abastecimento 33 • mai/jun 2012 a revista do varejo de vizinhança CAPA: avanço das grandes redes | entrevista: silvio passarelli | gestão: família no negócio Edição 33 | mai/jun 2012 | ano 5 | R$ 13,90 | www.revistaabastecimento.com.br Eles querem A sua loja Para manter a clientela e garantir a ocupação territorial, grandes redes varejistas investem em lojas de vizinhança feira APAS 2012 traz os valores que norteiam o consumo entrevista O consultor Silvio Passarelli e os desafios do empreendedorismo gestão Definição de funções ajuda a família nos negócios 1 www.revistaabastecimento.com.br CAPA 33.indd 1 mai/jul 2012 23.05.12 16:39:57 sumario s u m á r i o AbAsteCimento33•mai/jun 2012 6 Sua opinião Espaço para o leitor a REvista do vaREjo dE vizinhança CAPA:AvAnçodAsgrAndesredes|entrevistA:silvioPAssArelli|gestão:fAmíliAnonegóCio Edição 33 | mai/jun 2012 | ano 5 | R$ 13,90 | www.revistaabastecimento.com.br 8 Portal ElEs quErEm A suA lojA O que você encontra na versão eletrônica da revista na internet Para manter a clientela e garantir a ocupação territorial, grandes redes varejistas investem em lojas de vizinhança 10 Produtos As novidades nas gôndolas do varejo 58 Negócios feira aPaS 2012 traz os valores que norteiam o consumo Notícias sobre a economia e a cadeia de abastecimento entreviSta O consultor Silvio Passarelli e os desafios do empreendedorismo geStãO Definição de funções ajuda a família nos negócios Interação no ponto de venda exige sintonia entre os elos 23.05.12 16:39:57 66 Ponto Final Renato Fechino fala sobre os planos da Santa Helena 16 na prática Supermercado Apolo, de Bento Gonçalves/RS, atrai mais consumidores com uma melhor prestação de serviços 20 Capa Saiba por que as grandes companhias varejistas investem na abertura de lojas de vizinhança 28 feira APAS 2012 traz os valores que norteiam o consumo e elucida os fatores que colaboram para vendas melhores divulgação Abastecimento 33 CAPA 33.indd 1 64 Fique por dentro mai/jul 2012 34 entrevista O consultor Silvio Passarelli dá dicas para você ter sucesso no dia a dia dos negócios 40 categorias Gerenciamento ajuda na organização da gôndola em itens como massas, molhos, temperos e sopas prontas 44 Sortimento Conhecimento do perfil da vizinhança permite adequar o mix de produtos de acordo com o gosto da região 50 gestão Profissionalismo, respeito e separação de papéis auxiliam a família na condução cotidiana da companhia paulo pepe 1 www.revistaabastecimento.com.br 54 exposição Cross merchandising estimula o cliente a comprar por impulso e pode ser aplicado em vários setores da loja mai/jun 2012 www.revistaabastecimento.com.br 3 carta ao leitor c a r t a a o l e i t o r Editora Brasileira do Comércio Rua Apeninos, 1.126 | 04104-021 | São Paulo - SP Fone: (11) 5572-1221 | Fax: (11) 5572-1221 ramal 235 [email protected] | www.ebceditora.com.br Revista de cara nova Diretor-Presidente Vicente Puerta: [email protected] Diretor-Comercial/Marketing Rogério Oliva: [email protected] Diretora-Editorial Claudia Rivoiro: [email protected] P rojetos novos dão ânimo e vontade de fazer mais. É com esse astral que apresento a nova cara da revista ABASTECIMENTO, que chega com o visual diferenciado, arrojado e moderno, e com seu conteúdo sempre informativo e didático, e de qualidade reconhecida por todos os nossos leitores, para ajudar o pequeno e médio empresário em seu negócio. O projeto, desenvolvido por Fábio Machado, Manoel Mendonça e Fábio Geríbola, tem tudo para agradar, e acredito que será um sucesso. Afinal, a publicação é a única revista que tem uma tiragem de 60 mil exemplares auditados pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação e distribuídos para lojas de varejo de vizinhança em todo o Brasil. Na matéria de Capa, um tema espinhoso, difícil de ser abordado, mas, com a persistência e a competência da repórter Daniela Guiraldelli, conseguimos publicála nesta edição especial. A reportagem trata do avanço das grandes redes varejistas sobre as lojas de vizinhança em sua busca progressivamente mais intensa pela ocupação geográfica do território, e para isso precisam driblar os altos custos dos imóveis para venda ou locação. Essa é apenas uma das conclusões, mas não se assuste porque também trazemos as armas para o enfrentamento da ameaça. Imperdível! Ainda nesta edição, a cobertura da feira da APAS, que aconteceu no início de maio em São Paulo. Em uma entrevista com o professor Silvio Passarelli, diretor da Faculdade de Economia e da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado e consultor empresarial, o leitor encontrará preciosas informações a respeito de como se tornar um empreendedor de sucesso, e na seção Na Prática ele irá, acompanhando-nos, conhecer de perto a operação do Supermercado Apolo, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, que aposta na prestação de serviços para atrair um número cada vez maior de consumidores para suas oito lojas. Nessa matéria o leitor reconhecerá de imediato um exemplo de sucesso para ser copiado. E, para finalizar, dou meus parabéns à nossa colaboradora Adriana Bruno, que, com a matéria “50 Dicas para Liquidar Seu Concorrente”, publicada na 26a edição de ABASTECIMENTO, de janeiro-fevereiro de 2011, foi uma das finalistas do Prêmio Sebrae de Jornalismo, anunciado em março último. Parabéns a toda a nossa equipe! Editor Cristiano Eloi: [email protected] Redação [email protected] Repórteres Daniela Guiraldelli: [email protected] Jamille Menezes: [email protected] Revisão Newton Roberval Eichemberg Criação e Produção Fábio Geríbola: [email protected] Produção Gráfica Ronaldo Secundo: [email protected] edição de arte Fabio Matxado Portal newtrade Repórteres Andréia Martins: [email protected] Rodrigo Puerta: [email protected] Webdesign Anderson Souza: [email protected] Mídias Digitais Gabriel Baldin: [email protected] Produção de Vídeo Denis Vieira: [email protected] www.publitrade.com.br Gerência Comercial Jorge Rodrigues: [email protected] Gerência de Clientes Especiais José Paulo Basílio: [email protected] Marcos Monaco: [email protected] Representantes São Paulo: Paulo Sérgio: [email protected] Darci Pires: [email protected] SP Interior: Tânia Nassif: [email protected] MG e Centro Oeste: Kamila Fonseca: [email protected] RJ/ES, Norte e Nordeste: Priscila Marinho: [email protected] RS: Ricardo Cunha: [email protected] Relacionamento Institucional Alceu de Genaro: [email protected] Leitores/assinaturas/circulação Fernando Mendes: [email protected] Fale conosco: (11) 5572-1221 [email protected] Gerência Administrativa/Financeira Simone Vargas: [email protected] Jornalista Responsável Cristiano Eloi – MTb 38.052 CLAUDIA RIVOIRO Diretora-editorial 4 www.revistaabastecimento.com.br mai/jun 2012 ricardo bakker Periodicidade: bimestral - Circulação: nacional - Tiragem: 60.000 exemplares Distribuição dirigida - Impressão: Abril Gráfica Esta revista é destinada a proprietários, sócios e gerentes de pequenas e médias lojas do varejo independente, mercados com até dez checkouts. Apoio Filiada ao template.indd 1 21/05/2012 19:58:48 o p i n i ã o A REVISTA DO VAREJO DE VIZINHANÇA abastecimento 32 s u a A revista vem inovando a cada edição! Parabéns para a sua equipe de profissionais, que se esmeram para nos ajudar a entender melhor o nosso negócio. André Pádua – Batatais/SP Gosto muito de todas as seções da revista, especialmente a de lançamentos, que nos deixa atualizados com o que as indústrias estão colocando no mercado. Priscila de Faria Gouveia – Goiânia/GO Parabéns pela entrevista com o consultor Adão de Souza, que esclareceu pontos importantes do negócio, em especial o gerenciamento por categorias da loja. Percebi que, além de conhecer muito bem o assunto, o consultor tem uma linguagem de fácil entendimento. Marcos Tavares de Lima – Rio de Janeiro/RJ Foi sensacional ler a entrevista com o consultor Adão de Souza. Pela sua linguagem e abordagem simples, pude avaliar o meu negócio e nele implementar algumas de suas sugestões. Matéria para ler, guardar e aplicar no negócio. João Bastos – Belo Horizonte/MG Tenho muita vontade de incluir uma área nova na minha loja. Quando li a matéria de Capa da última edição da ABASTECIMENTO, que aborda a venda de comida pronta, convenci-me de que o caminho é esse. Parabéns pela escolha do tema! São matérias como essa que nos norteiam para que incrementemos nosso negócio. Luiz Laudelino de Souza – Niterói/RJ Gostaria de sugerir uma matéria que abordasse o tema estoque, que é sempre uma dor de cabeça para nós, pequenos empresários. Gostaria que ela trouxesse dicas para que evitemos desperdícios e gastos desnecessários. Luiza Alberto de Moura – Patos de Minas/MG Estou com saudades de ler uma reportagem que retrate um negócio de sucesso. Vocês poderiam publicar mais matérias nessa linha, pois nos ajudam a conhecer outros modelos pelo Brasil. Silvana Bento Trindade – Ouro Preto/MG Nota da Redação Silvana, nesta edição trazemos uma reportagem com o Supermercado Apolo, de Bento Gonçalves/RS, que implementou boas ideias ao longo do tempo e obteve resultados excelentes. Confira. 6 www.revistaabastecimento.com.br mai/jun 2012 Festas juninas Saiba como arrumar a loja e abastecê-la com os itens que vendem mais CAPA: food serviCe | entrevistA: Adão de souzA | gerenCiAmento de CAtegoriAs: bebidAs A redação da ABASTECIMENTO vem recebendo sugestões, críticas e elogios ao longo dos meses, alguns dos quais nós publicamos abaixo nesta seção. Para nós, é importante que você, nosso leitor, continue a participar e a interagir conosco. Estamos aguardando a sua colaboração. Claudia Rivoiro, diretora de Redação mar/abr 2012 Edição 32 | mar/abr 2012 | ano 5 | R$ 13,90 | www.revistaabastecimento.com.br Produtos orgânicos Apesar de mais caros, têm clientela fiel e são uma boa opção no pequeno varejo Sirva à vontade Vender comida pronta é tendência mundial que pode incrementar a renda do negócio, mas é preciso ter estratégia para definir qual o modelo a ser adotado Abastecimento 32 mar./abr. de 2012 fale com a gente Anuncie na revista e no site Mostre a sua empresa e o seu mix de produtos aos varejistas do setor mercearil de todo o Brasil anunciando na revista ABASTECIMENTO e no site www. revistaabastecimento.com.br. Entre em contato com o Departamento Comercial da EBC por carta, pelo fax (11) 5572-5335, pelo telefone (11) 5572-1221 ou pelo e-mail [email protected]. Assinaturas individuais e corporativas Consulte a nossa área de Relacionamento para conhecer a tabela da EBC. Faça a sua assinatura agora mesmo e receba a AB já no próximo mês. Discuta as reportagens com sua equipe e envie comentários para a redação. Envie suas cartas e sugestões A revista Abastecimento quer conhecer a sua opinião. Envie suas críticas e sugestões para a revista abastecimento, Rua Apeninos, 1.126, CEP 04104-021, São Paulo, SP, ou pelo e-mail [email protected]. Com a sua participação, faremos da AB uma revista cada vez mais útil para o mercado varejista. APRECIE COM MODERAÇÃO Venda e consumo proibidos para menores de 18 anos. Não contém glúten. AFE-13848-009-51_ouro-RevDistribuicao-205x275.indd 1 4/4/12 4:52 PM portal p o r t a l podcast 69% das pessoas querem a sacolinha plástica de volta +acessadas Dryan Dornelles Arquivo Olegário Araújo, diretor de Atendimento ao Varejo da Nielsen, comenta os dados do Ranking ABAD/Nielsen 2012 divulgados em 21 de maio, na edição 232 da revista DISTRIBUIÇÃO Ricardo Bakker Pesquisa realizada pelo Datafolha, nos dias 2 e 3 de maio, com 612 entrevistados na capital paulista, constatou que 69% dos consumidores acreditam que os supermercados de São Paulo tinham de voltar a distribuir gratuitamente as sacolas plásticas para o transporte de mercadorias. Um acordo feito entre o governo estadual e a APAS – Associação Paulista de Supermercados baniu a distribuição da embalagem, que deixou de ser distribuída nos supermercados do Estado a partir de 4 de abril. O economista Marcelo Neri fala sobre o estudo que mede as mudanças da classe C a partir de novos conceitos de avaliação As notícias campeãs de acesso do portal newtrade em maio Atacado Varejo Fotos divulgação Indústria JBS publica edital de ações da Vigor VUC volta a circular no centro de SP Supermercados não vendem mais remédios A companhia publicou, em 18 de maio, o edital da oferta de permuta relacionada às ações da Vigor, divisão de lácteos da empresa. O leilão, que ocorrerá em 21 de junho, envolverá 149,7 mil ações, a um preço unitário de 7,96 reais. O valor total da oferta será de 1,2 bilhão de reais. Cada acionista da JBS que aceitar a permuta receberá igualmente uma ação da Vigor. Os veículos urbanos de carga de pequeno porte, conhecidos como VUC, estavam liberados para circular no centro expandido da cidade de São Paulo apenas no horário específico das 10h às 16h. A liberação, concedida em 17 de maio, atende a um pedido das empresas do setor de transporte, e foi oficializada em decreto publicado no Diário Oficial do município A presidente Dilma Rousseff vetou a liberação da venda de medicamentos que não exigem prescrição médica para uso em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e similares. O veto foi publicado no Diário Oficial da União em 18 de maio. Dilma afirmou no texto enviado ao Congresso que a liberação dificultaria o controle sobre a comercialização. 8 www.revistaabastecimento.com.br mai/jun 2012 A revista ABASTECIMENTO esteve entre os finalistas do Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo com a matéria “50 Dicas para Liquidar seu Concorrente”, da repórter Adriana Bruno. A reportagem traz informações sobre as maneiras pelas quais os varejistas podem usar o conhecimento e a criatividade para ganhar espaço no mercado. DETERGENTE YPÊ EM NOVA EMBALAGEM. MA Detergente Lilia Distribuição.indd 1 USTENT IS S EL ÁV Ypê. Cuidando bem da nossa casa. MODERN IS A MA MAIS ANATÔMICA, MAIS BONITA E MAIS PRÁTICA. O detergente Ypê está com uma embalagem mais moderna, prática e anatômica. Continua com a mesma quantidade e rendimento de sempre e ainda mais firme de segurar. Firmeza que você vai sentir nas vendas. 4/18/12 11:54 AM lancamentos Interativo Nova roupagem A marca Chiclets apresenta embalagem moderna e com forte interação com as redes sociais, com uma coleção de personagens que promete revolucionar a presença do produto no ponto de venda. “O nosso público-alvo, os adolescentes, vão querer colecionar os 135 personagens, como acontece com álbuns de figurinhas, mas com estilo especial e típico de Chiclets”, comenta André Zanin, gerente de Marketing da marca. Fotos: divulgação l a n ç a m e n t o s Candies Escolha dupla Agora as linhas de goma de mascar e de balas da Mentos estarão disponíveis na opção combinada dos sabores Tutti Frutti e Menta. Com o nome UP2U, o conceito do produto é proporcionar ao consumidor a opção de sabor que preferir no momento. A marca desenvolveu um novo display em que as duas linhas poderão ser vendidas juntas no ponto de venda. 10 www.revistaabastecimento.com.br LancamentosNOVO.indd 10 Grãos Linha nutritiva A Triunfo, marca da Arcor, lança a linha de biscoitos Cereal Mix com extensão para a versão Cookies. O desenvolvimento completo do projeto, desde o conceito do produto até o lançamento, durou 18 meses. “Foram investidos nesse período cerca de três milhões de reais, levando-se em consideração investimentos no desenvolvimento do produto e em marketing”, conta Rodrigo Peçanha, diretor de Marketing de Biscoitos da companhia. mai/jun 2012 24.05.12 14:59:14 Cachaça Bebida para jovens A Cereser lançou em abril a cachaça 88 Viramel. Com baixo teor alcoólico, 17%, em comparação com as bebidas da categoria, o produto é destinado ao publico jovem e deve ser servido gelado. “Vamos trabalhar com muito vigor a distribuição desse produto, e o consumo maior deverá ocorrer no verão”, conta José Fontelles, diretor-comercial da companhia. Aposta Sabor importado A marca de snacks Doritos, fabricada pela PepsiCo, amplia o portfólio de sabores com a opção Cool Ranch, que tem como característica principal o sabor do molho marcante Ranch. “É uma marca de grande potencial de crescimento e esse lançamento é uma importante alavanca para que isso se expanda”, afirma Renata Figueiredo, diretora de Marketing da companhia. A nova versão foi escolhida por ser sucesso de vendas nos EUA e na Europa. Suco Nova linha A Arbor Brasil amplia seu portfólio com a nova linha de sucos Greenday. De acordo com Mozart Rodrigues, diretor-executivo da companhia, “além da beleza das embalagens e da excelência dos produtos, a empresa também investe na variedade de sabores, inclusive nos exóticos”. As novidades estarão disponíveis para os consumidores em embalagens da Tetra Pak de um litro e de 250 ml. mai/jun 2012 LancamentosNOVO.indd 11 www.revistaabastecimento.com.br 11 23.05.12 18:23:32 lancamentos l a n ç a m e n t o s Congelados Lasanha de atum A Gomes da Costa amplia sua linha de pratos prontos com as lasanhas de atum congeladas. Práticas e com sabor caseiro, o prato está disponível em três versões: Lasanha de Atum ao Sugo, Lasanha de Atum ao Molho Branco e Lasanha de Atum aos Três Queijos. O produto se agrega à linha atual de pratos congelados da companhia, que fabrica empanados com Merluza. As três versões vêm em embalagens de 600 g. Agito Biscoito para beber O Trakinas Shake surge da parceria entre sua fabricante, Kraft Foods, e a BRFoods. O leite aromatizado tem o sabor dos biscoitos Trakinas, nas opções Chocolate e Morango, com efeito shake, que garante cremosidade depois do agito da embalagem. “Em cinco anos, pretendemos colocar esse produto entre os três mais vendidos”, conta Luciane Matiello, diretora de Marketing da Unidade de Lácteos da BRF Brasil. Suco Novos sabores A marca Maguary, da EBBA – Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos, inova e amplia seu mix de produtos com o lançamento das edições limitadas de sucos nos sabores Maçã e Tangerina. “Queremos oferecer uma linha cada vez mais completa e diversificada de sucos para nossos consumidores”, ressalta Lílian Yokota, gerente de Produtos da EBBA. Importado Novo mercado A Paramount Farms, maior produtora e processadora de pistaches e amêndoas do mundo, traz ao mercado brasileiro a Wonderful Pistachios. A marca oferece aos consumidores uma nova linha de pistaches, cultivados na Califórnia, Estados Unidos. “Somos a única empresa no Brasil que produz e comercializa o pistache, o que garante controle total da qualidade ao longo de todo o processo”, explica Carlos Daher, diretor de Vendas da América do Sul. 12 www.revistaabastecimento.com.br LancamentosNOVO.indd 12 mai/jun 2012 23.05.12 18:24:14 af_anunciosTomadoroSupermercado_Moderno.pdf 1 4/20/12 7:46 PM Tem novidades que vão movimentar sua prateleira Buscando atender aos paladares mais exigentes e requintados apresentamos a linha de atomatados Tomadoro Premium. Alta concentração de tomates Processados logo após a colheita 13 Posicione junto aos produtos premium mai/jun 2012 www.revistaabastecimento.com.br www.goiasverde.com.br LancamentosNOVO.indd 13 23.05.12 18:24:14 lancamentos l a n ç a m e n t o s Molho Toque especial A Masterfoods apresenta três novos sabores da linha de molhos cremosos: Creme de Espinafre, Queijo com Ervas, e Funghi. Cristina Iglesias, gerente de Marketing da companhia, acredita que a praticidade do preparo dos molhos “atende às necessidades dos brasileiros que buscam uma alimentação saudável e prática”. A linha completa oferece seis sabores. Prático Massa rápida Pronto em apenas quatro minutos, esse é o conceito do macarrão da Adria que chega ao mercado em embalagem prática para preparo no micro-ondas. O lançamento está disponível em três sabores: Tomate com Manjericão, Molho Branco com Queijo e Molho Branco com Brócolis. “Trazemos um novo conceito na categoria de massas, depois de inovarmos no mercado de biscoitos com as Tortinhas Adria”, diz Eliana Lopes, diretora de Marketing da empresa. 14 www.revistaabastecimento.com.br LancamentosNOVO.indd 14 Chocolate Dois em um A Garoto lança uma versão divertida do chocolate Baton. Com os sabores Branco e Ao Leite, o chocolate chega na opção dois em um. Segundo a empresa, o produto atende à demanda do público, pois “esse novo formato foi o mais pedido pelos consumidores, de acordo com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Garoto”. Comercializado há 65 anos, o Baton está presente em cerca de 400 mil pontos de venda do País. mai/jun 2012 23.05.12 18:24:49 Aposta Produto funcional A La Rioja investe em uma nova linha de alimentos funcionais de marca própria, com destaque para o Óleo de Coco Extravirgem, nas versões 200 ml e 500 ml. “O óleo de coco é uma tendência de consumo mundial e com esse lançamento esperamos obter um crescimento da ordem de 5% ao ano sobre o faturamento global da marca La Rioja”, comenta Rodrigo Gonzalez, vice-presidente do grupo. Lácteo Saúde feminina O queijo Biofrescal é o novo produto da Tirolez. É o primeiro queijo adicionado de probióticos em embalagens de 270 g. Segundo Maurício Chiavolotti, gerente de Marketing da companhia, o item atende ao apelo do consumidor por produtos mais saudáveis. “Ele foi desenvolvido principalmente para as mulheres acima de 30 anos, que desempenham diversos papéis e se preocupam com a saúde e o bem-estar”, afirma. Licenciado Refresco infantil A General Brands, fabricante de refrescos em pó e de sucos prontos para beber, apresenta a nova linha Camp “Clube do Mickey e seus amigos da Disney”, que terá como alvo o consumidor infantil de 3 a 10 anos de idade. “Com esse lançamento, a expectativa da companhia é aumentar as vendas em 40% nos próximos meses”, comenta Isael Pinto, diretor-presidente da empresa. mai/jun 2012 LancamentosNOVO.indd 15 www.revistaabastecimento.com.br 15 23.05.12 18:25:26 na pratica n a p r á t i c a Atender bem é a prioridade Com 42 anos de atuação comercial, o Supermercado Apolo, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, aposta na prestação de serviços para atrair um número cada vez maior de consumidores para suas oito lojas Por Giane Laurentino C om amplos corredores bem iluminados, os vários setores – padaria, rotisseria, açougue, bebidas e bazar – enriquecidos com opções variadas para os consumidores, o Supermercado Apolo, localizado em uma das entradas do L'América Shopping, em Bento Gonçalves/RS, mostra que história e atenção com o cliente formam uma combinação de sucesso. “As minhas duas famílias são constituídas por comerciantes, e por isso o comércio está no meu DNA”, afirma Antônio Longo, diretor do Supermercado Apolo. Parte da família de Longo viveu no litoral do Rio Grande do Sul, onde desenvolveu o comércio local. “Meu avô foi pioneiro no litoral, tinha posto, farmácia e restaurante, loja de roupa, mercado e imobiliária”, conta. Trazendo no sangue a habilidade para o comércio e absorvendo os conhecimentos transmitidos pela família, o empresário passou a admi- 16 www.revistaabastecimento.com.br na praticaNOVO.indd 16 nistrar o Supermercado Apolo há 20 anos, em um negócio que já tem 42 anos. Com jeito inquieto, de quem busca sempre uma solução para as dificuldades diárias do negócio, fez economia e se especializou em marketing e gestão do varejo, o que explica sua necessidade obstinada de dar velocidade às mudanças na gestão das oito unidades, cada uma com dez checkouts, localizadas em Bento Gonçalves e Garibaldi/RS. Há duas lojas centrais e outras seis localizadas em bairros. Cada uma das unidades atua com um diferencial, agregando à sua atividade varejista o conhecimento da região onde está localizada. “Temos lojas que atendem as classes A, B, C e D; todas têm o mesmo formato, mas seus perfis são diferentes”, comenta. Nas lojas de bairro, o foco consiste em trabalhar a venda de cestas básicas, a prestação de serviços e as vendas sazonais. Passam pelos 8.000 m² das oito lojas 420 mil mai/jun 2012 23.05.12 15:55:11 fotos anderson souza clientes por mês. O número de clientes que circulam pelo varejo aumentou, em média, 14% ao ano nos últimos cinco anos. “Tenho duas metas: colocar mais clientes nas lojas e fazer com que a equipe consiga atender esses clientes”, afirma. Todas as lojas funcionam 360 dias por ano, só fechando em datas como a Páscoa, o Natal e o Ano Novo. Com 15 mil itens no mix, organizados por uma equipe composta de 430 funcionários, mais de 60% das operações do Supermercado Apolo são feitas por via eletrônica, 30% em dinheiro e menos de 5% em cheque. Os destaques são as seções de perecíveis e bazar. “O diferencial está nos perecíveis, onde a margem de lucro é maior, mas também é a seção que dá mais trabalho por causa do controle e da equipe”, conta. Na seção de bazar da loja localizada no L'América Shopping é possível encontrar itens tão diversificados como brinquedos e utilidades domésticas, e um setor específico para utensílios domésticos como talheres, panelas e formas. Atender bem os clientes é uma prioridade no Supermercado Apolo. Por esse motivo, Longo busca diferenciais capazes de atrair a clientela. Um desses diferenciais é o café instalado logo na entrada da loja. “Queria que o cliente chegasse e viesse ao mercado para encontrar um amigo”, comenta. Para Longo, a criação do café dentro da loja é um motivo a mais para que os clientes entrem lá, o que a torna mais do que um local de compras. “É um ambiente em que as mulheres podem se sentar e conversar tranquilamente”, afirma. Foi também pensando nelas que se criou um espaço para flores dentro do varejo. Todas as semanas o supermercado encomenda flores novas. A quinta-feira é um dia especial, pois nesse dia os buquês de rosas custam 9,90 reais. mai/jun 2012 na praticaNOVO.indd 17 O Supermercado Apolo, em Bento Gonçalves/ RS, está localizado em uma das entradas do L'América Shopping www.revistaabastecimento.com.br 17 23.05.12 15:56:13 na pratica n a p r á t i c a Com foco na clientela feminina, criou-se um espaço para a compra de flores Agregar serviços faz parte da filosofia da rede do Supermercado Apolo Para prestar um melhor atendimento aos clientes, Longo concebeu uma de suas lojas em formato express, com 3 mil itens, restaurante, padaria e açougue. Além disso, em todas as unidades, as compras podem ser entregues em casa. “Grande parte dessa história de acoplar serviços eu aprendi no varejo da praia”, comenta Longo. “Às vezes, o pequeno quer atender bem e quer prestar um bom serviço, mas é preciso saber o que oferecer”, esclarece. Mais do que isso, é preciso saber que o bom atendimento tem um preço. Segundo Longo, seu histórico dentro do varejo o fez perceber que é preciso colocar preço nos serviços proporcionados ao consumidor. “Isso foi bom porque você começa a entender o que pode oferecer”, afirma. Otimizar a operação de suas lojas era a prioridade do ano anterior. Por esse motivo, Longo decidiu centralizar as operações de suas lojas em um só local. “Isso diminuiu a ruptura, que é o grande problema do varejo”, afirma. Na central, são recebidos 70% dos produtos, que vão para as oito unidades do Supermercado Apolo. A gestão do estoque e dos pedidos é centralizada, ou seja, o sistema gera a solicitação e a central faz o rateio. “Tínhamos um problema com o giro do estoque”, conta. Antes da central, o estoque do Supermercado Apolo girava em 50 dias. Hoje, divulgação Bento gonçalves 18 www.revistaabastecimento.com.br na praticaNOVO.indd 18 Localizada no nordeste do Rio Grande do Sul, conta com cerca de 100 mil habitantes, e é conhecida por ser um polo vitivinícola e moveleiro. A cidade abrange uma grande fatia da área do Vale dos Vinhedos, região que abriga boa parte das vinícolas do País. mai/jun 2012 23.05.12 15:57:55 fotos anderson souza Apesar de querer a equipe motivada e pronta esse mesmo processo demora apenas 22 dias. Com isso, o giro dos produtos melhorou mui- para atender os consumidores, Longo acredita to, fazendo com que fossem vendidos todos os que há um prazo para os funcionários dentro itens que estão em estoque. “Tenho cerca de 15 do varejo. “Esse prazo é o limite para renovamil itens no mix. Já tive mais, mas o número ção, pois eu quero que eles tenham uma opordiminuiu porque comecei a ter controle sobre o tunidade melhor”, comenta. Perder um bom giro da loja”, conta. Antes a loja tinha 0,6% de funcionário é sempre ruim, mas se ele busca novas e melhores oportunidades, é preciso quebra, mas hoje esse índice caiu para 0,15%. A dificuldade solucionada pelo Supermer- deixá-lo ir. “Tomara que ele ganhe mais e volte cado Apolo é um dos grandes problemas do para comprar aqui”, comenta. varejo em geral. O gerenciamento de estoque é parte fundamental do processo de administração do pequeno varejo. Longo acredita que existe a necessidade de se implantar processos que visam diminuir o estoque, mas para isso é preciso que ele conheça bem o giro de produtos da loja. “Às “O diferencial está nos perecíveis, onde vezes, falta processo a margem de lucro é maior, mas também e informação sobre a é a seção que dá mais trabalho por causa loja”, comenta. do controle e da equipe” Outro fator que deAntônio Longo, diretor do Supermercado Apolo termina o sucesso do Supermercado Apolo é a gestão dos funcionários. “Mais de 50% dos meus funcionários têm mais de quatro anos na empresa”, afirma. Por esse motivo, procuro manter a equipe motivada. São 16 setores que têm treinamentos a cada 30 dias. As reuniões mensais têm importância fundamental para que os funcionários troquem experiências entre si e com o gestor. “A reunião é mais para aprender com o funcionário”, conta Longo. Além disso, a empresa tem uma política de cargos e salários. mai/jun 2012 na praticaNOVO.indd 19 A criação do café dentro da loja é um motivo a mais para que os clientes frequentem o local www.revistaabastecimento.com.br 19 23.05.12 15:59:52 capa cc a pp a a O avanço das g Seja por aquisição ou por abertura de bandeiras específicas, grandes varejistas apostam em lojas de vizinhança. Conheça os motivos dessa investida e saiba quais são as vantagens que o pequeno e o médio varejista têm com relação aos grandes atuantes ilustração com fotos dreamstime Por Daniela Guiraldelli 20 www.revistaabastecimento.com.br ElesQuerem.indd 20 mai/jun 2012 23.05.12 16:03:48 grandes redes ilustração com fotos dreamstime H á quatro anos, a Loja 1 da Rede Super Villas, de São Paulo – que agora conta com três pontos de venda, todos localizados na Zona Sul da capital paulista, negócio comandado pelo comerciante Rogério Tanabe –, recebeu uma proposta do Carrefour, que na época ainda era responsável pela operação da Rede Dia% no Brasil, e que tem no sistema de franquias mais de 450 lojas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. O objetivo era converter a loja à bandeira do grupo. Embora atraente, Tanabe não aceitou a oferta. Tinha outros planos para o negócio da família. Hoje, a rede Super Villas conta com três lojas, com áreas entre 250 m2 e 480 m2, cinco caixas (checkouts) por loja e mix de até 7 mil produtos. “Fomos procurados, na época, para converter a marca em Dia%. Não aceitei migrar. Hoje, enfrento a concorrência de quem quis adquirir minha operação. Os grandes varejistas montam lojas do nosso porte ao nosso lado, mas não conseguem dar um atendimento como o que oferecemos. Chamo o cliente pelo nome. Só vai sobreviver nesse novo cenário do varejo quem for profissional”, afirma Tanabe. Assim como o comerciante paulista que foi procurado pelo Carrefour, as lojas de vizinhança, cada vez mais, deverão estar na “mira” das grandes redes varejistas. Uma empresa que deverá ir “às compras” no segundo semestre é o Grupo Pão de Açúcar. Desde o fim do ano passado, a empresa está reestruturando as bandeiras do Grupo para atender às novas necessidades do consumidor brasileiro, entre elas a busca pela conveniência, comodidade e praticidade. Enquanto a bandeira Extra Supermercado apresenta o conceito vizinhança, o Minimercado Extra (antigo Extra Fácil) oferece comodidade ao cliente. “O consumidor é multicanal, principalmente em grandes centros. Temos necessidade de estar perto dele. Queremos atender o cliente do Extra Híper no momento em que ele precisar de uma compra abastecedora, por exemplo, de um quilo de arroz e outro de feijão. O nosso açougue, assim como a padaria, oferece, dentro de um espaço de 300 metros quadrados, bons produtos e boa qualidade”, diz Marcelo Bazzali, diretor de Marketing do Grupo Pão de Açúcar. Os pontos fracos dos grandes varejistas 1 Dificuldade para fazer uma leitura correta do mercado. As redes costumam contar com a área de Marketing, assim como com pesquisas e estudos. Eles não vivenciam a loja 2 Baixo envolvimento da equipe com os valores locais. Não se olha para o lado de fora da loja 3 Relacionamento do Grupo com a equipe. Em geral, esse relacionamento é frio, distante e apenas formal 4 Baixa adaptabilidade à cultura local. Cria-se um modelo para um bairro achando-se que todos são iguais. É no formato vizinhança que as grandes redes ficam vulneráveis 5 Complexo de superioridade. Assim as lojas pequenas acabam tendo cara de grandes mai/jun 2012 ElesQuerem.indd 21 www.revistaabastecimento.com.br 21 23.05.12 16:04:43 capa c a p a O objetivo do GPA é fechar o primeiro semestre deste ano com 70 lojas Minimercados Extra. No segundo semestre serão abertos mais 45 pontos de venda. Mas, para concretizar esse objetivo, a estratégia do varejista será a aquisição de pequenas lojas pelo País. “Estamos prospectando a possibilidade de adquirir pequenas redes ou mercadinhos de bairro. Nossa loja deve ter, pelo menos, 400 metros quadrados de área. Nossa intenção é crescer, em primeiro lugar, na capital e na Grande São Paulo, a fim de ocuparmos todos os espaços possíveis. Também temos prospectado pontos fora da área de rodízio, nos bairros. O fato de se pegar o ponto comercial tem um custo adicional maior, mas faz com que não se divida venda. A vantagem consiste em angariar mercados que já existem”, diz João Simões, diretor de Operações do Minimercado Extra. Por que eles estão de olho? Mas por que os grandes players varejistas têm apostado cada vez mais em lojas de vizinhança? Um dos motivos está no fato de que essas redes buscam a ocupação geográfica do território, e para isso precisam driblar os altos custos dos imóveis para venda ou locação. Hoje, esses grupos estão presentes nas grandes cidades, operando a um custo de ocupação cada vez mais alto. Por outro lado, tem ocorrido um novo tipo de expansão imobiliária. Eles estão fazendo bons empreendimentos sem retirar as pessoas do bairro, principalmente quando se trata de prédios populares – destinados às classes D e E. Esse fator movimenta o comércio nas vizinhanças. Outro aspecto decisivo está no fato de que, cada vez mais, o consumidor busca conveniência. Fazer as compras ao lado de casa significa um deslocamento menor e mais rápido. “O Censo de 2010 apontou que 32,2% milhões de brasileiros demoram até 30 minutos para chegar aos seus locais de trabalho. Esse levantamento também mostrou que sete milhões de brasileiros demoram mais de uma hora para fazer isso. Um número cada vez maior de pessoas tem menos tempo para se dedicar às compras. Uma alternativa para isso é comprar ao lado de casa”, afirma Luiz Goes, sócio-sênior da GS&MD-Gouvêa de Souza. A estabilidade da moeda, com a introdução do Real, a diminuição das diferenças de preços motivada pela redução da inflação, assim como a realização de compras pela internet tem facilitado o acesso a produtos e à informação. Essa condição também facilita a comparação dos preços, tornando as diferenças menores. Nessa balança, o atributo proximidade passa ser mais valorizado do que era antes. Uma nova classe média ganha força de consumo, e passa a representar metade da população – mais de cem milhões de brasileiros, que imprimem uma nova dinâmica à economia do País. “Antes de 1994, era melhor comprar em um único dia. O País sofria com uma inflação de 100% ao mês. A cada dia se perdia um pouco mais do poder de compra. Hoje, a inflação está entre 4,5% e 5% ao ano. As pessoas distribuem as compras ao longo da semana. Um estudo realizado pelo Provar, da FIA – Fundação Instituto de Administração, mostrou que antes do Plano Real as pessoas iam ao supermercado 1,2% ao mês e agora vão 3,7% ao mês. Isso significa uma ida uma vez por semana ao ponto de venda. Essa realidade tem levado a operações menores de varejo”, analisa Claudio Felisoni, presidente do Conselho do Provar da FIA. anderson souza Rogério Tanabe, da Rede Super Villas, recebeu proposta, mas não aceitou 22 ElesQuerem.indd 22 24.05.12 14:46:03 capa Quem está na mira? Nessa busca dos grandes players varejistas pela aquisição de novos pontos de venda, quem são os mais ameaçados? Analisando a estratégia do Grupo Pão de Açúcar, a resposta é: lojas pequenas e médias, principalmente aquelas localizadas em bairros mais valorizados, e também nos grandes centros. Em um primeiro momento. As redes médias de varejo – aquelas que são constituídas por mais de cinco lojas – acabam, a princípio, por ser uma opção atrativa para as companhias varejistas. Além de apresentar maior número de lojas, essas empresas têm uma organização administrativa e financeira melhor, o que facilita a negociação. “As redes médias estão mais sujeitas à fiscalização. São, por isso, mais adequadas ao processo de venda. Nesse sentido, as médias são mais apetitosas do que as pequenas. Isso não quer dizer que as pequenas não sejam. Um ponto excepcional, mesmo que seja uma única loja, pode fazer com que o grande deseje intensamente adquirir esse ponto de venda”, analisa Ricardo Scaroni, professor de Marketing e especialista em varejo da ESPM-RJ – Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro. O Grupo Faixa Azul, com dez lojas no Estado de São Paulo e 900 funcionários, já foi sondado por grandes redes, embora, até o momento, não tenha recebido proposta oficial de compra por parte de nenhuma delas. No momento, de olho no crescimento, a meta do varejista é abrir uma loja por semestre, duas por ano, até chegar a 20 lojas. “Os grandes continuam a abrir lojas perto das nossas. Buscam uma fatia do nosso faturamento. Mas não oferecemos somente preço. Temos uma relação com o bairro. Muitos enxergam esses players como lojas frias. Como essas companhias têm muitas lojas, não conseguem consolidar essa proximidade. Damos um atendimento personalizado, o que um grande player jamais conseguirá. A essência do pequeno varejo nunca vai acabar”, ressalta Sandro Savegnago, diretorcomercial do Grupo. Na incursão rumo ao formato de vizinhança, entre os principais players varejistas do mercado – Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour –, quem leva vantagem? O Grupo Pão de Açúcar apresenta um conhecimento profundo do mercado brasileiro por ser uma empresa nacional. Por essa razão ele está em vantagem, pois tem o “DNA do varejo no País”. “A desvantagem é que essa companhia multiplica muitas bandeiras. Isso deverá exigir 24 www.revistaabastecimento.com.br ElesQuerem.indd 24 coordenação maior e mais sinergia operacional para que a empresa não perca foco e dinheiro”, explica Scaroni. Por outro lado, o Carrefour já teve experiências mal-sucedidas no formato, incursões que, por outro lado, trazem um aprendizado muito grande, enquanto o Walmart é uma rede com menos tempo no mercado brasileiro, trabalhando em um modelo que não prosperou nos Estados Unidos. A saída da empresa foi apostar no modelo por aquisição, “Antes do Plano Real, para promover o cresas pessoas iam ao cimento da rede Todosupermercado 1,2% ao mês Dia. Hoje, há mais de e agora vão 3,7% ao mês” 170 pontos de venda Claudio Felisoni, do Provar em onze Estados do Brasil. O Walmart não informou quantas lojas pretende abrir neste ano. Esse anúncio deverá ser feito no segundo semestre. “Quanto aos futuros lançamentos, por questões estratégicas, o número não pode ser revelado, mas acrescentamos que a bandeira TodoDia é um dos focos de expansão da companhia no Brasil, o que demonstra a força do formato para a empresa. Cada vez mais, o consumidor busca economia de tempo e conveniência para comprar nas proximidades de sua casa. Nascida no Nordeste, onde tem a maioria das lojas, a rede chegou ao Sudeste no fim de 2008 e ao Sul em 2009”, diz Maria do Carmo Cardoso, diretora de Marketing da bandeira. Se, por um lado, os grandes varejos apresentam vantagens em relação à economia de escala, entre as quais estão os fatos de que realizam compras em grande quantidade, apresentam alto poder de barganha junto aos fornecedores e têm maior facilidade logística, a sua principal desvantagem está no atendimento e no relacionamento com funcionários e também com clientes. “Uma saída para os grandes consistirá em treinar pessoas”, ressalta Felisoni. Para oferecer um atendimento mais próximo do cliente, a estratégia empregada pelo Minimercado Extra consistirá em mudar o perfil dos colaboradores. Cada loja opera, em média, com 17 ou 18 funcionários. O objetivo da empresa será o de aumentar a contratação de pessoas mais idosas, principalmente da terceira idade. “Já temos algumas lojas com colaboradores da terceira idade ou idade especial. A ideia é trazer experiência para oferecer mais referência ao cliente”, define. Divulgação c a p a mai/jun 2012 23.05.12 16:06:41 Divulgação João Simões, diretor do Minimercado Extra: “No segundo semestre serão abertos mais 45 pontos de venda” Quem são e onde estão Bandeira Grupo lojasEstados Pão de Açúcar 55 (+15 até junho) + 45 no 2o semestre Pão de Açúcar 204 Walmart + de 170 BA/PE/AL/SE/ SP/PR/RS/SC/ MG/PB/MA + de 450 SP/RS mai/jun 2012 ElesQuerem.indd 25 SP /RJ/PE/CE www.revistaabastecimento.com.br 25 23.05.12 16:07:40 capa c a p a ricardo bakker O que fazer? Para aqueles que não querem ser comprados, mas que, inevitavelmente, enfrentarão a concorrência das bandeiras de vizinhança desses grandes varejistas, só resta a profissionalização. Para “encarar o leão de frente”, é preciso dirigir a atenção para pontos fundamentais do negócio. Aumentar a produtividade é um deles. O objetivo é buscar uma loja mais atrativa, tanto no aspecto externo como no interno. Para isso, procure obter maior venda por cliente e use táticas para aumentar o consumo. “Estimule o cliente a comprar e aumente as vendas complementares. Melhore o tíquete médio. Não deixe faltar produtos e evite rupturas. Se o cliente não encontrar o produto, irá ao concorrente”, adverte Adão de Souza, consultor de varejo. Na loja de bairro, o horário da reposição geralmente está vinculado ao da mudança no turno de funcionários. Mas esse nem sempre é o melhor horário para se repor produtos. No grande varejo, há um espaço maior para circulação, ao contrário do pequeno, onde os corredores são apertados. Evite repor produtos durante os horários de pico do movimento. Esteja atento para a higiene dos equipa“Não deixe faltar produtos. mentos, principalmenSe o cliente não encontrar o te em áreas como as do produto, irá ao concorrente” açougue e da padaria. Adão de Souza, consultor de varejo São os setores onde mais se percebem descuidos, e são alvos imediatos quando comparados com supermercados e hipermercados. É importante conhecer o “inimigo”. Visite essas lojas. Copie, se possível, principalmente aspectos de exposição que valorizam o produto. Aproveite datas promocionais para agradar à clientela. As grandes redes não valorizam esse tipo de iniciativa. Humanize as instalações. “Uma cadeirinha para pessoas de idade se sentarem, instalada perto da padaria ou do caixa, emite um sinal de preocupação. Uma vez fizemos uma experiência em uma loja de 20 caixas. Colocamos dez cadeiras logo depois dos checkouts. Observamos que os assentos viviam ocupados. Não fazemos ideia de quantas pessoas de mais idade frequentam o ambiente”, ressalta Souza. Porém, cabe ao pequeno varejo não se esquecer do seu principal diferencial, o atendimento. Essa proximidade só é possível graças ao relacionamento espontâneo entre pessoas e a relação 26 www.revistaabastecimento.com.br ElesQuerem.indd 26 com o bairro em que a loja está localizada. “Eu comparo muito esse relacionamento com o do feirante. Não há uma fórmula fixa. Para montar a equipe, é interessante investir em pessoas que tenham interesse pelo trabalho. O relacionamento é estratégico. O varejista precisa tratar o funcionário como ele deseja que esse trate o seu cliente”, explica Souza. O grande varejo ainda aposta em estratégias direcionadas para as grandes massas, ao contrário da loja de vizinhança, que pode fazer isso de maneira focada. “Com o crescimento da renda e com grande parte da população entrando no mercado de consumo, temos uma demanda aquecida. Por outro lado, o governo tem ajudado o grande varejista, combatendo a questão da informalidade, que tem diminuído por causa da Substituição Tributária. O pequeno varejista perdeu essa margem, e terá de repô-la no operacional. O pequeno tem um problema de gestão, mas esse problema não vai desaparecer. Deverá se adequar, definir estratégias e buscar a excelência operacional”, acredita Adriano Arthur Dienstmann, consultor da AD Consultores. Outra alternativa que pode permitir ao pequeno varejo enfrentar a concorrência será a de buscar o apoio de fornecedores, principalmente atacadistas e distribuidores. Participar de centrais de negócios pode ser uma saída para a empresa sobreviver com eficiência em um cenário cada vez mais competitivo. “Um exemplo é a bandeira Smart, do Martins. A Dicico está convertendo médios varejistas de material de construção. É uma estratégia que proporciona ao varejista uma série de vantagens, e faz com que ele tenha um vínculo comercial com quem realiza a conversão”, dá o exemplo Luiz Goes, sócio-sênior da GS&MDGouvêa de Souza. O fato é que nos próximos 20 anos, o mercado varejista deverá seguir a mesma fórmula já adotada pelo Grupo Pão de Açúcar. Haverá menos empresas e mais bandeiras operando. O próprio grupo empresarial abrirá modelos diferenciados e esse movimento deverá se acelerar. Por outro lado, lojas de vizinhança que oferecerão tanto mais conveniência como valor agregado maior continuarão a ser abertas. “Algumas terão mix diferenciado e serviços adicionais, que oferecerão refeições igualmente diferenciadas e informações oferecidas por especialistas em vinhos, entre outros serviços. Por exemplo, a Rede Zona Sul, do Rio de Janeiro, tem especialistas em queijos”, afirma Scaroni. mai/jun 2012 23.05.12 16:08:39 feira f e i r a APAS 2012 traz n Os fatores que o consumidor leva em conta na decisão de compra foram temas do maior evento do varejo brasileiro, que abordou as ações de sustentabilidade no mundo moderno Por Andréia Martins A APAS 2012 - 28o Congresso e Feira de Negócios em Supermercados, promovida pela APAS – Associação Paulista de Supermercados, aconteceu de 7 a 10 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu 70 mil profissionais das cadeias nacional e internacional de supermercados com o tema “Colaboração – Inteligência Compartilhada Criando Valor para o Consumidor”. Nos quatro dias do evento, foram proferidas mais de 100 palestras ministradas por grandes nomes, do empresário Abilio Diniz ao velejador Amyr Klink, e assistidas por cerca de 3.700 pessoas. Nos 68 mil metros quadrados de exposição do Expo Center Norte, mais de 550 expositores puderam apresentar as tendências e os lançamentos para o varejo brasileiro. A área internacional da feira reuniu 12 países, que incluíam empresas da Alemanha, da Espanha, da Itália e da Turquia, as quais apresentaram em seus estandes produtos e novidades internacionais para o setor. “Um destaque que o evento mostrou neste ano é o fortalecimento da área internacional. Há um projeto realizado junto à APEX – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, graças ao qual visitamos vários países da América Latina convidando compradores para estarem presentes neste encontro. Temos a confirmação da presença de 30 empresas 28 www.revistaabastecimento.com.br CoberturaApas.indd 28 5 bilhões de reais foram movimentados em negócios internacionais. Essa é uma área que estamos fortalecendo muito”, comenta Ronaldo dos Santos, vice-presidente e diretor da APAS. No primeiro dia do evento, João Galassi, presidente da APAS, apresentou a pesquisa “Tendências do Consumidor”, realizada pela Nielsen e pela Kantar WorldPanel, com apoio da própria entidade e da Fundação Getulio Vargas. A pesquisa indicou as causas que motivaram a evolução do varejo, como a ascensão da classe C, o desenvolvimento tecnológico, a conscientização ecológica e o aumento da participação feminina no mercado de trabalho. Galassi apresentou dados sobre a redução mai/jun 2012 23.05.12 16:12:46 Divulgação novos valores 2013 a caminho No último dia da feira, durante o encerramento, foram anunciadas algumas informações sobre a próxima convenção, na qual será abordado o tema “Capitalismo Consciente”, com data marcada para os dias de 6 a 9 de maio de 2013. Segundo Galassi, a próxima edição reunirá vários temas que já foram discutidos em edições anteriores, como sustentabilidade, inovação e colaboração. Os corredores do evento ficaram repletos de profissionais durante os quatro dias de realização do índice de preços no setor em consequência da redução da inflação e da evolução das categorias. Segundo a pesquisa, a categoria de vegetais congelados cresceu 20,2% no ano passado em comparação com 2010. “As categorias que crescem relacionam-se diretamente com praticidade, sofisticação, indulgência e salubridade”, disse. Esse posicionamento do consumidor mostra a importância da escolha de produtos que sejam saudáveis e que facilitem o preparo no dia a dia. A evolução da participação feminina no mercado de trabalho está relacionada com esse resultado. Em seguida, foi divulgado o resultado do projeto desenvolvido pela entidade, juntamente com o Ministério Público e a Fundação Procon-SP – Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor, sobre a substituição das sacolas descartáveis por reutilizáveis no varejo paulista. De acordo com um levantamento realizado pela Associação, desde o primeiro dia do acordo, 4 de abril, cerca de 90% dos supermercadistas paulistas aderiram ao termo e não distribuem nem vendem mais sacolinhas descartáveis e biocompostáveis. Como resultado, houve uma redução de 90% da presença desse material no setor em relação ao mesmo período do ano passado. “Somente em abril, quando começamos esse projeto, foram computadas 490 milhões de sacolas descartáveis a menos no meio ambiente. O que percebemos com clareza é que hoje estamos coletando os primeiros resultados desse movimento”, completa Galassi. A Nielsen apresentou um estudo sobre a importância do combate à ruptura – a falta de produtos – no varejo. Lenita Mattar, gerente de Atendimento ao Varejo do Instituto, disse que há uma grande vontade por parte dos dois setores, indústria e varejo, para combater o problema, mas alguns desafios precisam ser superados. Esses desafios vão desde a percepção do que é ruptura até a maneira de medi-la para que haja um trabalho em conjunto entre esses agentes da cadeia de abastecimento. mai/jun 2012 CoberturaApas.indd 29 www.revistaabastecimento.com.br 29 23.05.12 16:14:47 feira f e i r a Divulgação O estudo também constatou que, na maioria das situações em que o produto não é encontrado na gôndola, o consumidor adquire a marca da concorrência. A palestrante alertou sobre o prejuízo desse desfalque para os supermercados e para os fornecedores, tanto para o faturamento como para a imagem de ambos. Entre os meios para combater o problema, apareceram no estudo o investimento em tecnologia e uma comunicação alinhada. O estudo da Nielsen baseou-se em uma pesquisa qualitativa feita com indústrias e com o varejo e também a partir de um levantamento realizado pelo Instituto em oito mil lares brasileiros. O evento, que abordou o tema “Colaboração: Inteligência Compartilhada Criando Valor para o Consumidor”, foi palco para a divulgação de várias estratégias ecológicas e sustentáveis. Durante os quatro dias do evento, dois robôs circularam entre os visitantes, divulgando ações voltadas para a sustentabilidade. Uma equipe especializada nesse tema e no varejo monitorou as emissões de gases de estufa durante o encontro. A APAS 2012 também criou uma a-ção voltada para os expositores, premiando o estande “As categorias que mais crescem em vendas que aderiu da melhor no varejo relacionam-se diretamente com maneira sustentável quatro fatores: praticidade, sofisticação, ao processo de montaindulgência e salubridade” gem e de composição João Galassi presidente da APAS da arquitetura. Novidades nos estandes A Arcor, conhecida pela fabricação de candies, participa há dez anos da feira. A fabricante trouxe para o 28o Congresso novidades nas categorias em que atua e pôde estar mais perto dos seus clientes, além de captar novas vendas. “Podemos apresentar as novidades preparadas para o ano seguinte e estreitar, ainda mais, o relacionamento com os clientes e com as demais parcerias estratégicas para a empresa no Brasil”, explica Oswaldo Nardinelli, diretor-geral da companhia. Um dos destaques da Arcor na feira foi o lançamento da linha Triunfo Cereal Mix, que tem a proposta de salubridade e não faz uso de conservantes na sua composição. É uma linha constituída por crackers e cookies. Apresentou também a nova Butter Toffees Cappuccino 3 Corações, fruto de uma parceria firmada com 30 www.revistaabastecimento.com.br CoberturaApas.indd 30 o Grupo 3 Corações. O caramelo de leite com recheio de café cappuccino será vendido em todo o Brasil e é a grande aposta da empresa para este ano. Depois de oito anos desde sua primeira participação na feira, a Lagrotta Azzurra comemora a exposição de seus produtos e novidades na última edição. Especializada no fornecimento para o atacado, a fabricante de produtos descartáveis trabalha agora na solidificação de vendas para o consumidor final. “Queremos que ele reconheça o nosso produto nas gôndolas, fidelizando-o”, conta Marcelo Rodrigues, presidente da empresa. Ao longo dos anos, a Lagrotta se tornou referência nacional no fornecimento de descartáveis nas principais redes e grupos. “Só que existia uma exigência de nossos clientes para que os produtos fossem comercializados por mai/jun 2012 23.05.12 16:15:24 template.indd 1 24/05/2012 18:17:16 feira f e i r a Balanço APAS – 2012 550 expositores nacionais e internacionais participaram do evento 9.800 empresas estiveram presentes durante os quatro dias da feira 70 mil pessoas passaram pelo 28o Congresso da APAS Divulgação Robö destacou ações de sustentabilidade no cotidiano dos lojistas 32 www.revistaabastecimento.com.br CoberturaApas.indd 32 eles mesmos, daí a oportunidade de lançar nesta edição da feira a Linha Clip, com os produtos da linha institucional, mas em quantidades menores, atendendo o consumidor final. Assim, tivemos o lançamento das luvas de silicone Mais Você”, completa. Expondo seus produtos pelo segundo ano consecutivo, a Ouro Fino, fabricante de água mineral, apresentou seu novo posicionamento no mercado de bebidas. Agora, a marca quer aumentar as vendas nacionais do energético Insano, onde já é líder no Estado do Paraná. “Desde 2010, estamos mudando o perfil da empresa, de fabricante de água para fabricante de bebidas”, explica Hélio Luiz Correa, diretor da Ouro Fino. A Campari, que comemora 30 anos no Brasil neste ano, lançou a vodca Skyy Infusions, nas versões Citrus e Maracujá, e o Old Eight Coco, produzido especialmente para a região Nordeste do País. “O produto é um sucesso nos Estados Unidos, e estamos expandindo sua linha no Brasil. Essa bebida é uma tendência nas grandes cidades internacionais, pois enriquece o drinque e, com certeza, isso não será diferente em nosso País”, conta Heitor Cavalheiro, diretor do grupo. O Brasil é o segundo mercado da Skyy Vodka, que se posiciona entre todas as cinco marcas de vodca mais vendidas no País. A Campari do Brasil investe no relacionamento com o público final e está antenada nos gostos e nos pedidos desse consumidor. “Trabalhamos a aproximação entre a empresa e os clientes, estamos estreitando nosso relacionamento com eles e entendendo cada vez mais o que ele procura para oferecermos a ele o melhor produto.” O lançamento de Old Eight Coco surgiu depois de um ano de pesquisas no Nordeste, para o qual o produto é destinado. “Percebemos que esse público consome muito uísque com água de coco. Então, unimos as duas bebidas e estamos apostando nesse lançamento. O consumidor nordestino vai se surpreender com o sabor perfeito dessa bebida”, completa. A empresa conta hoje com uma distribuição direta para grandes redes varejistas e a parceria com atacadistas distribuidores para atender o varejo de vizinhança de um a quatro checkouts. mai/jun 2012 23.05.12 16:16:01 template.indd 1 18/05/2012 12:10:32 entrevista e n t r e v i s t a Silvio Passarelli Empreender é preciso Apesar do grande número de novos negócios que surgiram no Brasil, sobreviver ainda é um desafio, e o segredo do sucesso é ter um planejamento bem estruturado Por Jamille Menezes O empreendedorismo está arraigado no espírito do povo brasileiro e a paixão por fazer negócios é o que move esse empreendedor nato. Por isso, cada vez mais, novas empresas são abertas no País. Atualmente, as pequenas e médias empresas já representam 99% do total de empresas formais do Brasil. Elas também são responsáveis por 57% dos empregos e por 26% da massa salarial. O desafio, no entanto, consiste em sobreviver e se firmar no mercado. Segundo dados obtidos pelo Sebrae – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, mais de 25% das pequenas empresas não sobrevivem aos dois primeiros anos, e o motivo para isso é, principalmente, o fato de que o seu plano de negócios é malfeito. A causa é apontada pelo professor Silvio Passarelli, diretor da Faculdade de Economia e da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado e consultor empresarial nas áreas de estratégia, marketing, competitividade e criatividade para os mercados de luxo e Premium. Nesta entrevista, ele fala sobre como se tornar um empreendedor de sucesso, e também sobre desafios e oportunidades do pequeno varejo. O brasileiro é empreendedor por natureza? O empreendedorismo é o motor do crescimento de uma economia e o brasileiro não gosta de ter patrão. O sonho de todo brasileiro é ser independente, é ser o seu próprio patrão. Ele sonha em ser independente dessas estruturas. “Há pessoas que têm dificuldade para vender por causa de problemas pessoais, de sua formação ou de sua origem familiar. Mas quem não sabe vender não pode ser varejista, pois a essência do varejo é a venda” 34 www.revistaabastecimento.com.br entrevistaNOVO de novo.indd 34 mai/jun 2012 23.05.12 16:18:24 Por que as empresas não chegam ao seu segundo ano? Abrir um negócio é fácil, mas fechar é difícil. Esse número deve estar em torno de 30% a 35%. O que acontece é que o pequeno empresário vai comendo o seu capital de giro. Ele tem um conjunto de despesas invisíveis que vai drenando o que deveria ser o seu lucro. Um tipo de varejo onde é muito fácil perceber isso são as bancas de revistas. No início, ela está sortida, abastecida. Com o tempo o indivíduo não separa a conta dele da conta da banca e abre o caixa para coisas pessoais. Com isso, ele começa a comprar quantidades menores de mercadorias porque o seu capital de giro diminui. Com o tempo ele fica desabastecido e, por ter poucos produtos e pouca venda, ele vende a banca. O que é um plano de negócios? É uma espécie de manual, um plano de voo para conduzir o negócio nos seus primeiros anos de vida. É um documento que é preenchido pelo empreendedor, e no qual ele faz, com muito realismo, uma simulação de como vai ser o negócio no começo, depois de alguns meses e em alguns anos. É uma espécie de fotografia dinâmica do negócio. A maior parte dos empresários não faz um plano de negócios, e grande parte dos que o fazem tem uma abordagem romântica e não realista. Daí os 25% a 30% de fracasso. O segmento varejista é um bom investimento? Durante muitos anos, trabalhei no Sebrae e, por isso, convivi com centenas de micro e pequenas empresas. As que mais deram certo estavam sempre ligadas ao varejo. No caso dos mercados de bairro, uma grande coisa favorável é que hoje, principalmente em grandes cidades, deslocarse para fazer compras é uma coisa complexa, pois envolve problemas e dificuldades de condução, de transportes, de estacionamento e de fluidez do trânsito. Então, o que acontece é que é o varejo local, e não o grande, que consegue abastecer e atender essa comunidade de vizinhança. ricardo bakker O que é preciso fazer para que esse empreendimento tenha sucesso? No caso específico do varejo, além dessa capacidade para empreender, é necessário recorrer a uma habilidade complementar, que é a de saber vender. Em grande parte dos negócios, o vendedor fica em uma posição passiva, esperando clientes. Ao passo que no varejo o contato com o cliente é direto. Não são negócios que uma empresa realiza com outra empresa. É algo diretamente ligado com o consumidor. Há pessoas que têm dificuldade para vender por causa de problemas pessoais, de sua formação ou de sua origem familiar. Mas quem não sabe vender não pode ser varejista, pois a essência do varejo é a venda. Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelos que querem empreender no varejo? Os gargalos são muitos, mas os principais são a falta de um plano de negócios e o custo do dinheiro. No primeiro caso, a pessoa não sabe bem para onde quer ir. Não conhece o portfólio dos produtos que vai vender, começa acrescentando coisas e, de alguma forma, termina descaracterizando a proposta. O outro fator, ainda mais importante, é o custo do dinheiro. Um dinheiro caro cria uma falsa impressão de sucesso. mai/jun 2012 entrevistaNOVO de novo.indd 35 www.revistaabastecimento.com.br 35 23.05.12 16:18:58 entrevista e n t r e v i s t a Silvio Passarelli E o que isso acarreta? Muitas vezes, o empresário precifica sem levar em consideração o verdadeiro custo da manutenção do seu estoque. Muitos não sabem qual é o dinheiro necessário para que o investimento seja compatível com a proposta do negócio. Como saber que preço deve ser praticado? Para se chegar ao preço do produto, é preciso considerar dois componentes básicos. O mais tradicional consiste em pegar todos os custos dos fatores e aplicar sobre o preço da unidade, estabelecendo a margem que se quer ganhar. A outra consiste em percorrer o sentido inverso. Ir ao mercado e verificar qual é, naquela localização geográfica, o preço praticado pelo concorrente. Ir do fim para o começo. Ou seja, eu preciso vender esse produto por um preço X, e por isso preciso saber o que é preciso fazer para isso. Então, uma estratégia de precificação está voltada para os custos dos intermediários e para a somatória desses custos? Isso. É aí que acontecem aqueles problemas de não se avaliar bem o custo financeiro. A segunda estratégia, que consiste em ir do mercado para o produto, muitas vezes esbarra no fato de não se conseguir decompor esse preço e se chegar a um preço razoável para a aquisição do produto. Então, a compra define grande parte do negócio? Todos os especialistas em varejo costumam dizer que o segredo do varejo é a compra. Se você comprar mal não há nada que o faça vender bem. No entanto, se comprar bem, mesmo assim, tem de tomar cuidado com as coisas no meio do caminho. Normalmente, as pessoas que montam o varejo ficam muito preocupadas só com a venda, quando o foco principal está no comprar bem. E como se pode comprar bem? O bem não significa só o preço, mas também a qualidade dos produtos. Quando o consumidor toma uma decisão de compra, na cabeça dele há uma espécie de processo de tomada de decisão, no qual a qualidade do produto entra com muita força. Ele está disposto a pagar um pouco mais por esse produto, cuja qualidade é mais do que proporcional ao preço que ele está pagando. O que ele não pode é vender um produto de baixa qualidade por um preço alto. Então, quem não pode comprar bem, no sentido de comprar grandes quantidades e obter escalas regressivas de preço, precisa comprar produtos cuja qualidade seja sensível ao consumidor. O grande problema do pequeno varejo é ter um sortimento de marcas restrito. E uma vez que será restrito, deverá pelo menos trazer aquelas marcas que estarão no imaginário do consumidor. Como fazer isso? É preciso ter muita sensibilidade para perceber o que o público deseja. Quais são as marcas preferidas para poder satisfazê-lo integralmente. Levar uma marca substituta, ainda que seja um substituto quase perfeito, não é uma solução adequada, pois há todo um conjunto de coisas imateriais. O consumidor resiste muito a buscar marcas alternativas. É onde entra o talento de conversar com o cliente e saber quais são as suas entrevistaNOVO de novo.indd 36 “Há empresários que estão atuando há dez anos sem crescer e acham que está tudo bem. O espaço geográfico de influência do estabelecimento aumentou duas vezes e meia e ele está do mesmo tamanho. Significa que está muito menor do que no dia em que abriu. Esse é o conceito-chave” 23.05.12 16:37:03 preferências. Na hora de montar o sortimento, não se deve levar em consideração o seu desejo pessoal, pois, muitas vezes, o empresário não é representativo do padrão de consumo ou do padrão socioeconômico da população que ele atende no seu varejo. Costumam ser mais bem-sucedidos os que conseguem interpretar os desejos dos seus consumidores. O que significa o equilíbrio para uma empresa? Significa não ficar do mesmo tamanho sempre, pois ela está imersa em um mercado em crescimento, em modificação. Então, para uma empresa se manter equilibrada, ela precisa, pelo menos, crescer na mesma taxa de crescimento do mercado. Com a empresa é a mesma coisa? Se eu ficar exatamente do mesmo tamanho que eu tinha quando montei a loja, vou abrir espaço para outros varejistas atenderem aos descontentamentos daquele segmento novo que chegou e não foi atendido por mim. É isso que os empresários não entendem. Há empresários que estão atuando há dez anos sem crescer e acham que está tudo bem. O espaço geográfico de influência do estabelecimento aumentou duas vezes e meia e ele está do mesmo tamanho. Significa que está muito menor do que no dia em que abriu. Esse é o conceito-chave. ricardo bakker Para ser bem-sucedido, é preciso ter afinidade com o negócio? A paixão pode ajudar, mas também pode atrapalhar, porque ela leva o indivíduo a uma baixa racionalidade. Pode ajudar porque ele sente prazer em lidar com aquilo que é do seu interesse. Pode atrapalhar porque prazer é emoção e, por isso, é possível que ela atrapalhe. Antes de tudo, o empreendedor, para ter sucesso, precisa gostar do negócio. Seja ele qual for. Tem de gostar de sucesso, de dinheiro. Não no sentido de acumular, mas de crescer. Professor Silvio Passarelli acredita que talento é imprescindível para quem possui um pequeno negócio Acesse www.newtrade.com.br e ouça a entrevista com Silvio Passarelli É preciso talento? Planejamento funciona mais para grandes corporações. Na pequena corporação, além de uma estrutura básica de planejamento, é necessário esse talento, a capacidade para gerenciar pessoas. Isso porque o pequeno empreendedor acaba se envolvendo com toda a operação. Ele tem de conhecer todo mundo e liderar, alinhando a equipe com os objetivos que ele traçou. O talento do empreendedor é uma coisa importante e imprescindível, mas uma certa roupagem técnica e algumas dicas constituem um complemento importante para esse talento natural. Ele deve ser aperfeiçoado a partir de cursos e de informações que possam dar substância a processos de tomada de decisão. Onde o empreendedor pode se capacitar? O Sebrae tem uma série de serviços genéricos para os pequenos e médios empresários. Há literaturas que ensinam procedimentos passo a passo sobre como abrir uma empresa e quais as principais dificuldades. Além disso, eles incluem cursos sobre a formação do espírito do empreendedor, e que orientam o empresário sobre maneiras como se faz um plano de negócio. Além do Sebrae, há também outros órgãos, como a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fecomercio – Federação do Comércio e a ACSP – Associação Comercial de São Paulo. mai/jun 2012 entrevistaNOVO de novo.indd 37 www.revistaabastecimento.com.br 37 23.05.12 16:37:56 competitividade c o m p e t i t i v i d a d e Oportunidade de ampliar Parceria entre ABAD, Sebrae Nacional e Banco Gerador cria linha de financiamento para reformas e ampliação de lojas do varejo de vizinhança Da Redação U henry lopes Luiz Gustavo, do Banco Gerador, José Carlos de Azevedo, da Incremento Consultoria, e Oscar Attisano, da ABAD: parceria em prol do varejo de vizinhança ma parceria selada entre a ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores e o Banco Gerador irá viabilizar o financiamento de reformas e a ampliação de lojas de varejo de pequeno porte. O acordo também envolve o Sebrae – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Nacional, pois, para se habilitar a pleitear o empréstimo, a empresa varejista precisará fazer a programação de cursos e receber consultorias do Programa de Varejo Competitivo, uma iniciativa da ABAD em parceria com o Sebrae. 38 www.revistaabastecimento.com.br walter.indd 38 O acordo, que envolve a quantia de 10 milhões de dólares na primeira parcela aportados do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, foi assinado pelos três parceiros em 23 de maio, em Brasília. Esse evento de assinatura contou com a presença de José do Egito Frota Lopes Filho, vice-presidente da ABAD, Oscar Attisano, superintendente da entidade, Paulo Dalla Nora Macêdo, presidente do Banco Gerador, Luiz Eduardo Pereira Barretto, presidente do Sebrae Nacional, e Juan Carlos de La Hoz, representante do BID no Brasil. O Banco Gerador, com sede em Recife/PE, atua de maneira mais direta na Região Nordeste. A oferta dos empréstimos com juros subsidiados e, portanto, com valores inferiores aos praticados no mercado brasileiro, será em um primeiro momento destinada somente às companhias do Nordeste. Posteriormente, as empresas de outras regiões do Brasil poderão ter acesso à iniciativa. O encontro dos três parceiros viabiliza um antigo anseio da ABAD: criar uma ferramenta capaz de ampliar a competitividade do varejo de vizinhança, cliente do setor atacadista distribuidor. As empresas que já cumpriram a programação do Varejo Competitivo em 2012 encontram-se habilitadas para pleitear os empréstimos oferecidos pelo Banco Gerador. O cadastro dessas empresas será repassado pela ABAD à entidade financeira para que lhes sejam comunicados os procedimentos necessários para que elas pleiteiem os financiamentos das reformas e as ampliações de loja. Ao mesmo tempo, a nova ferramenta irá incentivar ainda mais as empresas varejistas para que participem do Programa da ABAD e do Sebrae, ampliando ainda mais a participação representativa da Região Nordeste no programa Varejo Competitivo. "Um grande projeto sempre começa pequeno. O mercado financeiro acredita muito na ABAD e queremos dar às empresas que se preocupam em se capacitar a oportunidade de ampliar o seu negócio", afirma Luiz Gustavo Alvim de Vasconcelos, diretor-comercial do Banco Gerador. mai/jun 2012 23.05.12 17:41:02 template.indd 1 07/05/2012 18:06:49 categorias c a t e g o r i a s Casamento perfeito O lojista pode tornar a loja mais organizada com ações importantes, principalmente quando ele tem por foco um grande número de itens, como massas, molhos, temperos e sopas prontas A s estações mais frias do ano são um convite para visitarmos os corredores de sopas prontas e de massas dos supermercados. No entanto, para que o passeio do consumidor seja agradável e resulte em venda, é preciso que a gôndola seja tão convidativa quanto os produtos ali expostos. E uma gôndola atrativa deve ter elementos que vão além do mix. Para ajudar o varejista a resolver essa equação, o gerenciamento por categorias é a ferramenta ideal, uma vez que permite às duas pontas da cadeia serem favorecidas: o consumidor e o estabelecimento. Para a Nestlé Brasil, o gerenciamento por categorias facilita a vida do consumidor na hora da compra, e isso resulta em aumento das vendas do varejista. Para que a indústria e o varejo sejam bemsucedidos, eles precisam conhecer o novo perfil de seus clientes, uma vez que são eles que ditam as regras e escolhem os produtos e marcas de sua preferência. Um bom gerenciamento por categorias é fundamental para o mercado, pois tem como foco tornar a compra uma experiência de consumo prazerosa e agradável. 40 www.revistaabastecimento.com.br massas.indd 40 Fotos: Dreamstime Por Adriana Bruno mai/jun 2012 24.05.12 14:47:45 A exposição de produtos massas • A exposição de massas deve ser feita sempre por fabricante • Apresente ao consumidor todas as variedades de uma mesma marca • Os itens de maior volume e de maior frequência devem ser expostos abaixo da linha dos olhos • A exposição junto com outras categorias geradoras de lucro e que tenham maior sazonalidade é opção bem aceita sopas e temperos • Explore pontos extras e o cross merchandising • Incremente ações em tabloides de ofertas • Mantenha um mix diversificado • Facilite a visualização dos produtos • Pratique o cross merchandising de sopas prontas em seções como as padarias e as de vinhos e de hortifrútis • Caldos e temperos podem ser expostos em seções como o açougue, e próximos do arroz, do feijão e dos molhos molhos • Organize por segmento, obedecendo à ordem: molhos, extratos e polpas Massas, especiarias e molhos devem estar em gôndola convidativa para atrair o consumidor • As embalagens em sachê devem ser agrupadas lado a lado, assim como as dos demais formatos, latas, vidros e caixas cartonadas Fontes: Eliana Lopes, diretora de Marketing da marca Adria da M. Dias Branco, e Nestlé Brasil mai/jun 2012 massas.indd 41 www.revistaabastecimento.com.br 41 24.05.12 14:48:15 categorias c a t e g o r i a s Para Nuno Fouto, professor do Programa de Administração de Varejo (Provar), categorias como massas, molhos, temperos e sopas prontas precisam de um gerenciamento em função do grande número de SKUs que caracteriza esses produtos. “O gerenciamento por categorias abrange uma série de procedimentos que começam com o posicionamento da loja em relação ao seu público-alvo. O GC fornece ao varejista informações sobre o giro, e ajuda a tornar o ambiente atrativo por causa da diversidade de opções oferecidas, a entender a árvore de decisão do shopper, a posicionar as peças de comunicação e, acima de tudo, a tornar a compra a experiência mais agradável possível”, comenta Fouto. O gerenciamento por categorias exerce grande influência no giro do produto e é feito por meio da definição de variáveis como o volume e o comportamento do shopper na loja, a oferta do produto com um preço razoável, a exploração dos melhores espaços com a exposição de inovações e cortes diferenciados, que tenham maior valor agregado, e os itens de maior volume aplicado como geradores de tráfego no estabelecimento. Para Eliana Lopes, diretora de Marketing da marca Adria da M. Dias Branco, o ponto de partida para o gerenciamento por categorias de massas consiste em entender o comportamento da loja por meio da avaliação dos itens de maior volume, equilibrando a exposição destes com as inovações da categoria e também com os itens de maior valor agregado e com a aplicação do preço correto, o que traz melhor qualidade ao atendimento oferecido ao consumidor. “O gerenciamento por categorias para Você sabia? A preferência dos consumidores brasileiros é por massas com ovos e sêmola nas variedades espaguete e, em seguida, parafuso massas pode significar reduções de custo, melhores resultados em volumes e em margem, otimização de espaços no ponto de venda e mais eficiência no atendimento às necessidades do consumidor”, comenta. De acordo com a Nestlé Brasil, para fazer com que o gerenciamento por categorias dê resultado, é necessário que o PDV passe por um processo que envolva adequação do mix de produtos, posicionamento de preços, organização de exposição e estratégia promocional consistente. Para a empresa, agrupar corretamente as categorias é essencial, e, para isso, basta pensar na lógica de utilização e na compra pelo consumidor e dividir seu negócio em destino, rotina, conveniência e produto sazonal. Isso organizará o ponto de venda ajudando o consumidor na hora da compra. Ao trabalhar produtos com intensa característica sazonal, como as sopas prontas, o varejista pode lançar mão da criatividade a fim de incrementar as vendas e destacar o produto na loja. “Durante o dia, o varejista pode até mesmo reconfigurar a loja, mudando a maneira de expor o produto e, assim, de chamar a atenção do consumidor. A organização da gôndola deve sempre privilegiar o produto, e para conhecer bem os espaços e não correr o risco de “misturar” categorias sem qualquer similaridade mútua, o gerenciamento por categorias ajuda o varejista a fazer um planograma da gôndola, que corresponde a uma verdadeira fotografia de como aquele espaço é visto pelo consumidor. Aliás, um bom exercício é, literalmente, fotografar a gôndola para analisá-la e desenvolver um bom planograma”, orienta Nuno Fouto. Importância desse tipo de iniciativa No gerenciamento por categorias, fazemos um mapeamento do ponto de venda com base no seu formato, ou seja, estabelecemos a correspondência entre o tamanho da loja e a frequência do consumidor, o tíquete médio gasto com a categoria e o volume de cada item do mix aplicado. “Assim, definimos o espaço de cada item na gôndola, o qual, associado ao seu volume, influencia o tamanho dos estoques da categoria”, comenta Eliana Lopes, 42 www.revistaabastecimento.com.br massas.indd 42 diretora de Marketing da marca Adria. A definição do sortimento ideal por tipo de loja é uma das premissas do gerenciamento por categorias, pois, por meio de todas as análises que são feitas no ponto de venda – tamanho, comportamento do consumidor, tíquete médio, formato de compra do shopper –, enfim, com a coleta de todas essas informações, é possível definir tanto os itens básicos do sortimento como as oportunidades. mai/jun 2012 23.05.12 16:35:15 template.indd 1 24/05/2012 20:03:29 sortimento s o r t i m e n t o Adequado ao cliente Lojas “democráticas”, que oferecem produtos para atender a todos os gostos, são comuns, mas o mercado e a concorrência pedem ao varejo para que se posicione, focando seu mix no perfil Por Adriana Bruno C onhecer o perfil de seu cliente e da região onde sua loja está instalada é uma premissa necessária para todas as tomadas de decisão. Quando o varejista tem em mãos informações sobre quem é o seu cliente, para quem ele compra, com que frequência, que produtos ele busca em sua loja, onde mora, quais serviços ele considera essenciais em um supermercado, entre outros dados, ele tem o poder de adequar o seu negócio, alinhando sua proposta com as necessidades reais do seu consumidor. Por exemplo, se o público de sua região é de baixa renda, não adianta montar uma loja cujo mix está recheado de produtos Premium, importados e por aí afora. A loja até pode ter o Premium, o importado, mas também precisa oferecer as marcas populares, e aquelas cujo preço é um diferencial, e vice-versa. “O mix também reflete o posicionamento e a proposta de valor que o varejista pretende construir em sua relação com o consumidor e perante seus concorrentes. Dessa forma, a primeira questão que o varejista precisa responder é esta: ‘Para que parcela/perfil de público eu pretendo vender?’”, diz Alexandre Horta, sócio-diretor da GS&MD-Gouvêa de Souza. 44 www.revistaabastecimento.com.br Adequaçao do mixNOVO.indd 44 No Brasil há muitos tipos de operações de varejo nas quais ainda se insiste na fórmula do "modelo democrático", isto é, do atendimento indistinto de todos os segmentos da população, e para todas as circunstâncias ou motivações de consumo. Embora, para certas regiões do Brasil (particularmente aquelas de povoamento mais recente ou com escassez de alternativas no que se refere a lojas e formatos), essa ainda seja a política mais acertada, para a maior parte do País se faz necessário, cada vez mais, empreender um esforço de segmentação e de busca de diferenciação como uma maneira de responder à concorrência crescente. “Assim, o planejamento do mix deverá ser coerente com respostas a perguntas como as seguintes: Que categorias comporão o mix? Qual a importância relativa que se pretende conferir a determinado grupo de produtos? Utilizando os conceitos de gestão de categorias, quais serão as categorias eleitas para serem as geradoras de tráfego para minha operação? As decisões correspondentes às respostas a essas perguntas ajudarão a compor o planejamento do sortimento e definirão as categorias de produtos onde haverá mais investimentos em função da mai/jun 2012 23.05.12 16:54:42 paulo pepe profundidade (número de alternativas para o consumidor) e do melhor nível de serviço (disponibilidade de estoque)”, avalia Horta. Para Claudio Felisoni, professor e presidente do Conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar) da FIA – Fundação Instituto de Administração, o sortimento é o reflexo dos desejos do consumidor. “O mix e o sortimento começam a ser definidos quando se monitora as necessidades do consumidor. Ações simples como a de perguntar se o cliente encontrou na loja tudo o que procurava constituem um ponto de partida. Esse mecanismo de coleta e processamento de dados ajuda o varejista a, gradativamente, ajustar o seu mix”, diz. Um bom plano de compras otimiza recursos financeiros, reduz a possibilidade de o produto ficar parado em estoque, evita ruptura em gôndola e colabora para garantir boa rentabilidade aos negócios. No entanto, para ser adequado, o planejamento precisa se basear em indicadores que forneçam informações reais sobre o comportamento do negócio, atrelado ao mercado e ao perfil do cliente. A Curva ABC sobre histórico de vendas é um exemplo desses indicadores. A Curva ABC é um instrumento para se examinar o estoque. Com ele, o varejista consegue identificar itens que necessitem de maior atenção. Com a Curva ABC, é possível verificar a cada seis meses ou a cada ano o consumo em valor ou quantidade dos itens de estoque e assim classificá-los por ordem decrescente de importância. Os itens mais importantes (em valor) são classificados como de classe A; os intermediários, classe B e os menos importantes, classe C. Daí o nome curva ABC. Essa ferramenta é muito usada para administrar o estoque e definir políticas de vendas. Também não existem ações isoladas ou indicadores que meçam apenas uma atividade da empresa. Essas atividades estão todas atreladas, e um mix de produtos só pode ser considerado bom se estiver dirigido ao público que gosta dele, se o preço for condizente com o que esse público pode pagar, se o ponto de venda estiver localizado onde essas pessoas circulam e compram, e se houver uma quantidade adequada desses produtos sem furos na grade (variedade e quantidade para todos os que vierem comprar sem sobrar demais no estoque, pois isso significa dinheiro parado entre quatro paredes), e assim por diante. “Qualquer falha em um dos pontos desencadeará problemas, por exemplo, mai/jun 2012 Adequaçao do mixNOVO.indd 45 O mix deve refletir o posicionamento e a proposta do varejista www.revistaabastecimento.com.br 45 23.05.12 16:56:27 sortimento s o r t i m e n t o “É importante analisar quais são os produtos que os clientes procuram e que a loja não tem para oferecer. Isso deve ser anotado, avaliado e corrigido” Ana Vecchi, consultora e diretora da Vecchi Ancona Planejamento Estratégico divulgação o da ocorrência de menos vendas, e isso prejudicará o negócio como um todo. Isso significa que, para evitar tudo isso, é preciso gerenciar por processos: começo, meio e fim”, orienta Ana Vecchi, consultora e diretora da Vecchi Ancona Planejamento Estratégico. Ela também lembra que a melhor pesquisa de mercado é realizada no próprio ponto de venda. “É importante analisar quais são os produtos que os clientes procuram e que a loja não tem para oferecer. Isso deve ser anotado, avaliado e corrigido”, completa. Na opinião de Leonardo Marchi, consultor e sócio-diretor da Praxis Education e especialista em educação corporativa, a empresa deve cruzar as expectativas, necessidades e desejos dos clientes com os benefícios que seus produtos oferecem. “Por exemplo, se uma loja tem um público exigente e de alto poder aquisitivo, pode-se pensar em oferecer soluções completas com serviços agregados aos produtos (como entrega, assistência personalizada na compra e assistência técnica estendida, entre outros). Se as necessidades se referirem a produtos básicos e sem diferenciação, a empresa deverá pensar em ter uma linha de produtos específica com esses atributos, pois nem sempre ter uma marca atrelada à ideia de produto sem diferencial é interessante para a empresa”, diz. Gerenciamento correto Chegar ao mix ideal é um trabalho estratégico e que deve ser realizado gradualmente, sempre com base nas informações fornecidas pelo público-alvo e nos indicadores de vendas e resultados dos produtos. As estratégias de exposição e de sortimento de produtos devem ser ajustadas para que se chegue a um mix ideal para a loja. “Essa prática de planejar, definir mix e estratégia de exposição, e medir os resultados também é conhecida como gerenciamento por categorias no ponto de venda”, comenta Leonardo Marchi. Depois de efetuar as tomadas de decisão estratégicas, é preciso definir o papel de cada uma das alternativas de grupos e subgrupos de produtos. Para Alexandre Horta, da GS&MD, o responsável pela construção do mix precisa conseguir responder: “Por que um consumidor compraria um determinado produto em vez de outro que o substitua?” Um dos maiores responsáveis pela pouca eficiência do mix de produtos de qualquer operação de varejo é o 46 www.revistaabastecimento.com.br Adequaçao do mixNOVO.indd 46 hábito do “mais do mesmo”, ou seja, a construção de uma oferta de produtos onde não se consegue avaliar objetivamente qual a diferença entre uma alternativa e outra. “Há operações de varejo altamente eficientes para a construção de sua oferta em função do sortimento, justamente por conta da capacidade para transmitir aos consumidores essa ‘escala’ de alternativas e, mesmo com um sortimento enxuto, passar ao consumidor a impressão de um mix até maior por conta dessa capacidade de seleção (até mesmo porque um dos papéis importantes do varejo é sua capacidade para fazer uma pré-seleção convincente de mercadorias para o seu cliente)”, diz. Ainda segundo o executivo, a partir daí deve-se estabelecer um trabalho cotidiano de gestão, avaliando a proximidade dos resultados obtidos com relação às estimativas originais e quais ações são importantes para ajustar o plano (preço, promoção, ajustes no layout ou no planograma, e assim por diante). mai/jun 2012 23.05.12 16:57:41 template.indd 1 09/05/2012 17:32:53 sortimento 10 dicas para planejar o mix de produtos da loja s o r t i m e n t o 1Perfil e público da região 2Curva ABC de produtos 3Percentual de motivos de trocas e devoluções 4Percentual de cobertura do mix 5Histórico de vendas anderson sousa 6Pesquisas de tendências (nacional e/ou internacional) O mix é definido quando se monitora as necessidades do consumidor 7Avaliação e levantamento de fornecedores 8Logística de compra, prazo de entrega, chegada ao ponto de venda 9Giro de estoque 10Percentual de desvios de estoque e CMV anderson sousa Fonte: Ana Vecchi, consultora e diretora da Vecchi Ancona Planejamento Estratégico anderson sousa É importante ter bom plano de compras para otimizar recursos financeiros A curva ABC é um instrumento essencial para se examinar o estoque 48 www.revistaabastecimento.com.br Adequaçao do mixNOVO.indd 48 Quando a operação não é totalmente baseada em marcas próprias, a seleção de produtos também estará, de alguma forma, subordinada à seleção de um conjunto de marcas de produtos que forem coerentes com o posicionamento desejado (não confundir com marcas de fabricantes, pois existem alguns fabricantes que oferecem diversas linhas de produtos com posicionamentos distintos). Assim, é preciso avaliar, em cada grupo ou subgrupo de produtos, as marcas que são importantes como chamarizes para as categorias, e que podem desempenhar o papel de líder dentro da estrutura do sortimento. Um ponto importante para que esse trabalho seja mais bem direcionado é a definição prévia dessa estrutura para cada grupo ou subgrupo: qual a profundidade definida (quatro ou cinco SKUs) e qual o papel de cada um dos SKUs que compõem essa estrutura (primeiro preço, marca de combate, marca própria, marca de relação custo/benefício adequada, marca de prestígio (ou líder), etc.) “Esse Plano de Sortimento é a materialização das decisões estratégicas da empresa no que diz respeito a esse sortimento, e servirá de guia para a seleção dos produtos que o comporão”, orienta Alexandre Horta. mai/jun 2012 23.05.12 16:59:15 Você sabe por que consumidoras com um mesmo perfil... ...demográfico têm preferências de consumo diferentes? Você conhece as diferenças que tornam únicas as compradoras de sua marca? Descubra a resposta para essas e outras perguntas no estudo Nielsen Pensamentos e Atitudes das Donas de Casa. • 56 perguntas • Abordagem de 5 temas: hábitos de compra, tempo livre e hobbies, meios de comunicação, valores / metas e alimentação • Mais de 400 opções de respostas • Cruzamento das respostas com os consumidores de sua marca • Informações comparáveis com os países da América Latina Pensamentos e Atitudes é a solução Nielsen que permite antecipar o conhecimento dos seus consumidores atuais e potenciais! [email protected] www.nielsen.com gestao g e s t ã o O setor supermercadista é um daqueles em que é maior a concentração de empresas com gestão familiar. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae-SP– Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo, 39% das pessoas envolvidas com as pequenas companhias do Estado são os próprios sócios-proprietários e seus familiares. Das grandes às micro e pequenas, o braço familiar é capaz de conduzir a empresa ao sucesso ou ao fracasso total! Tudo vai depender de como essa relação casa/trabalho será administrada. Respeito, capacitação e defesa dos interesses comuns são alguns dos elementoschaves para essa receita de sucesso. É preciso admitir que não é fácil separar totalmente os laços familiares do negócio, mas também é preciso buscar o equilíbrio entre ambos. Para Jerônimo Mendes, consultor organizacional, as relações familiares ajudam quando os sócios da primeira ou da segunda geração começam a se preocupar cedo com a profissionalização da gestão ao contratar executivos de mercado, ao realizar um bom acordo de acionistas para evitar interferências familiares e ao se preparar para a sucessão. “Mas essas relações são péssimas quando os sócios defendem os seus próprios interesses, quando forçam a entrada de parentes em qualquer grau e quando tomam decisões baseadas na honra da família, o que não ajuda em nada – pelo contrário, tende a deteriorar – as relações e acelera o processo de falência”, diz. Para o consultor, quanto maior for o número de familiares na sociedade, mais difícil será conciliar as relações. “Dois sócios conseguem se entender com mais facilidade, dividir as tarefas de maneira equitativa e tomar decisões com rapidez. Com três ou mais sócios, a situação se complica, pois quanto mais gente houver na sociedade, mais interesses haverá para conciliar, mais bocas para alimentar, mais energia necessária para convencer as partes contrárias. Além disso, maior será a estrutura organizacional necessária para acomodar os familiares”, diz Jerônimo Mendes. Por sua vez, na opinião de Alberto Whitaker, vice-presidente do Conselho de Administração do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Sem misturar os papéis 50 www.revistaabastecimento.com.br gestao familiar.indd 50 A família na empresa é uma aliança que tem tudo para dar certo, desde que haja profissionalismo, respeito pelas funções de cada um e capacitação para ocupar cargos e posições Por Adriana Bruno mai/jun 2012 23.05.12 17:42:15 Anderson Souza Corporativa, o maior diferencial de uma empresa familiar está justamente no fato de ela pensar no longo prazo. “Quando uma empresa familiar é formada, tem-se a ideia de que a empresa será um legado, a base de sustentação financeira da família, não só no que se refere à geração atual, mas também às gerações futuras. Uma grande deficiência está nos conflitos de interesse advindos do relacionamento entre os familiares e a gestão da companhia. Ao adotar os princípios das melhores práticas de governança corporativa, os administradores da empresa familiar devem se preocupar com a propriedade e a gestão, assim como também devem ter uma grande sensibilidade para manter alinhados os interesses da família”, comenta o executivo. O IBGC recomenda às empresas a instituição de um conselho de família, que vise tratar dos interesses gerais da família, manter um histórico e zelar pelo patrimônio familiar, sempre pensando no longo prazo, e também a institui- 39% das pessoas envolvidas com as micro e pequenas empresas paulistas são os próprios sóciosproprietários e seus familiares ção de um conselho de administração, que cuidará da perpetuação da empresa. “A união dos objetivos, as atribuições desses dois conselhos e um plano permanente de sucessão ajudam a manter a visão, a missão e os valores tanto da família como da empresa”, completa Whitaker. Como fazer para não levar os problemas da família para a empresa e vice-versa? A resposta é simples: nem sempre isso é possível! O empresário José Eduardo Vaz de Carvalho divide a gestão das quatro lojas do Supermercado Violeta com mais dois irmãos e com o pai, e conta que o segredo está em colocar os objetivos em primeiro lugar. “Diferenças sempre existem, e uma vez ou outra uma reunião pode ser até mesmo mais acalorada, mas a vantagem de fazermos isso em família é que dez minutos depois estaremos conversando normalmente. Além disso, todos nós trabalhamos com um objetivo comum, que é o de fazer a empresa se empenhar em voos mais altos”, conta. mai/jun 2012 gestao familiar.indd 51 www.revistaabastecimento.com.br 51 23.05.12 17:45:40 gestao g e s t ã o racterística marcante na convivência Ainda segundo o empresário, familiar, invade e permeia o próprio uma das vantagens da gestão faambiente profissional, facilitando miliar é o fato de ela poder contar relacionamentos. Ele passa pelos com um diálogo franco e aberto chaves para conhecimentos e especialidades proentre os sócios. “Quando a empreo sucesso da fissionais, chegando até às remunerasa é administrada pela família, a gestão familiar ções e retiradas dos sócios. É preciso rotina é mais descontraída e mesempre respeitar a saúde da emprenos formal, o que não quer dizer 1Compreender a estrutura de uma sa”, conclui. que não seja profissional, pelo empresa familiar Um bom acordo societário precontrário”, afirma. O Supermercasente desde o início ajuda a evitar do Violeta foi fundado pelo pai de 2 Educar toda a família sobre conflitos. “Muitas empresas famiJosé Eduardo e, no início, a pequeempresas familiares liares sofrem hoje porque não se na loja contava com 14 funcionápreocuparam com as regras básicas rios apenas. Hoje, há quatro lojas e 3 Ter um plano de sucessão de convivência na sociedade, de sumais de 400 colaboradores. por escrito cessão e de distribuição de lucros. A Para Reinaldo Messias, consulsimples entrada de um familiar contor do Sebrae-SP, nesse modelo de 4Montar o genograma da família (um tra a vontade de outro sócio é sufigestão, a família serve à empresa, retrato da estrutura familiar com ciente para criar animosidade. Por leva seus valores pessoais para o indicações sobre o relacionamento isso, é preciso ser muito centrado e ambiente empresarial e faz, a todo entre os membros) ter muito equilíbrio para pensar na momento, com que as atitudes, perpetuidade do negócio, não se esos conhecimentos e as habilida- 5 Entender a importância de um quecendo de que a natureza humades pessoais de cada integrante sistema de bagagens, ou seja, de na é ambiciosa”, diz Mendes. sejam diferenciais para o sucesso tudo aquilo que faz parte da maneira A definição da estrutura organizada companhia. “Entende que o como a família ou a empresa cional da empresa é um ponto funrespeito é extensivo não somente funciona, das maneiras como as damental e estratégico em qualquer aos familiares, mas também a topessoas interagem umas com modelo de gestão, em especial na fados os que participam do dia a dia as outras, e de como são seus miliar. A escolha não deve ser baseada atividade. Age com respeito até inter-relacionamentos e da em “eu quero fazer isso”, mas sim, mesmo quando encara a concorinterdependências na capacitação profissional de cada rência. Mais ainda, assegura, com a envolvido. Para Jerônimo Mendes, boa administração familiar, a ma- 6 Administrar brigas e conflitos quando a hierarquia organizacional nutenção da atividade empresarial. e a matriz de responsabilidades são Entende, finalmente, que os fami- 7 Preparar a sucessão bem definidas, as coisas fluem naliares estão a serviço da empresa, e turalmente. “Isso não é muito fácil não o contrário”, comenta. 8 Saber a hora de passar o bastão de ajustar na empresa familiar, conAinda na opinião de Reinaldo siderando-se que os sócios tendem Messias, nas empresas de sucesso 9 Realizar reuniões familiares todos a acomodar um ou outro parente, nota-se que a emoção, o compor os meses o que coloca em xeque todo o sistetamento típico do indivíduo e da ma. Quando a emoção predomina, família, dá lugar à razão, que é 10 Administrar com muito bom humor todo filho ou parente serve. Quando fundamental para que a gestão da José Carlos Ferreira Fonseca, coordenador do Núcleo de a razão predomina, cargos e funções empresa se fortaleça. “A gestão é Fonte: Estudos e Negócios de Empresas Familiares da ESPM – Escola são inerentes à competência e à forimpessoal e acontece por meio de Superior de Propaganda e Marketing mação profissional, independentenormas, procedimentos, indicadomente da natureza da organização”, afirma. res e resultados! As atitudes e as decisões são Estar aberto a mudanças e reconhecer que racionais, baseadas em fatos, e não apenas em elas podem ser benéficas para o andamento da sentimentos e palpites! Da mesma forma, nesempresa é uma das características que se espesas empresas a educação e a cultura dos ‘sócios’ ra de um sócio comprometido com o interesse atuam como agentes facilitadores. Pessoas edudo negócio. “Eu era responsável por compras e cadas propõem, ouvem, dialogam e negociam pelo lado operacional da empresa. Com o cressuas diferenças. Além disso, o fator respeito, ca- 10 52 www.revistaabastecimento.com.br gestao familiar.indd 52 mai/jun 2012 23.05.12 17:45:40 Anderson Souza cimento do supermercado, me vi atendendo fornecedores no meio da loja. Eu estava totalmente sobrecarregado. Foi nesse momento que meu irmão passou a cuidar do departamento de compras da empresa e, tenho de admitir, ele compra muito melhor do que eu! Com a minha irmã, que cuida do RH, aconteceu a mesma coisa. Quando ela percebeu que estava sobrecarregada, buscamos um profissional do mercado para ajudá-la”, conta José Eduardo Vaz de Carvalho. O empresário também afirma que o respeito à função e às decisões do outro é fundamental dentro da empresa. “Já aconteceram situações como a de um funcionário pedir uma folga para mim, eu negar, e o mesmo funcionário abordar o meu irmão e ele conceder a folga. A lição que tiramos disso é que precisamos ter comunicação e que um nunca deve desautorizar o outro. Mesmo em meio à família, a diretoria deve estar sempre alinhada, com cada um se mantendo na sua função. Para isso, a comunicação entre os sócios é de importância vital”, complementa Carvalho. A sucessão é um tema que deve ser abordado com naturalidade e planejamento nas empresas familiares. É preciso que todos concordem com o fato de que ninguém ocupará a liderança para sempre, e para o bem da empresa é preciso um plano B, ou seja, alguém bem preparado para assumir o comando quando isso se fizer necessário. De acordo com José Carlos Fonseca Ferreira, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios de Empresas Familiares da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, o plano de sucessão deve ser escrito e acordado entre todos os sócios. “Há casos em que brigas em função da sucessão já levaram empresas à falência. No plano de sucessão, os critérios de escolha devem se basear na competência e não no favoritismo ou nas relações pessoais. Os gestores têm por hábito dedicar-se a setores como compras, propaganda, recursos humanos, informática, estrutura e layout da loja e se esquecem de pensar em um plano de sucessão. Minha orientação é no sentido de que eles dediquem pelo menos 10% do seu tempo a esse tema”, diz. Entre os desafios da gestão familiar, Alberto Whitaker destaca a necessidade de encontrar o equilíbrio entre propriedade, família e gestão. “Cada um desses sistemas tem sua particularidade e seu desenvolvimento dentro da empresa familiar, e eles não amadurecem necessariamen- “Todos nós trabalhamos com um objetivo comum, que é o de fazer a empresa se empenhar em voos mais altos” José Eduardo Vaz de Carvalho, empresário que divide a gestão com dois irmãos e o pai nas quatro unidades do Supermercado Violeta te no mesmo ritmo. A falta de planejamento e a resistência do fundador em abrir mão do poder, muitas vezes por não acreditar na competência da segunda geração, ou por estar íntima e pessoalmente ligado ao cotidiano da organização, dificultam o processo de sucessão, e, consequentemente, a longevidade da empresa. É importante preparar sucessores em todos os três eixos (família, propriedade e gestão). Outros dois desafios estão na dificuldade da família para se aperfeiçoar ou para deixar a gestão, se isso for preciso, e na dificuldade para separar interesses pessoais de interesses empresariais”, avalia. A sucessão ainda é um tabu nas empresas. Segundo Jerônimo Mendes, é difícil para uma pessoa que construiu um bom patrimônio ao longo de trinta ou quarenta anos deixar o negócio no dia seguinte. Por isso, a transição requer preparação e amadurecimento. “O mundo é dinâmico e os negócios mudam rapidamente. É praticamente impossível acompanhar tudo e se adaptar a tudo o que acontece na economia e na sociedade. Portanto, quanto mais cedo os fundadores pensarem nisso, mais fácil será o processo de transição”, finaliza o consultor. mai/jun 2012 gestao familiar.indd 53 www.revistaabastecimento.com.br 53 23.05.12 17:46:22 EXPOSICAO RXPOSICAO EE XX PP OO SS II ÇÇ ÃÃ OO Ação fácil e eficaz Simples de fazer, o cross merchandising pode ser aplicado em vários setores da loja, estimulando o cliente a comprar por impulso Por Adriana Bruno 54 www.revistaabastecimento.com.br crossmerchanNOVO.indd 54 paulo pepe P or definição, o cross merchandising é uma técnica cujo propósito é cruzar produtos que tenham uma relação direta de consumo entre si, relação essa que os destaca dos demais produtos expostos na mesma gôndola ou corredor. Essa ação estimula e gera interesse no consumidor por outro produto que ele havia se esquecido de levar ou que talvez nem tivesse a intenção porque também havia se esquecido de que a combinação de ambos era desejável. Um exemplo clássico é o do queijo ralado quando oferecido na seção de massas ou o molho de tomate exposto junto ao macarrão na mesma seção. Quantas vezes não vamos ao supermercado, compramos a massa, o molho e, quando chegamos em casa... Onde está o queijo? Além de aumentar as vendas por impulso, o cross merchandising também facilita a vida do consumidor, que acaba saindo da loja com uma solução de compras mais completa. “O cross pode aumentar muito depressa a venda de determinados produtos. Há vários perfis de shoppers, há os que não gostam de passar muito tempo em supermercados, mas há outros que ficam horas em um deles. Quando bem posicionado, o cross pode acalmar e estimular a compra do mai/jun 2012 23.05.12 17:59:13 5 dicas para realizar uma ação de cross merchandising 1 Selecione os melhores locais, aqueles em que é mais intensa a circulação e/ou aqueles em que é maior a rentabilidade dentro do estabelecimento 2 Teste sempre: coloque o maior número de produtos em cross merchandising em um primeiro momento a fim de mapear quais funcionam melhor e quais aumentam as vendas 3 Use produtos de pequeno valor. Nada impede o varejista de testar produtos de maior valor agregado, mas a venda por impulso precisa ser rápida para que o shopper decida “por impulso” 4 Evite a ruptura por falta de preços no PDV e dos dois produtos na ação de cross, tanto do produto da categoria como do produto em cross, pois a falta de um deles pode modificar o estimulo real de venda cruzada para uma venda em local diferente 5 Disponibilize os produtos em cross merchandising em displays/ ferramentas diferenciadas que estimulem a atenção do shopper. Ou seja, negocie com os próprios fornecedores para que eles desenvolvam maneiras de fixar as prateleiras Fonte: Joy Lan, palestrante e consultor de marketing e estratégia mai/jun 2012 crossmerchanNOVO.indd 55 www.revistaabastecimento.com.br 55 23.05.12 17:59:43 EXPOSICAO E X P O S I Ç Ã O apressado, bem como aumentar o tíquete médio de compras não programadas pelo shopper que adora ficar no supermercado. O princípio básico da ação consiste em aumentar as vendas por meio da exposição, do preço, da quantidade, da organização e do impacto visual, os quais, por si sós, são adequados para estimular as vendas. O cross merchandising, ao fazer tudo isso com produtos complementares ou que tenham entre si uma relação capaz de estimular a venda de ambos por impulso e por conveniência, é um fator que sem dúvida impulsiona as vendas”, comenta Jony Lan, professor de Marketing e Negócios pela PUC-MG – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. As ações podem ser realizadas em pequenos espaços e até mesmo em ilhas inteiras, planejadas e idealizadas com um mix de produtos correlatos. Por exemplo, se a loja quer promover a categoria de cuidados com as mãos, ela pode criar um espaço e ali expor itens como esmaltes, removedores de esmaltes, lixas, alicates e cremes, entre outros produtos. Segundo Caio Camargo, autor do blog “Falando de Varejo”, as ações de cross merchandising acontecem principalmente com produtos que podem ser colocados em gôndolas, assim como também podem ser usados sistemas au- 56 www.revistaabastecimento.com.br crossmerchanNOVO.indd 56 divulgação xiliares de exposição, como os famosos clip strips, nos quais o produto de uso correlato é exposto. “Para um mercado pequeno, pode até mesmo ocorrer que o clip strip seja a única opção de exposição do produto, embora em mercados maiores seja sempre interessante usar a exposição dupla, tanto no cross merchandising como em seu local de exposição de origem”, diz Camargo. Não há pesquisas oficiais sobre os resultados que essas ações trazem para as lojas, mas na opinião de Cláudio Mello, professor do Núcleo de Varejo da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, esses resultados financeiros são muito interessantes, principalmente para pequenos e médios O cliente gosta de supermercados. “Ele está ligado à novidade e quando experiência que o varejista impleencontra coisas menta no seu ponto de venda, e diferentes, ele acaba deve ser feito de maneira sutil, para comprando mais que o cliente perceba ali um serviGilberto Strunck, sócio da ço e não uma maneira de empurAgência DIA Comunicação rar mais algum produto. Apesar de não contarmos com pesquisas específicas sobre essas ações, o varejista pode avaliar os resultados aplicando técnicas simples de métrica. Por exemplo, se ele fizer uma ação com azeite, basta-lhe medir o quanto ele vendia do Garanta o sucesso da ação produto antes e depois de ter feito o cross mer• Mais do que criar a ação, é importante não descuidar chandising”, orienta Mello. de seu abastecimento As ações de cross merchandising devem focar produtos de custo menor para o consumidor. • Não se esqueça de colocar ou gerenciar Se ele olhar para aquele produto em destaque e as etiquetas e o preço para esse produto pensar: “Nossa que caro!”, o tiro pode sair pela culatra e, por isso, a dica dos especialistas consiste • Fique atento para modismos e comportamentos da em sempre trabalhar com produtos que tenham sociedade. Eles podem gerar pistas para ações preços muito atrativos, afirma Gilberto Strunck, sócio-diretor da Agência DIA Comunicação. • Entenda de que maneira o seu cliente consome A apresentação do produto deve ser inspiradodeterminado produto, criando soluções ra e, principalmente, deve estar bem visível para de uso correlato o consumidor. “Também é preciso variar a ação. O cliente gosta de novidade e quando encontra • Dialogue com a indústria sobre a possibilidade coisas diferentes, que prendem a sua atenção, ele de realizar ações em parceria acaba passando mais tempo na loja e comprando mais”, comenta Strunck. Para Regina Blessa, consultora e palestrante Fonte: Caio Camargo, autor do blog “Falando de Varejo” especializada em ponto de venda e presidente do mai/jun 2012 23.05.12 18:07:01 IEV – Instituto de Estudos em Varejo, o varejista deve escolher apenas itens que complementem outros. “Não adianta fazer ponto extra de óleo de cozinha na frente do uísque porque ambos nada têm a ver um com o outro. Mas fazer um ponto extra de óleo de cozinha ao lado das batatas tem tudo a ver. Uma dica consiste em escolher itens que ficam muito escondidos ou que vendem pouco, mas que, em um cross, podem reagir bem”, orienta Blessa. A consultora também destaca que não se deve colocar clip strips em todas as colunas das gôndolas. “Coloque em uma sim e em outra não para dar mais resultado, lembrando que produtos que não são correlatos, não são cross, são apenas pontos extras”, completa. A criatividade do varejista e seu nível de conhecimento sobre o perfil de seus consumidores são fatores fundamentais para que as ações de cross merchandising deem resultado. Para Caio Camargo, praticamente todos os produtos podem ter algum item de uso correlato, ou que manifes- tem, pelo menos, algum tipo de correspondência no ponto de venda, por mais absurda que essa relação possa parecer à primeira vista. “Há um caso famoso, de um varejista norte-americano que expunha latas de cerveja perto do departamento de fraldas. Como a compra da fralda era uma função que muitos maridos tinham de desempenhar antes de voltar para casa, ao comprar as fraldas ele se deparavam com a cerveja e acabavam levando algumas latas. Com criatividade, tudo é possível. Por outro lado, a indústria pode aproveitar o lançamento de um produto para fazer uma exposição que também o coloca em cross. Por exemplo, no lançamento de um novo tempero, por que não expô-lo junto ao arroz, o feijão e a carne?”, diz o especialista. Para Jony Lan, o cross merchandising deve privilegiar produtos com alto giro, que precisam ser colocados em pontos de grande visibilidade dentro da loja. “Expostos em locais de maior circulação, as chances de vendê-los por impulso sempre aumentam”, finaliza Lan. mai/jun 2012 crossmerchanNOVO.indd 57 www.revistaabastecimento.com.br 57 23.05.12 18:00:04 negocios n e g ó c i o s Notícias da cadeia de abastecimento Contatos Interação com o cliente A administradora de cartões DMCard apresenta o aplicativo “Loja Fácil”, que auxilia na gestão de relacionamento com o cliente. O comerciante que faz uso de suas operações tem a oportunidade de oferecer aos seus clientes um aplicativo próprio para celulares com sistema Android, que possibilita a instalação de ferramentas úteis no aparelho. Com ele, os consumidores podem verificar informações de produtos e ofertas anunciadas pela loja. “Nosso foco é apresentar esse produto para os três mil varejistas que atendemos. Cerca de 60% deles são supermercados”, conta Juan Agudo, diretor da empresa. Empresa vai focar clientes varejistas oferecendo aplicativo próprio para celulares 58 www.revistaabastecimento.com.br NegociosNOVO.indd 58 Desenvolvimento Crescimento a todo o vapor Com aumento de 30% nas vendas em 2011, o Grupo Pet Center Marginal tem como meta inaugurar pelo menos mais duas lojas em 2012, além de um hospital veterinário. O mercado de animais de estimação movimenta 11 bilhões de reais por ano no Brasil. A companhia, uma das maiores redes de pet shops da América Latina, inaugurou em 26 de abril a sua 14a megaloja. A inauguração da nova loja faz parte do plano de expansão do Grupo, que comemora dez anos de atuação. Fotos divulgação Produto Valor agregado Com a disposição do brasileiro para comprar mais, empresas aceleram o ritmo de lançamentos de produtos de maior valor, como sabonete líquido e iogurtes funcionais. Um estudo realizado pela Nielsen identificou um movimento de sofisticação do consumo em 2011 em 47 entre 85 categorias pesquisadas. Os consumidores estão substituindo marcas populares por outras mais caras e passaram a comprar uma gama maior de produtos. Grupo Pet Center comemora aniversário e inaugura mais uma loja mai/jun 2012 23.05.12 18:38:58 7,5% Dreamstime Material Sem embalagem Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo está causando tumulto. Se aprovado, poderá proibir os supermercados da capital paulista de distribuir caixas de papelão para os consumidores. Desde 3 de abril, os moradores de São Paulo deixaram de receber sacolas plásticas nos principais supermercados, por conta de um acordo entre a APAS – Associação Paulista de Supermercados, o MPSP – Ministério Público do Estado de São Paulo e o Procon-SP – Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo. O projeto não tem previsão para entrar em vigor. é o percentual que o Grupo Zaffari, quinta maior companhia supermercadista do Brasil, estima crescer neste ano. Em 2011, o Grupo apurou a receita bruta de 2,9 bilhões de reais, com crescimento real de 9,8% (descontada a variação do IPCA) em relação ao ano anterior. O resultado positivo inclui os 29 supermercados e hipermercados das bandeiras Zaffari e Bourbon em operação no ano passado. Legislação Lei aprovada Depois de muitos adiamentos, entrou em vigor na primeira semana de abril a portaria do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, que estabelece a obrigatoriedade do uso do ponto eletrônico para grandes e médias empresas relacionadas à indústria, ao comércio em geral e ao setor de serviços. Empresas de todo o País deverão instalar um novo modelo de relógio de ponto, com sensor de identificação óptico para o controle da jornada de trabalho de seus contratados. A multa diária para quem descumprir a ordem é de 2 mil reais. Ao todo, deverão ser instalados no País 370 mil pontos eletrônicos. Internet Proximidade nas vendas Com o objetivo de se aproximar de bares e restaurantes, a Ambev lança o Parceiro Ambev, site de compras voltado para os donos de estabelecimentos comerciais de todo o País. O local oferece produtos para melhorar a estrutura dos pontos de venda com preços abaixo da média do mercado, diz a companhia. Além dos produtos, o site vende itens como estufas, fornos, televisão e toda a estrutura necessária para o segmento de bares e restaurantes. Sacolinha Eterna polêmica Seis cidades do Estado de São Paulo têm leis em vigor que obrigam os supermercados a distribuir sacolas plásticas para os consumidores. Desde o início de abril, o varejo em São Paulo deixou de disponibilizar o item. Cerca de nove municípios do Estado têm projetos de lei tramitando em suas câmaras municipais. A Assembleia Legislativa de São Paulo também analisa um projeto de lei que deverá valer em todo o Estado. mai/jun 2012 NegociosNOVO.indd 59 www.revistaabastecimento.com.br 59 23.05.12 18:39:17 negocios Empresa projeta avanço de 21% nas vendas em 2012 n e g ó c i o s Notícias da cadeia de abastecimento Aprovação Venda de ações Deverá ser votada, entre junho e julho, pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a compra da Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar, disse Marcos Paulo Veríssimo, relator do caso no órgão, em 10 de maio. Segundo ele, a demora para a conclusão da análise deve-se, principalmente, à escassez de informações sobre o mercado onde atuam as empresas. "As informações sobre padrões de mercado ou preços são escassas", disse Veríssimo em uma reunião do plenário do CADE. Fotos divulgação Fusão de drogarias apresentou queda de 11% no resultado financeiro 19,4 milhões de reais foi o resultado referente ao lucro líquido da Raia Drogasil no primeiro trimestre de 2012. A cifra representa uma queda de 11% sobre o resultado referente ao mesmo período de 2011 60 www.revistaabastecimento.com.br NegociosNOVO.indd 60 Especializada Crescimento natural A Mundo Verde, rede de lojas especializadas em produtos naturais e orgânicos, projeta um crescimento de 21% em 2012. Para os próximos dois anos, a rede estima um resultado 20% maior, a cada ano, de modo que o seu faturamento deverá atingir 350 milhões de reais até 2014. A empresa tem cerca de 200 lojas e pretende chegar ao ano do maior evento futebolístico, a Copa do Mundo, com 350 estabelecimentos. Estimativa Consumo 2012 O Pyxis Consumo, ferramenta do Ibope – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística que gera estimativas de potencial de consumo para o varejo em 50 diferentes grupos de produtos, revela que cada brasileiro irá gastar, em média, 1.450,84 reais com alimentos e artigos de limpeza neste ano. A soma nacional deverá atingir 236,5 bilhões de reais, com destaque para as carnes, aves e derivados, que deverão movimentar 72,4 bilhões de reais. mai/jun 2012 23.05.12 18:39:40 Painéis transformam o varejo em galeria de arte Colorido Arte na gôndola A marca Seda, da Unilever, está distribuindo no varejo paulistano painéis em mosaico no estilo Pop Art utilizando o espaço da gôndola e milhares de embalagens de produtos. Os painéis Seda Pop Art mostram imagens relativas aos países de origem dos cabeleireiros da marca. Serão dois painéis, mostrando a Estátua da Liberdade, em Nova York, onde fica Ouidad, e o relógio Big Ben, em Londres, terra natal de Thomas Taw. Com a ação, a Seda apenas transforma o supermercado Carrefour Marginal Pinheiros em uma galeria de arte. Evento Feira de alimentação Acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP, o maior encontro de alimentos e bebidas do mundo. O SIAL – Salão Internacional de Alimentação realiza sua primeira edição no País e apresenta mais de 400 marcas expositoras de 32 países, distribuídas pelos diferentes pavilhões do local. O evento deverá receber 12 mil visitantes. Expansão Vendas concentradas Um estudo realizado pela consultoria Nielsen aponta que as vendas nos supermercados localizados em cidades interioranas aumentaram 13,3% em 2011, enquanto, nas capitais, o crescimento foi de apenas 7,8%. Isso acontece por causa da aceleração do consumo nos municipios menores, diz a empresa de pesquisas. A Região Centro-Oeste teve a evolução mais expressiva, com crescimento de 25% nas lojas do interior, contra 9% nas capitais. Além disso, das 201 lojas abertas nos Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais no ano passado, 112 estão localizadas em pequenas e médias cidades do interior. Produto Valor agregado Com a disposição do brasileiro para comprar mais, empresas aceleram o ritmo de lançamentos de produtos de maior valor, como sabonete líquido e iogurtes funcionais. Um estudo realizado pela Nielsen identificou um movimento de sofisticação do consumo em 2011 em 47 entre 85 categorias pesquisadas. Os consumidores estão substituindo marcas populares por outras mais caras e passaram a comprar uma gama maior de produtos. Varejo Primeira unidade O Sonda Supermercados inaugurou no fim de abril sua primeira unidade na cidade de Arujá, na Grande São Paulo. A loja terá um serviço de entregas das compras em domicílio. Entre as novidades está a instalação de uma adega com mais de mil rótulos nacionais e importados. A loja conta com mais de 15 mil produtos à disposição dos clientes, intensificando as sugestões de importados. A rede tem agora 19 lojas no Estado de São Paulo. template.indd 1 template.indd 1 template.indd 1 template.indd 1 NegociosNOVO.indd 61 18/05/2012 12:04:48 mai/jun 2012 18/05/2012 12:04:48 www.revistaabastecimento.com.br 61 18/05/2012 12:04:48 18/05/2012 12:04:48 23.05.12 18:40:24 artigo a r t i g o Gilberto Alvarez* Sem sacolas, compras pesarão no bolso População de baixa renda terá o orçamento mais comprometido com a compra das sacolas biodegradáveis que passam a ser vendidas nos estabelecimentos N o dia 3 de abril a era das sacolas plásticas nos supermercados de São Paulo chegaria ao fim. Portanto, também nos livraríamos do grave problema da degradação do meio ambiente em nossa sociedade, certo? Errado. A Lei Municipal nº 15.374/2011, vetada pela Justiça, proibia a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas em todos os estabelecimentos comerciais do município. Mas a polêmica continua. Embora, em princípio, seja uma tentativa de contribuir para a sustentabilidade ambiental, é necessário observar com cautela as nuanças e os favorecimentos que acabaram sendo gerados por tal iniciativa. A não distribuição das “sacolinhas” foi providencial para o comércio, sobretudo para as redes de supermercados, que agora repassarão todo o custo envolvido no empacotamento de compras para os seus clientes. O consumidor, que em última análise arcará com o ônus, nem sequer foi consultado. A população de baixa renda, a mais atingida pela medida, terá seu orçamento ainda mais comprometido com a compra das sacolas biodegradáveis que passam a ser vendidas pelos estabelecimentos. Não há nada mais constrangedor do que obrigar quem não pode comprá-la. Impor a venda da sacola biodegradável a 0,80 real a unidade, além de injusto, é imoral. Sem mencionar que supermercados tornaram a sacola biodegradável, ou retornável, um artigo de moda que dificilmente será disponibilizado por esse valor. Nos supermercados é possível constatar que a sacola é um artigo de luxo. Vai obrigar a mãe de família pobre a fazer ainda mais malabarismos na hora de ir às compras. E, para piorar, muitas dessas sacolas são importadas de países poluidores como o Vietnã e a China. Quer dizer, não estamos ajudando em nada a preservar o meio ambiente. Vetar o uso das sacolas plásticas fere o direito do consumidor. Os governos da cidade e do Estado de São Paulo precisam desenvolver projetos que tragam resultados efetivos. Não foi feito nenhum estudo sobre o impacto po- 62 www.revistaabastecimento.com.br artigo.indd 62 sitivo do fim das sacolas na qualidade de vida da cidade, seja no longo, no médio ou no curto prazo. E se as sacolas permanentes não derem conta de tudo, em que embalagens as pessoas passarão a levar as suas compras? Em caixas de papelão utilizadas anteriormente para embalar outras coisas? Em sacos de papel? Quando se trata de acondicionamento de alimentos, é preciso que haja cuidado sanitário. É preciso lembrar que sacolas de papel consomem muito mais recursos naturais em sua fabricação do que as sacolas plásticas. A diferença é que uma delas gera resíduos na produção, e a outra no descarte. O que precisamos é de políticas públicas capazes de implementar ações sustentáveis, com gestores aptos e conscientes para lhes dar manutenção e continuidade. São Paulo demorou muito para avançar em políticas de transporte público de qualidade, o que rendeu à cidade um lugar de destaque no ranking mundial das metrópoles mais poluidoras. Sem mencionar o lamentável fato de a metrópole não contar com um programa de coleta seletiva e de reciclagem para o seu lixo. Só 1% das 17 mil toneladas diárias que produz destina-se à reciclagem. O pecado mortal, porém, é a pouca atenção que se dá à educação ambiental nas escolas, ignorandose que é só assim que se formarão cidadãos conscientes de sua responsabilidade para com o espaço onde habitam. A educação do cidadão é a chave para que se obtenha um mundo de equilíbrio sustentável. Preservar o meio ambiente e os recursos para as novas gerações é um exercício e um hábito que devem ser internalizados pela sociedade, sem que seja necessário proibir tudo. Atender a interesses de alguns em detrimento da coletividade e sob o pretexto de preservar o meio ambiente não é a solução. Servirá apenas para a transferência de responsabilidade do poder público para o cidadão. * Gilberto Alvarez é professor e diretor-geral do cursinho da Poli (SP) mai/jun 2012 24.05.12 14:50:04 template.indd 1 10/05/2012 13:53:20 fique por dentro f i q u e p o r d e n t r o Flávio Costa, consultor empresarial O poder das exposições bem feitas Com indústria e lojistas trabalhando em sintonia para uma melhor execução no ponto de venda, todos os elos da cadeia de abastecimento serão beneficiados S . Mande sua pergunta para o consultor pelo e-mail: redacao@ ebceditora.com.br empre que pensamos em grandes exposições, o que se manifesta de imediato em nossas mentes são aquelas pontas de gôndola com preços promocionais, pontos extras com equipamentos diferenciados, e até mesmo, em muitas ocasiões, produtos amontoados até o teto. Os pontos extras são muito importantes porque passam boas imagens para o consumidor se forem trabalhados com: 4 lançamentos, pois assim os consumidores saberão que a rede a que você pertence se preocupa com a necessidade de proporcionar novidades para seus consumidores; 4 packs promocionais, pois eles proporcionam ao consumidor mais vantagens, uma vez que aumentam o número de itens que ele leva para casa; 4 tamanhos grandes, que também aumentam a estocagem e diminuem o número de vezes que você terá de disputar o seu consumidor com outros varejistas; 4 promoções, pois elas mostram ao consumidor as vantagens de ele comprar em seu estabelecimento; 4 produtos capazes de sinalizar com destaque para o consumidor o que ele poderá encontrar nos corredores. Mas por que é importante sinalizar com produtos o que existe nos corredores dos supermercados? Em muitos casos, o consumidor tem duas ou três marcas em sua mente, das quais ele poderá escolher uma, e fará isso na frente da gôndola da categoria. Por isso, devemos cuidar do ponto natural muito melhor do que de qualquer ponto extra. 1 – Devemos manter o ponto natural sempre bem abastecido. 2 – Precisamos ter sempre na loja o mínimo sortimento necessário, pois de nada adianta apresentar uma gôndola cheia de apenas um ou dois produtos, uma vez que a imagem de falta de oferta é a mesma. 3 – Abastecer uma categoria requer, em primeiro lugar, que entendamos a árvore de decisão do 64 www.revistaabastecimento.com.br fique por dentroNOVO.indd 64 consumidor. Devemos oferecer produtos de alto, médio e baixo valor para atendermos os consumidores, sempre nos lembrando de que a proporção que oferecemos de cada tipo de produto deve refletir aproximadamente tanto o tipo de clientes que queremos atender em nossos negócios como as performances que esperamos dos nossos produtos. 4 – Temos sempre de rever o sortimento. A cada ano, um número enorme de novos produtos é despejado no mercado, e precisamos estar em dia na observação do seu desempenho, pois aqueles que não vendem precisam sair rapidamente das prateleiras para que aumentem as vendas dos produtos que têm maior giro e obtêm melhores resultados. Por isso, revisões trimestrais em categorias de muita inovação têm importância fundamental. Nos casos de categorias mais lentas, que só introduzem poucos SKUs no mercado, podemos revê-las apenas uma vez por semestre ou anualmente. 5 – Precisamos contar sempre com equipes de repositores, principalmente fora do horário de pico, para não atrapalhar, ou só atrapalhar no mínimo, os nossos clientes, pois não há nada pior do que toparmos com caixas abertas no meio do corredor. 6 – Ter uma orientação de exposição para os abastecedores em vista da fidelização do cliente, de modo que ele possa encontrar sempre um mesmo produto no mesmo local da gôndola, diminui em muito o seu estresse e agiliza a sua compra. Não podemos nos esquecer de que o tempo que o consumidor passa na sua loja é finito, e que quanto mais rapidamente ele comprar, mais oportunidade você terá de vender a ele produtos supérfluos, pois sobrou tempo para isso. 7 - Sempre coloque um pouco de produtos complementares com relação à categoria que você está expondo, pois isso aumenta o tíquete e a rentabilidade, mas sem exageros. Enfim, cuidar sempre do ponto natural é a maneira correta de impulsionar as vendas. É um trabalho árduo e contínuo, mas sem dúvida gera fidelização e aumenta as vendas e a rentabilidade para o varejista. mai/jun 2012 23.05.12 12:07:33 template.indd 1 18/05/2012 12:04:48 ponto final p o n t o f i n a l renato fechino Expansão lucrativa Qual a importância do varejo nas vendas da empresa? Atendemos o varejo de todo o País. Nosso grande foco é o pequeno varejo de um a quatro checkouts. Produzimos itens para consumo diário, de conveniência, e por isso os pequenos estabelecimentos são responsáveis pelo grande giro dos nossos produtos. Hoje, esse mercado representa 60% das nossas vendas mensais. Fabricante da marca Paçoquita, a Santa Helena aposta na categoria de snacks para aumentar suas vendas no varejo Por Andréia Martins D e olho nos próximos eventos esportivos que acontecerão no País – as Olimpíadas e a Copa do Mundo –, a Santa Helena, fabricante de doces à base de amendoim e também de snacks, inaugurou, em abril, uma expansão de seu complexo fabril em Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo. “A planta industrial será responsável pela produção geral de snacks da companhia. Esse projeto foi iniciado em 2010 e teve investimento de 30 milhões de reais”, conta Renato Fechino, presidente da empresa. Há uma outra unidade da companhia, instalada em Dumont, também no interior paulista. O novo espaço foi projetado para produzir separadamente as 15 linhas de doces e salgados da empresa. Com essa iniciativa, a Santa Helena já projeta obter um crescimento de 20% em sua receita neste ano, devendo alcançar um total de 290 milhões de reais, além de preparar lançamentos para os acontecimentos esportivos. Como é o relacionamento de sua empresa com o pequeno varejo? Temos uma equipe externa de gerentes, supervisores e muitos promotores. Procuramos estar sempre atentos para expandir esse mercado, principalmente em épocas sazonais. Com uma fábrica maior, qual será o próximo passo da companhia? Atualmente, as condições de produção permitem que a empresa invista no desenvolvimento de novos produtos relacionados com a nossa matéria-prima, o amendoim. Estamos preparando novos itens para ampliar o mix de 15 linhas que já comercializamos. A partir do segundo semestre de 2012, as novidades estarão no mercado. Possivelmente serão lançadas na feira da ABAD em agosto, no Rio de Janeiro. divulgação A empresa investe em algum produto específico? Estamos focando, em especial, a categoria de snacks com a marca Crokíssimo, que tem um potencial de crescimento muito grande. A expansão fabril está efetivando esse investimento, e com a chegada dos eventos esportivos no País, planejamos obter um grande crescimento nas vendas. Renato Fechino, presidente da Santa Helena: complexo fabril maior 66 www.revistaabastecimento.com.br ponto finalNOVO.indd 66 Como estão as exportações dos produtos? Exportamos em uma escala pequena, para cerca de dez países da América Latina, América Central, Japão e Europa. No ano passado, aplicamos uma tabela de preço para rentabilizar os itens e, com isso, o volume caiu em 50%. Não é uma grande aposta da companhia. Nossas vendas estão centralizadas no Brasil. mai/jun 2012 23.05.12 17:57:13 template.indd 1 18/05/2012 17:35:02