Ano II - nº 9 - Janeiro de 2013 Órgão editado pela Paróquia São Sebastião dos Frades Capuchinhos Tríduo da Memória Histórica Capuchinhos realizam em fevereiro segundo ano do Tríduo em preparação às comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro Fernando Abelha Em 1º de março de 1565, Estácio de Sá, em plena luta para expulsão dos franceses, após ocupar a faixa de terra entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Ao transcorrer 450 anos, a Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos prepara-se para, em 2015, irmanar-se aos governos municipal e estadual nas comemorações, após transcorridos quase meio milênio de fundação do chamado marco zero. Na Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, encontram-se guardadas e protegidas importantes relíquias históricas: o Réplica da imagem histórica marco zero, que balizou a posse da terra quando da fundação da cidade; os restos mortais de Estácio de Sá, envenenado por uma flecha em 1567 ao comandar as últimas batalhas que expulsaram os franceses definitivamente do Rio de Janeiro; e a imagem original de São Sebastião, datada de 1565. Segundo consta, foi este o santo que era invocado por Estácio de Sá em sua proteção e na de seus soltados durante as batalhas. Constam, ainda, da arte arquitetônica da Igreja dos Capuchinhos vários e majestosos vitrais que retratam aquela época. Programação deste ano Frei Paulo, pároco da Igreja dos Capuchinhos, faz o convite: “Para este segundo ano do Tríduo da Memória Histórica (2012, 2013 e 2014), convocamos todas as pessoas de boa vontade que queiram unir-se a nós, nesse momento de júbilo para nossa Cidade Maravilhosa, a participar do Tríduo.” Programa: 26/02 (terça-feira) às 17h30min - MOMENTO CÍVICO com os grupos da terceira idade. 18h30min - CELEBRAÇÃO EM SUFRÁGIO DA ALMA DE ESTÁCIO DE SÁ, a ser presidida por Dom Luiz Henrique Brito (Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro), E ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “AS CIDADES NÃO ABANDONAM SUA HISTÓRIA”. 20h - APRESENTAÇÃO DA BANDA dos Fuzileiros Navais da Marinha. 27/02 (quarta-feira) às 8h - MOMENTO CÍVICO: Colégio Maria Raythe. 18h30min - MISSA na Matriz. 19h30min - CONFERÊNCIA “O CASTELO ABRE SUAS PORTAS” sobre a história e a arte remanescente do Castelo aqui em nosso templo. Com Frei Cassiano Thiago Gonçalves de Almeida (Formando de Peritagem e Análise de Obras de Arte). Juntamente com a SESSÃO SOLENE com os vereadores do município. 28/02 (quinta-feira) às 8h - MOMENTO CÍVICO: Instituto Padre Leonardo Marco da Cidade do Carréscia. Rio de Janeiro 18h30min - MISSA na Matriz. 20h - CONFERÊNCIA “CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA”, que abordará a difusão do conhecimento acerca da história do Rio de Janeiro. Com o professor Antônio Edmilson Martins Rodrigues (PUC-RIO). 01/03 (primeira sexta-feira do mês) - ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: MISSAS às 6h, 7h, 8h, 9h, 10h e 18h. 11h - MOMENTO CÍVICO: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora-Rio. 12h - OFÍCIO DE NOSSA SENHORA. 15h - ORANDO COM PADRE PIO. 17h - Apresentação do Coral da FUNDAÇÃO BRADESCO. 18h30min - MISSA na Matriz. 20h - SHOW com a BANDA AZEITOM JAZZ: Cantando o Rio de Janeiro. Após, BOLO DE ANIVERSÁRIO. Sepultura de Estácio de Sá JMJ Rio 2013 - pág. 2 Odetinha - pág. 3 Festa de São Sebastião - pág. 4 Fatos em Foco Por dentro das Pastorais O que são as Oficinas de Oração e Vida? Mônica Accioly VIAGENS DE 2013 DA PARÓQUIA 1. Paraty Saída dia 25/04 às 20h e retorno dia 28 às 15h. Ônibus: R$ 70. Hospedagem: R$ 140. Refeições (duas): R$ 60 (total de R$ 270 parcelado em 3 vezes de R$ 90, de fevereiro a abril). 2. Santa Maria de Jetibá X Santa Teresa-ES Saída dia 27/06 às 21h e retorno dia 30/06 às 8h. Ônibus: R$ 160. Hospedagem: R$ 180. Alimentação e lazer: 03 alimentações: R$ 90 (total de R$ 430 parcelado em 5 vezes de R$ 86, de fevereiro a junho). 3. Cidades Históricas - MG (Mariana x Congonhas x Ouro Preto) Saída dia 14/11 às 21 horas e retorno dia 17/11 às 13h. Ônibus: R$ 130; 02 alimentações e o clube: R$ 90; hospedagem e duas alimentações: R$ 348 (total de R$ 560 parcelado em 10 vezes de R$ 56, de fevereiro a novembro). 4. Aparecida Saída dia 30/08 às 23h e retorno dia 31/08 às 15h. Ônibus: R$ 75 (total de R$ 75 parcelado em 6 vezes de R$ 12,50 de março a agosto). Voluntários da Jornada Mundial da Juventude marcam presença na Igreja dos Capuchinhos Anna Barros O Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013(COL JMJ Rio 2013) combinou um encontro com os voluntários deste megaevento na Paróquia de São Sebastião dos Frades Capuchinhos no dia 20 de janeiro, às 13h. A intenção era distribuir ventarolas na procissão com a imagem do padroeiro, que saiu às 16h em direção à Catedral Metropolitana, na Avenida Chile. Os objetivos da distribuição eram amenizar o calor; e divulgar a JMJ 2013 e o evento Caminho da Luz, que vai acontecer no Santuário da Penha no dia 2 de fevereiro como um preparativo para a jornada. A ventarola tinha duas faces: numa delas, a logo da Jornada; e na outra, a propaganda do Caminho da Luz. Segundo Walmyr Gonçalves da Silva Junior, que trabalha no setor promocional da COL da JMJ Rio 2013, vinte e cinco voluntários se apresentaram para distribuir as ventarolas. Na guarda de São Sebastião e das relíquias da serva de Deus Odetinha, eram 120. É a juventude marcando a sua presença num evento importante para a cidade do Rio de Janeiro de olho na Jornada Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 23 e 28 de julho. Capuchinhos em Foco - Ano II - nº 9 - Janeiro de 2013 Marly Tarré S ão um serviço eclesial que Frei Ignácio Larrañaga (sacerdote capuchinho) iniciou em 1984. A oficina consta de 15 sessões. Cada sessão acontece uma vez por semana e tem a duração de 2 horas. Em cada sessão, há duas linhas fundamentais: uma descendente, Deus fala ao homem; e outra ascendente, o homem fala (responde) a Deus. A oficina é um serviço: a)Limitado: uma vez completadas as 15 sessões, dá-se por cumprido o objetivo. Não constitui comunidades ou grupos estáveis. b)Aberto: a elas assistem simples cristãos, catequistas, agentes de pastoral, militantes de grupos eclesiais, os afastados da Igreja, os excluídos dos sacramentos, e evangélicos de diversas denominações. As Oficinas de Oração e Vida foram aprovadas pela Santa Sé por Decreto de Aprovação dado em 04/10/1997 pelo Conselho Pontifício para os leigos. Convidamos você, irmão(ã) paroquiano(a), para o Novo Ciclo das Oficinas, que será iniciado em nossa paróquia no próximo dia 25 de fevereiro de 2013 nos seguintes horários: - das 15h às 17h - das 19h às 21h OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA Uma Nova Evangelização Faça sua escolha e participe! As Oficinas de Oração e Vida são um eficaz programa da Nova Evangelização. Guias: Marly Tarré e Maria Filomena Tel.: (21) 2204-7900 / 2204-7904 / 2204-7905 E-mail: [email protected] / [email protected] Órgão editado pela Paróquia São Sebastião dos Frades Capuchinhos Responsável: Frei Paulo Roberto Gomes Editor: Fernando Abelha Mtb 11.774 Coordenação Editorial: Mônica Accioly Diagramação: Christopher de Assis Pereira Reportagem: Emilton Rocha e Anna Barros Redação: Mônica Accioly, Emilton Rocha, Anna Barros e Alana Vellasco Revisão: Carlos Eduardo Lima Fotografia: Emilton Rocha Colaboradores: Alana Vellasco, Marly Tarré Circulação interna Tiragem: 5.000 exemplares Periodicidade: mensal Gráfica: SilPin Endereço: Rua Haddock Lobo, 266 - Igreja dos Capuchinhos Fala, Frei! EDITORIAL “AS CIDADES NÃO ABANDONAM SUA HISTÓRIA” Caro irmão e cara irmã que peregrinam para Deus aqui na Paróquia de São Sebastião dos Capuchinhos, chego até vocês neste mês procurando falar de coisas do passado que enriquecem o nosso presente. Por isso, quero apresentar-lhes uma breve história de nosso templo na esperança de que possa contribuir para o resgate da memória da fundação de nossa cidade, em 1565. De 26 de fevereiro a 1º de Frei Paulo Roberto OFM-CAP março, estaremos celebrando o segundo ano do “Tríduo da Memória Histórica” a fim de nos prepararmos para os 450 anos de nossa cidade em 1° de março de 2015. Aqui entre nós sobrevivem algumas “relíquias históricas” que são importantes enquanto símbolo e memória, e que passo a transcrever para nosso conhecimento: 1567 - Fundação de uma capela de palha em honra a São Sebastião por Estácio de Sá na praia Martins Afonso, onde fora enterrado o próprio Estácio de Sá (hoje Praia Vermelha). 1568 - Construção de uma pequena igreja no Morro de São Januário (depois Morro do Castelo) em substituição à primitiva capela de pau a pique. 1583 Transladação oficial das cinzas de Estácio de Sá (morto em fevereiro de 1567) para a nova igreja, que se torna a primeira matriz do Rio de Janeiro. 1659 - Arruinada pelo tempo, a igreja não é demolida só por lembrança histórica, mas o sacrário com a pia batismal é transferido para a Igreja de São José. 1734 - A Sé é mudada para a Igreja da Santa Cruz dos Militares; e em 1737, para a Igreja do Rosário. 1737-1842 - A igreja, quase toda arruinada, é oficiada por um capelão apenas por causa da obrigação de celebrar uma missa em sufrágio dos reis de Portugal. 1842 - O governo imperial oferece igrejas para a escolha por parte dos frades capuchinhos missionários. Estes escolhem a do Morro do Castelo com a incumbência de custodiar as cinzas de Estácio de Sá e o marco da cidade. 1861 - Depois de uma espantosa tempestade que abala o morro e quase demole o templo, o governo finalmente atende com generosidade aos pedidos dos frades, que desde 1842 reclamam recursos para renovar o interior da igreja e reforçar as paredes. A igreja adquire novo esplendor e dignidade, contribuindo para isso a artística disposição dos altares e das colunas, como também vários adereços, imagens e ornamentos vindos da Itália. 1921 - O governo resolve demolir o Morro do Castelo. Em 20 de janeiro de 1922, foi realizada a transladação da imagem de São Sebastião, das cinzas de Estácio de Sá e do marco da cidade para a Rua Conde de Bonfim, local da sede provisória dos franciscanos capuchinhos. À cerimônia e à procissão, oficiadas pelo Cardeal Dom Sebastião Leme, tomam parte o presidente da República, Epitácio Pessoa, o prefeito, Carlos Sampaio, autoridades civis e militares, mais representantes do Senado, da Câmara, do Supremo Tribunal Federal, do Conselho Municipal e do corpo diplomático. Na Praça XV, é realizada salva com 19 tiros. 15 de agosto de 1931 Acontece a inauguração da nova e atual igreja na Rua Haddock Lobo, 266, revestindo-se a cerimônia da mesma pompa da transladação de 1922. É oficiada mais uma vez pelo Cardeal Dom Sebastião Leme com as participações do presidente da República e de representantes políticos e militares. 6 de junho de 1947 - A nova igreja é declarada paróquia com o título de Matriz de São Sebastião. E o primeiro vigário foi Frei Jacinto de Palazzolo. 14 de agosto de 1947 - Com as presenças do presidente da República, General Gaspar Dutra, do Núncio Apostólico e do Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, o monumental altar de São Sebastião é benzido, celebrando-se a seguir o Santo Sacrifício da Missa com pregação no novo púlpito. 27 de novembro de 1964 - A Assembleia Legislativa da Guanabara concede à Igreja de São Sebastião o título de “Mausoleu da Cidade” e aos Frades Capuchinhos, o de “Guardiães das Relíquias da Cidade”. Venha participar conosco desse desafiante trabalho de devolver à cidade do Rio de Janeiro a memória de sua história antiga nos dias 26 de fevereiro a 1º de março. Veja a programação neste jornal. Santo do Mês Odetinha: Serva de Deus Anna Barros O Santo do Mês dessa edição é dedicado a Serva de D e u s O d e t e Vi d a l d e Oliveira, a Odetinha. A menina, que morreu aos 9 anos, teve seu processo de beatificação aberto no dia 18 de janeiro de 2013 pelo arcebispo da cidade do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Ela pode se tornar a primeira santa carioca. Odetinha nasceu no bairro de Madureira e era filha de portugueses. Seu pai faleceu de tuberculose quando a mãe estava grávida dela. Viúva, sua mãe acabou se casando de novo. Foi, então, adotada por Francisco de Oliveira, que era um homem de muitas posses. Mas, mesmo rica, Odetinha gostava de comer junto com os empregados e chamava os filhos deles para dormir em sua cama. Também pedia que o motorista a deixasse a algumas quadras do Colégio Sion, onde estudava, e percorria o resto do caminho a pé. Tinha muita fé em Jesus Cristo, amava os pobres e os órfãos, e era um exemplo de pura bondade. Recebeu a primeira comunhão na Igreja da Imaculada Conceição, em Botafogo, e se tornou catequista. Morreu em 1939 de meningite, após sofrer por 49 dias. Foi enterrada no Cemitério de São João Batista, também em Botafogo, e seu túmulo é o segundo mais visitado, só perdendo para o de Carmen Miranda. Sua devoção cresceu muito em meados dos anos 1970. Depois da abertura do processo de beatificação, as informações referentes à vida de Odetinha serão avaliadas e terá início a procura por testemunhos dos devotos. Os restos mortais de Odetinha estiveram na missa de São Sebastião, às 10h, na Paróquia de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, celebrada por Dom Orani, e eles prosseguiram em um caixão na procissão que saiu da igreja, às 16h, até a Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile Oração − Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes. Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem que, se for para a Vossa maior glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus. Unidos em comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém. Pai-Nosso, AveMaria e Glória ao Pai. São Sebastião é aclamado por 200 mil fiéis no seu dia Emilton Rocha Como acontece todos os anos, centenas de fiéis lotaram, no dia 20 de janeiro, a Igreja dos Capuchinhos para comemorar o Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, e ver a urna com os restos mortais de O d e t t e Vi d a l d e O l i v e i r a a “Odetinha” , a futura primeira santa carioca, cujo processo de beatificação teve início em 18 de janeiro último. A urna com Odetinha foi transportada em um carro do Corpo de Bombeiros acompanhado por Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro. Logo após, às 10h, houve missa solene presidida pelo próprio arcebispo. Depois da celebração, o público pôde orar em volta da urna, no altar da igreja. As missas na paróquia começaram às 5h, e de hora em hora novos cultos eram realizados. À tarde, a imagem de São Sebastião e a urna foram levadas em procissão por uma multidão de cerca de 200 mil pessoas, segundo os organizadores, entoando canções de louvor a São Sebastião, num trajeto de 5 km até a Catedral Metropolitana, na Avenida Chile, no centro. Além de Dom Orani, bispos auxiliares e o prefeito, Eduardo Paes, acompanharam o cortejo religioso. Lá, um grupo de atores encenou o Auto de São Sebastião. COMEMORAÇÕES - A influência que a imagem do santo padroeiro do Rio de Janeiro exerce sobre a capital do estado é tamanha que, embora o aniversário oficial da cidade ocorra em 1º de março, a grande comemoração teve lugar dia 20 de janeiro, dia do mártir. Missas e diversas homenagens foram celebradas nas igrejas da cidade festejando a data. O santo também é fonte de inspiração de uma associação de blocos de carnaval de rua, a Sebastiana, Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, que reúne 12 blocos e que há quase uma década realiza seu tradicional “bailão” numa homenagem a São Sebastião, abrindo a contagem regressiva para o carnaval de rua do Rio. Outra tradição no dia do padroeiro da cidade é a Corrida de São Sebastião, que ocorre desde 1983, com provas de 5 e 10 quilômetros. Na edição deste ano, a competição reuniu cerca de 5 mil atletas no Aterro do Flamengo, segundo foi divulgado na imprensa. REGISTROS - Fundado em 1565 por Estácio de Sá, o município do Rio foi batizado com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem também ao então Rei de Portugal, D. Sebastião. Alguns biógrafos acreditam que o santo nasceu em Narbona, uma cidade ao sul da França, no século III. Era de família ilustre e ficou órfão de pai ainda menino. Ingressou no Exército imperial e ocupou o posto de comandante do Primeiro Tribunal da Guarda Pretoriana durante o reinado de Diocleciano, um dos mais severos imperadores romanos e perseguidor dos cristãos. Sebastião foi denunciado ao imperador como sendo cristão e condenado à morte, sendo amarrado a um tronco de árvore e flechado. Mas não morreu, e voltou a reafirmar a fé cristã ao imperador. Foi torturado até a morte em 20 de janeiro. Missa presidida por Dom Orani concelebrada por bispos e frades capuchinhos Serva de Deus Odetinha O início oficial do processo arquidiocesano de beatificação e canonização de “Odetinha” ocorreu no dia 18 de janeiro, quando foi formado um tribunal para julgar as virtudes da menina, primeira carioca candidata a santa. A partir daí, serão ouvidos no Rio de Janeiro fiéis que possam reproduzir depoimentos de pessoas que conheceram Odette para comprovar as 11 virtudes necessárias, obtidas através de uma vida heroica e santa, tais como esperança, humildade, castidade e bondade. Após a verificação desses documentos, todo o material será enviado para Roma para ser analisado e aprovado pelo Vaticano. Só depois dessa aprovação é que o trabalho retorna ao Brasil. Para comprovar os milagres, a comissão aguarda o apoio dos brasileiros no sentido de que procurem a arquidiocese e relatem as histórias. No entanto, é necessário ter provas documentais e comprovação científica/medicinal para a cura relevante Restos mortais de Odetinha são transportados de uma enfermidade, por exemplo. pelos frades na procissão