ESCOLA ESTADUAL “MARIA PEREIRA” - ENSINO FUNDAMENTAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DEZEMBRO/2012 1 IDENTIFICAÇÃO Apresentação e Caracterização da Escola De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 e as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica do Estado do Paraná, a direção juntamente com o corpo administrativo, docente e discente, implementa o Projeto Político Pedagógico do Estabelecimento de Ensino; a Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, tentando acompanhar as transformações ocorridas no âmbito nacional, no sentido de mudança, na ação participativa e cooperativa que engrandece através das diferentes representações dos segmentos escolares que busca auxiliar a escola no seu todo. Seu objetivo é preparar progressivamente o educando para o acesso sistemático ao conhecimento, para a compreensão dos problemas humanos, para a vida e para o mundo do trabalho. Acreditamos que o Projeto Político Pedagógico não é fruto de um milagre, não nasce pronto. Está sendo construído passo a passo, por todos: modificando e sendo modificado pela cultura da escola, do cotidiano dos envolvidos, criando uma consciência coletiva no que se refere às questões curriculares, na gestão pedagógica e financeira. Este projeto foi elaborado para preparar crianças, adolescentes e adultos, ao exercício da cidadania para expansão da criatividade e a participação consciente no meio social. O que até então, era elaborado apenas por setor que se dizia competente, hoje necessita do poder de decisão de todos, principalmente do professor, pois além de seus conhecimentos, sua convivência em sala de aula, recolhe subsídios diversos contribuindo assim para uma escola cada vez melhor. Reconhecemos que é necessária a apropriação do saber erudito que leve em conta a sensibilidade do aluno, sem perder de vista o diálogo com o saber elaborado, na observância dos princípios teóricos, preparando o aluno para a cidadania. Após alguns anos da criação do município de Leópolis, com aumento da população e a necessidade do crescimento cultural dos munícipes, em 28 de outubro de 1957, conforme Decreto n.º 7981/57 foi criado o curso Normal Regional de Leópolis, com o funcionamento no mesmo prédio do Grupo Escolar de Leópolis. 2 A criação de uma escola a nível ginasial foi um marco para a cidade, atraindo para a mesma, professores de outras cidades, pois não existiam nela tais profissionais. Assim sendo a primeira diretora foi a professora Ester Boa Morte, oriunda da cidade de Jundiaí do Sul. Sua adaptação à nova realidade foi com muito êxito, desenvolvendo uma administração dinâmica, corajosa e determinada. Os anos seguiam, até que em 1960, pelo Decreto n.º 29430 de 25 de maio de 1960, a Escola passou a denominar-se “Escola Normal Regional D. João VI”. A mudança foi bem aceita pela comunidade que sempre se mostraria disponível para colaborar com a educação municipal. No ano de 1961, houve mudança na administração da Escola, vindo a assumir a Direção a professora Efigênia Kloster, que com seriedade e competência, administrou com brilhantismo. Nessa mesma administração, no ano de 1962, a Escola passou a denominar-se Escola Normal Regional de Grau Ginasial D. João VI. Entre os anos de 1963 e 1967, atuou como diretor, o professor José Maria Pegoraro, que se deslocava diariamente de Cornélio Procópio, juntamente com outros professores. Foi a partir de 1968, que após grande empenho de órgãos competentes, a Escola ganhou um prédio próprio, com localização central, vindo a beneficiar também a comunidade: o estabelecimento passou a denominar-se Ginásio Estadual D. João VI, tendo como diretora a professora Mafalda Abucarub Trombini que chegou ao nosso município para desenvolver suas atividades profissionais; onde constituiu família e reside até hoje. Foi uma profissional batalhadora e competente, alargando assim, laços afetivos com a comunidade. Nos anos de 1969 a 1971 e 1995 e 1997, a administração da Escola foi feita pela professora Thelma Federighi Baisi, que veio de Minas Gerais e após convivência com a comunidade, optou em pôr em prática sua formação profissional. Sua administração foi dinâmica e organizada. Nos anos setenta, com o desenvolvimento do município, foi autorizado o funcionamento de Extensões, nos distritos de Jandinópolis e no bairro Primavera. Posteriormente, em 1972, atuou como diretora, a professora Maria Aparecida da Silva, com sua vasta experiência na educação, administrou a Escola com dinamismo e 3 competência, deixou a função no ano seguinte por ter sido designada para exercer o cargo de Inspetora Municipal e Estadual de Ensino por vários anos. Foi designada Diretora em 1973 até 1985, a professora Guiomar Netto Antunes, pessoa bondosa, paciente e muito preocupada com a Escola. Durante sua gestão aconteceram vários momentos agradáveis e saudosos, tais como: apresentação de fanfarra, jogos escolares, entre outras conquistas. Com o reconhecimento do Curso de 1º Grau, em 1981, passou a denominar-se Escola Estadual Maria Pereira – Ensino de 1º Grau. Recebeu esta denominação em homenagem à professora Maria Pereira, que durante quinze anos atuou como professora e secretária. Justa homenagem pelo seu exemplo de dedicação, dignidade, humildade e carinho para com todos. No período de 1986 a 1989, foi a professora Ana Olímpia de Macedo de Souza, diretora da escola. Sua administração foi marcada pelas grandes festas e grande consideração pela pessoa humana. Voltou a ser diretora nos anos de 1993 a 1995, onde continuou a administrar com coragem e dinamismo, batalhando pela educação na comunidade. A professora Carmem Lúcia de Macedo Alves, é designada diretora da escola no ano de 1990 a 1992 e a partir de 1998, por eleição direta, voltou a administrar a escola. Isto se deve a sua grande visão administrativa, com destaque em sua ponderação, organização, amizade e respeito para com todos, além da administração participativa. Sua gestão se encerrou em 2003. Em 2004, assume a direção do estabelecimento a professora Silvana Pereira Muniz de Oliveira, Pedagoga pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, licenciada em Estudos Sociais pela UNOESTE/SP e pós-graduada em Metodologia e Didática do Ensino – IMBRAPE (FAFICOP). Eleita por voto direto realizou grandes transformações no campo físico e no dinamismo das ações pedagógicas, sendo reeleita no ano de 2005 para a gestão 2006 – 2007. Nesta gestão em comunhão com a política educacional do governo do Estado do Paraná, houve e ainda estão acontecendo diversas transformações tanto no campo pedagógico como na infraestrutura: Os professores que antes eram itinerantes, hoje em sua grande maioria pertencem ao quadro próprio do magistério estadual foram extintos na escola 4 a fragmentação da equipe pedagógica; antes supervisão de ensino e orientação educacional, que nem sempre eram habilitados, pelo professor pedagogo do quadro próprio do magistério, conforme concurso em 2004. No quadro administrativo também foram supridas vagas que ainda estavam vacantes. Quanto à infraestrutura foram conseguidas antigas reivindicações na reforma do prédio escolar: refeitório, troca de forro, piso, telhado, passarela, quadra de esportes e outros reparos em geral. Também fomos contemplados com cobertura da quadra de esportes, que ainda estamos aguardando o início da realização das obras. É importante salientarmos o laboratório de informática, que foi montado com os devidos equipamentos. Porém, apresentando dificuldades de manutenção. No ano de 2009, assume a direção do estabelecimento a professora Solange Aparecida Quintilhano Toneze, Licenciada em Letras e Especialista em Metodologia e Didática do Ensino. Atualmente, nosso estabelecimento de ensino, denomina-se Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, conforme publicação em Diário Oficial da Resolução Secretarial nº. 3120/98. Nesta história de vida da Escola Estadual Maria Pereira, a cada ano que passa, acrescenta experiências, aprendizados e ensinamentos. Acreditamos e investimos na educação e formação de verdadeiros cidadãos. A trajetória histórica deste Estabelecimento de Ensino reflete momentos felizes, compartilhados com todos: maratonas, passeatas, concursos, rua de recreio, festas, fanfarras, jantares, jogos escolares, visitas, passeios e, sobretudo projeto pedagógico específicos; que não é certamente o foco de nosso trabalho, visto que valorizamos o cotidiano escolar e o trabalho com o currículo disciplinar e seriado, recuperando uma educação mais clássica, da escola como local de transmissão assimilação do saber histórico. Caracterização da Comunidade A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental está localizada no município de Leópolis. Predomina a economia familiar com renda média e baixa. Nossos alunos, em sua maioria, são oriundos de famílias de baixa renda, que trabalham em atividades rurais. 5 Os pais dos alunos têm livre acesso à escola, ao processo pedagógico, bem como acompanhar o sistema escolar do filho durante o ano, emitir opiniões e ser ouvido em reuniões democráticas mas em função do trabalho, uma parcela de pais se distanciam da escola, deixam de conhecer os projetos em andamento, pouco sabe quanto ao rendimento escolar dos filhos, transferindo a responsabilidade para a escola, e aliado a isso, valorizando a pouco. Este diagnóstico foi revelado através de reuniões com a participação de todos os segmentos relacionados com a educação, direta ou indiretamente, para que se adquira consciência por todos do processo de mudança e compreensão do significado social e político da escola. Em contrapartida, a maioria dos pais são preocupados com a vida escolar de seus filhos, participantes de reuniões, preservam valores morais e éticos tradicionais e buscam acompanhar o desenvolvimento escolar de seus filhos. A comunidade escolar possui direitos, deveres, proibições e sanções para preservar, desenvolver e proporcionar relações humanísticas no processo de ensino aprendizagem, onde o aluno tem direito de ser respeitado, não sofrer discriminação em decorrência física, étnica, credo, sexo, ideologia, preferência político-partidária ou quaisquer outros. 6 I – ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE ESCOLAR Identificação do Estabelecimento de Ensino Denominação: Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental Endereço: Rua Nossa Senhora Aparecida, 400 CEP: 86.330-000 FONE/FAX: (43) 3627 1372 Município: Leópolis – Código: 1350 Dependência Administrativa: Estadual Código: 02 Localização: Urbana NRE: Cornélio Procópio – Código: 08 Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná Número total de turmas: 12 Número total de professores: 32 (Com equipe pedagógica) Número total de funcionários: 10 Número total de sala de aula: 4 Número total de alunos: 296 Ato Autorização Funcionamento do Estabelecimento: Dec. 2896/80 – DOE 09/10/80 Ato Reconhecimento do Estabelecimento e do Curso: Res. 2776/81 – DOE 29/12/1981 Ato de Renovação de Reconhecimento: Res. 2720/2009 – DOE 22/10/2009 Ato Administrativo de Aprovação do Regimento Escolar: Ato nº 312/2000 – Parecer nº 094/2000 de 07/12/2000 Código do Estabelecimento: 00019 Código do Município: 1350 Distância da Escola ao Núcleo Regional da Educação: 17 Km Site: www.ee-mariapereira.netescola.pr.gov.br Email: [email protected] Organograma 7 APMF SECRETARIA DIREÇÃO EQUIPE PEDAGÓGICA CONSELHO ESCOLAR CORPO DOCENTE BIBLIOTECA CORPO DISCENTE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. Horário de Funcionamento 8 A escola está inserida num contexto diversificado, pois ela se encontra na zona urbana, mas seus alunos são oriundos também da zona rural. Temos atualmente (2010) 270 alunos divididos em três períodos. Todas as atividades escolares são desenvolvidas pelos alunos, professores, funcionários, órgãos afins, famílias e comunidade. Atividades essas que priorizam o saber historicamente acumulado pela humanidade contemplados nas Diretrizes de cada disciplina. No período da manhã recebemos alunos da zona urbana que possuem facilidade de acesso à escola. A clientela é composta por filhos de funcionários públicos, trabalhadores rurais e autônomos. Os mesmos permanecem no período das 07h30 às 11h50, distribuídos nas seguintes séries: 5ª, 6ª, 7ª e 8ª. Por dependerem de transporte escolar, a grande maioria advinda da zona rural é atendida no período da tarde – quando menores de 14 anos, filhos de trabalhadores e proprietários rurais. São atendidos das 13h às 17h20 min, nas séries: 5ª, 6ª, 7ª e 8ª. Das 19h às 23h, recebemos os alunos maiores de 14 anos, que contribuem no orçamento familiar, trabalhando durante o dia como diaristas, domésticas, trabalhadores rurais, entre outros, necessitando, portanto, de um atendimento diferenciado, estratégias variadas, buscando a autoestima, atendimento personalizado. A escola está sempre à disposição da comunidade, das 07h30 às 23h, oferecendo Biblioteca, Jogos Recreativos, Quadra de Esportes, Recursos Audiovisuais, Estágios Supervisionados, Palestras, Reuniões, objetivando fazer da nossa Escola uma opção de espaço à cultura e ao lazer. A escola ainda conta com Laboratório de Informática, sala de apoio e sala de recurso. 9 II – FILOSOFIA E OS PRINCÍPIOS DIDÁTICOS – PEDAGÓGICOS DA INSTITUIÇÃO A escola que queremos depende do envolvimento de todos: comunidade escolar, governo e sociedade. Partindo desse diagnóstico, é possível compreender a realidade onde estamos inseridos, e partindo desta, entender a necessidade de repensar a missão da escola de acordo com nossos anseios e de acordo com a legislação vigente; onde se percebe um encontro de perspectivas, das quais buscamos. Entendemos que a entidade escolar é universal, devendo atender a todos, concretizando novos paradigmas em função da melhoria da qualidade do ensino. Para tanto é necessário observar alguns princípios, os quais deverão nortear nossa ação pedagógica. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; Pluralismo de ideias e concepções pedagógicas; Respeito à liberdade e apreço à tolerância; Gratuidade do ensino; Valorização de seus profissionais da educação; Gestão democrática, através de órgãos colegiados (APMF e Conselho Escolar); Garantia de padrão de qualidade; Valorização da experiência extraescolar; Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas educacionais; Inclusão dos portadores de necessidades especiais, a não ser quando não houver formas de atendimento especializado como determina a lei. É também princípio norteador vedar qualquer forma de discriminação e segregação, sendo priorizados também os princípios pedagógicos das Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná para o Ensino Fundamental que são: a) Os Princípios Éticos da autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem comum; 1 0 b) Os Princípios dos Direitos e Deveres, do exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática; c) Os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. Para garantir a escola laica, universal, pensamos na efetivação da democracia na escola; partindo do pressuposto que essa garantia se dá na difusão dos conhecimentos científicos as camadas populares; entendendo o trabalho como princípio educativo para a produção da existência do homem. Dessa forma para produzir a sua existência é necessário que o homem antecipe suas ações, levando em conta os conhecimentos produzidos pela humanidade que deverão ser transmitidos a novas gerações. Por isso a educação escolar deve se pautar em objetivos que assegurem a difusão deste saber. É nos objetivos educacionais que vamos formar para a cidadania construtiva e participativa, isto é, não queremos apenas o ingresso para esta sociedade, mas também a transformação da mesma, sabendo das lutas e desafios, daí repensar a ação didática: os conteúdos que ensinamos, a orientação metodológica que inspira nossa prática; os recursos didáticos que manejamos, a avaliação que nos redireciona, a própria organização curricular. A democracia na escola, nO PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.ão pode ser entendida como uma questão empírica e imediatista. Conforme (Saviani, 2008), em sua terceira tese na teoria da curvatura da vara, quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos ela foi democrática; e quando, menos se falou em democracia na escola, mais ela teve articulada 1 1 com a construção da democracia. Isso se refere, quando a escola brasileira perde sua função social prioritária e essencial que é a transmissão e a difusão do conhecimento sistematizado. Daí então democracia, está sendo entendida numa concretude histórica que será balizador de nossas ações. É necessário que entendamos que uma escola cidadã é ter um ensino de qualidade. Hoje, mais que nunca, criar condições para o desenvolvimento de competências para a vida, isto é: desenvolver os conteúdos históricos, no diálogo com os embates presentes numa realidade; através da consciência profissional e social. “A questão dos métodos se O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.subordina à dos conteúdos: se o objetivo é privilegiar a aquisição do saber, e um saber vinculado às realidades sociais, é preciso que os métodos favoreçam a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos e que estes possam reconhecer nos conteúdos o auxílio ao seu esforço de compreensão da realidade (prática social)” Libâneo, 1985, p.44. É nessas condições que precisamos de instrumentos de análise, planejamento e condução da ação educativa da escola, ou seja, professores com propostas claras, sabendo, planejando; o quê, o quando e o como ensinar e avaliar em coerência com seus objetivos, de acordo com as necessidades. Quanto a seus objetivos, eleger além da memorização, (cognitivos), mas também a primazia dos valores e atitudes, (afetivos). A saúde do corpo e suas habilidades, (psicomotores). 1 2 É desta maneira que o aluno pode apropriar-se do conhecimento, na interação com o saber sistematizado e o meio onde vive. Daí também a necessidade de aprimoramento, iniciando pela bagagem curricular dos próprios educadores e se estendendo a toda a comunidade, promovendo uma forma mais eficaz para que os desafios se tornem instrumentos de comprovação do desenvolvimento de nossas capacidades. Entendendo que o homem é um ser que está constantemente em processo de crescimento, por sua própria natureza, como ser racional, e tem necessidade de crescer, de buscar conhecimentos e, através dessas condições que é permitido a ele educar-se. Portanto, entre as possibilidades que o distingue, está a sua capacidade de antever as ações antes de serem realizadas, isto é, este processo ocorre através da imaginação e reflexão, na qual pode levá-lo à muitas realizações, de ser devidamente exploradas. O homem é capaz de ser sujeito da sua própria ação, um tributo que separa o mesmo do animal. Apenas a ele foram dadas condições de agir de forma histórica, carregando consigo sua historicidade, o que lhe permite ainda educar, de forma que progrida o mundo em comunhão com outros homens. Assim devida às profundas modificações do mundo atual, ocorridas principalmente durante as três últimas décadas, têm acarretado mudanças nas demandas sociais para o sistema de ensino. Sobretudo, levando em conta as ideologias embutidas no processo, a necessidade de compreender a situação e de encontrar formas para o enfrentamento. A sociedade reclama por uma escola crítica, que favoreça ao homem condições adequadas para instruir-se dignamente, mais do que em períodos passados, é necessário que o individuo seja capaz de aprender outras culturas, tradições e entender as mudanças. Mas como efetivar esta escola crítica? Na proporção que se deseja atingir, a escola brasileira está muito longe desse grande passo, pois as crises da sociedade caminham lado a ela. Não compete o erro somente ao professor, mas inúmeros são os fatores que concorrem para a situação. A crise na formação do professor é uma situação que exige uma finalidade no interior da escola para o seu próprio desenvolvimento; estabelecendo relação de comunidade de trabalho com as instâncias externas nas quais os formadores vão atuar. Compreender o ato de educar implica uma construção específica que dê conta daquilo que é ensino. Não pretendemos um aluno passivo, mas sim que seja sujeito da 1 3 aprendizagem e da própria história, que pense crítico e criativamente, que seja assim, apto para obter e interpretar informações e que saiba definir anseios da prática social, e dela participe ativamente. Conforme Saviani (1995, p. 17): O trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo. Tudo o que dissemos requer um pensar voltado para a aquisição dos conteúdos científicos que acreditamos ser, até o momento, somente através da escola que a classe trabalhadora consegue a apropriação desses bens. Para tanto a Equipe Pedagógica e professores devem estar atentos à diversidade encontrada no alunado, atento as diferenças, estabelecendo e fomentando a política de inclusão, campo abrangente que deverá ser também, norteador de nossa ação pedagógica. III – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO A Direção, Equipe Pedagógica, Corpo Docente, Administrativo e Funcionários de Apoio da Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, considerando a LDB, Currículo Básico do Estado do Paraná, Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais, optou por organizar as salas de aulas de acordo com a faixa etária, número de alunos por turma, e transporte escolar, tendo adotado o sistema de avaliação bimestral , por disponibilizar um tempo menor de apreciação de conteúdos e facilitar uma avaliação mais adequada e acompanhamento dos pais no desenvolvimento educacional. A organização e distribuição das salas obedecem aos padrões legais, quanto ao número de alunos por m2. Não há rotatividade das turmas, pois não dispomos de espaço físico e recursos didáticos para tanto. Cientes de que à escola cabe ensinar, garantir o desenvolvimento integral do educando e a apropriação de conteúdos significativos, lançamos mão de todo os recursos disponíveis. 1 4 A escolha do livro didático é feita através do estudo e análise do guia encaminhado pelo MEC, levando o professor a exercitar a autonomia intelectual e pedagógica de acordo com os próprios princípios e propostas educativas da escola. Proposta Curricular: Está organizada de forma a atender a legislação: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Diretrizes Curriculares para a Educação Básica do Estado do Paraná. Na elaboração dos pressupostos teóricos, objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação, recuperação de estudos, bibliografia, será considerada: A organização, a direção e a progressão da aprendizagem; O envolvimento dos alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho, no seu cotidiano; O trabalho em equipe; A informação e envolvimento dos pais; A utilização de novas tecnologias; A formação continuada dos professores; A inclusão dos alunos com necessidades especiais educacionais; A articulação entre as diversas áreas do conhecimento, devem estar em sintonia com a sociedade. IV – CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA Com a promulgação da lei em 13 de julho de 1990, Lei no. 8069 – o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ocorreu uma mudança de paradigma na área da infância e da juventude, incorporando uma nova concepção de criança e adolescente. Estes passam a ser considerados como “sujeitos de direitos”, e não mais como “menores” objetos da ação do poder público, principalmente em casos de abandono e/ou delinquência, passíveis de medidas assistencialistas, segregadoras e repressivas como nos Códigos de Menores de 1927 e 1979. Trata-se de uma mudança de concepção na qual as crianças e os adolescentes 1 5 eram vistas exclusivamente como “portadoras de carências” e, a partir de então, como cidadãos, sujeitos de direitos. A criança e o adolescente nessa perspectiva são considerados pessoas, cidadãos com direitos a serem garantidos pelo Estado, pela Sociedade e pela Família. Direito de serem educados, direito aos cuidados de saúde, direito de serem amados, direito ao lazer, direito de serem acolhidos, especialmente quando lhes faltam condições fundamentais para sobreviver. Parece-nos importante, no entanto, apontar que nessa nova configuração jurídica, os deveres também estão presentes, pois ao considerar dever de todos – família, sociedade e Estado – crianças e adolescentes são partes dessa sociedade e, portanto, submetidos também ao dever de garantir os direitos humanos e as liberdades individuais, especialmente os das próprias crianças e adolescentes. A contextualização da adolescência é fundamental, considerando que o processo de formação nos dias atuais se vê diante de fatores de diferentes ordens: a instantaneidade temporal provocada pela velocidade tecnológica, que acarreta uma certa superficialidade na aquisição de conhecimentos, a cultura do consumo, geradora de múltiplas necessidades rapidamente descartáveis, o quadro excessivo, que amplia a exclusão social, associado à pulverização das relações coletivas, levando à individualização e ao desinteresse na esfera pública e política. A adolescência não é um período natural do desenvolvimento. È um momento significado e interpretado pelo homem. Há marcas que a sociedade destaca e significa. Mudanças no corpo e desenvolvimento cognitivo são marcas que a sociedade destacou. Muitas outras coisas podem estar acontecendo nessa época da vida do indivíduo e nós não as destacamos, assim como essas mesmas coisas podem estar acontecendo em outros períodos da vida e nós também não a marcamos, como por exemplo, as mudnaças que vão acontecendo em nosso corpo com o envelhecimento. Osório (1992), ao colocar a questão de a adolescência uma desordem real, na qual a norma ou a lei é contrariada 1 6 ter um caráter universal, responde afirmativamente, apesar de pelo acontecimento ... Na concepção de adolescência, fazer algumas ressalvas, considerando que, ao se referir à cri- essa leitura faz sentido, na medida em que, dentro da se de identidade do adolescente, localiza-a naqueles jovens de evolução referida, a crise é apresentada como um desvio classes sociais mais privilegiadas que não têm a preocupação ou perigo do curso natural do desenvolvimento, que deve com a luta pela sobrevivência. A educação escolar, para grande parte da população brasileira, produz um conjunto de relações marcadas pela tensão descontinuidade e desvalorização das crianças e dos adolescentes que nela ingressam. O que ocorre é um desencontro entre as esperanças construídas pelas famílias em torno do valor da escola a as aspirações juvenis – ascensão social, melhoria das condições de vida. Para o jovem, o desencontro das expectativas iniciais gestadas na família e experiência cotidiana vivida nas escolas, que nega essas aspirações, pode gerar desinteresse, indisciplina e violência, na medida, em que a trajetória na escolarização gera insucesso e exclusão. Dependendo do seu modo de funcionamento, a escola pode ou não vir a contribuir para a estruturação efetiva de referências e a questão está na sua capacidade de propiciar arranjos que assegurem um conjunto de relações sociais significativas para os adolescentes e suas famílias (Patto, 1993). Em sua forma de funcionamento tradicional, a escola vem agenciando uma ação socializadora sobre grande parte de seus alunos, crianças ou adolescentes, que mantém, antes, uma relação hierárquica de distanciamento construída na condição de aluno. Porém, é importante evidenciar que tal perspectiva não incide somente sobre o aluno, pois o modo de gestão e a organização do processo de trabalho escolar estão atravessados pela exclusão do próprio professor, que não interfere nas regras de seu próprio ofício. Se esta na relação professor-aluno grande parte das expectativas de inserção do aluno e de mudanças no processo de ensino-aprendizagens, é de fundamental importância que o professor possa conquistar um outro lugar no interior da escola (Machado& Souza, 1997). A questão não se reduz, então, a sugerir um novo/velho parato técnico para o cotidiano educacional. O desafio é a gestão coletiva do sentido da vida escolar, ou, seja, da política que orientará aquela 1 7 comunidade e o processo de ensino-aprendizagem a partir do qual serão estabelecidos os objetivos do trabalho, o modo de funcionamento dos dispositivos criados e a dinâmica de relação e intervenção dos diferentes segmentos.. A mudança no sistema educacional tem que partir da ressignificação de conceitos como cooperação, autonomia e eficiência que hoje estão baseados em concepções imediatistas vinculadas à lógica empresarial.. Tal conceitos são utilizados para acelerar processos de mudança, mas trazem como correlato a segregação, o desprestígio e a precarização da tarefa docente. IV – ATIVIDADES ESCOLARES EM GERAL E AS AÇÕES DIDÁTICAS PEDAGÓGICAS A SEREM DESENVOLVIDAS DURANTE O TEMPO ESCOLAR Constatamos que atualmente o modelo Clássico de escola, encontra -se em crise. Essa constatação demonstrou a necessidade de transformações na escola, de aproximá-la mais da sociedade e de envolver mais os alunos no processo aprendizagem. O que não significa negar esse modelo e sim colocá-lo a serviço das transformações sociais, levando em conta, como ponto de partida e de chegada, a prática social. É nessa perspectiva que estamos desenvolvendo o trabalho com o currículo, voltado para uma visão mais global do processo educativo, no qual conhecer a realidade e intervir nela não são atitudes dissociadas, significa uma mudança de postura, uma forma de repensar a prática pedagógica e as teorias que lhes dão sustentação, que até então vinham sendo objetos de especulações dos fazeres escolares, influenciados pela visão escolanovista / neoescolanovista /construtivista e pós-moderna de compreender o currículo. Para nós o currículo escolar, numa perspectiva crítica, estamos em concordância com (Saviani, 2005) que afirma “o conjunto das atividades nucleares da escola”, através do qual se organiza o saber elaborado (ciência) e sistematizado, bem como os instrumentos que possibilitam o acesso a esse saber. E que as atividades extracurriculares, devem vir em complemento ao currículo e não tomar o lugar do curricular. No trabalho com o currículo disciplinar, o aluno aprende participando, problematizando a prática social e apropriando se dos conteúdos científicos, tomando atitudes diante dos 1 8 fatos, investigando, elaborando conceitos e informações e escolhendo os procedimentos quando se vê diante das necessidades de resolver questões da prática social. Entendendo que a ESCOLA é a instituição que deve propiciar a apropriação do saber sistematizado; conforme SAVIANI, (2005): “ A escola diz respeito ao conhecimento elaborado e não ao conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado e não ao saber fragmentado; à cultura erudita e não à cultura popular”. A aprendizagem acontece a partir da interação entre o aprendiz e o objeto de conhecimento, dentro de um contexto com sentido e significado. O papel do professor é o de mediar essa interação, por meio da transmissão de conteúdos essenciais para a apropriação do conhecimento, com a missão de conduzir o aluno ao conhecimento; descobrindo que pode ir além. Desenvolvendo também atividades extracurriculares, sendo essas preferencialmente em horários e turnos distintos do regular, tomando um cuidado, visto que tais atividades não podem tomar lugar do currículo formal: “... se tudo o que acontece na escola é currículo, se se apaga a diferença entre curricular e extracurricular; então tudo acaba adquirindo o mesmo peso; e abre se caminho para toda sorte de tergiversações, inversões e confusões que terminam por descaracterizar o trabalho escolar. Com isso, facilmente, o secundário pode tomar o lugar daquilo que é principal, deslocando-se, em consequência, para o âmbito do acessório aquelas atividades que constituem a razão de ser da escola.” (Saviani, 2005. p: 16). E é com esta visão que nossa escola desenvolve suas ações, reafirmando o objetivo da educação, de formar homens plenos em sua humanidade, desenvolvendo a razão, numa visão crítica, ética e estética. EQUIPE MULTIDISCIPLINAR De acordo com a Lei Ensinar História e Cultura Afro-brasileiras e africanas não é mais uma questão de vontade pessoal e de interesse particular. É uma questão curricular de caráter obrigatório que envolve as diferentes comunidades: escolar, familiar, e sociedade. O objetivo principal para inserção da Lei é o de divulgar e produzir conhecimentos, bem como atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir objetivos comuns que garantam respeito aos direitos legais e valorização de identidade cultural brasileira e africana, como outras que direta ou 1 9 indiretamente contribuíram para a formação da identidade cultural brasileira. A Lei 10639/03 visa fazer um resgate histórico para que as pessoas conheçam um pouco mais o Brasil e melhor a sua própria história. Desse modo, a equipe Multidisciplinar juntamente com demais profissionais da educação vem trabalhando o conhecimento da historia e cultura Afro-brasileira e Africana, bem como conceitos sócio-político-históricos baseados no estudo da mesma como produtora de temáticas diversas. SOLUÇÃO De acordo com a Deliberação nº 04/2006 – CEE e Resolução nº 3399/2010- GS/SEED e instrução 010/2010- SUED/SEED a Equipe Multidisciplinar ficou composta pelos seguintes membros: Silvana Pereira Muniz de Oliveira – Pedagoga; Maria das Dores Tonetti Silva – Agente Educacional; Valdirene Fátima de Oliveira Baratela – Representante Instâncias Colegiadas; Valdirene Ortiz de Oliveira – Professora da Área de Humanas; Claudete Gomes Faroni – Professora da Área de Exatas; Odete Sérgio Caldena – Professora da Área de Biológicas. CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA E INDÍGENA "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. 2 0 CULTURA INDÍGENA Com objetivo a valorização e o conhecimento da cultura indígena na atualidade brasileira, reconhecendo a importância da luta desse povo por direitos sociais, políticos e territoriais, bem como conhecer o valor do uso das plantas e ervas medicinais, reconhecendo a relação do indígena com o meio ambiente,serão trabalhados nas disciplinas de história e geografia. CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA Tendo em vista que o Estado do Paraná não sofre acentuada influencia da cultura africana, a não ser pela mídia, devido à colonização predominantemente européia, principalmente no sul, o objetivo do projeto é apontar a incorporação da referida cultura em nosso estado. O encaminhamento metodológico das disciplinas dar-se-á pela inter-relação dos conteúdos que contemplem a cultura dos países, cujos povos nos influenciaram diretamente, através do folclore, da dança, da literatura, da música, das artes plásticas e outras manifestações que fazem presentes. A grande tarefa no campo da educação há de ser a busca de caminhos e métodos para rever o que se ensina e como se ensinam nas escolas, as questões que dizem respeito ao mundo da comunidade negra. A educação é um campo som sequelas profundas de racismo, para não dizer o veículo de comunicação da ideologia branca (ROCHA. 1998, p. 56) As Africanidades Brasileiras vêm sendo elaboradas há quase cinco séculos, na medida em que os africanos escravizados e seus descendentes, ao participar da construção da nação brasileira, vão deixando nos outros grupos étnicos com que convivem suas influências e, ao mesmo tempo, recebem e incorporam as destes. Portanto, estudar as Africanidades Brasileiras significa tomar conhecimento, observar, analisar um jeito peculiar de ver a vida, o muno, o trabalho, de conviver e lutar pela dignidade própria, bem como pela de todos os descendentes de africanos, mais ainda 2 1 de todos que a sociedade marginaliza. Significa também conhecer e compreender os trabalhos e criatividade dos africanos e de seus descendentes no Brasil, e de situar tais produção na construção da nação brasileira. A finalidade primeira, de estudar africanidades brasileiras, diz respeito ao direito dos descendentes de africanos, assim como de todos os cidadão brasileiros, à valorização de sua identidade étnico,histórico e cultural, de sua identidade de classe, de gênero, de faixa etária, de escolha sexual. Todo esse processo de aquisição de conhecimentos e de formação de atitude respeitosa de reconhecimento da participação e contribuição dos afrobrasileiros na sociedade brasileira requer que preconceitos e discriminações contra este grupo sejam abolidos, que sentimentos de superiori-dade e de inferioridade sejam superados, que novas formas de pessoas negras e não negras se relacionarem sejam estabelecidas. A respeito de encaminhamentos para o ensino e aprendizagens da cultura-afro, é importante salientar que tais processos, não precisam, em termos de programas de ensino, constituir-se numa única disciplina, pois podem estar presentes em conteúdos e metodologias, nas diferentes disciplinas constitutivas de currículo escolar. Para tanto é necessário atentar para os princípios e aspectos a serem observados no trabalho no interior da escola. Um primeiro aspecto a ser observado por todos os educadores é a recuperação do orgulho de ser negro, isto é, a busca de uma pedagogia da auto estima elevada, ao contrário da pedagogia de reiteração da inferioridade. É preciso conhecimento e atenção, pois as armadilhas são muitas; nas histórias mais ingênuas, nos propósitos aparentemente mais elevados, estão cenas e situações de ridicularização do negro,do índio, ou do diferente. O papel à ser desenvolvido por todos os educadores é fundamental ao fazer abordagens positivas, sem deixar de tratar do sofrimento provocado pela escravidão, mas não se limitando a esse momento. Devem antes, realçar a luta dos escravos contra o cativeiro, a contribuição do negro em todos os campos da cultura brasileira, no passado e no presente. Devem os trabalhadores da educação conscientes, banir do cotidiano da escola, tanto dos livros didáticos quanto da linguagem e das ações, linguagem e expressões depreciativas, estigmatizadas, em relação ao povo negro, assim como a qualquer outra etnia. 2 2 Cabe ao professor não escamotear esta situação, mas potencializa la. Destacando a beleza da cada etnia, a riqueza da diversidade de tipos humanos que compõem a população brasileira. Estudos Sobre O Estado Do Paraná Serão ofertados estudos sobre o estado do Paraná, nas disciplinas de história e geografia, sendo estes conteúdos distribuídos ao longo do ano letivo, conforme planejamento . AGENDA 21 AGENDA 21 A agenda 21 é um documento gerado a partir do Rio ECO-92 para implantação global, prevendo em mais de 40 tópicos, as possibilidades de desenvolvimento sustentável para o planeta, onde se passa gerar desenvolvimento sem prejuízos à qualidade de vida do ser humano e as condições ambientais. A agenda 21 prevê iniciativas e ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população. Agenda 21 Escolar. Vivemos numa situação de autêntica emergência planetária, marcada por toda uma série de graves problemas estreitamente relacionados: contaminação e degradação dos ecossistemas, esgotamento de recursos, crescimento incontrolado da população mundial, desequilíbrios, insustentáveis, conflitos destrutivos, perda da diversidade biológica e cultural; Esta situação de emergência planetária aparece associada a comportamentos individuais e coletivos orientados para procura de benefícios particulares e em curto prazo, sem tomarem conta das suas conseqüências para com os outros ou para com as futuras 2 3 gerações. Um comportamento fruto, em boa medida, da prática de centrar a atenção no mais próximo espacial e temporalmente. Em geral, nós educadores, não prestamos a devida atenção a esta situação.Necessitamos, pois, de assumir um compromisso para que toda a educação, tanto formal como informal, preste sistematicamente atenção à situação do mundo, e do lugar onde vivemos, com a finalidade de proporcionar uma perspecção correta dos problemas e de fomentar atitudes e comportamentos favoráveis para contribuir um desenvolvimento sustentável. Deste modo pretende-se contribuir para formar cidadãos e cidadãs conscientes da gravidade dos problemas ambientais e prepará-los para participar na tomada de decisões adequadas. Propomos, por isso, a construção e desenvolvimento da Agenda 21 Escolar, um compromisso para uma educação para sustentabilidade. Nossa escola não contempla a Agenda 21, mas por ser uma região que se caracteriza como agrícola, devido à topografia, os principais cuidados com o ecossistema são os mananciais dispersores de água para a região,pretendemos contemplar a partir do ano de 2011 pois são ações políticas que promovam soluções para a melhoria do meio ambiente. EDUCAÇÃO ESPECIAL – SALA DE RECURSO FUNDAMENTOS TEÓRICOS: O Projeto Político Pedagógico é uma das formas de concretizar a educação para todos os alunos, como veículo que sintetiza as aspirações e princípios que refletem a ação escolar, oferecendo possibilidade legítima as diretrizes e linhas de ação pelos quais serão construídas propostas para a aprendizagem e participação de todos os alunos. Desta forma, as discussões para a elaboração desta proposta contemplou a participação da comunidade escolar, tendo como reflexão três dimensões de ação: - A construção de culturas inclusivas ( comunidade escolar e sociedade civil); - A elaboração de políticas inclusivas ( Secretarias Municipais e Estaduais de educação); - A dimensão das práticas inclusivas (professores e equipe pedagógica). 2 4 Para que aconteça estas ações, é necessário entendermos que de acordo com o parecer 17/2001 do CNE, incluir é garantir a todos, do acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade, sociedade essa que deve estar orientado por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida. Entendemos que o currículo é uma construção social ligada a um momento histórico, a uma determinada sociedade e as relações que esta estabelece com o conhecimento. Para isso, é necessário as adaptações curriculares; ou seja, as modificações que são necessárias realizar em diversos elementos do currículo básico para adequar as diferentes situações, grupos e pessoas para as quais se aplica. É uma estratégia de planejamento e de atuação docente para tratar de responder às necessidades de cada aluno dentro do processo. Dentre as diferentes áreas das deficiências, a deficiência (mental / intelectual) é a mais frequente em qualquer sociedade. Muitos conceitos e terminologias são utilizados na tentativa de melhor defini-la. Existe atualmente uma tendência mundial de se substituir o termo deficiência mental por deficiência intelectual, uma vez que o termo intelectual refere-se ao funcionamento do intelecto especificamente e não ao funcionamento da pessoa como um todo, embora a Secretaria da Educação Especial ainda utilize, em seus documentos oficiais, o termo deficiência mental, adotaremos a terminologia deficiência intelectual. Uma das características do sujeito com deficiência intelectual é significativa limitação do funcionamento na área intelectual, o reconhecimento do atraso desta área, permite elaborar e desenvolver um trabalho que atenderá suas peculiaridades e limitações, passando então, a não ser mais concebida como um traço definitivo e imutável, mas com uma condição, na medida em que suas necessidades especiais sejam respondidas, visando seu desenvolvimento global. O desenvolvimento do educando em situação intelectual processa de maneira diferente no que se refere à apropriação dos conceitos mais elaborados quando comparado ao desenvolvimento dos educandos que não evidenciam tais condições. Aquele responde da mesma maneira às influências de seu contexto social como também a evolução dessas estruturas obedece as mesmas sequências apresentadas pelos educando considerados 2 5 normais, porém num tempo diferente. É importante compreender como se processa este tempo, de como se dá o amadurecimento das estruturas cognitivas e de como elas poderão ser potencialmente trabalhadas, pois, mesmo apresentando estas características não significa que ele seja menos capaz de aprender. Por isso, as atividades a serem realizadas devem acontecer de forma clara e objetiva, para que o educando possa organizar seu pensamento e agir, cada vez mais, espontaneamente e com autonomia, por isso os currículos especiais não são tão “especiais” quanto possam parecer, pois seus objetivos não são tão diferentes da educação regular, o que diverge são as adaptações necessárias,espaço físico,Acessibilidade metodológica. Em nossa escola, o atendimento na sala de recursos é realizada no período vespertino, sendo muitas vezes necessária a permuta de turno do aluno atendido. O espaço físico dispõe de condições adequada tanto em espaço para o número de alunos, quanto aos recursos humanos e didáticos; conforme previsto na Deliberação nº. 02/2003 do CEE. Este atendimento individualizado, e quando possível em grupo, conforme as necessidades pedagógicas, seguindo a orientação através da Instrução nº. 013/2008 – SUED/SEED. Os atendimentos acontecem através de um cronograma,onde cada aluno, de acordo com suas necessidades especiais voltam no período oposto ao que estuda e é atendido duas,três ou até mesmo quatro vezes por semana. O trabalho na sala de recurso é individualizado ou em grupo,de acordo com a atividade aplicada no momento. São trabalhados as áreas do desenvolvimento como: Área sócio emocional,viso-motora,psicomotora,conceituação,conteúdos acadêmicos das disciplinas do ensino regular,principalmente Português e Matemática. Atualmente a Escola Estadual Maria Pereira atende na sala de recurso quatro alunos com deficiência intelectual,uma aluna com transtorno funcional especifico e conforme laudo médico (dislexia) e um aluno com TDAH ( Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade),no qual está prejudicando sua aprendizagem,conforme consta nos relatórios pedagógicos e psicológicos. OBJETIVOS GERAIS: 2 6 Proporcionar ao educando formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto realização, qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da cidadania; Participar com os alunos de todas as atividades escolares compatíveis com suas peculiaridades. Criar alternativas para superar as dificuldades enfrentadas no sistema de ensino e na escola, através da flexibilização e adaptações curriculares para o atendimento às necessidades educacionais especiais. Organizar o Plano de Trabalho Docente, de acordo com as necessidades e deficiências específicas de cada aluno; Trabalhar as áreas do desenvolvimento, bem como os conteúdos pedagógicos defasados das séries iniciais, principalmente a Língua Portuguesa e a Matemática. METODOLOGIA: Ao longo do processo da história da humanidade, o conceito do termo “Educação” vem sofrendo profundas e acentuadas modificações na sua concepção. Atualmente “Educar” reside no estabelecimento de ações recíprocas, onde cada pessoa passa a ser vista como um “fim em si mesmo”, com características, valores e limitações. Baseado nessa ação recíproca, a educação do deficiente intelectual, como qualquer outro processo educativo, desenvolve uma ação contínua, permanente, global, dinâmica e adaptável às peculiaridades do educando portador de características especiais. O conteúdo concreto e significativo não é apenas aquele que faz parte da realidade social do aluno, mas, também, aquele que é produzido historicamente. A ação pedagógica para o educador e para o educando passa necessariamente pela relação que cada um estabelece com o próprio conhecimento. O aluno que apresenta comprometimento nas áreas de desenvolvimento, deficiência intelectual e transtornos funcionais específicos, necessitando de um atendimento educacional adequado, visando garantir seu desenvolvimento integral nas áreas da psicomotricidade, cognição, no desenvolvimento afetivo emocional, na área da linguagem e nos conteúdos acadêmicos. Principalmente na área de Língua Portuguesa e Matemática. 2 7 Para que todas essas áreas sejam desenvolvidas o aluno precisa dominar dentro de cada uma delas, os itens a seguir: PSICOMOTRICIDADE – é a integração das funções motoras e mentais, comandadas pelo sistema nervoso central. O desenvolvimento psicomotor abrange os itens didaticamente distintos: a) Imagem e Esquema Corporal – a imagem do corpo representa uma forma de equilíbrio entre funções psicomotoras e sua maturidade; b) Lateralidade – é a dominância que um lado do corpo tem em relação ao outro, nos níveis da força e precisão de movimentos; c) Estrutura e Organização Temporal – é a tomada de consciência da sucessão e periodicidade dos acontecimentos, bem como o caráter irreversível do tempo; d) Estruturação e Organização Espacial – é a tomada de consciência da situação do próprio corpo, na relação com o meio ambiente; e) Equilíbrio, Tônus e Postura - o equilíbrio, o tônus e a postura formam a base essencial da coordenação dinâmica global, possibilitando às crianças conquistarem atividades atuais, cômodas e fáceis de serem mantidas com o mínimo de esforço equilibrado, permitindo o relaxamento e dando dinamização ao movimento, sempre regido pelo tônus muscular; f) Coordenação Dinâmica Manual – é o domínio harmonioso e delicado dos gestos. A boa escrita depende desta estrutura. COGNIÇÃO: é o ato ou ação de conhecer ou de adquirir conhecimentos. O desenvolvimento dessa área requer a estimulação da: a) Percepção – é o ato de conhecer, interpretar e diferenciar os estímulos recebidos. Para estimular crianças com falhas nesta área pressupõe-se exercícios que desenvolvam as percepções visual, auditiva, gustativa, olfativa, tátil e temporal; b) Memória – é a capacidade de registrar, fixar e recordar estímulos visuais, auditivos e táteis. É necessário trabalhar para que a criança desenvolva a memória visual, auditiva, tátil e viso-motora; c) Atenção – é o modo como a mente relaciona e fixa determinados estímulos por um período do tempo variável, seguindo a motivação e fadiga do sujeito; 2 8 d) Raciocínio – é a maneira de pensar, graças as quais se procuram resolver problemas: coletando dados, levantando hipóteses, selecionando a melhor e testando-a; e) Conceituação – é a categorização ou a classificação dos objetos, através da abstração de suas características gerais, o que permite a representação dos mesmos pelo pensamento; f) Linguagem – é o todo sistema de signos que serve como meio de comunicação entre indivíduos e que pode ser percebido pelos órgãos dos sentidos. DESENVOLVIMENTO AFETIVO EMOCIONAL – A consciência afetiva é a forma pela qual o psiquismo emerge da vida orgânica: é na relação com o ambiente social, que se garante o acesso ao simbólico da cultura, elaborado e acumulado pelo homem ao longo da história. CONTEÚDOS ACADÊMICOS - São os diversos conteúdos que permeiam as diversas disciplinas como: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Educação Física, Educação Artística e Ensino Religioso. Nestas áreas do conhecimento, serão trabalhados os conteúdos propostos nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná, com atividades que desenvolvam a compreensão oral e escrita correta e adequada ao assunto estimulando verbalmente e por escrito pensamento e palavras, ideias e sentimentos próprios. Para isso, é necessário trabalhar com textos diversificados, leitura com fluência, entonação e ritmo, dificuldades ortográficas, de acordo com as novas regras da Língua Portuguesa, de acordo com o conteúdo estruturante de Língua Portuguesa, que é o discurso como prática social. Em relação ao pensamento matemático,conforme as diretrizes, trabalharemos os seguintes conteúdos estruturantes e básicos: Números e Álgebras: Sistemas de numeração, Números Naturais, Múltiplos e divisores, operações com números naturais, Potenciação e radiciação, Números fracionários, Números decimais; Grandezas e Medidas: Medidas de comprimento, Medidas de massa, Medidas de área, Medidas de volume, Medidas de tempo, Medidas de ângulos, Sistema monetário; Geometrias: Geometria Plana, Geometria Espacial. Para que sejam sanadas todas as áreas do desenvolvimento, são estabelecidos critérios para o funcionamento da sala de recursos de 5ª a 8ª séries na área da Deficiência Mental, Distúrbios e as Acentuadas Dificuldades de Aprendizagem visando o adequado funcionamento desse serviço de apoio. 2 9 Para cada 20 (vinte) horas/aula semanais autorizada, o professor cumprirá o cronograma de atendimento da seguinte forma: - A carga horária de 16 (dezesseis) hora/aula no exercício da docência, deverá ser cumprida no mínimo 4( quatro) dias por semana e as 4(quatro) hora atividade deverão ser distribuídas em 1(uma) hora por dia; - Durante a hora atividade, o professor deverá participar das reuniões pedagógicas com os professores das disciplinas e Equipe Técnico Pedagógico do Estabelecimento de Ensino, dos Conselhos de Classe, do Planejamento, de elaboração de matérias pedagógicos e do atendimento aos pais ou responsáveis. SOCIALIZAÇÃO - É a área que irá desenvolver no educando um bom relacionamento com os outros e consigo mesmo, visando sua integração e transformação da sociedade e aprender a trabalhar e conviver em grupo. Os conteúdos trabalhados deverão reforçar atitudes de valores, justiça, cooperação, partilha e solidariedade, sendo assim iremos dar atenção, sem deixar de lado o diálogo com os conteúdos universais, à questões como: - Respeito mútuo; - Liderança; - Afeto; - Amizade; - Solidariedade; - Compreensão; - Companheirismo. AVALIAÇÃO: Para que o educando seja identificado e receba atendimento pedagógico na busca de remoção das barreiras que interferem na construção do conhecimento é necessário envolver todos os profissionais da escola, que direta ou indireta atuam com aluno, tendo como objetivo da avaliação, estabelecer uma proposta pedagógica e implementar atividades a serem desenvolvidas, durante o processo de ensino e aprendizagem que estejam em consonância com as necessidades educacionais especiais do educando. O processo de avaliação envolve as habilidades intelectuais, adaptativas, afetivo emocionais, físicas e de saúde e as condições ambientais, bem como o contexto escolar, 3 0 familiar e o aluno, visando determinar o nível e a intensidade dos apoios que se fizerem necessários pra os alunos prosseguirem no processo educativo, de desenvolvimento e de aprendizagem. Para atender uma proposta de avaliação, onde se considere o sujeito e seu ambiente, é necessário considerar os seguintes objetivos: - Conhecer para intervir, de modo preventivo, sobre as variáveis identificadas como barreiras para aprendizagem e para a participação; - Conhecer os procedimentos e instrumentos de avaliação, como subsídios à prática pedagógica; - Contribuir para o desenvolvimento global do aluno e para o aprimoramento das instituições de ensino; - Identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos e das condições da escola e da família; - Identificar os elementos que intervêm no processo de ensino e aprendizagem e, quando necessário, rever as práticas pedagógicas. As observações, as entrevistas, as análises das produções escolares dos alunos, são procedimentos imprescindíveis para realização da referida avaliação. Em sala de aula, a avaliação deverá ser contínua, processual e dinâmica, possibilitando o acompanhamento do processo acadêmico, mediante utilização de instrumentos estruturados, adaptados e diversificados. Serão feitos relatórios semestrais onde contemplaremos os avanços e recomendações necessárias para serem trabalhadas com os educandos. No momento em que o educando conseguir sanar essas dificuldades, o mesmo será desligado da sala de recursos, passando somente a ser atendido no ensino regular. O desligamento do aluno deverá ser formalizado por meio do Relatório Pedagógico, elaborado pelo professor da sala de recurso, juntamente com a Equipe Pedagógica e, sempre que necessário, com o apoio dos professores de classe regular, cujo relatório deverá ser arquivado na pasta individual do aluno. A avaliação de ingresso na Sala de Recurso deverá ser realizada no contexto de ensino regular pelos Professores da classe regular, Professor Especializado e o Pedagogo, com assessoramento de uma equipe multiprofissional externa (parceria com a Secretaria 3 1 Municipal de Saúde e Equipe do Núcleo Regional da Educação, devidamente orientada pela SEED / DEEIN. O professor na avaliação em contexto escolar para a identificação de alunos com deficiência intelectual deverá enfocar aspectos pedagógicos relativos à aquisição da língua oral e escrita, interpretação, produção de textos, cálculos, sistema de numeração, medidas, entre, entre outras e das áreas do desenvolvimento, considerando as habilidades adaptativas, práticas sociais e conceituais, acrescidas do parecer psicológico. O processo de avaliação no contexto escolar para a identificação de alunos com indicativos de transtornos funcionais específicos, deverá enfocar os mesmo aspectos pedagógicos acima citados, acrescido do parecer psiquiátrico e/ou neurológico e comentada com o parecer psicológico. Sala de Apoio: A partir do ano de 2006, a Escola Estadual “Maria Pereira” – Ensino Fundamental, foi contemplada com a Sala de Apoio à Aprendizagem, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, sendo duas salas no período matutino e duas no período vespertino, atendendo alunos de 5ª série. A carga horária oferecida é de 4h/a semanais acrescidas de 1h/atividade. As aulas são geminadas de 2 a 2, funcionando em horário contrário do qual o aluno está matriculado, estando as turmas organizadas em grupos de até 20 alunos. O encaminhamento do aluno da sala de apoio, bem como sua saída é feito a partir de avaliação diagnóstica e descritiva pelos professores regentes das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática em consenso com outros professores da turma, assessorados pela equipe pedagógica da Escola. O planejamento das atividades desenvolvidas foi elaborado pelos professores responsáveis pela sala de apoio em conjunto com os professores regentes de turmas de origem dos alunos e equipe pedagógica. O objetivo maior da Sala de Apoio à Aprendizagem é criar situações para aquisição e aprimoramento das competências de escrita, leitura e cálculo por parte dos alunos de 5ª série, visando a implementar mais uma ação pedagógica para o enfrentamento das dificuldades encontradas por esses alunos. 3 2 O encaminhamento metodológico é feito de forma diferenciada, através de propostas que visam o desenvolvimento de atividades de linguagem numa dimensão discursiva que permite ao aluno promover ações com a linguagem por meio da prática da oralidade, da leitura e da produção textual, em situações de uso real e significativo da língua. Em Língua Portuguesa o trabalho é realizado por meio de leitura e escrita com diversidade de gêneros textuais. Em Matemática, incluímos as linguagens aritméticas, métrica e geométrica e tratamento da informação que objetivam a construção de ideias e conceitos centrais. As atividades são realizadas com momentos de trabalho individual e coletivo, objetivando a promoção e interação entre os sujeitos da aprendizagem, no qual o professor age como mediador desse processo de interlocução, contribuindo na tarefa de ensinar a ler, escrever e calcular. A avaliação dos resultados é feita de forma diagnóstica, contínua e cumulativa, como um processo indicativo dos avanços e das necessidades diferenciadas de aprendizagem dos alunos. É também nosso, o desejo de ver as atividades da sala de apoio transformadas em experiências pedagógicas de qualidade, de modo que o tempo de estudo e aprendizagem ganhe novo sentido, se expanda e se renova a cada dia. A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental possui 10 alunos frequentando a Sala de Apoio referente a disciplina de Matemática no período da manhã e 11 alunos no período da tarde. Na disciplina de Língua Portuguesa há 10 alunos no período da manhã e 10 alunos no período da tarde. As necessidades dos alunos na disciplina de Matemática são: Compreender a utilidade dos conceitos que estão aprendendo; Desenvolver a consciência crítica; Alterar suas concepções e atitudes, permitindo a interpretação do mundo; Aplicar os conceitos que estão aprendendo no seu cotidiano; Desenvolver habilidades e conhecimentos básicos que por situações diversas ficaram falhas no seu respectivo desenvolvimento. 3 3 PROFESSOR DE APOIO À COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental possui uma aluna com deficiência neuromotora que recebe atendimento desde 2009 por Professor de Apoio à Comunicação Alternativa, amparada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução 02/01–CNE e Parecer nº 17/01-CNE, Deliberação 02/03-CEE, e a política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. O Professor de Apoio à Comunicação Alternativa é um professor especializado, que atua no contexto da sala de aula, onde o apoio fundamenta-se na mediação da comunicação entre o aluno, grupo social e o processo de ensino-aprendizagem, cujas formas de linguagem oral e escrita diferenciam do convencionado. O Professor tem como atribuições ter conhecimento prévio dos conteúdos e temas a serem trabalhados pelo professor regente, participar do planejamento junto ao professor regente, orientar quanto à acessibilidade física (rampas, banheiros adaptados, corrimões, etc), buscar diferentes formas de comunicação alternativa, produzir materiais e recursos pedagógicos para comunicação oral e escrita que possibilitem o aluno a expressar-se, instrumentalizar o aluno e o professor regente na utilização da tecnologia assistiva, promover a cultura e prática inclusiva entre o aluno com deficiência física neuromotora e o sem deficiência física neuromotora. A aluna recebe assessoria no manuseio de seus materiais escolares, escrita dos conteúdos, uso da prancha de comunicação, recebe auxílio nas atividades, avaliações, reforços de conteúdos, auxílio no uso do banheiro e nas refeições, atendimento domiciliar quando a aluna encontra-se impossibilitada de vir até a escola por motivo de saúde, etc. Enfim a equipe interdisciplinar tem como objetivo desenvolver planejamento integrado de intervenção com especificidade terapêutica e pedagógica, visando o desenvolvimento global e total de todas as áreas (física, cognitiva, afetiva, social e cultural), mediante plano de ação (com objetivos de a curto pra e a longo prazo), e avaliação que deverá ter modalidade diagnóstica e contínua do ensino aprendizagem, registradas em fichas individuais diárias bem como relatório semestral. O Professor de Apoio à Comunicação Alternativa procura garantir que a aluna consiga desenvolver no máximo suas capacidades, para conseguir uma vida de relação e 3 4 aproveitamento de seu tempo de trabalho e de lazer o mais intenso, adaptado e feliz possível. PROJETOS: Título: Semana Cultural Recreativa e Desportiva Áreas Envolvidas: Todas as disciplinas, tendo como prioridade Arte e Educação Física. Envolvidos: Professores, Equipe Pedagógica, Alunos e Comunidade Escolar. Justificativa: Visando a socialização, a participação dos educandos em um momento em que a escola volta-se para tais atividades, nas quais se possibilita interação entre séries o enriquecimento cultural, estabelecendo distintas formas de aprendizagem, onde possa se valorizar a união, a responsabilidade de indivíduo, o senso de equipe para a solidariedade. Propõe-se a Semana Cultural Recreativa e Desportiva. Título: Rádio-Escola: Meio e Instrumento de Aprendizagem Áreas Envolvidas: Língua Portuguesa Justificativa: Inserido no Projeto “Atividades epilinguísticas na escola: oralidade, leitura e escrita”, este subprojeto objetiva evidenciar a propícia utilização do rádio como instrumento e meio de aprendizagem, já que oportuniza ao educando refletir e operar sobre o uso da língua em situações formais e informais. Dentro de um processo pragmático-interacional, as atividades radiofônicas possibilitam criar mecanismos didático-pedagógicos que venham a ser utilizados pelos professores a fim de sanar as dificuldades da oralidade e da escrita de alunos, em consonância com o seu meio social. Além disso, na rádio-escola o trabalhar com variados tipos e gêneros de textos desenvolve a criatividade e provoca a melhoria da organização da materialidade linguística e a ampliação da potencialidade interacional. Por estar presente em nossa cultura há muito tempo, o rádio está relacionado à construção da identidade, à ampliação da imaginação e à audição compreensiva e interpretativa. Esta proposta de trabalho busca construir práticas alternativas na escola que viabilizem superar problemas de ensino-aprendizagem. 3 5 PROJETO DE LEITURA LER É ANTES DE TUDO DESVENDAR O MUNDO APRESENTAÇÃO O Projeto Lendo e Entendendo, tem por finalidade despertar no aluno o gosto pela leitura, levando-o a reconhecer a importância de se cultivar o hábito de ler, resgatando com isso, a nossa cultura, desenvolvendo a criatividade interpretativa, facilitando assim, a assimilação de conteúdos. JUSTIFICATIVA Tendo em vista as dificuldades de interpretação de textos e o pouco hábito de ler, observados na sala de aula, criou-se esse projeto, cuja finalidade é despertar o interesse pela boa literatura e o conhecimento dos nossos autores. Com isso, levando o aluno a participar ativamente do projeto Lendo e Entendendo, descobrindo o que ler, criando e recriando situações literárias e adequando-as à sua realidade e ao seu modo de vida. OBJETIVOS Despertar o gosto pela leitura e o hábito de ler; Desenvolver o senso crítico e a criatividade; Resgatar a nossa cultura e a nossa história; Valorizar os nossos autores e suas obras literárias. DESENVOLVIMENTO Na sala de leitura serão selecionadas previamente, obras de diversos autores, destacando aquelas que cheguem mais próximas à realidade e a vivência dos alunos. A partir desta seleção, serão trabalhadas, poesias, versos e histórias. O aluno escolherá o livro que mais lhe agradar e juntos criaremos, a partir da leitura sugerida várias atividades como, leitura interpretativa, teatrinhos, jograis, músicas, construção de livros de história, envolvendo o tema trabalhado. 3 6 CONCLUSÃO Ao término das atividades na Sala de aula, será organizada uma apresentação dos trabalhos realizados pelos alunos para que sejam apreciados por todos os funcionários da escola, valorizando assim, o trabalho, a participação e o empenho de todos na realização do Projeto. AVALIAÇÃO A avaliação será realizada a partir da observação, do interesse, participação e exposição dos trabalhos realizados pelos alunos. CRONOGRAMA Este projeto será constante na Sala de aula, perdurando por todo o ano letivo. Público alvo: Todos os alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. Local: Sala de aula. PROJETO BULLYING, O CRIME DO DESAMOR INTRODUÇÃO O espaço escolar é o principal lugar de atuação e socialização da criança e do adolescente, lugar privilegiado para a difusão do conhecimento, expansão intelectual e afetiva do aluno. Na sociedade atual, globalizada, capitalista e cada vez mais competitiva, o tempo que os pais podem dedicar a seus filhos é escasso, o que faz aumentar ainda mais as responsabilidades da escola com a educação e a formação geral de futuros cidadãos. Urge a importância de se apropriar desse espaço, fazendo dele um ambiente propício para ampliar a consciência critica de todos os agentes sociais –educadores, pais e alunos – valorizando a participação e a corresponsabilidade como instrumentos importantes à efetiva consolidação da democracia em nosso país e para construir uma escola cidadã, que seja um antídoto eficaz no combate ao desinteresse dos alunos pelos assuntos escolares, à indisciplina e à violência emergente nas escolas e na sociedade, de maneira geral. 3 7 A família e a escola deve compartilhar de uma parceria em que o diálogo, a orientação, a educação e a afetividade seja os instrumentos utilizados para desenvolver relações de respeito mútuo, tendo como foco as relações humanas. Está na hora de todos terem consciência da necessidade de construirmos uma vida digna. Já não há mais lugar para a violência, há vários tipos de violência. Há uma violência explícita, que está nas ruas, nos bairros, nas cidades e, muitas vezes, dentro das próprias casas. Uma briga entre “amigos” é uma forma de violência; uma discussão mais alterada é também uma forma de violência. A falta de respeito com a natureza também é uma forma de violência. Vamos começar a praticar a “paz” em seu sentido mais amplo, mesmo que seja em pequenas atitudes, como separar uma briga entre amigos, não jogar lixo pelo chão, não maltratar pequenos animais. Certas atitudes, simples e pequenas, em prol da paz nos tornam grandes e poderosos na preservação dos verdadeiros valores da vida. Com toda a certeza, se a escola formar indivíduos melhores, teremos motoristas melhores, políticos melhores, empresários melhores. E cidadãos melhores. Objetivos: Desenvolver ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre alunos e docentes. Estimular e valorizar as individualidades do aluno, além de potencializar eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da autoestima do estudante. Demonstrar a importância de se cultivar amigos dentro e fora da escola; * Cultivar os bons hábitos de convivência e amor dentro e fora da família; *Incentivar o respeito mútuo a partir de atividades compartilhadas em grupo; *Diminuir o grau de agressividade no relacionamento entre os alunos; *Aprender e saber respeitar as diferenças físicas e psicológicas que existem entre as pessoas; Procedimentos metodológicos *Dinâmicas *Confecção de cartazes e revista em quadrinho 3 8 *Produção textual *Dramatizações *Contação de histórias *Debates e discussões *Desenhos livres *Confecção de cartilhas com regras de boas vivencia *Músicas * Filmes *Criação de jornal mural *Roda de conversa *Confeccionar uma caixinha com palavras mágicas, palavras de gentileza para usarem em casa, na escola, com colegas e etc. Avaliação A avaliação acontecerá ao longo do desenvolvimento do projeto através da observação do desempenho e interesse dos alunos. V – MATRIZ CURRICULAR ESPECÍFICA E A INDICAÇÃO DA ÁREA OU FASE DE ESTUDO A QUE SE DESTINA. A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, oferta o Ensino Fundamental, com duração de quatro anos, tendo por objetivo, a formação básica do cidadão, de acordo com os objetivos constitucionais expressos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96. O Ensino Fundamental visa ao domínio da leitura, da escrita, do cálculo e do raciocínio, preparando progressivamente o educando para a compreensão do mundo, com uma participação consciente no meio social. Considerando o disposto nas Resoluções nº 3.739/90 e 5.390/93, do Departamento de Ensino de 1º Grau, que vigora desde o ano letivo de 1994, oferta a seguinte organização curricular. 3 9 MATRIZ CURRICULAR – ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR DE 6º A 9º ANO NRE: CORNÉLIO PROCÓPIO MUNICÍPIO: LEÓPOLIS ESTABELECIMENTO: ESCOLA ESTADUAL “MARIA PEREIRA” – ENSINO FUNDAMENTAL ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4000 – ENSINO FUND. 6º ao 9º ANO ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2006 – SIMULTÂNEA TURNO:NOITE MÓDULO: 40 SEMANAS 6º ANO 7º ANO 8º ANO ARTE 9º ANO 2 2 2 2 4 4 4 3 3 3 3 2 1 1 0 0 3 3 3 4 3 3 3 4 4 4 4 4 SUB - TOTAL 4 23 4 23 4 23 4 23 L.E.M. - INGLÊS** 2 2 2 2 2 2 2 2 25 25 25 25 CIÊNCIAS BASE EDUCAÇÃO FÍSICA NACIONAL ENSINO RELIGIOSO* COMUM GEOGRAFIA HISTÓRIA LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA PARTE SUB – TOTAL DIVERSIFICADA TOTAL GERAL Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB Nº 9394/96 * Não computado na carga horária da matriz por ser facultativa para o aluno. ** O idioma será definido pelo estabelecimento de ensino 4 0 MATRIZ CURRICULAR – ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR DE 6º ao 9º ANO NRE: CORNÉLIO PROCÓPIO MUNICÍPIO: LEÓPOLIS ESTABELECIMENTO: ESCOLA ESTADUAL “MARIA PEREIRA” – ENSINO FUNDAMENTAL ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4000 – ENSINO FUND. 6º AO 9º ANO ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2006 – SIMULTÂNEA TURNO:MANHÃ E TARDE MÓDULO: 40 SEMANAS 6º ANO 7ºANO 8º ANO 9 ANO ARTE 2 2 2 2 CIÊNCIAS 3 3 4 3 3 3 2 3 1 1 3 3 4 3 3 3 3 4 4 4 4 4 SUB - TOTAL 4 23 4 23 4 23 4 23 L.E.M.-INGLES** 2 2 2 2 BASE EDUCAÇÃO FÍSICA NACIONAL COMUM ENSINO RELIGIOSO* GEOGRAFIA HISTÓRIA LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA PARTE SUB – TOTAL DIVERSIFICADA 2 2 2 2 TOTAL GERAL 25 Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB Nº 9394/96 25 25 25 * Não computado na carga horária da matriz por ser facultativa para o aluno ** O idioma será definido pelo estabelecimento de ensino 4 1 VI – PROCESSOS DE AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E PROMOÇÃO A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental considera que a avaliação é uma “interpretação dos resultados do processo educativo à luz dos objetivos propostos”. Está relacionada a uma concepção de homem, de sociedade (que tipo de homem e de sociedade queremos formar), ao Projeto Político Pedagógico da Escola, deve ser vista como acompanhamento da aprendizagem, sendo de forma diagnóstica, formativa, um de mapeamento que vai identificando as conquistas e os problemas dos alunos em seu desenvolvimento para uma oferta adequada de Recuperação de Estudos (Recuperação Paralela). Sendo um processo integral, sistemático, gradual, contínuo e cumulativo, deve considerar as mudanças de conduta, frente as questões da prática social, o crescimento intelectual e científico, a aquisição de habilidades e destrezas, o desenvolvimento mental. Envolve uma relação entre professor, aluno e conhecimento. Não se pode avaliar um destes elementos sem a inter-relação entre eles. Não se pode avaliar o conhecimento a ser socializado, desvinculado de um projeto pedagógico. A mesma faz parte de um processo educativo amplo que extrapola os muros da escola; não se trata de um ato isolado. O Sistema de Avaliação do estabelecimento obedece a critérios estabelecidos no Regimento Escolar. A sistematização da avaliação do desempenho do aluno e de seu rendimento escolar tem como prevalência os aspectos qualitativos e quantitativos, de acordo com o currículo e objetivos propostos pelo estabelecimento de ensino e os resultados expressos em notas de 0,0 (zero) a 10,0 (dez vírgula zero). A mensuração (nota) do semestre será resultante da somatória dos valores atribuídos em cada instrumento de avaliação, sendo valores cumulativos em várias aferições, na sequência, dosagem, gradação e ordenação de conteúdos. A avaliação, assim, tem também a função de orientar os procedimentos de ensino na sala de aula. É através dela que o professor obtém informações básicas sobre quantos e quais alunos estão conseguindo realizar as atividades, onde estão concentradas as dificuldades e de que natureza são, e para pensar até que ponto essas dificuldades estão relacionadas com o que foi proposto, com os materiais utilizados, com o tempo oferecido, ou 4 2 com outras condições gerais de funcionamento da escola, a partir daí, as atividades são reprogramadas, para atingir as metas curriculares. Para os alunos de baixo rendimento escolar é proporcionada Recuperação de Estudos, de forma paralela, ao longo da série, que é planejada, constituindo-se num conjunto integrado ao processo de ensino, além de, se adequar às dificuldades dos alunos, na qual as aferições terão como fim sempre o melhor rendimento do educando. Nosso estabelecimento de ensino adotou o regime de classificação/reclassificação, para adequar o aluno em idade – série compatível com a idade, experiência e desempenho, adquiridos por meios formais e informais. A adaptação de estudos é considerada um conjunto de atividades didático – pedagógicas desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais da série em que o aluno se matricula, para que possa seguir, com proveito, o novo currículo. Num trabalho coletivo, realizamos a análise de resultados, objetivando ganhos para a prática da avaliação. São realizadas discussões sobre o desempenho dos alunos, com base no registro de acertos e dificuldades revelados na realização das atividades em classe; organização das produções dos alunos em pastas individuais, que possibilitam uma visão global do trabalho e do crescimento de cada um; acompanhamento, através de registro sistemático e regular, do desempenho do aluno nas diferentes áreas; as competências desejadas, bem como os critérios para julgar quais alunos estão se aproximando dela, vão ficando mais consensuais e podem ficar mais objetivas, na medida em que participam outros avaliadores, além do professor da classe. Além disso, é feito um diagnóstico dos problemas e acompanhamento pelo serviço de orientação com visitas às famílias e tentativas de resolução dos mesmos. Alguns alunos auxiliam na aprendizagem dos demais desenvolvendo a monitoria. A promoção resulta da combinação do resultado da avaliação e apuração da assiduidade: frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária do período letivo e média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero), resultante da média dos semestres, nas respectivas disciplinas, como segue: 1º Semestre + 2º Semestre = Média Final 2 4 3 É considerado reprovado o aluno com frequência inferior a 75% e média anual inferior a 6,0 ou frequência inferior a 75%, com qualquer média anual. O aluno que apresentar frequência igual ou superior a 75% e média anual inferior a 6,0, mesmo após os Estudos de Recuperação Paralela, ao longo da série, será submetido à análise nos Conselhos de Classe que definirá pela sua aprovação ou não. A avaliação final considera, para efeito de retenção ou promoção do aluno, todos os resultados obtidos durante o ano letivo e recuperação de estudos. Encerrado o processo de avaliação, o estabelecimento registra na documentação escolar do aluno, sua condição de aprovado ou reprovado. Acreditamos que o fundamental é que professor e alunos, juntos, reflitam sobre os erros, transformando-os em uma situação de aprendizagem para que todos possam concluir: acertamos, erramos, aprendemos, assumimos riscos, alcançamos objetivos. VII - CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é formado pelos professores, equipe pedagógica, direção e a possível participação de pais e alunos, de acordo com o seu colegiado representativo, para que se tenha a oportunidade de uma visão conjunta, com o objetivo de formular estratégias na busca de alternativas para a superação dos problemas pedagógicos da escola. Será realizado em dois momentos distintos durante o semestre; sendo em meados do semestre o pré-conselho, um acompanhamento para a intervenção prévia e o do final do 1 semestre para acompanhamento do rendimento e futuras intervenções no 2º semestre. No 2º semestre com a mesma intencionalidade e o conselho final para a avaliação global do aluno durante o ano letivo. Com relação ao educando, o conselho terá como objetivo: de análise de suas conquistas, o planejamento de suas estratégias para a sua aprendizagem e principalmente os avanços ocorridos no semestre, fato que justifica as decisões tomadas pelo colegiado. 4 4 VIII – REGIME ESCOLAR Em conformidade com a Deliberação Nº16/99 CEE, a matrícula em nosso Estabelecimento de Ensino é considerada um ato formal que vincula o educando ao mesmo, conferindo-lhe a condição de aluno. É requerida pelo interessado ou por seus responsáveis, quando menor de 18 anos e deferida pelo diretor, no prazo máximo de 60 dias, podendo ser efetuada por transferência. D e acordo com o Regimento Escolar do nosso estabelecimento, a frequência às aulas e a todas as atividades escolares é obrigatória durante o período letivo, com uma carga mínima anual de 800 horas, distribuído em 200 dias de efetivo trabalho escolar. Para aprovação do aluno, a frequência mínima exigida é de 75% das aulas. IX - CONSELHO ESCOLAR O Conselho Escolar é um órgão colegiado que é capaz de garantir autonomia da escola. Ele é representativo da comunidade escolar de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora, sobre a organização e a realização do trabalho pedagógico e administrativo da instituição escolar em conformidade com as políticas e diretrizes educacionais da SEED. A cada dois anos é feita a troca dos membros do Conselho Escolar através de votação democrática. São convidadas várias pessoas de diversos segmentos da sociedade para composição do mesmo. Após a eleição o Conselho Escolar da Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental ficou assim constituído: Presidente: Solange Aparecida Quintilhano Toneze Representante da Equipe Pedagógica: Silvana Pereira Muniz de Oliveira Representante da Equipe Administrativa: Elisabete Balsani Cassiano Representante de Serviços Gerais: Francisco de Assis Rodrigues Representante do Corpo Docente: Silmara Soares de Oliveira Godoi Representante do Corpo Discente: Laine Spolão Pires Representante de Pais: Paulo Henrique Pires e Edson Domingos Camargo Representante dos Segmentos da Sociedade: Aparecida Antônia Paraguai Ao Conselho Escolar cabe também a apreciação e aprovação do calendário escolar. 4 5 X - ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS A Associação de Pais, Mestres e Funcionários da Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental é um órgão de representação dos Pais, Mestres e Funcionários deste Estabelecimento, que passou a essa nova denominação a partir do ano de 2005, não tendo caráter político, partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos; registrado oficialmente em Cartório, com CNPJ nº 01.176.005/0001-32 Atualmente composta pelos seguintes membros, com mandato (2009/2011), abaixo relacionado: Presidente: Edmar Leite Vice-Presidente: Elis Rosana 1º Secretário: Valdirene Fátima de Oliveira Baratela 2º Secretário: Ana Maria da Silva 1º Tesoureiro: Carmem de Lourdes Luiz Lima 2º Tesoureiro: Lurdes de Oliveira Toneze 1º Diretor Sócio-Cultural Esportivo: Adeuseneide Rosa Correia 2º Diretor Sócio-Cultural Esportivo: Rosangela Croca Braz XI - CALENDÁRIO ESCOLAR O calendário do nosso estabelecimento possui uma carga horária mínima de 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar é elaborado pela SEED anualmente e proposto para apreciação e aprovação do Conselho Escolar e posteriormente enviado ao NRE para homologação. Nele são assegurados as férias e descanso nos finais de semana para professores e alunos; com exceção de quatro sábados, utilizados para Reunião Pedagógica, objetivando não comprometer os 200 dias letivos. Consta ainda do Calendário Escolar, feriados recessos e um feriado municipal. As orientações pedagógicas são realizadas em Reuniões para Planejamento, 4 Conselhos de Classe, 4 Reuniões Pedagógicas, Capacitação de Professores, no início de 4 6 cada semestre, reuniões ordinárias e quando necessárias reuniões extraordinárias e a semana de jogos escolares. XII – CONDIÇÕES FÍSICAS E MATERIAIS A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental tem um papel estratégico na comunidade, sendo um ponto de encontro e união de forças e lideranças. Ela é um espaço de convivência de crianças, adolescentes e adultos. Portanto, é um espaço que pertence a todos. Possui sete salas de aulas, sendo quatro utilizadas como salas de aula com carteiras em bom estado, bem ventiladas e iluminadas; e por falta de instalações adequadas, uma é utilizada como secretaria, sala de vídeo/informática e de professores e a outra como biblioteca (acervo considerável), funcionando nos três turnos, dando atendimento a alunos do ensino fundamental e a comunidade. Sendo sempre agraciada com doações de livros, jornais e revistas, inclusive contempladas pelo Projeto Biblioteca do MEC, e textoteca sempre com assuntos atuais e diversificados. A comunidade escolar almeja melhorias/ampliação no espaço físico de nossa escola, Acreditando que uma escola organizada, bonita, funcional e com equipamentos adequados, valoriza e melhora a autoestima de todos, contribuindo para a criação de um ambiente propício à permanência e ao sucesso na vida escolar. XIII – RELAÇÃO DO CORPO DOCENTE, PEDAGÓGICO E ADMINISTRATIVO A questão central da escola – ensinar e aprender – tem no currículo sua chave mestra, exige planejamento, sustenta-se no trabalho coletivo dos educadores e profissionais devidamente habilitados. 4 7 O corpo docente, pedagógico e administrativo da Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, na grande maioria possui pós-graduação, habilitações específicas, além de cursos de capacitação. As funções administrativas são: 1 – Equipe Pedagógica – Solange Aparecida Quintilhano Toneze - Diretora - Marcia Regina Gavino Mendes – Diretora Auxiliar - Silvana Pereira Muniz – Pedagoga – Genessi de Oliveira Panizio – Secretária - Maria das Dores Tonetti Silva – Técnico Administrativo - Maria do Carmo Ramos da Silva – Técnico Administrativo - Elisabete Balsani Cassiano – Técnico Administrativo - Serviços Gerais: - Ana Maria da Silva; - Francisco de Assis Rodrigues - Ivone Máximo - Leida Virginelli da Silva - Maria Fátima de Souza - Rosângela Croca Braz – Docentes: - Ciências – 2 professores Arte – 1 professor Educação Física – 2 professores Ensino Religioso – 2 professores Geografia – 2 professores História – 2 professores Língua Portuguesa – 2 professores Matemática – 2 professores Língua Estrangeira – 2 professores Sala de Recursos – 1 professor 4 8 Sala de Apoio – 4 professores Professor de Apoio Permanente – 1 professor IX – PLANO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS A evolução do mundo de hoje, as transformações em todos os campos do conhecimento, o aprimoramento de métodos e técnicas, os progressos alcançados no campo da aprendizagem, tornam indispensáveis a atualização permanente do professor, tanto em conteúdos de sua disciplina como na forma de desenvolver seu trabalho. A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental, incentiva a participação dos professores em cursos de capacitação promovidos pela SEED e outros. Durante as horas/atividades e nas reuniões pedagógicas, são criadas oportunidades para troca de experiências, elaboração de projetos interdisciplinares, planejamentos, repasse de informações, leitura de documentos, publicações (ref. a indisciplina, avaliação, técnicas e metodologia de ensino, etc), TV Paulo Freire, Portal Dia-Dia-Educação, CRTE, proporcionando o contato com novas abordagens para o enriquecimento e fundamentação profissional. Diante da nova visão da SEED para com os Funcionários da Educação, que reconhece-os como educadores, torna-se necessário que haja uma visão voltada para uma formação contínua dos mesmos, onde todos possam participar das ações tomadas dentro do Estabelecimento de Ensino desde que haja respeito às hierarquias. O funcionário deve ser valorizado e tratado com igualdade, pois, ele faz parte da comunidade escolar e também é peça-chave no processo de ensino-aprendizagem. Os Educadores, antes somente Funcionários, alcançaram progressos em suas funções mediante a aprovação do Plano de Cargo e Carreira. Portanto, com esta conquista faz-se necessário que o exposto na Lei nº 123/08 seja realmente cumprido, assim, o Educador sentir-se-á motivado no cumprimento de suas funções e buscará novos conhecimentos intelectuais através de cursos especializados e até mesmo em nível superior, que proporcionam um melhor desenvolvimento do seu trabalho. 4 9 A equipe administrativa e pedagógica busca o aprimoramento através da participação em reuniões específicas, estudos e análise de textos e livros afins, cursos de aperfeiçoamento, teleconferências, entre outros oportunizando subsídios para melhor desempenho das funções. A escola procura retribuir e reconhecer o tempo dedicado à participação em atividades para o crescimento profissional/pessoal, envolvimento pessoal, envolvendo os participantes na apresentação de conceitos, ideias, estratégias e técnicas, planeja a aplicação e oportuniza o feedback sobre o uso das mesmas, durante e após as capacitações. X- Organização da Hora Atividade O NRE sugeria que a hora atividade fosse dividida por um grupo de disciplinas a cada dia da semana,além de se embasar na Lei Estadual nº13807 de 30/09/2002, na Resolução nº305/2004 – SEED e na Instrução 02/2004 – SUED. Como temos um número bastante reduzido e professores que em sua maioria trabalha em todas as turmas a hora atividade é de forma individual e estarão inseridas no horário normal de aulas de acordo com distribuição elaborada pela escola. ''A hora atividade é destinada para o planejamento, correção de tarefa dos alunos, estudos, reflexões sobre os conteúdos curriculares e ações, projetos e propostas metodológicas, troca de experiências, atendimento de alunos e pais e outros assuntos educacionais de interesse dos professores”.A hora atividade representa um pouco do espaço necessário ao professor. XI – PLANO DE AVALIAÇÃO INTERNA E SISTEMÁTICA DO CURSO 5 0 A Escola Estadual Maria Pereira – Ensino Fundamental acredita que tanto os integrantes do corpo docente, Diretor e outros integrantes da escola, devem ser capazes de trabalhar com outros indivíduos da comunidade, sem perder a visão do potencial que esta comunidade tem para estimular seu próprio crescimento e progresso. Dentre os critérios da SEED é proporcionada a seleção através de concursos para todos os segmentos profissionais dentro da escola. Além disso, o município contribui ofertando profissionais concursados ou contratados para complementar a defasagem de pessoal. A avaliação do desempenho se faz necessária e funciona como uma apreciação do desempenho sistemático do indivíduo no cargo e no seu potencial de desenvolvimento Sendo realizado uma vez por ano e tendo natureza pedagógica, voltada para a orientação da melhoria contínua do desempenho profissional coletivamente organizada. Na realização da mesma, procuramos fazer com que metas e objetivos específicos da escola sejam compatíveis, sendo alterados na medida em que os objetivos mudam, garantindo um melhor sucesso para o ano seguinte. São proporcionados momentos de reflexão e auto-avaliação em encontros e reuniões, como os que se seguem: 1 Através de encontros e reuniões há a participação dos membros da comunidade escolar e realizadas reflexões sobre o que consideram necessários, para promover o seu próprio crescimento e aprimoramento de seu desempenho. 2 A diretora é peça fundamental deste processo, estando sempre presente e participando dos programas realizados em serviços. 3 A escola também procura retribuir e reconhecer o tempo dedicado à participação em atividades do desenvolvimento pessoal, envolve os participantes na apresentação de conceitos, idéias, estratégias e técnicas, planeja a aplicação e oportuniza o feedback sobre o uso das mesmas, durante e após as capacitações. Busca-se uma escola de excelência e toda a comunidade escolar engaja-se no processo, resultando numa ação colegiada que almeja o conhecimento como um todo, visando um ensino democrático voltado à cidadania. 5 1 As metas traçadas visam fazer da escola o lugar onde realmente o conhecimento com qualidade é prioridade. Os docentes capacitados, elaboram projetos fundamentados na nova LDB 9394/96 atingindo mudanças estruturais e pedagógicas, revolucionando as ações no conhecimento e nos modos de organização e trabalho, com expansão crescente nas exigências dos padrões de qualidade do ensino público. Esperamos que no decorrer deste Projeto Político Pedagógico educadores e educandos caminhem a rumos relevantes, contribuindo para a construção da comunidade escolar mais participativa, geradora de futuros cidadãos capazes de vivenciar a verdadeira cidadania. Acompanhamento e Avaliação do Projeto Político Pedagógico Todo projeto deve ser acompanhado e verificado suas possíveis mudanças ao longo do período. Caso haja a necessidade de atualização deverá ser consultado todo o colegiado que deve participar efetivamente. Quanto a sua avaliação faremos anualmente, pois antes disso somente se for realmente constatado sua necessidade. Cada projeto executado, avaliação, proposta pedagógica, encaminhamentos, fundamentos teóricos, recursos utilizados, devem ser verificados se estão conforme o plano elaborado. Caso não estejam de acordo, deverá ser reorientada a seguir tal regra, a não ser que haja mudanças significativas em suas execuções. Referências: AZEVEDO, Fernando de. A transmissão da cultura. São Paulo: Melhoramentos; Brasília, INL, 1976. 5 2 DORIGON, T. C. ; ROMANOWSKI, J. P. . A reflexão em Dewey e Schön. Intersaberes, v. 5, p. 01-17, 2008. DUARTE, N. Vigotski e o "aprender a aprender": crítica as apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. 4. ed. Campinas Autores Associados, 2006 . DUARTE, N. Educação escolar, teoria do cotidiano e a escola de Vigotski. 4. ed. Campinas Autores Associados, 2007. ROIZ, D. S.; FONSECA, A. D. As propostas de Herbart, Dewey e Freire para a educação. EDUCERE- Revista da Educação, Umuarama, v. 8, n. 1, p. 67-88, jan./jun. 2008. LIBÂNEO, J.C. A democratização da escola pública: a pedagogia crítico- social dos conteúdos . São Paulo, Loyola 1985. LUCKESI,Cipriano Carlos-Filosofia da Educação- São Paulo: Cortez,1994. MANIFESTO dos Pioneiros da Educação Nova (1932): A reconstrução educacional no Brasil - ao povo e ao governo. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb07a.htm> Acesso em: 24 jun. 2008. SAVIANI, D. História das Idéias Pedagógicas no Brasil. 2. ed. São Paulo: Autores Associados, 2008. __________. Escola e Democracia. 40. ed. Campinas: Autores Associados, 2008. __________. Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras aproximações. 10. ed. Campinas: Autores Associados, 2008. __________. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2004. SANTOS, prof. Dr. Eduardo Toledo; RODRIGUES, Prof. Dr. Marcos. Educação à distância - conceitos, tecnologias, constatações, presunções e recomendações. São Paulo. EPUSP, 1999. BRASIL, Declaração de Salamanca. Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade Salamanca. Espanha, 07 de junho de 1994. 5 3 BRASIL, MEC / Secretaria de Estado da Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008. BRASIL, (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Câmara da Educação Básica do CNE. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica / Parecer nº. 17/2001 de 03 de julho de 2001. PARANÁ. CEE. Normas para a Educação Especial. Modalidade da Educação Básica para alunos com necessidades Educacionais Especiais no Sistema de Ensino no Estado do Paraná. Deliberação nº. 02/2003 de 02 de junho de 2003. Curitiba, 2003. PARANÁ, SEED. Orientações Pedagógicas para Reavaliação de alunos de Sala de Recursos de 5ª a 8ª Séries. Área de Deficiência Mental e Distúrbios de Aprendizagem. Curitiba, 2008. PARANÁ, SEED. Superintendência da Educação. Critérios para o funcionamento da Sala de Recursos para o Ensino Fundamental – Séries Finais. Instrução nº. 013/08 de 29 de agosto de 2008. Curitiba – 2008. BRASIL, CNE. Diretrizes Nacionais para a Educação Básica. Resolução nº. 02/2001 de 11 de Setembro de 2001. Brasília – 2001. PARANÁ,SEED. Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de Currículos Inclusivos Curitiba - 2006. Disponível na página do Portal Educacional do Estado do Paraná: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br . Acesso em Outubro de 2009. ARAÚJO, João Batista, OLIVEIRA.Tecnologia Educacional: Teorias da educação. GARCIA, Walter E.,Educadores Brasileiros do século XX.2005.ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES. 5 4 Comunicação e educação.USP-2000. SANTOS, Edmeia, ALVES,Elynn, Praticas pedagógicas e tecnologias digitais. DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO, Educação em questão. 1987. THUMS, Jorge, Acesso a realidade 3° edição – editora ULBRA. ARTE APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 5 5 A Arte está presente desde os primórdios da humanidade, sendo uma atividade fundamental do ser humano. Ela é uma forma de trabalho criador. O trabalho transforma a natureza e o próprio homem, isto é, trabalhando com objetos naturais, o homem pôde transformá-los em ferramentas “um sistema de relações inteiramente novas entre uma determinada espécie e o resto do mundo, venha a ser estabelecido pelo uso das ferramentas” (FISCHER, 1979, pág.23). Assim, o homem depois de imitar os objetos que via na natureza passou a criá-los e humanizá-los. Na história humana e em todas as culturas, podemos constatar a presença da Arte, seja em objetos ritualísticos, utilitários, artísticos, estéticos, mesmo que as vezes intuitivamente precedendo contextos históricos (sons, imagens, gestos, dramatização, representações, símbolos, etc). A Arte é um processo de humanização e o ser humano como criador se transforma e transforma a natureza através do trabalho, produzindo novas maneiras de ver e sentir e que são diferentes em cada momento histórico e em cada cultura. Assim a escola é um espaço privilegiado para uma educação que dialogue entre o particular e o universal, a disciplina de Arte mantém esse diálogo, estabelecendo relações de nossas experiências, nossa cultura e vivência com a imagem, com sons, com os gestos, com os movimentos e nessa perspectiva educar os nossos alunos estéticamente, ensinando-os a ver, a ouvir criticamente, a interpretar a realidade, a fim de ampliar as suas possibilidades de fruição e expressão artística. O ensino de Arte tem como função levar o aluno à apropriação do conhecimento estético, contextualizando-o, dando um significado a Arte dentro de um processo criador que transforma o real, produzindo novas maneiras de ver e sentir o mundo. Por isso, é fundamental que os alunos possam dar continuidade aos conhecimentos práticos e teóricos sobre a arte apreendidos em níveis anteriores da educação básica e em sua vida cotidiana. Com isso, estarão ampliando seus conhecimentos sobre produção, apreciação e história expressas nas quatros linguagens artísticas. O ensino de Arte favorece aos estudantes a reflexão e troca de ideias, de posicionamento sobre as práticas artísticas e a contextualização das mesmas no mundo regional, nacional e internacional. A disciplina de Arte visa atender ao aluno como um sujeito histórico e social, assim foram sistematizadas três fomas de interpretação da arte na sociedade: arte como ideologia, 5 6 arte como conhecimento estético e arte como trabalho criador ou conhecimento da produção artística. Arte como ideologia deve ser entendida como aquela que conhece e respeita toda a forma de cultura. Ela é sempre produto de uma situação histórica e de um tipo de sociedade, está presente em todas as maneiras de agir, pensar e se comportar, nas relações dos homens entre si e com a natureza. Existem três formas de como a arte é produzida e disseminada na sociedade contemporânea. A primeira forma é denominada arte erudita, ensinada, difundida e consagrada nos cursos de graduação como “A Grande Arte”. Tais cursos formam tanto o artista como professores de Arte, profissionais que, dessa maneira, passam igualmente a difundí-la. Sua principal forma de divulgação e distribuição são: museus, teatros, galerias, salões de arte, bienais, etc. Legitima-se por meio dos críticos de arte e da circulação pela venda a uma elite financeira. Essa arte tem um campo de ação restrito. A segunda forma denominada como arte popular, é produzida e vivenciada pelo povo, grupos sociais e étnicos, caracterizando-se por ser um espaço de sociabilidade e por ser elemento constituinte de identidades desses grupos, inclui-se o folclore que tem a particularidade de ser uma manifestação artística a qual permance por um tempo maior na história de uma determinada cultura. A terceira forma denominada indústria cultural é a que transforma arte em mercadoria, visando o consumo por um grande número de pessoas. Por isso, é denominada de “cultura de massa”. Essas são três formas de como se pode ter contato com a arte, mas não são estanques, elas interpenetram-se e são permeadas por discursos ideológicos. O conhecimento estético, construído historicamente pela humanidade, se expressa na arte pela própria organização. A arte não só reflete a realidade em sua aparência, mas também a traduz para além desta, abrangendo aspectos da totalidade dessa mesma realidade. O conhecimento da produção artística está relacionado aos processos do fazer e da criação, sem ele a arte deixa de ser arte e não há aprendizagem. O educando precisa passar pelo fazer artístico, pois, “ao transformarmos as matérias, agimos, fazemos. São 5 7 experiências existenciais – processos de criação – que nos envolvem na globalidade, em nosso ser sensível, nos ser pensante, no ser atuante”. (FAYGA, 1987 p.5). CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Os conteúdos estruturantes são conhecimentos de maior amplitude, conceitos que se constituem em partes importantes, basilares e fundamentais para compreensão der cada uma das áreas de Arte e, ao mesmo tempo em que se constituem em elemento fundamental de uma área, tem correspondência de importância nas outras áreas. Neste sentido, foram definidos como conteúdos estruturantes os elementos formais, a composição e os movimentos e/ou períodos. Elementos formais são elementos da cultura presentes nas produções humanas e na natureza; são matéria-prima para produção artística e o conhecimento em Arte. Esses elementos são usados para organizar todas as áreas artísticas e são diferentes em cada uma delas. No processo pedagógico, o professor de Arte deve aprofundar o conhecimento dos elementos formais da sua área de habilitação e estabelecer articulação com as outras áreas por intermédio dos conteúdos estruturantes. Composição é o processo de organização e desdobramento dos elementos formais que constituem uma produção artística. Com a organização dos elementos formais, formulam-se todas as obras, sejam elas visuais, teatrais, musicais ou da dança, na imensa variedade de técnicas e estilos. Movimentos e/ou períodos se caracteriza pelo contexto histórico relacionado ao conhecimento em Arte. Esse conteúdo revela aspectos sociais, culturais e econômicos presentes numa composição artística e explicita as relações, internas ou externas de um movimento artístico em suas especificidades, gêneros estilos e correntes artísticas. - CONTEÚDOS BÁSICOS: 6º ano 5 8 - ARTES VISUAIS: Ponto, linha, plano, forma, textura, espaço, equilíbrio, ritmo, simetria, cor contraste, harmonia, superfície, volume; Imagens virtuais; Imagens figurativa e abstrata. - DANÇA: Ritmo; Espaço; Movimento corporal; - MÚSICA: Som; Melodia; Ritmo; Diversidade musical; -TEATRO: Personagem; Expressão corporal; Espaço cênico; HISTÓRIA DA ARTE (Pré-História) CULTURA INDÍGENA CULTURA AFRO-BRASILEIRA 7º ano - ARTES VISUAIS: Ponto, linha, plano, volume,cores, escalas, textura. Luz e sombra; Imagens bidimensionais; Simetria. 5 9 - DANÇA: Ritmo; Espaço; Movimento corporal. - MÚSICA: Melodia; Ritmo; Sonoplastia de histórias, situações sociais, cotidiano; Instrumentos musicais: corda, sopro e percussão. -TEATRO: Personagem; Expressão corporal; Expressão gestual; Expressão vocal; Espaço cênico; Jogos Teatrais. -HISTÓRIA DA ARTE (Arte Egípcia, Arte Grega, Arte Romana) -CULTURA INDÍGENA -CULTURA AFRO-BRASILEIRA 8º ANO - ARTES VISUAIS: Ponto, linha, plano, cores, textura; Luz e sombra; Imagens bidimensionais; Imagens tridimensionais. - DANÇA: 6 0 Harmonia; Coreografia; Improvisação. - MÚSICA: Harmonia; Qualidades do som; Composições musicais; Interpretações musicais; Gêneros. - TEATRO: Expressão gestual; Expressão vocal; Expressão facial Ação cênica; Representação teatral; Improvisação cênica; Dramatização. HISTÓRIA DA ARTE (Arte Bizantina, Arte no Renascimento, Arte Barroca0 CULTURA INDÍGENA CULTURA AFRO-BRASILEIRA 9º ANO -ARTES VISUAIS: Imagens tridimensionais; Luz, cor, textura; Figura – Fundo; 6 1 Técnicas; Ritmo Visual. - DANÇA: Harmonia; Coreografia; Improvisação. - MÚSICA: Harmonia; Qualidades do som; Composições musicais; Improvisações musicais; Interpretações musicais; Gêneros. TEATRO: Expressão facial; Ação cênica; Representação teatral; Improvisação cênica; Dramatização. HISTÓRIA DA ARTE (Impressionismo, Expressionismo, Fauvismo, Abstracionismo, Dadaísmo, Surrealismo, Op-Art, Pop-Art e Arte Brasileira). CULTURA INDÍGENA CULTURA AFRO-BRASILEIRA FUNDAMENTOS HISTÓRICOS METODOLÓGICOS 6 2 O trabalho em sala de aula deve-se pautar pela relação que o ser humano tem com a Arte: sua relação é de produzir Arte, desenvolver um trabalho artístico ou de sentir e perceber as obras artísticas. Assim, o objeto de trabalho é o conhecimento, desta forma contemplamos na metodologia do ensino da Arte, três dimensões estabelecidas como eixos, o teorizar, o sentir e perceber e o trabalho artístico. O teorizar privilegia a cognição, onde a racionalidade opera para apreender o conhecimento historicamente produzido sobre a Arte. A Arte é um campo do conhecimento humano estruturado por um saber que tem uma origem e cada conteúdo tem sua história, que deve ser conhecida, para melhor compreensão por parte do aluno. O eixo referente ao sentir e perceber é o possibilitar aos alunos o acesso às obras artísticas para que os mesmos possam familiarizar-se com as diversas formas de produção da Arte. Este eixo envolve a leitura dos objetos da natureza e da cultura em uma dimensão estética. O trabalho do professor é o de possibilitar o acesso e mediar esta leitura e apropriação com o conhecimento sobre arte, para que o aluno possa interpretar as obras de Arte e a realidade, apreendendo, através da Arte, parte da totalidade da realidade humano social. Quanto ao trabalho artístico ou prática artística é o momento do exercício da imagem e criação, esta pratica é fundamental, pois a Arte não pode ser apreendida somente de forma abstrata, o processo de produção acontece quando ele interioriza e se familiariza com os processos artísticos e humaniza os sentidos. Ainda em relação ao trabalho artístico, será utilizado materiais acessíveis e condizentes com a realidade do aluno. O trabalho em sala de aula poderá inciar por qualquer um desses eixos, ou pelos três simultaneamente. O importante é que no final das atividades (em uma ou várias aulas) com o conteúdo desenvolvido, todos os três eixos tenham sido tratados com os alunos. É necessário uma diversificação de atividades para que os alunos possam conhecer e trabalhar as quatro áreas artísticas, podendo assim, oportunizar os alunos que apresentam dificuldade em uma delas ou mesmo, habilidade em apenas uma delas. A Arte envolve quatro áreas artísticas distintas (dança, teatro, música e artes visuais), que devem estar relacionadas entre si, o professor, a partir da sua área de formação estabelece contato com os conteúdos e saberes das outras áreas, promovendo uma forma de percepção mais completa e aprofundada no que se refere ao conhecimento em Arte. 6 3 Os conteúdos devem estar relacionados com a realidade do aluno, ou mais próximo possível de seu entorno, levando em consideração seu conhecimento prévio sobre os fatos. Há ainda, o trabalho com as tecnologias e mídias que fazem parte do cotidiano dos alunos ou oferecidas pela escola, como a TV multimídia, laboratório de informática, todas as tecnologias são instrumentos valiosíssimos para o ensino de Arte, estes serão utilizados em quase todos os momentos, desde a teorização dos conteúdos, o sentir e perceber e o trabalho criativo, tornando as aulas muito mais atrativas e efetivando a aprendizagem. Ressaltamos, que em todas as séries serão contemplados os conteúdos de Educação Ambiental (Lei 9795/99), História e Cultura Afro-brasileira (Lei 10.639/03), História e Cultura Indígena; Educação do campo (Lei 11.645/08), valorizando as diversidades culturais permitindo ao educando o conhecimento e o crescimento, possibilitando a imaginação construtiva, através da interdisciplinaridade que torna fundamental o contato com a produção artística. AVALIAÇÃO A avaliação será desenvolvida de forma diagnóstica e processual. É diagnosticada por ser a referência do professor para planejar as aulas e avaliar os alunos; é processual por pertencer a todos os momentos da prática pedagógica; bem como cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de enventuais provas finais. Será feita através de vários instrumentos; trabalhos individuais e/ou em grupos de criação artística, atividades orais e escritas, pesquisas, com a teorização dos conteúdos, pelo seu desempenho pessoal e ativo diante de cada atividade proposta, bem como quanto à apresentação estética e uso de técnicas e materiais. A recuperação de estudos é paralela ao processo de ensino-aprendizagem será feita através da verificação da aprendizagem do aluno, durante e após o término de cada conteúdo trabalhado; observando, corrigindo, revisando, diagnosticando as defasagens, e quando necessário, retomando os conteúdos, buscando métodos e recursos diferenciados para que realmente a aprendizagem aconteça e os objetivos sejam alcançados. 6 4 REFERÊNCIAS: 4 BOS, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1991. 5 BRASIL, Leis, Decretos, etc. Lei 5.692/71: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. Brasília, 1971. RAFFA, Ivete – Fazendo Arte com os Mestres – Editora Escolar, 2006; BOAL, Augusto – 200 exercícios e jogos para o ator e o não ator com vontade de dizer algo através do teatro – Editora Civilização Brasileira S/A. PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares -2008 – Arte. CIÊNCIAS APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A disciplina de Ciências tem como objetivo de estudo o conhecimento científico que resulta da investigação da natureza. Ao ser humano cabe interpretar racionalmente os fenômenos observados na natureza. As chamadas Ciências Naturais passaram a ser tomadas como um saber distinto das Ciências Matemáticas, das Ciências Sociais e das Ciências Aplicadas, bem como dos conhecimentos filosóficos, artísticos e do saber cotidiano. As relações entre os seres humanos com os demais seres vivos e com a natureza ocorrem pela busca de condições favoráveis de sobrevivência. A Ciência é uma atividade humana, complexa, histórica e coletivamente construída que influencia e sofre influências de questões sociais, tecnológicas, culturais, éticas e políticas. A disciplina de Ciências, mesmo nos dias atuais, expressa a lógica de sua criação: “A existência de um único método para o trato dos conjuntos das Ciências Naturais”. Aceitar a ideia positiva de método e não apenas para aquelas que tem a natureza como objeto. 6 5 O objetivo primordial do ensino de Ciências antes era focado na formação do futuro cientista ou qualificação do trabalhador, neste momento histórico voltou a análise das implicações sociais da produção científica, fornecendo ao cidadão elementos para viver melhor socialmente e participar do processo de redemocratização. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS DA DISCIPLINA Com base em investigações realizadas sobre o ensino de Ciências, nota-se uma tendência de superação de estratégicas de ensino que privilegiam atividades de estímulos, respostas, reforço positivo, objetivos operacionais e instrução programada. A aprendizagem significa no ensino de Ciências implica no entendimento de que o estudante aprende conteúdos científicos escolares quando lhes atribui significados, isso põe o processo de construção de significados como elemento central do processo ensinoaprendizagem. O estudante constrói significados cada vez que estabelece relações “substantivas e não arbitrárias” entre o que conhece de aprendizagens anteriores e o que aprende de novo. A construção de significados pelo estudante é o resultado de uma complexa rede de interações composta por no mínimo três elementos: O estudante, os conteúdos científicos escolares e o professor de Ciências como mediador do processo ensino-aprendizagem. O estudante é o responsável final pela aprendizagem ao atribuir sentido e significado aos conteúdos científicos escolares. O professor é quem determina as estratégias que possibilitam maior ou menor grau de generalização e especificidade dos significados construídos. Quanto mais relações conceituais, interdisciplinares e contextuais o estudante puder estabelecer, maior a possibilidade de reconstrução interna de significados e de ampliar seu desenvolvimento cognitivo. Nas diretrizes, entende-se de conteúdos estruturantes como conhecimento de grande amplitude que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, consideradas fundamentais para a compreensão de seu objeto de estudo e ensino. Os conteúdos estruturantes são constructos históricos e estão atrelados a uma concepção politica de educação. 6 6 A seleção dos conteúdos do ensino de Ciências, deve considerar a relevância dos mesmos para o entendimento do mundo no atual período histórico, para a constituição da identidade da disciplina e compreensão do seu objeto de estudo, bem como facilitar a integração conceitual dos saberes científicos na escola. Os conteúdos de Ciências valorizam conhecimentos científicos das diferentes Ciências de referência. A metodologia de ensino deve promover o entendimento do objeto de estudo da disciplina de Ciências. O ensino de Ciências deve acontecer por integração conceitual estabelecendo relações entre os conceitos científicos escolares de diferentes conteúdos estruturantes. 6º ANO 1. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Astronomia Matéria Sistemas Biológicos Energia Biodiversidade 1.1 CONTEÚDOS BÁSICOS Universo Sistema Solar Movimentos Terrestres Movimentos Celestes Astros Constituição da Matéria Níveis de Organização Celular Formas de Energia Conversão de Energia Transmissão de Energia Organização dos Seres Vivos Ecossistema 6 7 Evolução dos Seres Vivos 7º ANO 1. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Astronomia Matéria Sistema Biológico Energia Biodiversidade 1.1 CONTEÚDOS BÁSICOS Astros Movimentos Terrestre Movimentos Celestes Constituição da Matéria Célula Morfologia e Fisiologia dos Seres Vivos Formas de Energia Transmissão de Energia Origem da Vida Organização dos Seres Vivos Sistemática 8º ANO 1. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Astronomia Matéria Sistemas Biológicos Energia Biodiversidade 1.1 CONTEÚDOS BÁSICOS 6 8 Origem e Evolução do Universo Constituição da Matéria Célula Morfologia e Fisiologia dos Seres Vivos Formas de Energia Evolução dos Seres Vivos 9º ANO 1. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Astronomia Matéria Sistemas Biológicos Energia Biodiversidade 1.1 CONTEÚDOS BÁSICOS Os Astros Gravitação Universal Propriedades da Matéria Morfologia e Fisiologia dos Seres Vivos Formas de Energia Conservação de Energia Interações Ecológicas ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Os conteúdos estruturantes devem oportunizar a apropriação do conteúdo numa perspectiva de totalidade, tais conteúdos podem ser entendidos a partir da mediação didática estabelecida pelo professor de Ciências que pode fazer uso de estratégias e estabelecer 6 9 relações interdisciplinares e contextuais, envolvendo conceitos de outras disciplinase questões tecnológicas sociais, culturais, éticas e políticas. No âmbito das relações contextuais, ao elaborar o plano de trabalho docente, o professor deve prever a abordagem da cultura e história Afro-Brasileira (Lei 10.639/03), história e cultura dos povos indígenas (Lei 11.645/08) e educação ambiental (Lei 9795/99). Dentro dessa visão desenvolveremos o trabalho de forma prática, onde serão utilizados livros didáticos, leitura informativa, jornais, revistas e atividades. É importante que o professor tenha autonomia para fazer uso de diferentes abordagens, estratégias e recursos de modo que o processo ensino-aprendizagem resulte de uma rede de interações sociais entre estudantes, professores e o conhecimento científico. No ensino de Ciências se faz necessário ampliar os encaminhamentos metodológicos para abordar os conteúdos escolares, de modo que os estudantes superem os obstáculos conceituais oriundos da vivência cotidiana. O plano de trabalho docente tem ação privilegiada, relações substantivas e não arbitrárias entre o que os estudantes já sabe e o entendimento de novos conceitos escolares, permitindo que eles internalizem novos conceitos na sua estrutura cognitiva. Os aspectos essenciais para o ensino de Ciências, são essenciais tanto para a formação do professor quanto para a atividade pedagógica. Destacamos três aspectos importantes: a história da ciência, a divulgação científica e a atividade experimental. No ensino de Ciências a escolha de abordagens, estratégias e recursos pedagógicos adequados a mediação pedagógica é extremamente importante. Assim trabalharemos com recursos pedagógicos/tecnológicos, que enriquecem a prática docente tais como: recursos pedagógicos/tecnológicos como: livro didático. Texto de jornal, revista científica, figuras, revista em quadrinhos, música, quadro de giz, mapa (geográficos, sistemas biológicos, entre outros), globo, modelo didático (dorso, esqueleto, célula, olho, desenvolvimento embrionário, entre outros), microscópios, lupas, jogos, telescópios, televisor, computador, retroprojetor; de recursos instrucionais como: organogramas, mapas conceituais, mapas de relações, diagramas V, gráficos, tabelas, infográficos, entre outros; de alguns espaços de pertinência pedagógica, dentre eles: feiras, museus, laboratórios, exposições de ciências, seminários e debates. 7 0 Diante de todas essas considerações propõem-se alguns elementos da prática pedagógica a serem valorizados no ensino de Ciências, tais como: a abordagem problematizadora, a relação contextual, a relação interdisciplinar, a pesquisa, a leitura científica, a atividade em grupo, a observação, a atividade experimental, os recursos instrucionais e o lúdico, entre outros. AVALIAÇÃO A atividade essencial do processo aprendizagem dos conteúdos científicos e de acordo com a LDB, de ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do educando, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, a avaliação como prática pedagógica que é medida pelo professor é entendida como ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. A ação avaliativa é importante no processo ensino aprendizagem, pois pode propiciar um momento de interação e construção de significados no qual o estudante aprende. Para que essa ação tenha significado, o professor precisa refletir e planejar sobre os procedimentos a serem utilizados e superar o modelo consolidado da avaliação classificatória e excludente. É preciso respeitar o estudante como um ser humano no contexto das relações que permeiam a construção do conhecimento científico escolar. É fundamental que se valorize também o que se chama de “erro” de modo a retomar a compreensão do estudante por meio de diversos instrumentos de ensino e de avaliação. A investigação da aprendizagem significativa pelo professor pode ser por meio de problematização envolvendo relações conceituais, indisciplinares ou contextuais, utilização de jogos educativos, outras possibilidades, como o uso de recursos instrucionais que representam como o estudante tem solucionado os problemas propostos e as relações estabelecidas diante dessas problematizações. A prova é um excelente instrumento de investigação do aprendizado e de diagnóstico dos conceitos científicos escolares, ainda não compreendidos pelo estudante. Por isso a prova precisa ser diversificada, considerando também outras relações além daquelas trabalhadas em sala de aula. 7 1 Avaliar no ensino de Ciências implica intervir no processo-aprendizagem do estudante, para que ele compreenda o real significado dos conteúdos científicos escolares e do objeto de estudo de Ciências visando uma aprendizagem realmente significativa para sua vida. REFERÊNCIAS: VALLE, Cecília. Ser humano e saúde, 5ª a 8ª série, / Cecília Valle –1. ed. - Curitiba: Positivo, 2004 – (Coleção Ciências); ALVARENGA, Jenner Procópio de. Ciências Naturais no dia a dia; 5ª a 8ª Série / Jenner Procópio de Alvarenga, José Luz Pedersoli,Moacir Assis d'Assunção Filho, Wellington Caldena Gomes, Curitiba:Nova Didática, 2004 – Positivo; MARTINS, Maria Izabel – Ciências Crítica e Ação – 5ª a 8ª Série; BEDAQUE, Sezar, César – Os Seres Vivos no Ambiente – 5ª a 8ª Série; GWANDSNAYDER, Fernando – Ciências – Ciências A Vida na Terra, 5ª a 8ª série – Editora Ática; Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares.2008 – Ciências; EDUCAÇÃO FÍSICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA O movimento humano na sua expressão é considerado significativo no processo de ensino aprendizagem, pois está presente em todas as vivências e relações expressivas que constituem o ser no mundo . Nesse sentido ,parte do entendimento de que a expressividade corporal é uma forma de linguagem pela a qual o ser humano se relaciona com o meio, tornando-se sujeito a partir do reconhecimento de si no outro. Dessa forma a Educação Física tem um papel fundamental e insubstituível para nossos alunos. Nesse sentido partindo 7 2 do objeto de estudo e de ensino, Cultura corporal, a Educação Física se insere neste projeto ao garantir o acesso ao conhecimento e à reflexão crítica das inúmeras manifestações ou práticas corporais historicamente produzidas pela humanidade, na busca de contribuir com um ideal mais amplo de formação de um ser humano crítico e reflexivo, reconhecendo- se como sujeito, agente histórico, político, social e cultural. A atividade física traz extraordinários benefícios mentais e físicos, e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, isso é um dado importantíssimo na recuperação do prestígio da disciplina, buscando uma integração com os trabalhos desenvolvidos na escola, colocando-a no mesmo patamar das demais disciplinas. O homem através de seus movimentos expressa suas manifestações de alma, ou seja, seus mais puros sentimentos que envolvem alegria, o medo, o amor entre outros, descobrindo como o corpo é sensível e tem sua própria linguagem revelada por gestos. O corpo ao expressar seu caráter sensível, torna-se veículo e meio de comunicação como todas as manifestações desencadeadas que levam o homem a mostrar-se, revelar-se como um ser único na sua diversidade. O que se deseja do aluno é uma ampla compreensão e atuação das manifestações de sua corporalidade com os demais componentes curriculares, adequando-se as atividades propostas da disciplina. A legislação aponta como finalidades específicas: a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental; o prosseguimento dos estudos; o preparo para o trabalho e a cidadania; desenvolvendo as habilidades como continuar aprendendo aprimorando o educando com pessoa humana, desenvolvendo a autonomia intelectual e crítica, relacionando teoria e prática nas aulas de Educação Física. O manifesto da Educação Física – FIEP 2000, que faz considerações à Carta Internacional da Educação Física e do Esporte (UNESCO/1978) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (NAÇÕES UNIDAS/19480), justifica a importância da Educação Física, reconhecida internacionalmente, afirmando que: Art-1º A Educação Física, pelos seus valores, deve ser compreendida como um dos direitos fundamentais de todas as pessoas. Art-2º A Educação Física como direito de todas as pessoas, é um processo de Educação, seja pelas vias formais ou não formais. 7 3 Art-3º As atividades físicas, com fins educativos, nas suas possíveis formas de expressão reconhecidas em todos os tempos como os meios específicos da Educação Física, constituem-se em caminhos privilegiados de Educação. Art-4º A Educação Física, pelo seu conceito e abrangência, deve ser considerada como parte do processo educativo das pessoas, seja dentro ou fora do ambiente escolar, por constituirse na melhor opção de experiências corporais sem excluir a totalidade das pessoas, criando estilo de vida que incorpore o uso de variadas formas de atividades físicas. Art-5º A Educação Física, deve ser assegurada e promovida durante toda a vida das pessoas, ocupando um lugar de importância nos processos de educação continuada, integrando-se com os outros componentes educacionais, sem deixar em nenhum momento de fortalecer o exercício democrático expresso pela igualdade de condições oferecidas na suas práticas. Art-6º A Educação Física, pelas suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente nas crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, deve ser disciplina obrigatória nas escolas devendo fazer parte de um currículo longitudinal. O Conselho Internacional de Ciência do Esporte e Educação Física reforçando a importância da Educação Física como um processo ao longo da vida e particularmente para todas as crianças, reiterou que uma Educação Física de qualidade: É o mais efetivo meio de promover, seja qualquer capacidade/incapacidade, sexo, idade, cultura, raça, etnia, religião ou nível social, com habilidades, atitudes, valores e conhecimentos, o entendimento para uma participação em atividades físicas e esportivas ao longo da vida; Ajuda as crianças chegarem a uma integração segura e adequado desenvolvimento da mente, corpo e espírito; É a única alternativa escolar cujo foco principal é sobre o corpo, atividade física, desenvolvimento físico e saúde; Ajuda as crianças a desenvolverem padrões de interesse em atividades físicas, os quais são essenciais para o desenvolvimento desejável e assim constroem os fundamentos para um estilo de vida saudável na idade; 7 4 Ajuda as crianças a desenvolverem respeito. pelo seu corpo e dos outros; Desenvolve na criança o entendimento do papel da atividade física promovendo saúde; Contribui para a confiança e auto estima das crianças; Realça o desenvolvimento social preparando as crianças para enfrentarem competições, vencendo ou perdendo, cooperando e colaborando. A Educação Física hoje é voltada para a corporalidade do aluno onde existe o respeito pela diversidade, é o caminho para a construção de suas identidades possibilitando uma intervenção sobre a sociedade, fazendo-a mais justa e verdadeira. OBJETIVOS GERAIS Oportunizar o movimento humano nas suas manifestações de corporeidade através do esporte, do exercício físico, da ludicidade e do lazer e suas inter-relações com o meio social, histórico, cultural e político, buscando a formação de um indivíduo que possa entender e se posicionar criticamente de forma autônoma frente e sua realidade. - CONTEÚDOS 6º ANO 1. ESPORTE: 2. 3. 4. 5. 6. 7. Futsal Handebol Voleibol Basquetebol Atletismo Tênis de mesa 2) JOGOS E BRINCADEIRAS: 3) 4) 5) 6) 7) Jogos e Brincadeiras de rua/populares Brincadeiras e cantigas de roda Jogos de tabuleiro Jogos Dramáticos Jogos cooperativos 1. DANÇA: 7 5 2. 3. 4. 5. 6. Danças folclóricas Danças de salão Danças de rua Danças criativas Danças circulares 7. GINÁSTICA: 8. Ginástica Rítmica 9. Ginástica de Condicionamento físico 10. Ginástica Circense 11. Ginástica Geral 12. LUTAS: 13. Capoeira 6ª SÉRIE 14. ESPORTE: 15. Futsal 16. Handebol 17. Voleibol 18. Basquetebol 19. Atletismo 20. Tênis de mesa 21. JOGOS E BRINCADEIRAS: 22. Jogos e Brincadeiras de rua/populares 23. Brincadeiras e cantigas de roda 24. Jogos de tabuleiro 25. Jogos Dramáticos 26. Jogos cooperativos 27. DANÇA: 28. Danças folclóricas 29. Danças de rua 30. Danças criativas 31. Danças circulares 32. GINÁSTICA: 33. Ginástica Rítmica 7 6 34. Ginástica Circense 35. Ginástica Geral 36. LUTAS: 37. Capoeira 7ª SÉRIE 38. ESPORTE: 39. Futsal 40. Handebol 41. Voleibol 42. Basquetebol 43. Atletismo 44. Tênis de mesa 45. JOGOS E BRINCADEIRAS: 46. Jogos e Brincadeiras de rua/populares 47. Jogos de tabuleiro 48. Jogos Dramáticos 49. Jogos cooperativos 50. DANÇA: 51. Danças criativas 52. Danças circulares 53. GINÁSTICA: 54. Ginástica Rítmica 55. Ginástica Circense 56. Ginástica Geral 57. LUTAS: 58. Capoeira 8ª SÉRIE 59. ESPORTE: 60. Futsal 61. Handebol 62. Voleibol 7 7 63. Basquetebol 64. Atletismo 65. Tênis de mesa 66. JOGOS E BRINCADEIRAS: 67. Jogos de tabuleiro 68. Jogos Dramáticos 69. Jogos cooperativos 70. DANÇA: 71. Danças criativas 72. Danças circulares 73. GINÁSTICA: 74. Ginástica Rítmica 75. Ginástica Geral 76. LUTAS: 77. Capoeira OBS: Os conteúdos serão trabalhados em todas as séries, respeitando o grau de complexibilidade. METODOLOGIA Os conteúdos serão desenvolvidos através de aulas práticas e teóricas, motivando os alunos a participarem efetivamente delas, utilizando também trabalhos em grupos, pesquisas, aulas expositivas e elaboração de projetos, despertando neles a criatividade, o questionamento e a conscientização da importância da Educação Física para o homem como cidadão. - AVALIAÇÃO Será feita avaliação diagnóstica para o professor ter uma visão dos conhecimentos dos alunos. 7 8 Esta avaliação será contínua sem mensuração onde haverá respeito pela individualidade e diversidade respeitando suas limitações, onde o aluno será avaliado como um todo. A auto avaliação será o ponto de reflexão que fará o aluno superar suas dificuldades e buscar novos conhecimentos e uma participação ativa nas aulas e no seu dia a dia como cidadão. Para o processo de avaliação serão considerados os níveis de dificuldades dos alunos e também a realidade sócio-econômica, cultural em que eles estão inseridos, visando oportunizar a promoção humana de todo. - BIBLIOGRAFIA: TEIXEIRA, Hudson Ventura - Educação Física e Desporto; GUEDES, Dartagnan Pinto: Exercício Físico na Promoção da Saúde; SILVA, N. Phithan: Recreação; FREIRE, João Batista – Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física.São Paulo,1992; MEDINA, João PS – O Brasileiro e seu corpo.2 ed.Campinas:Papirus 1990; BREGOLATO, Roseli Aparecida – Coleção Educação Física Escolar: no princípio de totalidade e na concepção histórico-crítica-social. Vol. 1,2 e 3 – Editora Icone.2003; TEIXEIRA, Jeber – Futebol de Salão; KASLER – Handebol; BARBANTI, Valdir – Aptidão Física, Um Convite à Saúde. São Paulo; ACHOUR, Junior Abdallah – Flexibilidade: base para os exercícios de alongamento. Londrina:Miograf, 1996; D AGOSTINI, Orfeu G. – Xadrez Básico. Rio de Janeiro: Ediouro. PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. 7 9 Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares – Educação Física. ENSINO RELIGIOSO APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Historicamente o Ensino Religioso no Brasil viveu momentos de grandes transformações de seu espaço na Educação. Desde a colonização nota-se que a religião, promotora de educação se fundamenta nos princípios Católicos, considerando que os jesuítas pertenciam a uma ordem religiosa. Com o passar dos tempos, já no período imperial, continua sob o mesmo modelo, sendo a Igreja Católica Apostólica Romana proclamada religião oficial do império. Somente com a proclamação da República, onde é separada a igreja do estado, iniciam os debates sobre a nova postura educacional de relação com o sagrado, até então puramente confessional. Nota-se, portanto que na maioria das vezes ensino religioso se realiza como o ensino de uma religião, não levando em consideração, por exemplo, o respeito às diversas culturas dos diferentes povos que aqui chegaram e formaram o povo brasileiro. Exemplo claro o negro, tendo que esconder sua religião, dando origem ao sincretismo; o protestante sem voz durante quase todo o tempo da história. Somente nos anos 90, iniciam-se novos debates em torno da problemática. Com a promulgação da nova LDBEN nº. 9394/96, o ensino religioso, a princípio é proposto dentro da carga horária normal do ensino, porém sem ônus para os cofres públicos. Mais tarde, após a luta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), foI alterado o texto original, LEI 9475/97, onde o Ensino Religioso passa a ser não-confessional, em horários normais, com ônus para os cofres públicos. Para tanto, é necessário que tenhamos uma proposta que venha de encontro aos anseios da diversidade cultural brasileira, numa postura que contemple a compreensão do fenômeno religioso como forma de garantir ao educando a cidadania plena; respeitando a 8 0 diversidade de saberes e crenças; prevenindo e combatendo a intolerância religiosa, inclusive no que diz respeito a religiões minoritárias e a cultos afro-brasileiros, bem como refletir e entender como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relaciona com o sagrado e assim compreender suas trajetórias, suas manifestações no espaço escolar estabelecendo relações entre culturas, espaços diferenças, para que no entendimento deste elementos possa o educando elaborar o seu saber e assim entender a diversidade de nossa cultura, marcada pela religiosidade. No conteúdo abordado pelo Ensino Religioso, há preocupação com a constituição do “sagrado”, no processo histórico, buscando a concretização de simbologias e espaços, criando assim as tradições. Nessa perspectiva o sagrado norteará todo o currículo de Ensino Religioso, através da materialidade fenomênica do sagrado, através dos sentidos (paisagem religiosa), de sua lógica simbólica e através das escrituras sagradas. Nesse intuito, nossa proposta deverá promover a cooperação inter-religiosa permanente e cotidiana, para erradicar a violência de motivação religiosa e criar a cultura de justiça e paz, condição elementar em qualquer sociedade democrática. OBJETIVOS GERAIS Construir parâmetros éticos, de respeito aos direitos humanos, visando o homem em coletividade e na sua individualidade estabelecendo diálogos com diferentes formas de pensamento, ouvindo e expressando conhecimentos da diversidade de concepções religiosas, de forma a compreender o fenômeno religioso como manifestação humana de todos os tipos de sociedade, valorizando a cultura e a diversidade de tradições, ritos, símbolos, livros sagrados e valores, dentro de uma crítica, visando a construção da cultura da paz. Conhecendo as diferentes manifestações do sagrado e a compreensão do mesmo como cerne da experiência religiosa, nos diversos grupos sociais. CONTEÚDOS 6º ANO Lugares sagrados; 8 1 Textos orais e escritos – sagrados; Organizações Religiosas Símbolos Religiosos. 7º ANO Ritos; Festas religiosas; Vida e morte. Temporalidade Sagrada d) METODOLOGIA A proposta para o Ensino Religioso deve-se pautar da ética do docente, tendo o zelo em trabalhar os conteúdos de forma contextualizada, dinâmica, com a utilização de uma linguagem pedagógica e não religiosa, onde o aluno possa sentir acolhido, assim motivado e receptivo a diversidade do fenômeno religioso. Os conteúdos de Ensino Religioso serão abordados a partir do estudo do sagrado, sem desconsiderar sua relação com as demais áreas do conhecimento. Visando contribuir efetivamente com o processo de formação dos educandos, os conteúdos estruturantes, paisagem religiosa, símbolos e textos sagrados serão abordados pelo professor na 5ª e 6ª séries, a parti das expressões do sagrado, para posterior inserção de conteúdos que tratam de manifestações religiosas mais comuns que já fazem parte do universo cultural da comunidade. Dessa forma estabelecendo uma relação pedagógica entre os conhecimentos que compõem o universo sagrado das manifestações religiosas com a construção histórico-social e cultural da humanidade. Em toda prática pedagógica deve-se respeitar o direito à liberdade de consciência e a opção religiosas do educando. O primeiro passo é conhecer a realidade do aluno, seus conhecimentos prévios, suas formas de pensar e agir, segundo seus valores e tradições. O professor deverá criar situações de ensino-aprendizagem com as diversas técnicas de trabalhos individuais e em 8 2 grupos, onde o educando possa entender o papel do mito e da ciência na construção do pensamento humano. Pode-se partir das histórias familiares passadas oralmente de geração em geração, valorizando a corporeidade, a vida afetiva (amizade, amor, etc.), partindo daí para as tradições da diversidade religiosa das instituições, conhecendo a relação do ser humano com a fé, a oração, as celebrações, ritos e liturgias, sua participação, seus direitos e deveres com o respeito mútuo. Deve-se também ressaltar o papel das lideranças religiosas em seus contextos históricos, políticos e sociais; fazendo com que o educando tome como referência atitudes, refletindo questões atuais que valorizem a vida. AVALIAÇÃO: A avaliação inicial deve ser diagnóstica, investigativa, permitindo ao professor conhecer o que o aluno já sabe, sobre os diferentes eixos de conteúdo da proposta; encaminhando a construção e a reconstrução da sua ação pedagógica, permitindo ao educando ir do senso comum para um conhecimento mais elaborado. O Ensino Religioso, dentro de nossa proposta, assumida, possui conteúdos e metodologias dinâmicas que necessitam ser alimentados no dia-a-dia da sala de aula; portanto é a avaliação que permitirá o sucesso das práticas. Visto que a disciplina não exige conceito para a mensuração; mas exige-se o compromisso de reflexão; onde é imprescindível a verificação da aprendizagem de conteúdos específicos, auto-avaliação escrita ou oral, na qual o educando pode conhecer o seu progresso na aprendizagem, de acordo com os procedimentos contidos no encaminhamento metodológico dessa proposta. BIBLIOGRAFIA: BRAGA, João Vianei; NARLOCH, Rogério Francisco. Redescobrindo o Universo Religioso – Ensino Fundamental; vol. 4; Editora Vozes, Petrópolis, 2001. BRASIL, Lei n.º 9394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 23 de dezembro de 1996. LONGE, Mário Renato. Redescobrindo o Universo Religioso – Ensino Fundamental; vol. 8; Editora Vozes, Petrópolis, 2001. 8 3 NAUROSKI, Everson Araújo. Redescobrindo o Universo Religioso – Ensino Fundamental; vol.7; Editora Vozes, Petrópolis, 2001. PARANÁ, Conselho Estadual de Educação. Deliberação n.º 03/02. Ensino Religioso nas redes públicas do estado do Paraná. PARANÁ. Conselho Estadual de Educação. Parecer n.º 464/03. Consulta acerca da deliberação n.º03/02 – Ensino religioso na escola pública. - ROMANIO, Adilson Miguel; Redescobrindo o Universo Religioso – Ensino Fundamental; vol. 6; Editora Vozes, Petrópolis, 2001. - PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. - Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares – Ensino Religioso. GEOGRAFIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A natureza cambiante do mundo contemporâneo, e da intensidade da velocidade que o qualifica, impõe a necessária simultaneidade de novos olhares, novas técnicas e novas perspectivas sobre o objeto de estudo da geografia. Impõe, sobretudo, a abertura das mentes para se criar o novo, o diferente, aquele que superará o estágio de dificuldades e limitações de apreensão do real que tão marcadamente ainda caracteriza o presente. Francisco Mendonça A Geografia Escolar tem estruturação e identidade próprias por se tratar de um corpo de conhecimentos produzidos a partir das práticas escolares; das crenças e dos saberes pedagógicos dos professores; da didática; dos saberes dos alunos; das diretrizes curriculares e dos livros didáticos. Contudo, é a Geografia Acadêmica sua fonte alimentadora. A Geografia propõe um trabalho pedagógico que visa a ampliação das capacidades dos alunos dentro do Ensino Fundamental. Os alunos devem observar, conhecer, comparar e representar o espaço geográfico, este que, por não ser estático, levando em conta o momento histórico e o contexto social, político e econômico. Portanto: 8 4 “Cabe à Geografia preparar os alunos para uma leitura crítica da produção social do espaço, negando a “naturalidade” dos fenômenos que imprimem passividade aos indivíduos” (CASSETI, 2002) Para que se compreenda a produção espacial é necessário ir além da aparência, dos aspectos visíveis, é preciso compreender como os determinantes políticos, culturais e econômicos se constituem na essência social e produzem as transformações espaciais. (DCE, 2008) Nesse sentido, o espaço pode ser entendido como um produto social em permanente transformação, ou seja, sempre que a sociedade sofre mudança, as formas (objetos geográficos) assumem novas funções. (DCE, 2008) O ensino da Geografia, assim como de outras disciplinas, contribui para o desenvolvimento da autonomia, a compreensão dos direitos, dos limites e potencialidades da ciência e da tecnologia e os desdobramentos que tal desenvolvimento trouxe na construção das espacialidades. Para isso, é imperioso aprender a pensar na lógica das redes de relações, no movimento do pensamento complexo para que, ao contextualizar espacialmente os fenômenos e ao conhecer o planeta nas escalas locais, regionais, nacionais e internacionais, essa compreensão abra possibilidades de desenvolvimento de outras lógicas e uma nova ética: ambiental e social. Essa razão atribui substância à cidadania que se faz necessária no processo de globalização incontrolável. Nesse sentido, a geografia pode trazer, para as reflexões educacionais, uma dimensão que problematize a lógica do consumo que processa uma sociedade insustentável. Esta nova forma geográfica de pensar, desafiando a lógica formal e o mundo das certezas, ganha nova dimensão ao propor o desenvolvimento de habilidades de orientação em nível escolar, como forma de explicar os fenômenos globalizados e seus processos. O espaço geográfico é um sistema indissociável de objetos e ações. O sistema de ações é responsável pelas dinâmicas e práticas espaciais que se dão através dos objetos geográficos, que estão cada vez mais tecnificados e subordinados às normas, formais ou informais. Tais ações acabam por determinar uma certa ordem, nem sempre coerente com as necessidades de um 8 5 lugar, pois muitas vezes se referem à escala de comando na qual elas se processam. Compreender as práticas que sustentam essa lógica é outra razão para se ensinar Geografia. OBJETIVOS GERAIS • Apreensão da realidade sob o ponto de vista da espacialidade complexa; • Compreensão das práticas que sustentam o espaço geográfico como um espaço indissociável de objetos e ações; • Compreensão do papel e das possibilidades das práticas sociais na configuração do espaço geográfico, entendendo-o como produto de práticas espaciais; • Possibilidade do estabelecimento de outras práticas espaciais como usuários do espaço e nas práticas cotidianas do lugar; • Construção da autonomia de pensar, no exercício do pensamento complexo e na busca de respostas para soluções de problemas locais, regionais e internacionais; • Capacidade de desenvolver um raciocínio geográfico complexo e, com ele, atitudes que sustentem uma nova lógica e uma nova ética ambiental e social; • Compreensão da relação implícita entre lógica do consumo, consumismo e cidadania, formando atitudes e valores com vistas à construção de sociedades sustentáveis; • Compreensão da importância do desenvolvimento de habilidades relacionadas ao tratamento da informação na reflexão e ação cotidiana do espaço globalizado. CONTEÚDOS 6º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE Dimensão Econômica do Espaço Geográfico Dimensão Política do Espaço Geográfico CONTEÚDO BÁSICO Formação e transformação das paisagens naturais e culturais. Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e 8 6 produção. Dimensão Cultural e demográfica do Espaço Geográfico Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. As relações entre campo e a cidade na sociedade capitalista. A transformação demográfica a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade cultural. As diversas regionalizações do espaço geográfico. 7º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE CONTEÚDO BÁSICO 8 7 A Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro. A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. As diversas regionalizações do espaço brasileiro. Dimensão econômica do espaço geográfico As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatisticos da população. Movimentos migratórios e suas motivações. O espaço rural e a modernização da agricultura. Dimensão política do espaço geográfico. A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização. A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do Dimensão cultural e espaço geográfico. demográfica do espaço geográfico. A circulação de mão-de-obra, das mercadorias e das informações. Dimensão socioambiental do espaço geográfico. 6ª ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE CONTEÚDO BÁSICO 8 8 Dimensão Econômica do Espaço Geográfico Dimensão Política do Espaço Geográfico Dimensão Cultural e demográfica do Espaço Geográfico As diversas regionalização do espaço geográfico. A formação, mobilização das fronteiras e a configuração dos território do continente americano. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do estado. O comércio e suas implicações sociespaciais. Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico A circulação da mão-de-obra., do capital, das mercadorias e das informações. A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço geográfico. As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. O espaço rural e a modernização da agricultura. A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. Os movimentos migratórios e suas motivações. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. 7º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE CONTEÚDO BÁSICO 8 9 Dimensão Econômica do Espaço Geográfico Dimensão Política do Espaço Geográfico Dimensão Cultural e demográfica do Espaço Geográfico As diversas regionalizações do espaço geográfico. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. A revolução tecnico-cientificoinformacional e o novos arranjos no espaço da produção. O comércio mundial e as implicações socioespaciais. Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios. A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. Os movimentos migratórios e suas motivações. A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem e a (re)organização do espaço geográfico. A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual configuração territorial. METODOLOGIA 9 0 Pretende-se a formação de um aluno consciente das relações sócio-espaciais de seu tempo, assume-se o quadro conceitual das teorias críticas da Geografia, ou seja, desconsidera as linhas de pensamento que negam, em suas construções conceituais, os conflitos e as contradições sociais, econômicas, culturais e políticas que, constituem o espaço geográfico e sua composição conceitual básica (lugar, paisagem, região, território, natureza, sociedade, entre outros). A partir do exposto, espera-se que o aluno, ao iniciar seus estudos na 5ª série do ensino fundamental, amplie as suas noções espaciais, por isso o professor abordará os conhecimentos necessários para o entendimento das inter-relações entre as paisagens naturais e artificiais, aprofundará os conceitos de lugar e paisagem, os conceitos de região e territórios. O espaço geográfico deve ser compreendido como resultado da integração físiconatural e dinâmica humano/social. Na 7º ano, analisar os fenômenos citados na escala nacional, relacionando-os quando possível com a realidade mundial. Na 8º e 9º série o aluno ampliará e aprofundará suas análises espaciais com relação aos continentes e as regiões polares. Os métodos devem ser adaptados de acordo com o meio sócio-cultural que o aluno está inserido. Podendo desenvolver as atividades como a leitura de textos, mapas, gráficos, tabelas e figuras; pesquisas por diversos meios (entrevistas, livros didáticos, revistas, jornais, televisão, internet); trabalho de campo, confecções de mapas e maquetes, exercícios de interpretação e fixação de conteúdo. - AVALIAÇÃO A avaliação será realizada de forma contínua, por meio da participação do aluno, de suas produções em classe (atividades, exposição de trabalhos, leituras, debates, comentários) e fora dela (pesquisas, seminários, tarefas) e através de prova escrita. A aprendizagem pode ser observada através de exercícios de interpretação, raciocínio lógico nas aulas, capacidade de relacionar o meio vivido com determinados conteúdos, relatos, provas objetivas, subjetivas, individual e/ou em grupo, pesquisas e confecções de mapas, tabelas, gráficos e maquetes. 9 1 Os conteúdos em defasagem de aprendizagem pelos alunos serão recuperados paralelamente ao período letivo, sendo que o professor diagnosticará tais conteúdos em defasagem nas avaliações realizadas, e o professor de imediato oportunizará ao aluno condições de recuperação paralela ao conteúdo trabalhado. Verificação da aprendizagem a partir daquilo que é básico e fundamental para que ela se processe. BIBLIOGRAFIA: AB´SABER, Aziz. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia Escolar. São Paulo: Contexto: 2007. CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CASTRO, Iná Elias; COSTA GOMES, Paulo César; CORRÊA, Roberto Lobato. (Org). Geografi a: conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,1995. 353p. CORREA, Roberto L. e ROSENDAHL, Zeny.(Orgs) Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil. 2003. GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo: Peirópolis, 2000. GUERRA, Antonio T. GUERRA, Antonio José T. Novo Dicionário Geológico Geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do “fi m dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. MACHADO, Nilson. J. Epistemologia e didática: as concepções do conhecimento e 9 2 inteligência e a prática docente. São Paulo: Cortez, 1995. MENDONÇA, Francisco. (Org) Impactos socioambientais urbanos. Curitiba: Ed. UFPR, 2004. 328p. _____.e KOZEL, Salete (Orgs.) Elementos de Epistemologia da Geografia Contemporânea. Curitiba: Ed. Da UFPR, 2002. MORIN, Edgar. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. MURTA, Stela M.; ALBANO, Celina. Interpretar o patrimônio: um exercício do olhar. Belo Horizonte: Ed. UFMG Território Brasilis, 2002. PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares – Geografia, 2009. PONTUSCHKA, Nídia N. PAGANELLI, Tomoko I. CACETE, Núria H. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. O desafio ambiental. IN: SADER, Emir (Org). Os porquês da desordem mundial (Coleção: mestres explicam a globalização). Rio de Janeiro: Record, 2004. 177p. RODRIGUES, Adyr A. B. Turismo e Geografia: reflexões teóricas e enfoques regionais.2.ed.São Paulo: Hucitec, 1999. 9 3 ROSS, Jurandyr L. Sanches (Org). Geografia do Brasil. 4ª.ed. 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O ensino de História pode ser analisado, sob duas perspectivas: uma que o compreende a serviço dos interesses do Estado, e outra que privilegia as contradições entre a Historia apresentada nos currículos e nos livros didáticos e a Historia ensina na cultura escolar. Nas Diretrizes podemos analisar o ensino de História na década de 70 até os dias atuais, a partir das tensões identificadas entre as propostas curriculares e a produção historiográfica inserida nas praticas escolares. A História passou a existir como disciplina escolar com a criação do Colégio Pedro II em 1837. No mesmo ano foi criado o Instituto Histórico e Geográfico brasileiro que instituiu a História como disciplina acadêmica. O currículo oficial de História tinha como objetivo legitimar os valores aristocráticos, no qual o processo histórico conduzido por lideres excluía a possibilidade das pessoas comuns serem entendidos como sujeitos históricos. O conteúdo de História do Brasil, ficou relegado a um espaço restrito do currículo, que devido a sua extensão dificilmente era tratado pelos professores nas aulas de Histórias. O ensino de Historia não tinha espaço para analise e interpretação dos fatos, mas objetivava formar indivíduos que aceitassem e valorizassem a organização da Pátria. A disciplina tinha como prioridade ajustar o aluno ao cumprimento dos seus deveres patrióticos e privilegiava noções e conceitos básicos para adaptá-los à realidade. A História continuava tratada de modo linear, cronológico e harmônico, conduzida pelos heróis em busca de um ideal de progresso de nação. Na década de 70, o ensino dessa disciplina era predominante tradicional, tanto pela valorização de alguns personagens como sujeitos da História e de sua atuação em fatos políticos, quanto pela abordagem dos conteúdos e de forma factual e linear, formal e abstrato, sem relação com a vida do aluno. A prática do professor era marcada por aulas expositivas, a partir das quais cabia aos alunos a memorização e repetição do que era ensinado como verdade. 9 5 Vários fatores marcaram o currículo de História na rede publica estadual até o ano de 2.002. No ano seguinte, inicio-se uma discussão coletiva envolvendo professores da rede estadual com o objetivo de novas Diretrizes Curriculares Estaduais para o ensino de História. Com a Lei nº 13.381/01, torna obrigatórios, os conteúdos de Historia do Paraná no Ensino Fundamental. E a Lei nº 10.639/03, inclui no currículo oficial a obrigatoriedade da Historia e Cultura Afro-brasileira e Africana. E a Lei nº 11.645/08, que inclui no ensino da Historia e Cultura dos povos indígenas do Brasil torna-se obrigatória na disciplina de Historia. A organização do currículo para o ensino de Historia tem como referência os conteúdos estruturantes, entendidos como conhecimento que aproximam e organizam os campos da História e seus objetivos. Os conteúdos estruturantes relação de trabalho, relações de poder e relações culturais podem ser identificados no processo histórico da constituição da disciplina e no referencial teórico que sustenta a investigação histórica em uma nova racionalidade não-linear e temática. JUSTIFICATIVA A disciplina de Historia tem como objetivo priorizar o ajustamento do aluno no cumprimento dos deveres patrióticos e privilegiar as noções e conceitos básicos para adaptálos a realidade, o ensino de Historia não tinha espaço para analise critica e interpretação dos fatos, o aluno só memorizava e repetia o que era ensinado como verdade, nos dias atuais os conteúdos significativos, com a realidade do seu cotidiano. A disciplina de História busca despertar nos alunos os acontecimentos do passado para entender o presente, o educando tem oportunidade de despertar reflexões e o censo critico, formando cidadãos patrióticos e participativos nos aspectos políticos, econômicos culturais e sociais. FUNDAMENTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS Na concepção de História, as verdades prontas e definidas não tem lugar, porque o trabalho pedagógico na disciplina deve dialogar com várias vertentes tanto quanto recusar o ensino de História marcado pelo dogmatismo e pela ortodoxia. A História tem como objetivo de estudo os processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no tempo. As relações humanas produzidas por essas ações 9 6 podem ser definidas como estruturas sócio-histórica, formas de agir, pensar, sentir, representar, imaginar, instituir, e de se relacionar social, cultural e politicamente, buscando compreender e interpretar os sentidos que os sujeitos atribuem às suas ações. A História busca superar as carências humanas fundamentadas por meio de um conhecimento constituído por interpretações históricas, já o ensino de História é a formação de um pensamento histórico a partir da produção do conhecimento. O conhecimento histórico possui formas diferentes de explicar seu objeto de investigação, a partir das experiências dos sujeitos e do contexto em que vivem, é o caso das correntes historiográficas que contribuem para a formação do pensamento histórico. Essas correntes historiográficas, Nova História, Nova História Cultural e Nova Esquerda Inglesa se desenvolveram na segunda metade do século XX e propuseram, de forma radical, a construção de uma nova racionalidade não-linear do pensamento histórico sem eliminar as necessárias contribuições da antiga racionalidade. A Nova História ganha novos contornos a partir de 1960, seu método se fundamenta em uma abordagem social das fontes, os historiadores problematizavam e serravam um conjunto imenso de documentos produzidos por uma sociedade num período de longa duração. A partir daí decifravam e analisavam as grandes estruturas sociais, econômicas ou culturais e suas respectivas relações e transformações, contribuindo para a demarcação de seus múltiplos objetos. A primeira contribuição trazida pela Nova História foi a abertura para novos problemas, novas perspectivas teóricas e novos objetos desenvolvidos a partir das propostas historiográficas das gerações dos Anmales. E também se contrapõe a uma racionalidade histórica linear. Com a introdução de novas temporalidades ligadas às durações (curta, média e longa) e a valorização das estruturas que determinam a ação humana, suas relações e transformações. Tanto a nova História como a Nova História Cultural usam a palavra “nova” para distinguir as produções historiográficas das formas anteriores, e a palavra “Cultura” para diferenciar da História intelectual, que abrange formas de pensamento, antiga História das Idéias e também História social. Com as abordagens proposta pela nova historia cultural, como a micro-história antropologia histórica e a história do cotidiano, o passado vivido foi interpretado como um 9 7 tempo distinto do contexto do presente sustentou-se com isso a distinção entre o presente e o passado. A História, pode se beneficiar dessa correntes porque ela valoriza a diversificação de documentos, como imagens, canções, objetos arqueológico, entre outros, na construção do conhecimento histórico, permite relações interdisciplinares com outras áreas do conhecimento, desenvolve uma consciência histórica que leva em conta as diversas práticas culturais dos sujeitos, sem o abandono do rigor do conhecimento histórico. As contribuições da Nova Esquerda Inglesa surgida em 1956, consideram a subjetividade as relações entre as classes e a cultura, defendem que a consciência de classes se constrói nas experiências cotidianas comum, a partir das quais são tratadas os comportamentos, valores, condutas, costumes e culturas. O conceito de poder também é fundamental, a Nova Esquerda Inglesa busca superar as visões mecânicas e reducionistas da corrente tradicional marxista, e da história metódica, calcado em fatos históricos determinados e aliado a figura de heróis. Os historiadores procuram analisar a concepção de poder de forma à apresentar outros atores sociais e outros espaços de poder, o que ficou conhecido como a “história vista de baixo”. Uma das contribuições da Nova Esquerda Inglesa foi a superação da racionalidade histórica linear ligada ao marxismo clássico pautada na secessão dos modos de produção. Outra contribuição é que ela continua a defender uma concepção de história entendida como experiências do passado de homens e mulheres e sua relação dialética. Com a produção material, valorizando as possibilidades de luta e transformação social e a construção de novos projetos do futuro. Deve-se levar em consideração que a valorização de múltiplos sujeitos introduz temporalidades distintas das produzidas pelos Europeus; as fontes produzidas por eles permitem o surgimento de explicações e interpretações históricas distintas das europeias, embora sejam relacionadas com elas. 6º ANO 1 - CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 9 8 Relações do Trabalho Relações de poder; Relações culturais 1.1 - CONTEÚDOS BÁSICOS A experiência humana no tempo; Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo; As culturas locais e a cultura comum. 1.2 - CONTEÚDOS ESPECÍFICOS O trabalho do historiador; Relação de tempo com a História e as ações humanas ao longo do tempo; Origem e evolução do ser humano; Linha do tempo da evolução das espécies; Modo de vida do homem do paleolítico e neolítico, a evolução agrícola e as mudanças que trouxe para a sociedade humana e a natureza, destacando o comércio, divisão de trabalho, centralização política, escrita e arte; O ser humano e o uso dos metais; A chegada dos primeiros habitantes da América, hipóteses e teorias, modo de vida, o início da agricultura na América destacando mudanças no desenvolvimento da agricultura; Características do modo de vida dos primeiros habitantes da América e o reconhecimento dos povos indígenas no Brasil e no Paraná; As civilizações fluviais: Mesopotâmia, Egito, China e Índia, identificando períodos, duração, simultaneidades e semelhanças ao longo do tempo. Destacar suas contribuições em relação a cultura, política, religião e escrita. Identificando os principais grupos sociais existentes; Fenícios e Hebreus: O papel dos Fenícios na criação do comércio, desenvolvimento histórico desses povos em relação a economia, organização política, e religião desses povos; 9 9 A formação da civilização grega: vida política, cotidiano na Grécia, filosofia, mito, arte e religião, conceito de democracia e oligarquia a partir das experiências históricas de Atenas e Esparta e comparação com a democracia vigente no Brasil atual; A civilização Romana: o processo de formação das cidades, a república romana, guerras e conquistas, lutas sociais, sociedade e cultura, identificando a importância do trabalho escravo na sociedade romana; A crise do Império Romano: principais fatos que levaram a queda do império do ocidente, principais mudanças ocorridas na Europa com o esfacelamento do Império Romano; A divisão do Império Romano do ocidente e do oriente destacando os fatores e efeitos dessa divisão; A vida religiosa dos romanos; fases da história do cristianismo durante o período imperial romano, e as principais doutrinas; História do Paraná: Primeiros exploradores, os primeiros habitantes, divisão territorial do Paraná; História de Leópolis, as primeiras incursões e povoamento, formação cultural; Danças, músicas, culinária, vestimentas, religião africana e preconceito racial, discriminação e racismo. 7º ANO 1 - CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Relações do Trabalho Relações de poder; Relações culturais 1.1 - CONTEÚDOS BÁSICOS As relações de propriedade; A constituição histórica do mundo do campo e do mundo da cidade; A relação entre o campo e a cidade; Conflitos e resistências e produção cultural campo/cidade 1 0 0 1.2 - CONTEÚDOS ESPECÍFICOS A formação da Europa feudal: a descentralização do Império Romano. O poder político e jurídico dos Bárbaros; o Império Franco e a Idade Média; o Império Carolíngio e a Igreja Católica; a formação do feudalismo e a sociedade feudal; a economia, cultura e a ciência na Europa feudal; O mundo além da Europa: o modo de vida dos árabes; o nascimento e a consolidação do Islamismo; a sociedade muçulmana; a África dos grandes reinos e as sociedades tribais; China o império da prosperidade; a importância do comércio e da agricultura; Mudanças na Europa: o crescimento do comércio e das cidades; a saúde pública, a peste negra e as revoltas camponesas; a formação das monarquias nacionais; o saber e as artes; as cruzadas; Mudanças na Arte e na Religião: a Europa na baixa idade média; o renascimento; o humanismo; a reforma e contrarreforma. O Encontro entre dois mundos Europa: Comercio, Riqueza e poder,Europa nobre e mercantil; A expansão marítima portuguesa; A expansão marítima espanhola; América: Terra de grandes civilizações; A civilização Asteca e Inca; A conquista espanhola. A exploração dos impérios coloniais. A colonização espanhola na América; As atividades econômicas na Colônia; O império ultra marino português; A colonização portuguesa na América; A Administração da América portuguesa; Os povos indígenas do Brasil. O nordeste colonial: A economia açucareira; Agricultura de exportação e produção de alimentos; A vida nos engenhos; Escravidão: captura, resistência e luta; A Expansão Colonial:A União Ibérica; O fim da União Ibérica; A conquista do sertão; As missões jesuíticas; Crise rebeliões na colônia; A educação na colônia. História do Paraná: Colonização, destruição, Índios hoje, povoamento do litoral paranaense, ocupação do oeste e sudeste e do norte do Paraná, os espanhóis no Paraná; Cultura afrodescendente e africanidades, preconceito, discriminação e racismo. 8 ANO 1 0 1 1 - CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Relações do Trabalho Relações de poder; Relações culturais 1.1 - CONTEÚDOS BÁSICOS História das relações da humanidade dom o trabalho; O trabalho e a vida em sociedade; O trabalho e as contradições da modernidade; Os trabalhadores e as conquistas de direitos; 1.2 - CONTEÚDOS ESPECÍFICOS A Inglaterra absolutista e as treze colônias: o domínio absolutos dos reis e a situação da Europa; a formação do absolutismo inglês e as revoluções puritanas e gloriosa; a vida cotidiana na era absolutista, alimentação e mortalidade, teatro, etc; a colonização na América do Norte; A época do ouro no Brasil: a descoberta e a exploração do ouro; a imigração portuguesa no Brasil; os escravos na mineração; Portugal e o ouro brasileiro; o crescimento do mercado interno e da vida urbana; Revolução Industrial: características da Revolução Inglesa; o domínio inglês no comercio mundial; do artesanato a manufatura; as cidades industriais e a vida operária; as lutas operárias e os sindicatos; a industrialização e o crescimento das cidades no Brasil; a exploração do trabalho infantil no Brasil; Revoluções na América e na Europa: A era da ilustração; o antigo regime a reação iluminista; a independência dos EUA; a França antes e depois da revolução; a monarquia constituinte e a crise política; nascimento da República. A Era de Napoleão e a Independência da América Espanhola: Napoleão Bonaparte no Poder; O Império Napoleônico; Os americanos lutam pela liberdade; México livre; Os indígenas na América independente; 1 0 2 A Independência do Brasil e o Primeiro Reinado: O Brasil sob as regras do pacto colonial; A crise do antigo sistema colonial; O Brasil se torna a sede do reino português; A Independência do Brasil; O Primeiro Reinado; O Fim do Primeiro Reinado; Rio de janeiro e a cidade da Corte. Revoluções agitam a Europa: A Europa das Revoluções; A unificação da Itália e da Alemanha; Estados Unidos: A guerra da secessão; Propostas de transformação social; Novas formas de ver o mundo; Direitos individuais e sociais. Brasil: da Regência ao Segundo Reinado: O período regencial (1831-1840); O fim do período regencial; O Segundo Reinado; A expansão cafeeira no Brasil; A Abolição do Tráfico Negreiro; Os imigrantes no Brasil; A questão agrária no Brasil; História do Paraná: A formação da sociedade paranaense: migrantes e imigrantes, economia, escravidão, emancipação política do Paraná, Paraná província e república; Cultura afrodescendentes e africanidades, preconceito racial. 9º ANO 1 - CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Relações do Trabalho Relações de poder; Relações culturais 1.1 - CONTEÚDOS BÁSICOS A constituição das instituições sociais; A formação do Estado; Sujeitos, guerras e revoluções. 1.2 - CONTEÚDOS ESPECÍFICOS A era do Imperialismo: Segunda Revolução Industrial; as novas técnicas; a era dos impérios; interesses eleitorais; missão civilizadora; o surgimento da sociedade de massa; a expansão imperialista na África; a África e a segunda revolução industrial; 1 0 3 A República chega ao Brasil: a questão escravista no Brasil Imperial; a República dos Militares; as oligarquias; a guerra dos Canudos; a industrialização e o crescimento das cidades; o movimento operário na Primeira República; Reforma e revoltas na capital; A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa: os conflitos imperialistas antes da guerra; a guerra e seus resultados; a entrada dos Estados Unidos e o fim do conflito; o mundo após a guerra; a revolução socialista na Rússia; a arte e a cultura na Europa dos anos 1920; A crise do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial: os anos de 1920, a crise de 1929 e o New Deal; os regimes autoritários tomam conta da Europa; uma experiência dolorosa: Nazismo Alemão; a Segunda Guerra Mundial antecedentes; A eclosão da guerra o avanço doa aliados; a Batalha de Stalingrado o revés da Guerra. A era Vargas: A Revolução de 1930 e o Governo Provisório; O governo constitucional de Getulio Vargas; O Estado Novo; A educação na Era Vargas; As artes durante o estado novo; A Era do Radio; Teatro de revista no Brasil. O mundo bipolar: A guerra fria; Indústria cultural e esportes; O estado de bem-estarsocial; A descolonização da África; Revoluções na Ásia; O oriente médio; Revolução na América Latina; Beatles: o poder permanente de encanto. Democracia e ditadura no Brasil: O Brasil depois de 1945; Os anos dourados; O Governo João Gulard e o golpe de 1964; o fim das liberdades democráticas; Repressão e abertura; A redemocratização e o governo Sarney. A nova ordem mundial: O fim da União Soviética; O fim do socialismo no Leste Europeu; A nova ordem mundial; A globalização e seus efeitos; O planeta pede socorro; O Brasil na nova ordem mundial; Um balanço do Brasil contemporâneo. História do Paraná: Revolução federalista, contestado, movimento tenentista, Revolução de 30 e Redemocratização populista, o Paraná moderno: industrialização e urbanização; O estudo da Lei nº 10.639/03, ensino da cultura afro-brasileira e africana E A Lei nº 11.645/08, ensino de história dos povos indígenas do Brasil; Educação Fiscal: conhecimento e acompanhamento dos gastos públicos e a importância dos impostos na condução de um município. 1 0 4 ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS A abordagem teórico- metodológica dos conteúdos para o ensino fundamental parte da história local/Brasil para o mundo, considerando os contextos relativos às histórias local, da América Latina, da África e da Ásia. Para que o aluno compreenda como se dá a construção do conhecimento histórico o professor deve organizar seu trabalho por meio de trabalhos com vestígios e fontes históricas diversas, permitindo ao aluno realizar análises críticas da sociedade por meio de uma consciência histórica. Trabalhar com vestígios é indispensável ir além dos documentos escritos, iconográficos, os registros orais, os testemunhos de histórias locais, além de documentos contemporâneos, como: fotografias, cinema, quadrinhos,músicas, literaturas e informática. É necessário identificar as especificidades do uso desses documentos, bem como entender a sua utilização para superar as meras ilustrações das aulas de Histórias. Outro método para organizar o trabalho pedagógico é por meio da fundamentação na historiografia, através de leituras e interpretações históricas possíveis, buscando além do livro didático a rica produção historiográfica que tem sido publicada em livros, revistas especializadas e outras voltadas ao público geral, disponíveis também nos meios eletrônicos. È importante também problematizar o conteúdo a ser trabalhado, partindo do pressuposto que ensinar história é construir um diálogo entre o presente e o passado, e não reproduzir conhecimentos neutros sobre fatos que ocorreram outras sociedades e outras épocas. Embora a proposta pedagógica de História para o Ensino Fundamental parta das histórias locais e do Brasil para a História Geral, não se pode impor esta relação quando as condições históricas não permitem, ou seja, alguns conteúdos como a Revolução Industrial, por exemplo, exige que se parta da História da Europa para a da América portuguesa, sendo possível iniciar a abordagem por estudos comparativos, de forma a continuar priorizando as histórias locais e do Brasil. 1 0 5 Por fim, o confronto de interpretações historiográficas e documentos históricos permitem aos estudantes formularem ideias históricas próprias e expressá-las por meio de narrativas históricas. AVALIAÇÃO A avaliação dentro da disciplina de História será um processo contínuo, dinâmico, aberto e processual. Um dos elementos do processo ensino-aprendizagem que deve privilegiar os aspectos qualitativos sobre os quantitativos, superando a aplicação de provas como instrumento de medida e controle permitindo assim, ao educando ir do senso comum para um conhecimento bem elaborado, que vai mapeando os processos e dificuldades dos alunos, de modo a contribuir com acesso ao conhecimento. Cabe ao professor estabelecer mecanismos de acompanhamento constante e imediato e apropriado do conhecimento, a compreensão da realidade que vive a partir de relações que consegue estabelecer com o passado e a a proposição de superação das condições existentes em direção a uma sociedade mais justa e humana. As práticas avaliativas devem guardar coerência com os objetivos, os temas e metodologias, apropriação de conceitos históricos e o aprendizado dos conteúdos estruturantes e específicos. É necessário discutir os limites, identificar compreendendo a aprendizagem dos alunos, na observação, leitura, atividade em grupo, confecção de murais, exposições, relatórios, teatros, entrevistas, sistematização de conceitos históricos, esforço pessoal, prova escrita, oral e autoavaliação entre outros. Portanto, a avaliação diagnóstica favorece a reflexão sobre as práticas pedagógicas, o repensar, replanejar, a redefinição e revisão de suas práticas pedagógicas. REFERÊNCIAS: PILETI, Nelson Claudino. História & Vida. E. Ática. São Paulo, 1ª edição 2004; SANTOS, Maria Januário Vilela. História do Brasil. Volume 02, 18ª edição, São Paulo; PETTA, Nicolina Luiza de; Eduardo Baez Ojeda. Coleção Base: História: Uma abordagem integrada; volume único. 1ª edição. São Paulo: Moderna 1999; 1 0 6 MOCELLIN, Renato. Para compreender a história. Coleção Conhecimento. Curitiba, 1ª edição 2004; SCHMIDT, Maria Auxiliadora M.S. História do Cotidiano Paranaense/ Orientação de Pesquisa e Texto Final. Curitiba. Letravina, 1996; MADALIN, Sérgio Odilon. Ocupação do território, população e migração/Sérgio Odilon Madalin. Curitiba: SEED, 2001. (Coleção do Paraná); TUMA, Magda Madalena Peruzin. Viver e descobrir. História e Geografia do Paraná. Editora FTD, 1992; WACHOWICZ, Ruy. História do Paraná. 10ª edição. Curitiba. Imprensa Oficial do Paraná. 2002; HOBSBAWM.E. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. DUQUE ESTRADA, Joaquim Osório. A Abolição.Brasília: Senado Federal, 2005. 236 p. (Edições do Senado Federal, v.39). Disponível em http://www.unopar.br/blbli01/catalogos.htm Lei nº 10.639 de janeiro de 2003. Lei nº 11.645 de março de 2008. SILVA, Ana Célia et. al. Educação, Racismo, Anti-racismo. Novos Tempos, 2002. PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. Apostilas e Textos referentes à Cultura Africana e Afro Brasileira; Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Diretrizes Curriculares da Educação Básica, 2008. História. 1 0 7 LÍNGUA PORTUGUESA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Aprender língua ultrapassa o limite de aprender somente palavras e saber usá-las em expressões complexas, mas pretende alcançar o aprendizado de significados culturais e, com isso, a interação entre sujeitos historicamente situados que, via linguagem, se apropriam e transmitem experiências significativas para a vida em sociedade, levando o aluno ao emprego da língua oral em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão implícitas nos discursos do cotidiano e posicionando-se diante dos mesmos. Como diz Geraldi (1991, p. 6), “a linguagem não é o trabalho de um artesão, mas trabalho social e histórico seu e dos outros e é para os outros e com os outros que ela se constitui”. Pela linguagem, o homem se comunica, expressa e defende o ponto de vista, partilha e constrói visões de mundo, produz conhecimento, exercendo com autonomia sua condição de cidadão. Assume-se, assim, que o objeto de estudo desta disciplina é o Discurso e o conteúdo estruturante é o discurso como prática social. Na concepção sócio-histórica a linguagem, forma de ação entre sujeitos histórica e socialmente situados que se constituem e constituem uns aos outros em suas relações dialógicas. Fruto da criação humana, a linguagem pode ser considerada como trabalho e produto do trabalho. Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizadas por meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção/leitura, faz com que através da linguagem o homem se reconheça como humano, pois ao comunicar-se com outros homens e trocar experiências, certifica-se de seu conhecimento do mundo e dos outros com quem interage. Nesse processo, os interlocutores vão construindo sentidos e significados ao longo das suas trocas linguísticas, orais ou escritas. É através da promoção da reflexão sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o gênero e tipo de texto, assim como elementos gramaticais empregados na sua organização que poderemos aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade 1 0 8 de pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, proporcionando através da Literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita. CONTEÚDOS 6º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE 6 Discurso como prática social 1.1- CONTEÚDOS BÁSICOS 1.1.1 Gêneros textuais ou discursivos a) Leitura: tema; interpretação textual (conteúdo temático, interlocutores, fonte, intertextualidade, informalidade, intencionalidade, marcas linguísticas); argumento principal e secundário; inferências. b) Oralidade: e) adequação ao gênero; f) conteúdo temático; g) elementos composicionais; h) marcas linguísticas; i) variedades linguísticas; j) intencionalidade do texto; k) locutor e interlocutor: participação e cooperação; l) particularidades de pronúncia; m) elementos extralinguísticos: entonação, pausas e gestos. c) Escrita: adequação ao gênero; conteúdo temático; 1 0 9 elementos composicionais; marcas linguísticas; argumentação; paragrafação; clareza de ideias; refacção textual. d) Análise linguística perpassando as práticas de leitura, escrita e oralidade: - coesão e coerência de texto; - expressividade dos substantivos e sua função referencial no texto; - adjetivo, advérbio, pronome, artigo e outras categorias como elementos textuais; - pontuação; - recursos gráficos: aspas, travessão, negrito, hífen, itálico, etc.; - acentuação gráfica; - processo de formação de palavras; - gírias; - algumas figuras de pensamento (prosopopeia, ironia,...); - procedimentos de concordância verbal e nominal; - particularidades de grafia de algumas palavras. 7º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE Discurso como prática social 1.1 – CONTEÚDOS BÁSICOS 1.1.1 – Gêneros textuais ou discursivos a) Leitura: - interpretação textual (conteúdo veiculado, interlocutores, fonte, ideologia, papéis sociais representados, intencionalidade, intertextualidade); - argumento principal e secundário; - as particularidades (lexicais, sintáticas e textuais) em registro formal e informal. b) Oralidade: 1 1 0 unidade temática; procedimentos e marcas linguísticas típicas de conversação (entonação, repetições, pausas, etc.); variedades linguísticas; intencionalidade do texto; papel do locutor e do interlocutor: participação e cooperação; particularidades de pronúncia de algumas palavras. c) Escrita: unidade temática; adequação ao gênero: elementos composicionais e formais, marcas linguísticas, linguagem formal e informal; argumentação; coerência e coesão; organização de ideias, parágrafos; finalidade do texto; refacção textual. d) Análise linguística: discurso direto, indireto e indireto livre na manifestação das vozes que falam no texto; função do adjetivo, advérbio, pronome, artigo e de outras categorias como elementos do texto; pontuação; recursos gráficos: aspas, travessão, negrito, itálico, parênteses, hífen; acentuação gráfica; valor sintático e estilístico dos modos e tempos verbais; a representação do sujeito no texto (expressivo, elíptico, determinado, indeterminado, ativo/passivo); neologismo; figuras de pensamento (hipérbole, ironia, eufemismo, antítese); concordância verbal e nominal; particularidades de grafia de algumas palavras 1 1 1 8º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE Discurso como prática social 1.1 – CONTEÚDOS BÁSICOS 1.1.1 – Gêneros textuais ou discursivos a) Leitura: interpretação textual; conteúdo temático; interlocutores; fonte; ideologia; intencionalidade; informalidade; marcas linguísticas; argumento principal e secundário; vozes sociais; linguagem não-verbal; midiático, infográficos, etc.; relações dialógicas entre textos. b) Oralidade: adequação ao gênero; conteúdo temático; elementos composicionais; marcas linguísticas; coerência global do discurso oral; variedades linguísticas; papel do locutor e interlocutor: participação e cooperação, turnos de falas; particularidades dos textos orais; elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos; finalidade do texto oral. 1 1 2 c) Escrita: conteúdo temático; elementos composicionais; marcas linguísticas; argumentação; coerência e coesão textual; paráfrase de textos; paragrafação; refacção textual; d) Analise linguística perpassando as práticas de leitura, escrita e oralidade: semelhanças e diferenças entre o discurso escrito e oral; conotação e denotação; a função das conjunções na conexão de sentido do texto; progressão referencial (locuções adjetivas, pronomes, substantivos,...); função do adjetivo, advérbio, pronome, artigo e de outras categorias como elementos do texto; pontuação e seus efeitos de sentido no texto; recursos gráficos: aspas, travessão, negrito, itálico, hífen; acentuação gráfica; figuras de linguagem; concordância verbal e nominal; elipse na sequência do texto; estrangeirismo; irregularidades e regularidades da conjugação verbal; função do advérbio: modificador e circunstanciador; complementação do verbo e de outras palavras. 9ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE Discurso como prática social 1.1 – CONTEÚDO BÁSICO 1 1 3 1.1.1 – Gêneros textuais ou discursivos a) Leitura: interpretação textual; conteúdo veiculado; interlocutores; fonte; intencionalidade; intertextualidade; ideologia; argumento principal e secundário; finalidade do texto; informações implícitas em textos; as vozes sociais presentes no texto; estética do texto literário. b) Oralidade: unidade temática; variedades linguísticas; intencionalidade do texto oral; argumentação; o papel do locutor e interlocutor: turnos de fala; elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos; c)Escrita: unidade temática; adequação ao gênero: elementos composicionais e formais, marcas linguísticas; argumentação; resumo de textos; coerência e coesão textual; paragrafação; paráfrase; intertextualidade; 1 1 4 refacção textual; d) Análise linguística: conotação e denotação; vícios de linguagem; operadores argumentativos e os efeitos de sentido; expressões modalizadoras; semântica; expressividade dos substantivos e sua função referencial no texto; função do adjetivo, advérbio, pronome, artigo e de outras categorias como elementos de texto; recursos gráficos: aspas, hífen, negrito, travessão, itálico; acentuação gráfica; estrangeirismo, neologismo, gírias; procedimentos de concordância verbal e nominal; valor sintático e estilístico dos modos e tempos verbais; a função das conjunções e preposições na conexão das partes do texto; coordenação e subordinação nas orações do texto. HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA - Estudo e pesquisas de países que falam a língua portuguesa; - Influência da cultura africana na cultura nacional; - Debates e produção de textos sobre os temas: 1. O racismo no Brasil; 2. A presença do negro na mídia; 3. Políticas afirmativas; 4. Mercado de trabalho, etc.; - Análise de implicações da carga pejorativa atribuída ao termo negro e outras expressões; - Estudo de obras literárias de escritores negros como Cruz e Souza, Lima Barreto, Machado de Assis, Solano Trindade, etc., destacando a contribuição do povo negro à cultura nacional; 1 1 5 - Pesquisa sobre a imprensa negra no início da década de 1920; - Textos e letras de músicas relacionados à questão social; - Produção de poemas relacionados ao povo afro-descendente e sua cultura; - Estudo de obras literárias que discutam, abordem questões relacionadas à cultura afro-brasileira: Macunaíma, Mário de Andrade; Casa Grande e Senzala, Gilberto Freyre; O Escravo, Castro Alves; Sermões do Pe. Antônio Vieira; A cidade de Deus, Paulo Lins; O mulato, Aluísio Azevedo; O bom crioulo, Adolfo Caminha. - Análise de pinturas– Di Cavalcanti, Lazar Segall e Cândido Portinari que retratam a figura do negro. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Os processos de ensino e de aprendizagem da Língua Portuguesa devem pautar-se numa relação dialogal, participativa, dinâmica, atendendo a uma proposta de construção de conhecimento a partir de uma realidade significativa. Desta forma, a concepção metodológica assumida é a sociointeracionista, que considera que a língua só existe em situações de interação. Para o trabalho com a literatura, será utilizada a estética da recepção. A Língua Portuguesa, no Ensino Fundamental, visa o trabalho com a linguagem e deve ser organizada em suas práticas discursivas: Prática da oralidade – considerar a língua em sua perspectiva histórica e social: compete à escola, no processo de ensino e aprendizagem da língua, tomar como ponto de partida os conhecimentos linguísticos dos alunos, promovendo situações que os incentivem a falar, ainda que “do seu jeito”, ou seja, fazendo uso da variedade de linguagem que eles empregam em suas interações familiares, no cotidiano. Prática da leitura – assimilar o que o mundo transmite: O processo de ler visa à construção do significado do texto, pelo esforço de interpretação do leitor, com base não só no que está escrito, mas também no conhecimento que traz para o texto. As aulas de Língua Portuguesa devem seguir uma metodologia que promova o contato do aluno com os mais diversos tipos de textos para formar leitores não só de obras literárias, mas leitores do mundo, do cotidiano. Por isso, a partir da realidade diagnosticada do nível de leitura dos 1 1 6 alunos, a cada período letivo, será feita uma proposta de leitura, desenvolvendo métodos de leitura como o Recepcional, visando a ampliação do horizonte de leitura. Prática da escrita – transmitir para o mundo: Ler o mundo e expressar-se para o mundo é o objeto desta disciplina; é preciso, para tanto, promover um processo dialético de análise e síntese da realidade, passando pela discussão das ideias que o aluno já traz consigo e pela pesquisa de outras ideias trazidas pelas mais variadas fontes; e, finalmente, sob orientação direta do professor, praticar a reestruturação de texto, aprendendo que o que se produz é para o outro, ou seja, produzir textos – orais ou escritos – é algo que alcança seu êxito quando há a compreensão do outro. Prática de reflexão e análise linguística – ferramentas para assimilar o que o mundo transmite e transmitir para o mundo: Tanto as atividades orais, quanto as escritas, possibilitam ao aluno uma análise da língua, aqui não se fala em decorar regras gramaticais, mas, sim, em conhecer, analisar e discutir o seu uso social e efetivo. Tais conteúdos gramaticais estarão sempre presentes no texto, tanto para análise quanto para aplicação. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação, em seu caráter dialógico, deve sempre ser contínua, analisando avanços e apontando direções para que o professor (re) direcione sua prática pedagógica. A avaliação, muito mais do que atribuir nota deve ser instrumento de motivação e de aprendizagem. Em Língua Portuguesa, a avaliação deverá basear-se na prática metodológica da disciplina que visa atingir as práticas discursivas: de oralidade, de leitura, de escrita, de reflexão e análise linguística, isto é, deverá acompanhar o desenvolvimento do aluno em tais práticas, para que, ao final do Ensino Fundamental, o aluno seja um leitor crítico, capaz de apresentar suas ideias com clareza, utilizando-se, com propriedade, de normas da língua padrão, quando for o caso. Assim, quanto à oralidade, será considerada a participação do aluno nos trabalhos propostos e seu desenvolvimento na argumentação; quanto à leitura, deverá ser observada a compreensão do texto e as estratégias utilizadas, valorizando sempre a reflexão que o aluno faz a partir do texto; em relação à escrita, é preciso ver os textos dos alunos como uma fase do processo de produção, nunca como um produto final; em relação à análise linguística, conforme proposto na metodologia que deve 1 1 7 levar o aluno a usar o conhecimento gramatical para bem entender e produzir um bom texto, pretende-se que o aluno demonstre a noção sobre unidade temática e estrutural, que ele seja capaz de demonstrar interação com o texto. Conforme Vasconcelos (1995), a finalidade da avaliação, dentro de um horizonte de uma educação libertadora, numa abordagem sócio interacionista, é ajudar a escola a cumprir sua função social transformadora, ou seja, favorecer que os alunos possam aprender mais e melhor, tendo em vista o compromisso com uma sociedade mais justa e solidária. Desta forma, a avaliação precisa ser vista como um processo contínuo dentro de uma fase, não apresentando resultados imediatos, mas apontamentos de crescimento tanto para o aluno como para o professor ao longo de todo um período letivo, levando em conta todo o trabalho desenvolvido pelo aluno e seus avanços. PROPOSTA DE RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS Conforme previsto na proposta pedagógica, para a superação das dificuldades apresentadas, a revisão de conteúdos será realizada através de atividades diversificadas no decorrer do período letivo. BIBLIOGRAFIA: - AGUIAR, Vera T. de; BORDINI, Maria da Glória. Literatura: a formação do leitor – alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993. - BAGNO, Marcos. A norma oculta – língua e poder na sociedade. São Paulo: Parábola, 2003. - BECHARA, Ivanildo. Ensino de gramática. Opressão? Liberdade? São Paulo: Ática, 1991. - BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa. 3. ed. Brasília: Secretaria da Educação Fundamental, 2001. - PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. DCE, Diretrizes curriculares de língua portuguesa para o ensino fundamental. Curitiba, 2008. 1 1 8 VASCONCELOS, Celso dos A. Algumas observações sobre a mudança na prática da avaliação. Revista de Educação AEC. Brasília, n. 94, p. 87-97, jan. mar. 1995. BRASIL. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Diretrizes curriculares para a Educação das Relações étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade. MATEMÁTICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Os povos das antigas civilizações desenvolvem os primeiros conhecimentos que vieram compor a matemática conhecida hoje. Há menções na história da matemática de que os babilônios,por 2000a.c;acumulam registros do que hoje podem ser classificados como álgebra elementar. Contudo,como campo de conhecimento,a matemática emergiu somente mais tarde,em solo grego,nos séculos VI e V. a.c. com a civilização grega,regras,princípios Lógicos e exatidão de resultados foram registrados. Com os pitagóricos ocorreram as primeiras discussões sobre a importância e o papel da matemática no ensino e na formação das pessoas. Com os platônicos,buscava- se,pela matemática,um instrumento que, para eles,instigaria o pensamento do homem.( Struik,1998). Pelo estudo da matemática e a necessária abstração, tentava se justificar a existência de uma ordem universal e inutável,tanto da natureza como da sociedade. Essa concepção estabeleceu para a disciplina de matemática uma base racional que perdurou até o século XVII d.c.( Ribnikov,1987). As primeiras propostas de ensino baseadas em práticas pedagógicas ocorreram no século V a.c com os sofistas,devemos a popularização do ensino da matemática o seu valor formativo e a sua inclusão de forma regular nos círculos de estudos. A aprendizagem da matemática consiste em criar estratégias que possibilitam ao aluno atribuir sentido e construir significado às ideias matemáticas de modo a tornar-se capaz de estabelecer relações,justificar,analisar,discutir e criar. Desse modo,supera o ensino 1 1 9 baseado apenas em desenvolver habilidades,como calcular e resolver problemas ou fixar conceitos pela memorização ou listas de exercícios. A ação do professor é articular o processo pedagógico,a visão de mundo do aluno,suas opções diante da vida,da história e do cotidiano. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96,aprovada em 20 de dezembro de 1996,procura adequar o ensino brasileiro às transformações do mundo do trabalho,fruto da globalização econômica e apresenta novas interpretações para o ensino da matemática.Na história da Matemática pode-se observar que o conteúdo a ensinar e o como fazê-lo estiveram sempre articulados aos diferentes contextos históricos que vivemos, o qual foi se transformando e se aperfeiçoando ao longo dos séculos. A Matemática deve ser vista como uma ciência em constante construção, que se desenvolve enquanto é experimentada, no processo de investigação e resolução de problemas, deixando de lado a possibilidade de ser vista de forma estática, abrindo portas para a criação e para a emoção. Ela caracteriza-se como uma forma de compreender e atuar no mundo, e no conhecimento gerado nessa área do saber como um fruto da construção humana, na sua interação constante com o contexto natural, social e cultural. Desempenha papel importante na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento lógico e reflexível, na agilização do raciocínio, na construção de um conhecimento matemático. Durante muito tempo, a prática mais freqüente no ensino da Matemática foi oral e expositiva, enfatizando a memorização. Hoje mais do que nunca o professor precisa assumir novas práticas e metodologias, além de ser criativo e competente quanto ao domínio dos conteúdos. Aprender hoje em dia, parece estar intimamente ligado à utilização de recursos tecnológicos modernos, como vídeos, calculadoras e computadores. O ensino da Matemática deve ser realizado em práticas contextualizadas, isto é, partindo de situações do cotidiano para o conhecimento elaborados cientificamente sem perder o caráter cientifico da disciplina e do conteúdo matemático. Não se pode esperar obter resultados satisfatórios com trabalho fragmentado. Para desenvolver um bom trabalho se faz necessário organizar os conteúdos de todas as séries com vistas a interação dos eixos fundamentais da matemática, os quais denominamos de 1 2 0 conteúdos estruturantes que são: números, operações e álgebras; geometria e tratamento da informação. Conteúdos estruturantes 1) Números e álgebras 1.1 – Conteúdos Básicos - Conjuntos numéricos e operações - Equações e inequações - Polinômios - Proporcionalidade 2) Grandezas e medidas 2.1 – Conteúdos Básicos - Sistema monetário - Medidas de comprimento - Medidas de massa - Medidas de tempo - Medidas derivadas: áreas e volumes - Medidas de ângulos - Medidas de temperatura - Medidas de velocidade - Trigonometria: relações métricas no triângulo retângulo e relações trigonométricas nos triângulos. 3) Geometrias 3.1 – Conteúdos Básicos - Geometria plana - Geometria espacial - Geometria analítica - Noções básicas de geometrias não euclidianas. 4) Funções 4.1 – Conteúdos Básicos - Função afim - Função quadrática 1 2 1 5) Tratamento da informação 5.1 – Conteúdos Básicos - Noções de probabilidade - Estatística - Matemática financeira - Noções de análise combinatória. Encaminhamentos metodológicos (Fundamentos Teóricos Metodológicos) Ao longo da história da humanidade várias foram as implicações para a integração do ser humano, ao que se denomina uma sociedade da informação, da crescente globalização. A escola, embora não seja a única a transmitir o conhecimento científico, mas, é por excelência a instituição incumbida disso. O ensino da matemática pretende contemplar os alunos com diferentes motivações, interesses e capacidades para sua inserção no mundo de hoje. No que diz respeito ao caráter instrumental da matemática, ela deve ser vista pelo aluno como um conjunto de técnicas e estratégias para serem aplicadas a outras áreas. Assim como no cumprimento a Lei 11.645/08 que trata da cultura Afro Brasileira e Africana e Indígena e também da Educação Ambiental. Para tanto lançamos mão de todos os recursos didáticos e tecnológicos (biblioteca, TV, pendrive, DVD, radio, CD, computadores, internet, etc) que nos são disponíveis, pois, saber aprender é a condição básica para prosseguir se aperfeiçoando ao longo da vida. Para isso o professor deverá proporcionar um ambiente de estudo que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar ideias, numa perspectiva de valorizar o conhecimento e a vivência de cada aluno, conhecimentos esses que poderão ser aprofundados, sistematizados e validados cientificamente. Nota-se portanto a articulação entre os conteúdos da 5ª série números decimais, medidas de tempo, geometria plana e espacial; números fracionários, medidas de área, sistema monetário e pesquisa estatística. Na 6ª série podemos articular números inteiros e racionais, medidas e temperatura e reta numérica; equações de 1º grau, medidas ângulos e desenho geométrico; proporcionalidade, porcentagem, juros simples, média aritmética, moda e mediana. Na 7ª série articula-se polinômios, medidas de área e volume, circunferência e círculo; sistema de equação do 1º grau, sistema cartesiano, 1 2 2 gráficos, população e amostra. Na 8ª série pode-se articular equação do 2º grau, relações métricas no triângulo retângulo, função afim, teorema de Tales, análise combinatória, juros compostos e estatísticas. O ensino matemático será feito através da leitura, interpretação e construção de gráficos e métodos para a resolução de problemas para garantir que o aluno adquira certa flexibilidade para lidar com conceitos matemáticos e para aplicabilidade no seu cotidiano. O conteúdo de cultura Afro Brasileira e Africana e Indígena será trabalhado através de um trabalho de pesquisa estatística o qual será realizado de acordo com cada série as seguintes questões: tipos de aritmética. Já a Educação Ambiental será trabalhada com textos abordando a temática meio ambiente e utilizar as medidas de áreas e medidas agrárias, para interpretar os resultados dentro do contexto da situação. Instrumentos e critérios avaliativos Instrumentos: a) Observação e registro; b) Caderno do aluno (registros dos trabalhos realizados na sala de aula e as tarefas realizadas em casa; c) Provas escritas, dissertativas e objetivas; d) Trabalho individual; e) Trabalho em grupo; f) jogos; g) Pesquisa bibliográfica; h) Pesquisa eletrônica; i) Exposição de trabalhos; j) Portifólio; l) Testes com múltipla escola. Critérios: 1 2 3 Relativos aos objetivos de ensino de forma que o aluno demonstre a aprendizagem nos instrumentos citados acima. Exemplos: - Identifica números quadrados perfeitos; - Demonstra papel quadriculado, o Teorema de Pitágoras; Reconhece uma equação do 2º grau. Recuperação: Não deve servir principalmente para recuperar notas e conceitos, mas para levar o aluno a aprender. Na recuperação a escola deve: garantir que a avaliação seja tratada como um processo de busca de compreensão da realidade da escola, para intervenções necessárias; contribuir para que a avaliação seja participativa, conscientizando todos os integrantes da escola do papel de cada um no aprimoramento do processo educativo; garantir que o conselho de classe não seja visto como um trabalho isolado para aprovar, reprovar ou expulsar o aluno, mas assegurar que o seu desempenho seja resultante de um trabalho conjunto de todos os profissionais da escola. Na recuperação o professor deve: diagnosticar as dificuldades e facilidades do aluno, para que ele compreenda o seu processo de aprender; encaminhar a observação do aluno para que ele reconheça o que não sabe e identifique os meios que lhe possibilitem sanar suas dificuldades; redimensionar o conteúdo da avaliação ( o que é significativo e o que o aluno aprendeu); intervir após todo e qualquer momento da avaliação; 1 2 4 criar momentos para que os alunos superem, com a ajuda também dos colegas e da família, as dificuldades apresentadas; identificar o que é preciso ser mudado para favorecer o cumprimento dos objetivos previstos e assumidos pelo coletivo da escola; registrar as suas observações nos trabalhos dos alunos, ajudando-os a perceber por que não atingiram o nível máximo, ou, se o atingiram, fazer um comentário como estímulo. Na recuperação o aluno deve: reconhecer suas necessidades e ter consciência da importância de seu compromisso com os objetivos em vista; contribuir para que a avaliação seja um instrumento de medida de sua evolução no processo de aquisição de conhecimento; tornar-se responsável e interessado pelo que deve aprender. BIBLIOGRAFIA: PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba SEED/DEPG,1990. GUELLI, Oscar. Matemática – Uma aventura do pensamento. São Paulo:Ática, 2002. SOUZA, Maria Helena Soares, et al. Matemática.São Paulo: Ática,2002. GIOVANI & Giovani.Matemática – Pensar e Descobrir. São Paulo. FTD. IMENES & LELLIS. Matemática.São Paulo: Scipione, 1997. Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares – Matemática. IEZZI,Gelson,Osvaldo Dore,Antonio Machado – Matemática e Realidade. São Paulo: Atual,2005 1 2 5 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA - LEM APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA O ensino de Línguas Estrangeiras Modernas no Brasil sempre teve uma preocupação ligada aos interesses da sociedade de acordo com sua época e necessidades políticas, comerciais ou religiosas. A Língua Inglesa sempre teve espaço garantido nos currículos oficiais por ser o idioma mais usado nas transações comerciais e a dependência econômica do Brasil em relação aos Estados Unidos se acentuou durante e após a Segunda Guerra Mundial, com isso intensificou-se a necessidade de aprender inglês. A partir da valorização da Língua Estrangeira Moderna, nas escolas surgiram muitos métodos como o áudio-oral, audiovisual e através desses métodos, a língua passou a ser vista como um conjunto de hábitos necessários para aprendizagem e formação do cidadão. O reconhecimento da diversidade de idiomas também ocorreu na Universidade do Paraná. Esse fato estimulou a demanda de professores de Línguas, criando centro de Línguas Estrangeiras, levando ao método de ensino uma abordagem comunicativa. Atualmente a abordagem utilizada é a Discursiva, que trata dos gêneros textuais de forma contextualizada. Nesse aspecto, o professor deixa de ser o centro do ensino e passa a condição de mediador do processo pedagógico, levando assim a função das Línguas Estrangeiras como um ensino que contribua para reduzir as desigualdades sociais. O ensino da LEM aparece como elemento vital para a formação de um indivíduo inserido nas relações políticas, não apenas mundiais, mas também locais: o entendimento de si mesmo enquanto pessoa que constrói significados a partir das formações discursivas com que se depara é significativamente ampliado quando se conhece mais de uma língua. Só se pode perceber a si mesmo quando existe o confronto com o outro, só conseguimos entender nossa individualidade quando percebemos a individualidade do outro. Tendo em vista o papel que representa na construção globalização, a língua inglesa é um instrumento essencial para compreender e atuar perante o novo capitalismo, inclusive para ter acesso a modos contemporâneos de produção de conhecimento, ao mesmo tempo em que se compreende como os discursos veiculados nessa língua dão acesso à 1 2 6 multiplicidade da vida humana em outras partes do mundo, onde podemos reconstruir práticas sociais. Esta disciplina propicia a relação entre língua e sociedade, propicia também a formação dos alunos como cidadãos, tornando-os agentes autônomos, críticos e transformadores. Conhecer uma nova língua hoje, é, portanto, condição para que possa sentir-se inserido na realidade e dela participar ativamente. OBJETIVOS GERAIS Oportunizar aos alunos a aprendizagem da disciplina em uma sociedade globalizada, em que o contato com diferentes culturas e línguas cada vez mais se intensifica através dos meios de comunicação e da tecnologia, entre outros, o ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira Moderna assume um papel fundamental. Desta forma, tem sido também crescente o interesse pelo conhecimento das Línguas Estrangeiras Modernas, ,sendo hoje uma forte tendência que o processo de aprendizagem inicie cada vez mais cedo. Oportunizando assim, ao aluno a compreensão e produção de enunciados na Língua Estrangeira, possibilitando a competência discursiva, propiciando reflexões sobre a língua materna, diferenças culturais, valores de cidadania e identidade. Conceber a língua como discurso, permite aos alunos agir como integrantes de uma sociedade e participantes ativo do mundo, aprendendo a dar significados para entender melhor a realidade. Assim reconstruindo sua identidade como agente social, sempre respeitando sua cultura que traz para escola, expandindo sua capacidade interpretativa e cognitiva. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: DISCURSO COM AS PRÁTICAS DISCURSIVAS: ORALIDADE, LEITURA E ESCRITA. CONTEÚDOS BÁSICOS: VARIEDADES DOS GÊNEROS TEXTUAIS; 1 2 7 CULTURA INDÍGENA; HISTÓRIA CULTURA AFRO BRASILEIRA E AFRICANA; MEIO AMBIENTE 6º ANO LEITURA: Tema do texto; Finalidade do texto; Aceitabilidade do texto; Informatividade; Elementos composicionais do gênero; Repetição proposital das palavras; Marcas linguísticas; Função das classes gramaticais no texto; Pontuação; Recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito). ESCRITA: Tema do texto; Interlocutor; Finalidade do texto; Informatividade; Elementos composicionais do gênero; Marcas linguísticas: coesão, coerência; Função das classes gramaticais no texto; Pontuação; Recursos gráficos; Ortografia. ORALIDADE: 1 2 8 Tema do texto; Finalidade; Papel do locutor e interlocutor; Elementos extralinguísticos: entonação, pausas e gestos; Adequação do discurso ao gênero; Turnos de fala; Variações linguísticas; Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, recursos semânticos. 7º ANO LEITURA: Tema do texto; Interlocutor; Finalidade do texto; Informatividade; Situacionalidade; Discurso direto indireto; Elementos composicionais do texto; Repetição proposital de palavras ESCRITA: Tema do texto; Interlocutor; Finalidade; Discurso direto e indireto; Elementos composicionais do gênero; Marcas linguísticas: - Classes gramaticais; 1 2 9 - Recursos gráficos (aspas, travessão, negrito); - Acentuação gráfica; - Ortografia ORALIDADE: Tema do texto; Finalidade; Papel do locutor e interlocutor; Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos; Adequação do discurso ao gênero; Turnos de fala; Variações linguísticas. 8º ANO LEITURA, ESCRITA: Conteúdo temático; Interlocutor; Finalidade do texto; Aceitabilidade do texto; Informatividade; Situacionalidade; Intertextualidade; Vozes sociais presentes no texto; Elementos composicionais do texto; Marcas linguísticas: - Coesão e Coerência; - Função das classes gramaticais; - Pontuação; - Semântica; - Operadores argumentativos; 1 3 0 - Ambiguidade; - Sentido conotativo e denotativo das palavras no texto ESCRITA: Conteúdo temático; Interlocutor; Finalidade do texto; Informatividade; Situacionalidade; Intertextualidade; Vozes sociais presentes no texto; Elementos composicionais do gênero; Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto; Pontuação; Recursos gráficos (aspas, travessão, negrito); Concordância verbal e nominal; Ambiguidade; Significado das palavras; Figuras de linguagem; Sentido conotativo e denotativo; Expressões que denotam ironia e humor. ORALIDADE: Conteúdo temático Finalidade; Aceitabilidade; Informatividade; Papel do locutor e interlocutor; Elementos extralinguísticos: entonação, expressões: facial, corporal e gestual, pausas; Adequação do discurso ao gênero; 1 3 1 Variações linguísticas; Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição; Elementos semânticos; Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc); Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito. 9º ANO LEITURA: Tema do texto; Interlocutor; Finalidade do texto; Informatividade; Situacionalidade; Intertextualidade; Discurso direto e indireto; Elementos composicionais do gênero; Emprego do sentido conotativo e denotativo do texto; Palavras e/ou expressões que denotam ironia e humor no texto; Polissemia; Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto; Pontuação; Recursos gráficos (aspas, travessão, negrito); Figuras de linguagem; Léxico; ESCRITA: Tema do texto; Interlocutor; Finalidade do texto; 1 3 2 Aceitabilidade do texto; Informatividade; Situacionalidade; Intertextualidade; Temporalidade; Discurso direto e indireto; Elementos composicionais do gênero; Emprego do sentido conotativo e denotativo do texto; Relação de causa e consequência entre as partes e elemento do texto; Palavras e/ou expressões que denotam ironia e humor no texto; Polissemia; Marcas linguísticas: coesão, coerência; Função das classes gramaticais no texto; Recursos gráficos (aspas, travessão, negrito); Figuras de linguagem; Processo de formação de palavras; Acentuação gráfica; Ortografia; Concordância verbal/nominal. ORALIDADE: Conteúdo temático; Finalidade do texto; Aceitabilidade do texto; Informatividade; Papel do locutor e interlocutor; Elementos extralinguísticos: entonação, expressão facial, corporal e gestual, pausas...; Turnos de fala; Variações linguísticas; 1 3 3 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição; Semântica; Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc) Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO A visão de ensino de língua que orienta esta proposta enfatiza a interação entre desenvolvimento e aprendizagem. Esta interação se dá por meio da linguagem entre indivíduos socialmente organizados, através de enunciações. É necessário considerar os princípios pedagógicos. Nesse processo de ensino- aprendizagem, o trabalho com a Língua Estrangeira deve estar centrado nos diferentes gêneros textuais, sendo fundamental que esses textos sejam significativos para os alunos. O estudo desses textos deve ainda considerar a organização discursiva e aspectos textuais relevantes. É importante destacar, também, que esses textos não devem ser estranhos para o aluno na sua língua materna. A metodologia de ensino da Língua Estrangeira Moderna proporciona a aprendizagem, visto que estas experiências de aprendizagem decorrem do contexto real do aluno. É importante trabalhar a partir de temas referentes a questões sociais emergentes, valorizando o conhecimento de mundo e as experiências dos alunos, por meio de discussões, formulação de hipóteses, problematizações, construção de expectativas, o mesmo deve ser instigado a buscar respostas e soluções aos seus questionamentos, necessidades e anseios relacionados à aprendizagem. Nesta proposta, para cada texto escolhido verbal e/ou não verbal, o professor poderá trabalhar itens como: gênero, aspecto cultural, variedade linguística e análise linguística. Diante desta perspectiva os alunos deverão ser envolvidos em tarefas diversificadas que exijam negociação de significados, privilegiando uma ou mais habilidades linguísticas (ler, falar, ouvir e escrever). É preciso também levar em conta que as escolhas metodológicas dependem do perfil dos alunos , do professor e do contexto social. FUNDAMENTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS 1 3 4 Os conteúdos poderão ser retomados em todas as séries, porém em graus de profundidade, levando em conta o conhecimento do aluno. Desta maneira as atividades serão desenvolvidas a partir de textos, envolvendo práticas e conhecimentos sociais e culturais, proporcionando condições para assumir uma atitude crítica e transformadora com os discursos apresentados como gênero, aspecto cultural, interdiscurso, variedade linguística e atividades de pesquisa, discussão e produção de texto. Em relação ao ensino de gramática, a língua deve ser concebida como uma estrutura inflexível e invariável, valorizando a palavra, a frase e o período, trabalhando de preferência os exercícios estruturais e correção. Quanto a prática de análise linguística, a língua deve ser inter-locutiva e situada, sujeita às interferências dos falantes, privilegiando o texto com questões abertas e atividades de pesquisa. AVALIAÇÃO: A avaliação da aprendizagem em Língua Estrangeira Moderna objetiva-se favorecer o processo ensino-aprendizagem, propiciando que o aluno tenha uma dimensão do ponto em que se encontra o percurso pedagógico. A participação dos alunos no decorrer da aprendizagem, a negociação sobre o que seria mais representativo no caminho percorrido e a consciência sobre as etapas vencidas, colaboram com o trabalho docente, assim considerando o nível de aprendizagem e a maneira como chegar até ele. Pretende-se formar um leitor crítico, sendo capaz de produzir sentidos na leitura dos textos, tais como: inferir, problematizar a respeito da organização textual, perceber a intencionalidade, sempre subsidiando discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos, valorizando suas produções e analisados tanto pelo professor quanto pelo aluno. A avaliação deve estar sempre voltada para um entendimento reflexivo, levando o aluno a ser um cidadão crítico, consciente, criativo, solidário e autônomo e, o reconhecimento da aprendizagem da Língua Estrangeira, não apenas escolar, mas por toda a comunidade em relação ao currículo. Assim, espera-se diversidade nos formatos de avaliação, constituindo assim um instrumento facilitador na busca de orientações 1 3 5 pedagógicas, subsidiando discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos sujeitos, a partir de suas produções, no processo de ensino e aprendizagem. BIBLIOGRAFIA: 1) AZEVEDO, Dirce Guedes; GOMES, Ayrton de Azevedo – Blow Up; 2) ROCHA, Analuiza Machado; FERRARI,Zuleica Águeda – Take Your Time; 3) CUDER, Ana Maria Cristina – Teens; 4) TOTIS, Verônica Pakrauskas; SAKURAGUI,Shiniti; SPEEDEN,John Andrew – Nice To Meet You. 5) 6) Paraná, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Diretrizes Curriculares – Língua Estrangeira Moderna/2008. 1 3 6