VITER—Vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros
DETER—Diretoria Executiva de Ativos de Terceiros
GERAT—Gerência Nacional de Risco de Ativos de Terceiros
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RESENHA MENSAL
05/JAN/16
Dezembro de 2015
CENÁRIO INTERNACIONAL
• O mês de dezembro foi pautado pelo inicio do processo de normalização da política monetária
norte americana, que depois de sete anos com taxa de juros próximo de zero teve seu intervalo elevado de 0% a 0,25% para 0,25% a 0,50%. A decisão do Comitê, que foi unânime, já era
amplamente aguardada pelo mercado, que acompanhava atentamente o posicionamento favorável à normalização por parte de vários membros do FOMC. Porém, tanto na divulgação do
comunicado, como na coletiva de imprensa, ficou evidente o tom cauteloso da autoridade monetária ao enfatizar que os aumentos ocorrerão de forma gradual, em consonância com a evolução da atividade econômica e o comportamento das expectativas de inflação. No que diz respeito às projeções, houve ligeira revisão para baixo na expectativa de inflação para 2016, enquanto o PIB e a taxa de desemprego tiveram melhora para 2016, refletindo a perspectiva do
Fed de que a economia continuará se fortalecendo.
• Com relação a atividade, no geral, os dados apresentaram fraqueza no mês de dezembro. A
EUA
produção industrial de novembro (de –0,4% para –0,6%, M/M), continuou sentindo os efeitos
da valorização do dólar e da queda no preço do petróleo, assim como o ISM de manufatura
(de 50,1 para 48,6 pontos) que registrou sua primeira contração desde novembro de 2012,
puxado em grande parte pelo declínio no indicador produção (de 52,9 para 49,2 pontos). Já o
varejo, aceleração modesta ( de 0,1% para 0,2%, M/M), ficando abaixo da mediana do mercado (0,3%, M/M). Por fim, a última revisão do PIB do 3T15 (em termos anualizados) trouxe
poucas alterações em relação a 2ª divulgação. O crescimento foi reduzido de 2,1% para 2,0%
(T/T, aa), com consumo confirmando expansão de 3,0% (T/T, aa) e estoques aumentando sua
contribuição negativa (de –0,59 para –0,71 ponto percentual). Na comparação com o 2T15, o
resultado representa desaceleração frente a alta de 3,9% (T/T, a.a.) em razão dos mesmos
fatores que que tem levado ao fraco desempenho na indústria (dólar fortalecido e petróleo).
• Sobre o mercado de trabalho, mais uma vez o resultado surpreendeu positivamente o mercado
ao reportar a abertura de 211 mil vagas em novembro, acima da mediana calculada pela Bloomberg que previa 200 mil novos postos. Entretanto, merecem destaque positivo as revisões
feitas nos meses de setembro e outubro, períodos em que o saldo de vagou passou de 137
para 145 mil e de 271 para 298 mil, respectivamente. O resultado impulsionou as bolsas dos
EUA e como o dado foi divulgado antes da reunião do FOMC, trouxe aos agentes ainda mais
confiança em relação ao aumento de juros em dezembro.
• Na Zona Euro, assim como era esperado pelo mercado, o BCE anunciou a extensão do progra-
Europa
ma de relaxamento monetário implantado no inicio de 2015. Dentre as principais medidas,
podemos destacar a redução das taxas de juros sobre depósito bancários, que passou de –
0,2% para –0,3% e a prorrogação do prazo programa de compras de ativos que passou de
setembro de 2016 para março de 2017. Entretanto, apesar da autoridade monetária ter deixado claro que voltaria a agir, caso necessário, houve frustração de grande parte dos agentes já
que uma das medidas mais aguardadas era o aumento do volume de compras, o que não se
concretizou. O principal objetivo desta ação do BCE é combater o risco de deflação que tem
rondado a região, já que o índice de preços se mantem distante da meta de 2,0% (A/A) perseguida pelo BCE há algum tempo.
• Em novembro, por exemplo, o IPC registrou alta de apenas 0,2% (A/A) ante a 0,1%(A/A) em
outubro. Em relação a atividade na região, houve melhora, com exceção das vendas do setor
varejista que mantiveram a queda de 0,1% (M/M) observada em setembro. Por outro lado, a
produção industrial subiu 0,6% (M/M) em outubro, acima do consenso de mercado que era
0,3% (M/M). O PMI de manufatura também apresentou alta ao passar de 52,8 para 53,1 pontos e atingiu o maior nível em 20 meses. E, na esteira tanto da ação do BCE, como da melhora
moderada da economia, a confiança dos consumidores da Zona do Euro subiu pelo segundo
mês consecutivo (de –5,9 para –5,7 pontos).
• Na China, a produção industrial, após dois meses consecutivos de desaceleração voltou a subir
Ásia
em novembro (5,6% para 6,2%, A/A) e, na mesma direção, o PMI de Manufatura da Caixin
também melhorou ao passar de 48,3 para 48,6 pontos em novembro. Entretanto o indicador
segue indicando contração. Por outro lado, as exportações se mantiveram em declínio (-6,8%,
A/A), assim como os lucros industriais que continuam em queda (-1,4%, A/A), refletindo o
cenário de demanda mais fraca e crédito escasso.
• Dessa forma, os dados divulgados em dezembro sinalizaram que apesar da melhora, no geral,
a tendência de desaceleração vista há algum tempo ainda persiste, o que tem levado o governo a promover pesadas intervenções na economia, aumentando com isso os gastos fiscais.
Entre janeiro e novembro de 2015 as despesas com incentivos cresceram 18,9%. Na comparação anual a alta foi de 25,9%.
ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO PELA GERÊNCIA NACIONAL DE RISCO DE ATIVOS DE TERCEIROS – GERAT COM BASE EM INFORMAÇÕES PÚBLICAS DISPONÍVEIS ATÉ A DATA DE SUA DIVULGAÇÃO. INFORMAMOS QUE TAIS
CONSIDERAÇÕES NÃO REPRESENTAM A OPINIÃO DA CAIXA ENQUANTO INSTITUIÇÃO NEM DE SEUS DIRIGENTES. AS INFORMAÇÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO SÃO OBTIDAS DE FONTES CONSIDERADAS SEGURAS. AS
ANÁLISES FORAM ELABORADAS EM BOA-FÉ E ZELO. AS OPINIÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO DECORREM DA ANÁLISE DO QUADRO ECONÔMICO-CONJUNTURAL REFLETIDO EM SEU TEOR, PODENDO SER ALTERADAS
SEM PRÉVIO COMUNICADO. ESTE DOCUMENTO NÃO REPRESENTA OFERTA DE COMPRA OU DE VENDA DE TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS OU DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS DE QUAISQUER ESPÉCIE.
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RESENHA MENSAL
05/JAN/16
Dezembro de 2015
CENÁRIO DOMÉSTICO
• Em outubro, os dados vieram negativos, porém, o desempenho geral foi superior ao espera-
do. Números do varejo e emprego ilustraram bem essa dinâmica. Além disso, houve melhora pontual na confiança da Indústria (1,5%, dez/15) e de Serviços (1,0%, dez/15). De outro
lado, os dados da indústria e do IBC-Br (-0,6%, M/M, out/15) vieram abaixo da expectativa.
• A alta de 0,6% (M/M) do varejo restrito de outubro interrompeu o movimento de queda ini-
ciado em fev/15. As vendas dos Hipermercados (+2,0%, M/M) e dos Artigos farmacêuticos,
médicos e de perfumaria (+1,5%, M/M) impulsionaram o resultado. Apesar disso, o varejo
ampliado continuou no terreno negativo (-0,1%, M/M), conduzido pelas quedas de 2,9% (M/
M) das vendas de Material de Construção e de 0,9% (M/M) das vendas de Veículos e Peças.
Atividade
• A taxa de desemprego (PME) de novembro caiu (7,9% para 7,5%, M/M), influenciada tanto
pela geração de emprego típica de fim de ano, estimulada pelo pagamento do 13º salário e
pelo Natal, como pela tendência de redução das pessoas presentes na força de trabalho
(PEA:-8 mil, M/M; -217 mil, A/A). O Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostrou
em dezembro saldo de 52,6 mil vagas de emprego no setor do Comércio, alta típica do período. Entretanto, tal melhora foi exceção em relação aos outros setores.
• A indústria teve recuo de 0,7% (M/M), influenciada pela fraca produção de Bens de Consumo Duráveis (-5,6%, M/M) e de Bens Intermediários (-0,7%, M/M) que, por sua vez, tiveram como vetores de baixa a queda de 3,0% (M/M) da produção de Veículos e a diminuição
de 2,7% (M/M) da Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis. Com o resultado, a indústria registrou a 5ª queda mensal seguida.
• O IPCA de novembro acelerou de 0,82% para 1,01% (M/M), motivado pelo encarecimento
Inflação
dos Tubérculos, raízes e Legumes, Açúcares (entressafra e El Niño), Combustíveis (resíduo
de reajustes e Etanol) e Energia elétrica residencial (reajustes em RJ e SP). O grupo Alimentação, que correspondeu por quase metade da elevação do IPCA (0,46 p.p), tem sentido o
efeito do fenômeno climático El Niño (excesso de chuva nas principais regiões produtoras).
Com o dado, a variação anual subiu de 9,93% para 10,48%. Além disso, o índice de difusão
do IPCA foi o mais alto para o mês de novembro desde 2002.
• No atacado, o IGP-DI de novembro desacelerou de 1,76% para 1,19% (M/M), influenciado
pelo arrefecimento do Minério de ferro (IPA Industrial). O barateamento no mercado internacional como consequência de uma perspectiva de menor crescimento da China e a relativa
estabilização do Real foram o responsáveis pela variação. Entretanto, o IGP-DI na comparação anual continuou apresentando aceleração, subindo de 10,58% para 10,64% (A/A).
• A agência de rating Fitch rebaixou (16/12) de BBB– para BB+ a nota de crédito soberana do
Brasil. Com perspectiva negativa, a Fitch sinaliza possíveis rebaixamentos no futuro.
• O Congresso aprovou (17/12) o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2016 que altera
a meta fiscal de R$43,8 bi (0,7% do PIB) para R$30,5 bi (0,5% do PIB). Com isso, o governo federal terá que economizar R$24 bi, enquanto que Estados e Municípios terão que poupar R$6,5 bi. A fim de evitar o corte do Bolsa Família, a meta fiscal foi reduzida em R$10 bi
para o governo central.
Política Fiscal
• O Ministro da Fazenda J. Levy foi substituído (18/12) por N. Barbosa (Planejamento).
• O governo federal anunciou (30/12) o pagamento de todas “obrigações” (R$72,4 bi) devidas
ao BNDES (R$22,6 bi), ao FGTS (R$30,0 bi), ao BB (R$18,2 bi) e à Caixa (R$1,5 bi). Tais
valores, exceto os da Caixa, se referem à atrasos de pagamentos que levaram o TCU
(Tribunal de Contas da União) a rejeitar as contas do governo federal de 2014, além de outros valores devidos em 2015. Segundo o Tesouro, foram pagos R$55,8 bi aos bancos que
financiaram benefícios sociais, subsídios e operações de crédito (Rural e Minha Casa Minha
Vida) até o fim de 2014.
• A Ata do COPOM (3/12) trouxe mudança na orientação futura da política monetária do BC,
Política Monetária
algo que ficou em evidência pela substituição do texto “convergência da inflação no horizonte relevante da política monetária” por “adotar as medidas necessárias para que a inflação
fique abaixo do teto da meta em 2016 e que alcance o centro em 2017”. De certa forma,
pode o BC passa a ter um objetivo intermediário (2016) e um final (centro da meta, 2017).
• O Relatório Trimestral de Inflação do 4T15 (23/12) ilustrou de forma quantitativa a mudan-
ça de sinalização do BC, ao divulgar piora em suas projeções de inflação: (IPCA16: 5,3% p/
6,2% | IPCA17: 4,0% p/ 4,8%, no cenário de referência) e (IPCA16: 5,4% p/ 6,3% |
IPCA17: 4,6% p/ 4,9%, no cenário de mercado).
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CONSIDERAÇÕES NÃO REPRESENTAM A OPINIÃO DA CAIXA ENQUANTO INSTITUIÇÃO NEM DE SEUS DIRIGENTES. AS INFORMAÇÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO SÃO OBTIDAS DE FONTES CONSIDERADAS SEGURAS. AS
ANÁLISES FORAM ELABORADAS EM BOA-FÉ E ZELO. AS OPINIÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO DECORREM DA ANÁLISE DO QUADRO ECONÔMICO-CONJUNTURAL REFLETIDO EM SEU TEOR, PODENDO SER ALTERADAS
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INFORMAÇÕES IMPORTANTES
I.
ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO PELA GERÊNCIA NACIONAL DE RISCO DE ATIVOS DE TERCEIROS –
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II.
O RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DESTE RELATÓRIO, CERTIFICA QUE AS OPINIÕES EXPRESSAS NO
DOCUMENTO REFLETEM, DE FORMA PRECISA, ÚNICA E EXCLUSIVA, SUAS VISÕES E OPINIÕES PESSOAIS, E FORAM PRODUZIDAS DE FORMA INDEPENDENTE E AUTÔNOMA;
III.
AS INFORMAÇÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO SÃO OBTIDAS DE FONTES CONSIDERADAS SEGURAS;
IV.
AS ANÁLISES AQUI APRESENTADAS FORAM ELABORADAS EM BOA-FÉ E ZELO;
V.
AS OPINIÕES EXPRESSAS NESTE DOCUMENTO DECORREM DA ANÁLISE DO QUADRO ECONÔMICOCONJUNTURAL REFLETIDO EM SEU TEOR, PODENDO SER ALTERADAS SEM PRÉVIO COMUNICADO ;
VI.
AS CONSIDERAÇÕES PRESENTES NESTE DOCUMENTO NÃO REPRESENTAM A OPINIÃO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ENQUANTO INSTITUIÇÃO NEM DE SEUS DIRIGENTES OU CONTROLADAS;
VII.
ESTE RELATÓRIO É DE USO EXCLUSIVO DE SEUS DESTINATÁRIOS, PORTANTO, NÃO PODE SER REPRODUZIDO, COPIADO, PUBLICADO OU REDISTRIBUÍDO PARA QUALQUER OUTRA PESSOA OU ENTIDADE,
NO TODO OU EM PARTE, QUALQUER QUE SEJA O PROPÓSITO, SEM O PRÉVIO CONSENTIMENTO POR
ESCRITO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL;
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IX.
ESTE DOCUMENTO NÃO DEVE SER CONSIDERADO UM RELATÓRIO DE ANÁLISE PARA OS FINS DO ARTIGO 1º DA INSTRUÇÃO CVM N.º 483, DE 6 DE JULHO DE 2010.
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