Sergipe - Governadores e Presidentes da Província (1821 – 1889) Subsídios Biografico-genealógicos (Parte II) Relação dos Presidentes da Província de Sergipe, com dados biográficos e genealógicos, para compor nosso tema Subsídios Biográfico-Genealógicos, da seção Arquivos Genealógicos. Carlos Eduardo de Almeida Barata Parte II 1855-1869 Salvador Correia de Sá e Benevides, Doutor, 26.º Presidente nomeado em 24.12.1855, empossado em 27.02.1856, deixando o cargo em 10.04.1857 Salvador Corrêa de Sá e Benevides, nascido por volta de 1826, no Rio de Janeiro, e falecido em 11.05.1863, no Rio de Janeiro, RJ, sepultado no cemitério de São João Batista. Filho de José Maria Corrêa de Sá e Benevides, gentil homem da imperial Câmara, e de Leonor Maria de Saldanha da Gama, Dama de honra da Imperatriz do Brasil, Teresa Cristina. Neto paterno do Marechal Salvador Corrêa de Sá e Benevides, 5.º Visconde de Asseca, e de Maria Benedita de Sampaio Melo e Castro. Neto materno de João de Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito, 6.º conde da Ponte e Governador da Bahia, e de Maria Constança de Saldanha Oliveira e Daun. Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1849. Deputado à Assembléia Geral Legislativa por Alagoas, na 10.ª legislatura, de 27.02.1857 a 16.09.1860. Presidente da província de Sergipe, nomeado em 24.12.1855, empossado em 27.02.1856, deixando o cargo em 10.04.1857. Moço Fidalgo da Casa Imperial Deixou geração do seu cas., em 1850, no Recife, Pernambuco (ela com 13 anos de idade), com Teresa Augusta Barreto Lamenha Lins, nascida em 02.05.1837, no Recife, Pernambuco, e falecida em 1907. Senhora de rara beleza e fina educação. Dama de Honra da Imperatriz. Filha do Coronel Bento José Lamenha Lins, chefe de um dos ramos desta família Lamenha, de Pernambuco, e de Maria Isidora Paes Barreto; e neta materna do marquês do Recife, da importante família Paes Barreto, de Pernambuco. Pais de: I-1. Maria Leonor Corrêa de Sá e Benevides, nascida em 1851, em Belém do Pará¸e falecida em 19.07.1870, em Pernambuco. Casada, com geração. I-2. Salvador Corrêa de Sá e Benevides, nascido em 10.12.1852, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 14.07.1915. Casado, com geração. I-3. Leonor Correia de Sá e Benevides, nascida em 28.02.1856, em Alagoas, e falecida em 03.11.1908, no Recife – Pernambuco. Casada, com geração. I-4. Teresa Cristina Correia de Sá e Benevides, nascida em 17.03.1857, no Rio de Janeiro, e falecida em 21.09.1929, no Recife – Pernambuco. Casada, com geração. I-5. Hermila Adélia Correia de Sá e Benevides, nascida em 1862, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 13.02.1898, na rua São Cristóvão 150 - sepult. no cemitério do Caju – solteira. José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Comendador Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela segunda vez Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 10.04.1857, permanecendo no cargo cerca de quatro meses, deixando-o em 05.08.1857. Citado na Parte I. João Dabney de Avelar Brotero, Doutor, 27.º Presidente nomeado em 6.06.1857, empossado em 05.08.1857, deixando o cargo em 07.03.1859 Nascido em 24.12.1826, no Rio de Janeiro, e falecido em 01.09.1859, em São Paulo. O seu féretro foi conduzido a mão, por seus discípulos, para o cemitério da Consolação. Filho do conselheiro dr. José Maria de Avellar Brotero (1789-1873), natural da Freg. de N.S. da Pena, Lisboa, Portugal, e de Ann (Elisabeth) Dabney (1803-1872). Neto paterno de Manuel Inácio de Avelar Brotero e de Maria do Nascimento Munhoz; e neto materno de John Bass Dabney, cônsul americano na ilha do Faial, e de Roxane Lewis. Era sobrinho bisneto do famoso botânico padre Felix de Avelar Brotero, que inventou o nome Brotero, adotado mais tarde por toda a Família. Doutor em Direito pela Faculdade de São Paulo, na turma de 1846. Promotor público da capital de São Paulo. Deputado Provincial e presidente da Câmara de São Paulo. Deputado à Assembléia Geral Legislativa por São Paulo, suplente, assumindo o mandato na 9.ª legislatura, de 14.05.1856 a 02.07.1856. Por ocasião da reforma de 1855, foi nomeado lente da Academia de Direito de Pernambuco, onde permaneceu por um ano. Foi removido para a Faculdade de Direito de São Paulo, por decreto de 31.03.1855, tomando posse a 15.06., como substituto do Dr. Furtado, que fora nomeado catedrático de Direito Administrativo. Escolhido Presidente da província da Paraíba quando faleceu. Manoel da Cunha Galvão, Doutor, 28.º Presidente nomeado em 31.01.1859, empossado em 07.03.1859, deixando o cargo em 15.08.1860 Nascido em 27.09.1822, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e falecido em 27.03.1872, no Rio de Janeiro. Filho de Manuel Raimundo Galvão e de Joaquina Teodora da Cunha, descendente de antigas famílias do Rio Grande do Sul, filha de Inácio Antônio da Cunha e de Maria Francisca da Conceição; neta paterna do capitão João da Cunha e de Antonia Maria de Jesus; e bisneta de Belchior da Cunha, natural da freguesia de Santa Tecla, Celorico de Bastos, no arcebispado de Braga, em Portugal, e de Joana Francisca. Era irmão do tenente-coronel Inácio da Cunha Galvão, Conselheiro, engenheiro e Lente de matemática do Externato Aquino do Rio de Janeiro. Bacharel em letras pela Universidade de Paris, para onde seguira depois de fazer os estudos primários na Bahia. Doutor em Matemáticas pela Escola Militar do Rio de Janeiro, sendo o primeiro que nela sustentou tese para obter esse grau. Serviu no corpo de engenheiros, onde sentou Praça em 25.03.1842. Promovido a 2.º Tenente em 11.03.1843. Promovido a 1.º Tenente em 27.08.1849. Promovido a Capitão em 02.12.1855. Exerceu comissões civis como a de membro da Comissão de Higiene, e Engenheiros da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cargo que ainda exercia em 1857. Diretor de Obras da Corte no Império Brasileiro. Deixando o exército, foi nomeado Chefe da Diretoria das obras públicas e navegação, na criação da Secretaria de estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Conselheiro do Imperador. Comendador da Ordem da Rosa. Sócio do Instituto Sergipano de agricultura. Membro da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Casado em 30.12.1854, no Rio de Janeiro, em casa da condessa da Piedade, com Clemencia Augusta de Sales, nascida em 13.02.1837, no Rio de Janeiro (Candelária), onde faleceu em 04.11.1911, filha de Francisco José Guimarães Sales e de Maria Sabina Pacheco. Pais de: I-1. Julieta de Sales Galvão, nascida em 06.10.1855, no Rio de Janeiro. 2.ª viscondessa da Graça, título português, por seu casamento. Sem geração. I-2. Alberto de Sales Galvão, nascido em 22.05.1861, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 12.03.1912, Rio de Janeiro, suicídio - sepult. no Cemitério de São João Batista. Tomás Alves Júnior, Bacharel, 29.º Presidente nomeado em 20.06.1860, empossado em 15.08.1860, deixando o cargo em 26.03.1861 Nascido em 08.06.1830, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 06.07.1895. Filho de Tomaz Alves e de Maria Luiza. Bacharel em letras pelo antigo Colégio Pedro II. Bacharel em direito pela faculdade de São Paulo, na turma de 1854. Ao deixar a Academia, estabeleceu-se na Corte do Rio de Janeiro, onde foi hábil e erudito advogado. Iniciou sua carreira trabalhando no escritório do jurista Bernardo de Souza Franco, futuro visconde de Souza Franco. Promotor Público do Rio de Janeiro, justamente na célebre questão Vila-Nova do Minho e, portanto, tendo de colocar-se à frente de distintos advogados, cargo que deixou para ocupar a presidência da província de Sergipe de 20.06.1860 a 26.03.1861. De volta do Rio de Janeiro, reabriu seu escritório de advocacia, sendo por alguns anos advogado do Banco Rural e Hipotecário do Rio de Janeiro, que iniciou suas atividades no Rio de Janeiro, em 1854. Professor da Escola Militar do Rio de Janeiro. Major honorário do exército. Lente da cadeira de Alemão do Externato Aquino do Rio de Janeiro. Tomava parte ativa nos trabalhos das associações literárias e colaborava na Revista Mensal do Ensaio Philosophico. Conselheiro do Imperador. Dignitário da ordem da Rosa. Comendador da ordem de Cristo. Casado em 23.01.1856, em São Paulo, com Emília Augusta de Melo, filha do doutor João Tomaz de Melo e de Maria Benedita dos Santos. Pais de: I-1. João Tomaz de Melo Alves, nascido em 02.12.1860, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 12.07.1907. Bacharel em Direito pela faculdade de Direito de São Paulo, em 1882. Casado. Joaquim Tibúrcio Ferreira Gomes, Bacharel, Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 26.03.1861, permanecendo no cargo pouco mais de dois meses, deixando-o em 01.06.1861. Nascido em S.Gonçalo de Campos, província da Bahia, e falecido em 30.09.1903. Magistrado. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Academia de Direito de Olinda, em 1846. Nomeado Promotor Público do termo da cidade de Cachoeira, na província da Bahia, pelo decreto de 24.12.1854. Tendo-se habilitado na forma da lei, foi nomeado, pelo decreto de 23.09.1857, Juiz de Direito da comarca de Maroim, em Sergipe, onde serviu durante quatro anos, sendo removido para a de Caravelas, na Bahia, pelo decreto de 26.10.1861. Foi Juiz da 2ª Vara Criminal da capital da Bahia, por decreto de 22.06.1865, passando para a 2ª Vara Cível da mesma capital, por decreto de 15.12.1865. Na política, figurou como Deputado em várias legislaturas da Assembléia Provincial da Bahia, sempre reeleito de 1848 a 1859. Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 26.03.1861, permanecendo no cargo pouco mais de dois meses, deixando-o em 01.06.1861. Por decreto de 18.12.1857, foi nomeado Desembargador da Relação de Fortaleza, província do Ceará, da qual foi Presidente, por decreto de 25.08.1880, e reconduzido a esse cargo por três vezes — decretos de 11.08.1883, 11.09.1886 e 14.09.1889. Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, em decreto de 17.12.1889, preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de Joaquim Pedro Villaça; tomou posse em 19.03.1890. Foi aposentado por decreto de 21.03.1891. Joaquim Tiburcio Ferreira Gomes foi o primeiro Ministro nomeado para o Supremo Tribunal no regime republicano (Laurênio Lago, Os Ministros do Supremo). Joaquim Jacinto de Mendonça, Bacharel, 30.º Presidente nomeado em 20.02.1861, empossado em 01.06.1861, deixando o cargo em 13.06.1863. Nascido em 20.05.1828, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em 31.01.1891. Filho do capitão João Jacinto de Mendonça, natural de Angra do Heroísmo (Santa Luzia), Ilha Terceira, Açores, e de Florinda Luiza da Silva, natural de Rio Grande, Rio Grande do Sul; neto paterno de André Francisco de Mendonça e de Maria da Anunciação; e neto materno de José Tomás da Silva e de Eulália Maria da Cunha. Advogado. Bacharel em Letras na 3.ª Turma do Colégio Pedro II, em 1845. Seguiu para São Paulo com seu amigo de turma do Pedro II, o Silva Maia, e formaram-se em Direito na mesma turma de 1850 da Academia de São Paulo. Deputado à Assembléia Geral Legislativa por Sergipe, na 14.ª legislatura, de 08.05.1871 a 22.05.1872. Casado em 04.12.1858, em Pelotas, Rio Grande do Sul, com Clara Barbara da Cunha, nascida em 04.12.1834, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em 05.09.1900, filha do comendador Alexandre Vieira da Cunha e de Maria Josefa Leopoldina da Silva. Pais de: I-1. João Jacinto de Mendonça, nascido em 01.11.1859, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em 06.12.1907. Advogado. Casado, com geração. I-2. Florinda Jacinto de Mendonça, nascida em 20.01.1867, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em 18.06.1944, solteira. I-3. Joaquim Jacinto de Mendonça Filho, nascido em 15.07.1869, em Pelotas, Rio Grande do Sul, e falecido em 28.05.1927, em São Paulo. Advogado. I-4. Casou duas vezes – com geração. Maria Josefa Jacinto de Mendonça, nascida em 22.07.1875, em Pelotas, Rio Grande do Sul¸ onde faleceu. Joaquim José de Oliveira, Doutor, 6.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por algumas horas, deixando-o no mesmo dia. Nascido em 02.11.1820, em São Cristóvão, Sergipe, e falecido em 16.09.1872, no Rio de Janeiro. Filho de Francisco Félix de Oliveira e de Ana Joaquina de Oliveira. Médico e intelectual. Em 1839 matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, recebendo o grau de doutor em 23.11.1844, após defesa de tese dissertando sobre Os ruídos normaes e pathologicos do coração e dos outros órgãos. Depois de formado retornou a São Cristóvão, onde entregou-se ao exercício da clínica, até ser nomeado, pelo Governo Imperial, por decreto de 01.07.1846, comissário vacinador da província de Sergipe, lugar que deixou em 06.11.1856. Por ato oficial dessa última data, foi nomeado Inspetor da Tesouraria Provincial, funções que desempenhou até 28.05.1864, quando se aposentou. Foi Vice-diretor do Liceu Sergipano. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, por Sergipe, no biênio de 1852-1853. Foi, em 1854, terceiro suplente do juiz municipal do termo da Estância, Sergipe. Provedor de saúde pública do porto de Aracaju. Nomeado 6.º Vice-Presidente da província de Sergipe pelo decreto de 25.09.1857. Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por algumas horas, deixando-o no mesmo dia. Capitão cirurgião-mór do comando superior da Guarda nacional de São Cristõvão e Itaporanga em 1858. Primeiro diretor do Hospital de Caridade de Aracaju e Inspetor da Alfândega por Decreto de 07.11.1866, substituindo Pedro Lopes Rodrigues, cargo que exerceu até 19.03.1868, por ter sido removido para a Alfândega do Maranhão por decreto de 19.02.1868. Nela se conservou até ser removido para a de Pernambuco, em cujo exercício se encontrava quando, sentindo-se gravemente enfermo, partiu para o Rio de Janeiro, em busca de tratamento, onde acabou falecendo em 16.09.1872 (Guaraná, Dic. Bio-Bibl.). O Imperador D. Pedro II, no ano de 1860, querendo manifestar o seu apreço à hospitalidade recebida, quando da sua visita ao norte do Brasil, no ano anterior, agraciou-o, pelo decreto de 14.03.1860, com a ordem de Cristo, no grau de Cavaleiro. Casado. Pai de: João de Oliveira, doutor, residente no Recife, Pernambuco I-1. Angelo Francisco Ramos, Bacharel, 3.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por oito dias, deixando-o em 21.06.1863. Nascido por volta de 1823, na Bahia. Magistrado. Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1841. Chefe de Policia da Província de Sergipe. Juiz de Direito de Estância, Sergipe, em 1862. Desembargador do Tribunal da Relação do Mato Grosso, a quem coube, em 01.05.1874, a instalação do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, criado em 1873, sendo escolhido o seu 1.º Presidente. Quando da sua instalação, compunham a Relação dos desembargadores Ângelo Francisco Ramos, Presidente, Francisco Gonçalves da Rocha, Vicente Ferreira Gomes e Tertuliano Tomás Henrique. Deputado à Assembléia Geral Legislativa pela Bahia, nas 7.ª e 8.ª legislaturas, respectivamente: 03.05.1848 a 05.10.1848 e 01.01.1850 a 04.09.1852. Como suplente, assumiu o cargo de deputado na 9.ª legislatura, de 08.06.1854 a 20.09.1856. Como Vice-Presidente das Província de Sergipe, assumiu o governo em duas ocasiôes: a primeira, por oito dias, de 13.06.1863 a 21.06.1863; e, a segunda, por quase dois meses, de 05.11.1865 a 02.01.1866. Segundo pesquisas do genealogista Jorge Ricardo Fonseca, da Bahia, o desembargador Angelo foi casado com Josefina Pires Gomes, batizada aos 11.04.1836, em Muritiba, Bahia. Em 1895, residente no Rio de Janeiro. Filha de Higino Pires Gomes, Deputado à Assembléia Provincial, revolucionário atuante na Sabinada, e de Carlota da Silva Neves, natural de Muritiba, Bahia. Pais de (Dados de Jorge Ricardo Fonseca): I-1. Afonso Pires Ramos, falecido antes de 1923. Casado, com geração. I-2. Fábio Pires Ramos, em 1896 residente no Rio de Janeiro. Falecido em 1930, em Nápoles, Itália. Doutor, diplomata, que ocupou os cargos de cônsul do Brasil no Japão, na França, etc. Casado, com geração. I-3. Ângelo Pires Ramos nascido cerca de 1849, na Bahia, e falecido a 13.11.1896, no Rio de Janeiro. Juiz de direito em Rio Claro (SP). Em 1895, residente em São Paulo. Casado, com geração. I-4. Eduardo Pires Ramos, nascido a 25.05.1854, em Salvador, Bahia, e falecido a 14.05.1923, no Rio de Janeiro. Diretor da Faculdade de Direito da Bahia, 1891-1893. Casado, com geração. Alexandre Rodrigues da Silva Chaves, Bacharel, 31.º Presidente nomeado em 09.07.1863, empossado em 31.07.1863, deixando o cargo em 24.02.1864. Nascido em 1824, na província do Rio de Janeiro. Filho de Antonio Rodrigues da Silva. Bacharel em Direito pela Academia de Direito de São Paulo, em 1847. Pouco depois de formado, foi nomeado promotor interino da capital da província de São Paulo, cargo que exerceu por alguns meses, retirando-se para a cidade do Piraí, na província do Rio de Janeiro. Ali exerceu o cargo de juiz municipal em 1848. Tempos depois, abandonou a magistratura, dedicando-se à advocacia. Foi consultor de poderoso partido que dominava a política das vilas do Piraí, São João do Príncipe e outras povoações, todas na Província do Rio de Janeiro. Em 1853, como advogado, representou o poderoso comendador José de Souza Breves, na cidade de Angra dos Reis, que estava sendo acusado do contrabando de escravos africanos desembarcados na enseada de Bracuí. Fez brilhante defesa e conseguiu a absolvição do seu constituinte, sabidamente o maior traficante de escravos de seu tempo, proprietário de três navios negreiros, que ficavam aportados em seu porto particular, em Mangaratiba para, depois de uma forçada quarentena, subirem a serra por trilhas que levavam às suas quase 200 fazendas espalhadas pela Província do Rio de Janeiro. Um destas embarcações, quando da lei que proibia o tráfico negreiro, vendeu para o barão de Piraí, que a utilizou para transportes em partes navegáveis do rio Paraíba do Sul. Foi Secretário de polícia na Província do Rio de Janeiro em 1859. Inspetor provincial da instrução pública e advogado em Vassouras, em 1862. Cabe ressaltar que seu nome aparece de trê formas: no termo da primeira matrícula do primeiro ano, ainda assinava Alexandre José Gonçalves Chaves. Já por ocasião da segunda matrícula estava feita, com permissão do diretor da Academia, a alteração do nome para Alexandre Rodrigues da Silva Chaves. Finalmente, numa relação dos Presidentes da província de Santa Catarina, vê-se o nome Alexandre José Rodrigues Chaves, nomeado a 23.01.1864, empossado em 26.04.1864, exercendo o cargo até 24.04.1865, quando assumiu o 1.º VicePresidente. Nos relatórios dos presidentes da mesma Província, ele aparece como Alexandre Rodrigues da Silva Chaves, e assim o assina no Relatório que apresentou na 2.a sessão da 12ª legislatura em 1º de março de 1865. É certo estarmos tratando da mesma pessoa, ou seja, Alexandre José Rodrigues Chaves, parece ser uma forma errada adotada em uma relação de 1894, quando na verdade o presidente de Santa Catarina, conforme ele mesmo assina, é o mesmo que havia deixado a administração da província de Sergipe, em 24.02.1864 Alexandre Rodrigues da Silva Chaves. Deixou a administração de Santa Catarina por ter sido nomeado, em 23.06.1865, para o cargo de Presidente da província do Espírito Santo, empossado em 28.08.1865, exercendo-o até 09.04.1867, quando assumiu o Vice-Presidente Carlos de Cerqueira Pinto. Antonio Dias Coelho e Melo, Comendador, 1.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 24.02.1864, permanecendo no cargo por quatro meses, deixando-o em 21.06.1864. Antônio Dias Coelho e Melo, nascido em 1822, no engenho Colégio, freguesia de Itaporanga, Sergipe, onde faleceu em 04.04.1904, em São Cristóvão - Sergipe, sepultado na igreja do "Colégio", onde jazem os seus antepassados. Filho do barão de Itaporanga, Domingos Dias Coelho e Melo e de Maria Micaela Coelho Dantas de Melo. Domingos Dias também administrou Sergipe, fazendo parte da Junta Provisória de 1823, conforme foi citado na Parte I. Proprietário. Em 1842 seguiu para a Europa a fim de fazer seus estudos superiores. Matriculou-se na Escola de Pontes e Calçadas de Paris, França, porém, por falta de identificação, abandonou os estudos, e retornou a Sergipe, dedicando-se à agricultura no engenho da família. Juiz de Paz e Vereador presidente da Câmara Municipal de Itaporanga. Chefe do Partido Liberal em 1863. Deputado provincial em várias legislaturas. Deputado à Assembléia Geral Legislativa por Sergipe, nas 13.ª, 17.ª e 18.ª legislaturas, respectivamente: 22.05.1867 a 20.07.1868, 15.12.1878 a 10.01.1881, e 17.01.1882 a 03.09.1884. Vice-presidente e presidente da Província de Sergipe, em duas ocasiões: 24.02.1864 a 21.06.1864, e 02.01.1866 a 01.02.1866. . Senador do Império pela Província de Sergipe, nomeado por Carta Imperial de 24.01.1885, empossado em 02.03.1885, exercendo o mandato até 15.11.1889, data da proclamação da República. Havia concorrido a esta cadeira do senado, nas eleições de novembro de 1884, junto com o bacharel Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel, e o matemático José Luiz Coelho e Campos, na vaga aberta em virtude do falecimento do senador Antonio Dias de Siqueira e Melo, em 04.07.1884. Foi o primeiro colocado com 1809 votos, contra 1668, de Siqueira Maciel, e 1545, de Coelho e Campos. Presidente da Diretoria do Imperial Instituto Sergipano de Agricultura, por Decreto de 29.01.1860. Comendador da Ordem de Cristo, Comendador da Ordem da Rosa. Foi agraciado com o título de barão da Estância, pelo Decreto de 18.09.1867, em gratidão ao valioso concurso oferecido ao governo Imperial por ocasião da guerra do Paraguai. Foi casado três vezes: a primeira, com Lourença Dias Dantas e Melo, nascida por volta de 1825, e falecida a 18.04.1861, antes da concessão do título; a segunda, com Lourença de Almeida Vieira, falecida a 03.05.1890, primeira Baronesa de Estância, filha de Serafim de Almeida e de Ana de Menezes; e a terceira, com Francisca de Assis Dantas e Melo, nascida em 30.08.1874 em Sergipe, segunda Baronesa de Estância. Pai de (1.º matrimônio): I-1. Amélia Dias de Melo, casada, com geração, citada adiante, por ser casada com José de Faro Rollemberg, que também administrou a província de Sergipe, em 1885. Cabe ressaltar que Amélia se liga quatro vezes aos administradores de Sergipe: seu marido, seu pai, seu tio afim, e seu avô. I-2. Pedro Dias de Melo, casado, com geração. Teve seis filhos, dos quais somente um falava, o restante era mudo. I-3. Elisa Dias de Melo, falecida aos 7 anos de idade. (2.º matrimônio) I-4. Aurélia Dias, nascida em 16.06.1864. Casada, com geração. Ana Dias, casada, com geração. I-5. Cincinato Pinto da Silva, Bacharel, 32.º Presidente nomeado em 20.04.1864, empossado em 21.06.1864, deixando o cargo em 5.11.1865 Falecido em 07.10.1912, na Bahia, Médico. Criador do Montepio dos Servidores do Estado de Alagoas. 32.º Presidente da província de Sergipe, nomeado em 20.04.1864, empossado em 21.06.1864, deixando o cargo em 5.11.1865. Foi testemunha no inventário do conselheiro doutor João Baptista dos Anjos (17991871), na Bahia, no escritório do doutor Sebastião Pinto de Carvalho,na rua Direita do Palácio, freguesia da Sé. 45.º Presidente da província de Alagoas, nomeado em 19.11.1878, empossado em 28.12.1878, deixando o cargo em 16.07.1880, por ter sido nomeado para administrar o Maranhão. 44.º Presidente da província do Maranhão, nomeado em 12.06.1880, empossado em 24.07.1880, deixando o cargo em 17.11.1881. Angelo Francisco Ramos, Bacharel, 3.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela segunda vez Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 05.11.1865, permanecendo no cargo por quase dois meses, deixando-o em 02.01.1866. Citado acima, nesta Parte II. Antonio Dias Coelho e Melo, Comendador, 1.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado pela terceira vez Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 02.01.1866, permanecendo no cargo por um mês, deixando-o em 01.02.1866. Citado na Parte I. José Pereira da Silva Morais, Doutor, 33.º Presidente nomeado em 18.11.1865, empossado em 01.02.1866, deixando o cargo em 28.10.1867. Natural da Bahia, e falecido a 02.05.1883. Bacharel em Direito pela Academia de Olinda. Presidente da Província de Sergipe, de 1866 a 1867. Desembargador da Relação da Bahia. Antônio de Araújo de Aragão Bulcão, Bacharel, 34.º Presidente nomeado em 29.09.1867, empossado em 28.10.1867, deixando o cargo em 10.08.1868 Nascido em 06.08.1832, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 08.06.1913, em Salvador, Bahia. Filho do Barão de São Francisco, segundo do nome, o Capitão-Mor José de Araújo de Aragão Bulcão, e de Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque. Neto paterno do Barão de São Francisco, primeiro do nome, Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão, e de Joaquina Maurícia de São Miguel e Aragão. Neto materno de Gonçalo Marinho Falcão e de Mariana Rita de Menezes Brandão. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, Pernambuco, em 1854. Juiz Municipal e de Órfãos do termo de Santo Amaro, na Bahia, de 06.03.1860 a 18.10.1862. Juiz Municipal da 2.ª Vara da cidade do Salvador de 18.10.1862 a 05.10.1867, quando foi exonerado, a pedido, para ir exercer a administração de Sergipe. Durante o cargo de Chefe de Polícia, foi por três vezes designado para exercer interinamente o cargo de Chefe de Polícia da Província da Bahia. 34.º Presidente da Província de Sergipe, nomeado em 29.09.1867, empossado em 28.10.1867, deixando o cargo em 10.08.1868. 2.º Vice-Presidente da Província da Bahia de 16.03.1878 a 25.01.1879, tendo exercido nessa qualidade interinamente a Presidência de 25.11.1878 a 25.01.1879. O Governo Imperial, aproveitando a sua posição à frente daquela província, efetivou-o no mesmo cargo, nomeando-o pelo Decreto de 09.01.1879 41.º Presidente da Província da Bahia, empossado em 25.01.1879, deixando o cargo em 25.03.1881. Colaborou no jornal A Estréa, periódico literário e jurídico, que circulou em Pernambuco em 1854. Um dos fundadores do Instituto Baiano de Agricultura, em 1859, do qual foi Presidente de 04.08.1880 a 1905. Proprietário dos engenhos denominados de Água, Guaíba e Quicengue, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia. Já no regime republicano, foi nomeado Conselheiro Municipal em São Francisco do Conde, de 15.01.1890 a 10.09.1890, quando, a pedido, foi exonerado. Foi Intendente Municipal de 23.01.1893 a 23.05.1896, e novamente Conselheiro Municipal de 23.05.1896 a 31.12.1899, sendo o Presidente do Conselho. Em 1896, foi eleito Senador do Estado, mandato que exerceu por sucessivas reeleições até o seu falecimento em 1913, tendo sido no Senado Vice-Presidente de 1909 a 1911 e Presidente de 1912 a 1913, e, nesta qualidade, ocupou interinamente o cargo de Governador do Estado da Bahia em 1912. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo, Comendador da real Ordem Portuguesa de Cristo. Agraciado com o título de Barão de São Francisco, o terceiro do nome, por Decreto Imperial de 24.03.1881. Casado duas vezes, com duas irmãs: a primeira, com Maria Clara Moniz Viana, com quem não teve geração; e, a segunda, em 10.11.1860, com Maria José Moniz Viana, nascida em 24.09.1843, e falecida em 03.12.1897, baronesa de S. Francisco, filhas de Frutuoso Vicente Viana, Barão do Rio das Contas (segundo do nome), e de Maria Amália Ferrão Moniz de Aragão. Pais de (2.º matrimônio): I-1. Maria Clara Viana Bulcão, nascida em 29.08.1861, em Salvador, Bahia, onde faleceu em 23.05.1913. I-2. Francisco de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 08.02.1863, em Salvador, Bahia, e falecido em 03.01.1909, em seu Engenho Guaiba, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, sendo sepultado na capela do Senhor Bom Jesus de Bouças do Engenho de Água. Casado, com geração. I-3. Maria Amália Viana Bulcão, nascida em 20.05.1865, em Salvador, Bahia, e falecida em 27.11.1939, no Rio de Janeiro. Casada, com geração. I-4. Antonio de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 11.11.1868, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 19.11.1949, em Salvador, Bahia. Casado, com geração. I-5. José Joaquim de Aragão Bulcão, nascido em 22.04.1870, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 17.04.1949, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia. Casado, com geração. I-6. Luiz de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 05.03.1873, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia. Casado, com geração. I-7. Maria José Viana Bulcão, nascido em 18.03.1874, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 30.04.1943, em Salvador, Bahia solteira. I-8. Maria Isabel Viana Bulcão, nascido em 04.04.1877, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 28.04.1928, em Salvador, Bahia. Casada, com geração. José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Major, 1.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela terceira vez Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 10.08.1868, permanecendo no cargo três meses e dezessete dias, deixando-o em 27.11.1868. Citado na Parte I. Evaristo Ferreira da Veiga (II), Bacharel, 35.º Presidente nomeado em 16.09.1868, empossado em 27.11.1868, deixando o cargo em 18.06.1869 Dr. Evaristo Ferreira da Veiga II, nascido em 05.02.1832, em Campanha, província de Minas Gerais, e falecido em 07.03.1889, no Rio de Janeiro, vítima da febre amarela. Filho do tenente-coronel Lourenço Xavier da Veiga e de Jesuína Bernardina Sales. Era sobrinho de seu homônimo, famoso jornalista, escritor e político. Neto paterno de Francisco Luiz Saturnino da Veiga, Professor de Latim, e de Francisca Xavier de Barros, natural do Rio de Janeiro. Neto materno do capitão José Pedro Xavier de Sales e de Ângela Bernardina Grillo, naturais de Campanha (MG). Advogado e Jornalista. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1855. Dedicou-se, inicialmente, à advocacia em Minas Gerais. Juiz Municipal de Pouso Alegre. Juiz Municipal de Jaguari. Filiado ao Partido Conservador. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, por Minas Gerais, na 11.ª, 12.ª e 14.ª legislaturas, respectivamente: 03.05.1861 a 12.05.1863, 01.01.1864 a 16.09.1866, e 11.05.1869 a 22.05.1872. Senador do Império, por Minas Gerais, de 09.09.1887 a 07.02.1889, data do seu falecimento. Casado em 1857, no Rio de Janeiro, com sua prima, Francisca Leopoldina Ferreira da Veiga, nascida em 1828, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 1889, filha de João Pedro da Veiga, comendador da ordem da Rosa e de Cristo, e de Joaquina Rosa da Conceição. Pais de: I-1. Emilia Ferreira da Veiga, nascida em 06.1864, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 19.02.1873, na rua Princesa Imperial - sepult. no cemitério de São João Batista. I-2. Carlos Ferreira da Veiga, nascido no Rio de Janeiro. I-3. Julio Augusto Ferreira da Veiga, nascido em 1860, no Rio de Janeiro. Doutor em medicina. Casado, com geração I-4. Alvaro Ferreira da Veiga. José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Major, Comendador Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela quarta vez Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 18.06.1869, permanecendo no cargo quatro meses e vinte um dias, deixando-o em 08.11.1869. Citado na Parte I. Dionísio Rodrigues Dantas, Bacharel, 2.º Vice-Presidente Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 08.11.1869, permanecendo no cargo por quase um mês, deixando-o em 02.12.1869. Nascido em 07.1832, no engenho Cachoeiro, termo da Estância, Sergipe, e falecido em 03.05.1880, em Aracaju, Sergipe. Filho de Antonio Rodrigues Dantas e de Ana Joaquina da Silva. Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1856. Nomeado Promotor público da Estância, em 11.01.1858, onde permaneceu até 28.04.1858, quando foi exonerado, à pedido. Pomotor interino de Aracaju, Sergipe, por ato de 15.09.1858, e efetivado neste cargo a 02.06.1860. Procurador fiscal da Tesouraria Provincial de Sergipe. Presidente da Câmara Municipal de Socorro, Sergipe, e deputado provincial nas legislaturas de 1862-1863 e 1878-1879, no Sergipe. Fez parte da mesa, como 1.º secretário na última das referidas legislaturas. Nomeado 2.º Vice-Presidente da província de Sergipe, por carta imperial de 30.07.1868, assumindo, nesse caráter, o governo da província em 08.11.1869, permanecendo no cargo por quase um mês, deixando-o em 02.12.1869. Assumiu novamente o governo da província, empossado em 14.08.1871, permanecendo no cargo por sete dias, deixando-o em 21.08.1871.