X Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação - SEPesq
Centro Universitário Ritter dos Reis
OFICINA DE SAÚDE PARA IDOSOS DO GRUPO REVIVENDO A VIDA
Autor 1: Elza Maria Santos da Silveira
Titulação:Fisioterapeuta
Instituição: UniRitter
Endereço eletrônico: [email protected]
Autor 2: Denise Costa Ceroni
Titulação: Coordenadora do Núcleo de Apoio aos Discentes
Instituição de origem : UniRitter
Endereço eletrônico:[email protected]
RESUMO:
O Rio Grande do Sul que é pioneiro em questões que envolvem o envelhecimento saudável (IBGE,
2004). Porém o envelhecimento não acontece de forma homogenia para todos os indivíduos, é um processo
fisiológico, gradual e inevitável levando a uma diminuição progressiva da reserva funcional dos órgãos.
(Soares, 2006; Farias, 2012)
A Oficina de Saúde é um projeto que visa estimular o interesse dos idosos pelos cuidados com a
saúde, a fim de prevenir problemas que muitas vezes ocorrem pela falta de informação e lidar com situações
já existentes estimulando a socialização, promovendo debates e discussões e proporcionando a interação
entre os participantes nas atividades práticas. É desenvolvida no Grupo Revivendo a Vida, formado por
pessoas acima dos 60 anos, que integra o Programa de Atenção Pedagógica em Educação de adultos da
Uniritter.
As atividades são teóricas e práticas. Na teórica é apresentado o tema com utilização de recursos
audiovisuais, debate e explanação de experiências vivenciadas de modo a possibilitar a fundamentação para
prática. As atividades práticas ocorrem de forma intercalada com a teoria, onde os alunos auxiliam na
execução das tarefas. Como exemplo a oficina de pressão arterial, após introdução do tema referente à
importância e o significado da pressão arterial, os alunos verificaram a pressão anotando os valores obtidos e
comparando com os achados de aulas anteriores e também comparando com os valores achados pelos
demais colegas.
Os participantes aprendem noções básicas de controle de sinais vitais, como o controle da pressão
arterial, frequência cardíaca e respiratória, o controle dos medicamentos que está utilizando e a importância de
procurar e seguir as orientações dos profissionais da saúde agindo ativamente no processo de prevenção para
obtenção de uma melhora na qualidade de vida.
X Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação
SEPesq – 20 a 24 de outubro de 2014
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INTRODUÇÃO:
Segundo dados do IBGE, 2004, no ano de 2050 o Brasil será o sexto país com maior
número de idosos. Esse fato torna-se mais evidente no Rio Grande do Sul que é o segundo
estado brasileiro em número relativo de idosos, possui 14% da população com mais de 60
anos e é o pioneiro em questões que envolvem o envelhecimento saudável (IBGE, 2004). O
envelhecimento populacional acontece em decorrência das mudanças de alguns
indicadores de saúde, especialmente a queda da fecundidade, da mortalidade e do aumento
da expectativa de vida (Ministério da Saúde, 2006). Além desses fatores, os avanços na
produção de conhecimento e na aplicação de tecnologias visando melhorias nas condições
de vida (Pedroso, 2013).
Em virtude do processo de envelhecimento populacional, têm ocorrido alterações na
maneira de abordar o cuidado à saúde de pessoas idosa (Almeida et al, 2006).
Porém o envelhecimento não acontece de forma homogenia para todos os
indivíduos, é um processo fisiológico, gradual, previsível e inevitável levando a uma
diminuição progressiva da reserva funcional dos diferentes órgãos (Soares, 2006; Farias
2012).
Dessa forma, cuidar da saúde fica mais fácil para o idoso à medida que este entende,
de forma geral, o que está acontecendo no seu corpo, por isso, surgiu à ideia de discutir
assuntos relacionados à saúde de acordo com o interesse do grupo de idosos do Grupo
Revivendo a Vida. Este projeto faz parte do Projeto Extensionista de Educação em Idosos
da Uniritter, e visa estimular a socialização, promover debates e discussões em relação aos
temas abordados promovendo interação entre os participantes nas atividades práticas.
METODOLOGIA
A Oficina de Saúde do Idoso faz parte do Projeto de extensão de Educação em
Idosos da Uniritter desenvolvido na própria Universidade, localizada na Rua Orfanatrófio,
555, Bairro Santa Tereza.
Os participantes do projeto podem escolher os dias e as disciplinas que irão realizar,
pois a cada dia é oferecida uma atividade diferente. A oficina de saúde ocorre nas quintasfeiras no turno da tarde.
Na oficina são desenvolvidas atividades teóricas e práticas. As atividades teóricas
ocorrem na sala de aula e compreendem da apresentação do tema com a utilização de
recursos audiovisuais, à medida que os assuntos são explanados, os alunos são solicitados
a contribuir com debates e explanação de experiências vivenciadas de modo a possibilitar a
fundamentação para prática.
As atividades práticas ocorrem de forma intercalada com a teoria ou no final da aula.
Os alunos auxiliam na execução das tarefas, como exemplo a verificação da pressão
arterial.
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Oficina dos Sinais Vitais:
Após a explicação do tema referente à importância e o significado da pressão arterial,
é utilizado um aparelho de pressão digital, para que os alunos verifiquem a pressão (fig.1).
O valor obtido na mensuração de cada participante é anotado em planilha e comparado com
os achados de aulas anteriores. O aluno é estimulado a comparar com os valores achados
pelos demais colegas, a fim de entenderem as alterações apresentadas. O mesmo
procedimento é realizado para verificação da frequência respiratória e temperatura corporal.
Oficina do Peso Corporal:
Nesta oficina são discutidos assuntos relacionados à manutenção do peso ideal para
saúde do indivíduo, os participantes são pesados na balança, é realizado a perimetria
abdominal (fig. 2). Os dados obtidos são transferidos para uma planilha e os alunos são
estimulados a fazerem visitas médicas periódicas e com profissional da nutrição mesmo que
estejam com peso ideal.
Oficina da Postura e de Atividades da vida diária:
Dentre as principais alterações que surgem com o envelhecimento, está o
decréscimo da função muscular resultante da “sarcopenia”, com redução substancial da
massa muscular e um aumento da gordura subcutânea e intramuscular (Carvalho et al,
2011; Carmeli et al, 2002; Basilec et al, 2014). Essas alterações geram diminuição na
velocidade da caminhada, do equilíbrio, da habilidade de subir escadas e de levantar-se de
uma posição sentada, fatores que favorecem a diminuição e independência funcional
(Lacourt, 2006).
Dessa forma, na oficina de postura e de atividades de vida diária procuramos abordar
a realização de tarefas diárias de forma a evitar lesões (fig.3). Cada participante relata as
atividades que faz diariamente, como o carregar sacolas do mercado, fazer a limpeza da
casa, sentar, deitar, etc. Então é realizado debates para entender qual a maneira mais
adequada de realizar tais movimentos.
Oficina da Memória:
O declínio da capacidade cognitiva decorre de processos fisiológicos do
envelhecimento normal ou de um estágio de transição para as demências. (CharchatFichman et al, 2005). Na população idosa o declínio cognitivo ocorre de forma heterogenia e
contribui para redução da independência (Soares, 2006).
Uma das principais queixas de idosos relacionada ao declínio cognitivo diz respeito
ao déficit de memória. Memória pode ser entendida como a habilidade que possuímos de
armazenar informações e conhecimentos sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca
(Yassuda et al, 2002). Ela é a base para o desenvolvimento da linguagem, do
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reconhecimento das pessoas e dos objetos que encontramos todos os dias, e também para
sabermos quem “somos” e termos a consciência da continuidade de nossas vidas (Yassuda
et al, 2002).
Essa oficina busca justamente estimular a função cognitiva dos participantes, são
realizados jogos com palavras, utilizando as cores, realizando cálculos matemáticos. Nas
tarefas nas quais são utilizadas imagens ou fotografias procuramos explorar detalhes
relacionados a lembranças dos fatos passados (fig. 4).
Oficina da Casa Segura:
Nesta oficina, o participante assiste a um filme demonstrando as adaptações
necessárias nos ambientes, a fim de evitar acidentes domésticos.
Essas adaptações incluem barras de apoio, pisos antiderrapantes, luminosidade do
ambiente e outros cuidados necessários.
RESULTADOS
A saúde é um enfoque muito importante a ser abordado pelos idosos, pois se sabe
que a pessoa debilitada apresenta limitações e dificuldades o que impossibilita a
participação de atividades da vida diária.
As atividades realizadas pelos idosos nas oficinas estimula a criatividade, memória,
atenção, coordenação motora, proporciona a socialização entre outras tantas funções
importantes para que o indivíduo viva de forma saudável.
Assim, torna-se importante para o idoso o conhecimento de conceitos básicos de
saúde, como prevenir e evitar doenças e até mesmo como lidar com as doenças existentes.
Cuidados essenciais como o controle dos medicamentos que está utilizando, a estabilização
da pressão arterial e da glicemia, da postura, a realização de atividade física entre outros
aspectos essenciais para uma boa qualidade de vida.
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ANEXOS
Figura 1. Oficina dos Sinais vitais. Verificação da pressão arterial.
Figura 2. Oficina do Peso Corporal
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Figura 3. Oficina da Postura e Atividades Diárias
Figura 4. Oficina da Memória.
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REFERÊNCIAS
1. Almeida LGD; Leão IO; Oliveira JB; Santos MMO. Promover a vida: uma
modalidade da Fisioterapia no cuidado à saúde de idosos na família e na
comunidade. Rev. Saúde.com; 2(1): 50-58; 2006.
2. Basile C et al. Phase angle as bioelectrical marker to identity elderly patients at
risk of sarcopenia. Experimental Gerontology, 58:43-46; 2014.
3. Carameli E; Coleman R; Reznick A. The biochemistry of aging muscle.
Experimental Gerontology. 37:477-489; 2002.
4. Carvalho EMS et al. A postura do idoso e suas implicações clínicas. Geriatria e
Gerontologia. 5(3):170-174;2011.
5. Charchat-Fichman H, Caramelli P, Sameshima K, Nitrini R. Decline of cognitive
capacity during aging. Rev. Bras. Psiquiatria; 27(12):79-82; 2005.
6. Farias RG; Santos SMA. Influência dos determinates do envelhecimento ativo
entre idosos mais idosos. Texto Contexto Enfermagem. Florianópolis, 21(1):167176; 2012.
7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeção da População do
Brasil: 1980-2050. Rio de Janeiro, Disponível em http//www.ibge.gov.br; 2004.
8. Lacourt MX; Marini LL. Decréscimo de função muscular decorrente do
envelhecimento e a influencia na qualidade de vida do idoso: uma revisão de
literatura. Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano. 3(1): 114-121;
2006
9. Ministério da Saúde (BR). Cadernos de atenção básica nº 19: Envelhecimento e
saúde da pessoa idosa. Brasília: MS; 2006.
10. Pedroso AA. A pesquisa sobre envelhecimento humano: Grupos de Pesquisa no
estado de SP. RBCEH. Passo Fundo,10(1);92-103;2013.
11. Soares E. Memória e Envelhecimento: Aspectos
estratégias preventivas.www.psicologia.com.pt; 2006.
Neuropsicológicos
e
12. Yassuda MS. Memória e Envelhecimento Saudável. In: Tratado de Geriatria e
Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
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