Revista
Volume 2
Destaques
da Mostra
do Saber 2013
EXPEDIENTE
Revista O Saber em Mostra – Volume 2
Artigos destaques da Mostra do Saber 2013
Rede Marista – Rio Grande do Sul | Distrito Federal | Amazônia
Colégio Marista Rosário
Praça Dom Sebastião, 2, Bom Fim
Porto Alegre-RS
Diretor: Irmão Onorino Moresco
Vice-Diretora Educacional: Adriana Justin Cerveira Kampff
Vice-Diretor Administrativo: Maurício Coloniezzi Erthal
Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio: Camila da Silva Fabis
Coordenadora Pedagógica dos Anos Finais do Ensino Fundamental: Shirley Sheila Cardoso
e Leia Raquel de Almeida.
Revista O Saber em Mostra: destaques da Mostra do saber 2013 / Província Marista do Rio Grande do Sul. – vol. 2. (2014) - . - Porto Alegre : PMRS, 2014.
Anual.
ISSN 2317-5885
1. Pesquisa científica. I. Província Marista do Rio Grande do Sul.
Colégio Marista Rosário. II. Título.
CDD 370
Bibliotecária responsável: Juliana Hugo CRB10/1763
SUMÁRIO
Editorial......................................................................................................................................................... 6
Mensagem da Direção do Colégio Marista Rosário.................................................................................... 7
Mensagem das Coordenações Pedagógicas dos Anos Finais do Ensino
Fundamental e Ensino Médio...................................................................................................................... 8
Destaques das Séries Finais do Ensino Fundamental
1
Analisando a obesidade infantil no mundo ............................................................................................ 10
2
Mitos e verdades sobre o uso do fone de ouvidos ................................................................................. 11
3
Analisando o uso das drogas lícitas ......................................................................................................... 12
4
A influência das tecnologias no bem-estar das pessoas ....................................................................... 13
5
Analisando as consequências que o cigarro traz aos jovens ................................................................. 14
6
Analisando o sódio na água que bebemos ............................................................................................ 15
7
Analisando as principais doenças oculares ocorridas na adolescência e suas causas .......................... 16
8 Males do século: Os principais problemas retratados na vida das pessoas hoje em dia .................... 17
9
Além do peso ............................................................................................................................................ 18
10 Analizando a composição da gelatina consumida na alimentação ....................................................... 19
11 Rir é o melhor remédio ............................................................................................................................ 20
12 Investigando a antecipação do consumo de bebidas alcoólicas ........................................................... 21
13 Investigando diferentes tipos de fones de ouvido ................................................................................. 22
14 Analisando a influência das cores no cotidiano das pessoas.................................................................. 23
Destaques do Ensino Médio – Área temática: Saúde
15 Analisando os diferentes tratamentos de fobias .................................................................................. 25
16 Analisando a contribuição do efeito placebo no tratamento de doenças.............................................. 26
17 Analisando os benefícios resultantes da prática de atividades físicas ................................................. 28
18 Analisando a saúde da população............................................................................................................ 29
19 Analisando a relação entre a higiene bucal e a perda de dentes na população brasileira .................. 31
20 Investigando como aprimorar a memória no cotidiano ......................................................................... 32
21 Analisando a influência da privação do sono nas funções cognitivas ................................................... 33
22 Analisando o uso de sapatos de salto alto pelas mulheres e suas consequências............................... 34
23 Analisando problemas de saúde através da voz humana ..................................................................... 35
24 Investigando os transtornos psicológicos e o conhecimento da população sobre eles ........................ 36
25 Analisando a composição química dos refrigerantes e refrescos industrializados
e seus malefícios ...................................................................................................................................... 37
5
EDITORIAL
O projeto Mostra do Saber é um evento anual que visa mobilizar os estudantes, em torno de temas e atividades relacionados à ciência e à tecnologia. É
mais uma das iniciativas do Programa de Iniciação Científica: Formando Pesquisadores. Esse visa oferecer novas oportunidades de produção e tem como objetivo
valorizar o conhecimento, a criatividade, a atitude científica e a inovação. Além
disso, a mostra promove a interação e a troca de experiências entre estudantes de
uma mesma turma, de turmas de séries diferentes e também com a comunidade.
Constituem-se em recursos riquíssimos para a divulgação da ciência na comunidade escolar, além de ser uma referência importante na aquisição do conhecimento.
A construção de um experimento científico envolve o dialogismo entre professor e aluno e entre os próprios estudantes. Esse aprendizado dialógico no processo
de ensino e aprendizagem é fundamental tanto para o professor quanto para o
aluno. Aprendizado é troca, e o processo é importante para ambos, na medida em
que o professor consegue compreender como acontecem as dificuldades dos estudantes; antevendo tais dificuldades, seu trabalho pode ser melhorado, aprimorado
e maturado. É neste momento que o professor deve exercer sua principal função,
de orientador do processo de ensino e aprendizagem do estudante – e não a de
detentor absoluto do saber. É um crescimento mútuo, ambos são desafiados ao
papel de pesquisador, pois os temas levam à busca, à procura de mais informação
em diferentes fontes bibliográficas.
Produzir conhecimento para além das salas de aula é uma contribuição
importante para o processo que chamamos hoje de alfabetização científica. A
Mostra do Saber, além de revelar talentos e acarretar inovações, através da
experimentação, incentiva o aprendizado, visando despertar nos estudantes o
interesse e o amor pela ciência.
TEXTO REALIZADO PELAS PROFESSORAS: Elizete Zanola – Professora de Ciências
Naturais dos Anos Finais e Valéria O. Ferreira – Professora do Laboratório de
Ciências Naturais – Ensino Fundamental.
6
MENSAGEM DA DIREÇÃO
O saber construído necessita ser partilhado, como a luz da vela que ilumina
ao ser colocada sobre o candelabro. Aqueles que partilham, iluminam. Trazem
esperança e desencadeiam as potencialidades interiores, próprias do ser humano, permitindo alcançar a luz do saber.
Nada melhor do que o protagonismo juvenil para despertar as potencialidades dos nossos estudantes e assim oportunizar o desenvolvimento pessoal
pela iniciação científica, em programas nas diferentes áreas do conhecimento.
A Mostra do Saber está nesta revista sintetizada e visualizada nas pesquisas
e resultados alcançados pelos pesquisadores juvenis do Colégio Marista Rosário.
Almejamos que a curiosidade e o método científico, juntos, sejam propulsores, a
cada ano, de projetos viáveis, sementes de inovações científicas futuras.
Irmão Onorino Moresco e Adriana Kampff
Diretor e Vice-Diretora Educacional
7
MENSAGEM DAS COORDENAÇÕES
PEDAGÓGICAS DOS ANOS FINAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO
O SABER ENQUANTO APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Concebendo que aprendemos de todos os jeitos, descobrimos na escola um espaço tempo de aprendizagens importantes que acontecem não só na sala de aula,
como nos diferentes ambientes educativos, como laboratórios, saídas de campo
e outros. Falamos aqui de aprendizagens que superam a ideia da transmissão e
aquisição de saberes, mas que repercutem na modificação destes conhecimentos, criação e invenção de tantos outros através de um processo de experiência, de
curiosidade, de busca que torna esta aprendizagem significativa e para toda a vida.
É esse movimento dos saberes que a Mostra do Saber retrata. Seja na experiência da pesquisa em sala de aula, seja nas intervenções do próprio grupo de
estudantes envolvidos e seus professores ou na construção e reconstrução de novas
leituras de mundo a partir da pesquisa: a aprendizagem acontece, de forma criativa,
divertida e significativa. Esse processo requer o registro para que o conhecimento vivido e descoberto seja divulgado. É nesta expectativa que apresentamos a 2ª
edição da revista O Saber em Mostra. A publicação traz os resumos dos trabalhos
apresentados na Mostra do Saber de julho de 2013. Foi o resultado de um processo
construído desde o 1º trimestre através da mediação entre estudantes e professores, especialmente os que ministram aulas de Ciências, Biologia, Física e Química.
No Ensino Fundamental, a mediação e a construção das pesquisas acontecem
durante as aulas de Ciências incluindo as atividades no Laboratório de Ciências, onde
os estudantes escolhem seus temas de interesse, buscando estratégias para resolver
as situações-problemas que pretendem responder. Vão aprofundando e investigando acompanhados pelos professores recebendo orientação coletiva e individual.
No Ensino Médio, em 2013, com uma iniciativa pioneira, os estudantes foram
desafiados a pesquisar a partir de um tema escolhido pelo grupo de professores.
Saúde foi o tema central a partir de três eixos: Profilaxia, Terapêutica e Intervenção.
Todo o estudo realizado tinha como objetivo buscar a interdisciplinaridade, aproximando os conhecimentos da Biologia, da Física e da Química sempre que possível. O
foco sob um objeto de pesquisa é uma iniciativa com visa aproximar os estudantes
da realidade acadêmica, cujos objetos de estudo possuem um foco mais específico
a fim de direcionar a pesquisa a um nível de aprofundamento ainda maior.
O resultado dos trabalhos destaques poderá ser acompanhado nesta 2ª edição da revista O Saber em Mostra que coroa a autoria e o protagonismo de nosso
jovem ao escrever o resumo de seu trabalho durante sua caminhada enquanto
discente, pesquisador e escritor de suas pesquisas e de sua história. Assim, convidamos todos a desfrutarem da leitura deste que é o registro dos trabalhos orientados e acompanhados por nossos brilhantes docentes, cuja maior intencionalidade
se ampara em nosso Projeto Educativo do Brasil Marista.
Leia Raquel Almeida e Camila Fabis
Coordenadoras Pedagógicas dos Anos Finais e Ensino Médio.
8
DESTAQUES DAS
SÉRIES FINAIS
DO ENSINO
FUNDAMENTAL
9
ANALISANDO A OBESIDADE
INFANTIL NO MUNDO
Marina Dall’Igna Pasquali1, Martina Veit Acosta1 e Victória Pontes Busato 1
Ana Elisa Dalpizol Lopes2
1
Estudante do 6º ano do
Ensino Fundamental,
Turma 61 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano do Ensino
Fundamental
Considerando que a obesidade infantil é assunto de grande importância que
causa danos graves à saúde física e ao bem-estar social e que a falta de informação pode aumentá-la, resolvemos desenvolver este projeto. No mundo, de acordo
com relatório elaborado pela a Organização Mundial da Saúde, uma em cada dez
crianças é obesa, ou seja, 155 milhões de pequenos com sobrepeso.
Nosso projeto teve como objetivo verificar a ocorrência da obesidade infantil e
analisar as causas dessa situação, mediante pesquisas, constatações e entrevistas
a estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Rosário e da
Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Luzia. O assunto tratado é bastante
importante, pois se relaciona a prejuízos à saúde humana que podem se prolongar
por toda a vida do indivíduo.
Inicialmente, abordamos a influência da alimentação, da prática esportiva, dos
fatores genéticos e do ambiente socioeconômico na formação da obesidade do
indivíduo. Tratamos de suas consequências, tais como riscos à saúde e efeitos psicológicos danosos à pessoa obesa, bem assim indicamos formas para contornar o
problema. Utilizamos também recipientes com a quantidade de açúcar de alguns
alimentos muito presentes no dia a dia para mostrar como ingerimos grandes
porções de açúcar sem percebermos.
Estudos relacionam o tempo gasto assistindo à televisão e a prevalência de
obesidade. A taxa de obesidade em crianças que assistem 1 hora ou menos é de
10%, enquanto que o hábito de persistir por 3 ou 4 horas por dia vendo televisão
está associado a uma prevalência de 30%.
Após analisarmos os gráficos observamos que a classe socioeconômica influencia na saúde do indivíduo. A maioria dos alunos da Escola Santa Luzia não
tem acesso a alimentos saudáveis, resultando em uma vida pouco saudável.
Concluímos que uma boa alimentação, aliada à atividade esportiva rotineira e
à consciência dos riscos gerados pela obesidade infantil, pode colaborar decisivamente para uma vida saudável.
PALAVRAS-CHAVE:
Alimentação. Genética. Saúde.
10
MITOS E VERDADES SOBRE
O USO DO FONE DE OUVIDOS
Lorenzo Mello da Silva1 e Victor Hugo Sottomaior Moreschi1
Ana Elisa Dalpizol Lopes2
Considerando a quantidade de jovens que utilizam aparelhos sonoros com fone
de ouvido para o lazer, e descontração durante atividades físicas, analisaremos os mitos e verdades sobre o uso correto do fone de ouvido sem causar danos à saúde, com
isso justifica-se este projeto.
Nosso trabalho teve com objetivos investigar as maneiras corretas de utilizar o
fone de ouvido, analisar a finalidade do uso do fone de ouvido pelas diferentes faixas
etárias, verificar, através de pesquisas, se os jovens sabem os prejuízos que podem ser
causados através do uso do fone de ouvido e se os mesmos jovens já tiveram problemas ocasionados pelo uso do fone de ouvido, comprovar com auxílio de especialistas
os mitos e verdades sobre o uso correto do fone de ouvido, informar aos interessados
no assunto quais fones de ouvido possuem potência não prejudicial à saúde.
Tendo em vista a grande quantidade de pessoas que usa fones de ouvidos escolhemos este assunto para realizamos uma pesquisa bibliográfica para nos informar
sobre o assunto.
Foi realizada uma enquete com os estudantes do Colégio Marista Rosário para
avaliar o uso do fone de ouvido pelas diferentes faixas etárias presentes no colégio. As
perguntas que foram utilizadas são: Qual o volume que você usa seu fone de ouvido?;
Você o guarda em local separado?; Você o empresta?; Você faz a limpeza dele?
Na nossa pesquisa constatamos que a grande maioria das pessoas utiliza fones
de ouvido, tendo os homens uma representatividade maior. As pessoas utilizam
o volume médio e raras são as pessoas que utilizam o volume baixo. Geralmente
as pessoas não têm o hábito de emprestar seus fones, com exceção da faixa etária
entre 12 e 13 anos.
PALAVRAS-CHAVE:
Higiene. Poluição Sonora. Saúde auditiva.
11
1
Estudante do 6º ano do
Ensino Fundamental,
Turma 62 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
da 6º ano do Ensino
Fundamental
ANALISANDO O USO DAS
DROGAS LÍCITAS
Bruna Alencastro Maria da Silva1 e Fernanda Fraga da Silva1
Valéria Oliveira Ferreira2
1
Estudante do 6º ano do
Ensino Fundamental,
Turma 64 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano a 8ª Série do
Ensino Fundamental
No Brasil, atualmente, enfrenta-se um sério problema denominado por alguns
pesquisadores de tráfico de drogas lícitas. São consideradas drogas lícitas qualquer
substância que contenha álcool, nicotina, cafeína, medicamentos sem prescrição
médica, anabolizantes e outros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)
o conceito de saúde não é definido por ausência de doença, mas sim por bem-estar físico e mental. Apesar de só ser permitida a compra dos mesmos sob
prescrição médica e de apenas alguns laboratórios terem licença para produzi-los,
muitos farmacêuticos e médicos têm o costume de comercializar estes medicamentos sem terem qualquer cuidado com a situação da pessoa que fará uso dos
mesmos. O objetivo do trabalho é informar a população sobre as drogas lícitas e
entender os motivos das pessoas as utilizarem.
Foi realizada uma pesquisa com cem pessoas questionando quais drogas lícitas elas utilizam. Percebemos através dos dados que a maioria utiliza descongestionante nasal, remédio para ansiedade e cigarro. Numa pesquisa realizada pela
OMS notou-se quão grande é o mercado das drogas permitidas, pois essas promovem maior necessidade ao consumidor e maior custo, já que são encontradas
em todos os bairros espalhados pelas cidades. As drogas lícitas mais consumidas
pela população em geral são as seguintes: álcool, tabaco, xaropes (remédios para
controlar a tosse) e descongestionantes nasais.
As drogas permitidas por lei são as mais consumidas e as que mais resultam
em fatalidades diárias, já que através das alterações realizadas no organismo podem acarretar perda de controle do indivíduo, ocasionando em ações que a pessoa normalmente não teria. Além disso, o organismo tende a ficar mais preguiçoso
já que as drogas lícitas relaxam o organismo de forma exagerada.
Podemos citar algumas doenças tais como: ataque cardíaco, enfisema, alterações na memória, perda do autocontrole, rompimento das veias, danos no fígado,
rins e estômago, úlceras e gastrites.
PALAVRAS-CHAVE:
Farmácia. Álcool. Remédio.
12
A INFLUÊNCIA DAS TECNOLOGIAS
NO BEM-ESTAR DAS PESSOAS
Laura Furquim da Silva1 , Natália da Silva Diniz1 e Vitória Juliane Navarro Callegari1
Valéria Oliveira Ferreira2
Os primeiros povos usavam símbolos para comunicação que, tempos depois,
tornaram-se linguagens fundamentais para a comunicação entre povos “mais desenvolvidos”. Surgiu, no entanto, uma outra necessidade, pois não havia como povos distantes se comunicarem por curto período de tempo. Foram criados, então, os
meios de comunicação como os rádios e logo depois os telefones e outros meios.
Hoje através das grandes descobertas e aperfeiçoamentos nestas áreas, pessoas trocam informações, que antes levavam dias ou até meses, em questão de
segundos independente da distância.
Considerando que a tecnologia ajuda muito as pessoas em suas vidas diárias,
ela também pode causar alguns danos. Ao mesmo tempo em que a tecnologia
nos ajuda a pesquisar na internet, usar o celular, nos comunicarmos com outras
pessoas ela pode prejudicar nossas vidas. O objetivo deste trabalho é reconhecer
as principais tecnologias e verificar quais as mudanças que essas tecnologias ocasionaram na vida das pessoas.
Percebeu-se através de entrevistas realizadas que a grande maioria dos entrevistados considera a tecnologia fundamental em suas vidas. Há preferência por
uma tecnologia que não trouxesse prejuízos e destaca-se como a tecnologia que
facilitou a vida.
A Internet, por sua vez, é a grande responsável atualmente por tal rapidez
e esta troca imediata de informações proporcionou e proporciona enormes melhorias para a vida das pessoas. Os avanços tecnológicos podem trazer, também,
malefícios para algumas pessoas, as quais não sabem usar adequadamente estas
tão preciosas descobertas.
Então, vivemos na era da comunicação e da informação e devemos saber usufruir o que isto tem de bom para nos oferecer, pois hoje já é costumeiro dizermos
e ouvirmos dizer que não conseguimos mais viver sem tecnologia, pois no mundo
moderno tudo depende dela. Será necessário o desenvolvimento crítico das pessoas, para que estas utilizem de forma correta a tecnologia para que possam se
beneficiar com ela.
PALAVRAS-CHAVE:
Saúde. Aparelhos eletrônicos. Futuro.
13
1
Estudante do 6º ano do
Ensino Fundamental,
Turma 65 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano a 8ª Série do
Ensino Fundamental
ANALISANDO AS CONSEQUÊNCIAS
QUE O CIGARRO TRAZ AOS JOVENS
Isabella Zanella Rodrigues1, João Vitor dos Santos Kaspari1 e
Júlia Marques da Silva1, Ana Elisa Dalpizol Lopes2
1
Estudante da 6º ano do
Ensino Fundamental,
Turma 65 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano do Ensino
Fundamental
O nosso projeto é sobre os jovens fumantes. Queremos demostrar que o cigarro causa dependência, muitos danos à saúde dos que fumam e das pessoas que
se tornam fumantes passivos. O objetivo é alertar os jovens para os problemas
que o uso do cigarro pode causar, verificar e aprender os componentes químicos
presentes no cigarro que tornam os jovens dependentes.
Realizamos uma pesquisa em diversos sites e livros para entendermos o perigo que o cigarro pode trazer aos jovens. Os produtos tóxicos que existem no
cigarro podem chegar a matar um ser humano. Realizou-se uma pesquisa, perguntando aos pesquisados se fumam ou se já fumaram alguma vez. De acordo
com os resultados que fizemos com estudantes de 15 a 22 anos, observamos que
a maioria fuma de 15 a 20 cigarros por dia. Também perguntamos com quantos
anos eles começaram a fumar e a maioria começou entre 10 e 14 anos.
Concluímos que 58% do sexo feminino e 42% do sexo masculino já fumaram
alguma vez. Em um ano um fumante pode economizar R$ 4.000,00. Apenas no Brasil, 2,67 milhões de jovens são fumantes, 370 mil deles estão entre a faixa etária de
10 e 14 anos. A principal substância ativa encontrada, naturalmente, no tabaco é a
nicotina. Poderoso estimulante do sistema nervoso central, a nicotina é classificada
como droga. Agora já se sabe que o cigarro contém mais de 4500 substâncias tóxicas como o alcatrão, polônio 210 e urânio (as duas últimas substâncias são radioativas), sendo que 43 foram comprovadas que podem causar o câncer.
Devemos também ressaltar que embora seja permitida a venda de cigarros
no Brasil, graças aos impostos arrecadados, a nicotina presente é uma droga altamente viciante e causa dependência física e psicológica. No Brasil, o tabagismo é
responsável por 120.000 mortes por ano. Um quinto das crianças brasileiras, entre
10 e 12 anos, já experimentou cigarros.
PALAVRAS-CHAVE:
Drogas lícitas. Tabagismo. Juventude.
14
ANALISANDO O SÓDIO
NA ÁGUA QUE BEBEMOS
Cecília von Mühlen Daronch1 , Laura Pinho Fillmann1 e Rafaela Cavalheiro
Baldasso1, Valéria Oliveira Ferreira2
A água é o principal constituinte das células humanas e está presente em todos
os processos fisiológicos e bioquímicos. A água permite a regulação da temperatura
corporal e é responsável pela eliminação de toxinas (através da urina e do suor)
entre outras funções. Ao nascer, um bebê é constituído por mais de 70 % de água.
À medida que crescemos, esta percentagem diminui gradualmente, à medida que
vamos acumulando gordura. Ainda assim, o organismo de um adulto é constituído
por cerca de 60 % de água, que se encontra dentro e fora das células.
Cada célula é constituída por 70 a 85 % de água. Sabendo que a água é tão
importante para o nosso organismo, por que nós não cuidamos o que consumimos?
Os objetivos deste projeto são verificar a quantidade de sódio nas águas minerais
consumidas, reconhecer os efeitos desse sódio no organismo, comparar as águas
minerais e identificar a que apresenta menos sódio.
Realizamos entrevistas com adultos entre 20 e 80 anos sobre o consumo da
água mineral e analisamos os rótulos das águas mais consumidas. Percebe-se que
as pessoas em geral tomam em média até 5 litros de água por semana e que não se
preocupam em analisar a quantidade de sódio contida nela. A água mais consumida
apresentada tem 24 mg/L e a segunda água mais consumida tem 103,6 mg/L em
um copo de 200 ml.
Considera-se mineral aquela água de fonte natural que atingiu profundidades
maiores e se tornou enriquecida em sais absorvidos das rochas do entorno de onde
é captada. O único processo pelo qual ela passa antes de ser extraída é o de purificação, em que filtros com poros minúsculos são usados para reter os micro-organismos
e só deixar o líquido sair. A água que chega à nossa casa também é oriunda de fonte
natural, mas precisa passar por uma série de processos para se tornar própria para
o consumo. Por isso, a água mineral é tida como mais pura e mais saudável e ao
escolher devemos dar preferência à água que contém menos sódio.
PALAVRAS-CHAVE:
Hidratação. Organismo. Cuidado.
15
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 71 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
ANALISANDO AS PRINCIPAIS DOENÇAS
OCULARES OCORRIDAS NA ADOLESCÊNCIA
E SUAS CAUSAS
Ana Clara Souto da Rosa1, Bruna Haas Zaiats1 e Isadora Manfredi Marques1,
Valéria Oliveira Ferreira2
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 71 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
Como a visão é um dos sentidos mais importantes, decidimos aprimorar o
conhecimento sobre as doenças oculares que sem cuidados podem causar danos
muito graves. Os objetivos são analisar as principais doenças oculares na adolescência, sintomas, tratamento, formas de prevenção e conscientizar os adolescentes sobre a importância do cuidado com os olhos.
Muitas pessoas possuem problemas de visão. Alguns podem ser genéticos,
outros podem ser de origem externa, como conjuntivite e a síndrome do olho
seco. A síndrome do olho seco é, nos jovens, causada quando usamos o computador, pois diante dele a tendência é piscar menos, o que dificulta o lubrificamento
do olho através do filme lacrimal.
Conjuntivite ocorre pela inflamação da conjuntiva. A conjuntivite infecciosa é
a mais comum, é transmitida por vírus e a contaminação ocorre pelo ar. A alérgica
só ocorre em pessoas que já possuem algum tipo de alergia e não é contagiosa. A
tóxica é causada pelo contato direto com o agente tóxico, como fumaça, produtos
de limpeza, ou até poluentes industriais.
Realizamos uma pesquisa com 47 jovens. A maioria dos entrevistados foi do
sexo masculino. Apenas 11 apresentavam doença ocular. Os tratamentos mais
usados pelos alunos foram o uso de óculos e colírios. O sintoma mais apresentado
foi enxergar mal de longe, portanto a doença mais frequente foi miopia. A maioria
dos alunos fica em média 3h30min na frente do computador, sendo que 26 alunos
não tinham nenhum sintoma ocular apresentado após o uso e o restante sentia
cansaço nos olhos.
Concluímos que a visão é muito importante e que devemos diagnosticar precocemente os problemas oculares que podem interferir muito no aprendizado.
Indo ao oftalmologista desde a infância, pequenas alterações podem ser corrigidas. Deve-se evitar infecções oculares como conjuntivite que pode ser prevenida
com higiene das mãos e dos olhos.
PALAVRAS-CHAVE:
Olhos. Doenças. Prevenção.
16
MALES DO SÉCULO: OS PRINCIPAIS
PROBLEMAS RETRATADOS NA VIDA
DAS PESSOAS HOJE EM DIA
Patrícia Eduarda Carvalho da Silva1, Valéria Oliveira Ferreira2
Muito se fala sobre o estresse, que vem sendo caracterizado como a doença
do século XXI. Um levantamento realizado pela Associação Internacional do Controle do Estresse, Isma (International Stress Management Association), revelou
que o Brasil é o segundo país do mundo com níveis de estresse altíssimos.
Pelo menos três em cada sete trabalhadores sofrem a síndrome de Burnout
e não sabem. Sabendo disso, decidi fazer este trabalho para alertar as pessoas
sobre esta doença que atinge aproximadamente 30% da população mundial, sem
que elas saibam, e isso é o mais perigoso, pois a maioria das pessoas que teve ou
tem esta doença, não reconhece quando está doente, porque na maior parte dos
casos o estresse leva à depressão, que ao longo do tempo se torna comum na vida
cotidiana das pessoas.
O objetivo deste projeto é identificar os principais problemas que afetam a
vida das pessoas hoje, relacionar os problemas das pessoas a possíveis sintomas
de saúde e indicar possibilidades e atitudes que possam levar as pessoas a controlar ou amenizar o estresse.
Realizei 50 entrevistas (com adultos) e algumas perguntas a uma psicóloga.
Concluí que a maioria das pessoas sente os sintomas do estresse cotidiano em sua
vida por diferentes motivos, entre eles a falta de segurança que leva as pessoas a
terem medo, preocupações que podem levar a um excesso de estresse e a tantos
problemas de saúde, como pressão alta, gastrite, cólon irritável, depressão, pânico, alcoolismo e muitas outras doenças.
O excesso de estresse também já foi associado a um maior risco de se desenvolver câncer, doenças autoimunes, asma, fibromialgia, fadiga crônica, doenças
cardíacas, dermatológicas e baixa imunidade, podendo estimular, ainda, o desenvolvimento da síndrome de Burnout. Então manter uma vida equilibrada física,
mental e emocionalmente é de vital importância para evitarmos os sintomas do
estresse e as doenças relacionadas a ele.
PALAVRAS-CHAVE:
Estresse. Depressão. Qualidade de vida.
17
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 72 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
ALÉM DO PESO
Luiza Cerveira Kampff1 e Natália Scheid Somensi1, Valéria Oliveira Ferreira2
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 72 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
Fizemos nosso trabalho porque obesidade é uma epidemia mundial. Poucos
fatores matam mais que ela, hoje, no planeta. O aumento absurdo do consumo de
produtos industrializados – cheios de açúcar, xarope de milho, conservantes, estabilizantes... – fez a alimentação piorar drasticamente em todo o mundo. O resultado:
aumento dos casos de diabetes, colesterol, triglicérides, entre outras doenças, acarretando milhões de mortes, inclusive entre crianças.
Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a Capital do Brasil com maior número de obesos a circular nas ruas. Vendo por outro ângulo, é a localidade na qual
todos se alimentam de forma mais inadequada ou consomem tanta gordura saturada. O percentual geral detectado no excesso de peso na capital do Rio Grande do
Sul ficou em 55,4%. Na sequência apareceram Fortaleza (53,7%), Maceió (53,1%),
Natal (52,3%) e Manaus (51,8%). A partir destas informações e de outras pesquisas
e experiência gostaríamos de conscientizar as crianças de que a obesidade pode
ser fatal, observar como é a alimentação das cantinas do colégio, modificar nossa
alimentação para melhor.
Para identificar como estava a alimentação no nosso colégio fizemos uma
entrevista com duas turmas da Educação Infantil e duas dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Observamos os lanches das crianças pequenas e fizemos uma
enquete com os alunos das séries finais sobre o que eles mais traziam de lanche,
o que mais compravam de lanche e quais as refeições que faziam. Percebe-se
que a maioria dos entrevistados fazem duas refeições no dia, em geral almoço e
jantar. Ao comprar no bar dão preferência a lanches como “doguinhos”, pizza, pão
de queijo e pastel à salada de fruta e que as crianças pequenas levavam “coisas”
aparentemente saudáveis, mas que na verdade são muito nocivas.
Concluímos que para sermos saudáveis devemos comer o mínimo de alimentos industrializados, muitas frutas e vegetais, mas sempre dando preferência a
uma alimentação com um pouco de tudo e com atividades físicas.
PALAVRAS-CHAVE:
Má alimentação. Obesidade infantil. Alimentos industrializados.
18
ANALISANDO A COMPOSIÇÃO DA
GELATINA CONSUMIDA NA ALIMENTAÇÃO
Bruna Reis Werb1, Paola Wolff Damasio1 e Tahiana Machado Antunes Rodrigues1
Valéria Oliveira Ferreira2
Muito já foi dito a respeito da gelatina: que previne a celulite, protege as
unhas e fortalece os cabelos. Houve uma época em que ela estava na moda, depois, cedeu lugar para outras novidades. Os estudos a respeito do produto, porém,
prosseguiram. Hoje, já se sabe que a gelatina é eficaz para a manutenção do tônus
muscular e firmeza da pele. É extraída do colágeno, especialmente do bovino. Ela
contém fragmentos de proteínas que fornecem aminoácidos, fundamentais para a
manutenção de ossos e a regeneração de algumas articulações, assim se justifica
o interesse deste projeto. Os objetivos foram analisar a composição das gelatinas
consumidas na alimentação e reconhecer os benefícios e usos da gelatina bem
como as diferentes apresentações.
Entrevistamos alunos de 11 a 13 anos e perguntamos: Consome gelatina?
Quantas vezes por semana? Qual o sabor? Que marca? Em que momento do dia?
Após, percebemos que os adolescentes consomem gelatina industrializada uma
vez por semana, sabor morango, geralmente como sobremesa. Através de estudos realizados vimos que a gelatina é útil para fortalecer pele, unhas e cabelos,
graças ao colágeno presente em sua fórmula. Porém, a versão que encontramos
nos supermercados, possui muito açúcar e pouca proteína extraída dos tendões,
da pele e dos ossos de animais. A gelatina acaba sendo uma mistura de corantes
artificiais, conservantes, açúcar, adoçante, e as proteínas em quantidades muito
baixas, apenas para gelificar.
Concluímos que de forma nutricional, consumir as gelatinas industrializadas
não se ganha nada; para se ter algum benefício é preciso consumir entre 8 a 10
gramas de colágeno por dia. Deve-se ter cuidado com o consumo da sobremesa, principalmente crianças, por causa dos aditivos químicos e do açúcar. Para as
nutricionistas é mesmo um mito que a gelatina industrializada, utilizada como
sobremesa, deixe a pele mais consistente. Pensando assim, a pessoa vai consumir
mais para alcançar isso e vai ter um aumento de peso.
PALAVRAS-CHAVE:
Aminoácidos. Colágeno. Açúcar.
19
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 73 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
RIR É O MELHOR REMÉDIO
Bernardo Boatini1, Rafael Kulakowski Giralt1 e Thales de Almeida Lumertz1
Valéria Oliveira Ferreira2
1
Estudante da 7ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 73 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
do 6º ano à 8ª série do
Ensino Fundamental
Contrair os músculos da face em consequência da alegria, ou mais precisamente, rir, pode ser o melhor remédio. O médico Eduardo Lambert, autor do livro, “ A
Terapia do Riso”, considera o riso como uma terapia, que tem o objetivo de levantar
o astral das pessoas, envolvendo autoestima, amor próprio e o bom humor Considerando que as pessoas estão rindo cada vez menos justificamos este projeto tentando
demonstrar que rir pode servir aos humanos como remédio curando doenças, melhorar o bem-estar físico e mental do indivíduo.
Objetivando reconhecer a importância do riso para a saúde, analisar os motivos que levam as pessoas a rirem menos e Identificar a Terapia do Riso, realizamos
uma pesquisa com alunos de 12 e 13 anos com as seguintes perguntas: Quantos
amigos você tem? Você ri muito? Quando você ri, como se sente? Você se considera uma pessoa feliz?
Os resultados comprovaram que em relação à 1ª questão, a maioria tem muitos amigos, em relação à 2ª questão mostra que a maioria das pessoas ri muito,
na 3ª todos se sentem bem felizes e a 4ª revela que a minoria não se considera
uma pessoa feliz.
Segundo a doutora Silvia Helena Cardoso, rir é como um instinto próprio, além
de despertar sintomas benéficos como contração do diafragma, estímulo das cordas
vocais, liberação do ar, e também prevalece sobre o bem-estar mental, pois libera
endorfina (substância responsável pelo prazer),evita a depressão e sintomas de síndrome do pânico.
Concluímos que as pessoas estão rindo menos porque se preocupam demais,
sofrem com a falta de tempo, de amor e de carinho, e se esquecem do mais essencial, que é a amizade e a compaixão. Pessoas mal-humoradas, impacientes, irritadas
e autoritárias vivem num processo de tensão maior, aumentando a descarga de
adrenalina e assim uma predisposição maior para acidentes vasculares. Se as pessoas tivessem o hábito de rir várias vezes ao dia, estariam amenizando a descarga de
adrenalina no organismo e permitindo uma descarga de endorfinas.
PALAVRAS-CHAVE:
Vida. Saudável. Feliz.
20
INVESTIGANDO A ANTECIPAÇÃO DO
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
Italo Trois Maestri1, Jaqueline Celestino Dal Prá1, Victória Borowski Lewiski1
Elizete Zanola2
1
Considerando o fato de que hoje os adolescentes consomem bebidas alcoólicas precocemente, justifica-se este trabalho, tendo em vista os problemas que a
bebida pode causar futuramente, em um corpo em formação.
Estudante da 8ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 81 do Colégio
Marista Rosário
Analisar o que leva um jovem a consumir bebidas alcoólicas antes do tempo
certo, alertar os prejuízos ao organismo e observar o coma alcoólico e a diferença
de consumo entre o homem e a mulher são alguns dos objetivos utilizados na
realização deste trabalho.
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
da 8ª série do Ensino
Fundamental
Foram realizados dois procedimentos metodológicos para o recolhimento de
dados: pesquisa e entrevista com especialista nesse assunto. Concluímos que na 7ª
série os meninos consomem mais bebidas alcoólicas, já na 8ª série são as meninas
que lideram. Em ambas as séries o motivo mais comum é por gostar e o local de
consumo é maior em festas.
O consumo de vodca aparece como principal em ambas, mas na 7ª série é mais
comum ingerirem apenas um copo e na 8ª série dois ou mais. Perante os dados
observados na pesquisa pode-se concluir, também, que os dois gêneros (feminino
e masculino) são consumidores de bebidas alcoólicas, com nenhum se sobressaindo
ao outro nas duas séries pesquisadas.
Ao final do trabalho verificamos que o consumo de bebidas alcoólicas está
iniciando-se cada vez mais cedo e os riscos futuros podem ser muito graves como
dependência de álcool precoce e doenças relacionadas ao fígado.
PALAVRAS-CHAVE:
Alcoolismo. Dependência. Ensino Fundamental.
21
2
INVESTIGANDO DIFERENTES
TIPOS DE FONES DE OUVIDO
Eduardo Bandeira Schmidt1, Helena Timmers Townsend1 e Laura Lopes Marra1
Elizete Zanola2
1
Estudante da 8ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 82 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
da 8ª série do Ensino
Fundamental
Hoje o fone de ouvido é um objeto usado por muitas pessoas, principalmente
por adolescentes. Existem muitos tipos de fones com formatos, marcas e materiais
diferentes. Com isso pensamos na seguinte frase: “Se tudo o que é em excesso faz
mal”. Com os fones não poderia ser diferente.
Propomo-nos a investigar qual o fone de ouvido pode causar mais dano à
audição e qual é a estrutura do ouvido mais afetada por esse objeto e seu volume excessivo.
Verificar quais fones de ouvido causam maior problema para nossa saúde auditiva, analisar se há algum fato recomendado ou descriminado para nosso bem-estar
e conscientizar as pessoas de que o volume excessivo pode causar sérios problemas
para a vida toda são os objetivos do nosso trabalho.
Realizamos quatro processos. Primeiramente analisamos diferentes tipos de
fone: seu formato, tamanho, capacidade, entre outros. Investigamos, com um médico otorrinolaringologista detalhes sobre o canal auditivo e como o fone e o volume
podem afetar a acuidade auditiva. Foi realizada uma pesquisa com os adolescentes
verificando o conhecimento que eles têm sobre o uso adequado do volume e do
fone para sua saúde.
Concluímos que a maioria dos jovens entrevistados ouve música com fones de
ouvido, em média, 1 hora por dia. O indicado por otorrinolaringologistas seria de
até 2 horas para não afetar nossa audição. Mesmo assim, 30 jovens escutam por
mais de 2h em volume alto, o que com o passar dos anos, acaba afetando permanentemente a audição. A maioria dos adolescentes acredita que o fone externo
(headphone) prejudica menos que os internos, entretanto o formato, a marca, de
determinada empresa podem ser mais confortáveis, porém o volume e o tempo de
uso é que são mais prejudiciais.
PALAVRAS-CHAVE:
Canal auditivo. Prevenção. Audição.
22
ANALISANDO A INFLUÊNCIA DAS
CORES NO COTIDIANO DAS PESSOAS
Ana Clara Heinen Petalas1, Arthur da Costa Hartz1 e Carolina Rossi de Figueiredo1
Elizete Zanola2
Considerando que as pessoas são influenciadas todos os dias pela ação das cores inconscientemente, temos como objetivo investigar como as cores influenciam
no cotidiano, se a cor favorita dos entrevistados influencia no modo de se vestir,
se as cores influenciam as pessoas na hora da refeição e analisar as sensações
despertadas pelas cores.
Formulamos hipóteses: a cor mais utilizada em buffets a quilo e fast-foods é
o vermelho por trazer sensação de fome e/ou ansiedade; a cor predominante das
roupas dos entrevistados é o azul, por trazer sensação de limpeza e/ou tranquilidade; as pessoas escolhem a comida pela cor. Coletamos dados através de questionários, com estudantes do 3º ano à 7ª série do Ensino Fundamental do Colégio
Marista Rosário, contendo as seguintes perguntas: “Quais as sensações despertadas ao observar as cores?”; “Qual sua cor favorita?”; “Qual a cor predominante de
suas roupas?” e “Você escolhe sua comida pela cor?”.
Analisamos os gráficos obtidos: O vermelho traz, para a maioria dos jovens,
sensação de energia e ansiedade; o azul, limpeza e tranquilidade; o amarelo, limpeza e energia; o laranja, fome e ansiedade; o verde, tranquilidade e harmonia; o
rosa, harmonia e limpeza; e, quase com unanimidade dos votos, o preto, trazendo
sensação de medo. Na cor favorita das pessoas, a maioria respondeu que era o
azul, a cor predominante das roupas era também o azul, e, contrariando a última
hipótese, as pessoas não escolhem a comida pela cor.
Concluímos, então, que existe grande influência das cores, seja no jeito de
vestir das pessoas, no lugar que frequentam ou até mesmo na comida. Para investigar mais detalhadamente como este tipo de influência acontece, pretendemos
continuar o projeto, desvendando mitos já existentes sobre as cores.
PALAVRAS-CHAVE:
Alimentação. Sensações. Cérebro.
23
1
Estudante da 8ª série
do Ensino Fundamental,
Turma 83 do Colégio
Marista Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Ciências
da 8ª série do Ensino
Fundamental
DESTAQUES DO ENSINO MÉDIO
ÁREA TEMÁTICA: SAÚDE
ANALISANDO OS DIFERENTES
TRATAMENTOS DE FOBIAS
Alice Silva Lampert1, Daniela Guerra Cotta1 e Danieli Santer 1
João Batista Costa da Silva2
Nos últimos tempos, o mundo vem passando por um processo acelerado de
transformações sociais. Muitas vezes, a ansiedade gerada por estressores provenientes do ambiente externo interagem com um organismo suscetível à ação deles,
ocasionando alterações de pensamento também chamadas de fobias. Elas estão
entre as psicopatologias mais comuns na população geral, com uma prevalência de
4,5 a 11,8% da população.
A fobia pode ser definida como um medo irracional e persistente, cujo delineamento inicial partiu de estudos realizados por Sigmund Freud. Neste sentido, a
presente pesquisa visa discutir os dados obtidos relacionados aos métodos de tratamento como a psicanálise (interpretação de sonhos), psicoterapia (através da fala),
farmacoterapia (uso de medicamentos), terapia comportamental cognitiva (exposição) e o Insight. Além disso, analisamos quais os tipos de fobias mais comuns e as
reações mais frequentes das pessoas fóbicas.
Uma pesquisa foi realizada com 120 alunos de faixa etária entre 14 e 16 anos,
de ambos os sexos, do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Marista Rosário. Entre os
entrevistados, 20% deles apresentaram algum tipo de fobia, com maior incidência
entre estudantes do sexo feminino, porém apenas 3% dos estudantes procuraram
auxílio médico. Foram entrevistados também seis profissionais da área da saúde,
entre eles psicólogos, psiquiatras e psicanalistas a respeito do tratamento mais utilizado com os pacientes fóbicos.
As reações mais frequentes das pessoas quando expostas à situação fóbica são:
ansiedade, palpitações, tonteiras, sudorese, taquicardia e dispneia. A pesquisa realizada mostra que o transtorno fóbico, se tratado imediatamente, apresenta grandes
chances de cura. O tratamento mais utilizado e mais eficiente é a combinação de
farmacoterapia com psicoterapia e exposição. Este método combinado permite ao
indivíduo ter conhecimento de sua fobia, possibilitando sua expressão e a busca da
compreensão de suas angústias.
PALAVRAS-CHAVE:
Transtorno fóbico. Ansiedade. Medo. Saúde.
25
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
101 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientador: Professor
do componente
curricular de Biologia
do 1º ano do Ensino
Médio
ANALISANDO A CONTRIBUIÇÃO DO EFEITO
PLACEBO NO TRATAMENTO DE DOENÇAS
Aléxia Kyritsis Freire1, Helena Cristina Pulz Völker1, Paula Portal Teixeira1
Débora Perônio da Silva2
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
101 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Química
do 1º ano do Ensino
Médio
O placebo tem se tornado cada vez mais popular entre os médicos. O placebo
é uma substância inerte, sem propriedades farmacológicas, administrado a uma
pessoa ou grupo de pessoas, como se tivesse propriedades terapêuticas. O fato de
a pessoa acreditar que o “remédio” irá curá-la faz que este a cure.
Considerando que muitos pesquisadores acreditam na cura de doenças e na
melhora de sintomas através do efeito placebo, despertou-nos a curiosidade de
comprovar este fato. Muitos estudos sobre o assunto vêm sendo feitos, porém
nenhum concluiu se, efetivamente, remédios sem composição química podem
curar doenças. “Há reações no corpo com relação ao efeito placebo, incluindo a
cura de doenças?”
Este trabalho tem como objetivo principal analisar como é possível que ocorra
melhoria de doenças com a utilização do placebo, se ele é regularmente utilizado
por profissionais, e como o fato da crença atua nos resultados obtidos.
Foi realizada uma pesquisa entre cem alunos do primeiro ano do Ensino Médio
do Colégio Marista Rosário e, a partir dos resultados desta, foi criado um gráfico.
Conversamos com uma profissional da área da Psiquiatria, fizemos a leitura de
diversos sites sobre o assunto, selecionamos vídeos, tabelas e curiosidades.
Em geral, podemos notar que quase metade dos alunos entrevistados já tomou placebo, levando em conta que os que responderam nunca terem tomado tal medicamento poderiam tê-lo tomado sem saber. Podemos afirmar que o
maior percentual de entrevistados não acredita que a fé possa curar uma doença
e nota-se que há uma maior confiança nos médicos do que, propriamente, em
algo maior. Isso pode ser comprovado também baseado nas palavras da médica
entrevistada, quando afirma que a fé costuma predominar a partir da meia idade,
e não da adolescência.
Para os problemas relacionados à mente, o uso do placebo é pouco utilizado,
já que há melhores formas de se conseguir curá-los seguramente. O uso deste
é mais seguro quando se tratam de sintomas menos complexos, como dores no
corpo. A maioria dos alunos acredita na eficácia do efeito placebo e que os profissionais da saúde possuem o poder de mudar as características do remédio, influenciando no tratamento. Isto porque a crença de que o efeito possa ser positivo
gera uma melhora terapêutica, ativando respostas fisiológicas e psicológicas no
corpo humano.
26
Percebemos que os adolescentes entrevistados não possuem grande conhecimento sobre o funcionamento do efeito placebo e de como a crença pode influenciar no tratamento de doenças. O aprofundamento da busca do real entendimento
do processo, por parte dos médicos, pode acarretar maior compreensão dos mecanismos deste e um resultado mais positivo.
Concluímos que o uso do placebo é um processo que exige adaptação por parte dos profissionais e dos pacientes, porém, cada vez mais, vem sendo posto como
integrante de um tratamento. A fé é útil independente da idade do indivíduo
por gerar maior segurança, confiança e capacidade de encarar situações difíceis,
fazendo-os acreditar que haverá uma melhora. Esta, porém, só será possível se
a crença de que irá dar certo for muito grande. Para finalizar, o médico possui o
poder de alterar o efeito de remédios, sejam eles os feitos de farinha ou açúcar,
ou os que possuam composição biológica.
PALAVRAS-CHAVE:
Confiança. Doença. Crença. Saúde.
27
ANALISANDO OS BENEFÍCIOS RESULTANTES
DA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS
Catharina Arossi Patussi1, Larissa Vieira Garcia1, Laura Rey Feijó Cruz1
João Batista Costa da Silva2
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
103 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientador: Professor
do componente
curricular de Biologia
do 1º ano do Ensino
Médio
Considerando que o desempenho escolar é um fator preocupante e de muito
interesse dos pais e estudantes, este projeto foi realizado para obter informações
mais precisas e passá-las para os alunos, visando incentivar a prática de esporte
como uma forma de melhorar o rendimento escolar e a saúde em geral.
Os objetivos deste projeto são: observar se as pessoas que praticam alguma
atividade física melhoraram seu rendimento escolar; verificar a porcentagem de
pessoas que praticam alguma atividade física, em relação as que não praticam;
analisar os dados e chegar a uma resposta para o problema.
Trabalho municipal: segundo a pesquisa do Município de Santa Maria de Jetibá, onde havia uma grande incidência de trabalho infantil, evasão escolar e um
baixo nível de desenvolvimento escolar, a partir da implementação de atividades
esportivas na rotina dos alunos de 7 a 17 anos, houve uma melhora na frequência
e no desempenho escolar, tendo um acréscimo de 9% dos alunos que frequentam
a escola. Essas atividades envolvem jogos em grupo e individuais, como futebol e
xadrez. No 1º ano da implementação do trabalho, 2006, 453 estudantes participaram das atividades e, em 2008, este número aumentou para 1415.
Para a realização da pesquisa foi aplicado um questionário para alunos de 6º
ano do Ensino Fundamental a 1º ano do Ensino Médio. Observando os resultados,
constatamos que a maioria dos alunos pesquisados do Colégio Marista Rosário praticam exercícios físicos, sendo que os que praticam exercício físico (76,5%) apresentam um melhor desempenho escolar do que os que não praticam (23,5%). Dos 200
alunos pesquisados, 153 praticam esportes e destes 66% têm notas ótimas e boas.
Os que não praticam esportes são 47, os quais 51% têm notas ótimas e boas.
Através deste trabalho, podemos enriquecer o conhecimento dos benefícios da
atividade física, sendo dos pontos de vista físico e mental. Esperamos que desta
forma possamos influenciar o meio escolar e a comunidade da qual fazemos parte.
PALAVRAS-CHAVE:
Atividades físicas. Benefícios. Rendimento escolar. Saúde.
28
ANALISANDO A SAÚDE DA POPULAÇÃO
João Vitor Loureiro Santana1, Luciano Pergher Di Bari1, Tomás Weissheimer
Liedtke1, Andrea Bueno Silva2
Levando em consideração a quantidade de pessoas fora do padrão de saúde no
Brasil e no mundo, visamos investigar qual seria o padrão correto de saúde, desconhecido por muitos, e verificar se as recomendações médicas são conhecidas e seguidas. Com este trabalho, visamos estabelecer um padrão ideal de alimentação; a
porcentagem de pessoas fora e dentro do padrão e, considerando o modo alimentar
atual, qual seria o modo mais saudável de se viver.
Durante o trabalho, observamos a existência de algumas dietas, como a dos
nutricionistas, que, no geral, acreditam que para se ter uma boa alimentação,
devemos fazer cerca de cinco refeições, almoço, café, jantar e dois lanches, todas
com alimentos distribuídos balanceadamente. Outra dieta é a da Pirâmide Alimentar. A SBAN, Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, acredita que uma
alimentação saudável consiste em uma dieta de 1200-1600 Kcal, distribuídas em
seis refeições diárias.
Por fim, a Dietary Allowances recomenda uma dieta que varia de acordo com
a idade e gênero do indivíduo, como para um jovem, com a idade entre 15 e 18
anos e do sexo masculino, recomenda-se o consumo de até 3000 kcal por dia. Já
para uma mulher, da mesma idade, recomenda-se até 2200 kcal. Também analisamos a pesquisa do doutor Luiz Vicente Berti, que aponta que 21% dos seus
entrevistados leve cerca de doze minutos no café, vinte e dois minutos no almoço
e vinte e três minutos no jantar, ou seja, cada vez temos cada vez menos tempo
para nos alimentar.
Para o desenvolvimento de nosso projeto, elaboramos um cartão de sondagem,
que visava observar quantas e como eram realizadas as refeições, e o distribuímos
para pessoas com idades variadas, de 11 até 87 anos, de ambos os sexos. Além
disso, realizamos uma entrevista com a nutricionista Leila Marivana, com perguntas
que visavam nos fornecer alguns esclarecimentos. Com o recolhimento das respostas e a análise dos cartões-sondagem, elaboramos uma série de gráficos, os quais
foram relacionados, e chegamos a algumas conclusões.
29
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
106 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Biologia
do 1º e 2º anos do
Ensino Médio
Os cartões-sondagem foram distribuídos entre 156 pessoas, sendo 81 homens
e 75 mulheres. Observou-se que os homens estão mais próximos do peso ideal,
havendo uma tendência ao peso estar abaixo do ideal. Além disso, percebeu-se que
cerca de 75% dos homens não sabem quantas refeições são o correto fazer diariamente, e cerca de 25% sabem quantas refeições é correto fazer de diariamente. O
gênero masculino tende a acreditar que está fazendo o certo, quando se trata da alimentação. Já as mulheres estão, em sua maioria, dentro do peso ideal, 44%, porém
30% encontram-se abaixo do ideal. Constatou-se que cerca de 70% das mulheres
não sabem quantas refeições são corretas de se fazer, cerca de 30% sabem quantas
refeições são corretas de se fazer diariamente. O gênero feminino tende a acreditar
que come mais do que o deve.
Ao final dos procedimentos citados, pudemos concluir que a população, em
geral, não está ciente das recomendações feitas pelos nutricionistas, porém a maior
parte dos entrevistados encontra-se dentro do padrão ideal, logo não é realmente
necessário seguir todas as recomendações feitas pelos nutricionistas. Para alcançar
o padrão, basta termos uma alimentação equilibrada e praticarmos exercícios com
regularidade. Segundo as pesquisas, o motivo para haver indivíduos fora do padrão
estipulado é que, atualmente, devido às correrias do dia a dia, somos forçados a realizar refeições cada vez mais rápidas, menores, e, consequentemente, com menos
nutrientes essenciais ao corpo. Além disso, pudemos observar que as mulheres, em
geral, comem menos que os homens, entretanto de forma mais saudável.
PALAVRAS-CHAVE:
Saúde. Alimentação. Nutrição. Saúde.
30
ANALISANDO A RELAÇÃO ENTRE A HIGIENE
BUCAL E A PERDA DE DENTES NA POPULAÇÃO
BRASILEIRA
Bruna Stumpf Böckmann1, Geórgia Bernardina de Menezes Gomes1,
Larissa Anacleto Lopes1, Andrea Bueno Silva2
Boa parte da população brasileira sofre de perda dentária, em função da doença
cárie e da doença periodontal. Assim, justifica-se este projeto na preocupação com
a saúde da população, objetivando-se analisar as causas das referidas doenças e as
possíveis soluções para evitá-las oferecendo alternativas para a melhoria da saúde
odontológica brasileira.
Analisamos a história da doença cárie e da doença periodontal, abrangendo
desde seu estabelecimento e progressão até a sua prevenção, assim como se expõem os dados epidemiológicos da saúde oral da população brasileira.
Utilizamos as seguintes metodologias: a) pesquisa bibliográfica; b) entrevistas
com 95 alunos, de 9 a 15 anos, do Colégio Marista Rosário, para averiguar os hábitos
de higiene bucal e a incidência das doenças pesquisadas nessa parcela da população; c) entrevistas com dentistas, para a averiguação da correta higienização bucal.
Os resultados das entrevistas foram os seguintes: das 95 pessoas 7,3% escovam
os dentes uma vez por dia, 19% escovam os dentes duas vezes por dia e 73,5%
escovam os dentes três vezes por dia. Do total de entrevistados, 32% passam o fio
dental diariamente e 68% não passam o fio dental diariamente. Das 95 pessoas que
responderam a nossa enquete, 19% já apresentaram algum caso de cárie enquanto
que 81% nuca tiveram esta doença. Entre os entrevistados, 20,5% já possuíram
gengivite enquanto que 79,5% nunca apresentaram sinais desta doença.
Conclui-se, principalmente ante a pesquisa bibliográfica, que o grande motivo
pelo qual ocorre a perda dentária na população brasileira é a falta de higienização
bucal, a qual tem como solução a frequência na escovação e o uso diário do fio
dental. A pesquisa com os alunos, porém, deixou evidente que a grande maioria
não possuiu casos de gengivite ou de cárie, o que indica um melhor nível de higiene
entre eles, já que a frequente higienização não é apenas importante, mas também
essencial para a saúde bucal.
PALAVRAS-CHAVE:
Dentes. Periodontite. Cárie. Saúde.
31
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
106 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Biologia
do 1º e 2º anos do
Ensino Médio
INVESTIGANDO COMO APRIMORAR
A MEMÓRIA NO COTIDIANO
Emanuel Ghilardi Ferreira1, Rodrigo Porawski Garrido1, Antonio Dias Stein1
Mariele Silva da Rocha2
1
Estudante do 1º ano do
Ensino Médio, Turma
106 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Química
do 1º e 2º anos do
Ensino Médio
Escolhemos a memória como alvo de nossos estudos pela sua grande influência em nosso dia a dia. É graças à memória que conseguimos reter novas informações, desde números de telefone, até caminhos e movimentos usuais, como
andar de bicicleta, e, depois, recorrer a essas informações, porém nem sempre
conseguimos as informações corretas quando necessitamos delas. Isso nos motivou a verificar quais fatores influenciam nossa capacidade de memorização e
sugerir maneiras de aprimorar a capacidade de memorização no nosso cotidiano.
Descobrimos que a memória está dividida em 3 tipos em relação a sua data
de origem: a primeira sendo memória de trabalho, a mais curta, a segunda sendo
a memória de curta duração e por último a mais longa, a memória de longa duração. Para verificar os fatores que as influenciam, aplicamos um questionário a
diferentes grupos de pessoas organizados por sexo, idade, estado civil e nível de
escolaridade. Nesse questionário fizemos diversas perguntas de rápida resposta
relacionadas a problemas de memória frequentes no cotidiano e oferecemos uma
tabela para que as pessoas checassem seus resultados e tivessem uma ideia aproximada de como está sua memória.
Estudando os resultados dos questionários comprovamos que, em relação ao
gênero: mulheres têm melhor memória que homens, em relação à idade: homens adultos têm melhor memória que adolescentes e idosos, as mulheres não
apresentaram grandes diferenças com relação à idade, em relação ao nível de
escolaridade: os indivíduos com maior nível de escolaridade apresentaram melhor
qualidade de memória.
Concluímos, assim, que a utilização do cérebro de forma sistemática e contínua melhora a aquisição e retenção da memória. A seguir, nos utilizando de dados adquiridos na fundamentação teórica, apresentamos maneiras de aprimorar
a nossa memória através de exemplos do nosso dia a dia. Esses exemplos vão
desde jogos infantis que ilustram e treinam o uso da memória até livros teóricos
de grandes autores.
PALAVRAS-CHAVE:
Lembrar. Cérebro. Dia-a-dia. Saúde.
32
ANALISANDO A INFLUÊNCIA DA PRIVAÇÃO
DO SONO NAS FUNÇÕES COGNITIVAS
Carolina Borges Masuero1, Caroline Vieira Lantmann1, Laura Motta Bellan1
Maria Lúcia Gimmler Fensterseifer2
Grande parte da tecnologia que existe hoje é destinada a nos poupar tempo,
para ser destinado a outros objetivos, e mesmo assim centenas de pessoas trocam
suas horas de sono para compensar aquelas que lhes faltam durante o dia, pois com
tantos estímulos e compromissos que norteiam o cotidiano, dezesseis horas diárias,
acordados, não bastam. Concentração, memória de trabalho e reflexos são funções
cognitivas fundamentais para o bom desempenho diário.
Nesse âmbito, realizou-se um experimento com dez pessoas que ficaram sob
privação de sono durante vinte e quatros horas, sem consumir alimento que pudesse influenciar nos resultados, como café, energéticos, chocolate e refrigerantes, para
verificar a influência desse fenômeno nas funções cognitivas já citadas. Quatro testes foram aplicados: memorização de sequência de cores e de uma lista de palavras,
reflexo motor humano, ao segurar um objeto em queda, e o Minimental, que é um
teste utilizado por psicólogos para medir níveis de demência, contudo fizemos o uso
desse a fim de avaliar a capacidade de cálculo, noção espacial, entre outros. Posteriormente, os teste foram aplicados uma segunda vez, com exceção do Minimental,
após os indivíduos terem dormido oito horas.
Analisando os resultados, pode-se concluir que a privação de sono influencia
negativamente nos reflexos, uma vez que 80% dos indivíduos obtiveram resultados
melhores quando em sono normal. No Minimental 80% dos indivíduos tiveram
suas funções cognitivas afetadas pelo sono. Essa privação parece prejudicar a capacidade de concentração, uma vez que os indivíduos também tiveram maior dificuldade de identificar a ordem certa das palavras no teste de memorização. Cada um
reagiu de maneira particular aos estímulos provavelmente por causa da adrenalina.
Realizamos também uma pesquisa com cento e cinquenta e dois alunos do
1º ano do Ensino Médio do Colégio Marista Rosário e constatou-se que desses, 79%
passam 24 horas sem dormir esporadicamente. O principal motivo foi o uso do
computador (35%) e quase metade dos entrevistados afirmou que sente dificuldade
em realizar tarefas que envolvam raciocínio lógico, evocação de memória, etc. Em
suma, o sono tem papel fundamental na nossa vida, tornando mais hábeis nossos
desempenhos na realização de atividades básicas.
PALAVRAS-CHAVE:
Memória. Atenção. Reflexo. Saúde.
33
1
Estudantes do 2º ano
do Ensino Médio, Turma
202 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Biologia
do 2º ano do Ensino
Médio
ANALISANDO O USO DE SAPATOS DE
SALTO ALTO PELAS MULHERES E SUAS
CONSEQUÊNCIAS
Bharbara Silveira Hack1, Gabriela Mueller Danieli1, Maria Manuela Ritondale Sodré
de Castro1, Maria Lúcia Gimmler Fensterseifer2
1
Estudantes do 2º ano
do Ensino Médio, Turma
202 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Biologia
do 2º ano do Ensino
Médio
Grande parte das cidadãs brasileiras nem sabe que possui problemas na coluna, nos pés ou em alguma parte do corpo por conta do uso indevido do salto alto.
Por esses motivos decidimos fazer este trabalho, para mostrar a elas como o mau
uso do salto pode atrapalhar a qualidade de vida delas a longo prazo.
Estamos em uma sociedade onde a moda e as pessoas influenciam muito o
nosso modo de vida, especialmente para mulheres. Há situações inacreditáveis
que somos capazes de chegar, para sermos aprovadas pelas pessoas à nossa volta
e, muitas vezes, não temos consciência de que estamos tendo atitudes nocivas à
saúde corporal. A moda nunca deixou e nem vai deixar de estar presente na vida
da mulher, mas até quando vamos ser fiéis às novas tendências mesmo sabendo
que podem ser prejudiciais?
Fizemos um questionário perguntando a idade, se a pessoa tem problemas na
coluna ou nos pés, se ela usa salto alto, qual o tipo, qual a frequência do uso e se
ela conhece os malefícios que podem ser trazidos à saúde e distribuímos para 100
(cem) mulheres de diferentes idades.
Com a coleta de dados, a formação de gráficos e a síntese das informações,
percebemos que grande parte delas desconhece os problemas, um número predominante delas usa salto com muita frequência como toda a semana, e que elas
têm desvios na coluna como escoliose e lordose. Também fizemos uma experiência prática com as integrantes do grupo e chegamos à conclusão de que as brasileiras precisam saber urgentemente como usar corretamente o salto alto, assim
poderão utilizá-lo com moderação e sem prejudicar a própria saúde.
PALAVRAS-CHAVE:
Salto alto. Moda. Problemas. Saúde.
34
ANALISANDO PROBLEMAS DE
SAÚDE ATRAVÉS DA VOZ HUMANA
Caroline Pereira Bacelo1, Elisa Garcia Pereira1, Natália Kravzuk Gomez1
Berenice Helena Wiener Stensmann2
A voz humana é um conjunto de vibrações produzidas pelas cordas vocais. A
velocidade dessas vibrações varia de acordo com as características físicas de cada
pessoa, sua unidade de medida é a frequência em hertz (Hz). É possível que analisando essas características pode-se encontrar padrões que informarão sobre a saúde das pessoas.
Neste trabalho elaboramos uma pesquisa com o objetivo de criar padrões
para separar grupos por idade (de 18 a 50 anos), sexo, fumante ou não, e por profissões (as que afetam negativamente a voz e as que não demonstram nenhum efeito
significativo). Entre as mulheres, não foi possível observar uma variação significativa. Pode-se observar dois pontos, nas idades de 45 e 46 anos, para professoras,
apresentam valores de frequência relativamente baixo comparativo às outras. Entretanto, as respostas da frequência para professoras apresentam uma grande variação
e não permitem uma afirmação.
Com base no estudo realizado neste trabalho de pesquisa, concluímos que
indivíduos do sexo masculino, professores e fumantes apresentam um tom de voz
mais grave. Isto pode ser consequência do baixo número de entrevistas, assim
como o fator local.
PALAVRAS-CHAVE:
Voz. Profissão. Saúde.
35
1
Estudantes do 2º ano
do Ensino Médio, Turma
204 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Física do
2º ano do Ensino Médio
INVESTIGANDO OS TRANSTORNOS
PSICOLÓGICOS E O CONHECIMENTO DA
POPULAÇÃO SOBRE ELES
Carolina Pinho Corrêa1, Julia Belardinelli Achutti1, Nicole Chaffe Grehs1
Gabriel Fernando Pereira2
1
Estudantes do 2º ano
do Ensino Médio, Turma
206 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientador: Professor
do componente
curricular de Física do
1º e 2º anos do Ensino
Médio
Os transtornos psicológicos são condições de anormalidade, sofrimento, comprometimento de ordem psicológica. O tema é amplamente investigado e o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), por exemplo, é um problema que afeta uma em cada vinte crianças no mundo, motivo pelo qual a geração
Z é conhecida como Geração Ritalina.
O objetivo deste projeto é verificar quais são os transtornos mentais mais
comuns, apontar os sintomas mais comuns de pessoas com transtornos psicológicos, observar a maneira como os transtornos afetam o cotidiano das pessoas, observar como esses distúrbios podem dificultar o desenvolvimento escolar,
identificar qual o nível de conhecimento das pessoas sobre as principais doenças
mentais e seus sintomas.
O projeto foi realizado em duas etapas. Pesquisamos sobre os transtornos psicológicos e seus sintomas no cotidiano. Aplicamos um formulário de pesquisa, em
65 pessoas de Porto Alegre, com idades entre 11 e 75 anos. O questionário foi elaborado em dois blocos. O primeiro identificava o conhecimento dos entrevistados
sobre transtornos psíquicos, como: Dislexia, Depressão, Ansiedade Generalizada,
Bipolaridade e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. O segundo
bloco do questionário apontava se o entrevistado conhecia alguém com um dos
transtornos. Além disso, questionamos como o problema afetava o cotidiano da
pessoa, focando no desenvolvimento escolar. Após isto, realizamos a tabulação
dos resultados, análise, elaboração de gráficos e relatório.
Concluímos que a amostra tem um nível de conhecimento alto, sendo maior
entre os acima de 20 anos. Os transtornos mais conhecidos são a depressão e
a bipolaridade, pois são também os mais comuns no dia a dia das pessoas. O
distúrbio cuja amostra menos tem conhecimento é a ansiedade generalizada,
porque esse problema psicológico é pouco diagnosticado e muito confundido
com ansiedade normal.
PALAVRAS-CHAVE:
Transtornos psíquicos. Sintomas. Cotidiano. Saúde.
36
ANALISANDO A COMPOSIÇÃO QUÍMICA
DOS REFRIGERANTES E REFRESCOS
INDUSTRIALIZADOS E SEUS MALEFÍCIOS
Cléo Busanello Medeiros1, Gabriela Luz Rocha1, Lara Yacoub Bach1
Mariele Silva da Rocha2
Considerando o alto nível de consumo de refrigerantes e bebidas industrializadas pela população em geral e seus possíveis males causados, como a obesidade,
mais a curiosidade do grupo em relação a este assunto e à busca de um estilo de
vida saudável, justifica-se este projeto. Tivemos como objetivo analisar a composição química dos refrigerantes, ver quais ingredientes são prejudiciais à saúde e diferenciar sucos industrializados dos naturais. Também verificamos se os consumidores
dos refrescos e refrigerantes estão cientes dos malefícios que as bebidas podem
lhes trazer e, com isso, conscientizá-los através da realização deste projeto científico.
Para desenvolver o trabalho, fomos a um supermercado portando uma tabela
onde foram anotados os valores nutricionais e as substâncias (corantes, conservantes, aromatizantes, etc.) e depois comparamos as marcas. Foram analisados aspectos como “Qual é o refrigerante e o suco que possuem mais calorias?”, “Qual marca
possui a substância mais perigosa (se consumida em grandes quantidades) ao organismo?” entre outros. Além disso, houve uma pesquisa para descobrir o mal que as
substâncias já anotadas fazem ao organismo e suas funções na formulação das bebidas. Foram feitos também pequenos questionários com sete perguntas, com alunos
e professores do Colégio Marista Rosário, familiares, amigos e conhecidos do grupo.
Com a realização deste projeto científico, pudemos adquirir conhecimentos diversos sobre a composição das bebidas estudadas, perceber a grande quantidade
de açúcar presente nas bebidas e também saber sobre a função de cada um dos
componentes químicos. Em todas as faixas etárias percebeu-se um grande consumo
de refrigerantes e refrescos industrializados, mesmo sabendo sobre os malefícios
dessas bebidas. A solução encontrada pelo grupo para amenizar os efeitos nocivos
dessas substâncias é a troca dos mesmos por opções mais saudáveis, como sucos
naturais e água.
PALAVRAS-CHAVE:
Substâncias. Saúde. Bebidas.
37
1
Estudantes do 2º ano
do Ensino Médio, Turma
207 do Colégio Marista
Rosário
2
Orientadora: Professora
do componente
curricular de Química
do 1º e 2º anos do
Ensino Médio
R. Praça D. Sebastião, 2 - Porto Alegre - RS - Brasil
[51] 3284 1200 | colegiomarista.org.br/rosario
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