Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Macroprograma 2 Competitividade e Sustentabilidade Anexo da Proposta Aprimoramento Tecnológico para Redução de Perdas por Seca na Cultura da Soja em Sistemas Agrícolas Sustentáveis. Identificação do Líder Nome: Alexandre Lima Nepomuceno Unidade de origem: Embrapa Soja E-mail: [email protected] Telefone: (43)3371-6218/6200 Chamada Edital 01/2007 Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão PROJETO – Descrição Caracterização do Problema Focalizado pelo Projeto Atualmente as perdas relacionadas à seca tem sido o principal desafio para a produção de grãos. Eventos de seca têm aumentado nas últimas décadas, provavelmente associadas às mudanças climáticas decorrentes do aquecimento do planeta (Stokstad, 2004). Previsões indicam que extremos climáticos tenderão a aumentar incluindo secas mais freqüentes e prolongadas (Schiermeier, 2006). Se consideradas as perdas em todo agronegócio, os valores são bastante expressivos. Por exemplo, na safra 04/05 as perdas diretas no sul do Brasil atingiram >U$ 2,32 bilhões. No Rio Grande do Sul, as perdas foram >70% na cultura da soja (Farias et al., 2005ab). As perdas diretas que os produtores vem sofrendo a cada ano são enormes. Entretanto, se consideradas também perdas indiretas relacionadas a todo agronegócio e ao movimento da economia das regiões produtoras de grãos, essas perdas certamente serão bem maiores. Um outro fator a ser analisado é a influência desses acontecimentos nas questões fundiárias principalmente nas regiões produtoras do Brasil e os reflexos que causam em questões ambientais principalmente no norte e centro-oeste brasileiro. Quando por várias safras consecutivas, pequenos produtores sofrem perdas consideráveis, aliando isso ao baixo preço dos grãos e diferenças de câmbio, isto acaba favorecendo a venda de terras por parte dos produtores ou a tomada das mesmas por agentes financeiros. Os produtores que podem acabam migrando para áreas onde o custo da terra é menor, como nos estados do norte e centro-oeste, favorecendo, em muitas situações, desmatamento de áreas com vegetação nativa. Os produtores que perdem suas terras e que ficam com grandes dificuldades financeiras acabam agravando os problemas fundiários que afligem o país. A Embrapa Soja, com instituições nacionais (e.g. IAPAR, ESALQ) e internacionais (e.g. Univ. of Florida, USDA-ARS, JIRCAS), vêm conduzindo trabalhos visando identificar estratégias associadas ao zoneamento climático, melhoramento genético e manejo do solo e da cultura para reduzir as perdas causadas por seca. Fica claro a partir dos resultados desses trabalhos que é impossível eliminar totalmente as perdas causadas por déficit hídrico em lavouras comerciais de pequenos, médios ou grandes produtores, principalmente se todas as estratégias possíveis não forem utilizadas em conjunto (Oya et al., 2004). A complexidade de respostas que as plantas apresentam quando submetidas a condições de seca depende da duração, da intensidade e do momento em que o déficit ocorre, assim Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão como das características do solo e do ambiente em que as plantas se desenvolvem, o que dificulta a interação entre as melhores estratégias. Por exemplo, trabalhos anteriores da equipe (projeto 02.05.2.02.00, PA6, Ativ. 9; Stolf, 2005) identificaram e confirmaram dez genes diferencialmente expressos em um genótipo tolerante à seca (MG/BR 46 - Conquista) em relação a um genótipo mais sensível (BR-16). Seria possível utilizar em programas de melhoramento a expressão desses genes individualmente, ou em conjunto, como marcadores moleculares na identificação de outros genótipos tolerantes/sensíveis à seca? Seria possível aprimorar os modelos matemáticos de previsão de safra (obtidos no projeto 02.03.1.08.00, PA6) utilizando informações mais detalhadas sobre a fisiologia e a genética funcional dos genótipos em estudo? As linhagens de soja geneticamente modificadas para tolerância à seca, obtidas no projeto 03.02.5.13.00 e sendo caracterizadas molecularmente e fisiologicamente para identificação de eventos elite (projeto 03.06.5.02.00), apresentam em campo as mesmas características de tolerância à seca observadas em condições de contenção? Os resultados das avaliações dos parâmetros fisiológicos e agronômicos obtidos na caracterização das linhagens GM podem ser utilizados nos modelos de zoneamento agrícola visando identificar regiões mais propícias a sua utilização? Pretendese com o projeto, não apenas a caracterização e desenvolvimento de genótipos quanto a tolerância à seca, mas, também, a utilização das informações coletadas no aprimoramento dos trabalhos de zoneamento agrícola, manejo da cultura e biotecnologia, reunindo cientistas e técnicos de diferentes áreas, através de 7 planos de ação. Pelo envolvimento de diferentes unidades da Embrapa e de instituições de pesquisa nacionais e internacionais, pretende-se conciliar a informação que está sendo gerada no âmbito técnico científico com a aplicabilidade prática. A seca já é hoje um dos principais fatores de perda na cultura da soja, sendo a Região Sul a que mais tem sofrido perdas, razão porquê os testes de campo serão conduzidos nessa região. Contudo, os resultados do projeto poderão ser utilizados em outras regiões sojicultoras que enfrentam problemas de déficit hídrico, como por exemplo, o sudoeste da Bahia. Cabe ressaltar, que problemas de seca tenderão a se multiplicar caso se confirmem as projeções de mudanças climáticas globais. Assim, uma melhor compreensão do problema e ações imediatas tornam-se urgentes para amenizar os efeitos adversos na produção soja. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Hipóteses ou Questões Técnico-Científicas A caracterização fisiológica e agronômica de variedades de soja da Embrapa permitirá a classificação dos materiais quanto a tolerância à seca, auxiliando técnicos e produtores na escolha de variedades? Práticas de manejo como a rotação de culturas, com espécies de sistema radicular mais agressivo e plantio direto, favorecem a cultura da soja com relação a preservação da água no solo? É possível, através do cruzamento de genótipos mais tolerantes à seca e genótipos de alta produtividade, desenvolver linhagens mais tolerantes à seca para uso posterior na geração de variedades comerciais mais tolerantes? Seria possível utilizar em programas de melhoramento a expressão de genes envolvidos em tolerância a seca, individualmente ou em conjunto, como marcadores moleculares na identificação de outros genótipos tolerantes/sensíveis à seca? Seria possível aprimorar os modelos matemáticos de previsão de safra utilizando informações mais detalhadas sobre a fisiologia e a genética funcional dos genótipos em estudo? Linhagens de soja geneticamente modificadas para tolerância à seca apresentam em campo as mesmas características de tolerância à seca observadas em condições de contenção? Os resultados das avaliações dos parâmetros fisiológicos e agronômicos obtidos na caracterização das linhagens GM podem ser utilizados nos modelos de zoneamento agrícola visando identificar regiões mais propícias a sua utilização? Estado da Arte Apesar dos avanços na compreensão de como o déficit hídrico induz a expressão de genes e como esses interagem com outros genes gerando mecanismos que levam às características agronômicas que cada genótipo apresenta em defesa contra à seca (Shao et al., 2006), pouco se tem para apresentar ao produtor que não implique em aumentos significativos nos custos de produção, como por exemplo, o uso de irrigação. É grande a demanda pela caracterização de genótipos que respondem diferencialmente sob condições adversas. Genótipos de soja identificados como tolerantes à seca (Oya et al., 2004) permitem a descoberta de QTLs (Bianchi-Hall et al., 2000) e genes diferencialmente expressos (Casagrande et al., 2001; Stolf, 2005) relacionados com a tolerância. Essas Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão informações têm sido usadas em melhoramento clássico, ou assistido por marcadores, e no desenvolvimento de Plantas Geneticamente Modificadas (PGM) mais tolerantes (Yamada et al., 2005). O uso de PGM para tolerância à seca ainda encontra-se em fase de “prova de conceito” em várias culturas, países e instituições. Entretanto, os resultados com o uso de construções gênicas que utilizam promotores estresse induzidos em combinação com fatores de transcrição (genes que controlam a expressão de outros genes de defesa)(exemplo: construção rd29:DREB1A) tem demonstrado que é possível aumentar a capacidade das plantas em suportar períodos maiores de déficit hídrico, sem comprometer definitivamente as características agronômicas de interesse (Shinozaki e YamaguchiShinozaki, 2007). Os resultados preliminares, obtidos em regime de contenção, na Embrapa Soja demonstram o potencial do uso de PGM para redução de perdas devido à seca (Beneventi, 2006)(Fig.1). Dados gerados a partir da caracterização molecular, fisiológica e agronômica viabilizam modelos de simulação, integrando efeitos de diferentes condições edafoclimáticas, e dando suporte aos trabalhos de zoneamento de risco climático, monitoramento e previsão de safras (Farias et al., 2005a)(Fig.2). A diminuição de perdas também pode ser potencializada se genótipos tolerantes forem utilizados com corretas práticas de manejo, pois as inúmeras interações que ocorrem influenciam propriedades do solo diretamente relacionadas com o potencial produtivo (Franchini et al., 2007)(Fig.3). Resultados anteriores da equipe, obtidos em parceria com outras instituições, definiram parâmetros agronômicos (e.g. taxa crescimento relativo), fisiológicos (e.g. teor relativo de água, discriminação de carbono) e moleculares (e.g. expressão de determinados genes), que podem ser usados na identificação de genótipos mais tolerantes em programas de melhoramento (Projetos: 02.02.205.00, 02.03.108.00, 02.05.2.02.00, 01.02.105.03). Novas tecnologias como PGM tolerantes à seca também estão sendo desenvolvidas e testadas pela equipe em regime de contenção. (Fig.1). Ajustes de modelos de simulação permitirão avaliações dos impactos de mudanças climáticas. Face aos novos conhecimentos, cultivares e metodologias, é imprescindível a continuação dos trabalhos de busca de alternativas para diminuir perdas por seca, integrando ações e resultados anteriores e aqueles a serem obtidos neste projeto. Tolerância à seca é uma característica multigênica e, portanto, complexa. Assim, nunca teremos uma única solução definitiva para o problema. Entretanto, o uso integrado de várias medidas consideravelmente as perdas durante eventos de seca. de mitigação poderá reduzir Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Metodologia Plano de Ação 1: Gestão O PA1 (Gestão do Projeto) integrará as ações de pesquisa, através da troca de informações por meios eletrônicos e reuniões semestrais entre os lideres dos PAs e será gerenciado por uma equipe de membros das diferentes unidades envolvidas na proposta. Ao final de cada ano do projeto pretende-se também reunir os responsáveis por todas as atividades para apresentação, discussão e compatibilização dos resultados. Plano de Ação 2: Caracterização Fisiológica e Agronômica de Genótipos de Soja quanto a tolerância à seca. No PA2 as unidades da Embrapa Soja/Trigo, JIRCAS, UEL, IAPAR, e ESALQ, realizarão avaliações fisiológicas/agronômicas, utilizando novos parâmetros e parâmetros já consagrados em trabalhos anteriores das equipes na análise das novas variedades da Embrapa e de outros genótipos. Pretende-se utilizar as informações sobre os mecanismos de tolerância conhecidos classificando os genótipos para fins de informação à assistência técnica, produtores, melhoristas e cientistas. As PGM desenvolvidas pela Embrapa no projeto 03.02.5.13.00 e as linhagens a serem obtidas no PA3 também serão caracterizadas quanto à tolerância, dentro desse PA, à medida que forem sendo disponibilizadas. a) Delineamentos experimentais para indução de déficit hídrico em variedades e linhagens de soja em condições de campo. O delineamento experimental será o de blocos ao acaso em parcelas sub-divididas. Os tratamentos na parcela serão: irrigado (I), não irrigado (NI) e sob coberturas móveis (CM) (rain out shelters; que serão programados para fechar toda vez que ocorrerem chuvas num período de 30 dias entre os estádios mais sensíveis a falta de água em soja, estádios R3 a R6). Os tratamentos nas sub-parcelas serão: Cultivares de soja e linhagens desenvolvidas no PA3. Dez genótipos serão utilizados em cada experimento a princípio. Somente a partir do segundo ano do projeto (safra 2009/10), as linhagens desenvolvidas no PA3 serão introduzidas nos experimentos (pretende-se avançar várias gerações num ano utilizando casas de vegetação). Os tratos culturais (adubação, espaçamento e densidade de semeadura, etc) serão conduzidos conforme as recomendações técnicas da Embrapa para Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão a cultura da soja na região. Todo o monitoramento das condições edafoclimáticas do experimento (balanço hídrico, precipitação pluviométrica, conteúdo de água no solo por sonda de nêutrons, radiação solar, temperatura e umidade do ar, etc) será feito conforme protocolos estabelecidos pela equipe de Ecofisiologia da Embrapa Soja. b) Delineamentos experimentais para indução de déficit hídrico em regime de Liberação Planejada no Meio Ambiente de PGM tolerantes à seca. O líder do projeto estará preparando conforme normas da CTNBio (Instrução Normativa No 3) proposta de liberação planejada no meio ambiente para instalação de experimentos a campo na Embrapa Soja, em novembro de 2008. O delineamento experimental será o de blocos ao acaso em parcelas sub-divididas. Os tratamentos na parcela serão: irrigado (I), não irrigado (NI) e sob coberturas móveis (CM) (rain out shelters; que serão programados para fechar toda vez que ocorrerem chuvas num período de 30 dias entre os estádios mais sensíveis a falta de água em soja, estádios R3 a R6). Os tratamentos nas sub-parcelas serão: eventos de soja GM com o gene AtDREB1A e a variedade BR16 não GM (controle). Os tratos culturais (adubação, espaçamento e densidade de semeadura, etc) serão conduzidos conforme as recomendações técnicas da Embrapa para a cultura da soja na região. Todo o monitoramento das condições edafoclimáticas do experimento (balanço hídrico, precipitação pluviométrica, conteúdo de água no solo por sonda de nêutrons, radiação solar, temperatura e umidade do ar, etc) será feito conforme protocolos estabelecidos pela equipe de Ecofisiologia da Embrapa Soja. Parâmetros Moleculares, Fisiológicos e Agronômicos a serem avaliados. As variáveis a serem amostradas e analisadas nos experimentos de caracterização no campo serão: área foliar, taxa de crescimento relativa (TCR), taxa fotossintética (A), condutância estomática (gs), concentração intercelular de CO2 (Ci), teor de clorofila, discriminação de carbono (13C/12C) e macro e micronutrientes nas folhas. A área foliar será amostrada através de um medidor de área foliar automático (Area Meter, modelo LI-3100) A TCR será calculado usando a fórmula TCR=ln(MSF)-ln(MSI)/tempo, onde MSF é a massa seca final e MSI é a massa seca inicial (Ferri, 1985). Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Taxa fotossintética, condutância estomática e concentração intercelular de CO2, serão aferidas através de um aparelho portátil de fotossíntese (LICOR, Inc., LI-6400), no folíolo mediano do 3º par foliar completamente expandido, com intensidade luminosa de, 2000 µmoles.m-2.s-1. Esta intensidade luminosa é programada no próprio equipamento que possui fonte luminosa própria. O valor de 2000 µmoles.m-2.s-1 foi estipulado pois se aproxima das intensidades luminosas que ocorrem na região na época do ano em que os experimentos serão conduzidos e para que as leituras fossem padronizadas numa mesma quantidade de radiação. O teor de clorofila será calculado utilizando-se os valores de absorção de luz na folha em dois comprimentos de onda medidos em aparelho portátil de medição de fotossíntese (SPAD-502), após a devida calibração. As avaliações serão feitas no mesmo folíolo em que serão feitas as medidas de taxa fotossintética. A discriminação de carbono será feita em espectrometro de massa (ThermoFinnigan Delta XP Plus), utilizando amostras da parte aérea das plantas, secas e trituradas. A análise de nutrientes será realizada em ICP-OES (Inductively Coupled Plasma – Optic Emission Spectrometry), Optima 3300 DV, Perkin Elmer, utilizando-se 0,5g da amostra, sendo feita digestão seca por maceração em mufla elétrica (450-550 oC). Para a análise de nitrogênio será utilizado o aparelho Kjeltec auto Sampler System, 1035, com 0,1g de amostra, sendo a digestão feita com ácido sulfúrico e peróxido de hidrogênio. Rendimento, estatura, número de legumes, peso seco de 100 sementes, número de grãos por legume, e peso seco da parte aérea serão os parâmetros agronômicos avaliados. As épocas de amostragem para parâmetros fisiológicos e agronômicos ocorrerão no início de cada estádio de desenvolvimento das plantas, sendo que somente uma amostragem será feita no estágio vegetativo Vn antes e aproximado do estádio R1. Todos os dados coletados oriundos das avaliações fisiológicas, agronômicas e moleculares serão analisados pelo programa SAS (SAS Institute, 1990). Plano de Ação 3: Desenvolvimento de Linhagens No PA3 melhoristas da Embrapa Soja/Trigo/Clima Temperado, utilizarão os genótipos, caracterizados como tolerantes no PA2 e em trabalhos anteriores no desenvolvimento de linhagens mais tolerantes e com potencial produtivo. Não se pretende Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão nesse PA o desenvolvimento de cultivares tolerantes, mas sim iniciar o desenvolvimento de linhagens que serão futuramente utilizadas no desenvolvimento de cultivares. Material Genético Variedades de soja caracterizadas como tolerantes à seca serão selecionadas para compor um dialelo e serão cruzadas com variedades elites precoces altamente suscetíveis à seca do programa de melhoramento de soja. Exemplos de genótipos utilizados como tolerantes à seca e que possuem características diferenciadas associadas à tolerância à seca: a) PI 416937 – Houjaku kuwazu (Bianchi-Hall et al., 2000, genótipo mais utilizado como tolerante à seca em trabalhos publicados); b) H2L16 c) N95-SH-259 d) PI 407859-2 e) PI 471938 (Boerma comunicação pessoal) f) Jackson (BAG Brasil, Jackson TG41 e Jackson 4028). Tolerância à seca e murcha retardada. g) Young. Uso eficiente de água (WUE.) h) Tokyo (Mian et al., 1998) i) BR-4 j) Embrapa 48 k) BRS 184 l) PI 578315 B m) MG/BR 48 (Garimpo RCH) Genótipos altamente suscetíveis ao estresse hídrico: Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão a) BR-16 b) Demais a serem selecionados de acordo com informações do programa de melhoramento de soja da Embrapa Soja. Plantas F1 oriundas dos cruzamentos serão analisadas por meio de marcadores moleculares para confirmação do cruzamento. Em seguida, essas plantas F1 serão retrocruzadas com seus respectivos genitores, originando as plantas RC1F1. Marcadores moleculares que forem associados às características de tolerância à seca e que forem confirmados/testados nos parentais poderão ser usados nessa etapa para acompanhar o processo de introgressão da característica. As plantas RC1F1 serão novamente retrocruzadas com seus parentais para recuperação do genoma do genitor recorrente. Este processo se repetirá até se obter plantas RC2F1, que possuirão 87,5% do genoma do genitor recorrente e 13,5% do genoma do doador. O objetivo desse PA 3 é a geração de linhagens isogênicas com características de tolerância à seca e com genes de adaptação do parental cultivado. As plantas oriundas de cada cruzamento RC2F1 serão autofecundadas originando a RC2F2, as quais serão avaliadas fenotipicamente para caracteres de tolerância à seca (enraizamento profundo, enraizamento prolífico, tolerância ao calor, uso eficiente da água). Os indivíduos selecionados de cada população de cruzamento serão então submetidos a vários avanços de gerações, num mesmo ano em casa de vegetação, atingir homozigose, para acelerar o processo até atingir RC2F5. Nesse momento serão novamente avaliados a campo para tolerância à seca. Plantas individuais de cada população com tolerância à seca (capacidade produtiva sob condições de estresse hídrico) serão selecionadas, originando progênies. As progênies serão então avaliadas para características agronômicas (estatura de planta, acamamento, ciclo, resistência a doenças, rendimento de grãos, etc) e aquelas de melhor comportamento agronômico serão selecionadas para originar linhagens tolerantes à seca com bom desempenho agronômico. Algumas linhagens selecionadas com potencial produtivo poderão diretamente compor os ensaios de rendimento de grãos para originar uma variedade. Os materiais mais promissores para tolerância à seca poderão então compor o programa de melhoramento, dessa vez visando à obtenção de variedades produtivas com tolerância à seca. Durante o processo de obtenção de linhagens tolerantes à seca serão testados marcadores moleculares já descritos na literatura como associados a caracteres de tolerância à seca e outros marcadores moleculares serão avaliados para mapeamento de genes associados à tolerância ao estresse hídrico. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Outros cruzamentos e retrocruzamentos (RC) serão executados, concomitamente ao programa de melhoramento para tolerância à seca, para reduzir o número de cópias da construção rd29:DREB1A presente em linhagens de soja geneticamente modificadas tolerantes à seca. Algumas das linhagens de Soja DREB1A desenvolvidas na Embrapa Soja apresentam número de cópias do inserto que variam de 5 a 8 cópias. O objetivo dos cruzamentos/retrocruazamentos será o de reduzir o número de cópias do inserto para uma cópia por linhagem, e também já introduzir a construção rd29:DREB1A, que confere aumento na tolerância à seca, em variedades de maior potencial produtivo da Embrapa. Este processo será feito em casa de vegetação e serão feitos quantos cruzamentos/retrocruzamentos forem necessários para diminuição do número de cópias. As plantas retrocruzadas ou o DNA das plantas serão enviados ao laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Soja para análise do número de cópias. A soja GM resistente aos herbicidas da classe das imidazolinonas, em fase final de desenvolvimento pela Embrapa em parceria com a empresa BASF, também passou por esse processo com grande sucesso. Plano de Ação 4: Caracterização Molecular No PA4 a Embrapa Soja, Cenargen, JIRCAS, UEL e UNESP, utilizarão os genótipos e linhagens segregantes para tolerância à seca, caracterizados/desenvolvidos nos PA2/PA3, respectivamente, para analisar a expressão de genes diferencialmente expressos identificados em projetos anteriores (PRODETAB 140-01/02, PADCT 62.0524/98-7, 01.02.105.03) e de outros grupos de pesquisa (Maruyama et al, 2004; Oono et al., 2003; Pellegrineschi et al, 2002; Shinozaki et al., 2003) como genes chave envolvidos em respostas de defesa contra a desidratação. O nível de expressão será avaliado por PCR em Tempo Real utilizando-se genótipos submetidos a diferentes combinações de déficit na Embrapa Soja que possui sistemas de controle e monitoramento precisos de irrigação e de precipitação pluviométrica, respectivamente. Visualiza-se nesse PA a possibilidade de utilizar a expressão de determinados genes como marcas moleculares em programas de seleção. Três técnicas para confirmação de expressão e análise de níveis de expressão serão utilizadas: Será utilizada a técnica de Ribonuclease Protection Assay (RPA) e Northern Blots com sondas marcadas com 32 P de acordo com Ausubel et al. (1995) para confirmação da presença de expressão. A técnica de PCR em Tempo Real será utilizada Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão para quantificar os níveis de expressão em cada genótipo e tratamento de disponibilidade hídrica. Os 12 genes identificados como diferencialmente expressos em condições de déficit hídrico, em trabalhos anteriores, escolhidos para serem utilizados são os seguintes: os fatores de transcrição, bZIP50 (Gene Bank acesso no DQ787034), C2H2 (Gene Bank acesso no DQ055134), NAC (Gene Bank acesso no DQ028770), MyBj7 (Gene Bank acesso no DQ902864), Syringolide (Gene Bank acesso no AB083025), EREB (Gene Bank acesso no AF537220); RAB7, transduçao de sinal no transporte de proteínas (Gene Bank acesso no L14930); ERD1, envolvido no transporte de glicina-betaina e prolina (Gene Bank acesso no NM102158); MET, envolvido em respostas a estresse oxidativo causado por alta intessidade luminosa (Gene Bank acesso no AB176559), SGR2, envolvido em transporte através de membranas (Gene Bank acesso no AY850142); P450, envolvido em resposta a estresse oxidativo causado por UV(Gene Bank acesso no AF135485) e CPN20, a chaperona envolvida em repostas a estresse térmico. Para cada gene, primeiramente será realizada uma curva de eficiência de amplificação, conforme recomendado pela Applied Biosystems, CA, USA. Os parâmetros de ciclagem para as reações serão 50ºC por 2 min., 95ºC por 2 min., e 45 ciclos de 95ºC por 15 seg., 55ºC por 30 seg. e 72 ºC por 30 seg., sendo os dados coletados na fase de extensão (72°C). O gene RNAr 18S (GeneBank nº.X02623.1) será utilizado como controle endógeno em cada tratamento para a normalização das amostras. Para o cálculo de quantificação relativa será utilizado o método Ct calculado pela fórmula 2- ΔΔCt conforme (Bustin, 2002). As análises de quantificação relativa seguirão os mesmos parâmetros de ciclagem e coleta de dados das amostras, utilizados para gerar a curva de eficiência de amplificação. Os resultados serão analisados pelo programa Sequence Detection (Applyed Biosystems, CA, USA). Os primers utilizados nas reações, foram desenhados pelo programa Primer Express (Applyed Biosystems, CA, USA), próximo à região 3´ do gene, obtendo amplicons de aproximadamente 150 pares de base (pb). As reações de PCR serão realizadas, em termociclador 7300 Real Time System (Applied Biosystem, Foster, CA, USA), utilizando-se o Kit Platinum® SYBER® Green qPCR SuperMix UDG (Invitrogen), conforme recomendações do fabricante. Plano de Ação 5: Modelagem das Respostas da Cultura da Soja ao Ambiente Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão O enfoque sistêmico viabilizado pelo uso de modelos de simulação de crescimento e de desenvolvimento permite integrar os efeitos de diferentes condições edafoclimáticas sobre o comportamento da cultura, possibilitando o estudo e a compreensão, em maior detalhe e de uma forma mais complexa e integrada, dos processos básicos de todas as respostas fisiológicas e agronômicas das culturas. Com base no poder de estimativa de modelos e sistemas já consagrados, procurar-se-á desenvolver e ajustar novo padrão de modelagem, mais moderno, simples e melhor representativo da realidade da sojicultura nacional. Para tanto, no PA5 a Embrapa Soja, em parceria com Embrapa Informática Agropecuária, IAPAR, USDA/ARS e Univ.of Florida, utilizarão as informações geradas nos PA2 e PA4 para gerar coeficientes e equações de resposta das plantas ao ambiente a fim de ajustar, calibrar e validar modelos de simulação do desenvolvimento das plantas e de previsão de rendimentos, mais robustos, precisos e adaptados aos atuais genótipos brasileiros. Serão organizadas e mantidas bases de dados edafoclimáticas representativas das principias regiões brasileiras produtoras de soja e usadas modernas ferramentas de tecnologia de informação, modelagem, geoestatística e informática. Todos os modelos gerados serão validados com base em dados reais obtidos a campo. Tais modelos constituem-se em ferramentas eficazes para suporte à tomada de decisões e a estudos complementares, capazes de auxiliar na definição de atitudes operacionais e estratégicas em todos os níveis (desde o governamental até o do produtor rural), os quais serão empregados na atualização do zoneamento agrícola, monitoramento e previsão de safras e em avaliações de impactos de mudanças climáticas. Plano de Ação 6: Manejo da Cultura para melhor uso da água. Os genótipos mais contrastantes identificados em trabalhos anteriores e no PA2 serão avaliados quanto à interação com sistemas de rotação de culturas em plantio direto, em dois tipos de solo (arenoso e argiloso) e em quatro regiões: a) norte do Rio Grande do Sul (RS) em Passo Fundo; b) Sul do RS em Pelotas; c) norte do Paraná (PR) em Londrina e d) noroeste do PR em Jardim Olinda. Pretende-se caracterizar as respostas de cada genótipo em termos de aumento na eficiência do uso da água através do monitoramento de parâmetros fisiológicos, agronômicos e de solo. Será avaliada a produtividade da soja em sistemas de rotação de culturas em plantio direto. Os genótipos serão avaliados em sistemas de rotação de culturas em solo argiloso e arenoso nas Regiões de Londrina, Pelotas e Passo Fundo. Em Londrina (77% de argila) e Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Jardim Olinda-PR (15% de argila) serão avaliados três sistemas de rotação de culturas: trigo/soja contínuo; aveia/soja contínuo e Brachiaria brizantha/soja contínuo. Serão estabelecidas, em cada uma das regiões, faixas com as culturas de inverno e no verão os genótipos serão avaliados em blocos ao acaso com quatro repetições. As parcelas terão as dimensões de 8 m de largura e 10 m de comprimento. A produtividade dos genótipos será avaliada nas cinco linhas centrais da parcela, numa área útil de 5 m x 6 m. Será monitorada continuamente a disponibilidade hídrica no solo, pois trata-se de um dos parâmetros necessários para a determinação do balanço hídrico. Além disso permitirá identificar diferenças entre os sistemas de rotação de culturas quanto à capacidade de água disponível do solo. A disponibilidade hídrica será avaliado pelo método gravimétrico, através de coletas de amostras a intervalos de 7 dias, nas camadas de solo de 0-10, 10-20 e 20-40 cm. O desenvolvimento do sistema radicular dos genótipos será avaliado, uma vez que a profundidade do sistema radicular interfere no cálculo da capacidade de água disponível. Esta determinação permitirá identificar diferenças entre os sistemas de rotação de culturas quanto a melhoria do ambiente de desenvolvimento radicular. O sistema radicular dos genótipos de soja serão avaliados em trincheiras de 90 cm de largura por 100 cm de profundidade. Serão avaliadas duas trincheiras por tratamento. O sistema radicular será avaliado no sentido perpendicular à cultura, em regiões de 22,5 x 25 cm, abrangendo a área total de 90 cm de largura por 100 cm de profundidade. Para obtenção de imagens adequadas, o contraste das raízes com o solo será aumentado pela pintura das raízes com tinta de cor branca. As imagens serão obtidas com câmara digital e tratadas no programa Adobe Photoshop até obtenção de arquivos em preto e branco no formato .tif . Os arquivos serão avaliados no programa Delta-T Scan e as raízes estimadas quanto à área e o comprimento. A metodologia utilizada para a avaliação das raízes será a mesma apresentada por Crestana et al. (1994), porém dispensa o uso do programa Siarcs. O sistema radicular dos genótipos de soja será avaliado no estádio de pleno florescimento (R3) (fevereiro). A produção de soja será avaliada em duas áreas de 5 m de largura por 5 m de comprimento (10 linhas de 5 metros) em cada tratamento. O balanço hídrico, diferença entre a quantidade de água recebida e a quantidade perdida pelo sistema solo-planta-atmosfera, com o saldo correspondendo á quantidade de água armazenada na profundidade explorada pelo sistema radicular, será estimado através da evapotranspiração. Serão utilizados parâmetros climáticos comuns, segundo a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão metodologia descrita por Wrege et al. (1997). O balanço hídrico permitirá a identificação dos períodos de deficiência, considerando a época de semeadura e a variação dos índices de área foliar da cultura. Plano de Ação 7: Plataforma de Informações sobre Seca. O portal será construído utilizando o servidor e ambiente de desenvolvimento Web Zope (http://www.zope.org) e o sistema de gerenciamento de conteúdo (Content Management System – CMS) Plone (http://plone.org/). O Zope e o Plone são softwares livres e de código aberto, e são escritos em linguagem Phyton (http://www.python.org/). O portal, construído dessa forma, permitirá que os próprios pesquisadores adicionem, editem e gerenciem os conteúdos do portal em um ambiente Web, de forma rápida e simples, sem a centralização num webmaster. Dessa forma, os responsáveis pela produção do conteúdo do portal (os próprios pesquisadores envolvidos no projeto) poderão facilmente gerenciar o conteúdo de forma colaborativa e distribuída. O portal deverá conter todas informações técnicas básicas e aplicadas sobre as estratégias para redução de riscos contra seca, com os resultados desse e de outros projetos relacionados, assim como de outras fontes. Essas informações estarão organizadas para fácil acesso pelos produtores, técnicos e cientistas, dando suporte aos trabalhos de zoneamento de risco climático, monitoramento e previsão de safras. O portal também contará com módulos de monitoramento e previsão de safras em acordo com as normas da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e também através de consulta aos dados e informações disponibilizados e autorizados pela CONAB. Estratégia de Ação Em várias atividades, a presente proposta complementa trabalhos já concluídos ou em andamento, mas em sua maior parte a proposta apresenta novas iniciativas de pesquisa para solução/mitigação de problemas com seca. Pesquisadores da Embrapa e instituições parceiras participam do projeto. O PA1 (Gestão do Projeto) integrará as ações de pesquisa, através da troca de informações por meios eletrônicos e reuniões semestrais entre os responsáveis pelos PAs. Ao final de cada ano do projeto pretende-se, também, reunir os responsáveis por todas as atividades para apresentação, discussão e compatibilização dos resultados. No PA2 (Caracterização Fisiológica/Agronômica) as unidades da Embrapa Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Soja/Trigo/Clima Temperado, JIRCAS, UEL, IAPAR, e ESALQ, realizarão avaliações fisiológicas/agronômicas utilizando novos parâmetros e parâmetros já consagrados em trabalhos anteriores das equipes (e.g. discriminação de carbono, eficiência fotossintética)(Fig.2) na análise das novas variedades da Embrapa e de outros genótipos. Pretende-se utilizar as informações sobre os mecanismos de tolerância conhecidos classificando os genótipos para fins de informação à assistência técnica, produtores, melhoristas e cientistas. As PGM desenvolvidas pela Embrapa no projeto 03.02.5.13.00 (Fig.1) e as linhagens a serem obtidas no PA3 também serão caracterizadas quanto à tolerância dentro desse PA, à medida que forem sendo disponibilizadas. No PA3 (Desenvolvimento de Linhagens) melhoristas da Embrapa Soja e Embrapa Trigo, utilizarão os genótipos caracterizados como tolerantes neste projeto e em trabalhos anteriores (Casagrande et al, 2001; Oya et al, 2004; Stolf, 2005), para o desenvolvimento de linhagens mais tolerantes e com bom potencial produtivo. O desenvolvimento de uma variedade leva de 7 a 10 anos, portanto, não se pretende, nesse PA3, o desenvolvimento de variedades tolerantes, mas sim iniciar o desenvolvimento de linhagens que serão futuramente utilizadas no desenvolvimento de variedades. No PA4 (Caracterização Molecular) as instituições Embrapa Soja, Cenargen, JIRCAS, UEL e UNESP, utilizarão os genótipos e linhagens segregantes para tolerância à seca, caracterizados/desenvolvidos nos PA2/PA3, respectivamente, para analisar a expressão de genes diferencialmente expressos identificados em projetos anteriores (PRODETAB 140-01/02, PADCT 62.0524/98-7, 01.02.105.03) e por outros grupos de pesquisa (Maruyama et al, 2004; Oono et al., 2003; Pellegrineschi et al, 2002; Shinozaki et al., 2003), como genes chave envolvidos em respostas de defesa contra a desidratação. O nível de expressão será avaliado por PCR em Tempo Real, Northern Blots e Ribonuclease Protection Assays (RPA) utilizando-se genótipos submetidos a diferentes combinações de déficit hídrico na Embrapa Soja, onde há instalações para controle preciso de irrigação e de precipitação pluviométrica. Visualizase, nesse PA4, a possibilidade de utilizar a expressão de determinados genes como marcas moleculares em programas de seleção assistida. A participação das universidade se dará principalmente através dos alunos de pós-graduação envolvidos no projeto. No PA5 (Modelagem da cultura da soja) as instituições Embrapa Soja, Embrapa Informática Agropecuária, USDA/ARS e Univ.of Flórida utilizarão as informações geradas no PA2 e PA4 para ajuste de modelos de simulação e previsão de desenvolvimento/rendimentos mais robustos, precisos e adaptados aos atuais genótipos brasileiros, os quais serão empregados na atualização do zoneamento agrícola, monitoramento e previsão de safras e Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão em avaliações de cenários de mudanças climáticas. As variedades mais contrastantes identificadas em trabalhos anteriores e no PA2 serão utilizados no PA6 (Manejo da cultura para melhor uso da água), coordenado pela Embrapa Soja. No PA6 as variedades selecionadas serão avaliados quando à interação com sistemas de rotação de culturas em plantio direto, em dois tipos de solo (arenoso e argiloso) e em três regiões (Passo FundoRS, Pelotas-RS e Londrina-PR). Pretende-se caracterizar as respostas e interações de cada genótipo em termos de aumento na eficiência do uso da água e da conservação de água no solo através do monitoramento de parâmetros fisiológicos e agronômicos. Finalmente, no PA7 (Plataforma de Informações sobre Seca), sob liderança da Embrapa Informática Agropecuária, as informações obtidas nos PAs serão integradas através de plataforma informatizada, onde as informações, resultados e recomendações geradas a partir do projeto e disponíveis em outras fontes serão disponibilizadas na internet. Pretendese criar um portal onde o máximo de informações sobre estratégias de combate à seca esteja disponível, desde o enfoque de pesquisa básica/avançada ao da pesquisa aplicada. Informações com potencial para proteção intelectual somente serão disponibilizadas após aprovação da gerência de propriedade intelectual da Embrapa e consulta aos parceiros envolvidos. A tecnologia DREB, usada nas PGM, está patenteada pelo JIRCAS sob as Pat. no P3183458 e P3178672, assim como o processo de transformação de soja pela Embrapa Pat. no WO09918223A1. Em dezembro de 2003, Embrapa e JIRCAS assinaram acordo para desenvolvimento de PGM com as construções AtDREB. Os documentos detalham que os resultados científicos obtidos serão publicados em conjunto e que Royalties obtidos de variedades comerciais geradas a partir deste trabalho serão divididos em até 50%, dependendo dos gastos que serão feitos por cada parte nas fases posteriores, como programa de melhoramento, análises de biossegurança e desregulamentação junto às agências federais e internacionais competentes. Impactos Potenciais A caracterização fisiológica, agronômica e molecular de genótipos de soja auxiliará no desenvolvimento de estratégias de melhoramento genético visando o desenvolvimento de materiais mais tolerantes à seca. Posteriormente, poderão ser incorporadas a programas de melhoramento e gerar variedades comerciais. A caracterização dos genótipos com potencial para tolerância à seca permitirá ainda a indicação de materiais mais adaptados a condições edafoclimáticas hoje adversas. As informações geradas na caracterização fisiologica, agronômica e molecular dos genótipos identificados como mais tolerantes a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão déficits hídricos servirão de base a outros projetos envolvendo prospecção de genes de tolerância à seca, como por exemplo, os projetos PRODETAB 140/01-02 e Macroprograma 2 02.05.202.00 agregando conhecimento ao banco de genes já disponível com mais de 10.000 EST (Expressed Sequence Tags) na Embrapa Soja (http://bioinfo.cnpso.embrapa.br/), ou a projetos como o que busca identificar sequências promotoras de interesse à agricultura, aprovado no Macroprograma 2 (Projeto: 02.05.103.00) e onde membros desta proposta participam. Os resultados da caracterização de linhagens de soja geneticamente modificadas em condições de campo são cruciais para confirmar se a estratégia molecular utilizada reduz as perdas durantes eventos de seca em condições reais. Caso positivo, as linhagens consideradas elite, tanto em termos moleculares (locus único de inserção, segregação mendeliana, inserção em região genômica de alta expressão, etc) como em termos agronômicos (produtividade, tolerância à seca, etc), poderão ser incluídas em ações de melhoramento e de biossegurança da Embrapa, visando uma possível liberação comercial. Os modelos ajustados a partir das respostas e caracterização dos genótipos constituem-se na principal ferramenta para atualização do zoneamento agrícola e aos estudos dos impactos de mudanças climáticas e definição de ações estratégicas futuras, cada vez mais considerados pela comunidade científica e exigidos pela sociedade (Fig.2). Compreender como genótipos mais tolerantes ao déficit hídrico respondem quando submetidos a diferentes condições de manejo da cultura permitirá melhor poder de decisão a técnicos de extensão e produtores (Fig.3). Finalmente todas essas informações estarão disponíveis de forma interativa, via internet, permitindo acesso e troca de informações através de um portal sobre seca na cultura da soja entre vários segmentos, desde o científico até os setores ligados diretamente ao setor produtivo. Questões Relacionadas à Propriedade Intelectual e Apropriação de Resultados Informações com potencial para proteção intelectual somente serão disponibilizadas após aprovação da gerência de propriedade intelectual da Embrapa e consulta aos parceiros envolvidos. A tecnologia DREB esta patenteada pelo JIRCAS sob as Pat. no P3183458 e P3178672, assim como, o processo de transformação de soja pela EMBRAPA Pat. no WO09918223A1. Em dezembro de 2003, EMBRAPA e JIRCAS assinaram Memorando de Entendimento (MOU) e Acordo de Transferência de Material (MTA) para trabalhos conjuntos Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão de transformação genética de soja com construções AtDREB. Em resumo, o MOU e o ATM detalham que os resultados científicos obtidos através desse acordo serão publicados em conjunto. Royalties obtidos de variedades comerciais geradas a partir deste trabalho serão divididos em até 50%, dependendo dos gastos que serão feitos por cada parte nas fases posteriores como programa de melhoramento, análises de biossegurança e desregulamentação junto às agências federais e internacionais competentes. Os módulos de monitoramento e previsão de safras do portal sobre seca somente entrará no ar na Internet após cumprir as normas da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Envolvimento do Setor Privado a) No momento não se vislumbra a participação direta do setor privado no projeto. Entretanto, informalmente a empresa BASF já foi consultada e tem interesse no desenvolvimento comercial de variedades de soja tolerantes à seca com genes DREB e contendo o gene ahas (que confere resistência aos herbicidas da classe das imidazolinonas). A soja Cultivance®, resistente a herbicidas, sendo desenvolvida em parceria entre a Embrapa e a BASF contém o gene ahas. Portanto, há o interesse em unir as duas tecnologias numa mesma variedade. b) No caso de ser possível o desenvolvimento de linhagens GM tolerantes à seca, que venham a ser incorporados nos programas de melhoramento da Embrapa, as fundações, já parceiras da Embrapa em desenvolvimento de cultivares, serão consultadas para participar do desenvolvimento tanto técnica, quanto financeiramente. Riscos e Dificuldades - Problemas climáticos, ou no avanço de gerações no PA3 poderão atrasar o desenvolvimentos de linhagens a serem testadas no campo. - Os experimentos de campo com linhagens GM não serão instalados caso não seja possível obter junto a CTNBio autorização para Liberação Planejada no Meio Ambiente. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão - Nos experimentos de Pelotas-RS e Passo Fundo-RS, caso não ocorram secas, a diferenciação entre os materiais poderá ficar prejudicada, uma vez que nessas localidades não há as coberturas móveis para evitar chuva nos períodos reprodutivos. O fator de diferenciação quanto ao déficit, nesses casos, será a irrigação nos tratamentos sem déficit. - As diferenças nos níveis de expressão, dos 12 genes escolhidos para avaliar a possibilidade de seu uso como marcadores na seleção de genótipos mais tolerantes, poderá ser pequena, inviabilizando o uso como ferramenta de seleção. Medidas de Segurança Ambiental, Biológica e Pessoal A Embrapa Soja e a Embrapa Trigo possuem Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) Nos 02/97 e 58/98, respectivamente, para trabalhos com Organismos GM do grupo de risco I (situação deste projeto) conforme Resoluções Normativas da CTNBio nos 1 e 2, e atende todas as determinações de descarte e redução de risco estipuladas pela CTNBio e CIBio da Embrapa Soja. Também possuem pessoal qualificado e treinado em segurança do trabalho que acompanha as atividades no laboratório, casa-devegetação e campo. Qualquer alteração no projeto, dificuldade de execução ou acidente com OGMs serão comunicados imediatamente a CIBio da Embrapa Soja. Os relatórios quadrimestrais do projeto serão também encaminhados a CIBio da Embrapa Soja para que possam compor o Relatório Anual de CQB da unidade a ser encaminhado anualmente a CTNBio. Outros Projetos e Financiamentos A geração dos eventos de soja contendo a construção rd29A:DREB1A foi financiada por projeto no Macroprograma 3 sob o título “Introdução de genes por biobalística em soja visando tolerância à seca”, do Edital 5/02, projeto que foi encerrado em 2006. Também ocorre aporte de recursos do JIRCAS através do pagamento de duas bolsas de mestrado no valor de R$750,00/mês (R$ 36.000,00 em dois anos), uma de doutorado (Fellowship) no valor de R$2.400,00/mês (R$57.600,00 em dois anos) e da compra já efetivada de Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão equipamento de PCR em Tempo Real (ABI 7300, Applied Biosystems) no valor de U$ 40,000 (~R$ 84.000). Equipamento já instalado e funcionando tendo já sido utilizado no estudo preliminar de um dos eventos. O desenvolvimento de linhagens/progênies tolerantes à seca NÃO faz parte do programa de melhoramento de soja da Embrapa. Referências Bibliográficas Beneventi, M.A. Transformação genética em soja pela inserção da construção gênica contendo a região promotora do gene rd29a e a região codante do gene DREB1A de Arabidopsis thaliana, visando tolerância à seca. 2006. 126 f. Dissertação (Mestrado em Genética e Biologia Molecular). Centro de Ciências Biológicas, Universidade Estadual de Londrina, Londrina. Casagrande, E.C.; Farias, J.R.B.; Neumaier, N.; Oya, T.; Pedroso, J.; Martins, P.K.; Breton, M.C.; Nepomuceno, A.L. Expressão gênica diferencial durante déficit hídrico em soja. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, v. 12, n. 2, p. 168-184, 2001. CONAB. Balança Comercial do Agronegócio. Exportações Brasileiras, Produtos de Origem Agropecuária. <http://www.conab.gov.br/Indicadores/0901-Exportação2005.htm>, 2005. Crestana, S.; Guimarães, M.F.; Jorge, L.A.C.; Ralish, R.; Tozzi, C.L.; Torre, A.; Vaz, C.M.P. Avaliação da distribuição de raízes no solo auxiliada por processamento de imagens digitais. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Campinas, v.18, n.3, p.339, 1994. Franchini, J.C.; Crispino, C.C.; Souza, R.A.; Torres, E.; Hungria, M. Microbiological parameters as indicators of soil quality under various soil management and crop rotation systems in southern Brazil. Soil and Tillage Research, v.92, n. 1-2, p. 18-29, 2007. Farias, J.R.B.; Nepomuceno, A.L.; Neumaier, N.; Marion, E. Efeito de regimes pluviométricos sobre o rendimento de grãos de soja. In Congresso Brasileiro de Agrometeorologia, 14, 2005. Campinas, SP. Anais. Campinas: Sociedade Brasileira de Agrometeorologia – SBA, UNICAMP: CD-ROM. 2005a. Farias, J.R.B.; Neumaier, N.; Nepomuceno, A.L.; Marin, F. Modelagem para estimativa de perdas de rendimento de grãos de soja em função da disponibilidade hídrica. In: Simpósio Internacional de Agricultura de Precisão, 3. Sete Lagoas, 2005. Artigos. Sete Lagoas, MG: Embrapa Milho e Sorgo, CD-rom.2005b. Maruyama, K.; Sakuma, Y.; Kasuga, M.; Ito, Y.; Seki, M.; Goda, H.; Shimada, Y.; Yoshida, S.; Shinozaki, K.; Yamaguchi-Shinozaki, K. The Plant Journal, 38, 982-993. 2004. Oya, T; Nepomuceno, AL; Farias, JRB; Neumaier, N. The Drought Tolerance Characteristics of the Brazilian Soybean Cultivars. Plant Production Science, Japão, v. 7, n. 2, p. 129137, 2004. Oono, Y.; Seki, M.; Nanjo, T.; Narusaka, M.; Fujita, M.; Satoh, R.; Satou, M.; Sakurai, T.; Ishida, J.; Akiyama, K.; Lida, K.; Maruyama, K.; Satoh, S.; Yamaguchi-Shinozaki, K.; Shinozaki, K. Monitoring expression profiles of Arabdopsis gene expression during rehydratation process after dehydration using ca. 7000 full-length cDNA Microarray. The Plant Journal, v.34, p.868-887. 2003. Pellegrineschi, A.; Ribaut, J.-M; Trethowan, R.; Yamaguchi-Shinozaki, K.; Hoisintong, D. Progress in the genetic engineering of wheat for water-limited conditions. JIRCAS Working Report. p.55-60, 2002. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Pilon-Smits, E. A. H.; Ebskamp, M.J.M.; Paul, M.J.; Jeuken, M.J.W.; Weisbeek, P.J. and Smeekens, S.C.M. Improved performance of transgenic fructan-accumulating tabacco under drought stress. Plant Physiology 107: 125-130, 1995. Pilon-Smits, E. A.; Terry, H.N.; Sears, T.; Kim, H.; Zayed, A.; Hwang, S.; Van Dun, K.; Voogd, E.; Verwored, T.C.; Krutwagen, W.H.H; Goodjin, O.J.M. Trehalose-producing transgenic tabacco plants show improved growth performance under drought stress. Journal of Plant Physiology 152:525-532, 1998. Pilon-Smits, E. A. H.; Terry, N.; Sears, T.; Van Dun, K. Enhanced drought resistance in fructan-producing sugar beet. Plant Physiology and Biochemistry 37:313-317, 1999. Schiermeier, Q. The costs of global warming. Nature, 439:374-375. 2006. Shao H.B.; Guo QJ; Chu LY; Zhao XN; Su ZL ; Hu YC; Cheng JF, Understanding molecular mechanism of higher plant plasticity under abiotic stress. Colloids Surf B Biointerfaces. 2006 Jul 10. Shinozaki, K.; Yamaguchi Shinozaki, K., Seki, M. Regulatory network of gene expression in the drought and cold stress responses. Current Opnion in Plant Biology v.6, p.410-417; 2003. Shinozaki, K.; Yamaguchi-Shinozaki, K. Gene networks involved in drought stress response and tolerance Journal of Experimental Botany, 58(2):221-227, 2007. Stokstad, E. States sue over global warming. Science, 305:590, 2004. Stolf, R. Avaliações morfo-anatomicas, ecofisiológicas e expressão gênica diferencial em duas cultivares de soja, durante períodos de déficit hídrico. 2005. 98 f. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento) - Universidade Estadual de Londrina, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Yamada, M.; Morishita, H.; Urano, K.; Shiozaki, N.; Yamaguchi-Shinozaki, K.; Shinozaki, K.; Yoshiba, Y. Effects of free proline accumulation in petunias under drought stress. Journal of Experimental Botany, 56(417):1975–1981, 2005. Wrege, M. S. ; Gonçalves, S. L. ; Caramori, P. H. ; Vasconcellos, M. E. C.; Oliveira, J. H.; Abucarub-Neto, M. ; Borrozzino, E. Risco de deficiência hídrica na cultura do milho no estado do Paraná. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 34, p. 1119-1124, 1997. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Informações adicionais Figura 1. PGM de soja com a construção rd29:DREB1A que confere tolerância à seca, desenvolvidas em pareceria pela Embrapa e JIRCAS. Figura mostra resposta da linhagem P58 de soja em duas condições de água no vaso, 5% e 2.5% de Umidade Gravimétrica (UG). As linhagens identificadas como possíveis “eventos elite” no projeto 03.06.5.02.00 serão caracterizadas fisiológica e agronomicamente em condições de campo com controle da irrigação e da precipitação pluviométrica. Todos os experimentos seguirão as normas de biossegurança estabelecidas pela CTNBio. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Figura 2. Dados obtidos com a caracterização fisiológica e agronômica de variedades de soja em condições de campo na Embrapa (C) têm alimentado modelos matemáticos utilizados no zoneamento agrícola da cultura no Brasil (A e B). A constante atualização dessas informações permite produtores, extensionistas e agentes financeiros públicos e privados a definir estratégias para redução de riscos na produção de soja devido a fatores climáticos como à seca. Constantemente novos genótipos, inclusive genótipos obtidos por engenharia genética, são disponibilizados e juntos com novas práticas de manejo devem ser testados utilizando ferramentas de diversas áreas técnicas da Agronomia como a agrometeorologia, biotecnologia, melhoramento genético, fisiologia vegetal (D e E) e manejo da cultura. Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária SEG - Sistema Embrapa de Gestão Figura 3. A) Aspecto e produtividade da soja em sistemas de manejo do solo na safra 05/06 em Londrina, PR. B) Diferença de rendimento entre os sistemas de plantio direto e convencional em experimento de manejo do solo durante vinte anos. O projeto propõe, definir variedades melhores adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas, dentro de cada sistema de produção. Esta definição depende de uma ampla caracterização fisiológica e agronômica dos genótipos disponíveis.