MARKETING DO TURISMO SEXUAL NO BRASIL: O BASTARDO SEGMENTO DO MERCADO
DE TURISMO.
Fernando Carrazedo Feijó - Professor de Marketing do Turismo no Centro Estadual de Educação
Tecnológica de Paula Souza -São Paulo.
Flávio Mário de Alcântara Calazans - Doutor pela ECA-USP, Professor da UNESP/Cásper Líbero -São Paulo.
1.INTRODUÇÃO
Objetiva-se efetuar uma Pesquisa Exploratória realizando um levantamento da imagem internacional do
Brasil como local propício para práticas de turismo sexual e o perfil do consumidor desta modalidade
turística, suas preferências e estilo de vida; a metodologia empregada será a coleta de material de divulgação e
matérias jornalísticas em livros, revistas e websites da Internet.
2. A IMAGEM INTERNACIONAL
“PROSTITURISMO”
DO
BRASIL:
DO
TURISMO
SEXUAL
AO
"Pode fazer o que quiser dela, excepto matá-la"
2.1. BABILÔNIA- SODOMA, BRASIL.
..."Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e
compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós
muito bem olharmos, não se envergonhavam...".
..."E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão vem feita e tão
redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições
envergonhara, por não terem as suas como ela..." (www.descobrimentoo.hpg.ig.com.br/)
A reprodução desse trecho da Carta a El Rei D. Manuel de Pero Vaz de Caminha em 1º de Maio de 1500, é
primeira peça de comunicação feita sobre o Brasil, a qual demonstra que a exploração sexual do Brasil
começou já na época do descobrimento, as palavras de Caminha enaltecendo as qualidades da índia brasileira
ressaltando seus atributos físicos (com destaque para a genitália depilada “vergonhas tão limpas das
cabeleiras) e seu comportamento desinibido (“de nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”).
Além desta peça escrita, somam-se desenhos e gravuras posteriores, as pinturas de artistas da época, que
povoam em grande número os nossos livros de história e galerias de arte, os quais sempre exploraram essa
imagem da mulher nua, disponível e exótica. Pelo que se pode perceber, o turismo sexual já era objeto de
divulgação mesmo nos primórdios do País.
A escravatura, processo que se arrastou por mais de 350 anos no Brasil, e sendo o último lugar no mundo a
libertar seus escravos, ainda carrega essas marcas até hoje.
"O fato de que os senhores de engenho se serviam de suas escravas, no país que foi o último a abolir a
escravidão, mostra ainda mais o preconceito, porque elas eram tratadas como objetos sexuais, Uma série de
estigmas sobre a mulher negra nasceu daí, desse regime oligárquico disfarçado de democracia que é, mulatis
mutandis, o que ainda vigora no Brasil de 2001." (Estado de São Paulo - Caderno 2 -01/07/2001)
O grande impulso para esse segmento de turismo foi entre anos 70 e 80. O Turismo acenava como a
“Indústria do Futuro”, e começou a receber investimentos em todos os países do mundo, sendo sempre citado
como uma solução para crises financeiras e um segmento econômico de grande perspectiva de crescimento.
De acordo com a Economia, tem-se como parâmetro o exemplo de que para se gerar uma vaga de trabalho na
indústria automobilística é necessário o investimento de R$ 170 mil, enquanto no turismo com apenas R$ 40
mil, cria-se uma vaga direta em um hotel ou com R$ 10 mil uma vaga no setor de alimentação.
"Turismo é mais uma esperança de efeito supostamente messiânicos que se soma às promessas milagrosas.
No entanto, apesar de milhares de quilômetros de praias, de regiões quase míticas no repertório mundial,
como a Amazônia ou Pantanal; apesar ainda, de índices invejáveis de isolação; de música, mulatas ou clima
de eterno carnaval, o Brasil não consegue sequer igualar-se à vizinha Argentina"(Eduardo Yázigi - Turismo:
uma esperança condicional - Página 15)
A partir daí, o Brasil através de seu órgão responsável, a Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo, iniciou
campanhas de propaganda tentando vender o País, como um destino de turismo dos mais ricos no mundo. A
propaganda utilizada pela Embratur nos anos 70 e 80 enaltecia não só as belezas naturais, mais também a
sexualidade da mulher brasileira os cartazes de divulgação, folders, filmes publicitários e a participação de
congressos mundiais sobre turismo, a participação da mulata e negra brasileira era presença certa, sempre
vestindo trajes sumários, a transmissão via satélite dos desfiles de carnaval, onde as mulatas eram os
principais focos de atenção, a transmissão pela televisão dos tradicionais bailes de carnaval do Rio de Janeiro,
onde a pouca roupa das mulheres saltava os olhos ou então do mais famoso e exótico baile, realizado pela
casa de espetáculos Scala, o “Gala Gay”, onde mulheres, travestis e homens se misturavam, imagens essas
que seguiam para todo mundo divulgando a promiscuidade do povo brasileiro.
Festividades como os bailes carnavalescos, destacando o “Gala Gay”, fornecem ao imaginário do possível
turista uma imagem de sexualidade desmedida e libertinagem cujo eco arquétipo ou subliminar no
inconsciente do consumidor europeu ou norte-americano faz ecoar recordações de cidades onde tudo seria
permitido, como as bíblicas “Babilônia” ou “Sodoma e Gomorra”, recordando que sexo anal é denominado
Sodomia, acrescidas do exotismo da imagem das índias e mulatas ou negras, estimulando fantasias sexuais de
perversão e taras dignas das descritas em livros como “120 dias de Sodoma” do escritor europeu Marquês de
Sade (De Sade surge o termo "sadismo" para designar a algolagnia ativa-prazer em causar dor, e de Leopold
Masoch surge o "masoquismo" como prazer em receber estímulos fortes de dor, como bem encarna o
arquétipo SM o símbolo de exportação brasileiro da jovem "Tiazinha").
"Segundo informações fornecidas por técnicos da própria EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo,
este órgão teria sido um dos responsáveis pela consolidação do Brasil como rota do Turismo Sexual, já na
década de 80. Através da sua política de propaganda, associando a imagem da mulher nativa às paisagens
naturais, bem como às festas populares (o Carnaval é o maior exemplo delas), a EMBRATUR teria atraído a
atenção, tanto de turistas quanto de agenciadores nacionais e internacionais, para as potencialidades de
exploração desse mercado.”
"A imagem de sensualidade, erotismo e liberdade sexual que alimenta as fantasias dos homens no exterior a
respeito das mulheres brasileiras, sobretudo negras e mulatas. Essa imagem é projetada não apenas através de
propaganda turística, mas também da literatura e cinema nacionais (tais como mulheres nas obras de Jorge
Amado); de tournées de shows e musicais brasileiros no estrangeiro (por exemplo, os shows" do empresário
Sargentelli e suas "mulatas de exportação" as apresentações de grupos de pagode com dançarinas, - ou mesmo
da exportação de novelas da televisão." (CHAME http://tsunami.elogica.com.br/melhores/turismo/infotur/
fc0018.htm)
Essa situação começou a mudar no início da década de 90. A pressão internacional sobre as condições sociais
no Brasil, fez com que o Governo promulgasse da Lei 8089/90 - "Estatuto da Criança e do Adolescente", e
através dos princípios que estavam dentro dessa Lei, fizeram o País a tomar ações para combater o turismo
sexual, trabalho e prostituição infantil. Essa Lei não incluía a mulher adulta, vítima também dessa condição
social criada por séculos de abandono.
2.2. TURISMO SEXUAL: O BASTARDO DO MARKETING TURÍSTICO
O turismo sexual, filão bastado do segmento de turismo, é ignorado pela maioria dos autores que estudam
segmentação de mercado em turismo, embora citem em alguns trechos seus atrativos, a simples idéia que esse
segmento exista, causa sensações desagradáveis em todo os membros do mercado internacional do turismo.
Ele engloba vários fatores de exploração do Ser humano no planeta, o tráfico de crianças, adolescentes e
mulheres com fins sexuais, prostituição, escravização, tráfico de drogas e outras formas de violência e crimes,
fazendo com que o turismo sexual seja um mal a ser combatido e condenado tanto no plano ético quanto no
aspecto jurídico.
Esse segmento é à parte do mercado turismo que mais cresce em todo o mundo e principalmente no Brasil,
começando a tomar proporções gigantescas. A falta de emprego, educação, saúde e de condições básicas para
que as famílias possam criar seus filhos, fortalece o crescimento do turismo sexual que é alimentado da
miséria, ignorância e fome. A situação foi discutida durante o I Congresso Mundial Contra a Exploração
Sexual de Crianças, realizado em Estocolmo em 1996, onde dados estarrecedores foram revelados:
"A Ásia é continente mais atingido, com cerca de 600 mil crianças prostituídas nas Filipinas, 300 mil na
Índia, 250 mil na Tailândia, 200 mil na China e 30 mil no Sri Lanka e no Nepal.(...)
(...)Os tentáculos desta rede ignominiosa internacional estendem-se desde o Brasil, com 500 mil crianças
prostituídas, e os Estados Unidos, com 300 mil, até os países da Europa..." (Revista Miriam - Exploração
Sexual das Crianças - A Pedofilia - Lucílio N. Galvão - novembro de 1996).
O Turismo Sexual é o que mais cresce, primeiro por falta de legislação em certos lugares ou por negligência
das autoridades, que deveriam estar protegendo essas pessoas, as meninas e adolescentes são recrutadas por
gigôlos, agravando ainda mais a situação dessa indústria.
"El funcionario dijo no contar con datos sobre el número de niños y niñas obligados a prostituirse, pero
denunció que tanto en Europa como en Estados Unidos se promociona a Costa Rica por el sistema "Internet"
como un destino de turismo sexual infantil."(La Prensa - Costa Rica admite aumento de prostitución y turismo
sexual infantil - 22/08/1996)
Mercado promissor, gerando milhões de dólares em todo mundo, sendo um dos principais fatores do
crescimento absurdo desse segmento, dele participam, além dos exploradores, motoristas de táxi, donos de
boates, bares, hotéis, internet, vídeos e muitos outros que vivem de explorar e facilitar a vida dos turistas
sexuais.
"A Tailândia é considerada o paraíso do sexo. O país oferece os mais variados serviços nesse campo: pacotes
turísticos organizados, prostituição a domicílio, sexo de adolescentes e meninas de tenra idade e até
exportação de mulheres.(...)"
"As pesquisas estimam que, atualmente, o tráfico de tailandesas para o exterior carreia para o país cerca de
US$ 15 bilhões por ano! O turismo sexual, internamente, gera mais US$ 5 bilhões. Ou seja, o sexo representa
um mercado de US$ 20 bilhões o que equivale a 2/3 do PIB do país (Banckok Post, 05-04-96). Há na
Tailândia cerca de 4 milhões de prostitutas sendo 1 milhão de menores de 18 anos."(O Jornal da Tarde - José
Pastore - Trabalho e turismo Sexual - 13/02/1997)
A realidade no Brasil não é muito diferente, os aspectos de pobreza, fome e falta de perspectivas de vida,
fazem com que cada vez mais crianças atravessem essa linha, caindo nas garras dessa rede que se espalha por
todos os lados, principalmente em locais onde a atividade turística é mais forte. Cidades como Rio de Janeiro,
São Paulo, Salvador, Natal e muitas outras capitais, são os destinos mais freqüentes dos turistas sexuais, não
só os estrangeiros, mas também os brasileiros. É normal ver nas praias durante o dia ou ao cair da noite nas
cidades turísticas, meninas e adolescentes, saindo para "pescarem" um turista.
Em 1996, a Embratur lançou uma campanha de caça ao turista sexual estrangeiro, pois acreditava que esse
era o principal "cliente" para o segmento, o que acabou não se concretizando:
"No período de sua criação, o programa tinha como alvo principal o turismo sexual ("Diga não ao Turismo
Sexual - Cuidado, o Brasil está de olho"), devido ao fato de se acreditar que crianças e adolescentes eram
mais freqüentemente vítimas de esquemas de exploração sexual praticados para estrangeiros. Através dos
dados estatísticos colhidos a partir das denúncias recebidas, observou-se que o maior quantitativo de
denúncias é de exploração sexual praticadas por brasileiros em qualquer município do país contra crianças
e/ou adolescentes brasileiros, ficando as denúncias de turismo sexual em um percentual de apenas 9,8% (no
período de 05/02/97 a 30/04/97) e cerca de 6% ao longo de todo o programa até o momento. Portanto, a partir
do mês de maio de 1997, o programa passou a trabalhar com um teor mais abrangente, já que o turismo sexual
por estrangeiros, apesar de importante, não era o único e nem o mais denunciado entre os crimes."(Sistema
Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil - http://www.abrapia.org.br/Missao/sincesca.htm)
Mas afinal o que é esse turismo sexual, dentro da bibliografia pesquisada, não encontramos referencias
claras a respeito deste tipo de turismo, pode caracterizado com o segmento de "turismo single", que é formado
em sua essencial, de pessoas de estado civil, solteiros ou separados, mas com um poder aquisitivo razoável, e
tem co-relação com o turismo gay, outro segmento que cresce muito no turismo.
"Grande parte dos homens que usufruem desses serviços são casados e com família nos seus países de
origem. O público masculino tem em média 35 a 60 anos. Têm aqueles que se interessam apenas por crianças
e adolescentes, como é o caso dos japoneses, que preferem manter relações sexuais com virgens, e outros, que
não faz distinção de idade. Podemos citar também como exemplo desse tipo de turista, os homossexuais e um
pequeno contingente de mulheres, mas a predominância é de heterossexuais do sexo masculino."(Projeto
Chame - http://planeta.terra.com.br/turismo/turismosexual/tshistorico.htm)
Os principais paises emissores destes turistas, Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos, Itália, GrãBretanha, Dinamarca, Áustria, Espanha e Suíça. Configurando os países ricos como emissores e
conseqüentemente os países mais pobres e subdesenvolvidos se tornam os receptores, a relação do poder
financeiro caracterizando a globalização do turismo sexual, tornando assim cada vez maior esse segmento
bastardo. Países Europeus começam também a coibir os abusos de seus compatriotas, campanhas como a
realizada pela RAI (Rede de TV Italiana) e imprensa Italiana, começam a tomar corpo:
"No spot, um turista asiático é abordado em pleno centro de Roma por um Italiano que lhe oferece uma
jovem por 100 dólares dizendo:
- "Pode fazer o que quiser dela, excepto mata-la" (...)
"Se isto acontecesse à tua filha, isto horrorizava-te não era? Quando fores ao estrangeiro, pensa nisto. Uma
criança será sempre uma criança, não importa onde no mundo".(STOP ao turismo sexual http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/www/vqp/97/vqp2897.htm)
A França está no mesmo caminho, em outubro de 2000, julgou um cidadão francês, Amnon
Chemouil, acusado de fazer turismo sexual na Tailândia, onde abusou sexualmente de uma menina de 12
anos, o abuso ocorreu na cidade de Pattava, um balneário localizado no Golfo da Tailândia. Este foi um
precedente que nunca ocorreu na história francesa. No Vaticano o papa João Paulo II condenou o turismo
sexual, os centros de férias que estão fora da realidade dos países de 3º mundo e o turismo de massa, que
produz subculturas, degradando as comunidades locais, tirando suas identidades e tradições.
"Con las recientes restricciones y operaciones en contra del turismo sexual en Tailandia y otros paises
asiaticos, incluyendo a Sri Lanka, un numero creciente de turistas del sexo estan llegando a Centroamerica y
America Latina, advierte "Casa Alianza", organismo internacional que trabaja con los niños y ninas de la calle
del istmo." (Jornal Panamundo: su noticiero internacional - Turismo sexual en Centroamerica)
Segundo o trabalho realizado pelo Projeto Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), cita turismo
sexual como:
"Sair de férias, conhecer outros lugares e, se possível, encontrar um Príncipe Encantado ou uma Cinderela
para compartilhar momentos de lazer e de aventura é fantasia que povoa os sonhos de muita gente. O Turismo
Sexual se alimenta desses sonhos. Mas só fica caracterizado como tal quando ocorre o deslocamento de
pessoas, de ambos os sexos, para outras cidades, estados, países ou continentes, exclusivamente em busca de
aventuras eróticas". (CHAME - http://tsunami.elogica.com.br/melhores/turismo/infotur/fc0018.htm)
O Chame foi implantado em na Cidade de Salvador (Bahia) e pertencente a projeto de extensão do NEIM Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, órgão suplementar da Universidade Federal da Bahia.
Mas na verdade o turismo sexual é muito maior, pois não se trata apenas de uma pessoa em busca de uma
simples aventura sexual, ele se constitui numa verdadeira indústria de serviços, que apesar de inúmeros
esforços de alguns governos e ONGs, continua crescendo e muito.
Com a decadência cada vez maior das indústrias de produtos, o turismo vem acenando como saída para as
crises financeiras dos países de terceiro mundo, e a falta de profissionais que realmente saibam respeitar as
regras do turismo, ajudam o turismo sexual e também o tráfico de mulheres para prostituição, a serem um
negócio cada vez mais rentável. Em certos momentos o poder público passa até apoiar tais manifestações.
"Depoimento de um Secretário de Turismo, publicado pela revista Veja: "Não importa se o turista gasta seus
dólares com prostitutas, nos hotéis de luxo ou num shopping center. O que interessa é que eles deixem seus
dólares aqui (...) afinal, existem prostitutas em qualquer lugar do mundo".(Veja, no. 1270, 13/01/93, pp.5657)
2.3. TURISMO SEXUAL OU PROSTITURISMO
Com certeza a prostituição está nitidamente ligada ao turismo sexual. A atividade tenda se adaptar aos novos
consumidores, turistas que vem ao Brasil do mundo inteiro querem ter várias opções de lazer e prazer, uns
querem ver monumentos, natureza, outros querem mulheres, crianças e até mesmo meninos.
"Talvez o termo adequado para essa prática não seja “turismo sexual”, visto que, como afirma Paulo Lopes,
assistente do secretário de turismo do município (Natal - RN), não há nenhum pacote de agência de viagem
brasileira ou estrangeira apresentando Natal como paraíso sexual, característica principal do turismo sexual.
Adequaria-se melhor aqui “prostiturismo”, termo que mais se aproxima do que realmente ocorre em Natal,
pois o que há é uma situação em que a prostituição torna-se uma atividade mais lucrativa quando se tem por
clientela os turistas estrangeiros."(Turismo Sexual - Jornal online laboratório do decom/ufrn http://jornalista.tripod.com/)
O êxito do turismo no Brasil está e sempre esteve ligado a sensualidade feminina, o mito da orla "caliente",
faz com que o turista sexual venha cada vez mais. E como contornar esse limiar de tratar bem o turista e ao
mesmo tempo combater o "sexotur", afinal o turista do sexo masculino tem grande potencial, pois vindo
sozinho ou em grupos de homens, gastam mais dinheiro no turismo, gostam de Carnaval, sexo e outras
atrações lúdicas.
"...a putaria virou um business e acabou o romantismo."(Revista Época - Edição 128 - 31/10/2000)
Militares, indígenas e religiosos: Como no início da colonização brasileira a destruição da cultura indígena
ainda é muito grande. Nas fronteiras brasileiras da floresta Amazônica, a presença de grupos religiosos,
tentando modificar a vida dos nativos, alterando suas culturas e promovendo conceitos dos homens brancos.
Na divisa com a Colômbia e Venezuela, as famílias indígenas são obrigadas a morarem em casas separadas,
deixando suas malocas (moradia coletiva) que segundo os religiosos, incentivavam a promiscuidade. E ao
mesmo tempo utilização das indígenas como objetos sexuais, pelos militares instalados nestas fronteiras é
comum. Como a presença de grupos indígenas ainda é numerosa, o assédio dos militares para com as índias é
muito forte, eles aproveitam a ingenuidade delas, utilizando-as para realizarem seus desejo sexuais, já que o
local é de isolamento total da família. Abrindo um terrível precedente para a promiscuidade das índias
brasileiras.
2.3. TURISMO SEXUAL VIRA PESADELO - "ELE FALOU MARAVILHAS"
Situação comentada em todos as mídias do mundo foi certamente causada pela busca de turismo sexual. A
morte de seis turistas portugueses, acontecida no dia 12/08/2001, na Praia do Futuro, em Fortaleza. Os
empresários portugueses viajaram para o Brasil em busca de aventura sexual. Encantados pelas palavras do
amigo, o também português Luiz Miguel Militão Guerreiro, que morava no Brasil há dois anos. A isca foi a
busca de prazer sexual, onde eles foram atraídos pelos dotes das mulheres cearenses, tão declamada por
Militão, que na verdade o que queria mesmo era o dinheiro dos amigos.
Segundo a Mulher de Joaquim Fernandes Martins, um dos portugueses assassinados:
" O Militão esteve em Portugal no começo do ano e ficou na casa do Correia Rodrigues. Falou
Maravilhas das praias do Nordeste do Brasil e meu marido e seus amigos decidiram viajar aproveitando as
férias aqui em Portugal."(Jornal O Estado de São Paulo - "Ele falou maravilhas das praias", diz uma das
viúvas - 25/08/2001)
2.4. CARNAVAL: PRAZERES DA CARNE
O Carnaval, festa mais popular do Brasil, é conhecido mundialmente e atrai grande quantidade de turistas de
vários lugares do mundo. Foi inicialmente introduzido no País pelos portugueses, o Entrudo, palavra de
origem latina que significa "entrada", se modificou muito até ser o que é hoje. O Carnaval brasileiro se tornou
sinônimo de mulher nua, ajudando em muito a divulgação do País, como um dos melhores paraísos sexuais do
mundo.
"Escolas do Grupo Especial levarão para a avenida um time de gatas que promete fazer a alegria da galera
masculina. Nada de plumas, paetês ou fantasias muito trabalhadas. O lema para elas é quanto menos roupa
melhor. Afinal, todo desfile de Carnaval que se preze é mais do que um bom motivo para que as musas da
estação mostrem o resultado de seus implantes de silicone ou lipoaspirações mais recentes." (Diário Popular Só tem Popozuda! - Fábio Martins - 23/02/2001)
Esta festa já está enraizada em nossa cultura e tem sua representação em todas as regiões do Brasil. O destino
carnavalesco mais conhecido no mundo é o Rio de Janeiro, onde o atrativo principal é o desfile das escolas de
samba. Elas se apresentam durante os dias de Carnaval no Sambódromo Professor Darcy Ribeiro, mais
conhecido como Marques de Sapucaí (Simbolicamente construído sobre antigas ruas de prostíbulos e baixo
meretrício), onde além da beleza dos enredos das escolas, se destacam as mulheres, desde anônimas até as
famosas artistas de TV e personalidades da society nacional. Funciona como um palco, onde elas conseguem
se projetar como símbolos sexuais e musas do Carnaval.
Conseguindo a partir daí diversos trabalhos, desde uma ponta em uma novela, comercial a uma capa de
revista voltada para o público masculino. Exemplos não faltam, a ex-modelo Luma de Oliveira, madrinha da
bateria da Escola Unidos da Viradouro, que desfila há anos na passarela do samba levou em 2001 a sugestiva
fantasia Deusa da Luxúria; outra presença garantida é da Mulata Globeleza, Valéria Valenssa, símbolo das
vinhetas de Carnaval da Rede Globo de Televisão; e também a mais famosa das loiras televisivas, a Maria das
Graças Meneguel, Xuxa a "Rainha dos Baixinhos", que sempre participa dos desfiles.
A festa deixou de ter data única e virou um negócio comercial. Aproveitando o sucesso e a perspectiva de
atrair turistas o ano todo, o Carnaval fora de época ou "micareta", vem crescendo cada vez mais. Já são vários
os locais que aproveitam o espírito de carnaval, para realizarem essas festas em épocas mais diferentes
possíveis, reforçando ainda mais a idéia do País do Carnaval o ano todo.
"Carnaval virou sinônimo de festa durante o ano inteiro - e ao estilo baiano. A folia tomou conta do Brasil
graças aos trios elétricos de Salvador, que estão colocando os brasileiros para requebrar no embalo da axémusic. Vinte cidades brasileiras, de Belém, no Norte, a Florianópolis, no Sul, incluindo Brasília, Goiânia, Rio
de Janeiro, São Paulo e todas as capitais do Nordeste, já têm a sua versão da micareta."(Istoé - Carnaval a
toda hora - Eduardo Hollanda - 09/10/1996)
As mulheres e até homens que conseguem se destacar nos desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio
de Janeiro e também no de São Paulo, conseguem encher suas agendas. São contratados para seguirem as
micaretas por todo o Brasil.
"O time que foi a Goiânia, por exemplo, recebeu cachês entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e incluiu os atores globais
Leila Lopes, Danielle Winitz, Manitour Felipe, Giselle Fraga e Oscar Magrini - o Ralf de O Rei do gado. "Já
estou com a agenda cheia para micaretas até o Carnaval", diz Alexandre Frota. Um nome deverá estar em
todas. Oscar Magrini, que subiu pela primeira vez em um trio elétrico, ficou alucinado com a festa." (Istoé Carnaval a toda hora - Eduardo Hollanda - 09/10/1996)
São Paulo para tentar enfrentar o Carnaval do Rio de Janeiro, vem investindo pesado na festa, o que prova
mais ainda que o lado comercial da festa está mais forte. A intenção é atrair quanto mais turistas melhor, e
não importa o preço, quer seja ele financeiro ou social, sabe-se que atrás destas festas uma outra indústria
também se propaga, a dos "serviços da carne".
"Os grandes alvos dos organizadores são os turistas do interior do Estado, da Região Sul do País e do
exterior, principalmente do Mercosul. Para isso, firmou-se uma parceria com uma empresa de turismo que
oferecerá pacotes promocionais para o Carnaval em São Paulo."(Agência Estado - São Paulo terá Carnaval
"profissional" em 2001 http://www.terra.com.br/turismo/noticias/2000/11/30/003.htm)
A festa brasileira se tornou tão popular, que outros lugares do mundo já começam a produzir eventos
similares, é comum ver em países da Europa, Estados Unidos e Canadá o samba e as nossas mulatas.
"A cidade francesa de Villeneuve-sur-Lot tem cerca de 25 mil habitantes e fica na região de Bordeaux.
Nunca mais será a mesma a partir desse sábado 24 quando 40 escolas de samba iniciarão um carnaval
tipicamente brasileiro que vai durar sete dias. Cada escola terá aproximadamente 50 foliões (todos europeus).
Os nomes de algumas delas: Telecoteco de Berlim (alemã), Trepa Coqueiro (austríaca), Macunaíma
(francesa), Sambalanço de Voorburg (holandesa), A Banda de Gottenburg (sueca). A festa tem o apoio do
Ministério da Cultura da França. O objetivo é incrementar ainda mais o turismo no país, que anualmente
recebe cerca de 70 milhões de visitantes. O carnaval de Villeneuve-sur-Lot tem assessoria de sambistas
baianos."Istoé - nº 1556 - A Europa cai no samba - 28/07/1999
Não é difícil procurar na internet endereços que mostrem a realidade do carnaval brasileiro, muitas vezes
maquiado de sites sérios, mas que na verdade fazem divulgação das circunstâncias reais que envolvem a festa.
Sempre cheios de muitas fotos, mostrando os atributos das mulheres brasileiras, com poucas roupas e suas
curvas sempre disponíveis, misturando-se a isto, monumentos e paisagens.
Podemos também reconhecer o público-alvo destes sites, o endereço www.123-rio.com, trás versões em
inglês, espanhol, italiano, francês e logicamente o português. Além de fotos que demonstram imagens do
carnaval do Rio com conotações homossexuais.
O Carnaval passa a ser o primeiro contato do estrangeiro com o Brasil, os incentivando a virem ao País busca
de sexo. Turistas sexuais vem a primeira vez atrás das imagens que ele vê na TV, filmes, internet e nos relatos
de turistas que já estiveram aqui e aproveitaram o acesso ao sexo fácil, o carnaval se transforma em ponto de
referência.
Dos países emissores de turistas sexuais para o Brasil, se destaca a Itália.
"Em 1997 chegaram ao País cerca de 3,2 milhões de estrangeiros e, em 1998, 4,8 milhões. Deste total,
169.567 eram italianos encantados pela beleza natural e, claro, pelas mulheres brasileiras. A Itália é o 6º país
que mais envia turistas ao Brasil". (Jornal Comunitã Italiana - Edição 50 - Italianos buscam por praias, samba
e mulheres - março de 2000)
Esses italianos vem ao país em busca dos atrativos da mulher brasileira, além é claro, das belas paisagens
naturais. Ele tem em média de 25 a 30 anos e buscam as praias do Nordeste, principalmente Fortaleza.
"Segundo o gerente comercial da Varig em Roma, Silvano Finardi, existe um ostensivo trabalho de
divulgação do Brasil através de cidades históricas e artísticas, da cultura, da música e das inesgotáveis
riquezas de sua natureza e de sua gente. Tudo isso para que o Brasil não seja visto apenas como o "país das
grandes mulatas, dos bumbuns e do sexo fácil". "Não nos interessa o promotor e organizador do chamado
turismo sexual", afirmou Finardi. Cada turista italiano em busca de sexo gasta entre US$ 180 e US$ 250 por
dia em uma capital nordestina, de acordo com Finardi, e ainda se queixam que os preços cobrados no Rio de
Janeiro são muito mais altos." (Jornal Comunitã Italiana - Edição 18 - Turismo sexual atrai italianos para o
Nordeste - janeiro/fevereiro de 1996)
Outra forma de divulgar os atributos da mulher brasileira, são os próprios grupos de pagode ou axê-music,
que vão a Europa para divulgarem seus trabalhos. O grupo "É o Tchan", fez turnê pelo velho continente, para
lançar seu novo disco Gerasamba (1997), onde prometiam ensinar aos italianos as danças da "Tcheca", do
"Bum-bum", onde o principal destaque do grupo era a dançarina baiana Carla Peres, que tinha pousado nua
para a revista masculina Playboy.
2.5. A SÍNDROME DE CAPITU
Capitu, nome da esposa suspeita de adultério do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, nada tem a
ver com o tema que será tratado neste capítulo.
A Televisão brasileira, principalmente a Rede Globo, vem dando conotações diferenciadas a profissão mais
antiga do mundo, a prostituição. Em várias novelas e seriados a maneira em que esse tema vem sendo tratado,
pode influenciar o comportamento das meninas e adolescentes.
"Mas 30 milhões de brasileiros que não sabem ler ou escrever e mal conseguem se alimentar, podem começar
a achar que a prostituição é uma saída honrosa." (Jornal da Tarde - A rede mais poderosa e a profissão mais
antiga - 03/12/2000)
Novelas onde o mundo da prostituição é tratado com glamour são normais há muito tempo, "meninas"
sempre sorridentes e sonhadoras, em busca de príncipes encantados, que as tirarão desse mundo. Roupas
novas, festas e muito prazer cercam esses lugares.
Lançada em meados de 2000 a novela brasileira "Laços de Família", trouxe em seu enredo a história de
Capitu (Giovanna Antonelli), garota de classe média que para conseguir sustentar seu filho e pais, resolve
fazer programas.
"Capitu não tem problemas. O fato de viver de emprestar o corpo, generosamente, a quem pagar por ele, não
lhe causa qualquer trauma. Ao contrário: sente orgulho por ter tido coragem de recorrer a este recurso
extremo para impedir que os pais morressem de fome." (Jornal da Tarde - A rede mais poderosa e a profissão
mais antiga - 03/12/2000)
A sua situação na novela foi inspirada na realidade, a pesquisa sobre o universo, segundo a própria produção
de "Laços de Família", foi realizada em anúncios de jornais, sites eróticos na internet e também com
entrevistas com garotas de programa. Além de um casal que vive de explorar estudantes universitárias.
Atualmente em cartaz no horário das 8 horas da noite, a novela "Porto dos Milagres" de Aguinaldo Silva e
Ricardo Linhares, é uma adaptação dos livros 'Mar Morto' e 'Descoberta da América pelos Turcos', do escritor
Jorge Amado, mostra o Centro Noturno de Lazer, da "cafetina" Rosa Palmeirão, como sendo um lugar onde
as mulheres são bonitas, bem tratadas, sempre alegres e felizes com a profissão que escolherão, dispostas a
fazer a "função" e realizar os desejos dos homens que comparecem lá atrás de diversão. Rosa Palmeirão, que
por sinal é uma das principais personagens da história, está no contexto para questionar o poder dos
malfeitores da cidade e suas atitudes. Aparece como uma das personagens mais equilibradas de toda a trama,
criando uma situação favorável para pessoas que, como ela, exploram sexualmente as mulheres no Brasil.
Poderíamos citar vários outros folhetins que também abordam esse assunto com muita tolerância. Em "A
Indomada", escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, exibida em 1997, onde a situação é muito
parecida com a de "Porto dos Milagres".
"Renata Sorrah comandava a mais alegre `casa de campo' da qual se tem notícia. As meninas estavam sempre
sorridentes, joviais, como se suas vidas fossem realmente muito fáceis e prazerosas, sem qualquer conflito a
não ser aqueles relacionados à paixão." (Jornal da Tarde - Caderno de TV - A rede mais poderosa e a
profissão mais antiga - 03/12/2000)
Será que pessoas criadas vendo esse tipo de comportamento na televisão poderiam ser influenciadas?
Segundo algumas autoridades, tudo indica que sim.
Segundo a "coordenadora do Centro de Resgate da Identidade (Cride), ONG dedicada a menores
prostituídos, Maria Cecília Cascaes critica a imagem de boa moça das garotas de programa no horário nobre.
“Estimula a prostituição infantil”, alega. “As meninas chegam dizendo: ‘Se a Capitu deu certo, por que não
tentar?’.”(Revista Época - Edição 123 - A polêmica de Capitu - 25/09/2000)
A situação apresentada na novela "Laços de Família" em outras novelas, deve fazer certas pessoas
questionarem realmente os valores tradicionais, afinal, Capitu ganhava a cada programa cerca de R$ 1.500
reais e fazia cerca de dez programas por mês, faturando um cachê mensal de R$ 15 mil, um salário que
dificilmente uma pessoa normal poderia ganhar, sem nenhuma formação ou habilidade especial.
"Esta opção por glamourizar a prostituta chega a ser comum ao longo da história da arte, mas quando se trata
de um país que passa por profundas dificuldades sociais, como o nosso; em que a tevê chega a milhões de
lares antes da alfabetização e a prostituição já alcança as crianças, não seria temerário transmitir a este povo
uma idéia tão leviana da questão?"(Jornal da Tarde - Caderno de TV - A rede mais poderosa e a profissão
mais antiga - 03/12/2000)
A influência das novelas é tão grande na vida das pessoas, que até as prostitutas que trabalham no Rio de
Janeiro, e freqüentemente servem a turistas italianos, adoraram a novela "Terra Nostra":
"este ano os turistas italianos têm mais uma surpresa. Estão sendo recebidos com expressões italianas como
"amore mio", "bambino mio", "è vero", "ecco" e "ma che uomo" que já fazem parte do vocabulário popular
brasileiro, devido ao sucesso da novela "Terra Nostra"."(Jornal Comunitã Italiana - Edição 50 - Italianos
buscam por praias, samba e mulheres - Março 2000)
2.6. ESCRAVAS MADE IN BRAZIL
Como o turismo sexual é um dos principais setores do turismo brasileiro, e em franco desenvolvimento,
outros serviços derivados começam a surgir dessa "oportunidade de mercado".
"O tráfico de mulheres e a prostituição de milhões delas no mundo já alcançam níveis de exploração só
comparáveis aos piores momentos do comércio de escravos do século 16." (Jornal da Tarde - Mulheres:
tráfico como no século 16 - 30/11/2000)
"Dados apresentados pela Fundação Helsinque de Direitos Humanos, organização não-governamental (ONG)
com sede na Finlândia, indicam que o Brasil é o maior exportador de mulheres escravas sexuais da América
do Sul. Segundo a ONG, existem hoje 75 mil mulheres brasileiras trabalhando em cabarés, saunas e outras
modalidades de casas de prostituição na União Européia." (Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras
- Luiza Nagib Eluf - Procuradora de Justiça do Ministério Público de SP - 25/04/2001)
O Tráfico de seres humanos, principalmente crianças e mulheres, cresce a cada dia. A rede de tráfico fica a
cada dia mais sofisticada e falta de ação das autoridades ajuda nesse desenvolvimento. Fome, poucas
oportunidades de trabalho, falta de educação e cultura, motivam mulheres a tentar a sorte na prostituição ou a
busca de empregos no exterior, com salários em dólares. Os aliciadores colocam anúncios em jornais,
montam empresas de representação ou agências de modelos, buscando chamar a atenção de mulheres e
adolescentes ambiciosas, propõem empregos no exterior, com altos salários. Muitas são enganadas e vão parar
em outros países onde serão obrigadas a se prostituir, vivendo sempre sobre ameaça, tem seus passaportes
confiscados por seus compradores, ficando a mercê da violência em um país em que sequer conhece a língua.
Outras sabem e vão para poderem conseguir dinheiro para melhorarem suas vidas e de seus familiares.
"Dentro do Brasil também há muita exploração organizada da prostituição, comércio de pessoas, escravidão.
Crianças são vendidas, leiloadas, rifadas para fins sexuais. No exterior, somos conhecidos como o país do
turismo sexual - com meninas de tenra idade, ou mesmo meninos a preço barato para os estrangeiros."
(Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - Procuradora de Justiça do Ministério
Público de SP - 25/04/2001)
O tráfico de seres humanos é a terceira atividade ilícita mais rentável no mundo, só perdendo para o tráfico
de drogas e armas. As organizações criminosas buscam no Brasil, maior alvo na América Latina, mercadorias
para serem comercializadas em toda a Europa, os principais estados brasileiros onde são feitos os
aliciamentos Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e capitais do Norte e cidades
litorâneas do Nordeste, onde a miséria se contrapõe a riqueza e belezas desses lugares, criando o ambiente
ideal para que as mulheres e crianças caiam nas redes do tráfico.
Os principais países receptores dessas escravas brancas são: Espanha, Portugal, Itália, Holanda e Alemanha,
onde essas mulheres serão obrigadas a trabalhares em casas noturnas e até nas ruas, para poderem pagar suas
contas pendentes com os aliciadores e "proprietários".
No Inconsciente feminino, o papel da prostituta é um arquétipo primitivo da sedutora; desde a prostituição
ritual na Babilônia nos templos de Ishtar (deusa do amor como Afrodite ou Vênus), quando uma vez por ano a
crente oferecia-se no templo em prostituição agenciada pelos sacerdotes e doava seus ganhos à Deusa,
chegando aos lupanares romanos (a prostituta loba de Rômulo e Rêmulo) passando pelo Glamour e vida de
luxos das cortesãs Venezianas, Francesas etc... até a Gueixa japonesa, a bíblica Dalila de Sansão, etc...e nas
classes populares toda esta erudição atualiza o signo prostituta na figura da "Pomba-Gira", mulher dos exús,
na maior parte uma ex-prostituta desencarnada (Lilith seria o equivalente judaico-cabalístico no Talmud,
primeira esposa de Adão que é expulsa do paraíso-Éden e copula com diversos demônios, é a Lua Negra da
astrologia zodiacal e nos horóscopos tão populares no jornalismo de gênero feminino); e no imaginário
feminino o sedutor cafetão, o proxeneta ou gigolô é uma figura sedutora do "Companheiro" ou bom amante.
Todo este mito na mídia é explorado em seu potencial simbólico subliminar veiculando nas imagens festivas
do Carnaval e nas telenovelas da Globo, reforçando no imaginário coletivo os atributos femininos desta "vida
fácil" onde só há prazeres e alegrias fantasiosas e irreais: uma vida de festas, muito dinheiro, viagens pelo
mundo, luxo e alegrias.
Para o Suriname eu vou - Uns dos esquemas que mais funcionam no Brasil, no tráfico de mulheres é a rota
via Suriname, que foi matéria de capa da revista Istoé em 1996, ganhado o 1º Prêmio Simón Bolivar de
Jornalismo, concedido pelo Parlamento Latino-americano, com a reportagem "Escravas do sexo", publicada
em 5 de junho desse ano.
"O Suriname é a primeira parada de uma movimentada rota de tráfico de mulheres brasileiras para a Europa.
Nos últimos três anos, Paramaribo se consolidou como entreposto de Prostitutas. (...) 500 brasileiras integram
o mercado do sexo no Suriname." (Istoé - Prostitutas made in Brazil - 05/06/1996)
A busca de uma vida melhor encanta as brasileiras que se dispõem a trabalharem no Suriname, a idéia de
dinheiro fácil e a realização de sonhos como casa própria ou mesmo conhecer um estrangeiro que se apaixone
por elas, levando-as ao altar, permeiam suas ilusões. Só que a realidade é bem diferente:
"As garotas levadas ao Suriname fazem um estágio de três meses no país e, depois, passam um período
similar na Holanda. Vendidas a donos de boates e casas de prostituição holandesas por US$ 1 mil, elas são
posteriormente da mesma transação na Espanha e na Alemanha.(...)
Antes de Terminar a etapa do Suriname, as garotas são avaliadas para prosseguir carreira na Europa.
Representantes de casas de prostituição na Holanda viajam a Paramaribo para conferir as qualidades de suas
contratadas. A primeira orientação dada às garotas é tirar toda a roupa. Depois, com ajuda de um boneco
inflável, elas aprendem técnicas de massagem erótica. Recém ainda aulas sobre o manuseio de chicotes,
algemas e outros apetrechos sadomasoquistas. (...) Todas ganham no corpo um número tatuado, para facilitar
a identificação."(Istoé - Prostitutas made in Brazil - 05/06/1996)
Tal treinamento prepara a escrava sexual com artefatos sadomasoquistas para atuarem tanto como ativassádicas batendo no cliente (Dominatrix), ou como passivas-masoquistas apanhando (Submissives), ao gosto
dos fregueses representando qualquer dos dois papéis quando solicitada, um treinamento de profissional do
sexo sofisticada.
A facilidade que essas mulheres entram para escravidão, se tornando um pesadelo em suas vidas, pois é
quase impossível se livrar de seus donos, muitas fogem ou voltam em caixões para suas famílias.
"A maioria dessas moças pensa que a prostituição é considerada crime no Brasil. Não o é. O Código Penal só
pune a exploração da prostituição realizada por terceiros, mas não incrimina a conduta da prostituta. No
entanto, a moral vigente condena de tal forma esta prática que é comum se acreditar na proibição legal."
(Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - 25/04/2001)
2.7.TURISMO GAY: SAINDO DO ARMÁRIO
Quando se fala em turismo sexual, a maioria dos profissionais do turismo faz cara feia, ninguém quer se
identificar com esse segmento. Só que ao contrário do que acontece com esse segmento, uma de suas
subdivisões, o turismo gay ou GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) vem se estabelecendo como a grande
vedete do setor. As empresas do setor não o caracterizam como turismo sexual e fazem grandes investimentos
para atrair esses clientes. Ele é tratado com grande simpatia no mercado do turismo, autoridades do mundo
inteiro apóiam e até participam das manifestações, para atração deste tipo de turista.
"A prefeita Marta Suplicy, saudada como a "primeira prefeita da história de São Paulo a participar da Parada
Gay" prometeu turbinar a ocasião para uma semana inteira de eventos GLS.
"O turismo gay lota hotéis, restaurantes, cria empregos. E é um orgulho ter uma cidade que recebe os gays
com palmas", discursou para um público fervido que rebateu a bola: "Poderosa! Maravilhosa! Arrasou,
cachorra!" ..."(Jornal da Tarde - Uma nova forma de fazer turismo - 24/06/2001 http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ger006.html)
As empresas que trabalham em turismo estão de olho no dinheiro dos GLSs, muitas delas foram inspiradas
no Dia Gay em Disneyworld, no Brasil, o parque temático Hopi Hari, também promover o Dia Gay, seguido
pela Cidade de São Paulo, que promoveu a Parada do Orgulho Gay, atraindo gays do mundo inteiro. Já está se
articulando a transformação de Miami e São Paulo em "sister cities gays", as primeiras do mundo.
A maioria das empresas (agencias de turismo, hotéis, sites de turismo GLS) que trabalham no segmento hoje,
são consideradas GLS, pois seus proprietários fazem parte deste mundo gay, dizem que é difícil para um
heterossexual, ter visão sobre o que os homossexuais querem e necessitam em suas viagens. Já existe até guia
de viagens para o público GLS.
"...a South African Airways foi uma das empresas não-GLS que apoiou a Parada Gay." Queremos ter mais
visibilidade no mercado brasileiro, em qualquer segmento ", resume Nelson de Oliveira, diretor da companhia
no Brasil."(Jornal da Tarde - Uma nova forma de fazer turismo - 24/06/2001 http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ger006.html)
Embora no Brasil esse segmento ainda é não seja tão grande, ele tem uma previsão de crescimento de 25% a
30% para 2001. Para os Estados Unidos o turismo gay rendeu US$ 47 bilhões em 2000, respondendo por 10%
da indústria de viagens, só perdendo para os segmentos de lazer e business. Isso se explica, a maioria dos gays
são profissionalmente bem sucedidos, não tem filhos e se preocupam com eles próprios. Escolhem destinos
diferentes, viajam em média de 3 a 4 vezes por ano, gastando cerca de US$ 90 por dia (turista tradicional
gastam US$ 70), gostam de lugares sofisticados e saindo para jantar e conhecer casas noturnas, locais onde
possam ficar a vontade.
"Gay viaja muito, é muito antenado, exigente, tem certas peculiaridades." (Jornal da Tarde - O poder gay 24/06/2001 - http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ ger013.html).
Pesquisas americanas sobre o viajante gay, realizada pela Community Marketing, de São Francisco, traçou o
perfil deste turista:
"...54% deles viajaram para o exterior, enquanto a média nacional foi de 9%.
Já no quesito de cruzeiros marítimos, 2% da população optou por esse tipo de viagem. Entre os GLS, esse
percentual foi de 20%. E, ainda, 85% deles viajaram por agências, contra 42% da média nacional."".
(Jornal da Tarde - Nos EUA, setor tem 10% da indústria - 17/06/ 2001 http://www.jt.estadao.com.br
/suplementos/turi/2001/06/17/turi009.html)
A Cidade do Rio de Janeiro está se firmando como destino do viajante GLS. São homens de 25 a 40 anos,
que viajam em grupos pequenos ou casais, que além visitarem os lugares tradicionais, como Cristo Redentor e
Pão de Açúcar, recebem folders constando os lugares da moda, saunas e festas onde podem fazer sua azaração
a vontade, também sendo advertidos sobre os golpes que podem ser vítimas, como o "Boa noite, Cinderela".
"O Rio é visto como uma cidade alegre, com boa vida noturna, mas a gente tem que competir contra a
Austrália, que é totalmente estruturada", diz Ângela Barros, dona da Style Travel, que programa passeios para
cerca de mil gays por ano."(Agência Estado - Rio de Janeiro é novo destino do turista GLS - 16/06/2000 http://www.estadao.com.br/turismo/noticias/2000/jun/07/329.htm)
A atitude do mercado de turismo em relação ao turismo gay também é de preocupar, pois ele faz parte do
turismo sexual e não é tratado como tal, as autoridades que repudiam os turistas sexuais que utilizam meninas
e adolescentes para satisfazerem suas fantasias, são os mesmos que incentivam a vinda de grupos GLS, quem
também de alguma maneira vão explorar as crianças e adolescentes do sexo masculino.
"No Rio de Janeiro, além da prostituição feminina, existe a prostituição de adolescentes do sexo masculino
de 11 a 17 anos.”(www.ars.com.br/alunos/primeiro/equipe/callou/turismo.htm)
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Do exposto, esta pesquisa exploratória de um tema solenemente (ou hipocritamente) ignorado em
praticamente todas as obras de referência sobre segmentação de mercado turístico e tipologias de atividades
turísticas (talvez devido à ilegalidade do abuso de menores ou a preconceitos contra a prostituição e
homossexualismo) ou, quando muito, meramente citado superficialmente, deixa evidente que é preciso
preliminarmente realizar muitos outros estudos exploratórios como este para sistematizar dados e informações
que tracem um panorama do problema, levantando a questão para debates posteriores, pois ignorar o assunto
ou apenas citá-lo superficialmente não contribuirá absolutamente em nada para resolver as questões éticas,
jurídicas e socioeconômicas envolvidas.
A metodologia de levantamento bibliográfico em jornais, revistas e websites da Internet permite desenhar um
panorama atual da questão, demonstrando e evidenciando a imagem sensual e exótica que o Brasil projeta
internacionalmente, chegando à deturpação do calendário de festividades com cada estado criando seu
carnaval fora de época e tornando o Brasil por todo o ano o “País do Carnaval” com mulatas desnudas e
aparentemente disponíveis (o exemplo máximo é a Globeleza Valéria Valenssa nua e depilada com o corpo
apenas pintado; e a depilação pubiana tanto pode remeter inconscientemente às exóticas índias com suas
“vergonhas limpas de cabeleiras” da carta de Caminha, quanto também até a obscuras insinuações de faixa
etária infantil pré-pêlos pubianos, pedofilia e abuso de menores).
Do extenso conjunto de referências coletadas pode-se inferir que o Brasil já está irremediavelmente
inserido na rota internacional do Turismo Sexual (muito bem alcunhado de PROSTITURISMO) desde os
shows das “mulatas de exportação”do Sargentelli até o reforço de imagem positiva da prostituição nas
telenovelas que a rede Globo de televisão veicula no território nacional e exporta para diversos países, já
chegando a haver denúncias de 500 mil crianças prostituindo-se no Brasil (e só na Tailândia, por exemplo, o
segmento sexual rende 20 bilhões de dólares anuais, dois terços do PIB do país! O Brasil sequer quantificou o
problema para estudar sua magnitude e propor soluções).
Passível de ser enquadrado dentro de subdivisão do “Turismo Single” ou de indivíduo desacompanhado, ou
de turismo Gay, o Turismo Sexual nada mais é que uma atividade de “Scort Girl” ou acompanhantemassagista que mascara a prostituição (Prostiturismo), cujo perfil do consumidor é o homem casado de 35 a
60 anos heterossexual, subdividindo-se em preferências por virgens (os exigentes consumidores Japoneses),
crianças (pedofilia e abuso de menores), Sadomasoquismo pesado, homossexualismo e uma pequena parcela
feminina ainda insipiente, mas que tem potencial de crescimento idêntico ao das revistas femininas com
nudez masculina frontal e closes de falos em plena ereção.
Já os ‘Clientes” ou “Fregueses” são os países ricos, emissores do turista sexual para o Brasil, que são:
Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos da América, Itália, Inglaterra, Dinamarca, Áustria, Espanha e
Suíça, países do dito “primeiro mundo” civilizado, cuja maioria tem um grande histórico cultural de crimes
sexuais de pedofilia e sadomasoquismo.
ONGs como a “Fundação Helsinque de Direitos Humanos” da Finlândia identificam o Brasil como o maior
exportador de escravas sexuais da América do Sul, um triste recorde de 75 mil brasileiras servindo em
cabarés, saunas e casas de prostituição na União Européia.
O aliciamento das escravas é feito nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Rio Grande do
Sul e diversas capitais nordestinas, nos bolsões de miséria, com promessas de ser modelo famosa e viver no
luxo e apelos à vaidade das jovens de pouca instrução; e os países receptores são Espanha, Portugal, Itália,
Holanda e Alemanha, e a rota segue do Brasil ao Suriname, onde a jovem faz seu “estágio” de treinamento de
três meses onde aprendem até a usar chicotes, correntes e outros artefatos sadomasoquistas como ativassádicas batendo no cliente (Dominatrix) ou passivas-masoquistas apanhando (Submissives), ao gosto dos
fregueses, além de massagem erótica, as “diplomadas” são tatuadas na pele com um número de identificação
como gado ou prisioneiros de campo de concentração nazista.
Estas prostitutas reforçam a imagem de “Paraíso Sexual” que o Brasil vem construindo por décadas em todo
o mundo, são um mostruário do Prostiturismo que o cliente poderá vir buscar no Brasil.
Já o Prostiturismo Gay nos EUA renderam, em 2000, 47 bilhões de dólares, respondendo por 10% da
Indústria de Viagens e como terceiro segmento mais consolidado, gays não tem filhos, viajam 3 a 4 vezes por
ano gastando 90 dólares por dia (o turista tradicional gasta apenas 70 dólares-dia) e freqüenta casas noturnas
caras, são homens entre 25 a 40 anos, e sua cidade preferida é o Rio de Janeiro, graças à imagem projetada
pelo Carnaval, em especial bailes como o “Gala Gay” (Acrescentando a Prefeita Petista Marta Suplicy
reforçando esta imagem de permissividade sexual ao participar da passeata Orgulho Gay em São Paulo),
chegando no Rio, para as suas práticas de abuso de menores preferem os menores de idade masculinos
entre 11 a 17 anos.
Desta forma, o Turismo Sexual ou Prostiturismo é uma atividade que mobiliza cifras astronômicas em
dólares, e que vem crescendo, tendo o Brasil um lugar de destaque no cenário internacional atraindo
atenções dos segmentos masculino heterossexual e homossexual, ambos com preferência pelo abuso de
menores brasileiros e brasileiras.
Futuras pesquisas poderão detalhar melhor os segmentos do Prostiturismo conforme as perversões sexuais e
taras dos clientes, ou quantificar este mercado turístico real e verdadeiro, embora oculto na ilegalidade e
pouco pesquisado pela polêmica e criminalidade envolvidas.
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http://www.abrapia.org.br/Missao/sincesca.htm
à
Exploração
Sexual
Infanto
· STOP ao turismo sexual - http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/www/vqp/97/vqp2897.htm
-Juvenil
-
· Revista Esto es Brasil - Dezembro/1999 e Janeiro/2000
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