UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA MELHORAR O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º ANO NA ÁREA RURAL. Por: Elizandra Maria Melo da Silva Orientadora Prof. Maria Esther Araújo Manaus 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA MELHORAR O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º ANO NA ÁREA RURAL. Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Psicomotricidade. Por: Elizandra Maria M. da S. Manaus 2011 3 AGRADECIMENTOS Foram muitas as pessoas que me ajudaram direta ou indiretamente para que este trabalho pudesse ser realizado. Agradeço as minhas irmãs, Elizangela Melo da Silva e Elizete Melo da Silva, pelo apoio, as minhas colegas de trabalho Fabiana Monteiro e Benta Souza pela ajuda para confecção deste trabalho. Não poderia esquecer de agradecer a minha gestora da Escola Municipal Neusa dos Santos onde foi feito quase todo trabalho. “Obrigado Senhor, porque em meias tantas dificuldades, a tua mão está a me conduzir” 4 DEDICATÓRIA Dedico, este trabalho a minha família, amigos e companheiros que em todos os momentos estiveram ao meu lado. Agradeço a ti meu Deus, por dar-me forças para chegar até o final, por está ao meu lado nos momentos mais difíceis desta jornada. 5 Portas Se você encontrar uma porta à sua frente, Poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou, Não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer, A dúvida, o titubeio ou medo. Se você venceu, você deu um grande passo: Nesta sala vive-se.Mas também tem um preço: São inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quanto e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando, Com eles se aprende. Não existe a segurança dos acertos eterno. A vida é generosa: a cada sala em que se vive, Descobrem-se tantas outras portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente, Oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa, Se você não ultrapassar a porta, Terá sempre essa mesma porta pela frente. E a repetição perante a criação. É a monotonia monocromática enfrente ao arco-íris. É a estagnação da vida Para a vida, as portas não são obstáculos, Mas diferentes passagens... (Autor desconhecido) 6 RESUMO O desenvolvimento motor não é um processo isolado e tem procurado melhorar o que acontece com o indivíduo em relação aos movimentos que variam com freqüência o comportamento desde seu nascimento até sua morte, essas mudanças que ocorrem sempre variam de indivíduo para indivíduo e é considerado por uma maioria, um grande desafio a ser vencido, visto ser algo de maior dificuldade e por ser temidas por outros de uma forma geral, que não compreende como uma prática diária. Mas preocupam-se com as dificuldades estabelecidas nas situações consideradas incomuns. O desenvolvimento motor na realidade da criança hoje, nos mostra um resultado complicado ao vermos o quanto estão decadentes em questão do ensino-aprendizagem, nas áreas motoras das crianças. Existem profissionais que são incapazes de perceberem ou até mesmo fechaPm os olhos para não ver certos problemas, esses problemas têm sido levados ao questionamento do dever do educador mediante a necessidade de se aprofundar seus conhecimentos inovadores para o desenvolvimento motor e precisa está ao alcance de todos de maneira fácil do trabalho docente. O lúdico como recurso pedagógico direcionado as áreas de desenvolvimento e aprendizagem pode ser muito significativo no sentido de encorajar as crianças a tomar consciência dos seus conhecimentos que vão desenvolver durante os jogos. Deste modo, os educadores devem procurar alternativas para aumentar a motivação, desenvolver a autoconfiança, a organização, concentração, atenção, raciocínio e senso cooperativo, desenvolvendo a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas, assim sendo ensinar através de jogos é desenvolver no aluno um aprendizado estimulando seu pensamento independente, sua criatividade e capacidade. Palavra-chave: EDUCANDOS. DESENVOLVIMENTO MOTOR, JOGOS LÚDICO, 7 METODOLOGIA O referido texto monográfico fora desenvolvido a partir de fundamentação bibliográfica qualitativa, sob a ótica fenomenológica, onde buscou investigar o respeito do cotidiano dos alunos do 2º ao 5º ano da escola de estudo “Neuza dos Santos” localizada na área rural de Manaus, observando as lacunas e limitações possíveis acerca do fenômeno. Utilizou-se do método de procedimento observacional e questionários, também serão feitos rigorosos levantamentos bibliográficos, acesso a internet a fim de alcançar os objetivos proposto pela pesquisa. Onde pretende desvelar as dificuldades de mudanças na prática pedagógica tornando-se simultaneamente, uma premissa ao bom desempenho do educando. E na oportunidade de que este trabalho venha proporcionar novas investigações, e ajude outros desenvolverem uma educação mais compromissada e autêntica. pesquisadores 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 - A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR ................................................................................................................. 11 1.1 - O Desenvolvimento da criança ..................................................................... 13 1.2 - Desenvolvimento motor e a realidade da criança ......................................... 15 CAPITULO 2 - O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR ........................... 17 2.1 - Atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento motor ................... 20 CAPÍTULO 3 - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ............. 26 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .................................................................. 31 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 33 ANEXOS ............................................................................................................... 35 ÍNDICE .................................................................................................................. 36 FOLHA DE AVALIAÇÃO ....................................................................................... 37 9 INTRODUÇÃO O presente trabalho mostra de forma simples e agradável, o desenvolvimento do desempenho motor na prática de jogos, fundamentado em alguns teóricos que abordam temática de maneira que garanta a prática e o desenvolvimento dos alunos de forma significativa, através de experiências do mundo sensível, voltado para a prática da vida social e cultural. Você descobrirá que realmente o conhecimento do desempenho motor, em apresentações jogos lúdicos voltados para brincadeiras e estafetas, como formas e medidas que utilizarmos para desenvolver o desempenho motor pode ser bastante interessante e motivador. Ao abordarmos esse assunto, os educadores podem identificar e comparar informações acerca de conceitos e procedimentos utilizados atualmente reconhecendo as semelhanças entre vários momentos da evolução em nosso cotidiano. Desta forma ampliam os conhecimentos e algumas idéias ajudarão melhorar o desempenho motor. A presente Monografia tem por objetivo dissertar, sobre Jogos: Uma proposta diferenciada para melhorar o desempenho motor em crianças do 2º ao 5º ano na área rural, e conseqüentemente levando questões inerentes ao uso de jogos na formação dos docentes deste seguimento de ensino em contrastes a práticas tradicionais que travam o aluno. Foi necessário percorrer alguns conceitos sobre o desempenho motor ao longo de sua formação, dando um diretório principal a partir do surgimento dos primeiros registros da utilização. Para que isso fosse possível desenvolver esta temática tornou-se imprescindível recorrer à literatura cientifica de forma a construir atividades através de um conhecimento mais aprofundado, e que vem apresentando alguns tópicos que ajudarão na compreensão do desenvolvimento da aprendizagem do desempenho motor. A apresentação contextualizada é uma ferramenta para que o professor de Educação Física venha utilizar como um avanço para as resoluções de problemas que o processo de desenvolvimento vem sofrendo no decorrer da 10 história, por isso se fez necessário concretizar o estudo sobre tais aspectos: a reflexão sobre o início do desempenho motor (onde vem abordar os primeiros registros da deficiência do desempenho motor); O desenvolvimento da criança( Neste item vem apresentar as fases da evolução no desempenho da criança); Desempenho motor e a realidade da criança( nesta abordagem faz-se uma compreensão entre o desempenho motor e a realidade em que vive a criança); O lúdico no desempenho motor( esta abordagem mostra a importância de se trabalhar o lúdico nos exercícios e quando o resultado é alcançado através desta metodologia); atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento motor( aqui é ressaltado algumas atividades que poderão auxiliar e facilitar o desenvolvimento motor de forma dinâmica e atrativa para o educando). A pesquisa é considerada relevante por se tratar de uma contestação as práticas tradicionais de ensino que não levam em consideração o início de vida do educando, que por sua vez, acaba encontrando dificuldades. Deve compreender o quanto é difícil tornar o processo de ensino em um momento de descontração e diversão, afim de proporcionar o melhor desenvolvimento do educando, principalmente em se tratar da rede pública de ensino. Tendo como objetivo geral investigar os fatores que contribuem para o fracasso do desenvolvimento motor, partindo do problema que se questiona. Como amenizar as dificuldades do desenvolvimento motor em crianças na área rural? Será que a metodologia aplicada pelos professores que não está dando certo? Partindo do pressuposto verificamos as dificuldades que as crianças encontram, e na qual metodologia está sendo aplicada pelos professores. 11 CAPÍTULO I A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO E SEU PROCESSO: Esse início nos permite compreender a origem das idéias que deram forma à nossa cultura e observar também os aspectos humanos do seu desenvolvimento, o início é um instrumento valioso para o ensino e o aprendizado da nossa própria experiência, onde podemos entender por que cada conceito foi introduzido e porque no fundo sempre era natural essa mudança. Le Boulch (1982 apud Negrine, 1982, p.109) explica que a Educação Psicomotora é formadora de uma base indispensável a toda criança, pois tem como objetivo assegurar o desenvolvimento funcional, levando em conta as possibilidades da criança, permitindo, também, pelas relações interpessoais, a expansão e o equilíbrio de sua afetividade. Deste a época mais remota, o homem precisava se mover, essa necessidade de sobrevivência levou a fazer comparação entre certos movimentos, então vários são os tipos. As antigas civilizações possuem formas diversificadas de movimentos, onde a Educação Psicomotora deve-se começar o mais cedo possível, pois quando mais nova for à criança, mais fácil será o trabalho psicomotor, o desenvolvimento do corpo infantil e seus movimentos que inicialmente não apresentam significados ainda escritos são explicados em expressão de desejos posteriormente em linguagem falada. O relato nos mostra que devido o desenvolvimento psicomotor de uma criança pode ocorrer em sua plenitude por meio das experiências vividas por uma infância rica em oportunidades estimuladas naturalmente. 12 Coste (1998, p.187) destaca que não é só por intermédio das disciplinas escolares que a criança desenvolve o seu aspecto psicomotor. Quando brinca, ela também está se desenvolvendo e manifesta as suas necessidades pelas brincadeiras. Ela constrói sua aprendizagem, utilizando-se de sua imaginação por meio de seu mundo ali criado. Segundo Tani (1988, p.65), O desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado e, pelo fato de suas mudanças mais acentuadas ocorrerem nos primeiros anos de vida, existe a tendência de se considerar o estudo do desenvolvimento motor como sendo apenas o estudo da criança. Conforme Alexandre Andrade (2004, p. 43), “O desenvolvimento motor é a contínua alteração no comportamento ao longo da vida, realizado pela interação entre as necessidades das tarefas, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente.” Dessa forma é feita a transformações das experiências vividas, ou seja, é a partir delas que surgem as mudanças de comportamento. Sabendo que o desenvolvimento motor se originou deste da era dos nossos antepassados, mas com o passar dos tempos foi se aperfeiçoando, procura hoje explicar o que acontece inteiramente com o indivíduo, na qual uma área de estudo preocupada com a investigação dos mecanismos e das variáveis responsáveis pela mudança no comportamento de um indivíduo. Passou do tempo e o desenvolvimento motor tornou-se um resultado de uma dependência recíproca entre a vida mental e o movimento. Não existe pensamento materializado sem o corpo, assim como não existe movimento sem domínio mental. O importante é destacar que o desenvolvimento motor deverá ser visto como um conhecimento que favorece suas relações com o corpo e pelo corpo, sua capacidade expressiva, sua sensibilidade estética e de sua criticidade. 13 O mais importante é considerar o processo de adquirir padrões de movimentos e não o produto do processo. Traz informações a respeito da adequação dos conteúdos de aula ao nível de desenvolvimento motor do aluno (Seefeldt, 1980, p. 77). Portanto, o desenvolvimento motor não é um processo isolado e tem procurado melhorar o que acontece com o indivíduo em relação aos movimentos que variam com freqüência o comportamento desde seu nascimento até sua morte, essas mudanças que ocorrem sempre variam de indivíduo para indivíduo e é considerado por uma maioria, um grande desfio a ser vencido, visto ser algo de maior dificuldade e por ser temidas por outros de uma forma geral que não compreender como uma prática diária. Mas preocupam-se com as dificuldades estabelecidas nas situações consideradas incomuns. É difícil motivar como fator e situações no mundo atual, algo como isso foi desenvolvido em virtude de problemas ou de uma realidade, percepções, necessidades e urgência que não são estranhas. O grande desafio é desenvolver uma metodologia dinâmica, apresentando esse problema e o interesse dos alunos. Isto significa dizer que o processo de aprendizagem, inclusive o desenvolvimento do aluno, deve ser medido por situações de problemas onde as experiências sejam encontradas no aluno. Por esse motivo; a prática pedagógica merece atenção especial quando o seu desenvolvimento de ensino-aprendizagem. Para isso é necessário uma reflexão da realidade atual. 1.1 Desenvolvimento da criança Ao considerarmos o homem como um ser integral, nenhuma área pode ser considerada como algo separado, todas são dependentes entre si, existe 14 uma contínua permuta entre a capacidade motora, a percepção, a mente, a fala e o raciocínio, o desenvolvimento não se faz de forma estanque, trata-se de um processo contínuo na vida do ser humano, pois é o resultado da maturação de certos tecidos nervosos. Segundo Célio José Borges, o estágio do desenvolvimento motor é que determina a escolha das tarefas motoras, e é importante considerar o desenvolvimento motor, como um processo contínuo do nascimento até a morte. Neste processo o desenvolvimento motor revela-se, primeiramente através das mudanças no comportamento motor e deve ser visto, através do desenvolvimento progressivo das capacidades motoras, onde o movimento é o meio de verificar e necessário conhecer as diferentes fases que colaboram para a organização progressiva das demais áreas, tal com a inteligência, onde o desenvolvimento motor deve ser visto de forma individualizada, lembrando sempre que cada indivíduo possui um ritmo próprio. Segundo Gallahue Ozmun (2005, p.96) “indivíduos de diferentes idades podem apresentar semelhanças nos padrões motores, por isso não é correto afirmar que o desenvolvimento motor depende da idade, mas está relacionado a ela, podendo ser utilizada como referência”. Num ambiente restrito ou em uma condição adversa para um crescimento sadio pode interferir no desenvolvimento motor das crianças, a linguagem na primeira infância se desenvolve e como conseqüência o desenvolvimento se acelera, neste período a maturação completa-se permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, a curiosidade torna-se aguçada. Assim sendo, o desenvolvimento humano implica nas transformações que ocorrem pela interação dos indivíduos entre si e entre outros indivíduos e 15 no meio em que vivem, com isso pode se notar que na área rural as crianças têm boas habilidades físicas, mas não pode ser dito que são completas, pois foram encontradas dificuldades motoras como coordenação nos braços, no espaço temporal e lateralidade. Quando mais dinâmicas forem as experiências da criança, a partir de sua liberdade de sentir e de agir, por meio de brincadeiras e jogos, maiores serão as possibilidades de enriquecimento psicomotor, o processo evolutivo do ser humano é importante em um adequado desenvolvimento motor, onde está ligado e interagido com o meio ambiente, referindo a objetos e pessoas. Segundo Gallahue (Rodrigues, 1993, p.49) define o “desenvolvimento motor como o conhecimento das capacidades físicas da criança e sua aplicação na performance de várias habilidades motoras, de acordo com a idade, sexo e classe social”. 1.2 Desenvolvimento Motor e a realidade da criança Ao se refletir sobre o mundo atual é possível observar a presença do desenvolvimento motor nas atividades humana das diversas culturas. As mais elementares ações cotidianas requerem esse desenvolvimento que se enfatiza cada vez mais, “o desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado pelo fato das mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida” (Tani, 1958, p.97). Existe uma mudança contínua entre a capacidade motora, a percepção, a mente, a fala e o raciocínio, além disso, o desenvolvimento não se faz presente da mesma forma, desde quando termina ou começa outro. As mudanças no mundo têm sido cada vez mais rápidas e profundas, exigindo capacidade de adaptações a novos processos de desenvolvimento, um olhar diferente, atividades diversificadas são formas de processos ordenados e seqüenciados alguns aspectos merecem ser comentados que a 16 seqüência é a mesma para todas as crianças, apenas a velocidade de progressão varia. A reflexão do desenvolvimento motor na realidade da criança hoje nos mostra um resultado complicado ao vermos o quanto estão decadentes em questão do ensino-aprendizagem, nas áreas motoras das crianças. Têm profissionais que são incapazes de perceberem ou até mesmo fecham os olhos para não ver certos problemas, esses problemas têm sido levados ao questionamento do dever do educador mediante a necessidade de se aprofundar seus conhecimentos inovadores para o desenvolvimento motor e precisa está ao alcance de todos de maneira fácil do trabalho docente. Na realidade uma das grandes dificuldades em nossos dias é a do professor elaborar atividades que dei prazer aos alunos e ao mesmo tempo melhorar seu desempenho motor, ou seja, aprendendo e se divertindo. Com essas dificuldades as aulas se tornam chatas e repetitivas levando o aluno a detestar. Por outro lado tem profissionais que conseguem diversificar suas aulas aproveitando o máximo essa diversão para melhorar o rendimento das crianças, nesta fase percebe-se que o brincar se torna papel importante nas aulas ministradas. Com isso o ensino prestará uma grande contribuição a medida que for melhorando, deverá explorar métodos que priorizem a novas criações de estratégias, justificativas, argumentações, que favoreçam a criatividade do trabalho, a iniciativa pessoal e a autonomia do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfatizar desafios. 17 CAPÍTULO II O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Brandão (2004, p.112). O lúdico em qualquer atividade nos dá prazer ao executá-lo, é através dele que a criança aprende a conviver, a ganhar e a perder, a esperar sua vez, lidar com as frustrações, conhecer e a explorar o mundo, também facilita a convivência entre crianças e professor. O lúdico é processado entorno do grupo como das necessidades individuais de recrear e educar, pois permite criar e satisfazer o ser humano. A criança vai estruturando e construindo seu mundo interior e exterior, onde as atividades lúdicas podem ser consideradas como meio pelo qual a criança efetua suas primeiras grandes realizações que através do prazer, ela expressa a si própria e suas emoções e fantasias (kyrillos, 2004, p.103). Portanto, lúdico como recurso pedagógico direcionado as áreas de desenvolvimento e aprendizagem pode ser muito significativo no sentido de encorajar as crianças a tomar consciência dos seus conhecimentos que vão desenvolver durante os jogos, quais podem ser usados para ajudá-los no desenvolvimento de uma compreensão. Deste modo, os educadores devem procurar alternativas para aumentar a motivação, desenvolver a autoconfiança, a organização, concentração, atenção, raciocínio e senso cooperativo, desenvolvendo a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas. De acordo com os Parâmetros curriculares nacionais (PCNs): Por meio dos jogos as crianças não apenas vivenciam situações que se repetem, mas aprendem a lidar com símbolos e apensar: os significados das coisas passam a ser imaginados por elas. Ao criarem 18 essas analogias, tornam-se produtos de linguagens criadoras de convenções (BRASIL, 1998, p.35) Os jogos e as novas tecnologias já foram incorporadas em várias escolas. Os PCNs propõem que o professor analise como esses instrumentos estão sendo usados. O ponto central é a mudança de atitude do professor se esse não muda, de nada adiantam os recursos mais sofisticados (COSTA, 2007, p.19) Neste contexto, podemos afirmar que há uma grande dificuldade por parte dos professores para desenvolverem uma analise da sua prática educacional, ficando apegados ao tradicionalismo. A criatividade é uma característica muito importante na atividade do professor. É preciso crescer por dentro para que os alunos percebam que se têm novidades. Não adianta enganar, fazer de conta que agora tudo será diferente. A criatividade deve vir de dentro, e para ser criativo é preciso, também uma grande dose de estudo e de cultura profissional (COSTA, 2007, p.23). No âmbito escolar o que se pode observar é que, conforme afirma Aranão (op.cit.), [...] inúmeros de educadores insistem em impor conceitos de fora para dentro para criança abstrair sem ter oportunidade de construir seus próprios conceitos, utilizando-se de ações. Interfere-se que tal situação decorre do fator de que não houve uma explicação prévia tanto por parte do educador como do educando de que sua relação está intrinsecamente relacionada com as experiências diárias. Há certas imposições, contudo considera os conhecimentos prévios que os alunos trazem para o interior escolar. Possibilitar a criança, por meio de atividades lúdicas, a compreensão desta relação que se pode considerar empírica, uma vez que a criança pratique, dando margem a construção dialética por se compreender que todas as habilidades serão desenvolvidas simultaneamente, inclusive de formação. 19 Alguns professores acreditam que incluir jogo nos planejamentos é perda de tempo. Para eles a escola é um lugar de trabalho, entendendo como trabalho o ato de preencher inúmeras folhas de exercícios sem considerar o interesse dos alunos por esse tipo de atividades. No entanto, está na hora de mudar e buscar alternativas que proporcione aos alunos um aprendizado de qualidade. (COSTA, 2007, p. 20) A aplicabilidade do lúdico nas atividades pedagógicas permuta as práticas tradicionais de ensino por se compreender que estas não estavam alcançando seus objetivos. Nos jogos, os alunos são desafiados constantemente por problemas que lhes são significativos. São estimulados a pensar rápido e traçar inúmeras estratégias para conseguir atingir seus objetivos. A troca de opiniões que o jogo favorece é de extrema importância para o desenvolvimento de um pensamento. (COSTA, 2007, p.20) Diante do exposto, é oportuno proporcionar que priorizem as experiências pessoais dos alunos de forma que esta metodologia favoreça o aprendizado e os jogos faz-de-conta, as brincadeiras montadas nos ambientes escolares, pois estas induzem os alunos a colocar em pratica suas experiências. Ajudando simultaneamente no processo de desenvolvimento motor. É justamente através destas vivencias e experiências que a capacidade vai sendo trabalhada e exercida pelos alunos. Tal afirmativa está embasada no que se refere às questões práticas de vida diária de cada aluno e a interação social é fundamental para troca de conhecimento. É relevante abordar o fator motivação como um percussor ao desenvolvimento das atividades aplicadas quando estas são apresentadas de forma envolvente, a criança demonstra maior interesse em participar, mesmo as tímidas começam a interagir. 20 2.1 Atividade dinâmica para o ensino do desenvolvimento motor: Ensinar é desenvolver no aluno um aprendizado estimulando seu pensamento independente, sua criatividade e capacidade. Nós como educadores devemos procurar alternativas para aumentar sua motivação para o aprendizado, desenvolvendo sua autoconfiança, organização, concentração, atenção, raciocínio e o senso cooperativo, desenvolvendo a socialização e aumentando as interações dos indivíduos com outras pessoas. Com isso posso dizer que os jogos na escola, é uma atividade lúdica tão séria quanto qualquer outro tipo de tarefas. A diferença é que para o aluno é sempre uma ação interessante e prazerosa. É jogando que as crianças descobrem o seu próprio eu. As crianças quando cantam e giram, elas organizam seus movimentos no espaço, trabalhando o desenvolvimento, sua coordenação e espaçotemporal presentes nas brincadeiras. Alguns exemplos: brincadeiras de rodas, brincadeiras em fileiras, brincadeiras de marchas, brincadeiras de palmas, brincadeiras de pegar, brincadeiras de esconder... Essas são algumas brincadeiras que se pode usar nas aulas de cultura corporal. O jogo vem contribuir de forma prazerosa o desenvolvimento global da criança, a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade, o jogo é uma atividade social, pois dependem de regras, convivências e regras imaginárias que são discutidas pelas crianças construindo-se uma afetividade de imagem e interpretação, e é através do jogo que a criança reconhece suas potencialidades e aprende a superar seus próprios limites, por isso que deve existir uma atividade de respeito, a capacidade criadora da criança, (Santos, 2005, p.89). 21 Os jogos e as brincadeiras que estão presente em todas as fases da criança, tornando especial a sua existência, pois o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, com isso a criança aprende quando brinca. No meio das brincadeiras ela se envolve, no jogo e sente necessidades de partilhar com o outro. (Kuratani, 2004, p.44). É necessário entender que a utilização do lúdico como recurso pedagógico pode aparecer como um caminho possível para ir ao encontro da formação integral das crianças e do atendimento de suas necessidades, nas atividades lúdicas as crianças expressão suas personalidades, o que contribui para essa evolução, e o papel do jogo vem desenvolver o cognitivo, pois é um elemento que estimulará o desenvolvimento no nível mais alto tendo como objetivo pedagógico no contexto escolar. Com isso as atividades lúdicas têm um papel fundamental na estruturação do psiquismo da criança, é no ato de brincar que a criança utiliza elementos da fantasia e a realidade, e começar a distinguir o real do imaginário. É através dele que a criança desenvolve não só a imaginação, mas também fundamenta afetos, elabora conflitos e ansiedade, explora habilidades, fecunda competências cognitivas e interativas, (Antunes, 2004, p.187). Isso é expressar idéia que sua vivência propicia a diversão, o prazer, quando escolhido voluntariamente pela criança, também seria uma função educativa, quando a prática de jogos leva o sujeito a desenvolver seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão de mundo, com isso esse equilíbrio tem como funções objetivo de jogo educativo, “as brincadeiras lúdicas desenvolvem a criatividade e a espontaneidade” (Oliveira, 2005, p.143). Nasser (2004, p.67) diz que através da atividade psicomotoras, jogos, atividades lúdicas e brincadeiras que as crianças irão explorar o mundo, 22 diferenciando aspectos espaciais, reelaborando o seu espaço psíquico, ligações afetivas e domínio de seu próprio corpo. Por isso a criança que não encontra oportunidade de brincar e relacionar-se criativamente com o ambiente através de desafios, apresenta dificuldades no seu desenvolvimento, pois é importante que todos os profissionais que trabalham na área da psicomotricidade criam e desenvolvem o máximo de atividade lúdica desafiadoras, com abordagem e solução de problemas, para facilitar o desenvolvimento psicomotor da criança. (Bertoldi, 2004, p.59). Serão apresentadas algumas atividades através de jogos que ajudaram na compreensão do desenvolvimento motor de forma dinâmica e prazerosa. 1. Boliche: Objetivos: Coordenação motora fina, coordenação viso motora, percepção tátil e visual. Material: garrafas de plástico, sucatas, latinhas, bolas de borracha, tênis ou meia. Desenvolvimento: Crianças com auxilio do professor, fazem montes de latinhas colocando-as umas sobre as outras, arremessando a bola a uma determinada distância, as crianças tentam derrubar as latas. Kos, Talpy, Volráb de Carlos Alberto Pavanelle (Ginástica: 12000 exercícios) 2. Jogos motores: Corrida do saco, brincadeiras de pular corda, brincar de morto-vivo. Objetivos: Velocidade, agilidade, espaço temporal, coordenação motora. Moreno, Guilherme (Recreação: 1000exercícios co acessórios). 3. Jogos sensoriais: Quem sou? 23 Objetivos: coordenação viso motora, percepção tátil. Desenvolvimento: Formação em círculo, sentados ou em pé. Uma criança fica no centro e observam bem os seus colegas, o professor coloca uma venda em seus olhos enquanto as crianças do círculo trocam de lugar, chame uma criança ao centro e a que está de olhos vendados, por meio de tato, vai procurar descobrir quem é o colega. Moreno, Guilherme (Recreação: 1000exercícios co acessórios). 4. Jogos Psíquicos: Brincadeiras de cores Objetivos: coordenação viso motora. Desenvolvimento: Formação em roda e sentados. No centro da roda, o professor irá colocar seis cartões de cores diferentes e chamará um aluno para vir ao centro para que observe bem as cores dos cartões em seguida, deverá colocar uma venda nos olhos do aluno, enquanto os colegas retiram um dos cartões e o esconde, ao sinal retirará venda dos olhos e o professor perguntará qual o cartão que foi retirado. Brandão, Heliana (O livro dos jogos e brincadeiras: para todas as idades) 5. Perna de lata Objetivos: Equilíbrio e orientação espacial Material: Barbante, latas Desenvolvimento: Formação duas fileiras com 10 alunos cada lado, ao sinal do professor os dois primeiros alunos das duas fileiras pegam as perna de lata e saem caminhando-a sobre ela até a distância demarcada, voltando em seguida até a sua fileira para passar as pernas de lata para o segundo que fará o mesmo processo, e assim sucessivamente até que todos façam. Valadares e Araújo (Educação física no cotidiano escolar: Jogos e brincadeiras com sucatas). 6. Estátuas 24 Objetivos: espaço temporal, ritmo, equilíbrio. Material: CD, aparelho de som. Desenvolvimento: Em um espaço delimitado um grupo de alunos seguirão o ritmo de uma música, dançando, andando, ou seja, se movimentando, ao sinal do professor a música parará, assim como todos ficando em forma de estátua sem fazer nenhum movimento, aquele que fizer algum se retirará do espaço ficando de fora da brincadeira, e assim sucessivamente até que sobrará somente um aluno no espaço. Brandão, Heliana (O livro dos jogos e brincadeiras: para todas as idades) 7. Futebol em dupla Objetivo: lateralidade, espaço temporal, coordenação motora grossa, velocidade, agilidade Material: cones, bola de futebol Desenvolvimento: Divide a turma em dois grupos em duplas, são colocados em lados opostos, um em cada lado do campo, joga-se normal o futebol, com algumas regras como não poderá soltar as mãos em nem um momento de sua dupla, pois será falta, e o goleiro será um cone, só será gol se derrubar-lo. Assim será uma partida de 10minutos ou de dois gols, caso não houver vencedor vai aos pênaltis, sendo o goleiro o cone. Saura Aranha, Jeroni Saura (1088 Exercício em circuito) 8. Pega dado Objetivo: Percepção visual, agilidade Material: Um dado Grande Desenvolvimento: O aluno do centro lançará o dado ao alto, no centro do círculo, e chamará o nome de um colega. Se o dado der o resultado “seis”, o colega chamado será o pegador, se der qualquer outro número, os alunos deverão ficar imóveis. Aqueles que se mexerem 25 quando o dado der outro número que não for o seis, deverão ficar em uma roda parados, sem poder fugir. Para iniciar outra jogada, quem foi o pegador deverá lançar o dado. Programa de Capacitação para o professor (Educação Física: ensino Fundamental 3° e 5° ano) 9. Derruba a torre Objetivo: Percepção viso manual, coordenação motora, agilidade. Material: Uma garrafa plástica, giz para marcar o círculo. Desenvolvimento: Alunos disposto em um círculo, atrás de uma linha demarcada, um aluno estará dentro do círculo, protegendo que a garrafa não caia. Os alunos que estiverem no círculo arremessarão a bola, tentando derrubá-la, e o aluno central o protegerá, na o é necessário que o arremesso seja feito por ordem. O aluno cuja bola naturalmente rolar terá oportunidade de jogá-la. O aluno que derrubar a garrafa ocupará o lugar do aluno no centro. Programa de Capacitação para o professor (Educação Física: ensino Fundamental 3° e 5° ano) 10. João Palmada Objetivo: velocidade reação, agilidade, velocidade Material: Nenhum Desenvolvimento: Alunos em pé com as mãos para trás, dispostos em um círculo. Haverá um aluno fora do círculo. O aluno que estiver fora do círculo e escolherá um aluno a quem lhe dará uma tapinha nas mãos. Este aluno sairá rapidamente em perseguição aquele que lhe deu uma tapinha nas mãos. O fugitivo refugiar-se-á no lugar ocupado pelo aluno que saiu em sua perseguição. O jogo prosseguirá, sendo que o aluno que ficou fora do círculo reiniciará a jogada, escolhendo um aluno para dar uma tapinha. Programa de Capacitação para o professor (Educação Física: ensino Fundamental 3° e 5° ano). 26 CAPITULO III APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Ao escolher o tema desta pesquisa foi realizada uma análise diante dos problemas existentes nas escolas rurais, como reflexos a Escola Municipal Neuza dos Santos objeto de estudo, não para criticar o trabalho desenvolvido pelos professores destas escolas, mas para entender o porquê da Educação do município não dar a devida importância para o tema desenvolvimento motor, onde se nota que é uma falha no desenvolvimento das crianças. Primeiramente foi observado durante o período da pesquisa como é trabalhado nas crianças essas dificuldades, o que se constatou é que fica a critério do educador trabalhar em sua prática diária pedagógica, por falta de sensibilização e por acreditarem que o conteúdo não é de tal importância. Na situação das atividades desenvolvida em uma recreação de jogos e brincadeiras de estafetas, foi observado que as crianças não são trabalhadas essas dificuldades, nem em seu dia a dia de aulas. No primeiro questionamento fala das aulas de Educação Física se eram ministradas com freqüência nas suas séries iniciais. O resultado foi o seguinte: • 15 professores responderam sim, pois são de suma importância as aulas de Educação Física nas séries iniciais • 05 responderam que não, nem sempre havia aulas freqüentes, com isso prejudicavam o desenvolvimento das crianças. • 05 responderam que sim, mas era o professor da sala de aula que ministravam as aulas de Educação Física. Em todas as respostas analisadas é explicito que todos têm conhecimento do que se trata, precisando somente levar para o cotidiano escolar com ações concretas para modificar a realidade educacional, com 27 atitudes que pareçam minúsculas frente à realidade existente, mas que não deixa de ser o primeiro passo dado para uma reforma. No segundo questionamento refere-se, se os professores adotam na metodologia a prática de jogos lúdicos nas séries iniciais, como cantigas de rodas, morto-vivo, jogos de estafetas, entre outras. Os entrevistados responderam que nem todos aplicam essa metodologia ou não conhecem, somente agora observaram que poderá ser expandido para a melhoria desse desenvolvimento motor, porém entrelaçado com as outras brincadeiras, pois até então era trabalhado de forma superficial. Continuando, sobre o questionamento das aulas de Educação Física, como os jogos, ajudam nas dificuldades dos movimentos coordenativos dos alunos. Todos responderam que sim, que na linha do pensamento precisam dar atenção a esse tipo de trabalho e se os seus alunos recebam algum tipo de benefício, eles têm que dá de conta e repassar todos os conteúdos propostos do calendário escolar, mas priorizam extremamente os conteúdos da proposta pedagógica e como não existem sugestões de conteúdos das principais áreas, fazem o que acreditam ser o certo. Em outro questionamento sobre as aulas de Educação Física como as brincadeiras, perguntou se é divulgado de forma ampla o objetivo voltado para a lateralidade. • 20 questionários recebidos, responderam que é necessário sim, pois todos devem ter conhecimento desse objetivo e essas brincadeiras devem ser de fato importantes. • 05 responderam que desconhecem essas brincadeiras e em suas aulas não são aplicadas, mas querem que a entidade determine com mais rigor das escolas. 28 Em seguida foi questionado se as aulas de Educação Físicas são distribuídas de forma correta em séries. No entanto, questionou-se a realização constante dessas aulas e a distribuições de alunos de forma errada, mas não estão livres disso, pois há alunos com idade avançada em séries que não seria a sua. • 20 professores responderam que não tem como evitar a retirada desses alunos das aulas, com isso as crianças pequenas são postas juntas como outras maiores e a escola não tem como evitar isso tornando impossível essa prática de forma correta. • 05 responderam que é possível se for planejada com antecedência e se todos se envolverem como objetivo comum da escola. Neste questionamento interroga, se o professor de Educação Física tem um bom relacionamento com seus alunos nas aulas ministradas. Todos responderam que sim, os alunos gostam muito das aulas de Educação Física e são esses professores que estão sempre mais próximo do aluno, tornando-os mais apegados. Seguidamente foi questionado se os professores gostam das aulas de Educação Física ministradas dessa forma, voltada mais para o lúdico. • 10 professores responderam que nem todas às vezes, pois acreditam que deixando os alunos mais soltos, brincando de qualquer maneira, poderá conhecer melhor suas dificuldades e só assim poderá haver uma solução mais adequada. • 10 responderam que sim, pois é brincando que se aprende e é mais feliz. • 05 responderam que não, que aula tem que seguir o que o conteúdo manda, brincar fica para mais tarde, do lado de fora da escola, só assim que o aluno vai obedecer o professor. 29 Em outro questionamento, indagou se os professores acreditam que com as aulas de Educação Física seus alunos adquiriram uma boa habilidade motora e um bom domínio nas práticas. • Todos responderam que sim, pois está relacionada com a Educação Física no limite do ensino secundário englobando meninos e meninas, e permitirá que todos consigam ter um desempenho motor harmonioso, potencializando suas qualidades físicas, seu comportamento motor, resultando em um amadurecimento adequado. E por fim questionou-se, sobre a Educação Física escolar se é necessária no currículo escolar. • Todos responderam que sim, e deve ser ministradas pelo profissional da área que se preparou e se dedicou a essa atividade sem improvisações e com fundamentação teórica e técnica. No entanto, nota-se que a Educação Física influencia positivamente a base motriz das crianças, hábitos corretos para a prática física e valores sociais que permitam sua integração na sociedade, o aprimoramento de sua qualidade de vida e em conseqüência sua saúde. A análise dos questionários registrou que se deve fazer uma reformulação nos profissionais da área a nível que todos possam ministrar aulas e entrar em consenso para falar a mesma linguagem. A educação pode ser aplicada com os planejamentos semanais, com o tema a ser trabalhado nas áreas do conhecimento, realizando um trabalho de sensibilização com os professores, pois todos têm conhecimento da problemática, mas o que se pode observar é que nem todos se sentem responsáveis pelo problema. 30 O questionário também mostrou que devido à escola segue a proposta em nível, ainda não elaborou seu plano de ação e metas a serem trabalhadas de acordo com a realidade pertinente e que quando existe alguém interessado em disseminar essa política as atitudes começam a dar frutos positivos. Verificou-se também no final da pesquisa, que muitas ações isoladas já estão sendo feita, a semente foi plantada e segundo os profissionais da área até no final da coleta de dados, muita coisa já mudou e agora é só cuidar para que possa prosperar e se multiplicar em outras realidades educacionais. Daí a importância da participação ativa dos responsáveis que de certo modo podem interferir no processo de aprendizagem de seres tão pequenos e imaturos, sujeitos a mostrarem reflexos positivos ou negativos onde estão inseridos. 31 CONCLUÇÕES E RECOMENDAÇÕES O escopo deste trabalho foi realizar uma reflexão em torno da prática do desenvolvimento motor da criança, fomentando a novos paradigmas para a educação que mesmo num mundo globalizado em constante crescimento, ainda existem pessoas que dizem: “os problemas em questão é para ser resolvidos por aqueles que não têm o que fazer”. Dentro dessa mudança de pensamento, a escola contemporânea deve assumir o sistema de valores básicos para a vida e para a convivência. Isto é, a incorporação implícita dos valores éticos que favoreçam e tornem possível uma vida mais humana em sociedade: valores capazes de dotar de sentido a existência e o projeto de vida pessoal dos alunos, valores que abram possibilidades para construir, em seu presente e futuro, uma convivência mais feliz, harmônica e radicalmente esperançosa. A potencialidade da crise suscita uma nova reflexão sobre a natureza do ser, do saber e do conhecer, esse novo processo tende ao diálogo e a convicção de que necessitamos trilhar caminhos que respeitem os saberes, as culturas, que passe por mudanças interiores. Com isso se abordou e aplicou uma elaboração nesta monografia, onde os objetivos nela propostos foram respondidos á medida que a literatura (referencial teórico) possibilitava um discurso da abordagem, pois a partir desse conhecimento a prática de observação foi enriquecida e fundamentada teoricamente. Buscou-se ainda, aprimorar o conhecimento no que se refere ao uso de jogos no cotidiano escolar, bem como relevância para o ensino e aprendizagem. Pode-se observa é que o ensino tradicional “bloqueia” o fazer pedagógico, haja vista tamanha resistência em por em prática o que dispõem os Parâmetros Curriculares Nacionais e, embora haja conhecimento de mudança amparado por lei, à prática não condiz com a teoria, o que dificulta avançar na educação. 32 Diante de tudo isso, o que se pode concluir a partir do que se foi observado, é que o jogo embora traga resultados satisfatórios para o ensino, segundo proposto nesta monografia, ainda precisa ser desenvolvido com mais freqüência em aula. Pois os jogos proporcionam conhecimento e experiências diárias dos alunos e ajudam a respeitar as diversidades culturais existentes nos ambientes de ensino. Este trabalho de pesquisa que foi desenvolvido por mim com embasamento teórico vem nos proporcionar grandes avanços em nosso dever educacional, nos possibilitando momentos de reflexão e transformação de nossas ações pedagógicas. Mediante procedimentos da tais informações escola sugerimos coletadas, ao analisarmos que um acompanhamento haja os pedagógico mais freqüente, seja trabalhado mais atividades através de jogos, desenvolvimento de projetos. Portando, o grande desafio da escola hoje é definir e concretizar metas do processo de transformação educacional. E isso envolve participação dos professores na tomada de decisões, que garantam a formação de cidadãos críticos e participativos da sociedade em que estão inseridos. Diante deste trabalho, podemos analisar a importância de desempenhar um trabalho mais compromissado com crianças, mesmo sendo um desafio para os profissionais devido à falta de espaço adequados, materiais didáticos, etc. Principalmente nas escolas da Zona Rural do município. Mas abraçados a Tendência Crítica e participativa, onde se espera da escola um lugar de trabalho reflexivo, cooperativo, valorizando o professor e as crianças, preocupando se com a construção da cidadania, procurando desenvolver o senso crítico nas crianças de maneira que os mesmo sejam preparados para a vida, formados para serem agentes transformadores da sociedade. E através desta expectativa que sonhamos com a melhoria da educação em nosso município, e porque não dizer em nosso país. 33 REFERÊNCIA ARANÃO. Ivana Valéria Denófrio.A Matemática através de brincadeiras e jogos, 4ᵃ ed.Campinas SP, Papirus. 1996. BORGES, Célio José. Educação Física para Pré-escolar/ Rio de Janeiro: Sprint, 2009. BRANDÃO, Heliana. O livro dos jogos e brincadeiras: para todas as idades BRASIL. MEC. Parâmentros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília, Df, 1997. COSTA, Ieda Maria Araújo Câmara (at al). Metodologia e prática de ensinoManaus: UEA Edições, 2007. COSTE, Jean-Claude. A psicomotricidade. 4ª Ed, rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998 CUNHA, Maria Isabel. O bom professor e prática. 12ᵃ ed. Campinas, SP: Papirus, 2001. FERREIRA. A. B. de H. Miniaurélio Século XXI Escolar: o minidicionário da Língua Portuguesa. 4ᵃ ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. Gallahue, Rodrigues, 1993. Desenvolvimento Infantil – Psicomotricidade. Disponível em: http://tatipilates.wordpress.com/2008/03/05/desenvolvimentoinfantil-psicomotricidade/ KISHIMOTO, Tizuko Morchila. Jogos, brinquedos, brincadeira e a educação. (Org);-6ᵃ edição- São Paulo: Cortez, 2002. KOS, Talpy, Volráb de Carlos Alberto Pavanelle. Ginástica: 12000 exercícios. LE BOULCH. Rumo a uma Ciência do Movimento Humano. Porto Alegre: Artes médicas. 1987 34 MANCINI, M.C.; Megale, L.; Brandão, M.B.; MELO, A.P.P.; SAMPAIO, R.F. Efeito risco social na relação entre risco biológico e desempenho funcional infantil. Rev Bras Saúde Matern Infant 2004;4(1):25-34. MORENO, Guilherme. Recreação: 1000exercícios co acessórios OLIVEIRA, Meire Terezinha Silva Botelhode (ET AL). Teoria e Prática da Educação Infantil- Manaus: UEA Edição, 2007. Programa de Capacitação para o professor. Educação Física: ensino Fundamental 3° e 5° ano) SAURA Aranha, Jeroni Saura.1088 Exercício em circuito. Rio de Janeiro. Sprint,. 2002. TANI, Go et al. Educação Física Escolar: Fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo: EPU, 1988. VALADARES e Araújo. Educação física no cotidiano escolar: Jogos e brincadeiras com sucatas WADSWORTH, J. B. Piaget para o professor de pré- escola e 1ᵒ grau: Pioneira,1984. WASSERMANN, Selma. Brincadeiras sérias na escola-primária. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. 35 ANEXO QUESTONÁRIO (Direcionadas aos professores) 1- As aulas de Educação Física eram ministradas com freqüência nas suas séries iniciais? Sim ( ) Não( ) 2- Vocês adotam na metodologia a prática de jogos lúdicos nas séries iniciais (cantigas de rodas, morto vivo, jogos de estafetas, etc.)? Sim ( ) Não( ) 3- As aulas da Educação Física (jogos) ajudam vocês nas dificuldades dos movimentos coordenativos? Sim ( ) Não ( ) 4- Nas aulas de Educação Física (brincadeiras), é divulgada de forma ampla o objetivo voltado para a lateralidade? Sim ( ) Não ( ) 5- Nas aulas de Educação Físicas são distribuídas de forma correta em séries? Sim ( ) Não( ) 6- Vocês têm um bom relacionamento com os alunos de Educação Física? Sim ( ) Não ( ) 7- Vocês gostam das aulas de Educação Física ministradas dessa forma (voltada mais para o lúdico)? Sim ( ) Não( ) 8- Vocês acreditam que com as aulas de Educação Física seus alunos adquiriram uma boa habilidade motora e um bom domínio nas práticas? Sim ( ) Não ( ) 9- Vocês acreditam que a Educação Física escolar é necessária no currículo escolar? Sim ( ) Não( ) 36 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR 11 1.1 - O Desenvolvimento da criança 13 1.2 - Desenvolvimento motor e a realidade da criança 15 CAPÍTULO II O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR 17 2.1 - Atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento motor 20 CAPÍTULO III APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 26 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES 31 REFERÊNCIAS 33 ANEXOS 35 ÍNDICE 36 37 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES Título da Monografia: JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA MELHORAR O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º ANO NA ÁREA RURAL. Autor: ELIZANDRA MARIA MELO DA SILVA Data da entrega: Avaliado por: Conceito: