Professores e Estudantes
Biotecnologia e Borboletas
O impacto do milho Bt sobre as borboletas é
‘desprezível,’ declara relatório do USDA.
De acordo com vários estudos recentes, o milho Bt não ameaça a
saúde e o bem-estar das borboletas monarcas.
A idéia que o milho Bt realmente fosse uma ameaça às borboletas
decolou em 1999, quando pesquisadores da Universidade de Cornell
descobriram , em um estudo de laboratório, que as larvas monarca
poderiam ser prejudicadas ou mortas se comessem grandes quantidades
de pólen de milho Bt.1
Desde então, entretanto, uma série de estudos de campo e laboratório
mostrou que o milho Bt apresenta pequeno ou nenhum risco para as
monarcas. Por exemplo, em 2001, um consórcio de cientistas federais,
universitários e da indústria, liderados pelo Serviço de Pesquisa Agrícola
(ARS) do USDA, encerrou dois anos de pesquisa sobre o assunto. Sua
conclusão, em um trabalho publicado nos Anais da Academia Nacional
de Ciências: o impacto do milho Bt nas populações da monarca é
“desprezível.”2 De fato, esses pesquisadores estimaram que não mais
que 500 em um milhão de lagartas morreriam por se alimentar de pólen
de milho depositado sobre o leiteiro crescendo perto dos campos de
milho.3
Em outubro de 2001, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) renovou
por sete anos os registros de variedades de milho Bt. A EPA, que
aprovou a cultura em 1995, 1996 e 1998, concluiu que o milho Bt “não é
um risco à saúde humana ou ao ambiente.”4
Então, o que causa as diferentes impressões deixadas pelas descobertas
das pesquisas? Todo se resume no planejamento geral do estudo e na
avaliação de riscos baseando-se no risco real (toxidez) e exposição sob
condições de campo.
A pesquisa do mundo real
Milho Bt refere-se a milho que foi melhorado através da biotecnologia
para produzir sua própria proteína inseticida para protegê-lo da broca
européia do colmo, uma praga de inseto que pode ter efeito devastador
na cultura do milho. O “Bt” no nome da cultura refere-se a Bacillus
thuringiensis, uma bactéria comum que ocorre naturalmente no solo,
cujos genes que foram acrescentados à planta de milho.5
A lagartas monarca se alimentam exclusivamente da folhas das plantas
do leiteiro, que tipicamente crescem em valas dentro e próximas dos
campos de milho. A cada ano, o milho produz pólen por um período de
uma ou duas semanas, e a preocupação era que o pólen Bt se
depositasse nas folhas do leiteiro, podendo causar impacto sobre as
larvas da monarca.
Quando os pesquisadores da Universidade de Cornell conduziram seu
estudo em 1999, entretanto, não tentaram duplicar as condições
ambientais verdadeiras. Em vez disso, usaram apenas um número
pequeno de lagartas e não deram escolha alguma, a não ser comer
folhas cobertas com uma grossa camada de pólen de milho Bt. O
pesquisador principal do estudo, Dr. John Losey, notou: “. . . Nosso
estudo foi conduzido no laboratório. . . não seria apropriado tirar
quaisquer conclusões sobre o risco às populações de monarcas no
campo baseando-se apenas nesses resultados iniciais.”6
Conseqüentemente, projetos de pesquisa subseqüentes foram
estruturados levando em conta condições reais. Por exemplo, o estudo
projetado pela equipe de cientistas trabalhando com a ARS concentrouse em responder duas questões chave:
•
•
Quanto pólen de milho Bt é necessário para ter efeito tóxico em
lagartas?
Qual a probabilidade das lagartas serem expostas a essa
quantidade de pólen?
Os resultados revelaram que as lagartas monarca haviam sido expostas
a níveis de pólen maiores que 1.000 grãos/cm² para apresentar efeitos
tóxicos. Além disso, o estudo também descobriu que os níveis de pólen
de milho nas folhas do leiteiro nos campos de milho têm uma média de
cerca de 170 grãos /cm² - muito abaixo do nível tóxico. Vários estudos de
campo similares relataram concentrações de pólen muito mais baixas.
Em Maryland, as concentrações foram as maiores — 50 grãos/cm2 — na
borda do campo. em Nebraska, as concentrações de pólen variaram de
seis grãos/cm2 na borda do campo a menos de um grão/cm2 além de 10
metros.7
A principal razão para essas baixas concentrações de pólen é que os
grãos de pólen de milho são razoavelmente pesados, e portanto
depositam-se nas vizinhanças do campo de milho. Embora o vento possa
transportar o pólen para longe do campo, ele será depositado sobre uma
grande área, de modo que a concentração de pólen nas superfícies
permanece muito baixa. Como resultado, a exposição da monarca ao
pólen Bt e essencialmente limitada às larvas que se desenvolvem dentro
ou muito perto do milho Bt.8 Além disso, estudos de campo
demonstraram que fatores como chuva e orvalho da manhã afetam a
habilidade do pólen aderir às folhas e que o pólen é degradado pela luz
do sol.9
Melhorando ainda mais as coisas há o fato de várias técnicas de Manejo
de Resistência a Insetos (MRI) existirem para preservar os benefícios da
tecnologia do milho Bt.10 Entre essas há uma opção de disposição no
campo na qual várias fileiras de milho não Bt são plantadas em volta do
perímetro dos campos de milho Bt, reduzindo portanto a migração do
pólen.11
As perspectivas para as monarcas
Uma vez que os pesquisadores responderam as questões relacionadas
com os riscos imediatos que o pólen Bt pode causar às monarcas,
voltaram sua atenção para os efeitos sutis que poderiam ocorrer pela
exposição de prazo mais longo. Mesmo assim, está claro que a monarca,
que não é uma espécie em perigo nem uma espécie ameaçada,12 está
exposta a riscos muito maiores no mundo natural.
Em janeiro de 2002, por exemplo, dezenas de milhões de monarcas
foram mortas por uma tempestade de inverno no México, onde passam o
inverno.13 (Por um fenômeno ainda não inteiramente entendido pelos
cientistas, milhões de monarcas norte-americanas migram todo ano até
4.800 quilômetros até o México.) A análise inicial da mortandade — até
80 por cento das colônias podem ter sido perdidas — sugeriu que a
menor cobertura florestal causada pelo desmatamento contribuiu
significativamente para este evento catastrófico.14
Além da destruição do habitat, as populações de monarcas também são
dizimadas pelo corte da vegetação ao longo das estradas, valas e
pastagens, que destroem o leiteiro. Colisões com carros e caminhões —
mortes na estrada — também contribuem. Mas os maiores assassinos
das monarcas são outros insetos famintos. No computo geral, menos de
dez por cento das lagartas chegam à idade adulta.15
Os resultados demonstram, portanto baseados em estudos de campo e
de laboratório conduzidos por especialistas científicos, os resultados
demonstram que o milho Bt não prejudica a borboleta monarca. Higheryielding biotech crops, including new crops that are able to thrive in poor
soil, will reduce the pressure to bring more virgin land under the plow.
And that will help preserve important wildlife habitat like the degraded
area in Mexico where so much of the monarch population was destroyed
in January 2002.
1
“Bt Corn and the Monarch Butterfly,” Council for Biotechnology Information,
Washington, D.C., March 4, 2001, p. 1, <index.asp?id=1239>.
2
Sears, Mark et al., with the Agricultural Research Service, “Impact of Bt corn
pollen on monarch butterfly populations: A risk assessment,” Proceedings of the
National Academy of Sciences, Oct. 9, 2001,
<www.pnas.org/cgi/content/full/98/21/11937>.
3
“EPA Calls Biotech Corn No Threat,” Washington Post, Oct. 17, 2001.
4
“EPA Calls Biotech Corn No Threat,” Washington Post, Oct. 17, 2001.
5
“Bt Corn and the Monarch Butterfly,” Council for Biotechnology Information,
Washington, D.C., March 4, 2001, p. 1, <index.asp?id=1239>.
6
“Frequently Asked Questions,” Council for Biotechnology Information,
Washington, D.C., 2000-01, <index.asp?id=1644>.
7
“Research Q & A: Bt Corn and Monarch Butterflies,” Agricultural Research
Service, <www.ars.usda.gov/is/br/btcorn/index.html>.
8
“Bt Corn and the Monarch Butterfly,” Council for Biotechnology Information,
Washington, D.C., March 4, 2001, p. 2, <index.asp?id=1239>.
9
Dively, Galen, et al., (February 24-25, 2000). “Deposition of corn pollen on
milkweed plants in Maryland and Nebraska.” Presented at the USDA Monarch
Workshop, Kansas City, Mo.
10
“Importance of Managing Bt Technology,” National Corn Growers Association,
last reviewed January 9, 2001,
<www.ncga.com/biotechnology/insectMgmtPlan/importance_bt.htm>.
11
“Importance of Managing Bt Technology,” National Corn Growers Association,
last reviewed January 9, 2001,
<www.ncga.com/biotechnology/insectMgmtPlan/importance_bt.htm>.
12
“Importance of Managing Bt Technology,” National Corn Growers Association,
last reviewed January 9, 2001,
<www.ncga.com/biotechnology/insectMgmtPlan/importance_bt.htm>.
Streff, Erin. “Despite Deaths, Monarch Migrate North,” National Geographic
News, March 27, 2001,
<news.nationalgeographic.com/news/2001/03/0327_monarchs.html>.
13
“Catastrophic Mortality at the Monarch Overwintering Sites in Mexico,” The
University of Kansas Entomology Program: Monarch Watch, February 11, 2002,
<monarchwatch.org/news/021102.html>.
14
“Research Q&A: Bt Corn and Monarch Butterflies,” Agricultural Research
Service, <www.ars.usda.gov/is/br/btcorn/index.html>.
15
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