AU TO RA L TO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES DI R EI PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS ID O PE LA LE I DE INSTITUTO A VEZ DO MESTRE EG VIOLÊNCIA ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO SOB A ÓTICA DE PR OT EDUCADORES E EDUCANDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DA MARIA AUXILIADORA PEREIRA DO CU M EN TO ESCOLA PROFESSOR AGRIPINO DE ALMEIDA Orientador Profª. Ms. Priscila Barcellos Recife Março/2010 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS INSTITUTO A VEZ DO MESTRE VIOLÊNCIA ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO SOB A ÓTICA DE EDUCADORES E EDUCANDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA PROFESSOR AGRIPINO DE ALMEIDA MARIA AUXILIADORA PEREIRA Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Psicopedagogia Institucional. Recife Março/2010 AGRADECIMENTOS A Deus, fonte de toda sabedoria; Aos meus pais e irmãos pela força constante; A amiga Zenaide Alves pelo incentivo e encorajamento; A professora Priscila Barcellos pela orientação deste trabalho. DEDICATÓRIA A todos que direta e indiretamente contribuíram para superação de mais uma etapa vencida. “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. (Art.227 da Constituição Federal) RESUMO Sabemos que esse é um sério problema que atinge praticamente todas as escolas, onde a ação violenta manifesta-se sob diversas formas, seja ela verbal, física ou contra o próprio patrimônio escolar. As causas da violência estão ligadas a fatores de ordem familiar, financeira e social, refletindo-se em ações danosas, seja para o praticante ou os envoltos a pessoa que a pratica Este trabalho monográfico versa sobre a problemática da violência dentro do contexto escolar, e se encontra estruturado em duas partes: uma fundamentação teórica e uma pesquisa de campo. Na primeira parte, abordaram-se as concepções de violência, enfocando-se ainda o problema no contexto urbano e o bulling. Na segunda parte, realizou-se ainda uma pesquisa de campo com educadores e educandos do Ensino Fundamental na escola professor Agripino de Almeida, objetivando levantar dados para uma amostragem percentual dos resultados no confronto entre teoria e prática. Palavras-chave: Violência. Escola. Aluno. METODOLOGIA O trabalho monográfico está dividido em duas partes: a primeira de caráter bibliográfico, onde se utilizou livros, revistas e Internet. Os procedimentos para redação monográfica seguiram os seguintes passos: levantamento do referencial bibliográfico focando a temática abordada; leitura do referencial para retirada das devidas informações necessárias como suporte para o trabalho; redação do trabalho monográfico com base no material proposto. Na segunda parte do trabalho foi realizada uma pesquisa de campo na Escola Professor Agripino de Almeida na cidade de Santa Maria do Cambucá - Pe. Para realização da pesquisa, a princípio, foi pedida permissão a direção escolar para que o trabalho pudesse ser realizado. Posteriormente, se reuniu 05 (cinco) professores sendo 3 (três) da 5ª série e 2 (dois) da 6ª série do ensino Fundamental Após serem informados sobre o objetivo da pesquisa, receberam as devidas informações para preenchimento dos questionários abordando a temática da pesquisa. Com relação aos alunos, escolheu-se 10 (dez) alunos de cada turma para responderem os devidos questionários. O questionário continha perguntas abertas e fechadas enfocando o tema, e foi solicitado durante o preenchimento dos mesmos, que fosse utilizado objetividade e clareza nas respostas, sendo ainda suas identidades mantidas em anonimato a pedido dos mesmos. A par das informações levantadas, será realizada uma amostragem percentual dos resultados. São autores que fundamentam este trabalho: Costa(1997); Cavalcanti (2007); Barros (1999); Adorno (2002); Guimarães (1996); Maturana (2006); Spósito (2002); Tiba (2002) dentre outros que focam a temática aqui explanada. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 09 CAPÍTULO 1 VIOLÊNCIA: UMA ANALOGIA SOBRE ESSE PROBLEMA ........ 12 1.1 Sobre a origem da violência.......................................................................................... 14 1.2 A violência na atualidade brasileira .............................................................................. 15 1.3 A problemática do bulling ............................................................................................ 16 1.3.1 Autores do bullying ................................................................................................... 17 CAPÍTULO II A VIOLÊNCIA NO CONTEXTO EDUCACIONAL : BUSCANDO SOLUÇÕES....................................................................................................................... 19 2.1 Os fatores externos........................................................................................................ 21 2.2 O problema da falta de segurança na escola ................................................. 23 2.3 Violência escolar: esclarecendo as terminologias ........................................................ 26 2.4 Despertar a consciência do aluno para a ’preservação’ como atenuante do problema . 27 2.5 Mesclar conteúdos com a vivência do aluno: uma alternativa possível ....................... 28 CAPÍTULO III PESQUISA DE CAMPO NA ESCOLA PROFESSOR AGRIPINO DE ALMEIDA: ANALISANDO A PROBLEM ............................................................ 31 3.1 Diagnose da escola........................................................................................................ 31 3.2 Aspectos físicos ............................................................................................................ 31 3.3 Aspectos Administrativos ............................................................................................. 32 3.4 A escola e sua estrutura pedagógica ............................................................................. 32 3.5 Perfis dos educadores entrevistados ............................................................................. 32 3.6 Resultados da entrevista com os educadores ................................................................ 33 3.7 Resultados da pesquisa com os educandos ................................................................... 39 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 46 ANEXOS INTRODUÇÃO Este estudo é intitulado violência escolar: um estudo de caso sob a ótica de educadores e educandos na no Ensino fundamental da Escola Professor Agripino de Almeida e tem como questionamento central conhecer como os alunos do ensino Fundamental percebem esse fenômeno. A Escola Professor Agripino de Almeida, local onde exercemos nossa docência, é segundo os professores um cenário onde se percebe muitas formas de agressões, dentre elas a verbal e a física. Assim sendo, resolvemos procurar conhecer as causas que levam esses educandos a terem esses comportamentos errôneos, bem como a contrapartida do professor que acaba por revidar essa afronta em seu local de trabalho sob diversas manifestações tais como: expulsão de sala de aula, afrontas a alunos, punições, etc.. Diante do exposto, justificamos aqui a relevância deste projeto, onde buscaremos soluções para frear essas atitudes, bem como tornar agradável a permanência de todos na escola, sem com isso, precisar tomar mediadas extremadas, como a intervenção policial, já que a escola se localiza paralelamente a uma delegacia de policia (DP), e onde alunos já tiveram que ser deslocados a este DP para prestarem esclarecimentos a respeito de situações violentas que surgiram. A ausência de ações no que diz respeito à questão sócio-econômica é um agravante e forte fator eu favorece a questão da violência, haja vista que a falta de recursos para que as camadas pobres ou os setores menos favorecidos, não dispõe, necessitam deles; por não dispor, acabam por se tornarem muitas vezes, por tirarem os filhos da escola para inseri-los em alguma atividade que lhe renda algum dinheiro para não sucumbirem à fome. È a velha história: ou se trabalha, ou morre de fome; são opções que o sistema oferece. São objetivos deste trabalho: Identificar as causas que geram a violência dentro da sala de aula.; Analisar as medidas tomadas pelo educador diante de situações de conflito; Reconhecer que é preciso buscar alternativas para esse problema; Analisar a concepção de violência entre aluno e professor. Para uma visão mais detalhada desta pesquisa, a mesma se encontra estruturada da seguinte forma: No primeiro capítulo abordam-se as concepções de violência, a violência no contexto urbano e o fenômeno do bulling. No segundo, focam-se as causas da violência escolar, que vão desde a fatores de ordem econômica, familiar etc. refletindo-se em problemas dentro da sala de aula, causando danos a todos que se encontram dentro desse panorama. No terceiro capítulo pode-se perceber o resultado de uma pesquisa de campo realizada com alunos e professores do ensino Fundamental da escola Professor Agripino de Almeida na cidade de Santa Maria do cambucá, sendo seu resultado exposto através de uma amostragem percentual dos dados levantados. CAPÍTULO I VIOLÊNCIA: UMA ANALOGIA SOBRE ESSE PROBLEMA O vocábulo violência advém do latim, violentia, cujo significado abrange o caráter violento ou bravo. Por sua vez, o verbo “violare” significa a falta de urbanidade, ou seja, a transgressão. Etimologicamente falando, a violência vai além de uma simples força. Violência é a “qualidade de violento, quem age com ímpeto” 1. O novo dicionário Aurélio da língua portuguesa conceitua o termo como sendo “indicativo de constrangimento físico ou moral pelo uso da força ou coação” 2. Para Deocleciano Torrieri Guimarães “uso da força física sobre alguém, para coagi-lo a submeter-se a vontade de outrem, para fazer ou deixar de fazer algo” 3 Quando se verbaliza a palavra violência, instantaneamente configura-se a concepção de existência da vítima, cujos laços de abrangência compreendem os mais diversos campos de abrangência social e de comportamento individual, independente de cor, raça, sexo ou padrão social. Comungando desse pensamento Tânia Dias Queiroz acrescenta que: “Violência e o exercício da força em contrariedade às leis vigentes, para constranger ou submeter uma pessoa àquilo que ela não queira. Além dos assaltos, assassinatos, seqüestros, roubos e furtos (sem uso de arma), são formas de violência à censura, a discriminação quanto ao sexo, raça ou cor, a cassação dos direitos políticos e o não reconhecimento da cidadania de um indivíduo” 4 1 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI Escolar: O minidicionário da língua portuguesa. 5.ed. Revista e ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 752. 2 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua Portuguesa / Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. 3.ed. Curitiba: Positivo, 2004, p. 2065. 3 GUIMARÃES, Deocleciano, Torrieri. Dicionário técnico jurídico. 8. ed. São Paulo: Rideel, 2006, p. 552 4 QUEIROZ, Tânia Dias. Dicionário prático de pedagogia. 1.ed. São Paulo: Rideel, 2003, p. 249. Há seu tempo, os seres humanos desenvolveram a característica de viver em constante estado de convivência mútua almejando incansavelmente a satisfação de suas necessidades essenciais, anseios, conquistas e satisfação. Não raro transgrediram a política da boa vinzinhaça agredindo os seus semelhantes junto ao meio a que estão inseridos socialmente. Tomando de um sentido mais abrangente, consoante o entendimento de Maria Berenice Dias: A violência frequentemente está ligada ao uso da força física, psicológica ou intelectual para obrigar outra pessoa a fazer algo que não quer. Constranger, impedir que outro manifeste a sua vontade, tolhendo-lhe a sua liberdade, é uma forma de violação dos direitos essenciais do ser humano 5. Na vida corrente ao empregarmos a palavra violência, dois pensamento insurgem-se com a máxima brevidade nas nossas concepções. O primeiro traz a idéia de coerção ou intimidação pelo uso da força em relação a vitima que normalmente não dispõe de força física ou pelo constrangimento moral. A segunda anda engrenada a primeira referindo-se a lei ou a justiça induzindo ao distanciamento de um acordo, pela parte mais viril que deliberadamente o viola, utilizando-se da força que o acompanha. Do ponto de vista jurídico, Velosso explica que: Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. Igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.6 5 DIAS, Maria Berenice. A Lei Maria da Penha na Justiça: a efetividade da Lei 11.340/2006 de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008. p.33 6 VELOSSO, Renato Ribeiro, Violência Contra a Mulher. Disponível em: http://www.boletimjurídico.com.br. Acesso em 07 de setembro de 2009 A violência é o ato manifesto da submissão pelo uso indevido da força que se coaduna a diversos e complexos processos que contribuíram para a posição de silenciamento e assujeitamento frente a prática de agressão física, psíquica, sexual, patrimonial ou moral contra alguém seguindo em oposição a obediência e a resignação. Em conformidade com este entendimento bem define Stela Valéria Soares de Oliveira Cavalcanti: Do ponto de vista pragmático podemos afirmar que violência consiste em ações de indivíduos, grupos, classes, nações, que ocasionam a morte de outros seres humanos ou que afeta a sua integridade física, moral, mental ou espiritual. Na verdade é mais conveniente falar de violências, pois se trata de uma realidade plural, diferenciada, cujas especificidades, necessitam ser conhecidas.7 Vale salientar que a violência não enseja lugar predeterminado para acontecer, nem mesmo um contexto comum, pois sua incidência dar-se um lugar público ou particular com o uso da força em escala cada vez mais crescente contra o mais fraco, o pobre ou o destituído São várias as características identificadas que estão associadas a esse grande problema social compreendendo desde os costumes retrógrados até o grau de instrução pedagógico e espiritual de nossa sociedade que engloba a violência interpessoal, contra si mesmo e coletiva. Categoricamente podemos afirmar que em toda existência humana a violência sempre esteve presente em escalas diferenciadas de acometimento e longe estamos de almejar o seu fim. A maldade humana é tão presente quanto à vontade de viver, resultando em danos a saúde, produzindo enfermidades, danos psicológicos e a própria morte, utilizando-se para isso de coação ou constrangimento que em ação aniquila a capacidade de resistência da vítima ou atém mesmo levando-a a executá-la contra a sua vontade. 1.1 Sobre a origem da violência 7 CAVALCANTI, Stela Valéria Soares Farias. Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil. Análise da Lei “Maria da Penha”, nº. 11.340/06. São Paulo: Juspodivm, 2007, pp. 25-26. Quando se fala em violência referimo-nos ao comportamento que há entre os indivíduos que engloba formas premeditadas de agressão, sendo às vezes fatal a um ser ou grupo contra os seus semelhantes. Concebida desta forma, essa violência é típica do ser humano. Conforme. Segundo Costa (1997, p. 283), O surgimento da violência do ser humano tem sido alvo de análises e estudos entre sociólogos e historiadores, que percebem na escassez de bens o veículo que gera conflito entre os indivíduos. Na percepção destes peritos do estudo, dentre os quais se podem destacar Hobbes, Rousseau, Marx e Engels, o surgimento os conflitos e da violência remonta às organizações dos ancestrais primitivos do homem. Ao que tudo indica, parece ter sido a revolução agrícola que, alterou de forma radical relações humanas entre si e com o meio, introduzindo aspectos novos de organização social. A revolução agrícola fez com que o ser humano deixasse de ser nômade e se fixasse em determinada região, tornando-se desta forma sedentário. Quando se fixou de maneira definitiva em certa localidade, o ser homem assumiu novo comportamento no que diz respeito à natureza: deixando de ser predatório e passando a ser produtivo. Cada Estado, por sua vez, cria maneiras sempre mais arbitrárias e violentas para que a paz interna de suas localidades seja resguardada Notavelmente nos países ‘’em desenvolvimento’’, por serem mais vulneráveis e instáveis politicamente falando, a violência se transforma em recursos que se utiliza cotidianamente. 1.2 A violência na atualidade brasileira A sociedade brasileira, de modo global, tem apresentado incontestavelmente uma situação evolutiva em vários de seus seguimentos, tais como: tecnologia avançada em muitas de suas áreas de atuação, uma nova maneira de ver e pensar sobre os conceitos de relações e de direitos sociais, onde novas perspectivas têm sido valorizadas, sobretudo sob a forma de leis. Porém, ainda percorre a curtos passos o entendimento de superação da violência em sociedade e a legitimação da paz social. Minayo e Souza (1999) afirmam que a violência tornou-se o fermento da inquietação cotidiana, por sua vez, o Brasil apresenta-se, atualmente, como um dos países mais violentos do cenário internacional pelos índices exponenciais atingidos que engloba assalto, extermínio, seqüestro, violência doméstica, no trabalho, no trânsito e infantil, discriminação de negros, índios e idosos. A listagem poderia prosseguir, comprovando que a violência abrange todas as áreas da vida de relação do indivíduo. Por sua vez claramente percebemos que o gênero violência é divulgado como destaque nos meios de comunicação e fazendo parte das concepções de doutrinadores e juristas que abordam essa ruptura com o liame das normas jurídicas que se adiciona a falta de respeito à cidadania. A violência sempre adentrou ao contingente populacional brasileiro fazendo a sua história, desde a colonização, passando pela antiguidade clássica até os momentos atuais; onde, podemos percebê-la nas ruas, residências, nas comunidades ou sociedades, ou seja, em todos os lugares, a qualquer hora. Seus efeitos são devastadores que alguns especialistas denominaram-na de mal do século por ser um fato permanente e pertencente à essência do ser social. Essa mesma violência tem sido enfocada em todos os seguimentos sociais que relatam suas barbáries, mostram dados estatísticos e até arriscam em apontar uma solução. Todo esse contexto tem provocado indagações sobre o foco dessa prática tão ardil e os possíveis meios de combatê-la. Só existe a violência no contexto da interação humana, onde a agressividade é instrumento de um desejo de destruição. Muitos são os posicionamentos das autoridades judiciárias, legislativas e executivas e da própria população que tendem a correlacionar os índices elevados da criminalidade a falta de efetividade na punição ou até mesmo a desigualdade social acometida por uma precária distribuição de renda ou não raras vezes com o consumo exagerado de substâncias psicoativas como o caso do álcool, maconha, craque, cocaína, heroína, etc. Adorno (2002) comenta que é preciso refletir sobre o importante papel desempenhado por toda sociedade que percebe na violência uma grande ameaça à condição de dignidade e de estruturação de toda a família, juntamente a luta dos movimentos sociais organizados no sentido de garantir os direitos de todos os cidadãos, principalmente o da liberdade, da razão, do respeito e do bem maior a vida. Devido ao grande número de vítimas e a abrangência de suas seqüelas físicas e psicológicas a violência adquiriu um caráter endêmico de grande preocupação da população, dos governantes e dos responsáveis pela aplicação da lei, cujo enfoque maior deve ser na promoção da prevenção e não somente nas ações ostensivas. Sendo assim, as medidas de combate previstas para a diminuição da violência devem pautar-se não na reação hostil, mas na convicção de que o comportamento violento e suas conseqüências podem ser evitados, assim como, seu impacto pode ser reduzido e amenizado. Cabe aqui lembrar a lição do grande penalista Cesare Beccaria, que afirma: “melhor prevenir os crimes que puni-los. Esta é a finalidade precípua de toda boa legislação, arte de conduzir os homens ao máximo da felicidade ou ao mínimo da infelicidade possível, para aludir a todos os cálculos dos bens e dos males da vida” 8. 1.3 A problemática do bulling A concepção do termo Bullying pode ser compreendida como caracteres de situação que envolve ações agressivas verbais ou físicas de forma repetitiva por parte de um ou mais educandos sobre um ou mais colegas. A palavra na língua inglesa diz respeito ao verbo "ameaçar, intimidar". Cury (2003) assevera que se incluem no bullying os apelidos pejorativos edificados com o objetivo de humilhação para com os colegas. A situação é bem complicada, pois praticamente todo ambiente escolar sofre com esse problema. 8 BECCARIA, Cesare Bonesana. Dos delitos e das penas. Trad. José Cretella Jr. E Agnes Cretella. 2ª.ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1999. p.128. É frequente pessoas serem alvos de bullying, seja na pré-adolescência ou adolescência. Atos repetitivos e descontrole emocional são os principais determinantes. O problema é muito mais sério do que se pensa, perceba-se nas reportagens a seguir: A brincadeira não tem graça, e a periculosidade muitas vezes vem como reflexo violento: Em janeiro de 2003, Edimar Aparecido Freitas, de 18 anos, invadiu a escola onde havia estudado, no município de Taiúva, em São Paulo, com um revólver na mão. Ele feriu gravemente cinco alunos e, em seguida, matou-se. Obeso na infância e adolescência, ele era motivo de piada entre os colegas. Na Bahia, em fevereiro de 2004, um adolescente de 17 anos, armado com um revólver, matou um colega e a secretária da escola de informática onde estudou. O adolescente foi preso. O delegado que investigou o caso disse que o menino sofria algumas brincadeiras que ocasionavam certo rebaixamento de sua personalidade (CAMPOS, 2009). Ressaltamos que as cenas que se encerram com finais trágicos tais como homicídio ou suicídio, não acontecem com frequencia, e que o numero de vítimas do bullying é maior do que se pensa, sendo que a grande parte guardam o problema para si, não compartilhando com outros colegas ou mesmo em casa, seja devido ao medo ou vergonha, preferindo, sofrerem silenciosamente (FANTE, 2005). A princípio, o obstáculo que os genitores enfrentam é identificar se seu rebento está sendo alvo deste tipo de atitude, pois há filhos que se sentem ameaçados e relutam para abordar a respeito do problema. Normalmente quem costuma praticar o bullying, realizam atitudes como: Colocar apelidos depreciativos Assediar Ofender Amedrontar Fazer “gozações” Ameaçar Humilhar Agredir Criar situações para “pegar” a “vítima” Bater Discriminar Empurrar Excluir Machucar Isolar Intimidar Perseguir Desprezar BARROS, N.V. Violência Múltiplas Abordagens. Niterói: UFF, 1999. Contudo, os pais precisam ter cuidado para que não haja exposição de seu filho diante dos outros. Se os mesmos buscarem vertentes erradas através das ações dos bullies podem se agravar. Uma coisa é certa: não se podem monitorar os filhos em tempo integral. Tiba (2002) afirma que quando há evidência de agressão do bulling, os filhos normalmente apresentam sinais como: • Chega a casa com contusões freqüentes • Com frequencia • Briga constantemente com amigos considerados próximos • Diz que necessita de algo, pois perdeu o que foi afanado • Chega em casa com roupas rasgadas • Perde dinheiro; • Humor péssimo • Fica quieto e retraído • È violento com os irmãos • Busca ficar em casa • Não demonstra dedicação como antes ao estudo • Têm dificuldade de dormir • Possui ansiedade excessiva • 1.3.1 Autores do Bullying; Os praticantes dessa ação maliciosa, geralmente são adolescentes que possui reduzida empatia. Normalmente são de famílias que não são bem estruturadas, onde o relacionamento afetivo praticamente não existe entre os seus. Seus genitores possuem uma supervisão insignificante perante os mesmos (CONSTANTINI, 2004). É possível se admitir que os autores do BULLYING possuem grande possibilidades de virem a se tornarem de se tornarem adultos com comportamentos antisociais e/ou violentos. As vítimas são indivíduos ou grupos que são prejudicados ou que sofrem os reflexos das atitudes de outrem e que não possuem dispositivos, status ou manejo para revidarem ou mesmo fazer frear as ações danosas contra si. A platéia, representada pela maior parte dos educandos, convive com a violência e se omite devido o temor de virem a serem os próximos a serem atacados. Mesmo não sendo agredidos diretamente, muitos deles podem se sentir incomodados com o que percebem e inseguros acerca das medidas a serem tomadas. Certos indivíduos revidam de forma negativa perante a violação de seu direito a aprender em um cenário seguro, solidário e sem medo. Enfim, Tudo isso acaba por causar influencia de forma danosa acerca das suas potencialidades em progredir acadêmico e socialmente CAPÍTULO II A VIOLÊNCIA NO CONTEXTO EDUCACIONAL: BUSCANDO SOLUÇÕES A problemática da violência já adentrou todos os liames institucionais, sendo a escola um de seus alvos, uma vez que a mesma faz parte da sociedade, tal como afirma Menezes (2007): Sabemos que nenhuma escola é uma ilha, mas parte da sociedade. E no nosso caso essa sociedade tem-se embrutecido de forma espantosa. O roubo, o tráfico, a corrupção, o desrespeito e o preconceito levam a atos violentos e criminosos. Para recompor valores deteriorados e conseguir preparar os jovens para a vida, a escola não pode ignorar a violência em suas próprias práticas e precisa trazer as questões do mundo para a sala de aula.9 Não é incomum perceber cotidianamente cenas assustadoras que trazem o pânico para muitos educadores em suas escolas, ao assistirem reportagens de violências e agressões, quando não de morte, entre alunos, aluno/professor etc. tal como podemos observar a seguir na reportagem: Mãe de aluna dá mais de 20 tapas no rosto de professora. (agosto de 2009); Meninas formam grupo para bater nas colegas estudiosas e bonitas. (junho de 2009); Doze estudantes participam de violência sexual contra deficiente. (maio de 2009); Garotinhas mostram em vídeo como matar Piper, colega de escola. (maio de 2009); Professor diz em aula que soja é como negro, ‘difícil de matar’. (maio de 2009); Garota de 15 anos diz que bateria de novo na professora. (março de 2009); No pátio da escola, aluna escuta de professor: ‘Ei, inadimplente!’. (fevereiro de 2009); Estudantes depredam escola em São Paulo. (novembro de 2008); Mãe e filhos são acusados de bater em dois professores. (novembro de 2008); Alunos terão de prestar serviço por apelidar colega de 'bode'. (outubro de 2008); Pais dão apoio a filhos em ofensas no Orkut a professor. (setembro de 2008); No Chile, professora de 40 anos seduz aluno de 12. (agosto de 2008); Professor é preso sob acusação de pedofilia. (agosto de 2008); Escola indeniza família de aluno que apanhava de colegas. (agosto de 2008); Professor incitou alunos a pôr saco na cabeça. (agosto de 2008); Estudantes teriam sido chamados de macacos em Barueri (LOPES, 2009).10 Diante do exposto acima, é possível ter-se uma noção de como o problema se expande e que esse agravante não se encontra apenas relacionado aos alunos, mas também na própria escola, às vezes na pessoa do próprio educador, que acaba por contribuir para que o problema cresça ainda mais. Assis (1999) aponta como causas da violência os seguintes determinantes: o Escolas grandes ou muitos alunos na escola; 9 MENEZES, Luis Carlos de . A violência a escola e você. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_246452.shtml. Acesso em 19/09/2009. 10 LOPES, Paulo Roberto. Casos de violência na escola. Disponível em: http://www.e-paulopes.blogspot.com/2009/08/casos-de-violencia-na-escola.html. Acesso em 29 de setembro de 2009. o Classes grandes ou muitos alunos por classe; o Os professores e funcionários não impõem disciplina; o Violência na televisão, cinema ou videogames; o Falta de condições econômicas na sociedade, pobreza; desemprego; o Falta de controle dos parentes, falta de supervisão dos pais; o Ação de gangues; o Disponibilidade de armas; o Violência na sociedade; o Falta de respeito por parte dos alunos e uso de drogas, tráfico de drogas ou álcool. A escola entra neste debate contemporâneo a respeito da violência , ora como vítima da violência ora como algoz. O cenário educacional brasileiro aponta para uma educação de cunho capitalista. Avaliar o aluno implica atribuir-lhe uma nota – o que simboliza dinheiro - , ao estudar matérias - que pode ser o metal ouro, latão, etc.- , ou disciplina - que relembra o militarismo, que enquadra, força. Assim senso, as matérias ou disciplinas são componentes da grade – um simbolismo de prisão - curricular. Conforme Nóvoa (2008, p.231), “é necessário que se busque a promoção e a organização de ambientes de aprendizagem entre os pares, de trocas e de partilhas”. Porém, esse paradigma atual acaba por estimular o consumo desenfreado - as notas altas denotam o saber mais expressivo de alguns, e certos discentes ficam vaidosos de possuí-las mesmo quando não esteja correspondendo a sua aprendizagem, ou que tenha obtidas por meios errados, ser rival e competitivo entre os grupos - a exemplo da luta de classe social. Desta forma, a escola é denotada através destes termos, não como um lugar onde o saber é construído e partilhado, mas, um ambiente que não aparenta solidariedade. Sobre essa linha de pensamento Maturana (2006, p.110) assevera que “não há o fenômeno competitivo sadio, pois o mesmo é cotidianamente e constitutivamente, anti-social”. Assevera Lelis (2008) que qualificar e reciclar o docente requer investimentos financeiros além de dedicação pessoal. Porém, o imaginário da sociedade cotidiana ainda está embasado na retórica da missão, do sacerdócio e da vocação, arquétipo que estigmatiza ferozmente a historicidade desse grupo profissional Quando o assunto é salário, nenhum docente deveria receber um salário mínimo, mas um condizente com sua capacidade, o necessário para sobrevivência de maneira digna, e não somente sobreviver no liame do colapso ou da asfixia. Contudo, é pago o mínimo e exigido o máximo. O educador ainda tem um agravante, é exigido que o mesmo esteja sempre por dentro de tudo o que acontece, onde livros, revistas ou curós, a exemplo custam um valor aquém de suas posses, não tendo investimentos para esse problema ser elucidado. A missão de lecionar encerra, freqüentemente, sendo coroada pelo parco salário bem peculiar em todos os patamares educativos. No nosso país, conforme Nazarian (2007, p.7) “educadores são tão mal remunerados que sempre estão fora das chances de terem acesso a possibilidades culturais do que os seus educandos...”. O educador também é frequentmente feito de saco gratuito de pancadas, isso se explica quando os alunos em suas conversas que vão “matar o professor do coração” por não simpatizarem com o mesmo ou com a disciplina, ou até mesmo quando se dão mal em determinada avaliação 2.1 Os fatores externos Dentre os determinantes externos que, indubitavelmente, favorecem para a ampliação dos índices de violência na escola, ressaltamos os fatores sócio-econômicos, os absurdos quantitativos de miséria e pobreza de uma parcela populacional que se mostram expansivamente, a expansão da utilização de drogas entre os jovens, a psicologização educacional e a permissividade gerada pela mesma, o desarranjo entre a escola e a tecnologia sempre mais aperfeiçoada deste século, a ausência equipamentos esportivos e de lazer, em expressiva parte das cidades e bairros, destinados às crianças e jovens. Assevera Balandier (1997) que nesse panorama a violência é compreendida como um saldo de cunho negativista e não condizente com a ordem vigente, pois a mesma de mostra como sendo de teor bárbaro que vem como resposta a um social que rejeita, que exclui, repreende outrem. Esse problema vem ajudando ao desenrolar de um imaginário fóbico, cujos reflexos podem estar causando influencia e elevação da violência, além do seu tratamento inadequado. Teixeira (1992), perplexa com a problemática da marginalidade e exclusão no que diz respeito à escola, colocou tais problemas no cenário discursivo a respeito da identidade e alteridade. A autora faz menção a R. Dadoun (1985), discorrendo acerca do fato de que, para afirmar sua identidade, uma sociedade ou instituição edifica a imagem do Outro. Referindo-nos a sociedade moderna, a razão ocidental desvincula dela mesma componentes irracionais para compor, no mesmo movimento, essa imagem de outrem e de sua própria identidade, essencialidade, normalidade. A autora acima citada ainda comenta que todos os que não estão enquadrados nos paradigmas de normalidade atuais são suspeitos; como reflexo, sofrem as rotulações e a exclusão. Completando a afirmação acima, lembrando que são edificadas instituições para mandatórios, domesticações e reeducações do diferencial: escolas de todos as tipologias, reformatórios, penitenciárias, asilos, sanatórios etc., medidas cujo o teor é nutrir a fobia do imaginário do medo. Na atualidade, a violência tem sido percebida como uns elementos reveladores do caos, desordem e da divergência que ela ameaça introjetar. Conforme Balandier (op. cit., pp. 207-212), a violência pode assumir o conteúdo de um desordenamento contagioso, muito difícil de se conter, de uma enfermidade social que condiciona o ser humano e, conseqüentemente, o coletivo num quadro de insegurança que cria a fobia. A fobia, a hecatombe e o apocalipse visitam os cenários da atualidade como os antigos monstros de retorno. Uma cultura assombrosa (e um imaginário fóbico) inscreve-se na estrutura em movimentação da cultura moderna. O imaginário da fobia ocupa um lugar material no corpo, ou melhor, tem uma inscrição corpórea, pois, além de sofrer ameaças exteriores reais ou não, está atrelado, conforme G. Durand (1989), às imagens angustiosas originais devidas à emergência da consciência do temporal e da morte, e às experiências de cunho negativo oriundas dessa consciência. A vontade fundamental buscada pelo imaginário humano é reduzir essa melancolia existencial, mediante o princípio constitutivo que é o da representação, simbolização das faces do Tempo e da Morte, a fim de geri-las e às situações que elas representam. 2.2 O problema da falta de segurança na escola Na instituição escolar, uma problemática difícil de se resolver é o problema da falta de segurança, proveniente dos teores de violência que se mostram interno e externamente. Educadores, genitores e discentes estão cata vez mais preocupados com o grau de violência dentro e fora da escola. Nem muralhas, gradeamentos, vigias ou guardas são capazes de controlar a violência que vem de fora; ações disciplinares, igualmente, são ineficazes para solucionar atitudes violentas de indisciplina que estouram dentro da instituição educativa. Assim como na sociedade, dentro da escola as situações em potencial edificadoras de violência são frequentes e não simplesmente conjunturais. Nas palavras de Balandier (op.cit., p. 212), “a sociedade, em suas movimentações e configurações, faz vista grossa a ação violenta, ampliando e fortificando o medo e a incerteza causando ondas de pavor, tal como ondas de febre”. Hoje a Instituição escolar vive o que Figueiredo (1996) denomina de "estado ou condição" de violência, algo que se mostra como componente perene da cultura, no caso, da cultura escolar-, demonstrando um regime social e dominante. Dito de outra maneira, o imaginário da fobia tem criado nas escolas o que se pode denominar de "cultura da violência", percebendo cultura como ramificação de significações criada pelo homem e onde ele se emaranha (GEERTZ, 1989). De acordo Guimarães (1996), mediante um trabalho aplicado em escolas públicas da cidade de São Paulo, mostra-nos atitudes dessa cultura da violência, em suas múltiplas facetas no cotidiano escolar, tanto na percepção do poder quanto dos discentes e docentes. À violência escolar em suas diversas modulações - aulas "duplicadas", cópias, ditados – nas palavras dos docentes, eram a única maneira de manter os educandos calados, discriminações e exclusões de cunhos diversos -, os educandos respondiam com explosões ilegais: quebra do patrimônio, pichações, lutas entre ambos ou com educadores e funcionários, verbalizações incondizentes com o ambiente escolar etc.. Contudo, os educadores discordantes buscavam, mediante a percepção da vivência do discente, edificar práticas alternativas que tornassem possíveis não o controle da violência, mas sua aceitação e sua ritualização A autora demonstra que controlar a violência mediante regras e normas de comportamentos severos parece não ser o caminho certo. O desafio é direcioná-lo, organizá-lo, inseri-lo e combiná-lo com outras ações sociais e simbólicas da escola. Em outras palavras, buscar maneiras de administrá-la enquanto figura da desordem, uma vez que nenhuma sociedade pode ser exterminada da desordem total. Precisa-se, assim, saber lidar com a mesma, e não tentar eliminá-la. Esta é essencialmente a função do rito: administrar a falta de ordem no sentido de atribuir uma forma dominável, de transformá-la em fator de ordem ou de transpô-la para ambientes da imaginação. Conforme Balandier (op. cit., p. 36), “mediante essa atitude, onde se operam, especialmente, o transgredir e a inversão, a mitologia e o rito mostram-se como veículos de tornarem possível juntarem ordem e desordem”. O referido autor prossegue: (...) o papel simbólico dos rituais humanos é religá-los mediantes ações ritualísticas, à ordem social; de revivificá-la no interior dos homens e especialmente reforçar. nos mesmos. sua aceitação das metodologias empregadas para manter a sequencia, a ordem e o limite social; enfim de gerir a ambivalência do homem perante à ordem social (BERNSTEIN, 1971, p. 276) . Dito de outra maneira, ao repassar uma percepção de mundo e códigos culturais, os ritos contribuem como dispositivos de moldura que tornam possível aos integrantes localizarem-se no social e na cultura de seu tempo, assegurando, desta maneira, a edificação da identidade coletiva. Contudo, o que pode observar hoje em dia é que a escola vem passando por um processo de sofrimento e empobrecimento dos rituais que assegurariam a edificação de sua identidade e das identificações de diversos grupos. Nos diz Charlot (2002) que a constante desritualização da escola provém da fraqueza sistemática dos valores sociais bem como da escola, em torno dos quais se formavam tais identificações: enfraquecendo-se tornaram-se ambíguos, e a ritualização que eles realizavam acabou por empobrecer. Desta maneira, nota-se uma transposição do predominar ritualístico criado pela escola para a dos ritos formados pelos educandos, que, de maneira constante, externam-se em ações consideradas violentas: ao "imaginário da ordem", os educandos contrapõem um "imaginário transgressor ou conflitivo". Daí ser indispensável que se retome o processo de ritualização. É necessário que ela recrie e conserve seus rituais, especialmente os que desenvolvem e solidifica o "cimento" do grupo, atrelando-se cerimônias outras, jogos, disputas e campeonatos esportivos, onde venham a favorecer o ritualizar a violência e a desordem, e para conhecer o potencial em favor de uma nova ordem/desordem. Soluções devem ser buscadas todos os dias na escola, na sala de aula, levandose em consideração as peculiaridades de cada caso. Contudo, podem-se mostrar algumas, tendo em vista as questões que se trabalhou nesse texto bem como os relatos de vivência que se tem dentro das nossas salas de aula todos os dias. Uma alternativa que parece-nos dar resultado é o aproximar de maneira gradual entre escola e comunidade, mediante múltiplas atividades integrantes, num sistema de parceria onde a escola supre, de certa forma, as carências espaciais e de equipamentos sociais, e a sociedade "cuida" da escola, desde a vigilância à realização de alguns reparos; integra de forma voluntária órgãos colegiados, a exemplo do Conselho de Escola com a Associação de Pais e Mestres; assegura assistência de toda ordem às crianças carentes; enfim, passa a atuar de forma ativa da escola. Ainda, conforme Mafessoli (1981) existem outras alternativas que podem trazer o brilho a escola: § Criar ações de lazer e de cultura, a exemplo de viagens culturais a museus, reservas florestais e zoológicos; § Levar os educandos para verem espetáculos de teatro, filmes etc.; § Propiciar e dar espaço a grupos de educandos e educadores que se mostrem interessados em trabalhar com teatro, música, jornal; § Fazer amostras de arte e oficinas de criação, feiras de ciência; § Ornamentar a escola com trabalhos dos educandos: pinturas, redações, trabalhos escolares diversos; § Achar espaços para os educandos trabalharem a terra: horta, jardinagem; § Tornar possível tempo e espaço para que os educandos conversarem, brincarem, enfim estarem mantendo contato agradável; Assim sendo, não se pode menosprezar, pois conhecidas u não pelos patamares dominantes, as aparentes singelas atitudes cotidianas, administradas e desenvolvidas pelos componentes dos muitos grupos da escola: educadores, alunos, funcionários -, dentro ou fora da sala de aula, ajudam a desenvolver uma ética global, ou melhor, para o reconhecimento da instituição, no que cerne a sua cultura e imaginação. 2.3 Violência escolar: esclarecendo as terminologias Muitas vezes, se emprega diferentes denominações acerca da violência, vamos adiante elucidar essas diferenciações de termos, para se ter uma compreensão mais precisa e evitar-se assim seu mau uso. Afirma Charlot (2002) que necessário se faz distinguir as denominações: violência da escola, à escola e na escolar. No que se refere a violência na escola, podemos concebê-la como sendo a que é produzida dentro do espaço da escola, sem manter ligações com as atividades que se desenvolvem na instituição escolar. A exemplo, quando um grupo adentra a escola para acerto de contas e/ou disputas, a escola é somente o cenário de um ato violento que poderse-ia acontecer em qualquer outra localidade. Com relação à violência à escola, podemos concebê-la como sendo aquela que visa a instituição e todos os seus representantes. Ela se faz presente quando educandos realizam ações que depredam, não respeitam os educadores e funcionários insultando-os. Atrelado a essa violência contra a instituição escolar, é necessário que se analise a violência da escola, ou melhor, a violência institucional, simbólica, das relações de dominação que acontecem entre educadores e educandos, além das ações percebidas pelos educandos como sendo injustas ou racistas. Em um estudo realizado por Abramovay et al. (1999) se contatou que a elevação concomitante da riqueza, em um extremo e da pobreza, de outro, estaria criando a exclusão de consideráveis setores da população atingida pela miséria. E ainda a percepção de que a escola tornaria possível a inserção no mercado de trabalho e qualificação como prováveis iniciativas para a exclusão e para a desigualdade social convive com o entendimento empírico de que isto não se verifica sempre, especialmente para as populações de baixa renda. Sposito (2002, P.45) define a violência como sendo “todo ação implica a cisão de um nexo social através da utilização da força. Candau et al. (1999) percebem que a banalização da violência já assumiu patamares alarmantes no meio social brasileiro. Conforme as referidas autoras, a própria natureza comportamental violenta produto da cultura massiva favorece para esta banalização. Ou melhor, a sociedade que ai se mostra esta convivendo com a cultura do pânico, competição, insegurança e na personificação dos outros indivíduos como sendo prováveis inimigos. Segundo Placco (2002) o problema da violência necessita ser analisada de acordo com o cenário sócio-econômico-cultural e político da sociedade. De outra maneira, pode-se atribuir de maneira errônea ao indivíduo, o problema ligado a sua genética ou a problemas de ordem psicológicos, a responsabilidade por atos violentos, seja na sociedade, seja na escola. Além disso, enfatizam a relevância de medidas profiláticas dentro do ambiente escolar e concebem os educadores como parceiros privilegiados nesse processo: A escola pode agir na profilaxia ao uso da violência através de projetos que tenham como ponto de iniciativa a vulnerabilidade dos jovens, que levem os educadores a se mobilizarem para uma ação conjunta, que façam uso dos vínculos da escola com a comunidade, ressaltando o valor especialmente a participação dos pais. (PLACCO, 2002, p. 364) De maneira conjunta a isso, os autores acima destacam a importância da maior brevidade em formar os educadores para poderem agir de maneira profilática, uma vez que a ausência de conhecimentos acerca do problema da violência pode ter um reflexo perigoso e contrário ao pretendido. Assim, a ação preventiva no combate ao surgimento da violência faz-se necessárias ações sistemáticas e precisas em seu planejamento, buscando a formação do educando e do cidadão, balizando-se no projeto político pedagógico da escola 2.4 Despertar a consciência do aluno para a’preservação’ como atenuante do problema É de suma importância que os educandos e a comunidade em geral tenham condições de se conscientizarem da sua responsabilidade na preservação da escola. A escola é um patrimônio público e, como tal, lhes pertence. Ao terem esta consciência, acredita-se que se diminuirão consideravelmente os casos de depredação da instituição. Fundamentemo-nos na seguinte idéia: ninguém sai por ai destruindo o próprio carro, tênis ou casa, salvo quando enlouquece ou quando não tema noção de propriedade construída. O que se percebe é que a população não se sente dona da escola. Alguns educadores provavelmente dirão que já procuraram conscientizar os alunos acerca deste aspecto talvez a maioria afirme que sim, mas será realmente que conscientizaram? O público é o dono da escola, incluindo é claro, o aluno. De qualquer forma, o fato é que alguns dirigentes escolares não tem contribuído para que esta conscientização ocorra. Assim sendo a comunidade deve ser componente da escola. E sobre isso, foi testado no Rio de Janeiro e em Pernambuco um programa cuja característica principal era a abertura à comunidade das escolas públicas nos finais de semana, com o oferecimento de atividades esportivas, recreativas e pedagógicas. Os reflexos demonstram que a criminalidade diminuiu em 60%, segundo avaliação da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.. Ainda, percebeu-se uma restrição da depredação dos estabelecimentos de ensino, um aumento do interesse pela escola, participação maior dos familiares e melhoria no relacionamento entre professores e alunos. 2.5 Mesclar conteúdos com a vivência do aluno: uma alternativa possível Esta alternativa se mostra mais ligada à metodologia de ensino que deve ser empregada pelo educador em sala de ala. Em outros termos, ela está relacionada à maneira como o professor deve proceder em relação ao ensino dos conteúdos escolares. Ele deve procurar articular tais conteúdos a vida efetivamente vivida pelos escolares. Provavelmente lembramo-nos de como nossos educadores de outrora transmitiam os conteúdos tradicionais - língua portuguesa, matemática, história, geografia, química, física, biologia etc.. Salvo de um ou de outro – que com certeza acabaram marcando as nossas vidas, a ponto de terem influenciado consideravelmente nossa opção profissional -, o fato é que não sabíamos para quê estávamos aprendendo determinados conteúdos. A única coisa de que se tinha consciência era de que o aprendizado de tas conteúdos era absolutamente necessário, sobretudo se a pretensão fosse a de prosseguir nos estudo; ser “doutor”, melhorar significativamente o status social e financeiro ou, como uma pessoa simples e dotada de enorme saber, como alguns afirmavam há tempos atrás: pra virar gente. O fato é que, ainda hoje, apesar dos esforços de alguns docentes, parece que a realidade está dissociada da sala de aula. Por exemplo, ainda hoje se continua a ensinar equação do 1º grau da mesma maneira que se ensinava a 10, 15, 20 anos trás. E, igualmente, salvo alguns nerds - alunos extremamente estudiosos e que dedicam toda a vida somente aos estudos - os alunos continuam aprendendo mecanicamente e, em conseqüência, respondendo mecanicamente e, portanto, não entendendo para que serve tal conteúdo e não vendo sentido para o seu aprendizado. Poder-se-ia concluir que, então, bastaria um professor tomar consciência de que a maneira como ele desenvolve o ensino não esta possibilitando o aprendizado significativo deste conteúdo. Contudo, o problema pode está no fato de o próprio professor de matemática em questão nem sequer tem clareza sobre os significados do termo “equacionar”’. Assim, o fato de ele proceder desta maneira, não reside (ou, pelo menos, não unicamente) na falta de consciência sobre o não aprendizado significativo de tal conteúdo, mas na ignorância acerca da sua especialidade. Obviamente, que não estamos generalizando todos os professores de matemática, uma vez que não podemos afirmar que todos ajam dessa forma. Os professores acabam agindo dessa maneira, como se a escola fosse algo totalmente à parte do mundo efetivamente vívido. Sintetizando, tais indivíduos são indisciplinados e violentos por não concordarem com a maneira como o professor está transmitindo o saber. Isto nos leva a concluir que eles até sabem o que estão fazendo na escola. Contudo, a didática empregada pelo professor para o ensino dos conteúdos escolares é considerada maçante e desmotivadora. Geralmente dizem isto das aulas expositivas, que não possibilitam o diálogo, sem ligação com os aspectos do seu cotidiano valorizados por eles, e/ou excessivamente teóricas e pouco praticas. Cabe sublinhar que tal dissociação não ocorre só em relação ao ensino fundamental e médio. Ela é vivida igualmente nas Universidades. Assim, se fala num curso de Psicologia de termos como anomia, perversão, formação do aparelho psíquico, narcisismo, e tantos outros conteúdos e não se articulam isso com os fenômenos que ocorrem à volta dos alunos, como a banalização da vida, o individualismo, o hedonismo, o consumismo de nossos jovens. Nem sempre são analisadas as condutas dos próprios alunos quanto ao não suportar ouvir pessoas que pensam e agem de maneira diferente da sua, quanto a não admitirem ser corrigidos e ducados, pois tais práticas são identificadas como poder que, como tal, só tema função de impedir a vida. O pior, ainda, é presenciar, em cursos de formação de professores, práticas como a de só assinar listas de presença, condenar as aulas ministradas às sextas-feiras, comprar trabalhos, copiar provas, fazer ou lixar unha em sala de aula, ficar procurando ponta dupla no cabelo, conversar por meio de celular (quando o professor está explicando o conteúdo), chegar depois de transcorridos 30 minutos do inicio da aula, e não dar nenhum tipo de satisfação, e depois, ir embora. Novamente, e provável que estejamos exagerando, mas não sabemos o quanto. CAPÍTULO III PESQUISA DE CAMPO NA ESCOLA PROFESSOR AGRIPINO DE ALMEIDA: ANALISANDO A PROBLEMÁTICA Neste capítulo terceiro demonstraremos o resultado de um estudo de caso que se verificou na Escola Professor Agripino de Almeida, alvo de nossas escolhas, cujos resultados são possíveis de 3.1 Diagnose da Escola A Escola em questão é a escola Professor Agripino de Almeida11, Portaria de funcionamento nº1749, DO de 10/06/1971, situada à Rua Doutor Miguel Braz, s/n, em Santa Maria do Cambucá12, no estado de Pernambuco, CEP-55765-000. No início funcionou em outra escola denominada Escola João David de Souza (Estadual) enquanto estava sendo construída. Até o ano de 2008 funcionava da educação Infantil ao ensino Médio e Normal Médio, mas este ano (2009), houve um acordo município/estado passando o Ensino Médio para o Estado e a escola Professor Agripino ficou com a Educação Infantil e todo o Ensino 11 Agripino Ferreira de Almeida nasceu na cidade de Vertentes, próxima à Taquaritinga, no dia 30 de abril de 1908, filho de Severino Ferreira de Almeida e de Izabel Ferreira de Almeida.Foi sempre conhecido e respeitado como homem político de conduta ilibada que colocava a honradez, o idealismo, a coragem e a amizade como norteadores de sua existência. Foi autor do Projeto que elevou algumas vilas importantes de nosso Estado à categoria de cidade, como Santa Maria do Cambucá, Cumaru, Passira e muitas outras. 12 O município de Santa Maria do Cambucá está localizado no Agreste do Estado de Pernambuco, limitandose a norte com o estado da Paraíba, a sul com Frei Miguelinho, a leste com Vertente do Lério e Surubim e a oeste com Vertentes. Fundamental, funcionando nos três horários:7:30 às 11:30h, 13:00 às 17:0h e 18:30 às 22:00h, com o total de 1.497 alunos. A Escola atende a toda população em idade escolar desta cidade e de cidades circunvizinhas e a Prefeitura oferece transporte escolar para todos aqueles que o necessita dando melhores condições de acesso à escola, pois a sua maioria é composta por agricultores carentes. 3.2 Aspectos Físicos O prédio escolar foi reformado no início deste ano (2009) para oferecer mais segurança e espaços adequados aos diversos tipos de apoio pedagógico aos alunos e professores, e possui um corpo de funcionários composto de 129 (cento e vinte nove) pessoas devidamente habilitadas e autorizadas pelo órgão competente Há 21 salas de aula em boas condições de funcionamento, iluminadas e ventiladas num espaço compatível ao número de alunos; 1 sala para os professores muito ampla e iluminada onde no seu interior há um espaço para visitantes composto por sofás confortáveis; 1 biblioteca que ainda contém poucos livros por ter passado um tempo abandonada, Há 1 sala de leitura espaçosa e atraente aos olhos para proporcionar uma boa leitura a todos que a frequentam; 1 cozinha adequada às atividades desenvolvidas e 1 refeitório anexado à cozinha amplo e arejado embora seja gradeado evitando o acesso dos alunos fora do horário de merenda; 1 auditório pequeno fechado para mais ou menos 100 pessoas; há 2 sanitários para os alunos e 1 para os professores em boas condições de uso e higiene, tendo sido recentemente reformados por haver problemas de encanamento. O mobiliário, em sua maioria está em bom estado de conservação. Foram reformadas 160 (cento e sessenta e nove carteiras) que, automaticamente foram recolocadas nas salas.; armários e mesas estão em bom estado de conservação. Há 15 computadores novos ainda embalados para o laboratório de informática. Esta sala está sendo preparada adequadamente para comportar os computadores dando acesso aos alunos e toda a comunidade a inclusão digital. Há na escola pequenos espaços para os alunos como mini pracinhas e numa delas há uma imagem de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade. 3.3 Aspectos Administrativos A referida Unidade Educacional possui um quadro com 129 (cento e vinte nove) funcionários habilitados para as suas funções (houve concurso público este ano), entre eles estão 50 docentes em total atividade em 45 turmas. 3.4 A escola e sua estrutura pedagógica A Escola Professor Agripino de Almeida cumpre a sua função social garantindo a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos que são necessários para a vida em sociedade, pois preservar interesses, entender necessidades e tratar cada aluno de forma individualizada são aspectos centrais num ensino bem sucedido, tendo a aprendizagem como o resultado de processos sociais e pessoais. O seu regimento tem como meta acatar os objetivos da Educação Nacional, expressos na LDB (Lei de Diretrizes e Bases) nº 9394/96, observando suas determinações referentes a cada etapa da educação Básica. E é elaborado por vários membros que fazem parte direta e indiretamente desta unidade de ensino como: gestor, coordenadores, supervisores, funcionários, alunos e pais de alunos que se reúnem pelo menos uma vez no ano, para reverem essas metas e fazer um balanço positivo ou negativo que, dependendo, do caso, podem ser mudadas de acordo com a realidade. O Projeto Político Pedagógico13 é composto por uma equipe técnica que sempre avaliam se está sendo executado e é de conhecimento de toda comunidade escolar. 3.5 Perfis dos educadores entrevistados 13 O projeto representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade, tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a atingir os objetivos que se propõem. É o ordenador, o norteador da vida escolar Foram entrevistados 5 (cinco) educadores da Escola Professor Agripino de Almeida da cidade de Santa Maria do Cambucá, para conhecer as suas afirmações acerca da problemática violência, visando adquirir informações sobre a temática que poderá ser usada por outros pesquisadores futuramente. Dos entrevistados 4 (quatro) são mulheres e 1 (um) homem, todos com Graduação e Especialização nas respectivas áreas. 3.6 Resultados da entrevista com os educadores Após a aplicação dos questionários, demonstraremos os resultados mediante gráficos e comentários das repostas, objetivando uma maior compreensão e clareza das respostas 1. Definição de violência 25% 50% 25 % Ações qu e machucam e ferem fisicamente e verbalmente São atos que cau sam danos para qu em os realiza Con siste em ferir alguem Podemos perceber no gráfico acima que as definições de violência não possuem muita divergência de opinião, uma vez que a maioria dos entrevistados, 50%, asseverou que a violência diz respeito “a questão física e verbal”; Outros 25% dos entrevistados asseveraram que a violência seria “são atos que causam danos para quem os realiza”. Os outros 25% afirmaram que “consiste em ferir alguém”. Podemos perceber que ambas as opiniões, dizem respeito a ferir de alguma forma outrem, não importando se este seja verbal ou físico. E isto se faz evidenciar em grande parte das escolas de nosso país, verdade essa, que pode ser confirmada mediante as reportagens freqüentes que se vêem estampados nos veículos de comunicação. 2. Causas da violência. Falta de cultura, desemprego, problemas famíliares. Influencia do meio e dos amigo. 25% M edia nte as A própria escola 25% resp osta 50% s que se obtiveram ao serem entrevistados sobre as causas da violência escolar, os educadores demonstraram uma divergência de opinião acerca das origens das causas da violência escolar. 50% afirmaram que esse problema está relacionado “a falta de cultura, desemprego e problemas familiares”;. Entretanto outro percentual 25% acharam que as causas estão relacionadas “influência do meio e dos amigos” e outros 25% acreditam que “a própria escola é a culpada” Em muitas cidades, as escolas são palco de situações de violência. Situadas em locais onde a exclusão social se manifesta de modo mais acentuado, as escolas não ficam isoladas deste contexto. De depredações a casos de arrombamento, ameaças e prisões, muitas coisas acontecem, amedrontando pais, professores e alunos. Em geral, a solução proposta é o policiamento e a colocação de grades. Nem sempre esta solução é possível e quase nunca é eficaz. Ao contrário, muitas vezes ela apenas reforça a violência da situação. Desta forma, o jovem recebe opções fáceis como: o uso de drogas, uso de bebidas alcoólicas, uso da arma de fogo aliada a inexistência do controle da polícia, da família e comunidade tornam o indivíduo motivado a concluir o ato delitivo. Carências afetivas e causas sócio-econômicas ou culturais certamente aí se misturam, para desembocar nestas atitudes. 3. Tipos de violência que ocorrem na escola. Agressões verbais, físicas 50% 5 0% Comportamentos indesejad os, depredações física da escola Observando o gráfico acima, podemos perceber que os tipos de violência que se expressam no ambiente escolar são diversos segundo os educadores; entretanto, sobressaise com 50%, a agressão “verbal e física”, seguida de 50% com “comportamentos indesejados, depredações física da escola”. Pode-se notar que a diversidade sobre os tipos de violência são vários, o que acaba por causar transtornos a todos que fazem a comunidade escolar, haja vista nem sempre ter controle diante de insultos provenientes de alunos, muitas vezes revidando ou pondo os casos para a direção resolver. A violência escolar se expressa de muitas maneiras, incorporando-se à rotina da instituição e assumindo proporções preocupantes. Segundo a pesquisadora Miriam Abramovay, a violência pode ser associada a três dimensões: a degradação do ambiente escolar, a violência que se origina de fora para dentro das escolas e aquela gerada por componentes internos dessas instituições. 4. Relação entre indisciplina e violência. D As duas estão interligas, uma é consequência da outra e aco rdo Depende da situação. As vezes elas aco ntecem isoladas 50% co mo grá 5 0% fico acima se pode perceber que a ligação entre violência e indisciplina mantém uma expressiva ligação 50% afirmam que “as duas estão interligadas sendo uma conseqüência da outra” outros 50% acham que “depende da situação. As vezes elas acontecem isoladas”. Podemos perceber assim, que a diversidade de opiniões se mantém, entretanto é comum se perceber dentro das salas de aula que a indisciplina está atrelada a violência sim, mesmo que de forma frequente, mas há, pois, sempre há os insultos, uns tapas, empurrões entre educandos, o que não deixa de caracterizar violência. A indisciplina em contexto escolar é uma forma de violência. Não se pode pensar de outra maneira, a exemplo, se um aluno que constantemente perturba a aula não acaba por submeter colegas e professores à sua vontade e impedir que a aula decorra normalmente, isso se reflete numa ação de violência contra o outro. Enfim, se a desobediência obriga os outros a aturar o que não querem obviamente que também é uma forma de violência. 5. Atitudes perante o problema de violência. P O diálogo normalmente resolve 2 0% ode -se per ceb er 80 % Os pais são chamados com frequência, porq ue eles são demais. no gráf ico acima no que se refere a posição escolar frente à problemas de violência, que 80%, afirmam que “o diálogo normalmente resolver”, outros 20% afirmam que “os pais são chamados com frequencia, porque eles são demais” para elucidar os problemas. Note-se que alguns educadores procuram utilizar o diálogo como forma de resolver o problema, demonstrando assim que há uma preocupação dos mesmos com seus educandos. Entretanto outra parcela dos entrevistados afirma que leva aos pais a situação, caso não resolva com o próprio aluno. Como a escola depende do que está à sua volta, o entorno deve ser sempre considerado. Se a escola estiver integrada a ele, abrindo o seu espaço - privilegiado e valorizado - não só aos alunos, mas ao oferecimento de soluções para problemas e necessidades da região, ser mais respeitada pela comunidade onde se insere. É importante promover atividades comunitárias e o uso das instalações para eventos ou para o lazer dos moradores das imediações, contando com a participação e o envolvimento dos diretores, professores e outros profissionais, levando-os a substituir o medo por novas posturas que contribuam para a superação de uma mentalidade violenta 3.7 Resultados da pesquisa com os educandos 1. Você se considera sua escola um ambiente seguro? Sim 100% Conforme o gráfico acima se pode perceber que a totalidade dos educandos concorda que a escola se mostra como um ambiente onde há segurança. A segurança é responsabilidade de todos. Contudo não raro é possível presenciar cenas de violência que os próprios alunos presenciam segundo conversa informal com alguns, poremos mesmos talvez se achem constrangidos de falar a respeito, ou mesmo por questões de medo. Pois sabemos que a violência já adentrou os muros escolares há tempos, e esses agravantes continua a crescer. Enfim é papel dos alunos junto com a equipe administrativa cuidarem da escola, para tê-la sempre como ambiente de segurança e satisfação. 2. Você já presenciou algum tipo de violência em sua escola? Sim 10 0% A violência está presentes em todos os segmentos sociais e atinge a todos de formas diferentes na escola, não é diferente, pois como afirma a totalidade dos entrevistados, todos já perceberam algum tipo de violência, sejam entre alunos, alunos-funcionários etc.. A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários. Nas escolas, as relações do dia-a-dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição. 3. Alguma vez você já foi vítima de violência? D e acord o com o Sim gráfic o 10 0% acima , pode mos notar que todos os alunos sofreram algum tipo de violência. Qual a escola que nunca registrou situações como: alunos agredidos, livros roubados, funcionários humilhados, ofensas entre professores e alunos. Todos esses são exemplos de situações internas à escola que precisam ser enfrentadas com a mesma firmeza com que debatemos a violência do mundo em geral. Do contrário, a função de educador- formador não será cumprido. Tudo no ambiente escolar tem caráter pedagógico. Compreender como o abuso do álcool ameaça quem está ao volante (e também quem está nas ruas e no convívio doméstico), desenvolver projetos que mostrem como a intolerância, a injustiça e o preconceito resulta em violência (tanto entre nações como entre pessoas), estabelecer paralelos entre o que se vive na escola e o que se vê fora dela são apenas alguns exemplos de como não fugir dessa difícil questão. Numa sociedade violenta, a escola deve se contrapuser abertamente à cultura de agressões. Acredito que as situações que dizem respeito a questões internas devem ser tratadas nos conselhos de classe, identificando responsabilidades, garantindo reparações e promovendo formação. 4. Você concorda ou discorda que a violência e indisciplina têm ligações? Concordo 10 0% De acordo com o resultado acima, ao serem indagados acerca da ligação entre violência e indisciplina, os educandos afirmaram unanimemente que sim, que existe essa ligação entre ambos. Enfim, esta problemática, de certa forma, se reproduz na escola. Não é incomum assistir a alunos indisciplinados e mal educados atormentarem professores, e estes não apresentarem subsídios para controlar a bagunça que come solta dentro da sala de aula. E o que é pior: não bastassem as conversinhas, os risinhos, as guerrinhas de papel, o respeito pela figura do professor já se encontra ameaçado. Assim sendo, ficamos a refletir onde essa situação irá esbarrar? É necessário intervir de alguma maneira, pois os primeiros a sofrerem com a problemática são os próprios educadores e se esses não se mobilizarem o quadro evoluirá para pior. 5. Você acha que o problema da violência tem solução? D e acor do com Sim o que 10 0% stio nam ento acima, no que se refere a visão dos mesmos com relação a solução ou não do problema da violência a totalidade afirmou que sim, o que demonstra uma visão positiva para entrave. Não é fácil erradicar a violência da sociedade. Por serem suas causas complexas e de caráter estrutural, não está ao alcance do governo municipal eliminá-la das escolas ou de qualquer outro lugar. No entanto, é possível e necessário controlar alguns dos mecanismos que a geram, reduzindo seus efeitos. Democratizar a escola é a linha central de todas as intervenções para diminuir a violência em seu ambiente. A mudança na prática do sistema de ensino deve levar à eliminação das barreiras - muitas vezes não percebidas - entre os alunos e a escola, entre a comunidade e a escola. Num trabalho que envolve ações de curto, médio e longo prazos de maturação, as violências geradas pelo próprio sistema escolar devem ser questionadas e subvertidas pelos seus atores. CONSIDERAÇÕES FINAIS A violência praticada por adolescentes é uma verdade que não se pode fugir dela. A sociedade precisa de organização e lutar de maneira ativa contra esse grave problema A escola deve procurar adaptar os seus conteúdos programáticos e acercar-se mais dos educandos. A família frequentemente se destitui do seu papel educacional, fazendo vistas grossas muitas vezes, devido a ausência do lar por precisarem os pais trabalharem e manterem as despesas do lar. Isso acaba por gerar nos seus filhos o comodismo e modismos que enxergam a sua volta, e os pais muitas vezes nem percebem o terror que estão plantando ao seu redor, pois muitas vezes os resultados aparecem lá n a frente, com filhos que roubam, que espancam, que xingam, que picham patrimônios, tudo isso devido a ausência educacional em casa. Em meio a tanta confusão, encontram-se os alunos que, agem de acordo com o que percebem e atuam de acordo com os estímulos do meio. Meio esse que frequentemente propicia paradigmas de comportamentos questiona´veis na maioria das vezes. Note-se que a sociedade passou por profundas transformações, e estas continuam a ocorrer de maneira expressiva. A família, centro primário de educação, tem demonstrado desestímulo deixando apenas a critérioda escola a tarefa educacional de seus rebentos, dado que é no cenário educacional que os alunos permanecem a maior parte do dia. Entretanto, nenhuma outra instituição é capz de suprir as condições educacionais da famíliares, nem tampouco seria justo que a escola fossse unicamente a responsável por repassar a ensinar valores tão essenciais para o normal desenvolvimento do aluno, a exemplo democracia, as normas para bem viver, o respeito mútuo, a solidariedade, a tolerânciaetc. Vimos na pesquisa que se realizou na Escola Professor Agripino de Almeida, que a violência é uma realidade na referida instituição, entretanto não se mostra em níveis elevados de periculosidade, o que nos deixa aliviados, pois o quadro poderia ser pior. À escola não cabe ensinar os conteúdos que se exigem pelo pelo Ministério da Educação,e ainda possuir a função educacional pertinente a famila, pis isso seria injusto Diante de tudo isso, a verdade é que a violência persiste e regista-se sempre mais através dos jovens A escola não pode fazer vistas grossas que os conflitos e entraves sociais acontecem, e por isso tem procurado ajustar-se da melhor maneira. E é justamente na instituicao escolar que os educando demonstram atitudes que observam dentro e fora da mesma. Ambientes onde acontecem maus tratos físicos e psicológicos, onde se priva de determinadas coisas, o ínfimo grau de instrução e a pobreza são fatores interliggados. Neste cenário, é urgente que acontecça uma intervenção global de forma eficiente, propiciando à população envolvida referenciais de coportamentos adequados ao desenvolvimento afetivo, intelectual e moral de todos os envoltos. Assim sendo, todos nós que compoos essa sociedade democrática, somos responsáveis pelos reflexos educativos do nosso agir. É necessário que haja um esforço financeiro por parte do governo, não apenas económico mas também a nível de recursos humanos onde programas de combate à violência e exclusão social veham realmente a se tornar realidade com resultados poditivos. Enfim, não podemos deixar nosso alunado se transformem em futuros homens que não consigam se adaptação ou mesmo que eles venham a ser futuros marginais, apenas por não terem tido referenciais positivas na infância e porque as muitas entidades educativas deixaram de lado que seus alunos também precisam de atenção, carinho, afeto, pois são como nós, seres humanos coo os demais REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMOVAY, Miriam ; et all - Guangues , galeras, chegados e rappers. RJ, Ed. Garamond , 1999. ADORNO, S. "Exclusão socioeconômica e violência urbana". 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Em sua escola, quais os tipos de violência que ocorrem com mais frequencia? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 4. Na sua opinião, há ligação entre indisciplina e violência? Comente. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 5. Quais as iniciativas que a escola realiza diante do problema de violência? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ________________________________________________________________ Anexo 2 Questionário aplicado aos educandos 1. Você se considera sua escola um ambiente seguro? ( ) Sim ( ) não 2. Você já presenciou algum tipo de violência em sua escola? ( ) Sim ( ) Não 3. Alguma vez você já foi vítima de violência? ( ) Sim ( ) não 4. Você concorda ou discorda que a violência e indisciplina têm ligações? ( ) Sim ( ) Não 5. Você acha que o problema da violência tem solução? ( ) Sim ( ) Não