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LIVRO DE RESUMOS 6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação
2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Aprendizagem aberta e invertida
I D E N T I D A D E I TA R J A S E T E X T O S
CRIAÇÃO DA MARCA
Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente
relacionada
ao
tema
da
edição.
Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às
práticas de educação aberta e sala de aula invertida.
Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de
papel que alcançam a liberdade quando decidem pensar diferente, pensar fora da caixa. Esses aviões, que
representam a figura do professor e do aluno, voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse
novo ambiente cheio de recursos tecnológicos que os ajudam a ensinar e a aprender alternando os lugares.
A história que queremos contar através da imagem toma como base a metáfora Thinking outside the
box, em tradução livre: pensar fora da caixa, pensar diferente. Levamos em consideração ideias que vão desde
a liberdade presente no conceito de Educação Aberta, passando pelo empoderamento do aluno que trabalha
com o professor para uma aprendizagem realmente
eficaz.
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Em alusão ao conceito de Sala de aula invertida pensamos nos aviões que voam juntos, em direção a um
mesmo objetivo – a aprendizagem – mas estão dispostos de forma espelhada, flippada. A ideia aqui é mostrar que a inversão proposta pelo conceito não é uma oposição, mas uma coalizão de forças.
ão aberta!
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Seja bem-vind@ ao #Hipertexto2015!
Temos mais uma vez o prazer de receber você na Universidade Federal de
Pernambuco, campus Recife, como participante do 6o. Simpósio Hipertexto e Tecnologias
na Educação e do 2o Colóquio de Educação com Tecnologias!
Este é o Caderno de Programação, cujos dias, horários, locais de todos os
trabalhos e seus resumos estão aqui informados. Como você já percebeu, há duas versões:
uma impressa e outra digital. O objetivo é oferecer-lhe todas as informações da nossa rica
programação de atividades preparada com todo zelo para agregar mais conhecimentos à
sua fortuna de saberes.
O tema desta edição é “Aprendizagem aberta e invertida”. Com este tema,
desejamos fomentar a luta por uma educação mais estimulante, flexível e inovadora, que dê
ao aprendiz o protagonismo da aprendizagem. A sua contribuição para a consignação deste
propósito é de fundamental importância, pois pesquisas sobre ensino/aprendizagem
apoiadas em tecnologias precisam ser expostas e discutidas, para melhorá-las, e assim
torná-las realmente ferramentas estratégicas para a implantação do modelo de educação
com que todos nós que estamos aqui compartilhamos, qual seja, “aprendizagem ativa”.
Este ano o Simpósio Hipertexto reúne mais de 500 apresentadores, vindos de todas
as regiões do Brasil e de instituições de pesquisa de quase todos os Estados da Federação,
somando um total de 750 inscritos. Compactamos o evento em dois dias para assim
diminuir os custos e otimizar a vinda de todos principalmente neste momento de verbas
escassas. Além de preservarmos todas as atividades acadêmicas (Conferências
Internacional e Nacional, Mesas-Redondas, Comunicações Individuais e Coordenadas,
Pôsteres, Oficinas), com a qualidade de sempre e mantermos a oferta do Prêmio Artes
Digitais e Aplicativos Educacionais, criamos o “Debate no Megafone” e o “Cine
Hipertexto”. Essas novas atividades visam dinamizar e horizontalizar as discussões sobre o
papel das novas tecnologias nos ambientes escolares e diversificar as opções acadêmicoculturais relacionadas aos nossos eixos temáticos.
Ao final, como já é tradição, será divulgado o ganhador do Troféu Luiz Antonio
Marcuschi por jovens pesquisadores de graduação, autores e apresentadores de Pôsteres
Digitais. Acreditamos que este é incentivo importante para fomentar jovens talentos a se
tornarem pesquisadores e educadores produtivos.
Renomados pesquisadores nacionais e internacionais (Estados Unidos e Canadá)
experts na temática farão palestras em português e inglês com tradução simultânea. Nas
mesas-redondas, temas contemporâneos sobre o impacto das tecnologias na educação
serão discutidos por estudiosos criteriosamente convidados pela organização.
Uma grande estrutura está montada no Centro de Artes e Comunicação da UFPE
onde podem ser encontradas, por exemplo, a Expo Artes Digitais e Aplicativos Educacionais
com os dez melhores trabalhos inscritos no Prêmio, stands de livrarias, feirinha de
artesanato, praça de alimentação com “foodtrucks”, e uma grande tenda armada no jardim
do Centro de Artes e Comunicação para acolher a atenta audiência das conferências do
evento.
Pensando no seu conforto e comodidade, dispomos de Wi-Fi e oferecemos traslado
Hotel-UFPE-Hotel. Ambos os serviços não terão quaisquer custos adicionais. O ônibus sairá
pontualmente às 7h 15 min. da manhã do hotel oficial do evento (Recife Praia Hotel). Fique
atento e não se atrase. Lembre-se também que, durante o evento, a nossa comunicação
será feita intensamente pelas redes sociais. Cadastre-se em nosso Facebook, Twitter
Instagran e Flickr e receba as novidades do evento em tempo real.
Toda a equipe de organização, com seus mais de 60 colaboradores, se coloca à
disposição para ajudá-lo durante todo o Simpósio. Estamos felizes com a sua vinda ao
evento de tecnologias na educação mais inovador do Brasil.
Prof. Dr. Antonio Carlos Xavier
Curador e Coordenador Geral do evento
PROGRAMAÇÃO GERAL 6O. SIMPÓSIO HIPERTEXTO E 2 O. COLÓQUIO
EDUCAÇÃO COM TECNOLOGIAS
07 e 08 de dezembro de 2015
A partir das 7h
Credenciamento e entrega de material
Hall do Centro de Artes e Comunicação
8h às 9h30
Oficinas
Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação
9h30 às 10h30
Conferência 1 - Prof. Bruno Campagnolo (PUC – PR)
Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação
10h30 às 12h30
Sessões de Comunicação
Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação
12h30 às 13h30
Almoço + “Debate no Megafone” + Cine Hipertexto
Hall do Centro de Artes e Comunicação e Auditório Evaldo Coutinho (2º andar)
13h30 às 15h30
Sessões de Comunicação
Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação
15h30 às 17h
Mesas - Redondas e Pôsteres
Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação
17h
Abertura Oficial
17h
Conferência 2 - Prof. Dr. John Keller (Universidade da Flórida)
Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação
18h
Apresentação Cultural – Fuzuê
18h45
Lançamento de livros
Hall do Centro de Artes e Comunicação
19h30
Traslado do ônibus da UFPE para Hotel
Avenida em frente ao Jardim do Centro de Artes e Comunicação
08 de dezembro de 2015 – Terça-feira
Horário
Atividade
8h
Credenciamento e entrega de material
Hall do Centro de Artes e Comunicação
8h às 9h30
Oficinas
Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação
9h30 às 10h30
Conferência 3 - Prof. Dr. Marco Silva (UERJ)
Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação
10h30 às 12h30
Sessões de Comunicação
Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação
12h30 às 13h30
Almoço + “Debate no Megafone” – Hall do Centro de Artes e Comunicação
Ou
Almoço + Cine Hipertexto – Auditório Evaldo Coutinho (2º andar)
13h30 às 15h30
Sessões de Comunicação
Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação
15h30 às 17h
Mesas-Redondas e Pôsteres
Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação
17h
Conferência 4 – Prof. Dr. Nelson Pretto (UFBA)
Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação
18h
Entrega de Prêmios: Troféu L. A. Marcuschi e
Artes Digitais e Aplicativos Educacionais e Encerramento.
Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação
19h
Traslado do ônibus da UFPE para Hotel
Avenida em frente ao Jardim do Centro de Artes e Comunicação
Oficina 01
Tema: Ideias e estratégias para tornar o pensamento visível e avançar no conhecimento
coletivo
8h às 9h30
Ministrante: César Nunes – USP
07 e 08/12
Local: Miniauditório 01 (Térreo)
Oficina 03
Tema: Ferramentas e estratégias de busca para a aprendizagem
8h às 9h30
Ministrante: Lafayette Batista Melo (IFPB)
07 e 08/12
Local: Auditório Evaldo Coutinho (2 . andar)
Oficina 04
Tema: Recursos Educacionais Abertos: promovendo mudanças na prática pedagógica
8h às 9h30
Ministrante: Angela Maria de Almeida Pereira (UFPE)
07 e 08/12
Local: Miniauditório 02
Oficina 05
Tema: Design de espaços colaborativos para professores
8h às 9h30
Ministrante: Alessandro Lima (UFPE)
07 e 08/12
Local: Miniauditório 02
Oficina 06
Tema: Implementando a sala de aula invertida
8h às 9h30
Ministrante: Bruno Campagnolo (PUC-PR)
o
Local: Miniauditório 02
Conferência 01
Tema: Sala de aula invertida no Brasil
9h30 às 10h30
Prof. Bruno Campagnolo (PUC-PR)
07/12/2015
Local: Tenda
Jardim
Nesta conferência definiremos no contexto atual a Sala de Aula Invertida e sua evolução enquanto
modelo de Aprendizagem Invertida, portanto diferente e inovadora. Após esta contextualização
inicial, exporemos também exemplos de aplicações reais principalmente no contexto universitário,
mostrando opções de ferramentas adequadas à criação de videos, disponibilização destes on-line e
sinserção de perguntas e outras ferramentas de interações pré-aula. Abordaremos os modos de
planejamento, geração e formatação de videoaulas para uma abordagem invertida através da
explicação das formas de criação por meio de sugestão de ferramentas. Faremos a contextualizada
de quando e onde poderão ser implementadas a sala de aula invertida de maneira adequada à
realidade brasileira, de acordo com as condições técnicas e pedagógicas de cada participante.
Conferência 02
Strategies for Motivational Design with a Flipped Learning Example*
17h às 18h
Prof. Dr. John Keller (Universidade Estadual da Flórida (EUA)
07/12/2015
As teachers, researchers, and instructional designers we get very excited about the possibilities
offered by e-learning, MOOCs (massive open online courses), and other technology innovations that
can be implemented in distributed as well as face-to-face settings. Why, we might ask, are the
students sometimes not as excited? Often they are at first, but if they receive boring, irrelevant, or
confusing content they become demotivated as soon as the novelty effect of the new technology
innovation goes away. Thus, a key question is, given the many challenges that exist with so many
types of learners and differing learning environments, is it even possible to systematically stimulate
and sustain learner motivation? On the one hand it is not possible to control the motivation of all
students, but there is a systematic motivational design process that is built on a foundation of
motivational concepts and principles that provide guidance on how to generate positive motivation
among most students. It can be learned by course designers and instructors and it has been
validated numerous times in many countries and with many types of learning environments including
educational, industrial, and military settings. This motivational design process can also be applied in
the design and delivery of virtually all types of delivery systems including online learning, blended
learning, flipped learning, and print-based self-instruction. This presentation will provide an overview
of the ARCS (attention, relevance, confidence, satisfaction) motivational design model which has
been expanded to include the concept of volition and is now called the ARCS-V model. Following an
explanation of the conceptual foundation and design process that comprise the model, the
presentation will address several areas of research and application with an elaborated example of
modifying a traditional classroom module of instruction into a flipped learning approach.
Local: Tenda
Jardim
*Haverá tradução simultânea do Inglês para o Português pela Profa. Fatiha Parayba. Se for precisar,
pegue o rádio de recepção no hall do CAC com 10min. de antecedência)
Conferência 03
Tema: Sala de aula invertida e Sala de aula interativa: defesa da docência fortalecida
9h30 às 10h30
Conferencista: Prof. Dr. Marco Silva (UERJ)
08/12/2015
Local: Tenda
Jardim
As tentativas de superação da docência baseada na prevalência da oratória do mestre são bemvindas, tendo em vista que esse modus operandi não mais se sustenta diante das teorias
pedagógicas comprometidas com a educação autêntica e com o perfil cognitivo e comunicacional
dos aprendizes. Vygotsky e Freire, por exemplo, sustentam a aprendizagem baseada na interação
e na dialógica e não na recepção solitária dos conteúdos de aprendizagem apresentados pelo
professor. A abordagem chamada “sala de aula invertida” parece atenta a tudo isso e busca o
protagonismo dos aprendizes. Ela opera a partir do pressuposto de que o tratamento dos
conteúdos de aprendizagem ocorre principalmente fora da sala de aula e deve ser uma tarefa
compartilhada entre os alunos em sala de aula com acompanhamento docente em vez do trabalho
exclusivo do professor. Ainda que bem-intencionada quanto à superação da centralidade do
mestre, essa abordagem pode resultar em minimização da autoria docente. A abordagem da “sala
de aula interativa”, também atenta à necessidade de superação da “pedagogia da transmissão”,
contempla, dentro e fora da sala de aula, o protagonismo dos aprendizes e do professor, entendido
como coautoria na construção da comunicação, da aprendizagem e da formação. Nessa
abordagem, a mediação docente não se basta com a inversão da centralidade e tampouco com o
professor “guia”, “facilitador”, “administrador do trabalho discente”. Igualmente protagonista, ele não
abre mão de sua especificidade autoral: a) promove a coautoria intencional e complexa da emissão
e da recepção na construção da comunicação e do conhecimento; b) garante no desenho dos
conteúdos de aprendizagem hipertextualidade e conectividade; c) propicia múltiplas
experimentações, múltiplas expressões autorais e colaborativas; d) provoca situações de
inquietação formativa; e e) desenvolve coletivamente rubricas e práticas de avaliação processual e
formativa. A conferência pretende tensionar as duas abordagens em defesa da docência fortalecida
na sala de aula presencial e online.
Conferência 04
Ciência Aberta, Recursos Educacionais Abertos para uma Educação Aberta
17h às 18h
Prof. Dr. Nelson Pretto (UFBA)
08/12/2015
A internet acabou de fazer seus 20 anos. Um(a) menino(a) jovem, ainda em fase de afirmação e…
já querem enquadrá-la, impedindo-a de ser a portadora da liberdade e querendo nos aprisionar em
modelos de negócios incompatíveis com o digital contemporâneo. A cultura digital, potencializada
pelas redes de informação e comunicação, é a cultura do contemporâneo. Começamos a nos
deparar com um quantidade significativa de experiência que consideram a a transparência e
abertura dos dados, o acesso aberto às publicações, o uso dos softwares e hardwares livres, a
produção de recursos educacionais abertos, e, tudo isso, junto, fazendo o que vem sendo
denominado de Ciência Aberta. Assim, podemos perceber que o Aberto ganhando espaço em
relação ao fechado, em relação às restrições e a artificial escassez de informação. A educação
precisa estar atenta a tudo isso e a escola, essa sim, fortalecida, precisa e já está sendo
repensada. Esta é a nossa proposta nesta conferência.
Local: Tenda
Jardim
MESAS-REDONDAS NOS DIAS 7 e 8 de dezembro de 2015
MESA-REDONDA 01 – BULDING CULTURAL CAPACITY FOR INNOVATION
MEDIADORA: Profa. Dra. Fatiha Parayba
(Obs. Haverá tradução simultânea do Inglês para o Português pela Profa. Fatiha Parayba. Se for precisar, pegue o
rádio de recepção no hall do CAC com 10min. de antecedência)
Data: 07/12
15h30 às 17h
Local:
Miniauditório 1
(Térreo)
Knowledge building: importance and issues through the analysis of three practical
implementantion cases in Brazil
Prof. Dr. César Nunes (USP)
The importance of knowledge building at the level of teachers´ practices is presented in connection to a
large scale implementation aiming the development of 21st century skills. Assymetries, evolution in cycles,
network self-regulation are identified and shown to be part of a natural process of knowledge
advancement. A second example explores the use of the collaborative environment "Knowledge Forum"
for self-assessments based on rubrics and evidences that lead to cultural capacity to advance knowledge.
The third example is a large scale implementation to develop creativity and critical thinking in Brazilian
schools in connection to a OCDE program that involves other 15 countries. It is shown how knowledge
building brings the necessary coherence for principle-based transformations, evaluation, and professional
development.
Knowledge for the public good
Profa. Dra. Marlene Scardamalia e Prof. Dr. Carl Bereiter (Universidade de Toronto - Canadá)
Along the history of advancing knowledge-building several multi-nation groups stand out. Some of them
can be identified and promoted as hubs of innovation and play an important role in the design and
development of a network that builds cultural capacity for innovation. Technology optimized for knowledge
creation, professional development and embedded assessment that empower students are key
ingredients for capacity building. Bringing knowledge-bulding discourse to open and free educational
resources allows increasing the effectiveness of MOOCs through collaborative knowledge building by
users. Other current strategies include the creation of a knowledge building data bank and actions to
inform the public.
MESA-REDONDA 02 – “LIVRO DIGITAL: PRESENTE E FUTURO”
MEDIADORA: Profa. Dra. Maria José Luna (UFPE)
Data: 07/12
15h30 às 17h
Papiro, papel, pendriver: variações culturais
Prof. Dr. Lourival Holanda (EDUFPE)
Local:
Miniauditório 2
(Térreo)
Em pleno arrojo da virada virtual na cultura contemporânea, não seria ocioso juntar ao entusiasmo,
algum questionamento. Como a imprensa nascente acarretou consequências culturais consideráveis, a
inovação técnica sempre inclina os valores sociais – depois de passado a excitação utópica, prevendo
nela panaceia. O modo de ensinar [com melhores meios], de ler [com maior largueza de recursos
cognitivos], de entender o mundo [com cruzamento simultâneo de saberes] alarga possibilidades
criativas reais. A edição digital subverte a estática do livro, dinamizando-o. Inquietação de uns, excitação
de tantos. Avançamos com custo: receio de perder as referências; mas não há renovação sem perda;
nem, pensamento, de fato, sem aposta. Como o Anjo da história, de Paul Klee: tendo o passado sob os
olhos, apostamos no imprevisível.
Processo editorial do livro didático digital:entre luzes e sombras
Profa. Me. Francisca Paris (Pluri Educacional – Sistema Ético Saraiva)
Em meio ao, ainda novo, mercado do livro digital, vemos aparecer novas demandas em uma
significativa especificidade editorial: a produção de didáticos digitais. As Tecnologias Digitais de
Informação e Comunicação (TDIC’s) instituem novos perfis de leitura, e as pessoas estão se
relacionando de modo diferente com o portador textual. A escola também deveria acompanhar essas
novas práticas de leitura e aprendizagem , porém, na escola, a cultura digital ainda não mostrou (salvo
exceções) avanços significativos. Um material didático que atenda as necessidades da população
escolar é uma solicitação constante às editoras, que se encontram diante de um desafio: estabelecer
uma produção editorial híbrida (livro impresso e digital) e conceber materiais que se apresentem como
"pontes" entre o velho e novo fazer pedagógico escolar. No presente diálogo, buscarei explanar esse
cenário do livro didático digital, do ponto de vista editorial, e as alternativas que estão sendo colocadas
por ele.
Livro digital: entre o passado e o futuro que ainda não chegou
Prof. Dr. Fábio Mascarenhas (UFPE)
Os avanços tecnológicos proporcionaram o desenvolvimento de novos produtos e serviços relacionados
ao registro e disseminação do conhecimento. O livro, que desde os primórdios em tábulas de argila, tem
modificado sua estrutura, formato e características de impressão, ainda mantem a primazia dos leitores,
seja como objeto de aprendizado e/ou alternativa de lazer. Nas últimas décadas temos acompanhado a
evolução das tecnologias digitais, que permitiram mudanças significativas num novo conceito dos livros,
que deixou de ser composto de átomos, para ser materializado em bytes. Também foram incorporados
novos recursos, tais como dispositivos de edição, visualização, e acesso a editoras via internet, e
recursos multimídia. Entretanto, estatísticas de vendas de livros, no Brasil e no mundo, revelam que,
enquanto há crescimento do mercado editorial de livros impressos, a comercialização de livros
eletrônicos é aquém do que se previu alguns anos atrás. Então, quais os motivos que tem influenciado
na baixa adesão dos e-books?
MESA-REDONDA 03 – LINGUAGEM, TECNOLOGIAS E PRÁTICAS SOCIAIS
MEDIADORA: Profa. Dra. Simone Aubin (UFPE)
Data: 07/12
As Redes Sociais e as inovações discursivas
9h30 às 15h30
Local:
o
LEP (2 . andar)
Nelly Medeiros de Carvalho (UFPE-UNICAP)
A chegada da internet na vida cotidiana dos cidadãos comuns trouxe, agora, no século XXI, uma
verdadeira revolução nos modos de relacionamento. Consequentemente, a comunicação ganhou novas
formas. A linguagem, como matéria e tecnologia da comunicação humana, vem recebendo os efeitos
dessa revolução. As decorrências dessa mudança na interação vêm imprimindo suas marcas tanto no
uso material da língua quando em sua esfera discursiva, onde ocorrem as representações dos sujeitos da
era da participação. Este estudo pretende analisar a face lexical e discursiva da linguagem no meio de
comunicação do século XXI: a internet. Na primeira parte do trabalho, fazemos uma reflexão baseada nas
ideias do linguista David obre as implicações do uso da internet na língua . Na segunda parte, serão
analisadas algumas configurações da linguagem, com as consequentes inovações discursivas.
Tecnologias de Digitais e o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa
Profa. Dra. Roberta Caiado (Unicap)
O presente trabalho buscou investigar o processo pedagógico que envolve o discurso e as práticas dos
professores de Língua Portuguesa (LP); como eles utilizam as tecnologias digitais (TDIC) no ensinoaprendizagem de LP, nos anos finais do Ensino Fundamental. Em seu marco teórico, a pesquisa se
inscreve nos estudos sobre transposição didática e informática, letramento digital, assumindo como
perspectiva teórica a linguagem em sua natureza social e dialógica. Realizamos um estudo que se
propunha a conhecer a formação e as concepções dos professores de LP relacionadas às TDIC; e um
segundo estudo no qual observamos a concretização desses discursos, a partir da observação das aulas
de três professores participantes do estudo anterior. Estabelecemos categorias de análise (BARDIN,
1979); aplicamos questionários e entrevistas em seis professores pertencentes às redes federal, estadual
e privada; observamos aulas de três professores, sendo um de cada rede de ensino. Os resultados
sinalizaram para a falta de formação do professor de LP para a utilização das tecnologias digitais nas
dimensões de uso pessoal, profissional e na sua prática pedagógica. Constatamos a necessidade de a
instituição escolar modificar seus currículos de LP e assumir, em seu projeto político pedagógico, as
tecnologias enquanto elementos estruturantes de novos processos educativos.
Linguística Computacional e o estudo da Língua Portuguesa
Dra. Francimary Macêdo Martins (UFMA/ABEHTE)
A Linguística Computacional (LCOMP) vem contribuindo significativamente para novas pesquisas
geradas do cruzamento entre a Linguística e as Ciências da Computação, especificamente com a
Inteligência Artificial (IA), promovendo o estudo científico da linguagem a partir de uma perspectiva
computacional. A LCOMP está incorporada em vários sistemas operantes do processamento da
linguagem como: reconhecimento de fala, sintetizadores de fala, sistemas de resposta de voz, motores
de busca da WEB, editores de textos, tradutores online, banco de dados de ensino de línguas, dentre
outros. O desenvolvimento de recursos computacionais com contribuições da IA fez com que a LCOMP
se concretizasse enquanto uma área que se ocupa da tecnologia linguística necessária para o processo
computacional da linguagem, sendo utilizada para várias aplicações. Esses recursos tecnológicos são
conhecidos como “recursos linguístico-computacionais”. Algumas dessas tecnologias estão à disposição
dos pesquisadores e usuários para o trabalho com a Língua Portuguesa. Além de bancos de dados
disponíveis em diversos repositórios abertos para comunidade acadêmica no mundo inteiro, a LCOMP
possibilita também a manipulação desses dados com várias aplicações. Esta apresentação tem como
objetivo demonstrar as possibilidades de se trabalhar com os robustos bancos de dados disponíveis para
o trabalho científico na área de Língua Portuguesa e Literatura, com o auxílio da LCOMP e da Linguística
de Corpus, bem como relacionar os etiquetadores automáticos (abertos e ou programados) que realizam
análise morfossintática automática de textos.
MESA-REDONDA 04 – AMBIENTES DIGITAIS DE APRENDIZAGEM, RETÓRICA E COGNIÇÃO
MEDIADORA: Profa. Dra. Simone Reis
Data: 08/12
15h30 às 17h
Motivation and Active Learning in a Variety of Learning Settings
Prof. Dr. John Keller (Universidade Estadual da Flórida – EUA)
Local:
Miniauditório 1
(Térre)
This round table discussion will focus on motivational strategies and technology innovations that promote
active learning in a variety of learning settings including classrooms, blended learning, and distributed
learning. Depending on the interests of the participants, the round table moderator will provide examples
including motivationally adaptive computer assisted instruction (CAI), reusable motivational objects, the
clinical use of motivational messages, the use of pedagogical agents to support motivation as well as
learning, the use of emotionally-based versus cognitive motivational support strategies to promote
students’ confidence, and/or personal examples from the moderator’s many years or experience with
teaching in a variety delivery settings. Each of these areas has been supported by one or more empirical
studies and all of them offer opportunities for additional R & D. Participants in this round table will be
encouraged to provide examples from their experiences.
A Retórica Digital em Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Prof. Antonio Carlos Xavier (UFPE)
Na Internet as linguagens (verbal + visual + sonora) são mescladas nos dispositivos e suportes de
informação (desktops, notebooks, tablets e smartphones) que contém APPs e outros softwares,
permitindo interações e trocas de saberes de forma inédita. Essa convergência de linguagens em
dispositivos digitais têm levado os sujeitos a produzirem mensagens cada vez mais singulares e
plurissemioticamente organizadas. Tomando como referências a Retórica Clássica Aristotélica e a Nova
Retórica de Perelman, tem-se hoje um diferente modo de enunciar e argumentar no espaço virtual que
tem sido chamada de Retórica Digital. Para além das comunicações pessoais, a escola tem sido
desafiada a usar essa Retórica Digital para alcançar os aprendizes, nascidos em meio a tantos gestos
digitalizados. Como se caracteriza a Retórica Digital? Qual o papel da Retórica Digital nos processos de
aprendizagem com App e objetos digitais de aprendizagem? Quais as (des)vantagens de sua
apropriação pelos professores e estudantes? Como deve a Retórica Digital ser utilizada nos ambientes
virtuais de aprendizagem? sugerir respostas a tais questões são os objetivos deste trabalho. Uma
análise prévia sugere que essa Retórica está cada vez mais acessível e presente nos materiais
educacionais e são bem recebidos pelos aprendizes que têm mais facilidade para dominá-los e usá-los
no cotidiano dentro e fora da sala de aula.
Processos Cognitivos da/na aprendizagem em espaços diversos
Prof. Dr. Edmilson Borborema (UFPE)
Esta discussão tratará de questões relativas aos aspectos cognitivos em ação durante o processo de
ensino e aprendizagem em ambientes pertinentes diversos. As possibilidades de ensino e aprendizagem
mediadas por espaços que vão além da sala de aula tradicional e de recursos que inovam essa trama a
cada dia que passa são alvo de questionamentos e estudos que tentam precisar o lugar e o agir do
professor, do aprendiz, assim como dos próprios espaços e recursos envolvidos na empreitada.
Exemplos de situações e ações que perfazem este universo serão oferecidas no intuito de uma melhor
compreensão do assunto e questionamentos afins serão levados em consideração ao longo da
discussão.
MESA-REDONDA 05 – “CINEMA, MÚSICA E FOTOGRAFIA NA ERA DIGITAL: o que é e como se faz?”
MEDIADORA:. Profa. Dra. Siane Gois (UFPE)
Data: 08/12
15h30 às 17h
Cinema e pós-cinema: o impacto da digitalização no audiovisual
Prof. Dr. Paulo Cunha (UFPE)
Local:
Miniauditório 2
(Térreo)
Os cenários do cinema e do audiovisual vivem, atualmente, um processo de intensas transformações por
conta do acelerado processo de digitalização. A rigor, diante de certas mudanças, é possível começar a
pensar na superação de um modelo constituído desde o final do século XIX e vigente até o final do século
XX, baseado num dispositivo analógico de captação, distribuição, projeção e fruição. O novo dispositivo
pressupõe mobilidade, multiplicidade de telas, distribuição multiplataforma, entre outros aspectos.
O Que a Música Tem a Ensinar às Inovações da Era Digital?
Prof. Dr. Giordano Cabral (UFPE)
A indústria fonográfica foi uma das primeiras a quebrar com a era digital. O mp3, a Internet, o
compartilhamento de arquivos direto entre usuários, os players digitais, criaram uma revolução que
obrigou gravadoras, artistas e produtores a se reinventarem. Este fenômeno se repetiu e se repete em
outras áreas, como o cinema e o mercado editorial. Ele forma um padrão, com lições importantes a
serem aprendidas e que tem forte impacto em áreas como a educação.Serão vistos projetos inovadores
realizados na área de música por meio de novas mídias, como jogos, aplicativos e sistemas
educacionais, e como estes trouxeram maior valor aos artistas e sua música. Por fim, será visto como
isso pode ser transposto para outras instâncias, sucitando a discussão entre os participantes e com
público.
Seis sintomas de consolidação da fotografia digital
Prof. Dr. José Afonso Jr. (UFPE)
A partir de fotografias presentes em editoriais e de transformações observadas em material recolhido
para aulas ou em exposições, apresentaremos seis sintomas de transformação das bases da fotografia
que perpassam o digital, apesar de não serem exclusivas dele. Recorremos a exemplos contemporâneos
de modo a ilustras as possibilidades em prática e latentes de utilização da fotografia para além do
realismo predominante, registro da memória, prova do acontecido. Alternativas agora situadas no campo
da performance e que liberam a fotografia da necessidade de se legitimar a partir do documento visual.
MESA-REDONDA 06 – “HIPERTEXTO E MEDIAÇÃO NA LINGUÍSTICA DE CORPUS E
NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS”
MEDIADORA: Prof. Dr. Alberto Poza (UFPE)
Data: 08/12
15h30 às 17h
Local:
o
LEP (2 . andar)
Hipertexto e novas tecnologias: causas e potencialidalidades - soluções
Prof. Dr. Alvino Mozer (UNINTER)
As resistências são analisadas sob a perspectiva da inadequação da ACOMODAÇÃO (Michel LEBRUN)
e também à luz do construto da CONSCIÊNCIA POSSÍVEL (de Lucien GOLDMANN). Considerar-se-ão
as contribuiçoes de Jesús Martín BARBERO sobre mediação cultural. Trataremos do hipertexto e da
linguística de corpus: uma união profícua. O objetivo desta apresentação e investigar a possibilidade de
analisar hipertextos visando observar a densidade lexical, ou seja, a riqueza vocabular de tais textos,
tendo como base os preceitos da linguística de corpus. Tomou-se como corpus, hipertextos acadêmicos
extraídos de rotas de aprendizagem usadas em um curso de Letras - Língua Portuguesa, e respectivas
literaturas e usou-se o software WordSmith Tools, de Mike Scott, versão 4. Os resultados serão aqui
apresentados
O Hipertexto e a Linguística de corpus: uma união profícua
Profa. Dra. Tereza de Souza Lima (UNINTER)
O objetivo desta pesquisa é investigar a possibilidade de analisar hipertextos visando observar a
densidade lexical, ou seja, a riqueza vocabular de tais textos, tendo como base os preceitos da linguística
de corpus (Berber Sardinha, 2004; Camargo, 2005). Tomou-se como corpus, hipertextos acadêmicos
extraídos de rotas de aprendizagem usadas em um curso de Letras - Língua Portuguesa e respectivas
literaturas e, para análises quantitativas e qualitativas, usou-se o softwareWordSmith Tools, de Mike
Scott, versão 4.
O Hipertexto e a navegação de webcomics
ProF. Dr. Rodrigo Otávio dos Santos (UNINTER)
O presente trabalho pretende explicar a navegação hipertextual das histórias em quadrinhos digitais,
também chamadas webcomics, e apresenta-las como elementos de ensino-aprendizagem. Para tanto,
utilizaremos tanto teóricos de histórias em quadrinhos, como Ramos, Fagin e Mendo quanto teóricos de
hipermídia e cibercultura, como Levy, Lemos e Memória e também novos teóricos da educação digital,
como Prensky, FIlatro e Mattar. Para melhor ilustrar nossa pesquisa, nos utilizaremos de um dos mais
populares webcomics brasileiros, o www.malvados.com.br, do autor carioca André Dahmer. No artigo
buscamos entender o modelo de funcionamento do website que agrega as tirinhas diárias do autor, bem
como a forma que este foi realizado, já que esta nos parece por demais simples e acessível. Ao nos
depararmos com o website e as tirinhas, tentaremos mostrar como este tipo de navegação e este tipo de
suporte pode ser utilizado também em sala de aula por educadores para ajudar no processo ensinoaprendizagem.
6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação
2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Aprendizagem aberta e invertida
CRIAÇÃO DA MARCA
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 01
Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente
relacionada ao tema da edição. Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às
Ferramentas
tecnológicas e aprendizagem de línguas
práticas de educação aberta e sala de
aula invertida.
Data
Márcia Aparecida Silva (UEG)
Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de
07/12
papel que alcançam
liberdade
quando
decidem
pensar odiferente,
pensar fora
da caixa.
Esses aviões, que
Com este atrabalho,
objetivo
discutir
e relacionar
uso de tecnologias
digitais
e a aprendizagem
da língua
Hora representam
inglesa.
A
ferramenta
tecnológica
selecionada
para
essa
pesquisa
foi
o
VOKI,
que
possibilita
a
criação
a figura do professor e do aluno, voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse de
10h30 às 12h30 avatares personalizados, com diferentes sotaques e, também, gravação da própria voz. O interessante
novo ambiente
cheiodiferentes
de recursos
tecnológicos
que os ajudam
ensinar
e a aprender
os lugares.
de haver
sotaques
é a possibilidade
de oaaluno
perceber
que a alternando
língua inglesa
não se restringe
Local:
aos sotaques
americano
e através
britânico.daConforme
Rajagopalan
(2010)
não se pode
maisoutside
pensar the
a língua
A história
que queremos
contar
imagem toma
como base
a metáfora
Thinking
Sala Hipertexto
inglesalivre:
como
algo fora
de um
só lugar,
masdiferente.
como algo
plural, em
queconsideração
pertence a uma
série
box, em tradução
pensar
da caixa,
pensar
Levamos
ideias
quede
vãopessoas
desde que
01
utilizam essa língua para se comunicarem, esse conceito plural pode ser compreendido como inglês
a liberdade mundial,
presenteou
noseja,
conceito
Educação
Aberta,
passando
empoderamento
aluno
que trabalha
uma de
língua
que não
pertence
a umapelo
nação
apenas, mas a do
quem
a utiliza
em seu dia a
o
(2 . andar)
dia. Apara
pergunta
norteadora darealmente
pesquisa eficaz.
foi: Quais as possibilidades pedagógicas de se utilizar o VOKI
com o professor
uma aprendizagem
nas aulas de Língua Inglesa? O contexto da pesquisa foi uma disciplina de Língua inglesa em uma
Em alusão
ao conceito de Sala de aula invertida pensamos nos aviões que voam juntos, em direção a um
Universidade Estadual de Goiás e os dados foram coletados no ano de 2015. Os resultados iniciais
mesmo objetivo
– a aprendizagem
– mas estão
dispostos
de forma
espelhada,
flippada.
A ideia eaqui
é mostrar
mostram
que utilizar ferramentas
digitais
colabora
bastante
para com
a autonomia
interação
entre os
alunos.
que a inversão proposta pelo conceito não é uma oposição, mas uma coalizão de forças.
Narrativas colaborativas e transmidiáticas em aulas de literatura
no ensino municipal de Senador Canedo
Elisabete Teles Marino (IPOG)
O tema do meu trabalho é Narrativas colaborativas e transmidiáticas em aulas de literatura no ensino
municipal de Senador Canedo. Neste artigo me propus analisar a narrativa transmidiática e relatar
experiências de narrativas colaborativas em produções literárias de alunos da rede municipal de ensino
no município de Senador Canedo, localizado na Região Metropolitana de Goiânia, a partir de uma análise
do Projeto E se eu fosse o autor?. O referido projeto incentiva o uso das mídias digitais como ferramentas
pedagógicas, valorizando a aprendizagem colaborativa e a cultura digital. Propõe a construção coletiva
de novas histórias, tendo como base inicial a leitura de livros literários em sala de aula, na Biblioteca
Municipal da cidade e no laboratório de informática da biblioteca. Abordei conceitos essenciais, tais como
transmídia, cultura da convergência, inteligência coletiva, expansão tecnológica e mudança do processo
comunicacional, baseado na interatividade e na comunicação em rede. E recorri a vários autores dando
destaque ao psicólogo Gardner (1995) e sua teoria sobre as inteligências Múltiplas (IM) e a JenKins
(2009) ao debater sobre cultura da convergência, mostrando que a cultura contemporânea se afirma pela
sua distribuição em várias plataformas.
Estratégias de produção textual em webfólios:
diversidade e autonomia na avaliação da aprendizagem
Djárcia Brito de Santana (UNEB)
Com vistas à avaliação do registro da prática escrita e a verificação da aprendizagem, no percurso da
disciplina Prática Pedagógica do curso de Letras/Português, valemo-nos de uma proposta de construção
de Portfólios. Estes, por se situarem no ciberespaço, vieram a se tornar Webfólios. Logo, a presente
comunicação, trata-se de um relato de experiência que pretende explanar sobre os desafios sustentados
ou superados, bem como a respeito da relação dos estudantes com outras formas de avaliar, a qual
ainda não haviam sido submetidos, até aquele semestre. O universo conceitual que nos amparou, como
ponto de partida, foi a ideia de ciberespaço a que reporta Levy (1999), assim como o conceito de portfólio
trazida por Villas Boas (2004), que o define como uma seleção de conteúdos significativos no processo
de aprendizagem, em que se exige uma postura ativa dos atores envolvidos, onde a reflexão se constitui
parte fundamental no processo. Ao final, pudemos constatar uma potencialidade do recurso, haja vista as
possibilidades de interação entre os pares que, com atitudes colaborativas, passaram a desenvolver
estratégias de produção textual diversa daquela utilizada em um portfólio tradicional.
Ferramenta fórum e o ensino da EAD nas disciplinas de exata:
inserção de dispositivos para aumentar a interação no MOODLE
Allan Gomes dos Santos (IFAL); Luís Mercado (UFAL)
Ferramenta fórum e o ensino da EAD nas disciplinas de exata: inserção de dispositivos para aumentar a
interação no Moodle é um trabalho que retrata a necessidade de unir estratégias didáticas com TIC no
ensino superior como propostas de melhorar a interatividade da aprendizagem na ferramenta fórum na
plataforma Moodle. A matemática e outras disciplinas das ciências exatas nos cursos de EAD necessitam
ser munidas de melhores mecanismos de comunicação e interação para uma maior aprendizagem,
portanto, propomos que a ferramenta fórum não seja somente de texto, mas tenha um suporte de áudio
conjugando as mensagens de voz e texto com intuito que fomente a relação de comunicação no ensinoaprendizagem, e traga na relação aluno-tutor-professor mecanismos que façam um aprendizado mais
significativo por parte dos alunos que estudam as disciplinas de cálculos. Além disso, indicamos que todo
o manuseio desta ferramenta virtual com sua composição de mídias (voz/áudio) seja disponibilizado em
dispositivos móveis com recepção/transmissão direta em forma de SMS, trazendo rapidez e qualidade de
interatividade, e buscando um ambiente mais ativo nos estudos dos alunos das disciplinas exatas em
EAD que possuem muitas dificuldades teóricas e de até verbalizá-las no seu aprender.
Para além da aula de língua portuguesa: a Webquest e o aprendizado da leitura e da produção
numa proposta de sala de aula invertida
Fernanda Schneider (IFRS e PUC-RS), Lisiane Cézar de Oliveira (IFRS)
Neste estudo, temos por objetivo analisar a aplicação da Webquest no desenvolvimento de tarefas de
compreensão leitora e produção, numa proposta de sala de aula invertida (e adaptada). Para isso,
tomamos como suporte teórico os estudos de Dogde (1995) Lévy (1997) e Moran, Masetto e Behrens
(2013), entre outros, e a experiência da participação no “Grupo de Experimentação em Ensino Híbrido e
uso de diferentes tecnologias”, da Fundação Lemann e do Instituto Península (PORVIR, 2015).
Inicialmente, abordamos noções acerca do uso das diferentes tecnologias - mais especificamente da
Webquest - e as novas formas de organização dos ambientes de aprendizagem. Posteriormente,
analisamos a aplicação de uma Webquest a um grupo de participantes da rede pública de ensino da
região sul do país. E, por fim, apresentamos os resultados decorrentes das percepções da aplicação da
Webquest pelos professores envolvidos. Apesar da necessidade de adaptações nas diferentes realidades
educacionais de nosso país, a Webquest apresenta-se como uma ferramenta potencial no
desenvolvimento da compreensão leitora e da produção. E, nesse contexto, a sala de aula invertida
configura-se como um método que pode colaborar para a personalização do ensino e para o
desenvolvimento da autonomia do aluno.
A Socialização das metodologias ativa e colaborativa:
aprendizagem invertida na formação docente
Miguel Carlos Damasco dos Santos (AEDB)
O modelo de sala de aula tradicional, no qual o aluno recebe passivamente o conteúdo transmitido pelo
professor, está saturado. Outras metodologias devem ser empregadas para motivar a aprendizagem do
discente na cultura digital. O objetivo do estudo é fazer uma reflexão sobre a formação docente,
principalmente sobre a utilização de recursos tecnológicos nas práticas educativas. Além disso, a
adequada aplicação de técnicas e métodos apropriados pode ser um fator socializador e propagador para
melhoria do processo educacional. A proposta é colocar o aluno como protagonista de sua aprendizagem
(LITTO, 2010), e que seja favorecida a construção do seu conhecimento de forma colaborativa (LEITE et
al, 2005). Sobre aprendizagem na era digital, o estudo analisa também os conceitos de conectivismo
(MATTAR, 2013), de aprendizagem em rede (HARASIM et al, 2005) e, principalmente, sobre sala de aula
invertida (VALENTE, 2014). Nesse contexto, a pesquisa relata uma experiência realizada num curso de
graduação superior em formação de professores. Uma disciplina semipresencial sobre tecnologias na
educação foi adequada para a realização do processo descrito, não só pelo conhecimento para aplicar as
potencialidades das ferramentas tecnológicas disponíveis, mas também pela motivação para emprego de
metodologias que privilegiem atividades ativas e colaborativas.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 02
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
02
o
(2 . andar)
Experimentações do uso de mídias digitais na disciplina de Artes no 8º ano
Eli Lopes da Silva (UFSC/SENAC), Cleverton Fabiano Baldo (Centro Educ. Roberto Machado)
Este artigo apresenta os resultados baseados nas experimentações das mídias digitais na disciplina de
Artes no 8º. ano do ensino fundamental em uma escola de Rio do Sul/SC. Trata-se de parte de uma
pesquisa de doutoramento, em andamento, intitulada “Labirinto rizomático de experimentações com base
no uso de mídias digitais: professorpesquisador em etnopesquisa-formação”. Como problema da
pesquisa e em parte retratado nesse artigo, estão os processos de mediação conduzidos pelo
pesquisador com o professor, na perspectiva da etnopesquisa-formação, que possibilitam a esse
professor e aos demais na escola, construir experimentações que se transformam em experiências de
uso das mídias digitais, gerando significado e transcendência na perspectiva da Experiência de
Aprendizagem Mediada (EAM). Nas experimentações estão sendo usados objetos de aprendizagem
para o ensino dos conteúdos: Cubismo, Surrealismo, Dadaísmo, Expressionismo e Futurismo. Neste
trabalho são apresentados também os vídeos surreais criados pelos alunos e a forma como o professor
está recebendo a mediação pelo pesquisador. A alternativa encontrada para que os professores
pudessem construir suas experiências, o que inclui o professor de Artes, foi o pesquisador fazer junto
com eles, aprendendo juntos, construindo um percurso etno-formativo na pesquisa. E isso pressupõe ser
mediador no processo e não apenas intermediário.
O Cinema Nacional do Gênero Histórico e seu uso como suporte pedagógico
no ensino de História do Brasil: viabilidades e precauções
Wenderson dos Santos Couto (FAE-UFMG)
A História é um dos temas mais visitados pelo cinema nacional, que tem se tornado um mecanismo
divulgador da História Pública, porém nem sempre os conhecimentos históricos apresentados nas obras
cinematográficas são fidedignos aos conhecimentos produzidos na academia e disseminados nos
centros educacionais. Ocorre constantemente que o telespectador, por não possuir conhecimentos
básicos da linguagem cinematográfica, se torna um sujeito acrítico assumindo uma posição passiva
diante da obra. A presente comunicação, que é parte integrante de um estudo realizado no Mestrado
Profissional em Educação e Docência da FAE-UFMG, tem por objetivo discutir o uso do cinema nacional
do gênero histórico como suporte pedagógico no ensino de história do Brasil, analisando-o como texto
fílmico e, portanto, um gênero de discurso na concepção de Mikhail Bakhtin. A fim de evitar uma relação
“monoglóssica” entre a obra cinematográfica e o telespectador, pretende-se ao final desse estudo discutir
meios para o desenvolvimento de um letramento cinematográfico em sala de aula que se sustentará,
principalmente, nas contribuições de Roxane Rojo e Eduardo Moura acerca dos multiletramentos. Esse
trabalho desenvolver-se-á através de uma pesquisa-ação aliada à discussão bibliográfica.
O Uso da TDIC’s no Ensino de Literatura
Simone dos Santos Pinto de Assumpção Vieira (Colégio Pedro II)
Este trabalho busca refletir sobre a incorporação das tecnologias digitais de informação e comunicação
na prática docente, diretamente relacionada ao ensino de literatura no ensino médio. Tal reflexão
considera aspectos como a formação docente, o uso das TDIC’s que já são integrantes do quotidiano do
aluno e a necessidade de um currículo que não só considere, mas que se integre ao uso destas
tecnologias. Segundo os PCN’s, a vivência do aluno deve ser considerada e valorizada no ambiente de
aprendizagem. Portanto, saber utilizar a tecnologia trazida pelo aluno significa não só enxergá-la como
aliada, mas também como instrumento fundamental para uma aprendizagem de fato significativa para o
aluno e construtora de uma sociedade melhor. Faz-se necessário eliminar as distâncias entre o “mundo
do aluno” e o “mundo da escola”. O primeiro mundo tem acesso fácil e imediato à tecnologia, já o
segundo se recusa a aceitá-la em seu processo de aprendizagem, tornando-se obsoleto. É relatada aqui
a proposta de trabalho com turma do ensino médio cuja temática foi a teatralização de obras do
Machado de Assis e sua integração com o acervo tecnológico inerente ao aluno.
Mobile Learning e Aprendizagem Ativa no ensino de graduação
Danielle Pompeu Noronha Pontes (UEA)
A metodologia para utilização dos dispositivos móveis em sala de aula tem sido motivo de discussões e
divergências. A maioria dos professores não estão preparados para utilizarem estes dispositivos em sala
de aula. Os dispositivos móveis perdem sua utilidade no modelo convencional de ensino aonde o
professor é o detentor do conhecimento e o aluno um ouvinte passivo do processo ensino-aprendizagem.
Entretanto em um ambiente de sala de aula invertida e aprendizagem ativa os dispositivos móveis
(celular ou tablete) são de fundamental importância. Pode-se definir a sala de aula Invertida como um
modelo de ensino aonde a apresentação do conteúdo é realizada através de conteúdos digitais que
ficam disponíveis para os alunos através da internet. Em sala de aula, o professor utiliza o tempo para
tirar dúvidas e lançar projetos, problemas e desafios aos alunos, proporcionado uma aprendizagem ativa.
Este trabalho relata aplicação do conceito de aprendizagem ativa e mobile learning através da utilização
de uma Sala Samsung Smart School em uma disciplina do curso de Licenciatura em Informática da
Universidade do Estado do Amazonas. Como resultado conclui-se que o método de ensino aplicado
trouxe benefícios aos alunos que já possuem fortes características dos de nativos digitais.
Dispositivos móveis como parceiros nas práticas de ensino de inglês na sala de aula no IFRJ
Elza de Mello Ribeiro (IFRJ), Carla Cristina de Souza (IFRJ/PUC- Rio)
Com o avanço da tecnologia na contemporaneidade, o novo perfil de aluno na sala de aula da era digital
e a influência que um exerce sobre o outro, não há possibilidade de se pensar no processo educativo
sem que se contemple os recursos e instrumentos tecnológicos disponíveis como materiais didáticos
eficientes e eficazes no contexto educacional. A presente comunicação tem por objetivo compartilhar
uma dentre algumas experiências realizadas em sala de aula com uso de dispositivos móveis ligados à
rede wifi que propicie, não somente acesso a diferentes pontos de vista sobre um tópico, bem como o
posicionamento crítico do aluno frente ao tema em questão. Uma atividade dessa natureza tem a ver
com letramento digital, usos da tecnologia para acesso à informação, transposição da mesma em
conhecimento e, sobretudo, letramento crítico a partir de posicionamentos e argumentações. Os
conceitos acima mencionados dialogam com pressupostos teóricos de pesquisadores da área, tais
como: Kleiman (1995; 1998); Soares (2000; 2002; 2004) Xavier (2005); Dieb (2009) e Ribeiro(2012). A
partir de aulas que incorporem tarefas mutlisemióticas de cunho digital na metodologia a qual esteja
vinculada, os resultados esperados indicam alunos mais participativos e interativos entre si, com o
professor e com o assunto.
Mobile Learning: um estudo sobre o uso de aplicativos educacionais
para ensinar e aprender inglês
Thamiris Oliveira de Araujo (IFF)
As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) avançam a cada dia e já integram nosso
cotidiano social. A crescente popularização dos smartphones e a inserção dos tablets nas escolas nos
convidam a pensar sobre o processo de aprendizagem móvel dentro e fora do ambiente escolar. A partir
dessa demanda, a pesquisa proposta discute a relação entre os dispositivos móveis e a aprendizagem
da língua inglesa, em especial, através do uso de aplicativos educacionais. Tendo em vista a existência
de uma enorme quantidade de aplicativos para dispositivos móveis, gratuitos ou não, voltados para a
aprendizagem de inglês, o objetivo inicial da pesquisa é empreender um levantamento desses
aplicativos, analisando suas características gerais para o ensino de (1) leitura, (2) vocabulário, (3)
gramática, (4) compreensão oral, (5) escrita e (6) pronúncia. Outro objetivo deste estudo é investigar o
uso de aplicativos educacionais para o ensino e aprendizagem de inglês por professores e alunos do
Ensino Médio da rede pública da cidade de Maricá, localizada no estado do Rio de Janeiro. Busca-se,
assim, contribuir para a reflexão teórica e prática sobre as possibilidades e dificuldades do uso de
aplicativos educacionais para fins pedagógicos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 03
Data
07/12
Hora
10h30 às12h30
Local:
Sala Hipertexto
03
Redes sociais educativas: recursos que potencializam os projetos de pesquisa na universidade
Cecilio Bastos, Márcio Queiroz e Lana Krisna Morais (UNEB)
A interconexão generalizada entre indivíduos no ambiente virtual tem despertado o interesse acerca dos
efeitos provocados no comportamento das relações sociais. Com uma proposta educativa, surgem os
espaços direcionados a produção do conhecimento, promovido por interações em plataformas que
facilitam o aprendizado. Atualmente, o uso desse tipo de ferramenta não está mais condicionado a
conhecimentos técnicos complexos, aquisição de equipamentos, serviços de hospedagem etc. O
Edmodo é uma plataforma educativa de acesso livre e/ou versão paga, com interface similar à
microblogging, disponível em vários idiomas e dispõe de mecanismos que possibilitam a customização
o
(2 . andar)
de cada usuário. A The Capsuled é uma rede social educativa que dissemina conteúdo pelo ciberespaço
através de cápsulas. Dividida por categorias e estruturada como uma plataforma, cada membro
cadastrado pode publicar seus conteúdos para serem divulgados aos demais usuários da rede. Essa é
uma pesquisa comparada que realizou uma apreciação mais aprofundada das plataformas supracitadas
e aplicou as estratégias de investigação disponibilizadas pela Social Network Analysis (SNA). Ressalta
nos resultados alcançados, principalmente, o aumento da autonomia crítica dos membros dessas
comunidades na tomada de decisões e o manejo sobre as informações alocadas, encurtando as
adversidades e potencializando a construção coletiva do saber.
O Aplicativo Whatsapp como ferramenta de comunicação e estrátegia de interatividade em um
curso de mestrado da UFPE
Sebastiao Vieira (UFPE); Marcelo Sabbatini (UFPE)
O presente artigo apresenta uma proposta de utilização do aplicativo whatssap como ferramenta de
comunicação e estratégia de interatividade em um curso de mestrado em Educação Matemática e
Tecnológica – EDUMATEC – UFPE. Tendo como objetivo Investigar o processo de comunicação e
estratégia de interatividade dos alunos de um curso de mestrado através do aplicativo whatsapp. Já
como objetivos específicos analisar o uso do aplicativo whatsapp como ferramenta pedagógica;
apresentar o whatsapp como aplicativo de comunicação didático-pedagógica em um curso de mestrado;
compreender se o uso do aplicativo whatsapp contribue para o processo de desenvolvimento da
aprendizagem e interatividade dos alunos. Tendo como problemática o seguinte questionamento: Como
se dá o processo de comunicação e estratégia de interatividade dos alunos de um curso de mestrado
através do aplicativo whatsapp? A partir dessa investigação são pensados alguns indicadores para
estratégias de interatividade que possam atender algumas demandas da cultura digital em ambientes de
aprendizagem.
Interfaces interativas utilizadas pelos alunos de geografia do Instituto Federal de Pernambuco –
Carlos Alberto Vasconcelos (UFSE)
É imprescindível a utilização das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) para o
processo ensino e aprendizagem, em especial dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), de
forma que se processem interações. Neste sentido, busca-se compreender como e quais são as
interfaces interativas mais utilizadas no curso de licenciatura em geografia na Universidade Aberta do
Brasil (UAB). Além de vasto referencial teórico (Castells, Silva, Santos, Vygotsky) e da observação in
loco, foi feito acompanhamento dos alunos e tutores pelo AVA com aplicação de questionários e
entrevistas. Este trabalho resulta de pesquisa qualitativa, com estudo de caso e método comparativo.
Percebe-se que o avanço tecnológico impulsiona e transforma a maneira de ensinar e de aprender; há
uma complexidade e crescentes tarefas que envolvem informação e tecnologia no processo educativo;
as interfaces mais utilizadas são as propiciadas pelo AVA, a exemplo das disponibilizadas pelas redes
sociais, Facebook, Whatsapp, Instagram, sites, listas de discussão, porém o fórum e chats (salas de
bate-papo) e e-mail são os mais utilizados para atividades do curso, contribuindo com a interatividade
entre sujeitos envolvidos. Poderia haver mais e maior aproveitamento dos recursos disponibilizados para
o processo educativo.
Caçada ao QR Code estimula leitura de poesia no IMH (Picos/PI)
Andréia Vitorino Marcos, Maria Jucilene de Araújo e Irlane de Sousa Veloso (IMH)
Desenvolvemos uma atividade com os alunos de 6º e 7º anos que tinha o objetivo de analisar gêneros
textuais, incentivando a leitura e a descoberta a partir de códigos espalhados pela escola. Selecionamos
trechos de um poema para que os alunos juntassem os pedaços e analisassem qual seria o seu gênero
textual. Cada estrofe ganhou um QR Code, impresso em cartazes. Dividimos os alunos em quatro
grupos e pedimos para eles baixarem um aplicativo com leitor de QR Code em seus celulares. Ao
encontrar o código e posicionar a câmera sobre a imagem, eles eram direcionados a uma página com
trechos dos poemas e dicas sobre onde encontrar a próxima estrofe. Enquanto decodificavam os
trechos, os grupos se reuniam para ler, responder e encontrar a próxima pista para fazer a análise da
estrutura do gênero textual. O projeto foi finalizado com a filmagem de um dos integrantes da equipe
lendo o texto para o restante da classe. Depois, a turma foi para o laboratório de informática e publicou o
vídeo nas redes sociais. Usando o celular a favor da educação percebemos um real incentivo à leitura,
estudo do gênero textual, interpretação de texto e codificação. A aula foi excelente!
Percepções dos alunos sobre o uso do WhatsApp em um curso de Espanhol para Fins
Específicos para guias de turismo
Frederico Chaves Sampaio Júnior (IFSE)
Este trabalho é uma pesquisa de doutorado em andamento que mescla a abordagem de ensino de
Espanhol para Fins Específicos (BELTRÁN, 2000; GARCÍA, 2000, 2004) com a vertente de Tecnologia
Aplicada ao Ensino-aprendizagem da Língua Espanhola (RUIPÉREZ, 2005; CALVIÑO, 2014; TALLEI,
2014; ABIO, 2014), e teve como objetivo investigar as percepções dos alunos sobre o uso do Whatsapp
em um curso de EFE para guias de turismo. Trata-se de um estudo de caso que foi motivado tanto pela
minha prática profissional de guia de turismo, quanto pela minha atividade de professor de espanhol que
sempre adaptou recursos tecnológicos em cursos de EFE para guias de turismo. A coleta de dados foi
realizada por meio de gravações de duas entrevistas e três questionários. O curso foi de extensão,
mediado por tecnologia, baseado em tarefas (GIOAVANNINI et al, 1996; LONG, 2003); e teve um design
instrucional contextualizado (FILATRO, 2008), respaldado pela teoria de aprendizagem do Conectivismo.
Desse modo, os resultados desta pesquisa demonstraram que o uso do WhatsApp em um curso de EFE
para guias de turismo enfatiza a premissa da mobile learning, de “aprendizagem a qualquer hora e em
qualquer lugar”, devido à indefinição de horário e local dessa profissão.
Aventura na Web com Clarice: um estudo sobre a aprendizagem de Literatura a partir da
metodologia WebQuest - Nataniel Mendes da Silva (UFMA), João Batista Junior (UFMA)
Este trabalho avalia as potencialidades da metodologia WebQuest para a aprendizagem de Literatura, a
partir de atividades realizadas em torno da obra “Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector. As
atividades foram realizadas por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola pública de São
Luís/MA, por meio de recursos da Web 2.0. O trabalho resulta de um estudo de caso e tem como
pressupostos teóricos as vantagens da WebQuest, pesquisa orientada na Internet, apresentadas por
Dodge, March, Bottentuit, Abar e Barbosa. Fundamenta-se ainda nas contribuições teóricas de Todorov,
Zilberman, Chiappini e Paulino e Cosson sobre ensino e aprendizagem de Literatura. Os dados foram
gerados a partir de entrevistas e questionários. Os resultados indicam que a metodologia WebQuest
constitui uma boa estratégia pedagógica para o ensino de Literatura e que, quando associada às
ferramentas da Web 2.0, estimula a curiosidade, a autoria, a criatividade dos alunos e o interesse pela
discussão de obras literárias.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 04
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
04
o
(2 . andar)
Tecnologias Digitais Móveis, Ensino de Línguas Estrangeiras e Pesquisa Narrativa
Karina Aparecida Vicentin (UECE)
Tecnologias digitais móveis no ensino de línguas estrangeiras, parte da pesquisa de doutorado da
Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Departamento de Linguística
Aplicada. Seu principal objeto de investigação é o ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras
utilizando-se do potencial das tecnologias digitais, focando os dispositivos móveis como plataformas
complementares ao ensino. Outro objeto de estudo diretamente relacionado é a formação de professores
de línguas estrangeiras e sua apropriação do potencial digital na prática pedagógica. O professor é
considerado um agente imerso no contexto de transformações e suas contradições histórico-sociais,
incrementado pelas tecnologias digitais, principalmente as móveis, de uso social cada vez mais
abrangente. Buscamos, entre outras fundamentações teóricas, a de comunicação ubíqua de Lucia
Santaella, m-learning paralelos com o e-learning (PEGRUM, 2014) e a Pesquisa Narrativa (MENEZES,
2013). Compreendemos a pesquisa narrativa como metodologia de pesquisa qualitativa que parte da
experiência do sujeito num processo reflexivo de contar e viver histórias estabelecendo relação com os
textos teóricos que as fundamentam considerando suas múltiplas possibilidades de interpretação.
Esperamos com essa pesquisa promover o debate sobre as práticas de ensino e a aprendizagem de
línguas com uso de tecnologias móveis.
A Contribuição das TIC no processo de ensino e aprendizagem e
sua importância na educação a distância
Aldeci dos Santos (UFSE), Carlos Alberto Vasconcelos (UFSE)
O advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), reavivou as práticas de Educação a
Distância (EaD), devido a flexibilidade do tempo e a quebra de barreiras espaciais. Sendo assim, este
resumo discute abordagens usuais da EaD, destacando o uso das TIC para o desenvolvimento do
processo educacional com suporte de ambientes digitais interativos e alternativas metodológicas frente à
postura e o papel do professor- tutor e do aluno da EaD. Como metodologia, além de nossa experiência
nesta modalidade de ensino, utilizou-se referenciais teóricos como, Almeida (2002), Prado e Valente
(2002), Moraes (1997), Kenski, (2003), Levy (2001) e outros. Dessa forma, espera-se que as leituras
expressas conduzam a reflexões e favoreçam maior compreensão das formas de utilização das
tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, bem como que o uso das diversas interfaces
contribua para o aprimoramento do processo educacional com interatividade nesta sociedade
contemporânea, tecnológica e globalizada, que apresenta como característica fundamental em todos os
setores a inserção e revolução das tecnologias, em especial na educação.
App #KdNoel: processo criativo no design de experiência e
apresentação de uma proposta de ferramenta pedagógica
Amanda Oliveira, Eric Viana, Greicy Guimarães, Pollyana Ferrari, Sílvio da Silva (PUC-SP)
O objetivo deste artigo é descrever a experiência cognitiva da criação de um aplicativo (app)
educacional. O app #KdNoel visa divulgar a obra de Noel Rosa para a geração Z. A narrativa transmídia
adotada é justificada, ora pela análise do próprio processo, ora pela linguagem baseada nas “seis
propostas para o próximo milênio” de Ítalo Calvino. No caso do design, por exemplo, foram considerados
os cuidados com a adequação da composição gráfica e digital através de um brainstorming sobre
materiais, estéticas, cores e escolas artísticas. Os fulcros são as prescrições de leveza, rapidez,
visibilidade, exatidão, multiplicidade e, da apresentação do aplicativo como uma proposta de ferramenta
pedagógica a ser adaptada para programas de educação à distância (EAD). A base conceitual é a sala
de aula invertida, que possibilita ao jovem desempenhar papel de sujeito em sua própria aprendizagem.
Como e Onde os Alunos de Pedagogia Utilizam seus Smartphones para Aprendizagem?
Deise France Ferreira e Patrícia Cavalcante (UFPE)
Pesquisas sobre a aprendizagem móvel na América Latina e no mundo revelaram que esta é uma área
ainda em desenvolvimento no campo educacional, especialmente no Brasil. Enquanto na Europa já
encontramos avanços nessa área, em Pernambuco os celulares ainda permanecem banidos dos
contextos educacionais. E diante do uso social e disseminado dos dispositivos móveis, principalmente
dos smartphones entre estudantes, este artigo objetivou analisar as estratégias de aprendizagem dos
alunos do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco e os usos pessoais dos
smartphones para aprendizagem. De acordo com Lemos (2007), estamos imersos na cibercultura,
vivendo a cultura da mobilidade e conforme Sharples et al. (2007), a partir do uso dos smartphones com
objetivos educacionais, ampliam-se os limites e é possível conceber a aprendizagem de forma diferente
e analisar como ela flui por entre espaço, tempo e tecnologias. Assim, através de um estudo de casos
(GIL, 2009) com entrevistas semiestruturadas, no intuito de entender qual as estratégias que esses
estudantes utilizavam com os smartphones e suas estratégias móveis de aprendizagem. Os resultados
identificaram ações para estudar com ferramentas para pesquisa, leitura e o registro nas nuvens nos
mais variados locais e horários, como as principais ações espontâneas realizadas pelos alunos.
Criação de softwares educativos na formação docente
Ana Cristina Barbosa da Silva (UFPE) e Anderson Martiniano Moura da Silva (FJN)
Este trabalho é fruto de um curso de extensão para inserir graduandos de licenciaturas no uso e na
produção de tecnologia digital como recurso didático para a Educação Básica. O curso teve como
objetivo levar os licenciandos de Química, Física e Matemática à criação de softwares educativos (SE),
com o Scratch, considerando aspectos técnicos e pedagógicos na construção da interface e específicos
das áreas. Bastos (2010) e Valdivia (2008) afirmam que ainda não há trabalho com as tecnologias
digitais na formação docente, merecendo urgência a sua implementação. Segundo Squires e Preece
(1996), na elaboração de SE, devem ser consideradas as questões de usabilidade e educacionais, por
isto a consideração dos aspectos acima, propostos por Silva (2012), e de um projeto de SE. O curso se
realizou no Centro Acadêmico do Agreste, UFPE, com vinte graduandos e duração de 24h. Houve a
produção de 1 SE em Química, 1 em Física, 8 em Matemática e o SE dos executores. Os graduandos
refletiram sobre os conteúdos de estudo dos softwares, a melhor maneira de trabalhá-los e como
organizá-los na interface, tendo os softwares atendido ao que propunham os critérios. Foi possível o
entendimento da lógica de programação e do uso do Scratch.
(Nem) Tudo que está na rede é peixe: a pesquisa escolar e a mediação na seleção de informações
Ana Claudia Costa de Aquino Teixeira – Esc. Muni. Parque Brasil– BA
Em tempos de avanços tecnológicos sem precedentes, um clique, um toque na tela (o olhar, o som da
voz etc.) pode nos levar a infinitos ambientes e também a labirintos sem fim. É nesse contexto que
incluímos a pesquisa escolar nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Apesar de ainda não estarem,
em algumas localidades, organizados de forma a oferecer plena inclusão digital, os laboratórios de
informática se abrem e dão uma pequena mostra do seu potencial. Aliando-se às atividades da sala de
aula, algumas ferramentas chegaram para ficar e fortalecer as práticas de ensino contribuindo para a
construção de novos conhecimentos advindos da pesquisa escolar. Meninos e meninas recorrem a
ferramentas de busca sem temores e certos de que não serão frustrados. Sem complicações, suas
questões vão sendo respondidas à medida que clicam e vislumbram assim uma infinidade de
possibilidades. É nesse ponto que o papel do mediador escolar é fundamental para nortear a seleção de
informações levando em consideração a fidedignidade, a ética e, ainda, direcionando o confronto das
informações com outras fontes de pesquisa também autorizadas.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 05
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
Atividades colaborativas gamificadas: exemplos e práticas
Fabrícia Faleiros Pimenta (UnB); Bianca Starling (UnB/IESB)
Tema: Apresenta os caminhos percorridos acerca da pesquisa que tem por objetivo a construção de uma
interface “Gamificada” e colaborativa “Moodle”. Objetivos: Tornar a experiência dos estudantes mais
engajante e motivadora de modo que as ações dentro do AVA tenham resultados positivos no processo
de aprendizagem. Pressupostos teóricos: A “Gamificação” consiste na utilização de elementos de jogos
em contextos que não são de jogos, ou seja, o uso da lógica dos games aplicada a diferentes contextos
sociais. Os sistemas colaborativos vêm se mostrando essenciais para fomentar o engajamento dos
usuários em suas tarefas e fazer com que seus objetivos sejam alcançados facilmente. A utilização
desses sistemas atrelados aos conceitos de gamificação tem um potencial promissor para tornar mais
atrativas as plataformas de educação a distância. Metodologia: Acredita-se que os alunos serão
estimulados a pensar de forma colaborativa, sendo uma estratégia valiosa na tentativa de motivar os
cursistas e influenciar seu comportamento a fim de trazer resultados positivos ao processo de ensinoaprendizagem. Resultados esperados: Espera-se a vivência de um processo educacional que privilegie a
exploração, a experimentação, a interação, a colaboração, a autonomia e a autoria criativa, provocando
nos cursistas a tomada de consciência sobre o próprio processo de aprendizagem.
Gamificação em pesquisas em educação: uma revisão da produção acadêmica
Claudia Castellano Losso e Martha Kaschny Borges (UDESC)
O texto traz os resultados de uma revisão sistemática sobre a gamificação como uma nova proposta
conceitual e metodológica e busca trazer à pauta algumas questões sobre essa perspectiva aplicada à
educação. Objetivamos mostrar a produção acadêmica em torno da questão no período de 2010 a 2014,
utilizando termos em inglês como o descritor primário “gamification”, e como descritor secundário
“education”. As bases de dados selecionadas foram o Portal de Periódicos da Capes, o Google Scholar,
e a base Elsevier Sciencedirect, e foram elencados trabalhos que estivessem disponíveis na área da
educação. O objetivo era evidenciar o conceito de gamificação e suas perspectivas e dificuldades, além
de trazer seus principais expoentes, e relacionar quais as naturezas dos trabalhos apresentados,
técnicas de análise e metodologias. Apesar do grande número de trabalhos encontrados, apenas sete se
enquadraram no escopo da pesquisa, mas mostraram alguns traços em comum, desde a sua
conceituação bem como a dificuldade de se refletir epistemologicamente sobre o tema.
Uso das TDIC na Formação de Professores:
o caso da Oficina de Vídeo mediada através do Facebook
Clara Cristina Santos, Ricardo Silva, Romerita Farias e Sérgio Abranches (UFPE)
O presente artigo discute o uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC´S) na
formação docente inicial mediado pelo Facebook. O texto parte do relato de uma experiência, através de
uma oficina realizada com alunos do curso de Pedagogia, na disciplina História da Educação, na
Universidade Federal de Pernambuco. A discussão está fundamentada na perspectiva do uso
pedagógico de tecnologias digitais bem como na perspectiva da inclusão digital. A referida oficina faz
parte de uma ação de extensão universitária, ministrada por graduandos, pós-graduandos e técnicos,
coordenada por docente, com o objetivo de favorecer a inclusão digital de jovens de periferia e turmas de
licenciandos, através da produção de conteúdo digital, nas diversas linguagens midiáticas. A experiência
aqui descrita e analisada foi da oficina de vídeo digital de bolso, sendo que a equipe responsável mediou
a aprendizagem sobre a própria técnica da produção de vídeos digitais de bolso, mesclando as
modalidades presencial e a distância, explorando o uso das redes sociais como ambiente virtual de
aprendizagem, através do uso do Facebook. Conclui-se desta experiência que o uso do Facebook
favoreceu uma ação mais protagonista das discentes e que a rede social é um meio para as atividades
de ensino e também de formação docente.
Aprender a ler-ouvir com hipertextos na aquisicao da compreensão oral
em francês como língua estrangeira (FLE)
Rosiane Maria Soares da Silva Xypas
Na sala de aula de língua estrangeira, o professor se vale quase sempre, no desenvolvimento das
competências de base, da utilização de um hipertexto. Perguntamos quais as implicações deste na
aquisição da Compreensão Oral? Como adequar hipertextos para a escuta, motivando o uso de
estratégias metacognitivas no aprendiz? Partimos do pressuposto que a leitura-escuta com
hipertexto desempenha um papel preponderante no desenvolvimento da CO, o que postulamos ser
uma vantagem, com ressalvas, para a aquisição de línguas estrangeiras. O objetivo geral desta
pesquisa é apresentar pistas pedagógicas favorecendo o letramento literário através da leituraescuta de textos verbais e orais a partir de fábulas de La Fontaine. Os objetivos específicos são
analisar o lugar da compreensão oral e do processo metacognitivo em LE; Investigar a função do
hipertexto na elaboração da construção de sentido. Esta pesquisa é de cunho qualitativo e tem
como fundamento metodológico o estudo de teorias sobre leitura em língua estrangeira Gaonac’h
(2003); imagem Demougin (2003); compreensão oral Cornaire (1998); estratégias de escuta Goh
(2003) e Rémond (2003) e sua aplicação na sala de aula. Resulta que a competência desenvolvida
com hipertextos implicou na tomada de consciência do aprendiz na elaboração e construção de
sentido da aprendizagem oral.
Jogos digitais no ensino de língua portuguesa para o ensino fundamental e médio
Julianne Caribé e Rosemary Ramos (UNIFACS)
Os Jogos Digitais se fazem cada vez mais presentes no cotidiano das crianças e jovens. Mas, apesar de
sua popularidade e potencial parece haver um distanciamento entre práticas escolares e uso dos Jogos
Digitais nos espaços educativos: quanto mais jovem o aluno (séries inicais) maior possibilidade de
encontrar essas estratégias de ensino presentes; e quanto mais alto o grau de escolaridade (ensino
médio) menor essa recorrência. Neste sentido, empreendemos em analisar relatos de professores,
publicados em periódicos científicos, sobre o uso de jogos digitais na disciplina Língua Portuguesa, nos
últimos cinco anos tanto no ensino fundamental, quanto ensino médio, com o objetivo de conhecer como
têm sido utilizados, quais jogos digitais se fazem mais presentes, os elementos motivadores para tal
escolha e sua contribuição ao processo educativo. Para análise de dados dialogaremos com ALVES
(2010; 2011), PRESNKY (2001), dentre outros. Esperamos, com isto, contribuir com a divulgação deste
artefato como elemento pedagógico mediatizador dos processos de ensino e aprendizagem,
desmistificando o olhar que ainda se lança sobre os mesmos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 06
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
06
o
2 . andar
Construção do conhecimento, Autoria e Formação: uma rede colaborativa
Mary Valda Souza Sales (UNEB)
A construção do conhecimento, a autoria e a formação na contemporaneidade requer uma definição da
base epistemológica que norteie uma reflexão no sentido de viabilizar uma análise da noção de
mediação e linguagem e do conceito de cognição que permeiam esse processo reflexivo. Nesse sentido,
busca-se neste tempo de emergência rápida das tecnologias da informação e comunicação (TIC), refletir
sobre os conceitos de autoria, conhecimento e formação, partindo do princípio que a sociedade em que
vivemos traz consigo o paradigma informacional que pressupõe o desenvolvimento do fazer social em
rede, isto é, o desenvolvimento de todo processo formativo, de construção do conhecimento de forma
colaborativa e coletiva. A partir de uma articulação dos estudos de Lima Jr., Sales, Macedo, Honoré,
Maturana, Vigotski, Bakhtin, Lave, Tardif com a pesquisa participante de cunho fenomenológico
desenvolvida, apresentar indicativos do processo de construção do conhecimento em rede, que possa
sustentar diante de uma reflexão sobre os processos formativos mediados pelas TIC, a partir da analise
da práxis informacional que tem como princípio de existência as práticas de construção coletiva,
colaborativa, que contradizem os conceitos clássicos de autoria e cognição, o desenvolvimento de um
processo formativo em rede colaborativa.
A Influência das tecnologias móveis na prática pedagógica dos docentes
do ensino superior para divulgação da cultura científica
Willderlânia Ximenes Cunha, Sebastião Vieira Marcelo Sabbatini (UFPE)
Esta pesquisa se propõe a analisar a influência das tecnologias móveis na prática pedagógica dos
docentes do Ensino Superior para divulgação da cultura científica. Trata-se de um diagnóstico do uso de
ferramentas que propiciem um ensino inovador, no qual professores realizam atividades com seus
alunos. A metodologia utilizada foi um estudo de cunho bibliográfico e empírico, nos permitindo explorar
com maior aprofundamento a temática. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco
professores que lecionam nos cursos de graduação da Universidade Federal de Pernambuco. Os
resultados obtidos através de depoimentos dos professores mostram como o uso de recursos
tecnológicos na educação pode contribuir para melhorar as práticas pedagógicas para que haja uma
divulgação da cultura científica. Por outro lado, a pesquisa mostrou também a dificuldade de aceitação
de professores para o uso destas tecnologias e enfatiza a importância da formação continuada para que
os docentes possam fazer uso dessas tecnologias no âmbito educacional e consequentemente promover
uma cultura científica. Assim, verifica-se a necessidade de mais pesquisas que analisem o papel do
docente nesse contexto.
Inovações tecnológicas educacionais e a ação pedagógica
em cursos de pós graduação lato sensu
Rosemary Ramos (UNEB/UNIFACS), Maria de Fátima Maia (UNIFACS)
O cenário educativo se encontra inundado por inovações tecnológicas educacionais. Aula Invertida, bLearning, Redes Sociais, Blogs, Hipertexto, Jogos Digitais, Gamificação, Mobile-learning etc. São
largamente discutidos e impregnam o discurso de educadores da graduação, mas, nem sempre, se
apresentam como possibilidade concreta de mediação nas salas de aula. A distância se acentua ao se
observar a ação pedagógica na Pós-Graduação Lato Sensu. Diante de tal constatação, desenvolveu-se
a presente pesquisa com objetivo de identificar o que pensam e sabem os docentes desse nível de
ensino sobre as atuais inovações tecnológicas educacionais, analisando como e em que medida elas se
aproximam do seu cotidiano pedagógico. Fez-se um estudo de caso, utilizando-se de roteiro de
entrevista semiestruturado e questionário para recolha de dados junto a docentes e discentes. Os
resultados indicam conhecimento parcial das inovações tecnológicas educacionais e um significativo
distanciamento, revelando a necessidade de estratégias formativas para que docentes e discentes
apropriem-se dessas inovações. Espera-se contribuir com a aproximação dos novos processos e
artefatos tecnológicos educativos aos cursos Lato Sensu, com vistas ao desenvolvimento e
fortalecimento da ação docente e aprendizagem dos estudantes, neste nível de ensino.
Variação linguística, jogos e tecnologia: vencendo desafios em condições adversas
Monique Débora Alves de Oliveira (UFRJ)
Neste trabalho, apresentaremos atividades didáticas que contemplem três desafios atuais da escola no
nível fundamental de ensino: abordar temas de sociolinguística; realizar essa abordagem de forma
atraente para alunos; e realizar uma experiência com a inserção de recursos tecnológicos em sala de
aula. Os temas de sociolinguística se mostram relevantes pois lidam com a construção da identidade do
aluno, levando-o a refletir sobre conceitos como marginalização e preconceito. A forma escolhida de
apresentação desses temas foi a abordagem lúdica, por dois motivos: trata-se de turmas do sexto ano,
portanto de uma faixa etária em que o jogo está bastante presente no dia a dia e; experiências anteriores
utilizando métodos tradicionais se revelaram ineficazes. A inserção de recursos tecnológicos, por fim,
atende não apenas a uma demanda de nossa época. O perfil dos alunos da escola, que se localiza em
uma comunidade de uma periferia do Rio de Janeiro, com eventos frequentes de violência, faz com que
essa inserção se torne um verdadeiro desafio. Limitações de acesso a Internet e a dispositivos
tecnológicos (celulares, tablets) se tornaram parte do material do trabalho que trará reflexões e
contribuições para esse tipo de atividade ainda pouco frequente para o perfil de aluno descrito.
Aplicabilidade de jogos digitais em crianças com síndrome de down:
delimitando meios para o desenvolvimento significativo
Renata Cristina Oliveira (UNEB)
Este artigo foi elaborado a partir do trabalho apresentado como requisito obrigatório para a conclusão do
Curso de graduação em Pedagogia Plena da Universidade do Estado da Bahia. Refere-se ao estudo
sobre a aplicabilidade de jogos digitais com crianças com Síndrome de Down. A Síndrome de Down
acontece quando o indivíduo apresenta um cromossomo a mais no par 21. Pessoas com Síndrome de
Down apresentam desenvolvimento mais lento que outros indivíduos, por isso são necessárias
intervenções para estimular suas habilidades. Esta pesquisa apresenta os jogos digitais como um novo
aliado para estimular essa parcela de crianças. Para desenvolvê-la, foi realizado um levantamento
bibliográfico sobre a Síndrome de Down e as potencialidades dos jogos digitais no processo de
desenvolvimento de crianças em geral. Constitui-se também uma pesquisa qualitativa que descrevo por
meio de um relato de experiência do trabalho realizado durante dois anos na aula de informática com
uma criança com Síndrome de Down submetida a esses jogos. Foi possível perceber que jogos digitais,
se forem levados para sala de aula de forma contextualizada, articulada com a linha pedagógica e a
prática do professor, poderão ajudar no desenvolvimento de todas as crianças, inclusive, as com
Síndrome de Down.
Projeto Jogada Ensaiada: imersão no jornalismo esportivo simulada
por uma comunidade de prática em ambiente virtual
Flávio Cavalcanti Pinto do Amaral (FACHA)
Este artigo é resultado da metodologia aplicada no Jogada Ensaiada, projeto acadêmico de capacitação
de alunos de jornalismo para o mercado de trabalho desenvolvido nas Faculdades Integradas Hélio
Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro. Por meio de revisão bibliográfica e um estudo de caso, objetiva-se
analisar a iniciativa a partir do conceito de comunidade de prática, do ponto de vista da interação
promovida entre os membros do projeto e de uma relação entre teoria e prática nos processos de ensino
e aprendizagem. Pretende-se compreender, ainda, como é possível estruturar uma produção
colaborativa de informação na internet, característica de uma sociedade em rede. No caso estudado,
isso foi possível pela imersão em um ambiente que simula de forma simultânea uma sala de aula e uma
redação de veículo de comunicação, utilizando-se de um site noticioso e da rede social Facebook.
Envolvendo alunos de dez instituições diferentes, o “JE” busca equilibrar teoria e prática por meio de
uma oficina de jornalismo esportivo e a produção colaborativa de conteúdo no ciberespaço. Os
resultados observados envolvem uma interação em diferentes níveis e uma prática colaborativa para
aplicação dos conhecimentos desenvolvidos nas aulas, favorecendo uma capacitação qualificada dos
alunos para sua vida profissional.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 07
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
O Uso da produção colaborativa no ensino de arte como tecnologia social
Ísis Alves de Farias (FAETERJ)
Este artigo apresenta uma breve discussão a respeito do uso do modelo de produção colaborativa, a
partir do uso das TIC, no Ensino de Arte nas escolas como Tecnologia Social. Por meio de revisão
bibliográfica e de pesquisa empírica, o objetivo inicial deste trabalho é o de trazer à luz o que são e qual
é a importância das chamadas Tecnologias Sociais e como elas, com auxílio das TIC, atuam e se
manifestam dentro do ambiente escolar. Busca-se também entender como a união entre TIC, Arte e
Produção Colaborativa configura-se como uma TS capaz de despertar no educando a consciência de
que ele é também autor no processo de ensino-aprendizagem e que a arte por ele produzida, além de
uma forma de expressão, pode ser usada como ferramenta de conscientização, transformação e de
inclusão social, bem como meio de reconhecimento, resgate e respeito às diferentes identidades que nos
cercam. Optou-se ainda pela breve exposição e análise do Projeto Telinha de Cinema, realizado pela
ONG Casa da Árvore, que reúne numa só ação todos os elementos citados anteriormente e resultou em
práticas transformadoras a partir do uso das TIC na educação que inspirou a ideia inicial para esta
pesquisa.
Escrita colaborativa com Google Docs e aprendizagem de inglês como L2: o desenvolvimento do
noticing, da acurácia gramatical e densidade lexical
Diêgo Cesar Leandro (IFRN)
Escrever colaborativamente no Google Docs (GD) pode desenvolver a habilidade de writing
(WEISSHEIMER; SOARES, 2012), visto que nesta modalidade de escrita os aprendizes de inglês como
Segunda Língua (L2) são expostos a mais insumo linguístico, têm mais oportunidades para perceber
lacunas na sua produção (WEISSHEIMER; BERGSLEITHNER; LEANDRO, 2012) e priorizam o processo
de (re)construção textual (LEANDRO; WEISSHEIMER; COOPER, 2013). Isto posto, este estudo quasiexperimental (NUNAN, 1992) de abordagem mista (DÖRNYEI, 2007) objetivou investigar o impacto da
escrita colaborativa mediada pelo GD no desenvolvimento da habilidade de writing e na percepção de
erros sintáticos ou noticing (SCHMIDT, 1990). Trinta e quatro licenciandos em Letras/Inglês integraram o
estudo – 25 no grupo experimental e nove no grupo controle. Ambos os grupos passaram por testes de
noticing. Os participantes do grupo experimental produziram colaborativamente três narrativas flash
fiction (FF) por meio do GD, durante 11 semanas. Nas narrativas FF analisamos a acurácia gramatical
(SOUSA, 2014) e a densidade lexical (WEISSHEIMER, 2007; MEHNERT, 1998). Adicionalmente, os
participantes do grupo experimental responderam a um questionário sobre a experiência colaborativa. Os
resultados quantitativos mostram textos com mais densidade lexical, enquanto que os resultados
qualitativos evidenciam a utilidade da escrita colaborativa mediada por tecnologia na aprendizagem de
L2.
M-learning e o Ensino de Matemática na formação do pedagogo
Carloney Alves de Oliveira (UFAL)
O presente artigo apresenta uma pesquisa sobre Mobile Learning (m-learning) no Ensino de Matemática
na formação do pedagogo e como as tecnologias móveis podem contribuir para práticas pedagógicas
numa perspectiva dialógica, colaborativa e cooperativa nas aulas da disciplina Saberes e Metodologias
do Ensino de Matemática 1 do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) do
Centro de Educação. O objetivo da pesquisa foi investigar quais as implicações pedagógicas da
aprendizagem com mobilidade na formação do pedagogo para o compartilhamento de ideias nos
processos de ensino e de aprendizagem em Matemática. Baseado nos estudos de Almeida (2003),
Borba (1999), Bairral (2003), Marçal (2005) e Schlemmer et al (2007) sobre Ensino de Matemática e mlearning buscou-se a fundamentação teórica. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso numa
abordagem qualitativa, coletando os dados por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários
respondidos pelos alunos matriculados na disciplina. Constatamos que trabalhar numa perspectiva mlearning nas aulas de Matemática foi válido para provocar uma reflexão sobre a sua importância e a
necessidade de desenvolver práticas pedagógicas capazes de dar conta das especificidades
relacionadas ao ensino de Matemática, superando o paradigma educacional vigente e estando mais
perto do contexto dos sujeitos.
Games na escola: a convergência dos alunos em atores no cenário digital
Viviane Ferreira, Ana Luzia Ispada , Claudiane Prado (Sec. Educ. São Bernardo do Campo)
Passar da posição de mero usuário de jogos digitais e assumir a posição de programador. Essa foi a
proposta lançada a alunos de 8 a 10 anos de quatro escolas públicas do município de São Bernardo do
Campo: construir jogos digitais utilizando o software GameMaker, tendo como tema a cidade. Para que
essa convergência de fato ocorresse, foram mobilizadas diversas estratégias ao longo do projeto. Dentre
todas, chamamos a atenção para a organização dos alunos em grupos, onde puderam vivenciar a
importância da colaboração, cooperação e interação em seu processo de aprendizagem. Outro fator
muito importante para essa convergência foi a escolha dos softwares. Todos tinham como principal
característica a gratuidade, garantindo o manuseio do software em lugares diferentes da escola, assim
como seu acesso pós-projeto. A inserção do aluno no mundo da programação, de forma atraente,
desafiadora e contextualizada foi ponto positivo do projeto. A apropriação da linguagem de programação
presente no programa e, consequentemente, a criação de scripts proporcionou ao aluno investigar,
levantar hipóteses, testá-las e refinar suas ideias iniciais, garantindo assim o Ciclo Descrição-ExecuçãoReflexão-Depuração-Descrição, que, segundo Valente (1998), é de extrema importância na aquisição de
novos conhecimentos.
A Metodologia ativa da problematização: um fazer ambiental
Silvio Nascimento Ribeiro (CEEP - Anisio Teixeira)
A Metodologia Ativa da Problematização: Um fazer ambiental”. Objetiva qualificar o Curso de Meio
Ambiente do CEEP – Anísio Teixeira através de vivências e conhecimentos adquiridos com os
Educadores: Paulo Freire “Pedagogia da Autonomia”; Milton Santos “Por uma outra globalização” e
Anísio Teixeira - com sua educação profissional de qualidade. A Metodologia está sustentada no
repensar as relações humanas e amorosas; repensar os fazeres; repensar ações sociais, culturais e
históricas por um melhor convívio ambiental; repensar o ser humano e as novas tecnologias que o
aprisionam resultando hoje numa fundamentação teórica e prática dos educandos em sala de aula, em
sua formação profissional técnica vivenciada, no desenvolvimento da Rede Proj’Ecos – Projetos
Ecológicos que consolidam o compromisso profissional no uso de tecnologias sociais para melhoria de
uma educação para a vida.
Aplicação e desenvolvimento de fundamentos da aprendizagem
do século XXI durante a formação de futuros docentes
Emeli Borges Pereira Luz (UFU)
Em uma vasta revisão de literatura, Kereluik et al (2013) investiga o tópico de aprendizagem do século
XXI e identifica três grandes categorias (Conhecimento Fundamental – saber; Conhecimento Meta – agir;
e Conhecimento Humanístico - valorizar) subdivididas em 3 subcategorias cada uma. Dentro da
categoria “Conhecimento Meta” uma das subcategorias é o Pensamento Crítico, no qual iremos focar
neste estudo. Entendemos que na universidade os professores em formação têm a oportunidade de
estudo de teorias relacionadas com as habilidades necessárias para a aprendizagem do século XXI, mas
que nem sempre conseguem utilizar esse conhecimento na prática, ainda durante sua formação. Assim,
propomos acompanhar durante o segundo semestre de 2015, na disciplina de Metodologia de ensino de
inglês para fins específicos, os discentes no desenvolvimento e aplicabilidade do pensamento crítico nas
atividades desenvolvidas virtualmente durante o semestre (como fóruns, discussões, chats, relatos de
experiências, dentre outros). Esperamos encontrar evidências de que os alunos, mediados pela
professora responsável pela disciplina, conseguiram colocar em prática características da utilização de
pensamento crítico.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 08
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
08
O
(2 . andar)
Recursos Educacionais Abertos: Contribuições e desafios para a prática docente na Educação
Básica em Escolas Públicas Federais localizadas no Município do Rio de Janeiro
Elena M. Ignácio, Glória de Melo Tonácio, Angélica da Silva, Rita de Cássia Rodrigues
(Colégio Pedro II)
Este trabalho visa apresentar a pesquisa, que investiga como os Recursos Educacionais Abertos (REA)
estão sendo utilizados na prática docente dos professores da educação básica de Escolas Públicas
Federais localizadas no município do Rio de Janeiro. Este estudo tem caráter exploratório e bibliográfico;
e busca identificar a formação que os sujeitos recebem para o uso das tecnologias digitais como
ferramenta pedagógica e como eles lidam com as questões relacionadas à produção, uso, reuso e
compartilhamento dos REA na escola. Teremos como interlocutores 198 sujeitos, divididos
proporcionalmente nas três etapas da Educação Básica e utilizaremos como referencial teórico Gatti et al
(2009); Santos (2012); Pierre Lévy (2010) e documentos oficiais que versam sobre a Educação
Brasileira, a Formação de Professores da Educação Básica, o Acesso à Informação Pública, a Adoção
de Softwares livres e a Educação Aberta. Considerando o contexto da cibercultura, espera-se com este
estudo analisar as contribuições e os desafios do uso de REA na Educação Básica e colaborar para a
formulação de políticas públicas e plano de ações no âmbito da Formação Continuada de Professores
para o uso das tecnologias na escola.
Uso da Google Drive e do Whatsapp em sala de aula
Angela M. Pereira e Thelma Panerai Alves (UFPE)
Na disciplina intitulada Comunicação e Expressão, em uma faculdade da rede particular do Recife, foi
usada a ferramenta Google Drive para desenvolver trabalhos colaborativos e interativos entre os alunos.
A disciplina foi oferecida no turno da noite e a maioria dos alunos trabalhava durante o dia. Assim, esta
proposta teve o objetivo de potencializar o tempo de estudo fora de aula. Paralelo ao uso do Google
Drive, foi utilizado o aplicativo Whatsapp para criar uma rede de comunicação e dar suporte aos alunos
nos momentos em que tinham dúvidas sobre os conteúdos ou estratégias didáticas da disciplina. Os
alunos ainda não conheciam os recursos do Google Drive. Foi um momento de descobertas e novas
aprendizagens que resultou em textos, resenhas e slides construídos colaborativamente e
compartilhados entre todos os alunos da turma. O planejamento e a execução deste trabalho foram
pensados em termos de uso de tecnologias em sala de aula, colaboração e interação entre os alunos e
uso de recursos educacionais abertos (REAs). Um dos resultados encontrados foi o destaque de um
grupo de alunos com o uso dessas ferramentas e a compreensão de que eles saberão encaixar tais
ferramentas em seus processos de aprendizagem.
As contribuições do gestor escolar frente ao processo de ensino/aprendizado
mediado através das TICs
Cláudia Reis Otoni de Paula (Unimontes)
O presente trabalho está concentrado na educação como fator primordial na vida de qualquer cidadão e
no papel do gestor no processo ensino aprendizagem. Tal proposta analisou o papel desse profissional
escolar, na chamada sociedade tecnológica. A pesquisa foi desenvolvida em quatro escolas públicas, no
município de Almenara/ MG. Como afirma RODNEY (2011), deve-se fazer apropriação das TIC’s de
forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando
aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da
responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o
próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais. De fato, durante o trabalho
compreendeu-se o papel do gestor, teve também condições de situar os demais componentes da escola
na sociedade contemporânea enquanto cidadãos partícipes e responsáveis, percebeu-se que as
tecnologias foram compreendidas por esses profissionais como elementos mediadores para a
construção de uma nova representação da sociedade. Considerando os múltiplos ambientes de
comunicação e aprendizagem mediados que a sociedade educativa vive, mediados ou não pelas
linguagens tecnológicas da informação e da comunicação. Os resultados indicaram a necessidade do
gestor de escola recriar a mediação pedagógica, tendo como foco referencial o SER aprendiz na
interação com os outros e consigo mesmo.
Recursos Educacionais Abertos: ferramenta de inclusão social e acessibilidade no IFPR
Patricia Teixeira (IFPR)
Este trabalho apresenta a possibilidade dos Recursos Educacionais Abertos, REA, serem utilizados
como ferramenta de inclusão social e acessibilidade no ambiente escolar nacional, a partir da
permanência dos estudantes. Os Institutos Federais, em específico, o IFPR, foi utilizado como exemplo
de instituição de ensino técnico e tecnológico que, por meio de sua política institucional e educacional,
implantou os NAPNEs e tem desenvolvido e aplicado políticas de inclusão social, além de possuir
ambiente e incentivo para investir seus recursos materiais e humanos na inserção e inclusão dos
estudantes matriculados no sentido de garantir sua permanência, proporcionar maior acesso e
desenvolvimento ao e do conhecimento. A questão levantada, ao relacionar a utilização de REA em uma
instituição de ensino igual ao IFPR, que se propõe ser inclusiva, é viabilizar a inclusão social (incluindo a
questão da acessibilidade) por uma ferramenta que poderá utilizar licenças de acesso, incentivando que
o conhecimento produzido na instituição possa ser compartilhado, distribuído, remixado, enfim, acessado
de diversas maneiras tanto por quem o produz, quando por quem tem a necessidade de utilizá-lo.
Educação, tecnologia e antropologia do ciberespaço no modelo de codesign digital
Francisco Rogério de Carvalho e Zeina Rebouças Correa Thomé (UFAM)
A revolução tecnológica, alavancada pela globalização, foi uma das mais abrangentes mudanças
ocorridas na história e a educação não ficou de fora dessa realidade pois, muitos pesquisadores,
profissionais e colaboradores se esmeram na busca por criações que envolvam tecnologia e educação
com o intuito de promover o ensino e aprendizagem. Os diversos atores que agem nos bastidores das
novas tecnologias de informação e comunicação - TICs com foco na educação, muitas vezes olvidam
elementos importantes no processo de concepção de tais recursos tecnológicos, especialmente no que
se refere desde a criação e planejamento até o reconhecimento das diferenças culturais do público-alvo
nas novas ferramentas de apoio ao ensino. O modelo inovador de Trabalho Colaborativo – Codesign
surge como uma contribuição para as novas concepções de projetos para fins de mediações
tecnológicas. Por meio de observação empírica, entrevistas e apoio teórico, a pesquisa de mestrado em
andamento propõe valorizar, desde a concepção dos projetos de mediação, a figura do utilizador das
novas tecnologias, para que o objetivo final das criações tecnológicas voltadas à educação tenha êxito
em tornar os mediadores tecnológicos mais eficientes e humanizados além de contribuir, entre outros
aspectos com a redução da evasão na modalidade de ensino à distância.
Learning Analytics em Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle: um estudo de caso em
componentes curriculares para cursos semipresenciais
Luciano H. G. de Almeida (UFPB) e Edna G. G. Brennand (UFPB)
Este artigo descreve as etapas de planejamento de indicadores, design instrumental, implantação prática
e avaliação dos resultados em modelagem preditiva de Learning Analytics. Objetivando a otimização da
aprendizagem através das coletas de dados pelas interações dos alunos ao LMS (Learning Management
System, Sistema de Gestão da Aprendizagem) Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning
Environment). A pesquisa terá em seu escopo um espaço amostral de 10 componentes curriculares com
171 alunos analisados, apresentando uma taxa de confiança de 95% com 5% de erro amostral.
Aplicando um método acompanhamento de conclusão dos alunos para uma gestão visual da informação
(Em rede, conectivismo e fora do conhecimento primário) pode-se verificar qual o menor custo de tempo
para atingir um melhor desempenho. As técnicas beneficiam os principais atores (professores e tutores)
como observar, obter aprendizagem e análise das decisões com intervenções de forma proativa.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 09
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
09
o
(2 . andar)
Experiências Educacionais no Second Life, uma visão brasileira
Marco Vezzani e Josete Maria Zimmer (USP)
Este artigo pretende analisar as potencialidades do Second Life no contexto da Educação Online. Nele
os seus autores apresentam os resultados referentes a quatro entrevistas escolhidas daquelas que foram
disponibilizadas pelos participantes do Mestrado em Comunicação Educacional e Multimedia da
Universidade Aberta de Portugal. Ao fazê-lo buscaram, ainda, pautar-se nos relatos apresentados por
dois autores, um português e outro brasileiro, que há muito são defensores dessa ferramenta e as suas
possibilidades relacionadas às questões do ensino-aprendizagem. Nessa análise, buscaram, também,
elencar os pontos importantes observados por eles mesmos a respeito dessa ferramenta, bem como
traçar um paralelo com as experiências vivenciadas pessoalmente em seu trabalho com ela, a fim de
estabelecerem uma visão própria e brasileira.
Fórum Temático de Discussão: a importância do enunciado no
processo sociointeracional a partir da perspectiva bakhtiniana
Vinicius Varella Ferreira (UFPE)
A presente pesquisa tem como objetivo discutir sobre a importância do enunciado na tarefa de Fórum
Temático de Discussão em uma disciplina de EaD, de tal modo que se possa identificar como a
elaboração/organização deste enunciado pode incentivar o processo sociointeracionista entre os alunos
no momento de construção da aprendizagem mediada. Para tanto, tomamos como sujeitos alunos do
curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba no semestre de 2014.2 na modalidade EaD e
analisamos suas participações em alguns Fórum Temáticos. Observamos o comando dado pelo
professor por meio do enunciado (BAKHTIN, 2002; 2010). A fundamentação teórica apresenta conceitos
bakhtinianos, tais como: dialogismo, enunciado, alternância dos sujeitos falantes, posição exotópica,
visão excedente e conceitos relativos a Fórum em EaD (BATISTA e GARBIN, 2007; ASSIS e SOUSA,
2008; MARTINS e GARBIN, 2011), principalmente. Por meio dos dados coletados conseguimos
identificar que quando há clareza no enunciado da tarefa, no caso desta pesquisa no Fórum Temático de
Discussão, os alunos interagem mais entre si. Nesta mesma direção, constatamos que os alunos
buscam interagir com diferentes interlocutores, seja para concordar, discordar ou complementar a ideia
de seus colegas, tornando o Fórum Temático de Discussão um lugar rico em aprendizagem mediada,
colaborativa e coletiva.
Práticas de feedback em um curso de formação de professores de língua inglesa a distância
Cristiane Manzan Perine e Fernanda Costa Ribas (UFU)
Considerando o crescimento dos cursos de licenciatura na modalidade EaD no contexto brasileiro, este
trabalho tem por objetivo analisar os processos de feedback que acontecem em uma disciplina de um
curso de formação de professores de língua inglesa Ead. O feedback é definido como comentários em
forma de opinião sobre as reações de algo, com o objetivo de prover informações úteis para futuras
decisões e melhorias (ENCARTA, 2007). Acredita-se que o feedback exerce um papel fundamental na
EaD, uma vez que dá ao aluno uma perspectiva de seu desenvolvimento e progresso na aprendizagem
da língua; é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da confiança e autonomia dos alunos
(GARRIDO, 2005), além de influenciar a motivação e a capacidade de aprendizagem (HURD, 2006). O
contexto investigativo é um curso de Letras Português/Inglês EaD, de uma universidade federal mineira.
Serão analisados os feedback nos fóruns de discussão e demais atividades postadas pelos alunos.
Espera-se que expandir o entendimento da relação entre feedback e aprendizagem encoraje tomadas de
decisão mais informadas no que concerne às especificidades que compõem a formação de professores
de língua EaD, em seus desafios de promover a reflexão e formar profissionais com proficiência em
língua inglesa.
Formação Continuada de professores formadores/executores
com o uso da web 2.0 na modalidade a distância
Eber Gustavo da Silva Gomes
É indiscutível o uso das tecnologias digitais em nossas vidas, entretanto no campo investigativo da
pesquisa acadêmica se faz necessário saber a forma como essa tecnologia está sendo usada enquanto
mediação pedagógica. Utilizamos no cotidiano tablets, computadores portáteis, smartphones, entre
outros aparelhos, e neles podemos utilizar redes e mídias sociais. Para tanto, quando pensamos na
utilização destes enquanto mediação em nossas práticas pedagógicas a coisa parece não ter
seguimento. Diante desta inquietação surge a necessidade de analisar como a formação continuada
promove o uso da web 2.0 pelos professores formadores na EaD em uma perspectiva de colaboração.
Para tanto, o trabalho proposto consistirá em perceber a partir de uma “pesquisa ação” o processo
evolutivo do uso das tecnologias como mediação tecnológica e/ou pedagógica em práticas
educacionais. A pesquisa ainda em andamento tem abordagem qualitativa. Como instrumento de coleta
adotaremos a entrevista, identificando as possibilidades de uso das tecnologias pelos professores em
suas práticas para haver a mediação e em seguida, observar todo o processo de formação continuada
com o uso das redes, mídias e recursos da web 2.0, assim como analisar a mudança que haverá a partir
do método de análise.
Planejamento de MOOC na Área da Saúde: desafios e possibilidades
Cibele D. Parulla (UFRGS), Ana Luisa P. Cogo (UFRGS), Ana Paula S. S. da Silva (UFCSPA)
O objetivo deste artigo é discutir o processo de planejamento de Massive Open Online Course (MOOC)
na área da saúde, especificamente na Enfermagem. Os MOOC surgiram em 2008 orientados pelo
referencial do conectivismo, porém sua utilização na área da saúde ainda é pouco explorada uma vez
que suas particularidades geram dúvidas e questionamentos durante o seu desenvolvimento. A
delimitação do tema escolhido, a estrutura modular, a duração do curso, a plataforma em que será
hospedado, como serão as interações e de que forma será realizada a avaliação são questões que
merecem profunda reflexão e análise. A interdisciplinaridade estará presente em todo o processo de
criação por meio da participação de especialistas na área do curso, pedagogos e profissionais da
tecnologia de informação, todos atentos às características da Educação a Distância. Se por um lado há a
possibilidade dos MOOC oportunizarem o acesso gratuito de pessoas interessadas em temas
apresentados por instituições que não teriam como frequentar de forma regular, por outro existe o
desafio de fomentar a interação, afastando-se da estrutura de cursos com instrução programada.
Fronteiras teórico-pedagógicas da educação a distância (EaD):
entre paradoxos, paradigmas e novas teorias educativas
Marcelo Sabbatini (UFPE)
Como parte de um projeto mais amplo e buscando mapear os aspectos teóricos da produção acadêmica
sobre educação a distância (EaD), entendidos como base necessária para discussão sobre a introdução
e a consolidação desta modalidade no Brasil, analisamos especificamente um eixo orientado as novas
abordagens do fenômeno educativo, entre as quais a “aprendizagem aberta”, a “aprendizagem
emergente”, a “aprendizagem em rede” e o “conectivismo”, mais além das teorias clássicas da educação.
Como resultado da análise qualitativa de um total de 145 textos, coletados a partir de bibliográficas
nacionais e internacionais, portais de publicações científicas e atas eletrônicas de eventos científicos,
encontramos que a configuração de um novo espaço (ciber)educacional em conflito com a escolarização
formal passa pela quebra do paradigma vigente e da superação de paradoxos e da mera transposição de
práticas da educação tradicional. Já o resgate teórico de pensadores como Ivan Illich, com suas teses da
desescolarização e da “convivialidade” enriquecem a compreensão do debate e contribuem para a
reconstrução da educação numa perspectiva mais libertadora e participativa.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 10
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
10
O
(2 . andar)
Aprendizagem dos nativos digitais. A Web como ferramenta educacional
Caio Abitbol Carvalho, Fabiana Triani Barbosa, Gabriel M. S. M. Rodrigues (UERJ)
Esta comunicação surgiu de uma pesquisa cujo problema estudado foi “Como os jovens utilizam as
tecnologias e a internet nos dias de hoje?”. Aplicamos um questionário online, elaborado no Google
Docs, a 127 jovens de faixa etária de 11 a 19 anos. Apresentamos várias afirmativas relacionadas à
internet e solicitamos que atribuíssem os graus de 1 (menor concordância) a 5 (maior concordância).
Utilizamos os resultados relativos às questões que relacionavam o uso da Web às questões
educacionais: a internet é mais utilizada para estudar que o livro; a internet atrapalha os meus estudos,
entre outras. Percebemos, ao analisar os resultados, que a internet se tornou ferramenta de estudo,
convergindo para ela também propósitos de diversão, comunicação, relacionamentos sociais e
amorosos. Os nativos da “era digital” aprendem de forma diferente do passado. Dão muito valor ao
compartilhamento de informações, que é realizado normalmente através das redes sociais, acessadas
tanto por dispositivo móvel quanto por computadores pessoais. Estes meios, porém, não servem apenas
para isso, mas também para avaliar produtos, pessoas, para a mostra de serviços, dando uma resposta
em tempo real, pois podem ser acessados instantaneamente.
Letramento digital nas praticas escolares: um estudo sobre a abordagem dos gênero digitais
como objeto de ensino
Roviane Santana E Josemar Martins (UNEB)
O uso intenso das tecnologias digitais nos diferentes espaços de interação, comunicação e informação
reflete mudanças sociais significativas que torna a aquisição do letramento digital como uma
necessidade educacional. Para tanto, a inserção de práticas de leitura e escrita mediadas por essas
tecnologias tem recaído no conflito pedagógico diante da dificuldade de utilizá-las para fins de ensino.
Com isso, este trabalho tem como objetivo investigar as dificuldades enfrentadas pelos docentes na
proposição de práticas de letramento digital em escolas públicas de Juazeiro/BA, partindo do
pressuposto de que essas dificuldades estão relacionadas com o desconhecimento e a não abordagem
dos gêneros digitais como objeto de ensino, já que a apropriação dos gêneros textuais pode levar o leitor
a aprofundar suas competências. Dessa forma, seguimos a base teórica de Street (2014), Soares (2002)
sobre letramentos, além da concepção de gêneros textuais abordada por Bakthin (1997), Marcuschi
(2010) numa perspectiva dialógica e sociointeracionista quanto ao conceito de língua e de texto. Para
isso, utilizamos a metodologia da pesquisa participante, a fim que haja uma colaboração maior dos
sujeitos. Assim, os resultados esperados são de que tragam indicadores importantes para as práticas de
letramento na escola e contribuam para estudos posteriores sobre a temática.
O Professor Formador e a Mediação Pedagógica em Ambientes Virtuais
José Wilson Pereira e Sebastião da Silva Vieira (UFPE)
O presente trabalho visa investigar a proposta pedagógica e a mediação pedagógica em ambientes
virtuais. Discutir a abordagem sobre a mediação pedagógica na educação à distância em tempos de
cibercultura. Tendo como objetivos específicos analisar a proposta pedagógica do professor formador da
EaD. Caracterizar a proposta pedagógica do professor formador na tutoria online. Verificar se a proposta
pedagógica utilizada contribui para o processo de formação discente. O trabalho tem como problemática
o seguinte questionamento: como se dá a proposta pedagógica na tutoria online na visão do professor
formador em ambientes virtuais? A partir dessa investigação são pensados alguns indicadores para
estratégias pedagógicas que possam atender algumas demandas em ambientes de aprendizagem. A
investigação utilizou a entrevista semiestruturada empregando um roteiro de entrevista e observação
como técnicas de pesquisa de campo. Foram entrevistados dez professores formadores de um curso a
distância do Instituto Federal de Pernambuco. A coleta de dados teve uma duração de dois meses.
Olá caro aluno! Apresentação da disciplina como espaço de interação
e comunicação na aprendizagem a distância
Michele Rodrigues de Albuquerque e Dennis Ramalho de Souza (UNIVASF)
Entendendo a importância da comunicação e do diálogo para interação e aprendizagem em cursos
ofertados na modalidade a distância, este estudo objetivou analisar o tópico de apresentação das
disciplinas dos cursos de pós-graduação latu sensu em suas respectivas salas virtuais no AVA Moodle,
com o propósito de identificar que usos os docentes tem feito deste espaço para introduzir o aluno no
estudo de suas disciplinas. Como pressuposto teórico explorou-se sobre a mediação pedagógica na
EAD, tomando como referencia autores como Moore (2002), Gutierrez e Prieto (1994), Habermas (1989),
Kaplún (1999), Belloni (2009), Pallof e Pratt (2004); e aprendizagem a distância e o Ambiente Virtual de
Aprendizagem, de autores como Moore e Kearsley (2010), Moran (2012), Santos (2002), Alves (2009). A
metodologia utilizada foi a técnica de Análise de Conteúdo com o propósito de analisar a estrutura
comunicacional e dialógica da apresentação das disciplinas. Os resultados iniciais apontaram que o
diálogo tem sido pouco explorado pelos docentes da EAD, demonstrando maior preocupação quanto ao
material didático disponibilizado para o aluno. Pode-se ressaltar a importância de estimular os docentes
ao uso da linguagem dialógica na estruturação de suas disciplinas, bem como durante todo o processo
de ensino e aprendizagem.
Considerações acerca das dificuldades encontradas pelo docente na EAD
Paula Michelly Soares da Silva, Jéssica Tayrine Bezerra e Valdenice Pereira de Lima (UFPB)
Com os avanços na área tecnológica e a necessidade de disseminação do conhecimento, surge no
âmbito educacional o Ensino a Distância (EAD). Segundo Silva (2004), o avanço tecnológico e da
informática permitiu que a EAD avançasse cada vez mais com relação à disponibilização de cursos em
diferentes instituições e níveis de ensino, atendendo dessa forma a um maior número de pessoas. Dessa
maneira, a participação e a qualificação do docente, que deve proporcionar uma disciplina atrativa aos
seus alunos, são de suma importância, pois muitas vezes esses profissionais apresentam dificuldades na
utilização das ferramentas do ensino a distância. O objetivo desse trabalho é realizar um estudo de caso
sobre os problemas enfrentados pelo professor nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Para
análise, observaremos recortes de entrevistas realizadas por um grupo de docentes da UAB/UFPB, em
situação de construção da disciplina e em momentos de interação com os alunos através do AVA
Moodle, por meio de fóruns, chats e mensagens. Os resultados preliminares nos mostram que os
professores apresentam dificuldades na construção da disciplina e para interagir com os alunos devido a
problemas técnicos da plataforma e/ou a falta de capacitação.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 11
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
11
o
(2 . andar)
Fórum de discussão nos AVAs: Limites e possibilidades de resignificação de sentidos
María Esperanza Izuel (UFPE)
Os fóruns de discussão dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) utilizados no Ensino a
Distância podem ser considerados como um hipertexto, não apenas pela possibilidade técnica de colocar
textos, links, vídeos, etc., mas também porque a existência de diferentes participantes, nos seus duplos
papéis de leitores e autores, faz com que os percursos do texto possam sofrer deslocamentos de
sentidos. Porém, o fato desse espaço virtual estar atravessado pelas relações de poder institucional
próprias do espaço empírico nos leva a questionar se nos fóruns existe a possibilidade de produzir
gestos de resistência e de resignificação de sentidos, ou se os discursos que ali circulam estão
destinados a reproduzir os percursos marcados pelo professor. Focaremos nossa análise num fórum de
um curso a distância de nível de pós-graduação direcionado a formar professores de espanhol como
língua estrangeira. Na perspectiva teórica da Análise do Discurso de linha francesa, analisaremos no
nosso corpus as diferentes posições-sujeito que assumem os interlocutores, com o intuito de verificar se
é possível que as trilhas indicadas pelo professor sejam alteradas e resignificadas pelos alunos. Nesse
marco, trabalharemos também com os conceitos de espaço virtual, enquanto lugar particular onde se
desenvolvem os AVAs, e de interação e interlocução.
Projeto de extensão: prática de escrita colaborativa no ambiente virtual Moodle
Loiva Salete Vogt (IFRS)
A partir da necessidade de oferecer meios para promover o aprimoramento da leitura e produção textual
de alunos concluintes do ensino médio e comunidade interessada na temática, foi criado o projeto de
extensão “Leitura e Produção Textual: estudos e aplicações”. Para atender à demanda social foi
promovido na modalidade a distância, via Moodle, vinculado ao Instituto Federal do Rio Grande do SulCâmpus Feliz. O ambiente virtual configura-se como um lugar também de aprendizagem e espaço de
“constante relacionamento das coisas em dinâmicas que viabilizem opções aos sujeitos aprendentes
articulados coletivamente” (RETTENMAIER, 2009, p. 92). Neste contexto, foi observada a efetiva
participação de alunos do ensino médio e do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Letras,
alguns dos quais atuaram como tutores (bolsistas de extensão). A metodologia do projeto previa a
escrita e envio de redações a partir de propostas apresentadas no ambiente virtual, para serem
analisadas pelos tutores através de problematizações e sugestões de reescrita, conforme critérios
específicos, sob a orientação de professores da área de Letras. Como resultado, identificamos o desejo
e a efetiva socialização de saberes, bem como o aprimoramento do processo formativo dos estudantes
na prática textual colaborativa.
O papel pedagógico do design instrucional
Eliane Silvestre Oliveira
Nas últimas décadas houve um crescimento significativo da modalidade de educação (EaD) e
consequentemente novas exigências em relação a qualidade desses cursos para que os mesmos
viessem a ser credenciados pelo Ministério da Educação (MEC). O profissional de design instrucional
tem sido reconhecido como fundamental na elaboração de cursos tanto presenciais quanto virtuais.
Segundo Filatro (2008) o designer é o profissional responsável pelas fases que vão desde a análise do
problema educacional até o planejamento e a implementação de soluções para este problema. Portanto
se faz importante uma análise do papel que esse profissional deverá exercer. Nesta perspectiva essa
pesquisa tem como objetivo principal analisar o papel pedagógico do designer instrucional durante o
planejamento de cursos EaD. Visando compreender o fenômeno o tema será estudado a partir de uma
abordagem fenemonológica hermenêutica. Será analisado sob a ótica do designer instrucional e descrito
e interpretado a luz de uma revisão bibliográfica do tema e das teorias pedagógicas utilizadas na
elaboração dos cursos. Espera-se que este trabalho possa contribuir no entendimento de como se dá o
processo de construção de cursos na modalidade EaD a partir de uma análise dos processos
pedagógicos que permeiam a prática do design instrucional.
Uso das TIC no processo de aprendizagem baseado na autoria individual e coletiva:
um estudo de caso em uma IFES
Cibeli Reynaud (UNIRIO), Vicente Nunes (UNESA)
Essa comunicação trata trata da experiência de formação em EAD oferecida pela universidade UNIRIO
entre 2010 e 2014. A proposta do curso é a formação de profissionais para trabalhar nas áreas de
Tutoria, Elaboração de Material e Gestão na EAD. A metodologia de ensino utilizada foi baseada em
propostas pedagógicas segundo as quais os alunos seriam submetidos a atividades que utilizassem a
autoria (individual e coletiva) como um recurso de aprendizagem. O uso dos recursos digitais online
permitiu a participação ativa dos alunos na construção de seus conhecimentos. A experiência desse
curso nos leva a crer que, quando são convidados a participarem de forma ativa no processo de
aprendizagem os alunos constroem seus conhecimentos de forma mais sólida. A experiência de
implantação desse tipo de proposta em uma universidade pública mostrou-se bastante ousada e abre
outras perspectivas em relação ao uso dos recursos digitais online na Educação.
A Comunicação social e a educação de jovens e adultos:
um estudo das telenovelas educativas brasileiras na década de 1970
Aguimario Pimentel Silva
O trabalho tem como temática central o uso da telenovela educativa pelo governo brasileiro, na década
de 1970, como instrumento pedagógico para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no âmbito da
Educação a Distância (EaD). O objetivo da pesquisa é tecer uma análise das características desse
produto comunicacional voltado para fins educacionais, estabelecendo as (não) relações existentes entre
tais características e os pressupostos teóricos da Andragogia e do pensamento de autores do campo da
EJA, como Knowles (2011), Freire (1978; 2011) e Castro (2008). As produções analisadas são as
telenovelas "João da Silva" (1973) e "A Conquista" (1978), produzidas pela Fundação Centro Brasileiro
de TV Educativa (FCBTVE) como modelos de um processo de ensino e aprendizagem mediado pelas
tecnologias de comunicação social. Primeiramente, descrevemos o contexto educacional, políticoideológico e cultural no qual surgem essas telenovelas. Em seguida, examinamos os conteúdos das
duas produções, focalizando questões como as estratégias de letramento utilizadas e a concepção de
adulto aprendiz nelas presente. Como resultado, defendemos que as produções analisadas não atendem
aos princípios teóricos que norteiam a Educação de Jovens e Adultos (no sentido de uma educação
libertadora), devido, principalmente, à sua inserção no projeto ideológico de um regime militar autoritário.
Desafios da gestão da produção de material didático para EaD: uma análise qualitativa das
práticas do NEaD da UFERSA
Kátia C. da Silva , Almir Nazareno S. M. Junior, Alvaneide M. M. Moura (UFERSA)
Diante da crescente demanda pela produção de material didático de qualidade para os cursos à distância
surgem inúmeros desafios relacionados, principalmente, ao processo produtivo. Com o objetivo de
qualificar esse processo, apresenta-se uma iniciativa inovadora na EaD: a aplicação dos princípios da
Administração da Produção para auxiliar no gerenciamento da produção de materiais didáticos pelo
Núcleo de Educação a Distância de uma universidade que oferta cursos de graduação nessa
modalidade. Para tanto, foi necessário abranger questões relacionadas à aplicação de teorias da
administração de produção na consequente melhoria dos processos organizacionais relacionados a essa
produção. A metodologia utilizada foi fundamentada em pesquisas bibliográfica, descritiva e exploratória,
tendo os dados necessários para atender aos objetivos propostos por este estudo sido coletados através
de análises documentais, entrevistas com os atores envolvidos e observação in loco do processo
produtivo. Foram identificadas as etapas, seus pontos fortes, fracos e principais entraves, o que
possibilitou a qualificação do processo através da implantação de melhorias nas atividades para que se
obtivesse um aumento de desempenho, refletindo em maior qualidade dos produtos gerados. Destacase, ainda, que a possível adoção dessa prática inovadora em outros processos relacionados à EaD pode
qualificar sobremaneira os cursos ofertados nessa modalidade.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 12
Data
07/12
Interações docentes: uma leitura interpretativa da comunicação online
Aline Tavares Costa e Filomena Cordeiro Moita (UEPB)
Hora
Os dispositivos digitais têm oportunizado mudanças em diversos setores sociais, influenciando e
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
12
o
(2 . andar)
modificando, por exemplo, a ação comunicacional de grupos, há tempos com práticas consolidadas – a
exemplo dos ambientes educacionais sistematizados. A partir da leitura interpretativa das falas de
professores participantes de uma especialização, promovida pelo Governo do Estado da Paraíba,
buscou-se perceber, na linguagem e nos recursos digitais utilizados, características da comunicação
online deste público. O aporte teórico é composto por pesquisas de Mattar (2013), Braga (2013), Crystal
(2005), Bolzan e Isaia (2010), além de Kozinets (2014), principal referência para fundamentar os
pressupostos metodológicos da Netnografia. Foram elaboradas categorias semânticas e sintáticas para
identificar elementos da mensagem, como saudação, despedida, referência a outros participantes do
grupo etc. As primeiras análises apontam para uma baixa demonstração de afetividade na interação
entre os participantes do curso, ainda que seu caráter b-learning permita o entrosamento presencial do
grupo. Houve uma preocupação significativa com o uso da norma culta, sendo resumida a exploração de
recursos linguísticos ou digitais para incrementar o sentido da mensagem.
Hipertextualidade em materiais didáticos impressos para os cursos técnicos EAD do SENAC RS:
criando conexões através de elementos do design editorial
Tuani Lopes da Costa e Nelson Eufrasio Junior (SENAC RS)
Este trabalho tem por objetivo apresentar uma pesquisa feita sobre a hipertextualidade, mostrando como
a ideia de conexões, presente na internet, pode ser aplicada em materiais didáticos impressos. Para este
fim, foram utilizados elementos projetuais do design editorial, baseados nas referências sobre Grids e
Tipografia, de Timothy Samara (2007) e Fatima Ali (2009), bem como nas ideias de Bruno Munari (2008)
sobre projetos e solução de problemas, afim de melhorar a interação entre o aluno e o material didático e
valorizar a utilização da mídia impressa na educação à distância, já que a mesma tem como principal
ferramenta os recursos oriundos dos Ambientes Virtuais de aprendizagem (AVA) e da internet em geral.
Foram utilizados como modelo de estudo e aplicação, os materiais didáticos impressos do componente
curricular Gestão de Pessoas, do curso técnico EAD em Recursos Humanos, do SENAC RS. São
resultados esperados a reflexão de que o material didático impresso possa ter a mesma relação de
protagonismo que o material didático online para o aluno de EAD.
Interação Humano-Computador e discurso em um curso a distância:
o caso da disciplina Seminários Interdisciplinares
Lafayette Batista Melo/Jamylle Rebouças Ouverney-King (IFPB)
Este trabalho trata da avaliação da disciplina Seminários Interdisciplinares em um curso de Letras a
Distância. O objetivo é identificar como a interação humano-computador pode influenciar no discurso de
professor e alunos e vice-versa. O estudo fundamenta-se na Análise do Discurso de linha francesa e em
conceitos como suporte, hipergêneros, gêneros discursivos e encenação. É avaliado o desenvolvimento
das disciplinas em seus diferentes módulos, com diferentes grupos na plataforma Moodle, especialmente
no fórum de acompanhamento dos projetos com o professor orientador, e aplicando um questionário com
os docentes. Nota-se que a configuração contextual do ambiente implica pouco na influência do suporte
o que é constatado por uma encenação didática comum na qual o professor orienta leituras de materiais,
cobra resultados de projetos e direciona as tarefas através de gêneros reconhecidos (artigos, planos de
aula, gabaritos, livros didáticos etc.). Porém, a orientação para um discurso eminentemente pedagógico
abre possibilidades para discussões com os alunos através de e-mails, redes sociais, telefone e até
mesmo no modo de revisão do Word na correção dos projetos. Esse fato implica questionar a plataforma
sendo entendida como um hipergênero de apoio à disciplina e se há um detrimento da cena genérica em
favor da encenação.
O Uso das TIC como Interface Pedagógica para a Construção de Saberes, na Escola Municipal
Miguel Fontes - Araçás-BA
Amilton Alves de Souza e Antonio Amorim (Escrita. Mun. Miguel Fontes-BA)
A pesquisa aplicada intitulada de “O Uso das TIC como Interface Pedagógica para a Construção de
Saberes, na Escola Municipal Miguel Fontes, no Município de Araçás-Ba”. Tem como objetivo geral,
analisar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação como interface pedagógica na
Escola Municipal Miguel Fontes no Município de Araçás, no intuito de propor um projeto de intervenção.
Como pressupostos teóricos o trabalho estará discutindo as concepções da EJA com Arroyo (2005);
Barros (2011); Freire (1997); Gadotti (2007); Haddad e Pierro (2000. E para conceituar Letramento,
Escrita, Leitura: Carvalho (2009); Cascavel (2007); Cruz (2007); Garcez (2002); Kleiman (1995); Neves
(2003); Soares (2000); Conceituaremos TIC, Saberes, Informática: Castells (2009); Charlot (1996 e
2001); Hetkowski (2008); Lévy (1996, e 2004); Papert (1994) e outros. Metodologicamente o trabalho foi
construído a partir da seleção dos autores que fundamentaram teoricamente a pesquisa, a escolha dos
teóricos já mencionados no resumo deste trabalho, ocorreu ao longo de nossa trajetória acadêmica e
principalmente pela relevância e produção acadêmica e cientifica. A segunda etapa da produção foi a
recolha de informações a partir dos planos de ensino, PPP, Regimento Escolar, Projeto e Cadernetas,
fazendo uma confrontação com os teóricos e a linha de discussão que estabeleceremos. E por fim
realizaremos a análise das relações entre os conhecimentos que foram buscados na pesquisa juntos aos
documentos. E apresentará como resultados levantados acerca das contribuições da Oficina no
desenvolvimento da leitura e da escrita para as pessoas jovens e adultas que frequentaram o Projeto
Oficina de Informática.
Práticas de letramento digital na Educação Profissional e Tecnológica
Marilene Mendes, Leonara Castro, Neide M. M. de França, Daniela M. de Sousa (IFCE)
As práticas sociais de uso de leitura e escrita a partir das mídias digitais são uma realidade crescente na
sociedade como um todo. No entanto, sua utilização no contexto escolar é controversa, inclusive na
educação profissional. Esta pesquisa, em andamento, tem por finalidade identificar as principais práticas
de letramento digital dos professores do IFCE - Campus Limoeiro do Norte, enquanto Instituição de
Educação Profissional e Tecnológica, e faz parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação
Científica – PIBIC Jr, da mesma instituição. Para tanto, utilizaremos como métodos a revisão de literatura
e a pesquisa de campo. Fundamentaremos teoricamente o trabalho a partir de autores relevantes nessa
temática, como STREET (2014), BUZATO (2009), SOARES (2009), LEMKE (2010), dentre outros. Para
a pesquisa de campo serão entrevistados docentes e estudantes do Campus visando identificar as
práticas de letramentos recorrentes na atuação pedagógica desses profissionais. A partir do referencial
teórico elencado e das informações obtidas nas entrevistas, pretendemos identificar as práticas de
letramento digital recorrentes no IFCE – Campus Limoeiro do Norte.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 13
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
13
O
(2 . andar)
Letramento informacional e cursos de graduação: um relacionamento necessário
Luciana do Amaral Teixeira e Maria Gracinda Vieira de Almeida Greco (Univ. Estácio de Sá)
O conceito original de letramento sofreu diversas reformulações, motivadas por fatores variados; o que
permitiu a criação de novos letramentos, como o informacional. O letramento informacional surgiu da
necessidade de as pessoas lidarem com novos ambientes de informação e envolve as capacidades de
localizar, selecionar, acessar, organizar e usar informações para gerar conhecimento. Tal letramento
promove a capacidade de aprender a aprender e, portanto, constitui uma prática essencial na formação
de cidadãos críticos e autônomos. Ao assegurar o desenvolvimento desses cidadãos, as faculdades e
universidades ajudam na formação da base para o crescimento contínuo ao longo da atuação
profissional dos indivíduos e do exercício de sua cidadania. Assim sendo, este trabalho investiga o nível
de letramento informacional de alunos de um curso de graduação em Pedagogia a partir da aplicação de
um questionário respondido como atividade da disciplina “Metodologia e Prática de Alfabetização e
Letramento”. As perguntas foram formalizadas com base nos cinco padrões para o letramento
informacional, definidos pela American Library Association. O resultado da avaliação dos questionários
aponta para a necessidade urgente de capacitação em letramento informacional e ratifica o pressuposto
de que o letramento computacional de forma alguma garante a realização eficaz de pesquisas nos
moldes atuais.
Alfabetização mediada por computador: uma experiência com software luz do saber na Escola
Municipal Antonio B. SouzaJoelma dos S. R. Rocha e Patrício N. Barreiros (UEFS)
Propõe-se apresentar os resultados preliminares da elaboração e aplicação de um projeto de intervenção
baseado na utilização do software Luz do Saber, com o intuito de promover a aprendizagem da leitura e
da escrita de alunos do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, em uma escola pública, que não
aprenderam a ler e escrever na idade certa. Na referida escola, existe um alto índice de estudantes que
não conseguiram ser alfabetizados na idade certa, resultando em sérios problemas para vida escolar dos
estudantes. O software Luz do Saber fundamenta-se na teoria do educador Paulo Freire, assim como as
contribuições de Emília Ferreiro e Ana Teberosky acerca do processo de aquisição do código linguístico.
De acordo com dados obtidos em entrevistas, muitos estudantes mostraram-se desmotivados para
aprender a ler e a escrever, acreditando que dificilmente iriam aprender e colocaram toda a
responsabilidade do “não aprender a ler e a escrever” em si próprios. Com o início da aplicação do
projeto de intervenção, já passaram a mudar de postura, percebendo que é possível e importante essa
conquista.
Inclusão digital para população em situação de rua
Luiz H. Oliveira (PME), Mariana F. Santos (IFBA), Cleber J. Lira de Santana (IFBA)
Este trabalho apresenta o relato de uma experiência que descreve e analisa a execução do projeto do
curso de extensão “Inclusão digital como caminho para inclusão social”, ofertado pelo Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia - IFBA, Campus de Eunápolis/BA, em parceria com a Secretaria de
Assistência Social do município, para atendimento à população em situação de rua da cidade de
Eunápolis/BA. Tem como objetivo promover a inclusão social por meio da inclusão digital desses
sujeitos, na perspectiva do letramento digital, utilizando as diferentes formas que as TIC e NTIC podem
contribuir para o exercício da cidadania dessas pessoas. Nesse ponto, visamos socializar o vivido nesse
curso, a fim de apontar dificuldades e possíveis caminhos em experiências pedagógicas com a
(in)formação de grupos em situação de vulnerabilidade social. As bases teóricas norteadoras deste
trabalho têm como referência Coscareli (2007); Ribeiro (2007); Freire (1983); Motta (2007); Lemos; Levy
(2010); Warschauer (2006); Bonila e Pretto (2011). O estudo aponta que o trabalho de inclusão digital
com população em situação de rua envolve questões desafiadoras não só em relação aos letramentos
dos sujeitos em tecnologias, mas também, em relação a uma pedagogia ou pedagogias de
aprendizagem(ns) para a promoção da autonomia e protagonismo social dessa população.
Aprendizagem colaborativa na Web: como escritores/fãs de ficção aprendem e compartilham
aulas de língua portuguesa
Bianca Jussara Borges Clemente (UFRJ)
Este estudo objetiva investigar como escritores/fãs de ficção do gênero discursivo digital fanfiction
aprendem e compartilham aulas de língua portuguesa nas plataformas e redes sociais online. Para tanto,
busca-se explanar sobre a organização dessas aulas de língua portuguesa no ciberespaço; das regras
estabelecidas pelas plataformas online e pelos atores sociais denominados como colaboradores betas
sobre as práticas de escrita dos escritores/fãs de ficção; da seleção do conteúdo dessas aulas com
abordagem tradicional da gramática normativa, como também, o tira-dúvidas como processo de ensinoaprendizagem colaborativa nas plataformas e redes sociais online. Além disso, visa-se entender como
essa aprendizagem colaborativa auxilia os escritores/fãs de ficção nas próprias práticas de escrita no
ciberespaço e como essa atividade de responsabilidade e responsividade do eu para mim e do eu para
outro estão imbricadas no processo de colaboração. Para isso, esta pesquisa utiliza-se da metodologia
da etnografia virtual na coleta de dados das postagens online das práticas escritas e interacionais dos
atores sociais supracitados, para tal, a interpretação desses dados coletados vislumbra-se à luz do
“dialogismo” e “polifonia” de (Bakhtin-Voloshinov, 2003) e dos pressupostos teóricos da Cultura de
Convergência de Henry Jenkins (2008).
Práticas de letramento digital para crianças: contribuições e
novas perspectivas para o aprendizado da escrita
Fernanda Maria Almeida dos Santos (UFRB)
O presente trabalho apresenta uma discussão sobre o processo de aquisição da escrita por crianças
inseridas em práticas de letramento digital, analisando como o uso de diferentes interfaces digitais no
ambiente escolar pode favorecer o processo de aprendizagem da escrita da língua portuguesa. Para
tanto, utiliza-se uma metodologia de investigação qualitativa, fundamentada em uma análise explicativa.
O referencial teórico do trabalho concilia a teoria enunciativo-discursiva de Bakhtin e a teoria social da
construção do conhecimento de Vygotsky com os postulados de Araújo, Coscarelli, Ferreiro e Teberosky,
Kleiman, Lévy, Marcuschi, Ribeiro, Rojo, Soares, Tfouni e Xavier, entre outros, sobre tecnologias,
letramento digital e aquisição da escrita em ambientes virtuais. Argumenta-se, através de uma
investigação in loco e da análise de produções textuais escritas por alunos do 4º e 5º ano do ensino
fundamental de uma escola da rede pública municipal de Amargosa-BA, que o uso das interfaces digitais
contribui para o processo de letramento dos estudantes, intensificando o desenvolvimento das
competências textuais, enunciativas, procedimentais e linguísticas envolvidas no processo de produção
textual, já que a convivência com variados gêneros de textos em ambientes virtuais favorece as práticas
interacionais, bem como o uso social da leitura e da escrita.
Mídia escolar e tecnologia: uma experiência com o jornal no ensino médio
Karine Castelano, Jefferson Balduino e Gerson do Carmo (UENF)
Este estudo, desenvolvido com alunos de Ensino Médio do Instituto de Ciência, Educação e Tecnologia
Federal Fluminense (IFF) – campus Quissamã/Rio de Janeiro/Brasil, apresenta as primeiras ações do
Projeto de Extensão “O jornal na escola – uma proposta multidisciplinar”. Em um primeiro momento, por
meio de oficinas, apresentamos aos alunos o material didático proposto pelo Portal do Jornal Escolar
(2014) a respeito do gênero Artigo de opinião. Para que os alunos pudessem fundamentar seus textos
com argumentos e informações relevantes sobre o tema escolhido, foi preciso que eles fizessem suas
pesquisas na comunidade escolar e local, por meio de entrevistas, enquetes em redes sociais e
pesquisas na Internet. Após os textos estarem revisados, fizemos rodas de leitura com o objetivo de
selecionar os textos mais criativos e bem fundamentados para fazerem parte da primeira edição do
jornal. Em seguida, a diagramação eletrônica do jornal escolar foi feita no editor de texto gratuito Libre
Office. Com o andamento do Projeto, os docentes perceberam que, ao incluir a tecnologia como forma
de auxílio ao aprendizado, os alunos passaram a ter mais comprometimento para realizar novas
pesquisas sobre os conteúdos estudados em sala de aula e sobre matérias para as próximas edições do
jornal.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 14
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
14
o
2 andar
Adolescentes na cibercultura: registros de uma pesquisa de campo
Sebastião Gomes de Almeida Júnior (UFJF)
Pesquisa com grupos focais de adolescentes, desenvolvida em escola da Rede Municipal de
Ensino de Juiz de Fora, Minas Gerais. Tendo como referencial a abordagem histórico-cultural da
construção de conhecimento, busca-se compreender de que modo os adolescentes se relacionam
e desenvolvem suas potencialidades, mediados pelos dispositivos tecnológicos no ambiente da
cibercultura. Destacam-se desse processo investigativo falas significativas sobre experiências
desses jovens relacionadas à sua navegação na internet, com destaque para sua apropriação das
ferramentas de pesquisa e compartilhamento, sua interação nos jogos online e nas redes sociais.
Para tanto, são abordadas questões relativas às tecnologias digitais e seus efeitos socioculturais,
voltadas para a apropriação desses dispositivos feita pelas novas gerações na sua interação em
rede. Assim, o estudo se articula com apontamentos teóricos sobre o ambiente comunicacional
contemporâneo e a cibercultura, tais como, convergência de mídias, inteligência coletiva,
emergência, cultura da participação, imersão em ambientes digitais narrativos e sociabilidade em
rede.
Revisão e reescrita em foco: uma análise de uma oficina de fanfictions na escola
Larissa Giacometti Paris (Unicamp)
Este trabalho possui o objetivo de analisar parte dos dados gerados para uma pesquisa de mestrado que
se encontra em andamento, cujo foco de análise relaciona-se às práticas de revisão e reescrita de
fanfictions a partir da produção deste gênero no contexto escolar. Fanfictions são narrativas escritas por
um fã que se baseia em conteúdos pré-existentes das mídias e da cultura pop para criar a sua própria
história (BLACK, 2006; 2008; 2010). Tal gênero discursivo enquadra-se na perspectiva dos Novos
Letramentos (LANKSHEAR; KNOBEL, 2007; 2011) e da Cultura Participativa (JENKINS, 1992; 2006),
em que, respectivamente, um novo ethos e uma participação ativa do sujeito são fundamentais. Para que
os dados fossem gerados, uma oficina de produção de fanfictions foi realizada com a participação
voluntária de alunos do Ensino Médio no período contraturno ao das aulas regulares, em que os sujeitos
escreveram suas narrativas, as quais foram revisadas por um colega e reescritas posteriormente. Assim,
a pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011) foi utilizada, considerando que a intervenção dos sujeitos foi
fundamental para a transformação de suas práticas. Considerando uma perspectiva bakhtiniana, foi
possível categorizar o modo de revisão destes sujeitos bem como os diálogos construídos na reescrita a
partir das sugestões de revisão.
O Uso do tablet/pc no ensino médio na Escola Estadual Severino Cordeiro de Arruda:
perspectivas e desafios
Maria Sandra da Conceição (UFPB)
As tecnologias de Informação e Comunicação – TICs são ferramentas indispensáveis à Educação
Contemporânea, sendo necessária a criação de ambientes de aprendizagem integrados as tecnologias
no processo educativo. Esta pesquisa buscou investigar a inserção do tablet/PC do “Programa Aluno
Conectado” (PAC), nas turmas de 3º anos do Ensino Médio, da Escola de Referência Severino Cordeiro
de Arruda em Taquaritinga do Norte/PE, e analisar os impactos que as TICs têm gerado, identificando os
principais desafios enfrentados pelos estudantes da Zona Rural e da Zona Urbana e as perspectivas e o
entraves encontrados pelos professores. Os dados coletados por meio de questionário eletrônico
mostram resultados insatisfatórios, onde não há a efetivação da inclusão digital, e que o PAC precisa
passar por avaliações a fim de diminuir as deficiências encontradas na formação de professores, na
motivação dos estudantes e no acesso internet. O uso das TICs proporcionará uma educação pautada
em inovações. As deficiências são pontos de partida para a criação de estratégias e possíveis soluções
para que o PAC não seja visto apenas como um processo de inclusão de equipamentos e de limitações
digitais, mas como um processo significativo com a capacidade de tornar-se propício às expectativas dos
estudantes nativos digitais.
Inclusão e Letramento digitais na formação básica e técnica
Sylvana Karla da Silva de Lemos Santos (IFB)
A inclusão digital na era da internet, quando muitos ainda não têm conhecimento do uso do computador
nem acesso aos meios de comunicação virtual, ainda é uma problemática da realidade dos brasileiros.
Embora a expansão da rede mundial de computadores tenha avançado nos grandes centros urbanos,
ainda há quem não conheça as principais ferramentas para o uso da comunicação virtual. O letramento
está relacionado à capacidade de o indivíduo usar informações escritas para atingir seus objetivos. Com
o uso das TICs, a experiência do letramento abre caminhos ao desenvolvimento de capacidades
cognitivas mais complexas. Unir a inclusão digital e o letramento permite vislumbrar outros. Este trabalho
pretende relatar a experiência do IFB com a oferta de dois programas do Governo Federal no DF,
direcionados à atualização e à formação de um público específico. O primeiro é o Programa Mulheres
Mil, voltado à capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. O outro é o Profuncionário que
atende especificamente aos funcionários de escola pública e visa a formação técnica, basicamente, em
quatro cursos da carreira escolar. Como resultado das experiências, foi observada a necessidade de
práticas de letramento digital para que houvesse a inclusão.
Práticas de leitura e escrita com tecnologia
Katia Ethiénne Esteves dos Santos – PUCPR, Fernanda Ayanne Santos Gama Spigolon - Escola
Municipal Célia Arraes – Recife, Aldenir Farias da Fonseca, Mariana Gomes Mayer
As tecnologias estão presentes no dia a dia de estudantes e docentes, oferecendo oportunidades de
evolução, de troca de informação e de aquisição de conhecimento. Esta reflexão objetiva mostrar como
uma tecnologia educacional pode influenciar no processo de alfabetização e letramento, tanto referente
ao conhecimento de mundo e das questões linguísticas, como digital. Foram pesquisados os envolvidos
no processo de inserção do uso da Mesa Educacional Alfabeto, no Recife, em uma turma de 2º ano dos
Anos Iniciais como elemento agregador ao processo de leitura e de escrita dos estudantes. Por suas
características de interatividade e colaboração a tecnologia inserida no planejamento docente promoveu
práticas sociais que favoreceram as situações de letramento e ampliaram as possibilidades de
alfabetização. A existência de um personagem virtual, que se transformou em “real”, criou oportunidades
diversas para que os estudantes se motivassem e aproveitassempara criar e principalmente vivenciar as
vantagens de fazer parte de um mundo letrado. Os autores que dialogaram neste estudo de caso foram:
Prensky (2001), Santos (2012), Tori, (2010), Lèvy (1993), Soares (2001 e 2004), Rojo (2009), entre
outros, por seus estudos sustentarem teoricamente os elementos da prática vivenciados nos processos
de alfabetização e letramento com o suporte da tecnologia.
Letramento Digital: Google Docs e escrita colaborativa na argumentação
Maria de Lourdes Marques Léllis (IFES)
É fato, a preocupação atual com o ensino público e na educação como um todo. Também é um fator
preocupante que em pleno século XXI, com tantos avanços tecnológicos a escola tradicional ainda vem
sendo apontada como única fonte de aprendizado. O presente estudo, recorte da dissertação de
mestrado profissional ainda em andamento, propõe uma abordagem reflexiva e prática com o foco na
leitura, escrita e uso das TICs. Busca a possibilidade de letramento digital com o alvo nas séries finais
do Ensino Fundamental. O trabalho em desenvolvimento à luz das teorias de Vygotysky e Freire, com o
gênero textual Artigo de opinião objetiva a leitura, pesquisa e escrita colaborativa no ambiente virtual
GOOGLE DOCs e propõe a pesquisa e escrita argumentativa acerca de temas atuais e polêmicos
objetivando formar leitores críticos. Com marco teórico em Rojo (2013), Coscarelli (2011) e Soares
(1998, 2002); o estudo, ainda em andamento, tem em seu vértice o Letramento Digital com novas
práticas inovadoras de ensino.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 15
Data
07/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
15
o
(2 . andar)
Tecnologias a favor do letramento: criação de vídeos curtos na escola
Tatiane Ribeiro de Souza (UNEB)
Diante do contexto atual do mundo tecnológico, os alunos estão envoltos por uma infinidade de
mensagens midiáticas, entretanto recebem pouco ou nenhum treinamento que favoreça o
desenvolvimento de habilidades de análise ou avaliação de tais mensagens. Neste cenário, faz-se
necessário a utilização, em sala de aula, de alguns recursos da tecnologia, a fim de aproximar o ensino
de língua materna à realidade do educando, por exemplo, a criação de vídeos curtos pelos alunos. A
proposta apresentada enfatiza o letramento visual como competência leitora, objetivando através do uso
dos vídeos como texto, possibilitar a leitura crítica, levando os alunos a estabelecerem uma
aprendizagem significativa, pautada em mudança de comportamento coletivo. Considerando que,
trabalhar com as novas tecnologias, possibilita o estímulo à discussão oral, através dos aspectos
semióticos presentes nos vídeos, é possível desenvolver o poder de argumentação e discernimento por
meio da leitura das imagens. Nesta perspectiva, pretendemos evidenciar que o conhecimento linguístico,
as experiências pessoais e sociais contribuem para o entendimento e a interação com o texto trazido
pelas imagens.
As políticas educacionais de inclusão digital:
um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco
Bárbara Maria Farias Mota e Mikhaella de Paiva Costa Wanderley Feitosa (UFPE)
As práticas pedagógicas atuais têm incorporado as transformações promovidas pelas tecnologias de
informação e comunicação? Esse trabalho discute quais os impactos da inclusão digital no ambiente
escolar a partir de um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco, localizada em Recife-PE. Em
termos metodológicos, combinou-se observação participante e entrevista semiestruturada para
evidenciar o desafio das políticas de inclusão digital no ambiente educacional. Os resultados apontam
que o problema principal não é mais a implementação de fato das tecnologias digitais, mas antes disso,
a forma como está sendo feita. Se há alguns anos os problemas discutidos eram visivelmente aqueles do
acesso, hoje o desafio é comportar a complexidade das inúmeras formas possíveis de se fazer uma
política de inclusão digital, que vá desde a formação técnica dos profissionais de educação à
participação ativa da comunidade atendida pela política, para que as adequações socioculturais sejam
efetivadas. É, sobretudo, uma mudança da cultura política em que vivemos – de uma lógica hierárquica
para uma prática participativa de escuta e respeito às especificidades sociais locais do lugar onde a
política pública é implementada.
Projeto de extensão: prática de escrita colaborativa no ambiente virtual Moodle
Loiva Salete Vogt (IFRS-RS)
A partir da necessidade de oferecer meios para promover o aprimoramento da leitura e produção textual
de alunos concluintes do ensino médio e comunidade interessada na temática, foi criado o projeto de
extensão “Leitura e Produção Textual: estudos e aplicações”. Para atender à demanda social foi
promovido na modalidade a distância, via Moodle, vinculado ao Instituto Federal do Rio Grande do SulCâmpus Feliz. O ambiente virtual configura-se como um lugar também de aprendizagem e espaço de
“constante relacionamento das coisas em dinâmicas que viabilizem opções aos sujeitos aprendentes
articulados coletivamente” (RETTENMAIER, 2009, p. 92). Neste contexto, foi observada a efetiva
participação de alunos do ensino médio e do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Letras,
alguns dos quais atuaram como tutores (bolsistas de extensão). A metodologia do projeto previa a
escrita e envio de redações a partir de propostas apresentadas no ambiente virtual, para serem
analisadas pelos tutores através de problematizações e sugestões de reescrita, conforme critérios
específicos, sob a orientação de professores da área de Letras. Como resultado, identificamos o desejo
e a efetiva socialização de saberes, bem como o aprimoramento do processo formativo dos estudantes
na prática textual colaborativa.
As políticas educacionais de inclusão digital: Um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco
Mikhaella de Paiva Costa Wanderley Feitosa e Bárbara Maria Farias Mota (UFPE)
As práticas pedagógicas atuais têm incorporado as transformações promovidas pelas tecnologias de
informação e comunicação? Esse trabalho discute quais os impactos da inclusão digital no ambiente
escolar a partir de um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco, localizada em Recife-PE. Em
termos metodológicos, combinou-se observação participante e entrevista semiestruturada para
evidenciar o desafio das políticas de inclusão digital no ambiente educacional. Os resultados apontam
que o problema principal não é mais a implementação de fato das tecnologias digitais, mas antes disso,
a forma como está sendo feita. Se há alguns anos os problemas discutidos eram visivelmente aqueles do
acesso, hoje o desafio é comportar a complexidade das inúmeras formas possíveis de se fazer uma
política de inclusão digital, que vá desde a formação técnica dos profissionais de educação à
participação ativa da comunidade atendida pela política, para que as adequações socioculturais sejam
efetivadas. É, sobretudo, uma mudança da cultura política em que vivemos – de uma lógica hierárquica
para uma prática participativa de escuta e respeito às especificidades sociais locais do lugar onde a
política pública é implementada.
Brasil na Tel@: uma proposta de unidade didática híbrida
Jordana Lima de Moura Thadei (Instituto Singularidades – SP)
Brasil na tel@ é uma unidade didática híbrida, de Língua Portuguesa, elaborada a partir das dificuldades
de alguns professores no uso de dispositivos digitais para fins pedagógicos. Objetiva apoiar o professor
que intenciona incluir as TDICs em seu trabalho, mas não sabe como fazê-lo. Prevê o uso de
dispositivos tecnológicos móveis fornecidos pela escola ou de propriedade dos alunos, sem romper com
a estrutura de material didático à qual alunos e professores estão habituados, visando a efetivar uma
transição gradativa entre materiais didáticos impressos e práticas passíveis de implementação por
professores iniciantes no uso de tecnologia no ensino. Em torno do tema cinema nacional propõe, em 16
atividades, o estudo de gêneros discursivos / textuais que circulam em suportes impressos e digitais e
tem como produção final do aluno um texto fílmico, para circular em suportes digitais. Apresenta-se em
formato hipertextual e convoca diversos conhecimentos linguísticos, extralinguísticos, de áreas didáticas
afins, além de letramentos digitais necessários à pesquisa e produção fílmica. O trabalho tem como base
teórica os estudos da pedagogia de projetos, dos projetos de letramento, dos multiletramentos e do
ensino híbrido e pode ser implementado no final de EF II e início de EM.
Professores e letramento digital: a transposição da teoria
dos documentos oficiais à prática pedagógica
Eliza A. S. Nantes, Antonio L. Guerra Junior, Ednéia de C. S. Pinho, Juliana F. S. Simm
(UNOPAR/PG)
Este trabalho integra as atividades desenvolvidas pelo projeto de pesquisa “Gêneros discursivos: uma
investigação das práticas de letramento e multiletramento na esfera escolar” e tem como objetivo
investigar o nível de letramento digital de professores da educação básica pública, de diferentes áreas,
de modo a verificar se suas ações docentes contemplam as orientações expressas pelas Diretrizes Para
o Uso de Tecnologias Educacionais do Estado do Paraná (PARANÁ, 2010) e consideram, conforme os
desdobramentos teóricos contemporâneos, as novas práticas de multiletramento. Para tanto, procedeuse a uma pesquisa qualitativa, por meio do instrumento questionário, com vistas à obtenção de
informações capazes de propiciar uma análise contrastiva entre as teorias por eles assimiladas e as suas
ações pedagógicas. Epistemologicamente, ancoramo-nos nos estudos de Daley (2010), Kalantzis e
Cope (2008), Knobel e Lankshear (2007), Rojo (2012, 2013), Street (2003), entre outros. Os resultados
indicaram, de um modo geral, um processo de transformação e de quebra de paradigmas, impulsionados
por mudanças sociais, mesmo que em certa medida isso não se reflita efetivamente na prática.
Apresentação de trabalhos (CI) da tarde do dia 07/12/2015
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 16
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
Mobile Learning: o uso de dispositivos móveis no ensino de língua inglesa
Márcia Corrêa (UFMG)
O presente projeto propõe a utilização de dispositivos móveis como recursos pedagógicos de forma
interativa e acessível, através da produção de HQs e vídeos, objetivando desenvolver as habilidades
comunicativas: escrita e fala na língua inglesa (L2). O mobile learning que se baseia no uso de
equipamentos móveis em que se utilizam dispositivos portáteis de computação sem fio, é uma
modalidade de ensino que apresenta a concepção ubíqua, na qual o aluno pode acessar e aprender a
01
o
(2 . andar)
qualquer hora em qualquer lugar (UNESCO, 2013), pois é portátil e acessível. Apresenta o Ambiente
Virtual de Aprendizagem Edmodo e suas funcionalidades, as quais auxiliam na aprendizagem
colaborativa, além de favorecer e motivar a autonomia dos aprendizes, sendo uma plataforma que
possibilita uma pedagogia sócio-interacionista, defendida por Vygotsky (1999), que enfoca a importância
da interação social no processo de aprendizagem, também apresenta alguns aplicativos usados para
desenvolver as atividades propostas.
Tecnologias Educacionais como Possibilidades de Redes de Ensino-aprendizagem
André Luiz Turchiello de Oliveira e Karla Marques da Rocha (UFSM)
As inovações tecnológicas vêm, gradativamente, transformado a educação, renovando conceitos,
paradigmas, mudanças de ações que estão refletidas no perfil da sociedade contemporânea. A
qualificação da educação profissional motiva o objetivo dessa pesquisa que aborda as possibilidades de
utilização das tecnologias em rede, nos processos educacionais, das práticas docentes dos professores
do Instituto Federal Farroupilha, no Rio Grande do Sul. A construção da base teórica é estabelecida por
autores que abordam a necessidade e importância da formação de professores que possuam
competências, habilidades e atitudes para mediarem a construção do conhecimento de uma geração que
exige adequações pessoais e profissionais. A investigação qualitativa apoia-se na metodologia da
pesquisa-ação, constituída em oficinas presenciais de capacitação, organizadas em um ambiente virtual,
estruturadas a partir de informações obtidas pelos próprios docentes, que interessam-se em utilizar os
recursos disponíveis na instituição para diversificar suas metodologias de ensino-aprendizagem.
Caracterizada como uma proposta de mestrado, em andamento, espera-se contribuir para a inserção
das tecnologias na educação profissional, em um contexto que possui estrutura física, humana e
econômica para engajar-se em uma proposta inovadora. Como produto final deste estudo investigativo,
será produzido um material didático, em forma de e-book, disponibilizado em rede.
Experimentações do uso jogos digitais na disciplina de Língua Portuguesa
Eli Lopes da Silva (UFSC), Cintia Franz (Secretaria M. E. Rio do Sul), Dulce Márcia Cruz (UFSC)
Este trabalho apresenta os resultados baseados nas experimentações das mídias digitais na disciplina
de Língua Portuguesa, com alunos do 6º. e 7º. anos do ensino fundamental em uma escola de Rio do
Sul/SC. Trata-se de parte de uma pesquisa de doutoramento, em andamento. Metodologicamente é uma
pesquisa em colaboração, na qual pesquisador e professora da disciplina criam situações de uso das
mídias, nesse caso, o jogo. Neste artigo apresentamos os resultados das práticas pedagógicas da
professora no uso de dois jogos on-line: o primeiro visa testar o conhecimento dos alunos sobre as
classes gramaticais; o segundo é um teste sobre o novo acordo ortográfico. As aulas são filmadas,
fotografadas e as experimentações com os jogos se transformam em experiência docente que servem
para outras situações em sala de aula.
O Letramento digital a partir da tela do aparelho celular nas aulas de língua portuguesa
Daiane Conceição Simões Santos (UESC)
Os novos suportes tecnológicos como celulares e smartphones presentes hoje na sociedade geram
novas práticas de interação que devem ser percebidas como condição para a construção do
conhecimento e também para a formação de sujeitos letrados. Nesse contexto, a escola deve promover
não só o letramento a partir do contato com os livros, mas também o letramento digital através do
contato com esses novos suportes tão utilizados. Nesse contexto, este estudo intenciona propor a
inserção do uso do aparelho celular nas aulas de língua portuguesa através da aplicação de sequências
didáticas baseadas em hipertextos. O estudo será realizado em uma turma do 9º ano do ensino
fundamental da rede pública de Ilhéus, na Bahia. Esta pesquisa fundamenta-se teoricamente nas ideias
de Coscarelli (2011), Soares (2003), Braga (2013), Marcuschi e Xavier (2010). Espera-se como resultado
promover com outros participantes pesquisadores presentes no evento uma discussão acerca da
proposta de inserção do aparelho celular como ferramenta pedagógica, tendo em vista a necessidade de
se promover o letramento digital na escola.
Ensino híbrido: uma experiência de sucesso para produção de texto
Cristiane Imperador e Márcia Azevedo Coelho (Col. Espírito Santo)
Esta comunicação tem como objetivo apresentar alguns resultados de um curso de produção de texto,
desenvolvido com estudantes do ensino médio, o qual concilia encontros presenciais com o modelo
pedagógico chamado flipped classroom, ou sala de aula invertida. O curso, ainda como projeto piloto, já
apresenta evidências de que esse modelo pedagógico, divulgado inicialmente por Bergmann e Sams
(2012), tem grande potencial de promover uma aprendizagem mais significativa, individualizada e
colaborativa, aprimorando a relação entre estudantes e professor. Essa possibilidade de organização
curricular diferenciada permite ao estudante o papel de sujeito de sua própria aprendizagem, com o uso
de tecnologias da informação e comunicação, ambientes virtuais, vídeo aulas e outras possibilidades de
interação virtual, reconhecendo a linguagem como atividade humana e aspecto fundamental para a
construção do conhecimento. Os resultados demonstram que o curso, desenvolvido por meio do flipped
classroom, promove maior desempenho sobre os usos da língua, aprimoramento da produção textual,
além de favorecer o desenvolvimento de habilidades e competências para a busca e aplicação da
informação, com o uso da tecnologia, em um ambiente em constante mutação.
O Uso didático-pedagógico das TDIC no desenvolvimento de práticas
de reflexão e análise linguística na escola
Thais Fernandes Sampaio e Renata Cristina das Dores Alves (UFJF),
Esta pesquisa investiga, junto a docentes que atuam no ensino fundamental de escolas públicas, as
possibilidades de inserção das TDIC no trabalho com língua materna na escola, considerando
infraestrutura das escolas, receptividade dos alunos, preparo do professor e orientações oficiais para o
ensino de Português. Fundamentado em discussões sobre a relação tecnologia-ensino (ROJO, 2012;
BRUNO, PESCE, BERTOMEU, 2012) e sobre o ensino de língua materna (CALLOU, 2013; NEVES,
2010; ANTUNES, 2003), o objetivo principal do projeto é elaborar, aplicar e avaliar propostas de
intervenção que apresentem estratégias para o uso efetivo das TDIC no desenvolvimento de práticas de
análise linguística e na promoção de reflexões sobre a linguagem na escola. Seguindo os moldes da
pesquisa-ação (TRIPP, 2005; ENGEL, 2000), o grupo desenvolveu e aplicou, até o momento, duas
propostas de intervenção. A primeira consistiu em uma sequência de atividades, mediadas pelas
ferramentas da Wikispace, em um trabalho sobre concordância verbal, no oitavo ano. A segunda é uma
Sequência Didática (SCHNEUUWLY; DOLZ, 2004), para o trabalho com o gênero autobiografia,
utilizando um conjunto de aplicativos google, no sexto ano. Apesar dos desafios enfrentados, os
resultados apontam para o impacto positivo do uso das TDIC no trabalho com língua materna na escola.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 17
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
02
o
(2 . andar)
A utilização da robótica educacional na formação inicial do Licenciado
em Computação da Universidade do Estado do Amazonas
Almir de Oliveira Costa Junior (UEA)
Nos dias atuais, muitos professores têm visto na robótica um recurso tecnológico bastante interessante e
rico para intervir no processo de ensino-aprendizagem, pois ela contempla o desenvolvimento pleno do
aluno por meio de atividades dinâmicas. A utilização da robótica neste contexto pode focar-se na
montagem de dispositivos, programação e trabalhar conceitos ligados a matérias curriculares, tais como
Física e Matemática. A Robótica Educacional, ou Robótica Pedagógica, pode ser entendida como o
ambiente de aprendizagem no qual o professor ensina ao aluno a montagem, automação e controle de
dispositivos mecânicos que podem ser controlados por um computador. Na perspectiva de proporcionar
ao licenciado em computação uma instrumentalização para a sua prática docente, professores do curso
da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, têm se respaldado na utilização de atividades que
permeiam o campo da robótica educacional por meio de recursos alternativos como forma de
apresentação da temática aos futuros professores, tendo em vista que o Licenciado em Computação
deve ter uma formação especializada para que possa intervir: a) na investigação e desenvolvimento do
conhecimento na área de computação e educação de maneira multi, inter e transdisciplinar; (b) análise
de problemas educacionais; e (c) projeto e implementação de ferramentas computacionais de apoio aos
processos de ensino-aprendizagem e de administração escolar.
O uso pedagógico do Twitter no processo de desenvolvimento do letramento digital:
possibilidades de expressão e comunicação mediadas pelas tecnologias digitais
Lygia de Assis Silva e Sérgio Abranches (UFPE)
Neste artigo, apresentamos dados de uma pesquisa em andamento, vinculada ao Mestrado em
Educação Matemática e Tecnológica, UFPE, que tem por objetivo analisar as contribuições do uso
pedagógico do Twitter no processo de letramento digital dos alunos de uma escola pública da cidade do
Recife. Para tanto, nos apoiamos nos conceitos de alfabetização e letramento (Soares, 2002 e 2003;
Kleiman, 2002), tendo como foco da nossa investigação a concepção de letramento e seus
desdobramentos, como os multiletramentos (Rojo, 2012) e o letramento digital (Coscarelli, 2005; Xavier,
2002). A escolha do Twitter como objeto do nosso estudo deve-se, entre outros aspectos, ao fato do
microblog ter sido eleito, pelo Centre for Learning & Performance Technologies, por três anos
consecutivos, a melhor rede social para ser utilizada com fins educacionais. Desta forma, a partir de uma
abordagem qualitativa, nosso percurso metodológico contempla uma intervenção no espaço escolar
através de um projeto temático com o uso do twitter, utilizando também como instrumentos o
questionário, a observação participante e a entrevista. Como resultado, encontramos, até então,
elementos para discutir sobre a familiarização dos alunos com relação ao uso do computador e
a internet para a realização de atividades de cunho pedagógico no espaço escolar.
Lousa Digital: A utilização de TICs como recurso pedagógico
nas escolas públicas do estado do Amazonas
Valquíria Gomes Coelho (Idaam), Almir de Oliveira Costa Júnior (UEA)
Diante das constantes transformações que a sociedade do século XXI vem enfrentando principalmente
pelo impacto causado pelo advento das novas tecnologias da informação e comunicação - TICs, o
Governo do Estado do Amazonas tem investido em parceria com a empresa Avançar Tecnologia Ltda. e
por meio de sua Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas, na inserção de
novas tecnologias que possibilitem a inclusão de novos recursos no processo de ensino aprendizagem
das escolas estaduais. O Programa Lousa Digital tem por objetivo oferecer treinamentos junto aos
professores, pedagogos, apoios pedagógicos e gestores, visando a qualificação do docente, permitindo o
aprimoramento das atividades desenvolvidas em sala de aula através das novas tecnologias
educacionais. Após a capacitação, é realizado um acompanhamento das atividades desenvolvidas,
oferecendo todo suporte técnico-pedagógico como: planejamento de atividades utilizando o software
educacional - Despertar Aprendizagem, Lousa Digital, instalações nos notebooks dos professores e
ambientes informatizados das escolas. Com mais de um ano implantado nas escolas estaduais, é
perceptível a importância da utilização de novas tecnologias em sala de aula, o que nos leva a refletir
sobre as exigências no processo de ensino aprendizagem utilizando ferramentas que transformam aulas
tradicionais em aulas dinâmicas e interativas.
Fale a língua dos seriados com o aplicativo “VIVAVÍDEO”o smartphone nas aulas de Língua Inglesa
Adriana Teixeira Alves – Faculdade Sete de Setembro - CE
O objetivo desse trabalho foi utilizar o Smartphone nas aulas de língua inglesa para não somente
aprende gramática e vocabulário, mas também melhorar a pronúncia, pois os alunos podem ver e ouvir
como os atores falam palavras e frases e, com o tempo, o cérebro vai assimilando o modo, ritmo e a
entonação dos falantes da língua alvo. Na grande maioria dos seriados americanos, os diálogos são os
mesmos do nosso dia a dia, o que permite que você aprenda várias expressões não encontradas em
dicionários. Além do mais, seriados são feitos para falantes nativos de inglês, o que significa que os
atores falam rapidamente, e, assim, estimulam o aluno a entender o “inglês de verdade”. A efetiva
potencialidade dos celulares na sala de aula como ferramenta para uma nova forma de praticar a
oralidade e audição dos jovens educandos vai ao encontro dos interesses dos jovens educandos de uma
escola pública do estado do Ceará. Através da imitação feita no aplicativo “viva vídeo” pode proporcionar
uma nova forma de aquisição de uma língua estrangeira.
Uso do scratch e city rain para o ensino do conteúdo lixo no ensino fundamental
Marciléa Freitas, Terezinha Vilas Boas Barbosa, Andréia Araújo (IFAM) e Pricila Souza (IFAM)
A demanda de ensinar com recursos tecnológicos é tão emergente quanto discutir sobre as questões
ambientais em sala de aula. Neste sentido Medeiros (et al. 2011, p.2), destaca que as questões
ambientais estão cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade, desta forma, a educação
ambiental é essencial em todos os níveis dos processos educativos e em especial nos anos iniciais da
escolarização, uma vez que as crianças estão mais susceptíveis a desenvolver o senso crítico sobre as
questões ambientais que os adultos. Os PCNs (1998, p. 35) apontam que o tema Meio Ambiente traz a
discussão a respeito da relação entre os problemas ambientais e fatores econômicos, políticos, sociais,
históricos e tecnológicos. Problemas que necessitam de discussões sobre responsabilidades humanas
voltadas ao bem-estar comum e ao desenvolvimento sustentável. Portanto, o objetivo geral deste estudo
foi elaborar uma proposta pedagógica para o ensino de Meio Ambiente em Ciências Naturais no Ensino
Fundamental com a utilização de programação e jogos digitais. Neste contexto, surgem várias formas de
transformação de práticas pedagógicas, que podem auxiliar na aquisição de aprendizagem significativa,
dentre eles o Scratch e City Rain, são exemplos de recursos que podem dinamizar às aulas sobre o lixo
no momento em que o conteúdo estiver sendo explanado.
O Ciberespaço como suporte para o letramento literário
Luciana Oliveira do Nascimento (UESC), Reheniglei Rehen (UESC)
Atualmente os professores de Língua Portuguesa dos anos finais do ensino fundamental se veem diante
de dificuldades em relação ao ensino de literatura, em especial ao de textos poéticos que geralmente são
pouco estudados nos livros didáticos e, quando aparecem, são apenas fragmentos com fins de ensino
gramatical. Falta de biblioteca ou livros para todos os alunos também fazem parte desta dificuldade.
Diante disso, a escola não tem atingido o letramento literário dos seus estudantes, o qual, segundo
Cosson (2014) é o letramento feito a partir de textos literários proporcionadores de uma maneira
privilegiada de leitura de mundo. Com o avanço tecnológico e o advento da internet na escola, é possível
aliar o letramento literário ao digital, aproximando o estudante do ciberespaço onde é possível o acesso
à literatura em diversos suportes, com os quais é possível desenvolver diversas habilidades de leitura
que ampliam o letramento literário. Este estudo objetiva propor intervenções pedagógicas na forma de
sequências didáticas nas aulas de Língua Portuguesa com o uso do ciberespaço, seguindo os
pressupostos teóricos de Cosson (2014), Marcuschi (2005), Xavier (2005), Lévy (2007) Coscarelli (2008)
e Rojo (2013). Espera-se como resultado uma discussão acerca deste estudo com outros pesquisadores
presentes neste evento.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 18
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
03
o
(2 . andar)
Jogos digitais para o ensino de sustentabilidade
Terezinha Vilas Boas, Marciléa Freitas, Lucilene Paes e Maria Vilas Boas (IFAM)
A tecnologia no contexto escolar requer o compromisso de todos que atuam no processo educacional no
sentido de repensar o ensino e aprendizagem. A utilização de jogos digitais surge como uma estratégia
didática para promover uma aprendizagem significativa, proporcionando uma concepção ambiental
pautada na sustentabilidade. Pois, segundo Behrens (2000, p. 77) o desafio passa por criar e permitir
uma nova ação docente na qual professor e alunos participam de um processo conjunto para aprender
de forma criativa, dinâmica, encorajadora e que tenha como essência o diálogo e a descoberta. Portanto,
o acesso à tecnologia com variados recursos, dentre eles o uso de jogos e quiz interativos a respeito da
temática abordada, podem articular ações em prol do desenvolvimento global do aluno. Segundo Demo
(2008) todo processo de aprendizagem requer a condição de sujeito participativo, envolvido, motivado,
na posição ativa de desconstrução e reconstrução de conhecimento e informação, jamais passiva,
consumista, submissa. Nesta perspectiva, o estudo aborda a aplicação de alguns recursos digitais como
os jogos que podem ser trabalhados com os alunos nas aulas sobre sustentabilidade, buscando garantir
um ensino dinâmico, participativo e interdisciplinar na busca da fluência tecnológica.
Presença das novas tecnologias da informação e comunicação
nas práticas dos professores PDE/PR de Língua Portuguesa
Edneia Aparecida Bernini (UEL)
Este trabalho busca discutir e analisar a formação continuada de professores, tendo em vista o Programa
de Desenvolvimento Educacional, oferecido pelo Paraná – PDE/PR e a prática de ensino/aprendizagem
de professores de língua portuguesa mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação
(NTIC). Parte-se do princípio de que a formação continuada pelo PDE tem contribuído para práticas mais
contextualizadas no que se refere ao desenvolvimento de conteúdos e ao uso das NTIC, causando,
portanto, impacto no âmbito educacional por essa perspectiva de ensino e desenvolvimento do
letramento tecnológico-digital. Para subsidiar esta pesquisa qualitativa de cunho interpretativo,
recorremos a leituras sobre a formação continuada de professores, a partir de produções científicas
neste campo de estudo. Além disso, a literatura sobre as NTIC no âmbito educacional também
contribuirá para compreensão de nosso enfoque. O trabalho insere-se em discussões teóricas sobre a
formação contínua de professores e sobre as NTIC como recurso para o ensino/aprendizagem de língua
portuguesa. Mesmo diante dos trabalhos já realizados, nossa contribuição será substancial, pois visa a
práticas docentes em período de formação continuada no Paraná e, consequentemente, a continuidade
dessa prática a partir da formação.
Jogo Pedagógico Construído com o Impress - Alfabeto Regional
Mariana de Oliveira Athayde Lyra Silva
O ALFABETO REGIONAL constitui-se em um jogo de letramento digital contextualizado construído com
o Impress – software de criação e edição de apresentação em slides. O objetivo do referido software,
com seus recursos de edição de imagens, sons, animações, ações de elementos e associação de
eventos, é contribuir com o professor para facilitar a criação de jogos. Com o jogo Alfabeto Regional, o
educando aprende brincando, identificando as iniciais das palavras por meio de cliques que possibilitam
as letras certas escorregarem para dentro de caixas coloridas localizadas, estrategicamente, na frente
das palavras. Existe no jogo dois eventos, caso o usuário acerte a letra, esta “corre” fazendo ondinhas
até parar na caixinha; caso erre, aparece uma mensagem com chances de novas tentativas. Assim, o
usuário não sai da tela até ir para próxima letra do alfabeto. Em cada tela, estão presentes figuras
associadas às palavras. Por ser um processo de ensino-aprendizagem gamificado, que envolve jogos de
computador principalmente, torna-se motivador e atraente ao aluno, de tal forma que aprender se torna
natural e duradouro. Com isso, têm-se resultados satisfatórios, em que a compreensão do conteúdo, em
um ambiente multissensorial, é rápida e eficaz.
Sala de aula tecnológica invertida: desenvolvendo habilidades de leitura literária - Antonia Maria
Cruz, Luzia Medeiros e Girlândia Cavalcanti Bezerra (UPE)
Este trabalho socializa uma experiência com a utilização de novas metodologias de ensino, que vem
contribuindo para a o aperfeiçoamento de habilidades de leitura literária. Com o intuito de tornar as aulas
atraentes, objetivas e com o foco no aluno, aplicou-se o modelo Flipped Classroom (sala de aula
invertida), organização curricular diferenciada, que permita ao aluno o papel de sujeito de sua própria
aprendizagem e mantém o papel do professor como mediador entre o conhecimento elaborado e o
aluno. Teoricamente, Vygotsky (1896-1934), já destacava a importância do processo de interação social
para o desenvolvimento da mente. Seymour Papert, na linha de Piaget, já defendia na década de 60 uma
didática em que o aluno usasse a tecnologia para construir o conhecimento. Assim, a partir da leitura, em
casa, em grupos, das obras sugeridas pelo Sistema Seriado de Avaliação, da Universidade de
Pernambuco, os educandos, utilizando o software powerpoint, produzem como objeto de aprendizagem
uma fotonovela da obra lida. Espera-se com este trabalho comprovar que a implementação do modelo
do Flipped Classroom, pode contribuir para desenvolvimento de habilidades e de gosto pela leitura
literária.
Desenvolvimento e aplicação de ebooks interativos/multimídia e de ambientes de realidade
aumentada e virtual em processos de ensino e aprendizagem no contexto acadêmico - Eduardo
Henrique de Matos Lima, Luis Fernando Soares e Cheilon Caldeira Camargo (UFSJ)
Assumimos neste projeto a relevância de se pensar a educação em uma nova dinâmica, que considere a
necessidade e as possibilidades do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC)
vinculadas às questões pedagógicas. A proposta do projeto é desenvolver artefatos e recursos digitais
voltados para os processos de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, propomos a produção de ebooks
interativos/multimídia e a preparação de ambientes de realidade aumentada (RA) e virtual (ARV) para
serem utilizados no desenvolvimento de conteúdos de Química e Biologia. Em relação aos ebooks, serão
utilizados softwares e plataformas abertas e livres no processo de desenvolvimento/produção. Os ebooks
serão formatados em ePub, voltado para a distribuição e utilização global. Considerando o
desenvolvimento de conteúdos em RA, será utilizada a ferramenta FLARToolKit, sendo uma biblioteca
livre, utilizada para aplicações Web com RA. No desenvolvimento dos ARV serão utilizados o software
3ds MAX na modelagem de objetos virtuais (3D), o Unreal Engine 4 na preparação dos ambientes com
os objetos 3D, além do Óculos Rift.
Atividades de produção textual e reescrita de texto:
os blogs e os gêneros textuais nas práticas escolares de ensino da linguagem
Luciana de Queiroz Lima e Paulo da Silva Lima (UNIFESSPA)
Muitos docentes já devem ter ouvido de seus alunos que estudar Língua Portuguesa é chato, ou ainda
questionarem o porquê de se estudar uma língua que ele já sabe. Questiona-se também por que a
escola não utiliza as novas tecnologias como ferramenta de aprendizagem nas aulas de Língua
Portuguesa. A razão desses e de muitos outros questionamentos está na forma como o ensino de língua
materna vem acontecendo nas escolas. Muito se fala em redirecionar o ensino de linguagem para
trabalhar a partir de textos, e daí surge o questionamento: Como direcionar o ensino de linguagem
incluindo estudos de gramática e as novas tecnologias na prática de escrita e a reescrita de textos
produzidos pelos alunos nas aulas de Língua Portuguesa no 9º ano do Ensino Fundamental? Com esse
projeto de pesquisa-ação pretende-se investigar estratégias de ação para o ensino de Linguagem,
voltadas ao desenvolvimento e ampliação das competências comunicativo-interacionais dos alunos,
incluindo as novas tecnologias e partindo dos estudos sobre gêneros textuais, sob uma perspectiva
funcional.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 19
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
04
O
(2 . andar)
A Importância da mídia televisiva para a aprendizagem de conteúdos científicos pelas crianças
Marizete Pinheiro de Oliveira (UFBA)
Vivemos numa sociedade permeada pela ciência e tecnologia e com questões locais e mundiais que
precisam de conhecimentos, habilidades e competências para serem resolvidas. Nesse contexto,
apropriar-se dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos é um elemento essencial para o
exercício da cidadania (ROCHA, 2012). Nesta perspectiva, a aprendizagem de tais conhecimentos é
fundamental para o desenvolvimento de uma postura crítica no cidadão que deve estar atento aos
reflexos da ciência na sua vida. Por isso, é de suma importância que os conteúdos e recursos
disponibilizados na mídia televisiva sejam capazes de ampliar e aprimorar o conhecimento das crianças
aguçando sua curiosidade. Diante disso, o presente trabalho objetivou saber como a mídia televisiva
pode auxiliar no ensino das Ciências Naturais no Ensino Fundamental. Para tanto, uma pesquisa foi
realizada com crianças de 06 a 10 anos. Usando a sala de aula invertida, na qual os estudantes
assistiram, em casa, programações previamente selecionadas e, em sala de aula, mediados pelo
professor, expuseram o que haviam compreendido. Com isso, concluímos que a mídia televisiva, quando
bem mediada, é um recurso importante para a aprendizagem de conteúdos científicos pelas crianças.
Hipertextos como estratégias didáticas para a percepção de elementos inferenciais:
uma experiência de leitura nos anos iniciais
Adriana Santos de Oliveira (UFU), Maria das Mercês de Assis (UFU)
Este relato de experiência objetiva enfatizar o uso de hipertextos como estratégias didáticas para o
desenvolvimento de habilidades necessárias à competência leitora, principalmente no que se refere à
percepção de elementos inferenciais no texto. O desenvolvimento de competência leitora eficaz requer
várias habilidades, dentre elas, a capacidade de produzir sentidos ao que lê, a partir da compreensão do
explicitado e da percepção do não explicitado no texto. A construção de sentidos se dá, a partir da
interação sujeitos – texto, por meio da compreensão da materialidade linguística, presente na superfície
textual, e do contexto. A partir de uma experiência de prática de leitura, numa turma de 3º ano do Ensino
Fundamental de uma escola pública do DF, o uso de hipertextos revelou-se como estratégia eficaz para
que os estudantes realizassem as atividades de prática de leitura e de produção textual propostas.
Ancoramo-nos, principalmente, para a fundamentação teórica dessa prática pedagógica, nos estudos de
Gomes (2011), Kleiman (1992), Koch (2006), Koch e Elias (2012, 2014), Marcuschi (1985, 2008) e Rojo
(2012).
Multiletramentos na escola: interface entre os letramentos linguístico, digital, multimodal e
científico Ana Rita Louzada - IFES/UFRN
Na contemporaneidade, os multiletramentos são indispensáveis ao sujeito aluno. Visando a esse
objetivo, está sendo realizado com os alunos de 4º ano da EEEFM Inah Werneck, em Cachoeiro de
Itapemirim, Espírito Santo, o letramento leitor e escrevedor por meio dos textos de divulgação científica
veiculados em revistas periódicas voltadas ao público infanto-juvenil. A temática focada são os aspectos
sócio-históricos-culturais e humanos que despertem o sujeito-aluno para as intervenções locais em seus
respectivos ambientes sócio-geográficos. Além do letramento científico, o letramento linguístico-digital
por meio de semioses e modalidades hipermidiáticas vê-se favorecido, uma vez que esses saberes são
apurados com a divulgação das produções em ambiente virtual e divulgados para as comunidades
interna e externa em um blog produzido pela turma.
A Formação continuada do professor que atua nos cursos superiores no formato blended
learning utilizando a metodologia da sala de aula invertida
Inge SUHR (UNINTER)
A pesquisa em andamento ora apresentada tem por objetivo investigar que saberes são necessários
para uma atuação docente competente em cursos semipresenciais que funcionam segundo a lógica da
sala de aula invertida. A metodologia utilizada é a da pesquisa-ação, tomando o olhar dos professores
atuantes nos referidos cursos como referencial para o aprofundamento do tema. Na Instituição de Ensino
Superior pesquisada, tais cursos são uma busca de superação da dicotomia EaD e presencial e se
apoiam fortemente no uso de Tecnologias de Inovação e Comunicação para transmissão dos conceitos.
Nos encontros presenciais cabe ao professor o papel de mediador de atividades que exijam níveis mais
aprofundados de raciocínio, tais como análise, síntese, reflexão, por meio de aplicação dos conceitos em
atividades teórico-práticas. A orientação da IES para isso é o uso de metodologias ativas. Esse
panorama exige do docente uma nova postura, que supere a mera transmissão de conhecimento. As
categorias até agora levantadas pelos sujeitos de pesquisa, em ordem de importância se referem a:
conhecimento prévio da proposta do curso; maior domínio sobre os aspectos operacionais da EaD;
conhecimento sobre interdisciplinaridade; uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA); domínio de
metodologias ativas para efetivar a sal de aula invertida.
A Utilização do aplicativo WhatsApp por professores em suas práticas pedagógicas
Tereza Cristina Rodrigues Miranda – UNB
Este texto traz os resultados de uma pesquisa de síntese realizada em junho de 2015, a partir de 10
artigos científicos publicados nos últimos dois anos, somados a um estudo de caso, com o objetivo de
entender como os professores estão se valendo do aplicativo WhatsApp para desenvolver tarefas e
aperfeiçoar a comunicação com seus alunos. Na primeira parte, há uma introdução geral sobre o uso de
tecnologias em processos de ensino-aprendizagem para mostrar a relevância de estudar tal aplicativo
(app) como uma ferramenta pedagógica em ascensão. Em seguida, apresenta-se o estado da arte da
produção sobre o tema, com a descrição de títulos, principais problemas e conclusões dos artigos em
análise, considerando que foram destacados os trabalhos que mais se aproximam do interesse deste
estudo. Na sequência, são expostos experiências de exercícios e relatos de professores do Centro de
Ensino Médio 9 de Ceilândia, que participaram de oficinas do Projeto Transiarte no primeiro semestre de
2015. Por fim, algumas conclusões buscam apontar avanços, retrocessos ou lacunas de questões que
foram abertas nesta análise a fim de refletir sobre o aperfeiçoamento de práticas pedagógicas que se
utilizam de tal dispositivo.
Educação presencial mediada por plataformas virtuais: oportunidades e obstáculos
Márcia Maria Travassos Saeger (UFPB)
A mediação por tecnologias na educação presencial é cada vez mais frequente, apontando-se a inserção
de sistemas como o Moodle nas metodologias de ensino nos cursos presenciais, por oferecer recursos
que promovam a interação e compartilhamento de conhecimentos entre os participantes, levando este
processo para além da sala de aula. Todavia, tal metodologia será profícua somente a partir do profundo
entendimento dos objetivos e recursos disponíveis nas plataformas virtuais, contribuindo para sua
eficiente utilização, pressuposto que embasa esta pesquisa. Destarte, este estudo objetivou identificar
como docentes e discentes avaliam a inserção do Moodle como ferramenta de apoio ao ensino
presencial, sendo o locus de pesquisa a UFPB. A pesquisa, do tipo exploratória e de campo, constitui um
estudo de caso realizado com discentes e docentes do curso de Ciências Contábeis. Os dados foram
coletados por meio de um questionário aplicado junto aos discentes com resultados analisados através
de técnicas de estatística descritiva, além de entrevistas semiestruturadas com os docentes, analisadas
de forma qualitativa, através da análise de conteúdo. Percebeu-se forte rejeição de discentes e docentes
a esta metodologia, tendo como obstáculos a ausência de capacitação para docentes e o uso do Moodle
apenas como repositório de conteúdos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 20
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
Interrogações sobre possibilidades de emancipação na colaboração
online em redes sociais a partir do conceito de Indústria Cultural
Lenildes Ribeiro da Silva (UNB)
Este trabalho advém de uma pesquisa de pós-doutorado sobre o tema da redes sociais e Indústria
Cultural e tem como objetivo central pensar as redes sociais como um dos recursos da Aprendizagem
Colaborativa, abrangendo, para além da aprendizagem restrita aos conteúdos tradicionais do currículo
escolar, a possibilidade da Colaboração Online no sentido da emancipação. O problema da pesquisa
pauta-se na seguinte questão: Como enfrentar o desafio das redes sociais na educação utilizando-as
como espaço de formação, conscientização, debate e participação política? Trata-se de uma pesquisa
bibliográfica cuja metodologia parte da análise crítica das redes sociais fundamentada em autores
frankfurtianos como Adorno, Horkheimer e Marcuse, baseando-se no conceito de Indústria Cultural e nas
suas críticas à manipulação do tempo livre e da subjetividade na sociedade tecnológica. A pesquisa traz
ainda a análise de iniciativas exitosas nas redes sociais em perfis e postagens, como possibilidades de
pensar as redes sociais como espaço de emancipação e conscientização. A acessibilidade ao mundo
virtual é um fenômeno crescente, sendo necessário buscar um sentido que ultrapasse o aumento da
sociabilidade, pela via da emancipação, dentro e fora dos muros da escola, do que a educação não se
desvincula.
O Uso do blog como ferramenta de aprendizagem e convergência digital
Rafael Monteiro Ribeiro (Univ. Estácio de Sá)
Vivemos em um mundo com avanços tecnológicos e um aumento substancial da informação de massa,
além de uma nova lógica de trabalho. As Tecnologias da Informação e Comunicação causaram
transformações profundas nos modos de viver, de pensar, de agir. Em outras palavras, o surgimento e a
modernização gerou uma revolução social e cultural. Acompanhando o crescimento acelerado nas
últimas décadas, no qual modifica a vida em sociedade diariamente, novas ferramentas são criadas em
uma velocidade que nós educadores, não conseguimos acompanhar como consequência disso, uma
nova geração aparece. Surge assim, os nativos digitais.Com isso, eclodem questões de como se dará o
processo de motivar esse aluno, que está sempre conectado e é amante dos meios tecnológicos? Como
parte desse cenário, temos o professor que precisa se reinventar, ser inovador e estar conectado. Não
podendo ficar ausente de tal processo. Assim sendo, apresento o blog como ambiente de convergência
digital, com a proposta de interação e aprendizagem colaborativa, no qual obtive como resultado no
período de 4 meses, um engajamento de mais 200 seguidores e mais de 12 mil acessos, que pretende
estimular a produção de um conteúdo de qualidade e cooperativo.
Nas tramas do hipertexto: a reinvenção das práticas de redação na escola
Jacimara Ribeiro (IFES)
A palavra, como signo linguístico, está em crise por consequência da sua exacerbada valorização no
ambiente escolar em detrimento de outros signos não verbais. Somam-se a esse conflito as práticas de
redação reduzidas a criações solitárias que, em geral, são dirigidas a um único interlocutor formal: o
professor. Como sair desse duplo problema que desmotiva o educando a produzir textos escritos? Como
as tecnologias educacionais podem contribuir para resolver esse impasse? Eis uma solução: A escrita
colaborativa pelo hipertexto. Diante desse recurso, a presente pesquisa tem o objetivo de propor uma
reinvenção das práticas de produção de textos na escola. À luz hipertextual de Pierre Lévy e da
Semiótica de Peirce, é possível entender que a prática de produção de texto pode ser colaborativa e,
concomitantemente, pode explorar a diversidade de signos, já que ambas as situações são propícias no
hipertexto. Por Bakhtin e Vygotsky também se pode compreender a escrita para um interlocutor concreto
e colaborativo no tecido da interação social entre os educandos. A partir de uma pesquisa-ação no
contexto escolar, sequenciada em um blog, espera-se como resultado a construção de um material
didático a serviço de novas práticas de escrita que auxiliem o professor.
Ambientes virtuais de aprendizagem e o processo de inversão das aulas em contexto
Janaina Cardoso (UERJ)
Como seria traduzido o conceito de sala de aula invertida para o contexto universitário? Embora o termo
possa ser novo, a ideia não deveria ser considerada “inovadora” neste contexto. Espera-se exatamente
que a aula universitária seja o momento para a discussão de estudos realizados fora dela. No entanto,
infelizmente, para muitos, a ideia é “nova”, ou totalmente “descartada”, prevalecendo as aulas
expositivas. Por lei, 20% das aulas dos cursos universitários presenciais podem ser a distância. Algumas
universidades incentivam esta prática, disponibilizando plataformas, mas será que basta esta ação? Para
haver uma real mudança, e para que seja positiva, há a necessidade não do professor estar motivado,
mas que os alunos também mudem de atitude, que percebam o ganho com a inversão, e entendam que
autonomia vem acompanhada de responsabilidade.Este estudo de abordagem qualitativa busca
comparar duas vivências com a utilização da mesma plataforma em cursos de graduação, sendo que um
curso é totalmente a distância e outro é presencial, mas com a possibilidade de 20% a distância.
Inicialmente, discutiremos o conceito de sala de aula invertida para o contexto universitário, o modelo
híbrido de aprendizagem e buscaremos compará-lo à EAD. Em seguida, serão apresentados os
resultados desta pesquisa ação.
A construção colaborativa virtual de um jogo digital em um curso de especialização a distância
Thamara Lima Vieira Santos (UNB)
Neste artigo, é apresentado o processo de desenvolvimento e criação de um jogo digital utilizando
metodologias de colaboração online. Essa atividade foi aplicada como trabalho final do segundo módulo
do curso de Especialização a distância em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal do
Goiás – UFG/UAB. A especialização utiliza a metodologia PBL (Problem-Based Learning) aliada ao
conceito H (AGA - Ambiente de Gestão de Aprendizagem). A metodologia PBL enfatiza a resolução de
problemas por parte dos alunos e, por meio do conceito H, os alunos não se limitam a um único cenário,
podem utilizar vários recursos disponíveis na rede, e ter seu aprendizado ampliado, podendo
desenvolver as atividades em diversos ambientes, baseado na ideia de que toda a internet é propícia
para o aprendizado. Este artigo foi desenvolvido com base na teoria de TELES (2012) sobre a
metodologia de aprendizagem colaborativa online que descreve 7 dimensões a serem consideradas em
trabalhos colaborativos visando um melhor aproveitamento por parte dos estudantes. Dessa forma,
buscamos apresentar o desenvolvimento do jogo através das metodologias inovadoras utilizadas na
especialização.
Dimensão subjetiva: sala de aula invertida ADITREVNI
Eliane Martins Quadrelli Justi (Uninter)
O presente estudo é uma das partes de um projeto de pesquisa maior, relativo aos conhecimentos
necessários ao professor que trabalha em cursos semipresenciais usando a lógica da sala de aula
invertida. Busca compreender a dimensão subjetiva na relação teórico-prática do ensino, onde os
sujeitos, professor e estudante invertem a lógica da aprendizagem na sala de aula. A metodologia
utilizada é a da pesquisa-ação, e, no decorrer de seu desenvolvimento, passou a saltar aos olhos algo
que até então imprevisto: a dimensão subjetiva na relação professor-estudante neste tipo de curso. A
Instituição de Ensino Superior pesquisada sugere para o trabalho docente em cursos semipresenciais, a
adoção do método de sala de aula invertida, ficando a transmissão de conceitos a cargo da mediação
tecnológica (Ambiente Virtual de Aprendizagem), posicionando o estudante no centro do processo e o
professor na mediação do conhecimento. Nesta fase inicial destacamos como desafios e avanços postos
ao professor: a) de inverter lógicas, espaços geográficos e humanos na busca de uma educação mais
autônoma, subjetiva e humanizada; b) a busca para instituir um diálogo problematizador; c) o
encaminhamento de ações interdisciplinares.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 21
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
06
o
(2 . andar)
Ensino de Programação para crianças e o desafio curricular:
um relato de experiência em uma escola municipal de Manaus
Fernanda Araújo da Silva e Francinaldo Nogueira (Sec. Mun. de Educação)
Este trabalho constitui-se em um relato de experiência daquilo que foi, e está sendo vivenciado junto a
crianças do ensino fundamental em uma escola da rede municipal de educação, em Manaus. Desde
Papert (2008), diversos estudiosos como Resnick (2014), Valente (2004) e Demo (2008), tem levantado
a iminente relevância de inserir a aprendizagem de programação nas escolas, frente à inevitável
interação da nova geração com as tecnologias digitais. Mais que o ensino de programação por si só,
tomamos como nosso desafio e objetivo posto à prática pedagógica, associar este ensino e integrá-lo ao
currículo, de modo que os professores possam lançar mão dessa possibilidade na educação das
crianças no cotidiano escolar. Tomando como pressuposto a autoria e protagonismo infantil (NORONHA,
2011), procuramos construir esse processo de busca em conjunto com os alunos do segundo ano do
ensino fundamental. Através do diálogo foi proposto o projeto intitulado “Pequenos curiosos, grandes
descobertas: a investigação do mundo animal em contos e parlendas na linguagem Scracth”.
Procuramos esboçar um planejamento, maleável durante o processo, que contemplou plataformas online e computação desplugada. Do processo emergiram desafios e aprendizados tanto dos alunos como
dos professores envolvidos, que nos permitem re-considerar o uso das tecnologias na educação.
Avaliação do Processo Ensino aprendizagem – Gestão em Saúde
Rosane Aparecida do Prado (IFSC) e Andreia de Bem Machado (UFSC)
Na sociedade do conhecimento onde a comunicação faz-se por meio de tecnologias que geram
informações em questões de segundos, houve a necessidade de mudarmos o formato da educação.
Essa passou a utilizar de metodologias que podiam utilizar de formatos onde o tempo e o espaço podem
ser geridos pelo estudante. Sendo assim, o objetivo deste trabalho propõe a avaliação de um curso
utilizando a educação a distância intitulado Curso de Especialização em Gestão em Saúde. A
metodologia utilizada foi estudo de caso proposto por Yin(2010) com uma abordagem quali-quantitativa,
aplicando-se questionário eletrônico disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem. O referencial
teórico é baseado nos pressupostos da educação libertadora de Paulo Freire. Os resultados qualitativos
são contraditórios aos quantitativos, pois o primeiro a população pesquisada aponta fragilidades do
Curso, já o segundo indica satisfação desse universo da pesquisa. As fragilidades apontadas remete ao
apoio midiático apresentado nos polos de educação continuada enquanto a satisfação está na
metodologia utilizada pelos professores nos momentos síncronos do Curso.
Uso da tecnologia digital na aprendizagem
Sandra Regina de Oliveira (Colégio Virgem Poderosa)
Indagar a viabilidade da aplicação das tecnologias digitais em sala de aula dos 7ºs anos do Colégio
Virgem Poderosa para gerar aprendizagem contextualizada e interdisciplinar. Determinar o
desenvolvimento da aprendizagem com o uso das tecnologias digitais. Analisar as metodologias que
podem ser utilizadas pelos discentes no uso das tecnologias digitais. Verificar os recursos tecnológicos
digitais para uma aprendizagem eficaz. A Tecnologia Digital e a aprendizagem; a metodologia utilizada
na tecnologia digital; os recursos tecnológicos digitais para uma aprendizagem eficaz. Aplicação dos
recursos tecnológicos digitais especialmente os tabletes, em na sala de aula dos 7ºs anos do Colégio
Virgem Poderosa que incorporados à rotina escolar gera aprendizagem. A tecnologia digital pode ajudar
nos modelos educacionais inovadores a fim de tornar o ambiente físico multifuncional, conectados,
agradáveis e abertos a aprendizagem integral. É essencial uma aprendizagem colaborativa num mundo
digital, lembrando que continua sendo fundamental a comunicação afetiva. Aprende-se com os demais e
aprende-se sozinho, é preciso perceber a riqueza das possibilidades cognitivas como uma construção
aberta, criativa e empreendedora. Uso das tecnologias digitais em sala de aula através dos tabletes,
plataformas, videogame, multimídia, internet, redes sociais. Aprendizagem e desenvolvimento dos
saberes de forma contextualizada e interdisciplinar.
Experiências híbridas na formação de professores
Marcelo Ganzela Castro (Instituto Singularidades)
As discussões sobre a formação de leitores literários no ambiente escolar têm acontecido, grosso modo,
à margem do contexto de inovação educacional associado ao ensino híbrido. Para os educadores que
trabalham com literatura, seus principais escopos têm sido a questão curricular (o que queremos ensinar)
e metodológica (como estimular a leitura literária). Nesse ambiente, pouco se discute mídias e
ferramentas digitais. Tendo como foco um ensino de literatura que se oriente pela personalização no
processo de formação de leitores, o curso de Letras do Instituto Singularidades, em parceria com o
Grupo de Estudos em Educação Híbrida tem estudado, pesquisado e experimentado caminhos para uma
aprendizagem híbrida na área de literatura. Nesta comunicação, compartilharemos alguns experimentos
nas disciplinas do núcleo de estudos literários dentro da Licenciatura em Letras de nosso instituto e
como tais experimentos têm impactado as relações que nossos estudantes, futuros professores, têm
com a leitura literária.
O Smartphone potencializando comunicação e aprendizagem
Fabiana Paulino de Sousa e Patrícia Cavalcante (UFPE)
Apresentamos dados de uma pesquisa que se encontra em andamento, estando vinculada ao programa
de Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica, UFPE, tendo como objetivo analisar o uso do
smartphone para a realização de atividades de pesquisa comunicação e produção para a aprendizagem,
integrados numa webgincana, numa escola pública do Recife. Para isso, nos apoiamos em conceitos de
aprendizagem móvel (Schlemmer, 2003; Traxler, 2011; Moura, 2010), além de compreendermos o
processo de desenvolvimento dos dispositivos móveis dentro da cibercultura (Lévy, 2012), por meio da
aplicação de uma webgincana (Barato, 2012), analisada a partir da teoria da atividade (Engeström,
2013). Trata-se de uma pesquisa participante e qualitativa, com um percurso metodológico contemplado
por uma intervenção no campo de pesquisa, a partir da aplicação de uma webgincana, por meio de um
aplicativo construído para estimular o uso do smartphone potencializando o processo de aprendizagem
móvel, produção, comunicação e pesquisa, dentro e fora da escola. Nossos instrumentos foram os
questionários e as entrevistas semiestruturadas. Os primeiros resultados nos permitem discutir as
possibilidades de uso do smartphone como recurso pedagógico planejado, dentro e fora de sala de aula,
possibilitando uma aprendizagem móvel e potencialmente dinâmica.
Jogos - uma nova forma de aprender e ensinar dentro da educação
Osvaldo de Jesus Silva, Suzane Teles Braga (UFG)
Como caracteriza Brougère (1981) o brincar é uma atividade essencial que faz parte da formação cultural
das crianças, demonstrando que elas estão inseridas em um contexto social suportado em diversas
funções. Huizinga (2012) mostra que as grandes atividades arquétipas da sociedade humana são, desde
o início, marcadas pelos jogos. A aproximação entre a educação e o universo interativo dos jogos se
configura como prática de experimentação, representação da realidade e expressão de idéias
produzindo novas possibilidades de viver e aprender, expandindo a capacidade do aluno quanto à
resolução de problemas que circulam em um determinado tempo e espaço. Os jogos nos ensinam, nos
inspiram e nos envolvem de uma forma que a realidade não consegue fazer, Mcgonigal (2012). Ao se
analisar o jogo como elemento cultural, verifica-se a sua função social na qual se transmite um objetivo e
um significado, assumindo sua função pedagógica e tornando o estudo mais atraente. Foi produzido um
jogo aliado ao aprendizado baseado em problemas (Problem-Based Learning – PBL) onde desenvolveuse habilidades de trabalho em grupo e estimulou o estudo individual de acordo com o interesse e o ritmo
de estudo de cada estudante, fato que pode ser verificado ao longo deste trabalho.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 22
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
Transformando meu plano de aula por meio das TIC’s
Michele Rodrigues (MOSYLE)
Durante as capacitações que ministro a professores, percebi que o maior desafio deles é saber como
adequar seus planos de aulas utilizando as tecnologias. Confesso que no início tive essa mesma
dificuldade mas aos poucos fui me adaptando. Claro que a utilização deve ser com parcimônia, não
indico o uso massivo, porém é sem dúvida um grande diferencial perante aos alunos. Uma maneira
encontrada por mim foi começar a transformar os conteúdos que você tem mais facilidade em ministrar.
Comecei por Álgebra e depois desenvolvi os demais. Hoje, trabalho com temas interdisciplinares sem
nenhum problema. Assim, nesse trabalho apresentarei um plano de aula sobre Números Inteiros que foi
adaptado utilizando ferramentas simples agregadas a um LMS, e dois aplicativos educacionais
(Geogebra e Scratch). A análise dos aplicativos será baseada no público alvo, tipo de atividade,
habilidade desenvolvida e conteúdo trabalhado. O intuito é divulgar novas formas de uso das TIC’s
(Tecnologias de Informação e Comunicação), dando subsídio aos educadores em geral.
Tecnologias móveis e cibercultura: práticas docentes no contexto das redes sociais digitais
Jucileide Santos de Jesus Moraes e Obdália Santana Ferraz Silva (UNEB)
Discutimos, neste estudo, as relações dos professores das classes regulares, hospitalares e domiciliares
com as tecnologias móveis. Objetivamos abordar o processo de inserção destas na Rede Municipal de
Ensino de Salvador, bem como discutir as práticas pedagógicas dos referidos professores, possibilitadas
pelos processos criativos e pelas redes sociais, após a chegada de tablets e notebooks, nas escolas da
prefeitura, em 2012, e pelo processo de formação oferecido pela Secretaria Municipal de Educação de
Salvador – SMED, em parceria com o grupo de pesquisas Comunidades Virtuais da Universidade do
Estado da Bahia – UNEB. A pesquisa foi realizada com dois grupos de professores: os que atendem
alunos em escolas e os que os atendem em hospitais ou onde esses alunos residem, se não podem
frequentar a escola. Discutimos as categorias teóricas: mobilidade (LEMOS, 2009), tecnologia (LEVY,
1994), redes sociais (RECUERO, 2004), educação, tecnologia e formação de professor (KENSKI, 2003;
MATTAR, 2013; SILVA, 2009), orientadas pelos seguintes procedimentos metodológicos: levantamento
do referencial teórico, observação participada nas formações e análise dos materiais disponíveis pelos
professores, nas redes sociais. Os resultados indicam que é possível criar novas práticas pedagógicas a
partir de um processo formativo que estimule os professores na inclusão das tecnologias móveis na
escola.
Inclusão digital e educação profissional: uma análise dos diferentes letramentos digitais para o
processo ensino aprendizagem no Centro Integrado de Educação do Baixo Tocantins/Cametá-PA
Carlos Alexandre Sassim (UFPA), Benilda M. V. Silva (Seduc-PA)
Esta pesquisa objetiva analisar os diferentes letramentos digitais existentes no processo ensino
aprendizagem do Centro Integrado de Educação do Baixo Tocantins/Cametá-PA. Os fundamentada
teóricos dessa pesquisa compreende os seguintes autores: Löbler (2011), Araujo e Rodrigues (2011),
Batista (2012), Soares (2002),Valente (2001), Velloso (2010), Buzato (2006), entre outros. A metodologia
orienta-se na abordagem qualitativa, por meio de uma pesquisa do tipo Estudo de Caso, que utilizou com
instrumentos de coleta de dados a entrevistas semiestruturadas (com professores, alunos, direção e
coordenação pedagógica), questionários, e observação assistemática. A análise dos dados estrutura-se
por meio da Análise de Conteúdo. Os resultados revelam alguns entraves que dificultam o avanço do uso
das tecnologias em prol do letramento digital para uma formação humana integral, como por exemplo:
estrutura física precária, falta de equipamentos, formação continuada para a direção, coordenação e
professores sobre os procedimentos teóricos-metodológicos referentes ao letramentos digital. Conclui-se
que apesar das dificuldades citadas acima, o processo de Letramento digital, já se faz presente no
processo de formação dos estudantes do CIEBT/Cametá-PA. Porém, temos que ressaltar também que
há muito a ser feito pelos profissionais educacionais do CIEBT/Cametá-PA, em propor uma educação
efetivamente baseada no letramento digital.
Letramento digital e formação de professores:
(re)construindo conceitos e (re)configurando práticas na rede pública de Lajes-RN
Geraldo Generoso Ferreira, Pollyanna Brandão, Samara Freitas Oliveira (IFRN – Lajes)
O presente trabalho tem como objetivo analisar as representações de letramento digital que perpassam o
fazer pedagógico dos professores da rede pública de ensino do município de Lajes, RN. A partir dos
conceitos elaborados pelos docentes, buscamos analisar as práticas de sala de aula, observando a
aproximação ou distanciamentos das representações formuladas. Como fundamentação teórica,
valemos dos estudos que observam o letramento (BUZATO, 2010), (BARTON, 1994), (COSCARELLI e
RIBEIRO, 2005) e (MELO, 2011) e os estudos da área de novas tecnologias digitais na perspectiva
educacional (ROMEIRO, 2010); (KENSKI, 2007), (MATTAR e VALENTE, 2007). Metodologicamente,
buscamos inicialmente aplicar um questionário semiaberto em que os professores pudessem formular
seus conceitos sobre letramento digital. Após tal levantamento, buscamos confrontar tal dizer com a
observação de aulas. A partir de tais observações, buscamos confrontar os dados, observando, em
termos discursivos, a reconfiguração da prática docente. Os resultados preliminares apontam para uma
confluência de conceitos sobre Letramento Digital que observam as TICs apenas como artefatos
pedagógicos o que dificultaria um fazer pedagógica capaz de oferecer ao educando uma possibilidade
de ampliação e domínio de práticas digitais no contexto escolar.
Ensino aprendizagem em curso de enfermagem
mediado por artefatos tecnológicos e redes sociais
Rita de Cácia Santana Rocha (UNIFACS)
Em que medida os docentes de cursos de Graduação em enfermagem vem se aproximando das
tecnologias da informação e comunicação como possibilidade de potencializar o processo de ensino? As
reflexões sobre a presença destas tecnologias no âmbito do ensino-aprendizagem vêm sendo
largamente difundidas, porém, nem todos os cursos de graduação em enfermagem tem se apoiado nos
artefatos tecnológicos para potencializar o ensino-aprendizagem. Compreende-se que urge, cada vez
mais, repensar o uso de tecnologias no processo educativo visando à formação dos enfermeiros para as
próximas décadas em consonância com o contexto atual de uso e apropriação das tecnologias da
informação e comunicação. O presente artigo tem como objetivos refletir sobre a presença dos artefatos
tecnológicos e redes sociais no processo de ensino-aprendizagem em curso de graduação em
enfermagem, bem como identificar as dificuldades dos docentes no uso dos recursos digitais como parte
integrante de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa exploratória do tipo estudo de campo
que se apoiou nos seguintes instrumentos para coleta de dados: entrevistas semiestruturadas e
questionários aplicados entre docentes e discentes. Com isto pretende-se contribuir com as reflexões
sobre o processo ensino aprendizagem e a presença dos artefatos tecnológico e redes sócias no ensino
de enfermagem.
O papel da mediação tecnológica nos cursos semipresenciais
usando a metodologia da sala de aula invertida
Helenice Ramires Jamur (UNINTER)
Diante das recentes discussões no âmbito educativo que colocam em evidência os principais conceitos
da sala invertida, se faz necessário discutir o papel da mediação tecnológica como forma de viabilizar tal
processo. Para além da avaliação do processo educativo que faz uso dessa metodologia, é preciso
compreendê-la como uma forma de ensinar e aprender que demanda de diferentes saberes docentes.
Diante disso, a presente pesquisa, que se encontra em andamento, objetiva a análise dos principais
saberes necessários para a docência em cursos semipresenciais que se estruturam dentro da
concepção da sala de aula invertida. A metodologia que está sendo utilizada é da pesquisa-ação,
buscando um alongamento do olhar da própria equipe docente sobre sua prática. Como instrumento de
coleta de dados foi aplicado um questionário com questões sobre a prática docente na sala de aula
invertida, adotada pela instituição de ensino pesquisada. Como resultado parcial, identifica-se o aspecto
do conhecimento da tecnologia, com o uso do ambiente virtual de aprendizagem, como um dos saberes
necessários levantados pelos professores. Diante disso, a pesquisa reforça a necessidade de
capacitação docente que inclua o conhecimento tecnológico, sem perder de vista o metodológico, que é
por meio do qual o processo acontece.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 23
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
08
o
(2 . andar)
O Letramento digital na formação continuada dos professores de matemática
Ettiène Cordeiro Guérios e Andreia Rabello de Souza (UFPR)
O uso de tecnologias digitais tem impactado diretamente o campo da comunicação, permitindo o rápido
acesso à informação, que por consequência tem reconfigurando profundamente as práticas de escrita e
leitura, ditas tradicionais. Este trabalho tem por objetivo apresentar reflexões sobre a emergência do
letramento digital, bem como suas características dialógicas e de socialização de signos. Busca
identificar como a mudança na visão do que é alfabetização e letramento a partir dos contextos digitais
impacta na formação continuada do docente, avançando de aspectos meramente operacionais de uso,
para alcançar uma reflexão maior sobre: o que, como e porque ensinar a matemática com o suporte
digital? O quadro teórico utilizado foi: Buzzato (2001), Morin (2013), Oliveira (2013), Rojo (2014),
Santaella (2003), Soares (1988), Xavier (2002), Vygostky (1998). Os indicadores metodológicos
preliminares revelam uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo instrumento será um questionário a ser
aplicado aos professores de matemática do Ensino Fundamental II, de uma escola particular da região
de Curitiba. Espera-se resultados que apontem para a necessidade de uma concepção pedagógica
renovada, que propicie elementos teóricos e metodológicos que fundamentem o letramento digital à
prática docente.
O Movimento multissemiótico em vídeos
Cristiani P. de M. Gonzalez, Maraiza de Moraes V. Araújo, Rossana D. Arcoverde (UFCG)
Neste artigo, salientamos, dentre as incontáveis produções multissemióticas, os vídeos, devido não só a
sua constituição por vários modos e recursos da linguagem - o que caracteriza os textos multimodais ou
multissemióticos – como principalmente por se disseminarem na rede de “forma viral” e possibilitarem
uma ampla gama de circulação e acesso aos discursos do produtor e do receptor. Assim, atendo-nos
aos limites de um artigo científico, optamos por analisar dois vídeos: 1. “Dia dos Namorados O Boticário”
e 2. “Comercial da O Boticário e Homofobia”, sob a égide da seguinte questão norteadora: que
caracteres do paradigma da complexidade são encontrados nas produções multissemióticas (vídeos)?
Estabelecemos ainda, como norte, o seguinte objetivo geral: refletir sobre as produções multissemióticas
(os vídeos) como realidade paradigmática complexa. Para isso, valendo-nos de uma pesquisa de
natureza qualitativa e do tipo interpretativista, fizemos uma breve revisão da teoria da complexidade e
dos estudos sobre multimodalidade e multiletramentos. Ao final, nossa análise apontou para a existência
de muitos caracteres da complexidade nos vídeos analisados, tais como a não linearidade, o princípio
hologromático, a instabilidade e a assimetria, fazendo-se necessárias, assim, neste “mundo caótico”,
práticas de ensino-aprendizagem que desenvolvam, no cidadão-aluno, “olhos da complexidade”.
Os recursos tecnológicos na compreensão do mundo científico
Adriana Costa de Souza (Esc. Muni. PROF. Álvaro C. de Carvalho – AM)
O tema do presente trabalho “Os recursos tecnológicos na compreensão do mundo científico” têm como
objetivo estimular o senso crítico do aluno por meio da observação, do registro e da análise de
conhecimentos oriundos da ciência. Uma proposta metodológica aplicada em uma turma do 5º ano em
uma escola pública de Manaus. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’S (1997), o
desenvolvimento do senso crítico é foco do ensino e aprendizagem, pois assim poderemos ter cidadãos
críticos atuantes na sociedade. De acordo com Demo (1996) na união da pesquisa e educação se faz
ciência, ou seja, a produção de conhecimento, o que corresponde a “educar pela pesquisa”. Por este
motivo iremos proporcionar uma sequência didática envolvendo o uso de alguns softwares educacionais
no ensino de ciências, por exemplo o uso do paint para registrar através de desenhos a evolução do
desenvolvimento da semente do feijão. A partir do uso destasferramentas percebemos maior interesse
dos alunos em participar, questionar, fazer o uso dos porquês, buscando entender as observações por
eles realizadas.
Letramento e TDIC: interpretação e relacionamento de
saberes diversos para o ensino aprendizagem
John Hélio Porangaba de Oliveira - UNICAP
Este trabalho tem como objetivo interpretar o relacionamento entre letramento e TDICs para o ensino
aprendizagem de línguas, visto que, as diferentes esferas de autuação humana exigem cada vez mais
pessoas capazes de produzir textos discursivos e de amplitude de conhecimento cada vez mais
elevados, o que implica em um domínio e autonomia da produção de textos coerentes e próprios a cada
área em utilização da ferramenta digital por sujeitos letrados, ao que questiona-se, como interpretar o
relacionamento entre letramento e TDICs para a inserção no ensino aprendizagem de línguas? Assim,
para responder a esta questão, tomou-se como metodologia uma abordagem bibliográfica que relaciona
saberes diversos sobre letramento e inclusão digital para ampliar o campo de discussão no ensino de
línguas, o qual toma como base para as reflexões as concepções dos autores: Soares (2010); Kleiman
(2010); Lima (2012); Costa (2013); Ramos, Linhares e Batista (2012), dentre outros que se enquadram
nesta temática. Para tanto, percebe-se que este estudo reflete uma interligação com os saberes dos
diversos sistemas de linguagem, além de simplificar o processo de ensino aprendizagem e acesso a
informação.
Leitura: suporte digital e papel
Celso Leopoldo Pagnan e Eliane Provate Queiroz (UNOPAR)
Algumas pesquisas pioneiras(Mangen; Walgermo; Brønnick, 2012) têm destacado o modo de ler textos
em geral ou livros inteiros em dois suportes: o digital e o papel. Com base nos dados coletados por tais
pesquisas, bem como na aplicação de testes em alunos do ensino médio, o presente trabalho parte do
pressuposto de que o nível de percepção dos leitores pode ser diferente conforme o suporte utilizado.
Como metodologia, dez alunos leram textos curtos em um tablet e tiveram de responder a questões de
compreensão sobre tais textos; esses mesmos textos foram lidos por outros dez alunos em suporte
papel e também tiveram de responder às mesmas questões. Como a pesquisa ainda está em curso, o
resultado esperado é que revelem modos diferentes de compreensão dos textos. A pesquisa também
quer revelar as preferências do suporte por parte dos jovens leitores. Há uma suposição de que os
jovens tendem a preferir a leitura digital a no suporte papel, porém pode não ser uma verdade absoluta,
conforme atestam outras pesquisas (PewResearch Center, 2014).
O uso do blog como estratégia motivadora no processo de
(Multi) Letramento Digital nas aulas de Língua Estrangeira Moderna (LEM)
Kelly Cristine Martins dos Santos (UFPB)
O avanço da tecnologia nos últimos anos e a consideração de um novo perfil de alunos que chegam as
escolas nessa era digital, vem modificando as novas práticas de ensino e aprendizagem nas disciplinas
que compõem o currículo escolar, especialmente, no que tange a língua inglesa. A presente pesquisa
tem como foco central o uso do blog como ferramenta de Ensino nas aulas de LEM, no processo de
multiletramento. Esta ferramenta é apresentada como forma de estimular alunos, do Ensino Fundamental
II de uma escola pública do município de Caruaru. Inicialmente, foi feito uso da pesquisa teóricobibliográfico, baseadas nos PCN’s e no Guia de Novas Tecnologias, com respaldo em alguns autores
como: Rojo (2013), Palfrey (2011).Castells (1999), Teruya (2006), Selber (2004), Lopes(2002),
Marchuschi (2005,2008), Levy (1999), dentre outros. E, para fazer com que o aluno chegasse ao
letramento em Língua Inglesa, um blog foi criado, para uso pedagógico em uma tarefa e utilizado como
suporte para que os alunos postassem as produções escritas realizadas através da leitura de obras
previamente selecionadas pela mediadora da pesquisa. A experiência evidenciou que é pertinente utilizar
o blog como uma ferramenta pedagógica, e que o uso desse recurso é motivador para os alunos e pode
gerar produções estimulantes e criativas.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 24
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
09
o
(2 . andar)
Leitura de textos multimodais: novas perspectivas
Izabel Cristina Barbosa de Oliveira (UPE)
A utilização de textos que apresentam diversas formas ou linguagens presentes no mesmo contexto,
como texto escrito, imagens e gráficos é classificado como um texto multimodal (MAZDZENSKI, 2008). A
utilização deste tipo de texto em sala de aula e em nossos hábitos diários está a cada dia mais comum,
principalmente, devido ao avanço tecnológico (DIONÍSIO, 2011). Mas, embora esteja muito presente,
nem sempre é fácil compreendê-lo, pois, além da leitura do texto escrito, é necessário ler as imagens
que o acompanham, fazendo com que o leitor utilize várias estratégias para tal finalidade. Desta forma,
cabe a escola também preparar o educando de maneira que ele seja capaz de compreender e interpretar
as mensagens expressas nos textos multimodais presentes na nossa vida diária (BARROS, 2009).
Whatsapp e o uso de redes sociais virtuais como ambiente de mediação
de leitura e escrita colaborativa no contexto escolar
Leila Dias Antonio e Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante (Associação Casa da Árvore)
Nosso trabalho busca refletir sobre as possibilidades de integração entre as aprendizagens informais das
mídias digitais e as necessidades didáticas de ensino de literatura no contexto escolar. Para isso
observamos três turmas do ensino médio de Palmas-TO, durante a leitura obrigatória do clássico “O
Guarani”, que teve sua mediação realizada de forma colaborativa entre alunos e professores através de
um grupo no Whatsapp. Neste percurso acompanhamos uma participação efetiva dos jovens
caracterizada, sobretudo, pela intensa troca de mensagens de texto redigidos em grupo, com reflexões
sobre a obra e a própria experiência de leitura. As características desta interação social, motivada pela
literatura, nos sugerem que, trazer demandas curriculares para estes ambientes informais de
aprendizagem podem se configurar como uma alternativa viável para ressignificar práticas de incentivo à
leitura no contexto da cultura digital.
Análise de Usabilidade do Sistema de Informações da Educação de Pernambuco (SIEPE) na
perspectiva discente
Felipe de Brito Lima; Guilherme Barreto Franca
O Sistema de Informações da Educação de Pernambuco (SIEPE) foi implantado na rede estadual de
ensino em 2011 com o intuito de otimizar o monitoramento e a avaliação de dados gerenciais e
operacionais da Secretaria da Educação e prover um aporte pedagógico que beneficie professores e
alunos. Quanto ao uso do sistema pelos estudantes, o SIEPE se propõe a disponibilizar funcionalidades
que vão desde o acompanhamento de frequência e desempenho ao acesso a materiais de estudo e
informações sobre cursos e oportunidades acadêmicas. Dentre os aspectos considerados cruciais para o
sucesso de um sistema de informações, é possível destacar sua usabilidade. Este entendimento torna-se
ainda mais apropriado no que diz respeito a sistemas que visam engajar usuários com propósitos
educacionais. Embasado nos fundamentos e técnicas do Design de Interação, este estudo tem como
objetivo realizar uma análise de usabilidade das telas e funcionalidades do SIEPE destinadas aos
estudantes usuários. Participam como voluntários 30 discentes da rede estadual. O método adotado
consiste na realização de avaliação heurística aliada à aplicação de questionários e à condução de
entrevistas e grupos focais. Aspectos positivos e negativos são identificados e melhorias são sugeridas a
partir do emprego de técnicas de design participativo.
A Leitura hipertextual de uma saga fantástica: possibilidades didáticas
Pedro Afonso Barth e Fabiane Verardi Burlamaque (UPF)
As sagas fantásticas são um fenômeno que têm revolucionado a relação dos leitores com as obras
literárias e exigem dos professores e mediadores de leitura uma maior reflexão para entender as razões
do seu sucesso. Exemplos de sagas são a série Harry Potter, O senhor dos Anéis e Crônicas de Gelo e
Fogo. Uma saga é hipertextual por excelência, pois ao construir um mundo inventado, abre-se a
possibilidade de uma expansão infinita. Sendo assim, uma saga não se resume a um livro, nem mesmo
se restringe a uma forma única de linguagem. A saga configura um conjunto transficcional: uma história
ou um universo coabitam em diversos suportes e linguagens como o cinema, televisão, cartografia,
quadrinhos, games, fanfictions. Entretanto, como sagas não possuem um caráter canônico, costumam
ser ignoradas na escola. No presente trabalho, temos o objetivo de discutir as implicações didáticas de
sagas fantásticas em ambiente escolar. Levando em conta que leitores de sagas utilizam o meio digital
para discutir a saga que seguem, elaboram enciclopédias virtuais, fóruns e expandem a história,
apontamos possíveis estratégias do uso de sagas para o desenvolvimento de letramentos e também de
sensibilidade artística e literária, por meio dos hipertextos gerados por uma saga.
SondCloud e a possibilidade de abordagem da escrita acadêmica de engenheiros eletricistas e da
computação por meio da promoção do letramento literário
Gláucia Maria dos Santos Jorge (UFOP)
O objetivo dessa comunicação é relatar a experiência do uso da plataforma online de publicação de
áudio, SoundCloud, para compartilhar, promover e distribuir textos literários com vistas à formação de
leitores e produtores de textos que circulam nas sociedades grafocêntricas digitais. Essa iniciativa se
insere no projeto “Eu gosto de ler”, no âmbito do grupo de pesquisa “MULTIDICS” da Universidade
Federal de Ouro Preto. Por meio dos recursos do SoundCloud textos literários foram disponibilizados aos
alunos dos cursos presenciais de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação, matriculados na
disciplina Prática de Leitura e Produção de Textos – oferecida na modalidade a distância no AVA
Moodle. O acesso aos links não era obrigatório, todavia, o índice registrado no site do SondCloud era de
aproximadamente sete mil plays até meados de junho de 2015 (esse índice abarca também alunos de
outros cursos que integravam o projeto). Por meio de questionários aplicados aos alunos, descobriu-se
que os links eram ou replicados ou acessados várias vezes por um mesmo aluno. Os resultados obtidos
até então encaminham para a formação do leitor de literatura, capital cultural agregado e, também,
impactos indiretos nos recursos necessários à escrita acadêmica.
A Poesia Potiguar pede licença para entrar na sala de aula...
Luciana Medeiros dos Santos e Valdenides Araújo Dias (UFRN)
Apesar das diversas publicações que discutem o espaço oferecido à poesia na escola, ainda são muitos
os entraves para uma abordagem significativa. E quando essa poesia é produzida por autores locais,
pouco conhecidos, os entraves são ainda maiores. Dessa forma, a presente pesquisa de natureza
qualitativa e desenvolvida no PROFLETRAS propõe-se a apresentar uma proposta voltada a abordagem
da Poesia Potiguar na sala de aula, considerando, sobretudo, a escassez de material dessa natureza. O
objetivo maior é ressignificar os conceitos e a abordagem dessa Poesia Potiguar no contexto escolar, por
meio da construção de um site inteiramente dedicado a divulgação dessa poesia e, sobretudo a sugestão
de propostas didáticas centradas na mesma. Para esta pesquisa, assumem-se os pressupostos teóricos
de CANDIDO (2013), PINHEIRO (2002), COMPAGNON (2009), PAZ (1982), COSSON (2014), GURGEL
(2001), MACEDO e DUARTE (2001) (2013) e ONOFRE JR (2000). Assim, a referida pesquisa assume o
caráter de enfrentamento diante da necessidade de impregnar nos professores a certeza de que é
preciso dar voz à Poesia na sala de aula, assim como de conhecer a Poesia produzida por artistas
locais, com vistas a valorizar e disseminar suas obras para, enfim, possibilitar atividades pedagógicas
efetivamente envolventes, transformadoras, significativas.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 25
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
10
o
(2 . andar)
Os desafios da formação a distância de mediadores de Arte Contemporânea em instituições
museais
Gabriela Bon (UFRGS)
O texto pretende mostrar os avanços da tese intitulada “Formação de Mediadores na Bienal de Artes
Visuais do Mercosul: Educação a Distância e seus desafios” a qual investiga a EAD nos Cursos de
Formação de Mediadores da FBAVM (Porto Alegre/RS). A tese pretende destacar as relações de
interação e sentido entre os envolvidos neste tipo de formação, verificar em que medida a formação
presencial mesclada com a formação a distância interfere nas relações entre o projeto pedagógico e os
mediadores, como a EAD pode gerar processos autorais, porém compartilhados, através de uma
metodologia própria. Considera os estudos situados na interface da arte, da educação e da leitura de
imagem (BARBOSA, 1991,2002; PILLAR, 1993,1999; ACASO, 2009,2012) e as pesquisas sobre a
semiótica discursiva (LANDOWSKI, 2004, 2009). Na plataforma Moodle, serão analisados: elementos
visuais, estrutura do programa e hierarquia de usuários, discursos institucionais e comunicações entre os
sujeitos para agrupar assuntos em relação aos regimes de interação e sentido. A partir do estudo,
espera-se encontrar subsídios para qualificar a formação de mediadores, demonstrando a importância da
articulação entre modalidades para a obtenção de uma formação ampla e em consonância com os
objetivos de projetos educativos de mostras de arte contemporânea.
A música enquanto componente para o aprendizado: viabilização de uma plataforma de
discussão e consulta de músicas por tema
Ana Clara Alves Ribeiro (Denise Santana Fonseca & Advogados Associados)
O uso de música em sala de aula é objeto de pesquisa por diversos estudiosos que defendem-na como
instrumento eficaz no aprendizado de língua estrangeira (Murphey, 1990); história (Duarte, 2011); entre
outras disciplinas. No entanto, docentes e estudantes carecem de um espaço no qual possam encontrar
músicas relacionadas com os tópicos de estudo e discutirem seu conteúdo. Com os investimentos e
adaptações adequadas, o projeto de website “Need a Song?” (https://needasongbrasil.wordpress.com/)
visa suprir essa carência. Já não restam dúvidas de que a Internet se firmou eficientemente como parte
da esfera pública conforme a concepção de Habermas; portanto, é o ambiente perfeito para abrigar uma
plataforma que reúna pessoas que enxergam a música como fonte de reflexão e agente refletor e
influenciador da cultura. As principais ferramentas a serem disponibilizadas pelo “Need a Song?” são: um
acervo de classificação de músicas segundo os seus temas e a publicação de textos que abordem
conteúdo musical, podendo servir de discussão para temas de literatura, línguas, história, geografia e
quaisquer outros percebidos em letras de músicas. Com isso, espera-se que os resultados consistam no
engajamento dos usuários para a disseminação de uma cultura de valorização da música enquanto
componente para o aprendizado.
O Boticário x os 'boicotários': a repercussão patêmica de uma publicidade nas redes sociais
Leonardo Mozdzenski (UFPE)
Uma campanha publicitária da marca de cosméticos O Boticário foi responsável por provocar uma
turbulenta mobilização nas redes sociais online entre defensores e detratores do comercial. Lançada no
dia 25 de maio deste ano, a peça publicitária mostrava casais homo e heterossexuais trocando presentes
no Dia dos Namorados. Não há beijo (gay ou hétero), e o contato físico entre os personagens se resume
a um abraço carinhoso e asséptico. Apesar de a campanha ser "até bastante delicada" – como ponderou
o diretor responsável, Heitor Dhalia –, ruidosos protestos ecoaram no Facebook, no Twitter, no
Instagram, etc., convocando um boicote coletivo aos produtos da marca. O presente trabalho lança mão
da noção retórica de pathos e objetiva investigar como se deu a repercussão patêmica do comercial
"Casais" nas comunidades virtuais. Para tanto, recorro às contribuições da Retórica clássica (Aristóteles,
2007), da Retórica digital (Xavier, 2013) e dos estudos discursivos (Charaudeau, 2010), compreendendo
o pathos tanto como a construção de um efeito de afetividade pelo enunciador (O Boticário), quanto a
inscrição de sentimentos positivos ou negativos nos discursos dos internautas. Como resultado,
proponho uma categorização da repercussão patêmica da propaganda analisada e das emoções
suscitadas pelos usuários da internet.
Poesia, novas tecnologias, novos suportes midiáticos: o lírico e o digital na formação do leitor
Giovana Pessini Dilem (UFRN)
O quadro atual do desenvolvimento humano faz demandar sujeitos com capacidade e sensibilidade
expandidas para lerem, compreenderem o que leem e interferirem produtivamente no meio em que
vivem. Voltar o olhar para a formação do leitor contemporâneo faz-se imperativo diante do cenário que
se apresenta. É nesse contexto que se propõem o trabalho com o gênero lírico coadunado aos recursos
tecnológicos digitais como alternativa para a formação leitor. O objetivo é encurtar o distanciamento que
há entre leitura e leitor e tornar aulas e textos mais dinâmicos e atraentes aos olhos dos nativos digitais.
A utilização das novas tecnologias, que seduzem os alunos com recursos multissensoriais, e a
apropriação do texto poético em toda sua dimensão plurissignificativa, revelar-se-ão como grandes
aliados na expansão da capacidade leitora e reflexiva do aluno. Para tanto, alunos das séries finais do
Ensino Fundamental, interagem com a poesia traduzindo-a para o ambiente virtual. Utilizando, para isso,
recursos tecnológicos disponíveis em dispositivos eletrônicos para transmutação do texto poético verbal
em texto sincrético, intersemiótico, multimodal, na criação de vídeos para computador e smartphone que
serão compartilhados em mídias sociais.
Josué Guimarães nas Redes Sociais
Ana Carolina Correia Almeida (PUCMinas)
O advento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e a ampliação da Educação a
Distância (EaD) no Brasil contribuiu para a intensificação dos meios de leitura na tela. Esse tipo de leitura
é essencial aos estudantes, em especial aos alunos da EaD, devido a intensa presença das TDIC no
processo de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, uma ferramenta bastante utilizada é o hipertexto
digital. Por possuir característica não-linear e aberta, essa ferramenta possibilita ao leitor autonomia na
escolha do conteúdo a ser lido no espaço virtual. Além disso, possibilita ao aluno, o acesso a diversas
fontes de informações. Diante desse contexto, percebeu-se a necessidade de refletir como a
compreensão dos hipertextos influencia no processo de ensino-aprendizagem na educação a distância.
Desse modo, entende-se que é fundamental a discussão dessa temática, para ampliar a compreensão
do uso dessa ferramenta no ambiente virtual de aprendizagem. Este estudo baseia-se em teóricos como
Lévy (1993; 1999), Chartier (2001), Coscarelli (2012), entre outros.
O poético e o tecnológico: o concretismo e a convergência das mídias
Andréa Márcia Mercadante Alves Coutinho (UCB)
O percurso do texto manuscrito ao texto “eletrônico” explica procedimentos técnicos que são
caracterizadores de uma época histórica e, por isso, determinam formas diferenciadas de expressão.
Essa tecnologia e seus artefatos científicos fez com que aqueles que trabalhavam com a linguagem,
incluindo a linguagem literária, se deparassem com novos registros digitais e virtuais. Decorrente disso,
o poema contemporâneo cria-se influenciado pelas máquinas e anuncia uma mudança de percepção que
se revela na tradução da dimensionalidade do escrito no papel para a tridimensionalidade da
computação gráfica. A palavra poética passa a ter possibilidades sonoras, visuais, gráficas, propensa a
uma navegação não-linear, quebrando as fronteiras do espaço e medição do tempo. Aberta a acessos
eletrônicos nem sempre mensuráveis e a uma participação interativa de leitores, cria novas interfaces e
uma diferenciada interatividade. Como afirma Edmond Couchot - “Para os artistas que embarcam para
Ciber –a web apresenta-se como um terreno de aventura, selvagem e sem limites, com as dimensões do
mundo, mas de fácil acesso”. Seguindo esse pensamento, o objetivo deste trabalho é estudar como os
poetas, sobretudo Augusto de Campos, mais do que conhecedores da arte literária, da palavra literária,
se mesclam, hoje, com todos esses elementos tecnológicos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 26
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
11
o
(2 . andar)
Ironia e (im)polidez em tempos de eleição: um estudo de situações de conflito no Facebook
Girllaynne Marques, Kazue Barros e Marcelo Costa (UFPE)
Em época de eleição, discussões, opiniões e argumentos, tanto dos candidatos à eleição quanto dos
eleitores são intensamente disseminados na televisão, no rádio e na internet. Este trabalho analisa
estratégias de ironia e (im)polidez em compartilhamentos de eleitores postados na página Folha de São
Paulo na rede social Facebook durante o primeiro turno da última campanha presidencial, no período de
setembro de 2014. Estudos comprovam que, ao utilizar estratégias de ironia nas interações, os
interlocutores têm objetivos específicos tais como persuadir, evitar o dogmático, causar dúvida quanto à
sinceridade empregada, evitar o conflito através de discurso indireto. Disso resulta que a ironia pode
tanto provocar quanto evitar conflitos, sendo assim associada intrinsecamente à (im)polidez. O presente
estudo concentra-se nas manifestações de ironia que resultam em processos de impolidez
(impoliteness), assim provocando situações de conflitos. Apoia-se em pressupostos e conceitos do
sociointeracionismo europeu e em teorias específicas da ironia e da (im)polidez para construção do
aparato teórico e metodológico próprio. As análises preliminares parecem indicar que, primeiro,
enunciados irônicos são catalizadores de situações de conflito e, segundo, que parece possível
estabelecer correlações entre o tipo de ironia e o tipo de estratégia de (im)polidez) atualizados nas
interações.
Cybercorpora e estratégias de envolvimento em ambiente digital
Hadinei Ribeiro Batista e Maria Cecília Molica (UFRJ)
As pesquisas sobre interações virtuais cresceram vertiginosamente nos últimos tempos. Esta
comunicação visa: (a) apresentar uma nova ferramenta virtual para construção de bigdata em contexto
educacional com detalhado perfil dos interactantes com o propósito de subsidiar pesquisas acadêmicas
em diferentes áreas e de viabilizar a ampliação da rede interacional entre alunos e professores da
educação básica, e (b) a partir de dados já coletados, discutir uma análise linguística sobre a tendência
operante nos modos de introdução de turno de fala em interações virtuais, correlacionando-a com o perfil
social dos informantes. O estudo toma como foco marcadores discursivos marginais (olá, bom dia, oi),
buscando demonstrar que seu emprego está relacionado a estratégias de envolvimento, que opera de
modo divergente a depender de fatores extralinguísticos, como sexo/gênero. A ferramenta virtual pública
de aprendizagem é o SABERE (www.sabere.com.br) e a presente análise centra-se em abordagens que
dialogam interação, tecnologia, perfil social e linguagem, como a sociolinguística interacional e as teorias
sobre polidez/envolvimento (GUMPERZ, 1971; LAKOFF, 1973; HOLMES, 1995; BARBOSA, 2010;
BATISTA, 2014/2015; DEAKIN et a, 2014).
A Presença e a influência do hipertexto no jornalismo digital
Ianne Samara Bastos Lima Barbosa (UNEB)
Esta pesquisa objetivou analisar como o modo de fazer jornalismo sofreu mudanças, alterações e
adequações no ciberespaço e como o hipertexto conferiu um novo gênero ao jornalismo que é o
jornalismo digital. Para isso, serão utilizadas as contribuições indispensáveis e fundamentais de Lévy
(1999), sobre o ciberespaço, e de Ferrari (2006, 2007), sobre o hipertexto e hipermídia, bem como do
jornalismo digital, uma vez que as tecnologias, que promovem o acesso, estão transformando o modo
como a sociedade consome, produz e distribui informação. Para se alcançar os objetivos propostos
nessa pesquisa, se utilizou da abordagem qualitativa de cunho bibliográfico. Com isso, a proposta foi a
de fazer uma revisão de literatura acerca do jornalismo digital oriundo da convergência do ciberespaço e
da mobilidade da hipermídia por meio dos hipertextos. Assim, os resultados apresentados demonstram a
transformação a que se passou o jornalismo graças ao poder de interconexão e de velocidade conferido
pela rede mundial de computadores.
O Uso das tecnologias na sala de aula e o papel do coordenador pedagógico: uma visão dos
professores de uma Escola Estadual em Olinda (UFPE)
Ana Michele de Almeida Nascimento e Maria Cristina do Nascimento Silva Brandão ((UFPE)
Este trabalho tem como objetivo discutir o uso do blog nas aulas de Produção de texto, como recurso
didático que propicia a leitura, a escrita e a interatividade entre os sujeitos. Procurou-se, primeiramente,
refletir sobre como as inovações tecnológicas e os seus impactos nas práticas de leitura e escrita atuais
facilitam na comunicação e expressão dos discentes. Logo após tecemos uma breve concepção do
gênero blog e seus aspectos multimodais e semióticos. Observa-se como o blog auxilia na prática de
leitura e produção de texto por estar inserido em práticas sociais favoráveis. Para isso, respaldamo-nos
nos estudos de autores como Moran, Marcuschi, Miller, Villela, dentre outros. Adota-se, também, o
procedimento de apresentar um resultado de um projeto desenvolvido nas aulas de Produção de texto
com o uso do blog. O projeto “Blog: o diário na rede” foi desenvolvido em turmas do 6° ano, Ensino
Fundamental II, visando ampliar os conhecimentos e habilidades dos aprendizes em relação à leitura e
escrita. O resultado desse projeto permitiu concluir que o ensino de Produção de Texto mediado por
gêneros emergentes estimula os discentes e propicia o diálogo, interação, em que os alunos assumem o
papel de sujeitos e usam toda a sua criatividade.
O poder da narrativa transmídia no processo educacional das novas gerações
Maria Valeria Espinós Guerra Martins (Univ. Anhembi Morumbi)
Este artigo tem por objetivo analisar o uso das narrativas transmidiáticas no ensino e no processo de
aprendizagem das novas gerações. Escolas e professores deverão ser capacitados para assumir um
novo papel midiático que prepare as novas gerações para o futuro. Ao mesmo tempo, devem aprender a
usufruir dos novos elementos midiáticos, ajudando os alunos a criarem seus repertórios culturais e suas
próprias histórias e identidades. Paulo Freire ensina que não é possível prescindir da ciência, nem da
tecnologia como instrumentos para a melhoria da prática da educação. As novas gerações estão
acostumadas a navegar por diversas tecnologias: eles produzem e consomem conteúdos, que são
realizados a partir da colaboração com outros indivíduos e compartilhados nas redes sociais. As novas
gerações se acostumaram a aprender e a complementar seus conhecimentos usando o Youtube,
acessando a blogs, Facebook, ou qualquer outra forma de comunicação social. Esta realidade alterou o
formato narrativo que vem sofrendo uma grande transformação: a ficção se mistura com a realidade,
criando histórias intermediárias. Para este estudo, utilizamos como referência o método de pesquisa
bibliográfica, que retrata a importância das mídias digitais no ensino-aprendizagem.
A utilização de dispositivos multisensoriais em atividades de iniciação tecnológica
Tatiana Tavares (UFPB), Thais Garcia (ELD-Barra), Eliza Oliveira (UFPB) e Icaro Magalhães (UFPB)
Os sistemas computacionais estão cada vez mais dedicados a proporcionar para seus usuários
experiências sensoriais mais sofisticadas. Inicialmente quase que toda a experiência era baseada em
interfaces de usuários gráficas (GUI), ou seja, estímulos visuais baseados em pixels. Hoje em dia, a
facilidade de integrar a multimídia ao nosso cotidiano, bem como outros dispositivos que explorem
sentidos além do visual, é uma forte tendência. Ao invés de clicar e apontar, é possível tocar e segurar
um objeto, por exemplo. No processo de ensino-aprendizagem a incorporação de objetos físicos e
interativos permite aos usuários empregar uma gama maior de ações e recuperar habilidades e
conhecimentos de mundo já adquiridos. Fato que pode tornar a experiência de uso mais estimulante.
Neste trabalho apresentamos resultados da utilização de dispositivos multisensoriais em atividades de
iniciação tecnológica com crianças de 6 a 16 anos em uma comunidade de pescadores em uma reserva
indígena no litoral paraibano. Nessa experiência foram utilizados dois dispositivos: Sphero, uma bola
robótica capaz de movimentos autônomos controlados remotamente, e Leap Motion, dispositivo para
interação natural que permite o uso da mãos para controlar ações. O desafio foi utilizar esses
dispositivos de forma integrada para promoção do brincar em jogos de bola.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 27
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Aplicativos para anotar: cultura escrita e letramentos
Andreia Moraes (UFPE)
Após a dissertação “Espaços em branco: um convite a anotar”, que investigou a prática de anotar em
situação de avaliação no suporte em papel, voltamos o olhar sobre como as anotações se desenvolvem
em conjunto com recursos digitais, tais como smartphones, tablets e computadores, e a facilidade com a
Local:
Sala Hipertexto
12
o
(2 . andar)
qual encontramos tais aplicativos disponíveis para anotar como tendência inovadora na construção do
conhecimento. Assim, este trabalho buscou mapear quais aplicativos estão disponíveis, atualmente, para
produzir anotações em suporte digital, os recursos disponibilizados por eles e suas possíveis mudanças
na cultura da prática de anotar em relação ao suporte em papel. Para isto, utilizou-se como base teórica
os trabalhos de BAZERMAN (2006), BOSCH & PIOLAT (2005), CHARTIER (1999), DIONISIO (2011),
MARCUSCHI (2007) e XAVIER (2014) para analisar os aplicativos, encontrados a partir de pesquisas na
web em blogs sobre tecnologia e sites de download de aplicativos. Os resultados mostraram que os
aplicativos estão, em sua maioria, disponíveis em versão gratuita. A maior parte destes aplicativos
direcionava sua funcionalidade para domínios discursivos específicos (escolar, empresarial, cotidiano). A
maioria dos recursos disponíveis procura se assemelhar às anotações produzidas em papel, porém
agregando à escrita em tela novas possibilidades multimodais de construção de sentidos.
Danceware – Reflexões sobre dança, computação e educação.
Tiago Ferro da Silva (Fafire)
No momento em que as empresas de software já consideram a instalação gratuita de seus produtos,
atendendo a uma nova tendência de mercado, a qual trata os serviços como prioridade, a inovação é a
palavra de ordem. Porém, como criar um ambiente inovador, tendo a arte sido esquecida na educação
básica? Na grande maioria de seus contextos, professores, que sequer estudaram arte, ministram aulas
de arte com pouca ou nenhuma habilidade. Diante do exposto propomos o direcionamento do nosso
olhar para a dança, pois percebemos a importância da ampliação cognitiva do indivíduo que ela
proporciona (GREINER, 2008). O presente artigo propõe reflexões a cerca do espaço do corpo na
educação, tendo ele sido reduzido em sua mobilidade, interferindo em sua criatividade, autonomia,
singularidade. Ao passo que a computação favorece a otimização de processos diversos, garantindolhes o menor caminho, a exemplo do algoritmo de Dijkstra (1959), a dança permite a percepção, o
empoderamento, a improvisação e a disponibilidade para o acaso do indivíduo. As reflexões aqui
apresentadas entremearão conceitos a partir de revisão bibliográfica que favoreça o diálogo entre as três
áreas do conhecimento citadas.
Desenvolvimento de Mídias por Alunos Autores (Podcast)
Guilherme Damasio Goulart (Cesuca – RS)
O projeto "Desenvolvimento de Mídias por Alunos Autores" chamado também apenas de "Aluno Autor"
visa a preparação dos alunos através do desenvolvimento de conteúdos por meio de mídias digitais
específicas e inovadoras. Busca-se inserir estudantes e professores no contexto das novas tecnologias
de informação relacionadas com o ensino. O episódio piloto deste projeto foi realizado por meio da mídia
Podcast. Os podcasts, em geral, funcionam como um programa de rádio onde a conversa ocorre na
forma de um "bate-papo". Permite-se, assim, que os alunos consigam estudar um assunto específico de
sua preferência de forma mais descontraída e livre. Com as novas tecnologias é possível que o áudio
seja ouvido a qualquer momento - inclusive nos smartphones - permitindo a ampla divulgação do
conteúdo produzido pelo aluno. Além disso, o podcast visa também produzir mídias que sejam
acessadas por toda a sociedade e não apenas por pessoas relacionadas com o curso de direito.
As Tecnologias do cotidiano: Pressupostos para uma análise crítica
Rafael Soares e Rúbia Lóssio (Faculdade Leão Sampaio)
Este trabalho é um recorte da pesquisa realizada pela construção da monografia durante a graduação do
curso de Serviço Social, da Faculdade Leão Sampaio localizada em Juazeiro do Norte, CE. O mesmo
versa de uma análise a respeito das relações sociais influenciadas pelo uso das tecnologias de
comunicação e informação, cujo objetivo é analisar seus efeitos no cotidiano das crianças e
adolescentes atendidos pelos Centros de Referência em Assistência Social da cidade de Brejo Santo,
Ceará. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, com características descritiva e exploratória,
onde por meio de um roteiro de entrevistas e desenhos, onde pudemos obter as respostas aos
problemas que nos propusemos a discutir. Os resultados foram analisados a partir da aplicação de
desenhos com crianças com idades entre 7 e 10 e entrevistas direcionadas aos jovens de 15 a 17 anos,
que ajudaram na compreensão dos resultados. Utilizou-se os estudos de Harvey (2009),
Kellner (2001), Lévy (2010) como base teórica diante do marxismo no debate entre o processo de
comunicação e informação no sistema capitalista. Os resultados indicam que as crianças e adolescentes
interagem com as tecnologias de formas diferentes, enquanto para as crianças baseia-se no imaginário,
para os jovens, consiste numa questão identitária.
U-learning: lugares outros de aprendizagem
Charles M. Almeida Mota, Josiane B. da Cruz Lima, Nádia Barros Araújo e Rodrigo Nunes (UNEB)
O presente trabalho apresenta uma discussão acerca das possibilidades e contextos da u-learning, que
toma aqui um sentido de aprendizagem onipresente, podendo acontecer em qualquer lugar, sem
mediações e de maneira autônoma, oferecendo subsídios para que os sujeitos dessa aprendizagem
estabeleçam redes e conexões simbólicas e propondo um novo desafio para as questões que envolvem
os ambientes educativos, superando as concepções de que a aprendizagem acontece unicamente nos
espaços formais e de maneira presencial. A partir dessa perspectiva, refletimos sobre os aspectos que
estão relacionados a um redimensionamento nas propostas educacionais que possam atender as
demandas da contemporaneidade. Para tanto, nos utilizamos de um levantamento bibliográfico, trazendo
para os debates as discussões de Saccol& Reinhard (2007), quando trata de conceitos relacionados à
computação ubíqua e sua presença nas ações mais naturais do dia-a-dia; Burbules (2009), que define a
aprendizagem ubíqua; Santaella (2013), abordando as contribuições da ubiquidade para a aprendizagem
na contemporaneidade; Bonilla (2009), que propõe a compreensão de uma escola como sendo um
complexo espaço e seu desafio para lidar com o saber; e Castells (2013), afirmando o surgimento das
redes como impulsionadoras para as rupturas de estruturas de aprendizagem que exigem líderes; dentre
outros pensadores.
Os sujeitos e seus enunciados modificam as funções das TICs
André Luiz Covre (UFederal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
Este trabalho explicita uma teoria de base discursiva, fundamentada no conceito de enunciado concreto
presente nos escritos do Círculo de Bakhtin/Medvedev/Volochinov (SOUZA, 1999), para explicar as
constantes modificações das ferramentas produzidas no encontro das tecnologias computador e internet,
atualmente chamadas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Ao trabalhar com a
hipótese da descentralização da mídia, defende-se que as atividades humanas de escrita dos sujeitos da
contemporaneidade, que objetivam nada menos do que participar do diálogo sobre os temas do mundo,
estão elevando a mediação a níveis de flexibilização extremos, modificando não somente as estruturas
linguísticas, mas inclusive as funções das próprias ferramentas das quais se apropriam para enunciar.
Análises de enunciados proferidos em diversas TICs (COVRE, 2014) permitiram concluir que tais
tecnologias são cada vez mais tecnologias do sujeito. Ou seja, as apropriações de uma ferramenta de
mediação, tal qual está sendo realizada pelos sujeitos da contemporaneidade para enunciar, determinam
inclusive as funções das TICs.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 28
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
13
o
(2 . andar)
Objetos de Aprendizagem (OA) para a formação na área de Química:
entre o pó de giz e o hipertexto
Maria Dranka (IFBR) e Claudio Silva (UnB)
Pressupostos teóricos: Frequentemente se discute no âmbito das políticas e das estratégias
educacionais várias propostas de melhoria para o ensino e aprendizagem. Entre elas, a aplicação de
tecnologias de comunicação e informação (TIC) como uma forma de estimular os alunos a aprofundar
seus conhecimentos. Objetivo: Nesse sentido, o presente estudo bem o objetivo de identificar softwares
disponíveis na Internet para o ensino de Química e seu nível de conhecimento e utilização pelos alunos
do curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Brasília (IFB). Metodologia: consistirá na
busca de objetos de aprendizagem disponíveis na internet para a área de Química, sua descrição,
conteúdo a que se refere, autoria e endereço eletrônico na Internet. Em seguida, tais recursos serão
apresentados aos alunos para identificar seu conhecimento, utilização e contribuições para a formação
na área. Resultados esperados: Espera-se ter um levantamento dos principais recursos disponíveis e
sua efetiva utilização e conhecimento por parte dos alunos que constituem os participantes da pesquisa.
Além disso, espera-se contribuir com os discentes e docentes da área com a apresentação de diferentes
recursos que possam auxiliar tanto o ensino, como a aprendizagem de conteúdos na área de Química.
Gestão pedagógica e tecnológica do conhecimento e das práticas pedagógicas: Experiência do
curso da Educação Infantil na modalidade a distância do CEFORT/UFAM
Luiz C. de Brito, Maria Oliveira, Suelen Pereira, Valdejane Kawada (UFAM)
Na última década, o CEFORT/UFAM - Centro de Formação de Desenvolvimento de Tecnologia e
Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino – tem investido em novas bases pedagógicas
e tecnológicas de formação docente, articulando teoria com prática, ensino com investigação, buscando
o vínculo orgânico da formação de professores com a aprendizagem da criança e do adolescente. Neste
artigo, evidenciamos a experiência no Curso de Pós-Graduação em Educação Infantil, na modalidade a
distância, para 500 Professores de Manaus/AM. A gestão pedagógica e tecnológica é entendida como
pressuposto epistemológico e operacional do processo de apropriação, exercício metodológico e
reconstrução do conhecimento, implicando a “atuação em serviço” e a melhoria da aprendizagem da
criança. A gestão do conhecimento impõe-se como sistema aberto, participativo e integrado; tendo o
ambiente virtual de aprendizagem ancorado no Software Moodle como mediador dos conteúdos
curriculares e intervenções pedagógicas no âmbito escolar. A perspectiva hipertextual envolveu
diferentes instrumentos metodológicos de acompanhamento dos cursistas, articulando o registro de
percepções, memórias e produções em diferentes suportes: escritos, desenhos, áudio, vídeos etc. A
oferta do curso incidiu sobre a dinâmica pedagógica, promovendo a tomada de consciência e o
desenvolvimento de projetos de aprendizagem, articulados e socializados em Rede de Formação.
Percepção dos professores de ensino médio sobre temas relacionados a ciência e tecnologia
Márcia Azevedo Coelho (UNICAMP)
Muito tem se falado da necessidade de se repensar a prática docente na “Sociedade do conhecimento”.
Neste contexto, parece urgente que os professores atuem de forma a “pensar fora da caixa”. Com o
objetivo de aferir a percepção dos docentes sobre o desenvolvimento da ciência e tecnologia e o quanto
suas práticas pedagógicas contribuem para construção do conhecimento reticular e colaborativo, foi
realizada a pesquisa Percepção dos professores de ensino médio do sobre temas relacionados a C&T,
na cidade de São Paulo. A pesquisa fundamentou-se em indicadores nacionais e internacionais com de
amplo reconhecimento em pesquisas de percepção pública da ciência (COLCIENCIAS, 2004; SECYT,
2006; MCT, 2006; FECYT, 2004-2006; RICYT, OEI, FECYT, 2007; CETIC, 2011). Para a aplicação das
questões, utilizou-se questionário eletrônico a partir de autopreenchimento anônimo, respondido por
9236 professores de ensino médio das redes estadual, privada e federal da cidade e estado de São
Paulo. Alguns dos resultados a serem apresentados no VI Simpósio Hipertexto demonstrarão que,
embora o docente perceba a importância de preparar o jovem para esse novo contexto social, prevalece
o hiato entre a sociedade em que vivemos, os profissionais que somos e a escola que perpetuamos.
Educação Inovadora - A função de Coordenação Pedagógica em Startup Edtech
Roberta Cardoso e Sérgio Abranches (UFPE)
Este artigo discute a função de Coordenação Pedagógica nas Startups EdTech na visão de profissionais
destas organizações, a fim de se ter um olhar mais crítico sobre o assunto. O referencial teórico e a
discussão fundamentam-se em autores como Franco (2008), Libâneo (2004), Moran (2000), Kenski
(2007), Behrens (2010), Alves e Zuse (2004), Motta e Scott (2014) dentre outros, com quais dialogamos
sobre a função de coordenação pedagógica, Startups EdTech e cenários educacionais. À luz do que
dizem esses autores, tecemos reflexões sobre as atribuições da função de coordenador pedagógico,
suas características e exigências para o exercício da função pedagógica em Startup EdTech. Portanto,
os resultados apontam para um desafio na formação de profissionais de Licenciatura e Pedagogia, no
sentido de promover o diálogo entre o conhecimento Pedagógico e as Tecnologias, novas formas de
pensar as abordagens educacionais e abertura de um novo campo de atuação para os profissionais de
Educação.
Tecnologia e sala de aula: uma análise da cobertura midiática dada à proibição do uso de
celulares nas escolas
Beatriz Braga Bezerra (UFU)
Tendo em vista a aprovação do projeto que prevê a proibição do uso de celulares e outros aparelhos
eletrônicos em salas de aula e outros espaços educacionais da rede pública e privada do estado de
Pernambuco, o presente artigo objetiva analisar a cobertura midiática dada ao tema investigando os
efeitos de sentido produzidos por tais textos. Para atingir essa meta, utilizaremos os princípios da Análise
de Discurso de linha francesa representados por Mikhail Bakhtin (2009), Maria do Rosário Gregolin
(2007) e Eni Orlandi (2009). O corpus da pesquisa será composto por quatro materiais distintos reunidos
pelo site da revista Nova Escola, referência no setor, a saber: uma coluna especializada, uma publicação
feita pela UNESCO, uma matéria especializada e um plano de aula. Como resultado, espera-se
encontrar elementos que possam nos ajudar a compreender a visão de mundo, ou as várias visões, dos
enunciadores observados a respeito do tema que tanto nos interessa enquanto educadores e cidadãos.
Cidadania Digital como desafio de uma docência transdisciplinar
Elke Streit de Oliveira
A problematização do uso das tecnologias digitais está cada vez mais presente não apenas nas
pesquisas acadêmicas das ciências sociais e humanas, como também nos veículos de informação de
massa, incluindo a própria internet. Vício, isolamento social, baixa autoestima, cyberbullying e invasão de
privacidade são algumas das questões que apontam para a necessidade de uma abordagem
educacional e de um aprendizado formal transdisciplinar quanto ao exercício de direitos e deveres dos
usuários dos meios digitais. Este trabalho fundamenta essa necessidade com dados e estudos sobre o
assunto associados ao princípio da responsabilidade docente em Hannah Arendt, ao princípio da
traçabilidade em Dominique Wolton e ao desafio lançado pela “Carta da Transdisciplinaridade”, do
CIRET (Centro Internacional de Pesquisas e de Estudos Transdisciplinares). Além disso, o estudo relata
iniciativas transdisciplinares implementadas no Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Santa
Teresa que vão ao encontro do desafio pedagógico da construção de uma cidadania digital.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 29
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
14
o
(2 . andar)
O Uso da tecnologia da informação e comunicação: alterando a lógica comunicacional de
construção de saberes na formação de pesquisadores
Luciane Ferreira Bomfim, Najara Santos de Oliveira e Osimara da Silva Barros (UNEB)
O presente artigo discute novas possibilidades de interatividade trazidas pela interface da web 2.0 que
permitem a inserção de conteúdos pelo receptor e emissor de informações. Tais dinâmicas de
comunicação modificaram e ainda produzem modificações nas formas de se relacionar, se informar e de
produzir conhecimento entre pessoas. Com os pesquisadores não poderia ser diferente, os temas de
pesquisa e até a forma como se faz pesquisa têm sido influenciados fortemente por possibilidades
fornecidas pelas novas tecnologias. Nosso diálogo propõe a reflexão sobre o uso de recursos
tecnológicos como Google Docs, Hangouts, Facebook e WhatsApp na formação de pesquisadores, a
partir de experiências vivenciadas no interior do grupo de pesquisa TIPEMSE da UNEB. Para tanto,
utilizamos os fundamentos teóricos trazidos por Pretto (2013), Lima Jr.(2004), Freire (1996), Silva (2003),
Kenski (2007), utilizando como metodologia a Pesquisa-Ação. Feito isso, constatamos que as interfaces
de comunicação da Web 2.0, com possibilidades de troca, potencializa a formação do pesquisador e a
construção de saberes. Além de evidenciar diferenciadas possibilidades de estudo, ampliando o âmbito
da pesquisa dentro e fora do ambiente acadêmico, possibilitando a percepção e apropriação do
conhecimento mediante conexões e interconexões de saberes tecendo e se alimentando de redes.
Práticas inovadoras e processos tecnológicos: a robótica pedagógica livre no fazer pedagógico
Lorena Ribeiro (UNEB); Diêgo Aric Souza e Cruz (UNEB); Tarsis Santos (UNEB)
A utilização das tecnologias na educação é uma realidade presente na escola, dinamizando outras
práticas no processo de ensino e aprendizagem contemporâneo. Dessa forma, os docentes precisam ter
consciência da sala de aula enquanto ambiente fecundo e favorável às ações pedagógicas inovadoras,
dialogando diretamente com suportes e artefatos tecnológicos aliados aos processos criativos. Assim, o
objetivo desse escrito é relatar a experiência formativa do curso denominado “Laboratório de Robótica
Pedagógica Livre - LRPL”, desenvolvido pelo Departamento de Educação (DEDC) da Universidade do
Estado da Bahia (UNEB), cuja abordagem perpassa pela discussão acerca dos aspectos teóricos e
metodológicos no/do contexto da Robótica Livre na formação do pedagogo contemporâneo, bem como,
compreender as potencialidades das práticas pedagógicas que utilizam os artefatos robóticos de baixo
custo como recurso pedagógico. Os pressupostos teóricos dessa experiência se fundamentam em Bayle
et al e Lima Jr., ambos imbricados na discussão sobre técnica e tecnologia em uma atmosfera criativa,
produtiva e transformativa; Schumpeter para tratar de inovação; HETKOWSKI na discussão acerca das
tecnologias e educação. Sendo assim, a Robótica Pedagógica Livre surge como uma outra proposta de
redimensionamento da tecnologia, potencializando e inovando o fazer pedagógico.
A Formação continuada dos professores da Rede Municipal de Ensino de Manaus para o uso do
laboratório de informática na construção de novos saberes à prática docente
Adriana Nogueira Tavares (IFAM)
A pesquisa tem como tema “A formação continuada dos professores da Rede Municipal de Ensino de
Manaus para o uso do laboratório de informática na construção de novos saberes à prática docente”. O
objetivo é investigar a implementação dos cursos formativos em tecnologias educacionais, em algumas
escolas municipais, buscando compreender a relação teoria e prática pedagógica dentro do laboratório
de informática. Os autores referenciais são: Gaston Bachelar (1996), Vieira Pinto (2005), Marli André
(2001), Selma Pimenta (2002), Pedro Demo (2009), Pierry Levy (1999) e José Morán (2015). Autores
que tecem conceitos importantes sobre os eixos norteadores da discussão como: tecnologia, formação
de professores, saberes à prática pedagógica e inovações tecnológicas educacionais. A metodologia que
está sendo empregada é a pesquisa-ação, pois busca-se a participação dos sujeitos no processo de
construção do trabalho através de uma intervenção formativa da pesquisadora em campo, assim como
utilização de técnicas como: observação, entrevistas semi-estruturadas e registros de imagem e áudio
das aulas desenvolvidas no laboratório de informática (Telecentro). Almeja-se com o projeto, contribuir
para uma proposta formativa docente, in loco, quanto a (re)signifcação do laboratório de informática na
prática docente.
TICs, deslumbramentos e exclusões: novos desafios para a educação tecnológica crítica
Antônio Marques do Vale (UEPG; Ricardo Richene de Goes (SEED-PR)
Objeto deste trabalho são as tecnologias de informação e comunicação, enquanto prestam admirável
serviço e também ocultam desigualdades e info-exclusões. Objetivo é alertar para uso mais crítico das
TICs nos processos educativos dos grupos sociais e escolas. Ao problematizar as TICs, se observam
vantagens e desvantagens, deslumbramento e negatividade e, então, a convocação para debate e
contínua reflexão ante o desafio de examinar diferenças e superar exclusões. O poder é realidade central
conforme estas análises. A pesquisa explicita referenciais bibliográficos e discute entrevistas com
usuários de computador, celular e internet. A fenomenologia crítica e humanista lembra compromissos
sociais que tiram do isolamento alienante e reforçam concepções libertárias sobre ciência-tecnologia. A
reflexão envolve cuidadosa interlocução entre Gramsci e Fromm, Papert e Bunge, Schutz, Chomsky e
Grinspun, ressaltando a centralidade do trabalho no processo ensino-aprendizagem e buscando vistas
mais amplas de caráter social. Resulta da pesquisa que os muitos recursos de comunicação se revelam
de admirável proveito, mas forçam a: rever padrões de relação entre empresas, trabalhadores e
excluídos em geral; avaliar os impactos e contradições das TICs, visto que envolvem formação e
informação, como também controle e sujeição de grupos e indivíduos.
Mídias integradas: uma proposta pedagógica de formação continuada em serviço
Eudesia Carvalho de Freitas; Josyaurea de Araujo Atanásio (Escrita. Mun. Celestino Pimentel)
Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, a transmissão do conhecimento
vem se tornando um desafio para a geração de educadores que estudou e aprendeu a ensinar em uma
era pré-digital e não contava com recursos de interação capazes de conectar mestres e estudantes de
forma geral. Moran, em seu livro “A educação que desejamos”, cita que a escola é um dos espaços
privilegiados de elaboração de projetos e conhecimentos, de intervenção social e de vida cabendo a ela
proporcionar a capacitação necessária para que o professor possa cumprir melhor seu papel nesta nova
escola. Para tanto este trabalho objetiva apresentar resultados do curso Mídias Intergradas: Uma
proposta pedagógica realizado na E.M.Celestino Pimentel, localizada no Municipio de Natal. Criada pela
gestão administrativa em 2011 em conjunto com sala multimeios, o curso acontece anualmente de forma
semi presencial com duração de 80 horas para educadores do ensino fundamental coordenadores e
professores da Sala de Apoio Pedagógico e 100 horas para regentes de laboratório biblioteca e sala
multimeios objetivando tanto melhorar a utilização dos ambientes multimídias existentes na escola,
quanto qualificar os professores destes ambientes para auxiliar na elaboração de projetos
interdisciplinares.
Formação de Professores Reflexivos no Ensino de Ciências
Liana Fabíola de Jesus (IFAM)
O artigo apresenta um estudo acerca da Formação de Professores Reflexivos para o Ensino de Ciências.
Tem o objetivo de analisar procedimentos metodológicos diversificados para ampliar o espaço educativo
no processo de ensino e aprendizagem. Buscando, ainda, a reelaboração de ações educativas,
conceitos epistemológicos e uma reflexão voltada para prática docente. A metodologia adotada foi a
pesquisa qualitativa em estudos bibliográficos, não buscando apenas uma análise/compreensão dos
elementos, mas uma interpretação crítica e reflexiva sobre os pontos de vista dos fenômenos
pesquisados. A fundamentação inclui Imbernón (2006), Pimenta (2005), Ghedin (2009), Nóvoa (2002),
John Dewey (1997) e Donald Schön (1997 e 2000). Portanto, os resultados sugerem que a formação de
professores requer uma reflexão a partir da prática docente, neste sentido, o profissional deverá estar
sempre em processo de construção, de modo que acompanhe as novas demandas sociais que irão
surgindo ao longo do exercício profissional. Acredita-se que os educadores assumindo novas posturas
de abordagem, possam encontrar um sentido, ou seja, ressignificar o ato de ensinar. Proporcionando ao
alunado mecanismos de mudanças para melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 30
Data
07/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
15
o
(2 . andar)
Na vida sim, na escola mais ou menos”: discentes de pedagogia na cultura digital
Marlene Aparecida dos Reis e Marcelo Sabbatini (UFPE)
A cultura digital é uma cultura individual, pessoal, de grupo, coletivo onde o sujeito é protagonista,
autônomo e se permite ser autor-leitor da construção do seu próprio conhecimento, do outro e dos dois
ao mesmo tempo. Como objetivo geral esta pesquisa analisou a relação entre a inserção dos estudantes
do Curso de Pedagogia de três Instituições de Ensino Superior em relação a apropriação de recursos
digitais numa perspectiva de uso pedagógico. Esta pesquisa aborda uma questão contemporânea e para
fundamentá-la tivemos o suporte dos autores Jenkins, Lemos, Lévy, Moraes, Moran, entre outros que
deram suporte teórico a pesquisa. Como percurso metodológico utilizamos os métodos mistos, de
natureza qualitativa e quantitativa, do tipo descritiva com o enfoque culturalista, que nos possibilitou um
olhar no cotidiano com mergulho no microssocial. Concluimos que o docente precisa estar atento aos
atuais paradigmas da sociedade e estar aberto e disposto às mudanças, às possibilidades de atuais
aprendizagens. Concluimos que ainda existe uma necessidade urgente de formação inicial e continuada
para que os sujeitos saiam da prática de apenas transferir sua aula tradicional para uma tecnologia atual,
mas os mesmos reconhecem as dificuldades e limitações em relação ao uso pedagógico.
Deixou de ser pontinho e passou a ser letra”:
o Braille virtual como ferramenta na formação docente
Rosycléa Dantas e Betânia Passos Medrado (UFPB)
A inclusão de alunos com deficiência visual nas escolas regulares tem motivado inúmeros estudos nos
últimos anos (RODRIGUES, 2013; MEDRADO e DANTAS, 2014; MONTOAN, 2015) que discutem não
apenas as práticas, mas, principalmente, a formação de professores para atuarem junto a um grupo, até
pouco tempo, considerado “[...] marginalizado nas suas possibilidades e verdades” (MEDRADO, 2014).
Nesse sentido, a formação tecnológica pode ressignificar práticas se considerarmos que muitas
ferramentas digitais podem auxiliar na compreensão de um universo, por vezes, desconhecido. Alinhado
a uma perspectiva auto-heteroecoformadora (FREIRE e LEFFA, 2013), este trabalho discute a relevância
de uma ferramenta tecnológica – o Braille Virtual - como um caminho para a (des)construção de crenças
acerca do universo do aluno com deficiência visual. Partindo do pressuposto de que a linguagem é
fundamental para o desenvolvimento humano (BRONCKART, 1999; 2006; 2008) e da não de ferramenta
das Ciências do Trabalho (AMIGUES, 2004), analisamos qualitativamente as vozes de um grupo de
professores sobre como o acesso à ferramenta digital Braille Virtual serviu para a (des)construção do
conhecimento sobre as práticas de letramento da pessoa cega. Além disso, a análise evidenciou críticas
à ferramenta no sentido de melhor servir aos propósitos didático-formativos.
“Eu ainda vou ser feliz na EAD”: reflexões e renormatizações na sala de aula virtual
Gerthrudes Hellena Cavalcante de Araújo e Betânia Passos Medrado (UFPB)
A oferta crescente de cursos na Universidade Aberta do Brasil e a ausência nos cursos de licenciatura de
uma discussão que envolva aspectos inerentes à Educação a Distância têm motivado a reflexão sobre
as tensões que ainda circundam essa modalidade. Alguns estudos demonstram que “(re)aprender com a
prática na EaD pode trazer um grande estresse para professores que já se consagraram na modalidade
presencial” (ABREU-LIMA e MILL, 2013; FARIAS,2014). Assim, pautado no referencial teórico do
Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999; 2006; 2008), este trabalho pretende discutir a
natureza da atividade docente na EAD à luz do conceito de gênero profissional (CLOT, 2006; 2010) e
dos gestos didáticos (BUCHETON, 2008). Partindo do pressuposto de que a investigação do papel da
linguagem nas situações de trabalho é imprescindível para a compreensão do agir humano nas práticas
sociais, a reflexão realizada toma por base a análise qualitativa deum diário produzido por uma
professora do curso de Letras em experiência pela primeira vez como formadora na EAD. Os resultados
parciais sinalizam para um processo de inserção permeado por uma resistência à mudança, mas, ao
mesmo tempo, por renormatizações (SCHWARTZ, 2010) que permitam a satisfação por um trabalho
efetivo e significativo.
Informática Aplicada ao Ensino da Dança:
Exploração de Interfaces e Softwares para a Criação Coreográfica Digital
Isa Sara Rêgo (UNB), Cínthia Nepomuceno (IFB-DF)
Este trabalho aborda as possibilidades de aplicação de interfaces e softwares no desenvolvimento de
obras coreográficas digitais, buscando compreender como essas tecnologias podem atuar como
potencializadoras no processo de ensino-aprendizagem. O primeiro software utilizado para a produção
da dança foi o Lifeforms, explorado por Merce Cunningham em 1990, introduzindo uma nova dinâmica
na pesquisa em dança. Com o rápido avanço das tecnologias computacionais, novos softwares e
interfaces surgem no campo educacional propondo desafios metodológicos aos professores
contemporâneos. Partindo dessas implicações, pretende-se neste estudo mapear historicamente
interfaces e softwares utilizados para a criação coreográfica digital, ampliando perspectivas aos
professores de arte através da incorporação de tecnologias contemporâneas em suas atividades
docentes. Embasam teoricamente o tema proposto: Pierre Lévy (1999), Ludmila Pimentel (2010), Steven
Johnson (2001), Gilberto Lacerda (2010), entre outros.
O uso da tecnologia digital de informação e comunicação na construção do processo de ensino e
aprendizagem: inimigo ou aliado?
Maria Suely de Souza Montes e Denise Weiss (UFJF)
A pesquisa “O uso da tecnologia digital de Informação e comunicação na construção do processo de
ensino e aprendizagem: inimigo ou aliado?” tem como objetivo analisar a visão dos professores sobre o
uso de tecnologia na sala de aula como ferramenta de aprendizagem e criar mecanismos para reduzir a
resistência quanto ao seu uso. A motivação para o estudo desse tema é a necessidade de investigar as
questões inerentes às resistências de alguns profissionais da educação e dos alunos na inserção das
novas tecnologias na sala de aula como ferramenta pedagógica na comunidade acadêmica de uma
cidade de Minas Gerais. A metodologia utilizada é baseada em abordagens qualitativa (estudo de caso –
pesquisa-ação) e quantitativa. Após o levantamento das principais resistências dos professores ao uso
das TDIC, pretende-se, por meio de estratégias de ensino e de divulgação científica, mostrar que,
dependendo do uso, essas ferramentas podem contribuir para uma aprendizagem que realmente
responda aos desafios da sociedade contemporânea. Assim, contribuir-se-á para compreender melhor
os conflitos existentes entre alunos e professores quanto ao uso das TDIC no contexto escolar e
promover uma maior interação entre eles, fomentando o letramento digital naquela comunidade
acadêmica.
Formação de professores via ambientes virtuais de ensino aprendizagem:
competências necessárias
Alessandra Dutra (UTFPR), Francieli Ludovico (UTFPR), Jéssica Bell'Aver (UTFPR), Rose Maria
Motter (UNIOESTE)
O presente trabalho tem por objetivo discutir as competências necessárias aos professores que almejam
participar de processos de formação via Ambientes Virtuais de Ensino Aprendizagem (AVEA). A
importância dessa questão está relacionada à grande facilidade de acesso à tecnologia, que hoje
impulsiona profissionais a optarem pela modalidade de estudos a distância. Porém, novas possibilidades
de estudo suscitam novas formas de aprendizagem. Aprender por meio da rede requer dos docentes
postura crítica, autônoma e interativa diante da abundância de informações presentes no ciberespaço e a
necessidade de socialização e discussão com outras pessoas. Caso contrário, só estará se reproduzindo
paradigmas tradicionais e tecnicistas de ensino-aprendizagem. O ponto de partida para essa pesquisa
foi, principalmente, as concepções de Hack (2011), Morin (2000), Belloni (2001) e Kenski (2003), os
quais explicam as especificidades e competências da modalidadede Educação a Distância. Como
metodologia, utilizou-se os tipos de pesquisa analítica, interpretativa e bibliográfica. A partir desse
estudo, espera-se oferecer uma contribuição para o campo educacional, mais especificamente à área de
formação de professores e novas tecnologias, no sentido de apresentar um conjunto de habilidades
indispensáveis aos docentes na utilização de múltiplas tecnologias em contextos educativos.
SESSÕES DE COMUNICAÇAO COORDENADA DO DIA 07/12/2015
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 01
TEMA: O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada
Coordenadora: Regina Felício
Data
07/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
01
o
(2 . andar)
Resumo Geral
Esta sessão coordenada efetua reflexões sobre a Sala de Aula Gamificada, destacando a necessidade
de escola introduzir cada vez mais jogos como atividade integrada à aprendizagem dos conteúdos do
programa. A importância do uso da Tecnologia Educacional, a capacitação docente, o aluno e sua
identidade, os jogos digitais / online e suas aplicações na sala de aula dentro do contexto e conteúdo
educacional serão os principais temas tratados nesta discussão acadêmica.
O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada
Regina Felicio (UNESA)
A Educação vem evoluindo cada vez mais através do uso da Tecnologia na sala de aula. Ao observar a
linha do tempo vamos identificar recursos que jamais se imaginou estar na sala de aula. Porém, o
computador causou uma revolução e marcou a evolução da prática pedagógica. Novo marco teve com a
chegada dos tablets e celulares nas salas de aula como ferramentas não só para a prática docente como
para a aprendizagem. Como não poderia deixar de ser o JOGO DIGITAL traz uma nova proposta para a
prática docente e aprendizagem de conteúdos. Para nossa reflexão: “A aprendizagem baseada em jogos
digitais está de acordo com as necessidades e os estilos de aprendizagem da geração atual e das
futuras gerações” (Prensky, 2012).
A Gameficação no processo de ensino aprendizagem dos alunos no AVA
Márcia Gonzalez das Chagas (UNESA)
Os Jogos cada vez estão mais presentes na Educação. A gameficação tem sido considerada essencial
no ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Com a inserção dos jogos no processo de ensino
aprendizagem neste ambiente, os alunos tem a possibilidade de vivenciar o contexto educacional de de
forma que suas ações tenham impacto no seu da construção do conhecimento. Como objetivo
pretendemos apresentar as etapas percorridas dos alunos acerca da utilização de elementos de jogos no
ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Na metodologia buscamos a partir dos jogos reforçar as
práticas colaborativas aos alunos e a sua contribuição no processo de ensino aprendizagem. Tomamos
como pressupostos teóricos o fato de que não basta criar ambientes onde o aprendiz possa interagir com
uma variedade de situações e problemas, pois a introdução do uso das novas tecnologias no ensino não
é simplesmente ensinar velhos conteúdos de forma eletrônica, mas depende de como os educadores
irão utilizar a ferramenta tecnológica como recurso pedagógico estimulando o aluno a buscar novas
formas de pensar e agir (KENSKI, 2005-2006). Pois defendemos que os games constituem-se um meio
para a construção e transformação da informação e do conhecimento. Por um lado, porque permitem ao
jogador o acesso à rede de informações e, por outro, porque são instrumentos para o desenvolvimento
das interações e representações da comunidade de jogadores que permitem, desse modo, a
contextualização do conhecimento. (MOITA; SILVA, 2006). O resultado esperado, considerando o game
como recurso pedagógico no AVA, é motivar o aluno para que este se sinta capaz de construir novos
saberes em um processo educacional, cuja construção do conhecimento é coletiva e colaborativa.
O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada
Zulmira Rangel Benfica (UNESA)
A Educação vem evoluindo cada vez mais com o uso da Tecnologia. Podemos identificar recursos
diversos na sala de aula. O computador causou uma revolução e marcou a evolução da prática
pedagógica. O mesmo acontece com os dispositivos móveis. Não só para a prática docente como para a
aprendizagem. O Jogo Digital não é diferente, contribuindo para que a prática docente e aprendizagem
novamente se revoluciona. Assim sendo, nosso objetivo é apresentar o jogo como objeto para
aprendizagem. Para isso, Metodologicamente, vamos oferecer um catálogo de jogos aos alunos que
reforcem o conteúdo aprendido, pois nossos pressupostos teóricos consideram a aprendizagem baseada
em jogos digitais de acordo com as necessidades e os estilos de aprendizagem da geração atual e das
futuras gerações tal como postula Prensky (2012). Além disso, atualmente os jogos digitais possuem um
papel muito importante na sociedade. Cada vez mais, eles se misturam a vida de nossos. Aproveitando
essa "nova onda" de interesse dos estudantes pelos jogos, por que não inseri-los na sala de aula como
objeto para aprendizagem, levando em conta o conceito da “gamificação” dos processos educacionais tal
como se apresenta como uma forte tendência para dinamizar e ampliar a aprendizagem dos alunos
contemporâneos tal como propõe Felício (2014). Como resultado esperamos que os alunos que fizeram
uso dos jogos digitais online indicados apresentem uma melhor resultado na sua aprendizagem em
relação aos demais alunos que não jogam.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 02
TEMA: A Sala de aula e o mundo: novas maneiras de aprender línguas
Coordenador: Vilson Leffa
Data
07/12
15h30 às 17h
Resumo Geral
A aprendizagem de línguas está cada vez mais acontecendo dentro e fora da sala de aula. Esta sessão
descreve três contextos em que isso acontece com mais frequência: (1) aprendizagem móvel; (2)
Local:
Sala Hipertexto
02
o
(2 . andar)
videogames e (3) sala de aula invertida. A primeira comunicação faz uma meta-análise do que tem sido
pesquisado sobre o uso do celular para a aprendizagem de línguas, considerando aspectos como os
recursos tecnológicos da ferramenta, sua portabilidade e a motivação do aluno. A conclusão é de que a
aprendizagem móvel, via celular, é mais um problema didático e metodológico do que técnico. O
segundo estudo analisa o impacto dos videogames na aprendizagem de línguas, considerando
principalmente o processo de gamificação, visto como o uso dos mecanismos dos games (medalhas,
pontuação e ranqueamento) na educação. Sugestões de implementação para o ensino de línguas são
também apresentadas. Finalmente, o terceiro estudo descreve a sala de aula invertida em suas quatro
fases: engajamento experiencial, exploração conceitual, produção de sentido e avaliação. O aspecto
comum nesses três contextos de aprendizagem é o encontro da sala de aula com o mundo.
Do mundo para a sala de aula: invertendo a direção da aprendizagem
Vilson José Leffa (UCPel)
O objetivo desta apresentação é descrever a sala de aula invertida e mostrar as vantagens que ela pode
trazer para a aprendizagem de línguas em termos de envolvimento do aluno, partindo do mundo para a
sala de aula. Para isso, descreve-se, em detalhe, cada uma das quatro fases que a constitui: (1)
engajamento experiencial, em que o aluno inicia o projeto de aprendizagem, envolvendo-se em
atividades sobre o tema abordado; (2) exploração conceitual, em que conceitos vivenciados na prática da
fase anterior, são aprofundados teoricamente; (3) produção de sentido, basicamente a elaboração do
projeto, em que algo concreto é feito por pequenos grupos de alunos; (4) apresentação do que foi feito
pelo grupo para os colegas da sala de aula ou para uma comunidade maior, mostrando resultados ou
propostas. Uma quinta fase, pouco considerada na literatura da área, é a avaliação do trabalho do aluno,
proposta que se apresenta aqui para ser executada de maneira colaborativa. Na descrição de cada uma
dessas fases, mostra-se ao professor sugestões de atividades que ele pode promover para tentar
garantir a motivação do aluno, com base em metodologias ativas e na pedagogia de projetos.
Videogames, gamificação e aprendizagem de línguas:
tendências de pesquisa e possibilidades de uso dentro e fora da escola
Gabriela Bohlmann Duarte (UCPel)
O uso de videogames na aprendizagem de línguas, principalmente de inglês, tem sido bastante discutido
nos últimos anos (PESCADOR, 2010; OLIVEIRA e CAMPOS, 2013; STORTO, 2013; GUEDES, 2014).
Há toda a estrutura interna do game, que pode ser apresentada no idioma estrangeiro, como também a
possibilidade de interação com outros jogadores, como ocorre com os Massive-Multiplayer Online
Games. Nesse sentido, tem havido um grande número de trabalhos que abordam não só o uso de
games por professores, mas também as vantagens que videogames têm para a aprendizagem (GEE,
2007) e o processo de gamificação, que consiste na aplicação de elementos e técnicas de design de
games a experiências e contextos não caracterizados como games (STANLEY, 2012; WERBACH &
HUNTER, 2012; MCGONIGAL, 2012). Nesse sentido, este trabalho apresenta uma revisão teórica sobre
os estudos com vídeo games e a aprendizagem de língua, ilustrando as possibilidades já apresentadas e
de que formas os videogames e a própria gamificação têm sido considerados para a aprendizagem
dentro e fora da escola.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 03
TEMA: Games, MOOCs e Webquests como ferramentas potencializadoras no ensino e
aprendizagem de línguas estrangeiras
Coordenador: Camila Gonçalves dos Santos do Canto
Data
07/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
03
o
(2 . andar)
Resumo Geral
A presente sessão coordenada tem por intuito debater e refletir acerca da aprendizagem de línguas
mediada pelo computador e sua relevância no contexto de ensino e aprendizagem de línguas
estrangeiras. Uma vez que esta sessão está estritamente ligada ao tema Ensino de Línguas e
Tecnologias, serão discutidos trabalhos originados de teses que focaram no tema supracitado. De
maneira mais específica, abordaremos questões que envolvem o uso de Games e MOOCs (Massive
Open Online Courses), a partir da teoria do Conectivismo (SIEMENS, 2004; DOWNES, 2005), e os
desafios (autonomia e motivação) no ensino de línguas estrangeiras na atualidade (MARZARI, 2015),
bem como questões referentes ao uso de novas metodologias, como é o caso das Webquests Interativas
e Adaptativas (SANTOS, 2014). As apresentações convergem na busca de novas formas teóricometodológicas de ensinar e aprender uma língua estrangeira, haja vista as mudanças da atual sociedade
no que tange ao uso de ferramentas tecnológicas nas práticas de ensino e aprendizagem de línguas.
O caráter distribuído da cognição na promoção da interação em
língua estrangeira por meio de Webquests Interativas
Camila G. dos Santos do Canto (UNIPAMPA)
A ciência cognitiva é um campo que busca interpretar, a partir de análises, a dinâmica dos processos
mentais (MATLIN, 2003) e junto a ela andam também os princípios da psicologia, antropologia, filosofia,
linguística, neurociência, entre outros. Hutchins (1991) vai de encontro à visão tradicional de cognição,
que considera os processos mentais como algo ligado apenas no nível do indivíduo. Nesse sentido, a
Teoria da Cognição Distribuída preocupa-se em analisar os processos nos quais os indivíduos não só
interagem uns com os outros, mas também com artefatos tecnológicos para atingir um objetivo. Levando
isso em consideração, este trabalho visa tecer reflexões sobre uma pesquisa de doutoramento realizada
no ano de 2014, a qual investigou de que forma o caráter distribuído da cognição surgiria nas interações
entre os indivíduos durante a implementação de uma Webquest Interativa em uma turma do quarto ano
do curso de Licenciatura em Letras de uma Universidade privada da cidade de Pelotas. Verificou-se que
as interações na língua alvo entre os indivíduos humanos e não-humanos durante o processo de
aprendizagem ocorrem, uma vez que sujeitos e artefatos passam a ser elementos de um sistema que se
caracteriza a partir das relações entre os componentes humanos e não-humanos.
Games ensinam línguas? Um estudo sobre a
aprendizagem de línguas por meio de jogos eletrônicos
Luisa Klug Guedes (UCpel)
Uma das formas de entretenimento mais populares atualmente são os jogos eletrônicos, ou games. Eles
têm temas variados e são necessárias habilidades diferentes para obter sucesso. Um número
considerável de jogos está em língua inglesa e alguns jogadores afirmam que aprenderam a língua
somente por meio desses jogos. Entretanto, como se deu esta aprendizagem? Estes jogadores poderão
usar a língua em contextos diferentes? Ou a língua aprendida será útil somente para atingir os objetivos
dos jogos? Este trabalho teve o objetivo de investigar um grupo de pessoas de diferentes idades que
afirma ter aprendido inglês por meio de jogos eletrônicos e que não estudou a língua em cursos livres, é
capaz de usar a língua em contextos diferentes dos jogos. Para basear esta pesquisa, os conceitos da
Teoria do Conectivismo de Siemens e Downes foram utilizados. Para que os objetivos fossem atingidos,
entrevistas com cinco sujeitos voluntários foram feitas em português e inglês. Dos dados coletados, foi
possível concluir que os sujeitos foram capazes de se comunicar em contexto extrajogo, em diferentes
níveis de proficiência. Esses resultados foram influenciados pelo interesse do jogador na língua, no
mundo dos games e pelas conexões que estabelecem e mantém entre as áreas envolvidas.
A contribuição dos MOOCs para a constituição de uma identidade docente diferenciada
Gabriela Quatrin Marzari (Centro Universitário Franciscano)
A presença das Tecnologias da Informação e Comunicação é cada vez mais evidente na vida do sujeito
contemporâneo, influenciando e ressignificando as práticas sociais de que participa. Neste estudo, de
base qualitativa, temos como objetivo principal investigar a constituição da identidade do professor de
línguas estrangeiras do século XXI, a partir de uma problematização acerca da influência dos Massive
Open Online Courses (MOOCs) nos processos de ensinar e aprender. Para tanto, partimos dos
seguintes questionamentos: 1) como aprende o aluno do século XXI?; 2) quem é responsável ou, de
alguma forma, contribui para a sua aprendizagem?; e, por fim, 3) qual é o papel do professor em relação
à aprendizagem do aluno? Ao analisamos as potencialidades pedagógicas dos MOOCs, sob a
perspectiva do Conectivismo, concluímos que o conhecimento é resultado de interações do tipo agenteartefato, entendendo-se o artefato apenas como instrumento de mediação, ou agente-agente,
entendendo-se o artefato como instrumento de agência, desse modo, confirmando a hipótese de que a
identidade do professor de línguas estrangeiras do século XXI está sendo profundamente alterada,
devido, principalmente, às inúmeras possibilidades de acesso ao conhecimento oferecidas pelos
artefatos digitais.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 04
TEMA: Recursos digitais no ensino e aprendizagem de inglês
Coordenador: Celso Henrique Soufen Tumolo
Data
07/12
15h30 às 17h
Local
Sala 04
o
(2 . andar)
Resumo Geral
Esta sessão coordenada apresenta trabalhos de pesquisa relacionados ao tema Ensino de Línguas com
Tecnologia, abordando, especificamente, três recursos digitais, baseados no uso de computador, a
saber, histórias digitais, videogames e webconferência, que podem ser usados para o ensino e
aprendizagem de línguas estrangeiras, especialmente Inglês. Os objetivos desta apresentação são: (a)
caracterizar cada recurso digital, abordando referencial teórico na área; (b) trazer uma reflexão sobre
como cada recurso digital pode ser usado para ensino e aprendizagem de língua estrangeira; e (c)
apresentar resultados de pesquisa bibliográfica baseada nos estudos realizados no Brasil entre 2006 e
2015, sobre os três recursos digitais, com foco no ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Com
base em discussões na área de CALL (Computer Assisted Language Learning), os resultados são
apresentados, permitindo o estabelecimento de bases para pesquisas e para o trabalho pedagógico de
professores de línguas estrangeiras. Assim, com a apresentação dos três recursos digitais, reflexão
sobre o uso de cada um e levantamento de pesquisas na área, espera-se contribuir para estudos sobre
tecnologia para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, como também para a prática docente
de professores de línguas estrangeiras.
Histórias Digitais como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC)
Histórias Digitais são recursos digitais que podem ser usadas para fins diversos e, em educação,
essencialmente como elemento motivacional. Podem, também, ser usadas para ensino e aprendizagem
de língua estrangeira, como, exposição de aprendizes/alunos ao input linguístico, dentro da abordagem
baseada em conteúdo, ou como elemento de uso autêntico da língua alvo entre aprendizes/alunos,
dentro da abordagem baseada em projetos. Este trabalho tem dois objetivos: (a) caracterizar o recurso
Histórias Digitais; (b) apontar possibilidades do recurso para uso didático; e (c) apresentar uma analise
de estudos sobre seu uso, realizados no Brasil entre 2006 e 2015. Assim, a apresentação traz uma
caracterização do recurso, uma reflexão sobre seu uso em educação, especificamente para
ensino/aprendizagem de língua estrangeira, e uma análise de estudos realizados no Brasil sobre seu uso
para o ensino/ aprendizagem de línguas entre 2006 e 2015, publicados no Portal CAPES. Desta forma,
este trabalho pretende auxiliar o debate sobre recursos digitais em educação, especificamente para
ensino/aprendizagem de língua estrangeira.
Webconferência como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
Nayara Nunes Salbego (UFSC)
O recurso digital webconferência vem sendo muito utilizado para fins educacionais, promovendo a
possibilidade de se atingir um público mais amplo. Pode-se entender tal recurso como uma tecnologia
que permite comunicação através de áudio, vídeo e texto, recriando, à distância, as condições de um
encontro presencial. Considerando-se tal recurso para uso didático, este trabalho tem dois objetivos: (a)
apontar características do recurso digital webconferência para uso com fins educacionais; e (b)
apresentar uma análise de estudos sobre o uso de webconferência para fins didáticos realizados no
Brasil entre 2006 e 2015. Dessa forma, a primeira parte desta apresentação trará uma reflexão teórica
sobre o uso de webconferência para aulas de língua. Em um segundo momento, este trabalho
apresentará uma análise sistemática de estudos realizados no Brasil sobre o uso de recursos digitais de
webconferência para o ensino e aprendizagem de línguas entre 2006 e 2015. Dissertações de mestrado,
teses de doutorado e artigos científicos foram pesquisados no Portal CAPES. Os resultados de tais
estudos foram comparados, a fim de se concatenar dados de relevância para área. Os resultados
apontam reflexões sobre como tais pesquisas podem influenciar o trabalho pedagógico na sala de aula
de língua estrangeira.
Videogames como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
Caroline Chioquetta Lorenset (IFSC)
Muitos estudos na área de ensino e aprendizagem de línguas indicam que videogames auxiliam muitos
aprendizes de inglês como língua estrangeira, desenvolvendo conhecimentos diversos, comunicação e
interação entre jogadores. O presente trabalho consta de dois objetivos: 1) apontar breve reflexão teórica
sobre estudos do recurso digital videogame para uso didático em aulas de inglês como língua
estrangeira; e 2) analisar estudos sobre o uso de videogames para fins didáticos em aulas de inglês
como língua estrangeira realizados no Brasil entre 2006 e 2015. Dessa forma, a apresentação iniciar-se-
á com uma reflexão teórica sobre o uso de videogames para aulas de inglês e terá sequência com uma
análise de estudos realizados no Brasil sobre o uso de videogames para o ensino e aprendizagem de
inglês entre 2006 e 2015. Dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos científicos foram
pesquisados no Portal CAPES. Os resultados de tais estudos foram analisados a fim de encadear dados
de relevância para área. Os resultados apontam reflexões sobre o que há ainda a ser pesquisado na
área e também reflexões sobre como tais pesquisas podem influenciar o trabalho pedagógico na sala de
aula de língua estrangeira.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 05
TEMA: O desafio da apropriação de recursos digitais nas aulas de língua: experiências
com redes sociais, internet, celular e livros/objetos educacionais digitais
Coordenador: José Ribamar Lopes Batista Júnior
Data
07/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
Resumo Geral
A ampliação do acesso à internet por parte de jovens no Brasil tem levado a escola ao desafio de
atualizar suas práticas e promover a integração dos sujeitos sociais às vivências tecnológicas. Nesse
sentido, temos presenciado um esforço por parte de editoras e programadores em desenvolver produtos
e serviços que tornam possível a utilização de recursos digitais no contexto da sala de aula. A presente
sessão apresentará relatos de experiência e pesquisas envolvendo a utilização de celulares, redes
sociais, internet e objetos educacionais digitais na educação básica nos estados do Piauí, Minas Gerais,
São Paulo e Pernambuco nos últimos cinco anos. Os resultados apontam para a maior adesão dos
alunos às propostas pedagógicas quando associadas aos usos sociais das novas tecnologias. Por fim,
as experiências apontam para necessidade de maior conscientização de discentes e docentes quanto à
efetividade de propostas estruturadas de tais usos no contexto escolar, bem como da proficiência por
parte dos professores dos usos digitais a fim de melhor conduzirem práticas de leitura e escrita
emancipatórias.
A Construção da argumentação oral no projeto polêmicas em debate:
um relato de experiência no ensino médio profissionalizante
José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI)
O projeto Polêmicas em Debate visa suprir a dificuldade dos alunos do 2º ano do Ensino Médio
Profissionalizante do Colégio Técnico de Floriano/PI em argumentar a partir da reflexão e análise de
situações reais. A capacidade argumentativa (oral/escrita) é requerida no desempenho de diferentes
situações na sociedade, principalmente, aquelas relacionadas ao mundo do trabalho e exercício da
cidadania. Nesse sentido, alicerçado no conceito de letramento (BARTON, 2007), o projeto é composto
por cinco etapas desenvolvidas no segundo semestre, após o qual espera-se que os discentes tenham
incremento na capacidade argumentativa, compreensão social, desenvolvimento ético e postulação de
papeis identitários que vinculam os sujeitos aos grupos aos quais se afinizam. O debate ocorre entre os
grupos, com questionamentos da plateia e previsão de resposta, de réplica, de tréplica e de
considerações finais. Além das atividades em sala, são construídos textos, vídeos e posts publicados
nas redes sociais (Facebook, YouTube e WhatsApp) com a função de convidar e instigar a discussão.
Os resultados demonstram que o projeto promove a integração dos alunos com os debates atuais e
geram a melhoria significativa da auto-percepção dos estudantes como cidadãos detentores de uma voz
e do uso dessa voz na conquista de novas posições.
O Celular na sala de aula: do conflito a possibilidade de uso
Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira (UFMG)
Com o intuito de formar leitores e produtores de textos em rede e após ter acesso à ideia de hipertexto,
comecei a trabalhar com as teorias de rede numa escola estadual de Minas Gerais utilizando o celular
nas turmas da 3ª série do ensino médio com a proposta de estimular sua leitura e produção de textos
literários que, apesar de breves – poemas em tela –, fossem capazes de provocar a interação dos alunos
e fazê-los buscar o prazer da leitura e da interpretação de poesias. Nesse sentido, o trabalho foi
realizado com a finalidade de estimular a leitura e a escrita de textos, em suas formas variadas, e que
também fossem capazes de despertar nos alunos o prazer que a produção literária poderia proporcionar
a partir de uma escrita móvel. Diante disso, aceitamos o desafio de desenvolver em sala de aula
experiências e protótipos didáticos inovadores no ensino de língua portuguesa visando o letramento
crítico e transformador. Os resultados demonstraram que o ato de escrever tornou-se, então, a Arte de
Escrever, sem medo, sem pressão, sem modelos autoritários: concretizado com a experiência viva dos
próprios alunos, que presentificaram em suas produções os processos linguísticos, intralinguísticos e
extralinguísticos vividos pelo sujeito-autor.
Reflexões sobre práticas de letramento digitais
nos livros didáticos de português para o Ensino Fundamental II
Clecio Bunzen (UFPE)
O objetivo desta apresentação é trazer algumas reflexões sobre como recentes livros didáticos de
Português, aprovados nas duas últimas edições do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2011 e
2014), tratam as práticas de letramento digitais. O interesse pelo tratamento das práticas de letramento
digitais surge relacionado a pesquisas que tenho desenvolvido sobre a construção dos projetos didáticos
autorais das coleções didáticas produzidas no Brasil para o ensino da língua portuguesa (cf. BUNZEN,
2005, 2009; BUNZEN e ROJO, 2005; BUNZEN e MÁXIMO, 2013). Para compreender algumas facetas,
partimos de duas questões de pesquisa para analisar 02 coleções: (a) as mudanças nas formas de
interação entre os sujeitos que ocorrem fora da escola têm impactado de alguma forma o currículo
prescrito em relação às práticas de letramento digital? (b) de que forma as mídias e tecnologias digitais
são tratadas nos LDPs? As análises demonstraram que as mudanças nas formas de interação que
ocorrem fora da escola ainda têm impactado pouco o currículo prescrito para o ensino de língua
portuguesa, cujo foco central continua sendo as obras impressas com destaque para a literatura e o
campo do jornalismo. O hipertexto e a hipermídia quase não foram destacados como objetos de ensino.
A produção de hipercontos e o desenvolvimento dos multiletramentos
Marcos Celírio dos Santos (UFMG)
A preocupação em levar em consideração as práticas de leitura e escrita que os alunos efetivam nos
ambientes digitais guiou-me a uma pergunta sobre que trabalho deveria ser proposto a estudantes do
Ensino Fundamental, na perspectiva dos multiletramentos para ensinar gêneros escritos digitais e não
digitais. Dessa forma, desenvolvi uma proposta com alunos do 8º ano que procurou desenvolver
habilidades de leitura e de escrita através do trabalho com contos e hipercontos. Foram realizadas 12
oficinas, com atividades de leitura de contos e leitura e produção de hipercontos. Com base nos estudos
de Coscarelli (2002, 2003, 2007), Ribeiro (2007) e Paiva (2013), parti do princípio de que não há
habilidades diferentes para a leitura e escrita de textos digitais e impressos. O que existe é uma
ampliação dos usos da linguagem (PAIVA, 2013). Para a produção de hipercontos, utilizei os princípios
da escrita colaborativa, conforme Lowry et al (2004). A análise das produções permite afirmar que o
trabalho integrado com contos e hipercontos contribui para o desenvolvimento dos multiletramentos e
apontou que os alunos compreenderam: o hiperconto como um gênero multissemiótico; a importância da
escrita colaborativa e a importância do uso de outras linguagens na constituição de um texto.
SESSÃO DE PÔSTERES
SESSÃO DE PÔSTERES 01
Data
07/12
15h30 às 17h00
Local:
Sala Hipertexto
06
o
(2 . andar)
O Uso da tecnologia como agente facilitador do gerenciamento comportamental em sala de aula:
análise do uso do Class Dojo em salas do ensino fundamental I e II de escola particular bilingue
de Pernambuco
Rayssa Mesquita de Andrade (UFPE)
A sociedade atual vive em um contexto de constante inovação tecnológica. Neste cenário, surge a
tecnologia da educação como uma aliada no processo ensino-aprendizagem, tornando-o ainda mais
atraente e interativo envolvente para ambas as partes. Assim sendo, este presente artigo visa estudar –
através do pensamento de autores como Moraes (2005), Bastos (2011), Almeida (2005), Possendoro
(2007), entre outros – o uso da tecnologia como agente facilitador do gerenciamento comportamental em
sala de aula, assim como a receptividade dos alunos para com esta abordagem, em salas do Ensino
Fundamental I e II em uma escola particular Bilingue de Pernambuco. Procurou-se observar, através de
questionário aplicado com 41 alunos e 3 professores, em que medida a ferramenta tecnológica analisada
(o Class Dojo) é eficaz no gerenciamento de sala de aula, no sentido de incentivar e validar
positivamente comportamentos considerados adequados para um ambiente escolar e, paralelamente,
desmotivar os comportamentos considerados impróprios. O questionário também abordava a
receptividade da abordagem tecnológica entre os alunos e professores. Descobriu-se que, apesar das
diferenças de idades entre os alunos entrevistados, a sua maioria avaliou positivamente a ferramenta; os
professores também consideraram majoritariamente que a mesma atingiu seus objetivos pedagógicos.
Curtindo a Sociolinguística: a Universidade vai ao Facebook
Danielle Cruz
Orientador: Ricardo Joseh Lima (UERJ)
O objetivo de nosso trabalho é apresentar a página na rede social Facebook intitulada “Falei errado o
problema não é meu, é seu” e o perfil “Sophia Sociolinguista”, sendo este um derivado da página com a
mesma personagem, tendo, porém postagens próprias. Ambas visam divulgar de forma dinâmica e de
fácil compreensão nas redes sociais o tema “Sociolinguística Variacionista”, que trata das diversas
formas de falar nossa língua, mostrando a igualdade linguística entre elas. A partir disso, contribuímos na
luta contra o preconceito linguístico, uma atitude que considera determinadas formas de falar superiores
a outras. Temos como público alvo alunos do ensino fundamental ao médio, assim como alunos de
graduação que não fazem parte do curso de Letras e consequentemente não estão familiarizados com o
tema. Criamos conteúdo explicando o tema por meio de memes e citações de livros, indicamos outros
sites, filmes, autores e músicas que possam ajudar a compreensão de modo didático e ao mesmo tempo
lúdico. Em nossas postagens conhecidas mais atuais temos aproximadamente de 80 a 120 curtidas e
uma visibilidade de até 1.200. Até o presente momento alcançamos cerca de 2.390 curtidas, 2.400
visualizações na página e 180 amizades no perfil.
Memes em sala de aula: relato de experiência no PIBID
Gabrielle Vitoria de Lira e Lucille Maia Batista
Orientadora: Angela Dionísio (UFPE)
Os avanços tecnológicos e sua integração com o ambiente escolar geraram alterações no processo de
ensino-aprendizagem. Na sala de aula de língua portuguesa, uma das mudanças é a inclusão dos
gêneros digitais emergentes, sobretudo nas redes sociais, como objetos de ensino. Um desses gêneros
são os memes cuja análise possibilita discussões linguísticas, discursivas, culturais e sociais sobre o
mundo real e virtual. Tendo como fundamentação teórica Coscarelli e Ribeiro (2005), Recuero (2007),
Souza (2014), Passos (2012) e Xavier (2005) e considerando as práticas virtuais dos alunos do segundo
ano do Ensino Médio da Escola Senador Novaes Filho, participante do PIBID Letras Português UFPE,
coletadas por meio do PIBIDquest, este trabalho tem o objetivo discorrer sobre uma experiência de
abordagem desse gênero em sala de aula por ser um gênero recorrente nas redes sociais, principal
prática virtual apontada pelos estudantes. Constatou-se que a maior parte dos alunos não conhecia a
terminologia meme, apesar de reconhecer visualmente o gênero, assim como tinha dificuldades de
reconhecer as cargas ideológicas subjacentes. Além disso, a elaboração e a realização dessa
intervenção didática atestou a importância de conhecer e valorizar as práticas e linguagens do cotidiano
online partilhadas pelo grupo discente.
Comunicação Social e Educação: Podcast, um Recurso Digital na Educação
Adson Enrique da Silva Alves e Lucas Henrique Dias Rocha
Orientador: Sérgio Paulino Abranches (UFPE)
Este trabalho relata e analisa uma Oficina de Podcast (OP) realizada por integrantes do Proi-Digit@l:
Espaço de criação para inclusão digital de jovens da periferia de Recife, que é um Programa de
Extensão da Universidade Federal de Pernambuco. O Proi-Digit@l atua em espaços educativos,
escolares ou não, através de oficinas tecnológicas com o objetivo de orientar e aguçar em seus
participantes um olhar questionador sobre usos das ferramentas tecnológicas dentro do processo de
aprendizagem e/ou formação. Na oficina aqui analisada, o grupo participou de um modo específico,
atuando junto ao público alvo como um suporte técnico e também orientador da turma que estava
cursando a disciplina "Educomunicação na Prática Docente" em uma turma do curso de Pedagogia e
alguns alunos de outras licenciaturas. A OP foi convidada justamente pela sua vivência e prática na
realização de "Radiodocumentário", que pode ter característica de Podcast, pois podcast nada mais é
que um debate gravado, onde seus participantes expõem seus pontos de vista sobre um assunto
específico.
Uso do Facebook em escolas municipais de afogados: um estudo de caso
Vinicius de Paula Aragão (UFPE)
A popularização das tecnologias de mídias sociais tem atingido um crescimento dentro de contextos
sociais periféricos, notadamente o Facebook. As demandas por celulares de ponta com acesso a internet
é tão grande quanto o surgimento de novos aplicativos. A problemática reside exatamente na relação de
interface que se constitui entre o uso informal do Facebook e as diversas abordagens pedagógicas
utilizadas dentro das salas de aula de escolas públicas municipais, especialmente do bairro de Afogados,
pertencente à 5ª região político-administrativa da cidade do Recife. Tem por aporte teórico-filosófico a
obra desenvolvida pelo filósofo francês Pierre Lévy. Com utilização de entrevistas, aplicadas a alunos e
professores, e análise documental das escolas verificadas, pretende localizar, avaliar e sintetizar de
forma sistemática e objetiva a viabilidade, seus agentes e implicações da utilização do Facebook
enquanto ferramenta para desenvolvimento pedagógico por parte dos professores da rede municipal de
ensino do bairro de Afogados. Através das entrevistas, pretende-se, também, verificar quais são os
alcances reais de tal iniciativa por parte dos alunos. Para a transcrição dos documentos que o compõem,
serão obedecidas as Normas Técnicas para a Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos do
Arquivo Nacional.
SESSÃO DE PÔSTERES 02
Data
07/12
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
A utilização da rede social Facebook como ferramenta pedagógica
para as aulas de Língua Portuguesa
Leila de Jesus, Ariadne Passos,
Jéssica de Paula, Gabriela Silva
Orientadora: Fábia Magali Vieira (Unimontes)
Na atualidade, as práticas pedagógicas e as metodologias utilizadas pelos professores não tem
despertado o interesse dos estudantes em aprender conteúdos da língua portuguesa. Partindo desse
pressuposto, a pesquisa que tem por objetivo compreender de que maneira a utilização das redes
sociais contribui para o melhor desempenho dos alunos nas aulas de Português e está sendo
fundamentada nos estudos de Coscarelli (2005), Rojo e Moura (2012). A metodologia utilizada é a
pesquisa ação. Para o desenvolvimento das atividades em uma escola pública da rede estadual do
município de Montes Claros – MG foramcriados grupos na rede social Facebook, com turmas do 6º, 7º e
9º ano do Ensino Fundamental, onde foi possível trabalhar com os mesmos o gênero textual texto
injuntivo.A partir dos resultados parciais, estamos constatando que utilização do Facebook está
contribuindo de forma positiva para o processo ensino-aprendizagem dos estudantes, uma vez que a
utilização desta tecnologiafaz parte do cotidiano dos mesmos. A inclusão das redes sociais no meio
educacional tem tornando mais dinâmico o ambiente educativo, incentivando a busca e troca de
informações.
A Blind Legend: a multimodalidade ao jogar com ouvidos e mãos
Rodrigo Farias de Araújo (UFPE)
A presente proposta de trabalho busca discutir um acesso mais amplo da tecnologia e da diversão
(TREWIN et al. 2009) para cegos e/ou pessoas de baixa visão mediante jogos. O corpus em análise é o
jogo “A Blind Legend” (Uma lenda cega) com lançamento mundial previsto para junho de 2015 nas
plataformas IOs e Android. A narrativa é sobre um cavaleiro que perdeu sua visão após sequestro de sua
mulher e que agora precisa atravessar um ambiente perigoso. Diferente dos jogos que precisam de
leitores de tela para interação ampla do jogo, A Blind Legend não apresenta gráfico e todo desenrolar da
história dá-se mediante movimentos do personagem e de sua espada controlados por toques na tela ou
pelo mouse. Para uma melhor experiência, é preciso usar fones de ouvido, uma vez que o som é em 3D
o que implica numa maior realidade ao ambiente. Este trabalho desenvolve uma análise acerca da
inserção de pessoas cegas e/ou de baixa visão no mundo dos games e dos benefícios educacionais dos
jogos (WOOD et al., 2004). Devido problemas físicos ou cognitivos pessoas com limitações físicas e
cognitivas não têm amplo acesso aos espaços digitais (Santarosa et al. 2010).
Letramento Digital: práticas docente e discente no vale do Mamanguape
Sidney da Silva Bezerra
Orientador: João Wandemberg Gonçalves Maciel (UFPB)
O surgimento das novas tecnologias de comunicação tem alterado as atividades da vida moderna, essas
alterações levaram estudiosos envolvidos com a educação a refletirem e a pesquisarem sobre as
consequências dessas práticas sociais no contexto escolar. No estudo em andamento, no município de
Mamanguape/PB, buscamos investigar as similaridades e as diferenças na produção textual dos alunos
do Ensino Fundamental e Médio quando da utilização do papel e dos recursos tecnológicos digitais, no
tocante ao uso da linguagem oficial/formal exigida pela escola. Tem-se, ainda, o intuito de observar a
integração de alunos e de professores diante das tecnologias digitais contemporâneas e como essa nova
forma de leitura linear e não linear e de escrita pode contribuir no processo de ensino/aprendizagem,
visando a uma produção de conhecimento e uma formação que atenda aos anseios dos atores
envolvidos, uma vez que a revolução digital provocada pela disseminação da internet carregou consigo
novas formas de interação na intercomunicação mundial mediada pelos computadores. A pesquisa em
tela toma como fundamentação teórica os pressupostos apresentados por Dowbor (2001), Chartier
(2002), Silva (2003), Ferreiro (2004 e 2006), Coscarelli (2007), dentre outros.
Letramento Digital: as práticas de produção textual dos docentes e
discentes do ensino fundamental
Gracekelly de Araújo Soares
Orientador: João Wandemberg Gonçalves Maciel (UFPB)
Esta pesquisa faz parte do Projeto Letramento digital: Práticas Docentes e Discentes no vale do
Mamanguape, a qual se configura como uma proposta de análise e observação sobre a prática docente
e discente frente às tecnologias de digitais no tocante à produção textual. A referida proposta faz parte
do Programa Institucional de Bolsistas de Iniciação Cientifica (PIBIC) da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB). O estudo objetiva averiguar o nível de letramento digital, observar a atuação dos
profissionais da educação frente a um mundo imagético e midiático, sobretudo, investigar as
similaridades e as diferenças na produção textual dos alunos do Ensino Fundamental, quando da
utilização em papel e em dispositivos tecnológicos digitais. Dados os objetivos, o estudo está sendo
concretizado através de levantamentos bibliográficos para a inteiração do assunto em foco: Letramento
digital, tendo como suporte teórico, os textos de estudiosos da área (COSCARELLI, 1999; CHARTIER,
2002; LÉVY, 1999; XAVIER, 2002 e outros), consolidando-se também por meio de visitas as escolas e
observações de aulas. Embora estejamos, ainda, em processo de pesquisa, já podemos vislumbrar que
o estudo em tela mostra que as tecnologias digitais contemporâneas podem ser fortes aliadas no
processo ensino-aprendizagem.
Alfabetização e Letramento na Era Digital –
"Os desafios pedagógicos e tecnológicos na Educação Infantil"
Edna Ribeiro Pedrosa e Edna Patrícia Medeiros Valença (UPE)
Orientadora: Márcia Fernanda de Lima
O presente artigo tem como finalidade abordar os problemas enfrentados por professores quanto ao
acesso e uso da Tecnologia Digital da Informação e Comunicação (TDIC) nas práticas pedagógicas,
embasado nas contribuições teóricas de (SOARES, 2012) e outros. No primeiro momento foi aplicado
um questionário para coleta de dados por amostragem com alunos/professores do Curso de Pedagogia
do PARFOR (Campus Garanhuns), que são atuantes em turmas de diferentes municípios do Agreste e
Sertão do estado de Pernambuco. Na sequência, deu–se a organização e análise de tal levantamento. O
contexto geral da pesquisa é de natureza qualitativa, levando em consideração os anseios e dificuldades
dos professores no que se refere as condições de inserção das TDICs no cotidiano de suas escolas, em
consonância com as múltiplas possibilidades de oportunidades de uma alfabetização letrada para os
alunos da modalidade de Educação Infantil em todo o seu contexto, visionando a uma aprendizagem
significativa de acordo com as novas tendências e os avanços tecnológicos da educação na conjuntura
atual.
SESSÃO DE PÔSTERES 03
Data
07/12
Projeto Radiotec: ambiente interativo para o ensino de língua e produção textual
Erick Lorran Vitor Guedes e Débora Silva de Oliveira (Col. Técnico de Floriano - UFPI)
Orientador: José Ribamar Lopes Batista Júnior
13h30 às 15h30
Local
Sala Hipertexto
08
o
(2 . andar)
As práticas sociais contribuem para a fixação de papéis sociais e construção de habilidades, dentre elas,
a de produzir textos orais e escritos. Os textos nascem e obedecem ao rito das práticas de onde
emergem. Os participantes atuam como consumidores e produtores de textos, e apreendem valores e
ideologias indispensáveis à compreensão da própria prática e à formação do conhecimento capaz de
tornar a produção textual significativa e contextualizada. Nesse sentido, a rádio escolar online do Colégio
Técnico de Floriano/UFPI, Radiotec, baseada no conceito de letramento de Barton (2007) e Street
(1984), objetivou a promoção de práticas interativas que vão além da escola, capazes de gerar
demandas de textos reais às quais os alunos e alunas do Ensino Médio Profissionalizante respondem
com apoio e orientação. A metodologia da rádio envolve a definição e elaboração da pauta de cada
programa, gravação, edição e divulgação dos programas nas redes sociais. Os resultados apontam para
a autonomia linguística, com desenvolvimento de habilidades de linguagem, bem como para a
construção de identidades discentes fortalecidas e engajadas socialmente. Por fim, o projeto indica a
necessidade da ampliação do número de oficinas e espaços interativos nos cursos de língua
portuguesa/redação para o Ensino Médio.
O Anúncio publicitário e o uso das tecnologias: implicações para o ensino de língua portuguesa
Fernanda Diniz Ferreira
Orientador: Maria das Graças Carvalho Ribeiro (UFPB)
O presente trabalho consiste em apresentar uma proposta de situação didática sobre o gênero anúncio
publicitário e as implicações do uso das tecnologias para o ensino de língua portuguesa, visto que há a
eminente necessidade de renovação metodológica frente às atuais exigências que são postas à prática
do professor em sala de aula. Como referencial teórico, nos pautamos nas ideias defendidas por
ARAÚJO e RODRIGUES (2005); CARNIN, MACAGNAM e KURTZ (2008); BAKHTIN (1992); BRASIL
(2000); MARCUSCHI (2000; 2005 e 2008) entre outros. Para tanto, nos utilizamos de uma gama variada
de apresentações de anúncios publicitários na internet de empresas como Extra, Carrefour, Pão de
Açúcar, Chevrolet, dentre outras, discutindo suas características no tocante a forma, modo de exibição e
a intenção de publicação, de modo a construir uma visão crítica sobre esse gênero na web. Os
resultados alcançados mostraram que os alunos aprenderam mais sobre o assunto, uma vez que essa
nova metodologia tornou a aula eficaz ao aprendizado.
Uso dos recursos digitais como mecanismos de ensino e aprendizagem
em um curso de espanhol
Marta Cordeiro da Silva e Daiane Keila Silva
Orientadora: Anna Rita Sartore (UFPE)
Este artigo trata-se de um relato de experiência sobre o uso dos recursos oferecidos pelas Tecnologias
da Informação e Comunicação (TIC) para o ensino e aprendizagem da língua espanhola em um curso
ofertado na UFPE em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba e a Universidade Federal da
Integração Latino-Americana (UNILA), denominado como Teletandem. O objetivo é apresentar a
experiência vivida pelos alunos de diferentes cursos de graduação e do mestrado em educação
contemporânea que compõem o curso, bem como alunos de outro país. O pressuposto do qual partimos
é que a utilização das tecnologias aproxima sujeitos, de diferentes dimensões do mundo. A metodologia
será a observação participante, questionários e entrevista semiestruturada as quais apresentarão
perguntas aos alunos sobre a importância da participação em um curso de línguas em que os mesmos
têm a oportunidade de usufruir no Campus em que cursam a graduação e o mestrando. Os resultados
esperados serão que os participantes apontem ao final, qual a relevância da experiência em um curso de
línguas com uso das TICs com alunos de outro país.
Delineamento de pesquisas sobre o ensino de Língua portuguesa
e o uso de tecnologias no Brasil
Jéssica Ibiapino Freire
Orientadora: Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA)
Atualmente, contempla-se um ritmo acelerado em termos de avanços tecnológicos. Alunos e professores
têm acesso aos telefones celulares (com ou sem lei que os proíbam), computadores, tablets, protocolos
de rede (física, lógica e social), filmes, músicas, jogos e etc. Estudos apontam, entretanto, que tais
avanços não estão ainda presentes no ensino de Língua Portuguesa (GOMES, 2011; NETO, 2012;
GALVÃO 2014). O objetivo do presente pôster é investigar o “estado da arte” em estudos linguísticos, a
partir de um levantamento realizado em periódicos brasileiros da área de Linguística, com Qualis A e B,
que articulam o ensino de tecnologias associados ao ensino da Língua Materna. Nesse trabalho, a
análise crítica é o método de investigação (MOTTA-ROTH, 2009). Resultados preliminares apontam que
existem 36 revistas brasileiras da área da Linguagem, com os referidos Qualis, publicadas em ambiente
online, entre 2013 e 2014. Nessas publicações, 41 artigosforam identificados e, dentre eles, 26 versam
sobre a temática de ensino de Língua Materna mediado por tecnologias. Esses números parecem
confirmar que há um aumento no número de relatos envolvendo o uso das tecnologias nas aulas de
Português. Além disso, pode-se mencionar que o foco desses estudos está relacionado às práticas
sociais de multiletramentos.
A Webquest e o gênero textual capa de revista no ensino de língua inglesa
Camila Solino Rodrigues
Orientadora: Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA)
Este pôster tem por tema o ensino de línguas mediado por tecnologias. O objetivo principal é realizar
uma análise crítica considerando observações realizadas em uma experiência de estágio, orientada por
uma proposta de ensino de língua inglesa que integrou o uso de gêneros textuais, sequência didática,
webquest e tecnologias de informação e comunicação. A análise parte dos estudos de Motta-Roth (2009)
e Moreira (2012), Bakhtin (1979), Marcuschi (2005, 2010), Dolz, Noverraz e Scheneuwly (2004), Xavier
(2011), Gomes (2011), Dodge (1995) e March (2003). Em termos metodológicos, o processo de estudo
envolveu a observação de 12 aulas ministradas por professoras em formação inicial da UNIFESSPA, em
uma turma de 8º ano, na disciplina de Língua Inglesa em Marabá (PA). Além disso, foram realizadas
entrevistas incluindo alunos e professores envolvidos no estágio. Resultados parciais indicam uma alta
aprovação do projeto aplicado em classe, que conseguiu amalgamar estudos sobre sequência didática e
webquest. Os recursos tecnológicos ofereceram suporte necessário para, entre outras coisas, o ensino e
a aprendizagem de capacidades de linguagem relativas ao gênero capa de revista e possibilitou a
ampliação de conhecimentos teóricos e didáticos de professoras graduandas.
SESSÃO DE PÔSTERES 04
Data
07/12
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
09
o
(2 . andar)
As contribuições das oficinas de gamificação no curso de Letras Português da Universidade
Estadual de Montes Claros
Poliana Rodrigues de Andrade e Larissa de Oliveira Nobre
Orientadora: Fábia Magali Santos Vieira (Unimontes)
A pesquisa intitulada “As contribuições das oficinas de gamificação no curso de Letras Português da
Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes” tem como objetivo analisar as contribuições da
metodologia da gamificação na formação dos acadêmicos destes cursos. Partindo do pressuposto de
que a gamificação é a utilização de jogos em diferentes contextos com o intuito de solucionar problemas
práticos e/ou envolver os participantes em uma tarefa de maneira mais prazerosa, interessante e
motivadora, assim adotamos como referencial teórico, Schlemmer (2013), Navarro (2013); Vianna et al.
(2013) e Huizinga (2000). Quanto à natureza da pesquisa, pode ser classificada como básica e aos
objetivos, exploratória. Os procedimentos técnicos utilizados são pesquisa bibliográfica, o levantamento e
o estudo de caso como fonte de pesquisa. As técnicas de coleta de dados são entrevistas e
questionários online enviados aos acadêmicos de Letras Português da Unimontes que participaram das
oficinas de gamificação ministradas pelo Núcleo Educar em 2015. A pesquisa ainda está em andamento,
mas a hipótese é de que essa metodologia está contribuindo para a formação dos acadêmicos destes
cursos, dinamizando e tornando mais interessante as atividades do processo ensino-aprendizagem da
educação básica.
A inserção das tecnologias digitais da informação e comunicação
no processo de ensino e aprendizado
Talita de Jesus, Maria da Soledade dos Santos, Marli França e Marilene dos Santos
Orientadora: Fábia Magali Vieira (Unimontes)
No contexto atual da educação, as tecnologias digitais têm possibilitado novas formas e ambientes de
aprendizagem, favorecendo a participação e interação dos sujeitos envolvidos no processo educativo.
Partindo desse pressuposto o Núcleo Educ@r: laboratório interdisciplinar de tecnologias digitais da
educação da Unimontes, desenvolveu com turmas de 6º, 7º e 9º anos de uma escola pública da rede
estadual de Montes Claros, um projeto de leitura e produção de textos injuntivos inserindo as TDIC como
recurso pedagógico voltados para o desenvolvimento da interação e aprendizagem dos alunos,
promovendo a produção e socialização de conhecimentos. Assim, Pretendemos com este estudo
descrever as atividades realizadas durante o projeto discutindo sobre as contribuições das TDIC para o
processo ensino-aprendizagem na educação básica. A pesquisa sustenta-se numa abordagem
qualitativa e os resultados alcançados permitiram assegurar que a inserção das TDIC como recurso
didático contribuem para o maior envolvimento dos alunos, tornando as aulas mais interessantes,
permitindo a busca e troca de informações e contribuindo para criação de um ambiente interativo.
Relato de Experiência do Uso da Ferramenta Socrative na Elaboração de Simulados Online
Iago Sinésio Ferris da Silva
José Rafael Oliveira Alves (UFERSA)
Este trabalho é o resultado de um relato de experiência sobre uma atividade desenvolvida na Escola
Estadual Professor Francisco Veras com as turmas do 1º à 3º série do ensino médio da cidade de
Angicos no estado do Rio Grande do Norte. O objetivo do trabalho foi aplicar alguns simulados online
utilizando um software online dinâmico e interativo que despertasse o interesse mediado pelas
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na disciplina de química. Participaram da atividade
aproximadamente 90 alunos de ambos os sexos com idades entre 15 e 18 anos. Foram realizados dois
simulados online nos quais continham questões de assuntos já estudados na disciplina de química de
acordo com cada bimestre. A experiência permitiu ao estudante conhecer uma ferramenta online titulada
Socrative que o auxiliasse no aprendizado dele de forma interativa e dinâmica na respectiva matéria e ao
docente novos modos de integrar os assuntos do currículo escolar utilizando tecnologias educacionais.
Introdução a computação com cs umplugged: uma experiência do Pibid UFERSA
com alunos do ensino fundamental de Angicos- RN
Maria Teobanete da Cunha, Maria de Fátima da Silva
Orientador: Sairo Raoní dos Santos
A evolução das tecnologias, mídias e computadores tem gerado diversas transformações nos
paradigmas educacionais, visando avanços na prática pedagógica, já que a Educação vem adquirindo
novas funções dentro da sociedade da informação. Sendo assim, reconhecendo a importância da
inserção das tecnologias na Educação, percebe-se a necessidade de incluir, no ambiente escolar, novos
instrumentos. Este trabalho foi dirigido em sua totalidade, por este objetivo, e tem como finalidade relatar
uma experiência da aplicação do uso da ferramenta Ori disseminando a linguagem de programação, com
o objetivo de desenvolver a competência lógica dos alunos do Ensino Fundamental de uma escola
pública de Angicos/RN. Pretende-se também refletir sobre a atividade de raciocínio lógico gerado por
essa ferramenta colaborativa, além de evidenciar as dificuldades encontradas pelos alunos no percorrer
da intervenção, e a intercessão para saná-las. Ao final, será mostrado como os alunos foram avaliados
com base nos resultados das atividades aplicadas, e na participação individual e coletiva.
SESSÃO DE PÔSTERES 05
Data
07/12
13h30 às 15h30
Local
Sala Hipertexto
10
o
(2 . andar)
Gamificação no Ensino: uma revisão sistemática da literatura no cenário nacional
Sloan Pereira do Nascimento,
Rubson Cardoso Mota e Lionel Júnior
Orientadora: Danielle Noronha Pontes
O termo gamificação significa a aplicação de elementos utilizados no desenvolvimento de jogos
eletrônicos, tais como estética, mecânica e dinâmica, em outros contextos não relacionados a jogos, este
já vem sendo adotado e trabalhado em pesquisa internacionais há alguns anos, mas, no cenário
nacional, somente nos últimos tem-se popularizado pesquisas neste. Este artigo apresenta uma Revisão
Sistemática de Literatura (RSL) procurando responder: (I) Quais métodos estãos sendo utilizados e (II)
que público alvo está sendo trabalhado, bem como os resultados. A temática geral para pesquisa deste
trabalho foi definida como “Gamificação no ensino”. Essa RSL foi realizada sobre os trabalhos publicados
nos anais dos eventos promovidos pela Comição Especial de Informática na Educação da SBC, nos
anais do SBIE em todos os anos de suas publicações, sendo as palavras-chave: “Gamificação” e
“Gamification”. A pesquisa pôde mostrar que não há um público específico sendo trabalhado, isso por
causa da quantidade de trabalhos publicados e também por conta de a gamificação poder ser trabalhada
nas mais diversas idades/áreas, melhorando assim o processo de enasino/aprendizagem.
Tecnologia: utilização do laboratório de informática como recurso pedagógico no processo de
ensino e aprendizagem em uma turma do 2° ano do ensino fundamental
Edvania Barboza de Lima; Karla Simony Vieira Cabral
Orientador: Robson da Silva Eugenio (UEA)
O presente artigo busca através de uma pesquisa de campo, compreender de que maneira o ambiente
tecnológico influencia no processo de ensino e aprendizagem. De forma específica, visando
compreender se as aulas de informática servem enquanto processo de alfabetização. A proposta desta
pesquisa é desenvolver uma prática reflexiva, tendo como apropriação de ferramenta de análise,
observações das aulas de informática e entrevista com a professora. Discutiremos na fundamentação
teórica o uso do computador como ferramenta facilitadora no desenvolvimento da aprendizagem, e o
ambiente tecnológico como recurso educacional. Conjecturamos que o laboratório de informática é
utilizado como recurso pedagógico, onde o computador dispõe de aplicativos educativos para trabalhar o
processo de alfabetização, sendo trabalhado também as inter-relações das crianças. Percebemos
porém, que o ambiente é visto como um lugar recreativo para os alunos e não educativo.
Análise do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC’s) na escola
Diogo Ricardo Gaspar Pires (UESC)
Orientadora: Gilmara Dos Santos Oliveira
Educação e tecnologia são indissociáveis. As tecnologias, ao longo do tempo, provocaram modificações
na maneira de se fazer e pensar a educação (KENSKI 2007). Assim sendo, neste trabalho, descrevo a
análise dos resultados de uma atividade de pesquisa construída na disciplina Educação e Tecnologias,
ofertada pelo curso de Licenciatura em filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A
pesquisa tem por objetivo analisar o uso das tecnologias na escola, a partir da discussão dos
questionários aplicados aos professores da rede pública de ensino, além de identificar problemas
relacionados às tecnologias no ambiente escolar e registrar experiências positivas do seu uso, tendo em
vista o alto potencial como ferramenta facilitadora no processo de ensino-aprendizagem. Discuto o uso
das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) nas diversas disciplinas da educação básica.
Aplicou-se um questionário a vários professores de diferentes escolas e modalidades de ensino. Alguns
foram respondidos e entregues pessoalmente, outros enviados via e-mail a fim de facilitar a mediação do
trabalho e avaliar o potencial das tecnologias como ferramenta auxiliar no processo de desenvolvimento
da pesquisa.
Elementos químicos em destaque: uma proposta de ferramenta tecnológica para o ensino dos
elementos químicos e suas aplicações dentro de uma estrutura de hipertextos
Claudineide Maria Lina de Santana
Orientadora: Kátia Aparecida da Silva Aquino
Pensando numa alternativa para um ensino mais dinâmico da Tabela Periódica (TP), desenvolveu-se
uma ferramenta que pudesse ser potencialmente significativa e com a utilização de hipertextos que foi
denominada “Elementos Químicos em Destaque” (EQD). O principal objetivo da EQD é o de
proporcionar aos professores e estudantes uma ferramenta tecnológica com mobilidades e interações
entre a química, tecnologia e sociedade, que possa facilitar a construção de um conhecimento
significativamente crítico. A aplicação da ferramenta foi realizada em duas turmas do 3º ano do ensino
médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco para tratar do tema de
radioatividade ambiental. Buscou-se como foco os elementos químicos, seus isótopos radioativos e suas
aplicações numa perspectiva da Aprendizagem Significativa Crítica. O método avaliativo foi a análise
sistemática dos textos construídos pelos estudantes, após aplicação da EQD em sala de aula. Os
resultados obtidos apontaram a contribuição da ferramenta na construção de um conhecimento
significativo e principalmente na desmistificação de teorias relacionadas a radiação através da reflexão
dos estudantes.
Tecnologias e ensino superior: um olhar bibliográfico
Amanda Caroline Marques da Cunha e Ivanilda da Silva Nóbrega
Orientador: Sérgio Paulino Abranches (UFPE)
O presente artigo apresenta e discute os principais conceitos que fundamentam os estudos e as
pesquisas recentes que tratam do uso de tecnologias no ensino superior. Trata-se de um estudo
bibliográfico que faz parte de uma pesquisa que visa identificar os usos de tecnologias digitais no ensino
superior, em particular os dispositivos móveis. Foram analisadas as produções científicas do período de
2009-2014, constantes de anais de eventos científicos e periódicos da área. Tomou-se este período
como referência de análise devido ao crescimento desta temática nos debates acadêmicos. Os eventos
pesquisados foram as reuniões da ANPED, do ENDIPE, do EPENN, e os periódicos foram RBE e ECURRICULUM. No intervalo de 5 anos. A pesquisa utilizou como descritores os termos Inovação
pedagógica, Tecnologias digitais, Tecnologia móvel, Práticas pedagógicas no ensino superior. Os
principais resultados apontam uma concentração de estudos e pesquisas em torno dos conceitos de
recursos pedagógicos, ambientes digitais, novos letramentos e formação docente. A pesquisa indica que
a relação entre tecnologias digitais e ensino superior percorre caminhos diversos, indo desde as
metodologias de ensino, a formação docente e a prática pedagógica.
6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação
2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Aprendizagem aberta e invertida
CRIAÇÃO DA MARCA
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (CI) DA MANHA DO DIA 08/12
Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente
relacionada ao tema da edição. Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às
práticas de educação aberta
e sala de
aulaCOMUNICAÇÃO
invertida.
SESSÃO
DE
INDIVIDUAL 31
Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de
papel que alcançam a liberdade quando decidem pensar diferente, pensar fora da caixa. Esses aviões, que
Data
A criação de objetos digitais de aprendizagem por meio de software de autoria
representam a figura do
professor e dopara
aluno,
voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse
08/12
reforço nas aulas de Língua Portuguesa
novo ambiente cheio de recursos tecnológicos
que
ajudam aeensinar
a aprender
alternando
os lugares.
Rosana Sampaioos
Schreder
Michel eRegis
Gomes
(UEA)
Hora
A história que queremos contar através da imagem toma como base a metáfora Thinking outside the
10h30 às 12h30 O objetivo desse artigo é relatar experiências com o uso de objetos de aprendizagem criados através
box, em tradução
livre:
caixa, pensar
diferente.
Levamos
em consideração
ideias
vão desde
software
depensar
autoria.fora
Osdaobjetos
desenvolvidos
foram
aplicados
pelos bolsistas
do que
PIBID/informática
presente no
conceito de
passando
pelo empoderamento
aluno quepara
trabalha
Local: a liberdade Programa
Institucional
deEducação
Iniciação Aberta,
à docência
da Universidade
do Estado dodo
Amazonas,
alunos do
Sala Hipertexto
2° ano
do uma
Ensino
Fundamentalrealmente
em processo
de alfabetização. O local de aplicação do Projeto é a Escola
com o professor
para
aprendizagem
eficaz.
01
Municipal Ana Mota Braga, localizada na zona sul de Manaus. O conteúdo das aulas são da disciplina de
Em alusão
aoPortuguesa:
conceito de Sala
de aula
invertidaassociação
pensamosde
nosimagens
aviões que
juntos,
direção
um onde
Língua
vogais,
consoantes,
comvoam
as letras
do em
alfabeto.
Oa
local
o
(2 . andar)
foram
aplicados
os
objetos
foi
no
laboratório
de
Informática
Telecentro
da
escola
com
a
participação
mesmo objetivo – a aprendizagem – mas estão dispostos de forma espelhada, flippada. A ideia aqui é mostrar
de alunos,
bolsistas
e professor.
que a inversão
proposta
pelo conceito
não é uma oposição, mas uma coalizão de forças.
Ensino de Jovens e Adultos e as Novas Tecnologias: a perspectiva discente
Anderson Teixeira Rolim (Unopar), Marcelo Francisco de Araújo (Seed/Unopar)
O presente trabalho analisa a relação de alunos matriculados no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) com
as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC). Justifica-se pela ausência de ações que
articulem a integração da tecnologia digital no EJA. Objetiva apresentar um quadro com as perspectivas
dos alunos de EJA acerca da NTIC e dos dispositivos digitais de informação e comunicação. Além dos
documentos da educação brasileira, apoia-se nos trabalhos de Andréa Ramal, Magda Soares, Melina
Melo Rodrigues entre outros. Destarte, foi aplicado um questionário objetivo acerca do assunto proposto,
nas turmas de EJA, ensino fundamental, em dois colégios estaduais da região Norte do Paraná. 71
alunos matriculados nessas duas unidades de ensino responderam o questionário. Os dados revelam
que os alunos têm acesso ao computador e à Internet. Entretanto, uma parcela declarou necessitar de
ajuda de outras pessoas em algumas atividades on-line. Do mesmo modo, o grupo consultado acredita
que as tecnologias podem contribuir para o processo de aprendizado e para a melhoria das práticas de
leitura. Por fim, afirma-se que a inclusão digital dos alunos de EJA é fator positivo para a inclusão social.
Letramentos e ressignificação da prática docente por meio da Ferramenta Digital Edmodo
Wanda de Sousa Gaudêncio e Marineuma Costa Cavalcanti (UFPB)
O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma intervenção em sala de aula
com vistas a ressignificar a prática docente por meio do favorecimento da aquisição do letramento digital
por meio da utilização, pelos alunos, da ferramenta digital Edmodo. Caracterizado como um estudo de
natureza qualitativa, com caráter descritivo e intervencionista, foi desenvolvido junto a alunos
matriculados no 7º ano, na EEEM Major Veneziano Vital do Rêgo, localizada no bairro da Catingueira
(Acácio Figueiredo), na cidade de Campina Grande–PB. Tendo em vista o alcance de nossos objetivos, a
pesquisa encontra-se estruturada nas seguintes etapas: análise e exploração da ferramenta Edmodo,
ambientação dos alunos à interface da plataforma, aplicação da sequência didática e análise das
atividades para averiguação do favorecimento das práticas de letramentos entre os alunos participantes.
A coleta dos dados e os resultados atingidos com a intervenção nos levaram à inserção de novas
práticas e que o incentivo à escrita numa perspectiva multiletrada é válida, desde que sejam aplicadas
atividades que possibilitem o acesso, a análise, a produção e a socialização de textos em diferentes
linguagens e, amis ainda, que possibilitem ao aluno o acesso a novas concepções de leitura e análise de
textos. Como base teórica, pautamo-nos em autores que discorrem sobre a informática, a relação entre
tecnologia e educação, letramento, multiletramento, letramento digital e que avaliam a viabilidade da
plataforma de interação social Edmodo, a exemplo de Xavier et all (2011); Almeida et, al (2000), Alves,
Zambalde e Figueiredo (2004); Almeida e Fonseca Junior (2000); Sousa, Moita e Carvalho (2011);
Coscarelli e Ribeiro (2011); Moreira e Caleffe (2008); Gabriel (2013); Bisognin (2009); Marcuschi(2008)
,Shephered e Saliés (2013), Trjara (2008), Tanzi Neto (2013), Valente (1997). Quanto aos procedimentos
metodológicos, foi realizada uma intervenção por meio da aplicação de uma sequência didática com uso
do suporte celular, para a realização de atividades na Plataforma Edmodo.
Espaços de convivência híbridos e multimodais: uma proposta de aprendizagem interacionista
Simone Zilochi Soares Pires (Unimontes)
Percebemos, hoje, uma quebra dos espaços físicos e a fusão destes com os espaços digitais
possibilitando uma construção de conhecimentos e aprendizagem amplificados. O surgimento da cultura
do hibridismo nos faz refletir sobre novas formas de engajar os sujeitos na resolução de problemas,
contribuindo para um redirecionamento do contexto educacional formal. A partir de uma perspectiva
ubiquitous learning, que permite formar redes presenciais e digitais entre pessoas, objetos, situações ou
eventos de forma a possibilitar uma aprendizagem contínua e contextualizada, nossa pesquisa pretende
analisar as contribuições das atividades em espaços híbridos e multimodais, nas aulas de Língua
Portuguesa, para o desenvolvimento das habilidades de coesão para a construção textual dos alunos do
9º ano do ensino fundamental. A pesquisa em andamento é de natureza aplicada e, quanto aos objetivos,
classifica-se como explicativa. Quanto aos procedimentos técnicos, Serão utilizadas a pesquisa
bibliográfica, documental e o estudo de campo. Autores como Koch (1989), Marcushi (2004) , Coscarelli
(2009), Rojo (2009), Ribeiro (2010), Schlemmer (2014) e Xavier (2005 ) serão de grande influência para
a construção desse estudo. Dessa forma, pretendemos, com essa discussão, contribuir para a produção
de novos sentidos, significados e aprendizagens necessárias para a participação dos sujeitos na
atualidade.
Como a linguagem de programação Scratch torna possível
à aprendizagem das competências do século XXI na aprendizagem atual?
Aldo Mendes Filho (UNICAP)
Partindo do questionamento “Como a linguagem de programação Scratch torna possível à aprendizagem
das competências do século XXI na aprendizagem atual”? Foram selecionadas as competências de (auto
direcionamento, identificação, formulação e resolução de problemas, e competências no uso de mídias e
informações) através de uma análise qualitativa sobre as atividades desenvolvidas na linguagem de
programação SCRATH através de estudos de dois casos em escolas da cidade de São Paulo (Centro
Educacional Pioneiro e Escola Municipal Estadual Fundamental João de Lima Paiva). O presente artigo
parte dos questionamentos inerentes a situação atual da educação como meta a ser transformada por
novas metodologias de aprendizagem, em que o programa SCRATH, torna-se ferramenta base para a
efetivação de tal transformação. Segundo (PAPERT, 1994), a educação atual encontra-se em uma
situação critica presa ainda ao modelo instrucionista e conteudista do século XX, com uma aprendizagem
que não atende as demandas da sociedade do século XXI. Foi possível identificar que as competências
podem ser efetivadas, permitindo aos estudantes uma aprendizagem inovadora que motive e ao mesmo
tempo torne o educando o centro do processo e autor de sua própria aprendizagem, além do programa
incentivar atividades interdisciplinares e trabalhar com projetos pedagógicos.
Multiletramentos e produção de textos por meio da plataforma de mídia social Edmodo
Wanda de Sousa Gaudêncio Santos (UFPB/PROFLETRAS) e Marineuma Costa Cavalcanti (UFPB)
O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma intervenção em sala de aula por
meio da utilização, pelos alunos, da ferramenta digital Edmodo. Estudo de natureza qualitativa, com
caráter descritivo e intervencionista, foi desenvolvido junto a alunos matriculados no 7º ano, em uma
escola na cidade de Campina Grande–PB. Quanto aos procedimentos metodológicos, foi realizada a
aplicação de uma sequência didática, com uso do suporte celular, para o acesso de atividades
disponibilizadas na plataforma Edmodo. A análise dos dados coletados nos levou a constatar que a
inserção de novas práticas e o incentivo à escrita numa perspectiva multiletrada é válida, principalmente
por possibilitar a leitura, a produção e a socialização de textos, em diferentes linguagens. Como base
teórica, pautamo-nos em autores que discorrem sobre a relação entre tecnologia e educação, letramento,
multiletramento e letramento digital, a exemplo de Xavier ET al. (2011); Almeida et al. (2000), Alves,
Zambalde e Figueiredo (2004); Almeida e Fonseca Júnior (2000); Sousa, Moita e Carvalho (2011);
Coscarelli e Ribeiro (2011); Moreira e Caleffe (2008); Gabriel (2013); Bisognin (2009); Marcuschi (2008)
,Shephered e Saliés (2013), Tajra (2008), Tanzi Neto (2013), Valente (1997).
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 32
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
02
o
(2 . andar)
Relato Pessoal: uma interface entre o letramento e a multimodalidade
Adriana Mendes Ramos, Fábia Magali Santos Vieira (Unimontes)
A globalização e o intenso desenvolvimento tecnológico provocaram uma reconfiguração da linguagem,
já que se observa a emergência de combinações híbridas dos textos contemporâneos. Tal observação
nos alerta para a necessidade de se rever as práticas tradicionais de letramento em ambiente escolar, já
que novas habilidades de leitura e escrita passam a ser exigidas socialmente. Na tentativa de se
compreender essa forma atual de interagir linguisticamente, propomos analisar as contribuições da
produção de um relato pessoal multimodal com o uso das Tecnologias Digitais da Comunicação e
Informação (TDIC), pelos alunos do 8º ano de uma escola pública da cidade de São Francisco. Como
procedimentos técnicos de investigação está sendo utilizada a pesquisa documental, experimental e
bibliográfica a partir das concepções de Soares (2001), Kleiman (2005), Ferreiro (2001), Dionísio (2014),
Rojo (2012), Coscarelli (2011) e Vieira et al (2015) . Também se utiliza o estudo de campo, bem como a
pesquisa ação e participante. Esperamos que toda discussão possa contribuir para a reflexão e melhoria
das práticas de letramento em ambiente escolar, bem como para a necessidade de se compreender as
representações discursivas atuais.
Uso de tablets em práticas de leitura no ensino médio:
por uma abordagem que contemple os multiletramentos
Jocélio Oliveira (UFPB/MPLE) João Wandemberg Maciel (UFPB)
Com a intensa popularização dos tablets, não demorou para que esses dispositivos móveis chegassem
às escolas públicas brasileiras. Mas, para que essas aquisições produzam impactos positivos, faz-se
necessário repensar usos e metodologias. Assim, a proposta em tela, objetiva-se identificar usos didáticopedagógicos de tablets em práticas de leitura multimodal no ensino médio, refletindo sobre
potencialidades e limitações desse artefato, no contexto escolar. O estudo respalda-se em Moran (2013),
Perrenoud (2014) e Ribeiro (2011), além de Rojo (2012), Schneuwly e Dolz (2010), entre outros, ao tratar
de práticas de leitura com o uso de tablets. A aplicação acontece em uma escola estadual da Paraíba,
em uma turma da terceira série do ensino médio. Os discentes da referida turma possuem tablets cedidos
pelo governo do Estado. As atividades em questão privilegiam o uso do blog educacional off-line
disponível via wifi, sem a necessidade de conexão com internet, como suporte para a leitura dirigida por
meio de webquest, bem como para repositório de objetos multimodais de aprendizagem. Com o referido
estudo, constata-se que a ferramenta blog educacional off-line tem sido uma opção viável para práticas
de leitura multimodal com o uso de tablets numa realidade que inexiste serviço de conexão de banda
larga.
Multiletramentos e inclusão social: uma experiência com aplicativos de celular
Clécia de Vasconcelos Arantes (UFPE)
Este trabalho apresenta os resultados de uma atividade escolar, objetivando propiciar a formação para a
leitura e sobretudo para a produção de textos multimissemióticos, usando o celular como dispositivo
didático. O público alvo foi uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de
João Pessoa. O estudo realizou-se em duas etapas. A primeira, de natureza etnográfica, possibilitou-nos
compreender as razões pelos quais os alunos fazem uso do celular em sala de aula. A segunda, uma
pesquisa-ação, que se realizou mediante a aplicação de um projeto de multiletramentos, acolhendo e
problematizando os saberes linguísticos, usando as experiências dos alunos no manuseio dos
aplicativos do celular para o desenvolviemento de
habilidades de leitura/escrita
de textos
multimidiáticos. Valemos das contribuições de Lévy (1999), Santaella (2004,2007, 2009), Diretrizes
para a aprendizagem móvel da UNESCO (2014), Rojo (2009, 2012, 2013), dentre outros. Os resultados
apontam que é primordial o acolhimento da diversidade de práticas sociais de leitura e de escrita, bem
como, aos bens culturais produzidos pela sociedade contemporânea, entre eles o celular como
dispositivo híbrido, multifuncional e ao mesmo tempo como canal de interconexão global por onde circula
uma infinidade de linguagens e culturas na sociedade contemporânea.
Aula chat ou aula chata? – aspectos da aula escrita on-line
Aliete Gomes Carneiro Rosa (UFRPE)
O gênero aula em ambiente virtual vem sendo amplamente estudado sob os mais diversos prismas.
Assim, o objetivo deste trabalho é discutir proposta viável de aula chat como prática discursiva pelo
prisma da Análise Dialógica dos Discursos. Aqui trataremos da aula chat como proposta possível que
hibridiza as modalidades de ensino. O objetivo é olhar para o gênero aula chat pelo viés discursivo para
observar o comportamento do gênero, as ações de linguagem de professor, monitor e alunos ocorridas
em aulas realizadas através de chats. Isso permite reconhecer os discursos dessa modalidade de aula, o
acabamento da aula como enunciado, o papel do suporte para o acontecimento do gênero e constituição
dos sujeitos que ensinam e aprendem pelo virtual. Aqui trazemos recortes de aulas ocorridas via
Facebook com alunos do curso de Letras da UFPE-UAG em disciplina que trata do uso das Tecnologias
da Informação e Comunicação (TIC) para o ensino de língua e literatura. Os resultados mostram que
aulas em chats tornam-se atividades produtivas para construção de conhecimento.
Atividades propostas por professores com apoio de recursos tecnológicos em escolas do RecifeViviane de Bona (UFPE)
Constantemente são veiculadas notícias sobre investimentos do governo na compra de equipamentos
tecnológicos para as escolas tendo como meta a modificação da realidade educacional do país,
fomentando questionamentos sobre o uso que é feito destes recursos na prática docente. Este trabalho
teve o objetivo de identificar quais atividades são propostas por professores em sala de aula utilizando
recursos tecnológicos. Para tanto foram realizadas observações de aulas ministradas por 12 professores
em diferentes etapas de ensino, de quatro instituições públicas do Recife-PE. Para análise criamos
quadros com o levantamento das atividades, a partir dos quais foi possível perceber que o uso das
tecnologias pelos professores ocorre de forma distinta e com variedade nas atividades propostas, sendo
que as mais frequentes foram jogos educativos, produção de materiais, ensino de como usar o recurso
(tablet), pesquisa na internet, entre outras. Aspectos como a etapa de ensino e a área de conhecimento
influenciam na proposição das atividades. Alguns professores usam as tecnologias de maneiras criativas
possibilitando ao aluno percorrer o caminho da descoberta. Em outros momentos o uso desses aparatos
acabou se transformando apenas em substituição ao quadro e/ou o livro didático (para o professor) e o
caderno e o lápis (para o aluno).
Próxima missão: adquirir uma língua adicional
Acacia Lima Santos (UFSE)
Os games on-line promovem a reunião de indivíduos de todas as partes do mundo, o que possibilita a
interação entre culturas e um contato linguístico recheado de criações, negociações e transferências que
servem de aprendizagem. Nesse sentido, objetivamos descrever as possibilidades de aquisição de uma
língua adicional a partir da interação entre participantes de um jogo on-line. Para tanto, nossa
metodologia consistiu em analisarmos mostras de expressão escrita, principalmente, de um jogador
argentino em sua tentativa de escrever em português. Assim, nosso corpus é formado de diálogos
autênticos colhidos diretamente do game e do grupo de discussão criado no WhatsApp para membros do
jogo. Nossa pesquisa foi embasada teoricamente, em especial, pelos estudos de Vygotsky (2007),
Huizinga (2008) e Gee (2004). Após análise dos dados, concluímos que o informante, ao interagir com
jogadores brasileiros através do ambiente virtual, passou a utilizar uma espécie de interlíngua entre
português e espanhol que permite a sua comunicação sem maiores problemas naquele idioma. Embora
nossos resultados não indiquem um domínio da língua padrão pelo informante, a aquisição de uma
língua adicional através de um game on-line é possível, uma vez que a motivação em progredir no jogo
está diretamente ligada à necessidade de comunicação.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 33
Data
08/12
RPG Digital para o ensino de Física
Ricardo Ribeiro do Amaral e Patrícia Cavalcante (UFPE)
Hora
Há pelo menos 20 anos vem sendo pesquisado e discutido o uso do role playing game (RPG) na
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
03
o
(2 . andar)
Educação. São muitos os ganhos de sua aplicação no contexto pedagógico, tais como motivação para os
estudos, contextualização com o cotidiano e desenvolvimento social dos participantes. Entretanto,
percebemos grandes resistências do corpo docente para a aplicação desse recurso, geralmente por
desconhecimento teórico-prático sobre como desenvolvê-lo na escola ou pelo seu escasso tempo para
preparação de atividades pedagógicas. Em contraponto a essa questão, é cada vez maior o interesse e o
acesso de crianças e adolescentes a aparelhos smartphones e seus aplicativos. Nesse sentido,
pretende-se adaptar uma aventura de RPG pedagógico para uma versão digital em plataforma mobile,
facilitando a sua aplicação em ambiente escolar. Além disso, busca-se por um enredo e desenvolvimento
no jogo que o possibilite ser utilizado, inclusive, além dos muros da escola, enquanto atividade de lazer,
explorando conceitos científicos diversos da Física, tais como propagação de calor, temperatura,
densidade e pressão. O aprendizado deverá ocorrer a partir da interação do usuário com o personagem
do jogo, um bombeiro militar em ação. Espera-se, com isso, contribuir para um aprendizado científico
mais lúdico, extrapolando os limites da sala de aula.
Os Multiletramentos na escola: o hipertexto blog como suporte de linguagem multissemiótica
Teresa Cristina Alves (EMEFSA) e João Wandemberg Maciel (UFPB)
A vida dos seres humanos atualmente está atrelada às inovações tecnológicas que atraem as pessoas
por tornar as atividades cotidianas mais ágeis. Nesse contexto, a atuação da escola se torna mais difícil,
pelo fato de competir em desvantagem com o universo virtual. Diante dessa constatação, decidimos
trabalhar essa questão na escola e, para isso, fomos buscar, nos estudiosos como Lévy (2010),
Schmidt/Cohen (2013), Moran (2010) e outros, reflexões sobre as mudanças trazidas pelo fenômeno
tecnológico. Analisamos também, pesquisas que amparam as práticas de letramento na escola e os
conceitos de hipertexto e de multiletramentos, visitando Marcuschi (2010); Antunes (2003); Xavier (2010),
Rojo (2012), dentre outros. Realizamos uma pesquisa utilizando-se de questionários junto aos
professores e alunos para delimitar a problemática na escola/campo da pesquisação. A partir do
diagnóstico, executamos uma sequência didática segundo Schnewly e Dolz (2004), com alunos do nono
ano da EMEFSA, utilizando seus conhecimentos prévios acerca das tecnologias contemporâneas
produzindo vídeos com linguagem multissemiótica. Produziram, também, o gênero/suporte eletrônico
Blog “Portal S. A: conscientizando vidas”, para divulgar suas produções. A experiência foi avaliada pela
escola como positiva por desenvolver nos alunos competências comunicativas e proporcionar o uso
inovador das tecnologias contemporâneas como coadjuvantes no processo de ensino/aprendizagem.
A Sala de aula invertida na EJAI: um diálogo (im)possível?
Luiz Castro (UFPE)
Smartphones e whatsapps são as mais recentes novidades na sala de aula da Educação de Jovens,
Adultos e Idosos – EJAI. Apesar disso, muitos professores ainda não sabem como lidar com essas
tecnologias em sala de aula. O uso excessivo (abusivo) de celulares, na escola, incitou a aprovação de
um projeto-lei estadual que proíbe o uso de celulares no ambiente escolar; contrariando a própria LDB de
nº 9324/96 que estabelece o ensino à distância como complementação da aprendizagem no ensino
fundamental e confere destaque à educação tecnológica básica para o ensino médio. O objetivo da
pesquisa foi investigar a (im)possibilidade de uma sala invertida na EJAI. Guiamo-nos pelos PCN e
Vygotsky, especificamente, o conceito de zona de desenvolvimento proximal situada entre aquilo que o
indivíduo já sabe e consegue realizar sozinho e o que pode ser desenvolvido (colaborativamente) com a
ajuda e intervenção de outros. Optamos por uma revisão de literatura, a fim de perceber mitos e
verdades sobre a sala de aula invertida. Os resultados iniciais apontaram os cuidados devidos para quem
pretende adotar esse novo modelo de sala de aula, além disso, a necessidade de se planejar as práticas
de ensino-aprendizagem mediadas pelas novas tecnologias alinhando teoria e prática.
O Uso de tecnologia móvel na Educação Infantil
Glaucia Silva da Rosa (Centro Univ. La Salle)
A crescente imersão das crianças cada vez mais cedo as tecnologias é sem dúvida algo incontestável.
Todo esse movimento vem gerando discussões em diversas esferas, como na psicologia, na pedagógica
e na psicopedagógica. O presente trabalho tem por objetivo analisar o uso da tecnologia móvel (tablet) na
Educação Infantil como instrumento pedagógico potencializador de aprendizagem. Para tanto, foi
realizada uma pesquisa qualitativa, pois se propõe a pesquisar o processo do sujeito na construção do
conhecimento na educação básica. A coleta de dados foi feita em uma escola particular da região
metropolitana de Porto Alegre/RS com dezoito crianças entre cinco e seis anos de idade. Esse grupo foi
observado e realizado registros de suas interações com tecnologias digitais por meio fotografias e vídeos
dos momentos das interações dos alunos com a tecnologia móvel. Com este estudo foi possível
constatar, através dos dados coletados, que para os alunos é natural essa imersão dentro das
tecnologias digitais e que a aprendizagem por meio dela é mais prazerosa e divertida.
Idosos em rede: Novas Práticas culturais mediadas por tecnologias
Karoline Leite Guedes de Oliveira e Liliana Maria Passerino (UFRGS)
A presente pesquisa possui o intuito de analisar a estruturação e organização dos processos de inclusão
digital para que haja a apropriação de novas práticas culturais mediadas por tecnologias em rede com
idosos. Partindo deste enfoque, buscou-se analisar as mudanças que se evidenciam nas práticas
culturais destes sujeitos quando mediadas pela tecnologia, bem como, analisar os processos de
construção de intersubjetividade. A metodologia utilizada foi a netnografia do tipo blended, que envolve a
etnografia e a netnografia. Para a realização deste estudo, o publico alvo são dois idosos que
apresentam o interesse em apropriar-se das novas práticas culturais através do uso da tecnologia. O
estudo se desenvolveu em dois anos e possibilitou a coleta de dados a partir da observação participante,
diário de campo, entrevistas semiestruturadas, questionário com questões abertas e fechadas e registros
on-line dentro da comunidade. Por meio destes instrumentos, constatou-se que os letramentos
mobilizados por alguns dos sujeitos participantes encontravam-se em níveis diferenciados e em contínuo
desenvolvimento. Quanto aos processos intersubjetivos partiu-se das análises dos laços e dos capitais
sociais, por meio destes identificou-se que os laços sociais fortes foram uma característica do grupo e a
partir destes foram construídos os capitais sociais. Ainda com este enfoque, analisou-se os papéis dos
sujeitos e suas modificações que ocorreram de modo processual. Concluiu-se, também, que a
aprendizagem, centrada em encontros sistemáticos e planejados, que envolveu os idosos foi
compartilhada e fundamentada em histórias de vida que visam uma melhor qualidade de vida com o uso
do computador.
Astronomia náutica em aplicativo educacional para dispositivos móveis
Marília Gabriella Lira e Turla Alquete (IFPB)
A expansão da utilização de tecnologias da informação e comunicação (TICs), sobretudo entre os jovens,
pode auxiliar positivamente no processo educacional, visto que gera maior interesse e,
consequentemente,maior motivação para o estudo. Outrossim, a astronomia, a mais antiga das ciências,
é importante porta de entrada para o mundo científico, uma vez que os temas relacionados a ela sempre
despertam interesse e podem facilitar o entendimento de outras ciências, bem como auxiliar nos
processos de determinação da posição marítima através da observação dos astros.Este trabalho trata
especificamente da astronomia náutica abordada em cursos técnicos do IFPB (Instituto Federal da
Paraíba) e teve como intuito o desenvolvimento de artefato digital móvel que agrega os instrumentos
utilizados no ofício náutico aos conteúdos didáticos sobre o tema.Para alcançar o objetivo acima
apresentado utilizou-se a Teoria da Atividade de Leontiev (1978) e o método Projeto E de Meurer e
Szabluk (2008), ambos aplicados para a construção da interface gráfica e projetação do aplicativo. Assim,
este estudo visa contribuir para a consolidação da conexão existente entre tecnologia e educação, a
partir da uma abordagem prática dos conhecimentos sobre Astronomia Náutica.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 34
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
04
o
(2 . andar)
Digitalização de processos didáticos-pedagógicos na área de Química: impactos no ensino e na
aprendizagem dos conteúdos
Rakel Martins Ribeiro (IFB) e Claudio Nei da Silva (UnB)
Pressupostos teóricos: A informatização das atividades humanas tem se convertido em uma realidade
impactante em diversas esferas da vida social. A escola nunca esteve imune a essas transformações.
Objetivo: Nessa perspectiva, o presente estudo tem o objetivo de refletir sobre os impactos e as
contribuições das tecnologias digitais para o processo de ensino-aprendizagem na área de Química.
Metodologia: O estudo está sendo desenvolvido em duas etapas. A primeira, de natureza teórica, busca
encontrar estudos que tenham identificado contribuições dos recursos tecnológicos para a área de
Química e, com base nesses estudos, apresentar um quadro teórico/propositivo. A segunda etapa
consistirá na realização de entrevistas semiestruturas com professores da área de Química do Instituto
Federal de Brasília (IFB) para identificar quais e como utilizam as tecnologias digitais em suas aulas.
Resultados esperados: São esperados os seguintes resultados: apresentação de estudos que mostrem o
uso de tecnologias especificamente voltadas para o ensino de Química; identificação das percepções dos
docentes da área de Química do IFB sobre o uso de tecnologias em suas salas aulas; comparação entre
as práticas docentes na área de Química e as possibilidades encontradas na revisão teórica, com vistas à
compreensão dos impactos e contribuições desses recursos na educação.
O Potencial do programa Profissão Repórter como aula invertida
Ana Lúcia de Medeiros Batista (UFSCar) e Paula Reis Melo (UFPE)
O objetivo deste artigo é analisar o programa Profissão Repórter (TV Globo) como uma experiência de
aula invertida. O idealizador do programa, Caco Barcellos, assume o papel de professor ao compor a
equipe multigeracional com a predominância de jornalistas recém-formados. A produção do programa
privilegia a mostração dos bastidores, caracterizando uma linguagem inovadora, com experimentações
de novas formas de fazer jornalismo. Nesta dinâmica, Barcellos ensina o exercício da profissão,
provocando uma reflexão sobre a realidade da reportagem em que a rua é sempre um lugar de interação
desafiador. A experiência é o encontro com o outro, consigo e com as possibilidades que a rua oferece.
Como metodologia, foram analisados o processo de interação dos realizadores do programa, suas
características e funcionamento, a partir da perspectiva teórica dos dispositivos interacionais (Braga,
2012). Foi realizada uma entrevista com o idealizador do Profissão Repórter. A postura de Barcellos
como professor de jornalismo se estende, inclusive, a essa entrevista, quando ocorre uma inversão de
papeis. No processo de interação, ele tenta direcionar as perguntas, resgatando o seu constante papel
de entrevistador, o que reforça o caráter de experimentação e inovação do programa como extensão da
sala de aula.
Cálculo interativo: o ensino de cálculo visto por outro ângulo
Neila M Leite, Tatiane Amaral, Lucas Caribé, Rhudson Sampaio (IF-Montes Claros)
O desenvolvimento de sistemas hipermídia tem sido bem aceito pela comunidade acadêmica no campo
das Tecnologias da Informação e Comunicação, pois proporciona ao aluno a interação com softwares
que possibilitam o contato, a investigação e argumentação por parte do aluno, levando-o a inferir sobre a
formalização de teoremas e resultados. No ensino de Cálculo, encontramos várias pesquisas que utilizam
softwares como recurso didático. Neste trabalho, apresentamos os resultados de um projeto desenvolvido
com alunos do curso de Ciência da Computação do IFNMG – Campus Montes Claros. Nele, nos
propomos a visualizar o Cálculo por outro ângulo, utilizando recursos computacionais. Desenvolvemos
uma página WEB que disponibiliza uma série de applets desenvolvida pelo grupo que auxiliam no
entendimento de conceitos abstratos e de teoremas do Cálculo de uma e de duas variáveis. Os applets
tornam a página dinâmica e permitem ao usuário visualizar, experimentar, explorar, abstrair, conjecturar,
estabelecer conexões, compreender e generalizar, ou seja, o aluno passa a ser sujeito da sua própria
aprendizagem. Juntamente com o desenvolvimento dos applets, foi oferecido aos discentes um minicurso
sobre o Geogebra e foram disponibilizados, ainda, outros materiais de apoio à disciplina, tais como
provas antigas, textos e links interessantes.
Objeto de Aprendizagem no Ensino de Matemática para Educação Profissional Técnica
Fábio Mendes Ramos (IFNMG)
Trata-se de um trabalho em andamento sobre o uso do Objeto de Aprendizagem para a educação
profissional, como método de ensino dinâmico e interativo no ensino/aprendizagem de matemática
utilizando-se da tecnologia e de fenômenos físicos como circuitos elétricos de malhas baseado na 1ª e 2ª
Lei de Kirchhoff aplicado no ensino de Sistemas de Equações Algébricas, conteúdo de matemática. A
presente pesquisa tem como finalidade solucionar problema em relacionar corrente de circuitos de
malhas com o Sistema de Equações Algébricas nos cursos técnicos em Eletroeletrônica. Estamos
criando um material didático interativo, com as ferramentas, Geogebra, Latex e Notepad++. Que auxilia
no ensino de Matemática para os professores e alunos, que utilizam da tecnologia no ensinoaprendizagem. Moran (2014) é um defensor do uso da tecnologia no ensino, para ele “a tecnologia digital
móvel desafia as instituições a sair do ensino tradicional, em que o professor é o centro, para uma
aprendizagem mais participativa e integrada” (MORAN, 2014, p.30). Acredita-se que o Objeto de
Aprendizagem contribua para reflexão e compreensão dos alunos, possibilitando uma relação entre os
conteúdos de matemática com os ensinamentos das áreas técnicas na resolução de problemas de
sistemas de Sistemas de Equações Algébricas em correntes de malhas elétricas.
A Utilização de TDIC no processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa
Juliane Marques (Unimontes), Gisele Oliveira e Iodete Pereira (Unimontes)
Sabe-se que os ambientes digitais aumentam as possibilidades comunicativas oferecendo novos tempos
e espaços de interação. No campo educacional, as novas tecnologias podem ampliar as formas e
ambientes de aprendizagem, favorecendo a construção e socialização de conhecimentos. Assim,
fundamentando nos estudos de Valente (2003), Moran (2007) e Almeida (2010), pretende-se aqui refletir
sobre a utilização das TDIC no processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, para tanto, foram
utilizadas a pesquisa bibliográfica, documental, de campo, a fim de identificarmos as potencialidades das
TDIC no processo educativo através do trabalho realizado por bolsistas do PIBID do Núcleo Educ@r Laboratório Interdisciplinar de Tecnologias Digitais da Educação da Unimontes - com turmas de 6º, 7º e
9º anos de uma escola pública estadual de Montes Claros. Realizamos ainda, entrevistas com alunos,
professores e acadêmicos envolvidos no projeto. Os resultados parciais revelam que as TDIC, apesar da
resistência dos professores e da logística tradicional da escola selecionada, estão contribuindo para a
aprendizagem de alunos da educação básica, tornando as aulas mais agradáveis e despertando o
interesse dos estudantes. As novas tecnologias podem dinamizar o processo educativo, estimulando a
busca e troca de informações, proporcionando maiores oportunidades de interação e contribuindo para
aprendizagem significativa e prazerosa.
A Pedagogia dos multiletramentos na alfabetização:
reflexões sobre a formação contínua de alfabetizadores
Sirlaine Pereira dos Santos e Obdália Ferraz Silva (UNEB)
Este texto objetiva discutir as contribuições de uma pedagogia dos multiletramentos na construção das
práticas de leitura e escrita, no terceiro ano do ciclo de alfabetização do Ensino Fundamental I. Percebese que tais práticas, na escola, ainda não contemplam os recursos potencializados pelas tecnologias
digitais; fato que impulsionou o presente estudo, considerando a necessidade de os professores
construírem competências e habilidades que lhes possibilitem ressignificar suas ações pedagógicas no
referido ciclo. Portanto, questiona-se: como os princípios da pedagogia dos multiletramentos podem
contribuir no processo de aquisição de leitura e escrita dos alunos do terceiro ano do ciclo de
alfabetização? O desenvolvimento deste estudo demanda a discussão das seguintes categorias teóricas:
pedagogia dos multiletramentos (ROJO, 2012; 2013; BUZATO, 2010); pesquisa colaborativa (IBIAPINA;
NUNES, 2010); alfabetização e letramento (KLEIMAN, 2008, SOARES, 2005; STREET, 2014);
letramento digital (COSCARELLI, 2011). Sendo uma pesquisa ainda em desenvolvimento, foi possível
inferir, até o presente momento, a partir de observações, entrevistas e sessões reflexivas, que os
docentes, embora sejam usuários de dispositivos móveis e conectados em rede, portanto, membros da
cultura digital, ainda priorizam práticas pedagógicas que não contemplam os artefatos tecnológicos como
recurso didático que poderá potencializar o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 35
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
Ubiquidade dos objetos e dos ambientes no ensino de línguas
Danilo Maciel Machado (IFSE)
As reflexões desenvolvidas aqui surgiram de um conjunto de experiências no uso de dispositivos móveis
associados às práticas educativas, proporcionando dinâmicas de interação de acordo com abordagens
que circundam a educação on-line. A ubiquidade em práticas de ensino-aprendizagem de línguas é cada
vez mais constante, pois o tempo de apreensão de um idioma deve estar associado a um trabalho
continuado. Para isso, utilizei dispositivos móveis para impulsionar a compressão leitora, a compressão
oral, a expressão escrita e a expressão oral. Além disso, a leveza e a agilidade possibilitaram o acesso a
ambientes com objetos educacionais para o contexto de aprendizagem intercultural, ampliando formas de
ver os elementos das culturas estudadas. Assim, a hipermobilidade possibilitou a criação de espaços
fluidos e múltiplos, assim como também os deslocamentos de espaço e tempo efetuados pelos sujeitos.
As ideias aqui explanadas surgem com Lucia Santaella em Comunicação ubíqua. Nelas, desenvolvo
reflexões sobre as redes, a informação, a comunicação, os objetos, os ambientes, as cidades, os corpos
e as mentes.
Implementação do ambiente virtual de ensino-aprendizagem, Moodle, no ensino médio
Gláucia Medianeira Coelho Pereira (UFSM)
O Moodle é um software livre, o qual não requer muita fluência para seu manuseio (BASTOS, 2012).
Desse modo, ao constatar que o Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria, implantou
o Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), moodle, mas, os professores não utilizavam o
AVEA. Objetivou-se implementar o AVEA, Moodle, para mediação pedagógica das atividades, via
moodle, como wiki, fóruns e outros. O método foi exploratório descritivo, com abordagem qualiquantitativa. A amostra da pesquisa constituiu-se de docentes e alunos, do ensino médio. As etapas
foram realizadas no segundo semestre de 2014: reuniões com os professores e aplicação de
questionário; reunião com os alunos e aplicação de questionário on line e elaboração de micro-oficinas
sobre o moodle. A amostra constituiu-se de 67 alunos, (34 alunos da primeira série e 33 alunos da
segunda série) e 5 professores; verificou-se que os professores não utilizavam o AVEA; os alunos
possuiam acesso à internet; gostariam que os professores utilizassem o moodle; 38,24% e 54,55% dos
alunos, primeira e segunda , respectivamente, não sabiam o que era o moodle e 29,41% (primeira série)
e 21,21% (segunda série) não conheciam o AVEA. Logo, ampliou-se a comunicação e interação no
processo de ensino e aprendizagem.
Publicidade interativa: uma proposta de objetos digitais de aprendizagem
Ana Paula Pinheiro da Silveira (UTFPR)
Já é truísmo afirmar que as novas tecnologias inauguraram mudanças significativas no modo de interagir
e construir conhecimentos. Isso tem levado os estudos sobre aprendizagem a voltarem-se para o papel
das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação. A Horizon Report, que se
propõe a investigar as tecnologias emergentes, divulgou informações de que o uso de dispositivos
móveis, dentre outras coisas, está entre as tendências para o ensino nos próximos cinco anos. Em 2013,
a venda de smartphones superou a de celulares, e esses aparelhos vêm ocupando outros espaços,
levando o interesse de instituições de ensino a incluírem aplicativos com conteúdos educacionais no
processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho, desenvolvido no projeto de pesquisa: a
multimodalidade argumentativa - convergências entre publicidade e ensino, ancorado nos estudos do
Multiletramento (COPE; KALANTZIS, 2009) e no conceito de M-learning (MARTIN; ERTZBERGE R,
2013), analisa propagandas interativas para dispositivos móveis como proposta de Objetos Digitais de
Aprendizagem, instrumento para favorecer a inserção dos alunos em atividades de multiletramentos e
ampliar o conhecimento semântico- argumentativo.
O uso do celular: Por que proibir é a melhor opção?
Josenilda Martins de Souza (UNEB)
No descompasso entre a escola e o mundo exterior, faz-se necessário que se quebre paradigmas
arraigados nas práticas pedagógicas de muitos educadores que atuam nas escolas públicas do século
XXI e que ainda tem suas atividades centradas na ação docente. Um desses paradigmas é que o celular
é desnecessário na escola e atrapalham o andamento das aulas. Os dispositivos móveis proporcionam
macro oportunidades para explorá-los, muito embora a escola não seja capaz de atender as demandas
tecnológicas dos dias atuais que garantam aos estudantes aprendizagem, conhecimento e compreensão
de mundo. A metodologia utilizada foram mapeamentos sistemáticos voltados às tecnologias
especificamente ao uso do aparelho móvel – celular em processos de ensino aprendizagem
considerando as experiências significativas para a educação no período de 2010 à 2015 para
subsidiarem esta pesquisa. Professores e estudantes usam celulares, mesmo a escola não o aceitando
no seu cotidiano, currículo e disciplinas. Na contra mão da integração dos dispositivos móveis no espaço
escolar, lei sancionada no Estado de Pernambuco e município de Petrolina-PE restringe o uso de
celulares em estabelecimentos públicos e privados. Equivocadamente desconsidera os estudos
relacionados ao tema que propõe novos olhares para uma educação que visa (re)construir conceitos e
conhecimentos nos princípios da complexidade.
Ensino de História e Aplicativos para Celular: uma revisão crítica
Érica Carla de Oliveira da Silva (IFF)
O trabalho analisa a herança do ensino de história no Brasil a partir do período da ditadura militar até os
dias atuais e como as metodologias pedagógicas influenciam nos aplicativos de celular mais utilizados.
Foi feito uma pesquisa bibliográfica da literatura sobre o ensino de história e uma pesquisa qualitativa dos
aplicativos de celulares. Foi realizada a comparação da herança histórica da disciplina e os aplicativos,
buscando relacionar como a reprodução de metodologias antigas se deu nos programas voltados para os
celulares.Partindo da realidade de amplo uso de aparelhos de celular na atualidade analisou-se os
aplicativos mais baixados que se caracterizam pela memorização de conteúdos, herança da política
educacional do governo militar visando a não formação crítica da população brasileira. Percebeu-se uma
dicotomia: muitas discussões sobre a necessidade de renovação do ensino e uso de Tecnologias Digitais
de Informação e Comunicação (TDIC) na sala de aula, enquanto os aplicativos continuam com
metodologias descritivas, reproduzindo nos celulares os antigos questionários com perguntas e respostas
diretas e acríticas. Buscou-se com esse trabalho discutir e avançar sobre como o processo de ensino e
assimilação do conhecimento de história pode se renovar em tempos modernos através do uso das TDIC
na educação.
Currículo digital em redes de aprendizagens
Cláudia Simone Almeida de Oliveira e Maria do Rozário da Mota Silva (UFPE)
Este artigo analisa e discute sinais e indícios da formação de uma rede de com base no currículo digital a
partir de uma experiência de parceria: Rede de Pesquisa Colaborativa Universidade Escola. O objetivo foi
criar uma rede de aprendizagens envolvendo estudantes, professores e pesquisadores da Educação
Básica e de Universidades, tendo por pressuposto que todos os participantes da rede são pesquisadores.
O aporte teórico utilizado trabalha com autores que discutem a constituição de redes a partir da cultura
digital com apoio das tecnologias digitais (ACIOLI, 2007; DERRIDA, 1972; RECUERO, 2012; LÉVY,
1993, 2014; CASTELLS, 2013; SILVA, 2006). a partir da participação dos estudantes de uma escola em
Recife participante do projeto. A partir da observação direta e da análise das diversas posturas e
produções dos estudantes de uma escola do Recife, identificamos os primeiros resultados que apontam
uma intensa participação dos sujeitos, revelando protagonismos diversos, além de uma mudança
significativa na vida escolar e na motivação para estudos posteriores. É possível também observar o
surgimento de “novos conteúdos e posturas dos estudantes no trabalho colaborativo, com diversos níveis
de interatividade.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 36
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
06
o
(2 . andar)
No que você está pensando? Aprendizagem invertida e gêneros do facebook em sala de aula
Renato Lira Pimentel (UFPE)
O trabalho tem como objetivo investigar os principais gêneros textuais que circulam no Facebook,
apresentando-os como artefatos de trabalho pedagógico em sala de aula. Fomos amparados
teoricamente por Miller (2012) e Bazerman (2005) que concebem os gêneros como “formas de vida” e
“modos de ser” utilizados para a interação social. Também foi importante corroborar com Bhatia (2009)
no que diz respeito a sua concepção de gênero de texto e com Marcuschi (2004) no que se refere aos
conceitos que envolvem os gêneros digitais e o ensino de língua materna. É importante notar que o
Facebook permite o acesso a um universo comunicativo-discursivo muito amplo, por isso, selecionamos
os dados a partir das publicações existentes no chamado feed de notícias. Tivemos acesso a esses
textos por meio de nossa própria conta, e os exemplares de gêneros foram os postados nos murais de
diferentes usuários que têm algum tipo de contato com o pesquisador. Pudemos notar que a rede social
formada utiliza determinados gêneros que são recorrentes para a interação e que servem a diversos
propósitos que possibilitam tal interação, podendo, sim, por meio de organização de atividades
exemplificadas no trabalho, serem trabalhos na sala de aula de Língua Portuguesa.
Remix: uma proposta de ensino para os novos e multiletramentos na escola
Rosivaldo Gomes (Unicamp)
Os novos letramentos digitais/novo ethos como defendido por Lankshear e Knobel (2007) podem
propiciar contribuições significativas para o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação na
aprendizagem em sala de aula, abrindo assim espaço para novas práticas de leitura e escrita que
viabilizem a constituição de um webcurrículo no ambiente escolar. Objetivamos com este tralho
apresentar, a partir das noções de hidridismo e intercalação (BAKHTIN, 1934/1979), uma análise de dois
exemplares do gênero remix no que diz respeito as técnicas de produção e constituição desse gênero na
construção de novos significados e propor/promover uma articulação entre as práticas de leitura e de
escrita escolares e as novas tecnologias disponibilizadas na Internet, a partir de uma proposta
metodológica para a produção do gênero remix em turmas de ensino médio. Embasamo-nos nas
discussões de Lankshear e Knobel (2007, 2008) sobe novos letramentos; (Santaella, 2003), Cope &
Kalantzis (2000) sobre multiletramentos e em Almeida e Valente (2011) e Almeida (2014) sobre
webcurrículo. Com os resultados, esperamos abrir espaços para discussões de novas propostas de
ensino que considerem as TIC e os novos letramentos como meio para produção de leitura e escrita que
atendam às necessidades sociais postas aos alunos na contemporaneidade.
Por dentro da Redepub: uma rede digital colaborativa
das escolas públicas da cidade de Salvador/BA
Tarsis de Carvalho Santos, Silvia Pereira Correia e TâMaria Hetkowski (UNEB)
A Escola, constitui-se enquanto um dos principais espaços que permite que o sujeito aprenda a pensar, a
internalizar valores e atitudes em prol de uma vida profissional e cidadã. Valorizar as práticas que
ocorrem no âmbito da escola, possibilita a identificação e sentimento de pertença. Portanto, este projeto
denominado RedePub, visa constituir um espaço virtual onde reuni as Histórias das Escolas da Rede
Pública de Salvador/BA, desenvolvendo uma rede social digital, com foco exclusivo nas instituições
escolares, uma vez que esses espaços formativos não possuem de forma sistematizada e organizada o
registro de sua história. Os pressupostos teóricos estão fundamentado na acerca das TIC e Educação
(LIMA JR; HETKOWSKI; CASTELLS; PRETTO; LEMOS; LEVY) e memória como produto da história dos
homens (MOREIRA; HALBWACHS; LE GOFF). A metodologia para o desenvolvimento do trabalho é
dividida em dois momentos, pautada na pesquisa qualitativa com uma abordagem da pesquisa
documental e pesquisa participante. Portanto, o engajamento entre comunidade, escola e universidade
permitirá à mobilização de uma rede digital que alunos, professores e interessados utilizem e auxiliem na
preservação, manutenção e difusão de uma rede de memória.
As Recriações narrativas trazidas pelo gênero fotoblog: uma proposta de ressignificação didática
por meio do letramento digital
Ana Cláudia de Paiva (UNICAP) e Emanuel de Albuquerque (UNICAP)
As práticas de leitura e escrita atualizadas, as quais se pautam em habilidades de compreensão leitora,
cuja significação é produzida por meio da relação dialógica estabelecida entre o leitor, o autor e as
semioses que constituem o texto (Bakhtin, 2003) e Rojo (2009), revelam o rompimento com modelos que
não se sustentam diante de um cenário multissemiótico oriundo dos novos suportes digitais, que por sua
vez estabelecem um novo perfil (leitor), demandando novas formas de interação com os textos digitais,
Rojo (2012). Neste víeis, este estudo se propôs a estabelecer uma nova proposta pedagógica de
narratividade por meio do gênero fotoblog, favorecendo, portanto, o letramento digital com vistas à
promoção de técnicas que permitam ao sujeito apropriar-se dos novos modelos advindos de tais
suportes. Para consolidação dessa proposta, empreendemos uma ação didática a partir dos
pressupostos da sequência didática (SD) embasados por Dolz, Schneuwly (2004). Os dados obtidos
revelaram de modo satisfatório a compreensão dos discentes acerca dessa nova perspectiva de
articulação entre as linguagens promovida pelo aparato digital.
Intolerância e fenômenos linguísticos contemplados em site de relacionamento
Levi José de Oliveira (UPE)
O trabalho tem como objetivo refletir sobre a intolerância e fenômenos linguísticos contemplados em site
de relacionamento, observar o fator de exclusão social de pessoas plenamente capazes de se comunicar
ou de exercer as diversas manifestações da linguagem em um determinado grupo e qual o papel da
escola na minimização deste fator. Fundamentado nas obras de vários estudiosos da língua, como
Bagno (2003, 2007, 2009), Scherre (2005), Marcuschi (2008), Leite (2008) e outros pesquisadores.
Recorremos ao site de relacionamento (Facebook) para entender como esses problemas são
divulgados/tratados neste espaço e como disseminam a discriminação ao utilizar de forma
preconceituosa e intolerante expressões que visam tão somente desprezar ou reprimir os usuários das
variedades linguísticas. Isto nos permitiu obter uma visão explícita dos fenômenos em relação à
linguagem, bem como, da postura intolerante de várias pessoas que só admitem a comunicação regida
pelo uso da gramática normativa. Concluímos que a escola como uma extensão da sociedade é o espaço
apropriado para uma tomada de conscientização no ensino de língua onde se contemplem os fenômenos
linguísticos como um fator comum à linguagem visando minimizar a intolerância linguística.
Blogs educativos como um currículo tecnocultural
Gabriela Silveira Meireles e Marlucy Alves Paraíso (UFMG)
Este trabalho vem mostrar como os blogs educativos atuam não apenas como ferramenta de trabalho
para professoras/es, mas também como um currículo tecnocultural que divulga saberes e produz modos
de subjetivação. Entendemos como currículo tecnocultural todos os artefatos que envolvem algum tipo de
tecnologia para produzir, divulgar, ensinar uma ou mais culturas. O objetivo é compreender que formas
de poder estão em jogo na produção de saberes e na constituição dos modos de ser sujeito nesse
currículo tecnocultural dos blogs educativos. O texto resulta de uma pesquisa realizada em 34 blogs
educativos sobre alfabetização criados por professoras alfabetizadoras, cujas análises são feitas com
base no referencial pós-crítico e nos conceitos de Michel Foucault. A metodologia utilizada foi a Análise
do Discurso de inspiração foucaultiana. O argumento aqui defendido é o de que os blogs divulgados se
constituem em um currículo tecnocultural, que produz e divulga culturas às vezes conflitantes. Essa
noção de currículo considera as ‘pedagogias culturais’ e o que elas ensinam em locais não
convencionalmente pensados como educacionais. Assim, mostramos como o currículo dos blogs
educativos sobre alfabetização, além de disponibilizar atividades e comentários sobre a alfabetização,
opera divulgando saberes e culturas conflitantes que produzem determinadas posições de sujeitos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 37
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
Aprendizagem com os gêneros digitais: o Blog como recurso didático nas aulas de Produção
Textual - Mirella Silva Barbosa (FAFIRE)
Este trabalho tem como objetivo discutir o uso do blog nas aulas de Produção de texto, como recurso
didático que propicia a leitura, a escrita e a interatividade entre os sujeitos. Procurou-se, primeiramente,
refletir sobre como as inovações tecnológicas e os seus impactos nas práticas de leitura e escrita atuais
facilitam na comunicação e expressão dos discentes. Logo após tecemos uma breve concepção do
gênero blog e seus aspectos multimodais e semióticos. Observa-se como o blog auxilia na prática de
leitura e produção de texto por estar inserido em práticas sociais favoráveis. Para isso, respaldamo-nos
nos estudos de autores como Moran, Marcuschi, Miller, Villela, dentre outros. Adota-se, também, o
procedimento de apresentar um resultado de um projeto desenvolvido nas aulas de Produção de texto
com o uso do blog. O projeto “Blog: o diário na rede” foi desenvolvido em turmas do 6° ano, Ensino
Fundamental II, visando ampliar os conhecimentos e habilidades dos aprendizes em relação à leitura e
escrita. O resultado desse projeto permitiu concluir que o ensino de Produção de Texto mediado por
gêneros emergentes estimula os discentes e propicia o diálogo, interação, em que os alunos assumem o
papel de sujeitos e usam toda a sua criatividade.
Obras multimídia nas aulas de Língua Portuguesa: uma análise sobre a didatização de gêneros
discursivos da internet - Verena Santos Abreu (UFBA/ IF BAIANO)
Neste trabalho estabelece-se como tema a didatização dos gêneros da internet em obras multimídia de
Língua Portuguesa, compostas de livro impresso e de livro digital. O trabalho é fundamentado na
Linguística Textual, uma das vertentes do paradigma funcional, que engloba, atualmente, a visão de
Bakhtin sobre gêneros discursivos. A metodologia consiste em analisar o modo como os gêneros digitais
são abordados em atividades e sequências didáticas de coleções de obras multimídia de Língua
Portuguesa, do oitavo ao nono ano do Ensino Fundamental II. Assim, nesse estudo serão apresentadas
análises de atividades que contemplam gêneros emergente da internet, extraídas do corpus. O objetivo
principal é verificar como aparecem, no material analisado, considerações a respeito do propósito
comunicativo dos gêneros textuais que circulam na internet e se há diferenças, em relação ao livro
impresso, quanto aos objetos de aprendizagem. Com essa pesquisa, espera-se contribuir com as muitas
reflexões acerca do trabalho com gêneros textuais/digitais, enriquecendo a prática dos docentes ao lidar
com a multiplicidade das relações estabelecidas pelo uso da internet e dos novos suportes.
Mulheres negras na eja: processos de reintegração sociocultural através das redes sociais - Kelly
Cristina da Silva (UFMG)
O presente artigo reflete sobre o uso da rede social Facebook como ferramenta na valorização da
corporeidade da mulher negra, em especial os cabelos, seja ela estética ou por discurso de
conscientização de seus direitos como cidadãs. Pretende analisar como os conceitos de raça e gênero
são difundidos por quatro grupos e comunidades, nessa Rede Social. Propõe, também, verificar se a
difusão de conhecimento por estas mulheres está relacionada com as práticas de ensino articuladas nas
escolas e se este partilhar de informação e conhecimento incide no processo de (re)constituição da
identidade feminina negra. Para tanto, contaremos com as contribuições de Nilma Lino, que trabalha com
a questão estética do corpo negro e sua relação social em ambiente escolar e não escolar; Stuart Hall
com postulados referentes ao processo de reconstituição da identidade cultural em meio às
características intrínsecas do mundo contemporâneo e Kabengele Munanga enfatizando o
reconhecimento dos valores da cultura negra como possibilidade de métodos educativos. A pesquisa
qualitativa contribuirá para a compilação de informações sobre a correlação da presença em grupos do
Facebook no processo de aprendizagem das estudantes negras. Espera-se desconstruir o mito da rede
social nada ter a contribuir para a educação escolar.
Retextualização: do conto escrito para o multimodal - Ariádina Pereira Galvão (Unifesspa)
Este trabalho propõe retextualizar contos de enigma em uma nova modalidade com os recursos
disponíveis nas mídias atuais. Define como objetivo geral: “Retextualizar o conto escrito para o
multimodal (HQ) numa turma de 8º ano do ensino fundamental de uma escola pública no município de
Rondon do Pará. E, específicos: reescrever contos, a partir de uma reflexão sobre suas construções de
sentidos; retextualizar os contos reescritos numa proposta multimodal (HQ); analisar no produto final
(HQ) como os alunos utilizaram os elementos linguísticos propostos para esse gênero; Elaborar uma
sequência didática dinâmica e interacionista sobre retextualização. A pesquisa será por meio da
pesquisa-ação, com diagnóstico da situação, possível resolução de problemas, mapeamento de
representações, dentre outras que contribuam para maior conhecimento da situação. Servirão de base
teórica Xavier, Marcuschi, Antunes, Rojo dentre outros. Após a execução desse projeto, será produzida a
dissertação para obtenção do título de mestre no profletras, bem como, contribuir com o professor de
língua portuguesa, no desenvolvimento de aulas mais dinâmicas com utilização das tecnologias vigentes.
Competência literária e formação de leitores: biblioteca digital de escritores de Juazeiro/BA na
plataforam Wordpress - Wiliana Coelho de Souza (UEFS), Patrício Nunes Barreiros (UEFS)
No presente trabalho, apresentam-se os resultados preliminares da pesquisa que está sendo
desenvolvida no âmbito do PROFLETRAS/UEFS e tem como objetivo elaborar e aplicar uma sequência
didática com a finalidade de desenvolver a competência literária, promover a leitura e formar leitores
numa turma de 9º ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães,
localizado em Juazeiro/BA, a partir da inserção da literatura local nas aulas de Língua Portuguesa e da
criação de uma biblioteca digital de escritores de Juazeiro/BA, utilizando a plataforma Wordpress com a
participação efetiva dos estudantes. Para estruturar a biblioteca digital foi utilizado como corpus o Acervo
Maria Franca Pires, localizado na Universidade Estadual da Bahia, Campus Juazeiro. Esse acervo
constitui-se de fotografias, recortes de jornais, cadernos com entrevistas e anotações e outros materiais
diversos que recontam a história cultural de Juazeiro. Pretende-se, portanto, estabelecer o contato dos
alunos com parte do acervo mencionado e realizar atividades diversas a partir da utilização das
tecnologias digitais, com vistas à elaboração da biblioteca digital. Pesquisadores como Chartier (2002),
Rojo (2014), Cosson (2014), Levy (2000), Soares (2009) e Barreiros (2012) fundamentam este estudo.
O ato de ler e escrever em conexão com o Facebook - Patrícia Morais Santos da Silva; Patrício
Nunes Barreiros (UEFS)
Neste trabalho, apresentam-se os resultados preliminares do Trabalho de Conclusão de Curso do
Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS/UEFS), intitulado, Letramento digital - possibilidades
Educativas: O ato de ler e escrever em conexão com o Facebook. O objetivo da pesquisa é elaborar e
aplicar uma sequência didática focada na competência leitora e escritora, utilizando o Facebook como
recurso didático. A sequência didática será aplicada na disciplina Língua Portuguesa, numa turma do 9º
ano do ensino fundamental, do Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, em Feira de
Santana/BA. A pesquisa intervencionista propõe também reflexões sobre as configurações da leitura e da
escrita no ambiente hipermidiático do Facebook e sobre as novas práticas sociais de leitura e escrita
vivenciadas pelos estudantes "nativos digitais". A pesquisa está fundamentada em Rojo (2009); Soares
(2010); Dionísio (2011), Marcuschi (2003) e documentos oficiais como PCNs. Pretende-se demonstrar,
neste trabalho, o perfil social e as práticas cotidianas dos estudantes, bem como as propostas de
atividades de produção de textos e leitura que foram elaboradas para a sequência didática
fundamentando-se no estudo bibliográfico realizado.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 38
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
08
o
(2 . andar)
Livro didático digital de Língua Portuguesa - PNLD 2015
Joaquina Nobre da Silva (UFU/IFNMG), Valeska Soares Souza (IFTM/UFU)
Artefatos tecnológicos vão se integrando à sala de aula de forma indireta e de forma direta. O livro
didático digital é uma realidade contemplada no edital do PNLD 2015. Assim, o presente estudo objetiva
trazer contribuições para uma proposta de análise do Livro didático digital, por meio de uma matriz com
foco na aprendizagem que pode ser complementar à análise feita dos OEDs no Guia do PNLD 2015.
Essa matriz tomou como referência os estudos sobre integração e normalização de recursos digitais na
área educacional. Foi analisada uma coleção de Livros de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, com
Livro didático digital, aprovada nos termos do edital acima referido. Os resultados mostraram que, nos
OEDs analisados, o foco é mais de exposição do que de propiciar interação, tendo em vista os
propiciamentos que os recursos digitais oferecem. Acrescenta-se que, embora tenhamos chegado a esse
resultado, os objetos contemplam todas as exigências do edital PNLD 2015, inclusive as limitações
definidas. Isso sinaliza que alterações no edital do PNLD em relação ao enfoque do Livro Didático Digital
podem contribuir para reforçar a implementação do uso de recursos tecnológicos na educação com vistas
a um maior aproveitamento de aprendizagem.
Uso de uma Flexquest sobre a temática de reciclagem de pneus como
ferramenta para a promoção de uma aprendizagem significativa crítica
Alice Sabrina da silva, Katia da Silva Aquino, Fernando Pinto Coelho (UFPE)
O desenvolvimento de novas tecnologias educacionais tem colaborado para o avanço do processo
ensino aprendizagem. Assim, este trabalho visa analisar o uso de uma ferramenta FlexQuest sobre
reciclagem de pneus automotivos, como estratégia de ensino visando a educação ambiental. A referida
ferramenta, baseada em hipertextos, auxilia o discente na construção do conhecimento mais abrangente
e flexível através dos pressupostos da Teoria da Flexibilidade Coletiva. Essa teoria de ensino objetiva
novos métodos e estratégias para promoção do conhecimento mais avançado, possibilitando melhores
resultados no processo de ensino-aprendizagem. Serão realizadas intervenções no Colégio de Aplicação
- UFPE, tendo como eixo norteador a interação dos alunos com as atividades propostas na ferramenta na
busca de uma aprendizagem significativa crítica. Espera-se que a FlexQuest auxilie no desenvolvimento
do senso crítico dos discente, construindo pontes que interligam o conhecimento adquirido em sala e no
ambiente virtual de aprendizagem com o cotidiano, contribuindo positivamente para a conscientização
ambiental.
O Blog/hipertexto como repositório da produção artística e literária
Suely Aparecida Galli Soares (PUC-Campinas)
O BLOG/hipertexto como repositório da produção artística e literária tem por objetivo apresentar o blog e
seu potencial de hipertexto na experiência de criação artística e literária, como ambiente para a edição e
reedição das obras publicadas, constituindo o acervo de conteúdos e objetos de estudos, pesquisa e,
sobretudo, como repositório de conteúdos e produção artística. Tem por pressupostos teóricos a
comunicação ubíqua de Lucia Santaella, 2013, que aborda o conceito de ubiquidade na comunicação a
partir dos dispositivos móveis e das redes wifi numa conectividade sem limites de tempo, espaço e
velocidade para o acesso a informação. O blog na forma de repositório de conteúdos passível de ser
acessado em qualquer hora, de qualquer lugar, pelas razões mais diversas, aberto a visitantes
interessados na temática que o identifica caracterizando a comunicação ubíqua. A metodologia utilizada
neste estudo parte do planejamento e arquitetura do blog e sua construção processual na medida em que
as criações artísticas e literárias vão surgindo. Os resultados desse trabalho nos mostra o Blog como
banco de dados e galeria virtual, assegurando a proteção dos conteúdos, facilitando a divulgação dos
trabalhos, servindo de portfólio eletrônico e currículo profissional.
Mapa conceitual como ferramenta da
aprendizagem significativa de conteúdos abordados em teorias linguísticas
Jéssica Tayrine Bezerra, Eva Gondim, Danieli Silva, Márcio Leitão (UFPB)
Este trabalho objetiva apresentar como o recurso Mapa Conceitual pode contribuir com a aprendizagem
significativa de conteúdos da área de Linguística abordados no ensino de Teorias Linguísticas que fazem
parte da grade curricular do curso de Letras – Português. Como os conceitos dessas teorias possuem um
caráter abstrato, há uma tendência dos aprendizes sentirem dificuldades para compreendê-los e
relacioná-los. Diante disso, são propostos dois Mapas Conceituais que fazem parte de dois Objetos de
Aprendizagem, desenvolvidos por meio do software Macromedia Flash, que visam facilitar a
compreensão de conceitos relativos à Teoria do Garden-Path (FRAZIER e FODOR, 1978; FRAZIER,
1978), proposta pela Psicolinguística Experimental, e a Teoria X-barra (CHOMSKY, 1970), postulada pela
Teoria Gerativa. Com base em Novak 1980, os dois mapas conceituais foram desenvolvidos como
diagramas organizados que indicam relações significativas entre conceitos, no qual ideias mais
específicas são relacionadas a outras mais gerais ou inclusivas. Dessa maneira, podem ser considerados
instrumentos potencialmente significativos e adequados para possibilitar uma aprendizagem significativa
(AUSUBEL, 1963; 1968; MOREIRA e MASINI, 2001), pois refletem o modo como os conhecimentos são
organizados na estrutura cognitiva dos indivíduos.
Facebook e ensino de gêneros: uma experiência midiática
com o anúncio publicitário em seu contexto de uso
Laene Alves Pacheco Vaz (UPE/Campus Garanhuns)
Este estudo objetiva apresentar uma experiência de ensino com o gênero anúncio publicitário, a partir de
uma perspectiva sociorretórica, considerando os aspectos retóricos, linguísticos e sociais do gênero e o
contexto digital em que circula: o Facebook. Utilizamos como referencial teórico Miller (2012), Swales
(2009) e Bathia (2009); bem como estudos atuais sobre tecnologia e ensino. Atribuímos ênfase na
pesquisa-ação, mediante oficinas pedagógicas em uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental de uma
escola municipal de Garanhuns/PE. As oficinas foram realizadas, sobretudo, por intermédio de um grupo
criado no Facebook, que constituiu o nosso lócus de ensino e aquisição do gênero e corpus de
investigação e análise dos resultados. Os resultados revelaram que para conservar a complexidade e o
status social do gênero a melhor alternativa é explorá-lo pedagogicamente em seu contexto de uso,
considerando sua situação de produção e circulação. Conclui-se que, quando o gênero que circula no
meio digital é estudado em situações de uso, os estudantes adquirem condições necessárias para
identificar e compreender o gênero como ação social, bem como o seu propósito comunicativo e
intenções particulares; além de favorecer o desenvolvimento crítico, habilidades digitais e ampla visão
acerca dos gêneros que circulam no cotidiano.
Formalidade e informalidade na linguagem do gênero CHAT: o uso de emoticons
Aline Rodrigues Malta (UFPE)
Esta pesquisa tem por objetivo identificar quais características da informalidade estão presentes no uso
de emoticons no chat virtual do Facebook, bem como o lugar destes no processo educativo. A partir de
análises dos emoticons, fez-se um estudo sobre o papel desses elementos paralinguísticos como
expressões que carregam traços de informalidade, sendo substitutos de expressões, jargões, gírias,
sentimentos, ideias e palavras em geral. Para isso, fez-se um resgate das definições de gêneros textuais
de Marcuschi e Xavier (2004), desmitificado os conceitos de formalidade e informalidade de Bagno
(2007) e as considerações a respeito da importância das tecnologias na modernidade, Lévy (2012). Por
fim, foram feitas análises dos emoticons presentes no chat do Facebook. Como resultado, a pesquisa
mostrou que os emoticons são importantes para os novos instrumentos de comunicação, atuando como
um elemento portador de sentido, o que possibilita a discussão sobre formalidade e informalidade a partir
do seu uso. Com isso, é possível construir práticas que consolidem a relação entre educação, linguagem
e tecnologia, criando novas aulas em sintonia com as demandas da sociedade. Mais do que isso, aulas
que promovam a interatividade nos ambientes de aprendizagem e, consequentemente, criem novas
formas de construção de sentidos.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 39
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
09
o
(2 . andar)
A coerência argumentativa em gêneros opinativos:
uma análise das interações entre professor e aluno
Aurélio Takao Kubo e Cláudia Mara de Souza (CEFET-MG)
Em um conjunto de textos produzidos em um ambiente colaborativo, buscamos analisar a ocorrência das
interações entre professor e aluno dedicadas à solução de problemas de argumentação, especialmente
quanto à organização macroestrutural dos textos. Tomando-se as interações como ponto de partida,
interessa-nos determinar também as estratégias de resolução efetivamente mobilizadas pelos alunos e
desenvolvidas ao longo de sua escolarização. A pesquisa constitui seu corpus a partir de textos
opinativos produzidos por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola da rede federal de
ensino. Tanto na etapa de produção dos textos quanto na realização da pesquisa, concebemos a
linguagem como interação e o texto como evento comunicativo. O aporte teórico virá de Antunes (2005);
Bakhtin/Volochinov (1953); Beaugrande (1997); Charolles (1988); Perelman e Olbrechts-Tyteca (1970);
Koch e Travaglia (1990), dentre outros. Quanto aos resultados, o exame das interações sugere que o
trabalho em ambientes colaborativos (Google Docs) pode favorecer o desenvolvimento de habilidades
relacionadas à argumentação, principalmente porque as intervenções do professor dar-se-iam de forma
mais localizada quanto aos segmentos problemáticos de texto, assim como permitiriam o aporte de mais
recursos disponíveis em espaços digitais.
A interação professor aluno na escrita colaborativa:
uma análise da coesão de textos produzidos no Google Docs
Cláudia Mara de Souza e Luiz Antônio Ribeiro (Cefet-MG)
Este trabalho pretende analisar a ocorrência da interação entre professor e aluno em um ambiente de
escrita colaborativa. Tomou-se como base um conjunto de textos ainda em seu processo de edição,
produzidos por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola da rede federal de ensino.
Buscou-se compreender como se evidenciam as interações entre professor e aluno em um ambiente de
escrita colaborativa, no que respeita a construção da coesão textual na produção coletiva de texto. Tal
análise fundamenta-se em um referencial teórico que concebe a linguagem como interação, o texto como
evento comunicativo e o processamento discursivo como toda ação de linguagem envolvida na produção
de texto/sentido, ocorrida em um Domínio Único de Referência Integrado - ERB. Para tanto, valeu-se do
aporte teórico de Nascimento e Oliveira (2004), Beaugrande (1997), Benveniste (1989), Fauconnier e
Turner (2002), Koch (2002) e Barroso & Coutinho (2009), dentre outros. Algumas considerações gerais
sinalizam que as interações ocorridas em um ambiente de escrita colaborativa podem favorecer o
desenvolvimento de competências relacionadas à produção de texto.
O Uso do blog nas aulas de tecnologias educacionais
no profletras da ufac: relato de uma experiência didática
Margarete Edul Lopes (UFAC)
Nesta pesquisa, o objetivo foi explorar as possibilidades do uso do blog como recurso didático para as
minhas aulas de Tecnologias Educacionais do Profletras. Meu objetivo, além de ensinar as tecnologias,
utilizando-as na prática em sala de aula, foi mostrar aos mestrandos como tornar as aulas mais
interessantes, dinâmicas e com maior interação dos alunos quando utilizamos recursos digitais. O viés
teórico utilizado incluiu Najara Ferrari Pinheiro e suas pesquisas sobre o uso do blog como ferramenta de
ensino-aprendizagem; e as pesquisas sobre aprendizagem on-line de Gutierrez. Há diversas razões para
uso dos blogs pelo professor e nossa metodologia consistiu em analisar os resultados do blog criado para
dar aulas de tecnologias educacionais no ProfLetras. Os resultados apontaram para algumas questões:
os alunos interagiram com frequência e diariamente, cada resenha ou artigo publicado aumentava a
motivação para publicar mais matérias novas no blog da turma e trabalhar no blog implicou pesquisar
muito na internet e nos livros e ler mais. Portanto, o blog é uma excelente ferramenta para socializar com
os colegas, aumentar os domínios de leitura e escrita, como também permite usar uma tecnologia prática
e fácil de operar para dinamizar as aulas, aumentando consideravelmente a circulação de textos entre os
alunos.
A Hiperleitura como chave para a constituição do hipertexto
Emanuel do Rosário Santos Nonato (UEB)
A relação entre hipertexto e TIC permeia os estudos sobre hipertexto e o define a partir do substrato que
o contém. Neste estudo, busca-se chegar a um critério de recorte teórico-metodológico do hipertexto que
independa do suporte. Articulando o pensamento de Marcuschi, Landow, Snyder, Wandelli e Bolter,
dentre outros, a pesquisa visa determinar, mediante a aferição de graus de hipertextualidade potencial e
graus de hipertextualidade concreta, a natureza hipertextual de um texto dado independente do
substrato. A partir de um experimento, o estudo demonstrar a possibilidade de se produzir percursos
hipertextuais a partir de texto aparentemente não hipertextuais e vice versa, tendo a hiperleitura como
elemento determinante. A partir de uma epistemologia fenomenológica e praxiológica, o estudo apresenta
um método desenvolvido para determinar o grau de hipertextualidade potencial e concreto dos textos de
partida e dos percursos hipertextuais gerados. Nos resultados, demonstra-se a emergência de
independência dos percursos hipertextuais em relação ao suporte e o papel central do sujeito hiperleitor
na constituição do hipertexto.
Edmodo: ensino e aprendizagem em redes sociais educacionais
Shirlei Patrícia Neves Almeida (UNIFACS)
O advento da internet, associado ao crescente avanço do uso de Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC), tem produzido significativas transformações nos diferentes setores da nossa
sociedade. O crescimento do ciberespaço, com o surgimento de conceitos como "cibercultura", marca a
sociedade pós-moderna (LÉVY, 1999), implicando mudanças nas relações comunicativas e educativas,
causando uma diferença no perfil dos alunos do século XXI. Esses alunos, imersos nessa cultura, estão
sempre em busca de novas formas de lidar com o saber, já que estão submetidos a dois universos, ao da
sala de aula (cultura formal e linear), centrado no professor; e ao virtual (educação informal e interativa),
através das redes sociais (APARICI, 2012). Desse modo, as redes sociais podem favorecer o ensino e o
aprendizado, pois ampliam e facilitam a interação entre os indivíduos e, atualmente, são consideradas
um elemento potencializador e fomentador do prazer de aprender. Visto este contexto, o objetivo deste
trabalho é discutir como o "Edmodo", uma rede social educacional, pode auxiliar no processo de ensino e
aprendizagem e quais as vantagens e desvantagens que o recurso pode propiciar aos professores e
alunos. Como método, utilizou-se a pesquisa-ação e se buscou mostrar possíveis situações e estratégias
de aprendizagem através da ferramenta.
Verbetes Enciclopédicos: diversidade de linguagens
Angela Paiva Dionisio (UFPE)
No contexto escolar, uma das ações recorrentes do professor consiste em produzir aulas, o que implica
selecionar textos os mais diversos, consultar sites e livros, revistas, jonais impressos, selecionar os
recursos tecnológicos a serem utilizados, elaborar atividades e, às vezes, redigir textos didáticos. Neste
sentido, a escrita de verbetes enciclopédicos (Dionisio, 2010, 2013; Viana, 2003; Hoey, 2001) pode surgir
como uma necessidade didática específica que se caracteriza pela pluralidade de gêneros textuais, e
consequentemente, de linguagens, se concebido para ser divulgado em sites. Neste trabalho, será
realizada uma análise do processo de produção de 10 verbetes enciclopédicos cujos componentes
textuais podem ser considerados “objetos de aprendizagem”. Estes verbetes foram construídos como
partes do projeto PIBID Letras UFPE, em escrita coletiva, envolvendo a tessitura do texto verbal com
videocliples, fotografias, hiperlinks, mapas, desenhos anatômicos, gráficos, esquemas, músicas etc. Este
fazer didático resultou na apropriação da escrita docente autoral, no estímulo para produção de
atividades a partir de segmentos constituintes dos verbetes, na realização de oficinas temáticas em sala
de aula do ensino básico e na motivação do exercício da escrita do professor leitor autor.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 40
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
10
o
(2 . andar)
Como as tecnologias digitais da informação e comunicação (TIDC)
podem contribuir no processo educacional da geração internet
Silvia Cota Machado (CEFET/MG)
O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) na sala de aula altera de forma
significativa o processo educacional dos estudantes da Geração Internet, Tapscott (2010). Um dos
maiores desafios do professor do Século XXl é entender as demandas dos estudantes e incorporá-las
nas práticas pedagógicas orientadas pelos princípios da “inteligência coletiva”, propostos por Lévy
(1999). O crescente acesso à internet nas últimas décadas do século XX fez com que a sala de aula
tradicional se tornasse um ambiente desinteressante para esses jovens. O espaço de aprendizagem
formado por alunos interativos e conectados ganha uma nova abordagem século XXI: a aprendizagem
colaborativa. Nesta perspectiva, o objetivo da pesquisa foi, através da aplicabilidade de Blogs e
videoaulas no ambiente de aprendizagem, relatar a experiência no uso de TDICs como instrumento
mediador no processo educacional (Kenski, 2009) e a percepção dos alunos frente ao uso destas
tecnologias. O método utilizado foi um estudo de caso realizado com estudantes do curso Técnico de
Informática de uma instituição de ensino privada em Belo Horizonte-MG. O instrumento de pesquisa foi o
questionário. Os resultados mostram quais tecnologias podem ser adotadas para complementar as aulas
e quais são consideradas mais relevantes pela Geração Internet.
A Educação digital na educação de jovens e adultos
Yone Carneiro de Santana Gonçalves (IFB)
O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa-ação realizada em instituição federal de
formação profissional. Os sujeitos da investigação foram os estudantes do Curso Técnico em Cozinha, na
modalidade Proeja. Tal investigação buscou tratar sobre a educação digital na EJA a partir da
participação dos estudantes desta modalidade de educação, no desenvolvimento de um site. A pesquisa
proporcionou a compreensão das demandas de uma sociedade permeada pelo uso de tecnologia, que
geram pressões sobre o sistema educacional, em especial, sobre a formação do cidadão-trabalhador. O
estudo permitiu refletir sobre essas demandas a partir de uma atividade prática, que foi o
desenvolvimento de um site intitulado "Nutrieja", em que eram publicados conteúdos produzidos pelos
estudantes do Proeja Técnico em Cozinha. Os resultados da pesquisa revelaram as limitações e
possibilidades na atividade de construção do site, elucidaram como os estudantes se apropriaram das
tecnologias e apontaram como a partir desta apropriação os estudantes passaram a construir
conhecimentos.
Gêneros Digitais no Contexto Educacional: desafios do professor do Ensino Médio
Elaine Vasquez de Araujo e Márcio Luiz Vilaça (UNIGRANRIO)
O texto discute a importância dos estudos dos gêneros digitais nas aulas de Língua Portuguesa do
Ensino Médio. Este trabalho de pesquisa enfoca, além dos conceitos fundamentais destes variados tipos
de textos que circulam no meio digital, como este gênero pode fornecer ferramentas para a inclusão de
jovens em um mundo cada vez mais exigente e competitivo. Para isso, levam-se em consideração a
importância das tecnologias de comunicação e de informação hoje e a inquestionável necessidade da
formação de indivíduos que sejam capazes de utilizar a língua materna na realização de práticas sociais
também nos ambientes virtuais. O estudo se desenvolve a partir de uma pesquisa qualitativa. É parte
bibliográfica e parte prática ao pesquisar professores da rede pública do Estado do Rio de Janeiro,
avaliando seus estudos sobre os gêneros digitais durante a formação na graduação e em estudos
posteriores. Os resultados indicam que há a necessidade de rever a formação do professor no mundo
contemporâneo, considerando sua responsabilidade social perante a formação de jovens e adultos. Este
trabalho tem o embasamento teórico de Manuel Castells, Pierre Lévy, Luiz Antonio Marcuschi, Roxane
Rojo, Lucia Santaella, Ingedore Koch, Magda Soares, García Canclini dentre outros.
A Multimodalidade no ensino da língua inglesa no Fundamental II:
a abordagem multiletrada em Fanfics
Gleiciana Baracho de Albuquerque e Maria Cristina Damianovic (UFPE)
O objetivo dessa comunicação é ampliar o desenvolvimento da produção escrita (LOPES-ROSSI, 2006)
multimodal (COPE & KALANTIZ, 2008) em língua inglesa, no ensino fundamental II, por meio da escrita
crítico-colaborativa-criativa (LARRÉ, 2014) do gênero (MARCUSCHI, 2008) de fanfics (AZZARI &
CUSTÓDIO, 2014; VIIRES,2005) desenvolvida em um material didático (ALBUQUERQUE, 2015) para
esse fim. A metodologia da pesquisa está embasada na Pesquisa Crítica de Colaboração (MAGALHÃES,
2009) a qual cria um contexto de confiança e respeito entre os participantes propiciando assim o
compartilhamento de outras maneiras de pensar e possibilitando a expansão dos próprios
entendimentos. Os participantes são alunos, nativos digitais, do 9º ano do Colégio de Aplicação da
UFPE. Os resultados parciais dessa pesquisa de mestrado em andamento revelam que a
multimodalidade e a colaboração potencializam processo criativo, aperfeiçoam a produção escrita e
oferecem ao aluno a oportunidade de autoria (ROJO, 2014) e de estar em contato com outras pessoas
compartilhando novos modos de significar (ROJO, 2014) e de pensamento crítico (BENETTI, 2008).
As contribuições do uso de blogs para o desenvolvimento da leitura e escrita
Alessandra Tome Campos (IFAM), Lourene Félix (SEMED), Amarildo Gonzaga (IFAM-CMC)
Na sociedade contemporânea, é cada vez mais evidente a importância de um maior envolvimento entre
educação e tecnologia. Demo (2010), Moran (2000), Tajra (2008) afirmam que as tecnologias podem
dinamizar e tornar o processo de ensino e aprendizagem mais interativo. Diante disso, neste trabalho
utilizaram-se os blogs em razão do seu potencial pedagógico e por sua popularidade entre os
discentes. O trabalho realizou-se na disciplina de Língua Portuguesa, com o objetivo de analisar as
contribuições do uso de blogs para o desenvolvimento da leitura e escrita de alunos do 9º ano de uma
instituição pública de Manaus. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que envolveu a realização de
pesquisas de base conceitual referentes a blogs, tecnologias da informação e comunicação na educação
(NÓVOA, 1991) e competência leitora (NEVES, 2001); Procedeu-se a análise das características e
processos de criação de blogs; realizaram-se leituras e discussões de textos diversificados e de
temáticas relevantes no ambiente escolar em estudo; produziram-se textos que foram postados no blog
criado pelos alunos. Como resultado, evidenciou-se que estes recursos contribuiriam para aprimorar
nesses discentes a competência leitora, auxiliaram no desenvolvimento da capacidade de análise crítica
e proporcionaram o exercício da autoria e da autonomia.
Livros didáticos digitais: uma prática de ensino-aprendizagem inclusiva?
Daniele Basílio Nunes (UFPE)
Considerando que as escolas devem atender às exigências legais e incluir integralmente as pessoas com
necessidades especiais, este estudo almeja observar se essa preocupação com a educação inclusiva
também se reflete nos materiais didáticos. Nesse sentido, pretende-se analisar, nos livros didáticos
digitais de língua portuguesa, se as atividades elaboradas para atender ao público mais amplo também
abrangem os alunos surdos. Para tanto, utiliza-se como aporte teórico as concepções de leitura,
defendidas por Koch e Elias (2011[2006]), o conceito de compreensão apresentado por Marcuschi (2008)
e o de texto, em que são utilizadas as noções defendidas por Beaugrande (1997) e Marcuschi (2008). No
tocante ao livro didático, usamos as pesquisas de Lajolo (1996) e Rojo (2013). Por fim, são visitados os
estudos de Glat e Blanco (2007) e Glat e Ferreira (2003), pois tratam da educação inclusiva. O corpus
utilizado é composto por livros didáticos digitais de Língua Portuguesa do Ensino Médio aprovados pelo
PNLD (2015). Os resultados obtidos na pesquisa sugerem que há uma perda considerável por parte dos
estudantes surdos no que se refere às atividades presentes nos livros didáticos digitais que possuem
uma abordagem sonoro-auditiva em seu enunciado ou em suas indicações para a realização.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 41
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
11
A construção de saberes e a mediação tecnológica: uma proposta de l
etramento digital via redes sociais e recursos audiovisuais
Andressa Lopes (Unopar), Rejane Aguiar da Silva (NRE-Londrina)
O presente estudo objetiva apresentar uma proposta de trabalho docente de língua portuguesa com o
uso de instrumentos e gêneros digitais. Para tanto, a pesquisa em questão alicerça-se nos pressupostos
teóricos sobre letramento, multimodalidade e novas tecnologias, viabilizados por Rojo (2012), Kleiman
(2009), Buzzato (2012), Cope & Kalantzis (2009), Xavier (2005, 2011) e Coscarelli (2006). No que diz
respeito à metodologia empregada, trata-se de um estudo qualitativo-interventivo, designando, como
o
(2 . andar)
instrumento para coleta de dados, o diário de sala e atividades realizadas pelos alunos. Dessa forma,
pretende-se investigar como ocorre o processo de ensino-aprendizagem dos discentes, por meio das
intervenções tecnológicas intermediados por meio do ensino e da instrumentalização do gênero
divulgação cientifica. Ainda, para o desenvolvimento de habilidades e competências relativas ao gênero,
há a mediação dos saberes com a criação de fóruns de discussões na rede social facebook e por
recursos audiovisuais, numa tentativa de que a construção de tais saberes seja realizada também em
ambientes não escolares. Sabe-se da necessidade atual de incorporar as tecnologias nas práticas
pedagógicas na educação básica, uma vez que os sujeitos-discentes vivenciam tal uso em suas práticas
sociais. Dessa forma, considera-se de fundamental importância que a escola propicie tais situações de
letramento digital.
O Hipertexto digital e sua influência no processo de construção
da aprendizagem na Educação a Distância
Ana Carolina Correia Almeida (PUC Minas)
O advento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e a ampliação da Educação a
Distância (EaD) no Brasil contribuiu para a intensificação dos meios de leitura na tela. Esse tipo de leitura
é essencial aos estudantes, em especial aos alunos da EaD, devido a intensa presença das TDIC no
processo de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, uma ferramenta bastante utilizada é o hipertexto
digital. Por possuir característica não-linear e aberta, essa ferramenta possibilita ao leitor autonomia na
escolha do conteúdo a ser lido no espaço virtual. Além disso, possibilita ao aluno, o acesso a diversas
fontes de informações. Diante desse contexto, percebeu-se a necessidade de refletir como a
compreensão dos hipertextos influencia no processo de ensino-aprendizagem na educação a distância.
Desse modo, entende-se que é fundamental a discussão dessa temática, para ampliar a compreensão do
uso dessa ferramenta no ambiente virtual de aprendizagem. Este estudo baseia-se em teóricos como
Lévy (1993; 1999), Chartier (2001), Coscarelli (2012), entre outros.
Hipertexto e Tecnologias Digitais: práticas pedagógicas no ambiente escolar
Diêgo Aric Souza e Cruz (UEB)
O presente artigo tem como objetivo a análise do hipertexto e suas práticas, apoiadas no uso das
tecnologias digitais na escola. Aliado a isso, proponho um diálogo dicotômico que avalia o espaço escolar
hodierno e suas mudanças através do uso de tecnologias digitais e práticas pedagógicas proposicionais
e hipertextuais. As possibilidades do hipertexto nos exercícios pedagógicos ajudam no processo de
formação de hiperleitores e indicam mudanças no ambiente escolar, estas evidenciadas pelo seu uso
crescente nas práticas curriculares contemporâneas. Na ânsia de analisar a inserção de tecnologias
digitais que deem conta de uma estrutura educacional cada vez mais voltada para a não linearidade
como forma de disposição e presença curricular, destacar-se-á também o potencial formador desses
artefatos. O desvelar das tecnologias digitais, demostra o seu caráter hipertextual, ajudando no
entendimento das mudanças nas práticas pedagógicas ao longo da contemporaneidade. Os métodos
tecnológicos digitais como práticas hipertextuais possibilitam aos sujeitos uma participação mais intensa
no que é lido e interpretado, seguindo variados caminhos de entendimento. Trata-se, então, das
tecnologias como dinamismo do sujeito, percepção de habilidades e construção de conhecimento.
Cálculo de duas variáveis: superando dificuldades com auxílio do software Geogebra
Lucienne Veloso Brito, Filipi Maciel Jardim, Thiago de Jesus Oliveira Durães e
Luis Eduardo de Souza Fonseca (IFNMG)
À medida em que as tecnologias digitais apresentam avanços relacionados à educação, surgem
softwares, mídias, hipertextos e metodologias que visam a reelaboração do processo ensinoaprendizagem. O Cálculo Diferencial e Integral é um dos grandes responsáveis pelo insucesso
acadêmico dos estudantes de exatas por sua condição distinta na formação do pensamento avançado
em Matemática. A utilização de recursos computacionais no ensino de Cálculo é um tema recorrente nas
discussões acadêmicas e tem sido bem aceito, pois propicia a construção do próprio conhecimento
através da interações, manipulações e simulações. Nessa comunicação, apresentamos algumas
possibilidades para trabalhar conceitos e teoremas do Cálculo de duas variáveis através da utilização do
GeoGebra: software de matemática dinâmica, livre, com boa interface, que possibilita observação,
interação, abstração e elaboração de conjecturas. Várias pesquisas utilizam o GeoGebra para o estudo
de funções bidimensionais. Entretanto, a versão 3D do software é bem mais recente e, embora apresente
limitações, desenvolvemos diversos applets para a construção de gráficos em 3D. Como é dinâmico,
trabalhamos com conceitos de difícil visualização tais como derivadas parciais e direcionais, plano
tangente, curvas de nível, entre outros, favorecendo a assimilação dos conteúdos. Os applets foram
disponibilizados numa página WEB para acesso da comunidade acadêmica em geral.
Multiletramentos, Hipertexto e suas relações na construção de novos saberes
Maurício Canuto (Instituto Singularidades e SME)
Partindo da discussão sobre as definições de Multiletramentos, Hipertexto, e suas relações na construção
de novos saberes, pretendemos nesta apresentação analisar os impactos dessas relações nas práticas
de ensino em ambientes virtuais de aprendizagem. Pautados sob uma perspectiva sócio-históricocultural, pretendemos examinar em que medida as possibilidades das ferramentas virtuais podem servir
de base, juntamente com as noções de Multiletramentos e Hipertextos, para tornar o ensino em AVA
mais significativo, respondendo a uma necessidade de criação de novos paradigmas no ensino virtual e
híbrido.
A Utilização de webfólios como possibilidade avaliativa
no processo de aprendizagens: sentidos, significados e desafios
Joseval Miranda (UFPB)
Este artigo oriundo da nossa pesquisa tece reflexões sobre a utilização de webfólios como possibilidade
avaliativa durante o desenvolvimento da disciplina Avaliação da Aprendizagem em cursos de
Licenciatura. Tivemos como objetivo geral compreender como a utilização de webfólios como
possibilidade avaliativa pode contribuir no processo de aprendizagens e formativo dos estudantes
envolvidos. Como objetivo específico tivemos: analisar os sentidos, os significados e os desafios frente
ao trabalho com o webfólio no processo de aprendizagens na formação inicial de professores. Esse
trabalho pautou-se na contribuição teórica e metodológica de autores que fizeram a tessitura dos eixos
Webfólio e Avaliação das aprendizagens. A metodologia foi de cunho qualitativo por meio de um estudo
de caso. Utilizamos a observação, o questionário com questões abertas e também a pesquisa
bibliográfica. Foram interlocutores da pesquisa estudantes que estavam matriculados na disciplina
Avaliação da Aprendizagem. Os resultados das reflexões acerca da utilização do webfólio como
possibilidade avaliativa apontam que: houve maior espaço para a construção, reflexão e criatividade
acerca das aprendizagens na disciplina por parte dos estudantes; permitiu o desenvolvimento e
acompanhamento de forma processual das aprendizagens; maior convivência com o uso dos recursos
tecnológicos em prol das aprendizagens e a superação da prática avaliativa excludente.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 42
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
12
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(2 . andar)
Publicidade interativa: uma proposta de objetos digitais de aprendizagem
Ana Paula Pinheiro da Silveira (UTFPR)
Já é truísmo afirmar que as novas tecnologias inauguraram mudanças significativas no modo de interagir
e construir conhecimentos. Isso tem levado os estudos sobre aprendizagem a voltarem-se para o papel
das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação. A Horizon Report, que se
propõe a investigar as tecnologias emergentes, divulgou informações de que o uso de dispositivos
móveis, dentre outras coisas, está entre as tendências para o ensino nos próximos cinco anos. Em 2013,
a venda de smartphones superou a de celulares, e esses aparelhos vêm ocupando outros espaços,
levando o interesse de instituições de ensino a incluírem aplicativos com conteúdos educacionais no
processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho, desenvolvido no projeto de pesquisa: a
multimodalidade argumentativa - convergências entre publicidade e ensino, ancorado nos estudos do
Multiletramento e no conceito de M-learning (MARTIN; ERTZBERGER, 2013), analisa propagandas
interativas para dispositivos móveis como proposta de Objetos Digitais de Aprendizagem, instrumento
para favorecer a inserção dos alunos em atividades de multiletramentos e ampliar o conhecimento
semântico- argumentativo.
Leitura e seus suportes: papel e digital
Celso Pagnan e Eliane Queiroz (UNOPAR)
Algumas pesquisas pioneiras (Mangen; Walgermo; Brønnick, 2012) têm destacado o modo de ler textos
em geral ou livros inteiros em dois suportes: o digital e o papel. Com base nos dados coletados por tais
pesquisas, bem como na aplicação de testes em alunos do ensino médio, o presente trabalho parte do
pressuposto de que o nível de percepção dos leitores pode ser diferente conforme o suporte utilizado.
Como metodologia, dez alunos leram textos curtos em um tablet e tiveram de responder a questões de
compreensão sobre tais textos; esses mesmos textos foram lidos por outros dez alunos em suporte papel
e também tiveram de responder às mesmas questões. Como a pesquisa ainda está em curso, o
resultado esperado é que revelem modos diferentes de compreensão dos textos. A pesquisa também
quer revelar as preferências do suporte por parte dos jovens leitores. Há uma suposição de que os jovens
tendem a preferir a leitura digital a no suporte papel, porém pode ser não ser uma verdade absoluta,
conforme atestam outras pesquisas (Pew Research Center, 2014).
WhatsApp e Democracia: um estudo de caso
José Carlos Leandro (UFPE)
O presente estudo discorrerá sobre o contexto da utilização das redes sociais como ferramenta
colaborativa que integra os usuários no empoderamento de seu protagonismo cidadão nas comunidades
que estão situados. Uma rede social é uma conexão de pessoas de forma não estruturada e não
hierárquica, que visa o compartilhamento de informações, valores e objetivos em comum. As pessoas
fazem diariamente uso das redes sociais fazendo denúncias, cobrando melhoria dos serviços públicos,
principalmente àqueles de necessidade básica, como segurança, saúde e educação, por exemplo. Nesse
sentido, nos propomos a apresentar as características de diversos grupos formados na rede social
WhatsApp que tratam das temáticas supracitadas no município do Cabo de Santo Agostinho (PE),
procurando descrever e analisar as múltiplas formas de linguagem (s), verbais e não-verbais, os
protocolos compartilhados entre os membros e, sobretudo, o reconhecimento do papel cidadão que o
espaço cria diante das estruturas dos poderes públicos constituídos, mediadas pela plataforma online.Segundo Lèvy (1993), uma nova ecologia cognitiva significa uma nova dinâmica na construção do
conhecimento, um novo movimento, nova capacidade de adaptação e de equilíbrio dinâmico nos
processos de construção do conhecimento. Assim, defenderemos que, utilizadas de forma interativa,as
NTICs podem ser instrumento da Nova Democracia.
O Processo de produção de autoria do sujeito-aluno em
grupo do Facebook utilizado como ferramenta pedagógica
Shirleide Bezerra da Silva (UFPE)
O presente trabalho aborda, em linhas gerais, a utilização das Novas Tecnologia da Informação e
Comunicação (NTIC) em sala de aula relacionada à questão da autoria. Tem por objetivo investigar o
processo de leitura e produção de textos dissertativo-argumentativo em Língua Portuguesa por alunos da
rede pública estadual do Ensino Médio ao fazerem uso das redes sociais, sobretudo o Facebook, tendo
como objetivo principal a verificação da ocorrência ou não dos indícios de autoria nos textos de alguns
alunos. Para fundamentar a nossa pesquisa, contamos com os pressupostos de Abreu(2013),
Chartier(2012), Foucault(2002), Orlandi(2012), entre outros. Buscamos analisar o sujeito/aluno que ao
assumir a posição de autor, toma para si a responsabilidade por seus efeitos de sentido, assim como o
efeito de fechamento em textos. Nesse sentido, o olhar volta-se para as relações textuais que são
aquelas produzidas no interior do texto e resultam do trabalho de textualização realizado pelo sujeito que
exerce a função-autor. Quanto à textualização, pode ser vista como a costura do texto que o sujeito faz
entre os diversos recortes discursivos. Dessa costura produz-se o efeito-texto, o espaço discursivo
organizado, simbolicamente fechado e ilusoriamente completo.
Fanfiction e leitura de clássicos: um encontro possível
Carmen Pimentel (UFRRJ)
Observando a Internet, percebe-se que é estruturada basicamente com texto escrito. A partir daí, surge a
questão: como a Internet contribui para expandir hábitos de leitura e escrita nos jovens? Qualquer tempo
gasto navegando na Internet inclui muita leitura e escrita. A partir de diferentes pontos de vista, as trocas
qualitativas de pensamentos, de ideias e de representações concedem espaço para situações de
desequilíbrio das estruturas de apreensão do real, beneficiando a produção literária. Marcuschi (2005),
Chartier (2002) e Paiva (2008) apontam para novos caminhos de leitura e escrita no uso da internet. Os
objetivos desta pesquisa se relacionam com as produções literárias escritas que emergem da internet:
uma literatura que aproveita os recursos do ambiente digital, em especial a publicação e a divulgação.
Pretende-se analisar a escrita de jovens, publicada em ambiente virtual, conhecida como fanfiction:
sequências, paródias e versões alternativas de aventuras novas e velhas, com os heróis favoritos desses
jovens, extraídos da literatura clássica. Acredita-se que a fanfiction seja uma possibilidade rica para o
trabalho de produção textual, levando à reflexão da língua, bem como de incentivo à leitura literária,
tornando-se, assim, forte aliada do professor na (re)significação do trabalho com leitura e escrita na
escola.
Analisando gêneros digitais em atividades para leitura nos livros de Língua Portuguesa
Sandra Carla Barbosa (UFCG)
Neste trabalho apresentamos um estudo realizado na coleção de livros didáticos, de Língua Portuguesa,
Português: Linguagens (CEREJA, COLCHAR, 2014), destinados para turmas do 6º ao 9º ano do Ensino
Fundamental II. Nosso objetivo foi identificar quais as concepções teóricas de leitura que estão
subjacentes nas atividades selecionadas, quando elas usam os gêneros digitais para o ensino. Para
proceder à esta interpretação foram levadas em consideração as concepções de leitura subjacentes às
atividades descritas pelos livros. Nossa questão norteadora foi: Como os livros didáticos abordam o
ensino da leitura quando usam os gêneros digitais? O trabalho tem cunho qualitativo, sendo documentaldescritivo e está inserido no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2013). Nosso aporte teórico
partiu das concepções de leitura propostas por Koch (2009) e dos estudos sobre as estratégias de leitura
de Kleiman (2013). Os resultados apontam que nos livros analisados, houve avanços consideráveis em
relação ao uso dos gêneros digitais, no entanto prevalece a concepção teórica da leitura focada na
estrutura textual.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 43
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
13
o
(2 . andar)
Organização do conhecimento em publicações científicas no contexto hipertextual da web 2.0
Ludmila Guimarães e Mayra Moreira da Silva (UNIRIO)
O estudo trata a organização do conhecimento em publicações científicas ampliadas no contexto
hipertextual da web 2.0, abordando o modelo de publicação ampliada de Verhaar e as suas
peculiaridades. Foram analisados os componentes de organização do conhecimento no periódico Cell. A
pesquisa foi desenvolvida em 06 etapas principais: 1) observação dos problemas empíricos de
tratamento do conteúdo em publicações ampliadas; 2) seleção de amostra de artigos do periódico Cell; 3)
identificação de componentes de organização e tratamento de elementos semânticos adaptados e
ampliados do Mapa de Recursos de Peter Verhaar (2008) por Guimarães (2015); 4) análise dos artigos
científicos segundo esse Mapa; 5) análise e discussão dos resultados e 6) conclusão. A identificação e
categorização dos componentes compreendeu dois níveis: a) metadados externos - os elementos
descritivos e administrativos do documento; e b) metadados de conteúdo - os elementos semânticos e
internos para categorização e análise. A análise e discussão dos resultados permitiu concluir que a ideia
de coleção de objetos digitais relacionados por unidades menores identificáveis, anotados e tratados
semanticamente, que caracteriza um recurso composto, não encontra o seu correlato/aplicação na
publicação ampliada analisada.
O Fórum de discussão em EAD e as práticas discursivas argumentativas
Juliana de Carvalho Barros e Patricia Nora de Souza (UFJF)
O fórum de discussão, ferramenta de destaque nos cursos realizados a distância pautados na interação,
é entendido como um espaço propenso ao desenvolvimento de práticas argumentativas voltadas para a
produção do conhecimento conjunto. Afirmativa justificável pelo fato de que ao entrar em contato com os
argumentos do outro, o interlocutor pode, em seu tempo, se apropriar desses argumentos podendo
transformá-los e utilizá-los para a construção dos seus próprios argumentos (Bicalho, 2010). Nesse
sentido, o presente trabalho objetiva, considerando as marcas argumentativas do discurso (Koch ,
1984/2007; Ducrot , 1987/2009 ) e as fases da construção conjunta do conhecimento no fórum de
discussão (Gunavardena, Lowe e Anderson, 1997) analisar em que medida as reflexões realizadas pelos
alunos no interior do fórum de discussão se constituem como práticas discursivas argumentativas
voltadas para a construção conjunta do conhecimento. Para tal, serão analisadas as reflexões de um
fórum de discussão de uma disciplina do curso de graduação a distância em Pedagogia de uma
universidade federal do estado de Minas Gerais. Os resultados iniciais demonstram que apesar da
argumentação estar presente no discurso dos alunos, ainda é tímida a construção de práticas discursivas
argumentativas voltadas para a construção conjunta do conhecimento.
A Leitura do livro didático digital: hipertexto e construção do conhecimento
Therencio Correa da Silva (UFAM)
O presente trabalho discute o livro didático digital, resultado das mudanças ocorridas no célere
desenvolvimento tecnológico e na entrada de novas ferramentas e dispositivos na escola com a
aprovação deste artefato na versão digital pelo PNLD 2015. Questionamos quais mudanças esse livro
provoca no ato de ler, pois não são apenas páginas ilustradas e atividades, como se configura nos livros
didáticos impressos. Agora contém textos, música, leitura oral e reprodução de obras de arte, múltiplas
linguagens, associações e modos de acesso a informações. Uma mescla de elementos que se agrupam
e reagrupam e apontam interferências no desenvolvimento das habilidades de leitura, indicando
mudanças técnico e na transposição didática dos conteúdos escolares. Este trabalho analisa livro o
didático digital do primeiro ano do Ensino Médio aprovado pelo PNLD em seus fundamentos teóricos e
metodológicos que o constituem como objeto de leitura de mídia impressa/digital, elencando o conceito
de leitura e hipertexto para verificar elementos facilitadores e dispersores do ato de ler. Engendramos a
técnica de pesquisa de tipo documental e investigação das possibilidades de leitura do suporte
impresso/digital, análise acerca das estruturas, mecanismos que se vinculam como hipertexto e que
exigem habilidades concernentes aos novos suportes do texto.
A Abordagem de conteúdos de língua portuguesa na rede social Facebook
Rhayssa Alves da Costa e Williany Miranda da Silva (UFCG)
Com o surgimento e expansão da internet, temos visto que os meios que facilitam o processo de
ensino/aprendizagem tem se ampliado cada vez mais, pois o ambiente virtual traz uma diversidade de
possibilidades de acesso a conteúdos e informações por meio de sites, blogs, vídeo-aulas, redes sociais
etc.. Diante dessa realidade, encontramos nesse ambiente, espaços que se dedicam a abordar
conteúdos de Língua Portuguesa (LP), como por exemplo, a rede social facebook. Partindo este fato,
tomamos a seguinte questão como norteadora desse artigo: como páginas do facebook vêm abordando
conteúdos de Língua Portuguesa? Partindo desse questionamento, temos por objetivos investigar e
analisar o tratamento dado a conteúdos de LP em páginas no facebook. Assim, baseamo-nos nos
estudos que tratam dos meios virtuais e do ensino de língua (ROJO, 2009; RIBEIRO, 2012; RECUERO,
2009, ANTUNES, 2009, entre outros) para fundamentar nossa pesquisa. A metodologia utilizada é de
cunho descritivo-interpretativista, a partir de uma análise documental dos materiais disponibilizados na
rede. O corpus de análise é constituído da descrição e postagens das páginas selecionadas. Os
resultados preliminares apontam para o fato de que a abordagem dos conteúdos está voltada,
principalmente, a uma perspectiva gramatical-normativa da língua, utilizando-se de dicas como recurso
predominante.
Letramento digital: uma experiência com o poema/jogo
Adriana Sales Zardini Alessandra Sales Zardini (CEFET-MG)
Esse trabalho tem como objetivo fazer um análise a respeito do letramento digital tendo como
fundamentação teórica a visão de letramento como prática social (Soares, 2002) e a concepção da
interacional da língua (Kock, 2007). Além de analisar a leitura como processo cognitivo, o presente
trabalho pretende analisar também a leitura na tela de um computador segundo Andrade (2011), Freitas
(2011) e Ribeiro (2011). A proposta é apresentar uma experiência de uso de um jogo digital de leitura e
alunos do 6º ano do ensino fundamental, utilizando o portal Olimpíada de Língua Portuguesa. Por meio
de uma pesquisa com os alunos foi possível verificar algumas dificuldades enfrentadas pelos mesmos e
pontos positivos, tais como: ambiente virtual de leitura diferenciado, diversificação de recursos midiáticos
e contribuição para aprendizagem significativa. Além disso, percebeu-se que a aplicabilidade desse jogo
em uma aula de leitura digital exige que professores reflexivos que possam avaliar as melhores escolhas
para seus alunos.
EU-MÓVEL: Enunciação Narrativa no Whatsapp Messenger
Rosangela Silveira Garcia e Margarete Axt (UFRGS)
No cenário cotidiano atual, despontam novos ambientes de interação e de relação entre os sujeitos
sociais, sendo ressignificados os modos de enunciação. A proposta deste estudo visa refletir sobre a
enunciação narrativa produzida em um grupo de discussão criado no aplicativo Whatsapp Messenger –
recurso utilizado em Smartphone para troca de mensagem instantânea. Discute a mobilidade e práticas
de interação que se produzem no ciberespaço, e a produção de sentidos que emerge das interações.
Compreende esta ferramenta tecnológica enquanto cenário de produção discursiva, onde as interações
baseiam-se em uma relação dialógica – eu com o outro -, sendo polifônica no que tange também os atos
navegacionais próprios do aplicativo. Nesta perspectiva, com base nos pressupostos bakhtinianos, e
tendo como objeto de estudo os enunciados produzidos por alunos de curso de pós-graduação em grupo
criado no aplicativo, propôs-se uma análise da composição desses enunciados, seus encadeamentos e
suas rupturas. A análise dos enunciados revelou a dinâmica da arquitetônica enunciativa e os sentidos
que vão sendo produzidos; e ainda que os avanços tecnológicos e a correlata inserção de novos
recursos para a comunicação contribuem para a ocorrência de novos modos de enunciar o agir cotidiano,
e como potenciais espaços de produção de conhecimento. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 44
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
14
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(2 . andar)
Podcast: tecnologia para produções orais e escritas em sala de aula
Renata Soneguetti Pinto (UERJ)
O presente trabalho tem como tema as possíveis contribuições do trabalho com o podcast e a sua
retextualização para a modalidade escrita com o objetivo de desenvolver a argumentação de alunos do
ensino fundamental. A partir de dificuldades encontradas nas produções orais e escritas de textos do tipo
argumentativo por alunos de uma turma de oitavo ano, surge a ideia de produzir um conjunto de
sequências didáticas com base em autores como SCHNEUWLY & DOLZ (2004), voltadas para o
desenvolvimento da argumentação. As sequências didáticas propostas têm como ponto de partida artigos
de opinião e vídeos com debates sobre os temas transversais apontados nos PCNs. Em seus módulos
são realizados debates e análise dos recursos presentes nos gêneros vistos em aula. A produção final
será a retextualização do texto oral registrado para um texto na modalidade escrita, do gênero artigo de
opinião, a ser veiculado no blog e no jornal da escola. A metodologia utilizada é de natureza qualitativa
(BORTONI-RICARDO, 2008), compatível com a pequisa-ação (THIOLLENT, 2009).Espera-se como
resultado que as sequências didáticas propiciem aos alunos uma análise mais sistemática dos recursos
argumentativos e que o podcast possa ser uma motivação para sua expressão oral e a sua
retextualização.
Sequências didáticas para o trabalho com produções do gênero instrucional:
leitura, produção textual e (re)escrita de instrução de aparelhos eletrônicos
Maria Aparecida Pacheco Gusmão (UESB)
Este estudo parte de inquietações fomentadas pelos estudos mais recentes sobre as novas tecnologias
em sala de aula. Propõe discussões sobre gêneros textuais na dinâmica discursiva estimulando o
desenvolvimento de habilidades sociais, a capacidade de comunicação efetiva do aluno do século XXI,
postura que passa a exigir do professor a incorporação da tecnologia como uma ferramenta habitual nas
práticas escolares. Este trabalho tem os seguintes propósitos: 1) apresentar uma análise de um texto
produzido por um aluno do 8º ano do ensino fundamental em que o discurso social do sujeito se
evidenciou na escrita de um bilhete com orientações sobre como usar o adaptador do carregador do
celular e 2) oportunizar aos professores um percurso de análise sobre o uso social da escrita
demonstrando que um gênero escrito instrucional pode evidenciar aspectos de uma competência
linguística que nem sempre tem visibilidade na sala de aula. O percurso teórico dos estudos se deu com
base nos estudos de Bakhtin, Dolz e Scheneuwly, Rojo , Kenski , Valente, Brito e Purificação , Xavier e
outros. A metodologia delineada é da pesquisa qualitativa, porque há uma preocupação em focar os
elementos que se constituem significativos para o pesquisador.
Modelagem e Simulação de Sistemas dinâmicos com o Sciclab/Xcos: Um caderno didático
Neila Leite, Victor Ladeia e Rosilany Carvalho (IFNMG)
Em diversas áreas do conhecimento, a modelagem de processos acompanhada de simulações
computacionais tem sido cada vez mais explorada e bem recebida, pois é capaz de tratar problemas
reais com algumas restrições e fazer previsões, sejam na área de Ciências Biológicas, Engenharias,
Ciências Econômicas, entre outras. A ferramenta Xcos do software Scilab, similar ao proprietário
Simulink/Matlab, possibilita a representação do sistema em forma de diagrama composto por blocos. O
Xcos apresenta-se como uma ferramenta capaz de auxiliar o processo de simulação computacional e
possui diversas vantagens: é gratuito, possui interface amigável, gera saídas gráficas para as soluções
do sistema, e seu caráter didático já vem sendo explorado. No entanto, a bibliografia disponível em
português é escassa. Diante disto, enxergamos em um material uma possibilidade de ocupar esta lacuna,
disponibilizando para a comunidade acadêmica um caderno didático introdutório, com linguagem
acessível e que trabalha com exemplos. Este material foi utilizado IFNMG-campus Montes Claros,
apresentando ótimo caráter didático pedagógico por permitir a construção e reconstrução do modelos
com facilidade, corroborando para alcançar o objetivo de sua utilização em sala de aula.
Biblioteca Virtual: circulação de gêneros produzidos no contexto escolar
Angela Valéria de Lima, Pâmella Almeida e Emerson Morais Raimundo (UFRPE)
Este trabalho foi realizado no contexto do projeto de extensão “Biblioteca Virtual de Livros Infantojuvenis”,
numa turma de 9º ano da Escola Estadual Elvira Viana, em Garanhuns (PE). O objetivo do trabalho foi
desenvolver habilidades de leitura e escrita dos alunos de maneira que pudessem superar suas
dificuldades em interpretar e produzir textos. Dessa forma, foram aplicadas atividades de leitura e escrita
de contos de terror, a partir das quais pudemos explorar as competências leitoras dos alunos, assim
como a prática da escrita com base no planejamento, elaboração, revisão e reescrita dos textos
construídos pelos estudantes. Para isso, fundamentando-nos em Beth Marcuschi (2007) e Marcuschi
(2008), consideramos a leitura e a escrita processos historicamente situados cujas condições de
produção e circulação necessitam ser respeitadas, o que nos levou à construção de um espaço virtual
para divulgação dos textos produzidos pelos discentes. Os resultados do trabalho apontam para uma
mudança significativa na postura dos alunos diante da atividade de escrita que assumiu um caráter
sociointerativo no momento em que os textos passaram a circular publicamente por meio da biblioteca
virtual.
O processo de criação de objetos de aprendizagem para
egressos de curso de profissional de aeroporto e turismo
Nelson Luis Eufrasio Junior (SENAC-RS)
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o processo de criação e desenvolvimento de objetos
de aprendizagem para um curso de formação de profissionais de aeroporto e turismo, apresentando
como ocorre esta criação sob a perspectiva do design thinking. Para este trabalho, utilizou-se o
referencial do design thinking de Tim Brown (2005) e Tennyson Pinheiro e Luis Alt (2004), bem como
Marco Silva (2004), para exemplificar a união entre as correntes teóricas de design e educação. Para o
desenvolvimento dos objetos de aprendizagem, utilizou-se o material teórico desenvolvido por uma
escola de aviação, localizada na região sul do Brasil, que terá sua ampliação de serviços na modalidade
EAD. São esperados resultados como a compreensão dos materiais desenvolvidos, tanto por parte do
aluno como por parte do corpo administrativo-docente desta escola. A aprendizagem deste grupo de
alunos deverá ser significativa, como forma de atestar a qualidade do material didático online e seus
objetos de aprendizagem.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 45
Data
08/12
Hora
10h30 às 12h30
Local:
Sala Hipertexto
15
o
(2 . andar)
Novas Tecnologias na prática do docente de língua inglesa
Joyce Vieira Fettermann (UENF), Ana Paula Peres de Lima (UniFSJ), Laís de Oliveira (UniFSJ),
Lorena Pelegrini (UniFSJ) e Mariana Gonçalves (UniFSJ)
A presente pesquisa tem por objetivo demonstrar algumas maneiras como as novas tecnologias podem
auxiliar na prática do docente de língua inglesa. Para isto, realizou-se uma entrevista com professores de
inglês atuantes em cursos livres de idiomas, escola pública, escola particular, cursos de graduação e pósgraduação lato-sensu. Demonstra-se de maneira qualitativa e quantitativa que para a maioria dos
professores entrevistados tornou-se importante conhecer e aprender sobre a aplicação de novas
tecnologias no ensino de Língua Inglesa para poder utilizá-las de maneira prática e condizente com o
cotidiano de seus alunos, e que elas têm muito a contribuir com seu fazer pedagógico, ainda que haja
também pontos negativos em seu uso. Recorre-se a leituras de trabalhos publicados por pesquisadores
como Kenski (1998), Holden e Rogers (2001), Prensky (2004), Castells e Cardoso (2005), Paiva (2005),
entre outros que se dedicam a estudos relacionados às novas tecnologias da informação e comunicação
e ao ensino de línguas estrangeiras. Por fim, constata-se que utilizar ferramentas tecnológicas implica
refletir sobre qual é, de fato, a necessidade dos alunos e as maneiras como trabalhar, levando em
consideração a aprendizagem significativa daquele que participa e influencia a sociedade em que vive.
O Uso de recursos tecnológicos como ferramentas motivacionais no ensino de Língua Inglesa
para estudantes jovens e adultos da escola pública
Juliana Gomes (UniFSJ), Mônica Figueiredo (UniFSJ), Elisa Xavier (UniFSJ), Moacir Paixão
(UniFSJ), Helenita Crespo (UniFSJ), Joyce Fettermann (UENF)
O objetivo deste artigo é discutir sobre o uso de recursos tecnológicos como ferramentas motivacionais
no ensino de língua inglesa nas escolas públicas para jovens e adultos. Primeiramente, discorre-se de
maneira breve sobre o ensino de língua inglesa na escola pública. Mais tarde, um pouco sobre o que são
os recursos tecnológicos e por fim, é apresentado o contexto da pesquisa. Recorre-se à abordagem
qualitativa e pesquisas bibliográficas e utilizam-se leituras de autores e documentos como Ausubel
(1980), Margonari (1997), Rodrigues (1997), Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), Gadotti
(1999), Oliveira (2000), Nicholls (2001), Paiva (2001), Silveira (2002), Magalhães e Amorim (2003),
Oliveira (2012), entre outros. Espera-se que este trabalho contribua em discussões em eventos sobre o
uso das novas tecnologias no ensino de línguas e que seja quebrado o mito existente de que é
impossível aprender uma língua estrangeira na escola pública, pois através dos diversos recursos
tecnológicos utilizados nos dias atuais, torna-se motivador participar do processo de ensino e
aprendizagem da língua inglesa nesse ambiente.
Educação e Tecnologias para o ensino de Língua Portuguesa:
um estudo em escolas públicas de Eunápolis/BA
Mariana Fernandes dos Santos (IFBA) , Flávio Biasutti Valadares (IFSP)
Visando atender à égide da sociedade tecnológica, as atuais perspectivas para a educação linguística
vêm delineando um novo paradigma didático para o ensino de língua portuguesa. Nesse sentido, o
objetivo desta pesquisa é o de investigar se as práticas de ensino realizadas em aulas de Língua
Portuguesa, considerado um corpus de escolas públicas do município de Eunápolis/BA, do Ensino
Fundamental II, contemplam o uso das NTIC na perspectiva do letramento digital e se essas aulas
atendem às contemporâneas demandas sociais para o ensino-aprendizagem, na perspectiva da
educação linguística. Como procedimentos metodológicos, adotamos a abordagem qualitativa, por meio
de pesquisa bibliográfica e de campo. O marco teórico baseia-se nos autores: Levy (1998), Santaella
(2004), Bronckart (2006), Coscareli (2007), Travaglia (2007), Recuero (2009), Palma e Turazza (2014) e
Miranda (2014). Espera-se, a partir deste estudo, favorecer as reflexões concernentes à necessidade de
inclusão dos educandos e educadores na cultura digital e do investimento numa proposta curricular que
ressignifique as aulas de Língua Portuguesa, possibilitando o crescimento do sujeito enquanto cidadão
que fala, ouve, lê e escreve, com o desenvolvimento de sua competência comunicativa em diferentes
contextos sociais.
Aprendizagem invertida: experiência na universidade, curso de Metodologia de ensino de Inglês
Ana Emilia Fajardo Turbin (UnB)
Esta comunicação traz os resultados de uma experiência em que alunos pesquisam em casa temas
dados pela professora em sala de aula e trazem para as salas debates e apresentações sobre os
mesmos pesquisados na internet , livros, filmes e outros meios. Essas ações serão dirigidas a todos os
alunos da sala que em conjunto construirá conhecimentos colaborativos e compartilhados entre todos. Os
temas aprendidos dentro da metodologia aprendizagem invertida serão testados em provas. O contexto
desta experiência é o curso de Metodologia de ensino da Língua Inglesa. O objetivo da experiência é dar
aos alunos possibilidade de aprendizagem de temas essenciais ao ofício de professor transformando-os
em alunos autônomos. A fundamentação teórica desta experiência localiza-se em conceitos tais como
autonomia em Freire, professor organizador como em Nóvoa e aprendizagem significativa como em
Ausubel. Espera-se que o aprendizado de conceitos aprendidos e atitudes críticas sejam encontradas
nos resultados de provas em que se pedirá uma proposta crítica e reflexiva dos alunos sobre temas
inerentes ao curso. Os resultados da experiência serão medidos pelas notas de provas e pelos relatos
avaliativos dos atores da aprendizagem invertida.
Uso de Tecnologias na Educação Infantil bilíngüe
MELO, V. S e MUNIZ, A.S. (UNICAP)
As novas habilidades tecnológicas atreladas ao mundo da Educação Infantil surgem como um novo viés
de aprendizado para a geração de crianças que nasceram na era digital. Nosso trabalho tem como
objetivo analisar o uso de ferramentas tecnológicas em crianças bilíngues com faixa etária de 4 a 6 anos,
embasando-se na perspectiva dos multiletramentos. As crianças da geração Y desde pequeninas sabem
usar o computador, manusear uma câmera digital ou um telefone celular. Além de serem instrumentos de
comunicação e entretenimento, essas ferramentas tecnológicas também são importantes aliadas do
ensino. Com o bom uso da tecnologia, aliado aos outros recursos, a criança tem mais uma possibilidade
de entrar em contato com os desafios da construção da aprendizagem. Assim, iremos analisar o
processo de desenvolvimento cognitivo em crianças bilíngues através da observação de aulas e do
currículo interdisciplinar da escola bilíngue Maple Bear em Recife. Pois, sabemos que o ambiente digital
proporcionado pelo século XXI vem trazendo a perspectiva tecnológica e queremos descobrir de que
forma o uso das tecnologias pode nos proporcionar um ambiente de aprendizado, principalmente nas
crianças que aprendem uma segunda língua.
Formação Docente e uso de tecnologias digitais de informação e comunicação - autoria
colaborativa mediada por hipertextos digitais
Claudia de Faria Barbeta (UEL)
A partir de discussões teóricas a respeito de letramento digital, de aprendizagem colaborativa e de
formação de professores de língua portuguesa, o presente trabalho tem como objetivo apontar algumas
possibilidades de a escola utilizar a TDIC em favor de uma aprendizagem mais efetiva em relação à
leitura e à escrita, numa perspectiva de uso dos hipertextos. A pesquisa é de natureza etnográfica
colaborativa, embasada nas propostas teórico-metodológicas da Linguística Aplicada. As análises foram
fundamentadas à luz de Rojo (2013), Demo (2009), Kenski (2007), Marcuschi e Xavier (2004), Coscarelli
(2012). Entendemos estar lançando para o professor de Língua Portuguesa o desafio de abordar em
suas aulas os novos gêneros textuais emergentes do meio digital, de maneira a explorá-los e integrá-los
no processo de ensino e aprendizagem, a fim de que possam promover a competência da leitura desses
gêneros, contribuindo, portanto, no aperfeiçoamento de professores quanto à produção hipertextual e
autoria colaborativa, assim como, quanto ao ensino e aprendizagem mediados por produções de
hipertextos digitais.
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (CI) NA TARDE DE 08/12/2015
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 46
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
01
o
(2 . andar)
Entre rabiscos e cliques - uso da tecnologia móvel em atividades do PIBID Letras Inglês
Luciana de Jesus Lessa Censi (UNEB)
Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre o uso de tecnologias digitais móveis,
especificamente o smartphone, em atividades do Programa de Iniciação à Docência – PIBID do
Subprojeto Letras Inglês, da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS em uma de suas
escolas parceiras, o Colégio Estadual Eliana Boaventura. Considerando a crescente disseminação do
dispositivo móvel celular no cotidiano escolar, buscou-se utilizá-lo como uma ferramenta pedagógica na
Oficina Superheroes: Seus Heróis nas Histórias em Quadrinhos, desenvolvida por seis bolsistas de
Iniciação à Docência e a professora supervisora para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental.
Pretende-se apontar as implicações percebidas quanto ao uso do smartphone na sala de aula de língua
inglesa com base em proposições como as de Lévy (1999; 2011) e as de Souza (2012). Através do
trabalho com histórias em quadrinhos e do uso do smartphone, novas possibilidades para o ensino e o
aprendizado de língua inglesa foram criadas, bem como novos desafios identificados.
Um olhar investigativo sob a influência das redes sociais no processo de escrita
Danieli Maria da Silva e Ediclécia Sousade Melo (UFPB)
Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma pesquisa que será desenvolvida pelos alunos da 1ª série
do ensino médio de uma escola da rede pública de João Pessoa/PB, acerca da influência das redes
sociais na escrita. Para fazer nossa investigação nos embasamos nos estudos teóricos de Estrela (2008),
Freitas (2005), Gomes & Correa (2009), Koch (2003), Laville & Dionne (1999), Marcuschi (2002), Silva
(2011) e Viana (2012), que forneceram suporte para realizar a pesquisa no ambiente escolar e verificar
se realmente a linguagem informal das redes sociais vão influenciar na escrita dos alunos nas escolas.
No estudo que estamos desenvolvendo, pretendemos usar a rede social (Facebook) que é um dos
recursos tecnológicos mais utilizados pelos alunos, constatamos isso ao longo das visitas à escola ao
observarmos que os educando estão sempre comentando com os colegas de classe a respeito das
postagens que realizam, dos comentários referentes as postagens e do bate-papo online. A partir daí
vimos que poderíamos atrelar as interfaces do ensino de língua com recurso tecnológico.
Escrita colaborativa no Google Docs: uma análise das interações entre professor e alunos
Luiz Antônio Ribeiro e Aurélio Takao Vieira Kubo (Cefet-MG)
Esta pesquisa centra-se na interação entre professor e alunos em uma atividade de escrita colaborativa
no Google Docs. Tomou-se como base um conjunto de textos acadêmicos em processo de edição,
produzidos por alunos do curso de Bacharelado em Engenharia da Computação de uma escola da rede
federal de ensino. Buscou-se analisar a ocorrência dessas interações, evidenciando-se as estratégias e
os processos sociocognitivos ativados durante a produção textual. O referencial teórico adotado concebe
o texto como evento comunicativo e o processamento discursivo como toda ação de linguagem envolvida
na produção de texto/sentido, ocorrida em um Domínio Único de Referência Integrado - ERB. Valeu-se
do aporte teórico de Nascimento e Oliveira (2004), Beaugrande (1997), Benveniste (1989), Fauconnier e
Turner (2002), dentre outros. A metodologia utilizada foi a da pesquisação, a partir de textos produzidos
por alunos. Este trabalho é importante, pois proporciona maior compreensão do processamento do texto
e de questões que envolvem a sua organização micro e macroestrutural. Algumas considerações
sinalizam que as interações ocorridas nesse ambiente podem potencializar a capacidade de produção
textual.
Aprendizagem de Espanhol através do Moodle:
um olhar sobre projetos didáticos no curso técnico de Informática (IFSC - Campus Gaspar)
Luiziane da Silva Rosa (IFSC)
Esta comunicação tem por objetivo descrever como vêm sendo implantados alguns projetos didáticos no
curso técnico de Informática, integrado ao ensino médio, no Instituto Federal de Santa Catarina (Câmpus
Gaspar) na unidade curricular/disciplina espanhol. Considerando que os Institutos Federais têm o
compromisso de levar a educação profissional, técnica e tecnológica a diferentes regiões brasileiras
qualificando e valorizando os futuros profissionais, e considerando que a aprendizagem das línguas
estrangeiras ganha cada vez mais o auxílio e a mediação das novas tecnologias, os projetos didáticos
atenderam um público específico, adolescentes, que tinham o espanhol como língua adicional pela
primeira vez. Baseado nos pressupostos da Mídia-Educação, da Linguística Aplicada sob o viés do póscolonialismo e da Pedagogia de Projetos, os projetos didáticos da espanhol são planejados para
interação e interatividade na plataforma MOODLE e são executados tanto em sala de aula como
atividades extraclasse. Com propostas didáticas direcionadas para a carreira, os alunos vivenciam
atividades que integram as diferentes matérias do ensino da educação profissionalizante tendo sempre
como base e foco a língua espanhola. Até o presente momento as atividades se apresentaram de
diferentes formas e os alunos tiveram bom aproveitamento, identificado através de questionários de
autoavaliação.
As contribuições das abordagens educacionais na prática pedagógica da educação a distância
Leonardo Ferraz Leal (FACEMP), Ana Alves Santiago (UNEB)
Este estudo analisa o movimento das Tecnologias da Informação e Comunicação e Educação a Distância
– EAD a luz das teorias pedagógicas fundamentais: Behaviorista, Construtivista e Sócio interacionista. A
intenção é estabelecer uma relação entre as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação e o
processo de ensino e aprendizagem da Educação a Distância. Propõem-se aqui, refletir sobre os
paradigmas dominantes neste contexto, questionando como ocorre o processo de ensino e
aprendizagem na EAD, de forma a possibilitar uma aprendizagem colaborativa em rede. Esta pesquisa
tem como delineamento metodológico a pesquisa teórica, em uma abordagem qualitativa, que objetiva
interpretar as concepções acerca das abordagens educacionais em EAD. Sabe-se, porém, que este
processo se constitui como um desafio para a educação como um todo, que precisa mudar o foco de
como se ensina, para como se aprende, a partir de uma lógica de interatividade, colaboração,
cooperação e dialogicidade.
A Língua Inglesa I nas Engenharias da UFRPE: Argumentação e Colaboração via Moodle
Julia Larré (UFRPE) e Maria Cristina Damianovic (UFPE)
Esta pesquisa busca discutir a análise de um material didático (LARRÉ, 2015) elaborado e implementado
na disciplina de Língua Inglesa I, inserida no Ensino a Distância (EAD) semipresencial, na UFRPE,
Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho, em seu primeiro semestre de ensino. Com base
teórica na Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural (ENGESTROM, 2009), a argumentação
(LIBERALI, 2013; DAMIANOVIC, 2011)) e a colaboração (LARRÉ, 2010) são basilares para a elaboração
das tarefas a serem realizadas pelos discentes da disciplina focal. À luz da Pesquisa Crítica de
Colaboração (MAGALHÃES, 2007), este estudo discutirá duas unidades didáticas (LARRÉ, 2015), com o
objetivo de analisar se a argumentação e a colaboração contribuem para a discussão em fóruns sobre
temática polêmica, de forma crítico-colaborativa-criativa (LIBERALI, 2011; LARRÉ 2014). Os resultados
parciais revelam que os aprendizes, além de terem compreendido efetivamente a dinâmica de um fórum
educativo online e assíncrono, aprimoraram o uso da linguagem argumentativa em língua inglesa em
relação à sua performance no início da disciplina, nos critérios das capacidades linguísticas, discursivas e
enunciativas (LIBERALI, 2011).
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 47
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Ferramentas da Web 2.0 no processo de ensino-aprendizagem da língua inglesa: um estudo na
escola de Idiomas Yázigi na cidade de São Luís
Odla Cristianne Patriota Albuquerque
Este estudo de caso - parte de uma pesquisa de dissertação - examinou em que medida o uso das
Local:
Sala Hipertexto
02
o
(2 . andar)
tecnologias de informação e comunicação (TIC) facilita o processo ensino-aprendizagem de Inglês no
Yázigi São Luís. Verificou-se como se dá a utilização das TIC e identificaram-se as ferramentas da web
2.0 mais usadas em aulas. Geraram-se dados docentes e discentes através de questionários, grupos
focais e observações não-participantes. Dados gerados pelas questões fechadas foram tratados com
estatística simples, e questões abertas - referentes aos questionários e narrativas dos grupos focais foram tratadas utilizando-se a análise de conteúdo das falas e opiniões das amostras obtidas. Parte dos
dados foi analisada intentando os oito princípios do Conectivismo (Siemens, 2004) e os objetivos
propostos na pesquisa. Concluiu-se que as ferramentas da web 2.0 são utilizadas pelos docentes do
planejamento de aulas até o seu uso em sala, assim como no acompanhamento dos resultados de
aprendizagem. Discentes utilizam as ferramentas da web 2.0 de forma orgânica e não-consciente para o
estudo da língua-alvo. Contudo, ambos os grupos afirmam a importância do uso de tais ferramentas,
além dos discentes inferirem que o interesse por estudar a língua-alvo aumenta ao usarem as
ferramentas da web 2.0.
Apontamentos e explanações acerca da inserção das TIC’s no Ensino Fundamental
Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA)
Os avanços tecnológicos circulam em quase todos os lugares, inclusive em instituições de ensino
fundamental, médio e de graduação. Tais avanços, entretanto, não estão, ainda, presentes nas propostas
didáticas de quantidade significativa de docentes que atuam no ensino de Língua Portuguesa (GOMES,
2011; NETO, 2012; GALVÃO et al, 2015). Na expectativa de oferecer subsídios técnicos e pedagógicos
que possibilitem práticas docentes mais eficazes e prazerosas nos diversos níveis de escolaridade, nesta
comunicação, relatamos duas propostas desenvolvidas na Graduação e Pós-Graduação em Letras da
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, considerando a perspectiva de projeto (DODGE, 1995;
FAGUNDES, 1999), de gêneros discursivos (BAKHTIN, 1979; MARCUSCHI, 2010; DOLZ, NOVERRAZ,
SCHNEUWLI, 2004) e do uso das TICs (GOMES, 2011, XAVIER et al 2011; ROJO, 2013. Resultados
indicam que ao serem desafiados e orientados, os professores produzem e desenvolvem propostas
coerentes com perspectivas teóricas vigentes, demonstrando interesse, trabalhos apropriados e
concernentes com metodologias criadas para uso em Ciberespaço. Isto sugere que a dificuldade de
incorporação dos avanços tecnológicos nas práticas pedagógicas de Língua Portuguesa do Ensino
Fundamental pode estar vinculada a diferentes fatores e não somente ao mito do despreparo dos
professores.
Construindo pensamento crítico através do letramento visual mediada por tecnologia móvel Giselda Costa e Francisca de Lima SOUZA (IFPI)
Este trabalho sublinha que a inclusão do letramento visual no currículo escolar pode desenvolver o
pensamento crítico dos alunos, tornando-se uma das mais importantes habilidades da educação no
século 21. O Letramento visual tem a finalidade de melhorar as habilidades de pensamento crítico que,
por sua vez, produz melhores resultados acadêmicos e pessoais (SANTOS COSTA, 2014). Cope e
Kalantzis (2013) acreditam que os letramentos críticos procuram valorizar as vozes e as experiências que
os alunos trazem para a escola, valorizando-os como cidadãos e agente de mudança. Mas como a
letramento visual pode ser ensinado para desenvolver habilidades de pensamento crítico? Esta
comunicação objetiva compartilhar uma atividade crítica visual que está sendo aplicada no curso do
Ensino Médio integrado do Instituto Federal do Piauí para estimular o pensamento criativo dos alunos
mediado pelo aplicativo “CellAtSchool PLUS App”. Este aplicativo foi criado para ajudar a resolver
problemas no ensino de inglês como língua estrangeira do IFPI – Campus Teresina Zona Sul, Brasil. O
público-alvo desta comunicação são alunos, professores e pesquisadores, além de alunos de graduação
e de pós-graduação interessados em conhecer estratégias de ensino interativo em sala de línguas.
Ensino-aprendizagem do espanhol através do WhatsApp:
uma abordagem a partir da Teoria da Aprendizagem Significativa
Iandra Weirich Coelho e Márcio Luiz Oliveira Pinheiro (IFAM)
Levando em consideração a crescente utilização dos dispositivos móveis, dentro e fora do contexto
escolar, este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados do uso do WhatsApp no ensinoaprendizagem da língua espanhola e as implicações dos papeis dos envolvidos nessa prática
pedagógica. A pesquisa conta com uma amostra de dados de estudantes do Ensino Médio Integrado do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM). As atividades desenvolvidas
focam uma metodologia baseada nas questões relativas à teoria da ação mediada; que compreende a
relação entre os processos sociais comunicativos; os processos psicológicos individuais e a noção de voz
(WERTSCH, 1999,1993); a noção psicológica de filtro afetivo (KRASHEN Y TERREL, 1983) e reflexões
relacionadas à Teoria da Aprendizagem Significativa (AUSEBEL, 1963; MOREIRA, 2000), uma vez que o
interesse e a dedicação do estudante são fundamentais para uma efetiva aprendizagem dos conteúdos
ministrados ao longo do curso. Os resultados preliminares indicam que o uso do WhatsApp pode
contribuir com as práticas e organização das estratégias de ensino, novas relações do aluno com o
conhecimento, através da interlocução realizada em um suporte interativo e digital, e com o fomento da
qualidade do aprender significativamente.
Kahoot: a aplicabilidade de uma ferramenta aberta em sala de língua inglesa
como língua estrangeira, num contexto inclusivo
Selma Cardoso Oliveira e Giselda Costa ( IFPI)
Muitos professores que ensinam inglês, como língua estrangeira no Brasil, têm dificuldades de aplicar
estratégias que podem ser adaptadas para melhor atender às necessidades de uma educação inclusiva.
Além disso, intérpretes ou outros assistentes de comunicação que auxiliam o professor em sala de aula
podem não estar familiarizados com a língua a ser aprendida. Técnicas e métodos para a educação
alternativa são necessários, por exemplo, quando os alunos com perda auditiva têm de ser educado em
uma turma de alunos auditivos (Watson et al, 1999; Moores e Prado-Orlans, 1990). Nesse sentido, os
chamados Recursos Educacionais Abertos têm uma grande contribuição, pois fornecem uma gama de
oportunidades de novas técnicas e práticas de ensino-aprendizagem. Nesta perspectiva, esta
comunicação tem como objetivo apresentar uma atividade realizada no Instituto Federal do Piauí – IFPI,
mediada por uma tecnologia aberta baseada em jogos, denominada KAROOT, com vistas a melhorar a
aquisição da língua estrangeira inglês de alunos com ou sem deficiência auditiva, estimulando uma
aprendizagem colaborativa, social e inclusiva. Utilizaremos pressupostos do letramento visual (Avgerinou,
2009) e da agência tecnológica (Miller, 2009).O público-alvo são alunos, professores e pesquisadores
interessados no tema e, sobretudo, envolvidos no ensino de línguas estrangeiras.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 48
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
03
o
(2 . andar)
Visita virtual guiada a museus de Nova York:
hipertexto, multimodalidade e multiletramentos nas aulas de inglês
Eliane Albuquerque (FAETEC e Escola Naval/RJ) e Maria Filomena do Rego – FAETEC)
O projeto “Visita virtual guiada a museus de Nova York” é uma tentativa de por em prática novas
perspectivas educacionais no ensino de língua inglesa. Primeiramente, buscamos fazer uma atividade
em que fosse integrado a nossa prática pedagógica o uso de TICs. Em segundo lugar, nessa atividade
procuramos aplicar os conceitos de leitura como prática social e multiletramentos (Cope e Kalantzis,
2000) expondo o aluno ao hipertexto que segundo Xavier (2009) constitui uma tecnologia enunciativa que
dispõe, numa mesma plataforma, de recursos semióticos linguísticos e não linguísticos como elementos
verbais, imagéticos e sonoros. Todas essas características oferecem ao aluno a possibilidade de explorar
um texto multimodal. Finalmente, pelo fato de termos desenvolvido o projeto numa escola de ensino
médio técnico, visamos promover uma atividade em consonância com os pressupostos teóricos que
norteiam as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, que preveem a aprendizagem da língua
estrangeira dentro de um contexto significativo, integrada a outros conhecimentos. (Brasil, 2006)
Autobiografias online: construção de discursos e identidades em língua estrangeira
Maria del Carmen de la Torre Aranda (UNN)
A autobiografia é um gênero textual amplamente praticado no ambiente online, sobretudo, nas redes
sociais. Usuários de Facebook, Twitter, Instagram ou Flickr contamos e atualizamos cotidianamente
nossas histórias de vida por meio de textos escritos ou falados por fotos, imagens, memes, músicas. A
autobiografia é também, e há muito mais tempo, um método de pesquisa que permite conhecer histórias
de vida e representações sobre aprendizagem de língua estrangeira (L2) e formação de professores
(BARTON; LEE, 2015; LIBERALI; MAGALHÃES; ROMERO; 2003). Apresento, neste trabalho, o
processo de construção de autobiografias online desenvolvido como projeto de aprendizagem de língua
francesa em uma disciplina inicial da Graduação em Letras da Universidade de Brasília. A ideia do
projeto é constituir-se em um espaço de expressão verbal e de interação em francês. Busca, ainda,
promover a autorreflexão sobre os processos aprendizagem da L2 vivenciados por esses jovens e os
usos de recursos digitais para esse fim. Recortes das atividades online realizadas em laboratório
multimídia, dos posts, diários e entrevistas serão trazidos para discutirmos questões relacionadas à
construção de identidade em L2, e à validade da prática didática de gêneros online como preparação à
ulterior inserção dos estudantes em comunidades de prática discursiva concreta.
Linguagem e tecnologia: práticas de leitura e escrita de fanfiction nos ambientes virtuais
Andréia Teixeira e Suzana dos Santos Gomes (UFMG)
A sociedade contemporânea tem vivenciado o desenvolvimento tecnológico, a disseminação da internet e
novas formas de utilização da linguagem. Frente a isso, surgem novos meios de comunicação
proporcionados pela utilização de computadores, tablets, Ipods, celulares, entre outros. A partir de então,
há mudanças nas formas de ler e escrever, visto que atualmente se emprega algo diferente daquele
modo de leitura e escrita na folha de papel. Abre espaço agora para a cibercultura, de maneira que a
leitura e escrita passam a ser na tela digital. Nesse sentido, o presente artigo possui a finalidade de
destacar as práticas letradas vinculadas às tecnologias digitais a serviço do ensino da língua, através do
gênero fanfiction. Para realizar o estudo, optou-se pela utilização de questionário e pesquisa bibliográfica,
realizada em artigos contemporâneos. A fundamentação teórica advém das contribuições de autores que
discutem linguagem e tecnologia, tais como: Aguiar (2011), Bakhtin (2011), Coscarelli (2011), Coscarelli e
Cafieiro (2013), Ferreira e Ferreira (2012), Rojo e Moura (2012), Rojo (2009), entre outros. Os resultados
evidenciam que é possível inserir a fanfiction no contexto da sala de aula, favorecendo a implantação de
novos letramentos e a interação entre sujeito, leitura e escrita em ambientes virtuais.
Elaboração de materiais para um curso de espanhol via Moodle - Chris Royes Schardosim (IFC),
Lucyene Todesco Nunes e Guilherme Gili Maba (IFC)
O NUBE (Núcleo Universal de Brasileños Españolizados) é um grupo composto por projetos de pesquisa
e de extensão com o propósito de desenvolver materiais para um curso básico de espanhol à distância
via Plataforma Moodle, baseada em software livre, para estudantes dos anos finais do ensino
fundamental. As atividades iniciaram-se em 2014, com a formação teórica dos bolsistas e em 2015 foram
desenvolvidos os materiais e disponibilizado o curso, ofertado de maneira gratuita e à distância, via
Moodle. A elaboração do material parte da perspectiva da educomunicação, com a construção de novas
práticas pedagógicas, com maior interconexão entre áreas, docentes e projetos didáticos (SOARES,
2011, p. 83). Os materiais foram elaborados pensando para iniciantes, com vocabulário básico em
espanhol (SCHARDOSIM et al, 2011). A elaboração do curso é pensada com a intenção de disponibilizar
a aprendizagem dos conteúdos de maneira interativa e comunicativa, isto é, permeado por uma prática
pedagógica dialógica (FREIRE, 1996), buscando a articulação teórico-prática. Para disponibilizar as
atividades no Moodle, pensando na interação dos participantes com o ambiente virtual de aprendizagem,
foi utilizado o pluggin Hot Potatoes, com a disponibilização das respostas ao final da atividade. Espera-se
que os participantes do curso consigam realizar as atividades de maneira autônoma, interagindo com o
ambiente e aprendendo vocabulário básico do idioma.
Analisando instruções para produção de resumos em blogs
Alessandra Souza Silva e Wiliany Miranda Silva (UFCG)
Após ingressar na esfera acadêmica, é comum que o sujeito neófito busque alternativas que o auxiliem
na produção escrita a fim de tornar-se urgentemente um membro desta comunidade. O presente artigo
intenciona responder se as instruções para Resumo Acadêmico, doravante (RA), encontradas em dois
blogs ”Pós-graduando” e “Ciência prática” constituem um material didático digital de eficiência validada
como um produto para a produção escrita. Para tanto, destacamos os comentários e a organização
sócio-retórica das instruções, com o objetivo de identificar e caracterizar as formas e funções para a
produção do RA. Com uma metodologia descritivo-qualitativa e ancorada nos pressupostos teóricos de,
BAWARSHI E REIFF(2013), BIASE- RODRIGUES (2009), (MOTTA-ROTH (2010), SANTAELLA, (2014) e
ROJO (2013), nosso artigo analisa a influência da hipermídia e da concepção de ensino de escrita para a
orientação da produção desse gênero. Os resultados apontam que o conjunto de instruções baseia-se
numa concepção de ensino de resumo com ênfase na forma em detrimento do contexto situacional e em
ações modelares prototípicas.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 49
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local
Conversando com máquinas: construindo chatterbot especializado em
Literatura Francesa para aulas de Francês Língua Estrangeira
Paulo Lopes da Silva e Mardônio Jó de França (UFC)
Este trabalho utiliza um chatterbot, ferramenta computacional interativa que simula conversações entre
homem e máquina, no processo de formação de aprendizes de Francês Língua Estrangeira (FLE), além
de análise qualitativa dos resultados dessa interação, visando contribuir para a análise da conversação,
Sala Hipertexto
04
o
(2 . andar)
área que sistematiza interações verbais e diálogos, e para o desenvolvimento de chatterbots. O artigo
objetiva apresentar etapas de criação da base de diálogos de um chatterbot especializado em literatura
francesa e verificar sua contribuição para o ensino de línguas. Para isso, o estudo concentra-se no
conceito de Corpus Especial (SINCLAIR, 1996) e nos princípios e métodos da Análise da Conversação
de Kebrat-Orecchioni (2006). A construção do chatterbot foi estruturada nas etapas de Configuração do
Perfil, Mineração dos Dados, Geração da Base de Diálogos, Aprendizagem de Máquina e Interação
Homem-Máquina. Nas duas primeiras, foram escolhidas obras de 10 escritores franceses, gerando
aproximadamente 2000 registros posteriormente usados no modelo de aprendizagem de máquina. Em
seguida, essa aplicação será avaliada por aprendizes de FLE, que interagem e classificam as respostas
segundo sua aceitabilidade, validando a última etapa. Assim, esperamos formar um chatterbot capaz de
manter conversas com alta aceitabilidade, apresentando-se como nova ferramenta para o processo de
ensino de línguas estrangeiras.
Ensino de língua portuguesa mediado pelas novas tecnologias
Caroline Souza Ferreira (UFJF) e Thais Fernandes Sampaio (UFJF)
A pesquisa ora apresentada desenvolve-se no âmbito do ProfLetras, que tem como público-alvo
professores do ensino básico de escolas públicas brasileiras. Vinculados à linha de pesquisa Teorias da
Linguagem e Ensino, discutimos as possibilidades de inserção de novas tecnologias no ensino de Língua
Portuguesa e, especificamente, como se dá, na contemporaneidade, a relação entre gêneros textuais,
análise linguística e tecnologias nas aulas do Ensino Fundamental. Considerando discussões recentes
sobre a inserção das tecnologias na educação (LÉVY, 2010; BIELSCHOWSKY; PRATA, 2010, dentre
outros) e sobre o trabalho com o texto e a análise linguística (GERALDI, 2013; BEZERRA; RENALDO,
2013; ANTUNES, 2014; KOCH; ELIAS, 2014, MARCUSCHI, 2010, dentre outros), objetivamos analisar a
coleção de aulas As novas tecnologias no ensino da Língua Portuguesa, publicada no Portal do
Professor (MEC). Esperamos que a análise qualitativa dessa coleção, composta por 46 aulas, nos
permita discutir e avaliar propostas reais de inserção das TDIC nas aulas de Português, especialmente
no que diz respeito à relação desse ensino mediado por tecnologias e as propostas contemporâneas de
um ensino de Português baseado em estudos de gêneros textuais e no desenvolvimento de práticas de
análise linguística.
Planejamento visual: orquestração com design
Paulo André da Silva e Patrícia Smith Cavalcante (UFPE)
Nossa pesquisa tem enquanto objetivo analisar um processo de orquestração didática em instituição de
ensino superior a partir do uso de um planejamento baseado em técnicas de design thinking.
Entendemos que as demandas próprias do século XXI, em especial no que tange a compreensão e uso
de ferramentas tecnológicas, desafia os docentes a novas formas de pensar e fazer o trabalho
pedagógico. O design thinking pode redimensionar visualmente o planejamento didático, proporcionando
dimensões mais concretas, para o que será realizado. A transformação das ideias em práticas requer
ainda dos docentes ações de gerenciamento dos processos, aqui tratadas sob a perspectiva teórica da
orquestração [Dillembourg (2013; Dimitriadis (2010); Pietro 2011)]. O desenvolvimento de novas ideias
para o trabalho docente requer o uso de novas (e velhas) ferramentas tecnológicas, mas também de
compreensão de novos processos comunicacionais e de apoio para desenvolvimento prático junto aos
alunos. A pesquisa em questão visa identificar como os professores, após a devida apropriação de
algumas ferramentas e espaços para desenvolvimento de ideias, conseguem desenvolver mudanças na
sua prática didática, promovendo mudanças significativas em termos de processos de ensinoaprendizagem, criando experiências de aprendizagens significativas e voltadas para o presente século.
O Design Educacional e a formação do professor de Filosofia
Rosangela Maia (UFBA)
Este artigo apresenta uma discussão conceitual sobre Design Educacional, tendo como objetivo
apresentar a importância do processo de ensino-aprendizagem baseado em interatividade e colaboração.
Vivemos em um período de transição que busca romper com o paradigma cartesiano consolidado na
modernidade e buscamos por novos paradigmas que dialoguem com a sociedade contemporânea. O
Design Educacional integra-se então a proposta da complexidade devido a sua abordagem
transdisciplinar, que permite uma interação do conhecimento em formato de rede, proporcionando
interconexão dos conteúdos, além de, a partir de uma visão sistêmica, considerar o indivíduo em suas
inteligências múltiplas. A referência teórica está centrada no pensamento de Edgar Morin através da
teoria da complexidade, tratando-se esta do tecido de acontecimentos que constituem o nosso mundo
fenomenal e no pensamento de Almeida & Prado sobre Design Educacional, o qual é um processo
dialético no qual forma e conteúdo, tecnologia e educação se inter-relacionam proporcionando ao aluno
uma aprendizagem significativa. Partindo deste contexto, apresentaremos os desafios da educação
contemporânea nas universidades brasileiras, mais especificamente na formação do professor de
Filosofia, buscando a superação da dicotomia ensinar filosofia ou aprender a filosofar, a partir do
paradigma da complexidade e do processo de Design Educacional enquanto prática pedagógica.
Geotecnologias e transformações do espaço:
processo formativo docente no entendimento do lugar
Silvia Pereira Correia, Tarsis de Carvalho Santos, Natanael Bomfim (UFBA)
As práticas de leitura e escrita atualizadas, as quais se pautam em habilidades de compreensão leitora,
cuja significação é produzida por meio da relação dialógica estabelecida entre o leitor, o autor e as
semioses que constituem o texto (Bakhtin, 2003) e Rojo (2009), revelam o rompimento com modelos que
não se sustentam diante de um cenário multissemiótico oriundo dos novos suportes digitais, que por sua
vez estabelecem um novo perfil (leitor), demandando novas formas de interação com os textos digitais,
Rojo (2012). Neste víeis, este estudo se propôs a estabelecer uma nova proposta pedagógica de
narratividade por meio do gênero fotoblog, favorecendo, portanto, o letramento digital com vistas à
promoção de técnicas que permitam ao sujeito apropriar-se dos novos modelos advindos de tais
suportes. Para consolidação dessa proposta, empreendemos uma ação didática a partir dos
pressupostos da sequência didática (SD) embasados por Dolz, Schneuwly (2004). Os dados obtidos
revelaram de modo satisfatório a compreensão dos discentes acerca dessa nova perspectiva de
articulação entre as linguagens promovida pelo aparato digital.
Game Comenius: uma proposta de jogo digital educativo de formação docente para as mídias
Dulce Márcia Cruz (UFSC), Ana Cristina Gomes Müller (UFSC), Geovanna dos Passos (UFSC)
Como seria a aprendizagem com, para e através das mídias se ela fosse realizada dentro de um jogo
digital gratuito disponível online? Essa questão principal guia a presente pesquisa que tem por objetivo
investigar como criar um game de inclusão de mídias nas práticas pedagógicas para estudantes de
licenciatura e professores da educação básica, buscando sua coautoria na finalização do jogo através de
eventos de letramentos em oficinas de formação. O artigo descreve e analisa os dois primeiros anos do
projeto, após trazer uma revisão do embasamento teórico composto pelos conceitos de multiletramentos,
educação para as mídias e game design. A pesquisa quantitativa teve início em 2013 com um
questionário online respondido por 602 estudantes de licenciaturas de todo país, aprofundada em
entrevistas com estudantes de Pedagogia para gerar o perfil midiático do(a) futuro(a) jogador(a). Esses
dados embasaram as escolhas do game design, dentre elas anarrativa, personagens, cenários e
gameplay. O artigo compartilha os resultados obtidos até agora incluindo a expectativa de finalização do
primeiro protótipo do game, que se propõe a ser lúdico, desafiante e envolvente, bem como os desafios
enfrentados para sua produção em uma universidade federal com parcos recursos de financiamento.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 50
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
CASULO: um documentário sobre a pesquisa, o lugar e as TIC
com alunos da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia
Jordan Santos Mendes (UNEB)
O documentário Casulo é o Trabalho de Conclusão Final de Curso (TCFC) de uma pesquisa do
Programa de Mestrado Profissional Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC) da
Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O filme foi produzido durante o desenvolvimento do projeto
“CASULO: Uma Experiência Vídeo Documentada com Alunos da Rede Pública de Ensino do Estado da
Bahia”, que teve o objetivo geral de registrar as memórias e sentimentos de um grupo de alunos da
escola pública que fizeram e fazem pesquisas sobre o lugar. As pesquisas realizadas por esses alunos
da educação básica ocorreram a partir das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e
provocaram ressonâncias nos seus processos formativos formais que extrapolaram os limites da sala de
aula na busca por conhecimentos sobre a cidade. Por isso, os pressupostos que sustentam teoricamente
este trabalho acadêmico se concentram em discussões acerca dos conceitos de pesquisa, lugar, TIC e
documentário. A Pesquisa Participante foi a metodologia que mais se aproximou da dinâmica instituída
pelos próprios sujeitos da pesquisa e, assim, a produção coletiva e posterior disponibilização do
documentário na internet, resultados dessa trajetória de pesquisa em educação, podem inspirar
processos formativos emancipatórios, além de ser também um desses processos.
Gamificação: contribuições para a produção de narrativas interativas
Rosângela dos Santos Souza e Fábia Magali Vieira (Unimontes)
Um dos desafios do professor de Língua Portuguesa atualmente é vencer a resistência dos estudantes
quanto à escrita de textos. Na busca por estratégias de engajamento dos alunos nas atividades de
escrita, propusemos-nos a investigar as contribuições da gamificação no desenvolvimento de habilidades
de escrita de narrativas interativas pelos alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental de uma escola
pública de Montes Claros, Minas Gerais. A gamificação, termo recente, consiste na utilização da
dinâmica, estratégias e mecânicas de jogo em um contexto exterior aos jogos. As narrativas produzidas
integrarão a construção de um game pelos estudantes. Os estudos de Schlemmer (2014), Fadel (2014),
Marcuschi (2008) e Geraldi (2006) fornecem bases para a construção do referencial teórico desta
investigação. Esta é uma pesquisa-ação; quanto à natureza pode ser classificada como aplicada e
quanto aos objetivos, explicativa. Os procedimentos técnicos a serem utilizados são a pesquisa
bibliográfica, estudo de campo, pesquisa documental e pesquisa experimental. A coleta de dados está
sendo realizada através de um projeto educacional de intervenção, observação participante e grupo
focal. Esperamos um avanço na produção de narrativas e maior envolvimento dos estudantes com as
atividades de escrita de textos.
NTDICS & LES: Uma revisão sistemática da literatura
Adelaide Pereira de Oliveira (UFBA/UNEB)
A mudança do paradigma analógico para o digital nas escolas, e o uso das novas Tecnologias Digitais
de Informação e Comunicação (NTDICs) no ensino e aprendizagem de Línguas Estrangeiras (LEs),
levou as autoras deste artigo a realizar uma revisão sistemática da literatura no Brasil sobre às NTDICs
aplicadas ao ensino de LEs, nos últimos quatro anos. Foram acessados dois portais: (1) CAPES periódicos e (2) CAPES - teses e dissertações, além de sites de bibliotecas de universidades públicas e
de periódicos brasileiros. Determinadas palavras-chave foram inseridas e selecionados resumos de
trabalhos nas áreas de Linguística (Aplicada), Educação e Estudos Linguísticos, chegando-se ao
seguinte resultado parcial: treze artigos, seis teses e dezesseis dissertações, ou seja, trinta e cinco
trabalhos. Através da análise aplicada, chegou-se à conclusão de que todas as pesquisas feitas são de
natureza qualitativa, com apenas uma exceção, a maioria delas tem como foco a formação inicial e
continuada do docente de línguas, portanto são estes os principais sujeitos das pesquisas encontradas.
Enfim, foi observado que faltam mais pesquisas longitudinais e que empreguem análises estatísticas de
dados, com foco no estudante de línguas e no processo de aquisição da LE com o auxílio das novas
tecnologias.
Competências digitais e desenvolvimento profissional de professores em rede:
The Voice of the European Teachers
Elaine Barbosa e António José Osório (Centro de Investigação em Educação da Universidade do
Minho)
The Voice of the European TeacherS (VoiceS) é uma rede europeia que conecta estudantes, professores
e investigadores com o objetivo de implementar as competências-chave para a aprendizagem ao longo
da vida através de atividades de investigação, formação e construção colaborativa de conhecimento
educacional. Embora sua estrutura comunicacional compreenda contextos presenciais, é através de uma
plataforma online que a interação entre os professores ocorre com maior intensidade, exigindo a
utilização de diversas ferramentas tecnológicas. Este estudo, realizado através de um questionário
aplicado a todos os participantes da fase incial da rede, teve como objetivo identificar as competências
digitais dos professores da Rede, bem como aspectos da sua interação online e suas necessidades
formativas,
de
forma
a
colaborar
para
o
desenvolvimento
dessas
competências.
Os resultados indicam que estes professores são usuários confiantes de ambientes e aplicações,
utilizando com frequência essas ferramentas em contexto pessoal e em suas salas de aula; acreditam
que as tecnologias tenham impacto positivo nas diversas atividades educativas; e acreditam que podem
desenvolver competências digitais através da interação na Rede, o que permite contemplar seu potencial
para se efetivar como uma comunidade de prática online para o desenvolvimento profissional dos
professores.
A inserção e o uso das TIC nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro
Jéssica Zacarias de Andrade e Gilda Helena Bernardino de Campos (PUC Rio)
Este trabalho, parte integrante da pesquisa “Qualidade em Educação a Distância: uma pesquisa
longitudinal com professores em exercício em programas de formação do governo federal. Estudo de
caso sobre o curso de pós-graduação lato sensu Tecnologias em Educação (2006-2013)”, apresenta os
resultados de uma investigação que procurou identificar os fatores que tangenciam a inserção e uso das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro – o
quanto e como as tecnologias se incorporam à sala de aula. A realização deste estudo envolveu em um
primeiro momento a análise do perfil dos cursistas e dos seus Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC.
Em um segundo momento foi construído e aplicado um questionário on line, a fim de verificar se as
experiências relatadas tiveram continuidade, com ou sem alterações e se os projetos de ação propostos
foram implementados. A análise realizada teve como fundamentação a teoria habermasiana apontando
para a discussão do mundo da vida e da teoria da problematização. Os resultados mostram que as TIC
estão cada vez mais sendo incorporadas a realidade das escolas públicas do estado do Rio de Janeiro,
de forma cada vez mais regular e diversificada.
A prática docente dos egressos dos cursos de formação de professores do IFPI:
uma abordagem sobre o uso das novas tecnologias de informação e comunicação
Dinalva Clara Monteiro Santos Silva e Selma Maria de Brito Cardoso Oliveira (IFPI)
O Instituto Federal do Piauí (IFPI), como instituição formadora de profissionais da educação, através dos
cursos de Licenciatura, propõe uma formação voltada para o estímulo do uso de novas tecnologias de
informação e comunicação (TICs) nas práticas de ensinar. Nesta perspectiva, apresentamos um estudo
cujo interesse é verificar em que medida os conhecimentos sobre novas tecnologias, adquiridos pelos
egressos dos cursos de formação de professores do IFPI, subsidiam efetivamente sua ação docente
quanto ao uso sistemático destas tecnologias na realidade escolar. Para tanto, esta pesquisa de cunho
qualiquantitativo e descritivo, busca aporte teórico em autores como Moran, Masetto e Behrens (2009),
Kenski (2007), Tajra (2007), Dias (2008), Mercado (2007). A coleta de dados foi realizada através de
questionários online e análise documental. O estudo teve como amostra alunos egressos dos cursos de
Matemática, Química, Física e Biologia, em efetivo exercício da docência. Os resultados sugerem, dentre
outras ações, a necessidade de uma reformulação curricular direcionada a um ensino mais pontual,
considerando as especificidades de cada curso.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 51
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
06
o
(2 . andar)
Formação em rede: o Whastapp e o Facebook como meios de interação e
construção coletiva do conhecimento
Bárbara Tostes Machado (UFMG)
O trabalho apresenta o resultado parcial de uma pesquisa de mestrado profissional
que busca
investigar, o uso do Whatsapp, Facebook por graduandos de diversos cursos de licenciaturas e
pedagogia que fazem parte do programa de extensão Fórum Metropolitano de Educação de Jovens e
Adultos, da Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é a reflexão sobre as diferentes vocações
de uso do Whatsapp e do Facebook e a formação de redes de conhecimento As discussões sobre as
redes sociais digitais são fundamentadas nas ideias de Castells (2009) e Bauman e Donskis (2014) que
serviram como aporte teórico para a intensificação das discussões sobre a construção de uma educação
em rede, abordada por Pretto (2014) e Sibilia (2012). A metodologia proposta foi uma abordagem
qualitativa baseada em um questionário online, duas entrevistas com um grupo de quinze graduandos e
a observação das interações nas redes sociais digitais abordadas. Os resultados demonstram um
posicionamento favorável quanto ao uso do Whatsapp e do Facebook e preocupações quanto a
privacidade e a instantaneidade que envolvem essas interações.
O Ensino no despertar das potencialidades: as novas tecnologias como ferramentas de uma
educação libertadora
Ana Carolina Sampaio Coelho
A presente investigação se propõe a discutir como as novas tecnologias de comunicação (TICS) têm
possibilitado aos educandos ferramentas para a expressão de suas potencialidades e a autonomia no
processo de ensino aprendizagem. Um educação problematizadora, tal como sugere Paulo Freire, é
construída de forma dialógica, ao abrir espaços de participação e construção de sentidos para educador
e educando. Pretende –se pensar, portanto, práticas pedagógicas como atos de criação e reinvenção de
significados. Como as tecnologias podem criar possibilidades de uma processo de aprendizagem
permeado de sentido? Esta investigação faz uma análise dos usos das novas tecnologias e de
processos característicos da cibercultura, tais como coautoria, criação colaborativa e remix, na formação
docente e na promoção de um ensino que viabilize uma educação essencialmente libertadora, que
devolva ao indivíduo (educador e educando) o poder de expressão da sua palavra. Discute-se ainda
como as ideias apresentadas por Claudio Naranjo no campo da educação comungam com os
pressupostos da pedagogia crítica.
Imagine-se...a Arte existe, na escola!
Fernanda Mello, Josimar Propolis e Edinamaria Mendonça (Sec. Mun. Educ. do Rio de Janeiro)
O presente trabalho apresenta resultados do projeto de Formação para professores “ IMAGINE-SE”,
ofertado pelo OI Kabum/Instituto Cultural OI Futuro a professores de escolas públicas no Estado do Rio
de Janeiro. O olhar sobre a pesquisa é de um pesquisador participante presente nas oficinas e que
também atuou na experimentação/produção de projetos de Arte e Tecnologias Contemporâneas no
contexto escolar. Assim, foi possível observar/descrever essa intervenção às possibilidades de produção
e fruição de diferentes expressões artísticas na escola. A imersão em experiências de Arte Educação e
Tecnologias Contemporâneas integram a abordagem inovadora, capaz de aflorar o potencial criativo dos
participantes, uma vez que a concepção pedagógica favorece a (re)descoberta estética do indivíduo. A
análise acerca de diferentes produções ao longo das oficinas, dos depoimentos (em
áudio/vídeo/produções escritas) pelos formandos, bem comoo detalhamento técnico sobre os projetos,
demonstra que o IMAGINE-SE viabilizou projetos de Arte usando diferentes mídias, linguagens, suporte,
tecnologias tradicionais e advindas da cultura digital. A metodologia utilizada promoveu a parceria
colaborativa entre alunos e professores nos respectivos projetos. As oficinas possibilitaram aos
participantes concretizar sonhos de Expressar-se- em Arte- de Ser, dentro e fora da escola. Imagino-me,
logo existo!
Dispositivos móveis na prática dos educadores de jovens e adultos
Daniele dos Santos Ferreira Dias (UFPB), Timothy Denis Ireland (UFPB)
A Educação de Jovens e Adultos exige desenvolvimento de metodologias motivadoras e reflexivas.
Contudo, a formação de professores para utilização pedagógica de dispositivos móveis com este público,
tem sido um grande desafio para os cursos de Licenciatura. Neste sentido, o Projeto de Extensão AMCO
– Aprendizagem Móvel no Canteiro de Obras: tecnologia como prática de liberdade – fora desenvolvido
junto ao Programa Zé Peão como uma das ações da Cátedra da UNESCO de EJA. Assim, além de
propiciar a inclusão digital de operários da construção civil distribuídos em turmas instaladas em
canteiros de obras de João Pessoa - PB, o projeto volta-se a formação dos graduandos de licenciaturas
para desenvolverem habilidades e competências que possibilitem ações futuras na facilitação dos
processos de leitura e escrita com o apoio da tecnologia móvel. A pesquisa apoia-se principalmente em
documentos da UNESCO, Freire (1997), Delors (1996), Ireland et. al. (1999, 2007) e Negroponte (1995).
Acredita-se que, na perspectiva da Educação de Jovens e Adultos, a prática e a teoria precisam estar
entrelaçadas, fazendo sentido para o estudante. Portanto, espera-se com o projeto favorecer que se
aprenda a partir da prática e, além disso, que os educadores em formação desenvolvam metodologias
inovadoras no processo de ensino.
Cultura hacker na Bahia: experiências de produção em linguagens, processos colaborativos,
aberto e livre
Pedro Silva, Marilei Fiorelli e Nelson De Luca Pretto (UFBA)
Nas últimas três décadas, os hackers de todo o mundo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos,
começaram a criar espaços e eventos para que sua comunidade pudesse se encontrar para trocar
experiências, aprendizados e realizarem, presencialmente, ações conjuntas, a partir dos princípios da
ética hacker. Na Bahia, surgiram alguns eventos que possuem em comum a temática da cultura digital,
da cultura hacker e da ética hacker. Nesse texto analisamos esses eventos, que, ao se utilizarem da
experimentação de linguagens e dos processos de produção colaborativa, aberta e livre, são
compreendidos enquanto espaços não formais de ensino e aprendizagem e que constituem um “modo
de ser hacker”. O método utilizado foi o da pesquisa qualitativa, de cunho descritivo e analítico. Dentre
outros aspectos, a pesquisa verificou que mesmo estes eventos terem tido nomes distintos, eles
apresentam um forte ponto em comum: são experiências que poderiam vir a ser (enquanto potência)
estruturantes para se pensar a educação numa perspectiva plural, ou seja, em educações.
Multiletramento, Linguagem de Programação, Scratch na escola? Presente!
Andrea Ferreira Lago (UNEB), Iury Barreto da Silva (UNEB)
Este artigo tem como objetivo discutir o multiletramento e o ensino de linguagem de programação a partir
da experiência vivenciada numa escola da Rede Pública de Educação Básica, como resultado do
processo dinâmico de apropriação crítica das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), o que
se mostra cada vez mais importante no cenário da mundialização contemporânea. É apresentado ao
longo do texto o potencial que as tecnologias digitais podem exercer no processo de ensino e
aprendizagem, além do conceito de multiletramento e das características pedagógicas e técnicas da
linguagem de programação, Scratch, que a tornam um poderoso instrumento para um primeiro contato
dos estudantes com a lógica de programação relacionado ao processo de letramento nos dias atuais.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 52
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
@ccessnet: Dicionário Animado de Libras
Felipe da Rocha Henriques (CEFET/RJ - Campus Petrópolis), Thiago Ferreira Penteado (CEFET/RJ
- Campus Petrópolis), Lucienne Veloso Brito (CEFET/RJ - Campus Petrópolis)
As chamadas Tecnologias Assistivas (TAs) são um conjunto de ferramentas que auxiliam pessoas com
necessidades específicas a terem maior autonomia e serem incluídos na sociedade. Pode-se citar alguns
exemplos, como recursos de acessibilidade ao computador para deficientes visuais, tradutores de
LIBRAS para os deficientes auditivos, dentre outros. Neste trabalho, foi desenvolvido um navegador
adaptado, que exibe páginas web de forma acessível a indivíduos portadores de necessidades visuais e
auditivas. O @ccessnet é um dicionário animado de LIBRAS que, além de exibir animações na Língua
Brasileira de Sinais, também pode exibir áudios para auxiliar deficientes visuais. O objetivo do navegador
é auxiliar estudantes com tais necessidades no processo ensino-aprendizagem. Para cada palavra, o
navegador exibe uma animação em LIBRAS e, caso haja algum conceito envolvido, um áudio pode ser
tocado. Por exemplo, em um curso de Informática, ao clicarmos na palavra “software”, um vídeo com a
animação da palavra em LIBRAS é exibido e um áudio com a explicação do conceito envolvido pode ser
tocado. Um servidor web contém animações com as palavras em LIBRAS e os áudios associados a cada
palavra. Estudantes com necessidades específicas podem acessar o navegador e usar a ferramenta em
aulas, ou para estudo individual.
Características de uma aplicação multimídia potencializadora da aprendizagem
Marion Rodrigues Dariz (UCPel)
Inúmeros são os artefatos digitais educativos com que nos temos deparado, todavia muitas dessas
ferramentas não atendem aos requisitos mínimos de utilização. Pensando nessa realidade,
desenvolvemos uma aplicação multimídia, que se constitui a proposta mediadora da minha pesquisa de
Mestrado. O vídeo educativo-interativo – assim denominado – elaborado à luz dos pressupostos da
Perspectiva Histórico-Cultural de Vygotsky, conta com elementos de multimídia interativa; emprega
áudio, vídeo, animação, texto e imagens, facilitadores da aprendizagem. Foi produzido com um software
para produções gráficas: a suíte Adobe Master Collection CS5®; para animação, o Adobe Flash CS5®;
para tratamento de imagens, Photoshop, Illustrator e Fireworks; para captura e digitalização sonora, o
Sony Sound Forge; arquivo gerado foi mesclado com imagem de personagem no programa de
sincronização Crazy Talk. O material pedagógico digital, facilmente utilizável pelo professor, não requer
máquina potente, apresenta interface compreensível, adequada ao público-alvo, sem sobrecarga de
informações; um professor virtual traz orientações para execução das tarefas, cujo papel é de guiar o
aluno, apresentar conteúdo, propor interações e questões conceituais. Com mecanismos de feedback,
promoveu a aprendizagem, propondo o ensino da ambiguidade lexical aos alunos da 8ª série, os quais
foram afetados, tiveram motivação para realizar as tarefas com agilidade, interesse e entusiasmo.
Poesia, novas tecnologias, novos suportes midiáticos: o lírico e o digital na formação do leitor
Giovana Pessini Dilem (UFRN)
O quadro atual do desenvolvimento humano faz demandar sujeitos com capacidade e sensibilidade
expandidas para lerem, compreenderem o que leem e interferirem produtivamente no meio em que
vivem. Voltar o olhar para a formação do leitor contemporâneo faz-se imperativo diante do cenário que
se apresenta. É nesse contexto que se propõem o trabalho com o gênero lírico coadunado aos recursos
tecnológicos digitais como alternativa para a formação leitor. O objetivo é encurtar o distanciamento que
há entre leitura e leitor e tornar aulas e textos mais dinâmicos e atraentes aos olhos dos nativos digitais.
A utilização das novas tecnologias, que seduzem os alunos com recursos multissensoriais, e a
apropriação do texto poético em toda sua dimensão plurissignificativa, revelar-se-ão como grandes
aliados na expansão da capacidade leitora e reflexiva do aluno. Para tanto, alunos das séries finais do
Ensino Fundamental, interagem com a poesia traduzindo-a para o ambiente virtual. Utilizando, para isso,
recursos tecnológicos disponíveis em dispositivos eletrônicos para transmutação do texto poético verbal
em texto sincrético, intersemiótico, multimodal, na criação de vídeos para computador e smartphone que
serão compartilhados em mídias sociais.
Usabilidade e estruturação de conteúdo no tema Moodle BCU
Paulo Henrique Serrano (UFPB)
O tema Birmingham City University (BCU) do Moodle foi baixado mais de 47 mil vezes e é usado em
quase 2 mil sites no mundo todo. Com base nas teorias de usabilidade de Steve Krug (2010), design
centrado no usuário de Lowdermilk (2013) e design de interação de Dan Saffer (2009), foi verificado
neste trabalho como a personalização da interface, através de recursos nativos do sistema Moodle e do
tema BCU, pode contribuir para a melhor organização dos cursos. As decisões de estruturação do
conteúdo, guiadas pela melhoria da experiência do usuário, também são parte essencial na eficiência do
processo de ensino e aprendizagem e na motivação em utilizar o AVA (Ambiente Virtual de
Aprendizagem). Para a análise da estrutura do conteúdo foram utilizados cursos da Mount Orange
School, demonstração do moodle.org com cursos, atividades e usuários que simulam a aplicação do
sistema. Através do domínio dos recursos oferecidos pelo sistema Moodle e a aplicação adequada no
contexto do curso, os estudantes podem ter uma experiência mais estimulante na educação a distância.
Entrelaçando práticas: redes sociais como socialização, interação e comunicação no ensino de
Língua Portuguesa / Carla Bianca Chagas de Jesus (Unifacs)
As redes sociais estão presentes em todos os segmentos de nossas vidas. Na unidade escolar elas se
configuram como uma ferramenta de ensino relevante que pode ser utilizada em todas as áreas do
conhecimento. Com base nos conceitos de Moran, Pierre Lévy, Marcuschi et alii, entende-se que o uso
de tecnologia, em especial das redes sociais nas escolas, é possível e necessário, por permitir que o
processo de ensino-aprendizado contribua para a autonomia do aluno. Este trabalho propõe-se a
analisar o rumo do ensino de Língua Portuguesa e sua potencialidade através das redes sociais nos
processos de interação, leitura e produção textual, por meio de uma pesquisa exploratória dos trabalhos
publicados nos Anais do Simpósio de Hipertexto, visto que se trata de um evento acadêmico-cultural de
grande prestígio na área. Foram selecionados alguns trabalhos das últimas edições que convergem para
o uso da rede social no ensino de português. Diante dessa constatação, surgiu o tema Entrelaçando
práticas: redes sociais como socialização, interação e comunicação no ensino de LP e, da observação e
análise dos trabalhos publicados pretende-se verificar os avanços na práxis metodológica e a ampliação
da pesquisa com o objetivo de fornecer outras possibilidades de metodologias.
A Filosofia LOGO no Ensino Superior
Adriana da Silva Nogueira e Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa (Unesa)
O presente trabalho apresenta a utilização da Filosofia LOGO e da Linguagem LOGO como metodologia
de ensino para a disciplina Algoritmos e Programação I ministrada no primeiro período dos cursos de
Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação oferecidos por uma
universidade particular da cidade do Rio de Janeiro. O aprendizado da lógica de programação é uma das
dificuldades encontradas pelos alunos de cursos superiores relacionados à computação. Foi realizada
uma pesquisa-ação que teve como foco a observação do desenvolvimento das estruturas lógicas de
pensamento dos alunos. Após um semestre letivo, verificou-se que esses alunos aprimoraram tais
estruturas em relação ao período em que iniciaram o curso superior, confirmando que a Filosofia LOGO
pode propiciar uma aprendizagem agradável ao permitir que os alunos interajam com autonomia no
gerenciamento de seu processo de aprendizado. Conclui-se que alguns ajustes na ementa da disciplina
e a adoção da metodologia de ensino proposta colaborariam para o ensino de técnicas para elaboração
de programas computacionais e o adequado desenvolvimento das estruturas lógicas de pensamento e,
consequentemente, para a formação acadêmica e profissional do aluno.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 53
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
08
o
(2 . andar)
As emoções nas estratégias docentes de tutores a distância
Alice Monteiro (UFPE); Thelma Panerai Alves (UFPE); Sérgio Abranches (UFPE); Débora Pereira
Laurino (FURG)
Este artigo visa analisar a presença das emoções nas estratégias docentes de tutores a distância no
ambiente virtual. Partimos da compreensão de que as emoções estão na base de nossas ações. Para
isso, realizamos uma pesquisa de caráter exploratório, entrevistando três tutores a distância de um curso
de graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As análises das entrevistas transcritas
se deram através da Análise Textual Discursiva (ATD). Nossos resultados sugerem que os tutores
reconhecem e percebem que as emoções estão presentes na relação com os estudantes, influenciam a
sua prática de tutoria e o espaço do educar a distância. Na convivência virtual com os estudantes, os
tutores são constantemente afetados por emoções que geram bem-estar ou mal-estar. Emoções
relacionadas ao bem-estar parecem motivá-los a interagir, incentivar, ampliarem os espaços de
discussão com os estudantes. Quando afetados negativamente, buscam mudar sua emoção a partir da
consciência do seu papel docente e responsabilidade pedagógica, reorientando suas ações para
estratégias pedagógicas que promovam a aproximação com seus estudantes, a interação e o bem-estar
na convivência virtual.
Inglês na Internet: onde aprender é como voar
Ronaldo Corrêa Gomes Júnior (UFMG)
De acordo com Lakoff e Johnson (1980), o pensamento humano é governado por conceitos, os quais
não são meras questões do intelecto. Para os autores, nosso sistema conceptual é predominantemente
metafórico, tendo um papel fundamental para a definição das realidades humanas. Este trabalho teve
como objetivo identificar metáforas sobre aprendizagem de inglês à distância. A pesquisa foi conduzida
com alunos de graduação de vários cursos da Universidade Federal de Minas Gerais que estavam
cursando uma disciplina de inglês instrumental online. A Teoria da Metáfora Conceptual (LAKOFF E
JOHNSON, 1980), assim como a Teoria da Mesclagem Conceptual (FAUCONNIER E TURNER, 2002)
foram utilizadas na análise, que revelou que de maneira geral os alunos conceptualizam a aprendizagem
online como uma maneira de quebrar barreiras e ser incluído no mundo. Além disso, esse modo de
aprender é entendido como uma maneira efetiva de locomoção espacial. Em outras palavras, se
aprender inglês é como percorrer caminhos, aprender inglês à distância é como voar. Outras metáforas
encontradas evidenciam também que essa nova forma de aprender faz com que os alunos possam
"entrar no mundo"; "descobrir o mundo"; "abrir portas e janelas"; e "alçar novos voos".
Ensino da matemática através do desenvolvimento de games
Cristiane Sanches da Silva (CESAR), Carla Verônica Teixeira Sobrinho (CEJLL), Ernani Iodalgiro
Costa Lima (CEJLL), José Augusto Mendes Vidal (CESAR), Leonardo Vilhena (CEJLL)
Analisando resultados de avaliações diagnósticas, percebeu-se a existência de uma lacuna no
aprendizado de matemática e raciocínio lógico em alunos do ensino médio. O presente trabalho procura
oferecer uma metodologia de desenvolvimento de jogos para apoiar estudantes no resgate de
aprendizados anteriores não consolidados. Esta metodologia possui quatro etapas: (i) apresentação do
projeto, formação das equipes de trabalho e escolha dos temas de matemática; (ii) ideação e elaboração
do Game Design Document; (iii) desenvolvimento dos jogos pelos alunos; (iv) apresentação dos projetos
para uma banca de avaliadores. Foram utilizados como principais referências os trabalhos de Prensky
(2012), McGonical (2010) e Mattar (2010). O projeto foi realizado em 2014 com 100 alunos que
desenvolveram sete jogos analógicos, quatorze jogos digitais e um vídeo. Os resultados obtidos apontam
para uma avaliação positiva: foi possível relembrar conteúdos de matemática já esquecidos ou
compreender melhor aqueles que não estavam totalmente dominados. Diversos conceitos de lógica de
programação foram aprimorados. Percebeu-se um ganho em relação às competências produtivas como
a capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo, organização do tempo, sistematização de ideias
e concepção de projetos. Muitos relataram que projetos semelhantes poderiam ser utilizados para que o
aluno aprenda de forma mais divertida.
Affordances do digital no impresso: limites e possibilidades
Ana Elisa Costa Novais (IFMG)
As interfaces gráficas digitais já foram consideradas um produto cultural da vida contemporânea
(JOHNSON, 2001). Esse sistema semiótico tipicamente digital desenvolve-se historicamente sob as
restrições e possibilidades dos ambientes digitais, orquestrando linguagem e formas de interação.
Nossas atividades de navegação digital estão condicionadas à forma como interagimos com as
interfaces; navega melhor quem conhece a gramática das interfaces (NOVAIS, 2008). Mas e quando
essas marcas invadem os textos impressos? O que acontece quando as ações de navegação,
representadas pelos ícones, botões, barras de progresso, setas do mouse e menus de contexto
emprestam suas semioses a outras formas de expressão que não a interação digital? Neste trabalho,
que é parte da minha pesquisa de doutorado (em andamento), pretendo apresentar alguns desses textos
(peças publicitárias, charges, memes, etc.) e discutir aplicações do conceito de affordance (Gibson;
1977; Norman, 1988, 1999, 2014; Van Lier; 2000, 2004, 2008; McGrenere J, Ho W (2000); de Souza
(1997); entre outros) em contextos de mudança de meio (do digital para o impresso).
Formação educativa universitária: Blog Educacional como
Apoio ao Processo de Ensino-Aprendizagem
Ernando Luiz de Sousa Andrade, Adriano Patrício da Silva, Rozimar Rodrigues de Brito (UFPB),
Pablo Ramon de Araujo Monteiro Fabricio (UEPB)
O objeto do estudo reside em compreender o nivelamento de estudantes universitários na disciplina
Cálculo Diferencial Integral da grade curricular do Curso de Licenciatura em Computação no CCAEUFPB. Justifica-se o estudo pelo fato dessa disciplina apresentar elevado índice de reprovação de
estudantes universitários da área de exatas. Em termos metodológicos realiza-se uma revisão
bibliográfica a partir dos autores BETTIL; MARTINS, (2004), (BECK, 2002), PONTES (2011) procurando
estabelecer o estado da arte. Pesquisas na sua maioria apontam a disciplina em questão como a que
possui maior índice de reprovação na área de exatas. Em termos metodológicos aplicamos as técnicas
da ‘observação’ durante o desenvolvimento da disciplina em sala de aula e do ‘acompanhamento e
orientação pedagógica aos estudantes fora da sala de aula’, onde percebe-se fragilidades no
aprendizado. A partir das constatações passamos a desenvolver um “ambiente web”, no qual, estudantes
podem ter acesso a vídeos aulas, apostilhas, listas de exercícios, fóruns de discussões e avaliações,
dentre outros. Espera-se como resultado que com o acesso a plataforma, e com o conteúdo direcionado
para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, o estudante melhore seus conhecimentos, amplie
seus interesses pelos estudos, consequentemente haja uma diminuição nos índices de reprovação na
disciplina Cálculo Diferencial Integral.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 54
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
09
o
(2 . andar)
Alice no país das maravilhas tecnológicas:
uma história sobre tecnologias Digitais no Ensino de Línguas
Washington Ribeiro (UnB)
Era uma vez uma professora que se chamava Alice. Todo dia ela dava aulas de língua inglesa numa
escola muito tradicional no Brasil. Um dia, num final de ano, ela começou a se fazer perguntas sobre
como começamos a ensinar línguas da forma que ensinamos hoje, sobre o mundo do século XXI, as
tecnologias e a educação. Por causa disso, ela ficou cada vez mais curiosa e acabou recebendo uma
mensagem que a levou até o País das Maravilhas Tecnológicas. E, por causa disso, ela viveu a uma
saga histórica sobre o ensino de línguas e as tecnologias da pré-história até chegar aos dias atuais na
cultura digital. Numa aventura incrível, Alice finalmente consegue respostas para a sua curiosidade - por
meio de uma pesquisa de estudo de caso organizacional histórico -, e compreende que as tecnologias
podem ser muito mais que hardwares e softwares e também sobre seus efeitos na mudança dos
processos de ensino e aprendizagem de línguas, ou seja, que as tecnologias podem mudar nossa
maneira de pensar, transformando o jeito de nos organizarmos como sociedade e, claro, modificando a
nossa forma de aprender (n)o mundo.
Análise de redes sociais como aporte para estudos do discurso
Cristiane Koehler, Rosangela Silveira Garcia e Marie Jane Soares Carvalho (UFRGS)
Este estudo tem como objetivo compreender como os conceitos se formam e circulam em um grupo de
estudos no website Facebook, que tem como temática de discussão as redes sociais antes e depois da
internet. Nesta perspectiva, tendo como escopo de análise, os enunciados produzidos pelos sujeitos
enunciadores integrantes de tal grupo, propõe-se um estudo da rede de conceitos que ali se difundem
tendo como base pressupostos bakhtinianos sobre a enunciação – enquanto processo comunicativo de
natureza social do qual derivam os enunciados, produto materializado da interação verbal entre os
sujeitos. A metodologia opera com proposições da Análise de Redes Sociais (ARS) visando identificar a
circulação dos conceitos entre os membros do grupo de estudos. Num primeiro plano investiga-se os
principais conceitos que emergem no grupo, e posteriormente, a relação entre os conceitos emergentes
e os atores do grupo. Estas relações, entre conceitos e atores, são representadas em uma rede de
afiliação two mode. Como resultando deste estudo espera-se identificar como os conceitos se
estabelecem discursivamente, e como difundem-se no contexto de um grupo de estudos em um site de
rede social na internet. Uma importante contribuição deste trabalho é evidenciar o potencial da ARS
como aporte metodológico para análises discursivas.
Linguagem dos aplicativos para aprendizagem com mobilidade e ubíqua à luz da semiótica no
âmbito do ensino de inglês
Ênio L. Costa Tavares (Unicap/IFSertão)
Observa-se que as pessoas estão aprendendo com a ajuda das tecnologias. Hoje, nós podemos
encontrar conhecimento através de inúmeros dispositivos móveis. Os dispositivos permitem ampliar as
fronteiras da escola e diluir as paredes da sala de aula. É justamente neste ambiente que surge a
necessidade de analisar e propor melhorias quanto à linguagem utilizada nos aplicativos pedagógicos. O
objetivo desta pesquisa é investigar as contribuições da linguística à linguagem dos aplicativos à luz da
semiótica. A pesquisa fundamenta-se na Teoria da Composição Visual acerca da multimodalidade dos
signos. Também, de teorias relevantes da Aprendizagem com Mobilidade. É uma pesquisa quantitativa e
consiste em aplicar questionários e testes de preferência a dois grupos de ensino técnico do IF-Sertão
PE. Cada grupo com 20 alunos, homens e mulheres com idades entre 15 e 18 anos, totalizando 40
alunos. Visa-se identificar as contribuições supracitadas. No teste de preferência, duas versões de
aplicativos serão apresentadas a cada aluno – a versão original e uma versão modificada no sentido de
incorporar aspectos multimodais. Cada aluno manifestará sua preferência por uma das versões. Ao final
do trabalho, serão apresentadas diretrizes no âmbito da linguística a serem seguidas no
desenvolvimento de aplicativos para o ensino de inglês.
Letramento digital: o que revelam as apresentações em slides dos estudantes de graduação da
Universidade de Pernambuco/Campus Garanhuns
Liliane Alves da Silva (UPE)
Um grande número de pesquisadores tem contribuído para o desenvolvimento de diversas discussões
relevantes sobre as tecnologias aplicadas a educação. Mesmo sendo tão pronunciada e que, às vezes,
torna-se muito repetitiva, é a afirmação que os professores precisam dominar as tecnologias, assim eles
poderão fazer uso delas em sala de aula. Pensando nessa reflexão, que em alguns momentos parece
tão comum, mas tão necessária para os dias atuais, resolvemos desenvolver esta pesquisa com o
objetivo de identificar como os estudantes lidam com as tecnologias durante sua formação, tendo como
objeto de estudo as produções de slides que mediam o gênero exposição oral. Para isso, selecionamos
um corpus constituído por 10 apresentações em slides que foram produzidas por estudantes no decorrer
do curso de Licenciatura em Letras da Universidade de Pernambuco/Campus Garanhuns. Para
fundamentar e orientar o nosso estudo, elegemos as pesquisas envolvendo Letramento digital realizadas
por Ribeiro (2009), Xavier (2011), Vieira (2005), estudos sobre gêneros por Miller (2012), Bazerman
(2011), Marcuschi (2008), Bawarshi e Reiff (2013). Os resultados indicam que a maioria dos estudantes
consegue produzir apresentações em slides utilizando recursos diversificados, bem como selecionar
partes do texto que correspondem às temáticas abordadas, as quais facilitam a exposição oral.
Estratégia de sala de aula invertida para o ensino e aprendizagem de língua inglesa em ambiente
com realidade aumentada
Larissa Cristina Cruz Brum (UENF)
Este trabalho tem o objetivo desenvolver uma estratégia pedagógica para o ensino de língua estrangeira
no modelo pedagógico da sala de aula invertida (Flipped Classroom) através do uso da tecnologia da
Realidade Aumentada (RA). Essa estratégia está ancorada pela Teoria do Conectivismo de Siemens
(2004), que concebe o conhecimento como algo que não é pronto e sim construído e constituído pelo
sujeito através de sua ação e interação com o meio. Apresentamos uma experimentação com RA na
plataforma Aurasma em livro-texto de língua inglesa voltada para a Educação Infantil. O objetivo do
experimento foi criar um ambiente lúdico em sala de aula, onde o aluno pudesse interagir em tempo real,
visualizando imagens tridimensionais e ouvindo sons em inglês mesmo utilizando um material didático
comum. Após a experimentação, foi possível verificar a facilidade na assimilação do conteúdo, a
motivação e a curiosidade do aluno ao utilizar a ferramenta. A partir desse resultado, propomos uma
pesquisa experimental com alunos do ensino médio e técnico do CELIFF (Centro de Línguas do IFF), a
fim de verificar se a utilização da RA no modelo da sala de aula invertida, como ferramenta de
visualização e interação, pode contribuir para a aquisição da língua inglesa.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 55
Data
08/12
Hora
13h30 às 15h30
Local:
Recursos digitais em espaços não formais de educação:
interações mediadas por analogias e metáforas
Rangel de Almeida, Ronaldo Nagem, Délcio Almeida e Alexandre Ferry (CEFET-MG)
Os espaços não formais de educação contemporâneos associados aos recursos digitais oferecem aos
frequentadores um ambiente inovador de entretenimento e aprendizado. Nesse sentido, o objetivo desse
trabalho é analisar a presença de analogias e metáforas utilizadas nas interações discursivas entre
Sala Hipertexto
10
o
2 . andar
sujeitos das atrações que compõem um espaço não formal de educação - Museu das Minas e do Metal
do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Pressupõe-se que a utilização de recursos digitais discursivos
sejam permeados por tais analogias e metáforas como mediadoras da comunicação, ao passo que tais
recursos podem ser utilizados como ferramentas para o entendimento dos conteúdos por parte dos
frequentadores. Os arcabouços teóricos que sustentam tal pesquisa são: Dedre Gentner (Structuremapping: a theoretical framework for analogy), George Lakoff & Mark Johnson (Metáfora da Vida
Cotidiana) e Sílvio Ancisar Sanchez Gamboa (Metodologia da Pesquisa Educacional). A pesquisa será
feita a partir da abordagem fenomenológica-hermenêutica, seguida do mapeamento estrutural das
interações discursivas entre sujeitos e atrações presentes nesse museu. Pretende-se evidenciar e
analisar a utilização de analogias e metáforas em recursos digitais interativos nos espaços não formais
de educação, a fim de promover a discussão sobre o tema.
Literatura e Whatsapp: o uso das redes sociais virtuais como ambiente de mediação de leitura e
escrita colaborativa no contexto escolar
Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante (Associação Casa da Árvore)
Nosso trabalho busca refletir sobre as possibilidades de integração entre as aprendizagens informais
das mídias digitais e as necessidades didáticas de ensino de literatura no contexto escolar. Para isso
observamos três turmas do ensino médio de Palmas-TO, durante a leitura obrigatória do clássico “O
Guarani”, que teve sua mediação realizada de forma colaborativa entre alunos e professores através de
um grupo no Whatsapp. Neste percurso acompanhamos uma participação efetiva dos jovens
caracterizada, sobretudo, pela intensa troca de mensagens de texto redigidos em grupo, com reflexões
sobre a obra e a própria experiência de leitura. As características desta interação social, motivada pela
literatura, nos sugerem que, trazer demandas curriculares para estes ambientes informais de
aprendizagem podem se configurar como uma alternativa viável para ressignificar práticas de incentivo à
leitura no contexto da cultura digital.
Modelagem e simulação de sistemas dinâmicos com o Silab/Xcos: um caderno didático
Neila Leite, Tatiane Amaral, Victor Ladeia e Rosilanny Carvalho (IFNMG)
Softwares para o entendimento de sistemas físicos são cada vez mais utilizados no ambiente
acadêmico. Como muitas vezes montar um sistema físico, tal como um simulador da performance de um
carro, é algo caro ou observar, por exemplo, o comportamento de um crescimento biológico é uma tarefa
demorada, o uso desses softwares possibilitam obter resultados a partir de equações que modelam
esses sistemas, as equações diferenciais. Inserida no Scilab, software matemático de caráter livre,
existe a ferramenta de simulação, o Xcos. Devido a existência de pouca informação quanto ao uso
dessa ferramenta, este trabalho procurou desenvolver um material didático que possibilite, tanto alunos
como professores, um entendimento sobre o funcionamento da ferramenta. A sua interface de fácil de
utilização e a capacidade didática da ferramenta foram decisivos para o desenvolvimento de um material
didático. Para isso, a ferramenta foi explorada através de diversos tipos de sistemas dinâmicos
reforçando outra vantagem: a diversidade de áreas de aplicação da ferramenta. Este material foi
utilizado no IFNMG - Campus Montes Claros. Apresentou ainda ótimo caráter didático pedagógico por
permitir a construção e reconstrução do modelos com facilidade, corroborando para alcançar o objetivo
de sua utilização em sala de aula.
Formação de docentes e mediação por tecnologias:
educar para os meios e os meios para educar
José Anderson Santos Cruz e José Luís Bizelli (UNESP)
A pesquisa buscou investigar a formação de docentes para o ensino superior na Pós-Graduação em
Didática e Metodologia para o ensino superior. Na atualidade, o uso das tecnologias pelos usuários é
crescente, o que acarreta sua inserção nas salas de aula pelos alunos. Diante disso a disciplina Novas
Tecnologias Educacionais promove a discussão do uso das TIC na formação do aluno utilizando-se de
experiências com os docentes e discentes da especialização como textos, experiências práticas, entre
outros. Logo, a preocupação de como esses cursos de pós-graduação estão formando os novos
docentes para o uso das tecnologias é relevante para que se possa compreender o cenário da formação
para a docência no ensino superior. Utilizou-se da metodologia da pesquisa bibliográfica descritiva e
exploratória, entrevistas e questionários. De acordo com a análise percebe-se que ainda é importante
uma educação para a formação de docentes para a utilização dos meios – TIC –, e que através da
disciplina Novas Tecnologias Educacionais, além da própria especialização, o novo docente deve estar
preparado para educar com os meios.
Aplicativos Móveis: introduzindo a Gamificação no IFNMG/Pirapora –MG
Marcelo Miranda (IFNMG/Pirapora –MG)
Este trabalho é resultado do Projeto de Pesquisa “M-Learning: possibilidades e desafios”, desenvolvido
no Câmpus Pirapora do IFNMG em parceria com outro Projeto: “Letramento Digital através dos Gêneros
Textuais”, em desenvolvimento no Câmpus, que por sua vez partilha da perspectiva do uso de
ambientes de aprendizagem híbridos e multimodais (Schlemmer 2014). Discutimos o uso eficiente de
aplicativos móveis utilizados na Escola. Para tal foi realizada uma pesquisa qualitativa a partir dos temas
abordados nos seminários realizados pelos Projetos e em Fardo (2013), Lemos (2004), Santaella
(2009), Schlemmer (2014, 2015) como fundamentação teórica. Objetiva-se trazer para a prática
pedagógica os Games e outros Apps como forma de engajar os sujeitos na aprendizagem, num contexto
que transforma informação em experiência, construindo de forma colaborativa um ambiente de
convivencia híbrido e multimodal baseado em momentos presenciais físicas e digitais virtuais. Neste
sentido pretende-se construir o conceito de gamificação e desenvolvê-lo observando as mecânicas e
dinâmicas mais adequadas à realidade dos cursos e perfil dos discentes. Como conclusão percebe-se
que foi possível o engajamento dos sujeitos envolvidos e assim tornar a Escola um lugar propicio a
reflexão e o desenvolvimento de novas práticas que envolvam tecnologias e conhecimento.
"Contact us": o imprevisto em meio ao planejado
Ana Miriam Carneiro Rodriguez (UninCor)
Muito mais que um sistema de signos, a língua representa para nós, seres humanos, uma ferramenta de
codificação do mundo a nosso redor, de comunicação e de interação com o outro. Sendo assim, o
ensino de línguas deve considerar sua função social. Pensando em seu caráter sócio-discursivo, as
coordenadoras do Programa de Estímulo à Docência – Área: Letras da Universidade Federal de Ouro
Preto elaboraram um projeto de ensino das línguas inglesa e portuguesa através de gêneros textuais
(BAKHTIN, 2000; MARCUSCHI, 2008) para a produção de um site para as escolas públicas envolvidas.
Dessa forma, o presente trabalho consiste em um relato de experiência de uma vivência de ensino de
Língua Inglesa para alunos da Escola Estadual Dom Pedro II (Ouro Preto, Minas Gerais) tendo como
pano de fundo a escrita dos links “About us” e “Our history”. Objetivamos demonstrar que a percepção,
por parte de professores e de educandos, da função comunicativa da língua pode tornar o ensino dela
mais eficiente e as novas tecnologias são ferramentas de auxílio extremamente úteis neste processo.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 06
TEMA: Práticas de Letramento em Língua Estrangeira: o ensino-aprendizagem de
francês e sua interlocução com a inclusão digital no LENUFLE
Coordenador: Joice Armani Galli
Data
08/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
01
o
(2 . andar)
Resumo Geral
Datando de uma época em que ferramentas como o rádio e le magnétophone inauguraram o uso de
tecnologias para o ensino de línguas estrangeiras (LE), daí o emprego de Nouvelles Technologies para o
recurso às TICE, a presente comunicação coordenada pretende discorrer sobre a interface imanente do
processo de ensino e aprendizagem do francês com a era digital. Fonte de reflexões teóricas para a
pesquisa e formação no campo de estudos do francês como língua estrangeira (FLE), fundamentam a
referida comunicação estudiosos como Puren (2009), Cuq (2010) e Galli (2013 e 2015) através do
levantamento de aspectos metodológicos para realização de investigações linguísticas conduzidas pelo
grupo de pesquisa em francês da UFPE. Serão apresentados os métodos e resultados de distintas
linhas: o livro didático em FLE e reverberações em sua prática docente; o projeto de extensão FOS/FOU
– Français sur Objectifs Spécifiques e Universitaires, além da digitalização da biblioteca do Leitorado de
Francês. Considerando, portanto que, desde sua inserção no campo do conhecimento, as LE
caracterizaram-se pelo recurso permanente às tecnologias, o presente trabalho articula práticas de
letramento em FLE. Dessa forma, as diferentes perspectivas apontam uma renovação conceitual na
realização do francês como campo do saber contemporâneo no pensamento universitário.
FOS/FOU: uma nova modalidade de ensino-aprendizagem do FLE nas universidades brasileiras
Joice Armani Galli (UFPE)
A mobilidade estudantil ensejada pelas Instituições de Ensino Superior – IES, nos últimos anos, é
consequência do processo de internacionalização gerado particularmente pelo programa federal
Ciências sem Fronteiras - CsF. Foi a partir de 2010 que, ao inserir-se no mapa mundial de intercâmbios
universitários, o referido programa reconheceu a importância do ensino e aprendizagem de línguas
estrangeiras (LE). A abertura para intercâmbios dessa natureza é responsável portanto pela inovação
que trouxe para o cenário nacional quanto à relevância das LE. Dessa forma, a presente comunicação
propõe-se a refletir sobre a problemática enfrentada pela UFPE neste processo. Desenhando a nova
cena pedagógica do ensino de francês específico e/ou acadêmico, o projeto de extensão FOS/FOU
apresenta dificuldades didáticas próprias à nova modalidade do FLE, repercutindo em reflexões como
sugerem Mangiante e Parpette (2004), além da interface permanente com as TICE. Sob tal perspectiva,
a elaboração do curso ao longo destes cinco anos, permitiu ao grupo de pesquisa LENUFLE a
descoberta de um novo universo científico para execução do Francês sem Fronteiras - FsF. Este novo
panorama traz à tona a discussão sobrepujada pelas LE no tocante ao diálogo com as Nouvelles
Technologies, apontando diferentes perspectivas para o francês na Federal pernambucana.
O livro didático em FLE: algumas considerações digitais
Simone Pires Barbosa Aubin (UFPE)
Importante instrumento de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira (LE), o livro didático
acompanha as evoluções metodológicas de seu tempo. Dessa forma, gostaríamos de expor o
funcionamento do manual Alter Ego, da editora Hachette, no que tange à utilização dos recursos digitais
para a formação dos docentes em francês. Através de uma análise dos cinco volumes desse método,
procuraremos observar a evolução das TICE tanto na sua macroestrutura (conjunto de capítulos) quanto
na sua microestrutura (interior de cada unidade). Assim, tentaremos compreender a progressão das
novas tecnologias no conjunto da obra e sua relação com os conteúdos linguísticos propostos. Para
nortear essa reflexão, nos apoiaremos sobretudo nos trabalhos de Ghuichon (2012), Cuq e Gruca (2005)
sobre a integração das TICE no ensino de LE, no Guide pour la recherche en didactique des langues et
des cultures (2011), organizado por Blanchet e Chardenet, que sugere uma metodologia de análise de
livros didáticos em LE, assim como nas pesquisas de Lancien através da obra De la vidéo à Internet
(2004). Essa abordagem comparatista levará ainda em conta os aspectos psicológicos, sociológicos e
antropológicos presentes no manual Alter Ego (2012) e sua relação com as novas tecnologias na
educação.
FOS/FOU: uma nova modalidade de ensino-aprendizagem do FLE nas universidades brasileiras
Rahissa Oliveira de Lima (Université d'Artois – França)
A mobilidade estudantil ensejada pelas Instituições de Ensino Superior – IES, nos últimos anos, é
consequência do processo de internacionalização gerado particularmente pelo programa federal
Ciências sem Fronteiras - CsF. Foi a partir de 2010 que, ao inserir-se no mapa mundial de intercâmbios
universitários, o referido programa reconheceu a importância do ensino e aprendizagem de línguas
estrangeiras (LE). Responsável portanto pela inovação que trouxe para o cenário nacional quanto à
relevância das LE, a presente comunicação propõe-se a refletir sobre a problemática enfrentada pela
UFPE neste processo. Desenhando a nova cena pedagógica do ensino de francês específico e/ou
acadêmico, o projeto de extensão FOS/FOU apresenta dificuldades didáticas próprias a uma nova
modalidade do Francês como Língua Estrangeira (FLE), repercutindo em literatura pioneira como
sugerem
Mangiante
e
Parpette
(2004),
além
da
interface
permanente
com
as TICE. Sob tal perspectiva, a elaboração do curso ao longo destes cinco anos, permitiu ao grupo de
pesquisa LENUFLE a descoberta de um novo universo científico para execução do Francês sem
Fronteiras - FsF. Este novo panorama traz à tona a reflexão sobrepujada pelas LE no tocante ao diálogo
com as Nouvelles Technologies, apontando diferentes perspectivas para o ensino e aprendizagem do
FLE na Federal pernambucana.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 07
TEMA: Ensino de línguas com tecnologias e multiletramentos
Coordenador: Rodrigo Aragão
Data
08/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
Resumo Geral
Por meio da pesquisa-ação, os estudos desta sessão coordenada articulam escola e universidade,
pensando as demandas dos das práticas sociais com tecnologias digitais diversas e sua relação com o
ensino de línguas na educação básica da região sul e extremo sul da Bahia. A proposta delineada aqui
pretende integrar tecnologias digitais e seus multiletramentos no cotidiano docente, expandindo o uso de
tecnologias já consagradas no ambiente escolar (Aragão, 2012, 2013; Aragão e Dias, 2014; Dantas e
Aragão, 2015). Um estudo investiga como as emoções influenciam o uso de Inglês mediado pelo
02
o
(2 . andar)
WhatsApp de alunos de uma turma de 2ª série do ensino médio, esperando oportunizar práticas
linguísticas autênticas e motivadoras. A investigação seguinte analisa como as redes sociais podem
trabalhar os multiletramentos, visando possibilitar a formação de leitores críticos no 8º ano do ensino
fundamental. O terceiro estudo propõe a inserção do celular como ferramenta pedagógica nas aulas de
Português no 9º ano para trabalhar o letramento digital em sequências didáticas baseadas em
hipertextos, fomentando reflexões acerca dessa prática. A última pesquisa a ser apresentada propõe
intervenções pedagógicas com sequências didáticas para trabalhar literatura nas aulas de Português dos
anos finais do fundamental com o uso do ciberespaço.
Ensino/aprendizagem de Inglês com Whats app
Laís Souza Lemos e Rodrigo Aragão (UESC)
Nesta pesquisa investigamos práticas de ensino/aprendizagem de inglês com o uso do WhatsApp numa
turma segunda série do ensino médio da rede pública do sul da Bahia. Aporta-se nos estudos sobre a
biologia do conhecer, BC (MATURANA, 1998) acerca das emoções (ARAGÃO, 2008, 2011, 2014),
multiletramentos (KLEIMAN, 2014; RIBEIRO, 2013); redes sociais/ redes sociais e ensino-aprendizagem
de línguas (RECUERO, 2009; ARAGÃO & DIAS, 2015); tecnologias móveis digitais (COSTA, 2013); e
WhatsApp (SALEM, 2013), bem como nas OCEM - Orientações Curriculares Estaduais para o Ensino
Médio (BRASIL, 2006). A partir desse referencial teórico, desenvolvemos uma pesquisa-ação, pautada
nas reflexões do movimento da linguística aplicada crítica, bem como nas concepções de Humberto
Maturana sobre o emocionar e o linguajar. Pretende-se propiciar um ambiente de uso da língua em um
grupo no WhatsApp, a fim de perceber como as características dessa rede social favorecemesse
aprendizado. A importância dessa iniciativa justifica-se frente à necessidade de uso da língua em
práticas reais e das escolas acompanharem as mudanças ocorridas na sociedade.
Leitura, Redes sociais e Multiletramentos
Poliana Brito Sena Ribeiro (UESC)
Em face à expansão do acesso a internet e ao frequente uso dos sites de redes sociais (SRS) pelos
jovens, a escola não pode ficar alheia ao papel que estas exercem nas formas de comunicar e interagir.
Se é fato que estamos diante de uma configuração social influenciada pela geração digital, então a
escola, principal agência em que se encontra reunidos membros dessa geração, precisa se renovar.
Nesse contexto, pretendemos investigar como as redes sociais podem auxiliar as práticas de leitura e
escrita na perspectiva dos multiletramentos, em uma turma do 9º ano do ensino fundamental no
município de Teixeira de Freitas - Bahia. Para contribuir com tais reflexões, destacamos as pesquisas de
Soares (2002) e Kleiman (2007) ao discutir sobre letramento, Rojo (2013) ao tratar dos multiletramentos
na escola, Xavier (2010) e Coscarelli (2011) por compor as discussões sobre letramento digital e
Recuero (2009) ao discorrer sobre a difusão dos SRS. A pesquisa-ação será baseada em aplicação de
questionários, oficinas de leitura e escrita e análise de postagens nos SRS. Esperamos com este
trabalho ampliar as discussões sobre o uso das redes sociais como ferramenta pedagógica, colaborar
com a preparação de professores e possibilitar a formação de leitores críticos.
O Ciberespaço como suporte para o letramento literário
Luciana Oliveira do Nascimento e Reheniglei Rehem (UESC)
Atualmente os professores de Língua Portuguesa dos anos finais do ensino fundamental se vêem
diante de dificuldades em relação ao ensino de literatura, em especial, ao de textos poéticos que
geralmente são pouco estudados nos livros didáticos e, quando aparecem, são apenas fragmentos
com fins de ensino gramatical. Falta de biblioteca ou livros para todos os alunos também fazem
parte desta dificuldade. Diante disso, a escola não tem atingido o letramento literário dos seus
estudantes, o qual, segundo Cosson (2014) é o letramento feito a partir de textos literários
proporcionadores de uma maneira privilegiada de leitura de mundo. Com o avanço tecnológico e o
advento da internet na escola, é possível aliar o letramento literário ao digital, aproximando o
estudante do ciberespaço onde é possível o acesso à literatura em diversos suportes, com os quais
é possível desenvolver diversas habilidades de leitura que ampliam o letramento literário. Este
estudo objetiva propor intervenções pedagógicas na forma de sequências didáticas nas aulas de
Língua Portuguesa com o uso do ciberespaço, seguindo os pressupostos teóricos de Cosson
(2014), Marcuschi (2005), Xavier (2005), Lévy (2007) Coscarelli (2008) e Rojo (2013). Espera-se
como resultado uma discussão acerca deste estudo com outros pesquisadores presentes neste
evento.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 08
TEMA: Formação do professor e tecnologias digitais na educação básica e no ensino
superior
Coordenadora: Kátia Tavares
Data
08/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
03
o
(2 . andar)
Resumo Geral
O uso crescente de tecnologias digitais nas mais diversas práticas discursivas e nos mais diversos
contextos educacionais reforça a necessidade de formação do professor para atuar nesses contextos.
Nesta sessão coordenada, busca-se discutir a formação docente para a inserção de tecnologias digitais
da informação e da comunicação na prática pedagógica de professores tanto do ensino fundamental
quanto do ensino superior. Os trabalhos que compõem esta seção são estudos de cunho etnográfico e
utilizam referenciais teóricos que incluem a formação reflexiva crítica (SCHÖN, 1992, 1997, 2000;
GÓMEZ, 1992; MAGALHÃES, 2004 etc.), a pesquisa crítica de colaboração (MAGALHÃES, 2004, 2012),
comunidades de aprendizagem e de prática (WENGER, 1998, 2006; BURNS; DIMOCK, 2007), modelos
TPACK (KOEHLER; MISHRA, 2008), TLC (MARRA et al., 2003), 5JJ (BURNS; DIMOCK, 2007), e SAMR
(PUENTEDURA, 2008) de formação docente para uso de tecnologias digitais, entre outros. Através do
uso de instrumentos etnográficos de pesquisa, são investigadas experiências de formação de
professores de Língua Portuguesa que atuam no ensino fundamental na escola pública e de professores
universitários de diferentes áreas, incluindo Letras. Os resultados apontam princípios e recomendações
para o desenvolvimento de projetos e cursos de formação do professor para uso de tecnologias digitais.
Tecnologias digitais e a formação do professor de Língua Portuguesa no Profletras/UFRJ
Kátia Cristina do Amaral Tavares e Claudio de Paiva Franco (UFRJ)
O Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras) é um curso de pós-graduação stricto sensu
oferecido, em rede nacional, por instituições de ensino superior públicas no âmbito do Sistema
Universidade Aberta do Brasil (UAB). Coordenado pela UFRN, o programa tem como objetivo a
formação de professores que lecionam Língua Portuguesa no Ensino Fundamental em todo o país.
Neste trabalho, focalizamos a disciplina “Elaboração de Projetos e Tecnologia Educacional”, ministrada
no início do curso de mestrado, a fim de compreender como são abordados os fundamentos para
apropriação das tecnologias da informação e comunicação, previstos na ementa, e como o potencial
educacional das tecnologias digitais para o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa é explorado com
os mestrandos. Para tal, apresentamos e avaliamos, na perspectiva dos participantes, a oferta da
referida disciplina na UFRJ, um dos pólos do Profletras. A partir de uma fundamentação teórica sobre a
formação do professor para uso das tecnologias digitais (TAVARES, 2007; FREITAS, 2010; PAIVA,
2013, entre outros), conduzimos um estudo de natureza etnográfica, utilizando diários, entrevistas, entre
outros instrumentos de pesquisa. Os resultados apresentam reflexões sobre a formação do professor de
Língua Portuguesa para o uso de tecnologias digitais e apontam sugestões para aprimoramento da
oferta da disciplina.
Tecnologias digitais e formação continuada de professores universitários:
um diálogo com o presente
Cíntia Regina Lacerda Rabello (UFRJ)
O trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que teve como objetivo investigar o processo de
formação continuada de professores para a integração das tecnologias digitais no ensino superior. A
pesquisa envolveu o desenho, implementação e avaliação de um curso on-line voltado para o letramento
digital e apropriação crítica das tecnologias por professores universitários de diferentes cursos em uma
universidade federal. O curso, realizado na modalidade híbrida, foi fundamentado na prática reflexiva
(SCHÖN, 1992; GÓMEZ, 1992; MAGALHÃES, 2004), na pesquisa crítica de colaboração (MAGALHÃES,
2004, 2012) e em comunidades de aprendizagem e de prática (WENGER, 1998, 2006; BURNS;
DIMOCK, 2007). Também foi apoiado pelos modelos TPACK (KOEHLER; MISHRA, 2008), TLC (MARRA
et al., 2003), 5JJ (BURNS; DIMOCK, 2007), e SAMR (PUENTEDURA, 2008). O estudo de caso
etnográfico avaliou o desenho e metodologia do curso a partir da visão dos próprios participantes e
também da sua interação no ambiente on-line. Tal avaliação buscou aperfeiçoar o desenho e a
metodologia do curso ministrado e também apontar critérios e recomendações a serem considerados na
criação e implementação de cursos voltados para a formação continuada de professores com vistas à
integração das tecnologias digitais.
Formação do professor para o ensino de línguas em contextos híbridos
Luciana Nunes e Simone da Costa Lima (UFRJ)
Os contextos híbridos conjugam o ensino presencial com o ensino on-line em diferentes proporções e
dessa combinação, aparentemente simples, resulta uma ampla variedade de cenários e de objetivos
para os quais a modalidade é utilizada. A fim de que os cursos nessa modalidade, oferecidos no contexto
do Projeto Letras2.0, pudessem ser continuamente aprimorados, principalmente no que se relacionava à
seleção e à produção de recursos utilizados e ao design instrucional de seus ambientes digitais, diversas
ações de suporte e de formação docente foram implementadas. Desenvolvido desde 2010 pelo Núcleo
de Pesquisas LingNet/UFRJ, o Projeto Letras2.0 tem como objetivo oferecer condições de acesso a
iniciativas mediadas pelas novas tecnologias e propiciar a construção de ambientes virtuais de
aprendizagem com uso da plataforma Moodle (TAVARES, 2012). Essas ações de formação docente
contribuíram para que, no decorrer da implementação do projeto, dezenas de diferentes cursos
pudessem ser desenvolvidos e oferecidos à comunidade acadêmica da Faculdade de Letras da UFRJ.
Parcerias Digitais e a formação de professores de Língua Portuguesa:
um estudo à luz da Teoria da Atividade
Simone da Costa Lima (Colégio Pedro II)
O presente estudo investiga como uma professora de Língua Portuguesa do ensino fundamental de uma
escola pública federal no RJ aprende a usar a tecnologia em seu contexto de ensino, ao mesmo tempo
em que participa do planejamento, implementação e avaliação de projetos de natureza interdisciplinar
com o uso de tecnologia, juntamente com esta pesquisadora e outros docentes. Por tratar-se de um
processo investigativo que objetiva a observação, análise, intervenção e transformação das práticas
pedagógicas da participante, este estudo baseia-se na teoria histórico-cultural de Vygotsky (19301934/1978, 1920-1923/2001) e seus seguidores, e nos princípios crítico-reflexivos (SCHÖN 1997, 2000;
NÓVOA, 1991, 1992). Para a análise dos dados, utiliza-se o arcabouço geral da Teoria da Atividade
(ENGESTRÖM, 1987, 2002, 2009; DANIELS, 2003; LIBERALI, 2012) por esta possibilitar a análise da
atividade coletiva e suas relações com outros sistemas de atividades. Os resultados mostram que as
interações entre pares com diferentes expertises dentro do cotidiano escolar podem contribuir para o
desenvolvimento docente em termos da apropriação das tecnologias digitais de informação e
comunicação (TDICs). Esses resultados trazem implicações para a formação em serviço de professores
do ensino fundamental para o uso das TDICs no ensino presencial, destacando a importância da reflexão
crítica nessa formação.
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 09
TEMA: Aprendizagens aberta e invertida: rompendo fronteiras
Coordenador: Dilma Luciano
Data
08/12
15h30 às 17h
Local:
Sala Hipertexto
04
o
(2 . andar)
Resumo Geral
“Precisamos olhar o mundo de hoje com os olhos de amanhã, não com os do mundo de ontem”, nas
palavras de Pierre Lévy, filósofo da atualidade. Esse pensamento sintetiza o princípio ordenador desta
sessão coordenada, cujos trabalhos objetivam refletir sobre o “ensinar” e o “aprender” mediado pela
telemática. Tempo de uma “Terra sem fronteiras”, ainda nas palavras do filósofo envolvido em desvelar o
cenário em que se imbricam linguagens/tecnologia/aprendizagem. Tempo em que já não se pode falar
de paradigma educacional, antes, deve-se reconhecer os movimentos de ruptura necessários à
apropriação do conhecimento disposto/proposto em comunidades virtuais de aprendizagem.
Bidirecionalidade, colaboração, construção conjunta de conhecimento passam a ser noções constitutivas
da educação mediada por tecnologia comunicacional, exigindo uma reconfiguração do sentido de
“fronteiras”, historicamente marcado pela ruptura produzida com a experiência da “desterritorialização”.
Para refletir sobre esses aspectos, esta sessão coordenada oferece as seguintes discussões: (i)
aprendizagem aberta e invertida como uma chamada à reflexão sobre o evanescer de fronteiras rumo à
autonomia do aprendiz; (ii) a noção de feedback como reconfigurações de papéis na educação; (iii) a
identificação de novos territórios de aprendizagem na perspectiva da “inversão”; e (iv) os procedimentos
interativos (letramento digital) necessários à aprendizagem aberta.
Educação a distância: o evanescer de fronteiras rumo à autonomia do aprendiz
Dilma Tavares Luciano (UFPE)
Uma das características mais marcantes das sociedades conectadas em redes digitais manifesta-se
através da densidade comunicacional em duas ordens complementares de observação: uma exterior,
relativa à estrutura político-econômica; outra interior, de natureza relacional e cognitiva. Tempo marcado
pelo desenvolvimento da telemática, em que se consolida o paradigma da comunicabilidade enquanto
efetiva ampliação de capacidades cognitivas, como destaca o filósofo da atualidade Pierre Lévy, quais
sejam: memória (bancos de dados), raciocínio (inteligência artificial), capacidade de representação
mental (artefatos de simulações gráficas interativas de fenômenos complexos) e percepção (síntese de
imagens a partir de dados digitais). Para a educação a distância, esse novo paradigma de relação social
exige a compreensão de tensões em sua estrutura de organização em ambas as ordens de observação,
tanto externa, na dimensão política e econômica de oferta de cursos online; quanto interna, para o ser
que ensina/aprende. Nessa perspectiva, o presente trabalho objetiva refletir sobre como o fenômeno da
aprendizagem aberta representa uma reconfiguração de modelos de ensino, destacando o evanescer de
fronteiras nas duas dimensões, rumo à “autonomia” do aprendiz condição inextricável ao sucesso da
aprendizagem.
O Feedback e a Aprendizagem Aberta e Invertida
Rosângela Saraiva Carvalho (UFPE)
Conforme Valente (2014) o atual modelo de universidade pautado na pesquisa, na geração e distribuição
do conhecimento para poucos não têm resolvido o desafio enfrentado pelo ensino superior referente ao
esvaziamento das salas de aulas ou mesmo a presença "ausência" dos alunos que apesar de presentes
em sala não acompanham a aula. Nesse contexto, surge como uma alternativa: a aprendizagem aberta e
invertida na qual o aluno assume uma postura ativa e responsável pela construção de seu conhecimento.
Nesse cenário o feedback precisa ser bidirecional e efetivo. E, para ser efetivo deve causar alguma
transformação no discente (cf. WILLIAM, 2001). Devendo ser rigoroso, específico e imediato. (cf.
REEVES, 2007). Sendo assim, não é suficiente apenas pensar em novas abordagens pedagógicas como
"soluções mágicas" para problemas existentes a décadas. Para tanto, faz-se necessário considerar e
envolver aspectos do processo de ensino e aprendizagem que reconhecidamente são importantes, neste
caso, o "Feeddback". Importante, também, considerar que a tecnologia torna-se um instrumento
facilitador e mediador do desenvolvimento, criação e aproximação dos principais atores do processo
pedagógico - professor e aluno -, desta forma, deve-se pensar como integrá-la, de forma eficaz, ao
processo de ensino-aprendizagem, na esperança de promover a aprendizagem significativa dos
discentes.
Os Procedimentos interativos necessários à aprendizagem aberta
Gabriel Soares de Vasconcelos (UFPE)
Hoje, em tempos de comunicação digital, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e as
mídias interativas deram um novo sentido à EaD viabilizando inúmeras possibilidades de
desenvolvimento da mediação entre professor e aluno. Uma vez que, na EaD, esta mediação, além das
dimensões didático-pedagógicas e humanas, também envolve a dimensão tecnológica, concretizada
pela utilização de tecnologias digitais e pela vivência de procedimentos interativos que propiciam uma
aprendizagem colaborativa. Nesse contexto, a interação está inserida dentro do processo de mediação
que ocorre por meio de artefatos tecnológicos como chat, fórum, serviços de e-mail, vídeo e
webconferência, videoaula e toda e qualquer ferramenta que exerça a função de mediação. O objetivo
deste trabalho é avaliar a maneira como o aluno se comunica com os artefatos tecnológicos disponíveis
em um ambiente virtual e como estes artefatos respondem à interação do aluno sob os critérios de
qualidade da usabilidade (eficácia, eficiência e satisfação) para que esses artefatos possam ser
aproveitados ao máximo e o aluno alcance suas metas de interação frente à dinâmica de aprendizagem
virtual.
A Identificação dos novos territórios de aprendizagem na perspectiva da "inversão"
David Carlos Pereira da Cunha (UFPE)
Flipped Classroom (FC), ou Sala de aula Invertida, é um dos métodos pedagógicos que utiliza
aprendizagem ativa através do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) intermediando
o processo de ensino-aprendizagem, enfatizando o ensino centrado no estudante e “invertendo” o modo
tradicional. O ambiente de aprendizagem em FC propicia atividades nas quais os alunos utilizam as TIC,
especialmente os recursos de ensino em rede e a plataforma de aprendizagem colaborativa.
Tipicamente, antes da aula, os alunos estudam o conteúdo, sob a orientação de professores, de acordo
com determinados temas e recursos de leitura relacionados. Durante a aula, respondem um
questionário, em seguida apresentam perguntas, e com os professores analisam e discutem o assunto
colaborativamente. O uso da tecnologia tem impacto positivo em todo o sistema de ensino da FC desde
que seja feito de maneira apropriada e sistemática. Várias pesquisas têm se direcionado para os
desafios no campo das tecnologias utilizadas em FC, como: Vodcasting, Podcasting, Intelligent Tutoring
Systems, Concept maps, Learning Management System e Dispositivos/Aplicações móveis. Este trabalho
propõe a identificação desses novos territórios de aprendizagem na perspectiva da "inversão", com foco
na aplicação da tecnologia e seus benefícios no processo de ensino-aprendizagem.
SESSÃO DE PÔSTERES 06
Data
08/12
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
05
o
(2 . andar)
Uso de uma FLEXQUEST, sobre o tema cristal, para construção do conhecimento químico através
da flexibilização de hipertextos
Priscila da Silva Ramos
Orientadora: Katia Aparecida da Silva Aquino (UFPE)
O presente trabalho apresenta uma proposta de uma ferramenta que está sendo desenvolvida
especialmente para o ensino de cristais na disciplina de Química numa perspectiva da Aprendizagem
Significativa e da Teoria da Flexibilização Cognitiva. A ferramenta, denominada FlexQuest Cristais,
contém em sua estrutura, casos e mini casos que foram construídos a partir de notícias dos últimos dez
anos e divididos em três áreas (alimentação, saúde e meio ambiente), com o objetivo de proporcionar
uma discussão contextualizada dos cristais na sociedade. Em cada um dos casos e mini casos, há uma
variedade de hipertextos que podem ser explorados pelo usuário, tais como vídeos, notícias, artigos
científicos, reportagens e imagens. Além disso, visando auxiliar a construção do conhecimento, foram
elaboradas atividades que exigem dos estudantes a exploração, interpretação e flexibilização desses
hipertextos contidos na FlexQuest. A ferramenta será aplicada numa turma do segundo ano do ensino
médio do Colégio de Aplicação da UFPE e, como avaliação, será proposta aos alunos a elaboração de
um mapa conceitual individual sobre cristais e a partir destes será analisada a contribuição da ferramenta
no processo de ensino e aprendizagem.
Aprendendo pela Interação: Uma Experiência com o Uso de Interfaces Tangíveis e Realidade
Aumentada voltada para Curvas de Níveis
Jordan Araújo Junior e Ruan Palmeira
Orientadora: Tatiana Aires Tavares (UFPB)
Como visualizar o funcionamento de uma bacia hidrográfica? Imagens de mapas topográficos ajudam,
mas ainda não conseguem representar como é a dinâmica da água entre os lagos, rios e seus afluentes.
A análise de dados volumétricos exige que o aluno faça uso de sua imaginação para compreender essas
estruturas, fato cotidiano no aprendizado de disciplinas como: Geografia, Topografia, Geologia e
Hidrografia. As tecnologias digitais oferecerem formas interativas para visualizar diversos tipos de dados,
especialmente, dados complexos como os volumétricos. Computação gráfica, realidade virtual e
dispositivos de interação são facilidades que podem beneficiar o aprendizado e ampliar as dimensões do
ensino. Nesse projeto, exploramos a Realidade Aumentada através da construção de um sistema
tangível que permite aos usuários a interação com modelos topográficos e hidrográficos. A solução
adotada utiliza caixa de areia, projetor, Kinect, um computador e o software Augmented Reality Sandbox
para permitir a modelagem de mapas de elevação de cores e linhas de contorno topográficas. A solução
foi construída e levada à apreciação de mais de 100 usuários em uma feira de tecnologia realizada em
maio de 2015. Os resultados dessa experiência são apresentados.
Produção intelectual com uso intensivo das TICs
Marta Cordeiro da Silva
Orientadora: Anna Rita Sartore (UFRPE)
As mudanças pelas quais o mundo vem passando são cada vez mais visíveis e desafiantes. Mudanças
estas muitas vezes acentuadas pelo acelerado movimento de globalização em marcha. Nesta esteira,
esse estudo relata a experiência vivenciada nos trabalhos idealizados e elaborados pela equipe do
Programa de Educação Tutorial PET Infoinclusão da Universidade Federal de Pernambuco com as
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Como objetivo propõe-se uma discussão teórica sobre
a importância do uso das TICs para a construção do conhecimento de estudantes de graduação durante
a formação acadêmica. Nosso pressuposto teórico parte do princípio de que, por meio do uso das TICs é
possível que haja interação e aprendizagem entre os sujeitos de modo que possibilite uma aprendizagem
interativa e ao mesmo tempo colaborativa, à medida que se tem a possibilidade de uso coletivo. A
metodologia se configura na observação e vivência dos trabalhos no grupo Infoinclusão e estudos de
teóricos como Moran (2000), Kenski (2003); (2007), Brito (2006) entre outros. Os resultados esperados
são de que esse trabalho aponte a importância da utilização das TICs de modo cada vez mais
colaborativo entre estudantes e profissionais da educação.
Promovendo o Pensamento Computacional através de Linguagens Visuais de Programação:
Possibilidades e Avaliações
Tancicleide Carina Simões Gomes
Orientadora: Jeane Cecília Bezerra de Melo (UFRPE)
O processo de ensino-aprendizagem envolvendo o pensamento computacional na educação básica é
intrinsecamente desafiador, sobretudo pelas habilidades e competências correlacionadas, as quais não
são suficientemente desenvolvidas ao longo da educação formal. No entanto, diversas abordagens vêm
sendo pesquisadas no intuito de promover métodos, estratégias e artefatos que auxiliem na promoção e
ensino-aprendizagem destes conceitos de maneira desmitificada, lúdica, envolvente e eficaz. Dentre os
artefatos e ferramentas, pode-se citar as linguagens de programação visual baseadas em blocos,
utilizadas em diversos países, tanto em cursos introdutórios para desenvolvimento do pensamento
computacional como em cursos para o ensino de programação. O presente trabalho visa colaborar para
a difusão do pensamento computacional, apresentando diversos critérios elencados em um framework
de avaliação, realizando um estudo comparativo das principais plataformas e ferramentas baseadas em
linguagens de programação visual, que possam ser utilizadas para apoiar o processo de ensinoaprendizagem do pensamento computacional de maneira satisfatória, lúdica e mais atraente.
SESSÃO DE PÔSTERES 07
Data
08/12
Tecnologia e aprendizagem: Sabemos navegar ou ainda estamos à deriva?
Thays Caldeira e Helen Brito
Anacleto Conceição dos Santos (UEPA)
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
06
o
(2 . andar)
As ferramentas tecnológicas são criadas a cada dia para melhoramento da sociedade. Na educação elas
ganham força na finalidade de facilitar o processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar, sendo
os professores da Educação Básica os principais alvos do uso dessas tecnologias. No entanto, pode
haver rejeição dos docentes, quando não estimulados a conhecerem, entenderem e usufruírem dos seus
benefícios. O objetivo deste estudo foi observar e analisar a utilização de recursos tecnológicos no
ambiente escolar como instrumento facilitador do processo de ensino-aprendizagem, focando as
concepções e novas práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores. No referencial teórico
contemplamos, autores como: Guédez (1982), Simões (2002), Valente (1993), Sampaio (1999). Esta
pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo exploratória, na qual descrevemos as experiências e
resultados obtidos por meio de observações e entrevistas semiestruturadas, dialogando com o
referencial teórico. Os sujeitos da pesquisa foram: três professoras de uma Escola Municipal de
Ananindeua-PA. As implicações emergidas nesta pesquisa possibilitaram identificar a relevância,
sobretudo no que diz respeito à formação docente, da utilização dos recursos tecnológicos em sala de
aula, levando em consideração o atual contexto social em que estamos inseridos, fazendo com que o
espaço escolar busque conectar-se com novas formas de produção de conhecimento.
Ferramentas de tecnologias u-learning aplicadas aos desafios da relação ensino-aprendizagem
Ualace Lima Nascimento, Flávio de Jesus Costa, Jurandir da Cruz Barbosa
Orientador: Cleber Jorge Lira de Santana (UNEB)
Este artigo tem como base apresentar ferramentas para a dinâmica de ensino/aprendizagem com base
nos conceitos da computação ubíqua. O tema nos motiva a pensar e imaginar até onde os computadores
(smartphones, notebook, tablets entre outros) nos ajudam nas atividades mais comuns do ensino
levando os usuários a executarem suas tarefas de forma que não percebam o quanto a computação está
presente em seu cotidiano de aprendizagem. Além de apresentar termos inerentes a computação
ubíqua, o presente trabalho nos mostra ferramentas disponíveis para uso do u-learning, como MobiLE, uSea e os tradicionais blogs com alguns demonstrativos práticos no ensino.
A construção da identidade docente por professores tutores
do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas a distância do IFAL
Rosana Loiola Carlos
Orientadora: Elaine dos Reis Soeira (IFAL)
Com a ampliação da oferta de cursos a distância, nas instituições públicas, através do programa
Universidade Aberta do Brasil (UAB) e com a subdivisão das atividades docentes nessa modalidade de
ensino, notamos que em uma única turma encontram-se quatro tipos de docentes para a formação
acadêmica dos discentes são eles: o professor formador, o professor conteudista, o tutor presencial e o
tutor a distância. No entanto, a atividade docente desenvolvida pelos tutores nem sempre é valorizada e
reconhecida como tal, tanto pelos discentes envolvidos nessa modalidade quanto pelos outros docentes
e pela gestão da instituição. Como consequência identifica-se diversos pontos que interferem e
influenciam na construção da identidade docente pelos tutores. Essa realidade sobre a desvalorização
sobre o trabalho docente dos tutores pôde ser constatada em um levantamento bibliográfico realizado
para o desenvolvimento dessa pesquisa, na qual foram utilizadas as bibliotecas digitais. Foram
encontrados 11 trabalhos sobre a identidade dos tutores na educação a distância, sendo que apenas 4
apresentaram uma base teórica para discutir a formação da identidade docente do tutor. Então, com
base nessa pesquisa foi construído um questionário para ser aplicado aos tutores do Instituto Federal de
Alagoas, cujos dados encontram-se em fase de análise.
Lectoescrita musical e tecnologia aplicada à música
através das redes sociais e com suporte remoto
Flaviandekson Pereira Teixeira (UEFS)
Estudar música é uma atividade individual e grupal, assim como sua execução. Tendo por base a sala de
aula invertida, o modelo blended e o ensino híbrido, a Asas da Alva Escola de Musica EaD tem um
sistema de formação diferenciado no que se refere à lectoescrita musical e ao ensino de tecnologia
aplicada à música. Estando online ou offline, o aluno aprende o conteúdo em sua própria casa, possui
atividades síncronas e assíncronas, é protagonista de seu aprendizado e sua identidade sonoro-musical
é respeitada. Tudo isso sem perder o foco no cronograma. Uma parte da orientação é feita via sistema:
dentro do próprio site, na página de cada aluno, por meio de material textual, audiovisual e arquivos de
áudio, seguidos por seus respectivos questionários; e a outra parte é feita através de suporte remoto:
professor e aluno compartilhando a mesma máquina online. A interação professor/aluno também se dá
por meio das redes sociais com a utilização de qualquer tipo de aparelho conectado à internet.
SESSÃO DE PÔSTERES 08
Data
08/12
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
07
o
(2 . andar)
XLOGO: Uma proposta lúdica para inserção do ensino/aprendizagem
de programação em uma escola pública de Angicos RN
Elmir Denis Campos
Orientador: Sairo Raoní dos Santos (UFERSA)
A evolução das tecnologias, mídias e computadores tem gerado diversas transformações nos
paradigmas educacionais, visando avanços na prática pedagógica, já que a Educação vem adquirindo
novas funções dentro da sociedade da informação. Sendo assim, reconhecendo a importância da
inserção das tecnologias na Educação, percebe-se a necessidade de incluir, no ambiente escolar, novos
instrumentos. Este trabalho foi dirigido em sua totalidade, por este objetivo, e tem como finalidade relatar
uma experiência da aplicação do uso da ferramenta XLOGO disseminando a linguagem de
programação, com o objetivo de desenvolver a competência lógica dos alunos do Ensino Fundamental
de uma escola pública de Angicos/RN. Pretende-se também refletir sobre a atividade de raciocínio lógico
gerado por essa ferramenta colaborativa, além de evidenciar as dificuldades encontradas pelos alunos
no percorrer da intervenção, e a intercessão para saná-las. Ao final, será mostrado como os alunos
foram avaliados com base nos resultados das atividades aplicadas, e na participação individual e
coletiva.
A Educomunicação e o Ecossistema Comunicativo: conceitos e
práticas educomunicativas no Programa Autonomia
Leandro Marlon Barbosa Assis
Orientadora: Alessandra Pinto de Carvalho (UFRRJ)
Através de plataformas de Ensino a Distancia (EAD) ou MOOCs (Massive Open Online Course) a
Educação e a Comunicação conectam-se nos dias de hoje nos ambientes escolares. Neste sentido,
busca-se investigar e classificar exemplos de práticas educomunicativas no Programa Autonomia da
Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc/RJ) por se relacionar, em teoria, às ideias
de Paulo Freire; e discutir formas de aplicação da educomunicação nos ambientes escolares. Ao
considerar os objetivos propostos a serem alcançados, podemos compreender nossa natureza
explicativa do processo educomunicativo enquanto política pública e/ou nova forma de compreender as
relações dos professores e estudantes no século XXI, como propõe Ismar Oliveira. A metodologia para a
pesquisa encontra eco com o que o NCE/USP afirma sobre as áreas da Educomunicação. Para Ismar
Oliveira e o grupo, cabe ao profissional educomunicador levantar o debate epistemológico sobre seu
campo e, também, traçar políticas públicas que orientem a produção e atuação do mesmo no ambiente
escolar.
Tecnologias e ensino superior: um olhar bibliográfico
Ivanilda Nóbrega e Amanda Cunha
Orientador: Sérgio Abranches (UFPE)
O presente artigo apresenta e discute os principais conceitos que fundamentam os estudos e as
pesquisas recentes que tratam do uso de tecnologias no ensino superior. Trata-se de um estudo
bibliográfico que faz parte de uma pesquisa que visa identificar os usos de tecnologias digitais no ensino
superior, em particular os dispositivos móveis. Foram analisadas as produções científicas do período de
2009-2014, constantes de anais de eventos científicos e periódicos da área. Tomou-se este período
como referência de análise devido ao crescimento desta temática nos debates acadêmicos. Os eventos
pesquisados foram as reuniões da ANPED, do ENDIPE, do EPENN, e os periódicos foram RBE e ECURRICULUM. No intervalo de 5 anos. A pesquisa utilizou como descritores os termos Inovação
pedagógica, Tecnologias digitais, Tecnologia móvel, Práticas pedagógicas no ensino superior. Os
principais resultados apontam uma concentração de estudos e pesquisas em torno dos conceitos de
recursos pedagógicos, ambientes digitais, novos letramentos, formação docente. A pesquisa indica que a
relação entre tecnologias digitais e ensino superior percorre caminhos diversos, indo desde as
metodologias de ensino, a formação docente e a prática pedagógica.
Isso não é uma gramática: um aplicativo no combate ao preconceito linguístico
Ingrid Lima Pereira Peres
Orientador: Ricardo Joseh Lima (UERJ)
O objetivo do presente trabalho é apresentar o aplicativo "Isso não é uma gramática" (disponível para
dispositivos Android), que tem como finalidade divulgar ao público informações linguísticas que
costumam ser conhecidas apenas por profissionais da área de Letras. Os estudos da Sociolinguística
formam a base para que o aplicativo forneça ao usuário explicações diferentes daquelas que são
ensinadas pela escola e pelas gramáticas para os “erros” mais comuns da fala e da escrita do falante de
português brasileiro. O público alvo é constituído por estudantes de Ensino Fundamental e Médio, e por
isso os textos nele presentes apresentam uma linguagem simples e didática. O acesso a tais explicações
pode ajudar no combate ao preconceito linguístico, ainda pouco divulgado e conhecido, assim como
suas consequências, pois dará ao usuário informações que o farão descobrir que tanto os seus “erros”
quanto os de outras pessoas não são erros, mas formas linguísticas válidas que possuem regras tão
complexas quanto as que são consideradas “corretas”.
SESSÃO DE PÔSTERES 09
Data
08/12
Videoconferência: uma experiência com alunos de graduação
Dayane da Paixão Carneiro
Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e Silva (UFPA)
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
08
o
(2 . andar)
Em um ambiente de graduação, futuros professores de língua inglesa vivem uma intensa jornada de
aprendizagem para enfrentarem o desafio de ensinar uma língua estrangeira (LE). É nesse contexto que
o Projeto Ícone aparece. Sessões em videoconferência, promovem intercâmbio cultural entre alunos de
graduação da região Norte e alunos de uma universidade norte-americana, configurando assim, uma
oportunidade a mais de aprendizagem e prática de LE. Os encontros são divididos em dois momentos,
inglês e português. Este trabalho consiste em um relato de experiência de uma das participantes do
projeto e tem como objetivo apresentar a importância e as influências de atividades como esta para
aprendizagem de LE e, sobretudo, sua contribuição para o desenvolvimento e manutenção da autonomia
e motivação do aprendente. Nesse sentido, buscou-se fazer uma análise embasada nos pressupostos
teóricos referentes à motivação (DÖRNYEI, 2000/2001; USHIODA, (1996), autonomia (BENSON, 2001;
DAM, 2003) e aprendizagem colaborativa de línguas (FIGUEIREDO, 2006), definindo os principais
resultados alcançados pelo sujeito supracitado a partir da participação neste projeto. A análise dos
resultados foi feita por meio dos questionários aplicados aos participantes. Dentre os principais
resultados obtidos estão o estímulo a autonomia e proteção da motivação.
Práticas de escrita dos estudantes de letras:
implicações para o letramento acadêmico e para a formação do professor
Mariany Rafaely das Neves Cardoso (UPE), Raquel de Morais Alves (UPE)
Orientador: Benedito Gomes Bezerra
Dado o caráter heterogêneo da língua (BAGNO, 2007) e a escrita como um fato histórico (MARCUSCHI,
2010), o presente trabalho busca investigar o comportamento dos estudantes de letras de uma
universidade, em distintos ambientes de escrita: conversas em grupo, no aplicativo Whatsapp, e
situações de atividades acadêmicas monitoradas, observando a relação entre essas formas de uso da
linguagem. Diante disso, a metodologia adotada inclui a análise das respostas dos estudantes a uma
atividade de caráter avaliativo e discursivo, a observação diária das conversas instantâneas do grupo da
sala no Whatsapp e uma resposta/opinião baseada na instrução de sósia, a fim de perceber qual a visão
dos discentes sobre a língua e seus usos. Ademais, essa pesquisa pretende contribuir para uma
compreensão mais informada sobre as implicações dessas práticas de escrita para o letramento
acadêmico e para a formação de professores de língua portuguesa. Sabendo que ao mudar o ambiente
em que ocorre a comunicação muda-se também a relação que o sujeito mantém com o texto e com os
interlocutores (SOARES, 2002), os resultados sugerem que os graduandos, mesmo sendo sujeitos ativos
em práticas distintas, não trazem consigo a visão de língua como uma realidade marcada pela variedade
(FARACO, 2008; MARCUSCHI, 2010).
Mídia e ensino: a utilização do cinema como ferramenta
para o ensino de língua portuguesa brasileira
Alex Raniére da Silva
Orientador: Aguimario Pimentel Silva (UFAL)
Este trabalho tem como objetivo propor o cinema como uma ferramenta para o ensino de língua. O
cinema atual apresenta uma linguagem que está muito mais próxima da norma culta do que da normapadrão. Ou seja: a escola ensina a gramática normativa, no entanto, o cinema apresenta outra
perspectiva. O trabalho fundamenta-se nos seguintes teóricos: Antunes (2003), Castilho (2012), Bagno
(2012). Consideramos, aqui, o cinema como uma nova mídia, na esteira do pensamento de Manovich
(1996). Utilizamos, em nossa análise, os filmes De pernas pra o ar2 e Minha mãe é uma peça – o filme,
visto serem as produções com maior bilheteria nacional entre 2013 e 2014. O método utilizado é a
análise de conteúdo. Neste sentido, o cinema pode ser levado para o ambiente escolar como artifício
para levar o aluno a compreender as relações de poder existentes no que diz respeito à língua e mostrar
que a sociedade brasileira apresenta uma variedade linguística totalmente diferente daquela que as
gramáticas normativas preconizam. Assim, levando o cinema para a sala de aula, torna-se possível
desmitificar a ideia de que apenas a gramática normativa é válida.
O desenvolvimento WEB no processo de ensino e aprendizado de Química
para deficientes visuais
Isabely Jesus Piano, Louise Suelen Araujo Reis (Fac. São Francisco de Barreiras)
Orientador: Karine do Prado Ribeiro
Na educação brasileira há uma carência no que se refere a práticas e instrumentos adequados as
especificidades dos deficientes visuais, sobretudo no ensino de Química. A visão é o sentido basal das
estratégias de aprendizagem, logo aqueles que não dispõem dela apresentam defasagens que
comprometem a qualidade do seu processo educacional.A ausência de conhecimento a cerca da
deficiência visual, sua variabilidade e a falta de preparação dos docentes em seus processos de
graduação também contribuem para que os ambientes educacionais se tornem hostis a pessoas com
tais demandas. Isso diminui os índices de progresso das pessoas com deficiência visual e com números
ínfimos projetados em estatísticas a urgência de criação de novas ferramentas para o ensino de Química
acaba sendo ofuscada e poucas vezes debatida. A Psicologia é capaz de analisar minuciosamente este
fenômeno, suas causas, o seu processo histórico e as consequências educacionais, além dos impactos
psicológicos e sociais ocasionados aos deficientes visuais. Partindo deste levantamento é projetada a
intervenção através do programação WEB com o desenvolvimento de um Site que oferece mecanismos
para o ensino e aprendizado de Química que anule as defasagens educacionais para os deficientes e
proporcione aos docentes ferramentas completamente acessíveis e sem custos.
SESSÃO DE PÔSTERES 10
Data
08/12
O aumento do engajamento através da gamificação do ensino
Rafael Gomes de Almeida
Orientador: Francisco Artur Braun Chaves (UFRJ)
13h30 às 15h30
Local:
Sala Hipertexto
09
Este trabalho explicita o conceito de Gamificação, que se mostrou uma alternativa viável de aprimorar o
engajamento dos alunos no estudo. Visando uma melhor delimitação do tema, foi utilizada como
referência a obra de Kapp, que traz sugestões de pontos chaves para gamificar um ambiente de
aprendizagem. A motivação da escolha da pesquisa foi o contato com alunos que apresentavam
dificuldades similares. Tendo tido então como objetivos uma revisão crítica das ideias propostas por
o
(2 . andar)
Kapp, a apresentação dos conceitos enumerados em seu livro, The Gamification of Learning and
Instruction, e a sugestão de aplicações para tal estrutura no ensino, esta pesquisa utilizou diferentes
recursos para atingir tais objetivos, desde análise de palestras gravadas em vídeo até a aplicação de
atividades piloto para testar parte do processo de gamificação. Todo o projeto foi construído em
metodológica dedutiva, partindo da verificação de casos gerais para casos mais específicos envolvendo
o ensino. O resultado deste estudo gerou uma atividade gamificada aplicada no Colégio Pedro II,
apresentando resultados promissores. Tais resultados levaram a conclusão de como é importante o
engajamento e a motivação dos alunos para o estudo, mostrando a relevância dessa área de pesquisa e
como ela pode melhorar o ensino.
Desenvolvimento do Software Educativo Saycomp e sua Usabilidade
Lorena Piza Arndt
Orientador: Luis Carlos Loss Lopes (IFES)
Saycomp é um software educativo desenvolvido para oferecer cursos à distância de Informática. Tem
como objetivo capacitar pessoas de todas as idades, inserindo-as na sociedade globalizada, fazendo uso
do computador como instrumento de aprendizagem. É composto por aulas de informática básica,
programadas para crianças, jovens, professores e idosos. A aprendizagem se dá entre computador e
aluno, podendo tirar dúvidas com um professor virtual. O aluno poderá realizar o curso em casa, ou em
qualquer ambiente que tenha acesso à Internet, utilizando a plataforma Moodle. O software Educativo
SayComp não é somente um software que ensina atividades que o usuário exercerá no computador,
mas também auxilia na coordenação motora, na leitura e interpretação do aluno. Ensina a informática de
forma simples e atrativa, para que o aluno possa melhor adquirir o aprendizado das aulas. É cada vez
mais importante ter esse conhecimento didático na área da informática, pois, no nosso dia a dia é
indispensável o uso do computador em diversas áreas no ambiente social.
O Impacto do sistema de gestão acadêmica – s
Siga-Edu para a inovação da gestão educacional do Instituto Federal de Rondônia
Marinete da Cunha Guimarães e Patrícia Pereira da Silva
Orientadora: Ariádne Joseane Félix Quintela (IFRO)
As tecnologias da informação e da comunicação vêm sendo utilizadas cada vez mais no cotidiano das
pessoas e de organizações. Nesse sentido, muitas instituições têm aplicado recursos e investido na área
tecnológica para informatizar sistemas que visam o registro, a coleta e a geração de dados. Assim,
organizações governamentais da área educacional não podem prescindir do uso de tecnologias para
esse fim, por isso a usabilidade dos sistemas de informação agilizam a geração e arquivamento
eletrônico informatizado de dados para suporte na gestão de sistemas educacionais. Dessa forma, a
pesquisa objetiva (i) analisar o impacto do Sistema de Gestão Acadêmica Educacional (SIGA-EDU) na
gestão pública educacional, (ii) identificando os serviços informatizados disponibilizados aos usuários;
assim como (iii) sugerir possibilidades de melhoria para sua usabilidade e desempenho, por meio da
metodologia de observação e de aplicação de questionário aos usuários. Tal análise busca, nas teorias
do conhecimento e da gestão, corroborar as reflexões a respeito da modernização de instituições
estatais, que pretendem investir em um modelo menos burocratizado de gestão e que se preocupam
com um perfil mais acessível e participativo nos processos sociais.
Como usar a internet e os recursos áudio visuais para elucidar os conteúdos vivenciados em sala
de aula, transformando as explanações em algo dinâmico e mais interessante
Hanna Yasmim Farias Silva
Orientadora: Aline Amyna Badawi (UNESF)
A sociedade contemporânea gradativamente tem aumentado o uso de artifícios tecnológicos para facilitar
suas atividades diárias. Para acompanhar essa evolução a educação básica pode exercer um papel
importante, associando aos seus objetivos tradicionais conceitos que notoriamente são exigidos no
cotidiano globalizado, como, por exemplo, a apropriação e a utilização da informática. As crianças
cotidianamente são inseridas no mundo tecnológico e o corpo docente precisa estar capacitado para
atuar nesse novo contexto social, fazendo uso de suas ferramentas, em prol de uma prática pedagógica
mais atual e atrativa. Esta pesquisa faz uma análise sobre a utilização de mecanismos tecnológicos em
salas de aula como ferramenta de trabalho para uma demonstração virtual que de forma lúdica, relate os
assuntos abordados por seus educadores facilitando assim a compreensão do que está sendo
vivenciado no ambiente. A proposta do artigo é refletir sobre a importância da inclusão tecnológica na
prática pedagógica de professores do ensino fundamental I, norteando-se em estudos que têm por
finalidade ponderar a relevância do uso da tecnologia como auxilio no processo de ensinoaprendizagem, interligando-os com as descobertas realizadas pela neurociência a favor da educação.
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