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2
O primeiro passo foi dado e estamos vivendo plenamente um
novo tempo para a Associação Atlética da Bahia e seus associados.
Depois de uma longa espera, em que enfrentamos percalços de toda
ordem, muito mais causados por terceiros que por problemas de
administração, abrimos as portas do clube, que começa a ser frequentado
em sua plenitude.
Nem todos os problemas foram sanados, pois sabemos que somente
com o funcionamento regular os defeitos se mostram e as carências se
revelam. O clube está bonito e vem chamando a atenção de todos: desde
os sócios, de pessoas que buscam informações para se associar ou dos
próprios moradores da Barra Avenida que se dizem orgulhosos de um
prédio futurâmico, moderno e bonito, que chegou para participar da
revitalização deste bairro que é considerado pelos baianos, brasileiros e
estrangeiros como um dos mais charmosos do mundo. Aqui está localizada
uma praia – o Porto da Barra – eleita recentemente, por publicações de
turismo internacionais, como a melhor e mais bonita praia situada em área
urbana do mundo.
Pois a nova vida que a AAB demonstra a partir de agora e sua integração
com a história do bairro são temas e abordagens da nossa Revista Azulina –
Sede Nova. Apresentamos a você, leitor, a cara nova do clube e o bairro
onde temos orgulho de nos situarmos. A edição número 2 da nossa revista
– cujo primeiro número foi um estrondoso sucesso – fala de tudo isso e
muito mais.
Foi a partir dela que o projeto do clube ganhou uma dimensão nacional,
o que levou a Confederação Brasileira de Clubes a nos colocar na relação
dos 30 melhores clubes do país (lembrando que no Brasil existem mais de
13 mil clubes), o que credencia nossos associados a frequentarem – em
termos de intercâmbio – os melhores clubes do país.Vamos continuar
lutando para uma AAB cada vez melhor, contando para isso com sua
essencial participação.
Atenciosamente,
Ademar Brito
Presidente
3
editorial
AAB entre os melhores
clubes do país
UMA GRANDE FESTA
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Associação Atlética
da Bahia faz história
À
s 9h da manhã do dia 27 de novembro de 2010, a nova sede da
Associação Atlética da Bahia (AAB) foi inaugurada. Os portões foram
abertos com uma para-liturgia, seguida por um coquetel oferecido aos
sócios, animado com música ao vivo, fogos, bandinhas, artistas
fantasiados, enfim, várias atrações para os jovens e, especialmente, para
as crianças. No domingo, 28, a AAB entrou em pleno funcionamento para as
atividades sócio-culturais-esportivas do clube. A celebração tem sabor especial,
já que, em 2010, a “Azulina”, como é carinhosamente apelidada pelos sócios,
completou 96 anos de fundação no dia 04 de outubro.
Na solenidade de abertura do clube estiveram presentes, além da diretoria
da AAB, antigos e novos sócios e autoridades locais, como o vice-prefeito de
Salvador, Edvaldo Brito, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Salvador,
Pedro Godinho, representantes de instituições do Rio Vermelho, da Associação
de Moradores da Barra, das Polícias Militar e Civil e do 2º Distrito Naval,
juntamente com jornalistas baianos. A comemoração se estendeu por toda
tarde e foi até o dia seguinte com apresentações e torneios esportivos,
comemorativos em homenagem ao presidente do clube e a alguns diretores da
Azulina, a exemplo de Boris Pessoa, vice-presidente Administrativo e Financeiro,
e Valfredo Oliveira, presidente do Conselho Deliberativo.
Vale especificar que, durante as festividades,Ademar da Silveira Brito,Valfredo
Oliveira, Boris Pessoa foram homenageados com placas e troféus sócioesportivos pelas inúmeras e significativas contribuições para a memória e
reconstrução da sede da Azulina.
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Momentos de emoção
e recohecimento
Ademar da Silveira Brito
Presidente da AAB
“É um dia sensacional. Muitas alegrias, emoções, saudades
da esposa e dos netos que se encontram em Londres. É
um dia de muitas provas de amizade e apoio de todos os
associados com pronunciamentos que me emocionaram.
Ainda temos vários projetos na nossa gestão a agradecer e
a realizar. Obrigado e parabéns a todos: associados, diretoria,
amigos, colaboradores, funcionários, família e até aos que
não acreditaram nesse dia, mas que estão agora nos dando
apoio de coração. Fomos muito criticados, mas nunca faltou
entusiasmo dos associados em crer para ver. Estamos na
fase de sucesso, na qual não há mais dúvida de que o objetivo
foi alcançado. Agora, a responsabilidade é maior. O próximo
passo: será feito, na parte superior, um espaço para eventos
infantis”.
Iracema Bittencourt Faria
Sócia há 28 anos
“Hoje estou sentindo a maior felicidade do
mundo. A AAB está belíssima. Não esperava
encontrar o que estou vendo aqui hoje. Estou
apreciando a evolução da casa. Parabéns a
Ademar, que luta por esse clube ao lado de sua
sobrinha Elizabeth, como se fosse um pai
zelando por seu único filho. Ele ama a Azulina.
Não quero desfazer dos presidentes anteriores,
mas Ademar é o melhor presidente que a AAB já
teve. Esse local é a continuidade da nossa família,
por isso estou tão emocionada.”
Valfredo Oliveira
Presidente do Conselho Deliberativo
da AAB
“O dia de hoje simboliza uma data marcante para
a Associação Atlética da Bahia e para o seu quadro
social, tendo em vista o renascimento desse clube
tão querido pela sociedade baiana e seus associados.
A AAB passou por umas fase decadente e graças ao
dinamismo empregado, à vontade e lealdade da
presidência e diretoria da entidade conseguimos a
reativação do espaço para o amplo funcionamento
de suas atividades sócio-culturais e esportivas. Por
esse motivo, o Conselho que sempre apoiou Ademar
e sua diretoria regozija-se por ver a Azulina em sua
plenitude entregue ao seu quadro social”.
Maria Conceição Marcos
Messeder
Sócia
“Eu tenho 81 anos de idade e
meu filho, Aluízio Messeder, tem 53
anos. Como sócios da Associação
Atlética da Bahia não podíamos
deixar de estar presentes aqui nesta
festa de vitória do clube. É uma
satisfação imensa. Havia 16 anos que
eu não saía de casa e hoje quebrei o
jejum só para vir a reinauguração da
sede.É a renovação de uma época de
glamour que vivi com a minha família,
pois sempre morei na Barra. Ademar
está de parabéns!”
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Mais depoimentos e descontração
Pedro Godinho
Vereador, presidente
da Câmara Municipal
de Salvador e sócio
honorário da AAB
Edivaldo Brito
Vice-prefeito de Salvador e sócio da AAB
“Meu coração está pulsando. A comunidade está
esperançosa por melhores dias na busca de alcançar ambientes
de tradição cultural de Salvador e da salvação da juventude
baiana. Matar os clubes sociais é esquecer que neles estão os
melhores ambientes sócio-esportivos, de solidariedade humana
e para a vida em família. É com orgulho que pertenço hoje ao
quadro social que enfrentou momentos dificílimos diante da
insensibilidade do poder público. Trabalhei junto com meu
filho em prol da AAB e, hoje, quando eu e Ademar, meu querido
amigo, vemos esse dia festivo, choramos emocionados. Ademar
merece apoio e respeito pelos méritos de sua simplicidade,
trabalho, fome de agir e capacidade de congregar todos nós.
Somos um time de futebol, cujo objetivo é a vitória!”
Almir Rodolpho Almeida
Palhaço Pinduca – 95 anos de idade
“Salvador sem a AAB ficaria
desfalcada, principalmente a
Barra. A inauguração da nova
sede do clube é de uma
importância muito grande, pois
este espaço tem um histórico
de grandes serviços prestados
à sociedade. Todos estão de
parabéns por esse milagre: o
presidente, o Conselho
Deliberativo, a diretoria, os
sócios e colaboradores!
Obrigado pela honraria de
sócio honorário da casa que
acabo de receber.”
Odair Conceição
Sócio da AAB e
proprietário da MF
Segurança
“Hoje é um dia de glória
pela alegria de ver um sonho
realizado, através de uma obra
que fará com que a família
azulina volte a ter o seu ponto
de encontro em um espaço
mágico. Parabéns Ademar!”
“Participei por mais de 40 anos das festas e shows daqui da Associação Atlética da Bahia, animando
crianças, jovens e adultos. A minha felicidade hoje é igual aos meus 95 anos de vida: imensa e
profunda, cheia de recordações. Eu e o clube nascemos praticamente juntos, pois comemoro
quase um século de existência em 10 de maio do ano que vem. Aqui, nesse local, sempre encontrei
felicidade e amigos amorosos. Sou primo do saudoso ex-presidente Nilton Silva e grande amigo de
Ademar, que sempre valorizou meu trabalho. Estou feliz, estendendo as mãos para os céus,
agradecendo a Deus pelo dia de hoje”.
6
SCHINCARIOL
7
SESSÃO
ESPECIAL
Câmara homenageia a AAB
U
ma sessão especial repleta de emoção, lembranças e glamour
aconteceu na Câmara de Vereadores de Salvador, no dia e
dois de dezembro, em homenagem à reinauguração do clube
e face o seu aniversário.
O evento resultou de um projeto do vereador Pedro Godinho em tributo a
todos que se dedicaram ao trabalho de ressurgimento da associação. O resultado de dedicação
ao clube, notadamente do seu presidente Ademar Brito, mereceu palavras de reconhecimento,
em meio a um plenário repleto de admiradores, amigos, funcionários, sócios da Associação
Atlética da Bahia, jornalistas e colegas do Lions Club, do qual ele também faz parte.
“Esta homenagem à reinauguração da AAB é, acima de tudo, um tributo ao árduo e
exemplar trabalho de Ademar e de sua equipe de dirigentes, símbolo perpétuo do amor à
Azulina”, declarou Pedro Godinho, referindo-se ao apelido do clube, por carregar a cor azul
no uniforme de seu antigo time de futebol.
Diante da crise que abalou os clubes sociais baianos, à medida que condomínios residenciais
disponibilizavam equipamentos antes privativos desse espaço de lazer e socialização, Ademar
Brito, o Conselho Deliberativo da AAB e a Assembleia Geral resolveram colocar em prática
um plano: vender parte da área do clube a uma empresa construtora que assumisse o
8
esporte, campo de futebol society, salão de jogos e de
festas, clube do whisky e academia de ginástica. Em breve,
poderá contar com um spa.
Presentes na mesa, o presidente do Conselho
Deliberativo da AAB,Valfredo Santos, Claudelino Miranda,
representando o vice-prefeito Edvaldo Brito e o exvereador Itaberaba Lira falaram do contentamento em
ver o clube de volta ao cotidiano da cidade. Também
discursaram o escritor Ubaldo Porto Filho, autor de livro
sobre a história da AAB, Clóvis Bezerril, representante
do bairro do Rio Vermelho, e Alfredo Vasconcelos,
presidente do Sindiclube.
É importante lembrar que, em 1992, Ademar da Silveira
Brito foi homenageado com a Medalha Tomé de Souza em
sessão especial na Câmara de Vereadores de Salvador, como
resultado de um projeto do então vereador João Dantas,
em reconhecimento à iniciativa social de recuperação das
casas dos funcionários da AAB, comandada, na época, por
Ademar.
compromisso de erguer uma nova sede social. E assim foi
feito, mas não sem antes receberem críticas.
O presidente da AAB explica que convencer os
associados não foi fácil.“Sabemos que mudar é empreender,
é correr risco. E esse risco não é uma garantia de sucesso.
Até agora tivemos sucesso, como resultado de uma boa
administração”, disse Godinho, atual presidente da Câmara
de Vereadores.
Passados 96 anos da sua fundação, a Associação Atlética
da Bahia conta, hoje, com uma estrutura econômica que a
mantém sem sobressaltos, apresentando receita superior
à despesa, e que lhe permite servir de exemplo a clubes
que se encontrem em situação precária. “Não há dúvida
que nosso objetivo foi alcançado”, afirmou Ademar, ao
agradecer a ajuda dos membros da diretoria e
funcionários.
O novo espaço da AAB, com projeto arquitetônico
assinado por Antônio Caramelo, dispõe de quatro quadras
de saibro cobertas, piscina semi-olímpica, ginásio de
9
E
lite
AAB entre os melhores
clubes sociais do país
Em sua nova fase, alcançada através de sua
reestruturação física e financeira, a Associação Atlética
da Bahia – AAB acaba de alcançar a colocação de 30º
clube social a integrar a seleta lista do CSI – Conselho
Superior Interclubes, da Confederação Brasileira de
Clubes - CBC. Esta aglutina mais de 13 mil entidades
no país.
Com isso os seus associados passam a ter direito ao
Convênio de Intercâmbio Social e Desportivo
Brasileiro, do qual fazem parte os tradicionais Esporte
Clube Pinheiros e o Alphaville Tênis Clube, ambos em
São Paulo, dentre outros em todo o Brasil. A
recolocação permitirá à presidência e diretoria da
AAB uma participação direta, maior e mais significativa
nas decisões político-administrativas tomadas pelo CSI
durante o ano.
Para Ademar da Silveira Brito, presidente da AAB, o
posicionamento do clube dentre os mais expressivos e
importantes do país, vem atestar o acerto em sua
modernização, notadamente uma estrutura
contemporânea e que servirá como o centro de
convivência de primeira classe para os seus associados.
Ele lembra que o clube acaba de comemorar 96 anos de
existência.
SOBRE A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CLUBES – CBC
A Confederação Brasileira de Clubes - CBC, sediada em São Paulo, tem como objetivo
representar e defender os interesses dos clubes esportivos sociais do país, visando ao
reconhecimento de sua importância na sociedade, além de criar condições favoráveis à evolução
do segmento. O intuito dos integrantes da entidade é o desenvolvimento de suas ações
voltadas à área social e ao esporte de base, além da formação de atletas, em âmbito nacional.
A CBC é responsável por conquistas expressivas em benefício dos clubes brasileiros. As
principais são:
Novo Código Civil
Estatuto do Torcedor
Alteração de diversos artigos do Código Civil, de modo a
permitir que os clubes voltassem a ter autonomia de gestão
de acordo com seus estatutos sociais.
A Confederação consegue alterar o projeto de lei do
Estatuto do Torcedor ao incluir o artigo 43, que deixa claro
que esta lei aplica-se apenas ao desporto profissional e elimina
as exigências que aumentariam os investimentos não
previstos nos orçamentos dos clubes esportivos sociais.
COFINS
A CBC age rapidamente quanto à tributação da COFINS,
viabilizando junto ao Governo Federal, por meio de medida
provisória, a isenção do pagamento de 3% para suas atividades,
conseguindo eliminar esta grande despesa financeira que, caso
contrário, teria de ser suportada pelos clubes.
Bolsa Atleta
Conquistada através do apoio do Conselho Superior
Interclubes, destinando verba para os esportistas que não
possuem patrocínio e tenham destacado currículo, sendo
10
Dia Nacional dos Clubes Esportivos Sociais
que estes devem ser vinculados aos clubes. A CBC orienta
os clubes sobre como proceder para conseguir o benefício
da Bolsa Atleta para seus atletas.
Sancionada Lei 12.333 pelo Presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, onde institui 09 de novembro como o “Dia
Nacional dos Clubes Esportivos Sociais”, que será comemorada
anualmente em todo território nacional. A data comemorativa
coincide com a data de fundação da CBC.
Timemania
Em 2005 começam as articulações intensas da CBC junto
ao poder executivo para inclusão de emenda ao Projeto de
Lei que criou a loteria Timemania. A emenda é aprovada no
Senado e votada na Câmara dos Deputados Federais. Em
setembro de 2006, o presidente da República Luiz Inácio
Lula da Silva sanciona a legislação da loteria Timemania,
regulamentada na sequência.
Sobre o CSI – Conselho Superior Interclubes
Uma linha de frente compacta e atuante na defesa dos
interesses dos 13.826 clubes vinculados à CBC. Com este
objetivo nasceu o Conselho Superior Interclubes - CSI. O
grupo é formado pelos clubes mais representativos de todas
as regiões do Brasil. Isto porque, dentro das finalidades, a
equipe de dirigentes atua e luta no “front”, junto aos órgãos
públicos em Brasília e também em todo o país.
Além da comissão de frente da CBC, o CSI também é uma
forte influência sobre a diretoria da Confederação.Ao Conselho
compete sugerir diretrizes para ações da gestão administrativa
da CBC. Ou seja, tem a missão de indicar os caminhos para que
a entidade trace o seu plano de trabalho, dando respaldo para
que a presidência trabalhe fortemente buscando a excelência
na prestação de serviços aos seus filiados.
Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte
A Lei de Incentivo Fiscal, destinada à entidades esportivas
sem fins lucrativos, é regulamentada.A CBC teve participação
ativa em sua elaboração.
Refis
Refinanciamento em até 20 anos das dívidas dos clubes
junto a União.A CBC propõe e o Congresso Nacional aprova
a Medida Provisória, possibilitando aos clubes esportivos
sociais refinanciar todos os tributos, inclusive o FGTS, com
redução de multas em 50%.
11
T
Uma
família
que
é
radição
a cara da Azulina
Por Patrícia Trigueiros ! jornalista
O dia 14 de novembro de 1994 foi
decisivo para a família Trigueiros. Dona
Maria de Lourdes Trigueiro, matriarca da
família, iria ser operada pela primeira vez
do coração. Um dia antes, o marido
Moacyr Aderne Trigueiro, os três filhos e
netos decidiram fazer uma homenagem, e
o local escolhido foi a Associação Atlética
da Bahia. Acharam que a melhor forma de
acreditar que tudo iria dar certo era
reunindo a família na AAB, como acontecia
em todos os finais de semana.
Hoje, aos 81 anos, dona Lourdes lembra
com alegria e emoção os momentos de felicidade. “O
clube é um lugar que me faz lembrar histórias
inesquecíveis. Por isso, estou ansiosa com a reabertura”,
conta Lourdes. Das lembranças também não saem os
tantos carnavais, em que todos se preparavam para
dançar por horas as marchinhas. “O seu cabelo não
nega mulata, porque és mulata na cor”, cantarola dona
Lourdes uma das músicas que marcaram a folia na AAB.
Outros carnavais ficaram na lembrança da família,
especialmente para Ana Maria, filha de Moacyr e
Lourdes, e seu marido Hamilton. O primeiro carnaval
que o casal de namorados passou juntos foi em 1972,
12
quando o tema da festa na época esbanjava alegria,
estampada nos rostos e também nas roupas de quem
foi curtir a folia na associação. “Painho não queria me
deixar ir, mas depois de muito insistir, ele autorizou
seu Manoel, motorista da família, a me levar. Porém, tinha
uma condição: às 1h30 da manhã teria de estar em
casa. Mas o esforço valeu”, relembra Ana Maria. Esse
foi o primeiro de muitos carnavais do casal.
Com o tempo, a família foi crescendo. Vieram as
meninas de Ana (eu sou uma delas!), os filhos de José
Renato e de Moacyr Júnior, mais as crianças dos
sobrinhos e afilhados dos patriarcas da família
Trigueiros, que todo domingo se encontravam na
mesma mesa e eram atendidos pelo mesmo garçom,
seu Barros, que fazia questão de correr para anotar os
pedidos. “Quando chegávamos à associação, meu pai
pedia tudo o que os meninos queriam. Depois que as
crianças comiam, Painho sentava no parquinho e ficava
tomando conta dos nossos filhos, enquanto a gente
curtia”, conta Ana Maria.
Com a reinauguração da Associação Atlética da
Bahia, os Trigueiros pretendem voltar a ter mais histórias
para contar. É como reforça dona Lourdes, que agora
tem mais um novo membro na família. “Espero poder
levar meu bisneto, de apenas três anos, para se divertir
no clube. Vai ser a nossa quarta geração a passar os
dias na beira da piscina da associação”.
13
G E R A L
Homenagem
ao jornalista
Theodomiro
Batista
Diretoria da Associação
Equipe de
colaboradores
da AAB
Representantes do Rio Vermelho
Social
Dr. Rosalvo Coelho Neto
Lançamento do livro “A Voz Como
Reflexo do Ego”
Social
Prefeita Moema Gramacho,
Ademar e Marlene Brito
Membros da Academia
de Letras Jurídicas da
Bahia:
Dr. Lauro Araripe Filho,
Dr. Aurélio Pires
e Ademar da Silveira
Brito
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Clínica de Vôlei
Equipe de
esportes
marciais
Corrida Rústica
Homenagem dos desportistas marciais
A beleza
está bem
representada
na Associação
Veteranos de Basquete
Clínica de Vôlei
Clínica de Vôlei
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Social
Social
Social
Social
Baba de inauguração do novo campo de futebol
Baile pré-carnavalesco para a criançada
Carnaval infantil na sede nova
Beto Narchi animando um dos bailes
na AAB
Marlene e família em pose na Associação
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Social
Social
Social
Associados no baile carnavalesco
Social
Azulina no Carnaval
Baile da terceira idade
Evento reuniu parte da
comunidade Azulina
Equipe de
polo
aquático
Equipe infanto juvenil
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18
N
OTINHAS SOCIAIS
As coberturas do espaço infantil e da entrada do clube
funciona na nova sede da Associação Atlética da Bahia. O
local apresenta um conceito inovador em atividade física,
com equipamentos modernos, acessíveis a todas as idades,
serviços de qualidade e com planos e mensalidades ao
alcance de todos.
ganharam revestimento de policarbonato. Com isso, a
Associação Atlética da Bahia oferece mais um serviço de
proteção e segurança para seus associados e visitantes.
A Azulina traz mais novidades. Na parte superior da
AAB está sendo implantado um spa com saunas a seco e a
vapor, espaços para prática de pilates, para hidromassagem e
massagens diversas.
associados e suas famílias, a AAB oferece uma
extensa e diversificada programação esportiva com escolinhas
de futebol, natação para crianças e adultos, tênis e
hidroginástica. As aulas acontecem de segunda a sexta, das
6h às 19:20h.
O clube
Nos dias 16 e 17 de abril aconteceu a 12ª Convenção
Em breve, o clube o Restaurante Marinata será
inaugurado no clube, oferecendo o que há de melhor em
gastronomia, serviços e atendimento para seus clientes.
O local estará aberto para o público.
Foi lançado na AAB, no mês de abril, o livro “Mulheres”,
do arquiteto e escritor Carlos Maurício Torres.
Para os amantes da natureza, a “Horto Paraíso” é a
melhor opção. Com uma variedade de plantas ornamentais,
frutíferas, árvores da Mata Atlântica, grama Esmeralda em
tapete, forrações e vasos, a empresa, localizada na Estrada
do Coco, realiza o sonho de criar lindos jardins. Tels.:
3623 1268 / 2057.
Para os
ainda
disponibiliza aulas de
Judô e Jiu-Jitsu durante
a
semana
para
associados e também
para o público em geral.
Os horários variam de
7h às 21h.
Lions Club, realizada na Associação Atlética da Bahia. O evento
foi um sucesso e contou com a apresentação da Banda dos
Fuzileiros Navais e a participação do Coral Intermezzo na
abertura, sob a regência e direção de Myrian Fontal. Durante
a convenção, cujo diretor geral foi Ademar Brito, foi realizada
uma palestra do profº Edvaldo Brito. A ocasião também contou
com a instrução leonística de Dr. Antônio Gentil.
Todo o conforto
e segurança do clube mais
moderno da cidade, agora associados ao profissionalismo
de Paulo Meyra, em um espaço acolhedor e planejado,
que oferece o melhor custo benefício da Barra.A Capitania
do Porto é a academia do Grupo Paulo Meyra, que
Empresas parceiras da AAB
ACADEMIA PAULO MEIRA
RESPONSÁVEL: PAULO EMANUEL MEIRA XAVIER
RUA GUILARD MUNIZ, 211/101, PITUBA
[email protected] / Telefones: 9151-5000 e 3452-7020
LOJA 04 – PORTO SHOPP BAR E RESTAURANTE
RESPONSÁVEL: LUCAS PITHON DAS VIRGENS
RUA PACIFICO PEREIRA, 159/801B – GRAÇA [email protected] /
Telefone: 8119-8663
RESTAURANTE MARINATA
RESPONSÁVEL: MARCELO AGUIAR BATISTA SAPUCAIA
CJ JD ATALAIA PX A FIB – STIEP / Telefone: [email protected]
LOJAS 05 E 06 – 5ÀSEC - LAVANDERIA
RESPONSÁVEL: ARTHUR NEMROND M. GUIMARÃES
RUA CONDE FILHO, 238/301 GRAÇA / [email protected] /
Telefones: 8119-7315 e 3271-8383
LOJA 01 – YO FROZEN (SORVETE DE IORGUTE)
AV TANCREDO NEVES, LJ 4022 TERREO, CAMINHO DAS ARVORES
Telefone: 9981-7259
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RESPONSÁVEL: MOACYR PITTA LIMA FILHO E OUTROS
RUA GUADALAJARA, 738/1801 – MORRO DO GATO
heron: [email protected] / telefone: 8861-4996
Marcio Braga: [email protected] / Telefone: 8891-1802
Moacyr: 9949-1777 / Estevão: 8843-9886
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PORTO DA BARRA
velhos
de
e novos
lobos do
mar
Jolivaldo Freitas ! jornalista e escritor
S
ão três horas da manhã e as lamparinas acesas são levadas protegidas
do vento pelo corpo dos homens que as carregam. Uns levam caçuás;
outros cordames, cofos, panelas e azeite. Boa parte dos homens
leva carvão. Tem também o bocapiu com legumes e frutas passadas,
para colocar nos gererés que já estão prontos amarrados com
pedras esperando para serem jogados no fundo do mar.
Todos os dias – menos naqueles de grandes tempestades ou de festa
– o cortejo é o mesmo e os homens se encaminham calados em direção
aos saveiros que estão apoitados no Porto da Barra ou na areia prontos
para rolar sobre troncos; e soltos na água ainda tépida, velas ao vento,
seguir em direção a mar alto, local onde estão os pesqueiros.
Esta cena é antiga e remonta ao século passado. Mas, ainda hoje, em
pleno século XXI, se repete, embora não mais com freqüência e muito
menos com a maioria dos pescadores. O Porto da Barra mudou bastante
ao longo do tempo. E, as facilidades, como motor a diesel, facilita a vida dos
pescadores que ainda se dedicam a tirar o sustento da família do mar.
Atualmente tem pescador que sai às 9 horas da manhã e volta no mesmo
dia, no final da tarde.Antigamente, lembra seo André Aleluia, velho morador
da Praguer Fróes, os pescadores pegavam suas embarcações e levavam
dois ou mais dias no mar. “Tudo era na vela”.
Isto é confirmado pelo pescador Luiz Rodrigues. Os velhos saveiristas
iam buscar o peixe longe e dependiam do vento. E não podiam voltar sem
20
a boa pesca, pois era prejuízo e
necessidades a serem enfrentadas pela família.
Luiz pode ser encontrado todos os dias na área de
atracação e manutenção dos barcos e saveiros, nas
proximidades do Forte de Santa Maria, um dos marcos
do Porto da Barra.
Hoje, a maior preocupação dele é aglutinar os pescadores
remanescentes para que tenham força na hora de buscar
melhorias para todos, principalmente junto à Prefeitura Municipal.
O Porto da Barra ainda congrega em torno de 140 pescadores
que trabalham regularmente e isso envolve tanto quem pesca de
barco, saveiros, de mergulho (em apnéia ou com compressor). Os
pescadores, diz Luiz, estão em luta neste momento, para
conseguirem um local apropriado onde possam implantar a sede
da associação de classe.
O objeto de desejo deles é o velho Forte de Santa Maria, que
pertence é responsabilidade do Iphan, mas que está em estado
lastimável. O forte já esteve em mãos da Marinha, de entidades como
Sociedade Amigos da Marinha e até de dono de bar, mas com o tempo
foi ficando abandonado e hoje é usado por drogados que ficam
espalhados ao seu redor. Luiz Rodrigues é diretor da Associação dos
Pescadores da Barra e diz que a luta é grande para conseguir manter
os interesses dos pescadores na pauta da administração municipal.
Ele se queixa da dificuldade que está sendo conseguir o espaço, onde
se pretende também instalar um centro de arte e artesanato.
Os pescadores, na realidade, começaram a se organizar a quase 80
anos, ainda quando o Porto da Barra era apenas lugar onde eles
moravam, em casas de palha e onde moradores de outros bairros
próximos, como Graça, Campo Grande e Corredor da Vitória
apareciam para os banhos que garantiam saúde e curavam nas águas
mornas. Não havia balaustrada, coisa que só veio a ser instalada em
meados do século passado e o acesso era difícil pela Ladeira da Barra.
Os pescadores do Porto da Barra fazem parte da Colônia de Pesca
Z1, que cobre do Mercado Modelo até a Boca do Rio. Eles estão
estruturando a chamada Capatazia, que vem a ser um dos braços
21
atuantes da Z1 e que tem a obrigação de gerir a
estrutura física do local e levar suas reivindicações
para a entidade maior, que por sua vez é quem
trata com os órgãos governamentais em busca
de apoio estrutural.
Os pescadores se queixam que a área do
Porto da Barra está quase que abandonada. O
próprio dirigente da Associação observa que
depois de muita luta conseguiu-se um pouco
de segurança para a área. Mas, lamenta que o
policiamento seja incipiente. Ele Lembra que
há alguns anos, para segurança dele e dos
turistas, existiam duas câmeras de segurança
que foram retiradas sem que nenhuma
satisfação fosse dada para pescadores e
moradores. “Hoje a Barra, principalmente nos
finais de semana, está tomada por marginais
e não temos esperança de nenhuma
solução”, enfatiza.
Até mesmo a área física onde ficam as
embarcações está degradada. A rampa está
esburacada e a Prefeitura ficou de dar uma
solução, mas parou a obra de reurbanização
pelo meio. O pior – diz Luiz – “é que esta
área do Porto da Barra é por aonde os
idosos vêm para a praia nas manhãs cedo.
Muitos já tropeçaram e se feriram”.
ORIGEM DO
Foi Américo Vespúcio quem descobriu o Porto da Barra e
cuidou logo de colocar um padrão no seu lado esquerdo de
quem vem do mar para a terra. Ali estava uma praia calma e
protegida por dois morros, excelente para a alocação das
naus. O ano foi 1501. Dia 1 de novembro. Dia de Todos os
Santos.
Seu nome de origem é Arraial do Pereira e depois de Vila
Velha, cujo proprietários era o dono da Capitania da Baía, o
lorde português Francisco Pereira Coutinho. Os primeiros
pescadores começaram a povoar o local a partir de 1535,
quando aumentou o movimento de portugueses para este
lado da América, essencialmente por causa da construção da
Cidade do São Salvador. O Porto era o local de desembarque
de produtos e viajantes. Era um porto natural e protegido.
O seu habitante mais famoso foi Caramuru (Diogo Alvares
Correia), casado com a índia Paraguaçu, filha do cacique
Taparica. Ele oferecia apoio aos navegantes. No seu início, o
Porto da Barra tinha pouco mais de 150 casas, segundo
registro histórico, mas, com a implantação da cidade, a área
foi sendo abandonada. No século XVIII, eram raras as famílias
no lugar. Foi somente no meio do século passado que foi
redescoberta e ganhou o charme que ostenta hoje, inclusive,
sendo indicada por uma publicação inglesa como a praia mais
bonita do mundo.
PORTO
DA BARRA
22
23
24
E
ntrevista
Primeira Dama da Bahia
Fátima
Mendonça
P
ara quem não sabia, a 1ª Dama da Bahia, Fátima
Mendonça, passou grande parte de sua vida
entre as paredes da Azulina, ao lado de sua
família. O seu pai era conhecido por todos
como “Mendoncinha”. Ele jogou por muito
tempo nos babas da Associação Atlética da Bahia e era
o responsável pela lista dos tradicionais babas de
domingo e sábado. Na realidade, o amigo Ronaldo
Rohrs conta que a famosa lista de Mendoncinha já
era trazida da casa dele quase que totalmente
preenchida com os nomes da fiel turma;“era uma panela
este baba, de dar inveja”, revela Rohrs. Nesta edição
da revista, a filha famosa e bela, conta um pouco das
suas prazerosas e saudosas lembranças da antiga AAB.
25
Azulina - Qual o papel, a importância da Associação
Atlética da Bahia na sua vida?
Fátima Mendonça - A importância é grande, pois
eu, desde criança, frequentei esse clube onde fiz
esportes e muitos amigos, entre funcionários e colegas.
Brinquei muitos carnavais nos bailes infantis, batalhas
de confetes, etc, neste clube. Era muito bom!!!!
A - Quais as principais lembranças que você tem
da AAB?
FM - Lembro da piscina grande com o trampolim,
de onde dava saltos que preocupavam meu pai, mas
que eu adorava. Recordo-me do garçom que a gente
chamava carinhosamente de “Vermelho”, das
merendas do bar, da Olimpíada da Primavera, na qual
eu e minha irmã sempre desfilávamos, das competições
esportivas e tenho muitas outras recordações lindas
dessa época.
A - Qual a importância da revitalização da
Associação Atlética para o bairro, para a comunidade
da Barra?
FM - Um marco, pois tenho certeza que AAB trará
uma inclusão social grande e a oportunidade para os
moradores, não só da Barra como de outros lugares,
terem a chance de desfrutar de uma verdadeira família.
Eu creio que o fechamento temporário da AAB
fez muita falta sim pra quem sempre a desfrutou como
espaço de lazer, recreação e prática de esportes.
Imagine que um local tão importante, com um quadro
social tão tradicional, realmente é uma falta não só
para os moradores desse bairro tão tradicional como
para os associados que sempre aproveitaram os seus
prazerosos serviços ao longo de toda a existência da
AAB.
A reabertura do clube significa que esse tradicional
espaço vai continuar propiciando os mesmos deleites
sociais que sempre fizeram a alegria dos que
frequentam a Associação, especialmente os moradores
da Barra.
Eu penso que para manter esses espaços de
convívio social tão agradáveis funcionando é preciso
que as pessoas continuem frequentando-os e que o
Poder Público utilize também esses espaços para
promover, por exemplo, eventos esportivos que
incentivem nossos jovens na prática saudável de
esportes e ações sociais que mantenham as pessoas
frequentando tão aprazíveis clubes.
Simplesmente
um vencedor
B
oréu
O apelido de infância dura até hoje, assim como as
lembranças de uma vida toda passada na Barra. Aos seis
anos de idade, José Carlos Brito Dórea (Boréu) foi
morar na Rua Barão de Itapoan. Época em que os
edifícios eram casas e os poucos prédios que havia, não
possuíam playgrounds. Imperavam absolutos na região
apenas os edifícios Lord Cochrane, na rua do mesmo
nome, o Brasil, na Rua Marques de Caravelas, e o
Oceania, no Farol da Barra.
26
Era a estação dos jogos de bola de gude, dos banhos de
mar no Porto da Barra a qualquer hora, dos bondes.Tempo
das arraias empinadas com produção caseira. Boréu lembra
que o anzol de pesca também era produzido com as próprias
mãos, o que tornava toda a ventura mais gostosa. Para preparar
a vara de pescar, ele e os amiguinhos compravam a flecha, o
nylon e o anzol. Já a “chumbada”, que fazia a isca afundar, era
produzida com um pedaço de chumbo que eles colocavam
no trilho do bonde para ser bem amassada.Aí era só pescar
nas pedras da Barra.
Pois bem, nesse período, a AAB era um clube aberto, onde
ainda não havia porteiro, quando o time doVitória treinava, o
campo de futebol era ao contrário, quando no ginásio havia
uma quadra de basquete aberta, feita de cimento, quando as
duas quadras de tênis nem sonhavam em ser substituídas
pela piscina de 25 metros.
Isso só aconteceu quando a Família Americano da Costa,
dona de quase todo o quarteirão da rua onde ficava e ainda
permanece a sede da AAB, cedeu para o clube uma casa cuja
lateral dava para a Azulina. Nessa época, criança não entrava
nos clubes sociais à noite. Mas quando era dia de jogo, não
importava de que modalidade fosse, Boréu juntava os amigos
das casas vizinhas para assistir as partidas avistadas dos muros
das casas de Fernando e Jorge (Xexéu) Silveira Cunha.
Outra lembrança do homem, hoje com 60 anos de idade,
é dos filmes exibidos todas as segundas – feiras à noite e aos
domingos à tarde no salão da antiga sede. Era uma novidade
quando um deles conseguia entrar para assistir uma película
cinematográfica. Quando o então presidente Carlos Coqueijo
Costa contratou o primeiro porteiro, Seu Romário, o clube
foi fechado; só entrava sócio com carteira, para tristeza e
preocupação de Boréu e sua turma de amigos préadolescentes. Por outro lado, a AAB foi moralizada e ampliada,
modernizada. Construíram-se quatro quadras de tênis e a 1ª
piscina com trampolim de 25 metros quadrados.
Uma nova realidade foi aberta a Boréu. Ele começou a
entrar para jogar bola na AAB. Interessou-se pelo basquete e
pelo tênis e chamou a atenção do professor Evaldo Silva por
sua aptidão para este último esporte. Evaldo preparou um
torneio interno entre seus alunos. Boréu, que treinava
sozinho no início, ganhou o torneio. O professor então,
começou a treiná-lo de graça, pois o garoto não tinha
condições de pagar. Jogava com o uniforme da escola e sem
sapatos apropriados. Mesmo assim, em 1961, já rapaz,
conseguiu participar do 1º Campeonato Brasileiro de Tênis
de Adultos – 1ª classe, jogando com a raquete do cunhado,
onde colocou nylon de pesca no lugar da corda quebrada.
Dois meses depois, foi o grande vencedor no Campeonato
Baiano de Tênis e seis meses após obteve o primeiro lugar
durante o Campeonato Brasileiro de Tênis de Porto Alegre,
sempre usando a raquete de outras pessoas e roupas
emprestadas. Pela Associação Atlética da Bahia, Boréu ainda
conquistou dois campeonatos brasileiros consecutivos,
depois de três anos: um em dupla com Maria Cristina Andrade
e outro em parceria com Jorge Abreu.
O seu talento inato o levou a dar aulas de tênis por dois
anos ao lado de Evaldo na AAB. Parou porque se casou e se
formou em Engenharia Civil. Na época, segundo ele, esporte
nenhum dava dinheiro e foi obrigado a se afastar da grande
paixão: o tênis. Jogou até os 22 anos de idade. Hoje, só joga
por esporte na quadra que tem em casa.
E para aqueles que não sabem, Boréu também jogou
futebol, basquete e volleyball e nadou, participando de
disputas defendendo a AAB. Ganhou medalhas em olimpíadas
e competições em todas essas modalidades esportivas em
nome da sua querida Azulina.
Ele também assumiu cargos de destaque no clube. Foi
coordenador do Departamento de Futebol por dois anos
e diretor de Tênis duas vezes, durante as gestões de Sinval
Vieira e Nilton Silva, este padrinho de seu casamento com
Maria do Amparo, como ele, ex-sócia da AAB. O motivo de
não fazerem mais parte do quadro de associados da casa é
que moram muito longe atualmente; no Condomínio
Encontro das Águas, em Lauro de Freitas. Seu filho Marcelo
é sócio remido da casa e a filha Renata reside no Rio de
Janeiro.
Para Boréu, não há dúvida de que o clube vai decolar com
a nova estratégia utilizada pela atual presidência para reerguer
a entidade. “Com o bom trabalho de Ademar, foi feito algo
que já devia ter sido feito há muito tempo”, enfatiza.
27
E
D
liraldo Cristo Bonfim
os seus 50 anos de vida, 27 foram
dedicados à AAB. Em 1983, o
rapaz alto, magro e sorridente foi
trazido pelo vice-presidente social do
clube, Carlos Miranda, que, no ano
seguinte, assumiu o lugar de presidente
da Azulina, substituindo Nilton Silva.
“Vim apenas para ficar seis meses,
passar uma chuva, e nunca mais saí”, diz
Eliraldo. Ele era encarregado do
recrutamento de pessoal, responsável
pela folha de pagamento, contratações
e serviços externos. Era preposto do
clube. Em 2000, passou à função de
coordenador administrativo-financeiro.
Eliraldo, que é visto pelos associados
e colegas como uma pessoa muito
educada e cordata, conta que quando
começou a trabalhar na Associação
Atlética da Bahia, o clube já estava em
uma situação bem difícil.Havia cerca de
200 funcionários e, segundo ele, a crise
foi tamanha, que, com a desativação do
restaurante e da lanchonete, foi preciso
demitir cem empregados de uma vez só.
A diretoria já devia oito meses de salários
a todos. “Quando entrei, tive a garantia
de que meu salário não iria atrasar e isso
realmente aconteceu durante seis
meses”, explica. Ele chegou para
organizar a parte de pessoal da Azulina,
era encarregado de homologar a situação
de todos, negociar com os funcionários”.
Eliraldo lembra da situação terrível
que enfrentou, mas que conseguiu ser
ajustada aos poucos, a partir de 1990,
pelo então presidente Ademar Brito, na
primeira das suas três gestões. Ele
revela que pensou em pedir demissão
algumas vezes e até chegou a acertar
trabalhos com outras empresas, mas
sempre acabava desistindo. “Aqui eu
fazia parte de uma grande família. Tinha
um “baba” formado por funcionários e
sócios, como Adilson Mendes,
conhecido como “Adilsinho”, toda
segunda-feira, das 16h às 19h.Acabei me
identificando com a vida, a rotina da casa.
Só saio quando me aposentar daqui a
três anos e olhe lá”, confidencia.
Para Eliraldo o sacrifício valeu a pena.
De acordo com ele, antes os associados,
principalmente os remidos, ficavam
surpresos quando sabiam que a AAB
não havia acabado. Ele acredita que, com
a nova sede, o clube tenha, pelo menos,
mais 96 anos de vida, através das
receitas alternativas dos arrendamentos
criadas para saldar os gastos mensais
principais, a exemplo do IPTU, água, luz,
salários.“O novo projeto de clube social
implantado por Seu Ademar tem tudo
para dar certo”, garante.
“Espero que agora todos nós,
funcionários, possamos ter melhores
condições de trabalho e sei que isso
vai acontecer com certeza, pois Seu
Ademar é uma pessoa muito corajosa e
correta, que, com poucos aliados na
época de dificuldades e muita coragem,
persistência, grande responsabilidade e
imenso poder de persuasão, conseguiu
convencer associados, incorporadora e
arrendatários da vitória da Associação
Atlética da Bahia”, diz.“Ele acreditou que
esse sonho era possível e nos fez
acreditar e trabalhar junto com ele dias
e noites, incansavelmente.A AAB não vive
sem ele e vive-versa. O seu nome vai ficar
para sempre na história do clube e da
cultura da Bahia. Ele trabalhou para o
bem de todos”, completa.
Mais histórias azulinas compartilhadas pelos colegas
Compartilho com Eliane as lembranças do Baile dos Mascarados, comandado por
Margareth Menezes em 2007, aqui no clube. Eu e Eliane defendemos o clube da
SUCOM como se estivéssemos protegendo nossos filhos e, no final, o baile aconteceu
porque tivemos coragem e ousadia de enfrentar os fiscais do órgão e a sorte do irmão
de Lídice da Mata, a prefeita na época, fazer parte da produção do show. Ele entrou em
contato com alguém da prefeitura pedindo ajuda. Foi uma longa noite.
Lembro também quando o Bahia foi campeão brasileiro em 1988. A festa de
comemoração foi na AAB, em janeiro de 89, com Chiclete com Banana. Saía gente pela
porta. O clube lotou. Eu fazia a distribuição das bebidas nas barracas montadas no
campo de futebol e arrecadava o dinheiro das vendas nas lanchonetes e restaurantes.
Tive receio de ter confusão, mas foi tudo tranqüilo.
A Associação Atlética da Bahia marcou quase toda a minha vida. Foi aqui que
conheci a minha esposa, que trabalhava no controle de fornecimento de alimentos e
bebidas do restaurante, em 1986. Quando vi Meire pela primeira vez, eu me apaixonei
na hora. Foi amor à primeira vista e a gente está junto até hoje com um casal de filhos.
28
E
P
liane Silva de Jesus
recisamente em 1998, Eliane, hoje
com 52 anos de idade, entrou para
o quadro de funcionários da
Associação Atlética da Bahia por
intermédio do então e também atual
presidente, Ademar Brito. Nessa
época, o clube já enfrentava problemas
de ordem financeira.Ademar, chamado
para reestruturar a AAB, organizou
um grupo de funcionários de
confiança para ajudá-lo a combater as
crises. Eram poucos os empregados
nesse período, dentre os quais
estavam: Eliane, o porteiro Dos Reis,
Eliraldo, Aurenice, Indalória e mais
outros que eram encarregados da
limpeza. Foi um período difícil em que
a funcionária se destacou, além da sua
aptidão profissional, exercitando uma
paciência sem fim para atender às
demandas.
Eliane, agora na linha de frente da
Secretaria do clube, mais do que
nunca demonstra o que faz dela uma
das mais simpáticas e queridas
funcionárias, que é tratar todo mundo
bem e com toda atenção, sem elevar
a voz e sempre prestativa.
Ela diz que sempre acreditou no
projeto de soerguimento da AAB. Ela
observa que sabia que Ademar Brito,
por sua determinação, iria conseguir
reerguer a Azulina.“Por isso, eu entrei
e continuei a trabalhar aqui. Sempre
disse isso a ele. Hoje, torço muito para
que o clube continue a dar certo,
principalmente, por causa do trabalho
dele durante todos esses anos”, afirma
Eliane. Ela já considera o complexo
sócio-cultural-esportivo referência no
Estado e chama a inauguração da nova
sede uma “ressurreição”, pois foi além
de suas expectativas.
Eliane fica emocionada ao lembrar
das noites e fins de semana trabalhando
no antigo prédio da AAB até tarde,
assumindo diversas funções. “Fazíamos
de tudo, inclusive o presidente Ademar.
Uma vez, cheguei a atender ao mesmo
tempo as pessoas que chegavam à
secretaria do clube e a fazer curativos
em um rapaz que se cortou jogando
futebol na Associação”, conta.
A polivalente funcionária diz que
não se arrepende de ter dedicado os
últimos 13 anos à entidade, pois a
considera um membro de sua família,
formada por um casal de filhos já
adultos. Eliane explica que se
preocupava muito como ficaria a
situação de todos, inclusive a de Ademar,
caso o clube fechasse as portas
definitivamente. Devido a isso, resolveu
ficar e lutar e, segundo ela, hoje vê que
fez a coisa certa, “Briguei e brigo por
isso aqui, que, com certeza, ainda vai
crescer bastante e trazer melhorias
para os sócios e funcionários”, afirma.
LEMBRANÇAS AZULINAS
Entre as muitas brigas das quais já participou na defesa do clube, Eliane se
lembra de uma em especial. Foi no show de Margareth Menezes, quando, após
uma denúncia anônima, a SUCOM apareceu na porta da AAB querendo apreender
todos os equipamentos de som e acabar a festa minutos antes do show começar.
“Tive que enfrentar os fiscais junto com Eliraldo porque éramos os responsáveis
naquela noite pelo material e pelo sucesso do evento, em prol da imagem da
casa”. Depois de muito trabalho e discussões, resolvemos tudo. Foi difícil, mas deu
tudo certo e saímos como heróis no final das contas. Eliraldo se lembra bem dos
detalhes e pode contar a história toda”, relata em meio a um grande sorriso de
satisfação.
29
A História da Azulina
Discurso do escritor e historiador Ubaldo Marques Porto Filho,
na Câmara Municipal de Salvador, durante sessão especial em
homenagem ao clube.
‘E
m primeiro lugar, parabenizo o vereador Pedro
Godinho, autor do requerimento para a convocação
desta Sessão Especial da Câmara Municipal de Salvador,
com a única finalidade de homenagear a Associação
Atlética da Bahia, que acaba de inaugurar um novo e
monumental complexo sócio-esportivo-cultural.
Por escolha da sua Diretoria, coube a mim a honrosa missão
de escrever um livro contendo a trajetória dos 96 anos deste
querido clube. Tudo começou em 4 de outubro de 1914, dia
de São Francisco de Assis, o santo de plantão no dia do
nascimento da Associação Atlética da Bahia.
Deve-se o surgimento da Associação a um pequeno grupo
de 10 fundadores, todos pobres, na maioria jovens
comerciários. Isso mesmo, a Associação foi fundada para
agregar trabalhadores no comércio em torno de jogos
esportivos, especialmente o futebol.
O livro, que se encontra em fase de elaboração, foi dividido
em quatro capítulos, que abrangem períodos distintos e bem
marcantes na história da Azulina, expressão que a Associação
ganhou em 1921, quando o vermelho e branco da fundação
foi substituído pelo azul e branco e o time de futebol passou
a usar uma camisa inteiramente na cor azul.
O primeiro capítulo da história da Associação vai de 1914
até 1929, ano em que a Azulina se retirou do campeonato
baiano de futebol, após tê-lo disputado por dez vezes, a partir
de 1919, tendo obtido dois quinto lugares, um quarto lugar,
um terceiro lugar, cinco vice-campeonatos e um título de
campeão. Deixou as disputas do campeonato na condição
de terceira força do nosso futebol, logo abaixo do Ypiranga e
Botafogo.
A conquista do campeonato foi em 1924. E na equipe
campeã jogava Alfredo Pereira de Mello, o Mica, o primeiro
grande astro do futebol baiano, que se notabilizou por ser o
primeiro baiano a vestir a camisa da seleção brasileira, sendo
titular em todos os jogos que o Brasil disputou em 1923,
todos fora do nosso país, pois foram realizados no Uruguai,
pelo Campeonato Sul Americano, e na Argentina, pela Taça
Brasil-Argentina e pela Copa Roca. O Grande Mica, como
era chamado, constituiu-se no mais famoso jogador que vestiu
a camisa da Associação Atlética da Bahia.
O segundo capítulo da história da Azulina abrange um
período de 54 anos, de 1930 a 1984, período em que a
Associação viveu suas maiores glórias, como clube social da
elite baiana, promovendo grandiosas festas dançantes e bailes
carnavalescos que entraram para a história dos carnavais
baianos.
No início da década de 1950, costumava circular pelas
dependências da Azulina uma adolescente de rara beleza, filha
de um conceituado engenheiro e professor. Chamava-se
Martha Rocha, que em 1954, num intervalo de 69 dias, obteve
três importantes títulos: Miss Bahia, Miss Brasil e segundo
lugar no Miss Universo, este último conquistado em Long
Beach, Estados Unidos. Em seu retorno a Salvador, famosa
nacional e internacionalmente, a Associação Atlética a
homenageou com um baile dançante na noite de 3 de
novembro de 1954.
O segundo capítulo do livro trata também das inúmeras
competições esportivas amadoras, no tênis, vôlei, basquete,
futebol soçaite, futsal, natação e artes marciais, dentre outras
modalidades. Com suas escolinhas esportivas, a Associação
transformou-se numa verdadeira fábrica reveladora de
talentos e campeões. Apenas para citar um exemplo, foi da
Associação que saiu Patrícia Medrado, a maior tenista brasileira
depois do fenômeno Maria Ester Bueno.
O terceiro capítulo da história do querido clube da Barra,
compreende o período do declínio e das dificuldades
provocadas pelas mudanças de hábitos dos brasileiros e
também por vícios enraizados no sistema de administração
dos clubes sociais.
Os novos hábitos, que mudaram antigos conceitos de
entretenimentos e moradia, atingiram em cheio os clubes
tradicionais. Por exemplo, o surgimento dos condomínios,
30
disponibilizando equipamentos e serviços até então privativos
dos clubes sociais, provocaram a redução na freqüência dos
associados. E como conseqüência natural, a maioria dos clubes
brasileiros foi severamente atingida. Os que tinham se
agigantado, que possuíam elevados custos fixos mensais de
manutenção e que dependiam primordialmente da
arrecadação das contribuições dos associados, foram sendo
paulatinamente sufocados.
Com a queda irreversível na receita que era
proporcionada pelos associados, dezenas dos grandes clubes,
das principais cidades brasileiras, perderam o glamour,
endividaram-se e acabaram fechando as portas. E a Associação
Atlética da Bahia também esteve na iminência de ter o mesmo
fim. Algumas pessoas chegaram inclusive a preconizar que
somente um milagre salvaria a Associação do atoleiro de
dívidas.
Começa então o quarto capítulo do nosso livro, com a
luta titânica de Ademar da Silveira Brito e sua equipe de
assistentes, que iniciaram os procedimentos para a salvação
da Associação. E o caminho para a retirada da Azulina da
dramática situação, passou, necessariamente, por um
tratamento de choque, ou seja, pela demolição de toda a
estrutura física do antigo clube. Em seu lugar, um novo clube
foi erguido, projetado e construído de acordo com a nova
realidade para os clubes sociais, esportivos e culturais,
conciliando entretenimento com atividades comerciais e de
serviços, para poder garantir a auto-sustentabilidade e eliminar
o fantasma da mortal inadimplência dos associados.
E hoje estamos, todos nós, aqui, neste plenário histórico,
reunidos para celebrar e dar as boas-vindas à nova Associação
Atlética da Bahia, que foi inaugurada sábado passado, 27 de
novembro de 2010, dia de São Virgílio, o santo de plantão no
final do milagre do renascimento da Associação Atlética da
Bahia.
Com o renascimento de suas atividades sociais, esportivas
e culturais, a Associação constituir-se-á, com certeza, em mais
um instrumento para contribuição das ações que visam
afastar os jovens das tentações das drogas que infelicitam
uma parcela da juventude brasileira.
Enfim, estão de parabéns todos os diretores, os membros
da Comissão Fiscal, do Conselho Deliberativo e da Comissão
de Obras. E, em especial, devemos, todos nós, reverenciar o
trabalho incansável do Presidente Ademar da Silveira Brito, o
grande comandante do renascimento da Associação Atlética
da Bahia, para o qual solicito uma salva de palmas.”
Ubaldo Marques Porto Filho possui 13 livros publicados.
Renan Baleeiro:
uma ligação de
longo tempo
Sentado no confortável sofá de seu
apartamento, localizado no bairro da Graça, Renan
Baleeiro, ex-prefeito de Salvador, sorri simpático
e, bem instalado, começa a expor suas recordações.
Ele se lembra de que o pai, Jaime Baleeiro, ia todas
as noites jogar damas com o então gerente do clube,
Armando Martins, enquanto cochilava entre uma
jogada e outra. Nessa época eu tinha cerca de 10 anos de
idade e já vivia a rotina da “Associação Atlética da Bahia”, conta
esse senhor que, assim como o genitor, foi também presidente
do Conselho Deliberativo da AAB.
Nascido em 1931, o bacharel em Direito, também formado
em Ciências Sociais, ressalta que Armando Martins foi muito
presente e eficiente na história da Azulina, prestando bons
serviços para a instituição quando a antiga sede foi derrubada
e transferida provisoriamente para o Morro do Cristo, época
em que os sócios passaram a ter direito a freqüentar as
instalações da Aeronáutica. “O prédio atual obedece a um
estudo que ficou muito em voga em Salvador no final da
guerra, e que pode ser visto nas imagens do Clube Fantoches,
da Mansão Wildeberger que remontam o mesmo estilo
colonial mexicano.
Das muitas histórias que presenciou e das quais participou,
Renan, hoje nosso sócio benemérito, se recorda da de Jorge
Correia Ribeiro, que ia toda a tarde fazer a barba no clube e
aproveitava para saber notícias da Associação e dos seus
frequentadores. “Era uma figura ímpar, histórica”.
O sócio benemérito da AAB aprendeu a jogar tênis neste
espaço com Pedro Amadeu, profissional paulista que fez muito
sucesso na Bahia, nas décadas de ouro da Associação Atlética.
A volta da Azulina, através da sua nova sede, foi uma
reconquista inenarrável. “Elogio a luta de Ademar pelo
reavivamento e retorno do clube”, completa Renan.
31
Bailes
carnavalescos
agitam a garotada
N o Carnaval, o cantor Agnaldo
Santana e seus convidados garantiram a
animação dos foliões que participaram do
baile adulto pré - carnavalesco da AAB. Foi
a retomada de antiga tradição, que agitou
as décadas de 60, 70 e 80. Os pequeninos
se divertirem com o primeiro grande baile
carnavalesco infantil de Salvador, à moda
antiga. Os dois bailes pré-carnavalescos
aconteceram no Salão Nobre Ministro
Carlos Coqueijo Costa,
No dia do baile infantil, houve bandinhas,
distribuição de pipocas, concurso de
fantasias mirins, fanfarras, palhaços e
muitas brincadeiras para a garotada, como
acontecia nos saudosos tempos”,
lembrou Ademar da Silveira Brito,
presidente da AAB.
Para 2012, Ademar pretende ampliar a
festa. “A tendência é que os bailes
carnavalescos realizados dentro dos clubes
sociais retornem com força, pois as famílias
estão saudosas de carnavais participativos,
diferentes e seguros”, afirma.
Um cantor que
alegrou os domingos
de muita gente
D
entre os tantos espaços onde Agnaldo Santana
já cantou, vale lembrar que o compositor baiano
de 51 anos de idade carrega no seu coração um amor especial
pela Associação Atlética da Bahia, por ser uma das primeiras instituições
a lhe dar inúmeras oportunidades de tocar por vários anos e anos ao
lado de muitas estrelas da música brasileira. Para ele, a AAB ostenta o
nome artístico da capital baiana.
Agnaldo nos conta que testemunhou as fases áurea e crítica pelas
quais o clube passou. Segundo ele, quando o clube sorria, ele sorria junto,
e quando a AAB chorou, ele também chorou, mas nunca desacreditou
que a Azulina daria a volta por cima, como realmente aconteceu.
Das oportunidades que teve com o clube, Agnaldo cita os Bailes
Infantis de Carnaval, nos quais participou com a sua “Banda Espaço”, ao
lado do Baby Léguas. Ele lembra ainda que, por vários anos, era solicitado
por Ademar de Brito e Elizabete para ser a banda de apoio nos carnavais
do clube, tocando com Chiclete com Banana, Margareth Menezes,
Daniela Mercury, Zé Paulo,Tonho Matéria, Papa Léguas e tantos outros
grandes nomes da música baiana!
“Por vários anos fui solicitado para me apresentar nos
eventos da Beleza Negra do Ilê Aiyê, ao lado de Caetano Veloso
e Djavan, na Associação Atlética da Bahia.” O cantor também
tocou em muitos bailes dançantes no salão nobre e na boite do
clube, animou os congressos, campeonatos esportivos,
formaturas, casamentos, aniversários, festas do Lions Club,
Maçons, que ocorriam no clube.
Agnaldo aproveita para agradecer as tantas oportunidades que
sempre recebeu da AAB, pois, na sua nova inauguração foi chamado
para voltar a tocar no clube. E relembra os domingos onde tocava na
área do restaurante principal, alegrando o final de semana dos
associados na velha sede.
32
1914
O ano onde
tudo
começou
Nove horas da manhã de 4 de outubro de 1914, rapazes estudantes e
trabalhadores do bairro do Comércio, em Salvador, por ideia de Eduardo Dias
Pereira, reuniram-se em sua residência, em São Pedro, esquina do Beco Maria
da Paz, 3º andar, e fundaram a Associação Atlética da Bahia, adotando as cores
azul e branco, que permanecem até hoje. Foram eles: Boaventura Moreira
Caldas, Manoel Cruz, Geraldo Lessa, João Viana Dias da Silva, João Cruz,
Eduardo Albarelli Rangel e Antonio C. Ribeiro.
Na mesma reunião de fundação
elegeram a primeira diretoria do
clube, que ficou assim organizada:
Presidente
Vice – Presidente
1º Secretário
2º Secretário
Tesoureiro
Diretor de Esportes
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– Eduardo Silva Lima
– Manoel Cruz
– Boaventura Moreira Caldas
– J.Veiga Capeto
– João Viana Dias da Silva
– Eduardo Dias Pereira
Um mês e quatro dias após a sua fundação, ou melhor, no dia 8 de novembro, a Associação Atlética da
Bahia disputou o seu primeiro jogo de futebol, no campo do Rio Vermelho, diante do Caixeiral Esporte
Clube. A Azulina foi derrotada por 3 x 1, apresentando a seguinte formação: Mário, Capeto, Aderbal, Silva
Lima, Souza Pinto, Carvalho, Anibal, Luiz, Walsh, Costa e Jaime. O insucesso na partida de estreia não
desanimou os rapazes, tanto assim que nos embates futuros foram derrubando vários adversários,
chegando a quebrar a invencibilidade do Clube Dun-Dun, que era o terror dos campos suburbanos de
Salvador.
No dia 3 de dezembro, convidada pelo Yankee, a AAB participou da reunião de instalação da Liga
Esportiva da Bahia, entidade que teve oportunidade de realizar apenas dois campeonatos, ambos em
1915, pois, no ano seguinte, desaparecia. No primeiro certame tomaram parte, além da Associação Atlética
da Bahia, o São Bento, Palmeiras, Caixeiral e Yankee. A Azulina, que havia formado uma bem treinada
equipe , sagrou-se campeã invicta ganhando do Palmeiras por 2 x 1 , do Yankee, também por 2 x 1, do São
Bento e do Caixeiral, este por 3 x 2. No segundo turno venceu o São Bento por 2 x 1, ao Palmeiras por
3 x 1 e, finalmente, no embate decisivo derrotou o Caixeiral por 2 x 0. A equipe da Associação era
composta pelos atletas: Lasdam, França, Walter, Armando Tanner, Ângelo, Muller, Santos, Souza, Liberato,
Leal e Walsh.
No segundo campeonato, realizado ainda em 1915 com a entrada do Democrata, a AAB ficou como
vice-campeã. Entre 1916 e 1918, o clube participou apenas de embates amistosos em vista do
desaparecimento da Liga Esportiva da Bahia.
Aproveitando a animação que voltava a reinar no futebol, Eduardo Dias Pereira reorganizou, em
1919, a Associação Atlética da Bahia elegendo a nova diretoria, formada por: Mário César Carvalho, como
presidente; Aristóteles Souza Pinto, como vice; Aloísio Figueiredo, o 1º secretário; Antonio C. Ribeiro, 2º
secretário; Eduardo Dias Pereira, tesoureiro e Clodoaldo Marques Pinto, diretor de esportes. Assim, eles
fizeram a inscrição do clube na Liga Brasileira de Esportes Terrestres, do saudoso Anísio Teixeira. Os
jogos eram disputados no Campo da Pólvora e, posteriormente, no Hipódromo, Rio Vermelho. Nesse
ano, foi disputado, pela primeira vez na Bahia, o Torneio Início coma presença da Associação que ficou
em segundo lugar, que derrotou o Sul América e o Fluminense, perdendo no jogo final para o Ipiranga
pela contagem mínima.
Em 1920, com a transformação da Liga Brasileira para Liga Baiana de Desportos Terrestres e a inclusão
de novos clubes como Bahiano de Tênia, Vitória, Santa Cruz, Yankee, Itapagipe e Nacional, bem como a
construção do Campo da Graça, o futebol tomou novo impulso. A AAB ficou como vice-campeã, apesar
de apresentar o mais forte e homogêneo quadro de todo o certame, formado por: Aragão, Santinho,
34
Fiães, Arruda, Seabrinha (Bahiano), Cordeiro, Revelação, Irundi, Liberato II, Liberato I, Todd e Costinha.
Na presidência da Azulina estava Frederico Matheus dos Santos, que reformou o quadro social,
transferiu a sede para uma das salas do Clube Caixeiral, na Avenida Sete, onde realizou excelentes
festas dançantes, as primeiras promovidas pela entidade, que, naquela época, já contava com a maior
torcida feminina da cidade e que não foi suplantada. Vem o ano de 1924. Jogos disputadíssimos e, ao
final do certame, quatro clubes chegam empatados: Botafogo, Ipiranga, Associação Atlética da Bahia e
Bahiano de Tênis. Para a decisão do título houve a necessidade de uma série de cinco jogos. A AAB,q eu
havia derrotado o Ipiranga por 5 x 1 e o Bahiano de Tênis por 4 x 2, sagrou-se campeã baiana com:
Juvenal, Cláudio, Santinho, Geraldinho, Saes, Nicanor, Edson, Laguna Todd, Agrícola e Velosinho. Entre os
reservas, que deram a sua parcela nos jogos estavam Sales, Collin Scott, Neblina, Mica, Aldrovando,
Jorge, Alex Von Usler, Irundi e César.
Em 1928, a Azulina abandonou o campeonato no segundo turno, em vista de questões coma Liga
e um ano depois, juntamente com o Bahiano de Tênis, abandonou a prática do futebol oficial. Durante
esses 11 anos de lutas, a AAB conseguiu levantar dois campeonatos (195 e 1924) e seis vices (1915,
o segundo, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925). No Torneio Início, o clube foi campeão em 1928 e vice em
1914, 1921, 1926 e 1927, além de campeão dos segundos quadros em 1923 e 1924.
Nos considerados clássicos da elite de 1920 a 1929, entre Associação Atlética da Bahia e Bahiano
de Tênis, esses dois tradicionais adversários disputaram 18 partidas, tendo a AAB vencido oito, o
Bahiano, seis, verificando-se quatro empates. Eis uma história que se iniciou e que se estende, até hoje,
com lutas, vitórias, embates e superações.
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Walter Queiroz
Autor do nosso hino
O compositor, publicitário e advogado Walter Queiroz, 66 anos, é um dos mais
importantes artistas e intelectuais da cultura baiana. Suas músicas fazem parte daquilo
que de melhor a Bahia oferece e o seu amor pelo Carnaval o levou a compor uma das
mais belas canções, que hoje é uma espécie de hino da folia e que começa assim:
“Já é Carnaval Cidade/Acorda pra ver...”.Todo mundo conhece e canta. Para
quem não sabe, ele é sócio antigo da Azulina. Sua história se entrelaça com
a do clube de tal forma que o inspirou a escrever a letra do hino da
Associação Atlética da Bahia. Emocionado com a inauguração da nova sede,
ele fala sobre sua vida nos idos tempos dentro do antigo prédio do clube e
relembra fatos curiosos.
1) Qual o papel, a
importância da AAB na sua vida?
R: A Associação Atlética da Bahia foi
fundamental na minha formação e de
outras gerações de meninos e meninas
da Barra e adjacências. Seu enorme
campo de futebol oficial foi palco
durante mais de trinta anos de
campeonatos memoráveis, sem falar no
tênis e na natação, onde o clube sempre
se destacou. No hino oficial do clube
que tive a honra de compor há mais de
quatro décadas, logo no começo, eu
afirmo: “famosa pelos feitos no esporte
amador, tradição da Bahia, associação de
amor...” Mas foi, sobretudo, a
convivência social que deixou
indeléveis marcas em nossos corações.
2) Quais as principais lembranças
que você tem da AAB?
R:As festas da AAB foram marcos na
vida social da Bahia e responsável por
centenas de namoros e casamentos, os
quais começaram ao som dos seus
grandes bailes regados por importantes
orquestras, como as de Britinho e seus
Stukas, Eddie Mandarino, Carlos
Lacerda, Marilda e sua Orquestra e
grandiosos shows conduzidos por
nomes como os de Ivon Curi, Trio
Irakitan, Ângela Maria, LuisVieira, Marlene
e Baden Powell.
Tudo isso, sob a presidência, sem
demérito aos demais, de Carlos
Coqueijo Costa. Mas o apogeu dessas
celebrações eram os sábados de
Carnanval e o Baile de Confetes nos
domingos. Os três grandes clubes da
cidade combinavam suas datas e toda a
sociedade baiana frequentava os três
locais.
Quem não era sócio de um deles
tinha que ‘se virar’ para entrar e quando
conseguia, chegava com tanto gás e
disposição para brincar, que incendiava
o salão e merecia a observação:
“Penetra é quem anima a festa...” A lançaperfume era permitida. Todo mundo
usava confete e serpentina como um
ritual e as músicas eram lindas. Eu só
consegui ser sócio, efetivamente, em
1958, quando tirei o segundo lugar no
concurso de músicas carnavalescas da
Prefeitura de Salvador e com o prêmio
“tirei minha carteira”, como se dizia na
época. Estação das primeiras e
inesquecíveis paixões, dos bailes de
debutantes, das olimpíadas internas,etc...
“São gerações que se entrelaçam, são
amigos que se abraçam,Associação feliz,
feliz como são os carnavais que te
animam, nossa querida Azulina.”(final do
hino) .
3) Qual a importância da
revitalização da Associação Atlética da
Bahia para o bairro, para a comunidade
da Barra?
R: Quando eu voltei para morar na
Bahia, depois de 17 anos no Rio de
Janeiro, tornei a frequentar a AAB pelo
gentil convite do presidente Ademar,
que conseguiu, com uma gestão
36
extraordinária, manter acesa a chama
azulina ainda por muitos anos, embora,
paulatinamente, o clube começasse a se
despedir do seu tempo em que era um
ícone social. Tudo isso diante do
surgimento de uma nova Bahia com
seus novos interesses. Dessa época,
lembro-me da sauna do clube sob o
comando do grande Satu, famoso
massagista do Bahia. Gostaria muito de
revê-lo.
4) Quais são as perdas e conquistas
da Barra nos últimos anos com o
fechamento temporário do clube. O que
mudou e o que é preciso ser feito pelos
moradores e órgãos públicos para
ajudar a manter este e outros clubes
sociais, a exemplo do Espanhol?
R: Numa Salvador que vem se
descaracterizando a passos largos e
perdendo a sua identidade, sobretudo
pelo crescente isolamento dos seus
moradores mais abastados em
condomínios de luxo, a revitalização da
AAB é sempre uma notícia auspiciosa.
Tomara que o presidente Ademar consiga
imprimir um ritmo bacana ao clube e
traga de volta o glamour ao convívio
fraterno de outrora. Conte comigo!
A Barra precisa de respeito aos
direitos de todos, ricos e pobres,
sobretudo no que concerne aos bens
comuns: praias limpas, calçadões
decentes, banheiros públicos,
fiscalização, farol gramado e respeitado
e, sobretudo, convívio social e cidadão.
Associação teu cenário é uma beleza
Ademar Brito
Muito feliz foi o arquiteto Antonio
Caramelo, quando projetou a nossa
querida Azulina, esteticamente perfeita,
bonita de se ver, alegra os nossos olhos,
aguça as nossas mentes, valoriza o nosso
bairro, harmoniza a nossa alma,
proporciona aos seus usuários, mais de
4 mil familiares, conforto e praticidade.
Nossos agradecimentos a todos os que
contribuíram para tornar o sonho de
muitos em realidade.
Desde a inauguração da nova sede,
em 27/11/2010, um sábado ensolarado
e bonito, que a nossa quase centenária
instituição tem acompanhado o nosso
alegre, sorridente, musical e esportivo
bairro da Barra que poucos queiram
transformá-lo em convento, mudando
a vocação e cultura de um povo.
27/11/2010, dia feliz, fogos, músicas,
abraços, sorrisos, recomendações,
pedidos e agradecimentos ao Criador,
ilustres presenças, especialmente da
mídia e das instituições do Rio Vermelho,
emocionantes pronunciamentos
falando do nosso passado, elogiando o
presente e acreditando em nosso
futuro. Professor Edvaldo Brito, Pedro
Godinho, Eduardo Jorge Mendes de
Magalhães, Walfredo Oliveira, Téo Sena,
Ubaldo Porto e outros, fila para
abraços, homenagens, troféus, retratos
nos levaram às fortes emoções com
choros d e alegria e contentamento. A
diretoria agradece a todos, em especial
aos associados representados por Jorge
Pinho e Odair Conceição coma foto e
bela mensagem colocada na entrada do
clube, ao Grupo do Basquete,
representado pela Ababas, ao grupo de
Artes Marciais, ao futebol, aos jogos e
esportes de salão, etc. pelas homenagens,
medalhas e troféus que guardo com
muito carinho. Passados os primeiros
momentos, voltamos ao nosso dia a dia,
que é adequar as instalações do belo
projeto às necessidades funcionais
para gerar conforto aos nossos
associados, especialmente na área
administrativa e bar.
Vale salientar que ainda não
recebemos oficialmente as instalações
por parte da construtora. Muitas falhas
são visíveis, como, por exemplo, o piso
escorregadio no contorno da piscina,
ginásio e quadras de tênis com defeito,
no sistema hidráulico e elétrico,
molhação nos citados espaços e na parte
das lojas, ar condicionado, gás, etc. Enfim,
muitas pequenas coisas que têm dado
muito trabalho aos diretores e comissão
de obras. Paralelamente entretanto,
estamos fazendo a roda girar, senão
vejamos:
Esportes
Os diretores da área promoveram
vários eventos, destacando o recente
Perini Open de Tênis, em parceria coma
Federação Bahiana de Tênis,Viramundo
e Tedesko, quando, aqui, vieram
inaugurar oficialmente as quadras os
renomados atletas Patrícia Medrado,
Meligeni (fininho), Márcio Carlsson e
muitos outros. No vôlei, tivemos clínica
com o professor e técnico da Seleção
Brasileira, Josenildo de Carvalho; no
basquete, torneio com a seleção do Rio
de Janeiro; no futebol, consolidados os
jogos às quartas e sextas; na sinuca, no
xadrez e no dominó, estamos
realizando torneios e campeonatos;
exibições de judô, karatê, capoeira, etc.;
e, previsto para os dias 22 a 28 de maio,
competições de tênis em parceria com
a Federação das Indústrias do SESI.
Cultura
Disponibilizamos espaços, sendo
realizado a 12ª Convenção do Lions,
tendo como palestrante o vice-prefeito
profº Edvaldo Pereira Brito, além de
contar com a Banda dos Fuzileiros
Navais e a apresentação do coral
Intermezzo, sob a regência de Mircan
Pontal.
Lançamento dos livros “A Voz como
Reflexo do Ego”, de autoria do profº e
psicólogo Evilásio Teixeira Cardoso, em
05/04/2011; e “Política, Esporte e Mídia
Impressa”, dos autores Augusto César
Rios Leiro, Luiz Carlos Rocha, Martha
Benevides da Costa & Michel Venturini,
em 12/04/2011. Vale salientar que
Augusto César Rios Leiro é associado
e conselheiro da AAB
37
Lazer
Além do pré e pós carnaval, adulto e
infantil, a diretoria social tem promovido
música ao vivo aos domingos, com
Agnaldo Santana, bailes às sextas- feiras
com Beto Narchi, Agnaldo Santana, Bira
Galvão e Luciano Prado, que tanto
agrada aos amantes da boa música
dançante. Venha, reserve mesas para os
seus familiares e amigos.
Restaurante
Foi inaugurado o Marinata, que,
certamente, irá melhorar o precário
atendimento nas festas e no entorno
da piscina.
Escolinhas
Já em funcionamento com:Academia
de Tênis comandada pelo profº Pedro
Silva; de futebol, sob a coordenação do
profº Gaudenzi; de natação e hidro, com
as professoras Lu e Pádua; de basquete,
vôlei e judô. No clube também já
funciona a da Academia do porto, do
Grupo Paulo Meira.
Associação
Uma causa abraçada por muitos.
Diretores, conselheiros e associados em
geral, temos recebido muitas
homenagens, inclusive pela Câmara de
Vereadores, através do seu líder, dileto
amigo Dr. Pedro Godinho, em solene
assembléia, pelo coirmão, Clube
Recreativo Campomar, pelas instituições
do Rio Vermelho, através do seu jornal,
etc. Muito agradeço essas homenagens
em nome da diretoria. Fui, entretanto,
escolhido pelo Nosso Criador para ser
o idealizador e coordenador de muitas
vontades. Somos agradecidos a todos e
até mesmo Àqueles “poucos” que não
acreditaram na capacidade humana,
espalharam maldoso boatos e agora
recorrem à justiça para permanecerem
sócios. Isso é o maior reconhecimento
e muito me alegra, pois mostra o sucesso
do empreendimento e o quanto
estavam equivocados.
Vamos juntos amigos,embarcando neste
trem da vida, com destino e futuro certos.
Como dizia Montagne, “saber ver é
sentir o que se olha”.
P
raxedes
Testemunha
da história
da Barra
Desde dezembro de 1971, ele e sua
banca de revistas são testemunhas
oculares da transformação da antiga na
nova Barra. Presenciaram meninos se
transformarem em adolescentes, em
rapazes e depois em homens; a trajetória
de glória, decadência e ressurgimento da
Associação Atlética da Bahia. Histórias e
estórias não faltam a este homem, hoje
com cabelos brancos e muitas
lembranças e saudades. Seu nome é
Graciliano Matos. Mas na Barra, todos o
conhecem como Praxedes.
38
E
Assim como o bairro, a AAB evoluiu. Ele recorda que a
Associação Atlética da Bahia comprou as casas ao lado da
antiga sede, que pertenciam a Família Schmidt. “Elas vinham
até o armazém de Seu José, onde hoje é a entrada do clube.
Agora, para Praxedes, a sede está muito melhor, oferecendo
mais vantagens para todos. “Quando o clube fechou, perdi
boa parte de minha clientela, que hoje está retornando”, conta.
“Fiquei triste com o fechamento da Associação Atlética da
Bahia. Agora, estou alegre e esperançoso de novo, com os
novos eventos que o clube vai proporcionar à comunidade
local e aos jovens que poderão praticar esportes com
qualidade e segurança”, continua. “Será melhor do que
antigamente”.
Praxedes faz questão de afirmar que sempre acreditou
que a Azulina iria retornar com força total, pois via
diariamente a luta de Ademar do escritório improvisado
na casa em frente ao clube e à sua barraca. Dos nomes
que deseja destacar como meninos que cresceram,
viraram homens ao seu redor e mantendo sua amizade
até hoje: o deputado estadual Oscar Marback; o
procurador do Estado Artuzito Rabelo, Fernando Borges;
o já falecido médico Castro Lima; o também médico Sobral
e os gêmeos do delegado Armando Ulme (Armando e
Marcos), dentre muitos outros nomes tão importantes
quanto estes citados, mas que, por falha na sua memória,
não foram aqui citados.
m sua barraca, estrategicamente localizada em
frente à AAB, em meio a jornais, revistas e livros e
toda sorte de bombons, Praxedes relembra fatos e
rostos inesquecíveis. Ele se estabeleceu aqui, de onde
tira seu sustento e onde criou e formou os três filhos,
desde dezembro de 1971. Todos os dias, das 6h da manhã
até às 22h, de segunda a sexta, ele e um dos filhos cumpre o
ritual de abrir e fechar a banca. Aos sábados e domingos o
labor termina mais cedo, às 17h. Praxedes, de 58 anos de
idade, e Lindiano, com 26 anos, fazem novos amigos e sempre
reencontram velhos companheiros de bate-papo e
brincadeiras.
“Antigamente, aqui, tudo era mais tranqüilo. Só havia poucas
casas. Eram muitas mansões naquele período e a vida era outra”,
conta Praxedes. Hoje existem os coletivos, prédios, resultado
do desenvolvimento desenfreado dos bairros. O comércio
cresceu, surgiram os shoppings e assim por diante. “Quando
comecei a trabalhar aqui nem era casado. Hoje tenho com minha
mulher, Maria, além de Lindiano, Lindnéia e Eduardo”, fala.
Praxedes se recorda que até os objetos que vendia na
banca eram diferentes. O desejo de consumo dos garotos e
moças que viu crescer eram livros de literatura, os quais
ajudaram a instruir os atuais médicos, advogados e juízes em
que esses jovens se transformaram. Atualmente, eles
continuam a freqüentar o sólido, eclético e confiável local de
trabalho de Praxedes.
39
P
edro Silva
Campeão e exemplo para
todos os esportistas
E
m 1969, Pedro da Silva entrou para o quadro de
sócios-atletas da Associação Atlética da Bahia,
como seu primeiro integrante. No ano seguinte
foi para o Esporte Clube Recife. Apesar de ter
ido morar em outro Estado, ele sempre teve
saudades da AAB. Por esse motivo, retornou feliz para
o clube de seu coração em 1972, como professor, a
convite do falecido professor Evaldo Silva.
Pedro é um dos tenistas baianos mais respeitados no
circuito profissional de veteranos brasileiros,
conhecido pelos resultados obtidos e que elevaram o
nome da AAB, bem como por sua humildade. Ele é
hoje o mais importante professor de tênis da Bahia,
responsável pelo surgimento de grandes atletas mirins
e juvenis.
Ele agradece seu retorno ao clube justamente ao saudoso Evaldo, que
conseguiu criar uma das melhores equipes que o Brasil já viu, no segundo
quarto do século passado, juntando os talentos de um time de peso: Patrícia
Medrado, Boréu, Enéas Coqueijo Costa, que era filho do ministro Carlos
Coqueijo, Jorge Marques, Cristiane Brito, entre outros, que se destacavam
como campeões infanto-juvenis no Brasil.
Dentro desse trabalho de futuro, inovador, ele continuou a formar novos
atletas ao lado de Evaldo. A Azulina cresceu e firmou-se como clube
essencialmente esportista, cujo presidente na época era Nilton Silva, apoiador
da causa. Criaram, então, alguns intercâmbios com clubes do Sul do país, o
que ajudou muitos jogadores. Jogaram nos Interclubes com Paineras do
Morumbi, Pinheiros de São Paulo, Recreativa de Ribeirão Preto, Tijuca Tênis
Clube do Rio de Janeiro, dentre outros.
O projeto desenvolvido pela Azulina, na época, dava para os atletas da
40
pois os intercâmbios acarretavam custos já não suportados
pelos clubes sociais diante da situação vigente. Sendo assim,
a Associação Atlética da Bahia deu continuidade ao tênis
doméstico – social e, apenas de vez em quando, Pedro e Evaldo
levavam poucos atletas para jogarem em campeonatos, com
dinheiro dos próprios bolsos dos tenistas e professores.
Em 2000 a situação piorou até culminar com o
fechamento do clube.“As pessoas iam para a antiga sede tomar
aulas particulares e treinavam com Pedro e meu filho para
participar de torneios interestaduais. Mas não era com a
mesma determinação de antes”, explica Pedro. Nessa época,
o clube tentou reviver. Com a ajuda de Teobaldo Costa, então
diretor de tênis da Azulina e dono do Atakarejo, e o auxílio
de alguns tenistas, as antigas quatro quadras da AAB foram
transformadas em oito, aproveitando-se parte do ocioso
campo de futebol. Para isso, essas pessoas anteciparam as
mensalidades através do livro de Ouro da Azulina.“Deu certo
por um tempo, mas, por outras razões o clube fechou”, lembra
saudoso.
Pedro passou a dar aulas de tênis no Clube Costa Verde,
mas pretende retornar para as suas antigas atividades na nova
sede da AAB. Ele espera renovar o tênis juntamente com a
AAB. “Clube novo requer tênis novo. Com certeza vão surgir
bastante crianças e jovens que irão se destacar no esporte
através da Associação Atlética da Bahia. Quero participar
dessas descobertas e ajudar a burilar esses novos talentos”,
assegura. Vale salientar que Pedro continua a participar de
disputas de expressão. Este ano, ele foi campeão sulamericano
por equipe em Santiago, no Chile, na categoria 60 anos.
Segundo Pedro, a especificidade das quadras de tênis
cobertas de saibro da AAB, únicas na Bahia, vai elevar o nome
do clube dentro e fora do Estado. Ele afirma que nunca perdeu
a esperança de ver a Azulina se reerguer diante da determinação
e batalha contínua de Ademar Brito. E ressalta que hoje o clube
tem maior área aproveitada do que no passado e uma longa
história para construir no futuro bem próximo.
casa suporte nacional para o desenvolvimento dos tenistas,
os quais puderam jogar com profissionais do naipe de Jaime
Oncins (SP – Paineras), Jivaldo Barbosa (baiano que disputou
pelo Pinheiros – SP), que disputavam em campeonatos juvenis
nacionais e internacionais.
Pedro conta que, nesse período, não era muito fácil se
tornar um tenista nacional ou internacionalmente conhecido.
O tênis era um esporte muito caro.“Por esse motivo, o nosso
projeto ajudou bastante a modalidade e Patrícia Medrado foi
um dos esteios do programa, que alavancou a modalidade na
Bahia internacionalmente”, revela.
Apesar das dificuldades, a geração do tênis da década de
80 obteve grandes êxitos e revelou desportistas de primeira
categoria, a exemplo de: Danilo Marcelino – que ficou entre
os 100 melhores tenistas do mundo -, as irmãs Meirelles –
Tânia, Vânia, Itana e Ivana -, Gilka Ramalho – já falecida -, Ísis
Paca, os gêmeos Armando e Marcos Ulme, Adriano Tosto, os
irmãos Sandra e Sílvio Silva. Sandra chegou a jogar
profissionalmente em São Paulo e na Espanha em temporadas
de torneios, mas voltou para a Bahia após casar-se e, além de
disputar pelo esporte, passou a dar aulas de tênis na AAB e a
jogar volleyball de praia em campeonatos estaduais. “Essa foi
uma geração avançada na determinação de se profissionalizar”,
explica Pedro saudoso e orgulhoso.
Na década de 90, ainda em parceria com Evaldo, como
instrutor de tênis, presenciou uma triste realidade. Os clubes
sociais não tinham mais condições financeiras de dar apoio
aos atletas. Só se destacavam aqueles que conseguiam
patrocínios ou os mais abastados, filhos de pais ricos. Nesse
período, surgiram: os irmãos Alex e Daniel Santana, Rogério
Silva – filho de Pedro Silva –, Evaldo Júnior – filho de Evaldo.
Segundo Pedro, esses rapazes tiveram uma época cheia de
dificuldades no esporte e, por isso, começaram a dar aulas
cedo, mesmo disputando torneios profissionais. Entre esses
garotos, destacou-se no Brasil, Evaldo Júnior – hoje professor
da AAB, que ainda joga na 1ª classe dos torneios nacionais.
A partir daí o tênis ficou restrito aos jogadores regionais,
41
7
M
ilton Diniz Gonçalves
47
anos dedicados ao
esporte azulino
Filho de associado, constantemente à beira das quadras de volleyball
e basketball, na época com cerca de 12 a 13 anos de idade, foi
convidado pelo então presidente Jorge Corrêa Ribeiro para
compor o quadro de atletas. Iniciou sua carreira esportiva dentro
do clube, onde, posteriormente, colaborou como técnico de
volleyball e dirigente nas gestões dos presidentes Carlos Coqueijo
Costa, Milton Farias, Jorge Diniz Gonçalves Beltrão (seu primo),
Pergentino Holanda, Nilton Silva, Sinval Vieira, Ademar da Silveira
Brito e Alberto Florêncio da Silva.
P
raticou diversas modalidades
esportivas como basketball,
natação, pólo aquático, judô,
capoeira, karatê e basketball, onde
se destacou conquistando para
a Associação Atlética da Bahia vários
títulos regionais e nacionais, a exemplo
dos Campeonatos Baianos, Jogos do
Cacau, em Ilhéus, e campeonatos do
Norte/Nordeste.
Posteriormente, como técnico das
diversas equipes de volleyball, sagrou-se
campeão baiano infantil, infanto-juvenil,
juvenil e adulto durante alguns anos
seguidos, culminando com a conquista
do Campeonato Brasileiro InfantoJuvenil da 1ª Divisão, representando a
Federação Baiana de Volleyball - FBV,
quando foi auxiliado pelo Sr. Kleber
Fonseca (Soneca) nas gestões de Onildo
Chastinet, presidente da FBV, e Alberto
Florêncio, presidente da AAB.
42
Ainda hoje, os atletas Jotinha e
Roberto Carlos, que pertenceram a esta
equipe campeã, participam da Liga
Nacional, campeonato promovido e
patrocinado pela Confederação
Brasileira de Volleyball - CBV.
Milton Diniz ressalta que, para
melhor atender o esporte azulino,
formou-se em Educação Física na
primeira turma da Universidade
Católica do Salvador, passando a
pertencer ao quadro de professores da
Universidade Federal da Bahia. No setor
administrativo, colaborou como vicepresidente de Esportes, diretor geral de
Esportes, subdiretor de diversas
modalidades, superintendente de
Esportes e secretário da Liga Interna
de Futebol. Também pertenceu ao
Conselho Deliberativo deste clube.
A lista de colaboração de Milton
Diniz para com o clube é extensa e
reflete o seu apreço pela AAB. Ele
idealizou e ajudou na criação de diversas
escolinhas de exportes, incluindo a de
volleyball, onde ministrou ensinamentos
a mais de uma centena de associados.
Ainda como chefe do Departamento de
Esportes, com a ajuda do professor
Georgeocohama, promoveu cursos
fornecidos por renomados professores
de Educação Física, como Benno Becker
(Psicologia Esportiva), Mauro Guiselini
(Educação Infantil), José Gomes Tubino
(Treinamento de atletas de alto nível).
Recebeu do clube, através dos seus
presidentes, vários títulos e honrarias,
representados por placas, troféus e
diplomas, dentre eles o da “Ordem do
Mérito Esportivo”, outorgado por
Ademar da Silveira Brito na sua primeira
gestão.Também foi agraciado com títulos
de “Sócio Honorário” e “Benemérito”
da Federação Baiana de Volleyball em
reconhecimento aos relevantes
serviços prestados à entidade por meio
da Associação Atlética da Bahia.
Milton lembra que na inauguração
do antigo Ginásio de Esportes, dirigindo
como técnico a equipe adulta masculina
de volleyball da AAB, venceu o Minas
Tênis Clube, uma das melhores equipes
do Brasil naquela época. Manteve
também um convênio com o Esporte
Clube Pinheiros de São Paulo, onde as
equipes azulinas de volleyball e basketball
se enfrentavam todos os anos
comemorando seus aniversários: em
outubro o da AAB e em agosto o do ECP.
A história do esportista Milton Diniz
dentro da Associação Atlética da Bahia
não parou por aí. Enquanto atuava
fervorosamente em prol do
desempenho esportivo da azulina no
Brasil e exterior, ele pertenceu ao
quadro de árbitros da FBV, da CBV e da
Federação Internacional de Volleyball –
FIVA, atuando em inúmeros torneios e
campeonatos nacionais e internacionais:
Mundial de 1960, Sulamericano de
1961 e Panamericano de 1962.
Com 73 anos de idade, dos quais 47
foram dedicados ao esporte azulino, ele
faz questão de citar nomes de alguns
atletas , dirigentes e colaboradores que
contribuíram para o engrandecimento
da AAB, conquistando títulos regionais
e nacionais e organizando eventos como
olimpíadas
internas,
gincanas
automobilísticas,
torneios
e
campeonatos internos de diversas
modalidades olímpicas.
Eis os nomes citados por Milton
Diniz: Milton Moraes, Antonio Sampaio,
Fernando Borges, Alberto Carvalho
(Quadrado), Genésio Ramos, João
Alfredo Soares Quadros, Alberto
Florêncio da Silva (Albertão), Geraldo
Fonseca (Fonsequinha), José Carlos
Brito Dórea (Boréu), Patrícia Medrado,
Oziel Matos, Luciano Ribeiro (Fominha),
43
Carlos Adan, Jader Coleho, Ronaldo
Rohrs, Paulo Brandão, Baduê Dumet,
José e Sérgio Costa, Roberto Rebouças,
Carmilton, Nélson Nascimento,
Neoagnes, Jackson Peixoto, Rafael
Gondim, Hernane Santos, Carlos Rangel,
Mônica e Simone Diniz, Jorgito,
Guilherme Argolo, Edinho (volley),
Eunivaldo Diniz, Pergentino (natação),
Tânia e Vânia Meirelles, Carlos Najar,
Candinho, Binga, Ary, Stélio Cardoso,
Evaldo Silva, Pedro Silva, Luiz Henrique
Silva (Lula),Yoshida, Jorge Diniz Beltrão,
Fernando Chagas (B.C.), Sinval Vieira,
Ademar Silveira, Newton Mota, Virgílio
Leiro, Wellington (Bago), Astor,
Manuelito, Bebeto (volley), Renato
(natação), Nilton Silva (Niltinho),Di
Renzo, Cecília Cantolino e muitos
outros que a memória o faz esquecer.
Milton Diniz destaca ainda os
funcionários: Maria José (Zezé),
Margarida, José Duque, Antonio
(Chouriça), Nivaldo, Manuel “Grosso”,
Negreiros (pai e filho), Domício, Bené,
Dos Reis e outros.
O conceituado esportista aproveita
a oportunidade da inauguração da
nova sede da Associação Atlética da
Bahia para homenageá-la, entregando
ao clube, por intermédio de sua
diretoria, o pequeno acervo das
conquistas dos títulos e honrarias por
ele recebidas, como diplomas,
certificados, placas e medalhas. E finaliza:
“agradeço e parabenizo a atual
diretoria, comandada pelo dinâmico
presidente administrativo Ademar da
Silveira Brito, pela entrega da nova
Associação Atlética da Bahia”.
P
ing pong
O deputado federal Antonio Brito teve, ao lado de
seu pai, o vice-prefeito Edvaldo Brito, papel fundamental na luta pelo soerguimento da Associação
Atlética da Bahia. Neste ping-pong, ele conta um
pouco sobre a importância do clube para sua vida e
de sua família e o que sente com a vitória da
abertura da nova sede da AAB. Tony, como é
conhecido pelos amigos, é uma pessoa voltada para
as ações sociais e seu trabalho é nacionalmente
reconhecido. Ele foi presidente do Conselho
Nacional de Assistência Social (CNAS).
Q
ual o papel da Associação na sua vida
e da sua família?
Desde a infância – por volta dos
nove anos - comecei a frequentar e a
amar a Associação. Ir a AAB era um
programa que me deixava muito feliz.
Naquele tempo, o clube era o lugar de
encontro com os amigos. Os prédios não
tinham a estrutura de lazer, como
acontece atualmente. Ali passei
momentos maravilhosos na companhia de
minha família.Tive a chance de fazer
grandes amizades na adolescência. Foi nas
piscinas da AAB que comecei meu
aprendizado de natação. Mais tarde, joguei
tênis, esporte que adoro. Depois vieram
as festas de Carnaval, os shows. Era
maravilhoso.
2) Qual a importância da revitalização
da Associação Atlética da Bahia para o
bairro e para a comunidade da Barra?
A revitalização da Associação Atlética,
uma reivindicação dos associados e dos
moradores da Barra, é muito importante
para o bairro e para comunidade, porque
dinamizará a vida na Barra, bairro tão
lindo ,tão cheio de poesia que começa
novamente a ocupar lugar de destaque
na vida da cidade.A Associação congrega
pessoas de vários bairros que passam a
frequentar a Barra, contribuindo para o
fortalecimento do comércio. Com mais
pessoas no bairro, espera-se que a
segurança
também
melhore.O
fechamento da Associação Atlética deixou
um vazio no bairro que volta agora a
ser preenchido.
3) Trace um paralelo, faça comparações
das perdas e conquistas da Barra nos
últimos anos com a ausência da AAB, que
estava fechada. O que mudou e o que é
preciso ser feito pelos moradores e
órgãos públicos?
O
fechamento da Associação
coincidiu com a expansão da cidade em
direção ao Norte. O fechamento
contribuiu para dar ao bairro um vazio.
Aumentou a população de rua no bairro.
Cresceu a violência. Mas agora é preciso
trabalhar para resgatar o charme da
região. É preciso que toda a comunidade
se una para fortalecer a Barra. A
Associação pode ajudar nesse trabalho
de resgate, em parceria com o governo,
lojistas e moradores.
4) Qual o seu papel na luta pela
44
reabertura da AAB junto a seu pai e a
Ademar?
Quais as dificuldades
enfrentadas e o que ainda falta agora?
Sempre acompanhei o trabalho de
meu pai, o vice-prefeito, Edvaldo Brito.
Estive sempre na defesa da importância
da reabertura da Associação Atlética,
clube que sempre foi motivo de orgulho
para os baianos.
5) Quase todos os clubes de Salvador
fecharam as portas. A AAB está voltando
a ocupar seu espaço. Como você vê isso?
Com o crescimento da cidade e o
aumento da violência, houve uma mudança
no conceito de moradia.Os edifícios
passaram a ter estrutura de clube.As pessoas
passaram a ficar muito no espaço das
residências. Mas claro que estar no clube
encontrando amigos de outros bairros é
bem diferente. Sair de casa para ir ao clube
é muito mais interessante. Eu lamento que
grandes clubes de Salvador tenham
fechado as portas.Por isso, fico muito feliz
com a reabertura da AAB. É preciso que o
clube busque uma programação criativa
para atrair os associados. Meus votos são
de sucesso para a AAB nessa nova fase.
Mundinho e Marietinha
Grandes
bailes
Conhecidos como Mundinho e Marietinha, o
alegre e simpático casal tem uma longa vida em
comum na Associação Atlética da Bahia. Ele,
jurista de 77 anos de idade, é vice-presidente
do Conselho Deliberativo, onde já exerceu a
função de gerente entre 1960 e 1964.
Juntamente com a esposa Marietinha, 75 anos desembargadora aposentada do Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) e 1ª juíza da Justiça
do Trabalho do Brasil -, passou longas e
prazerosas horas de lazer com os amigos de
trabalho e de clube, Carlos Coqueijo Costa,
Milton Farias e Jorge Diniz. Salvador era
pequena. Todos se conheciam, ainda mais
morando próximos.
O
femininas de gala. Depois as recordações passaram a ser dos
netos brincando na antiga sede.
“Apesar de outras atuações marcantes, os dois
presidentes que deram vida à Associação Atlética da Bahia
foram Coqueijo e Ademar”, diz Mundinho. Durante todo o
período de gestão de Ademar, Raimundo Lisboa integrou o
Conselho Deliberativo. Por isso, ele afirma com convicção
que a história da Azulina se divide em duas partes: antes, com
Carlos Coqueijo Costa, quando foram adquiridos por
compras os imóveis vizinhos ao clube que compõem o acervo
patrimonial que hoje possui; e a parte social com os grandes
bailes carnavalescos, quando a AAB era toda ornamentada
para concorrer ao prêmio de melhor decoração oferecida
pela Prefeitura, obtendo sempre o primeiro lugar. Depois, com
Ademar da Silveira Brito
“Ademar enfrentou as adversidades financeiras da AAB
com visão no futuro, conseguindo administrar e projetar o
clube ao lado de toda sua equipe composta por pessoas
qualificadas e leais”, assegura o casal. Segundo eles, o atual
presidente deu exemplo de determinação, fé e competência
a outras entidades semelhantes. “Cabe agora aos associados
ajudar a Azulina no que for necessário também”, reforçam
Marietinha e Mundinho.
s dois moravam onde hoje funciona a Casas Bahia.
Marietinha ia jogar dominó todos os domingos com a
sua turma composta por Gildo - conhecido como
“Leão”, por ser da Receita Federal -, Cid Meireles, Carlito, o
arquiteto Aluízio Messeder e Nilton Diniz Gonçalves. Às
sextas-feiras o grupo dela era outro, formado por colegas do
trabalho, do qual também fazia parte Carlos Coqueijo Costa.
Daí, a reunião sempre acontecia na antiga sede do clube, ponto
de encontro obrigatório. Nesse dia, o happy hour era
composto por banho de piscina e jantar.
Mundinho a acompanhava em todas as festas: Carnavais,
Bailes de Formatura, aniversários. Não perdiam nenhum evento
ao lado dos amigos em comum. “Todo mês o clube trazia um
cantor. Cauby Peixoto, Juca Chaves,Vinícius de Moraes tocavam
violão no quintal de nossa casa, onde ensaiavam até chegar o
dia do show no clube”, lembra risonha, Marietinha. A platéia
era composta por eles, os amigos e os filhos do casal, Raimundo
e Márcia, que ficavam até de manhã. A Barra era uma aldeia.
Algumas das grandes lembranças dos dois juristas estão
relacionadas às festas de carnaval e de formatura da AAB,
quando os filhos do casal levavam os colegas, que pegavam as
roupas emprestadas dos pais, pois só se entrava nos clubes
sociais de terno, gravata e paletó e com indumentárias
45
O estranho
borogodó da
Barra
Reinhard Lackinger
B
rincadeira do destino, alguém
querer que eu escreva sobre a
Barra, exatos 40 anos depois de
vir morar em Salvador. O
primeiro ano e meio no Brasil
trabalhei no interior, criando o ensino
metalúrgico na comunidade de Jequitibá,
Mundo Novo, antes de aceitar o convite
para vir lecionar na Escola Técnica
Federal da Bahia, morando numa pensão
no Barbalho.
Da Barra, até então, só conhecia a
Praia do Farol, o consulado da Áustria
e a residência de nossa querida e
saudosa consul Eva Adler. (Ligue o som:
“As terras do Brasil ensolaradas, la la lá
la...” )
Foi no baile de formatura da Escola
Técnica, logo alí na AABB - onde hoje
fica o supermercado
da Rua Barão
de Itapuã -, que me apaixonei em dose
dupla! Vestindo o meu terno alemão, e
cheio de mesuras austríacas, pedi a linda
moça para dançar.
Ela, cabelos mechados, blusa branca,
saia longa tricolor e uma conversa
agradável, com voz de veludo... quando
aconteceu um incidente: o salto da
sandália da jovem quebrou.
Na Áustria de minha época, isso seria
motivo para sentar à mesa e voltar para
casa... porém a garota, com quem eu
estava, não titubeou, chutou o calçado
para longe e continuou a dançar
descalça. Foi naquele instante que ela
me ganhou. No fim da festa, dia claro e
ensolarado, eu a levei para casa... junto
com a irmã e um séquito de amigas que
morava na vizinhança da Rua Alameda
Antunes. Isso aconteceu fim de
dezembro de 1970 e nunca mais
desgrudamos.
O entorno da casa dos pais da jovem,
a Barra Avenida com a Praia do Porto
da Barra passou a ser o novo cenário
de minha vida. Namorávamos passeando
até o Barravento ou até o Oceania, com
Vovô trazendo provolone à milanesa.
Até as caneladas involuntárias nas
cadeiras pesadas de jacarandá do Van
Gogh têm lugar sagrado em meu
coração até hoje.
Esse era o pano de fundo para nova
aprendizagem... na varanda da casa
número treze, esperando a kombi da
Primavera... um sorevete e um beijo de
boa noite.
Eventual bagagem cultural trazida da
Europa, não parecia valer muito. Como
decidi viver apenas entre brasileiros, tive
que aprender tudo do zero. Não atinava
em nada! Não conhecia ninguém, nem
letra de múscia. Só sabia a escalação da
seleção canarinho, que acabara de ganhar
o Tri!
Entre acordes de Haroldinho Sá,
compondo no quarto ao lado, bebendo
46
as palavras do sogro, o Eng. Haroldo
Lopes de Sá, e tudo mais que herdei em
forma de cunhadas, cunhados e amigos
consegui fazer uma pequena idéia do
mundo em que fui viver. (Aumente o
som: “... tem Jacú na rua, te querendo
bem...”)
Resolvi torcer pelo Baêêêa, o que
melhorou e muito a minha intergração
nesta terra. Logo logo era conhecido
como aquele torcedor maluco que
gritava com sotaque engraçado. A
mortalha azul, eu vesti até 1980, quando
o Jacú virou branco. Preferia aquele
pássaro preto, com olhar sacana, olheiras
profundas e chope na asa.
A banda do Habeas Copos
colocando alegria no coração de todos
os foliões presentes. Fui ser sócio da
Associação Atlética da Bahia. Tentei
aprender a jogar tênis. Nunca ganhei
mais do que uma bruta sede, aliviada
com umas “Brahmas” geladas trazidas
por Coruja e Vermelho. Era uma
confraternização permanente. Via
Yoshida passar de quimono, ouvia as
histórias sobre Cachoeira de Onofrinho
da Bahia. Curtia as noites no salão e os
domingos de eleição.
Para austríaco ir à praia implica viajar
umas cinco horas... de junho a setembro.
Em meu mais novo habitat bastava
levantar o traseiro e caminhar uns 500
metros... a qualquer hora, de janeiro a
janeiro. Além disso, as praias da Barra
davam de goleada em qualquer praia do
mar Adriático. (Aumente o som mais um
bocadinho: “Apesar de você, amanhã
há de ser, outro dia..”)
Para ser sincero, volta e meia há uns
diabinhos invadindo esse nosso paraíso
tropical. Há quem veja nessa bagunça
mais ou menos alegre uma conspiração
a favor dos shopping centers
climatizados, isentos de pedintes e
pontos de lixo.
Apesar de certas máculas nesse jardim
do Eden da Barra, só sairei daqui para o
Campo Santo.
Pode não ter muita ordem neste
nosso lindo bairro, mas há vida brotando
a cada metro quadrado!
Adoro passear pela Barra, encontrar
pessoas conhecidas como o Zé Vieira
com sua esposa Alice, Saul, o ex-árbitro
de futebol, Maria e Esther vindo da
missa na capelinha, o professor
Arquibaldo, Paulo, o pianista, Joce o
contrabaixista, Chiquitinha dobrando a
esquina, Prexedes, Marivaldo e Alemão
nas suas respectivas bancas de revista.
Dilo, que até outro dia servia boa
comida, resolveu fechar o restaurante
e nos deixar. Até aquele baixinho,
outrora responsável por papel higiênico,
jarra d´água e bacia no famoso 63 na
Ladeira da Montanha ainda anda pelas
Ruas da Barra... e lá vem o poeta
Bernardo do supermercado, com
versos e ofertas na ponta da língua.
(“...Domingo no Porto da Barra, todo
mundo agarra, mas não pode amar...” )
Penso nisso, enquanto fico sentado
diante de nosso Bistrô PortoSol, a
poucos passos da Praia do Porto,
esperando pelos primeiros clientes da
noita. De terça feira a sábado.
Observo com gosto a vida alegre, os
pescadores, segurando um dentão ou
um dourado pela guelra, encomenda de
Enoque; trabalhadores da praia,
carregando cadeiras de lona, caixas de
isopor e sombreiros e banhistas indo
para casa.
De muita gente que passa, sei até o
apelido. O Buda, o Dunga, o Chicharro,
47
o Marco Rodinha, o Arroz, Batista e
criador da maioria das alcunhas, “Dudú
de Lurdes e Nita”, não poupou nem a
mãe do Valtinho, nem político famoso.
Dizem que além de “Fifó do Morro” e
Bilé, ele também é responsável por
“Paulinho Boca de Cantor”.
Tudo que é bom é alvo de invejosos!
Com a Barra não é diferente. “Ojú
kokoró”, se diz em Yorubá, “olho de
chave” = olho gordo, em baianês,
quando alguém fala mal de nossa Barra,
que apesar de tudo que falam e
escrevem, é um dos bairros mais
seguros da cidade, graças à polícia e um
detalhe geográfico importante:
praticamente não há rota de fuga para
eventual meliante escapar. A qualquer
hora há grupinhos de gente reunidos,
enquanto na Áustria já no início da
noite, você não vê ninguém na rua. Na
Barra é assim: antes mesmo que o
último retardatário chegue em casa, os
primeiros já apanharam a varinha de
pescar ou a peteca e foram para a praia.
(“Quando o inverno chegar...”)
Hoje, com 40 anos morando na
Barra, não penso mais em carreira
profissional. Faz tempo que o meu
universo são panelas, pratos, copos e
os ingredientes para comida caseira
austríaca, que preparamos de modo
tradicional no Bistrô Portosol.
Ainda torço pelo Baêêêa, mas torço
ainda mais pela Barra, para que surjam
mais lojas e restaurantes bons e
transadinhos, conspirando a favor de
uma vida ordeira em nosso bairro.
Mesmo não tendo mais idade nem físico
para jogar tênis, aguardo com simpatia
o dia em que minha mulher e eu
voltemos a frequentar a Associação
Atlética da Bahia.
BARRA
Associação de Moradores busca melhorias
A Barra vive hoje um momento especial, com seus moradores buscando mais qualidade em sua estrutura, o
que implica em mais segurança, mais limpeza e organização. Mas, os próprios moradores não têm uma participação
ativa nas ações que possam trazer melhorias para todos, conforme revelamos nesta entrevista abaixo.
Desde a fundação do Conselho Comunitário de Segurança Publica da Barra – CCSPB e da Associação de
Moradores e Amigos da Barra – AMA Barra, algumas significativas mudanças já foram realizadas no bairro, que
é um dos cartões postais de Salvador. Em entrevista à Revista Azulina, o presidente da AMA Barra, presidente
do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Barra e diretor de Comunicação da Federação dos
Conselhos Comunitários do Estado da Bahia, Carlos Alberto Carvalho Lima, conta um pouco sobre a trajetória
das duas entidades e os projetos futuros para o bairro, além de sua relação com a comunidade.
Qual o papel da Associação de Moradores?
Resposta: A Barra possui duas entidades
distintas. A primeira a ser formada foi o
Conselho Comunitário de Segurança Publica
da Barra - CCSPB, fundado em agosto de
2006, em reunião na antiga sede da AAB, na
qual, a comunidade me elegeu presidente. A
segunda entidade é a Associação de
Moradores e Amigos da Barra - AMA Barra,
fundada um ano depois.
Há quanto tempo a associação
existe?
R: Como o Conselho, que é mais voltado para a área de
segurança, estava abarcando diversos problemas como coleta
de lixo, solicitação de posto médico para o bairro, mudanças
de linhas de ônibus, trânsito e outros assuntos, os seus
membros decidiram formar a Associação de Moradores para
o CCSPB ficar mais focado nos assuntos de segurança.
Quais os benefícios, as vitórias alcançadas pela
associação nestes anos de existência?
R:O CCSPB já conseguiu diversos êxitos na sua área de
atuação como, por exemplo: integrar em nosso bairro as
polícias Civil e Militar para o melhor funcionamento de ambas;
o envio de policiais motorizados em carros e motos para
agilizar o atendimento em nosso bairro; integrar a policia à
comunidade com cursos de capacitação e conscientização
sobre a Polícia Comunitária. A AMA Barra também já obteve
conquistas como o TAC da Barra, onde a Associação e o
CCSPB são sempre ouvidos sobre qualquer assunto que
envolva o bairro.
Quais os principais problemas
enfrentados pela associação?
R: Para mim, o maior problema é a falta
de apoio da comunidade, pois a mesma
tem o hábito de reclamar, mas quando
solicitamos o seu apoio, ela falta. Somos
poucos lutando pelo bem estar de muitos.
Mas, voltando aos problemas do bairro, o
maior enfrentamento é o de ordem social, como moradores
de rua, ambulantes, guardadores de carros. A população ainda
não entendeu que o morador de rua só fica no
bairro porque ele tem aqui todas as
suas necessidades supridas com a
ajuda da própria população, que
gostaria que ele não estivesse aqui.
O que mudou na Barra nos
últimos anos?
R:Muita coisa mudou no nosso bairro,
mas não podemos deixar de lembrar que
tudo mudou em toda parte. A Barra era
um bairro residencial de classe média e
alta.
Hoje, a Barra é um bairro altamente
comercial, de classe média e com muitos imóveis disponíveis
só para o turismo. Com essa mudança de perfil veio uma
avalanche de pousadas, vendedores ambulantes, as drogas e
as prostitutas.
Mas dentro dessas mudanças que ocorreram, a Barra ainda
é um bairro privilegiado, pois, como acompanho de perto as
estatísticas oficiais, ainda somos um dos bairros mais seguros
de Salvador . Não posso deixar de citar aqui que o CCSPB
foi criado com incentivo e apoio do major, hoje Coronel
Anselmo Brandão, do vereador Pedro Godinho e apoiado
pela Dra. Patrícia Nuno, na época, delegada titular da 14ªCP.
Com a transferência do Coronel Anselmo, o Conselho
teve grata surpresa, pois ele foi substituído pelo Cel. Marconi,
que nada deixou a desejar e continuamos com a mesma
parceria,
tentando sempre melhorar a segurança e a
integração entre as polícias e implantar o
verdadeiro conceito de Polícia Comunitária,
onde a sociedade trabalha em apoio a este
órgão. Não precisamos de um policial em
todo lugar e sim de uma polícia bem
informada. Sem a cooperação da população
do Rio de Janeiro jamais se conseguiria o
êxito obtido, por exemplo. Então, vamos
seguir o exemplo.
48
Etapa do Mundial de Tênis
Mais de 900 trabalhadores
brasileiros, representantes de cerca de
200 empresas, participaram, este ano, da
7ª edição dos Jogos Nacionais do
Serviço Social da Indústria (SESI). As
partidas de tênis de quadra dos Jogos
Nacionais ocorreram entre 22 e 28 de
maio, na Associação Atlética da Bahia, em
Salvador.
A competição nacional de tênis foi
antecipada porque os campeões
representarão o Brasil no Mundial de
Tênis do Trabalhador. Organizado pela
Confederação Esportiva Internacional
do Trabalho (CSIT), o torneio
internacional de tênis contou com as
participações de brasileiros e de mais
70 trabalhadores de França, Itália,
Bulgária, Finlândia, Dinamarca, Rússia e
Áustria.
Patrícia Medrado, campeã mundial de
tênis, foi a madrinha dos Jogos do
Mundial de Tênis do Trabalhador. O local
das partidas é o mesmo em que a
atleta iniciou a carreira.“O convite
é uma honra para mim. A
Associação é onde dei minhas
primeiras raquetadas, com 10 anos
de idade. Aqui passei grande parte
da minha infância e adolescência”,
relembrou Patrícia. Ela foi a número 1
do ranking brasileiro de tênis durante
11 anos consecutivos, no período de
1974 a 1985 e ganhou medalha de prata
nos Jogos Panamericanos do México, em
1975.
“Este clube é um exemplo em todos
os sentidos para o estado e para o país.
Pretendo incentivar a realização de
eventos desse porte aqui na AAB,
principalmente os que forem promover
a aproximação entre Brasil e Espanha”,
revelou o cônsul espanhol, Jacobo
Gonzalez Arnao (foto).
Resultados: No torneio de tênis,
houve equilíbrio regional na distribuição
de medalhas de ouro, com certo
destaque para Minas Gerais e Santa
Catarina. Giancarlo Pozza, da Clemar
Engenharia (SC), foi o primeiro no
torneio absoluto na categoria masculina,
até 35 anos. Adriana Becker, da malharia
RC Conti (SC), venceu entre as
mulheres. Luiz Eduardo Moreira, da
Companhia Furnas (RJ), foi o campeão
da categoria B, para maiores de 35 anos.
Cláudia Rios, da Arcelor Mittal (ES),
também foi ouro. Na categoria C, para
maiores de 45 anos, o vencedor foi Mario
Zoet, da Cimo Engenharia (MG). Myrian
Notini, da mineradora Ferlig (MG), levou
a melhor entre na categoria feminina.
I Perini Open inaugurou as quadras de tênis
O I Perini Open, que aconteceu nos dias 16 e 17 de abril, inaugurou
as quadras cobertas de saibro da Associação Atlética da Bahia (AAB),
atraiu tenistas e amantes do esporte em um divertido e gastronômico
evento que reuniu mais de 400 pessoas em Salvador.
O torneio de duplas, válido pelo Circuito Baiano de Duplas da
Federação Bahiana de Tênis (FBT) e promovido pela Tdsko & Kvalcante
(Rogério Tedesco) e Viramundo Produções (Ildázio Tavares Jr.), contou
com 84 duplas inscritas em cinco diferentes categorias. Como atração
principal, o I Perini Open trouxe três grandes nomes do esporte brasileiro:
Fernando Meligeni, Patrícia Medrado e Márcio Carlsson.
Programação
A abertura oficial do I Perini Open aconteceu no sábado, às 8h,
com a inauguração das quatro quadras de tênis, que receberam os
nomes de grandes personalidades que fizeram história no esporte
baiano. Patrícia Medrado, que foi durante 11 anos consecutivos a melhor
tenista brasileira e alcançou a 48ª posição do ranking mundial na
categoria simples e 9ª em dupla, foi uma das homenageadas. Um dos
principais treinadores do Brasil na década de 80 e um dos primeiros da
Bahia, José Evaldo Silva, também foi homenageado, bem como o extenista e atual professor da AAB, Pedro Silva. Lucia Meirelles,
representante da família Meirelles de tenistas, completou as
homenagens. Sua filha, Ivana Meireles, aproveitou a oportunidade para
lançar seu projeto social que oferece aulas de tênis para cadeirantes.
No domingo (17/04), o dia foi especial também para os pequenos
e mulheres convidadas. Após o café da manhã Perini, tiveram início
duas clínicas de tênis: uma Play´n Stay direcionada para crianças, que
foi ministrada por Fernando Meligeni, e outra para damas, com Patrícia
Medrado. Depois das clínicas, começaram as semifinais e também o
tão esperado jogo de exibição entre Fernando Meligeni e Márcio Carlsson.
Após disputa acirrada e emocionante, Carlsson venceu Meligeni por 78 (10-8). Por fim, aconteceram as finais de todas as classes com a
premiação. Confira abaixo os nomes dos campeões e vices-campeões
por classe:
Classe A: 1º lugar: Ildázio Tavares Jr. / José Evaldo Jr
2º lugar: Leonardo Azevedo / Fabio Oliveira
Classe B: 1º lugar: Sérgio Dahia / Vokton Almeida
2º lugar: Rafael Alcântara / Verena Alcântara
Classe C: 1º lugar: Jorge Bellak / Marcelo Valente
2º lugar: Paulo Rabello / Nivaldo Silva
Classe D: 1º lugar: Fernando Giaimo / Marco Antonio Camargo
2º lugar: Rogério Tedesco / Marcelo Tavares
Damas: 1º lugar: Eliete Santos / Gersilda Guerra
2º lugar:Vânia Meirelles / Lucia Meirelles
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Constituição Jurídica e Administrativa da Associação Atlética da Bahia
Sócios Fundadores
Américo Salles –- Em Memória
Antonio Bernardino de Carvalho – Em Memória
Boaventura Moreira Caldas – Em Memória
Carlos Alberto da Cruz – Em Memória
JoãoViana Dias da Silva – Em Memória
Manoel Costa Cruz – Em Memória
Raimundo Chaves de Aguiar – Em Memória
Carlos da Costa Cruz – Em Memória
Eduardo Dias Pereira – Em Memória
Geraldo Lanza – Em Memória
Mesa Diretora do Conselho Deliberativo - triênio 2008/2011
Walfredo Oliveira – Presidente Raimundo Lisboa –Vice-Presidente Miguel Falcão da Silva – 1º Secretário
Renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo 2011/2014
TITULARES: Abimael Oliveira Adilson Mendes Rodrigues Álvaro de Souza Filho Antônio Carlos Oliveira Lago Antônio Heider Lago Bonfim César Augusto Oliveira dos Santos Gilvan Figueirêdo Galvão Ivan Perazzo Freitas José
Luis Galvão P. Bonfim Gildo Raimundo Lopes Luciano Oliveira dos Santos Mário Américo Bonfim Brito Ney Souza
Gavazza Raimundo Lisboa Sérgio Ribeiro Bastos Sérgio Ricardo Oliveira dos Santos
SUPLENTES: Amin Jamil Ana Marta Drumond Bittencourt Anderson Azevedo Brito Boris B. F. Pessoa Espiridião
dos Santos Araújo Paulo Eduardo Caldas Rosa Alan Azevedo Brito Virgílio José Rios Leiro
Conselheiro Nato
Alberto Florêncio da Silva
Beneméritos
Ademar da Silveira Brito Antonio Dias de Moraes – Em Memória Braúlio Xavier Filho – Em Memória Carlos Coqueijo
Costa – Em Memória Carlos Ricardo Gaban Eduardo Jorge Mendes de Magalhães Eduardo Prisco Paraiso Edvaldo
Pereira de Brito Edvaldo Brito Filho Fernando Correa Ribeiro – Em Memória Gerson Gabrielli Gustavo Maia – Em
Memória Jayme Baleeiro - Em Memória Jorge Correa Ribeiro – Em Memória Milton José Dias de Moraes –- Em Memória
Nilton Silva – Em Memória Walfredo Oliveira
Honorários
Gaspar Sadoc da Natividade
Pedro Luiz da Silva Godinho
Claudelino Miranda
Diretoria Executiva - Mandato 2008/2011
Ademar da Silveira Brito
Boris B. F. Pessoa
Anonio Heider Lago Bomfim
Antonio Cruz Moreira Alves
Daniz César de Souza
Roberto Carrilho da Silva
Luiz Henrique Behrens
Adilson Lima Ramos
Aurelino Damasceno Passos
Carlos Maurício Torres
Rosalvo Coelho Neto
Geraldo Rabelo de Brito Filho
Jorge Machado de Pinho
Edésio da Silva Góes
Ronaldo Junqueira Rohrs
Roberto Conceição Marcelino
Presidente
Vice-Presidente Adm. Financeiro
Diretoria Administrativa
Diretoria Financeira
Diretoria de Contabilidade
Diretoria de Marketing
Dir. deTecnologia de Informação
Vice-Presidente Social
Diretoria Social
Diretoria de Atvidades Culturais
Diretoria Médica
Diretoria Relações Públicas
Vice-Presidente de Esportes
Diretor de Futebol
Diretoria deVoleibol e Basquete
Diretoria deVoleibol
Leonardo Caldas Scárdua
Diretoria de Esportes Aquaticos
Luiz Henrique Portela Brim
Diretoria de Jogos Esportes de Salão
Virgilio José Rios Leiro
Diretoria de Artes Marciais
Edilberto Prado da Silva
Diretoria de Tênis
Claudio Miranda de Carvalho Direoria de Esportes Olímpicos
Carlos Maurício Torres
Vice-Presidente Patrimonial
Marcos Pinto Guerra
Diretoria de Obras
Sérgio Passarinho
Diretoria de Obras
Aloísio Coelho Messeder
Diretoria de Sede
Edvaldo Brito
Vice-Presidente Jurídico
Paulo Rosa
Diretoria Jurídica
Gilberto FranciscoVillela
Diretor Secretário
Assessoria da Diretoria
Lúcia Maria Rebouças Meirelles Assessora
Tarcisio Alves Torres
Assessor
EXPEDIENTE
Editora: Verônica de Macêdo – Fotos: Romildo de Jesus
Associação Atlética da Bahia - Tels.: 55 71 3264-5011 - e-mail: [email protected]
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De volta para o Futuro - nº 2 - AAB