UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ENGENHARIA DE MATARIAIS LABSOLDA - UFSC Relatório de Estágio Curricular II Período: 08 de Setembro de 2008 a 19 de Dezembro de 2008 Aluno: Hellinton Direne Filho Matrícula no: 06137013 Orientador: Tiago Vieira Cunha, Fisc. “concordamos com o conteúdo deste” Campus Universitário - UFSC Caixa postal: 476 Bairro: Trindade - CEP: 88040-900 - Florianópolis - SC Telefone: (48) 3721-9471 - (48) 3234-2783 Fax: (48) 3234-6516 Agradecimentos A minha família que não mede esforços para me ajudar sempre que preciso. Ao Prof. Jair Carlos Dutra pela oportunidade cedida para realização do estágio no laboratório. Ao coordenador de estágio Tiago Vieira Cunha, sempre muito assíduo para com suas responsabilidades, ajudando e instruindo adequadamente os bolsistas. Ao colega de estágio Mateus Barancelli, pelas instruções e auxilio nas atividades desenvolvidas no laboratório. Aos demais pesquisadores e bolsistas do Laboratório, Cirino, Ricardo, Evandro, Ivan, Ezequiel, Marcelo, Renon, Jonatas, Eduardo, Marcia, Locatelli, Regis, Alexandre, Felipe, Vinícius, Henrique e aos professores Niño e Cleide, sempre contribuindo para que os trabalhos pudessem fluir adequadamente. À comissão de estágios e aos senhores Antônio Pedro Novaes, Berend Snoeijer e Germano Riffel, pela atenção dedicada aos alunos durante o período de estágio. Sumário 1. Introdução .................................................................................................................................... 1 2. Técnica de Soldagem Plasma-Keyhole ....................................................................................... 2 2.1. Introdução ............................................................................................................................ 2 2.2. O Processo Plasma ............................................................................................................. 2 2.3. O Papel do Plasma na Soldagem a Arco ............................................................................ 5 2.4. O Keyhole na Soldagem Plasma ......................................................................................... 5 3. Procedimento Experimental ......................................................................................................... 6 3.1. Bancada de Ensaios Plasma-Keyhole ................................................................................. 6 3.2. Fonte de Soldagem .............................................................................................................. 7 3.3. Módulo Plasma .................................................................................................................... 7 3.4. Tocha de Soldagem e Eletrodos .......................................................................................... 8 3.5. Alimentador de Arame ......................................................................................................... 8 3.6. Medidor de Vazão ................................................................................................................ 9 3.7. Consumíveis ........................................................................................................................ 9 3.7.1.Metal de Adição .................................................................................................. 9 3.7.2.Gás de Plasma .................................................................................................... 10 3.7.3.Gás de Proteção ................................................................................................. 10 3.7.4 Gás de Purga ...................................................................................................... 10 4. Ensaios Plasma-Keyhole ............................................................................................................. 10 4.1. Materiais e Métodos ............................................................................................................. 11 4.1.1.Bocal Constritor ...................................................................................................... 11 4.1.2.Eletrodos ................................................................................................................. 11 4.1.3.Material de Adição .................................................................................................. 12 4.1.4.Gases de Plasma e Proteção ................................................................................. 13 4.1.5.Gás de Purga .......................................................................................................... 14 4.1.6.Distancia Bocal-Peça.............................................................................................. 15 4.1.7.Velocidade de Soldagem ........................................................................................ 15 4.1.8 Corrente de Soldagem ............................................................................................ 16 4.2.Abertura e Fechamento do Keyhole ...................................................................................... 17 5. Resultados ................................................................................................................................... 18 5.1. Macrografia .......................................................................................................................... 18 5.2. Micrografia ........................................................................................................................... 20 5.3. Microdureza ......................................................................................................................... 24 6. Conclusão .................................................................................................................................... 26 7. Consideraçoes Finais .................................................................................................................. 27 8. Referências Bibliográficas ........................................................................................................... 28 1. Introdução O presente relatório descreve a principal atividade desenvolvida durante o período de estágio no LABSOLDA – Laboratório de Soldagem da Universidade Federal de Santa Catarina. O LABSOLDA possui inúmeros projetos no que concerne o desenvolvimento de processos de soldagem. Além da atividade descrita, durante o período de estágio foram realizadas atividades na área da Ciência e Engenharia dos Materiais, auxiliando os pesquisadores do laboratório no desenvolvimento de processos e pesquisas na área de soldagem, através de preparação de amostras e análise microestrutural, tratamentos térmicos, analises de propriedades mecânicas e analises química. Proporcionando contato direto com os diferentes processos de soldagem. A principal atividade realizada foi a determinação dos parâmetros de soldagem para união de tubos utilizando a técnica de soldagem plasma keyhole. 1 2. Técnica Keyhole de soldagem Plasma 2.1 Introdução A soldagem plasma utilizando a técnica keyhole aparece como uma alternativa de alta produtividade para união de chapas de grande espessura (410 mm). Este processo apresenta vantagens em relação aos processos convencionais (TIG e MIG/MAG), como possibilidade de realização de soldagem de qualidade em um único passe, sem necessidade de chanfro, sendo possível a união em juntas de topo em um único passe. Além disso, em muitos casos faz-se desnecessária a adição de material, reduzindo o tempo de operação. O presente trabalho visa o emprego do processo de soldagem plasma keyhole na soldagem de tubos de bitolas de 101,6 mm e parede de 8 mm de aço 1020, com o intuito de determinar os parâmetros ótimos de soldagem, buscando aliar qualidade e produtividade nas soldas de união dos mesmos. Devido à baixa tensão superficial do aço carbono e a grande espessura de parede dos tubos, a determinação dos parâmetros de soldagem torna-se o objetivo do trabalho. Os principais parâmetros a serem estabelecidos são os tipos de corrente, a velocidade de soldagem, o tipo de gás, tanto o gás de plasma quanto o gás de proteção, bem como a vazão destes gases. Também se estudou a necessidade da utilização de material de adição, na tentativa de obter um cordão de melhor geometria e com melhores propriedades metalúrgicas. 2.2 O O Processo Plasma processo de soldagem Plasma pode ser considerado um aperfeiçoamento do processo de soldagem TIG, pois, como o processo TIG, utiliza um eletrodo não consumível de tungstênio e gás inerte para gerar um arco e formar uma atmosfera protetora na superfície do metal contra a contaminação gerada por outros gases do ambiente. A principal diferença entre 2 esses processos esta no confinamento do plasma em um bocal constritor, que confere ao arco uma forma cilíndrica de grande estabilidade e com maior concentração de energia, o que aumenta a penetração e a eficiência da fusão. Como resultado deste efeito de constrição, a soldagem Plasma permite maiores velocidades de deslocamento, penetração total e uniforme com passe único em chapas de grande espessura, uma menor zona afetada pelo calor, uma maior tolerância de variação na distância tocha-peça, além da simplificação nos procedimentos de preparação da junta, como a preparação do chanfro, os benefícios estão diretamente relacionados com os custos e tempos de execução da solda. A configuração básica do bocal constritor é mostrada na Figura 1, onde estão indicados alguns parâmetros empregados no processo. A distância da face externa do bocal até o material de base define o parâmetro denominado distância bocal-peça. O recuo do eletrodo é medido desde a ponta do eletrodo até a face externa do bocal constritor. As alterações das características do arco são influenciadas por este fator, o qual define o grau de constrição e a robustez do jato plasma. O arco é forçado a passar através do bocal de constrição, o qual altera o perfil do arco que vai em seguida incidir sobre o material base, em um área de formato circular, similar a do orifício constritor. Devido a este efeito de constrição se garante que a área da seção transversal do arco não sofra variação ao longo de sua extensão, desde a sua saída do orifício constritor até o material base, mesmo que ocorram pequenas variações na distância tocha-peça. 3 Figura 1: Configuração do bocal e parâmetros empregados no processo Neste processo são utilizados dois fluxos de gases. O primeiro é o gás plasma, gás inerte, conhecido como o quarto estado da matéria, é um gás que quando aquecido e, ao menos parcialmente, ionizado é capaz de conduzir corrente elétrica. A coluna ionizada de plasma consiste de átomos de carga positiva (íons), em um número igual de elétrons e átomos, e moléculas neutras. O segundo fluxo é o gás de proteção que passa por um bocal externo, este gás é o que vai atuar na proteção da solda contra a contaminação pelo ar atmosférico, podendo participar ou não da reação com o metal. Para estabelecer a abertura do arco utiliza-se um equipamento denominado módulo plasma. Este equipamento gera uma alta tensão em alta freqüência, para produzir a ionização do gás que fica entre a ponta do eletrodo e o bocal constritor. Quando isto ocorre, abre-se um pequeno arco entre o eletrodo de tungstênio e o bocal, denominado arco piloto, este arco abrira o caminho para o arco principal quando a fonte de soldagem for acionada. O grau de constrição, a força do arco e a densidade de energia do arco são funções da corrente, diâmetro e forma do orifício constritor, recuo do eletrodo, tipo e vazão de gás de plasma e do tipo e vazão do gás de proteção. 4 2.3 O papel do plasma na soldagem a arco Durante a soldagem a arco, o plasma é produzido por um arco elétrico que passa através de um gás. O calor do arco ioniza algumas das moléculas do gás para produzir uma forma positiva de jato plasma formada por uma corrente de átomos, elétrons, e nêutrons. Através da força do arco constrito, por passar por um pequeno orifício, o nível da ionização é aumentado, pois se aumenta o calor. As temperaturas do arco entre 15000 a 27000 K são típicas. A tocha plasma utiliza um bocal constritor ao redor do eletrodo onde o gás ioniza em forma de jato plasma e o calor é focado sobre a peça trabalhada. As características do arco plasma podem ser significativamente alteradas pelo tipo do gás, vazão do gás, corrente, e a forma e tamanho do bocal constritor. 2.4 O keyhole na soldagem plasma A soldagem keyhole é geralmente usada quando se quer realizar soldagens que requerem grandes e totais penetrações em um passe, um pequeno banho metálico, uma menor zona afetada pelo calor e deformações mínimas. Alem dessas, as vantagens da soldagem keyhole são: aumento da possibilidade de se utilizar um chanfro reto, redução de material de adição e o mais importante a qualidade, produtividade e economias na soldagem. O grande calor e a força do jato plasma produzem o efeito do keyhole, onde o arco passa completamente pela peça produzindo um buraco, quando a tocha se move o metal fundido flui pelos lados do buraco e solidifica-se na parte de traz formando um banho metálico. Na soldagem plasma keyhole, uma alta velocidade de vazão de gás passa através da peça de trabalho por uma área de poucos mm². O processo plasma keyhole pode ser realizado com ou sem material de adição. O material de adição oferece, em alguns casos, propriedades metalúrgicas a peça soldada, podendo atuar sobre o banho metálico deixandoo mais estável ou alterando a sua forma. 5 3. Procedimento Experimental 3.1 Bancada de Ensaios Plasma-Keyhole A figura 2 mostra a bancada de ensaios montada para a realização dos ensaios. Os equipamentos que constituem a bancada são: a fonte de soldagem, o modulo plasma, unidade de refrigeração, mesa giratória, os dispositivos de controle de vazão de gás, da velocidade da mesa giratória e da velocidade de arame, estes que estão interligados a um microcomputador através de uma placa de aquisição de dados e controle, interdata. Desta forma, o controle da movimentação, assim como da vazão do gás de plasma e dos níveis de corrente, podem ser executados através de um programa especialmente desenvolvido para a soldagem plasma que tem a capacidade de gerenciar o processo. A seguir, se descreve detalhadamente cada um dos equipamentos do sistema de soldagem e dos dispositivos auxiliares. Figura 2: Bancada de Ensaios Plasma-Keyhole 6 3.2 Fonte de soldagem O equipamento é uma fonte de energia para soldagem multiprocesso, desenvolvida e fabricada pelo LABSOLDA/UFSC que reúne numa mesma fonte, todas as características necessárias para possibilitar sua utilização em vários processos de soldagem. Esta fonte possui uma corrente nominal de 350 A para um fator de serviço igual a 100%, sendo que a capacidade de corrente é da ordem de 600 A. As principais características da fonte seguem na tabela 1: Tabela 1: Dados técnicos MTE DIGITEC 600 3.3 Módulo Plasma A finalidade deste módulo é prover o estabelecimento do arco piloto do processo. Desde que o eletrodo e confinado dentro da tocha a abertura do arco não é feita dos modos tradicionais, tocando a peça, para tanto foi desenvolvido o modulo plasma que tem por finalidade promover o estabelecimento do arco piloto por meio de uma corrente de alta freqüência. Desta forma, quando a fonte de energia é acionada, já existe um caminho preferencial de gás ionizado e condutor de eletricidade, facilitando a abertura do arco entre o eletrodo e o metal de base. O módulo plasma, desenvolvido no LABSOLDA, fornece uma corrente de partida para a abertura do arco piloto de 7 A. 7 3.4 Tocha de soldagem e eletrodos A tocha de soldagem PWM-300 é um equipamento para aplicações automatizadas, desenvolvida para operar em correntes de até 300A, é designada para ser usada em processos de transferência de arco por plasma com corrente constante, unindo metais ferrosos e não-ferrosos. Figura 3: Concepção e Dimensões Tocha de Soldagem Plasma Os eletrodos utilizados na soldagem plasma são os mesmos da soldagem TGI, que são constituídos de tungstênio, que é um metal com alto ponto de fusão, excelente habilidade de emissão de elétron, coeficiente de elasticidade elevado e baixa pressão de vapor. Por isso, é usado como material termiônico desde muito cedo. O eletrodo pode ser puro ou de pequenas proporções de tório, lantânio, cério ou zircônio, para diferentes emissões de elétrons e grau de resistência do eletrodo. 3.5 Alimentador de arame Um sistema de adição de arame pode ser utilizado para evitar defeitos devido a falta de material, como a mordedura, ou/e para melhorar a geometria do cordão de solda ou, ainda, trazendo propriedades metalúrgicas ao processo, assim o alimentador adiciona o material na poça de fusão de maneira automática e com velocidade controlada. 8 3.6 Medidor de Vazão Como qualquer alteração na vazão de gás plasma, por menor que seja, altera bruscamente a estabilidade do processo, a vazão do gás plasma deve ser minimamente controlada por um medidor de vazão de alta precisão. Já para controlar as vazões de gás de proteção e de purga, medidores convencionais se adéquam a maioria das aplicações. 3.7 Consumíveis 3.7.1 Material de Adição Embora a soldagem plasma seja normalmente realizada de maneira autógena o uso de material de adição pode ser usado para oferecer uma melhor geometria ao cordão ou oferecer propriedades metalúrgicas reduzindo defeitos de soldagem, como por exemplo, reduzindo a formação de porosidades, por meio de elementos desoxidantes, como o silício. O material utilizado é o mesmo utilizado nos processos MIG/MAG e suas especificações dependem da composição química do metal de base levando-se em conta as recomendações e desenvolvimentos em outros processos e dependendo das propriedades metalúrgicas desejadas. Ele é adicionado de maneira automática pela frente da poça de fusão. 3.7.2 Gás de Plasma O gás de plasmas é o gás que envolve o eletrodo de tungstênio e passa pelo meio da tocha de soldagem. Este gás, quando aquecido, fornece a passagem para o arco plasma, e a manutenção do arco piloto. Ele deve ser inerte ao eletrodo de tungstênio para evitar a sua deterioração. Os gases normalmente utilizados são argônio, hélio, misturas de argônio com hélio ou misturas de argônio com hidrogênio. 9 3.7.3 Gás de proteção Como a vazão do gás de plasma não é significativa para formar uma proteção gasosa, utiliza-se um gás exterior ao bocal constritor para formar uma proteção gasosa e evitar a contaminação da poça de fusão pelo ar atmosférico. Estes gases podem ser ativos ao processo, pois não estão em contato com o eletrodo de tungstênio, assim pode-se utilizar misturas com CO2 ou O2, dependendo das propriedades desejadas ao material soldado. 3.7.4 Gás de purga A principal função do gás de purga é evitar a oxidação da raiz em solda com penetração total, porem também pode ser utilizado para evitar um super aquecimento do sistema. Qualquer gás pode ser utilizado como gás de purga, atentando-se a sua afinidade com o metal de base, normalmente utiliza-se um gás mais barato, como o CO2. 4. Ensaios Plasma-Keyhole Todos os ensaios foram realizados em pares de tubos de 101,6mm de diâmetro e espessura de parede de 8mm, fixados de topo. Os tubos seguem as especificações da norma ASTM A 106, que são para aplicações de alta temperatura, com composição química definida. C Máx. Si Min. 0,25 0,1 Co Cu Máx. 0,4 Mn P Máx. 0,27/0,93 0,035 Nb Ti - S Máx. 0,035 V Máx. 0,08 Cr Máx. 0,4 W - Mo Máx. 0,15 Sn - Ni Máx. 0,4 Al - Tabela 1: Composição Química segundo norma ASTM A 106 Foi realizada uma analise química para verificar se a composição química seguia as especificações da norma. 10 C 0,192 Co 0 Si Mn P 0,252 0,514 0,022 Cu Nb Ti 0,033 0 0 S 0,0015 V 0,0266 Cr Mo 0,004 0,014 W Sn 0,024 0 Ni Al 0,013 0,027 Fe 98,88 Tabela 2: Composição Química dos Tubos O material mostrou-se compatível a norma, mostrando ser um aço comum de excelentes propriedades de soldabilidade. 4.1 Materiais e Métodos 4.1.1 Bocal constritor O diâmetro do bocal constritor tem influencia direta na pressão e no efeito de constrição do arco. Para soldagens do tipo keyhole recomenda-se bocais com diâmetros pequenos para aumentar a concentração de energia, porem quanto menor o diâmetro menor é a corrente de trabalho que pode ser utilizada, devido a diminuição da resistência do bocal. E quanto maior o diâmetro do bocal menor é a capacidade de penetração do processo. Portanto para conciliar efeitos de grandes penetrações, ou seja maiores correntes, e uma constrição ideal do arco plasma, utilizou-se bocais de 3,2mm de diâmetro do orifício constritor. 4.1.2 Eletrodos Os eletrodos utilizados foram de tungstênio puro de 3,2 mm de diâmetro e 150 mm de comprimento, pois pelo tipo de corrente utilizada, de polaridade direta, este tipo de eletrodo tende a formar uma ponta abaulada, promovendo maior estabilidade ao arco. Acredita-se que ângulo de afiação do eletrodo não exerce influencia na penetração do arco, tendo influencia apenas na largura do cordão e na abertura do arco, portanto utilizou-se uma afiação de 15º da ponta do eletrodo, esta afiação que dever ser sempre verificada, pois mesmo utilizando uma polaridade direta, ou seja eletrodo sendo o pólo negativo, há um desgaste na ponta do eletrodo. O recuo do eletrodo dentro do bocal constritor é uma variável critica do processo, e qualquer variação causa alterações nas 11 consepçoes do arco, e deve ser acertado dentro das especificações da tocha de soldagem. A medida que se reduz o recuo do eletrodo, a largura do cordão aumenta e são obtidos cordões com menor profundidade de penetração. Esta variação nas características geométricas do cordão de solda se deve à redução do efeito de constrição, produzindo uma maior área de incidência do arco sobre o metal base. A melhor geometria do cordão foi encontrada quando se ajustou um recuo de eletrodo de 3 mm. Figura 4: Eletrodo de Tungstênio com a ponta abaulada devido ao desgaste promovido pelo processo 4.1.3 Material de adição Em afinidade com o material dos tubos e com intuito de melhorias nas propriedades metalúrgicas do cordão optou-se pela utilização do arame ER70S-6, onde cada letra ou número tem o seu significado: a letra E vem de eletrodo, R designa arame, 70 é o limite de resistência mínima à tração, S vem do estado físico do arame, no caso sólido e 6 indica a sua composição química, esta é dada na tabela 3. 12 Composição Química Elemento % Carbono Manganês Silício 0,07 – 0,15 1,40 – 1,85 0,80 – 1,15 Fósforo Enxofre Cobre 0,025 0,035 0,5 máx. Tabela 3: Composição Química do arame ER70S-6 De uma forma geral os arames com uma maior quantidade de Carbono, Silício e Manganês favorecem a deposição de cordões com maior resistência e dureza. O Silício aumenta a fluidez da poça de fusão, melhorando o formato dos cordões depositados com elevada velocidade de soldagem, além do fato do manganês e do silício serem elementos desoxidantes. 4.1.4 Gases de plasma e proteção Nos primeiros ensaios foi utilizado argônio puro como gás de plasma e gás de proteção. Nesta situação não foi possível obter resultados satisfatórios, que merecessem melhores estudos, pois o processo com argônio puro mostrou grande tendência de formar reforço na raiz e com isso apresentar falta de material no lado externo do cordão. Nesta situação a adição de arame se tornava impraticável, pois a poça de fusão não apresentava estabilidade suficiente, variando seu tamanho e forma, e alem disso, a poça de fusão era bem reduzida, e como o arame não sai de forma precisa do alimentador geralmente chegava em uma região não fundida e causava turbulência ao processo. Para isso foram utilizadas misturas de gases para se ter uma maior estabilidade no processo. Os melhores resultados tinham sido atingidos com vazão de gás de plasma de 3,7l/min, vazão de gás de proteção de 15l/min, porem ainda não eram satisfatórios. Novos ensaios foram realizados e foi possível atingir resultados um pouco melhores do que os anteriores utilizando vazão de plasma de 2,8l/min, vazão do gás de proteção de 12l/min. É importante destacar que a diminuição da vazão do gás de proteção teve um papel importante para diminuir a turbulência do arco, diminuindo a ocorrência dos fechamentos do keyhole durante a soldagem. Apesar de alguma melhoria 13 a poça de fusão continuava pequena e instável, de maneira que ficava inviável a adição de arame. Diante dos resultados não satisfatórios cogitou-se o uso de uma mistura de argônio com 5% CO2. Foram realizados alguns cordões com a mistura no gás de proteção. Pôde-se notar que a poça de fusão parecia estar mais fluida e nos poucos ensaios realizados não foi possível obter cordões com o keyhole estável, pois o metal fundido escorria para a raiz da solda. Diante dos resultados utilizando a mistura (Ar+5%CO2, ativa oxidante) onde a poça metálica aparentemente ficou mais fluida, foi pensado o uso de uma mistura redutora (com H2) com o objetivo de diminuir a fluidez da poça de fusão. Os primeiros ensaios foram realizados utilizando a mistura Ar+3%H2 no gás de plasma. A utilização do gás com H2 mudou significativamente o comportamento do banho fundindo. O banho se tornou mais estável, a poça de fusão se tornou maior e mais estável. Tornou-se possível a adição de arame sem muitos problemas. Quando se utiliza o Ar+3%H2 no gás de plasma ocorre grande instabilidade do arco piloto, sendo que fica difícil manter o arco piloto aceso. Foi testado utilizar a mistura no gás de proteção e utilizar o Ar no gás de plasma. O resultado foi muito bom, partindo-se para misturas com maiores porcentagens de hidrogênio. A melhor estrutura da poça de fusão foi conseguida quando utilizou-se uma mistura de argônio com 10% de hidrogênio, como gás de proteção e argônio puro como gás de plasma, pois a poça tomou dimensões maiores e tornou-se mais estável, sendo possível a adição de arame de forma que não provocasse turbulência no processo. Os melhores resultados foram conseguidos com vazão de gás plasma de 3,1l/min e vazão de gás de proteção de 12,5l/min. 4.1.5 Gás de purga Devido a aplicação dos tubos, estes são revestidos internamente por uma borracha. Para evitar a queima da borracha utiliza-se CO2 como gás de purga a uma vazão de 20l/min, afim de reduzir o aquecimento do processo, 14 alem de prevenir oxidações na raiz da união. Obtendo-se resultados excelentes, sem a queima da borracha e com uma raiz aceitável. 4.1.6 Distancia bocal-peça O processo plasma, em teoria, é bastante tolerante quanto a variações na distancia bocal-peça, principalmente devido a robustez do seu arco. Porem nos experimentos a distancia mostrou-se influente no processo, onde pequenas variações comprometiam a penetração, e para tornar o processo mais preciso utiliza-se uma distancia constante de 12mm, assim é constatado que a distancia não esta influenciando no processo. 4.1.7 Velocidade de soldagem O aumento da velocidade de soldagem produz uma redução significativa na penetração e na quantidade de material fundido na poça de fusão. Esta variável não tem nenhuma relação direta com as características do arco, contudo, influencia diretamente na taxa de aquecimento da peça soldada por unidade de comprimento. Sendo assim, um aumento ou uma redução do aporte térmico pode ser pode ser resultado da variação da velocidade de soldagem. Nos experimentos iniciou-se com uma velocidade de soldagem constante de aproximadamente 15 cm/min, porem, o banho metálico tornavase tão quente no decorrer do ensaio, que o material fundido perdia as suas características de tensão superficial e acabava gotejando para o interior do tubo. Partiu-se então para aumentos progressivos na velocidade de soldagem. Conseguindo resultados satisfatórios com velocidades entre 18 e 20 cm/min, no entanto, como a velocidade era muito alta para o processo, não se conseguia a penetração almejada pelo processo, fazendo com que o banho ficasse turbulento e não fosse possível formar o keyhole na peça, muitas vezes pela turbulência do processo, não era possível finalizar um cordão, fechando o 15 tubo por inteiro e quando se tinha um cordão inteiro a penetração no início do cordão era pobre e nem se formava uma raiz. Tendo em vista uma raiz constante e de boa penetração por todo o cordão a melhor solução foi adotar uma rampa de velocidade, começando com uma velocidade menor para que o keyhole fosse aberto e ir aumentando a velocidade progressivamente durante a soldagem, para que o aporte térmico do sistema não fosse tão grande e o banho acabasse por permanecer estável. As velocidades utilizadas partem de 16 cm/min e são aumentadas progressivamente chegando a 20 cm/mim. 4.1.8 Corrente de soldagem Um aumento da corrente de soldagem produz um aumento significativo no volume de metal fundido e, conseqüentemente, nas dimensões do cordão de solda. Deu-se inicio aos experimentos utilizando uma corrente constante de 150A, porem como as variáveis neste processo são muito dependentes, cada vez que se fazia alguma alteração, nos gases, nas distancias, ou em qualquer outra variável, novas alternativas de corrente tinham de ser testadas, sendo avaliadas varias concepções. A concepção com que se obteve os melhores resultados foi utilizando uma corrente constante de 180A, esta corrente é dita constante pois seus tempos de pulso e de base são ajustado para que se tenha o mesmo valor de corrente. A penetração ainda não foi satisfatória e esporadicamente o banho ficava turbulento e acabava por causar defeitos, como mordeduras, ou até mesmo chegando a furar a peça devido a grande energia fornecida ao sistema. Para conseguir uma maior penetração juntamente com um banho menos turbulento, foi utilizada uma corrente pulsada que variava entre os valores de 230 e 130A com tempo de pulso igual ao tempo de base, tendo uma corrente média de 180A, os tempo de pulso e base também foram alterados na tentativa de maiores penetrações, chegando a um tempo de pulsação ideal de 0,5s. 16 Figura 5:: Gráfico da corrente de soldagem, mostrando a freqüência de pulsação e as corretes de Pico e Base. 4.2 Abertura e fechamento do keyhole Na literatura encontra-se encontra se referências citando que a soldagem plasma pela técnica keyhole em chapas com espessuras de até 3 mm, o arco pode ser conduzido com um conjunto único de parâmetros desde início ao fim do cordão sem que este procedimento venha produzir perturbações na poça de fusão. Entretanto, para a soldagem de chapas mais espessas a perturbação na poça de fusão se torna mais evidente. Como solução a este tipo de problemas, na soldagem de chapas de espessura maior que 3 mm, o arco deve ser iniciado e finalizado em orelhas e que devem ser retiradas ao término da soldagem. soldage Para soldagens em tubos, onde é impossível a utilização de orelhas, torna-se torna necessário programar um procedimento de inicialização e finalização do keyhole que permita um controle da fusão do metal, aumentando e diminuindo gradualmente a corrente e a vazão zão de gás de plasma. Assim, torna-se torna possível a formação da poça de fusão sem produzir grandes perturbações até que o jato plasma passe totalmente através do material de base e garante o fechamento do buraco no fim do processo. processo 17 Figura 6:: Gráfico da corrente corrente média utilizada no processo, exemplificando a rampa de corrente utilizada para o fechamento do keyhole 5. Resultados Para análise dos resultados resultados foram retiradas amostras de seção transversal dos corpos de prova. Os corpos de prova foram cortados com uma cortadeira manual e posteriormente preparados metalograficamente. metalograficamente 5.1 Macrografia Inicialmente realizou-se realizou se uma macrografia do cordão, para avaliar sua qualidade quanto a defeitos estruturais. Para tal foi realizado uma ataque químico com Reativo de iodo, composto de Iodo em pó, iodeto de potássio e água destilada em proporções de 1-2-10g. 1 18 Figura 7: Macrografia da seção transversal do cordão de solda, aumento de 10x, ataque químico com reativo de iodo. Macrograficamente o que se deve avaliar é: porosidades, falta de penetração, mordeduras e trincas. Porosidades: São vazios no cordão de solda que pode ser causados pelo acumulo de gases durante solidificação. Podem vir a comprometer a Resistência mecânica do material. Não foi encontrada nenhuma porosidade nos cordões avaliados. Falta de penetração: Constata-se falta de penetração quando não se consegue fundir e preencher completamente a raiz da solda. Pode ser causada pela falta de energia atribuída ao processo. A falta de penetração causa uma redução da secção útil da solda alem de ser um concentrador de tensões. No caso, segundo a norma utilizada pela empresa, a penetração deve ser positiva, não ultrapassando 1mm de raiz. Mordeduras: Mordeduras são reentrâncias na localizadas entre o metal não fundido e o cordão de solda, que podem ser causadas por velocidades de soldagem elevadas. Também são acumuladores de tensão. Não foi constatado nenhuma mordedura nos cordões avaliados. Trincas: São consideradas as descontinuidades mais graves nos cordões de solda pois são fortes acumuladores de tensão. Trincas resultam da atuação 19 de tensões de tração maiores que o material pode resistir, ou por algum outro tipo de fragilização, como pela presença de hidrogênio no metal fundido. A fragilização ou trinca por hidrogênio foi uma preocupação que surgiu durante os ensaios. Essa descontinuidade é causada pelo acumulo de hidrogênio atômico no metal fundido, proveniente de fontes externas, como, por exemplo, o gás de proteção, daí a preocupação, pois porcentagens de hidrogênio são utilizadas nos gases de soldagem. As trincas ocorrem algum tempo após a soldagem, o que a torna extremamente crítica, sendo ainda mais perigosa do que a trinca a quente, pois se não forem tomados cuidados especiais, como por exemplo, inspeção com ensaios não destrutivos 48h após a execução da soldagem, surpresas desagradáveis podem ocorrer, colocando em risco a integridade de peças, equipamentos e estruturas. A fissuração pelo hidrogênio é conseqüência da ação simultânea de quatro fatores: 1. A presença de hidrogênio dissolvido no metal fundido; 2. As tensões residuais associadas a soldagem; 3. A uma microestrutura frágil (normalmente a martensita) e 4. À baixa temperatura (abaixo de 150ºC). Nenhum desses fatores, isoladamente, provoca a fissuração a frio. Como o material em questão não apresenta uma microestrutura frágil e as temperaturas de trabalhos são muito altas, descartou-se a hipotese da ocorrência destas descontinuidades. 5.2 Micrografia Após a preparação metalografica da seção transversal dos corpos de prova, foi realizado um ataque químico com Nital 2% como reagente, e posteriormente sua microestrutura foi analisada com auxilio de um microscópio óptico. 20 a) c) b) d) Figura 8: Micrografias da seção transversal do cordão de solda, aumento de 500x, ataque químico com Nital 2%. a) Metal de Base; b) Zona afetada pelo calor refinada; c) Zona afetada pelo calor grosseira; d) Zona fundida Com a analise da microestrutura, pode-se perceber, alem da estrutura do metal de base, três regiões distintas: a zona fundida, zona afetada pelo calor grosseira e a zona afetada pelo calor refinada. Devido as taxas de resfriamento percebe-se uma diferença significativa no tamanho dos grãos de cada região específica. O metal líquido da poça de fusão esta em contato com um substrato de idêntica composição (a parte não fundida do metal de base). Portanto, o crescimento de grãos inicia deste substrato na linha de fusão e progride na direção da linha central da solda. Tal processo de iniciação é chamado de crescimento epitaxial. 21 Como a zona fundida é a ultima a se solidificar é a que apresenta o maior crescimento de grãos. Formando uma estrutura de grãos grosseiros com crescimento epitaxial de uma estrutura orgânica nos contornos dos grãos. Figura 9: Micrografia da seção transversal do cordão de solda, aumento de 50x, ataque químico com Nital 2%.Zona fundida A zona termicamente afetada caracteriza-se por grãos bastante pequenos, resultado de uma recristalização gerada a partir de deformações intensas e das altas taxas de temperatura empregadas no processo de soldagem, permitindo que os grãos sejam refinados durante o processo de soldagem. 22 Figura 10: Micrografias da seção transversal do cordão de solda, aumento de 50x, ataque químico com Nital 2%. Zona afetada pelo calor. O tamanho de grão afeta a ductilidade do material, onde, como mostra a figura 12, quanto mais refinada a estrutura maior é a ductilidade do material. 23 Figura 12: Gráfico do Tamanho de Grão x Ductilidade 5.3 Microdureza Para atestar o efeito do crescimento de grão foram realizados ensaios de microdureza, na mesma seção transversal dos corpos de prova, com um perfil a 2mm da base do cordão de solda e outro a 2mm da parte superior. Foram realizados ensaios de dureza Vickers com sucessivas endentações partindo da linha de centro das amostras considerando um espaçamento de 3µm entre cada endentação. Todas as endentações foram realizadas com endentador de diamante a uma carga aplicada de 100 g durante o tempo de 10s. Base DISTANCIA(µm) DUREZA(HV) -93 177 -90 170 -87 170 -84 172 -81 168 -78 164 -75 169 -72 160 -69 193 -66 162 -63 172 -60 163 24 Superior DISTANCIA(µm) DUREZA(HV) -93 177 -90 160 -87 144 -84 159 -81 143 -78 155 -75 150 -72 157 -69 157 -66 169 -63 170 -60 168 -57 -54 -51 -48 -45 -42 -39 -36 -33 -30 -27 -24 -21 -18 -15 -12 -9 -6 -3 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75 78 81 84 87 90 152 151 157 163 159 175 169 181 170 178 174 201 187 174 177 201 214 215 186 194 178 195 199 201 204 192 199 196 168 170 177 187 178 164 172 153 174 160 157 150 158 162 156 157 158 156 162 155 147 146 -57 -54 -51 -48 -45 -42 -39 -36 -33 -30 -27 -24 -21 -18 -15 -12 -9 -6 -3 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75 78 81 84 87 90 187 186 193 182 193 214 195 195 206 185 187 202 187 189 186 185 176 181 172 187 176 184 190 191 178 190 188 203 187 187 203 196 190 180 187 183 171 180 171 172 158 154 158 159 157 154 174 166 161 145 Tabela 4: Valores para perfil de microdureza da seca transversal do cordão de solda. 25 220 DUREZA(HV) 210 200 190 Base DUREZA(HV) 180 170 Superior DUREZA(HV) 160 150 140 -100 -50 0 50 100 DISTÂNCIA(µm) Figura 13: Gráfico dos valores das microdurezas realizadas na seção transversal dos cordões de solda Com os ensaios realizados percebe-se que, tanto na base quanto na parte superior do cordão de solda, a dureza vai diminuindo conforme se aproxima do metal de base. Podendo se constatar a influencia no do crescimento de grão na ductilidade do material, pois a dureza e a ductilidade são fatores opostos, onde quanto maior a dureza menor a ductilidade do material. E é exatamente o temos com os perfis de dureza associados ao tamanho de grão de cada região do cordão de solda. Quanto maior o tamanho de grão maior a dureza e menor a ductilidade. 6. Conclusão Apesar dos excelentes resultados obtidos até o momento, os ensaios continuam em andamento, pois o processo ainda não apresenta uma boa estabilidade para uma aplicação industrial de grande escala. Novas concepções ainda devem ser testadas, como posicionamento da tocha, outras misturas gasosas, diferentes faixas de atuação da corrente de soldagem ou até outro tipo de material de adição. Contudo o progresso nos estudos do processo plasma keyhole esta caminhado para uma consolidação plena e é factivel definitivamente, ser aplicado em escala industrial brevemente. 26 que possa, 7. Considerações Finais Além da atividade principal destacada neste relatório, muitas outras atividades secundárias foram realizadas no decorrer do estágio, proporcionando um contato direto com diferentes tipos de processos de soldagem, trazendo um vasto conhecimento dos processos mais utilizados em grande escala, como os processos MIG/MAG ou TIG, e conhecimentos em processo menos convencionais, como soldagem PTA (soldagem plasma com adição de pó metálico). Proporcionando também um contato direto com a realidade das pesquisas que são desenvolvidas dentro das universidades, trazendo um contato direto com o meio acadêmico e com os estudos realizados nos laboratórios. Vale ressaltar o companheirismo e a dedicação de todos os integrantes do LABSOLDA, criando um agradável ambiente de trabalho, o que motivava o desenvolvimento das atividades que tinha de ser realizadas. 27 8. Referências Bibliográficas • Welding Handbook. AWS, v.2- Welding process, eighth edition, 1991. • PAULA JR. O.S. DE. Desenvolvimento e aplicação da soldagem plasma pela técnica keyhole, Dissertação de mestrado, UFSC, Brasil 1997. • KOU, S. Welding metallurgy. EUA: Wiley – Interscience Publication, 1987 • DIAZ, Victor Manuel Vergara ; DUTRA, J. C. ; GOHR JUNIOR, Raul . Estudo da Soldagem Plasma pela Técnica Keyhole com Corrente Contínua Pulsada Concernente à Influencia das Variáveis sobre a Geometria da Solda. Soldagem & Inspeção, São Paulo - SP, v. Ano 9-, n. mar/2004, p. 19-24, 2004. • PAULA JÚNIOR, Ó. S. ; DUTRA, J. C. . A Técnica Keyhole na Soldagem Plasma. Tecnologia Qualidade, Lisboa - Portugal., v. I, n. 30, p. 37-41, 1998. • Martikainen, J. K. and Moisio, T. J. I. “Investigation of the effect of welding parameters on weld quality of plasma arc keyhole welding of structural steels” Welding Journal, v.72, n. 7, p.329s-340s, July 1993. • Instruction manual PWM-300 Welding torch. Migatronic Automation, fist edition, July/2002. • Manual de Instruções MTE DIGITEC 450/600, Laboratório de Soldagem da Universidade Federal de Santa Catarina, Quinta edição, 03/2002 28