UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA MELHORAR
O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º
ANO NA ÁREA RURAL.
Por: Elizandra Maria Melo da Silva
Orientadora
Prof. Maria Esther Araújo
Manaus
2011
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA MELHORAR
O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º
ANO NA ÁREA RURAL.
Apresentação de monografia à Universidade Candido
Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de
especialista em Psicomotricidade.
Por: Elizandra Maria M. da S.
Manaus
2011
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AGRADECIMENTOS
Foram muitas as pessoas que me ajudaram direta ou indiretamente para que este
trabalho pudesse ser realizado.
Agradeço as minhas irmãs, Elizangela Melo da Silva e Elizete Melo da Silva, pelo
apoio, as minhas colegas de trabalho Fabiana Monteiro e Benta Souza pela ajuda
para confecção deste trabalho. Não poderia esquecer de agradecer a minha gestora
da Escola Municipal Neusa dos Santos onde foi feito quase todo trabalho.
“Obrigado Senhor, porque em meias tantas dificuldades, a tua mão está a me
conduzir”
4
DEDICATÓRIA
Dedico,
este trabalho a minha família, amigos e
companheiros que em todos os momentos estiveram
ao meu lado. Agradeço a ti meu Deus, por dar-me
forças para chegar até o final, por está ao meu lado
nos momentos mais difíceis desta jornada.
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Portas
Se você encontrar uma porta à sua frente,
Poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou,
Não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter que vencer,
A dúvida, o titubeio ou medo.
Se você venceu, você deu um grande passo:
Nesta sala vive-se.Mas também tem um preço:
São inúmeras as outras portas que você descobre.
O grande segredo é saber quanto e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando,
Com eles se aprende.
Não existe a segurança dos acertos eterno.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive,
Descobrem-se tantas outras portas.
A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente,
Oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa,
Se você não ultrapassar a porta,
Terá sempre essa mesma porta pela frente.
E a repetição perante a criação.
É a monotonia monocromática enfrente ao arco-íris.
É a estagnação da vida
Para a vida, as portas não são obstáculos,
Mas diferentes passagens...
(Autor desconhecido)
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RESUMO
O desenvolvimento motor não é um processo isolado e tem procurado
melhorar o que acontece com o indivíduo em relação aos movimentos que
variam com freqüência o comportamento desde seu nascimento até sua morte,
essas mudanças que ocorrem sempre variam de indivíduo para indivíduo e é
considerado por uma maioria, um grande desafio a ser vencido, visto ser algo
de maior dificuldade e por ser temidas por outros de uma forma geral, que não
compreende como uma prática diária. Mas preocupam-se com as dificuldades
estabelecidas nas situações consideradas incomuns. O desenvolvimento motor
na realidade da criança hoje, nos mostra um resultado complicado ao vermos o
quanto estão decadentes em questão do ensino-aprendizagem, nas áreas
motoras das crianças. Existem profissionais que são incapazes de perceberem
ou até mesmo fechaPm os olhos para não ver certos problemas, esses
problemas têm sido levados ao questionamento do dever do educador
mediante a necessidade de se aprofundar seus conhecimentos inovadores
para o desenvolvimento motor e precisa está ao alcance de todos de maneira
fácil do trabalho docente. O lúdico como recurso pedagógico direcionado as
áreas de desenvolvimento e aprendizagem pode ser muito significativo no
sentido de encorajar as crianças a tomar consciência dos seus conhecimentos
que vão desenvolver durante os jogos. Deste modo, os educadores devem
procurar alternativas para aumentar a motivação, desenvolver a autoconfiança,
a organização, concentração, atenção, raciocínio e senso cooperativo,
desenvolvendo a socialização e aumentando as interações do indivíduo com
outras pessoas, assim sendo ensinar através de jogos é desenvolver no aluno
um aprendizado estimulando seu pensamento independente, sua criatividade e
capacidade.
Palavra-chave:
EDUCANDOS.
DESENVOLVIMENTO
MOTOR,
JOGOS
LÚDICO,
7
METODOLOGIA
O referido texto monográfico fora desenvolvido a partir de fundamentação
bibliográfica qualitativa, sob a ótica fenomenológica, onde buscou investigar o
respeito do cotidiano dos alunos do 2º ao 5º ano da escola de estudo “Neuza
dos Santos” localizada na área rural de Manaus, observando as lacunas e
limitações possíveis acerca do fenômeno. Utilizou-se do método de
procedimento observacional e questionários, também serão feitos rigorosos
levantamentos bibliográficos, acesso a internet a fim de alcançar os objetivos
proposto pela pesquisa. Onde pretende desvelar as dificuldades de mudanças
na prática pedagógica tornando-se simultaneamente, uma premissa ao bom
desempenho do educando. E na oportunidade de que este trabalho venha
proporcionar
novas
investigações,
e
ajude
outros
desenvolverem uma educação mais compromissada e autêntica.
pesquisadores
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1 - A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO
MOTOR ................................................................................................................. 11
1.1 - O Desenvolvimento da criança ..................................................................... 13
1.2 - Desenvolvimento motor e a realidade da criança ......................................... 15
CAPITULO 2 - O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR ........................... 17
2.1 - Atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento motor ................... 20
CAPÍTULO 3 - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ............. 26
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .................................................................. 31
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 33
ANEXOS ............................................................................................................... 35
ÍNDICE .................................................................................................................. 36
FOLHA DE AVALIAÇÃO ....................................................................................... 37
9
INTRODUÇÃO
O presente trabalho mostra de forma simples e agradável, o
desenvolvimento do desempenho motor na prática de jogos, fundamentado em
alguns teóricos que abordam temática de maneira que garanta a prática e o
desenvolvimento dos alunos de forma significativa, através de experiências do
mundo sensível, voltado para a prática da vida social e cultural. Você
descobrirá que realmente o conhecimento do desempenho motor, em
apresentações jogos lúdicos voltados para brincadeiras e estafetas, como
formas e medidas que utilizarmos para desenvolver o desempenho motor pode
ser bastante interessante e motivador. Ao abordarmos esse assunto, os
educadores podem identificar e comparar informações acerca de conceitos e
procedimentos utilizados atualmente reconhecendo as semelhanças entre
vários momentos da evolução em nosso cotidiano. Desta forma ampliam os
conhecimentos e algumas idéias ajudarão melhorar o desempenho motor.
A presente Monografia tem por objetivo dissertar, sobre Jogos: Uma
proposta diferenciada para melhorar o desempenho motor em crianças do 2º
ao 5º ano na área rural, e conseqüentemente levando questões inerentes ao
uso de jogos na formação dos docentes deste seguimento de ensino em
contrastes a práticas tradicionais que travam o aluno.
Foi necessário percorrer alguns conceitos sobre o desempenho
motor ao longo de sua formação, dando um diretório principal a partir do
surgimento dos primeiros registros da utilização. Para que isso fosse possível
desenvolver esta temática tornou-se imprescindível recorrer à literatura
cientifica de forma a construir atividades através de um conhecimento mais
aprofundado, e que vem apresentando alguns tópicos que ajudarão na
compreensão do desenvolvimento da aprendizagem do desempenho motor. A
apresentação contextualizada é uma ferramenta para que o professor de
Educação Física venha utilizar como um avanço para as resoluções de
problemas que o processo de desenvolvimento vem sofrendo no decorrer da
10
história, por isso se fez necessário concretizar o estudo sobre tais aspectos: a
reflexão sobre o início do desempenho motor (onde vem abordar os primeiros
registros da deficiência do desempenho motor); O desenvolvimento da criança(
Neste item vem apresentar as fases da evolução no desempenho da criança);
Desempenho motor e a realidade da criança( nesta abordagem faz-se uma
compreensão entre o desempenho motor e a realidade em que vive a criança);
O lúdico no desempenho motor( esta abordagem mostra a importância de se
trabalhar o lúdico nos exercícios e quando o resultado é alcançado através
desta metodologia); atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento
motor( aqui é ressaltado algumas atividades que poderão auxiliar e facilitar o
desenvolvimento motor de forma dinâmica e atrativa para o educando).
A pesquisa é considerada relevante por se tratar de uma contestação
as práticas tradicionais de ensino que não levam em consideração o início de
vida do educando, que por sua vez, acaba encontrando dificuldades. Deve
compreender o quanto é difícil tornar o processo de ensino em um momento de
descontração e diversão, afim de proporcionar o melhor desenvolvimento do
educando, principalmente em se tratar da rede pública de ensino.
Tendo como objetivo geral investigar os fatores que contribuem para o
fracasso do desenvolvimento motor, partindo do problema que se questiona.
Como amenizar as dificuldades do desenvolvimento motor em crianças na área
rural? Será que a metodologia aplicada pelos professores que não está dando
certo? Partindo do pressuposto verificamos as dificuldades que as crianças
encontram, e na qual metodologia está sendo aplicada pelos professores.
11
CAPÍTULO I
A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO
DESENVOLVIMENTO E SEU PROCESSO:
Esse início nos permite compreender a origem das idéias que deram
forma à nossa cultura e observar também os aspectos humanos do seu
desenvolvimento, o início é um instrumento valioso para o ensino e o
aprendizado da nossa própria experiência, onde podemos entender por que
cada conceito foi introduzido e porque no fundo sempre era natural essa
mudança.
Le Boulch (1982 apud Negrine, 1982, p.109) explica que a Educação
Psicomotora é formadora de uma base indispensável a toda criança, pois tem
como objetivo assegurar o desenvolvimento funcional, levando em conta as
possibilidades da criança, permitindo, também, pelas relações interpessoais, a
expansão e o equilíbrio de sua afetividade.
Deste a época mais remota, o homem precisava se mover, essa
necessidade de sobrevivência levou a fazer comparação entre certos
movimentos, então vários são os tipos. As antigas civilizações possuem formas
diversificadas de movimentos, onde a Educação Psicomotora deve-se começar
o mais cedo possível, pois quando mais nova for à criança, mais fácil será o
trabalho psicomotor, o desenvolvimento do corpo infantil e seus movimentos
que inicialmente não apresentam significados ainda escritos são explicados em
expressão de desejos posteriormente em linguagem falada.
O relato nos mostra que devido o desenvolvimento psicomotor de uma
criança pode ocorrer em sua plenitude por meio das experiências vividas por
uma infância rica em oportunidades estimuladas naturalmente.
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Coste (1998, p.187) destaca que não é só por intermédio das
disciplinas escolares que a criança desenvolve o seu aspecto psicomotor.
Quando brinca, ela também está se desenvolvendo e manifesta as suas
necessidades pelas brincadeiras. Ela constrói sua aprendizagem, utilizando-se
de sua imaginação por meio de seu mundo ali criado.
Segundo Tani (1988, p.65), O desenvolvimento motor é um processo
contínuo e demorado e, pelo fato de suas mudanças mais acentuadas
ocorrerem nos primeiros anos de vida, existe a tendência de se considerar o
estudo do desenvolvimento motor como sendo apenas o estudo da criança.
Conforme Alexandre Andrade (2004, p. 43), “O desenvolvimento motor
é a contínua alteração no comportamento ao longo da vida, realizado pela
interação entre as necessidades das tarefas, a biologia do indivíduo e as
condições do ambiente.” Dessa forma é feita a transformações das
experiências vividas, ou seja, é a partir delas que surgem as mudanças de
comportamento.
Sabendo que o desenvolvimento motor se originou deste da era dos
nossos antepassados, mas com o passar dos tempos foi se aperfeiçoando,
procura hoje explicar o que acontece inteiramente com o indivíduo, na qual
uma área de estudo preocupada com a investigação dos mecanismos e das
variáveis responsáveis pela mudança no comportamento de um indivíduo.
Passou do tempo e o desenvolvimento motor tornou-se um resultado
de uma dependência recíproca entre a vida mental e o movimento. Não existe
pensamento materializado sem o corpo, assim como não existe movimento
sem domínio mental. O importante é destacar que o desenvolvimento motor
deverá ser visto como um conhecimento que favorece suas relações com o
corpo e pelo corpo, sua capacidade expressiva, sua sensibilidade estética e de
sua criticidade.
13
O mais importante é considerar o processo de adquirir padrões de
movimentos e não o produto do processo. Traz informações a respeito da
adequação dos conteúdos de aula ao nível de desenvolvimento motor do aluno
(Seefeldt, 1980, p. 77).
Portanto, o desenvolvimento motor não é um processo isolado e tem
procurado melhorar o que acontece com o indivíduo em relação aos
movimentos que variam com freqüência o comportamento desde seu
nascimento até sua morte, essas mudanças que ocorrem sempre variam de
indivíduo para indivíduo e é considerado por uma maioria, um grande desfio a
ser vencido, visto ser algo de maior dificuldade e por ser temidas por outros de
uma forma geral que não compreender como uma prática diária. Mas
preocupam-se com as dificuldades estabelecidas nas situações consideradas
incomuns.
É difícil motivar como fator e situações no mundo atual, algo como isso
foi desenvolvido em virtude de problemas ou de uma realidade, percepções,
necessidades e urgência que não são estranhas.
O
grande
desafio
é
desenvolver
uma
metodologia
dinâmica,
apresentando esse problema e o interesse dos alunos. Isto significa dizer que o
processo de aprendizagem, inclusive o desenvolvimento do aluno, deve ser
medido por situações de problemas onde as experiências sejam encontradas
no aluno. Por esse motivo; a prática pedagógica merece atenção especial
quando o seu desenvolvimento de ensino-aprendizagem. Para isso é
necessário uma reflexão da realidade atual.
1.1 Desenvolvimento da criança
Ao considerarmos o homem como um ser integral, nenhuma área pode
ser considerada como algo separado, todas são dependentes entre si, existe
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uma contínua permuta entre a capacidade motora, a percepção, a mente, a fala
e o raciocínio, o desenvolvimento não se faz de forma estanque, trata-se de um
processo contínuo na vida do ser humano, pois é o resultado da maturação de
certos tecidos nervosos.
Segundo Célio José Borges, o estágio do desenvolvimento motor é que
determina a escolha das tarefas motoras, e é importante considerar o
desenvolvimento motor, como um processo contínuo do nascimento até a
morte.
Neste processo o desenvolvimento motor revela-se, primeiramente
através das mudanças no comportamento motor e deve ser visto, através do
desenvolvimento progressivo das capacidades motoras, onde o movimento é o
meio de verificar e necessário conhecer as diferentes fases que colaboram
para a organização progressiva das demais áreas, tal com a inteligência, onde
o desenvolvimento motor deve ser visto de forma individualizada, lembrando
sempre que cada indivíduo possui um ritmo próprio.
Segundo Gallahue Ozmun (2005, p.96) “indivíduos de diferentes idades
podem apresentar semelhanças nos padrões motores, por isso não é correto
afirmar que o desenvolvimento motor depende da idade, mas está relacionado
a ela, podendo ser utilizada como referência”.
Num ambiente restrito ou em uma condição adversa para um
crescimento sadio pode interferir no desenvolvimento motor das crianças, a
linguagem na primeira infância se desenvolve e como conseqüência o
desenvolvimento se acelera, neste período a maturação completa-se
permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, a curiosidade torna-se
aguçada.
Assim sendo, o desenvolvimento humano implica nas transformações
que ocorrem pela interação dos indivíduos entre si e entre outros indivíduos e
15
no meio em que vivem, com isso pode se notar que na área rural as crianças
têm boas habilidades físicas, mas não pode ser dito que são completas, pois
foram encontradas dificuldades motoras como coordenação nos braços, no
espaço temporal e lateralidade.
Quando mais dinâmicas forem as experiências da criança, a partir de
sua liberdade de sentir e de agir, por meio de brincadeiras e jogos, maiores
serão as possibilidades de enriquecimento psicomotor, o processo evolutivo do
ser humano é importante em um adequado desenvolvimento motor, onde está
ligado e interagido com o meio ambiente, referindo a objetos e pessoas.
Segundo Gallahue (Rodrigues, 1993, p.49) define o “desenvolvimento
motor como o conhecimento das capacidades físicas da criança e sua
aplicação na performance de várias habilidades motoras, de acordo com a
idade, sexo e classe social”.
1.2 Desenvolvimento Motor e a realidade da criança
Ao se refletir sobre o mundo atual é possível observar a presença do
desenvolvimento motor nas atividades humana das diversas culturas. As mais
elementares ações cotidianas requerem esse desenvolvimento que se enfatiza
cada vez mais, “o desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado
pelo fato das mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida”
(Tani, 1958, p.97). Existe uma mudança contínua entre a capacidade motora, a
percepção, a mente, a fala e o raciocínio, além disso, o desenvolvimento não
se faz presente da mesma forma, desde quando termina ou começa outro.
As mudanças no mundo têm sido cada vez mais rápidas e profundas,
exigindo capacidade de adaptações a novos processos de desenvolvimento,
um olhar diferente, atividades diversificadas são formas de processos
ordenados e seqüenciados alguns aspectos merecem ser comentados que a
16
seqüência é a mesma para todas as crianças, apenas a velocidade de
progressão varia.
A reflexão do desenvolvimento motor na realidade da criança hoje nos
mostra um resultado complicado ao vermos o quanto estão decadentes em
questão do ensino-aprendizagem, nas áreas motoras das crianças. Têm
profissionais que são incapazes de perceberem ou até mesmo fecham os olhos
para não ver certos problemas, esses problemas têm sido levados ao
questionamento do dever do educador mediante a necessidade de se
aprofundar seus conhecimentos inovadores para o desenvolvimento motor e
precisa está ao alcance de todos de maneira fácil do trabalho docente.
Na realidade uma das grandes dificuldades em nossos dias é a do
professor elaborar atividades que dei prazer aos alunos e ao mesmo tempo
melhorar seu desempenho motor, ou seja, aprendendo e se divertindo. Com
essas dificuldades as aulas se tornam chatas e repetitivas levando o aluno a
detestar. Por outro lado tem profissionais que conseguem diversificar suas
aulas aproveitando o máximo essa diversão para melhorar o rendimento das
crianças, nesta fase percebe-se que o brincar se torna papel importante nas
aulas ministradas.
Com isso o ensino prestará uma grande contribuição a medida que for
melhorando, deverá explorar métodos que priorizem a novas criações de
estratégias, justificativas, argumentações, que favoreçam a criatividade do
trabalho, a iniciativa pessoal e a autonomia do desenvolvimento da confiança
na própria capacidade de conhecer e enfatizar desafios.
17
CAPÍTULO II
O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR
Segundo Brandão (2004, p.112). O lúdico em qualquer atividade nos
dá prazer ao executá-lo, é através dele que a criança aprende a conviver, a
ganhar e a perder, a esperar sua vez, lidar com as frustrações, conhecer e a
explorar o mundo, também facilita a convivência entre crianças e professor. O
lúdico é processado entorno do grupo como das necessidades individuais de
recrear e educar, pois permite criar e satisfazer o ser humano.
A criança vai estruturando e construindo seu mundo interior e exterior,
onde as atividades lúdicas podem ser consideradas como meio pelo qual a
criança efetua suas primeiras grandes realizações que através do prazer, ela
expressa a si própria e suas emoções e fantasias (kyrillos, 2004, p.103).
Portanto, lúdico como recurso pedagógico direcionado as áreas de
desenvolvimento e aprendizagem pode ser muito significativo no sentido de
encorajar as crianças a tomar consciência dos seus conhecimentos que vão
desenvolver durante os jogos, quais podem ser usados para ajudá-los no
desenvolvimento de uma compreensão. Deste modo, os educadores devem
procurar alternativas para aumentar a motivação, desenvolver a autoconfiança,
a organização, concentração, atenção, raciocínio e senso cooperativo,
desenvolvendo a socialização e aumentando as interações do indivíduo com
outras pessoas.
De acordo com os Parâmetros curriculares nacionais (PCNs):
Por meio dos jogos as crianças não apenas vivenciam situações que
se repetem, mas aprendem a lidar com símbolos e apensar: os
significados das coisas passam a ser imaginados por elas. Ao criarem
18
essas analogias, tornam-se produtos de linguagens criadoras de
convenções (BRASIL, 1998, p.35)
Os jogos e as novas tecnologias já foram incorporadas em várias
escolas. Os PCNs propõem que o professor analise como esses
instrumentos estão sendo usados. O ponto central é a mudança de
atitude do professor se esse não muda, de nada adiantam os
recursos mais sofisticados (COSTA, 2007, p.19)
Neste contexto, podemos afirmar que há uma grande dificuldade por
parte dos professores para desenvolverem uma analise da sua prática
educacional, ficando apegados ao tradicionalismo. A criatividade é uma
característica muito importante na atividade do professor.
É preciso crescer por dentro para que os alunos percebam que se
têm novidades. Não adianta enganar, fazer de conta que agora tudo
será diferente. A criatividade deve vir de dentro, e para ser criativo é
preciso, também uma grande dose de estudo e de cultura profissional
(COSTA, 2007, p.23).
No âmbito escolar o que se pode observar é que, conforme afirma
Aranão (op.cit.), [...] inúmeros de educadores insistem em impor conceitos de
fora para dentro para criança abstrair sem ter oportunidade de construir seus
próprios conceitos, utilizando-se de ações. Interfere-se que tal situação decorre
do fator de que não houve uma explicação prévia tanto por parte do educador
como do educando de que sua relação está intrinsecamente relacionada com
as experiências diárias. Há certas imposições, contudo considera os
conhecimentos prévios que os alunos trazem para o interior escolar.
Possibilitar a criança, por meio de atividades lúdicas, a compreensão
desta relação que se pode considerar empírica, uma vez que a criança
pratique, dando margem a construção dialética por se compreender que todas
as habilidades serão desenvolvidas simultaneamente, inclusive de formação.
19
Alguns professores acreditam que incluir jogo nos planejamentos é
perda de tempo. Para eles a escola é um lugar de trabalho,
entendendo como trabalho o ato de preencher inúmeras folhas de
exercícios sem considerar o interesse dos alunos por esse tipo de
atividades. No entanto, está na hora de mudar e buscar alternativas
que proporcione aos alunos um aprendizado de qualidade. (COSTA,
2007, p. 20)
A aplicabilidade do lúdico nas atividades pedagógicas permuta as
práticas tradicionais de ensino por se compreender que estas não estavam
alcançando seus objetivos.
Nos jogos, os alunos são desafiados constantemente por problemas
que lhes são significativos. São estimulados a pensar rápido e traçar
inúmeras estratégias para conseguir atingir seus objetivos. A troca de
opiniões que o jogo favorece é de extrema importância para o
desenvolvimento de um pensamento. (COSTA, 2007, p.20)
Diante do exposto, é oportuno proporcionar que priorizem as
experiências pessoais dos alunos de forma que esta metodologia favoreça o
aprendizado e os jogos faz-de-conta, as brincadeiras montadas nos ambientes
escolares, pois estas induzem os alunos a colocar em pratica suas
experiências. Ajudando simultaneamente no processo de desenvolvimento
motor. É justamente através destas vivencias e experiências que a capacidade
vai sendo trabalhada e exercida pelos alunos. Tal afirmativa está embasada no
que se refere às questões práticas de vida diária de cada aluno e a interação
social é fundamental para troca de conhecimento.
É relevante abordar o fator motivação como um percussor ao
desenvolvimento das atividades aplicadas quando estas são apresentadas de
forma envolvente, a criança demonstra maior interesse em participar, mesmo
as tímidas começam a interagir.
20
2.1 Atividade dinâmica para o ensino do desenvolvimento
motor:
Ensinar é desenvolver no aluno um aprendizado estimulando seu
pensamento independente, sua criatividade e capacidade. Nós como
educadores devemos procurar alternativas para aumentar sua motivação para
o aprendizado, desenvolvendo sua autoconfiança, organização, concentração,
atenção, raciocínio e o senso cooperativo, desenvolvendo a socialização e
aumentando as interações dos indivíduos com outras pessoas.
Com isso posso dizer que os jogos na escola, é uma atividade lúdica
tão séria quanto qualquer outro tipo de tarefas. A diferença é que para o aluno
é sempre uma ação interessante e prazerosa. É jogando que as crianças
descobrem o seu próprio eu.
As crianças quando cantam e giram, elas organizam seus movimentos
no espaço, trabalhando o desenvolvimento, sua coordenação e espaçotemporal presentes nas brincadeiras. Alguns exemplos: brincadeiras de rodas,
brincadeiras em fileiras, brincadeiras de marchas, brincadeiras de palmas,
brincadeiras de pegar, brincadeiras de esconder... Essas são algumas
brincadeiras que se pode usar nas aulas de cultura corporal.
O jogo vem contribuir de forma prazerosa o desenvolvimento global da
criança, a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade, o jogo é
uma atividade social, pois dependem de regras, convivências e regras
imaginárias que são discutidas pelas crianças construindo-se uma afetividade
de imagem e interpretação, e é através do jogo que a criança reconhece suas
potencialidades e aprende a superar seus próprios limites, por isso que deve
existir uma atividade de respeito, a capacidade criadora da criança, (Santos,
2005, p.89).
21
Os jogos e as brincadeiras que estão presente em todas as fases da
criança, tornando especial a sua existência, pois o lúdico se faz presente e
acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas,
com isso a criança aprende quando brinca. No meio das brincadeiras ela se
envolve, no jogo e sente necessidades de partilhar com o outro. (Kuratani,
2004, p.44).
É necessário entender que a utilização do lúdico como recurso
pedagógico pode aparecer como um caminho possível para ir ao encontro da
formação integral das crianças e do atendimento de suas necessidades, nas
atividades lúdicas as crianças expressão suas personalidades, o que contribui
para essa evolução, e o papel do jogo vem desenvolver o cognitivo, pois é um
elemento que estimulará o desenvolvimento no nível mais alto tendo como
objetivo pedagógico no contexto escolar.
Com isso as atividades lúdicas têm um papel fundamental na
estruturação do psiquismo da criança, é no ato de brincar que a criança utiliza
elementos da fantasia e a realidade, e começar a distinguir o real do
imaginário. É através dele que a criança desenvolve não só a imaginação, mas
também fundamenta afetos, elabora conflitos e ansiedade, explora habilidades,
fecunda competências cognitivas e interativas, (Antunes, 2004, p.187).
Isso é expressar idéia que sua vivência propicia a diversão, o prazer,
quando escolhido voluntariamente pela criança, também seria uma função
educativa, quando a prática de jogos leva o sujeito a desenvolver seu saber,
seus conhecimentos e sua apreensão de mundo, com isso esse equilíbrio tem
como funções objetivo de jogo educativo, “as brincadeiras lúdicas desenvolvem
a criatividade e a espontaneidade” (Oliveira, 2005, p.143).
Nasser (2004, p.67) diz que através da atividade psicomotoras, jogos,
atividades lúdicas e brincadeiras que as crianças irão explorar o mundo,
22
diferenciando aspectos espaciais, reelaborando o seu espaço psíquico,
ligações afetivas e domínio de seu próprio corpo.
Por isso a criança que não encontra oportunidade de brincar e
relacionar-se criativamente com o ambiente através de desafios, apresenta
dificuldades no seu desenvolvimento, pois é importante que todos os
profissionais que trabalham na área da psicomotricidade criam e desenvolvem
o máximo de atividade lúdica desafiadoras, com abordagem e solução de
problemas, para facilitar o desenvolvimento psicomotor da criança. (Bertoldi,
2004, p.59).
Serão apresentadas algumas atividades através de jogos que ajudaram
na compreensão do desenvolvimento motor de forma dinâmica e prazerosa.
1. Boliche:
Objetivos: Coordenação motora fina, coordenação viso motora,
percepção tátil e visual.
Material: garrafas de plástico, sucatas, latinhas, bolas de borracha,
tênis ou meia.
Desenvolvimento: Crianças com auxilio do professor, fazem montes
de latinhas colocando-as umas sobre as outras, arremessando a bola a
uma determinada distância, as crianças tentam derrubar as latas.
Kos, Talpy, Volráb de Carlos Alberto Pavanelle (Ginástica: 12000
exercícios)
2. Jogos motores: Corrida do saco, brincadeiras de pular corda, brincar
de morto-vivo.
Objetivos: Velocidade, agilidade, espaço temporal, coordenação
motora.
Moreno, Guilherme (Recreação: 1000exercícios co acessórios).
3. Jogos sensoriais: Quem sou?
23
Objetivos: coordenação viso motora, percepção tátil.
Desenvolvimento: Formação em círculo, sentados ou em pé. Uma
criança fica no centro e observam bem os seus colegas, o professor
coloca uma venda em seus olhos enquanto as crianças do círculo
trocam de lugar, chame uma criança ao centro e a que está de olhos
vendados, por meio de tato, vai procurar descobrir quem é o colega.
Moreno, Guilherme (Recreação: 1000exercícios co acessórios).
4. Jogos Psíquicos: Brincadeiras de cores
Objetivos: coordenação viso motora.
Desenvolvimento: Formação em roda e sentados. No centro da roda,
o professor irá colocar seis cartões de cores diferentes e chamará um
aluno para vir ao centro para que observe bem as cores dos cartões
em seguida, deverá colocar uma venda nos olhos do aluno, enquanto
os colegas retiram um dos cartões e o esconde, ao sinal retirará venda
dos olhos e o professor perguntará qual o cartão que foi retirado.
Brandão, Heliana (O livro dos jogos e brincadeiras: para todas as
idades)
5. Perna de lata
Objetivos: Equilíbrio e orientação espacial
Material: Barbante, latas
Desenvolvimento: Formação duas fileiras com 10 alunos cada lado,
ao sinal do professor os dois primeiros alunos das duas fileiras pegam
as perna de lata e saem caminhando-a sobre ela até a distância
demarcada, voltando em seguida até a sua fileira para passar as
pernas de lata para o segundo que fará o mesmo processo, e assim
sucessivamente até que todos façam.
Valadares e Araújo (Educação física no cotidiano escolar: Jogos e
brincadeiras com sucatas).
6. Estátuas
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Objetivos: espaço temporal, ritmo, equilíbrio.
Material: CD, aparelho de som.
Desenvolvimento: Em um espaço delimitado um grupo de alunos
seguirão o ritmo de uma música, dançando, andando, ou seja, se
movimentando, ao sinal do professor a música parará, assim como
todos ficando em forma de estátua sem fazer nenhum movimento,
aquele que fizer algum se retirará do espaço ficando de fora da
brincadeira, e assim sucessivamente até que sobrará somente um
aluno no espaço.
Brandão, Heliana (O livro dos jogos e brincadeiras: para todas as
idades)
7. Futebol em dupla
Objetivo: lateralidade, espaço temporal, coordenação motora grossa,
velocidade, agilidade
Material: cones, bola de futebol
Desenvolvimento: Divide a turma em dois grupos em duplas, são
colocados em lados opostos, um em cada lado do campo, joga-se
normal o futebol, com algumas regras como não poderá soltar as mãos
em nem um momento de sua dupla, pois será falta, e o goleiro será um
cone, só será gol se derrubar-lo. Assim será uma partida de 10minutos
ou de dois gols, caso não houver vencedor vai aos pênaltis, sendo o
goleiro o cone.
Saura Aranha, Jeroni Saura (1088 Exercício em circuito)
8. Pega dado
Objetivo: Percepção visual, agilidade
Material: Um dado Grande
Desenvolvimento: O aluno do centro lançará o dado ao alto, no centro
do círculo, e chamará o nome de um colega. Se o dado der o resultado
“seis”, o colega chamado será o pegador, se der qualquer outro
número, os alunos deverão ficar imóveis. Aqueles que se mexerem
25
quando o dado der outro número que não for o seis, deverão ficar em
uma roda parados, sem poder fugir. Para iniciar outra jogada, quem foi
o pegador deverá lançar o dado.
Programa de Capacitação para o professor (Educação Física:
ensino Fundamental 3° e 5° ano)
9. Derruba a torre
Objetivo: Percepção viso manual, coordenação motora, agilidade.
Material: Uma garrafa plástica, giz para marcar o círculo.
Desenvolvimento: Alunos disposto em um círculo, atrás de uma linha
demarcada, um aluno estará dentro do círculo, protegendo que a
garrafa não caia. Os alunos que estiverem no círculo arremessarão a
bola, tentando derrubá-la, e o aluno central o protegerá, na o é
necessário que o arremesso seja feito por ordem. O aluno cuja bola
naturalmente rolar terá oportunidade de jogá-la. O aluno que derrubar a
garrafa ocupará o lugar do aluno no centro.
Programa de Capacitação para o professor (Educação Física:
ensino Fundamental 3° e 5° ano)
10. João Palmada
Objetivo: velocidade reação, agilidade, velocidade
Material: Nenhum
Desenvolvimento: Alunos em pé com as mãos para trás, dispostos
em um círculo. Haverá um aluno fora do círculo. O aluno que estiver
fora do círculo e escolherá um aluno a quem lhe dará uma tapinha nas
mãos. Este aluno sairá rapidamente em perseguição aquele que lhe
deu uma tapinha nas mãos. O fugitivo refugiar-se-á no lugar ocupado
pelo aluno que saiu em sua perseguição. O jogo prosseguirá, sendo
que o aluno que ficou fora do círculo reiniciará a jogada, escolhendo
um aluno para dar uma tapinha.
Programa de Capacitação para o professor (Educação Física:
ensino Fundamental 3° e 5° ano).
26
CAPITULO III
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Ao escolher o tema desta pesquisa foi realizada uma análise diante
dos problemas existentes nas escolas rurais, como reflexos a Escola Municipal
Neuza dos Santos objeto de estudo, não para criticar o trabalho desenvolvido
pelos professores destas escolas, mas para entender o porquê da Educação
do município não dar a devida importância para o tema desenvolvimento motor,
onde se nota que é uma falha no desenvolvimento das crianças.
Primeiramente foi observado durante o período da pesquisa como é
trabalhado nas crianças essas dificuldades, o que se constatou é que fica a
critério do educador trabalhar em sua prática diária pedagógica, por falta de
sensibilização e por acreditarem que o conteúdo não é de tal importância.
Na situação das atividades desenvolvida em uma recreação de jogos e
brincadeiras de estafetas, foi observado que as crianças não são trabalhadas
essas dificuldades, nem em seu dia a dia de aulas.
No primeiro questionamento fala das aulas de Educação Física se
eram ministradas com freqüência nas suas séries iniciais. O resultado foi o
seguinte:
• 15 professores responderam sim, pois são de suma importância
as aulas de Educação Física nas séries iniciais
• 05 responderam que não, nem sempre havia aulas freqüentes,
com isso prejudicavam o desenvolvimento das crianças.
• 05 responderam que sim, mas era o professor da sala de aula que
ministravam as aulas de Educação Física.
Em todas as respostas analisadas é explicito que todos têm
conhecimento do que se trata, precisando somente levar para o cotidiano
escolar com ações concretas para modificar a realidade educacional, com
27
atitudes que pareçam minúsculas frente à realidade existente, mas que não
deixa de ser o primeiro passo dado para uma reforma.
No segundo questionamento refere-se, se os professores adotam na
metodologia a prática de jogos lúdicos nas séries iniciais, como cantigas de
rodas, morto-vivo, jogos de estafetas, entre outras.
Os entrevistados
responderam que nem todos aplicam essa metodologia ou não conhecem,
somente agora observaram que poderá ser expandido para a melhoria desse
desenvolvimento motor, porém entrelaçado com as outras brincadeiras, pois
até então era trabalhado de forma superficial.
Continuando, sobre o questionamento das aulas de Educação Física,
como os jogos, ajudam nas dificuldades dos movimentos coordenativos dos
alunos. Todos responderam que sim, que na linha do pensamento precisam
dar atenção a esse tipo de trabalho e se os seus alunos recebam algum tipo de
benefício, eles têm que dá de conta e repassar todos os conteúdos propostos
do calendário escolar, mas priorizam extremamente os conteúdos da proposta
pedagógica e como não existem sugestões de conteúdos das principais áreas,
fazem o que acreditam ser o certo.
Em outro questionamento sobre as aulas de Educação Física como as
brincadeiras, perguntou se é divulgado de forma ampla o objetivo voltado para
a lateralidade.
•
20 questionários recebidos, responderam que é necessário sim,
pois todos devem ter conhecimento desse objetivo e essas
brincadeiras devem ser de fato importantes.
•
05 responderam que desconhecem essas brincadeiras e em
suas aulas não são aplicadas, mas querem que a entidade
determine com mais rigor das escolas.
28
Em seguida foi questionado se as aulas de Educação Físicas são
distribuídas de forma correta em séries. No entanto, questionou-se a realização
constante dessas aulas e a distribuições de alunos de forma errada, mas não
estão livres disso, pois há alunos com idade avançada em séries que não seria
a sua.
• 20 professores responderam que não tem como evitar a retirada
desses alunos das aulas, com isso as crianças pequenas são
postas juntas como outras maiores e a escola não tem como
evitar isso tornando impossível essa prática de forma correta.
• 05 responderam que é possível se for planejada com
antecedência e se todos se envolverem como objetivo comum
da escola.
Neste questionamento interroga, se o professor de Educação Física
tem um bom relacionamento com seus alunos nas aulas ministradas. Todos
responderam que sim, os alunos gostam muito das aulas de Educação Física e
são esses professores que estão sempre mais próximo do aluno, tornando-os
mais apegados.
Seguidamente foi questionado se os professores gostam das aulas de
Educação Física ministradas dessa forma, voltada mais para o lúdico.
• 10 professores responderam que nem todas às vezes, pois
acreditam que deixando os alunos mais soltos, brincando de
qualquer maneira, poderá conhecer melhor suas dificuldades e só
assim poderá haver uma solução mais adequada.
•
10 responderam que sim, pois é brincando que se aprende e é
mais feliz.
• 05 responderam que não, que aula tem que seguir o que o
conteúdo manda, brincar fica para mais tarde, do lado de fora da
escola, só assim que o aluno vai obedecer o professor.
29
Em outro questionamento, indagou se os professores acreditam que
com as aulas de Educação Física seus alunos adquiriram uma boa habilidade
motora e um bom domínio nas práticas.
•
Todos responderam que sim, pois está relacionada com a
Educação Física no limite do ensino secundário englobando
meninos e meninas, e permitirá que todos consigam ter um
desempenho
motor
harmonioso,
potencializando
suas
qualidades físicas, seu comportamento motor, resultando em
um amadurecimento adequado.
E por fim questionou-se, sobre a Educação Física escolar se é
necessária no currículo escolar.
•
Todos responderam que sim, e deve ser ministradas pelo
profissional da área que se preparou e se dedicou a essa
atividade sem improvisações e com fundamentação teórica e
técnica. No entanto, nota-se que a Educação Física influencia
positivamente a base motriz das crianças, hábitos corretos para
a prática física e valores sociais que permitam sua integração
na sociedade, o aprimoramento de sua qualidade de vida e em
conseqüência sua saúde.
A análise dos questionários registrou que se deve fazer uma
reformulação nos profissionais da área a nível que todos possam ministrar
aulas e entrar em consenso para falar a mesma linguagem. A educação pode
ser aplicada com os planejamentos semanais, com o tema a ser trabalhado nas
áreas do conhecimento, realizando um trabalho de sensibilização com os
professores, pois todos têm conhecimento da problemática, mas o que se pode
observar é que nem todos se sentem responsáveis pelo problema.
30
O questionário também mostrou que devido à escola segue a proposta
em nível, ainda não elaborou seu plano de ação e metas a serem trabalhadas
de acordo com a realidade pertinente e que quando existe alguém interessado
em disseminar essa política as atitudes começam a dar frutos positivos.
Verificou-se também no final da pesquisa, que muitas ações isoladas
já estão sendo feita, a semente foi plantada e segundo os profissionais da área
até no final da coleta de dados, muita coisa já mudou e agora é só cuidar para
que possa prosperar e se multiplicar em outras realidades educacionais.
Daí a importância da participação ativa dos responsáveis que de certo
modo podem interferir no processo de aprendizagem de seres tão pequenos e
imaturos, sujeitos a mostrarem reflexos positivos ou negativos onde estão
inseridos.
31
CONCLUÇÕES E RECOMENDAÇÕES
O escopo deste trabalho foi realizar uma reflexão em torno da prática
do desenvolvimento motor da criança, fomentando a novos paradigmas para a
educação que mesmo num mundo globalizado em constante crescimento,
ainda existem pessoas que dizem: “os problemas em questão é para ser
resolvidos por aqueles que não têm o que fazer”.
Dentro dessa mudança de pensamento, a escola contemporânea deve
assumir o sistema de valores básicos para a vida e para a convivência. Isto é, a
incorporação implícita dos valores éticos que favoreçam e tornem possível uma
vida mais humana em sociedade: valores capazes de dotar de sentido a
existência e o projeto de vida pessoal dos alunos, valores que abram
possibilidades para construir, em seu presente e futuro, uma convivência mais
feliz, harmônica e radicalmente esperançosa.
A potencialidade da crise suscita uma nova reflexão sobre a natureza
do ser, do saber e do conhecer, esse novo processo tende ao diálogo e a
convicção de que necessitamos trilhar caminhos que respeitem os saberes, as
culturas, que passe por mudanças interiores. Com isso se abordou e aplicou
uma elaboração nesta monografia, onde os objetivos nela propostos foram
respondidos á medida que a literatura (referencial teórico) possibilitava um
discurso da abordagem, pois a partir desse conhecimento a prática de
observação foi enriquecida e fundamentada teoricamente.
Buscou-se ainda, aprimorar o conhecimento no que se refere ao uso
de jogos no cotidiano escolar, bem como relevância para o ensino e
aprendizagem. Pode-se observa é que o ensino tradicional “bloqueia” o fazer
pedagógico, haja vista tamanha resistência em por em prática o que dispõem
os Parâmetros Curriculares Nacionais e, embora haja conhecimento de
mudança amparado por lei, à prática não condiz com a teoria, o que dificulta
avançar na educação.
32
Diante de tudo isso, o que se pode concluir a partir do que se foi
observado, é que o jogo embora traga resultados satisfatórios para o ensino,
segundo proposto nesta monografia, ainda precisa ser desenvolvido com mais
freqüência em aula. Pois os jogos proporcionam conhecimento e experiências
diárias dos alunos e ajudam a respeitar as diversidades culturais existentes nos
ambientes de ensino.
Este trabalho de pesquisa que foi desenvolvido por mim com
embasamento teórico vem nos proporcionar grandes avanços em nosso dever
educacional, nos possibilitando momentos de reflexão e transformação de
nossas ações pedagógicas.
Mediante
procedimentos
da
tais
informações
escola
sugerimos
coletadas,
ao
analisarmos
que
um
acompanhamento
haja
os
pedagógico mais freqüente, seja trabalhado mais atividades através de jogos,
desenvolvimento de projetos.
Portando, o grande desafio da escola hoje é definir e concretizar metas
do processo de transformação educacional. E isso envolve participação dos
professores na tomada de decisões, que garantam a formação de cidadãos
críticos e participativos da sociedade em que estão inseridos.
Diante
deste
trabalho,
podemos
analisar
a
importância
de
desempenhar um trabalho mais compromissado com crianças, mesmo sendo
um desafio para os profissionais devido à falta de espaço adequados, materiais
didáticos, etc. Principalmente nas escolas da Zona Rural do município. Mas
abraçados a Tendência Crítica e participativa, onde se espera da escola um
lugar de trabalho reflexivo, cooperativo, valorizando o professor e as crianças,
preocupando se com a construção da cidadania, procurando desenvolver o
senso crítico nas crianças de maneira que os mesmo sejam preparados para a
vida, formados para serem agentes transformadores da sociedade. E através
desta expectativa que sonhamos com a melhoria da educação em nosso
município, e porque não dizer em nosso país.
33
REFERÊNCIA
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34
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Programa de Capacitação para o professor. Educação Física: ensino
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TANI, Go et al. Educação Física Escolar: Fundamentos de uma abordagem
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VALADARES e Araújo. Educação física no cotidiano escolar: Jogos e
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WADSWORTH, J. B. Piaget para o professor de pré- escola e 1ᵒ grau:
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WASSERMANN, Selma. Brincadeiras sérias na escola-primária. Lisboa:
Instituto Piaget, 1990.
35
ANEXO
QUESTONÁRIO
(Direcionadas aos professores)
1- As aulas de Educação Física eram ministradas com freqüência nas
suas séries iniciais?
Sim ( ) Não( )
2- Vocês adotam na metodologia a prática de jogos lúdicos nas séries
iniciais (cantigas de rodas, morto vivo, jogos de estafetas, etc.)?
Sim ( ) Não( )
3- As aulas da Educação Física (jogos) ajudam vocês nas dificuldades
dos movimentos coordenativos?
Sim ( ) Não ( )
4- Nas aulas de Educação Física (brincadeiras), é divulgada de forma
ampla o objetivo voltado para a lateralidade?
Sim ( ) Não ( )
5- Nas aulas de Educação Físicas são distribuídas de forma correta em
séries?
Sim ( ) Não( )
6- Vocês têm um bom relacionamento com os alunos de Educação
Física?
Sim ( ) Não ( )
7- Vocês gostam das aulas de Educação Física ministradas dessa
forma (voltada mais para o lúdico)?
Sim ( ) Não( )
8- Vocês acreditam que com as aulas de Educação Física seus alunos
adquiriram uma boa habilidade motora e um bom domínio nas
práticas?
Sim ( ) Não ( )
9- Vocês acreditam que a Educação Física escolar é necessária no
currículo escolar?
Sim ( ) Não( )
36
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
2
AGRADECIMENTO
3
DEDICATÓRIA
4
RESUMO
5
METODOLOGIA
6
SUMÁRIO
7
INTRODUÇÃO
8
CAPÍTULO I
A REFLEXÃO SOBRE O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR
11
1.1 - O Desenvolvimento da criança
13
1.2 - Desenvolvimento motor e a realidade da criança
15
CAPÍTULO II
O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR
17
2.1 - Atividades dinâmicas para o ensino do desenvolvimento motor
20
CAPÍTULO III
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
26
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
31
REFERÊNCIAS
33
ANEXOS
35
ÍNDICE
36
37
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Nome da Instituição: UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
Título da Monografia:
JOGOS: UMA PROPOSTA DIFERENCIADA PARA
MELHORAR O DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO 2º AO 5º ANO
NA ÁREA RURAL.
Autor: ELIZANDRA MARIA MELO DA SILVA
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Elizandra Maria Melo da Silva