DOI: 10.4025/4cih.pphuem.307 ASPECTOS DE UMA ENUNCIAÇÃO EM MOVIMENTO: MARIA LACERDA DE MOURA E SUAS REFLEXÕES SOBRE FEMINISMO, EDUCAÇÃO E EUGENIA NA DÉCADA DE 19201 Juliana Salles de Siqueira, Universidade Federal de Minas Gerais 1. Comentários iniciais No princípio do século XX, Maria Lacerda de Moura, intelectual e militante libertária nascida em Manhuaçu, teve larga atuação em associações feministas, sindicalistas e espiritualistas espalhadas por diversos estados brasileiros, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo. Sua trajetória ficaria posteriormente conhecida em 1984, ano em que Miriam Lifchitz Moreira Leite publicava o livro intitulado Outra face do feminismo (LEITE, 1984), estudo decorrente de sua tese de doutoramento e responsável pelo levantamento de ampla documentação epistolar, jornalística e literária. Por conseqüência desta pesquisa, Maria Lacerda de Moura tornou-se uma importante referência para os trabalhos acadêmicos que versam sobre a história dos feminismos no Brasil. Desde então, uma característica presente em parte substancial desta produção historiográfica parece ser a de reiterar um viés interpretativo que estabelece uma continuidade entre as proposições da militante mineira e as reflexões feministas pós-1960. Tal abordagem, cuja justificativa repousa no apontamento das afirmações de Moura acerca do amor livre e da maternidade consciente, contribuiu para a construção de uma imagem específica da autora: a da militante de reflexões para além de seu tempo, espírito crítico e, por vezes, solitário, que alargou as questões relativas à emancipação feminina, problematizando o impensado pelas chamadas “feministas liberais”. Nesse sentido, Margareth Rago enfatizou, em seu artigo intitulado “Ética, anarquia e revolução em Maria Lacerda de Moura”, as relações dicotômicas entre as feministas liberais e a “rebeldia caracterizada pela experiência pessoal de Maria Lacerda de Moura” (RAGO, 2007, p. 277). A partir desta contraposição, a autora afirmou que o “feminismo liberal” teria deixado intacta a própria definição de identidade feminina “imposta por discursos biologizantes que aprisionam as mulheres nas interpretações masculinas e machistas de seu 4780 corpo e de seu modo de ser” (Ibidem, p. 288). Por outro lado, Maria Lacerda de Moura, através de sua orientação libertária, teria lutado “contra os micropoderes” e “inventado criticamente” ao demonstrar que “a exclusão feminina não se devia à sua condição biológica” (Ibidem, p. 288). As análises de Margareth Rago são sugestivas e permitem que se reflita sobre a importância e a radicalidade das contribuições intelectuais de Moura. Contudo, deve-se questionar se tal abordagem, ao descurar o significado e a abrangência das diversas mudanças de percurso e das redefinições conceituais operadas por Moura, não deixou de atribuir a devida importância às suas ligações com as chamadas “feministas liberais”. Exemplo dessa relação pode ser observado nos primeiros anos da década de 1920, quando de sua constante atuação na Federação Internacional Feminina santista. Essas ligações parecem indicar a presença difusa de inúmeros discursos científicos e morais na enunciação de Moura, muitos deles amplamente compartilhados por suas contemporâneas. Os diversos “exercícios de auto-subversão” que caracterizaram a trajetória de Maria Lacerda de Moura – e que a conduziram a inúmeras rupturas com os grupos políticos que antes apoiara, de feministas a espiritualistas – implicaram comumente a defesa de uma enunciação que valorizava a maternidade, fundada em uma noção geral de Natureza e em concepções espiritualistas e científicas capazes de orientar toda a sua reivindicação pela emancipação feminina, definida nos termos da emancipação humana. Mobilizando um arsenal eclético de referências, Moura tecia seus argumentos deslocando e criticando os elementos que embasavam discursos de caráter eugenista, jurídico e pedagógico, sem, no entanto, colocar-se para além dos limites estabelecidos pelos mesmos. Assim, destacar a importância das ações coletivas atinentes à produção de Maria Lacerda de Moura acarreta não apenas a compreensão dos inúmeros diálogos travados em diversos de seus encontros, mas também a reflexão sobre os limites e as condições do discurso mesmo em que sua voz tornava-se ativa e se enredava. O intento do estudo ora apresentado é o de pensar como algumas questões relativas à eugenia, ao feminismo e à educação aparecem no escrito de Maria Lacerda de Moura intitulado A mulher é uma degenerada?. A partir desta reflexão, busca-se acentuar os discursos constituintes de sua enunciação e indicar algumas mudanças em sua práxis-crítica. 4781 2. Educação, eugenia e feminismo em A mulher é uma degenerada? “Impõe-se a educação que despreza as preocupações de estreitos horizontes” (MOURA, 2005, p. 86) Em texto publicado em 1924, Maria Lacerda de Moura debatia “as vantagens da educação intelectual e profissional” de mulheres (MOURA, op. cit, p. 58). Para tanto, recorria a um aparato científico, bem como a autores renomados, com o intuito de conferir probidade aos seus argumentos em defesa da co-educação. Diderot, Schiller, Goethe, Darwin, Bunge, Saint Simon, Robert Owen, Fourier, Rousseau, Spencer, Stuart Mill e Freud eram alguns dos nomes que compunham essas diversificadas referências, apresentadas dialogicamente em seu texto.2 Definia assim a educação: “o aperfeiçoamento de todas as qualidades e faculdades tendentes a um fim social sempre melhor em vista do futuro; o completo desenvolvimento da individualidade para a expansão, para a plenitude de toda a nossa vocação” (MOURA, Ibidem, p. 60). Tal concepção buscava uma sincronia entre despertar individual e função social; conferia à educação, portanto, um papel privilegiado na formação de indivíduos moralmente preparados para o “progresso” anunciado pela eugenia. Os debates sobre a eugenia, intensificados no Brasil a partir da década de 1910 e promovidos por agremiações especializadas - como a Sociedade Eugênica Brasileira –, apesar de referidos sobretudo por pensadores preocupados com as questões da nação e do nacionalismo, envolveram adeptos de orientação política vária (Cf. SOUZA, 2005). Maria Lacerda de Moura, que reiteradamente afirmou o internacionalismo em oposição ao discurso patriótico, compartilhou e divulgou os preceitos eugênicos em voga, enfatizando as benesses que a ciência poderia trazer para futuras gerações. As relações entre eugenia, higienismo e educação não parecem de somenos importância nesse contexto (Cf. MATOS, 2003), como pode-se verificar, por exemplo, no número de teses correlatas apresentadas na I Conferência Nacional de Educação. Uma delas, intitulada Sobre a educação sexual, foi apresentada na cidade de Curitiba, em 1927, por Celina Padilha, membro da Associação Brasileira de Educação. Posicionando-se também a favor da co-educação, a autora finalizou seu escrito com os seguintes comentários: Desde que iniciei minha carreira de professora, tive a atenção atraída para esta falha da obra educativa. E isto me feriu, tanto mais quanto, sendo mulher, sinto a falta de 4782 naturalidade que a educação interpõe entre o homem e a mulher, estragando as mais belas amizades, quiçá o intercâmbio intelectual. Faça-se, pois, a coeducação de meninos e meninas, e teremos nas gerações futuras indivíduos mais capazes de apreciar a vida na plenitude de suas manifestações mais belas, mais conscientes na escolha do companheiro ou companheira, prevenidos contra a simples atração dos sexos, quando não for cimentada por afinidades de sentimentos e de inteligências. (PADILHA, 1997, p. 432) Na mesma linha de argumentação, para Maria Lacerda de Moura a educação feminina e a co-educação, inseridas no andar do progresso social, deveriam ampliar a formação de mulheres em busca de “clarividência moral”. Este projeto, apesar de tratar a diferença de gênero como dado natural, biologicamente definido - perspectiva afim ao discurso misógino coetâneo -, via na educação um mecanismo eficaz de estímulo a novos ideais e valores. Desta forma, Moura propunha uma reflexão a partir do binômio natureza/hábito e, através desta chave interpretativa, entendia que as práticas orientadas por uma pedagogia adequada contribuiriam para a formação de uma “segunda natureza”. Se o consciente pode passar ao inconsciente, se o hábito se transforma em segunda natureza, - a educação deve ter por primeiro objetivo fazer nascer no subconsciente da mulher um sonho de Beleza, de Perfeição capaz de arrastar a Humanidade para novas trajetórias, em busca da Harmonia, da Fraternidade Humana. (MOURA, op. cit., p. 104) Assim, ainda que a autora pensasse em termos de continuidade e determinação entre sexo e gênero, o discurso de naturalização das diferenças era deslocado para outros lugares: a importância dada ao “hábito” tanto indicava uma possível mudança orientada por novos ideais quanto constatava a predominância histórica de práticas que impediam o desenvolvimento integral das mulheres. Nesta perspectiva, a situação de despreparo de mulheres para o desempenho de sua função social não estaria relacionada a uma condição inata de inaptidão, mas antes a um processo historicamente definido de negação dos mecanismos que permitiriam o desenvolvimento de suas “faculdades latentes”, prioritariamente os da educação. Esse “hábito”, legado de práticas que circunscreveram as mulheres ao ambiente doméstico, incidiria diretamente na sua situação de desigualdade físico-psíquica e social quando comparadas aos homens. A mulher é um atraso pedagógico. Não é mentalmente anormal: seu cérebro não foi desenvolvido, não teve exercício. A mulher não é inferior, é ignorante, é infantil. Sua sensibilidade exagerada é resultado da falta de adaptação, do pouco domínio sobre si mesma, falta de self-control muscular talvez. 4783 Se tudo vem do cérebro, tudo nela é rudimentar ou desviado porque seu cérebro pouco tem trabalhado ou se extraviou para um ponto de vista inferior. A histeria prova-o - Conquanto seja moléstia de ambos os sexos, é sinal de predomínio medular, e, na mulher, seu “número é legião”. (MOURA, Ibidem, p. 62) Sendo assim, a possibilidade de formar novas mulheres, prontas para colaborar socialmente, relacionava-se com um ideal de educação baseado em “alicerces científicos” (MOURA, Ibidem, p. 84). O modelo educativo proposto colaboraria para o fomento da mencionada “segunda natureza”, capaz de engendrar indivíduos conscientes. As atividades curriculares teriam majoritariamente conteúdos práticos, sendo a escola primária um espaço “para a vida” e não para a instrução diletante (MOURA, Ibidem, p. 104). As propostas pedagógicas de Maria Lacerda de Moura evidenciavam a marca e a importância do pensamento de alguns autores em sua elaboração: Montessori, Froebel, Pestalozzi, Tolstoi, Gorki e Ferrer seriam amplamente citados em seus escritos sobre a educação racional. Esta, tal qual Maria Montessori definiu em Pedagogia científica, apesar de ser “integrada pela Higiene, pela Antropologia e pela Psicologia”, não poderia ser definida estritamente através da aplicabilidade dessas disciplinas, as quais representariam “apenas pormenores do indivíduo a educar”. (MONTESSORI, 1965, p. 26) Deste modo, a ação educativa deveria atrelar as descobertas científicas aos objetivos de transformação da escola e dos indivíduos. Há de se mencionar ainda a patente constatação de uma necessária e concomitante transformação social para que fosse permitido atingir o verdadeiro e desejável “aperfeiçoamento das gerações futuras”. 3. Novos caminhos em direção ao estoicismo Todo esse otimismo concedido à ciência como fator de propulsão de uma sociedade composta por homens e mulheres saudáveis e autônomos, perderia a sua centralidade em escritos posteriores de Maria Lacerda, tal qual Civilização – tronco de escravos. Por certo o contexto que se descortinava gradativamente no pós-guerra e o desenvolvimento das armas bioquímicas foram elementos que a levaram a afirmar o “suicídio coletivo de todo o gênero humano, sufocado de ciência” (MOURA, 2005, p. 271). Se em A mulher é uma degenerada? ainda tentou vislumbrar aspectos positivos do pós-guerra como contexto propiciador de uma nova consciência3, Maria Lacerda posiciou-se de forma bastante diferenciada quando da publicação de seu livro de 1931. Discutiu ali o 4784 cenário dos avanços científicos aliados à guerra e dos usos da tecnologia para fins desvairados de extermínio. Não parece descabida a comparação desse aspecto do texto com observações feitas por Walter Benjamin em 1930 (BENJAMIN, 1994). No ensaio acerca da publicação de Ernst Jünger, Benjamin pontuava as diferenças entre uma experiência de guerra antes fundada na figura emblemática do herói e a do desenvolvimento armamentista europeu, na qual o uso crescente de armas químicas revogava a distinção entre população civil e combatentes (BENJAMIN, op. cit., p. 62-3). O problema moral daí decorrente tornaria manifesta a necessidade de reelaboração das relações entre teoria e prática, numa nova reaproximação entre o ser e o dever ser. Nas palavras de Benjamin: Pode-se afirmar, sem qualquer pretensão de incluir nessa explicação suas causas econômicas, que a guerra imperialista é co-determinada, no que ela tem de mais duro e de mais fatídico, pela distância abissal entre os meios gigantescos de que dispõe a técnica, por um lado, e sua débil capacidade de esclarecer questões morais, por outro. Na verdade, segundo sua própria natureza econômica, a sociedade burguesa não pode deixar de separar, na medida do possível, a dimensão técnica da chamada dimensão espiritual e não pode deixar de excluir as idéias técnicas de qualquer direito de co-participação na ordem social. Cada guerra que se anuncia é ao mesmo tempo uma insurreição de escravos. (BENJAMIN, op. cit, p. 61) No entanto, enquanto Benjamin fundamentava sua crítica à guerra e à sociedade burguesa na análise dialética de um contexto sócio-cultural, Maria Lacerda de Moura buscava outros balizamentos. Sua reflexão é fundamentalmente orientada por uma noção de Natureza, a partir da qual se forja a necessidade de reconstituição de um campo moral pacifista e libertário. A classificação de comportamentos e relações sociais como naturais ou antinaturais parecia representar a necessidade de elaborar uma nova autoridade moral, um lugar no qual se radicasse outra moralidade. Esta, menos condizente com a tradição vigente, projetava-se para o futuro através da afirmação do “ser natural”, em si mesmo digno de ser propalado: o amor livre era também justificado como necessidade fisiológica, o matriarcado e a maternidade consciente como lei natural: É o início do Matriarcado. A vida social segue em espiral subindo, lentamente, gradativamente, mas, passando por etapas já verificadas em outras civilizações. O Matriarcado é a volta às leis naturais: os animais nos dão exemplos frisantes dos direitos primordiais das mães. Mas, o Matriarcado agora, consciente. Não mais o comunismo primitivo, porém, a liberdade de amar. 4785 É biológico, é humano, é natural a mulher reivindicar a posse de seu corpo, aliás, todos os animais gozam desse direito. (MOURA, 1932, p. 162-3) Assim, Maria Lacerda de Moura, diante de um combate à tradição estabelecida e dos confrontos com uma convivência cotidiana baseada em relações de exploração, parecia querer forjar um outro modelo de conduta, orientado pela noção não menos autoritária de natureza, uma vez que para ela esta configurava esfera supostamente transcendente à política e que justificava todo um projeto de emancipação humana. Devedora de uma tradição clássica cujo expoente seria Sócrates, Moura atribuía um papel decisivo ao processo de transformação individual através da ascese na tarefa de se alcançar uma racionalidade moral capaz de conduzir homens e mulheres a outros futuros. Sendo assim, os campos da política e da ética, justificados através da mencionada noção de natureza, se intercambiavam em uma perspectiva orientada para o que a autora reconhecia como “individualismo estóico”. Resumida também na máxima emblemática do “conhece-te a ti mesmo”, tal perspectiva ia ao encontro dos preceitos espiritualistas aos quais Moura dava voz. Nesse momento de seu pensamento, Maria Lacerda de Moura, numa perspectiva de desilusão, tendeu a distanciar-se da utopia que abrangia a educação, o feminismo e a eugenia como meios legítimos e úteis na busca de uma sociedade igualitária, passando, assim, a defender prioritariamente o desenvolvimento de si e colocando em xeque as propostas revolucionárias de transformação social que não partissem de uma radical mudança interior. Para a autora mineira a liberdade não poderia mais ser vista simplesmente como derivada da luta num mundo público e político compartilhado: transformações relevantes apenas poderiam ser empreitadas através de consciências livres, frutos de exercícios metafísicos e do conhecimento de si. No entanto, como dito anteriormente, esse posicionamento mostra também sua dimensão autoritária: justificando-se numa concepção monológica de natureza, não se percebe político. Todos esses comentários nos levam a pensar, em retomada à introdução deste estudo, a dificuldade em classificar Maria Lacerda de Moura como feminista libertária em oposição às feministas liberais, uma vez que é complexo seu pensamento e inúmeras as mudanças operadas ao longo de sua caminhada que, por fim, levou-a a negar quaisquer rotulações políticas. Notas: 4786 1 Trabalho apresentado no IV Congresso Internacional de História. Universidade Estadual de Maringá, 9 a 11 de setembro de 2009. 2 Sobre o conceito de dialogismo, conferir BAKHTIN, 1992, p. 144. “O discurso citado é o discurso no discurso, a enunciação na enunciação, mas é, ao mesmo tempo, um discurso sobre o discurso, uma enunciação sobre a enunciação.” Miriam Lifchitz Moreira Leite, em Outra face do feminismo, apresenta nomes, livros e traduções que compuseram o repertório de Maria Lacerda de Moura. 3 “Aquela mocidade ardorosa que seguia para a guerra cantando hinos das suas nações, conduzindo as bandeiras de suas pátrias, - aquela mesma falange de moços aprendeu nas trincheiras a Internacional – apertando as mãos dos camaradas inimigos, e, voltou consciente, angustiada, tendo descoberto, corajosamente, o novo roteiro nos sonhos e nos cânticos amargurados dos rebeldes, num anelo mais vasto à procura da verdadeira solução para o bem social.” MOURA, 2005, p. 116. 4 Além de referir-se constantemente ao filósofo em seus estudos, Maria Lacerda de Moura também dedicou-se à tradução de Apologia de Sócrates. Bibliografia ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. Trad. Michel Lahud & Yara Vieira. São Paulo: Hucitec, 1992. BENJAMIN, Walter. “Teorias do fascismo alemão”. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 61-73. LEITE, Miriam Lifchitz Moreira. Outra face do feminismo: Maria Lacerda de Moura. São Paulo: Ática, 1984. MATOS, Maria Izilda S. de. “Delineando corpos: as representações do feminino e do masculino no discurso médico”. In: MATOS, Maria I. S. de & SOIHET, Rachel (orgs). O corpo feminino em debate. São Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 107-28. MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. Trad. Aury Azélio Brunetti. São Paulo: Livraria Editora Flamboyant, 1965. MOURA, Maria Lacerda de. Amai e... não vos multipliqueis. 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