Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Romantismo: poesia
Para o vestibular
1 c
18 e
2 a) Trata-se de uma narradora-personagem
(foco narrativo em primeira pessoa).
b) Algumas respostas possíveis: “então por que não
sentiria isso também por mim?”; “por isso acredito
que o poema tenha sido inspirado nos meus olhos”;
“quando olho a luz, o mar”; “quando viajávamos na
costa do Ceará, Natalícia admitiu que meus olhos
estavam verdes.” etc.
3 O argumento segundo o qual o poeta era sincero com
19 O Romantismo representou uma ruptura com os
principais valores estéticos defendidos pelo
Arcadismo, o período literário predominante no Brasil
no século XVIII. A poética romântica reage, de maneira
geral, contra o culto de elementos neoclássicos, tais
como equilíbrio, bucolismo, objetivismo, racionalismo,
mitologia e paganismo, propondo novos valores como
exagero, subjetivismo, sentimentalismo, nacionalismo
e relativismo.
4 a) Valorização da paisagem brasileira (nacionalismo)
ou culto à natureza.
b) Sentimentalismo ou saudosismo.
5 c
6 c
7 e
8 b
9 e
10 e
11 a
12 b
13 b
14 c
15 b
16 A alusão a Ariel e Calibã (personagens de
Shakespeare) ilustra a oposição presente na obra.
Ariel (primeira e terceira partes) remete ao
ultrarromantismo, ao bem, à idealização da mulher
amada; Calibã retrata a segunda parte, obra irônica,
sarcástica, que representa o mal, o amor carnal, a
obscuridade.
17 d
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
a “poesia, sua Musa“ ou o argumento de que Dias
poderia ter-se confundido com a cor das vagens
do feijão-verde e com as paisagens.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Romantismo: poesia
Para o ENEM
1 d
2 b
3 c
4 e
5 a
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Romantismo: prosa I
Para o vestibular
(e até mesmo uma ironia) em relação à idealização
feminina, tão comum nessa estética. O excerto a seguir
comprova isso: “Suas mãos e pés não eram dessa
pequenez e delicadeza hiperbólica, de que os
romancistas fazem um dos principais méritos das suas
heroínas; mas eram benfeitos e proporcionados”.
2 b
3 a
4 Soma: 01 + 16 + 32 = 49
5 a) O movimento literário a que José de Alencar está
ligado é o Romantismo. Três aspectos desse estilo,
presentes no fragmento do romance, são: visão
subjetiva da realidade, descrição detalhada
e tensão entre a Corte e a província.
b) Alencar idealiza os aspectos naturais da cidade
e atenua as diferenças socioeconômicas existentes
entre os habitantes do Rio de Janeiro; usa períodos
longos e adjetivos em texto bastante descritivo.
Paulo Lins descreve o Rio de Janeiro de maneira
realista e explicita os conflitos socioculturais
existentes na cidade; utiliza períodos curtos
e poucos adjetivos em narração bastante “seca”.
6 Soma: 01 + 02 + 08 + 32 = 43
7 e
8 d
9 b
10 c
11 c
12 e
13 Soma: 04 + 32 = 36
14 a) A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é
representante da prosa de vertente urbana, cujos
tipos sociais se identificavam com o ambiente da
Corte.
b) O romance atendeu ao público leitor devido à
descrição tanto de costumes da época como
de regras e concepções que preservavam os
procedimentos éticos e comportamentais de uma
classe em processo de formação; assim, o par
romântico Carolina e Augusto incorpora, em seus
pensamentos e ações, as aspirações sentimentais e
sociais (delineadas no êxito amoroso final) de uma
incipiente burguesia, o ávido público leitor dos
folhetins.
15Em Inocência percebe-se a preocupação sertanista (e,
portanto, regionalista) do narrador ao descrever, com
graça e riqueza de detalhes, um painel geográfico
do lugar que serve de cenário ao romance (“Essa
areia solta, e um tanto grossa, tem cor uniforme que
reverbera com intensidade os raios do Sol, quando
nela batem de chapa” – fragmento I). Particularmente
no fragmento II, é notável, ainda, o conhecimento
que o narrador demonstra a respeito de elementos
pitorescos, como os nomes de certas mazelas
(comumente com denominações “complicadas e
estrambóticas”) e ervas próprias do lugar.
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1 Apesar de romântico, o texto sugere uma crítica
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ESTUDANDO Romantismo: prosa I
Para o ENEM
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6 e
7 b
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Romantismo: prosa II
Para o vestibular
1 a
12 a
relações pessoais para a obtenção de benefícios e
privilégios. Segundo ele, trata-se de um “defeito
nosso”, ou seja, do povo brasileiro.
b) A comadre, ajudada por D. Maria, procura o auxílio
de Maria-Regalada, de modo que esta utilize suas
“influências amorosas” em favor de Leonardo,
preso pelo Major Vidigal.
3 Soma: 02 + 16 + 32 = 50
4 Soma: 01 + 04 + 16 = 21
5 a) O “tempo do rei” a que o narrador faz menção
na abertura do livro refere-se ao período em que
D. João VI esteve no Brasil, entre 1808 e 1821.
A expressão “Era no tempo do rei” dialoga também
com o universo atemporal dos contos de fadas
(“Era uma vez”).
b) Bastante frequente na obra, o narrador utiliza esse
recurso para mostrar que a sociedade do Rio de
Janeiro de “seu próprio tempo” era semelhante àquela
do “tempo do rei”: não havia grandes progressos.
Adotando tal procedimento, o narrador pode tomar
certa liberdade para criticar um tempo que já passou.
6 a) No romance, Iracema está em harmonia com a
natureza tropical, é filha do pajé, apresenta conduta
moral irrepreensível e ocupa lugar de destaque na
hierarquia de sua tribo, pois está destinada ao culto
de Tupã. A Iracema de Chico Buarque abandona
sua terra para morar nos Estados Unidos e vive de
subempregos por não falar inglês. Diferentemente
do forte amor que Iracema nutre por Martim em
Alencar, a de Chico Buarque mostra descompromisso
com seu relacionamento, além de ser marginalizada
na ”América”.
b) No romance de Alencar, América se refere ao
continente americano. Na canção, o termo se refere
aos Estados Unidos da América.
7 a) Os outros dois romances são O guarani e Ubirajara.
b) José de Alencar intencionava criar uma lenda
indígena, mostrando, por meio da união de uma
índia com um europeu, a origem do povo brasileiro.
8 a
9 d
10 a
11 b
13 d
14 c
15 d
16 a
17 a
18 O emprego de uma linguagem muito próxima da
oralidade valoriza e realça a busca pelo romance
de um tom popular e informal. O uso dos diálogos
(“Grandessíssima!...”; “Ai... ai... acuda, Sr. compadre...
Sr. compadre!...”), das expressões coloquiais (“que
tranco-te essa boca a socos...”; “Safe-se daí!”) e da
movimentação dos personagens no texto acentua
aspectos importantes de uma narrativa de costumes.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
2 a) O narrador se refere ao hábito da utilização de
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ESTUDANDO Romantismo: prosa II
Para o ENEM
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3 b
4 b
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Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Realismo/Naturalismo
para o vestibular
1 c
21 c
2 Na obra Memórias póstumas de Brás Cubas, o foco
22 a
narrativo é de primeira pessoa, o que comprovam os
verbos: “perguntou-me”, “interrompeu-me”, “distrair-me”.
O defunto-autor, com o devido grau de distanciamento
que essa condição lhe garante, relata de maneira
reflexiva fatos ligados à sua existência, como se pode
notar no fragmento: “Estou envergonhado, aborrecido.
Tantos sonhos, meu caro Borba, tantos sonhos, e não
sou nada”.
23 e
24 d
25 c
personagem Quincas Borba: “Desde que Humanitas (...)
é o princípio da vida e reside em toda a parte, existe
também no cão, e este pode assim receber um nome
de gente, seja cristão ou muçulmano”. Dessa forma,
quando Quincas Borba dá seu nome ao animal, reforça
o caráter universal de Humanitas, o que justifica tratar
o cachorro como um igual a ele.
4 a
5 e
6 d
7 b
8 d
9 a
10 a
11 d
12 a
13 d
14 c
15 d
16 a
17 d
18 b
19 d
20 Soma: 01 + 02 + 08 = 11
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3 A razão doutrinária está ligada à teoria formulada pelo
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ESTUDANDO Realismo/Naturalismo
para o ENEM
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4 d
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Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Parnasianismo e Simbolismo
para o vestibular
1 V
V
F
V
V
14 Em discurso formal, culto, a passagem “ver ela de perto”
ficaria da seguinte maneira: vê-la de perto.
15 Há uma relação de analogia entre os termos “carnal”
e “argilas”. “Carnal” sugere sexualidade, “argilas” se refere
à imagem, presente na Bíblia, do barro que constrói
o homem e ambos estão ligados à morbidez e à dor.
A insistência na recusa da matéria mostra que
os simbolistas preferiam lidar com o etéreo e com
o vago em lugar do concreto.
2 e
3 c
4 V
V
V
F
V
16 b
5 a) O autor compara o envelhecimento das árvores
com o envelhecimento das pessoas para mostrar
a dignidade de ambas.
b) As passagens são: “árvores moças, mais
amigas”, “Agasalhando os pássaros”, “Dando (...)
consolo aos que padecem”.
6 Inicialmente, o autor estabelece como interlocutor
o leitor; posteriormente, ele se inclui. A marca
gramatical que comprova isso é o uso de “Olha”, na
2a pessoa do singular, e de “Não choremos” e
“Envelheçamos”, na 1a pessoa do plural.
7 Uma das características é o culto à forma. O poema
é um soneto composto de versos decassílabos, com
rimas inicialmente opostas e depois alternadas.
8 e
9 d
10 d
11 e
12 O soneto expressa o desejo de morte por parte do eu
lírico, cujo conceito parece distanciar-se da ideia de
fim, pois ela é “fria Eternidade” e “vã perpetuidade”. No
entanto, a morte representa o fim das agonias da vida:
das “convulsões do pranto” e do “carnal e mórbido
quebranto” (desejo erótico). A alma apresenta-se como
elemento perene, “outra luz de místicas paisagens”.
Essa abordagem se aproxima das concepções
românticas sobre a morte.
13 Essa preocupação de Mário de Andrade é sugerida
no seguinte trecho: “(...) diante da infalível vencedora,
regularisar (sic) pra com Deus o que em mim sobrar
de inútil pro mundo”.
18 F
V
V
V
F
19 a
20 b
21 b
22 b
23 Sim. O eu lírico expressa o encantamento pelo som
atribuindo-lhe uma qualidade superior à das “finas
pratas” (v. 1). O canto seria, ainda, capaz de perfumar
“a tudo” (v. 4) e se manifestar “feito luz” (v. 5). Sendo
assim, ele poderia causar sensações ou desejos
aparentemente opostos, como sensualidade e pudor.
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17 d
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ESTUDANDO Parnasianismo e Simbolismo
para o ENEM
1 c
2 b
3 e
4 b
5 a
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Pré-Modernismo
para o vestibular
se acha capaz de transformar o Brasil por meio de
seus projetos (cultural, agrícola e político). Todavia,
como ninguém compreende seus objetivos e o
ridicularizam pelos seus atos considerados exóticos,
ele fracassa. Genelício, por sua vez, é um funcionário
do Tesouro que vive a bajular os poderosos; é um
homem submisso, sem o menor senso de coletividade,
e acaba por obter sucesso na vida. A trajetória desses
personagens serve de exemplo para o pensamento
defendido por Renan na epígrafe da obra de
Lima Barreto.
2 O projeto de reforma cultural proposto por Policarpo
Quaresma, incluso nas “reformas radicais”, objetivava
retomar elementos desprezados da tradição cultural
brasileira. O protagonista da obra de Lima Barreto
defendia a necessidade da busca de uma cultura
brasileira pura, preservada pelos mais velhos nos
textos e nas canções populares. No fragmento
destacado, Quaresma finalmente encontra um
interlocutor para suas ideias, Albernaz.
3 c
12 “Maior”, “nacional”, “espetaculosas”, “casuístico” e
“indígena” são os adjetivos possíveis.
13 Ao se referir à “conquista das almas”, efetuada pela
Companhia de Jesus, o autor denuncia a exploração do
trabalho indígena ao longo do processo de catequese
aplicado aos nativos pela Igreja. Os padres exploravam,
dessa forma, o “monopólio do braço indígena”, referido
no texto.
14 O narrador retoma repetidas vezes o pronome
“outro” com o objetivo de reforçar a multiplicidade de
propósitos em relação à política unificadora das Cortes
europeias.
15 A expressão é uma hipérbole que reforça a ideia da
facilidade com que os canoeiros navegavam pelo rio
Tietê, do litoral para o interior brasileiro, seguindo o
fluxo natural desse rio.
16 Soma: 1
17 a
4 d
18 c
5 b
19 c
6 a
7 d
8 c
V
F
V
F
V
9 d
10 No referido parágrafo do excerto de Os sertões, Euclides
da Cunha associa a “terra” a ações que seriam próprias
de um ser humano: “A terra atrai o homem; chama-o
para o seio fecundo; encanta-o (...); arrebata-o (...)”.
Além disso, os verbos empregados no texto de Euclides
sugerem ações humanas para a “terra”.
11 Para se referir aos aspectos físicos, o enunciador
emprega o presente do indicativo (“A Serra do Mar
tem um notável perfil”; “A prumo sobre o Atlântico
desdobra-se como a cortina”). Para fazer referência
aos aspectos de ordem histórica, ele utiliza o pretérito
imperfeito do indicativo (“De encontro às suas
escarpas
embatia, fragílima, a ânsia guerreira”; “o forasteiro
sentia-se em segurança”).
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1 Major Quaresma é um personagem idealista que
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ESTUDANDO Pré-Modernismo
para o ENEM
1 d
2 d
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4 e
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Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Vanguardas na Europa e no Brasil
para o vestibular
8 Com esse ready-made, Duchamp intenciona provocar
2 a) O movimento de vanguarda que tem como
proposta a apropriação de algo representativo do
sistema social transformado em sistema de arte é o
Dadaísmo. Tal procedimento pode ser associado ao
ready-made. Esse conceito foi desenvolvido pelo
artista francês Marcel Duchamp e designa qualquer
objeto manufaturado de consumo popular tratado
como objeto de arte por opção do artista, como é o
caso da nota de dinheiro.
b) A obra se relaciona com fatos políticos e sociais do
Brasil das décadas de 1970 e 1980. A série Zero dólar
sugere uma crítica a um modelo de subserviência
brasileira à cultura norte-americana, amplamente
incorporada ao cotidiano de nosso país. Também
questiona o valor exagerado do dólar, uma
metonímia do poder dos Estados Unidos, atribuindo
à moeda um valor nulo. Além disso, mostra a
imagem do Tio Sam apontando para o observador,
de modo a intimidá-lo. Em outra perspectiva, Zero
dólar sugere uma crítica ao exagerado valor
monetário que algumas obras de arte adquiriram,
representando um investimento qualquer como
uma aplicação financeira.
c) A obra propõe uma crítica ao American way of life e
ao poderio econômico americano. Ampliar as
funções da arte para além da fruição estética foi um
dos objetivos das vanguardas europeias
desenvolvidas nas primeiras décadas do século XX.
3 e
4 e
5 Por meio de obras como A negra, Tarsila do Amaral
expressou pressupostos importantes do movimento
antropófago. No quadro, Tarsila utiliza técnicas do
Cubismo, ao mesmo tempo que dialoga com o
Primitivismo brasileiro. No primeiro plano, apresenta
uma figura disforme, composta de maneira muito
simples, com lábios carnudos e um seio aparente. No
segundo, há faixas de linhas retangulares pintadas
em cores escuras que contrastam com as cores da
personagem em primeiro plano.
6 d
7 c
quem contempla a sua obra. Para ele, uma obra de arte
não tem como função primordial representar o belo.
Ao deslocar elementos de seus contextos originais (a
roda e o banco, nesse caso), ele pretende questionar
o próprio conceito de arte. Assim, Duchamp produz
arte porque instiga o espectador a rever suas noções
de beleza e de estética.
9 Andy Warhol retratou em sua arte figuras massificadas
pela indústria cultural: Marilyn Monroe, Elvis Presley,
Elizabeth Taylor, entre outros. Assim como Marcel
Duchamp, Warhol transformou em arte elementos
populares (como os astros citados).
10 Candido Portinari procurou utilizar em suas obras, de
maneira estilizada, elementos populares da cultura
nacional. A partir de 1930, privilegiou a focalização de
pessoas provenientes das camadas menos favorecidas
da sociedade. O quadro Retirantes exemplifica essa
tendência ao retratar personagens que são obrigados
a migrar para sobreviver. Assim como outros artistas
da década de 1930, Portinari procurou revelar um
país desconhecido da sociedade urbana letrada. As
figuras cadavéricas são retratadas em tons escuros, em
meio a carcaças de animais e urubus que sobrevoam
a paisagem. Em consonância com a tendência
expressionista, Portinari exagera na deformação dos
personagens, objetivando provocar o espectador.
11 V
V
F
F
12 e
13 c
14 e
15 d
16 c
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 c
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Vanguardas na Europa e no Brasil
para o ENEM
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5 c
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Fernando Pessoa
para o vestibular
possibilita uma visão mais ampla do que a segunda
porque, na cidade, “grandes casas fecham a vista à
chave / Escondem o horizonte, empurram o nosso
olhar para longe de todo o céu”. Caeiro é o poeta
dos sentidos, sobretudo da visão. Para ele, ver é
mais importante do que refletir, o que a cidade
dificulta e a aldeia não.
b) Os versos livres utilizados por Caeiro sugerem a
ideia de uma amplitude de visão que a cidade
grande limita, dada a sua estrutura física cheia de
casas e edifícios. O verso “Da minha aldeia vejo
quanto da terra se pode ver no Universo...” sugere
o alcance da visão do eu lírico quando está em
sua aldeia; já o verso “Nas cidades a vida é mais
pequena”, além de ser menor que o que abre o
poema, remete à restrição que a cidade grande dá
ao observador.
6 a) O tipo de personagem da história portuguesa ao
qual Caeiro se assemelha é o navegador do século
XVI (época da expansão ultramarina portuguesa),
um Vasco da Gama, por exemplo, protagonista da
epopeia Os lusíadas (1572), de Camões.
b) O eu lírico se propõe a ser um poeta que busca
lidar com “sensações verdadeiras”, com o objetivo
de trazer “ao Universo ele-próprio”. Enquanto o
navegador (argonauta) busca descobrir o mundo
por meio de uma viagem exploratória concreta de
mundos desconhecidos, Caeiro busca revelar, de
forma nova, uma realidade bem próxima da dele.
7 d
8 c
9 e
2 d
10 c
3 b
11 b
4 a) O eu lírico compara o poeta ao carpinteiro por achar
12 a
que os dois são artesãos. Ambos desempenham
um trabalho braçal, técnico, repetitivo e monótono,
“como quem constrói um muro”. Na segunda
estrofe do poema, o eu lírico rejeita essa concepção
racional de arte e defende outra mais “artística”, que
esteja em consonância com a natureza.
b) Na terceira estrofe do poema, ficam claras as
seguintes características da poesia de Alberto
Caeiro: materialismo sensorial, recusa da metafísica
e panteísmo (valorização da natureza). Essas
características ficam evidentes nos versos que
compõem a terceira estrofe e em imagens como
“E olho para as flores e sorrio...”, “E na nossa comum
divindade”, entre outras.
5 a) Alberto Caeiro faz uso do recurso da tautologia em:
“O que nós vemos das coisas são as coisas” (verso 1);
“Se ver e ouvir são ver e ouvir?” (verso 4); “Mas onde
afinal as estrelas não são senão estrelas” (verso 16);
“Nem as flores senão flores” (verso 17). Ao utilizar esse
recurso, o eu lírico reafirma sua visão de mundo baseada
na valorização da simplicidade e da concretude.
b) A roupa é um signo da cultura e dos códigos
morais. “Trazer a alma vestida” sugere um olhar
contaminado pela cultura e pelos conceitos já
prontos, o que é impensável para Caeiro. Esse
heterônimo repudia a postura da reflexão excessiva
e propõe um olhar mais direto em relação à vida.
c) O paradoxo consiste na criação de um novo modelo
humano de pensamento que despreza a metafísica
e valoriza a liberdade e o despojamento dos
conhecimentos já adquiridos pela civilização.
13 Tematização inovadora da escrita literária como uma
criação tão febril e agressiva quanto os maquinismos
das fábricas e dos automóveis; uso de linguagem
hiperbólica revelando o entusiasmo pelas novidades
tecnológicas; uso do verso livre e de estrofes/estâncias
assistemáticas; uso de interjeições que elegem
objetos tecnológicos em vez de pessoas e entidades
míticas e religiosas; uso de imagens inusitadas
referentes a objetos considerados, até então, não
poéticos: lâmpadas elétricas, fábricas, engrenagens,
papilas, máquinas etc.; exaltação de uma beleza nova
identificada com as fábricas, as engrenagens,
as máquinas e as cidades cosmopolitas, símbolos da
energia e da audácia do “moderno” no início do século XX.
14 d
15 e
16 c
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 a) A aldeia é pequena e a cidade é grande. A primeira
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Fernando Pessoa
para o ENEM
1 e
2 c
3 c
4 b
5 d
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Interpretação de texto: Fernando Pessoa
Para o VESTIBULAR
2 b
3 d
4 d
5 b
6 F
V
V
F
V
7 b
V
V
F
V
V
8 V
V
F
F
F
9 c
10 e
11 No soneto de Vicente de Carvalho, o sentimento
de felicidade é referido por meio de imagens
alegóricas como “leve esperança”, “eterno sonho” e
“árvore milagrosa”. Já a canção de Fernando Pessoa
aproxima a felicidade da alegoria “terra de suavidade”
e de “palmares inexistentes” presentes em “áleas
longínquas”, referências a imagens tradicionais de sítios
paradisíacos. No entanto, na última estrofe da canção,
Pessoa reconhece a felicidade (a “cura” da alma) no
interior do homem (“É em nós que é tudo”), reiterando
ser “ali, ali” – ou seja, no íntimo de cada um – que a
felicidade reside.
12 A simples menção da palavra “também” alude à
ausência de felicidade, o que é demonstrado no fato
de o homem se esforçar para vencer a carência de
alegria e satisfação; consequentemente, para superar
a tristeza, ele teceria “ilhas no fim do mundo”, ou seja,
ilusões de paraísos remotos (mas, mesmo assim, a
infelicidade resistiria). Por fim, a reiteração do vocábulo
“também” reforça a ideia da infelicidade humana, não
importando o lugar onde se viva.
13 Para Vicente de Carvalho, “sonho” assume o sentido
de esperança ou de desejo inalcançável, um evento
de realização “sempre adiada”. No texto de Fernando
Pessoa, “sonho” não alude à ideia de esperança,
mas a um lugar marcado por jovialidade e amor,
provavelmente ilusório, onírico e incerto.
14 a
V
V
V
F
F
15 e
16 d
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 b
ESTUDANDO Interpretação de texto: Fernando Pessoa
Para o ENEM
1 d
2 b
3 a
4 b
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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
6 b
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Modernismo (1a fase)
para o vestibular
1 e
2 d
3 c
4 c
21 A dissolução revela-se no fato de haver, em um poema
que pertence ao gênero lírico, a mescla de elementos
de diferentes níveis: no que diz respeito ao gênero
literário, está presente o épico; no que se refere à
tipologia textual, há elementos da narrativa, para a
qual também colabora a descrição; no que tange ao
gênero textual, sobressai a configuração de um texto
telegráfico.
5 c
6 b
7 c
9 b
10 c
11 a
12 e
13 d
14 c
15 Porque a arte, para os modernistas, deveria contemplar
também os elementos prosaicos e banais da vida.
Com base nas influências que os artistas modernistas
receberam das vanguardas europeias, a arte deveria
admitir em sua composição a inserção de elementos
que não são controlados racionalmente pelo poeta.
16 “Duma feita surrupiaram a máquina-de-escrever
do meu mano”. Resposta possível: Em uma ocasião,
roubaram a máquina de escrever de meu irmão.
17 d
18 c
19 d
20 a
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Modernismo (1a fase)
para o ENEM
1 a
2 c
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4 e
5 b
6 d
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Interpretação de texto narrativo I
Para o vestibular
1 b
2 e
3 e
4 b
5 b
6 a
8 c
9 e
10 b
11 c
12 e
13 a
14 e
15 b
16 b
17 b
18 d
19 d
20 c
21 d
22 b
23 c
24 a
25 d
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
7 d
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Interpretação de texto narrativo I
Para o ENEM
1 e
2 d
3 d
4 e
5 c
6 c
Revisão em 22 volumes – Literatura – Gabarito
ESTUDANDO Modernismo (2a fase): prosa
para o vestibular
1 Na expressão “saudade tátil”, o adjetivo “tátil” relaciona
ao substantivo abstrato “saudade” elementos
semânticos não esperados. Com isso, a saudade passa
a ser “concretizada” e as lembranças afetivas de Tibério
ganham força.
2 Quitéria aceita a morte com passividade porque supõe
que já cumpriu seu papel no mundo. Por ser idosa, a
morte lhe parece algo natural, esperado. Para Quitéria,
Tibério, por temer, não lida com a iminência inevitável
da morte, e por isso procura ignorá-la, embora vários
sinais da passagem do tempo estejam evidentes pelo
próprio processo natural de envelhecimento.
13 c
14 b
b) O emprego desse verbo sugere o contraste entre o
ambiente duro da mata e a leveza da personagem
Gabriela.
5 Clemente considerou as vantagens econômicas da
vida da roça: poderiam fazer uma economia que seria
favorável a Gabriela.
16 c
17 e
18 a
19 d
20 c
6 c
7 d
8 c
9 I. “Falo somente com o que falo”: Vidas secas é
caracterizada pela economia vocabular. Frases
curtas, orações coordenadas, adjetivação escassa,
seleção precisa de substantivos são alguns dos
recursos utilizados pelo autor regionalista.
II.“Falo somente do que falo”: Graciliano aborda em
Vidas secas a dura vida dos nordestinos sertanejos
que vivem em constante deslocamento forçado
pelas condições naturais a que são submetidos.
A obra denuncia também a opressão que
caracteriza a vida dos moradores do semiárido,
representada pelos coronéis, pelos policiais e pela
impossibilidade de comunicação.
III. “Falo somente por quem falo”: Em Vidas
secas, Graciliano Ramos fala pelos retirantes,
impossibilitados de se comunicarem e animalizados.
IV. “Falo somente para quem falo”: Vidas secas
mostra aos leitores – muitas vezes distantes da
realidade nordestina – a fome, a seca e a miséria de
uma parcela significativa da população brasileira.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
4 a) “não sentir” / “deslizando”
10 c
12 V
V
F
V
V
15 b
3 e
11 Soma: 04 + 16 = 20
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ESTUDANDO Modernismo (2a fase): prosa
para o ENEM
1 d
2 b
3 d
4 c
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