Maria Fernanda Pessoa e a Pintura A viver em Lisboa, cidade que a viu nascer em 1950, Maria Fernanda Pessoa Proença Mendes dos Santos diz-nos que concluiu o antigo 7º ano no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e que, posteriormente, grande parte da sua vida foi direccionada para a área financeira. Todavia, Maria Fernanda nunca escondeu o gosto pelas artes e, paralelamente à função de bancária que desempenhou durante 33 anos, dispôs-se ainda a prosseguir um sonho antigo. Assim sendo, em 1996, mete mãos à obra e, a frequência de vários ateliers ligados à pintura e às artes decorativas, acaba não só por reforçar o seu interesse pela pintura como lhe permite também adquirir os conhecimentos necessários para começar a criar a sua própria arte. Pronta a arriscar as primeiras pinceladas, Maria Fernanda quis experimentar um pouco de tudo. Da tela à porcelana e à cerâmica, passando ainda pelo tecido e pelo vidro, esta artista procurou explorar as mais variadas facetas da arte pictórica e com paciência, criatividade e harmonia acabou por desenvolver uma pintura bastante personalizada, uma pintura na qual ela usa diferentes técnicas e suportes e procura captar a energia, a motivação e os sentimentos do ambiente que a rodeia. No fundo, Maria Fernanda prefere trabalhar uma arte mais diversificada que lhe assegure a capacidade de decorar uma série de obras e acredita que, quando o trabalho se junta à dedicação, a pintura pode adquirir várias dimensões e formar um universo de cores que dão expressão, movimento e vitalidade a telas, jarras, toalhas e outros objectos delicadamente pintados com motivos como as naturezas mortas ou as paisagens urbanas e rurais. Doze anos depois de se ter estreado neste mundo das cores e dos pincéis, Maria Fernanda já não tem dúvida que a pintura lhe permite ter um espaço só para si, um espaço onde ela se encontra verdadeiramente como pessoa e como artista. Por isso, procura dedicar todo o tempo que consegue a esta aventura sonhada um dia e, ao avançar com a realização da sua primeira exposição individual, espera também que a sua arte seja reconhecida e acarinhada pelo grande público.