LETÍCIA DE CASTRO MELO LIMA
EDUCACADOR SOCIAL DE RUA ENTRE PERFIL E ADEQUAÇÃO
Trabalho
apresentado
ao
curso
de
graduação em Pedagogia da Universidade
Católica de Brasília, como requisito parcial
para obtenção do Título de Licenciatura em
Pedagogia.
Orientador: Prof. Dr. Geraldo Caliman.
Brasília – DF
2011
TERMO DE APROVAÇÃO
Artigo de autoria de Letícia de Castro Melo Lima, intitulada “Educador Social de
Rua entre o perfil e a adequação” apresentado como requisito parcial para obtenção do
grau de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Católica de Brasília em 1º de
junho, defendido e aprovado pela banca examinadora assinada:
________________________________
Prof. Dr. Geraldo Caliman
Orientador
__________________________________
Prof. Dr. Carlos Ângelo Meneses Sousa
Brasília - DF
2011
RESUMO
O presente artigo almeja analisar o perfil apresentado por educadores sociais de rua,
sua formação para o trabalho com crianças e adolescentes de rua, e a adequação - ou
não - de suas experiências acadêmicas para atuação eficiente na área especificada.
Para tanto, foi colhido material de pesquisa junto ao Projeto Giração – instituição
atuante no Distrito Federal.
Palavras chave: Educação Social. Formação. Ressocialização. Educador. Perfil
RESUMEN
El presente artículo desea analisar el perfil presentado por los Educadores Sociales, su
formación acadêmica para el trabajo junto a niños y a jóvenes que viven el las calles, y
la adecuación - o no - de sus experiencias académicas para una actuación eficiente
en la área buscada. El material de análisis fue conseguido por medio de una encuesta
junto al Projeto Giração- proyecto de una institución actuante en el Distrito Federal.
Palabras llave: Educación Social. Formación. Resocialización. Educador. Perfil. .
SUMÁRIO
1.
2.
3.
4.
5.
6.
6.1.
6.2.
6.3.
7.
8.
9.
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 5
PROBLEMA ............................................................................................................................ 7
JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................... 8
OBJETIVO GERAL .............................................................................................................. 12
METODOLOGIA .................................................................................................................. 13
APRESENTAÇÃO DOS DADOS ........................................................................................ 13
A FORMAÇÃO DO EDUCADOR DE RUA .................................................................... 15
O PERFIL DO EDUCADOR SOCIAL ATUANTE.......................................................... 16
A ADEQUAÇÃO ENTRE A FORMAÇÃO OBTIDA E O PERFIL DESEJADO .......... 18
DISCUSSÃO .......................................................................................................................... 19
CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 21
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 24
5
1. INTRODUÇÃO
Quando intervimos através de nossas práticas educativas, o fazemos com o fim de
transformar tanto a qualidade de vida dos indivíduos quanto de grupos, da comunidade, da
sociedade onde vivemos. Uma dimensão essencial, essa, a transformadora, pois não nos
interessa que as pessoas nem a sociedade continuem do mesmo jeito, envolvidas em
conflitos e problemas, mas que elas mudem para melhor. (CALIMAN, 2010,p.355)
Tendo em vista que a função do educador é ser agente transformador da
sociedade, o presente artigo busca analisar as relações existentes entre a pedagogia
tradicional e a pedagogia de rua e seus reflexos na formação dos educadores de rua.
Por meio de entrevistas realizadas junto ao Projeto Giração, no Distrito Federal,
foram compiladas informações a respeito da formação, do perfil e da adequação dos
educadores atuantes diretamente nos projetos que abordam crianças e adolescentes
de rua.
Assim, houve material de pesquisa que possibilitou a análise da formação e da
adequação desses educadores. Também houve a preocupação em questionar se esses
educadores sentem-se preparados para enfrentar os desafios encontrados no cotidiano
da instituição.
A análise dos dados permitiu verificar as dificuldades encontradas, e, assim,
frisar pontos essenciais para o enfrentamento do problema de maneira eficiente. O que
se percebeu foi a formação deficitária de muitos dos educadores atuantes na
abordagem de crianças e adolescentes de rua.
Em realidade, muitos desses educadores têm seu primeiro contato com esses
indivíduos apenas ao iniciarem seus trabalhos na instituição pesquisada. A formação
acadêmica desses profissionais, ademais, é diversa, não seguindo padrões e
paradigmas esperados em pessoas destinadas para a ação direta junto à jovens e
crianças em situação de rua.
Mesmo nos casos em que os educadores já tenham apresentado contato com o
ensino pedagógico, esse ensino não foi de grande valia para lidar com o problema da
exclusão e da vivência com os educandos analisados. A pedagogia clássica não tem o
cunho próprio da pedagogia social de rua. Além disso, muito embora até existam cursos
6
preparatórios para especialização na área, esses cursos não são de fácil acesso, são
caros ou não são direcionados para muitas das situações vivenciadas.
Sobre esse problema, várias foram as queixas referentes ao ter de lidar com
situações desafiadoras - e muitas vezes amedrontadoras -, tais como a violência
escancarada, o uso de entorpecentes, a proximidade com a criminalidade dos menores
infratores, dentre outros fatores que carecem da intervenção de médicos, policiais,
advogados e uma vasta gama de profissionais desvinculados inicialmente da atividade
pedagógica.
Percebe-se, assim, que a chamada pedagogia social de rua tem um longo
caminho a ser trilhado para acompanhar e dar o prumo certo à formação dos
educadores de rua. Esses profissionais, apesar de iniciarem seus trabalhos motivados,
vão, aos poucos, perdendo seu ânimo inicial por se sentirem despreparados e
desprotegidos em face dos sérios problemas que encaram diariamente.
Assim sendo, urge repensar a Pedagogia Social de rua, sendo necessário
adequá-la às dificuldades encontradas não só pelos educandos, mas pelos próprios
educadores – soldados corajosos nessa árdua batalha em prol do resgate da cidadania.
7
2. PROBLEMA
Morar nas ruas tornou-se um modo de fuga de conflitos familiares, e a ruptura
com a perspectivas para o futuro leva um número cada vez maior de crianças e
adolescentes a viver nas ruas ou a estar na chamada “situação de rua”. Juntamente a
isso, cresce a preocupação da sociedade e do governo em relação à grande
probabilidade de ocorrerem problemas físicos, mentais ou sociais nessas crianças. Elas
acabam sendo rotuladas como crianças em situação de risco, ou crianças em conflito
com a lei, uma vez que acabam cometendo pequenos furtos para própria sobrevivência
e, também, para o consumo de entorpecentes (fato comum em crianças nesta
situação). Sem uma ação externa, o futuro dessas crianças torna-se cada vez mais
incerto e mais próximo da delinqüência.
O governo apóia e sustenta (algumas) ações e grupos de apoio direcionados
para essa parcela da população. A demanda por tais serviços é crescente, e a
necessidade de profissionais específicos é cada vez mais evidente. Isso se dá em
virtude de o papel do educador ir além de sua formação acadêmica, haja vista o fato de
ele lidar com a sobrevivência de crianças muito prejudicadas em sua vida escolar, que
perderam sua individualidade, e que não possuem noções básicas de cidadania. O
educador, nessas situações, deve exercer trabalho diferenciado – e, porque não dizer,
delicado - , em que analisará as particularidades de cada caso, verificando quais
necessidades básicas foram suprimidas desses indivíduos. Isso, ademais, sem
esquecer-se de que tais crianças estão em situação de risco e exclusão social.
Na esfera privada, existem Organizações Não-Governamentais e outras ações
voluntárias que têm saído a procura dessas crianças e buscam atraí-las com atividades
socioeducativas. Essas ações almejam resgatar esses indivíduos, ou ao menos abrir
espaço para seu retorno e futura reintegração na sociedade. E as atividades
empreendidas
acabam
ocorrendo
fora
de
ambientes
formais
e
escolares.
8
3. JUSTIFICATIVA
O tema foi escolhido pelo fato de haver uma carência de educadores
(Pedagogos) na área de Educação que ocorre fora das instituições escolares. Durante
o curso de pedagogia, constata-se de difícil acesso a participação em cadeiras para
uma formação específica visando a habilitação em educação de rua. O interesse em
trabalhar nesta área motivou a pesquisa sobre as competências necessárias para
atuação nessa especialidade.
Educar essas crianças e adolescentes em situações de risco é um processo de
conscientização, em que a criança e o adolescente estarão em processo contínuo de
habituação com o cotidiano da vida institucional. O processo para isso ocorrer é
multidisciplinar e ocorre em diversas frentes. As crianças e adolescentes são aos
poucos
familiarizados às normas em doses homeopáticas e, aos poucos, irão até
mesmo se acostumando a estar em um determinado local por algumas horas. Assim, é
desafio do educador conhecer e saber atuar de maneira diferencial aluno por aluno.
Diante da necessidade de atuar em processos educativos muito específicos
como os da educação de rua, procura-se uma ciência sensível à dimensão da
sociabilidade humana, ou seja, que se ocupa particularmente da educação social de
indivíduos historicamente situados. Sendo assim, busca-se aprofundar estudos sobre
uma educação que ocorre de modo particular lá onde as agências formais de educação
não conseguem chegar; nas relações de ajuda a pessoas em dificuldade,
especialmente crianças, adolescentes e jovens que sofrem pela escassa atenção às
suas necessidades fundamentais1.
O que se quer vislumbrar em referências à essa Pedagogia Social não seria um
retorno à pedagogia arcaica, do pós-guerra. Naquele momento, o desafio a ser
1
Tal assunto pode ser mais aprofundadamente compreendido pela leitura do artigo CALIMAN (2006).É nesse contexto que se faz
premente o estudo da Pedagogia Social de rua.
9
enfrentado era a ressocialização de órfãos e menores abandonados em situação de
reconstrução da cidadania pós-conflito bélico.
Na Europa, portanto, a proposta de uma educação social configurou-se como diferente da
que era oferecida pela escola regular, tendo como público alvo crianças e adolescentes.
Estes haviam perdido suas famílias na segunda guerra mundial e precisavam de uma
assistência educativa para poder se readaptar à nova situação de „sem-famílias. (RIBEIRO
2006,p.6).
O trauma a ser enfrentado, então, decorria de uma situação fática pontual: um
conflito armado, que teve como consequência a destruição de padrões e estruturas
sociais que serviam de alicerce para a formação daqueles indivíduos.
Nos dias atuais, a problemática a ser enfrentada é diversa: a falta desses
padrões não é vista necessariamente como um obstáculo. Isso pode ser claramente
constatado na leitura:
Estudos apontam que as questões que levam a criança para a rua estão ligadas: a) à
situação econômica da família, b) à fragilidade, c) exploração da criança, d) violência (Lusk,
1992; Rosa de Souza & Ebrahim, 1992). No entanto, Lucchini, 1993, pontua que não se
deve negligenciar o papel da criança na sua saída pra a rua, como também, não se deve
esquecer a atração que a rua exerce sobre ela. Para compreender o papel ativo da criança,
tanto na sua saída para a rua, quanto no modo como ela se articula para viver longe da
família, é preciso também uma reflexão da sua dinâmica psíquica e da sua relação com o
espaço da rua. (MENEZES E BRASIL1998, p.4).
Assim, o que se verifica é que a criança não é aleatoriamente deixada num
ambiente adverso, como uma guerra. Ela mesma encontra focos de interesse na rua e
reconhece esse ambiente tanto como desafio a ser enfrentado, como opção ou
alternativa de escape de uma situação que lhe seja desfavorável.
A Pedagogia Social de rua, portanto, é ferramenta por meio da qual se estuda a
vulnerabilidade do sujeito de rua, ou seja, da criança e do adolescente, e tenta-se
estruturar arcabouço lógico-pedagógico que venha a combater a principal causa dessa
vulnerabilidade: a exclusão. Por meio da aplicabilidade desses estudos, a pedagogia
almeja, em especial, a reinserção e a formação do cidadão. Dessa forma, um dos
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principais desafios da pedagogia é abrir os horizontes dessas crianças e adolescentes,
transformando sua situação inicial desfavorável em degrau para o alcance pleno da
cidadania; o que se objetiva é que a criança venha a perceber que ela terá melhores
alternativas fora desse ambiente de rua e de que ela é agente capa de produzir essas
modificações na sociedade.
Com esse estudo, aos poucos, vai-se construindo ponte firme para o resgate e o
retorno da cidadania, ativa e passiva. Esse filão da educação é um conjunto de saberes
em torno de práticas, processos e fenômenos em busca da sociabilidade. No caso de
crianças e adolescentes de rua, essa pedagogia se estrutura por meio de ações
dirigidas a fim de conseguir a maturidade social desses seres. No mais, aos poucos, por
meio dessas ações - não apenas educativas -, tem-se esteio para que o indivíduo seja
capaz de desenvolver sua personalidade de maneira plena. Na assertiva de Caliman
(2010, p.349) A tarefa da Pedagogia Social seria a de fazer com que os processos
educativos latentes na sociedade educadora sejam „intencionalmente‟ orientados,
aconteçam onde acontecerem: na escola, na família, no abrigo e nos meios de
comunicação.
Justificativa do presente trabalho, ainda, encontra alicerce firme no art. 1o da Lei
de Diretrizes e Bases que determina que a educação é maior do que a escola e
“abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e
organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.
Se os problemas sociais insistem em bater às portas escolares é porque essa
instituição precisa acolher novas experiências, práticas e metodologias pedagógicas
provenientes, em sua maioria, da educação não-formal, da pedagogia social, das
práticas recentes da educação social que, apesar de novas, já são experientes o
bastante para contribuir com soluções. Da escola brasileira, espera-se que não se
feche dentro de processos educativos de ensino-aprendizagem, mas que se abra às
experiências educativas que ultrapassem seus muros. (CALIMAN, 2010, p.367)
E se a pedagogia é entendida como ferramenta de ressocialização, o
instrumento que viabiliza a transposição da situação abstrata (estudada) para a
11
concreta (vivida), é a figura do Educador Social de rua – doravante citado apenas como
educador.
Esse profissional tem diante de si a tarefa de desvendar quais situações devem
ser combatidas e quais são os métodos mais eficazes para que o ambiente de rua
tenha sua atratividade diminuída. Ao educador, então, cabe o trabalho de criar
caminhos para que a criança e o adolescente consigam realizar essa nova empreitada
em busca de seus lugares como cidadãos. Assim, o retorno à sociedade passa a ser
uma possibilidade desejável e passível de ser conquistada.
O trabalho será realizado fora dos ambientes e padrões da escola comum. Não
há lousas, giz, sala e carteiras. As avaliações realizadas não têm identidade com as
aplicadas na grade curricular comum. Ele desenvolve sua ação pedagógica em meio
diverso, em estrutura diversa, tendo como matéria prima alunos que vivenciam
diariamente riscos sociais e pessoais, e que já carregam dentro de si grande bagagem
de exclusão. Segundo Lucchini (1993) “Para essas pessoas, a Rua não é apenas um
lugar de passagem, mas um meio de vida, um espaço de sobrevivência e de formação
de vínculos”.
Diferentemente do aluno padrão, que sai de casa para ir à escola, a criança em
situação de rua traz ao contexto educacional nova problemática. Ao educador caberá a
função de ensinar ao aluno vulnerável questões que transcendem ao ensino apregoado
nas instituições escolares, conhecidas como regulares. De acordo com o dito por
Caliman (2010, p.354) “esse profissional deve oferecer soluções e metodologias para
reconstituição da própria identidade, da auto-estima, e do estilo das relações sociais”.
Nesse sentido, vale sublinhar alguns tópicos que essa ação educativa pode
atingir,
O aprendizado das diferenças. Aprende-se a conviver com os demais, Socializa-se com o
respeito mútuo;
Adaptação do grupo a diferentes culturas, reconhecimento dos indivíduos e do papel do
outro
12
Construção da identidade coletiva de um grupo;
Balizamento de regras éticas relativas às condutas aceitáveis socialmente (GOHN 2006,
p.31)
4. OBJETIVO GERAL
Pesquisar as competências necessárias do educador social para atuação no
campo de inclusão de crianças em situação de rua e a preparação dos educadores que
atuam nessa área.
Objetivos Específicos
Traçar o perfil exigido pelas crianças para ser um educador de Rua.
Indagar sobre a formação dos educadores sociais atuantes.
Verificar a adequação entre o perfil exigido para se tornar um educador de rua e
sua capacitação.
O objetivo foi da pesquisa empreendida foi descobrir, por meio de entrevista aos
educadores sociais de rua, se o perfil e a formação que eles possuem são adequados
ao trabalho realizado e se esses educadores sentem-se preparados para educar
socialmente as crianças atingidas pelo projeto social em que atuam. Com isso,
verificou-se se a capacitação obtida por esses educadores foi eficiente e suficiente para
sua formação profissional.
13
5. METODOLOGIA
O trabalho foi realizado pela coleta de dados por meio de observação,
questionário escrito e entrevista gravada, aplicada aos educadores sociais que atuam
em Brasília, no Projeto Giração. Foram entregues os questionários a 11 educadores
sociais, que o responderam de acordo com sua própria experiência.
Partindo do aprendido nas aulas de pedagogia, estudos, pesquisas e seminários
realizados,
e
confrontando esses dados
teóricos
com as questões práticas
vivenciadas, buscou-se analisar a formação, o perfil e a adequação dos educadores
sociais para o trabalho de Educação Social.
6. APRESENTAÇÃO DOS DADOS
No elaborar do trabalho, foram colhidas informações in loco por meio de
pesquisas realizadas junto ao Projeto Giração, um projeto cuja ação foi iniciada pela
iniciativa privada e pelo Terceiro Setor, posteriormente encampada pelo apoiado pelo
Governo do Distrito Federal
Caracterização do Projeto Giração:
O projeto tem como objetivo intervir política e pedagogicamente nas situações de
violência, exploração, risco e vulnerabilidade a que estão submetidas essas crianças,
adolescentes e jovens. Para isso, o projeto adota duas frentes de ação, que atuam em
interação contínua e permanente: com adolescentes e jovens que desenvolvem
atividades laborais no mercado informal (engraxates) e com crianças e adolescentes
que estão na rua, explorados no trabalho infantil, na mendicância, no tráfico de drogas,
na exploração sexual, dentre outras situações desfavoráveis. Os Locais de abordagem
das crianças são, em especial, as localidades de abrangência da rodoviária do plano
piloto.
14
Projeto Giração – julho/2010
De início, cada educador é responsável por um grupo de crianças. Após abordagem e
aproximação inicial, as crianças são levadas para as chamadas Casas de Passagem,
onde recebem roupas, alimentação, e são chamadas a participar de oficinas diversas
como informática, música, artes, dentre outras - atividades também desenvolvidas por
outros educadores.
A partir dessa primeira interação, desenvolve-se, aos poucos a integração dos
educandos. Em seguida, num segundo momento, as crianças são encaminhadas à
Escola do Parque (uma escola parceira nas atividades de ressocialização). Aos poucos,
o ambiente escolar é introduzido na vida dessas crianças e passa a ser visto não como
ameaça, mas como oportunidade. Muitas vezes, para alguns adolescentes mais
integrados, há a possibilidade de se conseguir a primeira experiência profissional - o
que é marco de integração social e efetiva transformação real desse ser em cidadão
crítico e atuante.
Juntamente com esse retorno à escola, o educador busca retomar contato com
os familiares dessas crianças e adolescentes. Assim, dá-se continuidade ao árduo e
repetido trabalho de inserção completa dessas crianças e adolescentes na condição de
cidadãos.
15
6.1.
A FORMAÇÃO DO EDUCADOR DE RUA
Acerca da formação do educador social de rua, procurou-se saber sobre sua
formação; sobre a formação exigida pelo empregador; se houve algum tipo de
exigência exigida, especificamente pelo empregador; se já havia experiência anterior
na área; e se o entrevistado tinha pretensões de continuar e aprimorar sua formação
acadêmica.
Dentre os educadores pesquisados, encontra-se gama diversa de profissionais.
Os registros conseguidos mostram a presença de antropólogos;
Cientistas sociais; psicólogos, pedagogos; artistas visuais;
analistas de sistemas e
educadores sociais que, apesar de terem formação em nível médio, apresentaram
experiência anterior na área de educação social de rua.
Constatou-se situação curiosa: para os concursados, não houve qualquer
restrição apresentada. O Edital de concurso público ressalvou a necessidade de
formação de grau superior em qualquer licenciatura, com a ressalva para algum tipo de
experiência em projetos sociais. Ao analisar de fato o que ocorreu, os entrevistados
alegaram que apenas os diplomas concedidos pelas instituições de ensino foram
verificados. A respeito da comprovação de experiência na área, não houve necessidade
de apresentar documentos ou referências que demonstrassem efetivamente tal
atividade.
No caso dos educadores sociais contratados com formação de nível médio, foi,
sim, exigida a comprovação de experiência. Em alguns casos constatou-se a
necessidade de que o educador apresentasse comprometimento com a defesa dos
Direitos Humanos das crianças e dos adolescentes e responsabilidade para com o
tema.
A respeito de experiências anteriores, foi conseguida a seguinte informação:
Alguns entrevistados responderam ter participado apenas de trabalhos com a
abordagem social na SEDEST-GDF e pesquisa direta com população de rua.
16
Outros já atuaram em projetos de inclusão social para garantia de direitos, em
mobilizações sociais e lutas políticas. Houve, também, quem já tivesse atuado com
população carente e com educação popular. Alguns entrevistados apresentaram
experiência pregressa em área educacional padrão, com educação formal, e na área de
projetos culturais.
No mais, também verificou-se pessoas que não tinham experiência profissional
alguma, sendo válida, apenas, a experiência adquirida após ingresso e aprovação em
concurso público.
Constata-se, assim, disparidade na formação acadêmica e no nível de
experiência dos educadores analisados. Por um lado, vê-se que esse fato pode
atrapalhar as abordagens iniciais; por outro, verifica-se uma grande disposição e
enorme interesse de diversos profissionais em atuar na área de educação social de rua.
Acerca do interesse em extensão profissional e especializações diversas, os
entrevistados apresentaram perfis diferentes, abrindo espaço para afirmar a
necessidade que esse educador social de rua possui em adquirir conhecimentos nas
áreas mais díspares.
Houve interesse na realização de cursos nas seguintes áreas: antropologia
social; pesquisa com população de rua; direitos humanos; redução de danos;
assistência social; direito; combate às drogas.
Alguns dos entrevistados já realizavam Mestrado. Outro almeja fazer Doutorado.
Todos afirmaram o desejo de buscar maior qualificação profissional.
Esse fato apenas corrobora que o educador de rua quer e precisa ser um
indivíduo multifacetado, versátil, pronto para encontrar soluções pra os problemas e
situações mais inesperados. A complexidade dos desafios reflete a busca por
aprofundamento em formação profissional.
6.2.
O PERFIL DO EDUCADOR SOCIAL ATUANTE
No que se refere ao perfil do educador atuante, buscou-se saber qual o perfil
necessário para ser um educador social de rua; se os entrevistados achavam mais
importante a assistência social ou a educação social; e se os entrevistados achavam
17
ser necessário apresentar características especiais para o trabalho desenvolvido. Como
resposta, foram citadas as seguintes características:
experiência com educação;
abertura para o novo; capacidade para lidar com contextos de violência; disponibilidade
efetiva para as crianças; clareza da carências socioassistenciais; disponibilidade para
aprender sobre o diverso; capacitação para quebrar preconceitos; acreditar no trabalho
realizado; engajamento social; consciência política; formação humanitária; acreditar no
ser humano; capacidade de creditar em si para reagir e superar traumas;
comprometimento; acreditar que a equipe e que o ente estatal podem, efetivamente,
fazer diferença.
Percebe-se que, além das dificuldades estruturais, as maiores carências desses
profissionais fazem referência a questões motivacionais. Assim, vê-se a dificuldade
constante em enfrentar os problemas apresentados pelas crianças. No mais, muitos
desejam ver os resultados concretos de seu trabalho e querem que a sociedade
reconheça os esforços empreendidos.
Sobre a postura empreendedora ou assistencialista do educador social de rua, a
resposta obtida também variou:
Os dois aspectos são essenciais na intervenção com crianças e adolescentes em
situação de rua. A assistência social é necessária nos aspectos de vulnerabilidade
social e a educação é o projeto de mudança e inserção social que deve acompanhar a
atuação e o trabalho com essas crianças.
Nesse sentido, a maior parte afirmou ser necessário o casamento das duas posturas,
visto que sem assistência, as crianças sequer alcançariam a educação escolar.
De outro ponto de vista, houve destaque para a responsabilização do estado em
criar e executar políticas públicas estruturadas, entrelaçando a sequência de atos, a
operação para inserir a criança e o adolescente de modo completo no novo ambiente
social saudável.
Entende-se que, em situações extremadas como as discorridas e estudadas, a
junção de ambas as posturas, assistenciais e educacionais, é imprescindível. Contudo,
concorda-se que é necessário que o Estado se prontifique a dar maior respaldo a essas
ações, vez que é a ele que cabe a responsabilidade de promover meio saudável para
18
que sua população tenha condições de vida e desenvolvimento compatíveis com todo o
que se arrecada em tributos e com toda a organização da máquina pública.
6.3.
A ADEQUAÇÃO ENTRE A FORMAÇÃO OBTIDA E O PERFIL
DESEJADO
Nos itens para verificar a formação obtida e perfil desejado, indagou-se se o
profissional se considerava capacitado para a atuação na área; se os educandos
exigem ou já exigiram alguma característica para a qual ele de não se sentiu preparado
para lidar; se ele achava possível uma realmente uma capacitação eficaz ou se a
experiência contava mais no dia-a-dia; e se ele considera eficaz o projeto atual em que
participa.
Sobre o entendimento de sua inserção e adaptação no trabalho desenvolvido, os
entrevistados ressaltaram os seguintes aspectos:- acham-se inseridos e capazes, mas
não devido ao preparo dado pelo governo, e sim pela experiência anterior adquirida em
militância; acham-se capacitados por meio dos desafios enfrentados no cotidiano, sem
que para isso a formação educacional tenha colaborado; sim, tanto pela formação
acadêmica, como pela militância social realizada; sim, por ter interesse e estudar o
tema desde sua graduação.
Vê-se que as ações práticas ganham grande peso na capacitação dos
envolvidos com a educação social de rua. Apenas uma minoria sente-se capacitada por
meio de sua formação acadêmica.
A respeito das exigências e problemas apresentados no cotidiano das ações
educacionais, foram citados os seguintes entraves: conflito violento envolvendo armas;
socorro a situações de saúde; atraso com a tramitação de processos judiciais;
burocracia estatal;exigência de atuação do educador em área diversa da de sua
formação; uso de drogas e entorpecentes; casos de violência na família dos
educandos; falta de confiança.
O que se verifica é que a maioria dos problemas apresentados é de cunho
particular. Os entraves relatados são de difícil tratamento, sem que haja cursos
específicos de capacitação de educadores. Muitos dos casos são corriqueiramente
19
vistos nos postos médicos e policiais. A presença desses profissionais poderia ser de
grande valia e facilitar a relação entre educador social de rua e criança.
A respeito das considerações sobre o projeto em que participam, há posturas
conflitantes. .
A maioria dos educadores entende realizar trabalho eficaz dentro de suas
possibilidades de atuação. Houve quem afirmasse que o Projeto Giração é a instituição
que apresenta os melhores resultados no Distrito Federal. Isso se dá em virtude de que
seus educadores procuram ver as crianças nessa situação como os protagonistas da
ação, ou seja, não se discute o ambiente, o gasto econômico, os números analisados,
mas visam alcançar, para cada vida ali atendida, grau maior de estabilidade e
cidadania. Cada criança, por si só, é especial. Há, também, quem ache que a ação
ainda não é eficaz. Contudo, a proposta é válida e progressiva.
Ademais, há quem se posicione pelo não funcionamento completo da ação,
embora dê créditos ao empreendimento. Se a resolução não é total, ao menos não
abandona o problema. A iniciativa, assim, torna-se válida.
7. DISCUSSÃO
Após a análise dos dados e das entrevistas, vale fazer algumas considerações
acerca de conclusões e de assertivas teóricas que discutem o tema.
(...)a pedagogia social de rua exige uma competência técnica para trabalhar com uma
realidade que não corresponde ao espaço, ao tempo, aos conteúdos e métodos da escola
formal, articulada a um compromisso político com os educandos. Para isso, as práticas
pedagógicas do educador social de rua precisam estar orientadas de modo que propiciem o
resgate da cidadania dos sujeitos sociais com os quais desenvolve o seu trabalho..
(GRACIANI 2001, p.309)
Como demonstrado no questionário, afirma-se a necessidade de uma nova
abordagem da educação de rua para os próprios educadores.
Suas necessidades devem ser consideradas para a instituição de programa de
formação acadêmica - e continuada - a fim de que possam gerar profissionais mais
20
eficientes e plenamente preparados para lidar com a diversidade de situações
adversas, até então desconhecidas ou fora de seus círculos de vivência pessoal.
Na prática, chega-se à conclusão de que esses profissionais necessitam de uma
complementariedade em virtude da complexidade da situação enfrentada. Parecer
semelhante foi discorrido por Romans (2003) “ tais profissionais necessitam também de
outras competências porque seu trabalho se desenvolve sobre uma multifuncionalidade
de papéis, de ambientes, de coletividades e de situações problemáticas e ambientais..
O que dificulta a formação desse profissional, ademais, é a ausência de um
ensino pedagógico próprio e que seja voltado para esse ramo educacional. Nos dias
atuais, a pedagogia prioritariamente ensinada nas faculdades é a tradicional, diferente
da pedagogia de rua. O educador aqui considerado só obteve contato com os
problemas e com a teoria da pedagogia de rua ao adentrar na instituição e começar a
enfrentar os problemas de seus alunos.
Os maiores obstáculos a serem vencidos são:
- formação específica a educadores a partir da definição de seu papel e as atividades a
realizar;
- definição mais clara de funções e objetivos da educação;
- sistematização das metodologias utilizadas no trabalho cotidiano;
- construção de metodologias que possibilitem o acompanhamento do trabalho que vem
sendo realizado;
- construção de instrumentos metodológicos de avaliação e análise do trabalho realizado;
- construção de metodologias que possibilitem o acompanhamento do trabalho de egressos
que participaram de programas de educação;
-criação de metodologias e indicadores para estudo e análise de trabalhos da educação
não- formal em campos não sistematizados;
(GOHN, 2006, p.31).
Ainda que encontremos uma educação formal de base, há um leque de fatores tais como a subjetividade de cada educador, a diversidade de obrigações a serem
cumpridas, as motivações e o crescimento profissional – que tornam criam maiores
dificuldades para uma capacitação realmente eficaz. Assim, em consonância com o dito
21
por Ribeiro (2006, p.15): “Poder-se-ia resumir que a educação social
é uma
necessidade que decorre da exclusão social de crianças e jovens”.
8. CONCLUSÃO
Os dados captados no presente trabalho mostram que, embora o perfil dos
educadores seja de profissionais dedicados e disponíveis para trabalhar com a
ressocialização de crianças e adolescentes de rua, a formação desses educadores não
é realizada de maneira eficiente. É uma formação frágil, sem direcionamento e preparo
inicial, muitas vezes em desalinho ou sem contato algum com as diretrizes traçadas
pela Pedagogia Social de Rua. Não existem muitas opções de cursos específicos , nem
uma preocupação em ambientar esses profissionais antes do contato direto com a rua.
Como averiguado, muitas vezes, o educador não teve contato anterior com
esses menores, e nem mesmo com os problemas enfrentados por eles, como abusos,
violência, abandono familiar, uso de entorpecentes e álcool, prática de crimes e delitos
menores.
E ainda nas situações em que esse profissional seja formado em área
educacional, o aprendizado dado pela graduação universitária não os preparou para
lidar com os problemas apresentados pelos menores que buscam resgatar.
Sendo assim, percebe-se não haver adequação entre o profissional educador
social e a sua formação acadêmica, principalmente no que se refere a um curso
específico de educador social de rua. Ademais, muitas vezes o profissional não tem
toda a eficiência possível porque sequer teve contato com o ensino de qualquer tipo de
pedagogia.
É preciso, portanto, uma correção de rumos; uma convivência maior entre
pedagogia clássica e pedagogia social de rua, e o imprescindível acesso do ensino
dessas matérias na formação prévia dos educadores de rua.
A problemática da ressocialização de crianças e adolescentes de rua é tema que
transpassa o mero agir do professor e do pedagogo. A intersecção e a atuação
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conjunta de diversos ramos da sociedade é necessária, juntamente com a colaboração
das estruturas e do respaldo fornecido pelo ente estatal. A pedagogia, como ramo líder
na formação de profissionais para lidar com esse obstáculo, tem, no entanto,
encontrado alguns sérios entraves para lidar com a educação de rua.
Nesse sentido, convém incentivar a ampliação do ensino da pedagogia, não
apenas no seu sentido tradicional. Mister se faz alçar vôos mais altos, acrescentando a
essa pedagogia de graduação o ensino de tópicos próprios da pedagogia de rua. Aqui
uma das possibilidades é de proporcionar formação específica em Educação Social em
nível de final de ensino médio e em nível de pós-graduação lato sensu. É preciso e
investir na formação do educador de rua, que, segundo as observações colhidas, é
precária.
O incremento desse ramo educacional passa imprescindivelmente, pela
transformação dos próprios formadores desses educadores de rua, o que envolve
iniciativa privada, pública, entes governamentais e paraestatais, formadores de opinião,
catedráticos e universitários. É necessário atuar em conjunto. De acordo com o que diz
Caliman (2010,p.354)
“soluções
em forma de técnicas, dinâmicas, planejamentos,
projetos educativos são modos de responder aos problemas à luz da ciência aos
problemas vividos no cotidiano educativo”.
Sugere-se nova abordagem pedagógica, a fim de suprir essas lacunas. Muito
embora o curso de pedagogia seja um dos que mais forma no Brasil, não é dada a
devida atenção ao tema da pedagogia de rua. E tanto governo como o terceiro setor
acabam investindo em projetos diversos, sem que haja um preparo profissional para
tanto. Os educadores sociais devem ser capacitados de maneira complexa, diversa,
multifacetada e continuada. Maior acesso a cursos em áreas correlatas e a criação de
um arcabouço que permita acompanhar e atender as necessidades apresentadas no
decorrer da vida profissional desses educadores são fatores pequenos que poderiam
apresentar resultados positivos em grande escala.
Deve haver o pensamento firme e a percepção constante de que a base
educacional e a transformação das vidas dessas crianças e adolescentes promovendo
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a transformação social. Tendo em vista o cuidado com bases socioeconômicas e
familiares, tais ações educacionais retiram crianças de rua, diminuem índices de
analfabetismo, miséria, violência e uso de entorpecentes.
A pedagogia social emerge no Brasil, como uma ciência que oferece suas bases
metodológicas e teóricas para a Educação Social. A Educação Social, por sua vez, constituise em uma dimensão prática, onde acontece a aplicação das técnicas, metodologias,
dinâmicas geradas no diálogo com a Pedagogia Social. Se uma se associa à teoria, a outra
se associa à prática. No entanto, as duas devem caminhar juntas, assim como a reflexão e a
ação: uma constrói e alimenta a outra. Sem prática não tem teoria; sem teoria, a prática
arrisca a se tornar um ritual sem sentido. (CALIMAN 2010, p,351):
La Pedagogía Social es considerada como uma ciencia teórica, al modo como lo
son
aquellos saberes que pretenden el conocimiento sistemático de las realidades que
configuran su objeto de estúdio, de carácter fuertemente prescriptivo, com intenciones
tecnológicas de aplicar los conocimientos obtenidos em la investigación estandarizada a la
solución de problemas detectados em la práctica. (CARRERAS E MOLINA ,1997,p.54)
Essa mudança de paradigma na formação do educador social de rua deve ser
empreendida sempre considerando que a educação é o meio sine qua non para
promover transformação, inclusão e integração de crianças e adolescentes, fornecendo
acesso à cidadania, resgatando direitos esquecidos e transformando esses indivíduos
esquecidos em seres realmente sociais. Como ensina Paulo Freire, “Teoria e prática
são momentos indissociáveis no mesmo processo.”
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9. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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LETÍCIA DE CASTRO MELO LIMA EDUCACADOR SOCIAL DE