VESTIBULAR UFPE – UFRPE / 1992 2ª ETAPA NOME DO ALUNO: _______________________________________________________ ESCOLA: _______________________________________________________________ SÉRIE: ____________________ TURMA: ____________________ Literatura 1. 3. Esta questão se refere a Gregório de Matos e à sua obra. Esta questão se refere a diferentes estilos de época. 0-0) “Tremendo apego, meu Deus, Ante vossa divindade, Que a fé e muito animosa, Mas a culpa mui cobarde.” - A natureza antitética dos versos acima registra o conflito vivido pelo homem do Seiscentismo: a crise entre valores morais e espirituais. 1-1) ”Eu confesso que houve fome, governando vós aqui, sois mofino, e por contágio ficou mofino o Brasil.” - Exemplo do “crime” cometido pelo poeta: denunciar, com sua poesia satírica, a fome, a corrupção, os vícios, o desgoverno do Brasil. 2-2) ”Custódio, se eu considero que o querer é desejar, e amor é perfeito amar, eu vos amo e não vos quero.” - Exemplo da poesia lírica, produzida no SÉCULO XVIII, que prepara a atmosfera romântica na literatura. 3-3) Os textos das proposições 0-0, 1-1 e 2-2 justificam o apelido de “BOCA DO INFERNO”, dado ao poeta. 4-4) Sua poesia traz a marca do espírito barroco: religiosidade, consciência do pecado, linguagem rebuscada, jogo de palavras e de idéias. 0-0) ”E pois que és meu filho, Meus brios reveste; Tamoio nascente, Valente serás.” - Exemplo do nacionalismo que predominou na poesia da primeira geração romântica. 1-1) ”Embora – é meu destino. Em treva densa Dentro do peito a existência finda... Pressinto a morte na fatal doença!... A mim a solidão da noite infinda!” - Estes versos revelam o choque entre as aspirações e desejos excessivos da vida e dos sonhos e a impossibilidade de realização. É típico da segunda geração romântica, influenciada pelo “mal-do-século”. 2-2) ”Prende-os a mesma corrente - Férrea, lúgubre serpente Nas roscas da escravidão. E assim zombando da morte, Dança a lúgubre coorte Ao som do açoite... Irrisão!” - Texto característico da poesia condoreira produzida pelos poetas do naturalismo brasileiro. 3-3) ”Tenho as duas grandes lições do mundo: a da miséria e a da opulência. Conheci outrora o dinheiro como um tirano; hoje o conheço como um cativo submisso. O Lemos olhava pasmo essa moça (...). Não valia a pena ter tanto dinheiro, continuou Aurélia, se ele não servisse para casar-me a meu gosto ainda que para isto seja necessário gastar alguns míseros contos de réis.” - O fragmento é uma pequena amostra da significação total do romance de onde ele foi retirado: transposição dos “padrões de conduta e valores de uma sociedade em transformação, movida sobretudo pelo dinheiro e preocupada com o status social por ele conferido.” 4-4) O fragmento apresentado na proposição 3-3 não pode ser situado na fase romântica, quando o sonho, o devaneio e a fuga ditavam o comportamento dos escritores. 2. Esta questão se refere a Cláudia Manuel da Costa e ao Arcadismo. 0-0) Nos versos do poeta, “percebe-se uma mistura da técnica barroca com a temática do Arcadismo”. 1-1) É atitude desse estilo histórico tomar como temática a vida dos campos e dos pastores, valorizando a vida campestre, em oposição às condições artificiais de vida nas cidades. 2-2) Os versos a seguir exemplificam o que se afirma nas quais proposições anteriores: “Aqui, onde não geme, nem murmura Zéfiro brando em fúnebre arvoredo, Sentado sobre o tosco de um penedo Chorava Fido a sua desventura. Às lágrimas a penha enternecida Um rio fecundou, donde manava D’ânsia mortal a cópia derretida: A natureza em ambas se mudava; Abalava-se a penha comovida; Fido, estátua de dor, se congelava.” 3-3) A atitude antitética e paradoxal presente nos versos da proposição 2-2 situa o texto no movimento barroco. Sendo Cláudio Manoel da Costa árcade, é impossível atribuir-lhe a autoria. 4-4) Expressões como “penha enternecida”, “ânsia mortal”, “desventura”, “estátua de dor” relevam a influência do mal-do-século no Arcadismo. 4. Nesta questão, retomam-se os textos usados na questão anterior. 0-0) Nenhum dos textos reflete as grandes agitações provocadas pelas transformações econômicas, políticas e sociais as segunda metade do SÉCULO XIX, quando a última geração romântica engajava-se na luta abolicionista. 1-1) A proposição 0-0 contém uma das estrofes do poema CANÇÃO DO TAMOIO, de Gonçalves Dias. Nesse Poema, sente-se a marca do indianismo gonçalvino: piedade e bravura. 2-2) O texto da proposição 1-1 exemplifica a produção da 2ª geração romântica. O tema da morte – importante e comum em todo o Romantismo – é privilegiado pelos poetas, em especial Álvares de Azevedo, autor de LIRA DOS VINTES ANOS. 3-3) O texto da proposição 2-2 é típico da produção de Castro Alves, que cultiva “um erotismo sensual, de prazer”, liberando-se das “noções de pecado e culpa” e afastando-se definitivamente de qualquer envolvimento com questões sociais. 4-4) O texto da proposição 2-2 é fragmento do poema O NAVIO NEGREIRO. Seu autor, Castro Alves, expressa o crescimento dos ideais democráticos e libertários. 7. Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão. “(Em fins do século XIX), no que respeita à vida intelectual, o mesmo apego à fachada. Cria-se a Academia Brasileira de Letras, a galeria do elogio mútuo: uns prefaciam e apresentam os outros (...). a linguagem literária é rara, preciosa. Cheira a dicionário e formol. (...) É a conseqüência última do bacharelismo, da estrutura escolar elitizante...” (Marisa Lajolo – USOS E ABUSOS DA LITERATURA NA ESCOLA). 5. Questão referente a MACHADO DE ASSIS. 0-0) ”... tinha quarenta anos, e ainda conservava na fronte, embora secas, as rosas da mocidade” – RESSURREIÇÃO: o lugar-comum convencionalmente poético caracterizava o texto como romântico. 1-1) Em A MÃO E A LUVA, HELENA, CASA VELHA, os conflitos amorosos funcionam como fachada para o drama do ambicioso de origem humilde – nisso, Machado capitula ante o clichê romântico e a convenção burguesa. 2-2) ”As cenas do amor adolescente de Bentinho e sua vizinha Capitu, no Rio de Janeiro, figuram entre as delícias absolutas das nossas letras...” e são elas que fazem do romance D. CASMURRO a mais importante obra do Romantismo brasileiro. 3-3) O homem (para o autor de Quincas Borba) é uma errata pensante... Cada estação de vida é uma edição – que corrige a anterior – e que será corrigida, também, até a edição definitiva que o editor dá de graça aos vermes.” 4-4) ”... não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia...” – o fragmento ilustra bem a influência do “mal – do – século” na poesia de Machado. 6. Observe se há correspondência entre a forma de descrever e o movimento estético. 0-0) “(Leocádia)... portuguesa pequena e socada, de carnes duras, com uma fama terrível de leviana entre as suas vizinhas...” - REALISMO: descrição objetiva, simples, quase fotográfica. 1-1) “(Etelvina)... criaturinha sumamente magra... nervosa... nariz muito fino, grande e gelado, mãos ossudas e frias, olhos sensuais e dentes podres.” - MODERNISMO: descrição exótica feita em uma linguagem complexa, fundamentada em antítese. 2-2) “(Linda!)... Há quem possa resistir àqueles olhos tão doces, que estão bebendo a alma da gente? E a boquinha?... É um torrãozinho de açúcar escondido em uma rosa! Quando ela ri-se, faz cócegas.” - ROMANTISMO – linguagem abundantemente qualificativa, traduzindo menos o real que a maneira de ver a realidade. 3-3) “(Teresa) Achei que ela tinha pernas estúpidas. Achei também que a cara parecia uma perna.” - MODERNISMO – descrição solta, irreverente, surpreendente. 4-4) “(Angélica) Anjo no nome, Angélica na cara! Isso é ser flor, e Anjo juntamente: (...) Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.” - ROMANTISMO: utilização da antítese, ausência de conotação, predomínio de visão idealizada. 0-0)O movimento estético que corresponde ao contexto apontado acima é o Barroco com seu extremo rebuscamento formal. 1-1)O “apego à fachada” é o que caracteriza a produção parnasiana. 2-2)O “bacharelismo” está presente nos seguintes versos: “Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso, O Palácio real do pórfiro luzente.” E mármor da Lacônia. O teto caprichoso mostra em prata incrustado o nácar do Oriente.” 3-3)O texto da proposição 2-2 é parnasiano. 4-4)O texto da proposição 2-2 nega tudo o que diz Marisa Lajolo. 8. Poucos artistas e escolas foram alvo de críticas tão severas quanto Bilac e o movimento estético por ele representado. Nesta questão, considere verdadeiras as proposições em que é clara a crítica ou restrição feita ao artista ou aos princípios de sua escola. 0-0) ”E assim não pode viver Neste Brasil infestado, Segundo o que vos refiro Quem não seja reprovado.” 1-1) ”Brada em um assomo O sapo – tanoeiro - “A grande arte é como Lavor de joalheiro.” 2-2) ”Morra a Hélade! Organizaremos um zé-pereira canalha para dar uma vaia definitiva e formidável nos deuses do Parnaso!” 3-3) ”Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do seu tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas.” 4-4) ”Belo da arte : arbitrário, convencional, transitório – questão de moda.” 9. Leia atentamente o texto abaixo, antes de resolver a questão. “( O fim do século XIX) era época de veleidades científicas importadas da França. (...) Repontam em sintonia cabocla, semitons racistas. Somos um povo mestiço em busca de carta de branquidade. O sangue negro carrega, mais que a pecha da cor, a do trabalho servil, subalterno. é Preciso, a qualquer custo, afastar o sangue negro do tacho borbulhante onde ferve e se apura a brasilidade. (...) Os bem-nascidos, os que fazem a História e a Cultura (no discurso oficial), na época em questão, na época em questão, exsudavam nacionalismo. (...) Para ser grande havia que ser inteiro, e que ser branco.” (Marisa Lajolo) 0-0) Semelhantes distorções de valores nos permitem entender por que o autor de MISSAL e BROQUÉIS foi marginalizado. Sendo negro, não poderia ser festejado como o foi, na mesma época, Bilac, representante da “branquidade” e porta-voz do nacionalismo 1-1) Foi o peso desse racismo que levou nosso “Cisne Negro” a produzir seus mais belos e revoltados poemas abolicionistas. 2-2) As barreiras sociais, que lhe tolheram os passos por conta de sua cor negra, produziram em Cruz e Sousa uma verdadeira obsessão “por tudo aquilo que sugere alvura, brancura.” 3-3) A poesia nacionalista foi a forma encontrada por Cruz e Sousa para se impor como poeta, em uma sociedade que lhe negava reconhecimento. 4-4) Sendo “bem-nascido” e fazendo a “História e a Cultura”, Bilac põe sua poesia a serviço do “discurso oficial.” É o que comprovam seus versos: “Crê no Dever e na Virtude (...) E crê na Pátria E crê no Bem E crê no Amor”. nossos corpos terão, terão a sorte de consumir os dois a mesma terra.” 1-1) ”Mas essa dor da vida que devora A ânsia da glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 2-2) ”A filha tinha quinze anos, a pele de um moreno quente, beiços sensuais, bonitos dentes, olhos luxuriosos de macaca. Toda ela estava a pedir homem, mas sustentava ainda a sua virgindade...” 3-3) ”Estou preso à vida e olho meus companheiros Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças. Entre eles considero a enorme realidade.” 4-4) ”E como farei ginástica Andarei de bicicleta montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar!” 10. 13. Esta questão refere-se ao Simbolismo. Esta questão se refere à obra de Mário de Andrade e Oswald de Andrade. 0-0) É um movimento que abrange largo período em nossa história literária, dominando – absoluto – várias décadas da produção artística. Só teria seu prestígio abalado pelo movimento realista que o sucedeu. 1-1) Poetas como Alphonsus de Guimaraens, Cruz e Sousa e Raimundo Correia garantiram o prestígio do público letrado a esse movimento estético. 2-2) ”... pode considerar-se a reação contra toda poesia anterior; descobre qualquer coisa que ou nunca se conhecera ou a que nunca até aí se dera relevo: a poesia pura – a poesia que surge do espírito irracional, não-conceptual, da linguagem, que é contrária a toda interpretação lógica.” 3-3) ”E o sino geme em lúgubres responsos: Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus! ” - Exemplo da autocompaixão do “solitário de Mariana.” 4-4) ”Os negros discutiam Que o cavalo sipantou Mas o que mais sabia Disse que era Simpantarrou.” - Exemplo da poesia de Cruz e Sousa. 11. Leia o trecho da conferência de Menotti del Picchia, na segunda noite da Semana de Arte Moderna. “Até ontem, poetas cabeludos, falsos como brilhantes pingo-dágua, só descantavam ELA. (...) Para eles – idiotas! Não havia automóveis. Corsos, sapateiros martelando sola, ministros vendendo pátrias a varejo no balcão internacional de conferências e tribunais de arbitragem. (...) E choravam, choravam guedelhudos, inúteis, parvos, inatuais, necessitados de Institutos disciplinares (...) (...) Fora a mulher fetiche, a mulher-cocaína, a mulher monomania. (...) Paremos diante da tragédia hodierna.” Princípios básicos do Modernismo contidos no texto: 0-0) ruptura com o passado; 1-1) preocupação política; 2-2) nacionalismo exacerbado e acrítico; 3-3) agressão à mulher e ironia em relação às suas conquistas; 4-4) interesse pelo presente. 12. Os princípios do Modernismo estão concretizados em textos como: 0-0)”Depois que nos ferir a mão da morte, ou seja neste monte, ou noutra serra, 0-0) MACUNAÍMA – “livro modernista por excelência”; “o mágico e o lógico se misturam”; “romance indianista, virado pelo avesso”; “o herói de nossa gente” é indolente, trabalhador, preguiçoso, malandro e otário.” 1-1) O REI DA VELA – “Através do desmascaramento das relações familiares, típicas da hipocrisia burguesa, Mário de Andrade vai construindo situações que ilustram os recalques, as sublimações, as regressões, as fixações e os demais desvios provocados pela maior ou menor aproximação da libido.” 2-2) MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR – “Ente romance-caleidoscópio inaugura a tendência antinormativa da literatura contemporânea”. 3-3) ”O céu jogava tinas de água sobre o noturno que me devolvia a São Paulo. O comboio brecou lento para as ruas molhadas, furou a gare suntuosa e me jogou nos óculos menineiros de um grupo negro. Sentaram-me num automóvel de pêsames.” Exemplo da “prosa telegráfica” de Oswald de Andrade. 4-4) ”Então, o selvagem distendeu-se com a flexibilidade da cascavel ao lançar o bote: fincando os pés e as costas no tronco, arremessou-se e foi cair sobre o ventre da onça (...). quando o índio satisfez o prazer de contemplar o seu cativo, quebrou na mata dois galhos secos (...) e tratou de preparar a sua caça para jantar.” Caracterização de Macunaíma, o “herói sem nenhum caráter.” 14. Esta questão se refere a Graciliano Ramos e a sua obra. 0-0) É o mais típico dos artistas da 1ª fase modernista. Pela sua linguagem agressiva e pelas agitações sociais que provocou, foi preso e conta essa experiência em um livro chamado MEMÓRIAS DO CÁRCERE. 1-1) Em FOGO MORTO, realiza, de forma brilhante, as propostas do romance de 30. 2-2) ”Por volta da década de 1920, numa região não muito distante da costa, no estado de Alagoas, Paulo Honório, um arrivista, se lança num ambicioso projeto de rápida modernização agrícola da fazenda em que trabalhava como empregado e que conseguira comprar do herdeiro de antiga família, então em completa decadência.” – referência feita a SÃO BERNARDO. 3-3) SÃO BERNARDO é seu mais brilhante romance autobiográfico. 4-4) Suas personagens “de alguma forma são vítimas. De quê? São vítimas da articulação da vida, do modo deteriorado pelo qual os gestos humanos se cosem e descosem.” Sua linguagem é concisa, e só escreve o necessário e o suficiente. 15. Exemplos da linguagem surpreendente de Guimarães Rosa. 0-0) ”Porque tinha tido sabença de que o Zaquia andava imaginando se casar. E então ele achava obrigação de aviso de deixar seus trabalhos, por uns dias, e vir reconselhar o irmão, tivesse juízo, considerasse, as paciências, não estava mais em era de pensar em mulher. E, desse modo, pondo em efeito.” 1-1) ”Do demo? Não gloso. Senhor pergunte aos moradores. Em falso receio, desfalam no nome dele – dizem só: o Que-Diga. Vôte! não... Quem muito se evita, se convive.” 2-2) ”Olhe: o que devia de haver, era de se reunirem-se os sábios, políticos, constituições gradas, fecharem o definitivo a noção – proclamar por uma vez, artes assembléias, que não tem diabo nenhum, não existe, não pode. Valor de Lei! Só assim, davam tranqüilidade boa à gente. Por que o Governo não cuida? ” 3-3) ”Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca da Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive.” 4-4) ”Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos, a vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse.” 16. Questão referente aos poetas do 2° tempo do Modernismo (a partir de 1930) 0-0) ”A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece na paz do céu tristonho Toda Branca de Luar.” - O grande propósito da poesia de Alphonsus de Guimarães foi fixar essências, apreender o mistério do desconhecido. 1-1) ”Aprendi com meu filho de dez anos Que a poesia é a descoberta Das coisas que eu nunca vi.” - Exemplo do equilíbrio da poesia de Oswald de Andrade. 2-2) ”Quando um vulto humano se arrisca, fogem pássaros e borboletas; e a flor que se abre, e a folha morta, esperam, igualmente transidas, que nas areias do caminho se perca o vestígio de sua passagem.” - O tempo que tudo apaga, o infinito, a fugacidade são temas centrais na poesia melancólica de Cecília Meireles. 3-3) ”Perdeste o melhor amigo. Não tentaste qualquer viagem. Não possuis casa, navio, terra. Mas tens um cão.” - Exemplo da ironia e do humor amadurecido de Drummond. 4-4) ”As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. (...) O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.” - A reflexão permanente sobre o “fazer literário” caracteriza a prática de Drummond.