1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL UEMS - MS O Uso de Software no Ensino de Física e Matemática 2 Dourados - MS 2009 3 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL UEMS – MS Marciel Alex Gomes O Uso de Software no Ensino de Física e Matemática Monografia apresentada para obtenção do Grau de Licenciado em Física Ambiental pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Orientador: Nilson O. da Silva Unidade de Dourados Coordenação do Curso de Física Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul Dourados - MS 2009 4 Resumo Diante de várias inovações que o ensino vem enfrentando, pode-se perceber que, o computador já é uma realidade nas escolas, pois é possível percebermos que na grande maioria das escolas, já existem laboratórios de informática para o auxilio do ensino aprendizagem.Comprovada esta existência de laboratórios de informática, foi realizada uma pesquisa junto com os alunos do 1o ano do ensino médio, em uma escola do interior do estado de Mato Grosso do Sul, envolvendo entrevistas e questionário, afim de comprovarmos a existência de softwares destinados às disciplinas de matemática e física. As entrevistas foram feitas, com os professores responsáveis, pelo laboratório de informática e diretores da escola, já o questionário foi aplicado aos alunos e logo após foi feita a analise dos dados. Os resultados mostram que não há, nenhum software especifico para estas disciplinas, mas sim um método de ensino auxiliado pela internet, e mesmo assim identificou-se melhorias no ensino de física e matemática. Palavras chaves: Software, Informática na educação. 5 Abstract Faced with several innovations that education is facing, we can realize that the computer is already a reality in schools, it is possible to realize that in most schools, there are computer labs to aid the teaching and learning. Proven that there are computer labs, a research was conducted with the students of 1 year of high school in a school in the state of Mato Grosso do Sul, involving interviews and questionnaires in order to prove the existence of software intended to disciplines of mathematics and physics. The interviews were conducted with teachers responsible for the computer lab and school directors, as the questionnaire was administered to the students and was made shortly after the data analysis. The results show that there is no specific software for these subjects, but a teaching method aided by the Internet, and yet identified improvements in teaching physics and mathematics. Key words: Software, IT in education. 6 Objetivos Pesquisar o uso de softwares no ensino de matemática e física, bem como o impacto causado nestas disciplinas. 7 Dedicatória A minha Família Dedico. 8 Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus, pela conclusão deste trabalho, ao professor Nilson pelo apoio na realização deste trabalho, à minha esposa, aos meus pais, irmãos e colegas que sempre me apoiaram. 9 Sumário 10 Lista de figuras Figura - Gráfico referente a primeira questão do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio quando perguntados sobre quantos alunos possuem computador em casa. .................................................................................. Figura - Gráfico referente a segunda pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado em que série estavam quando ganharam computador................................................................................... Figura - Gráfico referente a terceira pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado; com que freqüência usam o computador..................................................................................................... Figura - Gráfico referente a quarta pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado aos alunos que tem computador em casa, quantos tinham internet................................................................................ Figura - Gráfico referente a quinta questão do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado sobre quantos alunos que não possuem computador em casa costumam freqüentar lanhouse. .............................. Figura - Gráfico referente a sexta pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado se costumam fazer pesquisas escolares quando estão usando................................................................................... Figura - Gráfico referente a sétima pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando perguntado se já utilizaram o computador para aprender matemática ou física ,fora do laboratório de informática. .......................... Figura - Gráfico referente a nona pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado sobre, como são as aulas com o auxilio do computador.... ........................................................................................... Figura - Gráfico referente a oitava perguntado questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando perguntados sobre como eram as aulas antes de utilizarem o computador para auxiliálos.............................................................. Figura - Gráfico referente à décima pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1o ano do ensino médio, quando perguntado sobre se após usarem o 30 31 31 32 32 33 33 34 34 11 computador como auxilio, as aulas se tornaram mais interessantes e atrativas..................................................................................................................... .. Figura - Gráfico referente à décima primeira pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1o ano do ensino médio, quando perguntado sobre, se as notas melhoraram apos estarem usando o computador no ensino. ..................................... Figura - Gráfico referente à décima segunda pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1o do ensino médio, quando perguntado se as aulas com o auxilio de computadores tem melhorado o aprendizado............................................................. 35 35 36 1 Introdução Muito se tem dito, ultimamente a favor e contra sobre a utilização do computador na educação como um meio de minorar os problemas evidenciados pelos baixos índices de desempenho dos alunos no processo ensino-aprendizagem e os altos índices de evasão e repetência. Infelizmente, grande parte das afirmações feitas, tanto de um lado como do outro, reflete, freqüentemente, algum desconhecimento de causas. Às vezes até‚ muita desinformação. Tanto do lado dos defensores como dos críticos há pessoas que, no fervor do entusiasmo ou no zelo da crítica, não foram, lamentavelmente, informar-se, antes de tomar posição. E o essencial, aqui, mesmo mais importante do que ser a favor ou contra, é compreender do que efetivamente se trata. Por isso devido à complexidade que envolve o aprendizado referente às matérias de matemática e física, levanta-se a hipótese de utilizar a ferramenta da informática para auxiliar o ensino das mesmas. Com isto foi realizado um levantamento em alguns municípios do interior do estado de Mato Grosso do Sul, investigando os softwares utilizados nas escolas publicas, no ensino das disciplinas de matemática e física, verificando o aprendizado dos alunos antes e depois das aulas em laboratório de informática. Também foi feito um levantamento quanto à freqüência dos alunos ao utilizarem computadores para pesquisas a respeito destas disciplinas. 12 2 Introdução Teórica Um dos grandes problemas enfrentados pelos alunos do ensino médio no Brasil consiste em compreender conteúdos que envolva física e matemática. Partes destas dificuldades devem-se principalmente ao fato destes alunos não terem trabalhado no ensino fundamental o processo de modelagem matemática enquanto resolução de problemas (Borba 2003). Surge-se então a possibilidade de utilizar uma ferramenta que ajudasse a resolver este problema, ferramenta essa que fosse capaz de auxiliar o aluno em todas as áreas (conteúdos), deste modo foi incrementado no sistema de educação o uso de computadores. 2.1 O computador Computadores são máquinas completamente diferentes de todas as outras. Enquanto estas atuam fisicamente, os computadores não o fazem: processam dados, que são pensamentos particulares colocados nessas máquinas. Não se devem confundir dados com informações; estas têm algum significado, uma ‘semântica’. Dados são simplesmente símbolos. Por exemplo, o número 2000 é uma seqüência de quatro símbolos sem qualquer significado por si. No entanto, como resultado de um cálculo, pode ser associado pelo usuário do computador a um salário, adquirindo aí um significado - completamente ‘desconhecido’ pela máquina. Assim, computadores trabalham com uma classe muito restrita de nossos pensamentos, porém sem ter, para a máquina, o significado que têm para nós - por exemplo, sua associação com a realidade, como no caso de um salário. Os programas dos computadores também são pensamentos que colocamos nestes, processando outros pensamentos que são os dados. Por outro lado, uma máquina como um torno atua diretamente no mundo físico, transformando um material. Um telescópio transforma a luz que nele penetra; uma usina hidrelétrica transforma energia (potencial da água em elétrica); um automóvel serve para transportar matéria (pessoas); uma bateria armazena energia elétrica. Assim, podemos dizer que as outras máquinas transformam, transportam e armazenam matéria ou energia, isto é, elementos físicos. Computadores, ao contrário, transformam, transportam e armazenam dados, que não possuem consistência 13 física, pois representam nossos pensamentos. (Não é possível pegar, medir, observar com os olhos - ou mesmo aparelhos - os pensamentos em si.) Incidentalmente, é devido a esse divórcio em relação à realidade e à atuação físicas que foi possível fabricar computadores cada vez menores (Valdemar W Cerzir- 2001). 2.1.1 Software e Hardware Os computadores são muito bons em armazenar informações e fazer cálculos, mas não são capazes de tomar decisões sozinhas. Sempre existe um ser humano orientando o computador e dizendo a ele o que fazer a cada passo. Seja você mesmo, teclando e usando o mouse, ou, num nível mais baixo, o programador que escreveu os programas que você está usando. Chegamos então aos softwares, gigantescas cadeias de instruções que permitem que os computadores façam coisas úteis. É aí que entra o sistema operacional e, depois dele, os programas que usamos no dia-a-dia. Um bom sistema operacional é invisível. A função dele é detectar e utilizar o hardware da máquina de forma eficiente, fornecendo uma base estável sobre a qual os programas que utilizamos no cotidiano possam ser usados. Como diz Linus Torvalds, as pessoas não usam o sistema operacional, usam os programas instalados. Quando você se lembra que está usando um sistema operacional, é sinal de que alguma coisa não está funcionando como deveria. O sistema operacional permite que o programador se concentre em adicionar funções úteis, sem ficar se preocupando com que tipo de placa de vídeo ou placa de som você tem. O programa diz que quer mostrar uma janela na tela e ponto; o modelo de placa de vídeo que está instalado e que comandos são necessários para mostrar a janela é problema do sistema operacional. Embora as duas coisas sejam igualmente importantes, existe uma distinção entre o "hardware", que inclui todos os componentes físicos, como o processador, memória, placamãe, etc. e o "software", que inclui o sistema operacional, os programas e todas as informações armazenadas. 14 Segundo Valente (1996), com a inclusão de softwares para auxiliar no ensino destas disciplinas estes problemas tem diminuído, e de maneira muito diferente à situação em que se encontrava o ensino ”lápis papel” Por outro lado, a matemática é um dos requisitos necessários ao domínio da modelagem no ensino de física, logo se existem maneiras de solucionar estes problemas no ensino de matemática isto poderá ajudar na formação de estudantes. Na atualidade um dos recursos utilizados para tornar o ensino de física é a partir da modelagem matemática. Algo mais atrativo tem sido o uso de recursos computacionais que envolvem manipulação simbólica com base nos fundamentos da informática educativa. A utilização da informática educativa vem a cada dia se intensificando, de modo a criar condições para que o professor possa utilizar esta ferramenta tecnológica no contexto da sala de aula. 2.2 O computador na escola 2.2.1 Histórico Assim como a educação no Brasil, a informática na educação brasileira também recebeu influência da educação de outras culturas. Na década de 80, liderado por Papert, chegou ao nosso país o movimento que se denominou de Filosofia e Linguagem LOGO. Por meio desse movimento Papert divulgou idéias que defendiam que o computador é um instrumento que catalisa conceitos complexos, permitindo assim que o aluno trabalhe estes conceitos de maneira simples e lúdica. A partir desse entendimento desenvolveu-se uma linguagem de programação para crianças. -(Gabriela possolli, 2007) Dentre os inúmeros movimentos que surgiram na informática educativa, um deles se destacava por defender o ensino do computador como instrumento, ou seja, focava-se no ensino e aprendizado da computação. Sob essa perspectiva, uma vez o contexto social necessitava de profissionais com conhecimentos de informática, era preciso que as instituições de ensino formal se preocupassem em ensinar esse instrumento (focando-se no equipamento e no uso dos softwares de mercado – processadores de texto, planilhas eletrônicas, navegadores, etc.). 15 Além de o computador ser utilizado para ensinar sobre computação, é também utilizado para ensinar praticamente qualquer assunto. No ensino de informática o computador é usado como objeto de estudo, em que o aluno o utiliza para adquirir conceitos teórico-práticos sobre informática, como princípios de funcionamento do computador, softwares disponíveis, noções de programação e implicações sociais do computador na sociedade. A inserção do computador na educação gerou e ainda tem gerado uma espécie de revolução nas teorias sobre a relação ensinoaprendizagem existentes anteriormente, sobretudo por dois motivos principais: 1. Computadores podem ser utilizados para ensinar, funcionando como tutores eletrônicos. A diversidade de softwares educacionais produzidos e as várias modalidades de utilização do computador levam a concluir que se trata de uma tecnologia extremamente útil no processo de ensino-aprendizagem. 2. A análise de softwares educacionais demonstra que eles podem ser utilizados como versões computadorizadas das metodologias de ensino presencial. Por meio da história do desenvolvimento de softwares educacionais percebe-se que os primeiros programas implementados eram versões computadorizadas daquilo que acontecia na sala de aula presencial, porém isso é um processo natural que ocorre com a inserção de qualquer nova tecnologia na sociedade. (Gabriela possolli-2007) 2.2.2 Utilização do Computador na Escola A escola ao introduzir o computador como um meio de aprendizagem não deve deixar que este se torne um artigo de luxo, criando assim adultos egoístas e anti-sociais. Ela deve buscar neste, um meio de desenvolver cidadãos mais críticos, sociais e independentes, repensando assim o seu papel frente a novas tecnologias. Entender o binômio "Computador e Educação" é ter em vista o fato de que o computador se tornou um instrumento, uma ferramenta para aprendizagem, desenvolvendo habilidades intelectuais e cognitivas, levando o indivíduo ao desabrochar das suas potencialidades, de sua criatividade, de sua inventividade. O produto final desse processo é a formação de indivíduos autônomos, que aprendem por si mesmo, porque aprenderam a aprender, através da busca, da investigação, da descoberta e da invenção. Por isso a informática na escola é fundamental, tanto para alunos quanto para professores. Essa nova tecnologia tornou-se um importante meio de estudo e pesquisa. Os 16 alunos do ensino fundamental e do ensino médio, ao utilizarem o computador entram em um ambiente multidisciplinar e interdisciplinar, ou seja, ao invés de apenas receberem informações, os alunos também constroem conhecimentos, formando assim um processo onde o professor educa o aluno e ao educar é transformado através do diálogo com os alunos. Cada geração inventa, cria, inova e a educação tem seu processo também de criação, invenção e inovação, principalmente no campo do conhecimento. E preciso evoluir para se progredir, e aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem. O papel então dos professores não é apenas o de transmitir informações, é o de faci1itador, mediador da construção do conhecimento. Então, o computador passa a ser o "aliado" do professor na aprendizagem, propiciando transformações no ambiente de aprender e questionando as formas de ensinar. De acordo com Almeida (1999), a informática na escola é fundamental, tanto para alunos quanto para professores. Essa nova tecnologia tornou-se um importante meio de estudo e pesquisa. Os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, ao utilizarem o computador entram em um ambiente multidisciplinar e interdisciplinar, ou seja, ao invés de apenas receberem informações, os alunos também constroem conhecimentos, formando assim um processo onde o professor educa o aluno e ao educar é transformado através do diálogo com os alunos. Cada geração inventa, cria, inova e a educação tem seu processo também de criação, invenção e inovação, principalmente no campo do conhecimento. E preciso evoluir para se progredir, e aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem. O papel então dos professores não é apenas o de transmitir informações, é o de facilitador, mediador da construção do conhecimento. Então, o computador passa a ser o "aliado" do professor na aprendizagem, propiciando transformações no ambiente de aprender e questionando as formas de ensinar. A informática então, a serviço de um projeto educacional, propicia condições aos alunos de trabalharem a partir de temas, projetos ou atividades extracurriculares. O computador é apenas e tão somente um meio onde desenvolvemos inteligência, flexibilidade, criatividade e inteligências mais críticas. Se a educação se esgotar no processo de transmissão dos conhecimentos e dos valores criados por gerações passadas sem a elaboração de conhecimentos novos, sem questionamento de valores, sem inventividade e inovação, não teremos evolução cultural, 17 social, tecnológica e educacional. Deixará de haver progresso e estaremos estagnando ou retrocedendo. Portanto, a informática quando adotada nas escolas deve se integrar ao ambiente e à realidade dos alunos, não só como ferramenta, mas como recurso interdisciplinar, constituindo-se também em alguma coisa a mais com que o professor possa contar para bem realizar o seu trabalho, desenvolvendo com os alunos atividades, projetos e questionamento. A implantação da informática na educação (VALENTE, 1991) consiste basicamente de quatro ingredientes: o computador, o software educacional, o professor capacitado a usar o computador como ferramenta educacional e o aluno. O software educacional tem tanta importância quanto os outros ingredientes, pois sem ele o computador não poderia ser utilizado na educação. Desta forma, é preciso que o educador procure aspectos considerados positivos no software a ser utilizado em suas aulas, visando ampliar a inteligência Como toda tecnologia, a introdução dos computadores na educação apresenta aspectos positivos e negativos. Para que uma instituição escolar introduza a informática, é preciso ter em primeiro lugar um plano pedagógico, onde serão discutidos os objetivos de sua utilização como ferramenta educativa e a escolha do software educativo que possa ser usado para ajudar a atingir mais fácil e eficientemente os objetivos educacionais, não deixando, portanto que o computador se torne um brinquedo. Segundo Araujo e Abib (2003) a utilização de computadores como ferramenta auxiliar em atividades de demonstração também é proposta, destacando-se a possibilidade de facilitar a compreensão dos fenômenos físicos estudados. Dentre os diversos aspectos que merecem ser salientados, destaca-se o fato das atividades de demonstração possibilitarem ilustrar um fenômeno, podendo contribuir para a compreensão de diversos aspectos relacionados ao mesmo. Em geral, tais atividades demandam um pequeno tempo de realização e podem ser facilmente integradas a uma aula com ênfase expositiva, sendo utilizadas como um fechamento da aula ou como seu ponto de partida, procurando despertar o interesse do aluno para o t ema que será abordado. Para que seja ampliada a eficiência do processo de aprendizagem, acredita-se que estas atividades devam ser conduzidas de modo que seja permitido o questionamento por parte dos alunos, incentivando-os a buscar explicações para os fenômenos estudados, possibilitando assim a 18 elaboração de novas idéias a partir da vivencia de situações capazes de propiciar o desenvolvimento de sua capacidade de abstração e de aprendizagem. (ARAUJO; ABIB, 2003, p. 182) 2.2.3 Capacitação dos Professores A escola precisa de professores capacitados e disponibilizados a encarar esse novo ícone que é a informática educativa sem medo de que algum dia seja substituído por computadores. É preciso então que haja uma integração entre o meio escolar e o corpo docente, desenvolvendo assim a sociabilidade dos alunos e a familiaridade dos professores com o mundo da tecnologia. Isto é o que Pinto (1999, p.18): diz “Por que ainda temos tantos educadores resistindo à tecnologia?”. Esse autor ressalta que não basta que o professor saiba “como mexer no computador” e lidar com softwares, mas, sim, que compreenda quais as vantagens de sua utilização para a organização do pensamento e a socialização da criança. No enfoque institucional e clínico, Lopes, Pinto e Veloso (1998) estudam a interação profissional/sujeito/informática, por meio do relato de experiências. Concluindo que entre os professores é importante que a escola se conscientize de que a informática não pode ficar restrita a um “responsável pelo laboratório”, mas faça parte de todas as disciplinas, numa abordagem interdisciplinar. Porém, a introdução de computadores nas escolas não é, nem virá a ser, uma solução para os problemas que afligem a educação. O computador não é um "bicho de sete cabeças" e não salvará o ensino. Ele pode educar, mas também deseducar dependendo da maneira como será utilizado. Ele não substitui a inteligência e a criatividade que são inerentes ao ser humanos, apenas às desenvolve. 2.3 Softwares na Educação Na educação o computador tem sido utilizado tanto para o ensino de computação, isto é, para adquirir conceitos computacionais, quanto para ensinar praticamente qualquer assunto, ou seja, ensino através do computador. O ensino através do computador significa: 19 que o aluno por meio da máquina tenha condições de adquirir conceitos sobre qualquer campo do conhecimento Os alunos normalmente gostam destas aulas por vários motivos: a mítica que o computador exerce a possibilidade de se ter uma aula em outro ambiente pedagógico, a possibilidade de interação com os seus colegas, a beleza gráfica e plástica que alguns programas oferecem a possibilidade de usar ferramentas computacionais que permitem recursos diferentes dos tradicionais, a obtenção de resultados mais imediatos do trabalho, o status de primeiro mundo que as novas tecnologias carregam etc. Pesquisadores e estudiosos mais críticos da área colocam-se como se tivéssemos os recursos mais ainda sem saber usálos, o que é verdade em grande parte, pois não fomos nós que desenvolvemos todas as “parafernálias” eletrônicas, não fomos nós que desenvolvemos o marketing “pesado” que envolve esses produtos e talvez nem saibamos fazer isso! Outro fator muito importante que explica este interesse pela aula com auxilio de computadores decorre do fato de que, em contato com o computador, a criança muito cedo aprende a entender e a articular o que ‚ pensamento mecânico e o que não é. Essa habilidade lhe poderá permitir, quando confrontada com algum problema, escolher a forma de pensamento mais adequada para resolvê-lo. A análise do "pensamento mecânico", a percepção de como ele difere de outras formas de pensamento, e a prática obtida na análise e solução de problemas, possa, Portanto, levar a criança a um nível de sofisticação intelectual bastante elevado. Ao fornecer à criança um modelo concreto e acessível de uma forma particular de pensamento, o computador toma perceptível a ela o fato de que existem diferentes formas de pensamento! E ao dar à criança a possibilidade de optar, em um dado contexto, por uma ou outra forma, o computador cria condições para que a criança desenvolva a habilidade de discernir as situações em que uma forma é mais apropriada e aquelas em que outra se recomenda. Se isso é verdade, o contato com o computador, desde que orientado de maneira adequada, ao invés de induzir uma forma de pensar mecânica, pode-se tornar o melhor antídoto ao monopólio dessa forma de pensar. CHAVES (2004) 20 Há diferentes modalidades de classificar os softwares usados em educação. Taylor (1980) classifica os softwares educativos em Tutor, ferramenta e Tutelado. Como Tutor, o computador dirige o aluno, desempenhando praticamente o papel do professor. Esta modalidade foi e ainda é bastante utilizada e desenvolveu-se a partir dos pressupostos da instrução programada. Como Ferramenta os alunos aprendem a usar o computador para adquirir e manipular informações, utilizando muitas vezes softwares de uso genérico em outras áreas, como: processadores de texto, planilhas, banco de dados, etc. Já na forma Tutelado seriam classificados os softwares que permitem ao aluno ensinar o computador. Existem outros autores que preferem classificar os softwares de acordo com a maneira como eles manipulam o conhecimento: geração de conhecimento, disseminação de conhecimento e gerenciamento da informação. (Knezec, Rachlin e Scannell, 1988). Dentre vários softwares utilizados, destaca-se o Linux que é um sistema operacional, programa responsável pelo funcionamento do computador, que faz a comunicação entre hardware (impressora, monitor, mouse, teclado) e software (aplicativos em geral). O conjunto de um kernel e demais programas responsáveis pela comunicação com este é o que denominamos sistema operacional. O kernel é o coração do Linux. Uma distribuição do Linux nada mais é que o conjunto de kernel, programas de sistema e aplicativos reunidos num único CD-ROM. Hoje em dia temos milhares de aplicativos para a plataforma Linux, onde cada empresa responsável por sua distribuição escolhe os aplicativos que deverão estar incluído sem seu CD-ROM. Muitos softwares nada mais são que versões eletrônicas dos exercícios que normalmente são trabalhados em sala de aula. Envolvem memorização, repetição e fixação dos conhecimentos. São os mais criticados pelos construtivistas. As principais críticas ao emprego desse tipo de programas centram-se no fato de que utilizam uma metodologia baseada em estímulo e resposta, que às vezes pode ser desnecessariamente cansativa, e, ainda levar os alunos a um tipo de aprendizagem bastante limitada: a aprendizagem por memorização e assimilação de informações sem maiores conseqüências pedagógicas para o aprendiz. 21 A vantagem desse tipo de material é colocar à disposição do aluno uma grande quantidade de exercícios que ele pode resolver de acordo com o grau de conhecimento e interesse que tem. Muitos professores utilizam-nos para ter uma idéia rápida de como os alunos absorvem aquilo que está sendo trabalhado em classe. Para o uso de softwares em matérias especificas o governo federal criou o Rived. O Rived é um programa da secretaria de educação a distancia (SEED), que tem por objetivo a produção dos conteúdos pedagógicos digitais na formas de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento critico dos estudantes, associando a informática às novas abordagens pedagógicas. A meta que se pretende atingir disponibilizando estes conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a da formação cidadã do aluno. Alem de promover a produção e publicar na internet os conteúdos digitais para acesso gratuito, o Rived realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede publica de ensino. Defensores mais otimistas do uso das simulações na educação têm creditado a elas um potencial de atuarem decisivamente na mudança conceitual (Snir, 1988; Sassi, (1996). Cabe, entretanto, notar que nem a realização de experimentos reais pode garantir qualquer mudança conceitual, tal a riqueza das interpretações possíveis de variados aspectos da realidade. No caso do uso de simulações, as restrições são ainda maiores, pois elas estão baseadas, como já apontado, em modelos que contem necessários pressupostos que simplificam a realidade, e o funcionamento do software proporcionado por um banco de dados que pode ser grande; mas que, apesar disso, e limitado e não infinito. O potencial do computador em personalizar o ensino da Física foi estudado por Yeo et al. (1998) observando as interações de estudantes com uma simulação de movimento de projeteis. Outros críticos mais otimistas com as possibilidades da informática na educação têm apontado que um problema geral no ensino da Física tem sido o uso precoce de símbolos e métodos matemáticos que atuam como uma barreira de entrada para muitos estudantes, conduzindo-os a uma experiência de insucessos e resignação. Certo e que as simulações computacionais oferecem o mesmo grau de exatidão daquelas matemátizações. Contudo, a linguagem utilizada de gráficos animados parece mais diretamente acessível à maioria dos estudantes. 22 2.3.1 Softwares no Ensino de Ciências Como nos últimos anos, o desenvolvimento de softwares destinados às atividades educacionais das diversas áreas do conhecimento, entre elas matemática e física, tem sido notável, as pesquisas nessas áreas tornam-se cada vez mais necessárias, bem como discussões sobre as possibilidades e desafios que este uso pode oferecer a pratica docente. Muitos experimentos científicos baseados em modelos matemáticos são complexos devido à dificuldade existentes nos cálculos. Estes recursos permitem a solução destes cálculos, encarregando-se de resolver suas complexidades e oferece ao aluno à possibilidade de refletir e analisar os modelos. No entanto, a utilização da modelagem computacional no contexto educacional, demanda o delineamento de uma investigação que inclua tanto o desenvolvimento de atividades de modelagem, quanto a sua efetiva utilização em sala de aula para que se possa concluir sobre as reais possibilidades de sua integração no cotidiano de sala. No caso do ensino de ciências, temos uma base teórica razoavelmente grande de processos operatórios estudados por Piaget e colaboradores. Temos as sínteses de conservação (massa, peso e volume), de quantidades físicas (tempo e espaço) e as sínteses de formalização das relações estabelecidas por diversas leis e teorias básicas da Física, tais como: a lei de reflexão, a proporcionalidade do equilíbrio da balança, das alavancas, da inércia, da velocidade, flutuação dos corpos, etc. (Piaget e Inhelder, 1974 e Piaget e Garcia, 1987). Na obra piagetiana, a respeito destas sínteses operatórias, aparece uma descrição estrutural das etapas e elaborações das aquisições, bem como dos mecanismos cognitivos que explicam a passagem de uma etapa à outra, que o analista do software deve conhecer, entre outras tantas teorias, para propor um CD-ROM ou site na internet que facilite e colabore com o ensino e aprendizagem no ambiente escolar. É importante para o professor de matemática e para o designer de softwares educativos saber identificarem as situações que figuram nas interfaces. Para o professor, essa informação é importante para orientar o planejamento das aulas; e para o designer, isso é importante para saber identificar que situações de determinado campo conceitual estão 23 presentes, analisando, assim, a abrangência do software quanto ao conteúdo do campo conceitual. Para Gladcheff, Zuffi & Silva (2001), a utilização de softwares em aulas de matemática, no ensino fundamental, pode atender objetivos diversos: ser fonte de informação, auxiliar o processo de construção de conhecimentos, desenvolverem a autonomia do raciocínio, da reflexão e da criação de soluções. Pinto (1999); Lopes, Pinto e Veloso (1998) afirmam que não é suficiente saber como lidar com o computador ou com determinado software, sendo necessário, ainda, compreender quais as vantagens de sua utilização para a organização do pensamento e a socialização da criança, e também inserir a tecnologia em uma abordagem interdisciplinar Assim como em outras disciplinas, na física não é diferente. A utilização de uma ferramenta computacional faz surgir condições para que o aluno possa gerar um conhecimento, antes não proporcionado pelas limitações da tecnologia do lápis e o papel. Através do uso de modelos matemáticos inseridos em um ambiente computacional e possível permitirem ao aluno resolver uma situação e refletir sobre o significado do problema proposto, diminuindo a grande quantidade de tempo demandada com os cálculos, para que se direcione a atenção na parte mais importante da atividade que é a analise de suas representações. A partir do uso destes modelos computacionais são necessários estudos mais aproveitados, que gerem ao aluno reflexões na qual irão proporcionar uma aprendizagem mais solidificada diante do fenômeno abordado. O recurso computacional permite a construção e a utilização de modelos de fenômenos físicos por meio de equações matemáticas que representam esses fenômenos. Deste modo, quando o aluno descreve o modelo matemático que traduz um determinado fenômeno, o recurso computacional permite umas simulações de tais fenômenos, possibilitando ao aluno uma analise diferenciada situação física. A modelagem matemática é de fundamental importância para proporcionar a construção e manipulação de modelos dinâmicos quantitativos matematicamente de modo que estes possam ser analisados de forma mais clara. 2.3.2 Exemplos 24 Existe atualmente uma infinidade de materiais disponíveis que foram elaborados para explorar conteúdos no ambiente virtual como forma de dinamizar aulas de ciências, o que torna necessário realizar estudos e reconhecer os diversos softwares educativos e sua classificação para que possam ser aplicados, com sucesso, como recurso didático para apoiar, reforçar ou complementar as aulas teóricas. Atualmente, falar em novas tecnologias e seu uso no processo ensino aprendizagem nos leva a pensar em uma aula perfeita, onde todos os estudantes e, inclusive o professor, sairão satisfeitos. Isso parece fácil devido ao acesso cada vez mais facilitado aos microcomputadores, seja em casa, na escola, em cybers café, em shoppings, etc. Os novos softwares presentes nos computadores, também impressionam. Como eles podem ser usados em sala de aula e como podem favorecer a construção do conhecimento no educando são questões que remetem à preocupação destas autoras em contribuir de alguma maneira para solucionar problemas que para muitos pode não representar importância, mas que sem dúvida afetam muitas vezes o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem de maneira sutil e não evidente. (Ricardo e Freire 2007). Já é possível encontrar no mercado alguns softwares em português que servem muito bem de livros eletrônicos onde os mesmos são compostos de conceitos válidos para a educação no Ensino Médio. O Modellus é um software voltado para o ensino/aprendizagem em Matemática, e Física. Com o Modellus é possível representar conceitos em forma de gráfico ou animação, que facilitam a abstração dos alunos em sala. (Silva,Gledson-2007) Além dos tradicionais softwares temos o Educandus que, é um software de acesso restrito, onde representa a transição do material didático tradicional, para o moderno. 25 3 Metodologia Para saber como estão sendo trabalhados os softwares no ensino de matemática e física no ensino médio, foi realizada uma pesquisa em algumas escolas da rede estadual em um município do interior do Mato Grosso do sul, juntamente com professores e alunos. 3.1 Local da Pesquisa 3.1.1 Aspectos físicos da cidade Com população estimada de doze mil habitantes (12000), sendo 20% moradores da zona rural, tendo como principais culturas a pecuária e o comercio, situada a 300 km da capital. Mesmo com uma população pequena, a cidade possui 5 (cinco) escolas sendo 4(quatro) escolas estaduais e uma de ensino privado. Das 4 escolas estaduais 3 (três) estão situadas na zona urbana e uma na zona rural. Atualmente possui duas unidades de ensino superior (UEMS, ANHANGUERA), o que nos da um percentual de 12% da população com ensino superior. 3.1.2 A Escola. A escola onde foi realizada a pesquisa possui uma infra-estrutura considerável, pois é provida de 10 salas de aulas, sala de tecnologia, sala para professores, secretaria, banheiros em boas condições de uso, quadra coberta adaptada para varias modalidades de esporte, alem de um amplo pátio para o uso dos alunos. Com cerca de 600 alunos, divididos em 25 turmas, funciona nos três turnos (matutino vespertino e noturno). 3.1.3 O Laboratório de informática. 26 O laboratório de informática (sala de tecnologia), construída há cerca de 3 anos esta em ótimo estado de conservação, estruturado com 25 computadores e 2 impressoras, para o uso dos alunos, alem de 2 computadores e 1 impressora, para o uso dos professores responsáveis pela turma e pelo laboratório. Alem, de possuir mesas e cadeiras, para os respectivos computadores, há também cadeiras a mais para aquelas turmas que possuem mais de 25 alunos. Quando estas turmas utilizam o laboratório, há a necessidade de alguns alunos compartilharem com o colega o computador, pois o numero de alunos é superior ao de computadores. Para que o laboratório seja utilizado, é necessário que o professor faça uma reserva antecipadamente junto ao responsável pelo mesmo. Em horários que o laboratório não esta reservado por professores, o laboratório fica à disposição dos alunos, caso queiram fazer pesquisas ou ate mesmo trabalhos escolares, sempre com acompanhamento de um professor. 3.1.4 Os Computadores. Os computadores estão todos funcionando, pois é feita a manutenção periodicamente para os mesmos, quando durante a aula, ocorre algum problema em algum computador, o professor responsável logo após a aula, já faz a manutenção do mesmo. Munidos de softwares próprios para matérias especificas, são programados para, durante a aula, abrir somente os softwares autorizados pelo professor, impedindo assim que o entre em programas que não fazem parte da aula. Foi observada, a utilização do sistema operacional Linux, Windows como sendo os principais programas utilizados. Para a realização de pesquisas de ensino é utilizado à internet, através de sites educacionais. Dentre eles destacamos o Rived (rede internacional virtual de educação), DTAE (diretorias de tecnologias aplicadas à educação) que são sites governamentais, Guia De Mídia, que é um site não governamental. 3.1.5 Os Professores 27 Os professores são devidamente capacitados para desenvolverem suas funções junto ao laboratório, pois para que assumam estes cargos devem fazer uma prova seletiva sobre os conhecimentos de informática. Para que possam trabalhar com os softwares oferecidos no laboratório, a secretaria de educação oferece cursos obrigatórios aos professores, para um melhor desempenho e melhor identificação com os equipamentos. Os Cursos de Capacitação são ministrados em forma de oficinas para que o professor crie atividades e projetos, experimentando as ferramentas de acordo com seu planejamento, tornando-o seguro para aplicá-las. Estes cursos são oferecidos constantemente, pois sempre ocorrem atualizações nos softwares, assim os professores estão sempre atualizados com os programas. A escola de formação de professores para a educação básica deve, sempre que necessário, responsabilizar-se por oferecer aos futuros professores condições de aprendizagem dos conhecimentos da escolaridade básica, de acordo com a LDBEN e as Diretrizes Curriculares Nacionais (CNE, 2000). Segundo o CNE, é necessário que essa formação não aconteça como simples aulas de revisão, ao contrário, deverão ser realizados programas ou ações especiais (fica evidente a preocupação somente com o aspecto prático). Tendo em vista esse fim, isso nos leva a refletir sobre a incoerência da exigência feita para que os futuros professores tenham as novas tecnologias como mediadoras de sua prática e a formação oferecida nas universidades, ou ainda sobre a validade dos mini-cursos ou oficinas sobre esse tema os quais são apresentados como solucionadores dessa defasagem da formação das competências dos futuros professores. Ainda sobre o uso da informática na organização curricular, as Diretrizes (2000) regem que as escolas formadoras deverão utilizar recursos de tecnologia da informação que possibilitem o estabelecimento de interações dentro da instituição e desta para o ambiente educacional. (Maria Goretti Quintiliano Carvalho-2006) 3.2 Estratégia da Pesquisa 3.2.1 Visita 28 Para que fosse feita a pesquisa, foi necessária uma visita à escola acima citada, onde, foi conversado com o Diretor, Professor responsável pelo laboratório de informática e alunos da turma do 1o ano do ensino médio. Conversando com o Diretor da escola onde foi realizada a pesquisa, que o laboratório esta sendo muito utilizado, mas para o uso das matérias de matemática e física o uso tem sido menos freqüente. Em entrevista com um dos professores responsáveis pelo laboratório de informática, foi perguntado a respeito do interesse dos alunos pelo conteúdo após a implantação do laboratório de informática. Ele enfatizou que: após a introdução de laboratórios equipados com softwares específicos para cada disciplina os alunos tem tido um desenvolvimento considerável, cada aluno tem-se esforçado em aprender trabalhar com o computador e, simultaneamente o aprendizado do conteúdo. 3.2.2 Aplicação do Questionário aos Alunos Por intermédio da visita feita a escola foi aplicado um questionário aos alunos, formulado na intenção de saber como esta o relacionamento dos alunos com o computador. Após a aula ministrada a uma turma do 1 ano do ensino médio, com 32 alunos, pelo professor, que gentilmente convidara-nos à assistir foi então aplicado aos alunos ,o seguinte questionário contendo 12 perguntas com respostas alternativas. 3.2.3 O questionário Questionário aplicado a um grupo de alunos do Ensino Médio, que utilizam as Salas de Tecnologias em alguns municípios do interior do interior de Mato Grosso do Sul – MS. 29 Este questionário tem, exclusivamente, o objetivo de coletar dados para a realização de uma pesquisa acadêmica da UEMS. 1) Você possui computador? ( ) sim ( ) não 2) Em qual serie (ano) escolar você estava quando adquiriu computador? ( ) antes da 4a serie ( ) antes da 6a serie ( ) antes da 8a serie ( )no ensino médio 3) Costuma utilizá-lo com que freqüência? ( ) menos de 3 vezes por semana ( ) mais de 3 vezes por semana ( ) todos os dias 4) Você tem acesso a internet em casa? ( ) sim ( ) não 5) Costuma freqüentar “lan houses”? ( ) sim ( ) não 6) Quando utiliza o computador costuma fazer pesquisas relacionadas ao conteúdo em que estuda na escola, ou ate mesmo tirar duvidas referentes às disciplinas escolares? ( ) poucas vezes ( ) sempre ( ) não 30 7) Você já utilizou o computador para aprender matemática, ou física sem estar no laboratório de informática? ( ) sim ( ) não 8) Como eram as aulas de matemática e física antes das aulas no laboratório de informática? ( ) ruim ( ) regular ( ) boa ( ) ótima 9) Como são as aulas de matemática e física com o auxilio do laboratório de informática? ( ) ruim ( ) regular ( ) boa ( ) ótima 10) As aulas de matemática e física ficaram mais interessantes e mais fáceis de compreender quando são realizadas no laboratório de informática? ( ) Sim ( ) Não 11) Suas notas em matemática e física melhoraram com as aulas no laboratório de informática? ( ) Sim ( ) Não 12) As aulas no laboratório de informática têm ajudado na aprendizagem das outras disciplinas? ( ) Sim ( ) Não 31 32 4 Resultados Por meio da visita realizada na escola detectamos que o uso do Linux como sistema operacional, é uma obrigatoriedade do ministério da educação, e que o Windows esta sendo utilizado devido à facilidade de trabalhar com o mesmo. Através do questionário aplicado obtivemos os resultados listados a seguir. Dos 32 alunos que responderam a primeira questão, apenas doze afirmou ter computador em casa, o que nos da um percentual de 38%, enquanto que 20 não possuem computador, portanto 63 %. Figura - Gráfico referente a primeira questão do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio quando perguntados sobre quantos alunos possuem computador em casa. Para a segunda questão dos 12 alunos que possuem computador apenas 8% possuem computador desde a 4a série, 25% adquiriram o computador antes de terminar a 6 a série 25% antes de terminar a 8a serie já possuíam computador e 42% adquiriram somente agora que estão no ensino médio. 33 Figura - Gráfico referente a segunda pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1 0 ano do ensino médio, quando foi perguntado em que série estavam quando ganharam computador. Na terceira questão, referente à utilização de computadores, aproximadamente 46% utilizam computadores menos de três vezes por semana, 16% utilizam com mais freqüência, mais de três vezes por semana. Já 38% responderam que utilizam computadores diariamente, o que nos da o mesmo percentual, daqueles que possuem computador. Figura 3 - Gráfico referente a terceira pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado; com que freqüência usam o computador. Na quarta questão, dos 12 alunos que possuem computador apenas um não tem internet em casa, o que nos da um percentual de 8,3%, enquanto a maioria 91,7% responderam que tem internet em casa. 34 Figura 4 - Gráfico referente a quarta pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado aos alunos que tem computador em casa, quantos tinham internet. Na quinta questão apenas os 20 alunos que não possuem computador responderam, onde 18 responderam que costumam freqüentar lan houses, o que nos da um percentual de 90%, enquanto que 10% responderam que não usam freqüentar. Figura 5 - Gráfico referente a quinta questão do questionário, aplicado aos alunos do 1 0 ano do ensino médio, quando foi perguntado sobre quantos alunos que não possuem computador em casa costumam freqüentar lan-house. Na sexta questão, foi perguntado se costumam fazer pesquisa escolares, quando utilizam o computador, dos 32 alunos, 19 (59%) responderam que poucas vezes costumam fazer pesquisas, 9 (28%) responderam que sempre que usam o computador fazem pesquisas escolares, enquanto que 4 (13%), não fazem pesquisas quando estão junto ao computador. 35 Figura 6 - Gráfico referente a sexta pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1 0 ano do ensino médio, quando foi perguntado se costumam fazer pesquisas escolares quando estão usando o computador. Na sétima questão, foi perguntado se alguma vez já utilizaram o computador para aprender matemática ou física fora do laboratório de informática, apenas 5 (15,6%) responderam que sim, já a grande maioria 27 (84,4%) responderam que nunca utilizaram. Figura 7 - Gráfico referente a sétima pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando perguntado se já utilizaram o computador para aprender matemática ou física ,fora do laboratório de informática. Quando responderam a questão 8, à respeito das aulas de matemática e física antes das aulas no laboratório de informática,um aluno respondeu que as aulas eram ruins representando assim 3% , 9 alunos (28%), responderam que as aulas eram regulares, 18 alunos afirmaram que as aulas eram boas nos dando um percentual de (56%) e 3alunos (9%) responderam que 36 as aulas, antes de estudarem no laboratório eram ótimas. Esses dados nos mostram que mesmo antes de usarem o laboratório, já se podia observar um bom rendimento para com os alunos. Figura 8 - Gráfico referente a oitava perguntado questionário, aplicado aos alunos do 1 0 ano do ensino médio, quando perguntados sobre como eram as aulas antes de utilizarem o computador para auxiliá-los. Na nona questão foi perguntado a respeito das aulas com o auxilio do laboratório de informática, nenhum aluno respondeu que as aulas são ruins, o numero de alunos que achavam que as aulas eram regulares antes do uso do laboratório também diminuiu, apenas 4 (13%),responderam que as aulas são regulares, os que achavam as aulas boas, também diminuiu desta feita 17 (53%),responderam que as aulas são boas, já para aqueles que responderam que as aulas eram ótimas, teve-se um aumento considerável, 11 alunos (34%),disseram que as aulas melhoraram com o uso do laboratório de informática. 37 Figura 9 - Gráfico referente a nona pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 10 ano do ensino médio, quando foi perguntado sobre, como são as aulas com o auxilio do computador. Para a décima questão a resposta foi unânime onde todos os 32 alunos (100%) disseram que, desde que começaram a utilizar o laboratório de informática às aulas se tornaram mais atrativas e interessantes, facilitando a compreensão dos conteúdos abordados. Figura 10 - Gráfico referente à décima pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1o ano do ensino médio, quando perguntado sobre se após usarem o computador como auxilio, as aulas se tornaram mais interessantes e atrativas. Na décima primeira questão, apenas 2 alunos (6%) responderam que suas notas não melhoraram, mas a grande maioria 30 alunos (94%) afirmaram que suas notas melhoraram, desde que estão sendo auxiliados pelo uso de computadores no ensino. 38 Figura 11 - Gráfico referente à décima primeira pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1 o ano do ensino médio, quando perguntado sobre, se as notas melhoraram apos estarem usando o computador no ensino. Na décima segunda questão, a resposta também foi unânime, onde todos 100% responderam que o uso do laboratório tem ajudado no aprendizado das outras disciplinas. O que nos mostra a vantagem do uso de computadores na educação. Figura 12 - Gráfico referente à décima segunda pergunta do questionário, aplicado aos alunos do 1o do ensino médio, quando perguntado se as aulas com o auxilio de computadores tem melhorado o aprendizado. 39 5 Análise dos Resultados Através da visita a escola acima citada, e posteriormente ao laboratório de informática comprovou-se que, de acordo com as ordens da secretaria de educação, esta sendo utilizado o sistema operacional Linux. Para realização de pesquisas, é utilizada, a internet, através de sites educacionais. O professor afirmou que os alunos tem se interessado mais pelas aulas ministradas, e isso foi comprovado através das respostas obtidas pelos alunos ao questionário,quando responderam as perguntas 9, 10 e 11. Na questão 9, quando perguntados sobre como tem sido as aulas com o auxilio de computadores, a maioria (53%) responderam que as aulas são boas, e 34% disseram ser ótimas as aulas, isto nos mostra que de fato os alunos, tem se interessado mais pelas aulas, pois na questão anterior o número daqueles que achavam as aulas ótimas, eram bem menor, apenas 9%, e que um grande número 20% achavam as aula regulares e agora esse número é menor apenas 13%. A justificativa desta melhora aparece na figura 10, onde 100% dos alunos responderam que as aulas tem se tornado mais interessantes e atrativas e com isso as aulas tornam-se mais produtivas. Através da aplicação do questionário, pode-se perceber também que o aprendizado dos alunos também tem melhorado, é o que nos mostra as figuras 11 e 12, onde na figura 12, a resposta foi unânime, que por meio das aulas em laboratórios de informática, o aprendizado tem melhorado em todas as disciplinas. Quando perguntados sobre as notas, de acordo com a figura 11 a grande maioria 90%, responderam que suas notas têm aumentado o que confirma os dados acima citados e mostrados na figura 12. Como vimos no gráfico1(figura 1), a minoria possui computador em casa, mas isso não tem impedido que os alunos tenham acesso a computadores e internet, pois na figura 5 nos mostra que 90% dos alunos que não tem computador costumam freqüentar lan houses. Assim a figura 3 nos mostra que 16% utilizam computadores, mais de 3 vezes por semana, sendo que 38% utilizam diariamente e 46% utilizam menos de três vezes por semana o computador. 40 Os resultados da utilização da informática no ensino poderiam ser melhores, se os alunos tivessem um interesse maior, em utilizar o computador para fazer pesquisas com mais freqüência, como vimos na figura 6, um percentual de 59% poucas vezes fazem e 13% nunca fizeram pesquisas escolares, quando estão usando o computador fora do laboratório de informática. Esse desinteresse não é diferente para as disciplinas de matemática e física, pois na figura 7 pode-se ver que 84% dos alunos nunca usaram o computador fora do laboratório de informática, para pesquisar e aprender, sobre estas disciplinas, o que poderia ser diferente, pois, dos alunos que possuem computador 84% possui internet em casa (figura 4). Esse desinteresse pode ser proveniente, ainda da falta de identificação dos alunos para com o computador, já que na maioria como nos mostra a figura 2, onde 42% dos que possuem computador, o adquiriram recentemente. 41 6 - Conclusão De acordo com o trabalho realizado, vimos que o laboratório de informática, esta sendo usado, com muito entusiasmo, mas não existem softwares específicos para matemática ou física, o que existe é um método de ensino através da internet, usando sites educacionais para pesquisas. Mas que já tem surtido efeito no ensino das mesmas, pois já pode se observar resultados positivos no aprendizado. Isto se deve a identificação dos professores, com o método utilizado no laboratório. A função da utilização deste recurso instrucional de ensino seria, de proporcionar aos alunos, uma visão diferente do recurso “lápis papel”, que limita o aprendizado, não mostrando a situação física do conteúdo, enquanto por intermédio do computador, pode se não somente demonstrar as situações físicas, mas também auxiliar na resolução das mesmas. A princípio, quando começou a implantar laboratórios de informática na escolas publicas, havia um questionamento, se o computador seria um problema na educação, mas com o tempo este questionamento tem diminuído assim como pudemos constatar através deste trabalho. Os resultados indicaram a boa aceitação do uso da informática pois 100% dos alunos pesquisados afirmaram que as aulas tem se tornado mais interessantes e mais fáceis de compreender, e em conseqüência disso 94% afirmaram terem suas notas aumentadas quando foi perguntado se as notas têm melhorado, com o uso do recurso computacional. Surge-se a necessidade de implantações de novos softwares, métodos de ensino que incentivem o aluno ao aprendizado destas disciplinas. 42 43 Referências bibliográficas ALMEIDA, Fernando José de, JUNIOR, Fernando Moraes Fonseca. Aprendendo com projetos. Coleção Informática para a Mudança na Educação. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância Programa Nacional de Informática na Educação, 1999. ARAÚJO, M. S.T.; ABIB, M.L.V.S. Atividades Experimentais no Ensino de Física: Diferentes Enfoques, Diferentes Finalidades. . Revista Brasileira de Ensino de Física, v.25, n.2, p. 176-192, 2003. BORBA, Marcelo de Carvalho, Miriam Godoy Penteado 3a edição 2003 ``informática e educação matemática `` GLADCHEFF, A. P., ZUFFI, E.M. & SILVA, M.DA. Um Instrumento para Avaliação da Qualidade de Softwares Educacionais de Matemática para o Ensino Fundamental, Congresso da Sociedade Brasileira de Computação. Anais..., 21, 2001 LOPES, R.C.W.; PINTO, S.A.M; VELOSO, A.F. A Informática como Instrumento na Prática Psicopedagógica (Institucional e Clínica). Revista de Psicopedagogia, v.17, n.44. 1998.MACHADO, N.J. Matemática MEC (ministério da educação e cultura) Disponível em: <http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php>, Acesso em: 20 de out de 2009. Meios eletrônicos e educação; uma visão alternativa/ Valdemar W. Setzer:- São Paulo. Escrituras editora, 2001- (coleção ensaios transversais) Piaget, J., Inhelder, B. & Szeminska, A. (1975). A gênese do número na criança. Rio de Janeiro: Zahar. Piaget, J. & Garcia, R. (1987). Psicogênese e história das ciências. Lisboa: Dom Quixote. Valente, J. A. (1996). O Professor no Ambiente Logo: formação e atuação. Campinas: Gráfica da UNICAMP. 44 Portal da educação, (Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais). Disponível em: <http://www.educacao.mg.gov.br/webdtae//index.ph? option=com_content&task=view&id=1358&Itemid=610>, Acesso em: 20 de out de 2009. Revista Brasileira do Ensino de Física (Possibilidades e Limitações das Simulações Computacionais no Ensino da Física ). Disponível em: <http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/ v24_77.pdf>, Acesso em: 16 de out de 2009. RICARDO, E.C. e FREIRE, J.C.A. A concepção dos alunos sobre a Física do Ensino Médio: um estudo exploratório. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 29, n. 2, p. 251-266, 2007. Disponível em: <http://www.sbfisica.org.br/> Acesso em: 10 de out de 2009. Setzer, Valdemar W. - Meios eletrônicos e educação; uma visão alternativa; São Paulo. Escrituras editora, 2001- (coleção ensaios transversais) Setzer, V.W. ‘O computador no ensino: nova vida ou destruição?’ In E. O. C. Chaves e V. W. Setzer, O Uso de Computadores em Escolas - Fundamentos e Críticas (São Paulo: Scipione, 1988), pp. 70–123. SILVA, Gledison Pereira. SIMULAÇÕES COMPUTACIONAIS: Estratégias para o Ensino de Física na Educação Básica. Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS/Dourados-MS, 2007. (Trabalho de Conclusão do Curso de Física) Universidade Federal do Mato Grosso (Informática e Ensino: visão crítica dos softwares educativos e discussão sobre as bases pedagógicas adequadas ao seu desenvolvimento), Disponível em: <http://www.ufmt.br/ufmtvirtual/textos/se_visao.htm>, Acesso em: 15 de out de 2009. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (novas tecnologias na educação), Disponível em: <http://www.cinted.ufrgs.br/renote/mar2004/artigos/34-usodesoftware.pdf>, Acesso em: 15 de out de 2009.