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Jornal dos Seguros n.º 601/Ano XII
Edição de 21/01/2013
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REGULADOR ALERTA PARA RISCOS DE SOLVÊNCIA E LIQUIDEZ DAS
SEGURADORAS
O Instituto de Seguros de Portugal, presidido por José Almaça, alerta o setor para risco de rendibilidade e de
solvabilidade das seguradoras devido aos resgates.
O setor segurador tem mais de 70% da sua carteira de ativos, obrigações e ações, alocada à atividade financeira, e mais
de 20% investida em dívida pública. Um perfil de investimento que leva o regulador a alertar para os riscos de rendibilidade e de solvabilidade das seguradoras.
Na sua primeira edição do “Risk Outlook”, ontem divulgado, o Instituto de Seguros de Portugal (ISP) observa ainda que
o elevado montante de resgates com que o setor tem sido confrontado é também potenciador de risco de liquidez,
podendo mesmo forçar as seguradoras a alterar a sua estratégia de investimento. De acordo com o regulador, o atual
momento de quebra de produção aliado ao aumento de resgates, poderá levar algumas empresas a ter de aumentar a
"disponibilidade de ativos facilmente convertíveis em numerário", afetando "necessariamente a rendibilidade global da
carteira".
As seguradoras entram em 2013 confrontadas com vários desafios. Por um lado, os riscos inerentes à situação económica do país - desemprego, diminuição do rendimento disponível, corte de benefícios fiscais associados a PPR - afetam o
potencial de crescimento do setor. O regulador nota ainda que o atual momento de taxas de juro historicamente baixas
pode colocar em causa a sustentabilidade de produtos com taxa de juro garantida. Isto porque "poderá levar à queda dos
retornos médios obtidos para níveis inferiores aos das taxas mínimas garantidas" o que, em larga escala, "pode ter reflexos na solvência dos operadores", nota o ISP.
Apesar dos riscos identificados, o ISP nota que "a taxa de cobertura da margem de solvência permanece claramente
acima dos 100%, estimando-se que tenha atingido, em termos globais, os 255% no terceiro trimestre de 2012". Também
aqui as seguradoras preparam-se para enfrentar alterações, através de regras mais exigentes, nomeadamente ao nível ao
das regras de avaliação dos ativos e passivos, do cálculo dos requisitos de capital, do sistema de governação e do reporte e divulgação pública de informação.
Diário Económico 15/01/2013
CRISE FAZ CAIR SEGUROS DE ACIDENTES DE TRABALHO
Prémios. Por causa do aumento do desemprego, a produção de seguros de trabalho está entre as que mais caíram
- uma descida de 10,6% no ano passado. Seguro automóvel perdeu 5,4%
O agravamento do desemprego e o desaparecimento de inúmeras empresas estão a deixar sem rede os seguros de acidentes de trabalho. Em 2012, o montante de prémios deste seguro caiu para 555,9 milhões de euros, uma quebra de
10,6% no espaço de apenas um ano, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).
Só as quatro principais seguradoras no ramo de acidentes de trabalho, que representam mais de metade do mercado Fidelidade, Açoreana, Tranquilidade e Axa-, registaram, no conjunto, uma quebra de 11% face a 2011.
"A redução da massa salarial segurável conduz necessariamente a uma diminuição do negócio. Adicionalmente, registou-se uma forte competitividade entre as companhias de seguros a atuar no mercado português, que levou a uma política de preços muito mais agressiva. O ISP continuará a dar especial atenção a essa matéria este ano", afirmou José
Almaça, presidente do ISP em declarações ao DN / Dinheiro Vivo.
Os seguro de acidentes de trabalho garantem a eventual responsabilidade da entidade empregadora por acidentes ocorridos com os trabalhadores, no desempenho da atividade profissional. Além disso, também cobrem o denominado risco
de trajeto, ou seja, os acidentes ocorridos no percurso de e para o local de trabalho.
O cenário é ainda mais negro se forem contabilizados os períodos de 2009 a 2012 - a quebra dos prémios atinge 18%.
"Há cada vez menos pessoas empregadas e naturalmente os seguros de acidentes de trabalho, que são obrigatórios, têm
vindo a registar uma forte descida", explica.
Os números não deixam margem para dúvidas. Diariamente há mais 289 pessoas sem trabalho. No final do ano passado,
de acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), estavam registados 710 652 desempregados,
mais 17,4% do que há um ano.
A confirmarem-se as projeções de agravamento do desemprego para 2013, a queda nos prémios de seguros de acidentes
de trabalho deverá aumentar ainda mais.
Produção de seguros cai 5,3%
O volume de produção de seguro direto em Portugal-incluindo todas as atividades do Ramo Vida e Não Vida-ascendeu
a 11 mil milhões de euros. Um valor que se traduz num decréscimo de 5,3% face ao valor verificado em 2011. "Efetuando uma análise por ramos, conclui-se que a evolução negativa que se registou no mercado segurador deveu-se
essencialmente à quebra verificada no ramo Vida (6,9%), apesar da produção dos ramos Não Vida também ter registado
uma variação negativa (2,2%) ", adianta o ISP no relatório anual. Nos seguros Vida foram sobretudo os PPR, penalizados em termos fiscais, que levaram a uma queda mais acentuada da produção; os ramos que mais contribuíram para a
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quebra verificada na produção de Não Vida foram os acidentes de trabalho e automóvel, que representam mais de 53%
da carteira em análise.
OUTROS RAMOS
VIDA - Os planos poupança reforma foram uma das principais razões para a queda da produção de 12,4% dos seguros
de vida. Segundo o ISP, a redução do peso dos PPR, que em 2012 representaram 10,6% da produção do ramo Vida
(17% em 2011), deve-se ao decréscimo da produção em 10%, fruto da redução dos incentivos fiscais.
AUTOMÓVEL - Os prémios de seguros do ramo automóvel ascenderam a 1.569 milhões de euros no ano passado, um
valor que corresponde a uma queda de 5,4% face à produção verificada em 2011. A descida de vendas de automóveis
novos e também de usados é a principal justificação para a redução deste sector, penalizando o ramo Não Vida.
DOENÇA - Os seguros de doença contrariaram a tendência verificada no conjunto do setor e registaram uma subida.
Segundo o ISP, no ano passado a produção destes seguros totalizou 552,8 milhões de euros. Um valor que corresponde
a uma subida de 3,1% quando comparado com os 536,2 milhões de euros de prémios do ano anterior.
MARÍTIMO E TRANSPORTES - O aumento das exportações das empresas portuguesas pode ser uma das justificações para se ter verificado um aumento dos seguros neste ramo de atividade. Os dados do ISP mostram que, em 2012,
os prémios de seguros no ramo marítimo e de transportes ascendeu a 27,1 milhões de euros, o que corresponde a um
aumento de 18% face a 2011.
3 PERGUNTAS A... JOSÉ ALMAÇA / Presidente do ISP
Desaceleração da economia penaliza seguros
O que justifica a descida na atividade seguradora?
A desaceleração da atividade económica conduz à menor colocação de novos riscos e redução da massa segurável. A
diminuição do rendimento disponível das famílias, o aumento da pressão da banca na captação de poupanças, a eliminação/limitação dos benefícios fiscais e o aumento da taxa de desemprego justificarão, em grande parte, as variações
negativas observadas.
Nos seguros automóveis qual a principal razão para a queda?
O setor não está desligado da evolução económica, pelo que a evolução do negócio das seguradoras no ramo automóvel
reflete também essa realidade.
A quebra nos acidentes de trabalho é relevante?
De facto, em 2012 o ramo de acidentes de trabalho registou uma quebra superior a 10%, valor que ganha relevância
tendo em conta o peso que este ramo tem na produção total (14%).
Diário de Noticias 21/01/2013
Seguros
VOLUME DE PRÉMIOS DAS COMPANHIAS CAIU 5,3% NO ANO PASSADO
O volume dos prémios de seguros totalizou 11 mil milhões de euros no ano passado, o que representa uma quebra de
5,3% face ao valor verificado no período homólogo revelam os dados divulgados sexta-feira pelo Instituto de Seguros
de Portugal (ISP). O ramo Vida foi o principal responsável pela quebra no volume de prémios de seguros, com uma
descida de produção de 6,9% face ao mesmo período de 2011, para cerca de sete mil milhões de euros.
Diário Económico 21/01/2013
Seguros
SONAE GANHA 12 MILHÕES NA VENDA DA COOPER GAY
A MDS, "holding" de corretagem de seguros da Sonae, encaixou 20,3 milhões de euros com a venda de 16,6% da britânica Cooper Gay Swett & Crawford, maior "broker" independente do mundo. A corretora reduziu a sua posição para
9,72%, numa operação que gerou uma mais-valia contabilística de 12 milhões. Como passa a ter menos de 10% da
empresa britânica, vai haver uma alteração na forma de contabilização da posição, o que gerará um ganho adicional de
3,5 milhões.
Jornal de Negócios 17/01/2013
Seguros
EMPRESA SEGUROS E RISCOS, MDS CRIA PARCERIA
A Seguros e Risco, MDS, empresa nacional de consultoria, iniciou atividade em Angola. De acordo com José Manuel
Dias da Fonseca, presidente do Grupo MDS, a empresa vai «empregar, numa primeira fase, dez trabalhadores, na sua
maioria angolanos. Para tal, foi assinado um acordo com um parceiro nacional que não tem ligação à área dos seguros,
mas tem participações noutras empresas angolanas. Queremos ser uma referência, como somos em Portugal.» Contrata-
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da foi Jacqueline Legrand, antiga gestora de contas na IBM e Managing Director na Frank Crystal, em Nova Iorque,
para responsável do grupo MDS. Em Portugal a MDS conta com 100 mil clientes (empresas) e 170 trabalhadores.
Executive Digest 05/01/2013
SEGURO NÃO COBRE DANOS EM CARROS
A maioria dos carros que sofreram estragos na sequência da queda de árvores, no último sábado, não está coberta por
um seguro que proteja as viaturas dos chamados danos resultantes dos fenómenos da natureza. "Por lei é apenas obrigatório o chamado seguro contra terceiros, em que a seguradora assume os custos num acidente em que o responsável é o
seu assegurado", referiu fonte da Associação Portuguesa de Seguradoras.
Os restantes seguros para veículos são voluntários, nomeadamente os que protegem face a danos causados por fenómenos da natureza, como queda de árvores. Diferente é a situação das casas, em que o seguro de multirrisco cobre estes
danos. Também nos prejuízos provocados em cerca de um milhão de residências devido aos cortes no fornecimento de
energia elétrica, a EDP não possui qualquer responsabilidade, garantiu ao CM, Jorge Morgado, secretário geral da associação de defesa do consumidor - Deco. "A situação resulta de um fator externo à EDP", disse.
Correio da Manhã 21/01/2013
SEGURADORAS DO BANIF VÃO AJUDAR À CAPITALIZAÇÃO DO BANCO
O Banif realiza hoje a assembleia geral que ditará a intervenção do Estado através da aplicação de 1,1 mil
milhões de euros. Atuais acionistas garantem 100 milhões, parte dos quais através das seguradoras
O Banif vai juntar hoje os acionistas privados para aprovar o plano de recapitalização que prevê que o Estado se mantenha dominante na instituição até 2017. Até Junho deste ano, para além dos 150 milhões garantidos pelos atuais acionistas, parte substancial virá das seguradoras, diretamente ou por via da aplicação dos fundos dos clientes. Depois, além da
participação do BES (50 milhões), o banco terá de ir ao setor privado buscar mais 300 milhões de euros um processo
difícil e que arrancou há largos meses.
A reunião que se realizará, hoje, pelas 11h, no Funchal, vai formalizar a entrada do Estado no capital do Banif, operação
anunciada no último dia de 2012, quando foi anunciado que o banco seria intervencionado ao abrigo de um programa de
saneamento, de onde resultou a injeção de fundos públicos de 1,1 mil milhões de euros (18 vezes superior ao seu valor
de mercado), dos quais 700 milhões investidos diretamente. O Estado assegura, assim, posições dominantes no capital
do Banif, que oscilam entre os atuais 99,2% e 60,6%, patamar que só será atingido se os privados injetarem os 450
milhões de euros acordados com o Ministério das Finanças, em articulação com o Banco de Portugal.
Depois de o Estado ter entrado no Banif, possibilitando cumprir, nos prazos definidos, o rácio de capital exigido pelas
autoridades, de 10% (o Core Tier 1 estava em 6,7%), os privados terão agora de injetar fundos de 450 milhões. Para
respeitar o acordado com a tutela, os atuais acionistas, onde se incluem as herdeiras de Horácio Roque, já depositaram
100 milhões de euros, de modo a assegurar o acompanhamento do aumento de capital naquele valor. Mas, segundo
apurou o PÚBLICO, entre 50 e 75 milhões de euros (dos 100 milhões confirmados) vão ser garantidos pela atividade
seguradora do grupo Banif.
O fundador do Banif, Horácio Roque, deixou em herança, à viúva Paula Caetano, o controlo da Soil, SGPS, holding que
detém 52,31% da Rentipar Seguros, SGPS, que, por seu turno, domina 100% da Companhia de Seguros Açoreana (que
possui 29,19% da Banif Açor Pensões). No entanto, no Verão do ano passado, Paula Caetano acabou por sair, no quadro das partilhas, da área seguradora, tendo as filhas de Horácio Roque ficado com os ativos. E será por esta via que
será garantida parte do aumento de capital do banco.
Nas negociações com as autoridades, o BES aceitou também tomar firme 50 milhões de euros, o que significa que se
não conseguir, no aumento de capital, colocar as ações junto de outros investidores, ficará com elas em carteira.
Nos próximos meses, o desafio da equipa de gestão liderada por Jorge Tomé, presidente executivo, e por Luís Amado,
presidente não executivo, é encontrar novos investidores que tenham interesse em entrar no Banif para poder, mais
tarde, ficar com a posição do Estado. Mas esta é uma tarefa que até agora se revelou frustrada. Desde meados de 2012
que a administração procura novos investidores sem sucesso, o que, aliás, inviabilizou a concretização do aumento de
capital que deveria ter ocorrido antes do fecho do último exercício.
Intervenção direta
A injeção de fundos públicos no Banif, que tem uma quota de mercado de cerca de 4%, concretiza-se por duas vias:
diretamente, investindo 700 milhões de euros no capital, e através de um empréstimo de 400 milhões de euros através
da emissão de ações convertíveis em capital (coco bonds) pelo que pagará um juro de 9,5% (mais 1% do que o BCP e o
BPI), que passará para 9,75% e depois para 10%. Embora a entrada do Estado no Banif seja, na prática, uma "nacionalização", ainda que transitória, pois fica dominante durante cinco anos (por um período até superior àquele em que se
manteve no BPN), o termo não é utilizado por várias razões: a operação não foi objeto de diploma; evita-se o uso dos
termos nacionalização e estatização para minorar o ónus negativo que uma decisão desta natureza tem sempre.
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Desta vez, ao contrário do que aconteceu no BPN, a intervenção estatal decorre ao abrigo de um contrato (plano de
negócios, reembolsos, prazos de saída) que prevê o pagamento ao Estado, até 2017, de juros e de dividendos no valor de
quase 340 milhões de euros [ler PÚBLICO de 7/1/2013]. Deste bolo, 42 milhões dizem respeito a juros do empréstimo
de 400 milhões e que terão de ser pagos até ao final de 2014, sendo que 25 milhões vão ser liquidados este ano.
Desde meados de 2012 que a administração procura novos investidores sem sucesso. Privados têm de aplicar 450
milhões de euros
Público 16/01/2013
CAIXA VENDE SEGUROS SEM NEGÓCIO DE POUPANÇA DOS BALCÕES
O grupo Caixa Geral de Depósitos vai criar uma sociedade autónoma onde será concentrada esta atividade do
ramo Vida, que não deverá integrar o bolo a alienar da Caixa Seguros.
É o primeiro grande passo para o arranque do processo de venda dos seguros da Caixa Geral de Depósitos (CGD): o
grupo vai criar uma sociedade autónoma, para onde será transferido o negócio de produtos de poupança da atividade
seguradora, atualmente vendidos aos balcões do banco, soube o Diário Económico. O principal objetivo deverá ser a
alienação da Caixa Seguros - holding que concentra o negócio segurador do grupo Caixa - sem esta parte do negócio. O
pedido da autorização desta operação seguiu já na semana passada para o Instituto de Seguros de Portugal.
A decisão de separar esta parte da atividade implica deixar fora do bolo a ser vendido uma parte muito relevante do
negócio segurador do grupo. Isto porque o ramo Vida - área que traz mais negócio que o Não Vida -, tem como canal
privilegiado de distribuição a rede de agências do banco, à semelhança do que acontece em mais grupos portugueses.
Neste ramo está a oferta de poupança (que inclui PPR, produtos de capitalização, entre outros) e os produtos risco
(como os seguros Vida). Esta segunda parcela do ramo Vida, os produtos de poupança não vendidos nos balcões bancários, e o negócio Não Vida (incluindo seguros automóvel e acidentes de trabalho) deverão constituir o bolo a vender.
Esta separação do negócio da Caixa Seguros que é conseguido aos balcões da CGD tem outra vantagem, que é a de
segregar um negócio que esteve sempre ligado ao banco. É com a CGD que é estabelecida a relação dos clientes que
contratam produtos de poupança dos seguros vendidos aos balcões do banco. Outros grupos já têm este negócio separado há algum tempo, o que atualmente não acontecia no grupo CGD.
A intenção de não vender parte importante do ramo Vida não é confirmada oficialmente, mas o Diário Económico sabe
que esta autonomização facilita a mais que provável decisão de vender as companhias sem esta atividade. A nova sociedade permanecerá por agora na esfera da Caixa Seguros, mas de forma autónoma. Contactada, a CGD não quis fazer
qualquer comentário.
Após a venda acordada no ano passado do negócio de saúde do grupo, também a alienação dos seguros estava já prevista. Esta é uma vontade da gestão, que quer concentrar a atividade da Caixa na atividade bancária. Mas, mais do que
isso, é uma meta prevista no acordo assinado com a troika, no âmbito da ajuda financeira concedida a Portugal.
Na Caixa Seguros estão a Fidelidade Seguros - que resultou de uma fusão recente da Fidelidade Mundial e da Império
Bonança, companhias onde está o grosso do negócio segurador - e ainda empresas como a Multicare, a OK Teleseguros,
entre outras. É da Fidelidade Seguros que será retirado negócio, o que passa para a nova sociedade.
Na última semana, o presidente executivo da CGD falou sobre a venda dos seguros. Questionado à margem de uma
conferência, José de Matos referiu que o grupo "está a preparar todos os trabalhos necessários para que essa operação
(de venda) seja feita em condições que não destruam capital do grupo. Ou seja, em condições que nos sejam vantajosas".
Diário Económico 21/01/2013
CAIXA DEVERÁ TER PREJUÍZOS EM 2013
CGD - José de Matos revelou ontem que o banco público não está disponível para vender a área seguradora a
qualquer preço
"Continuamos com uma rendibilidade negativa e continuamos a ser afetados pela situação económica. Por isso, tivemos
e vamos continuar a ter em 2013 resultados líquidos negativos", afirmou o presidente da Caixa Geral de Depósitos
(CGD), na apresentação dos prémios da revista Exame "As 1000 maiores PME".
José de Matos afirmou que o banco está hoje numa situação de "liquidez melhor do que há um ano". Sobre o apoio às
empresas, disse que "há uma virtude particular de ser PME, que normalmente são empresas criadoras de emprego e isso
é um ponto importante. Mas nós apoiamos todas as empresas desde que sejam bons riscos e os projetos sejam fiáveis".
Questionado sobre como está a venda dos seguros, José de Matos explicou que a Caixa não está disposta a vender a área
seguradora a qualquer preço. "Estamos a preparar todos os trabalhos necessários para que essa operação seja feita em
condições que não destrua capital do grupo, ou seja, em condições que lhe sejam vantajosas".
Sobre a possibilidade de regresso aos mercados, o presidente da Caixa reconheceu uma melhoria da perceção do risco
relativamente a Portugal, mas mantém-se prudente. "Nunca podemos ter demasiada confiança nos mercados. São demasiadamente voláteis. Mas de um ponto de vista genérico têm sido positivos relativamente ao risco de Portugal."
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Jornal dos Seguros n.º 601/Ano XII
Edição de 21/01/2013
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Interrogado sobre se o plano de recapitalização do Banif tinha um efeito positivo no mercado bancário, José de Matos
não quis pronunciar-se, adiantando apenas que "todas as medidas que clarifiquem a situação do setor financeiro mais
estável e mais robusta obviamente que favorecem o sistema financeiro português".
Diário de Noticias 18/01/2013
COMO LIDAR COM ACIDENTES E DOENÇAS
Os empregadores estão compelidos a respeitar o direito dos trabalhadores à informação, consulta, formação e
reparação de eventuais danos.
O direito fundamental dos trabalhadores a condições seguras de trabalho tem vindo a ganhar protagonismo, exigindo-se,
cada vez mais, o cumprimento, por parte dos empregadores, das respetivas obrigações legais e convencionais por forma
a assegurar a qualidade do ambiente de trabalho e garantir a redução de condições potenciadoras de sinistralidade e/ou
de doenças.
Neste âmbito, entre outras obrigações, os empregadores encontram-se compelidos a respeitar o direito dos trabalhadores
à informação, consulta, formação e reparação de eventuais danos.
Porém, no que concerne à matéria dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, os empregadores não são os únicos
que se encontram sujeitos ao cumprimento de deveres, também os trabalhadores devem diligenciar pela existência de
condições seguras de trabalho, nomeadamente, cumprindo todas as prescrições legais, setoriais e organizacionais em
termos de saúde e segurança no trabalho.
Adicionalmente, os trabalhadores deverão cooperar para a melhoria do ambiente e condições de trabalho através de
representantes eleitos para o efeito.
Atenta tal responsabilidade e necessidade de interação entre as diferentes partes, as questões relativas à prevenção e
reparação de acidentes de trabalho e doenças profissionais foi objeto de regulação específica, encontrando-se atualmente regulamentada no Código do Trabalho (aprovado pela Lei n. 07/2009, de 12 de Fevereiro) e em legislação complementar (Lei n. 102/2009, de 10 de Setembro e Lei n. 98/2009, de 4 de Setembro).
De acordo com a referida legislação, considera-se existir um acidente de trabalho sempre que o sinistro se verifique no
local e no tempo de trabalho e produza (direta ou indiretamente) lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que
resulte redução na capacidade de trabalho, redução de ganho ou a morte.
Para melhor concretização do conceito de acidente de trabalho, a Lei elenca situações específicas que podem, ainda, ser
qualificadas de acidente de trabalho, nomeadamente, ocorrências danosas verificadas: (i) no trajeto de ida para o local
de trabalho ou de regresso deste; (ii) na procura de emprego durante o crédito de horas para tal concedido por Lei aos
trabalhadores com processo de cessação do contrato de trabalho em curso; (iii) no local de trabalho e fora deste, quando
no exercício do direito de reunião ou de atividade de representante dos trabalhadores; (iv) na execução de serviços
espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito económico para o empregador; e (v) fora do local ou tempo
de trabalho, quando verificado na execução de serviços determinados pelo empregador ou por ele consentidos.
A ligação entre o acidente, a lesão e a redução ou exclusão da capacidade de trabalho é imprescindível para constituição
do direito de reparação do dano, existindo a presunção legal de que a lesão constatada é consequência do acidente de
trabalho e competindo ao empregador a prova em contrário.
Dos diplomas legais em referência e com vista à reparação do dano, importa salientar sobretudo a obrigatoriedade legal
de o empregador transferir, mediante a celebração de contrato de seguro, a sua responsabilidade para entidades legalmente autorizadas a realizar o correspondente seguro de acidentes de trabalho.
Neste âmbito, realce-se que as companhias seguradoras apenas são responsáveis até ao limite da retribuição declarada
para efeito do prémio de seguro que não poderá ser inferior à retribuição mínima mensal garantida - RMMG (atualmente de €485,00 para Portugal Continental).
Caso a retribuição comunicada à seguradora seja inferior à real, o empregador será responsabilizado pela diferença entre
a retribuição declarada e a real relativa às indemnizações e pensões devidas, bem como pelas despesas efetuadas com a
hospitalização e assistência clínica, na respetiva proporção.
Destaque-se, a este propósito, que para o cálculo das indemnizações e pensões devidas em caso de acidente de trabalho,
o conceito de retribuição é mais amplo do que aquele previsto no Código do Trabalho integrando, inclusivamente, o
subsídio de alimentação.
Com efeito, tem sido perfilhado pelos Tribunais que até "o fornecimento de refeição por parte de uma entidade patronal
(nos termos constantes do seu Manual de Acolhimento e Normas de Regulamento de Serviço) constitui retribuição, nos
termos do disposto no artigo 26., nº 3 da Lei nº 100/97, de 13 de Setembro"
Logo, revela-se imprescindível que, em qualquer caso, o empregador determine o valor das refeições fornecidas e
comunique o mesmo à seguradora, a fim de evitar futura responsabilidade.
Note-se, ainda, que as normas legais relativas aos acidentes de trabalho aplicam-se, com as devidas adaptações, também
às doenças profissionais. Para que exista direito a reparação em caso de doença profissional, torna-se fulcral a verificação cumulativa dos seguintes requisitos: (i) estar o trabalhador afetado por doença profissional; e (ii) ter estado o trabalhador exposto ao respetivo risco pela natureza da indústria, atividade ou condições, ambiente e técnicas do trabalho
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habitual. Embora as doenças profissionais constem de lista organizada (publicada em Diário da República), a Lei prevê
a possibilidade da respetiva proteção mesmo que a doença esteja excluída da referida lista se existir prova de que a
doença sofrida resultou necessária e diretamente da atividade exercida e não de normal desgaste do organismo.
Finalmente, atente-se que contrariamente ao que sucede com os acidentes de trabalho, a proteção na eventualidade de
doenças profissionais integra-se no âmbito do regime geral de segurança social, devendo o trabalhador estar inscrito e a
situação contributiva regularizada.
TOME NOTA
1. Cada vez mais, exige-se o cumprimento, por parte dos empregadores e trabalhadores, das respetivas obrigações legais
e convencionais para redução de condições potenciadoras de sinistralidade e/ou de doenças;
2. No cálculo das indemnizações e pensões devidas em caso de acidente de trabalho, o conceito de retribuição é bastante
amplo integrando, inclusivamente, o subsídio de alimentação;
3. Caso a retribuição comunicada à seguradora seja inferior à real, o empregador será responsabilizado pela diferença
entre a retribuição declarada e a real;
4. As doenças profissionais constam de lista organizada, publicada em "Diário da República" e a sua proteção integra-se
no regime geral de Segurança Social.
Jornal de Negócios 17/01/2013
Acordo de parceria com o Teatro Micaelense
COMPANHIA DE SEGUROS AÇOREANA PATROCINA MEHLIANA DE
BRAD MEHLDAU
Esta semana foi assinado o protocolo que formaliza o patrocínio da Companhia de Seguros Açoreana ao Teatro Micaelense, para a realização do espetáculo Mehliana, o novo projeto de Brad Mehldau.
Numa altura marcada por inevitáveis restrições orçamentais, a Companhia de Seguros Açoreana viabiliza, assim, a
realização de um espetáculo que junta um dos mais talentosos e aclamados pianistas de jazz contemporâneos com o
baterista/percussionista Mark Guiliana. Este patrocínio reforça a relação de apoio que a Companhia de Seguros Açoreana mantém com o Teatro Micaelense e que se tem manifestado em diversas ocasiões, nomeadamente, e em parceria
com o Banif, no apoio dado à programação geral, em 2005, e nos patrocínios oficiais dos concertos de Adriana Calcanhotto, em 2008, Amália Hoje, em 2010, e Amor Electro, em 2012. Em Mehliana, Brad Mehldau, munido do Fender
Rhodes e de uma variedade de sintetizadores vintage, explora caminhos que o levam ao drum n`bass e ao espírito do
funk e da música de dança do princípio dos anos 70. A harmonia e a melodia de Mehldau, envolvidas pelo virtuosismo
rítmico de Guiliana, são um triunfo. Mehliana é dois dos mais interessantes instrumentistas mundiais, humanizando a
música eletrónica, através da habilidade musical e da improvisação. Um espetáculo a não perder, a 26 de Março, no
Teatro Micaelense.
Correio dos Açores 19/01/2013
ENCOSTA ABAIXO, MAS PREVENIDO
Antes de uma viagem à neve, analise os seguros de que é titular e as coberturas que precisa de contratar.
No Inverno, há quem não dispense uma viagem à neve para experimentar vários desportos. O pior é quando, fruto da
pouca experiência do esquiador ou de outra pessoa, ocorre uma queda, da qual resultam ferimentos. Se o acidente ocorrer no estrangeiro, a dúvida surge de imediato: como pagar as despesas inerentes?
Neste artigo, a Dinheiro & Direitos indica as várias opções para se proteger e à sua família numa viagem à neve fora de
Portugal. Se a solução passar por um seguro de viagem com extensão para desportos de Inverno, a Dinheiro & Direitos
diz-lhe quais os produtos existentes e os mais adequados.
Nem sempre é preciso seguro
Se o destino da viagem é um país europeu, trate com antecedência do cartão europeu de seguro de doença. Este permite
aceder aos serviços de saúde do país de destino em condições idênticas às dos cidadãos nacionais.
Pode ser usado em todos os países da União Europeia, bem como no Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça. Andorra,
um destino bastante procurado pelos portugueses para a prática de desportos na neve, não aderiu a este cartão, pelo que
não o poderá usar lá.
Se comprar a viagem através de uma agência ou operador turístico, à partida, não precisa de se preocupar com o seguro.
A grande maioria dos pacotes já o inclui. Caso lhe proponham a contratação de uma versão superior, analise as coberturas e o capital do seguro de base e pondere se vale a pena pagar mais por um produto mais abrangente. Para tal, siga-se
pelo que é aconselhado no quadro comparativo.
Quando não há uma agência de viagens envolvida, analise as coberturas que já possui através de outros produtos ou
serviços antes de contratar o seguro. Se possuir automóvel, pode recorrer ao seguro de assistência em viagem para pagar
as despesas médicas na sequência de acidente e transporte ou repatriamento de feridos, entre outras, mesmo que não
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tenha viajado com o carro. Analise as coberturas e os capitais, para saber o que está abrangido. Leve consigo o número
de telefone para acionar o seguro e solicitar os serviços de assistência em caso de necessidade. Caso tenha comprado
casa com recurso ao crédito, os riscos de morte e invalidez estão cobertos até ao limite da dívida: a seguradora entrega a
indemnização ao banco e a casa fica paga. Se, mesmo assim, contratar outro seguro com aquelas coberturas, os capitais
acumulam. Quem tem seguro de saúde também pode usá-lo para cobrir as despesas de tratamento na sequência de acidente no estrangeiro, desde que a estada seja inferior a 60 dias. Avise a seguradora antes de partir. Terá de pagar as
despesas do seu bolso e, quando regressar, pedir o reembolso mediante a apresentação dos comprovativos.
Família protegida por 100 euros
Há situações em que a Dinheiro & Direitos recomenda a contratação de um produto que abranja, pelo menos, as coberturas de morte e invalidez permanente e despesas de tratamento. E o caso de um consumidor que não tenha automóvel
ou, a ter, o seguro está em nome de alguém que não participa na viagem ou que não possua qualquer tipo de assistência.
No quadro, encontra as propostas selecionadas pela revista da Deco, sendo que apenas o seguro da Açoreana é específico para cobrir acidentes pessoais durante a prática de desportos de Inverno.
Através da cobertura de morte e invalidez, a seguradora paga uma indemnização quando aqueles riscos ocorrem na
sequência de um acidente. E recomendado um capital mínimo de 50 mil euros. Nas despesas de tratamento estão incluídas não só as necessárias para tratar as lesões sofridas, como as relacionadas com o regresso a Portugal em transporte
adequado. E aconselhado um capital de, pelo menos, 2.500 euros.
A cobertura de responsabilidade civil é interessante para os consumidores menos experientes, desde que não estejam
protegidos por outro seguro. Paga os danos corporais ou materiais provocados a terceiros durante a viagem ao estrangeiro, incluindo durante a prática de esqui ou snowboard. Se tiver cartão de crédito, é provável que já inclua esta cobertura,
mas, regra geral, os desportos de Inverno estão excluídos. Verifique.
A Dinheiro & Direitos fez um teste prático junto de cinco seguradoras (Açoreana, Allianz, Fidelidade Mundial, Ocidental e Zurich), para saber se é fácil contratar este seguro. Com base no seu cenário, a Dinheiro & Direitos pediu as condições e prémios de um seguro para a prática de esqui. A revista da Deco não teve dificuldade em obter os dados, embora,
por ser pouco procurado, com exceção da Fidelidade Mundial, os funcionários que atenderam os técnicos da Deco tiveram de informar-se previamente. Os prémios apresentados foram idênticos ou semelhantes aos fornecidos pelas seguradoras. Só a Açoreana pediu 12 a 15% mais.
O ESTUDO
Foram comparados 12 produtos
Foram contactadas 25 seguradoras para saber se comercializam algum seguro que cubra acidentes ocorridos durante a
prática de desportos de Inverno. Oito companhias apresentaram soluções. Na maioria dos casos, trata-se de uma extensão do seguro de viagem, que abrange os desportos na neve. Só a Açoreana tem um seguro de acidentes pessoais específico para esta atividade.
A Dinheiro & Direitos também perguntou a algumas estâncias de esqui se a contratação do seguro é obrigatória e se os
“forfaits” (passes que permitem aceder às estâncias) incluem alguma cobertura de acidentes. A resposta foi negativa.
Quanto a seguros, só são obrigatórios para as estâncias os que cobrem a responsabilidade destas em acidentes nas suas
instalações, incluindo os ocorridos nos meios mecânicos.
Diário Económico 18/01/2013
UNITEDHEALTH SOBE RECEITAS
O UnitedHealth Group, maior grupo de seguros de saúde dos EUA, anunciou ontem que manteve os custos do quarto
trimestre controlados e aumentou as receitas em mais de 11%. A empresa manteve ainda as previsões para o crescimento das receitas em, pelo menos, 11% este ano, e afirmou que os lucros deverão ascender a perto de 4%.
Oje 18/01/2013
José Pedro Inácio confirma tendência de crescimento da venda direta de seguros
"EM PERÍODOS DE CRISE OPTAR POR SEGUROS LOW-COST FAZ
MAIS SENTIDO" - ENTREVISTA A JOSÉ PEDRO INÁCIO
Cinco anos depois do início da atividade, a Logo, seguradora direta do grupo Espírito Santo, beneficia da procura crescente de seguros nos canais diretos, tradicionalmente conotados com simplificação e preços baixos. Um
fenómeno que deverá ter continuidade em 2013, antevê José Pedro Inácio. O diretor-geral da Logo reconhece, no
entanto, um "downgrade" nos planos contratados e procura agora fidelizar clientes através da venda cruzada
Vida Económica - Cinco anos depois do início da operação, o balanço corresponde às expetativas ou a conjuntura de crise veio alterar as vossas perspetivas?
José Pedro Inácio- O crescimento corresponde às expetativas. Chegar aos 100 mil clientes, ter uma carteira bastante
interessante, ter 20% de quota de mercado [entre os operadores diretos] e ter lançado outros produtos corresponde intei-
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ramente às nossas expetativas e em alguns vetores até estamos acima delas. Nunca pensámos ser a segunda marca em
recordação publicitária e hoje somos. Mas quando preparámos o modelo de negócio para a Logo antevíamos um determinado crescimento do PIB e um crescimento do setor de seguros que agora não se concretiza. O negócio, como um
todo, está a reduzir e as condições macroeconómicas são muito diferentes, o que torna tudo mais difícil. Mesmo quando
pensamos em prémios médios, é natural que nesta conjuntura de crise as pessoas procurem menos seguros com coberturas de danos próprios e optem mais por seguros contra terceiros. Este não era o contexto esperado, por isso há que ajustar o nosso desempenho a estes fatores.
VE - Fizeram esse ajustamento para o momento atual ou a longo prazo?
JPI - Neste momento, não é possível pensar que o cenário macroeconómico vai mudar no curto prazo. Fizemos ajustes
no planeamento de novos produtos, cujo lançamento não foi tão rápido como tínhamos pensado inicialmente. E fizemos
ajustes na própria oferta de seguro automóvel, mudando um pouco as coberturas disponíveis e os planos de fracionamento. Até mesmo o crescimento passou a ter menos importância que a otimização da operação.
VE - A redução do poder de compra dos portugueses pode canalizar mais clientes para os operadores diretos,
que estão conotados com preços mais baixos?
JPI - Existe ainda uma grande inércia na mudança das pessoas. Mas neste período de crise, em que as pessoas procuram
poupança, obviamente que os operadores "low-cost", como a Logo, fazem todo o sentido. Hoje, qualquer português que
tenha o seu seguro a renovar ou que vai comprar um carro tende a procurar uma solução barata para o seu seguro. Também começa a ser cada vez mais claro que esta poupança não significa ter um produto com menos qualidade. Apenas
estamos a falar de uma solução diferente na forma de servir o cliente.
VE - Há perspetivas de crescimento para este ano?
JPI - Nós acreditamos que os últimos lançamentos, e sobretudo as novas ofertas em saúde, vão permitir crescer em
2013. Agora estamos a apostar numa solução tripla de poupança, em que o cliente que esteja connosco nos três seguros
automóvel, casa e saúde consegue uma poupança maior.
VE - Estão a começar 2013 com essa aposta na venda cruzada. É uma boa estratégia de fidelização?
JPI - Sim. Os clientes estão cada vez mais criteriosos. Hoje em dia mudam mais facilmente do que antes, assim que
encontram uma oferta melhor. O preço é sempre o fator mais importante, mas também a qualidade de serviço, a rapidez
e a simplicidade dos processos. Não será só o preço a fazer a diferença.
VE - Que relação terão este ano os portugueses com o seguro de saúde?
JPI - Há uma discussão grande na sociedade portuguesa sobre o papel do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o seu
estado atual. As pessoas questionam-se sobre o que vai acontecer às taxas moderadoras e muitas pessoas estão a pensar
se faz sentido ter um seguro de saúde, não só por causa das consultas, mas também pelas urgências, pela estomatologia
ou pela oftalmologia. E eu acredito que o seguro de saúde será uma das prioridades dos portugueses em 2013. Porque as
pessoas pensam no estado do SNS, em todas as mudanças que este está a atravessar, e querem garantir a sua proteção
para não estarem muito tempo à espera de atendimento numa urgência e para irem a um dentista sabendo claramente
quanto vão pagar. Por isso lançámos o seguro de saúde estruturado em módulos, para que a pessoa possa escolher as
coberturas que lhe interessam para cada pessoa do agregado familiar. E a recetividade tem estado claramente acima das
nossas necessidades, confirmando-nos que havia uma necessidade latente para um seguro de saúde com estas características.
VE - O seguro da casa está a sofrer muito o impacto da crise?
JPI - Aqui, a questão para muitas pessoas tem a ver com este ser ou não o momento certo para adquirir um seguro de
casa. Porque quem tem um seguro de casa até valoriza a poupança conseguida com a nossa solução, mas quem não tem
um seguro de casa nem sempre o valoriza suficiente para assumir um custo adicional neste momento. E há muitas pessoas sem seguro para o recheio das suas casas. Tal como há muitas pessoas que desconhecem que o seguro de incêndio
é obrigatório para os apartamentos.
VE - No seguro automóvel, há mais procura dos planos mais baratos?
JPI - Claro que sim. Aqui nota-se muito o reflexo do contexto económico e a maior pressão sobre o prémio médio,
assim como mais pedidos de fracionamento do prémio.
VE - Confirma-se uma quebra na subscrição de coberturas de danos próprios?
JPI - Sim. O fenómeno é claro: há uma passagem de coberturas de danos próprios para coberturas de responsabilidade
civil (RC) e mesmo quem tinha seguro de RC com algumas coberturas facultativas, está a deixar de as ter para ficar só
com a cobertura obrigatória.
VE - É boa altura para lançar novos produtos?
JPI - A Logo só lançará novos produtos se houver uma necessidade para satisfazer e nós pudermos acrescentar valor ao
cliente. Não descartamos essa hipótese. Estamos sempre a estudar o mercado.
Quota de mercado pode subir
Com uma quota de mercado de 22% entre as operadoras diretas, a Logo detém atualmente uma quota de 1,3% no mercado geral de seguro automóvel e 2013 pode vir a confirmar a tendência crescente deste peso. "Acreditamos que o
negócio das diretas vai continuar a crescer e o mercado de seguro automóvel a decrescer, por isso, sim, é possível
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aumentar a nossa quota de mercado", adianta José Pedro Inácio à Vida Económica. O responsável da Logo lembra que
em 2008, aquando do início da operação, o negócio direto já tinha 10 anos de história em Portugal e a sua taxa de penetração era de 3%. Passados 5 anos, a penetração rondará atualmente os 6%, ou seja, em 5 anos este mercado ganhou
tanto como havia ganho nos 10 anos anteriores. "Isto quer dizer que as diretas têm vindo a crescer acima do mercado e
acreditamos que nos próximos anos isso vai continuar a acontecer.
Não é por acaso que na vizinha Espanha a penetração chegou aos 15 a 20%", compara José Pedro Inácio. E poderá
Portugal também chegar a essas taxas de penetração? "Vamos lá chegar, só não se sabe quando. Estas são questões
geracionais. O tipo de serviço que se pretende vai mudando de geração para geração. E as novas gerações sentem-se
mais atraídas por este tipo de oferta", salienta o diretor-geral da Logo.
Vida Económica 18/01/2013
EMPREENDEDORES QUALIFICAM-SE PARA ATUAR NO SETOR SEGURADOR
A ANJE dá início, no próximo dia 29 de janeiro, ao curso de Agentes, Corretores de Seguros e Mediadores de Resseguros". Promovida em parceria com a Formadapt, uma entidade homologada pelo Instituto de Seguros de Portugal, esta
formação qualifica profissionais e empreendedores para a atuação num setor com crescente procura no mercado: o
segurador.
Vida Económica 18/01/2013
Fundos de pensões
VALOR AUMENTA 9% EM 2012
O valor dos fundos de pensões geridos por seguradoras e sociedades gestoras subiu 8,7% no final do ano passado, face a
2011, atingindo 14,4 milhões de euros, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto de Seguros de Portugal,
presidido por José Figueiredo Almaça.
Correio da Manhã 17/01/2013
Reforma
RENTABILIDADE DOS PPR DO ESTADO RECUA PARA 8,17%
Nos últimos, 12 meses (até 9 de Janeiro), a rentabilidade dos Certificados de Reforma situou-se nos 8,17%, segundo o
folheto informativo mensal do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social. Trata-se de uma
descida face aos 9,05% registados no mês anterior. Os ganhos do PPR do Estado nos últimos 12 meses deveram-se
sobretudo ao retorno do investimento em ações que valorizou 20,58%. Seguiu-se a dívida estrangeira com uma rentabilidade de 10%.
Diário Económico 17/01/2013
ENSA ANUNCIA FUNDO DE PENSÕES ABERTO
A ENSA, Seguros de Angola anunciou o lançamento no mercado do Fundo de Pensões Aberto Vida Tranquila.
Este novo fundo estabelece dois tipos de contribuições destinadas a entidades particulares e coletivas, assegurando a
constituição de uma poupança ou complemento de rendimento a médio e a longo prazo. Simultaneamente, assegura
uma poupança de valor para financiar despesas com a educação dos filhos no futuro, entre outros benefícios. O aparecimento deste novo produto no mercado segurador integra-se no âmbito da política comercial da ENSA, visando assegurar o crescimento e o desenvolvimento da área de seguros.
Manuel Gonçalves, presidente do Conselho de Administração da seguradora, esclareceu que o mesmo se destina à realização de dois planos de pensões, o "futuro garantido" e a "reforma tranquila", com uma capitalização progressiva das
poupanças.
Por seu lado, o secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social, Sebastião Luquinda, referiu que o Fundo de Pensões Aberto Vida Tranquila é uma oportunidade indispensável para os cidadãos prepararem a velhice, sobretudo os
jovens. O mesmo responsável recordou que o Ministério do Trabalho, Administração Pública e Segurança Social tutela
o segundo patamar da proteção social, mas acrescentou ser no terceiro patamar que as pessoas conseguem a proteção
social complementar.
Executive Digest 05/01/2013
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COSEC MAIS PERTO DOS CLIENTES
A empresa fez um refresh à sua plataforma online de gestão de apólices de seguro de créditos, melhorando-a do
ponto de vista da usabilidade e contemplando-a com novos recursos de comunicação
Com os índices de relacionamento com o cliente através do canal online perto dos 99%, a Cosec procura desde sempre
manter a sua plataforma o mais atualizada possível em termos tecnológicos e de funcionalidades. Mas a inovação que
lhe deu origem em 1999, já na altura bastante à frente da praticada pelos seus concorrentes, e as atualizações entretanto
feitas não permaneceram incólumes ao passar dos anos, tendo deixado de corresponder às expetativas do universo de
utilizadores, cada vez mais exigente. Renovar a tecnologia e a imagem da plataforma, assim como incrementar e otimizar os serviços disponibilizados através da construção de um sistema fiável, uniformizado, intuitivo, de fácil navegação
e com um design mais moderno e apelativo, tornou-se um objetivo estratégico para a equipa de gestão e tecnologia da
Cosec. Foi a pensar nos seus clientes que a Cosec colocou online, no final do ano passado, a nova COSEC net - Plataforma Online de Gestão de Apólices de Seguro de Créditos, a ferramenta através da qual a Cosec se relaciona com os
seus clientes em todo o processo de operacionalização de seguros de crédito.
«As funcionalidades essenciais estavam todas lá, mas deixaram de estar acessíveis da melhor forma; era necessário
simplificar», justifica Berta Dias da Cunha, administradora da Cosec.
De acordo com esta responsável, o processamento dos pedidos é idêntico ao que já se fazia no passado, ou seja, contempla-se todo o ciclo de vida das apólices de seguro de créditos. A diferença é que em vez de ter de se passar por cinco
ecrãs para terminar o registo de cada cliente, basta preencher um único ecrã para dar por concluído o processo.
TODAS AS FUNCIONALIDADES EM MENOS ECRÃS
A redução de ecrãs no processo de submissão de eventos deve-se, segundo Carlos Vinagre, responsável pelo projeto, ao
processo de reestruturação dos ecrãs, que, ao serem «arrumados de outra forma, permitiu que se aproveitasse melhor o
espaço e se aumentasse a usabilidade». Disponível desde o dia 22 de Novembro de 2012, a nova COSEC net permite
uma redução de até 50% nos custos de gestão, o que justifica os elevados índices de utilização e que mais de 80% das
principais operações necessárias à gestão das apólices sejam efetuadas através deste meio. Adicionalmente, a COSEC
net passou também a incluir ferramentas de comunicação que permitem apoiar a utilização e manter os clientes a par da
atividade geral da Cosec, nomeadamente no que concerne a eventos ou a informação específica relacionada com o seu
negócio ou setor de atividade. Para o desenvolvimento do projeto, a Cosec contou com o apoio do parceiro Everis, e
mobilizou uma equipa multidisciplinar de elementos da área de informática e da área comercial, e com a colaboração
das restantes áreas da empresa.
A plataforma tecnológica é OutSystems e por isso baseada em metodologia Agile. Carlos Vinagre justifica a opção por
uma arquitetura SOA (service oriented architecture) com o facto de um dos objetivos da organização ser também a
adoção de uma plataforma «o mais aberta possível». O responsável admite que a abordagem Agile permitiu que a solução fosse permanentemente testada, monitorizada e acompanhada internamente, e que fossem realizados ajustamentos e
retificações durante todo o ciclo de criação da nova solução, e assim reduzir substancialmente os riscos do projeto.
«Neste tipo de metodologia o utilizador final é também mais envolvido no projeto, ajudando a chegar ao projeto final»,
acrescenta Carlos Vinagre.
INTEGRAÇÃO PACÍFICA COM A GESTÃO
O projeto de desenvolvimento, desde o desenho à migração do projeto, demorou cerca de nove meses. «O roll out da
aplicação foi feito por fases, optando-se primeiramente por migrar os clientes maiores, ou mais exigentes, do ponto de
vista da quantidade de eventos gerados, que nos ajudaram a confirmar se a plataforma estava completamente funcional
e adequada», afirma Berta Dias da Cunha.
A integração com a infraestrutura tecnológica de base da Cosec foi pacífica. Carlos Vinagre explica que apenas foi
necessário criar uma camada de integração que ligasse a aplicação de suporte ao negócio (ERP Gador) e a COSECnet.
Na criação desta API, a Cosec contou com o apoio da Atos, que detém o Gador.
No entanto, Carlos Vinagre sublinha que a tecnologia é apenas uma componente deste projeto, não podendo ser confundida com o projeto, mas sim como um recurso que suporta o projeto. «Claro que a tecnologia é importante, a segurança
é importante, a otimização de sistemas é importante, mas isto é um projeto multidisciplinar que cobre todas as áreas da
companhia, e como tal é um projeto de negócio, de suporte ao negócio», reafirma o responsável. Em matéria de investimento, entre licenciamento e custos internos, Berta Dias da Cunha contabiliza um custo superior a 200 mil euros e
garante que o retorno é imediato e medido no incremento do nível de satisfação dos clientes.
De acordo com esta responsável, o projeto no seu todo correu «muito bem», e está a gerar um feedback «muito positivo» junto dos clientes. A Jerónimo Martins destaca a imagem renovada e mais apelativa desta nova versão da COSECnet, considerando-a «bastante mais intuitiva em todas as suas funcionalidades».
Por parte do cliente Repsol - Solred, a nova COSECnet representa «um grande salto qualitativo nos tempos de consulta,
bem como na extração da informação em modo massivo para o PC local». Este cliente destaca ainda a arquitetura e
conceção da plataforma, que diz estar «estruturada numa base mais intuitiva que a anterior e com maior aproximação às
necessidades do utilizador».
Jornal de Negócios 16/01/2013
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Edição de 21/01/2013
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Aktion Seguros
A IDONEIDADE E A CONFIANÇA SÃO FUNDAMENTAIS
A Aktion Seguros foi constituída em 2008 após vários projetos na mesma área onde os seus promotores estiveram
envolvidos desde 1997. A Aktion Seguros neste momento dispõe de dois espaços estrategicamente selecionados de
forma a garantir a proximidade aos seus clientes (Paço de Arcos e São Marcos).
A Aktion Seguros é uma sociedade de mediação de seguros, e funciona dentro do enquadramento legal associado a esta
área de atividade, e tem como principal função prestar um serviço de excelência aos nossos clientes. "Ao nível das nossas áreas de intervenção podemos destacar o apoio permanente quer no âmbito da procura de soluções mais competitivas em termos financeiros, bem como na área de sinistros. Diferenciamo-nos da concorrência ao nível da simplificação
de processos e na celeridade da resolução dos sinistros. Para o efeito selecionámos um conjunto de seguradoras com as
quais trabalhamos preferencialmente, e que nos oferecem soluções que vão de encontro às necessidades dos nossos
clientes. Assumimos ao nível do mercado a nossa posição de Agentes Principais da Zurich, no entanto dispomos de
outras importantes parcerias com a Lusitânia, Império Bonança, AIG e Hiscox".
É objetivo genérico e fundamental prestar um serviço de excelência e criar laços de confiança com os clientes. "No
entanto, a nossa visão global passa também por uma integração com a comunidade onde estamos inseridos e criar mais
valias para todos os intervenientes. Com esse propósito já desenvolvemos algumas atividades, nomeadamente a participação na Feira Social de Paço de Arcos, no Festival 5 Elementos, periodicamente fazemos rastreios gratuitos nas nossas
instalações, bem como temos apoiado a prática desporto e iniciativas locais".
Persistência é seu principal lema, a famosa expressão "Não Desista" já salvou a humanidade tantas vezes e a história
assim o reflete. "Os princípios que não abdicamos são a idoneidade e a confiança, são fundamentais para quem quer
vingar na nossa atividade. Sabemos que na fase económica que atravessamos tudo tem um preço, mas para nós estes
dois princípios não tem preço e não estão à venda nem por todo o dinheiro do Mundo".
O espírito de equipa, o companheirismo e cumplicidade têm sido aspetos fundamentais na construção da sua equipa.
Para o futuro preconizam um crescimento sustentado e a continuidade da qualidade de serviço que prestam aos seus
clientes.
AKTION SEGUROS
PAÇO DE ARCOS
Rua Manuel Pinhanços 9B/ 2770-115 Paço De Arcos
Tel. 214 265 511 /Fax: 214 261 480
AKTION SEGUROS SÃO MARCOS
Rua Cidade de São Paulo 54 RC 2735-656 Ag.Cacém Tel.: 218 215 200
Jornal de Oeiras 15/01/2013
SÓ 4% DOS PORTUGUESES TÊM FÉ NOS POLÍTICOS E 85% VÃO CORTAR GASTOS ESTE ANO
Estudo da Zurich mostra que os portugueses estão conscientes da necessidade de poupar, mas daí a conseguirem
vai um longo caminho
A confiança dos portugueses na classe política bate por esta altura recordes negativos, estando atualmente a níveis que
só se encontram em Itália. Culpa de uma crise que os responsáveis se mostram cada vez mais incompetentes para resolver - das incertezas e da falta de garantias do discurso político, tanto no respeitante a medidas, como no que toca ao
futuro da proteção social, dos salários e das pensões. Tudo isto, conjugado com a incapacidade dos portugueses de poupar algum dinheiro, já que viver no país é cada vez mais caro, destrói a confiança e está a fazer explodir o pessimismo
em Portugal.
São já 70% os portugueses que dizem estar "muito preocupados" com a crise, o valor mais alto entre Suíça, Itália, Alemanha, Áustria, Rússia e Espanha, outros dos países abordados pela Zurich no estudo "Como estamos a lidar com a
crise económica?", com o objetivo de obter informações sobre como a população dos países inquiridos está a lidar com
a crise económica e quais são os bens que consideram supérfluos. A estes 70% juntam-se mais 12% preocupados com o
futuro do seu posto de trabalho. O estudo passou pela realização de 4067 entrevistas entre 24 de Outubro e 14 de
Novembro. Em Portugal foram feitas 500 entrevistas telefónicas a maiores de 15 anos, de norte a sul do país.
Com a confiança de apenas 4% dos inquiridos, a classe política portuguesa sai deste estudo com um valente chumbo
dado pelos portugueses, só com equivalência na dada aos dirigentes italianos, em que apenas 3% dos inquiridos afirmam ter alguma esperança. Até em Espanha, onde o desemprego já atinge os 23%, os políticos saem melhor na fotografia, ainda que apenas ligeiramente, conseguindo o voto de confiança de 7% dos espanhóis.
A incapacidade de poupar e de precaver o futuro é outra das razões para o crescente pessimismo nacional. "Este estudo
confirma que os portugueses estão preocupados com o futuro e estão mais despertos para a necessidade de poupar. Por
outro lado, é preocupante verificar que um terço dos portugueses não tem condições de poupar. No entanto, e tendo em
conta a situação do Estado social, os portugueses devem tomar essa opção como prioritária e, na medida das suas possi-
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Edição de 21/01/2013
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bilidades, poupar mensalmente a quantia que lhes é possível", sublinha Artur Lucas, diretor de Desenvolvimento de
Soluções da Zurich em Portugal. A análise dos dados recolhidos pela Zurich mostra que, se por um lado 80% dos portugueses consideram importante poupar para a reforma, um total de 36% confessam não ter orçamento familiar que
permita fazê-lo.
85% VÃO CORTAR NOS GASTOS
Questionados sobre eventuais cortes no orçamento familiar no caso de uma diminuição nos ganhos, apenas 15% dos
portugueses avançaram que não planeiam reduzir despesas, havendo assim 85% que o irão fazer. Entre as áreas na primeira linha dos cortes estão as férias e o turismo (63% dizem que vão cortar), as atividades de lazer, como concertos ou
cinema (62%) e o vestuário e a restauração (ambos pouco abaixo dos 50%).
Sinal dos tempos e da crescente preocupação com o futuro dos portugueses está a equiparação dos seguros à categoria
de quase necessidade básica, surgindo junto à educação, à renda da casa, à alimentação e às bebidas para casa como
últimos patamares em que os inquiridos estão dispostos a cortar. Nos países considerados, os portugueses são mesmo
aqueles que menos vontade têm de cortar nos seguros (3%), com o valor mais próximo a surgir em Itália (7%). "Face à
atual conjuntura económica, 21% dos portugueses confessam que aumentou a sua necessidade de ter boas coberturas
nos seguros, mas admitem não ter disponibilidade para o concretizar."
Com estes resultados em mão, salientou Artur Lucas ao i (ver ao lado), as seguradoras poderão tentar reequacionar a sua
oferta para que, mesmo ficando um pouco menos abrangentes, possam oferecer algum tipo de garantia aos portugueses,
pois estes "sentem-se cada vez mais inseguros e não querem abdicar da proteção".
Expectativas e receios
Crise económica
12% dos portugueses têm medo de ficar sem emprego
Só 8% dos portugueses acreditam que o país vai resolver os problemas num futuro próximo
Há 3% de portugueses "nada preocupados" com a crise económica no país
Necessidade de um seguro
Só 3% dos portugueses estão dispostos a gastar mais num seguro
Já 13% dos inquiridos defendem que cabe ao governo ajudar os portugueses a contratar seguros
36% dos portugueses confessam não ter orçamento que lhe permita fazer poupanças-reforma
Artur Lucas / Diretor de desenvolvimento de soluções da Zurich
"96% DOS PORTUGUESES NÃO ACREDITAM NO DISCURSO POLÍTICO"
O estudo mostra que houve um agravamento do pessimismo português em meses. Que razões estarão por detrás
desse salto?
É sinal de que os portugueses estão cada vez mais conscientes das dificuldades que têm que enfrentar e reflete também
o facto de não saberem ainda qual o real impacto que o Orçamento do Estado vai ter nos seus rendimentos. Certo por
agora é que vai haver uma redução de garantias ao nível da saúde, da segurança e das reformas, e tudo isto vai contribuindo para que estejamos pessimistas.
Há também uma crescente perceção da necessidade de se poupar...
É preciso poupar porque não se sabe como vai ser o amanhã. Os discursos políticos não inspiram confiança e as pessoas
estão a viver muito preocupadas, Portugal aparece como o mais pessimista do total de sete países estudados, e mostra
também que só 4% dos portugueses acreditam no que ouvem aos políticos. Isto quer dizer que há 96% de portugueses
que não acreditam nos políticos. Na Suíça este valor é de 28%.
Como conjugar a quebra dos rendimentos com a vontade de ter seguros?
São 80% os portugueses que dizem que querem poupar mas apenas um terço diz ter essa possibilidade dada a falta de
orçamento disponível. Contudo, em 11 hipóteses sobre onde iriam cortar em 2013, os portugueses põem os seguros no
quarto lugar, sendo assim uma das categorias em que menos vão procurar reduzir. As pessoas sentem-se inseguras e não
querem abdicar da proteção. São factos importantes, já que com estes dados em mão as seguradoras poderão tentar
encontrar novas soluções, mais adequadas aos portugueses, mesmo que ofereçam apenas o essencial da proteção.
Portugueses a dormir mal por culpa da crise chegam a 70%
Num mês, o total de portugueses que dormia mal à conta da crise saltou de 50% para 70%, diz Zurich
»Os resultados do estudo da Zurich agora divulgado "acentuam a tendência do recente inquérito [...] que concluía que
metade dos portugueses dormia mal a pensar na crise financeira. Através deste novo estudo conclui-se que esta tendência aumentou, no período de um mês, de 50% para 70%", salienta a empresa no tratamento dos dados compilados. Em
Espanha, com um desemprego já de 23%, a crise era apontada por 63% como a grande razão das noites mal dormidas
no estudo divulgado em Novembro.
A descrença dos portugueses na classe política também ficou evidente aquando da divulgação dos resultados do estudo
"What keeps you awake at night", em que apenas 3% dos inquiridos deram aos políticos um lugar de destaque na pergunta sobre quem é responsável pela segurança e pela estabilidade das suas vidas. As relações familiares e de amizades
foram na altura apontadas como as grandes garantias daquelas duas necessidades. "Em geral constata-se que a vida
privada desempenha um papel significativo, como fonte de segurança, mas também como motivo de noites em branco.
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Jornal dos Seguros n.º 601/Ano XII
Edição de 21/01/2013
Página
Tal revela a importância que cada um atribui à vida pessoal, não descurando para o bem-estar geral uma saúde financeira estável", apontou a Zurich em comunicado na altura. Além da crise financeira, 47% dos portugueses atribuíram às
preocupações com a família/filhos a razão de não terem sonos descansados. Os problemas com os parceiros, segundo
grande motivo de preocupação em Espanha, eram apontados por apenas 5% dos portugueses como preocupação de tirar
o sono.
A doença e a perda de um ente querido eram os maiores riscos que os portugueses identificavam então na sua vida,
dando o terceiro lugar ao receio de cair no desemprego, logo seguido pela pobreza. Quanto a garantias, o estudo da
Zurich mostrou que, se pudessem escolher, os portugueses dariam prioridade a uma saúde estável entre os seus entes
queridos, dando o segundo lugar à estabilidade financeira. Ainda assim, 17% garantiram que, a escolher, desejariam
sobretudo ter um "sono descansado".
I 15/01/2013
Última hora
DIAP CONSTITUI JOSÉ MARIA RICCIARDI ARGUIDO APÓS QUEIXA
DA CMVM
Presidente do BES foi ontem ouvido no DIAP como testemunha das transações efetuadas em 2008.
O presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, foi constituído arguido pelo Ministério Público, há cerca de três semanas, após ter prestado declarações no Departamento de Investigação e Ação Penal
(DIAP). A revelação foi avançada ontem à noite pelo Público e confirmada pelo Económico. Em causa está a compra e
venda de ações da EDP que envolveu o banco e a seguradora BES Vida, há cinco anos.
De acordo com a informação recolhida pelo Económico, o DIAP terá tomado esta decisão na sequência de uma queixa
da CMVM em Dezembro de 2012 e que implica também outros administradores do BES e quadros superiores, que
serão também arguidos, para evitar a prescrição deste processo. As operações do BES Vida e do próprio BES terão
decorrido nos dias 23 e 24 de Janeiro de 2008, ao mesmo tempo em que o BESI assessorava a operação de dispersão da
capital da EDP Renováveis.
Também ontem, o presidente-executivo do BES foi ouvido no DIAP de Lisboa. Ricardo Salgado foi inquirido na qualidade de testemunha, segundo fonte oficial do BES, citado pela Lusa, que remeteu mais explicações para o comunicado
enviado ao Público. Até ao fecho desta edição, fonte oficial do BES não esteve contactável.
"O DIAP solicitou informações a quadros superiores do BES e do BESI [Banco Espírito Santo Investimento], no âmbito
de uma investigação iniciada pela CMVM relativamente a transações de ações da EDP, efetuadas em 2008, entre o BES
e a BES Vida", refere o comunicado.
A 19 de Dezembro, Ricardo Salgado foi ouvido, por iniciativa própria, no Departamento Central de Investigação e
Ação Penal (DCIAP), no âmbito da Operação Monte Branco, tornada pública em Junho de 2011. Neste caso, o DCIAP
investigou um circuito financeiro entre gestores de fortunas, na Suíça, e clientes portugueses.
Ricardo Salgado foi ontem ouvido no âmbito de uma investigação iniciada pela CMVM que envolve transações de
ações da EDP na qualidade de testemunha.
Diário Económico 15/01/2013
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Jornal dos Seguros 2013/01/21