UMA METODOLOGIA DE ENSINO GLOBALIZADO PARA A DISCIPLINA SIDERURGIA NO CURSO TÉCNICO DE METALURGIA DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO Raimundo Nonato Barroso de Oliveira CEFET- MA; [email protected] Ana Hélia de Lima Sardinha UFMA; [email protected] RESUMO: A exigência do mercado de trabalho por um profissional especialista com um perfil globalizado, é uma realidade a nível mundial. Os próprios Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico – RCNEPNT, ao propor a formação de profissionais com competências e habilidades que atendam as exigências do mundo globalizado, determina que os Cursos Técnicos proporcionem aos estudantes, além de sua formação em uma dada especialidade, também a possibilidade de transitar com competência, pelas demais áreas do conhecimento. Em resposta a essas necessidades supra, este trabalho trata de uma proposta metodológica de ensino globalizado para a disciplina siderurgia do Curso Técnico de Metalurgia do CEFET-MA. Do ponto de vista prático, trata-se uma metodologia que atende a interdisciplinaridade a partir da globalização eficaz teórico-prático das diferentes disciplinas do curso, no processo ensino-aprendizagem da disciplina Siderurgia. PALAVRAS-CHAVE: Metodologia de Ensino; Processo ensino-aprendizagem; Curso Técnico de Metalurgia. 1. Introdução Muita crítica tem sido feita aos Modelos Clássicos de Educação formal, pois se caracteriza por uma dicotomia entre o ensino e a aprendizagem, por dar mais importância ao ensino, quando está reconhecido atualmente que o foco deve ser a aprendizagem como fim do processo de ensino, tomado no nosso trabalho como uma unidade inseparável. O modelo clássico dá ênfase à aquisição enciclopédica de conhecimentos. É certo que o modelo tradicional, clássico ou atual do processo ensino aprendizagem, no é sinônimo de algo sem nenhum valor real. De certo modo, ele tem sua importância histórica e com absoluta certeza, tem contribuído no desenvolvimento da educação em seus mais distintos campos ou áreas de atuação profissional. É evidente que todo modelo de ensino, em um determinado momento histórico, deve sofrer algumas mudanças, em função da evolução sócio-tecnológica da sociedade. Na estruturação desse modelo de educação, se pode perceber que as exigências sócio-empresariais atuais sobre a escola e, a própria sociedade como um todo, exercem uma grande pressão sobre o sistema ensino-aprendizagem, fazendo com que as exigências relativas ao uso de Educação Globalizada em todos os níveis da sociedade moderna, provoquem uma ruptura com os paradigmas vigentes, potenciando o modelo de Competências Globalizadas, como uma via de educação específica, mas, ao mesmo tempo integral, buscando assim, formas de superar as limitações que o modelo clássico não tem conseguido resolver: - número crescente de profissionais sem as competências e habilidades necessárias, em dicotomia com as oportunidades reais oferecidas pelo mercado. Pelo termo “globalização” se entende atualmente como “educação global” ou “educação internacional” e caracteriza a tendência a inclusão no currículo, de temas – “núcleos temáticos” ou “temas globalizados” relativos aos conteúdos de interesse mundial que se estuda, desde uma ótica interdisciplinar e com uma visão internacional, como são, por exemplo, a energia, o ambiente, os direitos humanos, o racismo, a segurança do trabalho e outros. Em algumas propostas didático-pedagógicas, o termo globalização se confunde com o vocábulo interdisciplinaridade, atribuindo-lhe na prática igual significado. No que diz respeito ao caráter social relacionado com o trabalho investigativo, a metodologia proposta, vem de encontro ao grave problema social existente com o atual modelo de ensino-aprendizagem adotado no referido Curso, cujo resultado, contrasta o real potencial Mínero-Metalúrgico da Região com a insatisfatória inclusão dos egressos desse Curso no mercado de trabalho local. 2. Fundamentos pedagógicos em que se sustenta o objeto de estudo Enfoca-se as categorias conceituais relacionadas com nosso campo de estudo, consideradas necessárias e fundamentais para a concepção de uma proposta metodológica para o ensino da disciplina Siderurgia no Curso Técnico de Metalurgia do CEFET-MA, entre as quais se destaca: processo ensino-aprendizagem, metodologia de ensino, educação profissional, competências e habilidades, interdisciplinaridade e ensino globalizado. 2.1. Processo ensino-aprendizagem O ensino está dirigido ao exercício do professor e a aprendizagem, à ação do aluno. É no processo ensino-aprendizagem, onde se materializa a educação em sua prática social. Zilberstein (2000, p. 8) define ensino e aprendizagem: - “Ensino: É o processo de organização da atividade cognoscitiva dos alunos, que implica a apropriação histórico-social e a assimilação da imagem ideal dos objetos, seu reflexo ou reprodução espiritual, o que mediatiza toda sua atividade e contribui para sua socialização e formação de valores”. - “Aprendizagem: Um processo em que participa ativamente o aluno, orientado pelo docente, apropriando-se o primeiro de conhecimentos, habilidades e competências, em um processo de socialização que favorece a formação de valores”. Pode-se dizer que o processo ensino-aprendizagem ocorre, de forma temporal, ao longo da vida acadêmico-profissional, em uma evolução dialética de agregação de valores, competências, habilidades e, de conhecimentos específicos e de caráter globalizado. Segundo (RICO, 2002), o resultado do processo de aprendizagem fica prejudicado quando se adota o modelo tradicional de ensino. Por sua vez, (ZILBERSTEIN, 2000) identificou diferentes elementos com influência negativa resultantes do ensino tradicional. Essas circunstâncias tornam evidente a necessidade de uma mudança substancial no processo de ensino atual, o qual deve favorecer o desenvolvimento e a formação dos alunos, para que eles sejam capazes de enfrentar as diferentes exigências e atividades que a sociedade globalizada lhes exige (Figura 1). Atividade se centra no professor que se antecipa a reflexão do aluno Conteúdo é tratado sem que se chegue a essência Controle atende mais aos Resultados e não ao Processo Ensino é muitas vezes de forma mecânica e repetitiva As aulas se realizam sem vinculo com a natureza e contexto Ensino Tradicional Negativo Docentes enfatizam a transmissão e reprodução dos conhecimentos O centro do ato docente é o instrutivo que se sobrepõe ao educativo Nem sempre os docentes utilizam o diagnóstico com enfoque integral Insuficiência preparação dos professores e a atividade prática sem vínculo com o cotidiano Concepção interdisciplin ar fica somente no âmbito da declaratória (idéia/plano) Figura 1: Elementos causas do processo de ensino negativo (SILVESTRE, 1999). 2.2. Metodologia de ensino Segundo (TOSI, 2003), de maneira genérica, o termo metodologia, ora significa um conjunto de métodos, ora um conjunto de técnicas. Cientificamente, ele tem uma maior amplitude quando se refere à educação, e representa: o conjunto de métodos, técnicas, recursos e procedimentos, em um planejamento, tendo em vista, alcançar com êxito, objetivos anteriormente determinados. O âmbito pedagógico e escolar cresce e se enriquece enormemente com as contribuições de outros campos do saber e, com visões interdisciplinares e transdisciplinares. No modelo de ensino atual, muitas das vezes, por maior que seja a vontade que se possa ter ao repassar os conteúdos aos alunos, não se logra a garantia da verdadeira aprendizagem que é a meta de um ensino de qualidade; o que quer dizer que a Escola Tradicional é, por tanto, altamente questionável. No desenvolvimento da investigação que se realiza, se busca uma metodologia que atenda concomitantemente propostas pedagógicas globalizadoras. O modelo didático-metodológico que se propõe ainda que denominado semelhante a outros como globalizado, não se caracteriza como eles. Na verdade, trata-se de uma forma de integração de diferentes disciplinas, mas, que possui características próprias e inovadoras que o diferem dos demais. 2.3. Educação Profissional A nova LDB 9.394/96 (MEC/SEMTEC/RCNEPNT, 2000) estabelece que a educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, deve trabalhar a ciência, a tecnologia, e levando ao permanente desenvolvimento de atitudes para a vida produtiva. Já os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico (RCNEPNT), se regem por um conjunto de princípios que incluem: a definição da sua identidade e especificidade, e se referem ao desenvolvimento de competências para o trabalho, a flexibilidade, a interdisciplinaridade e a contextualização na organização curricular, a identidade dos perfis profissionais do egresso, a atualização permanente dos cursos e, a autonomia da escola em seu projeto pedagógico. 2.4. Interdisciplinaridade A interdisciplinaridade surgiu nos anos setenta tratando a cerca da relação teoriaprática e da falta de relevância social dos conteúdos curriculares. Segundo destaca (FOLLARI, 2002), não se deve entender que o que se enfoca na interdisciplinaridade seja considerado como o conjunto de partes do real, ou aquilo que busca a totalidade na teoria marxista. Jantsch (2002), ressalta que a interdisciplinaridade, enquanto princípio mediador entre as diferentes disciplinas, não poderá jamais ser elemento de redução a um denominador comum, mas, elemento teórico-metodológico da diferença e da criatividade. A interdisciplinaridade é o principio da máxima exploração das potencialidades de cada ciência, da compreensão de seus limites, mas, sobre tudo, é o princípio da diversidade e da criatividade. Fazendo-se uma relação entre as correntes da interdisciplinaridade com o que se propõe nesse trabalho, pode-se afirmar que a Metodologia de Ensino Globalizado em sua essência: • Não se trata da redução a um denominador comum entre as diferentes disciplinas, pois é dirigida ao sistema de educação técnica Pós-Médio, onde os alunos já trazem as bases das demais ciências, mas, sem adentrar-se em sua essência e seus princípios; • Não corresponde a uma simples passagem por qualquer disciplina, pois não busca estudar os fundamentos das outras ciências, mas, de fazer uso delas para entender melhor os processos siderúrgicos de forma integral ou globalizada; • Não tem o caráter generalizador de uma nova ciência, pois não busca o conhecimento absoluto ou totalizador do mundo, mas sim o conhecimento de um aspecto dado de um processo ou sistema, de modo globalizado. Não é formar um profissional generalista, mas sim um especialista globalizado. 2.5. Competências e Habilidades Os Referenciais Curriculares Nacionais (MEC/ SEMTEC/RCNEPNT. 2000, Introdução, p.96), estabelece os seguintes conceitos: ¨[…] se entende por competência profissional, a capacidade de articular, mobilizar e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessárias para o desempenho eficiente e eficaz das atividades requeridas pela natureza do trabalho¨. ¨[…] o conhecimento é entendido como o que muitos denominam simplesmente saber¨. ¨[…] a habilidade se refere ao saber fazer relacionado com a prática do trabalho, transcendendo a mera ação motora. As competências como ações e operações mentais, articulam os conhecimentos (o ¨saber”, as informações articuladas), as habilidades (psicomotoras, ou seja, o ¨saber fazer”, elaborado cognitivamente e sócio-afetivo), os valores e as atitudes (o ¨saber ser”, as pré-disposições para decisões e ações construídas a partir dos referenciais estéticos, políticos e éticos) constituídos de forma articulada e mobilizados em realizações profissionais com as qualidades requeridas, normal ou distintivamente, das produções de uma área profissional (DELORS, 2000). 2.6. Ensino Globalizado O princípio da globalização da aprendizagem, amplamente debatido desde a década de 1940 já estabelecia a partir do ponto de vista pedagógico, que as disciplinas não devem existir isoladas do contexto e que em cada matéria de aprendizagem deve ocupar um lugar destacado nos centros de interesse. Destacam que a aplicação do princípio da globalização se orienta para a organização e entrelaçamento dos conteúdos em uma determinada seqüência com um fim específico e que permita uma aprendizagem significativa. Segundo Marote (2000), em determinadas ocasiões o termo globalização tem sido tomado praticamente como um sinônimo de imprimir ao processo de ensino um caráter interdisciplinar, mas, que esses termos, em si mesmos, não são a mesma coisa, até porque na realidade, pertencem a níveis distintos de sistematicidade do conhecimento. Em resumo, se destaca que cada uma das posições valoradas, sobre a globalização da aprendizagem, possui traços comuns e suas especificidades. O que se constitui como um elemento central em todos os casos é a importância e necessidade de integrar os enfoques de conhecimentos dos estudantes, o que favorecerá uma preparação mais integral do aluno. Entende-se que não é qualquer estrutura da matéria de ensino que garante um nível superior de compreensão e independência nos alunos. Em nossa concepção, deve prevalecer o princípio da organização e estruturação que oriente o professor desde o ponto de vista metodológico no planejamento e direção do processo de ensinoaprendizagem. 3. Modelo metodológico atual de educação adotado no CEFET-MA mediante o Sistema por Competência Apesar da organização, execução, avaliação e certificação no Curso Técnico de Metalurgia do CEFET-MA, ser desenvolvido em conformidade com o que propõe o sistema por competência, concomitante a proposta de interdisciplinaridade, constata-se que pedagogicamente, em sua operacionalização, não há uma adequada correspondência entre o que é discutido nos processos de ensino-aprendizagem dos grupos de disciplinas (específicas de Siderurgia e das outras ciências), fazendo-se total distinção das mesmas, inclusive nas especificações das respectivas competências e habilidades e, por conseguinte, no próprio processo de avaliação (Figura 2). CONTEÚDOS PROGRAMATICOS/PLANO DE CURSO Organização Ciências Disciplinas Auxiliares Execução do ou Processo Interdiscipli-nares Avaliação Siderúrgico Certificação COMPETÊNCIAS E HABILIDADES COMPETÊNCIAS E HABILIDADES Figura 2: Esquema do modelo atual do processo ensino-aprendizagem por competência (OLIVEIRA, 2006) No modelo tradicional acima, o professor da disciplina Siderurgia, por exemplo, adota atualmente uma sistemática didático-metodológica de forma expositiva, reprodutiva e fundamentalmente, exclusiva daquilo que constitui a essência dos referidos processos industriais sídero-metalúrgicos em estudo. Por sua vez, os professores das demais disciplinas auxiliares ou interdisciplinares do curso, assim também o fazem de forma isolada ou independente no que diz respeito às disciplinas, tanto relacionado ao conteúdo de ensino quanto no que diz respeito à avaliação da aprendizagem por competências e habilidades. Em razão da metodologia adotada atualmente, constata-se uma significativa deficiência no processo ensino-aprendizagem de Siderurgia, em razão da falta da necessária contextualização entre os conteúdos das diferentes disciplinas, as quais são inter-relacionadas e complementares. 4. Metodologia de ensino proposta por Competência Globalizada. 4.1. Considerações A busca por uma proposta metodológica para a prática pedagógica de ensino da disciplina Siderurgia no CEFET-MA, centrada na globalização do conhecimento, entre outros aspectos, objetiva atender a necessária coerência da relação teoria e prática, vínculo ainda distante de ser resolvido, mesmo tratando-se de uma educação profissional de nível técnico. Essa proposta foi fundamentada a partir da experiência e prática iniciada no Curso Técnico de Metalurgia em Açailândia-MA, no período de 2000 a 2002. A proposta caracteriza-se, em sua essência, por uma metodológica capaz de atender concomitantemente a diferentes propostas pedagógicas de ensino interdisciplinar, fundamentalmente, dirigida a busca da eficácia no processo ensino-aprendizagem. A metodologia de Ensino Globalizado, não corresponde a Multidisciplinaridade, haja vista que o modelo proposto não tem como propósito a integração de diferentes conteúdos de uma mesma disciplina, nem tampouco visa apenas a justaposição de diferentes conteúdos de disciplinas distintas, porém sem nenhuma integração. Do mesmo modo, a metodologia em questão não corresponde tampouco a Pluridisciplinaridade, porque não objetiva trabalhar por Temas. Nesse caso, o Tema Único, não garante a unificação dos conteúdos das demais disciplinas. Além do mais, sabe-se que nenhuma disciplina empresta para outra, seus diferentes saberes. Por outro lado, verifica-se que não se trata também da Transdisciplinaridade, pois não tem a idéia utópica de transcendência ou de uma integração interdisciplinar sem fronteiras ou percepção dos limites de cada disciplina auxiliar. 4.2. As disciplinas na Metodologia de Ensino por Competência Globalizada Entende-se que a competência globalizada em Siderurgia depende diretamente dos conhecimentos prévios e fundamentais das outras disciplinas básicas e auxiliares como: Física, Química, Matemática, Desenho Técnico, Português/Comunicação, Informática Aplicada, Estatística Básica, Metrologia, Controle Estatístico de Processo (CEP), Gestão e Controle da Qualidade (GQT), Meio Ambiente, Medicina/Higiene e Segurança do Trabalho (HST), Organização e Normas, Sociologia/Relações no Trabalho, Idioma Estrangeiro, Metodologia do Trabalho Científico. A disciplina Siderurgia considerada como aquela que melhor representa os processos de produção do ferro e aço, é assim posicionada no centro do sistema interdisciplinar (Figura 3). O professor deverá desenvolver sua prática didático-metodológica, tanto teórica quanto prática, através de ações conjuntas ou concomitantes envolvendo todas as disciplinas básicas e/ou auxiliares que constituem o contexto de acordo com o enfoque que está sendo estudado. Figura 3: A Siderurgia e as disciplinas auxiliares e interdisciplinares do Curso de Metalurgia. (OLIVEIRA, 2006) 4.3. Estrutura do modelo da metodologia proposta por Competência Globalizada. Como já foi destacado, constata-se uma grande deficiência na metodologia adotada atualmente no processo ensino-aprendizagem de Siderurgia, especialmente em razão da falta de nexo na associação e relação das disciplinas auxiliares e/ou básicas, com os tópicos estudados dentro de uma dada disciplina técnica. O professor na etapa propedêutica, mesmo tratando-se um ensino técnico, muitas das vezes não conhece o processo em questão ou não tem a necessária vivência/experiência na indústria, tratando somente dos aspectos teóricos superficiais e, na exemplificação de caráter geral que tem pouco significado com relação à essência do Curso. Os fundamentos então vistos anteriormente, se perdem e pouco contribuem para garantir a necessária competência naquele aspecto específico do processo siderúrgico que está sendo estudado. Por tanto, a concepção da metodologia de ensino-aprendizagem que se propõem, é fundamentada na estrutura de um modelo pedagógico que busca superar o modelo educacional do processo ensino-aprendizagem atual, aportando para a Educação Técnica e, em especial, para a disciplina Siderurgia do Curso Técnico de Metalurgia do CEFET-MA, uma nova materialização do Objeto da Didática. Entende-se que a metodologia de ensino proposta, possibilita que o aluno adquira as competências e as habilidades, conforme determinado pelo MEC/RNC, porém aqui, de forma concomitante às disciplinas específicas e auxiliares ou interdisciplinares, o que assim garante aos alunos a competência globalizada em Siderurgia. Através da Figura 4, se ilustra a estrutura base do modelo representativo da metodologia de Competência Globalizada proposta. Pode-se constatar os componentes presentes no modelo: professor, aluno, relação professor-aluno, conteúdo, processo ensino-aprendizagem, material didático, competências e habilidades, avaliação e metodologia. Material Didático Conteúdo Programa Diagnóstico Inicial Metodologia Teoria e Prática Avaliação do Processo PROCESSOS SIDERÚRGICOS Relação Professor/Aluno Processo: E–A CIENCIAS INTERDISCIPLINARES Competências e Habilidades Perfil: “Competência Globalizada” Figura 4: Representação esquemático-funcional da Metodologia de Ensino Globalizado (OLIVEIRA, 2006) Referências ZILBERSTTEIN, Toruncha J. (2000). Aprendizaje, Enseñanza y Desarrollo. Ediciones CEIDE. Mexico. RICO, Pilar M. y SILVESTRE, M. O. (2002). Proceso de Enseñanza-Aprendizaje. Compendio de Pedagogía. Editorial Pueblo y Educación. Ciudad de la Habana. SILVESTRE, M. O. y ZILBERSTEIN, Toruncha J. (1999). ¿Cómo hacer más eficiente el aprendizaje? Ediciones CEIDE. Ciudad de la Habana. TOSI, M. R. (2000). Didática Peral – Um olhar para o futuro. Átomo. Campinas-SP. 2003. MEC/SEMTEC/RCNEPNT. Educação Profissional – Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico – RCNEPNT – Introdução. MEC. Brasília-DF. 2000. FOLLARI, R. (2002). Algunas Consideraciones Prácticas sobre Interdisciplinariedad. Ed. Vozes, 6ª ed. Petrópolis-RJ. JANTSCH, A. P.; BIANCHETTI, L. (org.) e outros. (2002). Interdisciplinaridade – para além da filosofia do sujeito. Ed. Vozes. Petrópolis-RJ. DELORS, Jacques (org.) e outros. (2000). Educação – Um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Ed. Cortez. São Paulo-SP. MAROTE. Alfredo R. (2000). Una variante para la Estructuración del Proceso de Enseñanza-Aprendizaje de la Matemática, a partir de Una Nueva Forma de Organizar el Contenido, en la Escuela Media Cubana. Tesis de Doctorado. Instituto Pedagógico “Frank País García”. Santiago de Cuba. OLIVEIRA, R. N. B. (2006). Una Metodología de Enseñanza Globalizada para la Asignatura Siderurgia en el Curso Técnico de Metalurgia del Centro Federal de Educación Tecnológica de Maranhão. Tesis de Doctorado. ICCP. Ciudad da la Habana.