COMPANHIA HABITASUL DE
PARTICIPAÇÕES
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
ANUAIS COMPLETAS
2012
Companhia Habitasul de Participações
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
31/12/2012
Apresentamos aos senhores acionistas e ao público em geral as Demonstrações Contábeis e o Relatório dos
Auditores Independentes sobre a Revisão de Informações referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro
de 2012 da Companhia Habitasul de Participações, holding das empresas que compõem a Área Imobiliária da
HABITASUL. Estes números, consolidados na controladora, contemplam a situação patrimonial e o resultado das
empresas operacionais controladas pela Companhia. Os demonstrativos também apresentam os resultados
obtidos através da participação societária que a Companhia possui na Irani Participações S/A e na Celulose Irani
S/A.
A Receita Líquida da Companhia e suas Controladas, por segmento, ao final do exercício de 2012 foi de R$ 66.195
mil apresentando uma redução de 13,71% em relação ao exercício de 2011 conforme demonstrado abaixo. A
queda da receita liquida decorre, basicamente, da redução verificada na venda de imóveis.
Distribuição da Receita Líqu ida
R$ Mil
45.164
50.000
40.000
30. 139
30.000
19.017
20.000
17. 039
19.234
12.314
10.000
0
Des envolvimentos
Im obiliarios
Hotelaria e Turis mo
2012
Ges tão de Créditos e
Outros Serv ic os
2011
Receita Líquida por Empresa
HCI
25,34%
Outras
0,45%
HEI
15,96%
JPH
10,77%
HEI
Habitasul Empreendimento s Imo biliário s Ltda
JIA H
JI A dministração Ho teleira Ltda
HDI
Habitasul Desenvo lvimento s Imo biliário s S/A
HLP
Ho tel Laje de Pedra S/A
JPH
Jurerê Praia Ho tel
HCI
JIAH
5,94%
HLP
12,01%
HDI
29,52%
Habitasul Crédito Imo biliário S/A em
Transfo rmação para Habitasul Negó cio s
Imo biliário s e A dministração de B ens S/A
1 – Desempenho das Controladas
1.1 – Desenvolvimentos Imobiliários
a) Demonstrativo das Vendas por Empresa:
As vendas acumuladas de Imóveis no exercício apresentaram a seguinte situação.
R$ mil
Empresa
Empreendimento
Amoraeville - Jurerê Internacional/SC
Portoverde – Alvorada/RS
Vale Ville – Gravataí/RS
Vale do Sol – Cachoeirinha/RS
Imóveis Avulsos / RS
2012
600
7.144
3.336
1.005
8.175
2011
1.726
4.275
14.716
8.483
Variação
313,90%
(21,96%)
(93,17%)
(3,63%)
Habitasul Empreendimentos
Imobiliários Ltda.
IL Campanário - Jurerê Internacional/SC
Lotes Jurerê Internacional / SC
570
3.159
1.522
5.627
(62,55%)
(43,86%)
Arte Dell Acqua Ltda.
Arte Dell Acqua II - Jurerê Internacional/SC
-
3.000
-
JI Negócios Imobiliários Ltda
Lotes Jurere Internacional / SC
-
4.200
-
23.989
43.549
(44,91%)
Habitasul Desenvolvimentos
Imobiliários S/A
Total
A queda verificada na venda de imóveis decorre, basicamente, do menor volume de vendas no Empreendimento
Vale do Sol e dos Empreendimentos em Jurerê Internacional, em razão do término das vendas de imóveis prontos,
nestes Empreendimentos, no exercício de 2011.
b) Investimentos Realizados:
Os principais investimentos realizados no exercício de 2012 totalizaram o valor de R$ 8.718 mil, assim distribuídos:
IL Campanário – SC
Arte Dell Aqcua III
Outros – SC
2012
767
74
1.656
2011
2.802
514
1.196
R$ mil
Variação
(72,63%)
(85,60%)
38,46%
Vale Ville – RS
Outros – RS
Total
4.872
1.349
8.718
5.791
1.043
11.346
(15,87%)
29,34%
(23,16%)
Os principais investimentos realizados no período foram nas obras do Empreendimento Vale Ville – Gravataí – RS,
que disponibilizaram à venda 169 lotes da 2ª Fase do empreendimento. Além disto, foram realizados pequenos
investimentos de manutenção em empreendimentos concluídos.
1.2 – Hotelaria e Turismo
A variação da receita liquida do segmento de Hotelaria e Turismo apresentou crescimento em relação ao exercício
anterior devido, basicamente: i) ao inicio das atividades de gastronomia pelo Jurerê Praia Hotel Ltda., que passou a
operar o setor de alimentos e bebidas do Hotel Il Campanário Villagio Resort a partir de abril de 2011 e também o
restaurante Simple on the Beach em Jurerê Internacional; ii) ao aumento das receitas de hospedagem e alimentos
e bebidas na Controlada Hotel Laje de Pedra S/A e iii) ao aumento das receitas com taxas de administração da
Controlada JI Administradora Hoteleira Ltda.
Receita Liquida de Vendas e Serviços
Hotel Laje de Pedra S/A
Jurerê Praia Hotel Ltda
JI Administradora Hoteleira Ltda
Total
2012
7.953
7.131
3.933
19.017
2011
5.846
2.919
3.549
12.314
R$ mil
Variação
36,04%
144,30%
10,82%
54,43%
2 - Indicadores Econômicos (Consolidado)
2.1 - Empréstimos e Financiamentos Correntes Líquidos
O aumento dos Empréstimos e Financiamentos Correntes Líquidos reflete o aumento das necessidades de capital
de giro decorrentes do menor volume de vendas apresentado.
Empréstimos e Financiamentos Correntes (Líquidos)
Curto Prazo
Longo Prazo
Total
2012
36.941
21.427
58.368
(*)
2011
28.008
22.996
51.004
R$ mil
Variação
31,89%
(6,82%)
14,44%
(*) Deduzido o caixa e equivalentes de caixa.
2.2 – Impostos e Contribuições
Contempla, além dos Impostos e Contribuições referentes ao atual Exercício, os parcelamentos de tributos
detalhados na Nota Explicativa nº 16 das Demonstrações Contábeis.
Impostos e Contribuições
Curto Prazo
Longo Prazo
Total
R$ mil
2012
7.809
4.246
12.055
2011
8.882
5.395
14.277
Variação
(12,08%)
(21,30%)
(15,56%)
2.3 – Clientes
A redução na conta de clientes no exercício de 2012 em relação ao exercício anterior decorre, basicamente, da
queda apresentada nas vendas e dos recebimentos ocorridos no período.
Clientes
Curto Prazo
Longo Prazo
Total
R$ mil
2012
13.127
186.796
199.923
2011
18.746
186.301
205.047
Variação
(29,97%)
0,27%
(2,50%)
3 – Prestação de outros serviços pelo Auditor Independente
A Diretoria da Companhia, em atenção ao que dispõe a Instrução nº 381/03 da Comissão de Valores Mobiliários,
informa que a Nardon, Nasi – Auditores Independentes S/S, na qualidade de firma responsável pela auditoria
externa das demonstrações contábeis da Companhia e de suas controladas, não prestou outros serviços nãorelacionados aos trabalhos típicos dos auditores independentes durante o exercício de 2012 e até a emissão do seu
Relatório sobre a Revisão de Informações das Demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de 2012.
A relação da Companhia com os auditores independentes está baseada nos princípios que regem uma auditoria
independente: a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho; b) o auditor não deve ter nenhuma participação
na administração da Companhia; c) o auditor não pode ter participação em ações que possam trazer interesse à
Companhia.
4 - Revisão, Discussão e Aprovação do Relatório dos Auditores Independentes e Demonstrações
Contábeis
Atendendo ao que dispõe o Art. 25 da Instrução nº 480/09 da Comissão de Valores Mobiliários, a Diretoria da
Companhia declara que revisou, discutiu e concordou com a opinião expressa no Relatório dos Auditores
Independentes, emitido em 27 de março de 2013, e com as Demonstrações Contábeis relativas ao período
encerrado em 31 de dezembro de 2012 (Controladora e Consolidado).
5 – Mercado de Capitais
O capital social da Companhia é composto por 9.133.687 ações, sendo 3.152.764 ordinárias e 5.980.923
preferenciais.
6 – Dividendos
A Administração da Companhia está propondo a distribuilção de dividendos referentes ao exercício de 2012 no
valor de R$ 13.298 mil. O cálculo da formação da base dos dividendos está demonstrado na Nota Explicativa nº 19.
7 – Perspectivas
Através das controladas, a Companhia, vai prosseguir os esforços na comercialização dos imóveis concluídos e na
busca de alternativas para produção e comercialização de imóveis destinados a clientes com perfil de média e
baixa renda.
No segmento de Hotelaria e Turismo a consolidação dos investimentos e com a nova estrutura de Gestão, a
Companhia acredita que o segmento está apto para obter melhores níveis de rentabilidade.
8 – Agradecimentos
Agradecemos aos colaboradores pelo empenho e dedicação de sempre, e aos acionistas, clientes, fornecedores e
instituições financeiras pela confiança e pelo apoio que nos dispensaram no período.
Porto Alegre, 27 de março de 2013.
A Administração
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
Nota
AT IVO
CO NT RO LADO RA
Ex plic ativ a 31.12.2012
CIRCULANT E
Caix a e equiv alentes de c aix a
4.250
207
4.072
-
Caixa e bancos
Aplicações financeiras
31.12.2011
CO NSO LIDADO
31.12.2012
31.12.2011
143.896
155.400
9.375
7.374
3
-
1.082
5.038
4.069
-
8.293
2.336
Nota
PASSIVO E PAT RIMÔ NIO LÍQ UIDO
CIRCULANT E
Empréstimos e financiamentos
14
Provisão para pagamentos a efetuar
178
Clientes
05
Outros créditos
06
207
21.298
26.733
23
13.127
18.746
-
Impostos a recuperar
34
34
6.783
6.299
144
150
1.388
1.688
-
-
113.223
121.293
Impostos taxas e contribribuicões
16
Outras exigibilidades
17
NÃO CIRCULANT E
Es toques
07
NÃO CIRCULANT E
Realiz áv el a longo pr az o
524.220
537.885
1.162.072
1.147.745
317
474
258.837
259.415
186.796
186.301
Clientes
05
-
-
Partes relacionadas
08
-
140
Direitos creditícios
-
-
1.328
1.328
Devedores p/depósito em garantia
-
-
11.977
11.977
203
226
18.354
18.324
114
108
1.632
1.751
Tributos diferidos
09
Depósitos judiciais e cauções
-
3.027
Créditos retidos FGTS e FCVS
10
-
-
35.196
33.062
Outros créditos
06
-
-
3.554
3.645
523.815
Par tic ipaç ões s oc ietár ias
537.323
835.301
514.815
528.733
Par tic ipaç ões em c ontr oladas
11
393.214
408.285
Par tic ipaç ões em c oligadas
11
121.562
120.409
237.470
39
39
6.790
6.790
O utr os
244.260
822.318
-
242.009
-
12
9.000
8.590
591.041
580.309
Imobiliz ado
13
63
63
67.750
65.847
25
25
184
165
528.470
538.092
1.305.968
1.303.145
T O T AL DO AT IVO
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
31.12.2011
74.603
92.179
4
3
3.144
3.183
46.316
35.382
-
-
-
-
2.676
1.817
18.662
11.923
20.215
13.034
32
296
-
-
1.417
1.632
-
14
-
Provisão passivos p/contingentes
15
-
Partes relacionadas
08
-
Impostos, taxas e contribuições
16
Outras exigibilidades
Tributos diferidos
67
7.809
8.882
12.019
12.305
705.061
703.923
21.427
22.996
494.701
494.020
287
625
565
58
59
4.246
5.395
17
-
-
17.974
16.218
09
1.359
1.219
166.088
164.729
18
508.355
524.238
508.728
524.619
508.355
524.238
508.355
524.238
127.182
127.182
127.182
127.182
Reservas de capital
162
162
162
162
Reservas de reavaliações
175
331
175
331
PAT RIMÔ NIO LÍQ UIDO
Patr imônio líquido atr ibuído aos ac ionis tas
c ontr olador es
Reservas de lucros
247.262
255.233
247.262
255.233
Ajuste de avaliação patrimonial
133.574
141.330
133.574
141.330
373
381
1.305.968
1.303.145
235.219
Pr opr iedades par a inv es timentos
IntangÍv el
CO NSO LIDADO
31.12.2012
12.222
Empréstimos e financiamentos
Capital social
Inv es timentos
31.12.2011
18.698
Fornecedores
Participações estatutárias e dividendos
Cr éditos
CO NT RO LADO RA
Ex plic ativ a 31.12.2012
Patrimonio líquido atribuido aos acionistas
não controladores
T O T AL DO PASSIVO E PAT RIMÔ NIO LÍQ UIDO
528.470
538.092
DEMO NST R AÇÕ ES DO S RESULT ADO S D O S EXERCÍCIO S F IND O S EM DEZ EMBRO
( Em milhar es de r eais )
N ota
Ex plic ativ a
RECEIT A O PER ACIO NAL LÍQ UID A
25
(-) Custo das mercadorias e serviços vendidos
RESU LT ADO BRUT O
DESPESAS/R ECEIT AS O PERACIO N AIS
CO NT RO LADO R A
31.12.2012
C O NSO LID ADO
31.12.2012
31.12.2011
2.267
10.120
79.872
80.054
-
-
( 20.661)
( 26.645)
2.267
10.120
59.211
53.409
( 48.495)
( 32.481)
( 1.587)
Com vendas
26
-
Gerais e administrativas
26
(1.966)
Outras (despesas) receitas operacionais líquidas
28
Participação dos administradores
31.12.2011
( 690)
-
436
(57)
(2.590)
(3.158)
(909)
(41.870)
(36.300)
438
(3.537)
(219)
(498)
8.307
(1.330)
LUCR O O PERAC IO N AL AN T ES D O RESULT AD O
F INANCEIRO E DO S T RIBUT O S
680
Res ultado financ eir o
9.430
10.716
20.928
( 7.290)
( 3)
461
( 6.828)
Receitas financeiras
27
20
677
3.775
Despesas financeiras
27
(23)
(216)
RESU LT ADO ANT ES DO S T R IBUT O S SO BRE O LUCRO
Impos to de Renda e Contr ibuiç ão Soc ial s obr e Luc r o
677
9.891
(10.603)
5.781
(13.071)
3.888
13.638
( 3.381)
( 3.925)
( 162)
( 154)
Corrente
-
-
(1.545)
(596)
Diferido
( 162)
( 154)
(1.836)
(3.329)
LUCR O LÍQ U IDO DO EXERCÍCIO
19
515
9.737
507
9.713
515
9.737
Luc r o atr ibuív el a :
Acionistas controladores
Acionistas não controladores
LUCR O PO R MIL AÇÕ ES DO CAPIT AL SO CIAL
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
(8)
56
1.066
56
(24)
1.066
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
Capital
Soc ial
SALDO S EM 31.12.2010
127.182
Res er v as de Res er v as de
Res er v as de Luc r os
Capital Ágio Reav aliaç ão Res er v a de
Res er v a Res er v as
Luc r os a
na Conv er ç ão
em
Legal
Es tatutár ias
Realiz ar
de Aç ões
Contr oladas
162
487
-
(156)
221.725
-
940
156
-
-
(20.541)
-
20.541
-
-
-
-
9.737
-
-
-
350
9.737
350
-
-
-
(487)
-
-
-
( 9.732)
-
( 9.732)
381
-
524.619
-
-
-
-
-
Lucro líquido do exercício
-
-
-
-
Reversão dividendos prescritos
-
-
-
-
-
Destinações propostas à assembléia geral:
-
-
-
Reserva estatutária
-
-
Dividendos propostos
-
-
SALDO EM 31.12.2011
Realização reserva de reavaliação em controlada
127.182
-
162
-
331
(156)
-
487
-
-
-
-
26.972
-
-
(26.972)
(6.407)
-
-
-
-
(3.325)
-
156
( 3.100)
4.656
-
515
215.318
-
c ontr olador es
-
Realização do ajuste de avaliação patrimonial em controladas e coligadas
Reserva legal
Patr imônio
Líquido total
dos
não
-
-
-
TO T AL
-
-
161.871
Par tic ipaç ão
523.883
Realização reserva de reavaliação em controlada
11.516
Ajus tes de Av aliaç ão Patr imonial
Luc r os /
Cus to atr ibuído
O utr os Res ultados ( Pr ejuíz os )
Ativ o Imobiliz ado
Ac umulados
Abr angentes
Contr oladas e
1.427
-
38.488
-
141.330
-
Realização do ajuste de avaliação patrimonial em controladas e coligadas
-
-
-
Hedge Accounting de fluxo de caixa em controladas e coligadas
-
-
-
-
-
-
(4.656)
Lucro líquido do exercício
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5.088
-
-
-
( 26)
( 5.088)
-
( 213)
-
-
524.238
-
405
-
524.288
-
(24)
-
9.713
350
-
-
-
( 3.100)
-
( 3.100)
515
(8)
507
Destinações propostas à assembléia geral:
Reserva legal
-
-
-
Reserva estatutária
-
-
-
Dividendos propostos
SALDO EM 31.12.2012
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
127.182
-
-
162
175
(13.085)
202.233
26
-
-
1.453
43.576
136.674
( 3.100)
-
-
-
-
-
-
( 13.298)
-
( 13.298)
508.355
373
508.728
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA EXERCÍCIOS FINDOS EM DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
CO NT RO LADO RA
CO NSO LIDADO
31.12.2012
31.12.2011
31.12.2012
31.12.2011
( 2.250)
( 515)
( 7.814)
6.178
(2.229)
(898)
(15.234)
3.528
F LUXO DE CAIXA PRO VENIENT E DAS O PERAÇÕ ES
Caix a líquido ativ idades oper ac ionais
Caix a ger ado nas oper aç ões
Lucro líquido do exercício
515
Baixa de ativos imobilizados
-
Depreciação e amortização
Variação propriedades para investimentos
9.737
-
-
-
(410)
(439)
Provisão para devedores duvidosos
-
-
'Provisão para passivos contingentes
(67)
(15)
Baixa no Investimento participacões societárias
507
4.522
1.137
1.606
(9.569)
(11.219)
5.562
681
-
-
-
(2.267)
(10.181)
(13.677)
Baixa propriedades para investimentos
-
-
Var iaç ão nos ativ os e pas s iv os
(21)
Resultado de equivalência patrimonial
71
383
7.420
9
829
Impostos a recuperar
29
(57)
Outras contas a receber
(6)
57
1
(19)
(39)
(863)
Estoques
-
Fornecedores
Provisão de salários e encargos a pagar
6.803
(125)
258
Outras contas a pagar
57
135
13.085
5.904
CAIXA LÍQ UIDO AT IVIDADES DE INVEST IMENT O S
Acréscimos de imobilizado/intangivel
Dividendos recebidos
Acréscimos propriedades para investimentos
CAIXA LÍQ UIDO AT IVIDADES DE F INANCIAMENT O
Partes relacionadas
Dividendos pagos
Variação empréstimos e financiamentos
270
(2.408)
859
Obrigações tributárias
-
(169)
2.407
10
23
Contas a receber
9.713
54
1.969
(3.342)
2.650
(10.251)
5.281
(6.781)
4.113
(4.398)
(476)
9.399
5.763
3.979
1.401
(3.113)
(3.441)
13.085
5.904
8.326
4.842
-
-
(1.234)
-
( 6.763)
( 5.397)
5.836
(147)
230
3.087
(2.635)
(6.616)
(6.321)
(6.616)
(5.627)
-
-
( 2.703)
9.365
6.253
AUMENT O ( REDUÇÃO ) NO SALDO DE CAIXA E EQ UIVALENT ES DE CAIXA
4.072
( 8)
2.001
4.876
4.072
DEMO NST RAÇÃO DA VARIAÇÃO DE CAIXA E EQ UIVALENT ES DE CAIXA
( 8)
2.001
4.876
8
7.374
2.498
9.375
7.374
No início do período
-
No final do período
4.072
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
-
DEMO NST RAÇÃO DO VALO R ADICIO NADO PARA O S EXERCÍCIO S F INDO S EM 31 DE DEZ EMBRO
( Em milhar es de Reais )
Contr olador a
31.12.2011
31.12.2012
1. RECEIT AS
436
1.1 ) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2 ) Outras Receitas
436
1.3 ) Provisão para devedores duvidosos
1.4 ) Cancelamento de Vendas
2. INSUMO S ADQ UIRIDO S DE T ERCEIRO S
1.549
2.1 ) Custo das mercadorias e serviços vendidos
2.2 ) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
1.549
2.3 ) Perda de valores do Ativo
3. VALO R ADICIO NADO BRUT O ( 1- 2 )
( 1.113)
4. DEPRECIAÇÃO E AMO RT IZ AÇÃO
5. VALO R ADICIO NADO LÍQ UIDO PRO DUZ IDO PELA ENT IDADE ( (31.113)
4 )
6. VALO R ADICIO NADO RECEBIDO EM T RANSF ERÊNCIA
2.287
6.1 ) Resultado de equivalência patrimonial
2.267
6.2 ) Receitas financeiras
20
7. VALO R ADICIO NADO T O T AL A DIST RIBUIR ( 5+6 )
1.174
8. DIST RIBUIÇÃO DO VALO R ADICIO NADO
1.174
8.1 ) Pes s oal
354
8.1.1 ) - Remuneração direta
327
8.1.2 ) - Benefícios
8
8.1.3 ) - F.G.T.S.
13
8.1.4 ) - Outros
6
8.2 ) Impos tos , tax as e c ontr ibuiç ões
225
8.2.1 ) - Federais
225
8.2.2 ) - Estaduais
8.2.3 ) - Municipais
8.3 ) Remuner aç ão de Capital de T er c eir os
23
8.3.1 ) - Despesas Financeiras
5
8.3.2 ) - Outros
18
8.4 ) Remuner aç ão de Capitais Pr ópr ios
515
8.4.1 ) - Lucros retidos
302
8.4.2 ) - Dividendos propostos
213
8.4.3 ) - Prejuízo atribuido aos acionistas não controladores
8.5 ) Remuner aç ão de Capitais Pr ópr ios
57
8.5.1) - Partcipação dos Administradores
57
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
Cons olidado
31.12.2011
31.12.2012
440
440
595
595
( 155)
( 155)
10.859
10.181
678
10.704
10.704
263
240
9
9
79.194
71.003
13.881
(5.562)
(128)
53.424
20.661
31.883
880
25.770
1.137
24.633
17.452
13.677
3.775
42.085
42.085
15.163
12.392
1.869
848
102.230
82.293
19.785
169
(17)
56.241
26.645
29.596
45.989
1.606
44.383
9.123
3.342
5.781
53.506
53.506
12.107
9.896
1.436
722
5
269
269
216
216
54
15.314
11.657
354
3.303
10.603
8.932
1.671
507
302
213
(8)
498
498
53
17.285
12.691
280
4.314
13.071
13.071
9.713
5
9.732
(24)
1.330
1.330
9.737
5
9.732
219
219
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS LEVANTADAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Valores expressos em milhares de reais)
NOTA 01 – CONTEXTO OPERACIONAL
A Companhia Habitasul de Participações (“a Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto
listada na Bolsa de Valores de São Paulo, com sede em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul,
sendo uma Holding Company que tem por atividade preponderante a participação no capital de outras
sociedades de ramos diversificados, abrangendo as seguintes atividades: empreendimentos imobiliários;
hotelaria e turismo; serviços relacionados a atividades imobiliárias e crédito imobiliário – repassadora;
reflorestamento e beneficiamento de madeiras, celulose, papel e embalagens.
As principais informações sobre as empresas que atuam nestas áreas estão citadas na Nota 11 e 29.
NOTA 02 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
a) Demonstrações contábeis individuais
Foram elaboradas de acordo com as disposições previstas na Lei das Sociedades por Ações e com as
práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem os pronunciamentos, interpretações e
orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, aprovadas pelo Conselho
Federal de Contabilidade - CFC e normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários- CVM,
aplicáveis ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Essas práticas diferem do IFRS, aplicável às
demonstrações contábeis separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em
controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou
valor justo.
b) Demonstrações contábeis consolidadas
Preparadas conforme as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, que seguem os pronunciamentos, interpretações e orientações emitidas pelo Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e em conformidade com as normas estabelecidas pela Comissão
de Valores Mobiliários – CVM e Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC.
Para elaboração das demonstrações intermediárias a Companhia adotou as normas estabelecidas no
Pronunciamento CPC 21, aprovado pela Deliberação CVM nº 581/2009.
c) Revisão, discussão e aprovação do relatório dos Auditores Independentes de Informações
Anuais.
Atendendo ao que dispõe o Art. 25 da Instrução nº 408/09 da Comissão de Valores Mobiliários, a
Diretoria da Companhia declara que revisou, discutiu e concordou com a opinião expressa no Relatório
dos Auditores Independentes, emitido em 27 de março de 2013, (Controladora e Consolidado).
d) As presentes Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho da Administração em
27.03.2013.
NOTA 03 – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
A controladora e suas controladas utilizam as mesmas práticas contábeis para o levantamento de suas
demonstrações contábeis.
As práticas contábeis descritas a seguir têm sido aplicadas pela Companhia em suas demonstrações
contábeis individuais e consolidadas e na preparação do balanço patrimonial de abertura apurado em 1º
de janeiro de 2009, data de transição para as normas IFRS e pronunciamentos contábeis emitidos pelo
CPC.
a) Base de consolidação
As demonstrações contábeis consolidadas foram preparadas em conformidade com os princípios de
consolidação determinados pela legislação societária, normas brasileiras de contabilidade e normas
estabelecidas pela CVM. Desta forma, foram eliminadas as participações e saldos ativos e passivos
entre empresas, consolidados os demais saldos ativos e passivos, receitas e despesas. As parcelas do
patrimônio líquido e do resultado referentes às participações dos acionistas não controladores estão
apresentadas em destaque no balanço patrimonial e demonstração do resultado do período
consolidado.
Empresas Consolidadas
Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários S.A.
Habitasul Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Habitasul Crédito Imobiliário S.A. – Em transformação para
Habitasul Negócios Imobiliários e Administração de Bens S.A.
Laje de Pedra Mountain Village Ltda.
Empresa Riograndense de Desenvolvimento Urbano Ltda.
Habitasul Comércio e Representações S.A.
Hotel Laje de Pedra S.A.
JI Negócios Imobiliários Ltda.
JI Administração Hoteleira Ltda.
Jurerê Praia Hotel Ltda.
CRB – Investimentos Imobiliários Ltda.
Consulplanes – Consultoria e Planejamento Ltda.
JI Administração Imobiliária Ltda.
Arte Dell'Acqua Ltda.
Participação
Direta (%)
Participação
Indireta (%)
99,99
22,65
99,98
77,35
-
16,67
0,01
90,70
4,90
99,99
99,99
98,44
0,01
-
83,33
99,99
99,30
95,10
0,01
0,01
99,95
1,56
99,99
100,00
b) Instrumentos financeiros
Incluem caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras, investimentos em instrumento
patrimonial, contas a receber e outros recebíveis, empréstimos e financiamentos, bem como contas a
pagar e outras dívidas.
Os instrumentos financeiros são inicialmente registrados ao seu valor de aquisição (valor justo)
acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão,
exceto no caso de ativos e passivos financeiros classificados na categoria ao valor justo por meio do
resultado, quando tais custos são diretamente lançados no resultado do período.
Sua mensuração subsequente ocorre de acordo com a classificação dos instrumentos financeiros nas
seguintes categorias de ativos e passivos financeiros: ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado
pelo valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e
recebíveis, ativos financeiros e disponíveis para a venda. A Companhia não possui operações com
instrumentos financeiros de natureza decorrente de Derivativos.
c) Moeda de apresentação
As demonstrações contábeis individuais e consolidadas estão apresentadas em reais, sendo esta a
moeda funcional e de apresentação da Companhia.
d) Apuração e apropriação do resultado de incorporação imobiliária e venda de imóveis
Na apuração do resultado de incorporação imobiliária e venda de imóveis são observados os
procedimentos e normas estabelecidas nos Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do Comitê
de Pronunciamentos Contábeis-CPC (CPC 17-Contratos de Construção; ICPC 02 – Contrato de
Construção do Setor Imobiliário; OCPC 01 e 04).
Nas vendas de unidades concluídas o resultado é apropriado no momento da efetivação da venda,
independente do prazo de recebimento do preço.
Nas vendas de unidades não concluídas a transferências dos riscos e benefícios ocorre continuamente,
de acordo com a execução do cronograma físico financeiro das obras.
Os custos e despesas são apurados e reconhecidos em conformidade com o regime de competência,
quando mensuráveis e incorridos.
e) Uso de estimativas
As estimativas contábeis foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da
administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. Itens
significativos sujeitos a estas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado,
provisão para créditos de liquidação duvidosa, estoques, imposto de renda diferido e provisão para
contingências. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
significativamente divergentes devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A
Companhia revisa as estimativas e premissas periodicamente.
f) Caixa e equivalentes de caixa
São representados por dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta
liquidez e com risco insignificante de mudança de valor e limites utilizados de conta garantida.
g) Contas a receber de clientes
As contas a receber de clientes são avaliadas pelo valor presente, deduzidas da provisão para créditos de
liquidação duvidosa. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma
evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com
os prazos originais das contas a receber.
h) Estoques
São representados por imóveis prontos para a venda, áreas de terras já destinadas à elaboração de
loteamentos com projetos já definidos ou a parcerias para desenvolvimento imobiliário com
aproveitamento no curso dos negócios da Companhia.
Os estoques são avaliados pelo custo específico de aquisição e/ou produção, ajustado ao valor líquido
de realização quando este for menor.
i) Outros ativos e passivos
Outros ativos são reconhecidos somente quando for provável que seus benefícios econômicos futuros
serão gerados em favor da Companhia e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança.
Um passivo é reconhecido quando a Companhia possui uma obrigação legal ou constituída como
resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para
liquidá-lo. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável
que ocorra nos próximos doze meses, caso contrário ou quando requerido por pronunciamento
específico, são demonstrados como não circulantes.
j) Investimentos em controladas e coligadas
São avaliados pelo método de equivalência patrimonial, conforme CPC 18, para fins de demonstrações
contábeis da controladora, demonstrado na Nota 11.
k) Propriedades para investimento
Referem-se as propriedades em que se espera benefício econômico contínuo e permanente,
representado por áreas de terras destinadas a futuro aproveitamento no curso normal dos negócios da
empresa e imóveis alugados, mantidos para renda, os quais estão demonstrados pelo valor justo,
apurado através de avaliações feitas por empresas especializadas.
l) Imobilizado
Registrado ao custo de aquisição ou construção corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995
e deduzido das respectivas depreciações calculadas pelo método linear às taxas mencionadas na Nota
13 e leva em consideração o tempo de vida útil remanescente estimado, de acordo com a avaliação
efetuada das taxas de depreciação dos bens integrantes do seus ativo imobilizado.
Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se necessário, ao final de cada
exercício.
A avaliação da vida útil dos imóveis foi efetuada com auxílio de especialistas no assunto a qual foi
aprovada pela Administração da Companhia.
Conforme faculdade estabelecida pelo ICPC 10/CPC 27, a Companhia optou na adoção inicial dos
novos pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC, pela atribuição de custo ao ativo imobilizado
relativos a terrenos e prédios, e a realização de ajuste de avaliação patrimonial não é adicionada a base
do cálculo dos dividendos.
Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor
contábil e são reconhecidos em "Outros ganhos/perdas, líquidos" na demonstração do resultado.
m) Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A administração revisa anualmente o valor contábil dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou
mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas que possam indicar
deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e o valor contábil
exceder o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil
líquido ao valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou de determinada unidade geradora de
caixa é definido como sendo o maior valor entre o valor em uso e o valor líquido de venda.
n) Provisões
As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada
como resultado de eventos passados, sendo provável que uma saída de recursos seja necessária para
liquidar a obrigação e que o valor tiver sido estimado com segurança.
As provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas são reconhecidas tendo como base as
melhores estimativas de risco envolvidas, sendo analisada a natureza de cada risco, com base no
parecer dos advogados da companhia, atualizados nas datas de balanços.
o) Empréstimos e financiamentos
São reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são,
subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados
(líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado
durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de
juros.
p) Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social, do exercício corrente e diferido, são calculados sobre o lucro
tributável às alíquotas de 15%, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável, conforme
legislação aplicável, para imposto de renda e 9% para contribuição social e consideram quando
aplicável a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do
lucro tributável.
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e
diferidos.
O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do
exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação
das demonstrações contábeis e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios
anteriores.
O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de
ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O
imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias
quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas até
a data de apresentação das demonstrações contábeis.
Os valores apresentados consideram a adoção ao Regime Tributário Transitório (“RTT”), que tem por
objetivo manter a neutralidade fiscal das alterações na legislação societária brasileira e têm seus efeitos
fiscais temporários apurados e apresentados no imposto de renda e contribuição social diferido.
Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados, caso haja um direito legal de compensar
passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma
autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação.
Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos
fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizados, quando é provável que lucros futuros sujeitos
à tributação estarão disponíveis e contra os quais serão utilizados.
Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados e serão reduzidos na medida em
que sua realização não seja mais provável.
q) Resultado por ação
O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas da
Companhia e a média ponderada das ações ordinárias e preferenciais em circulação no respectivo
período. A Companhia apresenta o resultado por ação diluído em mesmo montante que o cálculo
básico, pois não existem ações ordinárias ou preferenciais potenciais diluidoras.
r) Informação por segmento
Um segmento operacional é um componente da Companhia e suas controladas que desenvolve
atividades de negócio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas.
Os resultados de segmentos incluem itens diretamente atribuíveis ao segmento, bem como aqueles que
podem ser alocados em bases razoáveis.
s) Demonstrações de valor adicionado
A Companhia elaborou demonstrações do valor adicionado (DVA) individual e consolidada nos termos
do pronunciamento técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado, as quais são apresentadas
como parte integrante das demonstrações contábeis conforme práticas contábeis aplicável às
companhias abertas, enquanto para IFRS representam informação financeira adicional.
NOTA 04 - NORMAS E INTERPRETAÇÕES DE NORMAS QUE AINDA NÃO ESTÃO EM VIGOR
Normas, interpretações e alterações de normas existentes em vigor em 31 de dezembro de 2012.
As interpretações e alterações das normas existentes a seguir foram editadas e estavam em 31 de
dezembro de 2012.
Norma
Principais exigências e entrada em
vigor
Impactos nas demonstrações da
Companhia
Alterações à IAS 12
Impostos diferidos - recuperação dos Não relevantes.
ativos subjacentes quando o ativo é
mensurado pelo modelo de valor justo
de acordo com a IAS 40, entrada em
vigor em 1º de janeiro de 2012.
NOTA 05 – CLIENTES
A composição é a seguinte:
Venda de imóveis
Operações de créditos SFH
Créditos vinculados SFH-FCVS
Outros
Total
(-) Provisão para créditos
liquidação duvidosa
Total líquido de provisão
Controladora
31/12/2012
31/12/2011
23
23
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
17.379
27.269
34.315
40.231
155.311
140.145
3.604
3.793
210.609
211.438
de
Parcela do Circulante
Parcela do não Circulante
-
23
(10.686)
199.923
-
23
-
13.127
186.796
(6.391)
205.047
18.746
186.301
Os Créditos Vinculados SFH-FCVS referem-se a saldos de clientes, operações de crédito SFH,
habilitados junto ao FCVS.
As contas de clientes estão demonstradas pelos valores a receber. A provisão para créditos de
liquidação duvidosa esta evidenciada em título próprio.
NOTA 06 – OUTROS CRÉDITOS
A composição é a seguinte:
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
Créditos por atividades imobiliárias
Adiantamentos de compras
Créditos SFH
Valores a recuperar
Créditos por cessão de títulos
Outros
Total
(-) Provisão para créditos de liquidação
duvidosa
Total líquido de provisão
34
34
-
34
34
-
34
34
Parcela do Circulante
Parcela do não Circulante
34
34
12.774
620
1.453
356
345
2.319
17.867
11.872
1.360
1.368
303
747
1.824
17.474
(7.530)
10.337
(7.530)
9.944
6.783
3.554
6.299
3.645
NOTA 07 – ESTOQUES
A composição é a seguinte:
Consolidado
31/12/2012
113.923
567
114.490
Imóveis a comercializar
Outros estoques
Total
(-) Provisão p/desvalorização de valores
e bens
Total líquido de provisão
(1.267)
113.223
31/12/2011
120.772
521
121.293
121.293
NOTA 08 – CRÉDITOS E DÉBITOS COM SOCIEDADES LIGADAS – PARTES RELACIONADAS
A Companhia praticamente não realiza operações comerciais com suas empresas interligadas. As
operações, quando ocorrem, são praticadas nas condições normais de mercado.
NOTA 09 – CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
a) Composição dos tributos diferidos
A base para constituição é a seguinte:
Controladora
31/12/2012
Consolidado
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
Ativo
Provisão para devedores duvidosos
Provisão para contingências
Prejuízos fiscais
Base de cálculo
Alíquota nominal
Total tributos diferidos
596
596
34%
203
67
596
663
34%
226
12.711
23.620
17.651
53.982
34%
18.354
12.126
22.939
18.831
53.896
34%
18.324
Passivos
Custo atribuído
Outros
Total
Alíquota nominal
IR e CSLL Diferidos
3.996
3.996
34%
1.359
3.586
3.586
34%
1.219
478.557
6.836
485.393
34%
165.034
470.034
9.874
479.908
34%
163.169
9,25%
-
9,25%
-
11.395
11.395
9,25%
1.054
16.869
16.869
9,25%
1.560
1.359
1.219
166.088
164.729
Receita Diferida
Total
Alíquota nominal
PIS e COFINS Diferidos
Total impostos Diferidos Passivos
b) Estimativa das parcelas de realização do ativo fiscal diferido
De acordo com o CPC 32 – Tributos sobre o lucro, a Companhia, fundamentada na expectativa de
geração de lucros tributáveis futuros, reconheceu créditos tributários sobre as diferenças temporárias,
que não possuem prazo prescricional. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado anualmente
pela Companhia.
NOTA 10 – CRÉDITOS RETIDOS – FCVS E FGTS
Consolidado
31/12/2012
31/12/2011
1.814
1.705
26.684
25.065
6.698
6.292
35.196
33.062
Créditos Retidos
CEF retenções diversas
CEF créditos retidos FGTS
CEF créditos retidos FCVS
Total
NOTA 11 – PARTICIPAÇÕES EM CONTROLADAS E COLIGADAS
A seguir demonstramos as informações relativas às participações em sociedades Controladas e
Coligadas:
(*)Habitasul
Crédito
Imo b. S A
Habitasul
Desenvo l
Imo b. S.A
Inf o rma ç õ e s s o bre a s c o nt ro la da s / C o liga da s
Quantidade de
Açõ es/Co tas
12.317
30.156
S/vlr
Valo r no minal (R$ 1,00)
1.536,13
No minal
Tipo
ON
ON
Habitasul
Empreend.
Imo b. Ltda.
Jurerê P raia
Outras
Ho tel Ltda Empresas
31/12/2012
19.827.613
2,46
COTA S
Celulo se Irani
S/A
To tal Co ntro ladas
Irani
Participaçõ es
S.A
31/12/2011
31/12/2012
45.733
diversas
162.090.000
1.820.768
110,42
diversas
S/vlr No minal
S/vlr No minal
COTA S
diversas
ON/P N
18.920
29.078
77.336
5.050
19.363
103.976
54.500
Patrimô nio líquido
26.200
265.728
252.807
34.438
30.975
454.000
255.085
-
Açõ es em teso uraria
Patrimô nio líquido
ajustado
Lucro (prejuízo ) do
exercício
-
Percentuais de
participaçõ es
26.200
(3.212)
99,98%
M ut a ç õ e s da c o nt a pa rt ic ipa ç õ e s :
Particip. no início do
exerc.
32.393
Hedge A cco unting de
fluxo de caixa
Dividendo s recebido s
Resul. de equivalência
patrimo nial
Participação no final do
exercício
P a rt e s R e la c io na da s
-
4.711
270.439
3.970
99,99%
273.007
-
-
-
9.788
-
-
-
-
8.842
-
252.807
(9.575)
22,65%
34.438
(3.276)
99,99%
59.456
30.975
472.630
717
25.784
diverso s
37.711
5.718
13,00%
408.285
403.365
255.085
13.095
23,56%
61.345
59.064
120.409
(797)
(796)
(1.593)
-
121.052
(1.507)
-
-
-
(1.507)
(2.987)
(5.085)
-
-
(741)
(8.813)
(3.431)
(2.623)
(1.649)
(4.272)
(2.473)
(3.212)
3.997
(2.202)
(3.275)
(59)
(4.751)
8.351
3.533
3.485
7.018
1.830
270.412
57.254
34.436
4.918
393.214
408.285
61.458
60.104
121.562
120.409
-
-
-
-
-
26.194
-
-
-
-
31/12/2011
ON/PN
Capital so cial
Dividendo s pro visio nado s
To tal Co ligadas
(147)
O saldo das participações em sociedades coligadas , R$ 237.470 mil, no consolidado, corresponde a: i)
R$ 120.562 mil, relativos a participações da Companhia na Irani Participações S.A. (R$ 60.104 mil) e na
Celulose Irani (R$ 61.458 mil); ii) R$ 115.908 mil relativos a participações das controladas na Irani
Participações S.A. e na Celulose Irani S.A.
(*) Em transformação para Habitasul Negócios Imobiliários e Administração de Bens S.A.
NOTA 12 – PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO
CONTROLADORA
Saldo em 31/12/2011
Variação do valor justo
Saldo em 31/12/2012
Glebas
Bens de renda
8.590
410
9.000
-
Total
CONSOLIDADO
Saldo em 31/12/2011
Acréscimo
(-) Baixa
Variação do valor justo
Saldo em 31/12/2012
Glebas
Bens de renda
500.829
79.480
699
535
(71)
7.121
2.448
508.578
82.463
Total
580.309
1.234
(71)
9.569
591.041
8.590
410
9.000
NOTA 13 – IMOBILIZADO
CONSOLIDADO
Saldo em 31/12/2011
Saldo Inicial
Acréscimos
Baixas
Transferências
Depreciações
Saldo em 30/12/2012
Máquinas e Móveis e
Equipamentos
Imóveis equipamentos utensílios Instalações de informática
62.024
699
612
1.279
688
72
166
217
59
178
(813)
61.461
(2)
(93)
770
(79)
750
1
(54)
(178)
(5)
1.043
A tabela abaixo demonstra as taxas médias de depreciação do imobilizado:
Imóveis prédios
Máquinas e equipamentos
Móveis e utensílios
Instalações
Equipamentos de informática
Veículos
Taxa média
depreciação
(a.a.)
3,60%
10 a 20%
10,00%
10,00%
20,00%
20,00%
2
(82)
667
Outros
Total
545 65.847
2.561
3.076
(54)
(47) (1.119)
3.059 67.750
NOTA 14 – OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
São registrados pelos valores originais de captação, atualizados monetariamente pelos indexadores
pactuados contratualmente com os credores, acrescidos de juros apropriados até as datas dos
balanços.
R$ mil
Tipo de Divida
Indexador
Consolidado
Consolidado
31/12/2012
31/12/2011
Parcela
Parcela
Não
Circulante Circulante
Total
Empréstimos SFH TR
12.659
12.659
Contas garantidas CDI
3.168
3.168
-
Total
Parcela
Parcela Não Vencimento
Circulante
Circulante Final
Garantias
12.659
12.659
873
873
-
(*)
Caução de créditos
28/05/2012
Aval da
controladora/caução de
créditos
Empréstimos
capital de giro
CDI
20.834
15.307
5.527
29.679
17.408
12.271 26/12/2014
Alienação fiduciária/
hipoteca de imóveis e
cessão fiduciária de
recebíveis.
Empréstimos
capital de giro
IGP-M
30.015
14.494
15.521
12.692
2.910
9.782 27/02/2015
Alienação fiduciária de
imóveis.
Empréstimos
capital de giro
Prefixada
-
-
-
804
804
-
BNDES
automático
TJLP/cesta
de moedas
970
629
341
1.528
674
854 15/02/2015
Alienação
fiduciária/hipoteca de
imóveis.
CDC
Prefixada
97
59
38
143
54
89 11/11/2014
Alienação fiduciária
veículos/Aval Holding
67.743
46.316
21.427
58.378
35.382
Total
30/04/2012
Cessão fiduciária de
recebíveis.
22.996
(*) Refere-se a demanda judicial – Ação de Consignação - entre HCI e CEF conforme descrito
nota 22.
na
As operações indexadas ao CDI são acrescidas de juros que variam entre 5,54% a.a. e 15,39% a.a..
As operações indexadas a IGP-M são acrescidas de juros que variam ate 12,30% a.a. e 12,50%a.a.
As operações indexadas a TLPJ/Cesta de Moedas são acrescidas de juros que variam até 6,30% a.a..
Nas operações prefixadas incidem juros que variam entre 21,26% a.a. e 22,13% a.a..
NOTA 15 - PROVISÃO PASSIVOS CONTINGENTES
Tipo
Consolidado
31/12/2012
31/12/2011
471.081
471.081
390
1.337
14.073
13.623
9.157
7.979
494.701
494.020
Passivos contingentes - CEF- FGDLI (1)
Ações trabalhistas (2)
Ações cíveis (2)
Ações tributárias (2)
Total
(1) A Habitasul Crédito Imobiliário S.A. amortizou em 01 de julho de 2002, e em 30 de junho de 2003 de
forma antecipada, junto à Caixa Econômica Federal, o valor de R$ 92.294 mil, e de R$ 10.820 mil
mediante cessões de créditos recuperados, conforme previsto em seu contrato com o FGDLI, tendo
registrado o mencionado valor em Provisão para Contingências. As reversões destas provisões
ocorrerão quando do acolhimento pela CEF dos pagamentos efetuados. O valor de R$ 367.967
corresponde a recursos do FGDLI, da Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários S.A., sobre os quais
incide taxa de juros de 6,17% ao ano e taxa referencial (TR), com vencimentos semestrais, sendo a
última parcela em 01 de janeiro de 2007. A CEF/EMGEA ajuizou ação que se encontra suspensa
estando em tramite embargos de devedor onde se assevera o pagamento integral da dívida. As
garantias oferecidas são caução de créditos e hipotecas. Face aos procedimentos em curso, a
Administração entende que os valores provisionados são suficientes para eventuais contingências.
(2) As Provisões para Contingências Trabalhistas, Cíveis e Tributárias foram constituídas em montante
julgado suficientes a eventuais perdas.
NOTA 16 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER
O saldo corresponde a impostos, contribuições e parcelamentos de impostos. Os parcelamentos são
corrigidos pela taxa Selic e TJLP, parte do valor se refere ao Parcelamento Excepcional Lei nº 11.941/09
e Parcelamento Simplificado.
Houve uma revisão nos Parcelamentos da Secretaria da Receita Federal do Brasil e Procuradoria Geral
da Fazenda Nacional, com a revisão da Lei nº 11.941/09 em 30/09/2009.
Controladora
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012
31/12/2011
Impostos correntes
Encargos sociais e impostos retidos
Impostos parcelados
Impostos municipais - IPTU
Total
26
64
90
9
282
64
355
998
1.033
4.510
5.514
12.055
1.132
1.046
6.328
5.771
14.277
Circulante
Não Circulante
32
58
296
59
7.809
4.246
8.882
5.395
NOTA 17 - OUTRAS EXIGIBILIDADES
Créditos de terceiros p/administração de bens
Adiantamento de clientes
Seguros a repassar
Cobrança p/conta de terceiros
Outras
Total
Parcela Circulante
Parcela Não Circulante
Consolidado
31/12/2012 31/12/2011
17.874
16.147
1.385
1.306
29
38
7.931
9.745
2.774
1.287
29.993
28.523
12.019
17.974
12.305
16.218
NOTA 18 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a) O Capital Social é autorizado até o limite de 60.000.000 de ações sem valor nominal, e o capital
integralizado é de R$ 127.181.809,47, representado por 3.152.764 ações Ordinárias Nominativas e
5.980.923 Ações Preferenciais Nominativas, sendo estas 5.950.327 da Classe “A” e 30.596 da Classe
“B”.
b) Reserva de lucros a realizar - Em decorrência dos efeitos do reconhecimento a valor justo dos ativos
biológicos por coligadas e do reconhecimento a valor justo das propriedades para investimento pela
Companhia e controladas, a Companhia optou por constituir uma reserva de lucros a realizar, a qual é
utilizada na absorção do saldo da avaliação a valor justo mencionadas, as quais ainda não foram
realizadas econômica e financeiramente.
NOTA 19 – DIVIDENDOS
a) É garantida estatutariamente aos acionistas detentores de ações preferenciais classe B, dividendos
equivalentes a 10% do lucro líquido.
Os dividendos obrigatórios são calculados a razão no mínimo de 25% sobre o lucro líquido ajustado,
assegurando-se as ações preferenciais de classe A e B, o direito a percepção de dividendos 10% maior
que o atribuído as ações ordinárias.
b) Além dos dividendos calculados sobre o lucro líquido do exercício, está sendo proposta a distribuição
integral dos dividendos recebidos de Coligadas e Controladas no total de R$ 13.084810,90. Aos
acionistas detentores das ações preferenciais classe B, foram destinadas 10% do valor total recebido. O
saldo remanescente será destinado aos detentores de ações ordinárias e preferenciais classe A e B,
sendo que as ações preferenciais tem garantido o direito a percepção de dividendos 10% mais que o
atribuído as ações ordinárias.
c) As ações preferenciais receberão dividendos de R$ 1,34933 por ação, e as ações ordinárias
nominativas dividendos de R$ 1,22667 por ação. Os cálculos de formação de base dos dividendos estão
demonstrados a seguir:
31/12/2012
Lucro líquido do exercício
515
Realização da reserva de reavaliação de controladas
156
Lucro líquido do exercício ajustado
671
Reserva legal - 5%
(26)
Base de cálculo do dividendo
645
Dividendo mínimo obrigatório (25%) e dividendo ações PNB (10%)
213
Dividendo recebidos de coligadas e controladas
13.085
Dividendos propostos a pagar
13.298
Ações ordinárias nominativas
3.868
Ações preferenciais classe A
8.029
Ações preferenciais classe B
1.401
d) Foi destacada a importância de R$ 57 mil , a título de participação dos administradores, que será
distribuída de acordo com determinação do Conselho de Administração.
NOTA 20 – COBERTURA DE SEGUROS
As apólices de seguros mantidas pela Companhia e suas controladas proporcionam coberturas
suficientes para eventuais sinistros em seus respectivos imóveis.
NOTA 21 – HONORÁRIOS DA ADMINISTRAÇÃO
No ano de 2012, os honorários dos administradores da Companhia totalizaram R$ 300 mil (R$ 219 mil
em 2011).
NOTA 22 - AÇÕES JUDICIAIS
a) Em 01/10/1993 a Habitasul Crédito Imobiliário S.A. ajuizou ação de consignação em pagamento,
contra a Caixa Econômica Federal – CEF, para quitar, mediante o exercício de clausula contratual de
liquidação antecipada, de obrigação pactuada em contrato denominado “Instrumento Particular de
Consolidação e Confissão de Dividas, com Assunção de Obrigações e Outras Avenças”, firmado pelas
partes em 23/12/1991. Foram consignados 18.943 créditos hipotecários contra mutuários de
financiamento para aquisição de imóveis.
Em 24/10/1994 a CEF aforou, contra a Habitasul Crédito Imobiliário S.A., ação anulatória com pretensão
de ver declarada a desconstituição do referido “Instrumento Particular de Consolidação e Confissão de
Dividas, com Assunção de Obrigações e Outras Avenças”, por entender estar ele viciado por erro
substancial, de responsabilidade da própria CEF.
Foram julgadas, em primeira instancia, pelo Juízo da 11ª Vara Federal do Rio Grande do Sul, as ações
de Consignação em Pagamento e Anulatória, movidas respectivamente por Habitasul Crédito Imobiliário
S.A. e Caixa Econômica Federal – CEF. Foram declaradas as procedências parciais da Ação
Consignatória no sentido da CEF reconhecer os valores pagos pela Habitasul e a procedência da
Anulatória.
As sentenças nas referidas ações, conexas, são objeto de apelação a segunda instância, com o duplo
efeito, devolutivo e suspensivo.
A sentença que anulou o contrato entre Habitasul Crédito Imobiliário S.A. e Caixa Econômica Federal –
CEF, devolveu as partes à situação anterior ao “Instrumento Particular de Consolidação e Confissão de
Dividas, com Assunção de Obrigações e Outras Avenças”. Os 18.943 créditos hipotecários consignados
tem taxa media de juros superior a taxa de juros do contrato anulado e à taxa média de juros dos
contratos que haviam sido consolidados, e estão há mais de 15 anos na posse e sob administração do
credor (CEF). A anulação do contrato não tem o condão de atribuir novo valor a dívida. Transitada em
Julgado a procedência da anulatória as partes retornarão ao estado anterior ao da assinatura do
contrato “sub judice” e os débitos e créditos relativos ao contrato anulado terão que ser apurados
administrativamente, ou judicialmente em outra ação. Não há provisão para eventuais diferenças que
venham a ser apuradas. Não há solução definitiva sobre as pendências, que continuam “sub judice”
junto ao TRF 4ª Região e junto ao STF.
b) As divergências entre a Habitasul Crédito Imobiliário S.A. e Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários
S.A. e a EMGEA Empresa Gestora de Ativos, quanto à liquidação do “Contrato de Assunção e
Confissão de Dívida”, firmado em 27/12/1994, foram instrumentadas na Justiça em 18/12/2007, tendo
sido perfectibilizada a angularização processual com a devolução do mandado cumprido em 19/09/2008,
estando suspensa a ação de execução e em tramite os Embargos do Devedor (29/09/2008), onde se
assevera o pagamento da dívida.
c) Em 01/02/2007, a Habitasul Crédito Imobiliário S.A. ajuizou ação de indenização contra a Caixa
Econômica Federal objetivando ressarcir-se de diferencial de juros sobre valores devidos e não
liberados pela Caixa Econômica Federal. O processo encontra-se para decisão junto ao Tribunal
Regional Federal da 4º região.
d) Em 11/12/2006, a Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários ajuizou ação ordinária contra a Caixa
Econômica Federal para receber indenização pela impossibilidade de uso da área de 52 hectares na
Av. Baltazar de Oliveira Garcia em Porto Alegre – RS adquirida da CEF . O processo encontra-se em
grau de recurso de ambas as partes no TRF da 4ª Região.
NOTA 23 – GESTÃO DE RISCO
23.1 Fatores de risco
a) Riscos Econômicos
A exemplo do ocorrido na crise originária no mercado imobiliário americano, eventos semelhantes
podem afetar diretamente os resultados da Companhia e suas afiliadas devido a alta interação nos
mercados de todo o mundo. É comum em crises desta magnitude enfrentarmos períodos de escassez
de crédito, que resulta numa queda da atividade econômica como um todo, especialmente no mercado
imobiliário que é fortemente impulsionado pelo volume de crédito ofertado no mercado. Destacam-se
ainda na condução da política monetária no Brasil a utilização de ferramentas de restrição de crédito
seja pelo aumento dos depósitos compulsórios nas instituições financeiras ou pelo aumento da taxa
básica de juros como forma de aliviar pressões inflacionárias.
b) Riscos com Taxas de juros
A Companhia e suas Controladas possuem parte dos seus Ativos e Passivos atrelados a taxas
flutuantes de juros conforme abaixo:
- INCC: a maior parte dos custos e todas as carteiras de recebimentos de empreendimentos não
finalizados são atualizados por este índice;
- IGP-M: toda a carteira de recebimentos de empreendimentos finalizados é atualizada por este índice;
além disto aproximadamente 44% do endividamento da Companhia e suas Controladas tem sua
atualização atrelada a este índice.
- TR: A carteira de clientes – SFH, créditos junto ao FCVS e FGTS, bem como os passivos vinculados
ao SFH são atualizados por este índice.
- CDI – Todas as aplicações financeiras e aproximadamente 35% do endividamento da Companhia e
suas Controladas estão atrelados a este índice.
c) Riscos Cambiais
A Companhia e suas Controladas não possuem passivos, ativos ou custos relevantes denominados em
Moeda Estrangeira.
d) Análise de sensibilidade adicional requerida pela CVM
Devido ao fato da Companhia não carregar instrumentos derivativos, não há necessidade de realizar a
análise de sensibilidade adicional requerida pela CVM.
23.2 Gestão de capital
Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de
continuidade da Companhia e proporcionar retorno aos acionistas.
NOTA 24 - RESULTADO POR AÇÃO
O cálculo do resultado básico por ação é feito através da divisão do lucro (prejuízo) líquido do exercício
atribuível aos detentores de ações ordinárias - ON e preferenciais – PN da Companhia, pela quantidade
média ponderada de ações ordinárias e preferenciais disponíveis durante o exercício. No caso da
Companhia, o lucro diluído por ação é igual ao lucro básico por ação, pois esta não possui ações
ordinárias ou preferenciais potenciais diluidoras.
31/12/2012 31/12/2011
Lucro do exercício atribuído aos acionistas
515
9.737
Resultado atribuível as ações PN classe "A"
Quantidade de ações PN classe "A"
Resultado por ação atribuível as ações PN classe "A"
245
5.950.327
0,0412
4.631
5.950.327
0,7782
Resultado atribuível as ações PN classe "B"
Quantidade de ações PN classe "B"
Resultado por ação atribuível as ações PN classe "B"
152
30.596
4,9700
2.875
30.596
93,9665
118
3.152.764
0,0374
2.231
3.152.764
0,7076
Resultado atribuível as ações ordinárias nominativas
Quantidade de ações ordinárias nominativas
Resultado por ação atribuível as ações ordinárias nominativas
* As ações preferenciais nominativas classe "B" tem direito a dividendos de 10% sobre o lucro
líquido antes de qualquer destinação.
** As ações preferenciais nominativas classe "A" e "B" tem direito a dividendos 10% superiores
as ações ordinárias nominativas.
NOTA 25 – RECEITA LÍQUIDA
A reconciliação das vendas brutas para a receita líquida é como segue:
Controladora
31/12/2012
Consolidado
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
Resultado de participações societárias
Receitas de operações de crédito
Vendas brutas de produtos e serviços
Impostos sobre vendas
2.267
-
10.181
(61)
13.677
16.470
55.901
(6.176)
3.342
19.218
64.438
(6.944)
Receita líquida
2.267
10.120
79.872
80.054
NOTA 26 – DESPESAS POR NATUREZA
Consolidado
Controladora
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
-
-
(1.504)
(969)
(117)
(2.590)
(1.398)
(1.669)
(91)
(3.158)
(1.859)
67
(174)
(1.966)
(737)
(172)
(909)
(27.328)
(681)
(1.137)
(1.987)
(2.077)
(8.660)
(41.870)
(21.793)
(2.879)
(1.606)
(1.730)
(676)
(7.616)
(36.300)
31/12/2012
Despesas com vendas
Despesas com publicidade e
propaganda
Comissões e corretagens
Outras despesas com vendas
Despesas administrativas
Despesas com pessoal e serviços de
terceiros
Provisões para contingências
Depreciação e amortização
Consumo de energia elétrica
Manutenção de prédios e instalações
Outras despesas administrativas
NOTA 27 – RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS
Controladora
31/12/2012
Receitas Financeiras
Juros
Rendimento aplicações financeiras
Variações monetárias ativas
Juros de capital próprio
Outras
Despesas financeiras
Juros
Variações monetárias passivas
Imposto s/ operações financeiras
Outras
Consolidado
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
2
13
5
20
2
1
17
657
677
1.179
316
2.075
205
3.775
502
194
3.525
1.519
41
5.781
(5)
(6)
(3)
(9)
(23)
(14)
(192)
(2)
(8)
(216)
(8.932)
(682)
(477)
(512)
(10.603)
(10.001)
(1.767)
(426)
(877)
(13.071)
NOTA 28 – OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS, LÍQUIDAS
Controladora
31/12/2012
Resultado com alienação de imobilizado e
investimentos
Remuneração do Pool hoteleiro
Condomínios e IPTU
Receita de ajuste a valor justo
Provisão para devedores duvidosos
Perdas de créditos irrecuperáveis
Despesas com administração de créditos
Outras despesas
Outras receitas
Total
Consolidado
31/12/2011
410
26
436
31/12/2012
439
(3)
2
438
31/12/2011
6
1.174
(5.088)
9.569
(5.562)
(880)
(1.439)
(3.082)
1.765
(3.537)
294
1.579
(6.597)
15.566
169
(3.687)
983
8.307
NOTA 29 – INFORMAÇÕES SOBRE SEGMENTO
Os segmentos da companhia estão divididos em Desenvolvimentos Imobiliários, Hotelaria e Turismo e
Gestão de Créditos Imobiliários e Outros Serviços:
R E S ULT A D O D A S
C O N T R O LA D A S P O R
SEGM EN T O
D e s e nv o lv im e nt o s
Im o biliá rio s
31/12/2012
G e s t ã o de C ré dit o s
e O ut ro s S e rv iç o s
H o t e la ria e T uris m o
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
31/12/2012
31/12/2011
T o tal
31/12/2012
31/12/2011
O P E R A ÇÕ E S C O N T IN UA D A S
R E C E IT A LIQ UID A
Custo das mercado rias vendidas e
serviço s prestado s
LUC R O B R UT O
Despesas co m Vendas
3 0 .13 9
4 5 .16 4
19 .0 17
12 .3 14
17 .2 5 6
19 .4 17
(12.040)
(18.620)
(8.621)
(5.260)
(8.443)
(12.669)
18 .0 9 9
2 6 .5 4 4
10 .3 9 6
7 .0 5 4
8 .8 13
6 .7 4 8
6 6 .4 12
(29.104)
3 7 .3 0 8
7 6 .8 9 5
(36.549)
4 0 .3 4 6
(1.019)
(1.804)
(1.567)
(1.322)
(4)
(32)
(2.590)
(3.158)
(22.634)
(22.283)
(11.443)
(6.709)
(6.874)
(5.885)
(40.951)
(34.877)
Depreciaçõ es e amo rtizaçõ es
(566)
(560)
(555)
(1.015)
(15)
(31)
(1.136)
(1.606)
Outras receitas (despesas)
o peracio nais líquidas
3.232
9.120
(469)
(858)
(6.300)
45
(3.537)
8.307
(441)
(965)
-
-
(57)
(365)
(498)
(1.330)
( 3 .3 2 9 )
10 .0 5 2
( 3 .6 3 8 )
( 2 .8 5 0 )
( 4 .4 3 7 )
480
( 11.4 0 4 )
7 .6 8 2
Despesas administrativas
P articipação administrado res
R E S ULT A D O A N T E S D O
R E S ULT A D O F IN A N C E IR O E
D O S T R IB UT O S
R E S ULT A D O F IN A N C E IR O
Receitas financeiras
12.081
14.930
81
39
56
716
12.218
15.685
Despesas financeiras
(9.707)
(12.002)
(830)
(788)
(66)
(281)
(10.603)
(13.071)
R E S ULT A D O A N T E S D O S
T R IB UT O S S O B R E O LUC R O
(955)
12 .9 8 0
( 4 .3 8 7 )
( 3 .5 9 9 )
( 4 .4 4 7 )
9 15
( 9 .7 8 9 )
10 .2 9 6
IR e CSLL co rrente
IR e CSLL diferido
R E S ULT A D O LÍ Q UID O D O
E X E R C Í C IO D A S
A T IV ID A D E S C O N T IN UA D A S
(993)
(385)
(17)
-
(535)
(211)
(1.545)
(596)
(1.583)
(3.200)
(94)
12
(159)
(141)
(1.836)
(3.329)
( 3 .5 3 1)
9 .3 9 5
( 4 .4 9 8 )
( 3 .5 8 7 )
( 5 .14 1)
563
( 13 .17 0 )
6 .3 7 1
13 .6 7 7
3 .3 4 2
507
9 .7 13
R E S ULT A D O D E E Q UIV A LE N C IA P A T R IM O N IA L D E S O C IE D A D E S LIG A D A S
R E S ULT A D O LÍ Q UID O
C O N S O LID A D O
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Péricles de Freitas Druck
Presidente
Eurito de Freitas Druck
Vice-Presidente
CONSELHEIROS
Péricles Pereira Druck
Noé Joel da Costa Oliveira
Paulo Antonio Schmidt
Paulo Sérgio Viana Mallmann
DIRETORIA
Péricles de Freitas Druck
Diretor-Presidente
Eurito de Freitas Druck
Diretor - Vice-Presidente e de Rel. com Investidores
Maria Therezinha Druck Bastide
Diretora
Jorge Juerecy Oliveira da Cunha
Diretor
Paulo Ricardo Franco da Silva
Téc.Contábil-CRC/RS 50.449
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Ilmos. Srs.
Administradores e Acionistas da
COMPANHIA HABITASUL DE PARTICIPAÇÕES
Porto Alegre - RS
1. Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da
COMPANHIA HABITASUL DE PARTICIPAÇÕES identificadas como Controladora e
Consolidado, respectivamente que compreendem o balanço patrimonial em 31 de
dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, em
conjunto com as notas explicativas, que fazem parte das referidas demonstrações.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis
2. A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada
apresentação das demonstrações contábeis individuais de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações contábeis consolidadas de acordo
com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Boards – IASB e de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil, bem como pelos controles internos que ela determinou
como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
3. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações
contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas
internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências
éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de
obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção
relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de
evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações
contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor,
incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis,
independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o
auditor considera o sistema de controles internos para a elaboração e adequada
apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para
fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos. Uma
auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas
e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Consideramos que a evidência de auditoria obtida nos exames realizados é suficiente
e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Opinião sobre as demonstrações contábeis individuais
4. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial
e financeira da COMPANHIA HABITASUL DE PARTICIPAÇÕES, em 31 de dezembro
de 2012, o resultado de suas operações, as mutações no seu patrimônio líquido e os
seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas
5. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas, acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial
e financeira consolidada da COMPANHIA HABITASUL DE PARTICIPAÇÕES e suas
controladas em 31 de dezembro de 2012, o resultado consolidado de suas operações
e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo
com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Boards – IASB e as práticas contábeis adotadas
no Brasil.
Ênfase
6. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 15, tendo em vista a intenção de liquidação
antecipada, a partir do segundo semestre de 2003, não foram registrados na
controlada Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários S/A., os encargos referentes as
Obrigações por Empréstimos e Financiamentos junto ao FGDLI. Os eventuais efeitos
que possam ocorrer com este procedimento de liquidação antecipada não podem ser
atualmente quantificados.
A administração da Companhia avaliou em 2012 esta situação e entendeu, baseada
na opinião de seus advogados, que nenhuma provisão complementar deveria ser feita
para eventuais ajustes da liquidação antecipada.
Demonstração do valor adicionado
7. Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor
adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, cuja
apresentação é requerida pela legislação societária brasileira aplicáveis às
companhias abertas, e como informação complementar pelas IFRS que não requerem
a apresentação da Demonstração do Valor Adicionado-DVA. Essas demonstrações
foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no parágrafo 3,
acima, e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os
aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior
8. As demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011, apresentadas
de forma comparativa, foram por nós examinadas conforme parecer emitido em 27 de
março de 2012 com parágrafo de ênfase sobre o mesmo assunto referido no
parágrafo 6, acima.
Porto Alegre, 27 de março de 2013.
NARDON, NASI - AUDITORES INDEPENDENTES S/S
CRCRS Nº 542 – CVM Nº 303/4
Luís Antônio Franco
Contador Responsável
CRCPR Nº 22.856/O-7/S/RS
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