Subestação de Castelo Branco
Plano de Arborização
dos terrenos anexos à Subestação
"Medida Compensatória"
REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A.
Divisão Equipamento
Lisboa
31-05-2006
(revisão para execução de obra de 20-08-2007)
1
INTRODUÇÃO
-4-
2
LOCALIZAÇÃO
-6-
3
CARACTERIZAÇÃO DA ESTAÇÃO
-6-
ENQUADRAMENTO BIOGEOGRÁFICO
CARACTERIZAÇÃO DAS COMUNIDADES
FLORA DE INTERESSE
HABITATS NATURAIS E SEMI-NATURAIS
-6-6-7-7-
4
-9-
ENQUADRAMENTO CLIMÁTICO
BIOCLIMATOLOGIA
NÍVEIS DE ALTITUDE E DECLIVE
SOLOS
-9-9-9-
5
OCUPAÇÃO ACTUAL DO SOLO
- 11 -
6
OBJECTIVOS DO PROJECTO DE INTERVENÇÃO
- 12 -
7
DESCRIÇÃO TÉCNICA DO PROJECTO
- 13 -
7.1 PARCELA 1 - INSTALAÇÃO DO POVOAMENTO DE AZINHEIRA X PINHEIRO-MANSO A
COMPASSO 4X3 M
7.1.1 CARACTERIZAÇÃO
7.1.2 OPERAÇÕES TÉCNICAS
CONTROLO DA VEGETAÇÃO ESPONTÂNEA
MARCAÇÃO E PIQUETAGEM
PREPARAÇÃO DO TERRENO
ADUBAÇÃO
PLANTAÇÃO
APLICAÇÃO DE PROTECTORES INDIVIDUAIS
SACHA E AMONTOA
RETANCHA
7.2 PARCELA 2 - INSTALAÇÃO DE FREIXO A COMPASSO 5X3 M
7.2.1 CARACTERIZAÇÃO
7.2.2 OPERAÇÕES TÉCNICAS
CONTROLO DA VEGETAÇÃO ESPONTÂNEA
MARCAÇÃO E PIQUETAGEM
PREPARAÇÃO DO TERRENO
ADUBAÇÃO
PLANTAÇÃO
APLICAÇÃO DE PROTECTORES INDIVIDUAIS
SACHA E AMONTOA
RETANCHA
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 13 - 13 - 13 - 13 - 13 - 13 - 14 - 14 - 14 - 15 - 15 - 15 - 15 - 15 - 15 - 16 - 16 - 16 - 16 - 17 - 17 - 17 -
-2-
7.3
7.4
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E PROMOÇÃO DA BIODIVERSIDADE
MEDIDAS DE PROTECÇÃO DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS
- 17 - 18 -
8
ORÇAMENTO
- 19 -
9
CRONOGRAMA
- 21 -
10
PLANO DE GESTÃO
10.1 . PARCELA 1
10.2 . PARCELA 2
11
ANEXOS
22
22
24
- 26 -
1. CARTA DE LOCALIZAÇÃO DO PROJECTO
2. CARTA DE ORDENAMENTO PARCELAR
- 26 - 26 -
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-3-
1 Introdução
A REN - Rede Eléctrica Nacional, SA, com sede na Av. Estados Unidos da América, nº 55, 1749061 Lisboa é a empresa concessionária da exploração da Rede Nacional de Transporte de
Eléctricidade (RNT), em regime de concessão de serviço público (cfr. n.º 1, do art.º 21.º, do DecretoLei nº 29/2006, de 15 de Fevereiro), sendo aquelas instalações consideradas para todos os efeitos,
de utilidade pública (cfr. nº.1, do art.º 12.º, do mesmo Decreto-Lei).
Na prossecução do seu objectivo e em conformidade com a Licença de Estabelecimento - Processo
El 1.0/67836 da DGGE (Direcção Geral Geologia e Energia), procedeu esta empresa à construção da
subestação referida em epígrafe, que integra a RNT, tendo sido necessário para o efeito cortar cerca
de 141 azinheiras jovens, 31 azinheiras adultas e 9 azinheiras secas.
Esta nova instalação da RNT constitui um nó fundamental RNT que tem por finalidade a expansão da
rede de 220 e 150 kV na zona da Beira Baixa para alimentação da rede regional de alta tensão da
EDP Distribuição e a ligação à rede de alguns parques eólicos de potência apreciável, previstos para
a zona.
A Subestação de Castelo Branco constitui assim, um ponto de recepção de energia proveniente de
Produção em Regime Especial, decorrente nomeadamente do potencial eólico da Serra da
Gardunha.
Esta instalação em conjunto com o desenvolvimento das linhas que lhe estão associadas,
nomeadamente a Linha Falagueira-Castelo Branco e a Linha Castelo Branco-Ferro, servem
igualmente para alimentar a linha de Caminho de Ferro da Beira Baixa, na zona de Rodão e Fatela.
O local adoptado para esta subestação, resultou do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), sobre o qual
foi desenvolvido o respectivo projecto, tendo sido emitida a correspondente Declaração de Impacte
Ambiental, por Sua Excelência o Secretário de Estado do Ambiente, em 5 de Dezembro de 2006.
Para os terrenos em causa, foi declarada a utilidade pública, com carácter de urgência e
consequente posse administrativa, das parcelas necessárias à construção da obra supra
mencionada, pelo Despacho nº 11 294/2006 (2ª série), do Ministério da Economia e da Inovação,
assinado por Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e da Inovação, em
20 de Abril de 2006, publicado do Diário da República, IIª Série, nº 100, de 24 de Maio de 2006.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
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No decorrer do processo de Avaliação de Impacte Ambiental, foram auscultados os serviços do
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, quer na fase da
elaboração do EIA, quer na fase de consulta pública.
No que respeita às árvores que se tornou imperioso abater para a construção da referida instalação
de utilidade pública, trataram-se na sua grande maioria de árvores de pequena dimensão,
provenientes de regeneração natural.
Do projecto de construção desta subestação, faz parte um Projecto de Enquadramento
Paisagístico, que visa o revestimento vegetal de todas as superfícies intervencionadas pela
construção da plataforma da subestação e respectivo acesso, que remanesçam livres a solo nu.
Relativamente à instalação de árvores e arbustos, o projecto de integração paisagística não pretende
plantações massivas e densas, mas antes a constituição de núcleos ou elementos de pontuação que
ajudem à integração paisagística da obra na sua envolvente imediata. A escolha das espécies a
plantar, incidiu nas formações vegetais espontâneas e tradicionalmente cultivadas na região, de
carácter mediterrânico.
Dadas as características especificas do projecto acima referido, optou-se por elaborar o presente
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco, como forma de
medida compensatória, pelo abate das Azinheiras acima referidas, dando-se assim cumprimento ao
disposto no Artigo 8º, do Decreto-Lei nº 169/2001, de 25 Maio. Optou-se por não integrar este plano
no Plano de Integração Paisagística uma vez que visam objectivos diferentes, embora sejam
complementares a longo prazo.
O presente Plano de Arborização, além de dar cumprimento ao que está legislado, é feito em
consonância com a Declaração de Política Empresarial (Qualidade, Ambiente e Segurança), da
REN, uma vez que esta empresa pretende sempre minimizar os impactes ambientais decorrentes da
sua actividade.
Os terrenos onde irá ser implementado o presente Plano de Arborização, fazem parte de uma
propriedade que possui 24.6 ha, dos quais só cerca de 30% é que foram afectados pela construção
do empreendimento em causa.
Com esta proposta de intervenção, a REN tem por objectivo compensar os impactos do corte das
azinheiras, espécie protegida por legislação Nacional, Decreto-Lei nº 169/2001, de 25 de Maio,
devido à implementação da sua Subestação de Castelo Branco.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-5-
Com o presente projecto serão plantadas um total de 4 587 azinheiras, 4 587 pinheiros mansos e 640
freixos, o que ultrapassa em larga medida o valor mínimo obrigatório.
2 Localização
O presente projecto de arborização está enquadrada no projecto de construção da Subestação de
Castelo Branco, localiza-se no distrito de Castelo Branco, concelho de Castelo Branco e freguesia de
Benquerenças.
3 Caracterização da estação
Enquadramento biogeográfico
A área projectada para a instalação da subestação situa-se (Costa et al., 1998) integralmente na
Região Mediterrânica, Sub-região Mediterrânica Ocidental, Província Luso-Extremadurense, Sector
Toledano-Tagano, Subsector Hurdano-Zezerense, Superdistrito Cacerense. Posteriormente esta área
foi redenominada (Costa et al., 2002) classificando-se na Região Mediterrânica, Sub-região
Mediterrânica Ocidental, Província Mediterrânica Ibero-Atlântica, Subprovíncia Luso-Extremadurense,
mantendo a denominação para as regiões biogeográficas de menor dimensão: Sector ToledanoTagano, Subsector Hurdano-Zezerense, Superdistrito Cacerense.
Caracterização das comunidades
A subprovíncia Luso-Extremadurense é uma das mais extensas da Península Ibérica, dispondo-se
maioritariamente no andar mesomediterrânico. São endemismos deste território os taxa Armeria
linkiana,
Asphodelus
bento-rainhae,
Buffonia
macropetala
subsp.
willkolmmiana,
Carduus
bourgeanus, Cytisus scoparius var. bourgaei, Cynara tournefortii, Digitalis purpúrea subsp. heywoodii,
Euphorbia monchiquensis, Genista polyanthos, Lavandula viridis, Linaria ricardoi, Marsilea batardae,
Coincya transtagana, Scrophularia schousboei e Ulex eriocladus os quais, contudo, maioritariamente
não ocorrem no Superdistrito Cacerense.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-6-
A vegetação climatófila do Superdistrito Cacerense pertence fundamentalmente à série do azinhal
Pyro bourgeana-Quercetum rotundifoliae Sigmetum. O azinhal, por degradação dá origem à
comunidade de orla nanofanerofítica retamóide do Cytiso multiflori-Retametum sphaerocarpae ou ao
carrascal do Rhamno fontquerii-Quercetum cocciferae. No entanto, a etapa mais frequente após a
degradação dos azinhais é constituída pelos estevais do Genisto hirsutae-Cistetum ladaniferi. Em
zonas graníticas mais rochosas é possível encontrar os rosmaninhais do Scillo-Lavanduletum
sampaioana.
Terrenos sujeitos a pastorícia, nomeadamente montados, desenvolvem comunidades terofíticas
efémeras, nomeadamente do Chrysanthemo myconis- Anthemidetum fuscati, Galactito tomentosaeVulpietum
geniculatae,
Trifolio
cherlerii-Taeniatheretum
caput-medusae,
Trifolio
cherleri-
Plantaginetum bellardii, Medicago rigidulae-Aegilopsietum geniculatae e Poo bulbosae-Trifolietum
subterranei, esta última vivaz e favorecida pelo pastoreio intenso.
Na área em estudo e zona envolvente, sobre substrato xistoso, o azinhal e o esteval são as
comunidades típicas. Nas clareiras e orlas agrícolas distribuem-se irregularmente as comunidades
terofíticas efémeras.
Flora de interesse
Para além dos taxa supracitados assumem interesse particular algumas espécies que pela sua
raridade são incluídas em listagens nacionais e comunitárias de plantas a proteger.
É possível a ocorrência de espécies de interesse como Drosera intermedia, Drosophylum lusitanicum,
Euphorbia welwitschii, Juniperus oxycedrus, Malcolmia patula, Celtis australis, Petrorhagia saxifraga e
ainda Marsilea strigosa, Myosotis lusitanica, Festuca duriotagana, Salix salvifolia subsp. australis
(anexo II da DH) e Narcissus triandrus (anexo IV da DH).
Habitats Naturais e Semi-Naturais
No Quadro listam-se os habitats naturais e semi-naturais referenciados. Os respectivos códigos
numéricos referem-se à codificação numérica expressa nos anexos do formulário normalizado de
dados da Rede Natura 2000 segundo o Decreto-Lei nº 140/99.
Os habitats mais amplamente representados correspondem aos relvados sobre solos esqueléticos,
dominados pelo habitat “rochas siliciosas com vegetação pioneira”, mas que gradualmente vai dando
lugar ao habitat “matos termomediterrânicos e pré-estépicos”, dominados por estevas (Cistus
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-7-
ladanifer), os quais constituem uma das últimas etapas de regressão do coberto florestal primitivo (e
potencial).
Quadro - Habitats naturais presentes na área da Subestação de Castelo Branco
Habitat
5330 matos termomediterrânicos e pré-estépicos
6310 Montados de Quercus spp. de folhas perenes.
8230 “rochas siliciosas com vegetação pioneira”
Características
Essencialmente dominados por formações arbustivas
dominadas pela presença de Cistus ladanifer, este habitat está
amplamente representado em toda a área de inserção do
projecto.
Inclui formações encabeçadas pelo sobreiro e pela azinheira,
geralmente constituindo vestígios reliquiais da vegetação
primitiva, actualmente já parcialmente degradados. Apresentam
por isso algum interesse conservacionista, sobretudo porque
escassamente representados.
Habitats semi-natural relacionado com o uso do solo para a
pastorícia, gradualmente em evolução para os tipos anteriores.
O habitat 6310 “Montados de Quercus spp. de folhas perenes inclui” formações encabeçadas pela
azinheira, constituindo meros vestígios da vegetação primitiva (Pyro bourgeana - Quercetum
rotundifoliae – habitats 9340), actualmente bastante degradados. Apresentam apenas algum
interesse conservacionista, como pequenas reservas biogenéticas, a partir das quais é possível a
recolonização de espaços.
O que se pretende neste projecto é um adensamento do espaço envolvente com povoamentos de
pinheiro manso e azinheira, a opção de um povoamento misto prende-se com o seguinte:
o
Os povoamentos mistos são normalmente mais resistentes a ataques de pragas e doenças e
à ocorrência de incêndios florestais devido à sua acrescida biodiversidade;
o
Constituem um meio de reabilitação de solos degradados, com redução das perdas de
nutrientes e melhoria qualitativa do seu húmus;
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-8-
4 Enquadramento climático
Bioclimatologia
Do ponto de vista bioclimatológico, a área de inserção da Subestação de Castelo Branco é
caracterizada como pertencendo ao Mediterrânico pluviestacional Mesomediterrânico.
Os dados termopluviométricos de Castelo Branco (Rivas-Martínez et al., 1990) apontam para um
ombrotipo sub-húmido:
A caracterização climática da área de estudo foi realizada com base nos dados recolhidos para a
estação climatológica de Castelo Branco, para o período de observação 1951-1980.
Estação
Lat
Lon
Altitude
T
m
M
It
P
Piso bioclimático
Castelo Branco
39º49’
7º29’
390
15.6
4.7
11.1
314
827
Mesomediterrânico
sub-húmido
Fonte: Normais Climatológicas da Região de «Trás-os-Montes e Alto Douro e Beira Interior», correspondentes a 1951-1980
Esta região apresenta um forte défice hídrico estival com mais de dois meses em que o valor
numérico da precipitação é inferior ao dobro do valor numérico da temperatura.
As espécies seleccionadas apresentam uma elevada rusticidade, o pinheiro-manso é uma espécie
pioneira e que em consociação com azinheira permitirá criar condições de protecção e de
crescimento desta espécie.
Níveis de altitude e declive
A propriedade apresenta cotas que variam entre os 310 e os 290 metros de altitude, apresentando
declives suaves
Solos
Tendo como base a cartografia de solos referida, verifica-se que na área em estudo, predominam as
seguintes famílias de solos:
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-9-
•
Solos Mediterrâneos Pardos de xistos e grauvaques (Px)
Estes solos apresentam-se frequentemente em fases delgada e por vezes pedregosa. Manifestam
características físicas e químicas entre médias e boas, espessura razoável a reduzida (no caso de
fase delgada), erodibilidade mediana, capacidade de água utilizável reduzida e boa drenagem. Os
declives são um importante factor na definição da aptidão agrícola dos solos, pelo que, sendo os
declives acentuados e muito acentuados, serão integrados nas classes de capacidade de uso De ou
Ee, ou seja sem aptidão agrícola, por limitações devidas a riscos de erosão.
•
Litossolos (solos esqueléticos) de xistos ou grauvaques (Ex)
Os Litossolos de xistos ou grauvaques (Ex), são solos incipientes, de expessura efectiva
normalmente inferior a 10 cm, devido à actuação da erosão acelerada. Não apresentam horizontes
genéticos definidos. Contêm, em regra, apreciável proporção de fragmentos de xistos e grauvaques
pouco alterados. Apresentam textura ligeira ou mediana e são quase sempre pobres em matéria
orgânica. Na maior parte das situações serão incluídos na classe Ee, ou seja sem aptidão agrícola,
devendo ser objecto de medidas de conservação.
•
Solos de Baixas (Coluviossolos) de textura mediana (Sb)
São solos planos, ou com declives muito ligeiros e profundos, formados por acumulação de
sedimentos
provenientes
das
encostas
adjacentes.
Apresentam
características
favoráveis,
capacidade de água utilizável mediana a baixa, boa drenagem, com o nível freático próximo da
superfície, de boa fertilidade natural e com boa resposta à intensificação cultural, nomeadamente à
rega e adubação.
•
Afloramentos Rochosos de xistos ou grauvaques (Arx)
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 10 -
5 Ocupação Actual do Solo
A área de RAN corresponde a Solos de Baixas, encontrando-se em manchas estreitas, raramente
ultrapassando os 70 metros de largura, que é atravessada pela linha de água afluente da ribeira da
Velha.
A área de plantação localiza-se basicamente numa zona extreme, onde se observa um denso
matagal, cuja envolvente se encontra povoada de eucaliptal, pinhal, azinheiras e matos.
A morfologia do terreno envolvente à subestação, uma vez que é suave, não implica grandes
variações em termos de declives ou de exposições, apresentando assim a área uma paisagem muito
uniforme.
Figura 1 – Aspecto geral da área do projecto (antes da construção da plataforma)
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 11 -
6 Objectivos do projecto de intervenção
As operações silvícolas preconizadas neste projecto, irão a médio e longo prazo traduzir-se numa
melhoria significativa do estado vegetativo, na consolidação do povoamento e protecção da floresta
contra incêndios.
O objectivo principal visa principalmente promover os benefícios do povoamento, quer ao nível da
produção quer ao nível da protecção, conservação da biodiversidade e paisagístico. Realça-se o
impacto que o povoamento irá ter no médio/longo prazo, na protecção, com a redução da erosão do
solo na área de plantação bem como nas margens da linha de água.
Como tal, no planeamento da sua gestão teve-se em consideração todas as operações silvícolas
necessárias adequadas a esta área, resultando num conjunto de acções importantes ao
estabelecimento e perpetuação deste ecossistema, nomeadamente medidas de conservação da
natureza e de protecção da floresta contra incêndios.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 12 -
7 Descrição técnica do Projecto
7.1
Parcela 1 - Instalação do povoamento de azinheira x pinheiro-manso a
compasso 4x3 m
7.1.1 Caracterização
Esta parcela possui uma área de 11,0 ha e é composta por incultos e pastagens com árvores
dispersas, que serão preservadas. Nesta parcela serão plantados a um compasso 4x3m em linhas
alternadas entre espécies, segundo a curva de nível, 4 587 plantas de azinheira e 4 587 plantas de
pinheiro-manso.
7.1.2 Operações técnicas
Controlo da vegetação espontânea
O controle de vegetação espontânea que se propõe realizar terá como objectivo mais imediato a
preparação do terreno para as áreas a plantar, através da remoção da vegetação espontânea
potencialmente concorrente das novas plantas que se pretendem instalar. Paralelamente, esta
intervenção está sempre associada à diminuição da carga combustível sujeita a arder durante os
períodos mais quentes, enquadrada numa prevenção de fogos florestais.
O controlo da vegetação espontânea será realizado com uma grade de discos.
Marcação e Piquetagem
Marcação das áreas a plantar em toda a área de intervenção.
Preparação do terreno
A preparação do terreno para abertura dos regos de plantação será através de ripagem continua a
uma profundidade de 50 cm para aumentar o volume de solo disponível para as jovens plantas e
abertura do rego de plantação com charrua, de 4 em 4 metros.
De salientar que se trata de solos delgados a esqueléticos com espessuras inferiores a 10cm, pelo
que a ripagem pretende desagregar e romper a rocha mãe de forma a disponibilizar uma maior área
de solo disponível para o suporte das jovens plantas.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 13 -
Adubação
Com a plantação será efectuada uma adubação de fundo com 100g/planta de adubo composto
(NPK). Dever-se-á ter em atenção para garantir que as raízes não fiquem em contacto directo com o
adubo.
Plantação
Para a escolha das espécies teve-se em atenção diversos aspectos:
o
a existência do habitat 6310 Montados de Quercus spp. de folhas perenes, que Incluem
formações encabeçadas pelo sobreiro e pela azinheira, geralmente constituindo vestígios
relíquias da vegetação primitiva, actualmente já parcialmente degradados. Apresentam por
isso algum interesse conservacionista, sobretudo porque escassamente representados;
o
A adaptabilidade às condições locais de clima, solo e relevo.
o
É de capital importância que as plantas a usar estejam adaptadas às condições locais
devendo usar-se, para tal, plantas de proveniências reconhecidas como mais aptas para esta
região. Sendo assim, deverão ser utilizadas plantas provenientes da mesma zona, ou seja,
plantas que evoluíram em iguais condições ecológicas, mantendo-se desta forma as mesmas
características genéticas e, assegurando-se o sucesso e viabilidade das plantas.
o
Igualmente deverá ser garantida a utilização de plantas certificadas.
As plantas deverão ser de torrão garantindo este uma boa consistência de modo a facilitar o trabalho
de plantação.
Aplicação de protectores individuais
A aplicação de protectores individuais nas plantas de azinheira é de vital importância uma vez que se
verifica a presença, na área do projecto, de fauna que podem causar perdas significativas na
plantação e, posteriormente, nos primeiros anos de vida das azinheiras põem em risco a viabilidade
da plantação.
É do conhecimento geral que, em locais onde abundam estes animais,
o sucesso da arborização fica comprometido, devido aos danos
provocados na parte aérea e radicular das plantas.
Assim, os protectores a utilizar serão de dupla capa para criar um efeito
de microclima, foto degradáveis e feito com polipropileno, matéria
inerte a efeitos de contaminação tanto à terra como às plantas.
Deverão ainda possuir uma malha microperfurada de forma a facilitar a
transpiração das plantas.
Figura 2 - Protector individual de
polipropileno microperfurado
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 14 -
Sacha e Amontoa
Torna-se necessário, por altura da Primavera, a supressão das ervas espontâneas/matos que
nascem nas covas onde se plantaram as azinheiras, num raio aproximado de 30 cm, ainda antes do
primeiro Verão e logo a seguir às chuvas primaveris, e que concorrem directamente com estes pela
água. A vegetação destruída deve ser deixada no local, diminuindo as perdas de água por
evaporação. Esta prática contribui para elevar a percentagem de plantas que sobrevivem à estiagem
do primeiro ano.
Retancha
Procede-se à retancha, estimada em 40% das plantas de azinheira, um ano após a instalação.
7.2
Parcela 2 - Instalação de freixo a compasso 5x3 m
7.2.1 Caracterização
Duas faixas de plantação a desenvolver-se de cada lado à linha de água, a um compasso 3x3, em
2,33 ha, uma que vez que as condições edafo-climáticas existentes permite a utilização de uma
espécie nobre, o freixo. Os solos neste local apresentam características favoráveis, capacidade de
água utilizável mediana a baixa, boa drenagem, com o nível freático próximo da superfície, de boa
fertilidade natural e com boa resposta à intensificação cultural, nomeadamente à adubação.
7.2.2 Operações técnicas
Controlo da vegetação espontânea
O controle de vegetação espontânea que se propõe realizar terá como objectivo mais imediato a
preparação do terreno para as área a plantar, assim permitirá a remoção da vegetação espontânea
potencialmente concorrente das novas plantas que se pretendem instalar.
A vegetação arbustiva vai ser eliminada apenas nos locais de plantação, exercendo a restante área
funções de protecção do solo e margens, nomeadamente em relação ao sobreaquecimento,
dessecação do solo e erosão, de conservação de habitats de espécies animais e vegetais e
manutenção da diversidade florística.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 15 -
O controlo da vegetação espontânea será realizado manualmente com o auxílio de uma
motorroçadora de disco.
Marcação e Piquetagem
Marcação das duas faixas de cada lado da linha de água.
Preparação do terreno
A preparação do terreno será manual através da abertura de covas com dimensões mínimas de
40x40x40 cm e com um compasso aproximado de 5x3m. Complementarmente será efectuada uma
limpeza de matos em toda a parcela recorrendo a corta matos de correntes.
As linhas de plantação dispõem-se ao longo da linha de água, numa faixa constituída por 2 linhas de
plantação de cada margem da linha de água.
Adubação
Com a plantação será efectuada uma adubação de fundo com 100g/planta de adubo composto
(NPK). Dever-se-á ter em atenção para garantir que as raízes não fiquem em contacto directo com o
adubo.
Plantação
Para a escolha desta espécie teve-se em atenção diversos aspectos:
• Terrenos mais férteis e com condições edafo-climaticas, devido à presença da linha de
água que permitem a utilização do freixo.
• A adaptabilidade da espécie autóctone às condições locais de clima, solo e relevo.
• É de capital importância que as plantas a usar estejam adaptadas às condições locais
devendo usar-se, para tal, plantas de proveniências reconhecidas como mais aptas para esta
região. Sendo assim, deverão ser utilizadas plantas provenientes da mesma zona, ou seja,
plantas que evoluíram em iguais condições ecológicas, mantendo-se desta forma as mesmas
características genéticas e, assegurando-se o sucesso e viabilidade das plantas.
•
Igualmente deverá ser garantida a utilização de plantas certificadas.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 16 -
Aplicação de protectores individuais
A aplicação de protectores individuais é de vital importância uma vez que se verifica a presença, na
área do projecto, de animais de pequeno porte, nomeadamente ratos, coelhos e aves que podem
causar perdas significativas nas jovens árvores (ver ponto 7.1.2.).
Sacha e Amontoa
Torna-se necessário, por altura da Primavera, a supressão das ervas espontâneas/matos junto aos
locais de plantação, num raio aproximado de 30 cm, ainda antes do primeiro Verão e logo a seguir às
chuvas primaveris, e que concorrem directamente com estes pela água. A vegetação destruída deve
ser deixada no local, diminuindo as perdas de água por evaporação. Esta prática contribui para elevar
a percentagem de plantas que sobrevivem à estiagem do primeiro ano.
Retancha
Procede-se à retancha, estimada em 30%, um ano após a instalação.
7.3
Medidas de Conservação da Natureza e promoção da biodiversidade
1. As operações de exploração futura do povoamento não serão efectuadas entre Janeiro e
meados de Abril, uma vez que é o período de maior actividade reprodutiva para a fauna;
2. Irá assegurar-se a protecção de todas as linhas de água - permanentes e temporárias,
mesmo as de pequena dimensão - e respectiva vegetação associada, garantindo uma faixa
sem intervenção. A dimensão das faixas de protecção deverá ser no mínimo 10 m1 para cada
um dos lados da linha de água, variando consoante a sua importância e vegetação associada
(as preparações de terreno restringir-se-ão aos locais de plantação/sementeira, recorrendose à plantação à cova);
3. Irão ser identificados e preservados os núcleos de flora e habitats protegidos e classificados
ao abrigo da Legislação Nacional2 e Comunitária3, bem como a manutenção de espécies
arbustivas que poderão servir de alimento à fauna - nomeadamente medronheiro;
1
Dec.-Lei nº 46/94, de 22 de Fevereiro; Dec.-Lei nº 468/71, de 5 de Novembro
Decreto-Lei nº 140/99,
3
Directiva Aves e Directiva Habitats
2
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 17 -
4. A manutenção alguns exemplares de árvores velhas ou mortas, de maior porte - desde que
não impliquem problemas fitossanitários – uma vez que representam locais preferenciais de
reprodução e abrigo para algumas espécies da fauna.
5. A manutenção da vegetação arbustiva em faixas ou manchas, na futura gestão, exerce
diversas funções:
o
a vegetação remanescente vai exercer um efeito protector sobre as plantas a instalar,
funcionando como uma cortina de abrigo;
o
não expõe a totalidade do solo a agentes erosivos, assegurando-se um certo grau de
cobertura;
o
os índices de biodiversidade não mostrarão alterações tão acentuadas, o que terá
reflexos, nomeadamente, na manutenção da fauna selvagem;
o
permite a eliminação da competição directa exercida pelos matos;
o
permite a execução dos trabalhos de preparação do solo e de instalação de novas
plantas;
o
a vegetação espontânea remanescente constituirá uma permanente fonte de matéria
orgânica, não sendo aí estimulado o desenvolvimento das gramíneas mais agressivas.
7.4
Medidas de Protecção da Floresta contra Incêndios
As medidas de protecção da floresta contra incêndios, deverá estar de acordo com o Plano Municipal
de Defesa da Floresta contra incêndios, e dividem-se em medidas de silvicultura preventiva e
medidas de defesa da floresta contra incêndios:
1.
as operações de desramação e de gestão da vegetação espontânea são no sentido de
implementar a descontinuidade horizontal e vertical dos combustíveis no interior dos maciços
e a existência de rupturas no seu desenvolvimento territorial.
2. Junto aos caminhos será mantida uma faixa isenta de vegetação, promovendo assim a
compartimentação do povoamento agora instalado.
3. Na envolvente da subestação será mantida livre de vegetação arbustiva e herbácea uma
faixa mínima de 100 metros, de acordo com o ponto 4, do Artigo 16º do Decreto-Lei
nº156/2004, de 30 de Junho.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 18 -
8 Orçamento
Parcela 1
Área (ha) = 11,00
Arborização a 4,0 m x 3,0 m
OPERAÇÕES
Unid.
Previsão REN
FACTURAÇÃO
Valores físicos
Qt.
Valores físicos
Qt.
Preço Unitário
Preço
Preparação do terreno
1. – Limpeza de matos com grade de discos
hora
4
44
4
44
45,00
1.980,00 €
2. - Ripagem
hora
2
22,0
2
22
70,00
1.540,00 €
3. - Marcação e piquetagem
Jorna
1
11,0
1
11
50,00
550,00 €
4. – Abertura de rego de plantação
hora
1
11
1
11
45,00
495,00 €
4.565,00 €
SUB-TOTAL
Plantação
1. – Adubo
2. - Adubação
3.1. – Plantas de azinheira
3.2. – Plantas de pinheiro manso
4. – Plantação
kg
83
913
83
913
0,50
456,50 €
Jorna
6
66
6
66
50,00
3.300,00 €
N.º
417
4587
417
4587
N.º
417
4587
417
4587
0,40
0,25
1.834,80 €
1.146,75 €
Jorna
6
66
6
66
50,00
3.300,00 €
10.038,05 €
SUB-TOTAL
Acções complementares
1. – Protecção individual das plantas
N.º
834
2. - Retancha
%
40%
Jorna
5
3. – Sacha e amontoa
9174
834
9174
1,00
4.015,22 €
40%
55
5
9.174,00 €
55
SUB-TOTAL
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
50,00
2.750,00 €
15.939,22 €
- 19 -
Parcela 2
Área (ha) = 2,33
4 linhas de freixos (5*3m)
OPERAÇÕES
Unid.
Previsão REN
FACTURAÇÃO
Valores físicos
Qt.
Valores físicos
Qt.
2
4,66
2
4,66
Preço Unitário
Preço
Preparação do terreno
40,00
186,40 €
100,00
200,00 €
0,5
50,00
25,00 €
3
50,00
150,00 €
1. – Limpeza de matos com corta matos
hora
2. – Limpeza de matos manual
Jorna
2
2
3. - Marcação e piquetagem
Jorna
0,5
4. – Abertura de covas
Jorna
3,0
561,40 €
SUB-TOTAL
Plantação
1. – Adubo
2. - Adubação
3. – Plantas
4. – Plantação
kg
64,0
64
0,50
32,00 €
Jorna
1
1
50,00
50,00 €
N.º
640
640
0,60
384,00 €
Jorna
2,0
2
50,00
100,00 €
566,00 €
SUB-TOTAL
Acções complementares
1. – Protecção individual das plantas
N.º
2. - Retancha
%
3. – Sacha e amontoa
Jorna
640
20%
640
2,0
640,00 €
113,20 €
20%
2
50,00
100,00 €
853,20 €
SUB-TOTAL
TOTAL ……….. ...…………………………
1,00
(preço de referência da REN) ……….
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
32.522,87 €
- 20 -
9 Cronograma
A implementação do projecto será iniciada em Outubro de 2008, seguindo o seguinte cronograma:
Out-Dez 2007
Mar-Abr 2008
Out - Dez 2008
Plantação
Sacha e amontoa
Retancha
....
Prevê-se a conclusão do projecto no outono/inverno de 2008.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 21 -
10 Plano de Gestão
10.1 . Parcela 1
DENSIDADE INICIAL
OBJECTIVO PRINCIPAL
Povoamento misto Azinheirza x Pinheiro Manso
Produção de Lenho
MOMENTO DE INTERVENÇÃO
INTERVENÇÃO
CRITÉRIO DE APLICAÇÃO
OBJECTIVO
A partir do 2.º ano de idade
Controlo da vegetação concorrente, sempre que
necessário, e realizada apenas em redor das
plantas.
Quando a vegetação espontânea entra em concorrência directamente
com as plantas. Apenas em redor das mesmas, dado a vegetação de
acompanhamento desempenhar um importante papel de protecção,
nomeadamente em relação aos jovens azinheiras, contrariando a sua
tendência natural para ramificar e diminuindo o efeito dessecador do
vento.
Entre o 3.º e o 12.º ano de idade
Desramação das azinheiras com tendência para
ramificar e desenvolveram a forma arbustiva
(no máximo duas intervenções).
Desramação dos pinheiros os mansos: apenas uma
intervenção que deverá coincidir com a segunda
desramação da azinheira.
A altura a desramar nunca deverá ser superior a 1/3 da altura total.
Entre o 10.º e o 20.º ano de idade
Poda de formação das azinheiras
Seleccionar 2 a 4 pernadas bem distribuídas em torno do tronco.
Entre o 20.º e o 30.º ano de idade
idade.
Corte final dos pinheiros os mansos
Retirar os pinheiros mansos, com o cuidado de não causar danos às
azinheiras.
A iniciar após o corte final dos
pinheiros
Podas de manutenção da azinheira
A periodicidade média da sua realização é de 10 anos; a sua execução
deverá ser desfasada da dos desbastes de, pelo menos, três anos. O
material retirado não deverá exceder 1/3 da copa viva.
Garantir uma boa iluminação e arejamento para
aumentar os níveis de frutificação.
1.º Desbaste das azinheiras: Selecção das melhores
árvores – as mais bem conformadas e com melhores
características de produção de fruto,
num total de cerca de 150/ha – e remoção dos
indivíduos a eliminar numa proporção de
aproximadamente 25% das árvores em pé. A área de
coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias
Entre o 40.º e o 50.º ano de idade
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
Diminuir a concorrência relativamente à água,
nutrientes e luz, não desnudando o solo, evitando a
sua erosão.
Promover azinheiras com fuste limpo e
preferencialmente direito até 2,5 m.
Promover pinheiros com fuste limpo e
preferencialmente direito até 3 m.
Obtenção duma copa equilibrada em forma de taça
aberta.
Reduzir a densidade do povoamento,
proporcionando melhores condições de
desenvolvimento à espécie principal. Obtenção de
receitas intermédias do povoamento.
-22-
MOMENTO DE INTERVENÇÃO
Entre o 50.º e o 60.º ano de idade
Entre o 60.º e o 70.º ano de idade
Entre o 70.º e o 80.º ano de idade
Entre o 80.º e o 90.º ano de idade
Entre o 90.º e o 100.º ano de
idade
Entre o 100.º e o 110.º ano de
idade
Entre o 110.º e o 120.º ano de
idade
INTERVENÇÃO
CRITÉRIO DE APLICAÇÃO
2.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 20% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
3.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 20% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
4.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 20% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
5.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 20% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
6.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 20% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
7.º Desbaste das azinheiras: retirar
aproximadamente 10% das árvores em pé. A área
de coberto das copas após desbaste deverá estar
compreendida entre 30 e 50%.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas com o
cuidado de não danificar os indivíduos provenientes de regeneração
natural eventualmente presentes.
Eventual corte de realização das azinheiras.
Exploração de 70 a 100 árvores/ha.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Realizar a operação quando começa a haver contacto entre as copas das
árvores, eliminando as árvores mais próximas das seleccionadas.
Optar pela modalidade do corte raso, devendo a regeneração do
povoamento ser assegurada por indivíduos já presentes provenientes de
regeneração natural.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
OBJECTIVO
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as copas. Obtenção
de receitas intermédias.
Corresponde ao eventual termo de explorabilidade.
-23-
10.2 . Parcela 2
DENSIDADE INICIAL
Entre 800 e 1000 árvores/ha.
MOMENTO DE INTERVENÇÃO
INTERVENÇÃO
Limpeza da vegetação herbácea e arbustiva,
Entre 1 e 6 m de altura total
manualmente, nas linhas de plantação.
OBJECTIVO PRINCIPAL
Produção de Lenho
CRITÉRIO DE APLICAÇÃO
Quando a vegetação infestante entra em concorrência directamente
com as jovens plantas.
Entre os 3 e os 6 m de altura total
Rolagem
Corrigir a forma das árvores mal conformadas.
Entre os 2 e os 10 m de altura total
(idade provável aquando da última
intervenção: 13–17 anos)
Poda de formação sobre as plantas mais possantes
e bem conformadas.
Entre os 4 e os 13 m de altura total
(idade provável aquando da última
intervenção: 18–22 anos)
Desramação das melhores árvores até cerca de
300/ha.
Entre os 6 e os 10 m de altura total
(idade provável: 13–17 anos)
1.º desbaste: retirar aproximadamente 30% das
árvores em pé. Em simultâneo pré-designação das
árvores de futuro (escolhem-se entre 140 a 250).
Desbaste selectivo pelo alto. Realizar a operação quando começa a
haver contacto entre as copas das árvores.
Diminuir a concorrência entre as árvores
dominantes.
13 m de altura total
(idade provável: 18–22 anos)
2.º Desbaste: retirar aproximadamente 40% das
árvores em pé.
Desbaste selectivo pelo alto misto. Realizar a operação quando começa
a haver contacto entre as copas das árvores.
Diminuir a concorrência entre as árvores
dominantes.
Obtenção de receitas intermédias.
16 m de altura total
(idade provável: 23–27 anos)
3.º Desbaste: retirar aproximadamente 25% das
árvores em pé.
Desbaste selectivo pelo alto misto.
18 m de altura total
(idade provável: 28–32 anos)
4.º Desbaste: retirar aproximadamente 25% das
árvores em pé.
Desbaste selectivo pelo alto misto.
21 m de altura total
(idade provável: 35–39 anos)
25 m de altura total
(idade provável: 42–46 anos)
5.º Desbaste: retirar aproximadamente 25% das
árvores em pé.
6.º Desbaste: retirar aproximadamente 25% das
árvores em pé.
28 m de altura total
(idade provável: 49–53 anos)
7.º Desbaste: retirar aproximadamente 25 % das
árvores em pé.
Desbaste selectivo pelo baixo.
Diminuir a concorrência entre as árvores.
Obtenção de receitas intermédias.
30 m de altura total
(idade provável: 58–62 anos)
Corte final: exploração de, aproximadamente,
80 árvores/ha.
Optar pela modalidade do corte raso, com o cuidado de não danificar os
indivíduos provenientes de regeneração natural eventualmente
presentes.
Corresponde ao termo de explorabilidade e à
obtenção da receita principal do povoamento.
A realizar em plantas bem distribuídas; até um máximo de 400
árvores/ha.
Efectuam-se várias passagens: a 1.ª quando as árvores têm cerca de 2 m
de altura total; a 2.ª quando as árvores têm cerca de 4 m de altura total;
a 3.ª quando as árvores têm cerca de 6 m de altura total.
Faz-se através de 2 a 4 passagens sucessivas, intervaladas de 2 a 4
anos.
Suprimem-se os ramos de baixo para cima. A altura a desramar nunca
deverá ser superior a 1/3 a 1/2 da altura total; na primeira passagem
desrama-se até 2 a 3 m da altura total.
Desbaste selectivo pelo baixo.
Desbaste selectivo pelo baixo.
OBJECTIVO
Reduzir e evitar a concorrência da vegetação
herbácea e arbustiva.
Obter uma população homogénea de árvores de
qualidade.
Garantir árvores com forma direita e sem
bifurcação.
Melhorar a qualidade da madeira, através do
aumento da proporção de lenho limpo, sem nós,
até uma altura de 6 a 7m.
Diminuir a concorrência entre as árvores
dominantes.
Obtenção de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as árvores
dominantes.
Obtenção de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as árvores.
Obtenção de receitas intermédias.
Diminuir a concorrência entre as árvores.
Obtenção de receitas intermédias.
Nota: dado que a densidade de árvores/ha nesta parcela será inferior à acima indicada, as intervenções deverão ser adaptadas à realidade deste parcela, com o objectivo de garantir o sucesso da plantação e a obter
árvores de forma direita.
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
-24-
Lisboa, 31 de Maio de 2006.
Revisto em 20 de Agosto de 2007, aquando do lançamento do concurso para a implementação do projecto
O Autor do Plano
Divisão Equipamento
Departamento Servidões RNT
João Gaspar
Aprovação do Plano
Divisão Equipamento
Departamento Servidões RNT
O Responsável
António Ornelas
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 25 -
11 ANEXOS
1. Carta de Localização do Projecto
2. Carta de Ordenamento Parcelar
Plano de Arborização dos terrenos anexos à Subestação de Castelo Branco
- 26 -
Planta de Localização
248000
248800
249600
250400
251200
252000
280
291
292
319200
319200
´
279
318400
318400
Plano de Arborização dos terrenos
anexos à Subestação de Castelo Branco
- Enquadramento em Carta Militar Legenda:
317600
317600
Subestação de Castelo Branco
Parcelas de Intervenção
Parcela 1
Parcela 2
Linha Plantação de Freixo
316800
316800
Linha de água
0
210
420
840
1.260
1.680
Meters
316000
316000
Sistema de Coordenadas Hayford - Gauss
Datum: Lisboa
Escala 1:25.000
248000
248800
249600
250400
251200
252000
Carta de Ordenamento Parcelar
249250
249500
249750
250000
318000
318000
´
279
280
291
292
Plano de Arborização dos terrenos
anexos à Subestação de Castelo Branco
Legenda:
Subestação de Castelo Branco
Parcela 1
317750
317750
Parcelas de Intervenção
Parcela 2
Linha Plantação de Freixo
Linha de água
317500
317500
0
Escala 1:5.000
249250
249500
249750
250000
35
70
140
210
280
Meters
Sistema de Coordenadas Hayford - Gauss
Datum: Lisboa
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Plano de Arborização - Centro de Informação REN