ILAINE AVOZANI LORENZON USO E CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS PELOS FAMILIARES DOS ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL MASCARENHAS DE MORAES, CACHOEIRINHA-RS. Canoas, 2008. ILAINE AVOZANI LORENZON USO E CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS PELOS FAMILIARES DOS ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL MASCARENHAS DE MORAES, CACHOEIRINHA-RS. Trabalho de conclusão apresentado para a banca examinadora do curso de Ciências Biológicas do UNILASALLE – Centro Universitário La Salle, como exigência parcial para a obtenção de grau de Licenciado em o Ciências Biológicas, sob orientação do Prof. Dr. Sérgio Augusto Bordignon. Canoas, 2008. TERMO DE APROVAÇÂO ILAINE AVOZANI LORENZON USO E CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS PELOS FAMILIARES DOS ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL MASCARENHAS DE MORAES, CACHOEIRINHA-RS. Trabalho de conclusão aprovado como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciatura em ciências Biológicas, do Centro Universitário La Salle – UNILASALLE, pelo seguinte avaliador: Prof.o Dr. Sérgio Augusto de Loreto Bordignon UNILASALLE Canoas, 28 de novembro de 2008. AGRADECIMENTOS Agradeço a DEUS, por ter me dado força e persistência para chegar até o fim. A minha família, e em especial ao meu esposo Paulo e meu filho Lucas, pelo apoio e compreensão. Ao professor Dr. Sérgio Augusto de Loreto Bordignon, pela sua ajuda, paciência e amizade. A todos, que em alguns momentos torceram e acreditaram em mim. SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 5 2- REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 8 3- OBJETIVOS ......................................................................................................... 12 4- JUSTIFICATIVA ....................................................................................................13 5- MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................... 14 6- RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 16 7- CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 36 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 39 1-INTRODUÇÃO Este projeto apresenta uma pesquisa sobre o uso e cultivo das plantas medicinais, envolvendo os familiares e alunos da turma MM 15, da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes, localizada em Cachoeirinha - RS. Como objetivo principal levantar dados sobre a cultura popular das plantas medicinais, e comparar com a bibliografia científica. Proporcionar ao aluno a identificação e comparação entre os nomes populares e científicos em especial as cinco plantas mais citadas no questionário. Em grupos os alunos pesquisarão tudo sobre a planta escolhida como a origem, as utilidades, o cultivo, formas de uso. Os alunos irão trazer os exemplares das cinco plantas medicinais mais citadas para a identificação e montagem do herbário didático. Este trabalho é resultado do estudo das plantas medicinais, levando em consideração a cultura popular e científica. A participação dos familiares dos alunos foi fundamental para a efetivação do projeto. O uso de plantas no tratamento de doenças é provavelmente, um costume tão antigo quanto a própria humanidade e ainda em várias culturas contemporâneas. O resgate desta prática favorece uma terapêutica mais naturalista e equilibrada e, ao mesmo tempo, conscientiza-nos da importância de preservar o meio ambiente. Utilizar plantas medicinais como medicamento é, provavelmente, um costume tão antigo quanto o surgimento de nossa espécie no planeta. Certamente, através do empirismo, processo de tentativa e erro, os primeiros humanos foram conhecendo as plantas e classificando-as para alimentação, para tratar de doenças ou rejeitando-as por sua toxidade. 7 O trabalho, ora apresentado propõe-se a demonstrar que a tradição no uso de plantas medicinais apresenta-se como excelente tema para promover, junto à comunidade escolar a conscientização e utilização adequada das plantas medicinais, valorizando a cultura popular.Também se busca averiguar como se dá à aquisição e transferência desse conhecimento no currículo escolar utilizando as plantas com atitude de preservação ambiental. O processo de Educação Ambiental não pode ocorrer sem preocupar-se com a valorização dos conhecimentos, tradições e costumes populares. Tendo em vista esse resgate histórico das plantas medicinais e a utilização das mesmas por parte dos familiares dos alunos, veio à necessidade de colocar em prática esse projeto. Nesta perspectativa, o trabalho abordará o conhecimento e uso correto das plantas medicinais, bem como suas propriedades, origens e formas de manipulação, mas o mais interessante é destacar a metodologia no cotidiano escolar. Segundo, Dorneles (2006) “...se pudermos inserir já no ambiente escolar o hábito de manusear as plantas medicinais e conseguir despertar nos educandos o interesse pela flora e suas propriedades de cura, a possibilidade de que essas crianças e jovens tomem interesse pelo seu cultivo e pela pesquisa científica aumenta consideravelmente, contribuindo com a comprovação das propriedades medicinais justificando seu uso popular”. É de suma importância que na escola os educandos tenham acesso a novos conhecimentos e metodologias diferenciadas, facilitando assim a construção do processo ensino aprendizagem. Demo (1997), destaca a necessidade do educador definir um projeto pedagógico próprio, apresentando com clareza sua concepção de avaliação, sua proposta didática e sua compreensão da educação do conhecimento. 2-REFERENCIAL TEÓRICO Práticas ancestrais como o uso popular de plantas medicinais permanece de toda fragmentação e cientificismo atuais. O índio, habitante primitivo, aprendeu desde a história a utilizar essa imensa variedade de plantas medicinais que a terra lhe proporcionara. A este imenso conhecimento que os povos indígenas tinham das propriedades farmacêuticas das plantas, agregou-se à tradição do colonizador europeu em seguida a do africano trazido como escravo. Somente no século XX, com os avanços tecnológicos do que chamamos hoje biomedicina a fitoterapia (plantas medicinais) passou a um segundo plano com método terapêutico. Em alguns locais e períodos, chegou mesmo a ser considerada crendice popular, isto é, prática sem fundamento científico, portanto sem nenhum valor dentro do cientificismo que dominou a maior parte deste século. A partir das últimas décadas do século XX, observa-se um processo de resgate e revalorização do procedimento fitoterápico, mudança de postura de várias instituições em face de movimentos sociais e científicos que pregam uma ciência mais voltada para o humano. As essa mudança também é decorrente da necessidade dos fatores estatais da saúde pública de buscarem soluções mais econômicas para aprender a crescente demanda da população. O conhecimento indígena do poder curativo das plantas tem provocado espanto na ciência contemporânea, pois se trata de um outro tipo de ciência, muito antiga, que difere dos princípios da lógica e dos cinco sentidos convencionais, conduzindo a estados alterados de consciência. 9 Richard Schultes, um dos maiores botânicos do mundo moderno, afirma que tratar desse assunto é um verdadeiro desafio, pois, dentro da medicina indígena, as doenças do corpo e da alma estão intimamente ligadas. Em todo o mundo se observa hoje uma nova atitude em relação à saúde e ao bem-estar. Existe uma crescente consciência em favor de uma medicina mais preventiva que curativa, ao mesmo tempo em que as pessoas se voltam para terapias e remédios capazes de curar sem agredir o corpo (plantas medicinais). “...naqueles velhos tempos, as plantas eram muitas vezes escolhidas por seu cheiro, pois que se cria que certos aromas afugentavam os espíritos das enfermidades” (Fernandes,1995,p.08) A terapêutica vegetal tem acusado crescente sucesso, na cura das diversas doenças. A utilização de plantas medicinais no dia a dia das pessoas vem se tornando cada vez mais freqüentes, em busca destes sempre de uma cura mais saudável para o organismo. Por isso, toda pessoa, especialmente os pais de família e as donas de casa, devem entender do preparo e aplicação de remédios fitoterápicos caseiros, da rica flora medicinal brasileira. “A idéia básica dos tratamentos com plantas medicinais de forma natural e controlada é de fornecer ao organismo, tanto ao seu como ao de sua família e de seus filhos os meios que ele próprio se defenda das agressões mórbidas, infelizmente cada vez mais numerosas em nossa sociedade.Diz ainda: Sem o respeito pelo corpo e pela natureza, o progresso é perigoso e não traz a felicidade completa. Porém, até o presente momento, apesar do crescente interesse por uma medicina sensata, capaz de considerar com discernimento tanto o médico e os antibióticos quanto os tratamentos naturais para o dia-a-dia, para a prevenção, e para auxiliar os corpos maltratados pela química, não era fácil, no plano prático, conciliar natureza e ciência”.(Rudder, p.02) Sabe-se que o principal interesse dos tratamentos naturais (plantas medicinais) é fundamental para o equilíbrio físico e mental do organismo. Num país como o Brasil, onde há uma enorme variedade cultural deve se tomar algumas precauções e ter muito cuidado ao se escolher e usar uma planta com finalidade terapêutica. Cada região costuma ter uma nomenclatura própria para espécies mais utilizadas, o que pode gerar confusão e erros. Deve-se lembrar também da existência considerável de plantas tóxicas e de que algumas pessoas podem ser alérgicas a determinados princípios ativos. 10 “Os princípios ativos são substâncias presentes na planta que possuem propriedades terapêuticas. Não são estáveis, nem se distribuem de maneira homogênea. Os compostos químicos podem estar concentrados nas raízes, rizomas, talos, caules, sementes ou flores, e o teor varia de acordo com a época do ano, solo ou clima onde vive a planta. As diferenças existem inclusive em plantas cultivadas lado a lado, da mesma forma como a produção de hormônio varia de pessoa para pessoa. Nem sempre os farmacologistas conhecem o princípio ativo presente nas ervas, mas, quando o identificam, nos dão a total segurança do uso terapêutico da planta, já consagrada pela medicina popular. Os principais grupos de princípios ativos são: taninos, óleos essenciais, alcalóides, glicosídeos, mucilagens e substâncias pécticas”. (Fernandes,1995,p.36) “A flora é realmente uma riqueza e, por que não dizer uma esperança para a cura de todos os nossos males”. (Conceição,2000,p.03) Do ponto de vista social, o doente, quando prepara o seu chá ou remédio, torna-se um participante ativo do seu processo de cura, acelerando o tratamento e ampliando a sua consciência ecológica, pois sabe que é necessário preservar as espécies para fazer medicamentos. Além disso, os fitoterápicos (plantas medicinais), são de baixíssimo custo, pelo menos dez vezes mais baratos que os remédios alopáticos, levando em conta que sessenta por cento da população não têm acesso aos medicamentos. É importante resgatar essa arte milenar, tendo em casa, na escola ou comunidade nossa própria farmácia verde, reconhecendo as ervas básicas, seu cultivo e manipulação (aprendendo a fazer pomadas, xaropes, chás e óleos). “A participação dos profissionais de saúde e, especialmente, de enfermeira na orientação da população em relação ao uso da fitoterapia é de grande importância, tendo em vista a peculiaridade de cada planta e sua utilização adequada”. (Rezende,2002,p.288) As plantas medicinais produzem substâncias responsáveis por uma ação farmacológica ou terapêutica que são denominadas de princípios ativos. Tão importante quanto saber para que se utiliza cada planta medicinal é saber como a utilizar. As formas mais conhecidas de manipulação das plantas medicinais são: infusão; inalação; contusão; decocção; maceração; tintura e xaropes. “As plantas medicinais são fáceis de usar, mas difíceis de se conhecer cientificamente. Sabendo pela tradição oral que muitas espécies tem propriedades curativas; falta no entanto, a comprovação da eficácia e da segurança. O estudo passa por um período que varia de dez a quinze anos“ (Fernandes,1995,p.64) 11 São poucos os incentivos por parte dos governantes para os estudos das plantas medicinais, pois estas trariam muitos benefícios para a sociedade brasileira. A Conferência Nacional de Saúde, em 1988, deliberou a introdução de práticas alternativas de assistência à saúde no âmbito dos serviços de saúde, possibilitando ao usuário o acesso democrático à terapêutica preferida e a articulação no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, dos saberes e práticas populares e científicas em prol da qualidade de vida e da promoção da saúde. Em 2003, a Conferência de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, também evidenciou a importância da incorporação do uso de plantas medicinais e fitoterápicos no SUS. O uso de fitoterápicos e plantas medicinais e aromáticas com fins terapêuticos e alimentares de ser orientado por um conjunto de diretrizes que envolvam todos os setores e disciplinas da área. 3-OBJETIVOS -Realizar pesquisas bibliográficas referentes ao uso e cultivo das plantas medicinais no cotidiano dos alunos e seus familiares; -Levantar dados sobre as plantas medicinais através do instrumento de pesquisa (questionário); -Ensinar os educandos a identificar as plantas medicinais, em específicos as cinco plantas mais utilizadas; (locais encontradas –habitat,origem, formas de uso etc...); -Coletar exemplares das cinco plantas medicinais mais utilizadas e construir um herbário didático; -Despertar nos alunos o interesse pela pesquisa das plantas medicinais, valorizando a cultura popular e científica. 4-JUSTIFICATIVA Este trabalho é importante porque trata da identificação e uso correto de plantas medicinais no cotidiano dos alunos e familiares. Considerando o perigo do uso indiscriminado das plantas medicinais, faz-se necessário um plano teórico-prático de divulgação de cuidados e busca de novos conhecimentos e assim despertar o interesse e conscientizar os educandos e seus familiares sobre esta temática. 5-MATERIAL E MÉTODOS O projeto ”Uso e cultivo das plantas medicinais pelos educandos e seus familiares ou responsáveis” foi desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Médio Mascarenhas de Moraes, município de Cachoeirinha. A escola possui em torno de 1800 alunos abrangendo os níveis do ensino fundamental e médio, com atividades nos três turnos – manhã, tarde e noite. A turma-alvo do projeto era composta de 20 alunos, com faixa etária entre 15 e 16 anos (primeiro ano do ensino médio – Turma MM 15). O primeiro contato com a turma , no qual se fez à explanação sobre o projeto, foi no dia 26 de agosto de 2008, através de uma conversa com os alunos, para que compreendessem o objetivo do trabalho. Segundo PEREIRA, (1986,p.15) “[...] a metodologia é muito importante no ensino, pois esta deve evitar que o ensino seja baseado apenas no livro, mas procure colocar o aluno em contato com o ambiente onde ele vive“. A segunda etapa ocorreu no período de 02 de setembro a 16 de setembro de 2008, a turma foi dividida em pequenos grupos com a finalidade de selecionar bibliografias que trouxessem informações sobre o uso e cultivo das plantas medicinais. Após realizarem esse resgate bibliográfico, realizou-se um debate entre o grande grupo e a professora, enfatizando a cultura popular adquirida com os seus familiares ou responsáveis. A terceira etapa do trabalho ocorreu no dia 23 de setembro de 2008, onde a professora e os alunos construíram junto um instrumento de pesquisa (questionário), cujo à finalidade foi de aferir o conhecimento sobre o uso das plantas medicinais e verificar quais as plantas são as mais usadas pelos familiares dos alunos. As informações obtidas foram organizadas e representas através de gráficos, de forma a facilitar a visualização e compreensão das informações. 15 A quarta etapa ocorreu no dia 30 de setembro de 2008, com base nos resultados obtidos a partir da aplicação do questionário, que evidenciaram as cinco plantas medicinais mais utilizadas (boldo,macela, capim-cidró, guaco e ervacidreira). Na intenção de criar oportunidade para a construção de novos conhecimentos, cada grupo escolheu uma das cinco espécies de plantas medicinais mencionadas na pesquisa. Para cada espécie foram realizadas pesquisas sobre a origem, o tipo de uso popular, nome popular e científico e demais informações relevantes sobre a espécie. A quinta etapa ocorreu no dia 02 de outubro de 2008, onde cada grupo entregou um trabalho escrito contendo todas as informações da planta medicinal estudada e apresentou para o grande grupo a pesquisa . No final de cada apresentação a professora ressaltou a importância da cultura popular que cada aluno tinha conhecimento. Os cartazes confeccionados pelos grupos foram expostos no saguão da escola, servindo como divulgação do projeto. A sexta etapa ocorreu no período de 7 a 14 de outubro de 2008, onde cada aluno fez a coleta das cinco plantas medicinais estudadas, nem todos os alunos trouxeram os exemplares solicitados. Trabalhamos em equipe para um melhor aproveitamento, evitando o desperdício dos exemplares e sim preservando a natureza; então começamos o processo de armazenagem. A sétima etapa consistiu em identificar cada planta medicinal com seu respectivo nome científico, utilidades ,cultivo, dúvidas sobre o nome popular. Após toda essa triagem construímos um herbário didático. 6-RESULTADOS E DISCUSSÃO O convívio escolar é determinante para a aprendizagem de valores e atitudes, pois a escola é um dos ambientes mais próximos do aluno e onde constrói conhecimento. Segundo DEMO, a pesquisa científica faz parte integrante do aprendizado do aluno. O estudo realizado sobre as plantas medicinais proporcionou aos alunos uma melhor compreensão entre a cultura popular e as bibliografias científicas. Após todo o embasamento teórico e a bagagem de conhecimento adquirido com seus familiares ou responsável, construiu-se um instrumento de pesquisa, onde o mesmo foi aplicado com os alunos juntamente com seus familiares ou responsáveis. Após a aplicação do questionário fez-se um debate em sala de aula sobre os resultados obtidos. A aplicação do instrumento de pesquisa (questionário) permitiu mapear o conhecimento dos familiares dos alunos sobre as plantas medicinais quanto uso e cultivo. A partir desse mapeamento promoveram-se aulas dialogadas onde os alunos contribuíram com o conhecimento popular e científico. Um dos objetivos foi identificar as cinco plantas medicinais mais citadas no questionário, levando em consideração os seguintes itens: finalidades, forma de aquisição, parte da planta mais utilizada. Conforme a teoria de Vygotsky, a partir dos trabalhos em grupo e das discussões em aula sobre os questionamentos dos temas abordados, a participação de todos é valorizada e é mostrado como cada contribuição é importante para formação dos conceitos. 17 Esperava-se, com este trabalho, que os alunos ampliassem seu conhecimento sobre as plantas medicinais utilizando-as de forma adequada e cuidadosa; valorizando e preservando a natureza. A seguir é apresentado o questionário que os alunos e seus familiares ou responsáveis responderam. O objetivo principal da construção deste instrumento de pesquisa foi coletar e compilar dados sobre as plantas medicinais através da participação dos alunos e seus familiares e ou responsáveis. 18 Instrumento de pesquisa aplicado com os alunos e seus familiares ou responsável (avós, tios, irmãos) da turma MM 15, da Escola Estadual Técnica Marechal Mascarenhas de Morais, em 23/09/08. Responda as questões abaixo, assinalando SIM ou NÃO. 1- Você tem conhecimento sobre as plantas medicinais? ( ) sim ( ) não Caso a resposta seja afirmativa: Como adquiriu este conhecimento? ( ) pais ( ) avós ( ) outros........................ 2- Acredita na cura através do uso medicinal das plantas? ( ) sim ( ) não 3- Você acha que as plantas medicinais podem dispensar o uso de remédios nas doenças? ( ) sim ( ) não 4- Você tem conhecimento da toxidade que algumas plantas apresentam? ( ) sim ( ) não Se for sim – Qual (ais) planta(s)....................................................................... 5- Procurou orientação médica para o uso das plantas medicinais? ( ) sim ( ) não 6- Cultiva alguma planta medicinal? ( ) sim ( ) não Se for sim qual (ais)?........................................................................................ 19 * Cite cinco plantas medicinais mais utilizadas pela sua família? PLANTA USO FORMA PARTE AQUISIÇÃO UTILIZADA EX. CALMANTE CHÁ FLOR CULTIVO CAMOMILA USO: Finalidade do uso da planta. FORMA: Chá, infusão, emplasto, etc.. PARTE UTILIZADA: Folha, flor, raiz, caule. AQUISIÇÃO DA PLANTA: Cultivada, Compra em banca, Vizinho, Do campo, etc. O resultado dos dados do questionário veio a comprovar que as plantas medicinais fazem parte integrante da vida dos alunos e seus familiares e que a cultura popular é transferida de geração para geração, onde muitos utilizam as plantas para muitas doenças e/ ou sintomas. Os resultados obtidos são apresentados sob forma de gráficos, a seguir, e comentados. 20 VOCÊ TEM CONHECIMENTO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS? 5 SIM NÃO 15 Gráfico número 1 Analisando o gráfico 1 pode-se perceber que a grande maioria (75%) dos alunos e seus familiares têm conhecimento sobre as plantas medicinais. ACREDITA NA CURA ATRAVÉS DAS PLANTAS MEDICINAIS? 2 SIM NÃO 18 Gráfico 2. Crença na cura através do uso das plantas medicinais pelos familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes, turma MM 15. Através do gráfico 2 podemos constatar que o número de familiares e alunos que acreditam na cura através do uso das plantas medicinais é muito grande (90%). Com esses dados vem a se comprovar a importância desta cultura popular. 21 PLANTAS MEDICINAIS PODEM DISPENSAR O USO DE REMÉDIOS NAS DOENÇAS? 6 SIM NÃO 14 Gráfico 3. Familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes, Turma MM 15, que podem dispensar o uso de remédios quando fazem o uso de plantas medicinais. Apesar do uso freqüente e acreditarem na cura através do uso de plantas medicinais a grande maioria das pessoas pesquisadas (70%) não dispensam o uso de remédio. VOCÊ TEM CONHECIMENTO DA TOXIDADE QUE ALGUMAS PLANTAS APRESENTAM? 4 SIM NÃO 16 Gráfico 4. Conhecimento sobre a toxidade de algumas plantas medicinais usadas por familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes, turma MM 15. 22 O gráfico 4 demonstra que a maioria dos alunos e seus familiares (80%) não possuem total conhecimento sobre a toxidade que algumas plantas apresentam. Aqui é importante destacar que o uso inadequado de certas espécies de plantas pode causar sérios riscos à saúde das pessoas. PROCUROU ORIENTAÇÃO MÉDICA PARA O USO DE PLANTAS MEDICINAIS? 1 SIM NÃO 19 Gráfico 5. Procura por orientação médica para o uso de plantas medicinais por familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes turma MM 15. Como acreditam na cultura popular, a grande maioria das pessoas entrevistadas (95%) não procurou orientações médicas para o uso das plantas medicinais. 23 CULTIVA ALGUMA PLANTA MEDICINAL? 2 SIM NÃO 18 Gráfico 6. Cultivo de plantas medicinais por familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes turma MM 15. Os alunos e seus familiares ou responsáveis cultivam algumas plantas medicinais como: boldo, erva-cidreira, guaco, capim-cidró, laranjeira e malva. Como acreditam na cura através das plantas medicinais, o cultivo para alguns é indispensável, segundo relataram os alunos. 24 NÚMERO DE CITAÇÕES PLANTAS CITADAS NA ENTREVISTA COM OS EDUCANDOS E SEUS FAMILIARES 12 10 8 6 4 2 0 PLANTAS Gráfico 7. As principais plantas medicinais utilizadas pelos alunos e seus familiares ou responsáveis. O gráfico número 7, apresenta todas as plantas medicinais mais utilizadas pelos alunos e seus familiares ou responsáveis. Podemos constatar que as plantas medicinais que receberam o maior número de citações foram o boldo e a marcela (10 citações cada), seguidas do capim-cidró e guaco (09 citações). O funcho e o poejo também foram bastante mencionados e receberam 6 e 5 citações, respectivamente. Percebeu-se que a cultura popular é muito presente e ativa no dia a dia das pessoas, como meio alternativo para a cura de doenças. 25 USO DAS PLANTAS NÚMERO DE CITAÇÕES 30 25 20 15 10 5 C D IG ES AL TÃ M O A R ES N T FR E IA EX DIA DO PE RR C É C TO IA IC RA AT D N O TE R R IZ E IN FE S E AN TE M C Ç ÃO GE U RA R IN L PO ÁR IA N TA AN VE D T I RM A BA IN O C TE S E R C IA O EM NT NO U AG SÕ R E ES C ED O I FE R PR NF BR I S LA ÃO MA E D ÇÃ E O Q V U EI E N M T AD RE U R A S 0 USO Gráfico 8. Doenças e/ ou sintomas mais mencionados pelos familiares e alunos da Escola Estadual Mascarenhas de Moraes, turma MM 15. O gráfico número oito mostra que as doenças e/ ou sintomas mais mencionados pelos familiares e alunos foram os relacionados aos aparelhos digestório e respiratório. Estes dados são idênticos aos encontrados em outros levantamentos do uso de plantas medicinais realizados no Rio Grande do Sul (Vendruscolo & mentz, 2006). É importante destacar que a cultura popular vivenciada pelos alunos juntamente com os seus familiares ou responsáveis tem um papel relevante na construção do conhecimento. Segundo os PCN os temas transversais devem fazer parte do currículo das escolas, oportunizando a construção de novos conhecimentos. 26 FORMA DE USO DAS PLANTAS MEDICINAIS QUANTIDADE DE CITAÇÕES 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 CHÁ EMPLASTO INFUSÃO XAROPE FORMA Gráfico 9. Formas de uso de plantas medicinais utilizadas por familiares e alunos da turma MM 15. O gráfico número nove mostra a forma de utilização das plantas medicinais, pode-se perceber que as forma mais utilizada é o chá (90%). Também são mencionados a utilização de emplasto, infusão e xarope. Segundo relato dos alunos a flora medicinal faz parte do dia a dia da sua família. 27 PARTES DA PLANTA UTILIZADAS QUANTIDADE DE CITAÇÕES 70 60 50 40 30 20 10 0 FOLHA FLOR TODA PLANTA RAIZ SEMENTE CAULE PARTE DA PLANTA Gráfico 10. Partes das plantas medicinais utilizadas por familiares e alunos da turma MM 15. O gráfico número dez mostra que a folha é à parte da planta mais usada (65%), seguida a flor (12%). Também foram mencionados a utilização toda a planta, a raiz, a semente e o caule. Todos com percentuais inferiores a 5%. Segundo os alunos a medicina alternativa é de suma importância para si e seus familiares; é também considerada uma bebida de uso quase diário após as refeições. Durante a realização da quarta etapa do projeto, foram apresentados os trabalhos elaborados em grupo, onde os mesmos tinham que relatar todo o conhecimento pesquisado sobre a planta medicinal escolhida (erva-cidreira, capimcidró, guaco, macela e boldo). Houve participação efetiva dos alunos no processo, com troca de informações e conhecimento, já que as plantas medicinais fazem parte das suas vidas; demonstraram também curiosidades e receptividade às novidades que o trabalho propunha, evidenciando prazer no processo de aprendizagem dos conteúdos propostos. Construíram cartazes ilustrativos contendo o nome popular e científico de cada planta, origem, forma de uso (figuras de 01 a 05). Também 28 salientaram a grande biodiversidade da flora brasileira, destacando a importância da preservação das espécies. Segundo Philippe Perrenoud, a construção do conhecimento inclui saberes, informações, habilidades operatórias e principalmente as inteligências, para, com eficácia e pertinência - enfrentar e solucionar uma série de situações de problemas. Um aluno competente é aquele que enfrenta os desafios de seu tempo usando os saberes que aprendeu e empregando, em todos os campos de sua ação, as habilidades aprendidas em sala de aula. O projeto uniu tanto a cultura popular sobre as plantas medicinais como o estudo científico, então se comprovou que a construção do conhecimento ocorre em todos os momentos da vida. Foto de alunos apresentando pesquisa sobre o boldo. 29 Foto de alunos apresentando a pesquisa sobre a erva- cidreira. Foto de alunos apresentando pesquisa sobre macela. 30 Foto de alunos apresentando pesquisa sobre o guaco. Foto de alunas apresentando a pesquisa sobre o capim-cidró A sexta etapa do trabalho consistiu na coleta das cinco plantas medicinais estudas. A explicação de como armazenar as plantas medicinais foi de suma importância para a realização da próxima etapa que é a construção do herbário didático. Nem todos os alunos trouxeram os exemplares das plantas solicitadas, o que dificultou um pouco o trabalho. Esta etapa foi muito interessante pois os alunos 31 através da cultura adquirida com seus familiares relatavam as utilidades das plantas com nomes populares diferentes, mas com o mesmo principio ativo. Então identificamos as exemplares das plantas medicinais trazidas pelos alunos, com seu respectivo nome científico. Segundo a Constituinte Escolar: educação ambiental (2000), a escola é um local privilegiado para a realização da educação ambiental, enfatizando os temas transversais, desde que se dê oportunidade à criatividade e se tenha capacidade de trazer o cotidiano do aluno para a sala de aula. DORNELES, ressalta que viver sempre mais e melhor, isso é o que a humanidade está buscando insistentemente. As plantas medicinais têm sua contribuição para isto, uma vez que a saúde pode ser restabelecida e mantida com elas. Além de serem naturais, os tratamentos através das plantas, é mais barato, contribuindo assim para amenizar um outro mal que atinge o mundo: a má distribuição de renda. Construção do Herbário: 32 Foto de alunos montando o herbário didático. Nesta última etapa do trabalho catalogamos as plantas com seu nome popular e científico, para a montagem do herbário didático. Devemos salientar de um total de vinte alunos, somente quinze alunos trouxeram os exemplares solicitados. Podemos perceber que as folhas foram às partes mais coletadas. Poucos alunos trouxeram material botânico mais completo, contendo ramos, folhas e estruturas reprodutivas. Neste momento os alunos salientaram que um determinado nome popular pode ser utilizado para se referir a várias espécies. Ficou evidente para eles que o nome científico é universal e que só existe um nome válido para a espécie de planta (Menz & Bordignon, 1999). Os alunos estavam ansiosos para a montagem do herbário didático, organizaram-se rapidamente no laboratório de ciências para dar início do trabalho; separaram as exemplares pelo nome comum e científico, após etiquetaram e catalogaram os exemplares. Os questionamentos sobre as plantas medicinais eram 33 freqüentes, principalmente sobre os nomes científicos, autores. Comentavam sobre o “cheiro” bom ao manusear as plantas. Percebeu-se que os alunos gostaram muito de realizar este trabalho, pois a teoria deve estar sempre relacionada com uma prática didática facilitando assim a construção do conhecimento. Ao construirmos a tabela dos exemplares coletados pelos alunos; verificou-se que desenvolveram hábitos de pesquisa e mais valorizaram ainda mais popular que seus familiares passaram ao longo de suas vidas. cultura 34 TABELA DOS EXEMPLARES SOLICITADOS AOS ALUNOS Nome comum Quantidade Espécie Achyrocline satureioides (L MACELA 15 am.) DC BOLDO 9 Plectranthus neochillus Schltr. BOLDO 5 Plectranthus barbatus Andrews 4 Aloysia citriodora Palau 3 Melissa officinalis L. 4 Lippia alba (Mill.) N.E.Br. CIDRÓ 10 Cymbopogon citratus (DC.)Stapf GUACO 6 Mikania laevigata Sch. Bip. ex Baker GUACO 3 Mikania glomerata Spreng. ERVACIDREIRA ERVACIDREIRA ERVACIDREIRA CAPIM O quadro aberto apresenta o número de exemplares das plantas medicinais, juntamente com seu nome popular e científico. O quadro aberto, foi construído a partir da catalogação dos exemplares que os alunos trouxeram; identificando o nome popular e científico e a quantidade de exemplares das diferentes espécies. Segundo os PCN (1998), é essencial o desenvolvimento de posturas e valores pertinentes às relações entre os seres humanos, entre eles e o meio, entre o ser humano e o conhecimento,contribuindo para uma educação que formará indivíduos sensíveis e solidários, cidadãos conscientes.dos processos e regularidades de mundo e da vida, capazes assim de realizar ações práticas, de fazer julgamentos e de tomar decisões. Segundo os resultados obtidos em todas as etapas do projeto, constatou-se que os alunos possuíam conhecimento sobre as plantas medicinais as quais foram adquiridas com seus familiares ou responsáveis. Os alunos ampliaram seus 35 conhecimentos com a aplicação desse projeto, onde envolveu tanto a pesquisa bibliográfica, como as aulas práticas. Os objetivos propostos foram alcançados com êxito. Entretanto, é importante enfatizar que este trabalho de identificação e conhecimento das plantas medicinais deve ser contínuo, pois as mesmas fazem parte da realidade familiar. 7-CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos resultados obtidos com a execução do projeto, concluiu-se que as plantas medicinais fazem parte integrante da vida dos alunos e seus familiares. Esse trabalho proporcionou caminhos e propostas pedagógicas para comprovar que pesquisa é muito para chegar aos resultados precisos. Pois foi através da pesquisa popular e científica que os alunos comprovaram que a utilização das plantas medicinais estava adequada ao que vinha sendo utilizada. Os temas transversais devem fazer parte do currículo das escolas, pois os mesmos facilitam o desenvolvimento dos conteúdos e também a participação dos pais é fundamental nesse processo. Os alunos relataram que seus familiares aprovaram desde o início a participação deles nesse projeto, já que o conhecimento não se constrói só na escola mas sim em todos os ambientes; a família e a escola devem caminhar juntas para que o educando construa de forma sólida o seu saber. Após todos os dados tabelados e comparados, ficou claro que a cultura popular referente às plantas medicinais vinha de encontro com a científica. Os resultados obtidos através da pesquisa comprovaram que as pessoas passam de geração para geração a cultura do uso e cultivo das plantas medicinais. Após todo esse estudo, os alunos com certeza passarão para os seus familiares a importância do estudo científico das plantas medicinais, para melhor utilizá-las no seu cotidiano. Em todas as etapas os alunos mostraram-se interessados, tanto na revisão bibliográfica quanto na parte prática. A participação dos familiares foi fundamental para a realização do projeto. Para que o aluno tenha consciência da importância da preservação da natureza, é fundamental que se sinta parte integrante dela, passando a respeitá-la e conservá-la de modo integrado e sustentável. 37 As várias etapas do trabalho permitiram verificar que os alunos possuíam vasto conhecimento sobre as plantas medicinais, as quais adquiriram com seus familiares ou responsáveis. O projeto proporcionou aos alunos unir o conhecimento popular com o científico, facilitando a construção de novos conhecimentos e participando os mesmos com seus familiares. A interdisciplinaridade foi constante, pois relacionamos as diversas disciplinas, com: regiões onde são encontradas as plantas (geografia); porcentagens (matemática), e assim por diante. Os alunos entenderam que um determinado nome popular pode ser utilizado para se referir a várias espécies. Ficou evidente para eles que o nome científico é universal e que só existe um nome válido para a espécie de planta (Menz & Bordignon, 1999). Então a partir desse entendimento ficou claro que os alunos conseguiram entender e relacionar a cultura popular com a científica. Percebi também que os alunos necessitam de projetos que venham ao encontro de suas necessidades e realidade. O momento da construção do herbário didático, foi o mais emocionante, pois todos trabalharam de forma organizada, utilizando o conhecimento popular e o científico, puderam estabelecer parâmetros do antes e o depois, Assim passando para os familiares todas as informações obtidas em sala de aula sobre as plantas medicinais em especial as cinco plantas estudas. Na exposição dos trabalhos os pais estavam ali prestigiando e acompanhando seus filhos; acredito que a educação precisa da união de todos para ficar completa. A troca de experiências sensibilizou os alunos quanto à importância da flora (plantas medicinais), o que evidenciou a partir das várias atividades teóricaspráticas, proporcionadas por esse projeto. Todos os objetivos foram alcançados, pois os alunos vivenciaram momentos desde a pesquisa até a prática. Comparando com outros trabalhos desenvolvidos este foi o mais representativo segundo os dados compilados e auto-avaliação por parte dos alunos. 38 Este projeto viabilizou os alunos a entenderem e colocarem em prática todo o conhecimento adquirido e assim passarem para os seus familiares; visto que é indispensável o conhecimento científico. O projeto teve grande aceitação em todas as suas etapas com participação ativa dos alunos. A pesquisa também proporcionou a construção de novos conhecimentos, relacionando cultura popular com pesquisa científica. Os alunos compreenderam a importância da identificação correta das plantas medicinais e perceberam que nome popular pode ser empregado para designar várias espécies. As espécies mais utilizadas segundo a pesquisa aplicada com os alunos e seus familiares ou responsável foram o boldo, a macela, o capim-cidró, o guaco e a ervacidreira. As partes mais utilizadas da planta foram às folhas, sendo a forma de preparo o chá, para as doenças e/ ou sintomas do trato digestório e respiratório. Com os exemplares das plantas medicinais conseguiram identificar a diferença como o nome popular “boldo” corresponde a duas espécies de Lamiaceae, “ervacidreira” corresponde a três espécies de famílias diferentes e “guaco” corresponde a duas espécies do gênero Mikania (Asteraceae). Através da realização deste trabalho, foi possível conscientizar os alunos sobre os cuidados que devem ter ao utilizar e cultivar as diferentes plantas medicinais, respeitando a natureza sem desperdício, valorizando a grande diversidade da flora. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACHARAM, Moreira Yarza. As Plantas que Curam: A Prevenção e Cura das Doenças pelas Palntas. São Paulo: Empresa Editorial Ltda, 1985, v. 1. BALBACH, Alfons. A Flora Nacional na Medicina Doméstica. São Paulo: Editora M. V. P., v. 1, ed. 7. BRANDÃO, M.G.L; Moreira, R.A; ACÚRCIO, F. de A. 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