As Propostas de Formação Algébrica Presentes nas Disciplinas Pedagógicas dos Currículos Prescritos de alguns Cursos de Licenciatura em Matemática do Brasil e sua Relação com a Álgebra Elementar da Educação Básica Souza, Juliana Alves de1 Pereira, Patrícia Sândalo2 RESUMO Este trabalho encontra-se na intersecção de duas linhas de pesquisa da Educação Matemática: a formação de professores e os estudos curriculares. Na formação inicial de professores investigaremos as propostas de formação algébrica presentes nas disciplinas pedagógicas dos currículos prescritos dos cursos de Licenciatura em Matemática que obtiveram conceito quatro ou cinco (nota máxima) no ENADE de 2008. Em seguida, analisaremos a álgebra elementar presente na Educação Básica, com base nas diretrizes curriculares que a orientam (PCN, PCNEM, PCN+, OCEM) buscando relações desta álgebra com as propostas de formação algébrica das licenciaturas. Utilizamos também as diretrizes curriculares que orientam as licenciaturas. Um importante referencial teórico desta pesquisa são estudos de formação e currículo de Bernadete Gatti (2009 e 2010). Palavras-chave: currículo prescrito, formação algébrica, álgebra elementar, diretrizes curriculares. 1. INTRODUÇÃO A formação de professores é um tema bastante pesquisado e discutido, contudo merece e necessita de muita atenção, estudos, discussões, debates, pesquisas, ou seja, é uma área que precisa sempre de atenção especial. Entendemos que a mesma é como o coração da Educação Matemática, pois a partir dela podemos conseguir melhores formadores e, consequentemente, um ensino com maior qualidade, proporcionando condições para que a aprendizagem dos alunos seja mais significativa - objetivo de todos na Educação - iniciando assim um ciclo educativo não vicioso. Um importante ponto que precisa ser estudado quando se busca repensar a formação de professores é o currículo, ou seja, analisar o que é “receitado” a formação inicial de professores – graduação. Nesta pesquisa, mais especificamente investigaremos as 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – PPGEduMat/UFMS. Bolsista da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. e-mail: [email protected] 2 Docente, coordenadora do PPGEduMat/UFMS e orientadora desta pesquisa. Doutora em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho – UNESP – Rio Claro/ SP. e-mail: [email protected] diretrizes curriculares das licenciaturas e da Educação Básica e as disciplinas pedagógicas do currículo prescrito3 dos cursos de formação no que diz respeito à Álgebra elementar, buscando relacionar as propostas de formação algébrica dos cursos com a Álgebra elementar dos anos finais do Ensino Fundamental e Médio. Será que o que é considerado elementar na formação inicial de professores é o mesmo elementar presente na Educação Básica? No desenvolver da pesquisa tentaremos encontrar uma resposta para esta pergunta. Esta pesquisa faz parte do projeto de pesquisa financiado pelo CNPq, intitulado Mapeamento do currículo prescrito em alguns cursos de licenciatura em matemática, no Brasil, no período de 2010 a 2012, coordenado pelo Prof. Dr. Marcio Antonio da Silva, docente do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O mesmo envolve a participação de pesquisadores e mestrandos de dois Programas de Pós-Graduação em Educação Matemática: PPGEduMat – UFMS e Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação Matemática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Este projeto está situado “na intersecção de duas linhas de pesquisa que estão em evidência no campo de conhecimento da Educação Matemática nas últimas décadas: a formação de professores e os estudos curriculares” (SILVA, 2010, p. 1). Na UFMS participam deste projeto seis mestrandos onde cada um está investigando um tema específico e sendo orientado pelos professores Dr. Marcio Antonio da Silva e Drª. Patrícia Sandalo Pereira. O projeto previa a princípio, investigar o currículo prescrito (Projetos Político Pedagógico - PPP) dos cursos em Licenciatura em Matemática do Brasil que obtiveram conceito 5 (nota máxima) no Exame Nacional de Estudantes de Desempenho de Estudantes (ENADE), realizado em 2008. Mas, ao analisarmos os resultados do exame verificamos que apenas 14 cursos obtiveram conceito máximo. Por esse motivo, optamos pela ampliação da amostra, contemplando também os 30 cursos que obtiveram conceito igual a 4, totalizando 44 cursos a serem analisados. Como nem todos os cursos convidados disponibilizaram tal documento, a amostra de nossa pesquisa está composta de 22 projetos pedagógicos. 2. QUESTÕES INICIAIS E OBJETIVOS DA PESQUISA 3 Entendemos por currículo prescrito o currículo oficial, preciso, que já foi aprovado. Esta pesquisa caracteriza-se como uma abordagem qualitativa e faremos uso da análise documental como instrumento para a coleta de dados. O nosso projeto integra o eixo do projeto maior (SILVA, 2010) que busca investigar os aspectos articuladores nos cursos, ou seja, como se dá a articulação entre: (i) teoria e prática; (ii) disciplinas/conteúdos específicas (os) e pedagógicas(os). Por isso, o foco principal do nosso trabalho é investigar como os professores das disciplinas pedagógicas contemplam os conteúdos algébricos em suas disciplinas e após analisaremos qual a relação destas propostas de formação com a Álgebra elementar das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A primeira questão norteadora formulada na trajetória da pesquisa foi: Como as disciplinas algébricas da formação inicial de professores contribuem para o ensino na Educação Básica? Diante disso, houve a necessidade de delimitar o objeto de estudo, ou seja, definir que álgebra a pesquisa iria focalizar: a Álgebra elementar ou a Álgebra abstrata. Como pretendíamos estabelecer relações entre a álgebra da Educação Básica e a proposta de formação algébrica presente nas licenciaturas, optamos pelo trabalho com a álgebra elementar das disciplinas pedagógicas, por acreditarmos que esta se aproxima mais da álgebra dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. A partir da discussão acima, elaboramos a seguinte questão norteadora: Quais as propostas de formação algébrica presentes nos currículos prescritos de alguns cursos de Licenciatura em Matemática, nas disciplinas pedagógicas e sua relação com a Álgebra elementar presente na Educação Básica? Queremos investigar se as propostas de formação algébrica dos cursos de licenciatura em Matemática estão contribuindo para a atuação do futuro profissional da Educação Básica. Temos como objetivo geral investigar as propostas de formação algébrica em disciplinas pedagógicas nos currículos prescritos de alguns cursos de Licenciatura em Matemática. Essa investigação consiste em analisar a proposta de formação das instituições no que diz respeito à presença, ou não, de conteúdos relacionados à álgebra, principalmente à álgebra elementar, inseridos nas disciplinas pedagógicas, tendo em vista que o acadêmico de hoje é o professor de “amanhã”, por isso deve haver associação entre a teoria da formação e a futura prática do professor. Para alcançar tal objetivo o primeiro passo de nossa pesquisa será identificar a presença da álgebra elementar nas disciplinas pedagógicas dos cursos, ou seja, identificar a presença, ou não, da álgebra elementar nas disciplinas pedagógicas dos cursos. Para isso, será analisada a estrutura curricular (ementa) de todas as disciplinas pedagógicas presentes nos PPP dos cursos, além das referências bibliográficas das disciplinas. O segundo passo constitui-se em analisar a álgebra elementar presente na Educação Básica a partir das orientações curriculares, ou seja, para conseguirmos estabelecer uma relação entre a formação algébrica presentes nas disciplinas pedagógicas das Licenciaturas em Matemática, precisamos antes investigar e analisar a álgebra elementar presente na Educação Básica com base nos documentos oficiais que a orientam (PCN, PCNEM, PCN+, OCEM). Entendemos que para estabelecer essa relação é necessário conhecer/dominar o que está presente em cada uma das orientações curriculares, tanto as que orientam as licenciaturas quanto as que orientam a Educação Básica. O terceiro passo será analisar relações entre a formação algébrica nas disciplinas pedagógicas e a álgebra elementar presente na Educação Básica, isto é, caso seja identificada a presença da álgebra elementar no rol de disciplinas pedagógicas presentes nos currículos prescritos dos cursos, analisaremos se esta aproxima-se da álgebra ensinada na Educação Básica. Ou seja, analisar se é possível estabelecer relação/conexão entre tais álgebras, ou se uma é meramente acadêmica e a outra escolar, tendo em vista que deve haver “coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor” (CNE CP1 2002, p.2). Esses passos se configuram em nossos objetivos específicos. 3. JUSTIFICATIVA De acordo com Conselho Nacional de Educação, Conselho Pleno 9 de 2001 (CNE CP9, 2001) É preciso indicar com clareza para o aluno qual a relação entre o que está aprendendo na licenciatura e o currículo que ensinará no segundo segmento do ensino fundamental e no ensino médio. Neste segundo caso, é preciso identificar, entre outros aspectos, obstáculos epistemológicos, obstáculos didáticos, relação desses conteúdos com o mundo real, sua aplicação em outras disciplinas, sua inserção histórica. Esses dois níveis de apropriação do conteúdo devem estar presentes na formação do professor. (CNE CP9, 2001, p. 21) Ainda, segundo esta diretriz É importante observar que a lei prevê que as características gerais da formação de professor devem ser adaptadas ou adequadas aos diferentes níveis e modalidades de ensino assim como a cada faixa etária. É preciso destacar a clareza perseguida pela Lei ao constituir a educação básica como referência principal para a formação dos profissionais da educação. (CNE CP 9, 2001, p.13). Por isso, nosso foco ao analisar se as propostas de formação algébrica presentes nos currículos prescritos estão baseadas apenas em suas dimensões científicas, abstratas, direcionadas para a carreira acadêmica ou se são feitas aplicações, contextualizações, enfim, meios que propiciem ao licenciando relacionar com a álgebra que trabalhará na Educação Básica. A idéia é analisar se a formação oferecida está sendo adaptada aos diferentes níveis de ensino, porém tendo a Educação Básica como ponto central. 4. REFERENCIAL TEÓRICO No embasamento teórico da pesquisa usaremos o livro de Plínio Cavalcanti Moreira e Maria Manuela M. S. David - A formação matemática do professor: licenciatura e prática docente escolar - para definir e diferenciar matemática acadêmica e matemática escolar. Para estes autores Matemática Científica e Matemática Acadêmica são sinônimos que se referem à Matemática como um corpo científico de conhecimentos profissionais. E Matemática Escolar referir-se-á ao conjunto dos saberes “validados”, associados especificamente ao desenvolvimento do processo de educação escolar básica em Matemática. Com essa formulação, a Matemática Escolar inclui tanto saberes produzidos e mobilizados pelos professores de Matemática em sua ação pedagógica na sala de aula da escola, quanto resultados de pesquisas que se referem à aprendizagem e ao ensino escolar de conceitos matemáticos, técnicas, processos etc. Dessa forma, distanciamo-nos, em certa medida, de uma concepção de Matemática Escolar que a identifica com uma disciplina “ensinada” na escola, para toma-la como um conjunto de saberes associados ao exercício da profissão docente. (MOREIRA e DAVID, 2007, p. 20, negrito, itálico e aspas no original). Esta definição nos orientará no sentido de que analisaremos no campo da Matemática Acadêmica, a álgebra presente nas disciplinas pedagógicas e na Matemática Escolar a álgebra elementar presente nas orientações curriculares da Educação Básica. No artigo “Formação de professores: condições e problemas atuais”, de Bernadete A. Gatti (2009), a autora afirma que Pede-se que o currículo propicie o conhecimento da escola, conhecimento do ensino, porquê ensinar, conhecimentos para ensinar, conhecimento de como se pode ensinar, gestão da sala e da escola [...]. Nada mais complexo. Continuaremos na superficialidade, no faz de conta? Os dados disponíveis mostram que estamos longe de conseguir currículos aderentes às proposições do Conselho Nacional de Educação [...] Superaremos os velhos esquemas formativos? (GATTI, 2009, p. 100). Isso nos mostra de antemão que os currículos das licenciaturas não conseguem atender a todas as exigências das diretrizes curriculares que os orientam, mas sim que ficam na superficialidade, fazendo de conta que está tudo de acordo com o que está indicado na lei. Gatti e outros pesquisadores no artigo “Formação de professores para o ensino fundamental: instituições formadoras e seus currículos”, onde investigaram os projetos pedagógicos de 31 cursos de Licenciatura em Matemática distribuídos pelas diversas regiões do Brasil concluíram que: [...] esses cursos de Licenciatura em Matemática estão formando profissionais com perfis diferentes, alguns com uma formação matemática profunda, que talvez não se sintam preparados para enfrentar as situações de sala de aula, que não se restringem ao saber matemático. Outros, com uma formação pedagógica desconexa da formação específica em Matemática, forçando o licenciando a encontrar as inter-relações entre essas formações. (GATTI et al, 2010, p. 121) Ou seja, a formação acadêmica em Matemática não consegue atender às distintas demandas, aos diferentes níveis e modalidades de ensino solicitado pela lei. O futuro professor ao se formar ou está preparado para seguir a carreira acadêmica (mestrado, doutorado) ou apenas com uma formação pedagógica sem um embasamento matemático suficiente e necessário. Assim, fica a cargo deste profissional buscar meios para atingir o seu interesse profissional – carreira acadêmica ou docência na Educação Básica. Segundo Gatti et al (2010) “não se percebe um projeto pedagógico que intencionalmente ligue aspectos de formação para a docência entre si e em relação à formação disciplinar” (p. 119). Essa pesquisa aponta para uma “[...] necessidade urgente de se repensar essa licenciatura em termos mais coerentes com sua finalidade - a de formar professores de Matemática para a Educação Básica [...]” (GATTI et al, 2010, p. 122), finalidade esta afirmada pelas diretrizes curriculares que orientam as licenciaturas. O CNE CP9 de 2001, já mencionado anteriormente aponta que “é preocupante a condição formativa oferecida nas instituições de ensino superior no que se refere à formação de professores para a Educação Básica”. (CNE CP 9, 2001, p. 131), o que reforça a importância deste projeto ao procurar analisar, relacionar e buscar um repensar nas propostas de formação algébrica presente nas disciplinas pedagógicas das licenciaturas visando à álgebra elementar da Educação Básica. No artigo “Contribuição para um repensar... a educação algébrica elementar” (1993), de Dario Fiorentini, Maria Ângela Miorim e Antonio Miguel, os autores trazem algumas concepções de álgebra e de educação algébrica, analisando em que medida as concepções de álgebra se relacionam com as concepções dominantes de Educação Algébrica que se manifestaram ao longo da história da Educação Matemática elementar, trazendo também elementos para um repensar a educação algébrica elementar. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Até o momento, a partir de uma sondagem superficial, observamos que nem todos os projetos pedagógicos apresentam de forma completa os dados que procuramos. Em apenas dez, dos 22 PPP disponíveis, constam a ementa e as referências bibliográficas das disciplinas pedagógicas. Sendo que sete traz apenas a ementa e cinco apresenta apenas a grade curricular, sem ementas ou referências, o que dificulta ou mesmo impossibilita nossa análise nestes 12 cursos. De modo geral, partimos da análise dos PPP, mas caso não seja suficiente para alcançar nossos objetivos, pretendemos realizar questionários e/ou entrevistas com professores de algumas dessas instituições. Conforme a pesquisa for se desenvolvendo veremos as necessidades dessas alternativas para auxiliar na coleta de dados. Quanto às contribuições desta pesquisa, esperamos a partir da realização do nosso projeto, atingir algumas já referenciadas no projeto maior, (1) estabelecer relações, investigando semelhanças e diferenças nos projetos pedagógicos, matrizes curriculares e ementas de alguns cursos de licenciatura em matemática no Brasil; (2) proporcionar, por intermédio da análise destes documentos, subsídios para uma discussão sobre o papel dos cursos de licenciatura em matemática no Brasil; (3) orientar políticas públicas que sirvam como balizadores da construção de futuras diretrizes curriculares para o curso de licenciatura em matemática, bem como pareceres governamentais. (SILVA, 2010, p. 10). Por meio dos estudos apresentados por Gatti et al (2010) sabemos que “é preocupante a condição formativa oferecida nas instituições de ensino superior no que se refere à formação de professores para a Educação Básica” (GATTI et al, 2010, p. 131), ou seja, já há indícios de que vamos encontrar pela frente desafios quanto às propostas de formação no que diz respeito a subsídios formativos – tanto no âmbito matemático quanto a prática - do professor que deseja atuar no Ensino Fundamental e Médio. Isso vem apenas reforçar a importância deste projeto ao procurar analisar e relacionar as propostas de formação algébrica das disciplinas pedagógicas das licenciaturas em Matemática visando à álgebra elementar da Educação Básica. Além de nos impulsionar a expor elementos que propiciem um repensar de tais propostas de formação algébrica, já que álgebra se faz presente em todas as disciplinas matemáticas, ou seja, ter um sólido conhecimento da mesma é fundamental a todo professor de Matemática. REFERÊNCIAS BRASIL. Parecer CNE/CP 9/2001, de 8 de maio de 2001. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 18 jan. 2002b. Seção 1, p. 31. FIORENTINI, Dario; MIORIM, Maria Ângela; MIGUEL, Antonio. Contribuições para um repensar... a educação algébrica elementar. In: Pro-Posições. São Paulo: 1993. v. 4. n. 1 [10] . p. 78-91. GATTI, Bernadete A. Formação de professores: condições e problemas atuais. In: Revista brasileira de formação de professores. São Paulo, 2009. v. 1. n. 1. p. 90-102. GATTI. Bernadete A; NUNES, Marina M. R.; GIMENES, Nelson A. S; et al. Formação de professores para o ensino fundamental: Instituições formadoras e seus currículos. In: Estudos e pesquisas educacionais - Fundação Victor Civita. São Paulo, 2010 - anual n. 1. p. 95-136. MOREIRA, Plínio Cavalcanti; DAVID, Maria Manuela M. S. A formação matemática do professor: licenciatura e prática docente escolar. - 1 reimp. - Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 116. Coleção Tendências em Educação Matemática. SILVA, Marcio Antonio; et al. Mapeamento do currículo prescrito em alguns cursos de licenciatura em matemática, no Brasil, no período de 2010 a 2012. (PROJETO DE PESQUISA, 2010).