III MOSTRA CIENTÍFICA FACULDADE LITERATUS - UNICEL MANTENEDORAS Elaine de Souza Saldanha Eliana Cássia de Souza Pinheiro ASSESSORIA Juliana Maria Nakano DIREÇÃO GERAL Carlos Eduardo Mariano da Silva COORDENAÇÃO DE MARKETING Daniele Santos PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Rodrigo Costa Luana Nunes COORDENAÇÃO DO EVENTO Milena Rodrigues Soares Mota COMISSÃO ORGANIZADORA Edivânia Hosana da Silva Aldenize Pinto de Melo do Nascimento Rosa Maria Santos Bertollo Malinalia Ines Rocha Marciao COMITÊ TÉCNICO-CIENTÍFICO Tatiane Amabile Alessandra de Oliveira Mari APOIO FAPEAM – EDITAL N. 007/2012 - PAREV Direção de Pesquisa III Mostra Científica da Faculdade Literatus - UNICEL, Manaus/AM, n.1, Novembro, 2013. Av. Constantino Nery, 3693 – Chapada, Manaus-AM Telefone: (92) 3212-8936 www.literatus.edu.br EMAIL: [email protected] LISTA DOS RESUMOS 001. DETECÇÃO DE BACTÉRIAS EM FORMIGAS URBANAS DE SOLO 002. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO FITOCOSMÉTICO E FITOTERÁPICO A PARTIR DE PLANTA AMAZÔNICA 003. PERFIL DO CONSUMO FRUTÍFERO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA FACULDADE LITERATUS 004. RECONHECIMENTO DA HERANÇA DA IDENTIDADE CABOCLA EM ESTUDANTES DE UMA IES 005. COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS DE 0 a 5 ANOS NO BAIRRO PARQUE DAS NAÇÕES, MANAUS – AMAZONAS 006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE Piper marginatum 007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS DE Aedes aegypti E Aedes albopictus 008. APLICAÇÃO DO “FLUSHING” NA MELHORA DA PERFORMANCE REPRODUTIVA EM FÊMEAS OVINAS DESLANADAS NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM) 009. BIOLOGIA FLORAL E ECOLOGIA DA POLINIZAÇÃO EM ESPÉCIES DE MARANTACEAE NA AMAZÔNIA CENTRAL 010. COMPARAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS DESLANADOS CRIADOS EM CONFINAMENTO E CRIADOS LIVRE A CAMPO NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM) 011. Piper hispidum DA AMAZÔNIA: PREPARAÇÃO DE EXTRATOS E ATIVIDADE ANTIMICROBIANA 012. DIDÁTICA E APLICAÇÃO DE MÉTODOS AVALIATIVOS EM UMA IES NÃO PÚBLICA 013. OS DESAFIOS DA GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS - ONGS DE MANAUS PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS E VIABILIZAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS 001. DETECÇÃO DE BACTÉRIAS EM FORMIGAS URBANAS DE SOLO Layanny Monteiro da SILVA1; Alesxandra Cordeiro do NASCIMENTO2; Cristóvão Alves da COSTA 3 1 Aluna/Bolsista da Faculdade Literatus – UNICEL. Aluna/Voluntária da Faculdade Literatus – UNICEL. 3 Orientador INPA/Faculdade Literatus – UNICEL – email: [email protected]. 2 RESUMO O êxodo contínuo da população rural e o consequente crescimento acelerado dos aglomerados urbanos provocando com frequência, a redução da qualidade sanitária das cidades acompanhada da produção de vetores de inúmeras doenças (Fontana et al. 2010). Os artrópodes Também causa o aumento nas doenças afetando a qualidade de vida da espécie humana através de sua simples presença da possibilidade de causar prejuízo no armazenamento de alimentos. A formiga (hyenoptera: formicinae) sozinha parece ser insignificante ou apenas inconveniente para algumas pessoas, mas unidas, em sociedades, são organismos dominantes do meio ambiente (Fontana et al. 2010). Estima-se que existem 21.000 espécies de formigas no planeta, sendo que aproximadamente 12.500 já foram descritas, 3.000 no Brasil, das espécies brasileiras, menos de duas dezenas podem ser consideradas pragas urbanas (Bueno & Campos-Farinha 1999). Portanto o presente estudo tem o objetivo de identificar e isolar os tipos bactérias encontradas em formigas coletadas em ambientes domiciliares e circulantes. Foi realizada uma coleta no mês de outubro dentro e fora da Faculdade Literatus, os locais coletados foram: entrada principal da faculdade localizado na Av. Constantino Nery, área central da faculdade (lanchonete interna), e lanche externo, na rua ao lado da faculdade, é em um local afastado da faculdade em uma praça localizada em um conjunto de casas residenciais. As formigas foram coletas durante o dia de forma asséptica com pinças estéreis, os pontos de coleta foram escolhidos aleatoriamente. Deu-se preferencia aos locais onde era possível observar formigas em atividade no ambiente. O material coletado foi triado e identificado no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, Laboratório de Virologia Tropical. Para evitar contaminação, todo procedimento de armazenamento e manipulação das formigas foi realizado com material esterilizado, para imersão das formigas em caldo nutriente foi caracterizado duas etapas seguintes, tratamento das formigas inteiras e tratamento das formigas maceradas. O tratamento das formigas inteiras foram utilizados tubos de ensaios contendo 2 ml de caldo Triptona de soja (TSB) onde foram imersas e incubadas em estufa a 37ºC permanecendo por 24h. Para o tratamento das formigas maceradas foram utilizados tubos de ensaios contendo 2 ml de caldo Triptona de soja (TSB), antes do maceramento as formigas foram lavadas com três gotas de álcool 70% onde foram imersas e incubadas em estufa a 37ºC permanecendo por 24 horas. Os tubos foram devidamente identificados de acordo com as espécies das formigas. Após a incubação, uma alíquota de cada tubo contendo a formiga foi retirada e submetida ao plaqueamento em forma de estrias no meio de cultura de Müeller-Hilton (Merk), as placas foram incubadas a 37ºC por 24h. Após o período de incubação, foram observados os crescimento bacteriano e 1 realizado a coloração de Gram, na coloração foi possível verificar a presença de bacilos e cocos Gram-positivos e Gram-negativos, diferenciados pela morfologia e coloração. Palavras chave: hyenoptera – formicinae; Bacilos, Cocos; Gram-positivo; Gram-negativo. REFERÊNCIAS FONTANA, R.; WETLER, R.M.C.; AQUINO, R.S.E.; ANDRIOLO, J.L.; QUEIROZ, G.R.G.; FERREIRA, S.L.; NASCIMENTO, I.C.; DELABIE, J.H.C. Disseminação de Bactérias Patológicas por Formigas (Hymenoptera: Formicidae) em Dois Hospitais do Nordeste do Brasil. Neotropical Entomology, v.39, n.4, p. 655-663; jun/.agost., 2010. SANTOS, P.F.; FONSECA, A.R.; SANCHES, N.M. Formigas (Hymenoptera: Formicidae) como Vetores de Bactérias em Dois Hospitais do Município de Divinópolis, Estado de Minas Gerais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. V. 42, n. 5, p. 565-569, set-out, 2009. 002. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO FITOCOSMÉTICO E FITOTERÁPICO A PARTIR DE PLANTA AMAZÔNICA Sílvia Mendes de Araújo1; Ludimila Chaves Ramos1; Ingrid Iasmyn dos Santos Amin1; Francisco Célio Maia Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3 1 Estudantes do Curso de Farmácia – Sede Constantino - Faculdade Literatus - UNICEL; Email: [email protected], [email protected], [email protected] 2 Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA; [email protected] 3 Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email: [email protected] INTRODUÇÃO Na tentativa de encontrar fármacos mais eficazes, pesquisadores em todo o mundo obtem cerca de 70 novos fármacos a cada ano, em projetos que consomem altos investimentos e até 15 anos de testes experimentais, pré-clínicos e clínicos. De acordo com a OMS, muitos efeitos farmacodinâmicos observados experimentalmente em animais e “in vitro” podem ser extrapolados para o homem, motivo do largo emprego dos testes toxicológicos na determinação da toxicidade e segurança dos fármacos (OMS, 2010). As principais vias de uso do crajiru são a oral e a vaginal, através de "banho de assento" feito com o decocto. Aplicações topicas são feitas através de compressas ou banhos. Também é relatada a utilização da planta no tratamento de disenterias (ALBUQUERQUE, 1988; MAIA et al., 1994). Além do uso medicinal, o crajiru é utilizado no interior do Amazonas como corante e tintura para algodão, tendo sido exportado em pequena escala no início do século, como corante "vermelho americano", proveniente da fermentação das folhas, seguida de ebulição. É conhecido que as folhas submetidas à fermentação e manipuladas, fornecem matéria prima, também conhecida pelo nome de corante vermelho-escuro ou vermelho-tijolo, isômero do 2 ácido anísico, insolúvel na água e solúvel no álcool e no óleo, usadas desde tempos imemoriais pelos índios para pintura de corpo e de utensílios (MELL, 1922; TERAN, 1994). A planta em questão tem se mostrado, em revisões bibliográficas realizadas, um potencial agente antiinflamatório, anti-séptico, antimicrobiano, sendo essas ações altamente desejáveis comercialmente no mercado. Trata-se de um medicamento com alto potencial de exportação tendo em vista a possibilidade da certificação orgânica, muito valorizada nos mercados de países do primeiro mundo. Além disso, a implantação de uma unidade de extração e produção deste medicamento também trará benefícios diretos às populações amazônicas, promovendo o desenvolvimento sustentável sócio-econômico da região. Este estudo pretende analisar o potencial terapêutico de extratos obtidos de espécie Arrabidaea chica, visando a sua possível utilização como fitoterápico METODOLOGIA O trabalho será realizado em três etapas: a primeira consistirá na coleta de material vegetal e preparo do material, a segunda etapa será a caracterização fitoquímica e a terceira etapa será a confirmação das atividades biológicas. As folhas de Arrabidaea chica serão coletadas de cultura de propagação vegetativa com idade aproximada de 10 anos, localizada no setor de plantas medicinais e hortaliças da Embrapa Amazônia Ocidental na rodovia AM 010, Km 29, que liga Manaus ao município vizinho de Itacoatiara. Os extratos e subfrações obtidos serão testados através dos métodos de Difusão em Ágar pela técnica do poço, bioautografia e Concentração inibitória mínima buscando comprovar a atividade antimicrobiana da planta Arrabidaea chica. Aqueles extratos e subfrações que tiverem melhores resultados em testes in vitro, serão utilizados em testes de toxicidade dérmica in vivo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na tentativa de se encontrar medicamentos mais eficazes, pesquisadores em todo o mundo obtém cerca de 70 novos fármacos a cada ano, em projetos que consomem altos investimentos e até 15 anos de testes experimentais, pré-clínicos e clínicos. De acordo com a OMS, muitos efeitos farmacodinâmicos observados experimentalmente podem ser extrapolados para o homem, motivo do largo emprego dos testes toxicológicos na determinação da toxicidade e segurança das drogas (OMS, 2010). Os métodos de triagem mais utilizados são os de difusão em ágar e o bioautográfico, que são considerados qualitativos, pois apenas mostram se existe ou não atividade antibiótica no extrato (RIOS et al., 1998). Os testes de avaliação antimicrobiana são padronizados pela National Commitee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS) e desenvolvidos para analisar agentes antimicrobianos convencionais como os antibióticos (NASCIMENTO et al., 2007). No que se refere à realização de ensaios toxicológicos pré-clínicos de substâncias químicas, os critérios para realização destes testes estão bem especificados, por exemplo, nas normas da Organization for Economic Co-Operation and Development (OECD) – Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento em ―OECD Guidelines for testing of chemicals‖ (OECD, 1996). Este estudo pretende analisar através de testes antimicrobianos padronizados pela National Commitee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS) o efeito antimicrobiano da A. chica tida como medicinal e de triterpenos comerciais, visando a sua possível utilização como medicamentos de eficácia comprovada. 3 REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, J. M. Planta altamente anti-anêmica. Voz da Nazaré, Belém, n. 21, p. 7, fev., 1988. MAIA, V.C.; BRANDAO, C.I.F.; ANTONY, R.C.; CABRAL, J.A.S.; GADELHA, A.R; BORRAS, M.R.L. Estudo de plantas da Amazônia Ocidental com aplicação em Dermatologia. Resumo Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 46, 1994, Vitória: SBPC, 1994. MELL, C.D. Interesting sources of natural dyestuff Textile colorist. V. 44, p. 321-325. 1922. OECD – Organization for Economic Co-operation and Development. Guidelines for Testing of Chemicals, 1996. OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Herbal medicines. Disponível em: http://www.who.int, 2010. NASCIMENTO, P.F.C.; NASCIMENTO, A.C.; RODRIGUES, C.S.; ANTONIOLLI, A.R.; SANTOS, P.O.; BARBOSA-JÚNIOR, A.M.; TRINDADE, R.C. Atividade antimicrobiana dos óleos essenciais: uma abordagem multifatorial dos métodos. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 17, n. 1, p. 108-113, 2007. TERAN, E. Plantas Medicinais da Amazônia: Novas Tendências. Rev. Racine, São Paulo, n. 26, p. 26, abr./mai. 1994. RIOS, J. L.; RECIO, M. C.; VILLER, A. Screening as methods for natural products with antimicrobial activity: review of the literature. Journal of Ethnopharmacology, v. 23, p. 127-149, 1998. 003. PERFIL DO CONSUMO FRUTÍFERO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA FACULDADE LITERATUS Samara Santarém Martins1, Bruno Mori2 1. Estudante do curso de Nutrição da sede da Constantino Nery da Faculdade Literatus. Email: [email protected] 2. Professor do Departamento de Comissão de Ética e Pesquisa da Faculdade Literatus. Email: [email protected] INTRODUÇÃO O consumo de frutas e hortaliças na maioria dos países do mundo ainda são relativamente baixo, apesar de ainda não ser o ideal, o crescimento pela busca do consumo é constante. Na busca por uma vida mais saudável o consumo de frutas e hortaliças tem gerado discursões favoráveis no campo da pesquisa, apontando que usuários mais frequentes destes alimentos possuem mais saúde e ausência das principais doenças crônicas não transmissíveis. Idéia esta, que vem sendo absorvida pelos estudantes universitários como mostra algumas 4 pesquisas independentes das áreas de conhecimento. (CANSIAN, GOLLINO, ALVES, PEREIRAet. al.,2012). Nos últimos anos surgiram mais preocupações em relação alimentação e saúde, divulgada em literatura técnico-científica e outros meios de comunicação geral. A promoção do consumo de frutas e hortaliças é uma prioridade mundial para a melhoria da saúde da população. Várias investigações evidenciaram o efeito protetor das frutas e hortaliças para doenças crônicas não transmissíveis e na manutenção do peso corporal reduzindo a obesidade, num diagnóstico precoce. (RAMALHO et. al. 2012) Segundo (OLIVEIRA, 2008), com uma alimentação variada em quantidades adequadas, é possível obter uma dieta equilibrada, ou seja, proporcionar os nutrientes necessários para atender a necessidade do organismo, isso inclui a forma de consumo: como o alimento esta disponível e como são preparados, de acordo com algumas recomendações nutricionais baseados em evidências oficiais e compreensíveis é prioritário o resgate dos hábitos alimentares regionais como introduzir na dieta alimento in natura, produzido no âmbito local, que são culturalmente referenciados além de um elevado valor nutritivo, como: frutas, legumes e verduras, grãos integrais, leguminosas, semente e castanhas, que devem ser consumidas a partir dos seis meses de vida até a velhice. Cálculos do POF (Programa de Orçamento Familiar) realizados pelo IBGE 2008-2009 revelam que o tradicional prato brasileiro feijão com arroz continua no mesmo patamar não faltando na mesa dos brasileiros, considerado um alimento pobre em nutriente e de alto valor calórico. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) o consumo ideal de hortifrúti esta por volta de 400g/ dia, o consumo do brasileiro ainda esta bem abaixo do recomendado, um consumo insuficiente de frutas e hortaliças e um abuso do consumo de açúcar e gorduras em geral (IBGE, 2011; OLIVEIRA; SILVA; RAPOSO; CHICOUREL et. al., 2012) A pirâmide alimentar adaptada de 2.000 kcal, importante instrumento de orientação nutricional, recomenda que sejam consumidos diariamente no mínimo três porções de legumes e verduras, buscando sempre variar os alimentos durante o dia e ao longo da semana. Os legumes e as verduras são ricos em vitaminas, minerais, fibras dietéticas e compostos bioativos, além de apresentarem baixo conteúdo energético. Devem ser consumidos diariamente, uma vez que protegem a saúde do indivíduo, diminuindo o risco de doenças crônicas, procurando sempre diversificar sua forma de consumo in natura, sucos, saladas (FRANCO, 2005; CANSIAN et. al., 2012). A deficiência dos micronutrientes pode chegar a atingir cerca de dois bilhões de pessoas em todo mundo, principalmente em países em desenvolvimento, são encontradas as mais altas prevalências de deficiência de micronutrientes, encontrados principalmente em alimente in natura. Portanto, é importante a adoção de estratégias educativas que enfatizem a importância da alimentação saudável para prevenção de agravos à saúde futura, inclusive pelo fato destes estudantes serem futuros profissionais da área da saúde, podendo influenciar positivamente na formação de hábitos alimentares adequados aos seus pacientes/clientes. (DE ANGELIS, 2007; MONTEIRO et. al., 2009). METODOLOGIA Pesquisa de campo de estudo quantitativo transversal realizado com 364 estudantes universitários da Faculdade Literatus nas diversas áreas de conhecimento. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade Literatus, parecer Nº 312.530, foi solicitado aos participantes o preenchimento do questionário de socioeconômico em vista de caracterizar a população em estudo e perguntas referente à frequência, formas de consumo e tipo de frutas e hortaliças consumidas pelos estudantes. A aceitação da participação dos alunos foi feita por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os 5 questionários foram auto aplicados e recolhidos. Traçamos o perfil do consumo de frutas e hortaliças dos acadêmicos a partir dos dados fornecidos pelos questionários. RESULTADOS E DISCURSÕES A característica da população em estudo apresentou dos 364 estudantes 290 do sexo feminino e 74 masculinos, entre idade de 17 a 54 anos, onde 270 solteiros e 89 casados, predomínio do sexo feminino sobre o sexo masculino, sendo assim responsáveis por uma melhor qualidade na alimentação, aderido as preocupações com e a saúde e estética um consumo positivo (OLIVEIRA, A.C. A.2009). A distribuição da renda familiar observou se que mais de 50% apresentam uma renda por volta de R$ 1000,00 e R$ 3000,00. Ramalho, 2012 e Oliveira, 2008 descrevem a importância da relação entre condições econômicas e consumo de hortaliças e frutas, comprovando que em famílias de maior renda há maior consumo de alimentos pertencentes a estes grupo. Na pesquisa o consumo maior esta na media do ideal, em torno de 3 vezes por semana, apesar das condições financeira não ser tão favorável ainda assim tentar consumir uma quantidade adequada. Em relação à frequência do consumo na semana, dos 364 universitários, 129 costumam consumir de 1 a 2 vezes por semana, 132 consome 3 a 4 vezes por semana, 93 universitários consumem5 vezes ou mais por semana. A falta de prática para realizar todas as tarefas que precisam aliada ao tempo despendido aos estudos pode resultar em omissão de refeições e aumento no consumo de lanches, o que implica em inadequação nutricional da alimentação ingerida, quantidades insuficientes das frutas, hortaliças e derivados implicando déficit de nutrientes. Referente às formas de consumo observou–se que a forma isolada mais utilizada foi na forma de sucos naturais com 86 universitários, seguidas de saladas, in natura e em conservas, 21, 28 e 4 universitários respectivamente, porém a maioria utilizam esses alimentos associados, mais de uma forma de consumo (218), no qual o suco natural está em quase todas as associações, devido a disponibilidade maior e valor dessealimento nos locais onde frequentam enquanto que as fruta in natura é a forma menor consumida em razão da disponibilidade de tempo e do alimento sendo mais restrito e valor mais encarecidos. Em relação ao tipo de frutas e hortaliças utilizadas de forma isolada as fontes regionais tem predominância no cardápio em relação às importadas, 269 e 15 respectivamente, sendo que 72 universitários utilizam as associadas. Fato esse se deve que a maioria dos universitários possui uma renda familiar menor que 4 salários mínimos, as fontes de frutas importadas tem um custo mais encarecidos devido sua forma chegar aos consumidores. Enquanto que as fontes regionais têm um custo menor, principalmente se estiverem expostas na época de sua sazonalidade. REFERÊNCIAS Ramalho, Alanderson Alves; Tatiane Dalamaria; OrivaldoFlorencio de Souza. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 28 (7):1405-1413, jul, 2012. Cansian, A. C. C.; Gollino, L.; Alves, J. B. O.; Pereira, E. M. S. Assessment of intake of fruit and vegetables among college students. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 37, n. 1, p. 54-63, abr, 2012. De Angelis, Rebeca Carlota. Fisiologia da Nutrição Humana: Aspectos Básicos, Aplicados e Funcionais/ Rebeca Carlota De Angelis e JulioTirapegui.— 2ed.Sao Paulo: Atheneu, 2007. 6 Franco, Guilherme. Tabela de composição química dos alimentos/ Guilherme Franco 9ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.Oliveira, Any Caroline Almeida; Annelisa Farah da Silva; Nádia Rezende Barbosa Raposo; Elizabeth Lemos Chicourel. HU Revista, Juiz de Fora, v. 37, n. 3, p. 377-385, jul./set. 2012. Oliveira, Jose Eduardo Dutra de. Ciências Nutricionais: aprendendo a aprender/ J.E. Dutrade- Oliveira, J. Sergio Marchini.—2. ed.—São Paulo:SARVIER, 2008. Ramalho, Alanderson Alves; Tatiane Dalamaria; OrivaldoFlorencio de Souza. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 28 (7):1405-1413, jul, 2012. Rozane Márcia Triches e Elsa Regina Justo Giugliani. Rev. de Saúde Publica 2005;39 (4):541-7. 004. RECONHECIMENTO DA HERANÇA DA IDENTIDADE CABOCLA EM ESTUDANTES DE UMA IES Aldenize P. de Melo do Nascimento¹, Demetrius Luiz dos S. B. Jr², Samanta Gabriela S. da Silva² ¹Mestre em Educação e Filosofa, professora da Faculdade Literatus. ² Acadêmicos de Ciências Biológicas da Faculdade [email protected]. Literatus - email: INTRODUÇÃO O artigo aqui proposto tem como objetivo discutir os resultados obtidos mediante a pesquisa realizada entorno da questão do reconhecimento ou não reconhecimento da herança cabocla em alunos de uma IES não pública da cidade de Manaus. O nascedouro da temática aqui abordada se deu a partir da disciplina ―Contexto Social e o homem amazônico‖ do curso Ciências Biológicas, que tem como alvo central abordagem de assuntos que envolvam a o ser amazônico, tanto em seus aspectos sociológicos, filosóficos e antropológicos, fazendo uma costura entre o perfil do amazônida do passado e dos dias atuais. PALAVRAS-CHAVE: Amazônia, Cultura, Cabocla, Reconhecimento, Herança. MATERIAIS E MÉTODOS O trabalho desenvolvido se caracteriza em pesquisa bibliográfica e de campo, aplicada, explicativa e critica, através de um estudo de caso de abordagem qualitativa. A pesquisa se desenrolou em uma IES não pública na zona urbana da cidade de Manaus, o público alvo da pesquisa foram os alunos do curso de Ciências Biológicas Bacharelado, já que os mesmos possuem em sua grade curricular do primeiro período a disciplina ―Contexto Social e o Homem Amazônico‖. A pesquisa foi feita por amostragem de 26,36% dos discentes, isto é, de 129 alunos 34 responderam ao questionário com perguntas abertas e fechadas. 7 RESULTADOS E DISCUSSÕES Quando questionados sobre: ―A que você atribui o fato de você reconhecer ou não reconhecer sua identidade e herança dos caboclos amazonicos?‖, os alunos responderam: 17% são da Região Norte mais não tem alguma herança dos caboclos; 59% reconhece sua identidade cabocla; 18% não se sentem confortáveis com esta associação entre elas e os caboclos e 6% ainda não possui o conhecimento pleno do termo caboclo. O fato de morar na cidade a muito tempo é o motivo para 17% dos questionados justificarem a ausência da herança cabocla em sua cultura. A associação da imagem do caboclo com o próprio aluno causa desconforto em 18% dos estudantes. E 6% argumenta que ainda não possui um conhecimento adequado quanto ao termo caboclo, por isso não se sente seguro para pontuar um possível reconhecimento dessa herança. Nota-se que 41% dos alunos não afirmam o reconhecimento de uma herança cabocla em seus hábitos. Dos participantes da pesquisa 59% reconhece sua identidade cabocla, pois, adota hábitos diários oriundos dos caboclos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Vimos na pesquisa que alguns alunos são descendentes dos caboclos, mas não se reconhecem como tal, minimizam o uso do termo quando pensam em sim como descendentes dos caboclos, mudam o termo para forma pejorativa quando se refere a outros, essa questão perpassa pela maneira de entender o termo e a realidade que cerca o termo. Interpretar quem é o caboclo e quem é o descendente herdeiro da cultura cabocla são representações mentais, verdades silenciosas que norteiam os pensamentos, é algo que ainda está em construção entre os próprios caboclos, que muitas vezes não se auto definem como caboclos. 8 REFERÊNCIAS BAKTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Editora Hucitec, 1979. BATISTA, Djalma. Amazônia - Cultura e Sociedade. BOURDIEU, Pierre. Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990, pp: 149-168: Espaço Social e Poder Simbólico. BOURDIEU, P. O poder simbólico.Tradução Fernando Tomaz (português de Portugal) – 6 ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. 322p CERVO, Amado, Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA. Roberto da. Metodologia científica. 6 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. COSTA PEREIRA, José Verissimo da. Caboclo Amazônico. In: Tipos e Aspectos do Brasil, pp. 12-5. Rio de Janeiro: IBGE, 1975. FOETSCH, Alcimara Aparecida.Refletindo sobre a identidade cultural, a “raça” e a etnicidade. Revista Espaço Acadêmico – nº 69 – fev/2007. (http://www.espacoacademico.com.br/069/69foetsch.htm, acessado em 10/7/13) GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Amazônia, Amazônias. São Paulo: Contexto, 2008. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. Ed. São Paulo:Atlas, 2000. LIMA, Deborah de Magalhães. A Construção histórica do termo caboclo: Sobre estruturas e representações sociais no meio rural amazônico. Novos Cadernos NAEA vol. 2, nº 2 dezembro 1999. 005. COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS DE 0 a 5 ANOS NO BAIRRO PARQUE DAS NAÇÕES, MANAUS – AMAZONAS Jordam William Pereira Silva1, Bruno Mori2 1. Estudante do curso de Biomedicina da sede da Constantino Nery da Faculdade Literatus. Email: [email protected] 2. Professor do Departamento de Comissão de Ética e Pesquisa da Faculdade Literatus.Email: [email protected] INTRODUÇÃO O homem mantém contato direto com uma grande quantidade de organismos com características biológicas bastante variadas (vírus, bactérias, parasitas) muito dos quais podem causar um desequilíbrio fisiológico focal ou generalizado causando o estado de doença (BIOMANIA, 2011). Doenças causadas por microrganismos representaram verdadeiras pandemias, e foi durante umas dessas pandemias, a da varíola, que em 1796 o médico inglês Edward Jenner deu origem as vacinas. Por meio de suas observações sobre a varíola bovina ele viu a possibilidade de proteger as pessoas contra a varíola humana, já que grandes partes das pessoas que trabalhavam lidando com o gado não contraiam a doença, ficando imunes (SANTOS, ALBUQUERQUE, SAMPAIO, 2005). 9 Segundo (Santos, Albuquerque, Sampaio, 2005) Imunidade é o estado de resistência geralmente associada a presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o organismo responsável por determinada da doença infecciosa ou sobre suas toxinas. Imunização significa a indução de forma natural ou artificial adquirida por via placentária, natural ou adquirida em consequência de uma infecção, a imunização pode ser adquirida, ser passiva ou ativa, a passiva é obtida através da inoculação de soros e a ativa é obtida a partir da aplicação de vacinas (Rodewald, 2011). A vacinação é um serviço médico preventivo recomendado para praticamente todas as crianças do mundo. Embora os calendários de vacinação variem entre os países, todos eles estabelecem uma série de vacinas básicas para que as crianças se desenvolvam tornando-se adultos saudáveis. METODOLOGIA O estudo será realizado no Bairro Parque das Nações, visitando 200 (duzentos) domicílios, o aluno de iniciação coletará os dados com os pais ou responsáveis de crianças entre: 0 (zero) e 5 (cinco) anos de idade que aceitarem participar da pesquisa . O projeto foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade Literatus parecer N٥388.921. A pesquisa será dividida em duas etapas: etapa I – Aplicação do questionário e consequente coleta de dados. Etapa II- análise quantitativa dos dados coletados. Os dados serão apresentados através de análise estatística utilizando o método descritivo para análise dos dados. RESULTADOS ESPERADOS Acredita se que a proximidade dos 200 domicílios com a casa da Saúde da Família do Bairro Parque das Nações, estabeleça uma área de alcance quanto: à importância e a sensibilização dos pais ou responsáveis tendo em vista o processo de imunização, bem como o alcance das campanhas de vacinação. REFERÊNCIAS RodewaldL.E,Enciclopédia sobre o desenvolvimento na primeira infância ,1-7, 2011. Santos M.S.A.; Albuquerque V.M.; Sampaio F. H. S. VACINAÇÃO – O QUE O USUÁRIO SABE. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, vol. 18, número 001 2005. Imunologia (efeitos, anticorpos, funções e imunização), Disponível em <www.biomania.com .br>:Acesso em 23 de agasto de 2011. Cintra O. A.; ReyL.C.Segurança, imunogenicidade e eficácia da vacina contra o vírus influenza em crianças Jornal de Pediatria (Rio J.) vol.82 n.3. Julho 2006. Salvador P.T.C.O.; Almeida T. J.; Alves K. Y. A. A.; Dantas C.N. A rotavirose e a vacina oral de rotavírus humano no cenário Brasileiro: revisão integrativa da literatura Ciênc. saúde coletiva vol.16 no.2 Fevereiro 2011. C.N. A rotavirose e a vacina oral de rotavírus humano no cenário Brasileiro: revisão integrativa da literatura Ciênc. saúde coletiva vol.16 no.2, Fevereiro 2011. 10 Santos H.G, Andrade S.D, Oliveira M.B; SilvaA.H.Mortalidade infantil no Brasil: uma revisão da literatura antes e após a implementação do sistema único de saúde, vol32, pg 131 a 143,2010. Luiz A. A. lima.Imunizaçõesem debate revista do hospital universitario Pedro Ernesto ano 6 janeiro junho de 2007. Silva V.j. Imunização: Histórico sobre vacinação no Brasil, vacinas disponíveis no calendário básico da criança e vacinas indicadas pela sociedade brasileira de imunizações (SBIM) para o calendário das crianças disponíveis somente na rede particular. Ferreira M.C; GrossemamA.Vieira R.S.O que os profissionais de saúde que lidam com materno infantis deveriam saber sobre vacinas. Santa Catarina pg 78 a 102 2010. KupekE;TritanyE.F.Impacto da vacinação contra varicela na redução da incidência da doença em crianças e adolescentes de Florianópolis (SC). Jornal Pediátrico, vol.85 no.4, Agosto 2009. 006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE Piper marginatum Daniele Joana Fernandes de Souza1; Sayra Moura dos Santos1; Francisco Célio Maia Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3 1 Estudante do Curso de Farmácia - Sede Constantino - Faculdade Literatus – UNICEL; Email: [email protected] 2 Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA; [email protected] 3 Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email: [email protected] INTRODUÇÃO A Família Piperaceae é uma das mais representadas na flora do bioma Amazônia. Segundo DANELUTTE et al. (2003) e MOREIRA et al. (1998), a família Piperaceae apresenta mundialmente de 12 a 14 gêneros e cerca de 1400 a 1950 espécies, sendo 700 pertencentes ao gênero Piper e 600 espécies ao gênero Peperomia, distribuídas em todas as regiões tropicais. Piper marginatum é um arbusto ou arvoreta com até 5 m de altura. Folhas com pecíolo de 2-6 cm de comprimento; lâmina ovada, 10-20 x 7-15 cm, base cordada, ápice agudo ou acuminado, membranácea, glabra em ambas as faces, exceto pela presença da densa ciliação na margem; nervuras 7-11, palmatinérveas, às vezes, algumas coalescentes com a nervura principal. No Brasil, é encontrada com facilidade nos estados do Amazonas, Pará, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Dependendo do estado, pode mudar seu nome usual. A planta é aromática e cresce abundantemente nas bordas das florestas da mata atlântica, é conhecida popularmente por ―malvísco‖ no nordeste brasileiro (Pernanbuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) e como ―caapeba cheirosa‖, ―pimenta do mato‖ ou ―nhandi‖, na região norte (BRAGA, 1953; AUTRAN et al., 2009). Em certos lugares suas espigas substituíam a pimenta do reino como condimento (BRAGA, 1953). 11 Na medicina popular brasileira seu extrato de folhas é preparado em água quente e utilizado para tratar dores de dente, reumatismo, tumores e feridas hemorrágicas (CORRÊA, 1984). Na Guiana Francesa, suas folhas são utilizadas em banhos e no tratamento de erupções cutâneas contra a picada de insetos (FOUNGBE et al., 1976), em Porto Rico usa-se suas propriedades medicinais como adstringente, usado para parar o sangramento traumático e como hemostático efetivo, tomado por via oral (NÚÑEZ MELÉNDEZ, 1982). O principal objetivo do trabalho foi analisar a atividade larvicida de extratos e óleos essenciais obtidos de espécie de Piper marginatum, visando a sua possível utilização como fitoterápico. METODOLOGIA Para fazer o extrato aquoso foi utilizado 20g de folhas de Piper marginatum secas e trituradas em 200mL de água destilada, em seguida a solução ficou em banho-maria durante 5 horas em uma temperatura de 1200, sob agitação manual. A extrato obtido foi drenado em papel filtro pregueado e liofilizado em aparelho Liofilizador Thermo Electron Corporation – Thermo Fisher Scientific®, Modelo FR- Drying Digital Unit – Modulyod 115, para obter extrato aquoso denominado EAPm. Obtenção do extrato hidroalcoólico foi realizado através de extração por maceração exaustiva utilizando 20g de Folhas de Piper marginatum, secas e trituradas, em etanol e água destilada (1:1), sob uma temperatura de aproximadamente 240 C, em seguida filtrado em papel filtro pregueado e concentrado em rotaevaporador (sob pressão reduzida e à aproximadamente 45°C) e secos para fornecer o resíduo do extrato H20/EtOH, designado EEAPm. A extração do óleo essencial de Pm (OPm) foi efetuada no Laboratório de Plantas Medicinais da EMBRAPA. Os extratores utilizados foram do tipo Klevenger de hidrodestilação e geraram quantidades adequadas para as análises de composição química e os ensaios biológicos. Essas extrações foram efetuados em triplicata em aparelhagem padronizada de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde para quantificação de óleos voláteis em materiais primas vegetais utilizadas em medicina. Os extratos EEAPm e o óleo essencial OPm foram avaliados quanto a sua atividade larvicida e inseticida contra a espécies Culex quinquefasciatus. As larvas foram coletadas em criadouros naturais localizados na cidade de Manaus - AM e mediações dos quais foram mantidos em insetário em temperatura e umidade controladas. Essas atividades foram realizadas no Laboratório de Malária e Dengue da CPCS-INPA sob responsabilidade do Dr. Wanderli Pedro Tadei. Os ovos das espécies citadas acima foram colocados para eclodir em água potável por 2-3 dias em recipientes apropriados, em temperatura 26-27 °C e 50-70% de umidade, devidamente controladas. Após a eclosão dos ovos, larvas do 3° estágio foram utilizadas nos testes, em triplicata e usando como controle positivo (larvicida comercial) e solvente como controle negativo. As amostras foram solubilizadas em DMSO na concentração de 1 mg/mL e aplicados em copos de café descartáveis contendo grupos de 10 larvas, água potável e alimento com volume final de 10 mL. A atividade foi avaliada após 24 e 48 h de incubação. Os valores de mortalidade obtidos foram convertidos em valores de Probit e plotados contra o log das concentrações. Após análise de regressão linear, o valor de CL50 e CL95 foi obtido por interpolação gráfica em programa POLOPC. RESULTADOS E DISCUSSÃO A atividade larvicida não foi comprovada contra a espécie Culex quinquefasciatus, quando testada com o extrato hidro-alcóolico de P. marginatum. O óleo essencial OPh 12 provocou mortalidade de 100% das larvas na conc. de 500, 250 e 125µg/mL µg/mL após 24 h de exposição, na concentração de 62,5µg/mL houve 94% de mortalidade e em 31,2µg/mL houve 87% de mortalidade. Os aspectos relatados comprovam através do teste larvicida o potencial dos óleos essenciais das espécies selecionadas como um estudo preliminar. O grupo pretende identificar os compostos químicos da espécie Piper marginatum utilizadas como medicinais, visando a sua possível utilização com eficácia comprovada. REFERÊNCIAS AUTRAN, E. S.; NEVES, I. A.; SILVA, C. S. B.; SANTOS, G. K. N.; CÂMARA, C. A. G.; D.M.A.F. NAVARRO, D. M. A. F. Chemical composition, oviposition deterrent and larvicidal activities against Aedes aegypti of essential oils from Piper marginatum Jacq. (Piperaceae). Bioresource Technology, v. 100, p. 2284–2288, 2009. BRAGA, R. Plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. Centro de Divulgação Universitária - Estudos e Ensaios Biblioteca de Divulgação e Cultura Publicação nº 2, ser. 1ª., p. 523, 1953. CORRÊA, P. M. Dicionário de Plantas Uteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. Imprensa Nacional, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Vol I, pp. 350, Rio de Janeiro, 1984. DANELUTTE, A. P., LAGO, J.H.G., YOUNG, M.C.M, KATO, M.J. Antifungal flavanones and prenylated hydroquinones from Piper crassinervium Kunth. Phytochemistry, n. 64, 555-559, 2003. FOUNGBE, S.; TILLEQUIN, F.; PARIS, M.; JACQUEMIN, H.; PARIS, R-R. Sur une Pipéracée de Guyane, le Pìper margìnatum Jacq. Annales pharmaceutiques françaises, v. 34, n. 9-10, p. 339-343, 1976. MOREIRA D. L.; KAPLAN M. A. C.; GUIMARÃES E. F. Essential oil of two Piper species (Piperaceae).An. Acad. Bras. Ci., 70 (4), p. 151-154, 1998. NÚÑEZ MELÉNDEZ, E. Plantas medicinales de Puerto Rico: folklore y fundamentos científicos. 1º ed. (EDUPR) – Rio Pedras, Editorial de la Universidad de Puerto Rico, p. 498, 1982. 007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS DE Aedes aegypti E Aedes albopictus Thaís Marcelle Ferreira de SOUSA1; Cristóvão Alves da COSTA 2 Aluna/Voluntária da Faculdade Literatus – UNICEL. ² Orientador INPA/ Faculdade Literatus – UNICEL – email: [email protected]. 1 RESUMO Dengue é uma arbovirose, encontrada em regiões tropicais e subtropicais do mundo, principalmente em áreas urbanas e semi-urbanas (WHO, 2010. O vírus da dengue possui 13 quatro sorotipos causando infecções responsáveis por uma alta morbidade e significativa mortalidade. Enquanto se aguarda a disponibilidade de uma vacina eficaz ou drogas antivirais, específicas contra os quatro sorotipos de dengue a única forma de reduzir a incidência desta doença se restringe ao controle do vetor A. Aegypti (BANGS, 2011;MS/SVS, 2004). O controle que dependente de aplicações de inseticidas sintéticos convencionais(MALAVIGE et al., 2004). A Amazônia brasileira dispõe de uma biodiversidade vegetal com plantas consideradas medicinais pelo uso popular e suas propriedades terapêuticas apresentam estudos científicos comprovados, o presente estudo pretende buscar agentes com possível atividade larvicida frente a larvas do vetor Aedes aegypti e Aedes albopictus, principais vetores do vírus Dengue. Metodologia: A coleta das larvas será realizada em ambiente natural, nos bairros da capital de Manaus. Serão utilizados Bioensaios para a avaliação do potencial larvicida dos compostos testados, as larvas serão agrupadas em lotes de 25-30 larvas por tubos e receberá extratos vegetais em concentrações crescentes e a avaliação da atividade larvicida será por meio da avaliação da contagem da dose letal 50. Resultados esperados: Espera-se avaliar propriedades larvicidas de substâncias de origem vegetal frente a larvas de Aedes aegypti e Aedes albopictus de ambiente natural. Palavras-chave: Larvicida; Arbovirose; Antivirais; Vírus dengue. REFERÊNCIAS BANGS, M.J.; R. TAN; E. LISTIYANINGSIH, B.H. KAY & K.R. PORTER. 2011. Detection of Dengue Viral RNA in Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) Exposed to Sticky Lures Using Reverse- Transcriptase Polymerase Chain Reaction. Journal of Medical Entomology 38: 720-724. CLEMENTS, D.E.; COLLER, B-AG.; LIEBERMAN, M.M.; OGATA, S.; WANGA, G.; HARADA, K.E.; PUTNAK, J.R.; MCDONELL, M.; BIGNAMI, G.S; PETERS, I.D.; LEUNG, J.; WEEKS-LEVY, C.; NAKANO, E.T.; HUMPHREYS, T. 2010. Developmente of a recombinante tetravalent dengue vírus vaccine: Immunogenicity and efficacy studies in mice and monkeys. Vaccine, 28: 2705-2715. 008. APLICAÇÃO DO “FLUSHING” NA MELHORA DA PERFORMANCE REPRODUTIVA EM FÊMEAS OVINAS DESLANADAS NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM) Monique Santos da Silva1; Zenia Marcia Rodríguez Chacón2; Gilvan Machado Batista3; Thiago Bitar Alves4 1 Acadêmica do curso de medicina veterinária da Universidade Nilton Lins, aluna PIBIC– CNPq ([email protected]). 2 Drª em ciências biológicas, Professora da Universidade Nilton Lins ([email protected]). 3 Engenheiro de pesca, mestre em ciência de alimentos ([email protected]). 4 Acadêmico do curso de medicina veterinária da Universidade Nilton Lins, aluno PIBICCNPq ([email protected]). RESUMO 14 Este trabalho teve como finalidade analisar o desempenho reprodutivo de ovelhas suplementadas antes e durante o período de acasalamento. Utilizaram-se 08 ovelhas da raça Santa Inês e mestiças em atividade reprodutiva, em delineamento inteiramente casualizado, separadas em dois grupos: T1 (suplementação com 500 g/dia de milho triturado misturado com a casca de soja) e T2 (sem suplementação). Nas análises bromatológicas do milho triturado misturado com a casca de soja foram encontrados valores de 90,65% para MS, 7,24% para PB, 3,18% para MM, 96,81% para MO, 1,19% para EE. Os escores da condição corporal foram maiores nas ovelhas suplementadas ao final do período de cobertura. O ―flushing‖ propiciou resultados efetivos no índice de prolificidade (100% no TI contra 50% no T2) e taxa de fertilidade (100% no TI contra 50% no T2). A suplementação alimentar com milho triturado misturado com casca de soja antes e durante o período de monta pode atuar de maneira benéfica no desempenho reprodutivo das ovelhas deslanadas Santa Inês e mestiças. PALAVRAS-CHAVE. Suplementação alimentar, deslanados, Santa Inês. desempenho reprodutivo, ovinos INTRODUÇÃO O rebanho de ovinos é altamente representativo na composição do sistema de produção em propriedades familiares em toda a região amazônica, aumentando a partir da década de 80 com a importação de ovinos deslanados das raças Morada Nova e Santa Inês (PEREIRA, 2008). Segundo dados expostos do IBGE em 2010, 586.237 ovinos encontravamse na Região Norte, 56.285 no Amazonas, tendo a raça Santa Inês como a mais difundida. As fêmeas Santa Inês, em boas condições de manejo, apresentam cios ainda com a cria ao pé, sendo possível intervalos entre partos inferiores a oito meses. Possuem boa habilidade materna favorecendo a sobrevivência dos cordeiros, aumentando a disponibilidade de animais para abate e reposição de matrizes (BUENO et al, 2006). Para Veloso, 2008, a reprodução é uma das primeiras funções do organismo animal a se acometer diante a desequilíbrios nutricionais. A nutrição pode afetar a atividade do estro, a taxa ovulatória e a sobrevivência embrionária em ovinos e ainda pode ter reflexos sobre a concepção, taxa de parição, taxa de fertilidade, peso dos cordeiros ao nascer e índice de partos duplos. De acordo com Sá e Sá, 2001, ―flushing‖ é o aumento no aporte nutricional (energético ou proteico) com a finalidade de promover um efeito no peso e na condição corporal durante a fase reprodutiva da fêmea ovina, aumentando a taxa de ovulação e, consequentemente, o desempenho reprodutivo. O objetivo deste trabalho foi aplicar métodos nutricionais em fêmeas ovinas deslanadas para obter uma reprodução mais eficiente, trabalhando o ―flushing‖ na melhora da condição corporal das fêmeas que possuíam escore corporal baixo, bem como aprimorar a taxa de fertilidade e índice de prolificidade. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Ferradurinha no município de Manacapuru (AM), no Km 66 da estrada Manaus-Manacapuru, (Região Norte do Brasil) com 60m de altitude à 3.29° de latitude sul e 60.62° de longitude W (oeste) Greenwich (IBGE, 2010). Foram utilizadas oito ovelhas deslanadas da raça Santa Inês e mestiças vazias, sendo quatro fêmeas no tratamento 1 (T1)– com “flushing” e quatro fêmeas no tratamento 2 (T2) – sem “flushing”, ficando as oito a partir da seleção fora da presença dos machos. Antes do início do ―flushing‖, foi realizado o exame parasitológico para conhecer a condição de saúde dos animais. O “flushing” iniciou 21 dias antes da cobertura (com uma semana prévia de adaptação) e foi até 21 dias após o início da cobertura. O ―flushing‖ constituiu em 500/dia/animal, sendo 250g de manhã e 250g no final da tarde, de casca de soja e milho 15 triturado misturado com capim elefante (Penisetum purpureum) picado para as quatro fêmeas do T1; as fêmeas do T2 continuaram com o manejo alimentar tradicional (pastejo a campo sem suplementação). Todas elas receberam sal mineral e água à vontade. Foi realizada a introdução de dois machos (raça Santa Inês) 21 dias após o início do ―flushing‖ para acasalamento sem grau de parentesco com as fêmeas. A pesagem das oito fêmeas foi realizada antes, durante e no final do período experimental (a cada 21 dias) sempre no período vespertino, após jejum de 6 horas. As análises bromatológicas foram realizadas no laboratório de Análise de Alimentos da Universidade Nilton Lins, seguindo o sistema proximal de análise, descritos por Instituto Adolfo Lutz (1985). Foi utilizado um delineamento experimental inteiramente casualizado com dois tratamentos e 4 repetições por tratamento e foi empregado o teste de F para comparar a média dos tratamentos. Foram avaliados: escore da condição corporal no início da suplementação e no final do período de monta, peso ao início do período de suplementação, ao início e ao término da estação de monta, taxa de fertilidade, índice de prolificidade e sexo dos cordeiros nascidos. O escore da condição corporal foi determinado segundo metodologia descrita por Sá e Sá, 2001. A Taxa de fertilidade e o índice de prolificidade foram determinados segundo método descrito por Paula, 2011 e Souza, 2007. RESULTADOS E DISCUSSÃO Houve influência positiva do ―flushing‖ sobre o índice de prolificidade e taxa de fertilidade , em que todas as ovelhas do T1 apresentaram índice de prolificidade equivalente a 100% e as ovelhas do T2 apresentaram índice de prolificidade equivalente a 50%. As ovelhas do T1 apresentaram 100% como resultado da taxa de fertilidade e as ovelhas do T2 apresentaram 50% como resultado da taxa de fertilidade, caracterizando-se um aumento significativo no desempenho reprodutivo das ovelhas suplementadas. Esses resultados contrastam com os encontrados por Veloso, 2008, em que as taxas de fertilidade e o índice de prolificidade não foram influenciados pelo sistema de suplementação. Em relação ao sexo dos cordeiros nascidos, nas ovelhas do T1 todos os neonatos foram do sexo feminino, nas ovelhas do T2, todos os neonatos foram do sexo masculino não havendo uma explicação clara para esses resultados. 16 Na tabela 1, constam os resultados da análise bromatológica (% na MS) do capimelefante e do ―flushing‖. Não foram encontrados dados em outros trabalhos de análise bromatológica de milho triturado misturado com casca de soja, ficando difícil realizarmos uma comparação com outros resultados. Na análise bromatológica do capim-elefante, o teor de proteína bruta ficou muito baixo e concordam com os resultados encontrados por Leite et al, 2000, onde relacionaram esse baixo teor de proteína com a baixa quantidade de matéria orgânica no solo, como também devido a falta de adubação de reposição, principalmente de nitrogênio. Ao início do período de suplementação as ovelhas do T1 e T2 apresentavam escore corporal 2. Ao final da estação de cobertura as ovelhas do T1 apresentaram escore 3 e as ovelhas do T2 permaneceram com escore 2. Esses resultados assemelhamse aos observados por Mori et al, (2006) onde relataram que o escore corporal das ovelhas dos tratamento com suplementação foi superior (P<0,05) somente no final da estação de cobertura. As ovelhas do T1 apresentaram peso corporal superior e diferente estatisticamente (P<0,05) em relação as do T2 ao final da estação de cobertura. Esse resultado difere do encontrado por Veloso, 2008, onde a raça Santa Inês alcançou maior perda de peso (P<0,05) durante todo o período de tratamento (42 dias), acreditando que pode ter havido influência de fatores externos sobre o tratamento, como o meio ambiente. O ―flushing‖ não provocou a ocorrência de partos gemelares. Esses resultados concordam com os de Mori et al, (2006), no qual o ―flushing” não determinou maior número de partos gemelares. CONCLUSÃO As ovelhas suplementadas obtiveram resultados desejáveis no escore da condição corporal. O ―flushing‖ propiciou resultados efetivos no índice de prolificidade e taxa de fertilidade. Não houve influência do ―flushing‖ sobre a ocorrência de partos gemelares. A suplementação alimentar com milho triturado misturado com casca de soja antes e durante o período de monta pode atuar de maneira benéfica no desempenho reprodutivo das ovelhas deslanadas Santa Inês e mestiças. REFERÊNCIAS BUENO, M. S.; CUNHA, E. A.; SANTOS, L. E.; VERÍSSIMO, C. J. Santa Inês: uma boa alternativa para a produção intensiva de carne de cordeiros na região Sudeste. 2006. Artigo em Hypertexto. Disponível em: 17 http://www.infobibos.com/Artigos/2006_2/SantaInes/index.htm. Acesso em: (20/09/2012). COSTA. M, ALMEIDA. R,H,A; CABRA.L,S;BHERING.M; ABREU.J,G; ZERVOUDAKIS. J,T;RODRIGUES.R,C;OLIVEIRA. I.S. Valor nutritivo do capimelefante obtido em diferentes idades de corte. 2008. Disponível em: http://www.rbspa.ufba.br. Acesso em: (02/09/2013). IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA . (2010) Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/ppm/2010/ppm2010.pdfhttp://www.i bge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=130250http://www.ibge.gov.br/cidades at/topwindow.htm?1. Acesso em: (20/09/2012). INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. v. 1: Métodos químicos e físicos para análise de alimentos, 3. ed. São Paulo: IMESP, 1985. p. 53-54. LEITE. R,M,B; FILHO. J,L,Q; SILVA. D.S. Produção e valor nutritivo do campimelefante cultivar cameroon em diferentes idades. 2000. Disponível em: http://www.cca.ufpb.br/revista/pdf /2000_4.PDF. Acesso em: (05/09/2013). MORI. R.M; R. RIBEIRO.E,L,A; MIZUBITI. I.Y; ROCHA. M,A; SILVA. L,D,F. Desempenho reprodutivo das ovelhas submetidas a diferentes formas de suplementação alimentar antes e durante a estação de monta. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbz/v35n3s0/30726.pdf. Acesso em: (02/09/2013). PAULA. E.F.E. Escrituração zootécnica na ovinocaprinocultura: conceitos e aplicabilidade. 2011. Disponível em: http://ovinosecaprinos.iepec.com/noticia/escrituracao-zootecnica-naovinocaprinocultura- conceitos-e-aplicabilidade. Acesso em: 02/09/2013) PEREIRA, R. A ovinocultura no Estado do Amazonas. 2008. Disponível em: http://workshopovinoscaprinosam.blogspot.com.br/2010/09/ovinocultura-no-estado-doamazonas_ 1625.html. Acesso em: (27/07/12). SÁ, C. O. ; SÁ, J. L. (2001). Flushing. 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Costa3 1 Professor do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade Literatus; E-mail: [email protected] 2 Professor do Departamento de Biologia da Universidade Federal do AmazonasUFAM; 3 Pesquisador do Departamento de Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA INTRODUÇÃO A morfologia floral, o sistema reprodutivo, as interações e adaptações entre planta polinizador constituem a base dos estudos de biologia floral e polinização (Endress 1994). A polinização é o primeiro passo do mecanismo reprodutivo e muitas plantas dependem de animais para efetivar esse processo (Faegri & Pijl 1979, Bawa 1990). O sucesso reprodutivo é a condição primordial para a perpetuação das espécies (Stebbins 1970) e a degradação ou ruptura na interação entre planta e polinizador é o primeiro passo para o colapso demográfico de muitas angiospermas (Alonso 2004). Assim, o entendimento da biologia floral é imprescindível para a avaliação de estratégias de conservação (Endress 1994). Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma são espécies do sub-bosque que ocorre na Amazônia Central, pertencente à Marantaceae, uma família de ervas, característica de florestas tropicais úmidas (Kennedy 2000). A estrutura floral é distinta e única na família (Kennedy 2000), pois as flores apresentam um estilete que possui um movimento explosivo capaz de transferir pólen durante a visita do polinizador (Kennedy 1973, 2000). Embora espécies da família estejam bem representadas no continente Americano e que existam alguns trabalhos realizados nas Américas, pouco se sabe sobre a morfologia, sistema reprodutivo e polinizadores de espécies desta família na Amazônia. Devido à importância de estudos em biologia floral e polinização, o presente tem como objetivos responder às seguintes questões: 1) Qual o padrão de floração de Monotagma vaginatum Hagberg e Ischnosiphon arouma (Aubl.) Körn.? 2) Qual o sistema reprodutivo das espécies? 3) Quem são os visitantes florais capazes de acionar o mecanismo de polinização? METODOLOGIA Área de estudo- O trabalho de campo foi realizado entre novembro de 2011 a fevereiro de 2013 na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) (2º 38’ 57,6‖S e 60º 3’ 11‖W). Fenologia reprodutiva- Foram contabilizados o número de flores, verificando, assim, o número total de flores abertas por dia, a duração da inflorescência e a quantidade de flores por inflorescência. Morfologia e biologia floral- Para análise da morfologia floral, 10 flores de indivíduos diferentes foram fixadas em álcool 70%. Em laboratório, as estruturas florais foram medidas com auxílio de paquímetro digital. Observações do início da abertura 19 das flores, seqüência e duração da antese foram realizadas diretamente no campo. A receptividade do estigma foi determinada no início da antese através da reação com peróxido de hidrogênio (H2O2). Para identificar regiões que emitem odor, flores foram mergulhadas em solução de vermelho neutro. O volume e a porcentagem de açúcares no néctar foram medidos no início da antese com auxílio de microseringa 10 mL e um refratômetro de bolso 0-90%). Sistema reprodutivo- Foram feitos experimentos de polinizações controladas (autopolinizações espontânea, manual e polinização cruzada), entre 8h00 e 11h00, seguindo o método adaptado de Radford et al. (1974). Visitantes florais- Informações sobre os insetos visitantes quanto ao horário de visitas, descrição do comportamento nas flores e suas freqüências, foram obtidas em observações diretas no campo, distribuídas em vários dias durante o período de floração da espécie. Essas observações foram realizadas entre 6h00 e 15h00. RESULTADOS Fenologia reprodutiva- Durante o período de estudo, Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma floresceram entre os meses de novembro a abril, correspondendo à estação chuvosa na região, com pico no mês de janeiro. Morfologia e biologia floral- Monotagma vaginatum - A espécie produz uma a três inflorescências por indivíduo, abrindo seis flores, diariamente, por inflorescência. As flores apresentam um estame e dois estaminódios petalóides externos (figura 1A). O gineceu apresenta ovário contendo três óvulos. A antese é diurna e a flor apresenta longevidade de nove horas. A abertura das flores inicia-se por volta das 6h e o estigma já é receptivo neste horário. As flores emitem odor suave e adocicado. O néctar produzido acumula-se na base do tubo floral. A porcentagem de açúcares é de 23%. Ischnosiphon arouma- A espécie produz várias inflorescências por indivíduo, abrindo, por dia, três a quatro flores por inflorescência. As flores apresentam dois estaminódios petalóides externos, um caloso e um cuculado. A base dos estaminódios e do estame estão adnatos e formam um longo tubo (figura 1B) O gineceu apresenta ovário ínfero com três óvulos. A antese é diurna e a flor apresenta longevidade de doze horas. A abertura das flores inicia-se por volta das 5h30, sendo o estigma receptivo neste horário. As flores emitem odor adocicado e suave. O volume de néctar por flor foi, em média, 3,6 (±1,5 ) μL, sendo a porcentagem de açúcares de 34,5 % (±0,7). Ele acumula-se na base do tubo floral. Sistema Reprodutivo- Monotagma vaginatum- 8% das flores formaram frutos na autopolinização manual e 6% na espontânea. Na polinização cruzada não houve formação de frutos e nas condições naturais, somente 10% das flores formaram frutos. Ischnosiphon arouma- Na autopolinização manual 11% das flores formaram frutos e na autopolinização espontânea 9% formaram frutos. Na polinização cruzada 2% formaram frutos e nas condições naturais 13% das flores formaram frutos. Visitantes florais- Monotagma vaginatum recebeu visitas de três espécies de abelhas da tribo Euglossini, Aglae sp.1, Euglossa sp.1 (figura 1C) e Eufriesea sp.1. Ao visitar a flor, as abelhas conseguiam desengatilhar o estilete, projetando-o imediatamente para frente. Quando o estilete se curvava, os grãos de pólen, depositados na depressão estilar, aderiam à glossa dos polinizadores, podendo ocorrer, assim, a transferência para outras flores. No período observado, Ischnosiphon arouma recebeu visitas de três espécies de abelhas da tribo Euglossini, Euglossa sp.1, Eufriesea sp.1, Euglossa sp.2 (figura 1D). As três espécies de Euglossa possuem uma glossa capaz de desengatilhar o estilete de I. arouma na primeira visita as flores, atuando, deste modo, como polinizadores efetivos. 20 A B C D Figura1: A flor de Monotagma vaginatum; B flor de Ischnosiphon arouma; C-D Euglossa sp. inserindo a glossa no tubo floral de flores de Marantaceae. DISCUSSÃO Fenologia reprodutiva- Segundo a classificação de Newstrom et al. (1994), Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma apresentaram padrão de floração do tipo anual. O pico de floração ocorreu durante a estação chuvosa. Uma das desvantagens das espécies florescerem na época chuvosa é que a freqüência de polinizadores às flores pode diminuir, pois elas ficam danificadas com as chuvas (Jazen 1967). Entretanto, a floração nessa época reduz as interferências competitivas dos polinizadores. Morfologia e biologia floral- A assimetria floral de Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma; odor suave; área de pouso dos estaminódios externos e coloração deles, servindo de guia para o polinizador; antese diurna e presença de néctar como recurso floral, são algumas das características descritas por Faegri & Pijl (1979) para síndrome de melitofilia. Além disso, de acordo com a classificação de Baker (1975), a alta porcentagem de açúcares no néctar nas flores, a enquadra como uma espécie visitada por abelhas e vespas (13-50%). Sistema reprodutivo- Os resultados dos tratamentos do sistema reprodutivo apontam que M. vaginatum e I. arouma são espécies autocompatíveis e autógamas. A autogamia seria uma estratégia para as plantas se adaptarem às condições ambientais desfavoráveis e ausência do polinizador (Kennedy 2000). Visitantes florais- Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma foram visitadas e polinizadas apenas por abelhas da tribo Euglossini. De acordo com Janzen (1971), o principal grupo de polinizadores em Marantaceae são abelhas dessa tribo. As espécies dos gêneros Euglossa, pertencentes à tribo Euglossini, são conhecidas por 21 possuírem visitantes florais muito freqüentes e eficientes em espécies da família. A relação das Marantaceae com abelhas Euglossini é conhecida como unilateral, pois a planta se especializa em uma ou poucas espécies de abelhas e essas visitam várias espécies de plantas a procura de recurso (Kennedy 1983, 2000). Observou-se, analisando a carga polínica aderida ao corpo do polinizador, que as abelhas Euglossa sp. e Eulaema visitam cerca de 40 espécies de plantas a procura de recurso floral. As abelhas Euglossini exibem uma rota de forrageamento conhecida como ―traplining‖ (Jazen 1971). Elas visitam plantas que produzem poucas flores por dia, sendo capazes de percorrer grandes distancias, visitando as mesmas flores, durante várias vezes ao dia, para coletar o recurso floral. Este comportamento aumenta o fluxo de pólen entre os indivíduos, garantindo assim, um maior sucesso reprodutivo para as plantas (Janzen 1971). ALONSO, C. Early blooming’s challenges: extended flowering season, diverse pollinator assemblage and the reproductive success of gynodioecious Daphne laureola.. Annals of Botany, v. 93, p. 61-66. 2004 BAKER, H.G. Sugar concentration in nectars from hummingbird flowers. Biotropica, v. 7, 37- 41. 1975. BAWA, K.S. Plant-pollinator interactions in tropical rain forest. Annual Review of Ecology and Systematics, v. 21, 399-422. 1990. ENDRESS, P.K. Diversity and evolutionary biology of tropical flowers. Cambridge: Cambridge University Press. 1994. FAEGRI, K. & VAN DER PIJL, L. The principles of pollination ecology. New York: Pergamon Press. 1979 JANZEN, D.H. Synchronization of sexual reproduction of trees within the dry season in Central America. Evolution, v. 21, 620-637. 1967 JANZEN, D.H. Euglossine bees as long-distance pollinators of tropical plants. Science, v. 171, 203-205. 1971. KENNEDY, H. Notes on Central American Marantaceae I. New species and records from Panamá and Costa Rica. Annals of the Missouri Botanical Garden, v. 60, 413-426. 1973 KENNEDY, H. Calathea insignis. (Hoja Negra, Hoja de Sal., Bijagua, Rattlesnake Plant). In: D.H. JAZEN. Costa Rican Natural History. Chicago: University of Chicago Press, 1983. p.204-206. KENNEDY, H. Diversification in pollination mechanisms in the Marantaceae. In: K.L.WILSON & D.A. MORRISON. Monocots: systematics and evolution. Csiro, Melbourne, 2000. p.335-344. NEWSTROM, L.E., FRANKIE, G.W. & BAKER, H.G. A new classification for plant phenology based on flowering patterns in lowland typical rain forest trees at La Selva, Costa Rica. Biotropica. v. 26, 141-159. 1994. 22 RADFORD, A.E., DICKINSON, W.C., MASSEY, J.R. & BELL, C.R. Vascular plant Sistematics. New York: Harper & Row Publishers. 1974. STEBBINS, G.L. Adaptive radiation of reproductive characteristics in angiosperms, pollination mechanisms. Annual Review of Ecology and Systematics, v.1, 307-326. 1970. 010. COMPARAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS DESLANADOS CRIADOS EM CONFINAMENTO E CRIADOS LIVRE A CAMPO NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM) 1 Thiago Bitar Alves; 2Zenia Marcia Rodriguez Chacón; 3Gilvan Machado Batista; 4 Monique Santos Da Silva 1 Acadêmico do curso de Medicina Veterinária, aluno PIBIC - CNPq/Universidade Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM CEP: 69058-030. E-mail: [email protected] 2 Professora Dra em Ciências Biológicas/Universidade Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM - CEP: 69058-030. E-mail: [email protected] 3 Engenheiro de pesca, Mestre em Ciência de Alimentos/ Universidade Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM - CEP: 69058-030. E-mail: [email protected] 4 Acadêmica do curso de Medicina Veterinária, aluna PIBIC - CNPq/Universidade Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus,AMCEP: 69058-030. E-mail: [email protected] RESUMO Este experimento comparou a eficácia do manejo em confinamento e do manejo livre a campo de ovinos no município de Manacapuru - Amazonas. Utilizaram-se 10 ovinos, fêmeas, da raça Santa Inês e mestiças distribuídos em dois tratamentos com cinco animais cada, de pesos e tamanhos semelhantes, sendo o tratamento 1 (T1) com o manejo tradicional a campo e fornecimento de aproximadamente 1,200kg de casca de soja por dia e o tratamento 2 (T2) com animais confinados com fornecimento 15kg de capim elefante (Penisetum purpureum) e 1,200kg de casca de soja por dia e fornecimento de sal mineral à vontade para ambos os tratamentos. O experimento teve duração de 51 dias, e foram feitas 3 pesagens. Os ovinos do T1 obtiveram ganho de peso significativamente maior em relação aos ovinos do T2 (P<0,05). PALAVRAS-CHAVE. Ovinocultura, Santa Inês, Capim elefante. INTRODUÇÃO A ovinocultura é uma ótima opção de investimento no Amazonas por trazer um rápido retorno financeiro e exigir uma área pequena para a execução da atividade. A estabulação de ovinos é uma prática bastante utilizada nos países tropicais úmidos, já que a mesma, junto com um programa adequado de desparasitação, diminui consideravelmente o índice de parasitismo dos animais (SANDOVAL, E.; et al.,2009), melhorando a produtividade do rebanho. 23 As instalações e equipamentos são de fundamental importância para proporcionar condições de manejo adequadas ao sistema de produção. É necessário que sejam de fácil limpeza e desinfecção, funcionais e seguras para os animais e trabalhadores, evitando estresse dos animais, favorecendo o controle e prevenção de doenças, protegendo o rebanho de furtos, predadores e otimizando o emprego da mão de obra (CODEVASF, 2011). De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até o ano de 2010, na região norte concentravam-se 586.237 cabeças de ovinos, e destes 56.285 no Amazonas (IBGE, 2010). A raça Santa Inês é uma raça nativa do nordeste que provavelmente originou a partir de cruzamentos alternados entre as raças do nordeste Morada Nova e Crioula e a raça 1Bergamácia (de origem italiana). Ela vem sendo difundida em grande parte do Brasil tropical devido à sua rusticidade, produtividade e habilidade materna nos diversos climas brasileiros. É uma raça de dupla aptidão: produção de carne e pele (SEBRAE, 2012). O trabalho teve como objetivo acompanhar e comparar o ganho de peso de ovinos manejados em sistema de confinamento e em manejo livre a campo, e ainda. O projeto visa mostrar quais as vantagens obtidas no quesito conhecimento para o aluno e o orientador, e ainda, considerando o clima, pretende-se mostrar a importância de uma boa instalação e o manejo mais viável a ser utilizado na criação desses ovinos. METODOLOGIA O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Ferradurinha, localizada no quilometro 66 da AM-070 (Estrada Manoel Urbano), Manacapurú-AM (Latitude: 3o17’S; longitude: 60o37’O; altitude 60m). Foram utilizados 10 ovinos deslanados (Santa Inês e mestiços), fêmeas, distribuídos em dois tratamentos com cinco repetições cada, de pesos e tamanhos semelhantes, sendo o tratamento 1 (T1) com o manejo tradicional a campo e o tratamento 2 (T2) com animais confinados em baia de 4x4m2 com piso de terra. Para os animais do T1 foi fornecido aproximadamente 1,200kg de casca de soja e sal mineral à vontade após passarem o dia ao pasto. Para os animais do T2 foi fornecido capim de corte: capim elefante (Penisetum purpureum) picado, duas vezes ao dia: 7,5kg de capim elefante + 600g de casca de soja pela manhã, e 7,5kg de capim elefante + 600g de casca de soja pela tarde, totalizando em 15kg de capim elefante, 1,200kg de casca de soja e fornecimento de sal mineral à vontade para ambos os tratamentos. O trabalho teve uma duração de 51 dias, sendo uma semana de adaptação e dois períodos experimentais de 21 dias cada um. Foi realizada a análise nutricional da pastagem consumida pelos ovinos do T1, do Capim Elefante fornecido aos animais do T2 e da casca de soja fornecida a ambos os tratamentos através de Análise Centesimal (Wende). As análises bromatológicas foram realizadas no laboratório de Análise de Alimentos da Universidade Nilton Lins. Por se tratar de pastagem nativa, para a análise bromatológica do capim que os ovinos do T1 (não confinados/manejo livre a campo) se alimentavam, foram feitas coletas em áreas aleatórias do campo onde eles pastejavam. Foi utilizado um delineamento experimental inteiramente casualizado, com dois tratamentos e cinco repetições por tratamento e foi utilizado o teste de F para comparar a média dos tratamentos. 24 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi observado um significativo ganho de peso dos ovinos do T1 (P<0,05). Na tabela 1 podemos observar que na primeira pesagem ambos os tratamentos apresentavam em média o mesmo peso, e já na segunda e terceira pesagem os animais do T1 (ovinos não confinados) apresentaram mais ganho de peso. Os ovinos do T1 e T2 obtiveram um ganho de peso médio equivalente a 71,4 e 9,0 g/dia respectivamente.Comparando com o peso obtido pelos animais do T2, os resultados foram inferiores aos encontrados por Oliveira et al. (1986), que obtiveram valores entre 92,6 e 106,2 g/dia, trabalhando com ovinos Morada Nova confinados e alimentados com restolho de milho e feno de mata pasto (Cassia sericea). Camurça et al. (2002) cita diversos autores que trabalharam com ovinos machos jovens, com aproximadamente quatro meses de idade, confinados e alimentados com dietas que continham acima de 60% de concentrado (ração) e estes obtiveram resultados positivos, diferente do presente trabalho, onde foi oferecido uma quantidade baixa (7,5%), apenas para estimular a alimentação dos animais. Camurça et al. (2002) cita ainda que é recomendado para confinamento que o animal tenha de 15 a 18kg de peso vivo, e esteja com idade entre 4 a 6 meses, porém o peso vivo dos animais no início do presente experimento era em média 32 kg e estavam com idade bem acima do recomendado. A composição químico-bromatológica do capim elefante, da pastagem nativa e da ração encontra-se na tabela 2. O capim-elefante apesentou o teor de proteína bruta muito baixo, porém este 25 resultado se assemelha com os encontrados por Leite et al, 2000, onde esse baixo teor de proteína é relacionado com a baixa quantidade de matéria orgânica no solo, como também devido à falta de adubação de reposição, principalmente de nitrogênio, esta explicação pode justificar também o baixo teor de proteína encontrado na pastagem nativa, pois ambas as amostras foram coletadas de áreas próximas. CONCLUSÃO Os ganhos de peso encontrados no presente trabalho estão aquém do esperado, provavelmente devido a fatores ligados ao confinamento inadequado dos ovinos em baias com piso de terra, e ainda, os baixos teores de proteína encontrados no Capim Elefante e na pastagem nativa podem ter influenciado negativamente no ganho de peso dos tratamentos. Elevando a porcentagem de ração na alimentação e oferecendo boas condições sanitárias no confinamento pode-se obter maior ganho de peso. REFERÊNCIAS CAMURÇA, D. A.; NEIVA, J. N. M.; PIMENTEL, J. C. M.; VASCONCELOS, V. R.; LÔBO, R. N. B. Desempenho Produtivo de Ovinos Alimentados com Dietas à Base de Feno de Gramíneas Tropicais. R. Bras. Zootec., v.31, n.5, p.2113-2122, 2002. CODEVASF - Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Manual de Criaão de Caprinos e Ovinos. 2011. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produção da Pecuária Municipal – volume 38. 2010. Disponível (online): http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/ppm/2010/ppm2010.pdf (03/06/2013). LEITE. R,M,B; FILHO. J,L,Q; SILVA. D.S. Produção e valor nutritivo do campimelefante cultivar cameroon em diferentes idades. 2000. Disponível em: http://www.cca.ufpb.br/revista/pdf/2000_4.PDF (03/06/2013). OLIVEIRA, E.R.; BARROS, N.N.; ROBB, T.W. et al. Substituição da torta de algodão por feno de leguminosas em rações baseadas em restolho da cultura do milho para ovinos em confinamento. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.21, n.5, p.555-564., 1986 SEBRAE- Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Ovinocaprinocultura/Santa Inês. 2012. Disponível (online) http://www.sebrae.com.br/setor/ovino-e-caprino/o-setor/raca-ovino/santa-ines (03/06/2013). 011. Piper hispidum DA AMAZÔNIA: PREPARAÇÃO DE EXTRATOS E ATIVIDADE ANTIMICROBIANA Sayra Moura dos Santos1; Daniele Joana Fernandes1; Francisco Célio Maia Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3 1 Estudante do Curso de Farmácia – Sede Constantino - Faculdade Literatus - UNICEL; E-mail: [email protected] 26 2 Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA; [email protected] 3 Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email: [email protected] INTRODUÇÃO A Família Piperaceae é uma das mais representadas na flora do bioma Amazônia. Algumas espécies de Piper são usadas na medicina popular no tratamento de várias doenças. As espécies do gênero Piper apresentam como característica, em quaisquer órgãos destes vegetais, aroma forte, agradável e sabor picante. Piper hispidum é um arbusto com 2-4 m de altura, com tricomas escabrosos nos ramos. Folhas com pecíolo de 0,5-1 cm comprimento, híspido, bainha basal; lâmina elíptica ou ovado-elíptica, 10-16 x 5-8 cm, base assimétrica, um dos lados arredondados e diferindo do outro em tamanho de 3-5 mm comprimento, quando simétrica aguda, ápice acuminado, cartáceas, escabrosas ou híspidas na face adaxial e hirsutas na abaxial, profundamente glandulosas; nervuras secundárias 4-5, ascendentes, dispostas abaixo ou pouco acima da porção mediana da lâmina. Espigas eretas, 8-14 cm comprimento; pedúnculo até 1 cm comprimento, hirtelo; bractéolas triangularpeltadas e franjadas na margem. Quatro estames. Frutos tipo drupas oblongas ou lateralmente comprimidas, papiloso-puberulentas no ápice com três estigmas persistentes sésseis (GUIMARÃES e GIORDANO, 2004). A Piper hispidum ocorre naturalmente nas florestas tropicais da América do Sul, América Central e Antilhas. No Brasil, distribui-se nos estados do Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, comum em áreas antropizadas ou que sofreram algum outro tipo de distúrbio (GUIMARÃES e GIORDANO, 2004; WADT et al., 2004; MICHEL et al., 2010). Popularmente a espécie é conhecida como: matico, aperta João e matico-falso. As folhas, as raízes e os frutos são adstringentes, diuréticos, estimulantes e empregados como desobstruentes do fígado (GUIMARÃES e GIORDANO, 2004). Na Guatemala as folhas de P. hispidum são usadas para preparar o chá para tratamento de distúrbios reprodutivos de mulheres, amenorréia, dismenorréia, menopausa e como analgésico (MICHEL et al., 2007; MICHEL et al., 2010). Na Jamaica a infusão das folhas é utilizada para dores estomacais (FACUNDO, et al., 2008). O presente trabalho teve como seu principal objetivo analisar o potencial antimicrobiano in vitro de extratos obtidos da planta Piper hispidum frente a espécies de bactérias e fungos comumente associados a doenças de humanos. METODOLOGIA O pó das folhas de Ph, pesando 20 g foi extraído exaustivamente por maceração sob agitação manual em etanol e água destilada (1:1), por 12 horas, à temperatura de aproximadamente 24°C; posteriormente, o material foi filtrado em papel de filtro pregueado, os extratos filtrados foram reunidos, concentrados totalmente em rotoevaporador (sob pressão reduzida e à aproximadamente 45°C) e secos para fornecer o resíduo do extrato H20/EtOH, designado EEAPh. Obtenção do extrato aquoso liofilizado. Em banho maria em temperatura de aprox. 120°C, o pó das folhas de Ph, pesando 20 g foi extraído com 200 mL de água destilada sob agitação manual por 3 h, filtrado em papel filtro pregueado até esgotar. O extrato aquoso obtido foi liofilizado em aparelho Liofilizador Thermo Electron 27 Corporation – Thermo Fisher Scientific®, Modelo FR- Drying Digital Unit – Modulyod 115, para obter extrato aquoso denominado EAPh. Os extratos obtidos das folhas das plantas foram analisados frente aos microrganismos Penicilium sp., Aspergilus sp., Candida albicans, Malassezia pachydermatis, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeroginosa e Escherichia coli. O teste de concentração inibitória mínima (CIM) em microplacas estéreis de 96 orifícios foram adicionados 100 μL de meio de cultura líquido (caldo) em todos os orifícios e extratos e óleos essenciais na concentração de 100 μg/mL para analisar a atividade antimicrobiana dos extratos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os melhores resultados foram com as amostras EEAPh mostraram atividade antimicrobiana com CIM = 12,5 g/mL contra Escherichia coli, e CIM = 25 g/mL contra Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Contra as leveduras, o CIM para a Candida albicans foi 50 g/mL. O extrato EAPh não apresentou atividade antifúngica contra Penicilium sp. e Aspergilus sp. nos testes realizados. O teste de microdiluição permite avaliar a atividade antimicrobiana de extratos e frações purificadas de plantas em termos quantitativos, mas não existe consenso na literatura de qual valor de CIM deve ser considerado para qualificar um extrato, ou frações purificadas de planta, como fitoterápico promissor. Alguns autores consideram um extrato potente quando o valor de MIC é inferior a 1000 μg/mL, enquanto outros consideram CIM < 500 μg/mL (CARNEIRO et al., 2008; KOSINA et al., 2010; SHIKANGA et al., 2010; WECKESSER et al., 2007). O estudo até o momento está comprovando o potencial terapêutico com ação antimicrobiana de extratos e óleos essenciais das folhas de Piper sp. O grupo pretende identificar os compostos químicos das espécies de Piper hispidum. utilizadas como medicinais, visando a sua possível utilização com eficácia comprovada. REFERÊNCIAS FACUNDO, V. A.; POLLLI, A. R.; RODRIGUES, R. V.; MILITÃO, J. S. L.; STABELLI, R. G.; CARDOSO, C. T. Constituintes químicos fixos e voláteis dos talos e frutos de Piper tuberculatum Jacq. e das raízes de P. hispidum H. B. K. Acta Amazônica, v. 38, n. 4, p. 733 – 742, 2008. MICHEL, J.L.; CHEN, Y.; ZHANG, H.; HUANG, Y.; KRUNIC, A.; ORJALA, J.; VELIZ, M.; SONI, K.K.; SOEJARTO, D.D.; CACERES, A.; PEREZ, A.; MAHADY, G.B. Estrogenic and serotonergic butenolides from the leaves of Piper hispidum Swingle (Piperaceae). Journal of Ethnopharmacology, v. 129, p. 220–226, 2010. MICHEL, J.; DUARTE, R. E.; BOLTON, J. L.; HUANGA, Y.; CACERES, A.; VELIZ, M.; SOEJARTO, D. D.; MAHADYA, G. B. Medical potential of plants used by the Q’eqchi Maya of Livingston, Guatemala for the treatment of women’s health complaints. Journal of Ethnopharmacology, v. 114, p. 92–101, 2007. WADT, L. H. O.; EHRINGHAUS, C.; KAGEYAMA, P. Y. Genetic diversity of ―Pimenta Longa‖ genotypes (Piper spp., Piperaceae) of the Embrapa Acre germplasm collection. Genetics and Molecular Biology, v. 27, n. 1, p. 74-82, 2004. 28 012. DIDÁTICA E APLICAÇÃO DE MÉTODOS AVALIATIVOS EM UMA IES NÃO PÚBLICA Aldenize P. de M. do Nascimento1; Maria Gicely Santos de Menezes, Ranyelle Lopes Barros2 ¹Mestre em Educação e Filosofa, professora da Faculdade Literatus. ²Acadêmicos de Ciências Biológicas da Faculdade Literatus [email protected]. - email: INTRODUÇÃO O projeto de pesquisa “Didática e aplicação de métodos avaliativos em uma IES não pública.” tem o objetivo de realizar uma análise do uso de recursos didáticos e de métodos avaliativos e pelos professores do curso de Nutrição da Faculdade Literatus. Para isso será realizado um levantamento de dados referente à quantidade e qualidade das aulas dos professores quanto ao uso de recursos didáticos, como assim também dos métodos avaliativos usados para mensurar o aprendizado dos discentes. Com a coleta dos dados poderemos conhecer quais recursos didáticos são mais adequados para o ensino e quais métodos avaliativos são mais eficazes para melhor avaliar o aluno. A didática é uma ciência dentro da educação que é discutida desde o nascedouro da ciência e da filosofia na Grécia antiga, onde indicava que o objeto ou a ação qualificada dizia respeito a ensino: poesia didática, por exemplo. No lar e na escola, procedimentos assim qualificados -didáticos - tiveram lugar e são relatados na história da Educação. (CASTRO, 1991) A Didática como disciplina surge graças á ação de dois educadores, Ratíquio e Comênio, ambos provenientes da Europa Central, que atuaram em países nos quais se havia instalado a Reforma Protestante, e esse fato marca seu caráter revolucionário, de luta contra o tipo de ensino da Igreja Católica Medieval. (GIL, 1997) Outros pensadores podem ser pontuados como colaboradores da evolução da didática, entre eles podemos citar Rosseau, Pestalozi, Herbart, Montessori, Dewwy, Cousinet e outros.Percebe-se que cada pensador da didática tinha como norteador de suas idéias e ações pedagógicas um paradigma vigente. Escolher o recurso didático a ser usado para alcançar o ensino é também uma tomada de posição teórica, é uma ação que une a teórica e pratica. É uma ação de responsabilidade de cunho social, onde o ensino galga a aprendizagem do estudante que pode, conforme a andragogia, provocar a emancipação do educando, e co- responsabilizá-lo pela sua aprendizagem. Todo esse caminho da aprendizagem passa por um momento muito especial chamado de avaliação, essa hora o professor e o aluno podem verificar o quanto foi eficaz o ensino. Mas se o método avaliativo não for bem escolhido, e até mesmo avaliado, pode prejudicar todo o esforço empreendido pelo educador e pelo educando. Por conta disso a avaliação não pode ser vista como um momento de cobrança, mas sim de aprendizagem continua. Palavras Chave: Educação- Didática – Avaliação – Professor - Aluno JUSTIFICATIVA Ao longo da história a didática vem associada com o tipo de pensamento pedagógico vigente. O fazer didático do professor reflete suas concepções sobre educação e sobre o tipo de ser humano que se deseja formar. Por isso se faz necessário essa discussão sobre didática e métodos avaliativos que abarcará questões como o perfil do educador e o perfil dos alunos que ocupam os bancos da faculdade. Alunos esses que são em sua maioria oriundos da Geração Y e tem como professores pessoas da Geração X. 29 A pesquisa aqui proposta pretende verificar se as aulas são desenvolvidas mediante abordagem dialógica com base nos movimentos de sensibilização, construção/ desconstrução /reconstrução do conhecimento e avaliação da própria prática. Também para perceber se os recursos didáticos são diversificados como: debate; consultas bibliográficas; estudos orientados e leituras; uso de vídeos e cenas de filme; relatos de experiências; elaboração e apresentação de atividades diversas, etc. Lembrando que todo esse processo educacional reflete na formação das novas gerações, por conta disso é mister buscar discutir e conhecer esse processos educacionais, incluindo o momento impar da avaliação, da verificação do conhecimento adquirido, resignificado e aprendido. METODOLOGIA O trabalho se desenrolara em uma IES não pública, o público alvo da pesquisa são os alunos e professores do curso de Nutrição. A pesquisa será feita por amostragem de 50% cerca de 15 docentes e 50% dos discentes de todos os períodos do turno noturno, aproximadamente 195 alunos. Serão aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas. Aqueles que aceitarem contribuir com a pesquisa assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido de concordância e autorização do uso dos dados da pesquisa. Após a coleta dos dados será realizado a tabulação dos mesmos e a análise dos dados levantados. O trabalho que será desenvolvido se caracterizará em pesquisa aplicada, explicativa e critica, através de um estudo de caso de abordagem qualitativa. REFERÊNCIAS BELLAN. Andragogia em Ação: como ensinar adultos sem se tornar maçante. SP: SOCEP Editora, 2005. CASTRO, Amélia Domingues de. Trajetória histórica da Didática. Série Idéias n. 11. São Paulo: FDE, 1991 Páginas: 15-25, Retirado de: www.crmariocovas.sp.gov.br/amb <acesso em 15 mar. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Paz e Terra. RJ. , 1997. GIL, Antônio Carlos. Metodologia do ensino superior. 3. ed. SP: Atlas, 1997. GODOY, Arilda S. Introdução à pesquisa qualitativa e sua possibilidades. In Revista de Administração de Empresas, v.35, n.2, Mar.Abr. 1995ª p. 57-63. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo:Atlas, 2000. 013. OS DESAFIOS DA GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS - ONGS DE MANAUS PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS E VIABILIZAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS Maria Francisca Bastos1, Adriana Alves B. Belém2, Phabla Maira L. dos Santos 3 1 Professora do Curso de Administração da Faculdade Literatus – UNICEL – Email: [email protected] 2 Acadêmica do 6º período de Administração da Faculdade Literatus - UNICEL - Email: [email protected] 30 3 Acadêmica do 6º período de Administração da Faculdade Literatus- UNICEL. Email: [email protected] INTRODUÇÃO É desafiador o gerenciamento das ações concernentes ao Terceiro Setor. A presente pesquisa busca entrever a qualidade da gestão como fator primordial para a sustentabilidade das organizações não governamentais - ONGs. Essas por sua vez, são agentes de mudanças das pessoas e sociedades, propiciando retorno e satisfação tanto para aqueles que servem, como para os que são atendidos. É significativo o crescimento e a atuação das ONGs em todo mundo. E a velocidade no crescimento não acompanha o perfil do profissional, em relação ao conhecimento específico necessário para a desenvoltura da atividade. As organizações não governamentais - ONGs deixam de desenvolver seus trabalhos com total eficiência, por se depararem com uma série de obstáculos que vão desde questões jurídicas, econômicas, logísticas, desconhecimento real dos anseios e das necessidades da comunidade onde o projeto social será implantado, mesmo a inexistência de fontes bibliográficas específicas referentes a esse tipo de trabalho. Assim, cria-se um sério problema para a eficiência na gestão do projeto social, causando descrédito em muitas instituições, que, bem intencionadas, tentam realizar seus trabalhos, porém sucumbem diante das dificuldades citadas, prejudicando a imagem perante a sociedade e o trabalho na gestão social do terceiro setor. Os projetos sociais são ferramentas de ação que delimitam uma intervenção quanto aos objetivos, metas, formas de atuação, prazos, responsabilidade e avaliação os quais preocupam-se em organizar as ações para transformar uma determinada realidade social seja no âmbito macro social (sociedade como um todo) ou micro social (caráter organizacional das instituições) mostrando assim, sua amplitude e o seu verdadeiro significado. Esse projeto tem como objetivo identificar os problemas da gestão nas organizações não governamentais – ONGs na cidade de Manaus, para captação de recursos e viabilização dos projetos sociais. Sua relevância está pautada na busca de investigação dos desafios encontrados pelos gestores dessas organizações não governamentais, para essas ações, visto que existe um número significativo de ONGs que estão em declínio. E ainda que possa ser usado como parâmetro de referência para outras pesquisas que estudam as dificuldades na prática de gerenciamento no terceiro setor. O processo de evolução das ONGs, resultou num movimento rumo à exigência de profissionalização dessas organizações, que passaram a assumir atribuições complementares ao Estado (Dufloth, 2004). Assim, espera-se encontrar alternativas que minimizem as falhas em seu gerenciamento, repensando novas formas e iniciativas sociais aliadas à administração e a inovação dos modelos de gestão eficaz e sustentável. METODOLOGIA A pesquisa será desenvolvida através de ferramentas exploratórias e qualitativas, como questionários e entrevistas, com a finalidade de interpretar o objeto de estudos e suas resultantes. Acompanhando as mesmas pesquisas, serão realizadas coletas de dados e informações técnicas em fontes históricas de registros de experiências já concretizadas. A pesquisa será descritiva, tendo em vista o trabalho se basear na observação, análise, registros, classificação e interpretação dos dados coletados nas organizações não governamentais- ONGs. Segundo Oliveira (2001) a pesquisa 31 descritiva é uma ferramenta que permite ao pesquisador obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam os fenômenos, sem a interferência do mesmo nos dados coletados. O estudo da pesquisa se dará em 02 organizações não governamentais - ONGs na cidade de Manaus, como forma comparativa de diferenças e similaridades entre essas organizações, onde seu universo de pesquisa se constitui de grupos de colaboradores com formações diversas que fazem parte do quadro organizacional, assumindo os cargos de liderança disponibilizados pelas organizações. Segundo Vergara (2004) população é ―um conjunto de elementos que possuem as características que serão o objeto de estudo‖. Todos os resultados analisados dos materiais obtidos através da entrevista, questionários, observações serão coletados, interpretados, comentados e representados através de gráficos. Tendo como resultado uma informação mais precisa e eficiente, além de servir de instrumento para a averiguação da suposição. RESULTADOS Espera-se com o estudo do tema entender que não existe um modelo de gestão próprio para as Organizações não Governamentais - ONGs, mas a forma como são geridas difere da lógica que predomina nas instituições privadas e isso requer um conhecimento com especificidades. A deficiência do conhecimento compromete a eficácia das ações e acarreta descrédito perante a sociedade e as possíveis parcerias. A gestão por competências é um conjunto de ferramentas, instrumentos e processos metodológicos voltados para a gestão estratégica de pessoas, o que poderá constituir uma boa base de partida para um modelo de gestão apropriado a cada situação. A relevância está pautada na investigação dos desafios encontrados na gestão dessas organizações não governamentais, visto que existe um número significativo de ONGs que estão em declínio. E ainda que essa inquirição possa ser usada como parâmetro de referência para outras pesquisas que estudam as dificuldades na prática de gerenciamento no Terceiro Setor. Dulany (2005) refere que, na sociedade civil está surgindo uma nova geração de organizações-ponte que, se realmente representativas e dignas de confiança, podem atuar como interlocutoras junto aos atores maiores tais como o governo e o setor privado. Todavia em um mundo de transformações aceleradas, certos processos e fenômenos adquirem maior ou menor consistência e visibilidade e demandam a necessidade de conhecimentos mais rigorosos e sistemáticos, ora revisitando teorias e conceitos já postos, ora requerendo novas abordagens e fundamentos, como é o caso das Organizações não Governamentais – ONGs. REFERÊNCIAS DULANY, Paggy. Tendências emergentes em parcerias intersetoriais, processos e mecanismos para colaboração. In: Ioschpe, Evelyn Berg. (org.). 3º Setor. Desenvolvimento Social Sustentado. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2005. DUFLOTH, S. C. Organizações sistêmicas do terceiro setor: estudo das configurações das organizações do terceiro setor baseado em sistemas autoorganizados e auto-regulados. Escola de Governo da Fundação João Pinheiro. Texto n. 6. Belo Horizonte. 2004. 32 OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado da Metodologia Científica. São Paulo: Thomson Learning. 2001. VERGARA, S.C. Projetos e relatórios de Pesquisa em Administração. 5. ed. São Paulo: Atlas. 2004. 33 TRABALHOS QUE RECEBERAM HONRA AO MÉRITO 006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE Piper marginatum Daniele Joana Fernandes de Souza1; Sayra Moura dos Santos1; Francisco Célio Maia Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3 007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS DE Aedes aegypti E Aedes albopictus Thaís Marcelle Ferreira de SOUSA1; Cristóvão Alves da COSTA 2 34 NORMAS PARA RESUMO EXPANDIDO E BANNER I. O texto dos originais deve ser organizado em Título, Autores, Introdução, Metodologia, Resultados e Discussão e Referências. II. O resumo expandido deverá ocupar no mínimo duas, e no máximo quatro páginas, incluindo Texto, Tabelas e/ou Figuras e Referências. III. O texto deverá ser formatado em página A4 com margens de 2,5 cm. Deve ser empregada fonte Times New Roman, tamanho 12, exceto no título que deverá ser 14, e justificado. O espaçamento entre as linhas deverá ser simples. IV. As citações bibliográficas (referências) no texto devem seguir as normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. V. Citações de trabalhos extraídos de Resumos e Abstracts, publicações no prelo e comunicação pessoal não são aceitas na elaboração do resumo expandido. VI. O texto deverá iniciar com o TÍTULO do trabalho em letras maiúsculas, utilizando fonte Time New Roman, corpo 14, em negrito, centralizado com, no máximo, 20 palavras. VII. Após duas linhas (espaços) do TÍTULO, deverá aparecer os Nomes Completos dos Autores, separados por ponto e vírgula, em fonte Time New Roman, tamanho 12, e centralizados. Modelo do cabeçalho do resumo expandido TÍTULO COM NO MÁXIMO 20 (VINTE) PALAVRAS Nome Completo do Estudante1 ; Nome Completo do Professor Orientador2 ; Nome Completo dos Outros2 1Estudante do Curso de ........ da sede da .......da Faculdade Literatus.........; Email:....................... 2Professores do Departamento de ......da Faculdade Literatus.........; E-mail:............ 35 VIII. Na seção Referências devem ser listados apenas os trabalhos mencionados no texto, em ordem alfabética do sobrenome, pelo primeiro autor. A ordem dos itens em cada referência deverá obedecer às normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 36