015! 5! LIVRO DE RESUMOS 6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias Aprendizagem aberta e invertida I D E N T I D A D E I TA R J A S E T E X T O S CRIAÇÃO DA MARCA Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente relacionada ao tema da edição. Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às práticas de educação aberta e sala de aula invertida. Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de papel que alcançam a liberdade quando decidem pensar diferente, pensar fora da caixa. Esses aviões, que representam a figura do professor e do aluno, voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse novo ambiente cheio de recursos tecnológicos que os ajudam a ensinar e a aprender alternando os lugares. A história que queremos contar através da imagem toma como base a metáfora Thinking outside the box, em tradução livre: pensar fora da caixa, pensar diferente. Levamos em consideração ideias que vão desde a liberdade presente no conceito de Educação Aberta, passando pelo empoderamento do aluno que trabalha com o professor para uma aprendizagem realmente eficaz. 3OXUL Em alusão ao conceito de Sala de aula invertida pensamos nos aviões que voam juntos, em direção a um mesmo objetivo – a aprendizagem – mas estão dispostos de forma espelhada, flippada. A ideia aqui é mostrar que a inversão proposta pelo conceito não é uma oposição, mas uma coalizão de forças. ão aberta! ZZZHGLWRUDUHVSHOFRPEU s e õ ç i r c s In as! )DFLOLWDQGRVXD9LGD Abert Seja bem-vind@ ao #Hipertexto2015! Temos mais uma vez o prazer de receber você na Universidade Federal de Pernambuco, campus Recife, como participante do 6o. Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e do 2o Colóquio de Educação com Tecnologias! Este é o Caderno de Programação, cujos dias, horários, locais de todos os trabalhos e seus resumos estão aqui informados. Como você já percebeu, há duas versões: uma impressa e outra digital. O objetivo é oferecer-lhe todas as informações da nossa rica programação de atividades preparada com todo zelo para agregar mais conhecimentos à sua fortuna de saberes. O tema desta edição é “Aprendizagem aberta e invertida”. Com este tema, desejamos fomentar a luta por uma educação mais estimulante, flexível e inovadora, que dê ao aprendiz o protagonismo da aprendizagem. A sua contribuição para a consignação deste propósito é de fundamental importância, pois pesquisas sobre ensino/aprendizagem apoiadas em tecnologias precisam ser expostas e discutidas, para melhorá-las, e assim torná-las realmente ferramentas estratégicas para a implantação do modelo de educação com que todos nós que estamos aqui compartilhamos, qual seja, “aprendizagem ativa”. Este ano o Simpósio Hipertexto reúne mais de 500 apresentadores, vindos de todas as regiões do Brasil e de instituições de pesquisa de quase todos os Estados da Federação, somando um total de 750 inscritos. Compactamos o evento em dois dias para assim diminuir os custos e otimizar a vinda de todos principalmente neste momento de verbas escassas. Além de preservarmos todas as atividades acadêmicas (Conferências Internacional e Nacional, Mesas-Redondas, Comunicações Individuais e Coordenadas, Pôsteres, Oficinas), com a qualidade de sempre e mantermos a oferta do Prêmio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais, criamos o “Debate no Megafone” e o “Cine Hipertexto”. Essas novas atividades visam dinamizar e horizontalizar as discussões sobre o papel das novas tecnologias nos ambientes escolares e diversificar as opções acadêmicoculturais relacionadas aos nossos eixos temáticos. Ao final, como já é tradição, será divulgado o ganhador do Troféu Luiz Antonio Marcuschi por jovens pesquisadores de graduação, autores e apresentadores de Pôsteres Digitais. Acreditamos que este é incentivo importante para fomentar jovens talentos a se tornarem pesquisadores e educadores produtivos. Renomados pesquisadores nacionais e internacionais (Estados Unidos e Canadá) experts na temática farão palestras em português e inglês com tradução simultânea. Nas mesas-redondas, temas contemporâneos sobre o impacto das tecnologias na educação serão discutidos por estudiosos criteriosamente convidados pela organização. Uma grande estrutura está montada no Centro de Artes e Comunicação da UFPE onde podem ser encontradas, por exemplo, a Expo Artes Digitais e Aplicativos Educacionais com os dez melhores trabalhos inscritos no Prêmio, stands de livrarias, feirinha de artesanato, praça de alimentação com “foodtrucks”, e uma grande tenda armada no jardim do Centro de Artes e Comunicação para acolher a atenta audiência das conferências do evento. Pensando no seu conforto e comodidade, dispomos de Wi-Fi e oferecemos traslado Hotel-UFPE-Hotel. Ambos os serviços não terão quaisquer custos adicionais. O ônibus sairá pontualmente às 7h 15 min. da manhã do hotel oficial do evento (Recife Praia Hotel). Fique atento e não se atrase. Lembre-se também que, durante o evento, a nossa comunicação será feita intensamente pelas redes sociais. Cadastre-se em nosso Facebook, Twitter Instagran e Flickr e receba as novidades do evento em tempo real. Toda a equipe de organização, com seus mais de 60 colaboradores, se coloca à disposição para ajudá-lo durante todo o Simpósio. Estamos felizes com a sua vinda ao evento de tecnologias na educação mais inovador do Brasil. Prof. Dr. Antonio Carlos Xavier Curador e Coordenador Geral do evento PROGRAMAÇÃO GERAL 6O. SIMPÓSIO HIPERTEXTO E 2 O. COLÓQUIO EDUCAÇÃO COM TECNOLOGIAS 07 e 08 de dezembro de 2015 A partir das 7h Credenciamento e entrega de material Hall do Centro de Artes e Comunicação 8h às 9h30 Oficinas Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação 9h30 às 10h30 Conferência 1 - Prof. Bruno Campagnolo (PUC – PR) Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação 10h30 às 12h30 Sessões de Comunicação Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação 12h30 às 13h30 Almoço + “Debate no Megafone” + Cine Hipertexto Hall do Centro de Artes e Comunicação e Auditório Evaldo Coutinho (2º andar) 13h30 às 15h30 Sessões de Comunicação Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação 15h30 às 17h Mesas - Redondas e Pôsteres Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação 17h Abertura Oficial 17h Conferência 2 - Prof. Dr. John Keller (Universidade da Flórida) Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação 18h Apresentação Cultural – Fuzuê 18h45 Lançamento de livros Hall do Centro de Artes e Comunicação 19h30 Traslado do ônibus da UFPE para Hotel Avenida em frente ao Jardim do Centro de Artes e Comunicação 08 de dezembro de 2015 – Terça-feira Horário Atividade 8h Credenciamento e entrega de material Hall do Centro de Artes e Comunicação 8h às 9h30 Oficinas Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação 9h30 às 10h30 Conferência 3 - Prof. Dr. Marco Silva (UERJ) Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação 10h30 às 12h30 Sessões de Comunicação Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação 12h30 às 13h30 Almoço + “Debate no Megafone” – Hall do Centro de Artes e Comunicação Ou Almoço + Cine Hipertexto – Auditório Evaldo Coutinho (2º andar) 13h30 às 15h30 Sessões de Comunicação Auditórios e Salas do Centro de Artes e Comunicação 15h30 às 17h Mesas-Redondas e Pôsteres Auditórios e salas do Centro de Artes e Comunicação 17h Conferência 4 – Prof. Dr. Nelson Pretto (UFBA) Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação 18h Entrega de Prêmios: Troféu L. A. Marcuschi e Artes Digitais e Aplicativos Educacionais e Encerramento. Tenda Jardim do Centro de Artes e Comunicação 19h Traslado do ônibus da UFPE para Hotel Avenida em frente ao Jardim do Centro de Artes e Comunicação Oficina 01 Tema: Ideias e estratégias para tornar o pensamento visível e avançar no conhecimento coletivo 8h às 9h30 Ministrante: César Nunes – USP 07 e 08/12 Local: Miniauditório 01 (Térreo) Oficina 03 Tema: Ferramentas e estratégias de busca para a aprendizagem 8h às 9h30 Ministrante: Lafayette Batista Melo (IFPB) 07 e 08/12 Local: Auditório Evaldo Coutinho (2 . andar) Oficina 04 Tema: Recursos Educacionais Abertos: promovendo mudanças na prática pedagógica 8h às 9h30 Ministrante: Angela Maria de Almeida Pereira (UFPE) 07 e 08/12 Local: Miniauditório 02 Oficina 05 Tema: Design de espaços colaborativos para professores 8h às 9h30 Ministrante: Alessandro Lima (UFPE) 07 e 08/12 Local: Miniauditório 02 Oficina 06 Tema: Implementando a sala de aula invertida 8h às 9h30 Ministrante: Bruno Campagnolo (PUC-PR) o Local: Miniauditório 02 Conferência 01 Tema: Sala de aula invertida no Brasil 9h30 às 10h30 Prof. Bruno Campagnolo (PUC-PR) 07/12/2015 Local: Tenda Jardim Nesta conferência definiremos no contexto atual a Sala de Aula Invertida e sua evolução enquanto modelo de Aprendizagem Invertida, portanto diferente e inovadora. Após esta contextualização inicial, exporemos também exemplos de aplicações reais principalmente no contexto universitário, mostrando opções de ferramentas adequadas à criação de videos, disponibilização destes on-line e sinserção de perguntas e outras ferramentas de interações pré-aula. Abordaremos os modos de planejamento, geração e formatação de videoaulas para uma abordagem invertida através da explicação das formas de criação por meio de sugestão de ferramentas. Faremos a contextualizada de quando e onde poderão ser implementadas a sala de aula invertida de maneira adequada à realidade brasileira, de acordo com as condições técnicas e pedagógicas de cada participante. Conferência 02 Strategies for Motivational Design with a Flipped Learning Example* 17h às 18h Prof. Dr. John Keller (Universidade Estadual da Flórida (EUA) 07/12/2015 As teachers, researchers, and instructional designers we get very excited about the possibilities offered by e-learning, MOOCs (massive open online courses), and other technology innovations that can be implemented in distributed as well as face-to-face settings. Why, we might ask, are the students sometimes not as excited? Often they are at first, but if they receive boring, irrelevant, or confusing content they become demotivated as soon as the novelty effect of the new technology innovation goes away. Thus, a key question is, given the many challenges that exist with so many types of learners and differing learning environments, is it even possible to systematically stimulate and sustain learner motivation? On the one hand it is not possible to control the motivation of all students, but there is a systematic motivational design process that is built on a foundation of motivational concepts and principles that provide guidance on how to generate positive motivation among most students. It can be learned by course designers and instructors and it has been validated numerous times in many countries and with many types of learning environments including educational, industrial, and military settings. This motivational design process can also be applied in the design and delivery of virtually all types of delivery systems including online learning, blended learning, flipped learning, and print-based self-instruction. This presentation will provide an overview of the ARCS (attention, relevance, confidence, satisfaction) motivational design model which has been expanded to include the concept of volition and is now called the ARCS-V model. Following an explanation of the conceptual foundation and design process that comprise the model, the presentation will address several areas of research and application with an elaborated example of modifying a traditional classroom module of instruction into a flipped learning approach. Local: Tenda Jardim *Haverá tradução simultânea do Inglês para o Português pela Profa. Fatiha Parayba. Se for precisar, pegue o rádio de recepção no hall do CAC com 10min. de antecedência) Conferência 03 Tema: Sala de aula invertida e Sala de aula interativa: defesa da docência fortalecida 9h30 às 10h30 Conferencista: Prof. Dr. Marco Silva (UERJ) 08/12/2015 Local: Tenda Jardim As tentativas de superação da docência baseada na prevalência da oratória do mestre são bemvindas, tendo em vista que esse modus operandi não mais se sustenta diante das teorias pedagógicas comprometidas com a educação autêntica e com o perfil cognitivo e comunicacional dos aprendizes. Vygotsky e Freire, por exemplo, sustentam a aprendizagem baseada na interação e na dialógica e não na recepção solitária dos conteúdos de aprendizagem apresentados pelo professor. A abordagem chamada “sala de aula invertida” parece atenta a tudo isso e busca o protagonismo dos aprendizes. Ela opera a partir do pressuposto de que o tratamento dos conteúdos de aprendizagem ocorre principalmente fora da sala de aula e deve ser uma tarefa compartilhada entre os alunos em sala de aula com acompanhamento docente em vez do trabalho exclusivo do professor. Ainda que bem-intencionada quanto à superação da centralidade do mestre, essa abordagem pode resultar em minimização da autoria docente. A abordagem da “sala de aula interativa”, também atenta à necessidade de superação da “pedagogia da transmissão”, contempla, dentro e fora da sala de aula, o protagonismo dos aprendizes e do professor, entendido como coautoria na construção da comunicação, da aprendizagem e da formação. Nessa abordagem, a mediação docente não se basta com a inversão da centralidade e tampouco com o professor “guia”, “facilitador”, “administrador do trabalho discente”. Igualmente protagonista, ele não abre mão de sua especificidade autoral: a) promove a coautoria intencional e complexa da emissão e da recepção na construção da comunicação e do conhecimento; b) garante no desenho dos conteúdos de aprendizagem hipertextualidade e conectividade; c) propicia múltiplas experimentações, múltiplas expressões autorais e colaborativas; d) provoca situações de inquietação formativa; e e) desenvolve coletivamente rubricas e práticas de avaliação processual e formativa. A conferência pretende tensionar as duas abordagens em defesa da docência fortalecida na sala de aula presencial e online. Conferência 04 Ciência Aberta, Recursos Educacionais Abertos para uma Educação Aberta 17h às 18h Prof. Dr. Nelson Pretto (UFBA) 08/12/2015 A internet acabou de fazer seus 20 anos. Um(a) menino(a) jovem, ainda em fase de afirmação e… já querem enquadrá-la, impedindo-a de ser a portadora da liberdade e querendo nos aprisionar em modelos de negócios incompatíveis com o digital contemporâneo. A cultura digital, potencializada pelas redes de informação e comunicação, é a cultura do contemporâneo. Começamos a nos deparar com um quantidade significativa de experiência que consideram a a transparência e abertura dos dados, o acesso aberto às publicações, o uso dos softwares e hardwares livres, a produção de recursos educacionais abertos, e, tudo isso, junto, fazendo o que vem sendo denominado de Ciência Aberta. Assim, podemos perceber que o Aberto ganhando espaço em relação ao fechado, em relação às restrições e a artificial escassez de informação. A educação precisa estar atenta a tudo isso e a escola, essa sim, fortalecida, precisa e já está sendo repensada. Esta é a nossa proposta nesta conferência. Local: Tenda Jardim MESAS-REDONDAS NOS DIAS 7 e 8 de dezembro de 2015 MESA-REDONDA 01 – BULDING CULTURAL CAPACITY FOR INNOVATION MEDIADORA: Profa. Dra. Fatiha Parayba (Obs. Haverá tradução simultânea do Inglês para o Português pela Profa. Fatiha Parayba. Se for precisar, pegue o rádio de recepção no hall do CAC com 10min. de antecedência) Data: 07/12 15h30 às 17h Local: Miniauditório 1 (Térreo) Knowledge building: importance and issues through the analysis of three practical implementantion cases in Brazil Prof. Dr. César Nunes (USP) The importance of knowledge building at the level of teachers´ practices is presented in connection to a large scale implementation aiming the development of 21st century skills. Assymetries, evolution in cycles, network self-regulation are identified and shown to be part of a natural process of knowledge advancement. A second example explores the use of the collaborative environment "Knowledge Forum" for self-assessments based on rubrics and evidences that lead to cultural capacity to advance knowledge. The third example is a large scale implementation to develop creativity and critical thinking in Brazilian schools in connection to a OCDE program that involves other 15 countries. It is shown how knowledge building brings the necessary coherence for principle-based transformations, evaluation, and professional development. Knowledge for the public good Profa. Dra. Marlene Scardamalia e Prof. Dr. Carl Bereiter (Universidade de Toronto - Canadá) Along the history of advancing knowledge-building several multi-nation groups stand out. Some of them can be identified and promoted as hubs of innovation and play an important role in the design and development of a network that builds cultural capacity for innovation. Technology optimized for knowledge creation, professional development and embedded assessment that empower students are key ingredients for capacity building. Bringing knowledge-bulding discourse to open and free educational resources allows increasing the effectiveness of MOOCs through collaborative knowledge building by users. Other current strategies include the creation of a knowledge building data bank and actions to inform the public. MESA-REDONDA 02 – “LIVRO DIGITAL: PRESENTE E FUTURO” MEDIADORA: Profa. Dra. Maria José Luna (UFPE) Data: 07/12 15h30 às 17h Papiro, papel, pendriver: variações culturais Prof. Dr. Lourival Holanda (EDUFPE) Local: Miniauditório 2 (Térreo) Em pleno arrojo da virada virtual na cultura contemporânea, não seria ocioso juntar ao entusiasmo, algum questionamento. Como a imprensa nascente acarretou consequências culturais consideráveis, a inovação técnica sempre inclina os valores sociais – depois de passado a excitação utópica, prevendo nela panaceia. O modo de ensinar [com melhores meios], de ler [com maior largueza de recursos cognitivos], de entender o mundo [com cruzamento simultâneo de saberes] alarga possibilidades criativas reais. A edição digital subverte a estática do livro, dinamizando-o. Inquietação de uns, excitação de tantos. Avançamos com custo: receio de perder as referências; mas não há renovação sem perda; nem, pensamento, de fato, sem aposta. Como o Anjo da história, de Paul Klee: tendo o passado sob os olhos, apostamos no imprevisível. Processo editorial do livro didático digital:entre luzes e sombras Profa. Me. Francisca Paris (Pluri Educacional – Sistema Ético Saraiva) Em meio ao, ainda novo, mercado do livro digital, vemos aparecer novas demandas em uma significativa especificidade editorial: a produção de didáticos digitais. As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC’s) instituem novos perfis de leitura, e as pessoas estão se relacionando de modo diferente com o portador textual. A escola também deveria acompanhar essas novas práticas de leitura e aprendizagem , porém, na escola, a cultura digital ainda não mostrou (salvo exceções) avanços significativos. Um material didático que atenda as necessidades da população escolar é uma solicitação constante às editoras, que se encontram diante de um desafio: estabelecer uma produção editorial híbrida (livro impresso e digital) e conceber materiais que se apresentem como "pontes" entre o velho e novo fazer pedagógico escolar. No presente diálogo, buscarei explanar esse cenário do livro didático digital, do ponto de vista editorial, e as alternativas que estão sendo colocadas por ele. Livro digital: entre o passado e o futuro que ainda não chegou Prof. Dr. Fábio Mascarenhas (UFPE) Os avanços tecnológicos proporcionaram o desenvolvimento de novos produtos e serviços relacionados ao registro e disseminação do conhecimento. O livro, que desde os primórdios em tábulas de argila, tem modificado sua estrutura, formato e características de impressão, ainda mantem a primazia dos leitores, seja como objeto de aprendizado e/ou alternativa de lazer. Nas últimas décadas temos acompanhado a evolução das tecnologias digitais, que permitiram mudanças significativas num novo conceito dos livros, que deixou de ser composto de átomos, para ser materializado em bytes. Também foram incorporados novos recursos, tais como dispositivos de edição, visualização, e acesso a editoras via internet, e recursos multimídia. Entretanto, estatísticas de vendas de livros, no Brasil e no mundo, revelam que, enquanto há crescimento do mercado editorial de livros impressos, a comercialização de livros eletrônicos é aquém do que se previu alguns anos atrás. Então, quais os motivos que tem influenciado na baixa adesão dos e-books? MESA-REDONDA 03 – LINGUAGEM, TECNOLOGIAS E PRÁTICAS SOCIAIS MEDIADORA: Profa. Dra. Simone Aubin (UFPE) Data: 07/12 As Redes Sociais e as inovações discursivas 9h30 às 15h30 Local: o LEP (2 . andar) Nelly Medeiros de Carvalho (UFPE-UNICAP) A chegada da internet na vida cotidiana dos cidadãos comuns trouxe, agora, no século XXI, uma verdadeira revolução nos modos de relacionamento. Consequentemente, a comunicação ganhou novas formas. A linguagem, como matéria e tecnologia da comunicação humana, vem recebendo os efeitos dessa revolução. As decorrências dessa mudança na interação vêm imprimindo suas marcas tanto no uso material da língua quando em sua esfera discursiva, onde ocorrem as representações dos sujeitos da era da participação. Este estudo pretende analisar a face lexical e discursiva da linguagem no meio de comunicação do século XXI: a internet. Na primeira parte do trabalho, fazemos uma reflexão baseada nas ideias do linguista David obre as implicações do uso da internet na língua . Na segunda parte, serão analisadas algumas configurações da linguagem, com as consequentes inovações discursivas. Tecnologias de Digitais e o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa Profa. Dra. Roberta Caiado (Unicap) O presente trabalho buscou investigar o processo pedagógico que envolve o discurso e as práticas dos professores de Língua Portuguesa (LP); como eles utilizam as tecnologias digitais (TDIC) no ensinoaprendizagem de LP, nos anos finais do Ensino Fundamental. Em seu marco teórico, a pesquisa se inscreve nos estudos sobre transposição didática e informática, letramento digital, assumindo como perspectiva teórica a linguagem em sua natureza social e dialógica. Realizamos um estudo que se propunha a conhecer a formação e as concepções dos professores de LP relacionadas às TDIC; e um segundo estudo no qual observamos a concretização desses discursos, a partir da observação das aulas de três professores participantes do estudo anterior. Estabelecemos categorias de análise (BARDIN, 1979); aplicamos questionários e entrevistas em seis professores pertencentes às redes federal, estadual e privada; observamos aulas de três professores, sendo um de cada rede de ensino. Os resultados sinalizaram para a falta de formação do professor de LP para a utilização das tecnologias digitais nas dimensões de uso pessoal, profissional e na sua prática pedagógica. Constatamos a necessidade de a instituição escolar modificar seus currículos de LP e assumir, em seu projeto político pedagógico, as tecnologias enquanto elementos estruturantes de novos processos educativos. Linguística Computacional e o estudo da Língua Portuguesa Dra. Francimary Macêdo Martins (UFMA/ABEHTE) A Linguística Computacional (LCOMP) vem contribuindo significativamente para novas pesquisas geradas do cruzamento entre a Linguística e as Ciências da Computação, especificamente com a Inteligência Artificial (IA), promovendo o estudo científico da linguagem a partir de uma perspectiva computacional. A LCOMP está incorporada em vários sistemas operantes do processamento da linguagem como: reconhecimento de fala, sintetizadores de fala, sistemas de resposta de voz, motores de busca da WEB, editores de textos, tradutores online, banco de dados de ensino de línguas, dentre outros. O desenvolvimento de recursos computacionais com contribuições da IA fez com que a LCOMP se concretizasse enquanto uma área que se ocupa da tecnologia linguística necessária para o processo computacional da linguagem, sendo utilizada para várias aplicações. Esses recursos tecnológicos são conhecidos como “recursos linguístico-computacionais”. Algumas dessas tecnologias estão à disposição dos pesquisadores e usuários para o trabalho com a Língua Portuguesa. Além de bancos de dados disponíveis em diversos repositórios abertos para comunidade acadêmica no mundo inteiro, a LCOMP possibilita também a manipulação desses dados com várias aplicações. Esta apresentação tem como objetivo demonstrar as possibilidades de se trabalhar com os robustos bancos de dados disponíveis para o trabalho científico na área de Língua Portuguesa e Literatura, com o auxílio da LCOMP e da Linguística de Corpus, bem como relacionar os etiquetadores automáticos (abertos e ou programados) que realizam análise morfossintática automática de textos. MESA-REDONDA 04 – AMBIENTES DIGITAIS DE APRENDIZAGEM, RETÓRICA E COGNIÇÃO MEDIADORA: Profa. Dra. Simone Reis Data: 08/12 15h30 às 17h Motivation and Active Learning in a Variety of Learning Settings Prof. Dr. John Keller (Universidade Estadual da Flórida – EUA) Local: Miniauditório 1 (Térre) This round table discussion will focus on motivational strategies and technology innovations that promote active learning in a variety of learning settings including classrooms, blended learning, and distributed learning. Depending on the interests of the participants, the round table moderator will provide examples including motivationally adaptive computer assisted instruction (CAI), reusable motivational objects, the clinical use of motivational messages, the use of pedagogical agents to support motivation as well as learning, the use of emotionally-based versus cognitive motivational support strategies to promote students’ confidence, and/or personal examples from the moderator’s many years or experience with teaching in a variety delivery settings. Each of these areas has been supported by one or more empirical studies and all of them offer opportunities for additional R & D. Participants in this round table will be encouraged to provide examples from their experiences. A Retórica Digital em Ambientes Virtuais de Aprendizagem Prof. Antonio Carlos Xavier (UFPE) Na Internet as linguagens (verbal + visual + sonora) são mescladas nos dispositivos e suportes de informação (desktops, notebooks, tablets e smartphones) que contém APPs e outros softwares, permitindo interações e trocas de saberes de forma inédita. Essa convergência de linguagens em dispositivos digitais têm levado os sujeitos a produzirem mensagens cada vez mais singulares e plurissemioticamente organizadas. Tomando como referências a Retórica Clássica Aristotélica e a Nova Retórica de Perelman, tem-se hoje um diferente modo de enunciar e argumentar no espaço virtual que tem sido chamada de Retórica Digital. Para além das comunicações pessoais, a escola tem sido desafiada a usar essa Retórica Digital para alcançar os aprendizes, nascidos em meio a tantos gestos digitalizados. Como se caracteriza a Retórica Digital? Qual o papel da Retórica Digital nos processos de aprendizagem com App e objetos digitais de aprendizagem? Quais as (des)vantagens de sua apropriação pelos professores e estudantes? Como deve a Retórica Digital ser utilizada nos ambientes virtuais de aprendizagem? sugerir respostas a tais questões são os objetivos deste trabalho. Uma análise prévia sugere que essa Retórica está cada vez mais acessível e presente nos materiais educacionais e são bem recebidos pelos aprendizes que têm mais facilidade para dominá-los e usá-los no cotidiano dentro e fora da sala de aula. Processos Cognitivos da/na aprendizagem em espaços diversos Prof. Dr. Edmilson Borborema (UFPE) Esta discussão tratará de questões relativas aos aspectos cognitivos em ação durante o processo de ensino e aprendizagem em ambientes pertinentes diversos. As possibilidades de ensino e aprendizagem mediadas por espaços que vão além da sala de aula tradicional e de recursos que inovam essa trama a cada dia que passa são alvo de questionamentos e estudos que tentam precisar o lugar e o agir do professor, do aprendiz, assim como dos próprios espaços e recursos envolvidos na empreitada. Exemplos de situações e ações que perfazem este universo serão oferecidas no intuito de uma melhor compreensão do assunto e questionamentos afins serão levados em consideração ao longo da discussão. MESA-REDONDA 05 – “CINEMA, MÚSICA E FOTOGRAFIA NA ERA DIGITAL: o que é e como se faz?” MEDIADORA:. Profa. Dra. Siane Gois (UFPE) Data: 08/12 15h30 às 17h Cinema e pós-cinema: o impacto da digitalização no audiovisual Prof. Dr. Paulo Cunha (UFPE) Local: Miniauditório 2 (Térreo) Os cenários do cinema e do audiovisual vivem, atualmente, um processo de intensas transformações por conta do acelerado processo de digitalização. A rigor, diante de certas mudanças, é possível começar a pensar na superação de um modelo constituído desde o final do século XIX e vigente até o final do século XX, baseado num dispositivo analógico de captação, distribuição, projeção e fruição. O novo dispositivo pressupõe mobilidade, multiplicidade de telas, distribuição multiplataforma, entre outros aspectos. O Que a Música Tem a Ensinar às Inovações da Era Digital? Prof. Dr. Giordano Cabral (UFPE) A indústria fonográfica foi uma das primeiras a quebrar com a era digital. O mp3, a Internet, o compartilhamento de arquivos direto entre usuários, os players digitais, criaram uma revolução que obrigou gravadoras, artistas e produtores a se reinventarem. Este fenômeno se repetiu e se repete em outras áreas, como o cinema e o mercado editorial. Ele forma um padrão, com lições importantes a serem aprendidas e que tem forte impacto em áreas como a educação.Serão vistos projetos inovadores realizados na área de música por meio de novas mídias, como jogos, aplicativos e sistemas educacionais, e como estes trouxeram maior valor aos artistas e sua música. Por fim, será visto como isso pode ser transposto para outras instâncias, sucitando a discussão entre os participantes e com público. Seis sintomas de consolidação da fotografia digital Prof. Dr. José Afonso Jr. (UFPE) A partir de fotografias presentes em editoriais e de transformações observadas em material recolhido para aulas ou em exposições, apresentaremos seis sintomas de transformação das bases da fotografia que perpassam o digital, apesar de não serem exclusivas dele. Recorremos a exemplos contemporâneos de modo a ilustras as possibilidades em prática e latentes de utilização da fotografia para além do realismo predominante, registro da memória, prova do acontecido. Alternativas agora situadas no campo da performance e que liberam a fotografia da necessidade de se legitimar a partir do documento visual. MESA-REDONDA 06 – “HIPERTEXTO E MEDIAÇÃO NA LINGUÍSTICA DE CORPUS E NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS” MEDIADORA: Prof. Dr. Alberto Poza (UFPE) Data: 08/12 15h30 às 17h Local: o LEP (2 . andar) Hipertexto e novas tecnologias: causas e potencialidalidades - soluções Prof. Dr. Alvino Mozer (UNINTER) As resistências são analisadas sob a perspectiva da inadequação da ACOMODAÇÃO (Michel LEBRUN) e também à luz do construto da CONSCIÊNCIA POSSÍVEL (de Lucien GOLDMANN). Considerar-se-ão as contribuiçoes de Jesús Martín BARBERO sobre mediação cultural. Trataremos do hipertexto e da linguística de corpus: uma união profícua. O objetivo desta apresentação e investigar a possibilidade de analisar hipertextos visando observar a densidade lexical, ou seja, a riqueza vocabular de tais textos, tendo como base os preceitos da linguística de corpus. Tomou-se como corpus, hipertextos acadêmicos extraídos de rotas de aprendizagem usadas em um curso de Letras - Língua Portuguesa, e respectivas literaturas e usou-se o software WordSmith Tools, de Mike Scott, versão 4. Os resultados serão aqui apresentados O Hipertexto e a Linguística de corpus: uma união profícua Profa. Dra. Tereza de Souza Lima (UNINTER) O objetivo desta pesquisa é investigar a possibilidade de analisar hipertextos visando observar a densidade lexical, ou seja, a riqueza vocabular de tais textos, tendo como base os preceitos da linguística de corpus (Berber Sardinha, 2004; Camargo, 2005). Tomou-se como corpus, hipertextos acadêmicos extraídos de rotas de aprendizagem usadas em um curso de Letras - Língua Portuguesa e respectivas literaturas e, para análises quantitativas e qualitativas, usou-se o softwareWordSmith Tools, de Mike Scott, versão 4. O Hipertexto e a navegação de webcomics ProF. Dr. Rodrigo Otávio dos Santos (UNINTER) O presente trabalho pretende explicar a navegação hipertextual das histórias em quadrinhos digitais, também chamadas webcomics, e apresenta-las como elementos de ensino-aprendizagem. Para tanto, utilizaremos tanto teóricos de histórias em quadrinhos, como Ramos, Fagin e Mendo quanto teóricos de hipermídia e cibercultura, como Levy, Lemos e Memória e também novos teóricos da educação digital, como Prensky, FIlatro e Mattar. Para melhor ilustrar nossa pesquisa, nos utilizaremos de um dos mais populares webcomics brasileiros, o www.malvados.com.br, do autor carioca André Dahmer. No artigo buscamos entender o modelo de funcionamento do website que agrega as tirinhas diárias do autor, bem como a forma que este foi realizado, já que esta nos parece por demais simples e acessível. Ao nos depararmos com o website e as tirinhas, tentaremos mostrar como este tipo de navegação e este tipo de suporte pode ser utilizado também em sala de aula por educadores para ajudar no processo ensinoaprendizagem. 6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias Aprendizagem aberta e invertida CRIAÇÃO DA MARCA SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 01 Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente relacionada ao tema da edição. Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às Ferramentas tecnológicas e aprendizagem de línguas práticas de educação aberta e sala de aula invertida. Data Márcia Aparecida Silva (UEG) Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de 07/12 papel que alcançam liberdade quando decidem pensar odiferente, pensar fora da caixa. Esses aviões, que Com este atrabalho, objetivo discutir e relacionar uso de tecnologias digitais e a aprendizagem da língua Hora representam inglesa. A ferramenta tecnológica selecionada para essa pesquisa foi o VOKI, que possibilita a criação a figura do professor e do aluno, voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse de 10h30 às 12h30 avatares personalizados, com diferentes sotaques e, também, gravação da própria voz. O interessante novo ambiente cheiodiferentes de recursos tecnológicos que os ajudam ensinar e a aprender os lugares. de haver sotaques é a possibilidade de oaaluno perceber que a alternando língua inglesa não se restringe Local: aos sotaques americano e através britânico.daConforme Rajagopalan (2010) não se pode maisoutside pensar the a língua A história que queremos contar imagem toma como base a metáfora Thinking Sala Hipertexto inglesalivre: como algo fora de um só lugar, masdiferente. como algo plural, em queconsideração pertence a uma série box, em tradução pensar da caixa, pensar Levamos ideias quede vãopessoas desde que 01 utilizam essa língua para se comunicarem, esse conceito plural pode ser compreendido como inglês a liberdade mundial, presenteou noseja, conceito Educação Aberta, passando empoderamento aluno que trabalha uma de língua que não pertence a umapelo nação apenas, mas a do quem a utiliza em seu dia a o (2 . andar) dia. Apara pergunta norteadora darealmente pesquisa eficaz. foi: Quais as possibilidades pedagógicas de se utilizar o VOKI com o professor uma aprendizagem nas aulas de Língua Inglesa? O contexto da pesquisa foi uma disciplina de Língua inglesa em uma Em alusão ao conceito de Sala de aula invertida pensamos nos aviões que voam juntos, em direção a um Universidade Estadual de Goiás e os dados foram coletados no ano de 2015. Os resultados iniciais mesmo objetivo – a aprendizagem – mas estão dispostos de forma espelhada, flippada. A ideia eaqui é mostrar mostram que utilizar ferramentas digitais colabora bastante para com a autonomia interação entre os alunos. que a inversão proposta pelo conceito não é uma oposição, mas uma coalizão de forças. Narrativas colaborativas e transmidiáticas em aulas de literatura no ensino municipal de Senador Canedo Elisabete Teles Marino (IPOG) O tema do meu trabalho é Narrativas colaborativas e transmidiáticas em aulas de literatura no ensino municipal de Senador Canedo. Neste artigo me propus analisar a narrativa transmidiática e relatar experiências de narrativas colaborativas em produções literárias de alunos da rede municipal de ensino no município de Senador Canedo, localizado na Região Metropolitana de Goiânia, a partir de uma análise do Projeto E se eu fosse o autor?. O referido projeto incentiva o uso das mídias digitais como ferramentas pedagógicas, valorizando a aprendizagem colaborativa e a cultura digital. Propõe a construção coletiva de novas histórias, tendo como base inicial a leitura de livros literários em sala de aula, na Biblioteca Municipal da cidade e no laboratório de informática da biblioteca. Abordei conceitos essenciais, tais como transmídia, cultura da convergência, inteligência coletiva, expansão tecnológica e mudança do processo comunicacional, baseado na interatividade e na comunicação em rede. E recorri a vários autores dando destaque ao psicólogo Gardner (1995) e sua teoria sobre as inteligências Múltiplas (IM) e a JenKins (2009) ao debater sobre cultura da convergência, mostrando que a cultura contemporânea se afirma pela sua distribuição em várias plataformas. Estratégias de produção textual em webfólios: diversidade e autonomia na avaliação da aprendizagem Djárcia Brito de Santana (UNEB) Com vistas à avaliação do registro da prática escrita e a verificação da aprendizagem, no percurso da disciplina Prática Pedagógica do curso de Letras/Português, valemo-nos de uma proposta de construção de Portfólios. Estes, por se situarem no ciberespaço, vieram a se tornar Webfólios. Logo, a presente comunicação, trata-se de um relato de experiência que pretende explanar sobre os desafios sustentados ou superados, bem como a respeito da relação dos estudantes com outras formas de avaliar, a qual ainda não haviam sido submetidos, até aquele semestre. O universo conceitual que nos amparou, como ponto de partida, foi a ideia de ciberespaço a que reporta Levy (1999), assim como o conceito de portfólio trazida por Villas Boas (2004), que o define como uma seleção de conteúdos significativos no processo de aprendizagem, em que se exige uma postura ativa dos atores envolvidos, onde a reflexão se constitui parte fundamental no processo. Ao final, pudemos constatar uma potencialidade do recurso, haja vista as possibilidades de interação entre os pares que, com atitudes colaborativas, passaram a desenvolver estratégias de produção textual diversa daquela utilizada em um portfólio tradicional. Ferramenta fórum e o ensino da EAD nas disciplinas de exata: inserção de dispositivos para aumentar a interação no MOODLE Allan Gomes dos Santos (IFAL); Luís Mercado (UFAL) Ferramenta fórum e o ensino da EAD nas disciplinas de exata: inserção de dispositivos para aumentar a interação no Moodle é um trabalho que retrata a necessidade de unir estratégias didáticas com TIC no ensino superior como propostas de melhorar a interatividade da aprendizagem na ferramenta fórum na plataforma Moodle. A matemática e outras disciplinas das ciências exatas nos cursos de EAD necessitam ser munidas de melhores mecanismos de comunicação e interação para uma maior aprendizagem, portanto, propomos que a ferramenta fórum não seja somente de texto, mas tenha um suporte de áudio conjugando as mensagens de voz e texto com intuito que fomente a relação de comunicação no ensinoaprendizagem, e traga na relação aluno-tutor-professor mecanismos que façam um aprendizado mais significativo por parte dos alunos que estudam as disciplinas de cálculos. Além disso, indicamos que todo o manuseio desta ferramenta virtual com sua composição de mídias (voz/áudio) seja disponibilizado em dispositivos móveis com recepção/transmissão direta em forma de SMS, trazendo rapidez e qualidade de interatividade, e buscando um ambiente mais ativo nos estudos dos alunos das disciplinas exatas em EAD que possuem muitas dificuldades teóricas e de até verbalizá-las no seu aprender. Para além da aula de língua portuguesa: a Webquest e o aprendizado da leitura e da produção numa proposta de sala de aula invertida Fernanda Schneider (IFRS e PUC-RS), Lisiane Cézar de Oliveira (IFRS) Neste estudo, temos por objetivo analisar a aplicação da Webquest no desenvolvimento de tarefas de compreensão leitora e produção, numa proposta de sala de aula invertida (e adaptada). Para isso, tomamos como suporte teórico os estudos de Dogde (1995) Lévy (1997) e Moran, Masetto e Behrens (2013), entre outros, e a experiência da participação no “Grupo de Experimentação em Ensino Híbrido e uso de diferentes tecnologias”, da Fundação Lemann e do Instituto Península (PORVIR, 2015). Inicialmente, abordamos noções acerca do uso das diferentes tecnologias - mais especificamente da Webquest - e as novas formas de organização dos ambientes de aprendizagem. Posteriormente, analisamos a aplicação de uma Webquest a um grupo de participantes da rede pública de ensino da região sul do país. E, por fim, apresentamos os resultados decorrentes das percepções da aplicação da Webquest pelos professores envolvidos. Apesar da necessidade de adaptações nas diferentes realidades educacionais de nosso país, a Webquest apresenta-se como uma ferramenta potencial no desenvolvimento da compreensão leitora e da produção. E, nesse contexto, a sala de aula invertida configura-se como um método que pode colaborar para a personalização do ensino e para o desenvolvimento da autonomia do aluno. A Socialização das metodologias ativa e colaborativa: aprendizagem invertida na formação docente Miguel Carlos Damasco dos Santos (AEDB) O modelo de sala de aula tradicional, no qual o aluno recebe passivamente o conteúdo transmitido pelo professor, está saturado. Outras metodologias devem ser empregadas para motivar a aprendizagem do discente na cultura digital. O objetivo do estudo é fazer uma reflexão sobre a formação docente, principalmente sobre a utilização de recursos tecnológicos nas práticas educativas. Além disso, a adequada aplicação de técnicas e métodos apropriados pode ser um fator socializador e propagador para melhoria do processo educacional. A proposta é colocar o aluno como protagonista de sua aprendizagem (LITTO, 2010), e que seja favorecida a construção do seu conhecimento de forma colaborativa (LEITE et al, 2005). Sobre aprendizagem na era digital, o estudo analisa também os conceitos de conectivismo (MATTAR, 2013), de aprendizagem em rede (HARASIM et al, 2005) e, principalmente, sobre sala de aula invertida (VALENTE, 2014). Nesse contexto, a pesquisa relata uma experiência realizada num curso de graduação superior em formação de professores. Uma disciplina semipresencial sobre tecnologias na educação foi adequada para a realização do processo descrito, não só pelo conhecimento para aplicar as potencialidades das ferramentas tecnológicas disponíveis, mas também pela motivação para emprego de metodologias que privilegiem atividades ativas e colaborativas. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 02 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 02 o (2 . andar) Experimentações do uso de mídias digitais na disciplina de Artes no 8º ano Eli Lopes da Silva (UFSC/SENAC), Cleverton Fabiano Baldo (Centro Educ. Roberto Machado) Este artigo apresenta os resultados baseados nas experimentações das mídias digitais na disciplina de Artes no 8º. ano do ensino fundamental em uma escola de Rio do Sul/SC. Trata-se de parte de uma pesquisa de doutoramento, em andamento, intitulada “Labirinto rizomático de experimentações com base no uso de mídias digitais: professorpesquisador em etnopesquisa-formação”. Como problema da pesquisa e em parte retratado nesse artigo, estão os processos de mediação conduzidos pelo pesquisador com o professor, na perspectiva da etnopesquisa-formação, que possibilitam a esse professor e aos demais na escola, construir experimentações que se transformam em experiências de uso das mídias digitais, gerando significado e transcendência na perspectiva da Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM). Nas experimentações estão sendo usados objetos de aprendizagem para o ensino dos conteúdos: Cubismo, Surrealismo, Dadaísmo, Expressionismo e Futurismo. Neste trabalho são apresentados também os vídeos surreais criados pelos alunos e a forma como o professor está recebendo a mediação pelo pesquisador. A alternativa encontrada para que os professores pudessem construir suas experiências, o que inclui o professor de Artes, foi o pesquisador fazer junto com eles, aprendendo juntos, construindo um percurso etno-formativo na pesquisa. E isso pressupõe ser mediador no processo e não apenas intermediário. O Cinema Nacional do Gênero Histórico e seu uso como suporte pedagógico no ensino de História do Brasil: viabilidades e precauções Wenderson dos Santos Couto (FAE-UFMG) A História é um dos temas mais visitados pelo cinema nacional, que tem se tornado um mecanismo divulgador da História Pública, porém nem sempre os conhecimentos históricos apresentados nas obras cinematográficas são fidedignos aos conhecimentos produzidos na academia e disseminados nos centros educacionais. Ocorre constantemente que o telespectador, por não possuir conhecimentos básicos da linguagem cinematográfica, se torna um sujeito acrítico assumindo uma posição passiva diante da obra. A presente comunicação, que é parte integrante de um estudo realizado no Mestrado Profissional em Educação e Docência da FAE-UFMG, tem por objetivo discutir o uso do cinema nacional do gênero histórico como suporte pedagógico no ensino de história do Brasil, analisando-o como texto fílmico e, portanto, um gênero de discurso na concepção de Mikhail Bakhtin. A fim de evitar uma relação “monoglóssica” entre a obra cinematográfica e o telespectador, pretende-se ao final desse estudo discutir meios para o desenvolvimento de um letramento cinematográfico em sala de aula que se sustentará, principalmente, nas contribuições de Roxane Rojo e Eduardo Moura acerca dos multiletramentos. Esse trabalho desenvolver-se-á através de uma pesquisa-ação aliada à discussão bibliográfica. O Uso da TDIC’s no Ensino de Literatura Simone dos Santos Pinto de Assumpção Vieira (Colégio Pedro II) Este trabalho busca refletir sobre a incorporação das tecnologias digitais de informação e comunicação na prática docente, diretamente relacionada ao ensino de literatura no ensino médio. Tal reflexão considera aspectos como a formação docente, o uso das TDIC’s que já são integrantes do quotidiano do aluno e a necessidade de um currículo que não só considere, mas que se integre ao uso destas tecnologias. Segundo os PCN’s, a vivência do aluno deve ser considerada e valorizada no ambiente de aprendizagem. Portanto, saber utilizar a tecnologia trazida pelo aluno significa não só enxergá-la como aliada, mas também como instrumento fundamental para uma aprendizagem de fato significativa para o aluno e construtora de uma sociedade melhor. Faz-se necessário eliminar as distâncias entre o “mundo do aluno” e o “mundo da escola”. O primeiro mundo tem acesso fácil e imediato à tecnologia, já o segundo se recusa a aceitá-la em seu processo de aprendizagem, tornando-se obsoleto. É relatada aqui a proposta de trabalho com turma do ensino médio cuja temática foi a teatralização de obras do Machado de Assis e sua integração com o acervo tecnológico inerente ao aluno. Mobile Learning e Aprendizagem Ativa no ensino de graduação Danielle Pompeu Noronha Pontes (UEA) A metodologia para utilização dos dispositivos móveis em sala de aula tem sido motivo de discussões e divergências. A maioria dos professores não estão preparados para utilizarem estes dispositivos em sala de aula. Os dispositivos móveis perdem sua utilidade no modelo convencional de ensino aonde o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um ouvinte passivo do processo ensino-aprendizagem. Entretanto em um ambiente de sala de aula invertida e aprendizagem ativa os dispositivos móveis (celular ou tablete) são de fundamental importância. Pode-se definir a sala de aula Invertida como um modelo de ensino aonde a apresentação do conteúdo é realizada através de conteúdos digitais que ficam disponíveis para os alunos através da internet. Em sala de aula, o professor utiliza o tempo para tirar dúvidas e lançar projetos, problemas e desafios aos alunos, proporcionado uma aprendizagem ativa. Este trabalho relata aplicação do conceito de aprendizagem ativa e mobile learning através da utilização de uma Sala Samsung Smart School em uma disciplina do curso de Licenciatura em Informática da Universidade do Estado do Amazonas. Como resultado conclui-se que o método de ensino aplicado trouxe benefícios aos alunos que já possuem fortes características dos de nativos digitais. Dispositivos móveis como parceiros nas práticas de ensino de inglês na sala de aula no IFRJ Elza de Mello Ribeiro (IFRJ), Carla Cristina de Souza (IFRJ/PUC- Rio) Com o avanço da tecnologia na contemporaneidade, o novo perfil de aluno na sala de aula da era digital e a influência que um exerce sobre o outro, não há possibilidade de se pensar no processo educativo sem que se contemple os recursos e instrumentos tecnológicos disponíveis como materiais didáticos eficientes e eficazes no contexto educacional. A presente comunicação tem por objetivo compartilhar uma dentre algumas experiências realizadas em sala de aula com uso de dispositivos móveis ligados à rede wifi que propicie, não somente acesso a diferentes pontos de vista sobre um tópico, bem como o posicionamento crítico do aluno frente ao tema em questão. Uma atividade dessa natureza tem a ver com letramento digital, usos da tecnologia para acesso à informação, transposição da mesma em conhecimento e, sobretudo, letramento crítico a partir de posicionamentos e argumentações. Os conceitos acima mencionados dialogam com pressupostos teóricos de pesquisadores da área, tais como: Kleiman (1995; 1998); Soares (2000; 2002; 2004) Xavier (2005); Dieb (2009) e Ribeiro(2012). A partir de aulas que incorporem tarefas mutlisemióticas de cunho digital na metodologia a qual esteja vinculada, os resultados esperados indicam alunos mais participativos e interativos entre si, com o professor e com o assunto. Mobile Learning: um estudo sobre o uso de aplicativos educacionais para ensinar e aprender inglês Thamiris Oliveira de Araujo (IFF) As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) avançam a cada dia e já integram nosso cotidiano social. A crescente popularização dos smartphones e a inserção dos tablets nas escolas nos convidam a pensar sobre o processo de aprendizagem móvel dentro e fora do ambiente escolar. A partir dessa demanda, a pesquisa proposta discute a relação entre os dispositivos móveis e a aprendizagem da língua inglesa, em especial, através do uso de aplicativos educacionais. Tendo em vista a existência de uma enorme quantidade de aplicativos para dispositivos móveis, gratuitos ou não, voltados para a aprendizagem de inglês, o objetivo inicial da pesquisa é empreender um levantamento desses aplicativos, analisando suas características gerais para o ensino de (1) leitura, (2) vocabulário, (3) gramática, (4) compreensão oral, (5) escrita e (6) pronúncia. Outro objetivo deste estudo é investigar o uso de aplicativos educacionais para o ensino e aprendizagem de inglês por professores e alunos do Ensino Médio da rede pública da cidade de Maricá, localizada no estado do Rio de Janeiro. Busca-se, assim, contribuir para a reflexão teórica e prática sobre as possibilidades e dificuldades do uso de aplicativos educacionais para fins pedagógicos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 03 Data 07/12 Hora 10h30 às12h30 Local: Sala Hipertexto 03 Redes sociais educativas: recursos que potencializam os projetos de pesquisa na universidade Cecilio Bastos, Márcio Queiroz e Lana Krisna Morais (UNEB) A interconexão generalizada entre indivíduos no ambiente virtual tem despertado o interesse acerca dos efeitos provocados no comportamento das relações sociais. Com uma proposta educativa, surgem os espaços direcionados a produção do conhecimento, promovido por interações em plataformas que facilitam o aprendizado. Atualmente, o uso desse tipo de ferramenta não está mais condicionado a conhecimentos técnicos complexos, aquisição de equipamentos, serviços de hospedagem etc. O Edmodo é uma plataforma educativa de acesso livre e/ou versão paga, com interface similar à microblogging, disponível em vários idiomas e dispõe de mecanismos que possibilitam a customização o (2 . andar) de cada usuário. A The Capsuled é uma rede social educativa que dissemina conteúdo pelo ciberespaço através de cápsulas. Dividida por categorias e estruturada como uma plataforma, cada membro cadastrado pode publicar seus conteúdos para serem divulgados aos demais usuários da rede. Essa é uma pesquisa comparada que realizou uma apreciação mais aprofundada das plataformas supracitadas e aplicou as estratégias de investigação disponibilizadas pela Social Network Analysis (SNA). Ressalta nos resultados alcançados, principalmente, o aumento da autonomia crítica dos membros dessas comunidades na tomada de decisões e o manejo sobre as informações alocadas, encurtando as adversidades e potencializando a construção coletiva do saber. O Aplicativo Whatsapp como ferramenta de comunicação e estrátegia de interatividade em um curso de mestrado da UFPE Sebastiao Vieira (UFPE); Marcelo Sabbatini (UFPE) O presente artigo apresenta uma proposta de utilização do aplicativo whatssap como ferramenta de comunicação e estratégia de interatividade em um curso de mestrado em Educação Matemática e Tecnológica – EDUMATEC – UFPE. Tendo como objetivo Investigar o processo de comunicação e estratégia de interatividade dos alunos de um curso de mestrado através do aplicativo whatsapp. Já como objetivos específicos analisar o uso do aplicativo whatsapp como ferramenta pedagógica; apresentar o whatsapp como aplicativo de comunicação didático-pedagógica em um curso de mestrado; compreender se o uso do aplicativo whatsapp contribue para o processo de desenvolvimento da aprendizagem e interatividade dos alunos. Tendo como problemática o seguinte questionamento: Como se dá o processo de comunicação e estratégia de interatividade dos alunos de um curso de mestrado através do aplicativo whatsapp? A partir dessa investigação são pensados alguns indicadores para estratégias de interatividade que possam atender algumas demandas da cultura digital em ambientes de aprendizagem. Interfaces interativas utilizadas pelos alunos de geografia do Instituto Federal de Pernambuco – Carlos Alberto Vasconcelos (UFSE) É imprescindível a utilização das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) para o processo ensino e aprendizagem, em especial dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), de forma que se processem interações. Neste sentido, busca-se compreender como e quais são as interfaces interativas mais utilizadas no curso de licenciatura em geografia na Universidade Aberta do Brasil (UAB). Além de vasto referencial teórico (Castells, Silva, Santos, Vygotsky) e da observação in loco, foi feito acompanhamento dos alunos e tutores pelo AVA com aplicação de questionários e entrevistas. Este trabalho resulta de pesquisa qualitativa, com estudo de caso e método comparativo. Percebe-se que o avanço tecnológico impulsiona e transforma a maneira de ensinar e de aprender; há uma complexidade e crescentes tarefas que envolvem informação e tecnologia no processo educativo; as interfaces mais utilizadas são as propiciadas pelo AVA, a exemplo das disponibilizadas pelas redes sociais, Facebook, Whatsapp, Instagram, sites, listas de discussão, porém o fórum e chats (salas de bate-papo) e e-mail são os mais utilizados para atividades do curso, contribuindo com a interatividade entre sujeitos envolvidos. Poderia haver mais e maior aproveitamento dos recursos disponibilizados para o processo educativo. Caçada ao QR Code estimula leitura de poesia no IMH (Picos/PI) Andréia Vitorino Marcos, Maria Jucilene de Araújo e Irlane de Sousa Veloso (IMH) Desenvolvemos uma atividade com os alunos de 6º e 7º anos que tinha o objetivo de analisar gêneros textuais, incentivando a leitura e a descoberta a partir de códigos espalhados pela escola. Selecionamos trechos de um poema para que os alunos juntassem os pedaços e analisassem qual seria o seu gênero textual. Cada estrofe ganhou um QR Code, impresso em cartazes. Dividimos os alunos em quatro grupos e pedimos para eles baixarem um aplicativo com leitor de QR Code em seus celulares. Ao encontrar o código e posicionar a câmera sobre a imagem, eles eram direcionados a uma página com trechos dos poemas e dicas sobre onde encontrar a próxima estrofe. Enquanto decodificavam os trechos, os grupos se reuniam para ler, responder e encontrar a próxima pista para fazer a análise da estrutura do gênero textual. O projeto foi finalizado com a filmagem de um dos integrantes da equipe lendo o texto para o restante da classe. Depois, a turma foi para o laboratório de informática e publicou o vídeo nas redes sociais. Usando o celular a favor da educação percebemos um real incentivo à leitura, estudo do gênero textual, interpretação de texto e codificação. A aula foi excelente! Percepções dos alunos sobre o uso do WhatsApp em um curso de Espanhol para Fins Específicos para guias de turismo Frederico Chaves Sampaio Júnior (IFSE) Este trabalho é uma pesquisa de doutorado em andamento que mescla a abordagem de ensino de Espanhol para Fins Específicos (BELTRÁN, 2000; GARCÍA, 2000, 2004) com a vertente de Tecnologia Aplicada ao Ensino-aprendizagem da Língua Espanhola (RUIPÉREZ, 2005; CALVIÑO, 2014; TALLEI, 2014; ABIO, 2014), e teve como objetivo investigar as percepções dos alunos sobre o uso do Whatsapp em um curso de EFE para guias de turismo. Trata-se de um estudo de caso que foi motivado tanto pela minha prática profissional de guia de turismo, quanto pela minha atividade de professor de espanhol que sempre adaptou recursos tecnológicos em cursos de EFE para guias de turismo. A coleta de dados foi realizada por meio de gravações de duas entrevistas e três questionários. O curso foi de extensão, mediado por tecnologia, baseado em tarefas (GIOAVANNINI et al, 1996; LONG, 2003); e teve um design instrucional contextualizado (FILATRO, 2008), respaldado pela teoria de aprendizagem do Conectivismo. Desse modo, os resultados desta pesquisa demonstraram que o uso do WhatsApp em um curso de EFE para guias de turismo enfatiza a premissa da mobile learning, de “aprendizagem a qualquer hora e em qualquer lugar”, devido à indefinição de horário e local dessa profissão. Aventura na Web com Clarice: um estudo sobre a aprendizagem de Literatura a partir da metodologia WebQuest - Nataniel Mendes da Silva (UFMA), João Batista Junior (UFMA) Este trabalho avalia as potencialidades da metodologia WebQuest para a aprendizagem de Literatura, a partir de atividades realizadas em torno da obra “Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector. As atividades foram realizadas por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola pública de São Luís/MA, por meio de recursos da Web 2.0. O trabalho resulta de um estudo de caso e tem como pressupostos teóricos as vantagens da WebQuest, pesquisa orientada na Internet, apresentadas por Dodge, March, Bottentuit, Abar e Barbosa. Fundamenta-se ainda nas contribuições teóricas de Todorov, Zilberman, Chiappini e Paulino e Cosson sobre ensino e aprendizagem de Literatura. Os dados foram gerados a partir de entrevistas e questionários. Os resultados indicam que a metodologia WebQuest constitui uma boa estratégia pedagógica para o ensino de Literatura e que, quando associada às ferramentas da Web 2.0, estimula a curiosidade, a autoria, a criatividade dos alunos e o interesse pela discussão de obras literárias. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 04 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 04 o (2 . andar) Tecnologias Digitais Móveis, Ensino de Línguas Estrangeiras e Pesquisa Narrativa Karina Aparecida Vicentin (UECE) Tecnologias digitais móveis no ensino de línguas estrangeiras, parte da pesquisa de doutorado da Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Departamento de Linguística Aplicada. Seu principal objeto de investigação é o ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras utilizando-se do potencial das tecnologias digitais, focando os dispositivos móveis como plataformas complementares ao ensino. Outro objeto de estudo diretamente relacionado é a formação de professores de línguas estrangeiras e sua apropriação do potencial digital na prática pedagógica. O professor é considerado um agente imerso no contexto de transformações e suas contradições histórico-sociais, incrementado pelas tecnologias digitais, principalmente as móveis, de uso social cada vez mais abrangente. Buscamos, entre outras fundamentações teóricas, a de comunicação ubíqua de Lucia Santaella, m-learning paralelos com o e-learning (PEGRUM, 2014) e a Pesquisa Narrativa (MENEZES, 2013). Compreendemos a pesquisa narrativa como metodologia de pesquisa qualitativa que parte da experiência do sujeito num processo reflexivo de contar e viver histórias estabelecendo relação com os textos teóricos que as fundamentam considerando suas múltiplas possibilidades de interpretação. Esperamos com essa pesquisa promover o debate sobre as práticas de ensino e a aprendizagem de línguas com uso de tecnologias móveis. A Contribuição das TIC no processo de ensino e aprendizagem e sua importância na educação a distância Aldeci dos Santos (UFSE), Carlos Alberto Vasconcelos (UFSE) O advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), reavivou as práticas de Educação a Distância (EaD), devido a flexibilidade do tempo e a quebra de barreiras espaciais. Sendo assim, este resumo discute abordagens usuais da EaD, destacando o uso das TIC para o desenvolvimento do processo educacional com suporte de ambientes digitais interativos e alternativas metodológicas frente à postura e o papel do professor- tutor e do aluno da EaD. Como metodologia, além de nossa experiência nesta modalidade de ensino, utilizou-se referenciais teóricos como, Almeida (2002), Prado e Valente (2002), Moraes (1997), Kenski, (2003), Levy (2001) e outros. Dessa forma, espera-se que as leituras expressas conduzam a reflexões e favoreçam maior compreensão das formas de utilização das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, bem como que o uso das diversas interfaces contribua para o aprimoramento do processo educacional com interatividade nesta sociedade contemporânea, tecnológica e globalizada, que apresenta como característica fundamental em todos os setores a inserção e revolução das tecnologias, em especial na educação. App #KdNoel: processo criativo no design de experiência e apresentação de uma proposta de ferramenta pedagógica Amanda Oliveira, Eric Viana, Greicy Guimarães, Pollyana Ferrari, Sílvio da Silva (PUC-SP) O objetivo deste artigo é descrever a experiência cognitiva da criação de um aplicativo (app) educacional. O app #KdNoel visa divulgar a obra de Noel Rosa para a geração Z. A narrativa transmídia adotada é justificada, ora pela análise do próprio processo, ora pela linguagem baseada nas “seis propostas para o próximo milênio” de Ítalo Calvino. No caso do design, por exemplo, foram considerados os cuidados com a adequação da composição gráfica e digital através de um brainstorming sobre materiais, estéticas, cores e escolas artísticas. Os fulcros são as prescrições de leveza, rapidez, visibilidade, exatidão, multiplicidade e, da apresentação do aplicativo como uma proposta de ferramenta pedagógica a ser adaptada para programas de educação à distância (EAD). A base conceitual é a sala de aula invertida, que possibilita ao jovem desempenhar papel de sujeito em sua própria aprendizagem. Como e Onde os Alunos de Pedagogia Utilizam seus Smartphones para Aprendizagem? Deise France Ferreira e Patrícia Cavalcante (UFPE) Pesquisas sobre a aprendizagem móvel na América Latina e no mundo revelaram que esta é uma área ainda em desenvolvimento no campo educacional, especialmente no Brasil. Enquanto na Europa já encontramos avanços nessa área, em Pernambuco os celulares ainda permanecem banidos dos contextos educacionais. E diante do uso social e disseminado dos dispositivos móveis, principalmente dos smartphones entre estudantes, este artigo objetivou analisar as estratégias de aprendizagem dos alunos do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco e os usos pessoais dos smartphones para aprendizagem. De acordo com Lemos (2007), estamos imersos na cibercultura, vivendo a cultura da mobilidade e conforme Sharples et al. (2007), a partir do uso dos smartphones com objetivos educacionais, ampliam-se os limites e é possível conceber a aprendizagem de forma diferente e analisar como ela flui por entre espaço, tempo e tecnologias. Assim, através de um estudo de casos (GIL, 2009) com entrevistas semiestruturadas, no intuito de entender qual as estratégias que esses estudantes utilizavam com os smartphones e suas estratégias móveis de aprendizagem. Os resultados identificaram ações para estudar com ferramentas para pesquisa, leitura e o registro nas nuvens nos mais variados locais e horários, como as principais ações espontâneas realizadas pelos alunos. Criação de softwares educativos na formação docente Ana Cristina Barbosa da Silva (UFPE) e Anderson Martiniano Moura da Silva (FJN) Este trabalho é fruto de um curso de extensão para inserir graduandos de licenciaturas no uso e na produção de tecnologia digital como recurso didático para a Educação Básica. O curso teve como objetivo levar os licenciandos de Química, Física e Matemática à criação de softwares educativos (SE), com o Scratch, considerando aspectos técnicos e pedagógicos na construção da interface e específicos das áreas. Bastos (2010) e Valdivia (2008) afirmam que ainda não há trabalho com as tecnologias digitais na formação docente, merecendo urgência a sua implementação. Segundo Squires e Preece (1996), na elaboração de SE, devem ser consideradas as questões de usabilidade e educacionais, por isto a consideração dos aspectos acima, propostos por Silva (2012), e de um projeto de SE. O curso se realizou no Centro Acadêmico do Agreste, UFPE, com vinte graduandos e duração de 24h. Houve a produção de 1 SE em Química, 1 em Física, 8 em Matemática e o SE dos executores. Os graduandos refletiram sobre os conteúdos de estudo dos softwares, a melhor maneira de trabalhá-los e como organizá-los na interface, tendo os softwares atendido ao que propunham os critérios. Foi possível o entendimento da lógica de programação e do uso do Scratch. (Nem) Tudo que está na rede é peixe: a pesquisa escolar e a mediação na seleção de informações Ana Claudia Costa de Aquino Teixeira – Esc. Muni. Parque Brasil– BA Em tempos de avanços tecnológicos sem precedentes, um clique, um toque na tela (o olhar, o som da voz etc.) pode nos levar a infinitos ambientes e também a labirintos sem fim. É nesse contexto que incluímos a pesquisa escolar nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Apesar de ainda não estarem, em algumas localidades, organizados de forma a oferecer plena inclusão digital, os laboratórios de informática se abrem e dão uma pequena mostra do seu potencial. Aliando-se às atividades da sala de aula, algumas ferramentas chegaram para ficar e fortalecer as práticas de ensino contribuindo para a construção de novos conhecimentos advindos da pesquisa escolar. Meninos e meninas recorrem a ferramentas de busca sem temores e certos de que não serão frustrados. Sem complicações, suas questões vão sendo respondidas à medida que clicam e vislumbram assim uma infinidade de possibilidades. É nesse ponto que o papel do mediador escolar é fundamental para nortear a seleção de informações levando em consideração a fidedignidade, a ética e, ainda, direcionando o confronto das informações com outras fontes de pesquisa também autorizadas. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 05 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) Atividades colaborativas gamificadas: exemplos e práticas Fabrícia Faleiros Pimenta (UnB); Bianca Starling (UnB/IESB) Tema: Apresenta os caminhos percorridos acerca da pesquisa que tem por objetivo a construção de uma interface “Gamificada” e colaborativa “Moodle”. Objetivos: Tornar a experiência dos estudantes mais engajante e motivadora de modo que as ações dentro do AVA tenham resultados positivos no processo de aprendizagem. Pressupostos teóricos: A “Gamificação” consiste na utilização de elementos de jogos em contextos que não são de jogos, ou seja, o uso da lógica dos games aplicada a diferentes contextos sociais. Os sistemas colaborativos vêm se mostrando essenciais para fomentar o engajamento dos usuários em suas tarefas e fazer com que seus objetivos sejam alcançados facilmente. A utilização desses sistemas atrelados aos conceitos de gamificação tem um potencial promissor para tornar mais atrativas as plataformas de educação a distância. Metodologia: Acredita-se que os alunos serão estimulados a pensar de forma colaborativa, sendo uma estratégia valiosa na tentativa de motivar os cursistas e influenciar seu comportamento a fim de trazer resultados positivos ao processo de ensinoaprendizagem. Resultados esperados: Espera-se a vivência de um processo educacional que privilegie a exploração, a experimentação, a interação, a colaboração, a autonomia e a autoria criativa, provocando nos cursistas a tomada de consciência sobre o próprio processo de aprendizagem. Gamificação em pesquisas em educação: uma revisão da produção acadêmica Claudia Castellano Losso e Martha Kaschny Borges (UDESC) O texto traz os resultados de uma revisão sistemática sobre a gamificação como uma nova proposta conceitual e metodológica e busca trazer à pauta algumas questões sobre essa perspectiva aplicada à educação. Objetivamos mostrar a produção acadêmica em torno da questão no período de 2010 a 2014, utilizando termos em inglês como o descritor primário “gamification”, e como descritor secundário “education”. As bases de dados selecionadas foram o Portal de Periódicos da Capes, o Google Scholar, e a base Elsevier Sciencedirect, e foram elencados trabalhos que estivessem disponíveis na área da educação. O objetivo era evidenciar o conceito de gamificação e suas perspectivas e dificuldades, além de trazer seus principais expoentes, e relacionar quais as naturezas dos trabalhos apresentados, técnicas de análise e metodologias. Apesar do grande número de trabalhos encontrados, apenas sete se enquadraram no escopo da pesquisa, mas mostraram alguns traços em comum, desde a sua conceituação bem como a dificuldade de se refletir epistemologicamente sobre o tema. Uso das TDIC na Formação de Professores: o caso da Oficina de Vídeo mediada através do Facebook Clara Cristina Santos, Ricardo Silva, Romerita Farias e Sérgio Abranches (UFPE) O presente artigo discute o uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC´S) na formação docente inicial mediado pelo Facebook. O texto parte do relato de uma experiência, através de uma oficina realizada com alunos do curso de Pedagogia, na disciplina História da Educação, na Universidade Federal de Pernambuco. A discussão está fundamentada na perspectiva do uso pedagógico de tecnologias digitais bem como na perspectiva da inclusão digital. A referida oficina faz parte de uma ação de extensão universitária, ministrada por graduandos, pós-graduandos e técnicos, coordenada por docente, com o objetivo de favorecer a inclusão digital de jovens de periferia e turmas de licenciandos, através da produção de conteúdo digital, nas diversas linguagens midiáticas. A experiência aqui descrita e analisada foi da oficina de vídeo digital de bolso, sendo que a equipe responsável mediou a aprendizagem sobre a própria técnica da produção de vídeos digitais de bolso, mesclando as modalidades presencial e a distância, explorando o uso das redes sociais como ambiente virtual de aprendizagem, através do uso do Facebook. Conclui-se desta experiência que o uso do Facebook favoreceu uma ação mais protagonista das discentes e que a rede social é um meio para as atividades de ensino e também de formação docente. Aprender a ler-ouvir com hipertextos na aquisicao da compreensão oral em francês como língua estrangeira (FLE) Rosiane Maria Soares da Silva Xypas Na sala de aula de língua estrangeira, o professor se vale quase sempre, no desenvolvimento das competências de base, da utilização de um hipertexto. Perguntamos quais as implicações deste na aquisição da Compreensão Oral? Como adequar hipertextos para a escuta, motivando o uso de estratégias metacognitivas no aprendiz? Partimos do pressuposto que a leitura-escuta com hipertexto desempenha um papel preponderante no desenvolvimento da CO, o que postulamos ser uma vantagem, com ressalvas, para a aquisição de línguas estrangeiras. O objetivo geral desta pesquisa é apresentar pistas pedagógicas favorecendo o letramento literário através da leituraescuta de textos verbais e orais a partir de fábulas de La Fontaine. Os objetivos específicos são analisar o lugar da compreensão oral e do processo metacognitivo em LE; Investigar a função do hipertexto na elaboração da construção de sentido. Esta pesquisa é de cunho qualitativo e tem como fundamento metodológico o estudo de teorias sobre leitura em língua estrangeira Gaonac’h (2003); imagem Demougin (2003); compreensão oral Cornaire (1998); estratégias de escuta Goh (2003) e Rémond (2003) e sua aplicação na sala de aula. Resulta que a competência desenvolvida com hipertextos implicou na tomada de consciência do aprendiz na elaboração e construção de sentido da aprendizagem oral. Jogos digitais no ensino de língua portuguesa para o ensino fundamental e médio Julianne Caribé e Rosemary Ramos (UNIFACS) Os Jogos Digitais se fazem cada vez mais presentes no cotidiano das crianças e jovens. Mas, apesar de sua popularidade e potencial parece haver um distanciamento entre práticas escolares e uso dos Jogos Digitais nos espaços educativos: quanto mais jovem o aluno (séries inicais) maior possibilidade de encontrar essas estratégias de ensino presentes; e quanto mais alto o grau de escolaridade (ensino médio) menor essa recorrência. Neste sentido, empreendemos em analisar relatos de professores, publicados em periódicos científicos, sobre o uso de jogos digitais na disciplina Língua Portuguesa, nos últimos cinco anos tanto no ensino fundamental, quanto ensino médio, com o objetivo de conhecer como têm sido utilizados, quais jogos digitais se fazem mais presentes, os elementos motivadores para tal escolha e sua contribuição ao processo educativo. Para análise de dados dialogaremos com ALVES (2010; 2011), PRESNKY (2001), dentre outros. Esperamos, com isto, contribuir com a divulgação deste artefato como elemento pedagógico mediatizador dos processos de ensino e aprendizagem, desmistificando o olhar que ainda se lança sobre os mesmos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 06 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 06 o 2 . andar Construção do conhecimento, Autoria e Formação: uma rede colaborativa Mary Valda Souza Sales (UNEB) A construção do conhecimento, a autoria e a formação na contemporaneidade requer uma definição da base epistemológica que norteie uma reflexão no sentido de viabilizar uma análise da noção de mediação e linguagem e do conceito de cognição que permeiam esse processo reflexivo. Nesse sentido, busca-se neste tempo de emergência rápida das tecnologias da informação e comunicação (TIC), refletir sobre os conceitos de autoria, conhecimento e formação, partindo do princípio que a sociedade em que vivemos traz consigo o paradigma informacional que pressupõe o desenvolvimento do fazer social em rede, isto é, o desenvolvimento de todo processo formativo, de construção do conhecimento de forma colaborativa e coletiva. A partir de uma articulação dos estudos de Lima Jr., Sales, Macedo, Honoré, Maturana, Vigotski, Bakhtin, Lave, Tardif com a pesquisa participante de cunho fenomenológico desenvolvida, apresentar indicativos do processo de construção do conhecimento em rede, que possa sustentar diante de uma reflexão sobre os processos formativos mediados pelas TIC, a partir da analise da práxis informacional que tem como princípio de existência as práticas de construção coletiva, colaborativa, que contradizem os conceitos clássicos de autoria e cognição, o desenvolvimento de um processo formativo em rede colaborativa. A Influência das tecnologias móveis na prática pedagógica dos docentes do ensino superior para divulgação da cultura científica Willderlânia Ximenes Cunha, Sebastião Vieira Marcelo Sabbatini (UFPE) Esta pesquisa se propõe a analisar a influência das tecnologias móveis na prática pedagógica dos docentes do Ensino Superior para divulgação da cultura científica. Trata-se de um diagnóstico do uso de ferramentas que propiciem um ensino inovador, no qual professores realizam atividades com seus alunos. A metodologia utilizada foi um estudo de cunho bibliográfico e empírico, nos permitindo explorar com maior aprofundamento a temática. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco professores que lecionam nos cursos de graduação da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados obtidos através de depoimentos dos professores mostram como o uso de recursos tecnológicos na educação pode contribuir para melhorar as práticas pedagógicas para que haja uma divulgação da cultura científica. Por outro lado, a pesquisa mostrou também a dificuldade de aceitação de professores para o uso destas tecnologias e enfatiza a importância da formação continuada para que os docentes possam fazer uso dessas tecnologias no âmbito educacional e consequentemente promover uma cultura científica. Assim, verifica-se a necessidade de mais pesquisas que analisem o papel do docente nesse contexto. Inovações tecnológicas educacionais e a ação pedagógica em cursos de pós graduação lato sensu Rosemary Ramos (UNEB/UNIFACS), Maria de Fátima Maia (UNIFACS) O cenário educativo se encontra inundado por inovações tecnológicas educacionais. Aula Invertida, bLearning, Redes Sociais, Blogs, Hipertexto, Jogos Digitais, Gamificação, Mobile-learning etc. São largamente discutidos e impregnam o discurso de educadores da graduação, mas, nem sempre, se apresentam como possibilidade concreta de mediação nas salas de aula. A distância se acentua ao se observar a ação pedagógica na Pós-Graduação Lato Sensu. Diante de tal constatação, desenvolveu-se a presente pesquisa com objetivo de identificar o que pensam e sabem os docentes desse nível de ensino sobre as atuais inovações tecnológicas educacionais, analisando como e em que medida elas se aproximam do seu cotidiano pedagógico. Fez-se um estudo de caso, utilizando-se de roteiro de entrevista semiestruturado e questionário para recolha de dados junto a docentes e discentes. Os resultados indicam conhecimento parcial das inovações tecnológicas educacionais e um significativo distanciamento, revelando a necessidade de estratégias formativas para que docentes e discentes apropriem-se dessas inovações. Espera-se contribuir com a aproximação dos novos processos e artefatos tecnológicos educativos aos cursos Lato Sensu, com vistas ao desenvolvimento e fortalecimento da ação docente e aprendizagem dos estudantes, neste nível de ensino. Variação linguística, jogos e tecnologia: vencendo desafios em condições adversas Monique Débora Alves de Oliveira (UFRJ) Neste trabalho, apresentaremos atividades didáticas que contemplem três desafios atuais da escola no nível fundamental de ensino: abordar temas de sociolinguística; realizar essa abordagem de forma atraente para alunos; e realizar uma experiência com a inserção de recursos tecnológicos em sala de aula. Os temas de sociolinguística se mostram relevantes pois lidam com a construção da identidade do aluno, levando-o a refletir sobre conceitos como marginalização e preconceito. A forma escolhida de apresentação desses temas foi a abordagem lúdica, por dois motivos: trata-se de turmas do sexto ano, portanto de uma faixa etária em que o jogo está bastante presente no dia a dia e; experiências anteriores utilizando métodos tradicionais se revelaram ineficazes. A inserção de recursos tecnológicos, por fim, atende não apenas a uma demanda de nossa época. O perfil dos alunos da escola, que se localiza em uma comunidade de uma periferia do Rio de Janeiro, com eventos frequentes de violência, faz com que essa inserção se torne um verdadeiro desafio. Limitações de acesso a Internet e a dispositivos tecnológicos (celulares, tablets) se tornaram parte do material do trabalho que trará reflexões e contribuições para esse tipo de atividade ainda pouco frequente para o perfil de aluno descrito. Aplicabilidade de jogos digitais em crianças com síndrome de down: delimitando meios para o desenvolvimento significativo Renata Cristina Oliveira (UNEB) Este artigo foi elaborado a partir do trabalho apresentado como requisito obrigatório para a conclusão do Curso de graduação em Pedagogia Plena da Universidade do Estado da Bahia. Refere-se ao estudo sobre a aplicabilidade de jogos digitais com crianças com Síndrome de Down. A Síndrome de Down acontece quando o indivíduo apresenta um cromossomo a mais no par 21. Pessoas com Síndrome de Down apresentam desenvolvimento mais lento que outros indivíduos, por isso são necessárias intervenções para estimular suas habilidades. Esta pesquisa apresenta os jogos digitais como um novo aliado para estimular essa parcela de crianças. Para desenvolvê-la, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre a Síndrome de Down e as potencialidades dos jogos digitais no processo de desenvolvimento de crianças em geral. Constitui-se também uma pesquisa qualitativa que descrevo por meio de um relato de experiência do trabalho realizado durante dois anos na aula de informática com uma criança com Síndrome de Down submetida a esses jogos. Foi possível perceber que jogos digitais, se forem levados para sala de aula de forma contextualizada, articulada com a linha pedagógica e a prática do professor, poderão ajudar no desenvolvimento de todas as crianças, inclusive, as com Síndrome de Down. Projeto Jogada Ensaiada: imersão no jornalismo esportivo simulada por uma comunidade de prática em ambiente virtual Flávio Cavalcanti Pinto do Amaral (FACHA) Este artigo é resultado da metodologia aplicada no Jogada Ensaiada, projeto acadêmico de capacitação de alunos de jornalismo para o mercado de trabalho desenvolvido nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro. Por meio de revisão bibliográfica e um estudo de caso, objetiva-se analisar a iniciativa a partir do conceito de comunidade de prática, do ponto de vista da interação promovida entre os membros do projeto e de uma relação entre teoria e prática nos processos de ensino e aprendizagem. Pretende-se compreender, ainda, como é possível estruturar uma produção colaborativa de informação na internet, característica de uma sociedade em rede. No caso estudado, isso foi possível pela imersão em um ambiente que simula de forma simultânea uma sala de aula e uma redação de veículo de comunicação, utilizando-se de um site noticioso e da rede social Facebook. Envolvendo alunos de dez instituições diferentes, o “JE” busca equilibrar teoria e prática por meio de uma oficina de jornalismo esportivo e a produção colaborativa de conteúdo no ciberespaço. Os resultados observados envolvem uma interação em diferentes níveis e uma prática colaborativa para aplicação dos conhecimentos desenvolvidos nas aulas, favorecendo uma capacitação qualificada dos alunos para sua vida profissional. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 07 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) O Uso da produção colaborativa no ensino de arte como tecnologia social Ísis Alves de Farias (FAETERJ) Este artigo apresenta uma breve discussão a respeito do uso do modelo de produção colaborativa, a partir do uso das TIC, no Ensino de Arte nas escolas como Tecnologia Social. Por meio de revisão bibliográfica e de pesquisa empírica, o objetivo inicial deste trabalho é o de trazer à luz o que são e qual é a importância das chamadas Tecnologias Sociais e como elas, com auxílio das TIC, atuam e se manifestam dentro do ambiente escolar. Busca-se também entender como a união entre TIC, Arte e Produção Colaborativa configura-se como uma TS capaz de despertar no educando a consciência de que ele é também autor no processo de ensino-aprendizagem e que a arte por ele produzida, além de uma forma de expressão, pode ser usada como ferramenta de conscientização, transformação e de inclusão social, bem como meio de reconhecimento, resgate e respeito às diferentes identidades que nos cercam. Optou-se ainda pela breve exposição e análise do Projeto Telinha de Cinema, realizado pela ONG Casa da Árvore, que reúne numa só ação todos os elementos citados anteriormente e resultou em práticas transformadoras a partir do uso das TIC na educação que inspirou a ideia inicial para esta pesquisa. Escrita colaborativa com Google Docs e aprendizagem de inglês como L2: o desenvolvimento do noticing, da acurácia gramatical e densidade lexical Diêgo Cesar Leandro (IFRN) Escrever colaborativamente no Google Docs (GD) pode desenvolver a habilidade de writing (WEISSHEIMER; SOARES, 2012), visto que nesta modalidade de escrita os aprendizes de inglês como Segunda Língua (L2) são expostos a mais insumo linguístico, têm mais oportunidades para perceber lacunas na sua produção (WEISSHEIMER; BERGSLEITHNER; LEANDRO, 2012) e priorizam o processo de (re)construção textual (LEANDRO; WEISSHEIMER; COOPER, 2013). Isto posto, este estudo quasiexperimental (NUNAN, 1992) de abordagem mista (DÖRNYEI, 2007) objetivou investigar o impacto da escrita colaborativa mediada pelo GD no desenvolvimento da habilidade de writing e na percepção de erros sintáticos ou noticing (SCHMIDT, 1990). Trinta e quatro licenciandos em Letras/Inglês integraram o estudo – 25 no grupo experimental e nove no grupo controle. Ambos os grupos passaram por testes de noticing. Os participantes do grupo experimental produziram colaborativamente três narrativas flash fiction (FF) por meio do GD, durante 11 semanas. Nas narrativas FF analisamos a acurácia gramatical (SOUSA, 2014) e a densidade lexical (WEISSHEIMER, 2007; MEHNERT, 1998). Adicionalmente, os participantes do grupo experimental responderam a um questionário sobre a experiência colaborativa. Os resultados quantitativos mostram textos com mais densidade lexical, enquanto que os resultados qualitativos evidenciam a utilidade da escrita colaborativa mediada por tecnologia na aprendizagem de L2. M-learning e o Ensino de Matemática na formação do pedagogo Carloney Alves de Oliveira (UFAL) O presente artigo apresenta uma pesquisa sobre Mobile Learning (m-learning) no Ensino de Matemática na formação do pedagogo e como as tecnologias móveis podem contribuir para práticas pedagógicas numa perspectiva dialógica, colaborativa e cooperativa nas aulas da disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Matemática 1 do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) do Centro de Educação. O objetivo da pesquisa foi investigar quais as implicações pedagógicas da aprendizagem com mobilidade na formação do pedagogo para o compartilhamento de ideias nos processos de ensino e de aprendizagem em Matemática. Baseado nos estudos de Almeida (2003), Borba (1999), Bairral (2003), Marçal (2005) e Schlemmer et al (2007) sobre Ensino de Matemática e mlearning buscou-se a fundamentação teórica. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso numa abordagem qualitativa, coletando os dados por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários respondidos pelos alunos matriculados na disciplina. Constatamos que trabalhar numa perspectiva mlearning nas aulas de Matemática foi válido para provocar uma reflexão sobre a sua importância e a necessidade de desenvolver práticas pedagógicas capazes de dar conta das especificidades relacionadas ao ensino de Matemática, superando o paradigma educacional vigente e estando mais perto do contexto dos sujeitos. Games na escola: a convergência dos alunos em atores no cenário digital Viviane Ferreira, Ana Luzia Ispada , Claudiane Prado (Sec. Educ. São Bernardo do Campo) Passar da posição de mero usuário de jogos digitais e assumir a posição de programador. Essa foi a proposta lançada a alunos de 8 a 10 anos de quatro escolas públicas do município de São Bernardo do Campo: construir jogos digitais utilizando o software GameMaker, tendo como tema a cidade. Para que essa convergência de fato ocorresse, foram mobilizadas diversas estratégias ao longo do projeto. Dentre todas, chamamos a atenção para a organização dos alunos em grupos, onde puderam vivenciar a importância da colaboração, cooperação e interação em seu processo de aprendizagem. Outro fator muito importante para essa convergência foi a escolha dos softwares. Todos tinham como principal característica a gratuidade, garantindo o manuseio do software em lugares diferentes da escola, assim como seu acesso pós-projeto. A inserção do aluno no mundo da programação, de forma atraente, desafiadora e contextualizada foi ponto positivo do projeto. A apropriação da linguagem de programação presente no programa e, consequentemente, a criação de scripts proporcionou ao aluno investigar, levantar hipóteses, testá-las e refinar suas ideias iniciais, garantindo assim o Ciclo Descrição-ExecuçãoReflexão-Depuração-Descrição, que, segundo Valente (1998), é de extrema importância na aquisição de novos conhecimentos. A Metodologia ativa da problematização: um fazer ambiental Silvio Nascimento Ribeiro (CEEP - Anisio Teixeira) A Metodologia Ativa da Problematização: Um fazer ambiental”. Objetiva qualificar o Curso de Meio Ambiente do CEEP – Anísio Teixeira através de vivências e conhecimentos adquiridos com os Educadores: Paulo Freire “Pedagogia da Autonomia”; Milton Santos “Por uma outra globalização” e Anísio Teixeira - com sua educação profissional de qualidade. A Metodologia está sustentada no repensar as relações humanas e amorosas; repensar os fazeres; repensar ações sociais, culturais e históricas por um melhor convívio ambiental; repensar o ser humano e as novas tecnologias que o aprisionam resultando hoje numa fundamentação teórica e prática dos educandos em sala de aula, em sua formação profissional técnica vivenciada, no desenvolvimento da Rede Proj’Ecos – Projetos Ecológicos que consolidam o compromisso profissional no uso de tecnologias sociais para melhoria de uma educação para a vida. Aplicação e desenvolvimento de fundamentos da aprendizagem do século XXI durante a formação de futuros docentes Emeli Borges Pereira Luz (UFU) Em uma vasta revisão de literatura, Kereluik et al (2013) investiga o tópico de aprendizagem do século XXI e identifica três grandes categorias (Conhecimento Fundamental – saber; Conhecimento Meta – agir; e Conhecimento Humanístico - valorizar) subdivididas em 3 subcategorias cada uma. Dentro da categoria “Conhecimento Meta” uma das subcategorias é o Pensamento Crítico, no qual iremos focar neste estudo. Entendemos que na universidade os professores em formação têm a oportunidade de estudo de teorias relacionadas com as habilidades necessárias para a aprendizagem do século XXI, mas que nem sempre conseguem utilizar esse conhecimento na prática, ainda durante sua formação. Assim, propomos acompanhar durante o segundo semestre de 2015, na disciplina de Metodologia de ensino de inglês para fins específicos, os discentes no desenvolvimento e aplicabilidade do pensamento crítico nas atividades desenvolvidas virtualmente durante o semestre (como fóruns, discussões, chats, relatos de experiências, dentre outros). Esperamos encontrar evidências de que os alunos, mediados pela professora responsável pela disciplina, conseguiram colocar em prática características da utilização de pensamento crítico. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 08 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 08 O (2 . andar) Recursos Educacionais Abertos: Contribuições e desafios para a prática docente na Educação Básica em Escolas Públicas Federais localizadas no Município do Rio de Janeiro Elena M. Ignácio, Glória de Melo Tonácio, Angélica da Silva, Rita de Cássia Rodrigues (Colégio Pedro II) Este trabalho visa apresentar a pesquisa, que investiga como os Recursos Educacionais Abertos (REA) estão sendo utilizados na prática docente dos professores da educação básica de Escolas Públicas Federais localizadas no município do Rio de Janeiro. Este estudo tem caráter exploratório e bibliográfico; e busca identificar a formação que os sujeitos recebem para o uso das tecnologias digitais como ferramenta pedagógica e como eles lidam com as questões relacionadas à produção, uso, reuso e compartilhamento dos REA na escola. Teremos como interlocutores 198 sujeitos, divididos proporcionalmente nas três etapas da Educação Básica e utilizaremos como referencial teórico Gatti et al (2009); Santos (2012); Pierre Lévy (2010) e documentos oficiais que versam sobre a Educação Brasileira, a Formação de Professores da Educação Básica, o Acesso à Informação Pública, a Adoção de Softwares livres e a Educação Aberta. Considerando o contexto da cibercultura, espera-se com este estudo analisar as contribuições e os desafios do uso de REA na Educação Básica e colaborar para a formulação de políticas públicas e plano de ações no âmbito da Formação Continuada de Professores para o uso das tecnologias na escola. Uso da Google Drive e do Whatsapp em sala de aula Angela M. Pereira e Thelma Panerai Alves (UFPE) Na disciplina intitulada Comunicação e Expressão, em uma faculdade da rede particular do Recife, foi usada a ferramenta Google Drive para desenvolver trabalhos colaborativos e interativos entre os alunos. A disciplina foi oferecida no turno da noite e a maioria dos alunos trabalhava durante o dia. Assim, esta proposta teve o objetivo de potencializar o tempo de estudo fora de aula. Paralelo ao uso do Google Drive, foi utilizado o aplicativo Whatsapp para criar uma rede de comunicação e dar suporte aos alunos nos momentos em que tinham dúvidas sobre os conteúdos ou estratégias didáticas da disciplina. Os alunos ainda não conheciam os recursos do Google Drive. Foi um momento de descobertas e novas aprendizagens que resultou em textos, resenhas e slides construídos colaborativamente e compartilhados entre todos os alunos da turma. O planejamento e a execução deste trabalho foram pensados em termos de uso de tecnologias em sala de aula, colaboração e interação entre os alunos e uso de recursos educacionais abertos (REAs). Um dos resultados encontrados foi o destaque de um grupo de alunos com o uso dessas ferramentas e a compreensão de que eles saberão encaixar tais ferramentas em seus processos de aprendizagem. As contribuições do gestor escolar frente ao processo de ensino/aprendizado mediado através das TICs Cláudia Reis Otoni de Paula (Unimontes) O presente trabalho está concentrado na educação como fator primordial na vida de qualquer cidadão e no papel do gestor no processo ensino aprendizagem. Tal proposta analisou o papel desse profissional escolar, na chamada sociedade tecnológica. A pesquisa foi desenvolvida em quatro escolas públicas, no município de Almenara/ MG. Como afirma RODNEY (2011), deve-se fazer apropriação das TIC’s de forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais. De fato, durante o trabalho compreendeu-se o papel do gestor, teve também condições de situar os demais componentes da escola na sociedade contemporânea enquanto cidadãos partícipes e responsáveis, percebeu-se que as tecnologias foram compreendidas por esses profissionais como elementos mediadores para a construção de uma nova representação da sociedade. Considerando os múltiplos ambientes de comunicação e aprendizagem mediados que a sociedade educativa vive, mediados ou não pelas linguagens tecnológicas da informação e da comunicação. Os resultados indicaram a necessidade do gestor de escola recriar a mediação pedagógica, tendo como foco referencial o SER aprendiz na interação com os outros e consigo mesmo. Recursos Educacionais Abertos: ferramenta de inclusão social e acessibilidade no IFPR Patricia Teixeira (IFPR) Este trabalho apresenta a possibilidade dos Recursos Educacionais Abertos, REA, serem utilizados como ferramenta de inclusão social e acessibilidade no ambiente escolar nacional, a partir da permanência dos estudantes. Os Institutos Federais, em específico, o IFPR, foi utilizado como exemplo de instituição de ensino técnico e tecnológico que, por meio de sua política institucional e educacional, implantou os NAPNEs e tem desenvolvido e aplicado políticas de inclusão social, além de possuir ambiente e incentivo para investir seus recursos materiais e humanos na inserção e inclusão dos estudantes matriculados no sentido de garantir sua permanência, proporcionar maior acesso e desenvolvimento ao e do conhecimento. A questão levantada, ao relacionar a utilização de REA em uma instituição de ensino igual ao IFPR, que se propõe ser inclusiva, é viabilizar a inclusão social (incluindo a questão da acessibilidade) por uma ferramenta que poderá utilizar licenças de acesso, incentivando que o conhecimento produzido na instituição possa ser compartilhado, distribuído, remixado, enfim, acessado de diversas maneiras tanto por quem o produz, quando por quem tem a necessidade de utilizá-lo. Educação, tecnologia e antropologia do ciberespaço no modelo de codesign digital Francisco Rogério de Carvalho e Zeina Rebouças Correa Thomé (UFAM) A revolução tecnológica, alavancada pela globalização, foi uma das mais abrangentes mudanças ocorridas na história e a educação não ficou de fora dessa realidade pois, muitos pesquisadores, profissionais e colaboradores se esmeram na busca por criações que envolvam tecnologia e educação com o intuito de promover o ensino e aprendizagem. Os diversos atores que agem nos bastidores das novas tecnologias de informação e comunicação - TICs com foco na educação, muitas vezes olvidam elementos importantes no processo de concepção de tais recursos tecnológicos, especialmente no que se refere desde a criação e planejamento até o reconhecimento das diferenças culturais do público-alvo nas novas ferramentas de apoio ao ensino. O modelo inovador de Trabalho Colaborativo – Codesign surge como uma contribuição para as novas concepções de projetos para fins de mediações tecnológicas. Por meio de observação empírica, entrevistas e apoio teórico, a pesquisa de mestrado em andamento propõe valorizar, desde a concepção dos projetos de mediação, a figura do utilizador das novas tecnologias, para que o objetivo final das criações tecnológicas voltadas à educação tenha êxito em tornar os mediadores tecnológicos mais eficientes e humanizados além de contribuir, entre outros aspectos com a redução da evasão na modalidade de ensino à distância. Learning Analytics em Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle: um estudo de caso em componentes curriculares para cursos semipresenciais Luciano H. G. de Almeida (UFPB) e Edna G. G. Brennand (UFPB) Este artigo descreve as etapas de planejamento de indicadores, design instrumental, implantação prática e avaliação dos resultados em modelagem preditiva de Learning Analytics. Objetivando a otimização da aprendizagem através das coletas de dados pelas interações dos alunos ao LMS (Learning Management System, Sistema de Gestão da Aprendizagem) Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment). A pesquisa terá em seu escopo um espaço amostral de 10 componentes curriculares com 171 alunos analisados, apresentando uma taxa de confiança de 95% com 5% de erro amostral. Aplicando um método acompanhamento de conclusão dos alunos para uma gestão visual da informação (Em rede, conectivismo e fora do conhecimento primário) pode-se verificar qual o menor custo de tempo para atingir um melhor desempenho. As técnicas beneficiam os principais atores (professores e tutores) como observar, obter aprendizagem e análise das decisões com intervenções de forma proativa. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 09 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 09 o (2 . andar) Experiências Educacionais no Second Life, uma visão brasileira Marco Vezzani e Josete Maria Zimmer (USP) Este artigo pretende analisar as potencialidades do Second Life no contexto da Educação Online. Nele os seus autores apresentam os resultados referentes a quatro entrevistas escolhidas daquelas que foram disponibilizadas pelos participantes do Mestrado em Comunicação Educacional e Multimedia da Universidade Aberta de Portugal. Ao fazê-lo buscaram, ainda, pautar-se nos relatos apresentados por dois autores, um português e outro brasileiro, que há muito são defensores dessa ferramenta e as suas possibilidades relacionadas às questões do ensino-aprendizagem. Nessa análise, buscaram, também, elencar os pontos importantes observados por eles mesmos a respeito dessa ferramenta, bem como traçar um paralelo com as experiências vivenciadas pessoalmente em seu trabalho com ela, a fim de estabelecerem uma visão própria e brasileira. Fórum Temático de Discussão: a importância do enunciado no processo sociointeracional a partir da perspectiva bakhtiniana Vinicius Varella Ferreira (UFPE) A presente pesquisa tem como objetivo discutir sobre a importância do enunciado na tarefa de Fórum Temático de Discussão em uma disciplina de EaD, de tal modo que se possa identificar como a elaboração/organização deste enunciado pode incentivar o processo sociointeracionista entre os alunos no momento de construção da aprendizagem mediada. Para tanto, tomamos como sujeitos alunos do curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba no semestre de 2014.2 na modalidade EaD e analisamos suas participações em alguns Fórum Temáticos. Observamos o comando dado pelo professor por meio do enunciado (BAKHTIN, 2002; 2010). A fundamentação teórica apresenta conceitos bakhtinianos, tais como: dialogismo, enunciado, alternância dos sujeitos falantes, posição exotópica, visão excedente e conceitos relativos a Fórum em EaD (BATISTA e GARBIN, 2007; ASSIS e SOUSA, 2008; MARTINS e GARBIN, 2011), principalmente. Por meio dos dados coletados conseguimos identificar que quando há clareza no enunciado da tarefa, no caso desta pesquisa no Fórum Temático de Discussão, os alunos interagem mais entre si. Nesta mesma direção, constatamos que os alunos buscam interagir com diferentes interlocutores, seja para concordar, discordar ou complementar a ideia de seus colegas, tornando o Fórum Temático de Discussão um lugar rico em aprendizagem mediada, colaborativa e coletiva. Práticas de feedback em um curso de formação de professores de língua inglesa a distância Cristiane Manzan Perine e Fernanda Costa Ribas (UFU) Considerando o crescimento dos cursos de licenciatura na modalidade EaD no contexto brasileiro, este trabalho tem por objetivo analisar os processos de feedback que acontecem em uma disciplina de um curso de formação de professores de língua inglesa Ead. O feedback é definido como comentários em forma de opinião sobre as reações de algo, com o objetivo de prover informações úteis para futuras decisões e melhorias (ENCARTA, 2007). Acredita-se que o feedback exerce um papel fundamental na EaD, uma vez que dá ao aluno uma perspectiva de seu desenvolvimento e progresso na aprendizagem da língua; é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da confiança e autonomia dos alunos (GARRIDO, 2005), além de influenciar a motivação e a capacidade de aprendizagem (HURD, 2006). O contexto investigativo é um curso de Letras Português/Inglês EaD, de uma universidade federal mineira. Serão analisados os feedback nos fóruns de discussão e demais atividades postadas pelos alunos. Espera-se que expandir o entendimento da relação entre feedback e aprendizagem encoraje tomadas de decisão mais informadas no que concerne às especificidades que compõem a formação de professores de língua EaD, em seus desafios de promover a reflexão e formar profissionais com proficiência em língua inglesa. Formação Continuada de professores formadores/executores com o uso da web 2.0 na modalidade a distância Eber Gustavo da Silva Gomes É indiscutível o uso das tecnologias digitais em nossas vidas, entretanto no campo investigativo da pesquisa acadêmica se faz necessário saber a forma como essa tecnologia está sendo usada enquanto mediação pedagógica. Utilizamos no cotidiano tablets, computadores portáteis, smartphones, entre outros aparelhos, e neles podemos utilizar redes e mídias sociais. Para tanto, quando pensamos na utilização destes enquanto mediação em nossas práticas pedagógicas a coisa parece não ter seguimento. Diante desta inquietação surge a necessidade de analisar como a formação continuada promove o uso da web 2.0 pelos professores formadores na EaD em uma perspectiva de colaboração. Para tanto, o trabalho proposto consistirá em perceber a partir de uma “pesquisa ação” o processo evolutivo do uso das tecnologias como mediação tecnológica e/ou pedagógica em práticas educacionais. A pesquisa ainda em andamento tem abordagem qualitativa. Como instrumento de coleta adotaremos a entrevista, identificando as possibilidades de uso das tecnologias pelos professores em suas práticas para haver a mediação e em seguida, observar todo o processo de formação continuada com o uso das redes, mídias e recursos da web 2.0, assim como analisar a mudança que haverá a partir do método de análise. Planejamento de MOOC na Área da Saúde: desafios e possibilidades Cibele D. Parulla (UFRGS), Ana Luisa P. Cogo (UFRGS), Ana Paula S. S. da Silva (UFCSPA) O objetivo deste artigo é discutir o processo de planejamento de Massive Open Online Course (MOOC) na área da saúde, especificamente na Enfermagem. Os MOOC surgiram em 2008 orientados pelo referencial do conectivismo, porém sua utilização na área da saúde ainda é pouco explorada uma vez que suas particularidades geram dúvidas e questionamentos durante o seu desenvolvimento. A delimitação do tema escolhido, a estrutura modular, a duração do curso, a plataforma em que será hospedado, como serão as interações e de que forma será realizada a avaliação são questões que merecem profunda reflexão e análise. A interdisciplinaridade estará presente em todo o processo de criação por meio da participação de especialistas na área do curso, pedagogos e profissionais da tecnologia de informação, todos atentos às características da Educação a Distância. Se por um lado há a possibilidade dos MOOC oportunizarem o acesso gratuito de pessoas interessadas em temas apresentados por instituições que não teriam como frequentar de forma regular, por outro existe o desafio de fomentar a interação, afastando-se da estrutura de cursos com instrução programada. Fronteiras teórico-pedagógicas da educação a distância (EaD): entre paradoxos, paradigmas e novas teorias educativas Marcelo Sabbatini (UFPE) Como parte de um projeto mais amplo e buscando mapear os aspectos teóricos da produção acadêmica sobre educação a distância (EaD), entendidos como base necessária para discussão sobre a introdução e a consolidação desta modalidade no Brasil, analisamos especificamente um eixo orientado as novas abordagens do fenômeno educativo, entre as quais a “aprendizagem aberta”, a “aprendizagem emergente”, a “aprendizagem em rede” e o “conectivismo”, mais além das teorias clássicas da educação. Como resultado da análise qualitativa de um total de 145 textos, coletados a partir de bibliográficas nacionais e internacionais, portais de publicações científicas e atas eletrônicas de eventos científicos, encontramos que a configuração de um novo espaço (ciber)educacional em conflito com a escolarização formal passa pela quebra do paradigma vigente e da superação de paradoxos e da mera transposição de práticas da educação tradicional. Já o resgate teórico de pensadores como Ivan Illich, com suas teses da desescolarização e da “convivialidade” enriquecem a compreensão do debate e contribuem para a reconstrução da educação numa perspectiva mais libertadora e participativa. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 10 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 10 O (2 . andar) Aprendizagem dos nativos digitais. A Web como ferramenta educacional Caio Abitbol Carvalho, Fabiana Triani Barbosa, Gabriel M. S. M. Rodrigues (UERJ) Esta comunicação surgiu de uma pesquisa cujo problema estudado foi “Como os jovens utilizam as tecnologias e a internet nos dias de hoje?”. Aplicamos um questionário online, elaborado no Google Docs, a 127 jovens de faixa etária de 11 a 19 anos. Apresentamos várias afirmativas relacionadas à internet e solicitamos que atribuíssem os graus de 1 (menor concordância) a 5 (maior concordância). Utilizamos os resultados relativos às questões que relacionavam o uso da Web às questões educacionais: a internet é mais utilizada para estudar que o livro; a internet atrapalha os meus estudos, entre outras. Percebemos, ao analisar os resultados, que a internet se tornou ferramenta de estudo, convergindo para ela também propósitos de diversão, comunicação, relacionamentos sociais e amorosos. Os nativos da “era digital” aprendem de forma diferente do passado. Dão muito valor ao compartilhamento de informações, que é realizado normalmente através das redes sociais, acessadas tanto por dispositivo móvel quanto por computadores pessoais. Estes meios, porém, não servem apenas para isso, mas também para avaliar produtos, pessoas, para a mostra de serviços, dando uma resposta em tempo real, pois podem ser acessados instantaneamente. Letramento digital nas praticas escolares: um estudo sobre a abordagem dos gênero digitais como objeto de ensino Roviane Santana E Josemar Martins (UNEB) O uso intenso das tecnologias digitais nos diferentes espaços de interação, comunicação e informação reflete mudanças sociais significativas que torna a aquisição do letramento digital como uma necessidade educacional. Para tanto, a inserção de práticas de leitura e escrita mediadas por essas tecnologias tem recaído no conflito pedagógico diante da dificuldade de utilizá-las para fins de ensino. Com isso, este trabalho tem como objetivo investigar as dificuldades enfrentadas pelos docentes na proposição de práticas de letramento digital em escolas públicas de Juazeiro/BA, partindo do pressuposto de que essas dificuldades estão relacionadas com o desconhecimento e a não abordagem dos gêneros digitais como objeto de ensino, já que a apropriação dos gêneros textuais pode levar o leitor a aprofundar suas competências. Dessa forma, seguimos a base teórica de Street (2014), Soares (2002) sobre letramentos, além da concepção de gêneros textuais abordada por Bakthin (1997), Marcuschi (2010) numa perspectiva dialógica e sociointeracionista quanto ao conceito de língua e de texto. Para isso, utilizamos a metodologia da pesquisa participante, a fim que haja uma colaboração maior dos sujeitos. Assim, os resultados esperados são de que tragam indicadores importantes para as práticas de letramento na escola e contribuam para estudos posteriores sobre a temática. O Professor Formador e a Mediação Pedagógica em Ambientes Virtuais José Wilson Pereira e Sebastião da Silva Vieira (UFPE) O presente trabalho visa investigar a proposta pedagógica e a mediação pedagógica em ambientes virtuais. Discutir a abordagem sobre a mediação pedagógica na educação à distância em tempos de cibercultura. Tendo como objetivos específicos analisar a proposta pedagógica do professor formador da EaD. Caracterizar a proposta pedagógica do professor formador na tutoria online. Verificar se a proposta pedagógica utilizada contribui para o processo de formação discente. O trabalho tem como problemática o seguinte questionamento: como se dá a proposta pedagógica na tutoria online na visão do professor formador em ambientes virtuais? A partir dessa investigação são pensados alguns indicadores para estratégias pedagógicas que possam atender algumas demandas em ambientes de aprendizagem. A investigação utilizou a entrevista semiestruturada empregando um roteiro de entrevista e observação como técnicas de pesquisa de campo. Foram entrevistados dez professores formadores de um curso a distância do Instituto Federal de Pernambuco. A coleta de dados teve uma duração de dois meses. Olá caro aluno! Apresentação da disciplina como espaço de interação e comunicação na aprendizagem a distância Michele Rodrigues de Albuquerque e Dennis Ramalho de Souza (UNIVASF) Entendendo a importância da comunicação e do diálogo para interação e aprendizagem em cursos ofertados na modalidade a distância, este estudo objetivou analisar o tópico de apresentação das disciplinas dos cursos de pós-graduação latu sensu em suas respectivas salas virtuais no AVA Moodle, com o propósito de identificar que usos os docentes tem feito deste espaço para introduzir o aluno no estudo de suas disciplinas. Como pressuposto teórico explorou-se sobre a mediação pedagógica na EAD, tomando como referencia autores como Moore (2002), Gutierrez e Prieto (1994), Habermas (1989), Kaplún (1999), Belloni (2009), Pallof e Pratt (2004); e aprendizagem a distância e o Ambiente Virtual de Aprendizagem, de autores como Moore e Kearsley (2010), Moran (2012), Santos (2002), Alves (2009). A metodologia utilizada foi a técnica de Análise de Conteúdo com o propósito de analisar a estrutura comunicacional e dialógica da apresentação das disciplinas. Os resultados iniciais apontaram que o diálogo tem sido pouco explorado pelos docentes da EAD, demonstrando maior preocupação quanto ao material didático disponibilizado para o aluno. Pode-se ressaltar a importância de estimular os docentes ao uso da linguagem dialógica na estruturação de suas disciplinas, bem como durante todo o processo de ensino e aprendizagem. Considerações acerca das dificuldades encontradas pelo docente na EAD Paula Michelly Soares da Silva, Jéssica Tayrine Bezerra e Valdenice Pereira de Lima (UFPB) Com os avanços na área tecnológica e a necessidade de disseminação do conhecimento, surge no âmbito educacional o Ensino a Distância (EAD). Segundo Silva (2004), o avanço tecnológico e da informática permitiu que a EAD avançasse cada vez mais com relação à disponibilização de cursos em diferentes instituições e níveis de ensino, atendendo dessa forma a um maior número de pessoas. Dessa maneira, a participação e a qualificação do docente, que deve proporcionar uma disciplina atrativa aos seus alunos, são de suma importância, pois muitas vezes esses profissionais apresentam dificuldades na utilização das ferramentas do ensino a distância. O objetivo desse trabalho é realizar um estudo de caso sobre os problemas enfrentados pelo professor nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Para análise, observaremos recortes de entrevistas realizadas por um grupo de docentes da UAB/UFPB, em situação de construção da disciplina e em momentos de interação com os alunos através do AVA Moodle, por meio de fóruns, chats e mensagens. Os resultados preliminares nos mostram que os professores apresentam dificuldades na construção da disciplina e para interagir com os alunos devido a problemas técnicos da plataforma e/ou a falta de capacitação. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 11 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 11 o (2 . andar) Fórum de discussão nos AVAs: Limites e possibilidades de resignificação de sentidos María Esperanza Izuel (UFPE) Os fóruns de discussão dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) utilizados no Ensino a Distância podem ser considerados como um hipertexto, não apenas pela possibilidade técnica de colocar textos, links, vídeos, etc., mas também porque a existência de diferentes participantes, nos seus duplos papéis de leitores e autores, faz com que os percursos do texto possam sofrer deslocamentos de sentidos. Porém, o fato desse espaço virtual estar atravessado pelas relações de poder institucional próprias do espaço empírico nos leva a questionar se nos fóruns existe a possibilidade de produzir gestos de resistência e de resignificação de sentidos, ou se os discursos que ali circulam estão destinados a reproduzir os percursos marcados pelo professor. Focaremos nossa análise num fórum de um curso a distância de nível de pós-graduação direcionado a formar professores de espanhol como língua estrangeira. Na perspectiva teórica da Análise do Discurso de linha francesa, analisaremos no nosso corpus as diferentes posições-sujeito que assumem os interlocutores, com o intuito de verificar se é possível que as trilhas indicadas pelo professor sejam alteradas e resignificadas pelos alunos. Nesse marco, trabalharemos também com os conceitos de espaço virtual, enquanto lugar particular onde se desenvolvem os AVAs, e de interação e interlocução. Projeto de extensão: prática de escrita colaborativa no ambiente virtual Moodle Loiva Salete Vogt (IFRS) A partir da necessidade de oferecer meios para promover o aprimoramento da leitura e produção textual de alunos concluintes do ensino médio e comunidade interessada na temática, foi criado o projeto de extensão “Leitura e Produção Textual: estudos e aplicações”. Para atender à demanda social foi promovido na modalidade a distância, via Moodle, vinculado ao Instituto Federal do Rio Grande do SulCâmpus Feliz. O ambiente virtual configura-se como um lugar também de aprendizagem e espaço de “constante relacionamento das coisas em dinâmicas que viabilizem opções aos sujeitos aprendentes articulados coletivamente” (RETTENMAIER, 2009, p. 92). Neste contexto, foi observada a efetiva participação de alunos do ensino médio e do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Letras, alguns dos quais atuaram como tutores (bolsistas de extensão). A metodologia do projeto previa a escrita e envio de redações a partir de propostas apresentadas no ambiente virtual, para serem analisadas pelos tutores através de problematizações e sugestões de reescrita, conforme critérios específicos, sob a orientação de professores da área de Letras. Como resultado, identificamos o desejo e a efetiva socialização de saberes, bem como o aprimoramento do processo formativo dos estudantes na prática textual colaborativa. O papel pedagógico do design instrucional Eliane Silvestre Oliveira Nas últimas décadas houve um crescimento significativo da modalidade de educação (EaD) e consequentemente novas exigências em relação a qualidade desses cursos para que os mesmos viessem a ser credenciados pelo Ministério da Educação (MEC). O profissional de design instrucional tem sido reconhecido como fundamental na elaboração de cursos tanto presenciais quanto virtuais. Segundo Filatro (2008) o designer é o profissional responsável pelas fases que vão desde a análise do problema educacional até o planejamento e a implementação de soluções para este problema. Portanto se faz importante uma análise do papel que esse profissional deverá exercer. Nesta perspectiva essa pesquisa tem como objetivo principal analisar o papel pedagógico do designer instrucional durante o planejamento de cursos EaD. Visando compreender o fenômeno o tema será estudado a partir de uma abordagem fenemonológica hermenêutica. Será analisado sob a ótica do designer instrucional e descrito e interpretado a luz de uma revisão bibliográfica do tema e das teorias pedagógicas utilizadas na elaboração dos cursos. Espera-se que este trabalho possa contribuir no entendimento de como se dá o processo de construção de cursos na modalidade EaD a partir de uma análise dos processos pedagógicos que permeiam a prática do design instrucional. Uso das TIC no processo de aprendizagem baseado na autoria individual e coletiva: um estudo de caso em uma IFES Cibeli Reynaud (UNIRIO), Vicente Nunes (UNESA) Essa comunicação trata trata da experiência de formação em EAD oferecida pela universidade UNIRIO entre 2010 e 2014. A proposta do curso é a formação de profissionais para trabalhar nas áreas de Tutoria, Elaboração de Material e Gestão na EAD. A metodologia de ensino utilizada foi baseada em propostas pedagógicas segundo as quais os alunos seriam submetidos a atividades que utilizassem a autoria (individual e coletiva) como um recurso de aprendizagem. O uso dos recursos digitais online permitiu a participação ativa dos alunos na construção de seus conhecimentos. A experiência desse curso nos leva a crer que, quando são convidados a participarem de forma ativa no processo de aprendizagem os alunos constroem seus conhecimentos de forma mais sólida. A experiência de implantação desse tipo de proposta em uma universidade pública mostrou-se bastante ousada e abre outras perspectivas em relação ao uso dos recursos digitais online na Educação. A Comunicação social e a educação de jovens e adultos: um estudo das telenovelas educativas brasileiras na década de 1970 Aguimario Pimentel Silva O trabalho tem como temática central o uso da telenovela educativa pelo governo brasileiro, na década de 1970, como instrumento pedagógico para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no âmbito da Educação a Distância (EaD). O objetivo da pesquisa é tecer uma análise das características desse produto comunicacional voltado para fins educacionais, estabelecendo as (não) relações existentes entre tais características e os pressupostos teóricos da Andragogia e do pensamento de autores do campo da EJA, como Knowles (2011), Freire (1978; 2011) e Castro (2008). As produções analisadas são as telenovelas "João da Silva" (1973) e "A Conquista" (1978), produzidas pela Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa (FCBTVE) como modelos de um processo de ensino e aprendizagem mediado pelas tecnologias de comunicação social. Primeiramente, descrevemos o contexto educacional, políticoideológico e cultural no qual surgem essas telenovelas. Em seguida, examinamos os conteúdos das duas produções, focalizando questões como as estratégias de letramento utilizadas e a concepção de adulto aprendiz nelas presente. Como resultado, defendemos que as produções analisadas não atendem aos princípios teóricos que norteiam a Educação de Jovens e Adultos (no sentido de uma educação libertadora), devido, principalmente, à sua inserção no projeto ideológico de um regime militar autoritário. Desafios da gestão da produção de material didático para EaD: uma análise qualitativa das práticas do NEaD da UFERSA Kátia C. da Silva , Almir Nazareno S. M. Junior, Alvaneide M. M. Moura (UFERSA) Diante da crescente demanda pela produção de material didático de qualidade para os cursos à distância surgem inúmeros desafios relacionados, principalmente, ao processo produtivo. Com o objetivo de qualificar esse processo, apresenta-se uma iniciativa inovadora na EaD: a aplicação dos princípios da Administração da Produção para auxiliar no gerenciamento da produção de materiais didáticos pelo Núcleo de Educação a Distância de uma universidade que oferta cursos de graduação nessa modalidade. Para tanto, foi necessário abranger questões relacionadas à aplicação de teorias da administração de produção na consequente melhoria dos processos organizacionais relacionados a essa produção. A metodologia utilizada foi fundamentada em pesquisas bibliográfica, descritiva e exploratória, tendo os dados necessários para atender aos objetivos propostos por este estudo sido coletados através de análises documentais, entrevistas com os atores envolvidos e observação in loco do processo produtivo. Foram identificadas as etapas, seus pontos fortes, fracos e principais entraves, o que possibilitou a qualificação do processo através da implantação de melhorias nas atividades para que se obtivesse um aumento de desempenho, refletindo em maior qualidade dos produtos gerados. Destacase, ainda, que a possível adoção dessa prática inovadora em outros processos relacionados à EaD pode qualificar sobremaneira os cursos ofertados nessa modalidade. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 12 Data 07/12 Interações docentes: uma leitura interpretativa da comunicação online Aline Tavares Costa e Filomena Cordeiro Moita (UEPB) Hora Os dispositivos digitais têm oportunizado mudanças em diversos setores sociais, influenciando e 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 12 o (2 . andar) modificando, por exemplo, a ação comunicacional de grupos, há tempos com práticas consolidadas – a exemplo dos ambientes educacionais sistematizados. A partir da leitura interpretativa das falas de professores participantes de uma especialização, promovida pelo Governo do Estado da Paraíba, buscou-se perceber, na linguagem e nos recursos digitais utilizados, características da comunicação online deste público. O aporte teórico é composto por pesquisas de Mattar (2013), Braga (2013), Crystal (2005), Bolzan e Isaia (2010), além de Kozinets (2014), principal referência para fundamentar os pressupostos metodológicos da Netnografia. Foram elaboradas categorias semânticas e sintáticas para identificar elementos da mensagem, como saudação, despedida, referência a outros participantes do grupo etc. As primeiras análises apontam para uma baixa demonstração de afetividade na interação entre os participantes do curso, ainda que seu caráter b-learning permita o entrosamento presencial do grupo. Houve uma preocupação significativa com o uso da norma culta, sendo resumida a exploração de recursos linguísticos ou digitais para incrementar o sentido da mensagem. Hipertextualidade em materiais didáticos impressos para os cursos técnicos EAD do SENAC RS: criando conexões através de elementos do design editorial Tuani Lopes da Costa e Nelson Eufrasio Junior (SENAC RS) Este trabalho tem por objetivo apresentar uma pesquisa feita sobre a hipertextualidade, mostrando como a ideia de conexões, presente na internet, pode ser aplicada em materiais didáticos impressos. Para este fim, foram utilizados elementos projetuais do design editorial, baseados nas referências sobre Grids e Tipografia, de Timothy Samara (2007) e Fatima Ali (2009), bem como nas ideias de Bruno Munari (2008) sobre projetos e solução de problemas, afim de melhorar a interação entre o aluno e o material didático e valorizar a utilização da mídia impressa na educação à distância, já que a mesma tem como principal ferramenta os recursos oriundos dos Ambientes Virtuais de aprendizagem (AVA) e da internet em geral. Foram utilizados como modelo de estudo e aplicação, os materiais didáticos impressos do componente curricular Gestão de Pessoas, do curso técnico EAD em Recursos Humanos, do SENAC RS. São resultados esperados a reflexão de que o material didático impresso possa ter a mesma relação de protagonismo que o material didático online para o aluno de EAD. Interação Humano-Computador e discurso em um curso a distância: o caso da disciplina Seminários Interdisciplinares Lafayette Batista Melo/Jamylle Rebouças Ouverney-King (IFPB) Este trabalho trata da avaliação da disciplina Seminários Interdisciplinares em um curso de Letras a Distância. O objetivo é identificar como a interação humano-computador pode influenciar no discurso de professor e alunos e vice-versa. O estudo fundamenta-se na Análise do Discurso de linha francesa e em conceitos como suporte, hipergêneros, gêneros discursivos e encenação. É avaliado o desenvolvimento das disciplinas em seus diferentes módulos, com diferentes grupos na plataforma Moodle, especialmente no fórum de acompanhamento dos projetos com o professor orientador, e aplicando um questionário com os docentes. Nota-se que a configuração contextual do ambiente implica pouco na influência do suporte o que é constatado por uma encenação didática comum na qual o professor orienta leituras de materiais, cobra resultados de projetos e direciona as tarefas através de gêneros reconhecidos (artigos, planos de aula, gabaritos, livros didáticos etc.). Porém, a orientação para um discurso eminentemente pedagógico abre possibilidades para discussões com os alunos através de e-mails, redes sociais, telefone e até mesmo no modo de revisão do Word na correção dos projetos. Esse fato implica questionar a plataforma sendo entendida como um hipergênero de apoio à disciplina e se há um detrimento da cena genérica em favor da encenação. O Uso das TIC como Interface Pedagógica para a Construção de Saberes, na Escola Municipal Miguel Fontes - Araçás-BA Amilton Alves de Souza e Antonio Amorim (Escrita. Mun. Miguel Fontes-BA) A pesquisa aplicada intitulada de “O Uso das TIC como Interface Pedagógica para a Construção de Saberes, na Escola Municipal Miguel Fontes, no Município de Araçás-Ba”. Tem como objetivo geral, analisar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação como interface pedagógica na Escola Municipal Miguel Fontes no Município de Araçás, no intuito de propor um projeto de intervenção. Como pressupostos teóricos o trabalho estará discutindo as concepções da EJA com Arroyo (2005); Barros (2011); Freire (1997); Gadotti (2007); Haddad e Pierro (2000. E para conceituar Letramento, Escrita, Leitura: Carvalho (2009); Cascavel (2007); Cruz (2007); Garcez (2002); Kleiman (1995); Neves (2003); Soares (2000); Conceituaremos TIC, Saberes, Informática: Castells (2009); Charlot (1996 e 2001); Hetkowski (2008); Lévy (1996, e 2004); Papert (1994) e outros. Metodologicamente o trabalho foi construído a partir da seleção dos autores que fundamentaram teoricamente a pesquisa, a escolha dos teóricos já mencionados no resumo deste trabalho, ocorreu ao longo de nossa trajetória acadêmica e principalmente pela relevância e produção acadêmica e cientifica. A segunda etapa da produção foi a recolha de informações a partir dos planos de ensino, PPP, Regimento Escolar, Projeto e Cadernetas, fazendo uma confrontação com os teóricos e a linha de discussão que estabeleceremos. E por fim realizaremos a análise das relações entre os conhecimentos que foram buscados na pesquisa juntos aos documentos. E apresentará como resultados levantados acerca das contribuições da Oficina no desenvolvimento da leitura e da escrita para as pessoas jovens e adultas que frequentaram o Projeto Oficina de Informática. Práticas de letramento digital na Educação Profissional e Tecnológica Marilene Mendes, Leonara Castro, Neide M. M. de França, Daniela M. de Sousa (IFCE) As práticas sociais de uso de leitura e escrita a partir das mídias digitais são uma realidade crescente na sociedade como um todo. No entanto, sua utilização no contexto escolar é controversa, inclusive na educação profissional. Esta pesquisa, em andamento, tem por finalidade identificar as principais práticas de letramento digital dos professores do IFCE - Campus Limoeiro do Norte, enquanto Instituição de Educação Profissional e Tecnológica, e faz parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica – PIBIC Jr, da mesma instituição. Para tanto, utilizaremos como métodos a revisão de literatura e a pesquisa de campo. Fundamentaremos teoricamente o trabalho a partir de autores relevantes nessa temática, como STREET (2014), BUZATO (2009), SOARES (2009), LEMKE (2010), dentre outros. Para a pesquisa de campo serão entrevistados docentes e estudantes do Campus visando identificar as práticas de letramentos recorrentes na atuação pedagógica desses profissionais. A partir do referencial teórico elencado e das informações obtidas nas entrevistas, pretendemos identificar as práticas de letramento digital recorrentes no IFCE – Campus Limoeiro do Norte. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 13 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 13 O (2 . andar) Letramento informacional e cursos de graduação: um relacionamento necessário Luciana do Amaral Teixeira e Maria Gracinda Vieira de Almeida Greco (Univ. Estácio de Sá) O conceito original de letramento sofreu diversas reformulações, motivadas por fatores variados; o que permitiu a criação de novos letramentos, como o informacional. O letramento informacional surgiu da necessidade de as pessoas lidarem com novos ambientes de informação e envolve as capacidades de localizar, selecionar, acessar, organizar e usar informações para gerar conhecimento. Tal letramento promove a capacidade de aprender a aprender e, portanto, constitui uma prática essencial na formação de cidadãos críticos e autônomos. Ao assegurar o desenvolvimento desses cidadãos, as faculdades e universidades ajudam na formação da base para o crescimento contínuo ao longo da atuação profissional dos indivíduos e do exercício de sua cidadania. Assim sendo, este trabalho investiga o nível de letramento informacional de alunos de um curso de graduação em Pedagogia a partir da aplicação de um questionário respondido como atividade da disciplina “Metodologia e Prática de Alfabetização e Letramento”. As perguntas foram formalizadas com base nos cinco padrões para o letramento informacional, definidos pela American Library Association. O resultado da avaliação dos questionários aponta para a necessidade urgente de capacitação em letramento informacional e ratifica o pressuposto de que o letramento computacional de forma alguma garante a realização eficaz de pesquisas nos moldes atuais. Alfabetização mediada por computador: uma experiência com software luz do saber na Escola Municipal Antonio B. SouzaJoelma dos S. R. Rocha e Patrício N. Barreiros (UEFS) Propõe-se apresentar os resultados preliminares da elaboração e aplicação de um projeto de intervenção baseado na utilização do software Luz do Saber, com o intuito de promover a aprendizagem da leitura e da escrita de alunos do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, em uma escola pública, que não aprenderam a ler e escrever na idade certa. Na referida escola, existe um alto índice de estudantes que não conseguiram ser alfabetizados na idade certa, resultando em sérios problemas para vida escolar dos estudantes. O software Luz do Saber fundamenta-se na teoria do educador Paulo Freire, assim como as contribuições de Emília Ferreiro e Ana Teberosky acerca do processo de aquisição do código linguístico. De acordo com dados obtidos em entrevistas, muitos estudantes mostraram-se desmotivados para aprender a ler e a escrever, acreditando que dificilmente iriam aprender e colocaram toda a responsabilidade do “não aprender a ler e a escrever” em si próprios. Com o início da aplicação do projeto de intervenção, já passaram a mudar de postura, percebendo que é possível e importante essa conquista. Inclusão digital para população em situação de rua Luiz H. Oliveira (PME), Mariana F. Santos (IFBA), Cleber J. Lira de Santana (IFBA) Este trabalho apresenta o relato de uma experiência que descreve e analisa a execução do projeto do curso de extensão “Inclusão digital como caminho para inclusão social”, ofertado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFBA, Campus de Eunápolis/BA, em parceria com a Secretaria de Assistência Social do município, para atendimento à população em situação de rua da cidade de Eunápolis/BA. Tem como objetivo promover a inclusão social por meio da inclusão digital desses sujeitos, na perspectiva do letramento digital, utilizando as diferentes formas que as TIC e NTIC podem contribuir para o exercício da cidadania dessas pessoas. Nesse ponto, visamos socializar o vivido nesse curso, a fim de apontar dificuldades e possíveis caminhos em experiências pedagógicas com a (in)formação de grupos em situação de vulnerabilidade social. As bases teóricas norteadoras deste trabalho têm como referência Coscareli (2007); Ribeiro (2007); Freire (1983); Motta (2007); Lemos; Levy (2010); Warschauer (2006); Bonila e Pretto (2011). O estudo aponta que o trabalho de inclusão digital com população em situação de rua envolve questões desafiadoras não só em relação aos letramentos dos sujeitos em tecnologias, mas também, em relação a uma pedagogia ou pedagogias de aprendizagem(ns) para a promoção da autonomia e protagonismo social dessa população. Aprendizagem colaborativa na Web: como escritores/fãs de ficção aprendem e compartilham aulas de língua portuguesa Bianca Jussara Borges Clemente (UFRJ) Este estudo objetiva investigar como escritores/fãs de ficção do gênero discursivo digital fanfiction aprendem e compartilham aulas de língua portuguesa nas plataformas e redes sociais online. Para tanto, busca-se explanar sobre a organização dessas aulas de língua portuguesa no ciberespaço; das regras estabelecidas pelas plataformas online e pelos atores sociais denominados como colaboradores betas sobre as práticas de escrita dos escritores/fãs de ficção; da seleção do conteúdo dessas aulas com abordagem tradicional da gramática normativa, como também, o tira-dúvidas como processo de ensinoaprendizagem colaborativa nas plataformas e redes sociais online. Além disso, visa-se entender como essa aprendizagem colaborativa auxilia os escritores/fãs de ficção nas próprias práticas de escrita no ciberespaço e como essa atividade de responsabilidade e responsividade do eu para mim e do eu para outro estão imbricadas no processo de colaboração. Para isso, esta pesquisa utiliza-se da metodologia da etnografia virtual na coleta de dados das postagens online das práticas escritas e interacionais dos atores sociais supracitados, para tal, a interpretação desses dados coletados vislumbra-se à luz do “dialogismo” e “polifonia” de (Bakhtin-Voloshinov, 2003) e dos pressupostos teóricos da Cultura de Convergência de Henry Jenkins (2008). Práticas de letramento digital para crianças: contribuições e novas perspectivas para o aprendizado da escrita Fernanda Maria Almeida dos Santos (UFRB) O presente trabalho apresenta uma discussão sobre o processo de aquisição da escrita por crianças inseridas em práticas de letramento digital, analisando como o uso de diferentes interfaces digitais no ambiente escolar pode favorecer o processo de aprendizagem da escrita da língua portuguesa. Para tanto, utiliza-se uma metodologia de investigação qualitativa, fundamentada em uma análise explicativa. O referencial teórico do trabalho concilia a teoria enunciativo-discursiva de Bakhtin e a teoria social da construção do conhecimento de Vygotsky com os postulados de Araújo, Coscarelli, Ferreiro e Teberosky, Kleiman, Lévy, Marcuschi, Ribeiro, Rojo, Soares, Tfouni e Xavier, entre outros, sobre tecnologias, letramento digital e aquisição da escrita em ambientes virtuais. Argumenta-se, através de uma investigação in loco e da análise de produções textuais escritas por alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental de uma escola da rede pública municipal de Amargosa-BA, que o uso das interfaces digitais contribui para o processo de letramento dos estudantes, intensificando o desenvolvimento das competências textuais, enunciativas, procedimentais e linguísticas envolvidas no processo de produção textual, já que a convivência com variados gêneros de textos em ambientes virtuais favorece as práticas interacionais, bem como o uso social da leitura e da escrita. Mídia escolar e tecnologia: uma experiência com o jornal no ensino médio Karine Castelano, Jefferson Balduino e Gerson do Carmo (UENF) Este estudo, desenvolvido com alunos de Ensino Médio do Instituto de Ciência, Educação e Tecnologia Federal Fluminense (IFF) – campus Quissamã/Rio de Janeiro/Brasil, apresenta as primeiras ações do Projeto de Extensão “O jornal na escola – uma proposta multidisciplinar”. Em um primeiro momento, por meio de oficinas, apresentamos aos alunos o material didático proposto pelo Portal do Jornal Escolar (2014) a respeito do gênero Artigo de opinião. Para que os alunos pudessem fundamentar seus textos com argumentos e informações relevantes sobre o tema escolhido, foi preciso que eles fizessem suas pesquisas na comunidade escolar e local, por meio de entrevistas, enquetes em redes sociais e pesquisas na Internet. Após os textos estarem revisados, fizemos rodas de leitura com o objetivo de selecionar os textos mais criativos e bem fundamentados para fazerem parte da primeira edição do jornal. Em seguida, a diagramação eletrônica do jornal escolar foi feita no editor de texto gratuito Libre Office. Com o andamento do Projeto, os docentes perceberam que, ao incluir a tecnologia como forma de auxílio ao aprendizado, os alunos passaram a ter mais comprometimento para realizar novas pesquisas sobre os conteúdos estudados em sala de aula e sobre matérias para as próximas edições do jornal. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 14 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 14 o 2 andar Adolescentes na cibercultura: registros de uma pesquisa de campo Sebastião Gomes de Almeida Júnior (UFJF) Pesquisa com grupos focais de adolescentes, desenvolvida em escola da Rede Municipal de Ensino de Juiz de Fora, Minas Gerais. Tendo como referencial a abordagem histórico-cultural da construção de conhecimento, busca-se compreender de que modo os adolescentes se relacionam e desenvolvem suas potencialidades, mediados pelos dispositivos tecnológicos no ambiente da cibercultura. Destacam-se desse processo investigativo falas significativas sobre experiências desses jovens relacionadas à sua navegação na internet, com destaque para sua apropriação das ferramentas de pesquisa e compartilhamento, sua interação nos jogos online e nas redes sociais. Para tanto, são abordadas questões relativas às tecnologias digitais e seus efeitos socioculturais, voltadas para a apropriação desses dispositivos feita pelas novas gerações na sua interação em rede. Assim, o estudo se articula com apontamentos teóricos sobre o ambiente comunicacional contemporâneo e a cibercultura, tais como, convergência de mídias, inteligência coletiva, emergência, cultura da participação, imersão em ambientes digitais narrativos e sociabilidade em rede. Revisão e reescrita em foco: uma análise de uma oficina de fanfictions na escola Larissa Giacometti Paris (Unicamp) Este trabalho possui o objetivo de analisar parte dos dados gerados para uma pesquisa de mestrado que se encontra em andamento, cujo foco de análise relaciona-se às práticas de revisão e reescrita de fanfictions a partir da produção deste gênero no contexto escolar. Fanfictions são narrativas escritas por um fã que se baseia em conteúdos pré-existentes das mídias e da cultura pop para criar a sua própria história (BLACK, 2006; 2008; 2010). Tal gênero discursivo enquadra-se na perspectiva dos Novos Letramentos (LANKSHEAR; KNOBEL, 2007; 2011) e da Cultura Participativa (JENKINS, 1992; 2006), em que, respectivamente, um novo ethos e uma participação ativa do sujeito são fundamentais. Para que os dados fossem gerados, uma oficina de produção de fanfictions foi realizada com a participação voluntária de alunos do Ensino Médio no período contraturno ao das aulas regulares, em que os sujeitos escreveram suas narrativas, as quais foram revisadas por um colega e reescritas posteriormente. Assim, a pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011) foi utilizada, considerando que a intervenção dos sujeitos foi fundamental para a transformação de suas práticas. Considerando uma perspectiva bakhtiniana, foi possível categorizar o modo de revisão destes sujeitos bem como os diálogos construídos na reescrita a partir das sugestões de revisão. O Uso do tablet/pc no ensino médio na Escola Estadual Severino Cordeiro de Arruda: perspectivas e desafios Maria Sandra da Conceição (UFPB) As tecnologias de Informação e Comunicação – TICs são ferramentas indispensáveis à Educação Contemporânea, sendo necessária a criação de ambientes de aprendizagem integrados as tecnologias no processo educativo. Esta pesquisa buscou investigar a inserção do tablet/PC do “Programa Aluno Conectado” (PAC), nas turmas de 3º anos do Ensino Médio, da Escola de Referência Severino Cordeiro de Arruda em Taquaritinga do Norte/PE, e analisar os impactos que as TICs têm gerado, identificando os principais desafios enfrentados pelos estudantes da Zona Rural e da Zona Urbana e as perspectivas e o entraves encontrados pelos professores. Os dados coletados por meio de questionário eletrônico mostram resultados insatisfatórios, onde não há a efetivação da inclusão digital, e que o PAC precisa passar por avaliações a fim de diminuir as deficiências encontradas na formação de professores, na motivação dos estudantes e no acesso internet. O uso das TICs proporcionará uma educação pautada em inovações. As deficiências são pontos de partida para a criação de estratégias e possíveis soluções para que o PAC não seja visto apenas como um processo de inclusão de equipamentos e de limitações digitais, mas como um processo significativo com a capacidade de tornar-se propício às expectativas dos estudantes nativos digitais. Inclusão e Letramento digitais na formação básica e técnica Sylvana Karla da Silva de Lemos Santos (IFB) A inclusão digital na era da internet, quando muitos ainda não têm conhecimento do uso do computador nem acesso aos meios de comunicação virtual, ainda é uma problemática da realidade dos brasileiros. Embora a expansão da rede mundial de computadores tenha avançado nos grandes centros urbanos, ainda há quem não conheça as principais ferramentas para o uso da comunicação virtual. O letramento está relacionado à capacidade de o indivíduo usar informações escritas para atingir seus objetivos. Com o uso das TICs, a experiência do letramento abre caminhos ao desenvolvimento de capacidades cognitivas mais complexas. Unir a inclusão digital e o letramento permite vislumbrar outros. Este trabalho pretende relatar a experiência do IFB com a oferta de dois programas do Governo Federal no DF, direcionados à atualização e à formação de um público específico. O primeiro é o Programa Mulheres Mil, voltado à capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. O outro é o Profuncionário que atende especificamente aos funcionários de escola pública e visa a formação técnica, basicamente, em quatro cursos da carreira escolar. Como resultado das experiências, foi observada a necessidade de práticas de letramento digital para que houvesse a inclusão. Práticas de leitura e escrita com tecnologia Katia Ethiénne Esteves dos Santos – PUCPR, Fernanda Ayanne Santos Gama Spigolon - Escola Municipal Célia Arraes – Recife, Aldenir Farias da Fonseca, Mariana Gomes Mayer As tecnologias estão presentes no dia a dia de estudantes e docentes, oferecendo oportunidades de evolução, de troca de informação e de aquisição de conhecimento. Esta reflexão objetiva mostrar como uma tecnologia educacional pode influenciar no processo de alfabetização e letramento, tanto referente ao conhecimento de mundo e das questões linguísticas, como digital. Foram pesquisados os envolvidos no processo de inserção do uso da Mesa Educacional Alfabeto, no Recife, em uma turma de 2º ano dos Anos Iniciais como elemento agregador ao processo de leitura e de escrita dos estudantes. Por suas características de interatividade e colaboração a tecnologia inserida no planejamento docente promoveu práticas sociais que favoreceram as situações de letramento e ampliaram as possibilidades de alfabetização. A existência de um personagem virtual, que se transformou em “real”, criou oportunidades diversas para que os estudantes se motivassem e aproveitassempara criar e principalmente vivenciar as vantagens de fazer parte de um mundo letrado. Os autores que dialogaram neste estudo de caso foram: Prensky (2001), Santos (2012), Tori, (2010), Lèvy (1993), Soares (2001 e 2004), Rojo (2009), entre outros, por seus estudos sustentarem teoricamente os elementos da prática vivenciados nos processos de alfabetização e letramento com o suporte da tecnologia. Letramento Digital: Google Docs e escrita colaborativa na argumentação Maria de Lourdes Marques Léllis (IFES) É fato, a preocupação atual com o ensino público e na educação como um todo. Também é um fator preocupante que em pleno século XXI, com tantos avanços tecnológicos a escola tradicional ainda vem sendo apontada como única fonte de aprendizado. O presente estudo, recorte da dissertação de mestrado profissional ainda em andamento, propõe uma abordagem reflexiva e prática com o foco na leitura, escrita e uso das TICs. Busca a possibilidade de letramento digital com o alvo nas séries finais do Ensino Fundamental. O trabalho em desenvolvimento à luz das teorias de Vygotysky e Freire, com o gênero textual Artigo de opinião objetiva a leitura, pesquisa e escrita colaborativa no ambiente virtual GOOGLE DOCs e propõe a pesquisa e escrita argumentativa acerca de temas atuais e polêmicos objetivando formar leitores críticos. Com marco teórico em Rojo (2013), Coscarelli (2011) e Soares (1998, 2002); o estudo, ainda em andamento, tem em seu vértice o Letramento Digital com novas práticas inovadoras de ensino. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 15 Data 07/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 15 o (2 . andar) Tecnologias a favor do letramento: criação de vídeos curtos na escola Tatiane Ribeiro de Souza (UNEB) Diante do contexto atual do mundo tecnológico, os alunos estão envoltos por uma infinidade de mensagens midiáticas, entretanto recebem pouco ou nenhum treinamento que favoreça o desenvolvimento de habilidades de análise ou avaliação de tais mensagens. Neste cenário, faz-se necessário a utilização, em sala de aula, de alguns recursos da tecnologia, a fim de aproximar o ensino de língua materna à realidade do educando, por exemplo, a criação de vídeos curtos pelos alunos. A proposta apresentada enfatiza o letramento visual como competência leitora, objetivando através do uso dos vídeos como texto, possibilitar a leitura crítica, levando os alunos a estabelecerem uma aprendizagem significativa, pautada em mudança de comportamento coletivo. Considerando que, trabalhar com as novas tecnologias, possibilita o estímulo à discussão oral, através dos aspectos semióticos presentes nos vídeos, é possível desenvolver o poder de argumentação e discernimento por meio da leitura das imagens. Nesta perspectiva, pretendemos evidenciar que o conhecimento linguístico, as experiências pessoais e sociais contribuem para o entendimento e a interação com o texto trazido pelas imagens. As políticas educacionais de inclusão digital: um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco Bárbara Maria Farias Mota e Mikhaella de Paiva Costa Wanderley Feitosa (UFPE) As práticas pedagógicas atuais têm incorporado as transformações promovidas pelas tecnologias de informação e comunicação? Esse trabalho discute quais os impactos da inclusão digital no ambiente escolar a partir de um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco, localizada em Recife-PE. Em termos metodológicos, combinou-se observação participante e entrevista semiestruturada para evidenciar o desafio das políticas de inclusão digital no ambiente educacional. Os resultados apontam que o problema principal não é mais a implementação de fato das tecnologias digitais, mas antes disso, a forma como está sendo feita. Se há alguns anos os problemas discutidos eram visivelmente aqueles do acesso, hoje o desafio é comportar a complexidade das inúmeras formas possíveis de se fazer uma política de inclusão digital, que vá desde a formação técnica dos profissionais de educação à participação ativa da comunidade atendida pela política, para que as adequações socioculturais sejam efetivadas. É, sobretudo, uma mudança da cultura política em que vivemos – de uma lógica hierárquica para uma prática participativa de escuta e respeito às especificidades sociais locais do lugar onde a política pública é implementada. Projeto de extensão: prática de escrita colaborativa no ambiente virtual Moodle Loiva Salete Vogt (IFRS-RS) A partir da necessidade de oferecer meios para promover o aprimoramento da leitura e produção textual de alunos concluintes do ensino médio e comunidade interessada na temática, foi criado o projeto de extensão “Leitura e Produção Textual: estudos e aplicações”. Para atender à demanda social foi promovido na modalidade a distância, via Moodle, vinculado ao Instituto Federal do Rio Grande do SulCâmpus Feliz. O ambiente virtual configura-se como um lugar também de aprendizagem e espaço de “constante relacionamento das coisas em dinâmicas que viabilizem opções aos sujeitos aprendentes articulados coletivamente” (RETTENMAIER, 2009, p. 92). Neste contexto, foi observada a efetiva participação de alunos do ensino médio e do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Letras, alguns dos quais atuaram como tutores (bolsistas de extensão). A metodologia do projeto previa a escrita e envio de redações a partir de propostas apresentadas no ambiente virtual, para serem analisadas pelos tutores através de problematizações e sugestões de reescrita, conforme critérios específicos, sob a orientação de professores da área de Letras. Como resultado, identificamos o desejo e a efetiva socialização de saberes, bem como o aprimoramento do processo formativo dos estudantes na prática textual colaborativa. As políticas educacionais de inclusão digital: Um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco Mikhaella de Paiva Costa Wanderley Feitosa e Bárbara Maria Farias Mota (UFPE) As práticas pedagógicas atuais têm incorporado as transformações promovidas pelas tecnologias de informação e comunicação? Esse trabalho discute quais os impactos da inclusão digital no ambiente escolar a partir de um estudo de caso da Escola Municipal Dom Bosco, localizada em Recife-PE. Em termos metodológicos, combinou-se observação participante e entrevista semiestruturada para evidenciar o desafio das políticas de inclusão digital no ambiente educacional. Os resultados apontam que o problema principal não é mais a implementação de fato das tecnologias digitais, mas antes disso, a forma como está sendo feita. Se há alguns anos os problemas discutidos eram visivelmente aqueles do acesso, hoje o desafio é comportar a complexidade das inúmeras formas possíveis de se fazer uma política de inclusão digital, que vá desde a formação técnica dos profissionais de educação à participação ativa da comunidade atendida pela política, para que as adequações socioculturais sejam efetivadas. É, sobretudo, uma mudança da cultura política em que vivemos – de uma lógica hierárquica para uma prática participativa de escuta e respeito às especificidades sociais locais do lugar onde a política pública é implementada. Brasil na Tel@: uma proposta de unidade didática híbrida Jordana Lima de Moura Thadei (Instituto Singularidades – SP) Brasil na tel@ é uma unidade didática híbrida, de Língua Portuguesa, elaborada a partir das dificuldades de alguns professores no uso de dispositivos digitais para fins pedagógicos. Objetiva apoiar o professor que intenciona incluir as TDICs em seu trabalho, mas não sabe como fazê-lo. Prevê o uso de dispositivos tecnológicos móveis fornecidos pela escola ou de propriedade dos alunos, sem romper com a estrutura de material didático à qual alunos e professores estão habituados, visando a efetivar uma transição gradativa entre materiais didáticos impressos e práticas passíveis de implementação por professores iniciantes no uso de tecnologia no ensino. Em torno do tema cinema nacional propõe, em 16 atividades, o estudo de gêneros discursivos / textuais que circulam em suportes impressos e digitais e tem como produção final do aluno um texto fílmico, para circular em suportes digitais. Apresenta-se em formato hipertextual e convoca diversos conhecimentos linguísticos, extralinguísticos, de áreas didáticas afins, além de letramentos digitais necessários à pesquisa e produção fílmica. O trabalho tem como base teórica os estudos da pedagogia de projetos, dos projetos de letramento, dos multiletramentos e do ensino híbrido e pode ser implementado no final de EF II e início de EM. Professores e letramento digital: a transposição da teoria dos documentos oficiais à prática pedagógica Eliza A. S. Nantes, Antonio L. Guerra Junior, Ednéia de C. S. Pinho, Juliana F. S. Simm (UNOPAR/PG) Este trabalho integra as atividades desenvolvidas pelo projeto de pesquisa “Gêneros discursivos: uma investigação das práticas de letramento e multiletramento na esfera escolar” e tem como objetivo investigar o nível de letramento digital de professores da educação básica pública, de diferentes áreas, de modo a verificar se suas ações docentes contemplam as orientações expressas pelas Diretrizes Para o Uso de Tecnologias Educacionais do Estado do Paraná (PARANÁ, 2010) e consideram, conforme os desdobramentos teóricos contemporâneos, as novas práticas de multiletramento. Para tanto, procedeuse a uma pesquisa qualitativa, por meio do instrumento questionário, com vistas à obtenção de informações capazes de propiciar uma análise contrastiva entre as teorias por eles assimiladas e as suas ações pedagógicas. Epistemologicamente, ancoramo-nos nos estudos de Daley (2010), Kalantzis e Cope (2008), Knobel e Lankshear (2007), Rojo (2012, 2013), Street (2003), entre outros. Os resultados indicaram, de um modo geral, um processo de transformação e de quebra de paradigmas, impulsionados por mudanças sociais, mesmo que em certa medida isso não se reflita efetivamente na prática. Apresentação de trabalhos (CI) da tarde do dia 07/12/2015 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 16 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto Mobile Learning: o uso de dispositivos móveis no ensino de língua inglesa Márcia Corrêa (UFMG) O presente projeto propõe a utilização de dispositivos móveis como recursos pedagógicos de forma interativa e acessível, através da produção de HQs e vídeos, objetivando desenvolver as habilidades comunicativas: escrita e fala na língua inglesa (L2). O mobile learning que se baseia no uso de equipamentos móveis em que se utilizam dispositivos portáteis de computação sem fio, é uma modalidade de ensino que apresenta a concepção ubíqua, na qual o aluno pode acessar e aprender a 01 o (2 . andar) qualquer hora em qualquer lugar (UNESCO, 2013), pois é portátil e acessível. Apresenta o Ambiente Virtual de Aprendizagem Edmodo e suas funcionalidades, as quais auxiliam na aprendizagem colaborativa, além de favorecer e motivar a autonomia dos aprendizes, sendo uma plataforma que possibilita uma pedagogia sócio-interacionista, defendida por Vygotsky (1999), que enfoca a importância da interação social no processo de aprendizagem, também apresenta alguns aplicativos usados para desenvolver as atividades propostas. Tecnologias Educacionais como Possibilidades de Redes de Ensino-aprendizagem André Luiz Turchiello de Oliveira e Karla Marques da Rocha (UFSM) As inovações tecnológicas vêm, gradativamente, transformado a educação, renovando conceitos, paradigmas, mudanças de ações que estão refletidas no perfil da sociedade contemporânea. A qualificação da educação profissional motiva o objetivo dessa pesquisa que aborda as possibilidades de utilização das tecnologias em rede, nos processos educacionais, das práticas docentes dos professores do Instituto Federal Farroupilha, no Rio Grande do Sul. A construção da base teórica é estabelecida por autores que abordam a necessidade e importância da formação de professores que possuam competências, habilidades e atitudes para mediarem a construção do conhecimento de uma geração que exige adequações pessoais e profissionais. A investigação qualitativa apoia-se na metodologia da pesquisa-ação, constituída em oficinas presenciais de capacitação, organizadas em um ambiente virtual, estruturadas a partir de informações obtidas pelos próprios docentes, que interessam-se em utilizar os recursos disponíveis na instituição para diversificar suas metodologias de ensino-aprendizagem. Caracterizada como uma proposta de mestrado, em andamento, espera-se contribuir para a inserção das tecnologias na educação profissional, em um contexto que possui estrutura física, humana e econômica para engajar-se em uma proposta inovadora. Como produto final deste estudo investigativo, será produzido um material didático, em forma de e-book, disponibilizado em rede. Experimentações do uso jogos digitais na disciplina de Língua Portuguesa Eli Lopes da Silva (UFSC), Cintia Franz (Secretaria M. E. Rio do Sul), Dulce Márcia Cruz (UFSC) Este trabalho apresenta os resultados baseados nas experimentações das mídias digitais na disciplina de Língua Portuguesa, com alunos do 6º. e 7º. anos do ensino fundamental em uma escola de Rio do Sul/SC. Trata-se de parte de uma pesquisa de doutoramento, em andamento. Metodologicamente é uma pesquisa em colaboração, na qual pesquisador e professora da disciplina criam situações de uso das mídias, nesse caso, o jogo. Neste artigo apresentamos os resultados das práticas pedagógicas da professora no uso de dois jogos on-line: o primeiro visa testar o conhecimento dos alunos sobre as classes gramaticais; o segundo é um teste sobre o novo acordo ortográfico. As aulas são filmadas, fotografadas e as experimentações com os jogos se transformam em experiência docente que servem para outras situações em sala de aula. O Letramento digital a partir da tela do aparelho celular nas aulas de língua portuguesa Daiane Conceição Simões Santos (UESC) Os novos suportes tecnológicos como celulares e smartphones presentes hoje na sociedade geram novas práticas de interação que devem ser percebidas como condição para a construção do conhecimento e também para a formação de sujeitos letrados. Nesse contexto, a escola deve promover não só o letramento a partir do contato com os livros, mas também o letramento digital através do contato com esses novos suportes tão utilizados. Nesse contexto, este estudo intenciona propor a inserção do uso do aparelho celular nas aulas de língua portuguesa através da aplicação de sequências didáticas baseadas em hipertextos. O estudo será realizado em uma turma do 9º ano do ensino fundamental da rede pública de Ilhéus, na Bahia. Esta pesquisa fundamenta-se teoricamente nas ideias de Coscarelli (2011), Soares (2003), Braga (2013), Marcuschi e Xavier (2010). Espera-se como resultado promover com outros participantes pesquisadores presentes no evento uma discussão acerca da proposta de inserção do aparelho celular como ferramenta pedagógica, tendo em vista a necessidade de se promover o letramento digital na escola. Ensino híbrido: uma experiência de sucesso para produção de texto Cristiane Imperador e Márcia Azevedo Coelho (Col. Espírito Santo) Esta comunicação tem como objetivo apresentar alguns resultados de um curso de produção de texto, desenvolvido com estudantes do ensino médio, o qual concilia encontros presenciais com o modelo pedagógico chamado flipped classroom, ou sala de aula invertida. O curso, ainda como projeto piloto, já apresenta evidências de que esse modelo pedagógico, divulgado inicialmente por Bergmann e Sams (2012), tem grande potencial de promover uma aprendizagem mais significativa, individualizada e colaborativa, aprimorando a relação entre estudantes e professor. Essa possibilidade de organização curricular diferenciada permite ao estudante o papel de sujeito de sua própria aprendizagem, com o uso de tecnologias da informação e comunicação, ambientes virtuais, vídeo aulas e outras possibilidades de interação virtual, reconhecendo a linguagem como atividade humana e aspecto fundamental para a construção do conhecimento. Os resultados demonstram que o curso, desenvolvido por meio do flipped classroom, promove maior desempenho sobre os usos da língua, aprimoramento da produção textual, além de favorecer o desenvolvimento de habilidades e competências para a busca e aplicação da informação, com o uso da tecnologia, em um ambiente em constante mutação. O Uso didático-pedagógico das TDIC no desenvolvimento de práticas de reflexão e análise linguística na escola Thais Fernandes Sampaio e Renata Cristina das Dores Alves (UFJF), Esta pesquisa investiga, junto a docentes que atuam no ensino fundamental de escolas públicas, as possibilidades de inserção das TDIC no trabalho com língua materna na escola, considerando infraestrutura das escolas, receptividade dos alunos, preparo do professor e orientações oficiais para o ensino de Português. Fundamentado em discussões sobre a relação tecnologia-ensino (ROJO, 2012; BRUNO, PESCE, BERTOMEU, 2012) e sobre o ensino de língua materna (CALLOU, 2013; NEVES, 2010; ANTUNES, 2003), o objetivo principal do projeto é elaborar, aplicar e avaliar propostas de intervenção que apresentem estratégias para o uso efetivo das TDIC no desenvolvimento de práticas de análise linguística e na promoção de reflexões sobre a linguagem na escola. Seguindo os moldes da pesquisa-ação (TRIPP, 2005; ENGEL, 2000), o grupo desenvolveu e aplicou, até o momento, duas propostas de intervenção. A primeira consistiu em uma sequência de atividades, mediadas pelas ferramentas da Wikispace, em um trabalho sobre concordância verbal, no oitavo ano. A segunda é uma Sequência Didática (SCHNEUUWLY; DOLZ, 2004), para o trabalho com o gênero autobiografia, utilizando um conjunto de aplicativos google, no sexto ano. Apesar dos desafios enfrentados, os resultados apontam para o impacto positivo do uso das TDIC no trabalho com língua materna na escola. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 17 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 02 o (2 . andar) A utilização da robótica educacional na formação inicial do Licenciado em Computação da Universidade do Estado do Amazonas Almir de Oliveira Costa Junior (UEA) Nos dias atuais, muitos professores têm visto na robótica um recurso tecnológico bastante interessante e rico para intervir no processo de ensino-aprendizagem, pois ela contempla o desenvolvimento pleno do aluno por meio de atividades dinâmicas. A utilização da robótica neste contexto pode focar-se na montagem de dispositivos, programação e trabalhar conceitos ligados a matérias curriculares, tais como Física e Matemática. A Robótica Educacional, ou Robótica Pedagógica, pode ser entendida como o ambiente de aprendizagem no qual o professor ensina ao aluno a montagem, automação e controle de dispositivos mecânicos que podem ser controlados por um computador. Na perspectiva de proporcionar ao licenciado em computação uma instrumentalização para a sua prática docente, professores do curso da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, têm se respaldado na utilização de atividades que permeiam o campo da robótica educacional por meio de recursos alternativos como forma de apresentação da temática aos futuros professores, tendo em vista que o Licenciado em Computação deve ter uma formação especializada para que possa intervir: a) na investigação e desenvolvimento do conhecimento na área de computação e educação de maneira multi, inter e transdisciplinar; (b) análise de problemas educacionais; e (c) projeto e implementação de ferramentas computacionais de apoio aos processos de ensino-aprendizagem e de administração escolar. O uso pedagógico do Twitter no processo de desenvolvimento do letramento digital: possibilidades de expressão e comunicação mediadas pelas tecnologias digitais Lygia de Assis Silva e Sérgio Abranches (UFPE) Neste artigo, apresentamos dados de uma pesquisa em andamento, vinculada ao Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica, UFPE, que tem por objetivo analisar as contribuições do uso pedagógico do Twitter no processo de letramento digital dos alunos de uma escola pública da cidade do Recife. Para tanto, nos apoiamos nos conceitos de alfabetização e letramento (Soares, 2002 e 2003; Kleiman, 2002), tendo como foco da nossa investigação a concepção de letramento e seus desdobramentos, como os multiletramentos (Rojo, 2012) e o letramento digital (Coscarelli, 2005; Xavier, 2002). A escolha do Twitter como objeto do nosso estudo deve-se, entre outros aspectos, ao fato do microblog ter sido eleito, pelo Centre for Learning & Performance Technologies, por três anos consecutivos, a melhor rede social para ser utilizada com fins educacionais. Desta forma, a partir de uma abordagem qualitativa, nosso percurso metodológico contempla uma intervenção no espaço escolar através de um projeto temático com o uso do twitter, utilizando também como instrumentos o questionário, a observação participante e a entrevista. Como resultado, encontramos, até então, elementos para discutir sobre a familiarização dos alunos com relação ao uso do computador e a internet para a realização de atividades de cunho pedagógico no espaço escolar. Lousa Digital: A utilização de TICs como recurso pedagógico nas escolas públicas do estado do Amazonas Valquíria Gomes Coelho (Idaam), Almir de Oliveira Costa Júnior (UEA) Diante das constantes transformações que a sociedade do século XXI vem enfrentando principalmente pelo impacto causado pelo advento das novas tecnologias da informação e comunicação - TICs, o Governo do Estado do Amazonas tem investido em parceria com a empresa Avançar Tecnologia Ltda. e por meio de sua Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas, na inserção de novas tecnologias que possibilitem a inclusão de novos recursos no processo de ensino aprendizagem das escolas estaduais. O Programa Lousa Digital tem por objetivo oferecer treinamentos junto aos professores, pedagogos, apoios pedagógicos e gestores, visando a qualificação do docente, permitindo o aprimoramento das atividades desenvolvidas em sala de aula através das novas tecnologias educacionais. Após a capacitação, é realizado um acompanhamento das atividades desenvolvidas, oferecendo todo suporte técnico-pedagógico como: planejamento de atividades utilizando o software educacional - Despertar Aprendizagem, Lousa Digital, instalações nos notebooks dos professores e ambientes informatizados das escolas. Com mais de um ano implantado nas escolas estaduais, é perceptível a importância da utilização de novas tecnologias em sala de aula, o que nos leva a refletir sobre as exigências no processo de ensino aprendizagem utilizando ferramentas que transformam aulas tradicionais em aulas dinâmicas e interativas. Fale a língua dos seriados com o aplicativo “VIVAVÍDEO”o smartphone nas aulas de Língua Inglesa Adriana Teixeira Alves – Faculdade Sete de Setembro - CE O objetivo desse trabalho foi utilizar o Smartphone nas aulas de língua inglesa para não somente aprende gramática e vocabulário, mas também melhorar a pronúncia, pois os alunos podem ver e ouvir como os atores falam palavras e frases e, com o tempo, o cérebro vai assimilando o modo, ritmo e a entonação dos falantes da língua alvo. Na grande maioria dos seriados americanos, os diálogos são os mesmos do nosso dia a dia, o que permite que você aprenda várias expressões não encontradas em dicionários. Além do mais, seriados são feitos para falantes nativos de inglês, o que significa que os atores falam rapidamente, e, assim, estimulam o aluno a entender o “inglês de verdade”. A efetiva potencialidade dos celulares na sala de aula como ferramenta para uma nova forma de praticar a oralidade e audição dos jovens educandos vai ao encontro dos interesses dos jovens educandos de uma escola pública do estado do Ceará. Através da imitação feita no aplicativo “viva vídeo” pode proporcionar uma nova forma de aquisição de uma língua estrangeira. Uso do scratch e city rain para o ensino do conteúdo lixo no ensino fundamental Marciléa Freitas, Terezinha Vilas Boas Barbosa, Andréia Araújo (IFAM) e Pricila Souza (IFAM) A demanda de ensinar com recursos tecnológicos é tão emergente quanto discutir sobre as questões ambientais em sala de aula. Neste sentido Medeiros (et al. 2011, p.2), destaca que as questões ambientais estão cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade, desta forma, a educação ambiental é essencial em todos os níveis dos processos educativos e em especial nos anos iniciais da escolarização, uma vez que as crianças estão mais susceptíveis a desenvolver o senso crítico sobre as questões ambientais que os adultos. Os PCNs (1998, p. 35) apontam que o tema Meio Ambiente traz a discussão a respeito da relação entre os problemas ambientais e fatores econômicos, políticos, sociais, históricos e tecnológicos. Problemas que necessitam de discussões sobre responsabilidades humanas voltadas ao bem-estar comum e ao desenvolvimento sustentável. Portanto, o objetivo geral deste estudo foi elaborar uma proposta pedagógica para o ensino de Meio Ambiente em Ciências Naturais no Ensino Fundamental com a utilização de programação e jogos digitais. Neste contexto, surgem várias formas de transformação de práticas pedagógicas, que podem auxiliar na aquisição de aprendizagem significativa, dentre eles o Scratch e City Rain, são exemplos de recursos que podem dinamizar às aulas sobre o lixo no momento em que o conteúdo estiver sendo explanado. O Ciberespaço como suporte para o letramento literário Luciana Oliveira do Nascimento (UESC), Reheniglei Rehen (UESC) Atualmente os professores de Língua Portuguesa dos anos finais do ensino fundamental se veem diante de dificuldades em relação ao ensino de literatura, em especial ao de textos poéticos que geralmente são pouco estudados nos livros didáticos e, quando aparecem, são apenas fragmentos com fins de ensino gramatical. Falta de biblioteca ou livros para todos os alunos também fazem parte desta dificuldade. Diante disso, a escola não tem atingido o letramento literário dos seus estudantes, o qual, segundo Cosson (2014) é o letramento feito a partir de textos literários proporcionadores de uma maneira privilegiada de leitura de mundo. Com o avanço tecnológico e o advento da internet na escola, é possível aliar o letramento literário ao digital, aproximando o estudante do ciberespaço onde é possível o acesso à literatura em diversos suportes, com os quais é possível desenvolver diversas habilidades de leitura que ampliam o letramento literário. Este estudo objetiva propor intervenções pedagógicas na forma de sequências didáticas nas aulas de Língua Portuguesa com o uso do ciberespaço, seguindo os pressupostos teóricos de Cosson (2014), Marcuschi (2005), Xavier (2005), Lévy (2007) Coscarelli (2008) e Rojo (2013). Espera-se como resultado uma discussão acerca deste estudo com outros pesquisadores presentes neste evento. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 18 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 03 o (2 . andar) Jogos digitais para o ensino de sustentabilidade Terezinha Vilas Boas, Marciléa Freitas, Lucilene Paes e Maria Vilas Boas (IFAM) A tecnologia no contexto escolar requer o compromisso de todos que atuam no processo educacional no sentido de repensar o ensino e aprendizagem. A utilização de jogos digitais surge como uma estratégia didática para promover uma aprendizagem significativa, proporcionando uma concepção ambiental pautada na sustentabilidade. Pois, segundo Behrens (2000, p. 77) o desafio passa por criar e permitir uma nova ação docente na qual professor e alunos participam de um processo conjunto para aprender de forma criativa, dinâmica, encorajadora e que tenha como essência o diálogo e a descoberta. Portanto, o acesso à tecnologia com variados recursos, dentre eles o uso de jogos e quiz interativos a respeito da temática abordada, podem articular ações em prol do desenvolvimento global do aluno. Segundo Demo (2008) todo processo de aprendizagem requer a condição de sujeito participativo, envolvido, motivado, na posição ativa de desconstrução e reconstrução de conhecimento e informação, jamais passiva, consumista, submissa. Nesta perspectiva, o estudo aborda a aplicação de alguns recursos digitais como os jogos que podem ser trabalhados com os alunos nas aulas sobre sustentabilidade, buscando garantir um ensino dinâmico, participativo e interdisciplinar na busca da fluência tecnológica. Presença das novas tecnologias da informação e comunicação nas práticas dos professores PDE/PR de Língua Portuguesa Edneia Aparecida Bernini (UEL) Este trabalho busca discutir e analisar a formação continuada de professores, tendo em vista o Programa de Desenvolvimento Educacional, oferecido pelo Paraná – PDE/PR e a prática de ensino/aprendizagem de professores de língua portuguesa mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC). Parte-se do princípio de que a formação continuada pelo PDE tem contribuído para práticas mais contextualizadas no que se refere ao desenvolvimento de conteúdos e ao uso das NTIC, causando, portanto, impacto no âmbito educacional por essa perspectiva de ensino e desenvolvimento do letramento tecnológico-digital. Para subsidiar esta pesquisa qualitativa de cunho interpretativo, recorremos a leituras sobre a formação continuada de professores, a partir de produções científicas neste campo de estudo. Além disso, a literatura sobre as NTIC no âmbito educacional também contribuirá para compreensão de nosso enfoque. O trabalho insere-se em discussões teóricas sobre a formação contínua de professores e sobre as NTIC como recurso para o ensino/aprendizagem de língua portuguesa. Mesmo diante dos trabalhos já realizados, nossa contribuição será substancial, pois visa a práticas docentes em período de formação continuada no Paraná e, consequentemente, a continuidade dessa prática a partir da formação. Jogo Pedagógico Construído com o Impress - Alfabeto Regional Mariana de Oliveira Athayde Lyra Silva O ALFABETO REGIONAL constitui-se em um jogo de letramento digital contextualizado construído com o Impress – software de criação e edição de apresentação em slides. O objetivo do referido software, com seus recursos de edição de imagens, sons, animações, ações de elementos e associação de eventos, é contribuir com o professor para facilitar a criação de jogos. Com o jogo Alfabeto Regional, o educando aprende brincando, identificando as iniciais das palavras por meio de cliques que possibilitam as letras certas escorregarem para dentro de caixas coloridas localizadas, estrategicamente, na frente das palavras. Existe no jogo dois eventos, caso o usuário acerte a letra, esta “corre” fazendo ondinhas até parar na caixinha; caso erre, aparece uma mensagem com chances de novas tentativas. Assim, o usuário não sai da tela até ir para próxima letra do alfabeto. Em cada tela, estão presentes figuras associadas às palavras. Por ser um processo de ensino-aprendizagem gamificado, que envolve jogos de computador principalmente, torna-se motivador e atraente ao aluno, de tal forma que aprender se torna natural e duradouro. Com isso, têm-se resultados satisfatórios, em que a compreensão do conteúdo, em um ambiente multissensorial, é rápida e eficaz. Sala de aula tecnológica invertida: desenvolvendo habilidades de leitura literária - Antonia Maria Cruz, Luzia Medeiros e Girlândia Cavalcanti Bezerra (UPE) Este trabalho socializa uma experiência com a utilização de novas metodologias de ensino, que vem contribuindo para a o aperfeiçoamento de habilidades de leitura literária. Com o intuito de tornar as aulas atraentes, objetivas e com o foco no aluno, aplicou-se o modelo Flipped Classroom (sala de aula invertida), organização curricular diferenciada, que permita ao aluno o papel de sujeito de sua própria aprendizagem e mantém o papel do professor como mediador entre o conhecimento elaborado e o aluno. Teoricamente, Vygotsky (1896-1934), já destacava a importância do processo de interação social para o desenvolvimento da mente. Seymour Papert, na linha de Piaget, já defendia na década de 60 uma didática em que o aluno usasse a tecnologia para construir o conhecimento. Assim, a partir da leitura, em casa, em grupos, das obras sugeridas pelo Sistema Seriado de Avaliação, da Universidade de Pernambuco, os educandos, utilizando o software powerpoint, produzem como objeto de aprendizagem uma fotonovela da obra lida. Espera-se com este trabalho comprovar que a implementação do modelo do Flipped Classroom, pode contribuir para desenvolvimento de habilidades e de gosto pela leitura literária. Desenvolvimento e aplicação de ebooks interativos/multimídia e de ambientes de realidade aumentada e virtual em processos de ensino e aprendizagem no contexto acadêmico - Eduardo Henrique de Matos Lima, Luis Fernando Soares e Cheilon Caldeira Camargo (UFSJ) Assumimos neste projeto a relevância de se pensar a educação em uma nova dinâmica, que considere a necessidade e as possibilidades do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) vinculadas às questões pedagógicas. A proposta do projeto é desenvolver artefatos e recursos digitais voltados para os processos de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, propomos a produção de ebooks interativos/multimídia e a preparação de ambientes de realidade aumentada (RA) e virtual (ARV) para serem utilizados no desenvolvimento de conteúdos de Química e Biologia. Em relação aos ebooks, serão utilizados softwares e plataformas abertas e livres no processo de desenvolvimento/produção. Os ebooks serão formatados em ePub, voltado para a distribuição e utilização global. Considerando o desenvolvimento de conteúdos em RA, será utilizada a ferramenta FLARToolKit, sendo uma biblioteca livre, utilizada para aplicações Web com RA. No desenvolvimento dos ARV serão utilizados o software 3ds MAX na modelagem de objetos virtuais (3D), o Unreal Engine 4 na preparação dos ambientes com os objetos 3D, além do Óculos Rift. Atividades de produção textual e reescrita de texto: os blogs e os gêneros textuais nas práticas escolares de ensino da linguagem Luciana de Queiroz Lima e Paulo da Silva Lima (UNIFESSPA) Muitos docentes já devem ter ouvido de seus alunos que estudar Língua Portuguesa é chato, ou ainda questionarem o porquê de se estudar uma língua que ele já sabe. Questiona-se também por que a escola não utiliza as novas tecnologias como ferramenta de aprendizagem nas aulas de Língua Portuguesa. A razão desses e de muitos outros questionamentos está na forma como o ensino de língua materna vem acontecendo nas escolas. Muito se fala em redirecionar o ensino de linguagem para trabalhar a partir de textos, e daí surge o questionamento: Como direcionar o ensino de linguagem incluindo estudos de gramática e as novas tecnologias na prática de escrita e a reescrita de textos produzidos pelos alunos nas aulas de Língua Portuguesa no 9º ano do Ensino Fundamental? Com esse projeto de pesquisa-ação pretende-se investigar estratégias de ação para o ensino de Linguagem, voltadas ao desenvolvimento e ampliação das competências comunicativo-interacionais dos alunos, incluindo as novas tecnologias e partindo dos estudos sobre gêneros textuais, sob uma perspectiva funcional. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 19 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 04 O (2 . andar) A Importância da mídia televisiva para a aprendizagem de conteúdos científicos pelas crianças Marizete Pinheiro de Oliveira (UFBA) Vivemos numa sociedade permeada pela ciência e tecnologia e com questões locais e mundiais que precisam de conhecimentos, habilidades e competências para serem resolvidas. Nesse contexto, apropriar-se dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos é um elemento essencial para o exercício da cidadania (ROCHA, 2012). Nesta perspectiva, a aprendizagem de tais conhecimentos é fundamental para o desenvolvimento de uma postura crítica no cidadão que deve estar atento aos reflexos da ciência na sua vida. Por isso, é de suma importância que os conteúdos e recursos disponibilizados na mídia televisiva sejam capazes de ampliar e aprimorar o conhecimento das crianças aguçando sua curiosidade. Diante disso, o presente trabalho objetivou saber como a mídia televisiva pode auxiliar no ensino das Ciências Naturais no Ensino Fundamental. Para tanto, uma pesquisa foi realizada com crianças de 06 a 10 anos. Usando a sala de aula invertida, na qual os estudantes assistiram, em casa, programações previamente selecionadas e, em sala de aula, mediados pelo professor, expuseram o que haviam compreendido. Com isso, concluímos que a mídia televisiva, quando bem mediada, é um recurso importante para a aprendizagem de conteúdos científicos pelas crianças. Hipertextos como estratégias didáticas para a percepção de elementos inferenciais: uma experiência de leitura nos anos iniciais Adriana Santos de Oliveira (UFU), Maria das Mercês de Assis (UFU) Este relato de experiência objetiva enfatizar o uso de hipertextos como estratégias didáticas para o desenvolvimento de habilidades necessárias à competência leitora, principalmente no que se refere à percepção de elementos inferenciais no texto. O desenvolvimento de competência leitora eficaz requer várias habilidades, dentre elas, a capacidade de produzir sentidos ao que lê, a partir da compreensão do explicitado e da percepção do não explicitado no texto. A construção de sentidos se dá, a partir da interação sujeitos – texto, por meio da compreensão da materialidade linguística, presente na superfície textual, e do contexto. A partir de uma experiência de prática de leitura, numa turma de 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do DF, o uso de hipertextos revelou-se como estratégia eficaz para que os estudantes realizassem as atividades de prática de leitura e de produção textual propostas. Ancoramo-nos, principalmente, para a fundamentação teórica dessa prática pedagógica, nos estudos de Gomes (2011), Kleiman (1992), Koch (2006), Koch e Elias (2012, 2014), Marcuschi (1985, 2008) e Rojo (2012). Multiletramentos na escola: interface entre os letramentos linguístico, digital, multimodal e científico Ana Rita Louzada - IFES/UFRN Na contemporaneidade, os multiletramentos são indispensáveis ao sujeito aluno. Visando a esse objetivo, está sendo realizado com os alunos de 4º ano da EEEFM Inah Werneck, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, o letramento leitor e escrevedor por meio dos textos de divulgação científica veiculados em revistas periódicas voltadas ao público infanto-juvenil. A temática focada são os aspectos sócio-históricos-culturais e humanos que despertem o sujeito-aluno para as intervenções locais em seus respectivos ambientes sócio-geográficos. Além do letramento científico, o letramento linguístico-digital por meio de semioses e modalidades hipermidiáticas vê-se favorecido, uma vez que esses saberes são apurados com a divulgação das produções em ambiente virtual e divulgados para as comunidades interna e externa em um blog produzido pela turma. A Formação continuada do professor que atua nos cursos superiores no formato blended learning utilizando a metodologia da sala de aula invertida Inge SUHR (UNINTER) A pesquisa em andamento ora apresentada tem por objetivo investigar que saberes são necessários para uma atuação docente competente em cursos semipresenciais que funcionam segundo a lógica da sala de aula invertida. A metodologia utilizada é a da pesquisa-ação, tomando o olhar dos professores atuantes nos referidos cursos como referencial para o aprofundamento do tema. Na Instituição de Ensino Superior pesquisada, tais cursos são uma busca de superação da dicotomia EaD e presencial e se apoiam fortemente no uso de Tecnologias de Inovação e Comunicação para transmissão dos conceitos. Nos encontros presenciais cabe ao professor o papel de mediador de atividades que exijam níveis mais aprofundados de raciocínio, tais como análise, síntese, reflexão, por meio de aplicação dos conceitos em atividades teórico-práticas. A orientação da IES para isso é o uso de metodologias ativas. Esse panorama exige do docente uma nova postura, que supere a mera transmissão de conhecimento. As categorias até agora levantadas pelos sujeitos de pesquisa, em ordem de importância se referem a: conhecimento prévio da proposta do curso; maior domínio sobre os aspectos operacionais da EaD; conhecimento sobre interdisciplinaridade; uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA); domínio de metodologias ativas para efetivar a sal de aula invertida. A Utilização do aplicativo WhatsApp por professores em suas práticas pedagógicas Tereza Cristina Rodrigues Miranda – UNB Este texto traz os resultados de uma pesquisa de síntese realizada em junho de 2015, a partir de 10 artigos científicos publicados nos últimos dois anos, somados a um estudo de caso, com o objetivo de entender como os professores estão se valendo do aplicativo WhatsApp para desenvolver tarefas e aperfeiçoar a comunicação com seus alunos. Na primeira parte, há uma introdução geral sobre o uso de tecnologias em processos de ensino-aprendizagem para mostrar a relevância de estudar tal aplicativo (app) como uma ferramenta pedagógica em ascensão. Em seguida, apresenta-se o estado da arte da produção sobre o tema, com a descrição de títulos, principais problemas e conclusões dos artigos em análise, considerando que foram destacados os trabalhos que mais se aproximam do interesse deste estudo. Na sequência, são expostos experiências de exercícios e relatos de professores do Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia, que participaram de oficinas do Projeto Transiarte no primeiro semestre de 2015. Por fim, algumas conclusões buscam apontar avanços, retrocessos ou lacunas de questões que foram abertas nesta análise a fim de refletir sobre o aperfeiçoamento de práticas pedagógicas que se utilizam de tal dispositivo. Educação presencial mediada por plataformas virtuais: oportunidades e obstáculos Márcia Maria Travassos Saeger (UFPB) A mediação por tecnologias na educação presencial é cada vez mais frequente, apontando-se a inserção de sistemas como o Moodle nas metodologias de ensino nos cursos presenciais, por oferecer recursos que promovam a interação e compartilhamento de conhecimentos entre os participantes, levando este processo para além da sala de aula. Todavia, tal metodologia será profícua somente a partir do profundo entendimento dos objetivos e recursos disponíveis nas plataformas virtuais, contribuindo para sua eficiente utilização, pressuposto que embasa esta pesquisa. Destarte, este estudo objetivou identificar como docentes e discentes avaliam a inserção do Moodle como ferramenta de apoio ao ensino presencial, sendo o locus de pesquisa a UFPB. A pesquisa, do tipo exploratória e de campo, constitui um estudo de caso realizado com discentes e docentes do curso de Ciências Contábeis. Os dados foram coletados por meio de um questionário aplicado junto aos discentes com resultados analisados através de técnicas de estatística descritiva, além de entrevistas semiestruturadas com os docentes, analisadas de forma qualitativa, através da análise de conteúdo. Percebeu-se forte rejeição de discentes e docentes a esta metodologia, tendo como obstáculos a ausência de capacitação para docentes e o uso do Moodle apenas como repositório de conteúdos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 20 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) Interrogações sobre possibilidades de emancipação na colaboração online em redes sociais a partir do conceito de Indústria Cultural Lenildes Ribeiro da Silva (UNB) Este trabalho advém de uma pesquisa de pós-doutorado sobre o tema da redes sociais e Indústria Cultural e tem como objetivo central pensar as redes sociais como um dos recursos da Aprendizagem Colaborativa, abrangendo, para além da aprendizagem restrita aos conteúdos tradicionais do currículo escolar, a possibilidade da Colaboração Online no sentido da emancipação. O problema da pesquisa pauta-se na seguinte questão: Como enfrentar o desafio das redes sociais na educação utilizando-as como espaço de formação, conscientização, debate e participação política? Trata-se de uma pesquisa bibliográfica cuja metodologia parte da análise crítica das redes sociais fundamentada em autores frankfurtianos como Adorno, Horkheimer e Marcuse, baseando-se no conceito de Indústria Cultural e nas suas críticas à manipulação do tempo livre e da subjetividade na sociedade tecnológica. A pesquisa traz ainda a análise de iniciativas exitosas nas redes sociais em perfis e postagens, como possibilidades de pensar as redes sociais como espaço de emancipação e conscientização. A acessibilidade ao mundo virtual é um fenômeno crescente, sendo necessário buscar um sentido que ultrapasse o aumento da sociabilidade, pela via da emancipação, dentro e fora dos muros da escola, do que a educação não se desvincula. O Uso do blog como ferramenta de aprendizagem e convergência digital Rafael Monteiro Ribeiro (Univ. Estácio de Sá) Vivemos em um mundo com avanços tecnológicos e um aumento substancial da informação de massa, além de uma nova lógica de trabalho. As Tecnologias da Informação e Comunicação causaram transformações profundas nos modos de viver, de pensar, de agir. Em outras palavras, o surgimento e a modernização gerou uma revolução social e cultural. Acompanhando o crescimento acelerado nas últimas décadas, no qual modifica a vida em sociedade diariamente, novas ferramentas são criadas em uma velocidade que nós educadores, não conseguimos acompanhar como consequência disso, uma nova geração aparece. Surge assim, os nativos digitais.Com isso, eclodem questões de como se dará o processo de motivar esse aluno, que está sempre conectado e é amante dos meios tecnológicos? Como parte desse cenário, temos o professor que precisa se reinventar, ser inovador e estar conectado. Não podendo ficar ausente de tal processo. Assim sendo, apresento o blog como ambiente de convergência digital, com a proposta de interação e aprendizagem colaborativa, no qual obtive como resultado no período de 4 meses, um engajamento de mais 200 seguidores e mais de 12 mil acessos, que pretende estimular a produção de um conteúdo de qualidade e cooperativo. Nas tramas do hipertexto: a reinvenção das práticas de redação na escola Jacimara Ribeiro (IFES) A palavra, como signo linguístico, está em crise por consequência da sua exacerbada valorização no ambiente escolar em detrimento de outros signos não verbais. Somam-se a esse conflito as práticas de redação reduzidas a criações solitárias que, em geral, são dirigidas a um único interlocutor formal: o professor. Como sair desse duplo problema que desmotiva o educando a produzir textos escritos? Como as tecnologias educacionais podem contribuir para resolver esse impasse? Eis uma solução: A escrita colaborativa pelo hipertexto. Diante desse recurso, a presente pesquisa tem o objetivo de propor uma reinvenção das práticas de produção de textos na escola. À luz hipertextual de Pierre Lévy e da Semiótica de Peirce, é possível entender que a prática de produção de texto pode ser colaborativa e, concomitantemente, pode explorar a diversidade de signos, já que ambas as situações são propícias no hipertexto. Por Bakhtin e Vygotsky também se pode compreender a escrita para um interlocutor concreto e colaborativo no tecido da interação social entre os educandos. A partir de uma pesquisa-ação no contexto escolar, sequenciada em um blog, espera-se como resultado a construção de um material didático a serviço de novas práticas de escrita que auxiliem o professor. Ambientes virtuais de aprendizagem e o processo de inversão das aulas em contexto Janaina Cardoso (UERJ) Como seria traduzido o conceito de sala de aula invertida para o contexto universitário? Embora o termo possa ser novo, a ideia não deveria ser considerada “inovadora” neste contexto. Espera-se exatamente que a aula universitária seja o momento para a discussão de estudos realizados fora dela. No entanto, infelizmente, para muitos, a ideia é “nova”, ou totalmente “descartada”, prevalecendo as aulas expositivas. Por lei, 20% das aulas dos cursos universitários presenciais podem ser a distância. Algumas universidades incentivam esta prática, disponibilizando plataformas, mas será que basta esta ação? Para haver uma real mudança, e para que seja positiva, há a necessidade não do professor estar motivado, mas que os alunos também mudem de atitude, que percebam o ganho com a inversão, e entendam que autonomia vem acompanhada de responsabilidade.Este estudo de abordagem qualitativa busca comparar duas vivências com a utilização da mesma plataforma em cursos de graduação, sendo que um curso é totalmente a distância e outro é presencial, mas com a possibilidade de 20% a distância. Inicialmente, discutiremos o conceito de sala de aula invertida para o contexto universitário, o modelo híbrido de aprendizagem e buscaremos compará-lo à EAD. Em seguida, serão apresentados os resultados desta pesquisa ação. A construção colaborativa virtual de um jogo digital em um curso de especialização a distância Thamara Lima Vieira Santos (UNB) Neste artigo, é apresentado o processo de desenvolvimento e criação de um jogo digital utilizando metodologias de colaboração online. Essa atividade foi aplicada como trabalho final do segundo módulo do curso de Especialização a distância em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal do Goiás – UFG/UAB. A especialização utiliza a metodologia PBL (Problem-Based Learning) aliada ao conceito H (AGA - Ambiente de Gestão de Aprendizagem). A metodologia PBL enfatiza a resolução de problemas por parte dos alunos e, por meio do conceito H, os alunos não se limitam a um único cenário, podem utilizar vários recursos disponíveis na rede, e ter seu aprendizado ampliado, podendo desenvolver as atividades em diversos ambientes, baseado na ideia de que toda a internet é propícia para o aprendizado. Este artigo foi desenvolvido com base na teoria de TELES (2012) sobre a metodologia de aprendizagem colaborativa online que descreve 7 dimensões a serem consideradas em trabalhos colaborativos visando um melhor aproveitamento por parte dos estudantes. Dessa forma, buscamos apresentar o desenvolvimento do jogo através das metodologias inovadoras utilizadas na especialização. Dimensão subjetiva: sala de aula invertida ADITREVNI Eliane Martins Quadrelli Justi (Uninter) O presente estudo é uma das partes de um projeto de pesquisa maior, relativo aos conhecimentos necessários ao professor que trabalha em cursos semipresenciais usando a lógica da sala de aula invertida. Busca compreender a dimensão subjetiva na relação teórico-prática do ensino, onde os sujeitos, professor e estudante invertem a lógica da aprendizagem na sala de aula. A metodologia utilizada é a da pesquisa-ação, e, no decorrer de seu desenvolvimento, passou a saltar aos olhos algo que até então imprevisto: a dimensão subjetiva na relação professor-estudante neste tipo de curso. A Instituição de Ensino Superior pesquisada sugere para o trabalho docente em cursos semipresenciais, a adoção do método de sala de aula invertida, ficando a transmissão de conceitos a cargo da mediação tecnológica (Ambiente Virtual de Aprendizagem), posicionando o estudante no centro do processo e o professor na mediação do conhecimento. Nesta fase inicial destacamos como desafios e avanços postos ao professor: a) de inverter lógicas, espaços geográficos e humanos na busca de uma educação mais autônoma, subjetiva e humanizada; b) a busca para instituir um diálogo problematizador; c) o encaminhamento de ações interdisciplinares. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 21 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 06 o (2 . andar) Ensino de Programação para crianças e o desafio curricular: um relato de experiência em uma escola municipal de Manaus Fernanda Araújo da Silva e Francinaldo Nogueira (Sec. Mun. de Educação) Este trabalho constitui-se em um relato de experiência daquilo que foi, e está sendo vivenciado junto a crianças do ensino fundamental em uma escola da rede municipal de educação, em Manaus. Desde Papert (2008), diversos estudiosos como Resnick (2014), Valente (2004) e Demo (2008), tem levantado a iminente relevância de inserir a aprendizagem de programação nas escolas, frente à inevitável interação da nova geração com as tecnologias digitais. Mais que o ensino de programação por si só, tomamos como nosso desafio e objetivo posto à prática pedagógica, associar este ensino e integrá-lo ao currículo, de modo que os professores possam lançar mão dessa possibilidade na educação das crianças no cotidiano escolar. Tomando como pressuposto a autoria e protagonismo infantil (NORONHA, 2011), procuramos construir esse processo de busca em conjunto com os alunos do segundo ano do ensino fundamental. Através do diálogo foi proposto o projeto intitulado “Pequenos curiosos, grandes descobertas: a investigação do mundo animal em contos e parlendas na linguagem Scracth”. Procuramos esboçar um planejamento, maleável durante o processo, que contemplou plataformas online e computação desplugada. Do processo emergiram desafios e aprendizados tanto dos alunos como dos professores envolvidos, que nos permitem re-considerar o uso das tecnologias na educação. Avaliação do Processo Ensino aprendizagem – Gestão em Saúde Rosane Aparecida do Prado (IFSC) e Andreia de Bem Machado (UFSC) Na sociedade do conhecimento onde a comunicação faz-se por meio de tecnologias que geram informações em questões de segundos, houve a necessidade de mudarmos o formato da educação. Essa passou a utilizar de metodologias que podiam utilizar de formatos onde o tempo e o espaço podem ser geridos pelo estudante. Sendo assim, o objetivo deste trabalho propõe a avaliação de um curso utilizando a educação a distância intitulado Curso de Especialização em Gestão em Saúde. A metodologia utilizada foi estudo de caso proposto por Yin(2010) com uma abordagem quali-quantitativa, aplicando-se questionário eletrônico disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem. O referencial teórico é baseado nos pressupostos da educação libertadora de Paulo Freire. Os resultados qualitativos são contraditórios aos quantitativos, pois o primeiro a população pesquisada aponta fragilidades do Curso, já o segundo indica satisfação desse universo da pesquisa. As fragilidades apontadas remete ao apoio midiático apresentado nos polos de educação continuada enquanto a satisfação está na metodologia utilizada pelos professores nos momentos síncronos do Curso. Uso da tecnologia digital na aprendizagem Sandra Regina de Oliveira (Colégio Virgem Poderosa) Indagar a viabilidade da aplicação das tecnologias digitais em sala de aula dos 7ºs anos do Colégio Virgem Poderosa para gerar aprendizagem contextualizada e interdisciplinar. Determinar o desenvolvimento da aprendizagem com o uso das tecnologias digitais. Analisar as metodologias que podem ser utilizadas pelos discentes no uso das tecnologias digitais. Verificar os recursos tecnológicos digitais para uma aprendizagem eficaz. A Tecnologia Digital e a aprendizagem; a metodologia utilizada na tecnologia digital; os recursos tecnológicos digitais para uma aprendizagem eficaz. Aplicação dos recursos tecnológicos digitais especialmente os tabletes, em na sala de aula dos 7ºs anos do Colégio Virgem Poderosa que incorporados à rotina escolar gera aprendizagem. A tecnologia digital pode ajudar nos modelos educacionais inovadores a fim de tornar o ambiente físico multifuncional, conectados, agradáveis e abertos a aprendizagem integral. É essencial uma aprendizagem colaborativa num mundo digital, lembrando que continua sendo fundamental a comunicação afetiva. Aprende-se com os demais e aprende-se sozinho, é preciso perceber a riqueza das possibilidades cognitivas como uma construção aberta, criativa e empreendedora. Uso das tecnologias digitais em sala de aula através dos tabletes, plataformas, videogame, multimídia, internet, redes sociais. Aprendizagem e desenvolvimento dos saberes de forma contextualizada e interdisciplinar. Experiências híbridas na formação de professores Marcelo Ganzela Castro (Instituto Singularidades) As discussões sobre a formação de leitores literários no ambiente escolar têm acontecido, grosso modo, à margem do contexto de inovação educacional associado ao ensino híbrido. Para os educadores que trabalham com literatura, seus principais escopos têm sido a questão curricular (o que queremos ensinar) e metodológica (como estimular a leitura literária). Nesse ambiente, pouco se discute mídias e ferramentas digitais. Tendo como foco um ensino de literatura que se oriente pela personalização no processo de formação de leitores, o curso de Letras do Instituto Singularidades, em parceria com o Grupo de Estudos em Educação Híbrida tem estudado, pesquisado e experimentado caminhos para uma aprendizagem híbrida na área de literatura. Nesta comunicação, compartilharemos alguns experimentos nas disciplinas do núcleo de estudos literários dentro da Licenciatura em Letras de nosso instituto e como tais experimentos têm impactado as relações que nossos estudantes, futuros professores, têm com a leitura literária. O Smartphone potencializando comunicação e aprendizagem Fabiana Paulino de Sousa e Patrícia Cavalcante (UFPE) Apresentamos dados de uma pesquisa que se encontra em andamento, estando vinculada ao programa de Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica, UFPE, tendo como objetivo analisar o uso do smartphone para a realização de atividades de pesquisa comunicação e produção para a aprendizagem, integrados numa webgincana, numa escola pública do Recife. Para isso, nos apoiamos em conceitos de aprendizagem móvel (Schlemmer, 2003; Traxler, 2011; Moura, 2010), além de compreendermos o processo de desenvolvimento dos dispositivos móveis dentro da cibercultura (Lévy, 2012), por meio da aplicação de uma webgincana (Barato, 2012), analisada a partir da teoria da atividade (Engeström, 2013). Trata-se de uma pesquisa participante e qualitativa, com um percurso metodológico contemplado por uma intervenção no campo de pesquisa, a partir da aplicação de uma webgincana, por meio de um aplicativo construído para estimular o uso do smartphone potencializando o processo de aprendizagem móvel, produção, comunicação e pesquisa, dentro e fora da escola. Nossos instrumentos foram os questionários e as entrevistas semiestruturadas. Os primeiros resultados nos permitem discutir as possibilidades de uso do smartphone como recurso pedagógico planejado, dentro e fora de sala de aula, possibilitando uma aprendizagem móvel e potencialmente dinâmica. Jogos - uma nova forma de aprender e ensinar dentro da educação Osvaldo de Jesus Silva, Suzane Teles Braga (UFG) Como caracteriza Brougère (1981) o brincar é uma atividade essencial que faz parte da formação cultural das crianças, demonstrando que elas estão inseridas em um contexto social suportado em diversas funções. Huizinga (2012) mostra que as grandes atividades arquétipas da sociedade humana são, desde o início, marcadas pelos jogos. A aproximação entre a educação e o universo interativo dos jogos se configura como prática de experimentação, representação da realidade e expressão de idéias produzindo novas possibilidades de viver e aprender, expandindo a capacidade do aluno quanto à resolução de problemas que circulam em um determinado tempo e espaço. Os jogos nos ensinam, nos inspiram e nos envolvem de uma forma que a realidade não consegue fazer, Mcgonigal (2012). Ao se analisar o jogo como elemento cultural, verifica-se a sua função social na qual se transmite um objetivo e um significado, assumindo sua função pedagógica e tornando o estudo mais atraente. Foi produzido um jogo aliado ao aprendizado baseado em problemas (Problem-Based Learning – PBL) onde desenvolveuse habilidades de trabalho em grupo e estimulou o estudo individual de acordo com o interesse e o ritmo de estudo de cada estudante, fato que pode ser verificado ao longo deste trabalho. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 22 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) Transformando meu plano de aula por meio das TIC’s Michele Rodrigues (MOSYLE) Durante as capacitações que ministro a professores, percebi que o maior desafio deles é saber como adequar seus planos de aulas utilizando as tecnologias. Confesso que no início tive essa mesma dificuldade mas aos poucos fui me adaptando. Claro que a utilização deve ser com parcimônia, não indico o uso massivo, porém é sem dúvida um grande diferencial perante aos alunos. Uma maneira encontrada por mim foi começar a transformar os conteúdos que você tem mais facilidade em ministrar. Comecei por Álgebra e depois desenvolvi os demais. Hoje, trabalho com temas interdisciplinares sem nenhum problema. Assim, nesse trabalho apresentarei um plano de aula sobre Números Inteiros que foi adaptado utilizando ferramentas simples agregadas a um LMS, e dois aplicativos educacionais (Geogebra e Scratch). A análise dos aplicativos será baseada no público alvo, tipo de atividade, habilidade desenvolvida e conteúdo trabalhado. O intuito é divulgar novas formas de uso das TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação), dando subsídio aos educadores em geral. Tecnologias móveis e cibercultura: práticas docentes no contexto das redes sociais digitais Jucileide Santos de Jesus Moraes e Obdália Santana Ferraz Silva (UNEB) Discutimos, neste estudo, as relações dos professores das classes regulares, hospitalares e domiciliares com as tecnologias móveis. Objetivamos abordar o processo de inserção destas na Rede Municipal de Ensino de Salvador, bem como discutir as práticas pedagógicas dos referidos professores, possibilitadas pelos processos criativos e pelas redes sociais, após a chegada de tablets e notebooks, nas escolas da prefeitura, em 2012, e pelo processo de formação oferecido pela Secretaria Municipal de Educação de Salvador – SMED, em parceria com o grupo de pesquisas Comunidades Virtuais da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. A pesquisa foi realizada com dois grupos de professores: os que atendem alunos em escolas e os que os atendem em hospitais ou onde esses alunos residem, se não podem frequentar a escola. Discutimos as categorias teóricas: mobilidade (LEMOS, 2009), tecnologia (LEVY, 1994), redes sociais (RECUERO, 2004), educação, tecnologia e formação de professor (KENSKI, 2003; MATTAR, 2013; SILVA, 2009), orientadas pelos seguintes procedimentos metodológicos: levantamento do referencial teórico, observação participada nas formações e análise dos materiais disponíveis pelos professores, nas redes sociais. Os resultados indicam que é possível criar novas práticas pedagógicas a partir de um processo formativo que estimule os professores na inclusão das tecnologias móveis na escola. Inclusão digital e educação profissional: uma análise dos diferentes letramentos digitais para o processo ensino aprendizagem no Centro Integrado de Educação do Baixo Tocantins/Cametá-PA Carlos Alexandre Sassim (UFPA), Benilda M. V. Silva (Seduc-PA) Esta pesquisa objetiva analisar os diferentes letramentos digitais existentes no processo ensino aprendizagem do Centro Integrado de Educação do Baixo Tocantins/Cametá-PA. Os fundamentada teóricos dessa pesquisa compreende os seguintes autores: Löbler (2011), Araujo e Rodrigues (2011), Batista (2012), Soares (2002),Valente (2001), Velloso (2010), Buzato (2006), entre outros. A metodologia orienta-se na abordagem qualitativa, por meio de uma pesquisa do tipo Estudo de Caso, que utilizou com instrumentos de coleta de dados a entrevistas semiestruturadas (com professores, alunos, direção e coordenação pedagógica), questionários, e observação assistemática. A análise dos dados estrutura-se por meio da Análise de Conteúdo. Os resultados revelam alguns entraves que dificultam o avanço do uso das tecnologias em prol do letramento digital para uma formação humana integral, como por exemplo: estrutura física precária, falta de equipamentos, formação continuada para a direção, coordenação e professores sobre os procedimentos teóricos-metodológicos referentes ao letramentos digital. Conclui-se que apesar das dificuldades citadas acima, o processo de Letramento digital, já se faz presente no processo de formação dos estudantes do CIEBT/Cametá-PA. Porém, temos que ressaltar também que há muito a ser feito pelos profissionais educacionais do CIEBT/Cametá-PA, em propor uma educação efetivamente baseada no letramento digital. Letramento digital e formação de professores: (re)construindo conceitos e (re)configurando práticas na rede pública de Lajes-RN Geraldo Generoso Ferreira, Pollyanna Brandão, Samara Freitas Oliveira (IFRN – Lajes) O presente trabalho tem como objetivo analisar as representações de letramento digital que perpassam o fazer pedagógico dos professores da rede pública de ensino do município de Lajes, RN. A partir dos conceitos elaborados pelos docentes, buscamos analisar as práticas de sala de aula, observando a aproximação ou distanciamentos das representações formuladas. Como fundamentação teórica, valemos dos estudos que observam o letramento (BUZATO, 2010), (BARTON, 1994), (COSCARELLI e RIBEIRO, 2005) e (MELO, 2011) e os estudos da área de novas tecnologias digitais na perspectiva educacional (ROMEIRO, 2010); (KENSKI, 2007), (MATTAR e VALENTE, 2007). Metodologicamente, buscamos inicialmente aplicar um questionário semiaberto em que os professores pudessem formular seus conceitos sobre letramento digital. Após tal levantamento, buscamos confrontar tal dizer com a observação de aulas. A partir de tais observações, buscamos confrontar os dados, observando, em termos discursivos, a reconfiguração da prática docente. Os resultados preliminares apontam para uma confluência de conceitos sobre Letramento Digital que observam as TICs apenas como artefatos pedagógicos o que dificultaria um fazer pedagógica capaz de oferecer ao educando uma possibilidade de ampliação e domínio de práticas digitais no contexto escolar. Ensino aprendizagem em curso de enfermagem mediado por artefatos tecnológicos e redes sociais Rita de Cácia Santana Rocha (UNIFACS) Em que medida os docentes de cursos de Graduação em enfermagem vem se aproximando das tecnologias da informação e comunicação como possibilidade de potencializar o processo de ensino? As reflexões sobre a presença destas tecnologias no âmbito do ensino-aprendizagem vêm sendo largamente difundidas, porém, nem todos os cursos de graduação em enfermagem tem se apoiado nos artefatos tecnológicos para potencializar o ensino-aprendizagem. Compreende-se que urge, cada vez mais, repensar o uso de tecnologias no processo educativo visando à formação dos enfermeiros para as próximas décadas em consonância com o contexto atual de uso e apropriação das tecnologias da informação e comunicação. O presente artigo tem como objetivos refletir sobre a presença dos artefatos tecnológicos e redes sociais no processo de ensino-aprendizagem em curso de graduação em enfermagem, bem como identificar as dificuldades dos docentes no uso dos recursos digitais como parte integrante de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa exploratória do tipo estudo de campo que se apoiou nos seguintes instrumentos para coleta de dados: entrevistas semiestruturadas e questionários aplicados entre docentes e discentes. Com isto pretende-se contribuir com as reflexões sobre o processo ensino aprendizagem e a presença dos artefatos tecnológico e redes sócias no ensino de enfermagem. O papel da mediação tecnológica nos cursos semipresenciais usando a metodologia da sala de aula invertida Helenice Ramires Jamur (UNINTER) Diante das recentes discussões no âmbito educativo que colocam em evidência os principais conceitos da sala invertida, se faz necessário discutir o papel da mediação tecnológica como forma de viabilizar tal processo. Para além da avaliação do processo educativo que faz uso dessa metodologia, é preciso compreendê-la como uma forma de ensinar e aprender que demanda de diferentes saberes docentes. Diante disso, a presente pesquisa, que se encontra em andamento, objetiva a análise dos principais saberes necessários para a docência em cursos semipresenciais que se estruturam dentro da concepção da sala de aula invertida. A metodologia que está sendo utilizada é da pesquisa-ação, buscando um alongamento do olhar da própria equipe docente sobre sua prática. Como instrumento de coleta de dados foi aplicado um questionário com questões sobre a prática docente na sala de aula invertida, adotada pela instituição de ensino pesquisada. Como resultado parcial, identifica-se o aspecto do conhecimento da tecnologia, com o uso do ambiente virtual de aprendizagem, como um dos saberes necessários levantados pelos professores. Diante disso, a pesquisa reforça a necessidade de capacitação docente que inclua o conhecimento tecnológico, sem perder de vista o metodológico, que é por meio do qual o processo acontece. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 23 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 08 o (2 . andar) O Letramento digital na formação continuada dos professores de matemática Ettiène Cordeiro Guérios e Andreia Rabello de Souza (UFPR) O uso de tecnologias digitais tem impactado diretamente o campo da comunicação, permitindo o rápido acesso à informação, que por consequência tem reconfigurando profundamente as práticas de escrita e leitura, ditas tradicionais. Este trabalho tem por objetivo apresentar reflexões sobre a emergência do letramento digital, bem como suas características dialógicas e de socialização de signos. Busca identificar como a mudança na visão do que é alfabetização e letramento a partir dos contextos digitais impacta na formação continuada do docente, avançando de aspectos meramente operacionais de uso, para alcançar uma reflexão maior sobre: o que, como e porque ensinar a matemática com o suporte digital? O quadro teórico utilizado foi: Buzzato (2001), Morin (2013), Oliveira (2013), Rojo (2014), Santaella (2003), Soares (1988), Xavier (2002), Vygostky (1998). Os indicadores metodológicos preliminares revelam uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo instrumento será um questionário a ser aplicado aos professores de matemática do Ensino Fundamental II, de uma escola particular da região de Curitiba. Espera-se resultados que apontem para a necessidade de uma concepção pedagógica renovada, que propicie elementos teóricos e metodológicos que fundamentem o letramento digital à prática docente. O Movimento multissemiótico em vídeos Cristiani P. de M. Gonzalez, Maraiza de Moraes V. Araújo, Rossana D. Arcoverde (UFCG) Neste artigo, salientamos, dentre as incontáveis produções multissemióticas, os vídeos, devido não só a sua constituição por vários modos e recursos da linguagem - o que caracteriza os textos multimodais ou multissemióticos – como principalmente por se disseminarem na rede de “forma viral” e possibilitarem uma ampla gama de circulação e acesso aos discursos do produtor e do receptor. Assim, atendo-nos aos limites de um artigo científico, optamos por analisar dois vídeos: 1. “Dia dos Namorados O Boticário” e 2. “Comercial da O Boticário e Homofobia”, sob a égide da seguinte questão norteadora: que caracteres do paradigma da complexidade são encontrados nas produções multissemióticas (vídeos)? Estabelecemos ainda, como norte, o seguinte objetivo geral: refletir sobre as produções multissemióticas (os vídeos) como realidade paradigmática complexa. Para isso, valendo-nos de uma pesquisa de natureza qualitativa e do tipo interpretativista, fizemos uma breve revisão da teoria da complexidade e dos estudos sobre multimodalidade e multiletramentos. Ao final, nossa análise apontou para a existência de muitos caracteres da complexidade nos vídeos analisados, tais como a não linearidade, o princípio hologromático, a instabilidade e a assimetria, fazendo-se necessárias, assim, neste “mundo caótico”, práticas de ensino-aprendizagem que desenvolvam, no cidadão-aluno, “olhos da complexidade”. Os recursos tecnológicos na compreensão do mundo científico Adriana Costa de Souza (Esc. Muni. PROF. Álvaro C. de Carvalho – AM) O tema do presente trabalho “Os recursos tecnológicos na compreensão do mundo científico” têm como objetivo estimular o senso crítico do aluno por meio da observação, do registro e da análise de conhecimentos oriundos da ciência. Uma proposta metodológica aplicada em uma turma do 5º ano em uma escola pública de Manaus. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’S (1997), o desenvolvimento do senso crítico é foco do ensino e aprendizagem, pois assim poderemos ter cidadãos críticos atuantes na sociedade. De acordo com Demo (1996) na união da pesquisa e educação se faz ciência, ou seja, a produção de conhecimento, o que corresponde a “educar pela pesquisa”. Por este motivo iremos proporcionar uma sequência didática envolvendo o uso de alguns softwares educacionais no ensino de ciências, por exemplo o uso do paint para registrar através de desenhos a evolução do desenvolvimento da semente do feijão. A partir do uso destasferramentas percebemos maior interesse dos alunos em participar, questionar, fazer o uso dos porquês, buscando entender as observações por eles realizadas. Letramento e TDIC: interpretação e relacionamento de saberes diversos para o ensino aprendizagem John Hélio Porangaba de Oliveira - UNICAP Este trabalho tem como objetivo interpretar o relacionamento entre letramento e TDICs para o ensino aprendizagem de línguas, visto que, as diferentes esferas de autuação humana exigem cada vez mais pessoas capazes de produzir textos discursivos e de amplitude de conhecimento cada vez mais elevados, o que implica em um domínio e autonomia da produção de textos coerentes e próprios a cada área em utilização da ferramenta digital por sujeitos letrados, ao que questiona-se, como interpretar o relacionamento entre letramento e TDICs para a inserção no ensino aprendizagem de línguas? Assim, para responder a esta questão, tomou-se como metodologia uma abordagem bibliográfica que relaciona saberes diversos sobre letramento e inclusão digital para ampliar o campo de discussão no ensino de línguas, o qual toma como base para as reflexões as concepções dos autores: Soares (2010); Kleiman (2010); Lima (2012); Costa (2013); Ramos, Linhares e Batista (2012), dentre outros que se enquadram nesta temática. Para tanto, percebe-se que este estudo reflete uma interligação com os saberes dos diversos sistemas de linguagem, além de simplificar o processo de ensino aprendizagem e acesso a informação. Leitura: suporte digital e papel Celso Leopoldo Pagnan e Eliane Provate Queiroz (UNOPAR) Algumas pesquisas pioneiras(Mangen; Walgermo; Brønnick, 2012) têm destacado o modo de ler textos em geral ou livros inteiros em dois suportes: o digital e o papel. Com base nos dados coletados por tais pesquisas, bem como na aplicação de testes em alunos do ensino médio, o presente trabalho parte do pressuposto de que o nível de percepção dos leitores pode ser diferente conforme o suporte utilizado. Como metodologia, dez alunos leram textos curtos em um tablet e tiveram de responder a questões de compreensão sobre tais textos; esses mesmos textos foram lidos por outros dez alunos em suporte papel e também tiveram de responder às mesmas questões. Como a pesquisa ainda está em curso, o resultado esperado é que revelem modos diferentes de compreensão dos textos. A pesquisa também quer revelar as preferências do suporte por parte dos jovens leitores. Há uma suposição de que os jovens tendem a preferir a leitura digital a no suporte papel, porém pode não ser uma verdade absoluta, conforme atestam outras pesquisas (PewResearch Center, 2014). O uso do blog como estratégia motivadora no processo de (Multi) Letramento Digital nas aulas de Língua Estrangeira Moderna (LEM) Kelly Cristine Martins dos Santos (UFPB) O avanço da tecnologia nos últimos anos e a consideração de um novo perfil de alunos que chegam as escolas nessa era digital, vem modificando as novas práticas de ensino e aprendizagem nas disciplinas que compõem o currículo escolar, especialmente, no que tange a língua inglesa. A presente pesquisa tem como foco central o uso do blog como ferramenta de Ensino nas aulas de LEM, no processo de multiletramento. Esta ferramenta é apresentada como forma de estimular alunos, do Ensino Fundamental II de uma escola pública do município de Caruaru. Inicialmente, foi feito uso da pesquisa teóricobibliográfico, baseadas nos PCN’s e no Guia de Novas Tecnologias, com respaldo em alguns autores como: Rojo (2013), Palfrey (2011).Castells (1999), Teruya (2006), Selber (2004), Lopes(2002), Marchuschi (2005,2008), Levy (1999), dentre outros. E, para fazer com que o aluno chegasse ao letramento em Língua Inglesa, um blog foi criado, para uso pedagógico em uma tarefa e utilizado como suporte para que os alunos postassem as produções escritas realizadas através da leitura de obras previamente selecionadas pela mediadora da pesquisa. A experiência evidenciou que é pertinente utilizar o blog como uma ferramenta pedagógica, e que o uso desse recurso é motivador para os alunos e pode gerar produções estimulantes e criativas. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 24 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 09 o (2 . andar) Leitura de textos multimodais: novas perspectivas Izabel Cristina Barbosa de Oliveira (UPE) A utilização de textos que apresentam diversas formas ou linguagens presentes no mesmo contexto, como texto escrito, imagens e gráficos é classificado como um texto multimodal (MAZDZENSKI, 2008). A utilização deste tipo de texto em sala de aula e em nossos hábitos diários está a cada dia mais comum, principalmente, devido ao avanço tecnológico (DIONÍSIO, 2011). Mas, embora esteja muito presente, nem sempre é fácil compreendê-lo, pois, além da leitura do texto escrito, é necessário ler as imagens que o acompanham, fazendo com que o leitor utilize várias estratégias para tal finalidade. Desta forma, cabe a escola também preparar o educando de maneira que ele seja capaz de compreender e interpretar as mensagens expressas nos textos multimodais presentes na nossa vida diária (BARROS, 2009). Whatsapp e o uso de redes sociais virtuais como ambiente de mediação de leitura e escrita colaborativa no contexto escolar Leila Dias Antonio e Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante (Associação Casa da Árvore) Nosso trabalho busca refletir sobre as possibilidades de integração entre as aprendizagens informais das mídias digitais e as necessidades didáticas de ensino de literatura no contexto escolar. Para isso observamos três turmas do ensino médio de Palmas-TO, durante a leitura obrigatória do clássico “O Guarani”, que teve sua mediação realizada de forma colaborativa entre alunos e professores através de um grupo no Whatsapp. Neste percurso acompanhamos uma participação efetiva dos jovens caracterizada, sobretudo, pela intensa troca de mensagens de texto redigidos em grupo, com reflexões sobre a obra e a própria experiência de leitura. As características desta interação social, motivada pela literatura, nos sugerem que, trazer demandas curriculares para estes ambientes informais de aprendizagem podem se configurar como uma alternativa viável para ressignificar práticas de incentivo à leitura no contexto da cultura digital. Análise de Usabilidade do Sistema de Informações da Educação de Pernambuco (SIEPE) na perspectiva discente Felipe de Brito Lima; Guilherme Barreto Franca O Sistema de Informações da Educação de Pernambuco (SIEPE) foi implantado na rede estadual de ensino em 2011 com o intuito de otimizar o monitoramento e a avaliação de dados gerenciais e operacionais da Secretaria da Educação e prover um aporte pedagógico que beneficie professores e alunos. Quanto ao uso do sistema pelos estudantes, o SIEPE se propõe a disponibilizar funcionalidades que vão desde o acompanhamento de frequência e desempenho ao acesso a materiais de estudo e informações sobre cursos e oportunidades acadêmicas. Dentre os aspectos considerados cruciais para o sucesso de um sistema de informações, é possível destacar sua usabilidade. Este entendimento torna-se ainda mais apropriado no que diz respeito a sistemas que visam engajar usuários com propósitos educacionais. Embasado nos fundamentos e técnicas do Design de Interação, este estudo tem como objetivo realizar uma análise de usabilidade das telas e funcionalidades do SIEPE destinadas aos estudantes usuários. Participam como voluntários 30 discentes da rede estadual. O método adotado consiste na realização de avaliação heurística aliada à aplicação de questionários e à condução de entrevistas e grupos focais. Aspectos positivos e negativos são identificados e melhorias são sugeridas a partir do emprego de técnicas de design participativo. A Leitura hipertextual de uma saga fantástica: possibilidades didáticas Pedro Afonso Barth e Fabiane Verardi Burlamaque (UPF) As sagas fantásticas são um fenômeno que têm revolucionado a relação dos leitores com as obras literárias e exigem dos professores e mediadores de leitura uma maior reflexão para entender as razões do seu sucesso. Exemplos de sagas são a série Harry Potter, O senhor dos Anéis e Crônicas de Gelo e Fogo. Uma saga é hipertextual por excelência, pois ao construir um mundo inventado, abre-se a possibilidade de uma expansão infinita. Sendo assim, uma saga não se resume a um livro, nem mesmo se restringe a uma forma única de linguagem. A saga configura um conjunto transficcional: uma história ou um universo coabitam em diversos suportes e linguagens como o cinema, televisão, cartografia, quadrinhos, games, fanfictions. Entretanto, como sagas não possuem um caráter canônico, costumam ser ignoradas na escola. No presente trabalho, temos o objetivo de discutir as implicações didáticas de sagas fantásticas em ambiente escolar. Levando em conta que leitores de sagas utilizam o meio digital para discutir a saga que seguem, elaboram enciclopédias virtuais, fóruns e expandem a história, apontamos possíveis estratégias do uso de sagas para o desenvolvimento de letramentos e também de sensibilidade artística e literária, por meio dos hipertextos gerados por uma saga. SondCloud e a possibilidade de abordagem da escrita acadêmica de engenheiros eletricistas e da computação por meio da promoção do letramento literário Gláucia Maria dos Santos Jorge (UFOP) O objetivo dessa comunicação é relatar a experiência do uso da plataforma online de publicação de áudio, SoundCloud, para compartilhar, promover e distribuir textos literários com vistas à formação de leitores e produtores de textos que circulam nas sociedades grafocêntricas digitais. Essa iniciativa se insere no projeto “Eu gosto de ler”, no âmbito do grupo de pesquisa “MULTIDICS” da Universidade Federal de Ouro Preto. Por meio dos recursos do SoundCloud textos literários foram disponibilizados aos alunos dos cursos presenciais de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação, matriculados na disciplina Prática de Leitura e Produção de Textos – oferecida na modalidade a distância no AVA Moodle. O acesso aos links não era obrigatório, todavia, o índice registrado no site do SondCloud era de aproximadamente sete mil plays até meados de junho de 2015 (esse índice abarca também alunos de outros cursos que integravam o projeto). Por meio de questionários aplicados aos alunos, descobriu-se que os links eram ou replicados ou acessados várias vezes por um mesmo aluno. Os resultados obtidos até então encaminham para a formação do leitor de literatura, capital cultural agregado e, também, impactos indiretos nos recursos necessários à escrita acadêmica. A Poesia Potiguar pede licença para entrar na sala de aula... Luciana Medeiros dos Santos e Valdenides Araújo Dias (UFRN) Apesar das diversas publicações que discutem o espaço oferecido à poesia na escola, ainda são muitos os entraves para uma abordagem significativa. E quando essa poesia é produzida por autores locais, pouco conhecidos, os entraves são ainda maiores. Dessa forma, a presente pesquisa de natureza qualitativa e desenvolvida no PROFLETRAS propõe-se a apresentar uma proposta voltada a abordagem da Poesia Potiguar na sala de aula, considerando, sobretudo, a escassez de material dessa natureza. O objetivo maior é ressignificar os conceitos e a abordagem dessa Poesia Potiguar no contexto escolar, por meio da construção de um site inteiramente dedicado a divulgação dessa poesia e, sobretudo a sugestão de propostas didáticas centradas na mesma. Para esta pesquisa, assumem-se os pressupostos teóricos de CANDIDO (2013), PINHEIRO (2002), COMPAGNON (2009), PAZ (1982), COSSON (2014), GURGEL (2001), MACEDO e DUARTE (2001) (2013) e ONOFRE JR (2000). Assim, a referida pesquisa assume o caráter de enfrentamento diante da necessidade de impregnar nos professores a certeza de que é preciso dar voz à Poesia na sala de aula, assim como de conhecer a Poesia produzida por artistas locais, com vistas a valorizar e disseminar suas obras para, enfim, possibilitar atividades pedagógicas efetivamente envolventes, transformadoras, significativas. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 25 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 10 o (2 . andar) Os desafios da formação a distância de mediadores de Arte Contemporânea em instituições museais Gabriela Bon (UFRGS) O texto pretende mostrar os avanços da tese intitulada “Formação de Mediadores na Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Educação a Distância e seus desafios” a qual investiga a EAD nos Cursos de Formação de Mediadores da FBAVM (Porto Alegre/RS). A tese pretende destacar as relações de interação e sentido entre os envolvidos neste tipo de formação, verificar em que medida a formação presencial mesclada com a formação a distância interfere nas relações entre o projeto pedagógico e os mediadores, como a EAD pode gerar processos autorais, porém compartilhados, através de uma metodologia própria. Considera os estudos situados na interface da arte, da educação e da leitura de imagem (BARBOSA, 1991,2002; PILLAR, 1993,1999; ACASO, 2009,2012) e as pesquisas sobre a semiótica discursiva (LANDOWSKI, 2004, 2009). Na plataforma Moodle, serão analisados: elementos visuais, estrutura do programa e hierarquia de usuários, discursos institucionais e comunicações entre os sujeitos para agrupar assuntos em relação aos regimes de interação e sentido. A partir do estudo, espera-se encontrar subsídios para qualificar a formação de mediadores, demonstrando a importância da articulação entre modalidades para a obtenção de uma formação ampla e em consonância com os objetivos de projetos educativos de mostras de arte contemporânea. A música enquanto componente para o aprendizado: viabilização de uma plataforma de discussão e consulta de músicas por tema Ana Clara Alves Ribeiro (Denise Santana Fonseca & Advogados Associados) O uso de música em sala de aula é objeto de pesquisa por diversos estudiosos que defendem-na como instrumento eficaz no aprendizado de língua estrangeira (Murphey, 1990); história (Duarte, 2011); entre outras disciplinas. No entanto, docentes e estudantes carecem de um espaço no qual possam encontrar músicas relacionadas com os tópicos de estudo e discutirem seu conteúdo. Com os investimentos e adaptações adequadas, o projeto de website “Need a Song?” (https://needasongbrasil.wordpress.com/) visa suprir essa carência. Já não restam dúvidas de que a Internet se firmou eficientemente como parte da esfera pública conforme a concepção de Habermas; portanto, é o ambiente perfeito para abrigar uma plataforma que reúna pessoas que enxergam a música como fonte de reflexão e agente refletor e influenciador da cultura. As principais ferramentas a serem disponibilizadas pelo “Need a Song?” são: um acervo de classificação de músicas segundo os seus temas e a publicação de textos que abordem conteúdo musical, podendo servir de discussão para temas de literatura, línguas, história, geografia e quaisquer outros percebidos em letras de músicas. Com isso, espera-se que os resultados consistam no engajamento dos usuários para a disseminação de uma cultura de valorização da música enquanto componente para o aprendizado. O Boticário x os 'boicotários': a repercussão patêmica de uma publicidade nas redes sociais Leonardo Mozdzenski (UFPE) Uma campanha publicitária da marca de cosméticos O Boticário foi responsável por provocar uma turbulenta mobilização nas redes sociais online entre defensores e detratores do comercial. Lançada no dia 25 de maio deste ano, a peça publicitária mostrava casais homo e heterossexuais trocando presentes no Dia dos Namorados. Não há beijo (gay ou hétero), e o contato físico entre os personagens se resume a um abraço carinhoso e asséptico. Apesar de a campanha ser "até bastante delicada" – como ponderou o diretor responsável, Heitor Dhalia –, ruidosos protestos ecoaram no Facebook, no Twitter, no Instagram, etc., convocando um boicote coletivo aos produtos da marca. O presente trabalho lança mão da noção retórica de pathos e objetiva investigar como se deu a repercussão patêmica do comercial "Casais" nas comunidades virtuais. Para tanto, recorro às contribuições da Retórica clássica (Aristóteles, 2007), da Retórica digital (Xavier, 2013) e dos estudos discursivos (Charaudeau, 2010), compreendendo o pathos tanto como a construção de um efeito de afetividade pelo enunciador (O Boticário), quanto a inscrição de sentimentos positivos ou negativos nos discursos dos internautas. Como resultado, proponho uma categorização da repercussão patêmica da propaganda analisada e das emoções suscitadas pelos usuários da internet. Poesia, novas tecnologias, novos suportes midiáticos: o lírico e o digital na formação do leitor Giovana Pessini Dilem (UFRN) O quadro atual do desenvolvimento humano faz demandar sujeitos com capacidade e sensibilidade expandidas para lerem, compreenderem o que leem e interferirem produtivamente no meio em que vivem. Voltar o olhar para a formação do leitor contemporâneo faz-se imperativo diante do cenário que se apresenta. É nesse contexto que se propõem o trabalho com o gênero lírico coadunado aos recursos tecnológicos digitais como alternativa para a formação leitor. O objetivo é encurtar o distanciamento que há entre leitura e leitor e tornar aulas e textos mais dinâmicos e atraentes aos olhos dos nativos digitais. A utilização das novas tecnologias, que seduzem os alunos com recursos multissensoriais, e a apropriação do texto poético em toda sua dimensão plurissignificativa, revelar-se-ão como grandes aliados na expansão da capacidade leitora e reflexiva do aluno. Para tanto, alunos das séries finais do Ensino Fundamental, interagem com a poesia traduzindo-a para o ambiente virtual. Utilizando, para isso, recursos tecnológicos disponíveis em dispositivos eletrônicos para transmutação do texto poético verbal em texto sincrético, intersemiótico, multimodal, na criação de vídeos para computador e smartphone que serão compartilhados em mídias sociais. Josué Guimarães nas Redes Sociais Ana Carolina Correia Almeida (PUCMinas) O advento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e a ampliação da Educação a Distância (EaD) no Brasil contribuiu para a intensificação dos meios de leitura na tela. Esse tipo de leitura é essencial aos estudantes, em especial aos alunos da EaD, devido a intensa presença das TDIC no processo de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, uma ferramenta bastante utilizada é o hipertexto digital. Por possuir característica não-linear e aberta, essa ferramenta possibilita ao leitor autonomia na escolha do conteúdo a ser lido no espaço virtual. Além disso, possibilita ao aluno, o acesso a diversas fontes de informações. Diante desse contexto, percebeu-se a necessidade de refletir como a compreensão dos hipertextos influencia no processo de ensino-aprendizagem na educação a distância. Desse modo, entende-se que é fundamental a discussão dessa temática, para ampliar a compreensão do uso dessa ferramenta no ambiente virtual de aprendizagem. Este estudo baseia-se em teóricos como Lévy (1993; 1999), Chartier (2001), Coscarelli (2012), entre outros. O poético e o tecnológico: o concretismo e a convergência das mídias Andréa Márcia Mercadante Alves Coutinho (UCB) O percurso do texto manuscrito ao texto “eletrônico” explica procedimentos técnicos que são caracterizadores de uma época histórica e, por isso, determinam formas diferenciadas de expressão. Essa tecnologia e seus artefatos científicos fez com que aqueles que trabalhavam com a linguagem, incluindo a linguagem literária, se deparassem com novos registros digitais e virtuais. Decorrente disso, o poema contemporâneo cria-se influenciado pelas máquinas e anuncia uma mudança de percepção que se revela na tradução da dimensionalidade do escrito no papel para a tridimensionalidade da computação gráfica. A palavra poética passa a ter possibilidades sonoras, visuais, gráficas, propensa a uma navegação não-linear, quebrando as fronteiras do espaço e medição do tempo. Aberta a acessos eletrônicos nem sempre mensuráveis e a uma participação interativa de leitores, cria novas interfaces e uma diferenciada interatividade. Como afirma Edmond Couchot - “Para os artistas que embarcam para Ciber –a web apresenta-se como um terreno de aventura, selvagem e sem limites, com as dimensões do mundo, mas de fácil acesso”. Seguindo esse pensamento, o objetivo deste trabalho é estudar como os poetas, sobretudo Augusto de Campos, mais do que conhecedores da arte literária, da palavra literária, se mesclam, hoje, com todos esses elementos tecnológicos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 26 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 11 o (2 . andar) Ironia e (im)polidez em tempos de eleição: um estudo de situações de conflito no Facebook Girllaynne Marques, Kazue Barros e Marcelo Costa (UFPE) Em época de eleição, discussões, opiniões e argumentos, tanto dos candidatos à eleição quanto dos eleitores são intensamente disseminados na televisão, no rádio e na internet. Este trabalho analisa estratégias de ironia e (im)polidez em compartilhamentos de eleitores postados na página Folha de São Paulo na rede social Facebook durante o primeiro turno da última campanha presidencial, no período de setembro de 2014. Estudos comprovam que, ao utilizar estratégias de ironia nas interações, os interlocutores têm objetivos específicos tais como persuadir, evitar o dogmático, causar dúvida quanto à sinceridade empregada, evitar o conflito através de discurso indireto. Disso resulta que a ironia pode tanto provocar quanto evitar conflitos, sendo assim associada intrinsecamente à (im)polidez. O presente estudo concentra-se nas manifestações de ironia que resultam em processos de impolidez (impoliteness), assim provocando situações de conflitos. Apoia-se em pressupostos e conceitos do sociointeracionismo europeu e em teorias específicas da ironia e da (im)polidez para construção do aparato teórico e metodológico próprio. As análises preliminares parecem indicar que, primeiro, enunciados irônicos são catalizadores de situações de conflito e, segundo, que parece possível estabelecer correlações entre o tipo de ironia e o tipo de estratégia de (im)polidez) atualizados nas interações. Cybercorpora e estratégias de envolvimento em ambiente digital Hadinei Ribeiro Batista e Maria Cecília Molica (UFRJ) As pesquisas sobre interações virtuais cresceram vertiginosamente nos últimos tempos. Esta comunicação visa: (a) apresentar uma nova ferramenta virtual para construção de bigdata em contexto educacional com detalhado perfil dos interactantes com o propósito de subsidiar pesquisas acadêmicas em diferentes áreas e de viabilizar a ampliação da rede interacional entre alunos e professores da educação básica, e (b) a partir de dados já coletados, discutir uma análise linguística sobre a tendência operante nos modos de introdução de turno de fala em interações virtuais, correlacionando-a com o perfil social dos informantes. O estudo toma como foco marcadores discursivos marginais (olá, bom dia, oi), buscando demonstrar que seu emprego está relacionado a estratégias de envolvimento, que opera de modo divergente a depender de fatores extralinguísticos, como sexo/gênero. A ferramenta virtual pública de aprendizagem é o SABERE (www.sabere.com.br) e a presente análise centra-se em abordagens que dialogam interação, tecnologia, perfil social e linguagem, como a sociolinguística interacional e as teorias sobre polidez/envolvimento (GUMPERZ, 1971; LAKOFF, 1973; HOLMES, 1995; BARBOSA, 2010; BATISTA, 2014/2015; DEAKIN et a, 2014). A Presença e a influência do hipertexto no jornalismo digital Ianne Samara Bastos Lima Barbosa (UNEB) Esta pesquisa objetivou analisar como o modo de fazer jornalismo sofreu mudanças, alterações e adequações no ciberespaço e como o hipertexto conferiu um novo gênero ao jornalismo que é o jornalismo digital. Para isso, serão utilizadas as contribuições indispensáveis e fundamentais de Lévy (1999), sobre o ciberespaço, e de Ferrari (2006, 2007), sobre o hipertexto e hipermídia, bem como do jornalismo digital, uma vez que as tecnologias, que promovem o acesso, estão transformando o modo como a sociedade consome, produz e distribui informação. Para se alcançar os objetivos propostos nessa pesquisa, se utilizou da abordagem qualitativa de cunho bibliográfico. Com isso, a proposta foi a de fazer uma revisão de literatura acerca do jornalismo digital oriundo da convergência do ciberespaço e da mobilidade da hipermídia por meio dos hipertextos. Assim, os resultados apresentados demonstram a transformação a que se passou o jornalismo graças ao poder de interconexão e de velocidade conferido pela rede mundial de computadores. O Uso das tecnologias na sala de aula e o papel do coordenador pedagógico: uma visão dos professores de uma Escola Estadual em Olinda (UFPE) Ana Michele de Almeida Nascimento e Maria Cristina do Nascimento Silva Brandão ((UFPE) Este trabalho tem como objetivo discutir o uso do blog nas aulas de Produção de texto, como recurso didático que propicia a leitura, a escrita e a interatividade entre os sujeitos. Procurou-se, primeiramente, refletir sobre como as inovações tecnológicas e os seus impactos nas práticas de leitura e escrita atuais facilitam na comunicação e expressão dos discentes. Logo após tecemos uma breve concepção do gênero blog e seus aspectos multimodais e semióticos. Observa-se como o blog auxilia na prática de leitura e produção de texto por estar inserido em práticas sociais favoráveis. Para isso, respaldamo-nos nos estudos de autores como Moran, Marcuschi, Miller, Villela, dentre outros. Adota-se, também, o procedimento de apresentar um resultado de um projeto desenvolvido nas aulas de Produção de texto com o uso do blog. O projeto “Blog: o diário na rede” foi desenvolvido em turmas do 6° ano, Ensino Fundamental II, visando ampliar os conhecimentos e habilidades dos aprendizes em relação à leitura e escrita. O resultado desse projeto permitiu concluir que o ensino de Produção de Texto mediado por gêneros emergentes estimula os discentes e propicia o diálogo, interação, em que os alunos assumem o papel de sujeitos e usam toda a sua criatividade. O poder da narrativa transmídia no processo educacional das novas gerações Maria Valeria Espinós Guerra Martins (Univ. Anhembi Morumbi) Este artigo tem por objetivo analisar o uso das narrativas transmidiáticas no ensino e no processo de aprendizagem das novas gerações. Escolas e professores deverão ser capacitados para assumir um novo papel midiático que prepare as novas gerações para o futuro. Ao mesmo tempo, devem aprender a usufruir dos novos elementos midiáticos, ajudando os alunos a criarem seus repertórios culturais e suas próprias histórias e identidades. Paulo Freire ensina que não é possível prescindir da ciência, nem da tecnologia como instrumentos para a melhoria da prática da educação. As novas gerações estão acostumadas a navegar por diversas tecnologias: eles produzem e consomem conteúdos, que são realizados a partir da colaboração com outros indivíduos e compartilhados nas redes sociais. As novas gerações se acostumaram a aprender e a complementar seus conhecimentos usando o Youtube, acessando a blogs, Facebook, ou qualquer outra forma de comunicação social. Esta realidade alterou o formato narrativo que vem sofrendo uma grande transformação: a ficção se mistura com a realidade, criando histórias intermediárias. Para este estudo, utilizamos como referência o método de pesquisa bibliográfica, que retrata a importância das mídias digitais no ensino-aprendizagem. A utilização de dispositivos multisensoriais em atividades de iniciação tecnológica Tatiana Tavares (UFPB), Thais Garcia (ELD-Barra), Eliza Oliveira (UFPB) e Icaro Magalhães (UFPB) Os sistemas computacionais estão cada vez mais dedicados a proporcionar para seus usuários experiências sensoriais mais sofisticadas. Inicialmente quase que toda a experiência era baseada em interfaces de usuários gráficas (GUI), ou seja, estímulos visuais baseados em pixels. Hoje em dia, a facilidade de integrar a multimídia ao nosso cotidiano, bem como outros dispositivos que explorem sentidos além do visual, é uma forte tendência. Ao invés de clicar e apontar, é possível tocar e segurar um objeto, por exemplo. No processo de ensino-aprendizagem a incorporação de objetos físicos e interativos permite aos usuários empregar uma gama maior de ações e recuperar habilidades e conhecimentos de mundo já adquiridos. Fato que pode tornar a experiência de uso mais estimulante. Neste trabalho apresentamos resultados da utilização de dispositivos multisensoriais em atividades de iniciação tecnológica com crianças de 6 a 16 anos em uma comunidade de pescadores em uma reserva indígena no litoral paraibano. Nessa experiência foram utilizados dois dispositivos: Sphero, uma bola robótica capaz de movimentos autônomos controlados remotamente, e Leap Motion, dispositivo para interação natural que permite o uso da mãos para controlar ações. O desafio foi utilizar esses dispositivos de forma integrada para promoção do brincar em jogos de bola. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 27 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Aplicativos para anotar: cultura escrita e letramentos Andreia Moraes (UFPE) Após a dissertação “Espaços em branco: um convite a anotar”, que investigou a prática de anotar em situação de avaliação no suporte em papel, voltamos o olhar sobre como as anotações se desenvolvem em conjunto com recursos digitais, tais como smartphones, tablets e computadores, e a facilidade com a Local: Sala Hipertexto 12 o (2 . andar) qual encontramos tais aplicativos disponíveis para anotar como tendência inovadora na construção do conhecimento. Assim, este trabalho buscou mapear quais aplicativos estão disponíveis, atualmente, para produzir anotações em suporte digital, os recursos disponibilizados por eles e suas possíveis mudanças na cultura da prática de anotar em relação ao suporte em papel. Para isto, utilizou-se como base teórica os trabalhos de BAZERMAN (2006), BOSCH & PIOLAT (2005), CHARTIER (1999), DIONISIO (2011), MARCUSCHI (2007) e XAVIER (2014) para analisar os aplicativos, encontrados a partir de pesquisas na web em blogs sobre tecnologia e sites de download de aplicativos. Os resultados mostraram que os aplicativos estão, em sua maioria, disponíveis em versão gratuita. A maior parte destes aplicativos direcionava sua funcionalidade para domínios discursivos específicos (escolar, empresarial, cotidiano). A maioria dos recursos disponíveis procura se assemelhar às anotações produzidas em papel, porém agregando à escrita em tela novas possibilidades multimodais de construção de sentidos. Danceware – Reflexões sobre dança, computação e educação. Tiago Ferro da Silva (Fafire) No momento em que as empresas de software já consideram a instalação gratuita de seus produtos, atendendo a uma nova tendência de mercado, a qual trata os serviços como prioridade, a inovação é a palavra de ordem. Porém, como criar um ambiente inovador, tendo a arte sido esquecida na educação básica? Na grande maioria de seus contextos, professores, que sequer estudaram arte, ministram aulas de arte com pouca ou nenhuma habilidade. Diante do exposto propomos o direcionamento do nosso olhar para a dança, pois percebemos a importância da ampliação cognitiva do indivíduo que ela proporciona (GREINER, 2008). O presente artigo propõe reflexões a cerca do espaço do corpo na educação, tendo ele sido reduzido em sua mobilidade, interferindo em sua criatividade, autonomia, singularidade. Ao passo que a computação favorece a otimização de processos diversos, garantindolhes o menor caminho, a exemplo do algoritmo de Dijkstra (1959), a dança permite a percepção, o empoderamento, a improvisação e a disponibilidade para o acaso do indivíduo. As reflexões aqui apresentadas entremearão conceitos a partir de revisão bibliográfica que favoreça o diálogo entre as três áreas do conhecimento citadas. Desenvolvimento de Mídias por Alunos Autores (Podcast) Guilherme Damasio Goulart (Cesuca – RS) O projeto "Desenvolvimento de Mídias por Alunos Autores" chamado também apenas de "Aluno Autor" visa a preparação dos alunos através do desenvolvimento de conteúdos por meio de mídias digitais específicas e inovadoras. Busca-se inserir estudantes e professores no contexto das novas tecnologias de informação relacionadas com o ensino. O episódio piloto deste projeto foi realizado por meio da mídia Podcast. Os podcasts, em geral, funcionam como um programa de rádio onde a conversa ocorre na forma de um "bate-papo". Permite-se, assim, que os alunos consigam estudar um assunto específico de sua preferência de forma mais descontraída e livre. Com as novas tecnologias é possível que o áudio seja ouvido a qualquer momento - inclusive nos smartphones - permitindo a ampla divulgação do conteúdo produzido pelo aluno. Além disso, o podcast visa também produzir mídias que sejam acessadas por toda a sociedade e não apenas por pessoas relacionadas com o curso de direito. As Tecnologias do cotidiano: Pressupostos para uma análise crítica Rafael Soares e Rúbia Lóssio (Faculdade Leão Sampaio) Este trabalho é um recorte da pesquisa realizada pela construção da monografia durante a graduação do curso de Serviço Social, da Faculdade Leão Sampaio localizada em Juazeiro do Norte, CE. O mesmo versa de uma análise a respeito das relações sociais influenciadas pelo uso das tecnologias de comunicação e informação, cujo objetivo é analisar seus efeitos no cotidiano das crianças e adolescentes atendidos pelos Centros de Referência em Assistência Social da cidade de Brejo Santo, Ceará. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, com características descritiva e exploratória, onde por meio de um roteiro de entrevistas e desenhos, onde pudemos obter as respostas aos problemas que nos propusemos a discutir. Os resultados foram analisados a partir da aplicação de desenhos com crianças com idades entre 7 e 10 e entrevistas direcionadas aos jovens de 15 a 17 anos, que ajudaram na compreensão dos resultados. Utilizou-se os estudos de Harvey (2009), Kellner (2001), Lévy (2010) como base teórica diante do marxismo no debate entre o processo de comunicação e informação no sistema capitalista. Os resultados indicam que as crianças e adolescentes interagem com as tecnologias de formas diferentes, enquanto para as crianças baseia-se no imaginário, para os jovens, consiste numa questão identitária. U-learning: lugares outros de aprendizagem Charles M. Almeida Mota, Josiane B. da Cruz Lima, Nádia Barros Araújo e Rodrigo Nunes (UNEB) O presente trabalho apresenta uma discussão acerca das possibilidades e contextos da u-learning, que toma aqui um sentido de aprendizagem onipresente, podendo acontecer em qualquer lugar, sem mediações e de maneira autônoma, oferecendo subsídios para que os sujeitos dessa aprendizagem estabeleçam redes e conexões simbólicas e propondo um novo desafio para as questões que envolvem os ambientes educativos, superando as concepções de que a aprendizagem acontece unicamente nos espaços formais e de maneira presencial. A partir dessa perspectiva, refletimos sobre os aspectos que estão relacionados a um redimensionamento nas propostas educacionais que possam atender as demandas da contemporaneidade. Para tanto, nos utilizamos de um levantamento bibliográfico, trazendo para os debates as discussões de Saccol& Reinhard (2007), quando trata de conceitos relacionados à computação ubíqua e sua presença nas ações mais naturais do dia-a-dia; Burbules (2009), que define a aprendizagem ubíqua; Santaella (2013), abordando as contribuições da ubiquidade para a aprendizagem na contemporaneidade; Bonilla (2009), que propõe a compreensão de uma escola como sendo um complexo espaço e seu desafio para lidar com o saber; e Castells (2013), afirmando o surgimento das redes como impulsionadoras para as rupturas de estruturas de aprendizagem que exigem líderes; dentre outros pensadores. Os sujeitos e seus enunciados modificam as funções das TICs André Luiz Covre (UFederal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) Este trabalho explicita uma teoria de base discursiva, fundamentada no conceito de enunciado concreto presente nos escritos do Círculo de Bakhtin/Medvedev/Volochinov (SOUZA, 1999), para explicar as constantes modificações das ferramentas produzidas no encontro das tecnologias computador e internet, atualmente chamadas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Ao trabalhar com a hipótese da descentralização da mídia, defende-se que as atividades humanas de escrita dos sujeitos da contemporaneidade, que objetivam nada menos do que participar do diálogo sobre os temas do mundo, estão elevando a mediação a níveis de flexibilização extremos, modificando não somente as estruturas linguísticas, mas inclusive as funções das próprias ferramentas das quais se apropriam para enunciar. Análises de enunciados proferidos em diversas TICs (COVRE, 2014) permitiram concluir que tais tecnologias são cada vez mais tecnologias do sujeito. Ou seja, as apropriações de uma ferramenta de mediação, tal qual está sendo realizada pelos sujeitos da contemporaneidade para enunciar, determinam inclusive as funções das TICs. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 28 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 13 o (2 . andar) Objetos de Aprendizagem (OA) para a formação na área de Química: entre o pó de giz e o hipertexto Maria Dranka (IFBR) e Claudio Silva (UnB) Pressupostos teóricos: Frequentemente se discute no âmbito das políticas e das estratégias educacionais várias propostas de melhoria para o ensino e aprendizagem. Entre elas, a aplicação de tecnologias de comunicação e informação (TIC) como uma forma de estimular os alunos a aprofundar seus conhecimentos. Objetivo: Nesse sentido, o presente estudo bem o objetivo de identificar softwares disponíveis na Internet para o ensino de Química e seu nível de conhecimento e utilização pelos alunos do curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Brasília (IFB). Metodologia: consistirá na busca de objetos de aprendizagem disponíveis na internet para a área de Química, sua descrição, conteúdo a que se refere, autoria e endereço eletrônico na Internet. Em seguida, tais recursos serão apresentados aos alunos para identificar seu conhecimento, utilização e contribuições para a formação na área. Resultados esperados: Espera-se ter um levantamento dos principais recursos disponíveis e sua efetiva utilização e conhecimento por parte dos alunos que constituem os participantes da pesquisa. Além disso, espera-se contribuir com os discentes e docentes da área com a apresentação de diferentes recursos que possam auxiliar tanto o ensino, como a aprendizagem de conteúdos na área de Química. Gestão pedagógica e tecnológica do conhecimento e das práticas pedagógicas: Experiência do curso da Educação Infantil na modalidade a distância do CEFORT/UFAM Luiz C. de Brito, Maria Oliveira, Suelen Pereira, Valdejane Kawada (UFAM) Na última década, o CEFORT/UFAM - Centro de Formação de Desenvolvimento de Tecnologia e Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino – tem investido em novas bases pedagógicas e tecnológicas de formação docente, articulando teoria com prática, ensino com investigação, buscando o vínculo orgânico da formação de professores com a aprendizagem da criança e do adolescente. Neste artigo, evidenciamos a experiência no Curso de Pós-Graduação em Educação Infantil, na modalidade a distância, para 500 Professores de Manaus/AM. A gestão pedagógica e tecnológica é entendida como pressuposto epistemológico e operacional do processo de apropriação, exercício metodológico e reconstrução do conhecimento, implicando a “atuação em serviço” e a melhoria da aprendizagem da criança. A gestão do conhecimento impõe-se como sistema aberto, participativo e integrado; tendo o ambiente virtual de aprendizagem ancorado no Software Moodle como mediador dos conteúdos curriculares e intervenções pedagógicas no âmbito escolar. A perspectiva hipertextual envolveu diferentes instrumentos metodológicos de acompanhamento dos cursistas, articulando o registro de percepções, memórias e produções em diferentes suportes: escritos, desenhos, áudio, vídeos etc. A oferta do curso incidiu sobre a dinâmica pedagógica, promovendo a tomada de consciência e o desenvolvimento de projetos de aprendizagem, articulados e socializados em Rede de Formação. Percepção dos professores de ensino médio sobre temas relacionados a ciência e tecnologia Márcia Azevedo Coelho (UNICAMP) Muito tem se falado da necessidade de se repensar a prática docente na “Sociedade do conhecimento”. Neste contexto, parece urgente que os professores atuem de forma a “pensar fora da caixa”. Com o objetivo de aferir a percepção dos docentes sobre o desenvolvimento da ciência e tecnologia e o quanto suas práticas pedagógicas contribuem para construção do conhecimento reticular e colaborativo, foi realizada a pesquisa Percepção dos professores de ensino médio do sobre temas relacionados a C&T, na cidade de São Paulo. A pesquisa fundamentou-se em indicadores nacionais e internacionais com de amplo reconhecimento em pesquisas de percepção pública da ciência (COLCIENCIAS, 2004; SECYT, 2006; MCT, 2006; FECYT, 2004-2006; RICYT, OEI, FECYT, 2007; CETIC, 2011). Para a aplicação das questões, utilizou-se questionário eletrônico a partir de autopreenchimento anônimo, respondido por 9236 professores de ensino médio das redes estadual, privada e federal da cidade e estado de São Paulo. Alguns dos resultados a serem apresentados no VI Simpósio Hipertexto demonstrarão que, embora o docente perceba a importância de preparar o jovem para esse novo contexto social, prevalece o hiato entre a sociedade em que vivemos, os profissionais que somos e a escola que perpetuamos. Educação Inovadora - A função de Coordenação Pedagógica em Startup Edtech Roberta Cardoso e Sérgio Abranches (UFPE) Este artigo discute a função de Coordenação Pedagógica nas Startups EdTech na visão de profissionais destas organizações, a fim de se ter um olhar mais crítico sobre o assunto. O referencial teórico e a discussão fundamentam-se em autores como Franco (2008), Libâneo (2004), Moran (2000), Kenski (2007), Behrens (2010), Alves e Zuse (2004), Motta e Scott (2014) dentre outros, com quais dialogamos sobre a função de coordenação pedagógica, Startups EdTech e cenários educacionais. À luz do que dizem esses autores, tecemos reflexões sobre as atribuições da função de coordenador pedagógico, suas características e exigências para o exercício da função pedagógica em Startup EdTech. Portanto, os resultados apontam para um desafio na formação de profissionais de Licenciatura e Pedagogia, no sentido de promover o diálogo entre o conhecimento Pedagógico e as Tecnologias, novas formas de pensar as abordagens educacionais e abertura de um novo campo de atuação para os profissionais de Educação. Tecnologia e sala de aula: uma análise da cobertura midiática dada à proibição do uso de celulares nas escolas Beatriz Braga Bezerra (UFU) Tendo em vista a aprovação do projeto que prevê a proibição do uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos em salas de aula e outros espaços educacionais da rede pública e privada do estado de Pernambuco, o presente artigo objetiva analisar a cobertura midiática dada ao tema investigando os efeitos de sentido produzidos por tais textos. Para atingir essa meta, utilizaremos os princípios da Análise de Discurso de linha francesa representados por Mikhail Bakhtin (2009), Maria do Rosário Gregolin (2007) e Eni Orlandi (2009). O corpus da pesquisa será composto por quatro materiais distintos reunidos pelo site da revista Nova Escola, referência no setor, a saber: uma coluna especializada, uma publicação feita pela UNESCO, uma matéria especializada e um plano de aula. Como resultado, espera-se encontrar elementos que possam nos ajudar a compreender a visão de mundo, ou as várias visões, dos enunciadores observados a respeito do tema que tanto nos interessa enquanto educadores e cidadãos. Cidadania Digital como desafio de uma docência transdisciplinar Elke Streit de Oliveira A problematização do uso das tecnologias digitais está cada vez mais presente não apenas nas pesquisas acadêmicas das ciências sociais e humanas, como também nos veículos de informação de massa, incluindo a própria internet. Vício, isolamento social, baixa autoestima, cyberbullying e invasão de privacidade são algumas das questões que apontam para a necessidade de uma abordagem educacional e de um aprendizado formal transdisciplinar quanto ao exercício de direitos e deveres dos usuários dos meios digitais. Este trabalho fundamenta essa necessidade com dados e estudos sobre o assunto associados ao princípio da responsabilidade docente em Hannah Arendt, ao princípio da traçabilidade em Dominique Wolton e ao desafio lançado pela “Carta da Transdisciplinaridade”, do CIRET (Centro Internacional de Pesquisas e de Estudos Transdisciplinares). Além disso, o estudo relata iniciativas transdisciplinares implementadas no Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Santa Teresa que vão ao encontro do desafio pedagógico da construção de uma cidadania digital. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 29 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 14 o (2 . andar) O Uso da tecnologia da informação e comunicação: alterando a lógica comunicacional de construção de saberes na formação de pesquisadores Luciane Ferreira Bomfim, Najara Santos de Oliveira e Osimara da Silva Barros (UNEB) O presente artigo discute novas possibilidades de interatividade trazidas pela interface da web 2.0 que permitem a inserção de conteúdos pelo receptor e emissor de informações. Tais dinâmicas de comunicação modificaram e ainda produzem modificações nas formas de se relacionar, se informar e de produzir conhecimento entre pessoas. Com os pesquisadores não poderia ser diferente, os temas de pesquisa e até a forma como se faz pesquisa têm sido influenciados fortemente por possibilidades fornecidas pelas novas tecnologias. Nosso diálogo propõe a reflexão sobre o uso de recursos tecnológicos como Google Docs, Hangouts, Facebook e WhatsApp na formação de pesquisadores, a partir de experiências vivenciadas no interior do grupo de pesquisa TIPEMSE da UNEB. Para tanto, utilizamos os fundamentos teóricos trazidos por Pretto (2013), Lima Jr.(2004), Freire (1996), Silva (2003), Kenski (2007), utilizando como metodologia a Pesquisa-Ação. Feito isso, constatamos que as interfaces de comunicação da Web 2.0, com possibilidades de troca, potencializa a formação do pesquisador e a construção de saberes. Além de evidenciar diferenciadas possibilidades de estudo, ampliando o âmbito da pesquisa dentro e fora do ambiente acadêmico, possibilitando a percepção e apropriação do conhecimento mediante conexões e interconexões de saberes tecendo e se alimentando de redes. Práticas inovadoras e processos tecnológicos: a robótica pedagógica livre no fazer pedagógico Lorena Ribeiro (UNEB); Diêgo Aric Souza e Cruz (UNEB); Tarsis Santos (UNEB) A utilização das tecnologias na educação é uma realidade presente na escola, dinamizando outras práticas no processo de ensino e aprendizagem contemporâneo. Dessa forma, os docentes precisam ter consciência da sala de aula enquanto ambiente fecundo e favorável às ações pedagógicas inovadoras, dialogando diretamente com suportes e artefatos tecnológicos aliados aos processos criativos. Assim, o objetivo desse escrito é relatar a experiência formativa do curso denominado “Laboratório de Robótica Pedagógica Livre - LRPL”, desenvolvido pelo Departamento de Educação (DEDC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), cuja abordagem perpassa pela discussão acerca dos aspectos teóricos e metodológicos no/do contexto da Robótica Livre na formação do pedagogo contemporâneo, bem como, compreender as potencialidades das práticas pedagógicas que utilizam os artefatos robóticos de baixo custo como recurso pedagógico. Os pressupostos teóricos dessa experiência se fundamentam em Bayle et al e Lima Jr., ambos imbricados na discussão sobre técnica e tecnologia em uma atmosfera criativa, produtiva e transformativa; Schumpeter para tratar de inovação; HETKOWSKI na discussão acerca das tecnologias e educação. Sendo assim, a Robótica Pedagógica Livre surge como uma outra proposta de redimensionamento da tecnologia, potencializando e inovando o fazer pedagógico. A Formação continuada dos professores da Rede Municipal de Ensino de Manaus para o uso do laboratório de informática na construção de novos saberes à prática docente Adriana Nogueira Tavares (IFAM) A pesquisa tem como tema “A formação continuada dos professores da Rede Municipal de Ensino de Manaus para o uso do laboratório de informática na construção de novos saberes à prática docente”. O objetivo é investigar a implementação dos cursos formativos em tecnologias educacionais, em algumas escolas municipais, buscando compreender a relação teoria e prática pedagógica dentro do laboratório de informática. Os autores referenciais são: Gaston Bachelar (1996), Vieira Pinto (2005), Marli André (2001), Selma Pimenta (2002), Pedro Demo (2009), Pierry Levy (1999) e José Morán (2015). Autores que tecem conceitos importantes sobre os eixos norteadores da discussão como: tecnologia, formação de professores, saberes à prática pedagógica e inovações tecnológicas educacionais. A metodologia que está sendo empregada é a pesquisa-ação, pois busca-se a participação dos sujeitos no processo de construção do trabalho através de uma intervenção formativa da pesquisadora em campo, assim como utilização de técnicas como: observação, entrevistas semi-estruturadas e registros de imagem e áudio das aulas desenvolvidas no laboratório de informática (Telecentro). Almeja-se com o projeto, contribuir para uma proposta formativa docente, in loco, quanto a (re)signifcação do laboratório de informática na prática docente. TICs, deslumbramentos e exclusões: novos desafios para a educação tecnológica crítica Antônio Marques do Vale (UEPG; Ricardo Richene de Goes (SEED-PR) Objeto deste trabalho são as tecnologias de informação e comunicação, enquanto prestam admirável serviço e também ocultam desigualdades e info-exclusões. Objetivo é alertar para uso mais crítico das TICs nos processos educativos dos grupos sociais e escolas. Ao problematizar as TICs, se observam vantagens e desvantagens, deslumbramento e negatividade e, então, a convocação para debate e contínua reflexão ante o desafio de examinar diferenças e superar exclusões. O poder é realidade central conforme estas análises. A pesquisa explicita referenciais bibliográficos e discute entrevistas com usuários de computador, celular e internet. A fenomenologia crítica e humanista lembra compromissos sociais que tiram do isolamento alienante e reforçam concepções libertárias sobre ciência-tecnologia. A reflexão envolve cuidadosa interlocução entre Gramsci e Fromm, Papert e Bunge, Schutz, Chomsky e Grinspun, ressaltando a centralidade do trabalho no processo ensino-aprendizagem e buscando vistas mais amplas de caráter social. Resulta da pesquisa que os muitos recursos de comunicação se revelam de admirável proveito, mas forçam a: rever padrões de relação entre empresas, trabalhadores e excluídos em geral; avaliar os impactos e contradições das TICs, visto que envolvem formação e informação, como também controle e sujeição de grupos e indivíduos. Mídias integradas: uma proposta pedagógica de formação continuada em serviço Eudesia Carvalho de Freitas; Josyaurea de Araujo Atanásio (Escrita. Mun. Celestino Pimentel) Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, a transmissão do conhecimento vem se tornando um desafio para a geração de educadores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital e não contava com recursos de interação capazes de conectar mestres e estudantes de forma geral. Moran, em seu livro “A educação que desejamos”, cita que a escola é um dos espaços privilegiados de elaboração de projetos e conhecimentos, de intervenção social e de vida cabendo a ela proporcionar a capacitação necessária para que o professor possa cumprir melhor seu papel nesta nova escola. Para tanto este trabalho objetiva apresentar resultados do curso Mídias Intergradas: Uma proposta pedagógica realizado na E.M.Celestino Pimentel, localizada no Municipio de Natal. Criada pela gestão administrativa em 2011 em conjunto com sala multimeios, o curso acontece anualmente de forma semi presencial com duração de 80 horas para educadores do ensino fundamental coordenadores e professores da Sala de Apoio Pedagógico e 100 horas para regentes de laboratório biblioteca e sala multimeios objetivando tanto melhorar a utilização dos ambientes multimídias existentes na escola, quanto qualificar os professores destes ambientes para auxiliar na elaboração de projetos interdisciplinares. Formação de Professores Reflexivos no Ensino de Ciências Liana Fabíola de Jesus (IFAM) O artigo apresenta um estudo acerca da Formação de Professores Reflexivos para o Ensino de Ciências. Tem o objetivo de analisar procedimentos metodológicos diversificados para ampliar o espaço educativo no processo de ensino e aprendizagem. Buscando, ainda, a reelaboração de ações educativas, conceitos epistemológicos e uma reflexão voltada para prática docente. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa em estudos bibliográficos, não buscando apenas uma análise/compreensão dos elementos, mas uma interpretação crítica e reflexiva sobre os pontos de vista dos fenômenos pesquisados. A fundamentação inclui Imbernón (2006), Pimenta (2005), Ghedin (2009), Nóvoa (2002), John Dewey (1997) e Donald Schön (1997 e 2000). Portanto, os resultados sugerem que a formação de professores requer uma reflexão a partir da prática docente, neste sentido, o profissional deverá estar sempre em processo de construção, de modo que acompanhe as novas demandas sociais que irão surgindo ao longo do exercício profissional. Acredita-se que os educadores assumindo novas posturas de abordagem, possam encontrar um sentido, ou seja, ressignificar o ato de ensinar. Proporcionando ao alunado mecanismos de mudanças para melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 30 Data 07/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 15 o (2 . andar) Na vida sim, na escola mais ou menos”: discentes de pedagogia na cultura digital Marlene Aparecida dos Reis e Marcelo Sabbatini (UFPE) A cultura digital é uma cultura individual, pessoal, de grupo, coletivo onde o sujeito é protagonista, autônomo e se permite ser autor-leitor da construção do seu próprio conhecimento, do outro e dos dois ao mesmo tempo. Como objetivo geral esta pesquisa analisou a relação entre a inserção dos estudantes do Curso de Pedagogia de três Instituições de Ensino Superior em relação a apropriação de recursos digitais numa perspectiva de uso pedagógico. Esta pesquisa aborda uma questão contemporânea e para fundamentá-la tivemos o suporte dos autores Jenkins, Lemos, Lévy, Moraes, Moran, entre outros que deram suporte teórico a pesquisa. Como percurso metodológico utilizamos os métodos mistos, de natureza qualitativa e quantitativa, do tipo descritiva com o enfoque culturalista, que nos possibilitou um olhar no cotidiano com mergulho no microssocial. Concluimos que o docente precisa estar atento aos atuais paradigmas da sociedade e estar aberto e disposto às mudanças, às possibilidades de atuais aprendizagens. Concluimos que ainda existe uma necessidade urgente de formação inicial e continuada para que os sujeitos saiam da prática de apenas transferir sua aula tradicional para uma tecnologia atual, mas os mesmos reconhecem as dificuldades e limitações em relação ao uso pedagógico. Deixou de ser pontinho e passou a ser letra”: o Braille virtual como ferramenta na formação docente Rosycléa Dantas e Betânia Passos Medrado (UFPB) A inclusão de alunos com deficiência visual nas escolas regulares tem motivado inúmeros estudos nos últimos anos (RODRIGUES, 2013; MEDRADO e DANTAS, 2014; MONTOAN, 2015) que discutem não apenas as práticas, mas, principalmente, a formação de professores para atuarem junto a um grupo, até pouco tempo, considerado “[...] marginalizado nas suas possibilidades e verdades” (MEDRADO, 2014). Nesse sentido, a formação tecnológica pode ressignificar práticas se considerarmos que muitas ferramentas digitais podem auxiliar na compreensão de um universo, por vezes, desconhecido. Alinhado a uma perspectiva auto-heteroecoformadora (FREIRE e LEFFA, 2013), este trabalho discute a relevância de uma ferramenta tecnológica – o Braille Virtual - como um caminho para a (des)construção de crenças acerca do universo do aluno com deficiência visual. Partindo do pressuposto de que a linguagem é fundamental para o desenvolvimento humano (BRONCKART, 1999; 2006; 2008) e da não de ferramenta das Ciências do Trabalho (AMIGUES, 2004), analisamos qualitativamente as vozes de um grupo de professores sobre como o acesso à ferramenta digital Braille Virtual serviu para a (des)construção do conhecimento sobre as práticas de letramento da pessoa cega. Além disso, a análise evidenciou críticas à ferramenta no sentido de melhor servir aos propósitos didático-formativos. “Eu ainda vou ser feliz na EAD”: reflexões e renormatizações na sala de aula virtual Gerthrudes Hellena Cavalcante de Araújo e Betânia Passos Medrado (UFPB) A oferta crescente de cursos na Universidade Aberta do Brasil e a ausência nos cursos de licenciatura de uma discussão que envolva aspectos inerentes à Educação a Distância têm motivado a reflexão sobre as tensões que ainda circundam essa modalidade. Alguns estudos demonstram que “(re)aprender com a prática na EaD pode trazer um grande estresse para professores que já se consagraram na modalidade presencial” (ABREU-LIMA e MILL, 2013; FARIAS,2014). Assim, pautado no referencial teórico do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999; 2006; 2008), este trabalho pretende discutir a natureza da atividade docente na EAD à luz do conceito de gênero profissional (CLOT, 2006; 2010) e dos gestos didáticos (BUCHETON, 2008). Partindo do pressuposto de que a investigação do papel da linguagem nas situações de trabalho é imprescindível para a compreensão do agir humano nas práticas sociais, a reflexão realizada toma por base a análise qualitativa deum diário produzido por uma professora do curso de Letras em experiência pela primeira vez como formadora na EAD. Os resultados parciais sinalizam para um processo de inserção permeado por uma resistência à mudança, mas, ao mesmo tempo, por renormatizações (SCHWARTZ, 2010) que permitam a satisfação por um trabalho efetivo e significativo. Informática Aplicada ao Ensino da Dança: Exploração de Interfaces e Softwares para a Criação Coreográfica Digital Isa Sara Rêgo (UNB), Cínthia Nepomuceno (IFB-DF) Este trabalho aborda as possibilidades de aplicação de interfaces e softwares no desenvolvimento de obras coreográficas digitais, buscando compreender como essas tecnologias podem atuar como potencializadoras no processo de ensino-aprendizagem. O primeiro software utilizado para a produção da dança foi o Lifeforms, explorado por Merce Cunningham em 1990, introduzindo uma nova dinâmica na pesquisa em dança. Com o rápido avanço das tecnologias computacionais, novos softwares e interfaces surgem no campo educacional propondo desafios metodológicos aos professores contemporâneos. Partindo dessas implicações, pretende-se neste estudo mapear historicamente interfaces e softwares utilizados para a criação coreográfica digital, ampliando perspectivas aos professores de arte através da incorporação de tecnologias contemporâneas em suas atividades docentes. Embasam teoricamente o tema proposto: Pierre Lévy (1999), Ludmila Pimentel (2010), Steven Johnson (2001), Gilberto Lacerda (2010), entre outros. O uso da tecnologia digital de informação e comunicação na construção do processo de ensino e aprendizagem: inimigo ou aliado? Maria Suely de Souza Montes e Denise Weiss (UFJF) A pesquisa “O uso da tecnologia digital de Informação e comunicação na construção do processo de ensino e aprendizagem: inimigo ou aliado?” tem como objetivo analisar a visão dos professores sobre o uso de tecnologia na sala de aula como ferramenta de aprendizagem e criar mecanismos para reduzir a resistência quanto ao seu uso. A motivação para o estudo desse tema é a necessidade de investigar as questões inerentes às resistências de alguns profissionais da educação e dos alunos na inserção das novas tecnologias na sala de aula como ferramenta pedagógica na comunidade acadêmica de uma cidade de Minas Gerais. A metodologia utilizada é baseada em abordagens qualitativa (estudo de caso – pesquisa-ação) e quantitativa. Após o levantamento das principais resistências dos professores ao uso das TDIC, pretende-se, por meio de estratégias de ensino e de divulgação científica, mostrar que, dependendo do uso, essas ferramentas podem contribuir para uma aprendizagem que realmente responda aos desafios da sociedade contemporânea. Assim, contribuir-se-á para compreender melhor os conflitos existentes entre alunos e professores quanto ao uso das TDIC no contexto escolar e promover uma maior interação entre eles, fomentando o letramento digital naquela comunidade acadêmica. Formação de professores via ambientes virtuais de ensino aprendizagem: competências necessárias Alessandra Dutra (UTFPR), Francieli Ludovico (UTFPR), Jéssica Bell'Aver (UTFPR), Rose Maria Motter (UNIOESTE) O presente trabalho tem por objetivo discutir as competências necessárias aos professores que almejam participar de processos de formação via Ambientes Virtuais de Ensino Aprendizagem (AVEA). A importância dessa questão está relacionada à grande facilidade de acesso à tecnologia, que hoje impulsiona profissionais a optarem pela modalidade de estudos a distância. Porém, novas possibilidades de estudo suscitam novas formas de aprendizagem. Aprender por meio da rede requer dos docentes postura crítica, autônoma e interativa diante da abundância de informações presentes no ciberespaço e a necessidade de socialização e discussão com outras pessoas. Caso contrário, só estará se reproduzindo paradigmas tradicionais e tecnicistas de ensino-aprendizagem. O ponto de partida para essa pesquisa foi, principalmente, as concepções de Hack (2011), Morin (2000), Belloni (2001) e Kenski (2003), os quais explicam as especificidades e competências da modalidadede Educação a Distância. Como metodologia, utilizou-se os tipos de pesquisa analítica, interpretativa e bibliográfica. A partir desse estudo, espera-se oferecer uma contribuição para o campo educacional, mais especificamente à área de formação de professores e novas tecnologias, no sentido de apresentar um conjunto de habilidades indispensáveis aos docentes na utilização de múltiplas tecnologias em contextos educativos. SESSÕES DE COMUNICAÇAO COORDENADA DO DIA 07/12/2015 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 01 TEMA: O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada Coordenadora: Regina Felício Data 07/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 01 o (2 . andar) Resumo Geral Esta sessão coordenada efetua reflexões sobre a Sala de Aula Gamificada, destacando a necessidade de escola introduzir cada vez mais jogos como atividade integrada à aprendizagem dos conteúdos do programa. A importância do uso da Tecnologia Educacional, a capacitação docente, o aluno e sua identidade, os jogos digitais / online e suas aplicações na sala de aula dentro do contexto e conteúdo educacional serão os principais temas tratados nesta discussão acadêmica. O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada Regina Felicio (UNESA) A Educação vem evoluindo cada vez mais através do uso da Tecnologia na sala de aula. Ao observar a linha do tempo vamos identificar recursos que jamais se imaginou estar na sala de aula. Porém, o computador causou uma revolução e marcou a evolução da prática pedagógica. Novo marco teve com a chegada dos tablets e celulares nas salas de aula como ferramentas não só para a prática docente como para a aprendizagem. Como não poderia deixar de ser o JOGO DIGITAL traz uma nova proposta para a prática docente e aprendizagem de conteúdos. Para nossa reflexão: “A aprendizagem baseada em jogos digitais está de acordo com as necessidades e os estilos de aprendizagem da geração atual e das futuras gerações” (Prensky, 2012). A Gameficação no processo de ensino aprendizagem dos alunos no AVA Márcia Gonzalez das Chagas (UNESA) Os Jogos cada vez estão mais presentes na Educação. A gameficação tem sido considerada essencial no ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Com a inserção dos jogos no processo de ensino aprendizagem neste ambiente, os alunos tem a possibilidade de vivenciar o contexto educacional de de forma que suas ações tenham impacto no seu da construção do conhecimento. Como objetivo pretendemos apresentar as etapas percorridas dos alunos acerca da utilização de elementos de jogos no ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Na metodologia buscamos a partir dos jogos reforçar as práticas colaborativas aos alunos e a sua contribuição no processo de ensino aprendizagem. Tomamos como pressupostos teóricos o fato de que não basta criar ambientes onde o aprendiz possa interagir com uma variedade de situações e problemas, pois a introdução do uso das novas tecnologias no ensino não é simplesmente ensinar velhos conteúdos de forma eletrônica, mas depende de como os educadores irão utilizar a ferramenta tecnológica como recurso pedagógico estimulando o aluno a buscar novas formas de pensar e agir (KENSKI, 2005-2006). Pois defendemos que os games constituem-se um meio para a construção e transformação da informação e do conhecimento. Por um lado, porque permitem ao jogador o acesso à rede de informações e, por outro, porque são instrumentos para o desenvolvimento das interações e representações da comunidade de jogadores que permitem, desse modo, a contextualização do conhecimento. (MOITA; SILVA, 2006). O resultado esperado, considerando o game como recurso pedagógico no AVA, é motivar o aluno para que este se sinta capaz de construir novos saberes em um processo educacional, cuja construção do conhecimento é coletiva e colaborativa. O jogo como objeto de aprendizagem na sala de aula gamificada Zulmira Rangel Benfica (UNESA) A Educação vem evoluindo cada vez mais com o uso da Tecnologia. Podemos identificar recursos diversos na sala de aula. O computador causou uma revolução e marcou a evolução da prática pedagógica. O mesmo acontece com os dispositivos móveis. Não só para a prática docente como para a aprendizagem. O Jogo Digital não é diferente, contribuindo para que a prática docente e aprendizagem novamente se revoluciona. Assim sendo, nosso objetivo é apresentar o jogo como objeto para aprendizagem. Para isso, Metodologicamente, vamos oferecer um catálogo de jogos aos alunos que reforcem o conteúdo aprendido, pois nossos pressupostos teóricos consideram a aprendizagem baseada em jogos digitais de acordo com as necessidades e os estilos de aprendizagem da geração atual e das futuras gerações tal como postula Prensky (2012). Além disso, atualmente os jogos digitais possuem um papel muito importante na sociedade. Cada vez mais, eles se misturam a vida de nossos. Aproveitando essa "nova onda" de interesse dos estudantes pelos jogos, por que não inseri-los na sala de aula como objeto para aprendizagem, levando em conta o conceito da “gamificação” dos processos educacionais tal como se apresenta como uma forte tendência para dinamizar e ampliar a aprendizagem dos alunos contemporâneos tal como propõe Felício (2014). Como resultado esperamos que os alunos que fizeram uso dos jogos digitais online indicados apresentem uma melhor resultado na sua aprendizagem em relação aos demais alunos que não jogam. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 02 TEMA: A Sala de aula e o mundo: novas maneiras de aprender línguas Coordenador: Vilson Leffa Data 07/12 15h30 às 17h Resumo Geral A aprendizagem de línguas está cada vez mais acontecendo dentro e fora da sala de aula. Esta sessão descreve três contextos em que isso acontece com mais frequência: (1) aprendizagem móvel; (2) Local: Sala Hipertexto 02 o (2 . andar) videogames e (3) sala de aula invertida. A primeira comunicação faz uma meta-análise do que tem sido pesquisado sobre o uso do celular para a aprendizagem de línguas, considerando aspectos como os recursos tecnológicos da ferramenta, sua portabilidade e a motivação do aluno. A conclusão é de que a aprendizagem móvel, via celular, é mais um problema didático e metodológico do que técnico. O segundo estudo analisa o impacto dos videogames na aprendizagem de línguas, considerando principalmente o processo de gamificação, visto como o uso dos mecanismos dos games (medalhas, pontuação e ranqueamento) na educação. Sugestões de implementação para o ensino de línguas são também apresentadas. Finalmente, o terceiro estudo descreve a sala de aula invertida em suas quatro fases: engajamento experiencial, exploração conceitual, produção de sentido e avaliação. O aspecto comum nesses três contextos de aprendizagem é o encontro da sala de aula com o mundo. Do mundo para a sala de aula: invertendo a direção da aprendizagem Vilson José Leffa (UCPel) O objetivo desta apresentação é descrever a sala de aula invertida e mostrar as vantagens que ela pode trazer para a aprendizagem de línguas em termos de envolvimento do aluno, partindo do mundo para a sala de aula. Para isso, descreve-se, em detalhe, cada uma das quatro fases que a constitui: (1) engajamento experiencial, em que o aluno inicia o projeto de aprendizagem, envolvendo-se em atividades sobre o tema abordado; (2) exploração conceitual, em que conceitos vivenciados na prática da fase anterior, são aprofundados teoricamente; (3) produção de sentido, basicamente a elaboração do projeto, em que algo concreto é feito por pequenos grupos de alunos; (4) apresentação do que foi feito pelo grupo para os colegas da sala de aula ou para uma comunidade maior, mostrando resultados ou propostas. Uma quinta fase, pouco considerada na literatura da área, é a avaliação do trabalho do aluno, proposta que se apresenta aqui para ser executada de maneira colaborativa. Na descrição de cada uma dessas fases, mostra-se ao professor sugestões de atividades que ele pode promover para tentar garantir a motivação do aluno, com base em metodologias ativas e na pedagogia de projetos. Videogames, gamificação e aprendizagem de línguas: tendências de pesquisa e possibilidades de uso dentro e fora da escola Gabriela Bohlmann Duarte (UCPel) O uso de videogames na aprendizagem de línguas, principalmente de inglês, tem sido bastante discutido nos últimos anos (PESCADOR, 2010; OLIVEIRA e CAMPOS, 2013; STORTO, 2013; GUEDES, 2014). Há toda a estrutura interna do game, que pode ser apresentada no idioma estrangeiro, como também a possibilidade de interação com outros jogadores, como ocorre com os Massive-Multiplayer Online Games. Nesse sentido, tem havido um grande número de trabalhos que abordam não só o uso de games por professores, mas também as vantagens que videogames têm para a aprendizagem (GEE, 2007) e o processo de gamificação, que consiste na aplicação de elementos e técnicas de design de games a experiências e contextos não caracterizados como games (STANLEY, 2012; WERBACH & HUNTER, 2012; MCGONIGAL, 2012). Nesse sentido, este trabalho apresenta uma revisão teórica sobre os estudos com vídeo games e a aprendizagem de língua, ilustrando as possibilidades já apresentadas e de que formas os videogames e a própria gamificação têm sido considerados para a aprendizagem dentro e fora da escola. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 03 TEMA: Games, MOOCs e Webquests como ferramentas potencializadoras no ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras Coordenador: Camila Gonçalves dos Santos do Canto Data 07/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 03 o (2 . andar) Resumo Geral A presente sessão coordenada tem por intuito debater e refletir acerca da aprendizagem de línguas mediada pelo computador e sua relevância no contexto de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. Uma vez que esta sessão está estritamente ligada ao tema Ensino de Línguas e Tecnologias, serão discutidos trabalhos originados de teses que focaram no tema supracitado. De maneira mais específica, abordaremos questões que envolvem o uso de Games e MOOCs (Massive Open Online Courses), a partir da teoria do Conectivismo (SIEMENS, 2004; DOWNES, 2005), e os desafios (autonomia e motivação) no ensino de línguas estrangeiras na atualidade (MARZARI, 2015), bem como questões referentes ao uso de novas metodologias, como é o caso das Webquests Interativas e Adaptativas (SANTOS, 2014). As apresentações convergem na busca de novas formas teóricometodológicas de ensinar e aprender uma língua estrangeira, haja vista as mudanças da atual sociedade no que tange ao uso de ferramentas tecnológicas nas práticas de ensino e aprendizagem de línguas. O caráter distribuído da cognição na promoção da interação em língua estrangeira por meio de Webquests Interativas Camila G. dos Santos do Canto (UNIPAMPA) A ciência cognitiva é um campo que busca interpretar, a partir de análises, a dinâmica dos processos mentais (MATLIN, 2003) e junto a ela andam também os princípios da psicologia, antropologia, filosofia, linguística, neurociência, entre outros. Hutchins (1991) vai de encontro à visão tradicional de cognição, que considera os processos mentais como algo ligado apenas no nível do indivíduo. Nesse sentido, a Teoria da Cognição Distribuída preocupa-se em analisar os processos nos quais os indivíduos não só interagem uns com os outros, mas também com artefatos tecnológicos para atingir um objetivo. Levando isso em consideração, este trabalho visa tecer reflexões sobre uma pesquisa de doutoramento realizada no ano de 2014, a qual investigou de que forma o caráter distribuído da cognição surgiria nas interações entre os indivíduos durante a implementação de uma Webquest Interativa em uma turma do quarto ano do curso de Licenciatura em Letras de uma Universidade privada da cidade de Pelotas. Verificou-se que as interações na língua alvo entre os indivíduos humanos e não-humanos durante o processo de aprendizagem ocorrem, uma vez que sujeitos e artefatos passam a ser elementos de um sistema que se caracteriza a partir das relações entre os componentes humanos e não-humanos. Games ensinam línguas? Um estudo sobre a aprendizagem de línguas por meio de jogos eletrônicos Luisa Klug Guedes (UCpel) Uma das formas de entretenimento mais populares atualmente são os jogos eletrônicos, ou games. Eles têm temas variados e são necessárias habilidades diferentes para obter sucesso. Um número considerável de jogos está em língua inglesa e alguns jogadores afirmam que aprenderam a língua somente por meio desses jogos. Entretanto, como se deu esta aprendizagem? Estes jogadores poderão usar a língua em contextos diferentes? Ou a língua aprendida será útil somente para atingir os objetivos dos jogos? Este trabalho teve o objetivo de investigar um grupo de pessoas de diferentes idades que afirma ter aprendido inglês por meio de jogos eletrônicos e que não estudou a língua em cursos livres, é capaz de usar a língua em contextos diferentes dos jogos. Para basear esta pesquisa, os conceitos da Teoria do Conectivismo de Siemens e Downes foram utilizados. Para que os objetivos fossem atingidos, entrevistas com cinco sujeitos voluntários foram feitas em português e inglês. Dos dados coletados, foi possível concluir que os sujeitos foram capazes de se comunicar em contexto extrajogo, em diferentes níveis de proficiência. Esses resultados foram influenciados pelo interesse do jogador na língua, no mundo dos games e pelas conexões que estabelecem e mantém entre as áreas envolvidas. A contribuição dos MOOCs para a constituição de uma identidade docente diferenciada Gabriela Quatrin Marzari (Centro Universitário Franciscano) A presença das Tecnologias da Informação e Comunicação é cada vez mais evidente na vida do sujeito contemporâneo, influenciando e ressignificando as práticas sociais de que participa. Neste estudo, de base qualitativa, temos como objetivo principal investigar a constituição da identidade do professor de línguas estrangeiras do século XXI, a partir de uma problematização acerca da influência dos Massive Open Online Courses (MOOCs) nos processos de ensinar e aprender. Para tanto, partimos dos seguintes questionamentos: 1) como aprende o aluno do século XXI?; 2) quem é responsável ou, de alguma forma, contribui para a sua aprendizagem?; e, por fim, 3) qual é o papel do professor em relação à aprendizagem do aluno? Ao analisamos as potencialidades pedagógicas dos MOOCs, sob a perspectiva do Conectivismo, concluímos que o conhecimento é resultado de interações do tipo agenteartefato, entendendo-se o artefato apenas como instrumento de mediação, ou agente-agente, entendendo-se o artefato como instrumento de agência, desse modo, confirmando a hipótese de que a identidade do professor de línguas estrangeiras do século XXI está sendo profundamente alterada, devido, principalmente, às inúmeras possibilidades de acesso ao conhecimento oferecidas pelos artefatos digitais. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 04 TEMA: Recursos digitais no ensino e aprendizagem de inglês Coordenador: Celso Henrique Soufen Tumolo Data 07/12 15h30 às 17h Local Sala 04 o (2 . andar) Resumo Geral Esta sessão coordenada apresenta trabalhos de pesquisa relacionados ao tema Ensino de Línguas com Tecnologia, abordando, especificamente, três recursos digitais, baseados no uso de computador, a saber, histórias digitais, videogames e webconferência, que podem ser usados para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, especialmente Inglês. Os objetivos desta apresentação são: (a) caracterizar cada recurso digital, abordando referencial teórico na área; (b) trazer uma reflexão sobre como cada recurso digital pode ser usado para ensino e aprendizagem de língua estrangeira; e (c) apresentar resultados de pesquisa bibliográfica baseada nos estudos realizados no Brasil entre 2006 e 2015, sobre os três recursos digitais, com foco no ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Com base em discussões na área de CALL (Computer Assisted Language Learning), os resultados são apresentados, permitindo o estabelecimento de bases para pesquisas e para o trabalho pedagógico de professores de línguas estrangeiras. Assim, com a apresentação dos três recursos digitais, reflexão sobre o uso de cada um e levantamento de pesquisas na área, espera-se contribuir para estudos sobre tecnologia para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, como também para a prática docente de professores de línguas estrangeiras. Histórias Digitais como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC) Histórias Digitais são recursos digitais que podem ser usadas para fins diversos e, em educação, essencialmente como elemento motivacional. Podem, também, ser usadas para ensino e aprendizagem de língua estrangeira, como, exposição de aprendizes/alunos ao input linguístico, dentro da abordagem baseada em conteúdo, ou como elemento de uso autêntico da língua alvo entre aprendizes/alunos, dentro da abordagem baseada em projetos. Este trabalho tem dois objetivos: (a) caracterizar o recurso Histórias Digitais; (b) apontar possibilidades do recurso para uso didático; e (c) apresentar uma analise de estudos sobre seu uso, realizados no Brasil entre 2006 e 2015. Assim, a apresentação traz uma caracterização do recurso, uma reflexão sobre seu uso em educação, especificamente para ensino/aprendizagem de língua estrangeira, e uma análise de estudos realizados no Brasil sobre seu uso para o ensino/ aprendizagem de línguas entre 2006 e 2015, publicados no Portal CAPES. Desta forma, este trabalho pretende auxiliar o debate sobre recursos digitais em educação, especificamente para ensino/aprendizagem de língua estrangeira. Webconferência como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras Nayara Nunes Salbego (UFSC) O recurso digital webconferência vem sendo muito utilizado para fins educacionais, promovendo a possibilidade de se atingir um público mais amplo. Pode-se entender tal recurso como uma tecnologia que permite comunicação através de áudio, vídeo e texto, recriando, à distância, as condições de um encontro presencial. Considerando-se tal recurso para uso didático, este trabalho tem dois objetivos: (a) apontar características do recurso digital webconferência para uso com fins educacionais; e (b) apresentar uma análise de estudos sobre o uso de webconferência para fins didáticos realizados no Brasil entre 2006 e 2015. Dessa forma, a primeira parte desta apresentação trará uma reflexão teórica sobre o uso de webconferência para aulas de língua. Em um segundo momento, este trabalho apresentará uma análise sistemática de estudos realizados no Brasil sobre o uso de recursos digitais de webconferência para o ensino e aprendizagem de línguas entre 2006 e 2015. Dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos científicos foram pesquisados no Portal CAPES. Os resultados de tais estudos foram comparados, a fim de se concatenar dados de relevância para área. Os resultados apontam reflexões sobre como tais pesquisas podem influenciar o trabalho pedagógico na sala de aula de língua estrangeira. Videogames como Recurso para Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras Caroline Chioquetta Lorenset (IFSC) Muitos estudos na área de ensino e aprendizagem de línguas indicam que videogames auxiliam muitos aprendizes de inglês como língua estrangeira, desenvolvendo conhecimentos diversos, comunicação e interação entre jogadores. O presente trabalho consta de dois objetivos: 1) apontar breve reflexão teórica sobre estudos do recurso digital videogame para uso didático em aulas de inglês como língua estrangeira; e 2) analisar estudos sobre o uso de videogames para fins didáticos em aulas de inglês como língua estrangeira realizados no Brasil entre 2006 e 2015. Dessa forma, a apresentação iniciar-se- á com uma reflexão teórica sobre o uso de videogames para aulas de inglês e terá sequência com uma análise de estudos realizados no Brasil sobre o uso de videogames para o ensino e aprendizagem de inglês entre 2006 e 2015. Dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos científicos foram pesquisados no Portal CAPES. Os resultados de tais estudos foram analisados a fim de encadear dados de relevância para área. Os resultados apontam reflexões sobre o que há ainda a ser pesquisado na área e também reflexões sobre como tais pesquisas podem influenciar o trabalho pedagógico na sala de aula de língua estrangeira. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 05 TEMA: O desafio da apropriação de recursos digitais nas aulas de língua: experiências com redes sociais, internet, celular e livros/objetos educacionais digitais Coordenador: José Ribamar Lopes Batista Júnior Data 07/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) Resumo Geral A ampliação do acesso à internet por parte de jovens no Brasil tem levado a escola ao desafio de atualizar suas práticas e promover a integração dos sujeitos sociais às vivências tecnológicas. Nesse sentido, temos presenciado um esforço por parte de editoras e programadores em desenvolver produtos e serviços que tornam possível a utilização de recursos digitais no contexto da sala de aula. A presente sessão apresentará relatos de experiência e pesquisas envolvendo a utilização de celulares, redes sociais, internet e objetos educacionais digitais na educação básica nos estados do Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco nos últimos cinco anos. Os resultados apontam para a maior adesão dos alunos às propostas pedagógicas quando associadas aos usos sociais das novas tecnologias. Por fim, as experiências apontam para necessidade de maior conscientização de discentes e docentes quanto à efetividade de propostas estruturadas de tais usos no contexto escolar, bem como da proficiência por parte dos professores dos usos digitais a fim de melhor conduzirem práticas de leitura e escrita emancipatórias. A Construção da argumentação oral no projeto polêmicas em debate: um relato de experiência no ensino médio profissionalizante José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI) O projeto Polêmicas em Debate visa suprir a dificuldade dos alunos do 2º ano do Ensino Médio Profissionalizante do Colégio Técnico de Floriano/PI em argumentar a partir da reflexão e análise de situações reais. A capacidade argumentativa (oral/escrita) é requerida no desempenho de diferentes situações na sociedade, principalmente, aquelas relacionadas ao mundo do trabalho e exercício da cidadania. Nesse sentido, alicerçado no conceito de letramento (BARTON, 2007), o projeto é composto por cinco etapas desenvolvidas no segundo semestre, após o qual espera-se que os discentes tenham incremento na capacidade argumentativa, compreensão social, desenvolvimento ético e postulação de papeis identitários que vinculam os sujeitos aos grupos aos quais se afinizam. O debate ocorre entre os grupos, com questionamentos da plateia e previsão de resposta, de réplica, de tréplica e de considerações finais. Além das atividades em sala, são construídos textos, vídeos e posts publicados nas redes sociais (Facebook, YouTube e WhatsApp) com a função de convidar e instigar a discussão. Os resultados demonstram que o projeto promove a integração dos alunos com os debates atuais e geram a melhoria significativa da auto-percepção dos estudantes como cidadãos detentores de uma voz e do uso dessa voz na conquista de novas posições. O Celular na sala de aula: do conflito a possibilidade de uso Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira (UFMG) Com o intuito de formar leitores e produtores de textos em rede e após ter acesso à ideia de hipertexto, comecei a trabalhar com as teorias de rede numa escola estadual de Minas Gerais utilizando o celular nas turmas da 3ª série do ensino médio com a proposta de estimular sua leitura e produção de textos literários que, apesar de breves – poemas em tela –, fossem capazes de provocar a interação dos alunos e fazê-los buscar o prazer da leitura e da interpretação de poesias. Nesse sentido, o trabalho foi realizado com a finalidade de estimular a leitura e a escrita de textos, em suas formas variadas, e que também fossem capazes de despertar nos alunos o prazer que a produção literária poderia proporcionar a partir de uma escrita móvel. Diante disso, aceitamos o desafio de desenvolver em sala de aula experiências e protótipos didáticos inovadores no ensino de língua portuguesa visando o letramento crítico e transformador. Os resultados demonstraram que o ato de escrever tornou-se, então, a Arte de Escrever, sem medo, sem pressão, sem modelos autoritários: concretizado com a experiência viva dos próprios alunos, que presentificaram em suas produções os processos linguísticos, intralinguísticos e extralinguísticos vividos pelo sujeito-autor. Reflexões sobre práticas de letramento digitais nos livros didáticos de português para o Ensino Fundamental II Clecio Bunzen (UFPE) O objetivo desta apresentação é trazer algumas reflexões sobre como recentes livros didáticos de Português, aprovados nas duas últimas edições do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2011 e 2014), tratam as práticas de letramento digitais. O interesse pelo tratamento das práticas de letramento digitais surge relacionado a pesquisas que tenho desenvolvido sobre a construção dos projetos didáticos autorais das coleções didáticas produzidas no Brasil para o ensino da língua portuguesa (cf. BUNZEN, 2005, 2009; BUNZEN e ROJO, 2005; BUNZEN e MÁXIMO, 2013). Para compreender algumas facetas, partimos de duas questões de pesquisa para analisar 02 coleções: (a) as mudanças nas formas de interação entre os sujeitos que ocorrem fora da escola têm impactado de alguma forma o currículo prescrito em relação às práticas de letramento digital? (b) de que forma as mídias e tecnologias digitais são tratadas nos LDPs? As análises demonstraram que as mudanças nas formas de interação que ocorrem fora da escola ainda têm impactado pouco o currículo prescrito para o ensino de língua portuguesa, cujo foco central continua sendo as obras impressas com destaque para a literatura e o campo do jornalismo. O hipertexto e a hipermídia quase não foram destacados como objetos de ensino. A produção de hipercontos e o desenvolvimento dos multiletramentos Marcos Celírio dos Santos (UFMG) A preocupação em levar em consideração as práticas de leitura e escrita que os alunos efetivam nos ambientes digitais guiou-me a uma pergunta sobre que trabalho deveria ser proposto a estudantes do Ensino Fundamental, na perspectiva dos multiletramentos para ensinar gêneros escritos digitais e não digitais. Dessa forma, desenvolvi uma proposta com alunos do 8º ano que procurou desenvolver habilidades de leitura e de escrita através do trabalho com contos e hipercontos. Foram realizadas 12 oficinas, com atividades de leitura de contos e leitura e produção de hipercontos. Com base nos estudos de Coscarelli (2002, 2003, 2007), Ribeiro (2007) e Paiva (2013), parti do princípio de que não há habilidades diferentes para a leitura e escrita de textos digitais e impressos. O que existe é uma ampliação dos usos da linguagem (PAIVA, 2013). Para a produção de hipercontos, utilizei os princípios da escrita colaborativa, conforme Lowry et al (2004). A análise das produções permite afirmar que o trabalho integrado com contos e hipercontos contribui para o desenvolvimento dos multiletramentos e apontou que os alunos compreenderam: o hiperconto como um gênero multissemiótico; a importância da escrita colaborativa e a importância do uso de outras linguagens na constituição de um texto. SESSÃO DE PÔSTERES SESSÃO DE PÔSTERES 01 Data 07/12 15h30 às 17h00 Local: Sala Hipertexto 06 o (2 . andar) O Uso da tecnologia como agente facilitador do gerenciamento comportamental em sala de aula: análise do uso do Class Dojo em salas do ensino fundamental I e II de escola particular bilingue de Pernambuco Rayssa Mesquita de Andrade (UFPE) A sociedade atual vive em um contexto de constante inovação tecnológica. Neste cenário, surge a tecnologia da educação como uma aliada no processo ensino-aprendizagem, tornando-o ainda mais atraente e interativo envolvente para ambas as partes. Assim sendo, este presente artigo visa estudar – através do pensamento de autores como Moraes (2005), Bastos (2011), Almeida (2005), Possendoro (2007), entre outros – o uso da tecnologia como agente facilitador do gerenciamento comportamental em sala de aula, assim como a receptividade dos alunos para com esta abordagem, em salas do Ensino Fundamental I e II em uma escola particular Bilingue de Pernambuco. Procurou-se observar, através de questionário aplicado com 41 alunos e 3 professores, em que medida a ferramenta tecnológica analisada (o Class Dojo) é eficaz no gerenciamento de sala de aula, no sentido de incentivar e validar positivamente comportamentos considerados adequados para um ambiente escolar e, paralelamente, desmotivar os comportamentos considerados impróprios. O questionário também abordava a receptividade da abordagem tecnológica entre os alunos e professores. Descobriu-se que, apesar das diferenças de idades entre os alunos entrevistados, a sua maioria avaliou positivamente a ferramenta; os professores também consideraram majoritariamente que a mesma atingiu seus objetivos pedagógicos. Curtindo a Sociolinguística: a Universidade vai ao Facebook Danielle Cruz Orientador: Ricardo Joseh Lima (UERJ) O objetivo de nosso trabalho é apresentar a página na rede social Facebook intitulada “Falei errado o problema não é meu, é seu” e o perfil “Sophia Sociolinguista”, sendo este um derivado da página com a mesma personagem, tendo, porém postagens próprias. Ambas visam divulgar de forma dinâmica e de fácil compreensão nas redes sociais o tema “Sociolinguística Variacionista”, que trata das diversas formas de falar nossa língua, mostrando a igualdade linguística entre elas. A partir disso, contribuímos na luta contra o preconceito linguístico, uma atitude que considera determinadas formas de falar superiores a outras. Temos como público alvo alunos do ensino fundamental ao médio, assim como alunos de graduação que não fazem parte do curso de Letras e consequentemente não estão familiarizados com o tema. Criamos conteúdo explicando o tema por meio de memes e citações de livros, indicamos outros sites, filmes, autores e músicas que possam ajudar a compreensão de modo didático e ao mesmo tempo lúdico. Em nossas postagens conhecidas mais atuais temos aproximadamente de 80 a 120 curtidas e uma visibilidade de até 1.200. Até o presente momento alcançamos cerca de 2.390 curtidas, 2.400 visualizações na página e 180 amizades no perfil. Memes em sala de aula: relato de experiência no PIBID Gabrielle Vitoria de Lira e Lucille Maia Batista Orientadora: Angela Dionísio (UFPE) Os avanços tecnológicos e sua integração com o ambiente escolar geraram alterações no processo de ensino-aprendizagem. Na sala de aula de língua portuguesa, uma das mudanças é a inclusão dos gêneros digitais emergentes, sobretudo nas redes sociais, como objetos de ensino. Um desses gêneros são os memes cuja análise possibilita discussões linguísticas, discursivas, culturais e sociais sobre o mundo real e virtual. Tendo como fundamentação teórica Coscarelli e Ribeiro (2005), Recuero (2007), Souza (2014), Passos (2012) e Xavier (2005) e considerando as práticas virtuais dos alunos do segundo ano do Ensino Médio da Escola Senador Novaes Filho, participante do PIBID Letras Português UFPE, coletadas por meio do PIBIDquest, este trabalho tem o objetivo discorrer sobre uma experiência de abordagem desse gênero em sala de aula por ser um gênero recorrente nas redes sociais, principal prática virtual apontada pelos estudantes. Constatou-se que a maior parte dos alunos não conhecia a terminologia meme, apesar de reconhecer visualmente o gênero, assim como tinha dificuldades de reconhecer as cargas ideológicas subjacentes. Além disso, a elaboração e a realização dessa intervenção didática atestou a importância de conhecer e valorizar as práticas e linguagens do cotidiano online partilhadas pelo grupo discente. Comunicação Social e Educação: Podcast, um Recurso Digital na Educação Adson Enrique da Silva Alves e Lucas Henrique Dias Rocha Orientador: Sérgio Paulino Abranches (UFPE) Este trabalho relata e analisa uma Oficina de Podcast (OP) realizada por integrantes do Proi-Digit@l: Espaço de criação para inclusão digital de jovens da periferia de Recife, que é um Programa de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco. O Proi-Digit@l atua em espaços educativos, escolares ou não, através de oficinas tecnológicas com o objetivo de orientar e aguçar em seus participantes um olhar questionador sobre usos das ferramentas tecnológicas dentro do processo de aprendizagem e/ou formação. Na oficina aqui analisada, o grupo participou de um modo específico, atuando junto ao público alvo como um suporte técnico e também orientador da turma que estava cursando a disciplina "Educomunicação na Prática Docente" em uma turma do curso de Pedagogia e alguns alunos de outras licenciaturas. A OP foi convidada justamente pela sua vivência e prática na realização de "Radiodocumentário", que pode ter característica de Podcast, pois podcast nada mais é que um debate gravado, onde seus participantes expõem seus pontos de vista sobre um assunto específico. Uso do Facebook em escolas municipais de afogados: um estudo de caso Vinicius de Paula Aragão (UFPE) A popularização das tecnologias de mídias sociais tem atingido um crescimento dentro de contextos sociais periféricos, notadamente o Facebook. As demandas por celulares de ponta com acesso a internet é tão grande quanto o surgimento de novos aplicativos. A problemática reside exatamente na relação de interface que se constitui entre o uso informal do Facebook e as diversas abordagens pedagógicas utilizadas dentro das salas de aula de escolas públicas municipais, especialmente do bairro de Afogados, pertencente à 5ª região político-administrativa da cidade do Recife. Tem por aporte teórico-filosófico a obra desenvolvida pelo filósofo francês Pierre Lévy. Com utilização de entrevistas, aplicadas a alunos e professores, e análise documental das escolas verificadas, pretende localizar, avaliar e sintetizar de forma sistemática e objetiva a viabilidade, seus agentes e implicações da utilização do Facebook enquanto ferramenta para desenvolvimento pedagógico por parte dos professores da rede municipal de ensino do bairro de Afogados. Através das entrevistas, pretende-se, também, verificar quais são os alcances reais de tal iniciativa por parte dos alunos. Para a transcrição dos documentos que o compõem, serão obedecidas as Normas Técnicas para a Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos do Arquivo Nacional. SESSÃO DE PÔSTERES 02 Data 07/12 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) A utilização da rede social Facebook como ferramenta pedagógica para as aulas de Língua Portuguesa Leila de Jesus, Ariadne Passos, Jéssica de Paula, Gabriela Silva Orientadora: Fábia Magali Vieira (Unimontes) Na atualidade, as práticas pedagógicas e as metodologias utilizadas pelos professores não tem despertado o interesse dos estudantes em aprender conteúdos da língua portuguesa. Partindo desse pressuposto, a pesquisa que tem por objetivo compreender de que maneira a utilização das redes sociais contribui para o melhor desempenho dos alunos nas aulas de Português e está sendo fundamentada nos estudos de Coscarelli (2005), Rojo e Moura (2012). A metodologia utilizada é a pesquisa ação. Para o desenvolvimento das atividades em uma escola pública da rede estadual do município de Montes Claros – MG foramcriados grupos na rede social Facebook, com turmas do 6º, 7º e 9º ano do Ensino Fundamental, onde foi possível trabalhar com os mesmos o gênero textual texto injuntivo.A partir dos resultados parciais, estamos constatando que utilização do Facebook está contribuindo de forma positiva para o processo ensino-aprendizagem dos estudantes, uma vez que a utilização desta tecnologiafaz parte do cotidiano dos mesmos. A inclusão das redes sociais no meio educacional tem tornando mais dinâmico o ambiente educativo, incentivando a busca e troca de informações. A Blind Legend: a multimodalidade ao jogar com ouvidos e mãos Rodrigo Farias de Araújo (UFPE) A presente proposta de trabalho busca discutir um acesso mais amplo da tecnologia e da diversão (TREWIN et al. 2009) para cegos e/ou pessoas de baixa visão mediante jogos. O corpus em análise é o jogo “A Blind Legend” (Uma lenda cega) com lançamento mundial previsto para junho de 2015 nas plataformas IOs e Android. A narrativa é sobre um cavaleiro que perdeu sua visão após sequestro de sua mulher e que agora precisa atravessar um ambiente perigoso. Diferente dos jogos que precisam de leitores de tela para interação ampla do jogo, A Blind Legend não apresenta gráfico e todo desenrolar da história dá-se mediante movimentos do personagem e de sua espada controlados por toques na tela ou pelo mouse. Para uma melhor experiência, é preciso usar fones de ouvido, uma vez que o som é em 3D o que implica numa maior realidade ao ambiente. Este trabalho desenvolve uma análise acerca da inserção de pessoas cegas e/ou de baixa visão no mundo dos games e dos benefícios educacionais dos jogos (WOOD et al., 2004). Devido problemas físicos ou cognitivos pessoas com limitações físicas e cognitivas não têm amplo acesso aos espaços digitais (Santarosa et al. 2010). Letramento Digital: práticas docente e discente no vale do Mamanguape Sidney da Silva Bezerra Orientador: João Wandemberg Gonçalves Maciel (UFPB) O surgimento das novas tecnologias de comunicação tem alterado as atividades da vida moderna, essas alterações levaram estudiosos envolvidos com a educação a refletirem e a pesquisarem sobre as consequências dessas práticas sociais no contexto escolar. No estudo em andamento, no município de Mamanguape/PB, buscamos investigar as similaridades e as diferenças na produção textual dos alunos do Ensino Fundamental e Médio quando da utilização do papel e dos recursos tecnológicos digitais, no tocante ao uso da linguagem oficial/formal exigida pela escola. Tem-se, ainda, o intuito de observar a integração de alunos e de professores diante das tecnologias digitais contemporâneas e como essa nova forma de leitura linear e não linear e de escrita pode contribuir no processo de ensino/aprendizagem, visando a uma produção de conhecimento e uma formação que atenda aos anseios dos atores envolvidos, uma vez que a revolução digital provocada pela disseminação da internet carregou consigo novas formas de interação na intercomunicação mundial mediada pelos computadores. A pesquisa em tela toma como fundamentação teórica os pressupostos apresentados por Dowbor (2001), Chartier (2002), Silva (2003), Ferreiro (2004 e 2006), Coscarelli (2007), dentre outros. Letramento Digital: as práticas de produção textual dos docentes e discentes do ensino fundamental Gracekelly de Araújo Soares Orientador: João Wandemberg Gonçalves Maciel (UFPB) Esta pesquisa faz parte do Projeto Letramento digital: Práticas Docentes e Discentes no vale do Mamanguape, a qual se configura como uma proposta de análise e observação sobre a prática docente e discente frente às tecnologias de digitais no tocante à produção textual. A referida proposta faz parte do Programa Institucional de Bolsistas de Iniciação Cientifica (PIBIC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O estudo objetiva averiguar o nível de letramento digital, observar a atuação dos profissionais da educação frente a um mundo imagético e midiático, sobretudo, investigar as similaridades e as diferenças na produção textual dos alunos do Ensino Fundamental, quando da utilização em papel e em dispositivos tecnológicos digitais. Dados os objetivos, o estudo está sendo concretizado através de levantamentos bibliográficos para a inteiração do assunto em foco: Letramento digital, tendo como suporte teórico, os textos de estudiosos da área (COSCARELLI, 1999; CHARTIER, 2002; LÉVY, 1999; XAVIER, 2002 e outros), consolidando-se também por meio de visitas as escolas e observações de aulas. Embora estejamos, ainda, em processo de pesquisa, já podemos vislumbrar que o estudo em tela mostra que as tecnologias digitais contemporâneas podem ser fortes aliadas no processo ensino-aprendizagem. Alfabetização e Letramento na Era Digital – "Os desafios pedagógicos e tecnológicos na Educação Infantil" Edna Ribeiro Pedrosa e Edna Patrícia Medeiros Valença (UPE) Orientadora: Márcia Fernanda de Lima O presente artigo tem como finalidade abordar os problemas enfrentados por professores quanto ao acesso e uso da Tecnologia Digital da Informação e Comunicação (TDIC) nas práticas pedagógicas, embasado nas contribuições teóricas de (SOARES, 2012) e outros. No primeiro momento foi aplicado um questionário para coleta de dados por amostragem com alunos/professores do Curso de Pedagogia do PARFOR (Campus Garanhuns), que são atuantes em turmas de diferentes municípios do Agreste e Sertão do estado de Pernambuco. Na sequência, deu–se a organização e análise de tal levantamento. O contexto geral da pesquisa é de natureza qualitativa, levando em consideração os anseios e dificuldades dos professores no que se refere as condições de inserção das TDICs no cotidiano de suas escolas, em consonância com as múltiplas possibilidades de oportunidades de uma alfabetização letrada para os alunos da modalidade de Educação Infantil em todo o seu contexto, visionando a uma aprendizagem significativa de acordo com as novas tendências e os avanços tecnológicos da educação na conjuntura atual. SESSÃO DE PÔSTERES 03 Data 07/12 Projeto Radiotec: ambiente interativo para o ensino de língua e produção textual Erick Lorran Vitor Guedes e Débora Silva de Oliveira (Col. Técnico de Floriano - UFPI) Orientador: José Ribamar Lopes Batista Júnior 13h30 às 15h30 Local Sala Hipertexto 08 o (2 . andar) As práticas sociais contribuem para a fixação de papéis sociais e construção de habilidades, dentre elas, a de produzir textos orais e escritos. Os textos nascem e obedecem ao rito das práticas de onde emergem. Os participantes atuam como consumidores e produtores de textos, e apreendem valores e ideologias indispensáveis à compreensão da própria prática e à formação do conhecimento capaz de tornar a produção textual significativa e contextualizada. Nesse sentido, a rádio escolar online do Colégio Técnico de Floriano/UFPI, Radiotec, baseada no conceito de letramento de Barton (2007) e Street (1984), objetivou a promoção de práticas interativas que vão além da escola, capazes de gerar demandas de textos reais às quais os alunos e alunas do Ensino Médio Profissionalizante respondem com apoio e orientação. A metodologia da rádio envolve a definição e elaboração da pauta de cada programa, gravação, edição e divulgação dos programas nas redes sociais. Os resultados apontam para a autonomia linguística, com desenvolvimento de habilidades de linguagem, bem como para a construção de identidades discentes fortalecidas e engajadas socialmente. Por fim, o projeto indica a necessidade da ampliação do número de oficinas e espaços interativos nos cursos de língua portuguesa/redação para o Ensino Médio. O Anúncio publicitário e o uso das tecnologias: implicações para o ensino de língua portuguesa Fernanda Diniz Ferreira Orientador: Maria das Graças Carvalho Ribeiro (UFPB) O presente trabalho consiste em apresentar uma proposta de situação didática sobre o gênero anúncio publicitário e as implicações do uso das tecnologias para o ensino de língua portuguesa, visto que há a eminente necessidade de renovação metodológica frente às atuais exigências que são postas à prática do professor em sala de aula. Como referencial teórico, nos pautamos nas ideias defendidas por ARAÚJO e RODRIGUES (2005); CARNIN, MACAGNAM e KURTZ (2008); BAKHTIN (1992); BRASIL (2000); MARCUSCHI (2000; 2005 e 2008) entre outros. Para tanto, nos utilizamos de uma gama variada de apresentações de anúncios publicitários na internet de empresas como Extra, Carrefour, Pão de Açúcar, Chevrolet, dentre outras, discutindo suas características no tocante a forma, modo de exibição e a intenção de publicação, de modo a construir uma visão crítica sobre esse gênero na web. Os resultados alcançados mostraram que os alunos aprenderam mais sobre o assunto, uma vez que essa nova metodologia tornou a aula eficaz ao aprendizado. Uso dos recursos digitais como mecanismos de ensino e aprendizagem em um curso de espanhol Marta Cordeiro da Silva e Daiane Keila Silva Orientadora: Anna Rita Sartore (UFPE) Este artigo trata-se de um relato de experiência sobre o uso dos recursos oferecidos pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para o ensino e aprendizagem da língua espanhola em um curso ofertado na UFPE em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), denominado como Teletandem. O objetivo é apresentar a experiência vivida pelos alunos de diferentes cursos de graduação e do mestrado em educação contemporânea que compõem o curso, bem como alunos de outro país. O pressuposto do qual partimos é que a utilização das tecnologias aproxima sujeitos, de diferentes dimensões do mundo. A metodologia será a observação participante, questionários e entrevista semiestruturada as quais apresentarão perguntas aos alunos sobre a importância da participação em um curso de línguas em que os mesmos têm a oportunidade de usufruir no Campus em que cursam a graduação e o mestrando. Os resultados esperados serão que os participantes apontem ao final, qual a relevância da experiência em um curso de línguas com uso das TICs com alunos de outro país. Delineamento de pesquisas sobre o ensino de Língua portuguesa e o uso de tecnologias no Brasil Jéssica Ibiapino Freire Orientadora: Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA) Atualmente, contempla-se um ritmo acelerado em termos de avanços tecnológicos. Alunos e professores têm acesso aos telefones celulares (com ou sem lei que os proíbam), computadores, tablets, protocolos de rede (física, lógica e social), filmes, músicas, jogos e etc. Estudos apontam, entretanto, que tais avanços não estão ainda presentes no ensino de Língua Portuguesa (GOMES, 2011; NETO, 2012; GALVÃO 2014). O objetivo do presente pôster é investigar o “estado da arte” em estudos linguísticos, a partir de um levantamento realizado em periódicos brasileiros da área de Linguística, com Qualis A e B, que articulam o ensino de tecnologias associados ao ensino da Língua Materna. Nesse trabalho, a análise crítica é o método de investigação (MOTTA-ROTH, 2009). Resultados preliminares apontam que existem 36 revistas brasileiras da área da Linguagem, com os referidos Qualis, publicadas em ambiente online, entre 2013 e 2014. Nessas publicações, 41 artigosforam identificados e, dentre eles, 26 versam sobre a temática de ensino de Língua Materna mediado por tecnologias. Esses números parecem confirmar que há um aumento no número de relatos envolvendo o uso das tecnologias nas aulas de Português. Além disso, pode-se mencionar que o foco desses estudos está relacionado às práticas sociais de multiletramentos. A Webquest e o gênero textual capa de revista no ensino de língua inglesa Camila Solino Rodrigues Orientadora: Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA) Este pôster tem por tema o ensino de línguas mediado por tecnologias. O objetivo principal é realizar uma análise crítica considerando observações realizadas em uma experiência de estágio, orientada por uma proposta de ensino de língua inglesa que integrou o uso de gêneros textuais, sequência didática, webquest e tecnologias de informação e comunicação. A análise parte dos estudos de Motta-Roth (2009) e Moreira (2012), Bakhtin (1979), Marcuschi (2005, 2010), Dolz, Noverraz e Scheneuwly (2004), Xavier (2011), Gomes (2011), Dodge (1995) e March (2003). Em termos metodológicos, o processo de estudo envolveu a observação de 12 aulas ministradas por professoras em formação inicial da UNIFESSPA, em uma turma de 8º ano, na disciplina de Língua Inglesa em Marabá (PA). Além disso, foram realizadas entrevistas incluindo alunos e professores envolvidos no estágio. Resultados parciais indicam uma alta aprovação do projeto aplicado em classe, que conseguiu amalgamar estudos sobre sequência didática e webquest. Os recursos tecnológicos ofereceram suporte necessário para, entre outras coisas, o ensino e a aprendizagem de capacidades de linguagem relativas ao gênero capa de revista e possibilitou a ampliação de conhecimentos teóricos e didáticos de professoras graduandas. SESSÃO DE PÔSTERES 04 Data 07/12 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 09 o (2 . andar) As contribuições das oficinas de gamificação no curso de Letras Português da Universidade Estadual de Montes Claros Poliana Rodrigues de Andrade e Larissa de Oliveira Nobre Orientadora: Fábia Magali Santos Vieira (Unimontes) A pesquisa intitulada “As contribuições das oficinas de gamificação no curso de Letras Português da Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes” tem como objetivo analisar as contribuições da metodologia da gamificação na formação dos acadêmicos destes cursos. Partindo do pressuposto de que a gamificação é a utilização de jogos em diferentes contextos com o intuito de solucionar problemas práticos e/ou envolver os participantes em uma tarefa de maneira mais prazerosa, interessante e motivadora, assim adotamos como referencial teórico, Schlemmer (2013), Navarro (2013); Vianna et al. (2013) e Huizinga (2000). Quanto à natureza da pesquisa, pode ser classificada como básica e aos objetivos, exploratória. Os procedimentos técnicos utilizados são pesquisa bibliográfica, o levantamento e o estudo de caso como fonte de pesquisa. As técnicas de coleta de dados são entrevistas e questionários online enviados aos acadêmicos de Letras Português da Unimontes que participaram das oficinas de gamificação ministradas pelo Núcleo Educar em 2015. A pesquisa ainda está em andamento, mas a hipótese é de que essa metodologia está contribuindo para a formação dos acadêmicos destes cursos, dinamizando e tornando mais interessante as atividades do processo ensino-aprendizagem da educação básica. A inserção das tecnologias digitais da informação e comunicação no processo de ensino e aprendizado Talita de Jesus, Maria da Soledade dos Santos, Marli França e Marilene dos Santos Orientadora: Fábia Magali Vieira (Unimontes) No contexto atual da educação, as tecnologias digitais têm possibilitado novas formas e ambientes de aprendizagem, favorecendo a participação e interação dos sujeitos envolvidos no processo educativo. Partindo desse pressuposto o Núcleo Educ@r: laboratório interdisciplinar de tecnologias digitais da educação da Unimontes, desenvolveu com turmas de 6º, 7º e 9º anos de uma escola pública da rede estadual de Montes Claros, um projeto de leitura e produção de textos injuntivos inserindo as TDIC como recurso pedagógico voltados para o desenvolvimento da interação e aprendizagem dos alunos, promovendo a produção e socialização de conhecimentos. Assim, Pretendemos com este estudo descrever as atividades realizadas durante o projeto discutindo sobre as contribuições das TDIC para o processo ensino-aprendizagem na educação básica. A pesquisa sustenta-se numa abordagem qualitativa e os resultados alcançados permitiram assegurar que a inserção das TDIC como recurso didático contribuem para o maior envolvimento dos alunos, tornando as aulas mais interessantes, permitindo a busca e troca de informações e contribuindo para criação de um ambiente interativo. Relato de Experiência do Uso da Ferramenta Socrative na Elaboração de Simulados Online Iago Sinésio Ferris da Silva José Rafael Oliveira Alves (UFERSA) Este trabalho é o resultado de um relato de experiência sobre uma atividade desenvolvida na Escola Estadual Professor Francisco Veras com as turmas do 1º à 3º série do ensino médio da cidade de Angicos no estado do Rio Grande do Norte. O objetivo do trabalho foi aplicar alguns simulados online utilizando um software online dinâmico e interativo que despertasse o interesse mediado pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na disciplina de química. Participaram da atividade aproximadamente 90 alunos de ambos os sexos com idades entre 15 e 18 anos. Foram realizados dois simulados online nos quais continham questões de assuntos já estudados na disciplina de química de acordo com cada bimestre. A experiência permitiu ao estudante conhecer uma ferramenta online titulada Socrative que o auxiliasse no aprendizado dele de forma interativa e dinâmica na respectiva matéria e ao docente novos modos de integrar os assuntos do currículo escolar utilizando tecnologias educacionais. Introdução a computação com cs umplugged: uma experiência do Pibid UFERSA com alunos do ensino fundamental de Angicos- RN Maria Teobanete da Cunha, Maria de Fátima da Silva Orientador: Sairo Raoní dos Santos A evolução das tecnologias, mídias e computadores tem gerado diversas transformações nos paradigmas educacionais, visando avanços na prática pedagógica, já que a Educação vem adquirindo novas funções dentro da sociedade da informação. Sendo assim, reconhecendo a importância da inserção das tecnologias na Educação, percebe-se a necessidade de incluir, no ambiente escolar, novos instrumentos. Este trabalho foi dirigido em sua totalidade, por este objetivo, e tem como finalidade relatar uma experiência da aplicação do uso da ferramenta Ori disseminando a linguagem de programação, com o objetivo de desenvolver a competência lógica dos alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública de Angicos/RN. Pretende-se também refletir sobre a atividade de raciocínio lógico gerado por essa ferramenta colaborativa, além de evidenciar as dificuldades encontradas pelos alunos no percorrer da intervenção, e a intercessão para saná-las. Ao final, será mostrado como os alunos foram avaliados com base nos resultados das atividades aplicadas, e na participação individual e coletiva. SESSÃO DE PÔSTERES 05 Data 07/12 13h30 às 15h30 Local Sala Hipertexto 10 o (2 . andar) Gamificação no Ensino: uma revisão sistemática da literatura no cenário nacional Sloan Pereira do Nascimento, Rubson Cardoso Mota e Lionel Júnior Orientadora: Danielle Noronha Pontes O termo gamificação significa a aplicação de elementos utilizados no desenvolvimento de jogos eletrônicos, tais como estética, mecânica e dinâmica, em outros contextos não relacionados a jogos, este já vem sendo adotado e trabalhado em pesquisa internacionais há alguns anos, mas, no cenário nacional, somente nos últimos tem-se popularizado pesquisas neste. Este artigo apresenta uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL) procurando responder: (I) Quais métodos estãos sendo utilizados e (II) que público alvo está sendo trabalhado, bem como os resultados. A temática geral para pesquisa deste trabalho foi definida como “Gamificação no ensino”. Essa RSL foi realizada sobre os trabalhos publicados nos anais dos eventos promovidos pela Comição Especial de Informática na Educação da SBC, nos anais do SBIE em todos os anos de suas publicações, sendo as palavras-chave: “Gamificação” e “Gamification”. A pesquisa pôde mostrar que não há um público específico sendo trabalhado, isso por causa da quantidade de trabalhos publicados e também por conta de a gamificação poder ser trabalhada nas mais diversas idades/áreas, melhorando assim o processo de enasino/aprendizagem. Tecnologia: utilização do laboratório de informática como recurso pedagógico no processo de ensino e aprendizagem em uma turma do 2° ano do ensino fundamental Edvania Barboza de Lima; Karla Simony Vieira Cabral Orientador: Robson da Silva Eugenio (UEA) O presente artigo busca através de uma pesquisa de campo, compreender de que maneira o ambiente tecnológico influencia no processo de ensino e aprendizagem. De forma específica, visando compreender se as aulas de informática servem enquanto processo de alfabetização. A proposta desta pesquisa é desenvolver uma prática reflexiva, tendo como apropriação de ferramenta de análise, observações das aulas de informática e entrevista com a professora. Discutiremos na fundamentação teórica o uso do computador como ferramenta facilitadora no desenvolvimento da aprendizagem, e o ambiente tecnológico como recurso educacional. Conjecturamos que o laboratório de informática é utilizado como recurso pedagógico, onde o computador dispõe de aplicativos educativos para trabalhar o processo de alfabetização, sendo trabalhado também as inter-relações das crianças. Percebemos porém, que o ambiente é visto como um lugar recreativo para os alunos e não educativo. Análise do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC’s) na escola Diogo Ricardo Gaspar Pires (UESC) Orientadora: Gilmara Dos Santos Oliveira Educação e tecnologia são indissociáveis. As tecnologias, ao longo do tempo, provocaram modificações na maneira de se fazer e pensar a educação (KENSKI 2007). Assim sendo, neste trabalho, descrevo a análise dos resultados de uma atividade de pesquisa construída na disciplina Educação e Tecnologias, ofertada pelo curso de Licenciatura em filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A pesquisa tem por objetivo analisar o uso das tecnologias na escola, a partir da discussão dos questionários aplicados aos professores da rede pública de ensino, além de identificar problemas relacionados às tecnologias no ambiente escolar e registrar experiências positivas do seu uso, tendo em vista o alto potencial como ferramenta facilitadora no processo de ensino-aprendizagem. Discuto o uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) nas diversas disciplinas da educação básica. Aplicou-se um questionário a vários professores de diferentes escolas e modalidades de ensino. Alguns foram respondidos e entregues pessoalmente, outros enviados via e-mail a fim de facilitar a mediação do trabalho e avaliar o potencial das tecnologias como ferramenta auxiliar no processo de desenvolvimento da pesquisa. Elementos químicos em destaque: uma proposta de ferramenta tecnológica para o ensino dos elementos químicos e suas aplicações dentro de uma estrutura de hipertextos Claudineide Maria Lina de Santana Orientadora: Kátia Aparecida da Silva Aquino Pensando numa alternativa para um ensino mais dinâmico da Tabela Periódica (TP), desenvolveu-se uma ferramenta que pudesse ser potencialmente significativa e com a utilização de hipertextos que foi denominada “Elementos Químicos em Destaque” (EQD). O principal objetivo da EQD é o de proporcionar aos professores e estudantes uma ferramenta tecnológica com mobilidades e interações entre a química, tecnologia e sociedade, que possa facilitar a construção de um conhecimento significativamente crítico. A aplicação da ferramenta foi realizada em duas turmas do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco para tratar do tema de radioatividade ambiental. Buscou-se como foco os elementos químicos, seus isótopos radioativos e suas aplicações numa perspectiva da Aprendizagem Significativa Crítica. O método avaliativo foi a análise sistemática dos textos construídos pelos estudantes, após aplicação da EQD em sala de aula. Os resultados obtidos apontaram a contribuição da ferramenta na construção de um conhecimento significativo e principalmente na desmistificação de teorias relacionadas a radiação através da reflexão dos estudantes. Tecnologias e ensino superior: um olhar bibliográfico Amanda Caroline Marques da Cunha e Ivanilda da Silva Nóbrega Orientador: Sérgio Paulino Abranches (UFPE) O presente artigo apresenta e discute os principais conceitos que fundamentam os estudos e as pesquisas recentes que tratam do uso de tecnologias no ensino superior. Trata-se de um estudo bibliográfico que faz parte de uma pesquisa que visa identificar os usos de tecnologias digitais no ensino superior, em particular os dispositivos móveis. Foram analisadas as produções científicas do período de 2009-2014, constantes de anais de eventos científicos e periódicos da área. Tomou-se este período como referência de análise devido ao crescimento desta temática nos debates acadêmicos. Os eventos pesquisados foram as reuniões da ANPED, do ENDIPE, do EPENN, e os periódicos foram RBE e ECURRICULUM. No intervalo de 5 anos. A pesquisa utilizou como descritores os termos Inovação pedagógica, Tecnologias digitais, Tecnologia móvel, Práticas pedagógicas no ensino superior. Os principais resultados apontam uma concentração de estudos e pesquisas em torno dos conceitos de recursos pedagógicos, ambientes digitais, novos letramentos e formação docente. A pesquisa indica que a relação entre tecnologias digitais e ensino superior percorre caminhos diversos, indo desde as metodologias de ensino, a formação docente e a prática pedagógica. 6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias Aprendizagem aberta e invertida CRIAÇÃO DA MARCA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (CI) DA MANHA DO DIA 08/12 Desde 2010 a marca do Simpósio Hipertexto tem buscado comunicar uma mensagem diretamente relacionada ao tema da edição. Para 2015 o tema escolhido são as experiências educativas relacionadas às práticas de educação aberta e sala de aulaCOMUNICAÇÃO invertida. SESSÃO DE INDIVIDUAL 31 Para construir a marca decidimos desenhar de forma narrativa, contando a história de dois aviões de papel que alcançam a liberdade quando decidem pensar diferente, pensar fora da caixa. Esses aviões, que Data A criação de objetos digitais de aprendizagem por meio de software de autoria representam a figura do professor e dopara aluno, voam juntos em direção às nuvens, dispostos a explorar esse 08/12 reforço nas aulas de Língua Portuguesa novo ambiente cheio de recursos tecnológicos que ajudam aeensinar a aprender alternando os lugares. Rosana Sampaioos Schreder Michel eRegis Gomes (UEA) Hora A história que queremos contar através da imagem toma como base a metáfora Thinking outside the 10h30 às 12h30 O objetivo desse artigo é relatar experiências com o uso de objetos de aprendizagem criados através box, em tradução livre: caixa, pensar diferente. Levamos em consideração ideias vão desde software depensar autoria.fora Osdaobjetos desenvolvidos foram aplicados pelos bolsistas do que PIBID/informática presente no conceito de passando pelo empoderamento aluno quepara trabalha Local: a liberdade Programa Institucional deEducação Iniciação Aberta, à docência da Universidade do Estado dodo Amazonas, alunos do Sala Hipertexto 2° ano do uma Ensino Fundamentalrealmente em processo de alfabetização. O local de aplicação do Projeto é a Escola com o professor para aprendizagem eficaz. 01 Municipal Ana Mota Braga, localizada na zona sul de Manaus. O conteúdo das aulas são da disciplina de Em alusão aoPortuguesa: conceito de Sala de aula invertidaassociação pensamosde nosimagens aviões que juntos, direção um onde Língua vogais, consoantes, comvoam as letras do em alfabeto. Oa local o (2 . andar) foram aplicados os objetos foi no laboratório de Informática Telecentro da escola com a participação mesmo objetivo – a aprendizagem – mas estão dispostos de forma espelhada, flippada. A ideia aqui é mostrar de alunos, bolsistas e professor. que a inversão proposta pelo conceito não é uma oposição, mas uma coalizão de forças. Ensino de Jovens e Adultos e as Novas Tecnologias: a perspectiva discente Anderson Teixeira Rolim (Unopar), Marcelo Francisco de Araújo (Seed/Unopar) O presente trabalho analisa a relação de alunos matriculados no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) com as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC). Justifica-se pela ausência de ações que articulem a integração da tecnologia digital no EJA. Objetiva apresentar um quadro com as perspectivas dos alunos de EJA acerca da NTIC e dos dispositivos digitais de informação e comunicação. Além dos documentos da educação brasileira, apoia-se nos trabalhos de Andréa Ramal, Magda Soares, Melina Melo Rodrigues entre outros. Destarte, foi aplicado um questionário objetivo acerca do assunto proposto, nas turmas de EJA, ensino fundamental, em dois colégios estaduais da região Norte do Paraná. 71 alunos matriculados nessas duas unidades de ensino responderam o questionário. Os dados revelam que os alunos têm acesso ao computador e à Internet. Entretanto, uma parcela declarou necessitar de ajuda de outras pessoas em algumas atividades on-line. Do mesmo modo, o grupo consultado acredita que as tecnologias podem contribuir para o processo de aprendizado e para a melhoria das práticas de leitura. Por fim, afirma-se que a inclusão digital dos alunos de EJA é fator positivo para a inclusão social. Letramentos e ressignificação da prática docente por meio da Ferramenta Digital Edmodo Wanda de Sousa Gaudêncio e Marineuma Costa Cavalcanti (UFPB) O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma intervenção em sala de aula com vistas a ressignificar a prática docente por meio do favorecimento da aquisição do letramento digital por meio da utilização, pelos alunos, da ferramenta digital Edmodo. Caracterizado como um estudo de natureza qualitativa, com caráter descritivo e intervencionista, foi desenvolvido junto a alunos matriculados no 7º ano, na EEEM Major Veneziano Vital do Rêgo, localizada no bairro da Catingueira (Acácio Figueiredo), na cidade de Campina Grande–PB. Tendo em vista o alcance de nossos objetivos, a pesquisa encontra-se estruturada nas seguintes etapas: análise e exploração da ferramenta Edmodo, ambientação dos alunos à interface da plataforma, aplicação da sequência didática e análise das atividades para averiguação do favorecimento das práticas de letramentos entre os alunos participantes. A coleta dos dados e os resultados atingidos com a intervenção nos levaram à inserção de novas práticas e que o incentivo à escrita numa perspectiva multiletrada é válida, desde que sejam aplicadas atividades que possibilitem o acesso, a análise, a produção e a socialização de textos em diferentes linguagens e, amis ainda, que possibilitem ao aluno o acesso a novas concepções de leitura e análise de textos. Como base teórica, pautamo-nos em autores que discorrem sobre a informática, a relação entre tecnologia e educação, letramento, multiletramento, letramento digital e que avaliam a viabilidade da plataforma de interação social Edmodo, a exemplo de Xavier et all (2011); Almeida et, al (2000), Alves, Zambalde e Figueiredo (2004); Almeida e Fonseca Junior (2000); Sousa, Moita e Carvalho (2011); Coscarelli e Ribeiro (2011); Moreira e Caleffe (2008); Gabriel (2013); Bisognin (2009); Marcuschi(2008) ,Shephered e Saliés (2013), Trjara (2008), Tanzi Neto (2013), Valente (1997). Quanto aos procedimentos metodológicos, foi realizada uma intervenção por meio da aplicação de uma sequência didática com uso do suporte celular, para a realização de atividades na Plataforma Edmodo. Espaços de convivência híbridos e multimodais: uma proposta de aprendizagem interacionista Simone Zilochi Soares Pires (Unimontes) Percebemos, hoje, uma quebra dos espaços físicos e a fusão destes com os espaços digitais possibilitando uma construção de conhecimentos e aprendizagem amplificados. O surgimento da cultura do hibridismo nos faz refletir sobre novas formas de engajar os sujeitos na resolução de problemas, contribuindo para um redirecionamento do contexto educacional formal. A partir de uma perspectiva ubiquitous learning, que permite formar redes presenciais e digitais entre pessoas, objetos, situações ou eventos de forma a possibilitar uma aprendizagem contínua e contextualizada, nossa pesquisa pretende analisar as contribuições das atividades em espaços híbridos e multimodais, nas aulas de Língua Portuguesa, para o desenvolvimento das habilidades de coesão para a construção textual dos alunos do 9º ano do ensino fundamental. A pesquisa em andamento é de natureza aplicada e, quanto aos objetivos, classifica-se como explicativa. Quanto aos procedimentos técnicos, Serão utilizadas a pesquisa bibliográfica, documental e o estudo de campo. Autores como Koch (1989), Marcushi (2004) , Coscarelli (2009), Rojo (2009), Ribeiro (2010), Schlemmer (2014) e Xavier (2005 ) serão de grande influência para a construção desse estudo. Dessa forma, pretendemos, com essa discussão, contribuir para a produção de novos sentidos, significados e aprendizagens necessárias para a participação dos sujeitos na atualidade. Como a linguagem de programação Scratch torna possível à aprendizagem das competências do século XXI na aprendizagem atual? Aldo Mendes Filho (UNICAP) Partindo do questionamento “Como a linguagem de programação Scratch torna possível à aprendizagem das competências do século XXI na aprendizagem atual”? Foram selecionadas as competências de (auto direcionamento, identificação, formulação e resolução de problemas, e competências no uso de mídias e informações) através de uma análise qualitativa sobre as atividades desenvolvidas na linguagem de programação SCRATH através de estudos de dois casos em escolas da cidade de São Paulo (Centro Educacional Pioneiro e Escola Municipal Estadual Fundamental João de Lima Paiva). O presente artigo parte dos questionamentos inerentes a situação atual da educação como meta a ser transformada por novas metodologias de aprendizagem, em que o programa SCRATH, torna-se ferramenta base para a efetivação de tal transformação. Segundo (PAPERT, 1994), a educação atual encontra-se em uma situação critica presa ainda ao modelo instrucionista e conteudista do século XX, com uma aprendizagem que não atende as demandas da sociedade do século XXI. Foi possível identificar que as competências podem ser efetivadas, permitindo aos estudantes uma aprendizagem inovadora que motive e ao mesmo tempo torne o educando o centro do processo e autor de sua própria aprendizagem, além do programa incentivar atividades interdisciplinares e trabalhar com projetos pedagógicos. Multiletramentos e produção de textos por meio da plataforma de mídia social Edmodo Wanda de Sousa Gaudêncio Santos (UFPB/PROFLETRAS) e Marineuma Costa Cavalcanti (UFPB) O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma intervenção em sala de aula por meio da utilização, pelos alunos, da ferramenta digital Edmodo. Estudo de natureza qualitativa, com caráter descritivo e intervencionista, foi desenvolvido junto a alunos matriculados no 7º ano, em uma escola na cidade de Campina Grande–PB. Quanto aos procedimentos metodológicos, foi realizada a aplicação de uma sequência didática, com uso do suporte celular, para o acesso de atividades disponibilizadas na plataforma Edmodo. A análise dos dados coletados nos levou a constatar que a inserção de novas práticas e o incentivo à escrita numa perspectiva multiletrada é válida, principalmente por possibilitar a leitura, a produção e a socialização de textos, em diferentes linguagens. Como base teórica, pautamo-nos em autores que discorrem sobre a relação entre tecnologia e educação, letramento, multiletramento e letramento digital, a exemplo de Xavier ET al. (2011); Almeida et al. (2000), Alves, Zambalde e Figueiredo (2004); Almeida e Fonseca Júnior (2000); Sousa, Moita e Carvalho (2011); Coscarelli e Ribeiro (2011); Moreira e Caleffe (2008); Gabriel (2013); Bisognin (2009); Marcuschi (2008) ,Shephered e Saliés (2013), Tajra (2008), Tanzi Neto (2013), Valente (1997). SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 32 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 02 o (2 . andar) Relato Pessoal: uma interface entre o letramento e a multimodalidade Adriana Mendes Ramos, Fábia Magali Santos Vieira (Unimontes) A globalização e o intenso desenvolvimento tecnológico provocaram uma reconfiguração da linguagem, já que se observa a emergência de combinações híbridas dos textos contemporâneos. Tal observação nos alerta para a necessidade de se rever as práticas tradicionais de letramento em ambiente escolar, já que novas habilidades de leitura e escrita passam a ser exigidas socialmente. Na tentativa de se compreender essa forma atual de interagir linguisticamente, propomos analisar as contribuições da produção de um relato pessoal multimodal com o uso das Tecnologias Digitais da Comunicação e Informação (TDIC), pelos alunos do 8º ano de uma escola pública da cidade de São Francisco. Como procedimentos técnicos de investigação está sendo utilizada a pesquisa documental, experimental e bibliográfica a partir das concepções de Soares (2001), Kleiman (2005), Ferreiro (2001), Dionísio (2014), Rojo (2012), Coscarelli (2011) e Vieira et al (2015) . Também se utiliza o estudo de campo, bem como a pesquisa ação e participante. Esperamos que toda discussão possa contribuir para a reflexão e melhoria das práticas de letramento em ambiente escolar, bem como para a necessidade de se compreender as representações discursivas atuais. Uso de tablets em práticas de leitura no ensino médio: por uma abordagem que contemple os multiletramentos Jocélio Oliveira (UFPB/MPLE) João Wandemberg Maciel (UFPB) Com a intensa popularização dos tablets, não demorou para que esses dispositivos móveis chegassem às escolas públicas brasileiras. Mas, para que essas aquisições produzam impactos positivos, faz-se necessário repensar usos e metodologias. Assim, a proposta em tela, objetiva-se identificar usos didáticopedagógicos de tablets em práticas de leitura multimodal no ensino médio, refletindo sobre potencialidades e limitações desse artefato, no contexto escolar. O estudo respalda-se em Moran (2013), Perrenoud (2014) e Ribeiro (2011), além de Rojo (2012), Schneuwly e Dolz (2010), entre outros, ao tratar de práticas de leitura com o uso de tablets. A aplicação acontece em uma escola estadual da Paraíba, em uma turma da terceira série do ensino médio. Os discentes da referida turma possuem tablets cedidos pelo governo do Estado. As atividades em questão privilegiam o uso do blog educacional off-line disponível via wifi, sem a necessidade de conexão com internet, como suporte para a leitura dirigida por meio de webquest, bem como para repositório de objetos multimodais de aprendizagem. Com o referido estudo, constata-se que a ferramenta blog educacional off-line tem sido uma opção viável para práticas de leitura multimodal com o uso de tablets numa realidade que inexiste serviço de conexão de banda larga. Multiletramentos e inclusão social: uma experiência com aplicativos de celular Clécia de Vasconcelos Arantes (UFPE) Este trabalho apresenta os resultados de uma atividade escolar, objetivando propiciar a formação para a leitura e sobretudo para a produção de textos multimissemióticos, usando o celular como dispositivo didático. O público alvo foi uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de João Pessoa. O estudo realizou-se em duas etapas. A primeira, de natureza etnográfica, possibilitou-nos compreender as razões pelos quais os alunos fazem uso do celular em sala de aula. A segunda, uma pesquisa-ação, que se realizou mediante a aplicação de um projeto de multiletramentos, acolhendo e problematizando os saberes linguísticos, usando as experiências dos alunos no manuseio dos aplicativos do celular para o desenvolviemento de habilidades de leitura/escrita de textos multimidiáticos. Valemos das contribuições de Lévy (1999), Santaella (2004,2007, 2009), Diretrizes para a aprendizagem móvel da UNESCO (2014), Rojo (2009, 2012, 2013), dentre outros. Os resultados apontam que é primordial o acolhimento da diversidade de práticas sociais de leitura e de escrita, bem como, aos bens culturais produzidos pela sociedade contemporânea, entre eles o celular como dispositivo híbrido, multifuncional e ao mesmo tempo como canal de interconexão global por onde circula uma infinidade de linguagens e culturas na sociedade contemporânea. Aula chat ou aula chata? – aspectos da aula escrita on-line Aliete Gomes Carneiro Rosa (UFRPE) O gênero aula em ambiente virtual vem sendo amplamente estudado sob os mais diversos prismas. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir proposta viável de aula chat como prática discursiva pelo prisma da Análise Dialógica dos Discursos. Aqui trataremos da aula chat como proposta possível que hibridiza as modalidades de ensino. O objetivo é olhar para o gênero aula chat pelo viés discursivo para observar o comportamento do gênero, as ações de linguagem de professor, monitor e alunos ocorridas em aulas realizadas através de chats. Isso permite reconhecer os discursos dessa modalidade de aula, o acabamento da aula como enunciado, o papel do suporte para o acontecimento do gênero e constituição dos sujeitos que ensinam e aprendem pelo virtual. Aqui trazemos recortes de aulas ocorridas via Facebook com alunos do curso de Letras da UFPE-UAG em disciplina que trata do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para o ensino de língua e literatura. Os resultados mostram que aulas em chats tornam-se atividades produtivas para construção de conhecimento. Atividades propostas por professores com apoio de recursos tecnológicos em escolas do RecifeViviane de Bona (UFPE) Constantemente são veiculadas notícias sobre investimentos do governo na compra de equipamentos tecnológicos para as escolas tendo como meta a modificação da realidade educacional do país, fomentando questionamentos sobre o uso que é feito destes recursos na prática docente. Este trabalho teve o objetivo de identificar quais atividades são propostas por professores em sala de aula utilizando recursos tecnológicos. Para tanto foram realizadas observações de aulas ministradas por 12 professores em diferentes etapas de ensino, de quatro instituições públicas do Recife-PE. Para análise criamos quadros com o levantamento das atividades, a partir dos quais foi possível perceber que o uso das tecnologias pelos professores ocorre de forma distinta e com variedade nas atividades propostas, sendo que as mais frequentes foram jogos educativos, produção de materiais, ensino de como usar o recurso (tablet), pesquisa na internet, entre outras. Aspectos como a etapa de ensino e a área de conhecimento influenciam na proposição das atividades. Alguns professores usam as tecnologias de maneiras criativas possibilitando ao aluno percorrer o caminho da descoberta. Em outros momentos o uso desses aparatos acabou se transformando apenas em substituição ao quadro e/ou o livro didático (para o professor) e o caderno e o lápis (para o aluno). Próxima missão: adquirir uma língua adicional Acacia Lima Santos (UFSE) Os games on-line promovem a reunião de indivíduos de todas as partes do mundo, o que possibilita a interação entre culturas e um contato linguístico recheado de criações, negociações e transferências que servem de aprendizagem. Nesse sentido, objetivamos descrever as possibilidades de aquisição de uma língua adicional a partir da interação entre participantes de um jogo on-line. Para tanto, nossa metodologia consistiu em analisarmos mostras de expressão escrita, principalmente, de um jogador argentino em sua tentativa de escrever em português. Assim, nosso corpus é formado de diálogos autênticos colhidos diretamente do game e do grupo de discussão criado no WhatsApp para membros do jogo. Nossa pesquisa foi embasada teoricamente, em especial, pelos estudos de Vygotsky (2007), Huizinga (2008) e Gee (2004). Após análise dos dados, concluímos que o informante, ao interagir com jogadores brasileiros através do ambiente virtual, passou a utilizar uma espécie de interlíngua entre português e espanhol que permite a sua comunicação sem maiores problemas naquele idioma. Embora nossos resultados não indiquem um domínio da língua padrão pelo informante, a aquisição de uma língua adicional através de um game on-line é possível, uma vez que a motivação em progredir no jogo está diretamente ligada à necessidade de comunicação. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 33 Data 08/12 RPG Digital para o ensino de Física Ricardo Ribeiro do Amaral e Patrícia Cavalcante (UFPE) Hora Há pelo menos 20 anos vem sendo pesquisado e discutido o uso do role playing game (RPG) na 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 03 o (2 . andar) Educação. São muitos os ganhos de sua aplicação no contexto pedagógico, tais como motivação para os estudos, contextualização com o cotidiano e desenvolvimento social dos participantes. Entretanto, percebemos grandes resistências do corpo docente para a aplicação desse recurso, geralmente por desconhecimento teórico-prático sobre como desenvolvê-lo na escola ou pelo seu escasso tempo para preparação de atividades pedagógicas. Em contraponto a essa questão, é cada vez maior o interesse e o acesso de crianças e adolescentes a aparelhos smartphones e seus aplicativos. Nesse sentido, pretende-se adaptar uma aventura de RPG pedagógico para uma versão digital em plataforma mobile, facilitando a sua aplicação em ambiente escolar. Além disso, busca-se por um enredo e desenvolvimento no jogo que o possibilite ser utilizado, inclusive, além dos muros da escola, enquanto atividade de lazer, explorando conceitos científicos diversos da Física, tais como propagação de calor, temperatura, densidade e pressão. O aprendizado deverá ocorrer a partir da interação do usuário com o personagem do jogo, um bombeiro militar em ação. Espera-se, com isso, contribuir para um aprendizado científico mais lúdico, extrapolando os limites da sala de aula. Os Multiletramentos na escola: o hipertexto blog como suporte de linguagem multissemiótica Teresa Cristina Alves (EMEFSA) e João Wandemberg Maciel (UFPB) A vida dos seres humanos atualmente está atrelada às inovações tecnológicas que atraem as pessoas por tornar as atividades cotidianas mais ágeis. Nesse contexto, a atuação da escola se torna mais difícil, pelo fato de competir em desvantagem com o universo virtual. Diante dessa constatação, decidimos trabalhar essa questão na escola e, para isso, fomos buscar, nos estudiosos como Lévy (2010), Schmidt/Cohen (2013), Moran (2010) e outros, reflexões sobre as mudanças trazidas pelo fenômeno tecnológico. Analisamos também, pesquisas que amparam as práticas de letramento na escola e os conceitos de hipertexto e de multiletramentos, visitando Marcuschi (2010); Antunes (2003); Xavier (2010), Rojo (2012), dentre outros. Realizamos uma pesquisa utilizando-se de questionários junto aos professores e alunos para delimitar a problemática na escola/campo da pesquisação. A partir do diagnóstico, executamos uma sequência didática segundo Schnewly e Dolz (2004), com alunos do nono ano da EMEFSA, utilizando seus conhecimentos prévios acerca das tecnologias contemporâneas produzindo vídeos com linguagem multissemiótica. Produziram, também, o gênero/suporte eletrônico Blog “Portal S. A: conscientizando vidas”, para divulgar suas produções. A experiência foi avaliada pela escola como positiva por desenvolver nos alunos competências comunicativas e proporcionar o uso inovador das tecnologias contemporâneas como coadjuvantes no processo de ensino/aprendizagem. A Sala de aula invertida na EJAI: um diálogo (im)possível? Luiz Castro (UFPE) Smartphones e whatsapps são as mais recentes novidades na sala de aula da Educação de Jovens, Adultos e Idosos – EJAI. Apesar disso, muitos professores ainda não sabem como lidar com essas tecnologias em sala de aula. O uso excessivo (abusivo) de celulares, na escola, incitou a aprovação de um projeto-lei estadual que proíbe o uso de celulares no ambiente escolar; contrariando a própria LDB de nº 9324/96 que estabelece o ensino à distância como complementação da aprendizagem no ensino fundamental e confere destaque à educação tecnológica básica para o ensino médio. O objetivo da pesquisa foi investigar a (im)possibilidade de uma sala invertida na EJAI. Guiamo-nos pelos PCN e Vygotsky, especificamente, o conceito de zona de desenvolvimento proximal situada entre aquilo que o indivíduo já sabe e consegue realizar sozinho e o que pode ser desenvolvido (colaborativamente) com a ajuda e intervenção de outros. Optamos por uma revisão de literatura, a fim de perceber mitos e verdades sobre a sala de aula invertida. Os resultados iniciais apontaram os cuidados devidos para quem pretende adotar esse novo modelo de sala de aula, além disso, a necessidade de se planejar as práticas de ensino-aprendizagem mediadas pelas novas tecnologias alinhando teoria e prática. O Uso de tecnologia móvel na Educação Infantil Glaucia Silva da Rosa (Centro Univ. La Salle) A crescente imersão das crianças cada vez mais cedo as tecnologias é sem dúvida algo incontestável. Todo esse movimento vem gerando discussões em diversas esferas, como na psicologia, na pedagógica e na psicopedagógica. O presente trabalho tem por objetivo analisar o uso da tecnologia móvel (tablet) na Educação Infantil como instrumento pedagógico potencializador de aprendizagem. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, pois se propõe a pesquisar o processo do sujeito na construção do conhecimento na educação básica. A coleta de dados foi feita em uma escola particular da região metropolitana de Porto Alegre/RS com dezoito crianças entre cinco e seis anos de idade. Esse grupo foi observado e realizado registros de suas interações com tecnologias digitais por meio fotografias e vídeos dos momentos das interações dos alunos com a tecnologia móvel. Com este estudo foi possível constatar, através dos dados coletados, que para os alunos é natural essa imersão dentro das tecnologias digitais e que a aprendizagem por meio dela é mais prazerosa e divertida. Idosos em rede: Novas Práticas culturais mediadas por tecnologias Karoline Leite Guedes de Oliveira e Liliana Maria Passerino (UFRGS) A presente pesquisa possui o intuito de analisar a estruturação e organização dos processos de inclusão digital para que haja a apropriação de novas práticas culturais mediadas por tecnologias em rede com idosos. Partindo deste enfoque, buscou-se analisar as mudanças que se evidenciam nas práticas culturais destes sujeitos quando mediadas pela tecnologia, bem como, analisar os processos de construção de intersubjetividade. A metodologia utilizada foi a netnografia do tipo blended, que envolve a etnografia e a netnografia. Para a realização deste estudo, o publico alvo são dois idosos que apresentam o interesse em apropriar-se das novas práticas culturais através do uso da tecnologia. O estudo se desenvolveu em dois anos e possibilitou a coleta de dados a partir da observação participante, diário de campo, entrevistas semiestruturadas, questionário com questões abertas e fechadas e registros on-line dentro da comunidade. Por meio destes instrumentos, constatou-se que os letramentos mobilizados por alguns dos sujeitos participantes encontravam-se em níveis diferenciados e em contínuo desenvolvimento. Quanto aos processos intersubjetivos partiu-se das análises dos laços e dos capitais sociais, por meio destes identificou-se que os laços sociais fortes foram uma característica do grupo e a partir destes foram construídos os capitais sociais. Ainda com este enfoque, analisou-se os papéis dos sujeitos e suas modificações que ocorreram de modo processual. Concluiu-se, também, que a aprendizagem, centrada em encontros sistemáticos e planejados, que envolveu os idosos foi compartilhada e fundamentada em histórias de vida que visam uma melhor qualidade de vida com o uso do computador. Astronomia náutica em aplicativo educacional para dispositivos móveis Marília Gabriella Lira e Turla Alquete (IFPB) A expansão da utilização de tecnologias da informação e comunicação (TICs), sobretudo entre os jovens, pode auxiliar positivamente no processo educacional, visto que gera maior interesse e, consequentemente,maior motivação para o estudo. Outrossim, a astronomia, a mais antiga das ciências, é importante porta de entrada para o mundo científico, uma vez que os temas relacionados a ela sempre despertam interesse e podem facilitar o entendimento de outras ciências, bem como auxiliar nos processos de determinação da posição marítima através da observação dos astros.Este trabalho trata especificamente da astronomia náutica abordada em cursos técnicos do IFPB (Instituto Federal da Paraíba) e teve como intuito o desenvolvimento de artefato digital móvel que agrega os instrumentos utilizados no ofício náutico aos conteúdos didáticos sobre o tema.Para alcançar o objetivo acima apresentado utilizou-se a Teoria da Atividade de Leontiev (1978) e o método Projeto E de Meurer e Szabluk (2008), ambos aplicados para a construção da interface gráfica e projetação do aplicativo. Assim, este estudo visa contribuir para a consolidação da conexão existente entre tecnologia e educação, a partir da uma abordagem prática dos conhecimentos sobre Astronomia Náutica. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 34 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 04 o (2 . andar) Digitalização de processos didáticos-pedagógicos na área de Química: impactos no ensino e na aprendizagem dos conteúdos Rakel Martins Ribeiro (IFB) e Claudio Nei da Silva (UnB) Pressupostos teóricos: A informatização das atividades humanas tem se convertido em uma realidade impactante em diversas esferas da vida social. A escola nunca esteve imune a essas transformações. Objetivo: Nessa perspectiva, o presente estudo tem o objetivo de refletir sobre os impactos e as contribuições das tecnologias digitais para o processo de ensino-aprendizagem na área de Química. Metodologia: O estudo está sendo desenvolvido em duas etapas. A primeira, de natureza teórica, busca encontrar estudos que tenham identificado contribuições dos recursos tecnológicos para a área de Química e, com base nesses estudos, apresentar um quadro teórico/propositivo. A segunda etapa consistirá na realização de entrevistas semiestruturas com professores da área de Química do Instituto Federal de Brasília (IFB) para identificar quais e como utilizam as tecnologias digitais em suas aulas. Resultados esperados: São esperados os seguintes resultados: apresentação de estudos que mostrem o uso de tecnologias especificamente voltadas para o ensino de Química; identificação das percepções dos docentes da área de Química do IFB sobre o uso de tecnologias em suas salas aulas; comparação entre as práticas docentes na área de Química e as possibilidades encontradas na revisão teórica, com vistas à compreensão dos impactos e contribuições desses recursos na educação. O Potencial do programa Profissão Repórter como aula invertida Ana Lúcia de Medeiros Batista (UFSCar) e Paula Reis Melo (UFPE) O objetivo deste artigo é analisar o programa Profissão Repórter (TV Globo) como uma experiência de aula invertida. O idealizador do programa, Caco Barcellos, assume o papel de professor ao compor a equipe multigeracional com a predominância de jornalistas recém-formados. A produção do programa privilegia a mostração dos bastidores, caracterizando uma linguagem inovadora, com experimentações de novas formas de fazer jornalismo. Nesta dinâmica, Barcellos ensina o exercício da profissão, provocando uma reflexão sobre a realidade da reportagem em que a rua é sempre um lugar de interação desafiador. A experiência é o encontro com o outro, consigo e com as possibilidades que a rua oferece. Como metodologia, foram analisados o processo de interação dos realizadores do programa, suas características e funcionamento, a partir da perspectiva teórica dos dispositivos interacionais (Braga, 2012). Foi realizada uma entrevista com o idealizador do Profissão Repórter. A postura de Barcellos como professor de jornalismo se estende, inclusive, a essa entrevista, quando ocorre uma inversão de papeis. No processo de interação, ele tenta direcionar as perguntas, resgatando o seu constante papel de entrevistador, o que reforça o caráter de experimentação e inovação do programa como extensão da sala de aula. Cálculo interativo: o ensino de cálculo visto por outro ângulo Neila M Leite, Tatiane Amaral, Lucas Caribé, Rhudson Sampaio (IF-Montes Claros) O desenvolvimento de sistemas hipermídia tem sido bem aceito pela comunidade acadêmica no campo das Tecnologias da Informação e Comunicação, pois proporciona ao aluno a interação com softwares que possibilitam o contato, a investigação e argumentação por parte do aluno, levando-o a inferir sobre a formalização de teoremas e resultados. No ensino de Cálculo, encontramos várias pesquisas que utilizam softwares como recurso didático. Neste trabalho, apresentamos os resultados de um projeto desenvolvido com alunos do curso de Ciência da Computação do IFNMG – Campus Montes Claros. Nele, nos propomos a visualizar o Cálculo por outro ângulo, utilizando recursos computacionais. Desenvolvemos uma página WEB que disponibiliza uma série de applets desenvolvida pelo grupo que auxiliam no entendimento de conceitos abstratos e de teoremas do Cálculo de uma e de duas variáveis. Os applets tornam a página dinâmica e permitem ao usuário visualizar, experimentar, explorar, abstrair, conjecturar, estabelecer conexões, compreender e generalizar, ou seja, o aluno passa a ser sujeito da sua própria aprendizagem. Juntamente com o desenvolvimento dos applets, foi oferecido aos discentes um minicurso sobre o Geogebra e foram disponibilizados, ainda, outros materiais de apoio à disciplina, tais como provas antigas, textos e links interessantes. Objeto de Aprendizagem no Ensino de Matemática para Educação Profissional Técnica Fábio Mendes Ramos (IFNMG) Trata-se de um trabalho em andamento sobre o uso do Objeto de Aprendizagem para a educação profissional, como método de ensino dinâmico e interativo no ensino/aprendizagem de matemática utilizando-se da tecnologia e de fenômenos físicos como circuitos elétricos de malhas baseado na 1ª e 2ª Lei de Kirchhoff aplicado no ensino de Sistemas de Equações Algébricas, conteúdo de matemática. A presente pesquisa tem como finalidade solucionar problema em relacionar corrente de circuitos de malhas com o Sistema de Equações Algébricas nos cursos técnicos em Eletroeletrônica. Estamos criando um material didático interativo, com as ferramentas, Geogebra, Latex e Notepad++. Que auxilia no ensino de Matemática para os professores e alunos, que utilizam da tecnologia no ensinoaprendizagem. Moran (2014) é um defensor do uso da tecnologia no ensino, para ele “a tecnologia digital móvel desafia as instituições a sair do ensino tradicional, em que o professor é o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada” (MORAN, 2014, p.30). Acredita-se que o Objeto de Aprendizagem contribua para reflexão e compreensão dos alunos, possibilitando uma relação entre os conteúdos de matemática com os ensinamentos das áreas técnicas na resolução de problemas de sistemas de Sistemas de Equações Algébricas em correntes de malhas elétricas. A Utilização de TDIC no processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa Juliane Marques (Unimontes), Gisele Oliveira e Iodete Pereira (Unimontes) Sabe-se que os ambientes digitais aumentam as possibilidades comunicativas oferecendo novos tempos e espaços de interação. No campo educacional, as novas tecnologias podem ampliar as formas e ambientes de aprendizagem, favorecendo a construção e socialização de conhecimentos. Assim, fundamentando nos estudos de Valente (2003), Moran (2007) e Almeida (2010), pretende-se aqui refletir sobre a utilização das TDIC no processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, para tanto, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica, documental, de campo, a fim de identificarmos as potencialidades das TDIC no processo educativo através do trabalho realizado por bolsistas do PIBID do Núcleo Educ@r Laboratório Interdisciplinar de Tecnologias Digitais da Educação da Unimontes - com turmas de 6º, 7º e 9º anos de uma escola pública estadual de Montes Claros. Realizamos ainda, entrevistas com alunos, professores e acadêmicos envolvidos no projeto. Os resultados parciais revelam que as TDIC, apesar da resistência dos professores e da logística tradicional da escola selecionada, estão contribuindo para a aprendizagem de alunos da educação básica, tornando as aulas mais agradáveis e despertando o interesse dos estudantes. As novas tecnologias podem dinamizar o processo educativo, estimulando a busca e troca de informações, proporcionando maiores oportunidades de interação e contribuindo para aprendizagem significativa e prazerosa. A Pedagogia dos multiletramentos na alfabetização: reflexões sobre a formação contínua de alfabetizadores Sirlaine Pereira dos Santos e Obdália Ferraz Silva (UNEB) Este texto objetiva discutir as contribuições de uma pedagogia dos multiletramentos na construção das práticas de leitura e escrita, no terceiro ano do ciclo de alfabetização do Ensino Fundamental I. Percebese que tais práticas, na escola, ainda não contemplam os recursos potencializados pelas tecnologias digitais; fato que impulsionou o presente estudo, considerando a necessidade de os professores construírem competências e habilidades que lhes possibilitem ressignificar suas ações pedagógicas no referido ciclo. Portanto, questiona-se: como os princípios da pedagogia dos multiletramentos podem contribuir no processo de aquisição de leitura e escrita dos alunos do terceiro ano do ciclo de alfabetização? O desenvolvimento deste estudo demanda a discussão das seguintes categorias teóricas: pedagogia dos multiletramentos (ROJO, 2012; 2013; BUZATO, 2010); pesquisa colaborativa (IBIAPINA; NUNES, 2010); alfabetização e letramento (KLEIMAN, 2008, SOARES, 2005; STREET, 2014); letramento digital (COSCARELLI, 2011). Sendo uma pesquisa ainda em desenvolvimento, foi possível inferir, até o presente momento, a partir de observações, entrevistas e sessões reflexivas, que os docentes, embora sejam usuários de dispositivos móveis e conectados em rede, portanto, membros da cultura digital, ainda priorizam práticas pedagógicas que não contemplam os artefatos tecnológicos como recurso didático que poderá potencializar o processo de aprendizagem da leitura e da escrita. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 35 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) Ubiquidade dos objetos e dos ambientes no ensino de línguas Danilo Maciel Machado (IFSE) As reflexões desenvolvidas aqui surgiram de um conjunto de experiências no uso de dispositivos móveis associados às práticas educativas, proporcionando dinâmicas de interação de acordo com abordagens que circundam a educação on-line. A ubiquidade em práticas de ensino-aprendizagem de línguas é cada vez mais constante, pois o tempo de apreensão de um idioma deve estar associado a um trabalho continuado. Para isso, utilizei dispositivos móveis para impulsionar a compressão leitora, a compressão oral, a expressão escrita e a expressão oral. Além disso, a leveza e a agilidade possibilitaram o acesso a ambientes com objetos educacionais para o contexto de aprendizagem intercultural, ampliando formas de ver os elementos das culturas estudadas. Assim, a hipermobilidade possibilitou a criação de espaços fluidos e múltiplos, assim como também os deslocamentos de espaço e tempo efetuados pelos sujeitos. As ideias aqui explanadas surgem com Lucia Santaella em Comunicação ubíqua. Nelas, desenvolvo reflexões sobre as redes, a informação, a comunicação, os objetos, os ambientes, as cidades, os corpos e as mentes. Implementação do ambiente virtual de ensino-aprendizagem, Moodle, no ensino médio Gláucia Medianeira Coelho Pereira (UFSM) O Moodle é um software livre, o qual não requer muita fluência para seu manuseio (BASTOS, 2012). Desse modo, ao constatar que o Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria, implantou o Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA), moodle, mas, os professores não utilizavam o AVEA. Objetivou-se implementar o AVEA, Moodle, para mediação pedagógica das atividades, via moodle, como wiki, fóruns e outros. O método foi exploratório descritivo, com abordagem qualiquantitativa. A amostra da pesquisa constituiu-se de docentes e alunos, do ensino médio. As etapas foram realizadas no segundo semestre de 2014: reuniões com os professores e aplicação de questionário; reunião com os alunos e aplicação de questionário on line e elaboração de micro-oficinas sobre o moodle. A amostra constituiu-se de 67 alunos, (34 alunos da primeira série e 33 alunos da segunda série) e 5 professores; verificou-se que os professores não utilizavam o AVEA; os alunos possuiam acesso à internet; gostariam que os professores utilizassem o moodle; 38,24% e 54,55% dos alunos, primeira e segunda , respectivamente, não sabiam o que era o moodle e 29,41% (primeira série) e 21,21% (segunda série) não conheciam o AVEA. Logo, ampliou-se a comunicação e interação no processo de ensino e aprendizagem. Publicidade interativa: uma proposta de objetos digitais de aprendizagem Ana Paula Pinheiro da Silveira (UTFPR) Já é truísmo afirmar que as novas tecnologias inauguraram mudanças significativas no modo de interagir e construir conhecimentos. Isso tem levado os estudos sobre aprendizagem a voltarem-se para o papel das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação. A Horizon Report, que se propõe a investigar as tecnologias emergentes, divulgou informações de que o uso de dispositivos móveis, dentre outras coisas, está entre as tendências para o ensino nos próximos cinco anos. Em 2013, a venda de smartphones superou a de celulares, e esses aparelhos vêm ocupando outros espaços, levando o interesse de instituições de ensino a incluírem aplicativos com conteúdos educacionais no processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho, desenvolvido no projeto de pesquisa: a multimodalidade argumentativa - convergências entre publicidade e ensino, ancorado nos estudos do Multiletramento (COPE; KALANTZIS, 2009) e no conceito de M-learning (MARTIN; ERTZBERGE R, 2013), analisa propagandas interativas para dispositivos móveis como proposta de Objetos Digitais de Aprendizagem, instrumento para favorecer a inserção dos alunos em atividades de multiletramentos e ampliar o conhecimento semântico- argumentativo. O uso do celular: Por que proibir é a melhor opção? Josenilda Martins de Souza (UNEB) No descompasso entre a escola e o mundo exterior, faz-se necessário que se quebre paradigmas arraigados nas práticas pedagógicas de muitos educadores que atuam nas escolas públicas do século XXI e que ainda tem suas atividades centradas na ação docente. Um desses paradigmas é que o celular é desnecessário na escola e atrapalham o andamento das aulas. Os dispositivos móveis proporcionam macro oportunidades para explorá-los, muito embora a escola não seja capaz de atender as demandas tecnológicas dos dias atuais que garantam aos estudantes aprendizagem, conhecimento e compreensão de mundo. A metodologia utilizada foram mapeamentos sistemáticos voltados às tecnologias especificamente ao uso do aparelho móvel – celular em processos de ensino aprendizagem considerando as experiências significativas para a educação no período de 2010 à 2015 para subsidiarem esta pesquisa. Professores e estudantes usam celulares, mesmo a escola não o aceitando no seu cotidiano, currículo e disciplinas. Na contra mão da integração dos dispositivos móveis no espaço escolar, lei sancionada no Estado de Pernambuco e município de Petrolina-PE restringe o uso de celulares em estabelecimentos públicos e privados. Equivocadamente desconsidera os estudos relacionados ao tema que propõe novos olhares para uma educação que visa (re)construir conceitos e conhecimentos nos princípios da complexidade. Ensino de História e Aplicativos para Celular: uma revisão crítica Érica Carla de Oliveira da Silva (IFF) O trabalho analisa a herança do ensino de história no Brasil a partir do período da ditadura militar até os dias atuais e como as metodologias pedagógicas influenciam nos aplicativos de celular mais utilizados. Foi feito uma pesquisa bibliográfica da literatura sobre o ensino de história e uma pesquisa qualitativa dos aplicativos de celulares. Foi realizada a comparação da herança histórica da disciplina e os aplicativos, buscando relacionar como a reprodução de metodologias antigas se deu nos programas voltados para os celulares.Partindo da realidade de amplo uso de aparelhos de celular na atualidade analisou-se os aplicativos mais baixados que se caracterizam pela memorização de conteúdos, herança da política educacional do governo militar visando a não formação crítica da população brasileira. Percebeu-se uma dicotomia: muitas discussões sobre a necessidade de renovação do ensino e uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) na sala de aula, enquanto os aplicativos continuam com metodologias descritivas, reproduzindo nos celulares os antigos questionários com perguntas e respostas diretas e acríticas. Buscou-se com esse trabalho discutir e avançar sobre como o processo de ensino e assimilação do conhecimento de história pode se renovar em tempos modernos através do uso das TDIC na educação. Currículo digital em redes de aprendizagens Cláudia Simone Almeida de Oliveira e Maria do Rozário da Mota Silva (UFPE) Este artigo analisa e discute sinais e indícios da formação de uma rede de com base no currículo digital a partir de uma experiência de parceria: Rede de Pesquisa Colaborativa Universidade Escola. O objetivo foi criar uma rede de aprendizagens envolvendo estudantes, professores e pesquisadores da Educação Básica e de Universidades, tendo por pressuposto que todos os participantes da rede são pesquisadores. O aporte teórico utilizado trabalha com autores que discutem a constituição de redes a partir da cultura digital com apoio das tecnologias digitais (ACIOLI, 2007; DERRIDA, 1972; RECUERO, 2012; LÉVY, 1993, 2014; CASTELLS, 2013; SILVA, 2006). a partir da participação dos estudantes de uma escola em Recife participante do projeto. A partir da observação direta e da análise das diversas posturas e produções dos estudantes de uma escola do Recife, identificamos os primeiros resultados que apontam uma intensa participação dos sujeitos, revelando protagonismos diversos, além de uma mudança significativa na vida escolar e na motivação para estudos posteriores. É possível também observar o surgimento de “novos conteúdos e posturas dos estudantes no trabalho colaborativo, com diversos níveis de interatividade. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 36 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 06 o (2 . andar) No que você está pensando? Aprendizagem invertida e gêneros do facebook em sala de aula Renato Lira Pimentel (UFPE) O trabalho tem como objetivo investigar os principais gêneros textuais que circulam no Facebook, apresentando-os como artefatos de trabalho pedagógico em sala de aula. Fomos amparados teoricamente por Miller (2012) e Bazerman (2005) que concebem os gêneros como “formas de vida” e “modos de ser” utilizados para a interação social. Também foi importante corroborar com Bhatia (2009) no que diz respeito a sua concepção de gênero de texto e com Marcuschi (2004) no que se refere aos conceitos que envolvem os gêneros digitais e o ensino de língua materna. É importante notar que o Facebook permite o acesso a um universo comunicativo-discursivo muito amplo, por isso, selecionamos os dados a partir das publicações existentes no chamado feed de notícias. Tivemos acesso a esses textos por meio de nossa própria conta, e os exemplares de gêneros foram os postados nos murais de diferentes usuários que têm algum tipo de contato com o pesquisador. Pudemos notar que a rede social formada utiliza determinados gêneros que são recorrentes para a interação e que servem a diversos propósitos que possibilitam tal interação, podendo, sim, por meio de organização de atividades exemplificadas no trabalho, serem trabalhos na sala de aula de Língua Portuguesa. Remix: uma proposta de ensino para os novos e multiletramentos na escola Rosivaldo Gomes (Unicamp) Os novos letramentos digitais/novo ethos como defendido por Lankshear e Knobel (2007) podem propiciar contribuições significativas para o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação na aprendizagem em sala de aula, abrindo assim espaço para novas práticas de leitura e escrita que viabilizem a constituição de um webcurrículo no ambiente escolar. Objetivamos com este tralho apresentar, a partir das noções de hidridismo e intercalação (BAKHTIN, 1934/1979), uma análise de dois exemplares do gênero remix no que diz respeito as técnicas de produção e constituição desse gênero na construção de novos significados e propor/promover uma articulação entre as práticas de leitura e de escrita escolares e as novas tecnologias disponibilizadas na Internet, a partir de uma proposta metodológica para a produção do gênero remix em turmas de ensino médio. Embasamo-nos nas discussões de Lankshear e Knobel (2007, 2008) sobe novos letramentos; (Santaella, 2003), Cope & Kalantzis (2000) sobre multiletramentos e em Almeida e Valente (2011) e Almeida (2014) sobre webcurrículo. Com os resultados, esperamos abrir espaços para discussões de novas propostas de ensino que considerem as TIC e os novos letramentos como meio para produção de leitura e escrita que atendam às necessidades sociais postas aos alunos na contemporaneidade. Por dentro da Redepub: uma rede digital colaborativa das escolas públicas da cidade de Salvador/BA Tarsis de Carvalho Santos, Silvia Pereira Correia e TâMaria Hetkowski (UNEB) A Escola, constitui-se enquanto um dos principais espaços que permite que o sujeito aprenda a pensar, a internalizar valores e atitudes em prol de uma vida profissional e cidadã. Valorizar as práticas que ocorrem no âmbito da escola, possibilita a identificação e sentimento de pertença. Portanto, este projeto denominado RedePub, visa constituir um espaço virtual onde reuni as Histórias das Escolas da Rede Pública de Salvador/BA, desenvolvendo uma rede social digital, com foco exclusivo nas instituições escolares, uma vez que esses espaços formativos não possuem de forma sistematizada e organizada o registro de sua história. Os pressupostos teóricos estão fundamentado na acerca das TIC e Educação (LIMA JR; HETKOWSKI; CASTELLS; PRETTO; LEMOS; LEVY) e memória como produto da história dos homens (MOREIRA; HALBWACHS; LE GOFF). A metodologia para o desenvolvimento do trabalho é dividida em dois momentos, pautada na pesquisa qualitativa com uma abordagem da pesquisa documental e pesquisa participante. Portanto, o engajamento entre comunidade, escola e universidade permitirá à mobilização de uma rede digital que alunos, professores e interessados utilizem e auxiliem na preservação, manutenção e difusão de uma rede de memória. As Recriações narrativas trazidas pelo gênero fotoblog: uma proposta de ressignificação didática por meio do letramento digital Ana Cláudia de Paiva (UNICAP) e Emanuel de Albuquerque (UNICAP) As práticas de leitura e escrita atualizadas, as quais se pautam em habilidades de compreensão leitora, cuja significação é produzida por meio da relação dialógica estabelecida entre o leitor, o autor e as semioses que constituem o texto (Bakhtin, 2003) e Rojo (2009), revelam o rompimento com modelos que não se sustentam diante de um cenário multissemiótico oriundo dos novos suportes digitais, que por sua vez estabelecem um novo perfil (leitor), demandando novas formas de interação com os textos digitais, Rojo (2012). Neste víeis, este estudo se propôs a estabelecer uma nova proposta pedagógica de narratividade por meio do gênero fotoblog, favorecendo, portanto, o letramento digital com vistas à promoção de técnicas que permitam ao sujeito apropriar-se dos novos modelos advindos de tais suportes. Para consolidação dessa proposta, empreendemos uma ação didática a partir dos pressupostos da sequência didática (SD) embasados por Dolz, Schneuwly (2004). Os dados obtidos revelaram de modo satisfatório a compreensão dos discentes acerca dessa nova perspectiva de articulação entre as linguagens promovida pelo aparato digital. Intolerância e fenômenos linguísticos contemplados em site de relacionamento Levi José de Oliveira (UPE) O trabalho tem como objetivo refletir sobre a intolerância e fenômenos linguísticos contemplados em site de relacionamento, observar o fator de exclusão social de pessoas plenamente capazes de se comunicar ou de exercer as diversas manifestações da linguagem em um determinado grupo e qual o papel da escola na minimização deste fator. Fundamentado nas obras de vários estudiosos da língua, como Bagno (2003, 2007, 2009), Scherre (2005), Marcuschi (2008), Leite (2008) e outros pesquisadores. Recorremos ao site de relacionamento (Facebook) para entender como esses problemas são divulgados/tratados neste espaço e como disseminam a discriminação ao utilizar de forma preconceituosa e intolerante expressões que visam tão somente desprezar ou reprimir os usuários das variedades linguísticas. Isto nos permitiu obter uma visão explícita dos fenômenos em relação à linguagem, bem como, da postura intolerante de várias pessoas que só admitem a comunicação regida pelo uso da gramática normativa. Concluímos que a escola como uma extensão da sociedade é o espaço apropriado para uma tomada de conscientização no ensino de língua onde se contemplem os fenômenos linguísticos como um fator comum à linguagem visando minimizar a intolerância linguística. Blogs educativos como um currículo tecnocultural Gabriela Silveira Meireles e Marlucy Alves Paraíso (UFMG) Este trabalho vem mostrar como os blogs educativos atuam não apenas como ferramenta de trabalho para professoras/es, mas também como um currículo tecnocultural que divulga saberes e produz modos de subjetivação. Entendemos como currículo tecnocultural todos os artefatos que envolvem algum tipo de tecnologia para produzir, divulgar, ensinar uma ou mais culturas. O objetivo é compreender que formas de poder estão em jogo na produção de saberes e na constituição dos modos de ser sujeito nesse currículo tecnocultural dos blogs educativos. O texto resulta de uma pesquisa realizada em 34 blogs educativos sobre alfabetização criados por professoras alfabetizadoras, cujas análises são feitas com base no referencial pós-crítico e nos conceitos de Michel Foucault. A metodologia utilizada foi a Análise do Discurso de inspiração foucaultiana. O argumento aqui defendido é o de que os blogs divulgados se constituem em um currículo tecnocultural, que produz e divulga culturas às vezes conflitantes. Essa noção de currículo considera as ‘pedagogias culturais’ e o que elas ensinam em locais não convencionalmente pensados como educacionais. Assim, mostramos como o currículo dos blogs educativos sobre alfabetização, além de disponibilizar atividades e comentários sobre a alfabetização, opera divulgando saberes e culturas conflitantes que produzem determinadas posições de sujeitos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 37 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) Aprendizagem com os gêneros digitais: o Blog como recurso didático nas aulas de Produção Textual - Mirella Silva Barbosa (FAFIRE) Este trabalho tem como objetivo discutir o uso do blog nas aulas de Produção de texto, como recurso didático que propicia a leitura, a escrita e a interatividade entre os sujeitos. Procurou-se, primeiramente, refletir sobre como as inovações tecnológicas e os seus impactos nas práticas de leitura e escrita atuais facilitam na comunicação e expressão dos discentes. Logo após tecemos uma breve concepção do gênero blog e seus aspectos multimodais e semióticos. Observa-se como o blog auxilia na prática de leitura e produção de texto por estar inserido em práticas sociais favoráveis. Para isso, respaldamo-nos nos estudos de autores como Moran, Marcuschi, Miller, Villela, dentre outros. Adota-se, também, o procedimento de apresentar um resultado de um projeto desenvolvido nas aulas de Produção de texto com o uso do blog. O projeto “Blog: o diário na rede” foi desenvolvido em turmas do 6° ano, Ensino Fundamental II, visando ampliar os conhecimentos e habilidades dos aprendizes em relação à leitura e escrita. O resultado desse projeto permitiu concluir que o ensino de Produção de Texto mediado por gêneros emergentes estimula os discentes e propicia o diálogo, interação, em que os alunos assumem o papel de sujeitos e usam toda a sua criatividade. Obras multimídia nas aulas de Língua Portuguesa: uma análise sobre a didatização de gêneros discursivos da internet - Verena Santos Abreu (UFBA/ IF BAIANO) Neste trabalho estabelece-se como tema a didatização dos gêneros da internet em obras multimídia de Língua Portuguesa, compostas de livro impresso e de livro digital. O trabalho é fundamentado na Linguística Textual, uma das vertentes do paradigma funcional, que engloba, atualmente, a visão de Bakhtin sobre gêneros discursivos. A metodologia consiste em analisar o modo como os gêneros digitais são abordados em atividades e sequências didáticas de coleções de obras multimídia de Língua Portuguesa, do oitavo ao nono ano do Ensino Fundamental II. Assim, nesse estudo serão apresentadas análises de atividades que contemplam gêneros emergente da internet, extraídas do corpus. O objetivo principal é verificar como aparecem, no material analisado, considerações a respeito do propósito comunicativo dos gêneros textuais que circulam na internet e se há diferenças, em relação ao livro impresso, quanto aos objetos de aprendizagem. Com essa pesquisa, espera-se contribuir com as muitas reflexões acerca do trabalho com gêneros textuais/digitais, enriquecendo a prática dos docentes ao lidar com a multiplicidade das relações estabelecidas pelo uso da internet e dos novos suportes. Mulheres negras na eja: processos de reintegração sociocultural através das redes sociais - Kelly Cristina da Silva (UFMG) O presente artigo reflete sobre o uso da rede social Facebook como ferramenta na valorização da corporeidade da mulher negra, em especial os cabelos, seja ela estética ou por discurso de conscientização de seus direitos como cidadãs. Pretende analisar como os conceitos de raça e gênero são difundidos por quatro grupos e comunidades, nessa Rede Social. Propõe, também, verificar se a difusão de conhecimento por estas mulheres está relacionada com as práticas de ensino articuladas nas escolas e se este partilhar de informação e conhecimento incide no processo de (re)constituição da identidade feminina negra. Para tanto, contaremos com as contribuições de Nilma Lino, que trabalha com a questão estética do corpo negro e sua relação social em ambiente escolar e não escolar; Stuart Hall com postulados referentes ao processo de reconstituição da identidade cultural em meio às características intrínsecas do mundo contemporâneo e Kabengele Munanga enfatizando o reconhecimento dos valores da cultura negra como possibilidade de métodos educativos. A pesquisa qualitativa contribuirá para a compilação de informações sobre a correlação da presença em grupos do Facebook no processo de aprendizagem das estudantes negras. Espera-se desconstruir o mito da rede social nada ter a contribuir para a educação escolar. Retextualização: do conto escrito para o multimodal - Ariádina Pereira Galvão (Unifesspa) Este trabalho propõe retextualizar contos de enigma em uma nova modalidade com os recursos disponíveis nas mídias atuais. Define como objetivo geral: “Retextualizar o conto escrito para o multimodal (HQ) numa turma de 8º ano do ensino fundamental de uma escola pública no município de Rondon do Pará. E, específicos: reescrever contos, a partir de uma reflexão sobre suas construções de sentidos; retextualizar os contos reescritos numa proposta multimodal (HQ); analisar no produto final (HQ) como os alunos utilizaram os elementos linguísticos propostos para esse gênero; Elaborar uma sequência didática dinâmica e interacionista sobre retextualização. A pesquisa será por meio da pesquisa-ação, com diagnóstico da situação, possível resolução de problemas, mapeamento de representações, dentre outras que contribuam para maior conhecimento da situação. Servirão de base teórica Xavier, Marcuschi, Antunes, Rojo dentre outros. Após a execução desse projeto, será produzida a dissertação para obtenção do título de mestre no profletras, bem como, contribuir com o professor de língua portuguesa, no desenvolvimento de aulas mais dinâmicas com utilização das tecnologias vigentes. Competência literária e formação de leitores: biblioteca digital de escritores de Juazeiro/BA na plataforam Wordpress - Wiliana Coelho de Souza (UEFS), Patrício Nunes Barreiros (UEFS) No presente trabalho, apresentam-se os resultados preliminares da pesquisa que está sendo desenvolvida no âmbito do PROFLETRAS/UEFS e tem como objetivo elaborar e aplicar uma sequência didática com a finalidade de desenvolver a competência literária, promover a leitura e formar leitores numa turma de 9º ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães, localizado em Juazeiro/BA, a partir da inserção da literatura local nas aulas de Língua Portuguesa e da criação de uma biblioteca digital de escritores de Juazeiro/BA, utilizando a plataforma Wordpress com a participação efetiva dos estudantes. Para estruturar a biblioteca digital foi utilizado como corpus o Acervo Maria Franca Pires, localizado na Universidade Estadual da Bahia, Campus Juazeiro. Esse acervo constitui-se de fotografias, recortes de jornais, cadernos com entrevistas e anotações e outros materiais diversos que recontam a história cultural de Juazeiro. Pretende-se, portanto, estabelecer o contato dos alunos com parte do acervo mencionado e realizar atividades diversas a partir da utilização das tecnologias digitais, com vistas à elaboração da biblioteca digital. Pesquisadores como Chartier (2002), Rojo (2014), Cosson (2014), Levy (2000), Soares (2009) e Barreiros (2012) fundamentam este estudo. O ato de ler e escrever em conexão com o Facebook - Patrícia Morais Santos da Silva; Patrício Nunes Barreiros (UEFS) Neste trabalho, apresentam-se os resultados preliminares do Trabalho de Conclusão de Curso do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS/UEFS), intitulado, Letramento digital - possibilidades Educativas: O ato de ler e escrever em conexão com o Facebook. O objetivo da pesquisa é elaborar e aplicar uma sequência didática focada na competência leitora e escritora, utilizando o Facebook como recurso didático. A sequência didática será aplicada na disciplina Língua Portuguesa, numa turma do 9º ano do ensino fundamental, do Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, em Feira de Santana/BA. A pesquisa intervencionista propõe também reflexões sobre as configurações da leitura e da escrita no ambiente hipermidiático do Facebook e sobre as novas práticas sociais de leitura e escrita vivenciadas pelos estudantes "nativos digitais". A pesquisa está fundamentada em Rojo (2009); Soares (2010); Dionísio (2011), Marcuschi (2003) e documentos oficiais como PCNs. Pretende-se demonstrar, neste trabalho, o perfil social e as práticas cotidianas dos estudantes, bem como as propostas de atividades de produção de textos e leitura que foram elaboradas para a sequência didática fundamentando-se no estudo bibliográfico realizado. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 38 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 08 o (2 . andar) Livro didático digital de Língua Portuguesa - PNLD 2015 Joaquina Nobre da Silva (UFU/IFNMG), Valeska Soares Souza (IFTM/UFU) Artefatos tecnológicos vão se integrando à sala de aula de forma indireta e de forma direta. O livro didático digital é uma realidade contemplada no edital do PNLD 2015. Assim, o presente estudo objetiva trazer contribuições para uma proposta de análise do Livro didático digital, por meio de uma matriz com foco na aprendizagem que pode ser complementar à análise feita dos OEDs no Guia do PNLD 2015. Essa matriz tomou como referência os estudos sobre integração e normalização de recursos digitais na área educacional. Foi analisada uma coleção de Livros de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, com Livro didático digital, aprovada nos termos do edital acima referido. Os resultados mostraram que, nos OEDs analisados, o foco é mais de exposição do que de propiciar interação, tendo em vista os propiciamentos que os recursos digitais oferecem. Acrescenta-se que, embora tenhamos chegado a esse resultado, os objetos contemplam todas as exigências do edital PNLD 2015, inclusive as limitações definidas. Isso sinaliza que alterações no edital do PNLD em relação ao enfoque do Livro Didático Digital podem contribuir para reforçar a implementação do uso de recursos tecnológicos na educação com vistas a um maior aproveitamento de aprendizagem. Uso de uma Flexquest sobre a temática de reciclagem de pneus como ferramenta para a promoção de uma aprendizagem significativa crítica Alice Sabrina da silva, Katia da Silva Aquino, Fernando Pinto Coelho (UFPE) O desenvolvimento de novas tecnologias educacionais tem colaborado para o avanço do processo ensino aprendizagem. Assim, este trabalho visa analisar o uso de uma ferramenta FlexQuest sobre reciclagem de pneus automotivos, como estratégia de ensino visando a educação ambiental. A referida ferramenta, baseada em hipertextos, auxilia o discente na construção do conhecimento mais abrangente e flexível através dos pressupostos da Teoria da Flexibilidade Coletiva. Essa teoria de ensino objetiva novos métodos e estratégias para promoção do conhecimento mais avançado, possibilitando melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem. Serão realizadas intervenções no Colégio de Aplicação - UFPE, tendo como eixo norteador a interação dos alunos com as atividades propostas na ferramenta na busca de uma aprendizagem significativa crítica. Espera-se que a FlexQuest auxilie no desenvolvimento do senso crítico dos discente, construindo pontes que interligam o conhecimento adquirido em sala e no ambiente virtual de aprendizagem com o cotidiano, contribuindo positivamente para a conscientização ambiental. O Blog/hipertexto como repositório da produção artística e literária Suely Aparecida Galli Soares (PUC-Campinas) O BLOG/hipertexto como repositório da produção artística e literária tem por objetivo apresentar o blog e seu potencial de hipertexto na experiência de criação artística e literária, como ambiente para a edição e reedição das obras publicadas, constituindo o acervo de conteúdos e objetos de estudos, pesquisa e, sobretudo, como repositório de conteúdos e produção artística. Tem por pressupostos teóricos a comunicação ubíqua de Lucia Santaella, 2013, que aborda o conceito de ubiquidade na comunicação a partir dos dispositivos móveis e das redes wifi numa conectividade sem limites de tempo, espaço e velocidade para o acesso a informação. O blog na forma de repositório de conteúdos passível de ser acessado em qualquer hora, de qualquer lugar, pelas razões mais diversas, aberto a visitantes interessados na temática que o identifica caracterizando a comunicação ubíqua. A metodologia utilizada neste estudo parte do planejamento e arquitetura do blog e sua construção processual na medida em que as criações artísticas e literárias vão surgindo. Os resultados desse trabalho nos mostra o Blog como banco de dados e galeria virtual, assegurando a proteção dos conteúdos, facilitando a divulgação dos trabalhos, servindo de portfólio eletrônico e currículo profissional. Mapa conceitual como ferramenta da aprendizagem significativa de conteúdos abordados em teorias linguísticas Jéssica Tayrine Bezerra, Eva Gondim, Danieli Silva, Márcio Leitão (UFPB) Este trabalho objetiva apresentar como o recurso Mapa Conceitual pode contribuir com a aprendizagem significativa de conteúdos da área de Linguística abordados no ensino de Teorias Linguísticas que fazem parte da grade curricular do curso de Letras – Português. Como os conceitos dessas teorias possuem um caráter abstrato, há uma tendência dos aprendizes sentirem dificuldades para compreendê-los e relacioná-los. Diante disso, são propostos dois Mapas Conceituais que fazem parte de dois Objetos de Aprendizagem, desenvolvidos por meio do software Macromedia Flash, que visam facilitar a compreensão de conceitos relativos à Teoria do Garden-Path (FRAZIER e FODOR, 1978; FRAZIER, 1978), proposta pela Psicolinguística Experimental, e a Teoria X-barra (CHOMSKY, 1970), postulada pela Teoria Gerativa. Com base em Novak 1980, os dois mapas conceituais foram desenvolvidos como diagramas organizados que indicam relações significativas entre conceitos, no qual ideias mais específicas são relacionadas a outras mais gerais ou inclusivas. Dessa maneira, podem ser considerados instrumentos potencialmente significativos e adequados para possibilitar uma aprendizagem significativa (AUSUBEL, 1963; 1968; MOREIRA e MASINI, 2001), pois refletem o modo como os conhecimentos são organizados na estrutura cognitiva dos indivíduos. Facebook e ensino de gêneros: uma experiência midiática com o anúncio publicitário em seu contexto de uso Laene Alves Pacheco Vaz (UPE/Campus Garanhuns) Este estudo objetiva apresentar uma experiência de ensino com o gênero anúncio publicitário, a partir de uma perspectiva sociorretórica, considerando os aspectos retóricos, linguísticos e sociais do gênero e o contexto digital em que circula: o Facebook. Utilizamos como referencial teórico Miller (2012), Swales (2009) e Bathia (2009); bem como estudos atuais sobre tecnologia e ensino. Atribuímos ênfase na pesquisa-ação, mediante oficinas pedagógicas em uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Garanhuns/PE. As oficinas foram realizadas, sobretudo, por intermédio de um grupo criado no Facebook, que constituiu o nosso lócus de ensino e aquisição do gênero e corpus de investigação e análise dos resultados. Os resultados revelaram que para conservar a complexidade e o status social do gênero a melhor alternativa é explorá-lo pedagogicamente em seu contexto de uso, considerando sua situação de produção e circulação. Conclui-se que, quando o gênero que circula no meio digital é estudado em situações de uso, os estudantes adquirem condições necessárias para identificar e compreender o gênero como ação social, bem como o seu propósito comunicativo e intenções particulares; além de favorecer o desenvolvimento crítico, habilidades digitais e ampla visão acerca dos gêneros que circulam no cotidiano. Formalidade e informalidade na linguagem do gênero CHAT: o uso de emoticons Aline Rodrigues Malta (UFPE) Esta pesquisa tem por objetivo identificar quais características da informalidade estão presentes no uso de emoticons no chat virtual do Facebook, bem como o lugar destes no processo educativo. A partir de análises dos emoticons, fez-se um estudo sobre o papel desses elementos paralinguísticos como expressões que carregam traços de informalidade, sendo substitutos de expressões, jargões, gírias, sentimentos, ideias e palavras em geral. Para isso, fez-se um resgate das definições de gêneros textuais de Marcuschi e Xavier (2004), desmitificado os conceitos de formalidade e informalidade de Bagno (2007) e as considerações a respeito da importância das tecnologias na modernidade, Lévy (2012). Por fim, foram feitas análises dos emoticons presentes no chat do Facebook. Como resultado, a pesquisa mostrou que os emoticons são importantes para os novos instrumentos de comunicação, atuando como um elemento portador de sentido, o que possibilita a discussão sobre formalidade e informalidade a partir do seu uso. Com isso, é possível construir práticas que consolidem a relação entre educação, linguagem e tecnologia, criando novas aulas em sintonia com as demandas da sociedade. Mais do que isso, aulas que promovam a interatividade nos ambientes de aprendizagem e, consequentemente, criem novas formas de construção de sentidos. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 39 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 09 o (2 . andar) A coerência argumentativa em gêneros opinativos: uma análise das interações entre professor e aluno Aurélio Takao Kubo e Cláudia Mara de Souza (CEFET-MG) Em um conjunto de textos produzidos em um ambiente colaborativo, buscamos analisar a ocorrência das interações entre professor e aluno dedicadas à solução de problemas de argumentação, especialmente quanto à organização macroestrutural dos textos. Tomando-se as interações como ponto de partida, interessa-nos determinar também as estratégias de resolução efetivamente mobilizadas pelos alunos e desenvolvidas ao longo de sua escolarização. A pesquisa constitui seu corpus a partir de textos opinativos produzidos por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola da rede federal de ensino. Tanto na etapa de produção dos textos quanto na realização da pesquisa, concebemos a linguagem como interação e o texto como evento comunicativo. O aporte teórico virá de Antunes (2005); Bakhtin/Volochinov (1953); Beaugrande (1997); Charolles (1988); Perelman e Olbrechts-Tyteca (1970); Koch e Travaglia (1990), dentre outros. Quanto aos resultados, o exame das interações sugere que o trabalho em ambientes colaborativos (Google Docs) pode favorecer o desenvolvimento de habilidades relacionadas à argumentação, principalmente porque as intervenções do professor dar-se-iam de forma mais localizada quanto aos segmentos problemáticos de texto, assim como permitiriam o aporte de mais recursos disponíveis em espaços digitais. A interação professor aluno na escrita colaborativa: uma análise da coesão de textos produzidos no Google Docs Cláudia Mara de Souza e Luiz Antônio Ribeiro (Cefet-MG) Este trabalho pretende analisar a ocorrência da interação entre professor e aluno em um ambiente de escrita colaborativa. Tomou-se como base um conjunto de textos ainda em seu processo de edição, produzidos por alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola da rede federal de ensino. Buscou-se compreender como se evidenciam as interações entre professor e aluno em um ambiente de escrita colaborativa, no que respeita a construção da coesão textual na produção coletiva de texto. Tal análise fundamenta-se em um referencial teórico que concebe a linguagem como interação, o texto como evento comunicativo e o processamento discursivo como toda ação de linguagem envolvida na produção de texto/sentido, ocorrida em um Domínio Único de Referência Integrado - ERB. Para tanto, valeu-se do aporte teórico de Nascimento e Oliveira (2004), Beaugrande (1997), Benveniste (1989), Fauconnier e Turner (2002), Koch (2002) e Barroso & Coutinho (2009), dentre outros. Algumas considerações gerais sinalizam que as interações ocorridas em um ambiente de escrita colaborativa podem favorecer o desenvolvimento de competências relacionadas à produção de texto. O Uso do blog nas aulas de tecnologias educacionais no profletras da ufac: relato de uma experiência didática Margarete Edul Lopes (UFAC) Nesta pesquisa, o objetivo foi explorar as possibilidades do uso do blog como recurso didático para as minhas aulas de Tecnologias Educacionais do Profletras. Meu objetivo, além de ensinar as tecnologias, utilizando-as na prática em sala de aula, foi mostrar aos mestrandos como tornar as aulas mais interessantes, dinâmicas e com maior interação dos alunos quando utilizamos recursos digitais. O viés teórico utilizado incluiu Najara Ferrari Pinheiro e suas pesquisas sobre o uso do blog como ferramenta de ensino-aprendizagem; e as pesquisas sobre aprendizagem on-line de Gutierrez. Há diversas razões para uso dos blogs pelo professor e nossa metodologia consistiu em analisar os resultados do blog criado para dar aulas de tecnologias educacionais no ProfLetras. Os resultados apontaram para algumas questões: os alunos interagiram com frequência e diariamente, cada resenha ou artigo publicado aumentava a motivação para publicar mais matérias novas no blog da turma e trabalhar no blog implicou pesquisar muito na internet e nos livros e ler mais. Portanto, o blog é uma excelente ferramenta para socializar com os colegas, aumentar os domínios de leitura e escrita, como também permite usar uma tecnologia prática e fácil de operar para dinamizar as aulas, aumentando consideravelmente a circulação de textos entre os alunos. A Hiperleitura como chave para a constituição do hipertexto Emanuel do Rosário Santos Nonato (UEB) A relação entre hipertexto e TIC permeia os estudos sobre hipertexto e o define a partir do substrato que o contém. Neste estudo, busca-se chegar a um critério de recorte teórico-metodológico do hipertexto que independa do suporte. Articulando o pensamento de Marcuschi, Landow, Snyder, Wandelli e Bolter, dentre outros, a pesquisa visa determinar, mediante a aferição de graus de hipertextualidade potencial e graus de hipertextualidade concreta, a natureza hipertextual de um texto dado independente do substrato. A partir de um experimento, o estudo demonstrar a possibilidade de se produzir percursos hipertextuais a partir de texto aparentemente não hipertextuais e vice versa, tendo a hiperleitura como elemento determinante. A partir de uma epistemologia fenomenológica e praxiológica, o estudo apresenta um método desenvolvido para determinar o grau de hipertextualidade potencial e concreto dos textos de partida e dos percursos hipertextuais gerados. Nos resultados, demonstra-se a emergência de independência dos percursos hipertextuais em relação ao suporte e o papel central do sujeito hiperleitor na constituição do hipertexto. Edmodo: ensino e aprendizagem em redes sociais educacionais Shirlei Patrícia Neves Almeida (UNIFACS) O advento da internet, associado ao crescente avanço do uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), tem produzido significativas transformações nos diferentes setores da nossa sociedade. O crescimento do ciberespaço, com o surgimento de conceitos como "cibercultura", marca a sociedade pós-moderna (LÉVY, 1999), implicando mudanças nas relações comunicativas e educativas, causando uma diferença no perfil dos alunos do século XXI. Esses alunos, imersos nessa cultura, estão sempre em busca de novas formas de lidar com o saber, já que estão submetidos a dois universos, ao da sala de aula (cultura formal e linear), centrado no professor; e ao virtual (educação informal e interativa), através das redes sociais (APARICI, 2012). Desse modo, as redes sociais podem favorecer o ensino e o aprendizado, pois ampliam e facilitam a interação entre os indivíduos e, atualmente, são consideradas um elemento potencializador e fomentador do prazer de aprender. Visto este contexto, o objetivo deste trabalho é discutir como o "Edmodo", uma rede social educacional, pode auxiliar no processo de ensino e aprendizagem e quais as vantagens e desvantagens que o recurso pode propiciar aos professores e alunos. Como método, utilizou-se a pesquisa-ação e se buscou mostrar possíveis situações e estratégias de aprendizagem através da ferramenta. Verbetes Enciclopédicos: diversidade de linguagens Angela Paiva Dionisio (UFPE) No contexto escolar, uma das ações recorrentes do professor consiste em produzir aulas, o que implica selecionar textos os mais diversos, consultar sites e livros, revistas, jonais impressos, selecionar os recursos tecnológicos a serem utilizados, elaborar atividades e, às vezes, redigir textos didáticos. Neste sentido, a escrita de verbetes enciclopédicos (Dionisio, 2010, 2013; Viana, 2003; Hoey, 2001) pode surgir como uma necessidade didática específica que se caracteriza pela pluralidade de gêneros textuais, e consequentemente, de linguagens, se concebido para ser divulgado em sites. Neste trabalho, será realizada uma análise do processo de produção de 10 verbetes enciclopédicos cujos componentes textuais podem ser considerados “objetos de aprendizagem”. Estes verbetes foram construídos como partes do projeto PIBID Letras UFPE, em escrita coletiva, envolvendo a tessitura do texto verbal com videocliples, fotografias, hiperlinks, mapas, desenhos anatômicos, gráficos, esquemas, músicas etc. Este fazer didático resultou na apropriação da escrita docente autoral, no estímulo para produção de atividades a partir de segmentos constituintes dos verbetes, na realização de oficinas temáticas em sala de aula do ensino básico e na motivação do exercício da escrita do professor leitor autor. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 40 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 10 o (2 . andar) Como as tecnologias digitais da informação e comunicação (TIDC) podem contribuir no processo educacional da geração internet Silvia Cota Machado (CEFET/MG) O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) na sala de aula altera de forma significativa o processo educacional dos estudantes da Geração Internet, Tapscott (2010). Um dos maiores desafios do professor do Século XXl é entender as demandas dos estudantes e incorporá-las nas práticas pedagógicas orientadas pelos princípios da “inteligência coletiva”, propostos por Lévy (1999). O crescente acesso à internet nas últimas décadas do século XX fez com que a sala de aula tradicional se tornasse um ambiente desinteressante para esses jovens. O espaço de aprendizagem formado por alunos interativos e conectados ganha uma nova abordagem século XXI: a aprendizagem colaborativa. Nesta perspectiva, o objetivo da pesquisa foi, através da aplicabilidade de Blogs e videoaulas no ambiente de aprendizagem, relatar a experiência no uso de TDICs como instrumento mediador no processo educacional (Kenski, 2009) e a percepção dos alunos frente ao uso destas tecnologias. O método utilizado foi um estudo de caso realizado com estudantes do curso Técnico de Informática de uma instituição de ensino privada em Belo Horizonte-MG. O instrumento de pesquisa foi o questionário. Os resultados mostram quais tecnologias podem ser adotadas para complementar as aulas e quais são consideradas mais relevantes pela Geração Internet. A Educação digital na educação de jovens e adultos Yone Carneiro de Santana Gonçalves (IFB) O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa-ação realizada em instituição federal de formação profissional. Os sujeitos da investigação foram os estudantes do Curso Técnico em Cozinha, na modalidade Proeja. Tal investigação buscou tratar sobre a educação digital na EJA a partir da participação dos estudantes desta modalidade de educação, no desenvolvimento de um site. A pesquisa proporcionou a compreensão das demandas de uma sociedade permeada pelo uso de tecnologia, que geram pressões sobre o sistema educacional, em especial, sobre a formação do cidadão-trabalhador. O estudo permitiu refletir sobre essas demandas a partir de uma atividade prática, que foi o desenvolvimento de um site intitulado "Nutrieja", em que eram publicados conteúdos produzidos pelos estudantes do Proeja Técnico em Cozinha. Os resultados da pesquisa revelaram as limitações e possibilidades na atividade de construção do site, elucidaram como os estudantes se apropriaram das tecnologias e apontaram como a partir desta apropriação os estudantes passaram a construir conhecimentos. Gêneros Digitais no Contexto Educacional: desafios do professor do Ensino Médio Elaine Vasquez de Araujo e Márcio Luiz Vilaça (UNIGRANRIO) O texto discute a importância dos estudos dos gêneros digitais nas aulas de Língua Portuguesa do Ensino Médio. Este trabalho de pesquisa enfoca, além dos conceitos fundamentais destes variados tipos de textos que circulam no meio digital, como este gênero pode fornecer ferramentas para a inclusão de jovens em um mundo cada vez mais exigente e competitivo. Para isso, levam-se em consideração a importância das tecnologias de comunicação e de informação hoje e a inquestionável necessidade da formação de indivíduos que sejam capazes de utilizar a língua materna na realização de práticas sociais também nos ambientes virtuais. O estudo se desenvolve a partir de uma pesquisa qualitativa. É parte bibliográfica e parte prática ao pesquisar professores da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, avaliando seus estudos sobre os gêneros digitais durante a formação na graduação e em estudos posteriores. Os resultados indicam que há a necessidade de rever a formação do professor no mundo contemporâneo, considerando sua responsabilidade social perante a formação de jovens e adultos. Este trabalho tem o embasamento teórico de Manuel Castells, Pierre Lévy, Luiz Antonio Marcuschi, Roxane Rojo, Lucia Santaella, Ingedore Koch, Magda Soares, García Canclini dentre outros. A Multimodalidade no ensino da língua inglesa no Fundamental II: a abordagem multiletrada em Fanfics Gleiciana Baracho de Albuquerque e Maria Cristina Damianovic (UFPE) O objetivo dessa comunicação é ampliar o desenvolvimento da produção escrita (LOPES-ROSSI, 2006) multimodal (COPE & KALANTIZ, 2008) em língua inglesa, no ensino fundamental II, por meio da escrita crítico-colaborativa-criativa (LARRÉ, 2014) do gênero (MARCUSCHI, 2008) de fanfics (AZZARI & CUSTÓDIO, 2014; VIIRES,2005) desenvolvida em um material didático (ALBUQUERQUE, 2015) para esse fim. A metodologia da pesquisa está embasada na Pesquisa Crítica de Colaboração (MAGALHÃES, 2009) a qual cria um contexto de confiança e respeito entre os participantes propiciando assim o compartilhamento de outras maneiras de pensar e possibilitando a expansão dos próprios entendimentos. Os participantes são alunos, nativos digitais, do 9º ano do Colégio de Aplicação da UFPE. Os resultados parciais dessa pesquisa de mestrado em andamento revelam que a multimodalidade e a colaboração potencializam processo criativo, aperfeiçoam a produção escrita e oferecem ao aluno a oportunidade de autoria (ROJO, 2014) e de estar em contato com outras pessoas compartilhando novos modos de significar (ROJO, 2014) e de pensamento crítico (BENETTI, 2008). As contribuições do uso de blogs para o desenvolvimento da leitura e escrita Alessandra Tome Campos (IFAM), Lourene Félix (SEMED), Amarildo Gonzaga (IFAM-CMC) Na sociedade contemporânea, é cada vez mais evidente a importância de um maior envolvimento entre educação e tecnologia. Demo (2010), Moran (2000), Tajra (2008) afirmam que as tecnologias podem dinamizar e tornar o processo de ensino e aprendizagem mais interativo. Diante disso, neste trabalho utilizaram-se os blogs em razão do seu potencial pedagógico e por sua popularidade entre os discentes. O trabalho realizou-se na disciplina de Língua Portuguesa, com o objetivo de analisar as contribuições do uso de blogs para o desenvolvimento da leitura e escrita de alunos do 9º ano de uma instituição pública de Manaus. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que envolveu a realização de pesquisas de base conceitual referentes a blogs, tecnologias da informação e comunicação na educação (NÓVOA, 1991) e competência leitora (NEVES, 2001); Procedeu-se a análise das características e processos de criação de blogs; realizaram-se leituras e discussões de textos diversificados e de temáticas relevantes no ambiente escolar em estudo; produziram-se textos que foram postados no blog criado pelos alunos. Como resultado, evidenciou-se que estes recursos contribuiriam para aprimorar nesses discentes a competência leitora, auxiliaram no desenvolvimento da capacidade de análise crítica e proporcionaram o exercício da autoria e da autonomia. Livros didáticos digitais: uma prática de ensino-aprendizagem inclusiva? Daniele Basílio Nunes (UFPE) Considerando que as escolas devem atender às exigências legais e incluir integralmente as pessoas com necessidades especiais, este estudo almeja observar se essa preocupação com a educação inclusiva também se reflete nos materiais didáticos. Nesse sentido, pretende-se analisar, nos livros didáticos digitais de língua portuguesa, se as atividades elaboradas para atender ao público mais amplo também abrangem os alunos surdos. Para tanto, utiliza-se como aporte teórico as concepções de leitura, defendidas por Koch e Elias (2011[2006]), o conceito de compreensão apresentado por Marcuschi (2008) e o de texto, em que são utilizadas as noções defendidas por Beaugrande (1997) e Marcuschi (2008). No tocante ao livro didático, usamos as pesquisas de Lajolo (1996) e Rojo (2013). Por fim, são visitados os estudos de Glat e Blanco (2007) e Glat e Ferreira (2003), pois tratam da educação inclusiva. O corpus utilizado é composto por livros didáticos digitais de Língua Portuguesa do Ensino Médio aprovados pelo PNLD (2015). Os resultados obtidos na pesquisa sugerem que há uma perda considerável por parte dos estudantes surdos no que se refere às atividades presentes nos livros didáticos digitais que possuem uma abordagem sonoro-auditiva em seu enunciado ou em suas indicações para a realização. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 41 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 11 A construção de saberes e a mediação tecnológica: uma proposta de l etramento digital via redes sociais e recursos audiovisuais Andressa Lopes (Unopar), Rejane Aguiar da Silva (NRE-Londrina) O presente estudo objetiva apresentar uma proposta de trabalho docente de língua portuguesa com o uso de instrumentos e gêneros digitais. Para tanto, a pesquisa em questão alicerça-se nos pressupostos teóricos sobre letramento, multimodalidade e novas tecnologias, viabilizados por Rojo (2012), Kleiman (2009), Buzzato (2012), Cope & Kalantzis (2009), Xavier (2005, 2011) e Coscarelli (2006). No que diz respeito à metodologia empregada, trata-se de um estudo qualitativo-interventivo, designando, como o (2 . andar) instrumento para coleta de dados, o diário de sala e atividades realizadas pelos alunos. Dessa forma, pretende-se investigar como ocorre o processo de ensino-aprendizagem dos discentes, por meio das intervenções tecnológicas intermediados por meio do ensino e da instrumentalização do gênero divulgação cientifica. Ainda, para o desenvolvimento de habilidades e competências relativas ao gênero, há a mediação dos saberes com a criação de fóruns de discussões na rede social facebook e por recursos audiovisuais, numa tentativa de que a construção de tais saberes seja realizada também em ambientes não escolares. Sabe-se da necessidade atual de incorporar as tecnologias nas práticas pedagógicas na educação básica, uma vez que os sujeitos-discentes vivenciam tal uso em suas práticas sociais. Dessa forma, considera-se de fundamental importância que a escola propicie tais situações de letramento digital. O Hipertexto digital e sua influência no processo de construção da aprendizagem na Educação a Distância Ana Carolina Correia Almeida (PUC Minas) O advento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e a ampliação da Educação a Distância (EaD) no Brasil contribuiu para a intensificação dos meios de leitura na tela. Esse tipo de leitura é essencial aos estudantes, em especial aos alunos da EaD, devido a intensa presença das TDIC no processo de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, uma ferramenta bastante utilizada é o hipertexto digital. Por possuir característica não-linear e aberta, essa ferramenta possibilita ao leitor autonomia na escolha do conteúdo a ser lido no espaço virtual. Além disso, possibilita ao aluno, o acesso a diversas fontes de informações. Diante desse contexto, percebeu-se a necessidade de refletir como a compreensão dos hipertextos influencia no processo de ensino-aprendizagem na educação a distância. Desse modo, entende-se que é fundamental a discussão dessa temática, para ampliar a compreensão do uso dessa ferramenta no ambiente virtual de aprendizagem. Este estudo baseia-se em teóricos como Lévy (1993; 1999), Chartier (2001), Coscarelli (2012), entre outros. Hipertexto e Tecnologias Digitais: práticas pedagógicas no ambiente escolar Diêgo Aric Souza e Cruz (UEB) O presente artigo tem como objetivo a análise do hipertexto e suas práticas, apoiadas no uso das tecnologias digitais na escola. Aliado a isso, proponho um diálogo dicotômico que avalia o espaço escolar hodierno e suas mudanças através do uso de tecnologias digitais e práticas pedagógicas proposicionais e hipertextuais. As possibilidades do hipertexto nos exercícios pedagógicos ajudam no processo de formação de hiperleitores e indicam mudanças no ambiente escolar, estas evidenciadas pelo seu uso crescente nas práticas curriculares contemporâneas. Na ânsia de analisar a inserção de tecnologias digitais que deem conta de uma estrutura educacional cada vez mais voltada para a não linearidade como forma de disposição e presença curricular, destacar-se-á também o potencial formador desses artefatos. O desvelar das tecnologias digitais, demostra o seu caráter hipertextual, ajudando no entendimento das mudanças nas práticas pedagógicas ao longo da contemporaneidade. Os métodos tecnológicos digitais como práticas hipertextuais possibilitam aos sujeitos uma participação mais intensa no que é lido e interpretado, seguindo variados caminhos de entendimento. Trata-se, então, das tecnologias como dinamismo do sujeito, percepção de habilidades e construção de conhecimento. Cálculo de duas variáveis: superando dificuldades com auxílio do software Geogebra Lucienne Veloso Brito, Filipi Maciel Jardim, Thiago de Jesus Oliveira Durães e Luis Eduardo de Souza Fonseca (IFNMG) À medida em que as tecnologias digitais apresentam avanços relacionados à educação, surgem softwares, mídias, hipertextos e metodologias que visam a reelaboração do processo ensinoaprendizagem. O Cálculo Diferencial e Integral é um dos grandes responsáveis pelo insucesso acadêmico dos estudantes de exatas por sua condição distinta na formação do pensamento avançado em Matemática. A utilização de recursos computacionais no ensino de Cálculo é um tema recorrente nas discussões acadêmicas e tem sido bem aceito, pois propicia a construção do próprio conhecimento através da interações, manipulações e simulações. Nessa comunicação, apresentamos algumas possibilidades para trabalhar conceitos e teoremas do Cálculo de duas variáveis através da utilização do GeoGebra: software de matemática dinâmica, livre, com boa interface, que possibilita observação, interação, abstração e elaboração de conjecturas. Várias pesquisas utilizam o GeoGebra para o estudo de funções bidimensionais. Entretanto, a versão 3D do software é bem mais recente e, embora apresente limitações, desenvolvemos diversos applets para a construção de gráficos em 3D. Como é dinâmico, trabalhamos com conceitos de difícil visualização tais como derivadas parciais e direcionais, plano tangente, curvas de nível, entre outros, favorecendo a assimilação dos conteúdos. Os applets foram disponibilizados numa página WEB para acesso da comunidade acadêmica em geral. Multiletramentos, Hipertexto e suas relações na construção de novos saberes Maurício Canuto (Instituto Singularidades e SME) Partindo da discussão sobre as definições de Multiletramentos, Hipertexto, e suas relações na construção de novos saberes, pretendemos nesta apresentação analisar os impactos dessas relações nas práticas de ensino em ambientes virtuais de aprendizagem. Pautados sob uma perspectiva sócio-históricocultural, pretendemos examinar em que medida as possibilidades das ferramentas virtuais podem servir de base, juntamente com as noções de Multiletramentos e Hipertextos, para tornar o ensino em AVA mais significativo, respondendo a uma necessidade de criação de novos paradigmas no ensino virtual e híbrido. A Utilização de webfólios como possibilidade avaliativa no processo de aprendizagens: sentidos, significados e desafios Joseval Miranda (UFPB) Este artigo oriundo da nossa pesquisa tece reflexões sobre a utilização de webfólios como possibilidade avaliativa durante o desenvolvimento da disciplina Avaliação da Aprendizagem em cursos de Licenciatura. Tivemos como objetivo geral compreender como a utilização de webfólios como possibilidade avaliativa pode contribuir no processo de aprendizagens e formativo dos estudantes envolvidos. Como objetivo específico tivemos: analisar os sentidos, os significados e os desafios frente ao trabalho com o webfólio no processo de aprendizagens na formação inicial de professores. Esse trabalho pautou-se na contribuição teórica e metodológica de autores que fizeram a tessitura dos eixos Webfólio e Avaliação das aprendizagens. A metodologia foi de cunho qualitativo por meio de um estudo de caso. Utilizamos a observação, o questionário com questões abertas e também a pesquisa bibliográfica. Foram interlocutores da pesquisa estudantes que estavam matriculados na disciplina Avaliação da Aprendizagem. Os resultados das reflexões acerca da utilização do webfólio como possibilidade avaliativa apontam que: houve maior espaço para a construção, reflexão e criatividade acerca das aprendizagens na disciplina por parte dos estudantes; permitiu o desenvolvimento e acompanhamento de forma processual das aprendizagens; maior convivência com o uso dos recursos tecnológicos em prol das aprendizagens e a superação da prática avaliativa excludente. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 42 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 12 o (2 . andar) Publicidade interativa: uma proposta de objetos digitais de aprendizagem Ana Paula Pinheiro da Silveira (UTFPR) Já é truísmo afirmar que as novas tecnologias inauguraram mudanças significativas no modo de interagir e construir conhecimentos. Isso tem levado os estudos sobre aprendizagem a voltarem-se para o papel das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação. A Horizon Report, que se propõe a investigar as tecnologias emergentes, divulgou informações de que o uso de dispositivos móveis, dentre outras coisas, está entre as tendências para o ensino nos próximos cinco anos. Em 2013, a venda de smartphones superou a de celulares, e esses aparelhos vêm ocupando outros espaços, levando o interesse de instituições de ensino a incluírem aplicativos com conteúdos educacionais no processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho, desenvolvido no projeto de pesquisa: a multimodalidade argumentativa - convergências entre publicidade e ensino, ancorado nos estudos do Multiletramento e no conceito de M-learning (MARTIN; ERTZBERGER, 2013), analisa propagandas interativas para dispositivos móveis como proposta de Objetos Digitais de Aprendizagem, instrumento para favorecer a inserção dos alunos em atividades de multiletramentos e ampliar o conhecimento semântico- argumentativo. Leitura e seus suportes: papel e digital Celso Pagnan e Eliane Queiroz (UNOPAR) Algumas pesquisas pioneiras (Mangen; Walgermo; Brønnick, 2012) têm destacado o modo de ler textos em geral ou livros inteiros em dois suportes: o digital e o papel. Com base nos dados coletados por tais pesquisas, bem como na aplicação de testes em alunos do ensino médio, o presente trabalho parte do pressuposto de que o nível de percepção dos leitores pode ser diferente conforme o suporte utilizado. Como metodologia, dez alunos leram textos curtos em um tablet e tiveram de responder a questões de compreensão sobre tais textos; esses mesmos textos foram lidos por outros dez alunos em suporte papel e também tiveram de responder às mesmas questões. Como a pesquisa ainda está em curso, o resultado esperado é que revelem modos diferentes de compreensão dos textos. A pesquisa também quer revelar as preferências do suporte por parte dos jovens leitores. Há uma suposição de que os jovens tendem a preferir a leitura digital a no suporte papel, porém pode ser não ser uma verdade absoluta, conforme atestam outras pesquisas (Pew Research Center, 2014). WhatsApp e Democracia: um estudo de caso José Carlos Leandro (UFPE) O presente estudo discorrerá sobre o contexto da utilização das redes sociais como ferramenta colaborativa que integra os usuários no empoderamento de seu protagonismo cidadão nas comunidades que estão situados. Uma rede social é uma conexão de pessoas de forma não estruturada e não hierárquica, que visa o compartilhamento de informações, valores e objetivos em comum. As pessoas fazem diariamente uso das redes sociais fazendo denúncias, cobrando melhoria dos serviços públicos, principalmente àqueles de necessidade básica, como segurança, saúde e educação, por exemplo. Nesse sentido, nos propomos a apresentar as características de diversos grupos formados na rede social WhatsApp que tratam das temáticas supracitadas no município do Cabo de Santo Agostinho (PE), procurando descrever e analisar as múltiplas formas de linguagem (s), verbais e não-verbais, os protocolos compartilhados entre os membros e, sobretudo, o reconhecimento do papel cidadão que o espaço cria diante das estruturas dos poderes públicos constituídos, mediadas pela plataforma online.Segundo Lèvy (1993), uma nova ecologia cognitiva significa uma nova dinâmica na construção do conhecimento, um novo movimento, nova capacidade de adaptação e de equilíbrio dinâmico nos processos de construção do conhecimento. Assim, defenderemos que, utilizadas de forma interativa,as NTICs podem ser instrumento da Nova Democracia. O Processo de produção de autoria do sujeito-aluno em grupo do Facebook utilizado como ferramenta pedagógica Shirleide Bezerra da Silva (UFPE) O presente trabalho aborda, em linhas gerais, a utilização das Novas Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC) em sala de aula relacionada à questão da autoria. Tem por objetivo investigar o processo de leitura e produção de textos dissertativo-argumentativo em Língua Portuguesa por alunos da rede pública estadual do Ensino Médio ao fazerem uso das redes sociais, sobretudo o Facebook, tendo como objetivo principal a verificação da ocorrência ou não dos indícios de autoria nos textos de alguns alunos. Para fundamentar a nossa pesquisa, contamos com os pressupostos de Abreu(2013), Chartier(2012), Foucault(2002), Orlandi(2012), entre outros. Buscamos analisar o sujeito/aluno que ao assumir a posição de autor, toma para si a responsabilidade por seus efeitos de sentido, assim como o efeito de fechamento em textos. Nesse sentido, o olhar volta-se para as relações textuais que são aquelas produzidas no interior do texto e resultam do trabalho de textualização realizado pelo sujeito que exerce a função-autor. Quanto à textualização, pode ser vista como a costura do texto que o sujeito faz entre os diversos recortes discursivos. Dessa costura produz-se o efeito-texto, o espaço discursivo organizado, simbolicamente fechado e ilusoriamente completo. Fanfiction e leitura de clássicos: um encontro possível Carmen Pimentel (UFRRJ) Observando a Internet, percebe-se que é estruturada basicamente com texto escrito. A partir daí, surge a questão: como a Internet contribui para expandir hábitos de leitura e escrita nos jovens? Qualquer tempo gasto navegando na Internet inclui muita leitura e escrita. A partir de diferentes pontos de vista, as trocas qualitativas de pensamentos, de ideias e de representações concedem espaço para situações de desequilíbrio das estruturas de apreensão do real, beneficiando a produção literária. Marcuschi (2005), Chartier (2002) e Paiva (2008) apontam para novos caminhos de leitura e escrita no uso da internet. Os objetivos desta pesquisa se relacionam com as produções literárias escritas que emergem da internet: uma literatura que aproveita os recursos do ambiente digital, em especial a publicação e a divulgação. Pretende-se analisar a escrita de jovens, publicada em ambiente virtual, conhecida como fanfiction: sequências, paródias e versões alternativas de aventuras novas e velhas, com os heróis favoritos desses jovens, extraídos da literatura clássica. Acredita-se que a fanfiction seja uma possibilidade rica para o trabalho de produção textual, levando à reflexão da língua, bem como de incentivo à leitura literária, tornando-se, assim, forte aliada do professor na (re)significação do trabalho com leitura e escrita na escola. Analisando gêneros digitais em atividades para leitura nos livros de Língua Portuguesa Sandra Carla Barbosa (UFCG) Neste trabalho apresentamos um estudo realizado na coleção de livros didáticos, de Língua Portuguesa, Português: Linguagens (CEREJA, COLCHAR, 2014), destinados para turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Nosso objetivo foi identificar quais as concepções teóricas de leitura que estão subjacentes nas atividades selecionadas, quando elas usam os gêneros digitais para o ensino. Para proceder à esta interpretação foram levadas em consideração as concepções de leitura subjacentes às atividades descritas pelos livros. Nossa questão norteadora foi: Como os livros didáticos abordam o ensino da leitura quando usam os gêneros digitais? O trabalho tem cunho qualitativo, sendo documentaldescritivo e está inserido no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2013). Nosso aporte teórico partiu das concepções de leitura propostas por Koch (2009) e dos estudos sobre as estratégias de leitura de Kleiman (2013). Os resultados apontam que nos livros analisados, houve avanços consideráveis em relação ao uso dos gêneros digitais, no entanto prevalece a concepção teórica da leitura focada na estrutura textual. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 43 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 13 o (2 . andar) Organização do conhecimento em publicações científicas no contexto hipertextual da web 2.0 Ludmila Guimarães e Mayra Moreira da Silva (UNIRIO) O estudo trata a organização do conhecimento em publicações científicas ampliadas no contexto hipertextual da web 2.0, abordando o modelo de publicação ampliada de Verhaar e as suas peculiaridades. Foram analisados os componentes de organização do conhecimento no periódico Cell. A pesquisa foi desenvolvida em 06 etapas principais: 1) observação dos problemas empíricos de tratamento do conteúdo em publicações ampliadas; 2) seleção de amostra de artigos do periódico Cell; 3) identificação de componentes de organização e tratamento de elementos semânticos adaptados e ampliados do Mapa de Recursos de Peter Verhaar (2008) por Guimarães (2015); 4) análise dos artigos científicos segundo esse Mapa; 5) análise e discussão dos resultados e 6) conclusão. A identificação e categorização dos componentes compreendeu dois níveis: a) metadados externos - os elementos descritivos e administrativos do documento; e b) metadados de conteúdo - os elementos semânticos e internos para categorização e análise. A análise e discussão dos resultados permitiu concluir que a ideia de coleção de objetos digitais relacionados por unidades menores identificáveis, anotados e tratados semanticamente, que caracteriza um recurso composto, não encontra o seu correlato/aplicação na publicação ampliada analisada. O Fórum de discussão em EAD e as práticas discursivas argumentativas Juliana de Carvalho Barros e Patricia Nora de Souza (UFJF) O fórum de discussão, ferramenta de destaque nos cursos realizados a distância pautados na interação, é entendido como um espaço propenso ao desenvolvimento de práticas argumentativas voltadas para a produção do conhecimento conjunto. Afirmativa justificável pelo fato de que ao entrar em contato com os argumentos do outro, o interlocutor pode, em seu tempo, se apropriar desses argumentos podendo transformá-los e utilizá-los para a construção dos seus próprios argumentos (Bicalho, 2010). Nesse sentido, o presente trabalho objetiva, considerando as marcas argumentativas do discurso (Koch , 1984/2007; Ducrot , 1987/2009 ) e as fases da construção conjunta do conhecimento no fórum de discussão (Gunavardena, Lowe e Anderson, 1997) analisar em que medida as reflexões realizadas pelos alunos no interior do fórum de discussão se constituem como práticas discursivas argumentativas voltadas para a construção conjunta do conhecimento. Para tal, serão analisadas as reflexões de um fórum de discussão de uma disciplina do curso de graduação a distância em Pedagogia de uma universidade federal do estado de Minas Gerais. Os resultados iniciais demonstram que apesar da argumentação estar presente no discurso dos alunos, ainda é tímida a construção de práticas discursivas argumentativas voltadas para a construção conjunta do conhecimento. A Leitura do livro didático digital: hipertexto e construção do conhecimento Therencio Correa da Silva (UFAM) O presente trabalho discute o livro didático digital, resultado das mudanças ocorridas no célere desenvolvimento tecnológico e na entrada de novas ferramentas e dispositivos na escola com a aprovação deste artefato na versão digital pelo PNLD 2015. Questionamos quais mudanças esse livro provoca no ato de ler, pois não são apenas páginas ilustradas e atividades, como se configura nos livros didáticos impressos. Agora contém textos, música, leitura oral e reprodução de obras de arte, múltiplas linguagens, associações e modos de acesso a informações. Uma mescla de elementos que se agrupam e reagrupam e apontam interferências no desenvolvimento das habilidades de leitura, indicando mudanças técnico e na transposição didática dos conteúdos escolares. Este trabalho analisa livro o didático digital do primeiro ano do Ensino Médio aprovado pelo PNLD em seus fundamentos teóricos e metodológicos que o constituem como objeto de leitura de mídia impressa/digital, elencando o conceito de leitura e hipertexto para verificar elementos facilitadores e dispersores do ato de ler. Engendramos a técnica de pesquisa de tipo documental e investigação das possibilidades de leitura do suporte impresso/digital, análise acerca das estruturas, mecanismos que se vinculam como hipertexto e que exigem habilidades concernentes aos novos suportes do texto. A Abordagem de conteúdos de língua portuguesa na rede social Facebook Rhayssa Alves da Costa e Williany Miranda da Silva (UFCG) Com o surgimento e expansão da internet, temos visto que os meios que facilitam o processo de ensino/aprendizagem tem se ampliado cada vez mais, pois o ambiente virtual traz uma diversidade de possibilidades de acesso a conteúdos e informações por meio de sites, blogs, vídeo-aulas, redes sociais etc.. Diante dessa realidade, encontramos nesse ambiente, espaços que se dedicam a abordar conteúdos de Língua Portuguesa (LP), como por exemplo, a rede social facebook. Partindo este fato, tomamos a seguinte questão como norteadora desse artigo: como páginas do facebook vêm abordando conteúdos de Língua Portuguesa? Partindo desse questionamento, temos por objetivos investigar e analisar o tratamento dado a conteúdos de LP em páginas no facebook. Assim, baseamo-nos nos estudos que tratam dos meios virtuais e do ensino de língua (ROJO, 2009; RIBEIRO, 2012; RECUERO, 2009, ANTUNES, 2009, entre outros) para fundamentar nossa pesquisa. A metodologia utilizada é de cunho descritivo-interpretativista, a partir de uma análise documental dos materiais disponibilizados na rede. O corpus de análise é constituído da descrição e postagens das páginas selecionadas. Os resultados preliminares apontam para o fato de que a abordagem dos conteúdos está voltada, principalmente, a uma perspectiva gramatical-normativa da língua, utilizando-se de dicas como recurso predominante. Letramento digital: uma experiência com o poema/jogo Adriana Sales Zardini Alessandra Sales Zardini (CEFET-MG) Esse trabalho tem como objetivo fazer um análise a respeito do letramento digital tendo como fundamentação teórica a visão de letramento como prática social (Soares, 2002) e a concepção da interacional da língua (Kock, 2007). Além de analisar a leitura como processo cognitivo, o presente trabalho pretende analisar também a leitura na tela de um computador segundo Andrade (2011), Freitas (2011) e Ribeiro (2011). A proposta é apresentar uma experiência de uso de um jogo digital de leitura e alunos do 6º ano do ensino fundamental, utilizando o portal Olimpíada de Língua Portuguesa. Por meio de uma pesquisa com os alunos foi possível verificar algumas dificuldades enfrentadas pelos mesmos e pontos positivos, tais como: ambiente virtual de leitura diferenciado, diversificação de recursos midiáticos e contribuição para aprendizagem significativa. Além disso, percebeu-se que a aplicabilidade desse jogo em uma aula de leitura digital exige que professores reflexivos que possam avaliar as melhores escolhas para seus alunos. EU-MÓVEL: Enunciação Narrativa no Whatsapp Messenger Rosangela Silveira Garcia e Margarete Axt (UFRGS) No cenário cotidiano atual, despontam novos ambientes de interação e de relação entre os sujeitos sociais, sendo ressignificados os modos de enunciação. A proposta deste estudo visa refletir sobre a enunciação narrativa produzida em um grupo de discussão criado no aplicativo Whatsapp Messenger – recurso utilizado em Smartphone para troca de mensagem instantânea. Discute a mobilidade e práticas de interação que se produzem no ciberespaço, e a produção de sentidos que emerge das interações. Compreende esta ferramenta tecnológica enquanto cenário de produção discursiva, onde as interações baseiam-se em uma relação dialógica – eu com o outro -, sendo polifônica no que tange também os atos navegacionais próprios do aplicativo. Nesta perspectiva, com base nos pressupostos bakhtinianos, e tendo como objeto de estudo os enunciados produzidos por alunos de curso de pós-graduação em grupo criado no aplicativo, propôs-se uma análise da composição desses enunciados, seus encadeamentos e suas rupturas. A análise dos enunciados revelou a dinâmica da arquitetônica enunciativa e os sentidos que vão sendo produzidos; e ainda que os avanços tecnológicos e a correlata inserção de novos recursos para a comunicação contribuem para a ocorrência de novos modos de enunciar o agir cotidiano, e como potenciais espaços de produção de conhecimento. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 44 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 14 o (2 . andar) Podcast: tecnologia para produções orais e escritas em sala de aula Renata Soneguetti Pinto (UERJ) O presente trabalho tem como tema as possíveis contribuições do trabalho com o podcast e a sua retextualização para a modalidade escrita com o objetivo de desenvolver a argumentação de alunos do ensino fundamental. A partir de dificuldades encontradas nas produções orais e escritas de textos do tipo argumentativo por alunos de uma turma de oitavo ano, surge a ideia de produzir um conjunto de sequências didáticas com base em autores como SCHNEUWLY & DOLZ (2004), voltadas para o desenvolvimento da argumentação. As sequências didáticas propostas têm como ponto de partida artigos de opinião e vídeos com debates sobre os temas transversais apontados nos PCNs. Em seus módulos são realizados debates e análise dos recursos presentes nos gêneros vistos em aula. A produção final será a retextualização do texto oral registrado para um texto na modalidade escrita, do gênero artigo de opinião, a ser veiculado no blog e no jornal da escola. A metodologia utilizada é de natureza qualitativa (BORTONI-RICARDO, 2008), compatível com a pequisa-ação (THIOLLENT, 2009).Espera-se como resultado que as sequências didáticas propiciem aos alunos uma análise mais sistemática dos recursos argumentativos e que o podcast possa ser uma motivação para sua expressão oral e a sua retextualização. Sequências didáticas para o trabalho com produções do gênero instrucional: leitura, produção textual e (re)escrita de instrução de aparelhos eletrônicos Maria Aparecida Pacheco Gusmão (UESB) Este estudo parte de inquietações fomentadas pelos estudos mais recentes sobre as novas tecnologias em sala de aula. Propõe discussões sobre gêneros textuais na dinâmica discursiva estimulando o desenvolvimento de habilidades sociais, a capacidade de comunicação efetiva do aluno do século XXI, postura que passa a exigir do professor a incorporação da tecnologia como uma ferramenta habitual nas práticas escolares. Este trabalho tem os seguintes propósitos: 1) apresentar uma análise de um texto produzido por um aluno do 8º ano do ensino fundamental em que o discurso social do sujeito se evidenciou na escrita de um bilhete com orientações sobre como usar o adaptador do carregador do celular e 2) oportunizar aos professores um percurso de análise sobre o uso social da escrita demonstrando que um gênero escrito instrucional pode evidenciar aspectos de uma competência linguística que nem sempre tem visibilidade na sala de aula. O percurso teórico dos estudos se deu com base nos estudos de Bakhtin, Dolz e Scheneuwly, Rojo , Kenski , Valente, Brito e Purificação , Xavier e outros. A metodologia delineada é da pesquisa qualitativa, porque há uma preocupação em focar os elementos que se constituem significativos para o pesquisador. Modelagem e Simulação de Sistemas dinâmicos com o Sciclab/Xcos: Um caderno didático Neila Leite, Victor Ladeia e Rosilany Carvalho (IFNMG) Em diversas áreas do conhecimento, a modelagem de processos acompanhada de simulações computacionais tem sido cada vez mais explorada e bem recebida, pois é capaz de tratar problemas reais com algumas restrições e fazer previsões, sejam na área de Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências Econômicas, entre outras. A ferramenta Xcos do software Scilab, similar ao proprietário Simulink/Matlab, possibilita a representação do sistema em forma de diagrama composto por blocos. O Xcos apresenta-se como uma ferramenta capaz de auxiliar o processo de simulação computacional e possui diversas vantagens: é gratuito, possui interface amigável, gera saídas gráficas para as soluções do sistema, e seu caráter didático já vem sendo explorado. No entanto, a bibliografia disponível em português é escassa. Diante disto, enxergamos em um material uma possibilidade de ocupar esta lacuna, disponibilizando para a comunidade acadêmica um caderno didático introdutório, com linguagem acessível e que trabalha com exemplos. Este material foi utilizado IFNMG-campus Montes Claros, apresentando ótimo caráter didático pedagógico por permitir a construção e reconstrução do modelos com facilidade, corroborando para alcançar o objetivo de sua utilização em sala de aula. Biblioteca Virtual: circulação de gêneros produzidos no contexto escolar Angela Valéria de Lima, Pâmella Almeida e Emerson Morais Raimundo (UFRPE) Este trabalho foi realizado no contexto do projeto de extensão “Biblioteca Virtual de Livros Infantojuvenis”, numa turma de 9º ano da Escola Estadual Elvira Viana, em Garanhuns (PE). O objetivo do trabalho foi desenvolver habilidades de leitura e escrita dos alunos de maneira que pudessem superar suas dificuldades em interpretar e produzir textos. Dessa forma, foram aplicadas atividades de leitura e escrita de contos de terror, a partir das quais pudemos explorar as competências leitoras dos alunos, assim como a prática da escrita com base no planejamento, elaboração, revisão e reescrita dos textos construídos pelos estudantes. Para isso, fundamentando-nos em Beth Marcuschi (2007) e Marcuschi (2008), consideramos a leitura e a escrita processos historicamente situados cujas condições de produção e circulação necessitam ser respeitadas, o que nos levou à construção de um espaço virtual para divulgação dos textos produzidos pelos discentes. Os resultados do trabalho apontam para uma mudança significativa na postura dos alunos diante da atividade de escrita que assumiu um caráter sociointerativo no momento em que os textos passaram a circular publicamente por meio da biblioteca virtual. O processo de criação de objetos de aprendizagem para egressos de curso de profissional de aeroporto e turismo Nelson Luis Eufrasio Junior (SENAC-RS) O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o processo de criação e desenvolvimento de objetos de aprendizagem para um curso de formação de profissionais de aeroporto e turismo, apresentando como ocorre esta criação sob a perspectiva do design thinking. Para este trabalho, utilizou-se o referencial do design thinking de Tim Brown (2005) e Tennyson Pinheiro e Luis Alt (2004), bem como Marco Silva (2004), para exemplificar a união entre as correntes teóricas de design e educação. Para o desenvolvimento dos objetos de aprendizagem, utilizou-se o material teórico desenvolvido por uma escola de aviação, localizada na região sul do Brasil, que terá sua ampliação de serviços na modalidade EAD. São esperados resultados como a compreensão dos materiais desenvolvidos, tanto por parte do aluno como por parte do corpo administrativo-docente desta escola. A aprendizagem deste grupo de alunos deverá ser significativa, como forma de atestar a qualidade do material didático online e seus objetos de aprendizagem. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 45 Data 08/12 Hora 10h30 às 12h30 Local: Sala Hipertexto 15 o (2 . andar) Novas Tecnologias na prática do docente de língua inglesa Joyce Vieira Fettermann (UENF), Ana Paula Peres de Lima (UniFSJ), Laís de Oliveira (UniFSJ), Lorena Pelegrini (UniFSJ) e Mariana Gonçalves (UniFSJ) A presente pesquisa tem por objetivo demonstrar algumas maneiras como as novas tecnologias podem auxiliar na prática do docente de língua inglesa. Para isto, realizou-se uma entrevista com professores de inglês atuantes em cursos livres de idiomas, escola pública, escola particular, cursos de graduação e pósgraduação lato-sensu. Demonstra-se de maneira qualitativa e quantitativa que para a maioria dos professores entrevistados tornou-se importante conhecer e aprender sobre a aplicação de novas tecnologias no ensino de Língua Inglesa para poder utilizá-las de maneira prática e condizente com o cotidiano de seus alunos, e que elas têm muito a contribuir com seu fazer pedagógico, ainda que haja também pontos negativos em seu uso. Recorre-se a leituras de trabalhos publicados por pesquisadores como Kenski (1998), Holden e Rogers (2001), Prensky (2004), Castells e Cardoso (2005), Paiva (2005), entre outros que se dedicam a estudos relacionados às novas tecnologias da informação e comunicação e ao ensino de línguas estrangeiras. Por fim, constata-se que utilizar ferramentas tecnológicas implica refletir sobre qual é, de fato, a necessidade dos alunos e as maneiras como trabalhar, levando em consideração a aprendizagem significativa daquele que participa e influencia a sociedade em que vive. O Uso de recursos tecnológicos como ferramentas motivacionais no ensino de Língua Inglesa para estudantes jovens e adultos da escola pública Juliana Gomes (UniFSJ), Mônica Figueiredo (UniFSJ), Elisa Xavier (UniFSJ), Moacir Paixão (UniFSJ), Helenita Crespo (UniFSJ), Joyce Fettermann (UENF) O objetivo deste artigo é discutir sobre o uso de recursos tecnológicos como ferramentas motivacionais no ensino de língua inglesa nas escolas públicas para jovens e adultos. Primeiramente, discorre-se de maneira breve sobre o ensino de língua inglesa na escola pública. Mais tarde, um pouco sobre o que são os recursos tecnológicos e por fim, é apresentado o contexto da pesquisa. Recorre-se à abordagem qualitativa e pesquisas bibliográficas e utilizam-se leituras de autores e documentos como Ausubel (1980), Margonari (1997), Rodrigues (1997), Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), Gadotti (1999), Oliveira (2000), Nicholls (2001), Paiva (2001), Silveira (2002), Magalhães e Amorim (2003), Oliveira (2012), entre outros. Espera-se que este trabalho contribua em discussões em eventos sobre o uso das novas tecnologias no ensino de línguas e que seja quebrado o mito existente de que é impossível aprender uma língua estrangeira na escola pública, pois através dos diversos recursos tecnológicos utilizados nos dias atuais, torna-se motivador participar do processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa nesse ambiente. Educação e Tecnologias para o ensino de Língua Portuguesa: um estudo em escolas públicas de Eunápolis/BA Mariana Fernandes dos Santos (IFBA) , Flávio Biasutti Valadares (IFSP) Visando atender à égide da sociedade tecnológica, as atuais perspectivas para a educação linguística vêm delineando um novo paradigma didático para o ensino de língua portuguesa. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa é o de investigar se as práticas de ensino realizadas em aulas de Língua Portuguesa, considerado um corpus de escolas públicas do município de Eunápolis/BA, do Ensino Fundamental II, contemplam o uso das NTIC na perspectiva do letramento digital e se essas aulas atendem às contemporâneas demandas sociais para o ensino-aprendizagem, na perspectiva da educação linguística. Como procedimentos metodológicos, adotamos a abordagem qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica e de campo. O marco teórico baseia-se nos autores: Levy (1998), Santaella (2004), Bronckart (2006), Coscareli (2007), Travaglia (2007), Recuero (2009), Palma e Turazza (2014) e Miranda (2014). Espera-se, a partir deste estudo, favorecer as reflexões concernentes à necessidade de inclusão dos educandos e educadores na cultura digital e do investimento numa proposta curricular que ressignifique as aulas de Língua Portuguesa, possibilitando o crescimento do sujeito enquanto cidadão que fala, ouve, lê e escreve, com o desenvolvimento de sua competência comunicativa em diferentes contextos sociais. Aprendizagem invertida: experiência na universidade, curso de Metodologia de ensino de Inglês Ana Emilia Fajardo Turbin (UnB) Esta comunicação traz os resultados de uma experiência em que alunos pesquisam em casa temas dados pela professora em sala de aula e trazem para as salas debates e apresentações sobre os mesmos pesquisados na internet , livros, filmes e outros meios. Essas ações serão dirigidas a todos os alunos da sala que em conjunto construirá conhecimentos colaborativos e compartilhados entre todos. Os temas aprendidos dentro da metodologia aprendizagem invertida serão testados em provas. O contexto desta experiência é o curso de Metodologia de ensino da Língua Inglesa. O objetivo da experiência é dar aos alunos possibilidade de aprendizagem de temas essenciais ao ofício de professor transformando-os em alunos autônomos. A fundamentação teórica desta experiência localiza-se em conceitos tais como autonomia em Freire, professor organizador como em Nóvoa e aprendizagem significativa como em Ausubel. Espera-se que o aprendizado de conceitos aprendidos e atitudes críticas sejam encontradas nos resultados de provas em que se pedirá uma proposta crítica e reflexiva dos alunos sobre temas inerentes ao curso. Os resultados da experiência serão medidos pelas notas de provas e pelos relatos avaliativos dos atores da aprendizagem invertida. Uso de Tecnologias na Educação Infantil bilíngüe MELO, V. S e MUNIZ, A.S. (UNICAP) As novas habilidades tecnológicas atreladas ao mundo da Educação Infantil surgem como um novo viés de aprendizado para a geração de crianças que nasceram na era digital. Nosso trabalho tem como objetivo analisar o uso de ferramentas tecnológicas em crianças bilíngues com faixa etária de 4 a 6 anos, embasando-se na perspectiva dos multiletramentos. As crianças da geração Y desde pequeninas sabem usar o computador, manusear uma câmera digital ou um telefone celular. Além de serem instrumentos de comunicação e entretenimento, essas ferramentas tecnológicas também são importantes aliadas do ensino. Com o bom uso da tecnologia, aliado aos outros recursos, a criança tem mais uma possibilidade de entrar em contato com os desafios da construção da aprendizagem. Assim, iremos analisar o processo de desenvolvimento cognitivo em crianças bilíngues através da observação de aulas e do currículo interdisciplinar da escola bilíngue Maple Bear em Recife. Pois, sabemos que o ambiente digital proporcionado pelo século XXI vem trazendo a perspectiva tecnológica e queremos descobrir de que forma o uso das tecnologias pode nos proporcionar um ambiente de aprendizado, principalmente nas crianças que aprendem uma segunda língua. Formação Docente e uso de tecnologias digitais de informação e comunicação - autoria colaborativa mediada por hipertextos digitais Claudia de Faria Barbeta (UEL) A partir de discussões teóricas a respeito de letramento digital, de aprendizagem colaborativa e de formação de professores de língua portuguesa, o presente trabalho tem como objetivo apontar algumas possibilidades de a escola utilizar a TDIC em favor de uma aprendizagem mais efetiva em relação à leitura e à escrita, numa perspectiva de uso dos hipertextos. A pesquisa é de natureza etnográfica colaborativa, embasada nas propostas teórico-metodológicas da Linguística Aplicada. As análises foram fundamentadas à luz de Rojo (2013), Demo (2009), Kenski (2007), Marcuschi e Xavier (2004), Coscarelli (2012). Entendemos estar lançando para o professor de Língua Portuguesa o desafio de abordar em suas aulas os novos gêneros textuais emergentes do meio digital, de maneira a explorá-los e integrá-los no processo de ensino e aprendizagem, a fim de que possam promover a competência da leitura desses gêneros, contribuindo, portanto, no aperfeiçoamento de professores quanto à produção hipertextual e autoria colaborativa, assim como, quanto ao ensino e aprendizagem mediados por produções de hipertextos digitais. APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (CI) NA TARDE DE 08/12/2015 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 46 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 01 o (2 . andar) Entre rabiscos e cliques - uso da tecnologia móvel em atividades do PIBID Letras Inglês Luciana de Jesus Lessa Censi (UNEB) Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre o uso de tecnologias digitais móveis, especificamente o smartphone, em atividades do Programa de Iniciação à Docência – PIBID do Subprojeto Letras Inglês, da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS em uma de suas escolas parceiras, o Colégio Estadual Eliana Boaventura. Considerando a crescente disseminação do dispositivo móvel celular no cotidiano escolar, buscou-se utilizá-lo como uma ferramenta pedagógica na Oficina Superheroes: Seus Heróis nas Histórias em Quadrinhos, desenvolvida por seis bolsistas de Iniciação à Docência e a professora supervisora para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental. Pretende-se apontar as implicações percebidas quanto ao uso do smartphone na sala de aula de língua inglesa com base em proposições como as de Lévy (1999; 2011) e as de Souza (2012). Através do trabalho com histórias em quadrinhos e do uso do smartphone, novas possibilidades para o ensino e o aprendizado de língua inglesa foram criadas, bem como novos desafios identificados. Um olhar investigativo sob a influência das redes sociais no processo de escrita Danieli Maria da Silva e Ediclécia Sousade Melo (UFPB) Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma pesquisa que será desenvolvida pelos alunos da 1ª série do ensino médio de uma escola da rede pública de João Pessoa/PB, acerca da influência das redes sociais na escrita. Para fazer nossa investigação nos embasamos nos estudos teóricos de Estrela (2008), Freitas (2005), Gomes & Correa (2009), Koch (2003), Laville & Dionne (1999), Marcuschi (2002), Silva (2011) e Viana (2012), que forneceram suporte para realizar a pesquisa no ambiente escolar e verificar se realmente a linguagem informal das redes sociais vão influenciar na escrita dos alunos nas escolas. No estudo que estamos desenvolvendo, pretendemos usar a rede social (Facebook) que é um dos recursos tecnológicos mais utilizados pelos alunos, constatamos isso ao longo das visitas à escola ao observarmos que os educando estão sempre comentando com os colegas de classe a respeito das postagens que realizam, dos comentários referentes as postagens e do bate-papo online. A partir daí vimos que poderíamos atrelar as interfaces do ensino de língua com recurso tecnológico. Escrita colaborativa no Google Docs: uma análise das interações entre professor e alunos Luiz Antônio Ribeiro e Aurélio Takao Vieira Kubo (Cefet-MG) Esta pesquisa centra-se na interação entre professor e alunos em uma atividade de escrita colaborativa no Google Docs. Tomou-se como base um conjunto de textos acadêmicos em processo de edição, produzidos por alunos do curso de Bacharelado em Engenharia da Computação de uma escola da rede federal de ensino. Buscou-se analisar a ocorrência dessas interações, evidenciando-se as estratégias e os processos sociocognitivos ativados durante a produção textual. O referencial teórico adotado concebe o texto como evento comunicativo e o processamento discursivo como toda ação de linguagem envolvida na produção de texto/sentido, ocorrida em um Domínio Único de Referência Integrado - ERB. Valeu-se do aporte teórico de Nascimento e Oliveira (2004), Beaugrande (1997), Benveniste (1989), Fauconnier e Turner (2002), dentre outros. A metodologia utilizada foi a da pesquisação, a partir de textos produzidos por alunos. Este trabalho é importante, pois proporciona maior compreensão do processamento do texto e de questões que envolvem a sua organização micro e macroestrutural. Algumas considerações sinalizam que as interações ocorridas nesse ambiente podem potencializar a capacidade de produção textual. Aprendizagem de Espanhol através do Moodle: um olhar sobre projetos didáticos no curso técnico de Informática (IFSC - Campus Gaspar) Luiziane da Silva Rosa (IFSC) Esta comunicação tem por objetivo descrever como vêm sendo implantados alguns projetos didáticos no curso técnico de Informática, integrado ao ensino médio, no Instituto Federal de Santa Catarina (Câmpus Gaspar) na unidade curricular/disciplina espanhol. Considerando que os Institutos Federais têm o compromisso de levar a educação profissional, técnica e tecnológica a diferentes regiões brasileiras qualificando e valorizando os futuros profissionais, e considerando que a aprendizagem das línguas estrangeiras ganha cada vez mais o auxílio e a mediação das novas tecnologias, os projetos didáticos atenderam um público específico, adolescentes, que tinham o espanhol como língua adicional pela primeira vez. Baseado nos pressupostos da Mídia-Educação, da Linguística Aplicada sob o viés do póscolonialismo e da Pedagogia de Projetos, os projetos didáticos da espanhol são planejados para interação e interatividade na plataforma MOODLE e são executados tanto em sala de aula como atividades extraclasse. Com propostas didáticas direcionadas para a carreira, os alunos vivenciam atividades que integram as diferentes matérias do ensino da educação profissionalizante tendo sempre como base e foco a língua espanhola. Até o presente momento as atividades se apresentaram de diferentes formas e os alunos tiveram bom aproveitamento, identificado através de questionários de autoavaliação. As contribuições das abordagens educacionais na prática pedagógica da educação a distância Leonardo Ferraz Leal (FACEMP), Ana Alves Santiago (UNEB) Este estudo analisa o movimento das Tecnologias da Informação e Comunicação e Educação a Distância – EAD a luz das teorias pedagógicas fundamentais: Behaviorista, Construtivista e Sócio interacionista. A intenção é estabelecer uma relação entre as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação e o processo de ensino e aprendizagem da Educação a Distância. Propõem-se aqui, refletir sobre os paradigmas dominantes neste contexto, questionando como ocorre o processo de ensino e aprendizagem na EAD, de forma a possibilitar uma aprendizagem colaborativa em rede. Esta pesquisa tem como delineamento metodológico a pesquisa teórica, em uma abordagem qualitativa, que objetiva interpretar as concepções acerca das abordagens educacionais em EAD. Sabe-se, porém, que este processo se constitui como um desafio para a educação como um todo, que precisa mudar o foco de como se ensina, para como se aprende, a partir de uma lógica de interatividade, colaboração, cooperação e dialogicidade. A Língua Inglesa I nas Engenharias da UFRPE: Argumentação e Colaboração via Moodle Julia Larré (UFRPE) e Maria Cristina Damianovic (UFPE) Esta pesquisa busca discutir a análise de um material didático (LARRÉ, 2015) elaborado e implementado na disciplina de Língua Inglesa I, inserida no Ensino a Distância (EAD) semipresencial, na UFRPE, Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho, em seu primeiro semestre de ensino. Com base teórica na Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural (ENGESTROM, 2009), a argumentação (LIBERALI, 2013; DAMIANOVIC, 2011)) e a colaboração (LARRÉ, 2010) são basilares para a elaboração das tarefas a serem realizadas pelos discentes da disciplina focal. À luz da Pesquisa Crítica de Colaboração (MAGALHÃES, 2007), este estudo discutirá duas unidades didáticas (LARRÉ, 2015), com o objetivo de analisar se a argumentação e a colaboração contribuem para a discussão em fóruns sobre temática polêmica, de forma crítico-colaborativa-criativa (LIBERALI, 2011; LARRÉ 2014). Os resultados parciais revelam que os aprendizes, além de terem compreendido efetivamente a dinâmica de um fórum educativo online e assíncrono, aprimoraram o uso da linguagem argumentativa em língua inglesa em relação à sua performance no início da disciplina, nos critérios das capacidades linguísticas, discursivas e enunciativas (LIBERALI, 2011). SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 47 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Ferramentas da Web 2.0 no processo de ensino-aprendizagem da língua inglesa: um estudo na escola de Idiomas Yázigi na cidade de São Luís Odla Cristianne Patriota Albuquerque Este estudo de caso - parte de uma pesquisa de dissertação - examinou em que medida o uso das Local: Sala Hipertexto 02 o (2 . andar) tecnologias de informação e comunicação (TIC) facilita o processo ensino-aprendizagem de Inglês no Yázigi São Luís. Verificou-se como se dá a utilização das TIC e identificaram-se as ferramentas da web 2.0 mais usadas em aulas. Geraram-se dados docentes e discentes através de questionários, grupos focais e observações não-participantes. Dados gerados pelas questões fechadas foram tratados com estatística simples, e questões abertas - referentes aos questionários e narrativas dos grupos focais foram tratadas utilizando-se a análise de conteúdo das falas e opiniões das amostras obtidas. Parte dos dados foi analisada intentando os oito princípios do Conectivismo (Siemens, 2004) e os objetivos propostos na pesquisa. Concluiu-se que as ferramentas da web 2.0 são utilizadas pelos docentes do planejamento de aulas até o seu uso em sala, assim como no acompanhamento dos resultados de aprendizagem. Discentes utilizam as ferramentas da web 2.0 de forma orgânica e não-consciente para o estudo da língua-alvo. Contudo, ambos os grupos afirmam a importância do uso de tais ferramentas, além dos discentes inferirem que o interesse por estudar a língua-alvo aumenta ao usarem as ferramentas da web 2.0. Apontamentos e explanações acerca da inserção das TIC’s no Ensino Fundamental Tânia Maria Moreira (UNIFESSPA) Os avanços tecnológicos circulam em quase todos os lugares, inclusive em instituições de ensino fundamental, médio e de graduação. Tais avanços, entretanto, não estão, ainda, presentes nas propostas didáticas de quantidade significativa de docentes que atuam no ensino de Língua Portuguesa (GOMES, 2011; NETO, 2012; GALVÃO et al, 2015). Na expectativa de oferecer subsídios técnicos e pedagógicos que possibilitem práticas docentes mais eficazes e prazerosas nos diversos níveis de escolaridade, nesta comunicação, relatamos duas propostas desenvolvidas na Graduação e Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, considerando a perspectiva de projeto (DODGE, 1995; FAGUNDES, 1999), de gêneros discursivos (BAKHTIN, 1979; MARCUSCHI, 2010; DOLZ, NOVERRAZ, SCHNEUWLI, 2004) e do uso das TICs (GOMES, 2011, XAVIER et al 2011; ROJO, 2013. Resultados indicam que ao serem desafiados e orientados, os professores produzem e desenvolvem propostas coerentes com perspectivas teóricas vigentes, demonstrando interesse, trabalhos apropriados e concernentes com metodologias criadas para uso em Ciberespaço. Isto sugere que a dificuldade de incorporação dos avanços tecnológicos nas práticas pedagógicas de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental pode estar vinculada a diferentes fatores e não somente ao mito do despreparo dos professores. Construindo pensamento crítico através do letramento visual mediada por tecnologia móvel Giselda Costa e Francisca de Lima SOUZA (IFPI) Este trabalho sublinha que a inclusão do letramento visual no currículo escolar pode desenvolver o pensamento crítico dos alunos, tornando-se uma das mais importantes habilidades da educação no século 21. O Letramento visual tem a finalidade de melhorar as habilidades de pensamento crítico que, por sua vez, produz melhores resultados acadêmicos e pessoais (SANTOS COSTA, 2014). Cope e Kalantzis (2013) acreditam que os letramentos críticos procuram valorizar as vozes e as experiências que os alunos trazem para a escola, valorizando-os como cidadãos e agente de mudança. Mas como a letramento visual pode ser ensinado para desenvolver habilidades de pensamento crítico? Esta comunicação objetiva compartilhar uma atividade crítica visual que está sendo aplicada no curso do Ensino Médio integrado do Instituto Federal do Piauí para estimular o pensamento criativo dos alunos mediado pelo aplicativo “CellAtSchool PLUS App”. Este aplicativo foi criado para ajudar a resolver problemas no ensino de inglês como língua estrangeira do IFPI – Campus Teresina Zona Sul, Brasil. O público-alvo desta comunicação são alunos, professores e pesquisadores, além de alunos de graduação e de pós-graduação interessados em conhecer estratégias de ensino interativo em sala de línguas. Ensino-aprendizagem do espanhol através do WhatsApp: uma abordagem a partir da Teoria da Aprendizagem Significativa Iandra Weirich Coelho e Márcio Luiz Oliveira Pinheiro (IFAM) Levando em consideração a crescente utilização dos dispositivos móveis, dentro e fora do contexto escolar, este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados do uso do WhatsApp no ensinoaprendizagem da língua espanhola e as implicações dos papeis dos envolvidos nessa prática pedagógica. A pesquisa conta com uma amostra de dados de estudantes do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM). As atividades desenvolvidas focam uma metodologia baseada nas questões relativas à teoria da ação mediada; que compreende a relação entre os processos sociais comunicativos; os processos psicológicos individuais e a noção de voz (WERTSCH, 1999,1993); a noção psicológica de filtro afetivo (KRASHEN Y TERREL, 1983) e reflexões relacionadas à Teoria da Aprendizagem Significativa (AUSEBEL, 1963; MOREIRA, 2000), uma vez que o interesse e a dedicação do estudante são fundamentais para uma efetiva aprendizagem dos conteúdos ministrados ao longo do curso. Os resultados preliminares indicam que o uso do WhatsApp pode contribuir com as práticas e organização das estratégias de ensino, novas relações do aluno com o conhecimento, através da interlocução realizada em um suporte interativo e digital, e com o fomento da qualidade do aprender significativamente. Kahoot: a aplicabilidade de uma ferramenta aberta em sala de língua inglesa como língua estrangeira, num contexto inclusivo Selma Cardoso Oliveira e Giselda Costa ( IFPI) Muitos professores que ensinam inglês, como língua estrangeira no Brasil, têm dificuldades de aplicar estratégias que podem ser adaptadas para melhor atender às necessidades de uma educação inclusiva. Além disso, intérpretes ou outros assistentes de comunicação que auxiliam o professor em sala de aula podem não estar familiarizados com a língua a ser aprendida. Técnicas e métodos para a educação alternativa são necessários, por exemplo, quando os alunos com perda auditiva têm de ser educado em uma turma de alunos auditivos (Watson et al, 1999; Moores e Prado-Orlans, 1990). Nesse sentido, os chamados Recursos Educacionais Abertos têm uma grande contribuição, pois fornecem uma gama de oportunidades de novas técnicas e práticas de ensino-aprendizagem. Nesta perspectiva, esta comunicação tem como objetivo apresentar uma atividade realizada no Instituto Federal do Piauí – IFPI, mediada por uma tecnologia aberta baseada em jogos, denominada KAROOT, com vistas a melhorar a aquisição da língua estrangeira inglês de alunos com ou sem deficiência auditiva, estimulando uma aprendizagem colaborativa, social e inclusiva. Utilizaremos pressupostos do letramento visual (Avgerinou, 2009) e da agência tecnológica (Miller, 2009).O público-alvo são alunos, professores e pesquisadores interessados no tema e, sobretudo, envolvidos no ensino de línguas estrangeiras. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 48 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 03 o (2 . andar) Visita virtual guiada a museus de Nova York: hipertexto, multimodalidade e multiletramentos nas aulas de inglês Eliane Albuquerque (FAETEC e Escola Naval/RJ) e Maria Filomena do Rego – FAETEC) O projeto “Visita virtual guiada a museus de Nova York” é uma tentativa de por em prática novas perspectivas educacionais no ensino de língua inglesa. Primeiramente, buscamos fazer uma atividade em que fosse integrado a nossa prática pedagógica o uso de TICs. Em segundo lugar, nessa atividade procuramos aplicar os conceitos de leitura como prática social e multiletramentos (Cope e Kalantzis, 2000) expondo o aluno ao hipertexto que segundo Xavier (2009) constitui uma tecnologia enunciativa que dispõe, numa mesma plataforma, de recursos semióticos linguísticos e não linguísticos como elementos verbais, imagéticos e sonoros. Todas essas características oferecem ao aluno a possibilidade de explorar um texto multimodal. Finalmente, pelo fato de termos desenvolvido o projeto numa escola de ensino médio técnico, visamos promover uma atividade em consonância com os pressupostos teóricos que norteiam as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, que preveem a aprendizagem da língua estrangeira dentro de um contexto significativo, integrada a outros conhecimentos. (Brasil, 2006) Autobiografias online: construção de discursos e identidades em língua estrangeira Maria del Carmen de la Torre Aranda (UNN) A autobiografia é um gênero textual amplamente praticado no ambiente online, sobretudo, nas redes sociais. Usuários de Facebook, Twitter, Instagram ou Flickr contamos e atualizamos cotidianamente nossas histórias de vida por meio de textos escritos ou falados por fotos, imagens, memes, músicas. A autobiografia é também, e há muito mais tempo, um método de pesquisa que permite conhecer histórias de vida e representações sobre aprendizagem de língua estrangeira (L2) e formação de professores (BARTON; LEE, 2015; LIBERALI; MAGALHÃES; ROMERO; 2003). Apresento, neste trabalho, o processo de construção de autobiografias online desenvolvido como projeto de aprendizagem de língua francesa em uma disciplina inicial da Graduação em Letras da Universidade de Brasília. A ideia do projeto é constituir-se em um espaço de expressão verbal e de interação em francês. Busca, ainda, promover a autorreflexão sobre os processos aprendizagem da L2 vivenciados por esses jovens e os usos de recursos digitais para esse fim. Recortes das atividades online realizadas em laboratório multimídia, dos posts, diários e entrevistas serão trazidos para discutirmos questões relacionadas à construção de identidade em L2, e à validade da prática didática de gêneros online como preparação à ulterior inserção dos estudantes em comunidades de prática discursiva concreta. Linguagem e tecnologia: práticas de leitura e escrita de fanfiction nos ambientes virtuais Andréia Teixeira e Suzana dos Santos Gomes (UFMG) A sociedade contemporânea tem vivenciado o desenvolvimento tecnológico, a disseminação da internet e novas formas de utilização da linguagem. Frente a isso, surgem novos meios de comunicação proporcionados pela utilização de computadores, tablets, Ipods, celulares, entre outros. A partir de então, há mudanças nas formas de ler e escrever, visto que atualmente se emprega algo diferente daquele modo de leitura e escrita na folha de papel. Abre espaço agora para a cibercultura, de maneira que a leitura e escrita passam a ser na tela digital. Nesse sentido, o presente artigo possui a finalidade de destacar as práticas letradas vinculadas às tecnologias digitais a serviço do ensino da língua, através do gênero fanfiction. Para realizar o estudo, optou-se pela utilização de questionário e pesquisa bibliográfica, realizada em artigos contemporâneos. A fundamentação teórica advém das contribuições de autores que discutem linguagem e tecnologia, tais como: Aguiar (2011), Bakhtin (2011), Coscarelli (2011), Coscarelli e Cafieiro (2013), Ferreira e Ferreira (2012), Rojo e Moura (2012), Rojo (2009), entre outros. Os resultados evidenciam que é possível inserir a fanfiction no contexto da sala de aula, favorecendo a implantação de novos letramentos e a interação entre sujeito, leitura e escrita em ambientes virtuais. Elaboração de materiais para um curso de espanhol via Moodle - Chris Royes Schardosim (IFC), Lucyene Todesco Nunes e Guilherme Gili Maba (IFC) O NUBE (Núcleo Universal de Brasileños Españolizados) é um grupo composto por projetos de pesquisa e de extensão com o propósito de desenvolver materiais para um curso básico de espanhol à distância via Plataforma Moodle, baseada em software livre, para estudantes dos anos finais do ensino fundamental. As atividades iniciaram-se em 2014, com a formação teórica dos bolsistas e em 2015 foram desenvolvidos os materiais e disponibilizado o curso, ofertado de maneira gratuita e à distância, via Moodle. A elaboração do material parte da perspectiva da educomunicação, com a construção de novas práticas pedagógicas, com maior interconexão entre áreas, docentes e projetos didáticos (SOARES, 2011, p. 83). Os materiais foram elaborados pensando para iniciantes, com vocabulário básico em espanhol (SCHARDOSIM et al, 2011). A elaboração do curso é pensada com a intenção de disponibilizar a aprendizagem dos conteúdos de maneira interativa e comunicativa, isto é, permeado por uma prática pedagógica dialógica (FREIRE, 1996), buscando a articulação teórico-prática. Para disponibilizar as atividades no Moodle, pensando na interação dos participantes com o ambiente virtual de aprendizagem, foi utilizado o pluggin Hot Potatoes, com a disponibilização das respostas ao final da atividade. Espera-se que os participantes do curso consigam realizar as atividades de maneira autônoma, interagindo com o ambiente e aprendendo vocabulário básico do idioma. Analisando instruções para produção de resumos em blogs Alessandra Souza Silva e Wiliany Miranda Silva (UFCG) Após ingressar na esfera acadêmica, é comum que o sujeito neófito busque alternativas que o auxiliem na produção escrita a fim de tornar-se urgentemente um membro desta comunidade. O presente artigo intenciona responder se as instruções para Resumo Acadêmico, doravante (RA), encontradas em dois blogs ”Pós-graduando” e “Ciência prática” constituem um material didático digital de eficiência validada como um produto para a produção escrita. Para tanto, destacamos os comentários e a organização sócio-retórica das instruções, com o objetivo de identificar e caracterizar as formas e funções para a produção do RA. Com uma metodologia descritivo-qualitativa e ancorada nos pressupostos teóricos de, BAWARSHI E REIFF(2013), BIASE- RODRIGUES (2009), (MOTTA-ROTH (2010), SANTAELLA, (2014) e ROJO (2013), nosso artigo analisa a influência da hipermídia e da concepção de ensino de escrita para a orientação da produção desse gênero. Os resultados apontam que o conjunto de instruções baseia-se numa concepção de ensino de resumo com ênfase na forma em detrimento do contexto situacional e em ações modelares prototípicas. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 49 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local Conversando com máquinas: construindo chatterbot especializado em Literatura Francesa para aulas de Francês Língua Estrangeira Paulo Lopes da Silva e Mardônio Jó de França (UFC) Este trabalho utiliza um chatterbot, ferramenta computacional interativa que simula conversações entre homem e máquina, no processo de formação de aprendizes de Francês Língua Estrangeira (FLE), além de análise qualitativa dos resultados dessa interação, visando contribuir para a análise da conversação, Sala Hipertexto 04 o (2 . andar) área que sistematiza interações verbais e diálogos, e para o desenvolvimento de chatterbots. O artigo objetiva apresentar etapas de criação da base de diálogos de um chatterbot especializado em literatura francesa e verificar sua contribuição para o ensino de línguas. Para isso, o estudo concentra-se no conceito de Corpus Especial (SINCLAIR, 1996) e nos princípios e métodos da Análise da Conversação de Kebrat-Orecchioni (2006). A construção do chatterbot foi estruturada nas etapas de Configuração do Perfil, Mineração dos Dados, Geração da Base de Diálogos, Aprendizagem de Máquina e Interação Homem-Máquina. Nas duas primeiras, foram escolhidas obras de 10 escritores franceses, gerando aproximadamente 2000 registros posteriormente usados no modelo de aprendizagem de máquina. Em seguida, essa aplicação será avaliada por aprendizes de FLE, que interagem e classificam as respostas segundo sua aceitabilidade, validando a última etapa. Assim, esperamos formar um chatterbot capaz de manter conversas com alta aceitabilidade, apresentando-se como nova ferramenta para o processo de ensino de línguas estrangeiras. Ensino de língua portuguesa mediado pelas novas tecnologias Caroline Souza Ferreira (UFJF) e Thais Fernandes Sampaio (UFJF) A pesquisa ora apresentada desenvolve-se no âmbito do ProfLetras, que tem como público-alvo professores do ensino básico de escolas públicas brasileiras. Vinculados à linha de pesquisa Teorias da Linguagem e Ensino, discutimos as possibilidades de inserção de novas tecnologias no ensino de Língua Portuguesa e, especificamente, como se dá, na contemporaneidade, a relação entre gêneros textuais, análise linguística e tecnologias nas aulas do Ensino Fundamental. Considerando discussões recentes sobre a inserção das tecnologias na educação (LÉVY, 2010; BIELSCHOWSKY; PRATA, 2010, dentre outros) e sobre o trabalho com o texto e a análise linguística (GERALDI, 2013; BEZERRA; RENALDO, 2013; ANTUNES, 2014; KOCH; ELIAS, 2014, MARCUSCHI, 2010, dentre outros), objetivamos analisar a coleção de aulas As novas tecnologias no ensino da Língua Portuguesa, publicada no Portal do Professor (MEC). Esperamos que a análise qualitativa dessa coleção, composta por 46 aulas, nos permita discutir e avaliar propostas reais de inserção das TDIC nas aulas de Português, especialmente no que diz respeito à relação desse ensino mediado por tecnologias e as propostas contemporâneas de um ensino de Português baseado em estudos de gêneros textuais e no desenvolvimento de práticas de análise linguística. Planejamento visual: orquestração com design Paulo André da Silva e Patrícia Smith Cavalcante (UFPE) Nossa pesquisa tem enquanto objetivo analisar um processo de orquestração didática em instituição de ensino superior a partir do uso de um planejamento baseado em técnicas de design thinking. Entendemos que as demandas próprias do século XXI, em especial no que tange a compreensão e uso de ferramentas tecnológicas, desafia os docentes a novas formas de pensar e fazer o trabalho pedagógico. O design thinking pode redimensionar visualmente o planejamento didático, proporcionando dimensões mais concretas, para o que será realizado. A transformação das ideias em práticas requer ainda dos docentes ações de gerenciamento dos processos, aqui tratadas sob a perspectiva teórica da orquestração [Dillembourg (2013; Dimitriadis (2010); Pietro 2011)]. O desenvolvimento de novas ideias para o trabalho docente requer o uso de novas (e velhas) ferramentas tecnológicas, mas também de compreensão de novos processos comunicacionais e de apoio para desenvolvimento prático junto aos alunos. A pesquisa em questão visa identificar como os professores, após a devida apropriação de algumas ferramentas e espaços para desenvolvimento de ideias, conseguem desenvolver mudanças na sua prática didática, promovendo mudanças significativas em termos de processos de ensinoaprendizagem, criando experiências de aprendizagens significativas e voltadas para o presente século. O Design Educacional e a formação do professor de Filosofia Rosangela Maia (UFBA) Este artigo apresenta uma discussão conceitual sobre Design Educacional, tendo como objetivo apresentar a importância do processo de ensino-aprendizagem baseado em interatividade e colaboração. Vivemos em um período de transição que busca romper com o paradigma cartesiano consolidado na modernidade e buscamos por novos paradigmas que dialoguem com a sociedade contemporânea. O Design Educacional integra-se então a proposta da complexidade devido a sua abordagem transdisciplinar, que permite uma interação do conhecimento em formato de rede, proporcionando interconexão dos conteúdos, além de, a partir de uma visão sistêmica, considerar o indivíduo em suas inteligências múltiplas. A referência teórica está centrada no pensamento de Edgar Morin através da teoria da complexidade, tratando-se esta do tecido de acontecimentos que constituem o nosso mundo fenomenal e no pensamento de Almeida & Prado sobre Design Educacional, o qual é um processo dialético no qual forma e conteúdo, tecnologia e educação se inter-relacionam proporcionando ao aluno uma aprendizagem significativa. Partindo deste contexto, apresentaremos os desafios da educação contemporânea nas universidades brasileiras, mais especificamente na formação do professor de Filosofia, buscando a superação da dicotomia ensinar filosofia ou aprender a filosofar, a partir do paradigma da complexidade e do processo de Design Educacional enquanto prática pedagógica. Geotecnologias e transformações do espaço: processo formativo docente no entendimento do lugar Silvia Pereira Correia, Tarsis de Carvalho Santos, Natanael Bomfim (UFBA) As práticas de leitura e escrita atualizadas, as quais se pautam em habilidades de compreensão leitora, cuja significação é produzida por meio da relação dialógica estabelecida entre o leitor, o autor e as semioses que constituem o texto (Bakhtin, 2003) e Rojo (2009), revelam o rompimento com modelos que não se sustentam diante de um cenário multissemiótico oriundo dos novos suportes digitais, que por sua vez estabelecem um novo perfil (leitor), demandando novas formas de interação com os textos digitais, Rojo (2012). Neste víeis, este estudo se propôs a estabelecer uma nova proposta pedagógica de narratividade por meio do gênero fotoblog, favorecendo, portanto, o letramento digital com vistas à promoção de técnicas que permitam ao sujeito apropriar-se dos novos modelos advindos de tais suportes. Para consolidação dessa proposta, empreendemos uma ação didática a partir dos pressupostos da sequência didática (SD) embasados por Dolz, Schneuwly (2004). Os dados obtidos revelaram de modo satisfatório a compreensão dos discentes acerca dessa nova perspectiva de articulação entre as linguagens promovida pelo aparato digital. Game Comenius: uma proposta de jogo digital educativo de formação docente para as mídias Dulce Márcia Cruz (UFSC), Ana Cristina Gomes Müller (UFSC), Geovanna dos Passos (UFSC) Como seria a aprendizagem com, para e através das mídias se ela fosse realizada dentro de um jogo digital gratuito disponível online? Essa questão principal guia a presente pesquisa que tem por objetivo investigar como criar um game de inclusão de mídias nas práticas pedagógicas para estudantes de licenciatura e professores da educação básica, buscando sua coautoria na finalização do jogo através de eventos de letramentos em oficinas de formação. O artigo descreve e analisa os dois primeiros anos do projeto, após trazer uma revisão do embasamento teórico composto pelos conceitos de multiletramentos, educação para as mídias e game design. A pesquisa quantitativa teve início em 2013 com um questionário online respondido por 602 estudantes de licenciaturas de todo país, aprofundada em entrevistas com estudantes de Pedagogia para gerar o perfil midiático do(a) futuro(a) jogador(a). Esses dados embasaram as escolhas do game design, dentre elas anarrativa, personagens, cenários e gameplay. O artigo compartilha os resultados obtidos até agora incluindo a expectativa de finalização do primeiro protótipo do game, que se propõe a ser lúdico, desafiante e envolvente, bem como os desafios enfrentados para sua produção em uma universidade federal com parcos recursos de financiamento. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 50 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) CASULO: um documentário sobre a pesquisa, o lugar e as TIC com alunos da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia Jordan Santos Mendes (UNEB) O documentário Casulo é o Trabalho de Conclusão Final de Curso (TCFC) de uma pesquisa do Programa de Mestrado Profissional Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O filme foi produzido durante o desenvolvimento do projeto “CASULO: Uma Experiência Vídeo Documentada com Alunos da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia”, que teve o objetivo geral de registrar as memórias e sentimentos de um grupo de alunos da escola pública que fizeram e fazem pesquisas sobre o lugar. As pesquisas realizadas por esses alunos da educação básica ocorreram a partir das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e provocaram ressonâncias nos seus processos formativos formais que extrapolaram os limites da sala de aula na busca por conhecimentos sobre a cidade. Por isso, os pressupostos que sustentam teoricamente este trabalho acadêmico se concentram em discussões acerca dos conceitos de pesquisa, lugar, TIC e documentário. A Pesquisa Participante foi a metodologia que mais se aproximou da dinâmica instituída pelos próprios sujeitos da pesquisa e, assim, a produção coletiva e posterior disponibilização do documentário na internet, resultados dessa trajetória de pesquisa em educação, podem inspirar processos formativos emancipatórios, além de ser também um desses processos. Gamificação: contribuições para a produção de narrativas interativas Rosângela dos Santos Souza e Fábia Magali Vieira (Unimontes) Um dos desafios do professor de Língua Portuguesa atualmente é vencer a resistência dos estudantes quanto à escrita de textos. Na busca por estratégias de engajamento dos alunos nas atividades de escrita, propusemos-nos a investigar as contribuições da gamificação no desenvolvimento de habilidades de escrita de narrativas interativas pelos alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Montes Claros, Minas Gerais. A gamificação, termo recente, consiste na utilização da dinâmica, estratégias e mecânicas de jogo em um contexto exterior aos jogos. As narrativas produzidas integrarão a construção de um game pelos estudantes. Os estudos de Schlemmer (2014), Fadel (2014), Marcuschi (2008) e Geraldi (2006) fornecem bases para a construção do referencial teórico desta investigação. Esta é uma pesquisa-ação; quanto à natureza pode ser classificada como aplicada e quanto aos objetivos, explicativa. Os procedimentos técnicos a serem utilizados são a pesquisa bibliográfica, estudo de campo, pesquisa documental e pesquisa experimental. A coleta de dados está sendo realizada através de um projeto educacional de intervenção, observação participante e grupo focal. Esperamos um avanço na produção de narrativas e maior envolvimento dos estudantes com as atividades de escrita de textos. NTDICS & LES: Uma revisão sistemática da literatura Adelaide Pereira de Oliveira (UFBA/UNEB) A mudança do paradigma analógico para o digital nas escolas, e o uso das novas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (NTDICs) no ensino e aprendizagem de Línguas Estrangeiras (LEs), levou as autoras deste artigo a realizar uma revisão sistemática da literatura no Brasil sobre às NTDICs aplicadas ao ensino de LEs, nos últimos quatro anos. Foram acessados dois portais: (1) CAPES periódicos e (2) CAPES - teses e dissertações, além de sites de bibliotecas de universidades públicas e de periódicos brasileiros. Determinadas palavras-chave foram inseridas e selecionados resumos de trabalhos nas áreas de Linguística (Aplicada), Educação e Estudos Linguísticos, chegando-se ao seguinte resultado parcial: treze artigos, seis teses e dezesseis dissertações, ou seja, trinta e cinco trabalhos. Através da análise aplicada, chegou-se à conclusão de que todas as pesquisas feitas são de natureza qualitativa, com apenas uma exceção, a maioria delas tem como foco a formação inicial e continuada do docente de línguas, portanto são estes os principais sujeitos das pesquisas encontradas. Enfim, foi observado que faltam mais pesquisas longitudinais e que empreguem análises estatísticas de dados, com foco no estudante de línguas e no processo de aquisição da LE com o auxílio das novas tecnologias. Competências digitais e desenvolvimento profissional de professores em rede: The Voice of the European Teachers Elaine Barbosa e António José Osório (Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho) The Voice of the European TeacherS (VoiceS) é uma rede europeia que conecta estudantes, professores e investigadores com o objetivo de implementar as competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida através de atividades de investigação, formação e construção colaborativa de conhecimento educacional. Embora sua estrutura comunicacional compreenda contextos presenciais, é através de uma plataforma online que a interação entre os professores ocorre com maior intensidade, exigindo a utilização de diversas ferramentas tecnológicas. Este estudo, realizado através de um questionário aplicado a todos os participantes da fase incial da rede, teve como objetivo identificar as competências digitais dos professores da Rede, bem como aspectos da sua interação online e suas necessidades formativas, de forma a colaborar para o desenvolvimento dessas competências. Os resultados indicam que estes professores são usuários confiantes de ambientes e aplicações, utilizando com frequência essas ferramentas em contexto pessoal e em suas salas de aula; acreditam que as tecnologias tenham impacto positivo nas diversas atividades educativas; e acreditam que podem desenvolver competências digitais através da interação na Rede, o que permite contemplar seu potencial para se efetivar como uma comunidade de prática online para o desenvolvimento profissional dos professores. A inserção e o uso das TIC nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro Jéssica Zacarias de Andrade e Gilda Helena Bernardino de Campos (PUC Rio) Este trabalho, parte integrante da pesquisa “Qualidade em Educação a Distância: uma pesquisa longitudinal com professores em exercício em programas de formação do governo federal. Estudo de caso sobre o curso de pós-graduação lato sensu Tecnologias em Educação (2006-2013)”, apresenta os resultados de uma investigação que procurou identificar os fatores que tangenciam a inserção e uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro – o quanto e como as tecnologias se incorporam à sala de aula. A realização deste estudo envolveu em um primeiro momento a análise do perfil dos cursistas e dos seus Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC. Em um segundo momento foi construído e aplicado um questionário on line, a fim de verificar se as experiências relatadas tiveram continuidade, com ou sem alterações e se os projetos de ação propostos foram implementados. A análise realizada teve como fundamentação a teoria habermasiana apontando para a discussão do mundo da vida e da teoria da problematização. Os resultados mostram que as TIC estão cada vez mais sendo incorporadas a realidade das escolas públicas do estado do Rio de Janeiro, de forma cada vez mais regular e diversificada. A prática docente dos egressos dos cursos de formação de professores do IFPI: uma abordagem sobre o uso das novas tecnologias de informação e comunicação Dinalva Clara Monteiro Santos Silva e Selma Maria de Brito Cardoso Oliveira (IFPI) O Instituto Federal do Piauí (IFPI), como instituição formadora de profissionais da educação, através dos cursos de Licenciatura, propõe uma formação voltada para o estímulo do uso de novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas práticas de ensinar. Nesta perspectiva, apresentamos um estudo cujo interesse é verificar em que medida os conhecimentos sobre novas tecnologias, adquiridos pelos egressos dos cursos de formação de professores do IFPI, subsidiam efetivamente sua ação docente quanto ao uso sistemático destas tecnologias na realidade escolar. Para tanto, esta pesquisa de cunho qualiquantitativo e descritivo, busca aporte teórico em autores como Moran, Masetto e Behrens (2009), Kenski (2007), Tajra (2007), Dias (2008), Mercado (2007). A coleta de dados foi realizada através de questionários online e análise documental. O estudo teve como amostra alunos egressos dos cursos de Matemática, Química, Física e Biologia, em efetivo exercício da docência. Os resultados sugerem, dentre outras ações, a necessidade de uma reformulação curricular direcionada a um ensino mais pontual, considerando as especificidades de cada curso. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 51 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 06 o (2 . andar) Formação em rede: o Whastapp e o Facebook como meios de interação e construção coletiva do conhecimento Bárbara Tostes Machado (UFMG) O trabalho apresenta o resultado parcial de uma pesquisa de mestrado profissional que busca investigar, o uso do Whatsapp, Facebook por graduandos de diversos cursos de licenciaturas e pedagogia que fazem parte do programa de extensão Fórum Metropolitano de Educação de Jovens e Adultos, da Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é a reflexão sobre as diferentes vocações de uso do Whatsapp e do Facebook e a formação de redes de conhecimento As discussões sobre as redes sociais digitais são fundamentadas nas ideias de Castells (2009) e Bauman e Donskis (2014) que serviram como aporte teórico para a intensificação das discussões sobre a construção de uma educação em rede, abordada por Pretto (2014) e Sibilia (2012). A metodologia proposta foi uma abordagem qualitativa baseada em um questionário online, duas entrevistas com um grupo de quinze graduandos e a observação das interações nas redes sociais digitais abordadas. Os resultados demonstram um posicionamento favorável quanto ao uso do Whatsapp e do Facebook e preocupações quanto a privacidade e a instantaneidade que envolvem essas interações. O Ensino no despertar das potencialidades: as novas tecnologias como ferramentas de uma educação libertadora Ana Carolina Sampaio Coelho A presente investigação se propõe a discutir como as novas tecnologias de comunicação (TICS) têm possibilitado aos educandos ferramentas para a expressão de suas potencialidades e a autonomia no processo de ensino aprendizagem. Um educação problematizadora, tal como sugere Paulo Freire, é construída de forma dialógica, ao abrir espaços de participação e construção de sentidos para educador e educando. Pretende –se pensar, portanto, práticas pedagógicas como atos de criação e reinvenção de significados. Como as tecnologias podem criar possibilidades de uma processo de aprendizagem permeado de sentido? Esta investigação faz uma análise dos usos das novas tecnologias e de processos característicos da cibercultura, tais como coautoria, criação colaborativa e remix, na formação docente e na promoção de um ensino que viabilize uma educação essencialmente libertadora, que devolva ao indivíduo (educador e educando) o poder de expressão da sua palavra. Discute-se ainda como as ideias apresentadas por Claudio Naranjo no campo da educação comungam com os pressupostos da pedagogia crítica. Imagine-se...a Arte existe, na escola! Fernanda Mello, Josimar Propolis e Edinamaria Mendonça (Sec. Mun. Educ. do Rio de Janeiro) O presente trabalho apresenta resultados do projeto de Formação para professores “ IMAGINE-SE”, ofertado pelo OI Kabum/Instituto Cultural OI Futuro a professores de escolas públicas no Estado do Rio de Janeiro. O olhar sobre a pesquisa é de um pesquisador participante presente nas oficinas e que também atuou na experimentação/produção de projetos de Arte e Tecnologias Contemporâneas no contexto escolar. Assim, foi possível observar/descrever essa intervenção às possibilidades de produção e fruição de diferentes expressões artísticas na escola. A imersão em experiências de Arte Educação e Tecnologias Contemporâneas integram a abordagem inovadora, capaz de aflorar o potencial criativo dos participantes, uma vez que a concepção pedagógica favorece a (re)descoberta estética do indivíduo. A análise acerca de diferentes produções ao longo das oficinas, dos depoimentos (em áudio/vídeo/produções escritas) pelos formandos, bem comoo detalhamento técnico sobre os projetos, demonstra que o IMAGINE-SE viabilizou projetos de Arte usando diferentes mídias, linguagens, suporte, tecnologias tradicionais e advindas da cultura digital. A metodologia utilizada promoveu a parceria colaborativa entre alunos e professores nos respectivos projetos. As oficinas possibilitaram aos participantes concretizar sonhos de Expressar-se- em Arte- de Ser, dentro e fora da escola. Imagino-me, logo existo! Dispositivos móveis na prática dos educadores de jovens e adultos Daniele dos Santos Ferreira Dias (UFPB), Timothy Denis Ireland (UFPB) A Educação de Jovens e Adultos exige desenvolvimento de metodologias motivadoras e reflexivas. Contudo, a formação de professores para utilização pedagógica de dispositivos móveis com este público, tem sido um grande desafio para os cursos de Licenciatura. Neste sentido, o Projeto de Extensão AMCO – Aprendizagem Móvel no Canteiro de Obras: tecnologia como prática de liberdade – fora desenvolvido junto ao Programa Zé Peão como uma das ações da Cátedra da UNESCO de EJA. Assim, além de propiciar a inclusão digital de operários da construção civil distribuídos em turmas instaladas em canteiros de obras de João Pessoa - PB, o projeto volta-se a formação dos graduandos de licenciaturas para desenvolverem habilidades e competências que possibilitem ações futuras na facilitação dos processos de leitura e escrita com o apoio da tecnologia móvel. A pesquisa apoia-se principalmente em documentos da UNESCO, Freire (1997), Delors (1996), Ireland et. al. (1999, 2007) e Negroponte (1995). Acredita-se que, na perspectiva da Educação de Jovens e Adultos, a prática e a teoria precisam estar entrelaçadas, fazendo sentido para o estudante. Portanto, espera-se com o projeto favorecer que se aprenda a partir da prática e, além disso, que os educadores em formação desenvolvam metodologias inovadoras no processo de ensino. Cultura hacker na Bahia: experiências de produção em linguagens, processos colaborativos, aberto e livre Pedro Silva, Marilei Fiorelli e Nelson De Luca Pretto (UFBA) Nas últimas três décadas, os hackers de todo o mundo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, começaram a criar espaços e eventos para que sua comunidade pudesse se encontrar para trocar experiências, aprendizados e realizarem, presencialmente, ações conjuntas, a partir dos princípios da ética hacker. Na Bahia, surgiram alguns eventos que possuem em comum a temática da cultura digital, da cultura hacker e da ética hacker. Nesse texto analisamos esses eventos, que, ao se utilizarem da experimentação de linguagens e dos processos de produção colaborativa, aberta e livre, são compreendidos enquanto espaços não formais de ensino e aprendizagem e que constituem um “modo de ser hacker”. O método utilizado foi o da pesquisa qualitativa, de cunho descritivo e analítico. Dentre outros aspectos, a pesquisa verificou que mesmo estes eventos terem tido nomes distintos, eles apresentam um forte ponto em comum: são experiências que poderiam vir a ser (enquanto potência) estruturantes para se pensar a educação numa perspectiva plural, ou seja, em educações. Multiletramento, Linguagem de Programação, Scratch na escola? Presente! Andrea Ferreira Lago (UNEB), Iury Barreto da Silva (UNEB) Este artigo tem como objetivo discutir o multiletramento e o ensino de linguagem de programação a partir da experiência vivenciada numa escola da Rede Pública de Educação Básica, como resultado do processo dinâmico de apropriação crítica das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), o que se mostra cada vez mais importante no cenário da mundialização contemporânea. É apresentado ao longo do texto o potencial que as tecnologias digitais podem exercer no processo de ensino e aprendizagem, além do conceito de multiletramento e das características pedagógicas e técnicas da linguagem de programação, Scratch, que a tornam um poderoso instrumento para um primeiro contato dos estudantes com a lógica de programação relacionado ao processo de letramento nos dias atuais. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 52 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) @ccessnet: Dicionário Animado de Libras Felipe da Rocha Henriques (CEFET/RJ - Campus Petrópolis), Thiago Ferreira Penteado (CEFET/RJ - Campus Petrópolis), Lucienne Veloso Brito (CEFET/RJ - Campus Petrópolis) As chamadas Tecnologias Assistivas (TAs) são um conjunto de ferramentas que auxiliam pessoas com necessidades específicas a terem maior autonomia e serem incluídos na sociedade. Pode-se citar alguns exemplos, como recursos de acessibilidade ao computador para deficientes visuais, tradutores de LIBRAS para os deficientes auditivos, dentre outros. Neste trabalho, foi desenvolvido um navegador adaptado, que exibe páginas web de forma acessível a indivíduos portadores de necessidades visuais e auditivas. O @ccessnet é um dicionário animado de LIBRAS que, além de exibir animações na Língua Brasileira de Sinais, também pode exibir áudios para auxiliar deficientes visuais. O objetivo do navegador é auxiliar estudantes com tais necessidades no processo ensino-aprendizagem. Para cada palavra, o navegador exibe uma animação em LIBRAS e, caso haja algum conceito envolvido, um áudio pode ser tocado. Por exemplo, em um curso de Informática, ao clicarmos na palavra “software”, um vídeo com a animação da palavra em LIBRAS é exibido e um áudio com a explicação do conceito envolvido pode ser tocado. Um servidor web contém animações com as palavras em LIBRAS e os áudios associados a cada palavra. Estudantes com necessidades específicas podem acessar o navegador e usar a ferramenta em aulas, ou para estudo individual. Características de uma aplicação multimídia potencializadora da aprendizagem Marion Rodrigues Dariz (UCPel) Inúmeros são os artefatos digitais educativos com que nos temos deparado, todavia muitas dessas ferramentas não atendem aos requisitos mínimos de utilização. Pensando nessa realidade, desenvolvemos uma aplicação multimídia, que se constitui a proposta mediadora da minha pesquisa de Mestrado. O vídeo educativo-interativo – assim denominado – elaborado à luz dos pressupostos da Perspectiva Histórico-Cultural de Vygotsky, conta com elementos de multimídia interativa; emprega áudio, vídeo, animação, texto e imagens, facilitadores da aprendizagem. Foi produzido com um software para produções gráficas: a suíte Adobe Master Collection CS5®; para animação, o Adobe Flash CS5®; para tratamento de imagens, Photoshop, Illustrator e Fireworks; para captura e digitalização sonora, o Sony Sound Forge; arquivo gerado foi mesclado com imagem de personagem no programa de sincronização Crazy Talk. O material pedagógico digital, facilmente utilizável pelo professor, não requer máquina potente, apresenta interface compreensível, adequada ao público-alvo, sem sobrecarga de informações; um professor virtual traz orientações para execução das tarefas, cujo papel é de guiar o aluno, apresentar conteúdo, propor interações e questões conceituais. Com mecanismos de feedback, promoveu a aprendizagem, propondo o ensino da ambiguidade lexical aos alunos da 8ª série, os quais foram afetados, tiveram motivação para realizar as tarefas com agilidade, interesse e entusiasmo. Poesia, novas tecnologias, novos suportes midiáticos: o lírico e o digital na formação do leitor Giovana Pessini Dilem (UFRN) O quadro atual do desenvolvimento humano faz demandar sujeitos com capacidade e sensibilidade expandidas para lerem, compreenderem o que leem e interferirem produtivamente no meio em que vivem. Voltar o olhar para a formação do leitor contemporâneo faz-se imperativo diante do cenário que se apresenta. É nesse contexto que se propõem o trabalho com o gênero lírico coadunado aos recursos tecnológicos digitais como alternativa para a formação leitor. O objetivo é encurtar o distanciamento que há entre leitura e leitor e tornar aulas e textos mais dinâmicos e atraentes aos olhos dos nativos digitais. A utilização das novas tecnologias, que seduzem os alunos com recursos multissensoriais, e a apropriação do texto poético em toda sua dimensão plurissignificativa, revelar-se-ão como grandes aliados na expansão da capacidade leitora e reflexiva do aluno. Para tanto, alunos das séries finais do Ensino Fundamental, interagem com a poesia traduzindo-a para o ambiente virtual. Utilizando, para isso, recursos tecnológicos disponíveis em dispositivos eletrônicos para transmutação do texto poético verbal em texto sincrético, intersemiótico, multimodal, na criação de vídeos para computador e smartphone que serão compartilhados em mídias sociais. Usabilidade e estruturação de conteúdo no tema Moodle BCU Paulo Henrique Serrano (UFPB) O tema Birmingham City University (BCU) do Moodle foi baixado mais de 47 mil vezes e é usado em quase 2 mil sites no mundo todo. Com base nas teorias de usabilidade de Steve Krug (2010), design centrado no usuário de Lowdermilk (2013) e design de interação de Dan Saffer (2009), foi verificado neste trabalho como a personalização da interface, através de recursos nativos do sistema Moodle e do tema BCU, pode contribuir para a melhor organização dos cursos. As decisões de estruturação do conteúdo, guiadas pela melhoria da experiência do usuário, também são parte essencial na eficiência do processo de ensino e aprendizagem e na motivação em utilizar o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Para a análise da estrutura do conteúdo foram utilizados cursos da Mount Orange School, demonstração do moodle.org com cursos, atividades e usuários que simulam a aplicação do sistema. Através do domínio dos recursos oferecidos pelo sistema Moodle e a aplicação adequada no contexto do curso, os estudantes podem ter uma experiência mais estimulante na educação a distância. Entrelaçando práticas: redes sociais como socialização, interação e comunicação no ensino de Língua Portuguesa / Carla Bianca Chagas de Jesus (Unifacs) As redes sociais estão presentes em todos os segmentos de nossas vidas. Na unidade escolar elas se configuram como uma ferramenta de ensino relevante que pode ser utilizada em todas as áreas do conhecimento. Com base nos conceitos de Moran, Pierre Lévy, Marcuschi et alii, entende-se que o uso de tecnologia, em especial das redes sociais nas escolas, é possível e necessário, por permitir que o processo de ensino-aprendizado contribua para a autonomia do aluno. Este trabalho propõe-se a analisar o rumo do ensino de Língua Portuguesa e sua potencialidade através das redes sociais nos processos de interação, leitura e produção textual, por meio de uma pesquisa exploratória dos trabalhos publicados nos Anais do Simpósio de Hipertexto, visto que se trata de um evento acadêmico-cultural de grande prestígio na área. Foram selecionados alguns trabalhos das últimas edições que convergem para o uso da rede social no ensino de português. Diante dessa constatação, surgiu o tema Entrelaçando práticas: redes sociais como socialização, interação e comunicação no ensino de LP e, da observação e análise dos trabalhos publicados pretende-se verificar os avanços na práxis metodológica e a ampliação da pesquisa com o objetivo de fornecer outras possibilidades de metodologias. A Filosofia LOGO no Ensino Superior Adriana da Silva Nogueira e Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa (Unesa) O presente trabalho apresenta a utilização da Filosofia LOGO e da Linguagem LOGO como metodologia de ensino para a disciplina Algoritmos e Programação I ministrada no primeiro período dos cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação oferecidos por uma universidade particular da cidade do Rio de Janeiro. O aprendizado da lógica de programação é uma das dificuldades encontradas pelos alunos de cursos superiores relacionados à computação. Foi realizada uma pesquisa-ação que teve como foco a observação do desenvolvimento das estruturas lógicas de pensamento dos alunos. Após um semestre letivo, verificou-se que esses alunos aprimoraram tais estruturas em relação ao período em que iniciaram o curso superior, confirmando que a Filosofia LOGO pode propiciar uma aprendizagem agradável ao permitir que os alunos interajam com autonomia no gerenciamento de seu processo de aprendizado. Conclui-se que alguns ajustes na ementa da disciplina e a adoção da metodologia de ensino proposta colaborariam para o ensino de técnicas para elaboração de programas computacionais e o adequado desenvolvimento das estruturas lógicas de pensamento e, consequentemente, para a formação acadêmica e profissional do aluno. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 53 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 08 o (2 . andar) As emoções nas estratégias docentes de tutores a distância Alice Monteiro (UFPE); Thelma Panerai Alves (UFPE); Sérgio Abranches (UFPE); Débora Pereira Laurino (FURG) Este artigo visa analisar a presença das emoções nas estratégias docentes de tutores a distância no ambiente virtual. Partimos da compreensão de que as emoções estão na base de nossas ações. Para isso, realizamos uma pesquisa de caráter exploratório, entrevistando três tutores a distância de um curso de graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As análises das entrevistas transcritas se deram através da Análise Textual Discursiva (ATD). Nossos resultados sugerem que os tutores reconhecem e percebem que as emoções estão presentes na relação com os estudantes, influenciam a sua prática de tutoria e o espaço do educar a distância. Na convivência virtual com os estudantes, os tutores são constantemente afetados por emoções que geram bem-estar ou mal-estar. Emoções relacionadas ao bem-estar parecem motivá-los a interagir, incentivar, ampliarem os espaços de discussão com os estudantes. Quando afetados negativamente, buscam mudar sua emoção a partir da consciência do seu papel docente e responsabilidade pedagógica, reorientando suas ações para estratégias pedagógicas que promovam a aproximação com seus estudantes, a interação e o bem-estar na convivência virtual. Inglês na Internet: onde aprender é como voar Ronaldo Corrêa Gomes Júnior (UFMG) De acordo com Lakoff e Johnson (1980), o pensamento humano é governado por conceitos, os quais não são meras questões do intelecto. Para os autores, nosso sistema conceptual é predominantemente metafórico, tendo um papel fundamental para a definição das realidades humanas. Este trabalho teve como objetivo identificar metáforas sobre aprendizagem de inglês à distância. A pesquisa foi conduzida com alunos de graduação de vários cursos da Universidade Federal de Minas Gerais que estavam cursando uma disciplina de inglês instrumental online. A Teoria da Metáfora Conceptual (LAKOFF E JOHNSON, 1980), assim como a Teoria da Mesclagem Conceptual (FAUCONNIER E TURNER, 2002) foram utilizadas na análise, que revelou que de maneira geral os alunos conceptualizam a aprendizagem online como uma maneira de quebrar barreiras e ser incluído no mundo. Além disso, esse modo de aprender é entendido como uma maneira efetiva de locomoção espacial. Em outras palavras, se aprender inglês é como percorrer caminhos, aprender inglês à distância é como voar. Outras metáforas encontradas evidenciam também que essa nova forma de aprender faz com que os alunos possam "entrar no mundo"; "descobrir o mundo"; "abrir portas e janelas"; e "alçar novos voos". Ensino da matemática através do desenvolvimento de games Cristiane Sanches da Silva (CESAR), Carla Verônica Teixeira Sobrinho (CEJLL), Ernani Iodalgiro Costa Lima (CEJLL), José Augusto Mendes Vidal (CESAR), Leonardo Vilhena (CEJLL) Analisando resultados de avaliações diagnósticas, percebeu-se a existência de uma lacuna no aprendizado de matemática e raciocínio lógico em alunos do ensino médio. O presente trabalho procura oferecer uma metodologia de desenvolvimento de jogos para apoiar estudantes no resgate de aprendizados anteriores não consolidados. Esta metodologia possui quatro etapas: (i) apresentação do projeto, formação das equipes de trabalho e escolha dos temas de matemática; (ii) ideação e elaboração do Game Design Document; (iii) desenvolvimento dos jogos pelos alunos; (iv) apresentação dos projetos para uma banca de avaliadores. Foram utilizados como principais referências os trabalhos de Prensky (2012), McGonical (2010) e Mattar (2010). O projeto foi realizado em 2014 com 100 alunos que desenvolveram sete jogos analógicos, quatorze jogos digitais e um vídeo. Os resultados obtidos apontam para uma avaliação positiva: foi possível relembrar conteúdos de matemática já esquecidos ou compreender melhor aqueles que não estavam totalmente dominados. Diversos conceitos de lógica de programação foram aprimorados. Percebeu-se um ganho em relação às competências produtivas como a capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo, organização do tempo, sistematização de ideias e concepção de projetos. Muitos relataram que projetos semelhantes poderiam ser utilizados para que o aluno aprenda de forma mais divertida. Affordances do digital no impresso: limites e possibilidades Ana Elisa Costa Novais (IFMG) As interfaces gráficas digitais já foram consideradas um produto cultural da vida contemporânea (JOHNSON, 2001). Esse sistema semiótico tipicamente digital desenvolve-se historicamente sob as restrições e possibilidades dos ambientes digitais, orquestrando linguagem e formas de interação. Nossas atividades de navegação digital estão condicionadas à forma como interagimos com as interfaces; navega melhor quem conhece a gramática das interfaces (NOVAIS, 2008). Mas e quando essas marcas invadem os textos impressos? O que acontece quando as ações de navegação, representadas pelos ícones, botões, barras de progresso, setas do mouse e menus de contexto emprestam suas semioses a outras formas de expressão que não a interação digital? Neste trabalho, que é parte da minha pesquisa de doutorado (em andamento), pretendo apresentar alguns desses textos (peças publicitárias, charges, memes, etc.) e discutir aplicações do conceito de affordance (Gibson; 1977; Norman, 1988, 1999, 2014; Van Lier; 2000, 2004, 2008; McGrenere J, Ho W (2000); de Souza (1997); entre outros) em contextos de mudança de meio (do digital para o impresso). Formação educativa universitária: Blog Educacional como Apoio ao Processo de Ensino-Aprendizagem Ernando Luiz de Sousa Andrade, Adriano Patrício da Silva, Rozimar Rodrigues de Brito (UFPB), Pablo Ramon de Araujo Monteiro Fabricio (UEPB) O objeto do estudo reside em compreender o nivelamento de estudantes universitários na disciplina Cálculo Diferencial Integral da grade curricular do Curso de Licenciatura em Computação no CCAEUFPB. Justifica-se o estudo pelo fato dessa disciplina apresentar elevado índice de reprovação de estudantes universitários da área de exatas. Em termos metodológicos realiza-se uma revisão bibliográfica a partir dos autores BETTIL; MARTINS, (2004), (BECK, 2002), PONTES (2011) procurando estabelecer o estado da arte. Pesquisas na sua maioria apontam a disciplina em questão como a que possui maior índice de reprovação na área de exatas. Em termos metodológicos aplicamos as técnicas da ‘observação’ durante o desenvolvimento da disciplina em sala de aula e do ‘acompanhamento e orientação pedagógica aos estudantes fora da sala de aula’, onde percebe-se fragilidades no aprendizado. A partir das constatações passamos a desenvolver um “ambiente web”, no qual, estudantes podem ter acesso a vídeos aulas, apostilhas, listas de exercícios, fóruns de discussões e avaliações, dentre outros. Espera-se como resultado que com o acesso a plataforma, e com o conteúdo direcionado para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, o estudante melhore seus conhecimentos, amplie seus interesses pelos estudos, consequentemente haja uma diminuição nos índices de reprovação na disciplina Cálculo Diferencial Integral. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 54 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 09 o (2 . andar) Alice no país das maravilhas tecnológicas: uma história sobre tecnologias Digitais no Ensino de Línguas Washington Ribeiro (UnB) Era uma vez uma professora que se chamava Alice. Todo dia ela dava aulas de língua inglesa numa escola muito tradicional no Brasil. Um dia, num final de ano, ela começou a se fazer perguntas sobre como começamos a ensinar línguas da forma que ensinamos hoje, sobre o mundo do século XXI, as tecnologias e a educação. Por causa disso, ela ficou cada vez mais curiosa e acabou recebendo uma mensagem que a levou até o País das Maravilhas Tecnológicas. E, por causa disso, ela viveu a uma saga histórica sobre o ensino de línguas e as tecnologias da pré-história até chegar aos dias atuais na cultura digital. Numa aventura incrível, Alice finalmente consegue respostas para a sua curiosidade - por meio de uma pesquisa de estudo de caso organizacional histórico -, e compreende que as tecnologias podem ser muito mais que hardwares e softwares e também sobre seus efeitos na mudança dos processos de ensino e aprendizagem de línguas, ou seja, que as tecnologias podem mudar nossa maneira de pensar, transformando o jeito de nos organizarmos como sociedade e, claro, modificando a nossa forma de aprender (n)o mundo. Análise de redes sociais como aporte para estudos do discurso Cristiane Koehler, Rosangela Silveira Garcia e Marie Jane Soares Carvalho (UFRGS) Este estudo tem como objetivo compreender como os conceitos se formam e circulam em um grupo de estudos no website Facebook, que tem como temática de discussão as redes sociais antes e depois da internet. Nesta perspectiva, tendo como escopo de análise, os enunciados produzidos pelos sujeitos enunciadores integrantes de tal grupo, propõe-se um estudo da rede de conceitos que ali se difundem tendo como base pressupostos bakhtinianos sobre a enunciação – enquanto processo comunicativo de natureza social do qual derivam os enunciados, produto materializado da interação verbal entre os sujeitos. A metodologia opera com proposições da Análise de Redes Sociais (ARS) visando identificar a circulação dos conceitos entre os membros do grupo de estudos. Num primeiro plano investiga-se os principais conceitos que emergem no grupo, e posteriormente, a relação entre os conceitos emergentes e os atores do grupo. Estas relações, entre conceitos e atores, são representadas em uma rede de afiliação two mode. Como resultando deste estudo espera-se identificar como os conceitos se estabelecem discursivamente, e como difundem-se no contexto de um grupo de estudos em um site de rede social na internet. Uma importante contribuição deste trabalho é evidenciar o potencial da ARS como aporte metodológico para análises discursivas. Linguagem dos aplicativos para aprendizagem com mobilidade e ubíqua à luz da semiótica no âmbito do ensino de inglês Ênio L. Costa Tavares (Unicap/IFSertão) Observa-se que as pessoas estão aprendendo com a ajuda das tecnologias. Hoje, nós podemos encontrar conhecimento através de inúmeros dispositivos móveis. Os dispositivos permitem ampliar as fronteiras da escola e diluir as paredes da sala de aula. É justamente neste ambiente que surge a necessidade de analisar e propor melhorias quanto à linguagem utilizada nos aplicativos pedagógicos. O objetivo desta pesquisa é investigar as contribuições da linguística à linguagem dos aplicativos à luz da semiótica. A pesquisa fundamenta-se na Teoria da Composição Visual acerca da multimodalidade dos signos. Também, de teorias relevantes da Aprendizagem com Mobilidade. É uma pesquisa quantitativa e consiste em aplicar questionários e testes de preferência a dois grupos de ensino técnico do IF-Sertão PE. Cada grupo com 20 alunos, homens e mulheres com idades entre 15 e 18 anos, totalizando 40 alunos. Visa-se identificar as contribuições supracitadas. No teste de preferência, duas versões de aplicativos serão apresentadas a cada aluno – a versão original e uma versão modificada no sentido de incorporar aspectos multimodais. Cada aluno manifestará sua preferência por uma das versões. Ao final do trabalho, serão apresentadas diretrizes no âmbito da linguística a serem seguidas no desenvolvimento de aplicativos para o ensino de inglês. Letramento digital: o que revelam as apresentações em slides dos estudantes de graduação da Universidade de Pernambuco/Campus Garanhuns Liliane Alves da Silva (UPE) Um grande número de pesquisadores tem contribuído para o desenvolvimento de diversas discussões relevantes sobre as tecnologias aplicadas a educação. Mesmo sendo tão pronunciada e que, às vezes, torna-se muito repetitiva, é a afirmação que os professores precisam dominar as tecnologias, assim eles poderão fazer uso delas em sala de aula. Pensando nessa reflexão, que em alguns momentos parece tão comum, mas tão necessária para os dias atuais, resolvemos desenvolver esta pesquisa com o objetivo de identificar como os estudantes lidam com as tecnologias durante sua formação, tendo como objeto de estudo as produções de slides que mediam o gênero exposição oral. Para isso, selecionamos um corpus constituído por 10 apresentações em slides que foram produzidas por estudantes no decorrer do curso de Licenciatura em Letras da Universidade de Pernambuco/Campus Garanhuns. Para fundamentar e orientar o nosso estudo, elegemos as pesquisas envolvendo Letramento digital realizadas por Ribeiro (2009), Xavier (2011), Vieira (2005), estudos sobre gêneros por Miller (2012), Bazerman (2011), Marcuschi (2008), Bawarshi e Reiff (2013). Os resultados indicam que a maioria dos estudantes consegue produzir apresentações em slides utilizando recursos diversificados, bem como selecionar partes do texto que correspondem às temáticas abordadas, as quais facilitam a exposição oral. Estratégia de sala de aula invertida para o ensino e aprendizagem de língua inglesa em ambiente com realidade aumentada Larissa Cristina Cruz Brum (UENF) Este trabalho tem o objetivo desenvolver uma estratégia pedagógica para o ensino de língua estrangeira no modelo pedagógico da sala de aula invertida (Flipped Classroom) através do uso da tecnologia da Realidade Aumentada (RA). Essa estratégia está ancorada pela Teoria do Conectivismo de Siemens (2004), que concebe o conhecimento como algo que não é pronto e sim construído e constituído pelo sujeito através de sua ação e interação com o meio. Apresentamos uma experimentação com RA na plataforma Aurasma em livro-texto de língua inglesa voltada para a Educação Infantil. O objetivo do experimento foi criar um ambiente lúdico em sala de aula, onde o aluno pudesse interagir em tempo real, visualizando imagens tridimensionais e ouvindo sons em inglês mesmo utilizando um material didático comum. Após a experimentação, foi possível verificar a facilidade na assimilação do conteúdo, a motivação e a curiosidade do aluno ao utilizar a ferramenta. A partir desse resultado, propomos uma pesquisa experimental com alunos do ensino médio e técnico do CELIFF (Centro de Línguas do IFF), a fim de verificar se a utilização da RA no modelo da sala de aula invertida, como ferramenta de visualização e interação, pode contribuir para a aquisição da língua inglesa. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL 55 Data 08/12 Hora 13h30 às 15h30 Local: Recursos digitais em espaços não formais de educação: interações mediadas por analogias e metáforas Rangel de Almeida, Ronaldo Nagem, Délcio Almeida e Alexandre Ferry (CEFET-MG) Os espaços não formais de educação contemporâneos associados aos recursos digitais oferecem aos frequentadores um ambiente inovador de entretenimento e aprendizado. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é analisar a presença de analogias e metáforas utilizadas nas interações discursivas entre Sala Hipertexto 10 o 2 . andar sujeitos das atrações que compõem um espaço não formal de educação - Museu das Minas e do Metal do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Pressupõe-se que a utilização de recursos digitais discursivos sejam permeados por tais analogias e metáforas como mediadoras da comunicação, ao passo que tais recursos podem ser utilizados como ferramentas para o entendimento dos conteúdos por parte dos frequentadores. Os arcabouços teóricos que sustentam tal pesquisa são: Dedre Gentner (Structuremapping: a theoretical framework for analogy), George Lakoff & Mark Johnson (Metáfora da Vida Cotidiana) e Sílvio Ancisar Sanchez Gamboa (Metodologia da Pesquisa Educacional). A pesquisa será feita a partir da abordagem fenomenológica-hermenêutica, seguida do mapeamento estrutural das interações discursivas entre sujeitos e atrações presentes nesse museu. Pretende-se evidenciar e analisar a utilização de analogias e metáforas em recursos digitais interativos nos espaços não formais de educação, a fim de promover a discussão sobre o tema. Literatura e Whatsapp: o uso das redes sociais virtuais como ambiente de mediação de leitura e escrita colaborativa no contexto escolar Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante (Associação Casa da Árvore) Nosso trabalho busca refletir sobre as possibilidades de integração entre as aprendizagens informais das mídias digitais e as necessidades didáticas de ensino de literatura no contexto escolar. Para isso observamos três turmas do ensino médio de Palmas-TO, durante a leitura obrigatória do clássico “O Guarani”, que teve sua mediação realizada de forma colaborativa entre alunos e professores através de um grupo no Whatsapp. Neste percurso acompanhamos uma participação efetiva dos jovens caracterizada, sobretudo, pela intensa troca de mensagens de texto redigidos em grupo, com reflexões sobre a obra e a própria experiência de leitura. As características desta interação social, motivada pela literatura, nos sugerem que, trazer demandas curriculares para estes ambientes informais de aprendizagem podem se configurar como uma alternativa viável para ressignificar práticas de incentivo à leitura no contexto da cultura digital. Modelagem e simulação de sistemas dinâmicos com o Silab/Xcos: um caderno didático Neila Leite, Tatiane Amaral, Victor Ladeia e Rosilanny Carvalho (IFNMG) Softwares para o entendimento de sistemas físicos são cada vez mais utilizados no ambiente acadêmico. Como muitas vezes montar um sistema físico, tal como um simulador da performance de um carro, é algo caro ou observar, por exemplo, o comportamento de um crescimento biológico é uma tarefa demorada, o uso desses softwares possibilitam obter resultados a partir de equações que modelam esses sistemas, as equações diferenciais. Inserida no Scilab, software matemático de caráter livre, existe a ferramenta de simulação, o Xcos. Devido a existência de pouca informação quanto ao uso dessa ferramenta, este trabalho procurou desenvolver um material didático que possibilite, tanto alunos como professores, um entendimento sobre o funcionamento da ferramenta. A sua interface de fácil de utilização e a capacidade didática da ferramenta foram decisivos para o desenvolvimento de um material didático. Para isso, a ferramenta foi explorada através de diversos tipos de sistemas dinâmicos reforçando outra vantagem: a diversidade de áreas de aplicação da ferramenta. Este material foi utilizado no IFNMG - Campus Montes Claros. Apresentou ainda ótimo caráter didático pedagógico por permitir a construção e reconstrução do modelos com facilidade, corroborando para alcançar o objetivo de sua utilização em sala de aula. Formação de docentes e mediação por tecnologias: educar para os meios e os meios para educar José Anderson Santos Cruz e José Luís Bizelli (UNESP) A pesquisa buscou investigar a formação de docentes para o ensino superior na Pós-Graduação em Didática e Metodologia para o ensino superior. Na atualidade, o uso das tecnologias pelos usuários é crescente, o que acarreta sua inserção nas salas de aula pelos alunos. Diante disso a disciplina Novas Tecnologias Educacionais promove a discussão do uso das TIC na formação do aluno utilizando-se de experiências com os docentes e discentes da especialização como textos, experiências práticas, entre outros. Logo, a preocupação de como esses cursos de pós-graduação estão formando os novos docentes para o uso das tecnologias é relevante para que se possa compreender o cenário da formação para a docência no ensino superior. Utilizou-se da metodologia da pesquisa bibliográfica descritiva e exploratória, entrevistas e questionários. De acordo com a análise percebe-se que ainda é importante uma educação para a formação de docentes para a utilização dos meios – TIC –, e que através da disciplina Novas Tecnologias Educacionais, além da própria especialização, o novo docente deve estar preparado para educar com os meios. Aplicativos Móveis: introduzindo a Gamificação no IFNMG/Pirapora –MG Marcelo Miranda (IFNMG/Pirapora –MG) Este trabalho é resultado do Projeto de Pesquisa “M-Learning: possibilidades e desafios”, desenvolvido no Câmpus Pirapora do IFNMG em parceria com outro Projeto: “Letramento Digital através dos Gêneros Textuais”, em desenvolvimento no Câmpus, que por sua vez partilha da perspectiva do uso de ambientes de aprendizagem híbridos e multimodais (Schlemmer 2014). Discutimos o uso eficiente de aplicativos móveis utilizados na Escola. Para tal foi realizada uma pesquisa qualitativa a partir dos temas abordados nos seminários realizados pelos Projetos e em Fardo (2013), Lemos (2004), Santaella (2009), Schlemmer (2014, 2015) como fundamentação teórica. Objetiva-se trazer para a prática pedagógica os Games e outros Apps como forma de engajar os sujeitos na aprendizagem, num contexto que transforma informação em experiência, construindo de forma colaborativa um ambiente de convivencia híbrido e multimodal baseado em momentos presenciais físicas e digitais virtuais. Neste sentido pretende-se construir o conceito de gamificação e desenvolvê-lo observando as mecânicas e dinâmicas mais adequadas à realidade dos cursos e perfil dos discentes. Como conclusão percebe-se que foi possível o engajamento dos sujeitos envolvidos e assim tornar a Escola um lugar propicio a reflexão e o desenvolvimento de novas práticas que envolvam tecnologias e conhecimento. "Contact us": o imprevisto em meio ao planejado Ana Miriam Carneiro Rodriguez (UninCor) Muito mais que um sistema de signos, a língua representa para nós, seres humanos, uma ferramenta de codificação do mundo a nosso redor, de comunicação e de interação com o outro. Sendo assim, o ensino de línguas deve considerar sua função social. Pensando em seu caráter sócio-discursivo, as coordenadoras do Programa de Estímulo à Docência – Área: Letras da Universidade Federal de Ouro Preto elaboraram um projeto de ensino das línguas inglesa e portuguesa através de gêneros textuais (BAKHTIN, 2000; MARCUSCHI, 2008) para a produção de um site para as escolas públicas envolvidas. Dessa forma, o presente trabalho consiste em um relato de experiência de uma vivência de ensino de Língua Inglesa para alunos da Escola Estadual Dom Pedro II (Ouro Preto, Minas Gerais) tendo como pano de fundo a escrita dos links “About us” e “Our history”. Objetivamos demonstrar que a percepção, por parte de professores e de educandos, da função comunicativa da língua pode tornar o ensino dela mais eficiente e as novas tecnologias são ferramentas de auxílio extremamente úteis neste processo. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 06 TEMA: Práticas de Letramento em Língua Estrangeira: o ensino-aprendizagem de francês e sua interlocução com a inclusão digital no LENUFLE Coordenador: Joice Armani Galli Data 08/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 01 o (2 . andar) Resumo Geral Datando de uma época em que ferramentas como o rádio e le magnétophone inauguraram o uso de tecnologias para o ensino de línguas estrangeiras (LE), daí o emprego de Nouvelles Technologies para o recurso às TICE, a presente comunicação coordenada pretende discorrer sobre a interface imanente do processo de ensino e aprendizagem do francês com a era digital. Fonte de reflexões teóricas para a pesquisa e formação no campo de estudos do francês como língua estrangeira (FLE), fundamentam a referida comunicação estudiosos como Puren (2009), Cuq (2010) e Galli (2013 e 2015) através do levantamento de aspectos metodológicos para realização de investigações linguísticas conduzidas pelo grupo de pesquisa em francês da UFPE. Serão apresentados os métodos e resultados de distintas linhas: o livro didático em FLE e reverberações em sua prática docente; o projeto de extensão FOS/FOU – Français sur Objectifs Spécifiques e Universitaires, além da digitalização da biblioteca do Leitorado de Francês. Considerando, portanto que, desde sua inserção no campo do conhecimento, as LE caracterizaram-se pelo recurso permanente às tecnologias, o presente trabalho articula práticas de letramento em FLE. Dessa forma, as diferentes perspectivas apontam uma renovação conceitual na realização do francês como campo do saber contemporâneo no pensamento universitário. FOS/FOU: uma nova modalidade de ensino-aprendizagem do FLE nas universidades brasileiras Joice Armani Galli (UFPE) A mobilidade estudantil ensejada pelas Instituições de Ensino Superior – IES, nos últimos anos, é consequência do processo de internacionalização gerado particularmente pelo programa federal Ciências sem Fronteiras - CsF. Foi a partir de 2010 que, ao inserir-se no mapa mundial de intercâmbios universitários, o referido programa reconheceu a importância do ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras (LE). A abertura para intercâmbios dessa natureza é responsável portanto pela inovação que trouxe para o cenário nacional quanto à relevância das LE. Dessa forma, a presente comunicação propõe-se a refletir sobre a problemática enfrentada pela UFPE neste processo. Desenhando a nova cena pedagógica do ensino de francês específico e/ou acadêmico, o projeto de extensão FOS/FOU apresenta dificuldades didáticas próprias à nova modalidade do FLE, repercutindo em reflexões como sugerem Mangiante e Parpette (2004), além da interface permanente com as TICE. Sob tal perspectiva, a elaboração do curso ao longo destes cinco anos, permitiu ao grupo de pesquisa LENUFLE a descoberta de um novo universo científico para execução do Francês sem Fronteiras - FsF. Este novo panorama traz à tona a discussão sobrepujada pelas LE no tocante ao diálogo com as Nouvelles Technologies, apontando diferentes perspectivas para o francês na Federal pernambucana. O livro didático em FLE: algumas considerações digitais Simone Pires Barbosa Aubin (UFPE) Importante instrumento de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira (LE), o livro didático acompanha as evoluções metodológicas de seu tempo. Dessa forma, gostaríamos de expor o funcionamento do manual Alter Ego, da editora Hachette, no que tange à utilização dos recursos digitais para a formação dos docentes em francês. Através de uma análise dos cinco volumes desse método, procuraremos observar a evolução das TICE tanto na sua macroestrutura (conjunto de capítulos) quanto na sua microestrutura (interior de cada unidade). Assim, tentaremos compreender a progressão das novas tecnologias no conjunto da obra e sua relação com os conteúdos linguísticos propostos. Para nortear essa reflexão, nos apoiaremos sobretudo nos trabalhos de Ghuichon (2012), Cuq e Gruca (2005) sobre a integração das TICE no ensino de LE, no Guide pour la recherche en didactique des langues et des cultures (2011), organizado por Blanchet e Chardenet, que sugere uma metodologia de análise de livros didáticos em LE, assim como nas pesquisas de Lancien através da obra De la vidéo à Internet (2004). Essa abordagem comparatista levará ainda em conta os aspectos psicológicos, sociológicos e antropológicos presentes no manual Alter Ego (2012) e sua relação com as novas tecnologias na educação. FOS/FOU: uma nova modalidade de ensino-aprendizagem do FLE nas universidades brasileiras Rahissa Oliveira de Lima (Université d'Artois – França) A mobilidade estudantil ensejada pelas Instituições de Ensino Superior – IES, nos últimos anos, é consequência do processo de internacionalização gerado particularmente pelo programa federal Ciências sem Fronteiras - CsF. Foi a partir de 2010 que, ao inserir-se no mapa mundial de intercâmbios universitários, o referido programa reconheceu a importância do ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras (LE). Responsável portanto pela inovação que trouxe para o cenário nacional quanto à relevância das LE, a presente comunicação propõe-se a refletir sobre a problemática enfrentada pela UFPE neste processo. Desenhando a nova cena pedagógica do ensino de francês específico e/ou acadêmico, o projeto de extensão FOS/FOU apresenta dificuldades didáticas próprias a uma nova modalidade do Francês como Língua Estrangeira (FLE), repercutindo em literatura pioneira como sugerem Mangiante e Parpette (2004), além da interface permanente com as TICE. Sob tal perspectiva, a elaboração do curso ao longo destes cinco anos, permitiu ao grupo de pesquisa LENUFLE a descoberta de um novo universo científico para execução do Francês sem Fronteiras - FsF. Este novo panorama traz à tona a reflexão sobrepujada pelas LE no tocante ao diálogo com as Nouvelles Technologies, apontando diferentes perspectivas para o ensino e aprendizagem do FLE na Federal pernambucana. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 07 TEMA: Ensino de línguas com tecnologias e multiletramentos Coordenador: Rodrigo Aragão Data 08/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto Resumo Geral Por meio da pesquisa-ação, os estudos desta sessão coordenada articulam escola e universidade, pensando as demandas dos das práticas sociais com tecnologias digitais diversas e sua relação com o ensino de línguas na educação básica da região sul e extremo sul da Bahia. A proposta delineada aqui pretende integrar tecnologias digitais e seus multiletramentos no cotidiano docente, expandindo o uso de tecnologias já consagradas no ambiente escolar (Aragão, 2012, 2013; Aragão e Dias, 2014; Dantas e Aragão, 2015). Um estudo investiga como as emoções influenciam o uso de Inglês mediado pelo 02 o (2 . andar) WhatsApp de alunos de uma turma de 2ª série do ensino médio, esperando oportunizar práticas linguísticas autênticas e motivadoras. A investigação seguinte analisa como as redes sociais podem trabalhar os multiletramentos, visando possibilitar a formação de leitores críticos no 8º ano do ensino fundamental. O terceiro estudo propõe a inserção do celular como ferramenta pedagógica nas aulas de Português no 9º ano para trabalhar o letramento digital em sequências didáticas baseadas em hipertextos, fomentando reflexões acerca dessa prática. A última pesquisa a ser apresentada propõe intervenções pedagógicas com sequências didáticas para trabalhar literatura nas aulas de Português dos anos finais do fundamental com o uso do ciberespaço. Ensino/aprendizagem de Inglês com Whats app Laís Souza Lemos e Rodrigo Aragão (UESC) Nesta pesquisa investigamos práticas de ensino/aprendizagem de inglês com o uso do WhatsApp numa turma segunda série do ensino médio da rede pública do sul da Bahia. Aporta-se nos estudos sobre a biologia do conhecer, BC (MATURANA, 1998) acerca das emoções (ARAGÃO, 2008, 2011, 2014), multiletramentos (KLEIMAN, 2014; RIBEIRO, 2013); redes sociais/ redes sociais e ensino-aprendizagem de línguas (RECUERO, 2009; ARAGÃO & DIAS, 2015); tecnologias móveis digitais (COSTA, 2013); e WhatsApp (SALEM, 2013), bem como nas OCEM - Orientações Curriculares Estaduais para o Ensino Médio (BRASIL, 2006). A partir desse referencial teórico, desenvolvemos uma pesquisa-ação, pautada nas reflexões do movimento da linguística aplicada crítica, bem como nas concepções de Humberto Maturana sobre o emocionar e o linguajar. Pretende-se propiciar um ambiente de uso da língua em um grupo no WhatsApp, a fim de perceber como as características dessa rede social favorecemesse aprendizado. A importância dessa iniciativa justifica-se frente à necessidade de uso da língua em práticas reais e das escolas acompanharem as mudanças ocorridas na sociedade. Leitura, Redes sociais e Multiletramentos Poliana Brito Sena Ribeiro (UESC) Em face à expansão do acesso a internet e ao frequente uso dos sites de redes sociais (SRS) pelos jovens, a escola não pode ficar alheia ao papel que estas exercem nas formas de comunicar e interagir. Se é fato que estamos diante de uma configuração social influenciada pela geração digital, então a escola, principal agência em que se encontra reunidos membros dessa geração, precisa se renovar. Nesse contexto, pretendemos investigar como as redes sociais podem auxiliar as práticas de leitura e escrita na perspectiva dos multiletramentos, em uma turma do 9º ano do ensino fundamental no município de Teixeira de Freitas - Bahia. Para contribuir com tais reflexões, destacamos as pesquisas de Soares (2002) e Kleiman (2007) ao discutir sobre letramento, Rojo (2013) ao tratar dos multiletramentos na escola, Xavier (2010) e Coscarelli (2011) por compor as discussões sobre letramento digital e Recuero (2009) ao discorrer sobre a difusão dos SRS. A pesquisa-ação será baseada em aplicação de questionários, oficinas de leitura e escrita e análise de postagens nos SRS. Esperamos com este trabalho ampliar as discussões sobre o uso das redes sociais como ferramenta pedagógica, colaborar com a preparação de professores e possibilitar a formação de leitores críticos. O Ciberespaço como suporte para o letramento literário Luciana Oliveira do Nascimento e Reheniglei Rehem (UESC) Atualmente os professores de Língua Portuguesa dos anos finais do ensino fundamental se vêem diante de dificuldades em relação ao ensino de literatura, em especial, ao de textos poéticos que geralmente são pouco estudados nos livros didáticos e, quando aparecem, são apenas fragmentos com fins de ensino gramatical. Falta de biblioteca ou livros para todos os alunos também fazem parte desta dificuldade. Diante disso, a escola não tem atingido o letramento literário dos seus estudantes, o qual, segundo Cosson (2014) é o letramento feito a partir de textos literários proporcionadores de uma maneira privilegiada de leitura de mundo. Com o avanço tecnológico e o advento da internet na escola, é possível aliar o letramento literário ao digital, aproximando o estudante do ciberespaço onde é possível o acesso à literatura em diversos suportes, com os quais é possível desenvolver diversas habilidades de leitura que ampliam o letramento literário. Este estudo objetiva propor intervenções pedagógicas na forma de sequências didáticas nas aulas de Língua Portuguesa com o uso do ciberespaço, seguindo os pressupostos teóricos de Cosson (2014), Marcuschi (2005), Xavier (2005), Lévy (2007) Coscarelli (2008) e Rojo (2013). Espera-se como resultado uma discussão acerca deste estudo com outros pesquisadores presentes neste evento. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 08 TEMA: Formação do professor e tecnologias digitais na educação básica e no ensino superior Coordenadora: Kátia Tavares Data 08/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 03 o (2 . andar) Resumo Geral O uso crescente de tecnologias digitais nas mais diversas práticas discursivas e nos mais diversos contextos educacionais reforça a necessidade de formação do professor para atuar nesses contextos. Nesta sessão coordenada, busca-se discutir a formação docente para a inserção de tecnologias digitais da informação e da comunicação na prática pedagógica de professores tanto do ensino fundamental quanto do ensino superior. Os trabalhos que compõem esta seção são estudos de cunho etnográfico e utilizam referenciais teóricos que incluem a formação reflexiva crítica (SCHÖN, 1992, 1997, 2000; GÓMEZ, 1992; MAGALHÃES, 2004 etc.), a pesquisa crítica de colaboração (MAGALHÃES, 2004, 2012), comunidades de aprendizagem e de prática (WENGER, 1998, 2006; BURNS; DIMOCK, 2007), modelos TPACK (KOEHLER; MISHRA, 2008), TLC (MARRA et al., 2003), 5JJ (BURNS; DIMOCK, 2007), e SAMR (PUENTEDURA, 2008) de formação docente para uso de tecnologias digitais, entre outros. Através do uso de instrumentos etnográficos de pesquisa, são investigadas experiências de formação de professores de Língua Portuguesa que atuam no ensino fundamental na escola pública e de professores universitários de diferentes áreas, incluindo Letras. Os resultados apontam princípios e recomendações para o desenvolvimento de projetos e cursos de formação do professor para uso de tecnologias digitais. Tecnologias digitais e a formação do professor de Língua Portuguesa no Profletras/UFRJ Kátia Cristina do Amaral Tavares e Claudio de Paiva Franco (UFRJ) O Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras) é um curso de pós-graduação stricto sensu oferecido, em rede nacional, por instituições de ensino superior públicas no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Coordenado pela UFRN, o programa tem como objetivo a formação de professores que lecionam Língua Portuguesa no Ensino Fundamental em todo o país. Neste trabalho, focalizamos a disciplina “Elaboração de Projetos e Tecnologia Educacional”, ministrada no início do curso de mestrado, a fim de compreender como são abordados os fundamentos para apropriação das tecnologias da informação e comunicação, previstos na ementa, e como o potencial educacional das tecnologias digitais para o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa é explorado com os mestrandos. Para tal, apresentamos e avaliamos, na perspectiva dos participantes, a oferta da referida disciplina na UFRJ, um dos pólos do Profletras. A partir de uma fundamentação teórica sobre a formação do professor para uso das tecnologias digitais (TAVARES, 2007; FREITAS, 2010; PAIVA, 2013, entre outros), conduzimos um estudo de natureza etnográfica, utilizando diários, entrevistas, entre outros instrumentos de pesquisa. Os resultados apresentam reflexões sobre a formação do professor de Língua Portuguesa para o uso de tecnologias digitais e apontam sugestões para aprimoramento da oferta da disciplina. Tecnologias digitais e formação continuada de professores universitários: um diálogo com o presente Cíntia Regina Lacerda Rabello (UFRJ) O trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que teve como objetivo investigar o processo de formação continuada de professores para a integração das tecnologias digitais no ensino superior. A pesquisa envolveu o desenho, implementação e avaliação de um curso on-line voltado para o letramento digital e apropriação crítica das tecnologias por professores universitários de diferentes cursos em uma universidade federal. O curso, realizado na modalidade híbrida, foi fundamentado na prática reflexiva (SCHÖN, 1992; GÓMEZ, 1992; MAGALHÃES, 2004), na pesquisa crítica de colaboração (MAGALHÃES, 2004, 2012) e em comunidades de aprendizagem e de prática (WENGER, 1998, 2006; BURNS; DIMOCK, 2007). Também foi apoiado pelos modelos TPACK (KOEHLER; MISHRA, 2008), TLC (MARRA et al., 2003), 5JJ (BURNS; DIMOCK, 2007), e SAMR (PUENTEDURA, 2008). O estudo de caso etnográfico avaliou o desenho e metodologia do curso a partir da visão dos próprios participantes e também da sua interação no ambiente on-line. Tal avaliação buscou aperfeiçoar o desenho e a metodologia do curso ministrado e também apontar critérios e recomendações a serem considerados na criação e implementação de cursos voltados para a formação continuada de professores com vistas à integração das tecnologias digitais. Formação do professor para o ensino de línguas em contextos híbridos Luciana Nunes e Simone da Costa Lima (UFRJ) Os contextos híbridos conjugam o ensino presencial com o ensino on-line em diferentes proporções e dessa combinação, aparentemente simples, resulta uma ampla variedade de cenários e de objetivos para os quais a modalidade é utilizada. A fim de que os cursos nessa modalidade, oferecidos no contexto do Projeto Letras2.0, pudessem ser continuamente aprimorados, principalmente no que se relacionava à seleção e à produção de recursos utilizados e ao design instrucional de seus ambientes digitais, diversas ações de suporte e de formação docente foram implementadas. Desenvolvido desde 2010 pelo Núcleo de Pesquisas LingNet/UFRJ, o Projeto Letras2.0 tem como objetivo oferecer condições de acesso a iniciativas mediadas pelas novas tecnologias e propiciar a construção de ambientes virtuais de aprendizagem com uso da plataforma Moodle (TAVARES, 2012). Essas ações de formação docente contribuíram para que, no decorrer da implementação do projeto, dezenas de diferentes cursos pudessem ser desenvolvidos e oferecidos à comunidade acadêmica da Faculdade de Letras da UFRJ. Parcerias Digitais e a formação de professores de Língua Portuguesa: um estudo à luz da Teoria da Atividade Simone da Costa Lima (Colégio Pedro II) O presente estudo investiga como uma professora de Língua Portuguesa do ensino fundamental de uma escola pública federal no RJ aprende a usar a tecnologia em seu contexto de ensino, ao mesmo tempo em que participa do planejamento, implementação e avaliação de projetos de natureza interdisciplinar com o uso de tecnologia, juntamente com esta pesquisadora e outros docentes. Por tratar-se de um processo investigativo que objetiva a observação, análise, intervenção e transformação das práticas pedagógicas da participante, este estudo baseia-se na teoria histórico-cultural de Vygotsky (19301934/1978, 1920-1923/2001) e seus seguidores, e nos princípios crítico-reflexivos (SCHÖN 1997, 2000; NÓVOA, 1991, 1992). Para a análise dos dados, utiliza-se o arcabouço geral da Teoria da Atividade (ENGESTRÖM, 1987, 2002, 2009; DANIELS, 2003; LIBERALI, 2012) por esta possibilitar a análise da atividade coletiva e suas relações com outros sistemas de atividades. Os resultados mostram que as interações entre pares com diferentes expertises dentro do cotidiano escolar podem contribuir para o desenvolvimento docente em termos da apropriação das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs). Esses resultados trazem implicações para a formação em serviço de professores do ensino fundamental para o uso das TDICs no ensino presencial, destacando a importância da reflexão crítica nessa formação. SESSÃO DE COMUNICAÇÃO COORDENADA 09 TEMA: Aprendizagens aberta e invertida: rompendo fronteiras Coordenador: Dilma Luciano Data 08/12 15h30 às 17h Local: Sala Hipertexto 04 o (2 . andar) Resumo Geral “Precisamos olhar o mundo de hoje com os olhos de amanhã, não com os do mundo de ontem”, nas palavras de Pierre Lévy, filósofo da atualidade. Esse pensamento sintetiza o princípio ordenador desta sessão coordenada, cujos trabalhos objetivam refletir sobre o “ensinar” e o “aprender” mediado pela telemática. Tempo de uma “Terra sem fronteiras”, ainda nas palavras do filósofo envolvido em desvelar o cenário em que se imbricam linguagens/tecnologia/aprendizagem. Tempo em que já não se pode falar de paradigma educacional, antes, deve-se reconhecer os movimentos de ruptura necessários à apropriação do conhecimento disposto/proposto em comunidades virtuais de aprendizagem. Bidirecionalidade, colaboração, construção conjunta de conhecimento passam a ser noções constitutivas da educação mediada por tecnologia comunicacional, exigindo uma reconfiguração do sentido de “fronteiras”, historicamente marcado pela ruptura produzida com a experiência da “desterritorialização”. Para refletir sobre esses aspectos, esta sessão coordenada oferece as seguintes discussões: (i) aprendizagem aberta e invertida como uma chamada à reflexão sobre o evanescer de fronteiras rumo à autonomia do aprendiz; (ii) a noção de feedback como reconfigurações de papéis na educação; (iii) a identificação de novos territórios de aprendizagem na perspectiva da “inversão”; e (iv) os procedimentos interativos (letramento digital) necessários à aprendizagem aberta. Educação a distância: o evanescer de fronteiras rumo à autonomia do aprendiz Dilma Tavares Luciano (UFPE) Uma das características mais marcantes das sociedades conectadas em redes digitais manifesta-se através da densidade comunicacional em duas ordens complementares de observação: uma exterior, relativa à estrutura político-econômica; outra interior, de natureza relacional e cognitiva. Tempo marcado pelo desenvolvimento da telemática, em que se consolida o paradigma da comunicabilidade enquanto efetiva ampliação de capacidades cognitivas, como destaca o filósofo da atualidade Pierre Lévy, quais sejam: memória (bancos de dados), raciocínio (inteligência artificial), capacidade de representação mental (artefatos de simulações gráficas interativas de fenômenos complexos) e percepção (síntese de imagens a partir de dados digitais). Para a educação a distância, esse novo paradigma de relação social exige a compreensão de tensões em sua estrutura de organização em ambas as ordens de observação, tanto externa, na dimensão política e econômica de oferta de cursos online; quanto interna, para o ser que ensina/aprende. Nessa perspectiva, o presente trabalho objetiva refletir sobre como o fenômeno da aprendizagem aberta representa uma reconfiguração de modelos de ensino, destacando o evanescer de fronteiras nas duas dimensões, rumo à “autonomia” do aprendiz condição inextricável ao sucesso da aprendizagem. O Feedback e a Aprendizagem Aberta e Invertida Rosângela Saraiva Carvalho (UFPE) Conforme Valente (2014) o atual modelo de universidade pautado na pesquisa, na geração e distribuição do conhecimento para poucos não têm resolvido o desafio enfrentado pelo ensino superior referente ao esvaziamento das salas de aulas ou mesmo a presença "ausência" dos alunos que apesar de presentes em sala não acompanham a aula. Nesse contexto, surge como uma alternativa: a aprendizagem aberta e invertida na qual o aluno assume uma postura ativa e responsável pela construção de seu conhecimento. Nesse cenário o feedback precisa ser bidirecional e efetivo. E, para ser efetivo deve causar alguma transformação no discente (cf. WILLIAM, 2001). Devendo ser rigoroso, específico e imediato. (cf. REEVES, 2007). Sendo assim, não é suficiente apenas pensar em novas abordagens pedagógicas como "soluções mágicas" para problemas existentes a décadas. Para tanto, faz-se necessário considerar e envolver aspectos do processo de ensino e aprendizagem que reconhecidamente são importantes, neste caso, o "Feeddback". Importante, também, considerar que a tecnologia torna-se um instrumento facilitador e mediador do desenvolvimento, criação e aproximação dos principais atores do processo pedagógico - professor e aluno -, desta forma, deve-se pensar como integrá-la, de forma eficaz, ao processo de ensino-aprendizagem, na esperança de promover a aprendizagem significativa dos discentes. Os Procedimentos interativos necessários à aprendizagem aberta Gabriel Soares de Vasconcelos (UFPE) Hoje, em tempos de comunicação digital, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e as mídias interativas deram um novo sentido à EaD viabilizando inúmeras possibilidades de desenvolvimento da mediação entre professor e aluno. Uma vez que, na EaD, esta mediação, além das dimensões didático-pedagógicas e humanas, também envolve a dimensão tecnológica, concretizada pela utilização de tecnologias digitais e pela vivência de procedimentos interativos que propiciam uma aprendizagem colaborativa. Nesse contexto, a interação está inserida dentro do processo de mediação que ocorre por meio de artefatos tecnológicos como chat, fórum, serviços de e-mail, vídeo e webconferência, videoaula e toda e qualquer ferramenta que exerça a função de mediação. O objetivo deste trabalho é avaliar a maneira como o aluno se comunica com os artefatos tecnológicos disponíveis em um ambiente virtual e como estes artefatos respondem à interação do aluno sob os critérios de qualidade da usabilidade (eficácia, eficiência e satisfação) para que esses artefatos possam ser aproveitados ao máximo e o aluno alcance suas metas de interação frente à dinâmica de aprendizagem virtual. A Identificação dos novos territórios de aprendizagem na perspectiva da "inversão" David Carlos Pereira da Cunha (UFPE) Flipped Classroom (FC), ou Sala de aula Invertida, é um dos métodos pedagógicos que utiliza aprendizagem ativa através do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) intermediando o processo de ensino-aprendizagem, enfatizando o ensino centrado no estudante e “invertendo” o modo tradicional. O ambiente de aprendizagem em FC propicia atividades nas quais os alunos utilizam as TIC, especialmente os recursos de ensino em rede e a plataforma de aprendizagem colaborativa. Tipicamente, antes da aula, os alunos estudam o conteúdo, sob a orientação de professores, de acordo com determinados temas e recursos de leitura relacionados. Durante a aula, respondem um questionário, em seguida apresentam perguntas, e com os professores analisam e discutem o assunto colaborativamente. O uso da tecnologia tem impacto positivo em todo o sistema de ensino da FC desde que seja feito de maneira apropriada e sistemática. Várias pesquisas têm se direcionado para os desafios no campo das tecnologias utilizadas em FC, como: Vodcasting, Podcasting, Intelligent Tutoring Systems, Concept maps, Learning Management System e Dispositivos/Aplicações móveis. Este trabalho propõe a identificação desses novos territórios de aprendizagem na perspectiva da "inversão", com foco na aplicação da tecnologia e seus benefícios no processo de ensino-aprendizagem. SESSÃO DE PÔSTERES 06 Data 08/12 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 05 o (2 . andar) Uso de uma FLEXQUEST, sobre o tema cristal, para construção do conhecimento químico através da flexibilização de hipertextos Priscila da Silva Ramos Orientadora: Katia Aparecida da Silva Aquino (UFPE) O presente trabalho apresenta uma proposta de uma ferramenta que está sendo desenvolvida especialmente para o ensino de cristais na disciplina de Química numa perspectiva da Aprendizagem Significativa e da Teoria da Flexibilização Cognitiva. A ferramenta, denominada FlexQuest Cristais, contém em sua estrutura, casos e mini casos que foram construídos a partir de notícias dos últimos dez anos e divididos em três áreas (alimentação, saúde e meio ambiente), com o objetivo de proporcionar uma discussão contextualizada dos cristais na sociedade. Em cada um dos casos e mini casos, há uma variedade de hipertextos que podem ser explorados pelo usuário, tais como vídeos, notícias, artigos científicos, reportagens e imagens. Além disso, visando auxiliar a construção do conhecimento, foram elaboradas atividades que exigem dos estudantes a exploração, interpretação e flexibilização desses hipertextos contidos na FlexQuest. A ferramenta será aplicada numa turma do segundo ano do ensino médio do Colégio de Aplicação da UFPE e, como avaliação, será proposta aos alunos a elaboração de um mapa conceitual individual sobre cristais e a partir destes será analisada a contribuição da ferramenta no processo de ensino e aprendizagem. Aprendendo pela Interação: Uma Experiência com o Uso de Interfaces Tangíveis e Realidade Aumentada voltada para Curvas de Níveis Jordan Araújo Junior e Ruan Palmeira Orientadora: Tatiana Aires Tavares (UFPB) Como visualizar o funcionamento de uma bacia hidrográfica? Imagens de mapas topográficos ajudam, mas ainda não conseguem representar como é a dinâmica da água entre os lagos, rios e seus afluentes. A análise de dados volumétricos exige que o aluno faça uso de sua imaginação para compreender essas estruturas, fato cotidiano no aprendizado de disciplinas como: Geografia, Topografia, Geologia e Hidrografia. As tecnologias digitais oferecerem formas interativas para visualizar diversos tipos de dados, especialmente, dados complexos como os volumétricos. Computação gráfica, realidade virtual e dispositivos de interação são facilidades que podem beneficiar o aprendizado e ampliar as dimensões do ensino. Nesse projeto, exploramos a Realidade Aumentada através da construção de um sistema tangível que permite aos usuários a interação com modelos topográficos e hidrográficos. A solução adotada utiliza caixa de areia, projetor, Kinect, um computador e o software Augmented Reality Sandbox para permitir a modelagem de mapas de elevação de cores e linhas de contorno topográficas. A solução foi construída e levada à apreciação de mais de 100 usuários em uma feira de tecnologia realizada em maio de 2015. Os resultados dessa experiência são apresentados. Produção intelectual com uso intensivo das TICs Marta Cordeiro da Silva Orientadora: Anna Rita Sartore (UFRPE) As mudanças pelas quais o mundo vem passando são cada vez mais visíveis e desafiantes. Mudanças estas muitas vezes acentuadas pelo acelerado movimento de globalização em marcha. Nesta esteira, esse estudo relata a experiência vivenciada nos trabalhos idealizados e elaborados pela equipe do Programa de Educação Tutorial PET Infoinclusão da Universidade Federal de Pernambuco com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Como objetivo propõe-se uma discussão teórica sobre a importância do uso das TICs para a construção do conhecimento de estudantes de graduação durante a formação acadêmica. Nosso pressuposto teórico parte do princípio de que, por meio do uso das TICs é possível que haja interação e aprendizagem entre os sujeitos de modo que possibilite uma aprendizagem interativa e ao mesmo tempo colaborativa, à medida que se tem a possibilidade de uso coletivo. A metodologia se configura na observação e vivência dos trabalhos no grupo Infoinclusão e estudos de teóricos como Moran (2000), Kenski (2003); (2007), Brito (2006) entre outros. Os resultados esperados são de que esse trabalho aponte a importância da utilização das TICs de modo cada vez mais colaborativo entre estudantes e profissionais da educação. Promovendo o Pensamento Computacional através de Linguagens Visuais de Programação: Possibilidades e Avaliações Tancicleide Carina Simões Gomes Orientadora: Jeane Cecília Bezerra de Melo (UFRPE) O processo de ensino-aprendizagem envolvendo o pensamento computacional na educação básica é intrinsecamente desafiador, sobretudo pelas habilidades e competências correlacionadas, as quais não são suficientemente desenvolvidas ao longo da educação formal. No entanto, diversas abordagens vêm sendo pesquisadas no intuito de promover métodos, estratégias e artefatos que auxiliem na promoção e ensino-aprendizagem destes conceitos de maneira desmitificada, lúdica, envolvente e eficaz. Dentre os artefatos e ferramentas, pode-se citar as linguagens de programação visual baseadas em blocos, utilizadas em diversos países, tanto em cursos introdutórios para desenvolvimento do pensamento computacional como em cursos para o ensino de programação. O presente trabalho visa colaborar para a difusão do pensamento computacional, apresentando diversos critérios elencados em um framework de avaliação, realizando um estudo comparativo das principais plataformas e ferramentas baseadas em linguagens de programação visual, que possam ser utilizadas para apoiar o processo de ensinoaprendizagem do pensamento computacional de maneira satisfatória, lúdica e mais atraente. SESSÃO DE PÔSTERES 07 Data 08/12 Tecnologia e aprendizagem: Sabemos navegar ou ainda estamos à deriva? Thays Caldeira e Helen Brito Anacleto Conceição dos Santos (UEPA) 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 06 o (2 . andar) As ferramentas tecnológicas são criadas a cada dia para melhoramento da sociedade. Na educação elas ganham força na finalidade de facilitar o processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar, sendo os professores da Educação Básica os principais alvos do uso dessas tecnologias. No entanto, pode haver rejeição dos docentes, quando não estimulados a conhecerem, entenderem e usufruírem dos seus benefícios. O objetivo deste estudo foi observar e analisar a utilização de recursos tecnológicos no ambiente escolar como instrumento facilitador do processo de ensino-aprendizagem, focando as concepções e novas práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores. No referencial teórico contemplamos, autores como: Guédez (1982), Simões (2002), Valente (1993), Sampaio (1999). Esta pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo exploratória, na qual descrevemos as experiências e resultados obtidos por meio de observações e entrevistas semiestruturadas, dialogando com o referencial teórico. Os sujeitos da pesquisa foram: três professoras de uma Escola Municipal de Ananindeua-PA. As implicações emergidas nesta pesquisa possibilitaram identificar a relevância, sobretudo no que diz respeito à formação docente, da utilização dos recursos tecnológicos em sala de aula, levando em consideração o atual contexto social em que estamos inseridos, fazendo com que o espaço escolar busque conectar-se com novas formas de produção de conhecimento. Ferramentas de tecnologias u-learning aplicadas aos desafios da relação ensino-aprendizagem Ualace Lima Nascimento, Flávio de Jesus Costa, Jurandir da Cruz Barbosa Orientador: Cleber Jorge Lira de Santana (UNEB) Este artigo tem como base apresentar ferramentas para a dinâmica de ensino/aprendizagem com base nos conceitos da computação ubíqua. O tema nos motiva a pensar e imaginar até onde os computadores (smartphones, notebook, tablets entre outros) nos ajudam nas atividades mais comuns do ensino levando os usuários a executarem suas tarefas de forma que não percebam o quanto a computação está presente em seu cotidiano de aprendizagem. Além de apresentar termos inerentes a computação ubíqua, o presente trabalho nos mostra ferramentas disponíveis para uso do u-learning, como MobiLE, uSea e os tradicionais blogs com alguns demonstrativos práticos no ensino. A construção da identidade docente por professores tutores do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas a distância do IFAL Rosana Loiola Carlos Orientadora: Elaine dos Reis Soeira (IFAL) Com a ampliação da oferta de cursos a distância, nas instituições públicas, através do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) e com a subdivisão das atividades docentes nessa modalidade de ensino, notamos que em uma única turma encontram-se quatro tipos de docentes para a formação acadêmica dos discentes são eles: o professor formador, o professor conteudista, o tutor presencial e o tutor a distância. No entanto, a atividade docente desenvolvida pelos tutores nem sempre é valorizada e reconhecida como tal, tanto pelos discentes envolvidos nessa modalidade quanto pelos outros docentes e pela gestão da instituição. Como consequência identifica-se diversos pontos que interferem e influenciam na construção da identidade docente pelos tutores. Essa realidade sobre a desvalorização sobre o trabalho docente dos tutores pôde ser constatada em um levantamento bibliográfico realizado para o desenvolvimento dessa pesquisa, na qual foram utilizadas as bibliotecas digitais. Foram encontrados 11 trabalhos sobre a identidade dos tutores na educação a distância, sendo que apenas 4 apresentaram uma base teórica para discutir a formação da identidade docente do tutor. Então, com base nessa pesquisa foi construído um questionário para ser aplicado aos tutores do Instituto Federal de Alagoas, cujos dados encontram-se em fase de análise. Lectoescrita musical e tecnologia aplicada à música através das redes sociais e com suporte remoto Flaviandekson Pereira Teixeira (UEFS) Estudar música é uma atividade individual e grupal, assim como sua execução. Tendo por base a sala de aula invertida, o modelo blended e o ensino híbrido, a Asas da Alva Escola de Musica EaD tem um sistema de formação diferenciado no que se refere à lectoescrita musical e ao ensino de tecnologia aplicada à música. Estando online ou offline, o aluno aprende o conteúdo em sua própria casa, possui atividades síncronas e assíncronas, é protagonista de seu aprendizado e sua identidade sonoro-musical é respeitada. Tudo isso sem perder o foco no cronograma. Uma parte da orientação é feita via sistema: dentro do próprio site, na página de cada aluno, por meio de material textual, audiovisual e arquivos de áudio, seguidos por seus respectivos questionários; e a outra parte é feita através de suporte remoto: professor e aluno compartilhando a mesma máquina online. A interação professor/aluno também se dá por meio das redes sociais com a utilização de qualquer tipo de aparelho conectado à internet. SESSÃO DE PÔSTERES 08 Data 08/12 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 07 o (2 . andar) XLOGO: Uma proposta lúdica para inserção do ensino/aprendizagem de programação em uma escola pública de Angicos RN Elmir Denis Campos Orientador: Sairo Raoní dos Santos (UFERSA) A evolução das tecnologias, mídias e computadores tem gerado diversas transformações nos paradigmas educacionais, visando avanços na prática pedagógica, já que a Educação vem adquirindo novas funções dentro da sociedade da informação. Sendo assim, reconhecendo a importância da inserção das tecnologias na Educação, percebe-se a necessidade de incluir, no ambiente escolar, novos instrumentos. Este trabalho foi dirigido em sua totalidade, por este objetivo, e tem como finalidade relatar uma experiência da aplicação do uso da ferramenta XLOGO disseminando a linguagem de programação, com o objetivo de desenvolver a competência lógica dos alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública de Angicos/RN. Pretende-se também refletir sobre a atividade de raciocínio lógico gerado por essa ferramenta colaborativa, além de evidenciar as dificuldades encontradas pelos alunos no percorrer da intervenção, e a intercessão para saná-las. Ao final, será mostrado como os alunos foram avaliados com base nos resultados das atividades aplicadas, e na participação individual e coletiva. A Educomunicação e o Ecossistema Comunicativo: conceitos e práticas educomunicativas no Programa Autonomia Leandro Marlon Barbosa Assis Orientadora: Alessandra Pinto de Carvalho (UFRRJ) Através de plataformas de Ensino a Distancia (EAD) ou MOOCs (Massive Open Online Course) a Educação e a Comunicação conectam-se nos dias de hoje nos ambientes escolares. Neste sentido, busca-se investigar e classificar exemplos de práticas educomunicativas no Programa Autonomia da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc/RJ) por se relacionar, em teoria, às ideias de Paulo Freire; e discutir formas de aplicação da educomunicação nos ambientes escolares. Ao considerar os objetivos propostos a serem alcançados, podemos compreender nossa natureza explicativa do processo educomunicativo enquanto política pública e/ou nova forma de compreender as relações dos professores e estudantes no século XXI, como propõe Ismar Oliveira. A metodologia para a pesquisa encontra eco com o que o NCE/USP afirma sobre as áreas da Educomunicação. Para Ismar Oliveira e o grupo, cabe ao profissional educomunicador levantar o debate epistemológico sobre seu campo e, também, traçar políticas públicas que orientem a produção e atuação do mesmo no ambiente escolar. Tecnologias e ensino superior: um olhar bibliográfico Ivanilda Nóbrega e Amanda Cunha Orientador: Sérgio Abranches (UFPE) O presente artigo apresenta e discute os principais conceitos que fundamentam os estudos e as pesquisas recentes que tratam do uso de tecnologias no ensino superior. Trata-se de um estudo bibliográfico que faz parte de uma pesquisa que visa identificar os usos de tecnologias digitais no ensino superior, em particular os dispositivos móveis. Foram analisadas as produções científicas do período de 2009-2014, constantes de anais de eventos científicos e periódicos da área. Tomou-se este período como referência de análise devido ao crescimento desta temática nos debates acadêmicos. Os eventos pesquisados foram as reuniões da ANPED, do ENDIPE, do EPENN, e os periódicos foram RBE e ECURRICULUM. No intervalo de 5 anos. A pesquisa utilizou como descritores os termos Inovação pedagógica, Tecnologias digitais, Tecnologia móvel, Práticas pedagógicas no ensino superior. Os principais resultados apontam uma concentração de estudos e pesquisas em torno dos conceitos de recursos pedagógicos, ambientes digitais, novos letramentos, formação docente. A pesquisa indica que a relação entre tecnologias digitais e ensino superior percorre caminhos diversos, indo desde as metodologias de ensino, a formação docente e a prática pedagógica. Isso não é uma gramática: um aplicativo no combate ao preconceito linguístico Ingrid Lima Pereira Peres Orientador: Ricardo Joseh Lima (UERJ) O objetivo do presente trabalho é apresentar o aplicativo "Isso não é uma gramática" (disponível para dispositivos Android), que tem como finalidade divulgar ao público informações linguísticas que costumam ser conhecidas apenas por profissionais da área de Letras. Os estudos da Sociolinguística formam a base para que o aplicativo forneça ao usuário explicações diferentes daquelas que são ensinadas pela escola e pelas gramáticas para os “erros” mais comuns da fala e da escrita do falante de português brasileiro. O público alvo é constituído por estudantes de Ensino Fundamental e Médio, e por isso os textos nele presentes apresentam uma linguagem simples e didática. O acesso a tais explicações pode ajudar no combate ao preconceito linguístico, ainda pouco divulgado e conhecido, assim como suas consequências, pois dará ao usuário informações que o farão descobrir que tanto os seus “erros” quanto os de outras pessoas não são erros, mas formas linguísticas válidas que possuem regras tão complexas quanto as que são consideradas “corretas”. SESSÃO DE PÔSTERES 09 Data 08/12 Videoconferência: uma experiência com alunos de graduação Dayane da Paixão Carneiro Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e Silva (UFPA) 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 08 o (2 . andar) Em um ambiente de graduação, futuros professores de língua inglesa vivem uma intensa jornada de aprendizagem para enfrentarem o desafio de ensinar uma língua estrangeira (LE). É nesse contexto que o Projeto Ícone aparece. Sessões em videoconferência, promovem intercâmbio cultural entre alunos de graduação da região Norte e alunos de uma universidade norte-americana, configurando assim, uma oportunidade a mais de aprendizagem e prática de LE. Os encontros são divididos em dois momentos, inglês e português. Este trabalho consiste em um relato de experiência de uma das participantes do projeto e tem como objetivo apresentar a importância e as influências de atividades como esta para aprendizagem de LE e, sobretudo, sua contribuição para o desenvolvimento e manutenção da autonomia e motivação do aprendente. Nesse sentido, buscou-se fazer uma análise embasada nos pressupostos teóricos referentes à motivação (DÖRNYEI, 2000/2001; USHIODA, (1996), autonomia (BENSON, 2001; DAM, 2003) e aprendizagem colaborativa de línguas (FIGUEIREDO, 2006), definindo os principais resultados alcançados pelo sujeito supracitado a partir da participação neste projeto. A análise dos resultados foi feita por meio dos questionários aplicados aos participantes. Dentre os principais resultados obtidos estão o estímulo a autonomia e proteção da motivação. Práticas de escrita dos estudantes de letras: implicações para o letramento acadêmico e para a formação do professor Mariany Rafaely das Neves Cardoso (UPE), Raquel de Morais Alves (UPE) Orientador: Benedito Gomes Bezerra Dado o caráter heterogêneo da língua (BAGNO, 2007) e a escrita como um fato histórico (MARCUSCHI, 2010), o presente trabalho busca investigar o comportamento dos estudantes de letras de uma universidade, em distintos ambientes de escrita: conversas em grupo, no aplicativo Whatsapp, e situações de atividades acadêmicas monitoradas, observando a relação entre essas formas de uso da linguagem. Diante disso, a metodologia adotada inclui a análise das respostas dos estudantes a uma atividade de caráter avaliativo e discursivo, a observação diária das conversas instantâneas do grupo da sala no Whatsapp e uma resposta/opinião baseada na instrução de sósia, a fim de perceber qual a visão dos discentes sobre a língua e seus usos. Ademais, essa pesquisa pretende contribuir para uma compreensão mais informada sobre as implicações dessas práticas de escrita para o letramento acadêmico e para a formação de professores de língua portuguesa. Sabendo que ao mudar o ambiente em que ocorre a comunicação muda-se também a relação que o sujeito mantém com o texto e com os interlocutores (SOARES, 2002), os resultados sugerem que os graduandos, mesmo sendo sujeitos ativos em práticas distintas, não trazem consigo a visão de língua como uma realidade marcada pela variedade (FARACO, 2008; MARCUSCHI, 2010). Mídia e ensino: a utilização do cinema como ferramenta para o ensino de língua portuguesa brasileira Alex Raniére da Silva Orientador: Aguimario Pimentel Silva (UFAL) Este trabalho tem como objetivo propor o cinema como uma ferramenta para o ensino de língua. O cinema atual apresenta uma linguagem que está muito mais próxima da norma culta do que da normapadrão. Ou seja: a escola ensina a gramática normativa, no entanto, o cinema apresenta outra perspectiva. O trabalho fundamenta-se nos seguintes teóricos: Antunes (2003), Castilho (2012), Bagno (2012). Consideramos, aqui, o cinema como uma nova mídia, na esteira do pensamento de Manovich (1996). Utilizamos, em nossa análise, os filmes De pernas pra o ar2 e Minha mãe é uma peça – o filme, visto serem as produções com maior bilheteria nacional entre 2013 e 2014. O método utilizado é a análise de conteúdo. Neste sentido, o cinema pode ser levado para o ambiente escolar como artifício para levar o aluno a compreender as relações de poder existentes no que diz respeito à língua e mostrar que a sociedade brasileira apresenta uma variedade linguística totalmente diferente daquela que as gramáticas normativas preconizam. Assim, levando o cinema para a sala de aula, torna-se possível desmitificar a ideia de que apenas a gramática normativa é válida. O desenvolvimento WEB no processo de ensino e aprendizado de Química para deficientes visuais Isabely Jesus Piano, Louise Suelen Araujo Reis (Fac. São Francisco de Barreiras) Orientador: Karine do Prado Ribeiro Na educação brasileira há uma carência no que se refere a práticas e instrumentos adequados as especificidades dos deficientes visuais, sobretudo no ensino de Química. A visão é o sentido basal das estratégias de aprendizagem, logo aqueles que não dispõem dela apresentam defasagens que comprometem a qualidade do seu processo educacional.A ausência de conhecimento a cerca da deficiência visual, sua variabilidade e a falta de preparação dos docentes em seus processos de graduação também contribuem para que os ambientes educacionais se tornem hostis a pessoas com tais demandas. Isso diminui os índices de progresso das pessoas com deficiência visual e com números ínfimos projetados em estatísticas a urgência de criação de novas ferramentas para o ensino de Química acaba sendo ofuscada e poucas vezes debatida. A Psicologia é capaz de analisar minuciosamente este fenômeno, suas causas, o seu processo histórico e as consequências educacionais, além dos impactos psicológicos e sociais ocasionados aos deficientes visuais. Partindo deste levantamento é projetada a intervenção através do programação WEB com o desenvolvimento de um Site que oferece mecanismos para o ensino e aprendizado de Química que anule as defasagens educacionais para os deficientes e proporcione aos docentes ferramentas completamente acessíveis e sem custos. SESSÃO DE PÔSTERES 10 Data 08/12 O aumento do engajamento através da gamificação do ensino Rafael Gomes de Almeida Orientador: Francisco Artur Braun Chaves (UFRJ) 13h30 às 15h30 Local: Sala Hipertexto 09 Este trabalho explicita o conceito de Gamificação, que se mostrou uma alternativa viável de aprimorar o engajamento dos alunos no estudo. Visando uma melhor delimitação do tema, foi utilizada como referência a obra de Kapp, que traz sugestões de pontos chaves para gamificar um ambiente de aprendizagem. A motivação da escolha da pesquisa foi o contato com alunos que apresentavam dificuldades similares. Tendo tido então como objetivos uma revisão crítica das ideias propostas por o (2 . andar) Kapp, a apresentação dos conceitos enumerados em seu livro, The Gamification of Learning and Instruction, e a sugestão de aplicações para tal estrutura no ensino, esta pesquisa utilizou diferentes recursos para atingir tais objetivos, desde análise de palestras gravadas em vídeo até a aplicação de atividades piloto para testar parte do processo de gamificação. Todo o projeto foi construído em metodológica dedutiva, partindo da verificação de casos gerais para casos mais específicos envolvendo o ensino. O resultado deste estudo gerou uma atividade gamificada aplicada no Colégio Pedro II, apresentando resultados promissores. Tais resultados levaram a conclusão de como é importante o engajamento e a motivação dos alunos para o estudo, mostrando a relevância dessa área de pesquisa e como ela pode melhorar o ensino. Desenvolvimento do Software Educativo Saycomp e sua Usabilidade Lorena Piza Arndt Orientador: Luis Carlos Loss Lopes (IFES) Saycomp é um software educativo desenvolvido para oferecer cursos à distância de Informática. Tem como objetivo capacitar pessoas de todas as idades, inserindo-as na sociedade globalizada, fazendo uso do computador como instrumento de aprendizagem. É composto por aulas de informática básica, programadas para crianças, jovens, professores e idosos. A aprendizagem se dá entre computador e aluno, podendo tirar dúvidas com um professor virtual. O aluno poderá realizar o curso em casa, ou em qualquer ambiente que tenha acesso à Internet, utilizando a plataforma Moodle. O software Educativo SayComp não é somente um software que ensina atividades que o usuário exercerá no computador, mas também auxilia na coordenação motora, na leitura e interpretação do aluno. Ensina a informática de forma simples e atrativa, para que o aluno possa melhor adquirir o aprendizado das aulas. É cada vez mais importante ter esse conhecimento didático na área da informática, pois, no nosso dia a dia é indispensável o uso do computador em diversas áreas no ambiente social. O Impacto do sistema de gestão acadêmica – s Siga-Edu para a inovação da gestão educacional do Instituto Federal de Rondônia Marinete da Cunha Guimarães e Patrícia Pereira da Silva Orientadora: Ariádne Joseane Félix Quintela (IFRO) As tecnologias da informação e da comunicação vêm sendo utilizadas cada vez mais no cotidiano das pessoas e de organizações. Nesse sentido, muitas instituições têm aplicado recursos e investido na área tecnológica para informatizar sistemas que visam o registro, a coleta e a geração de dados. Assim, organizações governamentais da área educacional não podem prescindir do uso de tecnologias para esse fim, por isso a usabilidade dos sistemas de informação agilizam a geração e arquivamento eletrônico informatizado de dados para suporte na gestão de sistemas educacionais. Dessa forma, a pesquisa objetiva (i) analisar o impacto do Sistema de Gestão Acadêmica Educacional (SIGA-EDU) na gestão pública educacional, (ii) identificando os serviços informatizados disponibilizados aos usuários; assim como (iii) sugerir possibilidades de melhoria para sua usabilidade e desempenho, por meio da metodologia de observação e de aplicação de questionário aos usuários. Tal análise busca, nas teorias do conhecimento e da gestão, corroborar as reflexões a respeito da modernização de instituições estatais, que pretendem investir em um modelo menos burocratizado de gestão e que se preocupam com um perfil mais acessível e participativo nos processos sociais. Como usar a internet e os recursos áudio visuais para elucidar os conteúdos vivenciados em sala de aula, transformando as explanações em algo dinâmico e mais interessante Hanna Yasmim Farias Silva Orientadora: Aline Amyna Badawi (UNESF) A sociedade contemporânea gradativamente tem aumentado o uso de artifícios tecnológicos para facilitar suas atividades diárias. Para acompanhar essa evolução a educação básica pode exercer um papel importante, associando aos seus objetivos tradicionais conceitos que notoriamente são exigidos no cotidiano globalizado, como, por exemplo, a apropriação e a utilização da informática. As crianças cotidianamente são inseridas no mundo tecnológico e o corpo docente precisa estar capacitado para atuar nesse novo contexto social, fazendo uso de suas ferramentas, em prol de uma prática pedagógica mais atual e atrativa. Esta pesquisa faz uma análise sobre a utilização de mecanismos tecnológicos em salas de aula como ferramenta de trabalho para uma demonstração virtual que de forma lúdica, relate os assuntos abordados por seus educadores facilitando assim a compreensão do que está sendo vivenciado no ambiente. A proposta do artigo é refletir sobre a importância da inclusão tecnológica na prática pedagógica de professores do ensino fundamental I, norteando-se em estudos que têm por finalidade ponderar a relevância do uso da tecnologia como auxilio no processo de ensinoaprendizagem, interligando-os com as descobertas realizadas pela neurociência a favor da educação. 3OXUL ZZZHGLWRUDUHVSHOFRPEU )DFLOLWDQGRVXD9LGD