Sergipe - Governadores e Presidentes da Província
(1821 – 1889)
Subsídios Biografico-genealógicos
(Parte II)
Relação dos Presidentes da Província de Sergipe, com dados biográficos e genealógicos,
para compor nosso tema Subsídios Biográfico-Genealógicos, da seção Arquivos
Genealógicos.
Carlos Eduardo de Almeida Barata
Parte II
1855-1869
Salvador Correia de Sá e Benevides, Doutor, 26.º Presidente
nomeado em 24.12.1855, empossado em 27.02.1856, deixando o cargo em 10.04.1857
Salvador Corrêa de Sá e Benevides, nascido por volta de 1826, no Rio de Janeiro, e
falecido em 11.05.1863, no Rio de Janeiro, RJ, sepultado no cemitério de São João
Batista. Filho de José Maria Corrêa de Sá e Benevides, gentil homem da imperial
Câmara, e de Leonor Maria de Saldanha da Gama, Dama de honra da Imperatriz do
Brasil, Teresa Cristina.
Neto paterno do Marechal Salvador Corrêa de Sá e Benevides, 5.º Visconde de
Asseca, e de Maria Benedita de Sampaio Melo e Castro. Neto materno de João de
Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito, 6.º conde da Ponte e Governador
da Bahia, e de Maria Constança de Saldanha Oliveira e Daun.
Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1849. Deputado à
Assembléia Geral Legislativa por Alagoas, na 10.ª legislatura, de 27.02.1857 a
16.09.1860.
Presidente da província de Sergipe, nomeado em 24.12.1855, empossado em
27.02.1856, deixando o cargo em 10.04.1857.
Moço Fidalgo da Casa Imperial
Deixou geração do seu cas., em 1850, no Recife, Pernambuco (ela com 13 anos de
idade), com Teresa Augusta Barreto Lamenha Lins, nascida em 02.05.1837, no
Recife, Pernambuco, e falecida em 1907. Senhora de rara beleza e fina educação.
Dama de Honra da Imperatriz. Filha do Coronel Bento José Lamenha Lins, chefe de
um dos ramos desta família Lamenha, de Pernambuco, e de Maria Isidora Paes
Barreto; e neta materna do marquês do Recife, da importante família Paes Barreto,
de Pernambuco.
Pais de:
I-1.
Maria Leonor Corrêa de Sá e Benevides, nascida em 1851, em Belém do
Pará¸e falecida em 19.07.1870, em Pernambuco. Casada, com geração.
I-2.
Salvador Corrêa de Sá e Benevides, nascido em 10.12.1852, no Rio de
Janeiro, onde faleceu em 14.07.1915. Casado, com geração.
I-3.
Leonor Correia de Sá e Benevides, nascida em 28.02.1856, em Alagoas,
e falecida em 03.11.1908, no Recife – Pernambuco. Casada, com
geração.
I-4.
Teresa Cristina Correia de Sá e Benevides, nascida em 17.03.1857, no
Rio de Janeiro, e falecida em 21.09.1929, no Recife – Pernambuco.
Casada, com geração.
I-5.
Hermila Adélia Correia de Sá e Benevides, nascida em 1862, no Rio de
Janeiro, onde faleceu em 13.02.1898, na rua São Cristóvão 150 - sepult.
no cemitério do Caju – solteira.
José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Comendador
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela segunda vez Governador,
baseado na Lei de 20.10.1823, empossado em 10.04.1857, permanecendo no cargo cerca
de quatro meses, deixando-o em 05.08.1857.
Citado na Parte I.
João Dabney de Avelar Brotero, Doutor, 27.º Presidente
nomeado em 6.06.1857, empossado em 05.08.1857, deixando o cargo em 07.03.1859
Nascido em 24.12.1826, no Rio de Janeiro, e falecido em 01.09.1859, em São Paulo.
O seu féretro foi conduzido a mão, por seus discípulos, para o cemitério da
Consolação. Filho do conselheiro dr. José Maria de Avellar Brotero (1789-1873),
natural da Freg. de N.S. da Pena, Lisboa, Portugal, e de Ann (Elisabeth) Dabney
(1803-1872). Neto paterno de Manuel Inácio de Avelar Brotero e de Maria do
Nascimento Munhoz; e neto materno de John Bass Dabney, cônsul americano na ilha
do Faial, e de Roxane Lewis.
Era sobrinho bisneto do famoso botânico padre Felix de Avelar Brotero, que inventou
o nome Brotero, adotado mais tarde por toda a Família.
Doutor em Direito pela Faculdade de São Paulo, na turma de 1846. Promotor público
da capital de São Paulo.
Deputado Provincial e presidente da Câmara de São Paulo. Deputado à Assembléia
Geral Legislativa por São Paulo, suplente, assumindo o mandato na 9.ª legislatura,
de 14.05.1856 a 02.07.1856.
Por ocasião da reforma de 1855, foi nomeado lente da Academia de Direito de
Pernambuco, onde permaneceu por um ano. Foi removido para a Faculdade de
Direito de São Paulo, por decreto de 31.03.1855, tomando posse a 15.06., como
substituto do Dr. Furtado, que fora nomeado catedrático de Direito Administrativo.
Escolhido Presidente da província da Paraíba quando faleceu.
Manoel da Cunha Galvão, Doutor, 28.º Presidente
nomeado em 31.01.1859, empossado em 07.03.1859, deixando o cargo em 15.08.1860
Nascido em 27.09.1822, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e falecido em
27.03.1872, no Rio de Janeiro. Filho de Manuel Raimundo Galvão e de Joaquina
Teodora da Cunha, descendente de antigas famílias do Rio Grande do Sul, filha de
Inácio Antônio da Cunha e de Maria Francisca da Conceição; neta paterna do capitão
João da Cunha e de Antonia Maria de Jesus; e bisneta de Belchior da Cunha, natural
da freguesia de Santa Tecla, Celorico de Bastos, no arcebispado de Braga, em
Portugal, e de Joana Francisca.
Era irmão do tenente-coronel Inácio da Cunha Galvão, Conselheiro, engenheiro e
Lente de matemática do Externato Aquino do Rio de Janeiro.
Bacharel em letras pela Universidade de Paris, para onde seguira depois de fazer os
estudos primários na Bahia. Doutor em Matemáticas pela Escola Militar do Rio de
Janeiro, sendo o primeiro que nela sustentou tese para obter esse grau.
Serviu no corpo de engenheiros, onde sentou Praça em 25.03.1842. Promovido a 2.º
Tenente em 11.03.1843. Promovido a 1.º Tenente em 27.08.1849. Promovido a
Capitão em 02.12.1855. Exerceu comissões civis como a de membro da Comissão de
Higiene, e Engenheiros da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cargo que ainda
exercia em 1857. Diretor de Obras da Corte no Império Brasileiro.
Deixando o exército, foi nomeado Chefe da Diretoria das obras públicas e
navegação, na criação da Secretaria de estado dos Negócios da Agricultura,
Comércio e Obras Públicas.
Conselheiro do Imperador. Comendador da Ordem da Rosa. Sócio do Instituto
Sergipano de agricultura. Membro da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.
Casado em 30.12.1854, no Rio de Janeiro, em casa da condessa da Piedade, com
Clemencia Augusta de Sales, nascida em 13.02.1837, no Rio de Janeiro
(Candelária), onde faleceu em 04.11.1911, filha de Francisco José Guimarães Sales
e de Maria Sabina Pacheco.
Pais de:
I-1.
Julieta de Sales Galvão, nascida em 06.10.1855, no Rio de Janeiro. 2.ª
viscondessa da Graça, título português, por seu casamento. Sem
geração.
I-2.
Alberto de Sales Galvão, nascido em 22.05.1861, no Rio de Janeiro,
onde faleceu em 12.03.1912, Rio de Janeiro, suicídio - sepult. no
Cemitério de São João Batista.
Tomás Alves Júnior, Bacharel, 29.º Presidente
nomeado em 20.06.1860, empossado em 15.08.1860, deixando o cargo em 26.03.1861
Nascido em 08.06.1830, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 06.07.1895. Filho de
Tomaz Alves e de Maria Luiza.
Bacharel em letras pelo antigo Colégio Pedro II. Bacharel em direito pela faculdade
de São Paulo, na turma de 1854. Ao deixar a Academia, estabeleceu-se na Corte do
Rio de Janeiro, onde foi hábil e erudito advogado. Iniciou sua carreira trabalhando no
escritório do jurista Bernardo de Souza Franco, futuro visconde de Souza Franco.
Promotor Público do Rio de Janeiro, justamente na célebre questão Vila-Nova do
Minho e, portanto, tendo de colocar-se à frente de distintos advogados, cargo que
deixou para ocupar a presidência da província de Sergipe de 20.06.1860 a
26.03.1861.
De volta do Rio de Janeiro, reabriu seu escritório de advocacia, sendo por alguns
anos advogado do Banco Rural e Hipotecário do Rio de Janeiro, que iniciou suas
atividades no Rio de Janeiro, em 1854. Professor da Escola Militar do Rio de Janeiro.
Major honorário do exército. Lente da cadeira de Alemão do Externato Aquino do Rio
de Janeiro. Tomava parte ativa nos trabalhos das associações literárias e colaborava
na Revista Mensal do Ensaio Philosophico.
Conselheiro do Imperador. Dignitário da ordem da Rosa. Comendador da ordem de
Cristo.
Casado em 23.01.1856, em São Paulo, com Emília Augusta de Melo, filha do doutor
João Tomaz de Melo e de Maria Benedita dos Santos.
Pais de:
I-1.
João Tomaz de Melo Alves, nascido em 02.12.1860, no Rio de Janeiro,
onde faleceu em 12.07.1907. Bacharel em Direito pela faculdade de
Direito de São Paulo, em 1882. Casado.
Joaquim Tibúrcio Ferreira Gomes, Bacharel,
Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de
20.10.1823, empossado em 26.03.1861, permanecendo no cargo pouco mais de dois
meses, deixando-o em 01.06.1861.
Nascido em S.Gonçalo de Campos, província da Bahia, e falecido em 30.09.1903.
Magistrado. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Academia de Direito de
Olinda, em 1846. Nomeado Promotor Público do termo da cidade de Cachoeira, na
província da Bahia, pelo decreto de 24.12.1854. Tendo-se habilitado na forma da lei,
foi nomeado, pelo decreto de 23.09.1857, Juiz de Direito da comarca de Maroim, em
Sergipe, onde serviu durante quatro anos, sendo removido para a de Caravelas, na
Bahia, pelo decreto de 26.10.1861. Foi Juiz da 2ª Vara Criminal da capital da Bahia,
por decreto de 22.06.1865, passando para a 2ª Vara Cível da mesma capital, por
decreto de 15.12.1865.
Na política, figurou como Deputado em várias legislaturas da Assembléia Provincial
da Bahia, sempre reeleito de 1848 a 1859.
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei
de 20.10.1823, empossado em 26.03.1861, permanecendo no cargo pouco mais de
dois meses, deixando-o em 01.06.1861.
Por decreto de 18.12.1857, foi nomeado Desembargador da Relação de Fortaleza,
província do Ceará, da qual foi Presidente, por decreto de 25.08.1880, e reconduzido
a esse cargo por três vezes — decretos de 11.08.1883, 11.09.1886 e 14.09.1889.
Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, em decreto de 17.12.1889,
preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de Joaquim Pedro Villaça; tomou
posse em 19.03.1890. Foi aposentado por decreto de 21.03.1891. Joaquim Tiburcio
Ferreira Gomes foi o primeiro Ministro nomeado para o Supremo Tribunal no regime
republicano (Laurênio Lago, Os Ministros do Supremo).
Joaquim Jacinto de Mendonça, Bacharel, 30.º Presidente
nomeado em 20.02.1861, empossado em 01.06.1861, deixando o cargo em 13.06.1863.
Nascido em 20.05.1828, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em
31.01.1891. Filho do capitão João Jacinto de Mendonça, natural de Angra do
Heroísmo (Santa Luzia), Ilha Terceira, Açores, e de Florinda Luiza da Silva, natural
de Rio Grande, Rio Grande do Sul; neto paterno de André Francisco de Mendonça e
de Maria da Anunciação; e neto materno de José Tomás da Silva e de Eulália Maria
da Cunha.
Advogado. Bacharel em Letras na 3.ª Turma do Colégio Pedro II, em 1845. Seguiu
para São Paulo com seu amigo de turma do Pedro II, o Silva Maia, e formaram-se
em Direito na mesma turma de 1850 da Academia de São Paulo.
Deputado à Assembléia Geral Legislativa por Sergipe, na 14.ª legislatura, de
08.05.1871 a 22.05.1872.
Casado em 04.12.1858, em Pelotas, Rio Grande do Sul, com Clara Barbara da
Cunha, nascida em 04.12.1834, em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde faleceu em
05.09.1900, filha do comendador Alexandre Vieira da Cunha e de Maria Josefa
Leopoldina da Silva.
Pais de:
I-1.
João Jacinto de Mendonça, nascido em 01.11.1859, em Pelotas, Rio
Grande do Sul, onde faleceu em 06.12.1907. Advogado. Casado, com
geração.
I-2.
Florinda Jacinto de Mendonça, nascida em 20.01.1867, em Pelotas, Rio
Grande do Sul, onde faleceu em 18.06.1944, solteira.
I-3.
Joaquim Jacinto de Mendonça Filho, nascido em 15.07.1869, em Pelotas,
Rio Grande do Sul, e falecido em 28.05.1927, em São Paulo. Advogado.
I-4.
Casou duas vezes – com geração.
Maria Josefa Jacinto de Mendonça, nascida em 22.07.1875, em Pelotas,
Rio Grande do Sul¸ onde faleceu.
Joaquim José de Oliveira, Doutor, 6.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de
20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por algumas horas,
deixando-o no mesmo dia.
Nascido em 02.11.1820, em São Cristóvão, Sergipe, e falecido em 16.09.1872, no
Rio de Janeiro. Filho de Francisco Félix de Oliveira e de Ana Joaquina de Oliveira.
Médico e intelectual. Em 1839 matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia,
recebendo o grau de doutor em 23.11.1844, após defesa de tese dissertando sobre
Os ruídos normaes e pathologicos do coração e dos outros órgãos.
Depois de formado retornou a São Cristóvão, onde entregou-se ao exercício da
clínica, até ser nomeado, pelo Governo Imperial, por decreto de 01.07.1846,
comissário vacinador da província de Sergipe, lugar que deixou em 06.11.1856. Por
ato oficial dessa última data, foi nomeado Inspetor da Tesouraria Provincial, funções
que desempenhou até 28.05.1864, quando se aposentou.
Foi Vice-diretor do Liceu Sergipano. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, por
Sergipe, no biênio de 1852-1853. Foi, em 1854, terceiro suplente do juiz municipal
do termo da Estância, Sergipe. Provedor de saúde pública do porto de Aracaju.
Nomeado 6.º Vice-Presidente da província de Sergipe pelo decreto de 25.09.1857.
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei
de 20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por algumas
horas, deixando-o no mesmo dia.
Capitão cirurgião-mór do comando superior da Guarda nacional de São Cristõvão e
Itaporanga em 1858.
Primeiro diretor do Hospital de Caridade de Aracaju e Inspetor da Alfândega por
Decreto de 07.11.1866, substituindo Pedro Lopes Rodrigues, cargo que exerceu até
19.03.1868, por ter sido removido para a Alfândega do Maranhão por decreto de
19.02.1868. Nela se conservou até ser removido para a de Pernambuco, em cujo
exercício se encontrava quando, sentindo-se gravemente enfermo, partiu para o Rio
de Janeiro, em busca de tratamento, onde acabou falecendo em 16.09.1872
(Guaraná, Dic. Bio-Bibl.).
O Imperador D. Pedro II, no ano de 1860, querendo manifestar o seu apreço à
hospitalidade recebida, quando da sua visita ao norte do Brasil, no ano anterior,
agraciou-o, pelo decreto de 14.03.1860, com a ordem de Cristo, no grau de
Cavaleiro.
Casado.
Pai de:
João de Oliveira, doutor, residente no Recife, Pernambuco
I-1.
Angelo Francisco Ramos, Bacharel, 3.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado Governador, baseado na
Lei de 20.10.1823, empossado em 13.06.1863, permanecendo no cargo por oito dias,
deixando-o em 21.06.1863.
Nascido por volta de 1823, na Bahia.
Magistrado. Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1841. Chefe
de Policia da Província de Sergipe. Juiz de Direito de Estância, Sergipe, em 1862.
Desembargador do Tribunal da Relação do Mato Grosso, a quem coube, em
01.05.1874, a instalação do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, criado em 1873,
sendo escolhido o seu 1.º Presidente. Quando da sua instalação, compunham a
Relação dos desembargadores Ângelo Francisco Ramos, Presidente, Francisco
Gonçalves da Rocha, Vicente Ferreira Gomes e Tertuliano Tomás Henrique.
Deputado à Assembléia Geral Legislativa pela Bahia, nas 7.ª e 8.ª legislaturas,
respectivamente: 03.05.1848 a 05.10.1848 e 01.01.1850 a 04.09.1852. Como
suplente, assumiu o cargo de deputado na 9.ª legislatura, de 08.06.1854 a
20.09.1856.
Como Vice-Presidente das Província de Sergipe, assumiu o governo em duas
ocasiôes: a primeira, por oito dias, de 13.06.1863 a 21.06.1863; e, a segunda, por
quase dois meses, de 05.11.1865 a 02.01.1866.
Segundo pesquisas do genealogista Jorge Ricardo Fonseca, da Bahia, o
desembargador Angelo foi casado com Josefina Pires Gomes, batizada aos
11.04.1836, em Muritiba, Bahia. Em 1895, residente no Rio de Janeiro. Filha de
Higino Pires Gomes, Deputado à Assembléia Provincial, revolucionário atuante na
Sabinada, e de Carlota da Silva Neves, natural de Muritiba, Bahia.
Pais de (Dados de Jorge Ricardo Fonseca):
I-1.
Afonso Pires Ramos, falecido antes de 1923. Casado, com geração.
I-2.
Fábio Pires Ramos, em 1896 residente no Rio de Janeiro. Falecido em
1930, em Nápoles, Itália. Doutor, diplomata, que ocupou os cargos de
cônsul do Brasil no Japão, na França, etc. Casado, com geração.
I-3.
Ângelo Pires Ramos nascido cerca de 1849, na Bahia, e falecido a
13.11.1896, no Rio de Janeiro. Juiz de direito em Rio Claro (SP). Em
1895, residente em São Paulo. Casado, com geração.
I-4.
Eduardo Pires Ramos, nascido a 25.05.1854, em Salvador, Bahia, e
falecido a 14.05.1923, no Rio de Janeiro. Diretor da Faculdade de Direito
da Bahia, 1891-1893. Casado, com geração.
Alexandre Rodrigues da Silva Chaves, Bacharel, 31.º Presidente nomeado em
09.07.1863, empossado em 31.07.1863, deixando o cargo em 24.02.1864.
Nascido em 1824, na província do Rio de Janeiro. Filho de Antonio Rodrigues da
Silva.
Bacharel em Direito pela Academia de Direito de São Paulo, em 1847. Pouco depois
de formado, foi nomeado promotor interino da capital da província de São Paulo,
cargo que exerceu por alguns meses, retirando-se para a cidade do Piraí, na
província do Rio de Janeiro. Ali exerceu o cargo de juiz municipal em 1848. Tempos
depois, abandonou a magistratura, dedicando-se à advocacia. Foi consultor de
poderoso partido que dominava a política das vilas do Piraí, São João do Príncipe e
outras povoações, todas na Província do Rio de Janeiro.
Em 1853, como advogado, representou o poderoso comendador José de Souza
Breves, na cidade de Angra dos Reis, que estava sendo acusado do contrabando de
escravos africanos desembarcados na enseada de Bracuí. Fez brilhante defesa e
conseguiu a absolvição do seu constituinte, sabidamente o maior traficante de
escravos de seu tempo, proprietário de três navios negreiros, que ficavam aportados
em seu porto particular, em Mangaratiba para, depois de uma forçada quarentena,
subirem a serra por trilhas que levavam às suas quase 200 fazendas espalhadas
pela Província do Rio de Janeiro. Um destas embarcações, quando da lei que proibia
o tráfico negreiro, vendeu para o barão de Piraí, que a utilizou para transportes em
partes navegáveis do rio Paraíba do Sul.
Foi Secretário de polícia na Província do Rio de Janeiro em 1859. Inspetor provincial
da instrução pública e advogado em Vassouras, em 1862.
Cabe ressaltar que seu nome aparece de trê formas: no termo da primeira matrícula
do primeiro ano, ainda assinava Alexandre José Gonçalves Chaves. Já por ocasião da
segunda matrícula estava feita, com permissão do diretor da Academia, a alteração
do nome para Alexandre Rodrigues da Silva Chaves.
Finalmente, numa relação dos Presidentes da província de Santa Catarina, vê-se o
nome Alexandre José Rodrigues Chaves, nomeado a 23.01.1864, empossado em
26.04.1864, exercendo o cargo até 24.04.1865, quando assumiu o 1.º VicePresidente. Nos relatórios dos presidentes da mesma Província, ele aparece como
Alexandre Rodrigues da Silva Chaves, e assim o assina no Relatório que apresentou
na 2.a sessão da 12ª legislatura em 1º de março de 1865.
É certo estarmos tratando da mesma pessoa, ou seja, Alexandre José Rodrigues
Chaves, parece ser uma forma errada adotada em uma relação de 1894, quando na
verdade o presidente de Santa Catarina, conforme ele mesmo assina, é o mesmo
que havia deixado a administração da província de Sergipe, em 24.02.1864 Alexandre Rodrigues da Silva Chaves.
Deixou a administração de Santa Catarina por ter sido nomeado, em 23.06.1865,
para o cargo de Presidente da província do Espírito Santo, empossado em
28.08.1865, exercendo-o até 09.04.1867, quando assumiu o Vice-Presidente Carlos
de Cerqueira Pinto.
Antonio Dias Coelho e Melo, Comendador,
1.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado Governador, baseado na Lei de
20.10.1823, empossado em 24.02.1864, permanecendo no cargo por quatro meses,
deixando-o em 21.06.1864.
Antônio Dias Coelho e Melo, nascido em 1822, no engenho Colégio, freguesia de
Itaporanga, Sergipe, onde faleceu em 04.04.1904, em São Cristóvão - Sergipe,
sepultado na igreja do "Colégio", onde jazem os seus antepassados. Filho do barão
de Itaporanga, Domingos Dias Coelho e Melo e de Maria Micaela Coelho Dantas de
Melo. Domingos Dias também administrou Sergipe, fazendo parte da Junta
Provisória de 1823, conforme foi citado na Parte I.
Proprietário. Em 1842 seguiu para a Europa a fim de fazer seus estudos superiores.
Matriculou-se na Escola de Pontes e Calçadas de Paris, França, porém, por falta de
identificação, abandonou os estudos, e retornou a Sergipe, dedicando-se à
agricultura no engenho da família.
Juiz de Paz e Vereador presidente da Câmara Municipal de Itaporanga. Chefe do
Partido Liberal em 1863.
Deputado provincial em várias legislaturas. Deputado à Assembléia Geral Legislativa
por Sergipe, nas 13.ª, 17.ª e 18.ª legislaturas, respectivamente: 22.05.1867 a
20.07.1868, 15.12.1878 a 10.01.1881, e 17.01.1882 a 03.09.1884. Vice-presidente
e presidente da Província de Sergipe, em duas ocasiões: 24.02.1864 a 21.06.1864,
e 02.01.1866 a 01.02.1866. .
Senador do Império pela Província de Sergipe, nomeado por Carta Imperial de
24.01.1885, empossado em 02.03.1885, exercendo o mandato até 15.11.1889, data
da proclamação da República. Havia concorrido a esta cadeira do senado, nas
eleições de novembro de 1884, junto com o bacharel Leandro Ribeiro de Siqueira
Maciel, e o matemático José Luiz Coelho e Campos, na vaga aberta em virtude do
falecimento do senador Antonio Dias de Siqueira e Melo, em 04.07.1884. Foi o
primeiro colocado com 1809 votos, contra 1668, de Siqueira Maciel, e 1545, de
Coelho e Campos.
Presidente da Diretoria do Imperial Instituto Sergipano de Agricultura, por Decreto
de 29.01.1860. Comendador da Ordem de Cristo, Comendador da Ordem da Rosa.
Foi agraciado com o título de barão da Estância, pelo Decreto de 18.09.1867, em
gratidão ao valioso concurso oferecido ao governo Imperial por ocasião da guerra do
Paraguai.
Foi casado três vezes: a primeira, com Lourença Dias Dantas e Melo, nascida por
volta de 1825, e falecida a 18.04.1861, antes da concessão do título; a segunda,
com Lourença de Almeida Vieira, falecida a 03.05.1890, primeira Baronesa de
Estância, filha de Serafim de Almeida e de Ana de Menezes; e a terceira, com
Francisca de Assis Dantas e Melo, nascida em 30.08.1874 em Sergipe, segunda
Baronesa de Estância.
Pai de (1.º matrimônio):
I-1.
Amélia Dias de Melo, casada, com geração, citada adiante, por ser
casada com José de Faro Rollemberg, que também administrou a
província de Sergipe, em 1885. Cabe ressaltar que Amélia se liga
quatro vezes aos administradores de Sergipe: seu marido, seu pai,
seu tio afim, e seu avô.
I-2.
Pedro Dias de Melo, casado, com geração. Teve seis filhos, dos quais
somente um falava, o restante era mudo.
I-3.
Elisa Dias de Melo, falecida aos 7 anos de idade.
(2.º matrimônio)
I-4.
Aurélia Dias, nascida em 16.06.1864. Casada, com geração.
Ana Dias, casada, com geração.
I-5.
Cincinato Pinto da Silva, Bacharel, 32.º Presidente
nomeado em 20.04.1864, empossado em 21.06.1864, deixando o cargo em 5.11.1865
Falecido em 07.10.1912, na Bahia,
Médico. Criador do Montepio dos Servidores do Estado de Alagoas.
32.º Presidente da província de Sergipe, nomeado em 20.04.1864, empossado em
21.06.1864, deixando o cargo em 5.11.1865.
Foi testemunha no inventário do conselheiro doutor João Baptista dos Anjos (17991871), na Bahia, no escritório do doutor Sebastião Pinto de Carvalho,na rua Direita
do Palácio, freguesia da Sé.
45.º Presidente da província de Alagoas, nomeado em 19.11.1878, empossado em
28.12.1878, deixando o cargo em 16.07.1880, por ter sido nomeado para
administrar o Maranhão.
44.º Presidente da província do Maranhão, nomeado em 12.06.1880, empossado em
24.07.1880, deixando o cargo em 17.11.1881.
Angelo Francisco Ramos, Bacharel, 3.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela segunda vez Governador, com
base na Lei de 20.10.1823, empossado em 05.11.1865, permanecendo no cargo por quase
dois meses, deixando-o em 02.01.1866.
Citado acima, nesta Parte II.
Antonio Dias Coelho e Melo, Comendador, 1.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado pela terceira vez
Governador, com base na Lei de 20.10.1823, empossado em 02.01.1866, permanecendo
no cargo por um mês, deixando-o em 01.02.1866.
Citado na Parte I.
José Pereira da Silva Morais, Doutor, 33.º Presidente
nomeado em 18.11.1865, empossado em 01.02.1866, deixando o cargo em 28.10.1867.
Natural da Bahia, e falecido a 02.05.1883. Bacharel em Direito pela Academia de
Olinda. Presidente da Província de Sergipe, de 1866 a 1867. Desembargador da
Relação da Bahia.
Antônio de Araújo de Aragão Bulcão, Bacharel, 34.º Presidente
nomeado em 29.09.1867, empossado em 28.10.1867, deixando o cargo em 10.08.1868
Nascido em 06.08.1832, na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no
Município de São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 08.06.1913, em
Salvador, Bahia. Filho do Barão de São Francisco, segundo do nome, o Capitão-Mor
José de Araújo de Aragão Bulcão, e de Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque.
Neto paterno do Barão de São Francisco, primeiro do nome, Joaquim Inácio de
Siqueira Bulcão, e de Joaquina Maurícia de São Miguel e Aragão. Neto materno de
Gonçalo Marinho Falcão e de Mariana Rita de Menezes Brandão.
Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, Pernambuco, em 1854. Juiz Municipal
e de Órfãos do termo de Santo Amaro, na Bahia, de 06.03.1860 a 18.10.1862. Juiz
Municipal da 2.ª Vara da cidade do Salvador de 18.10.1862 a 05.10.1867, quando
foi exonerado, a pedido, para ir exercer a administração de Sergipe. Durante o cargo
de Chefe de Polícia, foi por três vezes designado para exercer interinamente o cargo
de Chefe de Polícia da Província da Bahia.
34.º Presidente da Província de Sergipe, nomeado em 29.09.1867, empossado em
28.10.1867, deixando o cargo em 10.08.1868.
2.º Vice-Presidente da Província da Bahia de 16.03.1878 a 25.01.1879, tendo
exercido nessa qualidade interinamente a Presidência de 25.11.1878 a 25.01.1879.
O Governo Imperial, aproveitando a sua posição à frente daquela província,
efetivou-o no mesmo cargo, nomeando-o pelo Decreto de 09.01.1879 41.º
Presidente da Província da Bahia, empossado em 25.01.1879, deixando o cargo em
25.03.1881.
Colaborou no jornal A Estréa, periódico literário e jurídico, que circulou em
Pernambuco em 1854. Um dos fundadores do Instituto Baiano de Agricultura, em
1859, do qual foi Presidente de 04.08.1880 a 1905. Proprietário dos engenhos
denominados de Água, Guaíba e Quicengue, no Município de São Francisco do
Conde, na Bahia.
Já no regime republicano, foi nomeado Conselheiro Municipal em São Francisco do
Conde, de 15.01.1890 a 10.09.1890, quando, a pedido, foi exonerado. Foi
Intendente Municipal de 23.01.1893 a 23.05.1896, e novamente Conselheiro
Municipal de 23.05.1896 a 31.12.1899, sendo o Presidente do Conselho.
Em 1896, foi eleito Senador do Estado, mandato que exerceu por sucessivas
reeleições até o seu falecimento em 1913, tendo sido no Senado Vice-Presidente de
1909 a 1911 e Presidente de 1912 a 1913, e, nesta qualidade, ocupou interinamente
o cargo de Governador do Estado da Bahia em 1912.
Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo, Comendador da
real Ordem Portuguesa de Cristo. Agraciado com o título de Barão de São Francisco,
o terceiro do nome, por Decreto Imperial de 24.03.1881.
Casado duas vezes, com duas irmãs: a primeira, com Maria Clara Moniz Viana, com
quem não teve geração; e, a segunda, em 10.11.1860, com Maria José Moniz Viana,
nascida em 24.09.1843, e falecida em 03.12.1897, baronesa de S. Francisco, filhas
de Frutuoso Vicente Viana, Barão do Rio das Contas (segundo do nome), e de Maria
Amália Ferrão Moniz de Aragão.
Pais de (2.º matrimônio):
I-1.
Maria Clara Viana Bulcão, nascida em 29.08.1861, em Salvador, Bahia,
onde faleceu em 23.05.1913.
I-2.
Francisco de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 08.02.1863, em
Salvador, Bahia, e falecido em 03.01.1909, em seu Engenho Guaiba, no
Município de São Francisco do Conde, na Bahia, sendo sepultado na
capela do Senhor Bom Jesus de Bouças do Engenho de Água. Casado,
com geração.
I-3.
Maria Amália Viana Bulcão, nascida em 20.05.1865, em Salvador, Bahia,
e falecida em 27.11.1939, no Rio de Janeiro. Casada, com geração.
I-4.
Antonio de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 11.11.1868, na
freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de
São Francisco do Conde, na Bahia, e falecido em 19.11.1949, em
Salvador, Bahia. Casado, com geração.
I-5.
José Joaquim de Aragão Bulcão, nascido em 22.04.1870, na freguesia de
Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco
do Conde, na Bahia, e falecido em 17.04.1949, no Município de São
Francisco do Conde, na Bahia. Casado, com geração.
I-6.
Luiz de Araújo de Aragão Bulcão, nascido em 05.03.1873, na freguesia
de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São
Francisco do Conde, na Bahia. Casado, com geração.
I-7.
Maria José Viana Bulcão, nascido em 18.03.1874, na freguesia de Nossa
Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do
Conde, na Bahia, e falecido em 30.04.1943, em Salvador, Bahia solteira.
I-8.
Maria Isabel Viana Bulcão, nascido em 04.04.1877, na freguesia de
Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco
do Conde, na Bahia, e falecido em 28.04.1928, em Salvador, Bahia.
Casada, com geração.
José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Major, 1.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela terceira vez Governador, com
base na Lei de 20.10.1823, empossado em 10.08.1868, permanecendo no cargo três
meses e dezessete dias, deixando-o em 27.11.1868.
Citado na Parte I.
Evaristo Ferreira da Veiga (II), Bacharel, 35.º Presidente
nomeado em 16.09.1868, empossado em 27.11.1868, deixando o cargo em 18.06.1869
Dr. Evaristo Ferreira da Veiga II, nascido em 05.02.1832, em Campanha, província
de Minas Gerais, e falecido em 07.03.1889, no Rio de Janeiro, vítima da febre
amarela. Filho do tenente-coronel Lourenço Xavier da Veiga e de Jesuína Bernardina
Sales. Era sobrinho de seu homônimo, famoso jornalista, escritor e político.
Neto paterno de Francisco Luiz Saturnino da Veiga, Professor de Latim, e de
Francisca Xavier de Barros, natural do Rio de Janeiro.
Neto materno do capitão José Pedro Xavier de Sales e de Ângela Bernardina Grillo,
naturais de Campanha (MG).
Advogado e Jornalista. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo,
em 1855. Dedicou-se, inicialmente, à advocacia em Minas Gerais. Juiz Municipal de
Pouso Alegre. Juiz Municipal de Jaguari.
Filiado ao Partido Conservador. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, por Minas
Gerais, na 11.ª, 12.ª e 14.ª legislaturas, respectivamente: 03.05.1861 a
12.05.1863, 01.01.1864 a 16.09.1866, e 11.05.1869 a 22.05.1872.
Senador do Império, por Minas Gerais, de 09.09.1887 a 07.02.1889, data do seu
falecimento.
Casado em 1857, no Rio de Janeiro, com sua prima, Francisca Leopoldina Ferreira da
Veiga, nascida em 1828, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 1889, filha de João
Pedro da Veiga, comendador da ordem da Rosa e de Cristo, e de Joaquina Rosa da
Conceição.
Pais de:
I-1.
Emilia Ferreira da Veiga, nascida em 06.1864, no Rio de Janeiro, onde
faleceu em 19.02.1873, na rua Princesa Imperial - sepult. no cemitério
de São João Batista.
I-2.
Carlos Ferreira da Veiga, nascido no Rio de Janeiro.
I-3.
Julio Augusto Ferreira da Veiga, nascido em 1860, no Rio de Janeiro.
Doutor em medicina. Casado, com geração
I-4.
Alvaro Ferreira da Veiga.
José da Trindade Prado, Barão de Propriá, Major, Comendador
Em virtude do afastamento do Presidente, foi nomeado pela quarta vez Governador, com
base na Lei de 20.10.1823, empossado em 18.06.1869, permanecendo no cargo quatro
meses e vinte um dias, deixando-o em 08.11.1869.
Citado na Parte I.
Dionísio Rodrigues Dantas, Bacharel, 2.º Vice-Presidente
Em virtude do afastamento do Presidente interino, foi nomeado Governador, com base na
Lei de 20.10.1823, empossado em 08.11.1869, permanecendo no cargo por quase um mês,
deixando-o em 02.12.1869.
Nascido em 07.1832, no engenho Cachoeiro, termo da Estância, Sergipe, e falecido
em 03.05.1880, em Aracaju, Sergipe. Filho de Antonio Rodrigues Dantas e de Ana
Joaquina da Silva.
Bacharel em Direito pela Academia de Direito de Olinda, em 1856. Nomeado
Promotor público da Estância, em 11.01.1858, onde permaneceu até 28.04.1858,
quando foi exonerado, à pedido. Pomotor interino de Aracaju, Sergipe, por ato de
15.09.1858, e efetivado neste cargo a 02.06.1860. Procurador fiscal da Tesouraria
Provincial de Sergipe.
Presidente da Câmara Municipal de Socorro, Sergipe, e deputado provincial nas
legislaturas de 1862-1863 e 1878-1879, no Sergipe. Fez parte da mesa, como 1.º
secretário na última das referidas legislaturas.
Nomeado 2.º Vice-Presidente da província de Sergipe, por carta imperial de
30.07.1868, assumindo, nesse caráter, o governo da província em 08.11.1869,
permanecendo no cargo por quase um mês, deixando-o em 02.12.1869. Assumiu
novamente o governo da província, empossado em 14.08.1871, permanecendo no
cargo por sete dias, deixando-o em 21.08.1871.
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Parte II - Colégio Brasileiro de Genealogia