O OLHAR DAS CRIANÇAS SOBRE A ESCOLA DE ENSINO
FUNDAMENTAL
DEBOVI, Andreia Kirsch – UNISUL
[email protected]
GOULART, Mariléia Mendes – UNISUL
[email protected]
Eixo Temático: Didática: Teorias, Metodologias e Práticas
Agência Financiadora: não contou com financiamento
Resumo
O texto apresenta o resultado de uma pesquisa realizada na disciplina Organização do
Cotidiano nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, do Curso de Pedagogia da Universidade
do Sul de Santa Catarina. A pesquisa possibilitou um olhar sobre o tempo e o espaço da
escola, a partir da lógica da criança. A investigação teve o intuito de possibilitar as
acadêmicas uma formação em que pudessem incluir a participação das crianças na
organização da escola. A metodologia adotada foi a entrevista estruturada, que continha as
seguintes perguntas: Você gosta da escola? Porquê? e O que você mais gosta na escola? Essa
entrevista foi através de filmagens, onde, as ‘falas’ das crianças foram transcritas
posteriormente. O público alvo foi as crianças da primeira e segunda série dos anos iniciais de
uma escola de Educação Básica da rede municipal de Tubarão em Santa Catarina.
Participaram da pesquisa todos os educandos que desejaram ser entrevistados, totalizando 35
crianças. Também foi solicitado as mesmas que desenhassem em uma folha de papel a escola
de seus sonhos. Para finalizarmos a investigação sobre o que crianças pensam da escola,
fizemos registros fotográficos de como os espaços da escola estão estruturados para elas. A
experiência realizada com as crianças, a análise dos dados levantados e a contribuição de
autores como, VIÑAO FRAGO, Antonio e ESCOLANO, Augustín (1998); Miguel Arroyo
(2008) entre outros, permitiram refletir sobre a lógica adultocêntrica que permeia a escola, e a
perspectiva de organizá-la numa relação dialética entre professores e crianças. Esse estudo
auxiliou na compreensão do que os educandos querem da escola, para que as pedagogas
possam efetuar um planejamento que vá ao encontro das necessidades infantis, refletindo,
modificando e direcionando suas práticas na construção do conhecimento.
Palavras-chave: Infância. Criança. Tempo/Espaço escolar. Ensino Fundamental.
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Introdução
A formação inicial para professores tem sido alvo de estudos, reflexões e discussões,
quer seja, por meio das políticas públicas, por aqueles que fazem parte do processo educativo
do país, ou por agências formadoras. O desafio tem sido preparar futuros professores para
que, tenham sua ação docente focada, nos modos de aprendizagem dos sujeitos da educação,
ou seja, nos alunos. Essa formação, deve contemplar e dirigir-se ao aluno como um sujeito de
direitos, com capacidade de participação efetiva, no processo educativo. Segundo Arroyo,
2008, quando a pedagogia estiver mais atenta aos modos das crianças viverem suas infâncias,
e também, buscar nas pesquisas realizadas pelas diversas ciências, formas de refletir essas
experiências, ela começará a repensar suas práticas cotidianas.
Nesta perspectiva, professores do 6° semestre do Curso de Pedagogia se articularam e
orientaram as alunas para que, através de um projeto de pesquisa integrado, investigassem,
refletissem e analisassem o “olhar” das crianças, expresso em suas falas sobre a escola. As
alunas organizaram-se em grupos e realizaram a pesquisa, entrevistando crianças do 1° e 2°
ano do Ensino Fundamental, coletando os desenhos produzidos por elas, e realizando registros
fotográficos em escolas campo de estágio. A pesquisa apresentada nesse texto, foi realizada
numa Escola Municipal de Educação Básica, pertencente à rede de ensino do município de
Tubarão, SC.
Entendendo que as crianças podem revelar concepções que perpassam os Anos Iniciais
do Ensino Fundamental, tivemos como questões norteadoras: As crianças gostam de estar no
ambiente escolar? Quais os motivos que as levam a gostar ou não da escola? O que elas mais
gostam na escola?
A pesquisa teve a intenção de discutir a lógica da escola pelo olhar das crianças,
permitindo conhecer as interações que se estabelecem entre as crianças no cotidiano do ensino
fundamental.
Acreditamos que os resultados da investigação darão subsídios para rompermos com
modelos adultocêntricos de organizar a escola, e ir ao encontro das necessidades infantis.
Olhar das crianças sobre a escola
Dialogamos com crianças do primeiro e segundo anos, e optamos por entrevistar todas
as crianças que quisessem ser entrevistadas, a fim de não excluirmos nenhuma delas. O
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instrumento utilizado foi a entrevista estruturada, realizada através de filmagem, as falas
foram transcritas posteriormente. Para iniciarmos a pesquisa, apresentamos todo o projeto
para as crianças e perguntamos quem gostaria de participar.
Embora tivéssemos as questões previamente elaboradas, em alguns momentos tivemos
de reformular as perguntas, de forma que houvesse um melhor entendimento para a criança.
Conforme Laville, 1999, p. 187-188: “[...] os entrevistadores permitem-se, muitas vezes,
explicitar algumas questões no curso da entrevista, reformulá-las para atender às necessidades
do entrevistado.”
Antes de começarmos as filmagens solicitamos às crianças que desenhassem a escola
de seus sonhos. Neste momento já nos deparamos com algumas atitudes de dependência de
alguns alunos, quando nos perguntaram de que lado da folha deveriam desenhar, se deviam
usar lápis ou caneta, se podiam pintar, que cores deviam usar. Nesses momentos sempre
orientamos eles a fazerem suas escolhas, dissemos que a decisão seria delas.
Compreendemos que as crianças precisam adquirir autonomia, mas sabemos que a
educação é um processo, e cada professora tem um modo específico de trabalhar com elas.
Quando chegamos em uma classe, estamos cientes de que ela é heterogenia, e teremos
diferentes graus de aprendizagem em uma mesma turma.
No momento da entrevista as crianças, ficam bem a vontade, se expressam de uma
forma muito alegre e tranquila, porque procuramos estar com elas por um tempo,
conhecendo-as, realizando conversas informais e falando da pesquisa.
Ao responderem unanimemente que gostam da escola, vemos a importância que a
instituição tem na vida das crianças, mesmo que os fatores que as levam a gostar da escola
sejam diferentes. Percebemos que no primeiro ano, a resposta mais ouvida foi: porque é legal
(6), depois tivemos: amigos (5), e brincar (5), e por último tivemos: tarefa, ramister,
pintar/desenhar, e escrever com apenas um (1).
Quando questionadas sobre o que elas mais gostavam na escola, todas que
responderam estudar (5) na questão anterior falaram de amigos e brinquedos, somente uma
criança fez relação com estudo nas duas questões. Além dessas que responderam estudar, mas
relacionaram com outras atividades, tivemos mais seis respostas brincar (6), e desenhar,
professora e colegas dividiram as outras respostas com dois (2), e por fim ficou o ramister
com um (1).
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Gráfico 1: Porque gostam da escola? Primeiro ano
Fonte: elaborado pelas autoras, 2011
Analisamos que as crianças vão à escola por causa das relações sociais, elas gostam de
estar com seus parceiros de jogo, os amigos e as trocas de experiências feitas entre eles é o
motivo maior de elas estarem ali, é na brincadeira a maior identificação com a escola. A
professora também aparece nas relações de afetividade.
Nos desenhos da escola, feitos pelas crianças, suas falas são confirmadas, apenas
quatro crianças apresentam somente a escola (construção), todos os demais desenharam a
escola em proporção bem menor que o pátio, e “vida” ao seu redor, com pátio, crianças, sol,
nuvens, parque, grupos de crianças brincando. Agostinho, 2003, p. 97 nos fala que: “Nesses
espaços não construídos, ao ar livre, temos um contato direto com os espaços naturais, o frio,
o calor, o vento, as aves, aviões, chuva, etc.”
Muitas das crianças em seus desenhos deram destaque ao parque, o que significa que
ela gosta de brincar e, consequentemente, estar com os amigos. “Nessa faixa etária a criança
já apresenta grandes possibilidades de simbolizar e compreender o mundo, estruturando seu
pensamento e fazendo uso de múltiplas linguagens.” (BRASIL, 2004, p. 19)
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Figura 1 – Desenho das crianças
Fonte: Criança da escola pesquisada, 2010
Quando entrevistamos as crianças do segundo ano, sobre a escola, a palavra estudar
estava muito presente em suas falas, sete (7) crianças responderam estudar (as falas ler e
aprender incluímos aqui), outras sete (7) responderam porque é legal (aqui está incluída
porque é um lugar bonito), e apenas uma (1) respondeu brincar. Isso nos trouxe outras
inquietações. Afinal, após um tempo de escolarização, as crianças deixam de gostar das
brincadeiras ou começam a se encantar pelos conteúdos? Essas duas ações, brincar e estudar,
precisam ser tratadas separadamente na escola?
“Especificamente em relação à linguagem escrita, a criança, nessa idade ou fase de
desenvolvimento, que vive numa sociedade letrada, possui um forte desejo de
aprender, somado ao especial significado que tem para ela frequentar uma escola”.
(BRASIL, 2004, p.19)
6247
7
6
5
4
Estudar
3
Legal
2
brincar
1
0
Número de respostas das
crianças
Gráfico 2: Porque gostam da escola? segundo ano
Fonte: elaborado pelas autoras, 2011
Na hora de falar sobre o que elas mais gostam na escola tivemos sete (7) respostas
estudar, seis (6) parque, apareceram, também, educação física (3), artes (1), e professora (1).
Podemos deduzir que as crianças que responderam “legal” sem especificar, gostam do parque
se seguirmos as respostas posteriores.
Gráfico 3: O que elas mais gostam na escola? segundo ano
Fonte: elaborado pelas autoras, 2011
Na turma de segundo ano percebemos alterações significativas nos desenhos. Todas as
crianças desenharam a escola numa proporção bem grande, seis (6) dessas desenharam
somente a construção, e em escala tão grande, que ocupa toda a folha, nove (9) desenharam a
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escola grande com alguma natureza em volta, sol, nuvens ou árvores, um (1) desenhou um
campo de futebol ao lado e somente duas desenharam crianças.
Figura 14 – Desenho das crianças
Fonte: Criança da escola pesquisada, 2010
Esse encontro com as crianças permitiu perceber os olhares que elas têm sobre a
escola e os modos como vivem a infância dentro desse espaço. Ao ouvir as crianças e
conhecer as relações que elas estabelecem, estamos invertendo a lógica adultocêntrica, de
uma organização escolar centrada somente no adulto, estabelecendo uma relação dialética, ou
o encontro de duas vozes, do adulto e da criança. Com isso, a escola estará se tornando o
lugar da infância.
Tempo e espaço escolar: retrato de um olhar
Além das falas das crianças, procuramos registrar, imagens sobre o espaço escolar e
registramos a forma como o tempo é organizado na escola investigada.
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As imagens da escola foram realizadas sem a presença das crianças, para que
pudéssemos evidenciar somente o espaço físico externo da escola. Esses dados nos deram
indícios de como as crianças vem vivenciando a infância nessa instituição, dados que
apresentaremos e discutiremos a seguir.
A instituição campo de pesquisa é composta por seis salas: quatro salas de aula, uma
para cada turma, uma de informática e uma da direção; uma cozinha com refeitório e dois
banheiros. Possui pátio de brita com canteiros de flores na entrada e um cercado com
brinquedos, que é reservado às crianças menores. Talvez, no fato de o espaço com
brinquedos, ser utilizado somente pelas crianças do infantil e primeiro ano, resida a resposta
para nossa inquietação, para o fato de os alunos do segundo ano, não terem mencionado o
brincar na escola. Afinal, aos poucos vamos incutindo nas crianças ideias pré-concebidas, de
modelos escolares.
Ainda em relação ao espaço físico, a escola possui um terreno anexo, com abertura
para escola, com umas traves de futebol. “A escola, em suas diferentes concretizações, é um
produto de cada tempo, e suas formas construtivas são, além dos suportes da memória
coletiva cultural, a expressão simbólica dos valores dominantes nas diferentes épocas.”
(VIÑAO, 1998, p.47).
O entorno da escola é todo cercado por muros, há pátio central, coberto para as
crianças brincarem. Nesse pátio fica a sala da diretora ao centro e salas de aulas nas laterais.
Há o predomínio do retilíneo, favorecendo a visibilidade e o controle. “A ocupação do
espaço, sua utilização, supõe sua constituição como lugar. O “salto qualitativo” que leva do
espaço ao lugar é, pois, uma construção. O espaço se projeta ou se imagina; o lugar se
constrói.” (VIÑAO, 1998, p.61) O espaço carrega signos, símbolos e vestígios da condição e
das relações sociais dos que o habitam. Além de comunicar seus usos, é elemento
determinante da formação da personalidade das pessoas, isoladas ou como grupos. É no
âmbito da sala de aula que podemos observar a relação entre a disposição das pessoas e
objetos com o método de ensino a ser seguido. O ambiente educa e depende de como
organizamos esses espaços é o tipo de sujeitos que queremos formar.
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Figura 1 – Sala de aula com visão da parte da frente
Fonte: Arquivo pessoal Andreia Debovi, 2010
Observamos na sala de aula, conforme imagem acima, aspectos bem positivos: as
crianças sentam em duplas, fator que auxilia na socialização e aprendizagem dos alunos, e não
possuem lugar fixo; possuem um cantinho aconchegante com livros à disposição; a escrita
está presente na sala através de cartazes e principalmente na produção das crianças expostas
na parede; os jogos didáticos estão ao alcance das crianças; e as janelas são baixas, dando
visibilidade para rua quando as mesmas estão de pé. Quanto ao brinquedo e a brincadeira, no
tempo de observação, foi permitido às crianças.
Verificamos que os espaços das salas de aula, das séries pesquisadas, são organizados
para as crianças, esse fato, é mais visível nas salas do que nos ambientes coletivos, contudo,
não conseguimos visualizar se é organizado com as crianças. “[...] O espaço-escola é [...] um
mediador cultural em relação à gênese e formação dos primeiros esquemas cognitivos e
motores, ou seja, um elemento significativo do currículo, uma fonte de experiência e
aprendizagem.” (VIÑAO, 1998, p. 26)
Quanto ao tempo, vimos que a escola observada, utiliza uma grade de separação de
disciplinas, com tempos cronológicos, determinados para cada uma delas. “os currículos e os
programas tem sido trabalhados em unidades de tempos e com horários definidos, que são
interrompidos pelo toque de uma campainha” (BRASIL, 2004, p. 10), conforme quadros à
seguir:
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Primeiro ano - vespertino
2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
6ª feira
1ª aula
Português
Português
Inglês
História
Brinquedo
2ª aula
Português
Português
Ed. Física
Geografia
Contação
de
História
3ª aula
Matemática
Artes
Informática
Português
Português
4ª aula
Ed. Física
Artes
Português
Português
Ciências
5ª aula
Ed. Física
Matemática
Português
Matemática
Religião
Quadro 1 – Grade de aulas do primeiro ano
Fonte: Escola pesquisada, 2010
Segundo ano - matutino
2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
6ª feira
1ª aula
Religião
Português
Ed.Física
Matemática
Português
2ª aula
Ed, física
Português
Inglês
Matemática
Português
3ª aula
Ed. Física
Artes
Informática
Matemática
Português
4ª aula
Matemática
Artes
Geografia
História
Ciências
5ª aula
Matemática
Português
Geografia
História
Ciências
Quadro 2 – Grade de aulas do segundo ano
Fonte: Escola pesquisada, 2010
“Trata-se de um modelo disciplinar direcionado para a transmissão de conteúdos
específicos, organizado em tempos rígidos e centrado no trabalho docente
individual, muitas vezes solitário por falta de espaços que propiciem uma
interlocução dialógica entre os professores.” (BRASIL, 2004, p. 10)
Ao olhar a organização das disciplinas acima, percebe-se que o tempo é cronometrado
pelo relógio e por disciplinas segregadas, como se o aprendizado pudesse ser fracionado.
Pensar outra lógica, exige formação continuada que subsidie a superação hierarquizante na
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qual a escola se encontra. Compreendemos que as mudanças de paradigmas exigem um
tempo, por isso, mesmo verificando as formas, tradicionais que ainda permeiam na escola,
percebemos algumas frestas, que mostram uma forma de fazer da escola um lugar para a
infância.
Considerações finais
Esta pesquisa serviu para nos mostrar o quanto as crianças são capazes de nos
informar através de diferentes linguagens. Elas, com suas falas e desenhos, deixaram explícito
o que gostam e valorizam na escola. É através desse olhar detalhado e cuidadoso, que
podemos ampliar a nossa prática, pois o registro nos auxilia, não só nessa atividade, como em
toda a nossa relação com a educação, ele nos permite compreender as necessidades do outro.
Ouvir as crianças nesta fase em que o ensino fundamental passa a ser de nove anos, e
que precisa haver uma diferenciação no trabalho do pedagogo para que a transição da
educação infantil para os anos iniciais ocorra de forma tranqüila e natural, sem rupturas, é de
suma importância, pois é através das crianças que verificaremos se os saberes propostos e
fundamentados para essa nova fase estão sendo difundidos e aplicados no ensino
fundamental. Buscar informações através dos pequenos além de ser uma forma rica de
saberes, é prazerosa, afinal, são as relações sociais que movimentam a educação.
Olhar a escola, “por dentro”, analisar, espaço e tempo, rompendo com uma visão
adultocêntrica, ainda é um desafio. Porém, a organização do tempo e do espaço escolar é
edificação humana, e com isso, vai sendo construída, modificada e consolidada no processo
histórico. Dessa forma, podemos ter perspectivas de mudanças na estrutura do espaço e do
tempo das escolas, de modo que favoreçam as crianças, respeitando-as enquanto sujeitos de
direitos.
REFERÊNCIAS
AGOSTINHO, Kátia Adair. O espaço da creche: que lugar é esse? 2003. Dissertação
(Mestrado)-Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2003.
ARROYO, Miguel. A infância interroga a pedagogia. In: SARMENTO, Manuel; GOUVEA,
Maria Cristina Soares (Orgs.). Estudos da infância: educação e práticas sociais. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2008.
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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Departamento de Políticas
de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Coordenação Geral do Ensino Fundamental.
Ensino Fundamental de Nove Anos – orientações gerais. Brasília: MEC, 2004.
LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes médicas Sul Ltda.; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
SILVA, Juliana Pereira da; BARBOSA, Silvia Neli Falcão; KRAMER, Sonia. Questões
teórico-metodológicas da pesquisa com crianças. Perspectiva, Florianópolis, v. 23, n. 01, p.
41-64, jan./jul. 2005. Disponível em; <http://www.ced.ufsc.br/nucleos/nup/perspectiva.html>.
Acesso em: 06 de setembro 2010.
VIÑAO FRAGO, Antonio e ESCOLANO, Augustín. Currículo, espaço e subjetividade: a
arquitetura como programa. Rio de janeiro: DP&A, 1998.
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o olhar das crianças sobre a escola de ensino fundamental