ENQUALAB-2008 – Congresso da Qualidade em Metrologia Rede Metrológica do Estado de São Paulo - REMESP 09 a 12 de junho de 2008, São Paulo, Brasil QUAL A CONTRIBUIÇÃO DA AUTOMAÇÃO PARA UM LABORATÓRIO DE ENSAIOS? Edilson Tsutomu Kishimoto 1, José Carlos T. de B. Moraes 2 1 2 Escola Politécnica da USP, São Paulo, Brasil, [email protected] Escola Politécnica da USP, São Paulo, Brasil, [email protected] Resumo: A automação de processos é geralmente utilizada para agilizar a execução de atividades, facilitar o controle e minimizar a variabilidade e desvios dos processos definidos por uma instituição. A Norma ABNT NBR IEC 17025:2005 não exige que os processos sejam automatizados, porém há liberdade para que esta automação seja implementada. Para que a automação de processos seja implementada é necessário que o Laboratório avalie a demanda dos processos, a existência de infra-estrutura tecnológica e a capacitação de seus recursos humanos para operar sistemas automatizados. O presente artigo apresentará uma análise sobre a necessidade de automação de processos de um Laboratório de Ensaios que atende aos requisitos da Norma ABNT NBR IEC 17025:2005 para avaliar a contribuição desta automação na melhoria da qualidade, produtividade, confiabilidade e aprimoramento do sistema de gestão do Laboratório. Espera-se com o presente artigo contribuir para a discussão de melhores práticas de utilização e implementação de sistemas automatizados em Laboratórios de Ensaios. Markowitz & Lerman [4], apresentando um sistema computacional em tempo real para interface de experimentos biomédicos, a proposta de Smith, Rawls & Kunka [5], que desenvolveram um método automatizado para avaliar uma técnica utilizada em estudos clínicos, e a proposta de Burdett & Kozan [6], que analisaram um procedimento automatizado para determinar melhorias na técnica de análise clínica. Palavras chave: Automação, Laboratório de Ensaios, equipamento eletromédico, Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005, garantia da qualidade. O presente artigo apresentará qual a contribuição da automação em um Laboratório de Ensaios de equipamentos eletromédicos acreditado pelo INMETRO. 1. INTRODUÇÃO 2. AUTOMAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ENSAIOS DE EQUIPAMENTOS ELETROMÉDICOS A automação tem sido largamente utilizada para agilizar a execução de diversos processos, desde atividades de análises clínicas [1, 2 e 3], execuções de experimentos [4, 5, e 6] e até mesmo a implementação de novos meios para execução de calibrações [7]. Já em 1969, Dickson [1] descrevia o avanço obtido em produtividade com a automação em laboratórios de análises clínicas. Além de acelerar muito a velocidade dos processos, houve grande diminuição dos erros cometidos. Goldschmidt [2] reforça a importância do aumento não apenas da quantidade de informação disponibilizada, mas principalmente o aumento de velocidade em disponibilizar tais informações. A automação de processos em laboratórios de análises é muito discutida, como a questão levantada por Tolokfin & Horvai [3], apresentando problemas de automação do pré-tratamento de amostras. Há na literatura inclusive artigos sobre a aplicação da automação em Laboratórios de Calibração, como a proposta de Podgornik, Bojkovski, Batagelj & Drnovšek [7] de um calibrador de ponte de resistência. Porém não há muita literatura disponível em aplicações de automação para laboratórios de ensaios. A Norma NBR ISO/IEC 17025:2005 [8] não exige que um Laboratório de Ensaios ou Calibração utilize automação em seus processos ou sistema de gestão, mas também não há nenhuma restrição para a implementação de automação no Laboratório. Antes de sugerir a implantação de automação no Laboratório de Ensaios é importante conhecer o processo de ensaios de equipamentos eletromédicos. Os ensaios são descritos nas Normas Técnicas aplicáveis, e correspondem a 36 etapas diretamente relacionadas à realização de ensaios seguindo a seqüência prescrita e indicada no Anexo C da Norma NBR IEC 60601-1:1997 [9]. Os técnicos realizam os ensaios seguindo procedimentos validados e indicados em Manuais de Ensaios elaborados de acordo com os textos das Normas Técnicas. O processo de ensaios exigido pela Série de Normas Técnicas NBR IEC 60601 e representado na Figura 1 pode ser, de modo resumido, dividido em três partes: - Também são encontrados muitos artigos com propostas de automação de procedimentos de experimentos, aprimorando assim técnicas e diminuindo a variabilidade na obtenção de resultados, como a proposta de Christini, Stein, 1 de 4 Ensaios de documentação técnica e marcação: consistem em se verificar, por inspeção, se os documentos acompanhantes e o próprio equipamento contêm as informações exigidas, por exemplo, informações que permitam a operação correta e segura do equipamento, dados técnicos, manutenção e métodos de limpeza e esterilização, marcação indicando potência máxima consumida, dentre outras informações. - - Ensaios mecânicos: contemplam, por exemplo, ensaios para verificação da construção e robustez do equipamento. Há ensaios de componentes, ensaios de resistência mecânica e ensaios pelos quais, dependendo da classificação, composição e aplicação do equipamento, partes ou todo o conjunto são submetidos a quedas, simulações de chuva ou derramamento de líquidos sobre o gabinete do equipamento. Ensaios elétricos: abrangem ensaios de medições de potências de entrada e de saída (por exemplo, emissão de radiação ou calor ou outro tipo de energia visando tratamento ou diagnóstico), ensaios de medição de correntes de fuga (correntes que não são projetadas para terapia ou diagnóstico, mas que podem ocorrer, e de acordo com a sua intensidade levar a algum risco de segurança), rigidez dielétrica (altas tensões são aplicadas ao equipamento para verificar se há rompimento de isolação elétrica) e exatidão de dados de operação e proteção contra saídas incorretas (verificações sobre a correta liberação de energia para tratamento). Figura 1: O processo de ensaios de equipamentos eletromédicos. Além dos ensaios citados há também outros tipos de ensaios, como o ensaio de compatibilidade eletromagnética (ensaios de verificação da reação do equipamento quando submetido a campos eletromagnéticos externos), o ensaio de pré-condicionamento à umidade, em que o equipamento fica dentro de uma câmara de umidade durante dois a sete dias para verificar se após este tratamento ocorrem alterações que levem a riscos de segurança, dentre outros ensaios. Para realizar os ensaios são necessários instrumentos de medição, ferramentas, insumos ou gigas de ensaios, bem como documentação de apoio, que inclui uma biblioteca de Normas Técnicas, pois além das Normas Particulares da série NBR IEC 60601-2 utilizadas, estas fazem referência e utilizam prescrições de outras Normas, principalmente Normas IEC e Normas ISO. É proposto que a automação do Laboratório de Ensaios de equipamentos eletromédicos pode ser implementada com: - elaboração e construção de arranjos de ensaios ou utilização de instrumentação para simplificar e agilizar os procedimentos de ensaios; - conexão dos instrumentos de medição a sistemas computacionais para facilitar o processamento de dados; - implementação de um sistema de informações com um banco de dados prontamente disponível para utilização durante os ensaios; - utilização de recursos computacionais para automatizar procedimentos do sistema de gestão. 2.1. Automação de ensaios utilizando instrumentação As Normas Técnicas aplicáveis descrevem as prescrições e indicam em muitos ensaios os métodos que deverão ser adotados. Porém há muitos ensaios que podem ser bastante otimizados com a automação. O bom exemplo é o ensaio prescrito na cláusula 19 da Norma Técnica ABNT NBR IEC 60601-1:1997, medição de corrente de fuga. Neste ensaio a Norma Técnica prescreve que a medição pode ser realizada utilizando-se o dispositivo de medição (DM), composto por dois resistores e um capacitor de valores e incertezas definidas. O DM deve ser conectado a um multímetro ou voltímetro e deve-se realizar as medições de correntes de fuga em todas as situações prescritas, incluindo uma situação em que as partes aplicadas (partes que entram em contato com o paciente) devem ser conectadas para a medição de corrente de fuga entre as combinações. No caso de equipamentos com poucas partes aplicadas não há dificuldade na execução da medição. Porém, existem alguns equipamentos com muitas partes aplicadas, como por exemplo eletromiógrafos e eletroencefalógrafos, e a execução manual deste ensaio já foi realizada no Laboratório de Ensaios com cerca de 50 combinações. Existem comercialmente alguns instrumentos que realizam estas medições automaticamente, ou seja, fazem todas as combinações através de chaveamento de portas em que são conectadas as partes aplicadas, e obviamente há um grande ganho de tempo, além de redução da possibilidade de erro nas medições por confusão com as combinações. Existem outros exemplos de instrumentos comerciais que podem automatizar e auxiliar a execução de ensaios, como analisadores de bisturis elétricos, analisadores de equipamentos de desfibrilação, dentre outros. O próprio Laboratório de Ensaios pode também construir arranjos de ensaios que facilitem a execução dos mesmos sem precisar adquirir tais instrumentos comerciais, pois mesmo estes instrumentos comerciais não são completos e não realizam integralmente todos os ensaios elétricos prescritos conforme exigido pelas Normas Técnicas. 2.2. Automação de instrumentos Atualmente quase todos os instrumentos de medição permitem que estes sejam conectados a um computador. Esta conexão geralmente é realizada através de interfaces RS232 ou GPIB (General Purpose Interface Bus) e tem sido muito utilizada e estudada [10, 11 e 12]. 2 de 4 O registro das condições ambientais do Laboratório de Ensaios é um exemplo de processo que pode ser automatizado com a conexão a um computador. O ambiente do Laboratório deve ter sua temperatura e umidade relativa do ar controlados e monitorados. Existem higrotermógrafos de pena que permitem realizar este monitoramento, registrando as condições de temperatura e umidade relativa do ar em registros de papéis. Porém estes tipos de instrumentos não possuem recursos, como alarmes, para sinalizar aos técnicos quando as condições ambientais não estão em conformidade, exigindo que os técnicos de ensaios verifiquem continuamente estas condições diretamente no instrumento em cada momento que precisam executar um ensaio. É possível automatizar este processo de registro de condições ambientais utilizando-se um instrumento programável e com conexão a um computador. Desta forma, o instrumento envia os dados das condições ambientais que serão armazenadas em um computador, e ao mesmo tempo realiza o monitoramento, podendo soar um alarme caso as condições ambientais não estejam em conformidade com as exigências das Normas Técnicas. A utilização de um sistema de informação informatizado pode contribuir muito para a organização de documentos e disponibilização de informações através da implementação de um banco de dados contendo todas as informações necessárias pelos técnicos de ensaios. O Laboratório de Ensaios possui os recursos necessários para utilizar a implementação do sistema de informação em uma intranet (rede de computadores interna do Laboratório de Ensaios), pois há uma integração dos computadores do Laboratório através de uma rede de alta velocidade disponível, com todos os computadores interligados, softwares de proteção e um responsável pelo gerenciamento e segurança da rede. Foi implementado no Laboratório de Ensaios um programa computacional contendo os procedimentos de ensaios e um formulário eletrônico para preenchimento dos registros de ensaios. Este programa apresenta ao técnico de ensaios todos os passos que devem ser seguidos para execução do ensaio e possui um campo que deve ser preenchido com o resultado encontrado após a realização do ensaio [18]. O ensaio de exatidão de dados de bombas e controladores de infusão descrito na cláusula 50 da Norma NBR IEC 60601-2-24:1999 [13] também pode utilizar o recurso de conexão de um instrumento de medição a um computador. O arranjo de ensaios prescrito na Norma Técnica consiste de uma balança de precisão conectada a um computador. O fluxo entregue pela bomba ou controladora de infusão é medido em massa através da balança, que envia os dados ao computador. Os dados adquiridos permitem transformar o fluxo de massa em fluxo volumétrico e elaborar os gráficos que caracterizam a bomba. A automação do Laboratório não precisa se restringir apenas às atividades diretamente relacionados aos procedimentos de ensaios. Vários estudos têm sido publicados sobre a utilização de recursos computacionais para auxiliar o gerenciamento [19, 20, 21 e 22]. Além da possibilidade de conexão de instrumentos a um computador, pode-se também utilizar o próprio computador como instrumento de medição ou ensaio implementando-se instrumentos virtuais [14 e 15]. Esta possibilidade tem sido bastante explorada, e várias pesquisas têm sido divulgadas sobre esta forma de utilização do computador. Um recurso comercial bastante utilizado atualmente é a ferramenta LabVIEW, da National Instruments, que permite a implementação de instrumentos virtuais com recursos para medições e também geração de sinais [16 e 17]. O Laboratório de Ensaios de equipamentos eletromédicos já utilizou o LabVIEW para implementação de procedimentos de ensaios de marcapassos externos e monitores multiparamétricos, gerando sinais de ensaios prescritos nas Normas Técnicas. O sistema de informação também centraliza todo o banco de dados, disponibilizando apenas os documentos atualizados e aprovados. Certificados de calibração dos instrumentos e outras informações contidas em documentos necessários aos processos de ensaios estão sendo digitalizados e disponibilizados pela rede interna. 2.4. Automação do Sistema de Gestão O programa computacional desenvolvido no Laboratório de Ensaios, além de auxiliar no registro dos resultados, também permite que os gerentes registrem todas as informações sobre o processo de ensaios, desde a chegada do equipamento até a conclusão do processo, e permite também o acompanhamento do andamento do processo de ensaios. Atualmente estão sendo desenvolvidos recursos que serão incorporados ao programa para auxiliar o controle de atendimento ao cliente (registro de contatos telefônicos, elaboração automatizada de orçamentos de serviços), além de recursos para medição de produtividade e qualidade. 2.3. Sistemas de informação O Laboratório de Ensaios possui uma biblioteca de Normas Técnicas e vários documentos necessários para execução dos ensaios. A quantidade de documentos em papel é muito grande, e uma mesma Norma Técnica ou procedimento pode ser requerido em um mesmo tempo por técnicos executando processos de ensaios diferentes, limitando assim o acesso às informações. Há também a possibilidade de um documento não ser devolvido adequadamente ao seu devido lugar após a utilização, ocasionando perda de tempo na sua busca. 3. CONCLUSÃO Os benefícios da automação de processos pode ser exemplificado com o ganho de tempo obtido com a implementação do programa computacional de registro de ensaios no Laboratório de Ensaios. Antes da implementação do sistema de informação os registros de ensaios eram anotados em formulário em papel, sendo depois digitados em um arquivo eletrônico, com a necessidade de três revisões para a verificação de possíveis erros de digitações. Um grande recurso do sistema de informação implementado é a formação de um banco de dados de possíveis respostas 3 de 4 aos ensaios realizados, facilitando assim também o tempo de digitação de resultados no próprio programa. O tempo médio gasto para elaboração do relatório de ensaios, emitido apenas após a conclusão do processo de ensaios completo, era de 3 dias, pois incluía a digitação de todo o formulário de registro de ensaios (cerca de 20 páginas por equipamento) e as revisões necessárias. O sistema automatizado permite a emissão imediata do relatório de ensaios, pois todos os dados necessários já estão disponíveis no sistema. Devido a limitações de formatação do relatório emitido pelo sistema, há atualmente a necessidade de formatação final do relatório de ensaios emitido pelo programa, realizada em cerca de 2 horas. Somando-se cerca de 2 horas para uma revisão do relatório realizada pelo Gerente Técnico do Laboratório, há portanto um ganho de 20 horas técnicas por equipamento na elaboração de apenas um relatório de ensaios. O presente artigo apresentou propostas de áreas ou atividades em que são possíveis implementar automação em um Laboratório de Ensaios de equipamentos eletromédicos, através da utilização de instrumentos que automatizam os procedimentos, através da conexão de instrumentos a computadores e através da utilização de sistemas de informações em atividades diretamente relacionadas aos ensaios e até mesmo no sistema de gestão do Laboratório. A avaliação e medição dos ganhos obtidos com a utilização da automação deverão ser abordadas em trabalhos futuros, mas as propostas apresentadas já podem ser utilizadas na automação de outros Laboratórios de Ensaios congêneres. 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