DECOMTEC DECOMTEC - Departamento de Competitividade e Tecnologia APRESENTAÇÃO DO JURÔMETRO José Ricardo Roriz Coelho 29 de novembro de 2011 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 2 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 3 A taxa de juros da dívida pública no Brasil tem sido muito acima da observada em todas as regiões do mundo, mesmo com as recentes reduções na SELIC DECOMTEC TÍTULOS PÚBLICOS - Comparação de Taxas de Juros Reais- 2004-11 (em % a.a.) 14 Brazil Europa 12 América do Norte Ásia 10 Leste Europeu 8 6 4,4 4 2 0,6 -0,2 - -1,6 (2) -2,0 (4) -2,0 (6) jan-04 04 jan-05 * Valores acumulados em 12 meses. Fonte: FMI, elaboração FIESP. 05 jan-06 06 jan-07 07 jan-08 08 jan-09 09 jan-10 10 jan-11 11 4 Tanto em termos nominais, como em termos reais, é difícil apontar país com taxas de juros básicas tão elevadas como a brasileira DECOMTEC 5 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 6 A SELIC segura o investimento. Conforme ela se reduziu, o investimento foi incentivado. DECOMTEC 7 O alto nível da SELIC torna muito alto o custo do capital de giro para as empresas DECOMTEC INDÚSTRIA – Decomposição do custo do capital de giro – 2007 e 2011 (até set.) (Em R$ bilhões de 2007) 2007 Selic: efeito no custo de capital de 3°s mas também no capital próprio 2011 Spread bancário 34,8% + 52,9% 65,2% - 2,1% 1 2 Recursos Próprios Fonte: FIESP; elaboração DECOMTEC/FIESP. 1 Recursos Onerosos 3 2 4 Total 3 Total 8 O custo do capital de giro se reflete no preço dos produtos industrializados, ou seja, o alto nível da SELIC encarece os preços internos DECOMTEC INDÚSTRIA – Custo do Capital de Giro no Preço – 2007 e 2011 (até set.) (em %) 100,0 2,9 Direto 3,8 Outros 2 3 Capital de Giro Taxa de Custo do Capital de Giro Juros no Valor da Produção Direto Indireto Total (%a.a.) (%) (%) (%) Brasil 16,15% 2,89% 3,78% 6,67% Benchmarks 4,51% 0,84% 1,13% 1,97% Fonte: FIESP; elaboração FIESP. 93,3 Outros Indireto (cascata) 93,3 1 6,7 Capital de Giro 4 Em 2011 o custo do capital de giro foi 7,5% do preço dos produtos industrializados 2011 Total Juro PJ: 2007 = 23,1% a.a. 2011 = 29,6% a.a. O alto custo do capital de giro afeta sobretudo as MPMI´s 4,6 p.p. Benchmark de países: Chile, Itália, Japão, Malásia e Noruega. 9 O diferencial de juros, descontado o risco Brasil, tem aumentado, principalmente depois da crise de 2008 DECOMTEC Bônus da Selic: diferencial de juros 20,00 Risco Brasil (EMBI+) Diferencial de inflação (BRxEUA) Taxa de juros EUA (% ao ano) 18,00 Bônus da Selic 16,00 14,00 Selic 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 4 0 / n a j 4 0 /i a m 4 0 /t e s 5 0 / n a j 5 0 /i a m 5 0 /t e s 6 0 / n a j 6 0 /i a m 6 0 /t e s 7 0 / n a j 7 0 /i a m 7 0 /t e s 8 0 / n a j 8 0 /i a m 8 0 /t e s Fontes: BCB, FMI e Bond Market Information; Elaboração: DECOMTEC/FIESP 9 0 / n a j 9 0 /i a m 9 0 /t e s 0 1 / n a j 0 1 /i a m 0 1 /t e s 1 1 / n a j 1 1 /i a m 1 1 /t e s 10 O aumento do diferencial de juros (descontados o risco Brasil e o diferencial de inflação) contribuiu para a valorização cambial, especialmente depois da crise Bônus da Selic (excl. o Risco Brasil) DECOMTEC Taxa de câmbio (R$/US$) - venda 30 3,5 25 3 20 2,5 Taxa de câmbio 15 2 10 1,5 5 1 Bônus da Selic 0 0,5 -5 0 4 0 / n aj 4 0 i/a m 4 0 /t es 5 0 / n aj 5 0 i/a m 5 0 /t es 6 0 / n aj 6 0 i/a m 6 0 /t es 7 0 / n aj 7 0 i/a m 7 0 /t es 8 0 / n aj 8 0 i/a m 8 0 /t es 9 0 / n aj Fontes: BCB, FMI e Bond Market Information; Elaboração: DECOMTEC/FIESP 9 0 i/a m 9 0 /t es 0 1 / n aj 0 1 i/a m 0 1 /t es 1 1 / n aj 1 1 i/a m 1 1 /t es 11 Nos últimos dois anos esse efeito do bônus pago para investimentos de curto prazo na determinação da taxa de câmbio tem sido significativo Bônus da Selic (excl. o Risco Brasil) DECOMTEC Taxa de câmbio (R$/US$) - venda 20,00 2 1,9 15,00 Taxa de câmbio 10,00 1,8 1,7 1,6 1,5 5,00 1,4 Bônus da Selic 0,00 1,3 1,2 1,1 -5,00 Fontes: BCB, FMI e Bond Market Information; Elaboração: DECOMTEC/FIESP 1 12 A valorização do real foi muito expressiva nos últimos anos (superior à da maior parte das moedas de outras economias importantes) DECOMTEC Câmbio Real - Evolução em relação ao Dólar Americano - jun/2004 a dez/2010 140 120 base: junho 2004 = 100 Taxa nominal: R$/US$ 3,13 100 80 60 40 20 Variação real do câmbio Jun/04 a Dez/10 Brasil 121% Rússia 56% Chile 46% Índia 45% China 31% Coréia do Sul 6% valorização real: 121% Taxa nominal: R$/US$ 1,69 0 Brasil EUA Fonte: OCDE e BCB. Elaboração: DECOMTEC/FIESP Coreia do Sul Chile Russia India China A valorização do câmbio, por seu turno, tem implicado em um crescente déficit em manufaturas DECOMTEC Câmbio Real - Evolução em relação ao Dólar Americano - jun/2004 a dez/2010 140 6% 120 5% 4% 100 3% 80 2% 60 1% 0% 40 -1% 20 Exportações Líquidas de Manufaturas* (% PIB) -2% 0 -3% Brasil EUA Coreia do Sul Fonte: OCDE e BCB. Elaboração: DECOMTEC/FIESP Chile Russia India China Exportações Líquidas de Manufaturas (% PIB) - Valorização cambial - Queda das exportações líquidas de manufaturas O aumento da penetração dos importados fez com que, devido aos efeitos diretos e indiretos, a economia produzisse R$ 277 bilhões a menos. Isso significou 3,5 milhões de postos de trabalho que deixaram de ser gerados. DECOMTEC Evolução do Coeficiente de Importação da Indústria 21.8% 20.1% 18.2% 18.3% 16.2% 14.1% 14.6% 12.5% R$ 1,00 de aumento na produção da indústria de transformação eleva em R$ 2,22 a produção da economia. 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: DEREX/FIESP, MIP e TRU/IBGE. Elaboração:DECOMTEC/FIESP. Aumento de 9,3 p. p. no coeficiente, o que equivale a US$ 76 bi ou R$ 125 bi (efeito direto). Contando os efeitos direto e indireto em toda economia, isso significou R$ 277 bi a menos na produção Dessa forma, 3,5 milhões de empregos deixaram de ser 15 gerados na economia A despesa com juros da dívida pública no Brasil é muito expressiva. Nos 12 meses encerrados em set/2011, era da ordem de 5,8% do PIB (R$ 231,2 bilhões) DECOMTEC 2010 = 5,3% Com taxa de juros no nível internacional (1,78% a.a.) ao invés de 11,97% a.a., a despesa com juros seria de 0,8% do PIB 16 Finalmente, há uma relação clara da SELIC com o crescimento do PIB: seu aumento gera, após aproximadamente seis meses, uma redução da atividade DECOMTEC 17 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 18 Benefícios da redução da SELIC nas contas públicas DECOMTEC Pagamento de juros*: R$ 194,8 bilhões 5,3% do PIB (15,8% da carga) Carga tributária (2010) : R$ 1.234,8 bilhões 33,6% do PIB Com taxa de juros no nível internacional (1,78% a.a.) ao invés de 11,97% a.a., a despesa com juros seria de 0,8% do PIB Resultado: carga tributária cairia de 33,6% do PIB para 29,1% (- 4,5 p.p.) * Em 2011 (somente até 15 de novembro), R$ 201,8 bilhões foram pagos em juros Fontes: BCB, IBGE e RFB; Elaboração: DECOMTEC/FIESP 19 Efeito da redução da SELIC no investimento DECOMTEC FBCF (% do PIB) 50,0 45,0 40,0 35,0 Se a economia com juros obtida com a redução da SELIC fosse destinada ao investimento público, a taxa de investimento aumentaria de 18,4% para 22,9% (sem considerar seus efeitos sobre o investimento privado) 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 China Indonésia Índia Coreia Austrália Cingapura Tailândia Colômbia Brasil* Espanha Argentina Canadá Hong Kong Rússia Rep. Tcheca Chile Áustria Suíça Japão Malásia Noruega Bélgica México Polônia Nova Zelândia África do Sul Itália Hungria França Portugal Turquia Brasil Finlândia Holanda Suécia Alemanha Venezuela Israel Dinamarca Filipinas E.U.A. Reino Unido Grécia Irlanda 0,0 (*) Caso a taxa de juros fosse no nível internacional e a redução do pagamento de juros fosse completamente destinada ao investimento público Fonte: FMI; Elaboração: DECOMTEC/FIESP 20 Principais benefícios da redução da SELIC DECOMTEC Economia com juros: melhora nas contas públicas Aumento do investimento público em infraestrutura, educação e saúde Efeitos diretos sobre o setor privado Aumento do investimento privado Redução no custo de capital de giro das empresas (se o spread bancário não aumentar...) Liberação de recursos dos bancos para o crédito do setor privado Menor valorização do Real: maior competitividade do produto brasileiro 21 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 22 A alta taxa de juros não se justifica pelo endividamento público. Países com nível endividamento semelhante têm taxas mais baixas DECOMTEC A alta taxa de juros também não se justifica pela política fiscal: o Brasil é um dos poucos países com superávit fiscal (primário) DECOMTEC Superávit/Déficit fiscal primário (% do PIB) - 2010 15 Enquanto isso, a maior parte dos países opera com déficit fiscal, mas suas taxas de juros são muito menores que as do Brasil 10 5 0 -5 -15 Ao debitar os juros da dívida, o superávit fiscal primário brasileiro se converte em déficit fiscal nominal Norway Brazil Korea Switzerland Chile Sweden Luxembourg China Indonesia Finland Mexico Denmark Poland Germany Australia Israel Russian Federation South Africa Belgium Hungary Italy New Zealand Austria Czech Republic Netherlands Slovenia Canada India France Iceland Slovak Republic Japan United States Portugal Spain United Kingdom Greece Ireland -10 Fontes: OCDE e CIA World factbook; Elaboração: Decomtec/FIESP 24 Por fim, com a redução do risco Brasil, há espaço para redução da SELIC DECOMTEC Selic real e Risco Brasil (EMBI+) 14,00 12,00 Risco Brasil (EMBI+) SELIC real (% ao ano) 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 Fontes: BCB, FMI e Bond Market Information; Elaboração: DECOMTEC/FIESP set/11 mai/11 jan/11 set/10 mai/10 jan/10 set/09 mai/09 jan/09 set/08 mai/08 jan/08 set/07 mai/07 jan/07 set/06 mai/06 jan/06 set/05 mai/05 jan/05 set/04 mai/04 jan/04 0,00 25 Estrutura DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 26 A piora na expectativa do crescimento econômico do mundo (em especial dos desenvolvidos) deve reduzir os preços internacionais e aumentar a oferta de importados DECOMTEC Crescimento do PIB mundial - histórico da expectativa FMI 5,5 5,0 4,5 2011 4,0 3,5 abr/08 2012 2013 out/08 abr/09 out/09 abr/10 out/10 abr/11 out/11 Fonte: World Economic Outlook/IMF; Elaboração DECOMTEC/FIESP Crescimento do PIB mundial - realizado e expectativa FMI 10,0 8,0 Emergentes 6,0 Mundo 4,0 Desenvolvidos 2,0 0,0 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 -2,0 -4,0 Fonte: World Economic Outlook/IMF; Elaboração DECOMTEC/FIESP 27 Decompondo-se a inflação brasileira, o que se percebe é uma elevada dependência do preço das commodities e dos preços dos serviços, pouco influenciados pela SELIC DECOMTEC Decomposição da inflação brasileira - IPCA (%) (acumulado 12 meses - até setembro) 8,0 7,0 O preço dos alimentos, principal componente da inflação, depende mais do preço das commodities 6,0 5,0 4,0 Os serviços são pouco influenciados pela taxa de juros básica 3,0 2,0 1,0 0,0 2007 2008 2009 2010 2011 A SELIC afeta principalmente os bens comercializáveis. Mas eles não justificam a inflação brasileira Alimentação Habitação, transporte e outros serviços Outros bens comercializáveis (móveis, eletrodomésticos, vestuário, veículos, etc.) Fonte: IPCA/IBGE; Elaboração DECOMTEC/FIESP 28 A redução do preço das commodities deverá impactar em uma redução da inflação brasileira, abrindo uma oportunidade para redução da SELIC DECOMTEC Evolução dos preços das commodities CCI vs IC-Br 250 Índice CRB - Continuous Commodity Index (CCI) 200 193 Índice de Commodities - Brasil (IC-Br) 174 174 162 150 100 50 Redução de 9,1% do IC-BR entre março e outubro de 2011 0 dez/05 jun/06 dez/06 jun/07 dez/07 jun/08 dez/08 jun/09 dez/09 Fontes: Banco Central do Brasil (ICBr); Commodity Research Bureau (CRB-CCI). Elaboração DECOMTEC/FIESP. Dez 2005 = 100 jun/10 dez/10 jun/11 29 Refletindo todos esses elementos, as expectativas de inflação se reverteram, e agora apresentam tendência de baixa DECOMTEC Expectativas de mercado para o IPCA 2011 e 2012, por data de divulgação AsAs expectativas de mostram expectativas inflação ao consumidor o IPCA abaixo do para teto 2011 da e 2012 vem se reduzindo desde meta em 2011 e 2012 meados de outubro Fonte: BANCO CENTRAL (Relatório Focus). Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 30 As expectativas para taxa de juros básica indicam que há espaço para redução da SELIC DECOMTEC Expectativas de mercado para meta de taxa over-Selic 2011 e 2012 (final de período), por data de divulgação A SELIC projetada pelo mercado ainda é muito elevada, comparando com os juros dos outros países Fonte: BANCO CENTRAL (Relatório Focus). Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 31 DECOMTEC Síntese: grande oportunidade para redução da SELIC DECOMTEC Existem condições estruturais e conjunturais favoráveis para redução da SELIC: • Baixo endividamento público em % do PIB • Solidez da política fiscal: significativo superávit-primário • Elevado diferencial de juros, descontado o risco-país e inflação • Estrutura da inflação no Brasil, onde os preços mais pressionados são pouco influenciados pela SELIC • Deterioração nas expectativas quanto ao crescimento econômico mundial • Tendência de queda dos preços de commodities • Elevação do rating de crédito do Brasil pela Standard & Poors (17/nov/2011) • As expectativas de inflação (IPCA) e de juros futuros (SELIC) para 2011 e próximos anos já refletem esses fatores, apresentando tendência de queda nas últimas semanas DECOMTEC 1. Problema: elevada taxa de juros da dívida pública do Brasil 2. Efeitos danosos da SELIC alta 3. Oportunidade de redução da SELIC 3.1. Benefícios 3.2. Aspectos estruturais 3.3. Aspectos conjunturais 4. JURÔMETRO 34 O “Jurômetro Governo” é um instrumento para democratizar o acesso às informações sobre o quanto o setor público paga de juros pelo que toma emprestado. DECOMTEC JURÔMETRO GOVERNO – “O que é” e “Por quê o construímos” O que é? O “Jurômetro Governo” é uma ferramenta de acompanhamento do pagamento de juros líquidos nominais pelo setor público ao longo do ano. Por quê? O “Jurômetro Governo” está sendo construído com o objetivo de democratizar o acesso a informações sobre o dispêndio do setor público com juros e de chamar a atenção para o problema. 35 Fonte: FIESP; elaboração FIESP. Os valores pagos pelo setor público em juros nominais líquidos são gigantescos: DECOMTEC JURÔMETRO GOVERNO – Por quê? De janeiro de 2002 até setembro de 2011 (quase 10 anos), o setor público gastou R$ 1,9 trilhões (deflacionados), ou seja, 49,6% do PIB referente ao período entre julho de 2010 e junho de 2011 (último dado oficial). Nos doze meses entre julho de 2010 e junho de 2011, o setor público pagou R$ 222,9 bilhões em juros nominais líquidos, o que equivale a: 29,6% da Formação Bruta de Capital Fixo (investimento); 25,9% da Despesa de Consumo da Administração Pública; 9,0% da Despesa de Consumo das Famílias; 5,5% do PIB a preços de mercado; 40% do PIB da indústria de transformação. Fonte: BCB e IBGE; elaboração FIESP. 36 ... DECOMTEC POR QUE O GOVERNO PAGA JUROS? • O Brasil, assim como quase todos os países do mundo desenvolvido ou em desenvolvimento, tem dívida e paga juros à sociedade; • A dívida pública serve para financiar gastos correntes do governo, ou investimentos diversos, quando sua receita é inferior às despesas; • Os juros pagos pelo governo estimulam as pessoas físicas ou jurídicas lhe emprestar parte do que poupam, em detrimento de investimentos produtivos. O jurômetro caracteriza-se pelo rigor e pela transparência no tratamento das informações. DECOMTEC SISTEMA JURÔMETRO 1.Modelo para o Jurômetro Governo: • Utiliza dados oficiais publicados nas Notas para a Imprensa sobre Política Fiscal do BACEN; • Extrapola os dados oficiais com base em modelo simples, mas consistente; • Corrige o valor das projeções com base em mudanças da Selic Meta e do número de dias úteis. 2. A metodologia encontra-se no site. OBS: somente foram considerados juros pagos pelo governo. Fonte: FIESP; elaboração FIESP. 38 Além disso, os parâmetros utilizados são todos oriundos de projetos do governo federal. JURÔMETRO GOVERNO - Itens de Comparação MTE-CAGED Fonte: FIESP; elaboração FIESP. O “Jurômetro Governo” compara o valor acumulado até o momento com alguns parâmetros escolhidos entre temas socialmente. JURÔMETRO GOVERNO – Tela do Site 40 Fonte: FIESP; elaboração FIESP. DECOMTEC PRESIDENTE Paulo Skaf DECOMTEC DIRETOR TITULAR José Ricardo Roriz Coelho DIRETOR TITULAR ADJUNTO Pierangelo Rossetti DIRETORIA Alfredo Butolo Almir Daier Abdalla Cassio Jordão Motta Vecchiatti Cláudio Grineberg Cláudio Sidnei Moura Cristiano Veneri Freitas Miano (Representante do CJE) Denis Perez Martins Eduardo Berkovitz Ferreira Eduardo Camillo Pachikoski Elias Miguel Haddad Fernando Bueno Francisco Florindo Sanz Esteban Jorge Eduardo Suplicy Funaro Luiz Carlos Tripodo Manoel Canosa Miguez Marcelo José Medela Marco Aurélio Militelli Mario William Esper Mauricio Marcondes Dias de Almeida Mauro Kern Olívio Manuel de Souza Ávila Rafael Cervone Netto Robert Willian Velásquez Salvador (Representante do CJE) Rodrigo Pintus Gonçalves da Costa (Representante do CJE) Ronaldo da Rocha Tarsis Amoroso Walter Bartels DECOMTEC EQUIPE TÉCNICA – Departamento de Competitividade e Tecnologia GERENTE Renato Corona Fernandes TÉCNICOS Adriano Giacomini Morais Albino Fernando Colantuono André Kalup Vasconcelos Célia Regina Murad Egídio Zardo Junior Fernando Momesso Pelai Guilherme Riccioppo Magacho Juliana de Souza Paulo Cesar Morceiro Paulo Sergio Pereira da Rocha Pedro Guerra Duval Kobler Corrêa Roberta Cristina Possamai Silas Lozano Paz ESTAGIÁRIOS Gabriel Di Napoli Pastore Mazda Zarif APOIO Maria Cristina Bhering Monteiro Flores Maurício Oliveira Medeiros ... 43 ... 44 ... 45 ... 46 ... 47 ... 48