SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA – SESVALI
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP
CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
KATARINA GERMANA DE QUEIROZ SABINO
UM ESTUDO SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DE INDICADORES AMBIENTAIS
PARA A GESTÃO EMPRESARIAL: um estudo de caso em uma Indústria de Calcário
e Cal em Santa Maria do Cambucá- PE.
Caruaru
2011
KATARINA GERMANA DE QUEIROZ SABINO
UM ESTUDO SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DE INDICADORES AMBIENTAIS
PARA A GESTÃO EMPRESARIAL: um estudo de caso em uma Indústria de Calcário
e Cal em Santa Maria do Cambucá- PE.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis da
Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito
parcial para a obtenção do título de Bacharel em
Ciências Contábeis.
Orientadora: Msc. Maria Daniela de Oliveira.
Caruaru
2011
Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
S116e
Sabino, Katarina Germana de Queiroz.
Um estudo sobre as contribuições de indicadores ambientais
para a gestão empresarial: um estudo de caso de uma indústria de
calcário e cal em Santa Maria do Cambucá-PE / Katarina Germana
de Queiroz Sabino. – Caruaru: FAVIP, 2011.
47 f. : il.
Orientador(a) : Maria Daniela de Oliveira.
Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências Contábeis) -Faculdade do Vale do Ipojuca.
Inclui apêndice.
1. Gestão Empresarial. 2. Indicadores ambientais. 3. Calcário
(Aspectos contábeis). I. Título.
CDU 657[11.2]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
Dedico este trabalho, com todo carinho, a
meus queridos pais e minha filha Sara Ellen,
que foram pessoas importantes nessa
conquista, que acreditaram na minha força de
vontade e me deram razões para vencer.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus pela vida e por reconhecer a sua importância, pela força nas horas
difíceis, em especial pela proteção ao longo desta caminhada e superação de tantos momentos
incompreendidos mas por Ele traçado para valorização da vitória.
Agradeço às duas pessoas que, sem sombra de dúvidas, foram e continuarão sendo as
mais importantes em minha vida, meus pais Gilmar e Cássia, pelo amor incondicional,
carinho, apoio e incentivo a nunca desistir dos meus sonhos. Agradeço, também, aos meus
irmãos e a minha filha Sara, motivo da determinação do meu viver, aos familiares e aos
amigos, pelo carinho e compreensão da ausência durante todo o curso.
Aos professores do Curso de Graduação da Favip em Ciências Contábeis, ausentes e
os que ainda permanecem neste ano, pelos conhecimentos transmitidos.
Aos colegas da graduação, pela convivência harmoniosa e fértil e pela troca de
experiências.
Ao professor Andresson Fernandes de Araújo, Josimar e Ismael pela demonstração da
valorização do curso e percepção da determinação.
A nossa graciosa coordenadora Maria Vanessa, que sempre nos socorreu nos
momentos difíceis, oferecendo seu apoio e dedicação.
A minha querida professora e orientadora Daniela, pela compreensão e sabedoria,
garra e determinação e por ter aceitado a orientação deste estudo e me concedido a
oportunidade de receber seus valiosos ensinamentos, que permitiram a elaboração desta
pesquisa.
De maneira geral, a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram,
apoiaram e se dispuseram a ajudar durante todo o transcurso deste estudo, instigando-me a
acreditar na minha capacidade e que venceria mais esta etapa.
Agradeço a todo corpo docente da FAVIP, pelo curso de excelente qualidade, cuja
competência propiciou a realização deste trabalho.
“Não nos esqueçamos de que a verdade, qual
jóia preciosa se por um incidente vai arrastada
na lama, não se conspurca, não se corrompe,
nem se perde o fulgor. Ao inverso, a mentira é
como pó da estrada, em dado momento poderá
ser elevado às alturas impelido pela força do
vento, mas, cairá em breve porque não deixa
de ser pó, não deixa de ser vil”. (Pacheco
Júnior)
RESUMO
O presente trabalho abordou as contribuições dos Indicadores Ambientais como instrumento
de auxílio para a gestão empresarial de indústrias de mineração. Assim, para realização do
estudo foi feito um estudo de caso em uma indústria de calcário e cal em Santa Maria do
Cambucá- PE. Para tanto, a pesquisa caracterizou-se como exploratória, realizada através da
pesquisa bibliográfica, e qualitativa quanto á abordagem do problema. Através da realização
do estudo, observou-se que a empresa estudada fazia um uso mínimo de indicadores
ambientais, fazendo uso apenas dos indicadores: quantidade de material usado para produzir
uma tonelada, quantidade de matéria prima usada na produção e quantidade de energia por
produto. Com isso, pode-se observar que a maior preocupação é com parte produtiva da
empresa, os possíveis impactos gerados com a atividade não são avaliados. Conclui-se,
portanto, que a empresa analisada faz um uso mínimo de indicadores ambientais, o que
compromete a gestão empresarial.
Palavras-chave: Gestão Empresarial; Indicadores Ambientais; Calcário.
ABSTRACT
This study addressed the contributions of environmental indicators as aid instrument for the
management of the mining business. Thus, to perform the study was done a case study in an
industry limestone and lime in the Santa Maria Cambucá-PE. For this, the research
characterized as exploratory, conducted by research literature, and qualitative and will
approach the problem. By the study, noted that the company studied was a minimal use
environmental indicators, using only the indicators: quantity of material used to produce one
ton, the quantity of raw material used production and energy content per product. Thus, one
can observe that the main concern is the productive part of the company, possible impacts
with the activity are not assessed. It follows therefore that the company is considered a
minimal use of environmental indicators, which commitment to business management.
Keywords: Business Management, Environmental Indicators; Limestone.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1
Os Fluxos de Materiais são Fluxos Monetários...............................................
20
Figura 2
Classificação dos Indicadores..........................................................................
22
Figura 3
Dimensão das Informações..............................................................................
25
Figura 4
Carregamento da rocha para britagem.............................................................
33
Figura 5
Dinamitação de Pedreira..................................................................................
33
Figura 6
Pedras dinamitadas..........................................................................................
34
Figura 7
Maquinário da Indústria de calcário................................................................
34
Figura 8
Sílos da Indústria de calcário...........................................................................
35
Figura 9
Organograma do Processo Produtivo..............................................................
36
LISTA DE QUADROS
Quadro 1
Indicadores Ambientais Contábeis.............................................................
28
Quadro 2
Proposta de Indicadores Ambientais para Indústria de Calcário e Cal.......
37
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO.......................................................................................
12
1.1
Contextualização.......................................................................................
12
1.2
Objetivos...................................................................................................
14
1.2.1
Objetivo Geral...........................................................................................
14
1.2.2
Objetivos Específicos................................................................................
14
1.3
Justificativa...............................................................................................
15
2
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.........................................................
16
2.1
A Contabilidade Ambiental e o Sistema de Gestão Ambiental.................
16
2.1.1
Contabilidade Ambiental..........................................................................
16
2.1.1.1 Conceito da Contabilidade Ambiental.......................................................
16
2.1.1.2 Histórico da Contabilidade Ambiental......................................................
17
2.2
Sistema de Gestão Ambiental...................................................................
18
2.2.1
Conceito de Gestão Ambiental..................................................................
18
2.2.2
Objetivos da Gestão Ambiental.................................................................
18
2.3
Indicadores Ambientais.............................................................................
20
2.3.1
Conceito dos Indicadores Ambientais.......................................................
20
2.3.2
Aplicabilidade dos Indicadores Ambientais.............................................
24
2.3.3
Os Benefícios dos Indicadores Ambientais na Informação Contábil........
26
3
PROCEDER METODOLOGICO.........................................................
30
4
ESTUDO DE CASO...............................................................................
31
4.1
Análise da empresa...................................................................................
31
Calcário ....................................................................................................
31
Tipos de calcário........................................................................................
32
4.2
4.2.1
4.2.2
Utilização e processo de fabricação do Calcário Dolomítico na Empresa
Isaías T. A Calcário...................................................................................
4.3
33
Proposta de Indicadores Ambientais para uma Indústria de Calcário e
Cal......................................................................................................
37
CONCLUSÃO..........................................................................................
40
REFERÊNCIAS.........................................................................................
42
APÊNDICE ...............................................................................................
45
12
1 INTRODUÇÃO
1.1 Contextualização
A Revolução Industrial fortaleceu o desenvolvimento econômico, através do
capitalismo, que desencadeou o aumento das produções em larga escala que
ocorriam através da exploração dos recursos naturais como elementos ilimitados.
Os recursos naturais existentes em nosso planeta não são ilimitados, deve
existir uma consciência sobre o seu desperdício para que não venha a comprometer
o equilíbrio ecológico, trazendo degradações futuras, em virtude da necessidade de
atender a demanda do consumo (ZANLUCA, 2010).
Um dos principais desafios da sociedade é a inclusão nas organizações de
uma cultura empresarial baseada na sustentabilidade. Para isso, alguns países e até
alguns ninchos de mercado passaram a estimular estas mudanças através da
aceitação de produtos apenas com rotulagem de “produtos ambientalmente
corretos”. Para esta rotulagem, as empresas são obrigadas a realizar investimentos
altos e precisam também, ter um alto controle das informações. No Brasil a
certificação ambiental mais conhecida responsável pela rotulagem dos produtos é a
ISO 14001.
Segundo Paiva (2003), é através dos registros contábeis que a empresa
utiliza as informações como instrumento preventivo para a preservação de sua
saúde ecológica e econômica.
Os impactos ambientais podem ser amenizados, na medida em que as
organizações passam a revê-los no sentido de gerar condições para o crescimento e
desenvolvimento sustentável das organizações.
Paiva (2003) ressalta que os gastos ambientais são investimentos, que ao
serem adicionados ao processo produtivo para eliminar, reduzir e controlar os níveis
de emissão de resíduos e os de caráter preventivos pode direcionar a empresa, a
uma redução dos danos ambientais.
Assim, as empresas que conseguem acompanhar os seus gastos ambientais
poderão ter “(...) uma poderosa ferramenta de controle gerencial interno, que permite
o monitoramento do comportamento organizacional e a identificação das
contribuições individuais para a realização dos objetivos da organização”
(NASCIMENTO, 2002 apud BIANCHI, 2005, p.18).
Dessa forma, a gestão empresarial baseada na sustentabilidade, tem tornado-se um
diferencial na criação de valor, reconhecida e percebida por seus stakeholders, ou
seja, os usuários da informação.
Contudo,
a
contabilidade,
através
dos
instrumentos
utilizados,
pela
contabilidade gerencial, como orçamentos, sistemas e métodos de custeio, auxilia a
contabilidade ambiental (SCHMIDT e SANTOS, 2006).
Nesse contexto, o presente trabalho teve o intuito de responder o seguinte
questionamento: Quais as possíveis contribuições dos indicadores ambientais para a
gestão de uma indústria de calcário e cal?
1.2 Objetivos
1.2.1 Objetivo Geral
Identificar contribuições dos indicadores ambientais para a gestão de uma
indústria de Calcário e Cal em Santa Maria do Cambucá-PE.
1.2.2 Objetivo Específico

Caracterizar indicadores ambientais.

Identificar o nível de utilização de indicadores ambientais na empresa
estudada.

Avaliar a contribuição dos indicadores para o processo de gestão da
indústria a ser estudada.
1.2 Justificativa
Com a pulverização dos mercados, a degradação ambiental deixou de ser um
simples assunto de associações ou grupos ambientalistas para tornar-se parte do
quadro de objetivos, responsabilidade social empresarial e evidenciação contábil.
Observando o ciclo de vida dos produtos, em todas as etapas das operações das
empresas, acompanhando com maior atenção a redução dos níveis de emissão de
resíduos possibilitados através de relatórios que monitoram essas atividades
(PAIVA, 2003).
A humanidade busca como regra geral o acompanhamento de características
adversas a sustentabilidade ambiental que provoquem o desequilíbrio e proporcione
apenas o bem estar econômico e financeiro mercadológico.
Para Paiva (2003 p.11), “a maior parte dos profissionais não apresentam
subsídios suficientes para projeções futuras em sua relação aos problemas
ambientais” e nem sempre são antecipados e sim remediados. Neste contexto, o
que se percebe é a importância de promover o aumento das informações contábeis
em âmbito tempestivo para projeções sobre um desempenho futuro.
Contudo, a contabilidade ambiental “é mais ambiciosa que a contabilidade
tradicional” (TINOCO e KRAEMER, 2006 p. 64). Assim, a busca pela evidenciação
dos eventos ambientais e a mensuração de passivos ambientais através da
percepção do não cumprimento às aplicações dos princípios fundamentais de
contabilidade ao meio ambiente.
O reconhecimento, porém, de uma gestão ambiental alinhada ao ramo de
desenvolvimento, demonstrado através de sua contabilização que evidencia a
relação decorrente da obrigação entre empresa, analisada através de indicadores na
avaliação da melhoria de desempenho das ações implementadas possibilita a
produção de modelos eficientes de Gestão Ambiental.
Segundo Lavorato (2010, p. 8) “um bom indicador é mais que uma
estatística. Ele representa uma construção lógico-conceitual que permite uma
correta interpretação da realidade e dá subsídios para tomadas de decisão”.
Desta forma, o trabalho relevar-se não só por realizar um estudo envolvendo
aspectos relacionados a indicadores ambientais, como também, por estudar as
contribuições dos indicadores ambientais para a gestão de uma indústria com um
alto impacto ambiental, e dar continuidade as pesquisas de Kraemer (2005),
Lavorato (2010) e Ribeiro (2010).
2
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 A Contabilidade Ambiental e o Sistema de Gestão Ambiental
2.1.1 A Contabilidade Ambiental
2.1.1.1 Conceito da Contabilidade Ambiental
As emissões de gases poluentes só passaram a ser acompanhadas, na
década de 60 (TINOCO e KRAEMER, 2006). Com as exigências de reduções de
exploração dos recursos naturais, devido à escassez de alguns recursos, conceitos
de desenvolvimento sustentável passaram a ser difundidos, na busca por garantir o
uso de alguns recursos.
Assim, buscar a sustentabilidade é deixar permanente de certa maneira algo
já existente para que não acabe mesmo com extração de sua riqueza, sem
escassez ou extinção dos mesmos.
Segundo Bergamine Junior (2002 p. 4):
O Grupo de Trabalho Intergovernamental das Nações Unidas de
Especialistas em Padrões Internacionais de Contabilidade e
Relatórios (United Nations Intergovernmental Working Group of
Experts on International Standards of Accounting and Reporting –
Isar) começou seus trabalhos sobre contabilidade ambiental em
nível de empresas em 1991, tendo formalizado sua posição através
do documento Relatório financeiro e contábil sobre passivo e custos
ambientais, de fevereiro de 1998, cujos conceitos estão em
consonância com os da contabilidade financeira aprovados pelo
Comitê de Padrões de Contabilidade Internacional (International
Accounting Standards Committee - Iasc).
Os recursos naturais existentes em nosso planeta não são ilimitados,
devendo haver uma consciência com seu desperdício para que não venha a
comprometer o nosso equilíbrio ecológico, trazendo degradações futuras, cenário
para reversão nos sistemas econômicos a fim de atender a demanda de cada
indivíduo terrestre. Daí a Contabilidade do meio ambiente, ramo da Ciência Contábil
para registro patrimonial ambiental e mutações das entidades, expressos
monetariamente (ZANLUCA, 2010).
Com essa preocupação em relação ao seu habitat, o ser humano busca
através de contínuos meios a preservação e restauração do mesmo para sua
sustentabilidade e cumprimento das responsabilidades sociais, dando suporte
informacional ao planejamento e controle central dos recursos necessários para um
plano ambiental.
2.1.1.2 Histórico da Contabilidade Ambiental
Em face da destruição de recursos, que não são renováveis, aumentou as
discussões sobre o acompanhamento para o registro e geração de relatórios, que
subsidiam o usuário interno e externo das empresas para tomada de decisões,
dentro de uma nação com uma conscientização ambiental (PAIVA, 2003).
A representação da real situação, como falta de clareza na divulgação das
informações necessita urgentemente de confiabilidade para a tomada de decisão
em empresas desse porte que ressalta alguns fatores que a torna pouco utilizada.
De acordo com Lavorato (2010, p. 6) “para melhoria do desempenho
ambiental das empresas surgiram inúmeros modelos de gestão ambiental em
observância a padronização e internacionalização a partir da década de 80”.
Para Santos et al. (2001 p.94)
[...] o instrumento de mensuração das atividades macroeconômicas,
ou o valor monetário de um país é medido pela Contabilidade
Nacional que serve como um instrumento de mensuração [...]
podendo ser aplicada para avaliar as reservas e o consumo de
recursos naturais renováveis e não-renováveis em um contexto
ambiental.
A escolha dos modelos que as empresas iriam seguir era o ponto
essencial para sua decolagem e permanência no mercado atraído pela nova febre
das “boas práticas ambientais”. Entretanto, a busca por essas boas práticas, são
excessivas por vezes que as colocam frente à legislação ambiental de normas da
política ambiental.
Segundo Ribeiro e Martins (1995) apud Machado (2006 p.12):
A contabilidade evoluiu o bastante para identificar, mensurar, registrar
e tornar público todos os eventos de relevância envolvidos no
desenvolvimento das atividades de uma empresa, com isso
fornecendo fundamentos para a escolha mais acertada entre
alternativas possíveis em relação à alocação de recursos escassos e,
em seguida, oferecendo elementos para avaliação dos recursos
consumidos comparativamente aos rendimentos obtidos.
Uma contabilidade gerencial, financeira e ambiental integrada gera para a
empresa a formação de indicadores que especifique com clareza seu objetivo
esperado passado desde seu processo produtivo em observância aos resíduos,
gastos e custos e retorno, seu grau de risco ambiental ou ainda um potencial social
incalculável.
Santos et al.(2001 p.91) relata ainda que a “contabilidade ambiental é o
estudo do patrimônio fornecendo aos usuários informações que são identificadas,
mensuradas e evidenciadas devido a modificações no patrimônio sofrido por eventos
ambientais”.
2.2 Sistema de Gestão Ambiental
2.2.1 Conceito de Gestão Ambiental
Com a preocupação do capital natural, patrimônio de toda a sociedade, a
mensuração da maneira a estar tratando-se das “emissões de resíduos poluentes e
a composição de determinados produtos e quanto à degradação e os custos
inerentes ao processo produtivo dos mesmos necessitando de gerenciamento, “das
atribuições de cunho decisório, a contabilidade ambiental pode enquadrar-se nos
moldes da contabilidade gerencial” (PAIVA, 2003, p.21).
A compreensão da gestão ambiental é necessária as organizações como uma
resposta a uma nova forma de gestão caracterizada pela delegação humana e
natural tanto no processo evolutivo empresarial quanto ambiental.
Para Tinoco e Kraemer (2006) os benefícios de uma gestão ambiental é o
estabelecimento de uma estrutura organizacional, promovendo a definição de
funções, responsabilidades e autoridades, levando a um aumento de motivação,
redução dos riscos ambientais da atividade e melhoria da imagem da empresa.
É nesta linha de pensamento e ação que empresa e sociedade buscam o
melhor para si da melhor maneira, adaptando-se a uma estrutura focalizada em uma
visão futura para que esta estabilidade venha a perenizar-se o maior tempo possível.
Segundo o Zanluca (2010) “a gestão ambiental não pode ser considerada
como mais um custo para a empresa, mas a geração saudável de um ciclo
sustentável de lucros a curto e longo prazo para demonstração de sua imagem
mercadológica e responsabilidade social.”
A transparência na informação tende a afetar de forma positiva a posição
econômica e financeira da empresa, é através dele que usuários tomam decisões
diversas, buscando de forma racional o melhor para sua empresa.
A busca pela otimização de resultados econômicos da empresa e melhoria
para o auxílio nos processos decisórios vem por meio da definição de um sistema
de informações baseado no modelo de gestão, segundo Schmidt e Santos (2006),
para quem a premissa teórica caracteriza como Contabilidade Ambiental.
A contabilidade auxilia no gerenciamento empresarial tentando atingir a
eficiência e eficácia, atingindo metas provadas através dos indicadores escolhidos
para chegar a excelência quanto à gestão dos negócios.
Segundo Ribeiro 1992 apud Santos et al. (2001 p. 90):
A contabilidade, enquanto instrumento de comunicação entre
empresas e sociedades, poderá estar inserida na causa
ambiental. A avaliação patrimonial, considerando os riscos e
benefícios ambientais inerentes às peculiaridades de cada
atividade econômica, bem como sua localização, poderá
conscientizar os diversos segmentos de usuários das
demonstrações contábeis sobre a conduta administrativa e
operacional da empresa, no que tange o empenho da empresa
sobre a questão.
Para Paiva (2003, p.23) “o objetivo da contabilidade ambiental é a
preocupação com a preservação de ambos – a ecologia e a empresa”, que deve
ajustar-se a uma nova forma de contabilidade mundial e obter subsídios para
avaliação de seu desempenho.
2.2.2 Objetivos da Gestão Ambiental
Em face dessa objetividade que as empresas embora de forma não
obrigatória, mas dentro de um regime de padronização estimulam seus fornecedores
a seguirem um mesmo patamar, é por uma “boa gestão ambiental” advinda de
segue-se um ciclo onde todos terminam caminhando para esse bem comum.
De acordo com Bergamini Junior (2002, p. 03):
A contabilidade financeira ambiental tem o objetivo de registrar
as transações da empresa que impactam o meio ambiente e os
efeitos das mesmas que afetam, ou deveriam afetar, a posição
econômica e financeira dos negócios da empresa, devendo
assegurar que: a) os custos, os ativos e os passivos ambientais
estejam contabilizados de acordo com os princípios
fundamentais da contabilidade ou, na sua ausência, com as
práticas contábeis geralmente aceitas; e b) o desempenho
ambiental tenha a ampla transparência de que os usuários da
informação contábil necessitam.
Dessa
forma,
a
contabilidade
ambiental
é
uma
interligação
de
departamentalizações, desde a operacional quanto à administrativa passando aos
gestores a necessidade do acompanhamento e revisão de seus índices
periodicamente para uma boa gestão.
Para Tinoco e Kraemer (2006 p. 280), “os indicadores de desempenho da
gestão são desempenhados de acordo com o planejado, enquanto que os
indicadores de desempenho operacional medem os efeitos no ambiente (inputs e
outputs)”.
Figura 1: Os Fluxos de Materiais são Fluxos Monetários
FONTE: Divisão para o Desenvolvimento das Nações Unidas (2001).
A figura acima demonstra o fluxo dos materiais das empresas, que também
são
fluxos
monetários
e
deve
ser
acompanhados
pela
integração
de
departamentalizações para uma boa gestão observando os custos dos resíduos, por
exemplo, para formação de preço e obtenção de lucro.
Visando melhorar a qualidade de informação ambiental, agregando e
avaliando para uma análise mais sistemática e de maior consistência é preciso
observar a metodologia de custeio para redução da poluição e custos empresariais
(TINOCO e KRAEMER, 2006).
2.3 Indicadores Ambientais
2.3.1 Conceito de Indicadores Ambientais
De acordo com a Firjan (2008, p. 11) “Os indicadores são elementos para
avaliar o desempenho de políticas ou processos com o maior grau de objetividade
possível (...)”, ou seja, é o resumo, das condições ambientais de uma empresa
absorvida e entendida pela sociedade.
Para avaliar os impactos ambientais de uma empresa é necessário a
verificação de indicadores a serem utilizados para que se possa trabalhar
implementando ou avaliando os já existentes.
Santos et al.(2001 p.94) relata ainda que “ as empresas sofrem pelo não
investimento na gestão ambiental, decorrente de falta de recursos das mesmas”, a
qual torna as informações contábeis valorosas devido as informações que auxiliam
os gestores.
O desenvolvimento de proteção e recuperação observados pela necessidade
apresentada através das informações traz o interesse a novas tecnologias
aprimorando e evitando os impactos que futuramente poderão torná-los com um
passivo ambiental maior que o esperado.
Para Lavorato (2010, p. 6) os indicadores ambientais devem conter “base
científica, modelo adequado, temas prioritários, compreensão e aceitabilidade,
sensibilidade adequada, facilidade de monitoramento, fontes de informação, enfoque
preventivo ou antecipatório”, trabalhar com valores discerníveis, periodicidade
adequada e conjunto de indicadores com funções de aplicabilidade.
Testar os indicadores é procurar o que mais se equipare ao modelo de gestão
ambiental escolhido pela empresa focando e seguindo os padrões internacionais e
normas a fim de que se possa ser visualizados de maneira transparente pela
contabilidade o que é buscado através dos indicadores.
Segundo Ribeiro e Heller (2010 p.2)
O desenvolvimento substantivo de indicadores ambientais e de
desenvolvimento sustentável iniciou-se no final da década de
1980 no Canadá e em alguns países da Europa, mas foi
somente a partir da conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro em 1992, em
decorrência da aprovação da Agenda 21.
Esses indicadores são apresentados por esses órgãos afim de servirem como
parâmetro para mensuração um valor de identifique e expresse a real situação
como diagnóstico dos procedimentos utilizados.
Figura 2: Classificação dos Indicadores
Fonte: Adaptado do Manual de Indicadores Ambientais – FIRJAN (2008)
De
acordo
com
Vilela
(2008)
os
“Indicadores
de
sustentabilidade
Environmental sutainability índex são apresentados pela OCDE, UNEP / UNCTAD e
pelo IBGE, sendo Indicadores de qualidade ambiental”.
Assim, pode-se dizer que os indicadores de sustentabilidade podem ser
administrativos ou operacionais tratando-se dos recursos, petições, autuações, etc.
Podem ser expressos em forma de Pressão, Estado e Resposta.
Há inúmeros indicadores de desempenho ambiental, sob o enfoque
financeiro. E Classificados por vários tipos como:
OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) tem como objectivo a promoção de políticas
que visam contribuir para expansão econômica do comércio mundial e qualidade dos níveis de vida dos países
membros.(CGU,2007).
UNEP - The United Nations Environment Programme( Programa Ambiental das Nações Unidas) – é um ambiente do sistema
das Nações Unidas, cuja sigla é PNUMA, criado em 15 de dezembro de 1972 que coordenar as ações internacionais de
proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.(PNUMA,2010).
UNCTAD - Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento é um órgão da Assembléia Geral da
Organização das Nações Unidas (ONU) , criada em 1964, em Genebra, na Suíça para atender às reclamações do países
subdesenvolvidos. (UNESCO,2003)
Indicadores Absolutos e Relativos, Indicadores de
Empresa, de Centro de Trabalho e de Processo e
Indicadores Relacionados com a Quantidade e com o
Custo.
Sua
categoria
como
Indicadores
de
Comportamento ou Rendimento Ambiental, Indicadores
de Gestão Ambiental e Indicadores de Situação ou
Estado Ambiental. KRAEMER3 (2005 p.4)
Ainda de acordo com Kraemer3 (2005) são definidos como:

Indicadores Absolutos – São aqueles indicadores que determinam a
informações básicas sem análise ou a necessidade de interpretação,
eles são a demonstração dos impactos ambientais, representando o
consumo e emissão de resíduos por exemplo.
Nesse tipo de indicadores encontramos como exemplo a quantidade de
toneladas em resíduos ou a quantidade de Kw/h de energia gasta ou consumida ou
o kg de sucata de material processado, descrevendo o grau de contaminação no
ambiente.

Indicadores Relativos – Esses indicadores reportam a eficiência da
produção, relativando os dados adquiridos com os parâmetros
adotados, demonstram se as medidas adotadas surtiram efeito,
enquanto os absolutos demonstram o grau do impacto.
Os indicadores relativos comparam dados para melhorar sua eficiência
quanto aos índices escolhidos ilustrando assim as medidas ambientais adotadas
demonstrando o comportamento ambiental inserido na gestão ambiental.
 Indicadores de Empresa, de Centro de Trabalho e de Processo –
Os indicadores ambientais podem referir-se a diferentes equipamentos
e, em conseqüência, podem obter-se a partir de dados de toda a
empresa, de projetos ou centros individuais de trabalho e de
departamento ou processo de produção específica. Portanto, podem
dividir-se em indicadores de empresa, de centro de trabalho e de
processo.
Os indicadores de processo evidenciado por um nível mais baixo na
organização é o principal para verificação dos recursos e emissão dos mesmos em
processo de transformação tornando necessário determinar os indicadores.
 Indicadores Relacionados com a Quantidade e com o Custo – A
quantidade em medidas físicas e a mensuração quanto ao custo pode ser
observada na escolha dos indicadores, determinando assim indicadores
de custos para que se obtenha fácil compreensão para avaliar categorias,
classificação e os níveis que serão afetados.
Considerar custos ambientais é propor medidas favoráveis para proteção e
recuperação do meio ambiente, calculando de forma indireta os resíduos com seus
valores absolutos para determinação destes custos produzidos pelas empresas
através do consumo e transformação de nossos elementos naturais.
2.3.2 Aplicabilidade dos indicadores ambientais
Para Kraemer3 (2005, p.2) “os indicadores de meio ambiente estão
estreitamente associados aos métodos de produção e de consumo; refletem
freqüentemente intensidades de emissões ou de utilização dos recursos e suas
tendências e evoluções dentro de um determinado período”.
Para Vale (2002) quanto ao plano internacional “é inquestionável que a
indústria de mineração é um vetor fundamental para que a humanidade almeje alçar
o processo de desenvolvimento global” sendo que a nível nacional com diversidades
de políticas, tem-se um status de importância semelhante.
O tratamento a importância dos indicadores vistos dimensionalmente em
observância ao grau de inserção das indústrias a planos nacionais, internacionais ou
locais é simplesmente uma maneira de se pensar globalmente, mas agir localmente.
A padronização pelos indicadores não é essencial visto que decorre da
necessidade evidenciada por cada ramo de atividade de cada empresa, apoiada em
bases fundamentais, ou indicadores que surtam real efeito sobre tais petições
exigidas pelos seus stkaholders que visualizam em cada empresa suas projeções
futuras.
As empresas que com suas atividades fins é que determinam quis
indicadores, cada produto e cada ramo de atividade definem as características de
seu sistema e gestão ambiental para diminuição dos impactos ambientais.
De acordo com Ribeiro e Heller (2010 p. 3):
O primeiro passo para a construção de indicadores deve ser a
identificação dos impactos ambientais significativos, que se
constituirão na base para a sua definição. Os indicadores ambientais
não devem se restringir a apenas medidas de impactos sobre o meio
ambiente, mas expressões que contenham informações sobre
condições ambientais, locais ou regionais, podendo ser expressos
em termos de Pressão/Estado/Resposta.
Essas informações indicadas nas dimensões referidas nos parágrafos acima
podem ser demonstradas através da figura 3.
Figura 3: Dimensão das Informações
Fonte: Adaptado do Manual de Indicadores Ambientais – FIRJAN (2008)
Na prática, uma boa estratégia de gestão é empregar uma série de
indicadores, proporcionando assim um "peso de evidência" para avaliar a situação e
reduzir as incertezas que poderiam resultar de tirar conclusões com base em um
único.
Descrição sobre característica dos indicadores, de acordo com Kramer 3
(2005):

Pressão – os indicadores de pressão descrevem as pressões sobre
o
meio
ambiente,
podendo
ser
descritos na
emissão
de
contaminantes entre outros, enfim sob impacto ambiental, podendo
ser “pressões” subjacentes ou indiretas (ou seja, a atividade
propriamente dita e as tendências importantes do ponto de vista
ambiental), assim como as pressões imediatas ou diretas (ou seja,
a utilização de recursos e o lançamento de poluentes e de
resíduos)”.

Estado – indicadores de risco, sensibilidade ou qualidade refletem
a qualidade e quantidade do meio ambiente e dos recursos, a
situação que se encontra o meio ambiente, os níveis de poluição, o
Estado de nossas reservas, fauna e flora, enfim a situação real do
meio ambiente e evolução temporal.

Resposta – analisam em que grau é respondido pela sociedade às
questões ambientais refletida pelas informações projetadas das
empresas que trabalham em prol do meio ambiente.
De acordo com a ISO 14031 o processo de desempenho ambiental é objetivo
dentro desta norma, onde a apresentação de dados qualitativos e quantitativos são
demonstrados através de seus indicadores que convertem em informações em
precisas e de forma compreensível e útil para a gestão ambiental da organização.
Para a OCDE apud Kraemer4 (2006) “os Indicadores Ambientais podem ser
sistematizados pelo modelo Pressão-Estado-Resposta (PER), que assenta em três
grupos chaves de indicadores”, para caracterizarem um modelo de gestão para o
novo mercado empresarial.
2.3.3 Os Benefícios dos Indicadores Ambientais na informação Contábil
Segundo Kraemer1 (2005, p.12) “Todo processo industrial está caracterizado
pelo uso de insumos (matérias-prima, água, energia, etc) que, submetidos a uma
transformação, dão lugar a produtos, subprodutos e resíduos”.
Esses insumos necessitam de contabilização dentro da empresa a fim que
seja feita de maneira eficiente seus custos, gastos e despesas, receitas e
contabilização como passivos em detrimento as normas e legislação vigente para
melhor capacidade competitiva no mercado existente.
De acordo com SILVA e FERREIRA (2009, p.5):
O estudo da contabilidade ambiental torna-se relevante
para diferenciação dos conceitos de gastos, despesas e
investimentos, na tentativa de melhorar o meio ambiente
e garantir boas condições de nossos recursos naturais
às gerações futura.
Com a cobrança de uma postura frente à responsabilidade sócio-econômica
das empresas, a contabilidade ambiental através da mensuração dos custos para
preservação e restauração dos danos causados, tenta focar esses novos conceitos
dentro de suas estruturas dando condições para o controle do desperdício dos
recursos naturais.
Nos ativos ambientais consideramos equipamentos, filtros, sistemas para
prevenção e controle de resíduos, entre outros. Os passivos ambientais ocorrem
pela violação ou não adaptação de normas e leis, sujeitando-se a multas, por
exemplo, pela geração de resíduos tóxicos; Já uma receita é a venda dos resíduos
gerados pela produção.
No Plano de Contas temos no Ativo Circulante (Estoques), Insumos de
Tratamento de Resíduos. Nas Contas de Resultados, Receitas (Vendas de
Resíduos) e na Redução de Custos e Despesas Ambientais (Recuperação de
Resíduos) (KRAEMER, 2005).
Segundo Kraemer3 (2005, p.5) há alguns tipos de Indicadores considerados
de Entrada e outros de Saída, podem ajudar a determinar uma estrutura”,
selecionando alguns podemos citá-lo dentro da categoria dos Indicadores de
Comportamento ou Rendimento Ambiental do tipo de Indicador:

Energia – Ao considerar este indicador par determinar o rendimento
dependendo de seu consumo, para observância de sua eficiência,
podendo ser RP (Rendimento de Produção) ou UP (Unidade de
Produção.

Água – Considerado por m3 considerando o volume de água com
unidade produzida, distingui-se em tipos de água limpa ou suja, e
localidade, podendo ser vista para processos individuais.

Resíduo - As utilizações dos resíduos podem ser eliminação ou
valorização, podendo reverter-se em lucro dependendo do seu
processo de reutilização podendo ser aplicados seus indicadores de
acordo com a quantidade total, medida em kg ou toneladas.
Para a Divisão de Desenvolvimento das Nações Unidas (2001, p 44), “no que
diz respeito ao registro de resíduos, é desejável uma clara subdivisão das contas de
despesas e receitas atuais, com o intuito de ter um acesso direcionar às quantidades
desperdiçadas de resíduos”.

Emissão Atmosférica – Os indicadores podem ser os básicos para
serem utilizados pode ser básico, o método útil para calcular é a partir
de números de entradas e quantidade de energia consumida.
Segundo Kraemer (2005, p.05) “Os efeitos da interação de uma entidade com
o meio ambiente podem ser identificados por elementos contábeis, tais como
estoques de insumos destinados ao tratamento de efluentes e resíduos, resultantes
do processo produtivo”, como vemos na figura abaixo:
QUADRO 1: Indicadores Ambientais Contábeis
Fonte: indicadores ambientais como sistema de informação contábil (Kraemer3,2005).
3 PROCEDER METODOLÓGICO
A pesquisa pode ser definido, como “ (...) um procedimento formal, com
método reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para
conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais” (MARCONI; LAKATOS,
2006, p. 157).
Dessa forma, esta pesquisa quanto a sua abordagem fez uso do método
dedutivo, pois o estudo partiu de um caso específico de uma empresa de calcário e
cal, chegando a conclusões do âmbito geral das contribuições dos indicadores
ambientais para o gerenciamento empresarial.
A pesquisa caracterizou-se também como uma pesquisa exploratória,
bibliográfica e qualitativa. Exploratória por tratar de assuntos escassos ligados a
parte de indicadores ambientais no contexto de indústria de calcário e cal, os quais
na sua grande maioria são citados do ambiento geral de indústrias.
A
pesquisa
classificou-se
também
como
qualitativa
por
fazer
um
levantamento das contribuições dos indicadores ambientais, sem necessariamente
levantar os seus respectivos valores, uma vez que o objetivo do trabalho foi levantar
as possíveis contribuições dos indicadores ambientais para a gestão empresarial.
Caracterizou-se como bibliográfica, por fazer o uso de materiais associados a
parte de indicadores ambientais em livros e artigos.
A realização do estudo se deu através de um estudo de caso, que ocorreu em
uma indústria de calcário e cal localizada em Santa Maria do Cambucá localizada
em Pernambuco.
A coleta dos dados ocorreu através de uma entrevista realizada com o
responsável pela empresa. As perguntas foram voltadas para a caracterização geral
da empresa, informações sobre o processo produtivo, avaliação quanto ao
comportamento da empresa diante dos impactos ambientais e uso de indicadores
ambientais.
4 ESTUDO DE CASO
4.1 Análise da empresa
A
Empresa
ISAÍAS
TRIBUTINO
DE
ARAÚJO
CALCÁRIO
CNPJ
08.840.214/0001-88, localizada no Sítio Juliana – Rod. PE 90 km 2 - Zona Rural, no
município de Santa Maria do Cambucá – PE, região Agreste, com 132 km da capital
Pernambucana e população de mais de 13 mil habitantes e área de 92,15 km2,
segundo dados do IBGE 2010.
A atividade principal da empresa é a fabricação de cal e gesso e secundárias
de extração de calcário dolomita e beneficiamento associado, ativa desde 14 de
maio de 2007, optante pelo SIMPLES NACIONAL, é uma nova empresa existente
apenas a 3 (três) anos, advinda da necessidade do empresário Isaías Tributino, filho
desta terra e herdeiro desta atividade exercida por seu pai João Tributino de Araújo
desde o ano de 1970, neste município, que tem por objetivo dar continuidade a
atividade da família e permanência no mercado inovador e especulativo, revendo
conceito anteriores e buscando acompanhar as processos gerenciais para que
realmente haja essa integralização quanto empresa ao novo mercado.
A nova empresa tem as mesmas características das demais encontradas no
município. As margens da BR e de fácil acesso, suas receitas são obtidas pela
vendas do produto transportado por terceirizados para diversas regiões. Por terem
familiares com jazidas desse minério (calcário) tornando-se mais acessível a compra
e oportunidade de preferência, optaram pela fabricação do mesmo.
4.2 Calcário
O calcário são rochas sedimentares compostas de cálcio e magnésio,
necessários para que ele seja considerado corretivo de solo e aumenta a eficiência
dos fertilizantes no solo. “São importantes como recursos minerais e se prestam
para vários usos como a fabricação de cimento, cal e corretivo de solo”(UNICAMP,
2004 p.1).
Para que não ocorra o empobrecimento total do solo é necessário uma
análise deste e um técnico que auxilie no processo de tomada das\decisões
cabíveis, tomando conhecimento do pH (potencial de Hidrogênio) que indica o grau
de acidez e toxidade do solo, observada a quantidade de corretivo necessário para
cada hectare.
Devido a ausência de minerais primários e secundários no solo e pluviosidade
ocorre a lixiviação das bases trocáveis tornando ácido os solos. Vitti e Luz (1997)
apud Luz (2001), dizem que com a perda de nutrientes o solo tende a se acidificar
dificultando as sementes de germinar, tornando–se um solo improdutivo num
período após 4 a 5 anos.
Em síntese um solo pouco produtivo encontra-se com pH baixo, as plantas
não conseguem retirar macros e micros nutrientes dele, e para aumentar o pH, ou
seja, diminuir a acidez do solo é preciso corretivos que neutralizem essa acidez,
neste caso o calcário.
4.2.1 Tipos de calcário
O solo desgasta-se com os plantios contínuos e diversos outros fatores, o
ideal para saber a necessidade para um bom plantio do solo é através de análise
que especifique, por exemplo, qual o tipo de corretivo que o agricultor deva optar
para utilização.
Devido à existência de tipos de corretivo, é necessário que se faça uma
análise do solo, para verificar qual a real necessidade para obter um plantio de
qualidade. Por exemplo, em uma região em que a oferta de calcário calcítico é
maior, mesmo com o solo sendo deficiente em magnésio, opta-se pelo uso deste
corretivo, apenas por causa da maior disponibilidade. Essa escolha errada causará
grandes danos à produção.
Por isso, é extremamente importante que o agricultor ou pecuarista saiba, ao
certo, qual é o melhor tipo de calcário que deve ser aplicado, otimizando assim, as
respectivas atividades.
De acordo com o teor do magnésio é que o calcário é classificado como
calcítico (CaCO3), magnesiano (MgCO3) ou dolomítico (CaMg(CO3)2), dependendo
da sua origem geológica,contém impurezas ( MINADER, 2010).

Calcário Calcítico: é encontrado em superfícies mais planas, de
facilidade maior para a quebra da pedra devido a maior quantidade de
cálcio, variando de 0 a 4% seu teor de MgO (magnésio) necessita para
descarbonatar de elevadas temperaturas.

Calcário Magnesiano: com variação de 4 a 18% de teor de magnésio,
é uma rocha mais dura e quebra-se sempre de forma irregular, é
utilizado para fabricação da cal descarbonatando com baixas
temperaturas.

Calcário Dolomítico: sua temperatura para descarbonatação é ainda
inferior a anterior e seu teor de MgO é acima de 18%.
O calcário só é considerado dolomítico pela Legislação Brasileira se o Mg0
(óxido de magnésio) superior a 12%. (DOLOMITA DO BRASIL,2010). O calcário
dolomítico corrige o solo para uma agricultura onde a fertilidade do solo é essencial
para sua produção e crescimento do plantio.
O calcário é o quinto elemento depois do oxigênio, silício, alumínio e o ferro
mais abundante na terra é o cálcio que compõe 40% das rochas sedimentares
consideradas como calcário que vem sendo a terceira rocha mais encontrada na
crosta terrestre depois do xisto e arenito.(MINADER, 2010).
4.2.2 Utilização e Processo de Fabricação do Calcário Dolomítico na Isaías T.A
Calcário
O tipo de calcário utilizado na empresa analisada é o dolomítico, para uso
como corretivo de solo, também em determinadas épocas a cal é fabricada sendo
irrisória à produção do calcário.
O processo de fabricação dar-se pela entrada do material através de
caminhões até a firma para serem britadas e transportadas por esteiras que são
depositadas em silos e vendido para usinas, fazendas e outros para o uso
adequado.
Figura 4: Carregamento da rocha para britagem:
Fonte: Adaptado Minader (2010, p.1)
Na indústria o minério continua com os mesmos nutrientes assim como foi
retirado da pedreira e não sofre nenhuma alteração química, apenas são trituradas e
deixadas na forma de grãos, algumas indústrias utilizam-se o processo de
fabricação como demonstrado na figura acima, outras, porém, além do britador tem
moinho e esteiras vibratórias que definiram a granulometria do calcário.
Algumas indústrias maiores compram pedreiras e as legalizam nos órgãos
competentes CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos) e DNPM
(Departamento Nacional de Produção Mineral) e Município, para retirada do minério,
saindo com menor custo seu processo de fabricação. Outros pequenos produtores
como é o caso da empresa avaliada, terceiriza esse fornecimento de material não
entrando em seu processo de fabricação a dinamitação do minério nas pedreiras.
As pedreiras são jazidas de minérios, ponto de exploração do calcário, onde
redes explosivas são feitas com cordéis, espoletas, pó (nitrato de amônia) e
“bananas” explosivas, materiais muitas vezes comprados de forma ilegal por
pequenos mineradores da região não formalizados que dinamitam as encostas e por
vezes utilizam trabalhadores para quebrarem as pedras em tamanho regular para
industrialização.
Figura 5 : Dinamitação de Pedreira
Fonte: Melo (2010/11 p. 4).
Figura 6 : Pedras dinamitadas
Fonte: Casa (2008/09, p. 2).
O necessário para montar uma indústria desse porte na região, é apenas
maquinário (Britador, moinho, esteiras, peneira, motores e silos), além de motores e
rede elétrica trifásica.Não há utilização de água ou outros componentes ou aditivos,
no processo de produção é apenas utilizada a matéria bruta.
Demais equipamentos podem ser inclusos dependendo da necessidade de
produção do proprietário e o aumento de trabalhadores também.
Quanto a parte formal além de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica),
IE (Inscrição Estadual) e Alvará (municipal), o registro nos demais órgãos
competentes como CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos) e
Ministério da Agricultura.
As indústrias de calcário da região não têm estruturas requintadas, são
empoeiradas e contêm apenas o maquinário necessário para produção com
coberturas metálicas (galpões) ou a céu aberto, semelhantes a figura a seguir:
Figura 7: Maquinário da Indústria de calcário
Fonte: INCAL (2007 p. 1)
Figura 8: Sílos da Indústria de calcário
Fonte: INCAL (2007 p.1)
Após o processo de fabricação o material é colocado em sacos de nylon ou
estocado para venda a granel (solto no caminhão). Os sacos diferenciam-se no peso
mas chegam a aproximadamente 50 kg, o peso é verificado através de pesagem em
balança específica, por toneladas diminuindo a tara do carro (peso do transporte)
verificando antes do carregamento.
O valor do produto encontra-se entre R$ 40,00 e R$ 45,00 sacado e R$ 35,00
a granel, com base na empresa estudada. Muitos produtores fazem de forma
grotesca sua margem de lucro, é quase sempre de porte familiar as empresas da
região em principal a deste estudo de caso que tem apenas como dono e gerente o
próprio empresário.
A contabilidade é terceirizada, com a preocupação apenas da emissão de
Dam’s mensalmente. O poder público não se reporta quanto a estudo e avaliação
ambiental para demonstração e tratamento dos danos causados por esta empresa e
as demais deste segmento, nesta localidade.
O produto é lucrativo e bem requisitado principalmente por usinas alcooleiras
para o plantio da cana de açúcar que atualmente demonstra aumento em sua
aquisição.
FIGURA 09: ORGANOGRAMA DO PROCESSO PRODUTIVO
Emissão
de
Resíduos
Motor
Elétrico
1
Motor
Elétrico
2
Pá carregadeira
Britagem
Moagem
Trabalhador 1
Trabalhador 2 e 3
Ensacamento
Silos
Trabalhador
4e5
Carregamento
FONTE: Autor (2011).
Emissão
de
Resíduos
Esteiras
Motor
Elétrico
3
4.3 Proposta de Indicadores Ambientais para uma Indústria de Calcário e Cal
Durante a entrevista realizada com o responsável pela empresa estudada,
realizou-se uma avaliação sobre indicadores ambientais. Ao longo da entrevista foi
questionado quanto aos motivos que levavam o uso ou não de indicadores
ambientais por parte da empresa.
Dessa
forma,
constatou-se
que
na
empresa
não
são
realizados
acompanhamentos periódicos da produção, nem dos impactos gerados. Portanto, o
uso de indicadores ambientais para gerir a empresa é mínimo.
Dentre os indicadores apresentados, foram apresentados uso dos seguintes
indicadores: “quantidade de material usado para produzir uma tonelada”;
“quantidade de matéria prima usada na produção” e “quantidade de energia
produto”. Dessa forma, pode-se observar que os indicadores usados por parte da
empresa, são indicadores voltados apenas para a parte operacional da indústria,
não sendo realizado nenhum acompanhamento da produção em relação a impactos
como a geração de resíduos ou de materiais perigosos envolvidos na produção.
Assim, como base nas deficiências apresentadas quanto ao uso de
indicadores ambientais foi realizada uma proposta de uso elencando as principais
contribuições
QUADRO 02: Proposta de Indicadores Ambientais para Indústria de Calcário e Cal
INDICADORES AMBIENTAIS
Quantidade de material usado para
produzir uma tonelada
Quantidade de material reciclado usado
Quantidade de matéria prima usada na
produção
CONTRIBUIÇÕES
O uso do indicador possibilita que a empresa
possa acompanhar o volume de materiais
usados para a produção de materiais, e na
gestão de possíveis perdas ou até no processo
de reutilização.
A empresa avaliada apresenta o uso desse
indicador, o que é muito favorável para a sua
gestão.
Esse indicador permite que a empresa possa
levantar o volume de materiais reciclados
usados, o que está diretamente ligado a
redução de custos da empresa.
A empresa estudada não faz uso desse
indicador, talvez por não fazer uso de materiais
reciclados.
A quantidade de matéria total utilizada para
produção a fim de acompanhar o volume final,
identificação das principais fontes de emissão
e resíduos, redução de impactos locais.
Quantidade de água usada por tonelada
de produto
Quantidade de água reutilizada
Quantidade de materiais perigoso usados
na produção
Quantidade de energia por ton. de
produto
Tipos de energia utilizada
Quantidade de cada tipo de energia
utilizada
Quantidade de energia economizada por
programas (maquinários) de redução de
consumo de energia
Quantidade de resíduos por ton.
Produzido
Quantidade de resíduos reutilizados
Quantidade de emissões de gases
poluentes
A empresa observada faz uso desse indicador,
favorecendo o reconhecimento de despesas.
O consumo e o tipo da água podem ser
acompanhados por esse indicador, a
proporção em relação ao consumo total.
A empresa apresentada não utiliza a água em
sua produção, não sendo necessário este
indicador.
O acompanhamento da água quanto ao
reaproveitamento, diminuindo despesas quanto
ao consumo total.
O processo de fabricação não utiliza o
consumo de água, não se faz necessário este
indicador.
Esse indicador mede uso do esforço humano
com materiais pesados e inalação a poeiras e
outros sólidos prejudicando a saúde do
empregado. Acompanhamento quanto ao uso
de EPIs.
A empresa não controles a partir destes
indicadores.
A avaliação do melhor tipo de energia em
dependência a atividade de produção da
empresa, melhor fonte de energia.
A empresa utiliza e faz avaliação desse
indicador, sendo muito útil a prevenção de
danos a equipamentos e análise de consumo
total.
Esse indicador mede a fonte de energia e sua
intensidade.
A escolha quanto a energia elétrica torna mais
seguro o processo, obtende mais eficiência.
A redução de gastos desnecessários, o
consumo quase específico de energia com
esse indicador.
Com essa utilização faz-se eficaz um bom RP(
Rendimento de Produção).
Esse indicador mostra a eficiência na gestão
quanto a escolha de maquinários.A redução de
gastos desnecessários, leva ao
acompanhamento desse indicador.
A empresa utiliza esse indicador.
O uso do indicador possibilita que a empresa
possa acompanhar o volume de materiais
destinados à valorização ou à eliminação e as
possíveis perdas e/ou reutilização.
Esse indicador não é utilizado pela empresa.
Esse indicador é favorável para
acompanhamento dos custos de produção e
possíveis lucros.
A empresa não utiliza esse indicador
Esse indicador avalia a importância dos
impactos ambientais e quantidades emitidas.
Investimentos ambientais= Investimentos
ambientais/ativo total
Investimento ambientais
operacionais=Investimentos
ambientais/ativo imobilizado
Perdas Ambientais=Perdas/Ativo total
Custos ambientais operacionais=Custo
ambiental/receita operacional
Despesas ambientais operacionais =
Despesas ambientais/receitas
operacionais
Remediação e prevenção=Gastos com
remediação/gastos com prevenção
A empresa não utiliza esse indicador
Com esse Indicador podemos ampliar a área
funcional, quanto a formação de pessoal,
comunicação externa, compra, ótimo para
desempenho ambiental e social.
Não é utilizado este indicador.
A possibilidade de prevenção desnecessária e
a preocupação com bem estar e qualidade do
produto injetam confiança e credibilidade a
empresa.
Por razões de conhecimento esse indicador
ainda não foi adotado pela empresa.
Esse indicador reflete o percentual e
importância das perdas sobre o patrimônio.
Esse indicador não é utilizado pela empresa.
Para esse indicador o reflexo do investimento
ambiental apropriado ao produto demonstra a
afetação no resultado.
A empresa ainda não considera nem trabalha
esse indicador.
Esse indicador traz a empresa o
monitoramento das despesas em suas
atividades favorece o meio ambiente, dandolhe uma receita operacional verídica.
Não é detentora deste indicador para sua
gestão.
A implantação de sistema de levando em
consideração a prevenção de acontecimentos
imprevisíveis e o controle interno evitando
incidentes negativos, multas, contaminações.
A empresa não utiliza este indicador.
FONTE: Autor (2011).
Portanto, pode-se observar que a empresa ao fazerem uso de indicadores
ambientais tem a possibilidade de levantar uma maior quantidade de informações
para o processo de tomada de decisão.
CONCLUSÃO
O presente trabalho fez uma abordagem sobre contribuições de Indicadores
Ambientais como instrumento de auxílio à gestão empresarial. Assim, a pesquisa foi
realizada através de um estudo de caso em uma indústria de minério de calcário no
município de Santa Maria do Cambucá – PE.
O estudo foi realizado através da aplicação de uma entrevista, na qual foram
levantadas informações sobre o processo produtivo da empresa e também sobre o
uso de indicadores ambientais.
Com os dados coletados na entrevista foi observado que o uso de indicadores
ambientais por parte da empresa é mínimo, a preocupação da empresa e com o
aspecto produtivo, e os indicadores ambientais usados estão relacionados a parte
operacional, não existindo preocupações evidentes quanto a questão de controle de
impactos ambientais.
A proposta de Indicadores ambientais foi dada pelo fato da verificação da falta
de acompanhamento financeiro quanto aos possíveis impactos gerados, o que ao
ser controlado pode direcionar a empresa a aumento de suas receitas.
A verificação no processo de fabricação mostra alguns pontos que deveriam
utilizar indicadores para uma melhor gestão como: a energia, faltando o aumento de
amperagem para suporte de maquinário pesado, não forçando motores ou correias e
ainda a compra específica ou modo de armazenamento do material comprado
desperdiçando energia, mão-de-obra e produção a cada parada para verificação de
problemas na moagem, a falta de exaustores ou compressores para sucção dos
resíduos levados pelo vento, economizando diesel e pessoal para retenção destes
resíduos.
Outra perda seria quanto ao marketing, podendo melhorar a qualidade de
projeção no mercado enquanto empresa ecologicamente correta, banco social, visão
de preocupação em desenvolver estratégias que visam eliminar as agressões ao
meio ambiente, sendo mais bem vista pela sociedade.
Assim, a presente pesquisa objetivou evidenciar a contribuição dos
Indicadores Ambientais. Conclui-se, portanto, que a empresa analisada faz uma
pequena utilização de Indicadores ambientais para a sua gestão empresarial. Ao
fazer uso de indicadores ambientais avaliando não só a sua produção como também
os impactos dessa produção, as empresas de um modo geral tem a possibilidade de
ter mais subsídios para a sua tomada de decisão. Portanto, a grande contribuição
dos indicadores ambientais está liga ao aspecto de possibilitar informações para um
melhor processo de tomada de decisão.
Contudo, existem poucos estudos com a ênfase em de indicadores ambientais
voltados para indústrias de mineração de calcário e cal, novas pesquisas poderiam
ser realizadas, com uma maior quantidade de empresas, e com a ênfase não só em
indicadores ambientais, como também indicadores sociais e financeiros.
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APÊNDICE
ENTREVISTA
1. Empresa
_______________________________________________________________
2. Qual a atividade da empresa?
3. Qual a finalidade para abertura da empresa neste ramo?
_________________________________________________________________
4. Quantos empregados há na empresa?
________________________________________________________________
5. A empresa constitue-se:
( ) 2 Anos
( ) Há mais de 2 anos
( ) Há 5 anos
( )Há mais de 5 anos
6. Descreva o processo produtivo da empresa e quais os recursos naturais
utilizados?
______________________________________________________________
7. Qual tipo de energia utilizada no processo de fabricação?É utilizada
alguma energia substituta?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
8. Qual a produção mensal em toneladas desta empresa e em média qual o
consumo em Kw de energia?
______________________________________________________________
9. Quais os resíduos existentes do processo
equipamentos para retenção destes resíduos?
de
fabricação?Há
______________________________________________________________
______________________________________________________________
10. A empresa faz alguma gestão ambiental? Como?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
11. Qual a forma de conscientização ambiental que a empresa transmite?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
12. O que o Sr. entende por indicadores ambientais ? Defina quais utiliza?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
13. Você desejaria fazer uma gestão ambiental?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
14. A empresa faz uso de algum dos indicadores apresentados, explique o
motivo pelo uso ou pelo não uso dos indicadores:
INDICADORES AMBIENTAIS
Quantidade de material usado para produzir uma
tonelada
Quantidade de material reciclado usado
Quantidade de matéria prima usada na produção
Quantidade de água usada por tonelada de produto
Quantidade de água reutilizada
Quantidade de materiais perigoso usados na
produção
Quantidade de energia por ton. de produto
Tipos de energia utilizada
Quantidade de cada tipo de energia utilizada
Quantidade de energia economizada por
programas (maquinários) de redução de consumo
de energia
Quantidade de resíduos por ton. produzido
Quantidade de resíduos reutilizados
Quantidade de emissões de gases poluentes
Investimentos ambientais= Investimentos
ambientais/ativo total
Investimento ambientais
operacionais=Investimentos ambientais/ativo
imobilizado
Perdas Ambientais=Perdas/Ativo total
Custos ambientais operacionais=Custo
ambiental/receita operacional
Despesas ambientais operacionais = Despesas
ambientais/receitas operacionais
Remediação e prevenção=Gastos com
remediação/gastos com prevenção
MOTIVOS
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