Relatório e Contas Índice 1 Mensagem do Presidente 5 2 Síntese dos Principais Indicadores 9 O Banco Sol 13 15 16 17 18 20 26 3 3.1 Órgãos Sociais 3.2 Estrutura Accionista 3.3 Visão, Missão, Valores e Responsabilidade Social 3.4 Principais Acontecimentos de 2009 3.5 Presença Geográfica e Rede de Balcões 3.6 Recursos Humanos 4 Envolvente Económica e Financeira 4.1 Enquadramento Económico e Financeiro Internacional 4.2 Enquadramento Económico e Financeiro Nacional 5 Síntese de Actividade das Principais Áreas de Negócio 5.1 Particulares e Empresas 5.2 Microcrédito 5.3 Unidades de Apoio ao Negócio 5.4 Gestão de Riscos 6 Análise Financeira 6.1 Síntese Financeira 6.2 Evolução dos Resultados Líquidos e da Rendibilidade 6.3 Activo Total 6.4 Créditos sobre Clientes 6.5 Provisões para Riscos de Crédito 6.6 Recursos Totais de Clientes 6.7 Carteira de Títulos 6.8 Evolução dos Custos Operacionais 6.9 Rácio de Solvabilidade 7 Proposta de Aplicação de Resultados 7.1 Proposta de Aplicação de Resultados 8 Demonstrações Financeiras 8.1 Balanço 8.2 Demonstração de Resultados 8.3 Demonstração de Origem e Aplicação de Fundos 29 31 32 35 37 39 40 41 43 45 46 47 47 47 48 49 50 51 53 55 57 59 60 61 9 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 63 10 Relatório e Parecer da Auditoria Externa 67 69 72 10.1 Relatório e Parecer da Auditoria Externa 10.2 Anexo às Demonstrações Financeiras Relatório e Contas 2009 Mensagem do Presidente 1 Mensagem do Presidente A actividade do Banco Sol no ano de 2009 desenvolveu-se num ambiente económico difícil a nível nacional e internacional, tanto para o sector financeiro como a nível global da economia, considerada como a pior fase da época pós-globalização, transversal a vários continentes. Durante o ano 2009, e principalmente no primeiro semestre, temeu-se o cenário de implosão do sistema financeiro internacional e a consequente depressão da economia mundial. Foi a intervenção decisiva das autoridades governamentais de diversos países, através de diversas políticas estimulantes à economia, que estancou a contracção económica que se adivinhava duradoira e se criaram condições para a retoma lenta mas sustentável. Relatório e Contas 2009 pág. 06 O Banco Sol, neste período tão sensível dos mercados e sendo seu apanágio o rigor e a prudência não se envolveu nem se expôs a riscos da natureza que estiveram na origem desta crise. Assim, e num contexto particularmente difícil como descrito atrás, conseguiu apresentar um resultado líquido de 2.942.937 milhares de Akz (equivalentes a 32.919 milhares de USD), a que correspondeu uma rentabilidade dos capitais próprios de 47,2%. Apesar desta envolvente, o Banco Sol conseguiu manter os seus objectivos fundamentais para o ano de 2009 inalterados, isto é, consolidou a sua posição no sistema financeiro nacional, com rigorosa observância de padrões de qualidade e objectividade, manteve uma boa performance na rendibilidade dos capitais próprios e procurou assumir uma atitude dinâmica e com enorme sentido de responsabilidade em prol de um desenvolvimento justo e equilibrado da sociedade em que se insere. No plano comercial, merece destaque a maior acessibilidade e o alargamento da prestação de serviços bancários por parte do Banco Sol com a abertura de mais 12 novos balcões em todo o território nacional, bem como o reforço da proposta de valor do Banco com produtos e serviços com uma evidente orientação de sustentabilidade. Atento às necessidades e requisitos financeiros dos diferentes segmentos da actividade empresarial, por um lado, e interpelado pela melhoria continuada da qualidade dos serviços e dedicação aos seus Clientes, por outro, foram criados os Centros de Empresas, como unidades especializadas e de gestão personalizada, que se destacam pela solidez, estrutura jovem,dinâmica, empenhada e, ao mesmo tempo, conhecedora das especificidades do mercado, cujo escopo consiste em estruturar operações de médio e longo prazo, acompanhar e apoiar o público-alvo em todas as fases de crescimento e de desenvolvimento dos seus negócios. Durante o ano de 2009, assistimos a um crescimento significativo dos créditos sobre Clientes (39%), atingindo em 31 de Dezembro de 2009 o valor de 23.234.962 milhares de Akz (259.905 milhares de USD). O Microcrédito manteve a sua contribuição para este crescimento na carteira do crédito concedido a Clientes e viu aumentar a sua base de Clientes em 5,2%. No final do exercício de 2009, o crédito concedido através desta componente ascendia a 67.586 milhares de USD (em 2008, 58.915 milhares de USD). Para 2010, está previsto o Banco Sol disponibilizar 20 milhões de dólares americanos para esta componente do crédito (iniciativas de pequenos negócios e com ideias empreendedoras). Assumindo o seu crescente sentido de responsabilidade social, inerente às instituições que se pretendem identificadas com o presente e o futuro do meio que as envolve, a concessão de crédito a todos os sectores da economia e a todos os segmentos de Clientes, incluindo aqueles que se situam na franja de rendimentos mais baixa, o Banco Sol afirmou-se, assim, como um parceiro muito eficaz no combate à pobreza e à exclusão social. Os recursos de Clientes, embora com crescimento menos significativo, registavam no final do exercício de 2009, 93.188.767 milhares de Akz (1.042.403 milhares de USD). Os recursos de Clientes têm financiado quase na totalidade a expansão do crédito. O rácio crédito/recursos de Clientes no balanço situa-se em 24,9% em 2009 (em 2008, 16,8%). Para além destes resultados, o ano de 2009 fica marcado por medidas e actividades implementadas, nomeadamente a sua mudança de imagem, com a abertura de novos balcões/agências com a NOVA IMAGEM (interior e exteriormente) a partir do dia 2 de Outubro, data de aniversário do Banco Sol, e um melhor aproveitamento dos meios de comunicação disponíveis (internet, intranet, newsletter, etc.) por forma a passar uma mensagem mais consistente com a nova estratégia e posicionamento do Banco no mercado nacional. Com rigor, qualidade, inovação e sentido de responsabilidade, alguns dos novos balcões foram objecto de um estudo pormenorizado, por forma a testar a sua viabilidade económica, proporcionando, deste modo, melhores condições de conforto, trabalho, segurança e, ao mesmo tempo, garantindo uma perfeita harmonia entre a vontade dos nossos Clientes e dos legítimos anseios dos Accionistas do Banco. Relatório e Contas 2009 pág. 07 Ao concluir esta mensagem, gostaria de deixar expresso o meu agradecimento a todas as entidades e pessoas que, de forma distinta, contribuíram para o crescimento da actividade e resultados alcançados no exercício de 2009, nomeadamente aos nossos Clientes, cuja preferência é sempre assumida como a melhor retribuição por todos os esforços, às Autoridades de Regulamentação e Supervisão, pelo modo como apoiaram e acompanharam as actividades do Banco, aos nossos Colaboradores, pelo empenho, disponibilidade, profissionalismo e ego comercial para consecução dos objectivos fixados, à Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal, pela dedicação e interesses revelados no acompanhamento permanente dos assuntos do Banco e, por fim, aos Accionistas do Banco, pela visão estratégica e suporte prestado na tomada das decisões transversais em tempo oportuno. Coutinho Nobre Miguel Presidente da Comissão Executiva 2 Síntese dos Principais Indicadores Síntese dos Principais Indicadores Principais Indicadores em 31 de Dezembro 2008 e 2009 Montantes expressos em milhares de Kwanzas (MAkz) e milhares de dólares americanos (MUSD) 2009 MAkz 2008 MAkz 2008 MUSD Variação % 1.159.427 83.017.614 259.905 12.967.699 1.042.403 77.085.987 64.010 3.008.479 1.104.412 187.093 1.025.502 40.023 5,0% 38,9% 1,6% 59,9% 2009 MUSD Balanço Activo Total (líquido) Crédito sobre Clientes (bruto) Recursos Totais de Clientes Fundos Próprios 1 103.650.413 23.234.962 93.188.766 5.722.332 Resultados por Funções Margem Financeira Produto Bancário Resultado Operacional Resultado Antes de Impostos Lucro Líquido Cash Flow 2.845.163 7.243.511 2.875.827 2.942.937 2.942.937 4.041.637 31.826 81.025 32.169 32.919 32.919 45.209 3.120,539 4.598.641 2.600.446 1.597.214 1.597.214 2.519.703 41.514 61.179 34.595 21.248 21.248 33.521 -23,3% 32,4% -7,0% 54,9% 54,9% 34,9% 2,8 47,2 2,8 47,2 1,9 53,1 1,9 53,1 0,9% -5,9% 19,59% 19,59% 14,6% 14,6% 5,0% 0,2 34,2 0,2 34,2 7,8 92,1 7,8 92,1 -7,6% -57,9% 44,9% 10.0 327.96 3,19% 212.516 44,9% 10.0 327.96 3,19% 212.516 43,5% 9.7 323.9 2,4% 166.800 43,5% 9.7 323.9 2,4% 166.800 3,2% 2,6% 1,3% 0,8% 27,4% 65 648 65 648 53 515 53 515 22,6% 25,8% Rendibilidade Rendibilidade do Activo Total (ROA) (em %) Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) (em %) Solvabilidade Rácio de Solvabilidade 3 Qualidade do Crédito Crédito Vencido (+90 d)/Crédito sobre Clientes (em %) Cobertura de Crédito Vencido por Provisões (em %) Produtividade, Eficiência e Crescimento Cost-to-Income 2 (em %) Colaboradores/Agências e Postos de Atendimento Clientes/Colaboradores Custo Estrutura/Activo Clientes (número) Serviços Centrais, Centros de Empresas Agências e Postos de Atendimento (número) Colaboradores do Banco (número) 1) Em 2009, calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso n.º 05/2007). Em 2008, calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso n.º 05/2007), não considerando a afectação de capital para risco de câmbio e ouro. 2) Gastos gerais administrativos/Produto bancário. 3) Em 2009, Fundos Próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Aviso n.º 05/2007 do BNA). Em 2008, Fundos Próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Aviso n.º 05/2007 do BNA), não considerando a afectação de capital para risco de câmbio e ouro. Relatório e Contas 2009 pág. 11 2 O Banco Sol 3.1 Órgãos Sociais 3.2 Estrutura Accionista 3.3 Visão, Missão, Valores e Responsabilidade Social 3.4 Principais Acontecimentos de 2009 3.5 Presença Geográfica e Rede de Balcões 3.6 Recursos Humanos 3 O Banco Sol 3.1 Órgãos Sociais Mesa da Assembleia Geral Presidente Dra. Joana Lina Ramos Baptista Vice-Presidente Dr. Mário António Sequeira de Carvalho Secretário Dr. Francisco Domingos Fortunato Conselho de Administração/ Comissão Executiva Presidente do Conselho de Administração (Não executivo) Sr. Sebastião Bastos Lavrador Administrador (Não executivo) Dr. António Manuel Graça Presidente da Comissão Executiva Dr. Coutinho Nobre Miguel Administrador Dr. Paulo Sérgio Lavrador Relatório e Contas 2009 Dra. Varínia da Silva Sobral pág. 15 Administradora Conselho Fiscal Presidente Dr. Júlio Marcelino Vieira Bessa 1º Vogal Eng. Noé Baltasar 2º Vogal KPMG, representada por Dr. Paul de Sousa 3.2 Estrutura Accionista Em 31 de Dezembro de 2009, o Capital Social do Banco Sol, no valor de 1.377.573.266 Kwanzas (equivalente a USD 18.362.012), correspondente a 18.362.012 acções de valor nominal de 75.023 Kwanzas cada, integralmente subscrito e realizado, era detido por 11 accionistas, repartido entre particulares e empresas. Posições accionistas do capital social do Banco Sol Accionistas N.º de acções detidas % Do capital detida SANSUL, S.A. 10.099.107 55,000 1.912.710 10,416 Noé José Baltasar 994.609 5,416 Ana Paula dos Santos 994.609 5,416 Sociedade de Comércio Martal 994.609 5,416 Coutinho Nobre Miguel 535.558 2,916 Júlio Marcelino Bessa 765.084 4,166 João Manuel Lourenço 994.609 5,416 António Mosquito 535.558 2,916 Maria Mambo Café 535.558 2,916 Sebastião Bastos Lavrador Relatório e Contas 2009 pág. 16 3.3 Visão, Missão, Valores e Responsabilidade Social Visão Ser um Banco com distinção no mercado através de uma eficiente cobertura geográfica e permanente inovação de produtos e serviços diferenciados a diferentes segmentos de mercado. Missão Criar valor para os Clientes, Colaboradores, Parceiros e Accionistas, crescendo com rendibilidade e sustentabilidade. Oferecer e servir os Clientes com um atendimento de qualidade e rapidez. Valores “Ser um Banco Sólido”- com uma gestão racional e criteriosa dos recursos e dos riscos. “Ser um Banco diferente e solidário”- agente de mudança social, respeitar o meio envolvente e agir com ética, profissionalismo e responsabilidade . “Ser o Banco de todos nós” - promover relações de confiança e de futuro, procurando sempre e com humildade, ser melhor. Responsabilidade Social A função social é entendida pelo Banco Sol como componente fundamental da sua missão. No âmbito da sua responsabilidade social corporativa, o Banco Sol iniciou nos últimos anos a implementação de um plano de acções que permitirá ter a expectativa de aumentar de forma muito significativa o seu impacto junto das populações mais carenciadas, com especial ênfase nos mais jovens e desfavorecidos, e de forma mais sustentada no tempo e geograficamente mais abrangente. Sensível às alterações económicas e sociais, o Banco Sol procura estar próximo dos clientes, apoiando-os com o propósito de minorar eventuais dificuldades sentidas no cumprimento das suas responsabilidades, promovendo instrumentos de criação de emprego e incentivando o empreendedorismo. Ao nível de responsabilidade social, o Banco Sol continuará a sua política de apoio regular e de incentivo ao bem-estar das comunidades, promovendo projectos estruturantes e de continuidade. Relatório e Contas 2009 pág. 17 3.4 Principais Acontecimentos de 2009 A melhoria da qualidade de serviço, através da implementação do sistema de controlo interno e da criação do Núcleo de Compliance, a reestruturação do gabinete de Auditoria Interna, a implementação de um novo software de Gestão de Risco e de Crédito (Credirisk), o apoio na reestruturação da Direcção de Risco, a elaboração de manuais, bem como a criação e mudança da imagem institucional com o recurso a uma empresa de consultoria especializada, constituíram alguns dos acontecimentos do ano de 2009. A abertura de novas agências, dependências, centro de empresas e “Caixas Avançados”, durante o exercício de 2009, constituíram marcos importantes no corrente exercício que passamos a percorrer cronologicamente: Janeiro No dia 19 de Janeiro é inaugurado o Posto de Atendimento do Cassenda. Fevereiro Relatório e Contas 2009 pág. 18 No dia 12 de Fevereiro é inaugurado o Posto da Repartição Fiscal do Ambriz. Março No dia 13 de Março é inaugurada a Dependência do Bailundo. Abril No dia 27 de Abril é inaugurada o Caixa Avançado da FERMAT (Palanca). No dia 29 de Abril é inaugurada o Caixa Avançado do Terminal da UNICARGA. Maio No dia 15 de Maio é inaugurada a Dependência de Cabinda. Julho No dia 18 de Julho é inaugurada a Dependência da Rainha Ginga. No dia 27 de Julho é inaugurado o Centro de Empresas do Morro Bento. Outubro No dia 02 de Outubro, data do 8º Aniversário do Banco, é lançada a NOVA IMAGEM do Banco Sol. No dia 05 de Outubro é inaugurada a Dependência do Maculusso. No dia 07 de Outubro é inaugurado o Posto de Atendimento das Jembas VII (Shoprite Palanca). Relatório e Contas 2009 Novembro No dia 18 de Novembro é inaugurada a Dependência do Waka Kungo. Dezembro No dia 16 de Dezembro é inaugurada a Dependência do Cacuso. No dia 18 de Dezembro é inaugurada a Dependência do Morro Bento II. O Banco Sol regista um lucro líquido no exercício de 2009 de 2.942.937 milhares de Akz (equivalente a 32.919 milhares de USD), a que corresponde uma rendibilidade dos capitais próprios de 47,2%. pág. 19 A Agência Cabinda A Agência 1 Dependência 1 Posto 5 P P D Dependência D P Posto P P S Serviço P T Terminal Zaire Agência Posto 1 2 A P CE Centro de Empresas P CA Centro de Atendimento Automático Uíge Agência 1 Bengo Agência 1 Dependência 2 Posto 1 Kwanza-Norte Posto D A P P A 1 Luanda Relatório e Contas 2009 pág. 20 D Agência 1 Dependência 18 Posto 9 Serviços 3 Terminal 3 C Empresas 4 C Auromático 1 D A A Kwanza-Sul Agência 1 Dependência 1 D Malanje Agência 1 Dependência 1 Bié Agência 1 Huambo P Agência 1 Dependência 1 A A D P A A D Benguela Agência 2 Dependência 1 Posto 2 Huíla Agência 1 Dependência 1 Posto 1 Cuando Cubango Posto 1 A D P P 3.5 Presença Geográfica e Rede de Balcões Luanda Sede Serviços Centrais I Rua Rei Katyavala, n.º 110/112 Tel.: 222 440 215/ 224/ 226/ 316/ 330/ 340/ 275 222 432 378 222 442 712 222 447 763/ 800 Fax: 222 440 226/ 318 Ferrovia Serviços Centrais II Rua das Kipacas (ao lado do Ferrovia) Tel.: 222 310 121/ 407/ 622/ 975 222 311 377/ 380 Centro de Empresas Ferrovia Rua das Kipacas (Ferrovia) S/N Tel.: 222 310 407/ 622 Fax: 222 311 361 Centro de Empresas Liga Africana Rua da Liga Africana, Lote 38, R/C Tel.: 222 324 604/ 789 222 326 159 Fax: 222 323 157 Centro de Empresas Morro Bento Estrada Directa do Futungo, Morro Bento II Tel.: 222 460 888/ 420/ 227 Agência da Katyavala Rua Rei Katyavala, n.º 110-112 Tel.: 222 440 215/ 330/ 340/ 375 Dependência da Mutamba Rua Amílcar Cabral, n.º 933, R/C Tel.: 222 390 437/ 715 Dependência do Cazenga Rua do Comércio, n.º 3, R/C Bairro Tala Hady, Zona 19 Tel.: 222 381 094/ 380 Dependência do Cruzeiro Rua Cónego Manuel das Neves, n.º 109 R/C Bairro Patrice Lumumba, Zona 7 Tel.: 222 443 452 222 447 791 222 446 995 Dependência de São Paulo Rua do Kicombo Estabelecimento, n.º A, R/C, prédio n.º13 Tel.: 222 445 653 222 477 777/17 Dependência Amílcar Cabral Rua Fernando Brick, n.º 82 Tel.: 222 335 818 222 334 676 Fax: 222 331 730 Rua Amílcar Cabral, nº1, 1º A frente Tel.: 222 337 267 222 339 023 222 394 242/ 806 222 395 928 Fax: 222 394 806 Centro de Atendimento Automático Dependência do Marçal Rua da Liga Africana, Lote 38, R/C Bairro Maculusso Rua da Brigada S/N Tel.: 222 380 506 Fax: 222 383 955 Centro de Empresas Mutamba Encisa Serviços Centrais III Rua Major Kanhangulo, n.º 101, 1º andar Tel.: 222 331 229/ 317/ 459 Dependência da Alfândega de Luanda Avenida 4 de Fevereiro Tel.: 222 310 640 Relatório e Contas 2009 pág. 21 Dependência do Américo Boavida Dependência do Cacuaco Avenida Hoji-Ya-Henda (Inst. do Hospital Américo Boavida) Tel.: 222 381 094/ 380 222 386 338/ 906 222 388 534 Fax: 222 388 302 Rua Direita de Cacuaco, S/N Tel.: 222 511 289/ 347/ 520 Fax: 222 511 207 Dependência do Morro Bento Estrada do Futungo Morro Bento II Tel.: 222 460 227/ 420/ 577 Dependência do Morro Bento II Relatório e Contas 2009 pág. 22 Dependência de Viana Rua 11 de Novembro Tel.: 222 290 926 222 291 014 Posto das Jembas I Rua Rainha Ginga Tel.: 921 547 463 Rua Pedro de Castro Van-Dúnem Loy S/N Morro Bento II Tel.: 222 397 782/ 836 Posto da Martal Dependência do Hospital Militar Posto das Jembas II Rua Doutor Manuel S/N (dentro do Hospital Militar) Tel.: 222 321 033 927 704 070 Fax: 222 323 875 Bairro do Cassenda Tel.: 222 359 170 Dependência da Liga Africana Rua da Liga Africana, lote 38, R/C Bairro Maculusso Tel.: 222 320 942 222 322 713 222 323 158 Fax: 222 322 273 Bairro António Barroso Tel.: 923 283 803 Posto das Jembas IV Rua da Estrada de Calumbo Viana Tel.: 921 386 177 Posto das Jembas V Largo do Soweto Via Alice Tel.: 222 638 294 Dependência da Rainha Ginga Posto das Jembas VII ( Shoprite Palanca) Gaveto da Rua Rainha Ginga com a Rua Joaquim de Figueiredo Tel.: 222 339 799 222 398 403 222 399 032 Fax: 222 393 529 Rua Deolinda Rodrigues S/N Tel.: 923 679 464 Dependência do Maculusso Rua Che Guevara, n.º 8-10 Bairro Maculusso Tel.: 222 333 986 222 334 196 Fax: 222 334 901 Posto do Zango Posto do Porto Seco Rua da ENE/ Sonef-Viana Porto Seco (dentro da Delegação Aduaneira da Segunda Linha de Viana) Tel.: 935 590 191 Posto da Maxi Rua João Rodrigues, n.º 30 (dentro do supermercado MAXI) Tel.: 921 541 590 Terminal da Unicargas Av. 4 de Fevereiro (dentro da Unicargas) Tel: 222 311 365 Terminal SAL Alfândega de Luanda Zaire Agência do Soyo Bairro da Marinha, S/N Tel.: 232 278 078/ 082 Fax: 232 278 092 Posto da Jembas III / Soyo Rua da Polícia Fiscal Bairro do Porto Pesqueiro Tel.: 232 278 014 Av. 4 de Fevereiro (dentro da Alfândega de Luanda) Tel.: 222 310 640 Posto da Alfândega de Soyo Terminal da Alfândega do Aeroporto de Luanda Rua da Estrada da Base do Kwanda Tel.: 232 278 014 Atrás do Terminal de Carga, Piquete 2 Tel.: 923 469 422 Bengo Agência de Caxito Avenida Principal de Caxito, S/N (no entroncamento da via p/ o Ambriz) Tel.: 234 281 007/ 056 Dependência do Ambriz Município do Ambriz Tel.: 234 200 041/ 042 Dependência do Bom Jesus Comuna de Bom Jesus (perímetro da Fábrica da Coca-Cola) Tel.: 928 634 161 Posto da Repartição Fiscal do Ambriz Rua 11 de Novembro, S/N (nas inst. da Repartição Fiscal) Tel: 224 200 051/ 052 Malanje Agência de Malanje Rua Comandante Dangereux, S/N Tel.: 251 230 006/ 613 Fax: 251 230 004 Dependência de Cacusso Estrada Nacional 230 S/N Tel.: 251 204 928 Fax: 251 204 927 Benguela Agência do Lobito Rua 25 de Abril Tel.: 272 226 043/ 044 Fax: 272 226 073 Relatório e Contas 2009 pág. 23 Agência de Benguela Dependência de Cabinda Largo 1º de Maio Tel.: 272 236 525/ 526 Rua Dr. António Agostinho Neto Bairro Deolinda Rodrigues Tel.: 231 224 229 Dependência do Cubal Rua Comandante Kassange, S/N Tel.: 929 284 466 Relatório e Contas 2009 Posto da Alfândega de Cabinda (Porto) Posto da Alfândega do Lobito Rua do Comércio Recinto Portuário de Cabinda Tel.: 231 220 755/ 756/ 757 Av. da Independência, n.º 57/59 Edifício da Alfândega Tel.: 271 225 974/ 975 Posto da Alfândega de Lândana Posto Caminhos de Ferro de Benguela Alfândega de Lândana Tel.: 231 290 027 913 104 403 Rua Av. General Cravelho Lopes R/C Bairro do Pompão, Lobito Tel.: 272 226 781 923 744 493 pág. 24 Bié Posto da Alfândega de Malongo Alfândega de Malongo Tel.: 231 220 755/ 756/ 757 Posto da Alfândega do Massabi Agência do Kuito Alfândega de Massabi Tel.: 222 551 083 Rua Sagrada Esperança, S/N Tel.: 923 341 769 Posto da Alfândega do Aeroporto Huambo Agência do Huambo Rua Castro Soromenho, n.º 8, 10 e 12, R/C Rua do Comando Provincial da Polícia Nacional Tel.: 241 223 541/ 542/ 543 Fax: 241 223 544 Dependência do Bailundo Frente à rotunda do Largo 1º de Maio Tel.: 241 204 943/ 944 Cabinda Agência de Cabinda Forças Armadas Cabinda Tel.: 231 220 755/ 756/ 757 Rua Duque de Chiaze, Bairro 1º de Maio (dentro da Sala de Embarque) Tel.: 923 902 969 Huíla Agência da Huíla Rua Cidade do Lubango, S/N Tel.: 261 225 544/ 546 923 283 819 Dependência do Lubango Av. 4 de Fevereiro, S/N S. António Tel.: 261 228 251/ 252 Posto das Jembas VI Rua Câmara Leme, 903 Bairro Kitala Kiaco Tel.: 261 220 788 Uíge Agência do Uíge Rua António Agostinho Neto, n.º 21, R/C Prédio Café Lima Tel.: 929 084 588 Kwanza-Sul Agência da Quibala Rua Agostinho Neto (próximo das bombas de combustível) Tel.: 236 255 030/ 081 921 295 123 Fax: 236 255 015/ 016/ 017 Dependência do Waku Kungo Rua Dr. António Agostinho Neto Bairro da Pecuária S/N Tel.: 236 250 207/208 Fax: 236 250 209 Kwanza-Norte Posto da Quissala Bairro da Munda Mercado da Quissala Cuando Cubango Posto do Cassenda Bairro Cassenda n.º 53 Tel.: 222 355 453 Fax: 222 354 641 Relatório e Contas 2009 pág. 25 3.6 Recursos Humanos A ética e a responsabilidade, valores importantes na procura incessante para a obtenção da excelência através da qualidade e o contínuo investimento na formação dos nossos Colaboradores, orientaram a actividade do Banco Sol em 2009. O número de Colaboradores do Banco Sol registou um assinalável acréscimo (+ 24%) em relação ao ano anterior, tendo atingido em 31 de Dezembro de 2009 um total de 647 Colaboradores (515 em 31 de Dezembro de 2008). Relatório e Contas 2009 Para atender à necessidade da força de trabalho, registou--se um reforço de 132 Colaboradores comparativamente a 2008. A maior parte do quadro efectivo de trabalhadores encontra-se na Província de Luanda, onde estão concentrados os Serviços Centrais e uma parte significativa da rede de balcões do Banco Sol. Em 31 de Dezembro de 2009, o efectivo de mulheres mantinha a sua posição de liderança na estrutura de pessoal do Banco representando no final do exercício 51,8% dos Colaboradores (52,8% em 2008). A política de gestão de recursos humanos continuou a orientar-se pelo ajustamento do efectivo de pessoal ao crescimento e expansão do Banco, pela melhoria das competências, capacidades e eficiência através de um forte investimento em formação e da promoção da mobilidade interna. pág. 26 Colaboradores do Banco Sol 2009 2008 2007 Colaboradores 647 515 405 Homens (%) 48,2 47,2 46,9 Mulheres (%) 51,8 52,8 53,1 Média de Idades 28.9 28.3 28.1 Colaboradores nos Serviços Centrais I, II, III e Centro de Empresas 196 195 112 66 49 37 385 271 256 Principais Indicadores Colaboradores afectos ao Microcrédito Colaboradores nas Agências, Dependências e Postos de Atendimento 350 Homens 300 Mulheres 250 200 150 100 50 0 2007 2008 O alargamento da rede comercial (abertura de 7 novas Dependências, 1 Centro de Empresas, 3 Postos de Atendimento e 2 “Caixas Avançados”), o forte ritmo de transformações que condicionam a actividade bancária, associada à crescente sofisticação e exigência dos Clientes, a par do lançamento de novos produtos e serviços, obrigaram a prosseguir a política de recrutamento e de mobilidade interna, bem como a acções de formação mais regulares, tanto a nível interno como externo. Durante a fase de recrutamento e selecção no corrente exercício, foram realizados 14 testes psicotécnicos e 3 testes de aptidão, tendo sido submetidos aos mesmos 340 candidatos. Durante o exercício de 2009 foram realizados planos integrados de formação, quer de natureza operacional, quer estratégica, de forma a atingir-se níveis elevados de produtividade e entrega ao trabalho. Assim, foram realizadas 36 acções de formação, as quais tiveram a participação de 282 trabalhadores, num total de 1.016 horas de formação (947 horas em 2008). 2009 As acções de formação incidiram em matérias específicas da actividade bancária e outras afins, asseguradas por técnicos do Instituto de Formação Bancária de Angola (IFBA), maioritariamente, e por técnicos de instituições vocacionadas em formação. Os custos associados a estas acções totalizaram aproximadamente 379.455 USD (156.480 USD em 2008), os quais incluem, também, despesas de transporte, alojamento e ajudas de custo. Foram efectuadas 21 transferências internas com o intuito de promover a rotação dos trabalhadores de forma a diversificar as experiências profissionais e aquisição de novas aptidões, bem como a intenção de preencher as vagas existentes em determinadas áreas. Na prossecução dos objectivos traçados para 2009, desempenharam um papel preponderante o empenho e os indeclináveis compromissos assumidos pelos nossos Colaboradores que, tendo muitas vezes que se superar, procuraram na satisfação dos Clientes a razão de ser do sucesso da actividade do nosso Banco. Distribuição dos Colaboradores por Função 2009 Administrativos Técnicos Quadros Intermédios Consultores Directores Administradores 0 100 200 300 400 500 600 Relatório e Contas 2009 pág. 27 2 Envolvente Económica e Financeira 4.1 Enquadramento Económico e Financeiro Internacional 4.2 Enquadramento Económico e Financeiro Nacional 4 Envolvente Económica e Financeira 4.1 Enquadramento Económico e Financeiro Internacional PRODUTO INTERNO BRUTO Taxa de variação anual 2006 15,0 2007 10,0 2008 5,0 2009E 0,0 -5,0 -10,0 EUA Zona Euro China Economia Mundial A evolução da economia mundial durante o ano de 2009 debateu-se com choques múltiplos que se reflectiram num arrefecimento expressivo da actividade económica. Os efeitos da crise financeira internacional que eclodiu no 2º semestre de 2007 e se intensificou ao longo de 2008, mantiveram-se presentes em todo o 1º semestre de 2009. As previsões do Banco Mundial apontam para uma contracção do PIB Mundial de 2,2% em 2009, sendo esperada uma expansão para 2010 de 2,7%. Os países em desenvolvimento deverão ser os que mais contribuirão para o crescimento da economia. A economia destes países terá crescido 1,2% em 2009, esperando-se um crescimento de 5,2% em 2010. A generalidade das economias do continente africano desacelerou de forma significativa em 2009 em resultado do colapso do comércio global e da crise financeira. O sentimento de aversão ao risco que transitou do ano de 2008 intensificou a espiral destrutiva do sistema financeiro. Os mercados monetário e de crédito paralisaram e os respectivos prémios de risco mantiveram-se extremados. Tão pronunciada devastação no universo financeiro teve um impacto muito adverso nas condições de financiamento e, não menos importante, na confiança dos agentes económicos. Japão África O resultado foi o recuo da produção e do emprego, bem como do investimento e do consumo. A incidência global da contracção provocou um colapso no comércio internacional. De tão grave, a crise financeira despertou nas autoridades (Governos e Bancos Centrais) um sentido de urgência que levou à implementação de políticas de suporte à economia, de magnitude e abrangência sem precedentes em tempos de paz. A solvência do sector financeiro foi garantida através da injecção de capitais públicos nas instituições financeiras e da concessão de garantias estatais à sua dívida. Assim, e paralelamente, os Bancos Centrais inundaram os mercados monetários de liquidez e reduziram drasticamente as taxas de juro, enquanto os Governos introduziram pacotes de gastos públicos e de incentivos fiscais. Relatório e Contas 2009 pág. 31 4.2 Enquadramento Económico e Financeiro Nacional Produto Interno Bruto Angola Evolução 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 2006 Relatório e Contas 2009 pág. 32 2007 2008 PIB, Política monetária e cambial Num ambiente internacional extremamente adverso, dominado pela crise de crédito e receios de recessão nos países mais desenvolvidos, a economia angolana depois de vários anos a apresentar um crescimento económico na casa dos dois dígitos (em 2008 cresceu 13,2%), em 2009 registou um crescimento de 1,3%. As previsões do Banco Mundial apontam para um crescimento do PIB de 6,5% para 2010 e para 2011, está previsto um crescimento de 8,0%. O enquadramento económico em Angola tornou-se menos favorável, também, no 1º semestre de 2009. A economia angolana que tinha conseguido manter-se praticamente imune à crise financeira internacional acabou por ser afectada pelo quadro económico mundial por via da redução do preço do petróleo e da redução da OPEP das quotas de produção. A queda das exportações originou uma pressão sobre a balança corrente e uma queda relevante das reservas cambiais, o que levou as autoridades nacionais a actuar no sentido de um arrefecimento da procura interna. Após a queda das reservas cambiais verificada entre Novembro de 2008 e Abril de 2009, observou-se no final do ano de 2009 uma estabilização no valor das reservas cambiais que se situavam num intervalo de USD 12-13 mil milhões. 2009E No OGE2009, o Governo contemplava um crescimento de aproximadamente 26% das despesas de investimento, equivalente a 19,5% do PIB. No entanto, perante um contexto internacional adverso e, dada a quebra de receitas provenientes do sector petrolífero, as autoridades governamentais decidiram adoptar um conjunto de medidas que assegurassem um crescimento económico equilibrado, que passou pela reprogramação de alguns investimentos públicos, pela redução das despesas em bens e serviços e por um maior dinamismo no saneamento financeiro das empresas públicas estratégicas. Em 2009, o Governo Angolano assinou um acordo de financiamento com o FMI-Fundo Monetário Internacional no valor de USD 1,8 mil milhões, tendo por base o Programa do Governo para 2010, o qual tem como objectivo o financiamento da Balança de Pagamentos, a consequente estabilização do mercado cambial e a continuação da execução de importantes projectos estruturantes. Segundo as previsões do Banco Mundial, em 2009, o sector não petrolífero terá registado uma expansão de 5,2%, ao contrário do petrolífero, que sofreu uma contracção de 5,1%. De acordo com o OGE2010, o sector petrolífero deverá apresentar uma taxa de crescimento de apenas 1,1%, enquanto para o sector não petrolífero é esperado uma taxa de crescimento perto dos 15%. Inflação De acordo com o INE, o índice de preços no consumidor terá registado em Dezembro de 2009 uma variação homóloga de 13,99% (face a 13,2% em Dezembro de 2008), enquanto a variação média anual se situou em 13,69%. As autoridades governamentais angolanas apontavam para uma taxa de 12,5% em 2009. Mercado cambial Para esta situação, contribuiu o efeito da desvalorização do Kwanza face ao dólar americano (e ao euro) tendo a moeda nacional sofrido uma depreciação acumulada de 18,93% no mercado cambial interbancário e de 28,04% no mercado informal da cidade de Luanda. A cotação Akz/USD tem sofrido um ajustamento progressivo desde Outubro, altura em que se situava nos 78, tendo terminado o ano de 2009 no patamar de 85. Este reajustamento reflectiu a pressão da procura por dólares americanos muito embora o Banco Nacional de Angola tenha aumentado nos últimos meses do ano o montante de dólares disponíveis nos leilões cambiais. Mercado de activos Em 2009, e no âmbito do programa de emissões de Obrigações do Tesouro (OT’s), as autoridades angolanas procederam a uma alteração da política de financiamento, tendo por objectivo prolongar a maturidade das suas responsabilidades. Assim, foram emitidas Obrigações do Tesouro (OT’s) cuja maturidade varia entre 1, 2, 3 e 4 anos, que inclui emissões em Kwanzas indexadas aos dólares americanos, bem como OT’s indexadas à inflação (1 a 4 anos), com prémios variáveis de 3 a 5%, crescente com os prazos. As OT’s com maturidades mais curtas (1 a 2 anos) e as indexadas à inflação tiveram maior apetência pois respondem melhor às necessidades de cada Banco. Até Outubro de 2009, o montante emitido no âmbito deste programa atingiu o montante equivalente a USD 3,4 mil milhões, sendo objectivo do Banco Nacional de Angola atingir um montante de USD 9 mil milhões. Crédito Durante o ano de 2009, o comportamento dos agregados do crédito não foi uniforme em resultado, por um lado, da evolução da actividade económica e, por outro, da política monetária restritiva introduzida pelo Banco Nacional de Angola ao elevar, de 15 para 30%, o coeficiente de reservas de caixa obrigatórias durante uma parte do ano. Contudo, no último trimestre do ano, começou-se a sentir uma inversão na evolução da economia, tendo o crédito recuperado e crescido cerca de 13% face ao ano de 2008. Os sectores da construção e do comércio viram reforçado o seu peso no total do crédito concedido. No final de 2009, o crédito em moeda estrangeira representava cerca de 51% do total do crédito concedido, enquanto o crédito em moeda nacional registava um crescimento de 3%, quando comparado com o valor apurado no final de 2008. Depósitos A nível dos depósitos verificou-se, em 2009, um crescimento de cerca de 4% em relação a 2008, predominantemente em moeda estrangeira. Em 2009, a carteira de depósitos em moeda estrangeira representava cerca de 50% do total de depósitos comparativamente a 42% no final de 2008. Face à desvalorização do Kwanza durante o ano, os depósitos em moeda nacional registaram um decréscimo do seu peso na totalidade da carteira de depósitos. Em 2008, representavam cerca de 58%, enquanto no final de 2009 representavam 49%, reflectindo desta forma a maior apetência dos clientes por moeda estrangeira. Sector bancário Segundo um estudo recente de uma conceituada empresa de consultoria internacional, o sector bancário angolano continuou a mostrar um rápido crescimento orgânico nos últimos anos. O número de Bancos a operar em Angola passou de 19 em 2008, para 22 em 2009, enquanto o número de clientes era de 1,7 milhões, o que corresponde a uma taxa de bancarização da população de 7,6%. Segundo o mesmo estudo, quando comparamos os anos de 2008 e 2007, verificamos que a rede de balcões cresceu 42%, o aumento de ATM’s foi de 47%, o aumento de TPA’s foi de 170% e o aumento de cartões em circulação de 33%. Em 2009, segundo o mesmo estudo, o abrandamento da economia ter-se-á reflectido no sector bancário que, contudo, deverá continuar a crescer nos próximos anos, acompanhando o crescimento e desenvolvimento da economia, em especial os sectores não petrolíferos. Relatório e Contas 2009 pág. 33 2 5 Síntese de Actividade das Principais Áreas de Negócio 5.1 Particulares e Empresas 5.2 Microcrédito 5.3 Unidades de Apoio ao Negócio 5.4 Gestão de Riscos Síntese de Actividade das Principais Áreas de Negócio 5.1 Particulares e Empresas N.º de Clientes N.º de Balcões 70 60 50 250.000 40 200.000 30 150.000 20 100.000 10 50.000 0 2007 2008 2009 2007 2008 2009 Relatório e Contas 2009 pág. 37 Economia Mundial Uma relação bem sucedida com os Clientes é condição para assegurar a sustentabilidade e a própria existência do Banco, sendo por isso assumida como elemento central em redor do qual é desenvolvida a estratégia e implementada a actuação comercial do Banco Sol. Dando continuidade ao programa de expansão da rede de balcões e ATM, alargamento da base de Clientes e segmentação da rede de negócio, o ano de 2009 foi marcado pela inauguração de 7 Dependências, 1 Centro de Empresas, 3 Postos de Atendimento e 2 “Caixas Avançados”. No final do ano de 2009, a rede de distribuição do Banco Sol (Serviços Centrais, Agências, Centros de Empresa e Postos de Atendimento) contava com 65 locais de atendimento (53, em 31 de Dezembro de 2008). A captação de novos Clientes (+ 45.716 que em 2008), bem como o aperfeiçoamento da capacidade de oferta de produtos e serviços, conduziram a resultados globalmente em linha com os objectivos traçados para o corrente exercício, embora condicionados pela envolvente macroeconómica nacional e internacional que marcou o ano de 2009. Assim, o crédito concedido, medido em USD, registou um aumento de 39%, atingindo os 259.905 milhares de USD no final de 2009. O crédito a empresas representava 36% do crédito total concedido. Os recursos totais de clientes ascenderam a 1.042.403 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, comparando com 1.025.502 milhares de USD no final de 2008. Créditos e Depósitos Expresso em milhares de USD 1.000.000 Depósitos 800.000 Créditos 600.000 400.000 200.000 0 2007 2008 2009 Relatório e Contas 2009 pág. 38 Créditos e Depósitos Os depósitos em moeda nacional, equivalentes a 805.039 milhares de USD no final de 2009 (417.992 milhares de USD em 2008), ultrapassaram os depósitos em moeda estrangeira, que em 31 de Dezembro de 2009 totalizavam 173.773 milhares de USD (184.313 milhares de USD, em 2008). 5.2 Microcrédito O valor do crédito concedido até ao final de 2009 totalizou 67.586 milhares de USD (58.915 milhares de USD no final de 2008). Para o crescimento sustentado dos resultados, contribuiu o contínuo crescimento da base de clientes que registou um aumento de 3.262 novos clientes. Em resumo, a evolução desta área de negócio tem sido a seguinte: Microcrédito Expresso em milhares de USD 2009 2008 2007 67.586 58.915 22.658 5.751 5.782 1.776 61.835 53.133 20.882 15.784 22.744 19.348 3.021 3.291 2.211 12.763 19.453 17.137 Crédito Vencido e em Mora 8.143 3,848 758 Microcrédito rural 2.428 613 32 Microcrédito comercial 5.715 3,234 726 66.681 63.419 55.781 Crédito Concedido Microcrédito rural Microcrédito comercial Valores a Receber (acumulado) Microcrédito rural Microcrédito comercial 1 Número de Clientes 1) Inclui capital e juros. 1 Relatório e Contas 2009 pág. 39 5.3 Unidades de Apoio ao Negócio Operações O ano de 2009 fica marcado pela crescente atenção do Banco no reforço da sua actividade operacional, nomeadamente na racionalização de procedimentos e informatização. Esta focalização permitiu obter como resultados mais evidentes o crescimento significativo em termos de quantidade e qualidade das operações processadas. Relatório e Contas 2009 pág. 40 de suporte ao negócio, tendo desenvolvido novas soluções para responder às necessidades ainda não colmatadas. O ano de 2009, ao nível de sistemas de informação, correspondeu a um período no qual foram obtidos alguns resultados significativos em termos de desenvolvimento de novas ferramentas e na evolução dos procedimentos internos. Assumindo a preocupação constante de responder eficazmente às exigências dos Clientes, em 2009, o Banco Sol passou a oferecer os serviços de transferência de dinheiro da MoneyGram nas suas agências, tornando assim mais acessível e conveniente aos seus clientes a transferência de dinheiro, para além de outros serviços. Assim, foi concluído o projecto de integração entre a aplicação em uso na MULTICHOICE e no Banco Sol (BANKA), o que veio permitir aumentar o registo de pagamentos das subscrições de serviços prestados por aquela empresa através das ATM’s. Por sua vez, foram emitidas 18,795 cartões VISA pré-pagos Kumbu (que permitem fazer operações no país e no estrangeiro), desde a data do seu lançamento, Julho de 2008, até 31 de Dezembro de 2009 (em 2008 tinham sido emitidos 4600 cartões). Igualmente, e durante o corrente exercício, foi adquirido um novo sistema Central (AS400 550i) da última geração, o qual vai permitir efectuar uma gestão qualificada e, ao mesmo tempo, aumentar a capacidade de resposta para diversas aplicações. Para o segmento de Médias e Grandes Empresas, Clientes que pela sua especificidade de interesses, necessidades e dimensão do seu património financeiro requerem um atendimento mais personalizado, o Banco Sol abriu mais um Centro de Atendimento (Morro Bento) especializado com vista a melhorar a oferta e a qualidade de serviço e reforçar a sua posição neste importante segmento. Foram iniciados e desenvolvidos novos produtos e soluções tendo em vista o reforço da capacidade tecnológica do Banco, os quais permitirão tornar as suas operações mais eficientes, reduzindo, deste modo, o nível do risco operacional e resultando em maior rapidez no seu processamento. Incluem-se nesta situação os seguintes projectos: Em 31 de Dezembro de 2009, o parque de ATM’s e TPA’s do Banco Sol atingiu o valor, respectivamente, de 76 e 128. No final de 2009, o Banco Sol tinha emitido 94.869 cartões MULTICAIXA (aproximadamente 80.600, em 31 de Dezembro de 2008), denotando uma forte expansão deste produto e um índice de crescimento assinalável. Sistemas e Tecnologias de Informação Conscientes de que a maximização da produtividade e a redução ao mínimo dos erros operacionais assenta num fluxo operativo das várias linhas de negócio baseadas em sistemas informáticos desenvolvidos, o Banco procedeu a melhorias significativas em alguns dos sistemas existentes (a) up-grade da estrutura de virtualização a nível de servidores Windows e armazenamento de informação; (b) instalação de telefonia IP para melhoria da comunicação interna e redução de custo com as chamadas telefónicas; (c) utilização de tecnologias de compressão para optimização de comunicação de dados entre os balcões e a Sede. Neste momento, o banco dispõe de uma capacidade de processamento (CPW) de 1.000 CPW prevendo-se atingir no exercício de 2010 os 4.000 CPW. A capacidade de armazenamento é de 3 TB. A percentagem de colaboradores com acesso a correio electrónico é de 30%, sendo objectivo da Direcção de Sistemas de Informação atingir os 100% no final do ano de 2010. Em relação ao acesso à Intranet dos Colaboradores do Banco, ele atinge os 100% e em relação à Internet, somente 12% têm acesso. Durante o ano de 2009, foram ministradas 140 horas em formação Windows 2003, 35 horas em formação Mail Exchange e 120 horas em formação ITIL. Banca Electrónica Numa perspectiva de compromisso pela melhoria de serviços aos Clientes e no cumprimento dos seus objectivos, o Banco Sol deu continuidade à promoção dos seus canais de acesso alternativos com uma contínua dinamização dos diversos canais de banca à distância complementares da rede de balcões. Lançados em anos anteriores com o objectivo de permitir aos nossos Clientes a realização da grande maioria das transacções sem terem que se deslocar aos nossos balcões, o SOLNET e o SOLSMS registavam adesões no final de 2009 de 5.263 e 19.390, respectivamente, para cada um daqueles serviços. A forte adesão a estes serviços em todo o país, e o número crescente de operações efectuadas especialmente por SMS, confirmam o seu forte impacto positivo na vida dos nossos Clientes. Estes canais são disponibilizados para aumentar a conveniência dos Clientes na gestão do seu património financeiro e na utilização dos serviços do Banco, sendo a conveniência associada à utilização com elevados parâmetros de segurança, permitindo aumentar a fluidez na interacção dos Clientes com o Banco, eliminando constrangimentos de horário ou de necessidade de deslocação aos balcões. 5.4 Gestão de Riscos A política de gestão de riscos do Banco Sol visa a manutenção de uma adequada relação entre os seus capitais próprios e a actividade desenvolvida. Neste âmbito, assume uma particular relevância o acompanhamento e controlo dos principais tipos de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional a que se encontra sujeita a actividade do Banco. O Conselho de Administração do Banco Sol é responsável pela definição da política de risco sendo que se inclui neste âmbito, a aprovação dos princípios e regras de mais alto nível que deverão ser seguidas na gestão dos mesmos. As melhores práticas de governação bancária aconselham a que se verifique uma completa segregação de funções entre a origem, a gestão e o controlo dos riscos assumidos. Em 2009, o Banco Sol iniciou o processo de revisão e identificação de novas oportunidades de melhoria na área de gestão de riscos e implementou um novo software nesta área, tendo presente a sua responsabilidade pelo controlo dos riscos decorrentes da actividade do Banco, acompanhando os níveis globais de risco incorridos, assegurando que os mesmos são compatíveis com os objectivos e estratégias aprovadas para o desenvolvimento da actividade. Relatório e Contas 2009 pág. 41 6 Análise Financeira 6.1 Síntese Financeira 6.2 Evolução dos Resultados Líquidos e da Rendibilidde 6.3 Activo Total 6.4 Créditos sobre Clientes 6.5 Provisões para Riscos de Crédito 6.6 Recursos Totais de Clientes 6.7 Carteira de Títulos 6.8 Evolução dos Custos Operacionais 6.9 Rácio de Solvabilidade Análise Financeira 6.1 Síntese Financeira Expresso em milhares de USD Balanço Activo Total (líquido) Crédito sobre Clientes (líquido) Recursos Totais de Clientes Fundos Próprios 1 2009 2008 2007 2006 1.159.427 243.292 1.042.403 64.010 1.104.412 187.093 1.025.502 40.023 472.537 122.290 435.644 19.537 221.191 55.247 197.391 14.420 31.826 81.025 40.643 32.919 45.209 41.514 61.179 29.895 21.248 33.521 15.896 30.153 20.516 6.086 12.618 9.610 19.589 13.153 4.450 8.396 Demonstração dos Resultados Margem Financeira Produto Bancário Custos de Transformação Lucro Líquido Cash Flow Rendibilidade Rendibilidade do Activo Total (ROA) (em %) Produto Bancário/Activo Total (líquido) (em %) Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) (em %) 2,8 7,0 47,2 1,9 5,5 53,1 1,3 6,4 31,2 2,0 8,9 30,1 19,59% 14,60% 10,84% 11,87% 259.905 22.762 0,2 34,2 187.093 14.579 7,8 92,1 122.290 2.663 2,2 168,6 56.239 1.481 2,6 161,4 44,9 212.516 48,9 166.800 68,0 116.903 58,3 77.855 65 648 10.0 53 515 9.7 40 405 10.1 31 322 10.4 Solvabilidade Rácio de Solvabilidade 3 Riscos de Crédito Crédito Total ( bruto) Crédito Vencido Total Crédito vencido (+90D)/Crédito sobre Clientes (em %) Cobertura do Crédito vencido por provisões (em %) Produtividade, Eficiência e Crescimento Cost-to-Income 2 (em %) Clientes (n.º) Serviços Centrais, Centros de Empresas, Agências e postos de Atendimento (n.º) Colaboradores do Banco Colaboradores/Agências e Postos de Atendimento (n.º) Relatório e Contas 2009 pág. 45 1) Em 2008, calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso n.º 05/2007) Em 2007, calculado de acordo com as regras do BNA-Banco Nacional de Angola (Aviso n.º 05/2007), não considerando a afectação de capital para risco de câmbio e ouro. 2) Gastos gerais administrativos/Produto bancário. 3) Em 2008, Fundos Próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Aviso n.º 05/2007 do BNA). Em 2007, Fundos Próprios sobre o total dos activos ponderados pelo risco (Aviso n.º 05/2007 do BNA), não considerando a afectação de capital para risco de câmbio e ouro. 6.2 Evolução dos Resultados Líquidos e da Rendibilidade Apesar do exercício de 2009 ter sido desenvolvido num enquadramento internacional e nacional particularmente difícil, o Banco Sol conseguiu assegurar níveis de capitalização satisfatórios, manter uma situação de recursos e liquidez confortáveis, reduzir e controlar os níveis de risco e fortalecer o relacionamento com os Clientes. O resultado líquido do Banco Sol cifrou-se em 32.919 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, o que representa um aumento de 55% em relação a 2008. Em 2009, a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) situou-se em 47,2% (53,1%, em 2008) e a rendibilidade do activo médio (ROA) em 2,8% (1,9%, em 2007). O activo total (líquido) atingiu 1.159.427 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, comparando com 1.104.412 milhares de USD em 2008. Evolução do Resultado Líquido Resultado Líquido Expresso em milhares de USD 40.000 Relatório e Contas 2009 pág. 46 30.000 20.000 10.000 0 2007 2008 2009 O resultado líquido reflecte, em grande parte, a evolução favorável (+32,4%) do produto bancário ao contrário da margem financeira que registou um decréscimo de 23,3% quando comparado com o exercício de 2008. Evolução da Rendibilidade Expresso em milhares de USD 100.000 Produto Bancário 80.000 Margem Financeira 60.000 40.000 20.000 0 2007 2008 2009 O Cash Flow atingiu 45.209 milhares de USD em 2009 (33.521 milhares de USD em 2008), registando um acréscimo de 35% quando comparado com o ano anterior. 6.3 Activo Total O Activo Total atingiu 1.159.427 milhares de USD no final de Dezembro de 2009 (1.104.412 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2008), representando um aumento de 5% em relação a 2008. O crescimento do activo foi induzido essencialmente pelo aumento verificado na rubrica de Disponibilidades no Banco Central para satisfazer as exigências legais e no Crédito sobre Clientes. Evolução do Activo Total Expresso em milhares de USD Activos Monetários e Créditos sobre Instituições de Crédito Créditos sobre Clientes Obrigações, Outros Títulos e Participações Imobilizações Outros Activos e Contas de Regularização 6.4 Créditos sobre Clientes O crédito sobre clientes (bruto) ascendeu a 259.905 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, registando um crescimento de 39% face aos 187.093 milhares de USD apurados em 31 de Dezembro de 2008, destacando-se o crescimento do crédito a empresas e a particulares. O crédito a empresas (públicas e privadas) manteve-se como a principal componente do crédito concedido a clientes, representando 36% do crédito total. O crédito a colaboradores ascendia no final de 2009 a 22.317 milhares de USD, representando 8,6% da carteira de crédito do banco. Em 31 de Dezembro de 2009, o Banco Sol detinha uma quota de mercado de 1% na concessão de crédito em relação ao mercado nacional. 2009 424.425 243.292 430.656 36.985 24.071 2008 253.517 173.661 629.973 28.898 18.363 2007 139.691 120.412 188.085 17.640 6.709 1.159.427 1.104.412 472.537 6.5 Provisões para Riscos de Crédito O crédito vencido totalizava, no final de 2009, 22.762 milhares de USD (em 2008, 14.579 milhares de USD). O seu peso, em percentagem do total da carteira de crédito, situou-se em 0,2% no final de 2009, registando uma melhoria em relação ao rácio de 7,8% apurado na mesma data de 2008. Relatório e Contas 2009 pág. 47 6.6 Recursos Totais de Clientes Os recursos totais de clientes aumentaram para 1.042.403 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, evidenciando um ligeiro aumento de 1,7% em relação aos 1.025.502 milhares de USD contabilizados em 31 de Dezembro de 2008. A ligeira subida no total de recursos de clientes registada no final do ano deve-se em grande parte à crise financeira internacional e nacional que percorreu os três primeiros trimestres do ano a qual obrigou o BNA, conjuntamente com as autoridades governamentais, a tomarem algumas medidas por forma a evitar a fuga de poupanças para o exterior ocorrida em quase todos os bancos nacionais. De referir, contudo, o crescimento registado em 2009 nos depósitos a prazo, em moeda nacional, o qual é devido, em grande parte, ao Sector Público Empresarial, que representava aproximadamente 73% da carteira em 31 de Dezembro de 2009. Evolução dos Recursos de Clientes Expresso em milhares de USD Relatório e Contas 2009 pág. 48 Depósitos à vista Em moeda nacional Em moeda estrangeira Depósitos a prazo ou com pré-aviso Em moeda nacional Em moeda estrangeira Recursos de outras entidades 2009 2008 2007 366.354 80.715 402.692 73.900 138.128 47.988 438.685 93.058 63.591 15.300 110.404 423. 206 19,350 97.588 132.590 1.042.403 1.025.502 435.644 6.7 Carteira de Títulos Os activos financeiros detidos para negociação e disponíveis para venda totalizavam 430.656 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009 (611.888 milhares de USD no final de 2008). A carteira de BT’s continua a ser o activo elegível que suporta o recurso à liquidez junto do Banco Nacional de Angola e que também possibilita a dinamização do mercado secundário junto dos clientes. No final de cada ano, os activos financeiros eram compostos pelos seguintes títulos: Evolução da Carteira de Títulos Expresso em milhares de USD Bilhetes do Tesouro (BT´s) BT´s-Comprometidos Títulos do Banco Nacional de Angola (TBC´s) TBC´s-Comprometidos Obrigações do Tesouro (OT´s) 2009 311.153 1 98.324 20.869 2008 181.212 391.298 24.329 15.049 16.592 2007 176.599 10.888 430.347 628.480 187.487 Relatório e Contas 2009 pág. 49 6.8 Evolução dos Custos Operacionais Os custos operacionais, que incluem os custos com o pessoal, os outros gastos administrativos e as amortizações do exercício, totalizaram 40.643 milhares de USD em 2009, comparando com 29.895 milhares de USD em 2008, evidenciando um acréscimo de 36%. Em 2009, o crescimento dos custos operacionais foi superior ao crescimento do produto bancário (33%) proporcionando desta forma um ligeiro agravamento do rácio de eficiência (44,9% em 2009, contra 43,5% em 2008). Os custos com o pessoal totalizaram 13.499 milhares de USD em 2009 (10.078 milhares de USD em 2008), representando um acréscimo de 34% em relação a 2008. Relatório e Contas 2009 pág. 50 Os custos com o pessoal em 2009 incorporam o impacto líquido (entre entradas e saídas) de 132 novos colaboradores, no âmbito dos planos de expansão do Banco, nomeadamente num maior apoio aos clientes e numa melhoria contínua do serviço prestado, tanto na cidade de Luanda, como nas províncias. Os outros gastos administrativos cifraram-se em 22.853 milhares de USD em 2009 (16.505 milhares de USD em 2008), o que representa um crescimento de 38,5% em relação ao ano anterior. Este crescimento é resultado, essencialmente, do aumento de custos nas rubricas de rendas e alugueres (de 1.570 milhares de USD em 2008, para 2.287 milhares de USD em 2009), campanhas de publicidade associadas à NOVA IMAGEM do Banco Sol (de 812 milhares de USD em 2008, para 1.996 milhares de USD em 2009) e alguns serviços especializados, nomeadamente informática (3.595 milhares de USD em 2009) e vigilância e segurança, que passou de 2.294 milhares de USD, em 2008, para 3.272 milhares de USD em 2009, reflexo, em grande parte, do reforço da estrutura operativa do Banco-aumento do número de Agências, Centro de Empresas, Postos de Atendimento e sua modernização. As amortizações do exercício totalizaram 4.291 milhares de USD em 2009 (3.312 milhares de USD em 2008). Expresso em milhares de USD 25.000 Custos com o Pessoal 20.000 Outros Gastos Administrativos 15.000 Amortizações do Exercício 10.000 5.000 0 2007 2008 2009 Relatório e Contas 2009 6.9 Rácio de Solvabilidade Os fundos próprios do Banco Sol, calculados de acordo com as normas em vigor em 31 de Dezembro de 2009 do Banco Nacional de Angola (Aviso n.º 5/07, de 12 de Setembro), situaram-se em 64.010 milhares de USD em 31 de Dezembro de 2009, comparando com 40.023 milhares de USD apurados em 31 de Dezembro de 2008. O rácio de solvabilidade situou-se em 19,6% no final de 2009, evidenciando uma melhoria face aos 14,6% apurados em 31 de Dezembro de 2008. pág. 51 Proposta de Aplicação de Resultados 7 Proposta de Aplicação de Resultados 7.1 Proposta de Aplicação de Resultados Considerando as disposições estatutárias do Banco Sol e nos termos da legislação angolana em vigor, nomeadamente a Lei n.º 13/05 das instituições financeiras, propõe-se que aos Resultados Líquidos positivos do exercício de 2009 no montante de 2.942.937 milhares de Kwanzas, seja dada a seguinte aplicação: Reserva Legal Dividendos aos Accionistas Distribuição aos Trabalhadores Fundação Sol Resultados Transitados 10.0 % 10.0 % 5.5 % 2.0 % 72.5 % 294.294 294.294 161.862 58.859 2.133.630 Total 100 % 2.942.937 milhares de Kwanzas milhares de Kwanzas milhares de Kwanzas milhares de Kwanzas milhares de Kwanzas milhares de Kwanzas Relatório e Contas 2009 pág. 55 Demonstrações Financeiras 8.1 Balanço 8.2 Demonstração de Resultados 8.3 Demonstração de Origem e Aplicação de Fundos 8 Demonstrações Financeiras Total do Activo 3 4 5 6 7 8 9 9 9 10 11 Notas Caixa e disponibilidades no Banco Central Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito Outros créditos sobre instituições de crédito Créditos sobre clientes Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Imobilizações financeiras Imobilizações Incorpóreas Imobilizações corpóreas Imobilizações em curso Outros activos Contas de regularização Activo Montantes expressos em milhares de Kwanzas (MAKz) Balanço em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 8.1 Balanço Activo líquido 24.782.529 2.169.143 10.990.987 21.749.829 38.472.220 27.560 244.623 2.637.380 424.263 597.287 1.554.592 103.650.413 (1.485.134) (90.784) (416.844) (742.345) - 24.782.529 2.169.143 10.990.987 23.234.963 38.472.220 118.344 661.467 3.379.725 424.263 597.287 1.554.592 106.385.520 (2.735.107) 2009 Amortizações e provisões Activo bruto 2008 83.017.614 10.429.819 1.241.527 7.385.304 13.053.905 47.242.192 112.190 231.908 1.813.657 126.681 142.402 1.238.029 Activo líquido pág. 59 Relatório e Contas 2009 Capital Reservas Resultados transitados Resultados do exercício Total da Situação Líquida Total do Passivo e da Situação Líquida Recursos de outras instituições de crédito: À vista Depósitos À vista A prazo ou com pré-aviso Recursos de outras entidades Outros passivos Contas de regularização Provisões para riscos e encargos Provisões para pensões e encargos similares Outras provisões Total do passivo Passivo e Situação Líquida 43.371.097 44.132.802 5.684.868 205.323 3.687.897 49.655 283.121 97.415.062 1.377.573 724.919 1.189.922 2.942.937 6.235.351 103.650.413 16 16 17 17 17 17 299 2009 12 12 13 14 15 Notas 1.377.573 491.266 1.597.214 183.929 79.551.561 35.824.924 9.449.055 31.887.929 172.145 2.033.579 - 2008 pág. 60 Juros e custos equiparados Comissões Prejuízos em operações financeiras Custos com pessoal Outros custos administrativos Amortizações Outros custos de exploração Provisões para crédito concedido e outros riscos Perdas extraordinárias Impostos e taxas Resultado do exercício Custos Montantes expressos em milhares de Kwanzas (MAKz). 16 27 20 21 23 24 25 9 Notas 4.219.729 194.157 2.280.029 1.206.767 2.042.975 383.647 30.597 1.898.799 128.003 19.241 2.942.937 15.346.881 2009 2.422.187 43.850 811.647 757.520 1.240.674 248.929 54.146 1.683.465 126.111 12.808 1.597.214 8.998.551 2008 Juros e proveitos equiparados Comissões Lucros em operações financeiras Reposição e anulação de provisões Outros proveitos de exploração Ganhos extraordinários Proveitos Demonstrações de Resultados para os exercícios findos em 31 de Dezembro de2009 e 2008 8.2 Demonstração de Resultados Relatório e Contas 2009 20 22 23 16 26 27 Notas 15.346.881 7.064.892 1.343.756 5.182.845 1.183.746 376.530 195.112 2009 8.998.551 5.542.726 845.314 1.286.785 1.009.906 268.452 45.368 2008 8.3 Demonstração de Origem e Aplicação de Fundos Demonstração de origem e aplicação de fundos para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009. Montantes expressos em milhares de Kwanzas (MAkz) Origem de Fundos Gerados pelas operações: Resultado líquido do exercício Custos que não representam desembolsos de fundos: Dotações para provisões líquidas de reposições Amortizações do exercício Diminuições de activos: Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 2009 2.942.937 715.053 383.647 4.041.637 8.769.972 Relatório e Contas 2009 Aumentos de passivos: Recursos de outras instituições de crédito Depósitos Outros passivos Contas de regularização pág. 61 299 42.229.920 33.178 1.654.318 43.917.715 56.729.324 Aplicação de Fundos Aumentos de activos: Caixa e disponibilidades no Banco Central Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito Outros créditos sobre instituições de crédito Créditos sobre clientes Imobilizações financeiras Imobilizações corpóreas e incorpóreas Outros activos Contas de regularização Diminuições de passivos: Recursos de outras identidades 14.352.710 927.616 3.605.683 9.270.542 6.154 1.591.599 454,885 317.074 30.526.263 26.203.061 56.729.324 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 9 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 9 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Senhores Accionistas, 1. Em cumprimento das disposições legais, nomeadamente da Lei n.° 1, de 13 de Fevereiro de 2004 das Sociedades Comerciais e Estatutárias, submetemos à apreciação de V. Exas. o Relatório e Parecer do Conselho Fiscal sobre o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e Contas do exercício económico de 2009. 2. As contas foram objecto de uma auditoria independente levada a cabo pelos auditores externos Deloitte, cuja opinião é de que as Demonstrações Financeiras apresentam de uma forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira do Banco Sol, S.A., em 31 de Dezembro de 2009 e o seu desempenho financeiro no exercício então findo, de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Angola para o sector Bancário e o plano de contas do Sistema Bancário em Angola. 3. O Conselho Fiscal procedeu às verificações tidas por pertinentes, solicitou e obteve da Exma. Administração e dos Srs. Auditores Externos as informações e esclarecimentos que se afiguraram necessários. 4. As políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos, adoptados para os diversos elementos patrimoniais, estão em conformidade com os requisitos legais e merecem a nossa concordância, estando as contas de acordo com os registos contabilísticos do Banco. 5. Nestes termos, somos da opinião que o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e Contas traduzem adequadamente a situação patrimonial do Banco, pelo que propomos à digníssima Assembleia: a) Que sejam aprovados o Relatório, Balanço e Contas do exercício de 2009; b) Que seja aprovada a proposta de distribuição dos resultados do exercício de 2009. Dr. Júlio Marcelino Vieira Bessa Presidente Eng.º Noé Baltasar 1º Vogal Dr. Paul de Sousa 2º Vogal Luanda, 28 de Abril de 2010 Relatório e Contas 2009 pág. 65 Relatório e Parecer da Auditoria Externa 10.1 Relatório e Parecer da Auditoria Externa 10.2 Anexo às Demonstrações Financeiras 10 Relatório e Parecer da Auditoria Externa 10.1 Relatório e Parecer da Auditoria Externa Introdução Este exame incluí a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo conselho de administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do príncipo da continuidade das operações e a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião. 1- Examinámos as demonstrações financeiras anexas do Banco Sol, S. A. (adiante igualmente designado por “Banco” ou “Banco Sol”), as quais compreendem o balanço em 31 de Desembro de 2009 que evidencia um total de MAkz 103.650.413 e capitais próprios de MAkz 6.235.351, incluindo um resultado líquido de MAkz 2.942.937, as dezmonstrações dos resultados e de origem e aplicação de fundos para o exercício findo naquela data e o correspondente anexo. Responsabilidades 2- É da responsabilidade do Conselho de Administração do Banco a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do Banco, o resultado das suas operações e a origem e aplicação dos seus fundos, bem como a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente, baseada no nosso exame daquelas demosntrações financeiras. Reservas 4-Até à data deste relatório, não obtivemos respostas para um número significativo de pedidos de confirmação de saldos, transacções e outras informações, nem nos foi possível efectuar procedimentos alternativos no que se refere a depósitos de clientes, saldos de clientes referentes a repasse de títulos reflectido na rubrica “Recursos de outras entidades” e garantias prestadas de acordo com o detalhe seguinte. Âmbito Consequentemente, não podemos concluir quanto a eventuais ajustamentos que se poderiam ter identificado, caso tivéssemos obtido as respostas atrás referidas, nem quanto à razoabilidade dos saldos registados nas rubricas acima referidas, em 31 de Dezembro de 2009. 3- Excepto quanto às limitações descritas nos parágrafos 4 a 6 abaixo, o exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as normas de auditoria geralmente aceites, as quais exigem que a mesma seja planeada e executada com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações estão isentas de distorções materialmente relevantes. Número de cartas Enviadas Depósitos de Clientes Repasse de Títulos Garantias Prestadas Montantes em MAkz Recebidas Por Receber Enviadas Recebidas 33.142.009 - 79 18 9 7 - 72 18 9 71.361.107 1.339.623 1.567.041 106 7 99 74.267.772 33.142.009 Relatório e Contas 2009 pág. 69 5-Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica “Imobilizações Corpóreas” inclui uma reavaliação dos equipamentos efectuada em 2009 no montante de MAkz 73.932 para a qual não foi facultado o suporte do seu cálculo. Consequentemente, em 31 de Dezembro de 2009, não nos foi possível concluir quanto à razoabilidade da reavaliação efectuada pelo Banco e reflectida na rubrica de “Reservas de Reavaliação”. 6-Até à data do presente relatório, não obtivemos informação que nos permita concluir quantos aos saldos registados nas seguintes rubricas: Rubricas Relatório e Contas 2009 pág. 70 Contas de Regularização do Activo - Outros Proveitos em Suspenso Contas de Regularização do Activo - Contas Interdepartamentais Contas de Regularização do Activo - Contas Intersectoriais Diversas Montantes em MAkz 682.000 48.734 35.537 766.271 Deste modo não nos foi possível concluir quanto à razoabilidade dos referidos saldos nem sobre o eventual efeito de regularização dos mesmos nas demonstrações financeiras anexas. 7- De acordo com a Lei 2/2000 e com os artigos 218º e 262º da Lei Geral do Trabalho, a compensação a pagar pelo Banco no caso de caducidade do contrato de trabalho por reforma do trabalhador determina-se multiplicando 25% do salário base mensal praticado na data em que o trabalhador atinge a idade legal de reforma pelo número de anos de antiguidade. É intenção do Banco solicitar a peritos independentes o cálculo da referida responsabilidade de modo a incluir, no Fundo de Pensões do Banco, o montante apurado. Em 31 de Dezembro de 2009, não dispomos de informação que nos permita quantificar o montante da referida responsabilidade e o respectivo impacto nas demonstrações financeiras anexas. Opinião 8- Em nossa opinião, excepto quanto aos efeitos dos ajustamentos que poderiam revelar-se necessários, caso não existissem as limitações descritas nos parágrafos 4 a 6 acima, e excepto quanto ao efeito do ajustamento referido no parágrafo 7 acima, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima, apresentam, de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira do Banco Sol, S.A. em 31 de Dezembro de 2009, bem como os resultados das suas operações e a origem e aplicação dos seus fundos para o exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Angola (Nota 2). Ênfases 9- As demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, são apresentadas pelo Banco para efeitos comparativos e de modo a dar cumprimento aos requisitos de publicação de contas. Atendendo a que apenas fomos nomeados em Agosto de 2009, as demonstrações financeiras do exercício de 2008 não foram por nós examinadas e consequentemente, não expressamos qualquer opinião sobre as mesmas. 10- Em 31 de Dezembro de 2009 a rubrica de “Capital” inclui o montante de MAkz 1.111.171, equivalente a MUSD 14.811, referente ao aumento de capital efectuado durante o exercício de 2008 com base em deliberações da Assembleia Geral de Accionistas de 27 de Março de 2008, proveniente da incorporação de reservas de manutenção de fundos próprios, de resultados transitados no montante de MAkz 811.079 e de entradas em numerário de accionistas no montante de MAkz 300.092 (Nota 17), dos quais se encontram por realizar MAkz 51.661 MAkz (Nota 10). Contudo até à data deste relatório ainda não foi efectuado o registo notarial do referido aumento de Capital. Adicionalmente a rubrica “Outros Activos” inclui o montante de MAkz 352.090 referente e acções próprias adquiridas a um accionista, tendo já sido deliberado em Assembleia Geral de Accionistas de 1 de Setembrpo de 2009, a sua alienação aos restantes accionistas (Nota 10). O Conselho de Administração estima que vai alienar estas acções por um valor igual ou superior ao valor de aquisição. DELOITTE Relatório e Contas 2009 pág. 71 10.2 Anexo às Demonstrações Financeiras 1. Nota Introdutória O Banco Sol S.A. (adiante igualmente designado por “Banco Sol” ou “ Banco” ), foi constituído por Escritura Pública de 1 de Outubro de 2000, na sequência da comunicação do Banco Nacional de Angola de 15 de Março de 2004, que autorizou a sua constituição, e encontra-se sediado na Rua Rei Katyavala, n.º 110/112 em Luanda. Relatório e Contas 2009 pág. 72 O Banco dedica-se à obtenção de recursos de terceiros sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, juntamente com os seus recursos próprios, na concessão de empréstimos, depósitos no Banco Nacional de Angola, aplicações em instituições de crédito, aquisição de títulos em outros activos, para os quais se encontra devidamente autorizado. Presta ainda outros serviços bancários e realiza diversos tipos de operações em moeda estrangeira. Para o efeito, em 31 de Dezembro de 2009 dispunha de uma rede nacional de 39 agências, 19 postos de atentimento, 3 centros de empresas, 3 caixas avançados e 1 centro automático (32 agências, 19 postos de atendimento e 2 centros de empresas, em 31 de Dezembro de 2008). 2.Bases de apresentação e resumo das principais políticas contabilísticas. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos mantidos pelo banco, de acordo com os princípios contabilísticos estabelecidos no Plano de Contas das Instituições Financeiras, conforme definido no Instrutivo n.º 13/99, de 1 de Setembro, do Banco Nacional de Angola, o qual entrou em vigor a 1 de Abril de 2000, na sequência da Directiva n.º 2/DSB, de 16 de Fevereiro e actualizações subsequentes. Estes princípios poderão diferir dos geralmente aceites em outros países. As demonstrações financeiras do Banco, relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, não foram ainda obejcto de aprovação pela Assembleia Geral. No entanto, o Conselho de Administração do Banco admite que venham a ser aprovadas sem alterações significativas. As demonstrações financeiras do Banco 31 de Dezembro de 2009 e 2009 encontram-se expressas em Kwanzas Angolanos, tendo os activos e passivos denominados em outras divisas sido convertidos para moeda nacional, com base no câmbio médio indicativo publicado pelo Banco Nacional de Angola naquelas datas. Em 31 de Dezembro 2009 e 2008, os câmbios do Kwanza Angolano (Akz) face ao Dólar dos Estados Unidos (USD) e ao Euro (EUR) eram os seguintes: 31-12-09 1 USD = 89.398 1 EUR = 128.202 31-12-08 75.169 106.195 As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes: a) Especialização de exercícios Os proveitos e custos são reconhecidos em função do período de vigência das operações de acordo com o principio contabilistico da especialização de exercícios, sendo registados quando se vencem, independentemente do momento do seu recebimento ou pagamento. b) Transacções em moeda estrangeira As operações em moeda estrangeira são registadas de acordo com os princípios do sistema “multi-currency”, sendo cada operação registada em função das respectivas moedas de denominação. Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira são convertidos para Kwanzas Angolanos, à taxa de câmbio média publicada pelo Banco Nacional de Angola, à data do balanço. Os custos e proveitos relativos a diferenças cambiais, realizadas ou potenciais, registam-se na demonstração dos resultados do exercício em que ocorrem, nas rubricas de prejuízos e lucros em operações financeiras, respectivamente. c) Responsabilidade com pensões de reforma d) Provisões para riscos de crédito Os trabalhadores do Banco estão inscritos na Segurança Social. Contudo, o Banco assumiu o compromisso voluntário de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complemento de pensões de reforma por velhice, reforma antecipada e subsídio por morte tendo para este efeito, constituído um Fundo de Pensões de benefício definido, complementar ao Sistema de Segurança Social obrigatório. A pensão de reforma por velhice será atribuída a todos os empregados que tenham vínculo laboral com o Banco à data de 1 de Janeiro de 2007 e que tenham prestado, no mínimo 6 anos de serviço contínuo, momento a partir do qual é calculado o benefício. Desta forma e tal como se encontra definido no Contrato de Constituição do Fundo, no momento da constituição do mesmo não existem responsabilidades por serviços passados. As operações de crédito concedido a clientes, incluindo as garantias e avales prestados, são submetidas à constituição de provisões, de acordo com o Aviso n.º 4/2009, de 20 de Maio, que veio revogar o Aviso n.º 9/2007 de 12 de Setembro, do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a metodologia de classificação do crédito concedido a clientes e a determinação das respectivas provisões: Provisões para crédito e juros Nos termos do Aviso n.º 4/2009, o Banco classifica as operações de crédito por ordem crescente de risco, de acordo com as seguintes classes: Nível A: Risco nulo Nível B: Risco muito reduzido Nível C: Risco Reduzido Nível D: Moderado Nível E: Risco elevado Nível F: Risco muito elevado Nível G: Risco de perda De acordo com a Lei 2/2000 e com os artigos 218º e 262º da Lei Geral do Trabalho, a compensação a pagar pelo Banco, determina-se no caso de caducidade do contrato de trabalho por reforma do trabalhador multiplicando 25% do salário base mensal praticado na data em que o trabalhador atinge a idade legal de reforma, pelo número de anos de antiguidade. Por outro lado, a Lei n.º 18/90, de 27 de Outubro, que regulamenta o sistema de Segurança Social de Angola prevê a atribuição de pensões de reforma a todos os trabalhadores angolanos inscritos na Segurança Social. O valor destas pensões é calculado com base numa tabela proporcional ao número de anos de trabalho, aplicada à média dos salários ilíquidos mensais recebidos nos períodos imediatamente anteriores à data em que o trabalhador cessar a sua actividade. De acordo com o Decreto n.º 7/99, de 28 de Maio, as taxas de contribuição para este sistema são de 8% para a entidade empregadora e de 3% para os trabalhadores. Níveis de risco % de provisão Tempo decorrido desde a entrada em cumprimento A classificação das operações de crédito de um mesmo cliente, para efeitos de constituição de provisões, é efectuada na classe que apresentar maior risco. O crédito vencido é classificado nos referidos níveis de risco em função do tempo decorrido desde a data de entrada das operações em incumprimento, sendo os níveis mínimos de provisionamento calculados de acordo com a tabela seguinte: A B C D E F G 0% 1% 3% 10% 20% 50% 100% até 15 dias de 15 a 30 dias de 1 a 2 meses de 2 a 3 meses de 3 a 5 meses de 5 a 6 meses mais de 6 meses Relatório e Contas 2009 pág. 73 Seis meses após a classificação de uma operação na Classe G, o Banco abate esse crédito ao activo e utiliza a respectiva provisão. Adicionalmente, estes créditos permanecem registados numa rubrica extrapatrimonial por um prazo mínimo de dez anos. As provisões para crédito e juros são classificadas no activo a crédito da rubrica “Créditos sobre Clientes” (Nota 6). O Banco procede à anulação de juros vencidos superiores a 60 dias e não reconhece juros a partir dessa data até ao momento em que o cliente regularize a situação. e) Provisão para manutenção dos fundos próprios Relatório e Contas 2009 pág. 74 Nos termos do Aviso n.º 2/2009 , de 8 de Maio, do Banco Nacional de Angola sobre actualização monetária, o qual revogou o Aviso n.º 10/2007, de 26 de Setembro, as instituições financeiras devem, em caso de existência de inflação, considerar mensalmente os efeitos da modificação no poder de compra da moeda nacional, com base no Índice de Preços ao Consumidor. O valor resultante da actualização monetária deve ser reflectido mensalmente, a débito numa conta de resultados, por contrapartida da reserva para manutenção dos fundos próprios, com excepção do efeito da actualização do “Capital Social”, o qual é classificado numa rubrica específica que só pode ser utilizada para posterior aumento de capital. Nos exercícios de 2009 e 2008, o Banco não procedeu à actualização dos seus fundos próprios, em virtude da inflação verificada, bem como a evolução cambial que ocorreu ao longo do ano, não perspectivaram que Angola pudesse ser então considerada como uma economia hiper-inflacionária, nos termos do normativo em rigor. f) Imobilizações incorpóreas e corpóreas As imobilizações incorpóreas correspondem essencialmente a trespasses, despesas de constituição e arranque do Banco e a software. Estas despesas são registadas ao custo de aquisição e amortizadas linearmente ao longo de um período de três anos. As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição. A depreciação é calculada pelo método das quotas constantes às taxas máximas fiscalmente aceites como custo, de acordo com o Código do Imposto Industrial, que correspondem aos seguintes anos de vida útil estimada: Anos de Vida útil Trespasses Edíficios Equipamento: • Instalações interiores • Mobiliário e material • Máquinas e ferramentas • Equipamento informático • Material de transporte • Outro equipamento 3 10 a 50 10 10 7 3 3 10 Em 2009, de acordo com o Aviso n.º 02/09 de 8 de Maio do Banco Nacional de Angola sobre a actualização monetária, o Banco usou a faculdade de proceder à actualização monetária do seu imobilizado com base no Índice de Preços ao Consumidor. O valor resultante da actualização encontra-se reflectido na rubrica “Reservas de reavaliação de imobilizado” (Nota 17). g) Carteira de títulos h) Contribuição industrial Atendendo às características dos títulos e à intenção quando da sua aquisição, a carteira de títulos do Banco é valorizada da seguinte forma: O Banco encontra-se sujeito a tributação em sede de Imposto Industrial, sendo considerado fisicamente um contribuinte do Grupo A. A tributação dos seus rendimentos é efectuada nos termos dos números 1 e 2 do Artigo 72º, da Lei nº 18/92, de 3 de Julho, sendo a taxa de imposto aplicável de 35%, na sequência da Lei nº 5/99 , de 6 de Agosto (Nota 20). Títulos de negociação São considerados títulos de negociação aqueles que são adquiridos com o objectivo de venda. Os Títulos do Banco Central e os Bilhetes do Tesouro são emitidos a valor descontado e registados pelo seu valor de reembolso (valor nominal). A diferença entre este e o custo de aquisição, que constitui a renumeração do Banco é reflectida no passivo na rubrica “Receitas com proveito diferido” (Nota 15), sendo reconhecida contabilisticamente como proveito ao longo do período compreendido entre a data de compra e a data de vencimento dos títulos. i) Imobilizações financeiras As imobilizações financeiras encomtram-se registadas ao custo de aquisição. Quando este se encontra denominado em moeda estrangeira, é objecto de actulização cambial. Sempre que se estimam perdas permanentes no seu valor de realização, são constituídas as respectivas provisões. (ver quadro na página seguinte) Os títulos cedidos a clientes com acordo de recompra permanecem registados na carteira de títulos do Banco, sendo o montante da recompensa registado na rubrica “Operações de venda com acordo de recompra” (Nota 13). A diferença entre o valor de recompra contratado e o respectivo valor de venda é registada em contas de regularização do activo e reconhecida linearmente em resultados durante o período de vida da operação (Nota 11). Títulos de Investimento Os títulos de investimento são aqueles que são adquiridos com a finalidade de os manter por um prazo superiror a 6 meses. As Obrigações do Tesouro emitidas em moeda nacional encontram-se indexadas á taxa de câmbio do Dólar dos Estados Unidos e, consequentemente, estão sujeitas a actualização cambial. Deste modo, o resultado da actualização cambial do valor nominal do título, do desconto e do juro corrido, é reflectido na demonstração dos resultados do exercício em que ocorre. Relatório e Contas 2009 pág. 75 3 . Caixa e disponibilidades no Banco Central Esta rubrica apresenta a seguinte composição: 2009 Moeda estrangeira Caixa Notas e moedas nacionais Notas e moedas estrangeiras • Em Dólares dos Estados Unidos • Em outras divisas Depósitos à ordem no Banco Nacional de Angola (BNA) Em moeda nacional Em moeda estrangeira • Em Dólares dos Estados Unidos Relatório e Contas 2009 pág. 76 Os depósitos à ordem no BNA em moeda nacional visam cumprir as disposições em vigor de manutenção de reservas obrigatórias e não são renumerados. As reservas obrigatórias são exigidas em moeda nacional devendo ser mantidas durante todo o período a que se referem. Ao longo do exercício de 2008, os montantes das reservas obrigatórias eram actualizados semanalmente através da aplicação de uma percentagem de 100% sobre os depósitos do Governo Central, 50% sobre os depósitos do Governo Local e de 15% sobre os restantes passivos elegíveis, sendo realizáveis unicamente através de depósitos à ordem mantidos no BNA. A partir de 25 de Fevereiro de 2009, com a entrada em vigor do Instrutivo n.º 01/2009, foi actualizada a percentagem a aplicar aos demais passivos elegíveis, tendo esta sido fixada em 20%, Em 16 de Abril de 2009, nos termos do disposto no Instrutivo n.º 03/2009, esta percentagem foi aumentada para 30%. 2008 Moeda Moeda nacional estrangeira 1.786.996 29.369.840 35.000.000 2.625.605 48.833 4.461.434 Moeda nacional 2.135.867 26.852.093 2.018.446 37.339 4.191.652 17.192,165 6.238.167 3.128.930 24.782.529 10.429.819 Em 21 de Maio de 2009, com a entrada em vigor do Instrutivo n.º 8/2009, foi permitido às instituições de crédito que quando esgotadas as disponibilidades em moeda nacional, incluindo os respectivos títulos, complementarmente, são elegíveis para o cumprimento da reserva obrigatória, o saldo de fecho diário dos depósitos em moeda estrangeira efectuados pelo Banco na sua conta junto do BNA, podendo ser igualmente utilizada uma componente de até um terço desse complemento que pudessem ser realizáveis através da carteira própria de Títulos do Banco Central ou de Títulos da Dívida Pública em moeda estrangeira. 4 . Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Depósitos à ordem no estrangeiro Commerzbank - Frankfurt Visa Settlement Banco Português de Negócios - Cayman First National Bank Byblos Bank Europe City Bank - Nova Iorque Banco BIC Português, S.A. Banco BPI, S.A. Cheques a cobrar - No País Cheques a cobrar - No estrangeiro 2009 2008 565.621 513.417 297.599 283.127 142.576 120.547 69.715 45.042 2.037.644 129.891 1.608 2.169.143 1.656 (60.101) 129.681 138.262 225.132 4.100 456.895 895.625 341.128 4.774 1.241.527 Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Cheques a cobrar - No País e no estrangeiro” diz respeito aos cheques apresentados à compensação na sessão do dia 6 de Janeiro de 2009, respectivamente. Em 31 de Dezembro de 2009, os depósitos à ordem junto de outras instituições de crédito não são renumerados. 5 . Outros créditos sobre instituições de crédito Esta rubrica corresponde a depósitos a prazo e tem a seguinte composição: Moeda Instituições de crédito no País: Banco Espírito Santo Angola Akz Instituições de crédito no estrangeiro: Banco BPI S.A. Banco Português de Negócios, S.A. Commerzbank Banco BIC Português, S.A. Byblos Bank Europe First Rand Bank Limited Banco BPI, S.A. Banco Português de Negócios, S.A. Banco Português de Negócios, S.A. USD USD USD USD USD USD EUR EUR ZAR Moeda Estrangeira Moeda Nacional Moeda Estrangeira Moeda Nacional 39.500.000 17.000.000 8.000.000 9.000.000 17.000.000 4.500.000 2.300.000 - 2.969.176 1.277.873 601.352 676.521 1.277.873 338.260 244.249 7.385.304 7.385.304 600.000 46.000.000 6.069.020 14.500.000 12.000.000 8.000.000 6.500.000 2.300.000 745.575 4.380.788 4.112.308 2.170.233 1.296.271 1.072.776 715.184 581.087 294.865 95.584 52.679 10.990.987 10.990.987 Em 31 de Dezembro de 2009 os depósitos a prazo domiciliados no Banco Português de Negócios, S.A, no montante de 530.536 MAkz, encontram-se a colaterizar a abertura de créditos documentários, no âmbito das linhas de crédito contratadas com estas instituições financeiras. Em 31 de Dezembro de 2009, os depósitos a prazo em “Instituições de crédito no País” rendiam juros à taxa média anual de 0,22% e tiveram vencimento em Janeiro de 2010. Relatório e Contas 2009 pág. 77 Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, os depósitos a prazo em “Instituições de crédito no estrangeiro” apresentavam a seguinte estrutura, por prazos residuais de vencimento: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2008 2009 Entre um dia e um mês Entre um e três meses De três meses a um ano 1.404.582 2.720.744 6.865.661 2.367.824 5.017.480 10.990.987 7.385.304 Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, os depósitos a prazo no estrangeiro venciam juros às seguintes taxas médias anuais, ponderadas pelo valor nominal das aplicações: Relatório e Contas 2009 pág. 78 Em Dólares dos Estados Unidos Em Euros 2009 0,3% 0,69% 2008 3,09% 4,05% 6 . Crédito Sobre Clientes Esta rubrica apresenta a seguinte composição (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2009 2008 Crédito vincendo Moeda Nacional Sector público empresarial Crédito em conta corrente Empréstimos Adiantamento a depositantes 101.37z7 1.514.091 976 96.079 97.921 337 Sector privado Crédito em conta corrente Empréstimos Adiantamento a depositantes 3.426.036 4.627.944 349.115 677.161 2.746.679 73.096 4.177.943 74.814 14.272.296 2.507.006 10.975 6.209.254 2.169.755 4.758.011 6.927.766 21.200.062 1.139.440 5.618.997 7 6.758.444 12.967.698 1.204.947 1.252 1.206.199 448.386 351 448.737 787.988 40.714 828.702 2.034.901 579.215 67.963 647.178 1.095.915 23.234.963 (1.485.134) 21.749.829 14.063.613 (1.009.708) 13.053.925 Particulares Empréstimos Adiantamento a depositantes Moeda estrangeira Sector privado Crédito em conta corrente Empréstimos Adiantamento a depositantes Total de crédito vincendo Crédito e juros vencidos Moeda Nacional Capital Juros Moeda estrangeira Capital Juros Total de crédito e juros vencidos Total de crédito concedido Provisão para crédito e juros vencidos (Nota 16) Em 31 de Dezembro de 2009, o crédito concedido a accionistas do Banco ou a sociedades por eles controladas ascende a MAkz 6.167.780. Relatório e Contas 2009 pág. 79 Em 31 de Dezembro de 2009, o maior cliente do Banco representava 5, 61% do total da sua carteira de crédito. Adicionalmente o conjunto dos vinte maiores clientes do banco representavam aproximadamente 45,19% Em 31 de Dezembro de 2009, o crédito concedido a clientes, excluindo os descobertos em depósitos à ordem, vencia juros à taxa média anual de 17,71% para o crédito em moeda nacional e 7,42% para o crédito expresso em Dólares dos Estados Unidos. Em 31 de Dezembro de 2009 a repartição do crédito concedido a clientes entre empresas e particulares é como segue: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Vivo Empresas Particulares Relatório e Contas 2009 13.472.664 7.727.398 21.200.062 Vencido Total 376.247 13.848.911 9.386.052 1.658.654 2.034.901 23.234.963 Em 31 de Dezembro de 2009, e na sequência da entrada em vigor do Aviso n.º 4/2009 de 20 de Maio do Banco Nacional de Angola, a carteira de crédito foi segmentada da seguinte forma: pág. 80 (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Classe de Risco A B C D E F G Crédito vincendo Crédito vencido Total 69.822 20.841.947 36.973 7.940 3.931 226 239.223 21.200.062 612 389.033 341.972 282.270 178.854 323.573 518.587 2.034.901 70.434 21.230.980 378.945 290.210 182.785 323.799 757.810 23.234.963 7 . Obrigações e outros Títulos Esta rubrica apresenta a seguinte composição: 2009 Títulos de negociação Bilhetes do Tesouro Títulos do Banco Central Taxa de juro Montante Taxa de juro Montante 7,43% 27.816.452 14,77% 13.621.484 4,94% 8.790.109 14,65% 32.373.516 36.606.561 Títulos de investimento Obrigações do Tesouro Em moeda estrangeira (USD) Em moeda nacional 2008 45.995.000 3,59% 693.728 6,29% 583.311 3,54% 1.171.931 4,74% 663.881 1.865.659 1,247.192 38.472.220 47.242.192 Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os títulos em carteira apresentavam a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Até três meses De três a seis meses De seis meses a um ano 2009 2008 19.595.608 10.841.612 8.035.000 38.472.220 23.013.309 21.378.883 2.850.000 47.242.192 Relatório e Contas 2009 pág. 81 8. Imobilizações Financeiras Em 31 de Dezembro de 2009 , a rubrica de imobilizações financeiras apresenta o seguinte detalhe: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Montante Provisão (Nota 16) 60.843 42.366 14.255 880 118.344 (49.845) (40.939) (90.784) SLN - Sociedade Lusa de Negócios, S.A. EMIS - Empresa Interbancária de Serviços, S.A.R.L. Bolsa de Valores e Derivados de Angola Imosol, S.A. A SLN é uma sociedade gestora de participações sociais, constituída por escritura pública de 11 de Setembro de 1998, tendo por objecto a gestão de participações sociais noutras sociedades como forma indirecta de exercício de actividades. A EMIS foi constituída em Angola com a função de gestão dos meios electrónicos e de pagamentos, bem como a prestação de serviços complementares. 9. Imobilizações Incorpóreas, Corpóreas e em Curso Relatório e Contas 2009 pág. 82 O movimento nestas rubricas durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foi o seguinte: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Activo Bruto Imobilizações incorpóreas Trespasses Despesas de constituição Custos plurianuais Despesas de investigação e desenvolvimento Sistemas de tratamento automático de dados “software” Imobilizações corpóreas Imóveis do serviço próprio e obras em edíficios arrendados Equipamento Imobilizações em curso Saldos em 31-12-2008 Aumentos Reavaliações 191.630 23.762 26.296 46.398 - - - 70.358 - 308.386 23.762 26.296 5.332 - - - - 5.332 270.311 517.331 27.380 73.778 - - 70.358 297.691 661.467 1.324.858 936.628 2.261.486 357.584 298.857 656.441 64.996 41.169 106.165 (4.860) (12.062) (16.922) 201.457 171.098 372.555 1.944.035 1.435.690 3.379.725 126.681 740.495 - - (442.913) (424.263) 2.905.498 1.470.714 106.165 (16.922) - 4.465.455 Abates Transferências Saldos em 31-12-2009 (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Amortizações Acumuladas Imobilizações incorpóreas Trespasses Despesas de constituição Custos plurianuais Despesas de investigação e desenvolvimento Sistemas de tratamento automático de dados “software” Imobilizações corpóreas Imóveis do serviço próprio e obras em edíficios arrendados Equipamento Saldos em 31-12-2008 Reforços Reavaliações Abates Saldos em 31-12-2009 99.896 22.730 9.362 53.310 1.032 7.193 - - 153.206 23.762 16.555 5.332 - - - 5.332 148.103 285.423 69.886 131.421 - - 217.989 416.844 91.466 356.364 72.642 179.584 12.352 19.881 846 9.210 177.306 565.039 447.830 252.226 32.233 10.056 742.345 733.253 383.647 32.233 10.056 1.159.189 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica “Equipamento” pode ser detalhada como segue: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Mobiliário e material Máquinas e ferramentas Equipamento informático Instalações interiores Material de transporte Equipamento de segurança Valor Bruto Amortizações Acumuladas Valor Líquido 301.279 129.376 351.767 305.259 214.608 133.401 1.435.690 (78.924) (40.696) (182.516) (83.506) (149.147) (30.250) (565.039) 222.355 88.680 169.251 221.753 65.461 103.151 870.651 Relatório e Contas 2009 pág. 83 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica de imobilizações em curso corresponde, essencialmente, à aquisição de mobiliário diverso no âmbito do processo de alteração de imagem que o Banco iniciou durante o exercício de 2009, ao pagamento a fornecedores pelas obras que estão a ser realizadas em 2 novos balcões, cuja inauguração se prevê para 2010, e às obras de remodelação do balcão “Ferrovia” tal como segue: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Alteração de imagem Balcão Marçal Balcão Cuca Ferrovia 256.960 51.464 36.648 29.881 374.953 Outras imobilizações em curso ainda não afectas 49.310 424.263 10. Outros Activos Esta rubrica apresenta a seguinte composição: Relatório e Contas 2009 pág. 84 (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Sector público empresarial Governo Central Adiantamentos Facturas Imposto de Circulação Adiantamento a fornecedores Outros Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Sector público empresarial” inclui o montante de MAkz 352.090 referente a acções próprias adquiridas a um accionista, tendo já sido deliberado em Assembleia Geral de Accionistas,realizada em 1 de Setembro de 2009, a sua alienação aos restantes accionistas. Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da Rubrica “Governo Central Adiantamentos” corresponde ao montante entregue às autoridades fiscais, referente ao adiantamento de imposto industrial efectuado no exercício de 2008, com base nas contas referentes ao exercício de 2007. Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Governo Central Facturas” refere-se às comissões cobradas à Alfândega e Porto de Luanda, no âmbito dos serviços prestados pelo 2009 2008 403.751 56.376 85.259 43.422 22.620 39.697 2.538 597.287 56.268 25.171 46 4.541 142.402 Banco ao nível da arrecadação de receitas. Em 15 de Janeiro de 2010, o referido montante foi recebido. A rubrica “ Imposto de Circulação” refere-se a selos de taxa de circulação emitidos pelo Estado Angolano, os quais podem ser comercializados pelas instituições de crédito. Estes selos são aquiridos a desconto, sendo registados pelo seu valor de venda. A diferença entre este e o custo de aquisição é registada como proveito diferido, sendo reconhecida ao longo do período compreendido entre a data de aquisição e a data limite de venda ao público, independentemente das vendas que o Banco vier a efectuar. Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Adiantamentos a fornecedores” corresponde ao valor em excesso referente à comissão de gestão, cobrada pela AAA Pensões S. A., no âmbito do Fundo de Pensões do Banco Sol. 11. Contas de Regularização do Activo Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Contas interdepartamentais Proveitos a receber De crédito concedido De Obrigações do Tesouro De aplicações em instituições de crédito Despesas com custo diferido Títulos concedidos a clientes com acordo de recompra (Notas 2.g e 13) Títulos do Banco Central Bilhetes do Tesouro Rendas e alugueres Seguros Outras Outras contas de regularização do activo Outros proveitos em suspenso Falhas em caixa Processos em contencioso Compensação electrónica Contas intersectoriais diversas Outras 2009 2008 48.734 237.700 387.367 20.344 3.605 411.316 257.768 23.513 30.699 311.980 3 102.416 12.480 13.215 128.114 71.791 329.368 96.949 7.620 505.728 682.000 114.063 66.897 53.758 35.537 14.173 996.428 1.554.592 126.557 2.415 46.668 6.961 182.621 1.238.029 Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Falhas de Caixa” e “Processos em contencioso”, respectivamente, encontra-se provisionado na totalidade (Nota 16). Relatório e Contas 2009 pág. 85 12. Depósitos de Clientes Estas rubricas têm a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2009 2008 644.038 4.853.203 20.984.696 6.847.222 33.329.159 4.319.483 4.148.769 16.933.345 4.795.857 30.197.454 8.730 1.086.891 4.026.564 4.840.704 9.962.889 4.307 210.122 1.675.105 3.647.166 5.536.700 66.272 12.777 79.049 43.371.097 72.497 18.273 90.770 35.824.924 1.393.000 28.671.766 5.736.582 2.772.144 38.573.492 44.546 736.742 368.807 1.150.095 837.538 24.602 3.016.979 1.590.038 5.469.157 675.035 89.495 5.890.912 1.556.112 8.221.554 90.153 77.406 Total de depósitos a prazo 44.132.802 9.449.055 Total de depósitos de clientes 87.503.899 42.273.979 Depósitos à ordem de residentes: Em moeda nacional Sector público administrativo Sector público empresarial Empresas Particulares Em moeda estrangeira Sector público administrativo Sector público empresarial Empresas Particulares Relatório e Contas 2009 pág. 86 Depósitos à ordem de não residentes Em moeda nacional Em moeda estrangeira Total de depósitos à ordem Depósitos a prazo de residentes: Em moeda nacional Sector público administrativo Sector público empresarial Empresas Particulares Em moeda estrangeira Sector público administrativo Sector público empresarial Empresas Particulares Depósitos a prazo de não-residentes: Em moeda estrangeira Em 31 de Dezembro de 2009, os depósitos a prazo de clientes apresentam a seguinte estrutura por moeda e taxa de juro média: Em milhares de Kwanzas Angolanos Em dólares dos Estados Unidos Em euros Taxa de Juro Montante em divisa Montante em MAkz 7.84% 3.87% 2.47% 62.000.224 129.585 38.573.493 5.542.696 16.613 44.132.802 Em 31 de Dezembro de 2009, os depósitos a prazo de clientes apresentavam a seguinte estrutura, de acordo com os prazos residuais de vencimento: Até três meses De três a seis meses De seis meses a um ano 15.504.900 2.891.721 25.737.801 44.132.802 Relatório e Contas 2009 pág. 87 13. Recursos de Outras Identidades Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Responsabilidades representadas por títulos - moeda estrangeira Empréstimos de residentes - moeda estrangeira Operações de venda com acordo de recompra (Nota 2.g) Recursos vinculados a operações cambiais - moeda estrangeira: Recursos em operações de importação de mercadorias Recursos em cash Cheques visados Recursos consignados Cheques e ordens de pagamento Outros recursos Outros 2009 2008 631.802 357.392 108 75.921 300.676 30.699.776 2.669.369 366.294 722 628 279.588 181.305 37.825 31.805 11.730 12.044 1.694.725 219.297 1.607 183 5.684.868 31.887.929 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica “ Responsabilidades representados por títulos-moeda estrangeira” corresponde a depósitos a prazo de clientes, cujo prazo de residual de vencimento é de 540 dias. Em 31 de Dezembro de 2009 o maior cliente do Banco na rubrica referida anteriormente, representava 71% do montante total. Relatório e Contas 2009 pág. 88 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica “Empréstimos de residentes-moeda estrangeira” corresponde à convenção financeira celebrada entre o Ministério das Finanças, o Banco Sol, S. A. e o Banco de Poupança e Crédito (BPC), em 28 de Julho de 2005, tendo por objectivo a disponibilização de recursos financeiros de forma a garantir a implementação de um programa de concessão de microcrédito a pequenos produtores agrícolas e equiparados e de crédito ao consumo aos professores, enfermeiros e outros profissionais localizados nas zonas rurais e suburbanas por parte dos referidos Bancos. O valor será disponibilizado pelo Ministério das Finanças em cooperação com o BCP e com o Banco Sol, ascendendo a USD 10,000,000, dos quais USD 8,000,000 serão para concessão de crédito, USD 1,000,000 destinado ao microcrédito e crédito a consumo e o restante para a constituição de um fundo de garantia para cobertura de crédito incobrável. Os Bancos cobram a título de juros uma taxa até 8% com um período de carência nunca inferior a um ano nem superior a dois, consoante a natureza dos projectos. O valor destinado à concessão de crédito deverá ser reembolsado pelos Bancos sem juros. O reembolso será efectuado em dez prestações semestrais iguais e consecutivas devendo a primeira ter lugar até 24 meses contados a partir dos respectivos desembolsos. Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica de “Operações de venda com acordo de recompra” corresponde à cedência de Títulos do Banco Central a clientes do Banco, emitidos a desconto, com um valor nominal de MAkz 108. Em 31 de Dezembro de 2009, o desconto ainda não reconhecido na demonstração dos resultados ascende a MAkz 3, e encontra-se registado em contas de regularização do activo (Nota 11). Estas operações têm vencimento no primeiro semestre do ano seguinte à data de referência do balanço. A rubrica “Recursos vinculados a importações - recursos em cash” refere-se aos montantes depositados por clientes que se encontram cativos para liquidação de operações de importação, para efeitos de abertura dos respectivos créditos documentários. 14. Outros Passivos Esta rubrica tem a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Fornecedores Tributação relativa a remunerações Imposto do Selo Outras exigibilidades Outros credores Outros 2009 2008 149.095 7.628 4.772 26.274 17.554 205.323 149.456 4.361 1.579 12.972 3.777 172.145 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica “Fornecedores” corresponde a serviços prestados ao Banco por entidades diversas, durante o exercício de 2009, cuja liquidação dos montantes em dívida ocorrerá de acordo com as datas previamente estabelecidas. A referida rubrica inclui o montante de MAkz 66.725 referente ao fornecimento de ATM´s e máquinas de contar notas. 15 . Contas de Regularização do Passivo Esta rubrica tem a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Custos a pagar Férias e subsídio de férias De depósitos de clientes Outros Receitas com proveito diferido Títulos da dívida pública (Notas 2.g e 7): - Bilhetes do Tesouro - Títulos do Banco Central Títulos de investimento (Notas 2.g e 7): - Obrigações do Tesouro - moeda nacional - Obrigações do Tesouro - moeda estrangeira Outras Outras contas de regularização do passivo: Arrecadação de DARS Compensação VISA Compensação em ATM’s Compensação de cheques Operações cambiais à vista a liquidar Outras contas de controlo ligação Outras 2009 2008 114.430 529.470 10.453 654.354 62.210 24.778 86.988 807.251 168.560 1.359.000 256.789 75.609 2.679 6.266 1.060.365 31.369 2.592 12.954 1.662.974 Relatório e Contas 2009 pág. 89 1.839.048 40.929 21.676 12.051 2.968 8.343 48.163 1.973.178 3.687.897 243.316 20.561 1.323 6.325 12.032 283.617 2.033.579 Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo da rubrica “Outras contas de regularização do passivo - Arrecadação de DARS” inclui o montante de MAkz 1.751.944, referente a remessas de fundos provenientes de agências do Banco Sol localizadas noutras províncias e que resultam de depósitos efectudos pelos clientes do Banco para liquidação de impostos junto da Direcção Nacional do Tesouro. Estes montantes foram compensados pelo BNA no dia 5 de Janeiro de 2010 (Nota 22). 16. Provisões O movimento nas provisões no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foi o seguinte: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Crédito e juros (Nota 6) Pensões de reforma Imobilizações financeiras (Nota 8) Outras provisões Saldos em 31-12-2008 Reforços Reposições e Anulações 1.009.708 183.929 1.193.637 1.635.765 49.655 90.784 122.595 1.898.799 (1.160.339) (23.407) (1.183.746) Outros 4 4 Saldos em 31-12-2009 1.485.134 49.655 90.784 283.121 1.908.694 Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica “outras provisões” pode ser detalhada como se segue: Relatório e Contas 2009 pág. 90 (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Falhas de caixa (Nota 11) Contingências fiscais Processos em contencioso (Nota 11) Outras naturezas 2009 2008 114.063 79.711 66.897 22.450 283.121 2.415 79.711 46.688 55.115 183.929 O Banco solicitou à Atest-Actuária e Estatística, Lda. um estudo actuarial do plano de pensões dos trabalhadores do Banco Sol com referência a 31 de Dezembro de 2009, com o objectivo de calcular as responsabilidades totais e o nível de contribuição para o ano de 2010. No exercício de 2009, o Banco registou uma provisão no montante de MAKz 49.655, correspondente à contribuição para o Fundo que o Banco terá que realizar no primeiro trimestre de 2010 por forma a dar cumprimento à política contabilística descrita na Nota 2.c). As hipóteses e bases técnicas utilizadas na preparação no referido estudo, foram as seguintes: Método actuarial Tábua de mortalidade Tábua de invalidez Taxa de crescimento salarial Taxa de crescimento das pensões Número de empregados Unit Credit Project ANGV - 2020P Não utilizada 1% 0% 745 Em 31 de Dezembro de 2009, as responsabilidades por serviços passados ascendem MAkz 155.502, para as quais o Banco dispõe de um Fundo de Pensões no valor de MAkz 105.847 e da respectiva provisão constituída para o efeito. 17. Movimento na Situação Líquida O movimento nas rubricas da Situação Líquida no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, foi o seguinte: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Saldos em 31 de Dezembro de 2008 Transferência do resultado de 2008 Distribuição de dividendos Reavaliações de imobilizado Resultado líquido do exercício Saldos em 31 de Dezembro de 2009 Relatório e Contas 2009 pág. 91 Capital Reservas de reavaliação Reserva legal Outras reservas Sub total de reservas Resultados transitados Resultados do exercício Total da situação 1.377.573 1.377.573 227.301 73.932 301.233 220.609 159.721 380.330 43.356 43.356 491.266 159.721 73.932 724.919 1.189.922 1.189.922 1.597.214 (1.349.643) (247.571) 2.942.937 2.942.937 3.466.053 (247.571) 73.932 2.942.937 6.235.351 Capital O Banco foi constituído com um capital de MAkz 49.400 ( equivalentes ao contravalor de USD 4.000.000 na data de constituição), representado por 4.000.000 acções nominativas de um dólar norte americano cada, tendo sido integralmente subscrito e realizado em dinheiro. Durante os exercícios de 2005 e 2007, o Banco aumentou o seu capital em MAkz 89.204 e MAkz 80.264, respectivamente (equivalentes a USD 1.000.000, respectivamente), integralmente realizado em dinheiro, passando a estar representado por 6.000.000 acções nominativas de um dólar norte americano cada. Adicionalmente, em reunião de Assembleia Geral de 27 de Março de 2008, foi deliberado o aumento de capital do Banco de USD 6.000.000 para USD 14.811.070. Em 31 de Dezembro de 2009, a estrutura accionista do Banco é a seguinte: Sansul, S.A. Sebastião Bastos Lavrador Noé José Baltazar Ana Paula dos Santos Sociedade de Comércio Martal João Manuel Lourenço Júlio Marcelino Bessa Coutinho Nobre Miguel António Mosquito Ana Maria Café Relatório e Contas 2009 pág. 92 N.º de Acções Percentagem 757.665,296 143.497,215 74.618,552 74.618,552 74.618,552 74.618,552 57.398,886 40.179,220 40.179,220 40.179,220 1.377.573.265 55.00 10.42 5.42 5.42 5.42 5.42 4.17 2.91 2.91 2.91 100.00 Reserva legal Nos termos da legislação vigente, o Banco deve constituir um fundo de reserva legal até à concorrência do seu capital. Para tal, é anualmente transferido para esta reserva um mínimo de 10% do resultado líquido do exercício anterior. Esta reserva só pode ser utilizada para a cobertura de prejuízos acumulados, quando esgotadas as demais reservas constituídas. 18. Rubricas Extrapatrimoniais Estas rubricas têm a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Garantias Prestadas e outros passivos eventuais Garantias e avales prestados Créditos documentários abertos Garantias recebidas Responsabilidades por prestação de serviços Custódia de títulos Cobrança de valores 2009 2008 930.161 1.710.722 2.640.883 773.010 212.353 985.363 1.843.569 1.413.404 11.827.469 12.726 11.840.195 1.646.465 41.620 1.688.085 19. Balanço por Moeda Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o Balanço por Moeda do Banco apresenta a seguinte estrutura: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2009 Moeda nacional Caixa e disponibilidades no Banco Central Disponibilidades à vista sobre instituições de crédito Outros créditos sobre instituições de crédito Créditos sobre clientes Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Imobilizações financeiras Imobilizações incorpóreas Imobilizações corpóreas Imobilizações em curso Outros activos Contas de regularização Total do Activo Recursos de outras instituições de crédito: À vista Depósitos À vista A prazo ou com pré-aviso Recursos de outras entidades Outros passivos Contas de regularização Provisões para riscos e encargos Total do Passivo Activo/ (Passivo) líquido 18.979.161 129.892 600.000 13.980.184 37.778.492 16.563 244.623 2.637.380 424.263 505.851 292.000 75.598.409 2008 Total Moeda nacional Moeda estrangeira Total 5.803.368 24.782.529 2.039.251 2.169.143 10.390.987 10.990.987 7.759.645 21.749.829 693.728 38.472.220 10.997 27.560 244.623 2.637.380 424.623 91.436 597.287 1.262.592 1.554.592 28.052.004 103.650.413 8.374.034 341.128 7.385.304 5.648.509 46.658.881 48.819 231.908 1.813.657 126.681 85.574 779.039 71.493.534 2.055.785 900.399 7.405.396 583.311 63.371 56.828 458.990 11.524.080 10.429.819 1.241.527 7.385.304 13.053.905 47.242.192 112.190 231.908 1.813.657 126.681 142.402 1.238.029 83.017.614 Moeda estrangeira 299 - 299 - - - 33.392.567 38.573.492 291.435 80.920 1.621.781 283.121 74.243.615 1.354.794 9.978.530 5.559.310 5.393.433 124.403 2.066.116 49.655 23.171.447 4.880.557 43.371.097 44.132.802 5.684.868 205.323 3.687.897 332.776 97.415.062 6.235.351 30.269.951 1.150.095 30.893.125 27.200 1.698.550 183.929 64.222.850 7.270.684 5.554.973 8.298.960 994.804 144.945 335.029 15.328.711 (3.804.631) 35.824.924 9.449.055 31.887.929 172.145 2.033.579 183.929 79.551.561 3.466.053 Relatório e Contas 2009 pág. 93 20. Juros e Custos/ Proveitos Equiparados Estas rubricas apresentam a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2009 Juros e custos equiparados De recursos de outras instituições de crédito De depósitos de clientes De outros recursos Relatório e Contas 2009 pág. 94 Juros e proveitos equiparados De crédito concedido De aplicações em instituições de crédito De obrigações e outros títulos: Bilhetes do Tesouro Títulos do Banco Central Obrigações do Tesouro De devedores e outras aplicações De outros 2008 64.885 2.889.300 1.265.544 4.219.729 659 1.016.876 1.404.652 2.422.187 1.965.705 135.394 1.342.447 331.860 4.327.760 546.727 69.549 19.243 514 7.064.892 3.157.814 633.354 74.167 1.167 1.917 5.542.726 Os proveitos dos títulos da dívida pública, obtidos em Obrigações do Tesouro e em Bilhetes do Tesouro, emitidos pelo Estado Angolano e enquadrados nos Decretos Regulamentares números 51/03 e 52/03, de 8 de Julho, gozam da isenção de todos os impostos. Tal facto é complementado pelo disposto na alínea c) do número 1 do Artigo 23º do Código do Imposto Industrial, onde é referido expressamente que não se consideram como proveitos os rendimentos de quaisquer títulos da dívida pública, para efeitos de apuramento da contribuição industrial a pagar. Desta forma, em 31 de Dezembro de 2009, no âmbito da referida isenção, não foi apurado qualquer imposto sobre o rendimento a liquidar após a dedução dos proveitos dos títulos da dívida pública ao resultado bruto do exercício (Nota 2.h). 21. Comissões - Custos Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Comissões por operações cambiais Comissões por compensação electrónica Comissões por outros serviços 2009 20.943 19.539 153.675 194.157 2008 15.080 16.054 12.716 43.850 Em 31 de Dezembro de 2009 o saldo da rubrica “Comissões por outros serviços” inclui o montante de MAkz 150.645 referente a comissões suportadsas pelo Banco Sol,no âmbito do processo de compensação efectuada ao nível das transacções VISA. 22. Comissões - Proveitos Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Comissões por cobrança de valores Comissões por compensação electrónica Comissões por operações cambiais Comissões por comprimissos com terceiros Comissões por garantias e avales Outras comissões 2009 608.893 352.927 157.193 126.542 98.095 106 1.343.756 2008 552.938 54.735 73.339 126.455 37.457 390 845.314 Em 31 de Dezembro de 2009 o saldo da rubrica “Comissões por cobrança de valores”, corresponde ao montante equivalente a 1% sobre o valor global da receita mensal arrecadada, no âmbito do contrato de prestação de serviços celebrado com o Ministério das Finanças. No referido acordo, datado de 1 de Agosto de 2003 e com duração de tempo indeterminado, foi estipulado que o Banco Sol tem como obrigação a prestação de serviços de recolha e entrega de receitas do Estado nos termos e condições constantes no Regulamento do Sistema de Arrecadação de Receitas do Estado (RSARE) aprovado pelo Decreto Executivo n.º 49/02, de 25 de Outubro, do Ministério das Finanças (Nota 15). 23. Prejuízos/ Lucros em Operações Financeiras Estas rubricas apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) 2008 2009 Resultados em divisas Resultados em notas e moedas Resultados em títulos Lucros Prejuízos Líquido Lucros Prejuízos Líquido 4.032.004 652.169 498.672 5.182.845 (1.404.745) (730.631) (144.653) (2.280.029) 2.627.259 (78.462) 354.019 2.902.816 1.060.536 202.350 23.899 1.286.785 (602.603) (191.801) (17.243) (811.647) 457.933 10.549 6.656 475.138 Relatório e Contas 2009 pág. 95 24. Custos com Pessoal Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Remunerações dos orgãos sociais Remunerações do pessoal Encargos sociais obrigatórios Encargos sociais facultativos Outros 2009 56.527 950.603 118.244 43.538 37.855 1.206.767 2008 41.497 582.757 83.188 47.755 2.323 757.520 25. Outros Custos Administrativos Estas rubricas apresentam a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Relatório e Contas 2009 pág. 96 Serviços especializados 2009 822.126 2008 607.938 Rendas e alugueres 204.436 118.025 Publicidade 178.401 61.012 Impressos e material de consumo corrente 161.767 61.687 Deslocações e estadas 137.919 41.995 Material de consumo corrente 103.289 57.874 Comunicação e despesas de expedição 89.429 45.339 Conservação e reparação 88.189 80.281 Outros fornecimentos de terceiros 64.129 38.075 Material de decoração e conforto 52.830 45.815 Água. energia e combustíveis 45.453 22.339 Encargos com formação de pessoal 38.411 19.872 Avenças e Honorários 34.525 13.341 Outros 22.071 27.081 2.042.975 1.240.674 Em 31 de Dezembro de 2009 a rubrica “Serviços Especializados” inlcuí os montantes de MAKz 320.491 e 292.478 referentes a serviços de Informática e de segurança e vigilância, respectivamente, e encargos suportados com o desalfandegamento das agências móveis, no âmbito do processo de alteração de imagem, que o Banco desenvolveu durante o exercício de 2009. 26. Outros Proveitos de Exploração Esta rubrica apresenta a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Proveitos pela prestação de serviços diversos: Processamento de salários Emissão de cheques Outros Rembolsos de despesas: Sobre ordens de pagamento 2009 2008 92.370 7.543 276.141 101.853 6.988 159.369 476 376.530 242 268.452 27. Resultados Extraordinários Estas rubricas apresentam a seguinte composição: (Montantes em milhares de Kwanzas MAkz) Perdas extraordinárias Perdas relativas a exercícios anteriores Multas e outras penalidades legais Menos valia em venda de imobilizado Prejuízos. roubo e falsificação de valores Outras perdas Resultados extraordinários Ganhos extraordinários Ganhos relativos a exercícios anteriores Mais-valia em venda de imobilizado Outros ganhos 2009 2008 118.536 2.471 1.915 93 4.988 128.003 67.109 195.112 22.710 874 8.445 70.179 23.903 126.111 (80.743) 45.368 165.254 776 29.082 195.112 17.061 1.608 26.699 45.368 Relatório e Contas 2009 pág. 97