I CONACSO - Congresso Nacional de Ciências Sociais: Desafios da inserção em contextos contemporâneos. 23 a 25 de setembro de 2015 UFES, Vitória - ES. Mulheres em Fardas Militares no Brasil Tatiana dos Santos Araújo Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / PUC RIO Resumo: A entrada das mulheres nas Forças Armadas do Brasil foi determinada por fatores sociais, políticos e militares, que após o processo de redemocratização do país, convergiram para objetivos comuns: a igualdade de direitos, a democratização das instituições, a racionalização e modernização do trabalho militar, e a necessidade de pessoal qualificado. O crescente processo de escolarização das mulheres, sua maior presença no mercado de trabalho e as lutas por igualdade entre os sexos foram fatores determinantes para a inserção das mulheres nestas instituições. Apesar de algumas limitações, desde o início, as mulheres têm conseguido mostrar competência profissional, e aos poucos, ir ocupando lugares importantes dentro da corporação. Mas, ainda há muito a conquistar, e uma das barreiras que precisam ser derrubadas diz respeito à avaliação das funções que as mulheres podem e/ou conseguem ocupar nas Forças Armadas, que ainda estão atreladas às versões tradicionais de gênero, presentes também em boa parte de nossa sociedade brasileira. Palavras chave Mulheres, Forças Armadas, Combate, Família I. Introdução Num contexto que exigia uma reformulação e profissionalização das instituições, diante de um processo de redemocratização pulsante na sociedade brasileira, as Forças Armadas Brasileiras, como parte integrante deste movimento, abrem seus portões para a figura feminina em suas corporações. A primeira força a recebê-la foi a Marinha, seguida pela Aeronáutica e, por último, o Exército. Porém, o ingresso das mulheres nas forças não trouxe mudanças significativas na estrutura organizacional e nos valores constitutivos das instituições militares, principalmente, quando se trata de sua função principal: a preparação para o confronto, a guerra, o combate. As Forças Armadas continuam treinando e preparando indivíduos combatentes, cuja disponibilidade à função, inclusive de sua própria vida, deve estar acima de qualquer outro papel social que eles possam exercer fora da instituição. Os treinamentos continuam formando indivíduos dispostos a se tornarem militares, independente de qualquer outro papel social que lhe seja anterior, e traz para dentro da instituição valores e posturas sexistas compreendidas dentro do ambiente social, que negligenciam a importância da mulher como integrante participativa e capacitada para todas as funções, inclusive as militares. Essa exigência de disponibilidade traz à militar uma dificuldade própria, que é conciliar o seu exercício militar às exigências familiares, visto que, ainda cabe à mulher o papel de cuidar e zelar pelo bem estar dos membros de sua família, e mesmo com algumas transformações sociais, continua tendo uma maior responsabilidade familiar. Assim, a mulher integrante da instituição militar e do ambiente familiar, se vê obrigada a conciliar estas duas atividades tão conflitantes, e por muitas vezes, abdicar de alguma destas funções em detrimento da outra, delimitando cargos, funções, papéis sociais, de acordo com o que lhe é possível conciliar. II. Metodologia A pesquisa bibliográfica teve início descrevendo algumas particularidades e necessidades das instituições militares (Carreiras, 1995) e do ambiente social e político brasileiro (D’Araujo, 2004), no momento da entrada das mulheres nas Forças Armadas Brasileiras (Lombardi & tal, 2013). Elencou a seguir, o processo de formação do militar, e como as determinações sexistas advindas da sociedade contaminam o ambiente militar, determinando a homens e mulheres comportamentos e funções específicas atribuídas ao gênero. (Carvalho, 1990/ Silva, 2009/ Takahashi, 2002). A partir daí, foi possível descrever as dificuldades que as mulheres militares enfrentam para atender às exigências de duas instituições a qual pertencem: a militar e a familiar, e como esta se vê dividida entre o exercício militar e o seu papel social no âmbito familiar (Carreiras, 1997), apesar de participar do ambiente combativo em outros momentos históricos (Battistelli, 1999). E, por fim, foi exposta a importância de que a instituição e a própria militar entendam como concepções sobre funções, atividades, papéis sociais, pertencimentos são construídos socialmente, e como estes precisam ser modificados a fim de que a mulher possa, efetivamente, escolher quando, como e quais papéis ela pretende exercer dentro da instituição militar e de seu ambiente familiar, sem se sentir constrangida pela sua escolha. (Segal, 1999) III. Resultados 1. A entrada das mulheres nas Forças Militares O presente trabalho confirmou os resultados de pesquisas anteriores, que indicaram o fato de que, a autorização do ingresso das mulheres e a profissionalização das Forças Armadas Brasileiras ocorreram num quadro de racionalização do trabalho militar, e de quebra relativa de um esquema tradicional, que impedia o ingresso de mulheres em instituições militares. Neste contexto, as instituições militares necessitavam contratar pessoal qualificado, o que as fez vislumbrar nas mulheres uma possibilidade de profissional, posto que estas passaram a se tornar cada vez mais escolarizadas e aptas para a escolha de profissões antes indisponíveis para o sexo feminino. “Além disso, a própria transformação das atividades militares favoreceu as mulheres: atualmente, as FFAAs (Forças Armadas) tendem a se dedicar menos à defesa do território pátrio e mais às ações de vigilância e proteção de fronteiras e do espaço aéreo nacionais, apoiadas em tecnologias eletrônicas e digitais, de comunicação e de guerra”. (Lombardi & tal, 2013) A primeira força a receber o contingente feminino foi a Marinha, em 1980, com a criação do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM). Mas, as mulheres militares brasileiras só foram realmente integradas em meados dos anos 1990, com a extinção do CAFRM e a assimilação das militares na estrutura oficial de Corpos e Quadros da Marinha, em 1997, com a primeira turma feminina na Academia da Força Aérea, em 1996, e no Instituto Militar de Engenharia do Exército, em 1997, enquanto no Serviço Militar do Exército, elas só ingressaram, em caráter temporário, em 1998. 2. Contexto Histórico Outro fator importante para a incorporação das mulheres nas instituições militares diz respeito ao processo de democratização da sociedade brasileira e à expansão dos direitos de igualdade. As Forças Armadas como instituições pertencentes a uma sociedade em transformação se vê obrigada a aderir a um projeto de construção de direitos de cidadania e definir relações mais democráticas com a sociedade civil. “A incorporação de mulheres e homossexuais às Forças Armadas só pode ser devidamente considerada quando as sociedades estabelecem para si que, liberdade de escolha e direitos iguais para todos, são parte inviolável da soberania individual, ou seja, quando os princípios de igualdade e democracia se tornarem a gramática da política”. (D’Araujo, 2003, p.2) Porém, a entrada das mulheres nas FFAAs não significaram transformações substantivas, por isso anteriormente, mencionei uma “quebra de tradição relativa”, porquanto, os processos internos e a organização institucional militar continuaram a ser regidos pelos princípios da disciplina e da hierarquia, a formar indivíduos para o combate e replicar as diferenciações de gênero presentes na sociedade brasileira. 3. Um perfil da militar feminina Comando Homens Mulheres Total Aeronáutica 94 % 6% 100 % (69.918) (4.400) (74.318) Exército *** *** *** Marinha 95,8 % 4,2 % 100 % (53.482) (2.338) (55.820) 94,8 % 5,2 % 100 % (123.400) (6.738) (130.138) Total *** Dados não fornecidos Fonte: SILVA, Cristina R. "Masculinidades e feminilidades nas Forças Armadas: uma etnologia do ser mulher, sendo militar”. (2009) Segundo trabalho de Lombardi, Bruschini e Mercado (2013) sobre as mulheres militares das FFAAs brasileiras, 54, 4% têm entre 22 e 29 anos, 24,4% entre 30 e 39 anos e 21,1% de 40 a 49 anos. Uma curiosidade que a pesquisa apontou foi que nas três Armas todos os militares com até 21 anos são do sexo masculino. O Exército é a Arma que possui o maior número de militares femininas (74%), seguida pela Aeronáutica (14%) e a Marinha (12%). Quanto ao nível de escolaridade, todas as mulheres pesquisadas tinham mais de 8 anos de estudo, visto que a escolaridade mínima exigida é o segundo grau completo. Destas mulheres, 9,7% tinham entre 8 e 10 anos de estudo, 30,5% entre 11 e 15 anos e as restantes (59,7%) 15 anos ou mais. Esses números confirmam o alto nível de escolaridade das militares femininas em relação aos homens, cuja mesma faixa de estudo (15 anos ou mais) apresentaram apenas 11,8%. Essa elevada qualificação proporciona às mulheres rendimentos acima de 3 salários mínimos (93,62%), enquanto para os homens as rendas são distribuídas entre 1 e 3 salários mínimos. 4. A Formação do Militar A instituição militar determina a continuidade de suas posturas a partir da própria formação dos novos integrantes, na qual serão impostas novas formas de ser, agir, pensar através de regras e condutas específicas. Neste momento, o indivíduo começa a construir a sua identidade como militar, o que poderíamos entender, como uma categoria desprovida de gênero. Mas, ao contrário, já neste momento, é possível perceber as primeiras diferenciações entre o militar masculino e a militar feminina. O estudo de Sônia Carvalho sobre as mulheres militares do Centro de Aplicações Táticas e Recompletamento de Equipagens/base naval (CATRE – Parnamirim/RN) identificou a construção do indivíduo militar (masculino e feminino), e as relações sociais esperadas entre eles. Diferentemente do que ocorre com o homem, que assume integralmente a posição de “homem militar”, inclusive em suas relações privadas, o papel feminino continuará sendo predecessor à posição de “mulher militar”. Sua figura continua sendo associada a todas as características impostas culturalmente à mulher, independente de ter se tornado uma “mulher militar”. O resultado disso é o tratamento paternalista que será destinado às mulheres, reforçando o seu lugar de mais fraca, daquela que precisa de proteção e cuidado, mas principalmente, a relação privilegiada de poder do homem dentro da instituição. “(...) o ‘olhar’ da instituição prioriza o ‘ser mulher’, o que justifica um tratamento diferente, mais carinhoso, comprovando as relações de gênero que permeiam o setor militar. Portanto, esse tratamento mais delicado é um mecanismo de relação de poder porque revela a proteção do mais forte ao mais fraco, do dominante sobre o dominado”. (Carvalho, 1990, p. 146) Afinal, para exercer a função fim, e, portanto, a mais importante do militarismo, o combate, força é algo primordial. Assim, em relação a esta função específica, também emergem as resistências de base cultural à integração feminina, que indicam que além da mulher ser inapta ao combate, ela pode, inclusive, atrapalhar o bom desempenho de atividades combativas, desviando a atenção de seus pares masculinos, que estariam preocupados não só com o confronto, mas também em protegê-las, como muito bem nos mostra o autor Fabrizio Battistelli no seu artigo "As mulheres e o militar entre antigas dificuldades e novas potencialidades." (1999). Apesar de, em diversos momentos da história, a mulher ter participado direta (como soldados) ou indiretamente (em profissões de apoio, como bem de troca ou vítima de violência sexual) em momentos de guerra, ela ainda é, majoritariamente, vinculada ao lar e à família, dificultando assim, a conciliação com a sua função militar e, portanto, a sua acomodação ao espaço militar, na medida em que são duas instituições extremamente exigentes e que solicitam uma energia de tempo e disponibilidade inconciliáveis. A única forma que a mulher tem de reverter essa visão fragilizada que lhe é imposta é adotando práticas e posturas atreladas ao sexo masculino como, por exemplo, força, energia, firmeza e disponibilidade integral a sua formação e ao cumprimento de sua função militar. Para tanto, a mulher deverá fazer a escolha de abdicar de suas funções familiares no cumprimento deste “dever maior” ou escolher o sentido inverso, e optar por postos administrativos dentro da instituição. E, muitas vezes não percebendo a perversidade de tal exigência, as mulheres militares acabam perdendo algo que lhes era importante, em detrimento de outro. “A sobreposição da identidade militar sobre a identidade de gênero ‘feminino’ é o fator essencial para que as mulheres sejam vistas como militares e não mais como ‘acochambradas’, ‘protegidas’, ou até mesmo ‘prejudiciais’ à formação na Academia. Quando as mulheres assumem posturas que caracterizam a profissão militar e não se refugiam em identidades frágeis que necessitam de proteção e cuidados especiais, elas são alçadas à condição de cadetes e, portanto, militares, pelos companheiros”. (Takahashi, 2002, p. 216217) 5. Forças Armadas e Família A relação entre a instituição militar e a instituição família é conflituosa, visto a exigência de disponibilidade e risco do serviço militar, em contraposição e, concomitantemente, à esperada estabilidade do núcleo familiar. E, mesmo com as mudanças que sofreram estas duas instituições nestas últimas décadas, elas ainda continuam exigindo um padrão de participação social específico ao gênero do/a militar. Tanto as Forças Armadas como a família, diferentemente de outras instituições, impõem um elevado nível de exigências em termos de lealdade, tempo e energia, dificultando a possibilidade dos indivíduos conciliarem diferentes tipos de atividade e papéis sociais. E, embora a família imponha exigências a todos os seus membros, ela é particularmente mais exigente às mulheres. “Embora a alteração do padrão de relações conjugais e uma maior eqüidade na repartição das obrigações familiares entre sexos tenha vindo a interferir positivamente na transformação dessa 'voracidade selectiva' - provocando no entanto uma maior pressão sobre os homens -, os estudos disponíveis sobre trabalho feminino continuam a testemunhar a existência de formas de segregação das mulheres aos vários níveis da estrutura do mercado de trabalho, que se exprimem, entre outros aspectos, pela sua exclusão de certo tipo de ocupações ou posições que exigem uma dedicação inconciliável com as obrigações familiares e o cuidado dos filhos.Quanto maior for o movimento que se afasta das formas familiares tradicionais, especialmente nas que se baseiam na família nuclear, maior será a representação das mulheres nas forças armadas. Isto não representa a extinção dos valores da família, mas sim uma transformação nas estruturas que apoiam esses valores”.(Carreiras, 1997) Por outro lado, as exigências colocadas pelas Forças Armadas, como mobilidade geográfica, que resulta em separação periódica da família, a instabilidade de horários em certas funções, possível residência em países estrangeiros ou mesmo o risco de ferimento e morte, colidem com responsabilidades da vida familiar e da maternidade que são impostas às mulheres, tornando particularmente complexa e difícil a conciliação entre ambas as funções. Tais dificuldades, apesar de não serem exclusivas das mulheres, as afetam muito mais, e influenciam decisivamente as suas estratégias e opções de carreira. Diante das dificuldades que foram expostas, faz se necessário que a instituição militar se adapte às transformações em curso na sociedade e dentro de seus próprios limites, a fim de colaborar com a efetiva integração da presença feminina dentro de suas corporações. As forças armadas, que são consideradas instituições predominantemente masculinas, precisam ser encaradas (pelos decisores políticos, pela população e pelos membros da própria instituição) como uma instituição transformada para se tornar mais compatível com as necessidades de seus membros, e de suas particularidades, sejam homens e mulheres, e não susceptíveis a concepções equivocadas construídas socialmente. IV. Conclusão O processo de feminização das Forças Armadas, que se iniciou na década de oitenta com a incorporação das mulheres na Marinha, trouxe à tona uma questão que aflige muitas mulheres, não só as mulheres militares, mas grande parte daquelas que exercem uma atividade profissional. Como conciliar as exigências de duas instituições tão conflitantes como a instituição militar e a familiar? As mulheres, que encontraram no militarismo uma possibilidade de mercado de trabalho e estabilidade, precisam descobrir uma maneira de adaptar uma atividade cheia de especificidades e exigências às suas tarefas familiares, que também são bem rigorosas. Mas, isto não tem sido fácil, e porque não dizer, perverso com as mulheres. Uma verdadeira Escolha de Sofia. Apesar de todas as transformações que estas duas instituições passaram ao longo de décadas, elas continuam exigindo dedicação exclusiva. O militarismo ainda é uma atividade que requisita uma disponibilidade incondicional. Mudanças geográficas, embarques, cursos extensos, além do risco de morte são aspectos da profissão que conflituam com o papel que a sociedade ainda espera da mulher, independente de sua profissão, pois ainda é da mulher a tarefa complexa e rigorosa de cuidar da casa e de toda uma família. Mesmo com todas as transformações sociais que temos assistido, as mulheres ainda estão longe de conseguir uma equidade em suas relações sociais, dentro das instituições as quais pertencem, e a família e as instituições militares não são diferentes. Ambas continuam distribuindo tarefas e determinando funções de acordo com características atribuídas ao gênero, e exigindo da mulher opções que poderiam, tranquilamente, ser concomitantes, desde que tivessem a colaboração e o apoio necessários, assim como acontece com os militares masculinos. As mudanças que se fazem necessárias para que a mulher possa, enfim, conciliar as duas atividades passam por uma desconstrução social que até hoje impõe à mulher cuidados familiares que poderiam ser perfeitamente divididos com o seu companheiro. Além disso, também é preciso ressignificar as concepções militares sobre a maneira que eles percebem a mulher dentro da instituição militar, dando a ela a possibilidade real de mostrar as suas capacidades, sem precisar abdicar de qualquer papel social que ela pretenda enfrentar. V. Bibliografia Battistelli, Fabrizio. "As mulheres e o militar entre antigas dificuldades e novas potencialidades." (1999). Carreiras, Helena. Mulheres em Armas: A participação militar feminina na Europa do Sul. Ed. Cosmos, Lisboa. (2002). Carreiras, Helena. "Mulheres nas Forças Armadas: transformação institucional e recrutamento feminino." Revista Sociologia–Problemas e Práticas 18 (1995): 97-128. Carreiras, Helena. "Mulheres Militares em Portugal (1992-1998). Políticas, Processos e Protagonistas." (1999). Carreiras, Helena. "Família, maternidade e profissão militar." Estudos Feministas 5.1 (1997): 69. Carvalho, Sônia. Casa-Caserna: um percurso diferenciado na vida das mulheres militares. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – UFRN, Natal. Mimeo. (1990). D'Araujo, Maria Celina. "Mulheres e questões de gênero nas Forças Armadas brasileiras." Santiago: Centro de Estudios de Defensa (2003): 1-20. D’Araujo, Maria Celina. "Mulheres, homossexuais e Forças Armadas no Brasil." Nova história militar brasileira, Rio de Janeiro: FGV (2004): 453-459. Lombardi, Maria Rosa, Cristina Bruschini, and Cristiano M. Mercado. "As Mulheres na Forças Armadas brasileira: a Marinha do Brasil." Textos FCC 30 (2013): 105. Probst, Elisiana Renata, and Paulo RAMOS. "A evolução da mulher no mercado de trabalho." Santa Catarina: Instituto Catarinense de Pós-Graduação (2003). Segal, Mady Weschsler. "Funções Militares das Mulheres numa Perspectiva Comparada. Passado, Presente e Futuro." (1999). Silva, Cristina R. "Masculinidades e feminilidades nas Forças Armadas: uma etnografia do ser militar, sendo mulher." www. abed-efesa. org/page4/page7/page22/.../CristinaRodrigues. pdf>. Acesso em 17 (2009). Takahashi, Emília. Homens e Mulheres em campo: um estudo sobre a formação da identidade militar. Dissertação (Doutorado em Educação) – UNICAMP, Campinas. Mimeo, 2002.