III MOSTRA CIENTÍFICA
FACULDADE LITERATUS - UNICEL
MANTENEDORAS
Elaine de Souza Saldanha
Eliana Cássia de Souza Pinheiro
ASSESSORIA
Juliana Maria Nakano
DIREÇÃO GERAL
Carlos Eduardo Mariano da Silva
COORDENAÇÃO DE MARKETING
Daniele Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Rodrigo Costa
Luana Nunes
COORDENAÇÃO DO EVENTO
Milena Rodrigues Soares Mota
COMISSÃO ORGANIZADORA
Edivânia Hosana da Silva
Aldenize Pinto de Melo do Nascimento
Rosa Maria Santos Bertollo
Malinalia Ines Rocha Marciao
COMITÊ TÉCNICO-CIENTÍFICO
Tatiane Amabile
Alessandra de Oliveira Mari
APOIO FAPEAM – EDITAL N. 007/2012 - PAREV
Direção de Pesquisa
III Mostra Científica da Faculdade Literatus - UNICEL, Manaus/AM, n.1, Novembro, 2013.
Av. Constantino Nery, 3693 – Chapada, Manaus-AM
Telefone: (92) 3212-8936
www.literatus.edu.br
EMAIL: [email protected]
LISTA DOS RESUMOS
001. DETECÇÃO DE BACTÉRIAS EM FORMIGAS URBANAS DE SOLO
002. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO FITOCOSMÉTICO E FITOTERÁPICO A PARTIR DE
PLANTA AMAZÔNICA
003. PERFIL DO CONSUMO FRUTÍFERO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA FACULDADE
LITERATUS
004. RECONHECIMENTO DA HERANÇA DA IDENTIDADE CABOCLA EM ESTUDANTES DE UMA
IES
005. COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS DE 0 a 5 ANOS NO BAIRRO PARQUE DAS
NAÇÕES, MANAUS – AMAZONAS
006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE Piper marginatum
007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS DE Aedes aegypti E
Aedes albopictus
008. APLICAÇÃO DO “FLUSHING” NA MELHORA DA PERFORMANCE REPRODUTIVA EM
FÊMEAS OVINAS DESLANADAS NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM)
009. BIOLOGIA FLORAL E ECOLOGIA DA POLINIZAÇÃO EM ESPÉCIES DE MARANTACEAE NA
AMAZÔNIA CENTRAL
010. COMPARAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS DESLANADOS CRIADOS EM
CONFINAMENTO E CRIADOS LIVRE A CAMPO NO MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM)
011. Piper hispidum DA AMAZÔNIA: PREPARAÇÃO DE EXTRATOS E ATIVIDADE
ANTIMICROBIANA
012. DIDÁTICA E APLICAÇÃO DE MÉTODOS AVALIATIVOS EM UMA IES NÃO PÚBLICA
013. OS DESAFIOS DA GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS - ONGS DE
MANAUS PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS E VIABILIZAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS
001. DETECÇÃO DE BACTÉRIAS EM FORMIGAS URBANAS DE SOLO
Layanny Monteiro da SILVA1; Alesxandra Cordeiro do NASCIMENTO2; Cristóvão Alves da
COSTA 3
1
Aluna/Bolsista da Faculdade Literatus – UNICEL.
Aluna/Voluntária da Faculdade Literatus – UNICEL.
3
Orientador INPA/Faculdade Literatus – UNICEL – email: [email protected].
2
RESUMO
O êxodo contínuo da população rural e o consequente crescimento acelerado dos aglomerados
urbanos provocando com frequência, a redução da qualidade sanitária das cidades
acompanhada da produção de vetores de inúmeras doenças (Fontana et al. 2010). Os
artrópodes Também causa o aumento nas doenças afetando a qualidade de vida da espécie
humana através de sua simples presença da possibilidade de causar prejuízo no
armazenamento de alimentos. A formiga (hyenoptera: formicinae) sozinha parece ser
insignificante ou apenas inconveniente para algumas pessoas, mas unidas, em sociedades, são
organismos dominantes do meio ambiente (Fontana et al. 2010). Estima-se que existem
21.000 espécies de formigas no planeta, sendo que aproximadamente 12.500 já foram
descritas, 3.000 no Brasil, das espécies brasileiras, menos de duas dezenas podem ser
consideradas pragas urbanas (Bueno & Campos-Farinha 1999). Portanto o presente estudo
tem o objetivo de identificar e isolar os tipos bactérias encontradas em formigas coletadas em
ambientes domiciliares e circulantes. Foi realizada uma coleta no mês de outubro dentro e
fora da Faculdade Literatus, os locais coletados foram: entrada principal da faculdade
localizado na Av. Constantino Nery, área central da faculdade (lanchonete interna), e lanche
externo, na rua ao lado da faculdade, é em um local afastado da faculdade em uma praça
localizada em um conjunto de casas residenciais. As formigas foram coletas durante o dia de
forma asséptica com pinças estéreis, os pontos de coleta foram escolhidos aleatoriamente.
Deu-se preferencia aos locais onde era possível observar formigas em atividade no ambiente.
O material coletado foi triado e identificado no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia,
Laboratório de Virologia Tropical. Para evitar contaminação, todo procedimento de
armazenamento e manipulação das formigas foi realizado com material esterilizado, para
imersão das formigas em caldo nutriente foi caracterizado duas etapas seguintes, tratamento
das formigas inteiras e tratamento das formigas maceradas. O tratamento das formigas
inteiras foram utilizados tubos de ensaios contendo 2 ml de caldo Triptona de soja (TSB)
onde foram imersas e incubadas em estufa a 37ºC permanecendo por 24h. Para o tratamento
das formigas maceradas foram utilizados tubos de ensaios contendo 2 ml de caldo Triptona de
soja (TSB), antes do maceramento as formigas foram lavadas com três gotas de álcool 70%
onde foram imersas e incubadas em estufa a 37ºC permanecendo por 24 horas. Os tubos
foram devidamente identificados de acordo com as espécies das formigas. Após a incubação,
uma alíquota de cada tubo contendo a formiga foi retirada e submetida ao plaqueamento em
forma de estrias no meio de cultura de Müeller-Hilton (Merk), as placas foram incubadas a
37ºC por 24h. Após o período de incubação, foram observados os crescimento bacteriano e
1
realizado a coloração de Gram, na coloração foi possível verificar a presença de bacilos e
cocos Gram-positivos e Gram-negativos, diferenciados pela morfologia e coloração.
Palavras chave: hyenoptera – formicinae; Bacilos, Cocos; Gram-positivo; Gram-negativo.
REFERÊNCIAS
FONTANA, R.; WETLER, R.M.C.; AQUINO, R.S.E.; ANDRIOLO, J.L.; QUEIROZ, G.R.G.;
FERREIRA, S.L.; NASCIMENTO, I.C.; DELABIE, J.H.C. Disseminação de Bactérias Patológicas
por Formigas (Hymenoptera: Formicidae) em Dois Hospitais do Nordeste do Brasil. Neotropical
Entomology, v.39, n.4, p. 655-663; jun/.agost., 2010.
SANTOS, P.F.; FONSECA, A.R.; SANCHES, N.M. Formigas (Hymenoptera: Formicidae) como
Vetores de Bactérias em Dois Hospitais do Município de Divinópolis, Estado de Minas Gerais.
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. V. 42, n. 5, p. 565-569, set-out, 2009.
002. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO FITOCOSMÉTICO E FITOTERÁPICO
A PARTIR DE PLANTA AMAZÔNICA
Sílvia Mendes de Araújo1; Ludimila Chaves Ramos1; Ingrid Iasmyn dos Santos Amin1;
Francisco Célio Maia Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3
1
Estudantes do Curso de Farmácia – Sede Constantino - Faculdade Literatus - UNICEL; Email:
[email protected],
[email protected],
[email protected]
2
Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA;
[email protected]
3
Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email:
[email protected]
INTRODUÇÃO
Na tentativa de encontrar fármacos mais eficazes, pesquisadores em todo o mundo
obtem cerca de 70 novos fármacos a cada ano, em projetos que consomem altos investimentos
e até 15 anos de testes experimentais, pré-clínicos e clínicos. De acordo com a OMS, muitos
efeitos farmacodinâmicos observados experimentalmente em animais e “in vitro” podem ser
extrapolados para o homem, motivo do largo emprego dos testes toxicológicos na
determinação da toxicidade e segurança dos fármacos (OMS, 2010).
As principais vias de uso do crajiru são a oral e a vaginal, através de "banho de
assento" feito com o decocto. Aplicações topicas são feitas através de compressas ou banhos.
Também é relatada a utilização da planta no tratamento de disenterias (ALBUQUERQUE,
1988; MAIA et al., 1994).
Além do uso medicinal, o crajiru é utilizado no interior do Amazonas como corante e
tintura para algodão, tendo sido exportado em pequena escala no início do século, como
corante "vermelho americano", proveniente da fermentação das folhas, seguida de ebulição. É
conhecido que as folhas submetidas à fermentação e manipuladas, fornecem matéria prima,
também conhecida pelo nome de corante vermelho-escuro ou vermelho-tijolo, isômero do
2
ácido anísico, insolúvel na água e solúvel no álcool e no óleo, usadas desde tempos
imemoriais pelos índios para pintura de corpo e de utensílios (MELL, 1922; TERAN, 1994).
A planta em questão tem se mostrado, em revisões bibliográficas realizadas, um
potencial agente antiinflamatório, anti-séptico, antimicrobiano, sendo essas ações altamente
desejáveis comercialmente no mercado. Trata-se de um medicamento com alto potencial de
exportação tendo em vista a possibilidade da certificação orgânica, muito valorizada nos
mercados de países do primeiro mundo. Além disso, a implantação de uma unidade de
extração e produção deste medicamento também trará benefícios diretos às populações
amazônicas, promovendo o desenvolvimento sustentável sócio-econômico da região.
Este estudo pretende analisar o potencial terapêutico de extratos obtidos de espécie
Arrabidaea chica, visando a sua possível utilização como fitoterápico
METODOLOGIA
O trabalho será realizado em três etapas: a primeira consistirá na coleta de material
vegetal e preparo do material, a segunda etapa será a caracterização fitoquímica e a terceira
etapa será a confirmação das atividades biológicas.
As folhas de Arrabidaea chica serão coletadas de cultura de propagação vegetativa
com idade aproximada de 10 anos, localizada no setor de plantas medicinais e hortaliças da
Embrapa Amazônia Ocidental na rodovia AM 010, Km 29, que liga Manaus ao município
vizinho de Itacoatiara.
Os extratos e subfrações obtidos serão testados através dos métodos de Difusão em
Ágar pela técnica do poço, bioautografia e Concentração inibitória mínima buscando
comprovar a atividade antimicrobiana da planta Arrabidaea chica. Aqueles extratos e
subfrações que tiverem melhores resultados em testes in vitro, serão utilizados em testes de
toxicidade dérmica in vivo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na tentativa de se encontrar medicamentos mais eficazes, pesquisadores em todo o
mundo obtém cerca de 70 novos fármacos a cada ano, em projetos que consomem altos
investimentos e até 15 anos de testes experimentais, pré-clínicos e clínicos. De acordo com a
OMS, muitos efeitos farmacodinâmicos observados experimentalmente podem ser
extrapolados para o homem, motivo do largo emprego dos testes toxicológicos na
determinação da toxicidade e segurança das drogas (OMS, 2010).
Os métodos de triagem mais utilizados são os de difusão em ágar e o bioautográfico,
que são considerados qualitativos, pois apenas mostram se existe ou não atividade antibiótica
no extrato (RIOS et al., 1998). Os testes de avaliação antimicrobiana são padronizados pela
National Commitee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS) e desenvolvidos para analisar
agentes antimicrobianos convencionais como os antibióticos (NASCIMENTO et al., 2007).
No que se refere à realização de ensaios toxicológicos pré-clínicos de substâncias
químicas, os critérios para realização destes testes estão bem especificados, por exemplo, nas
normas da Organization for Economic Co-Operation and Development (OECD) –
Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento em ―OECD Guidelines for
testing of chemicals‖ (OECD, 1996).
Este estudo pretende analisar através de testes antimicrobianos padronizados pela
National Commitee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS) o efeito antimicrobiano da A.
chica tida como medicinal e de triterpenos comerciais, visando a sua possível utilização como
medicamentos de eficácia comprovada.
3
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, J. M. Planta altamente anti-anêmica. Voz da Nazaré, Belém, n. 21, p. 7,
fev., 1988.
MAIA, V.C.; BRANDAO, C.I.F.; ANTONY, R.C.; CABRAL, J.A.S.; GADELHA, A.R;
BORRAS, M.R.L. Estudo de plantas da Amazônia Ocidental com aplicação em
Dermatologia. Resumo Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 46, 1994,
Vitória: SBPC, 1994.
MELL, C.D. Interesting sources of natural dyestuff Textile colorist. V. 44, p. 321-325. 1922.
OECD – Organization for Economic Co-operation and Development. Guidelines for Testing
of Chemicals, 1996.
OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Herbal medicines. Disponível em:
http://www.who.int, 2010.
NASCIMENTO, P.F.C.; NASCIMENTO, A.C.; RODRIGUES, C.S.; ANTONIOLLI, A.R.;
SANTOS, P.O.; BARBOSA-JÚNIOR, A.M.; TRINDADE, R.C. Atividade antimicrobiana
dos óleos essenciais: uma abordagem multifatorial dos métodos. Revista Brasileira de
Farmacognosia, v. 17, n. 1, p. 108-113, 2007.
TERAN, E. Plantas Medicinais da Amazônia: Novas Tendências. Rev. Racine, São Paulo, n.
26, p. 26, abr./mai. 1994.
RIOS, J. L.; RECIO, M. C.; VILLER, A. Screening as methods for natural products with
antimicrobial activity: review of the literature. Journal of Ethnopharmacology, v. 23, p.
127-149, 1998.
003. PERFIL DO CONSUMO FRUTÍFERO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
DA FACULDADE LITERATUS
Samara Santarém Martins1, Bruno Mori2
1. Estudante do curso de Nutrição da sede da Constantino Nery da Faculdade Literatus.
Email: [email protected]
2. Professor do Departamento de Comissão de Ética e Pesquisa da Faculdade Literatus.
Email: [email protected]
INTRODUÇÃO
O consumo de frutas e hortaliças na maioria dos países do mundo ainda são
relativamente baixo, apesar de ainda não ser o ideal, o crescimento pela busca do consumo é
constante. Na busca por uma vida mais saudável o consumo de frutas e hortaliças tem gerado
discursões favoráveis no campo da pesquisa, apontando que usuários mais frequentes destes
alimentos possuem mais saúde e ausência das principais doenças crônicas não transmissíveis.
Idéia esta, que vem sendo absorvida pelos estudantes universitários como mostra algumas
4
pesquisas independentes das áreas de conhecimento. (CANSIAN, GOLLINO, ALVES,
PEREIRAet. al.,2012).
Nos últimos anos surgiram mais preocupações em relação alimentação e saúde,
divulgada em literatura técnico-científica e outros meios de comunicação geral. A promoção
do consumo de frutas e hortaliças é uma prioridade mundial para a melhoria da saúde da
população. Várias investigações evidenciaram o efeito protetor das frutas e hortaliças para
doenças crônicas não transmissíveis e na manutenção do peso corporal reduzindo a obesidade,
num diagnóstico precoce. (RAMALHO et. al. 2012)
Segundo (OLIVEIRA, 2008), com uma alimentação variada em quantidades
adequadas, é possível obter uma dieta equilibrada, ou seja, proporcionar os nutrientes
necessários para atender a necessidade do organismo, isso inclui a forma de consumo: como o
alimento esta disponível e como são preparados, de acordo com algumas recomendações
nutricionais baseados em evidências oficiais e compreensíveis é prioritário o resgate dos
hábitos alimentares regionais como introduzir na dieta alimento in natura, produzido no
âmbito local, que são culturalmente referenciados além de um elevado valor nutritivo, como:
frutas, legumes e verduras, grãos integrais, leguminosas, semente e castanhas, que devem ser
consumidas a partir dos seis meses de vida até a velhice.
Cálculos do POF (Programa de Orçamento Familiar) realizados pelo IBGE 2008-2009
revelam que o tradicional prato brasileiro feijão com arroz continua no mesmo patamar não
faltando na mesa dos brasileiros, considerado um alimento pobre em nutriente e de alto valor
calórico. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) o consumo ideal de hortifrúti esta
por volta de 400g/ dia, o consumo do brasileiro ainda esta bem abaixo do recomendado, um
consumo insuficiente de frutas e hortaliças e um abuso do consumo de açúcar e gorduras em
geral (IBGE, 2011; OLIVEIRA; SILVA; RAPOSO; CHICOUREL et. al., 2012)
A pirâmide alimentar adaptada de 2.000 kcal, importante instrumento de orientação
nutricional, recomenda que sejam consumidos diariamente no mínimo três porções de
legumes e verduras, buscando sempre variar os alimentos durante o dia e ao longo da semana.
Os legumes e as verduras são ricos em vitaminas, minerais, fibras dietéticas e compostos
bioativos, além de apresentarem baixo conteúdo energético. Devem ser consumidos
diariamente, uma vez que protegem a saúde do indivíduo, diminuindo o risco de doenças
crônicas, procurando sempre diversificar sua forma de consumo in natura, sucos, saladas
(FRANCO, 2005; CANSIAN et. al., 2012).
A deficiência dos micronutrientes pode chegar a atingir cerca de dois bilhões de
pessoas em todo mundo, principalmente em países em desenvolvimento, são encontradas as
mais altas prevalências de deficiência de micronutrientes, encontrados principalmente em
alimente in natura. Portanto, é importante a adoção de estratégias educativas que enfatizem a
importância da alimentação saudável para prevenção de agravos à saúde futura, inclusive pelo
fato destes estudantes serem futuros profissionais da área da saúde, podendo influenciar
positivamente na formação de hábitos alimentares adequados aos seus pacientes/clientes. (DE
ANGELIS, 2007; MONTEIRO et. al., 2009).
METODOLOGIA
Pesquisa de campo de estudo quantitativo transversal realizado com 364 estudantes
universitários da Faculdade Literatus nas diversas áreas de conhecimento. O projeto foi
aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade Literatus, parecer Nº 312.530,
foi solicitado aos participantes o preenchimento do questionário de socioeconômico em vista
de caracterizar a população em estudo e perguntas referente à frequência, formas de consumo
e tipo de frutas e hortaliças consumidas pelos estudantes. A aceitação da participação dos
alunos foi feita por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os
5
questionários foram auto aplicados e recolhidos. Traçamos o perfil do consumo de frutas e
hortaliças dos acadêmicos a partir dos dados fornecidos pelos questionários.
RESULTADOS E DISCURSÕES
A característica da população em estudo apresentou dos 364 estudantes 290 do sexo
feminino e 74 masculinos, entre idade de 17 a 54 anos, onde 270 solteiros e 89 casados,
predomínio do sexo feminino sobre o sexo masculino, sendo assim responsáveis por uma
melhor qualidade na alimentação, aderido as preocupações com e a saúde e estética um
consumo positivo (OLIVEIRA, A.C. A.2009).
A distribuição da renda familiar observou se que mais de 50% apresentam uma renda
por volta de R$ 1000,00 e R$ 3000,00. Ramalho, 2012 e Oliveira, 2008 descrevem a
importância da relação entre condições econômicas e consumo de hortaliças e frutas,
comprovando que em famílias de maior renda há maior consumo de alimentos pertencentes a
estes grupo. Na pesquisa o consumo maior esta na media do ideal, em torno de 3 vezes por
semana, apesar das condições financeira não ser tão favorável ainda assim tentar consumir
uma quantidade adequada.
Em relação à frequência do consumo na semana, dos 364 universitários, 129
costumam consumir de 1 a 2 vezes por semana, 132 consome 3 a 4 vezes por semana, 93
universitários consumem5 vezes ou mais por semana. A falta de prática para realizar todas as
tarefas que precisam aliada ao tempo despendido aos estudos pode resultar em omissão de
refeições e aumento no consumo de lanches, o que implica em inadequação nutricional da
alimentação ingerida, quantidades insuficientes das frutas, hortaliças e derivados implicando
déficit de nutrientes.
Referente às formas de consumo observou–se que a forma isolada mais utilizada foi na
forma de sucos naturais com 86 universitários, seguidas de saladas, in natura e em conservas,
21, 28 e 4 universitários respectivamente, porém a maioria utilizam esses alimentos
associados, mais de uma forma de consumo (218), no qual o suco natural está em quase todas
as associações, devido a disponibilidade maior e valor dessealimento nos locais onde
frequentam enquanto que as fruta in natura é a forma menor consumida em razão da
disponibilidade de tempo e do alimento sendo mais restrito e valor mais encarecidos.
Em relação ao tipo de frutas e hortaliças utilizadas de forma isolada as fontes regionais
tem predominância no cardápio em relação às importadas, 269 e 15 respectivamente, sendo
que 72 universitários utilizam as associadas. Fato esse se deve que a maioria dos
universitários possui uma renda familiar menor que 4 salários mínimos, as fontes de frutas
importadas tem um custo mais encarecidos devido sua forma chegar aos consumidores.
Enquanto que as fontes regionais têm um custo menor, principalmente se estiverem expostas
na época de sua sazonalidade.
REFERÊNCIAS
Ramalho, Alanderson Alves; Tatiane Dalamaria; OrivaldoFlorencio de Souza. Cad. Saúde
Pública, Rio de Janeiro, 28 (7):1405-1413, jul, 2012.
Cansian, A. C. C.; Gollino, L.; Alves, J. B. O.; Pereira, E. M. S. Assessment of intake of fruit
and vegetables among college students. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J. Brazilian
Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 37, n. 1, p. 54-63, abr, 2012.
De Angelis, Rebeca Carlota. Fisiologia da Nutrição Humana: Aspectos Básicos, Aplicados e
Funcionais/ Rebeca Carlota De Angelis e JulioTirapegui.— 2ed.Sao Paulo: Atheneu, 2007.
6
Franco, Guilherme. Tabela de composição química dos alimentos/ Guilherme Franco 9ª ed.
São Paulo: Editora Atheneu, 2005.Oliveira, Any Caroline Almeida; Annelisa Farah da Silva;
Nádia Rezende Barbosa Raposo; Elizabeth Lemos Chicourel. HU Revista, Juiz de Fora, v. 37,
n. 3, p. 377-385, jul./set. 2012.
Oliveira, Jose Eduardo Dutra de. Ciências Nutricionais: aprendendo a aprender/ J.E. Dutrade- Oliveira, J. Sergio Marchini.—2. ed.—São Paulo:SARVIER, 2008.
Ramalho, Alanderson Alves; Tatiane Dalamaria; OrivaldoFlorencio de Souza. Cad. Saúde
Pública, Rio de Janeiro, 28 (7):1405-1413, jul, 2012.
Rozane Márcia Triches e Elsa Regina Justo Giugliani. Rev. de Saúde Publica 2005;39
(4):541-7.
004. RECONHECIMENTO DA HERANÇA DA IDENTIDADE CABOCLA EM
ESTUDANTES DE UMA IES
Aldenize P. de Melo do Nascimento¹, Demetrius Luiz dos S. B. Jr², Samanta Gabriela S. da
Silva²
¹Mestre em Educação e Filosofa, professora da Faculdade Literatus.
² Acadêmicos de Ciências Biológicas da Faculdade
[email protected].
Literatus
-
email:
INTRODUÇÃO
O artigo aqui proposto tem como objetivo discutir os resultados obtidos mediante a
pesquisa realizada entorno da questão do reconhecimento ou não reconhecimento da herança
cabocla em alunos de uma IES não pública da cidade de Manaus. O nascedouro da temática
aqui abordada se deu a partir da disciplina ―Contexto Social e o homem amazônico‖ do curso
Ciências Biológicas, que tem como alvo central abordagem de assuntos que envolvam a o ser
amazônico, tanto em seus aspectos sociológicos, filosóficos e antropológicos, fazendo uma
costura entre o perfil do amazônida do passado e dos dias atuais.
PALAVRAS-CHAVE: Amazônia, Cultura, Cabocla, Reconhecimento, Herança.
MATERIAIS E MÉTODOS
O trabalho desenvolvido se caracteriza em pesquisa bibliográfica e de campo,
aplicada, explicativa e critica, através de um estudo de caso de abordagem qualitativa. A
pesquisa se desenrolou em uma IES não pública na zona urbana da cidade de Manaus, o
público alvo da pesquisa foram os alunos do curso de Ciências Biológicas Bacharelado, já que
os mesmos possuem em sua grade curricular do primeiro período a disciplina ―Contexto
Social e o Homem Amazônico‖. A pesquisa foi feita por amostragem de 26,36% dos
discentes, isto é, de 129 alunos 34 responderam ao questionário com perguntas abertas e
fechadas.
7
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Quando questionados sobre: ―A que você atribui o fato de você reconhecer ou não
reconhecer sua identidade e herança dos caboclos amazonicos?‖, os alunos responderam: 17%
são da Região Norte mais não tem alguma herança dos caboclos; 59% reconhece sua
identidade cabocla; 18% não se sentem confortáveis com esta associação entre elas e os
caboclos e 6% ainda não possui o conhecimento pleno do termo caboclo. O fato de morar na
cidade a muito tempo é o motivo para 17% dos questionados justificarem a ausência da
herança cabocla em sua cultura. A associação da imagem do caboclo com o próprio aluno
causa desconforto em 18% dos estudantes. E 6% argumenta que ainda não possui um
conhecimento adequado quanto ao termo caboclo, por isso não se sente seguro para pontuar
um possível reconhecimento dessa herança. Nota-se que 41% dos alunos não afirmam o
reconhecimento de uma herança cabocla em seus hábitos. Dos participantes da pesquisa 59%
reconhece sua identidade cabocla, pois, adota hábitos diários oriundos dos caboclos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos na pesquisa que alguns alunos são descendentes dos caboclos, mas não se
reconhecem como tal, minimizam o uso do termo quando pensam em sim como descendentes
dos caboclos, mudam o termo para forma pejorativa quando se refere a outros, essa questão
perpassa pela maneira de entender o termo e a realidade que cerca o termo. Interpretar quem é
o caboclo e quem é o descendente herdeiro da cultura cabocla são representações mentais,
verdades silenciosas que norteiam os pensamentos, é algo que ainda está em construção entre
os próprios caboclos, que muitas vezes não se auto definem como caboclos.
8
REFERÊNCIAS
BAKTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Editora Hucitec, 1979.
BATISTA, Djalma. Amazônia - Cultura e Sociedade.
BOURDIEU, Pierre. Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990, pp: 149-168: Espaço Social
e Poder Simbólico.
BOURDIEU, P. O poder simbólico.Tradução Fernando Tomaz (português de Portugal) – 6
ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. 322p
CERVO, Amado, Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA. Roberto da. Metodologia
científica. 6 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
COSTA PEREIRA, José Verissimo da. Caboclo Amazônico. In: Tipos e Aspectos do Brasil,
pp. 12-5. Rio de Janeiro: IBGE, 1975.
FOETSCH, Alcimara Aparecida.Refletindo sobre a identidade cultural, a “raça” e a
etnicidade.
Revista
Espaço
Acadêmico
–
nº
69
–
fev/2007.
(http://www.espacoacademico.com.br/069/69foetsch.htm, acessado em 10/7/13)
GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Amazônia, Amazônias. São Paulo: Contexto, 2008.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. Ed. São
Paulo:Atlas, 2000.
LIMA, Deborah de Magalhães. A Construção histórica do termo caboclo: Sobre estruturas
e representações sociais no meio rural amazônico. Novos Cadernos NAEA vol. 2, nº 2 dezembro 1999.
005. COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS DE 0 a 5 ANOS NO BAIRRO
PARQUE DAS NAÇÕES, MANAUS – AMAZONAS
Jordam William Pereira Silva1, Bruno Mori2
1. Estudante do curso de Biomedicina da sede da Constantino Nery da Faculdade Literatus. Email: [email protected]
2. Professor do Departamento de Comissão de Ética e Pesquisa da Faculdade Literatus.Email: [email protected]
INTRODUÇÃO
O homem mantém contato direto com uma grande quantidade de organismos com
características biológicas bastante variadas (vírus, bactérias, parasitas) muito dos quais podem
causar um desequilíbrio fisiológico focal ou generalizado causando o estado de doença
(BIOMANIA, 2011).
Doenças causadas por microrganismos representaram verdadeiras pandemias, e foi
durante umas dessas pandemias, a da varíola, que em 1796 o médico inglês Edward Jenner
deu origem as vacinas. Por meio de suas observações sobre a varíola bovina ele viu a
possibilidade de proteger as pessoas contra a varíola humana, já que grandes partes das
pessoas que trabalhavam lidando com o gado não contraiam a doença, ficando imunes
(SANTOS, ALBUQUERQUE, SAMPAIO, 2005).
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Segundo (Santos, Albuquerque, Sampaio, 2005) Imunidade é o estado de resistência
geralmente associada a presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o
organismo responsável por determinada da doença infecciosa ou sobre suas toxinas.
Imunização significa a indução de forma natural ou artificial adquirida por via
placentária, natural ou adquirida em consequência de uma infecção, a imunização pode ser
adquirida, ser passiva ou ativa, a passiva é obtida através da inoculação de soros e a ativa é
obtida a partir da aplicação de vacinas (Rodewald, 2011).
A vacinação é um serviço médico preventivo recomendado para praticamente todas as
crianças do mundo. Embora os calendários de vacinação variem entre os países, todos eles
estabelecem uma série de vacinas básicas para que as crianças se desenvolvam tornando-se
adultos saudáveis.
METODOLOGIA
O estudo será realizado no Bairro Parque das Nações, visitando 200 (duzentos)
domicílios, o aluno de iniciação coletará os dados com os pais ou responsáveis de crianças
entre: 0 (zero) e 5 (cinco) anos de idade que aceitarem participar da pesquisa . O projeto foi
submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade Literatus parecer N٥388.921. A
pesquisa será dividida em duas etapas: etapa I – Aplicação do questionário e consequente
coleta de dados. Etapa II- análise quantitativa dos dados coletados.
Os dados serão apresentados através de análise estatística utilizando o método descritivo
para análise dos dados.
RESULTADOS ESPERADOS
Acredita se que a proximidade dos 200 domicílios com a casa da Saúde da Família do
Bairro Parque das Nações, estabeleça uma área de alcance quanto: à importância e a
sensibilização dos pais ou responsáveis tendo em vista o processo de imunização, bem como
o alcance das campanhas de vacinação.
REFERÊNCIAS
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Santos M.S.A.; Albuquerque V.M.; Sampaio F. H. S. VACINAÇÃO – O QUE O USUÁRIO
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integrativa da literatura Ciênc. saúde coletiva vol.16 no.2, Fevereiro 2011.
10
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em crianças e adolescentes de Florianópolis (SC). Jornal Pediátrico, vol.85 no.4, Agosto
2009.
006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE Piper
marginatum
Daniele Joana Fernandes de Souza1; Sayra Moura dos Santos1; Francisco Célio Maia Chaves2;
Milena Rodrigues Soares Mota3
1
Estudante do Curso de Farmácia - Sede Constantino - Faculdade Literatus – UNICEL; Email: [email protected]
2
Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA;
[email protected]
3
Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email:
[email protected]
INTRODUÇÃO
A Família Piperaceae é uma das mais representadas na flora do bioma Amazônia.
Segundo DANELUTTE et al. (2003) e MOREIRA et al. (1998), a família Piperaceae
apresenta mundialmente de 12 a 14 gêneros e cerca de 1400 a 1950 espécies, sendo 700
pertencentes ao gênero Piper e 600 espécies ao gênero Peperomia, distribuídas em todas as
regiões tropicais. Piper marginatum é um arbusto ou arvoreta com até 5 m de altura. Folhas
com pecíolo de 2-6 cm de comprimento; lâmina ovada, 10-20 x 7-15 cm, base cordada, ápice
agudo ou acuminado, membranácea, glabra em ambas as faces, exceto pela presença da densa
ciliação na margem; nervuras 7-11, palmatinérveas, às vezes, algumas coalescentes com a
nervura principal. No Brasil, é encontrada com facilidade nos estados do Amazonas, Pará,
Ceará, Paraíba e Pernambuco. Dependendo do estado, pode mudar seu nome usual.
A planta é aromática e cresce abundantemente nas bordas das florestas da mata
atlântica, é conhecida popularmente por ―malvísco‖ no nordeste brasileiro (Pernanbuco,
Paraíba e Rio Grande do Norte) e como ―caapeba cheirosa‖, ―pimenta do mato‖ ou ―nhandi‖,
na região norte (BRAGA, 1953; AUTRAN et al., 2009). Em certos lugares suas espigas
substituíam a pimenta do reino como condimento (BRAGA, 1953).
11
Na medicina popular brasileira seu extrato de folhas é preparado em água quente e
utilizado para tratar dores de dente, reumatismo, tumores e feridas hemorrágicas (CORRÊA,
1984). Na Guiana Francesa, suas folhas são utilizadas em banhos e no tratamento de erupções
cutâneas contra a picada de insetos (FOUNGBE et al., 1976), em Porto Rico usa-se suas
propriedades medicinais como adstringente, usado para parar o sangramento traumático e
como hemostático efetivo, tomado por via oral (NÚÑEZ MELÉNDEZ, 1982).
O principal objetivo do trabalho foi analisar a atividade larvicida de extratos e óleos
essenciais obtidos de espécie de Piper marginatum, visando a sua possível utilização como
fitoterápico.
METODOLOGIA
Para fazer o extrato aquoso foi utilizado 20g de folhas de Piper marginatum secas e
trituradas em 200mL de água destilada, em seguida a solução ficou em banho-maria durante 5
horas em uma temperatura de 1200, sob agitação manual. A extrato obtido foi drenado em
papel filtro pregueado e liofilizado em aparelho Liofilizador Thermo Electron Corporation –
Thermo Fisher Scientific®, Modelo FR- Drying Digital Unit – Modulyod 115, para obter
extrato aquoso denominado EAPm.
Obtenção do extrato hidroalcoólico foi realizado através de extração por maceração
exaustiva utilizando 20g de Folhas de Piper marginatum, secas e trituradas, em etanol e água
destilada (1:1), sob uma temperatura de aproximadamente 240 C, em seguida filtrado em
papel filtro pregueado e concentrado em rotaevaporador (sob pressão reduzida e à
aproximadamente 45°C) e secos para fornecer o resíduo do extrato H20/EtOH, designado
EEAPm.
A extração do óleo essencial de Pm (OPm) foi efetuada no Laboratório de Plantas
Medicinais da EMBRAPA. Os extratores utilizados foram do tipo Klevenger de
hidrodestilação e geraram quantidades adequadas para as análises de composição química e os
ensaios biológicos. Essas extrações foram efetuados em triplicata em aparelhagem
padronizada de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde para quantificação
de óleos voláteis em materiais primas vegetais utilizadas em medicina.
Os extratos EEAPm e o óleo essencial OPm foram avaliados quanto a sua atividade
larvicida e inseticida contra a espécies Culex quinquefasciatus. As larvas foram coletadas em
criadouros naturais localizados na cidade de Manaus - AM e mediações dos quais foram
mantidos em insetário em temperatura e umidade controladas. Essas atividades foram
realizadas no Laboratório de Malária e Dengue da CPCS-INPA sob responsabilidade do Dr.
Wanderli Pedro Tadei. Os ovos das espécies citadas acima foram colocados para eclodir em
água potável por 2-3 dias em recipientes apropriados, em temperatura 26-27 °C e 50-70% de
umidade, devidamente controladas. Após a eclosão dos ovos, larvas do 3° estágio foram
utilizadas nos testes, em triplicata e usando como controle positivo (larvicida comercial) e
solvente como controle negativo. As amostras foram solubilizadas em DMSO na
concentração de 1 mg/mL e aplicados em copos de café descartáveis contendo grupos de 10
larvas, água potável e alimento com volume final de 10 mL. A atividade foi avaliada após 24
e 48 h de incubação. Os valores de mortalidade obtidos foram convertidos em valores de
Probit e plotados contra o log das concentrações. Após análise de regressão linear, o valor de
CL50 e CL95 foi obtido por interpolação gráfica em programa POLOPC.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A atividade larvicida não foi comprovada contra a espécie Culex quinquefasciatus,
quando testada com o extrato hidro-alcóolico de P. marginatum. O óleo essencial OPh
12
provocou mortalidade de 100% das larvas na conc. de 500, 250 e 125µg/mL µg/mL após 24 h
de exposição, na concentração de 62,5µg/mL houve 94% de mortalidade e em 31,2µg/mL
houve 87% de mortalidade.
Os aspectos relatados comprovam através do teste larvicida o potencial dos óleos
essenciais das espécies selecionadas como um estudo preliminar. O grupo pretende identificar
os compostos químicos da espécie Piper marginatum utilizadas como medicinais, visando a
sua possível utilização com eficácia comprovada.
REFERÊNCIAS
AUTRAN, E. S.; NEVES, I. A.; SILVA, C. S. B.; SANTOS, G. K. N.; CÂMARA, C. A. G.;
D.M.A.F. NAVARRO, D. M. A. F. Chemical composition, oviposition deterrent and
larvicidal activities against Aedes aegypti of essential oils from Piper marginatum Jacq.
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BRAGA, R. Plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. Centro de Divulgação
Universitária - Estudos e Ensaios Biblioteca de Divulgação e Cultura Publicação nº 2, ser. 1ª.,
p. 523, 1953.
CORRÊA, P. M. Dicionário de Plantas Uteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas.
Imprensa Nacional, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Vol I, pp. 350, Rio de
Janeiro, 1984.
DANELUTTE, A. P., LAGO, J.H.G., YOUNG, M.C.M, KATO, M.J. Antifungal flavanones
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FOUNGBE, S.; TILLEQUIN, F.; PARIS, M.; JACQUEMIN, H.; PARIS, R-R. Sur une
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MOREIRA D. L.; KAPLAN M. A. C.; GUIMARÃES E. F. Essential oil of two Piper
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NÚÑEZ MELÉNDEZ, E. Plantas medicinales de Puerto Rico: folklore y fundamentos
científicos. 1º ed. (EDUPR) – Rio Pedras, Editorial de la Universidad de Puerto Rico, p. 498,
1982.
007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS DE
Aedes aegypti E Aedes albopictus
Thaís Marcelle Ferreira de SOUSA1; Cristóvão Alves da COSTA 2
Aluna/Voluntária da Faculdade Literatus – UNICEL.
² Orientador INPA/ Faculdade Literatus – UNICEL – email: [email protected].
1
RESUMO
Dengue é uma arbovirose, encontrada em regiões tropicais e subtropicais do mundo,
principalmente em áreas urbanas e semi-urbanas (WHO, 2010. O vírus da dengue possui
13
quatro sorotipos causando infecções responsáveis por uma alta morbidade e significativa
mortalidade. Enquanto se aguarda a disponibilidade de uma vacina eficaz ou drogas antivirais,
específicas contra os quatro sorotipos de dengue a única forma de reduzir a incidência desta
doença se restringe ao controle do vetor A. Aegypti (BANGS, 2011;MS/SVS, 2004). O
controle que dependente de aplicações de inseticidas sintéticos convencionais(MALAVIGE et
al., 2004). A Amazônia brasileira dispõe de uma biodiversidade vegetal com plantas
consideradas medicinais pelo uso popular e suas propriedades terapêuticas apresentam
estudos científicos comprovados, o presente estudo pretende buscar agentes com possível
atividade larvicida frente a larvas do vetor Aedes aegypti e Aedes albopictus, principais
vetores do vírus Dengue. Metodologia: A coleta das larvas será realizada em ambiente
natural, nos bairros da capital de Manaus. Serão utilizados Bioensaios para a avaliação do
potencial larvicida dos compostos testados, as larvas serão agrupadas em lotes de 25-30 larvas
por tubos e receberá extratos vegetais em concentrações crescentes e a avaliação da atividade
larvicida será por meio da avaliação da contagem da dose letal 50. Resultados esperados:
Espera-se avaliar propriedades larvicidas de substâncias de origem vegetal frente a larvas de
Aedes aegypti e Aedes albopictus de ambiente natural.
Palavras-chave: Larvicida; Arbovirose; Antivirais; Vírus dengue.
REFERÊNCIAS
BANGS, M.J.; R. TAN; E. LISTIYANINGSIH, B.H. KAY & K.R. PORTER. 2011.
Detection of Dengue Viral RNA in Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) Exposed to Sticky
Lures Using Reverse- Transcriptase Polymerase Chain Reaction. Journal of Medical
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CLEMENTS, D.E.; COLLER, B-AG.; LIEBERMAN, M.M.; OGATA, S.; WANGA, G.;
HARADA, K.E.; PUTNAK, J.R.; MCDONELL, M.; BIGNAMI, G.S; PETERS, I.D.;
LEUNG, J.; WEEKS-LEVY, C.; NAKANO, E.T.; HUMPHREYS, T. 2010. Developmente of
a recombinante tetravalent dengue vírus vaccine: Immunogenicity and efficacy studies in
mice and monkeys. Vaccine, 28: 2705-2715.
008. APLICAÇÃO DO “FLUSHING” NA MELHORA DA PERFORMANCE
REPRODUTIVA EM FÊMEAS OVINAS DESLANADAS NO MUNICÍPIO DE
MANACAPURU (AM)
Monique Santos da Silva1; Zenia Marcia Rodríguez Chacón2; Gilvan Machado Batista3;
Thiago Bitar Alves4
1
Acadêmica do curso de medicina veterinária da Universidade Nilton Lins, aluna PIBIC–
CNPq ([email protected]).
2
Drª em ciências biológicas, Professora da Universidade Nilton Lins ([email protected]).
3
Engenheiro de pesca, mestre em ciência de alimentos ([email protected]).
4
Acadêmico do curso de medicina veterinária da Universidade Nilton Lins, aluno PIBICCNPq ([email protected]).
RESUMO
14
Este trabalho teve como finalidade analisar o desempenho reprodutivo de ovelhas
suplementadas antes e durante o período de acasalamento. Utilizaram-se 08 ovelhas da raça
Santa Inês e mestiças em atividade reprodutiva, em delineamento inteiramente casualizado,
separadas em dois grupos: T1 (suplementação com 500 g/dia de milho triturado misturado
com a casca de soja) e T2 (sem suplementação). Nas análises bromatológicas do milho
triturado misturado com a casca de soja foram encontrados valores de 90,65% para MS,
7,24% para PB, 3,18% para MM, 96,81% para MO, 1,19% para EE. Os escores da condição
corporal foram maiores nas ovelhas suplementadas ao final do período de cobertura. O
―flushing‖ propiciou resultados efetivos no índice de prolificidade (100% no TI contra 50%
no T2) e taxa de fertilidade (100% no TI contra 50% no T2). A suplementação alimentar com
milho triturado misturado com casca de soja antes e durante o período de monta pode atuar de
maneira benéfica no desempenho reprodutivo das ovelhas deslanadas Santa Inês e mestiças.
PALAVRAS-CHAVE. Suplementação alimentar,
deslanados, Santa Inês.
desempenho reprodutivo, ovinos
INTRODUÇÃO
O rebanho de ovinos é altamente representativo na composição do sistema de
produção em propriedades familiares em toda a região amazônica, aumentando a partir da
década de 80 com a importação de ovinos deslanados das raças Morada Nova e Santa Inês
(PEREIRA, 2008). Segundo dados expostos do IBGE em 2010, 586.237 ovinos encontravamse na Região Norte, 56.285 no Amazonas, tendo a raça Santa Inês como a mais difundida.
As fêmeas Santa Inês, em boas condições de manejo, apresentam cios ainda com a
cria ao pé, sendo possível intervalos entre partos inferiores a oito meses. Possuem boa
habilidade materna favorecendo a sobrevivência dos cordeiros, aumentando a disponibilidade
de animais para abate e reposição de matrizes (BUENO et al, 2006). Para Veloso, 2008, a
reprodução é uma das primeiras funções do organismo animal a se acometer diante a
desequilíbrios nutricionais. A nutrição pode afetar a atividade do estro, a taxa ovulatória e a
sobrevivência embrionária em ovinos e ainda pode ter reflexos sobre a concepção, taxa de
parição, taxa de fertilidade, peso dos cordeiros ao nascer e índice de partos duplos. De acordo
com Sá e Sá, 2001, ―flushing‖ é o aumento no aporte nutricional (energético ou proteico) com
a finalidade de promover um efeito no peso e na condição corporal durante a fase reprodutiva
da fêmea ovina, aumentando a taxa de ovulação e, consequentemente, o desempenho
reprodutivo.
O objetivo deste trabalho foi aplicar métodos nutricionais em fêmeas ovinas
deslanadas para obter uma reprodução mais eficiente, trabalhando o ―flushing‖ na melhora da
condição corporal das fêmeas que possuíam escore corporal baixo, bem como aprimorar a
taxa de fertilidade e índice de prolificidade.
MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Ferradurinha no município de Manacapuru
(AM), no Km 66 da estrada Manaus-Manacapuru, (Região Norte do Brasil) com 60m de
altitude à 3.29° de latitude sul e 60.62° de longitude W (oeste) Greenwich (IBGE, 2010).
Foram utilizadas oito ovelhas deslanadas da raça Santa Inês e mestiças vazias, sendo
quatro fêmeas no tratamento 1 (T1)– com “flushing” e quatro fêmeas no tratamento 2 (T2) –
sem “flushing”, ficando as oito a partir da seleção fora da presença dos machos. Antes do
início do ―flushing‖, foi realizado o exame parasitológico para conhecer a condição de saúde
dos animais. O “flushing” iniciou 21 dias antes da cobertura (com uma semana prévia de
adaptação) e foi até 21 dias após o início da cobertura. O ―flushing‖ constituiu em
500/dia/animal, sendo 250g de manhã e 250g no final da tarde, de casca de soja e milho
15
triturado misturado com capim elefante (Penisetum purpureum) picado para as quatro fêmeas
do T1; as fêmeas do T2 continuaram com o manejo alimentar tradicional (pastejo a campo
sem suplementação). Todas elas receberam sal mineral e água à vontade.
Foi realizada a introdução de dois machos (raça Santa Inês) 21 dias após o início do
―flushing‖ para acasalamento sem grau de parentesco com as fêmeas. A pesagem das oito
fêmeas foi realizada antes, durante e no final do período experimental (a cada 21 dias) sempre
no período vespertino, após jejum de 6 horas.
As análises bromatológicas foram realizadas no laboratório de Análise de Alimentos
da Universidade Nilton Lins, seguindo o sistema proximal de análise, descritos por Instituto
Adolfo Lutz (1985). Foi utilizado um delineamento experimental inteiramente casualizado
com dois tratamentos e 4 repetições por tratamento e foi empregado o teste de F para
comparar a média dos tratamentos. Foram avaliados: escore da condição corporal no início da
suplementação e no final do período de monta, peso ao início do período de suplementação,
ao início e ao término da estação de monta, taxa de fertilidade, índice de prolificidade e sexo
dos cordeiros nascidos. O escore da condição corporal foi determinado segundo metodologia
descrita por Sá e Sá, 2001. A Taxa de fertilidade e o índice de prolificidade foram
determinados segundo método descrito por Paula, 2011 e Souza, 2007.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Houve influência positiva do ―flushing‖ sobre o índice de prolificidade e taxa de
fertilidade , em que todas as ovelhas do T1 apresentaram índice de prolificidade equivalente a
100% e as ovelhas do T2 apresentaram índice de prolificidade equivalente a 50%. As ovelhas
do T1 apresentaram 100% como resultado da taxa de fertilidade e as ovelhas do T2
apresentaram 50% como resultado da taxa de fertilidade, caracterizando-se um aumento
significativo no desempenho reprodutivo das ovelhas suplementadas. Esses resultados
contrastam com os encontrados por Veloso, 2008, em que as taxas de fertilidade e o índice de
prolificidade não foram influenciados pelo sistema de suplementação. Em relação ao sexo dos
cordeiros nascidos, nas ovelhas do T1 todos os neonatos foram do sexo feminino, nas ovelhas
do T2, todos os neonatos foram do sexo masculino não havendo uma explicação clara para
esses resultados.
16
Na tabela 1, constam os resultados da análise bromatológica (% na MS) do capimelefante e do ―flushing‖.
Não foram encontrados dados em outros trabalhos de análise bromatológica de
milho triturado misturado com casca de soja, ficando difícil realizarmos uma
comparação com outros resultados. Na análise bromatológica do capim-elefante, o teor
de proteína bruta ficou muito baixo e concordam com os resultados encontrados por
Leite et al, 2000, onde relacionaram esse baixo teor de proteína com a baixa quantidade
de matéria orgânica no solo, como também devido a falta de adubação de reposição,
principalmente de nitrogênio.
Ao início do período de suplementação as ovelhas do T1 e T2 apresentavam
escore corporal 2. Ao final da estação de cobertura as ovelhas do T1 apresentaram
escore 3 e as ovelhas do T2 permaneceram com escore 2. Esses resultados assemelhamse aos observados por Mori et al, (2006) onde relataram que o escore corporal das
ovelhas dos tratamento com suplementação foi superior (P<0,05) somente no final da
estação de cobertura.
As ovelhas do T1 apresentaram peso corporal superior e diferente
estatisticamente (P<0,05) em relação as do T2 ao final da estação de cobertura. Esse
resultado difere do encontrado por Veloso, 2008, onde a raça Santa Inês alcançou maior
perda de peso (P<0,05) durante todo o período de tratamento (42 dias), acreditando que
pode ter havido influência de fatores externos sobre o tratamento, como o meio
ambiente.
O ―flushing‖ não provocou a ocorrência de partos gemelares. Esses resultados
concordam com os de Mori et al, (2006), no qual o ―flushing” não determinou maior
número de partos gemelares.
CONCLUSÃO
As ovelhas suplementadas obtiveram resultados desejáveis no escore da
condição corporal. O ―flushing‖ propiciou resultados efetivos no índice de prolificidade
e taxa de fertilidade. Não houve influência do ―flushing‖ sobre a ocorrência de partos
gemelares. A suplementação alimentar com milho triturado misturado com casca de soja
antes e durante o período de monta pode atuar de maneira benéfica no desempenho
reprodutivo das ovelhas deslanadas Santa Inês e mestiças.
REFERÊNCIAS
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boa alternativa para a produção intensiva de carne de cordeiros na região Sudeste. 2006.
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18
009. BIOLOGIA FLORAL E ECOLOGIA DA POLINIZAÇÃO EM ESPÉCIES
DE MARANTACEAE NA AMAZÔNIA CENTRAL
Liliane Noemia Torres de Melo1; Antonio Carlos Webber2; Flávia Regina C. Costa3
1 Professor do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade Literatus; E-mail:
[email protected]
2 Professor do Departamento de Biologia da Universidade Federal do AmazonasUFAM;
3 Pesquisador do Departamento de Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da
Amazônia-INPA
INTRODUÇÃO
A morfologia floral, o sistema reprodutivo, as interações e adaptações entre
planta polinizador constituem a base dos estudos de biologia floral e polinização
(Endress 1994). A polinização é o primeiro passo do mecanismo reprodutivo e muitas
plantas dependem de animais para efetivar esse processo (Faegri & Pijl 1979, Bawa
1990). O sucesso reprodutivo é a condição primordial para a perpetuação das espécies
(Stebbins 1970) e a degradação ou ruptura na interação entre planta e polinizador é o
primeiro passo para o colapso demográfico de muitas angiospermas (Alonso 2004).
Assim, o entendimento da biologia floral é imprescindível para a avaliação de
estratégias de conservação (Endress 1994).
Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma são espécies do sub-bosque que
ocorre na Amazônia Central, pertencente à Marantaceae, uma família de ervas,
característica de florestas tropicais úmidas (Kennedy 2000). A estrutura floral é distinta
e única na família (Kennedy 2000), pois as flores apresentam um estilete que possui um
movimento explosivo capaz de transferir pólen durante a visita do polinizador (Kennedy
1973, 2000).
Embora espécies da família estejam bem representadas no continente Americano
e que existam alguns trabalhos realizados nas Américas, pouco se sabe sobre a
morfologia, sistema reprodutivo e polinizadores de espécies desta família na Amazônia.
Devido à importância de estudos em biologia floral e polinização, o presente tem como
objetivos responder às seguintes questões: 1) Qual o padrão de floração de Monotagma
vaginatum Hagberg e Ischnosiphon arouma (Aubl.) Körn.? 2) Qual o sistema
reprodutivo das espécies? 3) Quem são os visitantes florais capazes de acionar o
mecanismo de polinização?
METODOLOGIA
Área de estudo- O trabalho de campo foi realizado entre novembro de 2011 a fevereiro
de 2013 na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) (2º
38’ 57,6‖S e 60º 3’ 11‖W).
Fenologia reprodutiva- Foram contabilizados o número de flores, verificando,
assim, o número total de flores abertas por dia, a duração da inflorescência e a
quantidade de flores por inflorescência.
Morfologia e biologia floral- Para análise da morfologia floral, 10 flores de
indivíduos diferentes foram fixadas em álcool 70%. Em laboratório, as estruturas florais
foram medidas com auxílio de paquímetro digital. Observações do início da abertura
19
das flores, seqüência e duração da antese foram realizadas diretamente no campo. A
receptividade do estigma foi determinada no início da antese através da reação com
peróxido de hidrogênio (H2O2). Para identificar regiões que emitem odor, flores foram
mergulhadas em solução de vermelho neutro. O volume e a porcentagem de açúcares
no néctar foram medidos no início da antese com auxílio de microseringa 10 mL e um
refratômetro de bolso 0-90%).
Sistema reprodutivo- Foram feitos experimentos de polinizações controladas
(autopolinizações espontânea, manual e polinização cruzada), entre 8h00 e 11h00,
seguindo o método adaptado de Radford et al. (1974).
Visitantes florais- Informações sobre os insetos visitantes quanto ao horário de
visitas, descrição do comportamento nas flores e suas freqüências, foram obtidas em
observações diretas no campo, distribuídas em vários dias durante o período de floração
da espécie. Essas observações foram realizadas entre 6h00 e 15h00.
RESULTADOS
Fenologia reprodutiva- Durante o período de estudo, Monotagma vaginatum e
Ischnosiphon arouma floresceram entre os meses de novembro a abril, correspondendo
à estação chuvosa na região, com pico no mês de janeiro.
Morfologia e biologia floral- Monotagma vaginatum - A espécie produz uma a
três inflorescências por indivíduo, abrindo seis flores, diariamente, por inflorescência.
As flores apresentam um estame e dois estaminódios petalóides externos (figura 1A). O
gineceu apresenta ovário contendo três óvulos. A antese é diurna e a flor apresenta
longevidade de nove horas. A abertura das flores inicia-se por volta das 6h e o estigma
já é receptivo neste horário. As flores emitem odor suave e adocicado. O néctar
produzido acumula-se na base do tubo floral. A porcentagem de açúcares é de 23%.
Ischnosiphon arouma- A espécie produz várias inflorescências por indivíduo,
abrindo, por dia, três a quatro flores por inflorescência. As flores apresentam dois
estaminódios petalóides externos, um caloso e um cuculado. A base dos estaminódios e
do estame estão adnatos e formam um longo tubo (figura 1B) O gineceu apresenta
ovário ínfero com três óvulos. A antese é diurna e a flor apresenta longevidade de doze
horas. A abertura das flores inicia-se por volta das 5h30, sendo o estigma receptivo
neste horário. As flores emitem odor adocicado e suave. O volume de néctar por flor foi,
em média, 3,6 (±1,5 ) μL, sendo a porcentagem de açúcares de 34,5 % (±0,7). Ele
acumula-se na base do tubo floral.
Sistema Reprodutivo- Monotagma vaginatum- 8% das flores formaram frutos na
autopolinização manual e 6% na espontânea. Na polinização cruzada não houve
formação de frutos e nas condições naturais, somente 10% das flores formaram frutos.
Ischnosiphon arouma- Na autopolinização manual 11% das flores formaram
frutos e na autopolinização espontânea 9% formaram frutos. Na polinização cruzada 2%
formaram frutos e nas condições naturais 13% das flores formaram frutos.
Visitantes florais- Monotagma vaginatum recebeu visitas de três espécies de
abelhas da tribo Euglossini, Aglae sp.1, Euglossa sp.1 (figura 1C) e Eufriesea sp.1. Ao
visitar a flor, as abelhas conseguiam desengatilhar o estilete, projetando-o
imediatamente para frente. Quando o estilete se curvava, os grãos de pólen, depositados
na depressão estilar, aderiam à glossa dos polinizadores, podendo ocorrer, assim, a
transferência para outras flores.
No período observado, Ischnosiphon arouma recebeu visitas de três espécies de
abelhas da tribo Euglossini, Euglossa sp.1, Eufriesea sp.1, Euglossa sp.2 (figura 1D). As
três espécies de Euglossa possuem uma glossa capaz de desengatilhar o estilete de I.
arouma na primeira visita as flores, atuando, deste modo, como polinizadores efetivos.
20
A
B
C
D
Figura1: A flor de Monotagma vaginatum; B flor de Ischnosiphon arouma; C-D
Euglossa sp. inserindo a glossa no tubo floral de flores de Marantaceae.
DISCUSSÃO
Fenologia reprodutiva- Segundo a classificação de Newstrom et al. (1994),
Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma apresentaram padrão de floração do tipo
anual. O pico de floração ocorreu durante a estação chuvosa. Uma das desvantagens das
espécies florescerem na época chuvosa é que a freqüência de polinizadores às flores
pode diminuir, pois elas ficam danificadas com as chuvas (Jazen 1967). Entretanto, a
floração nessa época reduz as interferências competitivas dos polinizadores.
Morfologia e biologia floral- A assimetria floral de Monotagma vaginatum e
Ischnosiphon arouma; odor suave; área de pouso dos estaminódios externos e coloração
deles, servindo de guia para o polinizador; antese diurna e presença de néctar como
recurso floral, são algumas das características descritas por Faegri & Pijl (1979) para
síndrome de melitofilia. Além disso, de acordo com a classificação de Baker (1975), a
alta porcentagem de açúcares no néctar nas flores, a enquadra como uma espécie
visitada por abelhas e vespas (13-50%).
Sistema reprodutivo- Os resultados dos tratamentos do sistema reprodutivo
apontam que M. vaginatum e I. arouma são espécies autocompatíveis e autógamas. A
autogamia seria uma estratégia para as plantas se adaptarem às condições ambientais
desfavoráveis e ausência do polinizador (Kennedy 2000).
Visitantes florais- Monotagma vaginatum e Ischnosiphon arouma foram
visitadas e polinizadas apenas por abelhas da tribo Euglossini. De acordo com Janzen
(1971), o principal grupo de polinizadores em Marantaceae são abelhas dessa tribo. As
espécies dos gêneros Euglossa, pertencentes à tribo Euglossini, são conhecidas por
21
possuírem visitantes florais muito freqüentes e eficientes em espécies da família. A
relação das Marantaceae com abelhas Euglossini é conhecida como unilateral, pois a
planta se especializa em uma ou poucas espécies de abelhas e essas visitam várias
espécies de plantas a procura de recurso (Kennedy 1983, 2000). Observou-se,
analisando a carga polínica aderida ao corpo do polinizador, que as abelhas Euglossa sp.
e Eulaema visitam cerca de 40 espécies de plantas a procura de recurso floral.
As abelhas Euglossini exibem uma rota de forrageamento conhecida como
―traplining‖ (Jazen 1971). Elas visitam plantas que produzem poucas flores por dia,
sendo capazes de percorrer grandes distancias, visitando as mesmas flores, durante
várias vezes ao dia, para coletar o recurso floral. Este comportamento aumenta o fluxo
de pólen entre os indivíduos, garantindo assim, um maior sucesso reprodutivo para as
plantas (Janzen 1971).
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010. COMPARAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS DESLANADOS
CRIADOS EM CONFINAMENTO E CRIADOS LIVRE A CAMPO NO
MUNICÍPIO DE MANACAPURU (AM)
1
Thiago Bitar Alves; 2Zenia Marcia Rodriguez Chacón; 3Gilvan Machado Batista;
4
Monique Santos Da Silva
1
Acadêmico do curso de Medicina Veterinária, aluno PIBIC - CNPq/Universidade
Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM CEP: 69058-030. E-mail: [email protected]
2
Professora Dra em Ciências Biológicas/Universidade Nilton Lins. Av. Professor Nilton
Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM - CEP: 69058-030. E-mail:
[email protected]
3
Engenheiro de pesca, Mestre em Ciência de Alimentos/ Universidade Nilton Lins. Av.
Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus, AM - CEP: 69058-030.
E-mail: [email protected]
4
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária, aluna PIBIC - CNPq/Universidade
Nilton Lins. Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras, Manaus,AMCEP: 69058-030. E-mail: [email protected]
RESUMO
Este experimento comparou a eficácia do manejo em confinamento e do manejo livre a
campo de ovinos no município de Manacapuru - Amazonas. Utilizaram-se 10 ovinos,
fêmeas, da raça Santa Inês e mestiças distribuídos em dois tratamentos com cinco
animais cada, de pesos e tamanhos semelhantes, sendo o tratamento 1 (T1) com o
manejo tradicional a campo e fornecimento de aproximadamente 1,200kg de casca de
soja por dia e o tratamento 2 (T2) com animais confinados com fornecimento 15kg de
capim elefante (Penisetum purpureum) e 1,200kg de casca de soja por dia e
fornecimento de sal mineral à vontade para ambos os tratamentos. O experimento teve
duração de 51 dias, e foram feitas 3 pesagens. Os ovinos do T1 obtiveram ganho de
peso significativamente maior em relação aos ovinos do T2 (P<0,05).
PALAVRAS-CHAVE. Ovinocultura, Santa Inês, Capim elefante.
INTRODUÇÃO
A ovinocultura é uma ótima opção de investimento no Amazonas por trazer um
rápido retorno financeiro e exigir uma área pequena para a execução da atividade. A
estabulação de ovinos é uma prática bastante utilizada nos países tropicais úmidos, já
que a mesma, junto com um programa adequado de desparasitação, diminui
consideravelmente o índice de parasitismo dos animais (SANDOVAL, E.; et al.,2009),
melhorando a produtividade do rebanho.
23
As instalações e equipamentos são de fundamental importância para
proporcionar condições de manejo adequadas ao sistema de produção. É necessário que
sejam de fácil limpeza e desinfecção, funcionais e seguras para os animais e
trabalhadores, evitando estresse dos animais, favorecendo o controle e prevenção de
doenças, protegendo o rebanho de furtos, predadores e otimizando o emprego da mão de
obra (CODEVASF, 2011).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
até o ano de 2010, na região norte concentravam-se 586.237 cabeças de ovinos, e destes
56.285 no Amazonas (IBGE, 2010).
A raça Santa Inês é uma raça nativa do nordeste que provavelmente originou a
partir de cruzamentos alternados entre as raças do nordeste Morada Nova e Crioula e a
raça 1Bergamácia (de origem italiana). Ela vem sendo difundida em grande parte do
Brasil tropical devido à sua rusticidade, produtividade e habilidade materna nos
diversos climas brasileiros. É uma raça de dupla aptidão: produção de carne e pele
(SEBRAE, 2012).
O trabalho teve como objetivo acompanhar e comparar o ganho de peso de
ovinos manejados em sistema de confinamento e em manejo livre a campo, e ainda. O
projeto visa mostrar quais as vantagens obtidas no quesito conhecimento para o aluno e
o orientador, e ainda, considerando o clima, pretende-se mostrar a importância de uma
boa instalação e o manejo mais viável a ser utilizado na criação desses ovinos.
METODOLOGIA
O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Ferradurinha, localizada no quilometro
66 da AM-070 (Estrada Manoel Urbano), Manacapurú-AM (Latitude: 3o17’S;
longitude: 60o37’O; altitude 60m).
Foram utilizados 10 ovinos deslanados (Santa Inês e mestiços), fêmeas,
distribuídos em dois tratamentos com cinco repetições cada, de pesos e tamanhos
semelhantes, sendo o tratamento 1 (T1) com o manejo tradicional a campo e o
tratamento 2 (T2) com animais confinados em baia de 4x4m2 com piso de terra.
Para os animais do T1 foi fornecido aproximadamente 1,200kg de casca de soja
e sal mineral à vontade após passarem o dia ao pasto. Para os animais do T2 foi
fornecido capim de corte: capim elefante (Penisetum purpureum) picado, duas vezes ao
dia: 7,5kg de capim elefante + 600g de casca de soja pela manhã, e 7,5kg de capim
elefante + 600g de casca de soja pela tarde, totalizando em 15kg de capim elefante,
1,200kg de casca de soja e fornecimento de sal mineral à vontade para ambos os
tratamentos.
O trabalho teve uma duração de 51 dias, sendo uma semana de adaptação e dois
períodos experimentais de 21 dias cada um.
Foi realizada a análise nutricional da pastagem consumida pelos ovinos do T1,
do Capim Elefante fornecido aos animais do T2 e da casca de soja fornecida a ambos os
tratamentos através de Análise Centesimal (Wende). As análises bromatológicas foram
realizadas no laboratório de Análise de Alimentos da Universidade Nilton Lins.
Por se tratar de pastagem nativa, para a análise bromatológica do capim que os
ovinos do T1 (não confinados/manejo livre a campo) se alimentavam, foram feitas
coletas em áreas aleatórias do campo onde eles pastejavam.
Foi utilizado um delineamento experimental inteiramente casualizado, com dois
tratamentos e cinco repetições por tratamento e foi utilizado o teste de F para comparar
a média dos tratamentos.
24
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foi observado um significativo ganho de peso dos ovinos do T1 (P<0,05). Na
tabela 1 podemos observar que na primeira pesagem ambos os tratamentos
apresentavam em média o mesmo peso, e já na segunda e terceira pesagem os animais
do T1 (ovinos não confinados) apresentaram mais ganho de peso.
Os ovinos do T1 e T2 obtiveram um ganho de peso médio equivalente a 71,4 e
9,0 g/dia respectivamente.Comparando com o peso obtido pelos animais do T2, os
resultados foram inferiores aos encontrados por Oliveira et al. (1986), que obtiveram
valores entre 92,6 e 106,2 g/dia, trabalhando com ovinos Morada Nova confinados e
alimentados com restolho de milho e feno de mata pasto (Cassia sericea).
Camurça et al. (2002) cita diversos autores que trabalharam com ovinos machos
jovens, com aproximadamente quatro meses de idade, confinados e alimentados com
dietas que continham acima de 60% de concentrado (ração) e estes obtiveram resultados
positivos, diferente do presente trabalho, onde foi oferecido uma quantidade baixa
(7,5%), apenas para estimular a alimentação dos animais. Camurça et al. (2002) cita
ainda que é recomendado para confinamento que o animal tenha de 15 a 18kg de peso
vivo, e esteja com idade entre 4 a 6 meses, porém o peso vivo dos animais no início do
presente experimento era em média 32 kg e estavam com idade bem acima do
recomendado. A composição químico-bromatológica do capim elefante, da pastagem
nativa e da ração encontra-se na tabela 2.
O capim-elefante apesentou o teor de proteína bruta muito baixo, porém este
25
resultado se assemelha com os encontrados por Leite et al, 2000, onde esse baixo teor
de proteína é relacionado com a baixa quantidade de matéria orgânica no solo, como
também devido à falta de adubação de reposição, principalmente de nitrogênio, esta
explicação pode justificar também o baixo teor de proteína encontrado na pastagem
nativa, pois ambas as amostras foram coletadas de áreas próximas.
CONCLUSÃO
Os ganhos de peso encontrados no presente trabalho estão aquém do esperado,
provavelmente devido a fatores ligados ao confinamento inadequado dos ovinos em
baias com piso de terra, e ainda, os baixos teores de proteína encontrados no Capim
Elefante e na pastagem nativa podem ter influenciado negativamente no ganho de peso
dos tratamentos. Elevando a porcentagem de ração na alimentação e oferecendo boas
condições sanitárias no confinamento pode-se obter maior ganho de peso.
REFERÊNCIAS
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por feno de leguminosas em rações baseadas em restolho da cultura do milho para
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SEBRAE- Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
Ovinocaprinocultura/Santa Inês. 2012. Disponível (online)
http://www.sebrae.com.br/setor/ovino-e-caprino/o-setor/raca-ovino/santa-ines
(03/06/2013).
011. Piper hispidum DA AMAZÔNIA: PREPARAÇÃO DE EXTRATOS E
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA
Sayra Moura dos Santos1; Daniele Joana Fernandes1; Francisco Célio Maia Chaves2;
Milena Rodrigues Soares Mota3
1
Estudante do Curso de Farmácia – Sede Constantino - Faculdade Literatus - UNICEL;
E-mail: [email protected]
26
2
Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA;
[email protected]
3
Professora e Diretora de Pesquisa - Faculdade Literatus - UNICEL; Email:
[email protected]
INTRODUÇÃO
A Família Piperaceae é uma das mais representadas na flora do bioma Amazônia.
Algumas espécies de Piper são usadas na medicina popular no tratamento de várias
doenças. As espécies do gênero Piper apresentam como característica, em quaisquer
órgãos destes vegetais, aroma forte, agradável e sabor picante.
Piper hispidum é um arbusto com 2-4 m de altura, com tricomas escabrosos nos
ramos. Folhas com pecíolo de 0,5-1 cm comprimento, híspido, bainha basal; lâmina
elíptica ou ovado-elíptica, 10-16 x 5-8 cm, base assimétrica, um dos lados arredondados
e diferindo do outro em tamanho de 3-5 mm comprimento, quando simétrica aguda,
ápice acuminado, cartáceas, escabrosas ou híspidas na face adaxial e hirsutas na abaxial,
profundamente glandulosas; nervuras secundárias 4-5, ascendentes, dispostas abaixo ou
pouco acima da porção mediana da lâmina. Espigas eretas, 8-14 cm comprimento;
pedúnculo até 1 cm comprimento, hirtelo; bractéolas triangularpeltadas e franjadas na
margem. Quatro estames. Frutos tipo drupas oblongas ou lateralmente comprimidas,
papiloso-puberulentas no ápice com três estigmas persistentes sésseis (GUIMARÃES e
GIORDANO, 2004).
A Piper hispidum ocorre naturalmente nas florestas tropicais da América do Sul,
América Central e Antilhas. No Brasil, distribui-se nos estados do Amazonas, Pará,
Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso,
comum em áreas antropizadas ou que sofreram algum outro tipo de distúrbio
(GUIMARÃES e GIORDANO, 2004; WADT et al., 2004; MICHEL et al., 2010).
Popularmente a espécie é conhecida como: matico, aperta João e matico-falso.
As folhas, as raízes e os frutos são adstringentes, diuréticos, estimulantes e empregados
como desobstruentes do fígado (GUIMARÃES e GIORDANO, 2004). Na Guatemala as
folhas de P. hispidum são usadas para preparar o chá para tratamento de distúrbios
reprodutivos de mulheres, amenorréia, dismenorréia, menopausa e como analgésico
(MICHEL et al., 2007; MICHEL et al., 2010). Na Jamaica a infusão das folhas é
utilizada para dores estomacais (FACUNDO, et al., 2008).
O presente trabalho teve como seu principal objetivo analisar o potencial
antimicrobiano in vitro de extratos obtidos da planta Piper hispidum frente a espécies de
bactérias e fungos comumente associados a doenças de humanos.
METODOLOGIA
O pó das folhas de Ph, pesando 20 g foi extraído exaustivamente por maceração
sob agitação manual em etanol e água destilada (1:1), por 12 horas, à temperatura de
aproximadamente 24°C; posteriormente, o material foi filtrado em papel de filtro
pregueado, os extratos filtrados foram reunidos, concentrados totalmente em
rotoevaporador (sob pressão reduzida e à aproximadamente 45°C) e secos para fornecer
o resíduo do extrato H20/EtOH, designado EEAPh.
Obtenção do extrato aquoso liofilizado. Em banho maria em temperatura de
aprox. 120°C, o pó das folhas de Ph, pesando 20 g foi extraído com 200 mL de água
destilada sob agitação manual por 3 h, filtrado em papel filtro pregueado até esgotar. O
extrato aquoso obtido foi liofilizado em aparelho Liofilizador Thermo Electron
27
Corporation – Thermo Fisher Scientific®, Modelo FR- Drying Digital Unit – Modulyod
115, para obter extrato aquoso denominado EAPh.
Os extratos obtidos das folhas das plantas foram analisados frente aos
microrganismos Penicilium sp., Aspergilus sp., Candida albicans, Malassezia
pachydermatis, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeroginosa e Escherichia coli. O
teste de concentração inibitória mínima (CIM) em microplacas estéreis de 96 orifícios
foram adicionados 100 μL de meio de cultura líquido (caldo) em todos os orifícios e
extratos e óleos essenciais na concentração de 100 μg/mL para analisar a atividade
antimicrobiana dos extratos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os melhores resultados foram com as amostras EEAPh mostraram atividade
antimicrobiana com CIM = 12,5 g/mL contra Escherichia coli, e CIM = 25 g/mL
contra Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Contra as leveduras, o CIM
para a Candida albicans foi 50 g/mL. O extrato EAPh não apresentou atividade
antifúngica contra Penicilium sp. e Aspergilus sp. nos testes realizados.
O teste de microdiluição permite avaliar a atividade antimicrobiana de extratos e
frações purificadas de plantas em termos quantitativos, mas não existe consenso na
literatura de qual valor de CIM deve ser considerado para qualificar um extrato, ou
frações purificadas de planta, como fitoterápico promissor. Alguns autores consideram
um extrato potente quando o valor de MIC é inferior a 1000 μg/mL, enquanto outros
consideram CIM < 500 μg/mL (CARNEIRO et al., 2008; KOSINA et al., 2010;
SHIKANGA et al., 2010; WECKESSER et al., 2007).
O estudo até o momento está comprovando o potencial terapêutico com ação
antimicrobiana de extratos e óleos essenciais das folhas de Piper sp. O grupo pretende
identificar os compostos químicos das espécies de Piper hispidum. utilizadas como
medicinais, visando a sua possível utilização com eficácia comprovada.
REFERÊNCIAS
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28
012. DIDÁTICA E APLICAÇÃO DE MÉTODOS AVALIATIVOS EM UMA IES
NÃO PÚBLICA
Aldenize P. de M. do Nascimento1; Maria Gicely Santos de Menezes, Ranyelle Lopes Barros2
¹Mestre em Educação e Filosofa, professora da Faculdade Literatus.
²Acadêmicos de Ciências Biológicas da Faculdade Literatus
[email protected].
-
email:
INTRODUÇÃO
O projeto de pesquisa “Didática e aplicação de métodos avaliativos em uma IES não
pública.” tem o objetivo de realizar uma análise do uso de recursos didáticos e de métodos
avaliativos e pelos professores do curso de Nutrição da Faculdade Literatus. Para isso será
realizado um levantamento de dados referente à quantidade e qualidade das aulas dos
professores quanto ao uso de recursos didáticos, como assim também dos métodos avaliativos
usados para mensurar o aprendizado dos discentes. Com a coleta dos dados poderemos conhecer
quais recursos didáticos são mais adequados para o ensino e quais métodos avaliativos são mais
eficazes para melhor avaliar o aluno.
A didática é uma ciência dentro da educação que é discutida desde o nascedouro da
ciência e da filosofia na Grécia antiga, onde indicava que o objeto ou a ação qualificada dizia
respeito a ensino: poesia didática, por exemplo. No lar e na escola, procedimentos assim
qualificados -didáticos - tiveram lugar e são relatados na história da Educação. (CASTRO,
1991)
A Didática como disciplina surge graças á ação de dois educadores, Ratíquio e
Comênio, ambos provenientes da Europa Central, que atuaram em países nos quais se havia
instalado a Reforma Protestante, e esse fato marca seu caráter revolucionário, de luta contra o
tipo de ensino da Igreja Católica Medieval. (GIL, 1997) Outros pensadores podem ser
pontuados como colaboradores da evolução da didática, entre eles podemos citar Rosseau,
Pestalozi, Herbart, Montessori, Dewwy, Cousinet e outros.Percebe-se que cada pensador da
didática tinha como norteador de suas idéias e ações pedagógicas um paradigma vigente.
Escolher o recurso didático a ser usado para alcançar o ensino é também uma tomada de
posição teórica, é uma ação que une a teórica e pratica. É uma ação de responsabilidade de
cunho social, onde o ensino galga a aprendizagem do estudante que pode, conforme a
andragogia, provocar a emancipação do educando, e co- responsabilizá-lo pela sua
aprendizagem.
Todo esse caminho da aprendizagem passa por um momento muito especial chamado
de avaliação, essa hora o professor e o aluno podem verificar o quanto foi eficaz o ensino. Mas
se o método avaliativo não for bem escolhido, e até mesmo avaliado, pode prejudicar todo o
esforço empreendido pelo educador e pelo educando. Por conta disso a avaliação não pode ser
vista como um momento de cobrança, mas sim de aprendizagem continua.
Palavras Chave: Educação- Didática – Avaliação – Professor - Aluno
JUSTIFICATIVA
Ao longo da história a didática vem associada com o tipo de pensamento pedagógico
vigente. O fazer didático do professor reflete suas concepções sobre educação e sobre o tipo de
ser humano que se deseja formar.
Por isso se faz necessário essa discussão sobre didática e métodos avaliativos que
abarcará questões como o perfil do educador e o perfil dos alunos que ocupam os bancos da
faculdade. Alunos esses que são em sua maioria oriundos da Geração Y e tem como professores
pessoas da Geração X.
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A pesquisa aqui proposta pretende verificar se as aulas são desenvolvidas mediante
abordagem dialógica com base nos movimentos de sensibilização, construção/ desconstrução
/reconstrução do conhecimento e avaliação da própria prática. Também para perceber se os
recursos didáticos são diversificados como: debate; consultas bibliográficas; estudos orientados
e leituras; uso de vídeos e cenas de filme; relatos de experiências; elaboração e apresentação de
atividades diversas, etc.
Lembrando que todo esse processo educacional reflete na formação das novas gerações,
por conta disso é mister buscar discutir e conhecer esse processos educacionais, incluindo o
momento impar da avaliação, da verificação do conhecimento adquirido, resignificado e
aprendido.
METODOLOGIA
O trabalho se desenrolara em uma IES não pública, o público alvo da pesquisa são os
alunos e professores do curso de Nutrição. A pesquisa será feita por amostragem de 50% cerca
de 15 docentes e 50% dos discentes de todos os períodos do turno noturno, aproximadamente
195 alunos. Serão aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas. Aqueles que
aceitarem contribuir com a pesquisa assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
de concordância e autorização do uso dos dados da pesquisa. Após a coleta dos dados será
realizado a tabulação dos mesmos e a análise dos dados levantados. O trabalho que será
desenvolvido se caracterizará em pesquisa aplicada, explicativa e critica, através de um estudo
de caso de abordagem qualitativa.
REFERÊNCIAS
BELLAN. Andragogia em Ação: como ensinar adultos sem se tornar maçante. SP:
SOCEP Editora, 2005.
CASTRO, Amélia Domingues de. Trajetória histórica da Didática. Série Idéias n. 11.
São Paulo: FDE, 1991 Páginas: 15-25, Retirado de: www.crmariocovas.sp.gov.br/amb
<acesso em 15 mar.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Paz e Terra. RJ. , 1997.
GIL, Antônio Carlos. Metodologia do ensino superior. 3. ed. SP: Atlas, 1997.
GODOY, Arilda S. Introdução à pesquisa qualitativa e sua possibilidades. In
Revista de Administração de Empresas, v.35, n.2, Mar.Abr. 1995ª p. 57-63.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3.
ed. São Paulo:Atlas, 2000.
013. OS DESAFIOS DA GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES NÃO
GOVERNAMENTAIS - ONGS DE MANAUS PARA CAPTAÇÃO DE
RECURSOS E VIABILIZAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS
Maria Francisca Bastos1, Adriana Alves B. Belém2, Phabla Maira L. dos Santos 3
1
Professora do Curso de Administração da Faculdade Literatus – UNICEL – Email:
[email protected]
2
Acadêmica do 6º período de Administração da Faculdade Literatus - UNICEL - Email:
[email protected]
30
3
Acadêmica do 6º período de Administração da Faculdade Literatus- UNICEL. Email:
[email protected]
INTRODUÇÃO
É desafiador o gerenciamento das ações concernentes ao Terceiro Setor. A
presente pesquisa busca entrever a qualidade da gestão como fator primordial para a
sustentabilidade das organizações não governamentais - ONGs. Essas por sua vez, são
agentes de mudanças das pessoas e sociedades, propiciando retorno e satisfação tanto
para aqueles que servem, como para os que são atendidos. É significativo o crescimento
e a atuação das ONGs em todo mundo. E a velocidade no crescimento não acompanha
o perfil do profissional, em relação ao conhecimento específico necessário para a
desenvoltura da atividade. As organizações não governamentais - ONGs deixam de
desenvolver seus trabalhos com total eficiência, por se depararem com uma série de
obstáculos que vão desde questões jurídicas, econômicas, logísticas, desconhecimento
real dos anseios e das necessidades da comunidade onde o projeto social será
implantado, mesmo a inexistência de fontes bibliográficas específicas referentes a esse
tipo de trabalho. Assim, cria-se um sério problema para a eficiência na gestão do projeto
social, causando descrédito em muitas instituições, que, bem intencionadas, tentam
realizar seus trabalhos, porém sucumbem diante das dificuldades citadas, prejudicando a
imagem perante a sociedade e o trabalho na gestão social do terceiro setor. Os projetos
sociais são ferramentas de ação que delimitam uma intervenção quanto aos objetivos,
metas, formas de atuação, prazos, responsabilidade e avaliação os quais preocupam-se
em organizar as ações para transformar uma determinada realidade social seja no âmbito
macro social (sociedade como um todo) ou micro social (caráter organizacional das
instituições) mostrando assim, sua amplitude e o seu verdadeiro significado.
Esse projeto tem como objetivo identificar os problemas da gestão nas
organizações não governamentais – ONGs na cidade de Manaus, para captação de
recursos e viabilização dos projetos sociais. Sua relevância está pautada na busca de
investigação dos desafios encontrados pelos gestores dessas organizações não
governamentais, para essas ações, visto que existe um número significativo de ONGs
que estão em declínio. E ainda que possa ser usado como parâmetro de referência para
outras pesquisas que estudam as dificuldades na prática de gerenciamento no terceiro
setor. O processo de evolução das ONGs, resultou num movimento rumo à exigência de
profissionalização dessas organizações, que passaram a assumir atribuições
complementares ao Estado (Dufloth, 2004).
Assim, espera-se encontrar alternativas que minimizem as falhas em seu
gerenciamento, repensando novas formas e iniciativas sociais aliadas à administração e
a inovação dos modelos de gestão eficaz e sustentável.
METODOLOGIA
A pesquisa será desenvolvida através de ferramentas exploratórias e qualitativas,
como questionários e entrevistas, com a finalidade de interpretar o objeto de estudos e
suas resultantes. Acompanhando as mesmas pesquisas, serão realizadas coletas de dados
e informações técnicas em fontes históricas de registros de experiências já
concretizadas. A pesquisa será descritiva, tendo em vista o trabalho se basear na
observação, análise, registros, classificação e interpretação dos dados coletados nas
organizações não governamentais- ONGs. Segundo Oliveira (2001) a pesquisa
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descritiva é uma ferramenta que permite ao pesquisador obtenção de uma melhor
compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam os
fenômenos, sem a interferência do mesmo nos dados coletados.
O estudo da pesquisa se dará em 02 organizações não governamentais - ONGs na
cidade de Manaus, como forma comparativa de diferenças e similaridades entre essas
organizações, onde seu universo de pesquisa se constitui de grupos de colaboradores
com formações diversas que fazem parte do quadro organizacional, assumindo os
cargos de liderança disponibilizados pelas organizações. Segundo Vergara (2004)
população é ―um conjunto de elementos que possuem as características que serão o
objeto de estudo‖.
Todos os resultados analisados dos materiais obtidos através da
entrevista, questionários, observações serão coletados, interpretados, comentados e
representados através de gráficos. Tendo como resultado uma informação mais precisa e
eficiente, além de servir de instrumento para a averiguação da suposição.
RESULTADOS
Espera-se com o estudo do tema entender que não existe um modelo de gestão
próprio para as Organizações não Governamentais - ONGs, mas a forma como são
geridas difere da lógica que predomina nas instituições privadas e isso requer um
conhecimento com especificidades. A deficiência do conhecimento compromete a
eficácia das ações e acarreta descrédito perante a sociedade e as possíveis parcerias. A
gestão por competências é um conjunto de ferramentas, instrumentos e processos
metodológicos voltados para a gestão estratégica de pessoas, o que poderá constituir
uma boa base de partida para um modelo de gestão apropriado a cada situação.
A relevância está pautada na investigação dos desafios encontrados na gestão
dessas organizações não governamentais, visto que existe um número significativo de
ONGs que estão em declínio. E ainda que essa inquirição possa ser usada como
parâmetro de referência para outras pesquisas que estudam as dificuldades na prática de
gerenciamento no Terceiro Setor. Dulany (2005) refere que, na sociedade civil está
surgindo uma nova geração de organizações-ponte que, se realmente representativas e
dignas de confiança, podem atuar como interlocutoras junto aos atores maiores tais
como o governo e o setor privado.
Todavia em um mundo de transformações aceleradas, certos processos e fenômenos
adquirem maior ou menor consistência e visibilidade e demandam a necessidade de
conhecimentos mais rigorosos e sistemáticos, ora revisitando teorias e conceitos já
postos, ora requerendo novas abordagens e fundamentos, como é o caso das
Organizações não Governamentais – ONGs.
REFERÊNCIAS
DULANY, Paggy. Tendências emergentes em parcerias intersetoriais, processos e
mecanismos para colaboração. In: Ioschpe, Evelyn Berg. (org.). 3º Setor.
Desenvolvimento Social Sustentado. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2005.
DUFLOTH, S. C. Organizações sistêmicas do terceiro setor: estudo das
configurações das organizações do terceiro setor baseado em sistemas autoorganizados e auto-regulados. Escola de Governo da Fundação João Pinheiro. Texto
n. 6. Belo Horizonte. 2004.
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OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado da Metodologia Científica. São Paulo: Thomson
Learning. 2001.
VERGARA, S.C. Projetos e relatórios de Pesquisa em Administração. 5. ed. São
Paulo: Atlas. 2004.
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TRABALHOS QUE RECEBERAM HONRA AO MÉRITO
006. ATIVIDADE LARVICIDA DE EXTRATOS E ÓLEO ESSENCIAL DE
Piper marginatum
Daniele Joana Fernandes de Souza1; Sayra Moura dos Santos1; Francisco Célio Maia
Chaves2; Milena Rodrigues Soares Mota3
007. AVALIAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS CONTRA LARVAS NATURAIS
DE Aedes aegypti E Aedes albopictus
Thaís Marcelle Ferreira de SOUSA1; Cristóvão Alves da COSTA 2
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NORMAS PARA RESUMO EXPANDIDO E BANNER
I. O texto dos originais deve ser organizado em Título, Autores, Introdução,
Metodologia, Resultados e Discussão e Referências.
II. O resumo expandido deverá ocupar no mínimo duas, e no máximo quatro páginas,
incluindo Texto, Tabelas e/ou Figuras e Referências.
III. O texto deverá ser formatado em página A4 com margens de 2,5 cm. Deve ser
empregada fonte Times New Roman, tamanho 12, exceto no título que deverá ser
14, e justificado. O espaçamento entre as linhas deverá ser simples.
IV. As citações bibliográficas (referências) no texto devem seguir as normas
vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
V. Citações de trabalhos extraídos de Resumos e Abstracts, publicações no prelo e
comunicação pessoal não são aceitas na elaboração do resumo expandido.
VI. O texto deverá iniciar com o TÍTULO do trabalho em letras maiúsculas,
utilizando fonte Time New Roman, corpo 14, em negrito, centralizado com, no
máximo, 20 palavras.
VII. Após duas linhas (espaços) do TÍTULO, deverá aparecer os Nomes Completos
dos Autores, separados por ponto e vírgula, em fonte Time New Roman,
tamanho 12, e centralizados.
Modelo do cabeçalho do resumo expandido
TÍTULO COM NO MÁXIMO 20 (VINTE) PALAVRAS
Nome Completo do Estudante1 ; Nome Completo do Professor Orientador2 ;
Nome Completo dos Outros2
1Estudante do Curso de ........ da sede da .......da Faculdade Literatus.........; Email:.......................
2Professores do Departamento de ......da Faculdade Literatus.........; E-mail:............
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VIII. Na seção Referências devem ser listados apenas os trabalhos mencionados no
texto, em ordem alfabética do sobrenome, pelo primeiro autor. A ordem dos itens em
cada referência deverá obedecer às normas vigentes da Associação Brasileira de
Normas Técnicas – ABNT.
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iii mostra científica faculdade literatus