A n o 0 8 - N ú m e r o 7 4 | N O V E M B R O 2 0 1 4 MISSÃO EMPRESARIAL: EXECUTIVOS DO SETOR VISITAM A CHINA Setcepar entrevista: Luiz Dividino, diretor do Porto de Paranaguá Foto: Sean Pavone | Shutterstock.com Sindicato das Empre sas de Transportes de Ca rgas no Estado do Paran á. EDITORIAL INCT – Índice Nacional de Custos do Transporte Reflete a variação de custos fixos e variáveis das empresas, sem levar em conta perdas e falta de reposição anterior. Médias Distâncias Esta edição, uma das últimas deste ano, é muito importante para mim e para o grupo que integra o Setcepar. Quero contar aqui um pouco da minha experiência na viagem que eu e mais 12 empresários do sindicato fizemos à China. Foi uma missão empresarial muito bem sucedida. Só para começar, visitamos diversas empresas, participamos de importantes encontros de negócios e fomos à Feira de Cantão, que é o maior evento do ramo empresarial do mundo. Dentre as diversas atividades, tivemos uma reunião com a Câmara de Comércio Internacional e de Empresários de Shenzhen. Apresentando o Setcepar, descobrimos algumas particularidades do ritmo de trabalho da região. As empresas de entrega, por exemplo, só realizam o serviço das 9 às 21h. Fora destes horários só se for extremamente necessário. Nos centros urbanos do local, só entram veículos customizados para as entregas, os motoristas devem ter licenças especiais para trabalhar com cargas nas zonas urbanas, todas as cargas têm seguro contra acidentes e, ao contrário do que acontece aqui no Brasil, eles não têm problemas com roubos ou desvios de cargas. Nós também visitamos a maior empresa de transporte expresso da China, a Shenfen Express, que tem capital 75% privado e 25% estatal. A prestadora de serviços chinesa trabalha somente com cargas fracionadas, incluindo o e-commerce, e possui nove mil pontos de entrega, movimentando cerca de 90 milhões de pacotes por ano. A Shenfen possui 200 filiais espalhadas pelo continente, com 350 mil funcionários e 12 mil veículos em operação, além de operar 15 call centers, com 8 mil operadores atendendo um milhão de ligações por dia. A Canton Fair, maior feira de negócios do mundo, é a melhor oportunidade para quem deseja conhecer o ambiente de negócios na China. A Feira de Cantão, como é mundialmente conhecida, é realizada duas vezes ao ano, desde a primavera de 1957. São 1.160.000 metros quadrados de área de pavilhões, com 59.434 estandes neste ano. O volume de negócios do evento gira em torno dos 3,6 bilhões de dólares. É algo gigantesco e variado. A viagem foi um grande aprendizado para todos. Nas páginas centrais desta edição do nosso boletim, você pode conferir mais informações e imagens que fizemos por lá, do outro lado do mundo. Uma boa leitura, EXPEDIENTE Gilberto Antonio Cantú, Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar). 02 Variação Setembro (%) Variação últimos 12 meses (%) Carga Lotação - 0,11 + 4,42 Carga Fracionada Operação Urbana - 0,02 + 2,10 Carga Fracionada Operação Rodoviária + 0,11 + 2,35 Carga Frigorificada + 0,01 + 3,40 Combustíveis + 0,01 + 3,37 Fonte: NTC&Logística - Setembro/2014 ENTENDA AS GENERALIDADES DO TRANSPORTE Mês de referência Sugestão de cobrança Reentrega Sobre o frete original 50% Até o valor do frete de R$ 63,70 cobrar Por conhecimento R$ 38,56 Devolução Sobre o frete original 100% Tipo de Cobrança 1. 2. Setembro | 2014 Forma de Cobrança OBS: Todos os valores citados nesta tabela são médias dos valores praticados no mercado, portanto já estão com impostos e margem de lucro. Os valores da tabela acima, com exceção do pedágio, são corrigidos mensalmente pelo INCTF. INCTF/DECOPE/NTC - FATOR DE CORREÇÃO: SETEMBRO|14 0,0866 1. Reentrega - Segunda e terceira entregas - Sempre que, por responsabilidade do usuário, a entrega não puder ser concretizada na primeira tentativa, deverá ser cobrada a segunda entrega e as seguintes. O valor deste serviço tem como base o custo correspondente à distância de ida e volta entre o estabelecimento de destino e o polo ou terminal da transportadora mais próxima. Observa-se que, o mercado convencionou a cobrança de um acréscimo de 50% do frete original para o ressarcimento deste serviço. 2. Devolução de mercadorias - A devolução da mercadoria para a origem gera custos equivalentes ou maiores (dependendo da rota ou região) ao do transporte para o destino. Portanto, deve-se cobrar adicionalmente um novo frete, com o mesmo valor do frete original, para executar a devolução, acrescido do ICMS gerado. Por razões logísticas de frequência e rotas, recomenda-se a adoção de um novo prazo para execução das atividades de devolução de mercadorias. Presidente: Gilberto Antonio Cantú | 1.º Vice-Presidente: Marcos Egidio Battistella | 2.º Vice-Presidente: Aldo Fernando Klein Nunes | 1.ª Diretora Financeira: Rosana Machiavelli | 2.º Diretor Financeiro: Silvio Kasnodzei | Diretores Efetivos: Altair Vailati / Cecílio Gonçalves / Geraldo Fernandes Junior / Leonir Antonio Melnik / Wagner de Oliveira Minato | Diretores Suplentes: Orlando Zem / Osvaldo Haroldo Brehm | Membros Efetivos do Conselho Fiscal: Amadeu Clóvis Greca / Armindo José Bencke / Francisco Bezerra de Vasconcelos Neto | Membros Suplentes do Conselho Fiscal: Flórido Antonio Kowalski / Gilberto Crivellaro | Conselho Superior: Valmor Weiss / Rui Cichella / Gilberto Frâncio / Roberto Sergio Merolli / Eloy Lazaro Fabbri / Waldomiro Koialanskas Filho | Diretores Nomeados: Italo Lonni Junior / Nestor Ferens / Pedro Luiz Capilé / Glênio Marcelo Cogo / Deborah Christiane Cardoso Corrêa I Superintendente: Luiz Carlos Podzwato. Redação: Talk Assessoria de Comunicação Ltda. Karin Villatore - DRT: 2815 Fabíola Cottet – DRT: 8408 www.talkcomunicacao.com.br Projeto Gráfico e Diagramação: Direção de Arte – design / Agência Zero Fotografias: Agência Zero | Enéas Gomes | Arquivo Setcepar Tiragem: 5.000 exemplares | Gráfica: Gráfica Malires Setcepar - Rua Almirante Gonçalves, 1966 – Rebouças 80250-150 | Curitiba – PR/ Telefone: (41) 3014- 5151 email: [email protected] ASSOCIADO EM FOCO Cargolift aposta em inovações tecnológicas e serviço personalizado Markenson Marques Com 20 anos de história, a Cargolift foi a primeira empresa a fazer transporte multimodal de contêineres entre Paranaguá e Curitiba. Segundo o diretor-presidente da empresa, Markenson Marques, para se manter no mercado é preciso investir. “Precisamos focar em inovações tecnológicas, com foco em investimentos em TI e frota operacional”, afirma o empresário. Marques conta que o diferencial da transportadora sempre foi oferecer inovações tecnológicas e serviço personalizado a um custo menor que aquele oferecido pelos principais concorrentes, que normalmente são operadores globais. “Há cinco anos ocupávamos a posição 41.ª no Ranking das Maiores & Melhores e atualmente estamos na 29.ª posição. Este indicador demonstra que estamos no caminho correto”, comemora. Além de estar no caminho certo, a empresa apresenta as estatísticas de crescimento dos últimos cinco anos. “A Cargolift tem crescido, nos últimos cinco anos, em média 18% a cada ano. Podemos crescer muito no setor automotivo, de máquinas e equipamentos, caminhões e de comércio exterior”, conta o diretor. Porém, para acelerar este crescimento, ao completar 20 anos a empresa tinha a meta de passar a atender também no Nordeste. “Alcançamos o objetivo, com o mais novo contrato que fechamos com a FIAT de Goiana, em Pernambuco, com acordos para operações de Milk-Run, Cross-docking e linehaul, entre os fornecedores do Sul, Sudeste e Nordeste”, comemora Marques. Em todo esse processo, o diretor da empresa destaca a importância do Setcepar. “O Setcepar tem disponibilizado uma grade interessante de cursos. Seu entrosamento com a Fetranspar tem permitido ao nosso setor, que representa uma importante parcela do PIB, ter suas reivindicações e sugestões bem recebidas pelos governos estadual e federal. Outro ponto importante é que o Setcepar tem conseguido avançar na modernização das relações com os sindicatos que representam nossos trabalhadores”, conta. Setcepar integra Conselho Municipal de Trânsito em Curitiba O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar), representado pelo presidente Gilberto Cantú, tomou posse com mais 15 membros e respectivos suplentes, do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran). Criado em março deste ano pela Lei Municipal n.º 14.413, o Conselho é formado por representantes de usuários, gestores públicos, entidades privadas e profissionais da área de trânsito na capital paranaense. O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, deu posse aos membros durante uma cerimônia realizada na sede da Prefeitura. Para Cantú, a formação deste Conselho é muito importante. “Esperamos não só o compartilhamento de informações, mas cobraremos a transparência e a troca de ideias para que a mobilidade como um todo melhore, além da participação do setor em projetos de inovação e infraestrutura”, comenta. “Estamos abrindo o diálogo para a inovação, com o desenvolvimento de diversos projetos-pilotos em Curitiba. Temos que definir se queremos que Curitiba se torne uma megalópole nos próximos anos ou se teremos uma cidade equilibrada, com qualidade de vida e com uma nova atitude, uma cidade mais sustentável e mais humana”, disse o prefeito Gustavo Fruet. A primeira tarefa do Conselho Municipal de Trânsito será a de definir a organização, estrutura, funcionamento, atividades e atribuições do Conselho através da criação do regimento interno. 03 CURTAS ANNT começa a agilizar desapropriações para pedágios na BR-163 Proposta transfere para Polícia Rodoviária a competência de emitir licenciamentos Empresas gastam 11% da receita com logística Governo vai licitar R$ 2,7 bilhões em obras de transporte COLUNA RH Operador de empilhadeira elétrica e combustão Gestão e manutenção de frotas O curso abordará temas como: conceito de empilhadeira; tipos de empilhadeira; equilíbrio e segurança da empilhadeira; componentes da empilhadeira; Norma Regulamentadora n.º 11; manutenção e cuidados; simbologia de instrumentos e cargas; check list; carregar e empilhar; transporte de materiais; inspeção da empilhadeira (prática); operação na prática. O curso vai disponibilizar aos participantes subsídios para a implantação e gestão da manutenção de frota, priorizando a redução do custo operacional e prevenção da frota. O treinamento é destinado aos gerentes e encarregados de manutenção, planejadores e programadores de manutenção e administradores de custo. Instrutor: Marco Aurélio de Jesus Instrutor: Carlos Alberto Santana Data: 14 e 15 de novembro Data: 21 e 22 de novembro Horário: 8h às 17h30 Horário: Dia 21: 19h às 22h - Dia 22: 8h às 17h Local: Setcepar - Rua Almirante Gonçalves, 1966 - Rebouças Local: Setcepar - Rua Almirante Gonçalves, 1966 - Rebouças Investimento: Associados: R$ 250,00 Investimento: Associados: R$ 290,00 Não Associados: R$ 500,00 Incluso no Valor: Material didático, certificado, Coffee Break, estacionamento próprio. Não Associados: R$ 580,00 Incluso no Valor: Material didático, certificado, Coffee Break, estacionamento próprio. Informações: Setor RH & TD - As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail [email protected], fones (41) 3014-1457 / 3014-1452 ou fax (41)3014-1460. Observação: as empresas que necessitarem de cancelamento da inscrição deverão comunicar o setor RH&TD com 48 horas de antecedência, enviando para o setor uma solicitação de cancelamento. Não sendo respeitada esta observação, não será dispensada a cobrança da fatura. Assessoria de Segurança do Setcepar disponibiliza palestra in company A Assessoria de Segurança do Setcepar está disponibilizando palestras de treinamento in company com o tema “Medidas Preventivas Contra Crimes Praticados: antes, durante e após o deslocamento de veículos de carga”. A palestra, ministrada pelo Assessor de Segurança, José Carlos de Oliveira, é efetuada na empresa do associado, terá duração aproximada de duas horas e será isenta de custos. O agendamento poderá ser feito pelo email [email protected] ou telefone (41) 3014-5151, com o número mínimo de 10 participantes. 04 OPINIÃO SETCEPAR Greve de cidadãos Vamos fazer uma paralisação geral. Isso mesmo. Minha sugestão é que nós, como cidadãos, façamos uma greve geral. Não me refiro a parar de trabalhar ou prestar os serviços à população. Eu me refiro a parar de pagar impostos, tarifas absurdas, parar de ser escravo do sistema que nos impõe taxas e mais taxas, burocracias e mais burocracias, e nos devolve muito pouco do que contribuímos. Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), o Brasil ficou com o 53.º lugar. Somente neste ano já passamos, e continuamos passando, por greves dos mais diversos segmentos: policias, funcionários do transporte coletivo, hospitais, creches, servidores públicos, bancários, colaboradores que trabalham em obras para a Copa do Mundo, professores, além de várias “operações padrão” que não passam de greves com apelidos. Então, a minha proposta é que os cidadãos entrem em greve com o sistema. Que deixem de pagar impostos, que não paguem o valor que o governo taxa em cima de qualquer produto que é comprado, que as empresas não tirem do bolso o alto valor mensal destinado aos cofres públicos e nem repassem essa quantia ao consumidor. Se comentarmos só a educação, temos a impressão que o governo acredita, de verdade, que ela resolva, por si só, todos os problemas sociais do país. Mas como isso pode acontecer se o investimento no setor é aquém do necessário? Para dar um exemplo, entre os 65 países avaliados pelo Programa Claro que a minha proposta é hipotética, apenas para provocar uma reflexão: em uma situação como essa, mudando os lados, o que o governo faria? E, falando em transporte e mobilidade, que nos afeta diretamente, temos em andamento várias obras, reformas, dinheiro público sendo gasto, impostos sendo cobrados e o caos instalado. Não há um curitibano que dirija diariamente na cidade e que não esteja absolutamente irritado com o trânsito. *Resumo de artigo assinado por Luiz Podzwato, publicado no jornal Folha de Londrina. SÓCIOS MANTENEDORES MASTER PREMIUM 05 ESPECIAL Missão empresarial: equipe de empresários do Setcepar visita a China Vista geral da feira de Cantão. Entre os dias 10 e 24 de outubro, 13 representantes do Setcepar, guiados pelo presidente Gilberto Cantú, estiveram na China para realizar uma série de contatos e visitas técnicas, além de conhecer a Feira de Cantão, o maior evento de negócios do mundo. Foram realizadas várias visitas na viagem, entre elas uma reunião com empresários na Câmara de Comércio Internacional de Shenzhen. “Nesta reunião a comitiva foi recebida com boas-vindas pelo presidente da Câmara de Comércio, quando foram apresentados vídeos da cidade de Shenzhen e do Setcepar. Após, foram debatidas algumas perguntas feitas antecipadamente para ambas as entidades e outros assuntos relevantes”, conta Cantú. O encontro contou com a participação de várias outras empresas de logística: Dafang, Beifayi, Tiger, Kaitong, Fanya, Shuncang e Yuda. Além destas, participaram as de tecnologia Yiliu, Xinhecheng, Beijing e Eclinck, e ainda representantes das indústrias Foton, Dongfeng, Hino, Hong Ying e Good Times. Grupo em uma das plantas da Sinotruck. Também na cidade de Shenzhen, o grupo visitou as instalações da empresa Shenfen Express, especializada em pequenas encomendas e e-commerce. Após a visita, foi realizada uma reunião com sócios e corpo diretivo da empresa em sua sede, na área central da cidade, quando foram apresentados os vídeos institucionais das entidades e discutidos assuntos gerais e possíveis acordos comerciais. Durante três dias os participantes puderam visitar a Feira de Cantão, a maior do mundo. Cada empresário ficou livre para explorar a feira e verificar possibilidades de negócios, além de conhecer novas tecnologias. Para Luiz Podzwato, superintendente do Sindicato, “a Canton Fair é sem dúvida a melhor oportunidade para quem deseja conhecer o ambiente de negócios na China e já preparar sua empresa para iniciar projetos de importação”, relata. Grupo em uma das plantas da Sinotruck. Em outro dia de atividades, o grupo visitou uma das plantas fabris da empresa Sinotruk, fabricante de caminhões, que está chegando ao Brasil com uma fábrica na cidade catarinense de Lages. Para percorrer os 400 quilômetros de distância entre Pequim até Jinan, o grupo utilizou o trem bala e fez o percurso em pouco mais de uma hora. “Na fábrica a recepção foi por conta de diretores da empresa para a América Latina. Visitamos linhas de montagem de veículos e componentes, conhecemos a montagem do veículo com todas as peças próprias, desde o chassi, passando por motor e caixa de câmbio”, conta o presidente do Setcepar. Diretor da Câmara de Comércio de Shenzen e diretores do Setcepar. 06 ESPECIAL Empresários: Gilberto Antonio Cantú – Transportes Diamante Rosana Machiavelli – Transvelli Luiz Carlos Podzwato – Setcepar Leonir Melnik – Local Express Aldo Fernando Klein Nunes – Mastercargo Marcos Egidio Battistella –BBM Transportes Altair Vailati – Transfrios Renato Farto Lana – Pactum Consultoria Empresarial Ademar Correia da Silva Barbosa – Transportadora Gamper Henrique Luis Basso – Transpower Henrique Schmitz Basso – Transpower João Machiavelli – Alfa Transportes Lucimar Stanziola – LS Serviços Reunião na CCPIT com empresários chineses. Rodovias com cinco pistas. Crescimento da China. Praça de pedágio. Aeroporto de Pequim. Veículo para entregas centrais. Grande Mesquita. 07 SETCEPAR ENTREVISTA LUIZ DIVIDINO DIRETOR-PRESIDENTE DO PORTO DE PARANAGUÁ FALA SOBRE INVESTIMENTOS NO SETOR E DESAFIOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS Administrador de empresas, Luiz Henrique Dividino é natural de Curitiba e tem 49 anos de idade. Possui MBA em logística e em gestão empresarial, além de diversos cursos de especialização em portos europeus. Há 26 anos atua no setor portuário, tendo passado por empresas públicas e privadas. Na Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) foi responsável, no início dos anos 2000, por implantar o sistema Carga Online. Dividino é diretor-presidente dos portos paranaenses desde março de 2012 e, na entrevista exclusiva dada ao Setcepar, fala sobre investimentos e desafios do setor. Setcepar: Na opinião do senhor, quais são os desafios que o governador reeleito terá de enfrentar no que diz respeito ao porto e escoamento de grãos na próxima gestão? Luiz Dividino - No nosso caso, nós estamos em um processo de mais de três anos de requalificação e repotenciamento da área. Trabalhamos em duas vertentes: construir novos terminais e repotenciar os que já temos. Fizemos um projeto de longo prazo, então pretendemos continuar com os planos de reformas e investimentos. Desde que começamos as melhorias, não temos mais filas de caminhão, reduzimos muito as filas de navio, melhoramos escoamento de grãos, dentre muitos outros investimentos. A nossa meta final com isso é melhorar o atendimento ao caminhoneiro e às empresas, ganhando produtividade. São R$ 520 milhões em investimentos na área nos próximos anos, ainda queremos continuar com o nosso planejamento e construir novas bases. Setcepar: Como diretor-presidente, de que forma o senhor avalia a evolução do porto desde que assumiu o cargo? Luiz Dividino - Estou no cargo há dois anos e oito meses. A avaliação é a melhor possível. Nós tiramos o porto das páginas policiais, nós tínhamos escândalos diários, demandas judiciais constantes, tanto no setor privado, como no público. Tínhamos filas imensas e o custo acabava ficando bem mais elevado devido a todos estes fatores. Além disso, não tínhamos o Prêmio pela Movimentação de Soja Embarcada no Porto de Paranaguá. Hoje, além do prêmio, o porto virou referência nacional, nós acabamos com as filas da BR-277. Após os projetos e melhorias, embarcar por Paranaguá traz um benefício de 2,5 dólares a mais por saca para o produtor. Isso ocorre devido a todas as melhorias que aconteceram: os motoristas não precisam mais esperar, as filas não dão mais prejuízos, os navios não ficam mais esperando, o carregamento e descarregamento são feitos mais rapidamente, dentre muitas outras coisas. A evolução teve uma grande mudança na gestão sob o ponto de vista técnico. A nossa missão está voltada sempre a atender os usuários do porto nas mais diversas áreas: produção industrial, agronegócio, transportadores, operadores logísticos, dentre outros. Setcepar: Quais são, em sua opinião, os maiores desafios logísticos atuais do país? Luiz Dividino - Temos dois grandes embaraços logísticos hoje: não conseguimos enxergar como resolver os problemas e não temos a visão estratégica do transporte como um todo. Pouco ouvimos falar de construção de ferrovias, que seriam de extrema importância para 08 ajudar a resolver o problema do transporte e, no âmbito federal, não temos planejamento e nem expectativas de investimentos maciços em construção de rodovias, ampliação, duplificação, enfim, aplicações em infraestrutura. Já no âmbito estadual o cenário é um pouco diferente. O governo do estado recuperou quilômetros e quilômetros de rodovias e ampliou a malha. As pessoas não estão satisfeitas com o âmbito federal no que diz respeito à estrutura rodoviária. Não há planejamento a curto, médio e longo prazos, não há eficácia das ações, e não se cumprem prazos e promessas quando se fala na entrega da obra à sociedade. O governo federal não faz isso, em quatro anos muito foi prometido e nada foi feito. Minimamente conseguimos ver a construção dos aeroportos, que se deu devido à Copa do Mundo. Temos gargalos logísticos espalhados pela Brasil inteiro e ninguém propõe uma medida. Setcepar: No que diz respeito à infraestrutura dos portos, no que o país deve evoluir com mais urgência? Luiz Dividino - Na verdade o Porto de Paranaguá é o modelo nacional. No Porto de Santos tem fila o tempo todo. Além disso, aqui as filas de navios caem constantemente. Hoje, os outros portos enxergam a gente como exemplo. Nós temos um sistema que faz gerenciamento de filas, o pessoal do Porto de Santos veio aqui para conhecer a tecnologia e ter ideias de como implantá-la por lá. Entre os portos não há concorrência, então, no que pudermos ajudar e dar exemplos para melhorar a infraestrutura no Brasil, nós faremos. Setcepar: Quais são os planos do senhor para o Porto nos próximos anos? Luiz Dividino - Quero continuar o trabalho que está sendo feito aqui, com o plano de R$ 520 milhões em execução, com recursos do porto e do estado do Paraná. Até 2018 planejamos investir mais R$ 500 milhões. Então, durante a gestão, podemos dizer que o valor de aplicação na estrutura portuária será de quase um bilhão de reais investidos na transformação. Alguns dos projetos que temos são a ampliação do pátio de triagem para melhorar o atendimento ao caminhoneiro, a reforma do pátio do porto, a aquisição de 12 novos guindastes, a troca de 12 conjuntos de balança, dentre muitas outras benfeitorias. As mudanças trazem ganho de produtividade e competitividade, então o cenário do porto, atualmente, é o melhor possível. SETCEPAR NA MÍDIA Roubo de cargas Regulamentada a lei n.º 16.127, que pune os estabelecimentos que comercializarem cargas roubadas Governo do Estado se compromete a criar delegacia de roubo de cargas Em encontro com 150 transportadores, promovido pelo Setcepar, pela Fetranspar e pelo Sindiloc, o governador Beto Richa informou a assinatura de decreto que faz alterações no regulamento do ICMS, regulamentando a Lei n.º 16.127 de 2009, que prevê a cassação da eficácia da inscrição junto ao Cadastro de Contribuintes do ICMS, dos estabelecimentos que forem flagrados comercializando, adquirindo, distribuindo, transportando, estocando ou revendendo produtos oriundos de cargas ilícitas, furtadas ou roubadas. Afirmou também, que irá implantar, no Paraná, uma delegacia especializada em furtos e roubos de cargas. A medida atende a uma das reivindicações apresentadas pela categoria ao governador “A criação dessa delegacia vai coibir ainda mais o roubo de cargas, que traz prejuízos incalculáveis para a economia do Paraná”, disse. Para o presidente do sindicato, Gilberto Cantú, a criação e a regulamentação são de extrema importância para a categoria. “Nós estamos lutando pelas medidas há muito tempo, uma delegacia especializada e as medidas em lei irão contribuir muito para melhorar nosso trabalho, deixando os motoristas e transportadores mais seguros”, declara. “Não vamos medir esforços para melhorar a vida e o trabalho de quem produz no Paraná. Hoje, o Estado é parceiro de quem gera empregos e riquezas ao Paraná”, disse o governador, que também criou um grupo de trabalho para estudar a liberação de licenças para caminhões de nove eixos, outra reivindicação do setor. Para Cantú, o encontro foi muito produtivo e importante para a categoria. “Essas medidas anunciadas pelo governador trazem mais segurança para nossos motoristas e empresas de transporte, principalmente com a delegacia especializada, que será responsável por implantar e lei ora regulamentada, e é um pedido fundamental para nosso trabalho”, afirmou. FONTE: Imprensa Setcepar - PR 09 COLUNA EVENTOS Café da manhã RH - Como motivar e reter talentos No dia 22 de outubro foi realizado, pelo setor de RH do Setcepar, o café da manhã - Como motivar e reter talentos, com a presença de mais de 80 colaboradores de empresas associadas. A palestra foi ministrada por Sylvia Floriani, Coach e Consultora em Desenvolvimento Humano e Organizacional. O evento foi muito prestigiado e elogiado pelos participantes. ... Que se um caminhoneiro passasse por todos os pedágios do Brasil, ele pagaria a quantia de R$ 6.184,90? E isso porque só 7% das estradas pavimentadas do Brasil têm pedágio, ou seja, só são pedagiadas as rodovias concedidas pelo governo à iniciativa privada. ... Que caminhoneiros têm um jeito peculiar para se comunicar. O vasto dicionário da categoria muda de uma região a outra do país e inclui expressões utilizadas no ambiente de trabalho e também ligadas ao comportamento. Veja abaixo algumas palavras comuns entre os profissionais e seus significados: Patrolar – passar por cima Apavorar – acelerar caminhão Butinas – policiais rodoviários Muriçoca – caminhão pequeno Pitimbado – caminhão quebrado Top – subida muito acentuada Chão – estrada de terra Pilão – buracos redondos e fundos Costela – ranhuras sequenciadas de lado a lado da pista, normalmente, fruto da erosão causada pela água da chuva NOVOS ASSOCIADOS CURITIBA LONDRINA FONTOURA IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS. ATMA TRANSPORTES LTDA. TCD TRANSPORTES LTDA. 10