinam como consequência,
provavelmente, do repasse parcial da desvalorização cambial ocorrida nos últimos meses. Ou seja, os
Funcex
Av. Rio Branco, 120, Gr. 707, Centro
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Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
exportadores de semimanufaturados e manufaturados estariam aumentando a sua competitividade, abrindo
mão de parte do aumento de rentabilidade obtido em consequência da evolução recente da taxa câmbio. É
preciso alertar, porém, que os preços dos produtos básicos são intrinsecamente voláteis e nada garante a
recente estabilidade ou mesmo ligeiro aumento nas cotações de nossas commodities de exportação.
O índice de quantum do total das exportações registrou discreta queda (-5,8%) em julho, relativamente ao
mês precedente, mas pequeno incremento em relação ao mesmo mês de 2014. A desagregação por
classes de produtos mostra que o recuo observado em julho, na comparação com junho, foi o resultado
de evoluções negativas nos produtos Básicos (-6,3%) e nos Manufaturados (-8,9%), pois os
Semimanufaturados registraram aumento (6,8%) das quantidades exportadas (Tabela 2).
A queda do quantum exportado na margem (julho frente a junho) pode, no entanto, não ser preocupante.
Note-se que em junho foi contabilizada a exportação de uma plataforma de petróleo, fato excepcional que
não se repetiu em julho. Isso explica em boa medida a queda do quantum dos Manufaturados em julho e,
mais especificamente, das vendas de Bens de capital (-40,9%). Em julho, houve também recuo na
exportação de óleos combustíveis (petróleo bruto) em relação a junho, impactando negativamente o
quantum dos Básicos. Em suma, não devemos considerar a evolução negativa observada em julho como
uma tendência.
O quantum exportado no acumulado até julho tende a confirmar a interpretação anterior: de fato, as
quantidades exportadas totais até esse mês registram evolução positiva (6,6%) em relação ao mesmo
período do ano anterior, em virtude de incrementos nos Básicos (12,5%) e nos Semimanufaturados
(7,4%), com os Manufaturados ainda mostrando ligeira queda (-0,6%) (Tabela 2).
PREÇO E QUANTUM DE IMPORTAÇÃO
O índice de preço das importações totais do mês de julho registrou queda em relação a junho (-0,7%),
assim como na comparação com o mesmo mês do ano passado (-12,7%). No acumulado do ano até
julho, os preços das compras externas mostram recuo expressivo (-10,9%), em virtude comportamento
análogo de todas as categorias de uso (Tabela 3). Note-se que a queda dos preços no acumulado do ano
é relativamente discreta (de apenas um dígito) no caso dos Bens de capital (-2,8%), dos Bens
intermediários (-4,5%) e dos Bens de consumo duráveis (-2,0%), mas muito mais expressiva no caso dos
Bens de consumo não duráveis (10,2%) e, principalmente, dos Combustíveis (-40%).
Os preços em dólares de nossas importações caem, pois o comércio internacional evolui lentamente, a
competição entre nossos fornecedores é mais acirrada, a moeda de muitos deles sofreu desvalorização
em relação ao dólar norte-americano e, por último, a cesta de importação brasileira inclui commodities
(petróleo e outros produtos) cujos preços sofreram forte declínio desde fins de 2014.
Em julho, o índice de quantum da importação registrou incremento (7,7%) em relação a junho, em virtude
de aumentos significativos nas quantidades importadas de Bens de capital (25,5%) e Bens intermediários
(12,5%) e de incremento discreto nos Bens de consumo não duráveis (4,7%), com os Combustíveis (17,5%) e os Bens de consumo duráveis (-0,2%) apontando quedas (Tabela 4). O aumento, na margem, é
explicado, no caso dos Bens de capital, pela importação de uma única plataforma de petróleo, sendo
menos óbvio o caso dos Bens intermediários. A reposição de estoques de alguns produtos é uma
possibilidade.
No acumulado do ano até julho, o quantum da importação total registra queda (-9,7%) explicada por
variação negativa de dois dígitos nas quantidades adquiridas no exterior de Bens de capital (-15,3%), de
Bens intermediários (-10,2%), assim como de Bens de consumo duráveis (-19,7%). Já o quantum
importado de Combustíveis (-7,5%) observa recuo menos expressivo, enquanto os Bens de consumo
não duráveis constituem a única categoria de uso a apresentar elevação (5,0%) (Tabela 4)
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Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
SETORES DE ATIVIDADE CNAE 2.0
Em relação à classificação CNAE 2.0, o índice de preços das exportações no acumulado até julho registra
queda em 24 dos 29 setores pesquisados (Tabela 5). Três setores relevantes apresentam queda de
preços de exportação particularmente elevadas, superiores à média do total das exportações (-20,5%):
Extração de petróleo e gás natural (-48,2%), Extração de minerais metálicos (-47,2%), e Derivados de
petróleo (39,5%). Destaque-se, ainda, a queda de preços do setor de Agricultura e pecuária (-17,2%),
também expressiva.
No que tange ao quantum exportado, sempre no acumulado do ano até julho, os indicadores mostram
aumento em 14 dos 29 setores da CNAE (Tabela 6). Até o momento, o incremento das quantidades
exportadas se concentra nas atividades primárias (Agricultura e pecuária), extrativas (Extração de
Petróleo e gás, Extração de minerais metálicos, Produção florestal), e manufaturados baseados em
recursos naturais e/ou mão de obra intensivos (Produtos alimentícios, Produtos do fumo, Produtos têxteis,
Produtos da madeira, Celulose e papel, Produtos de minerais não metálicos), mas há também
crescimento muito expressivo na Metalurgia (18,6%) e marginal em Produtos Químicos (1,4%) e Veículos
automotores (0,8%).
Nas importações, o índice de preço registrou queda em 26 dos 30 setores no acumulado do ano até julho
(Tabela 7). A queda dos preços setoriais na importação é, portanto, tão ou mais abrangente que na
exportação.
No acumulado do ano, o índice de quantum importado registra, também, variação negativa bastante
generalizada, pois abrange 22 dos 30 setores da CNAE (Tabela 8). A redução dos quantidades ocorre
nos principais setores da pauta: Produtos químicos (-7,5%), Equipamentos de informática, produtos
eletrônicos e ópticos (-20,7%); Máquinas e equipamentos (-16,9%); Veículos automotores, reboques e
carrocerias (-21,1%), Extração de petróleo e gás (-8,8%) e Derivados de petróleo (-5,0%). De outro lado,
os únicos três setores com alguma significação na pauta de importação a registrar aumento do quantum
de importação são: Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (10,7%), Confecção de artigos de vestuário
(9,6%) e Outros equipamentos de transporte (1,3%).
TERMOS DE TROCA E RAZÃO DE QUANTUM
Os Termos de troca registram deterioração de 10,8% no acumulado do ano (Tabela 9). Destaque-se,
contudo, que na comparação entre abril e julho deste ano, a evolução foi ligeiramente positiva (2,9%),
haja vista que os preços de exportação observaram pequena elevação, enquanto os de importação
continuaram declinando, conforme já comentado.
A Razão de quantum, por sua vez, registrou elevação de 18,8% em julho, na comparação com o mesmo
mês do ano passado. A variação no acumulado do ano é também positiva e da mesma ordem de
grandeza (18,3%).
A Razão de quantum se eleva, pois as quantidades exportadas registram aumento, enquanto as
quantidades importadas encolhem. É o efeito esperado da mudança nos preços relativos resultante da
desvalorização da taxa de câmbio real.
Informações disponíveis até 20/08/2015.
.Atenção
Estas e muitas outras estatísticas do comércio exterior brasileiro encontram-se no FUNCEXDATA.
Para obter maiores informações, acesse www.funcexdata.com.br ou envie mensagem para
[email protected].
- 3/8 -
Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
TABELAS
Tabela 1
Índice de preço das exportações brasileiras − total, classes de produtos e categorias de uso
Base: Média 2006 = 100
Classe de produtos
Período
Total
exportado
Básicos
Categoria de uso
Semimanu- Manufaturados faturados
Bens de
Capital
Bens
Intermediários
Bens de Consumo
duráveis
Combustíveis
não duráveis
Anual
2011
2012
2013
2014
Mensal
jul 14
ago 14
set 14
out 14
nov 14
dez 14
jan 15 *
fev 15 *
mar 15 *
abr 15 *
mai 15 *
jun 15 *
jul 15 *
Variação percentual
jul 15 / jun 15
jul 15 / jul 14
Acumulado no ano
Acumulado 12 meses
179.5
170.7
165.2
156.5
228.4
209.7
206.7
188.4
172.9
161.0
144.8
138.8
146.8
146.4
142.2
140.8
132.1
133.2
131.6
131.2
193.6
179.1
173.7
161.6
129.3
136.1
140.4
139.8
169.3
164.8
160.1
159.2
185.5
187.6
172.8
162.9
158.2
157.9
155.2
151.1
148.6
143.3
135.4
131.1
129.0
124.4
123.8
124.0
124.3
191.0
187.8
183.5
176.0
171.3
162.1
148.6
140.7
139.2
132.8
132.0
134.4
135.7
141.1
142.2
140.7
136.6
135.0
132.4
129.5
128.0
124.1
123.9
120.6
116.4
115.7
141.9
143.6
141.5
140.0
139.4
136.3
134.2
131.6
129.7
128.0
127.6
126.8
126.5
130.6
133.8
130.5
128.1
132.4
131.0
132.9
126.7
130.7
122.8
123.4
124.8
125.3
161.4
161.9
159.0
153.2
152.1
148.3
144.4
140.8
135.4
130.9
127.6
127.3
127.3
139.3
136.4
138.8
138.9
135.4
134.3
141.3
140.4
134.1
135.4
132.2
128.4
131.4
164.2
161.4
163.0
163.3
159.8
152.2
142.0
139.3
134.8
133.6
137.2
137.8
137.9
175.2
172.3
162.1
156.3
139.3
122.5
97.5
77.2
89.2
86.2
97.6
98.6
97.4
0.2
(21.4)
(20.5)
(14.7)
1.0
(28.9)
(30.2)
(22.7)
(0.6)
(18.0)
(12.3)
(7.9)
(0.3)
(10.9)
(8.6)
(5.5)
(Em %)
0.5
(4.0)
(3.5)
(2.3)
0.0
(21.1)
(19.8)
(15.1)
2.3
(5.7)
(5.1)
(4.6)
0.0
(16.1)
(13.3)
(6.9)
(1.2)
(44.4)
(46.5)
(32.4)
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
Tabela 2
Índice de quantum das exportações brasileiras − total, classes de produtos e categorias de uso
Base: Média 2006 = 100
Classe de produtos
Período
Total
exportado
Básicos
Categoria de uso
Semimanu- Manufaturados faturados
Bens de
Capital
Bens
Intermediários
Bens de Consumo
duráveis
Combustíveis
não duráveis
Anual
2011
2012
2013
2014
103.5
103.2
106.3
104.4
133.1
134.3
135.7
144.4
106.8
105.1
108.0
107.3
83.8
82.6
87.1
75.9
89.1
92.8
112.2
78.6
107.8
107.5
112.5
114.1
72.9
61.5
77.9
52.4
93.7
93.2
97.0
97.4
125.0
125.4
93.5
108.4
jul 14
ago 14
set 14
out 14
nov 14
dez 14
jan 15 *
fev 15 *
mar 15 *
abr 15 *
mai 15 *
jun 15 *
jul 15 *
Variação percentual
jul 15 / jun 15
jul 15 / jul 14
Acumulado no ano
Acumulado 12 meses
126.7
112.9
110.1
105.6
91.7
106.3
88.1
80.3
114.6
106.0
117.9
137.7
129.7
181.5
155.6
151.7
137.9
119.1
140.4
117.2
105.7
161.0
169.3
193.7
211.3
198.0
123.5
110.7
118.7
126.1
106.1
116.7
117.2
90.9
121.7
85.0
101.2
118.6
126.6
90.0
83.4
78.6
78.2
68.8
80.8
59.2
59.1
80.6
68.8
72.8
92.9
84.7
116.3
120.0
70.3
68.8
70.8
90.5
41.6
55.2
70.5
67.4
55.8
120.5
71.2
133.1
119.8
123.4
115.1
95.2
109.7
94.5
84.5
129.5
117.9
136.1
148.5
149.0
51.1
52.4
53.6
50.6
51.4
49.5
26.0
44.6
60.3
48.0
56.7
78.4
64.5
104.4
99.3
101.7
112.6
91.4
104.5
84.3
78.8
101.9
87.7
95.0
103.9
109.0
172.5
113.1
109.8
99.6
113.9
137.6
145.2
103.8
113.9
137.7
143.3
174.6
142.1
(8.9)
(5.9)
(0.6)
(9.0)
(40.9)
(38.8)
(7.8)
(27.0)
0.4
12.0
6.7
2.6
(17.7)
26.3
1.8
(19.4)
Mensal
(Em %)
(5.8)
2.4
6.6
0.1
(6.3)
9.1
12.5
6.5
6.8
2.5
7.4
3.1
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
- 4/8 -
4.8
4.4
0.3
0.1
(18.6)
(17.6)
32.2
17.9
Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
Tabela 3
Índice de preço das importações brasileiras − total e categorias de uso
Base: Média 2006 = 100
Total
importado
Período
Categoria de uso
Bens de
Bens
Bens de Consumo
Combustíveis
Capital Intermediários duráveis não duráveis
Anual
2011
2012
2013
2014
139.1
140.4
138.8
136.1
114.8
115.6
117.8
118.3
138.8
138.1
135.0
131.4
119.0
126.5
128.7
130.1
148.8
151.8
152.9
150.4
169.5
175.2
170.8
166.0
jul 14
ago 14
set 14
out 14
nov 14
dez 14
jan 15 *
fev 15 *
mar 15 *
abr 15 *
mai 15 *
jun 15 *
jul 15 *
Variação percentual
jul 15 / jun 15
jul 15 / jul 14
Acumulado no ano
Acumulado 12 meses
137.3
137.1
134.9
134.3
134.1
130.1
127.8
124.1
119.5
123.4
122.6
120.7
119.8
117.4
118.6
113.3
118.3
121.0
116.6
116.0
114.1
111.7
119.4
121.5
114.8
110.6
132.1
131.6
130.4
130.4
131.9
128.9
126.3
126.4
123.8
128.8
127.4
126.6
123.4
130.6
130.1
135.5
128.0
127.4
126.4
129.1
127.7
127.6
126.3
131.1
126.4
127.1
154.2
147.9
146.6
149.4
144.1
143.4
142.1
148.6
134.6
134.9
134.6
133.6
135.8
170.3
173.0
167.6
157.7
151.9
144.3
136.9
118.3
100.6
99.5
97.8
100.1
102.1
Mensal
(Em %)
(0.7)
(12.7)
(10.9)
(7.3)
(3.6)
(5.8)
(2.8)
(1.4)
(2.5)
(6.6)
(4.5)
(3.1)
0.5
(2.7)
(2.0)
(1.3)
1.6
(12.0)
(10.2)
(8.1)
2.0
(40.0)
(36.9)
(24.2)
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
Tabela 4
Índice de quantum das importações brasileiras − total e categorias de uso
Base: Média 2006 = 100
Período
Total
importado
Categoria de uso
Bens de
Capital
Bens
Intermediários
Bens de Consumo
Combustíveis
duráveis
não duráveis
Anual
2011
2012
2013
2014
178.0
174.0
189.0
184.3
247.7
248.3
255.3
225.5
160.9
158.7
172.8
171.7
402.2
329.0
311.6
273.6
185.2
197.3
213.4
213.5
143.8
136.9
163.3
166.4
jul 14
ago 14
set 14
out 14
nov 14
dez 14
jan 15 *
fev 15 *
mar 15 *
abr 15 *
mai 15 *
jun 15 *
jul 15 *
Variação percentual
jul 15 / jun 15
jul 15 / jul 14
Acumulado no ano
Acumulado 12 meses
205.3
185.0
200.1
190.9
176.3
173.6
173.3
158.0
181.6
156.1
150.0
164.3
177.0
230.1
206.4
235.2
233.6
210.2
214.7
235.6
160.8
203.1
185.6
159.2
184.3
231.3
190.0
182.5
183.2
185.6
162.3
143.8
164.9
142.5
167.7
145.8
142.6
149.1
167.7
290.4
262.7
264.5
289.6
284.8
254.9
210.6
193.1
253.5
227.4
195.7
233.3
232.8
208.3
217.2
243.6
251.1
204.3
209.8
211.6
187.2
264.6
197.3
204.9
216.2
226.3
212.8
151.0
196.1
137.9
164.4
206.6
134.8
185.4
162.6
137.4
135.2
164.6
135.8
12.5
(11.7)
(10.2)
(7.9)
(0.2)
(19.8)
(19.7)
(17.8)
Mensal
(Em %)
7.7
(13.8)
(9.7)
(6.7)
25.5
0.5
(15.3)
(14.9)
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
- 5/8 -
4.7
8.6
5.0
5.0
(17.5)
(36.2)
(7.5)
2.0
Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
Tabela 5
Índice de preço das exportações brasileiras − setor CNAE 2.0
Base Média 2006 = 100
Setores CNAE 2.0
Agricultura e pecuária
Produção florestal
Pesca e aqüicultura
Extração de petróleo e gás natural
Extração de minerais metálicos
Extração de minerais não-metálicos
Produtos alimentícios
Bebidas
Produtos do fumo
Produtos têxteis
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
Couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
Produtos de madeira
Celulose, papel e produtos de papel
Impressão e reprodução de gravações
Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque
Produtos químicos
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos
Produtos de borracha e de material plástico
Produtos de minerais não-metálicos
Metalurgia
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos
Máquinas e equipamentos
Veículos automotores, reboques e carrocerias
Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
Móveis
Indústrias diversas
Total
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
Anual
2013
2014
203.2
195.6
204.3
234.5
238.9
252.6
181.8
168.4
263.2
204.0
125.4
124.5
171.2
167.4
238.5
218.9
174.1
169.4
162.7
157.0
170.3
180.3
141.3
156.0
141.7
143.7
132.1
123.6
126.2
124.3
153.0
150.2
147.9
145.7
100.2
106.2
169.1
163.5
129.6
124.1
131.6
131.0
146.0
155.4
106.4
109.9
155.6
161.0
154.1
153.4
146.4
142.1
114.1
115.3
120.0
121.2
157.8
164.4
165.2
156.5
Mensal
jul/15*
153.2
225.1
214.9
99.1
117.8
120.1
140.1
243.7
132.0
136.6
158.2
138.8
134.3
118.3
104.5
93.9
125.7
103.4
146.0
114.9
107.8
136.9
114.0
146.0
145.0
133.3
115.0
115.0
153.3
124.3
Variação (Em %)
No mês No ano 12 meses
(24.0)
(17.2)
(8.5)
(8.8)
(2.6)
1.2
(38.7)
(16.6)
(8.4)
(45.9)
(48.2)
(34.3)
(36.1)
(47.2)
(41.4)
(8.6)
(0.0)
0.2
(18.8)
(13.3)
(7.6)
26.0
3.0
(0.7)
(22.3)
(9.7)
(8.3)
(13.5)
(13.1)
(10.4)
(11.4)
(8.3)
(2.6)
(11.6)
(6.0)
1.2
(5.2)
(2.3)
(0.7)
(5.4)
(7.0)
(7.9)
(29.0)
0.3
8.9
(40.1)
(39.5)
(26.1)
(14.0)
(14.4)
(8.8)
(6.9)
(10.8)
(3.7)
(12.9)
(9.6)
(7.8)
(6.0)
(7.0)
(6.7)
(19.4)
(11.1)
(5.7)
(18.1)
(12.0)
(6.8)
9.4
4.3
4.6
(9.9)
(12.0)
(6.5)
(5.6)
(2.6)
(1.5)
(5.9)
(5.7)
(4.9)
1.2
8.7
7.3
(8.9)
(6.0)
(3.1)
7.2
5.6
6.2
(21.4)
(20.5)
(14.7)
Tabela 6
Índice de quantum das exportações brasileiras − setor CNAE 2.0
Base Média 2006 = 100
Setores CNAE 2.0
Agricultura e pecuária
Produção florestal
Pesca e aqüicultura
Extração de petróleo e gás natural
Extração de minerais metálicos
Extração de minerais não-metálicos
Produtos alimentícios
Bebidas
Produtos do fumo
Produtos têxteis
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
Couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
Produtos de madeira
Celulose, papel e produtos de papel
Impressão e reprodução de gravações
Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque
Produtos químicos
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos
Produtos de borracha e de material plástico
Produtos de minerais não-metálicos
Metalurgia
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos
Máquinas e equipamentos
Veículos automotores, reboques e carrocerias
Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
Móveis
Indústrias diversas
Total
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
- 6/8 -
Anual
2013
2014
177.3
181.6
101.0
109.4
31.3
32.6
103.6
141.3
136.7
142.7
104.3
103.1
110.7
108.1
92.2
93.9
108.1
84.4
75.3
85.0
34.8
32.5
67.9
68.3
44.4
48.7
136.1
146.7
39.1
42.1
82.6
64.0
101.4
100.3
236.3
231.1
85.2
84.7
73.4
79.8
84.3
92.2
109.8
104.5
40.4
33.6
72.8
68.5
78.6
75.7
76.1
56.7
283.8
167.3
59.4
58.0
86.7
78.6
106.3
104.4
Mensal
jul/15*
310.1
112.0
43.0
175.6
169.3
110.5
131.1
106.4
99.0
50.7
33.4
61.5
55.3
184.6
42.4
97.7
116.7
239.6
85.9
102.5
118.2
101.4
33.7
79.6
66.7
64.5
152.8
55.6
80.8
129.7
Variação (Em %)
No mês No ano 12 meses
31.8
6.8
(1.3)
61.6
20.6
21.0
40.2
43.4
27.6
(28.2)
52.1
37.8
8.8
9.8
5.7
(9.7)
(9.3)
(10.5)
7.4
2.4
(1.1)
12.4
(2.6)
(4.2)
(9.9)
15.6
2.2
2.9
26.9
38.5
8.1
(0.7)
(3.5)
(9.7)
(9.3)
(7.4)
11.4
13.8
14.0
17.7
9.0
8.1
(23.4)
(12.9)
(14.7)
39.6
(18.4)
(28.6)
(4.5)
1.4
1.5
(7.9)
(6.1)
(4.9)
(14.6)
(0.2)
(0.9)
7.1
10.9
11.4
12.8
18.6
17.3
(8.9)
(1.4)
1.0
(5.9)
(9.0)
(12.2)
(5.7)
(7.4)
(11.4)
(14.9)
(14.7)
(12.8)
9.9
0.8
(14.7)
(53.4)
(8.7)
(37.9)
(5.4)
(1.8)
(1.1)
(13.5)
(4.2)
(7.9)
2.4
6.6
0.1
Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
Tabela 7
Índice de preço das importações brasileiras − setor CNAE 2.0
Base Média 2006 = 100
Setores CNAE 2.0
Agricultura e pecuária
Produção florestal
Pesca e aqüicultura
Extração de carvão mineral
Extração de petróleo e gás natural
Extração de minerais metálicos
Extração de minerais não-metálicos
Produtos alimentícios
Bebidas
Produtos do fumo
Produtos têxteis
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
Couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
Produtos de madeira
Celulose, papel e produtos de papel
Impressão e reprodução de gravações
Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque
Produtos químicos
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos
Produtos de borracha e de material plástico
Produtos de minerais não-metálicos
Metalurgia
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos
Máquinas e equipamentos
Veículos automotores, reboques e carrocerias
Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
Móveis
Indústrias diversas
Total
Anual
2013
2014
196.3
178.7
178.8
149.4
136.6
129.9
144.1
115.5
181.8
175.8
103.6
99.0
193.6
180.5
158.1
160.8
177.6
167.7
175.9
218.0
134.3
131.3
154.2
159.1
164.5
168.9
140.4
149.2
110.8
110.6
109.1
113.6
163.7
159.7
154.5
148.4
150.2
139.4
130.2
125.0
117.6
118.2
112.6
111.7
108.5
106.6
128.3
131.9
123.0
118.8
112.0
110.5
130.1
130.3
125.6
129.3
138.8
134.7
143.7
139.9
138.8
136.1
Mensal
jul/15*
143.7
145.7
108.8
94.7
104.5
90.1
178.3
146.0
157.7
214.4
122.4
153.8
166.7
152.2
105.0
119.0
102.5
140.1
112.9
118.9
122.0
102.3
103.8
126.0
109.1
110.2
123.7
121.6
125.2
126.2
119.8
Variação (Em %)
No mês No ano 12 meses
(23.7)
(19.8)
(16.3)
(8.9)
(15.4)
(15.6)
(12.1)
(19.6)
(18.9)
(18.3)
(15.0)
(17.5)
(42.9)
(38.0)
(25.9)
(6.3)
(15.5)
(9.3)
(7.0)
4.8
3.6
(11.3)
(7.5)
(4.8)
(6.6)
(8.7)
(8.0)
(3.6)
(5.2)
1.9
(6.6)
(5.1)
(4.4)
(7.5)
(6.8)
(3.0)
(5.1)
(2.5)
(0.9)
4.5
1.5
1.9
(3.5)
(1.9)
(1.2)
7.5
(2.3)
3.3
(36.2)
(35.0)
(22.0)
(7.6)
(4.7)
(3.4)
(18.5)
(15.2)
(13.1)
(3.6)
(5.1)
(4.8)
0.6
(0.7)
(1.6)
(7.6)
(7.0)
(3.4)
(1.6)
(2.9)
(0.8)
(3.3)
1.9
2.3
(8.0)
(7.3)
(6.2)
(0.2)
(2.7)
(2.4)
(4.8)
(4.5)
(2.7)
(9.2)
5.4
9.1
(12.4)
(4.8)
(3.5)
(11.7)
(7.7)
(6.4)
(12.7)
(10.9)
(7.3)
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
Tabela 8
Índice de quantum das importações brasileiras − setor CNAE 2.0
Base Média 2006 = 100
Setores CNAE 2.0
Agricultura e pecuária
Produção florestal
Pesca e aqüicultura
Extração de carvão mineral
Extração de petróleo e gás natural
Extração de minerais metálicos
Extração de minerais não-metálicos
Produtos alimentícios
Bebidas
Produtos do fumo
Produtos têxteis
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
Couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
Produtos de madeira
Celulose, papel e produtos de papel
Impressão e reprodução de gravações
Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque
Produtos químicos
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos
Produtos de borracha e de material plástico
Produtos de minerais não-metálicos
Metalurgia
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos
Máquinas e equipamentos
Veículos automotores, reboques e carrocerias
Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
Móveis
Indústrias diversas
Total
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
- 7/8 -
Anual
2013
2014
132.3
118.0
102.1
101.0
427.1
524.4
114.6
134.5
122.2
123.4
86.6
83.2
153.9
151.2
184.8
187.8
133.2
152.4
60.9
54.8
210.5
221.6
441.4
461.5
182.0
177.0
96.7
94.0
153.5
149.7
187.6
166.7
236.9
244.1
171.5
177.3
181.4
192.0
225.9
221.5
312.8
284.1
173.4
178.8
293.4
275.5
146.8
136.8
247.1
234.4
256.4
225.8
288.0
250.0
184.7
190.6
331.2
339.4
243.3
252.1
189.0
184.3
Mensal
jul/15*
128.5
88.9
523.2
158.4
104.0
262.3
179.0
166.9
146.0
79.8
202.6
437.8
179.1
80.8
115.9
134.5
193.1
194.0
244.2
202.5
220.7
165.5
252.5
103.8
237.6
172.5
212.3
361.8
350.7
276.3
177.0
Variação (Em %)
No mês No ano 12 meses
(7.3)
(6.9)
(10.8)
(20.4)
(6.3)
(2.2)
16.9
13.4
18.6
17.4
11.7
12.7
(41.6)
(8.8)
3.3
66.9
28.2
8.7
(9.1)
3.8
5.8
(13.7)
(6.5)
(3.0)
4.1
(12.9)
(2.0)
44.8
11.7
(8.6)
(20.2)
(9.0)
(1.8)
1.3
9.6
7.4
6.3
(4.9)
(5.4)
(26.7)
(20.6)
(11.8)
(34.6)
(19.9)
(13.3)
(29.8)
(11.9)
(11.3)
(26.8)
(5.0)
1.1
(5.3)
(7.5)
(2.9)
25.1
10.7
11.0
(17.7)
(12.0)
(9.9)
(21.2)
(22.3)
(18.9)
(17.7)
(0.7)
(2.3)
(9.8)
(15.7)
(15.4)
(24.5)
(20.7)
(16.6)
(1.8)
(2.0)
(2.4)
(28.5)
(16.9)
(16.3)
(20.3)
(21.1)
(19.4)
104.5
1.3
(3.8)
4.7
(1.4)
(2.2)
(6.2)
(3.7)
(2.1)
(13.8)
(9.7)
(6.7)
Ano XIX
N° 8
Agosto de 2015
Ajudando o Brasil a expandir fronteiras
Tabela 9
Índices de termo de troca e razão de quantum para o total brasileiro
Base: Média 2006 = 100
Período
Termos de troca
Razão de
quantum
Anual
2011
2012
2013
2014
129.0
121.5
119.0
115.0
58.1
59.3
56.2
56.6
115.3
115.2
115.0
112.6
110.8
110.2
106.0
105.7
108.0
100.9
101.0
102.8
103.8
61.6
60.9
54.9
55.2
51.9
61.1
50.7
50.7
63.0
67.8
78.4
83.7
73.2
Mensal
jul 14
ago 14
set 14
out 14
nov 14
dez 14
jan 15 *
fev 15 *
mar 15 *
abr 15 *
mai 15 *
jun 15 *
jul 15 *
Variação percentual
jul 15 / jun 15
jul 15 / jul 14
Acumulado no ano
Acumulado 12 meses
(Em %)
1.0
(10.0)
(10.8)
(8.1)
(12.6)
18.8
18.3
7.8
Fonte: Elaborado pela Funcex a partir de dados da Secex/MDIC.
APÊNDICE METODOLÓGICO
Índice de Preço e Quantum

Elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/MDIC, com valores dos
produtos em dólares FOB correntes. Enquanto os índices de preço são calculados segundo Fisher, o quantum
é obtido implicitamente, pela deflação da variação do valor e do preço calculados no período.

Como a variação anual dos preços medida pela comparação das médias anuais dos índices mensais difere
daquela indicada pelo índice anual, faz necessário realizar um ajuste nos índices mensais para evitar essa
duplicidade de resultados. Esse ajuste impõe que os índices mensais divulgados regularmente tenham que
ser corrigidos no início de um novo ano, após o cálculo do índice anual, devendo ser divulgada então a série
mensal revista do ano anterior. A metodologia detalhada pode ser encontrada nos Textos para Discussão da
Funcex, nos 121, 133 e 134.
Índice de Termos de Troca, Preço e Quantum e Razão do Quantum

Elaborados a partir dos índices de preço e de quantum, ajustando-se a base para média de 2006 = 100.
Notação

Os valores assinalados em negrito e itálico indicam correções em relação a valores divulgados no boletim
anterior.

Os valores assinalados entre parênteses indicam variações negativas.

O (–) indica que não houve declaração de valor nesse período.

Os meses assinalados com asterisco (*) apresentam informações ainda preliminares.
- 8/8 -
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INDICES DE PREÇO E QUANTUM DE EXPORTAÇÃO