1 2 O primeiro passo foi dado e estamos vivendo plenamente um novo tempo para a Associação Atlética da Bahia e seus associados. Depois de uma longa espera, em que enfrentamos percalços de toda ordem, muito mais causados por terceiros que por problemas de administração, abrimos as portas do clube, que começa a ser frequentado em sua plenitude. Nem todos os problemas foram sanados, pois sabemos que somente com o funcionamento regular os defeitos se mostram e as carências se revelam. O clube está bonito e vem chamando a atenção de todos: desde os sócios, de pessoas que buscam informações para se associar ou dos próprios moradores da Barra Avenida que se dizem orgulhosos de um prédio futurâmico, moderno e bonito, que chegou para participar da revitalização deste bairro que é considerado pelos baianos, brasileiros e estrangeiros como um dos mais charmosos do mundo. Aqui está localizada uma praia – o Porto da Barra – eleita recentemente, por publicações de turismo internacionais, como a melhor e mais bonita praia situada em área urbana do mundo. Pois a nova vida que a AAB demonstra a partir de agora e sua integração com a história do bairro são temas e abordagens da nossa Revista Azulina – Sede Nova. Apresentamos a você, leitor, a cara nova do clube e o bairro onde temos orgulho de nos situarmos. A edição número 2 da nossa revista – cujo primeiro número foi um estrondoso sucesso – fala de tudo isso e muito mais. Foi a partir dela que o projeto do clube ganhou uma dimensão nacional, o que levou a Confederação Brasileira de Clubes a nos colocar na relação dos 30 melhores clubes do país (lembrando que no Brasil existem mais de 13 mil clubes), o que credencia nossos associados a frequentarem – em termos de intercâmbio – os melhores clubes do país.Vamos continuar lutando para uma AAB cada vez melhor, contando para isso com sua essencial participação. Atenciosamente, Ademar Brito Presidente 3 editorial AAB entre os melhores clubes do país UMA GRANDE FESTA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Associação Atlética da Bahia faz história À s 9h da manhã do dia 27 de novembro de 2010, a nova sede da Associação Atlética da Bahia (AAB) foi inaugurada. Os portões foram abertos com uma para-liturgia, seguida por um coquetel oferecido aos sócios, animado com música ao vivo, fogos, bandinhas, artistas fantasiados, enfim, várias atrações para os jovens e, especialmente, para as crianças. No domingo, 28, a AAB entrou em pleno funcionamento para as atividades sócio-culturais-esportivas do clube. A celebração tem sabor especial, já que, em 2010, a “Azulina”, como é carinhosamente apelidada pelos sócios, completou 96 anos de fundação no dia 04 de outubro. Na solenidade de abertura do clube estiveram presentes, além da diretoria da AAB, antigos e novos sócios e autoridades locais, como o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Salvador, Pedro Godinho, representantes de instituições do Rio Vermelho, da Associação de Moradores da Barra, das Polícias Militar e Civil e do 2º Distrito Naval, juntamente com jornalistas baianos. A comemoração se estendeu por toda tarde e foi até o dia seguinte com apresentações e torneios esportivos, comemorativos em homenagem ao presidente do clube e a alguns diretores da Azulina, a exemplo de Boris Pessoa, vice-presidente Administrativo e Financeiro, e Valfredo Oliveira, presidente do Conselho Deliberativo. Vale especificar que, durante as festividades,Ademar da Silveira Brito,Valfredo Oliveira, Boris Pessoa foram homenageados com placas e troféus sócioesportivos pelas inúmeras e significativas contribuições para a memória e reconstrução da sede da Azulina. 4 Momentos de emoção e recohecimento Ademar da Silveira Brito Presidente da AAB “É um dia sensacional. Muitas alegrias, emoções, saudades da esposa e dos netos que se encontram em Londres. É um dia de muitas provas de amizade e apoio de todos os associados com pronunciamentos que me emocionaram. Ainda temos vários projetos na nossa gestão a agradecer e a realizar. Obrigado e parabéns a todos: associados, diretoria, amigos, colaboradores, funcionários, família e até aos que não acreditaram nesse dia, mas que estão agora nos dando apoio de coração. Fomos muito criticados, mas nunca faltou entusiasmo dos associados em crer para ver. Estamos na fase de sucesso, na qual não há mais dúvida de que o objetivo foi alcançado. Agora, a responsabilidade é maior. O próximo passo: será feito, na parte superior, um espaço para eventos infantis”. Iracema Bittencourt Faria Sócia há 28 anos “Hoje estou sentindo a maior felicidade do mundo. A AAB está belíssima. Não esperava encontrar o que estou vendo aqui hoje. Estou apreciando a evolução da casa. Parabéns a Ademar, que luta por esse clube ao lado de sua sobrinha Elizabeth, como se fosse um pai zelando por seu único filho. Ele ama a Azulina. Não quero desfazer dos presidentes anteriores, mas Ademar é o melhor presidente que a AAB já teve. Esse local é a continuidade da nossa família, por isso estou tão emocionada.” Valfredo Oliveira Presidente do Conselho Deliberativo da AAB “O dia de hoje simboliza uma data marcante para a Associação Atlética da Bahia e para o seu quadro social, tendo em vista o renascimento desse clube tão querido pela sociedade baiana e seus associados. A AAB passou por umas fase decadente e graças ao dinamismo empregado, à vontade e lealdade da presidência e diretoria da entidade conseguimos a reativação do espaço para o amplo funcionamento de suas atividades sócio-culturais e esportivas. Por esse motivo, o Conselho que sempre apoiou Ademar e sua diretoria regozija-se por ver a Azulina em sua plenitude entregue ao seu quadro social”. Maria Conceição Marcos Messeder Sócia “Eu tenho 81 anos de idade e meu filho, Aluízio Messeder, tem 53 anos. Como sócios da Associação Atlética da Bahia não podíamos deixar de estar presentes aqui nesta festa de vitória do clube. É uma satisfação imensa. Havia 16 anos que eu não saía de casa e hoje quebrei o jejum só para vir a reinauguração da sede.É a renovação de uma época de glamour que vivi com a minha família, pois sempre morei na Barra. Ademar está de parabéns!” 5 Mais depoimentos e descontração Pedro Godinho Vereador, presidente da Câmara Municipal de Salvador e sócio honorário da AAB Edivaldo Brito Vice-prefeito de Salvador e sócio da AAB “Meu coração está pulsando. A comunidade está esperançosa por melhores dias na busca de alcançar ambientes de tradição cultural de Salvador e da salvação da juventude baiana. Matar os clubes sociais é esquecer que neles estão os melhores ambientes sócio-esportivos, de solidariedade humana e para a vida em família. É com orgulho que pertenço hoje ao quadro social que enfrentou momentos dificílimos diante da insensibilidade do poder público. Trabalhei junto com meu filho em prol da AAB e, hoje, quando eu e Ademar, meu querido amigo, vemos esse dia festivo, choramos emocionados. Ademar merece apoio e respeito pelos méritos de sua simplicidade, trabalho, fome de agir e capacidade de congregar todos nós. Somos um time de futebol, cujo objetivo é a vitória!” Almir Rodolpho Almeida Palhaço Pinduca – 95 anos de idade “Salvador sem a AAB ficaria desfalcada, principalmente a Barra. A inauguração da nova sede do clube é de uma importância muito grande, pois este espaço tem um histórico de grandes serviços prestados à sociedade. Todos estão de parabéns por esse milagre: o presidente, o Conselho Deliberativo, a diretoria, os sócios e colaboradores! Obrigado pela honraria de sócio honorário da casa que acabo de receber.” Odair Conceição Sócio da AAB e proprietário da MF Segurança “Hoje é um dia de glória pela alegria de ver um sonho realizado, através de uma obra que fará com que a família azulina volte a ter o seu ponto de encontro em um espaço mágico. Parabéns Ademar!” “Participei por mais de 40 anos das festas e shows daqui da Associação Atlética da Bahia, animando crianças, jovens e adultos. A minha felicidade hoje é igual aos meus 95 anos de vida: imensa e profunda, cheia de recordações. Eu e o clube nascemos praticamente juntos, pois comemoro quase um século de existência em 10 de maio do ano que vem. Aqui, nesse local, sempre encontrei felicidade e amigos amorosos. Sou primo do saudoso ex-presidente Nilton Silva e grande amigo de Ademar, que sempre valorizou meu trabalho. Estou feliz, estendendo as mãos para os céus, agradecendo a Deus pelo dia de hoje”. 6 SCHINCARIOL 7 SESSÃO ESPECIAL Câmara homenageia a AAB U ma sessão especial repleta de emoção, lembranças e glamour aconteceu na Câmara de Vereadores de Salvador, no dia e dois de dezembro, em homenagem à reinauguração do clube e face o seu aniversário. O evento resultou de um projeto do vereador Pedro Godinho em tributo a todos que se dedicaram ao trabalho de ressurgimento da associação. O resultado de dedicação ao clube, notadamente do seu presidente Ademar Brito, mereceu palavras de reconhecimento, em meio a um plenário repleto de admiradores, amigos, funcionários, sócios da Associação Atlética da Bahia, jornalistas e colegas do Lions Club, do qual ele também faz parte. “Esta homenagem à reinauguração da AAB é, acima de tudo, um tributo ao árduo e exemplar trabalho de Ademar e de sua equipe de dirigentes, símbolo perpétuo do amor à Azulina”, declarou Pedro Godinho, referindo-se ao apelido do clube, por carregar a cor azul no uniforme de seu antigo time de futebol. Diante da crise que abalou os clubes sociais baianos, à medida que condomínios residenciais disponibilizavam equipamentos antes privativos desse espaço de lazer e socialização, Ademar Brito, o Conselho Deliberativo da AAB e a Assembleia Geral resolveram colocar em prática um plano: vender parte da área do clube a uma empresa construtora que assumisse o 8 esporte, campo de futebol society, salão de jogos e de festas, clube do whisky e academia de ginástica. Em breve, poderá contar com um spa. Presentes na mesa, o presidente do Conselho Deliberativo da AAB,Valfredo Santos, Claudelino Miranda, representando o vice-prefeito Edvaldo Brito e o exvereador Itaberaba Lira falaram do contentamento em ver o clube de volta ao cotidiano da cidade. Também discursaram o escritor Ubaldo Porto Filho, autor de livro sobre a história da AAB, Clóvis Bezerril, representante do bairro do Rio Vermelho, e Alfredo Vasconcelos, presidente do Sindiclube. É importante lembrar que, em 1992, Ademar da Silveira Brito foi homenageado com a Medalha Tomé de Souza em sessão especial na Câmara de Vereadores de Salvador, como resultado de um projeto do então vereador João Dantas, em reconhecimento à iniciativa social de recuperação das casas dos funcionários da AAB, comandada, na época, por Ademar. compromisso de erguer uma nova sede social. E assim foi feito, mas não sem antes receberem críticas. O presidente da AAB explica que convencer os associados não foi fácil.“Sabemos que mudar é empreender, é correr risco. E esse risco não é uma garantia de sucesso. Até agora tivemos sucesso, como resultado de uma boa administração”, disse Godinho, atual presidente da Câmara de Vereadores. Passados 96 anos da sua fundação, a Associação Atlética da Bahia conta, hoje, com uma estrutura econômica que a mantém sem sobressaltos, apresentando receita superior à despesa, e que lhe permite servir de exemplo a clubes que se encontrem em situação precária. “Não há dúvida que nosso objetivo foi alcançado”, afirmou Ademar, ao agradecer a ajuda dos membros da diretoria e funcionários. O novo espaço da AAB, com projeto arquitetônico assinado por Antônio Caramelo, dispõe de quatro quadras de saibro cobertas, piscina semi-olímpica, ginásio de 9 E lite AAB entre os melhores clubes sociais do país Em sua nova fase, alcançada através de sua reestruturação física e financeira, a Associação Atlética da Bahia – AAB acaba de alcançar a colocação de 30º clube social a integrar a seleta lista do CSI – Conselho Superior Interclubes, da Confederação Brasileira de Clubes - CBC. Esta aglutina mais de 13 mil entidades no país. Com isso os seus associados passam a ter direito ao Convênio de Intercâmbio Social e Desportivo Brasileiro, do qual fazem parte os tradicionais Esporte Clube Pinheiros e o Alphaville Tênis Clube, ambos em São Paulo, dentre outros em todo o Brasil. A recolocação permitirá à presidência e diretoria da AAB uma participação direta, maior e mais significativa nas decisões político-administrativas tomadas pelo CSI durante o ano. Para Ademar da Silveira Brito, presidente da AAB, o posicionamento do clube dentre os mais expressivos e importantes do país, vem atestar o acerto em sua modernização, notadamente uma estrutura contemporânea e que servirá como o centro de convivência de primeira classe para os seus associados. Ele lembra que o clube acaba de comemorar 96 anos de existência. SOBRE A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CLUBES – CBC A Confederação Brasileira de Clubes - CBC, sediada em São Paulo, tem como objetivo representar e defender os interesses dos clubes esportivos sociais do país, visando ao reconhecimento de sua importância na sociedade, além de criar condições favoráveis à evolução do segmento. O intuito dos integrantes da entidade é o desenvolvimento de suas ações voltadas à área social e ao esporte de base, além da formação de atletas, em âmbito nacional. A CBC é responsável por conquistas expressivas em benefício dos clubes brasileiros. As principais são: Novo Código Civil Estatuto do Torcedor Alteração de diversos artigos do Código Civil, de modo a permitir que os clubes voltassem a ter autonomia de gestão de acordo com seus estatutos sociais. A Confederação consegue alterar o projeto de lei do Estatuto do Torcedor ao incluir o artigo 43, que deixa claro que esta lei aplica-se apenas ao desporto profissional e elimina as exigências que aumentariam os investimentos não previstos nos orçamentos dos clubes esportivos sociais. COFINS A CBC age rapidamente quanto à tributação da COFINS, viabilizando junto ao Governo Federal, por meio de medida provisória, a isenção do pagamento de 3% para suas atividades, conseguindo eliminar esta grande despesa financeira que, caso contrário, teria de ser suportada pelos clubes. Bolsa Atleta Conquistada através do apoio do Conselho Superior Interclubes, destinando verba para os esportistas que não possuem patrocínio e tenham destacado currículo, sendo 10 Dia Nacional dos Clubes Esportivos Sociais que estes devem ser vinculados aos clubes. A CBC orienta os clubes sobre como proceder para conseguir o benefício da Bolsa Atleta para seus atletas. Sancionada Lei 12.333 pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, onde institui 09 de novembro como o “Dia Nacional dos Clubes Esportivos Sociais”, que será comemorada anualmente em todo território nacional. A data comemorativa coincide com a data de fundação da CBC. Timemania Em 2005 começam as articulações intensas da CBC junto ao poder executivo para inclusão de emenda ao Projeto de Lei que criou a loteria Timemania. A emenda é aprovada no Senado e votada na Câmara dos Deputados Federais. Em setembro de 2006, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a legislação da loteria Timemania, regulamentada na sequência. Sobre o CSI – Conselho Superior Interclubes Uma linha de frente compacta e atuante na defesa dos interesses dos 13.826 clubes vinculados à CBC. Com este objetivo nasceu o Conselho Superior Interclubes - CSI. O grupo é formado pelos clubes mais representativos de todas as regiões do Brasil. Isto porque, dentro das finalidades, a equipe de dirigentes atua e luta no “front”, junto aos órgãos públicos em Brasília e também em todo o país. Além da comissão de frente da CBC, o CSI também é uma forte influência sobre a diretoria da Confederação.Ao Conselho compete sugerir diretrizes para ações da gestão administrativa da CBC. Ou seja, tem a missão de indicar os caminhos para que a entidade trace o seu plano de trabalho, dando respaldo para que a presidência trabalhe fortemente buscando a excelência na prestação de serviços aos seus filiados. Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte A Lei de Incentivo Fiscal, destinada à entidades esportivas sem fins lucrativos, é regulamentada.A CBC teve participação ativa em sua elaboração. Refis Refinanciamento em até 20 anos das dívidas dos clubes junto a União.A CBC propõe e o Congresso Nacional aprova a Medida Provisória, possibilitando aos clubes esportivos sociais refinanciar todos os tributos, inclusive o FGTS, com redução de multas em 50%. 11 T Uma família que é radição a cara da Azulina Por Patrícia Trigueiros ! jornalista O dia 14 de novembro de 1994 foi decisivo para a família Trigueiros. Dona Maria de Lourdes Trigueiro, matriarca da família, iria ser operada pela primeira vez do coração. Um dia antes, o marido Moacyr Aderne Trigueiro, os três filhos e netos decidiram fazer uma homenagem, e o local escolhido foi a Associação Atlética da Bahia. Acharam que a melhor forma de acreditar que tudo iria dar certo era reunindo a família na AAB, como acontecia em todos os finais de semana. Hoje, aos 81 anos, dona Lourdes lembra com alegria e emoção os momentos de felicidade. “O clube é um lugar que me faz lembrar histórias inesquecíveis. Por isso, estou ansiosa com a reabertura”, conta Lourdes. Das lembranças também não saem os tantos carnavais, em que todos se preparavam para dançar por horas as marchinhas. “O seu cabelo não nega mulata, porque és mulata na cor”, cantarola dona Lourdes uma das músicas que marcaram a folia na AAB. Outros carnavais ficaram na lembrança da família, especialmente para Ana Maria, filha de Moacyr e Lourdes, e seu marido Hamilton. O primeiro carnaval que o casal de namorados passou juntos foi em 1972, 12 quando o tema da festa na época esbanjava alegria, estampada nos rostos e também nas roupas de quem foi curtir a folia na associação. “Painho não queria me deixar ir, mas depois de muito insistir, ele autorizou seu Manoel, motorista da família, a me levar. Porém, tinha uma condição: às 1h30 da manhã teria de estar em casa. Mas o esforço valeu”, relembra Ana Maria. Esse foi o primeiro de muitos carnavais do casal. Com o tempo, a família foi crescendo. Vieram as meninas de Ana (eu sou uma delas!), os filhos de José Renato e de Moacyr Júnior, mais as crianças dos sobrinhos e afilhados dos patriarcas da família Trigueiros, que todo domingo se encontravam na mesma mesa e eram atendidos pelo mesmo garçom, seu Barros, que fazia questão de correr para anotar os pedidos. “Quando chegávamos à associação, meu pai pedia tudo o que os meninos queriam. Depois que as crianças comiam, Painho sentava no parquinho e ficava tomando conta dos nossos filhos, enquanto a gente curtia”, conta Ana Maria. Com a reinauguração da Associação Atlética da Bahia, os Trigueiros pretendem voltar a ter mais histórias para contar. É como reforça dona Lourdes, que agora tem mais um novo membro na família. “Espero poder levar meu bisneto, de apenas três anos, para se divertir no clube. Vai ser a nossa quarta geração a passar os dias na beira da piscina da associação”. 13 G E R A L Homenagem ao jornalista Theodomiro Batista Diretoria da Associação Equipe de colaboradores da AAB Representantes do Rio Vermelho Social Dr. Rosalvo Coelho Neto Lançamento do livro “A Voz Como Reflexo do Ego” Social Prefeita Moema Gramacho, Ademar e Marlene Brito Membros da Academia de Letras Jurídicas da Bahia: Dr. Lauro Araripe Filho, Dr. Aurélio Pires e Ademar da Silveira Brito 14 Clínica de Vôlei Equipe de esportes marciais Corrida Rústica Homenagem dos desportistas marciais A beleza está bem representada na Associação Veteranos de Basquete Clínica de Vôlei Clínica de Vôlei 15 Social Social Social Social Baba de inauguração do novo campo de futebol Baile pré-carnavalesco para a criançada Carnaval infantil na sede nova Beto Narchi animando um dos bailes na AAB Marlene e família em pose na Associação 16 Social Social Social Associados no baile carnavalesco Social Azulina no Carnaval Baile da terceira idade Evento reuniu parte da comunidade Azulina Equipe de polo aquático Equipe infanto juvenil 17 18 N OTINHAS SOCIAIS As coberturas do espaço infantil e da entrada do clube funciona na nova sede da Associação Atlética da Bahia. O local apresenta um conceito inovador em atividade física, com equipamentos modernos, acessíveis a todas as idades, serviços de qualidade e com planos e mensalidades ao alcance de todos. ganharam revestimento de policarbonato. Com isso, a Associação Atlética da Bahia oferece mais um serviço de proteção e segurança para seus associados e visitantes. A Azulina traz mais novidades. Na parte superior da AAB está sendo implantado um spa com saunas a seco e a vapor, espaços para prática de pilates, para hidromassagem e massagens diversas. associados e suas famílias, a AAB oferece uma extensa e diversificada programação esportiva com escolinhas de futebol, natação para crianças e adultos, tênis e hidroginástica. As aulas acontecem de segunda a sexta, das 6h às 19:20h. O clube Nos dias 16 e 17 de abril aconteceu a 12ª Convenção Em breve, o clube o Restaurante Marinata será inaugurado no clube, oferecendo o que há de melhor em gastronomia, serviços e atendimento para seus clientes. O local estará aberto para o público. Foi lançado na AAB, no mês de abril, o livro “Mulheres”, do arquiteto e escritor Carlos Maurício Torres. Para os amantes da natureza, a “Horto Paraíso” é a melhor opção. Com uma variedade de plantas ornamentais, frutíferas, árvores da Mata Atlântica, grama Esmeralda em tapete, forrações e vasos, a empresa, localizada na Estrada do Coco, realiza o sonho de criar lindos jardins. Tels.: 3623 1268 / 2057. Para os ainda disponibiliza aulas de Judô e Jiu-Jitsu durante a semana para associados e também para o público em geral. Os horários variam de 7h às 21h. Lions Club, realizada na Associação Atlética da Bahia. O evento foi um sucesso e contou com a apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais e a participação do Coral Intermezzo na abertura, sob a regência e direção de Myrian Fontal. Durante a convenção, cujo diretor geral foi Ademar Brito, foi realizada uma palestra do profº Edvaldo Brito. A ocasião também contou com a instrução leonística de Dr. Antônio Gentil. Todo o conforto e segurança do clube mais moderno da cidade, agora associados ao profissionalismo de Paulo Meyra, em um espaço acolhedor e planejado, que oferece o melhor custo benefício da Barra.A Capitania do Porto é a academia do Grupo Paulo Meyra, que Empresas parceiras da AAB ACADEMIA PAULO MEIRA RESPONSÁVEL: PAULO EMANUEL MEIRA XAVIER RUA GUILARD MUNIZ, 211/101, PITUBA [email protected] / Telefones: 9151-5000 e 3452-7020 LOJA 04 – PORTO SHOPP BAR E RESTAURANTE RESPONSÁVEL: LUCAS PITHON DAS VIRGENS RUA PACIFICO PEREIRA, 159/801B – GRAÇA [email protected] / Telefone: 8119-8663 RESTAURANTE MARINATA RESPONSÁVEL: MARCELO AGUIAR BATISTA SAPUCAIA CJ JD ATALAIA PX A FIB – STIEP / Telefone: [email protected] LOJAS 05 E 06 – 5ÀSEC - LAVANDERIA RESPONSÁVEL: ARTHUR NEMROND M. GUIMARÃES RUA CONDE FILHO, 238/301 GRAÇA / [email protected] / Telefones: 8119-7315 e 3271-8383 LOJA 01 – YO FROZEN (SORVETE DE IORGUTE) AV TANCREDO NEVES, LJ 4022 TERREO, CAMINHO DAS ARVORES Telefone: 9981-7259 CASA NOTURNA E LOJAS 07 E 08 RESPONSÁVEL: MOACYR PITTA LIMA FILHO E OUTROS RUA GUADALAJARA, 738/1801 – MORRO DO GATO heron: [email protected] / telefone: 8861-4996 Marcio Braga: [email protected] / Telefone: 8891-1802 Moacyr: 9949-1777 / Estevão: 8843-9886 LOJA 02 – BARY COFFEE RESPONSÁVEL: SYLVIO AUGUSTO DE O. MENDONÇA AV PRINCESA LEOPOLDINA, 238/502 GRAÇA, COND OLGA PONTES ED DIANA / [email protected] / Telefone: 9987-9033 ESTACIONAMENTO MASTER EMPREENDIMENTOS URBANOS RESPONSÁVEL: ROBERTO VALVERDE Av Magalhães Neto, 1450 S/406 Ed Milenium Empresarial - Pituba [email protected] / Telefones: 3346-0998 / 3248-4799 LOJA 03 – DEPIL - ESPECIALIZADA EM DEPILAÇÃO RESPONSÁVEL: LISE GURGEL VASCONCELOS ALAMEDA DOS ANTÚRIOS, 178/2102 CANDEAL [email protected] / Telefone: 9133-9446 19 PORTO DA BARRA velhos de e novos lobos do mar Jolivaldo Freitas ! jornalista e escritor S ão três horas da manhã e as lamparinas acesas são levadas protegidas do vento pelo corpo dos homens que as carregam. Uns levam caçuás; outros cordames, cofos, panelas e azeite. Boa parte dos homens leva carvão. Tem também o bocapiu com legumes e frutas passadas, para colocar nos gererés que já estão prontos amarrados com pedras esperando para serem jogados no fundo do mar. Todos os dias – menos naqueles de grandes tempestades ou de festa – o cortejo é o mesmo e os homens se encaminham calados em direção aos saveiros que estão apoitados no Porto da Barra ou na areia prontos para rolar sobre troncos; e soltos na água ainda tépida, velas ao vento, seguir em direção a mar alto, local onde estão os pesqueiros. Esta cena é antiga e remonta ao século passado. Mas, ainda hoje, em pleno século XXI, se repete, embora não mais com freqüência e muito menos com a maioria dos pescadores. O Porto da Barra mudou bastante ao longo do tempo. E, as facilidades, como motor a diesel, facilita a vida dos pescadores que ainda se dedicam a tirar o sustento da família do mar. Atualmente tem pescador que sai às 9 horas da manhã e volta no mesmo dia, no final da tarde.Antigamente, lembra seo André Aleluia, velho morador da Praguer Fróes, os pescadores pegavam suas embarcações e levavam dois ou mais dias no mar. “Tudo era na vela”. Isto é confirmado pelo pescador Luiz Rodrigues. Os velhos saveiristas iam buscar o peixe longe e dependiam do vento. E não podiam voltar sem 20 a boa pesca, pois era prejuízo e necessidades a serem enfrentadas pela família. Luiz pode ser encontrado todos os dias na área de atracação e manutenção dos barcos e saveiros, nas proximidades do Forte de Santa Maria, um dos marcos do Porto da Barra. Hoje, a maior preocupação dele é aglutinar os pescadores remanescentes para que tenham força na hora de buscar melhorias para todos, principalmente junto à Prefeitura Municipal. O Porto da Barra ainda congrega em torno de 140 pescadores que trabalham regularmente e isso envolve tanto quem pesca de barco, saveiros, de mergulho (em apnéia ou com compressor). Os pescadores, diz Luiz, estão em luta neste momento, para conseguirem um local apropriado onde possam implantar a sede da associação de classe. O objeto de desejo deles é o velho Forte de Santa Maria, que pertence é responsabilidade do Iphan, mas que está em estado lastimável. O forte já esteve em mãos da Marinha, de entidades como Sociedade Amigos da Marinha e até de dono de bar, mas com o tempo foi ficando abandonado e hoje é usado por drogados que ficam espalhados ao seu redor. Luiz Rodrigues é diretor da Associação dos Pescadores da Barra e diz que a luta é grande para conseguir manter os interesses dos pescadores na pauta da administração municipal. Ele se queixa da dificuldade que está sendo conseguir o espaço, onde se pretende também instalar um centro de arte e artesanato. Os pescadores, na realidade, começaram a se organizar a quase 80 anos, ainda quando o Porto da Barra era apenas lugar onde eles moravam, em casas de palha e onde moradores de outros bairros próximos, como Graça, Campo Grande e Corredor da Vitória apareciam para os banhos que garantiam saúde e curavam nas águas mornas. Não havia balaustrada, coisa que só veio a ser instalada em meados do século passado e o acesso era difícil pela Ladeira da Barra. Os pescadores do Porto da Barra fazem parte da Colônia de Pesca Z1, que cobre do Mercado Modelo até a Boca do Rio. Eles estão estruturando a chamada Capatazia, que vem a ser um dos braços 21 atuantes da Z1 e que tem a obrigação de gerir a estrutura física do local e levar suas reivindicações para a entidade maior, que por sua vez é quem trata com os órgãos governamentais em busca de apoio estrutural. Os pescadores se queixam que a área do Porto da Barra está quase que abandonada. O próprio dirigente da Associação observa que depois de muita luta conseguiu-se um pouco de segurança para a área. Mas, lamenta que o policiamento seja incipiente. Ele Lembra que há alguns anos, para segurança dele e dos turistas, existiam duas câmeras de segurança que foram retiradas sem que nenhuma satisfação fosse dada para pescadores e moradores. “Hoje a Barra, principalmente nos finais de semana, está tomada por marginais e não temos esperança de nenhuma solução”, enfatiza. Até mesmo a área física onde ficam as embarcações está degradada. A rampa está esburacada e a Prefeitura ficou de dar uma solução, mas parou a obra de reurbanização pelo meio. O pior – diz Luiz – “é que esta área do Porto da Barra é por aonde os idosos vêm para a praia nas manhãs cedo. Muitos já tropeçaram e se feriram”. ORIGEM DO Foi Américo Vespúcio quem descobriu o Porto da Barra e cuidou logo de colocar um padrão no seu lado esquerdo de quem vem do mar para a terra. Ali estava uma praia calma e protegida por dois morros, excelente para a alocação das naus. O ano foi 1501. Dia 1 de novembro. Dia de Todos os Santos. Seu nome de origem é Arraial do Pereira e depois de Vila Velha, cujo proprietários era o dono da Capitania da Baía, o lorde português Francisco Pereira Coutinho. Os primeiros pescadores começaram a povoar o local a partir de 1535, quando aumentou o movimento de portugueses para este lado da América, essencialmente por causa da construção da Cidade do São Salvador. O Porto era o local de desembarque de produtos e viajantes. Era um porto natural e protegido. O seu habitante mais famoso foi Caramuru (Diogo Alvares Correia), casado com a índia Paraguaçu, filha do cacique Taparica. Ele oferecia apoio aos navegantes. No seu início, o Porto da Barra tinha pouco mais de 150 casas, segundo registro histórico, mas, com a implantação da cidade, a área foi sendo abandonada. No século XVIII, eram raras as famílias no lugar. Foi somente no meio do século passado que foi redescoberta e ganhou o charme que ostenta hoje, inclusive, sendo indicada por uma publicação inglesa como a praia mais bonita do mundo. PORTO DA BARRA 22 23 24 E ntrevista Primeira Dama da Bahia Fátima Mendonça P ara quem não sabia, a 1ª Dama da Bahia, Fátima Mendonça, passou grande parte de sua vida entre as paredes da Azulina, ao lado de sua família. O seu pai era conhecido por todos como “Mendoncinha”. Ele jogou por muito tempo nos babas da Associação Atlética da Bahia e era o responsável pela lista dos tradicionais babas de domingo e sábado. Na realidade, o amigo Ronaldo Rohrs conta que a famosa lista de Mendoncinha já era trazida da casa dele quase que totalmente preenchida com os nomes da fiel turma;“era uma panela este baba, de dar inveja”, revela Rohrs. Nesta edição da revista, a filha famosa e bela, conta um pouco das suas prazerosas e saudosas lembranças da antiga AAB. 25 Azulina - Qual o papel, a importância da Associação Atlética da Bahia na sua vida? Fátima Mendonça - A importância é grande, pois eu, desde criança, frequentei esse clube onde fiz esportes e muitos amigos, entre funcionários e colegas. Brinquei muitos carnavais nos bailes infantis, batalhas de confetes, etc, neste clube. Era muito bom!!!! A - Quais as principais lembranças que você tem da AAB? FM - Lembro da piscina grande com o trampolim, de onde dava saltos que preocupavam meu pai, mas que eu adorava. Recordo-me do garçom que a gente chamava carinhosamente de “Vermelho”, das merendas do bar, da Olimpíada da Primavera, na qual eu e minha irmã sempre desfilávamos, das competições esportivas e tenho muitas outras recordações lindas dessa época. A - Qual a importância da revitalização da Associação Atlética para o bairro, para a comunidade da Barra? FM - Um marco, pois tenho certeza que AAB trará uma inclusão social grande e a oportunidade para os moradores, não só da Barra como de outros lugares, terem a chance de desfrutar de uma verdadeira família. Eu creio que o fechamento temporário da AAB fez muita falta sim pra quem sempre a desfrutou como espaço de lazer, recreação e prática de esportes. Imagine que um local tão importante, com um quadro social tão tradicional, realmente é uma falta não só para os moradores desse bairro tão tradicional como para os associados que sempre aproveitaram os seus prazerosos serviços ao longo de toda a existência da AAB. A reabertura do clube significa que esse tradicional espaço vai continuar propiciando os mesmos deleites sociais que sempre fizeram a alegria dos que frequentam a Associação, especialmente os moradores da Barra. Eu penso que para manter esses espaços de convívio social tão agradáveis funcionando é preciso que as pessoas continuem frequentando-os e que o Poder Público utilize também esses espaços para promover, por exemplo, eventos esportivos que incentivem nossos jovens na prática saudável de esportes e ações sociais que mantenham as pessoas frequentando tão aprazíveis clubes. Simplesmente um vencedor B oréu O apelido de infância dura até hoje, assim como as lembranças de uma vida toda passada na Barra. Aos seis anos de idade, José Carlos Brito Dórea (Boréu) foi morar na Rua Barão de Itapoan. Época em que os edifícios eram casas e os poucos prédios que havia, não possuíam playgrounds. Imperavam absolutos na região apenas os edifícios Lord Cochrane, na rua do mesmo nome, o Brasil, na Rua Marques de Caravelas, e o Oceania, no Farol da Barra. 26 Era a estação dos jogos de bola de gude, dos banhos de mar no Porto da Barra a qualquer hora, dos bondes.Tempo das arraias empinadas com produção caseira. Boréu lembra que o anzol de pesca também era produzido com as próprias mãos, o que tornava toda a ventura mais gostosa. Para preparar a vara de pescar, ele e os amiguinhos compravam a flecha, o nylon e o anzol. Já a “chumbada”, que fazia a isca afundar, era produzida com um pedaço de chumbo que eles colocavam no trilho do bonde para ser bem amassada.Aí era só pescar nas pedras da Barra. Pois bem, nesse período, a AAB era um clube aberto, onde ainda não havia porteiro, quando o time doVitória treinava, o campo de futebol era ao contrário, quando no ginásio havia uma quadra de basquete aberta, feita de cimento, quando as duas quadras de tênis nem sonhavam em ser substituídas pela piscina de 25 metros. Isso só aconteceu quando a Família Americano da Costa, dona de quase todo o quarteirão da rua onde ficava e ainda permanece a sede da AAB, cedeu para o clube uma casa cuja lateral dava para a Azulina. Nessa época, criança não entrava nos clubes sociais à noite. Mas quando era dia de jogo, não importava de que modalidade fosse, Boréu juntava os amigos das casas vizinhas para assistir as partidas avistadas dos muros das casas de Fernando e Jorge (Xexéu) Silveira Cunha. Outra lembrança do homem, hoje com 60 anos de idade, é dos filmes exibidos todas as segundas – feiras à noite e aos domingos à tarde no salão da antiga sede. Era uma novidade quando um deles conseguia entrar para assistir uma película cinematográfica. Quando o então presidente Carlos Coqueijo Costa contratou o primeiro porteiro, Seu Romário, o clube foi fechado; só entrava sócio com carteira, para tristeza e preocupação de Boréu e sua turma de amigos préadolescentes. Por outro lado, a AAB foi moralizada e ampliada, modernizada. Construíram-se quatro quadras de tênis e a 1ª piscina com trampolim de 25 metros quadrados. Uma nova realidade foi aberta a Boréu. Ele começou a entrar para jogar bola na AAB. Interessou-se pelo basquete e pelo tênis e chamou a atenção do professor Evaldo Silva por sua aptidão para este último esporte. Evaldo preparou um torneio interno entre seus alunos. Boréu, que treinava sozinho no início, ganhou o torneio. O professor então, começou a treiná-lo de graça, pois o garoto não tinha condições de pagar. Jogava com o uniforme da escola e sem sapatos apropriados. Mesmo assim, em 1961, já rapaz, conseguiu participar do 1º Campeonato Brasileiro de Tênis de Adultos – 1ª classe, jogando com a raquete do cunhado, onde colocou nylon de pesca no lugar da corda quebrada. Dois meses depois, foi o grande vencedor no Campeonato Baiano de Tênis e seis meses após obteve o primeiro lugar durante o Campeonato Brasileiro de Tênis de Porto Alegre, sempre usando a raquete de outras pessoas e roupas emprestadas. Pela Associação Atlética da Bahia, Boréu ainda conquistou dois campeonatos brasileiros consecutivos, depois de três anos: um em dupla com Maria Cristina Andrade e outro em parceria com Jorge Abreu. O seu talento inato o levou a dar aulas de tênis por dois anos ao lado de Evaldo na AAB. Parou porque se casou e se formou em Engenharia Civil. Na época, segundo ele, esporte nenhum dava dinheiro e foi obrigado a se afastar da grande paixão: o tênis. Jogou até os 22 anos de idade. Hoje, só joga por esporte na quadra que tem em casa. E para aqueles que não sabem, Boréu também jogou futebol, basquete e volleyball e nadou, participando de disputas defendendo a AAB. Ganhou medalhas em olimpíadas e competições em todas essas modalidades esportivas em nome da sua querida Azulina. Ele também assumiu cargos de destaque no clube. Foi coordenador do Departamento de Futebol por dois anos e diretor de Tênis duas vezes, durante as gestões de Sinval Vieira e Nilton Silva, este padrinho de seu casamento com Maria do Amparo, como ele, ex-sócia da AAB. O motivo de não fazerem mais parte do quadro de associados da casa é que moram muito longe atualmente; no Condomínio Encontro das Águas, em Lauro de Freitas. Seu filho Marcelo é sócio remido da casa e a filha Renata reside no Rio de Janeiro. Para Boréu, não há dúvida de que o clube vai decolar com a nova estratégia utilizada pela atual presidência para reerguer a entidade. “Com o bom trabalho de Ademar, foi feito algo que já devia ter sido feito há muito tempo”, enfatiza. 27 E D liraldo Cristo Bonfim os seus 50 anos de vida, 27 foram dedicados à AAB. Em 1983, o rapaz alto, magro e sorridente foi trazido pelo vice-presidente social do clube, Carlos Miranda, que, no ano seguinte, assumiu o lugar de presidente da Azulina, substituindo Nilton Silva. “Vim apenas para ficar seis meses, passar uma chuva, e nunca mais saí”, diz Eliraldo. Ele era encarregado do recrutamento de pessoal, responsável pela folha de pagamento, contratações e serviços externos. Era preposto do clube. Em 2000, passou à função de coordenador administrativo-financeiro. Eliraldo, que é visto pelos associados e colegas como uma pessoa muito educada e cordata, conta que quando começou a trabalhar na Associação Atlética da Bahia, o clube já estava em uma situação bem difícil.Havia cerca de 200 funcionários e, segundo ele, a crise foi tamanha, que, com a desativação do restaurante e da lanchonete, foi preciso demitir cem empregados de uma vez só. A diretoria já devia oito meses de salários a todos. “Quando entrei, tive a garantia de que meu salário não iria atrasar e isso realmente aconteceu durante seis meses”, explica. Ele chegou para organizar a parte de pessoal da Azulina, era encarregado de homologar a situação de todos, negociar com os funcionários”. Eliraldo lembra da situação terrível que enfrentou, mas que conseguiu ser ajustada aos poucos, a partir de 1990, pelo então presidente Ademar Brito, na primeira das suas três gestões. Ele revela que pensou em pedir demissão algumas vezes e até chegou a acertar trabalhos com outras empresas, mas sempre acabava desistindo. “Aqui eu fazia parte de uma grande família. Tinha um “baba” formado por funcionários e sócios, como Adilson Mendes, conhecido como “Adilsinho”, toda segunda-feira, das 16h às 19h.Acabei me identificando com a vida, a rotina da casa. Só saio quando me aposentar daqui a três anos e olhe lá”, confidencia. Para Eliraldo o sacrifício valeu a pena. De acordo com ele, antes os associados, principalmente os remidos, ficavam surpresos quando sabiam que a AAB não havia acabado. Ele acredita que, com a nova sede, o clube tenha, pelo menos, mais 96 anos de vida, através das receitas alternativas dos arrendamentos criadas para saldar os gastos mensais principais, a exemplo do IPTU, água, luz, salários.“O novo projeto de clube social implantado por Seu Ademar tem tudo para dar certo”, garante. “Espero que agora todos nós, funcionários, possamos ter melhores condições de trabalho e sei que isso vai acontecer com certeza, pois Seu Ademar é uma pessoa muito corajosa e correta, que, com poucos aliados na época de dificuldades e muita coragem, persistência, grande responsabilidade e imenso poder de persuasão, conseguiu convencer associados, incorporadora e arrendatários da vitória da Associação Atlética da Bahia”, diz.“Ele acreditou que esse sonho era possível e nos fez acreditar e trabalhar junto com ele dias e noites, incansavelmente.A AAB não vive sem ele e vive-versa. O seu nome vai ficar para sempre na história do clube e da cultura da Bahia. Ele trabalhou para o bem de todos”, completa. Mais histórias azulinas compartilhadas pelos colegas Compartilho com Eliane as lembranças do Baile dos Mascarados, comandado por Margareth Menezes em 2007, aqui no clube. Eu e Eliane defendemos o clube da SUCOM como se estivéssemos protegendo nossos filhos e, no final, o baile aconteceu porque tivemos coragem e ousadia de enfrentar os fiscais do órgão e a sorte do irmão de Lídice da Mata, a prefeita na época, fazer parte da produção do show. Ele entrou em contato com alguém da prefeitura pedindo ajuda. Foi uma longa noite. Lembro também quando o Bahia foi campeão brasileiro em 1988. A festa de comemoração foi na AAB, em janeiro de 89, com Chiclete com Banana. Saía gente pela porta. O clube lotou. Eu fazia a distribuição das bebidas nas barracas montadas no campo de futebol e arrecadava o dinheiro das vendas nas lanchonetes e restaurantes. Tive receio de ter confusão, mas foi tudo tranqüilo. A Associação Atlética da Bahia marcou quase toda a minha vida. Foi aqui que conheci a minha esposa, que trabalhava no controle de fornecimento de alimentos e bebidas do restaurante, em 1986. Quando vi Meire pela primeira vez, eu me apaixonei na hora. Foi amor à primeira vista e a gente está junto até hoje com um casal de filhos. 28 E P liane Silva de Jesus recisamente em 1998, Eliane, hoje com 52 anos de idade, entrou para o quadro de funcionários da Associação Atlética da Bahia por intermédio do então e também atual presidente, Ademar Brito. Nessa época, o clube já enfrentava problemas de ordem financeira.Ademar, chamado para reestruturar a AAB, organizou um grupo de funcionários de confiança para ajudá-lo a combater as crises. Eram poucos os empregados nesse período, dentre os quais estavam: Eliane, o porteiro Dos Reis, Eliraldo, Aurenice, Indalória e mais outros que eram encarregados da limpeza. Foi um período difícil em que a funcionária se destacou, além da sua aptidão profissional, exercitando uma paciência sem fim para atender às demandas. Eliane, agora na linha de frente da Secretaria do clube, mais do que nunca demonstra o que faz dela uma das mais simpáticas e queridas funcionárias, que é tratar todo mundo bem e com toda atenção, sem elevar a voz e sempre prestativa. Ela diz que sempre acreditou no projeto de soerguimento da AAB. Ela observa que sabia que Ademar Brito, por sua determinação, iria conseguir reerguer a Azulina.“Por isso, eu entrei e continuei a trabalhar aqui. Sempre disse isso a ele. Hoje, torço muito para que o clube continue a dar certo, principalmente, por causa do trabalho dele durante todos esses anos”, afirma Eliane. Ela já considera o complexo sócio-cultural-esportivo referência no Estado e chama a inauguração da nova sede uma “ressurreição”, pois foi além de suas expectativas. Eliane fica emocionada ao lembrar das noites e fins de semana trabalhando no antigo prédio da AAB até tarde, assumindo diversas funções. “Fazíamos de tudo, inclusive o presidente Ademar. Uma vez, cheguei a atender ao mesmo tempo as pessoas que chegavam à secretaria do clube e a fazer curativos em um rapaz que se cortou jogando futebol na Associação”, conta. A polivalente funcionária diz que não se arrepende de ter dedicado os últimos 13 anos à entidade, pois a considera um membro de sua família, formada por um casal de filhos já adultos. Eliane explica que se preocupava muito como ficaria a situação de todos, inclusive a de Ademar, caso o clube fechasse as portas definitivamente. Devido a isso, resolveu ficar e lutar e, segundo ela, hoje vê que fez a coisa certa, “Briguei e brigo por isso aqui, que, com certeza, ainda vai crescer bastante e trazer melhorias para os sócios e funcionários”, afirma. LEMBRANÇAS AZULINAS Entre as muitas brigas das quais já participou na defesa do clube, Eliane se lembra de uma em especial. Foi no show de Margareth Menezes, quando, após uma denúncia anônima, a SUCOM apareceu na porta da AAB querendo apreender todos os equipamentos de som e acabar a festa minutos antes do show começar. “Tive que enfrentar os fiscais junto com Eliraldo porque éramos os responsáveis naquela noite pelo material e pelo sucesso do evento, em prol da imagem da casa”. Depois de muito trabalho e discussões, resolvemos tudo. Foi difícil, mas deu tudo certo e saímos como heróis no final das contas. Eliraldo se lembra bem dos detalhes e pode contar a história toda”, relata em meio a um grande sorriso de satisfação. 29 A História da Azulina Discurso do escritor e historiador Ubaldo Marques Porto Filho, na Câmara Municipal de Salvador, durante sessão especial em homenagem ao clube. ‘E m primeiro lugar, parabenizo o vereador Pedro Godinho, autor do requerimento para a convocação desta Sessão Especial da Câmara Municipal de Salvador, com a única finalidade de homenagear a Associação Atlética da Bahia, que acaba de inaugurar um novo e monumental complexo sócio-esportivo-cultural. Por escolha da sua Diretoria, coube a mim a honrosa missão de escrever um livro contendo a trajetória dos 96 anos deste querido clube. Tudo começou em 4 de outubro de 1914, dia de São Francisco de Assis, o santo de plantão no dia do nascimento da Associação Atlética da Bahia. Deve-se o surgimento da Associação a um pequeno grupo de 10 fundadores, todos pobres, na maioria jovens comerciários. Isso mesmo, a Associação foi fundada para agregar trabalhadores no comércio em torno de jogos esportivos, especialmente o futebol. O livro, que se encontra em fase de elaboração, foi dividido em quatro capítulos, que abrangem períodos distintos e bem marcantes na história da Azulina, expressão que a Associação ganhou em 1921, quando o vermelho e branco da fundação foi substituído pelo azul e branco e o time de futebol passou a usar uma camisa inteiramente na cor azul. O primeiro capítulo da história da Associação vai de 1914 até 1929, ano em que a Azulina se retirou do campeonato baiano de futebol, após tê-lo disputado por dez vezes, a partir de 1919, tendo obtido dois quinto lugares, um quarto lugar, um terceiro lugar, cinco vice-campeonatos e um título de campeão. Deixou as disputas do campeonato na condição de terceira força do nosso futebol, logo abaixo do Ypiranga e Botafogo. A conquista do campeonato foi em 1924. E na equipe campeã jogava Alfredo Pereira de Mello, o Mica, o primeiro grande astro do futebol baiano, que se notabilizou por ser o primeiro baiano a vestir a camisa da seleção brasileira, sendo titular em todos os jogos que o Brasil disputou em 1923, todos fora do nosso país, pois foram realizados no Uruguai, pelo Campeonato Sul Americano, e na Argentina, pela Taça Brasil-Argentina e pela Copa Roca. O Grande Mica, como era chamado, constituiu-se no mais famoso jogador que vestiu a camisa da Associação Atlética da Bahia. O segundo capítulo da história da Azulina abrange um período de 54 anos, de 1930 a 1984, período em que a Associação viveu suas maiores glórias, como clube social da elite baiana, promovendo grandiosas festas dançantes e bailes carnavalescos que entraram para a história dos carnavais baianos. No início da década de 1950, costumava circular pelas dependências da Azulina uma adolescente de rara beleza, filha de um conceituado engenheiro e professor. Chamava-se Martha Rocha, que em 1954, num intervalo de 69 dias, obteve três importantes títulos: Miss Bahia, Miss Brasil e segundo lugar no Miss Universo, este último conquistado em Long Beach, Estados Unidos. Em seu retorno a Salvador, famosa nacional e internacionalmente, a Associação Atlética a homenageou com um baile dançante na noite de 3 de novembro de 1954. O segundo capítulo do livro trata também das inúmeras competições esportivas amadoras, no tênis, vôlei, basquete, futebol soçaite, futsal, natação e artes marciais, dentre outras modalidades. Com suas escolinhas esportivas, a Associação transformou-se numa verdadeira fábrica reveladora de talentos e campeões. Apenas para citar um exemplo, foi da Associação que saiu Patrícia Medrado, a maior tenista brasileira depois do fenômeno Maria Ester Bueno. O terceiro capítulo da história do querido clube da Barra, compreende o período do declínio e das dificuldades provocadas pelas mudanças de hábitos dos brasileiros e também por vícios enraizados no sistema de administração dos clubes sociais. Os novos hábitos, que mudaram antigos conceitos de entretenimentos e moradia, atingiram em cheio os clubes tradicionais. Por exemplo, o surgimento dos condomínios, 30 disponibilizando equipamentos e serviços até então privativos dos clubes sociais, provocaram a redução na freqüência dos associados. E como conseqüência natural, a maioria dos clubes brasileiros foi severamente atingida. Os que tinham se agigantado, que possuíam elevados custos fixos mensais de manutenção e que dependiam primordialmente da arrecadação das contribuições dos associados, foram sendo paulatinamente sufocados. Com a queda irreversível na receita que era proporcionada pelos associados, dezenas dos grandes clubes, das principais cidades brasileiras, perderam o glamour, endividaram-se e acabaram fechando as portas. E a Associação Atlética da Bahia também esteve na iminência de ter o mesmo fim. Algumas pessoas chegaram inclusive a preconizar que somente um milagre salvaria a Associação do atoleiro de dívidas. Começa então o quarto capítulo do nosso livro, com a luta titânica de Ademar da Silveira Brito e sua equipe de assistentes, que iniciaram os procedimentos para a salvação da Associação. E o caminho para a retirada da Azulina da dramática situação, passou, necessariamente, por um tratamento de choque, ou seja, pela demolição de toda a estrutura física do antigo clube. Em seu lugar, um novo clube foi erguido, projetado e construído de acordo com a nova realidade para os clubes sociais, esportivos e culturais, conciliando entretenimento com atividades comerciais e de serviços, para poder garantir a auto-sustentabilidade e eliminar o fantasma da mortal inadimplência dos associados. E hoje estamos, todos nós, aqui, neste plenário histórico, reunidos para celebrar e dar as boas-vindas à nova Associação Atlética da Bahia, que foi inaugurada sábado passado, 27 de novembro de 2010, dia de São Virgílio, o santo de plantão no final do milagre do renascimento da Associação Atlética da Bahia. Com o renascimento de suas atividades sociais, esportivas e culturais, a Associação constituir-se-á, com certeza, em mais um instrumento para contribuição das ações que visam afastar os jovens das tentações das drogas que infelicitam uma parcela da juventude brasileira. Enfim, estão de parabéns todos os diretores, os membros da Comissão Fiscal, do Conselho Deliberativo e da Comissão de Obras. E, em especial, devemos, todos nós, reverenciar o trabalho incansável do Presidente Ademar da Silveira Brito, o grande comandante do renascimento da Associação Atlética da Bahia, para o qual solicito uma salva de palmas.” Ubaldo Marques Porto Filho possui 13 livros publicados. Renan Baleeiro: uma ligação de longo tempo Sentado no confortável sofá de seu apartamento, localizado no bairro da Graça, Renan Baleeiro, ex-prefeito de Salvador, sorri simpático e, bem instalado, começa a expor suas recordações. Ele se lembra de que o pai, Jaime Baleeiro, ia todas as noites jogar damas com o então gerente do clube, Armando Martins, enquanto cochilava entre uma jogada e outra. Nessa época eu tinha cerca de 10 anos de idade e já vivia a rotina da “Associação Atlética da Bahia”, conta esse senhor que, assim como o genitor, foi também presidente do Conselho Deliberativo da AAB. Nascido em 1931, o bacharel em Direito, também formado em Ciências Sociais, ressalta que Armando Martins foi muito presente e eficiente na história da Azulina, prestando bons serviços para a instituição quando a antiga sede foi derrubada e transferida provisoriamente para o Morro do Cristo, época em que os sócios passaram a ter direito a freqüentar as instalações da Aeronáutica. “O prédio atual obedece a um estudo que ficou muito em voga em Salvador no final da guerra, e que pode ser visto nas imagens do Clube Fantoches, da Mansão Wildeberger que remontam o mesmo estilo colonial mexicano. Das muitas histórias que presenciou e das quais participou, Renan, hoje nosso sócio benemérito, se recorda da de Jorge Correia Ribeiro, que ia toda a tarde fazer a barba no clube e aproveitava para saber notícias da Associação e dos seus frequentadores. “Era uma figura ímpar, histórica”. O sócio benemérito da AAB aprendeu a jogar tênis neste espaço com Pedro Amadeu, profissional paulista que fez muito sucesso na Bahia, nas décadas de ouro da Associação Atlética. A volta da Azulina, através da sua nova sede, foi uma reconquista inenarrável. “Elogio a luta de Ademar pelo reavivamento e retorno do clube”, completa Renan. 31 Bailes carnavalescos agitam a garotada N o Carnaval, o cantor Agnaldo Santana e seus convidados garantiram a animação dos foliões que participaram do baile adulto pré - carnavalesco da AAB. Foi a retomada de antiga tradição, que agitou as décadas de 60, 70 e 80. Os pequeninos se divertirem com o primeiro grande baile carnavalesco infantil de Salvador, à moda antiga. Os dois bailes pré-carnavalescos aconteceram no Salão Nobre Ministro Carlos Coqueijo Costa, No dia do baile infantil, houve bandinhas, distribuição de pipocas, concurso de fantasias mirins, fanfarras, palhaços e muitas brincadeiras para a garotada, como acontecia nos saudosos tempos”, lembrou Ademar da Silveira Brito, presidente da AAB. Para 2012, Ademar pretende ampliar a festa. “A tendência é que os bailes carnavalescos realizados dentro dos clubes sociais retornem com força, pois as famílias estão saudosas de carnavais participativos, diferentes e seguros”, afirma. Um cantor que alegrou os domingos de muita gente D entre os tantos espaços onde Agnaldo Santana já cantou, vale lembrar que o compositor baiano de 51 anos de idade carrega no seu coração um amor especial pela Associação Atlética da Bahia, por ser uma das primeiras instituições a lhe dar inúmeras oportunidades de tocar por vários anos e anos ao lado de muitas estrelas da música brasileira. Para ele, a AAB ostenta o nome artístico da capital baiana. Agnaldo nos conta que testemunhou as fases áurea e crítica pelas quais o clube passou. Segundo ele, quando o clube sorria, ele sorria junto, e quando a AAB chorou, ele também chorou, mas nunca desacreditou que a Azulina daria a volta por cima, como realmente aconteceu. Das oportunidades que teve com o clube, Agnaldo cita os Bailes Infantis de Carnaval, nos quais participou com a sua “Banda Espaço”, ao lado do Baby Léguas. Ele lembra ainda que, por vários anos, era solicitado por Ademar de Brito e Elizabete para ser a banda de apoio nos carnavais do clube, tocando com Chiclete com Banana, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Zé Paulo,Tonho Matéria, Papa Léguas e tantos outros grandes nomes da música baiana! “Por vários anos fui solicitado para me apresentar nos eventos da Beleza Negra do Ilê Aiyê, ao lado de Caetano Veloso e Djavan, na Associação Atlética da Bahia.” O cantor também tocou em muitos bailes dançantes no salão nobre e na boite do clube, animou os congressos, campeonatos esportivos, formaturas, casamentos, aniversários, festas do Lions Club, Maçons, que ocorriam no clube. Agnaldo aproveita para agradecer as tantas oportunidades que sempre recebeu da AAB, pois, na sua nova inauguração foi chamado para voltar a tocar no clube. E relembra os domingos onde tocava na área do restaurante principal, alegrando o final de semana dos associados na velha sede. 32 1914 O ano onde tudo começou Nove horas da manhã de 4 de outubro de 1914, rapazes estudantes e trabalhadores do bairro do Comércio, em Salvador, por ideia de Eduardo Dias Pereira, reuniram-se em sua residência, em São Pedro, esquina do Beco Maria da Paz, 3º andar, e fundaram a Associação Atlética da Bahia, adotando as cores azul e branco, que permanecem até hoje. Foram eles: Boaventura Moreira Caldas, Manoel Cruz, Geraldo Lessa, João Viana Dias da Silva, João Cruz, Eduardo Albarelli Rangel e Antonio C. Ribeiro. Na mesma reunião de fundação elegeram a primeira diretoria do clube, que ficou assim organizada: Presidente Vice – Presidente 1º Secretário 2º Secretário Tesoureiro Diretor de Esportes 33 – Eduardo Silva Lima – Manoel Cruz – Boaventura Moreira Caldas – J.Veiga Capeto – João Viana Dias da Silva – Eduardo Dias Pereira Um mês e quatro dias após a sua fundação, ou melhor, no dia 8 de novembro, a Associação Atlética da Bahia disputou o seu primeiro jogo de futebol, no campo do Rio Vermelho, diante do Caixeiral Esporte Clube. A Azulina foi derrotada por 3 x 1, apresentando a seguinte formação: Mário, Capeto, Aderbal, Silva Lima, Souza Pinto, Carvalho, Anibal, Luiz, Walsh, Costa e Jaime. O insucesso na partida de estreia não desanimou os rapazes, tanto assim que nos embates futuros foram derrubando vários adversários, chegando a quebrar a invencibilidade do Clube Dun-Dun, que era o terror dos campos suburbanos de Salvador. No dia 3 de dezembro, convidada pelo Yankee, a AAB participou da reunião de instalação da Liga Esportiva da Bahia, entidade que teve oportunidade de realizar apenas dois campeonatos, ambos em 1915, pois, no ano seguinte, desaparecia. No primeiro certame tomaram parte, além da Associação Atlética da Bahia, o São Bento, Palmeiras, Caixeiral e Yankee. A Azulina, que havia formado uma bem treinada equipe , sagrou-se campeã invicta ganhando do Palmeiras por 2 x 1 , do Yankee, também por 2 x 1, do São Bento e do Caixeiral, este por 3 x 2. No segundo turno venceu o São Bento por 2 x 1, ao Palmeiras por 3 x 1 e, finalmente, no embate decisivo derrotou o Caixeiral por 2 x 0. A equipe da Associação era composta pelos atletas: Lasdam, França, Walter, Armando Tanner, Ângelo, Muller, Santos, Souza, Liberato, Leal e Walsh. No segundo campeonato, realizado ainda em 1915 com a entrada do Democrata, a AAB ficou como vice-campeã. Entre 1916 e 1918, o clube participou apenas de embates amistosos em vista do desaparecimento da Liga Esportiva da Bahia. Aproveitando a animação que voltava a reinar no futebol, Eduardo Dias Pereira reorganizou, em 1919, a Associação Atlética da Bahia elegendo a nova diretoria, formada por: Mário César Carvalho, como presidente; Aristóteles Souza Pinto, como vice; Aloísio Figueiredo, o 1º secretário; Antonio C. Ribeiro, 2º secretário; Eduardo Dias Pereira, tesoureiro e Clodoaldo Marques Pinto, diretor de esportes. Assim, eles fizeram a inscrição do clube na Liga Brasileira de Esportes Terrestres, do saudoso Anísio Teixeira. Os jogos eram disputados no Campo da Pólvora e, posteriormente, no Hipódromo, Rio Vermelho. Nesse ano, foi disputado, pela primeira vez na Bahia, o Torneio Início coma presença da Associação que ficou em segundo lugar, que derrotou o Sul América e o Fluminense, perdendo no jogo final para o Ipiranga pela contagem mínima. Em 1920, com a transformação da Liga Brasileira para Liga Baiana de Desportos Terrestres e a inclusão de novos clubes como Bahiano de Tênia, Vitória, Santa Cruz, Yankee, Itapagipe e Nacional, bem como a construção do Campo da Graça, o futebol tomou novo impulso. A AAB ficou como vice-campeã, apesar de apresentar o mais forte e homogêneo quadro de todo o certame, formado por: Aragão, Santinho, 34 Fiães, Arruda, Seabrinha (Bahiano), Cordeiro, Revelação, Irundi, Liberato II, Liberato I, Todd e Costinha. Na presidência da Azulina estava Frederico Matheus dos Santos, que reformou o quadro social, transferiu a sede para uma das salas do Clube Caixeiral, na Avenida Sete, onde realizou excelentes festas dançantes, as primeiras promovidas pela entidade, que, naquela época, já contava com a maior torcida feminina da cidade e que não foi suplantada. Vem o ano de 1924. Jogos disputadíssimos e, ao final do certame, quatro clubes chegam empatados: Botafogo, Ipiranga, Associação Atlética da Bahia e Bahiano de Tênis. Para a decisão do título houve a necessidade de uma série de cinco jogos. A AAB,q eu havia derrotado o Ipiranga por 5 x 1 e o Bahiano de Tênis por 4 x 2, sagrou-se campeã baiana com: Juvenal, Cláudio, Santinho, Geraldinho, Saes, Nicanor, Edson, Laguna Todd, Agrícola e Velosinho. Entre os reservas, que deram a sua parcela nos jogos estavam Sales, Collin Scott, Neblina, Mica, Aldrovando, Jorge, Alex Von Usler, Irundi e César. Em 1928, a Azulina abandonou o campeonato no segundo turno, em vista de questões coma Liga e um ano depois, juntamente com o Bahiano de Tênis, abandonou a prática do futebol oficial. Durante esses 11 anos de lutas, a AAB conseguiu levantar dois campeonatos (195 e 1924) e seis vices (1915, o segundo, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925). No Torneio Início, o clube foi campeão em 1928 e vice em 1914, 1921, 1926 e 1927, além de campeão dos segundos quadros em 1923 e 1924. Nos considerados clássicos da elite de 1920 a 1929, entre Associação Atlética da Bahia e Bahiano de Tênis, esses dois tradicionais adversários disputaram 18 partidas, tendo a AAB vencido oito, o Bahiano, seis, verificando-se quatro empates. Eis uma história que se iniciou e que se estende, até hoje, com lutas, vitórias, embates e superações. 35 Walter Queiroz Autor do nosso hino O compositor, publicitário e advogado Walter Queiroz, 66 anos, é um dos mais importantes artistas e intelectuais da cultura baiana. Suas músicas fazem parte daquilo que de melhor a Bahia oferece e o seu amor pelo Carnaval o levou a compor uma das mais belas canções, que hoje é uma espécie de hino da folia e que começa assim: “Já é Carnaval Cidade/Acorda pra ver...”.Todo mundo conhece e canta. Para quem não sabe, ele é sócio antigo da Azulina. Sua história se entrelaça com a do clube de tal forma que o inspirou a escrever a letra do hino da Associação Atlética da Bahia. Emocionado com a inauguração da nova sede, ele fala sobre sua vida nos idos tempos dentro do antigo prédio do clube e relembra fatos curiosos. 1) Qual o papel, a importância da AAB na sua vida? R: A Associação Atlética da Bahia foi fundamental na minha formação e de outras gerações de meninos e meninas da Barra e adjacências. Seu enorme campo de futebol oficial foi palco durante mais de trinta anos de campeonatos memoráveis, sem falar no tênis e na natação, onde o clube sempre se destacou. No hino oficial do clube que tive a honra de compor há mais de quatro décadas, logo no começo, eu afirmo: “famosa pelos feitos no esporte amador, tradição da Bahia, associação de amor...” Mas foi, sobretudo, a convivência social que deixou indeléveis marcas em nossos corações. 2) Quais as principais lembranças que você tem da AAB? R:As festas da AAB foram marcos na vida social da Bahia e responsável por centenas de namoros e casamentos, os quais começaram ao som dos seus grandes bailes regados por importantes orquestras, como as de Britinho e seus Stukas, Eddie Mandarino, Carlos Lacerda, Marilda e sua Orquestra e grandiosos shows conduzidos por nomes como os de Ivon Curi, Trio Irakitan, Ângela Maria, LuisVieira, Marlene e Baden Powell. Tudo isso, sob a presidência, sem demérito aos demais, de Carlos Coqueijo Costa. Mas o apogeu dessas celebrações eram os sábados de Carnanval e o Baile de Confetes nos domingos. Os três grandes clubes da cidade combinavam suas datas e toda a sociedade baiana frequentava os três locais. Quem não era sócio de um deles tinha que ‘se virar’ para entrar e quando conseguia, chegava com tanto gás e disposição para brincar, que incendiava o salão e merecia a observação: “Penetra é quem anima a festa...” A lançaperfume era permitida. Todo mundo usava confete e serpentina como um ritual e as músicas eram lindas. Eu só consegui ser sócio, efetivamente, em 1958, quando tirei o segundo lugar no concurso de músicas carnavalescas da Prefeitura de Salvador e com o prêmio “tirei minha carteira”, como se dizia na época. Estação das primeiras e inesquecíveis paixões, dos bailes de debutantes, das olimpíadas internas,etc... “São gerações que se entrelaçam, são amigos que se abraçam,Associação feliz, feliz como são os carnavais que te animam, nossa querida Azulina.”(final do hino) . 3) Qual a importância da revitalização da Associação Atlética da Bahia para o bairro, para a comunidade da Barra? R: Quando eu voltei para morar na Bahia, depois de 17 anos no Rio de Janeiro, tornei a frequentar a AAB pelo gentil convite do presidente Ademar, que conseguiu, com uma gestão 36 extraordinária, manter acesa a chama azulina ainda por muitos anos, embora, paulatinamente, o clube começasse a se despedir do seu tempo em que era um ícone social. Tudo isso diante do surgimento de uma nova Bahia com seus novos interesses. Dessa época, lembro-me da sauna do clube sob o comando do grande Satu, famoso massagista do Bahia. Gostaria muito de revê-lo. 4) Quais são as perdas e conquistas da Barra nos últimos anos com o fechamento temporário do clube. O que mudou e o que é preciso ser feito pelos moradores e órgãos públicos para ajudar a manter este e outros clubes sociais, a exemplo do Espanhol? R: Numa Salvador que vem se descaracterizando a passos largos e perdendo a sua identidade, sobretudo pelo crescente isolamento dos seus moradores mais abastados em condomínios de luxo, a revitalização da AAB é sempre uma notícia auspiciosa. Tomara que o presidente Ademar consiga imprimir um ritmo bacana ao clube e traga de volta o glamour ao convívio fraterno de outrora. Conte comigo! A Barra precisa de respeito aos direitos de todos, ricos e pobres, sobretudo no que concerne aos bens comuns: praias limpas, calçadões decentes, banheiros públicos, fiscalização, farol gramado e respeitado e, sobretudo, convívio social e cidadão. Associação teu cenário é uma beleza Ademar Brito Muito feliz foi o arquiteto Antonio Caramelo, quando projetou a nossa querida Azulina, esteticamente perfeita, bonita de se ver, alegra os nossos olhos, aguça as nossas mentes, valoriza o nosso bairro, harmoniza a nossa alma, proporciona aos seus usuários, mais de 4 mil familiares, conforto e praticidade. Nossos agradecimentos a todos os que contribuíram para tornar o sonho de muitos em realidade. Desde a inauguração da nova sede, em 27/11/2010, um sábado ensolarado e bonito, que a nossa quase centenária instituição tem acompanhado o nosso alegre, sorridente, musical e esportivo bairro da Barra que poucos queiram transformá-lo em convento, mudando a vocação e cultura de um povo. 27/11/2010, dia feliz, fogos, músicas, abraços, sorrisos, recomendações, pedidos e agradecimentos ao Criador, ilustres presenças, especialmente da mídia e das instituições do Rio Vermelho, emocionantes pronunciamentos falando do nosso passado, elogiando o presente e acreditando em nosso futuro. Professor Edvaldo Brito, Pedro Godinho, Eduardo Jorge Mendes de Magalhães, Walfredo Oliveira, Téo Sena, Ubaldo Porto e outros, fila para abraços, homenagens, troféus, retratos nos levaram às fortes emoções com choros d e alegria e contentamento. A diretoria agradece a todos, em especial aos associados representados por Jorge Pinho e Odair Conceição coma foto e bela mensagem colocada na entrada do clube, ao Grupo do Basquete, representado pela Ababas, ao grupo de Artes Marciais, ao futebol, aos jogos e esportes de salão, etc. pelas homenagens, medalhas e troféus que guardo com muito carinho. Passados os primeiros momentos, voltamos ao nosso dia a dia, que é adequar as instalações do belo projeto às necessidades funcionais para gerar conforto aos nossos associados, especialmente na área administrativa e bar. Vale salientar que ainda não recebemos oficialmente as instalações por parte da construtora. Muitas falhas são visíveis, como, por exemplo, o piso escorregadio no contorno da piscina, ginásio e quadras de tênis com defeito, no sistema hidráulico e elétrico, molhação nos citados espaços e na parte das lojas, ar condicionado, gás, etc. Enfim, muitas pequenas coisas que têm dado muito trabalho aos diretores e comissão de obras. Paralelamente entretanto, estamos fazendo a roda girar, senão vejamos: Esportes Os diretores da área promoveram vários eventos, destacando o recente Perini Open de Tênis, em parceria coma Federação Bahiana de Tênis,Viramundo e Tedesko, quando, aqui, vieram inaugurar oficialmente as quadras os renomados atletas Patrícia Medrado, Meligeni (fininho), Márcio Carlsson e muitos outros. No vôlei, tivemos clínica com o professor e técnico da Seleção Brasileira, Josenildo de Carvalho; no basquete, torneio com a seleção do Rio de Janeiro; no futebol, consolidados os jogos às quartas e sextas; na sinuca, no xadrez e no dominó, estamos realizando torneios e campeonatos; exibições de judô, karatê, capoeira, etc.; e, previsto para os dias 22 a 28 de maio, competições de tênis em parceria com a Federação das Indústrias do SESI. Cultura Disponibilizamos espaços, sendo realizado a 12ª Convenção do Lions, tendo como palestrante o vice-prefeito profº Edvaldo Pereira Brito, além de contar com a Banda dos Fuzileiros Navais e a apresentação do coral Intermezzo, sob a regência de Mircan Pontal. Lançamento dos livros “A Voz como Reflexo do Ego”, de autoria do profº e psicólogo Evilásio Teixeira Cardoso, em 05/04/2011; e “Política, Esporte e Mídia Impressa”, dos autores Augusto César Rios Leiro, Luiz Carlos Rocha, Martha Benevides da Costa & Michel Venturini, em 12/04/2011. Vale salientar que Augusto César Rios Leiro é associado e conselheiro da AAB 37 Lazer Além do pré e pós carnaval, adulto e infantil, a diretoria social tem promovido música ao vivo aos domingos, com Agnaldo Santana, bailes às sextas- feiras com Beto Narchi, Agnaldo Santana, Bira Galvão e Luciano Prado, que tanto agrada aos amantes da boa música dançante. Venha, reserve mesas para os seus familiares e amigos. Restaurante Foi inaugurado o Marinata, que, certamente, irá melhorar o precário atendimento nas festas e no entorno da piscina. Escolinhas Já em funcionamento com:Academia de Tênis comandada pelo profº Pedro Silva; de futebol, sob a coordenação do profº Gaudenzi; de natação e hidro, com as professoras Lu e Pádua; de basquete, vôlei e judô. No clube também já funciona a da Academia do porto, do Grupo Paulo Meira. Associação Uma causa abraçada por muitos. Diretores, conselheiros e associados em geral, temos recebido muitas homenagens, inclusive pela Câmara de Vereadores, através do seu líder, dileto amigo Dr. Pedro Godinho, em solene assembléia, pelo coirmão, Clube Recreativo Campomar, pelas instituições do Rio Vermelho, através do seu jornal, etc. Muito agradeço essas homenagens em nome da diretoria. Fui, entretanto, escolhido pelo Nosso Criador para ser o idealizador e coordenador de muitas vontades. Somos agradecidos a todos e até mesmo Àqueles “poucos” que não acreditaram na capacidade humana, espalharam maldoso boatos e agora recorrem à justiça para permanecerem sócios. Isso é o maior reconhecimento e muito me alegra, pois mostra o sucesso do empreendimento e o quanto estavam equivocados. Vamos juntos amigos,embarcando neste trem da vida, com destino e futuro certos. Como dizia Montagne, “saber ver é sentir o que se olha”. P raxedes Testemunha da história da Barra Desde dezembro de 1971, ele e sua banca de revistas são testemunhas oculares da transformação da antiga na nova Barra. Presenciaram meninos se transformarem em adolescentes, em rapazes e depois em homens; a trajetória de glória, decadência e ressurgimento da Associação Atlética da Bahia. Histórias e estórias não faltam a este homem, hoje com cabelos brancos e muitas lembranças e saudades. Seu nome é Graciliano Matos. Mas na Barra, todos o conhecem como Praxedes. 38 E Assim como o bairro, a AAB evoluiu. Ele recorda que a Associação Atlética da Bahia comprou as casas ao lado da antiga sede, que pertenciam a Família Schmidt. “Elas vinham até o armazém de Seu José, onde hoje é a entrada do clube. Agora, para Praxedes, a sede está muito melhor, oferecendo mais vantagens para todos. “Quando o clube fechou, perdi boa parte de minha clientela, que hoje está retornando”, conta. “Fiquei triste com o fechamento da Associação Atlética da Bahia. Agora, estou alegre e esperançoso de novo, com os novos eventos que o clube vai proporcionar à comunidade local e aos jovens que poderão praticar esportes com qualidade e segurança”, continua. “Será melhor do que antigamente”. Praxedes faz questão de afirmar que sempre acreditou que a Azulina iria retornar com força total, pois via diariamente a luta de Ademar do escritório improvisado na casa em frente ao clube e à sua barraca. Dos nomes que deseja destacar como meninos que cresceram, viraram homens ao seu redor e mantendo sua amizade até hoje: o deputado estadual Oscar Marback; o procurador do Estado Artuzito Rabelo, Fernando Borges; o já falecido médico Castro Lima; o também médico Sobral e os gêmeos do delegado Armando Ulme (Armando e Marcos), dentre muitos outros nomes tão importantes quanto estes citados, mas que, por falha na sua memória, não foram aqui citados. m sua barraca, estrategicamente localizada em frente à AAB, em meio a jornais, revistas e livros e toda sorte de bombons, Praxedes relembra fatos e rostos inesquecíveis. Ele se estabeleceu aqui, de onde tira seu sustento e onde criou e formou os três filhos, desde dezembro de 1971. Todos os dias, das 6h da manhã até às 22h, de segunda a sexta, ele e um dos filhos cumpre o ritual de abrir e fechar a banca. Aos sábados e domingos o labor termina mais cedo, às 17h. Praxedes, de 58 anos de idade, e Lindiano, com 26 anos, fazem novos amigos e sempre reencontram velhos companheiros de bate-papo e brincadeiras. “Antigamente, aqui, tudo era mais tranqüilo. Só havia poucas casas. Eram muitas mansões naquele período e a vida era outra”, conta Praxedes. Hoje existem os coletivos, prédios, resultado do desenvolvimento desenfreado dos bairros. O comércio cresceu, surgiram os shoppings e assim por diante. “Quando comecei a trabalhar aqui nem era casado. Hoje tenho com minha mulher, Maria, além de Lindiano, Lindnéia e Eduardo”, fala. Praxedes se recorda que até os objetos que vendia na banca eram diferentes. O desejo de consumo dos garotos e moças que viu crescer eram livros de literatura, os quais ajudaram a instruir os atuais médicos, advogados e juízes em que esses jovens se transformaram. Atualmente, eles continuam a freqüentar o sólido, eclético e confiável local de trabalho de Praxedes. 39 P edro Silva Campeão e exemplo para todos os esportistas E m 1969, Pedro da Silva entrou para o quadro de sócios-atletas da Associação Atlética da Bahia, como seu primeiro integrante. No ano seguinte foi para o Esporte Clube Recife. Apesar de ter ido morar em outro Estado, ele sempre teve saudades da AAB. Por esse motivo, retornou feliz para o clube de seu coração em 1972, como professor, a convite do falecido professor Evaldo Silva. Pedro é um dos tenistas baianos mais respeitados no circuito profissional de veteranos brasileiros, conhecido pelos resultados obtidos e que elevaram o nome da AAB, bem como por sua humildade. Ele é hoje o mais importante professor de tênis da Bahia, responsável pelo surgimento de grandes atletas mirins e juvenis. Ele agradece seu retorno ao clube justamente ao saudoso Evaldo, que conseguiu criar uma das melhores equipes que o Brasil já viu, no segundo quarto do século passado, juntando os talentos de um time de peso: Patrícia Medrado, Boréu, Enéas Coqueijo Costa, que era filho do ministro Carlos Coqueijo, Jorge Marques, Cristiane Brito, entre outros, que se destacavam como campeões infanto-juvenis no Brasil. Dentro desse trabalho de futuro, inovador, ele continuou a formar novos atletas ao lado de Evaldo. A Azulina cresceu e firmou-se como clube essencialmente esportista, cujo presidente na época era Nilton Silva, apoiador da causa. Criaram, então, alguns intercâmbios com clubes do Sul do país, o que ajudou muitos jogadores. Jogaram nos Interclubes com Paineras do Morumbi, Pinheiros de São Paulo, Recreativa de Ribeirão Preto, Tijuca Tênis Clube do Rio de Janeiro, dentre outros. O projeto desenvolvido pela Azulina, na época, dava para os atletas da 40 pois os intercâmbios acarretavam custos já não suportados pelos clubes sociais diante da situação vigente. Sendo assim, a Associação Atlética da Bahia deu continuidade ao tênis doméstico – social e, apenas de vez em quando, Pedro e Evaldo levavam poucos atletas para jogarem em campeonatos, com dinheiro dos próprios bolsos dos tenistas e professores. Em 2000 a situação piorou até culminar com o fechamento do clube.“As pessoas iam para a antiga sede tomar aulas particulares e treinavam com Pedro e meu filho para participar de torneios interestaduais. Mas não era com a mesma determinação de antes”, explica Pedro. Nessa época, o clube tentou reviver. Com a ajuda de Teobaldo Costa, então diretor de tênis da Azulina e dono do Atakarejo, e o auxílio de alguns tenistas, as antigas quatro quadras da AAB foram transformadas em oito, aproveitando-se parte do ocioso campo de futebol. Para isso, essas pessoas anteciparam as mensalidades através do livro de Ouro da Azulina.“Deu certo por um tempo, mas, por outras razões o clube fechou”, lembra saudoso. Pedro passou a dar aulas de tênis no Clube Costa Verde, mas pretende retornar para as suas antigas atividades na nova sede da AAB. Ele espera renovar o tênis juntamente com a AAB. “Clube novo requer tênis novo. Com certeza vão surgir bastante crianças e jovens que irão se destacar no esporte através da Associação Atlética da Bahia. Quero participar dessas descobertas e ajudar a burilar esses novos talentos”, assegura. Vale salientar que Pedro continua a participar de disputas de expressão. Este ano, ele foi campeão sulamericano por equipe em Santiago, no Chile, na categoria 60 anos. Segundo Pedro, a especificidade das quadras de tênis cobertas de saibro da AAB, únicas na Bahia, vai elevar o nome do clube dentro e fora do Estado. Ele afirma que nunca perdeu a esperança de ver a Azulina se reerguer diante da determinação e batalha contínua de Ademar Brito. E ressalta que hoje o clube tem maior área aproveitada do que no passado e uma longa história para construir no futuro bem próximo. casa suporte nacional para o desenvolvimento dos tenistas, os quais puderam jogar com profissionais do naipe de Jaime Oncins (SP – Paineras), Jivaldo Barbosa (baiano que disputou pelo Pinheiros – SP), que disputavam em campeonatos juvenis nacionais e internacionais. Pedro conta que, nesse período, não era muito fácil se tornar um tenista nacional ou internacionalmente conhecido. O tênis era um esporte muito caro.“Por esse motivo, o nosso projeto ajudou bastante a modalidade e Patrícia Medrado foi um dos esteios do programa, que alavancou a modalidade na Bahia internacionalmente”, revela. Apesar das dificuldades, a geração do tênis da década de 80 obteve grandes êxitos e revelou desportistas de primeira categoria, a exemplo de: Danilo Marcelino – que ficou entre os 100 melhores tenistas do mundo -, as irmãs Meirelles – Tânia, Vânia, Itana e Ivana -, Gilka Ramalho – já falecida -, Ísis Paca, os gêmeos Armando e Marcos Ulme, Adriano Tosto, os irmãos Sandra e Sílvio Silva. Sandra chegou a jogar profissionalmente em São Paulo e na Espanha em temporadas de torneios, mas voltou para a Bahia após casar-se e, além de disputar pelo esporte, passou a dar aulas de tênis na AAB e a jogar volleyball de praia em campeonatos estaduais. “Essa foi uma geração avançada na determinação de se profissionalizar”, explica Pedro saudoso e orgulhoso. Na década de 90, ainda em parceria com Evaldo, como instrutor de tênis, presenciou uma triste realidade. Os clubes sociais não tinham mais condições financeiras de dar apoio aos atletas. Só se destacavam aqueles que conseguiam patrocínios ou os mais abastados, filhos de pais ricos. Nesse período, surgiram: os irmãos Alex e Daniel Santana, Rogério Silva – filho de Pedro Silva –, Evaldo Júnior – filho de Evaldo. Segundo Pedro, esses rapazes tiveram uma época cheia de dificuldades no esporte e, por isso, começaram a dar aulas cedo, mesmo disputando torneios profissionais. Entre esses garotos, destacou-se no Brasil, Evaldo Júnior – hoje professor da AAB, que ainda joga na 1ª classe dos torneios nacionais. A partir daí o tênis ficou restrito aos jogadores regionais, 41 7 M ilton Diniz Gonçalves 47 anos dedicados ao esporte azulino Filho de associado, constantemente à beira das quadras de volleyball e basketball, na época com cerca de 12 a 13 anos de idade, foi convidado pelo então presidente Jorge Corrêa Ribeiro para compor o quadro de atletas. Iniciou sua carreira esportiva dentro do clube, onde, posteriormente, colaborou como técnico de volleyball e dirigente nas gestões dos presidentes Carlos Coqueijo Costa, Milton Farias, Jorge Diniz Gonçalves Beltrão (seu primo), Pergentino Holanda, Nilton Silva, Sinval Vieira, Ademar da Silveira Brito e Alberto Florêncio da Silva. P raticou diversas modalidades esportivas como basketball, natação, pólo aquático, judô, capoeira, karatê e basketball, onde se destacou conquistando para a Associação Atlética da Bahia vários títulos regionais e nacionais, a exemplo dos Campeonatos Baianos, Jogos do Cacau, em Ilhéus, e campeonatos do Norte/Nordeste. Posteriormente, como técnico das diversas equipes de volleyball, sagrou-se campeão baiano infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulto durante alguns anos seguidos, culminando com a conquista do Campeonato Brasileiro InfantoJuvenil da 1ª Divisão, representando a Federação Baiana de Volleyball - FBV, quando foi auxiliado pelo Sr. Kleber Fonseca (Soneca) nas gestões de Onildo Chastinet, presidente da FBV, e Alberto Florêncio, presidente da AAB. 42 Ainda hoje, os atletas Jotinha e Roberto Carlos, que pertenceram a esta equipe campeã, participam da Liga Nacional, campeonato promovido e patrocinado pela Confederação Brasileira de Volleyball - CBV. Milton Diniz ressalta que, para melhor atender o esporte azulino, formou-se em Educação Física na primeira turma da Universidade Católica do Salvador, passando a pertencer ao quadro de professores da Universidade Federal da Bahia. No setor administrativo, colaborou como vicepresidente de Esportes, diretor geral de Esportes, subdiretor de diversas modalidades, superintendente de Esportes e secretário da Liga Interna de Futebol. Também pertenceu ao Conselho Deliberativo deste clube. A lista de colaboração de Milton Diniz para com o clube é extensa e reflete o seu apreço pela AAB. Ele idealizou e ajudou na criação de diversas escolinhas de exportes, incluindo a de volleyball, onde ministrou ensinamentos a mais de uma centena de associados. Ainda como chefe do Departamento de Esportes, com a ajuda do professor Georgeocohama, promoveu cursos fornecidos por renomados professores de Educação Física, como Benno Becker (Psicologia Esportiva), Mauro Guiselini (Educação Infantil), José Gomes Tubino (Treinamento de atletas de alto nível). Recebeu do clube, através dos seus presidentes, vários títulos e honrarias, representados por placas, troféus e diplomas, dentre eles o da “Ordem do Mérito Esportivo”, outorgado por Ademar da Silveira Brito na sua primeira gestão.Também foi agraciado com títulos de “Sócio Honorário” e “Benemérito” da Federação Baiana de Volleyball em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à entidade por meio da Associação Atlética da Bahia. Milton lembra que na inauguração do antigo Ginásio de Esportes, dirigindo como técnico a equipe adulta masculina de volleyball da AAB, venceu o Minas Tênis Clube, uma das melhores equipes do Brasil naquela época. Manteve também um convênio com o Esporte Clube Pinheiros de São Paulo, onde as equipes azulinas de volleyball e basketball se enfrentavam todos os anos comemorando seus aniversários: em outubro o da AAB e em agosto o do ECP. A história do esportista Milton Diniz dentro da Associação Atlética da Bahia não parou por aí. Enquanto atuava fervorosamente em prol do desempenho esportivo da azulina no Brasil e exterior, ele pertenceu ao quadro de árbitros da FBV, da CBV e da Federação Internacional de Volleyball – FIVA, atuando em inúmeros torneios e campeonatos nacionais e internacionais: Mundial de 1960, Sulamericano de 1961 e Panamericano de 1962. Com 73 anos de idade, dos quais 47 foram dedicados ao esporte azulino, ele faz questão de citar nomes de alguns atletas , dirigentes e colaboradores que contribuíram para o engrandecimento da AAB, conquistando títulos regionais e nacionais e organizando eventos como olimpíadas internas, gincanas automobilísticas, torneios e campeonatos internos de diversas modalidades olímpicas. Eis os nomes citados por Milton Diniz: Milton Moraes, Antonio Sampaio, Fernando Borges, Alberto Carvalho (Quadrado), Genésio Ramos, João Alfredo Soares Quadros, Alberto Florêncio da Silva (Albertão), Geraldo Fonseca (Fonsequinha), José Carlos Brito Dórea (Boréu), Patrícia Medrado, Oziel Matos, Luciano Ribeiro (Fominha), 43 Carlos Adan, Jader Coleho, Ronaldo Rohrs, Paulo Brandão, Baduê Dumet, José e Sérgio Costa, Roberto Rebouças, Carmilton, Nélson Nascimento, Neoagnes, Jackson Peixoto, Rafael Gondim, Hernane Santos, Carlos Rangel, Mônica e Simone Diniz, Jorgito, Guilherme Argolo, Edinho (volley), Eunivaldo Diniz, Pergentino (natação), Tânia e Vânia Meirelles, Carlos Najar, Candinho, Binga, Ary, Stélio Cardoso, Evaldo Silva, Pedro Silva, Luiz Henrique Silva (Lula),Yoshida, Jorge Diniz Beltrão, Fernando Chagas (B.C.), Sinval Vieira, Ademar Silveira, Newton Mota, Virgílio Leiro, Wellington (Bago), Astor, Manuelito, Bebeto (volley), Renato (natação), Nilton Silva (Niltinho),Di Renzo, Cecília Cantolino e muitos outros que a memória o faz esquecer. Milton Diniz destaca ainda os funcionários: Maria José (Zezé), Margarida, José Duque, Antonio (Chouriça), Nivaldo, Manuel “Grosso”, Negreiros (pai e filho), Domício, Bené, Dos Reis e outros. O conceituado esportista aproveita a oportunidade da inauguração da nova sede da Associação Atlética da Bahia para homenageá-la, entregando ao clube, por intermédio de sua diretoria, o pequeno acervo das conquistas dos títulos e honrarias por ele recebidas, como diplomas, certificados, placas e medalhas. E finaliza: “agradeço e parabenizo a atual diretoria, comandada pelo dinâmico presidente administrativo Ademar da Silveira Brito, pela entrega da nova Associação Atlética da Bahia”. P ing pong O deputado federal Antonio Brito teve, ao lado de seu pai, o vice-prefeito Edvaldo Brito, papel fundamental na luta pelo soerguimento da Associação Atlética da Bahia. Neste ping-pong, ele conta um pouco sobre a importância do clube para sua vida e de sua família e o que sente com a vitória da abertura da nova sede da AAB. Tony, como é conhecido pelos amigos, é uma pessoa voltada para as ações sociais e seu trabalho é nacionalmente reconhecido. Ele foi presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Q ual o papel da Associação na sua vida e da sua família? Desde a infância – por volta dos nove anos - comecei a frequentar e a amar a Associação. Ir a AAB era um programa que me deixava muito feliz. Naquele tempo, o clube era o lugar de encontro com os amigos. Os prédios não tinham a estrutura de lazer, como acontece atualmente. Ali passei momentos maravilhosos na companhia de minha família.Tive a chance de fazer grandes amizades na adolescência. Foi nas piscinas da AAB que comecei meu aprendizado de natação. Mais tarde, joguei tênis, esporte que adoro. Depois vieram as festas de Carnaval, os shows. Era maravilhoso. 2) Qual a importância da revitalização da Associação Atlética da Bahia para o bairro e para a comunidade da Barra? A revitalização da Associação Atlética, uma reivindicação dos associados e dos moradores da Barra, é muito importante para o bairro e para comunidade, porque dinamizará a vida na Barra, bairro tão lindo ,tão cheio de poesia que começa novamente a ocupar lugar de destaque na vida da cidade.A Associação congrega pessoas de vários bairros que passam a frequentar a Barra, contribuindo para o fortalecimento do comércio. Com mais pessoas no bairro, espera-se que a segurança também melhore.O fechamento da Associação Atlética deixou um vazio no bairro que volta agora a ser preenchido. 3) Trace um paralelo, faça comparações das perdas e conquistas da Barra nos últimos anos com a ausência da AAB, que estava fechada. O que mudou e o que é preciso ser feito pelos moradores e órgãos públicos? O fechamento da Associação coincidiu com a expansão da cidade em direção ao Norte. O fechamento contribuiu para dar ao bairro um vazio. Aumentou a população de rua no bairro. Cresceu a violência. Mas agora é preciso trabalhar para resgatar o charme da região. É preciso que toda a comunidade se una para fortalecer a Barra. A Associação pode ajudar nesse trabalho de resgate, em parceria com o governo, lojistas e moradores. 4) Qual o seu papel na luta pela 44 reabertura da AAB junto a seu pai e a Ademar? Quais as dificuldades enfrentadas e o que ainda falta agora? Sempre acompanhei o trabalho de meu pai, o vice-prefeito, Edvaldo Brito. Estive sempre na defesa da importância da reabertura da Associação Atlética, clube que sempre foi motivo de orgulho para os baianos. 5) Quase todos os clubes de Salvador fecharam as portas. A AAB está voltando a ocupar seu espaço. Como você vê isso? Com o crescimento da cidade e o aumento da violência, houve uma mudança no conceito de moradia.Os edifícios passaram a ter estrutura de clube.As pessoas passaram a ficar muito no espaço das residências. Mas claro que estar no clube encontrando amigos de outros bairros é bem diferente. Sair de casa para ir ao clube é muito mais interessante. Eu lamento que grandes clubes de Salvador tenham fechado as portas.Por isso, fico muito feliz com a reabertura da AAB. É preciso que o clube busque uma programação criativa para atrair os associados. Meus votos são de sucesso para a AAB nessa nova fase. Mundinho e Marietinha Grandes bailes Conhecidos como Mundinho e Marietinha, o alegre e simpático casal tem uma longa vida em comum na Associação Atlética da Bahia. Ele, jurista de 77 anos de idade, é vice-presidente do Conselho Deliberativo, onde já exerceu a função de gerente entre 1960 e 1964. Juntamente com a esposa Marietinha, 75 anos desembargadora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e 1ª juíza da Justiça do Trabalho do Brasil -, passou longas e prazerosas horas de lazer com os amigos de trabalho e de clube, Carlos Coqueijo Costa, Milton Farias e Jorge Diniz. Salvador era pequena. Todos se conheciam, ainda mais morando próximos. O femininas de gala. Depois as recordações passaram a ser dos netos brincando na antiga sede. “Apesar de outras atuações marcantes, os dois presidentes que deram vida à Associação Atlética da Bahia foram Coqueijo e Ademar”, diz Mundinho. Durante todo o período de gestão de Ademar, Raimundo Lisboa integrou o Conselho Deliberativo. Por isso, ele afirma com convicção que a história da Azulina se divide em duas partes: antes, com Carlos Coqueijo Costa, quando foram adquiridos por compras os imóveis vizinhos ao clube que compõem o acervo patrimonial que hoje possui; e a parte social com os grandes bailes carnavalescos, quando a AAB era toda ornamentada para concorrer ao prêmio de melhor decoração oferecida pela Prefeitura, obtendo sempre o primeiro lugar. Depois, com Ademar da Silveira Brito “Ademar enfrentou as adversidades financeiras da AAB com visão no futuro, conseguindo administrar e projetar o clube ao lado de toda sua equipe composta por pessoas qualificadas e leais”, assegura o casal. Segundo eles, o atual presidente deu exemplo de determinação, fé e competência a outras entidades semelhantes. “Cabe agora aos associados ajudar a Azulina no que for necessário também”, reforçam Marietinha e Mundinho. s dois moravam onde hoje funciona a Casas Bahia. Marietinha ia jogar dominó todos os domingos com a sua turma composta por Gildo - conhecido como “Leão”, por ser da Receita Federal -, Cid Meireles, Carlito, o arquiteto Aluízio Messeder e Nilton Diniz Gonçalves. Às sextas-feiras o grupo dela era outro, formado por colegas do trabalho, do qual também fazia parte Carlos Coqueijo Costa. Daí, a reunião sempre acontecia na antiga sede do clube, ponto de encontro obrigatório. Nesse dia, o happy hour era composto por banho de piscina e jantar. Mundinho a acompanhava em todas as festas: Carnavais, Bailes de Formatura, aniversários. Não perdiam nenhum evento ao lado dos amigos em comum. “Todo mês o clube trazia um cantor. Cauby Peixoto, Juca Chaves,Vinícius de Moraes tocavam violão no quintal de nossa casa, onde ensaiavam até chegar o dia do show no clube”, lembra risonha, Marietinha. A platéia era composta por eles, os amigos e os filhos do casal, Raimundo e Márcia, que ficavam até de manhã. A Barra era uma aldeia. Algumas das grandes lembranças dos dois juristas estão relacionadas às festas de carnaval e de formatura da AAB, quando os filhos do casal levavam os colegas, que pegavam as roupas emprestadas dos pais, pois só se entrava nos clubes sociais de terno, gravata e paletó e com indumentárias 45 O estranho borogodó da Barra Reinhard Lackinger B rincadeira do destino, alguém querer que eu escreva sobre a Barra, exatos 40 anos depois de vir morar em Salvador. O primeiro ano e meio no Brasil trabalhei no interior, criando o ensino metalúrgico na comunidade de Jequitibá, Mundo Novo, antes de aceitar o convite para vir lecionar na Escola Técnica Federal da Bahia, morando numa pensão no Barbalho. Da Barra, até então, só conhecia a Praia do Farol, o consulado da Áustria e a residência de nossa querida e saudosa consul Eva Adler. (Ligue o som: “As terras do Brasil ensolaradas, la la lá la...” ) Foi no baile de formatura da Escola Técnica, logo alí na AABB - onde hoje fica o supermercado da Rua Barão de Itapuã -, que me apaixonei em dose dupla! Vestindo o meu terno alemão, e cheio de mesuras austríacas, pedi a linda moça para dançar. Ela, cabelos mechados, blusa branca, saia longa tricolor e uma conversa agradável, com voz de veludo... quando aconteceu um incidente: o salto da sandália da jovem quebrou. Na Áustria de minha época, isso seria motivo para sentar à mesa e voltar para casa... porém a garota, com quem eu estava, não titubeou, chutou o calçado para longe e continuou a dançar descalça. Foi naquele instante que ela me ganhou. No fim da festa, dia claro e ensolarado, eu a levei para casa... junto com a irmã e um séquito de amigas que morava na vizinhança da Rua Alameda Antunes. Isso aconteceu fim de dezembro de 1970 e nunca mais desgrudamos. O entorno da casa dos pais da jovem, a Barra Avenida com a Praia do Porto da Barra passou a ser o novo cenário de minha vida. Namorávamos passeando até o Barravento ou até o Oceania, com Vovô trazendo provolone à milanesa. Até as caneladas involuntárias nas cadeiras pesadas de jacarandá do Van Gogh têm lugar sagrado em meu coração até hoje. Esse era o pano de fundo para nova aprendizagem... na varanda da casa número treze, esperando a kombi da Primavera... um sorevete e um beijo de boa noite. Eventual bagagem cultural trazida da Europa, não parecia valer muito. Como decidi viver apenas entre brasileiros, tive que aprender tudo do zero. Não atinava em nada! Não conhecia ninguém, nem letra de múscia. Só sabia a escalação da seleção canarinho, que acabara de ganhar o Tri! Entre acordes de Haroldinho Sá, compondo no quarto ao lado, bebendo 46 as palavras do sogro, o Eng. Haroldo Lopes de Sá, e tudo mais que herdei em forma de cunhadas, cunhados e amigos consegui fazer uma pequena idéia do mundo em que fui viver. (Aumente o som: “... tem Jacú na rua, te querendo bem...”) Resolvi torcer pelo Baêêêa, o que melhorou e muito a minha intergração nesta terra. Logo logo era conhecido como aquele torcedor maluco que gritava com sotaque engraçado. A mortalha azul, eu vesti até 1980, quando o Jacú virou branco. Preferia aquele pássaro preto, com olhar sacana, olheiras profundas e chope na asa. A banda do Habeas Copos colocando alegria no coração de todos os foliões presentes. Fui ser sócio da Associação Atlética da Bahia. Tentei aprender a jogar tênis. Nunca ganhei mais do que uma bruta sede, aliviada com umas “Brahmas” geladas trazidas por Coruja e Vermelho. Era uma confraternização permanente. Via Yoshida passar de quimono, ouvia as histórias sobre Cachoeira de Onofrinho da Bahia. Curtia as noites no salão e os domingos de eleição. Para austríaco ir à praia implica viajar umas cinco horas... de junho a setembro. Em meu mais novo habitat bastava levantar o traseiro e caminhar uns 500 metros... a qualquer hora, de janeiro a janeiro. Além disso, as praias da Barra davam de goleada em qualquer praia do mar Adriático. (Aumente o som mais um bocadinho: “Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia..”) Para ser sincero, volta e meia há uns diabinhos invadindo esse nosso paraíso tropical. Há quem veja nessa bagunça mais ou menos alegre uma conspiração a favor dos shopping centers climatizados, isentos de pedintes e pontos de lixo. Apesar de certas máculas nesse jardim do Eden da Barra, só sairei daqui para o Campo Santo. Pode não ter muita ordem neste nosso lindo bairro, mas há vida brotando a cada metro quadrado! Adoro passear pela Barra, encontrar pessoas conhecidas como o Zé Vieira com sua esposa Alice, Saul, o ex-árbitro de futebol, Maria e Esther vindo da missa na capelinha, o professor Arquibaldo, Paulo, o pianista, Joce o contrabaixista, Chiquitinha dobrando a esquina, Prexedes, Marivaldo e Alemão nas suas respectivas bancas de revista. Dilo, que até outro dia servia boa comida, resolveu fechar o restaurante e nos deixar. Até aquele baixinho, outrora responsável por papel higiênico, jarra d´água e bacia no famoso 63 na Ladeira da Montanha ainda anda pelas Ruas da Barra... e lá vem o poeta Bernardo do supermercado, com versos e ofertas na ponta da língua. (“...Domingo no Porto da Barra, todo mundo agarra, mas não pode amar...” ) Penso nisso, enquanto fico sentado diante de nosso Bistrô PortoSol, a poucos passos da Praia do Porto, esperando pelos primeiros clientes da noita. De terça feira a sábado. Observo com gosto a vida alegre, os pescadores, segurando um dentão ou um dourado pela guelra, encomenda de Enoque; trabalhadores da praia, carregando cadeiras de lona, caixas de isopor e sombreiros e banhistas indo para casa. De muita gente que passa, sei até o apelido. O Buda, o Dunga, o Chicharro, 47 o Marco Rodinha, o Arroz, Batista e criador da maioria das alcunhas, “Dudú de Lurdes e Nita”, não poupou nem a mãe do Valtinho, nem político famoso. Dizem que além de “Fifó do Morro” e Bilé, ele também é responsável por “Paulinho Boca de Cantor”. Tudo que é bom é alvo de invejosos! Com a Barra não é diferente. “Ojú kokoró”, se diz em Yorubá, “olho de chave” = olho gordo, em baianês, quando alguém fala mal de nossa Barra, que apesar de tudo que falam e escrevem, é um dos bairros mais seguros da cidade, graças à polícia e um detalhe geográfico importante: praticamente não há rota de fuga para eventual meliante escapar. A qualquer hora há grupinhos de gente reunidos, enquanto na Áustria já no início da noite, você não vê ninguém na rua. Na Barra é assim: antes mesmo que o último retardatário chegue em casa, os primeiros já apanharam a varinha de pescar ou a peteca e foram para a praia. (“Quando o inverno chegar...”) Hoje, com 40 anos morando na Barra, não penso mais em carreira profissional. Faz tempo que o meu universo são panelas, pratos, copos e os ingredientes para comida caseira austríaca, que preparamos de modo tradicional no Bistrô Portosol. Ainda torço pelo Baêêêa, mas torço ainda mais pela Barra, para que surjam mais lojas e restaurantes bons e transadinhos, conspirando a favor de uma vida ordeira em nosso bairro. Mesmo não tendo mais idade nem físico para jogar tênis, aguardo com simpatia o dia em que minha mulher e eu voltemos a frequentar a Associação Atlética da Bahia. BARRA Associação de Moradores busca melhorias A Barra vive hoje um momento especial, com seus moradores buscando mais qualidade em sua estrutura, o que implica em mais segurança, mais limpeza e organização. Mas, os próprios moradores não têm uma participação ativa nas ações que possam trazer melhorias para todos, conforme revelamos nesta entrevista abaixo. Desde a fundação do Conselho Comunitário de Segurança Publica da Barra – CCSPB e da Associação de Moradores e Amigos da Barra – AMA Barra, algumas significativas mudanças já foram realizadas no bairro, que é um dos cartões postais de Salvador. Em entrevista à Revista Azulina, o presidente da AMA Barra, presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Barra e diretor de Comunicação da Federação dos Conselhos Comunitários do Estado da Bahia, Carlos Alberto Carvalho Lima, conta um pouco sobre a trajetória das duas entidades e os projetos futuros para o bairro, além de sua relação com a comunidade. Qual o papel da Associação de Moradores? Resposta: A Barra possui duas entidades distintas. A primeira a ser formada foi o Conselho Comunitário de Segurança Publica da Barra - CCSPB, fundado em agosto de 2006, em reunião na antiga sede da AAB, na qual, a comunidade me elegeu presidente. A segunda entidade é a Associação de Moradores e Amigos da Barra - AMA Barra, fundada um ano depois. Há quanto tempo a associação existe? R: Como o Conselho, que é mais voltado para a área de segurança, estava abarcando diversos problemas como coleta de lixo, solicitação de posto médico para o bairro, mudanças de linhas de ônibus, trânsito e outros assuntos, os seus membros decidiram formar a Associação de Moradores para o CCSPB ficar mais focado nos assuntos de segurança. Quais os benefícios, as vitórias alcançadas pela associação nestes anos de existência? R:O CCSPB já conseguiu diversos êxitos na sua área de atuação como, por exemplo: integrar em nosso bairro as polícias Civil e Militar para o melhor funcionamento de ambas; o envio de policiais motorizados em carros e motos para agilizar o atendimento em nosso bairro; integrar a policia à comunidade com cursos de capacitação e conscientização sobre a Polícia Comunitária. A AMA Barra também já obteve conquistas como o TAC da Barra, onde a Associação e o CCSPB são sempre ouvidos sobre qualquer assunto que envolva o bairro. Quais os principais problemas enfrentados pela associação? R: Para mim, o maior problema é a falta de apoio da comunidade, pois a mesma tem o hábito de reclamar, mas quando solicitamos o seu apoio, ela falta. Somos poucos lutando pelo bem estar de muitos. Mas, voltando aos problemas do bairro, o maior enfrentamento é o de ordem social, como moradores de rua, ambulantes, guardadores de carros. A população ainda não entendeu que o morador de rua só fica no bairro porque ele tem aqui todas as suas necessidades supridas com a ajuda da própria população, que gostaria que ele não estivesse aqui. O que mudou na Barra nos últimos anos? R:Muita coisa mudou no nosso bairro, mas não podemos deixar de lembrar que tudo mudou em toda parte. A Barra era um bairro residencial de classe média e alta. Hoje, a Barra é um bairro altamente comercial, de classe média e com muitos imóveis disponíveis só para o turismo. Com essa mudança de perfil veio uma avalanche de pousadas, vendedores ambulantes, as drogas e as prostitutas. Mas dentro dessas mudanças que ocorreram, a Barra ainda é um bairro privilegiado, pois, como acompanho de perto as estatísticas oficiais, ainda somos um dos bairros mais seguros de Salvador . Não posso deixar de citar aqui que o CCSPB foi criado com incentivo e apoio do major, hoje Coronel Anselmo Brandão, do vereador Pedro Godinho e apoiado pela Dra. Patrícia Nuno, na época, delegada titular da 14ªCP. Com a transferência do Coronel Anselmo, o Conselho teve grata surpresa, pois ele foi substituído pelo Cel. Marconi, que nada deixou a desejar e continuamos com a mesma parceria, tentando sempre melhorar a segurança e a integração entre as polícias e implantar o verdadeiro conceito de Polícia Comunitária, onde a sociedade trabalha em apoio a este órgão. Não precisamos de um policial em todo lugar e sim de uma polícia bem informada. Sem a cooperação da população do Rio de Janeiro jamais se conseguiria o êxito obtido, por exemplo. Então, vamos seguir o exemplo. 48 Etapa do Mundial de Tênis Mais de 900 trabalhadores brasileiros, representantes de cerca de 200 empresas, participaram, este ano, da 7ª edição dos Jogos Nacionais do Serviço Social da Indústria (SESI). As partidas de tênis de quadra dos Jogos Nacionais ocorreram entre 22 e 28 de maio, na Associação Atlética da Bahia, em Salvador. A competição nacional de tênis foi antecipada porque os campeões representarão o Brasil no Mundial de Tênis do Trabalhador. Organizado pela Confederação Esportiva Internacional do Trabalho (CSIT), o torneio internacional de tênis contou com as participações de brasileiros e de mais 70 trabalhadores de França, Itália, Bulgária, Finlândia, Dinamarca, Rússia e Áustria. Patrícia Medrado, campeã mundial de tênis, foi a madrinha dos Jogos do Mundial de Tênis do Trabalhador. O local das partidas é o mesmo em que a atleta iniciou a carreira.“O convite é uma honra para mim. A Associação é onde dei minhas primeiras raquetadas, com 10 anos de idade. Aqui passei grande parte da minha infância e adolescência”, relembrou Patrícia. Ela foi a número 1 do ranking brasileiro de tênis durante 11 anos consecutivos, no período de 1974 a 1985 e ganhou medalha de prata nos Jogos Panamericanos do México, em 1975. “Este clube é um exemplo em todos os sentidos para o estado e para o país. Pretendo incentivar a realização de eventos desse porte aqui na AAB, principalmente os que forem promover a aproximação entre Brasil e Espanha”, revelou o cônsul espanhol, Jacobo Gonzalez Arnao (foto). Resultados: No torneio de tênis, houve equilíbrio regional na distribuição de medalhas de ouro, com certo destaque para Minas Gerais e Santa Catarina. Giancarlo Pozza, da Clemar Engenharia (SC), foi o primeiro no torneio absoluto na categoria masculina, até 35 anos. Adriana Becker, da malharia RC Conti (SC), venceu entre as mulheres. Luiz Eduardo Moreira, da Companhia Furnas (RJ), foi o campeão da categoria B, para maiores de 35 anos. Cláudia Rios, da Arcelor Mittal (ES), também foi ouro. Na categoria C, para maiores de 45 anos, o vencedor foi Mario Zoet, da Cimo Engenharia (MG). Myrian Notini, da mineradora Ferlig (MG), levou a melhor entre na categoria feminina. I Perini Open inaugurou as quadras de tênis O I Perini Open, que aconteceu nos dias 16 e 17 de abril, inaugurou as quadras cobertas de saibro da Associação Atlética da Bahia (AAB), atraiu tenistas e amantes do esporte em um divertido e gastronômico evento que reuniu mais de 400 pessoas em Salvador. O torneio de duplas, válido pelo Circuito Baiano de Duplas da Federação Bahiana de Tênis (FBT) e promovido pela Tdsko & Kvalcante (Rogério Tedesco) e Viramundo Produções (Ildázio Tavares Jr.), contou com 84 duplas inscritas em cinco diferentes categorias. Como atração principal, o I Perini Open trouxe três grandes nomes do esporte brasileiro: Fernando Meligeni, Patrícia Medrado e Márcio Carlsson. Programação A abertura oficial do I Perini Open aconteceu no sábado, às 8h, com a inauguração das quatro quadras de tênis, que receberam os nomes de grandes personalidades que fizeram história no esporte baiano. Patrícia Medrado, que foi durante 11 anos consecutivos a melhor tenista brasileira e alcançou a 48ª posição do ranking mundial na categoria simples e 9ª em dupla, foi uma das homenageadas. Um dos principais treinadores do Brasil na década de 80 e um dos primeiros da Bahia, José Evaldo Silva, também foi homenageado, bem como o extenista e atual professor da AAB, Pedro Silva. Lucia Meirelles, representante da família Meirelles de tenistas, completou as homenagens. Sua filha, Ivana Meireles, aproveitou a oportunidade para lançar seu projeto social que oferece aulas de tênis para cadeirantes. No domingo (17/04), o dia foi especial também para os pequenos e mulheres convidadas. Após o café da manhã Perini, tiveram início duas clínicas de tênis: uma Play´n Stay direcionada para crianças, que foi ministrada por Fernando Meligeni, e outra para damas, com Patrícia Medrado. Depois das clínicas, começaram as semifinais e também o tão esperado jogo de exibição entre Fernando Meligeni e Márcio Carlsson. Após disputa acirrada e emocionante, Carlsson venceu Meligeni por 78 (10-8). Por fim, aconteceram as finais de todas as classes com a premiação. Confira abaixo os nomes dos campeões e vices-campeões por classe: Classe A: 1º lugar: Ildázio Tavares Jr. / José Evaldo Jr 2º lugar: Leonardo Azevedo / Fabio Oliveira Classe B: 1º lugar: Sérgio Dahia / Vokton Almeida 2º lugar: Rafael Alcântara / Verena Alcântara Classe C: 1º lugar: Jorge Bellak / Marcelo Valente 2º lugar: Paulo Rabello / Nivaldo Silva Classe D: 1º lugar: Fernando Giaimo / Marco Antonio Camargo 2º lugar: Rogério Tedesco / Marcelo Tavares Damas: 1º lugar: Eliete Santos / Gersilda Guerra 2º lugar:Vânia Meirelles / Lucia Meirelles 49 Constituição Jurídica e Administrativa da Associação Atlética da Bahia Sócios Fundadores Américo Salles –- Em Memória Antonio Bernardino de Carvalho – Em Memória Boaventura Moreira Caldas – Em Memória Carlos Alberto da Cruz – Em Memória JoãoViana Dias da Silva – Em Memória Manoel Costa Cruz – Em Memória Raimundo Chaves de Aguiar – Em Memória Carlos da Costa Cruz – Em Memória Eduardo Dias Pereira – Em Memória Geraldo Lanza – Em Memória Mesa Diretora do Conselho Deliberativo - triênio 2008/2011 Walfredo Oliveira – Presidente Raimundo Lisboa –Vice-Presidente Miguel Falcão da Silva – 1º Secretário Renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo 2011/2014 TITULARES: Abimael Oliveira Adilson Mendes Rodrigues Álvaro de Souza Filho Antônio Carlos Oliveira Lago Antônio Heider Lago Bonfim César Augusto Oliveira dos Santos Gilvan Figueirêdo Galvão Ivan Perazzo Freitas José Luis Galvão P. Bonfim Gildo Raimundo Lopes Luciano Oliveira dos Santos Mário Américo Bonfim Brito Ney Souza Gavazza Raimundo Lisboa Sérgio Ribeiro Bastos Sérgio Ricardo Oliveira dos Santos SUPLENTES: Amin Jamil Ana Marta Drumond Bittencourt Anderson Azevedo Brito Boris B. F. Pessoa Espiridião dos Santos Araújo Paulo Eduardo Caldas Rosa Alan Azevedo Brito Virgílio José Rios Leiro Conselheiro Nato Alberto Florêncio da Silva Beneméritos Ademar da Silveira Brito Antonio Dias de Moraes – Em Memória Braúlio Xavier Filho – Em Memória Carlos Coqueijo Costa – Em Memória Carlos Ricardo Gaban Eduardo Jorge Mendes de Magalhães Eduardo Prisco Paraiso Edvaldo Pereira de Brito Edvaldo Brito Filho Fernando Correa Ribeiro – Em Memória Gerson Gabrielli Gustavo Maia – Em Memória Jayme Baleeiro - Em Memória Jorge Correa Ribeiro – Em Memória Milton José Dias de Moraes –- Em Memória Nilton Silva – Em Memória Walfredo Oliveira Honorários Gaspar Sadoc da Natividade Pedro Luiz da Silva Godinho Claudelino Miranda Diretoria Executiva - Mandato 2008/2011 Ademar da Silveira Brito Boris B. F. Pessoa Anonio Heider Lago Bomfim Antonio Cruz Moreira Alves Daniz César de Souza Roberto Carrilho da Silva Luiz Henrique Behrens Adilson Lima Ramos Aurelino Damasceno Passos Carlos Maurício Torres Rosalvo Coelho Neto Geraldo Rabelo de Brito Filho Jorge Machado de Pinho Edésio da Silva Góes Ronaldo Junqueira Rohrs Roberto Conceição Marcelino Presidente Vice-Presidente Adm. Financeiro Diretoria Administrativa Diretoria Financeira Diretoria de Contabilidade Diretoria de Marketing Dir. deTecnologia de Informação Vice-Presidente Social Diretoria Social Diretoria de Atvidades Culturais Diretoria Médica Diretoria Relações Públicas Vice-Presidente de Esportes Diretor de Futebol Diretoria deVoleibol e Basquete Diretoria deVoleibol Leonardo Caldas Scárdua Diretoria de Esportes Aquaticos Luiz Henrique Portela Brim Diretoria de Jogos Esportes de Salão Virgilio José Rios Leiro Diretoria de Artes Marciais Edilberto Prado da Silva Diretoria de Tênis Claudio Miranda de Carvalho Direoria de Esportes Olímpicos Carlos Maurício Torres Vice-Presidente Patrimonial Marcos Pinto Guerra Diretoria de Obras Sérgio Passarinho Diretoria de Obras Aloísio Coelho Messeder Diretoria de Sede Edvaldo Brito Vice-Presidente Jurídico Paulo Rosa Diretoria Jurídica Gilberto FranciscoVillela Diretor Secretário Assessoria da Diretoria Lúcia Maria Rebouças Meirelles Assessora Tarcisio Alves Torres Assessor EXPEDIENTE Editora: Verônica de Macêdo – Fotos: Romildo de Jesus Associação Atlética da Bahia - Tels.: 55 71 3264-5011 - e-mail: [email protected] 50 51 52